PRODUÇÃO DIDÁTICO - PEDAGÓGICA Autor: César Faiçal NRE: Londrina Escola: Colégio Estadual Marechal Castelo Branco – Ensino Fundamental, Médio e Normal Disciplina: Matemática Ensino Fundamental Disciplina da relação interdisciplinar 1: História Disciplina da relação interdisciplinar 2: Geografia Conteúdo Estruturante: Números, Operações e Álgebra Conteúdo Específico: Sistema de Numeração Decimal e as Operações fundamentais HISTÓRIA DA MATEMÁTICA: SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL E AS QUATRO OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS PERCEPÇÃO VISUAL DOS NÚMEROS Dos grupos de figuras a seguir, somente no olhar, observe quais grupos você consegue descobrir o número de figuras sem a necessidade de contar? Há muito tempo a humanidade convive com a necessidade de contar, culturas distintas em diversos momentos buscaram por registros e falas, que quantificassem (cardinal) e ou qualificassem (ordinal) suas contagens, uma vez que a percepção visual de quantidade é pequena. Entre as diversas maneiras de contar, temos o nosso sistema de numeração, que é o Sistema de Numeração Decimal, esse sistema é predominante na atualidade e desde criança precisamos compreender para realizarmos nossas contagens, medidas e operações. Entre as propriedades do Sistema de Numeração Decimal, destacamos a base dez, que investigaremos a partir do texto de Georges Ifrah (1989, p.53). DEZ, A BASE MAIS COMUM Em certas regiões da África Ocidental, ‘há relativamente pouco tempo, os pastores tinham um costume bastante prático para avaliar um rebanho. Eles Faziam os animais passarem em fila, um a um. Após a passagem do primeiro enfiavam uma concha num fio de lã branca, após o segundo uma outra concha, e assim por diante até dez. Nesse momento desmanchava-se o colar e se introduzia uma concha numa lã azul, associada às dezenas. E se recomeça a enfiar conchas na lã branca até a passagem do vigésimo animal, quando se introduzia uma segunda concha no fio azul. Quando este tinha, por sua vez, dez conchas, e cem animais haviam sido contados, desfazia-se o colar das dezenas e enfiava-se uma concha numa lã vermelha, reservada desta vez para as centenas. E assim por diante até o término da contagem dos animais. Para duzentos e cinqüenta e oito animais, por exemplo, haveria oito conchas de lã branca, cinco azuis e duas vermelhas. Não vamos pensar com isso que esses pastores raciocinavam como “primitivos”. Nós ainda contamos segundo o mesmo princípio que eles, só que com símbolos diferentes. A idéia básica deste procedimento reside de fato na predominância do agrupamento por dezenas (ou “feixes” de dez unidades), por centenas (ou dezenas de dezenas) etc. Nesta técnica concreta, cada concha de lã branca vale por uma unidade simples, enquanto cada concha da segunda ou da terceira lã marca um agrupamento de dez ou de cem unidades. Na linguagem dos matemáticos, isto se chama “empregar a base dez”. Podemos pensar também em bases diferentes de dez? Como seria a contagem do pastor se quando ele tivesse 5 desmanchasse o colar e introduzisse uma concha na lã azul? Para saber mais, pesquise sobre o Sistema Binário e o Sistema Ternário. Escreva a seqüência numérica destes dois sistemas até a quantidade 10. Vamos representar algumas quantidades em outras bases 1) Qual é o número do sistema de numeração binário que representa o número 49 do sistema de numeração decimal? 2) Na base cinco, qual será a representação do número trinta e sete? 3) O número 1202 do Sistema Ternário corresponde a qual número do Sistema de Numeração Decimal? E mais.... A base doze e a base sessenta participam das suas contagens, de seus cálculos matemáticos? As questões anteriores nos levam a refletir sobre as diferentes bases dos sistemas de numeração, os decimais e os não-decimais. Outra propriedade do Sistema de Numeração Decimal, é que os valores dos algarismos se alteram dependendo da posição que ocupam num número, ou seja, o Sistema de Numeração Decimal é posicional. Para ilustrar a idéia de posição de um algarismo, vamos conhecer um pouco sobre o Antigo Egito e seu sistema de numeração. SISTEMA DE NUMERAÇÃO EGÍPCIO Emergindo do tribalismo, numa região de vales secos e desérticos a civilização egípcia se desenvolveu nas margens do rio Nilo. Esse grande e volumoso rio, que limita os desertos da Líbia e da Arábia, além de muita água, possuía as margens ricas em húmus, o que deu condições para a organização de plantios em comunidades. Heródoto, um historiador grego, registrou que os sacerdotes consideravam o Egito um presente do Nilo. A história política do Egito tem como marco inicial, a unificação entre povos do Baixo Egito, situado no delta, e do Alto Egito, situado no vale, feita por Menés em 3500 a.C. aproximadamente e depois passa períodos Fonte: Howard Eves. Introdução à história da matemática, 2004, p.68 de por dez mudança, que teve como marco final o domínio dos persas em 525 a.C., o que, mais tarde é alterado pela ocupação das terras dos antigos faraós pelos árabes. Os arquitetos da época pareciam transmitir a idéia de eternidade nas construções funerais como as mastabas, as pirâmides e os hipogeus. Os acreditavam que egípcios os homens tinham duas almas, Ba e Ka e os cadáveres eram embalsamados para manter o elo de ligação entre Pirâmides de Gizé – acesso em 08/06/2008 Fonte: WWW.creativecommos.org.br corpo e a alma. Na medicina chegaram a fazer operações, tratavam fraturas ósseas com habilidade e na observação de propriedades terapêuticas de certas drogas apropriaram de conhecimentos básicos de farmacodinâmica (SOUTO, 1978). Os conhecimentos científicos dos egípcios se destacam na matemática e na astronomia, de acordo com Souto (1978, p.32): Dois mil anos antes de cristo já haviam descoberto fórmulas para cálculo das áreas do triângulo e do círculo, assim como do volume das esferas e dos cilindros. Apesar de não conhecerem o zero, já resolviam nessa época equações algébricas. Os conhecimentos astronômicos permitiram-lhes a organização de um calendário baseado nos movimentos do sol. A divisão do ano em doze meses de trinta dias é de origem egípcia; os romanos adotaram-na e ainda hoje é conservada com pequenas modificações. Os hieróglifos do sistema de numeração egípcio a partir do século XXVII a.C., de acordo com Ifrah (1989), tornaram-se mais regulares e minuciosos, o que permite destacarmos na tabela a seguir, seus valores e possíveis seres animados e inanimados que originaram suas representações. Valores 1 10 100 1000 Nome bastão asa corda ferradura Símbolos 10000 100000 1000000 Flor de dedo rã Homem lótus girino Segundo Ifrah (1997), num dos extratos dos anais do faraó Tutmosis III (1490 – 1436) do Antigo Egito, constava entre os registros dos anais o seguinte número na escrita egípcia: Pense sobre essas coisas e responda: 1) O que podemos observar em relação à posição dos símbolos numéricos do sistema Egípcio? 2) Pesquise sobre o sistema de numeração Babilônico, na antiga Mesopotâmia, para saber se, em relação a posição dos símbolos, ele possui as mesmas características do sistema de numeração egípcio. 3) Você conhece o sistema de numeração Romano, ele é decimal e posicional? 4) E sobre o nosso sistema de numeração, mudando a posição altera o valor? 5) Qual é a função do zero, e o nome das cinco primeiras classes do Sistema de Numeração Decimal? Aproveite o momento para: 1) Localizar nos mapas das populações da antiguidade a região na qual os povos Egípcios, os Mesopotâmios, os Incas e os Astecas habitavam. 2) Consultar nos livros de História da Matemática da biblioteca da sua escola sobre os registros das contagens dos Incas. Você já ouviu falar em “papiros”? Papiro de acordo com o dicionário Houaiss (2001) é uma planta nativa da África Central e do Vale do Nilo (rara no Alto Nilo) é cultivada em diversos países, como ornamental e pelos rizomas comestíveis. Especialmente na Antiguidade suas hastes eram usadas na confecção de choupanas, barcos, sandálias, esteiras e na produção de folhas para escrever, também chamadas papiro e de onde procede o termo papel. Os cálculos presentes nos papiros antigos apresentavam uma aritmética de caráter predominante aditivo. Mesmo nos papiros mais recentes do tempo do Império Romano, podemos observar o principio aditivo: MMMDCCXXVII = 1000 + 1000 + 1000 + 500 + 100 + 100 + 10 +10 +5 + 1 + 1 (IFRAH, 1997). Constava de uma matemática que envolvia cálculos que dificultavam as quatro operações fundamentais. Imagine se fossemos somar mediante os algarismos romanos: CCXXXII + CCCXIII + MCCXXXI + MDCCCLII ____________ MMMDCXXVIII Se não traduzíssemos para o nosso sistema de numeração seria difícil somarmos as parcelas, por isso os calculadores europeus da Idade Média sempre apelaram para ábacos para efetuarem seus cálculos. Você já viu um ábaco? ÁBACO, MATERIAL DOURADO E TABUADA GEOMÉTRICA Ábaco chinês suan pan. Fonte: ( IFRAH, 1997, p.603) Neste ábaco chinês denominado suan pan está representado o número 4.561.280. Para iniciarmos as operações com o ábaco, posicionamos todas as bolinhas nas extremidades voltadas para fora do ábaco. Cada cinco bolinhas da haste grande correspondem a uma bolinha da haste pequena, ou seja, se queremos representar o número cinco não deslocamos cinco bolinhas da haste grande para o centro, e sim, deixamos as cinco bolinhas na extremidade da haste grande voltada para fora e deslocamos apenas uma bolinha da haste pequena para dentro. Assim, conseguimos representar as unidades, as dezenas, centenas, milhares, unidades de milhares e assim sucessivamente de acordo com o número de hastes que possui o ábaco. Vamos usar o ábaco? 1) Desenhe no seu caderno como ficaria a representação do número 38.423.876 no ábaco chinês suan pan. 2) Se somarmos o número anterior com 13.747, qual será o posicionamento dos marcadores no ábaco suan pan? E se subtrairmos 13.747? O Sistema de Numeração Decimal tem como vantagem a possibilidade de estabelecermos processos por meio de algoritmos para resolver problemas que envolvam as operações fundamentais. Para sabermos um pouco mais sobre o que está envolvido nas operações apresentamos o Material Dourado. Esse material, feito de madeira, é composto de cubo grande, placas, barras e cubinhos. Veja se tem na sua escola esse material, então forme grupos para vocês poderem conhecer as peças e estabelecerem as relações com o nosso Sistema de Numeração. CUBO PLACA BARRA CUBINHO Responda: 1) Quantos cubinhos eu preciso para ter uma barra? 2) Quantos cubinhos eu preciso para ter o equivalente a uma placa? 3) Quantos cubinhos possui um cubo? 4) Associando as peças do Material Dourado aos agrupamentos que fazemos no nosso Sistema de Numeração, qual peça representa a: a) dezena? ___________________________ b) unidade? ___________________________ c) milhar? _____________________________ d) centena? ___________________________ Se pensarmos nas multiplicações com o Material Dourado, só é de fácil aplicação com números pequenos, para quantidades grandes, se não dispusermos de uma calculadora no momento de multiplicarmos, o jeito é, se não memorizamos a tabuada, ter uma em mãos para nos auxiliar nos cálculos. Agora vamos construir uma Tabuada Geométrica: Adquira um papel quadriculado, copie a parte da tabuada geométrica que o estudante começou, e complete até dez. 1) A respeito dos retângulos coloridos o que podemos dizer da sua forma? 2) Que relação existe entre a seqüência numérica das medidas das áreas das figuras coloridas e da seqüência numérica das medidas dos lados das figuras coloridas? MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO À SOMBRA DAS PIRÂMIDES Como um faraó multiplicaria 128 por 12 para determinar o número total de sacos de trigo armazenados? No Antigo Egito, procediam da seguinte maneira para multiplicar: colocavam 1 na coluna da esquerda e 12 na coluna da direita, depois dobravam esses números até que o multiplicando 128 apareça na coluna da esquerda, assim, o resultado é o número correspondente da coluna da direita, veja: 1 2 4 8 16 32 64 128 12 24 48 96 192 384 768 1536 Pense, porque esse método dá certo? E se quiséssemos multiplicar 128 por 13 utilizando esse método? Outras situações podem ocorrer nas quais o resultado é identificado de outra maneira, como exemplo, imagine se o faraó precisasse multiplicar 84 por 15 para determinar o número de sacos de trigo. Procederia da seguinte maneira: inscreve o número 1 na coluna da esquerda e o multiplicador 15 na coluna da direita, dobra sucessivamente cada um dos números, mas como o multiplicando 84 não aparece desta vez na coluna da esquerda, prosseguimos com a duplicação até o momento em que não obtenha um número maior que o multiplicando 84, pára na coluna da esquerda no momento em que chega no 64. Assim, 1 2 4 8 16 32 64 15 30 60 120 240 480 960 Depois, procura na coluna da esquerda os números cuja soma é igual a 84 e marca com um traço e com uma barra oblíqua os correspondentes da direita: 1 2 -4 8 - 16 32 - 64 15 30 60/ 120 240/ 480 960/ E adicionando os números marcados com a barra oblíqua obtemos o resultado: 84 x 15 = 960 + 240 + 60 = 1260 (IFRAH, 1997). Agora é com você... 1) Com a calculadora em mãos e representações no caderno multiplique pelo processo egípcio 369 por 19 para determinar o número de sacos de cevada que foram negociados. 2) Multiplique 369 por 19 usando algoritmos da atualidade, só que iniciando a multiplicação pelas dezenas do multiplicador. Notícia da Antiguidade Perto de Tebas, no vale dos reis, no tempo de Ramsés II (1290 – 1224 a. C.), arrombadores de tumbas acabam de despojar a tumba de um soberano da dinastia precedente. Subtrairam-lhe diademas, brincos, adagas, peitorais, pendentes, etc., todos em ouro dividido e encrustrado com massa de vidro. Esses objetos preciosos são em número de 1476 e o chefe dos arrombadores propõe repartir o butim entre seus onze homens e ele próprio. Toma um caco de cerâmica e faz a divisão de 1476 por 12 (IFRAH, 1997, p.367). Quanto cada arrombador receberá? Para tanto, o chefe apresenta os algarismos nas colunas como se fosse fazer multiplicação por 12, escreve o 1 na coluna da esquerda e o divisor 12 na coluna da direita e dobra sucessivamente até 768, já que a multiplicação seguinte resulta em um número superior ao dividendo 1476. 1 2 4 8 16 32 64 12 24 48 96 192 384 768 Depois desse estágio ele procura, por tentativas, na coluna da direita (e não da esquerda como na multiplicação) os números que adicionados dão o dividendo 1476. Com isto, tem os números 768, 384, 192, 96, 24, e 12 cuja soma é 1476, esses números são marcados com traços horizontais e a soma de seus correspondentes marcados com a barra oblíqua dão o resultado, como a seguir: /1 /2 4 /8 /16 /32 /64 12 24 48 96 192 384 768 – Somando os números marcados com as barras oblíquas, temos que: 1476 : 12 = 64 + 32 + 16 + 8 + 2 + 1 = 123 (IFRAH, 1997). Você em ação... 1) Se posteriormente um dos arrombadores aparecesse com mais 143 objetos preciosos e por estar farto e ter que fazer uma longa caminhada, dá para seus companheiros dividirem. Usando o processo do chefe do arrombamento divida os objetos preciosos entre os onze. 2) Divida 143 por 11 usando algoritmos da atualidade, só que iniciando a divisão pelas unidades do dividendo. Esperamos que a nossa pequena viagem pela História da Matemática leve você a viajar por outros caminhos dela. REFERÊNCIAS EVES, Howard. Introdução à História da Matemática. Tradução: Higino H. Domingues. Campinas: Unicamp, 2004. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Sales. Dicionário Houaiss da língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 IFRAH, Georges. Os números: a história de uma grande invenção.Tradução: Stella M. de Freitas Senra. São Paulo: Globo, 1989. ______. História Universal dos Algarismos. Tradução: Alberto Muñoz e Ana Beatriz Katinsky. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Vol.1, 1997. Pyramids Egypt. Pirâmides de Gizé. Tirada em Kirdasa, Al Jizah, 29 de agosto de 2007, upload feito em 22 de dezembro de 2007. Pesquisa: WWW.creativecommons.org.br - Pirâmides de Gizé - acesso em 08/06/2008. SOUTO MAIOR, Armando. História Geral. São Paulo: Nacional, 1978. Professor Colaborador: Dulcimar Ferreira dos Anjos Disciplina: História RG: 3076189 - 8 Escola: Colégio Estadual Marechal Castelo Branco – Ensino Fundamental, Médio e Normal O Folhas, História da Matemática: Sistema de Numeração Decimal e as Quatro Operações Fundamentais, contempla a disciplina de História, uma vez que o autor aborda sobre questões relacionadas com a história do universo dos algarismos e revela o conhecimento matemático de maneira humanizada, o que vai ao encontro com a finalidade da disciplina História segundo as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná: [...] é a busca da superação das carências humanas fundamentada por meio de um conhecimento constituído por interpretações históricas [...] que diagnosticam as necessidades dos sujeitos históricos e propõem ações no presente e projetos de Futuro (2007, p.7). O Folhas mencionado é um caminho para a realização de investigações na História da Matemática, já que por meio de questionamentos o autor possibilita ao leitor a busca por conclusões de acordo com o desenvolvimento histórico. Professora Colaboradora: Olga Eiko Yosida Disciplina: Matemática RG: 1635536 - 4 Escola: Colégio Estadual Marechal Castelo Branco – Ensino Fundamental, Médio e Normal Considero o Folhas produzido uma maneira interessante para ensinar as propriedades do Sistema de Numeração Decimal e para justificar o porquê dos processos dos algoritmos utilizados nas quatro operações fundamentais. O Folhas em questão apresenta a matemática no seu contexto histórico, o que possibilita o aluno a observar a humanização da matemática e o poder de elaboração com o domínio desse conhecimento, indo ao encontro com os PCNs no momento em que cita que: a História da Matemática ao revelar a Matemática como uma criação humana, ao mostrar necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos históricos, ao estabelecer comparações entre os conceitos e processos matemáticos do passado e do presente, o professor cria condições para que o aluno desenvolva atitudes e valores mais favoráveis diante desse conhecimento (1998, p.42). Acredito que o fato desse folhas considerar a História da Matemática como o eixo norteador e por meio do envolvimento com as atividades propostas, consigamos compreensão dos conteúdos específicos de maneira significativa. a Professora Colaboradora: Nilcéia de Jesus Disciplina: Geografia RG: 4153613 - 6 Escola: Colégio Estadual Marechal Castelo Branco – Ensino Fundamental, Médio e Normal O Folhas elaborado contempla a disciplina Geografia, visto que constam atividades que envolvem reflexões sobre valores culturais associados a localizações geográficas da Antiguidade. Nesse sentido, temos também a Diretriz Curricular de Geografia do Estado do Paraná, esta concebe que [...] a Geografia fornece ao educando uma visão crítica e construtiva do seu espaço no âmbito social, físico e histórico, passando a fazer parte do processo de mudança do mundo em que vive [...], o que vai ao encontro com a proposta desse Folhas, uma vez que a partir da análise de sistemas de algarismos antigos, nos remete a compreensão do Sistema de Numeração Decimal de nossa atualidade.