Economia em supermercado pode chegar a R$ 1.007,53 em Belo
Horizonte, aponta pesquisa da PROTESTE
O consumidor que souber pesquisar pode economizar até R$ 1.007,53 no ano, em Belo
Horizonte, apontou o 11º levantamento anual de preços dos supermercados brasileiros
realizado pela PROTESTE Associação de Consumidores.
Essa economia anual para uma cesta de 104 produtos, de marcas líderes, ocorre se a
opção for pelo estabelecimento mais barato do levantamento (Apoio Mineiro da Av. Silva
Lobo, 900), em comparação ao local em que foram encontrados os preços mais altos da
Capital (Morini, da Rua dos Guajajaras, 843).
Neste período de inflação elevada, a pesquisa de preços pode fazer toda a diferença
para a compra pesar menos no orçamento. A PROTESTE foi a 1.258 estabelecimentos, de
20 cidades brasileiras em 13 estados e mais o Distrito Federal, para levantar a
situação. As redes de lojas de atacado foram as que ofereceram preços mais em conta.
A PROTESTE está lançando a campanha nacional "Desconto no Caixa" para sensibilizar
os supermercados e hipermercados do País a oferecer promoções especiais em uma
cesta de compras. Todos os consumidores podem participar, se cadastrando no site da
mobilização, até o próximo dia 15 de outubro, pelo site: www.descontonocaixa.com.br.
Há no site, também, uma área destinada aos varejistas para entrarem em contato com a
PROTESTE, a fim de oferecer seus descontos. Qualquer rede pode participar, e quanto
mais pessoas se inscreverem na campanha, mais será fortalecida a luta por um desconto
em itens importantes para a despensa dos brasileiros.
Vantagem do atacado
O levantamento constatou que a rede Atacadão se destaca como a mais barata na maioria
das cidades em que está presente, tanto para a Cesta 1, a mais completa e de produtos
de marcas líderes, como para a Cesta 2.
Os preços médios das cestas nos últimos cinco anos chegaram a variar 43% em Minas
Gerais, 50% em Santa Catarina, 52% em Pernambuco, 51% no Ceará e na Paraíba, 50%
no Rio Grande do Norte e 42% no Rio de Janeiro, no caso da cesta completa, com 104
itens de produtos de marcas líderes.
Em média, o consumidor de Minas Gerais desembolsou R$ 435,21 na compra dos 104
produtos da cesta composta de produtos de marcas líderes. E no Espírito Santo, onde foi
encontrado o preço mais baixo, o consumidor precisou de R$ 425,23 para adquirir esta
mesma cesta.
Em Belo Horizonte, a cesta encareceu 12%. No Distrito Federal, a cesta completa ficou
21% mais cara do que em 2014. Já São Paulo foi o estado em que a cesta de produtos
sem marca teve a maior variação em relação ao ano passado (16%).
Florianópolis foi a vilã de preços médios entre as 20 cidades pesquisadas. A compra de
supermercado catarinense, tanto para quem não abre mão de produtos de marcas líderes
de venda, quanto para a cesta com produtos mais baratos sai 11% mais cara do que no
Espírito Santo, onde foi encontrado o menor preço médio para a cesta de 104 itens.
Para escolher o estabelecimento que ofereça melhores preços, conforme o perfil de
consumo, há um simulador no site da PROTESTE: www.proteste.org.br. Ele indica as
lojas mais baratas por região, rede e tipo de estabelecimento e ajuda a ser informar antes
de sair para a compra.
Pesquisar antes de fazer a compra do mês é fundamental. A variação de preços de uma
cidade, dependendo do ponto de venda, pode ser muito grande, até em supermercados de
uma mesma rede. Por isso, às vezes vale a pena atravessar a rua e conferir o preço em
outro local antes de carregar o carrinho.
No caso de Belo Horizonte, por exemplo, foi constatado que a compra sai 17% mais barata
se for feita no Carrefour da Rua dos Guajajaras, 11, em lugar do Morini, situado na mesma
rua, 843.
As diferenças de preços para os mesmos produtos são grandes. Em Belo Horizonte, foi
constatada diferença de 121% para a pacote de 300g de cereal matinal sabor milho
sucrilhos Kellogg’s. Foi encontrado por R$ 4,98 em um local, e por R$ 10,99 noutro
mercado. E o pacote de 200g de manteiga extra com sal Itambé, custava R$ 3,69 num
local e R$ 7,99 noutro mercado, uma diferença de 117%.
Na comparação entre as lojas mais baratas para a Cesta 1, com produtos de marcas
líderes, das 20 cidades pesquisadas, constataram-se as melhores ofertas de preços
em:
• Belo Horizonte – Rede Makro. Mas a loja mais barata foi o Apoio Mineiro da Av. Silva
Lobo, 900;
• Brasília – Rede Makro. Loja mais barata foi a do Makro, situada no SAI Trecho 7;
• Campinas – Rede Atacadão. Loja da Rodovia Dom Pedro I, 900, Km 139;
• Curitiba – Rede Big. Mas a loja mais barata foi a do Makro da Av. Presidente Wenceslau
Brás, 1.046;
• Florianópolis – Rede Fluminense. Mas a loja mais barata foi a Fort, situada na Rodovia
José C. Daux 401, Km 10, rodovia SC;
• Fortaleza – Rede Maxxi. E a loja mais em conta foi a situada na Av. Osório de Paiva,
2.250;
• Goiânia – Rede Walmart. Mas a loja mais em conta foi a do Bretas situado na Av.
Anhanguera, 14.404;
• Guarulhos – Redes Atacadão e Makro. Mas a loja mais barata foi o Atacadão da Av.
Otávio Braga de Mesquita, 3.116;
• Jaboatão dos Guararapes – Rede Atacadão. Loja da Av. General Barreto de Menezes,
958;
• João Pessoa – Rede Atacadão. Loja da Rua Doutor Manoel Lopes de Carvalho, s/nº
• Natal – Rede Atacadão. Loja da Av. Dão Silveira, 7.796;
• Niterói – Rede Guanabara. Loja da Rua Marechal Deodoro, 360;
• Olinda – Rede Atacadão. Loja da Av. Pan Nordestina, 778;
• Porto Alegre – Rede Big. Loja da Av. Diário de Notícias, 500;
• Recife – Rede Makro. Loja da Av. Recife, 5.005;
• Rio de Janeiro – Rede Atacadão. Mas a loja mais barata foi o Assai da Rua Francisco
Real, 2.050;
• Salvador – Rede Todo Dia. Loja da Rua São Caetano, 457;
• São Paulo – Rede Atacadão. Loja da Av. Doutor Custódio de Lima, 297;
• Vila Velha – Rede Carone. Loja da Av. Champagnat, 946;
• Vitória – Redes Makro e Carone – Loja mais barata foi a do Epa da Rua Thiers Velloso,
50.
Economia Anual
Cesta 1
Economia Anual
Cesta 2
São Paulo
R$ 1.703,93
R$ 1.890,91
Rio de Janeiro
R$ 2.119,43
R$ 2.118,54
Salvador
R$ 1.573,91
R$ 2.235,43
Brasília
R$ 974,21
R$ 1.486,52
Fortaleza
R$ 860,84
R$ 1.032,65
Belo Horizonte
R$ 1.007,53
R$ 1.202,70
Curitiba
R$ 1096,56
R$ 967,37
Recife
R$ 670,69
R$ 612,18
Porto Alegre
R$ 884,36
R$ 842,52
Goiânia
R$ 924,66
R$ 1.162,62
Guarulhos
R$ 765,54
R$ 767,86
Campinas
R$ 1.447,76
R$ 1.384,00
Natal
R$ 776,60
R$ 935,89
João Pessoa
R$ 943,10
R$ 1012,50
Jaboatão dos
Guararapes
R$ 295,24
R$ 597,42
Niterói
R$ 964,00
R$ 1.201,96
Vila Velha
R$ 703,60
R$ 1.178,09
R$ 1.747,27
R$ 2.198,59
R$ 968,10
R$ 134,56
Cidade
Florianópolis
Olinda
Vitória
R$ 975,30
R$ 762,89
Metodologia
Foram simuladas duas cestas de compras, que equivalem a dois perfis de consumidor:
uma com produtos de marca, outra sem marca (sem carne, frutas e legumes), com
menores preços. Os pesquisadores agiram como consumidores à procura do menor preço,
evitando os dias de promoções de alguns setores. O objetivo da PROTESTE é ajudar a
economizar, pois o brasileiro gasta um terço do orçamento doméstico nas compras em
supermercados.
Foram comparados os pontos de venda visitados para apontar o supermercado mais
barato. E, tomando esse local por base, a indicação de quanto os demais são mais caros.
A lista não traz os preços por produtos. Em vez de simplesmente citar preços, as tabelas
mostram a comparação entre os estabelecimentos visitados: o ponto de venda mais barato
recebe o índice 100; os demais, o índice proporcional ao custo de suas respectivas cestas.
Com essa metodologia, foi possível ainda comparar as redes de supermercados,
hipermercados, hard discount e lojas de conveniência.
Para calcular o custo de cada cesta, foi feita uma ponderação, levando em conta o peso
de cada produto nos hábitos de consumo do brasileiro. Isso porque os produtos têm
importâncias diferentes de consumo. As lojas mais bem classificadas são as que vendem
mais barato os produtos mais consumidos.
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