0 RELATÓRIO DE AUTOAVALIAÇÃO ANO LETIVO DE 2012 Porto Alegre Dezembro de 2012 1 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Titulação dos docentes que atuaram na Graduação em 2012/1 37 Gráfico 2 - Titulação dos docentes que atuaram na Graduação em 2012/2 37 2 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Integrantes do NDE, carga horária de dedicação, experiência docente e profissional, em anos 17 Quadro 2 - Demonstrativo das categorias de informantes em 2009, 2010, 2011 e 2012 para a avaliação das dimensões de Avaliação Institucional 31 Quadro 3 - Demonstrativo do número de docentes da Graduação quanto à titulação (2010/2011/2012 – 1.º e 2.º sem.) 37 Quadro 4 - Demonstrativo do regime de trabalho e titulação dos docentes da Graduação (2010/2011/2012 – 1.º e 2.º sem.) 38 Quadro 5 - Demonstrativo do número de docentes da Pós-Graduação (2010/2011/2012 – 1.º e 2.º sem.) 39 Quadro 6 - Demonstrativo do número de colaboradores técnico-administrativos (2010/2011/2012 – 1.º e 2.º sem.) 39 Quadro 7 - Grau de satisfação dos colaboradores 39 Quadro 8 - Grau de satisfação global dos acadêmicos e docentes da Faculdade 41 Quadro 9 - Grau médio de satisfação (2010/1, 2011/1 e 2012/1) 50 Quadro 10 - Ampliação das parcerias com instituições conveniadas em 2012 53 Quadro 11 - Demonstrativo das propostas executadas nos Cursos de Especialização em 2010, 2011 e 2012 58 Quadro 12 - Síntese do n.º de projetos de pesquisa (2012) 61 Quadro 13 – Demonstrativo do percentual de faturamento destinado à concessão de bolsas – 2006/2 a 2012/2 67 Quadro 14 - Acadêmicos que participaram do Programa de Mobilidade Acadêmica entre 2011 e 2012 87 Quadro 15 - Acadêmicos, monitores e com bolsa de pesquisa em 2011 e 2012 88 3 SUMÁRIO PRIMEIRA PARTE: CONTEXTUALIZAÇÃO APRESENTAÇÃO 8 1 IDENTIFICAÇÃO DA FACULDADE DE DIREITO DA FMP 13 1.1 A MANTENEDORA 13 1.2 ORGANOGRAMA 14 2 INTEGRANTES DA GESTÃO 15 2.1 DIRETOR 15 2.2 GERENTE EXECUTIVO 15 2.3 COORDENADORIA DO CURSO DE GRADUAÇÃO 15 2.4 COORDENADORIA GERAL DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO 15 2.5 SUPERVISORA ACADÊMICA DA SECRETARIA-GERAL 16 2.6 INTEGRANTES DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE 16 2.7 COORDENAÇÃO DA PESQUISA 17 2.8 COORDENAÇÃO DA EXTENSÃO 17 2.9 COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES 18 2.10 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE PRÁTICAS JURÍDICAS 18 2.11 COORDENAÇÃO DA COMISSÃO DE FORMATURA E EGRESSOS 18 2.12 COORDENAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 19 2.13 COORDENAÇÃO DA BIBLIOTECA 19 3 INTEGRANTES DA COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA FACULDADE 20 4 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO 21 4.1 DENOMINAÇÃO DO CURSO 21 4.2 CÓDIGO DO CURSO NO INEP 21 4.3 CARGA HORÁRIA TOTAL 21 4.4 NÚMERO DE CRÉDITOS 21 4.5 EMBASAMENTO LEGAL INTERNO 21 4 4.6 EMBASAMENTO LEGAL EXTERNO 22 4.7 NÚMERO DE VAGAS 22 4.8 TURNOS DE FUNCIONAMENTO 22 4.9 DIMENSÕES DAS TURMAS 22 4.10 PRAZOS DE INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO 22 4.11 MISSÃO DO CURSO 23 4.12 VISÃO DO CURSO 23 4.13 VALORES DO CURSO 23 4.14 OBJETIVO GERAL DO CURSO 23 4.15 OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO CURSO 24 4.16 APRENDIZAGEM DESEJADA 24 4.17 PERFIL DO EGRESSO 25 5 27 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO SEGUNDA PARTE: AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: REFERENCIAIS INTRODUÇÃO 1 29 EVOLUÇÃO DA CONJUNTURA DA FACULDADE NO PERÍODO 2010/2011 35 1.1 DOS DOCENTES 35 1.2 COLABORADORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS 38 2 SÍNTESE DOS PROCEDIMENTOS E RESULTADOS DA AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 39 TERCEIRA PARTE: ENCAMINHAMENTOS E AVALIAÇÃO DAS DIMENSÕES 1 DIMENSÃO: MISSÃO E PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 1.1 43 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO, À MISSÃO E AO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PEDI 43 5 2 DIMENSÃO: ENSINO (GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO), PESQUISA E EXTENSÃO 2.1 46 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO ENSINO (GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO), PESQUISA E EXTENSÃO 2.2 48 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS QUE ADQUIRIRAM VISIBILIDADE NO ENSINO, NA PESQUISA E NA EXTENSÃO 51 2.2.1 Programa de Pós-Graduação 54 2.2.2 Projeto de Extensão 55 2.2.1.1 Projeto Fronteiras Jurídicas 56 2.2.1.2 Grupo de estudos - GE e extensão em Direito Urbanístico da FMP 56 2.2.1.3 Projeto Cinema e Direito 56 2.2.1.4 Projeto Literatura e Direito 57 2.2.1.5 Programa Acadêmico de Assessoria Jurídica Extrajudicial – PAJE 57 2.2.1.6 Projeto Ciclo de Palestras: Carreiras Jurídicas 58 2.2.3 Projetos de Pesquisa 58 2.3 CONSIDERAÇÕES 61 3 DIMENSÃO: RESPONSABILIDADE SOCIAL 63 3.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS QUANTO À DIMENSÃO RESPONSABILIDADE SOCIAL EM 2012 63 3.2 CONSIDERAÇÕES 67 4 DIMENSÃO: COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE 69 4.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE 69 4.2 CONSIDERAÇÕES 71 5 DIMENSÃO: POLÍTICAS DE PESSOAL, CARREIRAS CORPO DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO 5.1 72 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO POLÍTICAS DE PESSOAL, CARREIRAS DO CORPO DOCENTE E 5.2 TÉCNICO-ADMINISTRATIVO 72 CONSIDERAÇÕES 74 6 6 DIMENSÃO: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA FACULDADE 6.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO 75 À DIMENSÃO ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA FACULDADE DE DIREITO DA FMP 75 6.2 CONSIDERAÇÕES 78 7 DIMENSÃO: INFRAESTRUTURA FÍSICA 79 7.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO INFRAESTRUTURA FÍSICA 79 7.2 CONSIDERAÇÕES 80 8 DIMENSÃO: PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO 82 8.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO 82 8.2 CONSIDERAÇÕES 83 9 DIMENSÃO: POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AO ESTUDANTE 85 9.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AO ESTUDANTE 85 9.2 CONSIDERAÇÕES 89 10 DIMENSÃO: SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA 90 10.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA 91 10.2 CONSIDERAÇÕES 91 11 93 SÍNTESE DOS PRINCIPAIS RESULTADOS 7 PRIMEIRA PARTE: CONTEXTUALIZAÇÃO 8 APRESENTAÇÃO A Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público é uma instituição de ensino superior, privada, sem fins lucrativos, mantida pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, fundada em 1983 pela Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul. A Fundação foi criada para atender os requisitos necessários para a formação e preparação à carreira do Ministério Público. A Fundação Escola Superior do Ministério Público, na sua trajetória, passou por três fases: a) a primeira, quando, como instituição não educacional, oferecia Cursos de Extensão, em especial, Cursos Preparatórios às Carreiras Públicas; com o objetivo de ampliar seus serviços comunitários na área de formação jurídica, passou a ofertar cursos de Pós-Graduação lato sensu1; b) a segunda fase ocorreu quando a Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público foi credenciada, pela Portaria MEC n.º 3.640, de 17/10/2005, e autorizada a oferecer o Curso de Graduação em Direito, pela Portaria MEC n.° 846, de 4 de abril de 2006, publicada no DOU de 5/4/2006; c) a terceira fase constituiu-se pelos processos reconhecimento do curso de Graduação em Direito e pelo recredenciamento institucional. O reconhecimento do Bacharelado em Direito aconteceu pela Portaria SERES n.º 444, de 1.º de novembro de 2011, publicada no Diário Oficial da União de 3.11.2011. O recredenciamento da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público ocorreu em 27.2.2013 pela Portaria MEC n.º 130, de 27 de fevereiro de 2013, publicada no DOU n.° 40, p.32, de 28 de fevereiro de 2013. No ato de reconhecimento, a instituição obteve conceito máximo, nos termos do quadro que se segue. 1 A autorização de oferta de Cursos de Pós-Graduação foi concedida pela Portaria MEC n.º 1.618, de 28 de outubro de 1999, publicada no DOU em 3/11/99. 9 Dimensão Dimensão 1 – Organização Didático-Pedagógica Dimensão 2 - Corpo Docente Dimensão 3 - Instalações Físicas Conceito 5 5 5 No processo de recredenciamento, a Comissão Avaliadora do INEP em seu relatório final encaminhado pelo MEC, com o julgamento final da avaliação, expressou: Esta comissão, ao realizar as ações de avaliação da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público – FMP, no Processo eMEC de n.º 200813980, da avaliação de n.º 82617, composta pelos Membros Prof. Armindo José Longhi, Prof. Tadeu da Mata Medeiros Branco e Profª Maria Lúcia Accioly Teixeira Pinto; e levando em consideração cada uma das dez dimensões avaliadas e seus requisitos legais, todos integrantes deste relatório, e ao considerar, também, os referenciais de qualidade dispostos na legislação vigente, nas diretrizes da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES e neste instrumento de avaliação, atribuiu os seguintes conceitos por Dimensão. Dimensão Dimensão 1 - Missão e PDI Dimensão 2- Política para Ensino Dimensão 3 - Responsabilidade Social Dimensão 4 - Política de Pessoal Dimensão 5 - Organização e Gestão Dimensão 6 – Infraestrutura Dimensão 7 - Planejamento e Avaliação Dimensão 8 - Planejamento e Avaliação Dimensão 9 - Atendimento ao Discente Dimensão 10 – Sustentabilidade Conceito 5 5 4 3 4 4 3 4 3 4 Fonte: Relatório MEC/nov. 2010 A Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público FMP foi recredenciada com CONCEITO FINAL: 4. A mantenedora da Faculdade de Direito é uma instituição que há 29 anos vem contribuindo para o aprimoramento cultural e profissional dos integrantes da Carreira do Ministério Público e em exercício de funções assemelhadas, com a realização de ações de: a) promoção de seminários, congressos, simpósios, ciclos de estudos, conferências, palestras; 10 b) apoio a projetos e atividades de ensino, pesquisa e extensão; c) edição de publicações e realização de convênios, visando ao aperfeiçoamento cultural e funcional dos integrantes do Ministério Público e de outras instituições; d) manutenção e estímulo à realização de atividades que tenham cunho inovador. Essa herança dá uma sustentação diferenciada à Faculdade no desenvolvimento de suas ações acadêmicas, desde 2006, fortalecendo relações significativas com instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, objetivando intercâmbio cultural, acadêmico e científico. Atendendo ao exposto na legislação vigente, o presente Relatório de Autoavaliação da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público, elaborado pela sua Comissão Própria de Avaliação – CPA, com o respaldo do corpo diretivo da Faculdade, corresponde ao período de janeiro a dezembro do ano letivo de 2012. Este Relatório de Autoavaliação está dividido em três partes: a) propõe caracterizar sumariamente a Faculdade, seu Curso de Graduação e Pós-Graduação em Direito e demais atividades curriculares desenvolvidas, partindo de dados já consolidados e apresentados nos relatórios anteriores; b) busca explicitar suas respectivas políticas de apoio e de desenvolvimento, bem como os correspondentes referenciais utilizados pela Faculdade para a efetivação das ações previstas no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI e nos seus planos de ação anuais; c) objetiva abordar o resultado da Avaliação Institucional interna relativa às dez dimensões propostas pela legislação vigente que trata da matéria, dimensão por dimensão; informar o que foi realizado, de acordo com os dados existentes nos diversos setores da instituição; indicar as dificuldades ou facilidades percebidas na realização das atividades institucionais; analisar criticamente os dados e informações obtidas, colhidos de forma sistemática ou não, formal ou informal; e sugerir soluções alternativas a serem consideradas em curto prazo 11 pela Faculdade em seu Plano de Ação para o período de 2013/2014 e a médio e longo prazos, visando ao processo de melhorias contínuas e adequações que incidam sobre as propostas registradas no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, no Projeto Pedagógico Institucional – PPI e no Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Direito – PPC. A divulgação deste relatório está prevista para o início do semestre letivo de 2013/1, viabilizando aos integrantes dos diferentes segmentos acadêmicos e administrativos da Faculdade e à própria mantenedora o acesso às informações de interesse de cada grupo. Nesta oportunidade, com a socialização dos dados do relatório, a Comissão Própria de Avaliação - CPA visa a contribuir com a gestão administrativa e acadêmica da Faculdade. Os integrantes do corpo diretivo e docente da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público acreditam que o processo de autoavaliação se relaciona com a tomada de decisões no âmbito da instituição, em diferentes níveis de abrangência. Esses processos, por sua vez, requerem diagnósticos pautados na análise de dados e informações, representativas e atualizadas, na medida em que apontam para uma visão de desenvolvimento temporal. Também reconhecem que a avaliação institucional como autoavaliação é o processo que permite, através do levantamento de informações e da sistematização dos dados, tomar decisões de relevante importância para a Faculdade. Além disso, permite o atendimento a um formalismo institucional externo, viabiliza a implantação e implementação de processos decisórios e de melhorias contínuas internas, maior interação com a comunidade acadêmica e com a comunidade externa, como a implantação de uma cultura de planejamento / execução / reflexão / ação voltada ao replanejamento, visando à qualificação das ações e à continuidade do processo. Questões-chaves continuam sendo formuladas, a fim de que o processo avaliativo não venha a se transformar, ao longo dos semestres, em um ritual de obrigatoriedade rotineira, mas em um momento de reflexão e engajamento. A busca da clareza em relação aos questionamentos foram os focos não só dos integrantes da CPA, mas dos dirigentes, coordenadores de Cursos de Graduação e PósGraduação e de segmentos (NDE, Pesquisa, Extensão, Atividades Complementares 12 e Práticas Jurídicas), além dos docentes e funcionários da Faculdade. Esses encaminhamentos têm favorecido o ajuste dos instrumentos e as estratégias de coleta às respostas aos questionamentos de: a) O que avaliar? b) Como avaliar? c) Com que frequência avaliar (bimestral, semestral, anual)? d) Por que avaliar? e) Como vai ser realizada a coleta dos dados e correspondente tratamento dos dados, a fim de que os custos sejam sustentáveis e os retornos relevantes? f) De que maneira serão expostos, integrados e aplicados os resultados da avaliação para o melhoramento da realidade analisada? 13 1 IDENTIFICAÇÃO DA FACULDADE DE DIREITO DA FMP A Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público, credenciada para funcionar como Instituição de Ensino Superior pela Portaria MEC n.° 3.640, de 17/10/2005 – DOU de 20/10/2005, e recredenciada pela Portaria MEC nº 130 de 27 de fevereiro de 2013, publicada no DOU nº 40, p. 32, de 28 de fevereiro de 2013. Endereço: Rua Coronel Genuíno, n.º 421: 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 12.º andares Fone: (51) 3027.6565 Fax: (51) 3027.6555 1.1 A MANTENEDORA A Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul é entidade administrativa e financeiramente autônoma, dotada de personalidade jurídica própria, sem fins lucrativos. Presidida desde novembro de 2010 pelo Sr. Mauro Luís Silva de Souza, Me. cujo mandato vai até 3 de novembro de 2013. CNPJ: 90.090.762.0001-19 Endereço: Rua Coronel Genuíno, n.° 421, 9.° andar Fone: (51) 3027 6565 Fax: (51) 3027 6555 14 1.2 ORGANOGRAMA Entidade Mantenedora Colegiado Superior Diretoria Coordenadoria de Curso de Graduação Coordenadoria Geral de Curso de Pós-Graduação Colegiado de Curso Coordenadoria de Curso de PósGraduação Secretaria-Geral Secretaria AdministrativoFinanceira Biblioteca 15 2 INTEGRANTES DA GESTÃO Nos subitens abaixo, descrevem-se as funções prescritas no Regimento Interno da instituição. 2.1 DIRETOR Atualmente, a Direção da Faculdade é exercida pelo Prof. Fábio Roque Sbardellotto, Me., conforme Ato Resolutivo de 7 de outubro de 2011, que vigorará até 8 de outubro de 2014, com a possibilidade de recondução. 2.2 COORDENADORIA DO CURSO DE GRADUAÇÃO A Coordenação do Curso de Graduação em Direito é exercida pelo Prof. Mauro Fonseca Andrade, Dr., nomeado pela Portaria da Direção n.° 20/2011, desde 14 de outubro de 2011. 2.3 GERENTE EXECUTIVO O Gerente Executivo tem função de caráter administrativo, executada por profissional que dá suporte à Diretoria no cumprimento de suas atribuições. A função é exercida por profissional sem restrições temporais para substituição. 2.4 COORDENADORIA GERAL DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO A Prof.ª Dr.ª Denise Estrella Tellini foi nomeada pela Portaria 003/2012, para assumir a Coordenação Geral dos Cursos de Pós-Graduação. Cada área do Programa tem coordenação específica, distribuída da seguinte forma: a) conjunto de cursos da área de DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Prof. Afonso Armando Konzen, Me.; b) conjunto de cursos da área de GESTÃO PÚBLICA – Prof. Tiago de Menezes Conceição, Me.; 16 c) conjunto de cursos da área de DIREITO PÚBLICO – Prof. Luiz Fernando Calil de Freitas, Me.; d) conjunto de cursos da área de PENAL E PROCESSUAL PENAL – Prof. Bruno Heringer Junior, Dr.; e) conjunto de cursos da área de URBANO E AMBIENTAL – Prof.ª Annelise Monteiro Steigleder, Me.; f) conjunto de cursos da área de DIREITO E SEGUROS – Prof. Bruno Miragem, Dr., e Marco Aurélio Mello Moreira, Me. 2.5 COORDENAÇÃO DA SECRETARIA GERAL Até 31 de julho de 2012, ocupou a função de Supervisora Acadêmica da Secretaria Geral da Faculdade - e Pesquisadora Institucional - a Sr.ª Mariana Christofoli Ramos. A partir de primeiro de agosto de 2012, foi nomeada pela Portaria 004/2012, a Sr.ª Rosângela Rocho Berg, para assumir a função de Supervisora Acadêmica e Pesquisadora Institucional. 2.6 INTEGRANTES DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE - NDE Em 20/10/2011, pela Portaria Dir. n.º 12/2011, passaram a integrar o Núcleo Docente Estruturante – NDE os professores relacionados no quadro a seguir, com a experiência docente e profissional: Quadro 1 - Integrantes do NDE, carga horária de dedicação, experiência docente e profissional, em anos INTEGRANTES 1 Anizio Pires Gavião Filho 2 Betânia de Moraes Alfonsin REGIME DE TRABALHO PARCIAL EXPERIÊNCIA TITULAÇÃO DOUTOR INTEGRAL DOUTOR 3 Bruno Heringer INTEGRAL DOUTOR Junior 4 Bruno Nubens Barbosa PARCIAL DOUTOR FORMAÇÃO Bel. Ciências Jurídicas e Sociais Bel. Ciências Jurídicas e Sociais Bel. Ciências Jurídicas e Sociais Bel. Ciências Jurídicas e EXPERIÊNCIA DOCENTE MÉDIA, PROFISSIONAL EM ANOS MÉDIA, EM ANOS Média 6 anos Média 24 anos Média 15 anos Média 19 anos Média 8 anos Média 21 anos Média 10 anos Média 10 anos 17 Miragem2 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Sociais Bel. Ciências PARCIAL MESTRE Jurídicas e Sociais Bel. Ciências Fábio Roque INTEGRAL MESTRE Jurídicas e Sbardellotto Sociais Flávia Clarici Linc. INTEGRAL DOUTORA Mädche Pedagogia Bel. Ciências Luís Augusto INTEGRAL MESTRE Jurídicas e Stumpf Luz Sociais Maren Bel. Ciências Guimarães PARCIAL DOUTOR Jurídicas e Taborda Sociais Bel. Ciências Mauro Fonseca INTEGRAL DOUTOR Jurídicas e Andrade Sociais Bel. Ciências Plauto Faraco INTEGRAL DOUTOR Jurídicas e de Azevedo Sociais Bel. Ciências Rafael Da Cás HORISTA DOUTOR Jurídicas e Maffini Sociais Bel. Ciências Sandra Vial PARCIAL DOUTOR Sociais Eduardo Carrion Média 35 anos Média 30 anos Média 17 anos Média 22 anos Média 30 anos Média 30 anos Média 22 anos Média 22 anos Média 13 anos Média 30 anos Média 4 anos Média 20 anos Média 45 anos Média 25 anos Média 9 anos Média 11 anos Média 25 anos Média 25 anos Fonte: Secretaria Acadêmica / jan. 2013 2.7 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE PESQUISA Em virtude do afastamento do coordenador de pesquisa, as funções passaram a ser exercidas pelo Prof. Anízio Pires Gavião Filho, Dr., cujas atribuições estão dispostas no Regimento Interno da IES. 2.8 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EXTENSÃO Enquanto o curso de Bacharelado em Direito estava em processo de implantação, as atividades inerentes à coordenação das atividades de Extensão estavam diretamente sob responsabilidade da Coordenação do Curso. Na medida em que as atividades se expandiram e as demandas aumentaram, passou a ser 18 necessária uma descentralização de funções, que ocorreu por ocasião do redimensionamento do quadro de docentes da Faculdade. Em agosto de 2009 foi nomeada, pela Portaria Dir. n.º 5/2009, a Prof.ª Betânia de Moraes Alfosin, Dra., para assumir a função de Coordenação da Extensão. 2.9 COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES A partir de 23 de março de 2010, foi nomeada, pela Portaria Dir. n.º 2/2010, a Prof.ª Betânia de Moraes Alfosin, Dra., para coordenar as Atividades Complementares. 2.10 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE PRÁTICAS JURÍDICAS A partir de 13 de dezembro de 2008, o Prof. Luís Augusto Stumpf Luz, Dr., assumiu a coordenação do Núcleo de Práticas Jurídicas, tendo encaminhado a proposta de sua regulamentação mesmo e estabelecido a documentação necessária para o acompanhamento e a validação dos estágios obrigatórios e não obrigatórios, da assistência a audiências e do acompanhamento das práticas jurídicas realizadas na Faculdade e fora dela. 2.11 COORDENAÇÃO DA COMISSÃO DE FORMATURA E EGRESSOS Desde 2009, a Faculdade, por meio de sua coordenação, desencadeou atividades previstas no PDI e no seu Plano Operacional, relativas à criação de infraestrutura para apoiar o planejamento, a execução e a avaliação dos processos de colação de grau, para o acompanhamento de formandos e egressos. Pela Portaria n.º 18/2011, foi nomeado, como Coordenador da Comissão de Formatura e do Programa de Acompanhamento de Egressos, o Prof. Guilherme Tanger Jardim, Me. 2 A Portaria nº 11/2012 de 01.10.2012 formaliza a substituição do Prof. Dr. Bruno N. Miragem pela Profa. Dra. Flávia C. Mädche. 19 2.12 COORDENAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Para coordenar as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso e o encaminhamento das bancas foi nomeado, pela Portaria n.º 02/2012, o Prof. Afonso Armando Konzen, Me. 2.13 COORDENAÇÃO DA BIBLIOTECA A biblioteca é gerida pela bibliotecária Patrícia Santos, CRB 10/1914, que atua nessa função desde 26 de abril de 2010. Além da bibliotecária, a Biblioteca conta com três colaboradores e dois estagiários do curso de Biblioteconomia. 20 3 INTEGRANTES DA COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA FACULDADE A Comissão Própria de Avaliação é exercida pelos membros abaixo relacionados, que passaram a atuar a partir da Portaria n.º 21/2011, sendo formada pelos integrantes nomeados pela Portaria n.º 06/2012, de primeiro de outubro de 2012. a) Representantes do Corpo Técnico-Administrativo - Leilaine Iara Vasques Vargas - Mariana Christofoli Ramos - Renata Maria Dotta Panichi b) Representantes do Corpo Docente - Guilherme Tanger Jardim - Alexandre Lipp João - Flávia Clarici Mädche - Mauro Fonseca Andrade (Coordenador da Comissão) c) Representante do Corpo Discente - Deise Elisabeth Ambrozi - Helen Lucho do Rego - Rosemeri Munhoz de Andrade d) Representante da Sociedade Civil - Ricardo Breyer - Luiz Fernando Oderich - Paulo Vellinho 21 4 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO 4.1 DENOMINAÇÃO DO CURSO Curso de Graduação em Direito 4.2 CÓDIGO DO CURSO NO INEP N.º 92.173 4.3 CARGA HORÁRIA TOTAL A carga horária, quando da autorização do funcionamento do Curso, era de 4.468 horas-aula (50min). Diante da legislação educacional posterior à autorização do funcionamento do Curso em questão, legislação ainda em vigor, a Matriz Curricular do Curso, em julho de 2009, com aprovação do Colegiado Superior, após apreciação pelo Colegiado de Curso, passou a ofertar 3.703 horas (60min), que equivalem a 4.444 horas-aula3 de 50 min. 4.4 NÚMERO DE CRÉDITOS O número inicial de créditos era de 214. De acordo com os ajustes requeridos pela legislação em vigor, passou para 234. 4.5 EMBASAMENTO LEGAL INTERNO a) Regimento da Faculdade b) Plano Pedagógico Institucional c) Projeto Pedagógico do Curso d) Atos regulatórios decorrentes4 3 Segundo Ato Normativo, aprovado na reunião da Direção Superior de 3/8/2009, GRAD n.º 002/2009 – Alteração Matriz Curricular, que altera a Matriz Curricular do Curso de Direito, aprovada pelo MEC, autorizado pela Portaria MEC n.° 846, de 4 de abril de 2006, publicada no DOU de 5/4/2006, quando da Autorização de Funcionamento do Curso, a serem cumpridas pelos acadêmicos a partir do 2.º semestre de 2009. 4 Conforme documentos integrantes do arquivo de Regulamentações da Faculdade. 22 4.6 EMBASAMENTO LEGAL EXTERNO a) Lei n.º 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação b) Parecer CNE CES n.º 55/2004; Parecer CNE/CES n.º 211/2004, Resolução CNE/CES n.º 09/2004; Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Direito: c) Decreto n.º 5.626/2005; Libras: d) Parecer CNE/CES n.º 08/2007; Carga horária e) Resolução CNE/CES n.º 02/2007 - Hora-aula; f) Lei n.º 9.795, de 27 de abril de 1999, e Decreto n.º 4.281, de 25 de junho de 2002; Política da Educação Ambiental g) Lei n.º 10.861, de 14 de abril de 2004 - SINAES 4.7 NÚMERO DE VAGAS O curso oferece 200 vagas anuais, distribuídas semestralmente nos turnos diurno e noturno, conforme Portaria de Reconhecimento do Curso n.º 444, de 1.º de novembro de 2011, publicada no DOU n.º 211, de 3 de novembro de 2011, p.40. 4.8 TURNOS DE FUNCIONAMENTO O Curso funciona nos turnos diurno e noturno. 4.9 DIMENSÕES DAS TURMAS As turmas são compostas por, no máximo, 50 acadêmicos, atendidas as especificidades da disciplina e do espaço da sala de aula. 4.10 PRAZOS DE INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO Segundo a legislação vigente, o tempo mínimo para integralizar o Curso é o de dez semestres. A Faculdade estabeleceu, como prazo máximo para a conclusão do Curso, o período de 16 semestres. 23 4.11 MISSÃO DO CURSO Promover a educação e a cultura sociojurídica, preparando cidadãos e profissionais éticos para atuarem como agentes de transformação social, fundamentados numa visão interdisciplinar e humanista das questões jurídicas, no âmbito do Brasil e de suas relações internacionais. 4.12 VISÃO DO CURSO Ser reconhecido como excelente opção educacional focada na formação de juristas diferenciados: profissionais éticos, humanistas, resolutivos e prontos para os desafios do Estado contemporâneo no mundo globalizado, capazes de enfrentar, como lideranças institucionais, as questões jurídicas de modo interdisciplinar. 4.13 VALORES DO CURSO Valorizar o conjunto de ideias, crenças, sentimentos e atitudes que orientam a sua essência, que remetem a competência, efetividade, ética, excelência, interdisciplinaridade, justiça e pluralidade. 4.14 OBJETIVO GERAL DO CURSO Formar profissionais para uma sociedade em constante mutação, com adequada visão humanística, ética e crítica, técnico-jurídica e prática, capazes de compreender, refletir e agir sobre o fenômeno jurídico de forma interdisciplinar, bem como de antecipar-se, oferecendo orientações capazes de posicionar a comunidade no enfrentamento dos problemas atuais e futuros, pela reflexão sustentada em um conhecimento teórico consolidado, cumprindo seu papel de agente de transformação regional e nacional. 24 4.15 OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO CURSO a) Alcançar o patamar de excelência na formação jurídica de bacharéis cientes da necessidade de cultivar a educação jurídica continuada, preparados para uma sociedade em constante mutação, reconhecidos como profissionais competentes para resolver tecnicamente os problemas que se apresentam sempre como desafios éticos e humanos. b) Colaborar no desenvolvimento dos conhecimentos teóricos e com intervenções práticas, para a melhoria dos indicadores sociais brasileiros e regionais, tendo como horizonte a efetivação de direitos fundamentais e a formulação de propostas no que tange às políticas públicas, bem como à integração e à cooperação internacionais. c) Enfatizar os valores plurais que conformam a Justiça das sociedades contemporâneas – interculturais e complexas – e estimular práticas coerentes com a emancipação e a inclusão das pessoas, cuja dignidade é valor fonte do Estado Constitucional, preferencialmente pela atuação extrajudicial, para prevenção e solução de conflitos individuais, coletivos e difusos. d) Apresentar a formação oferecida como alternativa de alto nível, no cenário educativo brasileiro, para estudos interdisciplinares que congreguem atividades de ensino, pesquisa e extensão com vocação para a interação entre o público e o privado, descortinando as diretrizes atuais para o aperfeiçoamento democrático do Direito, com processos decisórios claros e transparentes, e desenvolvimento sustentável centrado na dignidade da pessoa humana e no primado do Direito. 4.16 APRENDIZAGEM DESEJADA Os princípios filosóficos e teórico-metodológicos que iluminam as áreas temáticas contempladas na matriz curricular de cada disciplina foram elaborados a partir das seguintes premissas: 25 a) Possibilitar a interdisciplinaridade e a flexibilidade de aprendizagem dos acadêmicos, dos docentes e da instituição como um todo. b) Possibilitar a construção do conhecimento pelo próprio acadêmico e ampliar a participação dos docentes nessa trajetória discente, com apoio nas atividades de pesquisa e de extensão realizadas. c) Viabilizar a integração entre as disciplinas teóricas e as práticas de maneira gradual, visto que o acadêmico precisa localizar-se conceitualmente antes da realização de práticas orientadas. 4.17 PERFIL DO EGRESSO O marco norteador das práticas educacionais em relação ao estudante concluinte pautou sua concepção e consolidação, levando em conta as determinações estabelecidas pela Resolução CNE/CES n.º 9, de 29 de setembro de 2004, as finalidades da gênese do Curso referidas, as expectativas dos ingressantes, a visão dos integrantes do corpo diretivo, dos docentes da Faculdade e de sua mantenedora. O perfil do egresso do Curso aponta para um sujeito capaz de refletir sobre sua ação, pautada pela ética, pelo humanismo, de forma contextualizada, trazendo, em sua ação, soluções e orientações, de forma qualificada, para a pacificação das relações entre os diversos públicos que buscam a proteção de seus direitos. Nesse contexto, a Fundação Escola Superior do Ministério Público, por meio de seu Curso de Graduação em Direito, propõe formar profissionais com as seguintes competências, entendidas como conhecimentos, habilidades e atitudes: a) Atitude constante de autoavaliação quanto às habilidades e aos conhecimentos, de modo a projetar permanente atualização e contínuo aperfeiçoamento. b) Atuação técnico-jurídica, em diferentes instâncias (administrativas, judiciais e outros espaços), pela utilização de processos, atos e procedimentos. c) Capacidade de pesquisar e capacidade para utilizar legislação, jurisprudência, doutrina e outras várias fontes para a aplicação e a produção criativa do Direito, mercê de análise crítica do sistema 26 jurídico, de modo a encontrar a solução mais viável para os casos e as situações apresentados, valendo-se da interdisciplinaridade e dos valores sociais estampados na Constituição Federal. d) Capacidade de comparar e contrastar, detectar contradições, avaliar as consequências das escolhas axiológicas; questionar a realidade e argumentar coerentemente, inclusive de forma estético-expressiva; em especial, utilizar o raciocínio jurídico e a capacidade de convencimento, metafórica e analógica. e) Capacidade de leitura e análise das várias linguagens, inclusive imagéticas, tradicionais ou visionárias, bem como compreender e elaborar textos e documentos. f) Domínio de informações e capacidade de compreender e desenvolver métodos extrajudiciais de prevenção e solução de conflitos individuais e coletivos, assim como outras tecnologias e métodos alternativos. g) Postura humanística e interdisciplinar para além do domínio dos conteúdos estritamente jurídicos, evidenciando a capacidade de compreender e situar-se em temas que transcendem o específico ambiente jurídico. h) Capacidade de compreender o integrar os fundamentos filosóficos e teóricos do Direito com sua aplicação prática, bem como a sua essência humanística. i) Utilização correta da linguagem (com clareza, precisão e propriedade) e da fluência verbal e escrita, com riqueza de vocabulário. j) Habilidade e atitude para conviver com as pessoas, capaz de alteridade, de mediação e de aproximar pessoas. k) Perceber seu papel de agente comprometido com a construção de uma sociedade mais justa e solidária. l) Posição pragmática voltada para a realidade regional, ciente do contexto internacional, com competência suficiente para entender o alcance das normas jurídicas e sua aplicabilidade, para equacionar problemas e levar harmonia aos interesses sociais em tensão. 27 5 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO A Pós-Graduação vem demonstrando seu compromisso com a qualidade e com o acompanhamento e a avaliação de suas ações nos âmbitos em que atua. Ao longo dos anos de 2009, 2010 e, em continuidade, em 2011 e 2012, foram gradativamente sendo assumidas novas responsabilidades nos processos avaliativos e nas ofertas educacionais, dentro das possibilidades de uma instituição educacional em fase de implantação e consolidação de suas propostas. Ainda que a Faculdade de Direito tenha foco no Direito Público, ramo do Direito mais afeto às carreiras de Estado, o Programa de Pós-Graduação da FMP busca ser mais abrangente, sempre dentro das carreiras jurídicas. A divulgação é feita entre os vários setores da sociedade, como os órgãos de administração direta e indireta, estaduais e federais situados neste Estado, bem como entidades de classe, federações de indústria e comércio. A Faculdade se coloca, por meio de seus cursos de Pós-Graduação, como opção para qualificar a ação administrativa, aproveitando o incremento da importância da capacitação da área pública, sem deixar de reconhecer a sua responsabilidade na formação de profissionais de outras carreiras jurídicas. Relativamente às metas do PDI, afetas à Pós-Graduação, merece destaque o esforço empreendido pela Faculdade no sentido de aproximar e integrar a Graduação da Pós-Graduação. A Faculdade, como IES, incorporou as ações desenvolvidas pela mantenedora (especialmente credenciada como instituição não educacional para oferecer cursos de Especialização), dando continuidade às ofertas que estão incorporadas no PDI. A fim de atender, de forma mais qualificada, a sociedade acadêmica, têm sido adotadas medidas tais como utilização de parte dos docentes da Graduação nos cursos de Pós-Graduação, grupos de pesquisa e eventos abertos, integrando os acadêmicos dos dois níveis. 28 SEGUNDA PARTE: AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: REFERENCIAIS 29 INTRODUÇÃO A Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público FMP, no desenvolvimento de suas atividades avaliativas, baseou-se nas orientações da avaliação externa MEC/CONAES - Diretrizes para a Avaliação Externa, a fim de que as comparações dos resultados internos e externos atribuídos à Faculdade fossem passíveis de mudanças. Coerente com sua missão de “promover a educação e a cultura sociojurídica, preparando e formando agentes para atuarem na sociedade como instrumentos de transformação social”, apoiou a Comissão Própria de Avaliação na realização do processo de autoavaliação não apenas como uma exigência legal estabelecida pelo Ministério da Educação, mas como um requisito de apoio à melhoria de seus processos de gestão acadêmica e administrativa e de melhoria de seus procedimentos e produtos educacionais oferecidos, em nível de Graduação e de Pós-Graduação lato sensu. Dessa forma, os processos internos de avaliação, adotados pela Faculdade durante o ano letivo de 2012, identificaram os seguintes aspectos: a) as necessidades e possibilidades de ajustes operacionais e gerenciais para favorecer a consolidação e expansão dos cursos de Graduação e Pós-Graduação; b) a possibilidade de exploração de potencialidades descobertas relativas ao corpo docente, à infraestrutura, ao perfil dos acadêmicos e às aprendizagens institucionais realizadas. Durante os últimos anos, especialmente em 2012, a avaliação institucional interna permitiu avaliar as ações realizadas, nas condições de um processo educacional em constante evolução e, por meio de reflexões e replanejamento, projetar e apresentar as áreas a serem mais fortalecidas para o ano de 2013. A análise dos documentos normativos da Faculdade, realizada através das informações obtidas pela CPA junto aos informantes do Quadro 2, exposto a seguir, evidencia a importância da avaliação dos principais indicadores constantes dos documentos para uma gestão de qualidade, em especial: 30 a) o Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI; b) o Projeto Pedagógico Institucional - PPI; c) o Regimento da Faculdade; d) o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Direito - PPC; e) a revisão dos atos normativos existentes, relativos a questões acadêmicas e administrativas; f) a possibilidade de elaborar novos atos normativos relativos ao funcionamento de estruturas auxiliares criadas, como o Núcleo Docente Estruturante, o Núcleo de Práticas Jurídicas, o Núcleo de Atendimento Psicopedagógico, as Coordenações da Pesquisa, da Extensão e das Atividades Complementares; g) relatórios das Comissões de Avaliadoras in loco do MEC, que subsidiaram o reconhecimento do curso e o recredenciamento institucional. Quadro 2 - Demonstrativo das categorias de informantes entre 2009 e 2012 para a avaliação das dimensões de Avaliação Institucional DIMENSÕES INFORMANTES 2009 INFORMANTES 2010/2011/2012 Diretor, Secretaria Acadêmica, Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores Coordenadores de de Curso, Gerência Administrativa, Curso, Gerência integrantes do NAP, integrantes da Missão e PDI Administrativa, Coordenação da Pós-Graduação, integrantes do integrantes do NDE NAP, integrantes da Coordenação da Pós-Graduação Direção, Direção, Coordenadores de Curso, Geral Coordenadores de Docentes, Acadêmicos, integrantes do Curso, Docentes. NAP Ensino Grau de Acadêmicos e Acadêmicos e Docentes Satisfação Docentes Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores Diretor, Secretariade Cursos, Gerência Administrativa, Geral, Comunicação Social, integrantes do Responsabilidade Coordenadores de NDE, Coordenadores de Atividades Social Cursos, Gerência Complementares, Pesquisa, Extensão, Administrativa e Práticas Jurídicas, integrantes do NAP, Marketing do Corpo Docente e Discente 31 Comunicação com a Sociedade As políticas de carreiras do corpo docente e técnico administrativo Organização e gestão da instituição Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Curso, Marketing, Docentes Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa Mantenedora Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa e Mantenedora Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores de Cursos, Comunicação Social, Docentes, integrantes do NDE, Coordenadores de Atividades Complementares, Pesquisa, Extensão, Núcleo de Práticas Jurídicas integrantes do NAP, do Corpo Docente e Discente Diretor, Secretaria Geral, Coordenadores de Cursos Gerência Administrativa, Docentes, Funcionários e integrantes do NAP Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa, integrantes do NDE, Coordenadores de Atividades Complementares, Pesquisa, Extensão, Núcleo de Práticas Jurídicas e Mantenedora Fonte: Relatório de Autoavaliação Institucional/2011 DIMENSÕES Infraestrutura física Planejamento e Avaliação Políticas de atendimento ao acadêmico Sustentabilidad e Financeira INFORMANTES 2009 Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa, Acadêmicos, Mantenedora Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa, Mantenedora Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Cursos, Gerência Administrativa e Mantenedora Diretor, SecretariaGeral, Coordenadores de Cursos, Gerência Administrativa e Mantenedora INFORMANTES 2010/2011/2012 Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa, integrantes do NDE, Coordenadores de Atividades Complementares, Pesquisa, Extensão, Núcleo de Práticas Jurídicas, Acadêmicos, Funcionários, Docentes e Mantenedora Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores de Curso, Gerência Administrativa, integrantes do NDE, Coordenadores de Atividades Complementares, Pesquisa, Extensão, Núcleo de Práticas Jurídicas Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores de Cursos, Gerência Administrativa, Núcleo de Atendimento Psicopedagógico e integrantes do Corpo Discente e Docente Diretor, Secretaria-Geral, Coordenadores de Cursos, Gerência Administrativa e Mantenedora Fonte: Relatório de Autoavaliação Institucional/ 2011 32 O processo de avaliação sistemática, realizado em 2012, alcançou, neste período, maior abrangência e aprofundamento pelos responsáveis e pelas competências dispostas nas dez dimensões preconizadas pela legislação vigente. Destaca-se que a CPA se focou em aspectos que predominavam nas discussões de elaboração de instrumentos e na definição de estratégias de coleta de dados, considerando as principais finalidades expressas pela Faculdade em seus documentos institucionais, em especial, o artigo 2.º do Regimento: a) Estímulo à criação cultural e ao desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo. b) Formação de diplomados nas diferentes áreas de conhecimento jurídico, aptos para inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, colaborando na sua formação contínua. c) Incentivo ao trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o atendimento do homem e do meio em que vive. d) Promoção da divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber pelo ensino, por publicações ou outras formas de comunicação. e) Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional, e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos em uma estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração. f) Estímulo ao conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestando serviços especializados à comunidade e estabelecendo com ela uma relação de reciprocidade. g) Promoção da Extensão, aberta à participação da comunidade, visando à difusão das conquistas e dos benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica gerada na FMP. 33 h) Manutenção de intercâmbio com instituições congêneres no Brasil e no exterior, visando à atualização e ao aperfeiçoamento do ensino e à aplicação dos conhecimentos especializados. Além da observância dos itens do Regimento em palestras e contatos formais e informais de atendimento aos estudantes, primou-se pelo respeito à convicção filosófica, política ou religiosa, bem como pela coibição de quaisquer preconceitos de classe, raça ou orientação sexual. A CPA elaborou o cronograma abaixo para realizar os diversos procedimentos previstos para o Projeto de Autoavaliação Institucional de 2012. 34 Cronograma de Autoavaliação Institucional da Faculdade de Direito -2012 ETAPA Reuniões da CPA Definição de recursos Estratégias e metodologia Sensibilização interna (seminários, etc.) Definição de grupos de trabalho Elaboração dos questionários de avaliação Definição dos formatos dos relatórios Definição do projeto de autoavaliação Aplicação do questionário da autoavaliação Tabulação dos resultados Análise dos resultados Relatório preliminar Avaliação do relatório Relatório final Divulgação Balanço crítico (propostas de ações) - Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev 35 1 EVOLUÇÃO DA CONJUNTURA DA FACULDADE NO PERÍODO 2010/2011/2012 A evolução dos ingressantes na Faculdade, desde 2006/02 – 1.ª turma, até a entrada ocorrida em 2012/2, tem sido realizada pelo processo seletivo classificatório. A Portaria SERES de Reconhecimento do Curso n.º 444, de 1.º de novembro de 2011, publicada no DOU n.º 211, de 3 de novembro de 2011, nas páginas 39 e 40, limita o local de oferta do Curso (nos endereço citados) e o número máximo de 200 vagas a serem ofertadas anualmente. Em continuidade à prática adotada em cada processo seletivo, as informações foram colhidas junto aos candidatos, para fins de configurar o perfil do ingressante no Curso de Graduação em Direito. Na leitura da série histórica, observam-se resultados semelhantes aos dos anos anteriores. Os candidatos do primeiro processo seletivo, entre 2010 e 2012, são jovens que, predominantemente, realizaram seus estudos em escolas privadas e cerca da metade dos candidatos não frequentaram cursos pré-vestibulares. Outro aspecto que diferencia os candidatos se refere à ocupação do tempo. Os candidatos do primeiro processo seletivo, predominantemente, não trabalham e são mantidos com recursos da família. Com menor percentual, o mesmo ocorre com os candidatos do vestibular de inverno, que se caracterizam por serem estudantes com 30 anos ou mais, responsáveis pelo pagamento do curso. Durante o período de 2010 a 2012, observou-se que a faculdade vem ganhando reconhecimento pela comunidade, e, consequentemente, a escolha pelo curso de Direito vem se justificando na visão dos candidatos ao vestibular, pelo fato de a faculdade ser especializada no ensino jurídico. 1.1 DOS DOCENTES Em relação à titulação dos docentes que atuaram no Curso de Graduação no ano letivo de 2012, mais de 90% apresentam a titulação de Pós-Graduação stricto sensu, conforme gráficos 1 e 2. 36 Gráfico 1 - Titulação dos docentes que atuaram na Graduação em 2012/1 2012/1 8% Especialista 3 Professores 41% Doutor 16 Professores 51% Mestre 20 Professores Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013. Gráfico 2 - Titulação dos docentes que atuaram na Graduação em 2012/2 2012/2 42% Doutor 15 Professores 6% Especialista 2 Professores 50% Mestre 18 Professores Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013. Quadro 3 - Demonstrativo do número de docentes da Graduação quanto à titulação (2010/2011/2012 – 1.º e 2.º sem.) Titulações Ano de 2011 Ano de 2012 1.º SEM. 2.º SEM. 1.º SEM. 2.º SEM. Graduado 0 0 0 0 Especialista 1 1 3 2 Mestre 17 20 20 18 Doutor 17 16 16 15 Total 35 37 39 36 Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013. 37 Quadro 4 - Demonstrativo do regime de trabalho e titulação dos docentes da Graduação (2010/2011/2012 – 1.º e 2.º sem.) TITULAÇÃO DOS REGIME DE TRABALHO DOCENTES DA GRADUAÇÃO Doutores Mestres Especialista Total Tempo integral 2010/1 3 2011/1 5 2012/1 4 2010/1 7 2011/1 4 2012/1 5 2010/1 0 2011/1 0 2012/1 0 2010/1 10 2011/1 9 2012/1 9 2010/2 6 2011/2 6 2012/2 8 2010/2 5 2011/2 3 2012/2 6 2010/2 0 2011/2 0 2012/2 0 2010/2 11 2011/2 9 2012/2 14 Tempo parcial 2010/1 9 2011/1 8 2012/1 7 2010/1 8 2011/1 5 2012/1 6 2010/1 0 2011/1 0 2012/1 1 2010/1 17 2011/1 13 2012/1 14 2010/2 7 2011/2 3 2012/2 3 2010/2 5 2011/2 6 2012/2 6 2010/2 0 2011/2 0 2012/2 1 2010/2 12 2011/2 9 2012/2 10 Horista 2010/1 3 2011/1 4 2012/1 5 2010/1 6 2011/1 8 2012/1 11 2010/1 0 2011/1 1 2012/1 2 2010/1 9 2011/1 16 2012/1 16 2010/2 2 2011/2 7 2012/2 4 2010/2 9 2011/2 11 2012/2 6 2010/2 2 2011/2 1 2012/2 1 2010/2 13 2011/2 19 2012/2 12 Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013. Destaca-se o esforço dos integrantes do corpo docente, quanto à melhoria de sua titulação, e da Direção da Faculdade e da Coordenação do Curso, no que se refere à alteração do regime de trabalho dos docentes, na busca da melhoria qualitativa de desempenho e da disponibilidade à docência. 38 Quadro 5 - Demonstrativo do número de docentes da Pós-Graduação entre 2010 e 2012 TITULAÇÃO DOS DOCENTES DA PÓSGRADUAÇÃO Doutores Mestres Especialistas Graduados Total ANO DE 2010 N.º % 17 32,7 23 44,2 7 13,5 5 9,6 52 100 ANO DE 2011 N.º % 22 32,8 32 47,8 11 16,4 2 3,0 67 100 ANO DE 2012 N.º % 31,2 20 30 46,8 13 20,3 1 1,5 64 100 Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013 Importante é notar a titulação dos docentes que atuam na Pós-Graduação. Aproximadamente 80% dos professores são mestres ou doutores, entre os quais estão incluídos os docentes que também atuam no Curso de Graduação em Direito. 1.2 COLABORADORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS Quadro 6 - Demonstrativo do número de colaboradores técnico-administrativos (2010/2012 – 1.º e 2.º sem.) PERÍODO CATEGORIA JUNHO DEZEMBRO JUNHO DEZEMBRO JUNHO DEZEMBRO PROFISSIONAL 2010 2010 2011 2011 2012 2012 Funcionários 36 32 37 43 49 57 Fonte: Gerência Executiva, jan.2013 Quadro 7 – Grau de satisfação dos colaboradores5 RESPONDENTES 2010 2011 FUNCIONÁRIOS 3,8 3,4 2012 3,9 Fonte: Dados CPA, jan. 2013 Impende destacar que o Plano de Carreira, Cargos e Salários dos colaboradores técnico-administrativos está em fase de conclusão e será implantado a partir do mês de março de 2013. 5 O grau médio é calculado por uma escala de 5 pontos, sendo 5,0 o grau máximo. 39 2 SÍNTESE DOS PROCEDIMENTOS, METODOLOGIA E RESULTADOS DA AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL No ano de 2012, a Faculdade priorizou a reunião de dados e informações que permitiram verificar o grau de atendimento das proposições apresentadas em seus documentos oficiais, dentre esses o PDI e o Plano de Ação Anual. O processo de coleta documental, organização e análise de resultados permitiu confrontar os resultados desejados com os alcançados, os desafios propostos com os vencidos e as potencialidades previstas com as já exploradas. Neste item do relatório serão apresentados os resultados, as reflexões e os encaminhamentos resultantes da aplicação e do tratamento de dados coletados nas modalidades previstas no Plano de Avaliação Institucional – PAI 2012, atendendo às dez dimensões propostas pelo SINAES, por meio de: a) pesquisa documental, a partir de documentos fornecidos pela instituição, como: PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, PPI – Projeto Pedagógico Institucional, Regimento Interno, Pastas dos Professores, Pastas dos Alunos, Pastas dos Funcionários, Regulamentos Internos, Desempenho dos Discentes, por semestre, em cada disciplina, em momentos especiais, entre outros; b) pesquisa de campo, baseada exclusivamente na técnica de aplicação de questionários nos limites da pesquisa quantitativa focada predominantemente nas dimensões de ensino e infraestrutura; c) pesquisa qualitativa, que privilegiou a obtenção de depoimentos e de entrevistas individuais ou em grupo semiestruturadas com docentes, funcionários e discentes, sobre, predominantemente, as dimensões de comunicação com a sociedade, atendimento ao estudante e Ensino, Pesquisa e Extensão. No Calendário Acadêmico, estão expressas as datas da pesquisa de campo com os corpos docente e discente, e com funcionários da Graduação, atendido o cronograma do Projeto de Autoavaliação. Nos calendários dos Cursos de Especialização, estavam previstas as oportunidades de coleta de dados entre os corpos docente e discente. No ano letivo de 2012, buscou-se aprimorar os instrumentos, tornando-os mais focados, amigáveis e de fácil tratamento. Houve o empenho e a preocupação 40 de alcançar maior amostra de respondentes. Para tanto, a coleta de dados foi realizada no período de aula. A aplicação do questionário aconteceu nos dois turnos de aula, por meio de um instrumento autoaplicável. A tabulação e a análise dos dados foram realizadas com a assessoria do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico e do setor de Tecnologia da Informação. Para o próximo ano letivo, ainda serão realizados ajustes no instrumento, e está sendo providenciada a informatização do processo de autoavaliação institucional, de forma a dinamizar aos respondentes o retorno de suas manifestações em menor espaço de tempo. O grau de satisfação dos respondentes, em relação à avaliação da Faculdade como um todo, está expresso no Quadro 8: Quadro 8 – Grau de satisfação global dos acadêmicos e docentes da Faculdade6 RESPONDENTES 2011 2012 DIURNO 3,8 4,0 ACADÊMICOS NOTURNO 3,9 4,2 DOCENTES 4,3 4,4 Fonte: Relatórios CPA, jan. 2013 6 O grau médio é calculado por uma escala de 5 pontos, sendo 5,0 o grau máximo. 41 TERCEIRA PARTE: ENCAMINHAMENTOS E AVALIAÇÃO DAS DIMENSÕES 42 APRESENTAÇÃO Atendendo as dez dimensões do SINAES e decorrente do PDI e do Plano de Ação, com o respaldo do corpo diretivo da Faculdade, a CPA reformulou e atualizou o instrumento de autoavaliação para analisar qualitativamente e quantitativamente a IES. A aplicação do instrumento ocorreu em dois momentos, atingindo uma amostra de 64% de estudantes respondentes. Na primeira etapa, foram avaliados o corpo docente de forma qualitativa, a infraestrutura e os serviços. Na segunda etapa, avaliou-se o ensino com a autoavaliação dos discentes, docentes e formandos. As atas das reuniões de colegiados e, especialmente, do NDE trouxeram elementos que contribuíram para a apresentação e avaliação da IES para o ano de 2012. A partir do desenvolvimento do Plano de Ação, cada professor coordenador de núcleo encaminhou à coordenação de curso, por solicitação da CPA, um relatório de atividades. A partir da análise destes documentos, foi elaborado o Relatório de Autoavaliação da IES. A finalidade da terceira parte deste relatório é avaliar a instituição com um todo para apontar para a busca de sua qualificação, levando-se em consideração os seguintes quesitos: eficácia institucional, efetividade acadêmica e social, promoção do aprofundamento dos compromissos e de responsabilidade social, busca pela valorização de sua missão, os valores democráticos e a afirmação da autonomia e da identidade institucional. Considerando a revisão destes documentos e as respostas dos estudantes na avaliação institucional, a CPA elaborou a terceira parte do relatório. 43 1 DIMENSÃO: MISSÃO E PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI DIMENSÃO 1 PROGRAMA AÇÕES REALIZADAS Análise do Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Direito - PPC. Análise dos atos normativos existentes relativos às questões acadêmicas e administrativas. 1 - A missão e o plano de desenvolvimento institucional Participação nas reuniões de estudo para o aperfeiçoamento das políticas institucionais e implementação de ações voltadas à melhoria do ensino. Acompanhamento do nível de participação dos acadêmicos, dos docentes e do pessoal técnicoadministrativo nos processos de avaliação institucional. 1.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO, À MISSÃO E AO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI Esta dimensão foi avaliada a partir da análise documental disponível na IES, especialmente a segunda edição do PDI – 2009/2014. Na análise, identificaram-se a sequência dos trabalhos, as políticas institucionais e a preocupação com a busca pela qualidade acadêmica e administrativa. É relevante mencionar o fortalecimento das instâncias decisórias da IES, havendo interação com os órgãos colegiados e os órgãos executivos na busca do aperfeiçoamento das políticas institucionais e da implementação de ações voltadas à melhoria do ensino. Nesse sentido, a CPA constatou que ocorreram reuniões do Colegiado Superior, do Colegiado do Curso, do Núcleo Docente Estruturante, da Comissão Própria de Avaliação e da Direção da Faculdade com o quadro funcional e com a mantenedora. Em relação às decisões das reuniões do NDE, é importante ressaltar a discussão da reorganização da matriz curricular e do ementário. As propostas de alterações decorreram das sugestões e dos resultados consolidados do processo de avaliação institucional dos estudantes e das informações resultantes dos debates 44 em reuniões de professores. No espaço de interlocução pedagógica do Colegiado do Curso, as discussões referentes à avaliação da aprendizagem, no tocante à revisão da média de aprovação nos graus (G1, G2 e G3) e a aprovação das proposições do NDE, ganharam visibilidade. Nas reuniões também foram organizados debates sobre as dimensões do Sistema de Avaliação Nacional do Ensino Superior, em integração com a Comissão Própria da Avaliação. Os pontos sugeridos pelo corpo docente foram integrados ao planejamento das ações anuais da IES. Diante das experiências vivenciadas ao longo dos anos de 2010, 2011 e 2012, foi possível perceber que há preocupação dos gestores da IES em fortalecer a implementação da Avaliação Institucional, entendendo-a como instrumento essencial para o desenvolvimento acadêmico de suas principais áreas – ensino, pesquisa, extensão, bem como em nível de gestão da faculdade. Fato indicativo foi a inclusão de ponderações apresentadas pela CPA nas metas a serem desenvolvidas no Plano de Ação Anual de 2012. Pelos documentos analisados relativos ao ano letivo de 2012, foi observado compromisso da IES na realização de reuniões regimentais do Colegiado Superior da Faculdade (conforme o artigo 8.º do Regimento), de reuniões do Núcleo Docente Estruturante e do Colegiado do Curso. Para o ano de 2013, a CPA reforça a necessidade de perpetuação da cultura da análise das informações, acompanhamento das atividades e (re)planejamento de ações, democratizando as decisões e os rumos da IES, com vistas a: a) construir e consolidar um padrão de relatório anual de desenvolvimento das atividades estratégicas de gestão da Faculdade; b) acompanhar o desenvolvimento previsto no PDI e definir ajustes devidos; c) zelar pela busca incessante da excelência do curso; d) incrementar políticas de aperfeiçoamento e atendimento das dimensões do Ministério da Educação. Ainda em 2013, a IES deve realizar esforços para a manutenção de dados organizados, e temporalmente hierarquizados, pelos respectivos responsáveis, referentes: 45 a) aos coordenadores da Pesquisa e da Extensão: relatórios de atividades; b) à Secretaria-Geral: acompanhamento de matrículas, rematrículas, trancamentos, transferências para outras instituições e de outras instituições para a Faculdade, evasões (objetivando subsidiar estudos e criação de projetos para redução do índice de evasões, melhorar índice de captação de novos acadêmicos, especialmente os diplomados e os de transferência) e de novas matrículas para os Cursos da Pós-Graduação; c) à administração: estabelecimento de estratégias de concessão de bolsas que não interfira negativamente na sustentabilidade do Curso de Graduação; d) à administração: viabilização e manutenção do índice de investimento; e) a CPA: acompanhamento do nível de participação de acadêmicos, dos docentes e dos colaboradores técnico-administrativos nos processos de autoavaliação institucional (para que o processo de avaliação institucional desempenhe, cada vez mais, sua função). 46 2 DIMENSÃO: ENSINO (GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO), PESQUISA E EXTENSÃO DIMENSÃO 2 2 - A politica para o ensino, a pesquisa, a pósgraduação, a extensão e as respectivas formas de operacionalização, incluindo procedimentos para estimulo à produção acadêmica, às bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades PROGRAMA AÇÕES REALIZADAS Revisão da avaliação da aprendizagem Reuniões com o colegiado do curso, para obtenção de avaliação de resultados e melhoria na avaliação da aprendizagem. Perfil da excelência: Curso de Graduação de Direito ENSINO Perfil de excelência: PósGraduação Programa de Apoio Pedagógico Institucional Monitoria Reuniões de estudos com o NDE e o Colegiado do Curso. Análise de grade curricular, ementas do Curso e revisão semestral dos Planos de Ensino. IPADS - Projeto de implementação do ensino na inovação tecnológica. Implantação do curso Advocacia Corporativa, aprovado pelo Colegiado Superior. Oficina de produção textual. Manutenção das atividades de monitoria no atendimento dos acadêmicos com dificuldades. Revisão do Regulamento da Monitoria. Incremento à atividade docente Curso para o Exame de Ordem Formação continuada. Realização de cursos para Exame de Ordem. 47 DIMENSÃO 2 PROGRAMA 2 - A politica para o ensino, a pesquisa, a pósgraduação, a extensão e as respectivas formas de operacionalização, Qualificação incluindo da Pesquisa PESQUISA procedimentos Acadêmica para estimulo à da Faculdade produção acadêmica, às bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades DIMENSÃO 2 AÇÕES REALIZADAS Incremento nos editais de Projetos de Pesquisa. Contemplação na participação dos resultados de pesquisas de Iniciação Científica e Salões de Iniciação Científica. 2.º Salão de Iniciação Científica da FMP. PROGRAMA AÇÕES REALIZADAS Oficina Cinema e Direito. Fronteiras Jurídicas. Ciclo de Palestras: Carreiras Jurídicas. 2 - A política para Grupo de Estudos em Direito o ensino, a Urbanístico. pesquisa, a pósLiteratura e Direito. graduação, a extensão e as Programa Acadêmico de respectivas Assessoria Jurídica Extrajudicial formas de (PAJE). operacionalização, Incremento Ciclo de Conferências sobre o incluindo às Código Civil. EXTENSÃO procedimentos atividades Curso de Atualização em Língua para estimulo à de extensão Portuguesa dirigido à área produção jurídica. acadêmica, às Curso de Oratória dirigido à área bolsas de jurídica. pesquisa, de Curso de mediação como monitoria e instrumento de solução de demais conflitos familiares. modalidades Oficina de Língua Portuguesa e Mapas Conceituais. Ciclo de Debates sobre o ENADE. 48 2.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO ENSINO (GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO), PESQUISA E EXTENSÃO Reafirma-se que a Avaliação Institucional é questão atual que, cada vez mais, se reveste de relevância, especialmente para a qualidade contínua da vida acadêmica. No PDI (2008-2014), dentre as ações propostas no objetivo estratégico, identifica-se “expandir e qualificar o ensino, a pesquisa e a extensão”: Consolidar grupos de pesquisa e extensão em áreas relevantes e emergentes do Direito, de modo a identificar e criticar lacunas de políticas públicas, bem como oportunidades para melhorias institucionais (p.8). Trata-se de ação de extrema importância para a gestão e produção acadêmicas, pois, a partir das informações produzidas no processo avaliativo, revelam e orientam a tomada de decisão quanto à: a) melhoria da qualidade do ensino, pesquisa e extensão, envolvendo tanto professores da Graduação como da Pós-Graduação; b) aprimoramento dos processos de ensino-aprendizagem, da pesquisa e da extensão; c) observância dos processos de avaliação da aprendizagem, na busca da qualificação dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação. Com a clarificação dos indicadores para a autoavaliação docente e discente, entende-se que, cada vez mais, a avaliação institucional se reveste de importância. Neste ciclo avaliativo, o ensino foi avaliado de forma global no primeiro semestre e, por docente e disciplina, no segundo semestre de 2012. Os graus médios de satisfação dos acadêmicos estão expressos no Quadro 9: Também foram focos do processo de autoavaliação institucional a: a) autoavaliação do docente pelo acadêmico; b) autoavaliação do acadêmico; c) avaliação da infraestrutura; d) avaliação do docente e das condições de desenvolvimento da disciplina pelos acadêmicos de cada disciplina. 49 Quadro 9 – Grau médio de satisfação - 2010 a 20127 SEMESTRES 1.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 1.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 1.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 1.º semestre Grau médio de Grau médio de Grau médio de satisfação satisfação satisfação 2010 2011 2012 4,2 3,8 4,2 4,3 4,1 4,3 4,3 3,9 4,2 4,1 4,3 4,3 4,3 4,0 4,2 4,3 4,1 4,2 4,2 4,0 4,3 4,3 4,1 4,3 4,2 4,0 4,4 4,1 4,3 4,2 4,2 4,3 2.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 2.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 2.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 2.º semestre 4,3 3.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 3.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 3.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 3.º semestre 4.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 4.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 4.º semestre noturno 7 O parâmetro da avaliação tem como referência o grau máximo de 5,0. 50 Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 4.º semestre 4,3 4,1 4,3 4,5 4,0 4,0 4,2 4,1 4,5 4,3 4,1 4,2 4,4 4,5 3,9 4,1 4,4 4,4 4,2 4,5 4,1 4,4 4,4 3,7 4,3 4,4 4,1 4,3 4,4 3,9 4,3 4,2 4,0 4,1 3,9 4,2 5.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 5.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 5.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 5.º semestre 6.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 6.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 6.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 6.º semestre 7.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 7.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 7.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 7.º semestre 8.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 8.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 8.º semestre noturno 51 Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 8.º semestre 4,2 4,0 4,1 3,8 4,0 4,4 3,8 3,9 3,9 3,8 3,9 4,1 4,0 3,4 9.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 9.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 9.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 9.º semestre 10.º semestre Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 10.º semestre diurno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 10.º semestre noturno Grau médio de satisfação dos acadêmicos do 10.º semestre Grau médio de satisfação da totalidade de acadêmicos respondentes de todos os semestres - - 4,2 4,1 - 4,0 3,8 4,2 4,1 4,0 Fonte: Relatório CPA, jan. 2013 2.2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS QUE ADQUIRIRAM VISIBILIDADE NO ENSINO, NA PESQUISA E NA EXTENSÃO As atividades desenvolvidas e acompanhadas na Graduação, referentes ao ensino, evidenciaram: a) A revisão da organização da matriz curricular, do ementário e da seriação das disciplinas, que contaram com as seguintes sugestões de alterações: A disciplina de Teoria da Argumentação Jurídica, do primeiro semestre do curso, passará a ser ofertada no segundo semestre. 52 A disciplina de Hermenêutica Jurídica, do segundo semestre do curso, passará para o primeiro semestre. A disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 1 -TCC 1 será antecipada do nono para o oitavo semestre. A disciplina de TCC 2, do décimo semestre, passará a ser ofertada no nono semestre. As alterações nas disciplinas de TCC ocorreram em 2012/2. As demais mudanças passarão a vigorar em 2013/1. O estudo das alterações foi realizado pelo NDE e aprovado pelo Colegiado de Curso e Superior. b) A aula magna desenvolvida para todos os estudantes da Faculdade, ministrada pelo convidado Dr. Voltaire de Lima Moraes – Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ocorrida em 20 de março de 2012. c) O desenvolvimento de ações de sensibilização dos estudantes e professores para o ENADE, cuja avaliação, pelos seus acadêmicos e docentes, foi positiva. d) Incremento de 26 novas parcerias para realização de estágios. No transcurso do ano, foi assinado significativo número de acordos e estabelecidas parcerias com perspectivas de ampliação, a fim de garantir melhoria constante no apoio às atividades acadêmicas. As parcerias se deram para as áreas de estágios obrigatórios e não obrigatórios. Quadro 10 - Ampliação das parcerias com instituições conveniadas em 2012 Instituições Assembleia Legislativa ATD Engenharia e Construções Ltda. Banestágio - Banco Nacional de Estágios Bencke & Sirangelo Advocacia e Consultoria Bento e Feijó - Advogados e Consultores Associados Brucke Comércio Cabeamento Conectividade Ltda. Captar & Capacitar Consultoria em Capital Humano Ltda. Celina Rosane Teixeira de Pauli Conselho Regional de Enfermagem do Estado do RS - COREN/RS 53 De Rosa Siqueira, Almeida, Barros Barreto e Advogados Associados Escritório Jorge Rojas e Advogados Associados Edson Pereira Neves Advogados e Consultores S/S Agente Integrador Ser Sul Editora e Assessoria Pedagógica - Estágios POA Faganello e Japur Advogados Franco Advogados Freitas e Advogados Associados Fundação Ulbra – FULBRA Magadan & Maltz Advogados Associados Meister, Menke e Marder Advogados Associados Ministério Público do Trabalho da 4.ª Região Müller & Garcia Advogadas Associadas S/S Notabili Estágios e Recursos Humanos Ltda. P. Mais Assessoria e Consultoria em Recursos Humanos Ltda. Prefeitura Municipal de Porto Alegre – PMPA STARTRH Seleção de Pessoas Vieira Flores Advogados e Consultores Associados S/S Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013 Nos aspectos gerais relacionados às políticas de ensino, impende destacar que a IES, a partir dos resultados da avaliação institucional de 2011, reforçada pelos dados da avaliação do primeiro semestre de 2012, previu a importância de dar continuidade à formação de professores. Uma das atividades desenvolvidas no período da capacitação docente, ocorrida entre os dias 10 e 13 de julho, foi a organização de oficina para a qualificação da aula expositiva através da metodologia dos mapas conceituais. Deixou-se para uma segunda etapa o trabalho com o gerenciamento de tecnologia em sala de aula. Decorrente também dos resultados da avaliação ao longo do triênio (2009, 2010, 2011), foram propostas algumas alterações da matriz curricular, visando a diminuir a sobrecarga do último semestre do curso, com a antecipação das disciplinas de TCC 1 e TCC 2 para o oitavo e nono semestres, respectivamente. Outra mudança ocorrida foi a alteração do cálculo da média, para fins de atender ao Regimento. Passou a ser considerado aprovado o acadêmico com média simples igual ou maior que sete (7). Não alcançando essa média, o estudante passa a realizar a prova de G3, desde que sua média semestral seja igual ou superior a quatro (4). Nessa última etapa, o acadêmico será aprovado se a média, entre o 54 resultado do semestre e da prova do G3, for igual ou superior a seis (6). Essa alteração foi amplamente discutida no NDE e aprovada pelo Colegiado Superior. Ao longo de 2012, observou-se um intenso trabalho dos membros do NDE e do Colegiado de Curso na discussão e adequação do ementário, que resultou na sua revisão, para evitar o sombreamento ou lacunas de conteúdos entre as disciplinas expressas na matriz curricular do curso. O permanente processo de avaliação destacado acima, baseado na reflexãoplanejamento-ação, representa a preocupação buscada pela instituição com a qualidade do ensino. 2.2.1 Programa de Pós-Graduação A política que a Faculdade tem adotado para o Programa de Pós-Graduação não difere, substancialmente, da política do Curso de Graduação. Com efeito, o foco da Pós-Graduação tem sido o Direito Público, ramo do Direito mais afeto às carreiras de Estado. Com isso, tem sido feito um trabalho, em nível de divulgação, com os órgãos de administração direta e indireta estadual, municipal e federal situados neste Estado. A Faculdade se coloca assim, com seus cursos de Pós-Graduação, como opção natural para qualificar a ação administrativa, correspondendo ao incremento que se tem sentido na importância da capacitação da área pública. O quadro a seguir apresenta, em síntese, as atividades da Pós-Graduação no desenvolvimento dos Cursos de Especialização. Quadro 11 - Demonstrativo das propostas ofertadas nos Cursos de Especialização em 2012 Curso: Gestão Pública Oportunizar uma visão focada em saberes jurídicos e de gestão para quem exerce função pública ou atua na iniciativa privada, mas Objetivo: se relaciona ou pretende se relacionar com a área pública, em uma perspectiva transdisciplinar. Curso: Penal e Processual Penal Objetivo: Propiciar aos estudantes um espaço de debate amplo e aberto relativamente às questões penais e processuais penais. Curso: Urbano e Ambiental 55 Objetivo: Curso: Analisar os princípios e instrumentos do Direito Urbanístico e do Direito Ambiental aplicáveis à gestão pública, de modo a permitir a compreensão da competência e da responsabilidade do Município pela implantação de políticas públicas que possam garantir o desenvolvimento sustentável no meio ambiente urbano. Direito Público Edição Objetivo: Capacitar os diversos operadores do Direito, dotando-lhes de conhecimentos técnicos, acadêmicos, legal, jurisprudencial e doutrinário de matérias relevantes ao desenvolvimento de suas atividades vinculadas ao tema. Curso: Direitos da Criança e do Adolescente Objetivo: Estimular a pesquisa científica na área da infância e da juventude. Auxiliar na aproximação e na integração pessoal e operacional dos profissionais com atuação na área da infância e da juventude. Curso: Advocacia Corporativa Objetivo: Qualificar recursos humanos para o exercício profissional na advocacia, envolvendo as diversas matérias que dizem respeito ao cotidiano de uma grande empresa, oferecendo o aprofundamento técnico-jurídico em relação às matérias envolvidas. Curso: Direito dos Seguros Objetivo: Promover o aprofundamento do estudo de temas centrais do Direito dos Seguros no tocante a sua ênfase da proteção da pessoa humana, assim como a regulação jurídica das relações de mercado e criação de riqueza. Realizar exame crítico da jurisprudência dos tribunais nacionais em tema de direito privado e sua repercussão no contexto do mercado e da empresa, de modo a traçar a estratégia de atuação jurídica dos profissionais do direito nos diferentes campos de atuação. Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013 2.2.2 Projetos de Extensão Ao longo do ano de 2012, a CPA constatou que foram desenvolvidos diferentes projetos de Extensão: Fronteiras Jurídicas, Grupos de Estudos e Extensão em Direito Urbanístico da FMP, Projeto Cinema e Direito, Projeto Literatura e Direito, Programa Acadêmico de Assessoria Jurídica Extrajudicial e Ciclo de Palestras: Carreiras Jurídicas. Também foram realizados cursos preparatórios para o Exame de Ordem, uma Oficina de Língua Portuguesa e Mapas Conceituais, Ciclo de Debates ENADE, 56 Curso de Atualização em Língua Portuguesa dirigido à área jurídica, Curso de Oratória dirigido à área jurídica, Curso de Italiano Jurídico e o Curso de Extensão sobre Mediação como Instrumento de Solução de Conflitos Familiares. 2.2.1.1 Projeto Fronteiras Jurídicas Debateu temas desafiadores e não adequadamente regulados pelo ordenamento jurídico. Em 2012, foram desenvolvidos sete painéis: Estado Laico x Liberdade Religiosa; O Sistema Penitenciário no Banco dos Réus; Lei de Acesso à Informação Pública; Descriminalização do Consumo da Maconha; Comissão da Memória e da Verdade; Balanço dos 20 Anos da Lei de Improbidade Administrativa; e Impactos da Lei Maria da Penha. A avaliação e os debates realizados foram positivos, com a participação efetiva dos acadêmicos e egressos, contribuindo para a formação geral no âmbito dos direitos fundamentais e da ordem democrática do Estado brasileiro. 2.2.1.2 Grupo de Estudos - GE e Extensão em Direito Urbanístico da FMP Em 2012, seis estudantes participaram do GE e das reuniões. A periodicidade das reuniões era variável, obedecendo a um critério de necessidades e possibilidades de agenda. O grupo manteve, todavia, intensa atividade virtual em um e-group. As atividades desenvolvidas no GE e extensão em Direito Urbanístico proporcionaram a integração com o ensino, a pesquisa e a extensão, podendo ser classificadas como exemplo de responsabilidade social e compromisso com a cidadania. 2.2.1.3 Projeto Cinema e Direito Em parceria com a Associação de Críticos de Cinema do RS e outros profissionais, este projeto promoveu a discussão sobre temas que envolvem o Direito e suas formas de influência na sociedade, por meio da exibição de filmes e posterior debate. Ao trazer para a discussão um crítico de cinema, o projeto se 57 diferencia dos demais, já que também é analisado sob a ótica da linguagem cinematográfica. A atividade proposta possibilita a ampliação do conhecimento ético, jurídico e filosófico dos participantes. Foram objeto de discussão os seguintes filmes: Sócrates, Mar a Dentro e A Vida de David Gale. 2.2.1.4 Projeto Literatura e Direito O Projeto Literatura e Direito tem o objetivo de promover a discussão sobre temas que envolvem o Direito e suas diversas formas de influência na sociedade, por meio do debate a respeito de textos clássicos que abordam, de modo literário, questões pertinentes ao saber jurídico. A atividade ofereceu uma conferência sobre leitura pré-selecionada, seguida de debate. A proposta possibilitou a ampliação do conhecimento ético, jurídico e filosófico dos assistentes. O projeto foi desenvolvido apenas no primeiro semestre, com a discussão da obra O Deus Selvagem. 2.2.1.5 Programa Acadêmico de Assessoria Jurídica Extrajudicial - PAJE O PAJE tem por ponto de partida a constatação das notórias deficiências dos entes estatais em prover o acesso à cidadania ativa, bem como tem presente a corresponsabilidade dos entes privados e da sociedade relativamente à inclusão social tendente à efetiva construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e a redução das desigualdades sociais não garantidas pelo Estado. Tal desafio exige um compromisso que também envolve as instituições privadas de ensino superior, como é o caso da Faculdade, especialmente tendo-se em linha sua originária vinculação ao Ministério Público, agente dotado de perfil constitucional voltado para a transformação social. Nesse contexto, o Programa Acadêmico de Assessoria Jurídica Extrajudicial da Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público - PAJE, em nível de extensão universitária, viabilizou, por intermédio de assessoramento e de outras práticas de esclarecimento e conscientização, o acesso e a proteção extrajudicial dos direitos humanos e fundamentais de pessoas, institucionalizadas ou 58 não, hipossuficientes e/ou portadoras de necessidades especiais, facilitando a inclusão social e o exercício da cidadania ativa. As atividades iniciaram em maio de 2009. Em 2012, foi firmada nova parceria pelo Termo de Cooperação entre Poder Judiciário do Rio Grande do Sul e a IES. O Termo de Cooperação objetivou a prestação de atendimento, por intermédio de mediação, as partes litigantes hipossuficientes na Vara da Violência Doméstica do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. O projeto, coordenado pela Prof.ª Liane Thomé, Me., envolveu nove acadêmicos, durante o segundo semestre de 2012. 2.2.1.6 Projeto Ciclo de Palestras: Carreiras Jurídicas O projeto visa a estimular a troca de conhecimentos e o debate sobre as carreiras jurídicas no contexto contemporâneo, oportunizando a aproximação entre a teoria e a prática profissional jurídica. O ciclo de palestras relativo à difusão das carreiras jurídicas engloba a realização de, no mínimo, dois eventos semestrais, constituídos de mesasredondas/painéis, sucedidos por debates, em que o integrante da mesa ou do painel dispõe de 45 minutos para expor suas percepções e relatar suas experiências. O ciclo se desenvolve nos meses de abril a junho e de agosto a novembro. Desde 2010/2, o ciclo já desenvolveu mais de quinze palestras. Somente em 2012, foram desenvolvidas seis delas, dentro das seguintes temáticas: As Funções Institucionais e a Carreira Jurídica no Ministério Público Federal, Advocacia Pública, As Funções Institucionais do Ministério Público Estadual no Estado Democrático de Direito, Carreira da Magistratura Federal e o debate sobre a Carreira da Promotoria. 2.2.3. Projetos de Pesquisa A CPA observou que a Faculdade vem desenvolvendo projetos de pesquisa desde 2007. Os projetos de pesquisa procuram ser instrumento para o desenvolvimento de atividades de iniciação científica por parte de estudantes do Curso de Graduação em Direito da Faculdade, eventualmente agregando acadêmicos do Curso de Especialização em Direito. Um dos principais 59 compromissos se constitui em estimular a participação dos acadêmicos/ pesquisadores em salões de iniciação científica, em torno das seguintes linhas de pesquisa: Teoria Geral do Direito, Direito Público, Direito Privado (Civil e Empresarial), Direito Penal, Direito Processual, Direitos Especiais e Novos Direitos, conforme nomenclatura utilizada pela CAPES. Durante 2012/1, foram desenvolvidos cinco projetos de pesquisas, envolvendo 36 estudantes, sendo cinco bolsistas. Em 2012/2, foram desenvolvidos sete projetos de pesquisa, envolvendo um total de 54 estudantes, sendo oito deles bolsistas (Quadro 12). Cabe mencionar que o grupo de pesquisa “O Direito como Argumentação” organizou evento de debate sobre a temática “União Homoafetiva STF: Ativismo Judicial?”. No evento, dois grupos debatedores, formados por um professor coordenador e cinco estudantes, expuseram seus pontos de vista. O encontro foi acompanhado por mais de 74 estudantes. Como resultado dos trabalhos do grupo de pesquisa “Direito, Sociedade e Internacionalização”, destaca-se a participação de dois estudantes na 17th Interamerican Human Rights Moot Court Competition, organizado pelo Law School, da Universidade de Washington, durante o mês de maio de 2012. Essa competição trilíngue conta com a participação de equipes de diversas faculdades de América do Sul, EUA, Europa, Canadá, entre outros. A FMP, nesta edição da competição, defendeu a temática do reconhecimento do direito dos povos indígenas à livre determinação e desenvolvimento de sua personalidade jurídica. Foi a única Faculdade do sul do país a ser representada com alguma equipe de competidores. O evento aconteceu na seda da universidade, em Washington. Atualmente, um dos estudantes que integrou a equipe de 2012, junto com a professora coordenadora do grupo de pesquisa, integra a equipe de coaching dos competidores de 2013. Foi a primeira experiência da instituição em eventos desta modalidade. 60 Quadro 12 – Síntese do n.º de Projetos de Pesquisa (2011 - 2012) LINHA DE PESQUISA Direito Público Direito Público Direito Público Teoria Geral do Direito Teoria Geral do Direito Globalização e Direito / Efetividade dos direitos fundamentais Direito especiais e novos Direitos TÍTULO DO PROJETO Direitos Humanos frente aos desafios contemporâneos: efetividade e universalidade Serviços públicos na Constituição de 1988 Direitos Fundamentais, separação dos poderes e democracia O Direito como argumentação História do Direito administrativo brasileiro PARTICIPANTES 2011/1 PARTICIPANTES 2011/2 PARTICIPANTES 2012/1 PARTICIPANTES 2012/2 Eduardo Kroeff Machado Carrion 2 2 2 6 Itiberê de Oliveira Castellano Rodrigues 4 4 -x- -x- Luiz Fernando Calil de Freitas 2 -x- -x- -x- 3 6 6 11 1 -x- -x- -x- COORDENADOR Anízio Pires Gavião Filho Maren Guimarães Taborda Meio ambiente e Direito Plauto Faraco de Oliveira 2 2 -x- -x- A violência intrafamiliar: um fenômeno interdisciplinar Débora S. de Oliveira 5 1 -x- -x- Direito especiais e novos Direitos Bioética e biodireito Ana Carolina da Costa e Fonseca 11 6 12 9 Direito Privado (Civil e Empresarial) Regulação do sistema financeiro e dever de transparência da gestão das instituições financeiras Bruno Miragem 7 3 -x- -x- Direito Penal O princípio da proporcionalidade em Direito Penal Bruno Heringer Junior 7 -x- -x- -x- Globalização e Direito / Efetividade dos direitos fundamentais Direito, sociedade e internacionalização Denise Estrella Tellini -x- -x- 9 -x- Direito especiais e novos Direitos Grupo de Pesquisa e Extensão em Direito Urbanístico Betânia de Moraes Alffonsin -x- -x- 07 06 Direitos especiais e vovos Direitos Justiça restaurativa na Justiça Juvenil de Porto Alegre Afonso Armando Konzen -x- -x- -x- 3 Globalização e Direito / Efetividade dos direitos fundamentais Jurisprudência Internacional dos Direitos Humanos Mauro Fonseca Andrade -x- -x- -x- 7 61 Teoria Geral do Direto Judicialização e ativismo judicial Anizio Pires Gavião Filho, Norberto Flach, Daisson Flach, Luiz Fernando Calil de Freitas -x- -x- -x- 12 Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013 Em 2012, o II Salão de Iniciação Científica da Faculdade de Direito ocorreu durante os dias 25 a 30 de outubro, das 8h às 11h30min e das 19h às 22h30min, com a participação de estudantes de faculdades e universidades de Porto Alegre e da região. No total, 26 estudantes participaram, com a apresentação oral de trabalhos de pesquisa e pôsteres, representando grupos de pesquisa de diferentes IES. Fizeram parte da comissão julgadora um grupo de 12 professores, concedendo prêmios para quatro estudantes. O Laboratório de Iniciação Científica - LIC, através da publicação de um edital no início de cada semestre, seleciona estudantes voluntários a desenvolverem, com professores orientadores, atividades de iniciação à pesquisa científica. No ano de 2012, o LIC envolveu, no primeiro semestre, 59 estudantes, e, no segundo, 30 estudantes. Conclui-se que essas atividades foram de extrema relevância para o desenvolvimento das habilidades de pesquisa dos alunos da IES, mostrando-se como instrumento de integração interinstitucional e, também, fenômeno que possibilitou melhor comunicação da instituição com a comunidade acadêmica. 2.3 CONSIDERAÇÕES Os resultados dos instrumentos de coleta de dados entre os acadêmicos e docentes, referentes ao seu grau de satisfação, sobretudo com a aprendizagem e a infraestrutura, indicam um processo de mudanças relacionadas à discussão curricular da graduação, consciência da importância da Avaliação Institucional para o planejamento e replanejamento das ações. Em relação ao ensino, passou a ser desenvolvido um trabalho com os docentes referente à prática docente e à sistemática da avaliação da aprendizagem. 62 3 DIMENSÃO: RESPONSABILIDADE SOCIAL DIMENSÃO 3 3. A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memoria cultural, da produção artística e do patrimônio cultural PROGRAMA Bolsas Socioeducativas, PAJE, PósGraduação, Extensão, Convênios, FIES AÇÕES REALIZADAS Continuidade na implementação da concessão de bolsas socioeducativas, bolsa premiação, PAJE, Convênios com entidades assistenciais, atividades de Extensão e Pós-Graduação. Início do FIES. 3.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS QUANTO À DIMENSÃO RESPONSABILIDADE SOCIAL EM 2012 O desenvolvimento da política relativa à Responsabilidade Social da Faculdade está apoiado na sua Missão, nos eixos estratégicos abordados no item 1.3 do PDI e nas pesquisas que se encontram em andamento na instituição, bem como nas atividades do Núcleo de Práticas Jurídicas quando do atendimento real a situações problemáticas. A Faculdade adota a concepção de Responsabilidade Social a ser por ela exercida, focada em: a) contribuição para a inclusão social, o desenvolvimento econômico e social, a defesa do meio ambiente, para a memória cultural, a produção artística e o patrimônio cultural; b) divulgação do conhecimento e importância social das ações acadêmicas e correspondentes impactos das atividades científicas, técnicas e culturais para o desenvolvimento regional e nacional; 63 c) relações estabelecidas com o setor público e o produtivo, com o mercado de trabalho e com as instituições sociais, culturais e educativas de todos os níveis, objetivando o desenvolvimento sustentável apoiado numa cultura sociojurídica voltada para a transformação social; d) ações voltadas ao desenvolvimento da democracia, à promoção da cidadania, de atenção a setores sociais excluídos e políticas de ações afirmativas. A responsabilidade social da pós-graduação pode ser verificada em duas perspectivas. A primeira delas, mais sensível, é a afeta ao Curso de Especialização em Direito da Infância e Juventude. Esse curso, desde o seu início, foi se desenvolvendo em aproximação com os órgãos da rede de atendimento à Infância e Juventude, tais como Conselhos de Defesa de Direitos da Infância e Juventude e Conselhos Tutelares. Com isso, o Curso tem se colocado como uma natural opção para as pessoas que trabalham na área como perspectiva de ampliação de competências específicas. É preciso salientar que a área da Infância é sensível e necessita, sobretudo, de uma mudança cultural que anteceda a mudança social e o este Curso de Especialização foi concebido também com essa finalidade. Em segundo lugar, a responsabilidade social pode ser também vislumbrada em uma perspectiva de segundo grau, uma vez que, voltada à qualificação de quadros da administração pública, a pós-graduação tende a melhorar a efetividade das ações administrativas, redundando em uma melhor aplicação dos recursos públicos. Em sua relação com a comunidade, e com o objetivo de promover o atendimento da demanda social por um ensino acessível de qualidade, a Faculdade possui planos de concessão de bolsas para entidades assistenciais, para acadêmicos carentes e com entidades conveniadas. A análise de relatórios internos evidenciou atividades relativas à responsabilidade social, que considera os seguintes critérios para a concessão de bolsas: a) premiação; b) apoio aos acadêmicos em situação de carência socioeconômica; c) atendimento diferenciado aos diplomados na instituição. 64 As bolsas-premiação são aquelas que visam a demonstrar apreço pelos resultados de desempenho, que, sem dúvida, na grande maioria das vezes, se referem à elevação ou afirmação da autoestima do contemplado com o prêmio. Assim sendo, a Faculdade concedeu para: a) os 1.º e 2.º colocados do processo seletivo, desconto de 30% e 20%, respectivamente, nas mensalidades durante o primeiro semestre da Graduação; b) melhor acadêmico concluinte do ensino médio, indicado pelos colégios conveniados com a FMP, desconto de 50% nas mensalidades do primeiro semestre do curso de Graduação. As bolsas resultantes de convênios firmados com diversas instituições públicas e associações concedem de 5% a 10% de desconto na Graduação em Direito aos membros, servidores e dependentes. A Faculdade também concedeu aos funcionários acadêmicos desconto de 80% em qualquer curso – Graduação ou Pós-Graduação – ofertado pela Faculdade de Direito, totalizando 9 colaboradores contemplados com esse benefício. Considerando os procedimentos relacionados à política de concessão de bolsas, está sendo discutido um documento que estabeleça as diretrizes para a concessão de bolsas de estudo, conforme expresso no objetivo sete do PDI. A concessão de bolsas, nas modalidades supra referidas, tem para a Faculdade o caráter de Responsabilidade Social. As bolsas concedidas aos acadêmicos com carências financeiras podem ser traduzidas por aquelas bolsas que concederam desconto na ordem de 10 a 30% do valor nas mensalidades, o que, para a grande maioria, viabilizou sua inclusão e permanência no meio universitário, a formação acadêmica desejada e, certamente, um diferenciado desempenho futuro profissional. Dentro das disponibilidades financeiras, assegurando a Dimensão Sustentabilidade Econômica, na qualidade de instituição sem fins lucrativos, no ano de 2012, foi possível contemplar significativo número de estudantes, bem como destinar 10,45% do percentual do faturamento à concessão de bolsas. Conforme o Quadro 13, em 2006/2, era da ordem de 5%; em 2010, passou a ser de 15,5%; em 2011, 12,51%; e em 2012, 10,45%. O decréscimo do índice está relacionado ao aguardo do reconhecimento da IES como instituição filantrópica. 65 Quadro 13 – Demonstrativo do percentual de faturamento destinado à concessão de bolsas – 2006/2 a 2011/2 ESPECIFICAÇÕES Valores em R$ destinados à concessão de bolsas ou descontos Percentual sobre o faturamento Valor médio das mensalidades dos beneficiados pela bolsa ou desconto 2006 2007 2008 SEMESTRE 2009 2010 2011 2012 12.082 76.422 190.100 300.131 490.978 570.828 548.182 5% 10% 13,5% 13% 15,5% 12.51% 10.45% 842,96 1.205,00 1.691,48 1.622,33 1.865,93 2.033,87 1.742,57 Fonte: Gerência Executiva, jan. 2012 Outras atividades de responsabilidade social que podem ser enumeradas são: a) Trote Solidário: gincana entre turmas de acadêmicos ingressantes no primeiro semestre, com vistas à arrecadação de alimentos para instituições que realizam trabalhos solidários. Essa atividade é desenvolvida pelo Centro Acadêmico, com o apoio da Faculdade. É uma oportunidade em que a Faculdade estimula a discussão sobre solidariedade, colaboração e inclusão. b) Semana Acadêmica: esta atividade é desenvolvida pelo Centro Acadêmico e mobilizou grande número de estudantes da Graduação, com repercussão muito positiva. A atuação do Centro Acadêmico Sophia Sturm (CASS) é independente da estrutura geral da faculdade. Entretanto, o seu diálogo com a direção e coordenação do curso é efetivo e permanente. c) PAJE-FMP - Programa Acadêmico de Assessoria Jurídica Extrajudicial: em 2012, destacou-se a metodologia jurídica da mediação familiar, em parceria com a Vara da Violência Doméstica do Tribunal de Justiça. A atuação envolveu estudantes e professores, que prestaram atendimento, no segundo semestre, a famílias em situação de conflito. d) Convênio de mútua cooperação, firmado em dezembro de 2012, entre a FMP e os empregados da Santa Casa de Misericórdia, com sede em Porto Alegre. A FMP prestará assessoria jurídica, de modo gratuito, aos colaboradores, seus respectivos familiares (assim compreendidos, 66 seu cônjuge ou companheiro, bem como, os filhos dos empregados da Santa Casa), constituindo-se eles como principal público-alvo. e) Continuidade do trabalho com grupos de estudos temáticos: dentre eles o de regularização fundiária é atividade destinada a acompanhar a atuação específica do Ministério Público em expedientes (inquéritos civis, peças de informação e ações civis públicas). O enfoque se deu na regularização fundiária de loteamentos irregulares e ocupações, oriundos das Promotorias de Justiça Especializadas do Ministério Público do Rio Grande do Sul, sob a orientação do Centro de Apoio Operacional da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias do Ministério Público e dos professores designados pela FMP. Esse trabalho conta, também, com a participação de acadêmicos do curso de Direito. f) Concessão de duas salas e demais dependências da Faculdade para o desenvolvimento de curso popular pré-universitário para estudantes de baixa renda oriundos de escolas públicas ou do EJA. O Fundo de Financiamento Estudantil - FIES, destinado a financiar a Graduação na educação superior de estudantes, foi liberado para a FMP em 2012/2, com a concessão do auxílio para 15 estudantes e a possibilidade de ampliação para 2013. Com a assessoria do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico - NAP, houve a manutenção de um projeto para concessão do auxílio financeiro para estudantes com alta competência acadêmica, mas dificuldades socioeconômicas. No âmbito da assessoria psicopedagógica - NAP, também se destacou o atendimento a estudantes com necessidades psicossociais, econômicas, familiares ou pessoais. O espaço do NAP é também usado pelos docentes e colaboradores que buscam aconselhamento e soluções em situações didáticas, pedagógicas, econômicas, pessoais ou familiares. 3.2 CONSIDERAÇÕES Foi considerado estratégico dar maior amplitude à divulgação das atividades de Extensão, possibilitando maior integração e participação da comunidade nelas. Observou-se o empenho da IES em reajustar o foco do PAJE através da 67 implementação de programas de Mediação Familiar e Assessoria Jurídica através de novo convênio com o Hospital Santa Casa de Misericórdia. Destaca-se o empenho da implementação de ações voltadas ao atendimento das necessidades da comunidade em geral com cursos de línguas, oficinas culturais, seminários e palestras oferecidas na IES e em escolas públicas e particulares. as ações de implantação do programa de financiamento para estudantes com dificuldades econômicas – FIES. 68 4 DIMENSÃO: A COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE DIMENSÃO 4 PROGRAMA Feira de Profissões 4. Organização e gestão da instituição, especialmente o funcionamento e a representatividade dos colegiados, sua independência e Comunicação social, autonomia na relação acadêmica e de com a mantenedora, e interesse científico a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios. Ouvidoria AÇÕES REALIZADAS Incremento nas visitas, feiras e palestras em escolas do ensino médio, com a intenção de divulgar o curso de Direito e a instituição. Incremento na imagem pública da instituição nos meios de comunicação social, com a divulgação de atividades de extensão abertas à comunidade. Incremento na rede social (Facebook, Twiter, Orkut e Blog). Manutenção do site com a disponibilização de informações de interesse acadêmico, científico e cultural. Jornal Mural, com redação de notícias acadêmicas, de periodicidade quinzenal. Nomeação de Ouvidor e implantação da Ouvidoria. 4.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE Os focos de análise pela CPA desta dimensão se centraram, no ano letivo de 2012, em: a) estratégias, recursos e qualidade da comunicação interna e externa; b) imagem pública da instituição nos meios de comunicação social; c) consolidação da passagem do Setor de Marketing para a Comunicação Social; d) funcionamento da Ouvidoria interna. 69 A ênfase do desenvolvimento das atividades se centrou na circulação mais ordenada das informações internas e na comunicação externa, em especial com os acadêmicos da Graduação e da Pós-Graduação, com a atualização quinzenal do jornal de informações acadêmicas afixado nos murais. No espaço do elevador, um mural eletrônico apresenta notícias nacionais e internacionais emergentes e um mural onde constam pequenos informes diários. O site da FMP é permanentemente atualizado com a geração de conteúdos e notícias de interesse acadêmico, além daquelas de caráter legal. O Programa de Pós-Graduação, pela sua inserção no âmbito dos órgãos da administração pública, que são os maiores divulgadores dos cursos, utiliza canais de comunicação próprios, a fim de favorecer a comunicação entre os seus interlocutores. A divulgação do Curso de Graduação para a comunidade ocorre, principalmente, pelo projeto Feira de Profissões, em parceria com as escolas de Ensino Médio da rede pública e privada. A IES oferece palestras envolvendo professores e estudantes da Graduação para a apresentação das carreiras jurídicas aos estudantes de nível médio das escolas parceiras. Nessa atividade, em 2012, foram realizadas oito palestras, e a instituição esteve presente em nove eventos de Feiras de Profissões. Um foco do setor da Comunicação Social foi a parceria com os meios de comunicação para a divulgação dos projetos de extensão abertos à comunidade, dentre eles os projetos Fronteiras Jurídicas, Carreiras Jurídicas, Semana Acadêmica e Ciclo de Conferência Sobre os 10 Anos do Código Civil. O setor de Comunicação Social informou a utilização de diversos instrumentos de interação com os estudantes colocados à disposição, por meio de: e-mail, Jornal Mural, torpedos, publicações em murais, posts no Facebook e no Twitter, telão do 7.º andar, avisos em sala de aula, lousa com informações e recados da secretaria e da coordenação. Em levantamento realizado em 2011, entre acadêmicos e docentes, os meios de maior impacto e uso foram o e-mail e os cartazes nos elevadores. Houve a implantação da Ouvidoria em 2012, assumida pelo Prof. Gilberto Thums, Me., suprindo a lacuna do canal entre o estudante e a estrutura da IES. 70 4.2 CONSIDERAÇÕES A Faculdade se comunica com o público interno e externo através do Setor de Comunicação Social. Para o atendimento do público interno, a IES utiliza os recursos de mídia já mencionados. Para a comunicação externa, usa a imprensa local e as redes sociais. Em 2012, acrescentou o canal de comunicação da Ouvidoria, como elo de socialização dos interesses entre os estudantes e a Coordenação do Curso. 71 5 DIMENSÃO: POLÍTICAS DE PESSOAL, CARREIRAS DO CORPO DOCENTE E DO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO DIMENSÃO 5 PROGRAMA 5 - As politicas de pessoal, as carreiras do corpo docente e do corpo técnicoadministrativo, seu desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional e suas condições de trabalho AÇÕES REALIZADAS Apoio à integração e qualificação profissional Aprimoramento nas politicas de pessoal: seleção, admissão, acolhimento, desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho. Apoio a atividades de docente Incentivo à participação em congressos e eventos científicos. Plano de Carreira do Corpo técnicoadministrativo Reuniões com o Colegiado Superior, tomada de decisões sobre o plano de carreira do corpo técnico-administrativo. 5.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO ÀS DIMENSÕES POLÍTICAS DE PESSOAL, CARREIRAS DO CORPO DOCENTE E TÉCNICO- ADMINISTRATIVO A política para pessoal, estabelecida no PDI 2009/2014, desdobrada em plano de ação ao ser avaliada, permitiu destacar: a) as políticas de pessoal – recrutamento, seleção, admissão, acolhimento, desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho, na área administrativa; b) os planos de carreira, regulamentação para o corpo docente e implantação para o corpo técnico-administrativo – em termos de critérios de admissão e progressão; c) os programas, projetos e relatórios gerenciais de qualificação e desenvolvimento profissional para o corpo docente e o técnicoadministrativo; 72 d) o clima institucional, relações interpessoais, estrutura de poder, graus de satisfação pessoal e profissional; e) as atividades de melhoria do ambiente físico destinado à administração da Faculdade para o atendimento à pesquisa, à extensão e aos professores de tempo integral. A implementação do Plano de Carreira Docente, desde 2009, teve como preocupação principal o atendimento aos critérios de seleção e contratação, considerando os princípios básicos que regem o referido plano: a) a valorização da qualificação docente decorrente de cursos de formação; b) a profissionalização, entendida como dedicação à docência; c) a paridade de remuneração para os docentes ingressantes de carreira, com qualificação análoga; d) a progressão na carreira, mediante promoção obtida pela titulação; e) o estímulo ao professor para o exercício eficaz das funções docentes; f) a possibilidade de recrutamento e manutenção de profissionais de reconhecida competência. A contratação dos docentes foi realizada de acordo com o estabelecido no Plano de Carreira. Na intenção de qualificar o corpo docente e atender as orientações do SINAES, foi ampliada a carga horária de alguns professores que dispunham de maior titulação. Em discussão em 2012, o novo Plano de Carreira, Cargos e Salários dos colaboradores técnico-administrativos está, neste momento, em fase de conclusão de sua implementação. Os colaboradores da IES gozam dos seguintes benefícios: a) programa de incentivo educacional para colaboradores selecionados que estão na instituição há mais de um ano; em 2012, oito colaboradores receberam o auxílio educacional, com 80% de reembolso do investimento em curso técnico, de Graduação ou PósGraduação; 73 b) possibilidade de participar em cursos de aperfeiçoamento externos à instituição, envolvendo um terço dos colaboradores da IES, numa carga horária aproximada de 200 horas de atividades; c) conforme Ato Normativo da Fundação 001/2009, o colaborador da FMP tem direito a descontos especiais para cursar a Faculdade de Direito, os cursos de Pós-Graduação, os Cursos Preparatórios e demais cursos que a instituição venha a ofertar; d) utilização da Biblioteca: livre acesso dos colaboradores e do público externo ao acervo de sua Biblioteca. 5.2 CONSIDERAÇÕES A sistematização de dados de ordem técnica, acadêmica e administrativa, realizada ao longo do ano letivo de 2012, com a participação em discussões e avaliações críticas do corpo docente, discente e de colaboradores, contribuíram para o avanço da qualidade dos serviços. As reuniões viabilizadas tanto pela CPA como pela Coordenação e Direção favoreceram o desenvolvimento das atividades de coleta e organização de dados, correspondentes à análise e interpretação de resultados. A política de reuniões foi reconhecida e justificada como estratégia adequada pelos envolvidos nas concepções do Curso de Graduação e dos Cursos de Pós-Graduação. 74 6 DIMENSÃO: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA FACULDADE DIMENSÃO 6 6 - Organização e gestão da instituição, especialmente o funcionamento e a representatividade dos colegiados, sua independência e autonomia na relação com a mantenedora, e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios PROGRAMA Incremento às atividades dos órgãos colegiados Projeto de implantação da Ouvidoria e do Plano Estratégico AÇÕES REALIZADAS Reuniões com Colegiado de Curso, NDE, CPA e Colegiado Superior. Projeto de implantação da Ouvidoria. Plano estratégico. 6.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA FACULDADE DE DIREITO DA FMP Os focos prioritários, os objetivos e as metas da instituição estabelecidos em função dos compromissos do PDI e nos projetos dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação foram: a) a organização e a gestão da Faculdade, em especial quanto ao funcionamento e à representatividade dos corpos docente, administrativo e discente nos colegiados; b) a participação efetiva dos segmentos da comunidade acadêmica nos processos decisórios; c) a elaboração e o desenvolvimento do Plano Estratégico da Mantenedora como instrumento que, além de atender à demanda institucional, favorecesse a otimização e a racionalização das atividades acadêmicas e administrativas. Durante o ano letivo de 2012, de acordo com os planos institucionais, foram eleitos e acompanhados os seguintes objetivos norteadores do fazer administrativo e acadêmico: 75 a) continuidade à qualificação dos colaboradores e professores; b) garantia do equilíbrio financeiro das atividades da Faculdade; c) disposição de canais de comunicação eficientes com a sociedade e com o público interno; d) aprimoramento e continuidade dos procedimentos técnicos, acadêmicos e administrativos; e) incremento de postura voltada aos acadêmicos que favorecesse o processo de aprendizagem, com o desenvolvimento das competências previstas no Projeto Pedagógico do curso; f) manutenção de reuniões pedagógicas, envolvendo acadêmicos e corpo docente, para a identificação de deficiências, visando à formação de profissionais da área jurídica com qualidade; g) disponibilidade em ouvir a comunidade onde a instituição está inserida, a fim de se adaptar às suas necessidades, incluindo o estímulo cultural; h) consolidação da atuação como agência educacional a favor do desenvolvimento local e regional; i) expansão do acervo da Biblioteca e atualização do sistema Pergamum; j) aumento do número de convênios com instituições da região e do Estado; k) reconhecimento da importância da avaliação do curso pelo ENADE. Na organização dos documentos e na revisão dos relatórios de ação, foi possível considerar a atuação do Colegiado Superior como resposta positiva à estrutura existente, bem como a plena e efetiva atuação do Colegiado de Curso e a implantação do Núcleo Docente Estruturante, reflexivo e propositivo, como resposta positiva à política de gestão acadêmica, tanto sob o ponto de vista organizacional, quanto funcional. Esses aspectos também foram identificados pela Comissão de Avaliação Externa de Recredenciamento de 2010, que assim se manifestou: [...] a gestão institucional da IES apresenta uma estrutura simples. Sua administração é exercida pela Direção Superior, pela Diretoria. A Direção Superior representa o órgão deliberativo superior e integrador da IES, e tem a responsabilidade de deliberar sobre as atividades administrativas, pedagógicas, acadêmicas, disciplinares e recursais, bem como as relações com a comunidade. O Colegiado de Curso representa o órgão de natureza 76 consultiva, integrando a administração dos cursos envolvidos. O Núcleo Docente Estruturante (NDE) encontra-se ligado aos órgãos administrativos da IES, atuando de forma participativa nas atividades acadêmicas. O Núcleo Docente Estruturante foi constituído conforme os dispositivos legais, com participação efetiva na avaliação do Projeto Pedagógico de curso. Existe autonomia na relação com a mantenedora que garante aos dirigentes da IES poderes para a tomada de decisões que viabilizem a qualidade das atividades institucionais. No processo de avaliação, pela análise documental, a existência da Direção da Faculdade disponível para os corpos docente, discente e técnico-administrativo é realidade a ser mantida e incrementada, pois se configurou como dinâmica positiva. A partir da análise das avaliações institucionais internas, percebeu-se êxito na efetivação e avaliação dos objetivos e compromissos com o Projeto Pedagógico do curso, principalmente pela ação do NDE e dos colegiados. O trabalho NDE teve repercussão positiva no corpo docente e facilitou as ações da Coordenação do Curso. Igualmente, os membros do NDE trouxeram críticas e sugestões passíveis de serem aprimoradas e implementadas, atinentes às questões curriculares. Os docentes com atividades no Núcleo Docente Estruturante têm reuniões para tratar das questões de ensino. Também foi reconhecida a importância do atendimento às expectativas de participação da comunidade acadêmica nos processos decisórios. Observou-se que a boa representação docente e discente nas reuniões respaldou e orientou as ações da gestão acadêmica. Por esse processo avaliativo, destacam-se: a) a qualidade pessoal e profissional do corpo docente e de colaboradores; b) a relativa agilidade na solução dos desafios; c) o clima solidário significativo; d) a atuação ativa dos colegiados; e) a atuação da Ouvidoria. Objetivando melhorar a variável Gestão Acadêmica, a mantenedora, no ano de 2012, realizou reuniões periódicas com representantes da IES, para definir, através do Plano Estratégico, as atribuições dos setores e as tarefas dos colaboradores. 77 6.2 CONSIDERAÇÕES Relativamente à gestão acadêmica, merecem destaque: a) a definição e implantação de projeto de sensibilização ao ENADE, como eixo importante de avaliação do curso; b) a melhoria das ações que favorecem a integração do nível operacional com o estratégico; c) a consolidação do programa de Mobilidade Acadêmica, através de sua continuidade; d) o acompanhamento mais sistematizado do Plano Anual de Ação da Faculdade, com maior participação do Núcleo Docente Estruturante e do Colegiado de Curso; e) a criação de canal de comunicação entre a comunidade acadêmica e a gestão por meio da implantação da Ouvidoria. 78 7 DIMENSÃO: INFRAESTRUTURA FÍSICA DIMENSÃO 7 7 - Infraestrutura física, especialmente a de pesquisa, Biblioteca, recursos de informática e comunicação PROGRAMA AÇÕES REALIZADAS Incremento às atividades da Biblioteca Aquisição de obras e assinaturas de periódicos. Desenvolvimento do Laboratório de Iniciação Científica - LIC Adequação do espaço físico para as reuniões dos grupos de pesquisas e atendimento dos acadêmicos do LIC. Implantação física do Núcleo de Prática Jurídica. Otimização e melhoria dos ambientes acadêmicos Adequação do espaço de convivência, do CASS e da Central de Atendimento ao Aluno do 12.º andar. Aumento da capacidade da rede sem fio pelo Setor de Tecnologia de Informação. 7.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO INFRAESTRUTURA FÍSICA A Fundação Escola Superior do Ministério Público, na qualidade de mantenedora, tem um histórico de constantes investimentos, visando a aprimorar a qualidade e a ampliar a capacidade de ensino de sua mantida, resguardando a garantia da sustentabilidade financeira. Buscando honrar seu plano de investimentos, a mantenedora, em 2012, seguiu investindo na adequação de suas estruturas. No que se refere ao acervo da Biblioteca, aquisições importantes continuaram sendo realizadas durante o ano de 2012, com a incorporação de 629 exemplares, assinatura de um jornal de circulação internacional, três novas assinaturas de periódicos científicos e a troca de equipamentos para o atendimento dos alunos nos terminais de consulta. Na análise das observações da Autoavaliação Institucional 2012, de 502 estudantes que responderam o instrumento, o grau médio de satisfação geral, em relação aos serviços da Biblioteca, foi de 3,9. Para a dimensão da infraestrutura, destacaram-se em 2012: 79 a) a infraestrutura física que dá suporte às atividades de ensino e de pesquisa, em especial a Biblioteca, o Laboratório de Informática, a sala do Núcleo de Práticas Jurídicas, o anfiteatro e os espaços internos para convivência, foram avaliados pelos estudantes e professores através do instrumento de avaliação e redimensionados; b) adequação da infraestrutura da instituição, especialmente salas de aula, áreas de lazer e atualização de equipamentos de informática; c) políticas institucionais de conservação, atualização, segurança e estímulo à utilização dos meios; d) utilização da infraestrutura física e dos equipamentos na realização de práticas pedagógicas inovadoras. Foi reconhecida, pela maioria dos integrantes da Faculdade, que a infraestrutura, no momento, atende às necessidades de desenvolvimento do estabelecido no PDI, no PPI e no PPC do Curso de Graduação em Direito e nos Cursos de Pós-Graduação, pelos investimentos realizados nos anos letivos de 2010/2011 e 2012. 7.2 CONSIDERAÇÕES A estrutura da Biblioteca é considerada de boa qualidade, aspecto que foi reconhecido pela Comissão de Avaliação Externa. As respostas aos questionamentos dos usuários, em relação ao grau de satisfação do serviço da biblioteca, têm revelado a necessidade de permanentes melhorias ao longo dos anos, principalmente em relação à qualidade e à atualização de seu acervo. As salas de aula contam com recursos de computador e projetores (Datashow), além de sonorização e climatização. Em 2012, foram implementadas pela administração da Faculdade salas para a orientação de trabalhos de conclusão, projetos de pesquisa e extensão, bem como a locação do 9.º andar do prédio, o que proporcionou a qualificação nas atividades da IES. Os resultados provenientes da apreciação das salas de aula demonstram aprovação por parte dos estudantes, entretanto parte apontou a necessidade de maior investimento na infraestrutura do Laboratório de Informática, situado no 7.º andar. 80 8 DIMENSÃO: PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DIMENSÃO 8 PROGRAMA 8 - Planejamento e avaliação, especialmente dos processos, resultados e da eficácia da autoavaliação institucional AÇÕES REALIZADAS Autoavaliação institucional: docentes, discentes e corpo técnico. Programa de Avaliação Institucional - PAI Reuniões com a Comissão Própria de Avaliação - CPA. 8.1 EVIDÊNCIAS Elaboração e desenvolvimento do Plano de Ação Anual da Faculdade. PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO DO PLANEJAMENTO E DA AVALIAÇÃO O acompanhamento e a avaliação desta dimensão pautaram sua ação sobre os seguintes focos: a) a adequação e a efetividade do PDI com o correspondente Plano de Ação Anual da Faculdade; b) as ações decorrentes da operacionalização do Plano de Ação Anual da Faculdade, do Projeto Pedagógico Institucional (PPl) e dos Projetos Pedagógicos do Curso de Graduação em Direito e dos Cursos de PósGraduação - PPCs; c) os procedimentos de avaliação e acompanhamento do planejamento institucional, especialmente das atividades educativas e de sustentabilidade financeira. A IES, observando a implementação do SINAES, vem adotando as 10 dimensões no seu processo avaliativo. A dimensão 8, Planejamento e Avaliação, vem mudando a cultura da IES para uma perspectiva de avaliação e autoavaliação. No fechamento do quarto processo avaliativo da IES, evidenciou-se crescimento nas propostas de formação de professores, embora com impactos ainda sutis no processo de ensino-aprendizagem. A reavaliação da matriz curricular e do ementário, pelo corpo docente e pelo NDE, demonstrou a iniciativa de manutenção 81 de uma visão crítica do ensino pautado em processos de revisão e avaliação permanentes do Projeto Pedagógico do curso. Os membros da CPA, ao acessarem documentos e relatórios dos setores da faculdade, conscientizaram-se das nuances da realidade acadêmica. Sob esse enfoque, a comissão apontou potencialidades e fragilidades para a consideração da Direção da Faculdade. A partir do conhecimento destas, o Plano de Ação Anual da Faculdade buscou dar respostas mais expressivas a esses focos. As avaliações das metas previstas no Plano Anual de Ação de 2012 permitiram buscar maiores evidências quanto à efetividade das ações, de suas respostas às demandas da autoavaliação e à projeção de novas ações. 8.2 CONSIDERAÇÕES A discussão e o estudo das propostas identificadas nos documentos PDI, PPI e PPC do Curso de Direito, assim como as reuniões da CPA contribuíram para uma maior consciência coletiva da importância e da necessidade das ações vinculadas a um planejamento específico e ao maior acompanhamento na coleta de dados quantitativos e qualitativos. As decisões tomadas, a partir do conhecimento dos dados e dos relatórios de autoavaliação, convergiram, de forma positiva, para o atendimento das demandas decorrentes da Avaliação Institucional. 82 9 DIMENSÃO: POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AO ESTUDANTE DIMENSÃO 9 PROGRAMA Comissão de Formatura 9 - Políticas de atendimento ao estudante e aos egressos Mobilidade Acadêmica Núcleo de Atendimento Psicopedagógico AÇÕES REALIZADAS Adequação do Manual de Formatura. Elaboração do calendário e do cronograma de formatura. Reuniões mensais com a Comissão de Formatura. Intercâmbio ROMA-TRE. Intercâmbio com Portugal. Assessoria na qualificação do processo de ensino-aprendizagem. Acolhimento e atendimentos individuais aos acadêmicos e docentes. 9.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AO ESTUDANTE O foco para a avaliação desta dimensão direcionou a atenção para os seguintes aspectos: a) as políticas de acesso, seleção e permanência de estudantes (critérios utilizados para o acompanhamento pedagógico, uso do espaço de participação e de convivência) e sua relação com as políticas públicas de inclusão e as políticas sociais; b) as políticas de participação dos estudantes em atividades de ensino, a exemplo dos estágios, monitoria, iniciação científica, extensão, avaliação institucional, atividades de intercâmbio estudantil; c) aos mecanismos/sistemáticas de estudos e análises dos dados sobre ingressantes, evasão/abandono, tempos médios de conclusão, formatura, relação professor/acadêmico, tendo em vista a melhoria das atividades educativas; d) a criação de oportunidades de formação continuados e de acompanhamento de egressos. e desenvolvimento 83 A evolução dos ingressantes na Faculdade, desde 2006/2, evidencia o crescimento pela procura de vagas, predominantemente no turno da noite, a progressão de ingressantes via processo seletivo (vestibular) e por transferências. A IES vem acompanhando os dados relativos aos ingressantes por processo seletivo (vestibular), diplomados, transferidos, evasão e tempo médio de frequência no curso. Nos momentos de trancamento ou cancelamento, na medida do possível, são solicitadas as justificativas aos estudantes para a análise das razões do pedido. Os dados e as informações decorrentes deste estudo são analisados e considerados na elaboração do Plano de Ação Anual. Igualmente, foram desenvolvidas estratégias para acompanhamento dos estágios obrigatórios e não obrigatórios, construção de conceituação embasadora para adoção de monitoria, iniciação científica e atividades de extensão e pesquisa, pela coordenação de atividades complementares, de pesquisa e do Núcleo de Práticas Jurídicas. Dessas análises, decorreu como iniciativa a criação de um Laboratório de Ensino previsto para iniciar em 2013. O Laboratório, dividido por grupo de monitores em forma de atendimento por eixos temáticos e níveis, tem por objetivo apoiar e nivelar os estudantes no processo de ensino-aprendizagem. A seleção de monitores para o Laboratório será realizada por edital. As atividades inerentes ao intercâmbio estudantil (na forma do Programa de Mobilidade Acadêmica) transcorreram ao longo de 2011 e 2012. Somente em 2012, 11 alunos participaram do Programa de Mobilidade: 8 alunos de Graduação e 3 egressos cursando Mestrado. As atividades desenvolvidas em 2011 e 2012, que adquiriram visibilidade, estão expostas abaixo. Quadro 14 – Número de acadêmicos que participaram do Programa de Mobilidade Acadêmica entre 2011 e 2012 Mobilidade Acadêmica 2011 2012 Intercâmbio ROMA TRE 11 4 Intercâmbio com Portugal 8 4 Mestrado em Portugal 2 3 Total 21 11 O Programa de Mobilidade aconteceu em convênio com a Facoltà de Giurisprudenza della Universitá Roma TRE e com a Faculdade de Direito da 84 Universidade de Lisboa. O processo seletivo envolveu, além da avaliação do desempenho do acadêmico, uma entrevista individual dos estudantes préselecionados com as professoras do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico. Além do Programa de Mobilidade, houve a participação de dois estudantes na 17th Interamerican Human Rights Moot Court Competition, organizado pelo Law School da Universidade de Washington, ocorrido no mês de maio. Quadro 15 – Acadêmicos, monitores e com Bolsa de Pesquisa Semestre 2011/1 2011/2 2012/1 2012/2 Total Monitores 20 8 5 8 28 C/ Bolsa de Pesquisa 13 7 5 8 20 Fonte: Secretaria Acadêmica, jan. 2013 A renovação dos pedidos de bolsas de pesquisa e monitoria ocorre semestralmente, de acordo com regulamentos e editais específicos, a partir da indicação e necessidade dos docentes da Faculdade. Além de atividades de ensino, pesquisa e extensão, outros projetos foram desenvolvidos em colaboração com instituições vinculadas às áreas jurídicas, impactando no estreitamento de laços entre os estudantes e a Faculdade. Atendendo à proposição do Plano de Desenvolvimento Institucional, em 2012, houve a organização da avaliação dos eventos realizados com a comunidade acadêmica, tais como: a) acolhimento dos discentes ingressantes, favorecendo seu engajamento acadêmico e a qualificação do processo de ensino-aprendizagem e de formação profissional; b) programa de acompanhamento de egressos e acompanhamento do formando; c) reuniões do Núcleo Docente Estruturante, do Colegiado de Curso, representantes discentes e da Comissão de Avaliação Institucional; d) operacionalização das ações inerentes ao Programa de Autoavaliação Institucional e elaboração de instrumentos de coleta de dados; 85 e) consolidação de relatórios institucionais e encaminhamentos correspondentes. Foram, ainda, desenvolvidas as seguintes ações, com o apoio do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico: a) desenvolvimento do Programa de Monitoria Progredir, destinado a estudantes com alta competência acadêmica e em situação de carência socioeconômica. Foram concedidas três bolsas de estudos aos selecionados. Estes se envolveram no apoio às atividades acadêmicas, em especial com as monitorias de disciplinas, cursos de extensão e grupos de pesquisa; b) elaboração, orientação e avaliação da Oficina de Redação e Interpretação Textual, oferecida aos acadêmicos de 1.º e 2.º semestres, com duração de16 h/a; c) realização de oito encontros de acolhimento e intervenção junto a turmas da Graduação, atingindo um número significativo de acadêmicos; d) desenvolvimento do Projeto Ciclo de Palestras Carreiras Jurídicas, relativo à difusão das carreiras jurídicas. A atividade de extensão englobou a realização de seis eventos, constituídos por mesasredondas ou painéis, sucedidos de debates; e) organização de uma edição do Curso de Exame de Ordem, voltado para os acadêmicos da Graduação, matriculados a partir do 8.º semestre; f) organização e realização da capacitação de professores; g) revisão e atualização dos Planos de Ensino da Graduação; h) organização do Ciclo de Debates para o ENADE, com a realização de 10 mesas-redondas sobre temas da atualidade no ensino do Direito. A média da Avaliação Institucional/2012, referente às ações acima citadas, avaliadas por 502 estudantes, foi de 3,9, do valor máximo de 5 pontos. 86 9.2 CONSIDERAÇÕES Por meio da consolidação das avaliações institucionais sistemáticas e da avaliação do curso realizada pelos formandos, houve a possibilidade de atingir a meta estabelecida para 2012 de revisão de matriz curricular do Curso de Graduação em Direito da FMP. Além disso, com a implantação da Ouvidoria, foi possível criar um novo meio de comunicação dos estudantes com a IES. Essas duas ações dão mostras da busca pelo aperfeiçoamento e pela qualificação que vem sendo realizada pela instituição, a partir da análise dos relatórios da autoavaliação institucional dos anos anteriores. 87 10 DIMENSÃO: SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA DIMENSÃO 10 PROGRAMA 10-Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior Captação e retenção de alunos AÇÕES REALIZADAS Politica de captação e alocação de recursos para programas de ensino, pesquisa, extensão e melhoria de infraestrutura. Criação e desenvolvimento do projeto de acompanhamento de transferências, trancamentos, cancelamentos, evasão e inadimplência de alunos. Análise dos balanços financeiros. Adequação do orçamento 2011/2012. A provisão financeira da Fundação Escola Superior do Ministério Público – FMP na área de Ensino provém dos Cursos de Graduação em Direito, de PósGraduação nas diversas áreas jurídicas, Cursos de Atualização e Cursos de Preparação às Carreiras Jurídicas. Na atualidade, os Cursos de Graduação em Direito e de Pós-Graduação passam a responder pelas despesas geradas. Em 2012, passados seis anos do ingresso da primeira turma de estudantes, a Faculdade tem quatro turmas de diplomados. Ao final de 2012, a Faculdade diplomou sua quarta turma, num total de 63 formandos. A Faculdade conta atualmente com 737 acadêmicos, que representam cerca de 84,7% de suas receitas. Considerando o desenvolvimento da Faculdade de Direito ao longo dos anos, acredita-se que poderá alcançar, no ano de 2014, cerca de mil acadêmicos. A partir de 2012, foram previstos ganhos de produtividade por meio da otimização da ocupação de vagas ofertadas nos vestibulares. A cada semestre, com a entrada dos novos acadêmicos, suas contribuições mensais tornarão sucessivamente menores os custos unitários fixos, e proporcionalmente menores os custos unitários variáveis, a ponto de se poder esperar, de modo conservador, uma rentabilidade média, aproximadamente, de 13,45%. Atingindo essa rentabilidade e número de estudantes, ficará garantido o planejamento estratégico da Fundação 88 Escola Superior do Ministério Público – FMP, na sua visão de longo prazo, permitindo a demanda integral de seus serviços a preços justos. 10.1 EVIDÊNCIAS PERCEBIDAS EM 2012 QUANTO À DIMENSÃO SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA O foco desta dimensão, para a Faculdade, tem o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da Educação Superior, em termos de: a) políticas de captação e alocação de recursos; b) políticas direcionadas à aplicação de recursos para programas de ensino, pesquisa e extensão e melhorias de infraestrutura. O foco da estratégia de gestão econômico-financeira obedece à legislação vigente sobre o assunto. A entidade mantenedora é responsável, perante as autoridades e o público em geral, pela Faculdade, incumbindo-lhe tomar as medidas necessárias ao seu bom funcionamento, respeitando os limites da legislação, colocando-lhe à disposição os bens móveis e imóveis necessários de seu patrimônio ou de terceiros a ela cedidos. O orçamento de 2012 foi apreciado pelo Colegiado Superior e apresentado à mantenedora, que o aprovou. Destaca-se, nesse particular, a previsão de investimentos na qualificação docente, do acervo da Biblioteca, estímulo à atividade de pesquisa, extensão e infraestrutura, além de incremento nos investimentos globais do curso. 10.2 CONSIDERAÇÕES As variáveis identificadas que interferem na inadimplência são as transferências, os trancamentos e as dificuldades financeiras dos acadêmicos. Constatou-se, a partir do processo de orientação à matrícula e de pesquisa no momento do desligamento, que essas solicitações de afastamento não decorreram, na sua maioria, de insatisfação acadêmica. 89 11 SÍNTESES DOS PRINCIPAIS RESULTADOS O ano de 2012 foi de resultados positivos do ponto de vista conceitual, operacional e financeiro. Todos os investimentos previstos na perspectiva de introdução e consolidação de melhorias (investimentos conceituais e de valorização de pessoas e procedimentos) foram atendidos, assim como os físicos (melhoria de instalações e infraestrutura). Constatou-se maior valorização das ações da Avaliação Institucional, maior compreensão da proposta da Faculdade (como Curso de Graduação e Pós-Graduação), maior organização de documentos e satisfação individual e coletiva. Foi significativo o resultado do Reconhecimento do Curso e da participação de todos na análise crítica dos parâmetros adotados pela comissão de avaliação e o grau de satisfação produzido, levando-se em conta o conjunto das dez dimensões da Avaliação Institucional. A Avaliação Institucional permitiu que se percebesse uma melhoria sensível no ambiente organizacional, por conta das novas implementações e aquisições, bem como da capacitação focada nas necessidades dos colaboradores e dos novos benefícios instituídos. De modo geral, os resultados obtidos nos levantamentos realizados refletiram o prognóstico positivo já vislumbrado para a IES, reforçando a qualidade encontrada em sala de aula, consequência de um corpo docente qualificado, o que já havia sido confirmado em relação às avaliações dos docentes realizadas nos semestres anteriores. Com a continuidade da autoavaliação dos docentes e dos discentes, foi possível identificar a importância da implementação da revisão da matriz curricular e a possibilidade de intervenção construtiva. Tendo em vista todos os desafios enfrentados administrativamente com os ajustes do quadro funcional e de envolvimento com a revisão de documentos norteadores do fazer acadêmico e administrativo, num processo de melhoria, ao longo do período, a CPA considera positivos os resultados obtidos. Foi possível observar um panorama da situação da IES, que não só aponta para necessidades de melhoria, mas identificar potencialidades e indicar soluções alternativas que vêm sendo incorporadas no Plano de Ação 2013, em relação aos diversos níveis organizacionais da Faculdade. 90 Para 2013, a Faculdade pretende, segundo informações à CPA na reunião de análise crítica do Relatório de Autoavaliação Institucional, dar continuidade às capacitações focadas para incrementar a integração de equipes e desenvolvimento de lideranças, bem como melhorar a comunicação interna e com a sociedade. Os processos administrativos também serão revisados e melhorados. Serão feitos maiores investimentos em equipamentos eletrônicos para os estudantes da Graduação e na plataforma de comunicação interna e externa. Para qualificar ainda mais a política de atendimento, está em fase de estudo a formação de uma equipe de trabalho específica para a área de acompanhamento de egressos. Sobremaneira, merece destaque a aprovação do orçamento para a IES, a vigorar no ano de 2013, que permitirá a projeção técnica dos investimentos e o controle de gastos, assegurando, inclusive, a necessária sustentabilidade financeira. Também digno de nota é o acréscimo paulatino do número de alunos, denotando que a IES vem correspondendo ao anseio social e se projetando no espaço acadêmico regional. Com os avanços obtidos até o momento e com base nas propostas decorrentes do Plano de Avaliação Institucional 2012, a Direção da Faculdade acredita que as ações previstas nos documentos norteadores da Faculdade (PDI Plano de Desenvolvimento institucional, PPI - Projeto Pedagógico Institucional, PPCs - Projetos Pedagógicos dos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação e o Plano Estratégico e Operacional da Faculdade) continuarão sua implementação com qualidade, dando sustentação às propostas educacionais e de gestão imprescindíveis para a melhoria contínua institucional. Fica assegurado, com isso, o compromisso pela máxima qualificação dos cursos de Graduação, Pós-Graduação e das atividades de Extensão, possibilitando avanços no nível de excelência na formação e na qualificação de profissionais do Direito. É possível afirmar que a IES está confirmando as expectativas positivas geradas quando de sua implantação, no sentido de ser um polo de formação cultural e jurídica diferenciada e de grande relevância no espaço que se destinou para sua atuação. Há, na instituição, o compromisso de manter-se alerta aos ditames institucionais e às exigências qualitativas estabelecidas pelos SINAES. 91 Por outro lado, a construção de banco de informações focadas em linhas de tempo para cada uma das dez dimensões indicadas pelo SINAES certamente irá favorecer atividades mais consistentes e produtivas. Porto Alegre, 24 de março de 2013. Mauro Fonseca Andrade, Dr. Coordenador da Comissão Própria de Avaliação