UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE QUÍMICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA Ramon Borges da Silva SÍNTESE E AVALIAÇÃO DO PERFIL TRIPANOCIDA DE NOVOS DERIVADOS IMIDAZÓLICOS TRISSUBSTITUÍDOS PLANEJADOS COMO POTENCIAIS AGENTES ANTI-CHAGÁSICOS Rio de Janeiro 2011 i Ramon Borges da Silva SÍNTESE E AVALIAÇÃO DO PERFIL TRIPANOCIDA DE NOVOS DERIVADOS IMIDAZÓLICOS TRISSUBSTITUÍDOS PLANEJADOS COMO POTENCIAIS AGENTES ANTI-CHAGÁSICOS Dissertação de Mestrado realizada no Laboratório de Síntese Orgânica (Farmanguinhos/Fiocruz) e apresentada ao Programa de PósGraduação em Química, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Ciências (Química). Orientador: Carlos Alberto Manssour Fraga (LASSBio/FF/UFRJ) Orientador: Edson Ferreira da Silva (Farmanguinhos/Fiocruz) Rio de Janeiro 2011 ii SÍNTESE E AVALIAÇÃO DO PERFIL TRIPANOCIDA DE NOVOS DERIVADOS IMIDAZÓLICOS TRISSUBSTITUÍDOS PLANEJADOS COMO POTENCIAIS AGENTES ANTI-CHAGÁSICOS Ramon Borges da Silva Dissertação de Mestrado realizada no Laboratório de Síntese Orgânica (Farmanguinhos/Fiocruz) e apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Química, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Ciências (Química). Aprovada por: _____________________________________ Carlos Alberto Manssour Fraga (LASSBio-FF-UFRJ) _____________________________________ Edson Ferreira da Silva (Farmanguinhos-Fiocruz) _____________________________________ Rodrigo Octavio Mendonça Alves de Souza (IQ-UFRJ) _____________________________________ Claudio Viegas Junior (UNIFAL) _____________________________________ Ayres Guimarães Dias (UERJ) iii FICHA CATALOGRÁFICA S586 Silva, Ramon Borges da. Síntese e avaliação do perfil tripanocida de novos derivados imidazólicos trissubstituídos planejados como potenciais agentes anti-chagásicos / Ramon Borges da Silva. - Rio de Janeiro: UFRJ/ IQ, 2011. 133 f.: il. Dissertação (Mestre em Ciências) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Química, Programa de PósGraduação em Química, Rio de Janeiro, 2010. Orientadores: Carlos Alberto Manssour Fraga e Edson Ferreira da Silva. 1. Imidazol. 2. Tripanocida. 3. Megazol. I. Fraga, Carlos Alberto Manssour. (Orient.). II. Silva, Edson Ferreira da. (Orient.). III. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Química, Programa de Pós-Graduação em Química. IV. Título. CDD:543 iv “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem. Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos. Filho meu, não rejeites a correção do SENHOR, nem te enojes da sua repreensão. Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem. Bemaventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm. O SENHOR, com sabedoria fundou a terra; com entendimento preparou os céus. Pelo seu conhecimento se fenderam os abismos, e as nuvens destilam o orvalho. Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso; Porque serão vida para a tua alma, e adorno ao teu pescoço. Então andarás confiante pelo teu caminho, e o teu pé não tropeçará. Quando te deitares, não temerás; ao contrário, o teu sono será suave ao te deitares. Não temas o pavor repentino, nem a investida dos perversos quando vier. Porque o SENHOR será a tua esperança; guardará os teus pés de serem capturados. Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo.” BIBLIA SAGRADA, LIVRO DE PROVÉRBIOS- CAP.3 v Esta Dissertação é dedicada a minha mãe Maria José Borges da Silva por todo empenho e perseverança, a minha esposa Juliana Almeida Borges, a minha família e aos meus amigos vi AGRADECIMENTOS • Agradeço em primeiro lugar a Deus por tudo que tem feito na minha vida. • Aos meus professores Dr. Carlos Alberto Manssour Fraga e Dr. Edson Ferreira da Silva pela orientação e oportunidade de aprender mais sobre esta ciência. • Ao professor Antônio Carlos Carreira Freitas, por me despertar o interesse pela química. • À Central Analítica de Farmanguinhos pela realização dos espectros de RMN, LC-MS. • À Dra. Solange Lisboa de Castro por realizar os testes farmacológicos, e sua aluna Kelly por toda ajuda. • Aos integrantes das Sínteses 1 e 2 e da Planta Piloto: Samir, Alessandra, Renato Carvalho, Priscila, Vanessa, Marcelle Ferreira, Marcele Moreth, Emerson, Silvio, Daniele, Claudinha, Cristiane, Walcimar, Vitor, Claudio, Lourdes, Mônica Peralta, Mônica Gomes, Wilson, Diego e Sandra • Aos amigos Bruno Bonato, Jônatas, Flávio Freitas, July Andrea, Vinícius Luíz, Ligia Balbino e Leonardo Lameira. • À Farmanguinhos por fornecer suporte técnico e financeiro para a execução deste trabalho. E desde já, a banca examinadora por aceitar o convite. vii RESUMO DA SILVA, Ramon TRIPANOCIDA Borges. DOS SÍNTESE NOVOS E AVALIAÇÃO DERIVADOS DO PERFIL IMIDAZÓLICOS TRISSUBSTITUÍDOS PLANEJADOS COMO POTENCIAIS AGENTES ANTICHAGÁSICOS. Rio de Janeiro 2011. Dissertação (Mestrado em Química). Instituto de Química Universidade Federal do Rio de Janeiro No âmbito de uma linha de pesquisa que visa obter novos protótipos úteis na terapia de doenças tropicais, este trabalho teve como objetivos: o planejamento, a síntese e a avaliação da atividade tripanocida de uma nova família de derivados imidazólicos trissubstituídos. Estes derivados hetrociclicos foram planejadas estruturalmente, explorando o conceito de hibridação molecular entre duas arilidrazonas derivadas do megazol, e.g. a brazilizona A, que apresentou potente atividade tripanocida. A metodologia sintética empregada neste trabalho para a obtenção da nova família de derivados imidazólicos trissubstituídos mostrou-se adequada, permitindo a obtenção dos compostos-alvos em rendimentos globais que variam de 22-71%. A atividade tripanocida foi investigada sob a forma infectiva tripomastigota, permitindo assim, identificar o derivado 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'- biimidazol-3'-ol, o qual apresentou significativa atividade biológica IC50= 23,9 µM, quando comparado ao benznidazol, usado como substância de referência Palavras-chave: Imidazol, Tripanocida, Megazol viii ABSTRACT DA SILVA, Ramon Borges. SÍNTESE E AVALIAÇÃO DO PERFIL TRIPANOCIDA DOS NOVOS DERIVADOS IMIDAZÓLICOS IMIDAZÓLICOS TRISSUBSTITUÍDOS PLANEJADOS COMO POTENCIAIS AGENTES ANTICHAGÁSICOS. Rio de Janeiro 2011. Dissertação (Mestrado em Química). Instituto de Química Universidade Federal do Rio de Janeiro Within a line of research that seeks new prototypes useful for treatment of tropical diseases, this study aims the design, the synthesis and the evaluation of trypanocidal activity of a new family of trisubstituted imidazole derivatives. These heterocyclic derivatives were structurally planned by exploring the concept of molecular hybridization between two arylhydrazones derived from megazol, e.g. brazilizona A, which presented potent trypanocidal activity. The synthetic methodology employed in this work to obtain a new family of trisubstituted imidazole derivatives was adequate, allowing the achievement of target compounds in overall yields ranging from 22-71%. The trypanocidal activity was investigated in the infective trypomastigote form, thus allowing to identify the derivative 2'-(4-bromophenyl)-1-methyl-5 '-phenyl-1H, 3'H-2, 4'biimidazol-3' -ol, which showed significant biological activity (IC50= 23,9 µM) when compared to benznidazole, used as standard drug. Keywords: Imidazole, trypanocidal, Megazol ix Este trabalho foi realizado no Laboratório de Síntese de Farmanguinhos -Fiocruz- sob a orientação dos Professores Dr. Carlos Alberto Manssour Fraga e Dr. Edson Ferreira da Silva. x ÍNDICE Pág. RESUMO viii ABSTRACT ix Lista de figuras xiv Lista de esquemas xix Lista de tabelas xx Lista de abreviaturas e siglas xxi Anexo de espectros xxiii 1- INTRODUÇÃO 1 1.1 Doença de Chagas 1 1.2 Quimioterapia da doença de Chagas 7 1.2.1 Compostos nitro heterocíclicos 8 1.2.2 Nifurtimox (2) e benznidazol (3) 8 1.2.3- Megazol 16 1.2.4- Brazilizona A 25 xi 26 2- OBJETIVOS 2.1 Planejamento estrutural dos novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos 26 3- RESULTADOS E DISCUSSÃO 29 3.1 Análise retrossintética 29 3.2 Obtenção do enol-benzoato (21) 30 3.3 Obtenção da ceto-oxima (20) 31 3.4 Síntese dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10- 35 19) 3.5 Avaliação do perfil tripanocida 46 4- CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS 48 5- PARTE EXPERIMENTAL 49 5.1. Informações gerais 49 5.2. Metodologia sintética 50 5.2.1- Síntese do composto enol-benzoato (21) 50 5.2.2- Síntese do composto ceto-oxima (20) 51 5.2.3- Síntese dos novos derivados imidazólicos 2,4,552 Trissubstituídos (10-19) 5.3- Protocolo biológico 62 5.3.1 Avaliação da atividade tripanocida "in vitro" sobre a forma 62 xii tripomastigota de T. cruzi. 6- REFERÊNCIAS 63 7- ANEXOS: ESPECTROS 70 xiii Pág. LISTA DE FIGURAS em 2 Figura 2: As duas principais formas do Trypanosoma cruzi em 2 Figura O 1: ciclo de vida do Trypanosoma cruzi <http://www.who.int/tdrold/diseases/chagas/lifecycle.htm> hospedeiros vertebrados: A, tripomastigota (formas sanguíneas aderidas a células musculares cardíacas); B, amastigota (formas intracelulares cardíacas, presentes onde se no citoplasma multiplicam). de Fotos: células (A) musculares Helene Barbosa, IOC/Fiocruz; (B) Mirian Claudia Pereira, IOC/Fiocruz. Figura 3: Radiografias do tórax de um paciente chagásico (A), e de um 3 paciente sadio (B), ilustrando o tamanho do coração. Figura 4: Sinal de Romaña de uma menina procedente de área endêmica no Brasil. 4 Figura 5: Estrutura química da nitrofurazona (1) 7 nitro-heterocíclicos 8 Figura 7: Reações de nitroredutases do tipo 1 e 2 com derivados nitro- 10 Figura 6: Estrutura química dos derivados nifurtimox (2) e benznidazol (3). heterocíclicos. xiv Figura 8: Mecanismo de ação proposto para os fármacos nifurtimox (2) 11 e benznidazol (3). Figura 9: Esquema geral de redução de nitrofuranos por nitroredutases 12 do tipo I Figura 10: Redução do nifurtimox (2) mediada por nitroredutases do 13 tipo I gerando nitrila insaturada de cadeia aberta (4). A- HPLC (rastreamento λ=340 nm). B- Espectro de massa do pico único obtido após HPLC. As m/z de 256 e 278 correspondem respectivamente ao metabólito +H e +Na derivado do nifurtimox (2)- C- Espectro de absorção na região do UV do produto da nitrila insaturada (4). (Wilkinson, 2011) Figura 11: Espectrrometria de massas em tandem da nitrila insaturada 14 (4). A- ESI positivo do ion da nitrila insaturada (4) ; B- Estrutura dos precursores da nitrila insaturada (4); C- ESI negativo do ion da nitila insaturada (4); D- Estrutura do precursor e fragmentos do ESI negativo. Figura 12: Citotoxidade de nitrilas insaturadas de cadeia aberta. 15 Resposta dose dependente da forma sanguinea de T.brucei (■) e células de mamíferos THP-1 (♦) para nifurtimox (linha sólida) e nitrila insaturada (OCN) (4) (linha pontilhada). Figura 13: Estrutura química do megazol (6) 16 Figura 14: Espectro de ERS obtido durante incubação anaeróbia de 18 microssomas de fígado de rato com compostos nitro-heterocíclicos: (A) xv nifurtimox (2); (B) megazol (6); e (C) benznidazol (3) (Tsuhako e cols., 1989). Figura 15: Redução dos compostos em condições anaeróbias por 19 microssomos de fígado de rato. (•) nifurtimox (2); e (o) megazol (6) (0,2mM). O gráfico mostra o espectro da absorção de luz visível do megazol (6) antes (___) e depois (- - - ) da adição de ditionato de sódio. Figura 16: Dados de ERS obtidos durante a redução do megazol com 20 ferredoxina em: (A) condições anaeróbias; (B) aeróbias; (C) simulação computacional de (A). Figura 17: Estrutura química do metronidazol (7) 21 Figura 18: Nitro-ânion radicais do megazol (6) (B) e do nifurtimox (2) 22 (A). Espectro de ERS dos nitro-aniôns radicais após incubação com microssomos de T.cruzi. Figura 19: Inibição dose-dependente de [3H]- leucina incorporada por 23 formas amastigotas de T.cruzi. (▲) controle, (●) 300 µM benznidazol (3), (□) 50 µM megazol (6), (○) 25 µM megazol e (∆) 12,5 µM megazol. Figura 20: Efeito do megazol (4) sobre a quantidade de tióis em formas epimastigota do T. cruzi. A meia-vida da tripanotiona é 88 min. Controle-T(SH)2 (■), T(SH)2-megazol (•), GSH-controle (▲), GSHmegazol (ο). xvi 24 Figura 21: Estrutura química da brazilizona A (8) e do derivado 3,5-tert- 25 butil,4-OH (9) Figura 22: Estrutura geral dos novos derivados imidazólicos 2,4,5- 26 trissubstituídos (10-19) Figura 23: Planejamento estrutural dos novos derivados 2,4,5-triaril- 27 imidazólicos (10-19) Figura 24: Estutura química dos novos derivados imidazólicos 2,4,5- 28 trissubstituídos (10-19). Figura 25: Análise retrossintética proposta para a obtenção dos 29 derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) Figura 26: Espectro no IV referente à ceto-oxima (20) 33 Figura 27: Espectro de RMN 1H da ceto-oxima (20), (500 MHz, DMSO- 34 d6/TMS) Figura 28: Espectro de RMN 13C da ceto-oxima (20) (100 MHz, DMSOd6/TMS). xvii 34 Figura 29: Espectro no IV do derivado imidazólico 2,4,5-trissubstituído 39 (12). Figura 30: Espectro de RMN-1H do derivado imidazólico 2,4,5- 41 Trissubstituído fluorado (11) (400 MHz, DMSO-d6/TMS). Figura 31: Espectro de RMN-1H do derivado imidazólico 2,4,5- 42 trissubstituído bromado (13) (500 MHz, DMSO-d6/TMS). Figura 32: Espectro de RMN-13C do derivado imidazólico 2,4,5- 44 trissubstituído (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS). Figura 33: Espectro de RMN-13C DEPT do derivado imidazólico 2,4,5- 45 trissubstituído (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS). Figura 34: Estrutura molecular do composto imidazólico para-bromado 45 (13) obtido por difração de raios-X. Figura 35: Redução do perfil de atividade através das modificações na fenila dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) xviii 47 Pág. LISTA DE ESQUEMAS Esquema 1: Metodologia sintética do derivado enol-benzoato (21) 30 Esquema 2: Proposta de mecanismo para a reação de obtenção do 31 enol-benzoato (21). Esquema 3: Esquema de síntese da ceto-oxima (20) a partir do enol- 31 benzoato (21). Esquema 4: Proposta de mecanismo para a reação de obtenção da 32 ceto-oxima na forma Z (20). Esquema 5: Esquema de síntese dos novos derivados imidazólicos 35 2,4,5-trissubstituídos (10-19). Esquema 6: Proposta de mecanismo para a reação de obtenção dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19). xix 36 Pág. LISTA DE TABELAS Tabela 1: Prevalência da infecção por Trypanossoma cruzi em países da 6 América Latina em 1980-85 e 2005 e efeitos de iniciativas de controle ou eliminação da doença de Chagas. Tabela 2- Percentagem de cura em grupos de camundongos inoculados com 17 cepas de T. cruzi tratados com megazol (6), benznidazol (3), nitrofurazona (1) e nifurtimox (2), por via oral. Tabela 3- Constantes de eficácia catalítica da redução enzimática de 21 nitrocompostos por diferentes redutases. Tabela 4: Propriedades fisico-quimicas e rendimentos dos derivados 37 imidazólicos 2,4,5-trisssubstituidos (10-19) Tabela 5: Principais dados de EM-ESI e IV para novos derivados imidazólicos 38 2,4,5-trissubstituídos (10-19) Tabela 6: Deslocamentos químicos em ppm dos hidrogênios dos anéis A, B, C 40 e D dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19). Tabela 7: Deslocamentos químicos em ppm dos carbonos dos derivados imidazólicos 43 2,4,5-trissubstituídos (10-19). Tabela 8: Atividade tripanocida “in vitro” sobre a forma tripomastigota dos novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos (10-19) xx 46 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS µM Micromolar ADME Absorção, distribuíção, metabolismo e eliminação Ar Anel aromático CCF Cromatografia em camada fina DMSO-d6 Dimetil Sulfóxido deuterado DNA Ácido desoxirribonucléico e.g. Por exemplo EM Espectrometria de massas EROs Espécies Reativas de Oxigênio ERS Espectroscopia de Ressonância de Spin ESI Ionização por eletrospray g Grama CLAE Cromatografia Liquída de Alta Eficiência Hz Hertz i.e. Isto é IC50 Crescimento inibitório de 50 % IGF Interconversão de Grupos Funcionais IV Infravermelho J Constante de acoplamento xxi LAFEPE Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco mg Miligrama Nfx Nifurtimox NTR Nitrorredutase OMS Organização Mundial de Saúde OPAS Organização Pan americana de Saúde P.F. Ponto de Fusão P.M Peso molecular ppm Partes por milhão RMN 13C Ressonância magnética nuclear de carbono treze RMN 1H Ressonância magnética nuclear de hidrogênio SOD Superóxido dismutase T. cruzi Trypanosoma cruzi T.brucei Trypanosoma brucei T[S]2 Tripanotiona disulfeto T[SH]2 Tripanotiona ditiol TbNTR Nitrorredutases de Trypanosoma brucei TcNTR Nitrorredutases de Trypanosoma cruzi UV Ultra violeta WHO World Health Organization (Organização mundial da saúde) Pág. xxii ANEXO DE ESPECTROS E.1- Espectro de massas do enol-benzoato (21). 70 E.2- Espectro de RMN 1H do enol-benzoato (21) (500 MHz, DMSO- 71 d6/TMS). 13 E.3- Espectro de RMN C do enol-benzoato (21) (125 MHz, DMSO- 72 d6/TMS) E.4- Espectro de massas da ceto-oxima (20). 73 E.5- Espectro no IV da ceto-oxima (20). 73 E.6- Espectro de RMN 1H da ceto oxima (20) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 74 13 E.7- Espectro de RMN C da ceto oxima (20) (100 MHz, DMSO- 75 d6/TMS) E.8- Espectro de massas do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'- 76 biimidazol-3'-ol (10) 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'- 76 E.10- Espectro de RMN 1H do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'- 77 E.9- Espectro no IV do biimidazol-3'-ol (10) biimidazol-3'-ol (10) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) E.11- Espectro de RMN 13 C do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'- 78 biimidazol-3'-ol (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS). E.12- Espectro de RMN 13 C DEPT do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H- 2,4'-biimidazol-3'-ol (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) xxiii 79 E13- Espectro de massas do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil- 80 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (11) E.14- Espectro no IV do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H- 80 2,4'-biimidazol-3'-ol (11) E.15- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil- 81 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (11) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) E.16- Espectro de RMN 13 C do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil- 82 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (11) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) E.17- Espectro de massas do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 83 2,4'-biimidazol-3'-ol (12). E.18- Espectro no IV do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'- 83 biimidazol-3'-ol (12) E.19- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 84 2,4'-biimidazol-3'-ol (12) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) E.20- Espectro de RMN 13 C do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 85 2,4'-biimidazol-3'-ol (12) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) E.21- Espectro de massas do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 86 2,4'-biimidazol-3'-ol (13) E.22- Espectro no IV do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'- 86 biimidazol-3'-ol (13) E.23- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H2,4'-biimidazol-3'-ol (13) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) xxiv 87 E.24- Espectro de RMN 13C do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 88 2,4'-biimidazol-3'-ol (13) (125 MHz, DMSO-d6/TMS E.25- Espectro de massas do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil- 89 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (14) E.26- Espectro no IV do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil-1H,3'H- 89 2,4'-biimidazol-3'-ol (14) E.27- Espectro de RMN 1H do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil- 90 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (14) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 13 C do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil- E.28- Espectro de RMN 91 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (14) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) E.29- Espectro de massas do 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 92 2,4'-biimidazol-3'-ol (15) E.30- Espectro no IV do 2'-(4-metóxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'- 92 biimidazol-3'-ol (15) E.31- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 93 2,4'-biimidazol-3'-ol (15) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) E.32- Espectro de RMN 13 C do 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 94 2,4'-biimidazol-3'-ol (15) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) E.33- Espectro de massas do 2'-(4-hidroxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 95 2,4'-biimidazol-3'-ol (16) E.34- Espectro no IV do 2'-(4-hidroxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'- 95 biimidazol-3'-ol (16) E.35- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-hidroxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- xxv 96 2,4'-biimidazol-3'-ol (16) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) E.36- Espectro de RMN 13C do 2'-(4-hidróxi fenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H- 97 2,4'-biimidazol-3'-ol (16) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) E.37- Espectro de massas do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil- 98 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) E.38- Espectro no IV do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil- 98 1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) E.39- Espectro de RMN 1H do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'- 99 fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) E.40- Espectro de RMN 13 C do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'- 100 fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) E.41- Espectro de massas do 2'-(3-hidroxi-4-metóxifenil)-1-metil-5-nitro- 101 5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) E.42- Espectro no IV do 2'-(3-hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5-nitro-5'- 101 fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) E.43- Espectro de RMN 1H do 2'-(3-hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5-nitro- 102 5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) E.44- Espectro de RMN 13 C do 2'-(3-hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5- 103 nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) (125 MHz, DMSO-d6/TMS E.45- Espectro de massas do 2'-(4-hidróxi-3-metóxi-5-nitrofenil)-1-metil5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) xxvi 104 E.46- Espectro no IV do 2'-(4-hidróxi-3-metóxi-5-nitrofenil)-1-metil-5- 104 nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) E.47. Espectro de RMN 1H do do 2'-(4-hidroxi-3-metoxi-5-nitrofenil)-1- 105 metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) (400 MHz, DMSOd6/TMS) E.48- Espectro de RMN 13 C do do 2'-(4-hidroxi-3-metoxi-5-nitrofenil)-1- metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) (100 MHz, DMSOd6/TMS) xxvii 106 1-INTRODUÇÃO 1.1-Doença de Chagas A doença de Chagas ou tripanossomose americana, descoberta pelo pesquisador brasileiro Carlos Chagas em 1909, é uma zoonose causada pelo parasito hemoflagelado Trypanosoma cruzi (T.cruzi), endêmico na América Latina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) existem 16-18 milhões de pessoas infectadas e cerca de 120 milhões de pessoas estão em áreas de risco, com 200 mil novos casos e mais de 14 mil mortos todos os anos na América Latina (Ferreira, 2008). A maior parte dos casos de infecção em seres humanos (80-90% dos casos), ou em outros vertebrados, é produzida pelo contato da pele ou mucosas com fezes ou urinas de insetos hematófagos infectados por T.cruzi. A infecção pode ser causada por transfusão com sangue que esteja infectado, ou ainda pode ter um caráter congênito, que representam cerca de 5-20% e 5-8% dos casos, respectivamente. (Dias, 2000). Ao longo do seu ciclo de vida, o T. cruzi apresenta diferentes estágios de desenvolvimento, com diversas alterações morfológicas: epimastigota, forma encontrada no inseto, além das formas tripomastigota e amastigota, responsáveis pela multiplicação e disseminação da infecção no homem (Figura 1) (de Souza, 1984). No intestino do inseto, os parasitos proliferam na forma epimastigota e se diferenciam em formas infectivas, tripomastigotas metacíclicas, na porção final do intestino. No homem o ciclo da doença de Chagas inicia-se quando o barbeiro elimina formas tripomastigotas de T.cruzi junto com suas fezes (Figura 2A). Morfologicamente, a forma celular infectiva é alongada e apresenta um flagelo que facilita seu movimento. Após a entrada no organismo do hospedeiro vertebrado, ocorre a infecção de células próximas ao local da picada. Dentro da célula, as formas tripomastigotas assumem um aspecto ovóide e sem flagelo, chamada forma amastigota (Figura 2B), a qual se multiplica rapidamente. O grande número de parasitos provoca o rompimento celular e os tripanossomídeos entram na corrente sanguínea e no sistema linfático. Nesse momento, as formas amastigota assumem novamente a forma flagelada e passam a ser 1 denominadas tripomastigotas sanguíneos, tipo ocorrente nos vertebrados. Assim, espalham-se pelo organismo do hospedeiro e infectam mais células em novos ciclos de reprodução, causando lesões principalmente no tecido cardíaco e outros músculos lisos, que podem provocar graves problemas, como a insuficiência cardíaca, devido ao aumento do tamanho do coração (Figura 3) e podem também culminar ao óbito (Rey, 2001). Figura 1: O ciclo de vida do Trypanosoma cruzi Figura 2: As duas principais formas do Trypanosoma cruzi em hospedeiros vertebrados: A, tripomastigota (formas sanguíneas aderidas a células musculares cardíacas); B, amastigota (formas intracelulares presentes no citoplasma de células musculares cardíacas, onde se multiplicam). Fotos: (A) Helene Barbosa, IOC/Fiocruz; (B) Mirian Claudia Pereira, IOC/Fiocruz. 2 B A Figura 3: Radiografias do tórax de um paciente chagásico (A), e de um paciente sadio (B), ilustrando o tamanho do coração. Em muitos indivíduos, independente do mecanismo de transmissão, a infecção chagásica dura de 4 a 10 dias na fase aguda, podendo variar até algumas semanas e é geralmente assintomática, provavelmente porque a carga parasitária é pequena. Quando os principais sintomas aparecem, incluem: febre prolongada, mal-estar, aumento do fígado, baço e os gânglios linfáticos, edema subcutâneo (localizado ou generalizado) e no caso da transmissão vetorial ocorre o inchaço na região da picada (chamado de chagoma), que no caso de ocorrer próximo aos olhos, leva o inchaço das pálpebras que caracterizam o sinal de Romaña (Figura 4). Nesta fase da doença, o tratamento ainda é possível, mas em geral a mesma passa despercebida e a pessoa não sente mais do que o leve incômodo da picada (WHO, 2002 e Rassi, 2000). A evolução da fase crônica da doença de Chagas varia entre a ausência de sinais e sintomas (forma indeterminada) para doença grave e eventual morte prematura. As manifestações clinicas típicas desta fase estão relacionadas com o envolvimento patológico do coração, esôfago e cólon, e são agrupadas em três diferentes formas; cardíaca, digestiva e cardiodigestiva. A forma cardíaca é a mais grave e freqüente manifestação da doença de Chagas crônica. Desenvolve-se em 20-30% dos indivíduos infectados e, normalmente, leva a alterações do sistema de condução, bradiarritmias e 3 taquiarritmias, insuficiência cardíaca, tromboembolismo e morte súbita (Rassi, 2000 e Martin-Neto, 2010). Figura 4: Sinal de Romaña de uma menina procedente de área endêmica no Brasil. Um estudo epidemiológico realizado na década de1980 e, posteriormente, em 2005 constatou que 100 milhões de pessoas, ou seja, 25% de todos os habitantes da América Latina estavam em uma área de risco de infecção e 17,4 milhões foram infectados em 18 países endêmicos entre 19801985 (Tabela 1). Segundo estimativas da Organização Pan-Americana em 2005, cerca de 109 milhões de habitantes estavam em uma área de risco de contaminação, o que corresponde a 20% da população na América Latina. Um outro relato importante foi a redução da incidência de novos casos da doença de Chagas (700.000 por ano em 1990 versus 41.200 por ano em 2006) e do número de mortos (cerca de 50.000 por ano em 1990 versus 12.500 por ano em 2006). A redução do número de novos casos e de mortes 4 resultantes da doença de Chagas nos últimos 20 anos deve-se aos programas de melhoria no controle de vetores e o rastreamento obrigatório dos bancos de sangue na América Latina (Rassi, 2010). Os resultados epidemiológicos observados no Brasil nos últimos anos podem ser considerados muito favoráveis em termos da eliminação da principal espécie vetora (Triatoma infestans) e do controle da transmissão por transfusão de sangue e apresentam substancial impacto na redução da incidência da doença. Dados descritos na Tabela 1 mostram que na década de 80 haviam 6,18 milhões de pessoas infectadas no Brasil e em 2005 esse número caiu para 1,9 milhões de pessoas. Mesmo com a melhoria do controle de transmissão e infecção pelo T.cruzi, ainda há uma necessidade de buscar novas alternativas na quimioterapia da Doença de Chagas pelo fato dos fármacos disponíveis atualmente serem pouco eficazes. O alto custo de investimento e o pequeno poder de compra dos pacientes são fatores determinantes para a falta de interesse da indústria farmacêutica na pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos úteis no tratamento de doenças tropicais. Dentre os 1.061 novos fármacos desenvolvi dos de 1975 até 1994, menos que 2,7% são para doenças tropicais (Trouiller e cols., 2000), estes dados mostram que é de responsabilidade do Governo e de centros de pesquisas, onde a população sofre com este mal, o desenvolvimento de novos fármacos potentes e seguros para o controle destas doenças. 5 Tabela 1: Prevalência da infecção por Trypanossoma cruzi em países da América Latina em 1980-85 e 2005 e efeitos de iniciativas de controle ou eliminação da doença de Chagas. 1980-85 Indivíduos Infectados 2005 Indivíduos com risco de infecção Indivíduos Infectados Indivíduos com risco de infecção América do Sul (publicado em 1991) Argentina 2,64 milhões (10%) 23% 1,6 milhões (4,1%) 19% Bolívia 1,3 milhões (24%) 32% 620 mil (6,8%) 35% Brasil 6,18 milhões (4,2%) 32% 1,9 milhões (1,0%) 12% Chile 1,46 milhões(16,9%) 63% 160 mil (1,0%) 5% Paraguai 397 mil (21,4) 31% 21,7 mil (2,5%) 58% Uruguai 37 mil (3,4%) 33% 21,7 mil (0,7%) 19% América do Sul (publicado em 1997) Colômbia 900 mil (30%) 11% 436,6 mil (1%) 11% Equador 30 mil (10,7%) 41% 230 mil (1,7%) 47% Peru 621 mil (9,8%) 39% 192 mil (0,7%) 12% Venezuela 1,2 milhões (72%) 72% 310 mil (1,2%) 18% - 2 mil (0,7%) 50% América Central (publicado em 1997) - Belize Costa Rica 130 mil (11,7%) 45% 23 mil (0,5%) 23% El Salvador 900 mil (20%) 45% 232 mil (3,4%) 39% Guatemala 1,1 milhões (16,6%) 54% 250 mil (2,0%) 17% Honduras 300 mil (15,2%) 47% 220 mil (3,1%) 49% - 58,6 mil (1,1%) 25% 47% 21 mil (0,01%) 31% 1,1 milhões (1%) 28% 7,7milhões(1,4%) 20% - Nicaragua Panama 200 mil (17,7%) - - 17,4 milhões (4,3%) 25% México Total - = dados não avaliados 6 1.2- Quimioterapia da doença de Chagas Ao longo do tempo, a história da quimioterapia da doença de Chagas pode ser dividida em três fases: a primeira fase começa com a descoberta da doença em 1909 pelo pesquisador Carlos Chagas e vai até a publicação do “Manual de Doenças Tropicais e Infectuosas” em 1935, durante esse período não teve grandes avanços quanto à descoberta de fármacos com atividade tripanocida. Já na segunda fase, compreendida entre 1936 a 1960, numerosas substâncias foram experimentadas empiricamente no tratamento da doença, gerando resultados controversos. Por sua vez, a terceira fase, a partir de 1961, foi caracterizada por estudos que demonstraram claramente, através de modelos experimentais de infecção com T. cruzi em camundongos, a eficácia de alguns compostos como, por exemplo, a nitrofurazona (1), uma 5-nitro-2furaldeido-semicarbazona que na dose diária de 100 mg/Kg em esquema terapêutico de duração prolongada (53 dias em média) curava mais de 95% dos camundongos com a fase crônica da Doença de Chagas. Na etapa de ensaios clínicos, foi constatado que a nitrofurazona (1) poderia ser eficaz na terapia da doença, mas os pacientes não eram capazes de tolerar os efeitos colaterais nas doses e no tempo necessário para a cura. Entretanto, a descoberta da nitrofurazona (1) deu início a uma nova era na terapia da doença de Chagas. (Coura & de Castro, 2002) Figura 5: Estrutura química da nitrofurazona (1) 7 1.2.1- Compostos nitro heterocíclicos Compostos nitro-heterocíclicos constituem atualmente uma importante classe terapêutica no combate a doença de Chagas devido as suas destacadas atividades antiparasitárias, “in vitro” e “in vivo”. 1.2.2- Nifurtimox (2) e Benznidazol (3) No início da década de 1970, dois compostos nitro-heterociclícos surgiram trazendo novas perspectivas para o tratamento da doença de Chagas, tanto pela eficácia na fase aguda, quanto pela tolerância. O nifurtimox (2), 3metil-4-(5´-nitrofurfurilidenoamino)tetraidro-4H-1,4-tiazina-1,1-dióxido benznidazol (3), N-benzil-2-nitroimidazol-1-acetamida, e o comercializados, respectivamente, com os nomes Lampit® (Bayer) e Rochagan® (Roche). Na década de 80 a comercialização do Nifurtimox (2) foi descontinuada, primeiramente no Brasil e depois na Argentina, Chile e Uruguai. Figura 6: Estrutura química dos derivados nitro-heterociclicos nifurtimox (2) e benznidazol (3). Os resultados obtidos com ambos os fármacos variam de acordo com a fase da doença de Chagas, a dose e o período de tratamento, a idade e a origem geográfica dos pacientes. Bons resultados foram alcançados na fase aguda, nos casos de infecção crônica recente (crianças menores de 12 anos), infecção congênita e acidentes de laboratório. Para o tratamento na fase aguda e nos casos congênitos, recomenda-se 8 a 10 mg / kg por dia de nifurtimox (2) ou 5 a 7,5 mg / kg por dia de benznidazol (3), durante 30 a 60 dias consecutivamente e divididas em duas ou três doses diárias. Pacientes com menos de 40 kg podem tomar até 12 mg / kg por dia de nifurtimox (2) e até 7,5 8 mg / kg por dia de benznidazol (3) em um período de 30 a 60 dias (OPAS / OMS, 1998). Para a infecção crônica recente (crianças menores de 12 anos), ou pessoas infectadas nos últimos 10 anos, o tratamento deve ser feito com 8 mg / kg por dia de nifurtiomx (2) ou 5 mg / kg por dia de benznidazol (3) durante 30 a 60 dias. No caso de infecção acidental o tratamento deve começar imediatamente e dura apenas 10 a 15 dias consecutivos. Casos de infecções crônicas tardias sem manifestação clínica ou com leves manifestações cardíacas ou digestivas devem ser tratados durante 60 a 90 dias, de acordo com a tolerância aos fármacos disponíveis, com o objetivo de prevenir ou reduzir a evolução da doença de Chagas para formas mais graves, fato este que ainda não está definitivamente comprovado. Nifurtimox (2) e benznidazol (3) não devem ser indicados para pacientes grávidas, em casos de doenças graves associadas com a doença de Chagas, como infecções sistêmicas, cardíacas, respiratórias, insuficiência renal ou hepática, neoplasias e hemopatias sem possibilidades de tratamento, pessoas idosas e debilitadas. Os mais freqüentes efeitos colaterais do tratamento com nifurtimox (2) são: perda de peso, alterações psíquicas, excitabilidade ou sonolência e manifestações digestivas como náuseas, vômitos e ocasionalmente cólicas intestinais e diarréias. As reações adversas com o benznidazol (3), podem ser classificadas em três grupos: (i) sintomas de hipersensibilidade, e.g. dermatites dermatites com erupções cutâneas, febre e edema generalizado, (ii) depressão da medula óssea, púrpura trombocitopênica e agranulocitose, que é a manifestação mais grave, (iii) polineuropatia, parestesia e polineurite dos nervos periféricos. Estudos indicam que os mecanismos de ação do nifurtimox (2) e o benznidazol (3) envolvem a formação de radicais livres e/ou metabólitos eletrofílicos. (Maya, 2007). O grupo nitro (NO2) presente nestas moléculas é reduzido ao grupo amino (NH2) pela ação de enzimas do tipo nitrorredutases, que pode ser do tipo I e do tipo II (Wilkinson, et. al., 2011) (Figura 7), com a formação de vários radicais livres intermediários e seus metabólitos eletrofílicos. 9 Figura 7: Reações de nitrorredutases do tipo 1 e 2 com derivados nitroheterocíclicos. Este processo, iniciado pela reação catalisada pela NADPH citocromo P450 redutase, opera em moléculas com o grupo R-NO2, levando a formação de um intermediário nitroânion radicalar (R-NO2.-). (Moreno, 1982). Este radical sofre reciclagem com o oxigênio molecular e isso reduz parcialmente e regenera a forma oxidada da substância (Mason & Holtzman, 1975). No caso do nifurtimox (2), o radical reduz o oxigênio molecular (O2) formando o ânion superóxido (O2·-) e regenerando o grupo NO2 num processo conhecido como ciclo redox. O ânion superóxido (O2.-) e o peróxido de hidrogênio (H2O2) na presença de Fe+3 através de reação de Haber-Weiss (Figura 8), forma o radical hidroxila (.OH). Estes radicais livres, principalmente a hidroxila (.OH) se ligam a lipídeos, proteínas e ao DNA, promovendo danos às suas estruturas moleculares. (Díaz de Toranzo, 1988). Quando o nifurtimox (2) é adicionado a células infectadas por T.cruzi, um padrão correspondente ao nitro ânion (NO2.-) aparece no espectro de ESR (Ressonância de Spin Eletrônico). Além disso, a concentração de nifurtimox (2) (10-20 µM) em que a cultura de formas epimastigotas de T.cruzi é inibida, é similar ao exigido para a produção máxima do ânion superóxido (O2.-) e a presença de peróxiodo de hidrogênio (H2O2) (Do Campo, 1984). Estes e outros experimentos sugerem que a redução intracelular do nifurtimox (2), gerando o nitro ânion radical, seguida pelo ciclo redox, e produção do ânion superóxido (O2.-) e peróxido de hidrogênio (H2O2) é o principal mecanismo de ação contra o T. cruzi. 10 N N H N O NO2 O O N S N O NO2 CH3 3 2 2H+ Nitroredutases Proteinas Lipideos DNA Haber-Weiss 2+ OH. + OH- Fe R-NH2 O2-. SOD ciclo redox O2-. + H2O2 O2 H2O GSH T(SH)2 redutase R-NO / R-NHOH Nitroredutases Redução de nitro compostos GSSG T(S)2 R-NO2-. Metabólitos Eletrofílicos R-NH2 Redução de nitro compostos Tióis conjugados Tióis conjugados Figura 8: Mecanismo de ação proposto para os fármacos nifurtimox (2) e benznidazol (3). (Adaptado de Maya, 2007) O efeito tripanocida do benznidazol (3) não depende de radicais de oxigênio, tal como o do nifurtimox (2). A formação das espécies ânion superóxido (O2.-) e peróxido de hidrogênio (H2O2) em concentrações que inibem o crescimento da forma epimastigota de T.cruzi não foram observados com testes realizados para o benznidazol (3). Então é provável que os metabólitos reduzidos do benznidazol (3) estejam envolvidos nos seus efeitos tripanocidas por ligação covalente a macromoléculas do T.cruzi (Díaz de Toranzo, 1988; Maya, 2004). É descrito ainda que o benznidazol (3) aumenta a fagocitose e lisa o T. cruzi através de um mecanismo dependente de interferongama (IFN-γ) (Romanha, 2002) e inibe o crescimento do T. cruzi através da inibição da enzima NADH-fumarato redutase. (Turrens, 1996). Um estudo realizado por Wilkinson e colaboradores (2011), com o objetivo de determinar o papel das nitroredutases no mecanismo de ação do nifurtimox (2), mostrou que baixos níveis no consumo de oxigênio foram detectados na redução deste composto. De fato, as nitrorredutases são enzimas predominantemente insensíveis ao oxigênio, que catalisam a redução do anel heterocíclico do nitrofurano em condições aeróbias e anaeróbias. Este fenômeno produziu a abertura do anel furano do nifurtimox (2) levando à 11 formação de uma nitrila insaturada que apresenta citotoxidade equivalente para células mamíferas e parasitárias, ao contrário do perfil apresentado do nifurtimox (2). A atividade de nitrorredutases do tipo I pode levar a formação de vários produtos (Figura 9). Essas nitrorredutases do tipo I reduzem o grupo nitro de nitrofuranos para gerar hidroxilamina passando por um intermediário nitroso. A hidroxilamina ainda pode ser metabolizada para formar: I- íon nitrênio; II- a amina, ou; III- nitrila insaturada e saturada de cadeia aberta. Para identificar quais metabólitos são produzidos pelo nifurtimox (2), este nitrofurano foi enzimaticamente reduzido por nitrorredutases de T.cruzi (TcNTR) e nitrorredutases de T.brucei (TbNTR) em condições aeróbicas e anaeróbicas. Em todos os casos, a análise de LC-MS do produto resultante rendeu um único analíto (Figura 10A) cujo espectro de massa continha um par de íons moleculares [M+H]+ e [M+Na]+ com pesos moleculares de 256 e 278 respectivamente (Figura 10B). Examinando o espectro de absorbância do produto de redução, podem ser observadas características semelhantes ao metabólito do derivado nifurtimox (2) produzidos pela ação de radiólises (figura 10C). H N O N O O R Ion nitrênio O R 2e nitrofurano N O O nitroso R 2e H N HO O R H N H 2e hidroxilamina O R amina -H2O N O R nitrila insaturada (4) 2e N O R nitrila saturada (5) Figura 9: Esquema geral de redução de nitrofuranos por nitroredutases do tipo I ( Wilkinson, 2011) 12 O perfil de absorbância no espectro de UV permitiu identificar o produto de redução como a nitrila insaturada (4), resultante da desidratação da furil hidroxilamina e subseqüente abertura do anel furano do nifurtimox (2). Posteriormente foi observado uma redução da cadeia insaturada pela forma TcNTR gerando um produto final saturado (5). Entretanto, esta última reação ocorreu com uma velocidade muito lenta, requerendo um tempo de incubação muito longo (> 24 h). Além disso, durante a redução do nifurtimox (2) para a nitrila insaturada de cadeia aberta (4) mediada por NTR, fica implícito que os intermediários nitroso e hidroxilamina devem ser formados (Figura 9). No entanto, os picos correspondentes a esses derivados nunca foram detectados, mesmo quando se usam concentrações subestequiométrica de NADH, indicando que estes intermediários transientes sofrem fácil redução e, como tal contribuem para a rápida conversão do nifurtimox (2) a nitrila insaturada (4). N O N N 4 H 3C S O O m/z= 254 Figura 10: Redução do nifurtimox (2) mediada por nitroredutases do tipo I gerando nitrila insaturada (4). A- HPLC (rastreamento λ=340 nm). B- Espectro de massa do pico único obtido após HPLC. As m/z de 256 e 278 correspondem respectivamente ao metabólito +H e +Na derivado do nifurtimox (2). CEspectro de absorção na região do UV do produto da nitrila insaturada (4). (Wilkinson, 2011) 13 O produto de redução do nifurtimox (2) foi inequivocadamente caracterizado como uma nitrila insaturada (4), utilizando espectrometria de massas em tandem. A espectrometria de massas utilizando a técnica de ionização por eletrospray (ESI) com ion positivo do produto purificado deu origem a dois íons com massas de 170 e 131, correspondendo a pesos moleculares de 147 e 108 ([M + Na]), respectivamente (Figura 11A). Estes fragmentos são provenientes da quebra da ligação fraca N-N gerando assim uma nitrila de cadeia aberta e uma desidrotiomorfolina (Figura 11B). Quando os experimentos foram realizados utilizando ESI-MS negativo, o espectro mostrou uma série de picos preditos para a nitrila insaturada (4), começando com a detecção da estrutura parental com relação m/z 254. O pico principal tem m/z 227 e corresponde ao esqueleto central da estrutura parental. Outros picos que apresentam relação m/z compatíveis com a proposta de fragmentos da nitrila insaturada (4), também foram observados (Figura 11D). Figura 8: Espectrometria de Massas em Tandem. AFigura 11: Espectrrometria de massas em tandem da nitrila insaturada (4). AESI positivo do ion da nitrila insaturada (4) ; B- Estrutura dos precursores da nitrila insaturada (4); C- ESI negativo do ion da nitila insaturada (4); DEstrutura do precursor e fragmentos do ESI negativo. 14 Para avaliar se a nitrila insaturada (4) derivada do nifurtimox (2) apresentava citotoxidade, o produto de redução foi purificado e testado como inibidor da proliferação de formas sanguineas de Trypanosoma brucei em células de mamíferos (Figura 12). A concentração da nitrila insaturada (4) capaz de inibir 50% do crescimento do parasita (IC50) foi ligeiramente superior ao determinado para o nifurtimox (2) (IC50 de 5.3 ± 1.0 µM para o produto reduzido versus 2.9 ± 1,0 µM para o nifurtimox). Em contraste, as células de mamíferos foram relativamente resistentes ao nifurtimox (2), mas apresentaram % Crescimento aumento da susceptibilidade à ação de metabólitos derivados da TbNTR. Figura 12: Citotoxidade da nitrila insaturada (4). Resposta dose dependente da forma sanguinea de T.brucei (■) e células de mamíferos THP-1 (♦) para nifurtimox (linha sólida) e nitrila insaturada (OCN) (4) (linha pontilhada). Comparando o IC50 do nifurtimox (2) (30 ± 1.0 µM) com o da nitrila insaturada (4) i.e. 5.4 ± 1.1 µM pode-se concluir que o derivado reduzido do nifurtimox não apresenta seletividade para T.brucei, sugerindo que são os intermediários da etapa de redução mediada por nitroredutases no patógeno que são responsáveis pela diferença de citotoxidade entre células mamíferas e parasitárias. Quanto à citotoxidade da nitrila saturada (5), nenhum efeito significativo no crescimento de células de mamíferos e parasitárias foram observados nas concentrações testadas correspondentes. A importância da redução do nifurtimox (2) ao seu produto tóxico mediada por nitroredutases foi claramente demonstrado usando células de T.brucei que expressavam elevados niveis de TbNTR. Estes parasitas foram 15 aproximadamente 10 vezes mais susceptíveis ao nifurtimox que os respectivos controles (células com elevados níveis de TbNTR tem um IC50 de 0,34 ± 0,02 µM comparadas com 2,51 ± 0,09 µM observados para os controles), considerando que eles apresentam níveis similares de suscteibilidade das nitrilas insaturadas (4) (3,71 ± 0,51 µM para T.brucei super-expressando TbNTR comparado com 3.65 ± 0,16 µM dos controles). Juntos, esses dados mostram que a nitrila insaturada (4) resultante da redução do nifurtimox (2) mediada por TbNTR e TcNTR, contribuem para a toxicidade de nitrofuranos e que a presença de nitrorredutases do tipo I no parasita é responsável pela toxicidade seletiva do nifurtimox contra esses patógenos. 1.2.3- Megazol (6) Poucos compostos sintéticos têm os marcantes efeitos curativos no tratamento da doença de Chagas como o megazol [2-amino-5- (1-metil-5-nitro2-imidazol-2-il)1,3,4 tiadiazol] (6) (Berkelhammer & Asato, 1968), uma 1,3,4tiadiazola nitroimidazólica que, em experimentos com ratos contaminados com cepas de T. cruzi Y e colombiana, apresentou maior índice de cura comparado ao tratamento similar empregado aos padrões nitrofurazona (1), nifurtimox (2) e benznidazol (3) (Tabela 2) (Filardi & Brener, 1982). Figura 13: Estrutura química do megazol (6) 16 Tabela 2- Percentagem de cura em grupos de camundongos inoculados com cepas de T. cruzi tratados com megazol (6), benznidazol (3), nitrofurazona (1) e nifurtimox (2), por via oral. Cepa de T. cruzi Fármaco -1 Dose (mg.kg ) o N . Doses 25 50 Megazol (6) 100 50♦ Y 500Τ Nitrofurazona (1) 100 Benznidazol (3) 100 25 Nifurtimox (2) 500Τ 50 Megazol (6) Colombiana 100 Nifurtimox (2) 50 ♦ Tratamento começou 5 dias depois da inoculação, quando dose única dada no dia após a inoculação No. curados/ No .tratados % cura 20 9/18 50,0 20 19/19 100,0 20 17/17 100,0 20 17/20 85,0 1 8/9 88,8 20 5/18 27,7 20 5/17 29,4 20 1/17 5,8 1 0/10 0,0 20 13/15 85,6 20 14/14 100,0 20 0/15 0,0 a parasitemia estava aparente./ Τ, O metabolismo do megazol (6) não é muito conhecido e, apesar de sua natureza nitro-heterocíclica, alguns autores divergem sobre a redução metabólica do grupo nitro por nitrorredutases como sendo de fundamental importância para a atividade tripanocida. Tsuhako e cols. (1989) constataram que na presença de NAD(P)H/frações celulares de T.cruzi (cepa Y) ou na presença de NAD(P)H/microssomos de fígado de rato (Figura 10), o megazol (6) não foi capaz de produzir a respectiva espécie nitro-ânion radical (Figura 14, B). 17 Figura 14: Espectro de ERS obtido durante incubação anaeróbia de microssomas de fígado de rato com compostos nitro-heterocíclicos: (A) nifurtimox (2); (B) megazol (6); e (C) benznidazol (3) (Tsuhako e cols., 1989). A ineficiência da microssoma de fígado de rato em reduzir o megazol (6) foi confirmada por experimentos demonstrando o lento desaparecimento da banda correspondente ao cromóforo nitro, avaliado por espectroscopia de absorção da luz visível (Figura 15). Apesar das nitroredutases de T. cruzi não serem bem caracterizadas (Marr e DoCampo, 1986, Kuwahara e cols., 1984, Henderson e cols., 1988), os resultados observados (Figura 10) demonstram que NADPH citocromo P450 redutase (Em = -0,328 mV) (McLane e cols., 1983) também é ineficiente em promover a redução do grupo nitro do megazol (6) ao nitro-ânion radical correspondente (Figura 14 B). 18 Figura 15: Redução dos compostos em condições anaeróbias por microssomos de fígado de rato. (•) nifurtimox (2); e (o) megazol (6) (0,2mM). O gráfico mostra o espectro da absorção de luz visível do megazol (6) antes (___) e depois (- - - ) da adição de ditionato de sódio. Sob estas condições experimentais o nitro-ânion do megazol (6) não foi detectado, enquanto que os radicais correspondentes do nifurtimox (2) e benznidazol (3) foram expressivamente formados (Figura 14). Porém, na presença de NADPH e ferredoxin: NADP+ oxiredutase (Em = -0,442mV) (Batie & Kamin, 1981), o radical nitro-ânion do megazol (6) foi facilmente detectado por espectroscopia de ressonância de spin (ERS) direta sob condições anaeróbias (Figura 16A), e foi bem caracterizada por simulação computacional (Figura 16C) do espectro experimental (Figura 16A) (Rao e cols., 1987). Confirmando estes dados, Tsuhako e cols. (1989) demonstram que a redução metabólica do megazol (6) gera o nitro-ânion radical (B), mas requer enzimas com baixo potencial de redução, sugerindo que a atividade tripanocida do megazol (6) não está relacionada com o processo de biorredução metabólica, 19 mostrando um mecanismo de ação diferente daquele apresentado pelos fármacos nifurtimox (2) e do benznidazol (3). Figura 16: Dados de ERS obtidos durante a redução do megazol com ferredoxina em: (A) condições anaeróbias; (B) aeróbias; (C) simulação computacional de (A). Para avaliar o processo de redução do megazol (6), Viodé e colaboradores (1999) fizeram um estudo usando três enzimas, citocromo b2, ADR e citocromo P-450 que apresentam diferentes potenciais redox, e compararam com resultados encontrados para o nifurtimox (2) e o metronidazol (7). A atividade do citocromo b2 foi mensurada pelo monitoramento do consumo de oxigênio e das enzimas ADR e citocromo P-450 foram determinados pela oxidação de NADPH. Os dados apresentados na tabela 3 mostram a velocidade da redução dos nitrocompostos por via aeróbica. Esta redução foi seguida pela formação de espécies radicalares de oxigênio que não apresentam efeito sobre a atividade da enzima. Os resultados obtidos indicam que as três enzimas catalisam a redução de nitrocompostos. A redução realizada pela enzima citocromo b2 do nifurtimox (2) e do megazol (6) ocorreram com velocidades similares, já com a citocromo P-450 redutase a reação com o nifurtimox (2) foi mais rápida por uma ordem de magnitude. Por sua vez, com a enzima ADR a reação de redução do nifurtimox (2) também foi mais veloz quando comparada ao megazol (6). Os valores de Km para estas enzimas (Tshako e cols., 1989) 20 bem como para outras redutases indicam que a eficiência catalítica está correlacionada com o potencial de redução dos correspondentes nitrocompostos. Os valores de Kcat/Km indicam que o megazol (6) possui uma redução enzimática mais lenta que o nifurtimox (2) e o metronidazol (7), e que sua elevada atividade tripanocida não está relacionada a primeira etapa do processo redutivo. Figura 17: Estrutura química do metronidazol (7) Tabela 3- Constantes de eficácia catalítica nitrocompostos por diferentes redutases. Nitrocompostos E71 (mV) Nifurtimox redução enzimática Megazol Enzimas L-lactase cit. C redutase ADR Cit. P-450 redutase T. cruzi LipDH Pig heart LipDH T. cruzi TR GR humana da de Metronidazol Kcat/Km [M-1 . Seg-1] 2,8X103 5,0X104 2,0X104 7,6X102 3,0X102 1,5X103 ≤14 4,7X103 3,0X103 2,0X103 2,3X103 4,3X103 1,8X103 ≤5 ND 3,0X102 ND ND ND ND ND As atividades de ADR e citocromo P-450 redutase representam a razão da oxidação do NADPH a 25o C. As atividades da L-lactase citocromo C redutase foram determinadas por comparação do consumo de O2. Os valores de Kcat das outras enzimas foram obtidos por associação dos ensaios de citocromo C. ND = não determinado. 21 Experimentos de ressonância por spin eletrônico (ESR), técnica espectroscópica utilizada para detectar elétrons desemparelhados, evidenciaram a produção enzimática, em condições anaeróbias, do nitro-ânion radical do megazol (6), e o resultado foi comparado ao nitro-ânion radical do nifurtimox (2), usado como referência (Figura 18). Os espectros correspondentes estão de acordo com os publicados para o nifurtimox (2) e aqueles obtidos para o megazol (6) após redução pela ferrodoxina: NADP+ oxirredutase (Tsuhako e cols., 1989). O sinal obtido no ERS para a redução do megazol (6), mesmo em uma intensidade menor, sob as mesmas condições, foi observado por mais tempo que a espécie obtida para o nifurtimox (2). A meia-vida determinada sob as mesmas condições foram 10 e 3 minutos, respectivamente. Figura 18: Nitro-ânion radicais do megazol (6) (B) e do nifurtimox (2) (A). Espectro de ERS dos nitro-aniôns radicais após incubação com microssomos de T.cruzi. A geração do nitro-ânion radical pela citocromo P-450 redutase e microssomos de fígado de rato também confirmam que esta redução ocorre significantemente, uma vez que o ânion radical pode se acumular sob condições anaeróbias. 22 De Castro & Meirelles (1990) estudaram o mecanismo de ação do megazol (6) através da incorporação de precursores de macromoléculas (leucina, uridina, timidina). Nestas condições o megazol (6) mostrou um potente efeito na inibição da [3H] leucina (Figura 19) e uma inibição parcial de [3H] timidina e [3H] uridina, sugerindo uma atividade seletiva na biossíntese de proteínas. O benznidazol (3) e o nifurtimox (2), mesmo em altas concentrações, 3 6 1 mol ( H3)- Leucina incorporada/10 células não causaram alteração na incorporação padrão. minutos Figura 19: Inibição dose-dependente de [3H]- leucina incorporada por formas amastigotas de T.cruzi. (▲) controle, (●) 300 µM benznidazol (3), (□) 50 µM megazol (6), (○) 25 µM megazol e (∆) 12,5 µM megazol. Maya e cols. (2003) testaram a possibilidade de metabólitos de nitrorredução do megazol (4), como a espécie nitroso (R-NO), funcionarem como eletrófilos sequestradores de bionucleófilos do parasito. Por esta razão, foi investigado o efeito do megazol (6) sobre a quantidade de tióis livres, como por exemplo, a tripanotiona [T(SH)2] e a glutationa (GSH). 23 Quantidade de tiol nMol/g Tempo (min.) Figura 20: Efeito do megazol (4) sobre a quantidade de tióis em formas epimastigota do T. cruzi. A meia-vida da tripanotiona é 88 min. Controle-T(SH)2 (■), T(SH)2-megazol (•), GSH-controle (▲), GSH-megazol (ο). O megazol (6) causou um decréscimo progressivo da quantidade de tiol do parasito em duas horas, com meia vida de 88 minutos para T(SH)2 e maior que 200 min. para GSH (Figura 20), mostrando-se um eficiente sequestrador de tióis, particularmente por T(SH)2, que é um co-fator de desintoxicação da enzima tripanotiona redutase, essencial para a sobrevivência do Trypanossoma, diferentemente do perfil evidenciado para o nifurtimox (2) que não é capaz de inibir eficientemente a T(SH)2. A utilização do megazol (6) foi descontinuada devido à alta toxicidade e mutagenicidade induzida pela sua administração em animais. Entretanto, sua destacada atividade antiparasitária, aliada à capacidade de capturar resíduos tióis endógenos do T.cruzi por seus metabólitos de biorredução, tem caracterizado este protótipo como referência para o desenvolvimento de análogos nitroimidazólicos com atividade tripanocida e destituídos de seu comportamento mutagênico. (Maya, 2003) 24 1.2.4- Brazilizona A Carvalho e colaboradores (2004) com o objetivo de contornar a alta toxicidade e mutagenicidade do megazol (6), desenvolveram duas séries de análogos N-arilidrazôincos do megazol (6), os quais apresentaram uma destacada atividade anti-chagásica. O derivado brazilizona A (8) se mostrou duas vezes mais potente que o megazol (6) em testes realizados sobre a forma tripomastigota. A brazilizona A (8) teve um IC50= 5,3 µM, enquanto que o megazol (6) apresentou um IC50= 9,9 µM. Por sua vez, a avaliação da atividade tripanocida do correspondente isóstero da brazilizona A (8), obtido pela troca do anel imidazólico por uma fenila demonstrou a relevância do anel heterocíclico, uma vez que (8) apresentou um destacado perfil de atividade, quando comparado ao derivado 3,5-tert-butil,4-OH (9), que apresentou IC50= 33,2 µM. Figura 21: Estrutura química da brazilizona A (8) e do derivado 3,5-tert-butil,4OH (9) Apesar de cálculos teóricos demonstrarem que a brazilizona A (5) tem um bom potencial para absorção in vivo (CARVALHO et al., 2008), não foram observadas diminuição na parasitemia nem de mortalidade em dois regimes diferentes de tratamento em testes realizados com murinos (SALOMÃO et al., 2010). Este resultado corroborou os estudos farmacocinéticos realizados que indicavam uma rápida eliminação da brazilizona A (8), quando administrada por via oral. 25 2- OBJETIVOS No âmbito de uma linha de pesquisa que visa obter novos protótipos que possam trazer um caráter inovador na terapia da doença de Chagas, este trabalho tem os seguintes objetivos: • Sintetizar uma nova família de derivados 1-N-hidoxi-imidazólicos 2,4,5trissubstituídos funcionalizados (Figura 22), planejados, através do uso de estratégias de modificação molecular como isosterismo de anéis, simplificação molecular e hibridação molecular • Determinar sua potência como tripanocida, “in vitro” contra as formas tripomastigotas de T.cruzi, utilizando protocolos consolidados na literatura; Figura 22: Estrutura geral dos novos derivados imidazólicos 2,4,5trissubstituídos (10-19) 2.1- Planejamento estrutural dos novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos Os novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) inéditos, foram planejados a partir de modificações moleculares na estrutura dos protótipos 1,4,3-tiadiazólicos tripanocidas (8) e (9). 26 Figura 23: Planejamento estrutural dos novos derivados 2,4,5-triaril- imidazólicos (10-19) Na Figura 23 podemos observar que a parte nitroimidazólica (A) da Brazilizona A (8) foi preservada nos derivados imidazólicos 2,4,5- trissubstituídos (10-19), uma vez que esse núcleo é de fundamental importância para a atividade contra o T.cruzi. Já o núcleo 1,3,4-tiadiazólico (B1) da Brazilizona A (8) foi objeto da uma troca isostérica pelo núcleo imidazólico (B2). Os novos derivados 2,4,5-triaril-imidazólicos (10-19) foram planejados como híbridos moleculares das arilidrazonas (8) e (9), após aplicação da estratégia de simplificação molecular da sub-unidade hidrazona (E), com a intenção de atingir dois possíveis alvos moleculares distintos no T.cruzi. (Figura 23). (Barreiro e Fraga, 2008) A partir deste planejamento foram sintetizados diferentes derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) com variação dos substituintes fenila (C), afim de avaliar como o efeito eletrônico dos diferentes substituintes ligados ao grupamento fenila (C) poderia influenciar o perfil antiparasitário desta nova série de compostos imidazólicos (10-19) (Figura 24). 27 O2N N N H3C OH N W N 10-19 = W 10 F 11 Br 13 Cl 12 OH OCH3 15 OH 16 HO 17 NO2 14 OH OCH3 18 O2N OCH3 OH 19 Figura 24: Estutura química dos novos derivados imidazólicos 2,4,5trissubstituídos (10-19). Todos os derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) serão avaliados “in vitro” em triagem contra formas tripomastigotas de T.cruzi em colaboração com a Dra. Solange Lisboa de Castro (IOC-Fiocruz). 28 3- RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1- Análise Retrossintética A metodologia sintética proposta para a preparação da nova classe dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) inéditos, foi baseada na análise retrossintética descrita na Figura 25. Figura 25: Análise retrossintética proposta para a obtenção dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) O percursor ceto-oxima (20), identificado através de duas desconexões C-N (etapa a, Figura 25), é o composto chave desta rota de síntese dos derivados imidazólicos-alvos (10-19), explorando a reação de condensação com os aldeídos aromáticos correspondentes, seguida de ciclização para a formação dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19). O enol-benzoato (21) foi identificado como precursor da ceto-oxima (20) através da interconversão de grupos funcionais (IGF) (etapa b, Figura 25), envolvendo as reações de hidrólise e nitrosação. Finalmente, pela desconexão C=C do enol-benzoato (21) (etapa c, Figura 25), foi possivel identificar o composto de partida 1,2-dimetil-5-nitro- 29 imidazol (22), explorando a reação de condensação com cloreto de benzoila em meio básico. 3.2- Obtenção do enol-benzoato (21) O enol-benzoato (21) foi obtido através da reação de condensação do 1,2-dimetil-5-nitroimidazol (19), com cloreto de benzoíla (23) em meio básico com 90% de rendimento (Esquema 1) (Albgright, 1972). Esta reação se inicia pelo ataque nucleofilico do carbânion formado pela desprotonação da metila benzilica de 22 sobre a espécie eletrofilica 23, seguida de nova desprotonação do intermediário aril-cetona para fornecer um enolato que faz novo ataque nucleofilico sobre o cloreto de benzoila para a formação do enol-benzoato (21) (Esquema 2). Esquema 1: Metodologia sintética do derivado enol-benzoato (21) 30 Esquema 2: Proposta de mecanismo para a reação de obtenção do enolbenzoato (21). 3.3- Obtenção da Ceto-Oxima (20) A ceto-oxima (20), que é a intermediária chave dessa rota sintética, foi obtida através da reação de nitrosação do benzoato (18), usando nitrito de sódio e ácido sulfúrico (Albright, 1972). Depois de filtrada a ceto-oxima (20) foi suspensa em etanol para retirar vestígios de ácido benzóico, formado como subproduto desta reação, e pode ser obtida em 80% de rendimento. Esquema 3: Esquema de síntese da ceto-oxima (20) a partir do enol-benzoato (21). 31 A proposta mecanística para esta reação de nitosação do benzoato (21) (Esquema 4) inicia-se com o ataque nucleofilico do oxigênio da água a carbonila do benzoato (21) para formar a espécie VII, que forma o enolato VIII eliminando ácido benzóico. O enolato VII está em equlibrio com o carbânion IX que por sua vez ataca a espécie eletrofílica VI para produzir o intermediário X que finalmente se rearranja para produzir a ceto-oxima (20) na forma Z. 2 NaNO2 + H2SO4 I HNO2 + Na2SO4 IV III II O N OH IV H O O S OH O II O N OH2 + HSO4 V H2O N=O VI OH2 O N O2N N H3C O O O N O2N 21 N H3C N OH2 O2N HO O N H3C O VIII VII N O2N N H3C O N O2N N OH 20 H N H3C O N O X N O2N N H3C O IX N=O VI Esquema 4: Proposta de mecanismo para a reação de obtenção da cetooxima na forma Z (20). 32 No espectro na região do IV obtido para a ceto-oxima (20) não foi possível identificar a presença do sinal característico da deformção axial referente ao grupo hidroxila. Este fato pode ser explicado pela possível interação intemolecualar do H da hidoxila com o N-3 do anel imidazólico, formando assim um anel de seis membros. É possível destacar, ainda, o sinal referente à deformação axial de (C=O) da cetona em 1647 cm-1. 4 3 N O 2 O2 N 5 N1 CH3 6 N 20 7 9 8 13 OH 10 11 12 Figura 26: Espectro de IV do derivado ceto-oxima (20) A análise do espectro de RMN-1H, confirmou a formação da ceto-oxima Z (20), pela presença dos simpletos, referentes aos hidrogênios da metila, em 3,78 ppm, ao hidrogênio H-4 do anel imidazólico, em 8,21 ppm e ao hidrogênio do grupo oxima em 13,85 ppm. O dupleto referente aos hidrogênios H-9 e H-13 da fenila monossubstituída aparece em 7,98 ppm e adicionalmente também foram observados dois tripletos referentes aos hidrogênios H-11, em 7,71 ppm e aos hidrogênios H-10 e H-12, em 7,58 ppm. (Figura 27). A análise do espectro de RMN 13 C da ceto-oxima Z (20), permitiu evidenciar que o carbono C-7 referente ao grupo carbonila, teve deslocamento químico em 189,06 ppm, ficando assim mais desblindado que os demais sinais. O sinal referente ao carbono C-6 aparece em 146,04 ppm, enquanto e da metila aparece em 34,516 ppm. 33 N-CH3 4 3 N H9, H13 O 2 O2 N 5 N1 CH3 6 N 7 9 8 13 OH 20 10 11 12 H11 H4 H10, H12 N-OH Figura 27: Espectro de RMN 1H da ceto-oxima (20), (500 MHz, DMSO-d6/TMS) 4 3 N O 2 O2 N 5 N1 CH3 6 N 7 9 8 13 OH 10 11 12 20 N-CH3 C7 C6 Figura 28: Espectro de RMN 13C da ceto-oxima (20) (100 MHz, DMSO-d6/TMS). 34 3.4- Síntese dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) Os derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19), alvo deste trabalho, foram preparados através da reação de condensação da ceto-oxima (20) com os benzaldeídos correspondentes, utilizando acetato de amônio em etanol, com um rendimento de (25-96%) (Wang, 2010). Os derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) foram purificados através da recristalização em uma solução 9:1 de etanol/ água. Esquema 5: Esquema de síntese dos novos derivados imidazólicos 2,4,5trissubstituídos (10-19). A proposta mecanística (esquema 6) para esta reação de condensação entre a ceto-oxima (20) e o benzaldeido, inicia-se com o ataque da amônia (NH3) gerada “in situ” a carbonila do benzaldeido (I), gerando a correspondente fenilmetanimina (IV). O ataque nucleofílico do átomo de nitrogênio da fenilmetanimina (IV) com a carbonila da ceto-oxima (V) produz o intermediário VI. A ciclização ocorre com o ataque nucleofílico do nitrogênio da oxima ao átomo de carbono deficiente de elétrons pra formar VII e este na sequência perde uma molécula de água formando assim, a espécie VIII. A última etapa dessa proposta, a amônia retira um próton do intermediário VIII para formar o anel heterociclico central dos novos trissubstituídos (10-19). 35 derivados imidazólicos 2,4,5- NH4OAc NH3 NH3 III NO2 NO2 N NH CH3 N N OH H NH OH NH2 H II I IV HOAc O NH3 H O H + N H H2O IV NO2 CH3 N N O N OH H N HO N H O V CH3 OH N N H NH3 VII VI H2O NO2 NO2 N N CH3 OH N N 10-19 N N CH3 OH N H NH3 N VIII Esquema 6: Proposta mecanistica para a reação de obtenção dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19). 36 A Tabela 4 ilustra os rendimentos e as propriedades físico-quimicas dos novos derivados imidazólicos 2,4,5-trisssubstituidos (10-19) obtidos através desta metodologia. Tabela 4: Propriedades fisico-quimicas e rendimentos dos derivados imidazólicos 2,4,5-trisssubstituidos (10-19) Fórmula Composto R1 R2 R3 10 H H H C19H15N5O3 361,35 69 217-218 11 H F H C19H14FN5O3 379,38 48 248-249 12 H Cl H C19H14ClN5O3 395,80 20 249-250 13 H Br H C19H14BrN5O3 440,25 65 218-219 14 H NO2 H C19H14N6O5 406,35 62 361-362 15 H OCH3 H C20H17N5O4 391,38 62 218-219 16 H OH H C19H15N5O4 377,35 71 145-146 17 OH OH H C20H15N5O5 393,35 42 224-225 18 OH OCH3 H C20H17FN5O5 407,38 45 213-214 19 OCH3 OH NO2 C20H16N6O7 452,38 43 245-247 Molecular P.M. Rend.(%) P.F.(°C) Os novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) foram analisados por espectrometria de massas (EM), utilizando a técnica de eletrospray (ESI), e através de espectroscopia na região do infravermelho (IV), como ilustrado na Tabela 5. 37 Tabela 5: Principais dados de EM-ESI e IV para novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) IV- Pastilha de KBr - υ(cm-1) EM-ESI (m/z) 10 360,5 (M+- H, 100%) 11 378,0 (M+-H, 100%) 12 394,0 (M+-H, 100%) 13 440,3 (M+-H, 100%) 14 405,3 (M+-H, 100%) 15 390,4 (M+-H, 100%) 16 376.3 (M+-H, 100%) 3367 (ν N-O-H); 1526-1470 (ν C=C (aromático)); 1368 (ν (N=O)2); 852 (ν C-N (Ar-NO2)) 3284 (ν N-O-H); (ν C=C (aromático)); 1365 (ν ( N=O)2); 1225 (ν C-F); 829 (ν C-N (Ar-NO2)) 3437 (ν N-O-H); 1533-1470 (ν C=C (aromático)); 1364 (ν ( N=O)2); 829 (ν C-N (Ar-NO2)) 3140-3056 (ν C-H (aromático)); 1533-1470 (ν C=C (aromático)); 1364 (ν ( N=O)2); 828 (ν C-N (Ar-NO2)) 1524-1465 (ν C=C (aromático)); 1349-1365 (ν ( N=O)2); 826 (ν C-N (Ar-NO2)) 3448 (ν N-O-H); 1530-1471-1488 (ν C=C (aromático)); 1363 (ν ( N=O)2); 825 (ν C-N (Ar-NO2)) 3123-3062 (ν C-H (aromático)); 1527-1465 (ν C=C (aromático)); 1283 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) 3367 (ν O-H); 3124-3066 (ν C-H (aromático)); 1528- 17 392.2 (M+-H, 100%) 1468 (ν C=C (aromático)); 1365 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) 3468 (ν O-H); 3130-3056 (ν C-H (aromático)); 1533- 18 406,4 (M+-H, 100%) 1503 (ν C=C (aromático)); 1369 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) 19 451.4 (M+ -H, 100%) 3530 (ν O-H); 1555-1542 (ν C=C (aromático)); 1365 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) 38 No espectro na região do IV para os novos derivados imidazólicos 2,4,5trissubstituídos (10-19) sintetizadas foi possível notar a presença da banda entre 3284-3530 cm-1, referente à deformação axial O-H do grupo hidroxila ligado ao anel imidazólico. É possível destacar, ainda, os sinais referentes às deformações axiais de N-O do grupamento nitro com absorção em 13701300cm-1 e às deformações axiais C-N de ArNO2, com absorção em 825-852 cm-1. O2 N N N CH3 OH N Cl N 12 Figura 29: Ilustração do espectro de IV do derivado imidazólico 2,4,5trissubstituído (12). As estruturas químicas dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) foram caracterizadas através da análise de seus espectros de RMN-1H, onde pode-se constatar que os deslocamentos químicos correspondentes aos hidrogênios N-CH3, H-4, H-2”’ e H-6’’’, H-3’’’ e H-5’’’, H-4’’’, N-OH dos anéis aromáticos A, B e C permanecem sem muita alteração de um derivado para o outro. Os hidrogênios referentes a N-CH3, H-4, e N-OH aparecem como 39 simpletos, os hidrogênios H-2’’’ e H-6’’’ como dupletos e os hidrogênios H-3’’’ e H-5’’’, H-4’’’ como tripletos e seus respectivos deslocamentos estão descritos na Tabela 6. No núcleo D (Tabela 6) os deslocamentos químicos e a disposição dos hidrogênios H-2’’, H-3’’, H-4’’, H-5’’ e H-6’’ variam de acordo com o substituinte presente no anel fenila. Tabela 6: Deslocamentos químicos em ppm dos hidrogênios dos anéis A, B, C e D dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19). A, B, C 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 N-CH3 3,72 3,72 3,71 3,71 3,73 3,74 3,70 3,70 3,70 3,69 4 8,35 8,34 8,33 8,34 8,32 8,34 8,33 8,32 8,32 7,89 2”’ e 6’’’ 7,57 7,56 7,55 7,55 7,56 7,56 7,53 7,53 7,53 7,54 3’’’ e 5’’’ 7,34 7,34 7,33 7,33 7,33 7,32 7,32 7,32 7,33 7,32 4’’’ 7,28 7,27 7,27 7,28 7,28 7,25 7,25 7,25 7,26 7,25 12,4 12,4 12,58 12,5 12,4 11,7 12,2 12,1 12,2 - 14 15 17 18 19 7,62 7,61 7,49 7,05 N-OH D 2’’ 6’’ 10 11 8,16 7,39 12 13 7,60 7,75 7,92 3’’ 7,54 8,19 8,17 8,10 5’’ 4’’ 7,80 7,47 - - 7,98 8,15 - - 40 16 7,97 7,08 9,3 7,17 7,51 6,90 9,2 6,85 3,81 9,89 9,3 9,2 8,26 9,28 3,90 7,61 - 7,05 3,82 - Para os derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos halogenados (11, 12 e 13) foi observado que nas posições 3’’ e 5’’ os deslocamentos dos hidrogênios seguiu uma ordem relacionada a eletronegatividade do átomo substituinte, ficando os sinais do derivado fluorado (11) mais desblindados, seguido do derivado clorado (12) e do derivado bromado (13), com deslocamentos químicos de 8,19 ppm, 8,17 ppm e 8,10 ppm respectivamente. No derivado fluorado (11) os hidrogênios H3’’ e H5’’ são um multipleto devido ao acoplamento desses átomos com o flúor (Figura 30), já nos derivados clorado (12) e bromado (13) (Figura 31) os hidrogênios 3’’ e 5’’ aparecem como dupletos. Figura X: H3’’ e H5’’ NO2 5 4 N CH3 1 N 2 3 3' 4' 5' 6''' N N 1''' 1' 5''' OH 2'' 3'' 2' 1'' 6'' 4'' F 5'' 2''' 4''' 3''' Figura 30: Espectro de RMN-1H do derivado imidazólico 2,4,5-trissubstituído fluorado (11) (400 MHz, DMSO-d6/TMS). 41 Figura 31: Espectro de RMN-1H do derivado imidazólico 2,4,5-trissubstituído bromado (13) (500 MHz, DMSO-d6/TMS). As estruturas químicas dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) também foram caracterizadas através da análise de seus espectros de RMN-13C, onde pode-se constatar que os deslocamentos químicos correspondentes aos carbonos N-CH3, C-2’’ e C-6’’, C-3’’ e C5’’ e C-4’’da fenila D variam de acordo com substituinte ligado. Os carbonos referentes a N-CH3, C-2, C-4, C-5, C-4’’’, C-2’’’ e C-6”’, C-3’’’ e C-5’’’ H-4, não tiveram grande diferença no deslocamento químico de um derivado para o outro (tabela 7). 42 Tabela 7: Deslocamentos químicos em ppm dos carbonos dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19). A,B,C,D 10 11 12 13 14 N-CH3 34,57 34,51 34,54 34,54 34,71 2”’ e 6’’’ 125,89 125,85 125,86 125,84 125,94 2” e 6’’ 127,39 127,49 127,28 127,53 a 4’’’ 127,71 127,71 127,72 127,75 127,84 3’’’ e 5’’’ 128,61 128,37 128,58 128,60 128,56 3’’ e 5’’ 128,70 115,83 128,47 131,73 a 122,68 148,49 4’’ 129,33 163,75 a 4 132,75 132,70 132,72 132,71 132,30 1’’’ 137,56 137,49 137,60 137,66 138,22 2 139,97 139,95 139,94 139,97 139,54 5 141,28 141,17 141,10 142,15 140,11 a 140,72 1’’ 142,25 142,42 a A,B,C,D 15 16 17 18 19 N-CH3 34,43 34,52 34,54 34,43 34,69 2”’ e 6’’’ 125,82 125,79 125,89 125,77 125,90 2” e 6’’ a a a a a 4’’’ 127,38 127,51 127,49 127,53 127,46 3’’’ e 5’’’ 128,43 128,54 128,54 128,57 128,44 3’’ e 5’’ 111,77 115,25 146,82 148,74 149,82 4’’ 157,7 158,50 145,82 146,36 144,67 4 132,63 132,75 132,75 132,78 132,70 1’’’ 137,47 137,13 137,05 137,11 137,15 2 139,85 139.87 139,86 139,86 139,74 5 151,58 141,56 141,61 141,54 140,09 1’’ a 142,74 142,69 141,38 141,59 a = carbono não detectado 43 A análise do espectro de RMN 13 C do derivado imidazólico 2,4,5- trissubstituído (10) (Figura 32), permitiu evidenciar que o carbono da metila do núcleo nitroimidazólico, teve deslocamento químico em 34,57 ppm. Para distinguir os carbonos referentes aos outros núcleos foi realizado um RMN de DEPT-135 onde foi evidenciado o desaparecimento dos carbonos quaternários C-5, C-2, C-4’, C-5’, C-2’ e C-1’’ (Figura 33). O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 4'' 6'' 5'' N-CH3 2''' 3''' Figura 32: Espectro de RMN-13C do derivado imidazólico 2,4,5-trissubstituído (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS). 44 O2N CH 3 OH 2 4' N 3' 1 5 N 4 N 3 6''' 5''' 4''' 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 6'' 4'' 5'' 2''' 3''' Figura 33: Espectro de RMN-13C DEPT-135 do derivado imidazólico 2,4,5trissubstituído (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS). A caracterização estrutural dos novos derivados imidazólicos 2,4,5trissubstituídos foi confirmado por estudos de cristalografia de raios X, como ilustado na Figura 34, para o derivado para-bromado (13). Figura 34: Estrutura molecular do composto imidazólico para-bromado (13) obtido por difração de raios-X. 45 3.5- Avaliação do Perfil Tripanocida A avaliação do perfil de atividade tripanocida contra a forma tripomasigota em T.cruzi dos novos derivados 1-N-hidroxi-imidazólicos 2,4,5trissubstituidos (10-19), descritos na tabela 8, mostrou que o derivado mais ativo foi o p-Br (13), seguido do derivado p-Cl (12) e do derivado p-F (11). Tabela 8: Atividade tripanocida “in vitro” sobre a forma tripomastigota dos novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos (10-19) R1 R2 R3 IC50* Log P/ teórico** 10 H H H 108,2 ± 5,65 µM 2,92 ± 0,98 11 H F H 67,8 ± 8,39 µM 3,14 ± 1,02 12 H Cl H 34,6 ± 2,43 µM 3,69 ± 0,99 13 H Br H 23,9± 4,88 µM 3,86 ± 1,02 14 H NO2 H 241,6 ± 37,6 µM 2,88 ± 0,99 15 H OCH3 H 191,8 ± 25,3 µM 3,09 ± 0,99 16 H OH H 294,1 ± 27,98 µM 2,56 ± 0,99 17 OH OH H 360,5 ± 24,67 µM 2,34 ± 0,99 18 OH OCH3 H 199,9 ± 2,02 µM 2,53 ± 1,00 19 OCH3 OH NO2 241,8 ± 7,54 µM 3,22 ± 1,01 Bzn - - - 10,8 ± 0,4 µM 0,91 ± 1,00 *Ensaio realizado sobre formas tripomastigotas sanguìneas de T.cruzi. **Calculado usando o programa ACDLABS. 46 A presença de substituintes halogenados na posição para da fenila dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos (13, 12, 11) foi de grande importância na atividade tripanocida. A substituição de um halogênio por outros grupos monossubstituídos mais polares como, 4-NO2 4-OH e 4-OCH3, resultou em significativa perda da atividade tripanocida (Figura 35). Os derivados dissubstituidos 17 e 18 e o trissubstituído 19 não apresentaram atividade tripanocida. Br Cl F 13 12 11 10 23,9 uM 34,6 uM 67,8 uM 108,2 uM O2N NO2 14 241,6 uM OCH3 15 191,8 uM OCH3 OH OCH3 18 199, 9 uM OH OH OH OH 19 241,8 uM 16 17 294,1 uM 360,5 uM Figura 35: Redução do perfil de atividade através das modificações na fenila dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) Provavelmente, o diferente perfil de atividade tripanocida evidenciado para os derivados halogenados (11, 12, 13), está relacionado ao melhor perfil de lipofilicidade que esses derivados apresentam, como ilustra o Log P teórico descrito na Tabela 7, no entanto, os derivados imidazólicos 15 e 19 tiveram um log P teórico maior que 3,09 e não obtiveram atividade tripanocida, indicando que a atividade desses compostos não são atribuídos apenas pelos dados de log P. Adicionalmente dentre esses derivados o composto imidazólico 2,4,5trissubstituído bromado 13 apresentou melhor perfil de atividade devido ao fato do átomo de bromo apresentar maior constante de hidrofobicidade de Hansch (πBr= + 0,86) que os correspondentes derivados imidazólicos 2,4,5trissubstituídos clorado 12 (πCl= + 0,71) e o derivado fluorado 11 (πF= + 0,14). 47 4- CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS Os resultados obtidos neste trabalho permitiram-nos concluir que a metodologia sintética empregada para a obtenção da nova família de derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos (10-19) mostrou-se adequada, permitindo a obtenção dos compostos-alvo em rendimentos globais que variam de 22 a 71%. O planejamento estrutural empregado na construção da série de compostos imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos (10-19) foi bem sucedido, dados os resultados obtidos nos ensaios biológicos realizados, que permitem identificar que o derivado 13, que se mostrou mais ativo sobre a forma tripomastigota do T.cruzi com IC50= 23,9 ± 4,88 µM. Como perspectivas, serão feitos ensaios dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos mais ativos (13, 12, 11) para ver o perfil de citotoxidade, ensaios de ADME (absorção, distribuição, metabolismo e excreção) e testes de mutagenicidade comparativos com outros fármacos nitro-heterocíclicos. 48 5. PARTE EXPERIMENTAL 5.1- Informações Gerais As reações foram monitoradas por cromatografia em camada fina (CCF) em sílica gel (cromatofolhas de alumínio KieselGel 60 F245 Merck) e os produtos visualizados com luz ultravioleta ( 254 e 365 nm). Os espectros de ressonância magnética nuclear (RMN) de 1H e 13 C foram obtidos em espectrômetro AC-200A (Farmanguinhos), operando de 400 a 500 MHz. Os deslocamentos químicos (δ) foram expressos em parte por milhão (ppm) a partir do padrão interno tetrametil-silano (TMS). As áreas dos picos foram obtidas por integração eletrônica e suas multiplicidades foram descritas do seguinte modo: s- simpleto; d- dupleto; dd- duplo dupleto; ttripleto; m-multipleto. Os espectros no infravermelho (IV) foram obtidos em um espectrômetro por transformada de Fouurier, modelo Magna IR 760. As amostras foram examinadas sob a forma de pastilhas de brometo de potássio (KBr). Os valores de absorção foram pulsados em número de onda, utilizando como unidade o centímetro recíproco (cm-1). Os espectros de massas de baixa resolução (E.M.) foram obtidos por elétron-spray negativo/positivo com inserção direta LC/MS utilizando metanol (100%) como diluente e injetando diretamente no probe a um fluxo de 64 ~10 µM/min. em um aparelho LC/MS micromass ZQ 4000, com representação automática por computador (programa Masslynx). Os fragmentos descritos com relação entre unidade de massa atômica e a carga do mesmo (m/z) e a abundância relativa, expressa em cada fragmento, em percentagem (%). Os pontos de fusão (P.F.) foram determinados em um aparelho BÜCHI (B-545) e os valores obtidos não foram corrigidos. 49 5.2- Metodologia Sintética 5.2.1- Síntese do derivado enol-benzoato (21) (Albgright, 1972) Em um balão de 250 mL, resfriado sob um banho de gelo, foram adicionados 34 mL de acetona e 10 g (70,85 mmol, 1 eq.) de 1,2-dimetil 5nitroimidazol (22) sob agitação. Foi adicionado vagarosamente 50 mL (70,85 mmol, 1eq.) de trietilamina e posteriormente adicionou-se 24,4 mL (210,0 mmol, 3 eq) de cloreto de benzoila na reação. A temperatura foi ajustada para 20°C e foram adicionados 46 mL de acetona e a reação ficou sob agitação por 4 horas. Após este período, foi adicionado 40 mL de água e, posteriormente, a suspensão foi filtrada em um funil de buchner e lavada com acetona, levando a obtenção de 25 g do composto 21 com 92% de rendimento sob a forma de um sólido de cor verde claro. RMN-1H (500 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 4,05 (3H, s, N-CH3); 7,28 (1H, s, H6); 7,49 (3H, m, H17, H18 e H19); 7,61 (2H, t, H11 e H13); 7,75 (1H, t, H18); 7,83 (2H, m, H16 e H20); 7,99 (1H, s, H18); 8,13 (2H; d, H10 e H14); (anexo de espectros) RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 33,16 (CH3); 101,90 (C8); 125,39 (C11 e C13); 128,97 (C17 e C19); 130,00 (C16 e C20); 130,29 (C10 e C14); 133,74 (C4); 138,76 (C12); 146,44 (C5); 152,24 (C2); 163,71(C8); (anexo de espectros). 50 5.2.2- Síntese do derivado ceto-oxima (20) (Albgright, 1972) Em um balão de 200 mL, resfriado sob um banho de gelo, foram adicionados 56,6 mL de H2SO4 e 3,82 g de NaNO2 (55,36 mmol) sob agitação. Após 30 minutos, foram adicionados vagarosamente 20,6 mL de ácido acético glacial e em seguida acrescentou-se 10,0 g (28,62 mmol) de benzoato 21 na reação. A reação ficou sob refluxo durante 3 horas e depois foi ajustada para temperatura ambiente. Foi adicionado 66,6 mL de uma solução 10% de NaCl e 100 mL de água na reação que posteriormente foi filtrada em um funil de buchner. O composto 20 foi suspenso em etanol e filtrado em um funil de bucnher, obtendo assim, um sólido na cor amarela com um rendimento de 80%. δ-ppm): 3,78 (3H, s, N-CH3); 7,58 (2H, t, RMN-1H (500 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ H10 e H12); 7,71 (1H, t, H11); 7,98 (2H, d, H9 e H13); 8,21 (1H, s, H4); 13,85 (1H, s, N-OH) (anexo de espectros) RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,51 (CH3); 128,47 (C10’ e C12); 130,16 (C9 e 13’); 132,24 (C4); 133,53 (C11); 135,79 (C5); 139,45 (C2); 142,46 (C8); 146,O4 (C6); 189,06 (C7); (anexo de espectros). 51 5.2.3- Síntese dos novos derivados imidazólicos 2,4,5-Trissubstituídos (Wang, 2010) Em um balão de 100 mL foram adicionados 0,5 g (1,82 mmol, 1 eq.) de ceto-oxima (20), 0,850 g (11,02 mmol, 6 eq.) de NH4OAc, 0,260 g ( 1,82 mmol, 1 eq.) de benzaldeido correspondente e 12 mL de etanol sob agitação. A temperatura foi mantida sob refluxo por 5 horas. A reação foi resfriada a temperatura ambiente e adicionaram-se pedaços de gelo na reação. O precipitado foi filtrado em um funil de buchner e lavado com água. Todos os novos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituídos (10-19) foram purificados através de recristalização em uma solução 9:1 de etanol / água. 1-Metil-5-nitro-2',5'-difenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (10) Este derivado foi obtido em 69% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 217-218 °C. RMN-1H (500 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,72 (3H, s, N-CH3); 7,28 (1H, t, H-4’’’); 7,34 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,47 (1H, t, H4’’); 7,54 (2H, t, H3’’ e H5’’); 7,57 52 (2H, d, H2’’’ e H6’’’); 8,16 (2H, d, H2’’ e H6’’); 8,35 (1H, s, H4); 12,48 (1H, s, NOH); (anexo de espectros). RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,57 (N-CH3); 125,89 (C2’’’ e C6’’’); 127,39 (C2’’ e C6’’); 127.71 (C4’’’); 128,61 (C3’’’ e C5’’’); 128,70 (C3’’ e C5’’); 129,33 (C4’’); 132,75 (C4); 137,56 (C1’’’); 139,97 (C2); 141,28 (C5); 142,25 (C1’’); (anexo de espectros). RMN-13C DEPT (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,50 (N-CH3); 125,81 (C2’’’ e C6’’’); 127.31 (C2’’ e C6’’); 127,63 (C4’’’); 128,55 (C3’’’ e C5’’’); 128,63 (C3’’ e C5’’); 129,25 (C4’’); 132,69 (C4). IV (KBr) νmax cm-1: 3284 (ν N-O-H); 3130-3111-3064 (ν C-H (aromático)); 1526-1470 (ν C=C (aromático)); 1368 (ν( N=O)2); 826 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 2'-(4-Fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (11) Este derivado foi obtido em 48% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 248-249 °C. NO2 5 4 N CH3 1 N 2 3 3' 4' 5' 6''' N OH 2'' 3'' 2' 1'' N 1''' 1' 6'' 4'' F 5'' 2''' 5''' 4''' 3''' RMN-1H (400 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,87 (3H, s, N-CH3); 7,27 (1H, t, H-4’’’); 7,34 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,39 (2H, d,H2’’ e H6’’); 7,56 (2H, d, H2’’’ e H6’’’); 8,19 (2H, m, H3’’ e H5’’); 8,34 (1H, s, H4); 12,49 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (100 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,51 (N-CH3); 124,95 (C1’’); 125,85 (C2’’’ e C6’’’); 127,49 (C2’’ e C6’’); 127.71 (C4’’’); 128,37 (C3’’’ e C5’’’); 53 115,83 e 115,61 (C3’’ e C5’’); 132,70 (C4); 137,49 (C1’’’); 139,95 (C2); 141,17 (C5); 142,42 (C1’’); 163, 75 (C4’’) (anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3284 (ν N-O-H); 3136-3066 (ν C-H (aromático)); 1534-1468 (ν C=C (aromático)); 1365 (ν ( N=O)2); 1225 (ν C-F); 829 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 2'-(4-Clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (12) Este derivado foi obtido em 20% de rendimento, na forma de um sólido verde, com ponto de fusão de 249-250 °C. RMN-1H (500 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,71 (3H, s, N-CH3); 7,27 (1H, t, H-4’’’); 7,33 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,55 (2H, d, H2’’’ e H6’’’, J=7,5 Hz); 7,60 (2H, d, H2’’ e H6’’, J=7,5 Hz); 8,17 (2H, d, H3’’ e H5’’, 8,0 Hz); 8,33 (1H, s, H4); 12,58 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,54 (N-CH3); 125,86 (C2’’’ e C6’’’); 127.72 (C4’’’); 128,58 (C3’’’ e C5’’’); 132,72 (C4); 137,60 (C1’’’); 139,94 (C2); 141,10 (C5); (anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: IV (KBr) νmax cm-1: 3437 (ν N-O-H); 3144-3058 (ν C-H (aromático)); 1533-1470 (ν C=C (aromático)); 1364 (ν ( N=O)2); 829 (ν C-N (ArNO2)) (anexo de espectros). 54 2'-(4-Bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (13) Este derivado foi obtido em 69% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 218-219 °C. δ-ppm):: 3,71 (3H, s, N-CH3); 7,28 (1H, t, RMN-1H (500 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ H-4’’’); 7,33 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,55 (2H, d, H2’’’ e H6’’’, J= 8,0 Hz); 7,75 (2H, d, H2’’ e H6’’, J= 8,5 Hz); 8,10 (2H, d, H3’’ e H5’’, J= 8,0 Hz); 8,34 (1H, s, H4); 12,51 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,54 (N-CH3); 116,15 (C5’); 122,68 (C4’’) 125,84 (C2’’’ e C6’’’); 128,60 (C3’’’ e C5’’’); 132,71 (C4); 137,66 (C1’’’); 139,97 (C2); 141,00 (C5); 141,15 (C1’’); (anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: IV (KBr) νmax cm-1: 3140-3056 (ν C-H (aromático)); 15331470 (ν C=C (aromático)); 1364 (ν ( N=O)2); 828 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 55 1-Metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (14) Este derivado foi obtido em 62% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 361-362 °C. O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' CH3 OH 2 4' N 3' N 2'' 2' 1'' 5' 1''' N 6'' 1' 3'' 4'' NO2 5'' 2''' 3''' RMN-1H (400 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,73 (3H, s, N-CH3); 7,27 (1H, t, H-4’’’); 7,33 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,57 (2H, d, H2’’’ e H6’’’); 7,80 (1H, t, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’); 7,92 (1H, t, 1H, t, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’); 7,97 (1H, d, 1H, t, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’); 8,15 (1H, d, 1H, t, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’); 8,33 (1H, s, H4); 12,404 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (100 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,71 (CH3); 115,52 (C4’); 125,94 (C2’’’ e C6’’’); 127,84 (C4’’’); 128,56 (C3’’’ e C5’’’); 132,30 (C4); 138,22 (C1’’’); 139,54 (C2); 140,11 (C5); 140,72 (C1’’); 148,49 (C4’’)(anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3120-3084-3033 (ν C-H (aromático)); 1524-1465 (ν C=C (aromático)); 1349-1365 (ν ( N=O)2); 826 (ν C-N (Ar-NO2)) espectros). 56 (anexo de 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (15) Este derivado foi obtido em 62% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 218-219 °C. RMN-1H (400 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,73 (3H, s, N-CH3); 3,81(3H, s, OCH3); 7,08 (1H, t, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’); 7,17 (1H, d, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’, J=8,4 Hz); 7,25 (1H, t, H-4’’’); 7,32 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,51 (2H, t, H2’’, H3’’, H5’’ ou H6’’); 7,56 (2H, d, H2’’’ e H6’’’, J=7,2 Hz); 8,34 (1H, s, H4); 11,72 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (100 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,43 (N-CH3); 55,72 (O-CH3); 111,77 (C3’’ e C5’’);125,82 (C2’’’ e C6’’’); 127.38 (C4’’’); 128,43 (C3’’’ e C5’’’); 132,63 (C4); 137,47 (C1’’’); 139,85 (C2); 141,58 (C5); 141,75 (C1’’); 157,7 (C4’’)(anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3448 (ν N-O-H); 3070-3054 (ν C-H (aromático)); 15301471-1488 (ν C=C (aromático)); 1363 (ν ( N=O)2); 825 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 57 2'-(4-Hidróxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (16) Este derivado foi obtido em 71% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 145-146 °C. RMN-1H (400 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,70 (3H, s, N-CH3); 6,90 (2H, d, H3’’ e H5’’, J= 9,2 Hz), 7,25 (1H, t, H-4’’’); 7,32 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,53 (2H, d, H2’’’ e H6’’’, J= 7,6 Hz); 7,97 (2H, d, H2’’ e H6’’, J= 8,4 Hz); 8,36 (1H, s, H4); 9,89 (1H, s, C-OH); 12,21 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (100 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,52 (N-CH3); 115,25 (C3’’ e C5’’); 115,09 (C4’); 119,39 (C1’’); 125,79 (C2’’’ e C6’’’); 127.51 (C4’’’); 128,54 (C3’’’ e C5’’’); 132,75 (C4); 137,13 (C1’’’); 139,87 (C2); 141,56 (C5); 142,74 (C1’’); 158,50 (C4’’) (anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3123-3062 (ν C-H (aromático)); 1527-1465 (ν C=C (aromático)); 1283 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 58 2'-(3,4-Diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) Este derivado foi obtido em 42% de rendimento, na forma de um sólido amarelo, com ponto de fusão de 224-225 °C. O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' CH3 OH 2 4' N 3' N 2'' 3'' 2' 1'' 5' 1''' N 6'' 1' OH 4'' OH 5'' 2''' 3''' RMN-1H (500 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,70 (3H, s, N-CH3); 6,85 (1H, d, 5’’, J= 8,0 Hz); 7,25 (1H, t, H-4’’’); 7,32 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,49 (1H, dd, H6’’, J=8,5 Hz); 7,53 (2H, d, H2’’’ e H6’’’); 7,62 (1H, d, H2’’); 8,32 (1H, s, H4); 9,23 (1H, s, 3’’OH ou 4’’); 9,33 (1H, s, 3’’ ou 4’’OH); 12,16 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,54 (N-CH3); 125,89 (C2’’’ e C6’’’); 127.49 (C4’’’); 128,54 (C3’’’ e C5’’’); 132,75 (C4); 137,05 (C1’’’); 139,86 (C2); 141,61 (C5); 142,69 (C1’’); 145,82 (C4’’), 146,82 (C3’’) (anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3367 (ν O-H); 3124-3066 (ν C-H (aromático)); 1528-1468 (ν C=C (aromático)); 1365 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 59 2'-(3-Hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'ol (18) Este derivado foi obtido em 45% de rendimento, na forma de um sólido cinza, com ponto de fusão de 213 °C. δ-ppm):: 3,70 (3H, s, N-CH3); 3,82 (3H, s, RMN-1H (400 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ OCH3); 7,05 (1H, d, H2’’, H5’’ ou H6’’); 7,26 (1H, t, H-4’’’); 7,33 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,53 (2H, d, H2’’’ e H6’’’); 7,61 (2H, t, H2’’, H5’’ ou H6’’); 8,32 (1H, s, H4); 9,28 (1H, s, C-OH); 12,26 (1H, s, N-OH); (anexo de espectros). δ-ppm): 34,43 (N-CH3); 55,62 (O-CH3); RMN-13C (125 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ 125,77 (C2’’’ e C6’’’); 127.53 (C4’’’); 128,57 (C3’’’ e C5’’’); 132,78 (C4); 137,11 (C1’’’); 139,86 (C2); 141,54 (C5); 141,38 (C1’’); 146,36 (C4’’), 148,74 (C3’’)(anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3468 (ν N-O-H); 3130-3056 (ν C-H (aromático)); 1533-1503 (ν C=C (aromático)); 1369 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros). 60 2'-(4-Hidroxi-3-metoxi-5-nitrofenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (19) Este derivado foi obtido em 43% de rendimento, na forma de um sólido vermelho, com ponto de fusão de 245-247 °C. RMN-1H (400 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm):: 3,69 (3H, s, N-CH3); 3,90 (3H, s, OCH3; 7,25 (1H, t, H-4’’’); 7,32 (2H, t, H3’’’ e H5’’’); 7,54 (2H, d, H2’’’ e H6’’’); 7,89 (1H, s, H4); 8,26 (2H, d, H2’’ E H6’’); (anexo de espectros). RMN-13C (100 MHz, DMSO-d6 / TMS (δ δ-ppm): 34,43 (N-CH3); 55,41 (O-CH3); 125,90 (C2’’’ e C6’’’); 127.46 (C4’’’); 128,44 (C3’’’ e C5’’’); 132,70 (C4); 137,15 (C1’’’); 139,74 (C2); 140,09 (C5); 141,59 (C1’’); 149,82 (C3’’)(anexo de espectros). IV (KBr) νmax cm-1: 3530 (ν O-H); 1555-1542 (ν C=C (aromático)); 1365 (ν ( N=O)2); 827 (ν C-N (Ar-NO2)) (anexo de espectros) 61 5.3- Protocolo Biológico 5.3.1 Avaliação da atividade tripanocida "in vitro" sobre a forma tripomastigota de T. cruzi. (SALOMÃO et al., 2004) As soluções estoque dos derivados imidazólicos 2,4,5-trissubstituidos (10-19) foram preparadas em dimetilsulfóxido (DMSO) na concentração de 100 mg/mL. Formas tripomastigotas sanguíneas de T. cruzi (cepa Y) foram isoladas de camundongos infectados e ressuspendidas em meio Eagle modificado por Dulbecco (DME) suplementado com 10% de soro fetal bovino. Os ensaios com tripomastigotas foram realizados em placa de 96 poços e em cada poço foram adicionados 100 µL de cada derivado imidazólico 2,4,5-trissubstituido, previamente preparadas no dobro das concentrações desejadas, para uma diluição seriada 1:2. O tratamento foi analisado na faixa que variou de 25 a 500 µg/ml, com concentração final do solvente nunca superior a 0,5%. A seguir, foram acrescentados 100 µL de suspensão de tripomastigotas numa concentração final de 5 x 106 parasitos/mL, na ausência de sangue. Após incubação por 24h, a 37°C, os parasitos foram quantificados em câmara de Neubauer e o valor de IC50 calculado. 62 6- REFERÊNCIAS ALBRIGHT, J. D.; SHEPHERD, R. G.; 1,2-disubstituted-5-nitroimidazoles. United States Patent Office.1972, n 3,652,555. BARREIRO, E. J.; FRAGA, C. A. M. Química Medicinal: As Bases Moleculares da Ação dos Fármacos. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. 536 p. BATIE, C. J.; AND KAMIN, H.; The relation of pH and oxidation-reduction potential to be association state of the ferredoxin-ferredoxin: NADP+ reductase complex. J. Biol. Chem., v. 256, n. 15, p. 7756-7763, 1981. BERKELHAMMER, G.; ASATO, G.; 2-Amino-5-(1-methyl-5-nitro-2-imidazolyl)1,3,4-thiadiazole; a new antimicrobial agent. Science, v.162, p. 1146, 1968. CARVALHO, S. A.; da SILVA, E. F.; SANTA-RITA, R. M.; de CASTRO, S. L.; FRAGA, C. A. M. Synthesis and antitrypanosomal profile of new functionalized 1,3,4-thiadiazole-2-arylhydrazone derivatives, designed as non-mutagenic megazol analogues. Bioorg. Med. Chem. Lett., v. 14, n. 24, p. 5967–5970, 2004. CARVALHO, S. A.; LOPES, F. A.; SALOMÃO, K.; ROMEIRO, N. C.; WARDELL, S. M. S. V.; de CASTRO, S. L.; da SILVA, E. F.; FRAGA, C. A. M. Studies toward brazilizonerelated the trypanocidal structural optimization new 1,3,4-thiadiazole-2-arylhydrazone derivatives. Bioorg. Med. Chem., v. 16, n. 1, p. 413-421, 2008. 63 of COURA, J. R.; de CASTRO, S. L.; A critical review on Chagas disease chemeotherapy. Mem. Inst. Oswaldo Cruz, v. 97, n. 1, p. 3-24, 2002. da SILVA, F. W.; FREIRE-de-LIMA, L.; SARAIVA, V. B.; ALISSON-SILVA, F.; MENDONÇA-PREVIATO, L.; PREVIATO, J. O.; ECHEVARRIA, A.; de LIMA, M. E. Novel 1,3,4-thiadiazolium-2-phenylamine chlorides derived from natural piperine as trypanocidal agents: Chemical and biological studies. Bioorg. Med. Chem., v. 16, n. 6, p. 2984–2991, 2008. de CASTRO, S. L.; MEIRELLES, M. N. L. Mechanism of action of a nitroimidazole-thiadiazole derivative upon Trypanosoma cruzi tissue culture amastigotes. Mem. Inst. Oswaldo Cruz, v. 85, n.1, p. 95-99, 1990. de SOUZA, W. Cell biology of Trypanosoma cruzi. Int. Rev. Cytol. v. 86, p. 197-283, 1984. DIAS J. C.P.; et al.; Epidemiologia. In Z Brener, Z Andrade, M Barral-Netto (eds), Trypanosoma cruzi e Doença de Chagas, 2a ed., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, p. 48-74, 2000. DÍAZ DE TORANZO, E. G.; CASTRO, J. A.; FRANKE DE CAZZULO, B. M.; CAZZULO, J. J. Interaction of benznidazole reactive metabolites with nuclear and kinetoplastic DNA, proteins and lipids from Trypanosoma cruzi. Experientia, v. 44, n. 10, p. 880–881, 1988. 64 DOCAMPO, R., MORENO, S. N. Free radical metabolites in the mode of action of chemotherapeutic agents and phagocytic cells on Trypanosoma cruzi. Rev. Infect. Dis, v. 6, n. 2, p. 223–238, 1984. FERREIRA, W. DA SILVA.; et al.; Novel 1,3,4-thiadiazolium-2-phenylamine chlorides derived from natural piperine as trypanocidal agents: Chemical and biological studies Bioorganic & Medicinal Chemistry v. 16, p. 2984–2991, 2008. FILARDI, L. S.; BRENER, Z.; A nitroimidazole-thiadiazole derivative with curative action in experimental Trypanosoma cruzi infection. Ann. Trop. Med. Parasitol., v. 76, n. 3, p. 293-297, 1982. HALL, B. S.; BOT, C.; WILKINSON, S. R. Nifurtimox Activation by Trypanosomal Type I Nitroreductases Generates Cytotoxic Nitrile Metabolites. J. Biol. Chem., v. 286, n. 15, p. 13088-13095, 2011. HENDERSON, G. B.; ULRICH, P.; FAIRLAMB, A. H.; ROSEMBERG, I.; PEREIRA, M.; SELA, M.; CERAMI, A. "Subversive" substrates for the enzyme trypanothione reductase dissulphide reductase, alternative approach to chemoterapy of Chagas disease. Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A., v. 85, n. 15, p. 5374-5378, 1988. KUWAHARA, T.; WHITE, R. A. Jr.; AGOSIN, M.; NADPH-cytocrome c reductase of Trypanosoma cruzi. Biochem. Biophys. Res. Commun., v. 124, n. 1, p. 121-124, 1984. 65 MARIN-NETO J. A, et al.; Chagas heart disease. In: Yusuf S, Cairns JA, Camm AJ, Fallen EL, Gersh BJ, eds. Evidence-based cardiology, 3rd edn. London: BMJ Books, p. 823–41, 2010 MARR, J. J.; DOCAMPO, R. Chemotherapy for Chagas’ Disease: a perspective of current therapy and considerations for future research. Rev. Infect. Dis., v. 8, n.6, p. 884-903, 1986. MASON, R. P.; HOLTMAN, J. L. The role of catalytic superoxide formation in the O2 inhibition of nitroreductase. Biochem. Biophys. Res. Commun. v. 67, n. 4, p. 1267–1274, 1975. MAYA, J. D.; BOLLO, S.; NUÑEZ-VERGARA, L. J.; SQUELLA, J. A.; REPETTO, Y.; MORELLO, A.; PÉRIÉ, J.; CHAUVIÈRE, G.; Trypanosoma cruzi: effect and mode of action of nitroimidazole and nitrofuran derivatives. Biochem. Pharmacol., v. 65, n. 6, p. 999-1006, 2003. MAYA, J. D.; CASSELS, B. K.; ITURRIAGA-VÁSQUEZ, P.; FERREIRA, J.; FAÚNDEZ, M.; GALANTI, N.; FERREIRA, A.; MORELLO, A. Mode of action of natural and synthetic drugs against Trypanosome cruzi and their interaction with the mammalian host. Comp. Biochem. Physiol. A Mol. Integr. Physiol., v. 146, n. 4, p. 601-620, 2007. MAYA, J. D.; RODRÍGUEZ, A.; PINO, L.; PABÓN, A.; FERREIRA, J.; PAVANI, M.; REPETTO, Y.; MORELLO, A. Effects of buthionine sulfoximine nifurtimox and benznidazole upon trypanothione and metallothionein proteins in Trypanosoma cruzi. Biol. Res, v. 37, n. 1, p. 61–69, 2004. 66 Mc LANE, K. E.; FISHER, J.; RAMKRISHNAN, K. Reductive drug metabolism. Drug Metab. Rev., v. 14, n. 4, p. 741-799, 1983. MORENO, S. N.; DOCAMPO, R.; MASON, R. P.; LEON, W.; STOPPANI, A. O. Different behaviors of benznidazole as free radical generator with mammalian and Trypanosoma cruzi microsomal preparations. Arch. Biochem. Biophys., v. 218, n. 2, p. 585–591, 1982. OPAS/OMS. Tratamiento Etiológico de la Enfermedad de Chagas. Conclusiones de una consulta técnica. OPC/HCP/ HCT/140/99, p. 32, 1998 (published in Rev Patol Trop 28: 247- 279, 1999). RAO, V. R.; SRINIVASAN, V. R. 1, 3, 4- Oxa(thia)diazoles: Part V – 2-amino-5aryl-1, 3, 4-thiadiazoles. Ind. J. Chem., v. 8, p. 509-513, 1970. RASSI, A. Jr.; RASSI, A.; LITTLE, W. C. Chagas heart disease. Clin. Cardiol., v. 23, n.12, p. 883–89, 2000. RASSI, A. Jr.; RASSI, A.; MARIN-NETO, J. A. Chagas disease. Lancet, v. 375, n. 9723, p. 1388-1402, 2010. RASSI, A.; RASSI, A. Jr.; RASSI, G. G. Fase aguda da doença de Chagas. In: BRENER, Z.; ANDRADE, Z. A.; BARRAL-NETTO, M., eds. Trypanosoma cruzi e doença de Chagas, 2nd. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. 231–245, 2000. 67 REY, L. Parasitologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. 856, 2001. ROMANHA, A. J.; ALVES, R. O.; MURTA, S. M.; SILVA, J. S.; ROPERT, C.; GAZZINELLI, R. T. Experimental chemotherapy against Trypanosoma cruzi infection: essential role of endogenous interferon-gamma in mediating parasitologic cure. J. Infect. Dis., v. 186, n.6, p. 823–828, 2002. SALOMÃO, K.; DANTAS, A. P.; BORBA, C. M.; CAMPOS, L. C.; MACHADO, D. G.; AQUINO NETO, F. R.; de CASTRO, S. L. Chemical composition and microbicidal activity of extracts from Brazilian and Bulgarian propolis. Lett. Appl. Microbiol., v. 38, n. 2, p. 87–92, 2004. SALOMÃO, K.; DE SOUZA, E. M.; CARVALHO, S. A.; da SILVA, E. F.; FRAGA, C. A. M.; BARBOSA, H. S.; de CASTRO, S. L. In Vitro and In Vivo Activities of 1,3,4-Thiadiazole-2-Arylhydrazone Derivatives of Megazol against Trypanosoma cruzi. Antimicrob. Agents Chemother., v. 54, n. 5, p. 2023-2031, 2010. TEMPERTON, N. J.; WILKINSON, S. R.; MEYER, D. J.; KELLY, J. M. Overexpression of superoxide dismutase in Trypanosoma cruzi results in increased sensitivity to the trypanocidal agents gentian violet and benznidazole. Mol. Biochem. Parasitol., v. 96, n. 1-2, p. 167–176, 1998. TROUILLER, P.; REY, J. L.; BOUSCHARAIN, P.; Pharmaceutical development concerning diseases predominating in tropical regions: the concept of indigent drugs. Ann. Pharm. Fr., v. 58, n. 1, p. 43-46, 2000. 68 TSUHAKO, M. H.; ALVES, M. J.; COLLI, W.; BRENER, Z.; AUGUSTO, O. Restricted bioreductive metabolism of a nitroimidazole-thiadiazol derivative with curative action in experimental Trypanosoma cruzi infections. Biochem. Pharmacol., v. 38, n. 24, p. 4491-4496, 1989. TURRENS, J. F.; WATTS, B. P. Jr.; ZHONG, L.; DO CAMPO, R. Inhibition of Trypanosoma cruzi and T. brucei NADH fumarate reductase by benznidazole and anthelmintic imidazole derivatives. Mol. Biochem. Parasitol., v. 82, n. 1, p. 125–129, 1996. Viodé, C.; Bettache, N.; Cenas, N.; Krauth-Siegel, L.; Chauvière, G.; Bakalara, N.; Périé, J. Enzimatic reduction studies of nitroheterocycles. Biochem. Pharmacol., 57, 549-557, 1999 WANG, M.; GAO, J.; SONG, Z. A pratical and green approach toward synthesis of 2,4,5-trisubstituted imidazoles without adding catalyst. Prep. Biochem. Biotechnol., v. 40, n. 4, p. 347-353, 2010. WHO. Control of Chagas disease. Second report of the WHO Expert Committee. Technical report series no 905. Geneva: World Health Organization, 2002. 69 7- ANEXO: ESPECTROS O N O2N O N CH3 M/ESI (m/z)= 349,3 E.1- Espectro de massas do enol-benzoato (21). 70 10 O 4 O2 N 5 3 N N1 CH 3 O 8 7 2 E.2- Espectro de RMN 1H do enol-benzoato (21) (500 MHz, DMSO-d6/TMS). 71 14 15 16 13 17 6 20 21 11 9 19 18 12 0 .6 8 3 2 C om m ent G :\s i1 0 8 1 1 0 9 6 2 _ 0 1 1 0 0 1 r 16384 P o in ts C o u n t 1 9 .3 0 0 T M G 0 0 1 /0 7 - R am on O p . C h arles F r e q u e n c y (M H z ) 16384 P u ls e S e q u e n c e 3 1 A u g 2 0 1 1 1 2 :1 4 :1 4 13C N u m b e r o f T r a n s ie n ts D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) D a te N u c le u s S o lv e n t 1 0 0 .6 2 zgpg30 8369 2 3 9 8 0 .8 1 128.97 A c q u is itio n T im e (s e c ) F ile N a m e O r ig in a l P o in ts C o u n t T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 132.5 132.0 131.5 131.0 Chemical Shift (ppm) 130.5 130.0 129.5 128.49 129.24 129.10 39.50 39.28 130.00 130.29 132.59 133.0 129.0 128.5 4 39.91 O2 N 39.08 133.5 10 O 128.97 134.0 133.74 133.90 DMSO-d6 5 3 N O 8 7 2 N1 CH 3 11 9 14 15 16 13 12 17 6 20 19 18 210 200 190 180 170 160 150 33.16 40.13 38.87 101.90 128.49 45.48 140 132.59 138.76 146.44 163.71 152.24 133.74 130.00 125.39 21 130 120 110 100 90 Chemical Shift (ppm) 80 E.3- Espectro de RMN 13C do enol-benzoato (21) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) 72 70 60 50 40 30 20 10 0 -10 -20 E.4- Espectro de massas da ceto-oxima (20). E.5- Espectro no IV da ceto-oxima (20). 73 4 3 N O 2 6 O2N 5 N1 CH 3 N 20 E.6- Espectro de RMN 1H da ceto oxima (20) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 74 7 9 8 13 OH 10 11 12 E.7- Espectro de RMN 13C da ceto oxima (20) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) 75 O2N N N CH3 OH N N M/ESI (m/z)= 361,35 E.8- Espectro de massas do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'-biimidazol3'-ol (10) E.9- Espectro no IV do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (10) 76 24 M ar 2 011 A c q u is itio n T im e (s e c ) D a te F ile N a m e 1 .0 2 2 4 C om m ent P O X I 0 8 0 0 2 /1 0 - R a m on o p . C h arle s 1 3 D e c 2 0 1 0 1 6 :0 5 :1 4 C :\U s e rs \S in te s e4 \D o c u m e n ts \R am on \D is s ertaç ão d e M es tra d o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ron to s p ara T es e\P O X I 0 8 0 0 2 -1 0 _ 0 1 0 0 0 1 r F r e q u e n c y (M H z ) N u m b e r o f T r a n s ie n ts P o in ts C o u n t S o lv e n t T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 5 0 0 .1 3 8 16384 D M S O -D 6 2 0 .4 0 0 1H 8192 zg3 0 8 0 1 2 .8 2 N u c le u s O r ig in a l P o in ts C o u n t P u ls e S e q u e n c e S w e e p W id th (H z ) 2.490 3.424 3.725 7.583 7.568 7.557 7.542 7.526 7.490 7.476 7.461 7.358 7.343 7.329 7.295 7.280 7.265 8.170 8.155 8.354 8.354 8.170 8.155 7.583 7.568 7.557 7.542 7.526 7.490 7.476 7.343 7.329 12.484 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 0.98 8.5 8.4 2.00 8.3 8.2 4.08 8.1 8.0 7.9 7.8 Chemical Shift (ppm) 7.7 7.6 1.00 14 13 1.08 7.5 3.02 12 11 10 9 7.3 4''' 7.2 8.86 8 5' 1''' 2.06 1.01 7.4 CH 3 OH 2 4' N 3' N 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 4'' 6'' 5'' 2''' 3''' 3.00 7 Chemical Shift (ppm) 6 5 4 3 2 E.10- Espectro de RMN 1H do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (10) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) 77 1 0 A c q u is itio n T im e (s e c ) D a te F ile N a m e 0 .5 4 5 6 P O X I 0 8 0 0 2 /1 0 - R am on C om m ent 1 3 D ec 2 0 1 0 0 7 :5 2 :0 2 C :\U s ers \S in tes e4 \D oc u m en ts \R am on \D is s ertaç ão d e M es trad o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ron tos p ara T es e\P O X I 0 8 \P O X I 0 8 0 0 2 -1 0 _ 0 1 1 0 0 1 r F r e q u e n c y (M H z ) O r ig in a l P o in ts C o u n t P u ls e S e q u e n c e S w e e p W id th (H z ) 1 2 5 .7 6 16384 zgpg30 3 0 0 3 0 .0 3 13C 16384 D M S O -D 6 2 1 .6 0 0 N u c le u s P o in ts C o u n t S o lv e n t T e m p e ra tu re (d e g r e e C ) 125.890 127.391 127.712 128.703 128.615 128.426 129.330 39.996 39.835 39.660 39.500 39.325 39.165 38.990 34.573 115.876 132.755 133.105 142.258 141.282 139.970 137.565 133.105 132.755 129.330 128.703 128.426 127.712 127.391 125.890 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 134 160 152 144 136 133 128 132 120 131 112 130 129 Chemical Shift (ppm) 104 96 128 127 126 125 88 80 Chemical Shift (ppm) 72 64 56 48 40 32 5' 1''' 124 4''' CH 3 OH 2 4' N 3' N N 6'' 1' 4'' 5'' 2''' 3''' 24 16 E.11- Espectro de RMN 13C do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) 78 2'' 3'' 2' 1'' 8 0 A c q u is itio n T im e (s e c ) 0 .5 4 5 6 D a te 1 3 D ec 2 0 1 0 0 7 :5 2 :5 2 P O X I 0 8 0 0 2 /1 0 - R am on op . C h arles F ile N a m e C :\U s ers \S in tes e4 \D oc u m en ts \R am on \D is s ertaç ão d e M es trad o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ron tos p ara T es e\P O X I 0 8 \P O X I 0 8 0 0 2 -1 0 _ 0 1 2 0 0 1 r F r e q u e n c y (M H z ) 1 2 5 .7 6 N u c le u s 13C O r ig in a l P o in ts C o u n t 16384 P o in ts C o u n t 16384 P u ls e S e q u e n c e d ep t1 3 5 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 3 0 0 3 0 .0 3 T e m p e ra tu r e (d e g re e C ) 2 1 .7 0 0 34.501 132.697 129.257 128.630 128.557 127.639 127.318 125.817 C om m ent O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 4'' 6'' 5'' 2''' 3''' DMSO-d6 160 152 144 136 128 120 112 104 96 88 80 Chemical Shift (ppm) 72 64 56 48 40 32 24 16 8 E.12- Espectro de RMN 13C DEPT do 1-metil-5-nitro-2',5'-difenIl-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (10) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) 79 0 O2 N N N CH3 OH N F N M/ESI (m/z)= 379,34 E13- Espectro de massas do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (11) E.14- Espectro no IV do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (11) 80 A c q u i s it io n T im e ( s e c ) D a te F ile N a m e 3 .9 5 8 4 C om m ent P O X I0 1 0 0 1 /1 0 - R a m o n O p . R a f a e lla 1 3 D e c 2 0 1 0 0 8 :1 5 :1 0 C :\U s e r s \S in te s e 4 \ D o c u m e n ts \R a m o n \D is s e r ta ç ã o d e M e s tr a d o \E S P E C T R O S \R M N \P O X I P r o n to s p a r a T e s e \P O X I 0 1 0 0 1 - 1 0 _ 0 1 0 0 0 1 r F re q u e n c y (M H z ) N u m b e r o f T r a n s ie n t s P o i n ts C o u n t S o lv e n t T e m p e ra tu re (d e g re e C ) 4 0 0 .1 5 32 32768 D M S O -D 6 2 7 .0 0 0 1H 32768 zg30 8 2 7 8 .1 5 N u c le u s O r ig in a l P o in t s C o u n t P u ls e S e q u e n c e S w e e p W id th (H z ) 2.490 3.387 3.722 7.277 7.321 7.340 7.363 7.408 7.554 7.572 8.199 8.206 8.221 7.386 NO2 7.259 7.277 7.295 7.321 8.345 7.363 7.386 7.408 7.554 7.572 8.185 8.199 8.206 8.221 8.345 7.340 12.491 DMSO-d6 5 4 CH3 1 N 2 N 3 3' 4' 5' 0.92 2.00 8.5 2.00 8.0 6''' 5.08 7.5 14 13 2.96 12 11 10 9 7.13 8 2'' 3'' 2' 1'' N 6'' 4'' F 5'' 2''' 4''' 0.89 OH 1''' 1' 5''' 7.0 Chemical Shift (ppm) N 3''' 3.00 7 Chemical Shift (ppm) 6 5 4 3 2 1 0 E.15- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (11) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 81 A c q u is itio n T im e (s e c ) 0 .6 8 3 2 F ile N a m e C :\U s ers \S in te s e 4 \D oc u m e n ts \R am on \D is s e rta ç ã o d e M es tra d o \E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ro n to s p a ra T e s e\P O X I 0 1 \P O X I0 1 0 0 1 -1 0 _ 0 1 1 0 0 1 r P O X I0 1 0 0 1 /1 0 - R am o n O p . R a f ae lla C om m ent 1 3 D e c 2 0 1 0 1 5 :4 6 :2 8 D a te F r e q u e n c y (M H z ) 1 0 0 .6 2 N u c le u s 13C N u m b e r o f T r a n s ie n ts 15388 O r ig in a l P o in ts C o u n t 16384 P o in ts C o u n t 16384 P u ls e S e q u e n c e zgpg30 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 2 3 9 8 0 .8 1 T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 2 7 .0 0 0 115.832 115.614 40.126 39.907 39.704 39.500 39.282 39.078 38.874 34.510 115.832 115.614 124.953 125.855 129.681 129.594 128.576 127.703 141.421 141.174 139.952 137.494 132.969 132.707 129.681 129.594 128.576 127.703 125.855 124.953 132.969 132.707 137.494 161.294 139.952 141.421 141.174 163.752 DMSO-d6 NO2 5 4 N CH3 1 N 2 3 3' 4' 5' 6''' 184 176 168 135 160 130 125 Chemical Shift (ppm) 152 E.16- Espectro de RMN 144 136 128 120 120 112 104 115 96 88 Chemical Shift (ppm) 13 110 80 64 56 48 40 32 2'' 3'' 2' 1'' N 4'' 6'' F 5'' 2''' 4''' 72 OH 1''' 1' 5''' 140 N 3''' 24 16 8 0 C do 2'-(4-fluorfenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (11) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) 82 O2N N N CH3 OH N Cl N M/ESI (m/z)= 395,8 E.17- Espectro de massas do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (12). E.18- Espectro no IV do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol3'-ol (12) 83 A c q u is itio n T im e (s e c ) 0 .8 1 9 2 D a te 2 5 M ar 2 0 1 1 1 1 :2 5 :3 6 F ile N a m e C :\U s ers \S in tes e4 \D es ktop \P O X I0 3 0 0 1 -0 9 H _ 0 0 0 0 0 1 r P O X I 0 3 0 0 1 /1 0 - R am on O p . R afaella F r e q u e n c y (M H z ) 5 0 0 .1 3 N u c le u s 1H N u m b e r o f T r a n s ie n ts 16 O rig in a l P o in ts C o u n t 8192 P o in ts C o u n t 16384 P u ls e S e q u e n c e zg 3 0 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 1 0 0 0 0 .0 0 T e m p e ra tu r e (d e g r e e C ) 2 5 .0 0 0 C om m en t 2.490 3.324 3.714 7.279 O2N 7.351 7.336 7.322 7.294 7.279 7.264 7.559 7.544 7.613 7.598 8.180 8.164 8.336 8.180 8.164 7.613 7.598 7.559 7.544 7.351 7.336 7.322 12.584 DMSO-d6 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 2.24 2.29 8.2 8.1 8.0 7.9 7.8 7.7 Chemical Shift (ppm) 2.36 7.6 7.5 1.00 15 14 13 2.35 7.4 11 10 9 2'' 3'' 2' 1'' 5' N 1''' 1' 4'' 6'' Cl 5'' 2''' 3''' 1.23 7.3 7.2 1.00 12 CH 3 OH 2 4' N 3' N 3.38 8 7 Chemical Shift (ppm) 6 5 4 3 2 1 0 E.19- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (12) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) 84 -1 A c q u is itio n T im e (s e c ) 0 .5 4 5 6 F ile N a m e C :\U s ers \S in tes e4 \D es k top \P O X I0 3 0 0 1 -0 9 C _ 0 0 0 0 0 1 r P O X I 0 3 0 0 1 /1 0 - R am on O p . R afaella C om m ent D a te 2 5 M ar 2 0 1 1 1 6 :2 2 :2 0 F re q u e n c y (M H z ) 1 2 5 .7 6 N u c le u s 13C 16384 P u ls e S e q u e n c e zg p g 3 0 N u m b e r o f T ra n s ie n ts 10388 O rig in a l P o in ts C o u n t 16384 P o in ts C o u n t S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 3 0 0 3 0 .0 3 T e m p e ra tu re (d e g re e C ) 2 5 .0 0 0 125.861 127.289 127.245 127.726 39.996 39.835 39.675 39.500 39.340 39.165 39.004 34.719 34.544 116.139 128.863 128.776 128.586 128.470 128.368 128.193 132.944 132.828 132.726 133.571 133.863 141.107 139.941 137.609 133.863 132.944 132.828 132.726 128.863 128.776 128.586 128.368 127.726 127.289 125.861 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 160 134 133 152 144 132 136 131 128 130 129 Chemical Shift (ppm) 120 112 128 104 127 96 126 125 88 80 Chemical Shift (ppm) 4''' 124 72 64 56 48 40 32 CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 4'' 6'' 1' 5'' 2''' 3''' 24 16 8 E.20- Espectro de RMN 13C do 2'-(4-clorofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (12) (125 MHz, DMSO-d6/TMS) 85 Cl 0 O2N N N CH 3 OH N Br N M/ESI (m/z)= 440,25 E.21- Espectro de massas do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (13) E.22- Espectro no IV do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol3'-ol (13) 86 A c q u is itio n T im e (s e c ) 1 .0 2 2 4 F ile N a m e C :\U s e rs \S in te s e 4 \D e s k to p \P ro to n _ 0 0 0 0 0 1 r P O X I0 7 0 0 1 /1 0 A - R a m o n O p . R a f a e lla O r ig in a l P o in ts C o u n t 8192 C o m m en t 16384 P o in ts C o u n t 2 2 M a r 2 0 1 1 1 5 :2 4 :3 6 D a te F r e q u e n c y (M H z ) 5 0 0 .1 3 N u c le u s 1H N u m b e r o f T ra n s ie n ts 32 P u ls e S e q u e n c e zg30 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 8 0 1 2 .8 2 T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 2 5 .0 0 0 2.490 3.321 3.717 7.282 7.353 7.339 7.324 7.297 7.282 7.268 7.560 7.544 7.762 7.745 8.112 8.096 8.345 8.345 8.112 8.096 7.762 7.745 7.560 7.544 7.353 7.339 7.324 12.515 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 0.85 2.00 8.5 2.00 2.00 8.0 2.00 1.00 7.5 CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 6'' 1' 4'' Br 5'' 2''' 3''' 7.0 Chemical Shift (ppm) 0.95 14 13 10.22 12 11 10 9 8 3.00 7 Chemical Shift (ppm) 6 5 4 3 2 1 E.23- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (13) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) 87 0 18 A pr 2011 A c q u is it io n T im e ( s e c ) 0 .5 4 5 6 P O X I0 7 0 0 1 /1 0 A - R a m o n O p . R a f a e lla F ile N a m e C :\U s er s \S in tes e 4 \D o c u m en ts \R a m o n \D is s er ta ç ã o d e M e s tr a d o \E S P E C T R O S \R M N \P O X I P r o n to s p a r a T e s e \P O X I 0 7 \P O X i 0 7 C _ 0 0 0 0 0 1 r F r e q u e n c y (M H z ) 1 2 5 .7 6 N u c le u s 13C N u m b e r o f T r a n s ie n t s 6588 O r ig in a l P o in t s C o u n t 16384 P o in t s C o u n t 16384 P u ls e S e q u e n c e zgpg30 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id t h ( H z ) 3 0 0 3 0 .0 3 C om m en t 2 2 M a r 2 0 1 1 1 5 :0 6 :5 2 D a te T e m p e r a t u r e ( d e g r e e C ) 2 5 .0 0 0 39.996 39.835 39.675 39.500 39.340 39.165 39.004 34.544 116.153 141.005 139.970 137.667 132.886 132.711 131.735 129.126 128.601 127.755 127.537 125.846 122.683 141.150 DMSO-d6 1 5 116.153 122.683 125.846 127.755 127.537 129.126 128.601 131.735 132.886 132.711 137.667 139.970 141.150 141.005 O2N 4 N 3 6''' 5' 5''' 4''' 142 160 140 152 138 144 136 136 134 128 132 120 130 128 Chemical Shift (ppm) 112 104 126 124 96 122 120 88 80 Chemical Shift (ppm) 118 72 116 64 CH 3 OH 2 4' N 3' N 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 6'' Br 5'' 2''' 3''' 114 56 48 40 32 24 16 E.24- Espectro de RMN 13C do 2'-(4-bromofenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (13) (125 MHz, DMSO-d6/TMS 88 4'' 8 0 O2N N N CH 3 OH N N NO2 M/ESI (m/z)= 406,35 E.25- Espectro de massas do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (14) E.26- Espectro no IV do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (14) 89 A c q u is itio n T im e (s e c ) 3.9 5 8 4 F ile N a m e C :\U s ers \S in tes e4 \D es ktop \P O XI0 2 2 D _ 0 1 0 0 0 1 r P O XI 0 2 0 0 1 /1 0 R am on op . C h arles F re q u e n c y (M H z ) 4 0 0 .1 5 N u c le u s 1H N u m b e r o f T ra n s ie n ts 16 O rig in a l P o in ts C o u n t 32768 P o in ts C o u n t 32768 P u ls e S e q u e n c e zg 3 0 So lv e n t D M S O -D 6 Sw e e p W id th (H z ) 8 2 7 8 .1 5 T e m p e ra tu re (d e g re e C ) 2 7 .0 0 0 C om m ent 2 9 A p r 2 0 1 1 1 5 :4 6 :2 4 D a te -0.012 2.490 3.326 3.730 7.356 7.338 7.319 7.299 7.281 7.264 7.581 7.562 7.984 7.968 7.965 7.943 7.925 7.906 7.828 7.825 7.807 7.790 7.786 8.165 8.145 8.333 8.333 8.165 8.145 7.984 7.968 7.925 7.807 7.581 7.562 7.356 7.338 7.319 7.299 12.404 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 1.00 8.6 8.5 8.4 8.3 1.11 8.2 1.13 1.14 8.1 8.0 1.14 7.9 7.8 7.7 Chemical Shift (ppm) 1.01 13 2.26 7.6 1.11 1.14 12 11 10 9 8 2.30 1.13 7.5 7.4 7.3 7.2 7.1 CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 6'' 1' 4'' NO2 5'' 2''' 3''' 7.0 2.30 3.31 7 6 Chemical Shift (ppm) 5 4 3 2 1 0 -1 E.27- Espectro de RMN 1H do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (14) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 90 A c q u is i t i o n T im e ( s e c ) 0 .6 8 3 2 D a te 0 2 M a y 2 0 1 1 0 7 :3 2 :5 2 F i le N a m e C :\U s e r s \S in t e s e 4 \D e s k to p \P O X I0 2 2 D _ 0 1 1 0 0 1 r P O X I 0 2 0 0 1 /1 0 R a m o n o p . C h a r le s F re q u e n c y (M H z ) 1 0 0 .6 2 N u c le u s 13C N u m b e r o f T r a n s ie n t s 16384 O r ig in a l P o in t s C o u n t 16384 P o in t s C o u n t 16384 P u ls e S e q u e n c e zgpg30 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id t h ( H z ) 2 3 9 8 0 .8 1 T e m p e r a t u r e ( d e g r e e C ) 2 7 .0 0 0 C om m ent 34.394 38.874 39.078 39.282 39.500 39.704 39.907 40.126 115.497 122.189 124.633 125.914 127.776 128.561 131.151 132.227 132.606 132.795 133.638 138.192 139.487 140.054 140.723 148.477 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 168 160 152 144 E.28- Espectro de RMN 136 128 120 112 104 96 88 80 Chemical Shift (ppm) 13 72 64 56 48 40 32 CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 4'' 6'' 1' NO2 5'' 2''' 3''' 24 16 8 0 C do 1-metil-5-nitro-2'-(4-nitrofenil)-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (14) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) 91 O2N N N CH3 OH N N OCH3 M/ESI (m/z)= 391,38 E.29- Espectro de massas do 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (15) E.30- Espectro no IV do 2'-(4-metóxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol3'-ol (15) 92 3 .9 5 8 4 C om m ent P O X I 0 4 0 0 1 /0 9 - R a m o n op . C h a rle s 1 5 F e b 2 0 1 1 1 4 :3 7 :5 8 C :\U s e rs \S in tes e 4 \D o c u m en ts \R a m o n \D is s e rtaç ão d e M e s trad o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I\P O X I0 4 0 0 1 -0 9 _ 0 1 0 0 0 1 r 4 0 0 .1 5 N u c le u s 1H 16 O r ig in a l P o in ts C o u n t 32768 32768 P u ls e S e q u e n c e zg30 D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 8 2 7 8 .1 5 2 7 .0 0 0 A c q u is itio n T im e (s e c ) D a te F ile N a m e F r e q u e n c y (M H z ) N u m b e r o f T r a n s ie n ts P o in ts C o u n t S o lv e n t T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 2.490 3.340 3.815 3.734 7.108 7.089 7.070 7.190 7.169 7.339 7.322 7.303 7.273 7.255 7.237 7.576 7.558 7.530 7.512 7.495 8.340 7.576 7.558 7.530 7.512 7.339 7.322 7.303 7.190 7.169 7.089 11.728 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 2.20 7.8 7.7 7.6 2.18 2.23 7.5 7.4 7.3 Chemical Shift (ppm) 1.08 1.08 7.2 13 12 5''' 7.1 1.00 14 1.11 7.0 1.00 11 10 9 6.9 4''' 4.39 5.64 8 CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 6'' 4'' OCH3 5'' 2''' 3''' 6.59 7 Chemical Shift (ppm) 6 5 4 3 2 1 E.31- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (15) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 93 0 0 .6 8 3 2 C om m ent P O X I 0 4 0 0 1 /0 9 - R a m o n op . C h ar les 1 6 F e b 2 0 1 1 1 5 :0 2 :0 4 C :\U s e rs \S in te s e 4 \D oc u m e n ts \R am o n \D is s e r taç ão d e M es tra d o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I\P O X I0 4 0 0 1 - 0 9 _ 0 1 1 0 0 1 r 1 0 0 .6 2 N u c le u s 13C 16384 O r ig in a l P o in t s C o u n t 16384 16384 P u ls e S e q u e n c e zgpg30 D M S O -D 6 S w e e p W id t h ( H z ) 2 3 9 8 0 .8 1 2 7 .0 0 0 A c q u is it io n T im e (s e c ) D a te F ile N a m e F re q u e n c y (M H z ) N u m b e r o f T r a n s ie n t s P o in t s C o u n t S o lv e n t T e m p e ra tu re (d e g re e C ) 34.437 40.126 39.922 39.718 39.500 39.296 39.093 38.874 111.773 55.721 111.773 114.712 117.767 114.712 117.767 120.182 120.182 125.826 128.430 127.383 141.756 141.581 139.850 137.479 133.347 132.635 131.544 131.369 128.430 127.383 125.826 133.347 132.635 131.544 131.369 137.479 139.850 141.756 141.581 157.700 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 145 184 176 140 168 160 135 152 130 125 Chemical Shift (ppm) 144 136 128 120 120 115 112 110 104 105 96 88 Chemical Shift (ppm) 72 64 56 48 40 5' 1''' 4''' 80 CH 3 OH 2 4' N 3' N 32 2'' 3'' 2' 1'' N 6'' 1' 4'' 5'' 2''' 3''' 24 16 8 E.32- Espectro de RMN 13C do 2'-(4-metoxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (15) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) 94 OCH3 0 O2N N N CH 3 OH N OH N M/ESI (m/z)= 377,35 E.33- Espectro de massas do 2'-(4-hidroxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (16) E.34- Espectro no IV do 2'-(4-hidroxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol3'-ol (16) 95 A c q u is itio n T im e (s e c ) D a te F ile N a m e 3 .9 5 8 4 C om m ent P O X I 0 5 0 0 3 /1 1 B - R am on O p . C h arles 0 1 J u n 2 0 1 1 1 0 :0 1 :5 8 C :\U s ers \S in tes e4 \D oc u m en ts \R am on \D is s ertaç ão d e M es trad o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ron tos p ara T es e\P O X I 0 5 \P O X I0 5 0 0 3 -1 1 B _ 0 0 0 0 0 1 r F r e q u e n c y (M H z ) N u m b e r o f T ra n s ie n ts P o in ts C o u n t S o lv e n t T e m p e r a tu r e (d e g re e C ) 4 0 0 .1 5 16 32768 D M S O -D 6 2 7 .0 0 0 1H 32768 zg 3 0 8 2 7 8 .1 5 N u c le u s O rig in a l P o in ts C o u n t P u ls e S e q u e n c e S w e e p W id th (H z ) -0.013 2.490 3.335 3.701 6.915 6.892 7.341 7.324 7.305 7.276 7.259 7.241 8.336 7.987 7.966 7.549 7.530 7.341 7.324 7.305 7.276 7.259 7.241 6.915 6.892 7.549 7.530 7.987 7.966 8.336 9.898 12.212 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 0.97 2.00 8.5 8.0 1.00 14 2.02 13 11 10 1''' N 1' 4'' 6'' OH 5'' 2''' 3''' 7.0 0.97 2.04 9 5' 2'' 3'' 2' 1'' 2.05 7.5 Chemical Shift (ppm) 1.02 12 2.03 1.03 CH 3 OH 2 4' N 3' N 8 5.25 2.07 7 Chemical Shift (ppm) 3.00 6 5 4 3 2 1 E.35- Espectro de RMN 1H do 2'-(4-hidroxifenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (16) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 96 0 A c q u is itio n T im e (s e c ) 0 .6 8 3 2 F ile N a m e C :\U s ers \S in tes e4 \D oc u m e n ts \R am on \D is s e rtaç ã o d e M es tra d o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ron tos p a ra T e s e\P O X I 0 5 \P oX I 0 5 C _ 0 0 0 0 0 1 r P O X I 0 5 0 0 3 /1 1 B - R am on O p . E lian e C om m ent 1 5 J u n 2 0 1 1 1 4 :5 0 :4 4 D a te F r e q u e n c y (M H z ) 1 0 0 .6 2 N u c le u s 13C N u m b e r o f T r a n s ie n ts 2270 O r ig in a l P o in ts C o u n t 16384 P o in ts C o u n t 16384 P u ls e S e q u e n c e zg p g 3 0 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 2 3 9 8 0 .8 1 T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 2 7 .0 0 0 40.126 39.922 39.718 39.500 39.296 39.093 38.874 34.525 115.425 115.090 119.396 137.130 133.260 132.751 129.041 128.547 127.514 125.797 142.745 141.567 139.879 158.500 DMSO-d6 O2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' CH 3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' 2'' 3'' 2' 1'' N 6'' 1' 4'' OH 5'' 2''' 3''' 0.77 160 152 144 136 128 120 112 104 96 88 80 Chemical Shift (ppm) 72 64 56 48 40 32 24 16 8 E.36- Espectro de RMN 13C do 2'-(4-hidroxi fenil)-1-metil-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (16) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) 97 0 O2N N N CH 3 OH N OH N OH M/ESI (m/z)= 393,35 E.37- Espectro de massas do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H2,4'-biimidazol-3'-ol (17) E.38- Espectro no IV do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'biimidazol-3'-ol (17) 98 A c q u is itio n T im e (s e c ) 1 .0 2 2 4 F ile N a m e C :\U s ers \S in tes e4 \D es k top \P roton _ 0 0 0 0 0 1 r P O X I1 1 0 0 1 /1 1 B - R am on O p . R af aella O rig in a l P o in ts C o u n t 8192 C om m ent 16384 P o in ts C o u n t D a te 3 1 M ar 2 0 1 1 0 9 :1 6 :1 8 F re q u e n c y (M H z ) 5 0 0 .1 3 N u c le u s 1H N u m b e r o f T r a n s ie n ts 32 P u ls e S e q u e n c e zg30 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 8 0 1 2 .8 2 T e m p e r a tu re (d e g r e e C ) 2 5 .0 0 0 2.490 3.328 3.706 6.864 6.848 O2 N 6.864 6.848 8.329 7.624 7.541 7.526 7.500 7.483 7.338 7.323 7.307 7.272 7.257 7.338 7.323 7.307 7.272 7.257 7.243 7.541 7.526 7.500 7.483 7.624 7.620 9.338 9.236 12.162 DMSO-d6 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 1.00 7.8 7.7 7.6 2.00 1.00 7.5 2.00 7.4 1.00 14 13 12 11 10 1.00 CH3 OH 2 4' N 3' N 5' 1''' OH 2'' 3'' 2' 1'' N 1' 4'' 6'' OH 5'' 2''' 3''' 1.00 7.3 7.2 Chemical Shift (ppm) 7.1 2.00 0.85 9 7.0 7.31 8 6.9 6.8 6.7 6.6 1.00 7 Chemical Shift (ppm) 3.00 6 5 4 3 2 1 0 E.39- Espectro de RMN 1H do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) (500 MHz, DMSO-d6/TMS) 99 0 .5 4 5 6 C om m ent 3 1 M a r 2 0 1 1 0 8 :4 2 :0 8 C :\U s e r s \S in te s e 4 \D e s k to p \C a r b o n o _ 0 0 0 0 0 1 r 13C O r ig in a l P o in t s C o u n t zgpg30 S o lv e n t 2 5 .0 0 0 A c q u is it io n T im e ( s e c ) D a te F ile N a m e N u c le u s P u ls e S e q u e n c e T e m p e ra tu re (d e g re e C ) P O X I1 1 0 0 1 /1 1 B - R a m o n O p . R a f a e lla 1 2 5 .7 6 16384 3 0 0 3 0 .0 3 F re q u e n c y (M H z ) P o in t s C o u n t S w e e p W id t h ( H z ) 16384 D M S O -D 6 18.569 34.544 38.990 39.165 39.325 39.500 39.660 39.835 39.996 40.083 114.871 115.089 115.629 119.170 119.695 125.802 127.493 128.543 56.043 114.871 115.089 119.170 115.629 132.769 119.695 133.309 125.802 127.493 137.055 128.543 132.769 139.868 137.055 139.868 133.309 141.617 142.695 141.617 142.695 145.202 145.202 146.820 146.820 DMSO-d6 O2 N 1 5 4 N 3 6''' 150 145 140 135 130 Chemical Shift (ppm) 125 120 115 5''' 110 152 144 136 E.40- Espectro de RMN 128 120 112 104 96 88 80 Chemical Shift (ppm) 13 72 64 56 48 40 OH 2'' 3'' 2' 1'' 5' N 1''' 1' 6'' 4'' OH 5'' 2''' 4''' 160 CH3 OH 2 4' N 3' N 3''' 32 24 16 8 0 C do 2'-(3,4-diidroxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (17) (125 MHz, DMSO- d6/TMS) 100 O2 N N N CH3 OH N N OH OCH3 M/ESI (m/z)= 407,38 E.41- Espectro de massas do 2'-(3-hidroxi-4-metóxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) E.42- Espectro no IV do 2'-(3-hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) 101 3 .9 5 8 4 C om m ent 2 3 M a r 2 0 1 1 0 8 :1 8 :1 8 C : \U s e r s \S in te s e 4 \D e s k to p _ 0 1 0 0 0 1 r 1H N u m b e r o f T r a n s ie n ts 32768 P u ls e S e q u e n c e 8 2 7 8 .1 5 T e m p e r a tu r e ( d e g r e e C ) A c q u is it io n T im e ( s e c ) D a te F ile N a m e N u c le u s P o in ts C o u n t S w e e p W id t h (H z ) P O X I 0 9 0 0 1 /1 1 B - R a m o n O p . C h a r le s 4 0 0 .1 5 32768 D M S O -D 6 F r e q u e n c y (M H z ) O r ig i n a l P o in ts C o u n t S o lv e n t 16 zg30 2 7 .0 0 0 2.490 3.329 3.703 3.823 7.041 7.062 7.261 7.279 7.307 7.326 7.344 7.524 7.543 7.620 8.328 7.639 7.041 7.062 7.243 7.261 7.279 7.307 7.326 7.344 7.524 7.543 7.598 7.620 7.639 9.288 12.261 DMSO-d6 O 2N 1 5 4 2.03 7.8 7.7 7.6 2.25 2.20 7.5 7.4 7.3 Chemical Shift (ppm) 1.08 N 1.06 7.2 7.1 7.0 6.9 3 6''' 6.8 5''' 4''' 1.00 14 13 1.03 12 11 10 1.00 9 4.43 8 4.47 CH 3 OH 2 4' N 3' N OH 2'' 3'' 2' 1'' 5' 1''' N 1' 4'' 6'' OCH 3 5'' 2''' 3''' 6.53 7 Chemical Shift (ppm) 6 5 4 3 2 1 0 E.43- Espectro de RMN 1H do 2'-(3-hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) (400 MHz, DMSOd6/TMS) 102 A c q u is itio n T im e (s e c ) D a te F ile N a m e 0 .5 4 5 6 P O X I0 9 0 0 1 /1 0 A - R a m o n O p . R af a ella C om m ent 2 3 M a r 2 0 1 1 1 0 :0 6 :5 6 C :\U s e rs \S in te s e 4 \D oc u m e n ts \R a m o n \D is s erta ç ã o d e M es trad o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P ro n to s p a ra T e s e \P oX I 0 9 0 0 1 -1 1 B C _ 0 0 0 0 0 1 r F r e q u e n c y (M H z ) N u m b e r o f T r a n s ie n ts P o in ts C o u n t S o lv e n t T e m p e r a tu r e (d e g r e e C ) 1 2 5 .7 6 2771 16384 D M S O -D 6 2 4 .9 0 0 13C 16384 zg p g 3 0 3 0 0 3 0 .0 3 N u c le u s O r ig in a l P o in ts C o u n t P u ls e S e q u e n c e S w e e p W id th (H z ) 39.996 39.835 39.660 39.500 39.325 39.165 39.004 34.588 111.985 115.322 114.594 118.908 121.138 55.621 111.985 125.773 115.322 114.594 128.572 127.537 118.908 121.138 128.572 127.537 125.773 133.250 132.784 133.250 132.784 137.113 137.113 139.868 142.389 141.544 139.868 146.368 142.389 141.544 146.368 148.744 148.744 DMSO-d6 O 2N 1 5 4 N 3 6''' 5''' 4''' 150 168 160 145 152 140 144 E.44- Espectro de RMN 135 136 13 128 130 Chemical Shift (ppm) 120 112 125 120 104 96 115 110 88 80 Chemical Shift (ppm) 72 64 56 48 40 32 CH 3 OH 2 4' N 3' N OH 2'' 3'' 2' 1'' 5' 1''' N 6'' 1' 4'' OCH 3 5'' 2''' 3''' 24 16 8 0 C do 2'-(3-hidroxi-4-metoxifenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (18) (125 MHz, DMSO- d6/TMS 103 O2N N N CH 3 OH N N OCH 3 OH NO 2 M/ESI (m/z)= 452,38 E.45- Espectro de massas do 2'-(4-hidróxi-3-metóxi-5-nitrofenil)-1-metil-5-nitro5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) E.46- Espectro no IV do 2'-(4-hidróxi-3-metóxi-5-nitrofenil)-1-metil-5-nitro-5'fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) 104 A c q u is it io n T im e ( s e c ) 3 .9 5 8 4 F ile N a m e C :\U s er s \S in tes e 4 \D oc u m en ts \R am on \D is s er taç ã o d e M es tra d o\E S P E C T R O S \R M N \P O X I P r on to s p ar a T e s e\P O X I 0 6 \P O X I0 6 0 0 1 - 0 9 H _ 0 0 0 0 0 1 r P O X I 0 6 0 0 1 /0 9 - R am on O p . C h a rles C om m ent 3 1 M ar 2 0 1 1 0 9 :1 6 :2 8 D a te F r e q u e n c y (M H z ) 4 0 0 .1 5 N u c le u s 1H N u m b e r o f T r a n s ie n ts 16 O r ig in a l P o in t s C o u n t 32768 P o in t s C o u n t 32768 P u ls e S e q u e n c e zg30 S o lv e n t D M S O -D 6 S w e e p W id th (H z ) 8 2 7 8 .1 5 T e m p e r a t u r e (d e g r e e C ) 2 7 .0 0 0 -0.013 2.490 3.336 3.696 3.900 7.342 7.325 7.307 7.279 7.262 7.245 7.550 7.532 7.550 7.532 7.342 7.325 7.307 7.279 7.262 7.891 7.891 8.285 8.252 8.285 8.252 DMSO-d6 O2N N N 1.84 1.00 8.5 2.00 8.0 1.96 N OCH3 OH OH N 1.02 7.5 CH3 NO2 7.0 Chemical Shift (ppm) 8.07 10.0 9.5 9.0 8.5 8.0 3.00 7.5 7.0 6.5 6.0 5.5 5.0 4.5 Chemical Shift (ppm) 4.0 3.5 3.0 2.5 2.0 1.5 1.0 0.5 0 -0.5 E.47. Espectro de RMN 1H do do 2'-(4-hidróxi-3-metóxi-5-nitrofenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) (400 MHz, DMSO-d6/TMS) 105 P O X I 0 6 0 0 1 /0 9 - R a m o n O p . C h a r le s 1 0 0 .6 2 16384 D M S O -D 6 56.413 113.629 114.735 116.102 118.212 34.460 F re q u e n c y (M H z ) O r ig in a l P o in t s C o u n t S o lv e n t 9841 zgpg30 2 7 .0 0 0 125.907 127.464 113.629 128.482 114.735 132.701 116.102 133.152 118.212 136.527 125.907 137.022 127.464 132.701 128.482 139.742 140.091 141.590 136.527 137.022 139.742 144.674 140.091 141.590 144.674 149.824 149.824 133.152 0 .6 8 3 2 C om m en t 3 1 M a r 2 0 1 1 1 4 :0 9 :5 6 C :\ U s e r s \ S in te s e 4 \D e s k to p \P O X I0 6 0 0 1 - 0 9 C _ 0 0 0 0 0 1 r 13C N u m b e r o f T r a n s ie n t s 16384 P u ls e S e q u e n c e 2 3 9 8 0 .8 1 T e m p e ra tu re (d e g re e C ) A c q u is it io n T im e ( s e c ) D a te F i le N a m e N u c le u s P o in ts C o u n t S w e e p W id t h ( H z ) O2N N N CH3 N OCH3 OH OH N NO2 155 160 150 152 145 144 140 136 E.48- Espectro de RMN 128 135 130 Chemical Shift (ppm) 120 112 125 104 96 120 115 88 80 Chemical Shift (ppm) 13 110 72 64 56 48 40 32 24 16 8 0 C do do 2'-(4-hidróxi-3-metóxi-5-nitrofenil)-1-metil-5-nitro-5'-fenil-1H,3'H-2,4'-biimidazol-3'-ol (19) (100 MHz, DMSO-d6/TMS) 106