REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ANO LXVI - Nº 091 - SÁBADO, 28 DE MAIO DE 2011 - BRASÍLIA-DF MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2011/2012) PRESIDENTE MARCO MAIA – PT-RS 1ª VICE-PRESIDENTE ROSE DE FREITAS – PMDB-ES 2º VICE-PRESIDENTE EDUARDO DA FONTE – PP-PE 1º SECRETÁRIO EDUARDO GOMES – PSDB-TO 2º SECRETÁRIO JORGE TADEU MUDALEN – DEM-SP 3º SECRETÁRIO INOCÊNCIO OLIVEIRA – PR-PE 4º SECRETÁRIO JÚLIO DELGADO – PSB-MG 1º SUPLENTE GERALDO RESENDE – PMDB-MS 2º SUPLENTE MANATO – PDT-ES 3º SUPLENTE CARLOS EDUARDO CADOCA – PSC-PE 4º SUPLENTE SÉRGIO MORAES – PTB-RS CÂMARA DOS DEPUTADOS SUMÁRIO SEÇÃO I 1 – ATA DA 130ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ORDINÁRIA, DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 54ª LEGISLATURA, EM 27 DE MAIO DE 2011. * Inexistência de quorum regimental para abertura da sessão I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente MENSAGENS Nº 152/2011 – do Poder Executivo – Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Conselho de Ministros da República da Albânia sobre a Autorização, com Base na Reciprocidade, para o Exercício de Atividade Remunerada por Parte dos Familiares de Membros de Missões Diplomáticas ou Postos Consulares, assinado em Brasília, em 11 de janeiro de 2011......................... Nº 153/2011 – do Poder Executivo – Submete à elevada consideração da Câmara dos Deputados, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, a retirada de tramitação do texto do Protocolo Adicional ao Acordo de Cooperação Consular entre a República Federativa do Brasil e a República Portuguesa para Proteção e Assistência Consular aos seus Nacionais em Terceiros Países, celebrado em Lisboa, em 17 de abril de 1999, submetido à apreciação do Congresso Nacional por meio da Mensagem nº 1.418, de 28 de setembro de 1999.. Nº 154/2011 – do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e Governo da República da Turquia sobre o Trabalho Remunerado de Dependentes de Membros de Missões Diplomáticas e Repartições Consulares, assinado em Ancara, em 21 de outubro de 2010... Nº 155/2011 – do Poder Executivo – Submete à aprecisção do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cameroun sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, 26856 Consular, Militar, Administrativo e Técnico. celebrado em Brasília, em 4 de agosto de 2010..................... Nº 156/2011 – do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Mali sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Bamaco, em 22 de outubro de 2009...................... Nº 157/2011 – do Poder Executivo – Submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Guiné-Bissau sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, assinado em Brasília, em 25 de agosto de 2010................... Nº 158/2011 – do Poder Executivo – Informa aos membros da Câmara dos Deputados que a Presidente da República se ausentará do País no dia 30 de maio de 2011, em viagem oficial ao Uruguai......................................................................... 26861 26863 26865 26867 OFÍCIOS 26857 26859 N° 515/11 – Do Senhor Deputado Henrique Eduardo Alves, Líder do PMDB, comunicando que o Deputado João Arruda deixa de integrar a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação às medidas preventivas e saneadoras diante de catástrofes climáticas.......... N° 516/11 – Do Senhor Deputado Henrique Eduardo Alves, Líder do PMDB, comunicando que o Deputado Erivelton Santana passa a integrar a Comissão Especial destinada a efetuar estudo sobre as causas e consequências do consumo abusivo de álcool entre cidadãos brasileiros e, especialmente, as razões que determinam o aumento exponencial do consumo dessa substância nos últimos cinco anos........................................................................ N° 73/11 – Da Senhora Deputada Ana Arraes, Líder do Bloco PSB/PTB/PCdoB, indicando o Deputado Dr. Ubiali para integrar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.................................... Nº 204/11 – Do Senhor Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, Líder do Democratas, co- 26868 26869 26870 26852 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS municando seu desligamento da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle............................. Nº 205/11 – Do Senhor Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, Líder do Democratas, indicando o Deputado Rodrigo Maia para integrar a Comissão de Finanças e Tributação....................... Nº 206/11 – Do Senhor Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, Líder do Democratas, comunicando que o Deputado Rodrigo Maia deixa de integrar a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.................................................................. N.º 146/11 – Do Senhor Deputado Ratinho Junior, Líder do PSC, indicando os Deputados Carlos Eduardo Cadoca e Edmar Arruda para integrarem a Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC nº 10-A/95................................................... Nº 67/11 – Do Senhor Deputado Paulo Abi-Ackel, Líder da Minoria, indicando o Deputado Rui Palmeira para Vice-Líder da referida Liderança..... Nº 218/11 – Do Senhor Deputado João Maia, Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, comunicando a apreciação do PL nº 3.722/08........................................ N° 001/11 – Do Senhor Deputado Giovani Cherini, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, comunicando a apreciação do PL nº 1.486/07................................ N° 002/11 – Do Senhor Deputado Giovani Cherini, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, comunicando a apreciação do PL nº 6.466/09................................ N° 003/11 – Do Senhor Deputado Giovani Cherini, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, comunicando a apreciação do PL nº 7.136/10................................ Nº 004/11 – Do Senhor Senador Acir Gurgacz, comunicando que foi reinstalado no Congresso Nacional o Grupo Parlamentar Brasil-Polônia........ PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Abertura da sessão............................................................... IV – Pequeno Expediente IZALCI (Bloco/PR, DF) – Congratulações à equipe UNICEUB/BRB/Brasília pela conquista do título de Campeão da Liga Nacional de Basquete. Expectativa quanto à realização de investimentos em ciência e tecnologia pela Fundação de Apoio à Pesquisa. Urgente encaminhamento à Câmara Legislativa do Distrito Federal de proposta sobre a aplicação de 2% de recursos orçamentários em ciência e tecnologia. Importância da aprovação da chamada Lei de Inovação. Relevância do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas........................ ROBERTO DE LUCENA (Bloco/PV, SP) – Comemoração do aniversário natalício do Apóstolo Doriel de Oliveira, líder nacional e mundial da Igreja Casa da Bênção. Transcurso do Dia da Mata Atlântica. Prejuízos causados ao meio ambiente 26871 26872 26873 26874 26875 26875 26875 26876 26876 26876 26888 26888 Maio de 2011 pela aprovação do parecer oferecido pelo Deputado Aldo Rebelo à proposta de criação do novo Código Florestal brasileiro. Expectativa de correção de distorções no Código Florestal pelo Senado Federal.. AMAURI TEIXEIRA (PT, BA) – Prisão do assassino de auditores fiscais do trabalho no Município de Unaí, Estado de Minas Gerais, Willian Gomes. Recorde na arrecadação pela Previdência Social. Congratulações à Presidenta Dilma Rousseff pela contratação de novos peritos para o órgão. Transcurso do 2º aniversário de promulgação da Lei Complementar nº 131, de 2009, a chamada Lei da Transparência. Transcurso do Dia da Mata Atlântica. Ações do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil.’ ÍRIS DE ARAÚJO (PMDB, GO – Como Líder) – Repúdio ao pretendido armazenamento de lixo radioativo no Município de Abadia de Goiás, Estado de Goiás................................................................. FRANCISCO ESCÓRCIO (PMDB, MA) – Participação em audiência pública destinada ao debate sobre a situação da saúde pública no País. Necessidade de busca de novas fontes de financiamento do setor................................................................... ROSINHA DA ADEFAL (Bloco/PTdoB, AL) – Implantação do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, em Maceió, Estado de Alagoas. Realização de encontro na capital alagoana pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara dos Deputados........................................................ V – Grande Expediente PINTO ITAMARATY (PSDB, MA) – Contingenciamento de recursos orçamentários destinados à área de segurança pública. Desempenho da polícia brasileira. Necessidade de realização de maiores investimentos no setor. Importância dos centros de ensino para formação dos profissionais de segurança. Realização de audiência pública destinada ao debate da Proposta de Emenda à Constituição nº 300, de 2008, acerca da instituição do piso salarial nacional de policiais e bombeiros militares. Lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à PEC 300. Importância da educação como instrumento de combate à criminalidade e à desigualdade social. Conveniência de expansão do ensino básico e profissionalizante no País. Importância da Lei de Diretrizes e Bases Nacional – LDB......................... (Durante o discurso do Deputado Pinto Itamaraty, o Sr. Presidente anunciou a presença nas galerias do plenário de alunos, professores e funcionários da Escola Classe da 708 Norte, em Brasília, Distrito Federal)...................................................... Aparteantes: FRANCISCO ESCÓRCIO (PMDB, MA), CARLOS BRANDÃO (PSDB, MA).... DÉCIO LIMA (PT, SC – Pela ordem) – Denúncia de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da 26889 26890 26894 26896 26896 26897 26900 26900 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Educação – FUNDEB no Estado de Santa Catarina. Saudação ao Deputado Francisco Escórcio........... CARLOS BRANDÃO (PSDB, MA – Pela ordem) – Avanços do novo Código Florestal brasileiro. Defesa de conciliação entre a produção agrícola e a preservação ambiental. Elogio ao Deputado Aldo Rebelo, Relator da matéria. Realização da Convenção do PSDB, em Brasília, Distrito Federal............ PADRE JOÃO (PT, MG) – Elogio ao Deputado Inocêncio Oliveira pela condução dos trabalhos da Casa. Atuação do orador na Comissão de Seguridade Social e Família e na Comissão de Minas e Energia. Controle da imprensa do Estado de Minas Gerais pelo ex-Governador Aécio Neves. Necessidade de esclarecimento, por parte do ex-Governador, sobre a evolução do patrimônio da Rádio Arco-Íris, de propriedade de sua irmã Andréa Neves. Excessiva edição de leis delegadas pelo Governo Aécio Neves e pelo atual Governador Antonio Anastasia................................................ PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Manifestação de boas-vindas a alunos, professores e funcionários da Escola Dinâmica 13 de Maio, de Goiânia, Estado de Goiás, presentes nas galerias do plenário........................................................... MARLLOS SAMPAIO (PMDB, PI – Pela ordem) – Desempenho da Comissão Especial destinada ao debate de políticas públicas de combate às drogas. Apoio às entidades comprometidas com o tratamento de dependentes químicos................. AUGUSTO CARVALHO (Bloco/PPS, DF – Pela ordem) – Importância de decisão, pelo Supremo Tribunal Federal, sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 126, ajuizada pelo PPS, a respeito da extinção do imposto sindical............................................. PRESIDENTA (Erika Kokay) – Associação da Presidência ao discurso do Deputado Augusto Carvalho................................................................. AMAURI TEIXEIRA (PT, BA – Pela ordem) – Associação ao pronunciamento do Deputado Augusto Carvalho sobre a extinção do imposto sindical. Transcurso do 130º aniversário de fundação do Município de Santo Antônio de Jesus, Estado da Bahia. Anúncio de atendimento, pelo orador, de reivindicações da municipalidade. Realização da Exposição Agropecuária de Ruy Barbosa, no Estado.......................................... CESAR COLNAGO (PSDB, ES – Pela ordem) – Subscrição pelo orador de propostas de emendas à Constituição, de autoria do Deputado Otávio Leite, sobre o controle exclusivo da União sobre a empresa petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS e sobre o capital social da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil............................................... ERIKA KOKAY (PT, DF – Como Líder) – Importância do lançamento do PAC 2 pela Presidenta Dilma Rousseff. Anúncio, pelo Governo petista, de 26902 26903 26904 26907 26907 26908 26909 26909 26909 Sabádo 28 26853 investimentos na construção de creches e de quadras esportivas em unidades de educação infantil e na aquisição de bicicletas e capacetes para o transporte escolar. Importância das ações de combate à discriminação e à homofobia............................... LINCOLN PORTELA (Bloco/PR, MG – Como Líder) – Defesa de votação das Propostas de Emendas à Constituição de nºs 190, de 2007, sobre a instituição de regime jurídico único para os servidores do Poder Judiciário; 544, de 2002, acerca da criação de Tribunal Regional Federal no Estado de Minas Gerais; 300, de 2008, referente à instituição do piso salarial nacional de policiais e bombeiros militares, e 308, de 2004, relativa à criação das polícias penitenciárias federal e estaduais................. EDSON SILVA (Bloco/PSB, CE – Pela ordem) – Redução do índice de analfabetismo no Estado do Ceará................................................................. VI – Comunicações Parlamentares CESAR COLNAGO (PSDB, ES) – Ineficiência da gestão da Presidenta Dilma Rousseff............... VANDERLEI MACRIS (PSDB, SP) – Associação ao pronunciamento do Deputado Cesar Colnago a respeito da administração da Presidenta Dilma Rousseff. Criação pela Casa de Comissão Especial destinada à discussão sobre as causas do consumo excessivo de bebidas alcoólicas no País e seus efeitos sobre a sociedade brasileira. Realização pelo órgão de audiência pública para debate da regulação de propagandas de bebidas alcoólicas................................................................ PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Associação da Presidência ao pronunciamento do Deputado Vanderlei Macris..................................................... FRANCISCO ESCÓRCIO (PMDB, MA – Pela ordem) – Contestação a discurso proferido no plenário sobre o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva........................................................................ VII – Encerramento 2 – ATA DA 131ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, SOLENE, VESPERTINA, DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 54ª LEGISLATURA, EM 27 DE MAIO DE 2011 I – Abertura da sessão II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior III – Leitura do expediente IV – Homenagem Transcurso do 26º aniversário do Rotary Club Uberlândia Sul, sediado no Município de Uberlândia, Estado de Minas Gerais.................................. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Composição da Mesa Diretora dos trabalhos. Recebimento de mensagem de congratulações à diretoria do Rotary Club Uberlândia Sul, encaminhada pelo Prefeito Municipal de Uberlândia, Odelmo Leão. Transcurso do 26º aniversário do Rotary Club Uberlândia Sul, 26910 26911 26912 26913 26914 26915 26916 26950 26854 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sediado no Município de Uberlândia, Estado de Minas Gerais........................................................... PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Presença nas galerias do plenário de alunos da 3ª Série da Escola Classe 708 Norte, do Distrito Federal......... Usaram da palavra os Srs. ALDO DE ALMEIDA, Presidente do Rotary Club Uberlândia Sul; Vereador VILMAR RESENDE, Presidente da Câmara Municipal de Uberlândia, Estado de Minas Gerais..................................................................... PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Encaminhamento aos membros da Mesa Diretora dos trabalhos de exemplares da publicação do cinquentenário de fundação da Capital da República. Agradecimento aos participantes na sessão solene...... V – Encerramento 3 – DECISÕES DA PRESIDÊNCIA Arquive-se, nos termos do § 4º do artigo 164 do RICD, o PL nº 588/11........................................ Arquivem-se, nos termos do § 4º do artigo 58 do RICD, os PLPs nºs 165 e 168, de 2004............. 4 – PARECERES – Projetos de Lei nºs 1486A/07, 3722-B/08, 6466-A/09 e 7136-A/10............... Maio de 2011 COMISSÕES 26951 26952 26952 26954 26954 26954 26954 5 – ATAS a) Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, 8ª Reunião (Ordinária), em 11.05.11.................................................................. b) Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, *12ª Reunião (Ordinária), em 26.04.11, *13ª Reunião (Audiência Pública), em 28.04.11, 16ª Reunião (Ordinária), em 10.05.11, 17ª Reunião (Audiência Pública), em 12.05.11, 18ª Reunião (Ordinária), em 17.05.11, 19ª Reunião (Ordinária), em 24.05.11 e 20ª Reunião (Audiência Pública), em 26.05.11... *Atas com notas taquigráficas 6 – DESIGNAÇÕES a) Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, em 19, 25 e 26.05.11. ... SEÇÃO II 7 – MESA 8 – LÍDERES E VICE-LÍDERES 9 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO 10 – COMISSÕES 26961 26962 27021 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26855 SEÇÃO I Ata da 130ª Sessão, Ordinária, em 27 de maio de 2011 Presidência dos Srs. Amauri Teixeira, Roberto de Lucena, Erika Kokay, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Não havendo quorum regimental para abertura da sessão, nos termos do § 3º do art. 79 do Regimento Interno, aguardaremos até meia hora para que ele se complete. I – ABERTURA DA SESSÃO (Às 9 horas e 6 minutos) O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da sessão anterior. II – LEITURA DA ATA O SR. ROBERTO DE LUCENA, servindo como 2º Secretário, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, aprovada. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Passa-se à leitura do expediente. O SR. ROBERTO DE LUCENA, servindo como 1º Secretário, procede à leitura do seguinte III – EXPEDIENTE MENSAGEM Nº 152, DE 2011 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 211/11 – C. CIVIL Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Conselho de Ministros da República da Albânia sobre a Autorização, com Base na Reciprocidade, para o Exercício de Atividade Remunerada por Parte dos Familiares de Membros de Missões Diplomáticas ou Postos Consulares, assinado em Brasília, em 11 de janeiro de 2011. Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Conselho de Ministros da República da Albânia sobre a Autorização, com Base na Reciprocidade, para o Exercício de Atividade Remunerada por Parte dos Familiares de Membros de Missões Diplomáticas ou Postos Consulares, assinado em Brasília, em 11 de janeiro de 2011. Brasília, 25 de maio de 2011 EM No 00068 MRE Brasília, 9 de fevereiro de 2011 Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Submeto à elevada consideração de Vossa Excelência, para posterior envio ao Congresso Nacional, o anexo projeto de Mensagem que encaminha o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Conselho de Ministros da República da Albânia sobre a Autorização, com Base na Reciprocidade, para o Exercício de Atividade Remunerada por Parte dos Familiares de Membros de Missões Diplomáticas ou Postos Consulares, assinado em Brasília, em 11 de janeiro de 2011, pela Subsecretária – Geral Política I do Ministério das Relações Exteriores, Vera Barrouin Machado, e pela Embaixadora da Albânia no Brasil, Tatiana Gjonaj. 2. O presente Acordo, semelhante aos assinados com mais de cinqüenta países ao longo das duas últimas décadas, reflete a tendência atual de estender aos dependentes dos agentes das missões diplomáticas a oportunidade de trabalhar no exterior, permitindo-lhes o enriquecimento de sua experiência profissional. 3. Com efeito, proporcionar um espaço profissional próprio para dependentes de membros do serviço exterior, cônjuges em especial, que lhes possibilite o exercício de atividades outras que a mera função de acompanhamento de funcionário transferido para outro país torna-se prática generalizada na vida internacional. 4. À luz do exposto e com vistas ao encaminhamento do assunto à apreciação do Congresso Nacional, em conformidade com o art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição Federal, submeto a Vossa Excelência o anexo projeto de Mensagem, acompanhado de cópias autenticadas do Acordo. Respeitosamente, – Antonio de Aguiar Patriota 26856 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O CONSELHO DE MINISTROS DA REPÚBLICA DA ALBÂNIA SOBRE A AUTORIZAÇÃO, COM BASE NA RECIPROCIDADE, PARA O EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA POR PARTE DOS FAMILIARES DE MEMBROS DE MISSÕES DIPLOMÁTICAS OU POSTOS CONSULARES O Governo da República Federativa do Brasil e O Conselho de Ministros da República da Albânia (doravante referidos como “Partes”), Com vista a facilitar a atividade remunerada dos familiares dos membros das missões diplomáticas ou repartições consulares do Estado acreditante no território do Estado acreditado, Acordam o seguinte: ARTIGO 1O Autorização para Exercer Atividade Remunerada 1. Os familiares que vivam em companhia de um membro de missão diplomática ou repartição consular do Estado acreditante poderão ser autorizados, com base na reciprocidade, a exercer atividade remunerada no Estado acreditado, em conformidade com o presente Acordo e com base na reciprocidade. 2. Para efeitos do presente Acordo, “membro de missão diplomática ou repartição consular” significa qualquer funcionário do Estado acreditante, que não seja nacional do Estado acreditado, em uma missão diplomática, repartição consular ou missão junto a uma organização internacional, exceto os membros do pessoal de serviço. 3. Para efeitos do presente Acordo, “familiar” significa: a) cônjuge ou companheiro permanente; b) filhos solteiros menores de 21 anos de idade; c) filhos solteiros menores de 25 anos de idade que estejam matriculados em uma universidade ou instituição ensino superior reconhecida por cada Estado; d) filhos solteiros deficientes físicos ou mentais. ARTIGO 2O Procedimento 1. O pedido de autorização para exercício de atividade remunerada deverá ser submetido, em nome do familiar, pela embaixada do Estado acreditante, ao Ministério das Relações Exteriores do Estado acreditado. O pedido deve ser acompanhado da documentação que indique a identidade completa da pessoa em questão, bem como a natureza da atividade remunerada para a qual é pedida a autorização. Maio de 2011 2. Os procedimentos devem ser aplicados de uma forma que permita que o familiar exerça a atividade remunerada com a máxima brevidade, e quaisquer requisitos relativos à autorização de trabalho serão aplicados favoravelmente. 3. Qualquer autorização para exercer uma atividade remunerada no Estado acreditado deverá, em princípio, ser terminada após o encerramento da missão do membro da missão diplomática ou repartição consular ou se o beneficiário da autorização deixar de ter a condição de dependente. 4. O presente Acordo não implica o reconhecimento automático de títulos ou diplomas obtidos no exterior. Tal reconhecimento só pode ser concedido em conformidade com as normas que regulamentem essas questões no Estado acreditado. 5. O familiar terá de cumprir os mesmos requisitos que um nacional do Estado acreditado que solicite a mesma posição tenha de cumprir e não estará autorizado a exercer atividade que só possa ser realizada por um nacional do Estado acreditado, ou que afete a segurança nacional. ARTIGO 3O Imunidade civil e Administrativa No caso dos familiares que gozem de imunidade de jurisdição civil e administrativa no Estado acreditado, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ou qualquer outro ato internacional aplicável, tal imunidade não será aplicável em relação a qualquer ato praticado no decurso da atividade remunerada e que se refira à legislação civil ou administrativa do Estado acreditado. ARTIGO 4O Imunidade Penal No caso de familiares que gozem de imunidade de jurisdição penal no Estado acreditado, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ou qualquer outro ato internacional aplicável, as disposições relativas à imunidade de jurisdição penal no Estado acreditado continuarão aplicáveis em relação a qualquer ato praticado no curso da atividade remunerada. No entanto, o Estado acreditante seriamente considerará a renúncia da imunidade de jurisdição penal no Estado acreditado do familiar em questão. ARTIGO 5O Regimes Fiscal e de Previdência Social De acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, ou qualquer outro ato internacional aplicável, familiares devem estar sujeitos aos regimes fiscal e de previdência social do Estado acreditado, no Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26857 que se refere a todas as questões relacionadas a sua atividade remunerada nesse Estado. ARTIGO 8O Duração e Denúncia ARTIGO 6O Entrada em Vigor 1. O presente Acordo permanecerá em vigor por um período indeterminado. Qualquer das Partes poderá denunciá-lo a qualquer momento, mediante notificação de sua decisão à outra Parte, por via diplomática. 2. Qualquer das Partes poderá denunciar o presente Acordo mediante notificação escrita à outra Parte. O presente Acordo deixará de vigorar noventa (90) dias após a data da notificação. Feito em Brasília, em 11 de janeiro de 2011, em dois exemplares originais, em português, albanês e inglês, sendo todos os textos igualmente autênticos. Em caso de divergência de interpretação, o texto em inglês prevalecerá. Pelo Governo da República, Federativa do Brasil – Vera Barrouin Machado, Subsecretária – Geral Política I do Ministério das Relações Exteriores. Pelo Conselho de Ministros da República da Albânia, Tatiana Gjonaj, Embaixadora da Albânia no Brasil. O presente Acordo entrará em vigor trinta (30) dias após a data da última notificação pelas Partes do cumprimento de seus respectivos procedimentos legais internos. ARTIGO 7O Solução de Controvérsias e Emendas 1. Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou aplicação do presente Acordo será resolvida pelas Partes por via diplomática. 2. O presente Acordo poderá ser emendado por acordo mútuo entre as Partes, por meio de troca de notas diplomáticas. As emendas entrarão em vigor em conformidade com o procedimento estabelecido no Artigo 6 deste Acordo. 26858 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS MENSAGEM Nº 154, DE 2011 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 213/2011 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e Governo da República da Turquia sobre o Trabalho Remunerado de Dependentes de Membros de Missões Diplomáticas e Repartições Consulares, assinado em Ancara, em 21 de outubro de 2010. Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, Interino, o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e Governo da República da Turquia sobre o Trabalho Remunerado de Dependentes de Membros de Missões Diplomáticas e Repartições Consulares, assinado em Ancara, em 21 de outubro de 2010. Brasília, 25 de maio de 2011. EM No 00093 MRE Brasília, 23 de fevereiro de 2011. Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Submeto à elevada consideração de Vossa Excelência, para posterior envio ao Congresso, o anexo Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e Governo da República da Turquia sobre o Trabalho Remunerado de Dependentes de Membros de Missões Diplomáticas e Repartições Consulares, assinado em Âncara, em 21 de outubro de 2010, pelo então Secretário-Geral das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, e pelo Subsecretário de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Peridun Sinirlioglu. 2. O presente Acordo, semelhante aos assinados com mais de cinquenta países ao longo das duas últimas décadas, reflete a tendência atual de estender aos dependentes dos agentes das missões diplomáticas a oportunidade de trabalhar no exterior, permitindo-lhes o enriquecimento de sua experiência profissional. 3. Com efeito, proporcionar um espaço profissional próprio para dependentes de membros do serviço exterior, cônjuges em especial, que lhes possibilite o exercício de atividades outras que a mera função de acompanhamento de funcionário transferido para outro país torna-se prática generalizada na vida internacional. 4. Em vista do que precede, permito-me submeter a Vossa Excelência o anexo projeto de Mensagem ao Sabádo 28 26859 Congresso Nacional, juntamente com as cópias autênticas do Acordo, com vistas a seu encaminhamento à apreciação do Poder Legislativo. Respeitosamente, – Ruy Nunes Pinto Nogueira ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA TURQUIA SOBRE O TRABALHO REMUNERADO DE DEPENDENTES DE MEMBROS DE MISSÕES DIPLOMÁTICAS E REPARTIÇÕES CONSULARES O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo da República da Turquia (doravante referidos como “Partes”), Tendo em vista o estágio particularmente avançado de entendimento entre os dois países; Com o objetivo de estabelecer novos mecanismos para reforçar as suas relações diplomáticas; Acordam o seguinte: Artigo 1 1. Os dependentes de funcionários de uma das Partes designados para exercer missão oficial na outra como membros de missão diplomática, repartição consular ou missão permanente do Estado acreditante perante organização internacional sediada no Estado acreditado e por ele reconhecida serão autorizados a exercer trabalho remunerado no território do Estado acreditado, em conformidade com este Acordo e com base no princípio da reciprocidade. 2. Para fins deste Acordo, “membro de missão diplomática, repartição consular ou missão permanente perante organização internacional” significa qualquer empregado do Estado acreditante que esteja designado para exercer missão oficial no Estado acreditado em missão diplomática, repartição consular ou missão junto a organismo internacional e que não seja nacional do Estado receptor. 3. Para fins deste Acordo, são considerados dependentes: a) cônjuge, de acordo com a legislação do Estado acreditado; b) filhos solteiros menores de 21 anos de idade; c) filhos solteiros menores de 25 anos, matriculados em uma universidade ou instituição de ensino superior reconhecida por cada Estado; d) filhos solteiros portadores de deficiência física ou mental. ARTIGO 2º 1. Antes de ser autorizado a exercer trabalho remunerado no Estado acreditado, a Embaixada do 26860 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Estado acreditante transmitirá, em nome do dependente, um pedido oficial ao Ministério das Relações Exteriores do Estado receptor. 2. O pedido deve incluir informações que comprovem a condição de dependente da pessoa em questão e uma breve explicação sobre o tipo de trabalho que se propõe a realizar. 3. Após verificar se que a pessoa em questão se enquadra nas categorias definidas no presente Acordo e após observar os procedimentos internos aplicáveis, o Ministério das Relações Exteriores do Estado acreditado deverá informar imediatamente e oficialmente a Embaixada do Estado acreditante de que o dependente está autorizado a exercer trabalho remunerado, de acordo com a legislação pertinente do Estado acreditado. 4. Da mesma forma, a Embaixada do Estado acreditante deve informar o Ministério das Relações Exteriores do Estado acreditado a respeito do término do trabalho remunerado exercido pelo dependente, e deve apresentar um novo pedido caso o dependente decida aceitar um novo emprego. ARTIGO 3º 1. A autorização para exercer trabalho remunerado pode ser concedida para as categorias de emprego, conforme acordado pelas Partes, caso a caso, mediante troca de Notas diplomáticas. 2. A autorização para que um dependente exerça trabalho remunerado, em conformidade com este Acordo, não concederá o direito de continuar a trabalhar ou residir no território do Estado acreditado, uma vez terminada a missão do indivíduo de quem a pessoa é dependente. 3. As Partes se reservam o direito de negar autorização para exercer trabalho remunerado, nos termos deste Acordo, por razões de segurança nacional ou no caso de que o emprego postulado seja reservado exclusivamente para os nacionais do Estado acreditado, de acordo com a legislação nacional de cada Parte. ARTIGO 4º No caso em que o dependente autorizado a exercer atividade remunerada gozar de imunidade de jurisdição no Estado acreditado em conformidade com as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e Consulares ou qualquer outro ato internacional aplicável: a) tal dependente não gozará de imunidade de jurisdição civil ou administrativa no Estado acreditado, em ações contra ele iniciadas por atos diretamente relacionados com o desempenho do referido trabalho remunerado; e Maio de 2011 b) o Estado acreditante considerará seriamente qualquer pedido do Estado acreditado no sentido de renunciar à imunidade de jurisdição penal do dependente acusado de haver cometido delito criminal no decurso do exercício da referida atividade remunerada. Caso não haja a renúncia da imunidade e, na percepção do Estado acreditado, o caso seja considerado grave, o Estado acreditado poderá solicitar a retirada do país do dependente em questão. ARTIGO 5º 1. Os dependentes que exerçam trabalho remunerado estarão sujeitos ao pagamento no território do Estado acreditado de todos os impostos relativos à renda nele auferida em decorrência do desempenho desse trabalho, de acordo com as leis tributárias desse país, e com fonte nesse Estado. 2. Os dependentes que exerçam trabalho remunerado nos termos deste Acordo estarão sujeitos à legislação de previdência social do Estado acreditado. ARTIGO 6º Este Acordo não implicará o reconhecimento automático de títulos ou diplomas obtidos no exterior. Tal reconhecimento somente poderá ocorrer em conformidade com as normas em vigor que regulamentam essas questões no território do Estado acreditado. A autorização não implicará isenção de quaisquer requisitos legais ou de outra natureza relativos a características pessoais, qualificações profissionais ou outras que o indivíduo em questão deva demonstrar na prática do trabalho remunerado. ARTIGO 7º 1. A autorização para o exercício de trabalho remunerado terminará tão logo cesse a condição de dependente do beneficiário da autorização, na data em que as obrigações contratuais tiverem sido cumpridas, ou, em qualquer hipótese, ao término da missão do indivíduo de quem a pessoa em questão é dependente. 2. O término da autorização levará em conta o prazo razoável do decurso previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, sem exceder três meses. 3. Qualquer contrato empregatício de que seja parte o dependente conterá cláusula dando conta de que o contrato cessará quando do término da autorização para o exercício da atividade remunerada. ARTIGO 8º 1. Qualquer controvérsia sobre a interpretação ou execução deste Acordo será dirimida entre as Partes por via diplomática. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 2. Este Acordo poderá ser emendado de comum acordo por negociação direta entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas. A entrada em vigor das emendas obedecerá ao mesmo processo disposto no Artigo 9. ARTIGO 9º Este Acordo entrará em vigor no trigésimo (30) dia após a data da última notificação a respeito do cumprimento dos respectivos requisitos legais internos. ARTIGO 10 Este Acordo permanecerá em vigor por um período indeterminado, até que seja denunciado caso qualquer um dos Estados notifique o outro de sua decisão, por escrito. Nesse caso, este Acordo deixará de ter efeito 90 (noventa) dias após a data de tal notificação. Feito em Ancara, em 21 de outubro de 2010, em duplicata, nos idiomas português, turco e inglês, sendo todos os textos igualmente autênticos. Em caso de divergência de interpretação, o texto em inglês prevalecerá. Pelo Governo da República Federativa do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota, Secretário-Geral das Relações Exteriores. Pelo Governo da República da Turquia, Feridun Sinirlioglu, Subsecretário de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros. MENSAGEM Nº 155, DE 2011 (Do Poder Executivo) Submete à aprecisção do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cameroun sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico. celebrado em Brasília, em 4 de agosto de 2010. Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, Interino, o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cameroun sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Brasília, em 4 de agosto de 2010. Brasília, 25 de maio de 2011. Sabádo 28 26861 EM No 00101 MRE Brasília, 03 de março de 2011. Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Submeto à elevada consideração de Vossa Excelência, para posterior envio ao Congresso Nacional, o anexo projeto de Mensagem que encaminha o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Cameroun sobre o Exercício de Atividade Remunerada por parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Brasília, assinado pelo então Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo Ministro das Relações Exteriores de Cameroun, Henri Eyebe Ayissi, em 4 de agosto de 2010. 2. O presente Acordo, semelhante aos assinados com mais de cinquenta países ao longo das duas últimas décadas, reflete a tendência atual de estender aos dependentes dos agentes das missões diplomáticas a oportunidade de trabalhar no exterior, permitindo-lhes o enriquecimento de sua experiência profissional. 3. Com efeito, proporcionar um espaço profissional próprio para dependentes de membros do serviço exterior, cônjuges em especial, que lhes possibilite o exercício de atividades outras que a mera função de acompanhamento de funcionário transferido para outro país, torna-se prática generalizada na vida internacional. 4. À luz do exposto e com vistas ao encaminhamento do assunto à apreciação do Congresso Nacional, em conformidade com o art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição Federal, submeto a Vossa Excelência o anexo projeto de Mensagem, acompanhado de cópias autenticadas do Acordo. Respeitosamente, – Ruy Nunes Pinto Nogueira ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DE CAMEROUN SOBRE O EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA POR PARTE DE DEPENDENTES DO PESSOAL DIPLOMÁTICO, CONSULAR, MILITAR, ADMINISTRATIVO E TÉCNICO O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo da República de Cameroun (doravante denominados “Partes”), Considerando as Convenções de Viena de 1961 e 1963 sobre relações diplomáticas e consulares; Considerando o direito de cada indivíduo ao trabalho; e Desejosos de estabelecer diretrizes para orientar o exercício de atividade remunerada por parte de dependentes dos agentes diplomáticos, consulares, 26862 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS administrativos e técnicos e dos adidos militares de cada uma das Partes, Acordaram o seguinte: ARTIGO 1 Os dependentes dos agentes diplomáticos, consulares, administrativos, técnicos e adidos militares de uma das Partes, designados para exercer missão oficial na outra como membro de Missão diplomática, de Repartição consular ou de Missão permanente perante Organização Internacional sediada no Estado acreditado e por ele reconhecida, serão autorizados a exercer atividade remunerada no território da outra Parte, em conformidade com o presente Acordo e com base no princípio da reciprocidade. ARTIGO 2 Para fins do presente Acordo, “agentes diplomáticos, consulares, administrativos, técnicos e adidos militares” significa qualquer empregado de uma das Partes, com exceção do pessoal de apoio, designado para exercer missão oficial em uma Missão diplomática, Repartição consular ou Representação permanente junto a Organismo Internacional. ARTIGO 3 Para fins do presente Acordo, são considerados dependentes: a) cônjuge; b) filhos menores de 21 anos; e c) filhos menores de 25 anos, que estejam estudando em universidade ou instituição de ensino superior reconhecida por ambas as Partes. ARTIGO 4 1. O dependente que deseje exercer atividade remunerada deverá solicitar, por escrito, por via diplomática, autorização do Ministério a cargo das Relações Exteriores da outra Parte. 2. O pedido deverá ser acompanhado de informação pertinente que comprove a condição de dependente da pessoa em questão, suas qualificações profissionais e acadêmicas, bem como descrição da atividade remunerada pretendida. Após as verificações necessárias, o Ministério das Relações Exteriores responderá ao pedido, por escrito e com a brevidade possível, indicando se o dependente está autorizado a exercer a atividade remunerada solicitada. 3. A resposta do Ministério referido no parágrafo 2 deste Artigo, caso seja favorável, não compromete o empregador ao qual seja apresentada candidatura a emprego. Maio de 2011 ARTIGO 5 Os dependentes autorizados a exercer atividade remunerada que gozarem de imunidade de jurisdição conforme os Artigos 31 e 37 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ou qualquer outro tratado internacional aplicável não gozarão de imunidade de jurisdição civil ou administrativa no Estado acreditado, em ações contra eles iniciadas por atos diretamente relacionados ao desempenho da referida atividade remunerada. ARTIGO 6 O Estado acreditante considerará seriamente qualquer pedido do Estado acreditado no sentido de renunciar à imunidade de jurisdição penal do dependente acusado de haver cometido delito criminal no decurso do exercício da referida atividade remunerada. Caso não haja a renúncia da imunidade e, na percepção do Estado acreditado, o caso seja considerado grave, o Estado acreditado poderá considerar o dependente “persona non grata”. ARTIGO 7 1. A autorização para o exercício de atividade remunerada terminará tão logo cesse a condição de dependente da pessoa em questão ou ao término da missão do indivíduo de quem a pessoa é dependente. O término da autorização levará em conta, entretanto, o prazo razoável de decurso previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de abril de 1961, sem exceder três meses. 2. Qualquer contrato empregatício de que seja parte o dependente conterá cláusula estabelecendo que o contrato cessará quando do término da autorização para o exercício da atividade remunerada. ARTIGO 8 1. Em conformidade com o presente Acordo, a autorização para que um dependente exerça atividade remunerada não concederá à pessoa em questão o direito de continuar o exercício da atividade remunerada ou de residir no território da Parte acreditada após terminada a missão do indivíduo de quem a pessoa é dependente. 2. O dependente não terá direito a emprego que, de acordo com a legislação do Estado acreditado, somente possa ser ocupado por nacional desse Estado, ou que afete a segurança nacional. 3. O dependente deverá atender às mesmas exigências impostas a um nacional da outra Parte que seja candidato ao mesmo emprego. ARTIGO 9 O presente Acordo não implicará o reconhecimento automático de títulos ou diplomas obtidos no exterior. O reconhecimento somente ocorrerá em con- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS formidade com as normas que regulamentam essas questões no território da outra Parte. ARTIGO 10 1. Os dependentes que exerçam atividade remunerada estarão sujeitos ao pagamento, no território da outra Parte, de todos os impostos e taxas previstos pelas leis fiscais desse Estado. 2. Os dependentes que exerçam atividade remunerada nos termos do presente Acordo estarão sujeitos à legislação de previdência social do Estado acreditado. ARTIGO 11 1. Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou execução do presente Acordo será dirimida entre as Partes, por via diplomática. 2. O presente Acordo entrará em vigor trinta (30) dias após a data da segunda notificação em que uma Parte informa a outra do cumprimento de seus respectivos requisitos internos para sua entrada em vigor. 3. O presente Acordo poderá ser emendado de comum acordo entre as Partes, por troca de Notas diplomáticas. As emendas entrarão em vigor conforme os procedimentos descritos no parágrafo 2 do presente Artigo. ARTIGO 12 O presente Acordo permanecerá em vigor por período indeterminado e poderá ser denunciado por qualquer das Partes, mediante notificação, por escrito, à outra, por via diplomática. A denúncia surtirá efeito noventa (90) dias após a data da notificação. Feito em Brasília, em 4 de agosto de 2010, em dois exemplares originais, nos idiomas português, francês e inglês, sendo todos os textos igualmente autênticos. Pelo Governo da República, Federativa do Brasil, Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores Pelo Governo da República de Cameroun, Henri Eyebe Ayissi, Ministro das Relações Exteriores. MENSAGEM Nº 156, DE 2011 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 215/2011 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Mali sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Sabádo 28 26863 Técnico, celebrado em Bamaco, em 22 de outubro de 2009. Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, Interino, o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Mali sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Bamaco, em 22 de outubro de 2009. Brasília, 25 de maio de 2011. EM No 00102 MRE Brasília, 3 de março de 2011 Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Submeto à consideração de Vossa Excelência, para posterior envio ao Congresso, o anexo Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Mali sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, celebrado em Bamaco, em 22 de outubro de 2009, assinado pelo então Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Comercial do Mali, Moctar Ouane. 2. O presente Acordo, semelhante aos assinados com mais de quarenta países ao longo das duas últimas décadas, reflete a tendência atual de estender aos dependentes dos agentes das Missões diplomáticas a oportunidade de trabalhar no exterior, permitindo-lhes o enriquecimento de sua experiência profissional. 3. Com efeito, proporcionar um espaço profissional próprio para dependentes de membros do serviço exterior, cônjuges em especial, que lhes possibilite o exercício de atividades outras que a mera função de acompanhamento de funcionário transferido para outro país torna-se prática generalizada na vida internacional. 4. À luz do exposto e com vistas ao encaminhamento do assunto à apreciação do Congresso Nacional, em conformidade com o art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição Federal, submeto a Vossa Excelência o anexo projeto de Mensagem, acompanhado de cópias autenticadas do Acordo. Respeitosamente, – A Ruy Nunes Pinto Nogueira. 26864 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DO MALI SOBRE O EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA POR PARTE DE DEPENDENTES DO PESSOAL DIPLOMÁTICO, CONSULAR, MILITAR, ADMINISTRATIVO E TÉCNICO O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo da República do Mali (doravante denominados “Partes”), Tendo em vista o estágio particularmente avançado de entendimento entre os dois países; e No intuito de estabelecer novos mecanismos para o fortalecimento das suas relações diplomáticas, Acordaram o seguinte: ARTIGO 1 Os dependentes do pessoal diplomático, consular, militar, administrativo e técnico de uma das Partes, designado para exercer missão oficial na outra como membro de Missão diplomática, de Repartição consular ou de Missão permanente perante Organização Internacional, sediada no Estado acreditado e por ele reconhecida, serão autorizados a exercer atividade remunerada no território da Parte acreditada, em conformidade com o presente Acordo e com base no princípio da reciprocidade. Parágrafo único: Para fins deste Acordo, pessoal diplomático, consular, militar, administrativo e técnico significa qualquer empregado de uma das Partes, portadores de passaportes diplomáticos, oficiais ou de serviço, com exceção do pessoal de apoio, designado para exercer missão oficial em Missão diplomática, Repartição consular ou Missão permanente junto a Organização Internacional. ARTIGO 2 Para fins deste Acordo, são considerados dependentes: a) cônjuge ou companheiro permanente; b) filhos solteiros menores de 21 anos; c) filhos solteiros menores de 25 anos, que estejam estudando em universidade ou instituição de ensino superior reconhecido por cada Parte; e d) filhos solteiros com deficiências físicas ou mentais. ARTIGO 3 Qualquer dependente que deseje exercer atividade remunerada deverá solicitar, por escrito, por via diplomática, autorização do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores da outra Parte. O pedido de- Maio de 2011 verá incluir informação que comprove a condição de dependente do pleiteante e breve explanação sobre a atividade remunerada pretendida. Após verificar se a pessoa em questão se enquadra nas categorias definidas no presente Acordo e após observar os dispositivos internos aplicáveis, o Cerimonial informará à Embaixada da outra Parte, por escrito e com a brevidade possível, se o dependente está autorizado a exercer atividade remunerada. De modo semelhante, a Embaixada deverá informar o Cerimonial respectivo a respeito do término da atividade remunerada exercida pelo dependente, bem como submeter novo pedido na hipótese de o dependente decidir aceitar qualquer nova atividade remunerada. ARTIGO 4 No caso em que o dependente autorizado a exercer atividade remunerada gozar de imunidade de jurisdição no território do Estado acreditado conforme os Artigos 31 e 37 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, ou qualquer outro tratado internacional aplicável: a) fica acordado que tal dependente não gozará de imunidade de jurisdição civil ou administrativa no Estado acreditado, em ações contra ele iniciadas por atos relacionados com o desempenho da referida atividade remunerada; e b) fica acordado que o Estado acreditante considerará seriamente qualquer pedido do Estado acreditado no sentido de renunciar à imunidade de jurisdição penal do dependente acusado de haver cometido delito criminal no decurso do exercício da referida atividade remunerada. Caso não haja a renúncia da imunidade e, na percepção do Estado acreditado, o caso seja considerado grave, o Estado acreditado poderá solicitar a retirada do país do dependente em questão, devendo informar o Estado acreditante. ARTIGO 5 1. A autorização para o exercício de atividade remunerada terminará tão logo cesse a condição de dependente do beneficiário da autorização, na data em que as obrigações contratuais tiverem sido cumpridas, ou, em qualquer hipótese, ao término da missão do indivíduo de quem a pessoa em questão é dependente. O término da autorização levará em conta o prazo razoável do decurso previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de abril de 1961, sem exceder três meses. 2. Qualquer contrato empregatício de que seja parte o dependente conterá cláusula estipulando que o contrato cessará quando do término da autorização para o exercício da atividade remunerada. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26865 ARTIGO 6 ARTIGO 12 A autorização para que um dependente exerça atividade remunerada, em conformidade com o presente Acordo, não concederá à pessoa em questão o direito de continuar no exercício da atividade remunerada ou de residir no território da Parte acreditada uma vez terminada a missão do indivíduo de quem a pessoa é dependente. Este Acordo permanecerá em vigor por período indeterminado e poderá ser denunciado por qualquer das Partes, mediante notificação à outra, por escrito e por via diplomática. A denúncia surtirá efeito noventa (90) dias após a data notificação. Feito em Bamako, em 22 de outubro de 2009, em dois exemplares originais, nos idiomas português e francês, sendo todos os textos igualmente autênticos. Pelo Governo da República Federativa do Brasil, Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores Pelo Governo da República do Mali, Moctar Ouane, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Comercial. ARTIGO 7 Nada neste Acordo conferirá ao dependente o direito a emprego que, conforme a legislação da Parte acreditada, somente possa ser ocupado por nacional desse Estado, ou que afete a segurança nacional. ARTIGO 8 Este Acordo não implicará o reconhecimento automático de títulos ou diplomas obtidos no exterior. O reconhecimento somente poderá ocorrer em conformidade com as normas em vigor que regulamentam essas questões no território da Parte acreditada. No caso de profissões cujo acesso seja regido por regulamentação especial, o dependente deverá atender às mesmas exigências a que deve atender um nacional da Parte acreditada, candidato ao mesmo emprego. ARTIGO 9 1. Os dependentes autorizados a exercer atividade remunerada estarão sujeitos, no território da Parte acreditada, ao pagamento de todos os impostos relativos à renda com fonte no país acreditado, nele auferida em decorrência do desempenho dessa atividade e de acordo com as leis tributárias desse país. 2. Os dependentes que exerçam atividade remunerada nos termos deste Acordo estarão sujeitos à legislação de previdência social do Estado acreditado. ARTIGO 10 1. Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou execução deste Acordo será dirimida entre as Partes, por via diplomática. 2. Este Acordo poderá ser emendado de comum acordo entre as Partes, por troca de notas diplomáticas. A entrada em vigor das emendas obedecerá ao mesmo processo disposto no Artigo 11 deste Acordo. ARTIGO 11 Este Acordo entrará em vigor trinta (30) dias após a data de recebimento da segunda notificação, pelas Partes, do cumprimento dos respectivos requisitos legais internos. MENSAGEM Nº 157, DE 2011 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 216/2011 – C. CIVIL Submete à apreciação do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Guiné-Bissau sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, assinado em Brasília, em 25 de agosto de 2010. Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, Interino, o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Guiné-Bissau sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, assinado em Brasília, em 25 de agosto de 2010. Brasília, 25 de maio de 2011. EM No 00110 MRE Brasília, 5 de março de 2011. Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Submeto à elevada consideração de Vossa Excelência, para posterior envio ao Congresso Nacional, o anexo projeto de Mensagem que encaminha o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da Guiné-Bissau sobre o Exercício de Atividade Remunerada por Parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar, Administrativo e Técnico, assinado em Brasília, 26866 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS em 25 de agosto de 2010, pelo então Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo Ministro dos Negócios Financeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da República da Guiné-Bissau, Adelino Mano Queta. 2. O presente Acordo, semelhante aos assinados com mais de sessenta países ao longo das duas últimas décadas, reflete a tendência atual de estender aos dependentes dos agentes das Missões diplomáticas a oportunidade de trabalhar no exterior, permitindo-lhes o enriquecimento de sua experiência profissional. 3. Com efeito, proporcionar um espaço profissional próprio para dependentes de membros do serviço exterior, cônjuges em especial, que lhes possibilite o exercício de atividades outras que a mera função de acompanhamento de funcionário transferido para outro país torna-se prática generalizada na vida internacional. 4 À luz do exposto e com vistas ao encaminhamento do assunto à apreciação do Congresso Nacional, em conformidade com o art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição Federal, submeto a Vossa Excelência o anexo projeto de Mensagem, acompanhado de cópias autenticadas do Acordo. Respeitosamente, – Ruy Nunes Pinto Nogueira ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU SOBRE O EXERCÍCIO DE ATIVIDADE REMUNERADA POR PARTE DE DEPENDENTES DO PESSOAL DIPLOMÁTICO, CONSULAR, MILITAR, ADMINISTRATIVO E TÉCNICO O Governo da República Federativa do Brasil e O Governo da República da Guiné-Bissau (doravante denominados “Partes”), Tendo em vista o estágio particularmente avançado de entendimento entre os dois países; e No intuito de estabelecer novos mecanismos para o fortalecimento das suas relações diplomáticas; Acordaram o seguinte: ARTIGO 1º 1. Os dependentes do pessoal diplomático, consular, militar, administrativo e técnico de uma das Partes, designado para exercer missão oficial na outra como membro de missão diplomática, de repartição consular ou de missão permanente perante organização internacional, sediada no Estado acreditado e por ele reconhecida, poderão ser autorizados a exercer atividade remunerada no território da Parte acreditada, em Maio de 2011 conformidade com o presente Acordo e com base no princípio da reciprocidade. 2. Para fins deste Acordo, pessoal diplomático, consular, militar, administrativo e técnico significa qualquer empregado de uma das Partes, com exceção do pessoal de apoio, designado para exercer missão oficial em missão diplomática, repartição consular ou missão junto a organismo internacional. 3. Para fins deste Acordo, são considerados dependentes: a) cônjuge ou companheiro permanente; b) filhos solteiros menores de 21 anos; c) filhos solteiros menores de 25 anos, que estejam estudando em universidade ou centro de ensino superior reconhecido por cada Estado; e d) filhos solteiros com deficiências físicas ou mentais. ARTIGO 2º Para qualquer dependente que deseje exercer atividade remunerada, a missão diplomática da Parte acreditante deverá solicitar, por escrito, via canais diplomáticos, autorização do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores da outra Parte. O pedido deverá incluir informação que comprove a condição de dependente da pessoa em questão e uma breve explanação sobre a atividade remunerada pretendida. Após verificar se a pessoa em questão se enquadra nas categorias definidas no presente Acordo e após observar os dispositivos internos aplicáveis, o Cerimonial informará à Embaixada da outra Parte, por escrito e com a brevidade possível, que o dependente está autorizado a exercer atividade remunerada. De modo semelhante, a Embaixada deverá informar o Cerimonial respectivo a respeito do término da atividade remunerada exercida pelo dependente, bem como submeter novo pedido na hipótese de o dependente decidir aceitar qualquer nova atividade remunerada. ARTIGO 3º No caso em que o dependente autorizado a exercer atividade remunerada gozar de imunidade de jurisdição no território do Estado acreditado conforme os Artigos 31 e 37 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, ou qualquer outro tratado internacional aplicável: a) fica acordado que tal dependente não gozará de imunidade de jurisdição civil ou administrativa no Estado acreditado, em ações contra ele iniciadas por atos diretamente relacionados com o desempenho da referida atividade remunerada; e b) fica acordado que o Estado acreditante considerará seriamente qualquer pedido do Estado Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS acreditado no sentido de renunciar à imunidade de jurisdição penal do dependente acusado de haver cometido delito criminal no decurso do exercício da referida atividade remunerada. Caso não haja a renúncia da imunidade e, na percepção do Estado acreditado, o caso seja considerado grave, o Estado acreditado poderá solicitar a retirada do país do dependente em questão. ARTIGO 4º A autorização para o exercício de atividade remunerada terminará tão logo cesse a condição de dependente do beneficiário da autorização, na data em que as obrigações contratuais tiverem sido cumpridas, ou, em qualquer hipótese, ao término da missão do indivíduo de quem a pessoa em questão é dependente. Contudo, o término da autorização levará em conta o prazo razoável do decurso previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de abril de 1961, sem exceder três meses. ARTIGO 5º A autorização para que um dependente exerça atividade remunerada, em conformidade com o presente Acordo, não concederá à pessoa em questão o direito de continuar no exercício da atividade remunerada ou de residir no território da Parte acreditada, uma vez terminada a missão do indivíduo de quem a pessoa é dependente. ARTIGO 6º Nada neste Acordo conferirá ao dependente o direito a emprego que, de acordo com a legislação da Parte acreditada, somente possa ser ocupado por nacional desse Estado, ou que afete a segurança nacional. ARTIGO 7º Este Acordo não implicará o reconhecimento automático de títulos ou diplomas obtidos no exterior. Tal reconhecimento somente poderá ocorrer em conformidade com as normas em vigor que regulamentam essas questões no território da Parte acreditada. No caso de profissões que requeiram qualificações especiais, o dependente deverá atender às mesmas exigências a que deve atender um nacional da Parte acreditada, candidato ao mesmo emprego. ARTIGO 8º 1. Os dependentes que exerçam atividade remunerada estarão sujeitos ao pagamento no território da Parte acreditada de todos os impostos relativos à renda nele auferida em decorrência do desempenho dessa atividade, com fonte no país acreditado e de acordo com as leis tributárias desse país. Sabádo 28 26867 2. Os dependentes que exerçam atividade remunerada nos termos deste Acordo estarão sujeitos à legislação de previdência social do Estado acreditado. ARTIGO 9º 1. Qualquer controvérsia que surja da interpretação ou execução deste Acordo será dirimida por negociação direta entre as Partes, por via diplomática. 2. Este Acordo poderá ser emendado de comum acordo entre as Partes, por troca de notas diplomáticas. A entrada em vigor das emendas obedecerá ao mesmo processo disposto no Artigo 10. ARTIGO 10 Este Acordo entrará em vigor 30 (trinta) dias após a data da segunda notificação, pelas Partes, do cumprimento dos respectivos requisitos legais internos. ARTIGO 11 1. Este Acordo permanecerá em vigor por um período de cinco (5) anos, renovável automaticamente por iguais períodos, salvo se uma das Partes informar a outra, com pelo menos seis (6) meses de antecedência, por via diplomática, de sua intenção de não o renovar. 2. Este Acordo poderá ser denunciado caso qualquer uma das Partes notifique à outra, por escrito, via canais diplomáticos, da decisão de denunciar este Acordo. Neste caso, este Acordo deixará de ter efeito 90 (noventa) dias após a data de tal notificação. Feito em Brasília, em 25 de agosto de 2010, em dois exemplares originais, no idioma português, todos os textos sendo igualmente autênticos. Pelo Governo da República Federativa do Brasil, Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores Pelo Governo da República da Guiné-bissau, Adelino Mano Queta, Ministro dos Negócios Financeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da República da Guiné-Bissau. MENSAGEM Nº 158, DE 2011 (Do Poder Executivo) AVISO Nº 220/2011 – C. CIVIL Informa aos membros da Câmara dos Deputados que a Presidente da República se ausentará do País no dia 30 de maio de 2011, em viagem oficial ao Uruguai. Senhores Membros da Câmara dos Deputados, Informo a Vossas Excelências que me ausentarei do País no dia 30 de maio de 2011, em viagem oficial ao Uruguai. Brasília, 26 de maio de 2011. 26868 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26869 26870 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26871 26872 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26873 26874 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO Ofício-Pres. nº 218/2011-CDEIC Brasília, 25 de maio de 2011 A Sua Excelência o Senhor Deputado MARCO MAIA Presidente da Câmara dos Deputados Nesta Assunto: Publicação de Projeto de Lei. Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regimento Interno, comunico a Vossa Excelência a apreciação do Projeto de Lei nº 3.722/2008 por este Órgão Técnico. 2. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do parecer a ele oferecido. Respeitosamente, – Deputado João Maia, Presidente. Publique-se. Em 27-5-11. – Marco Maia, Presidente. Sabádo 28 26875 COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Ofício 001–11 CMADS Brasília, 25 de maio de 2011. Ao Excelentíssimo Senhor Deputado MARCO MAIA Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regimento Interno, comunico a Vossa Excelência a apreciação, nesta data, do Projeto de Lei nº 1.486, de 2007, por este Órgão Técnico. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do parecer a ele oferecido. Respeitosamente, – Deputado Giovani Cherini, Presidente. Publique-se. Em 27-5-11. – Marco Maia, Presidente. 26876 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Ofício 002_11 CMADS Maio de 2011 Ofício 003_11 CMADS Brasília, 25 de maio de 2011 Brasília, 25 de maio de 2011. Ao Excelentíssimo Senhor Deputado MARCO MAIA Presidente da Câmara dos Deputados Ao Excelentíssimo Senhor Deputado MARCO MAIA Presidente da Câmara dos Deputados Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regimento Interno, comunico a Vossa Excelência a apreciação, nesta data, do Projeto de Lei nº 6.466, de 2009, por este Órgão Técnico. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do parecer a ele oferecido. Respeitosamente,– Deputado Giovani Cherini, Presidente. Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regimento Interno, comunico a Vossa Excelência a apreciação, nesta data, do Projeto de Lei nº 7.136, de 2010, por este Órgão Técnico. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do parecer a ele oferecido. Respeitosamente, – Deputado Giovani Cherini, Presidente. Publique-se. Em 27-5-11. – Marco Maia, Presidente. Publique-se. Em 27-5-11. – Marco Maia, Presidente. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26877 26878 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26879 26880 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26881 26882 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26883 26884 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26885 26886 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26887 26888 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Finda a leitura do expediente, passa‑se ao IV – PEQUENO EXPEDIENTE Concedo a palavra ao Deputado Izalci, do PR do Distrito Federal, um dos Parlamentares mais presentes e atuantes neste plenário. Lembro, Deputado Izalci, que hoje, 27 de maio, é Dia da Mata Atlântica, patrimônio nacional, um dos maiores e mais importantes patrimônios naturais deste País. O SR. IZALCI (Bloco/PR-DF. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, eu não poderia deixar de registrar aqui a grande vitória para o Distrito Federal ocorrida na terça-feira passada com a conquista do título do time de basquete UNICEUB/BRB, demonstrando que quando há investimento, apoio ao esporte, à cultura, os resultados aparecem. Quero parabenizar o UNICEUB, o nosso Reitor Getúlio, grande amigo, educador competente, toda a equipe do UNICEUB e, de forma muito especial, evidentemente, os atletas, que demonstraram muita fibra, muita garra. Como está na matéria de hoje, realmente o ginásio da FASCEB já está muito pequeno para receber todos os torcedores. É um orgulho muito grande ter um time como o UNICEUB representando o Distrito Federal. Mas, Sr. Presidente, ontem o Correio Braziliense publicou uma notícia importante, que espero que seja real. Refiro-me ao lançamento dos editais da Fundação de Apoio à Pesquisa. Fiquei satisfeito quando li declaração do novo Presidente da FAP de que seu objetivo é fazer com que a Fundação volte a dar prioridade à ciência e à tecnologia no Distrito Federal, sinal de que já reconhece o trabalho que fizemos. Mas eu diria que, para fazer cumprir a promessa, estampada no jornal, de colocar a Fundação de Apoio à Pesquisa em terceiro lugar entre as fundações do País, a primeira providência é sair do discurso para a prática. A Lei Orgânica do Distrito Federal estabelece, em seu art. 197 – pelo menos estabelecia –, que 2% da receita corrente líquida do Distrito Federal teria que ser aplicada em ciência e tecnologia, em pesquisa. Sr. Presidente, nossa Lei Orgânica é de 1990, mas os governantes, principalmente os Secretários de Fazenda, sempre usaram como artifício a afirmação de que é preciso regulamentar esse artigo. Com isso os anos se passaram, e esse dispositivo legal nunca foi cumprido. Aprovaram então na Câmara uma lei de iniciativa de Deputado, o que é totalmente inconstitucional, porque não é prerrogativa da Câmara regulamentar esses 2% da receita. Depois a Governadora em exercício mandou um projeto de lei para a Câmara. O projeto foi aprovado, mas, infelizmente, a regulamen- Maio de 2011 tação também não seria possível por projeto de lei, já que se tratava de mudança na Lei Orgânica, o que requeria projeto de lei complementar. Então, por muitos anos a ciência e a tecnologia foram deixadas de lado. Por causa desses artifícios, nós não conseguimos investir o que deveríamos nessa área. Até que o Tribunal de Contas começou a cobrar dos governantes a aplicação dos 2%. Eu, quando Secretário, exigi do Secretário de Planejamento que mandasse o Orçamento para a Câmara Legislativa com os 2%. Isso foi feito. Imediatamente, lancei os editais, até para não dar tempo de fazerem nenhuma manobra na Câmara Legislativa. Porém, para minha surpresa, junto como o Orçamento foi enviada uma lei complementar que reduzia o investimento de 2% para 0,5%. Lembro-me claramente de que naquele momento argumentou-se que seriam aplicados os 0,5% para atender ao Tribunal de Contas, mas que toda a bancada assumiria o compromisso de, no ano seguinte, em janeiro, fevereiro, aprovar o retorno dos 2%. Sr. Presidente, o Primeiro-Ministro da cidade, o Deputado Paulo Tadeu, do PT, foi um dos que fizeram muitos discursos favoráveis aos 2%. Espero que agora o discurso se torne prática e que seja encaminhada imediatamente para a Câmara proposta para que volte à Lei Orgânica o investimento de 2% em pesquisa. Assim nós poderemos lançar os editais para atender àquilo que é exatamente a nossa vocação, a pesquisa e o conhecimento. Quero, nesse sentido, fazer um apelo ao Governador, que talvez não saiba desse episódio. O “Primeiro-Ministro”, Paulo Tadeu, com certeza sabe, porque era Deputado Distrital na época. Como ele fazia muitos discursos favoráveis a esse nosso pleito, peço que encaminhe para a Câmara o mais rápido possível a mudança no art. 197, a volta dos 2%, para que o que foi anunciado no jornal de hoje se torne realidade e o Distrito Federal volte a investir em pesquisa. Mas eu também não vi na reportagem nenhuma menção sobre o projeto que eu mandei para a Câmara há cerca de 3 anos, se não me engano, que é prioridade para este País – o Distrito Federal teria de ser o primeiro a aprovar: a Lei de Inovação. Infelizmente, ainda não conseguimos isso. Os Estados já a aprovaram. Eu fui recentemente ao Espírito Santo com o Governador Renato Casagrande. Logo após assumi o cargo, no dia seguinte, o Governador enviou imediatamente para a Câmara o projeto da Lei de Inovação. Isso é fundamental. Não se fala em parque tecnológico, em cidade digital sem a aprovação da Lei de Inovação. Sr. Presidente, em Brasília, felizmente, temos um grande número de pesquisadores. Brasília tem Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS o maior número de pesquisadores por habitante. Há muito conhecimento nas gavetas, nas prateleiras das nossas universidades. O que nós temos que fazer agora é incentivar a transformação desse conhecimento em geração de emprego, em patentes, em renda. É disso que nós precisamos. Eu me lembro muito bem de um dos grandes programas do Governo Federal, em parceria com os Estados, o PAPPE – Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas. Não adianta investir em pesquisa sem transformá-la em produto, em conhecimento, em patente, em renda. Sr. Presidente, espero que nos próximos dias, como está anunciado na matéria de hoje, sejam realmente lançados os editais de pesquisa em Brasília. Brasília precisa de investimento em pesquisa, ciência e tecnologia. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra, no Dia da Mata Atlântica, ao Deputado Roberto de Lucena, do PV de São Paulo, Parlamentar que tem pautado sua atuação na defesa do meio ambiente e das comunidades indígenas. Ninguém melhor do que S.Exa. para prestar essa homenagem e registrar esta data. O SR. ROBERTO DE LUCENA (Bloco/PV-SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Amauri Teixeira, cujo brilhante trabalho desempenhado nesta Casa, em nome do nosso querido povo baiano, eu reconheço, Deputado que tem tido nesta Casa uma participação extraordinária, sempre precisa, inclusive nos debates mais acalorados; nobres Srs. Parlamentares, quero fazer inicialmente um registro. Hoje, num mundo, numa sociedade em que faltam bons exemplos – estamos carentes de bons exemplos –, registro o aniversário do Apóstolo Doriel de Oliveira, líder nacional e mundial da Igreja Casa da Bênção, uma das maiores denominações evangélicas do País. O Apóstolo Doriel de Oliveira, que completa aniversário no dia de hoje, conseguiu alguns marcos muito importantes. É muito difícil hoje no Brasil um pastor, um líder de um rebanho, chegar à marca de mais de 50 anos de ministério com uma história limpa, que mereça os aplausos e o reconhecimento do seu povo, do seu rebanho. O Apóstolo Doriel de Oliveira conseguiu atingir essa marca, tendo o respeito do seu rebanho, do seu povo, da sua numerosa família, que se espalha pelo Brasil e pelo mundo, e tendo também o respeito de toda a sociedade brasileira. E essa não é sua única marca significativa. Recentemente, dias atrás, ele também completou 50 anos de feliz casamento com D. Ruth, missionária que ao seu lado tem sido figura importante na construção de toda a história social, e Sabádo 28 26889 não somente evangelizadora, que desenvolve a Casa da Bênção em todo o Brasil. Então, eu faço aqui este registro, prestando minhas homenagens a essa figura das mais ilustres, a esse grande brasileiro, o Apóstolo Doriel de Oliveira. Também não poderia deixar de mencionar que hoje é o Dia da Mata Atlântica. E como eu gostaria, Deputado Amauri Teixeira, que hoje, Dia da Mata Atlântica, o Brasil verde e amarelo pudesse estar celebrando e comemorando uma boa notícia dada por esta Casa a respeito do Código Florestal. Tivemos uma semana acalorada, em que debates intensos se sucederam, e, infeliz e lamentavelmente, esta Casa não ouviu as ruas, não ouviu a sociedade organizada, não ouviu os jovens, não ouviu a comunidade científica, não ouviu o apelo quase dramático de todos os Ministros do Meio Ambiente, desde os do governo militar até o do último Ministro da Pasta, que apelaram para o bom senso desta Casa, que rogaram a ela que tivesse equilíbrio, que ponderasse e considerasse, porque o relatório do Deputado Aldo Rebelo ao projeto do novo Código Florestal trazia para nós – para o debate e a aprovação, como aconteceu – um verdadeiro desastre para a legislação ambiental deste País. Infelizmente, hoje, Dia da Mata Atlântica, não podemos celebrar essa conquista, não podemos celebrar essa vitória. Eu vou chegar, Sr. Presidente, logo mais à tarde, a minha casa, vou me encontrar com meus filhos, com a minha netinha, e infelizmente não vou poder abraçá-los e dar-lhes uma boa notícia. Mas levo a certeza de que nós lutamos – e muito! – nesta Casa, tentando o convencimento, o debate democrático. Porque não queríamos fugir do debate; ao contrário, queríamos o debate democrático. Mas, Sr. Presidente, queríamos chamar esta Casa à consciência sobre a importância de votarmos uma legislação atual, que não isolasse o Brasil do restante do mundo, que não boicotasse o direito à vida com qualidade – e a própria vida – e que não sabotasse o planeta. Infelizmente isso não aconteceu. Ficam aqui as nossas homenagens àqueles que têm se levantado, acreditando no Brasil, e àqueles que não têm querido tirar o verde da nossa bandeira. Hoje, no dia da Mata Atlântica, que foi considerada, a partir de 10 de fevereiro de 1993, patrimônio nacional, pela Constituição Federal, e que, apesar da devastação, é um dos biomas com uma das mais altas taxas de biodiversidade do mundo, eu quero dizer que nós lançamos o nosso olhar de esperança agora para o Senado, para que ele possa corrigir as distorções e os erros do relatório que não conseguimos corrigir aqui. 26890 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Se ainda no Senado nós não conseguirmos que os apelos da sociedade se façam ouvir, que a Presidenta, com a sua coerência, lucidez, independência e autoridade, possa, mais uma vez, tomar uma atitude em favor do Brasil de hoje, o Brasil do século XXI. Quero agradecer a sua generosidade e bondade e desejar a todos os brasileiros, a toda a família brasileira, um tempo de paz. Que esta Casa e o Brasil encontrem o seu caminho e que nós possamos corrigir essas distorções. Sr. Presidente, finalizo o meu pronunciamento agradecendo a sua generosidade e paciência. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Convido o Deputado Roberto de Lucena a assumir a Presidência, enquanto eu faço o meu pronunciamento. O Sr. Amauri Teixeira, § 2º do art. 18 do Regimento Interno,�������������������������� deixa ������������������������� a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Roberto de Lucena, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Roberto de Lucena) – Com a palavra o ilustre Deputado Amauri Teixeira. O SR. AMAURI TEIXEIRA (PT-BA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, meu líder na área ambiental, caro Roberto de Lucena, meus caros colegas Deputados, senhoras e senhores que estão nos assistindo pela TV Câmara e nos ouvindo pela Rádio Câmara, antes de iniciar a leitura de duas matérias que solicito sejam dadas como lidas, quero fazer alguns registros. Quero lembrar que foi preso – e, por isso, quero comemorar, embora não saiba se posso usar a palavra “comemorar” para um ato desse, ou de certa forma manifestar a nossa satisfação com a correção dessa injustiça – ontem o assassino, ou melhor, um dos assassinos dos três auditores fiscais do trabalho e de um motorista do Ministério do Trabalho em Unaí, episódio conhecido como a chacina de Unaí. Foi preso um dos assassinos: o Sr. Willian Gomes. Nós queremos aqui registrar esse fato, porque trabalhadores do serviço público, principalmente auditores fiscais do trabalho, exigem punição. Nós que somos auditores do Estado estamos expostos o tempo todo à reação estúpida daqueles que agridem a natureza – aqueles auditores estavam lá como fiscais do trabalho –, daqueles que sonegam tributos, daqueles que violam as leis. Muitas vezes, essas pessoas cometem a estupidez de assassinar um agente público. Eu quero marcar esse fato aqui e comemorar, de certa forma, demonstrando nossa satisfação. Também quero aqui comemorar – aí vale usar essa palavra no seu sentido apropriado, o de demonstrar alegria, o de demonstrar satisfação – informação Maio de 2011 divulgada ontem, meu amigo Roberto de Lucena, de que a Previdência pública bateu recorde de arrecadação. A Previdência urbana superou a sua arrecadação em 2,2 bilhões, mostrando-se superavitária. Há um discurso, Sr. Presidente, de que a Previdência é deficitária. Há um discurso de que é preciso reformar a Previdência por ser deficitária. E a Previdência, a verdadeira Previdência – a Previdência é uma espécie de seguro: contribui e usufrui de benefícios –, esse seguro, está funcionando. A parte que é contributiva está funcionando, Sr. Presidente. É claro que o déficit da Previdência, quando eles o mostram, inclui uma parte que não é propriamente previdenciária, mas de assistência social ao homem do campo – que tem que ser feita! Ninguém pode ser contra que se sustente o homem no campo, que se fixe o homem no campo, pois assim alimentamos o mercado interno. Também quero aqui, mais uma vez, parabenizar a nossa Presidenta Dilma Rousseff por ter sancionado ontem a lei que prevê a contratação de 500 novos peritos da Previdência. Foram criados mais 500 cargos de perito. Sabemos das dificuldades dos colegas peritos da Previdência, sabemos do sofrimento da população em relação à perícia. É insuficiente o número de peritos, situação que o Governo Lula já vinha corrigindo, e agora a Presidenta Dilma, com esse ato que cria 500 novos cargos de perito, dará mais conforto para os nossos segurados. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, gostaria de registrar que a Lei Complementar nº 131, de 2009, a chamada Lei da Transparência, completa hoje 2 anos, e o seu segundo aniversário não poderia ser esquecido, pois revela a soberania popular. Não existe Governo mais transparente em suas ações e políticas que o atual Governo da Presidenta Dilma. A lei assegura em seus dispositivos que a transparência ocorra mediante incentivo à participação popular e à realização de audiência pública durante os processos de elaboração e discussão de planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Orçamento. Registro também que está sendo feito na Bahia o PPA participativo. O Governador Jaques Wagner, inclusive, esteve na região do Piemonte da Chamada Diamantina, participando de discussão sobre o Plano Plurianual do Governo da Bahia, discussão essa que ocorrerá em vários Municípios. Quero aqui comemorar essa atitude do Governo Jaques Wagner, que já vem cumprindo a lei, estimulando a transparência, através de diversos atos, inclusive, da elaboração de um PPA participativo. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A lei também prevê a liberação, para o pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de acesso público. E aí, Sr. Presidente, chamo a atenção dos munícipes. Os Municípios com mais de 50 mil habitantes têm de ter um sistema de transparência em que o cidadão possa acessar, em tempo real, a execução do Orçamento. Isso é obrigatório. Esse prazo de implantação, por parte dos Municípios, está findando. Então, cobrem do seu Município a implantação da transparência, para que isso seja acompanhado em tempo real, e também a adoção de um sistema integrado de administração financeira e controle que atenda ao padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo. Pelo disposto na lei, o incentivo da participação popular nos atos de gestão pública perpassa o acesso popular – para conhecimento e acompanhamento da sociedade – às informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de acesso público. As informações sobre a execução orçamentária, que devem ser disponibilizadas à população, referem-se às receitas e às despesas públicas, sendo que tal obrigação legal iniciou-se para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de 100 mil habitantes em 27 de maio de 2010. Cobrem isso dos Prefeitos, das suas bases, Presidente Roberto de Lucena. E aos senhores que estão nos ouvindo: se sua cidade tiver mais de 100 mil habitantes – o seu Estado evidentemente está obrigado, assim como o Distrito Federal e a União –, cobre transparência. E para os Municípios, como é o caso da minha Jacobina, Irecê, Seabra, Itaberaba, Senhor do Bonfim e diversos outros Municípios da Bahia, com até 50 mil habitantes, a obrigação será a partir de 2013. A Lei Complementar nº 131, de 2009, Sr. Presidente, é mais um passo na lenta caminhada de aproximação do Brasil real com o Brasil ideal da Constituição. Essa aproximação é necessária ao aperfeiçoamento, amadurecimento e legitimidade da democracia brasileira, como bem salienta o Prof. Paulo Bonavides: “Nossa Constituição, na esfera teórica, já incorporou ou pelo menos deitou sementes na legítima soberania popular, que jamais germinarão, todavia, se ficarem expostas às ações inclementes e esterilizadoras dos legisladores de mandato representativo”. Pelo estímulo à participação popular, tanto no planejamento quanto no monitoramento das ações governamentais, é que a nossa Constituição foi cha- Sabádo 28 26891 mada de Carta Cidadã, exatamente por não confundir cidadania com sufrágio, pois este, embora salutar e essencial à legitimidade da democracia representativa, por si só não torna o cidadão sujeito ativo no processo decisório das ações de Governo. Nós sabemos, e o senhor sabe, que ser cidadão não é apenas votar, não é apenas eleger, é também votar e eleger, mas sobretudo participar da vida pública, controlar os atos públicos, fiscalizar as ações públicas, o uso do recurso público para dar qualidade e fazer com que o recurso público seja bem utilizado. E essa é a pretensão da lei da transparência. No Brasil ideal da Constituição, o cidadão comum e sem mandato não é simplesmente um eleitor, mas sim um indivíduo participante e controlador da atividade estatal, pois “não há democracia sem povo”, como lembra Bonavides. Pululam desculpas para não cumprir a lei. Desde a expectativa – sobretudo de alguns gestores, para quem a transparência é perigosa – de que a Lei “não pegue”; até a falta de tecnologia que impossibilitaria cumprimento, passando pela aposta na ausência de fiscalização pelos órgãos de controle. A sociedade brasileira não aceita mais esse tipo de gestor: o gestor que não presta contas, que não dá transparência, que não tem o povo como mandatário final e definitivo do poder. A transparência visa dar acesso aos verdadeiros mandantes do poder que é o povo, ao verdadeiro titular do poder que é o povo. Entrementes, não é demais destacar que mesmo neste contexto de escusas, a Lei Complementar representa um desafio, meu caro Roberto, ao amadurecimento da participação popular. É que, em se tratando de um importante avanço democrático, é imperioso que o povo conheça e exija o cumprimento da lei. O povo pode e deve exigir o cumprimento da lei, mesmo que para isso ocupe pacificamente as ruas e requeira incansavelmente aos órgãos de controle a aplicação de sanções à gestão e aos gestores lenientes com a transparência, inclusive aquela expressamente cominada, ou seja, ficar impedido de receber as transferências voluntárias, que são repasses de recursos correntes ou de capital de um ente a outro da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, mediante convênio, ajuste ou acordo. É claro que o povo, Sr. Presidente, não vai apenas controlar os recursos próprios do ente, Município e Estado. Vai controlar também os recursos transferidos, seja os da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, seja também os dos Estados aos seus Municípios. E boa parte dos desvios se dá exatamente aí. A������������������������������������������������ Lei de Transparência, que hoje aniversaria, merece nossas homenagens, pois o cumprimento de suas 26892 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS determinações auxiliará a construção do Brasil ideal que a Constituição, a partir dos seus pressupostos de soberania, cidadania e dignidade da pessoa, reviveu nos sonhos e ideário do povo ávido por democracia. Sr. Presidente, como V.Exa. está sendo muito tolerante – e há espaço para a tolerância hoje –, quero também registrar um artigo divulgado pela ONG WWF‑Brasil. Antes aproveito para convidar aqueles que vão fazer uso da palavra no Grande Expediente – Padre João e demais – para virem ao plenário, a fim de que possamos continuar a sessão. Nunca um orador convidou o outro. Meu caro Roberto, que tanto tem atuado aqui na defesa do meio ambiente, o artigo a que me refiro – que, é claro, V.Exa. já registrou também – é sobre o dia de hoje, 27 de maio, em que se comemora o Dia da Mata Atlântica. Gostaria de homenageá-la, pedindo que conste dos Anais desta Casa esse artigo, de autoria da ONG WWF-Brasil, que fala sobre as ações do Programa Mata Atlântica, e diz: “Programa Mata Atlântica. As ações do Programa Mata Atlântica visam aliar o bem-estar humano à conservação da biodiversidade e à manutenção da qualidade e integridade dos solos e dos recursos hídricos. A partir do cenário do Programa Mata Atlântica, a WWF vem trabalhando na missão de aliar o bem-estar humano à conservação da biodiversidade, qualidade, integridade do solo e dos recursos hídricos. Para isso, construiu uma agenda brasileira e independente, com linhas de ação focadas nos poucos remanescentes que se mantêm.” A WWF identifica como ferramenta de planejamento áreas críticas a serem conservadas em escala de 50 a 100 anos. PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR: Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados, gostaria de registrar que hoje a Lei Complementar nº. 131/09, a chamada Lei da Transparência, completa 2 anos, e o seu segundo aniversário não poderia ser esquecido por ser relevante à temática da soberania popular. Não existe governo mais transparente em suas ações e políticas que o atual Governo da Presidenta Dilma. A Lei assegura, por seus dispositivos, que a transparência ocorra mediante: a) incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Orçamentos; b) li- Maio de 2011 beração, ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de acesso público; c) adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo. Pelo disposto na lei, o incentivo da participação popular nos atos de gestão pública perpassa pelo acesso popular – para conhecimento e acompanhamento da sociedade – às informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de acesso público. As informações sobre a execução orçamentária, que devem ser disponibilizadas à população, referem-se às receitas e às despesas públicas, sendo que tal obrigação legal iniciou-se para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de 100 mil habitantes em 27 de maio de 2010; para os Municípios que tenham entre 50 mil e 100 mil habitantes a disponibilização das contas na Internet torna-se obrigatória a partir de 27 de maio de 2011; e para os Municípios que tenham até 50 mil habitantes, a obrigação será a partir de 2013. A Lei Complementar 131/2009, Sr. Presidente, é mais um passo na lenta caminhada de aproximação do Brasil real do Brasil ideal da Constituição. Esta aproximação é necessária ao aperfeiçoamento, amadurecimento e legitimidade da democracia brasileira, como bem salienta o Prof. Paulo Bonavides: “Nossa Constituição, na esfera teórica, já incorporou ou pelo menos deitou sementes da legítima soberania popular, que jamais germinarão, todavia, se ficarem expostas à ação inclemente e esterilizadora dos legisladores do mandato representativo”. Pelo estímulo à participação popular, tanto no planejamento como no monitoramento das ações governamentais, é que a nossa Constituição foi chamada de Carta Cidadã, exatamente por não confundir cidadania com sufrágio universal, pois este, embora salutar e essencial à legitimidade da democracia representativa, por si só não torna o cidadão sujeito ativo no processo decisório das ações de governo. No Brasil ideal da Constituição, o cidadão comum e sem mandato não é simplesmente um eleitor, mas sim um indivíduo participante e controlador da atividade estatal, pois “não há democracia sem povo”, como lembra Bonavides. Pululam desculpas para não cumprir a lei. Desde a expectativa – sobretudo de alguns gestores para quem a transparência é perigosa – de que a lei “não pegue”; até a falta de tecnologia que impossibilitaria Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cumprimento, passando pela aposta na ausência de fiscalização pelos órgãos de controle. Entrementes, não é demais destacar que mesmo neste contexto de escusas, a Lei Complementar representa um desafio ao amadurecimento da participação popular. É que, em se tratando de um importante avanço democrático, é imperioso que o povo conheça e exija o cumprimento da lei. O povo pode e deve exigir o cumprimento da lei, mesmo que para isso ocupe pacificamente as ruas e requeira incansavelmente aos órgãos de controle a aplicação de sanções à gestão e aos gestores lenientes com a transparência, inclusive aquela expressamente cominada, ou seja, ficar impedido de receber as transferências voluntárias, que são repasses de recursos correntes ou de capital de um ente a outro da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, mediante convênio, ajuste ou acordo. Além disso, o Portal Oficial da Transparência, totalmente desenvolvido e integrado tanto com o sistema de contabilidade do Município como com a Rede Mundial de Computadores, permite que, em apenas 20 minutos, a Prefeitura disponibilize suas contas na Internet, com agilidade, garantia e segurança, permitindo ao cidadão acessá-las instantaneamente e ainda efetuar buscas no banco de dados por inúmeros critérios. Este programa de computador ainda abre um canal direto de comunicação entre o cidadão e o gestor, por meio da Transparência Cidadã, onde, no ambiente do próprio relatório, qualquer indivíduo pode postar comentários sobre qualquer despesa realizada – elogiando ou criticando – assegurando ao gestor responder com informações complementares ou justificativas, ficando todas as postagens abertas para consultas. O interesse da população em acompanhar a execução orçamentária é notório e comprovado, pois tão logo é noticiada a disponibilização das contas, os acessos se multiplicam – como, por exemplo, o extraordinário número de 33 mil acessos registrados, em uma única semana – ao Portal Oficial de Transparência de determinado Município, com mais de 100 mil habitantes. Pois bem, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Lei da Transparência, que hoje aniversaria, merece nossas homenagens, pois o cumprimento de suas determinações auxiliará a construção do Brasil ideal que a Constituição – a partir dos seus pressupostos de soberania, cidadania, dignidade da pessoa – reviveu nos sonhos e ideário do povo ávido por democracia. ARTIGO A QUE SE REFERE O ORADOR Maiores remanescentes contínuos do país, parques paulistas iniciam testes para criar sistema de monitoramento dos impactos da visitação. Sabádo 28 26893 Ela protege uma das mais ricas biodiversidades do mundo, oferece locais de beleza cênica sem igual, contribui com o fornecimento de água para mais da metade da população brasileira e na regulação do clima de algumas das maiores cidades do país. É impossível falar da Mata Atlântica, uma das florestas mais exuberantes do mundo, sem usar superlativos para dimensionar sua importância e evidenciar sua urgente proteção. Restam apenas 7% do bioma em seu estado natural e 60% dos animais ameaçados de extinção do país dependem desse ambiente para sobreviver. Nesta quarta-feira, 27, comemora-se o Dia da Mata Atlântica. A data marca a necessidade de barrar o desmatamento, recuperar o que foi degradado, ampliar o número de áreas protegidas, públicas e privadas, e melhorar a gestão daquelas que já existem. Os principais núcleos de resistência da floresta são as áreas já protegidas, ou seja, parques públicos e reservas particulares criados por lei. Setenta anos depois de criada a primeira unidade de conservação – o Parque Nacional do Itatiaia – para evitar a destruição de trechos fundamentais do bioma, agora o desafio é aperfeiçoar a infraestrutura e o modelo de gestão dos parques para que o visitante destas áreas passe a ser mais um aliado na conservação da Mata Atlântica. “À medida que as pessoas conheçam e descubram para que servem as unidades de conservação e a relação direta dessas áreas com sua qualidade de vida, elas passarão a apoiar e contribuir para que elas se perpetuem, tornando-se aliadas da conservação ambiental”, aposta a coordenadora do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil, Luciana Simões. Sistema será criado para minimizar impactos. No Estado de São Paulo, onde se encontram os maiores trechos florestais em bom estado de conservação, especialistas iniciam em junho atividades em três parques estaduais – Intervales, Serra do Mar e Itinguçu. As informações como largura e condições das trilhas, presença de lixo, e outros possíveis impactos vão compor os testes essenciais para, de um lado, controlar e prevenir o impacto da visitação e, de outro, melhorar as condições para que as unidades de conservação possam melhor receber as pessoas que queiram conhecer e proteger a Mata Atlântica. Com os testes pilotos espera-se criar um sistema de monitoramento para ser incorporado por todos os 29 parques paulistas que recebem por ano 1,2 milhões de visitantes. Neste primeiro semestre de 2009, o projeto prevê ainda a capacitação das equipes dos parques sobre o acompanhamento e a manutenção 26894 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS das trilhas até os atrativos naturais como cachoeiras, riachos, formações rochosas etc. Conforme Luiz Roberto Oliveira, coordenador do Programa Trilhas de São Paulo da Fundação Florestal, o principal objetivo não é aumentar a visitação destas áreas, mas “oferecer aos visitantes melhores atrativos, informação e segurança, propiciando que os parques tenham os meios para garantir a conservação desses recursos naturais”. O projeto de melhoria das unidades de conservação, desenvolvido em parceria entre WWF-Brasil e Fundação Florestal, soma-se a um conjunto de medidas propostas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo para aprimorar a gestão dos parques e consolidar a vocação turística sustentável dessas áreas. Além de estudos para evitar e minimizar os impactos da visitação, será realizado o levantamento do potencial econômico dos produtos turísticos e o investimento na infraestrutura receptiva (centro de visitação, sinalização, instalações sanitárias, trilhas suspensas) dos parques. A SRA. ÍRIS DE ARAÚJO (PMDB-GO.) – Sr. Presidente, peço a palavra pela Liderança do PMDB. O SR. PRESIDENTE (Roberto de Lucena) – Tem V.Exa, a palavra pela Liderança do seu partido. Enquanto a Deputada Íris de Araújo assoma à tribuna, convido o Deputado Amauri Teixeira, que terminou o seu oportuno pronunciamento, para reassumir a Presidência da sessão. A SRA. ÍRIS DE ARAÚJO (PMDB-GO. Como Líder. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Goiás vive um momento de perplexidade diante de recentes informações de que a Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA estudam escolher uma de nossas cidades para receber rejeitos radioativos das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. No caso, o Município escolhido seria Abadia de Goiás, que se tornou mundialmente conhecida por abrigar o único depósito definitivo de lixo radioativo do Brasil, originado do dramático acidente com o Césio-137 que atingiu Goiânia a partir de 13 de setembro de 1987, quando uma cápsula com 19 gramas do elemento radioativo foi aberta em um ferro-velho. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, telespectadores da TV Câmara, quero desta tribuna deixar claro que nós, goianos, não aceitaremos, em hipótese alguma, receber uma nova leva de dejetos, e tudo faremos para impedir mais essa agressão a Goiás, que tanto sofreu, e ainda sofre, com as agruras e as destruições decorrentes daquele fatídico acontecimento. A verdade, Sr. Presidente, é que as intenções da CNEN e do IBAMA de direcionar lixo radioativo das Maio de 2011 usinas de Angra para Abadia de Goiás só fazem trazer de volta o pesadelo que se abateu sobre a nossa população desde o acidente com o Césio-137. São feridas que não foram cicatrizadas e perda de vidas irreparáveis, aspectos que já deveriam claramente sinalizar às autoridades nacionais que não temos mais como carregar outro fardo desse porte, nem outra herança maculada com os perigos e as fatalidades da chamada era nuclear. Pelas intenções, ainda não oficializadas, Abadia de Goiás receberia rejeitos de Angra 1 e Angra 2, tornando-se sede de um depósito nacional até 2018. Ora, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores da cidade, contudo, já se manifestaram de maneira cabal contra a instalação de novo depósito em suas dependências. O Município recebe hoje 19.700 reais por mês do Governo Federal como compensação por já abrigar o depósito do Césio-137. Para que Abadia de Goiás se torne repositório nacional, a CNEN teria sinalizado com geração de empregos e investimentos em infraestrutura, além de royalties, como compensação pelo possível desgaste. Porém, está mais do que evidente que a população local e toda a sociedade goiana sequer vão considerar proposta desse porte. Antes, o que já se verifica em protestos de rua e em reações nas diversas instâncias democráticas é, em realidade, o repúdio às pretensões das autoridades nacionais, que só fazem reacender o preconceito de que Goiás foi vítima, por tantos anos, desde a eclosão do acidente com o Césio-137. Em nosso meio, permanecem vivas as mazelas daquele acidente originado pelo abandono de um aparelho radioterapêutico que continha material radioativo. Deixado numa clínica desativada, o dispositivo foi vendido a Devair Ferreira, dono de um ferro-velho, e os 19 gramas de césio contidos em uma cápsula foram manipulados e expostos a familiares, amigos e funcionários. A contaminação só foi descoberta 16 dias depois. A radiação se alastrou por Goiânia e cidades vizinhas. As vítimas sentiam náuseas, seguidas de tonturas, com vômitos e diarreias. Quatro pessoas morreram devido à exposição aguda à radiação. Esse é o número oficial de mortes considerado pelo Estado, que tem hoje 943 vítimas cadastradas para receber acompanhamento no Centro de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira, fundado para atender à população afetada. No entanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Associação de Vítimas do Césio-137 avalia que o acidente tenha, de fato, provocado 81 mortes e contaminado ou irradiado outras 1.500 pessoas. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A CNEN constata que o material radioativo gerou 6 mil toneladas de lixo atômico, volume composto por casas demolidas, roupas, móveis, carros e objetos contaminados. Para se ter dimensão do ocorrido, basta dizer que o episódio do Césio-137 em Goiânia foi o maior acidente radioativo do Brasil. Naquela época, o mundo ainda se recuperava do desastre causado por um vazamento na usina nuclear de Chernobyl, na antiga União Soviética, ocorrido 1 ano antes. Para armazenar o lixo atômico, o Parque Estadual Telma Ortegal foi criado no Município de Abadia de Goiás. São 1.200 caixas e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos. Em nossa memória, ficam as lembranças da menina Leide das Neves, de apenas 6 anos, filha de Devair, que se tornou símbolo de uma tragédia que jamais esqueceremos. Sras. e Srs. Deputados, dirigentes da CNEN informaram à imprensa de Goiás que o risco de vazamento, caso os rejeitos sejam transportados para o Estado, é praticamente nulo e que nunca houve nenhum incidente nos 14 anos de existência do depósito de Abadia. Porém, existem aspectos relacionados à saúde pública que não são considerados pelas autoridades. As maiores taxas médias de incidência de câncer em homens e mulheres estão em Porto Alegre, Goiânia e São Paulo. Foi o que revelou, no ano passado, o quarto volume da publicação Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional, divulgados pelo INCA. Naquele registro, em homens, por 100 mil habitantes, Porto Alegre teve 404,16 casos; Goiânia, 365,43 casos. As taxas médias relativas às mulheres foram de 288,19, em Porto Alegre, e 262,82, em Goiânia. Sem entrar no mérito das causas e origens do crescimento da doença, o que demandaria estudo científico específico e aprofundado, fica evidente que os goianos jamais admitiriam correr novos riscos de verem agravadas as suas condições de saúde. Uma nova leva de rejeitos radioativos em Abadia, a 24 quilômetros da Capital Goiânia, que, com sua região metropolitana, abriga mais de 3 milhões e 400 mil habitantes, seria impensável. Na verdade, seria expor essa população sofrida ao pesadelo radioativo, num momento em que o mundo outra vez se debate com a insegurança de usinas nucleares, em razão do acidente ocorrido em Fukushima, no Japão. Com todo seu aparato de segurança, com todas as garantias, com toda a tecnologia que o Japão exibe, a usina de Fukushima está mostrando que, apesar de todos os cuidados, um acidente nunca pode ser descartado. Sabádo 28 26895 De maneira definitiva, Goiás não está disposto a colaborar com as ações nucleares do País funcionando como lixão de rejeitos que por muitos anos representarão um constante, um sinal de alerta para a possibilidade de tragédias e doenças incuráveis. Goiás necessita, isso sim, de investimentos sustentáveis para retomar o crescimento, gerar empregos e renda e cumprir sua missão como um Estado que possui inúmeras potencialidades para colaborar no desenvolvimento nacional, graças à capacidade de seu povo. Abadia de Goiás não pode receber mais lixo radioativo. O Município já foi por demais sacrificado. Por tudo isso, daremos um vigoroso “não” às intenções da CNEN e do IBAMA. O nosso Estado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, merece o respeito de toda a Nação, até por tudo pelo que passou por causa de um acidente radioativo. Faço aqui veemente apelo para as autoridades: por favor, lembrem-se de Goiás quando forem fazer investimentos; esqueçam-se do nosso Estado quando quiserem levar essa carga de lixo radioativo. Goiás não é depósito de lixo atômico. Faremos todos os esforços, todo o trabalho, toda a mobilização que forem necessários – tenho certeza de que não só da nossa parte, na qualidade de Deputada Federal eleita principalmente por Goiânia e sua região metropolitana, mas por parte de toda a bancada de Goiás –, estaremos à frente de todo e qualquer tipo de mobilização popular para que não ocorra esse tipo de empreendimento. Na realidade, não é um empreendimento, é um demérito para o Estado de Goiás. Por Goiás e pelo Brasil, estaremos sempre a postos. Era o que tinha a dizer. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Parabenizo a Deputada Íris pelo pronunciamento. S.Exa. está sempre preocupada com o seu Estado de Goiás, com a educação e com tantos outros temas. Nós também subscrevemos requerimento para realizar audiência pública destinada a debater soluções para o lixo radioativo, uma vez que temos a mesma preocupação que S.Exa. em relação à cidade de Caetité, na Bahia. Durante o discurso da Sra. Íris de Araújo, o Sr. Roberto de Lucena, § 2º do art. 18 do Regimento Interno��������������������������� , deixa ������������������������� a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Amauri Teixeira, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – O próximo inscrito para falar no período do Pequeno Expe- 26896 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS diente é o Deputado Francisco Escórcio, do PMDB do Maranhão. S.Exa. dispõe de 5 minutos. O SR. FRANCISCO ESCÓRCIO (PMDB-MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, meus colegas Deputados e Deputadas, ontem tive a honra de participar de um debate acalorado, respeitoso e bem didático, por ocasião de audiência pública requerida por V.Exa., Deputado Amauri Teixeira, para debatermos a questão da saúde. Na oportunidade, eu dizia que me lembrava claramente das palavras do Presidente Lula, quando S.Exa. falava sobre o assunto para toda classe política. Como assessor especial da Presidência da República, lembro que eu ouvia o Presidente Lula dizer que precisávamos da CPMF exatamente para financiar a saúde no Brasil. Ontem, Deputado Amauri Teixeira, ouvi – e fiquei preocupado – que a saúde no Brasil carece, urgentemente, de um aporte financeiro que possa tirá-la da situação em que está. E me recordo, como se fosse hoje, lá no Senado da República, as figuras exaltadas, os verdadeiros donos da verdade, dizerem que o Lula não precisava, que o Brasil não precisava daquele imposto. Não! O Brasil não precisava! O Brasil não precisa! Quem precisa é o povo do Brasil, principalmente os mais necessitados, porque os mais abastados têm como buscar essa saúde. Eu me rendo ao que foi dito e debatido ontem: nós precisamos urgentemente salvar a saúde brasileira. Não sei de que forma, mas que ela está doente, está. Quero aqui enaltecer V.Exa. pela invocação de um tema que precisa ser discutido, e de frente. E se faço essa revelação aqui é porque também acho que esse imposto não foi trazido ao Brasil na época do Lula, mas na de Fernando Henrique Cardoso, pelo PSDB. E o PSDB, hoje, faz aquilo que eu disse na audiência: que muitos Prefeitos que pertencem à Oposição estão comendo do veneno dado naquela época. Lembro‑me de que havia à época uma pessoa muito falante, uma pessoa que se expressava, uma pessoa que era o dono da verdade, mas que não foi reeleito. Refiro-me ao Sr. Arthur Virgílio, que era o todo-poderoso no Senado Federal. Ele foi um dos pilares para que essa saúde não fosse revigorada. Ah, Arthur Virgílio, onde você está que não aparece agora para ver como está a situação da saúde? É bom que a gente venha aqui para, alto e bom som, dizer ao Brasil que aqueles é que foram os verdadeiros carrascos da saúde no Brasil. Eles não foram os carrascos dos mais poderosos, dos afortunados, foram os carrascos, sim, dos mais pobres, daqueles que dependem da saúde pública, que ficam em filas de maneira deprimente, como podemos ver. Maio de 2011 Para salvarmos a saúde não basta contar com o Ministro Padilha – e conheço largamente a maneira de ser de S.Exa., muito competente –, pois não há verba para que ele possa ajudar. Portanto, venho a esta tribuna, na manhã de hoje, pedir a esta Casa e ao Senado Federal que encontrem uma saída honrosa e digna para a saúde brasileira, que está na UTI. Sr. Presidente, quero felicitar V.Exa. pela maneira democrática de fazer a política para o bem da população brasileira. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Obrigado, Deputado Francisco Escórcio, Parlamentar atuante desta Casa, nobre representante do Maranhão. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra à Sra. Deputada Rosinha da Adefal. A SRA. ROSINHA DA ADEFAL (Bloco/PTdoB-AL. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, primeiramente, peço desculpas pela ausência. Fazer este pronunciamento foi a forma que encontrei de me fazer participativa em tão importante momento, já que compromissos inadiáveis me prendem na Capital Federal até o dia de amanhã. Foi com grande alegria que recebi a notícia de que Maceió conheceria, nesta data, o seu Plano de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Parabenizo o Exmo. Sr. Secretário Municipal de Direitos Humanos, Dr. Pedro Montenegro, e a todos que se empenharam na construção deste projeto. Para minha felicidade, no último dia 20 de maio realizei em Maceió o primeiro evento da Procuradoria Especial da Mulher em Alagoas, órgão da Câmara dos Deputados, do qual sou Procuradora Adjunta. Foi neste evento que retornei às atividades, após o luto que vivenciei desde o início do mês, e que é de conhecimento de todos vocês. E minha maior alegria foi constatar que o encontro que realizei veio como que um prefácio para a solenidade deste dia 27, em que se apresenta para a sociedade maceioense um instrumento de defesa da dignidade feminina. Quero salientar que a escolha do mês de maio para a realização do encontro da Procuradoria Especial da Mulher se deu em razão de dois acontecimentos que lhe são marcantes: o Dia das Mães e o Dia do Trabalho. Assim, foram as mulheres trabalhadoras as maiores homenageadas do dia. Convidei todas e todos para refletirem, ainda que brevemente, sobre as dificuldades que as mulheres encontram no mercado de trabalho, principalmente quando são mães ou chefes de família. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS As leis brasileiras são muito sensíveis a esta realidade, o que demonstra que nós, Parlamentares do Congresso Nacional, estamos atentos e sabemos das dificuldades para conciliar a condição de mulher trabalhadora com os anseios de maternidade, o exercício do direito à escolha amorosa e a constituição de uma família, enfim, a vida. Temos diversos direitos garantidos, em razão de nossa especial condição. Mas muitos deles não chegam a se efetivar em nossa vida prática. É comum que, ao final de nossa jornada de trabalho, nos dirijamos aos nossos lares para o que se conhece como dupla jornada. Eu diria que muitas de nós enfrentam a tripla jornada, pois para oferecermos melhores condições de vida aos nossos familiares muitas vezes temos de manter mais de um emprego, transformando o momento das tarefas domésticas numa terceira jornada de trabalho, isso sim! Culturalmente, as tarefas domésticas nos vêm como herança. Precisamos quebrar esse paradigma e, com a gentileza e doçura que nos é peculiar, buscar a igualdade de gênero também em nossas casas. Nossas casas. É nesse ambiente, que deveria nos acolher, após um exaustivo dia, que muitas de nós encontram o desrespeito, a dor, a tristeza, a violência física e moral. Este foi o tema que esteve em debate no encontro da Procuradoria da Mulher: Como nós podemos ser as protagonistas da aplicação da Lei Maria da Penha? Como fazer valer essa lei que nos protege da violência doméstica e familiar? Este lugar em que qualquer ameaça e violência, antes de tudo, é uma covardia! Nesse particular, trago um tema à reflexão, que espero esteja sempre presente nas discussões sobre questão de gênero em Alagoas. Tenho diversas missões no meu mandato. Mas uma delas é trazer para os debates a condição da mulher com deficiência. Lamentavelmente, por sua dupla vulnerabilidade, a mulher com deficiência sofre mais discriminação no mercado de trabalho. Também é mais invadida em sua vida pessoal, em suas escolhas amorosas, em sua decisão de constituir família e engravidar, além do que é mais vulnerável à violência doméstica e familiar. E tão mais delicada é sua situação que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas, trata em destaque dessa dupla condição de desvantagem: ser mulher e ter deficiência. Encerro minhas palavras, colocando-me à disposição dos senhores e senhoras, não somente como Deputada Federal, mas também como 1ª Procuradora Adjunta da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara dos Deputados. Sabádo 28 26897 Antes como militante, agora como representante do Legislativo Federal, penso que muito posso construir para a melhoria da condição feminina e para a igualdade no que se refere às questões de gênero em Alagoas. A todos, o meu carinhoso abraço, e contem comigo para a efetiva realização do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher em Maceió. Era o que tinha a dizer. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Passa-se ao V – GRANDE EXPEDIENTE Com a palavra o Sr. Deputado Pinto Itamaraty, do PSDB do Maranhão, por 25 minutos. O SR. PINTO ITAMARATY (PSDB-MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, ocupo a tribuna para abordar dois assuntos muito importantes para o País: segurança pública nacional e educação. Na minha concepção, a segurança pública precisa estar sempre com os olhos voltados para a educação, que é um dos pilares essenciais para a redução da criminalidade no Brasil. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados e todos aqueles que nos assistem pela TV Câmara e por intermédio de outros meios de comunicação, neste Grande Expediente quero abordar, repito, dois assuntos muito importantes que vêm ocupando os fóruns de discussão e a grade da programação jornalística do País. Falo da situação da segurança pública e da educação brasileira. O Governo Federal, que tanto alardeou investimentos para a segurança, acabou não tirando suas promessas do papel, ficando apenas no discurso de campanha. Com os cortes orçamentários, os investimentos para o combate ao crime minguaram e projetos amplamente explorados na corrida eleitoral não avançaram nos últimos 5 meses de gestão do atual Governo. O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, que deveria ser um dos principais meios de cooperação com Estados e Municípios, terá menos 1 bilhão de reais no Orçamento deste ano, o que corresponde a 47% do previsto. Segundo o jornal O Globo, as despesas foram 28,5% menores de janeiro a abril, em comparação com o mesmo período de 2010. Até agora, foram aplicados 279,7 milhões de reais, ante 391,2 milhões de reais no primeiro quadrimestre de 2010. Quase 40% do montante são de restos a pagar, ou seja, compromissos assumidos em anos anteriores, mas só quitados agora. Apesar de o Orçamento prever mais de 2 bilhões de reais para o PRONASCI, a Secretaria Nacional de Segurança Pública admite que o Ministério da Justiça 26898 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS terá somente 1,25 bilhão de reais para bancar as atividades do programa este ano. Os dados constam do Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI. Os Estados já sentem os efeitos do corte, tanto faz serem aliados do Governo ou não. Em Minas Gerais, os convênios firmados com o Ministério em 2010 continuam sem verba. O Espírito Santo, que amarga uma das maiores taxas de homicídio do País, aguarda o repasse de aproximadamente 1 milhão de reais para construir uma nova delegacia de tóxicos e um centro de instrução para os bombeiros. O Maranhão, que registrou no ano passado 500 homicídios só na Capital, uma média de 1,3 assassinatos diariamente, necessita, portanto, de políticas públicas certeiras para reduzir os homicídios. Além do visível corte de investimentos em áreas fundamentais, a recém‑divulgada pesquisa Mapas da Violência de 2011 corrobora a tese de que a situação precisa de atenção especial. De acordo com dados do levantamento, dos 50 mil assassinatos ocorridos por ano no Brasil, apenas 4 mil, ou seja, 8%, têm autores identificados e presos. Nosso País tem hoje mais de 100 mil assassinatos sem solução, conforme inquéritos abertos até o ano de 2007. Soma-se a isso a triste constatação de que menos de 10% dos 50 mil assassinatos anuais são solucionados. A polícia brasileira leva a fama de ineficiente, quando comparada com corporações de outros países. Enquanto por aqui mais de 90% dos casos de homicídio ficam sem solução, nos Estados Unidos e no Japão são apenas 30%. O fraco desempenho da polícia brasileira aumenta a sensação de impunidade dos bandidos. As razões dessas falhas são variadas: Falta de aparelhagem científica. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos a polícia utiliza recursos como análises de DNA e impressões digitais para reunir evidências que indiquem a autoria do crime, a base do método de investigação da nossa polícia são os interrogatórios de suspeitos e testemunhas. Necessidade de melhorias da formação dos técnicos. Melhorar esse quadro exigiria um investimento maior na formação e no treinamento de investigadores e peritos. Outra medida seria a instalação de um banco de dados nacional e unificado para mapear os crimes e reunir as informações sobre os criminosos. Recompensas e incentivo para a carreira de policial. Implantar um sistema de promoções não para policiais que prendam mais gente, mas para policiais em cujas áreas de atuação as taxas de crime caiam. Temos, assim, cidadãos brasileiros, a prova concreta de que o aparato policial brasileiro está defasado Maio de 2011 e impotente para combater a estrutura do crime, que está cada vez mais sofisticada. Para além dos programas mirabolantes na área de segurança, o que nós precisamos de fato é de políticas públicas com investimentos sérios e sem contingenciamentos do Governo. Um passo inicial diz respeito à formação de policiais civis, militares, peritos, investigadores e dos profissionais de segurança como um todo. Esses profissionais recém-formados costumam sair das academias e não exercer, na prática, completamente o aprendizado teórico. Parece ser algo normal, pois em nenhuma profissão é possível seguir com todo o acerto. Porém, o “mantenedor da segurança” trata de vidas humanas e qualquer erro pode ser fatal para uma pessoa, família ou instituição. O constante crescimento da violência atinge os cidadãos que optam em fazer parte de uma instituição responsável pela segurança pública do País. Isso certamente influencia as percepções desse cidadão. O que se nota é que há uma falha na formação desse segmento, uma vez que os conceitos sobre segurança pública e direitos humanos se apresentam mais no senso comum, com noções adquiridas com o cotidiano, do que na própria técnica aprendida nas academias de formação da classe de policiais. Daí, como passo inicial, entendo que os centros de formação devem ser percebidos como de fundamental importância para a realização de mudanças na área da segurança pública nacional. A necessidade de transformação da atuação cotidiana se faz pelo caminho da academia. Propor um ensino adequado, que não apenas molde o indivíduo como um “combatente do crime” – expressão inclusive usada por Marcos Rolim, especialista em segurança pública e direitos humanos –, mas também o indivíduo diferenciado do restante da sociedade. É no centro de formação policial, sobretudo de praças, que se forma a grande maioria dos operadores da segurança pública que estão em contato mais próximo com a população. Nesse centro, cada detalhe da formação do policial pode proporcionar mais à frente uma ação correta e de acordo com as normas ou uma ação desastrosa e sem reparos para com a sociedade por parte daquele policial mal preparado. O policial é um profissional diferenciado, e é assim que deve ser visto. Ter conceitos comuns à sociedade, que cada vez mais se torna violenta, não traz benefício nenhum. Por isso, defendo que investir na segurança se faz com a formação e a valorização do seu material humano principalmente. Devemos ter em mente que não há outra forma de se exigir uma força de segurança qualificada e sintonizada com o Estado Democrático de Direito que não seja pela via da educação. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A profissão policial deveria ser reconhecida/recompensada tal qual a de professor pelo fato de que ambas são garantias constitucionais. Sobre a remuneração da classe, aproveito o espaço para compartilhar com todos que já solicitei a inclusão na Ordem do Dia, algumas vezes, da PEC nº 300/2008. Essa proposta de emenda constitucional visa garantir o piso salarial dos policiais, equiparando o salário dos policiais brasileiros ao dos profissionais do Distrito Federal. A valorização desse profissional, inclusive, será discutida em uma audiência pública, nesta Casa, no próximo dia 31 de maio, terça-feira, seguida do lançamento da Frente Parlamentar de apoio à PEC em questão, a qual apoio. E muitos Parlamentares desta Casa têm debatido em defesa da melhoria salarial do quadro da segurança pública nacional. Um piso salarial nacional aos policiais brasileiros é um importante caminho para o reconhecimento do valor destes. Esta é uma correção de uma injustiça histórica. Mas não podemos esquecer que recompensas como remuneração digna devem ser casadas com investimentos em formação e educação continuada, não só dos profissionais da segurança, mas de toda a sociedade. Pagar bem ao profissional é necessário, mas é importante que, também, tenhamos em mente que o tempo passado na escola se reflete nessa qualidade de vida, que o ganho social só virá se direitos fundamentais como a segurança, a saúde e a educação funcionarem bem e em conjunto. Notamos, assim, que só investir em segurança não vai fazer com que alcancemos um modelo de desenvolvimento que desejamos; esse pode ser possível estabelecendo mecanismos de aumento do nível de escolarização da população. Vários estudos comprovam que a escolarização também reduz os indicadores de criminalidade. Por exemplo, a conclusão do ensino médio reduz significativamente a probabilidade de o jovem cometer crime contra as pessoas e o patrimônio nacional. No País cerca de metade dos desempregados são jovens que estão entre 16 e 24 anos. O fenômeno decorre de várias causas, com destaque para a falta de experiência profissional e baixa escolaridade, o que é de se lamentar, Srs. Deputados. O maior acesso à educação ao jovem menos favorecido economicamente irá tornar mais justa a disputa por um espaço no mercado de trabalho, uma disputa igualitária tanto quanto com aqueles que têm melhores condições de estudo nas escolas brasileiras. Na medida em que um jovem trabalhador se escolariza, ele melhora a sua capacidade de obter um emprego e desenvolver um trabalho mais sofisticado, Sabádo 28 26899 absorvendo inovação tecnológica, que é o segredo da produção com qualidade nos dias de hoje, fundamentalmente com o avanço da tecnologia no planeta. O Brasil, como se sabe, é um dos países mais desiguais do mundo. Um dos elementos fundamentais reside na desigualdade no acesso à educação. Em média, 1 ano a mais de escolaridade no Brasil representa um acréscimo no salário de 15%. Para efeitos comparativos, nos Estados Unidos esse percentual é de 10%. No nível superior, esse prêmio é ainda maior no Brasil, chegando a 18,7% em média para cada ano de estudo em nível superior. A pesquisa, divulgada em outubro de 2010 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) demonstra, ainda, que quem completou o ensino fundamental tem 35% a mais de chances de ocupação que um analfabeto; o número sobe para 122% na comparação com alguém que tenha concluído o ensino médio. Quem completou o ensino superior tem 387% de chances a mais para ocupar uma vaga no mercado de trabalho. Ainda de acordo com a pesquisa, para as pessoas que concluem a pós-graduação o salário, referente aos demais profissionais do mercado, sobe em média 544%. Entretanto, antes de pensarmos para depois da graduação, é necessário dar atenção à expansão da rede de ensino básico, nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Essa lei foi aprovada, em 1996, ainda no Governo de Fernando Henrique Cardoso, e ficou conhecida como LDB ou Lei Darci Ribeiro. Ela estabelece dois níveis para a educação: a educação básica, a educação superior e a educação profissional. A educação básica é estruturada pela educação infantil, para crianças de 0 a 6 anos; o ensino fundamental, obrigatório, com 8 anos; e o ensino médio, de 3 anos. A educação superior é constituída de cursos sequenciais, cursos de graduação e de pós-graduação. A educação profissional é definida como complementar à educação básica, portanto a ela articulada, mas podendo ser desenvolvida em diferentes níveis, para jovens e adultos com escolaridade diversa. A educação profissional tem como objetivos não só a formação de técnicos de nível médio, mas a qualificação, a requalificação, a reprofissionalização para trabalhadores com qualquer escolaridade, a atualização tecnológica permanente e a habilitação nos níveis médio e superior. A educação profissional deve levar ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. A LDB se constitui num marco para a educação profissional, antes disso as leis similares tratavam da 26900 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS educação profissional apenas parcialmente. Notamos, portanto, que, apesar dos avanços, ainda temos muito o que implementar na área educacional. Reformas no ensino médio e na educação profissional tornarão possível desenvolver uma estratégia visando adequar o sistema educacional como um todo à nova ordem econômica. O Sr. Francisco Escórcio – Deputado Pinto Itamaraty, V.Exa. me concede um aparte? O SR. PINTO ITAMARATY – Pois não. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Aproveito para registrar que alunos, professores do 4º ano da Escola Classe 708 Norte e funcionários estiveram presentes, acompanhando a sessão. Agradecemos a visita. Estamos falando de educação, e os alunos estiveram aqui presenciando o debate. O SR. PINTO ITAMARATY – Neste momento muito importante, quando se trata aqui da falta de segurança no País, está se dando encaminhamento e dizendo que a educação é um dos pilares que pode contribuir muito para a redução da criminalidade, temos na Casa vários estudantes do nosso País. Deputado Chiquinho. O Sr. Francisco Escórcio – Deputado, V.Exa. está trazendo dois temas fantásticos: a segurança pública e a educação. Eles são exatamente pilares de sustentação de um povo. V.Exa. abrilhanta esta Casa com temas como esses. O primeiro tema foi segurança pública. E V.Exa. há de convir que todos nós estamos empenhados para que possamos aqui trazer a PEC 300, tão bem, vamos dizer assim, colocada para discussão da população brasileira e destas duas Casas. Acho que todos nós aqui somos a favor da PEC 300. Mas ela tem de ter critérios, porque senão também quebramos determinados Estados. Temos que buscar o dinheiro para exatamente arcar com as necessidades da ampliação desses recursos para a segurança. Mas eu quero aqui trazer a V.Exa. duas coisas: vamos comparar São Paulo ontem e São Paulo hoje ao Rio de Janeiro. Rio de Janeiro era todo o tempo notícia, no Brasil e no exterior. No Governo Lula, junto com o Governo do PMDB, praticamente acabamos com esse comentário, essa agenda negativa do Rio de Janeiro. Vamos ver agora São Paulo. Todo o tempo, estamos vendo nos noticiários que a segurança pública de São Paulo não evolui. E quero agora trazer a atenção para o meu Estado. Deputado, hoje, no Estado do Maranhão, todos os índices caíram assustadoramente. Eu aproveito a oportunidade para dizer que toda essa bandidagem que saiu daqui, que pensou que fosse ter vida boa no Maranhão, está sendo rechaçada, porque há um bocado de bandidos sendo mortos ou presos. Com relação à educação, eu quero dizer que V.Exa. Maio de 2011 está coberto de razão. Não se investe na educação sem que haja uma resposta positiva. Digo que V.Exa., que é de minha terra, um grande Deputado, está sendo muito feliz ao apresentar esses dois temas. Portanto, quero felicitar V.Exa, até passando um pouco daquilo que eu podia. Não quero tomar o seu tempo, mas sei que a Casa hoje está tranquila, que nós podemos exatamente debater. E aqui é o lugar do bom debate. Meus parabéns, Deputado! O SR. PINTO ITAMARATY – Quero agradecer a V.Exa., Deputado Francisco Escórcio, o aparte. V.Exa tem toda razão com relação à segurança pública do Estado do Maranhão. Certamente, se o Estado for pagar ao policial baseado no salário do Distrito Federal, vai quebrar. É por isso, Deputado Francisco, que nós vamos realizar uma audiência na terça-feira para apresentar propostas, encontrar soluções e dar encaminhamentos para buscar um equilíbrio para a Polícia brasileira, de tal forma que os policiais possam ter, além de qualificação profissional e melhor estruturação para um bom trabalho, um salário que faça jus à sua atribuição. Os policiais do Rio de Janeiro recebem em média 900 reais. Muitos deles são obrigados a se corromper ou a fazer trabalhos extras para sustentar sua família. Nesse sentido, o policial carioca, como ocorre em muitas cidades do nosso País, é obrigado a não andar fardado, porque tem vergonha. V.Exa. tem razão quando diz que precisamos buscar uma equação para que possamos suprir essa necessidade. Então, agradeço a V.Exa. o aparte. Concedo também um aparte ao Deputado Carlos Brandão, que já o havia solicitado anteriormente. O Sr. Carlos Brandão – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em primeiro lugar, gostaria de parabenizar o Deputado Pinto Itamaraty por estar aqui se dedicando a essa causa pública. S.Exa escolheu para participar duas importantes Comissões desta Casa: a Comissão de Segurança Pública e a Comissão de Educação. Desde o seu primeiro mandato, S.Exa. tem se dedicado arduamente a esses segmentos importantes para o País. Não existe um país que possa se desenvolver sem uma boa educação. Mais do que nunca, o Brasil está precisando de educação e de tecnologia. Somos um país emergente, que está crescendo e se desenvolvendo, e precisamos muito de uma boa educação. Quando participava, como Chefe da Casa Civil, do Governo Estadual do Maranhão, eu mesmo tive a oportunidade de participar da implantação do ensino médio. Na época, tínhamos ensino médio em apenas 59 Municípios do Maranhão, Estado com 217 Municípios. Tivemos a audácia de colocar ensino médio em 217 Municípios. Portanto, aumentamos a oferta Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS em mais 158 Municípios. Foi uma decisão acertada do Governo José Reinaldo. Nós, que fomos Chefe da Casa Civil daquele Governo, temos certeza de que demos uma contribuição enorme para as pessoas que queriam frequentar o segundo grau e que não tinham possibilidade de fazê-lo em seu Município. A implantação do ensino médio levou 2 anos. Cerca de 7 mil professores foram contratados. Só o número de matrículas, Deputado Francisco Escórcio, aumentou em 350 mil. V.Exa. pode ver a defasagem que existia. Então, acho que também demos essa contribuição ao Estado. E V.Exa. tem sido um guerreiro nessa questão da educação e da capacitação – que é do que o País precisa. Com relação à questão da segurança, nós participamos de diversas lutas e fomos os grandes defensores da PEC 300, assim como V.Exa., que também participou de audiências públicas no Maranhão, na Câmara Municipal. Eu vi o Deputado Francisco Escórcio falando sobre a questão dos recursos. Sei que existe dificuldade para pagar esse salário desejado e merecido pelos policiais, e eles ganham muito pouco. Então, a PEC 300 dá oportunidade a que esses policiais tenham um salário melhor. Mas não existe de onde tirar esse dinheiro. No Acre, em Roraima, em Rondônia, Estados pobres, não há como atingir esse piso chegamos aqui a um denominador de 3.500 reais, que é um valor justo para o salário de um soldado. Como V.Exa. falou, um soldado do Rio de Janeiro ganha 900 reais, portanto, um valor insignificante. Nós apresentamos uma PEC que talvez seja a saída para resolver esse problema. A nossa PEC está apensada à PEC 300. Trata-se exatamente da criação de um imposto referente ao aumento de tributos na área de gás, combustível e minério. Esses são os setores que têm mais lucro no País hoje. Se estabelecermos um pequeno imposto em cima desses três itens, com certeza poderemos criar um fundo nacional de segurança e cobrir aqueles Estados que não têm recursos para pagar esse piso salarial, que é justo para os policiais militares. Eu não vou me estender, porque o seu tempo já está acabando e V.Exa. tem que concluir o seu discurso, mas apenas quero dizer que nós estamos aqui o apoiando e o parabenizando pelas duas escolhas no seu pronunciamento: a segurança e a educação. Parabéns, Deputado! O Sr. Francisco Escórcio – Sr. Presidente, eu gostaria, até por uma questão de justiça nós tiramos um pouco o tempo do orador , que, hoje, com a Casa vazia, V.Exa. pudesse exatamente contemplá-lo com mais alguns minutos, porque é justo. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Nós vamos ser tolerantes, evidentemente, com o Deputado Pinto Itamaraty. A Casa está tranquila. Sabádo 28 26901 O SR. PINTO ITAMARATY – Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Agora, quero chamar a atenção para a sistemática de aparte. O aparte, que é para apimentar o debate, não pode comprometer tanto o tempo do orador. Não quero ser casuístico, não é o caso, mas tenho observado que, de acordo com a cultura do aparte, devemos preservar o tempo do orador. O SR. PINTO ITAMARATY – Sr. Presidente, ainda bem que eu tive a oportunidade de estar aqui numa sexta-feira, em que temos grande disponibilidade de tempo. Acho que, pela importância dos temas relativos à segurança pública e educação, cada aparteador tem vontade de debater o assunto. Eu quero agradecer a V.Exa. a complacência pelo tempo concedido para a conclusão deste discurso, que, no mínimo, reflete o anseio da sociedade do nosso País. O Deputado Carlos Brandão, a quem quero agradecer, felizmente mencionou a melhoria da educação no Estado do Maranhão, e, de certa forma, o Deputado Francisco Escórcio havia falado anteriormente sobre a redução no índice de criminalidade, que no Estado do Maranhão se dá pela melhoria na educação – é exatamente aquilo que digo no meu discurso. Eu dizia que reformas no ensino médio e na educação profissional tornarão possível desenvolver uma estratégia visando adequar o sistema educacional como um todo na nova ordem econômica. Além da escolaridade básica, é importante oferecer cursos profissionalizantes para crianças, adolescentes e jovens, abrir escolas nos fins de semana e oferecer capacitação com o intuito de reduzir a violência. Os adolescentes ficam menos tempo nas ruas e, com isso, se tornam menos vulneráveis à influência de outros jovens já envolvidos com a criminalidade. Como, no Brasil, os alunos permanecem pouco tempo em sala de aula, as crianças e os adolescentes das áreas mais pobres passam menos da metade do dia sem ter o que fazer. E é nesse momento que o ensino técnico profissionalizante se torna de extrema importância e essencial. Os IFES, antigos CEFETs, oferecem garantia de renda ao jovem saído direto do segundo grau para o mercado de trabalho e contribuem para o afastamento das drogas e de outros crimes que acontecem neste País afora. Modelos como esse, dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, devem ser disseminados para possibilitar mudanças significativas na realidade da região onde atuam. Sabemos que a educação é fundamental para a transformação de uma nação. Os países que não valorizam a ética, o trabalho e a educação, em ge- 26902 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ral, apresentam economia frágil, os rendimentos são inferiores, e isso reflete como um todo na habitação, saúde, qualidade e expectativa de vida. Já as nações que priorizam e valorizam a educação têm, com esse objetivo, maneiras concretas de ascensão profissional e econômica através do esforço em anos de estudo e trabalho. Assim, podemos dizer que a educação contribui para a constituição de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, o que só pode ser possível estabelecendo-se mecanismos de aumento do nível de escolarização da população. O Brasil tem urgência em obter o desenvolvimento social e econômico. A esse respeito, afirmo que a solução não é simples e exige uma multiplicidade de ações. Mas isso não significa aprovarmos apenas projetos relacionados diretamente com a segurança pública nacional. Ao aprovarmos proposições que dão mais recursos à educação, por exemplo, nós, Parlamentares, estamos também, de forma indireta e a médio prazo, trabalhando para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, cortando pela raiz, consequentemente, o germe da violência urbana de nossos tempos. Caro Presidente, finalizo este discurso fazendo um apelo aos meus pares e às autoridades constituídas para que façamos a nossa parte, oferecendo ao País propostas que respondam adequadamente à necessidade de todas e todos cidadãos brasileiros, que querem dias melhores. Muito obrigado por sua complacência, Sr. Presidente. Obrigado a todos que participaram direta ou indiretamente deste discurso nesta manhã de sexta-feira na Câmara dos Deputados. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Parabéns, Deputado Pinto Itamaraty. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – O Deputado Padre João seria o próximo orador do Grande Expediente, mas S.Exa. está fazendo uma concessão. Por isso, darei a palavra ao Deputado Décio Lima, pela ordem, por 1 minuto. (Pausa.) Em seguida, concederei a palavra aos demais oradores pelo prazo de 5 minutos. O SR. DÉCIO LIMA (PT-SC. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, os professores da rede estadual de Santa Catarina realizam um movimento pela aplicação do piso salarial dos professores sancionado pelo Presidente Lula. No decorrer dessa discussão, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina – SINTE, entidade combativa e representativa dos professores catarinenses, que já teve à frente a ex-Senadora Ideli Salvatti, hoje Ministra da Pesca, realizou estudos que nos deram conta, de forma surpreendente, da utiliza- Maio de 2011 ção indevida de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB. Sr. Presidente, faço este registro porque se trata de um alerta acerca da utilização de recursos desse importante fundo, que visa ao desenvolvimento da educação em nosso País, mas que em Santa Catarina está sendo utilizado para outras finalidades que não aquela permitida pela legislação, definida pelo rigor da lei, aprovada por esta Casa. Sr. Presidente, quero ainda registrar a presença em plenário do Deputado Francisco Escórcio, o que muito nos honra. S.Exa. foi um dos coautores do projeto do FUNDEB, que nos permite hoje financiar a educação básica no Brasil. Desejo a todos os Srs. Parlamentares e a V.Exa., Deputado Amauri Teixeira, que hoje nos honra presidindo esta sessão, uma boa semana de trabalho na Câmara dos Deputados. PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Em vigor desde janeiro de 2007, o FUNDEB se estenderá até 2020. É um importante compromisso da União com a educação básica, na medida em que aumenta em dez vezes o volume anual dos recursos federais. Além disso, materializa a visão sistêmica da educação, porque financia todas as etapas da educação básica e ainda reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos. O FUNDEB tem como principal objetivo promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação, levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões. A complementação do dinheiro aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são feitos em escalas federal, estadual e municipal por conselhos criados especificamente para esse fim e capacitados pelo Ministério da Educação. Embora o FUNDEB tenha funções muito claras e de grande importância na educação, em Santa Catarina, o programa tem sido atingido por denúncias de desvio na aplicação dos recursos. Segundo a coluna do jornalista Moacir Pereira, no Jornal Santa Catarina, as denúncias de desvio dos recursos já estão no Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Tribunal de Contas do Estado, apresentadas pelo relatório do Conselheiro Salomão Ribas Júnior, sobre as contas do ex-Governador Luiz Henrique da Silveira, de 2010. O desvio, neste caso específico, tem a ver com destinação diferente daquela originária, da que está definida em lei federal. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, a verba repassada pelo Governo Federal deve ser destinada somente à educação: 60% para os salários dos professores e 40% para escolas públicas, para aplicação em melhorias nas unidades escolares. Apesar de ser a lei bem clara, em Santa Catarina veio à tona essa semana que parte dos recursos do FUNDEB tem outros destinos. A Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, Poderes que não têm responsabilidade direta pela educação fundamental e média, estão recebendo parte dos valores que deveriam estar sendo investidos na educação dos catarinenses. São cerca de R$350 milhões que vão para esses Poderes. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina – SINTE, iniciou articulações para que esta dotação milionária fique na educação. O Presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Deputado Gelson Merísio, já informou que, se os demais Poderes concordarem, a Assembleia não será impedimento para abrir mão do recurso recebido indevidamente. Santa Catarina está amargando prejuízos com os desvios da verba do FUNDEB. De acordo com os números oficiais, o Estado contribui com R$2,1 bilhões para o Fundo; mas só recebe R$1,7 bilhão para a educação. Perde, assim, R$400 milhões. Não podemos admitir que um programa federal, criado para investir na educação, um dos maiores legados que podemos deixar para as futuras gerações, sofra perda dessa magnitude e que acabe por refletir em condições inadequadas nas escolas catarinenses. Que esses valores sejam devolvidos e aplicados imediatamente na educação e nos salários dos professores, os verdadeiros propósitos do FUNDEB. Estaremos vigilantes para que os recursos sejam investidos integralmente na educação, sem desvios que possam prejudicar um só aluno ou professor catarinense. Era o que tinha a dizer. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Deputado Décio Lima, do PT de Santa Catarina, recebemos o discurso de V.Exa. e vamos providenciar a devida divulgação. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Carlos Brandão, do PSDB do Maranhão. S.Exa. dispõe de até 5 minutos na tribuna. Sabádo 28 26903 O SR. CARLOS BRANDÃO (PSDB-MA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho hoje a esta tribuna fazer uma pequena retrospectiva dos acontecimentos da semana. Esta semana foi brilhante, pois esta Casa mostrou autonomia, se impôs e fez vencer a vontade popular. Durante 2 anos discutimos o Código Florestal em todo o Brasil. Foram realizadas mais de 60 audiências públicas. Cerca de 23 Estados foram visitados, e tivemos a honra de coordenar a visita da Comissão Especial que discutia o Código Florestal no Maranhão. O Relator, Deputado Aldo Rebelo, percorreu, juntamente com outros Parlamentares, o Brasil inteiro. Estiveram no Município de Imperatriz os Deputados Aldo Rebelo, Moacir Micheletto e Valdir Colatto para debaterem o Código Florestal. Convidamos todos os Parlamentares Federais e Estaduais e representantes de entidades de classe para participarem desse grande debate em Imperatriz, que naquele momento representava o Estado do Maranhão. Na oportunidade, ouvimos agricultores, pecuaristas, enfim, produtores rurais, ambientalistas, Secretários de Estado. Participaram também da discussão os Secretários de Agricultura, de Meio Ambiente, de Desenvolvimento Agrário e de Planejamento, além de representantes de entidades da sociedade, entidades que realmente fazem parte do campo e colaboram com o seu desenvolvimento. Todos tiveram a oportunidade de defender suas teses: os ambientalistas e os ruralistas. Com essa audiência, que se iniciou às 9 horas e terminou às 16 horas, tivemos o resumo da vontade do Maranhão. Sabemos da dificuldade que foi levar esse debate para o Maranhão. Graças ao empenho dos Parlamentares, obtivemos esse resultado e pudemos contar com a participação do nosso Estado na expressão mais democrática, a audiência pública. Trouxemos o debate para esta Casa, e, na madrugada da última quarta-feira, aprovamos o Código Florestal por maioria. Sofremos uma grande pressão para vetar a questão das APPs, que, pela vontade do Governo, teriam de ser decididas por ele. Segundo o relatório do Deputado Aldo Rebelo, as APPs têm de ser discutidas pelos Estados, porque cada Estado tem sua peculiaridade. Venceu a vontade não digo da maioria desta Casa, mas do povo brasileiro. Portanto, fui parte integrante do processo, assim como muitos outros Deputados. A questão foi bastante discutida nesta Casa. Estamos dando ao Brasil segurança jurídica no campo, porque sempre defendemos produção rural com preservação ambiental. Não temos nenhuma dúvida. Sabemos da influência das entidades internacionais no Brasil. Elas tentaram influenciar até a mídia, 26904 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mas a vontade da população foi soberana, e o processo culminou com a vitória do povo. Parabenizo o Deputado Aldo Rebelo, homem tranquilo, sereno e coerente. Não conheço pessoa melhor para conduzir esse processo que o Deputado Aldo Rebelo, com sua prudência, com sua coerência, ouvindo todos sem nenhuma posição partidária. Conseguimos o resultado que todos esperavam. Esperamos agora que a matéria vá ao Senado Federal e tenha o mesmo encaminhamento, a mesma discussão. Que os Senadores tenham a mesma capacidade que tiveram os Deputados de convencer ou de serem convencidos, mas que seja pelo debate, pelo argumento, e não de cima para baixo com uma canetada. Não é isso que queremos. O Parlamento serve para discussões. Sr. Presidente, antes de finalizar meu pronunciamento, aproveito para convidar todos os integrantes do PSDB a participarem amanhã da grande convenção na qual elegeremos o próximo Presidente, Vice-Presidente e 1º Secretário do PSDB. Teremos uma grande festa amanhã no Edifício Século XXI, em Brasília. Convoco, portanto, todos os participantes e simpatizantes do PSDB a estarem presentes para consagrarmos esse grande momento histórico, que é exatamente a eleição do novo diretório do PSDB. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra ao próximo orador do Grande Expediente, Deputado Padre João, do PT de Minas Gerais. O Padre João tem sido uma importante liderança em diversas áreas, como na agricultura familiar. É Relator da Subcomissão que estuda os efeitos dos agrotóxicos na saúde, Vice-Presidente da Comissão de Seguridade Social desta Casa e tem tido uma atuação das mais brilhantes. Padre João, V.Exa. dispõe de 25 minutos para seu pronunciamento. O SR. PADRE JOÃO (PT-MG. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado e companheiro Amauri Teixeira, agradeço a V.Exa. as suas palavras. Parlamentares como V.Exa. e, justiça seja feita, o Deputado Inocêncio Oliveira é que vêm garantindo a natureza desta Casa, que é ser de fato um Parlamento. Não há Parlamento sem tribuna, mas ninguém ocuparia esta tribuna se não houvesse pessoas sempre disponíveis a estar conduzindo os trabalho. Agradeço a V.Exa. essa prontidão, assim como a outros companheiros Parlamentares que colaboram para que esta Casa honre a sua natureza de parlare. Sr. Presidente, eu me preparei para falar aqui hoje sobre a minha atuação parlamentar, conforme foi mencionado por V.Exa. nesse preâmbulo. Quero dar Maio de 2011 uma satisfação ao povo mineiro e ao povo brasileiro sobre como está sendo a nossa atuação aqui e qual é a nossa esperança, a nossa perspectiva nesta Casa. Como bem disse V.Exa., fui 1º Vice-Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família. Ali foi instalada uma Subcomissão onde estarei relatando um requerimento meu, abordando a questão do agrotóxico e todas as suas consequências no Brasil, seja para o trabalhador, seja para o consumidor. Gostaria também de falar sobre a nossa atuação na Comissão de Minas e Energia, onde também teremos uma Subcomissão para tratar das energias renováveis e, dentre as energias renováveis, as principais alternativas de menor impacto, como a energia eólica e solar e as microdestilarias. Queria muito falar sobre esses assuntos, mas um material que chegou a mim nesta manhã me leva a abordar, aqui, da tribuna, outro assunto, que entendo ser relevante para o nosso povo mineiro e para todo o povo brasileiro. É importante estarmos inteirados do que se passa na política. É importante também entender o comportamento político de cada um de nós, ou de cada um que está no poder. Se existe uma palavra-chave que persegue cada agente público, essa palavra é “coerência”. Sr. Presidente, são lamentáveis alguns episódios que vêm acontecendo na nossa política. É lastimável o que vem ocorrendo com pessoas que ocupam cargos públicos. Tais pessoas, pelo próprio cargo que ocupam, têm vida pública e devem satisfação a todo o povo brasileiro. É lamentável o assunto que vou abordar aqui da tribuna. É importante fazer uma retrospectiva, voltando a 2003, quando assumiu o Governo de Minas Gerais o hoje Senador Aécio Neves. O então Governador Aécio Neves sempre teve ao seu lado, trabalhando diuturnamente, a sua irmã, Andréa Neves, que controlava toda a parte da imprensa, toda a parte de comunicação do Governo, como também toda a propaganda das empresas públicas, inclusive as de economia mista, as fundações, as autarquias. Todo esse controle tinha um conselho gestor, e ela era a coordenadora desse conselho. É importante entender esse quadro: o irmão era Governador, a irmã, coordenadora desse comitê gestor. Assim, ela era responsável pela elaboração da política de comunicação, tanto do Governo quanto das fundações, a partir desse núcleo gestor. E aí, como entender o silêncio da mídia mineira? Se pegarmos os dados de 2003, veremos que o Governo de Minas, só em comunicação, em propaganda do Governo, gastou R$13.369.675,58. Isso, em 2003. A cada ano vão quase que dobrando esses valores. Em 2004, esse número salta para R$67.278.670,00. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Em 2009, ano que antecede as eleições, esses valores saltaram para R$92.914.581,68. Quando somamos os valores de 2003 a 2010, chegamos a quase 500 milhões de reais, sem contar as grandes empresas, como a CODEMIG, GASMIG, CEMIG, COPASA, BDMG, que chegarão a quase 1 bilhão de reais. Um bilhão de reais! Sr. Presidente, é importante entender toda essa operação de 2003 a 2010, quando esses valores chegaram ao montante de 1 bilhão. E isso é o que temos de informação, porque lá não têm um Portal da Transparência, como há no âmbito do Governo Federal. Não conseguimos emplacar um Portal da Transparência em Minas Gerais, para que todos pudessem ter acesso a todas as ações do Governo e a todos os recursos. Esse acesso é negado inclusive à Assembleia Legislativa, aos Deputados. Esse é o grande desafio que enfrentamos hoje em Minas Gerais, porque a tudo o que foi planejado e implantado pelo então Governador Aécio Neves vem sendo dada continuidade pelo atual Governador Anastasia, que foi Secretário de Planejamento e foi quem também conduziu na verdade aquele Governo ao longo dos 8 anos. Só que hoje, graças ao entendimento do PT, do PMDB, do PCdoB e do PRB, conseguimos formar um bloco. E cumprimento o líder do bloco, Deputado Rogério Correia, que vem fazendo excelente trabalho na coordenação. Pela primeira vez na história temos um bloco, infelizmente apenas com 23 Deputados, de um conjunto de 77. Então, ainda é minoria o bloco de oposição em Minas Gerais. É o que vem conseguindo furar algum bloqueio da própria imprensa, porque a imprensa mineira está calada desde 2003, pela mão forte da irmã do hoje Senador Aécio Neves e com a ação direta do então Governador. Nós temos fatos em Minas que mostram que o então Governador Aécio Neves conseguia demitir funcionários da Globo, da Band. Demitir! Há provas disso. Isso mostra o poder financeiro em relação à grande mídia de Minas Gerais, impedindo qualquer episódio que se relacionava ao Governo. Existem provas de grande envolvimento de pessoas do Governo em atos de corrupção na área do meio ambiente. O próprio ex-Presidente de um instituto importante, o Instituto Estadual de Florestas – IEF, estava envolvido numa grande máfia. Por isso, foi um equívoco do Código remeter várias decisões aos Estados. Foi um grande equívoco! E ainda dão o exemplo de Minas Gerais como tendo uma grande estrutura. Um equívoco! Um engano! Uma grande máfia operou o tempo todo, seja em relação às licenças, seja em relação ao desmatamento, além Sabádo 28 26905 das irregularidades no que diz respeito ao destino das terras devolutas lá em Minas Gerais. Isso é para entender o poder que teve o então Governador Aécio Neves. Por que estou trazendo isso como início aqui desta minha fala, Sr. Presidente? Porque, quando aconteceu o episódio no Rio de Janeiro, em que o Senador, na madrugada, foi pego dirigindo um carro, sem carteira, saindo lá das festas, não passaria isso de mera especulação política não fosse a condição em que estava dirigindo o Senador. Eu confesso que devo até me equivocar na pronúncia de alguns nomes aqui, mas eu não posso deixar de “socializar” isso com o nosso povo brasileiro, senão seria omissão da minha parte. O Senador estava dirigindo uma Land Rover TDV8, ano 2010. E aí, quando foi abordado... Depois, a própria família explicou, dizendo que essa Land Rover era da Rádio Arco-Íris. Essa Rádio Arco-Íris pertence à sua irmã Ardrea Neves, que era coordenadora daquele Comitê Gestor de Comunicação durante todo o Governo, de 2003 a 2010. É uma rádio afiliada à Jovem Pan. São rádios, portanto, que trabalham mais com música, não com noticiário, com jornalismo. Outra coisa de se estranhar é que essa rádio tem no seu patrimônio uma lista de 12 veículos: uma Toyota Fielder, uma Land Rover, um Fiat Strada, um microônibus, moto, uma outra Toyota Hilux, outra Land Rover, uma – nem sei como se pronuncia isso – MMC L200 Sport 4X4 GLS, um microônibus, um Audi, um Uno, um Gol. São 12 veículos. Desses 12, seis são de luxo. Ainda mais, Sr. Presidente, se a gente pega as cotas que o hoje Senador, então Governador, adquiriu, em números, aqui, foram de 88 mil reais, de um total de cotas da sociedade, que é de 200 mil cotas, o que dá um valor de 200 mil reais. Só os valores desses veículos totaliza quase 1 milhão. E o que é mais grave: a principal coordenadora da equipe deste comitê gestor do Governo, que envolvia propagandas do Governo e das empresas públicas de economia mista, fundações e autarquias, que era a sua irmã Andrea Neves, destinou recursos para essas rádios, e então acumulou todo esse patrimônio! “Ah, era da rádio”, diziam. Mas aqui a própria família, explicando, diz que a família Neves, sempre quando ia para o Rio de Janeiro, utilizava esses veículos – como foi prova, quando foi pego lá na madrugada. Então, existem outras provas de multas de alguns desses veículos lá em Búzios e em outras regiões do próprio Rio de Janeiro, o que expressa que não tinha nada a ver de cobertura jornalística em áreas de lazer, e não bate nenhuma cobertura da rádio, até porque não faz parte da natureza da programação da rádio as coberturas de jornalismo. 26906 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Então, Sr. Presidente, conseguimos hoje entender o silêncio da grande mídia no Estado de Minas Gerais, coordenada e presidida pela irmã do hoje Senador e, então, Governador Aécio Neves. E ainda quanto a essa situação, ele, como homem público, como Senador da República, deve uma explicação ao povo mineiro, ao povo brasileiro, sobre esse patrimônio de uma rádio de 200 mil e, depois, esse acúmulo de quase 1 milhão, de todos os veículos e esse dinheiro que saía do Governo, dos cofres públicos, para essa rádio que montou um patrimônio e que era utilizado por ele nas noites do Rio de Janeiro. Então, o hoje Senador deve essa explicação ao povo mineiro e ao povo brasileiro. Nunca entrei na vida pessoal de ninguém – fui Oposição, durante 8 anos, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais –, não é do meio feitio. Entendo que esse é um problema de cada cidadão, mesmo que seja um homem ou uma mulher que tenha vida pública. Mas aqui nós temos vestígios de uma improbidade administrativa, sim. O dinheiro que saiu é dinheiro público, dinheiro do povo. Esse dinheiro foi o que acumulou esse patrimônio utilizado no dia a dia, no Rio de Janeiro, pelo então Governador, hoje Senador Aécio Neves. A Coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social sempre foi a responsável pela elaboração da política de comunicação das secretarias, das subsecretarias. Dessa forma, ele deve essa satisfação. É o que esperamos. Sr. Presidente, quero também entender a postura do político Aécio Neves, que relatou agora – salvo engano – a PEC 11, de iniciativa do Presidente do Senado Federal, Senador José Sarney, quando veio com um moralismo incoerente, para não dizer hipócrita, em relação à postura do Governo Federal em relação às medidas provisórias. Isso, como se fosse moralizar aqui as medidas provisórias de iniciativa do Governo. Pasmem os senhores, o então Governador Aécio Neves, em toda a história de Minas Gerais, foi quem mais governou e legislou ao mesmo tempo. Só de leis delegadas ao Governador Aécio Neves foram mais de 120. Lei delegada, para o nosso telespectador entender, não dá poder algum ao Legislativo de emendar as leis feitas pelo Executivo. Não é de natureza do Poder Executivo legislar. Quando se trata de medidas provisórias, o Parlamento, o Congresso, como um todo, pode alterar, fazer emendas supressivas. Pode, enfim, alterar medida provisória. Em se tratando de leis delegadas, o Parlamento não pode fazer absolutamente nada. O que o Executivo fizer, está feito, é “imexível”. Foi isso que o Governador fez. Não bastasse silenciar os meios de comunicação, não bastasse calar toda a mídia – sobretudo a mídia Maio de 2011 mineira –, por mais de uma vez o então Governador fechou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Fechou, por quê? Para impedir de legislar. Esse péssimo exemplo foi copiado pelo hoje Governador Anastasia. Se formos justos com os Governadores de Minas Gerais, o que teve o número maior de leis delegadas foi o então ex-Governador Hélio Garcia, com 36 – bem antes da promulgação da Constituição; Newton Cardoso, colega nosso de Parlamento, teve apenas uma lei delegada; Eduardo Azeredo, hoje também colega nosso, três leis delegadas; o ex-Governador Itamar Franco, oito leis delegadas; e hoje, Aécio Neves, de 2002 para 2003, 63 leis delegadas, ou seja, desde quando foi eleito. Ele enquadrou a Assembleia Legislativa, onde teve maioria, e delegou ao Governo pleno poder para legislar. Na lei delegada, a Assembleia não pode alterar nada. Sr. Presidente, Aécio permaneceu por 4 anos no Governo. Qual foi a nossa surpresa? Em 2006, quando reeleito, enquadrou a Assembleia legislativa para delegar-lhe a capacidade de legislar, e tivemos mais 67 leis delegadas. Tivemos, então, só no Governo Aécio Neves, 130 leis delegadas. Isso é típico da ditadura, é um comportamento da ditadura! É negar o Parlamento, é negar a existência do Legislativo. Esse foi o comportamento do então Governador Aécio Neves: 130 leis delegadas. Como eu já disse, e repito, as leis delegadas não podem sofrer alteração nenhuma no Parlamento, diferentemente das medidas provisórias, que aqui são discutidas até a madrugada, são aprimoradas, garantem uma interlocução do Legislativo e do Executivo. Mas não, a lei delegada é feita na calada da noite, nos escritórios fechados. Só o Governador fez 130 leis delegadas! E seu sucessor copiou esse péssimo exemplo: já fez seis leis delegadas. Aqui, na madrugada da terça-feira, ou na quarta-feira, foi criada essa empresa gestora dos hospitais universitários, uma empresa pública, inclusive para regularizar a situação de milhares de trabalhadores. Depois nós ouvimos que o PT, que o Governo Dilma estava criando cargos para a companheirada. Ora, V.Exa. sabe, Sr. Presidente, quantos cargos o então Governador criou somente em 2007? Três mil cargos. Três mil cargos para a tucanada. Sabe quantas Secretarias foram criadas agora, lá no Governo, através de leis delegadas? Seis Secretarias. Sabe quantos novos cargos? Mais de 1.700 cargos para a tucanada. Vários ninhos de tucanos! E cargos com remuneração de 10 mil reais, para secretários, subsecretários. E, pior, criaram agora uma Secretaria, um Escritório de Prioridades Estratégicas, que é equiparado a uma Secretaria, com mais de 200 cargos: Secretário, Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Diretor-Presidente, Secretário-Adjunto, que é o Vice-Diretor Presidente, três Subsecretários. Esse Escritório é o espaço que o hoje Senador está utilizando para já fazer a sua pré-campanha a Presidente. Ele vai se extinguir em abril de 2014. Ou seja, vai funcionar apenas durante este período. É o dinheiro público financiando em Minas o QG do hoje Senador Aécio, que já está fazendo a sua pré‑campanha, estruturando a sua campanha à Presidência da República. Sr. Presidente, eu concluo dizendo que não é esse o tipo de político que o povo mineiro merece. Não é esse o tipo de político que o povo brasileiro merece. Isso é resquício da ditadura. Uma pessoa ser capaz de silenciar a mídia, uma pessoa ser capaz de governar, de estruturar todo o seu Governo somente em leis delegadas, negando a participação do Parlamento, isso é típico da ditadura. O Brasil não merece esse tipo de político à frente do Poder Executivo. Esse homem público deve ao povo mineiro uma satisfação sobre os recursos destinados à Rádio Arco-Íris e ao uso, no dia a dia, de veículos dessa rádio no Rio de Janeiro. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Nós é que agradecemos, Deputado Padre João. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Antes de chamar o próximo orador inscrito, registro a presença de alunos, professores e funcionários da Escola Dinâmica 13 de Maio, de Goiânia, Estado de Goiás. Meus cumprimentos e um abraço a todos. Sejam bem-vindos. Democracia se aprende desde criança. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Volto a informar que agora teria a palavra o Deputado Walney Rocha, do PTB do RJ, no Grande Expediente. Como S.Exa. está ausente, vamos continuar a chamada dos oradores que estavam inscritos no Pequeno Expediente. O próximo inscrito é o Deputado Marllos Sampaio, do PMDB do PI. O SR. MARLLOS SAMPAIO (PMDB-PI. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, estou aqui nesta sexta-feira para ressaltar os trabalhos de uma Comissão nova, porém de suma importância, que já está fazendo um trabalho digno e que muito está me empolgando. Refiro-me à Comissão de Políticas Públicas de Combate às Drogas, presidida pelo Deputado Reginaldo Lopes e que, em tão pouco tempo, já consegue avanços significativos no estudo para conhecer e para buscar soluções de combate às drogas, não apenas soluções com trabalho repressivo – não se deve encaminhar a questão apenas por esse lado –, mas também com prevenção e tratamento dos dependentes químicos. Sabádo 28 26907 Recentemente, a Comissão esteve em São Paulo, visitando a cracolândia, onde encontrou uma situação deprimente: milhares de jovens, senhores e senhoras andavam perambulando pelas ruas de São Paulo como se fossem verdadeiros zumbis. Esse vício não deixa de ser uma doença, mas gera uma grande preocupação porque vem afetando famílias e mais famílias em todo o Brasil. É um problema de saúde pública também. Eu, Delegado de Polícia de carreira que sou, deparei-me várias vezes com essas situações no combate ao crime, especialmente na Delegacia do Idoso, onde muitos senhores e senhoras, já de idade avançada, ficavam à mercê de filhos, netos, sobrinhos que, para saciar o vício, a qualquer custo queriam aquele único rendimento, que seria usado para comprar a droga, o crack, a maconha, hoje o oxi, a cocaína, parcos rendimentos da aposentadoria de idosos humildes. Chantageavam, violentavam seus pais, avós e parentes, para retirar de sua aposentadoria dinheiro para comprar a droga, para saciar esse vício terrível, tenebroso. É muito bem-vinda a criação dessa Comissão no Congresso Nacional. Mais satisfeito fico ainda ao saber que, já para os dias 9 e 10, está agendada uma viagem a Alagoas, para visitarmos Maceió, e ao Piauí, meu Estado, para conhecermos, nesses dois Estados, instituições que tratam dependentes químicos. Sairá uma comissão aqui de Brasília, com 40 Deputados Federais. No dia 9 iremos a Maceió e logo em seguida, dia 10, iremos ao Piauí, à capital do meu Estado, Teresina, onde será visitada a Fazenda da Paz, uma das instituições mais respeitadas, de mais credibilidade no tratamento de dependentes químicos no meu Estado. Mas as instituições que se apresentam hoje no Brasil não são suficientes para cuidar dessa doença. É preciso que haja investimentos mais firmes do poder público. E é isso o que a Comissão quer mostrar ao se debruçar sobre a situação em todos os Estados da Federação. Vamos conhecer o problema e depois levar um relatório à Presidenta Dilma, para que se façam investimentos nessa área. O Piauí abraçou a Campanha de Combate às Drogas. Nosso Governador, Wilson Martins, está fazendo uma campanha pública intensa de combate às drogas. Eu até oriento, e disse isso na Comissão, os Deputados Federais e Senadores que façam a sua parte, destinando de suas emendas individuais uma parte para instituições que cuidam de dependentes químicos. Eu mesmo este ano vou destinar 500 mil reais para a Fazenda da Paz. Será a minha contribuição para o combate às drogas. Que cada Deputado Federal, que cada Senador faça a sua parte, destinando uma pequena parte dos recursos de suas emendas individuais. 26908 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Que cada um dê essa ajuda ao seu Estado. Ela será valiosa para instituições que tanto carecem de recursos. Nós, representantes do povo, temos de dar a nossa contribuição para o combate a esse mal que, se não está lhe atingindo hoje, pode lhe atingir amanhã, pode atingir o seu filho, o seu amigo. E aquele que usa droga, mesmo que não seja bandido, pode entrar para a marginalidade. Para saciar o vício, ele é capaz de fazer tudo: sequestro relâmpago, assalto, furto, roubo, até de matar. Cumpre registrar que nossa sociedade hoje clama por uma política de combate às drogas mais eficiente e eficaz, não só repressiva, mas também preventiva, educativa, social, de saúde. Sr. Presidente, que nossa viagem aos Estados de Alagoas e do Piauí fique registrada e seja amplamente divulgada nos órgãos de comunicação desta Casa, como no programa A Voz do Brasil e no Jornal da Câmara, para que a sociedade tome conhecimento das ações desta nova Comissão, que considero uma das mais importantes em funcionamento nesta Casa. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Dando continuidade à lista do Pequeno Expediente, vamos garantir 5 minutos ao Deputado Augusto Carvalho. Depois passaremos ao período das breves comunicações, quando teremos maior rigor com o tempo, por causa do horário. Concedo a palavra, por 5 minutos, ao Deputado Augusto Carvalho, do PPS do Distrito Federal. O SR. AUGUSTO CARVALHO (Bloco/PPS-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, 2 dias atrás estive reunido com o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Cezar Peluso. Eu abordei com ele a importância de a Suprema Corte do nosso País decidir sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 126, impetrada pelo PPS naquela Corte para que seja julgada a contradição existente entre o texto da Carta Magna, que consagra o princípio da liberdade sindical quando afirma que ninguém será obrigado a se filiar a entidade alguma, e uma lei menor, que remonta ao tempo da ditadura de Vargas, que instituiu o chamado Imposto Sindical, que a ditadura militar, num eufemismo bisonho, veio a batizar de contribuição sindical. Desde então, Sra. Presidente, a cada ano, empresários e trabalhadores são garfados em um dia de salário para financiar uma engrenagem sindical que muitas vezes – e agora, nos tempos da democracia, mais ainda – cria um fenômeno sui generis no Brasil e no mundo, que é o número crescente de entidades sindicais e o número decrescente de filiados a elas. Maio de 2011 Ora, há 4 anos o PPS ingressou com essa ADPF, uma vez que aprovamos nesta Casa uma emenda de nossa autoria que tornava voluntária essa contribuição, acabando, portanto, com a sua obrigatoriedade. Mas houve pressão das entidades sindicais. A CUT cometeu um erro, na ocasião, ao se somar ao esforço de outras centrais sindicais e de outros que surgiram. Agora ocorre algo impressionante: a cada ano elas dão à luz novas confederações e centrais sindicais. Já são mais de cinco. Para não falar dos sindicatos, que, a cada dia, numa verdadeira disputa pelo cofre, à base de muita violência e de muita ameaça... Ontem, em conversa com o Deputado Fernando Ferro, que ontem mesmo, desta tribuna, defendeu o fim do imposto sindical, eu disse: “Que pena, Deputado, porque naquela ocasião poderíamos ter feito um acordo de procedimento que poderia ter acabado com essa excrescência no Senado da República, confirmando a posição altaneira que esta Casa havia assumido”. Infelizmente, fomos derrotados e não nos restou alternativa senão recorrer à Suprema Corte para apontar a contradição entre o espírito libertário da Constituição de 88 e a imposição inaceitável, odiosa, que existe numa lei que não foi recepcionada pela nossa Constituição, a nosso juízo. Por isso, entendo, está fácil a concretização do desejo do Deputado Fernando Ferro e de outros Deputados, do PT e de outros partidos, que desta tribuna se somam à nossa indignação. Está fácil. Ajudem-nos a pedir ao Supremo Tribunal Federal para que julgue a nossa ADPF, que está há 4 anos aguardando decisão. Sabemos que há milhares de causas, que os Tribunais estão entulhados de processos – o Supremo Tribunal, ainda recentemente, fez um levantamento dos gargalos que estão a atrapalhar as decisões daquela Corte –, mas é preciso, Sra. Presidenta, que o interesse de milhões de trabalhadores e de empregadores seja contemplado. A cada ano, bilhões de reais, por força da existência dessa contribuição sindical, são retirados, são compulsoriamente arrancados, eu diria, do bolso de assalariados e do faturamento das nossas empresas. Tenho certeza de que será julgada essa contradição. Eu acredito na Suprema Corte do País, que, numa decisão histórica a que pude aqui fazer menção, virou a página da homofobia em nosso País, quando tornou os direitos civis dos homossexuais respeitados. Eu tenho certeza de que o Supremos não nos faltará para ajudar na modernização da nossa estrutura sindical. E essa modernização passa, sim, pelo fim da contribuição sindical. Muito obrigado. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS A SRA. PRESIDENTA (Erika Kokay) – Obrigada, Deputado Augusto Carvalho. Somo-me à sua convicção de buscarmos todas as formas possíveis de eliminar o que é uma agressão aos trabalhadores deste País: o dito imposto sindical, fruto de uma lógica em que o Estado determinava a organização das trabalhadoras e dos trabalhadores. Portanto, saiba V.Exa. da minha convicção acerca da importância de construirmos os mecanismos necessários para livrarmos a classe trabalhadora e o Brasil dessa herança em nome da qual se garfa, realmente, o salário dos trabalhadores, e livrarmos o Brasil e a sua organização sindical do Imposto Sindical. Durante o discurso do Sr. Augusto Carvalho, o Sr. Amauri Teixeira, § 2º do art. 18 do Regimento Interno��������������������������� , deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pela Sra. Erika Kokay, § 2º do art. 18 do Regimento Interno. A SRA. PRESIDENTA (Erika Kokay) – Concedo a palavra, pela ordem, para uma breve comunicação, ao Deputado Amauri Teixeira, do Partido dos Trabalhadores da Bahia. O SR. AMAURI TEIXEIRA (PT-BA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, antes de fazer minha breve comunicação, quero também me somar à posição do Deputado Augusto Carvalho. Eu nasci na esteira do novo sindicalismo e sempre me coloquei contra a contribuição sindical, exatamente por conta desse fenômeno de que V.Exa. está falando: existe sindicato sem filiado. Quando éramos Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais da Bahia, nós abrimos mão da contribuição sindical. Em todas as nossas gestões, devolvemos, bloqueamos o desconto dessa contribuição. Sindicato sem filiado não existe. Há sindicato que está vivendo dessa contribuição. Eu me somo a V.Exa., ao Deputado Fernando Ferro e à Deputada Erika Kokay. Acho que temos que refazer essa discussão e extinguir de vez o antigo imposto sindical – que atualmente é uma contribuição. Sra. Presidente, nesta brevíssima comunicação quero marcar e comemorar, junto com todo o povo de Santo Antônio de Jesus, o 130º aniversário desta cidade, conhecida como a Capital do Recôncavo, celebrado no dia 29 de maio. As comemorações já começam a partir de hoje, na praça principal, às 18 horas. Saúdo o meu amigo Júlio Bagaceira; o meu amigo Vereador Ailton Santos, do PT de Santo Antônio; o Cristiano e todas as lideranças. Quero dizer a Santo Antônio de Jesus que já tomamos as providências solicitadas para que haja Sabádo 28 26909 curso noturno na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB e uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia na cidade. Providenciamos também para que seja instalada uma companhia autônoma do Corpo de bombeiros em Santo Antônio de Jesus e para que seja feita a ampliação da Delegacia Regional do Trabalho – DRT e do Complexo Industrial de Santo Antônio de Jesus. Cumprimento o meu amigo Bonifácio, Prefeito de Ruy Barbosa, e a Secretária de Saúde do Município, e anuncio que está sendo realizada naquela cidade – a Capital da Carne de Sol, que produz a melhor carne de sol do Brasil – a Exposição Agropecuária de Ruy Barbosa, uma das mais expressivas do Brasil, de 25 a 29 de maio. Convido todos os agropecuaristas envolvidos no tema a comparecerem à exposição e a experimentarem a carne de sol da cidade. Tenho certeza de que vão virar fregueses. Muito obrigado, Sra. Presidenta. A SRA. PRESIDENTA (Erika Kokay) – Agradecemos o convite ao Deputado Amauri Teixeira. A SRA. PRESIDENTA (Erika Kokay) – Passo a palavra, neste momento, ao Deputado Cesar Colnago, do PSDB do Espírito Santo. O SR. CESAR COLNAGO (PSDB-ES. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sra. Presidenta, com grata felicidade, acabei de subscrever duas propostas de emendas à Constituição, as quais vou entregar à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Uma, de 2009, é de autoria do Deputado Otavio Leite, do PSDB do Rio de Janeiro, e acrescenta o § 5º ao art. 177 da Constituição Federal, determinando o controle exclusivo pela União da empresa Petróleo Brasileiro S.A – PETROBRAS e vedando alienação que implique a perda do referido controle. O PSDB deixa claro que desde 2009 espera que esta Casa possa dar condução a essa proposta de emenda constitucional. Do mesmo autor, Deputado Otavio Leite, do PSDB do Rio de Janeiro, há outra proposta de emenda à Constituição, a PEC 466, de 2010, que acrescenta os arts. 192-A e 192-B à Constituição Federal, dispondo sobre o capital social da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil S.A. Essa PEC tem por objetivo assegurar que a União detenha 100% do capital social da Caixa Econômica Federal, bem como o controle do capital social do Banco do Brasil. Essas instituições financeiras centenárias – a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil – desempenham papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do País, o que justifica o controle estatal de seu capital, assim como o da nossa PETROBRAS, o que é uma luta dos brasileiros – o PSDB, muitas vezes acusado da privatização da empresa, desde 26910 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 2009 aguarda a apreciação dessa PEC, para que seja garantido que a PETROBRAS seja dos brasileiros. Muito obrigado. Durante o discurso do Sr. Cesar Colnago, a Sra. Erika Kokay, § 2° do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Amauri Teixeira, § 2° do art. 18 do Regimento Interno. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra à Deputada Erika Kokay, para uma Comunicação de Liderança, conforme o art. 89 do Regimento Interno, pelo PT, por 10 minutos. A SRA. ERIKA KOKAY (PT-DF. Como Líder. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, venho falar em nome do Partido dos Trabalhadores para pontuar que, ao abrir as páginas dos jornais de hoje, não sentimos, como diz o poema de Maiakóvski, cheiro de pólvora, porque lemos o lançamento do PAC 2 pela Presidenta Dilma, que faz justiça aos meninos e meninas brasileiros. Ali lemos também que ocorreu a menor taxa de desemprego para este mês – abril – desde 2002. Este é o Governo que descobre o Brasil, o Governo que abriga uma Presidenta que sabe a dor e a delícia de ser brasileira – porque este País, por muito tempo, foi dirigido por uma elite que nunca se sentiu brasileira, que negava a sua brasilidade; uma elite que se sentia europeia, que se sentia estadunidense, que não mergulhava nas profundezas desta Nação. No dia de ontem o Governo anunciou que irá investir 371,2 milhões na construção de 450 quadras esportivas e de 138 unidades de educação infantil, além de disponibilizar 30 mil bicicletas e capacetes para que meninos e meninas possam ir à escola. Isso significa a existência de um Brasil que, mergulhado nele mesmo, busca apagar as marcas tão profundas de um período tão grande que o País vivenciou, de casas grandes e senzalas. Fico pensando que a história tem sido generosa conosco porque nos possibilitou eleger o primeiro Presidente operário em um país onde a elite sempre quis os trabalhadores nas senzalas. Elegemos o primeiro Presidente operário e começamos a construir um outro país. Desde 2007, quando foi inaugurado no Governo Lula, o Programa Caminho da Escola, que disponibiliza 30 mil bicicletas e capacetes para meninos e meninas, já forneceu mais de 12 mil ônibus escolares para que eles possam adentrar a escola, porque sabemos que é no chão da escola que formamos cidadãos e cidadãs, que construímos um país realmente democrático. Penso eu que as políticas públicas são vinculadas umas às outras. Precisamos considerar que as políti- Maio de 2011 cas públicas são indivisíveis e interrelacionadas. Mas tenho absoluta certeza de que a educação talvez seja a política mais basilar. Sem educação de qualidade não teremos saúde e política de geração de emprego e renda de qualidade, tampouco vamos erguer este País e fazer com que ele, de pé, possa olhar no olho de cada brasileiro e brasileira. Por isso, a Presidenta Dilma, que anuncia a construção de 138 creches, soma a essa construção mais 856 unidades de educação infantil, para possibilitar que tenhamos um mar de oportunidades neste País, porque todos nós e todas nós sabemos que a entrada das crianças o mais cedo possível numa unidade escolar, com um projeto pedagógico, com atenção psicossocial, possibilita que elas se estruturem de forma mais inteira e possam dar cabo de todos conflitos e óbices que encontrarem pela vida. As crianças que entram mais cedo na escola terão maior escolaridade no futuro, terão maior capacidade de resolução dos seus conflitos, terão maior capacidade de construção de relações comunitárias. Por isso, a iniciativa da Presidenta Dilma, que tem o compromisso de até 2014 construir 6 mil novas unidades de educação infantil neste País, é não apenas com o futuro, é com o presente, que não queremos doído; é um compromisso de desconstrução das desigualdades de oportunidades que estabelecem que o ponto de partida determina o ponto de chegada. Ora, todos sabemos que a dignidade é condição essencial para a existência de todo ser humano, independentemente de onde nascemos e de como somos! E a escola, que abriga nossos meninos, que é o instrumento de cidadania de maior capilaridade que temos, aquele que mais se relaciona com a comunidade, que mais se relaciona com a família, tem de ser valorizada, como tem sido, pela Presidenta Dilma Rousseff. Estamos vivendo um novo Brasil! Estamos nos desfolhando, avivando aspectos adormecidos, retirando as crostas das desigualdades, da crueldade com a população deste País, e construindo uma Nação que não seja cindida por tantas desigualdades, uma Nação de brasileiros e de brasileiras iguais em direitos. Essas 30 mil bicicletas, que possibilitarão meninos e meninas chegarem à escola, serão transformadas em 100 mil ainda este ano. Esperamos disponibilizar mais de 21 milhões de reais para que meninos e meninas possam ir à escola e ter acesso a uma política absolutamente estruturante, porque da qualidade de educação, como disse, depende a qualidade de nossa vida. Sr. Presidente, realçamos que o espaço da escola também deve ser o centro de construção de políticas que eliminem todo o ranço de discriminação. Ninguém pode sofrer por ser como é. Já dizia Leminski, com mui- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ta sabedoria, que, “quando as pessoas decidem ser exatamente o que são e não carregam dor em função disso, vão muito mais além, porque vivenciam a harmonia e são aceitas da forma como são”. Por isso, a Presidenta Dilma disse ontem que era preciso também que o Governo se dedicasse a políticas de enfrentamento à homofobia. Infelizmente, tivemos um chamado kit, de forma, inclusive, pejorativa, e o Programa de Combate à Homofobia nas Escolas foi suspenso, um programa avaliado e aprovado pela UNESCO, avaliado e aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia. Muito se falou desta tribuna, de forma absolutamente inadequada, para confundir a opinião pública e o conjunto da população brasileira. Muito se falou, dando voz à ignorância, sobre o projeto e o programa do próprio MEC, ignorância que não sei se dolosa ou culposa, mas que escondia um ódio homofóbico. Digo que há um compromisso deste Governo. O Governo Lula criou o Programa Brasil sem Homofobia, criou espaços na estrutura do Governo para discutir políticas a fim de que pessoas não sofram em razão da sua afetividade, para que o afeto não seja criminalizado. Temos de criminalizar o ódio, os crimes de ódio, e não o afeto. E digo, Sr. Presidente, que, antes de ceifar vidas, a fica é amolada. Pesquisa realizada pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana – RITLA aqui, no Distrito Federal, demonstrou que 63,1% dos entrevistados – 10 mil estudantes e 1.500 professores foram entrevistados – alegaram já ter visto pessoas tidas ou que são homossexuais sofrerem preconceitos. Também informa que 44.4% dos meninos afirmaram que não gostariam de ter colegas homossexuais na sala de aula. Isso, Sr. Presidente, mata. Perdemos 260 brasileiros e brasileiras em razão da homofobia. O Brasil é o país onde há mais mortes homofóbicas de todo o mundo. Aqui, homossexuais têm a possibilidade de morrer em um percentual 785% superior a alguém nos Estados Unidos. Por isso, Sr. Presidente, quando falamos da escola e da valorização da educação, queremos uma educação que seja amorosa. Combater a homofobia é derramar um olhar amoroso sobre este País, é dizer que todas e todos têm direito de viver, de não serem submetidos nem à morte literal nem à morte metafórica. Por fim, Sr. Presidente, gostaria de dizer que esse é o conceito que deve nortear as relações familiares. Muito aqui se falou em defesa da família, e a família é absolutamente fundamental. Mas família é espaço de amor, família não é espaço de ódio. A família estrutura para a vida a partir do abraço afetuoso Sabádo 28 26911 nas suas relações diárias. Neste País, muitos crimes já foram cometidos em nome de uma família abstrata. Ora, família é espaço de amor, espaço de aceitação, espaço de acolhimento. Portanto, relações familiares e defesa da família não casam com o estímulo ao ódio, não casam com qualquer prática que discrimine o ser humano. Por isso digo, Sr. Presidente, que vamos continuar perseguindo o objetivo de que nossas escolas se livrem de qualquer forma de discriminação e de toda homofobia. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Lincoln Portela, para uma Comunicação de Liderança, pelo Bloco Parlamentar PR/PRB/PTdoB/PRTB/PRP/PHS/PTC/PSL. S.Exa. dispõe de 7 minutos. O SR. LINCOLN PORTELA (Bloco/PR-MG. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Deputado Amauri Teixeira, Sras. e Srs. Parlamentares, venho trazer a esta tribuna um tema de grande importância: a instituição de um regime jurídico aplicável a todos os servidores do Poder Judiciário, quer da instância estadual, quer da federal. Com esse objetivo, tramita nesta Casa a PEC 190, de 2007, antiga reivindicação dos servidores do Poder Judiciário, por intermédio da Federação Nacional dos Servidores do Judiciário – FENAJUD, nos Estados. Com o intuito de obter maior regulação do Poder Judiciário brasileiro, a PEC nº 190 já foi aprovada na Comissão Especial criada pela Presidência da Câmara dos Deputados e aguarda inclusão na Ordem do Dia. Nosso apoio e acolhimento à proposta se justificam por diversas razões. Em primeiro lugar, o texto apresentado, ao equiparar todos os servidores do Poder Judiciário, vem corrigir uma injustiça da instância federal ou de qualquer Estado, é desempenhado com base nos mesmos procedimentos e se apoia nos mesmos fundamentos e na mesma legislação. Dessa forma, as regras que regem os servidores também têm de ser as mesmas. Além disso, precisamos nos atentar para a unidade do Poder Judiciário. O Poder Judiciário em nosso País tem estrutura una. Não é federal nem estadual, mas nacional, por ser expressão da soberania do Estado. As subdivisões existentes têm o intuito de tornar o trabalho mais eficiente, com distribuição de competências apenas como forma de racionalização dos serviços a serem prestados. A Justiça Federal e a Justiça Estadual não são estruturas autônomas entre si. Desta forma, Sr. Presidente, é importante e urgente a criação de uma norma geral. Essa norma geral deve impor tratamento único a todos os trabalhadores 26912 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do Judiciário nacional, com iguais condições de trabalho, cargos e remuneração. Outro aspecto a ser considerado na aprovação da PEC nº 190 prende-se ao fato de que os servidores de cada um dos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário – nesse caso, sim – possuem peculiaridades inerentes às suas funções. Tais peculiaridades devem ser tratadas em estatutos próprios. Então, é de suma importância que os servidores de cada um dos Poderes tenham uma regulamentação que atenda às suas singularidades. Atualmente, os servidores do Judiciário são submetidos ao regime jurídico dos servidores públicos, cujas alterações cabem privativamente ao Chefe do Poder Executivo. O texto da PEC atribui ao Supremo Tribunal Federal competência para propor, por meio de lei complementar, o Estatuto dos Servidores do Poder Judiciário. Com a nova proposta, as leis estaduais deverão estar de acordo com o disposto na lei complementar. É, portanto, oportuna a iniciativa de instituição de estatuto próprio para os servidores do Poder Judiciário ao qual deverão se ajustar às normas dos Estados, respeitada sua autonomia constitucional. A proposta merece nosso integral apoio. Sua aprovação significará importante avanço para o aperfeiçoamento da estrutura administrativa do Poder Judiciário e irá também beneficiar não só seus servidores, mas a população, de modo geral, que se utiliza desses serviços na defesa de seus direitos. Portanto, Sr. Presidente, defendemos a aprovação da PEC, porque, com a equiparação dos direitos, a Justiça prestará trabalho mais eficiente à sociedade. Pelo conjunto de razões expostas e outras ainda, evidencia-se como de fundamental importância – mais uma vez uso a expressão – que a PEC nº 190 seja votada o mais rápido possível nesta Casa. Aproveito ainda para falar da PEC nº 544, que estabelece as quatro regiões dos Tribunais de Justiça em segunda instância para os Estados, e refiro-me principalmente ao meu Estado, Minas Gerais. Só em 2010 colhi mais de 280 assinaturas para que essa PEC fosse colocada em votação, mas desde o segundo semestre do ano passado esta Casa não tem disposição para votar projetos de emenda à Constituição. Nós precisamos mudar isso. Como a PEC nº 544 precisa ser votada, outras PECs mais também precisam ser votadas nesta Casa, e nós precisamos atentar para isso. Na realidade, nós temos mandato Parlamentar, não temos mandado Parlamentar. É muito difícil para esta Casa votar apenas medidas provisórias e, vez por outra, projeto que tenha em seu nascituro esta Câmara dos Deputados. Votamos apenas um este Maio de 2011 ano e precisamos cumprir com os nossos mandatos Parlamentares. Nós já ouvimos por aí que estamos aqui apenas para homologar medidas provisórias – e bem sei da importância delas e bem sei que a Presidência da República precisa usar essa ferramenta –, mas é preciso também esta Casa usar as ferramentas de que dispõe para ver seus projetos aprovados, senão o povo continuará a dizer que se temos o Supremo para legislar, se temos o Superior Tribunal Eleitoral para legislar, e se temos a Presidência da República para mandar medidas provisórias, por que necessitamos desta Casa? São importantes, sim, as medidas provisórias, mas é importante que projetos que nascem aqui, de origem dos Deputados, sejam votados, e que as PECs também sejam votadas nesta Casa, porque colhemos assinaturas, estabelecemos comissões, votamos nessas comissões, e vamos para a CCJ, para depois as emperrarmos. Como grande exemplo, temos a PEC nº 300, que foi votada no primeiro turno e não está sendo votada no segundo turno. E os nossos policiais civis, militares e bombeiros continuam recebendo baixíssimos salários, salários de vergonha, salários que não lhes proporcionam, nem à sua família, boa condição de vida. Repito, esse salário não proporciona aos nossos policiais civis, militares e bombeiros digna condição de vida. Portanto, que a Câmara se empenhe nessa PEC e também na PEC nº 308, que cuida da Polícia Penal, para que possamos seguir adiante com uma boa segurança pública, e não apenas com a Justiça. Muito obrigado, Sr. Presidente Amauri Teixeira, Sras. e Srs. Parlamentares. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Eu que agradeço a V.Exa. por ter cumprido o tempo, Deputado e Líder Lincoln Portela. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra, pela ordem, ao Deputado Edson Silva, do PSB do Ceará. O SR. EDSON SILVA (Bloco/PSB-CE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho orgulho de fazer parte de um grupo político, no Estado do Ceará, que resolveu assumir o compromisso de implantar um programa de educação pública que desafia o analfabetismo. E os resultados são impressionantes, telespectadores de todo o Brasil. Cada vez mais alunos estão sabendo ler e escrever no Ceará. Em 2007 o número era triste: 32,8% dos estudantes da rede pública que concluíram o segundo ano do ensino fundamental eram analfabetos. Eles concluíam o segundo ano sem saber ler e escrever. Em 2010 esse vergonhoso índice caiu para 7%. Passou de 32,8% para 7%, resultado do esforço político Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do Governo Cid Gomes, que engrandece a sua administração e orgulha a todos nós do Ceará. Saliento ainda que na presença do Ministro da Educação, Fernando Haddad – que esteve recentemente em Fortaleza para inaugurar uma grande escola –, a Secretária Estadual de Educação, Dra. Izolda Cela, responsável pela condução da política de educação com as orientações do Governador do Estado, prometeu zerar nos próximos 3 anos o analfabetismo dos alunos que concluem o segundo grau e saem da escola sem saber ler e escrever. Este é um dos grandes feitos do Governo do Estado do Ceará. E o Governo do Estado do Ceará, ciente do seu papel de implementar políticas de ensino médio que satisfaçam aos anseios dos jovens cearenses com vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais, resolveu criar, em 2008, as escolas estaduais de educação profissional, com ambientes e espaços que proporcionam novo modo de ver, sentir e cuidar da juventude, com foco na oferta de diversificado currículo do ensino médio, centrado na integração com a educação profissional e no apoio à continuidade dos estudos. As escolas estaduais de educação profissional materializam a articulação da educação profissional técnica de nível médio com o ensino médio na modalidade integrada, intensificam o domínio das línguas básicas universais e favorecem a iniciação e a qualificação profissional. A escola estadual de educação profissional oferta ao jovem cearense cursos técnicos profissionalizantes, oferecidos em conformidade com o Catálogo Nacional dos Técnicos, em atendimento à demanda dos arranjos produtivos locais e regionais, combinando a formação geral, científica e cultural com a formação profissional dos educandos, cursos esses desenvolvidos em 3 anos, em tempo integral. Na escola de tempo integral implantada por Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, a criança entra às 7 da manhã e só sai às 5 da tarde, tem direito a três refeições e volta para casa com a cabeça cheia de conhecimento. Nessa escola a criança chora na hora de sair, ao contrário do que ocorria na escola tradicional do Ceará, Deputado Amauri Teixeira, grande voz da Bahia, onde a criança chorava na hora de entrar. Na escola atual, do Governo Cid Gomes, a criança chora na hora em que sai porque sabe que não terá lá fora o conforto que tem na escola. Anteontem o Governador inaugurou mais uma escola técnica profissionalizante, com 12.500 metros quadrados. Antigamente, o espaço era pequeno, muitas crianças se sentavam no chão, não havia carteira escolar. Mas hoje a nova escola do Sabádo 28 26913 Governo Cid Gomes tem ar-refrigerado, laboratórios, cantina e restaurante com três refeições. Como se diz no interior, saco seco não se põe em pé, e de barriga vazia não se aprende nada, não se assimila nada. Essa escola-modelo que o Governador Cid Gomes está implantando no Ceará é orgulho para todos nós, cearenses. Com certeza, o analfabetismo está com seus dias contados no Estado. Portanto, congratulo-me com a administração do Governo do Estado, com a Secretária Izolda Cela, mulher zelosa e dedicadíssima à educação, que tem alcançado grande êxito no combate ao analfabetismo na nossa região. Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que faça esta nossa pequena intervenção neste expediente chegar ao programa A Voz do Brasil Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Vamos tomar providências para que seja divulgado seu pronunciamento, Deputado Edson Silva. V.Exa. está nos devendo uma caldeirada lá no Ceará. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Vai-se passar ao horário de VI – COMUNICAÇÕES PARLAMENTARES Tem a palavra o Sr. Deputado Cesar Colnago, pelo PSDB. O SR. CESAR COLNAGO (PSDB-ES. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, capas dos jornais de hoje dizem: “Dilma e Palocci atendem Lula e dão explicações”; “Orientada por Lula, Dilma reaparece e defende Palocci” – esta última do Estado de S. Paulo. Sr. Presidente, estamos convencidos de que a fama de gerente da Presidenta Dilma foi literalmente para o espaço nestes primeiros meses de Governo, pois inúmeros exemplos comprovam essa constatação. E vamos citar alguns. Prioridade invertida. Encerrado o primeiro trimestre, a população tomou conhecimento da queda superior a 300 milhões em investimentos no período de comparação com os mesmos meses do ano passado. Já as despesas com salário, custeio da máquina pública e rotina do Governo subiram 10 bilhões de reais. Se forem incluídos os gastos com juros, esse aumento chega a 13,2 bilhões de reais. No dia seguinte, o Governo Dilma mobilizou de novo sua base de apoio para aprovar na Câmara um projeto que triplica o repasse financeiro feito pelo Brasil ao Paraguai, em pagamentos ao consumo do excedente de energia produzida pela Usina Hidrelétrica Itaipu, cujo investimento é todo do Governo Federal. 26914 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Com isso, o valor repassado chegará a 360 milhões de dólares, tudo à custa do povo brasileiro. Na segurança, nada foi feito. Logo no início da atual gestão, a Presidenta da República prometeu lançar-se com força no combate à criminalidade. Disse que iria aliar-se aos Estados na estratégia. Nada aconteceu até agora. A segurança também foi castigada com um corte – vejam, Sras. e Srs. Deputados – de 840 milhões no Orçamento do Ministério da Justiça. Aeroportos despreparados. Órgão ligado ao Governo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, divulgou relatório que chama a atenção para a incapacidade gerencial e a ausência de planejamento nos Governos Lula-Dilma. De acordo com o levantamento, dos 13 terminais que devem passar por obras, 9 terminais não ficarão prontos para a Copa de 2014. O anúncio de que o País sediaria o principal torneio de futebol foi feito há 42 meses – repito: há mais de 3 anos, quase 4 anos –, e nada foi feito até agora para dar conforto e segurança. Inclusive, nesta Casa tramita medida provisória que trata – estava na MP 521, foi para a MP 527 – de fazer obras sem ter projeto básico. Em quase 4 anos, o Governo não conseguiu fazer o projeto básico para as obras dessas atividades esportivas. Sobre os aeroportos, vale citar o diálogo travado entre a Presidenta – se é que podemos chamar aquilo de diálogo – com diretores da INFRAERO. Relato feita pela colunista da Folha, Renata Lo Prete: “Quando chamei o senhor para o cargo, sabia que não entendia de aeroportos”. Exaltou-se. “Mas se passaram semanas.” “Vocês estão me enrolando há 8 anos.” É a fala da Presidente Dilma. Que gerente é essa que se deixa enrolar por subordinados por longos 8 anos? Sr. Presidente, nesta semana o País assistiu perplexo a cenas de usurpação explícita do poder com a passagem do ex-Presidente da República por Brasília despachando ordens aqui e acolá, assumindo na prática o comando de um Governo atônito, sem rumo, com o mais recente escândalo envolvendo o reincidente Ministro Palocci, Chefe da Casa Civil, que não consegue explicar como ficou milionário da noite para o dia. No melhor estilo do seu populismo exacerbado, o inventor da atual Presidenta passou por aqui e, no Senado Federal, com expoentes da base aliada, dentre eles o Senador José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá, mandou a sua invenção abrir as torneiras para o fisiologismo para reforçar a blindagem do Ministro Palocci – que é, na verdade, uma indicação sua para a Casa Civil. Depois da crise de gerenciamento, vemos agora a Presidenta da República mergulhada numa crise Maio de 2011 existencial de autoridade, de vazio de poder, tendo que agradar a diversos apetites da sua base aliada, apesar das chantagens e ameaças que disparou por intermédio dos seus porta-vozes, inclusive do próprio Palocci. Um dia depois do exibicionismo do criador, eis que surge no noticiário da TV uma criatura visivelmente abalada, cabisbaixa, constrangida, com a voz trêmula, tentando, a todo custo, mostrar que ainda está no comando. Chegou até a posar, pateticamente, com alguns Ministros e Senadores do PT, repetindo a cena do seu inventor no dia anterior. Sr. Presidente, é lamentável que a situação tenha chegado a esse ponto. É lamentável que o Sr. Lula tenha projetado – na verdade, de forma muito inteligente – um terceiro mandato, como se está vendo, porque não se assiste em país algum civilizado alguém, informalmente, dar comando a um governo. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – O próximo inscrito para uma Comunicação Parlamentar é o Deputado Vanderlei Macris, pelo PSDB. S.Exa. dispõe de 5 minutos. O SR. VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, gostaria de cumprimentar o meu colega Deputado Cesar Colnago pela avaliação muito precisa que fez dessa mudança clara de rumo no comando da política brasileira, saindo da atual Presidenta da República para o ex-Presidente. Mas quero trazer a debate uma questão que entendo importante como manifestação deste Plenário, desta Casa, qual seja um fato que tem alarmado e preocupado muito a sociedade brasileira, principalmente os médicos, psiquiatras e os estudiosos do assunto: o aumento excessivo do consumo de bebidas alcoólicas em nosso País. Quero dizer isso, porque fiz proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que acabou se resumindo numa Comissão de Trabalho, com apoio de mais de 200 Deputados, e agora uma Comissão Especial para a qual fui indicado como Relator. Estamos trabalhando nesse processo já numa fase inicial, mas com uma programação muito interessante, da qual quero dar conhecimento a todos aqueles que quiserem continuar participando desse debate da maior importância para a saúde pública brasileira. Fizemos a primeira audiência pública esta semana – a primeira de uma série delas. Vamos fazer outras para debater sobre as causas do aumento do consumo de álcool no Brasil e o impacto na sociedade, que é muito sério. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS As pessoas não se dão conta de que uma droga lícita como essa causa um impacto tão grande na sociedade brasileira. Também abordaremos a questão da comercialização da bebida alcoólica, fato que não se leva a sério, porque a comercialização do álcool, especialmente para os menores de idade, é de uma liberalidade atroz. Além disso, vamos também tratar da questão da propaganda em uma audiência pública específica, como as anteriores. É preciso dar um basta a esse movimento da propaganda. Tal como foi com o tabaco, o cigarro, a bebida alcoólica também está passando dos limites em termos de propaganda pelos meios de comunicação. Então, vamos fazer uma audiência pública especial sobre a questão da propaganda. Debateremos sobre as consequências do uso de álcool excessivo, dentre elas a violência contra a mulher, contra a criança e contra o idoso. Quer dizer, está claro que o álcool é um dos motivos mais fortes para essa violência, tal como indicado por aqueles que conhecem e estudam o assunto. Consequências no trânsito pelo excesso do uso de álcool. É outro problema seriíssimo que não tem tido, por parte da sociedade organizada e do Governo, a atenção necessária. Uma grande parte dos acidentes de trânsito com mortes são decorrentes do excesso do uso de álcool. Temos também a questão da prevenção. O Estado brasileiro não faz prevenção em relação ao uso do álcool. Faz muito em relação às drogas ilícitas, como a maconha, o crack, a cocaína, mas quanto à droga lícita, que é o álcool, a porta de entrada para todas as drogas, não se tem, evidentemente, programas mais fortes de trabalho em relação a isso. O tratamento é também outra questão deixada de lado pelo Estado brasileiro. Quando me refiro ao Estado brasileiro, refiro-me a todos os níveis, Governo Federal e Governos Estaduais e Municipais. Quer dizer, não se tem, na questão do tratamento do alcoolismo, uma ação mais efetiva, programas que possam efetivamente atuar nessa direção. Então, quero também dizer – e é importante que eu reafirme aqui – que na última audiência que tivemos na Comissão contamos com a presença do Dr. Ronaldo Laranjeira, psiquiatra PhD em dependência química e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Ele nos trouxe dados extraordinários, mas estarrecedores. Em uma pesquisa realizada em 143 cidades do Brasil, esse psiquiatra destacou o seguinte: 48% Sabádo 28 26915 da população é abstêmia, não bebe; 52% bebem – e a metade dos que bebem assim o fazem em excesso. Meu caro Presidente, 6% de toda a bebida alcoólica consumida no Brasil é consumida por menores de 18 anos. Repito: 6% de toda a bebida alcoólica consumida no Brasil é consumida por menores de 18 anos, de 12 a 18 anos. O Dr. Valdir Craveiro, que falou pela Sociedade Brasileira de Pediatria e também trabalha nessa área, mostrou claramente a deformação existente quando menores de idade consomem bebida alcoólica. Há grave deformação na personalidade da criança pelo resto da vida. Essas audiências públicas nos trouxeram dados importantíssimos. O Dr. Valdir confirmou inclusive que o consumo de álcool está associado a 29% das mortes de adolescentes e que essa droga lícita está associada a mais mortes em adolescentes do que todas as outras drogas juntas. Essa droga lícita precisa ser efetivamente trabalhada. Os dois médicos, especialistas no assunto, estudiosos do assunto, disseram ser de fundamental importância o estabelecimento de políticas públicas direcionadas à disponibilidade da bebida alcoólica, ao aumento de preço e de imposto; à regulação do horário, o que é fundamental; a dias de venda e à responsabilização criminal do vendedor que comercializar bebida ao menor de idade, bem como à exposição de propagandas, outro dado que precisa e deve ser trabalhado pela nossa Comissão. Segundo eles, há correlação direta entre propaganda, envolvimento, percepção, gestão e aumento da frequência do uso de álcool. Para concluir, Sr. Presidente, essas foram as primeiras movimentações da Comissão, os primeiros dados, as primeiras informações que precisamos tratar com a seriedade devida. Não é mais possível conviver com o alcoolismo, especialmente com o tratamento, que muitas vezes é visto como um caso de polícia, mas é um caso de saúde pública. O Brasil está caminhando para ficar doente por causa do excesso do consumo de bebida alcoólica. Qualquer país do mundo tem regras e limites muito sérios para a bebida alcoólica. No Brasil, há uma permissividade. Precisamos acabar com isso. O Congresso Nacional está dando sua contribuição para esse debate. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Deputado Vanderlei Macris, quero me somar às suas palavras. V.Exa. abordou um tema importante, e esta Casa precisa se debruçar sobre o assunto para encontrar uma solução. Quero ressaltar a questão da propaganda. A proibição da propaganda do tabaco na televisão e no rádio 26916 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS reduziu o consumo. Houve redução. V.Exa. tem razão. Nós, que somos da área da saúde, inclusive V.Exa. é meu colega na Comissão de Seguridade Social, sabemos que o impacto da bebida alcoólica no trauma, na saúde pública, não só do ponto de vista do custo, mas da vida das pessoas, é muito grande. Quero parabenizar V.Exa. por ter abordado tema tão relevante. Somo-me a V.Exa. nessa luta nesta Casa. O SR. VANDERLEI MACRIS – Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Concedo a palavra, pela ordem, ao último inscrito, Deputado Francisco Escórcio, do PMDB do Maranhão. O SR. FRANCISCO ESCÓRCIO (PMDB-MA. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srs. Deputados, estava em meu gabinete quando ouvi um colega, da tribuna, fazer algumas colocações, e aqui é o lugar do bom debate. Na qualidade de Vice-Líder do PMDB nesta Casa, venho contraditá-lo e dizer que o Presidente Lula foi um Presidente que incomodou. Incomodou por quê? Porque os maiores índices deste País, em tudo, nós encontramos quando ele foi o Presidente da República. Incomodou, sim, Sr. Deputado. Incomodou porque, ao longo do período em que governou, ele foi o mais popular Presidente da República. Foi ali que acabamos com todos os índices que faziam a diferença entre o rico e o pobre. Ah, incomoda, sim, senhor. Não podemos ficar calados quando V.Exa. diz que estávamos fazendo fisiologismo e que fomos receber – tanto Sarney, como Renan, toda a alta cúpula, o Henrique, meu Líder – festivamente o Presidente Lula. Ora, se o povo faz isso com o Lula, nós, que somos representantes do povo, temos a obrigação de pegar aquele grande líder e dizer tudo o que está acontecendo. E o que foi debatido? O Código Florestal. O meu partido teve uma postura nesta Casa, e teve uma postura que deu inclusive, vamos dizer assim, a votação maior para o Relator, o Aldo Rebelo. Mas eu quero dizer que, quando ele nos ofende dizendo que o PMDB está fazendo isso, está fazendo aquilo, eu até o perdoo – perdoo-o porque ele não sabe o que diz. Meu partido está fazendo a diferença, faz a diferença aqui. Tanto que nós, em união com o PSDB, mostramos aqui nossa altivez. Demonstramos a todos nossa posição firme e sem dúvidas. Mas o quê o Lula fez? Lula foi discutir conosco, com a nossa bancada. Foi discutir o quê? Temas de relevância, como a reforma política, que o Brasil todo está precisando. Ah, Lula, meus parabéns! Se eles não fazem isso com os líderes deles, nós estamos fazendo com Maio de 2011 os nossos líderes – o Michel Temer, a Presidente Dilma e também, por que não dizer, com o nosso grande ídolo, Lula. Agora, é duro, mas tem que engolir! Sr. Presidente, eu desci para poder dizer que o meu colega foi muito infeliz. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Quero cumprimentar todos os que estiveram na galeria, visitando-nos. VII – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão, lembrando que hoje, sexta-feira, dia 27 de maio, às 15 horas, haverá sessão solene em homenagem aos 26 anos do Rotary Club Sul de Uberlândia e que, segunda-feira, dia 30 de maio, às 10 horas, haverá sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Empresário Contábil e ao Dia do Contabilista. O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) – Encerro a sessão, convocando para segunda-feira, dia 30 de maio, às 14 horas, sessão ordinária de debates. AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS OU RECURSOS I – EMENDAS 2. PROJETO DE RESOLUÇÃO QUE ALTERA O RICD Prazo para apresentação de emendas: 5 Sessões (Art. 216, § 1º, do RICD). Nº 45/11 (Eduardo Azeredo) – Acrescenta capítulo ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados para dispor sobre tramitação de tratado, acordo ou ato internacional. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 II – RECURSOS 1. CONTRA APRECIAÇÃO CONCLUSIVA DE COMISSÃO – ART. 24, II, DO RICD INTERPOSIÇÃO DE RECURSO: art. 58, § 3º, c/c o art. 132, § 2º (PARECERES FAVORÁVEIS), ou com o art. 133 (PARECERES CONTRÁRIOS), todos do RICD. Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (art. 58, § 1° do RICD). 1.1 COM PARECERES FAVORÁVEIS PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO No. 432/2000 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que au- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS toriza a Associação de Rádio Comunitária de São Félix do Piauí a executar serviço de radiodifusão comunitária, na localidade de São Félix do Piauí, Estado do Piauí. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 1488/2009 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Fundação Ecológica de Cajueiro da Praia a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Cajueiro da Praia, Estado do Piauí. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 1507/2009 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Alpestrense de Cultura e Comunicação Social a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Alpestre, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 1987/2009 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária A Voz de Penedo a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Penedo, Estado da Alagoas. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2097/2009 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Difusora Natureza FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Herculândia, Estado de São Paulo. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2458/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Pioneira Stéreo Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2508/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Manancial FM de Radiodifusão Comunitária a executar, pelo prazo de dez anos, sem Sabádo 28 26917 direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Ubatuba, Estado de São Paulo. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2527/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rede Popular de Comunicações Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Rio Grande, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2627/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Giruá Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, no Município de Giruá, Estado do Rio Grande do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2630/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Diamantinense de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão – FUNDAEPE para executar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, com fins exclusivamente educativos, no Município de Diamantina, Estado de Minas Gerais. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2704/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Sistema FM de Rádio Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Formiga, Estado de Minas Gerais. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2706/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Sociedade Independente de Porteirinha Ltda. – ME para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Porteirinha, Estado de Minas Gerais. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2714/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária Amigos do Rolador – ACOMAR a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Rolador, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2727/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que reno- 26918 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS va a concessão outorgada à Rádio Repórter Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, no Município de Ijuí, Estado do Rio Grande do Sul. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2859/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Atlantida FM de Florianópolis Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Florianópolis, Estado de Santa Catarina. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 2873/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio TV do Amazonas Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Macapá, Estado do Amapá. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Maio de 2011 dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Caucaia, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2953/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária dos Moradores de Tartarugalzinho a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Tartarugalzinho, Estado do Amapá. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2977/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Itapema FM de São Paulo Ltda., originariamente Rádio Manchete Ltda., para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de São Paulo, Estado de São Paulo. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2881/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Rio Mar Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em ondas curtas, no Município de Manaus, Estado do Amazonas. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2993/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Fundação Educadora São José para executar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, com fins exclusivamente educativos, no Município de Macapá, Estado do Amapá. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2882/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Televisão Xanxerê Ltda. para explorar serviço de radiodifusão de sons e imagens, no Município de Xanxerê, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 3000/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Sociedade Beneficente Amigos da Pedreira a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Catarina, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2899/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Grande Associação Comunitária Lutamos pela Nossa Liberdade a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no Município de Fortaleza, Estado do Ceará. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 3053/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga concessão à CV – Rádio e Televisão Ltda. para explorar serviço de radiodifusão de sons e imagens, no Município de Camaquã, Estado do Rio Grande do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2909/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Universal Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Chapecó, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 3105/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Sociedade Vale de Comunicações Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada, no Município de Pomerode, Estado de Santa Catarina. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 2928/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a UMECC – União Municipal dos Estudantes e Comunidades de Caucaia a executar, pelo prazo de Nº 3109/2010 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que outorga permissão à Ponto Norte Rádio FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em frequên- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cia modulada, no Município de Seberi, Estado do Rio Grande do Sul. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 32/2011 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Cultural de Rádio Comunitária do Riacho Fundo II – Candango FM a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na localidade de Riacho Fundo II, Distrito Federal. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Sabádo 28 26919 DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 3/6/2011 Nº 2716/2007 (Onyx Lorenzoni) – Altera a Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, e dá outras providências. DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 3/6/2011 PROJETO DE LEI Nº 3116/2008 (Senado Federal – Marcelo Crivella) – Veda o emprego de práticas que estimulem o aumento de velocidade por motociclistas profissionais. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1694/1999 (Luiza Erundina) – Dispõe sobre a obrigatoriedade de cardápio em Método Braille nos restaurantes, bares e lanchonetes. DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 3/6/2011 Nº 5848/2009 (Carlos Bezerra) – Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, disciplinando o prazo para registro de consumidor inadimplente nos serviços de proteção ao crédito. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 6019/2001 (Senado Federal – LUCIO ALCANTARA) – Acrescenta parágrafo ao art. 791 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 6289/2009 (Alex Canziani) – Altera a Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que aprova o Plano Nacional de Viação, de modo a incluir na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Rodoviário Federal, a rodovia de ligação que permitirá o acesso ao Instituto Federal do Paraná – IFPR (Campus Jacarezinho). DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 942/2003 (Gastão Vieira) – Institui a data de 28 de julho de 1823 como data de adesão do Maranhão à Independência do Brasil. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 6411/2005 (Senado Federal – Tião Viana) – Altera a Lei nº 8.689, de 27 de julho de 1993, que dispõe sobre a extinção do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) e dá outras providências, para que a prestação de contas dos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) ao Poder Legislativo estenda-se à esfera federal de governo. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 1186/2007 (Elcione Barbalho) – Altera a Lei nº 10.779, de 25 de novembro de 2003, para estender ao catador de caranguejo o benefício do seguro-desemprego durante o período do defeso da espécie. DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 3/6/2011 Nº 1266/2007 (Sueli Vidigal) – Altera o caput do art. 3º da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, incluindo a atividade física como fator determinante e condicionante da saúde, e dá outras providências. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 1547/2007 (Carlos Bezerra) – Dispõe sobre a responsabilidade por prejuízos decorrentes de “clonagem” de cartão de crédito. 1.2 COM PARECERES CONTRÁRIOS PROJETO DE LEI Nº 5720/2005 (Enio Bacci) – Acrescenta parágrafo 1º e inciso XXIII ao art. 230 e altera o inciso V do mesmo artigo, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, e dá outras providências. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 6165/2009 (Senado Federal – João Pedro) – Denomina Rodovia Francisco Nogueira o trecho da rodovia BR-319 compreendido entre a cidade de Manaus e o rio Tupunã, no Estado do Amazonas. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 1.3 PROPOSIÇÕES COM TRAMITAÇÃO CONJUNTA QUE RECEBERAM PARECERES FAVORÁVEIS A UMAS E/OU CONTRÁRIOS A OUTRAS, NÃO DIVERGENTES; E/OU PELA INCONSTITUCIONALIDADE; E/OU INJURIDICIDADE PROJETO DE LEI Nº 5418/2005 (Luiza Erundina) – Declara o Educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira. COM PARECER FAVORÁVEL: PL 5.418/05, principal. COM PARECER CONTRÁRIO: PL 6.995/06, apensado. DECURSO 1ª SESSÃO 26920 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ÚLTIMA SESSÃO: 3/6/2011 2. CONTRA PARECER TERMINATIVO DE COMISSÃO – ART. 54 DO RICD C/C ART. 132, § 2º DO RICD Maio de 2011 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (art. 58, § 1° do RICD). Nº 308/2005 (Carlos Souza) – Autoriza o Poder Executivo a criar a Região Integrada de Desenvolvimento do Turismo da Grande Manaus e a instituir o Programa Especial de Desenvolvimento do Turismo da Região Integrada de Desenvolvimento do Turismo da Grande Manaus. Apensados: PLP 298/2008 (Carlos Souza ) PLP 303/2008 (Carlos Souza ) PLP 304/2008 (Carlos Souza ) ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 2.1 PELA INADEQUAÇÃO FINANCEIRA E/OU ORÇAMENTÁRIA 2.2 PELA INCONSTITUCIONALIDADE E/OU INJURIDICIDADE OU INADMISSIBILIDADE PROJETO DE LEI PROJETO DE LEI Nº 1141/2007 (Roberto Santiago) – Autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal da Região Bragantina. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 1258/2007 (Senado Federal – Paulo Paim) – Altera a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre a organização da seguridade social, institui plano de custeio, e dá outras providências. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 (MATÉRIAS SUJEITAS A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO EM APRECIAÇÃO PRELIMINAR, NOS TERMOS DO ART.144 DO RICD) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – Art. 58, § 3º, c/c o art. 132, §2º, do RICD. Nº 3130/2008 (Senado Federal – Valdir Raupp) – Autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal de Cacoal, no Estado de Rondônia. Apensados: PL 2971/2008 (Mauro Nazif ) ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 4552/2008 (Gorete Pereira) – Autoriza o Poder Executivo a criar campus avançado da Universidade Federal do Ceará (UFC) no município de Beberibe-CE. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 4556/2008 (Senado Federal – Cristovam Buarque) – Autoriza o Poder Executivo a criar a Agência Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 4766/2009 (Senado Federal – Lúcia Vânia) – Dispõe sobre a criação de Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Município de Anápolis, no Estado de Goiás. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 Nº 5208/2009 (Gorete Pereira) – Autoriza o Poder Executivo a criar campus avançado da Universidade Federal do Ceará (UFC) no município de Senador Pompeu – CE. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31/5/2011 Nº 5644/2009 (Senado Federal – Serys Slhessarenko) – Autoriza o Poder Executivo a criar, no Município de Sinop, no Estado de Mato Grosso, campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Instituto Federal) de Mato Grosso. ÚLTIMA SESSÃO: 30/5/2011 3. CONTRA DECLARAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE – ART. 164, § 2º, DO RICD (SUJEITO A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO, APÓS OUVIDA A CCJC, NOS TERMOS DO ART. 164, §§ 2º e 3º DO RICD) Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (Art. 164, § 2º, do RICD). PROJETO DE LEI Nº 7673/2010 (Poder Executivo) – Autoriza a criação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. – ETAV e dá outras providências. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 4. DEVOLVIDO(S) AO(S) AUTOR(ES) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – RCP: art. 35, §§ 1º e 2º, do RICD. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – DEMAIS PROPOSIÇÕES: art. 137, § 1º, do RICD. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: 5 sessões. PROJETO DE LEI Nº 1122/2011 (Roberto de Lucena) – Institui o dia 15 de agosto como o “Dia Nacional de combate à Violência Praticada Contra a Criança Indígena”. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 1190/2011 (João Campos) – Institui o “Dia do Nascituro”, a ser comemorado no dia 8 de outubro de cada ano, e dá outras providências. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1230/2011 (Giovani Cherini) – Institui o Dia Nacional do Desafio DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1278/2011 (Romero Rodrigues) – Torna obrigatório o policiamento ostensivo das escolas das redes pública e privada e do seu entorno. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1289/2011 (Abelardo Camarinha) – Institui o “Dia Nacional do Taekwondo’’, a ser comemorado, anualmente, todo dia 16 de maio. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1331/2011 (Roberto de Lucena) – Institui o dia 30 de agosto como o “Dia Nacional das Artes Marciais” DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1338/2011 (Assis Melo) – Institui o Dia do Gari a ser comemorado nacionalmente no dia 16 de maio. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1347/2011 (Onofre Santo Agostini) – Institui o Dia Nacional do Gari e dos Empregados da Área de Conservação e Limpeza, a ser comemorado, anualmente, no dia 16 de maio. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 Nº 1374/2011 (Júlio Campos) – Dispõe sobre a instituição do dia 10 de maio como data comemorativa do “Dia Nacional do Municipalismo” e dá outras providências. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 46/2011 (Jonas Donizette) – Institui, na Câmara dos Deputados, o Programa Banco de Projetos e dá outras providências. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 2/6/2011 ORADORES SORTEADOS PARA O GRANDE EXPEDIENTE DO MÊS DE MAIO DE 2011 Dia 30, 2ª-feira 15:00 RUI PALMEIRA (PSDB – AL) Sabádo 28 26921 15:25 VALDEMAR COSTA NETO (PR – SP) 15:50 MARCELO CASTRO (PMDB – PI) 16:15 CELIA ROCHA (PTB – AL) 16:40 AUGUSTO CARVALHO (PPS – DF) Dia 31, 3ª-feira 15:00 RODRIGO MAIA (DEM – RJ) 15:25 AGUINALDO RIBEIRO (PP – PB) ORDEM DO DIA DAS COMISSÕES I – COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.119/11 – do Sr. Lira Maia – que “cria Área de Livre Comércio no Município de Marabá, no Estado do Pará, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LAUREZ MOREIRA. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 41/11 – do Sr. Weliton Prado – que “modifica a Lei nº 6.088, de 16 de julho de 1974, que “dispõe sobre a criação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – Codevasf – e dá outras providências””. RELATOR: Deputado TAUMATURGO LIMA. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 962/11 – do Sr. Pauderney Avelino – que “altera o caput do art. 1º da Medida Provisória nº 2.199-14, de 24 de agosto de 2001, com a redação dada pela Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, para prorrogar, até 31 de dezembro de 2038, o prazo do incentivo de redução do imposto de renda de pessoas jurídicas que tenham projeto aprovado em setores econômicos prioritários para o desenvolvimento nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE e da Superintendên- 26922 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cia do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM, e dá outras providências” RELATOR: Deputado PAULO CESAR QUARTIERO. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 845/11 – do Sr. Aureo – que “dispõe sobre a elaboração de estudo de impacto ambiental para o licenciamento de antenas estações rádio-base de celulares”. RELATOR: Deputado ANTONIO IMBASSAHY. DECURSO 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 30-05-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 175/11 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “determina a adoção de número único para emergências e segurança pública”. RELATOR: Deputado PAULO ABI-ACKEL. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE AMANHà (DIA 31/05/2011) Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 6.131/02 – do Sr. Lincoln Portela – que “altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, no que se refere aos instrumentos do crime”. RELATOR: Deputado EFRAIM FILHO. PROJETO DE LEI Nº 1.830/03 – do Sr. Vander Loubet – que “altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente”. RELATOR: Deputado MARÇAL FILHO. Maio de 2011 B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.405/03 – do Senado Federal – Pedro Simon – que “institui o ano de 2005 como o “Ano de Defesa da Soberania Nacional sobre a Amazônia Brasileira””. RELATORA: Deputada REBECCA GARCIA. PROJETO DE LEI Nº 6.479/06 – do Sr. Zequinha Marinho – que “”Altera os limites do Parque Nacional da Serra do Pardo”” RELATOR: Deputado ANDRÉ DIAS. PROJETO DE LEI Nº 2.068/07 – do Sr. Eduardo da Fonte – que “altera o § 2º e acresce um § 3º ao art. 25 da Lei nº 9.985, de 2000”. RELATOR: Deputado FÁBIO FARIA. PROJETO DE LEI Nº 2.630/07 – do Sr. José Carlos Vieira – que “dispõe sobre a adoção de providências visando economizar ou otimizar o uso da água, nas instalações hidráulicas e sanitárias das edificações que estejam sob a responsabilidade de órgãos pertencentes à administração pública federal”. (Apensados: PL 4285/2008 e PL 4286/2008) RELATOR: Deputado ALFREDO SIRKIS. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.136/96 – do Sr. Jair Bolsonaro – que “dispõe sobre a data de pagamento dos servidores públicos federais civis e militares”. RELATOR: Deputado PAES LANDIM. PROJETO DE LEI Nº 3.041/04 – do Sr. Inocêncio Oliveira – que “altera o art. 2º da Lei nº 9.452, de 20 de março de 1997, que determina que as Câmaras Municipais sejam obrigatoriamente notificadas da liberação de recursos federais para os respectivos Municípios e dá outras providências”. RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. PROJETO DE LEI Nº 1.544/07 – do Sr. Lelo Coimbra – que “cria o Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado EFRAIM FILHO. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 5.181/09 – do Sr. Joaquim Beltrão – que “obriga a especificação de data de postagem e de entrega das correspondências”. RELATOR: Deputado MENDES RIBEIRO FILHO. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 6.707/06 – do Senado Federal – Marcelo Crivella – (PLS 420/2003) – que “altera o art. 15 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que “Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos Agentes Públicos nos Casos de Enriquecimento Ilícito no Exercício de Mandato, Cargo, Emprego ou Função na Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional e dá outras providências”, estabelecendo prazo e sanção em virtude da comunicação de instauração de processo administrativo, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado BONIFÁCIO DE ANDRADA. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.935/08 – da Sra. Alice Portugal – que “dispõe sobre a destinação dos bens de valor artístico, histórico e/ou cultural apreendidos, abandonados ou disponíveis, administrados por órgãos e entidades da administração pública federal e da justiça federal”. RELATOR: Deputado MARÇAL FILHO. PROJETO DE LEI Nº 3.044/08 – do Sr. Sandes Júnior – que “dispõe sobre a universalização das bibliotecas escolares e determina outras providências”. (Apensado: PL 4536/2008) RELATOR: Deputado SANDRO MABEL. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 107/99 – da Sra. Maria Elvira – que “altera o art. 41 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, que “institui a Lei de Execução Penal.”” (Apensados: PL 308/1999, PL 1352/1999 (Apensado: PL 3463/2008 (Apensado: PL 4064/2008)), PL 4684/2001, PL 7300/2002 (Apensado: PL 5254/2009) e PL 5289/2009) RELATOR: Deputado NELSON MARCHEZAN JUNIOR. Sabádo 28 26923 PROJETO DE LEI Nº 2.476/03 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “altera a redação do art. 1.336 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, para permitir a cobrança de multa de até vinte por cento pelo atraso no pagamento da prestação condominial”. (Apensado: PL 650/2011) RELATOR: Deputado RUBENS OTONI. PROJETO DE LEI Nº 4.954/05 – do Sr. Vicentinho – que “dá nova redação aos arts. 44 e 2.031 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que institui o Código Civil”. RELATOR: Deputado RICARDO BERZOINI. PROJETO DE LEI Nº 7.232/06 – do Sr. Eduardo Cunha – que “dá nova redação ao art. 475-J da Lei nº 11.232, de 22 de dezembro de 2005, acresce o § 6º ao referido artigo”. (Apensados: PL 887/2007, PL 2484/2007, PL 3302/2008 e PL 5811/2009) RELATOR: Deputado JOÃO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 804/07 – do Sr. Lincoln Portela – que “altera o art. 1° da Lei n° 11.179 de 22 de setembro de 2005, que “altera os arts. 53 e 67 da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.”” RELATOR: Deputado GABRIEL GUIMARÃES. PROJETO DE LEI Nº 1.316/07 – do Sr. Valtenir Pereira – que “altera o art. 20 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil”. RELATOR: Deputado NELSON MARCHEZAN JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 1.952/07 – do Poder Executivo – que “institui o regime disciplinar do Departamento de Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal, revoga dispositivos da Lei nº 4.878, de 3 de dezembro de 1965, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado VIEIRA DA CUNHA. PROJETO DE LEI Nº 2.333/07 – do Sr. Praciano – que “altera a Lei nº 8.429, de 02 de junho de 1992”. RELATOR: Deputado BRIZOLA NETO. PROJETO DE LEI Nº 3.524/08 – do Sr. Ratinho Junior – que “extingue a fiança e o aval prestados por pessoa natural”. (Apensados: PL 3835/2008 e PL 4087/2008) RELATOR: Deputado RUBENS OTONI. PROJETO DE LEI Nº 5.233/09 – do Sr. Cleber Verde – que “acrescenta parágrafo ao art. 277 e inciso ao art. 267 do Código de Processo Civil, Lei n.º 5.869 de 11 de janeiro de 1973”. RELATOR: Deputado DR. GRILO. PROJETO DE LEI Nº 5.780/09 – do Sr. Gilmar Machado – que “dispõe sobre a informatização dos serviços notariais e de registros”. RELATOR: Deputado FÁBIO RAMALHO. 26924 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 6.562/09 – do Sr. Carlos Bezerra – que “acrescenta o art. 76-A à Lei nº 8.245, de 18 de outubro de 1991, que “dispõe sobre as locações de imóveis urbanos e os procedimentos a elas pertinentes””. (Apensado: PL 356/2011) RELATOR: Deputado RICARDO BERZOINI. PROJETO DE LEI Nº 7.357/10 – do Sr. Marco Maia – que “dispõe sobre o regime de provas, a alienação antecipada de bens apreendidos, a litigância de má-fé no processo penal e dá outras providências”. RELATOR: Deputado PAES LANDIM. PROJETO DE LEI Nº 7.431/10 – do Sr. Carlos Bezerra – que “dispõe sobre averbação de informações de ações judiciais sobre bens imóveis”. RELATOR: Deputado RUBENS OTONI. PROJETO DE LEI Nº 119/11 – do Sr. Assis Melo – que “determina a inclusão do nome de devedor de alimentos em cadastro de inadimplentes”. RELATOR: Deputado CHICO LOPES. PROJETO DE LEI Nº 202/11 – do Sr. Sandes Júnior – que “permite ao Advogado a formulação de perguntas diretamente ao depoente”. RELATOR: Deputado DR. GRILO. PROJETO DE LEI Nº 203/11 – do Sr. Sandes Júnior – que “altera dispositivos do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal”. RELATOR: Deputado NELSON MARCHEZAN JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 217/11 – do Sr. Sandes Júnior – que “altera os §§ 3º e 4º do art. 20 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil”. RELATOR: Deputado DR. GRILO. PROJETO DE LEI Nº 443/11 – do Sr. Ricardo Izar – que “acrescenta artigos à Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, para permitir a aquisição de imóvel para a recuperação de cotas condominiais vencidas e não pagas ou para acrescer benfeitorias voluptuárias ou úteis” RELATOR: Deputado RUBENS OTONI. PROJETO DE LEI Nº 534/11 – do Sr. Amauri Teixeira – que “altera dispositivo no Código de Processo Penal, promovendo maior agilidade de tramitação na justiça”. RELATOR: Deputado ALESSANDRO MOLON. PROJETO DE LEI Nº 1.080/11 – do Sr. Glauber Braga – que “cria o “Programa Prestando Contas”, obrigando todos os Senadores da Republica, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores a realizar prestação de contas de sua atuação parlamentar com participação direta popular e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ONYX LORENZONI. Maio de 2011 B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 3.066/00 – do Sr. Jovair Arantes – que “regulamenta a profissão de caminhoneiro”. RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. PROJETO DE LEI Nº 3.487/00 – do Sr. Lincoln Portela – que “dispõe sobre medidas que amenizem o desconforto da espera, no atendimento ao público, nos estabelecimentos que especifica”. (Apensados: PL 2846/2003 (Apensado: PL 3772/2004), PL 3755/2004 e PL 3483/2004) RELATOR: Deputado JOÃO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 4.812/01 – do Senado Federal – Emilia Fernandes – (PLS 264/1999) – que “acrescenta dispositivos à Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”. RELATOR: Deputado WOLNEY QUEIROZ. PROJETO DE LEI Nº 7.104/02 – do Sr. Gastão Vieira – que “dispõe sobre inadimplência na prestação de contas e cumprimento das normas de programas federais na área de educação”. RELATOR: Deputado JOÃO PAULO LIMA. PROJETO DE LEI Nº 142/03 – do Sr. Aloysio Nunes Ferreira – que “revoga o parágrafo único do art. 442 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943”. (Apensados: PL 427/2003, PL 439/2003, PL 951/2003 e PL 1293/2003) RELATOR: Deputado BRIZOLA NETO. PROJETO DE LEI Nº 544/03 – do Sr. Nelson Marquezelli – que “dispõe sobre a prática da drenagem linfática manual nos hospitais públicos, contratados, conveniados e cadastrados do Sistema Único de Saúde – SUS “. RELATOR: Deputado CESAR COLNAGO. PROJETO DE LEI Nº 2.081/03 – do Sr. João Campos – que “modifica a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências”, limitando a veiculação de espetáculo ou programa impróprio em local público ou em veículo de transporte público”. RELATOR: Deputado FABIO TRAD. PROJETO DE LEI Nº 4.260/04 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “dispõe sobre as garantias aos usuários de sistemas eletrônicos e de telecomunicações das práticas de falsificação de dispositivos”. RELATOR: Deputado CARLOS SAMPAIO. PROJETO DE LEI Nº 4.261/04 – da Sra. Gorete Pereira – que “inclui os profissionais Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional no Programa Saúde da Família – PSF”. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 4.534/04 – do Sr. Gonzaga Patriota – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de cada cesta básica produzida e distribuída no País pelo Poder Público ou pela iniciativa privada conter pelo menos dois livros representativos da cultura nacional”. RELATOR: Deputado ALESSANDRO MOLON. PROJETO DE LEI Nº 5.723/05 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “altera os arts. 54, 55, 115 e 244 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro”. (Apensado: PL 7543/2006) RELATOR: Deputado SÉRGIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 6.681/06 – do Senado Federal – Delcidio Amaral – (PLS 36/2003) – que “acrescenta os §§ 5º e 6º ao art. 19 da Lei nº 10.696, de 2 de julho de 2003, para dispor sobre a compra dos produtos alimentícios destinados aos programas governamentais de distribuição de alimentos e combate à fome”. RELATOR: Deputado FÉLIX MENDONÇA JÚNIOR. PROJETO DE LEI Nº 7.502/06 – do Sr. Maurício Quintella Lessa – que “altera a Lei nº 4.950-A, de 22 de abril de 1966, que “dispõe sobre a remuneração de profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária, e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. PROJETO DE LEI Nº 145/07 – do Sr. Neucimar Fraga – que “altera a redação da Lei nº 10.201, de 2001, condicionando o acesso aos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública à efetiva participação na atualização dos cadastros do SINARM e do INFOSEG”. (Apensado: PL 461/2007) RELATOR: Deputado NELSON PELLEGRINO. PROJETO DE LEI Nº 1.202/07 – do Sr. Carlos Zarattini – que “disciplina a atividade de “lobby” e a atuação dos grupos de pressão ou de interesse e assemelhados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CESAR COLNAGO. PROJETO DE LEI Nº 1.332/07 – do Sr. Beto Mansur – que “altera o art. 4º, da Lei nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, que instituiu o Fundo Nacional de Segurança Pública, para incluir o serviço telefônico de recebimento de informações e a premiação dos que oferecerem informações que auxiliem nas investigações policiais”. (Apensado: PL 1432/2007) RELATOR: Deputado SILAS CÂMARA. PROJETO DE LEI Nº 1.956/07 – do Sr. Paulo Pimenta – que “acrescenta o art. 6º-A à Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para regulamentar os serviços Sabádo 28 26925 de atendimento presencial ou à distância oferecidos ao consumidor”. RELATOR: Deputado SÉRGIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 2.755/08 – do Sr. Edson Ezequiel – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre a presença do proprietário durante a vistoria para a concessão de certificado de segurança veicular”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 2.972/08 – do Sr. Henrique Afonso – que “acrescenta inciso ao art. 138 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre o condutor de transporte escolar”. RELATOR: Deputado SÉRGIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 3.427/08 – do Sr. Daniel Almeida – que “acrescenta à CLT o art. 818-A, altera os arts. 195 e 790-B e revoga os §§ 1º, 2º e 3º do art. 195 e os §§ 4º e 6º do art. 852-A, para dispor sobre ônus da prova nas reclamações sobre insalubridade e periculosidade e estabelecer critérios para a remuneração do perito em caso de assistência judiciária gratuita”. RELATOR: Deputado RICARDO BERZOINI. PROJETO DE LEI Nº 3.458/08 – do Sr. Chico Lopes – que “acrescenta o inciso XVII ao art. 51 da Lei nº 8.078, 11 de setembro de 1990, para inserir no rol das cláusulas abusivas a exigência entre os itens que compõe a lista do material escolar insumos correspondentes à atividade comercial, que não fazem parte do uso individual do aluno”. (Apensado: PL 4906/2009) RELATOR: Deputado PASTOR MARCO FELICIANO. PROJETO DE LEI Nº 3.574/08 – do Senado Federal – Gerson Camata – (PLS 690/2007) – que “acrescenta inciso XVII ao art. 51 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências, para considerar abusiva a cláusula contratual que obrigue o consumidor a pagar pela emissão do carnê de pagamento ou do boleto bancário”. (Apensado: PL 2558/2007 (Apensados: PL 2582/2007, PL 3201/2008 e PL 3294/2008)) RELATOR: Deputado RUBENS OTONI. PROJETO DE LEI Nº 3.706/08 – do Sr. Renato Molling – que “altera os arts. 10 e 11 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional”. RELATOR: Deputado ESPERIDIÃO AMIN. PROJETO DE LEI Nº 4.060/08 – do Sr. Carlos Bezerra – que “inclui parágrafos ao art. 4º e altera a redação do § 2º do art. 244 da Consolidação das Leis do Trabalho 26926 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 – CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 ,para regular o regime de “sobreaviso””. RELATOR: Deputado DR. GRILO. exercício das profissões de Catador de Materiais Recicláveis e de Reciclador de Papel”. RELATOR: Deputado MARÇAL FILHO. PROJETO DE LEI Nº 5.380/09 – do Sr. José Airton Cirilo – que “inclui na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Rodoviário Federal, anexo da Lei nº 5.917, de de 10 de setembro de 1973, que dispõe sobre o Plano Nacional de Viação, o trecho rodoviário com pontos de passagem pela BR-222, Km 77,9 – São Luis do Curu – Pentecoste – General Sampaio – Paramoti – até a BR -20 no Km 337,8 no Estado do Ceará”. RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 6.838/10 – do Sr. Carlos Sampaio – que “obriga o Poder Público a criar cabines próprias para cobrança de pedágio de motocicletas”. (Apensado: PL 6839/2010) RELATOR: Deputado SÉRGIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 5.620/09 – do Sr. Paes Landim – que “extingue a cobrança de encargo financeiro relativo ao cancelamento ou baixa de contratos de câmbio de exportação de mercadorias e serviços e de transferência financeira do exterior”. RELATOR: Deputado RONALDO FONSECA. PROJETO DE LEI Nº 5.743/09 – do Senado Federal – Gilberto Goellner – (PLS 491/2008) – que “institui o “Dia Nacional do Distribuidor de Insumo Agrícola e Veterinário””. RELATOR: Deputado VALTENIR PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 6.215/09 – do Sr. Gilmar Machado – que “denomina “Viaduto Francisco Moya” o viaduto localizado no entroncamento da BR-365, km 613,2 com BR-452, saída para Patos de Minas e Araxá da cidade de Uberlândia, no Estado de Minas Gerais”. RELATOR: Deputado GABRIEL GUIMARÃES. PROJETO DE LEI Nº 6.409/09 – do Sr. Dr. Paulo César – que “altera o Anexo da Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que dispõe sobre o Plano Nacional de Viação, para alterar diretriz da BR-492, no Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado ANTHONY GAROTINHO. PROJETO DE LEI Nº 6.549/09 – do Sr. Neilton Mulim – que “acrescenta dispositivo à Lei nº 8.069,de 13 de julho de 1990, para dispor sobre a unificação da data de realização da eleição de Conselheiro Tutelar e dá outras providências”. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 6.727/10 – do Sr. Pedro Fernandes – que “denomina “Avenida Prefeito Francisco Alves Andrade” o trecho da BR-135, compreendido entre os quilômetros 374,5 e 379,7 na travessia urbana no município de São Domingos do Maranhão, Estado do Maranhão, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado FRANCISCO ESCÓRCIO. PROJETO DE LEI Nº 6.822/10 – do Senado Federal – Paulo Paim – (PLS 618/2007) – que “regulamenta o PROJETO DE LEI Nº 446/11 – do Sr. Pauderney Avelino – que “altera a alínea “c” e inclui a alínea “d” no art. 2º do Decreto nº 2.784, de 18 de junho de 1913, que determina a hora legal do Brasil, visando modificar os fusos horários do Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso horário Greenwich “menos quatro horas” para o fuso horário Greenwich” menos cinco horas””. RELATOR: Deputado MENDONÇA FILHO. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 6.706/06 – do Senado Federal – Ideli Salvati – (PLS 180/2004) – que “altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que “estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da oferta da Língua Brasileira de Sinais – Libras, em todas as etapas e modalidades da educação básica”. RELATOR: Deputado EFRAIM FILHO. PROJETO DE LEI Nº 42/07 – do Sr. Lincoln Portela – que “altera o art. 33 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e disciplina a oferta de educação sexual nas escolas de educação básica”. RELATOR: Deputado SANDRO MABEL. PROJETO DE LEI Nº 2.491/07 – do Sr. Ivan Valente – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de prestação de informações aos estudantes pelas Instituições de Educação Superior, a cada início de período letivo”. RELATOR: Deputado EFRAIM FILHO. PROJETO DE LEI Nº 2.766/08 – do Sr. Nelson Pellegrino – que “reconhece a Profissão de Salva-Vidas”. RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. DECURSO 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 220/03 – do Sr. Reginaldo Lopes – que “determina proibição para aquele que praticar crime contra direito fundamental da pessoa humana”. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 1.489/99 – do Sr. Paes Landim – que “regulamenta o § 2º do art. 74 da Constituição Federal”. RELATOR: Deputado JUTAHY JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 3.244/00 – do Sr. Osmar Serraglio – que “dá nova redação ao inciso VIII e ao § 7º do art. 73 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, que “estabelece normas para as eleições””. RELATOR: Deputado MENDES RIBEIRO FILHO. PROJETO DE LEI Nº 3.972/00 – do Sr. Ary Kara – que “cria um novo inciso II no parágrafo único do art. 281 da Lei nº 9.503, de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, renumera o atual inciso II para inciso III e dá nova redação ao § 3º do art. 282”. (Apensado: PL 4221/2001) RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 5.146/01 – do Sr. Lincoln Portela – que “acrescenta dados ao assento de óbito previsto na Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973”. (Apensados: PL 1614/2007 (Apensado: PL 3183/2008) e PL 5763/2009) RELATOR: Deputado MAURÍCIO QUINTELLA LESSA. PROJETO DE LEI Nº 5.696/01 – do Sr. Pedro Fernandes – que “altera o § 2º, do art. 3º, da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, faculta a aplicação do rito sumaríssimo da referida Lei às causas que especifica e dá outras providências”. (Apensados: PL 599/2003 e PL 1415/2003 (Apensado: PL 1690/2007)) RELATOR: Deputado VICENTE ARRUDA. PROJETO DE LEI Nº 7.339/02 – do Sr. Ronaldo Caiado – que “modifica dispositivos da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, que dispõe sobre a Reforma Agrária”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. PROJETO DE LEI Nº 1.142/07 – do Sr. Henrique Fontana – que “tipifica o crime de corrupção das pessoas jurídicas em face da Administração Pública”. RELATOR: Deputado EDUARDO CUNHA. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 2.282/96 – LIMA NETTO – que “altera a redação do art. 88, inciso I, da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, que “altera a legislação tri- Sabádo 28 26927 butária federal e dá outras providências””. (Apensados: PL 2550/1996 e PL 2361/1996) RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. PROJETO DE LEI Nº 2.954/97 – do Sr. Enio Bacci – que “regulamenta o pagamento pelas empresas das mensalidades escolares de seus funcionários”. (Apensado: PL 3803/1997) RELATOR: Deputado EDUARDO CUNHA. PROJETO DE LEI Nº 3.565/97 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “altera a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994, acrescentando incisos aos arts. 21 e 23, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado EFRAIM FILHO. PROJETO DE LEI Nº 4.143/98 – do Sr. Hermes Parcianello – que “dispõe sobre legislação de trânsito, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 4.367/98 – do Sr. Hermes Parcianello – que “acrescenta artigo à Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro)”. (Apensado: PL 4368/1998) RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 4.547/98 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados os preparados anti-solares”. RELATOR: Deputado VILSON COVATTI. PROJETO DE LEI Nº 1.985/99 – do Sr. Edinho Bez – que “modifica a Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, introduzindo artigo que torna obrigatória a ampla divulgação das tarifas praticadas pelas prestadoras de serviço telefônico fixo comutado e de serviço móvel celular”. (Apensados: PL 2499/2000 e PL 3337/2000) RELATOR: Deputado MENDES RIBEIRO FILHO. PROJETO DE LEI Nº 2.121/99 – do Sr. Raimundo Gomes de Matos – que “acrescenta parágrafo único ao art. 5º da Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989”. RELATOR: Deputado FELIPE MAIA. PROJETO DE LEI Nº 3.022/00 – do Sr. Eduardo Barbosa – que “altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 3.279/00 – do Sr. De Velasco – que “acrescenta § 2º ao art. 80 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro”. (Apensado: PL 3485/2000) RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 3.391/00 – do Poder Executivo – (MSC 985/2000) – que “autoriza o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, a alienar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 26928 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Naturais Renováveis – IBAMA, o imóvel que menciona, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. PROJETO DE LEI Nº 4.403/01 – do Sr. Ivan Valente – que “dispõe sobre a autorização e o funcionamento de cursos superiores de Farmácia e/ou de Farmácia-Bioquímica e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MOREIRA MENDES. PROJETO DE LEI Nº 5.149/01 – dos Srs. Paulo Rocha e Professor Luizinho – que “dispõe sobre informações prestadas pelas instituições de ensino superior ao candidato, no ato de inscrição do vestibular”. (Apensados: PL 5928/2001 (Apensado: PL 6707/2002), PL 3791/2004, PL 5793/2005 e PL 1074/2007) RELATORA: Deputada FÁTIMA BEZERRA. PROJETO DE LEI Nº 5.578/01 – do Sr. Osmar Serraglio – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, para dispor sobre a Carteira Nacional de Habilitação das pessoas portadoras de Diabetes Mellitus”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 6.145/02 – do Sr. Simão Sessim – que “altera a redação do art. 1º da Lei nº 5.970, de 11 de dezembro de 1973 – objetivo de ajustar à nova legislação de trânsito do País”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 236/03 – do Sr. Chico Alencar – que “dispõe sobre o uso de frases, palavras, símbolos ou outro meio de comunicação pelos órgãos e instituições da Administração Pública Federal”. RELATOR: Deputado MAURO BENEVIDES. PROJETO DE LEI Nº 546/03 – do Sr. Reginaldo Lopes – que “estabelece a inclusão do leite na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM)”. (Apensado: PL 2109/2003) RELATOR: Deputado JOÃO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 547/03 – do Sr. Reginaldo Lopes – que “dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas de beneficiamento e comércio de laticínios informar ao produtor de leite o valor pago pelo produto até o dia cinco de cada mês e a proibição de diferenciação de preços entre produtores e a proibição da prática de cotas de excedente, chamado de produção excedente, entre os períodos das águas”. (Apensado: PL 1051/2003) RELATOR: Deputado JOÃO MAGALHÃES. PROJETO DE LEI Nº 1.258/03 – do Sr. Paulo Magalhães – que “altera a Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995”. RELATORA: Deputada FÁTIMA BEZERRA. Maio de 2011 PROJETO DE LEI Nº 1.339/03 – do Sr. Fábio Souto – que “altera a Lei nº 9.433, de 8 de Janeiro de 1997, prevendo aplicação de recursos na recuperação das áreas de preservação permanente que especifica”. RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. PROJETO DE LEI Nº 2.792/03 – do Sr. Giacobo – que “institui o ano de 2005 como o “Ano da Pessoa Portadora de Deficiência Física””. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 2.940/04 – do Sr. Cabo Júlio – que “altera o art. 244 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, Código de Trânsito Brasileiro”. (Apensado: PL 7149/2006) RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 3.456/04 – do Sr. Giacobo – que “acrescenta parágrafos ao art. 18 da Lei nº 6.729, de 1º de dezembro de 1979, com a redação que lhe deu a Lei nº 8.132, de 1990, que “Dispõe sobre a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automotores de via terrestre””. RELATOR: Deputado MAURÍCIO QUINTELLA LESSA. PROJETO DE LEI Nº 3.847/04 – do Sr. Marcelino Fraga – que “dispõe sobre os órgãos de representação estudantil , direitos de organização e participação dos estudantes e dá outras providências”. (Apensado: PL 5697/2005) RELATOR: Deputado MAURÍCIO QUINTELLA LESSA. PROJETO DE LEI Nº 4.448/04 – da Sra. Marinha Raupp – que “dá nova redação aos arts. 71, 72 e 124 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para permitir a concessão de salário-maternidade à segurada desempregada”. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 4.872/05 – do Sr. Eduardo Gomes – que “institui o ano de 2006 como “Ano da Cultura Popular””. RELATOR: Deputado GONZAGA PATRIOTA. PROJETO DE LEI Nº 5.443/05 – do Sr. Takayama – que “acrescenta parágrafo segundo ao art. 442 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a não existência de vínculo empregatício entre Confissão Religiosa, seja ela Igreja ou Instituição, Ordem ou Congregação, e seus Ministros, Pastores, Presbíteros, Bispos, Freiras, Padres, Evangelistas, Diáconos, Anciãos ou Sacerdotes”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 6.042/05 – do Sr. José Mentor – que “dispõe sobre o exercício da profissão de Podólogo e dá outras providências”. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. PROJETO DE LEI Nº 4.771/09 – do Sr. Roberto Britto – que “regulamenta a atividade de cabeleireiro profissional autônomo e atividades como barbeiro, auxiliar de cabeleireiro,manicuro, pedicure, esteticista, maquiador e depilador”. (Apensados: PL 6086/2009 e PL 6116/2009) RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 1.226/07 – do Sr. Eduardo Gomes – que “regulamenta o exercício do Profissional de Marketing, e dá outras providências”. (Apensado: PL 1944/2007) RELATOR: Deputado ESPERIDIÃO AMIN. PROJETO DE LEI Nº 6.680/09 – do Sr. Marco Maia – que “altera as Leis nº 10.696, de 2 de julho de 2003, e nº 8.427, de 27 de maio de 1992, para incluir produtos extrativos no Programa de Aquisição de Alimentos e para autorizar subvenção de preços em apoio à agricultura familiar”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 5.088/09 – do Sr. Carlos Bezerra – que “altera a Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, para instituir a imprescritibilidade da ação de nulidade de registro de marca na situação que determina”. RELATOR: Deputado EDUARDO CUNHA. PROJETO DE LEI Nº 5.323/09 – do Sr. Carlos Bezerra – que “altera o art. 819 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para disciplinar a atividade do intérprete de testemunha perante a Justiça do Trabalho”. RELATOR: Deputado MARÇAL FILHO. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 967/07 – do Sr. Raimundo Gomes de Matos – que “dispõe sobre a homologação e Sabádo 28 26929 o reconhecimento do ato de declaração de estado de calamidade pública ou de situação de emergência”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 7.577/10 – TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO – que “dispõe sobre a criação de cargos de provimento efetivo no Quadro de Pessoal da Secretaria do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ARTHUR OLIVEIRA MAIA. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 4.574/09 – do Poder Executivo – que “dá nova redação ao art. 2º da Lei nº 4.319, de 16 de março de 1964, que cria o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH”. RELATOR: Deputado LUIZ COUTO. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 6.113/09 – do Senado Federal – Paulo Paim – (PLS 387/2008) – que “altera a redação do caput do art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre as atividades ou operações perigosas”. RELATOR: Deputado NELSON PELLEGRINO. DECURSO 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 30-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicidade e Mérito: PROJETO DE LEI Nº 113/03 – do Sr. Luciano Castro – que “dispõe sobre o repatriamento de recursos depositados no exterior”. (Apensado: PL 5228/2005) RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. PROJETO DE LEI Nº 5.022/09 – do Poder Executivo – que “assegura validade nacional à Declaração de Nascido Vivo – DNV, regula sua expedição e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DÉCIO LIMA. B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 7.245/10 – do Senado Federal – Eduardo Azeredo – (PLS 437/2009) – que “inclui o nome do cidadão Pedro Aleixo na galeria dos que fo- 26930 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ram ungidos pela Nação Brasileira para a Suprema Magistratura”. RELATOR: Deputado MAURO BENEVIDES. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridicidade (art. 54, I): PROJETO DE LEI Nº 6.960/06 – do Sr. Salatiel Carvalho – que “dispõe sobre a regulamentação das profissões de cabeleireiro, manicuro e pedicuro e profissionais de beleza em geral”. (Apensados: PL 7393/2006, PL 7470/2006, PL 1221/2007, PL 466/2007, PL 1868/2007 e PL 2436/2007) RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 141/11 – do Sr. Weliton Prado – que “altera a Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, dispondo sobre a comercialização de energia elétrica”. (Apensado: PL 966/2011) RELATORA: Deputada ANA ARRAES. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.473/10 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “dispõe sobre a devolução dos valores cobrados a título de Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social do contribuinte e dá outras providências”. RELATOR: Deputado GEAN LOUREIRO. PROJETO DE LEI Nº 602/11 – do Sr. Laercio Oliveira – que “autoriza o revendedor varejista de combustíveis a recarregar vasilhames de gás liquefeito de petróleo no estabelecimento denominado posto revendedor”. RELATOR: Deputado CARLOS SAMPAIO. Maio de 2011 PROJETO DE LEI Nº 779/11 – do Sr. Carlos Bezerra – que “acrescenta inciso ao art. 39 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990”. RELATOR: Deputado GEAN LOUREIRO. PROJETO DE LEI Nº 786/11 – do Sr. Andre Moura – que “altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990”. RELATOR: Deputado DELEY. PROJETO DE LEI Nº 838/11 – do Sr. Felipe Bornier – que “altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que “Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica”, para vedar a cobrança pelo consumo de água potável nas aeronaves comerciais” RELATOR: Deputado DIMAS RAMALHO. PROJETO DE LEI Nº 851/11 – do Sr. Geraldo Simões – que “dispõe sobre a incorporação do cacau como matéria prima nos produtos que especifica”. RELATOR: Deputado WOLNEY QUEIROZ. PROJETO DE LEI Nº 919/11 – do Sr. Reguffe – que “acrescenta o § 2º ao art. 31 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para dispor sobre a obrigatoriedade de se informar o valor total a ser pago pelos consumidores nas compras parceladas de produtos ou serviços, bem como nos empréstimos e financiamentos bancários”. RELATOR: Deputado CÉSAR HALUM. PROJETO DE LEI Nº 1.012/11 – do Sr. Geraldo Resende – que “altera o art. 785 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que “institui o Código Civil””. RELATOR: Deputado WELITON PRADO. PROJETO DE LEI Nº 1.092/11 – do Sr. Onofre Santo Agostini – que “dispõe sobre a fiscalização referente ao envasilhamento, comercialização e distribuição fracionada de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP”. RELATOR: Deputado CHICO LOPES. DECURSO 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 693/99 – do Sr. João Henrique – que “altera a Lei nº 8.245, de 18 de outubro de 1991, Lei do Inquilinato, nos dispositivos que menciona”. (Apensados: PL 726/1999 (Apensado: PL 4866/2001), PL 2074/1999, PL 2304/2000, PL 2390/2000, PL 3355/2000, PL 3438/2000 e PL 4459/2001) RELATORA: Deputada IRACEMA PORTELLA. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 275/11 – do Sr. Chico Lopes – que “proíbe a cobrança de roaming nacional ou adicional de deslocamento, em localidades atendidas pelas mesmas redes das operadoras de telefonia móvel contratada”. (Apensado: PL 967/2011) RELATOR: Deputado ROBERTO SANTIAGO. COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS A PARTIR DE AMANHà (DIA 31/05/2011) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.655/10 – do Senado Federal – Valdir Raupp – (PLS 288/2007) – que “altera os arts. 121, 126, 127 e 130 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que “dispõe sobre as Sociedades por Ações”, para autorizar que o acionista, à distância, por meio de assinatura eletrônica e certificação digital, compareça em assembléia-geral de acionistas de sociedade por ações, bem como exerça direitos, inclusive o de voto, por esse meio”. RELATORA: Deputada FÁTIMA PELAES. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Sabádo 28 26931 PROJETO DE LEI Nº 1.282/11 – do Sr. Roberto Teixeira – que “dispõe sobre a criação de Zona Franca de Paulista, na região metropolitana de Recife, no Estado de Pernambuco”. RELATOR: Deputado MIGUEL CORRÊA. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.143/11 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “proíbe a comercialização de produtos ópticos na condição que menciona”. RELATOR: Deputado DR. UBIALI. PROJETO DE LEI Nº 1.164/11 – do Sr. Lincoln Portela – que “acrescenta o § 3º e incisos ao art. 1º da Lei nº 11.770, de 09 de setembro de 2008”. RELATOR: Deputado JOÃO MAIA. PROJETO DE LEI Nº 1.171/11 – do Sr. Fernando Ferro – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro para dispor sobre a obrigatoriedade de utilização de novos equipamentos de proteção para motociclistas”. RELATOR: Deputado ROMERO RODRIGUES. PROJETO DE LEI Nº 1.193/11 – da Sra. Iracema Portella – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de se expressar as dimensões de produto no Sistema Internacional de Unidades e dá outras providências”. RELATOR: Deputado FERNANDO TORRES. PROJETO DE LEI Nº 1.219/11 – do Senado Federal – Antonio Carlos Júnior – (PLS 32/2010) – que “acrescenta § 4º ao art. 72 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispor sobre o pagamento de salário-maternidade em caso de micro e pequenas empresas com 10 (dez) ou menos empregados”. (Apensado: PL 125/2011) RELATOR: Deputado ANTONIO BALHMANN. DECURSO 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.975/06 – do Sr. Nelson Pellegrino – que “dispõe sobre a formação compulsória de provisão, pelas empresas prestadoras de serviços, para o pagamento de obrigações trabalhistas”. RELATOR: Deputado LUIS TIBÉ. PROJETO DE LEI Nº 1.232/11 – do Sr. João Arruda – que “disciplina a venda eletrônica coletiva de produtos e serviços através de sítios na internet e estabelece critérios de funcionamento para essas empresas”. RELATOR: Deputado CARLOS ROBERTO. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 373/11 – da Sra. Manuela D’ávila – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de as embalagens de medicamentos conterem tampa de segurança”. RELATOR: Deputado DR. UBIALI. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 26932 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO PROJETO DE LEI Nº 699/11 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “altera o Código Civil, instituído pela Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002”. RELATOR: Deputado ÂNGELO AGNOLIN. AVISOS PROJETO DE LEI Nº 944/11 – do Sr. Nelson Padovani – que “cria área de livre comércio no Município de Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná, e dá outras providências” RELATOR: Deputado GIACOBO. PROJETO DE LEI Nº 951/11 – do Sr. Júlio Delgado – que “institui o Programa de Inclusão Social do Trabalhador Informal (Simples Trabalhista) para as microempresas e empresas de pequeno porte de que trata o art. 3º da Lei Complementar nº 123 (Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), de 14 de dezembro de 2006, na forma que especifica”. RELATOR: Deputado JORGE CORTE REAL. PROJETO DE LEI Nº 986/11 – do Sr. Carlos Bezerra – que “acrescenta artigo à Consolidação das Leis do Trabalho para dispor sobre a cláusula de não concorrência”. RELATOR: Deputado ANTONIO BALHMANN. PROJETO DE LEI Nº 1.047/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “dispõe sobre compensação tributária em caso de requisição de funcionários e dá outras providências”. RELATOR: Deputado VALDIVINO DE OLIVEIRA. PROJETO DE LEI Nº 1.075/11 – dos Srs. Penna e Sarney Filho – que “dispõe sobre a eliminação controlada das Bifenilas Policloradas – PCBs e dos seus resíduos, a descontaminação e a eliminação de transformadores, capacitores e demais equipamentos elétricos que contenham PCBs, e dá outras providências correlatas”. RELATOR: Deputado DR. UBIALI. DECURSO 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 30-05-11 PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.541/10 – do Senado Federal – Marconi Perillo – (PLS 159/2008) – que “autoriza a União a celebrar convênio com o Estado de Goiás, com vistas à implantação do Sistema Metropolitano de Transporte de Passageiros de Goiânia – GO”. RELATOR: Deputado MANOEL JUNIOR. PROJETO DE LEI Nº 7.615/10 – do Sr. Otavio Leite – que “institui financiamento especial para porteiros e funcionários de edifícios e condomínios para aquisição da casa própria”. RELATORA: Deputada BRUNA FURLAN. PROJETO DE LEI Nº 619/11 – do Sr. Giovani Cherini – que “dispõe sobre a implantação de agrovilas e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ADRIAN. PROJETO DE LEI Nº 781/11 – do Sr. Geraldo Resende – que “dispõe sobre a cobrança de taxa pelo corte de árvore com o fim de financiar a arborização urbana”. RELATORA: Deputada ROSANE FERREIRA. PROJETO DE LEI Nº 1.327/11 – do Sr. Wellington Fagundes – que “altera a Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, denominada Estatuto da Cidade, para incluir critérios de classificação do espaço urbano e rural, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado HUGO MOTTA. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.047/10 – do Sr. Efraim Filho – que “acrescenta parágrafo ao art. 899 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1943, que aprova a Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, e dá outras providências”. (Apensado: PL 307/2011) RELATOR: Deputado ROMERO RODRIGUES. PROJETO DE LEI Nº 263/07 – do Sr. Pompeo de Mattos – que “dispõe sobre diretrizes, critérios e limites na emissão de sons e ruídos de qualquer natureza”. (Apensados: PL 863/2007, PL 2330/2007 e PL 621/2011) RELATOR: Deputado WILLIAM DIB. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 2.138/03 – do Sr. Ivan Valente – que “proíbe o capital estrangeiro nas Instituições Educacionais Brasileiras”. (Apensados: PL 6358/2009 e PL 7040/2010) RELATOR: Deputado PAULO RUBEM SANTIAGO. PROJETO DE LEI Nº 2.638/07 – do Sr. Chico Lopes – que “dispõe sobre a criação da Semana Nacional de Combate à Violência Contra a Mulher e dá outras providências”. RELATORA: Deputada ELIANE ROLIM. PROJETO DE LEI Nº 5.290/09 – do Sr. Antônio Roberto – que “institui o Dia Nacional dos Direitos Fundamentais da Pessoa com Transtornos Mentais”. RELATORA: Deputada PROFESSORA DORINHA SEABRA REZENDE. PROJETO DE LEI Nº 6.319/09 – do Sr. Hugo Leal – que “institui a Década de Ações de Segurança no Trânsito”. RELATOR: Deputado ALEX CANZIANI. PROJETO DE LEI Nº 7.406/10 – do Sr. Carlos Zarattini – que “denomina “Passarela Jardim Mimás – Embu das Artes” a passarela localizada no Km 275,5 da Rodovia Régis Bittencourt (BR 116/SP/PR) no município de Embu das Artes – SP”. RELATOR: Deputado NEWTON LIMA. PROJETO DE LEI Nº 393/11 – do Sr. Newton Lima – que “dispõe sobre a alteração do art. 20 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, para ampliar a liberdade de expressão, informação e acesso à cultura”. (Apensado: PL 395/2011) RELATOR: Deputado EMILIANO JOSÉ. PROJETO DE LEI Nº 433/11 – do Sr. Walter Tosta – que “altera a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009”. RELATOR: Deputado NAZARENO FONTELES. PROJETO DE LEI Nº 456/11 – da Sra. Andreia Zito – que “alterar o art. 36 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir o Estudo das Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho, como disciplina obrigatória nos currículos do ensino médio”. RELATOR: Deputado ARIOSTO HOLANDA. Sabádo 28 26933 PROJETO DE LEI Nº 477/11 – do Sr. Hugo Leal – que “dispõe sobre o cumprimento do horário de início anunciado para apresentações ofertadas ao público em geral”. RELATOR: Deputado NAZARENO FONTELES. PROJETO DE LEI Nº 496/11 – do Sr. Sandro Mabel – que “torna obrigatória a instalação de portais de raios-X nas escolas pública e privadas”. (Apensado: PL 1294/2011) RELATOR: Deputado LELO COIMBRA. PROJETO DE LEI Nº 846/11 – do Sr. Hugo Leal – que “dispõe sobre a natureza das bolsas de estudo de graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão e dá outras providências”. RELATOR: Deputado NEWTON LIMA. PROJETO DE LEI Nº 853/11 – do Sr. Jonas Donizette – que “altera dispositivos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e dá outras providências”. RELATOR: Deputado GABRIEL CHALITA. PROJETO DE LEI Nº 862/11 – do Sr. Jairo Ataíde – que “altera a denominação da Usina Hidrelétrica de Tucurui, situada no rio Tocantins, no Estado do Pará, para Usina Hidrelétrica Vice-Presidente da República José Alencar Gomes da Silva”. RELATOR: Deputado EMILIANO JOSÉ. PROJETO DE LEI Nº 868/11 – do Sr. Giovani Cherini – que “dispõe sobre a criação de política de desenvolvimento do ecoturismo e do turismo sustentável em âmbito nacional, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ANTÔNIO ROBERTO. PROJETO DE LEI Nº 871/11 – do Sr. Delegado Waldir – que “acrescenta parágrafo único ao art. 30 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para assegurar o funcionamento de creches noturnas”. RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROJETO DE LEI Nº 881/11 – do Sr. Pastor Marco Feliciano – que “modifica a redação do artigo único da Lei nº 781, de 17 de agosto de 1949, que institui o Dia Nacional de Ação de Graças”. RELATOR: Deputado PAULO FREIRE. PROJETO DE LEI Nº 885/11 – do Sr. Alessandro Molon – que “acrescenta o inciso VII ao art. 67 da lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional”. RELATOR: Deputado ARTUR BRUNO. PROJETO DE LEI Nº 924/11 – do Sr. Giovani Cherini – que “cria o Programa Universidade Social, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado WALDIR MARANHÃO. 26934 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 PROJETO DE LEI Nº 926/11 – do Sr. Giovani Cherini – que “declara o Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG como Patrimônio Histórico e Cultural do Brasil”. RELATOR: Deputado PAULO PIMENTA. PROJETO DE LEI Nº 1.276/11 – da Sra. Flávia Morais – que “confere o título de “Capital Nacional Ecumênica da Fé” ao Município de Trindade, no Estado de Goiás”. RELATOR: Deputado JOSÉ LINHARES. PROJETO DE LEI Nº 965/11 – do Sr. Romero Rodrigues – que “dispõe sobre a disponibilização em formato digital aos beneficiários dos livros distribuídos no âmbito do Programa do Livro Didático do Ministério da Educação”. RELATORA: Deputada ALICE PORTUGAL. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) PROJETO DE LEI Nº 982/11 – do Sr. Romário – que “altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional – LDB, para valorizar e incentivar o desporto escolar”. RELATOR: Deputado DR. UBIALI. PROJETO DE LEI Nº 1.000/11 – da Sra. Professora Dorinha Seabra Rezende – que “altera a Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, que institui o Programa Universidade para Todos (PROUNI), para incluir a concessão de bolsas para pós-graduação”. RELATOR: Deputado OSMAR SERRAGLIO. PROJETO DE LEI Nº 1.096/11 – do Sr. Vicente Candido – que “estabelece normas gerais no âmbito da legislação concorrente sobre cultura”. RELATOR: Deputado ALESSANDRO MOLON. PROJETO DE LEI Nº 1.106/11 – do Sr. Ricardo Quirino – que “estabelece que as salas de aulas do ensino médio e superior, com 40 ou mais alunos, deverão dispor de dispositivo de sonorização”. RELATOR: Deputado IZALCI. PROJETO DE LEI Nº 1.169/11 – do Sr. Rogério Carvalho – que “altera a Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005, que “Institui o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem; cria o Conselho Nacional da Juventude – CNJ e a Secretaria Nacional de Juventude; altera as Leis nº 10.683, de 28 de maio de 2003, e nº 10.429, de 24 de abril de 2002; e dá outras providências”, para dispor sobre o certificado de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde e sua exigência nas provas de títulos dos concursos públicos no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS”. RELATOR: Deputado SÁGUAS MORAES. PROJETO DE LEI Nº 1.236/11 – do Sr. Ronaldo Fonseca – que “reconhece o Escotismo como método complementar de educação no País e sua prática por entidades legalmente constituídas segundo as leis brasileiras e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DANRLEI DE DEUS HINTERHOLZ. AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 8.011/10 – do Sr. Vitor Penido – que “dispõe sobre diretrizes para a seleção e indicação dos diretores das escolas públicas de educação básica com oferta dos níveis fundamental e/ou médio”. RELATOR: Deputado NELSON MARCHEZAN JUNIOR. DECURSO 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.130/10 – do Sr. Raimundo Gomes de Matos – que “institui a Semana de Debates sobre Crianças e Adolescentes Desaparecidos”. RELATOR: Deputado PASTOR MARCO FELICIANO. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 6.641/09 – da Sra. Janete Capiberibe – que “altera o “caput” do art. 4º da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, para inserir o auxílio-livros nos financiamentos pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior”. (Apensados: PL 6658/2009 (Apensado: PL 503/2011) e PL 6796/2010) RELATOR: Deputado REGINALDO LOPES. COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 238/03 – do Sr. Paes Landim – que “dispõe sobre financiamento educacional para pagamento de estudos mediante empréstimos bancários”. RELATOR: Deputado VIGNATTI. PROJETO DE LEI Nº 324/07 – do Sr. Augusto Carvalho – que “institui o Programa Nacional de Qualidade Ambiental e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CIRO GOMES. PROJETO DE LEI Nº 5.988/09 – do Sr. Mendes Ribeiro Filho – que “altera a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que trata da Legislação do Imposto de Renda e da outras providências”. RELATOR: Deputado LUCIANO MOREIRA. PROJETO DE LEI Nº 6.316/09 – do Sr. Marco Maia – que “dispõe sobre a instalação de Free Shopping nas faixas de fronteira”. RELATOR: Deputado JERÔNIMO GOERGEN. PROJETO DE LEI Nº 6.652/09 – do Sr. Jairo Ataide – que “dispõe sobre a criação de Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Município de Montes Claros, no Estado de Minas Gerais”. RELATOR: Deputado PAUDERNEY AVELINO. PROJETO DE LEI Nº 7.112/10 – do Sr. Gilmar Machado – que “reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins incidentes sobre operações com combustíveis destinados às forças policiais dos Estados e Municípios”. RELATOR: Deputado AELTON FREITAS. PROJETO DE LEI Nº 930/11 – do Sr. Lindomar Garçon – que “altera a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, para instituir dedução do imposto de renda das pessoas jurídicas, das despesas com plano de saúde pagas pelo empregador em benefício do empregado”. RELATOR: Deputado JOSÉ GUIMARÃES. PROJETO DE LEI Nº 937/11 – do Sr. Antonio Carlos Magalhães Neto – que “altera a Lei nº 8.894, de 1994, que dispõe sobre o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários” RELATOR: Deputado LUCIO VIEIRA LIMA. PROJETO DE LEI Nº 946/11 – da Sra. Jô Moraes – que “reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins incidentes sobre operações com papel reciclado”. RELATOR: Deputado PAUDERNEY AVELINO. PROJETO DE LEI Nº 1.032/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “altera a Lei nº 8.989 de 24 de fevereiro de 1995, modificada pela Lei nº 10.754, de 31 de Outubro de 2003, para estender a isenção de imposto sobre produtos industrializados – IPI – aos veículos utilizados Sabádo 28 26935 pelos oficiais de justiça usados em serviço”. (Apensado: PL 1361/2011) RELATOR: Deputado LUCIO VIEIRA LIMA. PROJETO DE LEI Nº 1.037/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “institui forma especial de ressarcimento ou compensação financeira para os municípios que realizarem despesas durante as eleições e para a manutenção de órgãos integrantes da estrutura do Poder Judiciário”. RELATOR: Deputado AUDIFAX. PROJETO DE LEI Nº 1.068/11 – do Sr. Ricardo Izar – que “altera o § 1º do art. 35 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, aumentando de 24 para 28 anos o limite de idade para inclusão de dependente universitário para efeito de apuração da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física”. RELATOR: Deputado JOÃO DADO. PROJETO DE LEI Nº 1.116/11 – do Sr. Lourival Mendes – que “inclui a alínea “h” ao inciso II do art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, prevendo a dedução, no imposto de renda, dos gastos com livros de autores brasileiros até o teto de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais)”. RELATOR: Deputado ASSIS CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 1.201/11 – do Sr. Nilton Capixaba – que “dispõe sobre parcelamento de débitos de empresas junto à Secretaria da Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional”. RELATOR: Deputado JÚNIOR COIMBRA. B – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária (art. 54): PROJETO DE LEI Nº 7.676/10 – do Poder Executivo – (MSC 535/2010) – que “transforma Funções Comissionadas Técnicas – FCT em cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, destinadas a institutos de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia”. RELATOR: Deputado LUCIANO MOREIRA. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária e do Mérito: PROJETO DE LEI Nº 950/07 – do Sr. Luiz Couto – que “altera a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição 26936 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências” RELATOR: Deputado JOÃO DADO. DECURSO 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) A – Da Análise da Adequação Financeira e Orçamentária (art. 54): PROJETO DE LEI Nº 7.580/10 – do Poder Executivo – que “cria cargos de Advogado da União”. RELATOR: Deputado ASSIS CARVALHO. COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.421/10 – do Senado Federal – Expedito Júnior – (PLS 46/2008) – que “estabelece a obrigatoriedade da neutralização das emissões de gases de efeito estufa decorrentes da realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014”. RELATORA: Deputada REBECCA GARCIA. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.155/11 – do Sr. Jorge Tadeu Mudalen – que “autoriza o Poder Executivo a criar o Fundo Nacional de Reutilização de Água (FUNREÁGUA)”. RELATOR: Deputado NELSON MARCHEZAN JUNIOR. DECURSO 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.034/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “altera a Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e dá outras providências”. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO. PROJETO DE LEI Nº 1.058/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “dispõe sobre a guarda dos animais de estimação Maio de 2011 nos casos de dissolução litigiosa da sociedade e do vínculo conjugal entre seus possuidores, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado RICARDO TRIPOLI. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.364/09 – do Sr. Sarney Filho – que “dispõe sobre a obrigatoriedade da adoção de medidas ecologicamente sustentáveis nas obras de infra-estrutura necessárias à realização das Olimpíadas de 2016”. RELATOR: Deputado STEFANO AGUIAR. PROJETO DE LEI Nº 1.003/11 – do Sr. Guilherme Mussi – que “cria a figura do Vigilante Ambiental Voluntário em caráter nacional”. RELATOR: Deputado STEFANO AGUIAR. PROJETO DE LEI Nº 1.013/11 – do Sr. Aureo – que “dispõe sobre a fabricação e venda, em território nacional, de veículos utilitários movidos a óleo diesel, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado OZIEL OLIVEIRA. DECURSO 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 30-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.108/08 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “fixa limites de emissão de poluentes por motores de máquinas móveis não rodoviárias e veículos similares”. RELATOR: Deputado HOMERO PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 636/11 – do Sr. Carlos Bezerra – que “proíbe a utilização de papel reciclado na fabricação de embalagem de produtos alimentícios”. RELATOR: Deputado JORGE PINHEIRO. PROJETO DE LEI Nº 685/11 – do Sr. Weliton Prado – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de publicação dos Termos de Ajuste de Conduta na imprensa oficial”. RELATORA: Deputada MARINA SANTANNA. PROJETO DE LEI Nº 689/11 – do Sr. Weliton Prado – que “acrescenta inciso ao art. 13 da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999”. RELATOR: Deputado RICARDO TRIPOLI. PROJETO DE LEI Nº 886/11 – do Sr. Alfredo Sirkis – que “dispõe sobre o trânsito por propriedades privadas para o acesso a sítios naturais públicos”. RELATOR: Deputado VALDIR COLATTO. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 907/11 – do Sr. Ricardo Izar – que “dispõe sobre a criação do Selo Árvore do Bem, para os municípios com mais de cem mil habitantes que tenham, no mínimo, uma árvore por habitante”. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO. PROJETO DE LEI Nº 994/11 – do Sr. Neri Geller – que “dispõe sobre a obrigatoriedade da implantação de dispositivos de transposição de níveis em hidrovias e caracteriza como serviço público a operação de eclusas e dá outras providências”. RELATORA: Deputada REBECCA GARCIA. COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.214/11 – da Sra. Gorete Pereira – que “dispõe sobre a compensação financeira pelo aproveitamento da energia eólica para fins de geração de energia elétrica”. RELATOR: Deputado ANTÔNIO ANDRADE. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 2.538/07 – da Sra. Sandra Rosado – que “institui o Programa Nacional para o Fortalecimento da Mineração de Pequeno Porte – Pronamin, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado BERINHO BANTIM. PROJETO DE LEI Nº 976/11 – do Sr. Fernando Jordão – que “altera a Lei nº 6.189, de 16 de dezembro de 1974, para instituir desconto nas tarifas de energia elétrica aplicável aos consumidores residenciais cuja renda familiar seja igual ou inferior a cinco salários mínimos e que residam em Município onde se localize usina termonuclear de geração de energia elétrica”. RELATOR: Deputado LUIZ ALBERTO. PROJETO DE LEI Nº 979/11 – do Sr. Fernando Jordão – que “altera a Lei nº 6.189, de 16 de dezembro de 1974, estabelecendo que a construção de usina nucleoelétrica deverá ser aprovada por referendo popular” RELATOR: Deputado JOÃO CARLOS BACELAR. Sabádo 28 26937 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 7.579/10 – do Poder Executivo – (MSC 395/2010) – que “cria cargos na Carreira de Diplomata, altera o Anexo I da Lei nº 11.440, de 29 de dezembro de 2006, transforma cargos de Assistente de Chancelaria e cria cargos de Oficial de Chancelaria”. RELATOR: Deputado DR. ROSINHA. PROJETO DE LEI Nº 1.117/11 – do Sr. Lourival Mendes – que “altera o Decreto Lei nº 9.760, de 5 de setembro de 1946. Modifica o conceito de terrenos de marinha e terrenos acrescidos de marinha, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ÁTILA LINS. DECURSO 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 365/11 – do Sr. William Dib – que “altera a Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007, que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, e a Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, Lei do Serviço Militar, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CLAUDIO CAJADO. DECURSO 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 726/11 – do Sr. Lourival Mendes – que “autoriza o Poder Executivo a criar Colégio Militar nas cidades que específica”. RELATOR: Deputado JEFFERSON CAMPOS. PROJETO DE LEI Nº 738/11 – do Sr. Luiz Otavio – que “acrescenta alínea ao inciso I do art. 23 da Lei nº 8.977, de 6 de janeiro de 1995, que dispõe sobre o Serviço de TV a Cabo, para incluir canal reservado ao Comando do Exército Brasileiro”. RELATOR: Deputado ABELARDO CAMARINHA. 26938 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.078/11 – do Sr. Delegado Protógenes – que “altera a Lei nº 10.446, de 08 de maio de 2002, para dispor sobre a participação da Polícia Federal na investigação de crimes em que houver omissão ou ineficiência das esferas competentes e em crimes contra a atividade jornalística”. RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) A PROPOSIÇÃO ABAIXO SOMENTE RECEBERÁ EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.741/07 – do Sr. Chico Alencar – que “dispõe sobre os procedimentos a serem observados pelas pessoas jurídicas reguladas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF, relativamente a operações realizadas por pessoas politicamente expostas”. RELATOR: Deputado STEPAN NERCESSIAN. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) A PROPOSIÇÃO ABAIXO SOMENTE RECEBERÁ EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 6.908/10 – do Sr. Ratinho Junior – que “acrescenta dispositivo à Lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor”. RELATOR: Deputado MARLLOS SAMPAIO. COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA REUNIÃO Maio de 2011 A – Mesa Redonda: Reunião de trabalho interno para discutir sobre Sistema de Governança Intergovernamental e Modelo de Acordo entre Entes com as seguintes presenças: Representante da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – SGEP Representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG Representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS Representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS Dra Lenir Santos, Coordenadora do Curso de Especialização em Direiro Sanitário da UNICAMP Dra Isabel Porto, Promotora de Justida de Defesa da Saúde do Ceará – Ministério Público AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 3.310/00 – do Sr. Euler Morais – que “modifica a Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, a fim de possibilitar o saque do saldo da conta vinculada do FGTS para tratamento de saúde de parentes em 1º grau do titular acometidos da AIDS”. (Apensados: PL 3334/2000, PL 3361/2000, PL 3371/2000 (Apensado: PL 1079/2011), PL 3394/2000 (Apensado: PL 653/2011), PL 4159/2001, PL 4977/2001, PL 4938/2001, PL 2194/2003, PL 2926/2004, PL 4095/2004, PL 4578/2004, PL 4800/2005 (Apensado: PL 4879/2005), PL 4935/2005, PL 6086/2005, PL 7653/2006, PL 1593/2007 (Apensado: PL 5098/2009), PL 2172/2007, PL 3345/2008 e PL 8017/2010) RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 5.312/05 – dos Srs. Luiz Carlos Hauly e Rafael Guerra – que “dispõe sobre a criação do Fundo Nacional de Financiamento da Saúde – FUNPROSUS e dá outras providências”. RELATORA: Deputada PROFESSORA MARCIVANIA. SUBCOMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A TRATAR DO FINANCIAMENTO, REESTRUTURAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. PROJETO DE LEI Nº 7.188/06 – do Sr. Enio Bacci – que “determina a inclusão obrigatória de informações claras e precisas, nas embalagens, sobre a utilidade de todos os medicamentos”. RELATOR: Deputado ELEUSES PAIVA. LOCAL: Anexo II, Plenário 15 HORÁRIO: 14h PROJETO DE LEI Nº 22/07 – do Sr. Dr. Rosinha – que “estabelece o Código Nacional de Direitos dos Usuá- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rios das Ações e dos Serviços de Saúde e dá outras providências”. RELATOR: Deputado AMAURI TEIXEIRA. PROJETO DE LEI Nº 69/07 – do Sr. Felipe Bornier – que “concede vantagens a quem for doador de sangue para a rede pública de hemocentros, em todo o país”. (Apensados: PL 1006/2007, PL 1196/2007 (Apensado: PL 4934/2009), PL 1566/2007, PL 3248/2008 (Apensado: PL 4919/2009), PL 4416/2008, PL 4679/2009 e PL 5244/2009) RELATOR: Deputado JOÃO ANANIAS. Sabádo 28 26939 PROJETO DE LEI Nº 3.022/08 – do Sr. Lincoln Portela – que “proíbe a comercialização, distribuição e uso de buzina de pressão à base de gás propanobutano, envasado em tubo de aerossol e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DR. PAULO CÉSAR. PROJETO DE LEI Nº 3.031/08 – do Sr. Sandes Júnior – que “torna obrigatório o fornecimento gratuito de sapatos especiais ou de palmilhas ortopédicas para pacientes portadores de diabetes mellitus, no âmbito do SUS”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 664/07 – do Sr. Manoel Junior – que “obriga as empresas privadas que operem Planos de Assistência à Saúde a disporem de centrais de atendimento funcionando durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia”. RELATOR: Deputado ELEUSES PAIVA. PROJETO DE LEI Nº 3.824/08 – do Sr. Valdir Colatto – que “acrescenta art. 25-B à Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, para equiparar o produtor rural pessoa jurídica ao produtor rural pessoa física, para fins de contribuição previdenciária”. RELATOR: Deputado AMAURI TEIXEIRA. PROJETO DE LEI Nº 856/07 – do Sr. Neilton Mulim – que “estabelece a obrigatoriedade das farmácias e ervanárias a incluírem bula em seus medicamentos”. (Apensado: PL 808/2011) RELATOR: Deputado MANDETTA. PROJETO DE LEI Nº 3.904/08 – da Sra. Sueli Vidigal – que “acrescenta inciso IX ao art. 12 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tornando obrigatória a apresentação da caderneta de saúde da criança para efetivar matrícula na educação infantil”. (Apensado: PL 6183/2009) RELATORA: Deputada BENEDITA DA SILVA. PROJETO DE LEI Nº 1.755/07 – do Sr. Fábio Ramalho – que “dispõe sobre a proibição da venda de refrigerantes em escolas de educação básica”. RELATOR: Deputado ALEXANDRE ROSO. PROJETO DE LEI Nº 1.879/07 – do Sr. Sebastião Bala Rocha – que “dispõe sobre a Seguridade Social, cirurgias reparadoras e direitos trabalhistas às vítimas de escalpelamento nos acidentes com eixos dos motores de embarcações em todo Território Nacional”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 2.233/07 – do Sr. Cristiano Matheus – que “altera o art. 4º da Lei nº 11.345, de 14 de setembro de 2006, para ampliar os parcelamentos de débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS das entidades sem fins econômicos para trezentas e sessenta prestações mensais”. (Apensado: PL 3592/2008) RELATOR: Deputado ANTONIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 3.928/08 – do Sr. Júlio Delgado – que “acrescenta parágrafo único ao art. 151, da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991”. RELATOR: Deputado AMAURI TEIXEIRA. PROJETO DE LEI Nº 4.238/08 – do Sr. Sandes Júnior – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de aulas de primeiros socorros a cada ano para monitores, assistentes sociais e demais pessoas que prestem serviços em creches, orfanatos e asilos de todo o território nacional”. RELATORA: Deputada BENEDITA DA SILVA. PROJETO DE LEI Nº 4.270/08 – do Sr. Sandes Júnior – que “dispõe sobre acomodação segura de crianças no transporte interestadual de passageiros”. RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROJETO DE LEI Nº 2.776/08 – do Sr. Neilton Mulim – que “estabelece a obrigatoriedade da presença de profissionais de odontologia nas unidades de terapia intensiva e dá outras providências”. (Apensado: PL 363/2011) RELATORA: Deputada ERIKA KOKAY. PROJETO DE LEI Nº 4.312/08 – do Sr. Dr. Ubiali – que “acrescenta disposição à Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”. RELATORA: Deputada ROSINHA DA ADEFAL. PROJETO DE LEI Nº 2.804/08 – do Sr. Silas Câmara – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de equipamento em hospital do Sistema Único de Saúde – SUS” RELATOR: Deputado ARLINDO CHINAGLIA. PROJETO DE LEI Nº 4.524/08 – do Sr. Jefferson Campos – que “estabelece limites de intensidade sonora para tocadores pessoais de música em formato digital”. RELATOR: Deputado DR. PAULO CÉSAR. 26940 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 4.693/09 – do Sr. Dr. Ubiali – que “dispõe sobre o fornecimento de Carbonato de Cálcio para gestantes e dá outras providências”. RELATORA: Deputada BENEDITA DA SILVA. PROJETO DE LEI Nº 4.841/09 – do Sr. Dimas Ramalho – que “cria o Sistema Nacional de Controle de Acidentes de Consumo – SINAC”. RELATOR: Deputado ELEUSES PAIVA. PROJETO DE LEI Nº 4.910/09 – do Sr. Felipe Bornier – que “torna obrigatório a contratação de nutricionistas para todas as escolas do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino em todo o território brasileiro”. (Apensados: PL 6849/2010 (Apensado: PL 424/2011) e PL 8036/2010) RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. Maio de 2011 odontólogos atuarem em municípios com população de até vinte mil habitantes e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CHICO D’ANGELO. PROJETO DE LEI Nº 5.842/09 – do Sr. Eleuses Paiva – que “dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Hipertermia Maligna – HM e dá outras providências”. RELATOR: Deputado RAIMUNDO GOMES DE MATOS. PROJETO DE LEI Nº 5.896/09 – do Poder Executivo – que “dispõe sobre a licença à gestante e à adotante, as medidas de proteção à maternidade para militares grávidas e a licença-paternidade, no âmbito das Forças Armadas”. RELATORA: Deputada ERIKA KOKAY. PROJETO DE LEI Nº 5.087/09 – do Sr. Nelson Bornier – que “obriga as indústrias farmacêuticas e as empresas de distribuição de medicamentos, a dar destinação adequada a medicamentos com prazos de validade vencidos e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ELEUSES PAIVA. PROJETO DE LEI Nº 6.034/09 – do Sr. Cleber Verde – que “regulamenta o § 3º do art. 201 da Constituição Federal que trata da atualização dos salários de contribuição considerados para o cálculo do benefício previdenciário de prestação continuada”. (Apensado: PL 6048/2009) RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 5.137/09 – do Sr. Milton Monti – que “dispõe sobre informações quanto à origem e qualidade da água utilizada em instalações hidráulicas e sanitárias de hotéis”. RELATOR: Deputado RAIMUNDÃO. PROJETO DE LEI Nº 6.083/09 – do Sr. Luiz Couto – que “institui a obrigatoriedade de realização de ginástica laboral no âmbito dos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 5.210/09 – do Sr. Dr. Ubiali – que “dispõe sobre a obrigatoriedade do enriquecimento com cálcio em bebidas à base de soja e dá outras providências”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 6.199/09 – do Senado Federal – Sérgio Zambiasi – (PLS 61/2008) – que “altera o art. 1.122 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), e o inciso III do § 2º do art. 40 da Lei nº 6.515, de 26 de dezembro de 1977 (Lei do Divórcio), e revoga os §§ 2º e 3º do art. 3º da mesma Lei nº 6.515, de 26 de dezembro de 1977 (Lei do Divórcio) e a Lei nº 968, de 10 de dezembro de 1949, a fim de suprimir, nas separações judiciais, a necessidade da audiência de ratificação”. (Apensados: PL 2067/2007 (Apensado: PL 3387/2008) e PL 7237/2010) RELATOR: Deputado ARNALDO FARIA DE SÁ. PROJETO DE LEI Nº 5.383/09 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “altera a Lei nº 9.503 de 23 setembro de 1997- Código de Trânsito Brasileiro – para determinar que o valor da taxa para renovação do Exame de Aptidão Física e Mental será gratuita ao condutor com mais de sessenta e cindo anos de idade”. (Apensado: PL 6865/2010 (Apensado: PL 432/2011)) RELATOR: Deputado ANDRÉ ZACHAROW. PROJETO DE LEI Nº 5.394/09 – do Sr. Mauro Nazif – que “altera a Lei nº 6.965, de 9 de dezembro de 1981, a fim de dispor sobre o piso salarial do Fonoaudiólogo”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 6.232/09 – do Sr. Marco Maia – que “dispõe sobre a redução da jornada de trabalho como fator de prevenção de doenças ocupacionais nas indústrias de alimentação”. RELATORA: Deputada PROFESSORA MARCIVANIA. PROJETO DE LEI Nº 5.431/09 – do Sr. Antonio Bulhões – que “dispõe sobre a prescrição das multas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente”. RELATOR: Deputado EDUARDO BARBOSA. PROJETO DE LEI Nº 6.271/09 – do Sr. Maurício Trindade – que “dispõe sobre a inclusão obrigatória de assistentes sociais nas equipes do programa Saúde da Família”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 5.699/09 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “dispõe sobre o incentivo para médicos e PROJETO DE LEI Nº 6.355/09 – do Sr. Ribamar Alves – que “altera a Lei nº 6.905, de 11 de maio de 1981, Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para destinar a renda líquida de um concurso anual de prognóstico sobre o resultado de sorteios de número para a Pestalozzi”. (Apensado: PL 6356/2009) RELATORA: Deputada BENEDITA DA SILVA. PROJETO DE LEI Nº 6.509/09 – da Sra. Aline Corrêa – que “altera a Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Família e dá outras providências, para incluir as pessoas em situação de ameaça ou violação de direitos como beneficiárias do Programa”. RELATORA: Deputada NILDA GONDIM. PROJETO DE LEI Nº 6.619/09 – do Sr. Eduardo Barbosa – que “determina a dispensação de imunobiológicos especiais para as pessoas que especifica”. RELATOR: Deputado MARCUS PESTANA. PROJETO DE LEI Nº 6.687/09 – do Senado Federal – Patrícia Saboya – (PLS 227/2008) – que “altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, para tornar obrigatórias, na assistência à saúde da criança e do adolescente, as intervenções necessárias à promoção, proteção e recuperação do processo normal de crescimento e desenvolvimento”. RELATORA: Deputada TERESA SURITA. PROJETO DE LEI Nº 6.759/10 – do Senado Federal – Maria do Carmo Alves – (PLS 158/2009) – que “altera a Lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008, para incluir a pesquisa de biomarcadores entre as ações destinadas à detecção precoce das neoplasias malignas de mama e do trato genital feminino e à pesquisa de predisposição genética para essas doenças”. (Apensado: PL 6917/2010) RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROJETO DE LEI Nº 6.760/10 – do Senado Federal – Valdir Raupp – (PLS 210/2009) – que “altera a Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, que “define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências”, com a finalidade de submeter ao regime de vigilância sanitária os equipamentos e produtos destinados à emissão de raios laser de uso médico, industrial, de entretenimento ou de quaisquer outras utilizações em que esteja envolvido risco à saúde humana individual ou coletiva”. RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROJETO DE LEI Nº 6.813/10 – do Senado Federal – Gerson Camata – (PLS 454/2003) – que “dispõe sobre a jornada, condições de trabalho e piso salarial dos técnicos e auxiliares de enfermagem e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. Sabádo 28 26941 PROJETO DE LEI Nº 6.815/10 – do Senado Federal – Aloizio Mercadante – (PLS 128/2004) – que “dá nova redação ao art. 255 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), acerca do poder familiar e da classificação indicativa do Estado”. (Apensado: PL 591/2011) RELATOR: Deputado DANILO FORTE. PROJETO DE LEI Nº 6.989/10 – do Sr. Eleuses Paiva – que “altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, para conceder gratificação anual ao médico sobre os honorários pagos por operadoras de planos de assistência à saúde”. RELATOR: Deputado ANDRÉ ZACHAROW. PROJETO DE LEI Nº 7.064/10 – do Sr. Arlindo Chinaglia – que “altera a Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, estabelecendo uma data para o rejuste das bolsas de residência médica”. (Apensado: PL 7567/2010) RELATOR: Deputado DR. ALUIZIO. PROJETO DE LEI Nº 7.096/10 – do Sr. Cleber Verde – que “cria a obrigatoriedade da manutenção de UTI – Unidade de Terapia Intensiva e Banco de Sangue em clínica médicas para realização de cirurgias de lipoaspiração.”” RELATOR: Deputado JOSÉ LINHARES. PROJETO DE LEI Nº 7.752/10 – do Senado Federal – Serys Silhessarenko – (PLS 62/2010) – que “acrescenta § 5º ao art. 110 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei de Registros Públicos), a fim de facilitar a substituição, no registro civil do filho, do nome dos pais alterado em virtude do casamento ou de sua dissolução ou separação judicial, bem como pela formação da união estável ou sua dissolução”. (Apensado: PL 5562/2009 (Apensado: PL 6058/2009)) RELATOR: Deputado DANILO FORTE. PROJETO DE LEI Nº 7.763/10 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “dispõe sobre o repasse pela União Federal aos municípios dos valores superiores ao percentual de 15% da arrecadação em ações e serviços públicos de saúde e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 7.787/10 – do Senado Federal – Papaléo Paes – (PLS 516/2009) – que “revoga o art. 1.520 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, (Código Civil), para excluir a possibilidade de extinção da punibilidade criminal pelo casamento”. RELATORA: Deputada CIDA BORGHETTI. PROJETO DE LEI Nº 7.799/10 – do Senado Federal – Flávio Arns – (PLS 276/2009) – que “altera o § 3º do art. 1.775 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para permitir que a nomeação de curador do interdito possa recair sobre o ocupante de 26942 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cargo ou função de dirigente de entidade que abrigue pessoa sob interdição”. RELATOR: Deputado JOÃO CAMPOS. PROJETO DE LEI Nº 7.855/10 – do Sr. Neilton Mulim – que “dispõe sobre a regulamentação da profissão de Psicopedagogo com abertura para atuação nas especificidades tangentes à Qualidade da Humanização Hospitalar em Setores Infantis e à Preservação de Incapacidade Proteção à Independência de Idosos”. RELATORA: Deputada ELCIONE BARBALHO. PROJETO DE LEI Nº 7.892/10 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “altera a Lei nº 10.836, de 2004, que “Cria o Programa Bolsa Família e dá outras providências””. RELATORA: Deputada ROSINHA DA ADEFAL. PROJETO DE LEI Nº 8.049/10 – do Senado Federal – Romeu Tuma – (PLS 567/2009) – que “altera as Leis nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para incluir o peão de rodeio, o vaqueiro de vaquejada e seus assemelhados na categoria de contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social”. RELATOR: Deputado ELEUSES PAIVA. PROJETO DE LEI Nº 191/11 – do Sr. Weliton Prado – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de o poder público fornecer gratuitamente alimentos especiais, fraldas e outros meios para manutenção do conforto, da função e da saúde de pessoas carentes com quadros irreversíveis decorrentes de doenças crônicas, acidentes e outros, após alta hospitalar”. (Apensado: PL 301/2011) RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 244/11 – do Sr. Sandes Júnior – que “altera a redação do § 2º do art. 37 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990”. RELATOR: Deputado PASTOR EURICO. PROJETO DE LEI Nº 259/11 – do Sr. Carlos Bezerra – que “altera o caput do art. 1.822 e o art. 1.844 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que institui o Código Civil”. RELATOR: Deputado ANTONIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 265/11 – do Sr. Marçal Filho – que “institui o Prêmio “Município Amigo e Equipe Destaque do Programa Saúde da Família” e dá outras providências”. RELATORA: Deputada ROSINHA DA ADEFAL. PROJETO DE LEI Nº 267/11 – da Sra. Cida Borghetti – que “acrescenta o art. 53-A a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências”, a fim de estabelecer deveres e responsabilidades à criança e ao adolescente estudante”. Maio de 2011 RELATOR: Deputado MANDETTA. PROJETO DE LEI Nº 293/11 – do Sr. Marçal Filho – que “acrescenta inciso VII ao art. 26 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispor sobre isenção de carência na concessão de auxílio doença aos doadores de órgão”. RELATOR: Deputado ELEUSES PAIVA. PROJETO DE LEI Nº 328/11 – do Sr. Hugo Leal – que “dispõe sobre a obrigatoriedade do fornecimento de fraldas descartáveis aos portadores de necessidade especial e idosos”. (Apensado: PL 823/2011) RELATOR: Deputado RAIMUNDO GOMES DE MATOS. PROJETO DE LEI Nº 372/11 – da Sra. Manuela D’ávila – que “altera a Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, para estender às pessoas portadoras de doenças graves a prioridade de atendimento”. RELATOR: Deputado JOÃO ANANIAS. PROJETO DE LEI Nº 378/11 – da Sra. Rebecca Garcia – que “dá nova redação ao § 1º do art. 2º da Lei nº 10.708, de 31 de julho de 2003, que institui o auxílio-reabilitação psicossocial para pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações”. RELATOR: Deputado AMAURI TEIXEIRA. PROJETO DE LEI Nº 428/11 – do Sr. Luiz Couto – que “altera dispositivo do Código Civil para inserir a mediação familiar como recomendação na regulação dos efeitos do divórcio”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 444/11 – do Sr. Walter Tosta – que “assegura a alfabetização em braile”. RELATORA: Deputada ROSINHA DA ADEFAL. PROJETO DE LEI Nº 471/11 – do Sr. Inocêncio Oliveira – que “proíbe o uso de equipamentos individuais de proteção de trabalhadores em saúde fora do ambiente laboral”. RELATOR: Deputado DR. JORGE SILVA. PROJETO DE LEI Nº 570/11 – do Sr. Weliton Prado – que “dispõe sobre o acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS – que necessitam de tratamento em local diverso de seu domicílio”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 596/11 – do Sr. Marçal Filho – que “dispõe sobre as atividades de Atenção Integral às pessoas portadoras de esclerose múltipla e sobre a garantia de tratamento adequado pelo Sistema Único de Saúde”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 624/11 – da Sra. Nilda Gondim – que “altera o art. 3º da Lei nº 7.649, de 25 de janeiro de 1988, que estabelece a obrigatoriedade do cadas- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sabádo 28 26943 tramento dos doadores de sangue bem como a realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando a prevenir a propagação de doenças, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CESAR COLNAGO. PROJETO DE LEI Nº 829/11 – da Sra. Mara Gabrilli – que “dispõe sobre a distribuição, no âmbito do Sistema único de Saúde, de almofadas e colchões utilizados na prevenção de úlceras por pressão”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO CARVALHO. PROJETO DE LEI Nº 626/11 – do Sr. Jorge Tadeu Mudalen – que “acrescenta parágrafo ao art. 8º Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente para garantir atendimento ambulatorial e psicológico à menor gestante”. (Apensado: PL 959/2011) RELATORA: Deputada CIDA BORGHETTI. PROJETO DE LEI Nº 854/11 – do Sr. Jonas Donizette – que “torna obrigatória a presença de profissional de saúde em todas as escolas, públicas e privadas e dá outras providências”. RELATORA: Deputada PROFESSORA MARCIVANIA. PROJETO DE LEI Nº 654/11 – do Sr. Ricardo Izar – que “dispõe sobre a obrigatoriedade do exame de prevenção do câncer ginecológico para as funcionárias públicas federais”. RELATORA: Deputada JÔ MORAES. PROJETO DE LEI Nº 861/11 – do Sr. Missionário José Olimpio – que “dispõe sobre atendimento psicológico nos hospitais públicos para pacientes com vitiligo”. RELATORA: Deputada TERESA SURITA. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 657/11 – do Sr. Carlos Eduardo Cadoca – que “altera a Lei nº 9.656, de 03 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde”. RELATOR: Deputado DARCÍSIO PERONDI. PROJETO DE LEI Nº 8.044/10 – do Senado Federal – Papaléo Paes – (PLS 83/2010) – que “institui a Política Nacional de Medicamentos”. RELATOR: Deputado SARAIVA FELIPE. PROJETO DE LEI Nº 659/11 – da Sra. Nilda Gondim – que “acrescenta dispositivo ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº 8.069, de 1990, para estabelecer prioridade em processo de adoção nos casos que especifica” RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 108/11 – do Sr. Sandes Júnior – que “desonera dos tributos federais todos os medicamentos diretamente utilizados no tratamento do diabetes e da hipertensão arterial, e dá outras providências”. (Apensado: PL 1097/2011) RELATOR: Deputado DARCÍSIO PERONDI. PROJETO DE LEI Nº 730/11 – da Sra. Gorete Pereira – que “altera a lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008, que “dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS””. RELATORA: Deputada JANDIRA FEGHALI. PROJETO DE LEI Nº 790/11 – do Sr. Jovair Arantes – que “determina que o Sistema Único de Saúde realize obrigatoriamente a avaliação médica de crianças, até sete anos de idade, para o diagnóstico de fimose, preste o serviço de postectomia, em caso de indicação médica, e que o Poder Público desenvolva estratégias de ampliação da prevenção, da assistência médica e da pesquisa relativas ao câncer de pênis”. RELATOR: Deputado JHONATAN DE JESUS. PROJETO DE LEI Nº 797/11 – da Sra. Lauriete – que “inclui nos programas Sociais e Financeiros do Governo programa específico de apoio à mulher e a adolescente, nos casos de gravidez oriunda de estupro e nos casos de comprovada má formação do feto”. RELATORA: Deputada NILDA GONDIM. PROJETO DE LEI Nº 561/11 – do Sr. Lindomar Garçon – que “atribuir responsabilidade à União pelo pagamento do auxílio-funeral a famílias carentes”. RELATOR: Deputado ROBERTO DE LUCENA. PROJETO DE LEI Nº 565/11 – do Sr. Lindomar Garçon – que “dispõe sobre a internação de pacientes em estado grave na rede privada de hospitais, quando solicitado por médico do SUS – Sistema Único de Saúde, em caso de não haver vaga na rede pública”. RELATOR: Deputado ROBERTO DE LUCENA. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 4.815/09 – do Sr. Dr. Nechar – que “veda a comercialização de brinquedos acompanhados de lanches”. (Apensados: PL 4888/2009, PL 4935/2009 e PL 1146/2011) RELATOR: Deputado PASTOR MARCO FELICIANO. 26944 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 1.122/07 – do Sr. Léo Vivas – que “altera o artigo 487, do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, que aprovou a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, para disciplinar a proporcionalidade do aviso prévio”. (Apensado: PL 4989/2009) RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.802/10 – do Senado Federal – Aloizio Mercadante – (PLS 251/2007) – que “altera o art. 19 da Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, para incluir, entre as competências do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), a definição de critérios para a utilização de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a qualificação dos profissionais dos órgãos de segurança pública e dos profissionais da educação básica”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.320/09 – do Sr. Maurício Rands – que “altera o § 3º do art. 511 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para incluir as profissões liberais no conceito de categoria profissional diferenciada”. RELATOR: Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA. PROJETO DE LEI Nº 6.431/09 – do Sr. Carlos Bezerra – que “inclui § 10 ao art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, dispondo sobre o não afastamento da incidência dos §§ 6º e 8º do mesmo artigo em caso de morte do empregado”. RELATOR: Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA. PROJETO DE LEI Nº 6.558/09 – do Sr. Ciro Nogueira – que “dispõe sobre o exercício das profissões de maitre e garçom”. (Apensados: PL 6646/2009 e PL 564/2011) RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. Maio de 2011 PROJETO DE LEI Nº 6.808/10 – da Sra. Sueli Vidigal – que “disciplina a organização e funcionamento da Administração Pública, para fins de absorção da mão-de-obra advinda do sistema prisional, nas parcerias contratuais e conveniais da Administração Pública Federal, direta ou indireta, pertinentes às obras e serviços”. RELATOR: Deputado EUDES XAVIER. PROJETO DE LEI Nº 6.884/10 – do Sr. Fernando Marroni – que “dispõe sobre a concessão do benefício de seguro desemprego, em casos de ocorrência de condições climáticas ou meteorológicas desfavoráveis à atividade e que inviabilizem o período de safra da pesca, ao pescador profissional que exerce a atividade pesqueira de forma artesanal em águas interiores ou continentais”. RELATOR: Deputado EUDES XAVIER. PROJETO DE LEI Nº 6.940/10 – do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “altera a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para permitir o pagamento de verbas rescisórias por meio de cheque administrativo”. RELATOR: Deputado AUGUSTO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 7.103/10 – do Sr. Moreira Mendes – que “altera a Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, excluindo receitas e transferências de estados, Distrito Federal e municípios, para efeito da base de cálculo da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP e reduzindo a alíquota da contribuição para os referidos entes federados”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 7.124/10 – do Sr. Bonifácio de Andrada – que “regulamenta o art. 11 da Constituição Federal e dá outras providencias”. (Apensado: PL 8056/2011) RELATOR: Deputado RONALDO NOGUEIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.252/10 – do Sr. Sandro Mabel – que “altera a Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, que “regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal””. (Apensado: PL 1038/2011) RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.347/10 – da Sra. Rebecca Garcia – que “altera a redação do inciso I do art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, a fim de ampliar o período da licença nojo”. (Apensado: PL 8112/2011) RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.413/10 – do Sr. Lelo Coimbra – que “autoriza o Poder Executivo a criar campus do Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, no Município de Montanha”. RELATORA: Deputada ANDREIA ZITO. PROJETO DE LEI Nº 7.441/10 – da Sra. Jô Moraes – que “prevê o pagamento, pelo Poder Público, de danos morais e pensão indenizatória aos dependentes das vítimas fatais de crimes de violência sexual e violência doméstica, nos casos em que for comprovado erro material do Estado”. RELATOR: Deputado SANDRO MABEL. PROJETO DE LEI Nº 7.515/10 – do Senado Federal – Gilberto Goellner – (PLS 307/2009) – que “autoriza o Poder Executivo a criar campus do Instituto Federal de Mato Grosso, no Município de Sorriso – MT”. RELATOR: Deputado JOÃO CAMPOS. PROJETO DE LEI Nº 7.690/10 – da Sra. Andreia Zito – que “altera a Lei nº 11.784, de 22 de setembro de 2008, para excluir os incisos I e II, do art. 106; dá nova redação aos arts. 106 e 113; e, incluir o § 6º no art. 120, na Carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 7.720/10 – do Sr. Vicentinho – que “modifica o Estatuto da Igualdade Racial para incluir o quesito cor/raça em instrumentos de coleta de dados referentes a trabalho e emprego e para dispor sobre a realização de pesquisa censitária que verifique o percentual de trabalhadores negros no setor público”. RELATOR: Deputado JÚLIO DELGADO. PROJETO DE LEI Nº 7.766/10 – do Sr. Celso Maldaner – que “altera a Lei nº 9.717, de 27 de novembro de 1998, que dispõe sobre regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos Militares dos Estados e do Distrito Federal”. RELATOR: Deputado POLICARPO. PROJETO DE LEI Nº 7.793/10 – do Senado Federal – Gerson Camata – (PLS 416/2007) – que “altera o inciso VII do § 1º do art. 38 da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, para ampliar as possibilidades de declaração, por parte do poder concedente, de caducidade do contrato de concessão”. RELATOR: Deputado ASSIS MELO. PROJETO DE LEI Nº 7.811/10 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “regulamenta o exercício da atividade, define as atribuições do Perito Judicial e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ASSIS MELO. Sabádo 28 26945 PROJETO DE LEI Nº 7.866/10 – do Sr. Paulo Bornhausen – que “altera a Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, que “dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e dá outras providências”, para permitir a movimentação do saldo da conta vinculada pelos titulares para quitação ou amortização de dívidas”. RELATOR: Deputado AUGUSTO COUTINHO. PROJETO DE LEI Nº 7.954/10 – do Sr. Vicentinho – que “dispõe sobre a criação da Universidade Federal de Jundiaí e Região – UNIFEJ – com sede no Município de Jundiaí, estado de São Paulo”. (Apensado: PL 883/2011) PROJETO DE LEI Nº 38/11 – do Sr. Weliton Prado – que “dispõe sobre a obrigatoriedade da inclusão de questões relativas ao Estatuto da Advocacia, Lei nº 8.906, de 1994, nas provas destinadas a Concursos Públicos que se destinem a preencher vagas de Nível Médio e Superior”. RELATORA: Deputada ANDREIA ZITO. PROJETO DE LEI Nº 281/11 – do Sr. Thiago Peixoto – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de indicação da situação de adimplência do usuário nas faturas emitidas por empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, nas condições que menciona”. RELATOR: Deputado ROBERTO BALESTRA. PROJETO DE LEI Nº 339/11 – do Sr. William Dib – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal no Município de São Bernardo do Campo, para atendimento da região do ABCDM do Estado de São Paulo”. RELATOR: Deputado VICENTINHO. PROJETO DE LEI Nº 368/11 – do Sr. Marçal Filho – que “institui margem de preferência, nos processos licitatórios, para produtos e serviços locais e regionais”. RELATOR: Deputado SILVIO COSTA. PROJETO DE LEI Nº 379/11 – do Sr. Wellington Fagundes – que “autoriza o Poder Executivo a instituir o Campus Universitário de Lucas do Rio Verde da Universidade Federal de Mato Grosso”. RELATORA: Deputada MANUELA D’ÁVILA. PROJETO DE LEI Nº 412/11 – do Sr. Hugo Leal – que “dispõe sobre responsabilidade civil do Estado”. (Apensado: PL 923/2011) RELATORA: Deputada MANUELA D’ÁVILA. PROJETO DE LEI Nº 437/11 – do Sr. Inocêncio Oliveira – que “estabelece condições para a liberação de recursos de convênios para a construção de obras públicas”. RELATORA: Deputada MANUELA D’ÁVILA. PROJETO DE LEI Nº 454/11 – da Sra. Andreia Zito – que “altera a Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007, 26946 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, a fim de incluir os agentes das guardas portuárias e agentes de vigilância das instituições federais de ensino, no rol das categorias profissionais beneficiárias da “Bolsa-Formação””. RELATOR: Deputado EUDES XAVIER. PROJETO DE LEI Nº 4.475/08 – do Sr. Cândido Vaccarezza – que “concede horário especial ao trabalhador estudante”. RELATOR: Deputado ASSIS MELO. DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 01-06-11 PROJETO DE LEI Nº 488/11 – do Senado Federal – Neuto De Conto – (PLS 580/2007) – que “altera a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispor sobre a manutenção da condição de segurado especial, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado POLICARPO. Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 586/11 – do Sr. Paulo Bornhausen – que “cria o Fundo para a Aposentadoria do Povo Brasileiro – FAPB e dá outras providências”. RELATOR: Deputado POLICARPO. PROJETO DE LEI Nº 599/11 – do Sr. Gilmar Machado – que “proíbe as empresas concessionárias dos serviços públicos de energia elétrica de contratarem, de forma terceirizada, trabalhadores e técnicos que desempenhem atividades-fim”. RELATOR: Deputado SILVIO COSTA. PROJETO DE LEI Nº 614/11 – do Sr. Marco Tebaldi – que “autoriza o Poder Executivo a criar campus, no Município de Joaçaba, no Estado de Santa Catarina, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Instituto Federal) de Santa Catarina”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 622/11 – do Sr. Rodrigo Garcia – que “institui o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias a que se refere o art. 173, § 1º da Constituição Federal”. RELATOR: Deputado ANDRÉ FIGUEIREDO. PROJETO DE LEI Nº 668/11 – do Sr. Policarpo – que “regulamenta o exercício da profissão do Auxiliar de Farmácias e Drogarias” RELATOR: Deputado MAURO NAZIF. Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 2.140/03 – do Sr. Coronel Alves – que “dispõe sobre a proibição de realização de provas orais em concursos públicos e dá outras providências” (Apensado: PL 997/2007) RELATOR: Deputado SILVIO COSTA. PROJETO DE LEI Nº 6.947/10 – do Sr. Luis Carlos Heinze – que “altera a Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, para modificar a composição e as atribuições do Conselho Nacional de Política Agrícola”. RELATOR: Deputado RONALDO NOGUEIRA. PROJETO DE LEI Nº 5.972/09 – do Sr. Antônio Roberto – que “altera a Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, para prever a aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em ações de proteção ambiental”. RELATOR: Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA. PROJETO DE LEI Nº 6.014/09 – do Sr. Dr. Talmir – que “altera o art. 93 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para incluir portadores do vírus HIV entre os beneficiários da reserva de vaga para reabilitados e pessoas com deficiência habilitadas”. (Apensado: PL 7561/2010) RELATOR: Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA. PROJETO DE LEI Nº 6.021/09 – do Sr. Marcos Montes – que “altera dispositivos contidos na Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e na Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004, para condicionar a concessão de Bolsa Família à inscrição em programa de qualificação profissional complementar e instituir incentivo fiscal para as empresas que contratarem trabalhadores qualificados por esses programas”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 6.092/09 – do Sr. Roberto Rocha – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal do Sul Maranhense, no Estado do Maranhão”. (Apensado: PL 6351/2009) RELATOR: Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA. PROJETO DE LEI Nº 6.239/09 – do Sr. Ratinho Junior – que “acrescenta artigo à Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre o despachante de trânsito”. RELATOR: Deputado RONALDO NOGUEIRA. PROJETO DE LEI Nº 6.265/09 – do Sr. Gladson Cameli – que “altera o art. 4º, inciso IX, da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, que institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências”. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATOR: Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA. PROJETO DE LEI Nº 6.314/09 – do Sr. Fábio Faria – que “dispõe sobre o exercício da profissão de bugreiro”. RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.035/10 – do Senado Federal – Gim Argello – (PLS 303/2009) – que “revoga o § 4º do art. 107 da Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica)”. PROJETO DE LEI Nº 7.144/10 – da Sra. Andreia Zito – que “altera a Lei nº 11.784, de 22 de setembro de 2008, para excluir o § 4º do art. 120 e acrescentar o art. 120-A, dispondo sobre a Progressão Funcional por Titulação, na Carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico”. RELATOR: Deputado MAURO NAZIF. PROJETO DE LEI Nº 7.197/10 – do Sr. Dimas Ramalho – que “altera o art. 4º da Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999, que dispõe sobre as competências do Conmetro e do Inmetro, institui a Taxa de Serviços Metrológicos, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado EUDES XAVIER. PROJETO DE LEI Nº 7.244/10 – do Senado Federal – Cícero Lucena – (PLS 334/2009) – que “autoriza o Poder Executivo a criar campus do Instituto Federal da Paraíba no Município de Santa Rita – PB”. RELATORA: Deputada ANDREIA ZITO. PROJETO DE LEI Nº 7.318/10 – do Sr. Ratinho Junior – que “acrescenta a alínea “d” ao inciso I do art. 30 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio, e dá outras providências”. RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 7.339/10 – do Sr. Fábio Faria – que “altera a Lei nº 11.771, de 17 de setembro de 2008, “que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo”, para incluir a formação e a capacitação de profissionais do turismo como uma das atividades passíveis de financiamento e apoio com recursos do Fundo Geral de Turismo – FUNGETUR”. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 7.396/10 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “fixa restrições para o exercício de cargos e direção em pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos e dá outras providências”. (Apensados: PL 7633/2010, PL 7705/2010, PL 7689/2010 (Apensado: PL 434/2011), PL 562/2011 e PL 1163/2011) RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 7.747/10 – do Sr. Augusto Carvalho – que “altera as Leis nº 11.128, de 28 de junho Sabádo 28 26947 de 2005; nº 10.260, de 12 de julho de 2001; e nº 8.036, de 11 de maio de 1990”. RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 84/11 – do Sr. Weliton Prado – que “altera a Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007, incluindo os profissionais que trabalhem com socioeducação de adolescentes como beneficiários do Projeto Bolsa Bolsa-Formação” RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PROJETO DE LEI Nº 520/11 – do Sr. Laercio Oliveira – que “altera dispositivo do Decreto-Lei nº 2.398, de 21 de dezembro de 1987, para reduzir o valor do laudêmio relativo a imóveis de propriedade da União”. RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA. PROJETO DE LEI Nº 598/11 – do Sr. Otavio Leite – que “estabelece diretrizes para o funcionamento de empresas de condicionamento físico, tais como academias de ginástica, de musculação, de natação, escolas esportivas em geral e similares, e dá outras providencias”. RELATOR: Deputado ALEX CANZIANI. PROJETO DE LEI Nº 600/11 – do Sr. Augusto Coutinho – que “altera a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que “dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências”, para isentar os idosos de contribuição aos Conselhos e demais entidades de fiscalização profissional”. RELATOR: Deputado RONALDO NOGUEIRA. PROJETO DE LEI Nº 638/11 – do Sr. Décio Lima – que “altera a redação dos incisos II e V e do parágrafo único do art. 4º da Lei nº 12.302, de 2 de agosto de 2010, que “Regulamenta o exercício da profissão de Instrutor de Trânsito”, e suprime o inciso VII do mesmo artigo, a fim de dispor sobre requisitos para o exercício da atividade”. RELATOR: Deputado RONALDO NOGUEIRA. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.386/06 – do Senado Federal – Sérgio Zambiasi – (PLS 116/2003) – que “dá nova redação ao art. 134 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para alterar o critério de concessão de férias e dá outras providências”. (Apensados: PL 5965/2005, PL 1600/2007 e PL 3851/2008) RELATOR: Deputado LAERCIO OLIVEIRA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 30-05-11 26948 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Maio de 2011 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES PROJETO DE LEI Nº 7.212/10 – do Sr. Ricardo Berzoini e outros – que “altera o § 1º do art. 20 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 para dispor sobre a doença do trabalho”. RELATOR: Deputado RONALDO NOGUEIRA. AVISOS Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 7.191/10 – do Sr. Dr. Ubiali – que “regula o exercício da atividade de condução de veículos de emergência”. (Apensados: PL 7895/2010 e PL 611/2011) RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. PROJETO DE LEI Nº 7.279/10 – do Senado Federal – Serys Slhessarenko – (PLS 160/2009) – que “dispõe sobre a definição de diarista”. RELATORA: Deputada SANDRA ROSADO. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 1.132/11 – do Sr. Jânio Natal – que “dispõe sobre o acesso gratuito a praças desportivas mantidos pelo Poder Público, para ex-atleta profissional”. RELATORA: Deputada JÔ MORAES. PROJETO DE LEI Nº 1.231/11 – do Sr. Giovani Cherini – que “determina a obrigatoriedade, em âmbito nacional, da presença de Guia de Turismo Local em excursões de turismo”. RELATORA: Deputada LUCI CHOINACKI. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Substitutivo (Art. 119, II e §1º) AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBERÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO PROJETO DE LEI Nº 6.311/09 – do Sr. Ricardo Tripoli – que “proíbe a construção de usinas hidrelétricas em estâncias hidrominerais, climáticas e turísticas”. RELATOR: Deputado DOMINGOS NETO. PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 03-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.401/09 – do Sr. Professor Victorio Galli – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre infração relacionada ao transporte de criança em motocicleta”. (Apensado: PL 7992/2010) RELATOR: Deputado ALBERTO MOURÃO. PROJETO DE LEI Nº 746/11 – do Sr. Felipe Bornier – que “modifica as Leis nº 8.987, de 1995, e nº 10.233, de 2001, para permitir que o comportamento da demanda seja tomado como critério para a diferenciação de tarifa”. RELATOR: Deputado MILTON MONTI. PROJETO DE LEI Nº 1.023/11 – do Sr. Esperidião Amin – que “altera a Lei nº 9.277, de 10 de maio de 1996, para dispor sobre a cobrança de pedágio”. RELATOR: Deputado EDINHO ARAÚJO. PROJETO DE LEI Nº 1.141/11 – do Sr. Bernardo Santana de Vasconcellos – que “denomina “Rodovia José Alencar” o trecho da rodovia BR-381 Norte, entre as cidades de Belo Horizonte a Governador Valadares, no Estado de Minas Gerais”. RELATOR: Deputado ZÉ SILVA. PROJETO DE LEI Nº 1.202/11 – da Sra. Bruna Furlan – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre o Cadastro Nacional Positivo de Condutores de Veículos Automotores, e estabelece desconto no valor do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI – na aquisição de automóveis pelos condutores incluídos nesse cadastro”. RELATOR: Deputado LÁZARO BOTELHO. PROJETO DE LEI Nº 1.238/11 – do Sr. Rogério Carvalho – que “altera a Lei nº 9.602, de 21 de janeiro de 1998, para dispor sobre as diretrizes do Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito – FUNSET”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 1.243/11 – do Sr. Aelton Freitas – que “denomina “Viaduto Ma Shou Tao” o viaduto localizado no km 198 da BR-050 (Rodovia Francisco Cândido Xavier) no entroncamento com a BR-464, Estado de Minas Gerais”. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATOR: Deputado JOÃO BITTAR. PROJETO DE LEI Nº 1.266/11 – do Sr. Nelson Pellegrino – que “denomina “Ferrovia Engenheiro Vasco Azevedo Neto” todo o trecho ferroviário da Ferrovia Leste-Oeste, no Estado da Bahia”. RELATOR: Deputado LUIZ ARGÔLO. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 31-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 6.385/09 – do Sr. Filipe Pereira – que “obriga as montadoras de veículos automotores a afixar decalque em veículos novos alertando ser proibido usar celular ao dirigir “. RELATOR: Deputado SÉRGIO BRITO. PROJETO DE LEI Nº 7.455/10 – do Sr. Ribamar Alves – que “altera dispositivos da Lei nº 12.009, de 29 de julho de 2009, que “Regulamenta o exercício das atividades dos profissionais em transporte de passageiros, “mototaxista”, em entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e “motoboy”, com o uso de motocicleta; altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, para dispor sobre regras de segurança dos serviços de transporte remunerado de mercadorias em motocicletas e motonetas – moto-frete, estabelece regras gerais para a regulação deste serviço e dá outras providências””. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 355/11 – do Sr. Milton Monti – que “regulamenta a função de Examinador de Trânsito”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 662/11 – do Sr. Gilmar Machado – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, desagravando a infração disposta no art. 233, para o portador da Permissão para Dirigir”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 769/11 – do Sr. Laercio Oliveira – que “denomina de BOA LUZ, o viaduto localizado na BR 235, Km 16, entre as cidades de Aracaju e Laranjeiras, no Estado de Sergipe”. RELATOR: Deputado JÂNIO NATAL. PROJETO DE LEI Nº 981/11 – do Sr. Anderson Ferreira – que “dispõe sobre avisos em bares, restaurantes e similares, acerca da legislação relacionada à bebida alcoólica”. RELATOR: Deputado HUGO LEAL. PROJETO DE LEI Nº 996/11 – do Sr. Neri Geller – que “denomina “Viaduto Pedro Zordan” o trecho da BR163, Km 752,6, no perímetro urbano do município de Sorriso, Mato Grosso”. RELATOR: Deputado WELLINGTON FAGUNDES. Sabádo 28 26949 PROJETO DE LEI Nº 999/11 – do Sr. Wandenkolk Gonçalves – que “inclui no Anexo da Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que dispõe sobre o Plano Nacional de Viação, o trecho rodoviário que especifica”. RELATOR: Deputado JAIME MARTINS. PROJETO DE LEI Nº 1.001/11 – do Sr. Reinaldo Azambuja – que “dispõe sobre a denominação da “Rodovia Senador Lúdio Coelho” BR 267, no trecho entre Rio Brilhante-Nova Alvorada do Sul-MS à divisa com o Estado de São Paulo” RELATOR: Deputado VANDER LOUBET. PROJETO DE LEI Nº 1.002/11 – do Sr. Reinaldo Azambuja – que “dispõe sobre a denominação da “Rodovia Vice-Presidente José Alencar” a rodovia federal – BR 262, no trecho que liga Campo Grande-MS a Três Lagoas-MS” RELATOR: Deputado VANDER LOUBET. PROJETO DE LEI Nº 1.033/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “cria o Índice de Turbulência Aérea – InTA, e dá outras providências “. RELATOR: Deputado JOSE STÉDILE. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 30-05-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 813/11 – do Sr. Roberto Dorner – que “denomina “Arlindo Viccini” ao Viaduto na Rodovia BR-163, que interliga a Avenida Perimetral Sudoeste à Avenida Idemar Rieli, no Município de Sorriso no Mato Grosso”. RELATOR: Deputado WELLINGTON FAGUNDES. PROJETO DE LEI Nº 836/11 – do Sr. Romero Rodrigues – que “altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que “Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica”, para determinar a instalação de equipamentos que permitam o pouso por instrumentos, nos aeroportos que especifica”. RELATOR: Deputado JAIME MARTINS. PROJETO DE LEI Nº 872/11 – do Sr. Luiz Noé – que “denomina “Policial Rodoviário Federal Ricardo Henrique Moreira” o viaduto localizado no quilômetro 300, da BR-116, em Guaíba, no Estado do Rio Grande do Sul”. RELATOR: Deputado JERÔNIMO GOERGEN. PROJETO DE LEI Nº 916/11 – do Sr. Sandes Júnior – que “denomina “Rodovia Juscelino Kubitschek” o trecho da BR-060 entre as cidades de Goiânia, no Estado de Goiás, e Brasília, no Distrito Federal”. RELATOR: Deputado JAIME MARTINS. PROJETO DE LEI Nº 968/11 – dos Srs. Padre Ton e Paulo Teixeira – que “denomina Rodovia Deputado Eduardo Valverde a rodovia BR-364”. RELATORA: Deputada MARINHA RAUPP. 26950 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº 975/11 – do Sr. Lincoln Portela – que “denomina “Rodovia Vice-Presidente José Alencar” o trecho da BR-116 que percorre o Município de Muriaé, no Estado de Minas Gerais”. RELATOR: Deputado DIEGO ANDRADE. PROJETO DE LEI Nº 995/11 – do Sr. Neri Geller – que “denomina “Viaduto Armando Favaretto” o trecho da BR-163, Km 754,07, no perímetro urbano do município de Sorriso, Mato Grosso” RELATOR: Deputado WELLINGTON FAGUNDES. Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 223/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.340/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.344/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.366/2011 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 29/2011 Comissão de Defesa do Consumidor: PROJETO DE LEI Nº 1.352/2011 II – COMISSÕES TEMPORÁRIAS Comissão de Finanças e Tributação: COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 8035, DE 2010, DO PODER EXECUTIVO, QUE “APROVA O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARA O DECÊNIO 2011-2020 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS” PROJETO DE LEI Nº 1.339/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.361/2011 AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO DE EMENDAS (5 SESSÕES) DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 02-06-11 Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º) PROJETO DE LEI Nº 8.035/10 – do Poder Executivo – que “aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 e dá outras providências”. RELATOR: Deputado ANGELO VANHONI. III – COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES Maio de 2011 Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional: MENSAGEM Nº 117/2011 Comissão de Seguridade Social e Família: PROJETO DE LEI Nº 1.342/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.358/2011 Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público: PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 223/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.291/2011 PROJETO DE LEI Nº 1.368/2011 PROJETO DE LEI Nº 8.056/2011 PROJETO DE LEI Nº 8.112/2011 Comissão de Viação e Transportes: PROJETO DE LEI Nº 1.371/2011 PROJETO DE LEI Nº 8.114/2011 ENCAMINHAMENTO DE MATÉRIA ÀS COMISSÕES (Encerra-se a sessão às 12 horas e 20 minutos.) EM 27/05/2011: Ata da 131ª Sessão, Solene, Vespertina, em 27 de maio de 2011 Presidência do Sr. Gilmar Machado, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno I – ABERTURA DA SESSÃO (Às 15 horas e 13 minutos) O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos. II – LEITURA DA ATA O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Fica dispensada a leitura da ata da sessão anterior. O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Passa-se à leitura do expediente. III – EXPEDIENTE (Não há expediente a ser lido) O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) passa-se à IV – HOMENAGEM O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Esta sessão solene destina-se a homenagear os 26 anos do Rotary Club Uberlândia Sul e foi requerida por nós. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quero agradecer ao Presidente Marco Maia por nos ter permitido realizar esta sessão solene neste dia e, ao mesmo tempo, justificar sua ausência, pois S.Exa. tinha uma viagem marcada para esta data. Portanto, não teve condições de estar conosco aqui. Gostaríamos de convidar para compor a Mesa o Sr. Aldo de Almeida, Presidente do Rotary Club Uberlândia Sul (palmas); a Sra. Zilda Alves Silvério, Dama da Casa da Amizade do Rotary Club Uberlândia Sul (palmas); o Sr. Vilmar Resende, Presidente da Câmara Municipal de Uberlândia e membro do Rotary Club Uberlândia Sul (palmas); o Sr. Adriano Jorge Souto, ex-Governador do Distrito 4.530 do Rotary Internacional (palmas), e o Sr. Emerson Martins Costa, da Diretoria de Relações Institucionais do Grupo Algar (Palmas.). Convido todos para ouvirem, de pé, o Hino Nacional. (É executado o Hino Nacional.) O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Assistiremos, neste momento, a um vídeo institucional. (Exibição de vídeo. Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Muito emocionante. Gostaria de registrar o seguinte ofício: “Exmo. Sr. Presidente Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados, agradecendo o convite para a sessão solene em comemoração aos 26 anos do Rotary Club Sul de Uberlândia, a realizar-se no próximo dia 27, comunico minha impossibilidade de comparecer ao evento devido a compromissos de viagem agendados anteriormente, rogando‑lhe estender meus cumprimentos à Diretoria do Rotary e a todos os rotarianos pelo aniversário. Atenciosamente, Odelmo Leão, Prefeito de Uberlândia.” O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Queria, neste momento, em nome da Câmara dos Deputados, dizer que para nós é uma alegria muito grande e uma honra receber a Direção do Rotary Club Uberlândia Sul, que comemora seus 26 anos. Temos a singular oportunidade de revigorar em nossa memória a grandeza existente no trabalho dessa importante organização. Exatamente por isso, não posso deixar de iniciar minha homenagem citando nominalmente os responsáveis pelo Rotary Club Uberlândia Sul, parabenizando o Presidente da instituição, Aldo de Almeida, bem como a Dama da Casa da Amizade do Rotary Club Uberlândia Sul, Zilda Alves Silvério, meu amigo Vilmar Resende, membro do RC Uberlândia Sul e Presidente da Câmara Municipal de Uberlândia, além do grande Sabádo 28 26951 parceiro Dr. Emerson Martins Costa, da Diretoria de Relações Institucionais do Grupo Algar. Sabemos que o objetivo fundamental do Rotary – organização internacional presente em mais de 200 países – consiste em estimular e fomentar o ideal de servir, promovendo o desenvolvimento do companheirismo e da cidadania. Evidência maior dessa realidade pode ser encontrada nos diferentes projetos comunitários realizados por rotarianos, preocupados, entre outras temáticas, com a reversão de quadros de vulnerabilidade social ou ainda com a proteção do meio ambiente. Além disso, atuam com destaque no campo educacional, apoiando o intercâmbio de estudantes, professores e outros profissionais. De fato, os programas educacionais da Fundação Rotária promovem a paz e a compreensão internacional por intermédio de bolsas de estudos e intercâmbios culturais. E mais, pois os bolsistas do Rotary atuam como embaixadores de boa vontade, fazendo apresentações sobre seus países em Rotary Clubes ou outros grupos. Nobres Parlamentares, no desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar a oportunidade de servir; no reconhecimento do mérito de toda ocupação útil, mediante a difusão de normas de ética profissional; na busca que cada indivíduo deve promover de conduta exemplar ou ainda na aproximação de todos os profissionais, com o nobre objetivo de consolidar relações cooperativas entre as nações, os seguintes questionamentos surgem na denominada prova quádrupla, concebida, em 1932, pelo rotariano Herbert Taylor: É a verdade? É justo para todos os interessados? Criará boa vontade e melhores amizades? Será benéfico para todos os interessados? Vemos, com clareza, que a resposta afirmativa a tais questionamentos acaba por reiterar a própria missão do Rotary Internacional, que tem por fundamento promover boa vontade, paz e compreensão mundial. Sim! Elevados valores de uma organização que enfoca temáticas de grande relevância, como o analfabetismo ou ainda a fome de crianças em situação de risco. Valores essenciais de uma organização que tem como lema: Dar de si antes de pensar em si! Lema – cabe frisar – responsável, em última instância, por personificar o espírito humanitário de nossa homenageada, que, com sua complexa tradição e estrutura, tanto nos orgulha. Poderíamos citar muitos exemplos dessa personificação. Contudo, quero aqui mencionar o Pólio Plus, programa que envolveu a atuação cooperativa entre o Rotary Internacional e diversas entidades, como o UNICEF e a Organização Mundial da Saúde – OMS, 26952 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS todos empenhados na proteção de crianças contra a poliomielite. E nessa mesma vertente de trabalho cooperativo, o Rotary e as Nações Unidas empreendem muitas ações. Para tanto, o Rotary mantém relacionamento com uma série de agências, programas e comissões da ONU, e isso através de sua ampla rede de representantes. Como consequência direta dessa atuação compartilhada, felizmente constatamos a ampliação do movimento rotariano em todo o mundo e de forma a trazer bem-estar a segmentos sociais de maior vulnerabilidade. E se o Rotary Internacional traz essas marcantes características, com múltiplos motivos de celebração, os rotarianos de Uberlândia também têm razões para comemorar, sobretudo pelas experiências bem-sucedidas nas áreas de segurança, educação e saúde. Com a melhoria nos Postos de Policiamento Comunitários, nas unidades escolares ou mesmo no aparelhamento de unidades de saúde, encontramos indeléveis marcas de dedicação e competência do Rotary Club Uberlândia Sul. São 26 anos de profícuo trabalho em nome de causas certamente meritórias e levadas a efeito por homens e mulheres que acreditam em ações transformadoras. Sras. e Srs. Deputados, por tudo isso, a presente sessão de homenagem carrega forte conteúdo simbólico. Símbolo de novos tempos, em que a paz e a fraternidade assumem prevalecente posição numa escala de evolução da sociedade. Celebremos, pois, o Rotary Club Uberlândia Sul! Parabéns a todos! Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Dando prosseguimento à sessão, gostaria de fazer menção à presença de alunos da 3ª série da Escola 708 Norte, do Distrito Federal. Obrigado pela presença de vocês. O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Concedo a palavra ao Presidente do Rotary Club Uberlândia Sul, Sr. Aldo de Almeida. O SR. ALDO DE ALMEIDA – Exmo. Sr. Deputado Federal Gilmar Machado, companheiro Vilmar, Dr. Emerson, companheiro Adriano, ex-Governador do Distrito 4.530, companheira Zilda, cumprimento todos vocês. Em nome de minha esposa, Suzana, cumprimento todas as Damas da Casa da Amizade presentes, nossas convidadas que nos acompanham, e, em nome de Manoel Silvério, cumprimento todos os companheiros do Rotary Club Uberlândia Sul. Quero fazer um agradecimento especial, de imediato, aos companheiros do Rotary Club de Brasília e da região do Distrito 4.530, que nos honram com a presença. Maio de 2011 Deputado Gilmar, realmente este é um dia especial e de muitas emoções para nós. Aqui estivemos com um grupo há 2 anos trazendo algumas ideias e sugestões, apresentando um pouco do nosso trabalho, e o Deputado gentilmente nos ofereceu esta homenagem. Diga-se de passagem, hoje, 27 de maio, é o dia do aniversário do Rotary Club Uberlândia Sul. Exatamente hoje completamos 26 anos. Digo completamos porque eu estou há pouco tempo no clube, apenas 5 anos, mas temos pessoas que fazem parte dessa história há muito mais tempo e que nos dão a honra de estarem conosco aqui. O vídeo muito bem retratou o histórico do Rotary, mas o que eu queria dizer, para complementar, é que hoje está aqui o Rotary Club Uberlândia Sul representando toda uma comunidade que existe no mundo inteiro. O Rotary está presente, como já foi dito, em mais de 200 países e regiões geográficas. É uma organização que não tem barreiras de idioma, porque, precisando, conseguimos para pessoas do mundo inteiro sempre algo em termos de ajuda em qualquer projeto. Temos programas e projetos que fazemos em conjunto com clubes do Brasil e de outros países, com a participação da fundação rotária também. Então, o Rotary Club Uberlândia Sul está aqui recebendo esta homenagem, mas ela é extensiva a todos os Rotary Clubs. Em Uberlândia, temos mais seis Rotary Clubs. No Brasil e no mundo inteiro, são mais de 32 mil. O trabalho de Rotary não para. Neste momento estamos em Brasília, mas em algumas partes do mundo, com certeza, mesmo no Brasil, também existem trabalhos sendo feitos pelo Rotary. E mesmo se fosse de madrugada, teríamos rotarianos trabalhando também. Acho que foi muito feliz o símbolo do Rotary, a roda rotária, que, na sua origem, teve a ideia de representar a civilização em andamento. O Rotary tem essa missão de não parar, de estar girando junto com o mundo, o tempo todo, trabalhando. Vou citar aqui, para ficar bem claro, alguns projetos de Rotary. Por exemplo, Horta Comunitária, um projeto do Rotary Club Águas Lindas, de Goiás; Projeto Alfabetização e Educação, do Rotary Club Brasília. Temos vários trabalhos sendo feitos em Brasília. O Projeto Visão, do Rotary Clube Taguatinga Oeste, é um exemplo bem perto de nós neste momento, assim como o Banco de Leite Humano Materno, do Rotary Club de Sobradinho. Saindo um pouco desse distrito, o nosso clube, Rotary Club Uberlândia Sul, organiza um bazar em Tapuirama, um distrito de Uberlândia, em que oferece roupas para pessoas mais carentes a preço simbólico, o que é revertido em projetos para a própria comunidade. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Foi citado um projeto, que nunca esquecemos, da construção de 13 Postos de Policiamento Comunitário na cidade de Uberlândia. Foi uma parceria do Rotary Club Uberlândia Sul juntamente com a Polícia Militar e a Prefeitura Municipal de Uberlândia. E outro exemplo é o Projeto Esperança em Movimento, que está em andamento, realizado em parceria com a ACD Minas, que tem sua unidade na cidade de Uberlândia. Podemos citar ainda o projeto Pelotão Esperança, promovido por outro clube de Uberlândia, que faz um trabalho junto ao Exército Brasileiro na realização de reforço escolar para crianças, tirando-as da rua e de possíveis problemas. Todo ano acontece a formatura. São exemplos de projetos de nossa cidade, de outros clubes, de clubes de Brasília e da região. E também temos projetos bem longe daqui. Um grande projeto de combate à AIDS está acontecendo na África; e de água para regiões carentes, nas Filipinas. Enfim, o mundo inteiro tem a presença do Rotary. Mas o grande projeto do Rotary, que estamos na busca de seu sucesso final, é o Pólio Plus, também citado pelo Deputado Gilmar Machado. Esse programa foi iniciado em 1985 e tem o simples objetivo de erradicar a poliomielite no mundo. Esse intento já está muito próximo de ser alcançado. Só não está plenamente realizado por dificuldades enfrentadas na aplicação de vacinas em alguns países que têm situação de guerra civil e problemas religiosos. Mas a informação que temos é de que restam apenas quatro países a ter a poliomielite erradicada, problema que já vimos no Brasil. Quem tem a nossa idade conhece pessoas que tiveram essa doença, que no Brasil já é considerada erradicada há muito tempo, assim como em todos os outros países, à exceção desses quatro. Porém, enquanto houver um caso, nos últimos 5 anos, em qualquer país do mundo, não será considerada erradicada a doença, porque ela pode voltar. É por isso que nos orgulhamos de fazer parte dessa organização, na qual trabalhamos como voluntários, viabilizando projetos juntos com a comunidade. O Rotary também já tem seus frutos, seus filhos. Além do Rotary Club, ou ligado a ele, existe o Rotaract, para jovens, o Interact Club, para jovens um pouco acima da idade, e o Rotary Kids, para crianças de 6 a 14 anos, que iniciam alguns trabalhos coordenados pelo Rotary. E a Casa da Amizade, que aqui está representada pela companheira Zilda, uma parceira do Rotary, sempre conosco em todos os projetos. Com isso, tenho certeza de que estamos cumprindo o nosso lema deste ano de fortalecer comunidades e unir continentes. Esses projetos, em cada cidade, em cada comunidade, estão cumprindo essa primeira etapa, e todos os projetos globais do Rotary, Sabádo 28 26953 intercâmbios, cumprem também a grande missão de promover a paz mundial. Muito obrigado, Deputado Gilmar Machado, por esta homenagem. Seremos agradecidos eternamente. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Dando prosseguimento à sessão, concedo a palavra ao Presidente da Câmara Municipal de Uberlândia, rotariano, Vilmar Resende, antes saudando a presença do Godoy, da Assessoria do Deputado Weliton Prado, presente conosco. O SR. VILMAR RESENDE – Exmo. Sr. Deputado Federal Gilmar Machado, nosso amigo, nosso companheiro, pessoa por quem temos o maior carinho e respeito; caro Presidente Aldo de Almeida, do Rotary Club Uberlândia Sul; Sra. Zilda Silvério, Presidente da Casa da Amizade; Sr. Adriano Souto, ex-Governador do Distrito de Rotary; Dr. Emerson Costa, do Grupo Algar, pessoas por quem temos o maior carinho e respeito. Também temos um agradecimento a fazer aos senhores: se hoje estamos aqui é por causa da colaboração e do empenho dos senhores, sobretudo do Deputado Gilmar Machado. Sem dúvida alguma, o mérito é do Deputado. Em nome da Câmara Municipal de Uberlândia, quero saudar todos os companheiros do Rotary Club, Damas, o Godoy, da cidade de Uberlândia, que hoje está prestando serviço no Congresso Nacional. Deputado Gilmar Machado, sabemos que uma homenagem como esta que V.Exa. está proporcionando ao Rotary Club Uberlândia Sul pelos seus 26 anos de existência, em uma sessão solene que neste momento está sendo transmitida ao vivo para todo o Brasil, para nós da cidade de Uberlândia, como Presidente da Câmara Municipal, é um orgulho muito grande. Na verdade, são 26 anos de uma história em que cada pessoa aqui representa uma comunidade forte no Município de Uberlândia – e conhecemos esse grupo de perto há mais de 20 anos. Temos orgulho de pertencer a ele. Sabemos das dificuldades, das conquistas e das glórias. São pessoas que dão de si sem pensar em si, e isso é muito gratificante para cada um de nós, membros do Rotary Club Uberlândia Sul. Neste momento, temos que agradecer a Deus e a V.Exa. por esta homenagem, de tal forma que nós, como representantes do Poder Legislativo daquela cidade, nos orgulhamos de sua pessoa e agradecemos a forma como V.Exa. dedicou essa homenagem ao grupo de rotarianos da cidade de Uberlândia, porque são pessoas que realmente merecem nosso respeito e carinho. Que Deus proteja V.Exa., toda a sua equipe e as pessoas aqui presentes. Enfim, obrigado por tudo. (Palmas.) 26954 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Dando prosseguimento, nós gostaríamos, em nome da Câmara dos Deputados e do nosso Presidente Marco Maia, de presentear os componentes da Mesa, e gostaríamos que todos se sentissem representados aqui. É uma pequena lembrança do Poder Legislativo do Brasil, uma publicação dos 50 anos da nossa Capital, que é a Capital do Cerrado Brasileiro. Os senhores vão receber um portfólio que foi preparado com muito carinho. Eu queria, na pessoa do Humberto, um dos responsáveis pelo processo de montagem, presenteá-los com essa pequena lembrança da Câmara dos Deputados e também da Capital do Brasil. Convido o Sr. Aldo de Almeida a recebê-la em mãos, bem como a D. Zilda, o Presidente da Câmara Municipal, Sr. Vilmar Resende, o Sr. Emerson Costa e também o Sr. Adriano Souto. Nós estamos chegando ao final desta sessão solene. Mais uma vez gostaríamos de cumprimentar e de agradecer ao Rotary Club Uberlândia Sul, àquelas pessoas que se deslocaram de Uberlândia e que para lá vão retornar – que possam fazer uma boa viagem de retorno. A Câmara dos Deputados se sente honrada em recebê-los aqui, e, em nome da direção, do Presidente Aldo de Almeida, quero dizer que para nós foi uma honra e uma alegria muito grande poder prestar, em nome do provo brasileiro, uma homenagem a essa instituição que realmente faz um trabalho belo pelo País – e não só no Brasil, mas no mundo todo. E nós esperamos que os senhores continuem dando essa contribuição, porque o Brasil precisa de instituições e de organizações que se disponham a somar esforços junto ao Governo, nos seus projetos, nos seus programas. E o Rotary é um grande aliado das políticas públicas que este País hoje realiza, sob a coordenação da Presidenta Dilma Rousseff. Eu queria, em nome do Presidente, antes de encerrar, agradecer às comitivas de Belo Horizonte, de Juiz de Fora e de Vespasiano que estão visitando a Câmara dos Deputados. Muito obrigado pela presença de vocês aqui. Desejo registrar, ainda, a presença do Deputado Popó, que hoje está com outra indumentária, pois estava em outra programação, e também do Israel, que venceu o programa Ídolos e está hoje visitando esta Casa. Que Deus continue abençoando-o, Deputado Popó! Parabéns por esse trabalho. O Deputado Popó atua não só no boxe, mas na música também. Obrigado pela sua presença na comemoração dos 26 anos do Rotary Club Uberlândia Sul. (Palmas.) Maio de 2011 V – ENCERRAMENTO O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a sessão. O SR. PRESIDENTE (Gilmar Machado) – Está encerrada a sessão. (Encerra-se a sessão às 15 horas e 50 minutos.) DECISÃO DA PRESIDÊNCIA ARQUIVE-SE, nos termos do § 4º do artigo 164 do RICD, a seguinte proposição: PROJETO DE LEI N. 588/2011 (Poder Executivo) – Ratifica o Protocolo de Intenções firmado entre a União, o Estado do Rio de Janeiro e o Município do Rio de Janeiro, com a finalidade de constituir consórcio público, denominado Autoridade Pública Olímpica – APO. Brasília, 27 de maio de 2011. – Marco Maia, Presidente. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA ARQUIVEM-SE, nos termos do § 4º do artigo 58 do RICD, as seguintes proposições: PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 165/2004 (Zequinha Marinho) – Autoriza oPoder Executivo a criar o Pólo de Desenvolvimento de Xinguara e instituir o Programa Especial de Desenvolvimento de Xinguara. Nª 168/2004 (Zequinha Marinho) – Autoriza o Poder Executivo a criar o Pólo de Desenvolvimento de Carajás e instituir o Programa Especial de Desenvolvimento de Carajás. Brasília, 27 de maio de 2011. – Marco Maia, Presidente. PARECERES PROJETO DE LEI Nº 1.486-A, DE 2007 (Do Sr. Antônio Roberto) Dispõe sobre a obrigatoriedade da assistência social às populações de áreas inundadas e dá outras providências; tendo parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pela aprovação (RELATOR: DEP. ZÉ GERALDO). Despacho: Às Comissões de: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Minas e Energia; Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II Publicação do Parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável I – Relatório O Projeto de Lei nº 1.486, de 2007, de autoria do nobre Deputado Antônio Roberto, institui a obrigatoriedade da prestação de assistência social às populações de áreas inundadas por reservatório construído em função do aproveitamento econômico dos recursos hídricos, sem prejuízo de outros benefícios assegurados pela legislação vigente. A prestação de assistência social, que será consolidada na forma do Programa de Assistência Social instituído no projeto, deverá atender, entre outras, as seguintes necessidades das populações realocadas: assistência jurídica, psicológica, médica, odontológica, hospitalar e social, fornecimento de cesta básica por um período mínimo de 1 (um) ano, assistência financeira, visando o desenvolvimento de atividades produtivas, por meio de linhas de crédito específicas do Governo Federal, prestação de assistência técnica e agrícola, com oferta de cursos profissionalizantes, fornecimento de toda estrutura logística, incluindo transporte e estadia, propiciando ampla e efetiva participação em audiências públicas, reuniões ou encontros, destinados à análise e à exposição dos programas de assistência social e dos estudos ambientais inerentes ao empreendimento e a elaboração e distribuição de material informativo, explicitando os direitos e deveres dos empreendedores e da população atingida, utilizando linguagem de fácil entendimento. O projeto autoriza o Governo Federal a criar linhas de crédito específicas para o atendimento das famílias atingidas e determina que sua produção agrícola terá garantia de compra, por parte do Governo Federal, por um período de até 2 anos. A proposição, em seu art. 3º, assevera que o Programa de Assistência Social a ser criado atenderá àqueles que habitem imóvel rural ou urbano desapropriado, bem como aos que nele exerçam qualquer atividade econômica, incluindo proprietários, agregados, posseiros, assalariados, arrendatários, meeiros, parceiros e encarregados. O Programa de Assistência Social deverá ser parte integrante do processo de licenciamento ambiental, constando como condicionante de validade para a concessão da licença de instalação do empreendimento. Além disso, deverá ser apresentado e analisado nas audiências públicas previstas no processo de licenciamento para a exposição e discussão dos estudos ambientais inerentes ao empreendimento. Reuniões, Sabádo 28 26955 encontros e audiências públicas poderão ocorrer para discutir e ajustar pontos relevantes do Programa de Assistência Social. O art. 4º do projeto de lei fixa que caberá solidariamente aos empreendedores públicos ou privados e aos Governos Federal, Estadual ou Municipal, conforme a competência do licenciamento ambiental, e de acordo com normas estabelecidas em regulamento a ser baixado pelo Poder Executivo, o custeio e a implantação dos programas para a consecução dos objetivos contidos no projeto. O acompanhamento, monitoramento e fiscalização da aplicação dos recursos serão estabelecidos em regulamento, com a previsão da participação obrigatória de representantes da sociedade local e a disposição pública da prestação de contas. O projeto prevê, por fim, que aos infratores serão aplicadas, independente das ações penais ou civis cabíveis, as sanções previstas na Lei n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1.998, e nas demais sanções contidas em regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente. No prazo regimental, não foram apresentadas emendas ao projeto. De acordo com o inciso XIII do art. 32 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, deve ser apresentado, no momento, parecer sobre o mérito desta Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Posteriormente, as Comissões de Minas e Energia, de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania deverão igualmente analisá-lo. É o relatório. II – Voto do Relator O Projeto de Lei nº 1.486, de 2007, propõe a obrigatoriedade da implementação de ações de assistência social às populações de áreas inundadas em decorrência da construção de hidrelétricas, por meio de um “Programa de Assistência Social”. Esse programa, que será financiado pelos empreendedores públicos e privados, pela União, pelos Estados e pelos Municípios, deve fazer parte integrante do processo de licenciamento ambiental e ser discutido em audiências públicas e outras reuniões com a população a ser beneficiada. São várias as ações de assistência social que o projeto torna obrigatórias, entre elas, assistência jurídica, psicológica, médica, odontológica, hospitalar e financeira, fornecimento de cestas básicas, criação de linhas de crédito específicas, prestação de assistência técnica e agrícola, oferta de cursos profissionalizantes, oferta de transporte e moradia e garantia de compra da produção agrícola. 26956 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O autor justifica sua proposta com a alegação de que o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, prevê vultosos investimentos em infraestrutura energética, o que significa a implantação de diversas usinas hidrelétricas, gerando grandes impactos ambientais e sociais. Serão muitas as famílias afetadas, agravando um quadro de ausência de políticas públicas para o setor. De acordo com dados do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) fornecidos na justificação da proposta, já são cerca de um milhão de pessoas afetadas pela construção de barragens no Brasil desde a década de 60. São cerca de 300 mil famílias, das quais apenas 90 mil receberam algum tipo de indenização. Dessa forma, concordamos que é responsabilidade do Estado promover e garantir os direitos das pessoas atingidas pela construção de barragens, uma vez que essa população costuma arcar com as maiores perdas decorrentes da implantação de empreendimentos hidrelétricos no País. Os danos decorridos do deslocamento imposto às famílias nem sempre são inteiramente indenizados ou reparados, condenando essas pessoas à queda no seu padrão de vida prévio ao deslocamento, ao prejuízo do seu patrimônio cultural e, muitas vezes, ao abandono, às doenças e à morte. O projeto de lei em pauta torna obrigatório o atendimento integral das demandas dessas populações, dentro de um programa específico que garante e defende os seus direitos, minimizando assim os impactos provocados pela construção de barragens. Lembramos que o governo federal tem se empenhado, nos últimos anos, em quitar essa dívida com a população afetada por barragens. Em 2010, o então Presidente Lula assinou o Decreto nº 7.342, de 26 de outubro de 2010, que institui o cadastro socioeconômico para identificação, qualificação e registro público da população atingida por empreendimentos de geração de energia hidrelétrica e cria o Comitê Interministerial de Cadastramento Socioeconômico, no âmbito do Ministério de Minas e Energia. A medida já se aplica aos empreendimentos licenciados a partir de 2011 e tem o objetivo de viabilizar as compensações econômicas no caso de eventuais impactos causados às populações ribeirinhas. O decreto é de extrema importância para a luta da população prejudicada, pois reconhece o Movimento dos Atingidos por Barragens como o legitimo interlocutor das famílias atingidas. Trata-se de uma grande conquista para o movimento, uma vez que admite a relevância de suas reivindicações. Votamos, assim, pela aprovação do Projeto de Lei nº 1.486, de 2007, quanto ao mérito da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Sala da Comissão, 17 de maio de 2011. – Deputado Zé Geraldo, Relator. Maio de 2011 III – Parecer da Comissão A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 1.486/2007, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Zé Geraldo. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Giovani Cherini – Presidente, Claudio Cajado – Vice-Presidente, Augusto Carvalho, Jorge Pinheiro, Márcio Macêdo, Marina Santanna, Nelson Marchezan Junior, Rebecca Garcia, Ricardo Tripoli, Sarney Filho, Stefano Aguiar, Toninho Pinheiro, Zé Geraldo, Bernardo Santana de Vasconcellos, Domingos Dutra, Edson Pimenta, Fernando Jordão e Marcos Montes. Sala da Comissão, 25 de maio de 2011. – Deputado Giovani Cherini, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 3.722-B, DE 2008 (Do Sr. Augusto Carvalho) Altera a Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, que instituiu a Política Nacional do Livro; tendo pareceres: da Comissão de Educação e Cultura, pela rejeição (RELATOR: DEP. SEVERIANO ALVES e relator substituto: DEP. LOBBE NETO); e da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, pela rejeição (RELATOR: DEP. RENATO MOLLING). Despacho: Às Comissões de: Educação e Cultura; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II Publicação do Parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio I – Relatório O Projeto de Lei nº 3.722, de 2008, propõe alterar a Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, que instituiu a Política Nacional do Livro. De autoria do deputado Augusto Carvalho, a proposição visa a acrescer o art. 11-A ao mencionado diploma legal. O artigo proposto, se transformado em lei, determinará que “a comercialização do livro deverá ocorrer na forma de preço fixo, obedecendo ao desconto máximo de dez por cento sobre o valor estabelecido pela editora”. O parágrafo único do mencionado artigo a ser acrescido exime, da exigência estabelecida no caput, as compras efetuadas pelos governos Federal, estaduais e municipais, assim como as aquisições por parte de bibliotecas públicas e escolares e, ainda, os livros didáticos. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O art. 2º da proposição pretende que, caso transformada em lei, esta entrará em vigor na data da sua publicação. A proposição tramita em regime de apreciação conclusiva pelas comissões. Foi distribuída, para análise do mérito, às Comissões de Educação e Cultura e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronunciará sobre a matéria, nos termos do art. 54 do RICD. Na Comissão de Educação e Cultura, recebeu parecer de autoria do nobre deputado Severiano Alves, pela rejeição. Em 12 de maio de 2010, a Comissão aprovou o parecer do relator por unanimidade. É o relatório. II – Voto do Relator Quero parabenizar o deputado Augusto Carvalho pela iniciativa deste projeto de lei. Nele, revela-se sua preocupação em incentivar a leitura, como elemento de formação cultural dos brasileiros. Aponta, o nobre parlamentar, o limitado número de livrarias existentes no País: cerca de 2.600, segundo levantamento da Associação Nacional de Livrarias – ANL; mostra também, o competente parlamentar, que tem diminuído o número de municípios brasileiros onde há livrarias: em 2006, elas estavam presentes em apenas 30% dos 5.564 municípios nacionais, enquanto que sete anos antes, em 1999, 35,5% dos municípios possuíam livrarias. Dada a extensão do nosso território, podemos indagar: nesses quase mil e setecentos municípios onde não há livrarias, haverá alguma perspectiva de progresso cultural – e, portanto, de avanço econômico e político – de seus habitantes? Infelizmente, a resposta é negativa e, concordamos com o Autor, é necessário que medidas sejam tomadas para superar essa limitação. É esse o intuito da presente proposição: possibilitar, mediante introdução da regra de venda de livros por preço fixo, a ampliação do número de livrarias no Brasil e, por decorrência, permitir maior tiragem e menores preços dos livros, destarte ampliando o acesso da população às edições, possibilitando, assim, elevar o ainda baixo índice de leitura de que padece o nosso País. Reiteramos concordar com o nobre autor em seus objetivos; no entanto, não compartilhamos da mesma fé em que a medida proposta ensejará a ampliação do índice de leitura dos brasileiros. Além disso, há outros problemas na proposição que podem ser apontados. Diversos desses problemas foram destacados pela douta Comissão de Educação e Cultura, quando analisou a matéria. Primeiro, a proposta parece ferir a liberdade de iniciativa, ao propor preço único a todos os revendedores; segundo, não há clareza sobre a quem caberia fiscalizar o cumprimento da norma, e Sabádo 28 26957 também não houve qualquer consideração sobre as dificuldades de fazê-la cumprir, pois qualquer livreiro pode conceder descontos maiores, se assim lhe parecer conveniente. Outro ponto registrado pela Comissão de Educação e Cultura, diz respeito à existência de diferentes canais de comercialização de livros. Adicionamos, às considerações daquele Colegiado, a seguinte ponderação: cada um dos mencionados canais de comercialização possui estrutura de custos própria; assim, o estabelecimento de preço único, em um país com as dimensões e disparidades que tem o Brasil, pode implicar no resultado oposto ao que pretende o autor. Afinal, livrarias pequenas, localizadas em cidades também pequenas, tendem a ter custos mais elevados do que grandes redes, as quais localizam-se, prioritariamente, em cidades maiores. Assim, é possível que o preço único fixado poderá não oferecer remuneração suficiente para aqueles pequenos livreiros dos menores municípios, obrigando-os a deixar o mercado. Incidentalmente, registre-se que na justificativa apresentada, não há informações suficientes, acerca da estrutura do mercado livreiro brasileiro, para se concluir pela adequação da proposição, do ponto de vista da dinâmica microeconômica. Entendemos necessário registrar ainda outra consideração à análise desta proposição. É crescente, no mundo todo e também no Brasil, a proporção de livros comercializados pela internet. Nesse espaço de comércio eletrônico têm tido mais sucesso as empresas que atuam de forma a oferecer mais serviço aos seus clientes. Entre os serviços oferecidos está a opção de poder comprar determinada publicação em diferentes condições, com destaque para o opção capa dura ou capa flexível. Há também a oportunidade de pagar parte do preço do livro desejado mediante a entrega ao vendedor, pelo comprador, de exemplares de outra publicação. Os diferentes preços registrados em um mesmo portal decorrem também de as mesmas edições serem oferecidas por diversas lojas independentes, que atuam de forma independente e cooperativa na loja “virtual” da internet, onde cada um define os preços pelos quais se dispõem a vender os livros. Preços diferentes também são registrados, para o mesmo produto, em razão de existir um também crescente mercado de venda de livros de segunda mão, o que implica a existência de exemplares com diferentes níveis de conservação. Nessa situação, a eventual aprovação da proposição sob análise praticamente implicaria, senão abolir, certamente dificultar sobremaneira o desenvolvimento do comércio eletrônico de livros no Brasil. Desnecessário registrar, acreditamos, 26958 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS que o comércio eletrônico de livros é atividade bem mais dinâmica, e com muito mais potencial de criação de empregos e de renda, que a tradicional livraria, e que devemos apoiar e não dificultar seu crescimento. Por fim, entendemos que já existem muitos fatores que mantêm o Brasil no atraso, e que não há motivos para se criar ainda outro empecilho ao nosso desenvolvimento. Pelas razões apresentadas, VOTAMOS PELA REJEIÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 3.722, DE 2008. Sala da Comissão, 8 de abril de 2011. – Deputado Renato Molling, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, em reunião ordinária realizada hoje, rejeitou o Projeto de Lei nº 3.722/2008, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Renato Molling. Estiveram presentes os Senhores Deputados: João Maia – Presidente, Felipe Bornier e Romero Rodrigues – Vice-Presidentes, André Moura, Ângelo Agnolin, Antonio Balhmann, Camilo Cola, Dr. Carlos Alberto, Fernando Torres, José Augusto Maia, Luis Tibé, Miguel Corrêa, Renato Molling, Ronaldo Zulke, Valdivino de Oliveira, Fátima Pelaes e Jesus Rodrigues. Sala da Comissão, 25 de maio de 2011. – Deputado João Maia, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 6.466-A, DE 2009 (Do Senado Federal) PLS Nº 504/2007 OFÍCIO (SF) Nº 2.632/2009 Altera a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, com o objetivo de incentivar a economia no consumo de água; tendo parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pela aprovação (RELATOR: DEP. TONINHO PINHEIRO) Despacho: Às Comissões de: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Urbano e; Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II Publicação do Parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável I – Relatório A proposição em tela traz um conjunto de ajustes na Lei 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais Maio de 2011 para o saneamento básico, tendo em vista incentivar a economia no consumo de água: no art. 2º da lei, que estabelece os princípios fundamentais a serem observados nos serviços públicos de saneamento básico, inclui a “adoção de medidas de fomento à moderação do consumo de água”; no art. 48 da lei, que dispõe sobre as diretrizes da Política Federal de Saneamento Básico, acrescenta “estímulo ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de equipamentos e métodos economizadores de água”; no art. 49 da lei, que lista os objetivos da Política Federal de Saneamentto Básico, acresce “incentivar a adoção de equipamentos sanitários que contribuam para a redução do consumo de água” e “promover educação ambiental voltada para a economia de água pelos usuários”. No prazo regimental, não foram apresentadas emendas ao projeto de lei nesta Câmara Técnica. É o nosso Relatório. II – Voto do Relator Não há como questionar a relevância de os serviços públicos de saneamento básico passarem a ser legalmente pautados pela preocupação com a redução do consumo de água. Cabe lembrar que a Lei 9.433/1997, que disciplina a Política Nacional de Recursos Hídricos, estabelece em seu art. 1º, inciso II, que “a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico”. Não se pode tratá-la como um bem ilimitado. Deve ser explicado que, apesar de os dispositivos da Lei 11.445/2007 terem conteúdo conceitual, sua observância ganhará concretude quando a economia de água for estabelecida como exigência nos planos de saneamento básico previstos pela lei em foco. Em face do exposto, somos pela aprovação do Projeto de Lei nº 6.466, de 2009. É o nosso Voto. Sala da Comissão, 10 de maio de 2011. – Deputado Toninho Pinheiro, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 6.466/2009, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Toninho Pinheiro. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Giovani Cherini – Presidente, Claudio Cajado – Vice-Presidente, Augusto Carvalho, Jorge Pinheiro, Márcio Macêdo, Marina Santanna, Nelson Marchezan Junior, Rebecca Garcia, Ricardo Tripoli, Sarney Filho, Stefano Aguiar, Toninho Pinheiro, Zé Geraldo, Bernar- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do Santana de Vasconcellos, Domingos Dutra, Edson Pimenta, Fernando Jordão e Marcos Montes. Sala da Comissão, 25 de maio de 2011. – Deputado Giovani Cherini, Presidente. PROJETO DE LEI Nº 7.136-A, DE 2010 (Do Sr. Onyx Lorenzoni) Altera a Lei nº 5.197 de 3 de janeiro de 1967, que dispõe a proteção à fauna e dá outras providências; tendo parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pela rejeição (RELATOR: DEP. RICARDO TRIPOLI). Despacho: Às Comissões de: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação: Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II Publicação do Parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável I – Relatório O Projeto de Lei 7.136/2010, de autoria do nobre deputado Onyx Lorenzoni, propõe alterar o § 1º do art. 1º da Lei 5.197/1967, Lei de Proteção à Fauna. A alteração procura qualificar as situações nas quais a caça, como exceção, será admitida. Altera também a competência para regulamentar o exercício da caça, determinando que a permissão será do Poder Público Municipal. Na Justificativa, o autor cita proposta do Ministério do Meio Ambiente, publicada nos resultados do Seminário “Política de Fauna Silvestre da Amazônia”, de criar exceções para a caça profissional, hoje terminantemente vedada. Menciona também a necessidade de controle de populações de animais silvestres que atacam lavouras, animais domésticos e pessoas. Encerrado o prazo, não foram apresentadas emendas ao projeto. II – Voto do Relator O Projeto de Lei 7.136/2010 traz à discussão tema de grande relevância. Com efeito, há sérios empecilhos ao manejo de fauna silvestre na legislação brasileira. A Lei 5.197/1967 seguiu um viés proibitivo ao estabelecer medidas protetivas, que transcrevemos a seguir: Art. 1º. Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida Sabádo 28 26959 a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha. § 1º Se peculiaridades regionais comportarem o exercício da caça, a permissão será estabelecida em ato regulamentador do Poder Público Federal. ............................................................... Art. 2º É proibido o exercício da caça profissional. Art. 3º. É proibido o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha. § 1º Excetuam-se os espécimes provenientes legalizados. § 2º Será permitida mediante licença da autoridade competente, a apanha de ovos, lavras e filhotes que se destinem aos estabelecimentos acima referidos, bem como a destruição de animais silvestres considerados nocivos à agricultura ou à saúde pública. ............................................................... Art. 8º O Órgão público federal competente, no prazo de 120 dias, publicará e atualizará anualmente: a) a relação das espécies cuja utilização, perseguição, caça ou apanha será permitida indicando e delimitando as respectivas áreas; b) a época e o número de dias em que o ato acima será permitido; c) a quota diária de exemplares cuja utilização, perseguição, caça ou apanha será permitida. Parágrafo único. Poderão ser igualmente, objeto de utilização, caça, perseguição ou apanha os animais domésticos que, por abandono, se tornem selvagens ou ferais. Decorridas mais de quatro décadas, os efeitos dessas restrições podem ser observados, por exemplo, em um dos símbolos da fauna nacional, o jacaré-do-pantanal. As populações dessa espécie, antes ameaçada, cresceram tanto que a Embrapa e o Ibama querem manejá-la, em escala comercial, e não podem. O Ibama publicou a Instrução Normativa 63/2005 à revelia da Lei, pois estabelece um programa de caça comercial do jacaré-do-pantanal. Não obstante as recomendações dos cientistas, e as melhores intenções do órgão ambiental, o manejo comercial da fauna in situ é ilegal, o que nos parece realmente equivocado. A exceção prevista para que se permita o exercício da caça só pode ser aplicada ao controle de animais 26960 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS nocivos, à caça amadorista e à caça de subsistência ou quando em estado de necessidade. Caça com finalidade comercial, mesmo que recomendada pelos especialistas, é expressamente proibida, sem exceções. Em relação ao controle de animais nocivos, já existe previsão, no art. 3º, § 2º. Não convém citar, na Lei, exemplos do que seria admissível, como faz o autor. Quando a Lei traz exemplos, gera dúvidas sobre aquilo que não se enquadrar explicitamente. Ou, por outro lado, gera a expectativa de, numa leitura literal da Lei, obrigar-se o controle de qualquer espécie que possa transmitir doenças ou consumir lavouras, a critério do município. Isso abrangeria quase toda a fauna. Por fim, resta ponderar a principal mudança proposta, a de que o município, e não a União, regulamentará a caça. Hoje essa atribuição é do órgão ambiental federal, visto que a fauna silvestre é patrimônio do Estado brasileiro, ou seja, da União. Para que os municípios pudessem decidir, tecnicamente, sobre manejo de fauna, seria necessário, além de mudar a Lei, que todas as prefeituras tivessem pessoal capacitado para tanto. Ocorre que, dos 5.565 municípios brasileiros, somente 1.124 (20%) tem secretaria de meio ambiente (embora muitos contem com outras secretarias que acumulam atribuições ambientais). Não é de se esperar que cada uma dessas secretarias disponha de biólogos para avaliar a necessidade e as recomendações de manejo de fauna silvestre, e a partir disso, regulamentar a caça. Consideramos, portanto, que não há necessidade de alterar a Lei 5.197/1967 para permitir o controle de espécies nocivas, como propõe o autor da proposição, e que seria inviável, para a maioria dos municípios, executar a gestão de fauna. Essa deve ser conduzida como política federal ou estadual, mas não municipal. Votamos, pois, pela rejeição do Projeto de Lei 7.136/2010. Sala da Comissão, 22 de dezembro de 2010. – Deputado Ricardo Tripoli, Relator. III – Parecer da Comissão A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em reunião ordinária realizada hoje, rejeitou o Projeto de Lei nº 7.136/2010, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Ricardo Tripoli, contra o voto do Deputado Claudio Cajado. O Deputado Claudio Cajado apresentou voto em separado. Estiveram presentes os Senhores Deputados: Giovani cherini – Presidente, Claudio Cajado, Vice-Presidente, Augusto Carvalho, Jorge Pinheiro, Márcio Macêdo, Marina Santanna, Nelson Marchezan Junior, Rebecca Garcia, Ricardo Tripoli, Sarney Filho, Stefano Aguiar, Toninho Pinheiro, Zé Geraldo, Bernar- Maio de 2011 do Santana de Vasconcellos, Domingos Dutra, Edson Pimenta, Fernando Jordão e Marcos Montes. Sala da Comissão, 25 de maio de 2011. – Deputado Giovani Cherini, Presidente. VOTO EM SEPARADO (Do Deputado Claudio Cajado) Relatório O projeto de Lei 7.136/2010, de autoria do Deputado Onyx Lorenzoni, propõe alterar o § 1º do art. 1º da Lei 5.197/1967, Lei de proteção à fauna. A alteração procura qualificar as situações nas quais a caça como exceção será permitida. Altera também a competência para regulamentar o exercício da caça, determinando que a permissão seja do Poder Público Municipal. É o relatório. II – Voto O parecer não prospera. Os problemas enfrentados por cidadãos de todo o País, expostos a ação devastadora de animais invasores e em especial os exóticos em seus meios de subsistência, uma vez que o forte atrativo está em alimentar-se facilmente em lavouras, plantações e pequenas culturas estão na impossibilidade de defesa dos produtores, que enfrentam um número cada vez maior de animais que se reproduzam de maneira descontrolada. Um exemplo é o Javali-europeu, e seus híbridos originários da cruza com o porco-doméstico são uma praga que causa prejuízos de grande monta ao meio ambiente, agricultura, pecuária e segurança pública em vários países. Os javalis atacam humanos e outros animais, pisoteiam nascentes, destroem plantações e transmitem doenças para espécies nativas dentre outras a brucelose, febre aftosa, raiva, leptospirose entre outras doenças aos rebanhos bovinos e suínos. . Em outros países como nos EUA estima-se que estes animais tenham causados danos da ordem de US$ 800 milhões na destruição de plantações, recursos naturais ou mesmo comendo pequenos animais. Apesar disto, devido às características da legislação brasileira, não é permitido ao cidadão defender a si e aos seus de forma legal contra o ataque de javalis. Enquanto não houver uma legislação que o proteja, permitindo o abate destes animais. O Art. 37 da Lei 9605/98, prevê que “Não é crime o abate de animal, quando realizado (...) IV – por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente. Porém o Art. 29 da mesma Lei 9605/98 diz que é proibido “Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da autoridade competente”, e acrescenta em seu § 3° que espécimes da fauna silvestre são “todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro”. Ou seja, para todos os fins legais, o javali é uma espécie silvestre não nativa cujo abate deve urgentemente ser regulamentado, pois, apesar de invasor, desenvolve hoje o seu ciclo de vida dentro dos limites do território brasileiro. Nessas circunstâncias busca-se permitir que o Poder Público Municipal, possa regulamentar a caça em casos já especificados no Projeto, ante a morosidade do Poder Público Federal. Devido a isso, proponho a rejeição do parecer do relator e o acolhimento do Projeto de Lei em causa. Sala da Comissão, 18 de maio de 2011. – Deputado Claúdio Cajado, DEM/BA COMISSÕES ATAS COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 8ª Reunião Ordinária realizada em 11 de maio de 2011. Às dez horas e dezesseis minutos do dia onze de maio de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, no Anexo II, Plenário 05 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados João Maia – Presidente; Felipe Bornier, Natan Donadon e Romero Rodrigues – Vice-Presidentes; André Moura, Ângelo Agnolin, Antonio Balhmann, Camilo Cola, Dr. Carlos Alberto, Fernando Torres, João Lyra, José Augusto Maia, Miguel Corrêa, Renato Molling e Ronaldo Zulke – Titulares; Assis Melo, Damião Feliciano, Dr. Ubiali, Fátima Pelaes, Guilherme Mussi, Simão Sessim, Vilson Covatti e Wellington Fagundes – Suplentes. Compareceu também o Deputado Guilherme Campos, como não-membro. Deixaram de comparecer os Deputados Francisco Praciano, Luis Tibé e Valdivino de Oliveira. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente, Dep. João Maia, declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a Ata da Reunião Ordinária realizada no dia quatro de maio de dois mil e onze. Por solicitação do Deputado Simão Sessim, foi dispensada a leitura da Ata. Submetida à votação, a Ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: A – Requerimentos: 1 – REQUERIMENTO Nº 18/11 – dos Srs. Renato Sabádo 28 26961 Molling e Dr. Ubiali – que “requer que esta comissão realize audiência pública, a fim de debater sobre a atual condução da política de preços dos combustíveis no país”. Discutiram a matéria: Dep. Renato Molling (PP-RS), Dep. Dr. Ubiali (PSB-SP), Dep. João Maia (PR-RN) e Dep. Felipe Bornier (PHS-RJ). Aprovado, com a inclusão dos convidados: representante da Petrobrás Distribuidora, da Confederação Nacional do Comércio – CNC, do Fecombustíveis, da União da Indústria de Cana-de-açúcar – ÚNICA e da Agência Nacional do Petróleo – ANP. 2 – Requerimento nº 19/11 – do Sr. Dr. Ubiali – que “requer a realização de Audiência Pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, com a finalidade de esclarecer as restrições impostas pela Rússia às importações de carnes brasileiras e a qualidade do produto no Brasil”. Aprovado. B – Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA: 3 – PROJETO DE LEI Nº 1.350/07 – da Sra. Manuela D’ávila – que “obriga a indústria alimentícia a informar o quantitativo dos ingredientes utilizados na elaboração dos alimentos embalados na ausência do consumidor”. (Apensados: PL 6389/2009 e PL 6451/2009). RELATOR: Deputado ROMERO RODRIGUES. PARECER: pela aprovação deste e pela rejeição do PL 6389/2009 e do PL 6451/2009, apensados. O Deputado Guilherme Campos apresentou voto em separado em 10/11/2009. Retirado de pauta pelo relator. 4 – PROJETO DE LEI Nº 3.722/08 – do Sr. Augusto Carvalho – que “altera a Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, que instituiu a Política Nacional do Livro”. RELATOR: Deputado RENATO MOLLING. PARECER: pela rejeição. Retirado de pauta pelo relator. 5 – PROJETO DE LEI Nº 5.284/09 – do Sr. Felipe Bornier – que “veda a importação de peles de cães, gatos e animais selvagens exóticos e de artigos delas derivados”. RELATOR: Deputado CAMILO COLA. PARECER: pela aprovação. Designado Relator Substituto, Dep. Miguel Corrêa (PT-MG). Retirado de pauta, de ofício. 6 – PROJETO DE LEI Nº 6.899/10 – do Sr. Beto Faro – que “dispõe sobre a preferência para a suspensão da proteção de cultivares ou variedade vegetais entre as medidas de retaliação comercial, pelo Brasil, autorizadas pela Organização Mundial do Comércio – OMC; e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CAMILO COLA. PARECER: pela aprovação deste, e da Emenda de Relator apresentada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Retirado de pauta pelo Relator para refazer o parecer. 7 – PROJETO DE LEI Nº 7.047/10 – do Sr. Efraim Filho – que “acrescenta parágrafo ao art. 899 do Decreto-Lei nº 5.452, de 1943, que aprova a Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, e dá outras providências”. (Apen- 26962 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sado: PL 307/2011). RELATOR: Deputado ROMERO RODRIGUES. PARECER: pela aprovação deste, com substitutivo, e pela rejeição do PL 307/2011, apensado. Retirado de pauta, de ofício. 8 – PROJETO DE LEI Nº 7.372/10 – do Sr. Sebastião Bala Rocha – que “dá nova redação ao art. 11 da Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991, criando no Município de Oiapoque, no Estado do Amapá, área de livre comércio de importação e exportação, sob regime fiscal especial”. RELATORA: Deputada FÁTIMA PELAES. PARECER: pela aprovação. Discutiram a matéria: Dep. Fátima Pelaes (PMDB-AP), Dep. Ronaldo Zulke (PT-RS), Dep. Miguel Corrêa (PT-MG), Dep. João Maia (PR-RN), Dep. Antonio Balhmann (PSB-CE) e Dep. José Augusto Maia (PTB-PE). Vista ao Deputado José Augusto Maia. 9 – PROJETO DE LEI Nº 7.761/10 – do Senado Federal – Paulo Paim – (PLS 367/2009) – que “altera a redação do caput do art. 71-A da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispor sobre o salário-maternidade da segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança”. (Apensado: PL 7102/2010 (Apensado: PL 7767/2010)). RELATORA: Deputada FÁTIMA PELAES. PARECER: pela rejeição deste e do PL 7.102/2010, apensado, e pela aprovação do PL 7.767/2010, apensado. Retirado de pauta a requerimento do Deputado Renato Molling. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente convocou os senhores membros para a reunião deliberativa desta Comissão no dia dezoito de maio corrente, quarta-feira, às nove horas e trinta minutos, neste Plenário e encerrou os trabalhos às onze horas e doze minutos. E, para constar, eu __________, Anamélia Lima Rocha Fernandes, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado João Maia________________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O interior teor encontra-se gravado, passando o arquivo de áudio a integrar seu arquivo documental. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 12ª Reunião Ordinária realizada em 26 de abril de 2011. Às quatorze horas e quarenta e sete minutos do dia vinte e seis de abril de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 03 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Almeida Maio de 2011 Lima – Presidente; Edinho Araújo e William Dib – Vice-Presidentes; Henrique Fontana – Relator; Alceu Moreira, Alfredo Sirkis, Antonio Carlos Mendes Thame, Eduardo Azeredo, Erika Kokay, Esperidião Amin, Ivan Valente, João Paulo Lima, José Guimarães, Luiza Erundina, Marcus Pestana, Mauro Benevides, Miro Teixeira, Newton Cardoso, Reguffe, Sandro Alex, Valtenir Pereira, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Alfredo Kaefer, Delegado Protógenes, Dr. Carlos Alberto, Edmar Arruda, Eleuses Paiva, Félix Mendonça Júnior, Fernando Ferro, Gabriel Chalita, Irajá Abreu, Íris de Araújo, Luiz Alberto, Marcelo Castro, Márcio Reinaldo Moreira, Paes Landim, Rosane Ferreira, Sibá Machado e Sueli Vidigal – Suplentes. Compareceu também o Deputado Edinho Bez, como não-membro. Deixaram de comparecer os Deputados Arnaldo Faria de Sá, Augusto Coutinho, Carlos Eduardo Cadoca, Daniel Almeida, Efraim Filho, Fábio Faria, José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Pauderney Avelino, Paulo Maluf, Ribamar Alves, Ricardo Berzoini, Ronaldo Caiado, Rubens Otoni, Simão Sessim, Valdemar Costa Neto e Vicente Arruda. Antes de dar início à Reunião Ordinária, o Presidente esclareceu que havia tomado a iniciativa de convidar para comparecerem àquela reunião, para darem a sua contribuição na discussão dos procedimentos que nortearão a organização das conferências que esta Comissão realizará nas unidades da federação, os presidentes das Assembléias Legislativas de todos os estados brasileiros, os presidentes das Câmaras Municipais das Capitais e os presidentes da Confederação Nacional dos Municípios – CNM, da Frente Nacional dos Prefeitos – FNP, da União Nacional dos Legislativos Estaduais – UNALE e da União dos Vereadores do Brasil – UVB. A seguir, registrou e agradeceu a presença do Sr. CHICO GUERRA, Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Roraima; do Sr. CARLOS MOSCONI, Deputado Estadual Coordenador da Comissão de Reforma Política da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, representando o Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerias, Deputado Dinis Pinheiro; do Sr. DALMO RIBEIRO, Deputado Estadual por Minas Gerais; da Sra. LUZIA FERREIRA, Deputada Estadual por Minas Gerais; do Sr. VIRGÍLIO GUIMARÃES, membro do Movimento pela Reforma Política de Minas Gerais; do Sr. ANTÔNIO DOS SANTOS, Deputado Estadual por Sergipe, representando a Deputada Angélica Guimarães, Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe; do Sr. ALENCAR DA SILVEIRA JÚNIOR, Presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais – UNALE; do Sr. CÉSAR MEDEIROS, representando o Sr. João Coser, Presidente da Frente Nacional dos Prefeitos – FNP; e dos mem- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS bros da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular: Padre JOSÉ ERNANNE PINHEIRO, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB; Sr. JOSÉ ANTÔNIO MORONI, da Associação Brasileira de Organizações não Governamentais; Sr. LUCIANO SANTOS, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE; e Sr. JOILSON CARDOSO, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB. Em seguida, o Presidente Almeida Lima passou a palavra a todos os convidados para que fizessem seus pronunciamentos. Também fizeram uso da palavra os Deputados Edinho Araújo, Vitor Paulo, Íris de Araújo, Luíza Erundina, Fernando Ferro, Newton Cardoso, Sibá Machado, Alceu Moreira, Waldenor Pereira, Esperidião Amin, Sandro Alex, Miro Teixeira, Luiz Alberto, Vicente Arruda e Paes Landim, além do Relator da Comissão, Dep. Henrique Fontana e do Presidente, Deputado Almeida Lima. Findo o debate com os convidados, o Presidente deu início à reunião ordinária da Comissão. ABERTURA: Havendo número regimental, o Senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a Ata da 11ª reunião ordinária, realizada no último dia 14 de abril de 2011. Dispensada a leitura, o Deputado Almeida Lima colocou em discussão a Ata, não havendo quem quisesse discuti-la, foi colocada em votação. Em votação, a Ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Com a palavra, o Presidente anunciou que a reunião fora convocada para: I – Debate sobre Processo Eleitoral e Propaganda Eleitoral; e II – Deliberação de Requerimentos. Em virtude do avançado da hora e do debate já ocorrido entre os deputados membros da Comissão e as autoridades presentes, o Presidente passou diretamente ao segundo item da pauta, deliberação de requerimentos: 1 – REQUERIMENTO Nº 43/11 – do Sr. Delegado Protógenes – que “solicita que seja realizada Audiência Pública com o Presidente do TSE, Ministro RICARDO LEWANDOWSKI”. PREJUDICADO O REQUERIMENTO. 2 – REQUERIMENTO Nº 44/11 – dos Srs. Erika Kokay e Luci Choinacki – que “requer a realização de Audiência Pública para discutir medidas visando garantir que, no novo ordenamento político-eleitoral brasileiro, a ser instituído pela reforma política ora em debate, haja o efetivo respeito ao princípio da equidade de gênero, com os seguintes convidados: – Deputada Nacional ADRIANA PUIGGROS, da Argentina; – Ministra IRINY LOPES, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República; – Juíza aposentada MARIA LÚCIA KARAM; – Sra. ROSANE DA SILVA, Secretaria de Política para as Mulheres da Central Única dos Trabalhadores; – Sra. MARIA BETÂNIA ÀVILA, Membro da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); – Prof. JOSÉ ANTONIO Sabádo 28 26963 MORONI, do INESC- Instituto de Estudos Sócio-econômicos; – Dra. LOURDES BANDEIRA, socióloga da Universidade de Brasília; e – Sra. GUACIRA CESÁR DE OLIVEIRA, diretora do CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria”. APROVADO com a inclusão do nome da Sra. Luiza Bairros, Ministra-Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. 3 – REQUERIMENTO Nº 45/11 – do Sr. José Guimarães – que “requer a realização, no âmbito da Comissão, de audiência pública para debater a Reforma Política com a presença do ex-presidente LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA”. PREJUDICADO O REQUERIMENTO. 4 – REQUERIMENTO Nº 46/11 – do Sr. José Guimarães – que “requer a realização, no âmbito da Comissão, de audiência pública para debater a Reforma Política com a presença dos presidentes do PMDB, PT, PSDB, DEM, PC do B, PSB e do PSOL”. PREJUDICADO O REQUERIMENTO. 5 – REQUERIMENTO Nº 47/11 – da Sra. Luiza Erundina – que “requer a realização de Audiência Pública com a participação da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação popular”. APROVADO. 6 – REQUERIMENTO Nº 48/11 – do Sr. Newton Cardoso – que “requer a realização do Encontro Regional do Estado de Minas Gerais, para debater em Audiência Pública a Reforma Política, em Belo Horizonte – MG”. APROVADO. 7 – REQUERIMENTO Nº 49/11 – da Sra. Luci Choinacki – que “requer a realização de audiência pública da Comissão de Reforma Política no Estado de Santa Catarina”. APROVADO. 8 – REQUERIMENTO Nº 50/11 – do Sr. Sibá Machado – que “requer a realização de Audiência Pública em Rio Branco, Estado do Acre”. APROVADO. 9 – REQUERIMENTO Nº 51/11 – do Sr. Carlos Eduardo Cadoca – que “requerem a realização de Audiência Pública da Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política (CEREFPOL) na cidade de Recife – PE”. APROVADO. 10 – REQUERIMENTO Nº 52/11 – do Sr. Paes Landim – que “requer a realização de Audiência Pública para subsidiar o debate relativo à reforma política com os seguintes convidados: LUCIA MERCES AVELAR, Doutora em Ciência Política pela PUC/SP, Pós-Doutora pela Yale University, Y.U, Estados Unidos, Pesquisadora Professora Associada do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília e Membro titular da Comissão Brasileira de Paz e Justiça; OTACIANO NOGUEIRA, Especialista pelo Instituto de Estudos Políticos e Sociais da PUC/RJ, bacharel pela Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, Bacharel e Licenciado em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras pelo CEUB, no DF”. APROVADO. 11 – REQUERIMENTO Nº 53/11 – do Sr. Sandro Alex – que “requer 26964 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a realização de audiência pública em Curitiba, Estado do Paraná, para debater a reforma política”. APROVADO como Conferência Estadual da Comissão de Reforma Política. 12 – REQUERIMENTO Nº 54/11 – do Sr. Ribamar Alves – que “requer a realização de Encontro Regional no Estado do Maranhão para debater em Audiência Pública a Reforma Política, no estado”. APROVADO. ENCERRAMENTO: Retomando a palavra, o Sr. Deputado Almeida Lima, Presidente, agradeceu a presença de todos e, nada mais havendo a tratar, encerrou a reunião às dezessete horas e vinte minutos, convocando Reunião de Audiência Pública para a próxima quinta-feira, dia 28 de abril de 2011. E, para constar eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas. . O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Senhoras e senhores, boa tarde. Havendo número regimental, declaro abertos os trabalhos da 12ª reunião ordinária desta Comissão. Nossa reunião desta tarde terá dois momentos, o primeiro uma audiência com Presidentes e/ou representantes dos Legislativos Estaduais e Presidentes e/ ou representantes dos Legislativos de Municípios/Capital. Portanto, convido os Presidentes dos Legislativos Estaduais e Municipais das Capitais para tomarem assento aqui no plenário, além de representantes da UNALE, da UVB, da Federação de Municípios e da Frente Nacional de Municípios, bem como dos representantes da Frente Parlamentar Mista e de entidades da sociedade civil pela reforma política. A segunda parte será uma reunião ordinária, na qual teremos a deliberação de alguns requerimentos e, em havendo tempo, teremos também a continuidade do debate acerca dos temas nos quais esta Comissão vem trabalhando, iniciando hoje, havendo tempo, repito, o terceiro tema, que trata da judicialização das eleições e a criminalização da propaganda eleitoral. Dando início à primeira parte, o objetivo como explicitado no convite formulado por esta Comissão, convido os Presidentes dos Legislativos de Capitais e dos Estados para tomarem assento nas bancadas. O objetivo é discutirmos e traçarmos os meios, os mecanismos, os procedimentos que deveremos adotar por ocasião das conferências estaduais e/ou regionais a que se propõe esta Comissão nos Estados brasileiros, a exemplo de pouco mais de uma dezena que já te- Maio de 2011 mos aqui preestabelecidas, preordenadas, com datas e com calendário já prefixado. Esta Comissão decidiu que o debate não deveria ser circunscrito à Câmara dos Deputados ou ao Congresso Nacional diante do fato de que, além do interesse da sociedade, atores políticos não somos apenas os Deputados e Senadores; a reforma política é para a Nação e envolve diretamente todos os agentes políticos com mandato, sem mandato, enfim, todos que, além da população, diretamente militam politicamente. Daí a necessidade da ampliarmos o debate, levá-lo aos Estados, às populações dos Estados através de suas representações de classe, sociais, partidárias, de Poderes, enfim, a todos. Temos consciência de que há um reclamo muito grande não apenas da sociedade, mas de setores da imprensa e de vários dos Srs. Parlamentares, no sentido de que essa reforma política precisa sair, e muitos cobram pressa. Mas a maioria entendeu que não devemos utilizar a pressa em prejuízo do conteúdo; não devemos fazer nada de forma açodada, sem uma discussão ampla e profunda. Portanto, numa síntese apertada, o objetivo desta reunião com as senhoras e os senhores dirigentes dos Parlamentos Estaduais, Municipais e de Capitais é exatamente buscar uma definição de como essas conferências devem ser realizadas nos seus Estados, nos nossos Estados; quais os procedimentos que deveremos adotar. É preciso definir quais os mecanismos de encaminhamento até para que os Estados e seus Municípios, através de seus representantes, possam se estruturar e estabelecer as condições necessárias, o apoio logístico para que as conferências possam ser realizadas, assegurando à população, aos representantes da sociedade e das entidades, oportunidades de manifestação, de debate. É preciso que os membros da Comissão – e entre eles ressalto a figura do Deputado Henrique Fontana como Relator da Comissão –estejamos todos discutindo, mas, acima de tudo, ouvindo o que os Parlamentares estaduais, municipais e a sociedade têm a nos dizer e a propor quanto à reforma eleitoral. Há necessidade exatamente disso. Feita essa abertura, gostaria de fazer a leitura de um artigo pequeno, coincidentemente publicado no jornal O Estado de S. Paulo no dia de hoje, que julgo extremamente importante diante da reunião que estamos iniciando. Ressalto que foi a Deputada Luiza Erundina que me chamou a atenção há poucos instantes para esse artigo. O meu Vice-Presidente. O SR. DEPUTADO EDINHO ARAÚJO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem depois que V.Exa. ler o artigo e a síntese do artigo. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tudo bem. Permitam-me fazer a leitura deste artigo, que considero importante até para não diria dar uma demonstração, mas estabelecer a visão de que a sociedade acompanha o nosso trabalho e procura se posicionar diante daquilo que nós estamos fazendo. Dora Kramer escreve hoje exatamente o seguinte: “Visões Distintas A condução do debate sobre a reforma política vem sendo feita concomitantemente na Câmara e no Senado, embora Deputados e Senadores adotem métodos distintos de trabalho. Estes optaram pela rapidez de uma proposta elaborada em 45 dias por uma Comissão, e aqueles preferiram a solidez de um projeto construído mediante a realização de seminários País afora e audiências públicas com figuras de destaque na política. Em princípio, o caminho mais longo escolhido pela Câmara parece ser o mais acertado e com maior chance de êxito no que tange ao essencial: a inclusão dos interesses do público e a ampliação da discussão para além das conveniências dos partidos. É cedo, contudo, para se afirmar que o roteiro dos Deputados levará necessariamente ao resultado acima presumido, porque nem sempre o esboço de boas intenções se converte, ao final, nas melhores ações. O Senado até agora se comportou nesse assunto como um clube de excelências interessadas em lustrar a própria imagem. Os Senadores escolheram um elenco de propostas que eles mesmos avaliam que não têm chance de prosperar por causa da ausência do consenso mínimo necessário em torno de qualquer uma delas para se aprovar alterações na Constituição. Na Câmara, por enquanto, os Deputados fizeram algumas discussões internas, audiências públicas com entidades civis e, a partir desta semana, promovem seminários em todas as regiões do País a fim de recolher sugestões. Uma boa ideia. Assim como o convite para que dois ex-Presidentes da República, Fernando Henrique e Lula, os dois únicos sem mandato parlamentar, sejam ouvidos a respeito. As respectivas assessorias já informaram que ambos se prontificaram a comparecer e dizer o que pensam sobre as mudanças necessárias. Sabádo 28 26965 Há quem enxergue na lentidão da Câmara o risco de as novas regras não serem aprovadas a tempo de entrarem em vigor para as eleições de 2012. Não parece ser o tempo a questão crucial, pois em face das inúmeras protelações o importante nessa altura é que a reforma seja finalmente feita. O perigo mesmo é o de que a Câmara não tenha escolhido o caminho mais longo para chegar a um melhor resultado, mas para postergar ao infinito a solução do problema.” Está aqui uma posição crítica, bastante clara, mas que retrata a dimensão do trabalho que o Congresso Nacional está fazendo. São roteiros distintos. Há a opinião da articulista e, diante exatamente desta reunião que fazemos na tarde de hoje, queremos aqui reafirmar, embora o futuro próximo é que vai dizer, o propósito da Comissão de chegarmos a uma proposta factível, independentemente de consenso. O Parlamento é casa do dissenso. Quando há possibilidade de construir maioria, constrói; é muito mais importante, é bem melhor. Mas nem sempre essas maiorias, a exemplo das maiorias de três quintos, são possíveis, e no passado recente não o foram. O acerto do debate com a sociedade nos leva inclusive a acreditar que essas conferências, a exemplo das audiências públicas, vão estabelecer o ânimo necessário na sociedade para, quem sabe até, se esta vier a ser a deliberação, alguns itens ou pelo menos um, o do sistema eleitoral, venha a ser deliberado através de uma consulta popular. Aí vai se chegar à conclusão de que o trabalho realizado pela Câmara dos Deputados com as audiências públicas, com o debate, com as conferências nos Estados, está contribuindo exatamente para esse desiderato. Feita, portanto, esta explicação, e perdoem-me até pelo excesso de tempo, concedo a palavra ao nobre Deputado Edinho Araújo. Logo a seguir, gostaria de ver a inscrição dos senhoras e senhores representantes dos Parlamentos Estaduais e das Capitais para, dentro desse objetivo, fazerem uso da palavra e deliberarmos acerca dos encaminhamentos que devemos adotar nas conferências nos Estados. Deputado Edinho Araújo. O SR. DEPUTADO EDINHO ARAÚJO – Sr. Presidente, de forma muito objetiva, quero fazer uma sugestão, até para efeito de integração. Os nossos convidados dos Estados, das Câmaras Municipais das Capitais, poderiam rapidamente dizer seus nomes e a qual Assembleia ou Câmara Municipal representam. Acho que seria uma forma de já começarmos a descontrair nossos convidados, agradecendo-os pela 26966 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS presença. Seria uma forma de começarmos nos integrando para o melhor resultado desta reunião se cada convidado aqui presente pudesse dizer seu nome, a Assembleia que preside ou representa, a Câmara que preside ou representa. Portanto, esta é minha sugestão de forma objetiva, Sr. Presidente, e depois passaríamos para os demais procedimentos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deferida a sugestão, não havendo manifestação em contrário, portanto, peço que, da minha esquerda para a direita, os convidados possam fazer uso do microfone e fazer suas apresentações. O SR. LUCIANO SANTOS – Luciano Santos, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. O SR. JOSÉ ANTONIO MORONI – José Antonio Moroni, da ABONG e da Coordenação da Frente Parlamentar. O SR. JOILSON CARDOSO – Joilson Cardoso, da CTB e da coordenação da Frente Parlamentar. O SR. ERNANI PINHEIRO – Pe. Ernani Pinheiro, representando a Conferência dos Bispos e membro também da Frente Parlamentar. O SR. ANTONIO DOS SANTOS – Antonio dos Santos, Deputado Estadual, representando a Assembleia Legislativa de Sergipe. O SR. CHICO GUERRA – Chico Guerra, Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima. O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Deputado Alencar da Silveira, de Minas Gerais, Presidente da União Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais, que congrega 1.053 Deputado Estaduais do Brasil inteiro. A SRA. LUZIA FERREIRA – Luzia Ferreira, Deputada por Minas Gerais, integrante da Comissão da Reforma Política da Assembleia Legislativa daquele Estado. O SR. CARLOS MOSCONI – Carlos Mosconi, Deputado Estadual, Presidente da Comissão de Reforma Política da Assembleia mineira, representando aqui o Presidente da Assembleia, Deputado Dinis Pinheiro, e conto com a companhia de outros Deputados que fazem parte da Comissão de Reforma da Assembleia Legislativa mineira. O SR. DALMO RIBEIRO SILVA – Dalmo Ribeiro Silva, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, membro da Comissão presidida pelo Deputado Carlos Mosconi, do Estado de Minas Gerais. O SR. VIRGÍLIO GUIMARÃES – Virgílio Guimarães, ex-Deputado Federal por Minas Gerais, atualmente integrado no Movimento pela Reforma Política. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Informo a V.Exas. que no dia 29, sexta-feira próxima, estaremos com a conferência em Goiânia, no Estado Maio de 2011 de Goiás. Nós tínhamos pré-agendado na segunda-feira em Belém do Pará, mas não houve. Tem a palavra V.Exa. O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Presidente, faço um convite também a esta Comissão, a esta Casa. No dia 19 do próximo mês a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais estará realizando em Santa Catarina a XV Conferência Anual, na qual gostaríamos de contar com a presença da Comissão num dos temas do nosso encontro, para o qual temos inscritos mais de 400 Deputados Estaduais. Anualmente nós nos reunimos e elegemos a nossa nova diretoria. Na programação no dia 19, na parte da manhã, se V.Exa. me permitir divulgar, nós teremos uma palestra do Governador de Minas, Prof. Antônio Anastasia. Depois, Luiz Nassif fala sobre economia; Henry Grimbeek, que foi o coordenador da Copa do Mundo na África do Sul, e aí sim, às 15h30min, uma audiência pública, que nós podemos estender até o início da noite, quando teremos a oportunidade de ouvir os Deputados Estaduais de todos os longínquos Estados da Federação. Então, é muito importante a presença e a confirmação desta Comissão, no dia 19, em Santa Catarina. Fica o meu convite, a minha solicitação, e eu tenho certeza de que a solicitação da UNALE vem avaliada pelos Deputados Federais atuais e Deputados Estaduais que estiveram conosco no ano passado, já que vários integrantes desta Casa também pertenceram à nossa entidade, que já está completando 15 anos. Eu venho fazer esta solicitação, e já gostaria de sair daqui com a confirmação para que possamos rodar o nosso programa e receber V.Exa. e esta Comissão na XV Conferência. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Eu quero comunicar a V.Exas. que há um requerimento do nobre Deputado Onofre Santo Agostini, de Santa Catarina, que não foi deliberado ainda mas o será na oportunidade, no sentido de levar a Comissão exatamente para o Estado de Santa Catarina. O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Eu gostaria de explicar a V.Exa. que nós não podemos misturar o trabalho que é feito em cada Assembleia, que é bem localizado, com o trabalho da nossa entidade, porque ali nós vamos receber Deputados de todo o Brasil. V.Exa. vai no dia 23, segundo o Governador Newton Cardoso, com a sua Comissão, a Belo Horizonte, mas isso não impede sua permanência no nosso evento. Então, Santa Catarina poderá ter a visita da Comissão e o nosso congresso ali, onde nós teremos um pensamento único de toda a legião de Deputados Estaduais. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Eu devo dizer a V.Exa. e aos demais presentes que, pessoalmente, já havia aceito o convite para estar nesta quinta-feira, dia 19, em Santa Catarina. E, há poucos instantes, fizemos uma consulta ao Deputado Henrique Fontana, o Relator desta Comissão, e a sua presença e a do Deputado... Bom, não gravei o nome e não registro, neste instante, a presença de S.Exa. em plenário. Como eu ia dizendo, fizemos uma consulta no sentido de que iríamos fazer o encaminhamento a esta Comissão, de forma positiva, para a não realização da conferência no dia 20, uma sexta-feira, um dia da semana que nós havíamos definido previamente – definimos as sextas e as segundas-feiras. Há poucos instantes, o Deputado Alfredo Sirkis estava presente. Há algum outro Deputado do Estado Rio de Janeiro presente? Nós já havíamos preestabelecido o dia 20, sexta-feira, para o Rio de Janeiro. Gostaria de ter uma conversa com a bancada do Rio de Janeiro, no sentido de acomodar melhor essa audiência, numa outra data, com a concordância de V.Exas., exatamente porque se trata de um evento da União Nacional dos Legislativos Estaduais, e teremos a oportunidade de estar reunidos com quase 500 Parlamentares estaduais em Santa Catarina. E não haveria fórum melhor para discussão com todos eles presentes. Assim, não realizaríamos a sessão da quinta-feira, dia 19, aqui na Comissão, e nos deslocaríamos para Florianópolis, para participar desse evento em conjunto com esta Comissão. E verificaríamos aqui uma outra data, que poderia até ser antes ou logo depois para o Rio de Janeiro, sem prejuízo do debate, mas ganhando esta oportunidade. A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Sr. Presidente... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputada Íris, só um instante, por gentileza. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, na condição de autor do requerimento para audiência pública no Estado do Rio de Janeiro, juntamente com os nobres Deputados Carlos Alberto e Alfredo Sirkis, gostaria de dizer que, da nossa parte, não há objeção alguma, por sabermos a relevância e a importância de um evento como esse encontro de Deputados Estaduais de todo o Brasil. Agora, vamos ouvir, naturalmente, os nossos pares, o Deputado Alfredo Sirkis, o Deputado Miro e outros. Mas, da minha parte e da do Deputado Carlos Alberto, não há impedimento algum em relação a isso, desde que não seja numa data muito distante. Mas o autor do requerimento terá, certamente, a maior boa vontade em atender o pedido de V.Exa., em função da Sabádo 28 26967 importância de um evento como esse. Da minha parte, não há impedimento. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa. a manifestação e concedo a palavra à nobre Deputada Íris de Araújo. A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Sr. Presidente, caros Deputados aqui presentes, eu gostaria... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputada Íris, com a sua permissão... A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Era o que eu ia fazer. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Pode falar. A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Obrigada. Em relação ao encontro que vai acontecer em Goiânia, Goiás, e para o qual convidamos todo o Estado, gostaria de falar da satisfação de nós, goianos, em receber o primeiro movimento pela reforma política, Reforma Política Já. Aliás, Goiás tem uma tradição de sediar sempre esses movimentos renovadores, tal como foi o Diretas Já, que teve o primeiro comício realizado na cidade de Goiânia. E nós temos a certeza, pela movimentação que está sendo feita, que há um interesse muito grande pela discussão desse tema. Não só em Goiás, Sr. Presidente, mas no País inteiro há uma expectativa grande em relação ao trabalho que esta Comissão está realizando. Quero colocar uma outra questão. Essas críticas que se fazem, talvez, à demora do trabalho que estamos realizando não procedem. Eu acho que esse é um processo difícil, pois vários pontos de vista estão sendo colocados, e há muitas discussões. Eu acho que a Câmara está no caminho certo, ao discutir com a sociedade. Não podemos, nem de longe, pensar em fazer uma reforma política elaborada aqui dentro, assinada por nós mesmos, sem que tenhamos a oportunidade de ouvir os segmentos organizados da sociedade. O Ministro do Supremo teve a oportunidade de vir aqui e falar sobre a obra de arte. É possível fazer uma obra de arte, mas é possível também fazer um mostrengo, se o processo não for bem pensado, bem esclarecido e bem discutido. Não faremos a reforma ideal, disso tenho certeza, mas vamos fazê-la o mais próximo daquilo que possa mudar esse sistema viciado que todo o mundo está combatendo. Até menino de grupo fala sobre reforma política e diz que o que está aí não pode continuar. Fico muito feliz. São todos muito bem-vindos. Eu coloquei, inclusive, Sr. Presidente, à disposição dos Deputados, se assim julgarem necessário, um micro‑ônibus, porque Goiânia é aqui pertinho, fica a 2 26968 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS horas 20 minutos de Brasília. Aqueles que quiserem comparecer podem dar o nome para a nossa secretária. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputada Íris, por gentileza, quero dar a informação aos membros da Comissão de que há um procedimento administrativo, previamente autorizado pelo Presidente da Casa, Deputado Marco Maia, juntamente com a Mesa Diretora, não apenas para a elaboração desse material de divulgação – esse e outros –, mas também para a autorização da liberação de 10 passagens para 10 dos 40 Parlamentares poderem deslocar-se aos Estados. É evidente que à exceção dos Deputados Federais do Estado respectivo em que irá acontecer a conferência, pois S.Exas. já têm a cota de passagens para isso. Portanto, já devo anunciar aos senhores e àqueles que desejarem e tiverem interesse de se deslocar a esses Estados para que procurem a secretaria, a fim de previamente se habilitarem. Além, evidente, do transporte complementar que V.Exa. está anunciando e colocando à disposição. A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Pois não. Para complementar, Sr. Presidente, eu gostaria de lembrar também que aqueles Deputados que por acaso não forem contemplados por esse número restrito de passagens podem usar a própria cota. Existe coisa mais importante do que discutir essa reforma política com o povo? (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Pois é, Deputado. Espero que V.Exa. vá. Ao Deputado Sibá Machado eu prometo – não sei se vai constar do cardápio do almoço – o arroz com pequi. Se fizerem muita questão, eu vou incluir no cardápio. Está bom? Obrigada, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o nobre Relator, Deputado Henrique Fontana. O SR. DEPUTADO HENRIQUE FONTANA – Serei bastante rápido, Sr. Presidente. Só quero cumprimentar todos os Parlamentares representantes da sociedade, das diferentes entidades que participam conosco de mais esta reunião da nossa Comissão, encarregada de elaborar uma proposta de reforma política e de votá-la, e reforçar essa visão de que nós todos às vezes ouvimos muitas avaliações de como deve ser a reforma, quando ela deve ser votada, qual é o prazo, etc. Eu tenho a avaliação de que – e coloquei isso em outras reuniões e quero partilhar na abertura desta – devemos nos debruçar atrás de um sistema político melhor do que o atual e todos nós devemos nos despir da ideia de que o sistema que está na nossa cabeça é o ideal Maio de 2011 e de que ele possa ser imposto à maioria como um passe de mágica. O nosso desafio no Parlamento é compor uma maioria para votar, e para isso é necessário que os partidos, as entidades da sociedade, os Legislativos Estaduais, todos participem dessa negociação, para que se construa um projeto que efetivamente seja aprovado e modifique um conjunto de itens do nosso sistema atual. Parece-me que o grande consenso que perpassa todos os debates de que participei e os que têm ocorrido aqui na Comissão é no sentido de que o sistema atual está exaurido. Esse é um sistema que está duramente criticado por todos. Então, temos a enorme responsabilidade de produzir a mudança possível para sairmos desse sistema e chegarmos a um melhor. Coloco-me à disposição de todas as entidades, das Assembleias que aqui estão representadas e que constituíram Comissões Especiais para tratar do tema. E, como Relator, por óbvio, por obrigação e por vontade, eu pretendo ler todas as deliberações que forem tomadas em cada um desses debates, em cada um desses espaços parlamentares e da sociedade. Mas um pedido que o Relator sempre faz é para que todos nós nos esforcemos para manter o foco na reforma. Às vezes, participo de alguns debates, Deputada Íris de Araújo, nos quais pessoas pedem 15, 20, 25 mudanças na estrutura política brasileira. Quem quer mudar tudo tende a não mudar nada. Então, manter o foco em questões estruturais que efetivamente mexam com nosso sistema estruturalmente me parece ser um esforço que todos devamos fazer. No mais, desejo para todos nós uma boa reunião, Sr. Presidente, A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Pela ordem, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vejam o empenho do Relator, o Deputado Henrique Fontana – apenas para descontrair um pouco o Plenário —: S.Exa. veio, exatamente hoje, com uma gravata que retrata exatamente as cores dos nossos seminários, das nossas conferências... O SR. DEPUTADO HENRIQUE FONTANA – Eu vou a todos os seminários com esta gravata. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Concedo a palavra à nobre Deputada Luiza Erundina. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Como Coordenadora da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, eu queria, em primeiro lugar, saudar os nossos convidados, Deputados Estaduais, Vereadores e outros representantes dos Estados que nos honram com sua presença. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Em seguida, Sr. Presidente, quero agregar uma demanda: esse esforço de sair pelo País discutindo a reforma política também quer a aliança com a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, que tem o apoio de quase 200 Parlamentares desta Casa e de quase uma centena de entidades da sociedade civil. Eu pediria aos nobres pares que, no material de divulgação desses eventos nos Estados, das conferências e audiências públicas, por favor, incluíssem a presença de representantes da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, composta de Parlamentares desta Comissão, além de outros, que, sem dúvida, participarão do processo de articulação e de ampliação do debate em seus respectivos Estados e com ele contribuirão. Esta é a demanda, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tenha certeza V.Exa. de que essa é a preocupação da Presidência e dos membros desta Comissão, em razão da legitimidade do movimento da frente parlamentar mista, composta também por entidades da sociedade civil brasileira. Foi, inclusive, discutida com a Secretaria desta Comissão e com consultores e assessores da área de comunicação a possibilidade legal de inclusão das entidades nesse material, confeccionado pela Câmara dos Deputados. Houve preocupação nesse sentido. O SR. DEPUTADO FERNANDO FERRO – Sr. Presidente, queria expressar, primeiro, minha concordância com o Relator. Eu acho que nós estamos vivendo um momento adequado para promover um debate no País, que vive um processo de crescimento, desenvolvimento e inserção internacional e está a exigir uma sintonia da evolução da sua infraestrutura política propriamente dita com a sua evolução social e econômica. A missão que nós temos é extremamente importante. Sempre ouvimos que há necessidade de se fazer reforma tributária, trabalhista, mas, se esta Casa – e daí a importância da reforma política – não promover uma reforma da política que a dote de pessoas capacitadas para fazer essas outras reformas, a sua atual estrutura não terá condições de fazê-las. No bojo dessas mudanças, nós estamos discutindo uma reforma do Estado brasileiro, começando pelo Poder Legislativo, o que é de extrema importância. Para concluir, na linha do que disse a Deputada Luiza Erundina, em todos os Estados estão surgindo movimentos que propõem e debatem a reforma política. Eu mesmo participei, no meu Estado, de um encontro do Movimento de Trabalhadores Cristãos, provocado por sindicatos, associações de moradores, entidades não governamentais que estão interessados Sabádo 28 26969 no assunto. Além disso, pela experiência que tivemos com o debate do projeto que resultou na Lei da Ficha Limpa, independentemente do desfecho que a Justiça nos proporcionou, vemos que ali está a semente de um debate que envolverá a sociedade e levará à participação da população, a fim de ela se apropriar da informação. Há muita desinformação nessa área. Inclusive há uma campanha contra a reforma política. Quando se fala em financiamento público de campanha, a primeira visão que vem é pejorativa, no seguinte sentido: “Ah, agora vão pagar esses vagabundos para se elegerem!” Então, existe desinformação, existe a necessidade de um debate que leve a sociedade a compreender o custo da democracia, o preço da democracia, e leve também à melhora da qualidade da representação e à estrutura legislativa de que nós precisamos. Por isso é que eu acho que nós temos uma missão histórica. Não podemos, como disse o Relator, imaginar grandes voos, mas também não podemos ficar no plano em que estamos. Vamos ter que evoluir. E eu acho que há condições de darmos passos significativos na formulação de ideias básicas de uma reforma política para o País. Eu quero saudar a presença de todas as Assembleias, inclusive a do meu Estado, Pernambuco, de onde estava vindo gente para cá interessada em promover o debate. Como Pernambuco não estava na primeira fase do trabalho, a das audiências, eu quero reclamar que brevemente nós também promovamos lá um debate com o comando da reforma política, para tratar de assuntos como os que estamos discutindo hoje. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa., nobre Deputado Fernando Ferro. Concedo a palavra ao Deputado Newton Cardoso. Logo a seguir, ao Deputado Sibá Machado. Depois, ao meu querido amigo e conterrâneo sergipano, o Deputado Estadual Antônio dos Santos, aqui presente. Logo após, ao Presidente da UNALE. O SR. DEPUTADO NEWTON CARDOSO – Sr. Presidente, queria saudar as delegações de Parlamentares que vieram visitar esta Casa e esta Comissão, ressaltando a presença dos Deputados de Minas Gerais, representados pela delegação chefiada pelo Deputado Estadual Carlos Mosconi, que já nos convidou, a mim e ao Deputado Eduardo Azeredo, para um primeiro debate na Assembleia de Minas sobre a reforma política. Todos os convidados vieram aqui hoje para atender ao convite de V.Exa., juntamente com o Deputado Alencar da Silveira Júnior, sobretudo para elencar ideias para o debate de Curitiba. Mas eu queria alertar V.Exa. sobre o fato de que em Minas Gerais já está mais 26970 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS adiantado o trabalho da Assembleia, que discute com a sociedade e com Parlamentares a reforma política. E está nas mãos de V.Exa. um requerimento de minha autoria para que no dia 23 de maio possamos fazer em Minas um debate amplo na Assembleia Legislativa, atendendo a reivindicação daquela Casa. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Esse requerimento será deliberado hoje e com certeza será aprovado, tanto que já pré-agendamos essa data. Eu quero inclusive consultar o Deputado Vitor Paulo, do Rio de Janeiro, e também o Deputado Dr. Carlos Alberto acerca da possibilidade de aceitação do dia 6, desta sexta a oito dias, para uma reunião no Rio de Janeiro, em razão de uma solicitação que São Paulo me faz. É interessante, Deputada Luiza Erundina, observar que conversaram com o nosso 2º Vice-Presidente sobre isso, de modo que, quando eu falei no dia 6, ele já me chamou a atenção, dizendo que nesse dia a reunião será em São Paulo. É boa a articulação com S.Exa. acerca da solicitação que São Paulo me fez, por intermédio de V.Exa. e de um Deputado Estadual. Assim sendo, se for o caso e houver interesse do Rio de Janeiro, nós poderíamos já marcar um dia para atender ao Estado. Concedo a palavra à Deputada Luiza Erundina. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Sr. Presidente, estou de pleno acordo. Vou me articular com os colegas de São Paulo para que, de comum acordo, definamos outra data, em razão da demanda do Deputado Estadual Simão Pedro, que está articulando a realização da conferência lá e requereu um prazo maior, para podermos levar ao evento o máximo de pessoas das sociedades paulista e paulistana. Eu prometo que vou procurar meus colegas de São Paulo para definirmos uma data. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Sibá Machado. O SR. DEPUTADO SIBÁ MACHADO – Sr. Presidente, em primeiro lugar, também quero saudar os nossos convidados da tarde de hoje. Em seguida, quero fazer uma consulta a V.Exa. A decisão do Presidente José Sarney de criar a Comissão no Senado se deu a partir de ex‑Governadores e ex‑Presidentes da República. Era uma Comissão de apenas 15 Senadores, que teve apenas 45 dias para apresentar o relatório, o que já foi feito. Desse relatório constam sete ou oito medidas, das quais apenas uma trata diretamente de tema trabalhado por esta Comissão até aqui, o voto proporcional para a escolha de Vereadores, Deputados Estaduais e Deputados Federais. Não incluímos ainda na nossa agenda os demais pontos de que o Senado tratou. Maio de 2011 A pergunta que faço a V.Exa., portanto, é se faremos uma análise desses pontos que o Senado aprovou e se teremos oportunidade de convidar o Presidente da Comissão do Senado ou o Relator, Senador Francisco Dornelles, para nos falar sobre o que foi tratado lá. Lendo o texto do Senado, não encontrei o que considero a fundamentação dos pontos que foram pela Comissão votados. Além de esclarecer essa dúvida, ouvir aqui um membro da Comissão do Senado evitaria que déssemos tratamentos distintos à mesma questão – essa é uma preocupação que eu tenho. Não quero ser pessimista e achar que algo que foi votado lá virá para cá, nós votaremos a mesma matéria e ela terá que voltar para o Senado. E ressalto que a maioria das questões de que o Senado tratou mexem na Constituição – pelo menos três pontos lá aprovados mexem com emendas constitucionais –, o que exige um tratamento diferenciado. Nós, por outro lado, ainda estamos mexendo em pontos sobre o voto proporcional. A obrigatoriedade do voto é um tema em que ainda não nos aprofundamos. Portanto, consulto V.Exa. e o Relator sobre o procedimento que deveremos adotar com relação ao resultado obtido pela Comissão do Senado Federal. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Nobre Deputado Sibá Machado, eu fiz chegar às mãos de V.Exa., nesses segundos, essa lista, que traz um pré-ordenamento dos temas a serem tratados, feita em reunião de representantes dos partidos nesta Comissão com esta Presidência e a Relatoria. Nela foram elencados 20 itens, que passo a ler, do 1º ao 20º: sistema eleitoral; financiamento de campanha e partidário; processo eleitoral e propaganda eleitoral; instrumentos de democracia direta; unificação das eleições; suplentes de Senadores e Deputados; pesquisa eleitoral; tempo de mandato e reeleição; data de posse; voto obrigatório ou facultativo; cláusula de desempenho partidário; candidatura avulsa; domicílio eleitoral e tempo de filiação partidária; fidelidade partidária; abuso do poder político e econômico; federação de partidos; número de candidatos; fusão e/ou criação de partidos; afastamento do Parlamentar para exercer cargo executivo; e alteração da Lei Orgânica dos Partidos Políticos. Nós já estamos no terceiro item. Ressalte-se que os primeiros itens da lista são os mais complexos e os que demandam mais tempo de discussão. É evidente que, quando chegarmos ao 5º ou 6º, e daí por diante, provavelmente teremos oportunidade de discutir 3, 4, 5 temas numa mesma reunião. Nós começamos pela parte mais complexa, mais difícil, mais demorada. Portanto, fique tranquilo V.Exa. Asseguro-lhe de que teremos tempo suficiente para discutir todos eles, não apenas entre os Deputados, mas também nas Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS audiências públicas e nos seminários regionais e/ou estaduais. O SR. DEPUTADO FERNANDO FERRO – Sr. Presidente, V.Exa. poderia providenciar cópias desse material para que nós possamos... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Sim. Concedo a palavra ao Deputado Estadual Antônio dos Santos, representante da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, V.Exa. me fez uma pergunta. Eu poderia responder? O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Concedo a palavra ao Deputado Vitor Paulo, por antecipação, para responder ao questionamento que lhe fiz há poucos instantes. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, o Deputado Dr. Carlos Alberto não está aqui, nem o Deputado Alfredo Sirkis, nem o Deputado Miro Teixeira. A primeira data que V.Exa. havia definido nesta Comissão seria dia 20. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Sim. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Consultamos o Presidente da Assembleia do Rio de Janeiro e prontamente foi agendada essa data. E agora, em comum acordo, nós chegamos à conclusão de que é importante transferir a reunião para outro dia. Por isso, Sr. Presidente, peço-lhe que me dê um prazo para consultar meus pares e o Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ou, quem sabe, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, acerca da viabilidade de realizarmos a reunião nesse dia, uma vez que, certamente, há outras atividades lá. Amanhã, quem sabe, na reunião, eu procure V.Exa. e informe uma data, entre opções que V.Exa. me der. É possível? O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com certeza. Deferido. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Tenho outro pedido a fazer a V.Exa. Queria consultar V.Exa. e o nobre Deputado Henrique Fontana sobre o seguinte: aqui estão todos os tópicos que foram determinados por V.Exa. e pela Mesa, com os Presidentes dos partidos, os Líderes e todos os membros desta Comissão. Entretanto, acerca dessas audiências públicas a serem realizadas nos Estados, que certamente serão únicas, queria saber como pensam em agir V.Exa., o nobre Relator e a Mesa para fazermos algo bem pragmático... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Eu peço a atenção de todos os presentes para o questionamento do Deputado Vitor Paulo, que é exatamente sobre o objetivo desta primeira parte da nossa reunião. Sabádo 28 26971 Eu pediria a V.Exa., Deputado, que falasse novamente. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, sabemos que já foram aqui elencados itens que esta Comissão tem discutido sistematicamente com muita responsabilidade, em debates conduzidos por V.Exa. A minha preocupação e o meu questionamento, para colaborar, são os seguintes: como as audiências públicas serão feitas uma única vez em cada Estado – e, naturalmente, com duração muito menor –, eu queria saber de V.Exa., de forma pragmática e sucinta, como a Mesa vai determinar os temas que serão discutidos nessas audiências públicas, onde haverá Presidentes de Câmaras de Vereadores e de Assembleias de Estados. Se houver na pauta 20 itens, não haverá decisão alguma. Então, queria saber como V.Exa. pensa em fazer isso, para que seja algo bem pragmático e que tenha resultado satisfatório. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Vitor Paulo, essa é exatamente a minha preocupação, esboçada no início da reunião. Nosso objetivo é discutir os mecanismos e procedimentos que deveremos adotar nessas reuniões, nessas conferências estaduais. Temos que decidir como debater; quem falará; se previamente a Assembleia Legislativa, pelas suas Comissões, vai estabelecer pautas, sugestões; o contato que os representantes das Assembleias vão fazer com as entidades da sociedade local, tais como OAB, CNBB, entidades classistas, com a sociedade, enfim. É exatamente acerca dessas questões que nós gostaríamos de chegar a um denominador comum, para que as conferências sejam o mais proveitosas possível. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – V.Exa. me permite um encaminhamento? O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Sim. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Tive uma ideia, ao pensar nisso. Quero propor a V.Exa., à Mesa, a quem faz a proposta ou à bancada do Estado que seja feito um grupo de trabalho, para que possa ser encaminhado por V.Exa. ao Presidente da Assembleia do Estado uma convocação às instituições que discutirão conosco – OAB, CNBB, Assembleias, Câmaras –, para que façam uma reunião prévia, a fim de avaliar isto e concluir que itens querem discutir. Esta Comissão trará a V.Exa. aquilo que tiver sido determinado ou solicitado pelo Estado. Por exemplo, eu fiz um requerimento a V.Exa., que foi aprovado por esta Comissão, de realização de audiência pública no meu Estado, o Rio de Janeiro. Então, faríamos uma reunião prévia no Rio de Janeiro, com as instituições que debaterão no dia 20 ou na 26972 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS data a ser fixada, para definirmos exatamente o que querem elas discutir, e traríamos esse encaminhamento a V.Exa., da seguinte forma: “No Rio de Janeiro, estas instituições gostariam que este debatedor discutisse estes temas”. Dessa forma, já ficaria predefinido quem seriam esses debatedores... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Vitor Paulo, nós vamos receber essas sugestões também das Assembleias Estaduais, e não apenas nesta reunião. Vamos colher também, daqui a pouco, a sugestão da Deputada Íris de Araújo, que já tem um pré-programa para o Estado de Goiás. Com a experiência dos diversos lugares, nós vamos formatando esse processo de discussão. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Antônio dos Santos. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Eu queria fazer um encaminhamento. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Antônio dos Santos e logo a seguir... O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Sr. Presidente, sugiro que ouçamos os representantes dos Estados, rapidamente, para sabermos o que estão pensando, o que já ouviram nas suas Assembleias. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Deputado Almeida Lima, eu queria encaminhar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Concedo a palavra ao Deputado Antônio dos Santos, representando o Estado de Sergipe. O SR. ANTÔNIO DOS SANTOS – Sr. Presidente, quero parabenizar toda a Comissão pelo norte que tem dado a este trabalho tão sério e tão importante que o Brasil está vivenciando. Eu percebo que pessoas de todas as classes estão muito interessadas nesse processo. Não imaginei que o cidadão estivesse tão interessado na reforma política como está. Eu havia comentado com alguns colegas que campanha política, do jeito que estava – ou está, porque não mudou ainda –, era um leilão de cadeiras: quem dava mais conseguia a vaga. E isso é extremamente complicado. Conversava com um colega há pouco e disse-lhe: “Olha, eu confesso que estou desestimulado para continuar na política, porque este sistema está falido, se encerrou, não dá mais para aguentar”. Aí vem a preocupação. Esperamos que a Comissão da Câmara dos Deputados e a Comissão do Senado, apesar da complexidade do assunto, não percam a oportunidade de fazer esta reforma, porque não dá para ficar mais do jeito que está. Maio de 2011 O problema é complexo, existem vários projetos na Casa, existem várias propostas, muita coisa que pode ser feita para que vejamos, nesta legislatura, a reforma aprovada. Se não der para fazer tudo, nobre Relator Henrique Fontana, concordo que façamos o essencial. Mas precisamos de um momento novo, para que haja estímulo à sociedade para participar da vida política deste País. Eu acredito, pelo que estamos sentindo no nosso Estado, Sergipe, origem de V.Exa., Sr. Presidente, meu padrinho na política – entrei na política puxado por V.Exa., com o seu incentivo –, que uma das coisas que têm chamado a atenção é a necessidade de unificação das eleições, porque o País para, literalmente, com as campanhas, e isso esgota, estrangula a economia nacional de forma terrível. Terminamos uma eleição e, no outro dia, já começa a outra campanha. Não há cristão que aguente. Eu não aguento mais um negócio desse, um problemão desse. Então, unifiquemos as eleições! Eu acho que este é um dos pontos que não podem ficar para depois. Há coisas que achamos que não podem ser deixadas para outro momento. Vamos encontrar uma maneira, ver como montar essa coincidência de mandatos. Senão, o Parlamentar não respira. É complicado demais. Talvez para os senhores seja mais fácil, mas para mim está sendo complicado. Termina uma campanha, começa outra. Não há cristão que aguente. São 700 milhões de reais, de dois em dois anos. E uma das coisas mais graves que percebemos é que o País praticamente para, porque desde o Presidente da República até o Vereador se voltam para isso, durante quase 6 meses. E durante a campanha não acontece quase nada; fica aquele feijão com arroz. Depois, para recomeçar, é como se tivéssemos que reabastecer tudo para sair do lugar. Mesmo com o advento da reeleição, o País praticamente para de produzir nesse período. Esse é um dos pontos em que estamos focando, e acredito que não vamos perder esta oportunidade de trabalhar para ver a unificação das eleições. Talvez este seja um dos pontos mais cruciais da reforma. Eu ia comentar alguma coisa mais, mas já vi que meus comentários estão contemplados nesta pauta. V.Exa. já falou muita coisa, por exemplo, com relação à eleição majoritária. Eu li algo, no jornal, a respeito de V.Exa. ter dito que o protagonista da reforma, o detentor de tudo isso é o povo. E se não houver respeito ao povo, essa reforma sai capenga. Às vezes, numa Assembleia de 24 Deputados, não estão os 24 mais votados. E fica complicado. A vontade do povo nesse caso não foi respeitada. O povo queria aqueles mais votados, mas uma composição levou à Casa legislativa Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS outros que não estavam entre os mais votados. Temos exemplo como esse tanto nas Câmaras de Vereadores como nas Assembleias e principalmente na Câmara dos Deputados. São pontos que certamente vão merecer atenção muito grande desta Comissão. E esperamos que eles sejam atendidos e respondidos. No mais, como já estão todos os temas na pauta, desejo sucesso e confesso que estou confiante de que em tempo hábil essa reforma será votada. Não tenho muita certeza se valerá para as eleições de 2012. Gostaria muito que valesse. Mas que não se pare até que haja realmente um projeto na mão da sociedade, para que o povo brasileiro vislumbre um novo caminho para conduzir a política, porque do jeito que está realmente é complicado, Deputada Erundina. Não é fácil, não, fazer campanha dentro desse sistema que está aí. Muito obrigado. Parabéns e sucesso nessa empreitada difícil, mas possível. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa., nobre Deputado Antônio dos Santos. Concedo a palavra ao nobre Deputado Estadual Carlos Mosconi, de Minas Gerais. O SR. CARLOS MOSCONI – Muito obrigado, Sr. Presidente. Gostaria inicialmente de saudar V.Exa, o Deputado Henrique Fontana, de quem fui colega aqui na Câmara por um bom tempo, e também o Deputado Edinho Araújo, Vice‑Presidente desta Comissão. Saúdo todos os Parlamentares membros desta importantíssima Comissão da Casa. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por iniciativa do Presidente Dinis Pinheiro, criamos no início do ano uma Comissão para tratar do assunto reforma política. Nós nos organizamos na Comissão, e alguns membros estão aqui presentes, como o Deputado Dalmo Ribeiro, a Deputada Luzia Ferreira e o Deputado Alencar da Silveira, que preside a UNALE. Também está aqui o assessor especial da Comissão, o ex-Deputado Virgílio Guimarães, que com grande experiência política, para nossa alegria, acompanha os nossos trabalhos. Quero dizer da nossa preocupação com este trabalho. Gostaria de cumprimentar esta Comissão, porque ela já vem mostrando o seu trabalho e o seu papel. Este trabalho tem tido relevância crescente no País, e a expectativa de que a reforma será realizada vai aumentando. Não temos ideia de que dimensão alcançará, mas temos a sensação crescente de que isso será possível, e é o que o povo brasileiro espera. O fato de ser possível para as próximas eleições, Sr. Presidente, em nosso trabalho em Minas consideramos não ser fundamental. Fundamental é que a reforma seja feita. Se puder ser para as próximas elei- Sabádo 28 26973 ções, tudo bem. Se não, isso não pode invalidar, de maneira alguma, a possibilidade de que essa reforma seja realizada. O que o País espera é que ela seja feita. Seria uma enorme frustração para o País mais uma vez tentar e não conseguir nada. Não é possível isso. Em Minas, já realizamos diversas reuniões – gostaria de fazer aqui um breve relato. Fizemos reuniões com as lideranças da Assembleia Legislativa, com os Líderes de todos os partidos, para conhecermos a posição desses partidos. Fizemos reuniões com representantes da imprensa mineira, principalmente dos órgãos de comunicação de maior importância no Estado. Todos lá estiveram na Assembleia. Também fizemos reunião como o ex-Governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, que faz parte desta Comissão, assim como com o ex-Governador Newton Cardoso. Eles estiveram lá para um debate muito produtivo, muito interessante. E já fizemos também reunião com representantes das entidades da sociedade civil organizada – OAB, Ministério Público, Judiciário —; com cientistas políticos e com representantes da academia – a Universidade Federal de Minas Gerais lá esteve. Ontem, tivemos reunião com representantes de alguns partidos. Não quisemos chamar todos, porque talvez a reunião não tivesse objetividade. Estiveram presentes representantes do PT, como o ex-Deputado Nilmário Miranda, que preside uma fundação do PT, e o Deputado Marcos Pestana, que faz parte desta Comissão e é do PSDB. E agora vamos ter uma rodada ampla, com a audiência de Prefeitos do Estado de Minas Gerais e das Câmaras de Vereadores do nosso Estado. De tal maneira, Sr. Presidente, que se se confirmar, não sei se é o caso, que nós vamos ter reunião com esta Comissão lá em Belo Horizonte, no próximo dia 23 de maio – é isso? Está confirmado? –, nós pretendemos ver se é possível que até lá já tenhamos o esboço de uma posição que vai se delineando de Minas Gerais. Não sei se isso será possível, mas nós pretendemos ter algumas coisas para dizer para esta Comissão. Não quero avançar o sinal aqui, Sr. Presidente, mas quero dizer que as posições naturalmente são semelhantes às daqui. São posições absolutamente diversificadas, com alguns pontos mais consensuais. Eu sinto lá – e os meus companheiros estão aqui, naturalmente, para concordar ou não, se for o caso – que a questão do financiamento da campanha é mais consensual, vamos dizer assim. Não sei se esta seria a palavra exata, mas vou chamar de majoritário, no nosso pensamento lá, que deveria ser financiamento público de campanha. Se existe algum consenso nas questões maiores, eu poderia dizer que, por exemplo, a coligação para 26974 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS eleição proporcional deve ser totalmente afastada. Essa posição, sim, é praticamente unânime. Essa é a situação que nós estamos encontrando lá. Sr. Presidente, eu quero deixar essas posições com V.Exa. e com esta Comissão e manifestar o nosso sentimento muito forte de alegria pela presença desta Comissão em Belo Horizonte, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no dia 23 de maio. Nós pretendemos fazer uma grande reunião. Naturalmente, vamos fazer contato com o Relator da Comissão, para estabelecer como nós vamos realizar o trabalho. Mas eu quero dizer da nossa disposição, da disposição da Assembleia de Minas em contribuir de forma decisiva, com muito empenho, com enorme disposição, para a realização dos trabalhos feitos por esta Comissão da Câmara dos Deputados. Era o que eu tinha a dizer, Sr. Presidente. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa. a manifestação, nobre Deputado Carlos Moscani. Como os senhores e as senhoras viram, há uma sugestão. S.Exa. mostra que discutiu com a academia, com a universidade, com os Vereadores, com os Deputados, com a OAB. Eu entendo que esses segmentos e tantos outros devem ser objeto de um contato prévio nos Estados, de forma preparatória para a conferência. E, se puderem tirar posições prévias acerca do tema, que sejam tiradas. Se não houver condição, apresentem-se as posições de forma divergente para que o debate possa realmente frutificar, ser objetivo. Portanto, são as sugestões que nós estamos nesse debate já buscando e recebendo como contribuição. Tem a palavra o Deputado Alceu Moreira. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Deputado Almeida Lima, quero dizer que depois de tantas reuniões de que participamos – eu inclusive fiz intervenção de natureza crítica quanto ao andamento dos trabalhos –, hoje, nós temos uma proposta de trabalho, temos uma pauta a ser discutida, temos reuniões nos Estados. Por isso, quero parabenizá-lo pela condução dos trabalhos. Creio que começamos a achar definitivamente o caminho. Nós vamos realmente entusiasmar a população brasileira com esses processos, porque se nós agíssemos como o Senado, iríamos colher o fruto verde. Ele não está maduro para ser colhido. É preciso um debate muito mais profundo. Além dessa consideração, eu quero dizer que esta Comissão, desde o início, se propôs a fazer um debate do centro para a periferia. Ela queria discutir os temas centrais. Maio de 2011 Eu gostaria de solicitar que nos encaminhamentos para as Assembleias Legislativas onde formos fazer o debate nunca excluamos dois temas: sistema eleitoral e financiamento de campanha. Esses últimos dois temas: sistema eleitoral e financiamento de campanha. Esses dois temas têm que estar no debate, sob pena de chegarmos com uma pauta previamente organizada em algum lugar, discutirmos uma série de temas periféricos e não discutirmos o eixo, porque os outros temas são decorrentes desses. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Concordo com V.Exa. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Então, nós temos que, obrigatoriamente, dizer o seguinte: “Pode escolher o nome da filha, pode ser Maria ou Joaquina, desde que tenha antes essas...” Tem-se de estabelecer... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Esses dois prenomes. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – ... os prenomes. Senão, não vamos conseguir fazê-lo. Acho que o processo está muito bem encaminhado. Em todos os Estados, há um debate entusiasmado sobre o processo. Gostaria de saber sobre a possibilidade de fazermos alguns encaminhamentos... (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Eu espero. Há algumas instituições que, até pela natureza funcional das suas profissões, são importantíssimas neste debate. Uma delas é a OAB. Eu queria lhe pedir que elencasse, sem demérito a ninguém, cinco ou seis dessas instituições para serem convidadas permanentes do processo. Inclusive peço à Comissão que oficialize, pela Câmara, no sentido de que elas possam fazer debate interno, tirar posições para o processo. Nos debates universitários, por exemplo, é importante que elas estejam. Esses interlocutores são importantíssimos no processo. Aliás, eles eliminam a possibilidade de fazermos uma interferência universitária com viés de natureza político-ideológica. Poderemos fazer um debate absolutamente abrangente, generoso e profundo. Então, há quatro ou cinco instituições que estão presentes em todo o País e que devem estar presentes em todos os debates, como forma de contribuição de natureza jurídica, política, administrativa e partidária. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Que fique bem claro: a preocupação do Deputado Alceu Moreira é no sentido de incluir e não de excluir. Ele mostra claramente que pelo menos quatro, cinco ou seis instituições precisam estar quase que, obrigatoriamente, incluídas. Isso não quer dizer exclusão de nenhuma outra. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Nenhuma, nenhuma. Em absoluto. Só para enriquecer o debate: lá, ouvi uma discussão, em que estava presente o nosso colega Henrique Fontana, e vi o quanto professores universitários e cientistas políticos contribuem. Eles, desapaixonadamente, tecem comentários com profundidade teórica, o que nos dá a possibilidade de montarmos raciocínios de terceira, quarta e quinta dimensão sobre o que está sendo proposto. Se queremos realmente uma reforma política que produza os resultados desejados, quanto mais profunda e esclarecedora for, melhor. Fazer um debate em um Estado onde essas instituições possam não estar presentes ou, principalmente, não estejam preparadas... Gostaria que houvesse correspondência com as instituições para que elas preparassem esse debate antes de chegarmos ao local. Teríamos um debate profundo, com raciocínio histórico, com considerações importantíssimas, com comparativos paralelos, com evoluções de outros países, com o comportamento prévio eleitoral e pós-eleitoral. Essa a sugestão que queria fazer neste momento. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado, V.Exa. não gostaria de declinar o nome de umas quatro ou cinco instituições, além das que citou, como OAB, CNBB... O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Na verdade, a OAB, a CNBB, a Associação dos Magistrados, o Ministério Público e as universidades. Há a possibilidade de ter o conselho das universidades. Essa é uma questão importante para nós. Os Estados sempre têm, alguns mais, outros menos, cientistas políticos, estudiosos da matéria, e seria importante termos um processo de discussão. De qualquer maneira, para a Comissão, gostaríamos que houvesse quatro ou cinco instituições permanentes no processo, porque elas têm, entre os seus, pessoas absolutamente qualificadas e isentas para fazer esse debate. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Presidente, pela ordem. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Sr. Presidente, pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vou conceder a palavra primeiro à Deputada Luiza Erundina, em homenagem às mulheres. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Nesta oportunidade, peço a palavra para informar que tanto a CNBB como a OAB integram a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular. Sabádo 28 26975 Portanto, Deputado, V.Exa. tem toda a razão quando sugere que essas duas instituições sejam interlocutoras prioritárias, privilegiadas neste debate. Mais ainda: o interesse delas está manifestado pela participação na Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Sr. Deputado Vitor Paulo. A seguir, falará o Sr. Deputado Waldenor Pereira. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Só quero fortalecer o que propus a V.Exa. há pouco: a nossa preocupação, juntamente com o nobre Deputado, é fazer uma prévia, além dessa comunicação, esse convite a essas instituições. Por exemplo, coloquei a OAB, a CNBB e as federações como instituições permanentes. Eu coloquei nos meus objetivos, Deputada Luiza Erundina, a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular. Já que essas instituições estão participando dessa Frente, gostaria de saber se convidando a Frente elas estarão sendo representadas, ou se a Frente fará isso. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Deputado, como essas duas entidades são de âmbito nacional e, em cada Estado, elas têm suas representações, convém que cada Assembleia Legislativa convide-as especificamente para integrarem as mesas de debate em seus respectivos Estados. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Por isso, Sr. Presidente, reafirmo esse encaminhamento a V.Exa. Quando esta Comissão fizer o convite, quando comunicar ao meu Estado, Rio de Janeiro, por exemplo, a data – assim que for aprovada, porque já está pré‑agendada –, peço-lhe fazer a reunião no dia 6 de junho. Esta é uma sugestão. É possível uma data reservada para a discussão? A Secretaria vai consultar V.Exa. sobre essa possibilidade. Uma vez definida a data, peço a V.Exa. que designe um, dois ou três membros da bancada do Rio de Janeiro para irem à Assembleia Legislativa. A partir daí, poderemos convidar essas instituições para uma reunião prévia, a fim de fazermos essa preparação. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Vitor, os Deputados do Rio de Janeiro já estão autoconvidados. Eu, por exemplo, não na condição de Presidente da Comissão, mas na de Deputado por Sergipe, na última semana, visitei a Câmara de Vereadores de Aracaju. Fizemos reunião com aproximadamente 45 presidentes de Câmaras de Vereadores dos 75 Municípios do Estado. Visitei a Assembleia Legislativa de Sergipe juntamente com a Presidente, a secretária e os Deputados. Retornarei para manter contato com as universidades, a OAB, o Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas – CONAL, vinculado à Igreja Católica de Aracaju; com o Deputado Antônio 26976 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dos Santos, aqui presente, que agrega e representa igrejas evangélicas. Não me atribuí esse papel como Presidente, mas como Deputado. Acho que os Deputados do Rio de Janeiro precisam fazer o mesmo. Tenho conhecimento de que a Paraíba e Goiás já fizeram. Cada um em seu Estado está se preparando exatamente para essa conferência. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, os Deputados Miro Teixeira, Sirkis, Carlos Alberto e eu estamos fazendo isso. O que nos prendia era a data. Essa reunião é extremamente importante para nós. Nossa preocupação é com a prévia. Estamos indo às instituições e convidando-as para o debate, a fim de que tenham tempo de se prepararem. Senão, no dia da audiência, haverá uma série de comprometimento e não teremos o aproveitamento que desejamos. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Eu gostaria de enriquecer a discussão. Solicitei – posso não ter sido entendido nem muito claro – a esta Comissão que fizesse oficialmente uma visita às federações de trabalhadores, de empresários, à OAB, a fim de convidá-las para participarem permanentemente desses debates. É outra dimensão, inclusive, no rumo da participação popular, mas oficializada, com regulamentação e responsabilização. Então, visitar OAB, CNBB, CUT, Federação das Indústrias, Federação dos Agricultores e as instituições que têm capilaridade no País, significa dar legitimidade ao nosso trabalho e, ao mesmo tempo, fazer um convite oficial para que ninguém se exclua, porque, sem sombra de dúvida, qualifica o debate. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Foi compreendido e deferido. O Deputado Henrique Fontana fará um esclarecimento, mas antes desejo ouvir a Deputada de Minas Gerais. A SRA. LUZIA FERREIRA – Na nossa Assembleia, fui incumbida de ser a Relatora da Comissão. Temos também uma agenda semanal, como já foi mencionado pelo nosso Presidente, Deputado Carlos Mosconi. Gostaria de dar uma sugestão sobre a questão em foco. Os temas são muito abrangentes e com graus de complexidade diferenciados. Sabemos que na discussão do sistema eleitoral o tema sobre o financiamento de campanha – talvez aqui a questão de reeleição e o tempo de mandato – é mais determinante, é uma mudança mais substantiva no processo eleitoral. Quero propor, com essa preocupação, que nos debates regionais não fique uma pulverização tão grande, difícil de ter até um sentimento mínimo de condutor para que a Comissão depois trabalhe. Com relação à experiência, a primeira será na próxima sexta-feira, em Goiânia. Não sei se nesse Maio de 2011 Estado a metodologia do trabalho será aberta, sem nenhuma condução prévia. Que, em seguida, esta Comissão faça uma avaliação, para poder discutir com as Comissões regionais um novo modelo, se deu certo ou não, se foi produtivo ou não. Dar certo no sentido de o debate prosperar e não de aferir uma posição, pois não é esse o objetivo. Tem de avaliar se a amplitude do debate foi possível na reunião, se o debate prosperou do ponto de vista de conteúdo e se houve aproveitamento. Portanto, sugiro à Comissão que analise a metodologia dos próximos encontros regionais. O Senado Federal – não acho que essa pressa tenha sido o melhor caminho, pois não houve aprofundamento do debate internamente – focou os temas em cada reunião. Ele fazia o debate interno e aferia o voto. Não é essa a metodologia que eu estou propondo. Mas creio que é necessário avaliar também se essa pulverização vai ser significativa do ponto de vista de buscar a contribuição. Essa a minha sugestão. Creio que, por serem temas extremamente complexos e, mais do que isso, por serem temas que cada um vai votar... No caso, os Deputados e Senadores eleitos por esse modelo são vitoriosos, porque o sistema é complexo e difícil para todos nós que disputamos eleição. Todos nós que aqui estamos somos vencedores. Então, essa será sempre... O Deputado, com a experiência que tem, sempre diz que aparentemente há consenso maior em temas como, por exemplo, o fim da coligação. Mas na votação haverá muitas mediações que talvez não sejam apreciadas. Por isso, para haver sucesso, é fundamental a participação da sociedade, das entidades, dos movimentos, de organizações, porque é um olhar de quem talvez não disputou ou de quem não está tão entranhado no debate. Talvez aqui se tenha a mediação: “Nesse sistema fui vitorioso, mas se mudar o sistema, eu serei?” Acredito que a dificuldade da reforma, para ficar claro, é ter um olhar distanciado dos votos que cada um de nós teve na eleição. Sr. Presidente, quero reforçar a participação dos movimentos, das entidades e da academia no sentido de trazerem elementos que nos ajudem nessa reflexão. Que busquem não uma discussão casuística e pragmática, não uma aferição do sucesso, mas um debate que possa sugerir melhoras no sistema político-eleitoral no Brasil, ampliando a legitimidade e a identificação do eleito com o eleitor. Essas as minhas contribuições. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vamos ouvir primeiro o Deputado Estadual. Em seguida, concederei a palavra ao Deputado Waldenor, que Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS já havia feito o pedido. Depois, o Relator e a Deputada Erika Kokay farão uma explicação, e, posteriormente, falará o Deputado Sandro Alex. O SR. DALMO RIBEIRO SILVA – Sou Deputado Estadual por Minas Gerais e membro da Comissão Extraordinária de Acompanhamento da Reforma Política da Assembleia Legislativa do Estado. Quero ratificar as palavras do nosso coordenador, ex-Deputado Federal e hoje Deputado Estadual Carlos Mosconi, da Deputada Luzia Ferreira e do Deputado Alencar da Silveira, Presidente da UNALE. Gostei muito de ouvir do Relator Henrique Fontana que está pronto para recepcionar as propostas que os Estados, com certeza, irão buscar com a sociedade. Trata-se de um debate dos mais importantes. Posso dizer a V.Exa., pelas constantes audiências que temos realizado em Belo Horizonte – o Deputado Mosconi já descreveu o anseio da população, das autoridades, de grêmios, de estudantes –, que há grande participação, e todos querem trazer sugestões a essa reforma política, diga-se de passagem, esperada e cantada em prosa e verso há tantos anos. Tenho certeza de que agora iremos usar essa motivação para conseguir esses eixos maiores de que precisamos. Sem dúvida, são inúmeros os focos. Se discutirmos aqui os 20 focos, com certeza, faremos um apostolado, um rosário de tantas e tantas sugestões, não somente pela Câmara, mas também pelos Estados. Então, a título de sugestão, acho que poderíamos, Deputados Federais e Estaduais, fazer uma interligação com os Estados, para que as sugestões sejam apresentadas ao nosso Relator de forma uniforme. Por consequência, com todas as propostas, com o que cada Estado irá propor por meio de sugestões e debates, especialmente as prioridades que iremos postular. Com certeza, será um grande e imenso prazer recebê-los em nosso Estado, no dia 23, para continuarmos este debate, quando contribuiremos com todo o Brasil, de forma muito efetiva, em nome de Minas Gerais – em especial, em nome dos Deputados Carlos Mosconi e Dinis Pinheiro e da Assembleia Legislativa –, apresentando sugestões ao Relator. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa. Concedo a palavra ao Deputado Waldenor Pereira. O SR. DEPUTADO WALDENOR PEREIRA – Sr. Presidente, gostaria de fazer uma consulta e, se V.Exa. permitir, uma recomendação. A consulta é a respeito da pauta da reunião de hoje. Eu me confesso um tanto quanto confuso. A princípio, recebi com alegria a informação da presen- Sabádo 28 26977 ça de Presidentes de Assembleias Legislativas e de Câmaras Municipais das capitais, entendendo – acredito que tenha sido essa a intenção de V.Exa. – que o objetivo seria ampliar o processo de mobilização nos legislativos brasileiros, haja vista ser uma unanimidade – V.Exa. tem sido muito firme nessa defesa –, ao que parece, promover e aprovar, se possível, uma reforma política ampla, democrática e participativa. Por isso é fundamental a realização dos encontros, das reuniões e das audiências públicas nos Estados. Nesse sentido – embora isso já esteja acontecendo, pois no momento em que me inscrevi, felizmente, alguns Parlamentares representantes de diferentes Estados já haviam feito uso da palavra –, eu queria fazer uma recomendação a V.Exa. para que, de fato, pudéssemos ouvir em primeiro lugar os representantes convidados, se eles assim desejarem. Desta forma, poderíamos fazer uma avaliação ou, pelo menos, sentir como está o debate, a discussão e a mobilização em torno do tema em cada Câmara ou Assembleia, exatamente com o objetivo ou a perspectiva de criarmos condições, as mais favoráveis possíveis, para que possamos realizar, posteriormente, as audiências em cada Estado. Sr. Presidente, não é exatamente uma reclamação, mas ontem estive em audiência com o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, meu ex‑colega Deputado Marcelo Nilo, que me informou que havia consultado a Secretaria daquela Casa e não havia sido convidado para esta reunião. Peço a V.Exa. que, depois, apure a respeito desse assunto, porque estou vendo aqui a bancada mineira em grande número – estão de parabéns –, mas o meu Estado, a Bahia, não se fez presente, porque, segundo o Presidente, com quem estive ontem, em Salvador, não havia sido convidado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Waldenor Pereira, a secretária da Comissão informa que todos foram convidados, com carta registrada, há 15 ou 20 dias. O SR. DEPUTADO WALDENOR PEREIRA – Pois não. Eu até disse a ele que haveria esta reunião hoje. Reforcei o convite, mas ele me informou que não havia sido convidado e pediu esclarecimento ao cerimonial da Assembleia. Eu também achei que deveria ser um equívoco, porque a Ana Lúcia é sempre muito zelosa e competente no seu mister. Achei estranho que isso tivesse acontecido. De qualquer maneira, quero fazer essa ressalva, porque o Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia tem interesse em participar deste debate e está muito entusiasmado com a possibilidade de realização da reunião, prevista para o dia 30 de maio, no Estado. 26978 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Então, quero fazer a recomendação, se for o caso, de ouvirmos os nossos convidados primeiro e, em seguida, abrirmos o debate a respeito dessa mobilização. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Há dois pedidos, portanto, de representantes dos Estados: do Presidente da UNALE e do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima. O Relator pede a palavra para um encaminhamento. O SR. DEPUTADO HENRIQUE FONTANA – É bem breve a minha fala para não tolher a palavra dos nossos convidados e colegas. Como estamos organizando as atividades nos Estados, só quero relatar, a título de sugestão, como se estruturou a atividade que está prevista para o dia 9, no Estado do Rio Grande do Sul. Qual a formatação que pensamos? Como temos que programar uma atividade para duas horas e meia, precisamos de tempo evidentemente para repercutir essa atividade, ouvir as representações. Qual foi a linha sugerida no Rio Grande do Sul e que vai ser adotada? Primeiro, a Assembleia Legislativa está coordenando o processo de organização da audiência pública. Segundo, pensamos que um dos Deputados Estaduais, escolhido pelo partido, deve usar a palavra em nome do partido. Terceiro, pensamos em 12 ou 15 falas de diferentes representações da sociedade, como OAB, CNBB, sindicatos, Federação da Indústria e outros. A abertura da atividade vai ser com a fala do Presidente da nossa Comissão, o Relator falará rapidamente, e do Presidente da Assembleia Legislativa. Ao final, então, depois de ouvir as falas das diferentes representações, tanto o Presidente como o Relator farão uma avaliação. Uma temática que preocupa todos quando vemos uma lista como essa, e eu vou sempre enfatizar isso como Relator, porque pode nos gerar uma certa ansiedade... A escolha das entidades e dos partidos quando vão usar a palavra por 5 ou 7 minutos é um indicativo do que é mais prioritário e importante para a sociedade. Ou seja, se uma entidade optar por abordar, na sua fala, o financiamento de campanha e o sistema de votação, isso é um indicativo para o Relator e para todos nós do que, de fato, tem mais importância para a sociedade. É evidente que alguém poderá falar sobre pesquisa eleitoral, e falará sobre esse tema. Mas não há outra maneira de organizar uma audiência pública como essa, a não ser dar liberdade a todos os que vão usar a palavra para que utilize o critério de priorização na sua própria fala. Isso vai significar o impacto que a Maio de 2011 sua fala vai ter sobre a formação de opinião que estamos construindo. Estou otimista com relação ao resultado que vamos obter das audiências públicas da nossa Comissão. É evidente que, quando colocarmos um relatório para debate da Comissão, vão surgir as divergências, mas muitas convergências vão aparecer. Não é, Presidente? Aquilo que o Deputado Carlos Mosconi disse, eu me arrisco a enfatizar com mais força ainda: está crescendo na sociedade brasileira – hoje quero falar só de um tema nesta reunião – a compreensão do papel que tem o financiamento público exclusivo da democracia para os resultados dessa democracia. Isso tem aparecido em todas as reuniões que se vai. Quando os colegas e o Presidente definirem o momento certo de apresentar o relatório, vamos ter apreendido um conjunto de assuntos que parecem ter uma maioria sólida, o que não nos impede, por óbvio, de repente, ter criticado o relatório, de um assunto A ou B ser retirado, ter destaques modificativos etc. Com certeza, o debate vai nos mostrar um conjunto de assuntos que tendem a compor maioria, se tivermos a capacidade de continuar dialogando com determinação sobre a reforma. O pior é continuar com o sistema atual. A mudança que vamos produzir será melhor do que o sistema atual, mesmo que não seja, insisto, o ideal para cada um de nós. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Presidente da UNALE. O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Sr. Presidente, deixando bem claro e parabenizando V.Exa. e a Comissão, eu acho, Deputada Luiza Erundina, que o convívio maior entre os legisladores estaduais, municipais e federal, conforme conversa que tive com o Presidente Marco Maia, é muito importante. Estamos começando aqui uma nova dinâmica para este Brasil, uma nova dinâmica de união dos Parlamentos, dos legisladores. Nós temos os Vereadores, que são os mais próximos da sociedade, os Deputados Estaduais e os Deputados Federais. Estes últimos têm que se lembrar de que um dia já passaram por uma Câmara Municipal e por uma Assembleia Legislativa. Esse início de discussão, numa reforma, tem que existir. Deixando de lado a Presidência da UNALE, quero dizer da minha posição de Deputado Estadual, já no meu sétimo mandato consecutivo. Tive a oportunidade de dar o meu primeiro voto para o companheiro Virgílio Guimarães, quando candidato a Prefeito de Belo Horizonte. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Voto bem dado. Eu quero só lembrar porque... (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Eu estou lembrando disso porque estamos falando de 26 anos atrás, de 1985, e a experiência que o Deputado Virgílio Guimarães leva hoje para a Assembleia Legislativa, como assessor desta Comissão, é muito importante. Quero lembrar também que há 2 anos iniciei um movimento no Brasil, já como dirigente da UNALE, sobre a unificação das eleições. Tenho comigo, hoje, 350 mil assinaturas pedindo a unificação das eleições, desde aquela hora, em todo o Brasil, principalmente em Minas Gerais. Deixo bem claro que a unificação das eleições iria fortalecer os partidos políticos, a partir do momento em que a mesma coligação feita em Brasília para a Presidência da República teria de ser mantida em Ubá, cidade de Minas Gerais. Não teríamos mais, por exemplo, em Brasília, o PSDB na Oposição e o PT no Governo. Em mais de 20 cidades de Minas Gerais, o PT e o PSDB caminham juntos. O eleitor não está entendendo mais. Então, temos que começar a levar isso com seriedade. A unificação das eleições vai acabar com os partidos pequenos e os partidos de aluguel que existem, sim, em vários Estados e neste País. O companheiro de Sergipe falou de unificação e de legitimidade do voto, o que é muito importante. Hoje, temos Deputados em Minas Gerais eleitos com 30 mil votos e outros que obtiveram 60 mil votos estão fora da Assembleia. A minha opinião é de que para ter mandato tem que ter voto, para ser representante do povo tem que ter voto. Então, está na hora de pensarmos que a vontade do povo é colocar numa Assembleia Legislativa, numa Câmara Municipal ou na Câmara dos Deputados, quem tem voto. Não adianta! Acabam essas coligações com a própria unificação. Quero deixar a fala não de um presidente de uma entidade nacional que congrega hoje 1.059 Deputados do Brasil inteiro, mas de um Deputado que está no seu sétimo mandato consecutivo. Eu já tive oportunidade de exercer dois mandatos como Vereador em Belo Horizonte, de passar pela Presidência da Câmara Municipal de Vereadores de Belo Horizonte, de exercer cinco mandatos como Deputado Estadual e de saber, acima de tudo, que eu estou aprendendo a cada dia. Repito: para ter mandato, precisa ter voto; para ter a legitimidade no cargo, precisa ter voto. E voto é uma coisa importante, Deputado Almeida Lima. São 700 milhões gastos a cada 2 anos. Nós não aguentamos mais fazer isso. Acabou a eleição num dia – isso foi bem mencionado aqui – e, no dia seguinte, estamos preocupados com quem será o Prefeito de Belo Horizonte, da capital dos mineiros. Assume o Prefeito e, já no dia seguinte, vem a pergunta: será que o Sabádo 28 26979 Prefeito vai ficar 2 anos? Assim foi com o Pimenta da Veiga, do PSDB, que se candidatou ao Senado. Perdeu a eleição e abriu a vaga para o Deputado Eduardo Azeredo, por 1 ano e 2 meses. Será que nós vamos ter de aguentar isso? Outra coisa, com a unificação das eleições, Vereador vai ser Vereador, Deputado Estadual vai ser Deputado Estadual. Acabou com esse negócio de Vereador sair de uma Câmara Municipal para uma Assembleia Legislativa. Quantos são os Vereadores? Acaba a legitimidade das capitais hoje. Os Vereadores saem candidatos e dividem os votos, e nós ficamos sem os Deputados Estaduais, ou o Deputado Federal, representando as capitais. Isso tudo acaba. Fica a minha sugestão para esta Comissão e também os meus parabéns a uma Comissão que começou a ouvir as Assembleias. Porque os Deputados chegam aqui – e são vários –, vindos de uma Câmara Municipal e esquecem que foram Vereadores, saem de Assembleias Legislativas e esquecem que foram Deputados Estaduais. Ao chegarmos aqui somos Deputados Federais e, nesta condição, temos um foro privilegiado. Nós temos de trabalhar para a população e falar que se nós legisladores trabalharmos juntos, mostrando a necessidade de um alinhamento conjunto, dando autonomia às Assembleias, às Câmaras Municipais, lembrando que o brasileiro está morando no seu Estado, na sua cidade, dividindo esse dinheiro que fica em Brasília, com certeza vamos fazer um país melhor. Nós podemos construir um grande Brasil, não para mim, nem para V.Exa., mas eu tenho certeza de que para os nossos filhos e para os nossos netos. Tenho um filho de 6 anos, chamado Artur. Tenho certeza de que, quando ele chegar à minha idade, vai dizer: “Meu pai contribuiu para chegar onde chegamos, fazendo um Brasil melhor”. É essa a minha ponderação, é esse o meu elogio a V.Exa. e a esta Comissão por ouvir as Assembleias, as Câmaras e a população deste País. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa. O SR. DEPUTADO ESPERIDIÃO AMIN – Pela ordem, Sr. Presidente, eu gostaria de primeiro subscrever tudo o que foi dito aqui, apaixonadamente, e, segundo, há 30 anos que eu sei que a UNALE é o maior sindicato deste País. Roberto Magalhães já tinha medo dela em 1983, quando era Governador de Pernambuco. Na época, tinha outro nome. (Intervenções simultâneas ininteligíveis. Risos.) O SR. ALENCAR DA SILVEIRA – Era União Parlamentar Independente. 26980 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – E eu fui da época da UPI. O SR. DEPUTADO ESPERIDIÃO AMIN – Permitam-me terminar. Era a tal de UPI. “O que é essa tal da UPI que vive me atormentando”, perguntava o Roberto Magalhães, quando era Governador de Pernambuco. Finalmente, invoco o direito de resposta para o Deputado Henrique Fontana, que escutou oito vezes que é preciso de voto e não de lista fechada, e não respondeu. (Risos.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tem a palavra o Sr. Deputado Estadual Chico Guerra. Em seguida, ouviremos o Sr. Deputado Sandro Alex. O SR. DEPUTADO HENRIQUE FONTANA – Somente uma brincadeira sempre bem humorada do meu colega Esperidião Amin. Mas digo que o Relator deve ouvir bastante antes de falar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vamos ouvir o nosso convidado, que é o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima e, em seguida, ouviremos V.Exa., Deputado. Sei que posso contar com a sua compreensão. Ouviremos o Deputado Chico Guerra, de Roraima. O SR. CHICO GUERRA – Sr. Presidente, em nome de V.Exa., cumprimento todos os Deputados presentes e em nome da Deputada Luiza Erundina, todas as Deputadas presentes. Comungo com tudo o que disse o meu colega Presidente da UNALE. A exemplo de S.Exa., eu também tenho 6 anos de Parlamento e se quiser me irritar é só falar mal de político. Eu sou Deputado porque gosto. Eu vivo 24 horas do meu mandato. Por isso consegui seis mandatos consecutivos. Não aceito isso e vou trabalhar pela moralização. Pontuei aqui alguns itens: sistema eleitoral, 10; financiamento de campanha, 10; fidelidade partidária, 10. Tem que acabar com isso. Nós ficamos nas mãos dos caciques. Imaginem o que um Governador faz com a bancada majoritária do seu partido numa Assembleia Legislativa! Tem de haver pressão por todos os lados, senão, na hora de indicar os candidatos, os caciques dos partidos que o farão. É uma loucura! Vivemos numa pressão enorme de todos os lados. É a imprensa, é a população cobrando, são os caciques dos partidos. Então, a ideia de abrir para que as pessoas possam discutir e dizer o que acham e o que deve acontecer é excelente. Fiquei triste ao chegar aqui e ver poucos Parlamentares estaduais presentes. Mas tudo isso é falta de informação. O povo está carente. Na hora em que mexe com o povo, o povo flui igual fogo. Ele vem para cima, porque quer mudanças. Maio de 2011 V.Exa. está de parabéns pela ideia de levar a Comissão a todos os Estados. Espero que vá ao meu Estado. Vou reunir todos os segmentos para ouvir V.Exas., para discutir o que pode ser melhor para o País. Tenho certeza de que, no final, o Sr. Relator fará um parecer que venha ao encontro do que a população quer. Quero continuar sendo Deputado por muitos anos e quero ser respeitado como tal. Quero que meus filhos andem na rua e digam que são filhos do Deputado Chico Guerra, porque é assim que conseguiremos mudar as coisas. Sou Deputado porque gosto, repito. Se me irritarem, sou pior do que o Requião, muitas vezes, por conta de falar mal de uns Deputados. Uns nada, coloque nome nos bois, senão não dará certo. Sr. Presidente, andei 4 mil quilômetros para poder chegar aqui e dizer a V.Exa. que nosso Estado está preparadíssimo, esperando por V.Exas., para mostrar à população o que precisa ser feito, como será feito. Tenho certeza de que o que V.Exas. irão dizer lá é o que o povo quer ouvir. Ninguém aquenta mais essa pressão. Nós políticos não aquentamos mais. Nós estamos naquela situação: ou vai ou vai, não há essa história de ficar pelo meio do caminho. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Roraima fica no hemisfério norte. O SR. CHICO GUERRA – Vizinho do Chávez. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Então, vamos ao hemisfério norte. O SR. CHICO GUERRA – Recebi a correspondência no dia 8 de abril, a 4 mil quilômetros. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Obrigado pelo testemunho. Com a palavra o Sr. Deputado Sandro Alex. O SR. DEPUTADO SANDRO ALEX – Sr. Presidente, quero saudar todos os convidados que participam desta reunião conosco, os Deputados Estaduais, a nossa Deputada Estadual do PPS, os dois Parlamentares, dois Vereadores do Paraná que nos prestigiam também nesta sessão, os Vereadores Julio Küller, do PPS, e Dr. Zeca, do PSDB do Paraná, que nos prestigiam e estarão conosco numa audiência pública que faremos em Curitiba, no próximo dia 27 de maio. O Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná encaminhou a V.Exa. um ofício colocando‑se à disposição. Não pôde comparecer hoje e pediu-me que transmitisse o agradecimento pelo convite e dissesse que estaremos empenhados para fazer uma audiência pública envolvendo os Deputados Estaduais, as Câmaras Municipais, a OAB, enfim, as entidades e Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a sociedade civil representada para que o Estado do Paraná possa contribuir com a reforma política. Veja só, Sr. Relator, a importância realmente da pressão popular, da vontade das pessoas em participar da discussão! Isso engrandece. A Câmara dos Deputados, por meio desta Comissão, está fazendo a sua parte. Temos hoje aqui o encaminhamento de Deputados Estaduais dando a sua opinião, a sua participação, engrandecendo assim a discussão e envolvendo muito mais a sociedade nesse tema tão importante. Estamos trabalhando para que, no dia 27 de maio, no Paraná, possamos fazer um grande evento para contribuir com o relatório do Deputado Henrique Fontana. Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Eu é que agradeço a V.Exa. Com a palavra a Sra. Deputada Luiza Erundina. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Sr. Presidente, quero sugerir que a proposta do nosso Relator a respeito do método de trabalho nas conferências possa ser objeto de discussão naquele grupo de trabalho e que seja estabelecido como uma proposta unificada a ser adotada nas várias conferências. Sabe por que, Sr. Presidente? Porque isso vai uniformizar o debate, vai dar condições inclusive para que os dados que vierem de lá tenham um certo nível de organização a partir dessa proposta que o nobre Relator nos fez. Quero propor que isso seja adotado já na primeira conferência em Goiânia e que a proposta que o Deputado está fazendo para a conferência no seu Estado possa ser uma referência para que se comece a adotá-la a partir de Goiânia. E vamos avaliando se isso vai contribuir para organizar os dados e o resultado do debate que se dará nas diferentes conferências que ocorrerão. Era essa a proposta, porque acho que isso ajuda, contribui e vai organizar o nosso debate. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vamos ouvir a Deputada Íris de Araújo. A SRA. DEPUTADA ÍRIS DE ARAÚJO – Sr. Presidente, a propósito do que disse a nobre Deputada Luiza Erundina, distribuí uma proposta sobre o encaminhamento da audiência pública em Goiânia, para que fosse lida pelos senhores membros desta Comissão, que, caso haja interesse, poderão fazer sugestões. Dois Deputados já fizeram sugestões. Já mandei fazer a mudança. Um deles é a Deputada Luiza Erundina. Vou submetê-la novamente à apreciação e depois, já alterada, poderá ser divulgada pela Mesa. Até o final desta reunião, nós já teremos essa divulgação. De forma que concordo com o que a Deputada ponderou. Sabádo 28 26981 Acho que temos de organizar o trabalho e, de certa forma, eu me adiantei, porque acredito muito naquele ditado que diz: “quem quer faz, quem não quer manda”. Então, eu já mandei fazer, mas não está pronto. Deputada Luiza Erundina, gostaria que os Srs. Parlamentares acrescentassem suas opiniões – as cópias estão chegando e vou distribuí-las –, a fim de que cheguemos a uma proposta concreta, que possa ser utilizada uniformemente. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, pela ordem. V.Exa. me permite? O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Sr. Deputado Vitor Paulo. O SR. DEPUTADO VITOR PAULO – Sr. Presidente, estávamos conversando com a Deputada Luiza Erundina – com essa preocupação da Deputada Íris de Araújo, quero até parabenizá-la pela iniciativa, porque isso foi importante para surgir este debate – sobre a possibilidade de o nobre Deputado Henrique Fontana fazer essa programação. Devemos ter como parâmetro o modelo dessa programação, para que todas as audiências tenham esse encaminhamento. Mesmo que haja uma alteração ou outra, não podemos desfocar. Ficaria muito melhor para nós seguirmos somente um encaminhamento. Claro que há alguns tópicos que já estão definidos. Quem quiser pode segui-los. Essa é a sugestão, segundo o que já foi dito aqui pelas Deputadas Íris de Araújo e Luiza Erundina. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Deputado Sibá Machado. O SR. DEPUTADO SIBÁ MACHADO – Sr. Presidente, aproveitando as preocupações de todos que já se manifestaram, quero sugerir à UNALE, entidade que representa as Assembleias Legislativas, que antecipe alguns pontos. Há a lista dos pontos, que poderia ser usada. Gostaria que os senhores fizessem observações sobre os pontos que acharem mais pertinentes. Por quê? Porque, embora o prazo não seja tão curto, há um momento para encerrar. Seria bom estarmos nas reuniões com esses pontos, não sei se já com uma opinião das bancadas de cada partido naquele Estado, ou da própria posição da Assembleia Legislativa. Fico pensando onde está o foro de negociação. Nós poderíamos ter um momento com as Lideranças de todos os partidos, e cada partido poderia fazer um exercício de nos apresentar suas teses e convicções para fortalecermos as negociações. Falo isso para que pudéssemos chegar na Assembleia Legislativa para o esclarecimento de dúvidas das posições que serão apresentadas e que, tiradas essas dúvidas, a Casa tivesse mais tempo para se debruçar sobre esses pontos e amarrar convicções. 26982 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Eu queria entender, pela própria defesa que faço do meu partido, se a defesa que vou fazer é a minha ou é a que o PT vai me convencer, ou já me convenceu, ou vai me enquadrar para segui-la. Falo isso para que avancemos em alguns pontos, porque cada vez que nos reunimos... A experiência de duas reuniões que fizemos no Acre... O SR. DEPUTADO HENRIQUE FONTANA – O PT está na linha do diálogo e da negociação, não se enquadra mais. O SR. DEPUTADO SIBÁ MACHADO – Cada apresentador do tema, Presidente, falou o que estava pensando e queria que a plenária se convencesse de um emaranhado de ideias que apareceram. Imaginem a ressonância que isso deu! Fico pensando no trabalho do nosso Relator, como é que S.Exa. vai se virar nesse negócio? Estou falando se é possível pegarmos alguns pontos e amadurecermos melhor para que possamos avançar sobre o nosso trabalho, as nossas convicções e negociações nesta Casa. O SR. DEPUTADO HENRIQUE FONTANA – Sr. Presidente, só para ajudar, como sugestão e a título do que disse a Deputada Erundina, primeiro tenho uma visão, e acho que todos os colegas Parlamentares representantes das assembleias vão compreendê-la. É óbvio que essas audiências públicas ou cada comissão estabelecida em uma assembleia tem um caráter de trazer à Câmara dos Deputados um conjunto de opiniões daquele Estado, evidentemente não em caráter deliberativo, mas no sentido de trazer sugestões e priorizar pontos considerados mais importantes, com a opinião de maioria constituída, ou às vezes até para citar que um determinado ponto dividiu a comissão ao meio. Todas essas informações são importantes. Sobre as reuniões, nessa ideia de uniformizar, a minha sugestão foi de adotarmos, como na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a prática de cada partido usar a palavra através de um representante de sua escolha. Se a bancada do PMDB tem seis ou sete Deputados – não me lembro quantos tem –, ela vai escolher um representante para usar a palavra naquela audiência pública. Depois vamos abrir a palavra – não me lembro se fechamos em 12 ou 15 inscrições – para entidades da sociedade expressarem a sua opinião sobre a reforma política. A abertura se dá com a fala do Presidente do Legislativo Estadual, com a do Presidente da nossa Comissão e a do Relator. Eventualmente, quando estivermos nos Estados em que temos outros colegas que compõem a Comissão, é natural que esses colegas usem a palavra. No meu caso, o meu colega Alceu Moreira, meu conterrâneo que faz parte da nossa Maio de 2011 Comissão. Com isso vamos ter uma reunião bastante produtiva. Brincando um pouco com todos os que estão nos acompanhando e com o meu colega e amigo Deputado Sibá, eu até usei essa palavra numa reunião, em diversas reuniões do PT de que tenho participado e fora delas. Tenho consciência de que o Relator não vai colocar no relatório exatamente aquilo que pensa. S.Exa. precisa ter a capacidade de tentar compreender por onde andam as maiorias possíveis para se chegar ao sucesso de votação em um relatório como esse e construir o relatório levando todas essas questões em consideração, porque a melhor maneira de não fazermos reforma nenhuma é se cada partido sentar nesta Comissão para demarcar posição, trazendo o posicionamento que nasceu na discussão dentro de sua agremiação partidária. Isso vale também para as representações da sociedade. Por exemplo, se a CNBB viesse à reunião no Parlamento e dissesse: “Olha, a reforma política ideal que eu quero é esta, e se não for esta eu não quero nada”. Por óbvio, seria um caminho absolutamente improdutivo, que, aliás, seria revogar a democracia. Sou Deputado e agora estou começando o meu quarto mandato, Presidente, e gosto de dizer que nunca votei um projeto exatamente como eu gostaria de votar. Em todos eles, de alguma maneira, tive de mediar posições para aprovar algo mais próximo do que imagino. Essa é uma maturidade que o País está vendo crescer. Não nos adianta só demarcar posições. A hora é de mudar mesmo o atual sistema político, do qual estamos muito cansados, assim como a população. Às vezes, a perda de credibilidade ou as críticas feitas à política, como disse nosso colega Chico Guerra, têm causas, e algumas dessas causas estão relacionadas ao sistema político. Essa é a ideia de orientar a mudança que queremos fazer. Vamos ter de convencer nossos próprios partidos, muitas vezes, a sair do enquadramento básico e a chegar a uma posição passível de ser votada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Pediu a palavra o Deputado Waldenor Pereira. O SR. DEPUTADO WALDENOR PEREIRA – Sr. Presidente, na linha de democratização do debate e de ampliação da participação da sociedade, gostaria de sugerir a V.Exa., aproveitando a presença dos nossos convidados, Deputados Estaduais e Vereadores, que fosse recomendado a todos os Parlamentos do Brasil – Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais – que realizassem debates a respeito da reforma política. Cada Deputado, em seu Estado, na medida do possível, participaria ou não das reuniões, dependen- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS do da sua agenda. Eu, por exemplo, vou participar de vários debates na Bahia. Acredito que outros colegas também já estejam participando de uma agenda da matéria. A Presidência, talvez junto com o Relator, poderia expedir correspondência a todas as Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas recomendando a realização de eventos que digam respeito à reforma política. E seria interessante estabelecer um prazo para que esses Parlamentos encaminhassem sugestões à Relatoria da Câmara, que as receberia e adequaria ou não ao relatório do Deputado Fontana. Seria bastante interessante fazer essa recomendação, como incentivo para que todos os Parlamentos brasileiros debatessem o tema, naturalmente convidando segmentos organizados da sociedade, representações dos trabalhadores, entidades representativas de todos os segmentos. Nossa intenção, que é também a da Frente Parlamentar liderada pela Deputada Luiza Erundina, é ampliar o debate e convidar a sociedade para participar. Nada mais interessante do que aproveitar a presença aqui de Presidentes de Assembleias Legislativas e de Câmaras Municipais para fazer essa recomendação. Na medida do possível, podemos ou não participar desses eventos. Mas, independentemente da nossa participação, é recomendável que todos assim procedam. V.Exa. estabeleceria um prazo, acordado com o Relator, para receber as sugestões, que poderiam ser incorporadas ao relatório do colega Deputado Henrique Fontana. É a minha sugestão. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Waldenor Pereira, tenho informações, sem prejuízo da sugestão de V.Exa., de que a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais – UNALE já recomendou às Assembleias Legislativas constituírem comissões para debater a reforma política. Com um gesto, o Presidente Alencar da Silveira Júnior me reafirma que a UNALE fez esta sugestão para que as Assembleias façam o debate interno, entre os Deputados e a sociedade local, sobre a reforma política. Mas no dia 19 de maio vamos ter um encontro com os Deputados Estaduais e os Presidentes dos Poderes Legislativos estaduais em Florianópolis, por ocasião do Encontro Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais. Com a palavra a nobre Deputada Luiza Erundina. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Sr. Presidente, eu fiquei um pouco preocupada com a fala do Deputado Sibá Machado e quero retomar esse ponto. Esta Comissão poderia perfeitamente, como fez o Senado – ainda bem que não se fez aqui –, fechar Sabádo 28 26983 uma proposta, a mais discutida aqui dentro. No entanto, V.Exa., junto conosco, com a maioria da Comissão, deliberou de outra forma, ou seja, nós não termos a melhor proposta possível para resolver os problemas e as distorções do nosso sistema político. E aí V.Exa., adequadamente, deliberou por esse processo democrático, amplo, plural, aberto, sem uma premência de 180 dias, embora este seja um tempo que tenhamos de perseguir. Eu gostaria, Sr. Presidente, que as Assembleias Legislativas fizessem o mesmo. Elas poderiam reunir os seus Parlamentares, suas assessorias, tirar uma proposta e mandar para esta Comissão. Mas me parece que o espírito não é esse. O espírito é que as Assembleias Legislativas sejam protagonistas deste debate nos seus Estados, abrindo a reflexão com a sociedade como um todo, não só com os partidos, não só com os seus Parlamentares. E o produto desse esforço nos Estados poderia ser a formação de embriões – como já existe em algumas Assembleias Legislativas – de Frentes Parlamentares Estaduais pela Reforma Política com Participação Popular, a exemplo do que temos. Sinto que a nossa Comissão ainda não incorporou esse instrumento da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular. São dezenas de entidades, como a OAB, a CNBB, centrais sindicais, movimentos sociais, movimentos populares. Se reproduzirmos esse modelo em cada Assembleia Legislativa como resultado dessas conferências, desencadearemos um movimento nacional organizado, representativo, que vai produzir ideias, propostas, consensos, que, sem dúvida nenhuma, vão cair nesta Comissão e, com o nosso Relator, vamos espelhar numa proposta a ser submetida a um plebiscito – que, aliás, é uma das ideias. E esse plebiscito já estaria sendo preparado em algum sentido nesse esforço de mobilização, de participação e de envolvimento da sociedade civil como um todo. Então, eu sinto que a ideia da Frente Parlamentar ainda não está incorporada, nós não a incorporamos como um todo. Ela é a expressão desse esforço de articular o Parlamento, a sociedade civil organizada e, num dado momento, isso terá também de ser submetido aos partidos políticos. Sem dúvida nenhuma, esse processo, na minha modesta avaliação, é o mais rico, o mais adequado e o mais democrático que se pode construir à luz dessa proposta que esta Comissão está encaminhando às Assembleias Legislativas. É claro que o pensamento dos Parlamentares estaduais é importante, assim como o das Câmaras Municipais, mas não fecha o debate. O debate só po- 26984 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS derá ser fechado após esse conjunto de conferências, onde a sociedade civil organizada, os Parlamentares estaduais e municipais e os partidos políticos se expressariam e construiriam consensos possíveis em torno dos temas que compõem uma proposta de reforma política. É esta a minha preocupação, Sr. Presidente, para que não se imagine que o debate se fecha nas posições que os Deputados Estaduais vierem a fechar. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Reafirmo a V.Exa. e aos demais presentes que esta é a compreensão da Presidência desta Comissão. O SR. DEPUTADO SANDRO ALEX – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO SANDRO ALEX – Sr. Presidente, como nós só temos a deliberação dos requerimentos – faltam poucos minutos para as 17h –, quero justificar a minha ausência, devido a um compromisso com a Ministra Ideli Salvatti. Consta da pauta de hoje o Requerimento nº 53, de minha autoria, que formaliza a audiência em Curitiba. Peço a atenção dos Srs. Parlamentares para o encaminhamento positivo. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tem a palavra o Deputado Antônio dos Santos. O SR. ANTÔNIO DOS SANTOS ‑ Sr. Presidente, Sra. Deputada Erundina, estive conversando com o presidente da UNALE, e o pensamento é exatamente esse. Após a conferência da UNALE, a entidade encaminhará à Comissão um relatório, uma proposta já consensuada entre todas as assembleias quanto aos temas que serão tratados. A UNALE vai encaminhar para a Comissão a sugestão, a proposta resultante do que os Deputados discutirem em suas bases, no encontro a ser realizado em Santa Catarina. Dali será preparado um relatório, que será encaminhado para a Comissão. Será encaminhada para o Presidente e para o Relator da Comissão uma contribuição da UNALE para a reforma política. É esse o pensamento. Nós já tínhamos conversado sobre isso e a UNALE vai emitir o seu relatório. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Foi convidado o integrante da frente... O SR. JOÍLSON CARDOSO ‑ Sr. Presidente, eu represento a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e tivemos uma experiência já na Legislatura passada de participar da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, presidida pela companheira Deputada Luiza Erundina. Maio de 2011 Para nós, do ponto de vista da concepção dos trabalhadores, a reforma política é um tema de interesse nacional, não é de interesse apenas do Parlamento. Nós temos essa convicção. Mas também reconhecemos que é possível o diálogo com a sociedade civil para que as prerrogativas do Parlamento, do Congresso Nacional sejam exercidas, como a experiência que tivemos na sociedade brasileira com o rico processo Constituinte de 1988. Eu tive oportunidade, como militante do movimento sindical, de participar dos comitês que debateram e formularam propostas objetivas, temas de grande relevância que consagraram a Constituição Federal, inclusive o mosaico que hoje compõe a nossa Constituição. Portanto, eu queria fazer um pronunciamento aqui nesta Comissão primeiro para parabenizá-la pela iniciativa de ouvir a sociedade civil organizada. A sociedade civil tem uma preocupação muito grande com o tipo de pensamento, de campanha negativa que se faz em relação à política; e pior do que a campanha contra os políticos ou tão grave quanto isso é a campanha que se faz contra os partidos. Nós, que somos de entidades de classes de trabalhadores, sabemos o quanto é ruim para a democracia não defendermos o fortalecimento das entidades, das instituições. Portanto, Sr. Presidente, nós temos uma convicção: se a sociedade brasileira organizadamente for convocada para debater essa matéria, com certeza ela vai contribuir ao apontar o que é mais consensual para a ainda jovem democracia brasileira no sentido de se constituir consenso sobre a reforma política. Quais são as convicções do movimento sindical em relação à matéria? Primeiro, que o sistema como um todo está exaurido, como já foi dito aqui. Segundo, é insustentável manter-se no Brasil um sistema em que o político, para chegar a um mandato, tenha que fazer o esforço econômico que faz hoje. Esse esforço econômico, esse empreendimento econômico, que é definitivo para o êxito em eleições, não se sustenta nos prazos que a democracia brasileira vai exigir para que o País se estabeleça. Também temos outra visão: ou consolidamos em nosso País um sistema político que tenha a ver com a dinâmica de desenvolvimento e de crescimento que tem o Brasil, ou estaremos fadados a criar e a promover instrumentos de deficiência democrática, e o mundo está dando exemplos cruéis em termos de derrocada de sistemas políticos, de poderes instituídos, com o povo sem rumo provocando, inclusive, guerras. Estamos acompanhando isso atualmente. Portanto, as centrais sindicais não só tratam de pauta trabalhista, mas também dos grandes temas nacionais. Ainda amanhã, estaremos reunidos em um café Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS da manhã com o Presidente da Câmara, que nos convocou para debater o desenvolvimento do nosso País. No mês passado, tivemos uma longa reunião com a Presidente Dilma, também para debater o rumo do País. Nós não nos iremos furtar dessa participação. Queremos colaborar, com a compreensão que temos da importância da reforma política em nosso País. Nesse sentido, colocamo-nos à disposição. Já somos signatários do Manifesto da Reforma Política com Participação Popular. E temos plena convicção de que a Câmara, o Congresso Nacional será incentivado e mobilizado para fazer uma reforma política que vá ao encontro dos anseios do desenvolvimento do nosso País e do estabelecimento da democracia. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – A Presidência conclui, portanto, a primeira parte da nossa reunião de hoje e agradece a participação a todos os Parlamentares, presidentes e representantes dos Legislativos Estaduais e Legislativos Municipais das Capitais, além dos representantes da Frente Parlamentar Mista, com integrantes de entidades da sociedade civil organizada. O SR. DEPUTADO MIRO TEIXEIRA – Antes do encerramento, Sr. Presidente, peço licença para justificar aos convidados meu atraso. O Rio de Janeiro estava sob intenso temporal ontem e hoje pela manhã, e o avião atrasou muito. Teria muito prazer em ouvi-los falar. Vou buscar os pronunciamentos em nossas gravações. Desculpem-me. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Como V.Exa. não teve condições de estar presente no início desta reunião, esclareço que diante da solicitação da UNALE, que realiza um congresso com aproximadamente 500 Deputados Estaduais em Florianópolis no dia 19 de maio, pedi a compreensão dos Parlamentares do Rio de Janeiro no sentido de que, em combinação com a Mesa, busquemos outra data, que estava prevista para o dia 20. Isso porque quinta-feira, dia 19, é importante que nos desloquemos com a Comissão para Florianópolis, aproveitando o encontro nacional que será realizado naquela Capital. Dou essa informação a V.Exa. para que, em combinação com os demais Deputados e a Secretaria, marquemos outra data. Registro o meu agradecimento a todos. Declaro encerrada a primeira parte desta nossa reunião. (Palmas.) Na segunda parte da reunião, temos o seguinte Expediente. Comunico que foram recebidas as seguintes correspondências: ofício dos Deputados Eduardo Azeredo e Alceu Moreira justificando ausência nas reuniões dos Sabádo 28 26985 dias 5 e 7 de abril; ofício do Presidente desta Casa encaminhando a esta Comissão um documento do PPS dirigido a S.Exa. que trata das propostas daquele partido relativas à reforma política. Considerando que há número regimental, vamos passar à votação da ata. Informo aos Srs. Parlamentares que a ata da reunião realizada no último dia 14 foi distribuída. O SR. DEPUTADO LUIZ ALBERTO – Sr. Presidente, peço dispensa da leitura da ata. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Diante da solicitação de V.Exa., e não havendo objeção nesse sentido, declaro a desnecessidade da leitura da ata e submeto-a à discussão. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-la, em votação. As Sras. e Srs. Deputados que a aprovam permaneçam como estão. (Pausa.) A ata está aprovada. Na Ordem do Dia, como anunciado anteriormente, realizaremos a deliberação de requerimentos. Requerimento nº 43, do Sr. Deputado Delegado Protógenes, que solicita seja realizada audiência pública com o Presidente do TSE. (Pausa.) Esta reunião já aconteceu. Declaro, portanto, prejudicado o requerimento. Requerimento nº 44, das Sras. Deputadas Erika Kokay e Luci Choinacki, que “requer a realização de audiência pública para discutir medidas visando garantir que, no novo ordenamento político-eleitoral brasileiro, a ser instituído pela reforma política ora em debate, haja o efetivo respeito ao princípio da equidade de gênero, com os seguintes convidados: Deputada Nacional Adriana Puiggros, da Argentina; Ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República; juíza aposentada Maria Lúcia Karam; Sra. Rosane da Silva, Secretária de Política para as Mulheres da Central Única dos Trabalhadores; Sra. Maria Betânia Ávila, membro da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); Prof. José Antonio Moroni, do INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos; Dra. Lourdes Bandeira, socióloga da Universidade de Brasília; e Sra. Guacira César de Oliveira, diretora do CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria”. Já ouvimos a Dra. Guacira. Em discussão o requerimento. Com a palavra o Deputado Luiz Alberto. O SR. DEPUTADO LUIZ ALBERTO – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em que pese a ausência das Deputadas Erika Kokay e Luci Choinacki, quero sugerir, já concordando com o requerimento, que nele seja incluído o convite à Sra. Ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade 26986 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Racial, da Presidência da República. Acho que será importante... (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. DEPUTADO LUIZ ALBERTO – A representante do CFEMEA já veio, mas não queria apenas a substituição. Quero incluir a Ministra, independentemente da ausência do CFEMEA, considerando que S.Exa. dará uma grande contribuição ao debate proposto pelas Deputadas Luci Choinacki e Erika Kokay. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Continua em discussão o requerimento. (Pausa.) Não havendo objeção à proposta de inclusão do nome referido, em deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento por unanimidade. Requerimento nº 45, do Deputado José Guimarães, que “requer a realização, no âmbito da Comissão, de audiência pública para debater a reforma política, com a presença do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. (Pausa.) Declaro prejudicado, pois este requerimento já foi deliberado pela aprovação. Requerimento nº 46, do Deputado José Guimarães, que “requer a realização, no âmbito da Comissão, de audiência pública para debater a reforma política com a presença dos presidentes do PMDB, PT, PSDB, DEM, PCdoB, PSB e PSOL”. Em discussão matéria. O SR. DEPUTADO VICENTE ARRUDA – Sr. Presidente, este requerimento está prejudicado, porque já foi aprovado por esta Comissão requerimento idêntico, porém muito mais amplo, convidando os presidentes de todos os partidos. Não podemos fazer discriminação, como pretende o nobre autor deste requerimento. Não podemos ter uma visão parcial dos partidos. O argumento de que é muita gente não importa, porque existem muitos partidos. Podemos dividir a audiência em duas, mas não podemos deixar de fora partidos com grande participação no Congresso Nacional, como o PR, que é o meu partido, o PTB, o PP e tantos outros. Isso não se justifica, mesmo porque a matéria está prejudicada, pois um requerimento restringindo não pode ser votado quando já foi decidido pela Comissão convocar os presidentes de todos os partidos, pelo menos aqueles que têm representação na Câmara. Essa é uma questão de justiça, para que não haja uma visão parcial da visão política sobre a reforma política. Os partidos políticos são primacialmente interessados nesse processo e não podem ser marginalizados nem colocados de fora. Maio de 2011 Por conseguinte, peço a V.Exa. que considere prejudicado o requerimento porque, de acordo com o Regimento, se trata de matéria já decidida de forma muito mais ampla. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Compreendo e aceito o argumento de V.Exa., declarando prejudicado o requerimento. Requerimento nº 47, da Sra. Luiza Erundina, que “requer a realização de audiência pública com a participação da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular”. Em discussão. (Pausa.) Como a nobre Deputada autora do requerimento não manifesta interesse em fazer sustentação, seguirei direto. A SRA. DEPUTADA LUIZA ERUNDINA – Pode ir direto, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Não havendo quem deseja discutir o requerimento, passo à deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 48, do Sr. Newton Cardoso , que “requer a realização do Encontro Regional do Estado de Minas Gerais para debater, em audiência pública, a reforma política em Belo Horizonte, Minas Gerais”. Em discussão o requerimento. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo, em votação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 49, da Sra. Luci Choinacki, que “requer a realização de audiência pública da Comissão de Reforma Política no Estado de Santa Catarina”. Em discussão o requerimento. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo, submeto o requerimento à deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 50, do Deputado Sibá Machado, que “requer a realização de audiência pública em Rio Branco, Estado do Acre”. Em discussão o requerimento. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo, submeto o requerimento à deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que aprovam o requerimento permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 51, do Sr. Carlos Eduardo Cadoca, que “requer a realização de audiência pública da Comissão Especial destinada a efetuar estudo e Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS apresentar propostas em relação à Reforma Política (CEREFPOL) na cidade de Recife, Pernambuco”. Em discussão o requerimento. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo, submeto o requerimento à deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 52, do Sr. Paes Landim, que “requer a realização de audiência pública para subsidiar o debate relativo à reforma política com os seguintes convidados: Lúcia Mercês Avelar, Doutora em Ciência Política pela PUC/SP, Pós-Doutora pela Yale University, Estados Unidos, Pesquisadora Professora Associada do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, Membro Titular da Comissão Brasileira de Paz e Justiça; Otaciano Nogueira, Especialista pelo Instituto de Estudos Políticos e Sociais da PUC/RJ, bacharel pela Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, Bacharel e Licenciado em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras pelo CEUB, no Distrito Federal”. Em discussão. O SR. DEPUTADO PAES LANDIM – Sr. Presidente, gostaria de acrescentar que ele é também Professor Titular de Ciência Política na Universidade de Brasília. Houve uma omissão no requerimento. Vou acrescentar. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Em discussão o requerimento, com o acréscimo requerido pelo autor. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo e não havendo objeção, submeto o requerimento à votação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 53, do Sr. Sandro Alex, que “requer a realização de audiência pública em Curitiba, Estado do Paraná, para debater a reforma política”. Em discussão. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo, em deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado por unanimidade. Requerimento nº 54, do Sr. Ribamar Alves, que “requer a realização de Encontro Regional no Estado do Maranhão para debater em audiência pública a reforma política naquele Estado”. Em discussão o requerimento. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-lo, submeto-o à deliberação. As Sras. e Srs. Parlamentares que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Sabádo 28 26987 Aprovado por unanimidade. O SR. DEPUTADO LUIZ ALBERTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Sr. Deputado Luiz Alberto. O SR. DEPUTADO LUIZ ALBERTO – Sr. Presidente, sou nordestino, como V.Exa.; sou da Bahia. Sr. Presidente, como foi feito em relação às audiências públicas nos Estados, aprovamos aqui vários requerimentos convidando cientistas, como o apresentado pelo Deputado Paes Landim, e entidades. Pergunto a V.Exa. se a Comissão já estabeleceu também um calendário para essas audiências públicas a serem realizadas na Comissão. Sugiro também, quanto aos requerimentos em que foram aprovados convites a estudiosos e cientistas – como este do Deputado Paes Landim, existem outros – que se compatibilizem as exposições na mesma audiência pública ou no mesmo dia, para que possamos ganhar tempo em relação a essas audiências. Indago a V.Exa. se já foi feito esse calendário ou se pretende fazê-lo brevemente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Acato a sugestão de V.Exa. e informo que a Secretaria, junto com a Presidência, está procedendo exatamente dessa forma. No início, houve uma dificuldade de arrumação de agenda, de disponibilidade de agenda dos convidados, mas temos já designada para a próxima quinta-feira audiência pública com a presença de David Fleischer, Eduardo Graeff, ex-Secretário-Geral da Presidência da República, e mais um ou dois convidados. Portanto, estamos trabalhando exatamente nesse sentido, procurando agrupar os convidados em função da similaridade e do foco que cada um poderá abordar. Nada mais havendo a tratar, convoco reunião de audiência pública para a próxima quinta-feira, dia 28 de abril. Com os meus agradecimentos, declaro encerrada a presente reunião. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 13ª Reunião Ordinária realizada em 28 de abril de 2011. Às nove horas e cinquenta e quatro minutos do dia vinte e oito de abril de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 02 da Câmara dos Deputados, com 26988 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a presença dos Senhores Deputados Almeida Lima – Presidente; Edinho Araújo e William Dib – Vice-Presidentes; Alceu Moreira, Antonio Carlos Mendes Thame, Carlos Eduardo Cadoca, Daniel Almeida, Eduardo Azeredo, Fábio Faria, Ivan Valente, João Paulo Lima, José Guimarães, Luiza Erundina, Marcus Pestana, Miro Teixeira, Pauderney Avelino, Reguffe, Rubens Otoni, Sandro Alex, Valtenir Pereira, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Aguinaldo Ribeiro, Danilo Forte, Dr. Carlos Alberto, Felipe Bornier, Marcelo Castro, Rosane Ferreira e Vicente Candido – Suplentes. Compareceram também os Deputados Amauri Teixeira, Miguel Corrêa e Ronaldo Benedet, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Alfredo Sirkis, Arnaldo Faria de Sá, Augusto Coutinho, Efraim Filho, Erika Kokay, Esperidião Amin, Henrique Fontana (ausência justificada), José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Mauro Benevides, Newton Cardoso, Paulo Maluf, Ribamar Alves, Ricardo Berzoini, Ronaldo Caiado, Simão Sessim, Valdemar Costa Neto e Vicente Arruda. ABERTURA: Havendo número regimental, o Primeiro Vice-Presidente, Dep. Edinho Araújo, declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a Ata da 12ª reunião ordinária, realizada no último dia 26 de abril de 2011. Dispensada a leitura, o Deputado Edinho Araújo colocou em discussão a Ata, não havendo quem quisesse discuti-la, foi colocada em votação. Em votação, a Ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Com a palavra, o Primeiro Vice-Presidente anunciou que a reunião havia sido convocada para ouvir em audiência pública os Srs. Eduardo Graeff, cientista político; David Fleischer, Professor Doutor em Ciência Política; e Antônio Augusto de Queiroz, Diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP. Em seguida, agradeceu a presença dos expositores e convidou-os a tomar assento à mesa. Após esclarecer a respeito dos dispositivos regimentais que norteariam a audiência pública, o Dep. Edinho Araújo concedeu a palavra ao Sr. Eduardo Graeff para que fizesse sua exposição. Durante a exposição do Sr. Eduardo, o Presidente Almeida Lima assumiu a presidência dos trabalhos e, ao seu final, passou a palavra ao segundo expositor, Sr. David Fleischer e, em seguida, ao Sr. Antônio Augusto de Queiroz. Encerradas as exposições dos convidados, o Relator Substituto da Comissão, Deputado Rubens Otoni, fez suas considerações. Os deputados João Paulo Lima, Rosane Ferreira, Reguffe, Alceu Moreira, Marcelo Castro, Marcus Pestana, Ivan Valente, Ronaldo Benedet, Eduardo Azeredo, Waldenor Pereira e Almeida Lima teceram comentários e fizeram alguns questionamentos aos convidados. O Presidente Almeida Lima devolveu a palavra aos Srs. Eduardo Graeff, David Fleischer e Antônio Augusto de Queiroz para Maio de 2011 que respondessem aos deputados e fizessem suas considerações finais. ENCERRAMENTO: Ao retomar a palavra, o Presidente agradeceu a presença dos expositores e, nada mais havendo a tratar, encerrou a reunião às treze horas e seis minutos, convocando Reunião Ordinária para o dia 03 de maio de 2011. E, para constar eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas. . O SR. PRESIDENTE (Deputado Edinho Araújo) – Havendo número regimental, declaro abertos os trabalhos da presente reunião. Informo aos Srs. Parlamentares que foi distribuída cópia da ata da 12ª Reunião Ordinária, realizada no último dia 26 de abril. Indago ao Plenário se há necessidade de sua leitura. O SR. DEPUTADO RUBENS OTONI – Sr. Presidente, peço dispensa da leitura da ata. O SR. PRESIDENTE (Deputado Edinho Araújo) – Dispensada a leitura da ata. Em discussão a ata. (Pausa.) Não havendo quem queira discuti-la, coloco-a em votação. Os Srs. Deputados que a aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a ata. Ordem do Dia. Esta reunião foi convocada para, nesta audiência pública, ouvirmos os seguintes convidados, que convido a tomar assento à Mesa: Dr. Eduardo Graeff, Cientista Político – requerimento do Deputado Antonio Carlos Mendes Thame; Dr. David Fleischer, Professor Doutor em Ciência Política – requerimento da Deputada Luiza Erundina; Dr. Antônio Augusto de Queiroz, Diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – requerimento da Deputada Luiza Erundina. Dando início aos trabalhos, esclareço que os palestrantes disporão de até 20 minutos para a sua exposição. Após a apresentação, será concedida a palavra aos Deputados pelo prazo de 3 minutos, tendo os expositores igual tempo para responder eventuais perguntas. São facultadas a réplica e a tréplica, pelo mesmo prazo de 3 minutos. Informo que a lista de inscrição para o debate encontra-se à disposição dos Srs. Deputados. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Concedo a palavra, inicialmente, ao Dr. Eduardo Graeff, cientista político, convidado pelo Deputado Antonio Carlos Mendes Thame. Tem a palavra, Dr. Eduardo, pelo prazo de 20 minuto. O SR. EDUARDO GRAEFF – Eu agradeço ao Presidente, aos membros da Comissão, especialmente ao Deputado Antonio Carlos Mendes Thame, o convite, a oportunidade de participar da discussão. Vou tentar usar 10 minutos, em vez dos 20 minutos. Pediria ao Presidente que, quando estiver chegando perto dos 10 minutos me avise. Vou falar mais como cidadão interessado do que como cientista político, até porque me apresentar como cientista político ao lado do Prof. Fleischer seria uma imprudência. Vou me deter em três pontos. Quero dizer alguma coisa sobre voto distrital, dar uma palavra sobre a possibilidade de haver reformas pontuais na legislação, se não for possível fazer uma grande reforma, e dar alguma opinião sobre possíveis soluções de compromisso, que permitiram, eventualmente, fazer uma reforma de maior porte. Em relação ao voto distrital, quero dizer que estou participando, estimulando um movimento que começou creio que em São Paulo, chamado Eu voto distrital. Há algumas pessoas bem mais jovens do que eu, o que é confortador. Está engatinhando, mas acho que tem chance de avançar. Eu vejo isso como uma empreitada de longo prazo. Não tenho expectativa que nesta Legislatura se vote uma emenda constitucional para se instituir o voto distrital, mas acho que os eleitores ficarem sabendo mais da existência desse sistema eleitoral é uma coisa positiva. Pela experiências dos jovens que estão começando a colher assinaturas, a promover debates sobre voto distrital, dá para se constatar duas coisas: é um sistema fácil de explicar, é o mais fácil de todos. Sob esse ponto de vista, ele está na antípoda do nosso sistema proporcional atual, que é quase impossível de se entender. Eu acho que 99% dos eleitores não sabem como esse sistema funciona e não querem saber. Mas, uma vez que as pessoas entendam – porque é fácil – a grande maioria gosta, acha uma alternativa interessante. A palavra importante aqui é “interessante”. Acho que uma campanha a favor do voto distrital, mesmo que dure 4 anos, 8 anos, representa uma oportunidade de se interessar o eleitor, especialmente pela Câmara dos Deputados, mas pelas Assembleias Legislativas também. É importante fazer isso, é importante recapturar o interesse dos eleitores para o que acontece na Câmara. O grande risco que a Câmara dos Deputados Sabádo 28 26989 corre é o da irrelevância. E o principal fator de risco da irrelevância é o desinteresse do eleitor. Desculpem dizer isso aqui, mas acho que cada um dos Srs. Deputados deve ter flashes dessa situação também no seu cotidiano. Não há grande estima pela Câmara – a verdade é essa. Mas principalmente não há interesse. Fora algum episódio anedótico, trágico ou muito dramático, o que acontece aqui chama pouca atenção dos eleitores. Os eleitores se interessam pelo Prefeito, pelo Governador, pelo Presidente. Os eleitores identificam os Senadores dos seus Estados, mas os Deputados eles não conhecem, não gostam muito – essa é que é a verdade. Mas também não se importam – o que é mais preocupante, porque, se eles não gostassem o bastante para fazer alguma coisa, eles participariam. Às vezes ouço dizer que o voto distrital pode transformar o Deputado num Vereadorzão. A minha expectativa, vendo como funciona o sistema distrital pelo mundo, é que o voto distrital transforme o Deputado num Senador regional, num Senador de uma circunscrição eleitoral menor. Hoje o cargo do Deputado Federal é o pior cargo eletivo da República, e o do Senador é o melhor, não só pelo mandato de 8 anos, mas porque o Senador sabe quem são seus eleitores, e os eleitores em geral sabem quem são os Senadores do seu Estado. Os Senadores que estabelecem uma boa sintonia com os seus Estados, com os seus eleitores, se reelegem sem muito drama. Vejam o Senador Suplicy, no meu Estado. Ele não é do meu partido, eu não voto nele, embora tenha amizade e apreço pessoal por ele. Ele é um político feliz. E os seus eleitores estão felizes com ele, tanto que o reelegem sem muita dúvida. Possivelmente, se quiser ter mais um mandato de Senador, vai se reeleger. O Senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul é outro exemplo. Podemos lembrar vários exemplos. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – Acho que sim. Se olharmos para o funcionamento do voto distrital para a Câmara... Por exemplo, nos Estados Unidos vê-se que essa relação de conhecimento e estima se estabelece. Nos Estados Unidos os Deputados reelegem-se normalmente numa proporção de cerca de 90%. Se um Deputado consegue o mandato e presta um bom serviço ao seu distrito, ele é naturalmente reeleito, não há mistério. Aqui não preciso falar da incerteza e das dificuldades. É um jogo de cara ou coroa, a chance de reeleição é da ordem de 50%, e para os Deputados de primeiro mandato é muito menor. Acho que o voto distrital é uma boa solução para o eleitor, seria uma chance de reconectá-lo com seus representantes, e é aceitável para os Deputados. Existe 26990 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS um risco, que é a transição. Embora a chance de reeleição de um Deputado eleito pelo voto distrital seja muito alta, os Deputados, com razão, não sabem bem como seria a sua eleição na mudança do sistema. Um passo poderia ser esse já proposto em projeto de lei: fazer eleição distrital para Vereador nas cidades com mais de 800 mil habitantes. Seria uma oportunidade de os eleitores e os políticos verem como funciona. O Senador Aloísio Nunes tem um projeto de lei ordinário nesse sentido. Vai haver controvérsia sobre a possibilidade de fazer voto distrital para Vereador por lei ordinária? Acho que é um debate que vale a pena. Hoje, na minha opinião, é pouco provável haver uma emenda constitucional pelo voto distrital para Deputado, emenda esta que deveria prever uma regra de transição alongada. Na primeira eleição, após a aprovação da emenda, seria desejável que se mapeassem e se definissem os distritos, mas que a regra ainda fosse a vigente, ou seja, que os Deputados pudessem disputar uma eleição proporcional pela regra atual, já sabendo o mapa dos distritos nos quais deveriam disputar a eleição seguinte. Isso daria a cada Deputado a possibilidade de se reorganizar e tentar reorganizar suas bases. Não tenho a menor ilusão de vender o peixe aqui, mesmo porque não é disso que se trata, mas não quis deixar de mencionar. Pelo que tenho lido, parece que o mais provável, nesse ciclo de discussão sobre reforma eleitoral, é que se aprovem algumas medidas pontuais, das quais a que parece mais em foco, e me parece também muito positiva, é a do fim das coligações. A grande dificuldade do sistema atual é a falta de transparência, do ponto de vista do eleitor, que não sabe direito como funciona. A maioria dos eleitores, ou cerca de metade deles, até onde pude checar em alguns Estados, vota no candidato que não se elegeu, e o seu voto, através do quociente eleitoral, é transferido para outro candidato do mesmo partido ou de outro partido, o que é uma coisa misteriosa. O fim das coligações diminuiria um pouco a complexidade e a opacidade dessa regra. Seria positivo e talvez funcionasse em si mesmo como uma barreira para a fragmentação partidária, que é um problema sério. Vi, esta semana mesmo, um dado sobre a eleição para Vereador na capital de São Paulo que me impressionou. Nenhum Vereador da cidade de São Paulo obteve o quociente, nenhum Vereador se elegeu com seus próprios votos. Inclusive o mais votado, que foi o Chalita, não alcançou o quociente, pelo que vi. Olhem que coisa curiosa: isso tem a ver com a fragmentação dos partidos, que leva a uma multiplicação do número de candidatos numa cidade como São Paulo. Como há centenas de candidatos e dezenas de Maio de 2011 partidos, o voto se fragmenta, e, ao mesmo tempo em que a fragmentação fragiliza os partidos, aumenta a importância do quociente partidário para a eleição. Vai explicar isso para o eleitor! E por que ele vai querer entender isso? O que ele ganha com isso? Nada. Nem ele nem os Vereadores. Acho que o fim das coligações pode induzir naturalmente a um limite à fragmentação dos partidos, o que seria positivo, e diminuir a opacidade do sistema. Então, eu torço para que pelo menos essa mudança pontual seja possível, afinal. Os últimos comentários são sobre soluções de compromisso. Eu tenho muito medo de uma reforma do sistema eleitoral que represente a vitória de alguns partidos e a derrota de outros. Acho que isso iria criar um azedume com relação às regras do jogo, o que não faz bem para a democracia. A democracia funciona melhor quando todos os participantes, todos os partidos, todas as lideranças têm a sensação de que, se não gostam, pelo menos podem viver com as regras do jogo. É importante que as regras do jogo mantenham a alternância do poder como uma expectativa na cabeça de todos. Que cada participante sinta que, se perdeu hoje, terá a chance de ganhar amanhã. Quando algum lado ou conjunto de forças se sente lesado pela mudança das regras do jogo, ainda que a mudança das regras do jogo seja feita dentro das regras do jogo, isso cria riscos, cria dificuldades. Então, acho que é razoável esperar que uma mudança mais ampla aconteça no tempo necessário, para que se forme um consenso razoavelmente amplo na sociedade e nos políticos. As ideias que eu vejo na mesa e que permitiriam alguma solução de compromisso são duas, pelo menos: um sistema misto proporcional majoritário ou um sistema proporcional com um número de representantes limitado por distrito. O Deputado Mendes Thame, que teve a gentileza de me convidar, apresentou já um projeto de lei nesse sentido. Acho que essa seria uma forma muito suave de dar um passo que poderia ser bem significativo no sentido de reaproximar eleitores e Deputados. Os Deputados de Estados mais populosos, com eleitorado maior, vão entender claramente o que eu estou dizendo. O funcionamento de um sistema proporcional, com lista aberta ou com lista fechada, numa circunscrição pequena, como um Estado pequeno no Brasil, que tenha oito Deputados, é muito diferente do funcionamento do mesmo sistema em um Estado grande, que tenha 70, 50 Deputados. Essa sensação de que ninguém conhece ninguém, ninguém é de ninguém é muito maior quanto maior é a circunscrição, número de eleitores e número de Deputados e de candidatos. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Eu gostaria de ser eleitor em um Estado que tivesse oito Deputados, porque oito eu consigo lembrar. Eu não consigo me lembrar – e olha que eu acompanho de perto a política há muitos anos; vivi dentro do Congresso possivelmente mais tempo que muitos dos senhores – os nomes dos 70 Deputados de São Paulo. Foge à minha capacidade. Cinquenta também é difícil; 11 comprovadamente os brasileiros decoram quando é time de futebol. Eu acho que oito é perfeitamente possível; quatro seria mais tranquilo ainda. Um caminho suave para a reforma, que passa tranquilamente por lei ordinária, compatível com lista fechada ou lista aberta, ou qualquer solução de compromisso entre uma coisa e outra, seria dizer que as circunscrições eleitorais não terão mais que oito Deputados. Isso não afetaria os Estados que hoje têm oito Deputados, e os Estados que têm mais de oito Deputados poderiam se subdividir em distritos proporcionais com oito, cinco ou seis Deputados, dependendo do tamanho de cada Estado. Isso baratearia o custo da eleição. Lembrem-se de que nos Estados mais urbanizados um distrito de oito Deputados tem uma concentração de eleitores muito grande. Uma coisa é ir atrás de eleitores para eleger oito Deputados num Estado como o Amapá, onde é preciso se deslocar de barco, de avião. Outra coisa é ir atrás de oito eleitores em Estados como Minas, São Paulo ou Rio de Janeiro, onde esses eleitores estão concentrados, o que diminui o fluxo de comunicação dos produtos da campanha. Facilitaria a vida dos Deputados saber quem são seus eleitores, e facilita a vida dos eleitores saber quem são os seus Deputados. Não sei se é possível imaginar um acordo entre os principais partidos nesse sentido, mas se eu conseguir estimular algum dos senhores a pensar nessa possibilidade, acho que valeu muito a pena vir aqui, além da oportunidade de diálogo e debate que eventualmente teremos. Muito obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço ao Dr. Eduardo Graeff, cientista político, as suas palavras. Agradeço ao Prof. Fleischer, pelo comparecimento, e também ao Sr. Antônio Augusto de Queiroz. Passo a palavra agora ao Dr. David Fleischer, que terá o tempo necessário para a sua exposição. O SR. DAVID FLEISCHER – Muito obrigado, Sr. Presidente e membros da Comissão. Agradeço o convite à Deputada Luiza Erundina para comparecer a esta audiência hoje. Vou tentar rapidamente alinhavar algumas ideias e considerações sobre o tema da reforma política. Sabádo 28 26991 Começo pelo tema já colocado na convocação: o financiamento. A propósito, todo financiamento das eleições seria exclusivamente financiamento público. Mas há uma segunda proposta: pessoas físicas poderiam contribuir para os seu partidos, caso fossem filiadas previamente a esses partidos. Acho essa proposta interessante, ou seja, a de que a pessoa física, uma vez membro efetivo do partido, pudesse contribuir dentro de um certo limite estabelecido em lei. Também acho interessante que o financiamento alocado aos partidos seja detalhadamente distribuído em âmbito municipal e estadual, de acordo com as concentrações de voto que o partido obteve na última eleição. Porém, como muita gente já comentou, o financiamento público exclusivo, ou vamos supor, quase exclusivo, é casado com a proposta de fechamento da lista proporcional. Se fechássemos a lista proporcional isso reduziria tremendamente os custos da eleição, porque não haveriam mais campanhas individuais para Deputados, seriam apenas campanhas de cada partido fazendo campanha de sua lista fechada. É muito difícil um sem o outro, adotar financiamento exclusivo sem fechar a lista e fechar a lista sem adotar o financiamento exclusivo. Estas duas propostas entendo que deveriam ser casadas. Outro tema que está muito em manchetes é a questão da fidelidade partidária. Acho muito oportuno que a Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional regulamentem a fidelidade partidária, porque os senhores, aqui na Câmara, no Congresso, receberam passivamente a judicialização dessa questão em março de 2007, quando o Judiciário regulamentou ou impôs a fidelidade partidária: quem trocasse de legenda perderia o mandato. A Câmara e o Congresso tiveram 6 meses para regulamentar isso em 2007, até que o Supremo confirmou a decisão do TSE em outubro de 2007. V.Exas. reclamam muito da judicialização da política, e ontem quase houve outra judicialização no Supremo, que estava para decidir se a suplência vai para o próximo na lista do partido ou da coligação. Chamo a atenção dos senhores para que reajam mais prontamente a essas tentativas de judicialização da política pelo TSE e pelo Supremo. Acho que regulamentar a questão da fidelidade partidária seria uma tarefa urgente dentro dessa reforma política. O meu colega Eduardo Graeff comentou a questão de proibir as coligações. Esse é um assunto corrente na discussão sobre mudanças e reformas políticas no Brasil porque temos coligações partidárias casadas com a lista aberta, que acho que é um dos piores casamentos que se pode ter, essa é a minha opinião. Ao mesmo tempo temos coligações como a que cria o que chamo de um balaio grande, uma coligação com cinco 26992 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ou seis partidos que vão compor uma lista aberta, uma lista única dessa coligação como se fosse uma nova legenda partidária. Essa foi a argumentação usada no Supremo ontem à tarde. Vários países que usam coligações, como a Argentina, por exemplo, utilizam-se de sublistas. Se há quatro partidos na coligação, vamos supor que esta coligação consiga oito cadeiras no Estado X. Depois se faz outra distribuição proporcional dos votos de cada sublista dentro da coligação para saber, dentre essas oito vagas, quais vão para o partido X, para o partido Y, para o partido A, para o partido B, o que é um procedimento muito mais justo, como o Dr. Eduardo estava lembrando. Quando se vota no candidato X, do partido A, na coligação, a verdade é que o seu voto vai eleger o Deputado C, do partido Z. O eleitor não entende isso. As sublistas, ou podemos chamar de sublegendas, são uma maneira de contornar isso, continuando com o sistema proporcional. Proibir as coligações é uma maneira de reduzir o número de partidos, o que provocaria um grande números de fusões de partidos nanicos e pequenos, que não teriam condições de eleger ninguém sem as coligações, então fariam as fusões com os partidos maiores. Outra maneira de reduzir o número, a proliferação de partidos, a fragmentação partidária, como o Eduardo Graeff lembrou, é adotar a cláusula de barreira. O Brasil tentou adotá-la em 2006, mas, com razão, o Supremo a declarou inconstitucional simplesmente porque criou Deputados de primeira e de segunda classe. Se um partido não conseguisse ultrapassar a barreira, os 5% dos votos válidos, não teria participação efetiva na Câmara dos Deputados: não teria Liderança, não poderia indicar seus membros para fazer parte de Comissão etc. A palavra “barreira” deriva de “barrar”. Então, cláusula de barreira tem de barrar realmente. Se o partido não conseguiu alcançar ou ultrapassar a barreira, não elege ninguém. Esse sistema começou na Alemanha, em 1949, e já foi adotado por muitos países. A cláusula de barreira da Turquia é de 15%. Quantos partidos vão ultrapassá-la? Lá, acho que três ou quatro. O partido governante conseguiu 30% dos votos, e, com essa cláusula de barreira, mais de 50% de representação no Legislativo. Em 2006 só sete partidos ultrapassaram 5%. Quantos não conseguiram 1% – imaginem, 1%! – dos votos válidos? Sete partidos. Realmente temos uma grande fragmentação. Essa discussão sobre redução do número de partidos e fragmentação partidária tem duas vertentes de argumentos. Uma é a favor da representatividade. Maio de 2011 Quer dizer, quanto mais partidos melhor, maior a representatividade. A outra corrente de opinião se refere à governabilidade. Se houver 20, 21, 22, 23 partidos representados na Câmara dos Deputados, esse número reduz substancialmente a governabilidade. É mais difícil governar com 21 partidos no Legislativo do que com oito. Essa é uma discussão muito forte em ciência política. Quero tecer alguns comentários rapidamente sobre sistema eleitoral – Eduardo Graeff também o fez. Nós temos cinco propostas de sistema eleitoral. Eduardo detalhou bem o sistema distrital uninominal, pelo qual, São Paulo seria dividido, vamos supor, em 70 distritos e cada distrito elegeria um Deputado. Este é o sistema distrital uninominal. Há a proposta do distritão, pela qual cada Estado seria um distrito e os mais votados seriam eleitos, sem se preocupar com partidos. Em São Paulo, com este sistema, os 70 candidatos mais votados seriam eleitos. Para mim, isto é uma brincadeira. Praticamente ninguém na Câmara dos Deputados aceita esta como uma proposta realmente séria. A representação proporcional tem as duas vertentes: lista aberta e lista fechada. Como Eduardo Graeff lembrou muito bem, na lista aberta, muitas vezes o eleitor não se lembra em quem votou. Um ano depois metade deles, quando entrevistados, não se lembra em quem votou para Deputado Federal e Estadual. Como cobrar desempenho do Parlamentar, se nem se lembra em quem votou? Então, a distância entre eleitor e eleito é muito grande, a ligação entre eleitor e eleito é muito tênue. A lista aberta foi mantida duas vezes na Câmara dos Deputados, em 2007 e 2009. A lista fechada foi derrotada aqui porque a maior preocupação do Deputado, os senhores sabem muito bem, é com a reeleição. “Como esta reforma política vai afetar minhas chances de reeleição em 2014?”, pensa ele. De antemão, os senhores sabem que 50% dos Deputados Federais não voltarão, porque sempre nós temos uma renovação de mais ou menos 50% de novos Deputados a cada eleição. Então, o Deputado sempre pensa: “A reforma vai ajudar a minha reeleição ou vai atrapalhar a minha reeleição?” Então, fechar a lista é percebido como: “vai atrapalhar a reeleição”, porque grande número de Deputados são eleitos através da mobilização de grupos, de corporações, de etnias, de instituições, em que seus fiéis ou seus adeptos votam em certos nomes, em três ou quatro nomes. Por que a Assembleia Legislativa de São Paulo sempre tem quatro ou cinco ex-oficiais da PM? Porque a PM é uma grande corporação, uma grande família no Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Estado de São Paulo, e nos outros Estados também. Cada PM tem três ou quatro votos em casa. Então, concentrar e mobilizar PMs para votar nesses quatro ou cinco nomes, individualmente, na lista aberta, essa corporação será bem representada. Em São Paulo há uma grande população de descendentes de japoneses e eles também concentram os seus votos em três, quatro ou cinco candidatos em diversos partidos, e a Assembleia Legislativa de São Paulo sempre tem três ou quatro representantes da etnia japonesa, por exemplo. Há outras instituições ou grupos que também votam assim. Se os senhores olharem nossa Câmara Legislativa aqui de Brasília, em que há 24 Deputados, verão que há de tudo representado: Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Pedro do Ovo, Batista das Cooperativas, há Deputados representando o setor da saúde, o setor da educação – tanto os donos das escolas privadas como os professores. Dois terços dos 24 Deputados da nossa Câmara Legislativa são representantes de grupos que ajudaram a mobilizar a sua eleição. Na lista fechada, cada partido teria que organizar e compor uma lista preordenada. Vamos supor que nosso partido ou nossa coligação tem direito a 25 candidatos. Então, nós vamos escolher 25, mas eles serão preordenados, desde o 1º, 2º, 3º, 4º até o 25º na lista. Então, os eleitores vão votar exclusivamente no partido ou na coligação e não votarão mais em nomes individuais. Então, existe muita gente que reage assim. Inclusive nós temos colegas em ciência política que dizem: “Querem cassar meu direito de votar em um nome?” Tudo bem, se quiserem isso, então vamos adotar o distrital uninominal, em que se votará em nomes individuais. Existe até uma comentarista cientista política da rádio CBN – não vou mencionar nome dela – que diz que para isso teria que mudar a Constituição, porque a Constituição diz que o voto é secreto e individual. Só que nós temos lista fechada como uma das opções, quer dizer, o eleitor pode votar num nome ou pode votar numa legenda ou num partido, pelo nosso sistema atual de lista aberta. A grande reclamação sobre a lista fechada é de que seriam os caciques dos partidos que iriam sentar-se à mesa com quatro, cinco homens e elaborariam a lista fechada. Isso pode até acontecer, conforme a legislação. Se a legislação obrigar o partido a realizar uma prévia, então seriam todos os filiados do partido que votariam em quem iria entrar na lista fechada e em qual ordem. O partido que realizar prévias fará uma pré-mobilização eleitoral que ajudará muito esse partido a eleger Sabádo 28 26993 sua lista fechada. E o partido que não fizer prévias vai levar grande desvantagem. Os senhores podem lembrar a nossa história eleitoral do Brasil. Nós tivemos uma prévia realizada com uma pré-mobilização eleitoral que ajudou a eleger um Governador. Em 1982, o PDS, imaginem, um partido do Governo militar no Rio Grande do Sul, realizou uma prévia – havia cinco pré-candidatos, foi uma grande mobilização pré-eleitoral – e ampliou os seus filiados em cinco ou seis vezes; fez uma grande pré-mobilização eleitoral e conseguiu vencer a eleição em novembro de 1982, em grande parte por causa da prévia que foi uma pré-mobilização eleitoral para o partido. Esse é um exemplo de como um partido inteligentemente pode usar uma prévia para uma pré-mobilização eleitoral. E a prévia, além de confeccionar as listas fechadas para Deputado Estadual e Deputado Federal, pode escolher o candidato a Senador e também a Governador naquele Estado. A lista fechada, no meu modo de ver, seria um grande avanço e uma grande revolução de como se faz política no Brasil. Talvez levassem umas duas ou três eleições para realmente ter os partidos usando prévias, sempre para esse fim. A lista fechada também, se for casada com a eliminação de coligações e também cláusula de barreira, traria uma grande redução no número de partidos, talvez só 10 ou 12 partidos, com fusões etc., concorrendo. Isso facilitaria bastante a implementação da lista fechada. O meu colega Eduardo mencionou o sistema misto, que também se iniciou na Alemanha em 1949, onde metade das vagas para Deputados era preenchida em distritos uninominais e outra metade por listas proporcionais. E vários países já adotam esse sistema misto. Às vezes, não é metade/metade. Às vezes, é um terço/dois terços, 40%/60%. Se você vai ter duas fatias de queijo e uma de presunto ou vice-versa, deve verificar a proporção do seu misto. No início dos anos 90, após a Constituinte, havia um debate muito forte aqui na Câmara dos Deputados sobre o sistema misto. E vários Deputados estavam entusiasmados com a ideia do sistema misto. Por quê? Porque o sistema misto é mais ou menos um espelho da realidade que já temos. Em cada um dos Estados de V.Exas. há alguns Deputados que têm redutos e outros que têm uma votação dispersa pelo Estado inteiro. Então, Deputado que tem reduto, tem uma concentração de voto, usualmente numa microrregião perto de uma cidade maior, onde ele já foi Prefeito, o seu avô já foi Prefeito etc., e tem seus votos concentrados, que seriam mais nessa parte distrital do misto. E a outra metade dos Deputados recebe seus votos pelo Estado inteiro, numa votação dispersa. Quer dizer, no meu 26994 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS modo de ver, a realidade atual se encaixaria mais ou menos bem, adotando esse sistema misto. Pode-se facilitar isso na primeira eleição, na segunda eleição, permitindo ao candidato se candidatar nos dois sistemas: no distrito e também no proporcional. Porém, eu entendo que o misto não precisaria de uma PEC, porque, se fosse adotado o modelo alemão, o resultado final seria exatamente o proporcional ao voto na parte proporcional da eleição. Na Alemanha, a votação proporcional determina a cota final de cada partido. Vamos supor que um partido na cota final teria direito a 100 Deputados, mas já elegeu 30 no distrito. Então, os outros 70 seriam tirados da lista proporcional. O resultado final seria exatamente proporcional, como a nossa Constituição, que visa a uma eleição proporcional. São essas as minhas considerações. Espero que eu tenha provocado bastante os presentes para nossa troca de ideias depois. Obrigado. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço ao Prof. David Fleischer e passo a palavra ao Dr. Antônio Augusto de Queiroz. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Bom dia a todos. Inicialmente, quero cumprimentar o Presidente da Mesa, Deputado Almeida Lima; o Relator ad hoc Deputado Rubens Otoni; meus colegas de Mesa Eduardo Graeff e David Fleischer; as Sras. e os Srs. Deputados; os Srs. Senadores e convidados. A reforma política é um tema recorrente. Sempre que um Presidente da República toma posse ou há um escândalo – e o Brasil tem sido pródigo em escândalos nos últimos tempos –, esse tema volta à agenda política, à agenda da mídia, à agenda do Parlamento e frequenta as manchetes dos jornais. Em qualquer pesquisa que se faça no Brasil, hoje, atribuem-se todas as mazelas da vida pública à ausência de reforma política. E isso é extremamente preocupante, porque afasta a política da vida das pessoas, e essa reforma não virá para responder a todos os seus problemas. Por exemplo, se houver uma reforma política, o Parlamento não vai produzir mais leis do que produz hoje, porque a Constituição reserva para o Poder Executivo a iniciativa sobre a maioria das leis, em áreas como administração, orçamento, tributos, enfim, uma série de áreas. Então, foram os próprios Parlamentares que cederam isso. O problema da governabilidade. Hoje, com a fidelidade partidária, os partidos decidem se vão ser Oposição ou se vão ser Governo e se comportam como tal. O Governo dispõe de três Maio de 2011 recursos de poder, no presidencialismo, para atrair Parlamentares para sua base e agora partidos, que são: compartilhamento da gestão, a partir da distribuição de cargos; recursos de emendas do Orçamento por convênio ou liberalidade; e negociação do conteúdo da política pública. Por exemplo, diz-se que o Congresso – Câmara dos Deputados e Senado Federal – nada faz em relação a projetos de iniciativa do Executivo. Não é verdade! Não há projeto que tenha dado entrada nesta Casa que o Congresso pudesse mudar e que não tenha sido mudado. Só não são mudados projetos que o Congresso não tem a prerrogativa de mudar, por imperativo constitucional. Esses são aspectos preocupantes, porque se cria essa expectativa de que tudo vai mudar, e não muda. Outro aspecto: a reforma política é extremamente complexa. Há consenso na sociedade hoje sobre a necessidade e até a urgência de uma reforma política que sinalize no sentido de dar maior consistência ideológica e programática aos partidos; de combater a corrupção; de promover a equidade na disputa eleitoral; de aproximar os representantes dos representados, mas não há consenso a respeito do conteúdo dessa reforma. Esse é um problema difícil de se equacionar. Além da complexidade e da polêmica do tema, que pode comprometer a reeleição, uma reforma política estrutural é uma decisão em que haverá perdedores e ganhadores. É uma questão de escolha, e os partidos vão se posicionar em relação a isso. Talvez por isso ainda não tenha havido uma reforma política estrutural no Brasil, apesar das tentativas. E a cada momento em que um Presidente assume, surge um escândalo. Como já mencionei aqui, não existe a garantia de que uma reforma política vá resolver as mazelas ou todas as mazelas do País. E qual a consequência disso? A consequência é a descrença na política. E não há solução para os problemas coletivos fora da política. Atualmente, há um tema sendo debatido aqui, o Código Florestal. Imaginem se não houvesse o Parlamento, com as funções que tem, para mediar esse conflito, e se deixasse a sociedade resolver diretamente. Então, a falta de educação política e os custos de participação só vão ser superados com mudança cultural dos eleitores e, principalmente, dos partidos. Enquanto as pessoas não souberam o que são, para que servem, o que fazem e como funcionam as instituições, não haverá representação política autêntica, nem controle social. Hoje, enfrentamos o seguinte problema: as escolas, os partidos, a imprensa, o próprio Parlamento e as instituições, de modo geral, ninguém cuida desse aspecto cultural. E os eleitores desatentos, por as- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS simetria de informação, pelos custos ou mesmo por descrença na vida pública, não mudarão de atitude se não forem informados e alertados sobre o que fazem as instituições. Por exemplo, a maioria das pessoas não sabe que a missão institucional do Parlamento, que é formado por partidos, consiste basicamente em organizar, democrática e pacificamente, as contradições que a sociedade não pode nem deve assumir, sob pena de retorno da barbárie. Já pensaram em se resolver um problema de construção de uma hidrelétrica colocando os atingidos por barragens negociando diretamente com os construtores, com os empreiteiros? Vai ser uma guerra! Tem que haver uma legislação regulando essa situação, e isso só é feito pela política. E em lugar de informar – particularmente a imprensa –, tem-se feito a opção pelo denuncismo, muitas vezes inconsequente, e isso é o que leva à descrença na política. A cultura do escândalo, que é muito boa para revelar imperfeições no nosso sistema de representação, tem sido excelente para esconder as deficiências estruturais da República, porque o foco deixa de ser a resolução ou a supressão de uma lacuna que possibilitou determinada conduta reprovável, corrupta ou criminosa e passa a ser apenas e tão somente a punição do culpado pelo desvio de conduta. E é preciso combinar as duas coisas: é preciso haver legislação que puna, porém mais importante até do que punir, que tem efeito pedagógico, é preencher aquela lacuna, para que aquela conduta não se repita mais. E como não se corrige a conduta, porque fica na fulanização, não se chama a atenção para o problema, mas sim para quem provocou o problema. E, em geral, quem provocou tem algumas prerrogativas: goza de imunidade; tem alguns privilégios; dispõe de recursos e pode contratar muitos advogados capazes, que, através de recursos, que são praticamente ilimitados, protelam a decisão; e não há punição. A população, então, em vez de se educar, fica revoltada e descrente na vida pública, o que é também uma tragédia. Então, na minha avaliação, não adianta mudar o sistema eleitoral se não houver também uma mudança cultural. E para isso tem que haver envolvimento da sociedade, dos Poderes, das instituições de modo geral, e a imprensa tem um papel importante a cumprir. Mas enquanto os partidos apresentarem programa para ganhar eleição, e não para governar, dificilmente haverá aperfeiçoamento nessa representação. Os partidos têm uma lei que dá a eles autonomia e liberdade plena, e o fundo partidário garante os recursos. Então, é uma questão de vontade política resolver Sabádo 28 26995 esse problema. Os partidos não se autorregulam, e eles têm toda a liberdade para fazer isso. Por exemplo, eles não controlam filiações. Aceitam qualquer tipo de filiação, independentemente de estar de acordo ou não com a doutrina do partido; há falta de nitidez programática e ideológica; não existe uma clivagem social clara por partido; não há coerência entre discurso e prática. Enfim, há uma série de falhas. Até mesmo quanto à fidelidade dos Parlamentares em relação aos partidos foi preciso o Supremo decidir. Mas os partidos poderiam tê-lo feito, via estatuto. Então, fazer uma reforma política com esse escopo não vai ser uma tarefa fácil. As tentativas sempre bem-intencionadas que já houve tiveram dificuldade exatamente por conta dessa disputa, dessa falta de clareza a respeito dessa tarefa. Por exemplo, desde que os partidos ganharam dimensão nacional, a partir de 1945 – com exceção do período de 1965 a 1979 do século passado, que foi o período do regime militar, em que vigorou o bipartidarismo –, sempre houve pluripartidarismo no Brasil. E temos reformas nesse período, ora para aumentar o número de partidos, ora para reduzir. Parece uma questão quase que conjuntural. E a reforma não pode se dar assim. Se não houver uma mudança cultural, esse tipo de fenômeno vai continuar acontecendo: reforma ora para aumentar, ora para diminuir o número de partidos. Se se instituir no Brasil uma cláusula de barreira de 15%, só sobrarão três partidos – talvez nem isso – de âmbito nacional. Mas o pluripartidarismo sempre vigorou no Brasil – fora aquele período de 1965 a 1979 –, desde que os partidos são nacionais, ora um pluripartidarismo moderado, como ocorreu de 1980 a 1985, quando existiam apenas seis partidos; ora menos moderado, como no período entre 1986 e 1988, em que havia um pouco mais de partidos, mas havia um partido preponderante, que era o PMDB; ora exacerbado, como no período que vai de 1989 até os dias de hoje, quando já se chegou a 22 partidos com representação no Parlamento. O Prof. David mencionou que a forma mais eficaz de reduzir o número de partidos é mediante a instituição da cláusula de barreira ou com o fim das coligações. A cláusula de barreira requer mudança no texto constitucional. No Brasil, tentou-se um tal de funcionamento parlamentar. Não se tratou de cláusula de barreira, porque o Parlamentar era eleito, assumia o mandato, mas, se o seu partido não tivesse atingido os 5% do eleitorado nacional, ele era um Deputado de segunda categoria. O Supremo Tribunal jamais aceitaria uma lei como essa. Já o fim das coligações, realmente, depende apenas de legislação infraconstitucional. 26996 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS No DIAP, fizemos uma simulação de como ficaria a composição da Câmara caso não tivesse havido coligação na eleição de 2010. Chegamos à seguinte conclusão: apenas quatro partidos ganhariam. Os três grandes: PMDB, PT e PSDB ganhariam. Essa mudança resultaria na redução de 22 para 16 partidos. E quanto ganharia cada um? O PMDB aumentaria 32 Deputados em sua bancada; o PT, 22; o PSDB, 10; o PV, 1; o PSOL ficaria do mesmo tamanho; e todos os demais, sem exceção, perderiam, teriam menos Paramentares do que têm hoje. Essa mesma simulação foi feita para o chamado distritão. E não houve muita alteração. Os grandes ganhariam, mas numa escala muito menor – três ou quatro Parlamentares. Ficariam sem representação no Parlamento, com o fim das coligações, por exemplo, o PMN, o PHS, o PRP, o PRTB, o PSL e o PTC. Então, é uma matéria que beneficia os três grandes partidos: PMDB, PT e PSDB. Como o PV também se beneficia e o PSOL ficaria inalterado, é uma matéria que tem chance de aprovação, porque reúne mais de 200 Parlamentares. De qualquer maneira, há um problema nisso. Como ficam os partidos de natureza ideológica? Se se eliminar as coligações, o PCdoB terá enorme dificuldade para sobreviver. Aí se teria que criar a alternativa da federação de partidos ou arcar com essa ausência no Parlamento. Acho que aspectos da reforma com grau de polêmica que exige alteração no texto constitucional dificilmente serão aprovados. Entre esses temas, eu citaria, por exemplo, a substituição do voto proporcional pelo majoritário; a adoção da cláusula de barreira; a instituição do voto facultativo; a previsão de candidatura avulsa; o fim da reeleição; o aumento do mandato dos titulares do Poder Executivo; entre outros que dependeriam de mudança na Constituição. O Prof. David mencionou que o sistema distrital misto não dependeria de alteração no texto constitucional. Eu acho que depende, especialmente se o modelo for alemão. E por quê? Porque no sistema misto alemão metade dos Parlamentares são eleitos pela lista e metade no distrito. Só que, se um partido tiver mais voto no distrito do que teve na lista, ele entra como cota extra no Parlamento, e a Constituição brasileira determina um numero máximo e mínimo de Parlamentares. São 513 Deputados, cada Estado com um mínimo de 8 e um máximo de 70. Se se permite um Deputado extra, quantos serão esses Deputados? Será preciso alterar o texto constitucional, ou então não se adota o modelo alemão. Até nesse aspecto do voto distrital misto haveria dificuldades. Maio de 2011 No âmbito constitucional, na minha avaliação, o que poderia prosperar, e mesmo assim com regra de transição generosa, seria a alteração da data de posse dos titulares do Poder Executivo, talvez a forma de escolha de suplentes – isso é possível – e o modo de assunção de mandato pelo suplente. Fora disso, dificilmente, na minha avaliação, passaria mudança em âmbito constitucional. Mudança estrutural que depende de lei ordinária teria chance, desde que o Poder Executivo se envolvesse diretamente para aprovar, na minha avaliação: a lista fechada ou mesmo a flexível, desde que não se adote o sistema alemão, porque se se adotar vai ser preciso alterar a Constituição; e o financiamento exclusivamente púbico de campanha. Isso teria chance, mas só se houver realmente um apoio ostensivo do Poder Executivo. Por fim, na minha avaliação, acho que o que tem realmente chance é a aprovação do fim da coligação nas eleições proporcionais. A grande verdade é que o Brasil vive em reforma permanente desde 1985. A cada quatro anos, pelo menos, aprova-se uma lei eleitoral no Brasil. O princípio da anualidade, adotada em 1993 pela Emenda Constitucional nº 4, que alterou o art. 16 da Constituição, foi uma medida moralizadora. A partir da aprovação dessa emenda, a regra que alterar o processo eleitoral só vale se tiver sido implementada, se entrar em vigor pelo menos 1 ano antes da eleição. Essa é uma medida que evita casuísmo, foi aprovada, está em vigor. Lei de inelegibilidade, com perda do mandato por oito anos, se alguém a descumprir, faltar com o decoro, etc., também é uma medida moralizadora. A Lei dos Partidos Políticos de 1995 foi uma medida fundamental. Deu autonomia plena aos partidos, garantiu dinheiro, instituiu, naquela ocasião, o funcionamento parlamentar para vigorar 11 anos depois e, mesmo assim, o Supremo, no ano em que iria entrar em vigor, declarou-a inconstitucional. Lei geral para as eleições também foi importante. Cada eleição tinha uma lei específica. Agora, desde 1997, há regras permanentes para as eleições. Há votação pelo sistema eletrônico. A lei da compra de votos, em 1999, de iniciativa popular, transformava em fraude o que antes era definido como crime, acelerando a possibilidade de punição. A minirreforma de 2006. A fidelidade partidária e a petição do Supremo em 2007. Em 2010, houve outra minirreforma, que reduziu os gastos de campanha. Além da Lei do Ficha Limpa, etc. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Então, há uma série de mudanças que estão sendo feitas ao longo desse período e que têm contribuído para aperfeiçoar o sistema partidário e eleitoral brasileiro. Há uma expectativa muito grande em relação à reforma. Isso, reitero, é preocupante. E há muitos dados imprecisos quanto à eleição. Por exemplo, tive o cuidado de somar os votos de todos os Deputados eleitos nesta Legislatura, como fiz em relação à passada. E a soma dos votos dos Deputados eleitos por este sistema, com todas as suas deficiências, é superior à soma dos Senadores eleitos, em primeira vaga. Então, temos uma eleição proporcional que é mais representativa do que uma eleição majoritária relativa, como é a de Senador, de maioria simples. Num sistema distrital puro ou num sistema eventualmente majoritário, o que iria acontecer? Poderiam ser eleitos candidatos com bem menos votos do que os que se elegem no sistema proporcional. Se houver 10 candidatos competitivos, num determinado distrito, e um obtiver 11% dos votos, outro, 10%, e um, 9%, esse de 11% leva. Isso é plenamente possível. Por isso, a história de que a eleição proporcional é pouco representativa é balela. Podem levantar todo o passado, mesmo com as coligações, e verão que 60% dos votos válidos são atribuídos nominalmente aos candidatos, e não à legenda. Esse assunto requer uma reflexão mais apurada. São esses os aspectos que queria trazer à reflexão dos senhores. Chamo a atenção basicamente para o fato de que, com pequenas mudanças, podem-se alterar profundamente essas mazelas da vida pública, do Parlamento brasileiro. Vou dar aqui um exemplo. A Câmara dos Deputados, quando decidiu que o critério para eleição da Mesa e das Comissões não era mais a composição da bancada naquele instante, mas aquela que resultou da eleição, reduziu em 30% a migração partidária, porque ela tinha essa motivação. Há uma série de mudanças que podem ser feitas internamente. Por exemplo, essa permissividade que hoje existe para Governo e Oposição do ponto de vista de votação. Demora-se 1 dia, 2 dias, 3 dias, 4 dias, 1 mês para se votar uma matéria. Com 22 partidos, cada um podendo falar por 10 minutos, obstrui-se uma votação por 10 anos, caso se queira. Inviabiliza-se o processo. Não se pode permitir um requerimento de adiamento por 10 sessões, outro por 9 sessões, outro por 6 sessões. E não é apenas a Oposição que faz isso; o Governo também faz. Boa parte dessas mazelas poderiam ser resolvidas com decisões simples. Sabádo 28 26997 Diz-se que há excesso de MPs. Não é verdade. A média de MPs tem sido 2,3 a 3 MPs por mês, o que é muito razoável. Se o Congresso votasse uma por semana, ainda restaria uma semana para votar outras matérias. Esse é o método de funcionamento do Legislativo, e não há vontade política para alterá-lo, e isso é muito ruim. Parlamentares com voto de opinião estão perdendo cada vez mais espaço na vida pública, exatamente por conta, de um lado, do denuncismo e, de outro, da falta do que fazer aqui. O Parlamentar fica esperando 10, 15 horas no plenário para apertar um botão para decidir sobre a obstrução, decidir sobre se derruba ou aprova determinado requerimento. Ninguém suporta isso. Muitos estão deixando o Parlamento, exatamente pelos custos de campanha, de imagem, pois todos veem o Parlamento de modo negativo, e por esse desgaste físico e emocional de ficar 7, 8 horas esperando para apertar um botão para ver se aprova ou não requerimento de inversão de pauta. Ou seja, são providências que poderiam ser adotadas em âmbito interno. Em relação à cláusula de barreira, na prática, ela existe no Brasil. O quociente eleitoral, por exemplo, em São Paulo, é de 1,4% dos eleitores, porque há grande quantidade de eleitores. Já no Amapá, Acre e Rondônia é de 12,5%. O partido apenas elege alguém se obtiver 12,5% dos votos. Se não houvesse coligação no Distrito Federal, apenas dois partidos teriam eleito Deputados agora: PT, 5; e PDT, 3. Nós fizemos essa simulação. Nenhum outro teria representação. Tenho algumas dúvidas em relação ao voto distrital. O Parlamento decide questões nacionais. Pode-se fazer com que este Congresso fique absolutamente provinciano. Se hoje participa pouco da formulação da política pública – essa é a percepção geral, mas não participa muito, porque há vários Parlamentares que pedem ao Governo que edite MP, em lugar de adotar uma iniciativa aqui, ou altera os projetos do Poder Executivo –, com esse mecanismo ele participará menos. Hoje ele participa, ainda que indiretamente, alterando a proposição. O voto distrital pode fazer com que o Congresso se torne mais provinciano e vire uma grande Câmara de Vereadores. No Município, o voto já é distrital, e não me consta que as Câmaras de Vereadores sejam essas “Brastemps” que se imagina com o voto distrital. E se for majoritário, vai na contramão da reforma, porque ela quer fortalecer os partido. Se num sistema proporcional em que os candidatos precisam ser solidários para alcançar o quociente já há esse tipo de disputa, imaginem se for majoritário, cada um por si e Deus por todos. Realmente é 26998 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS uma situação complicada que merece por parte dos senhores reflexão. Concluo pedindo desculpas pelo improviso e por ter-me estendido. Aproveito a oportunidade para me pôr à disposição para o debate. Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a V.Exa. a manifestação. Dando início aos debates, concedo a palavra ao Relator, Deputado Rubens Otoni. O SR. DEPUTADO RUBENS OTONI – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ilustres convidados – Prof. Eduardo, Prof. David Fleischer, Dr. Augusto de Queiroz, representando o DIAP, que mais uma vez contribui com a discussão sobre a reforma política –, esse debate de hoje demonstra o quão acertada foi a nossa decisão na Comissão Especial da Reforma Política de garantir a participação dos mais diversos setores da sociedade e de pessoas que têm acúmulo de conteúdo sobre o tema, para que possam nos assistir no questionamento, na crítica, na sugestão e no aquecimento das nossas ideias, para podermos relembrar, ver as hipóteses, as possibilidades e preocupações que norteiam esse tema. Achei muito importante, Antônio, sua lembrança – e faz bem para nós Parlamentares perceber isso – sobre a expectativa criada na sociedade a respeito do debate da reforma política. Realmente é importante lembrar isso, porque é uma expectativa fora da realidade. A sociedade espera muito mais do que aquilo que realmente nós podemos, às vezes, avançar, até pelo sistema que nós temos. E não são poucas as vezes em que nós chegamos a alguns lugares para debater, e as pessoas dizem: “Precisamos de reforma política profunda. Se não houver reforma profunda, é melhor não fazer”, como se fosse fácil aprovarmos um item sequer dessa reforma política. Então, é preciso que tenhamos essa noção e que expressemos isso por onde passarmos, para que depois isso não se volte contra nós. É real também o que o Antônio disse, no sentido de que é claro que cada um de nós aqui tem discursos e propostas sobre as mais diferentes transformações do nosso sistema eleitoral e do sistema político em geral, mas não é verdade que se tenha que fazer tudo para enxergarmos alguma mudança. Às vezes, alguma regra simples que for mudada tem um significado e uma repercussão enorme em toda a vida política do País. Precisamos estar atentos a essas coisas. Eu vejo que a sua exposição clareia bastante isso e nos ajuda neste debate. O Prof. David Fleischer já é nosso colaborador antigo nos debates. Eu tive a honra de participar com Maio de 2011 ele em debates em legislaturas anteriores, aqui na Casa e fora também, acumulando uma experiência muito grande. Eu gostaria, até para aproveitar o ambiente de polemização, de ouvir alguma coisa da parte dele a respeito da questão que o Eduardo – ele acabou tocando em outros assuntos, naturalmente – colocou como ponto mais específico e prioritário de discussão: o voto distrital. O Antônio acabou abordando, ao final, a sua opinião sobre a questão do voto distrital, e eu gostaria de ouvir o Dr. David Fleischer um pouco sobre a repercussão que teria o voto distrital e o que significaria isso para o atual sistema. O Eduardo fez questão de enfatizar alguns pontos, que julgo importantes também, para podermos ir avaliando, mas que me trazem certa preocupação. Primeiro, ao defender o voto distrital, ele disse que é o voto mais fácil de explicarmos para a sociedade. A impressão que me dá é que nem sempre aquilo que é o mais fácil de explicar é o melhor para a democracia. Acho que nós precisamos pensar um pouco sob o prisma de fortalecermos a nossa democracia. “Mas hoje o Deputado está muito desgastado. Nós precisamos de ter um sistema que crie um ambiente mais favorável para o Deputado”. Eu também acho que isso não é a prioridade. A prioridade é fortalecermos a democracia, darmos à nossa sociedade um sistema que tenha condição de permear os próximos anos e dar a segurança jurídica necessária ao avanço da nossa democracia. Acho que é importante fazer esse debate, e a opinião do Prof. David Fleischer também nos ajudará a pensar um pouco sobre esse tema. Eu fico por aqui para dar oportunidade aos Deputados de participar e expressar as suas opiniões. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Não estando presente nenhum dos autores dos requerimentos, concedo a palavra ao primeiro inscrito, Deputado João Paulo Lima. Eu solicito aos senhores palestrantes que, por gentileza, façam as anotações das indagações, porque nós vamos ouvir três ou quatro Parlamentares e, logo a seguir, passarei a palavra a V.Sas. O SR. DEPUTADO JOÃO PAULO LIMA – Nobre Presidente, primeiro, eu quero dizer a V.Exa. que não o importunarei mais em relação àquela questão do funcionamento concomitante das duas Comissões. Está havendo reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e ficamos nos dividindo, mas parece que é a rotina comum. Eu, como cristão novo na Casa, vou ter que me adequar a essa realidade. Sou cristão novo aqui, mas, na política, são 40 anos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado João Paulo Lima, eu já mantive um diálo- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS go com o Presidente da CCJC, Deputado João Paulo Cunha, acerca desse problema, mas não tive uma solução para ele. Parece que nós não temos um outro horário para a realização das audiências públicas. Lamentavelmente, às vezes, acontece aquilo a que o nosso palestrante Antônio Augusto se referiu. Eu acho que o acúmulo de tarefas no Parlamento nacional é tão grande que nos leva exatamente a isso. Na minha opinião, se não houver entendimento de que este País é uma federação e não um Estado unitário e de que aquelas competências do art. 22 da Constituição devem ser divididas com Estados e Municípios, que têm autonomia apenas no nome, e, consequentemente, se não liberarmos a nossa pauta, que muitas vezes deve ser tratada no Estado ou no Município, teremos tumulto no procedimento legislativo. Lamentavelmente, parece-me que essa é a realidade. O SR. DEPUTADO JOÃO PAULO LIMA – Presidente, eu já incorporei isso. Vou montar uma estratégia realmente revolucionária para me adequar a essa realidade. Eu quero dizer que, na verdade, gostei muito do conjunto das exposições. Acho que os debates têm sido extremamente salutares e enriquecedores para uma reflexão. Em particular, vivi a experiência de ser Vereador e Prefeito por dois mandatos da cidade do Recife e Deputado Estadual por três mandatos, em 40 anos de militância política. Cada vez mais eu me convenço de que, na verdade, o nosso Parlamento também é um pouco fruto da nossa realidade social. Nós não podemos ter a ilusão de que essa sociedade vai mudar radicalmente, se não houver mudança da sua essência. Ou seja, deve-se saber como o homem essencialmente está por dentro, porque a sociedade é fruto disso. Em determinada época, eu iria sair do Partido dos Trabalhadores para ingressar no Partido da Lei Natural, que propõe um trabalho de meditação transcendental, no sentido de reduzir o estresse individual e coletivo. Mas isso ocorreu há algum tempo, está no passado. Presidente, existe um bloco anárquico lá em minha cidade chamado Quanta Ladeira, que diz que democracia é bom, mas dá um trabalho arretado. Na verdade, a democracia é essencialmente um jogo de paciência. Eu estava conversando com um dos nossos Deputados na Comissão de Constituição e Justiça, que dizia: “Deputado João Paulo, aqui há um certo entendimento de que, muitas vezes, deve haver demora nas resoluções de problemas relacionados a este Congresso, porque, se todas as matérias que aqui estão fossem aprovadas, este País seria ingovernável”. Sabádo 28 26999 Então, para determinadas questões é necessário um certo tempo para que haja acomodação. Acho que a reforma política é isso. Eu não acredito, Presidente, que, nessa reforma política, atingiremos um determinado patamar, principalmente no que diz respeito ao que a população está esperando – ela tem uma grande expectativa de que nós vamos ter reformas significativas que vão mudar o padrão da política. Eu concordo plenamente com a intervenção do Dr. Antônio Augusto de Queiroz, em relação ao fato de que esse processo... Na condição de Prefeito da cidade do Recife, eu dizia sempre que, em relação aos cuidados com a saúde, com manutenção da cidade, como, por exemplo, das praças, da cultura, da ciência, da tecnologia e da educação, nós não cumpriríamos o nosso papel à risca se não elevássemos o nível de conscientização política da nossa sociedade. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado João Paulo Lima, mais 1 minuto para V.Exa. O SR. DEPUTADO JOÃO PAULO LIMA – Concluindo, Presidente, sem querer tomar muito tempo, acho que nós podemos garantir avanços significativos nesse processo, seguindo a mesma linha de pensamento contida na apresentação do Dr. Antônio e principalmente na do Prof. David. Acho que isso se faz necessário. E aí, Dr. Antônio, haverá outra guerra. Mesmo garantindo a reforma com financiamento público exclusivo de campanha e uma lista, mesmo uma lista mista, haverá uma guerra interna nos partidos. Não pensem que essa coisa estará resolvida não. O processo, por ter o aparato, o controle do partido, influenciar no número de filiados e delegados, fará com que essa disputa não pare. É um processo da própria construção da democracia e da entrada do homem na era da iluminação, que acho que é uma questão central. O homem está preparado para viver e respeitar o outro e ver a essência da vida, esse espetáculo maravilhoso. Que todos essencialmente possam ter essa elevação na consciência. Mas, enquanto não, vai ser importante garantirmos, do ponto de vista da legislação vigente, que possamos avançar nesse sentido. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tem a palavra a nobre Deputada Rosane Ferreira. A SRA. DEPUTADA ROSANE FERREIRA – Bom dia, Presidente e nobres convidados. Ouvi com bastante atenção os pronunciamentos, mas tenho sistematicamente, Prof. David, batido numa mesma tecla aqui. Sou Deputada de primeiro mandato nesta Casa e minha única experiência anterior é uma passagem pela Assembleia Legislativa do Paraná. Fui Deputada Estadual e agora sou Deputada Federal. Sou mulher e do Partido Verde, um partido que não fez coligação no 27000 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS meu Estado nem nesta eleição nem na passada. Isso é uma mostra de que o sistema não é de todo ruim, porque permite que pessoas como eu aqui estejam, sendo de um partido pequeno e com um investimento modesto em campanha. Fiz apenas 47 mil votos, o que foi suficiente para me trazer para cá. De 30 Deputados do Paraná, sou a penúltima em número de votos, mas estou aqui. Então, o sistema não é de todo ruim, mas ele tem de ser aperfeiçoado. Uma das questões que mais me incomoda é o fato de termos eleições a cada 2 anos. Quero ouvi-los a respeito disso. Defendo a coincidência ou concomitância das eleições para as três esferas do Poder. Isso, para mim, é muito claro. Eu não tinha noção, até chegar à Assembleia Legislativa, de que este País parava a cada 2 anos. Eu não tinha essa noção. Essa questão das eleições alternadas é onde fica mais flagrante a infidelidade partidária. É uma coisa impressionante. Estamos no mandato quando somos buscados por Vereadores, por Prefeitos de outros partidos, com propostas de abrir o seu partido naquela unidade, sem nenhuma vinculação ideológica, simplesmente para ter base, para termos coligações. “Eu te ajudo a se eleger, e a senhora me ajuda a me eleger”. E ele mora em uma cidade na qual você nunca esteve, não sabe qual a sua missão e em que poderia contribuir para aquela cidade. Então, há uma – talvez o termo não seja adequado – promiscuidade nessas eleições, em que Vereadores e Prefeitos elegem Deputados Estaduais e Federais, para Deputados Estaduais e Federais elegerem Prefeitos, quase como que num vicioso que se quebra quando surgem situações como a minha, que foi uma coisa meio divina – desculpem-me a presunção. Eu gostaria de ouvi-los nesse sentido. Outro argumento que tenho com relação a isso é a questão do Orçamento. Estamos começando o estudo do nosso Plano Plurianual. Nos Municípios está terminando. Daqui a 2 anos é que se iniciará. Os orçamentos não são casados. Os Municípios pensam uma coisa e nós pensamos outra para os Municípios. Isso também é conflitante. Não há harmonização de orçamentos. Para finalizar, antes que toque a campainha, o Presidente do TSE, Sr. Ricardo Lewandowski, esteve aqui e fez uma análise do custo das eleições em todos os sentidos, o quanto foi investido. Algumas pessoas falam que isso é um investimento na economia, é um recurso que gira a máquina. Mas eu não penso dessa forma. O custo é altíssimo. E o gasto é principalmente de dinheiro público, sim. Há muito dinheiro público escamoteado, disfarçado, nas campanhas. E é um cus- Maio de 2011 to cotizado entre todos os brasileiros. Eu gostaria de ouvi-los a esse respeito também. O SR. DEPUTADO REGUFFE – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO REGUFFE – Sr. Presidente, eu vou protocolar nesta Comissão documento com as minhas propostas e sugestões para a reforma política. Eu só quero que V.Exa. o encaminhe também para o Relator e para o Relator Substituto, para que eles possam também analisá‑lo, a título de contribuição. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deferido. O SR. DEPUTADO RONALDO BENEDET – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO RONALDO BENEDET – Sr. Presidente, eu estou observando aqui que já é quase consenso – pelo menos tenho ouvido de todos os Deputados e agora ouvi da Deputada – nós encaminharmos já uma proposta de emenda à Constituição para instituir os mandatos coincidentes. Por que não fazermos isso? Estaríamos, inclusive, dando uma resposta à sociedade, propondo algo que sinto ter grande aceitação. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Nobre Deputado, peço que V.Exa. se inscreva e, na sua oportunidade de falar, V.Exa. fará a sustentação da tese. Com a palavra o Deputado Alceu Moreira. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Sr. Presidente, este debate é muito pertinente e esclarecedor. Importante que se diga imediatamente o seguinte: quando alguém argumenta que um sistema é ruim, imediatamente põe um argumento impeditivo como se fosse único e definitivo. Mas são exemplos reducionistas, pouco inteligentes, que tentam com argumentações toscas dizer que um sistema é muito ruim e que outro é ótimo, para fazer valer o seu argumento. Esta é uma premissa que, feita dessa forma, não esclarece, tolhe. Primeiro, vamos deixar claro que nós não estamos discutindo só a forma de chegar a esta Casa, nem às Assembleias Legislativas, nem aos Parlamentos, nem aos Executivos Estaduais, mas o que fazer depois de chegar lá. Foi dito aqui também que o cidadão não pode eleger-se pelo distrito, porque vira um Vereador. Desde quando o limite geográfico ou a circunscrição eleitoral tolhe o cérebro do cristão? Quem disse isso? Na história americana, vemos que os maiores estadistas eram de distritos. O fato de eu me eleger numa cidade Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS chamada Osório, no Rio Grande do Sul, vai me tornar um mentecapto? O meu cérebro vai pifar quando sair da cidade? Não serei capaz de discutir o País? Esse é um argumento pobre, pequeno. Não tem nada a ver com a dimensão do mandato a localização em que se dá a eleição. O tema que estiver em debate vai levar o cidadão a refletir sobre as questões nacionais e fazer a sua crítica a respeito dele. Quanto ao voto distrital alemão, para começar, quero deixar claro que nós não temos que fazer cópia de nada. Graças a Deus, alguém já fez o caminho, para eu saber que posso fazer atalhos nas curvas. Eu não preciso instituir exatamente o sistema alemão. Agora, não tenham dúvida de que, para o nosso sistema, o distrital misto é o caminho mais curto da travessia para aquilo que desejamos. A meu juízo, é sim, porque ele permite que nós continuemos colocando o nome das pessoas na disputa – o que, a meu juízo, é ruim, mas existe no País uma cultura absolutamente arraigada nesse sentido – e podemos votar também numa lista. Quero fazer ainda outro raciocínio. Imaginem que esta Casa tivesse aqui metade dos Deputados eleitos pelo distrito e metade pela lista. Para começar, o debate político de campanha já teria que definir entre mim e o Deputado João Paulo, por exemplo, com diferenças claras sobre o projeto de saúde e de educação. Não posso ter um projeto homogêneo. Não posso fazer um discurso que agrade a empregada doméstica e outro que agrade à patroa que quer colocá-la na rua. Não posso porque o outro partido está do outro lado. Eu preciso mostrar solução devida, do ponto de vista ideológico, lógica das ideias, jeito de organizar a sociedade pelo meu jeito de praticar políticas públicas. Eu preciso dizer isso. Se eu defino as diferenças, quando eu chegar a este Congresso, terei diferenças de comportamento. Aqui o poder é exercido preponderantemente pelo poder de pagamento. Aqui não se vota pelo que se pensa, vota-se pelas emendas que se pode receber. O poder de pagamento prepondera sobre a autonomia de pensamento político que se tem nesta Casa. Quantas pessoas calam-se no plenário, mesmo não concordando com nada? Primeiro, porque o sistema não lhe permite que fale; segundo, porque a emenda pode ser perdida. Vamos lá. O atual sistema criou anomalias. E agora nós argumentamos que as anomalias existem para não modificar? Mas se estamos tentando tratar de reforma é porque o fusca está estragado, é preciso reformá-lo, não estou satisfeito com o que tinha. Então, eu justifico a argumentação de que está ruim porque o sistema atual é assim? Sim, mas se eu vou Sabádo 28 27001 para o hospital me curar de câncer, a única coisa que não quero é ficar com ele, quero tirá-lo. A questão dos partidos pequenos. Nenhum partido pequeno tem de ser extirpado do processo. Não há nenhuma incongruência, nenhuma impossibilidade com relação aos partidos pequenos que têm vínculo ideológico, porque nós deveremos permitir como travessia as federações. Agora, para se fazer uma federação é preciso que tenha entes federados. Partidos de siglas de aluguel não podem fazer federação porque não têm ente federado, não há o que federar. Ele não se une a nada. Ele nasceu para ser comprado e vendido. O outro pode perfeitamente fazer uma federação, porque tem sintonia de pensamento. Aliás, as federações são caminhos para a criação de novos partidos com controle ideológico, porque a federação obriga a que os partidos marchem unidos pelo próximo pleito eleitoral. Programas para ganhar eleições e não para governar. É do sistema atual, porque tu podes fazer o discurso daquilo que agrada o ouvido do cristão. Primeiro que tu vendes candidato como sabonete. Coloca na televisão, mostra uma fotografia muito bonita, faz penteado, contrata Duda Mendonça, faz não sei mais o quê, vende como quer. Ora, se tu reduzires os instrumentos de propaganda política, se fizeres a publicidade do candidato só com o santinho do cristão, só isso, a biografia e a fotografia dele e sua proposta de trabalho, e este ser o único instrumento para fazer campanha, acabou. Como é que vai fazer? Ele que se vire só com isso. É igual para todos. Quem for bom que entre nesse processo. Mas, no voto em lista, nós obrigamos o senhor a ter propostas de governo consolidadas na população. E estas propostas vão acabar se refletindo nos governos. No voto em lista, aqui no Congresso, o cidadão se comporta pensando em ideias de Estado, de governo, não pensando no seu umbigo, porque a emenda parlamentar tem pouca influência no cidadão eleito pela lista. Financiamento público de campanha. Financiamento público e exclusivo. Só que ele se adapta a três sistemas: distrital clássico, distrital misto, voto em lista fechada. Então, nós queremos saber qual desses. O financiamento público exclusivo, para mim, é a melhor solução neste momento. E vão dizer: “Não, mas vai ter o caixa dois”. Ora, meu irmão, tem lei de trânsito e gente morrendo todo dia nele. Tem gente que pode descumprir. O que temos de fazer é reduzir o grau de risco, reduzir o espaço para que isso aconteça. No financiamento público, acaba muito esse comprometimento com empreiteiras e tantas outras. Sr. Presidente, para concluir, porque sei que temos um tempo limitado, infelizmente, quero dizer que a representatividade política não é uma questão numé- 27002 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS rica. Quem dera fosse. Não é como contar moeda de banqueiro. Representatividade tem outro significado, e foi o Aurélio que nos disse isso. Representatividade não é por número. O cidadão tem muito mais voto. Não, não tem, não é verdade. Esse processo tem outras conotações. Então, fica cada vez mais claro para mim. Concordo com a tese do Dr. Eduardo, assim como o Dr. David fez um belo pronunciamento e o Dr. Antônio da mesma forma. Esses debates que estão sendo feitos aqui são profundamente esclarecedores, porque estabelecem os paralelos contraditórios sem o compromisso de o palestrante fazer valer sua tese para que seu partido seja beneficiado. Eles estão querendo apenas esclarecer o processo. Isso para nós vai ser salutar na construção do processo. Sr. Presidente, para sua tristeza e minha alegria, cada dia mais eu percebo que o voto distrital misto caminha pelos corredores desta Casa. Nós não teremos o distritão, a destruição completa dos partidos. Nós não teremos a individualidade. Eu respeito seu pensamento e me permito na discórdia. Um abraço. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a manifestação a V.Exa., sobretudo pela referência à tese que defendo e sobre a qual terei a oportunidade, como membro, de dar algumas explicações. Nobre Deputado Marcelo Castro. O SR. DEPUTADO MARCELO CASTRO – Sr. Presidente, Srs. palestrantes, nobre colegas, é natural que cada dia mais essas audiências públicas nos enriqueçam. Tive de sair para assumir um compromisso previamente agendado e não pude assistir à palestra do Dr. Antônio Augusto. Assisti, em parte, à do Dr. David Fleischer e integralmente à do Dr. Eduardo Graeff, que com muita calma e paciência disse algumas coisas bem consistentes. Só que, Dr. Eduardo, a meu juízo, o senhor incorreu no mesmo erro do Dr. David Fleischer, que é uma coisa que não corresponde à realidade e que todos repetem. É que renovamos muito o Congresso, os Deputados Federais, como se fosse uma causa dizer que a metade das pessoas vão perder as eleições. Não! A metade não volta para cá, mas não é porque a metade perde a eleição, é porque grande parte dessa metade vai para outros cargos, como de Senador, Governador, Vice-Governador, Prefeito. Vejamos o nosso caso. Sou do Piauí. Nas seis últimas eleições do Piauí para Deputado Federal, só três Deputados perderam a eleição. Todos se reelegeram. Agora, se formos examinar quanto renovou, foi na faixa de 30% a 40%, porque um foi ser Governador, outro Vice-Governador, outro Prefeito, Senador. Então, o problema é esse, não é porque esse sistema vem a Maio de 2011 derrotar as pessoas, pelo menos no caso do Piauí e por onde eu já andei observando. Temos de aproveitar esta Comissão de reforma para não frustrarmos a nossa sociedade mais uma vez e dar uma contribuição ao nosso País. Na verdade, há um consenso aqui na Câmara de que o nosso sistema tem muitos e insuperáveis defeitos. Todo sistema tem defeitos, virtudes e vantagens. Não vamos encontrar um sistema perfeito, mas me parece que o sistema que temos é o pior de todos que existe no mundo, porque congrega aquilo que há de pior, as campanhas individualizadas. Imaginem no Brasil cada candidato a Vereador faz uma candidatura individual. Cada candidato a Deputado Estadual faz uma campanha individual, com carro de som próprio, com cartaz próprio, com som próprio, com música própria e até com propostas próprias, como se não tivesse nada a ver com os partidos. Então, as nossas campanhas têm custos proibitivos. O nosso sistema eleitoral é castrador, poda as grandes potencialidades que temos na sociedade que gostariam de entrar na vida pública, mas se sentem inibidas. Quando elas vão saber quanto precisam gastar numa campanha, não há condições de enfrentar um sistema desse. Uma das providências mais urgentes que temos de tomar na Casa é diminuir os custos das campanhas para dar mais oportunidade, para aproximar disputas eleitorais e torná-las mais homogêneas, sem essa disparidade tão grande. Outro dia, dando uma palestra no meu Estado, citei o nome de um Deputado de um Estado do Brasil, da Região Centro-Oeste, que recebeu um número de votos espetacular, e todos sabem que foi à custa de dinheiro. Se esse senhor for para o Piauí mesmo sem saber o que é o Piauí, sem ter vida no Piauí, se ele se candidatar, provavelmente, será o mais votado novamente, porque o dinheiro impõe-se e acabou, passa por cima de tudo. Então, sou ingênuo de achar que no mundo capitalista em que vivemos o poder econômico não vai ter influência? Sempre terá, mas o que queremos: reduzir essa influência. Como diz o Alceu: “Vai ter caixa dois?” Meu Deus do céu, claro que vai! Temos de reduzir esse caixa dois. Como faremos isso? Primeiro, pelo sistema distrital puro, porque a Liderança é conhecida, pode vir o dinheiro do mundo inteiro que o camarada não deixará de votar no Marcelo Castro, porque gosta é dele, porque trabalha junto com ele. Então, mesmo sem dinheiro, eu ou qualquer outro sempre terá chance muito grande de ser vitorioso. Segundo, pelo sistema de lista fechada, que, parece-me, é o que melhor de se adapta Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ao financiamento público de campanha. Terceiro, pelo sistema misto. E como será o financiamento? Eu quero que seja público exclusivo. Qual sistema advogo? O sistema misto. Metade eleito pelo distrito, metade eleito pela lista partidária. Mas podemos avançar para uma relação de compromisso. O que existe no sistema atual? Quem vai votar foi eleito por esse sistema. Ele é um vitorioso nesse sistema. E qual é a maior lei que rege o universo? A lei da sobrevivência. Não podemos aqui criticar uma pessoa que não vai votar num sistema pelo qual ele não vai se eleger. Então, pode se pedir tudo de um político, mas pedir que ele se suicide politicamente ou se degole não é razoável, não é humano. Aliás, essa lei não é humana. Essa lei é do universo. As plantas e os animais vivem em competição e sobrevivem os que se a adaptam melhor. A lei da sobrevivência é a lei que rege todo o universo. Sr. Presidente, há alguns temas, mas, perdoe-me V.Exa., relativamente aos quais deveríamos acelerar, porque teremos eleição no próximo ano. Poderíamos nos apressar na apreciação de alguns temas que dizem respeito a eleições municipais. O Senado já votou, e poderíamos chegar a um consenso e colocar as matérias em votação, como, por exemplo, a proibição de coligações. Acho que esse é um tema mais do que consensual, porque deforma o sistema. Refiro-me àquilo que o Sr. Eduardo disse, ou seja, vota-se no João e elege o Pedro, que nada tem a ver um com o outro. Não se sabe sequer quem será eleito nas coligações. Sobre a coincidência dos mandatos, quero crer que é outro consenso já formado nesta Casa. O Senado aprovou a proibição de reeleição, o mandato de cinco anos. Poderíamos evoluir aqui para votar a coincidência dos mandatos, a proibição de coligações proporcionais. Temos de fazer urgentemente uma janela da fidelidade partidária, porque o Superior Tribunal Eleitoral, respondendo a uma consulta, criou a figura da fidelidade partidária, que não consta da nossa Constituição. Diz a Constituição que o Parlamentar perderá o mandato nos seguintes casos: incisos I, II, III,, IV. Não há mudança de partido. Então, agora, teremos de legislar de maneira burra. Teremos de fazer uma lei positiva e uma outra negativa. Ou seja: “o Parlamentar perderá o mandato nos seguintes casos (...)”. Parágrafo 1º : “o Parlamentar não perderá o cargo em caso de mudança de partido”. Não é possível legislar desse jeito, mas com os tribunais que temos talvez cheguemos a isso. O TSE impôs uma fidelidade eterna. Todos nós somos a favor da fidelidade partidária, mas ninguém é a favor de que alguém seja obrigado a permanecer num partido durante 50 anos. Não, só deve ficar 50 Sabádo 28 27003 anos num partido, como estou há 30 anos no meu, por amor, por convicção, por comungar das ideias do partido, por estar bem no partido. Outro ponto. Isso está trazendo deformações no nosso sistema eleitoral, na nossa vida política. E esse PSD que está sendo criado? Pelo que li, pelo que disse o Sr. Kassab, o partido não é de direita, não é de centro, não é de esquerda, não é a favor, não é contra, não vai, não vem, não volta. (Intervenções fora do microfone. Inaudíveis.) O SR. DEPUTADO MARCELO CASTRO – Escrevam o que estou dizendo: vai ser um dos maiores partidos brasileiros. Por quê? Porque o PSD é a janela partidária. Todos os que estão mal acomodados no partido A, B, C, D, E, F, G, H, I, J – como são 27 partidos, a letras se acabam e ainda temos partido a enumerar – irão para o PSD. Esse partido será forte no Piauí, em Sergipe, no Rio Grande do Sul, em todos os Estados. Então, temos de fazer essa janela urgentemente, até para a pessoa servir-se de uma coisa real e não ir obrigado para o PSD, sem ter nenhuma simpatia por esse partido, por não existir a janela partidária. Sr. Presidente, essas eram as observações que gostaria de fazer. Peço mais uma vez a esta Casa que não percamos essa oportunidade e procuremos adotar um sistema que exista no mundo e que traga maior legitimidade aos representantes, maior proximidade do representante com o representado, que não haja mais o que ocorre hoje. Ao se fazer uma pesquisa dois anos depois da eleição, verifica-se que 70% dos eleitores não sabem em quem votou para Deputado. E nós ficamos aqui com a cara para cima. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Temos mais três inscritos. Ouviremos todos eles. A presidência tem uma vantagem: fala por último. Vamos ouvir agora o Sr. Deputado Marcus Pestana, a quem farei alguns questionamentos. O SR. DEPUTADO MARCUS PESTANA – Sr. Presidente, creio que vamos entrar numa fase... Está sendo muito positiva essa dinâmica diferenciada do Senado. A sociedade está compreendendo isso. Mesmo que o assunto estivesse muito maduro... O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Começou a compreender. Concordo com V.Exa. O SR. DEPUTADO MARCUS PESTANA – E nós devemos aproveitar isso. Estamos ouvindo os diversos segmentos, mas creio que também devemos ter a preocupação, já apresentada por alguns colegas, de, depois das audiências públicas regionais e de mais algumas audiências aqui, tentar afunilar e objetivar algo. Inclusive, estamos criando consensos progressivos e já estamos em estágios de repetição. Contudo, a 27004 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS repetição de aspecto tão polêmico é positiva, porque vai consolidando os argumentos. Então, quero dizer aos professores – o Professor Graeff teve de dar uma saidinha – que acho que se perde o fio da meada, e esse aspecto foi abordado pela Mesa e por alguns que intervieram, no fundamento da reforma. Não se reforma por modismo, não se reforma por reformar, reforma-se porque há necessidade de mudar determinada coisa que se esgotou. Se isso não se esgotou – e até fiz essa intervenção para o Ministro Lewandowski –, se está tudo bem, se o sistema é bom não precisamos gastar energia política com isso. Vamos cuidar de outros assuntos. Mas o fundamento, as perguntas essenciais, porque não adianta querer algo... Às vezes, as pessoas se precipitam em elaborar respostas sem se dedicar à correta elaboração das perguntas. Então, como dito aqui, e não estou inovando em nada, os três objetivos fundamentais, vis-à-vis o sistema atual, são: primeiro, aproximar representantes e representados. Fiz um teste em uma reunião com um público de nível universitário, na minha região, para ver se sabiam como eu havia votado o salário mínimo, o trem- bala, o acordo de Itaipu, a inclusão do Jequitinhonha e do Mucuri nos benefícios da indústria automotiva. Ninguém tinha a menor ideia. Não há controle social, não há elo, não há vínculo, não há nada. Isso é bom? O Deputado já citou, e são dados de pesquisa: 70% não lembra o nome do Vereador ou do Deputado em quem votou. E se não sabem em quem votaram... Eu perguntei a um público altamente qualificado o seguinte: como votei no salário mínimo? Perguntei isso a militantes, a pessoas que têm interesse em política. Ninguém sabia responder. É claro que agora vou soltar um jornalzinho, um newsletter. Cada um faz seu esforço individual de comunicação, mas, em termos macro, não há controle social e não há vínculo. Então, é um objetivo estratégico. Não é uma coisa menor aproximar representantes e representados, criar controle social e vínculo. Como não há chance... Daqui há 200 anos é possível que haja uma democracia direta pela Internet. Você faz o título eleitoral com certificação digital, põe na Internet os vídeos defendendo as teses, convoca o plebiscito para daqui a duas semanas, todo mundo assiste e se informa e vota em determinado dia. Vai ser possível acho um dia, não agora, algum tipo de democracia direta on-line. Primeiro, é necessário ou não? Esse é um desafio? É um problema da sociedade ou não é um problema da democracia brasileira? Se não for, vamos deixar como está. Segundo, fortalecer o sistema partidário. Vemos hoje o sistema... Já narrei alguns fatos em que eu chegava a uma cidade e o candidato do PT dizia: “Que Maio de 2011 bom, nós estamos aqui, é bom para nós dois”. Porque o público dele não vota em mim e nem o meu nele, e a polarização faz todo mundo se motivar. Aí nós nos encontrávamos na praça central e falavam assim: “Olha, boa sorte, que bom que estamos juntos na cidade”. Quem estava preocupado comigo era o meu colega de partido, porque eu invadi a base dele, supostamente. Então, é um sistema esquizofrênico que não fortalece os partidos. Não fortalece os partidos, repito. Isso é mau ou bom? Para a governabilidade é fundamental. Agora, com a discussão do orçamento americano republicano dos Democratas, o Obama não sai negociando cabeça por cabeça, dando cargo em Furnas, liberando emenda para aprovar o orçamento, não. Há uma discussão nacional de conceitos, de objetivos nacionais em torno do orçamento americano. Não é essa coisa de dar um cargo nos Correios aqui, um cargo na PETROBRAS ali, a liberação da emenda e obra tal, não. Então, fortalecer os importantes, para a governabilidade e para a democracia, é importante? Qual o caminho? Baratear as campanhas e fechar as portas para a corrupção. As campanhas são irracionais, milionárias, fora o famoso caixa dois. O Ministro Lewandowski fez as contas, com todos os custos, custou 4,9 bilhões de reais. Fora o caixa dois famoso e malfadado. Então, são esses três objetivos. O que eu apresento para a Mesa é esta reflexão: esses três objetivos são importantes? Qual o sistema que responde a isso? Minha impressão é a de que o distrital puro não passa por uma série de resistências e falta de tradição aqui no Brasil. Fiz um debate na Assembleia Legislativa e falei: colegas petistas, estou traumatizado em perder plebiscito. Perdemos o do Parlamentarismo – acho que sou um pé-frio danado –, perdemos o do Desarmamento, que eu achei que ia ser uma barbada, levamos uma ferrada danada. E, se colocarmos num referendo, não tenhamos dúvida de que, se for opção de lista fechada, vamos para o referendo. Perde de balaiada, de 6 a 1, pela opinião pública. Correto ou não? Então, eu quero dizer que, em tese, sou a favor da lista, modelo espanhol, que também não é crime. Esse negócio de inventar a roda... O distritão existe no Afeganistão, na Jordânia e em duas ilhas também. É um exemplo que pode ser seguido ou não. A lista existe na Espanha e em Portugal. O distrital puro existe nos em Estados Unidos, na França e na Inglaterra. Cada um tem uma história, um processo. Nós podemos adaptar também. Mas eu acho que, no estágio político... A questão que apresento para os três é se não seria pedagógico – pensamos muito em nós e pouco na sociedade às vezes, quando discutimos reforma política –, para Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS a sociedade, não seria interessante uma experiência de 20, 30 anos do distrital misto? Porque aí conviveria com a lógica do distrital e com a lógica da lista. Pegaríamos as qualidades dos dois sistemas e, a partir da experiência concreta social, tiraríamos as conclusões lá na frente. Agora, o meu amigo de partido e Presidente da Comissão lá da Assembleia já pôs um defeito: falou que assim nós cristalizaremos o baixo clero e o alto clero. Quem for da lista será o Deputado nacional e quem for do distrito será do baixo clero. Eu não concordei, mas há argumento contra... Como diz o pai do meu assessor de imprensa: “Os terráqueos são muito complicados”. Não são perfeitos. Para concluir, quero saber se essa experiência pedagógica não seria talvez o melhor caminho. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Marcus Pestana, apenas para o meu conhecimento: V. Exa. falou que o distritão existe apenas no Paquistão e no... O SR. DEPUTADO MARCUS PESTANA – No Paquistão, no Afeganistão, na Jordânia e em duas ilhas que só o Caiado sabe o nome. Eu sempre esqueço. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Afeganistão... O SR. DEPUTADO MARCUS PESTANA – Jordânia. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Sim. O SR. DEPUTADO MARCUS PESTANA – E duas ilhas desconhecidas. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vou mostrar a V.Exa. que existe no Brasil também, viu, Deputado? O SR. DEPUTADO MARCUS PESTANA – No Brasil eu não conheço. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Vou mostrar a V.Exa. Deputado Ivan Valente. O SR. DEPUTADO IVAN VALENTE – Sr. Presidente, Srs. Deputados, nossos convidados, quero agradecer a todos a contribuição. À medida que vamos discutindo, vamos amadurecendo. Mas eu queria dizer, Sr. Presidente, nobres Deputados, que, na verdade, temos algumas premissas para a discussão da reforma política. Uma delas é a entrada em vigor da própria reforma. Antes diziam: “Não dá mais, vamos lá, vamos para 2012”. Mas quando é que ela entra em vigor? Porque é preciso haver um amadurecimento. Então, isso está ligado, por exemplo, ao problema do referendo sobre a própria reforma a que o Congresso conseguir chegar. E a terceira questão é a participação popular, que está engajada nisso. Sabádo 28 27005 Então, é preciso haver um timing, não é? Não é assim: “Dois mil e doze está aí, e eles não acabaram de fazer a reforma política”. Não adianta. Primeiro, que há várias visões, interesses conflitantes; interesses, às vezes, pequenos, inclusive, não estratégicos. Então, a lógica que move a nossa proposta, do PSOL, primeiro, é a seguinte: nós temos que ter alguns princípios gerais, como o fortalecimento dos partidos e a recuperação da credibilidade política; o fortalecimento dos programas, e não dos indivíduos, isso está combinado; e o fortalecimento da representação popular. Eu quero começar dizendo que eu não consigo ver na representação majoritária, digamos assim, a expressão de todas as possibilidades da sociedade. Então, sou claramente favorável ao voto proporcional. Por quê? Porque acho que não podemos ficar seguindo uma lógica assim: “Nós precisamos de reforma política e tal, o nosso tem muitos defeitos, é o pior sistema...”. Bom, só não podemos mudar para pior, sem dúvida. Eu acho que é possível piorar. É possível piorar. Quer dizer, eu acho que a nossa discussão tem que ir caminhando, primeiro, para politizar a sociedade. É o que eu falei: vamos discutir financiamento público exclusivo de campanha, com punição para o receptor e o doador. Isso aí merece execração. E mostrar ao eleitor, aí sim, numa campanha publicitária dos partidos e tal, que o voto feito com financiamento privado custa 7 vezes mais, 10 vezes mais do que o financiamento público, e que é preciso punir mesmo o caixa dois, para valer. Não é para ficar escamoteando, é para punir mesmo! É preciso criar mecanismos para isso. Olhem o Estadão de hoje: “Doações irregulares de campanha para as eleições 2010 somam 142 milhões, sem o caixa dois”. Isso só foi detectado. Isso aqui é o de hoje. Entendeu? Foram 142 milhões de reais em doações irregulares, já averiguado, e olhe que as empresas tomaram todos os cuidados! E eu posso dizer de carteirinha, aqui, que não recebo dinheiro de empresa, nunca recebi, desde o meu mandato de 1986. Então, não tenho problema nenhum com isso. As empresas tomaram todos os cuidados e ainda deu 142 milhões, fora o caixa dois! Isso é um escândalo, não é? Então, fazer eleição séria falando em financiamento privado, uso do poder econômico? Desculpe-me, mas não há seriedade em reforma política que mantenha o uso do poder econômico. E quero dizer mais uma vez que precisaria haver uma campanha esclarecedora para a população sobre essa questão. A segunda questão é o voto em lista versus a questão do voto individualizado. Isso está ligado à representatividade dos partidos, à sua ideologia, ao seu caráter programático. E essa é uma questão pedagógica também, porque não é de um dia para outro que 27006 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS o cidadão vai ver a propaganda... Todos os partidos dizem que defendem o bem comum, vamos supor. A linha geral é esta: “Nós fazemos a defesa do bem comum, da educação, da saúde, do transporte, da moradia e tal”. Aí o indivíduo diz: “filie-se ao partido tal”. Não adianta. Nós precisamos viver a prática. Isso mostra que os partidos precisam criar vínculos com a sociedade. Na verdade, convenhamos, é preciso também que haja uma reforma partidária. Se nós quisermos estabelecer o voto em lista... Nós defendemos o voto em lista porque é a maneira de o cidadão votar no programa, na ideologia. Ele está associado ao financiamento público, porque só se combina com um financiamento público. Na minha opinião é isto. Exclusivo de campanha. Eliminação total do poder econômico. Até um dos debatedores nossos citou que não vale também as contribuições individuais. Pode ser. Não é um negócio de todo ruim, porque isso é a participação cidadã. Mas nós sabemos que somente um empresário bem-intencionado pode doar 50 milhões individualmente, porque ele é rico. Isso aconteceu na campanha passada, por exemplo. Isso desestabiliza. É um caso para se pensar. A maioria pode ser de contribuições individuais, pequenas. Então, Sr. Presidente, eu entendo que o voto distrital, de alguma forma, é extremamente seletivo. O voto majoritário é o voto que concentra. Na minha opinião, ele não resolve o problema da representação e da acessibilidade do eleitor, ao conhecer. Isto não resolve. O problema principal, neste caso, é a entrada do poder econômico, inclusive. Não há como se fazer uma distribuição de distrito sem pensar nisso em 20 anos. Um negócio desse tem de ser pensado com antecedência, e não de última hora. Como é que acopla distrito aqui e ali? Ou , então, pensar um modelo inglês que, pelo que estou sabendo, é um modelo vencido. Estão mudando. A proposta é mudar o modelo inglês porque o sistema proporcional inglês, os liberais, chegaram a ter 20% dos votos e não elegiam um Deputado para a Câmara dos Comuns. Obtiveram 20% dos votos proporcionais, em uma época, e não elegeram um Deputado. Ou seja, precisava ganhar no distrito, o que é muito difícil. Sr. Presidente, finalizo dizendo que eu convidaria a população a participar do nosso debate para discutir soberania popular e representação popular. Isso, inclusive, fortaleceria o voto obrigatório e a ideia de acabar com peias, com limites que são, no caso do art. 14 da Constituição, sobre o problema do plebiscito, do referendo, da revogação de mandatos. Estudar como se daria nos termos proporcionais também e Maio de 2011 da iniciativa popular. Todas essas questões precisam chegar ao público. Se o povo votou a favor do presidencialismo ou do armamento, isso não descredencia o voto popular. De alguma forma, faltou o debate, o ganhar política e hegemonicamente, na sociedade, uma posição. Eu, por exemplo, não era parlamentarista, mas era a favor do desarmamento. Mas o referendo e o plebiscito são instrumentos que precisam ser colocados, inclusive na reforma política. É difícil fazer uma reforma política que vá para o bem sem uma o povo participar do processo. Então, é esta a contribuição que eu queria dar, fora outras questões sobre as quais eu não tenho tempo agora de me aprofundar. Obrigado, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Ronaldo Benedet, V.Exa. tem um questionamento a fazer. O SR. DEPUTADO RONALDO BENEDET – Eu não sou membro da Comissão, mas sou um participante que gosto do tema, preocupado com assunto, porque as pessoas nos cobram. Eu acho que se começássemos a mostrar ações, a sociedade começaria a não se frustrar tanto em relação à reforma política e nós também não. Porque já há uma certa frustração, no meio dos Deputados que não participam da Comissão, porque não está havendo nada, não está havendo mudança. Eu sugiro a esta Comissão que apresente uma proposta imediatamente. Eu não sei como é a questão jurídica, se é necessário uma emenda constitucional. Porque haverá uma eleição e, se não houver mudança agora, antes do dia 30 de setembro, nós vamos conseguir fazer no ano que vem. Sugeriria que propuséssemos a coincidência de mandatos, com um mandato só para Prefeito, a fim de que todas as eleições coincidam em 2018. Ou que o Prefeito ficasse por 6 anos, a fim de que depois tudo coincidisse em 2018, no prognóstico de que temos de projetar a reforma política não para já, mas para o futuro. Essa a minha proposta para a Comissão, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Concluímos a primeira parte. Peço ao Deputado Eduardo Azeredo que seja breve, pois vamos passar a palavra aos palestrantes, já que se pronunciaram... O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – A minha intervenção é rápida, Sr. Presidente. Eu não sou prolixo, sou bem rápido. Nós já tivemos uma repassada sobre os diversos sistemas de eleição. Todos nós, na verdade, já conhe- Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS cemos os modelos. O que se constata é que realmente não há novidade alguma. Ou seja, os modelos têm vantagens e desvantagens. Não há nenhum modelo perfeito, não há nenhum modelo que elimine totalmente o problema financeiro. De maneira que eu acho que é o momento de nós conversarmos – eu também gostaria de ouvir a opinião dos expositores – sobre alternativas da continuação do sistema atual, com a redução de custos. Uma que me foi trazida outro dia e a respeito da qual eu realmente não tenho sequer opinião formada é a redução do tempo da campanha eleitoral. Nós já tivemos campanhas maiores, que começavam, na verdade, em junho. Hoje, a campanha começa em julho e, na televisão, começa 45 dias antes da eleição. A proposta é no sentido de que reduzíssimos o prazo para o início dessas campanhas. Marcaríamos o início da campanha para o meio de agosto, ou para 1 mês e meio ou dois antes, e a televisão reduziria para um mês antes, com o tempo alterado: em vez de 1 hora por dia, 1 hora e meia. Assim, não se diminuiria o total de tempo de televisão, mas o prazo, o período. Com as novas tecnologias disponíveis, verificamos que nos países parlamentaristas as eleições são assim: com um mês se convoca nova eleição e a eleição é realizada. Isso ocorre na Itália e ocorrerá em Portugal. Faz-se eleição com pouco tempo. Nós temos a tecnologia das urnas eletrônicas e da Internet. Isso tudo facilita uma campanha. É evidente que também há desvantagens. Em um Estado grande como Minas Gerais, para se ir até pessoalmente vai ficar difícil. Mas estou dizendo que eu gostaria de ouvir essa proposta, pois ela vai ao encontro da realidade. V.Exa. sabe bem que eu não gosto de ilusões, eu não me iludo muito de que possamos ter grandes mudanças. Não me iludo com essa questão da hipocrisia que se comete normalmente aqui no Congresso Nacional, no meio da opinião pública, da imprensa. De maneira que eu prefiro trabalhar na linha de buscar alternativas. Nós já adotamos alternativas como a redução de shows, a proibição de shows artísticos. Já diminuímos também a questão dos outdoors. Esses são alguns aspectos que podem ter diminuído ou não o custo de campanha. O ex-Presidente Lula prestou contas em 2002. Em 1998, ele empregou 3 milhões na campanha para Presidente da República. A Presidente Dilma prestou contas agora de cerca de 80 milhões. Naquela época, podia-se usar “showmício” e outdoors. O ex-Presidente Fernando Henrique, da mesma maneira, prestou conta de 11 milhões, em 1998, e o candidato do PSDB, agora, o José Serra, prestou contas de 80 milhões. Sabádo 28 27007 São coisas que precisam ficar bem claras, porque, de vez em quando, surge um paladino. Nós sabemos que no Brasil essa questão nem sequer era formalizada até algumas eleições anteriores. Não havia formalização de gastos. É um avanço importante. Tenhamos a formalização. Agora, não dá para dizer que com o financiamento público exclusivo se vai resolver esse problema. Certamente não vai. De maneira que eu queria ouvir sobre essa questão de redução dos prazos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Eu agradeço a V.Exa. Passo a palavra ao Dr. Eduardo Graeff. Logo a seguir, ao Dr. David Fleischer e/ou Sr. Antônio Augusto de Queiroz. Ao final, eu gostaria de passar a Presidência ao nosso 2º Vice-Presidente pela segunda vez, para poder fazer alguns questionamentos que tenho bastante interesse em fazer. Mas antes peço permissão para me ausentar por 1 minuto. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Democraticamente, é claro. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Transfiro a Presidência ao nosso querido 2º Vice-Presidente. O SR. EDUARDO GRAEFF – Vou tentar ser bem rápido. Primeiro, quero dizer que concordo muito, e não seria capaz de me expressar com tanta propriedade e eloquência, com a observação do Deputado Alceu sobre a existência ou não de alguma incompatibilidade entre a visão local e a visão nacional ou global. Acho que realmente, em Osório ou em qualquer outro lugar, podemos pensar no mundo com tanta propriedade quanto em qualquer outro lugar. Se de fato Deputados eleitos pelo sistema distrital estivessem condenados a ser Vereadores, isso de algum modo deveria transparecer no funcionamento de Casas legislativas que são compostas por eleitos pelo voto distrital. Francamente, o Parlamento da França eu não acompanho tanto, o dos Estados Unidos e o da Inglaterra, pelos quais eu me interesso mais, tenho chance de observar, eu não vejo que... Enfim, cá entre nós, o Congresso americano ou o Parlamento inglês, não me consta que eles cuidem de forma pior dos países deles do que qualquer parlamento eleito pelo sistema proporcional. Acho que não é essa a questão. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – Enfim, eu acho que essa não é uma questão relevante. Mas realmente o Deputado expressou isso com muita verve, e eu gostei de ouvir. 27008 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Agora, pulo para o fim. Sobre a questão que o Deputado Azeredo apresentou, eu acho que campanha curta favorece o incumbent, o detentor de mandato, contra os desafiantes. Aí é relevante pensarmos nas eleições majoritárias e qual seria o impacto disso. Para os desafiantes, seria desastroso. Para o candidato a Prefeito, a Governador ou a Presidente que está desafiando o candidato à reeleição, a campanha curta é um desastre. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – É. Bom, mas, se pensarmos no partido, também. Pensemos na última campanha presidencial. Não havia candidatura à reeleição. No entanto, o candidato – ou a candidata, no caso – do partido que estava no poder teve vantagem do ponto de vista de exposição à mídia e tudo mais. A experiência de primárias para eleições majoritárias é importante. No caso do Obama, não era nem um desafiante, era um insurgente. Era um candidato que não tinha o controle da máquina do partido democrático. O partido democrático não estava no poder. E nunca teria sido possível o fenômeno Obama sem eleições primárias, porque a forma que eles criaram lá foi para projetar nacionalmente candidatos que não têm uma exposição nacional muito grande. As primárias, nos Estados Unidos, são a eleição que importa. Se se levar em conta o tempo do processo das primárias, dá um ano e meio de campanha. Acho que se o nosso partido, Deputado, fizer primárias... Uma das razões para fazer é poder botar o bloco na rua e disputar a atenção do público que não está naturalmente, espontaneamente voltado para o candidato desafiante. Então, eu pensaria com cuidado nisso. Sobre financiamento público. Eu tenho dúvidas sobre isso tudo. Lembro que, quando eu era moço, com menos de 30 anos, eu queria fazer campanha para um candidato do meu Estado – um candidato a Senador, no caso. Fui à Rua Santa Efigênia, onde há tudo quanto é tipo de eletrônico em São Paulo, e comprei um amplificador e umas cornetas. Botei no meu carro e fui para a Baixada Santista fazer campanha. Eu não gostaria de ver ninguém preso por conta de uma forma de participação como essa. Então, ao pensar em financiamento público exclusivo, é importante pensar em como vai ficar o cidadão que quer participar com o carro dele, com a linha telefônica dele, com a conexão de Internet dele, com o tempo dele, que quer se dedicar como voluntário. Pelo menos não prendam o cara. Parece algo exagerado. Deixaria pelo menos uma válvula para contribuições de pessoas físicas num valor limitado, que seja algo compatível com essa militância indivi- Maio de 2011 dual, ou coletiva, espontânea, que é muito boa, muito importante para a democracia. Por último, não vou insistir na questão do voto distrital, porque de verdade não está em pauta. Não haverá uma emenda constitucional pelo voto distrital. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – É. No clássico, não. Mas quanto à divisão em distritos, alguns Deputados mencionaram que é um processo para 20 anos. Um especialista em estatística, que está participando da campanha para popularizar a ideia do voto distrital como experiência de laboratório, fez uma distritação baseada nas microrregiões do IBGE. Em 1 mês de trabalho, chegou a uma divisão em distritos que tem mais precisão – em toda divisão em distritos, não dá exatamente o mesmo número de eleitores. Isso é virtualmente impossível. Há alguma coisa como 0,5 para cima ou para baixo e 0,8 para cima ou para baixo. É aceitável. Esse 0,8 se refere à relação de eleitores por Deputado. Ele chegou a uma divisão com 0,2, o que é perfeitamente aceitável. E o que é curioso: testando o mapa de distritação experimental em alguns Estados com a distribuição dos votos dos Deputados. Há uma grande aderência, porque as microrregiões do IBGE, embora não sejam atualizadas há 10 anos, estão baseadas na geografia social, econômica e logística dos Municípios. O que vemos é que existe grande aderência entre esses distritos baseados em microrregiões e o mapa da votação dos Deputados. Então, esse não é um grande problema. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – É perfeitamente operacional. Por último, soberania popular e referendo sobre voto em lista. Eu perdi o plebiscito pelo parlamentarismo e ganhei o plebiscito sobre armas, porque, como bom gaúcho, não me imagino proibido de ter uma arma. Essa é uma tradição muito forte no nosso Estado. Eu acho que, da minha parte, é um saudosismo meio bobo, mas votei contra o desarmamento. Na melhor de três, se o terceiro plebiscito for o voto em lista, eu acho que vou desempatar, votando contra. Mas isso é só uma brincadeira, não levem muito a sério. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – Olhe, é engraçado. A senhora mencionou que se deu conta, quando foi para a Assembleia Legislativa, de que tudo para. É porque para os candidatos e os políticos tudo para. Moro a uma quadra de distância de um grande colégio eleitoral em São Paulo. Anos atrás, havia boca de urna, o que movimentava a minha rua e a entupia Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS de papel. Mas a boca de urna acabou. Pelo menos naquele colégio eleitoral, que é grande, não se faz mais boca de urna, tanto que eu tive uma perda pessoal. Sempre havia uma barraca de pastel de feira na porta do colégio eleitoral. Em São Paulo, o pastel de feira é ótimo, é uma instituição. Agora nem o japonês do pastel vai para lá fazer boca de urna. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. EDUARDO GRAEFF – Não há, porque o pessoal não para mais na frente da seção. Entra, vota e vai embora. Então, para os candidatos, os cabos eleitorais e os políticos tudo para, mas não para o eleitor. Simplesmente num domingo o eleitor gasta 1 hora para ir votar, e acabou. Acho que a coincidência, do ponto de vista do eleitor, tem uma coisa problemática. Ele teria que, ao mesmo tempo, pensar e prestar atenção nos defeitos, nas qualidades, nas propostas e no desempenho do candidato a Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Prefeito e Vereador. Tudo ao mesmo tempo. São sete problemas para ele resolver ao mesmo tempo. Primeiro, não é usual. Eu acho que a política municipal e a política nacional costumam ocupar lugares diferentes no calendário em quase todo o mundo. Eu acho isso bom. Eu posso escolher o meu Prefeito porque a cidade está limpa e bem mantida. A SRA. DEPUTADA ROSANE FERREIRA – Pela ordem, só para aprofundarmos um pouquinho o assunto. É óbvio que nós não paramos o mercado. Nós paramos é com a situação como está agora. Por exemplo, Governo novo no Paraná. Primeira medida do Governo: uma “moratória”, entre aspas, para saber o tamanho do Governo, o tamanho do Estado. Um ano inteiro para se adequar, para fechar os cargos, nomear os assessores, essa coisa toda. O Município está parado administrativamente, está parado na busca de investimento, no sentido de discutir os problemas municipais com as Secretarias. É isso que para. O mercado continua. Tudo para até se adequar. No final do ano, esses governos novos engrenam. Aí, no ano que vem, temos o quê? Eleições municipais. Temos Vereadores e Prefeitos se preocupando com as suas próprias eleições, e ainda vem a lei eleitoral que diz que não dá para ter investimento, não dá para inaugurar obra, não dá para fazer isso, não dá para fazer uma série de coisas. É a essa parada administrativa que eu me refiro. A sociedade realmente passa ao largo disso, mas a máquina administrativa deste País é que engata e desengata. O SR. EDUARDO GRAEFF – Isso é uma razão para descentralizar recursos e não obrigar o Prefeito Sabádo 28 27009 a ir, com o pires na mão, ao gabinete do Governador e aos Ministérios. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Prof. David Fleischer. O SR. DAVID FLEISCHER – Muito obrigado. Acho que este debate está sendo extremamente útil e muito rico em todas as ideias da prática política que os senhores estão levantando. O Deputado Rubens Otoni me pediu diretamente para avaliar o sistema distrital. Vou fazê-lo rapidamente. Número um: acaba com os pequenos partidos; fortalece a ligação entre o Deputado e o eleitor; acaba com a força dos grupos, das etnias, das corporações, da votação dispersa; acaba com o puxador de legenda que todos sabem como isso funciona com a lista aberta; diminui a influência do poder econômico, com financiamento público exclusivo; há o problema de domicílio eleitoral do candidato – para ser candidato no distrito a pessoa teria que ter ali o domicílio eleitoral; problema de que em cada distrito, cada partido terá de escolher seu candidato. Será uma comissão distrital que vai escolher, que vai fazer uma prévia? Isso é outra questão. Como fica a suplência? Se o Deputado eleito num distrito morre, ou cai fora, ou é cassado, ou o que for, como se vai substituir esse Deputado eleito no distrito? Vai ser o segundo mais votado que vai assumir? Vai haver uma eleição suplementar? Como vai ficar? Outra consequência com a suplência é que não terá nenhum Deputado eleito no distrito que vai sair para ser Secretário de Estado ou para ser Ministro etc. Então, não vai mais ter Deputado saindo para ocupar cargo no Poder Executivo. Como se vai colocar um suplente? Como ele vai sair candidato a Prefeito? Se ele for eleito Prefeito terá que deixar a Câmara dos Deputados e terá de ter um suplente. Em termos de desenhar os distritos, eu tive o exercício do porte de desenhar distritos em 1980, junto com um dos diretores do PRODASEN, no Senado, Sérgio Otero, em que usamos todos os computadores para simular distritos eleitorais nas eleições de 1978, com ARENA versus MDB, porque havia um conceito de que no distrital puro a ARENA teria liquidado o MDB. Nossa conclusão era de que não. O MDB já estava tão organizado que nos distritos se sairia bem e teria perdido, talvez, três ou quatro cadeiras em âmbito nacional. Se algum dos senhores quiser consultar, esse nosso trabalho foi publicado na Revista de Informação Legislativa, do Senado, em 1983. O Eduardo levantou a questão das prévias nos Estados Unidos. Os senhores estão vendo que os republicanos e os democratas estão tentando organizar seus candidatos. Os republicanos têm seis ou 27010 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS sete pré-candidatos e os democratas têm o Obama. A campanha lá é longa, deve começar para valer em novembro deste ano e as primeiras prévias deverão ser em janeiro do ano que vem. A Deputada Rosane levantou umas questões muito importantes. Esqueci um ponto que ela me fez lembrar: é a única representante do sexo feminino presente. (Intervenção fora do microfone. Ininteligível.) O SR. DAVID FLEISCHER – O.k. Somente a senhora. A lista fechada é uma grande mão na roda para a representação das mulheres nesta Casa. A Argentina tem uma cota para mulheres na lista fechada, tem que ter uma mulher na terceira, quinta e sétima posição, pelo menos. Na Argentina, aproximadamente 35% da Câmara Baixa é composta por mulheres. Então, a lista fechada, se colocar esta cota para mulheres, será uma grande mão na roda. Nesta Casa, há 8% de mulheres. (Intervenção fora do microfone. Ininteligível.) O SR. DAVID FLEISCHER – O Senado aprovou meio a meio. Teria mulheres em todas as posições pares, por exemplo. Chamo atenção tanto do seu caso como também do Deputado Ivan Valente para o fato de que pertencem a partidos pequenos, não participaram de coligação. Mesmo assim conseguiram eleger seus Deputados. Por quê? Porque seu partido e o PSOL têm bandeira, são conhecidos. Embora pequenos, são partidos facilmente reconhecidos pela população e os senhores conseguem atrair votos. Mas o partido nanico ou pequeno, que não tem bandeira, se não tiver coligação, vai desaparecer. Eleição de 2 em 2 anos. Os senhores têm razão quanto aos custos, aos gastos. Mas há alguma razão porque foi colocado descoincidentemente. Como o Eduardo lembrou, a eleição federal e estadual contamina a eleição municipal. Separados, os Municípios só se preocupam com assuntos municipais. O senhor tem razão quando diz que nos anos pares, no Brasil, temos um calendário legislativo muito reduzido nesta Casa. Por não haver eleição, tentamos fazer reformas nesta Casa nos anos ímpares. Há também o problema de ligação muito forte entre Deputado Federal e Prefeito. A cada eleição municipal há uns 100 ou 130 colegas que vão se candidatar a Prefeito. Uns 30 ou 35 serão eleitos. Então, se coincidir, não vai haver mais isso. Essa é outra questão a levantar nas ambições dos seus colegas. Em 1982, houve coincidência na eleição para Governador, Senador, Deputado, Prefeito e Vereador – menos para Presidente – e foi muito complicado. O Governo militar juntou tudo para tentar ajudar seu par- Maio de 2011 tido a eleger mais pessoas. Mas, infelizmente, o voto vinculado não deu certo para o Governo militar. O Deputado Alceu Moreira levantou a questão de que nosso sistema é o pior, de que o distrito é ruim para ter Vereador. Concordo com esses argumentos, porque, ao se eleger um Deputado Distrital, é claro que ele estará mais ligado aos problemas de sua região e de seu Estado, como os Deputados atuais, que são muito mais preocupados com seu Estado do que com a Nação. Em geral, o Deputado eleito no distrito tem uma preocupação nacional também, como vimos nos casos da Inglaterra e dos Estados Unidos. A federação de partidos foi uma ideia colocada na reforma de 2003. Foi muito interessante essa ideia de federação. A federação resolve o problema de fidelidade partidária, ninguém pode sair da federação durante 3 anos. O Deputado Marcelo Castro levantou a questão de renovação. A renovação deve ser calculada pelo número de Deputados que tentaram a reeleição. Aí, a renovação é tirada em cima daquele total e não dos 513, porque de fato há pessoas que se aposentam, não se candidatam a mais nada e vão para casa. Outros vão se candidatar a Deputado Estadual, Governador, Vice-Governador, Senador ou suplente de Senador. Mas Estado por Estado, tem-se renovações maiores e menores. Provavelmente, no Estado do Piauí a renovação tenha de ser maior. Não é? O SR. DEPUTADO MARCELO CASTRO – Menor. O SR. DAVID FLEISCHER – Menor. Exatamente. O pior sistema talvez seja o que nós temos: de lista aberta com coligação sem sublistas. Se observarmos os países que praticam o uso de representação proporcional, apenas 3 ou 4 deles usam lista aberta, mas muitos usam sublistas. Realmente, nosso sistema é quase ímpar, único, no mundo. A janela para a fidelidade partidária é extremamente interessante. O senhor levantou o caso que o TSE decidiu a fidelidade partidária. Por quê? Porque o PFL fez uma consulta ao TSE. Por que fez essa consulta? Porque, como partido, foi extremamente prejudicado pela infidelidade partidária. O PFL fez na eleição a maioria simples no Senado. Se houvesse a fidelidade partidária, em 2002 e 2006, teria eleito o Presidente do Senado. Mas o troca-troca de Senadores privou o PFL de eleger o seu Presidente em 2003 e 2007. Então, foi um partido prejudicado duas vezes. Eu acho que eles tinham razão em fazer a consulta. O Deputado Ivan Valente levantou a questão da participação popular. Não temos uma tradição de consulta popular por plebiscito ou referendo. A Suíça, por exemplo, país bem menor do que o Brasil, tem talvez Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 30 ou 40 plebiscitos ou referendos por ano, em que o eleitor pode juntar assinaturas o suficiente para assinar qualquer ato do Legislativo ou do Executivo e colocá-lo no referendo. Isso coloca o Legislativo e o Executivo de sobreaviso: não passar alguma coisa que pode ser objeto de referendo popular. Eram essas as considerações ao que os senhores comentaram. Obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Dr. Antônio Augusto de Queiroz. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Um dado importante que precisamos debater e voltar a insistir é o aspecto cultural. O Brasil tem uma cultura de considerar tudo o que vem por intermédio da via pública ou política, de modo geral, como alguém corrupto, desonesto. Isso é senso comum entre as pessoas. Em geral, isso não acontece na maioria dos países, porque os cidadãos têm autoestima. Na França não se fala mal do sistema eleitoral do país. Os franceses não falam mal do seu sistema eleitoral, nem dentro nem fora do país. Os americanos não falam mal do país nem dentro nem fora dele, mas o Brasil tem o péssimo hábito de falar mal das suas instituições sem conhecê‑las –– não há esclarecimento a respeito disso. Então, essa síndrome de vira-lata no Brasil é muito comum. Estamos entre os índices de corrupção mais altos do mundo porque se faz esse levantamento a partir de percepção. Se se perguntar ao brasileiro se o político é corrupto ou não, ele vai dizer que é. Então, esse é um problema grave. Por exemplo, o Parlamento americano foi mencionado aqui como um exemplo que pratica o voto distrital. Tem de haver um sistema integrado. Não é só o sistema eleitoral que resolve todos os demais aspectos. Então, por exemplo, nos Estados Unidos, o Presidente norte-americano não tem veto parcial como no Brasil, que pode votar artigo, inciso, alínea, projeto inteiro etc. Lá, os Deputados apresentam emendas aos projetos em que o Presidente depois tem de decidir se vale a pena manter a ideia original ou se terá de levar todos aqueles contrabandos. É cem vezes pior do que aqui, mas ninguém ouve ou vê alguma análise demonstrando esse tipo de coisa. Então, esse aspecto cultural é importantíssimo. Mencionei aqui que as Câmaras de Vereadores não eram uma grande Brastemp, mas elas são eleitas pelo sistema proporcional e não distrital. Há uma proximidade entre o eleitor e o eleito, o que não garante necessariamente melhor qualidade. Por quê? Porque aí vai depender do nível de esclarecimento das pessoas para saber se aquele político está efetivamente Sabádo 28 27011 cumprindo o seu programa, se a doutrina do seu partido está de acordo. Isso pressupõe... O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – O sistema é o mesmo. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Eu sei que é o mesmo. Estou falando do tamanho da base eleitoral. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Não faz diferença. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Ah, não faz? E qual é o objetivo do voto distrital? O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Qual o objetivo do voto distrital? O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Sim. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – É a possibilidade de o partido só poder indicar um candidato, reduzir a disputa entre os candidatos. O custo eleitoral seria muito menor com a possibilidade de reduzir-se esse processo. Não vou dizer que o Município tem diferença só porque ele é menor. Não. O Vereador tem, igualmente, de pagar uma eleição caríssima, pegar dinheiro de empresa. Não é o limite geográfico que muda o comportamento. Vai dizer que o Município é um distrito? Não. Município é Município. Podia ter voto distrital com distrito no Município. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Está bem, são opiniões. Então, o tamanho do colégio eleitoral, na minha avaliação, não altera muito esse processo. A renovação nas Câmaras de Vereadores são menores do que no próprio Parlamento federal. As trocas, as exigências são feitas em relação ao Prefeito. Muitas vezes o Governo local vive em função dos Prefeitos, fazendo concessões. Então, alegar esse ponto de vista como algo que vai resolver todos os problemas, na minha avaliação, não é o mais correto. Representatividade. A questão da representatividade é conceitual – arroubo de valentia e falar alto não altera esse aspecto. Disse que, no Brasil, se vota em uma pessoa e escolhe outra, por força das coligações. Isso é verdade, isso acontece. Mas o que estou dizendo é que o número de votos dados nominalmente aos eleitos corresponde a mais de 60% dos votos válidos. Então, não se pode dizer que o Parlamento, a Câmara, não é representativo porque se vota em um e elege um outro. Não. Estou dizendo que os eleitos para a Câmara têm mais de 60% dos votos. É mais do que os eleitos para o Senado. Não dá para fugir desse aspecto. O problema é que, em geral, as pessoas confundem a análise com a defesa de posição. Estou dizendo aqui que é difícil aprovar reforma por sua complexidade. Alguém diz: “Bom, mas você está 27012 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS defendendo determinado posicionamento”. Não necessariamente. Estou fazendo uma análise e dizendo que o processo é complexo, é difícil, tem interesse, é um jogo de poder e que não vai ser fácil equacioná-lo. Então, acho que fazer análise pode ajudar sob esse ponto de vista. O Parlamento tem três funções basicamente: representar, legislar e fiscalizar. O Parlamentar tem essas três dimensões na sua atuação. É fundamental que a população conheça isso, para, por exemplo, deixar de criminalizar o fato de o Deputado nas segundas-feiras e sextas-feiras se dedicar a outra atividade, que pode ser de fiscalização, de visita às bases etc. Mas não há esse esclarecimento para a população, e ela vê o Parlamentar como alguém que não comparece aqui nas segundas-feiras e sextas-feiras, vê como um gazeteiro, como alguém que está ganhando muito etc. Essa visão distorcida da política é que leva a essas coisas. Cria-se uma expectativa em torno de uma reforma, mas ela não se concretiza. Dizem: “Não fizeram nada. É mais uma manobra”. Realmente isso é um problema gravíssimo. No Brasil, o índice de reeleição entre os candidatos no Parlamento – 20%, em média, não disputam a reeleição, mas em outros cargos essa renovação é automática – é superior a 70%, porque eles têm vantagem comparativa em relação a quem está fora. Primeira vantagem: tem nome conhecido, serviço prestado, número conhecido, emenda parlamentar, estrutura de gabinete, enfim, tem uma série de vantagens em relação a quem está fora. Então, são aspectos que favorecem quem já está no exercício do mandato. Segunda vantagem: quem está fora, se tiver vida social organizada, se for empresário, profissional liberal, trabalhador com carteira assinada, tudo mais, vai pensar 15 vezes antes de ser candidato, porque vai ser desaconselhado pela família, pelos vizinhos, pelos sócios, pelos colegas, porque vai se misturar com essa gente. Então, o aspecto é cultural. Não haverá sistema que resolverá isso se não se mudar essa mentalidade, principalmente mudar a cultura interna para debate nos partidos. Não será a mudança do sistema que vai alterar o comportamento dos Parlamentares aqui se não houver democracia partidária. Só vai se discutir programa se houver democracia. E nada impede, pela legislação atual, que isso possa acontecer, mas os líderes não fazem. Esse é um dos problemas... O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Até porque há partidos demais. Quando havia só cinco, eles faziam seleção. Maio de 2011 Lembro-me de que o MDB chegou a fazer realmente prévias na convenção, porque havia candidato a mais do que cabia. Hoje não. Se o partido recusar o candidato, ele vai para o partido do vizinho. Essa é a dificuldade. Daí a importância da cláusula de barreira. O PSDB defende a cláusula de barreira como alternativa para a representatividade real. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Pois é. Mas se a cláusula de barreira tivesse sido implementada quando estava prevista, na eleição de 2006, oito partidos, se não me engano, teriam representação no Parlamento. A soma deles representava 400 Parlamentares. Tem maioria. É só eliminar a cultura do consenso. Delibera: os partidos se reúnem, definem o que têm de fazer e alteram. Esse é um problema? É, mas já foi maior quando não existia a figura da fidelidade, que não podia exigir esse fechamento de questão. Então, esse é um problema menor diante dos que já existem. É importante a redução. O quociente eleitoral já é elevado: quase 14% em Estado como Sergipe. Para o Deputado Almeida Lima se eleger lá, ele precisa de uma votação muito significativa. Caso contrário, não se elege, exatamente porque o quociente é elevado. O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Sr. Antônio, a sua afirmativa anterior, de que o sistema não modifica, é controversa. O sistema modifica. Os partidos não fazem democracia interna hoje, porque não têm nenhuma necessidade de estabelecer diferença ideológica: jeito, pensamento e solução de vida para ninguém. Se fechar a lista, ele obriga a ter programa e modifica. Há um ditado em minha cidade: “Fôrma de fazer diabo não faz Deus”. Por quê? Porque ela foi feita para fazer diabo. O SR. ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ – Eu concordo com o fato de que os partidos serão chamados à responsabilidade. Agora, daí dizer que irão cumprir o que prometeram em campanha, fazer programa só para ganhar eleição e não governar, é uma situação complexa, até porque se pode ativar a qualquer momento e mudar o resultado de eleição para eleição. De qualquer maneira, quero dizer, essencialmente, que a questão é complexa, a reforma não será fácil, porque envolve disputa de poder: vai ter de escolher quem vai perder e quem vai ganhar. Na minha avaliação, o Congresso daria uma grande contribuição se obrigasse as escolas a voltarem com a disciplina Organização Social e Política do Brasil – OSPB, que pode vir com outro nome, a fim de esclarecer para que as instituições servem e como funcionam. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Há Parlamentares corretos, que atuam da forma mais honesta possível, mas são confundidos. Entram na vala comum como se todos fossem bandidos, ladrões etc. Então, é um processo extremamente complexo, que só será resolvido se melhorar a qualidade com essa mudança de mentalidade. A Câmara pode fazer campanhas nessa direção, as demais instituições, o próprio Parlamento e principalmente a imprensa, que adora um escândalo, uma espetacularização da notícia. Tem que escolher alguém que responda pelos males da humanidade, quando esconde uma providência que poderia ser tomada, que impediria a qualquer outro, no futuro, praticar aquele tipo de desvio. Então, esse, na minha avaliação, é o problema central. O Prof. David já chamou muito bem a atenção para todos esses aspectos das indagações. Acho que não há modelo perfeito. É um sistema. As pessoas têm de compreender a complexidade da política. Para concluir, quero chamar a atenção para um aspecto: é comum as pessoas dizerem que o Presidente da República, quando é candidato, promete determinadas coisas; quando vai para o Governo, não faz absolutamente nada ou muito pouco. Numa democracia, é complexo mesmo. O Presidente da República, quando vai tomar uma decisão, tem de levar em consideração o que pensam os outros Poderes – o Legislativo e o Judiciário; o que pensam os agentes econômicos sociais – empresários, trabalhadores; o que pensam as academias – as universidades; o que pensam os organismos internacionais; o que pensam os partidos de oposição; o que pensam as Forças Armadas; o que pensa a Igreja. Enfim, há na democracia uma série de atores com poder efetivo. Nem sempre é possível fazer o que se deseja individualmente ou em grupo. O projeto é produto do consenso. É por isso que volto a insistir no aspecto de que a função primordial do Congresso é exatamente organizar, de forma pacífica, as contradições que a sociedade não pode nem deve fazer. Isso não tem preço. Com a mensagem final de que não há solução para os problemas coletivos fora da política, agradeço a paciência a todos os senhores e me coloco à disposição para outras oportunidades. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço a manifestação a V.Sa. Gostaria de fazer algumas observações. O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Sr. Presidente, eu queria só dar um dado a mais. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Logo a seguir, Deputado. Não vamos concluir agora. Sabádo 28 27013 Por gentileza. Vou dirigir uma observação exatamente a V.Exa. O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Então, vou esperar, Sr. Presidente. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço plenamente, Deputado. Ouvi alguns comentários, ao longo do debate, de que o Parlamentar, em outras palavras, não vai atirar no pé, ou seja, votar em algo que vai levá-lo ao suicídio. Correta a observação. Ouvi também alguém contestar e dizer que, quando se estabelece uma audiência pública e alguém diz que defende o voto no sistema proporcional, vão dizer que este é maravilhoso e magnífico, mas, quando se volta para o sistema distrital, evidentemente, vão detoná-lo com todos os argumentos. Alguém disse que nós não temos a legitimidade para decidir acerca de determinados temas, a exemplo, sobretudo, do sistema eleitoral. Por que, então, contestar a hipótese de esse tema ser levado ao plebiscito? Aqui se disse que tal sistema é para beneficiar partido A, para engordar partido A e emagrecer partido B. Penso que todos têm razão, quando fazem essas observações. Por que não a tese do plebiscito, de o Parlamento escolher dois ou três por voto, por deliberação, e submeter ao plebiscito? Bom ou ruim é a sociedade que escolhe. Ou se pensaria na hipótese de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva. Ela se estabelece, faz todo o ordenamento para a gestão do Estado do ponto de vista político, ela se autodissolve, as leis ficam e se faz o processo eleitoral. Portanto, é preciso que se tenha o mínimo de coerência nas argumentações. Eu sou um amante do debate, da dialética. Acho que se constrói exatamente por aí. Lamento que o Deputado Marcus Pestana não esteja presente neste momento e eu disse que iria fazer uma referência a ele. Quando eu perguntei onde o sistema distritão existia, ele disse que no Afeganistão, na Jordânia. Eu até me antecipei e disse: “E no Brasil não existe?” Aliás, no Brasil existe o distritão e mais: é o único sistema que a sociedade não cobra mudança, nem eu ouvi ser discutido aqui, neste Parlamento, sobre mudá-lo. Como se elegem Prefeito, Governador e Presidente? Repito: como se elegem Prefeito, Governador e Presidente? É pelo voto majoritário! São eleitos assim: o Prefeito no distrito municipal, que é a circunscrição municipal; o Governador e o Presidente. Mas alguém pode dizer: “Mas aí é para o Executivo”. Não! Para o Legislativo também! E Senador como se elege? Em lista preordenada? Repito: em lista preordenada? Não. É majoritária, no distrito maior, distritão 27014 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS mesmo! É por distritão, quando se renova um terço ou dois terços. É preciso ter um pouco de coerência no pensamento. Por isso, defendo o aprofundamento do debate. Com relação ao sistema que elege Prefeito, Governador, Presidente, Senador, eu não vi a sociedade reclamar. Eu não vi ninguém aqui propor a mudança desse sistema. Mas eu vi e já li em artigos que o sistema em lista preordenada é fator de eliminação ou de diminuição da corrupção, porque não “funaliza”, não personaliza. Então, estão dizendo que a eleição do Presidente Lula, por duas vezes, a do Fernando Henrique Cardoso, a da Dilma, a dos Prefeitos e dos Governadores se fez, exatamente, na base da corrupção? Quando os Deputados Ronaldo Benedet e Marcelo Castro dizem que precisamos votar logo, eu respondo que nós temos de fazer a opção ou pelo debate prévio, pelas audiências prévias, como estamos fazendo, ou suspendemos e passamos a deliberar, se já temos acúmulo suficiente para isso. É uma questão de opção da Comissão. Eu não posso deliberar e depois ouvir a sociedade. Isso é um desrespeito à sociedade! Nós estamos em audiências públicas. Estaremos amanhã, em Goiânia, na 1ª Conferência Estadual e Regional. Aí, sugerem: “Vamos deliberar, decidir alguma coisa”. Por que essa preocupação com a cobrança da sociedade? Eu não sei se os Parlamentares A, B e C estavam aqui na Sessão Legislativa anterior. Mas isso não importa. O que importa é esta Sessão Legislativa. Se fizeram ou não, não vale o fato de se ter estado na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal. Nós temos que estabelecer acúmulo nesta Sessão Legislativa. Das vezes anteriores, pretendeu-se fazer a reforma para eleição municipal e deparamos com decisões do Supremo Tribunal Federal, determinando a aplicação do art. 16, do princípio da anualidade. Fazer ou não de forma açodada e depois ser considerado inconstitucional!? Então, nós precisamos debater. Se não tivéssemos realizando esta audiência pública, eu não teria ouvido o Deputado Marcus Pestana dizer isso e eu não teria tido oportunidade de fazer funcionar aqui os meus dois neurônios, o “tico” e o “teco”, e verificar que não é apenas no Afeganistão, mas no Brasil há o distritão, sim, na eleição dos membros do Executivo e do Legislativo. Para o exercício do poder de forma individualizada, o Executivo, e para o exercício do poder de forma coletiva, o Parlamento. Eu não vi ninguém pretender mudar isso. Concluindo, antes de passar a palavra a V.Exa., quero dizer que, a meu ver, estaremos bem evoluídos, no dia – já disse isso em outras palavras – em que Es- Maio de 2011 tados e Municípios tiverem, de fato, autonomia. Já que o Brasil tem uma dimensão continental, já que o Brasil é uma República federativa, como está dito no art. 1º da Constituição, a União tem a soberania e os Estados e Municípios têm a sua autonomia. Não sei por que estamos aqui discutindo como Vereador e Prefeito de cada Município devem ser eleitos. Eu não sei. Para mim, a sociedade local é quem deveria decidir, a exemplo das eleições para Governador e Deputado Estadual. Estaremos bem evoluídos quando tornarmos real o art. 1º da Constituição, porque não podemos ser um Estado unitário. Daí toda essa deformação a que se referiu o nosso palestrante, Dr. Antônio Augusto. Temos de aguardar 8 horas para apertar um botão e dizer “sim” ou “não” a um requerimento. Sabem por quê? Porque aqui temos de deliberar, por conta do que dispõe o art. 22 da Constituição, quando diz que “compete privativamente à União legislar sobre”. Quando vamos verificar, é sobre tudo. As Câmaras de Vereadores decidem apenas título de cidadania e nome de rua, além do seu orçamento. (Intervenção fora do microfone. Inaudível.) O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Sim, voto de louvor e de pesar. As Assembleias Legislativas idem. Gostaria de perguntar aos senhores se a realidade urbana e imobiliária de São Paulo Capital ou da Rua Augusta é a mesma de um povoado do Município de Osório. Não. E por que tenho de votar aqui, no Congresso Nacional, a Lei do Inquilinato? Por que tenho de estabelecer uma norma impessoal de caráter geral para todo o País, que vale para a Avenida Paulista, em São Paulo, e para o Povoado Gado Bravo Sul, no Município de Nossa Senhora das Dores, minha terra, no meu Estado de Sergipe? Por que tenho de votar aqui a Lei de Licitações para dizer como devem ser geridos os recursos próprios do Estado de Sergipe? Temos de quebrar essas amarras. Na hora em que houver descentralização e este País for tratado como Federação, tenham certeza V.Exas. de que vamos diminuir muito essa situação. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Sr. Presidente, essa discussão que V.Exa. está propondo é reforma política. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Do Estado brasileiro. O SR. DEPUTADO ALCEU MOREIRA – Estamos discutindo, por enquanto, o sistema eleitoral. E não estamos conseguindo vencer o sistema. Seria a forma de chegar ao Estado. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com toda a certeza. Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Deixo aqui a última observação: por que se diz que financiamento público exclusivo só se amolda ao sistema A, B ou C? Acho que isso é um jogo. Perdão, não é jogo, a expressão não é bem essa, mas é uma maneira de traçar o molde ou figurino de acordo com o físico ou o interesse. Eu já disse aqui por diversas vezes que podemos ter o financiamento público exclusivo administrado pelo partido em qualquer sistema eleitoral e os gastos de campanha serem coletivos: os santinhos serem coletivos, mas administrados pelo partido; os carros de som adquiridos pelo partido; a propaganda eleitoral de televisão, os produtores e os marqueteiros contratados pelo partido e assim sucessivamente. Mas o que vejo, ao contrário, é o que o Código de Defesa do Consumidor proíbe: a venda casada. Estão querendo vender a hipótese de que o Parlamento defende o financiamento público de campanha, mas de forma casada inserir um subproduto. Ou seja, na minha avaliação, estão querendo vender o produto principal de vitrine apenas com um subproduto: a lista preordenada, fechada. Isto é uma aberração! Haveria outras considerações a fazer, mas já falei muito mais do que o necessário. Tem V.Exa. a palavra. O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Sr. Presidente, tenho a doença mineira da moderação. Para classificar qualquer coisa de horrorosa ou maravilhosa, de péssima ou ótima, tenho de pensar duas vezes – e acho que devemos pensar dessa forma. O Dr. Antônio Augusto deve ter algo de mineiro, porque segue um pouco essa linha, moderação. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Deputado Eduardo Azeredo, na plenária de hoje, ouvimos essa expressão. O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Sim, Sr. Presidente: “moderação”. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Não, ouvimos: “Isto é muito bom” e “Isto é muito ruim”. Ouvimos dizer, por exemplo, que o distritão não era “uma proposta séria”. E isso, certa vez, levou-me também a cometer um equívoco. Numa reunião interna do meu partido, fui rechaçado pelo querido Deputado Alceu Moreira, aqui presente, quando usei o termo “excrescência” para referir-me ao sistema eleitoral em lista fechada preordenada. S.Exa. me repreendeu na oportunidade. O SR. DEPUTADO EDUARDO AZEREDO – Sr. Presidente, o que quero dizer é o seguinte: temos o MERCOSUL e, dentro dele, o Parlamento do MERCOSUL, ao qual era obrigatório que o Brasil tivesse aderido. O Paraguai já fez a eleição. No Brasil, acertamos tudo na semana passada, à unanimidade, na Comissão de Sabádo 28 27015 Relações Exteriores: as eleições não serão mais em 2012, mas em 2014. E como vamos eleger os representantes do Brasil? Serão 37, num primeiro momento, e, num segundo momento, 75 – vem problema por aí, porque vão dizer que custa muito caro. O fato é que vamos ter de eleger, em 2014, 37 Parlamentares do MERCOSUL. Chegamos a um consenso com o PT e com o PSDB: lista. Não há outra alternativa. Vamos eleger, pelo sistema proporcional, no Brasil todo? Eu não vou pedir votos no Amazonas. Pelo distrital? Vamos ter representantes do Sul ao Norte. Então, vamos partir para a lista. Vamos ter a experiência da lista no MERCOSUL, vamos votar na lista A, encabeçada pelo Lula, ou na B, encabeçada pelo Fernando Henrique. Vai ser uma experiência, porque essa eleição vai acontecer em 2014. Para agora, porém, sinceramente, mantenho minha posição cuidadosa: vou pensar duas vezes. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Com a palavra o Deputado Waldenor Pereira. O SR. DEPUTADO WALDENOR PEREIRA – Sr. Presidente, em primeiro lugar, desejo justificar a minha ausência na primeira parte da reunião. Estive cumprindo agenda no próprio Parlamento e, infelizmente, acabei perdendo as exposições iniciais dos nossos convidados. Feito o registro, quero rapidamente dizer a V.Exa. e aos demais presentes que a política foi concebida como atividade humana na perspectiva de coordenar as relações sociais em razão da formação da sociedade. E a sociedade delegou ao Estado esse papel de exercício do poder. Concordo com V.Exa. quanto ao fato de que uma reforma política só tem sentido se for para reformar o Estado. Mais ainda, acho que a sociedade brasileira tem a expectativa de realizar uma reforma política ampla, participativa e democrática para reformar o Estado. Já me posicionei em outras oportunidades, mas repito que simples mudanças pontuais no sistema eleitoral, como de certa forma vem sendo sugerido, serão insuficientes. A reforma ficará restrita. Mais do que isso, poderemos acabar frustrando as expectativas da sociedade brasileira. Portanto, concordo com V.Exa., que, na qualidade de Presidente, tem sido defensor ferrenho da possibilidade de ampliação do debate com a sociedade brasileira. A reforma política só vai acontecer – e sou muito otimista em relação a isso – se os segmentos organizados da sociedade, como já ocorreu em outras oportunidades, participarem ativamente e pressionarem para que ela aconteça. Está aí o exemplo recente do Ficha Limpa, em que quase ninguém acreditava, de cujas discussões a CNBB, a OAB, as centrais sindicais, etc. participaram ativamente, e acabou acontecendo. 27016 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Se a sociedade não participar, não pressionar nessa perspectiva – concordo com os palestrantes –, teremos uma reforma restrita. Tenho testemunhado muitas vezes aqui, até de palestrantes progressistas que defendem de fato a reforma política, um comportamento um tanto quanto pessimista: “A reforma não vai acontecer, porque o Parlamento é assim e assim constituído”; “A reforma não vai acontecer porque a sociedade não está mobilizada”, etc. e tal. Esse, porém, não deve ser o comportamento dos Parlamentares, especialmente dos membros desta Comissão, até porque se aceitamos – e defendemos a nossa inclusão – fazer parte da reforma é porque acreditamos nela. Eu, por exemplo, quero dizer claramente do meu desejo, da minha vontade e da minha expectativa para que de fato possamos, apesar dos limites, aprovar uma reforma que permita avanços, ainda que no sistema eleitoral, na consolidação da democracia brasileira. Finalmente, Sr. Presidente, quero destacar um ponto que é muito fácil de tratar, se esta Comissão assim o quiser. Refiro-me a uma nova regulamentação do art. 14 da Constituição Federal, que diz respeito à democracia direta. V.Exa. chamou atenção para o plebiscito, o referendo, a iniciativa popular. Se esta Comissão quiser, ela pode fazer avançar a democracia direta no País, regulamentando esse artigo, reduzindo a exigência do número de assinaturas, por exemplo, para facilitar a iniciativa popular. É fácil. Então, acredito na possibilidade de avançarmos e condeno respeitosamente todos aqueles que, muitas vezes, nos debates que aqui estão acontecendo, revelam certo pessimismo em relação à possibilidade da reforma, porque, caso contrário, não tem sentido. Seria melhor suspendermos os trabalhos da Comissão, se nós, seus membros titulares, não acreditarmos na possibilidade de avançar na ampliação e consolidação da democracia brasileira, por meio da alteração constitucional e das leis regulares na perspectiva desses avanços. Desculpem-me por me ter estendido um pouco, mas este é um desabafo e uma conclamação aos companheiros em defesa da possibilidade de que essa reforma de fato aconteça. O SR. DEPUTADO JOÃO PAULO LIMA – Sr. Presidente, pela ordem. Gostaria de registrar minha justificativa para não viajar com a Comissão: na condição de membro da Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, tenho reuniões marcadas para a sexta-feira e para o sábado, das quais devo participar. Mas quero acompanhar as demais reuniões regionais pelo Brasil. Maio de 2011 Quero também parabenizar os expositores e, tentando não ser indelicado, pelo adiantado da hora, solicitar o encerramento da reunião, uma vez que muitos estão querendo almoçar ou precisam ir para outros compromissos. O SR. PRESIDENTE (Deputado Almeida Lima) – Agradeço aos palestrantes a presença e a contribuição que prestaram ao debate nesta Comissão de Reforma Política. Antes de encerrar os trabalhos, convoco a próxima reunião para o dia 3 de maio, terça-feira, às 14h30min, para debatermos processo eleitoral, propaganda eleitoral e instrumentos da democracia direta. Mais uma vez, ratifico a comunicação de que realizaremos amanhã, na 1ª Conferência Estadual, uma reunião plenária, a partir das 9h, na Câmara de Vereadores de Goiânia, Estado de Goiás. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente reunião. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 16ª Reunião Ordinária realizada em 10 de maio de 2011. Às quatorze horas e cinquenta e oito minutos do dia dez de maio de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 06 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Almeida Lima – Presidente; Edinho Araújo e William Dib – Vice-Presidentes; Henrique Fontana – Relator; Alceu Moreira, Alfredo Sirkis, Arnaldo Faria de Sá, Augusto Coutinho, Carlos Eduardo Cadoca, Daniel Almeida, Eduardo Azeredo, Efraim Filho, Esperidião Amin, Fábio Faria, Ivan Valente, João Paulo Lima, José Guimarães, Luiza Erundina, Marcus Pestana, Reguffe, Ribamar Alves, Ricardo Berzoini, Rubens Otoni, Sandro Alex, Simão Sessim, Valtenir Pereira, Vicente Arruda, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Alfredo Kaefer, Bohn Gass, Danilo Forte, Felipe Bornier, Gabriel Chalita, Íris de Araújo, Marcelo Castro, Romero Rodrigues, Rosane Ferreira, Sibá Machado e Sueli Vidigal – Suplentes. Compareceram também os Deputados Afonso Hamm, Edivaldo Holanda Junior, José de Filippi e Luiz Noé, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Antonio Carlos Mendes Thame, Erika Kokay, José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Mauro Benevides, Miro Teixeira, Newton Cardoso, Pauderney Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Avelino, Paulo Maluf, Ronaldo Caiado e Valdemar Costa Neto. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação a Ata da 15ª reunião, realizada no dia 05 de maio de 2011. Dispensada a leitura, o Deputado Almeida Lima colocou em discussão a Ata, não havendo quem quisesse discuti-la, foi colocada em votação. Em votação, a Ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Com a palavra, o Sr. Presidente, Deputado Almeida Lima, anunciou que a reunião fora convocada para: I – Continuação do Debate sobre Processo e Propaganda Eleitoral; Unificação das Eleições; Suplência de Senador e Deputado; e II – Deliberação de requerimentos. Esclareceu que ele transcorreria obedecendo à lista de inscrição e que cada parlamentar disporia de até cinco minutos para sua manifestação, incluindo-se nesse tempo os apartes porventura concedidos. Em seguida, o Deputado João Paulo Lima fez uso da palavra pela ordem. Dando início ao debate, o Deputado Almeida Lima, Presidente da Comissão, concedeu a palavra, aos deputados, Alfredo Sirkis, Ricardo Berzoini, Sibá Machado, José Guimarães, Vicente Arruda, Augusto Coutinho, Daniel Almeida, Afonso Hamm, Esperidião Amin, Efraim Filho, Sandro Alex, Marcelo Castro, Alceu Moreira, Rubens Otoni e Simão Sessim. Também fizeram suas considerações o Deputado Henrique Fontana, Relator da Comissão e o Deputado Almeida Lima, Presidente. Encerrado o debate, o Presidente esclareceu que, tendo sido iniciada a Ordem do Dia do Plenário, não seria possível deliberar sobre os requerimentos de números 58/11 e 59/11 naquela reunião. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente encerrou a reunião às dezessete horas e quarenta e oito minutos e, para constar, eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 17ª Reunião Ordinária realizada em 12 de maio de 2011. Às nove horas e cinquenta e sete minutos do dia doze de maio de dois mil e onze, reuniu-se a Comis- Sabádo 28 27017 são Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 02 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Edinho Araújo, William Dib e Ronaldo Caiado – Vice-Presidentes; Henrique Fontana – Relator; Alceu Moreira, Alfredo Sirkis, Augusto Coutinho, Carlos Eduardo Cadoca, Eduardo Azeredo, Efraim Filho, Ivan Valente, José Guimarães, Luiza Erundina, Reguffe, Rubens Otoni, Sandro Alex, Simão Sessim, Valtenir Pereira, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Alfredo Kaefer, Dr. Carlos Alberto, Eleuses Paiva, Fernando Ferro, Gabriel Chalita, George Hilton, Íris de Araújo, Marcelo Castro, Romero Rodrigues, Rosane Ferreira, Sueli Vidigal e Vicente Candido – Suplentes. Compareceram também os Deputados Edson Silva e Osmar Serraglio, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Antonio Carlos Mendes Thame, Arnaldo Faria de Sá, Daniel Almeida, Erika Kokay, Esperidião Amin, Fábio Faria, João Paulo Lima, José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Marcus Pestana, Mauro Benevides, Miro Teixeira, Newton Cardoso, Pauderney Avelino, Paulo Maluf, Ribamar Alves, Ricardo Berzoini, Valdemar Costa Neto e Vicente Arruda. Justificou a ausência o Deputado Almeida Lima. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Segundo Vice-Presidente, Dep. Wiliiam Dib, declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação a Ata da 16ª reunião, realizada no dia 10 de maio de 2011. Dispensada sua leitura, a Ata foi colocada em discussão. Não havendo quem quisesse discuti-la, foi colocada em votação. Em votação, a Ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Com a palavra, o Sr. Segundo Vice-Presidente, Deputado William Dib, anunciou que a reunião havia sido convocada com o objetivo de se ouvir em audiência pública os Srs. Cláudio Gonçalves Couto, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado na Universidade de Columbia (EUA); Jairo Nicolau, cientista político; professor e pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP/UERJ); e Fabiano Santos, cientista político; professor e pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), convidando-os para tomarem assento à mesa. Após esclarecer a respeito dos dispositivos regimentais que norteariam a audiência pública, o Segundo Vice-Presidente concedeu a palavra ao Sr. Cláudio Gonçalves Couto para que fizesse a sua exposição. Dando seguimento à Audiência Pública, o Deputado William Dib passou a palavra ao segundo expositor, o Sr. Jairo Nicolau, e, finalmente, ao Sr. Fabiano Santos. Finalizadas as exposições, o Dep. William Dib passou a palavra ao Relator da Comissão, Dep. Henrique Fon- 27018 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS tana, para que fizesse suas considerações, e em seguida ao Deputado Ronaldo Caiado, autor de um dos requerimentos que deram origem à audiência pública. Dando continuidade ao debate, fizeram uso da palavra os deputados Rosane Ferreira, William Dib e Alfredo Sirkis. O Deputado William Dib, Segundo Vice-Presidente da Comissão Especial anunciou, neste momento, que, em função de compromissos inadiáveis, teria que ausentar-se. Agradeceu a presença dos expositores e solicitou que o Deputado Ronaldo Caiado, Terceiro Vice-Presidente, assumisse a condução da reunião, no que foi prontamente atendido. Em seguida fizeram uso da palavra os deputados Marcelo Castro, Alceu Moreira e Efraim Filho. O Terceiro Vice-Presidente Ronaldo Caiado solicitou que o Deputado Marcelo Castro assumisse a direção dos trabalhos, em função de ele ter que ausentar-se da reunião. O Deputado Marcelo Castro passou a palavra aos deputados Fernando Ferro, Eduardo Azeredo e Reguffe. Findos os comentários e questionamentos aos convidados, o Deputado Marcelo Castro devolveu a palavra aos Srs. Cláudio Gonçalves Couto, Jairo Nicolau e Fabiano Santos para que respondessem aos deputados e fizessem suas considerações finais. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Deputado Marcelo Castro encerrou a reunião às treze horas e cinquenta e um minutos e, para constar, eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas. . COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 18ª Reunião Ordinária realizada em 17 de maio de 2011. Às quatorze horas e cinquenta e sete minutos do dia dezessete de maio de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 11 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Almeida Lima – Presidente; Edinho Araújo, William Dib e Ronaldo Caiado – Vice-Presidentes; Henrique Fontana – Relator; Alceu Moreira, Alfredo Sirkis, Arnaldo Faria de Sá, Carlos Eduardo Cadoca, Daniel Almeida, Edu- Maio de 2011 ardo Azeredo, Efraim Filho, Erika Kokay, Esperidião Amin, Ivan Valente, José Guimarães, Luiza Erundina, Miro Teixeira, Newton Cardoso, Reguffe, Ricardo Berzoini, Rubens Otoni, Sandro Alex, Simão Sessim, Valdemar Costa Neto, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Dr. Carlos Alberto, Edmar Arruda, Félix Mendonça Júnior, Gabriel Chalita, Íris de Araújo, Luiz Alberto, Marcelo Castro, Romero Rodrigues, Rosane Ferreira e Sibá Machado – Suplentes. Compareceram também os Deputados Chico D’Angelo, Edinho Bez e Edivaldo Holanda Junior, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Antonio Carlos Mendes Thame, Augusto Coutinho, Fábio Faria, João Paulo Lima, José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Marcus Pestana, Mauro Benevides, Pauderney Avelino, Paulo Maluf, Ribamar Alves, Valtenir Pereira e Vicente Arruda. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação a Ata da 17ª reunião, realizada no dia 12 de maio de 2011. Dispensada a leitura, o Deputado Almeida Lima colocou em discussão a Ata, não havendo quem quisesse discuti-la, foi colocada em votação. Em votação, a Ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Com a palavra, o Presidente anunciou que a reunião fora convocada para: I – Debate sobre pesquisa eleitoral; e II – Deliberação de requerimentos. Esclareceu que ele transcorreria obedecendo à lista de inscrição e que cada parlamentar disporia de até cinco minutos para sua manifestação, incluindo-se nesse tempo os apartes porventura concedidos. Dando início ao debate, o Deputado Almeida Lima, Presidente da Comissão, concedeu a palavra aos deputados Simão Sessim, Newton Cardoso, Íris de Araújo, Miro Teixeira, Rosane Ferreira, Reguffe, Alceu Moreira, Erika Kokay, Ricardo Berzoini, Waldenor Pereira, Efraim Filho, Edmar Arruda, William Dib e Esperidião Amin. Também fizeram suas considerações o Deputado Henrique Fontana, Relator da Comissão e o Deputado Almeida Lima, Presidente. Encerrado o debate, o Presidente passou ao próximo item da pauta: deliberação de requerimentos: 1 – REQUERIMENTO Nº 58/11 – do Sr. Edmar Arruda – (REQ 34/2011) – que “requer a inclusão do Jurista Professor Dr. José Afonso da Silva como palestrante para subsidiar os debates do Seminário Internacional para a Reforma Política, aprovado por meio do Requerimento 034/2011”. APROVADO. 2 – REQUERIMENTO Nº 59/11 – dos Srs. Sandro Alex e Arnaldo Jordy – que “requeiro a V.Ex.ª, nos termos do Art. 24, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que ouvido o Plenário, seja realizada uma Conferência Regional desta Comissão, na cidade de Belém, Estado do Pará, com a finalidade de ouvir legisladores e a sociedade civil organizada Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para debater assuntos atinentes à Reforma Política”. Para encaminhar favoravelmente usou da palavra o Deputado Sandro Alex como autor do requerimento. Em votação o Requerimento nº 59/11 foi APROVADO. Neste momento o Presidente submeteu à deliberação do plenário a inclusão extra-pauta de dois requerimentos de realização de Conferências Estaduais apresentados à Comissão Especial pouco antes do início da corrente reunião. Os deputados presentes assentiram na inclusão e o Presidente Almeida Lima deu andamento ao processo de deliberação dos requerimentos de números 60/11 e 61/11: 3 – REQUERIMENTO Nº 60/11 – do Sr. Alceu Moreira – que “requer o a realização de Conferência Regional desta Comissão, na cidade de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, para discutir assuntos atenientes à Reforma Política”. APROVADO. 4 – REQUERIMENTO Nº 61/11 – da Sra. Erika Kokay – que “requer a realização de Audiência Pública desta Comissão na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em data a ser oportunamente definida, visando à discussão dessa relevante matéria com os deputados distritais e a população do Distrito Federal”. APROVADO como Conferência Estadual da Comissão de Reforma Política. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente encerrou a reunião às dezessete horas e seis minutos e, para constar, eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas.. COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 19ª Reunião Ordinária realizada em 24 de maio de 2011. Às quinze horas e dezenove minutos do dia vinte e quatro de maio de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 05 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Almeida Lima – Presidente; Edinho Araújo e William Dib – Vice-Presidentes; Henrique Fontana – Relator; Alceu Moreira, Alfredo Sirkis, Arnaldo Faria de Sá, Augusto Coutinho, Daniel Almeida, Eduardo Azeredo, Esperidião Amin, Ivan Valente, José Sabádo 28 27019 Guimarães, Luiza Erundina, Marcus Pestana, Reguffe, Sandro Alex, Simão Sessim, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Dr. Carlos Alberto, Edmar Arruda, Eleuses Paiva, Felipe Bornier, Gabriel Chalita, Irajá Abreu, Íris de Araújo e Vicente Candido – Suplentes. Deixaram de comparecer os Deputados Antonio Carlos Mendes Thame, Carlos Eduardo Cadoca, Efraim Filho, Erika Kokay, Fábio Faria, João Paulo Lima, José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Mauro Benevides, Miro Teixeira, Newton Cardoso, Pauderney Avelino, Paulo Maluf, Ribamar Alves, Ricardo Berzoini, Ronaldo Caiado, Rubens Otoni, Valdemar Costa Neto, Valtenir Pereira e Vicente Arruda. ABERTURA: Havendo número regimental, o Senhor Presidente declarou abertos os trabalhos. Antes de dar início à Ordem do Dia, o Presidente propôs que se discutisse a condução dos trabalhos e o cronograma da Comissão. O próprio Presidente, Dep. Almeida Lima, iniciou fazendo uso da palavra, sendo seguido pela Deputada Luíza Erundina e os Deputados Simão Sessim, Waldenor Pereira, William Dib, Alfredo Sirkis, Augusto Coutinho e Henrique Fontana, Relator da Comissão. ORDEM DO DIA: Com a palavra, o Presidente anunciou que a reunião fora convocada para: I – Debate sobre os temas: tempo de mandato e reeleição, data da posse e obrigatoriedade do voto; e II – Deliberação de requerimentos. Esclareceu que o debate transcorreria obedecendo à lista de inscrição e que cada parlamentar disporia de até cinco minutos para sua manifestação, incluindo-se nesse tempo os apartes porventura concedidos. Dando início ao debate, o Deputado Almeida Lima, Presidente da Comissão, concedeu a palavra aos deputados Reguffe, Augusto Coutinho, Simão Sessim e Alfredo Sirkis. O Presidente Almeida Lima fez uso da Palavra e passou a condução da reunião ao Deputado Edinho Araújo, Primeiro Vice-Presidente, que deu seguimento ao debate passando a palavra ao deputado Marcus Pestana. Reassumindo a presidência dos trabalhos, o Deputado Almeida Lima concedeu a palavra aos deputados Alceu Moreira e Edmar Arruda. Encerrado o debate, o Presidente passou ao próximo item da pauta: deliberação de requerimentos: o Presidente submeteu à deliberação do plenário a inclusão extra-pauta de requerimento apresentado à Comissão Especial pouco antes do início da corrente reunião. Os deputados presentes assentiram na inclusão e o Presidente Almeida Lima deu andamento ao processo de deliberação do requerimento de número 62/11: 1 – REQUERIMENTO Nº 62/11 – do Sr. Sandro Alex – que “requer a realização de Conferência Estadual em Palmas, Estado do Tocantins, para debater a Reforma Política”. APROVADO. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente encerrou a reunião às 27020 Sabádo 28 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS dezessete horas e quarenta e três minutos, e, para constar, eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas. . COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. (REFORMA POLÍTICA) 54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária Ata da 20ª Reunião Ordinária realizada em 26 de maio de 2011. Às dez horas e dez minutos do dia vinte e seis de maio de dois mil e onze, reuniu-se a Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação à Reforma Política, no Anexo II, Plenário 11 da Câmara dos Deputados, com a presença dos Senhores Deputados Edinho Araújo e William Dib – Vice-Presidentes; Henrique Fontana – Relator; Alfredo Sirkis, Augusto Coutinho, Daniel Almeida, Eduardo Azeredo, João Paulo Lima, José Guimarães, Luiza Erundina, Mauro Benevides, Miro Teixeira, Reguffe, Rubens Otoni, Sandro Alex, Valtenir Pereira, Vicente Arruda, Vitor Paulo e Waldenor Pereira – Titulares; Alfredo Kaefer, Arthur Lira, Bohn Gass, Danilo Forte, Delegado Protógenes, Dr. Carlos Alberto, Eleuses Paiva, Íris de Araújo, Jefferson Campos, Marcelo Castro, Rosane Ferreira e Sibá Machado – Suplentes. Compareceram também os Deputados Anthony Garotinho e Lincoln Portela, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Alceu Moreira, Almeida Lima (ausência justificada), Antonio Carlos Mendes Thame, Arnaldo Faria de Sá, Carlos Eduardo Cadoca, Efraim Filho, Erika Kokay, Esperidião Amin, Fábio Faria, Ivan Valente, José Otávio Germano, Jovair Arantes, Luciano Castro, Marcus Pestana, Newton Cardoso, Pauderney Avelino, Paulo Maluf, Ribamar Alves, Ricardo Berzoini, Ronaldo Caiado, Simão Sessim e Valdemar Costa Neto. ABERTURA: Havendo número regimental, o senhor Segundo Vice-Presidente, Dep. William Dib, declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação as Atas da 18ª e da 19ª reuniões, realizadas nos dias 17 e 24 de maio de 2011. Dispensada suas leituras, as Atas foram colocadas em discussão. Não havendo quem quisesse discuti-las, foram colocadas em votação. Em votação, as Atas foram aprovadas. OR- Maio de 2011 DEM DO DIA: Com a palavra, o Deputado William Dib anunciou que a reunião havia sido convocada com o objetivo de se ouvir em audiência pública o Dr. Dias Toffoli, Ministro do Supremo Tribunal Federal e Presidente da Comissão de Juristas criada pelo Senado Federal para elaboração do anteprojeto de Código Eleitoral, convidando-o para tomar assento à mesa. Após esclarecer a respeito dos dispositivos regimentais que norteariam a audiência pública, o Senhor Presidente concedeu a palavra ao Ministro Dias Toffoli para que fizesse a sua exposição. Finalizada a palestra, o Dep. William Dib passou a palavra ao Relator da Comissão, Dep. Henrique Fontana, para que fizesse suas considerações. Em seguida o Deputado Lincoln Portela fez uso da palavra como Líder. Na sequência o Segundo Vice-Presidente passou a palavra ao Deputado Waldenor Pereira, autor do requerimento que deu origem à audiência pública. Dando continuidade ao debate, o Deputado William Dib, passou a palavra aos deputados inscritos para o debate. Os deputados Vicente Arruda; José Guimarães e Rosane Ferreira fizeram uso da palavra e, em seguida, o convidado, Ministro Dias Toffoli, respondeu aos questionamentos. Dando seguimento à lista de inscritos, falaram os deputados Anthony Garotinho; Marcelo Castro; Miro Teixeira e João Paulo Lima. A palavra foi mais uma vez devolvida ao Ministro Dias Toffoli. Finalizando os inscritos, fizeram uso da palavra os deputados Valtenir Pereira; Delegado Protógenes e Sibá Machado. Findos os comentários e questionamentos ao convidado, o Deputado William Dib devolveu a palavra ao Sr. Ministro Dias Toffoli para que respondesse aos deputados e fizesse suas considerações finais. Antes de encerrar a reunião, o Segundo Vice-Presidente registrou a presença do Presidente da Associação Brasileira de Servidores de Câmaras Municipais – ABRASCAM e Vereador pelo Município de Timbaúba, em Pernambuco, Sr. Josinaldo Barbosa de Araujo e do Primeiro Vice-Presidente da ABRASCAM, Sr. Relindo Schlegel. Por fim agradeceu a presença e as contribuições do Ministro aos trabalhos da Comissão Especial. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Segundo Vice-Presidente encerrou a reunião às treze horas e trinta e sete minutos e, para constar, eu ______________________, Ana Lúcia Ribeiro Marques, lavrei a presente Ata, que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Almeida Lima __________________ e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião, bem como as notas taquigráficas, após decodificadas. . Maio de 2011 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS DESIGNAÇÕES COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÈRCIO DESIGNAÇÃO DE RELATOR Faço, nesta data, as seguintes designações de relatoria: Ao Deputado Antonio Balhmann PROJETO DE LEI Nº 1.219/11 – do Senado Federal – Antonio Carlos Júnior – (PLS 32/2010) – que “acrescenta § 4º ao art. 72 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispor sobre o pagamento de salário-maternidade em caso de micro e pequenas empresas com 10 (dez) ou menos empregados”. (Apensado: PL 125/2011) Ao Deputado Dr. Ubiali PROJETO DE LEI Nº 1.143/11 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – que “proíbe a comercialização de produtos ópticos na condição que menciona”. Ao Deputado Fernando Torres PROJETO DE LEI Nº 1.193/11 – da Sra. Iracema Portella – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de se expressar as dimensões de produto no Sistema Internacional de Unidades e dá outras providências”. Ao Deputado João Maia PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 56/11 – do Senado Federal – (PDS 107/2011) – que “aprova a Programação Monetária para o 1º trimestre de 2011”. PROJETO DE LEI Nº 1.164/11 – do Sr. Lincoln Portela – que “acrescenta o § 3º e incisos ao art. 1º da Lei nº 11.770, de 09 de setembro de 2008”. Ao Deputado Romero Rodrigues PROJETO DE LEI Nº 1.171/11 – do Sr. Fernando Ferro – que “altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro para dispor sobre a obrigatoriedade de utilização de novos equipamentos de proteção para motociclistas”. Sabádo 28 27021 Sala da Comissão, 19 de maio de 2011. – Deputado João Maia, Presidente. COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO DESIGNAÇÃO DE RELATOR Faço, nesta data, a seguinte designação de relatoria: Ao Deputado Luis Tibé PROJETO DE LEI Nº 6.975/06 – do Sr. Nelson Pellegrino – que “dispõe sobre a formação compulsória de provisão, pelas empresas prestadoras de serviços, para o pagamento de obrigações trabalhistas”. Em 25 de maio de 2011. – Deputado João Maia, Presidente COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO DESIGNAÇÃO DE RELATOR Faço, nesta data, as seguintes designações de relatoria: Ao Deputado Carlos Roberto PROJETO DE LEI Nº 1.232/11 – do Sr. João Arruda – que “disciplina a venda eletrônica coletiva de produtos e serviços através de sítios na internet e estabelece critérios de funcionamento para essas empresas”. Ao Deputado Miguel Corrêa PROJETO DE LEI Nº 1.282/11 – do Sr. Roberto Teixeira – que “dispõe sobre a criação de Zona Franca de Paulista, na região metropolitana de Recife, no Estado de Pernambuco”. Sala da Comissão, 26 de maio de 2011. – João Maia, Presidente. SEÇÃO II MESA DIRETORA Presidente: MARCO MAIA - PT - RS Vice-Líderes: Arlindo Chinaglia, José Guimarães, Henrique Fontana, Artur Bruno, Dr. Rosinha, Janete Rocha Pietá, Pepe Vargas, Valmir Assunção, Assis Carvalho, Beto Faro, Carlos Zarattini, Edson Santos, Emiliano José, Márcio Macêdo, Odair Cunha, Pedro Eugênio, Dalva Figueiredo, Sibá Machado, Waldenor Pereira, Zeca Dirceu, Assis do Couto e Chico D'angelo. 1º Vice-Presidente: ROSE DE FREITAS - PMDB - ES PMDB Líder: HENRIQUE EDUARDO ALVES 2º Vice-Presidente: EDUARDO DA FONTE - PP - PE 1º Secretário: EDUARDO GOMES - PSDB - TO Vice-Líderes: Mendes Ribeiro Filho (1º Vice), Teresa Surita, Almeida Lima, Antônio Andrade, Benjamin Maranhão, Darcísio Perondi, Edinho Araújo, Edinho Bez, Eduardo Cunha, Gastão Vieira, Genecias Noronha, Júnior Coimbra, Mauro Benevides, Renan Filho, Newton Cardoso, Marcelo Castro, Marllos Sampaio, Lucio Vieira Lima e Francisco Escórcio. 2º Secretário: Bloco PSB, PTB, PCdoB JORGE TADEU MUDALEN - DEM - SP Líder: ANA ARRAES 3º Secretário: INOCÊNCIO OLIVEIRA - PR - PE 4º Secretário: Vice-Líderes: Jovair Arantes (1º Vice), Osmar Júnior, Givaldo Carimbão, Edson Silva, Fernando Coelho Filho, Glauber Braga, Jose Stédile, Valadares Filho, Sandra Rosado, Arnaldo Faria de Sá, Arnon Bezerra, Josué Bengtson, Antonio Brito, Alice Portugal, Jô Moraes, Evandro Milhomen e Laurez Moreira. JÚLIO DELGADO - PSB - MG Bloco PR, PRB, PTdoB, PRTB, PRP, PHS, PTC, PSL 1º Suplente de Secretário: GERALDO RESENDE - PMDB - MS Líder: LINCOLN PORTELA Vice-Líderes: George Hilton (1º Vice), José Rocha, Anthony Garotinho, Dr. Paulo César, João Carlos Bacelar, Laercio Oliveira, Ronaldo Fonseca, Gorete Pereira, Homero Pereira, Izalci, Bernardo Santana de Vasconcellos, Francisco Floriano, Cleber Verde, Maurício Quintella Lessa, Wellington Roberto e Giroto. 2º Suplente de Secretário: MANATO - PDT - ES 3º Suplente de Secretário: CARLOS EDUARDO CADOCA - PSC - PE 4º Suplente de Secretário: PSDB Líder: DUARTE NOGUEIRA SÉRGIO MORAES - PTB - RS Vice-Líderes: Otavio Leite (1º Vice), Alfredo Kaefer, Antonio Imbassahy, Bruno Araújo, Cesar Colnago, Domingos Sávio, Luiz Fernando Machado, Raimundo Gomes de Matos, Rogério Marinho, Vanderlei Macris, Andreia Zito, Pinto Itamaraty, Reinaldo Azambuja e Bruna Furlan. LÍDERES E VICE-LÍDERES DEM PT Líder: PAULO TEIXEIRA Líder: ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO Vice-Líderes: Pauderney Avelino (1º Vice), Abelardo Lupion, Claudio Cajado, Efraim Filho, Marcos Montes, Mendonça Filho, Nice Lobão, Onofre Santo Agostini, Onyx Lorenzoni, Ronaldo Caiado e Rodrigo Maia. PP Líder: NELSON MEURER Vice-Líderes: José Otávio Germano (1º Vice), Roberto Britto, Cida Borghetti, Aguinaldo Ribeiro, Luis Carlos Heinze e Sandes Júnior. PDT Líder: GIOVANNI QUEIROZ Vice-Líderes: André Figueiredo (1º Vice), Wolney Queiroz, Paulo Pereira da Silva, Miro Teixeira, Ângelo Agnolin, Sueli Vidigal e Sebastião Bala Rocha. Bloco PV, PPS Líder: SARNEY FILHO Vice-Líderes: Rubens Bueno (1º Vice), Fábio Ramalho, Arnaldo Jardim, Roberto de Lucena, Moreira Mendes, Antônio Roberto e Dr. Aluizio. PSC Líder: RATINHO JUNIOR Vice-Líderes: Zequinha Marinho (1º Vice), Edmar Arruda, Silas Câmara, Filipe Pereira e Carlos Eduardo Cadoca. Parágrafo 4º, Artigo 9º do RICD PMN Repr.: FÁBIO FARIA PSOL Repr.: Liderança do Governo Líder: CÂNDIDO VACCAREZZA Vice-Líderes: Osmar Serraglio, Luciano Castro, Alex Canziani, José Guimarães, Odair Cunha, Waldir Maranhão, Hugo Leal e Rebecca Garcia. Liderança da Minoria Líder: PAULO ABI-ACKEL DEPUTADOS EM EXERCÍCIO José Priante - PMDB Josué Bengtson - PTB Roraima Lira Maia - DEM Berinho Bantim - PSDB Lúcio Vale - PR Dr. Francisco Araújo - PSL Luiz Otavio - PMDB Edio Lopes - PMDB Miriquinho Batista - PT Jhonatan de Jesus - PRB Wandenkolk Gonçalves - PSDB Luciano Castro - PR Wladimir Costa - PMDB Paulo Cesar Quartiero - DEM Zé Geraldo - PT Raul Lima - PP Zequinha Marinho - PSC Amazonas Teresa Surita - PMDB Amapá Átila Lins - PMDB Dalva Figueiredo - PT Carlos Souza - PP Davi Alcolumbre - DEM Francisco Praciano - PT Evandro Milhomen - PCdoB Henrique Oliveira - PR Fátima Pelaes - PMDB Pauderney Avelino - DEM Luiz Carlos - PSDB Rebecca Garcia - PP Professora Marcivania - PT Sabino Castelo Branco - PTB Sebastião Bala Rocha - PDT Silas Câmara - PSC Rondônia Vinicius Gurgel - PRTB Pará Carlos Magno - PP André Dias - PSDB Lindomar Garçon - PV Arnaldo Jordy - PPS Marinha Raupp - PMDB Beto Faro - PT Mauro Nazif - PSB Cláudio Puty - PT Moreira Mendes - PPS Dudimar Paxiuba - PSDB Natan Donadon - PMDB Elcione Barbalho - PMDB Nilton Capixaba - PTB Giovanni Queiroz - PDT Padre Ton - PT Acre Lourival Mendes - PTdoB Antônia Lúcia - PSC Luciano Moreira - PMDB Flaviano Melo - PMDB Nice Lobão - DEM Gladson Cameli - PP Pinto Itamaraty - PSDB Henrique Afonso - PV Professor Setimo - PMDB Marcio Bittar - PSDB Ribamar Alves - PSB Perpétua Almeida - PCdoB Sarney Filho - PV Sibá Machado - PT Waldir Maranhão - PP Taumaturgo Lima - PT Zé Vieira - PR Ceará Tocantins Ângelo Agnolin - PDT André Figueiredo - PDT César Halum - PPS Aníbal Gomes - PMDB Eduardo Gomes - PSDB Antonio Balhmann - PSB Irajá Abreu - DEM Ariosto Holanda - PSB Júnior Coimbra - PMDB Arnon Bezerra - PTB Laurez Moreira - PSB Artur Bruno - PT Lázaro Botelho - PP Chico Lopes - PCdoB Professora Dorinha Seabra Rezende - DEM Danilo Forte - PMDB Maranhão Domingos Neto - PSB Alberto Filho - PMDB Edson Silva - PSB Carlos Brandão - PSDB Eudes Xavier - PT Cleber Verde - PRB Genecias Noronha - PMDB Davi Alves Silva Júnior - PR Gorete Pereira - PR Domingos Dutra - PT João Ananias - PCdoB Edivaldo Holanda Junior - PTC José Airton - PT Francisco Escórcio - PMDB José Guimarães - PT Gastão Vieira - PMDB José Linhares - PP Hélio Santos - PSDB Manoel Salviano - PSDB Mauro Benevides - PMDB Efraim Filho - DEM Raimundão - PMDB Hugo Motta - PMDB Raimundo Gomes de Matos - PSDB Luiz Couto - PT Vicente Arruda - PR Manoel Junior - PMDB Piauí Nilda Gondim - PMDB Assis Carvalho - PT Romero Rodrigues - PSDB Hugo Napoleão - DEM Ruy Carneiro - PSDB Iracema Portella - PP Wellington Roberto - PR Jesus Rodrigues - PT Wilson Filho - PMDB Pernambuco Júlio Cesar - DEM Marcelo Castro - PMDB Ana Arraes - PSB Marllos Sampaio - PMDB Anderson Ferreira - PR Nazareno Fonteles - PT Augusto Coutinho - DEM Osmar Júnior - PCdoB Bruno Araújo - PSDB Paes Landim - PTB Carlos Eduardo Cadoca - PSC Rio Grande do Norte Eduardo da Fonte - PP Fábio Faria - PMN Fernando Coelho Filho - PSB Fátima Bezerra - PT Fernando Ferro - PT Felipe Maia - DEM Gonzaga Patriota - PSB Henrique Eduardo Alves - PMDB Inocêncio Oliveira - PR João Maia - PR João Paulo Lima - PT Paulo Wagner - PV Jorge Corte Real - PTB Rogério Marinho - PSDB José Augusto Maia - PTB Sandra Rosado - PSB José Chaves - PTB Paraíba Luciana Santos - PCdoB Aguinaldo Ribeiro - PP Mendonça Filho - DEM Benjamin Maranhão - PMDB Pastor Eurico - PSB Damião Feliciano - PDT Paulo Rubem Santiago - PDT Pedro Eugênio - PT Alice Portugal - PCdoB Raul Henry - PMDB Amauri Teixeira - PT Roberto Teixeira - PP Antonio Brito - PTB Sergio Guerra - PSDB Antonio Carlos Magalhães Neto - DEM Silvio Costa - PTB Antonio Imbassahy - PSDB Vilalba - PRB Arthur Oliveira Maia - PMDB Wolney Queiroz - PDT Claudio Cajado - DEM Alagoas Daniel Almeida - PCdoB Arthur Lira - PP Edson Pimenta - PCdoB Celia Rocha - PTB Emiliano José - PT Givaldo Carimbão - PSB Erivelton Santana - PSC João Lyra - PTB Fábio Souto - DEM Joaquim Beltrão - PMDB Félix Mendonça Júnior - PDT Maurício Quintella Lessa - PR Fernando Torres - DEM Renan Filho - PMDB Geraldo Simões - PT Rosinha da Adefal - PTdoB Jânio Natal - PRP Rui Palmeira - PSDB João Carlos Bacelar - PR Sergipe José Carlos Araújo - PDT Almeida Lima - PMDB José Nunes - DEM Andre Moura - PSC José Rocha - PR Heleno Silva - PRB Joseph Bandeira - PT Laercio Oliveira - PR Josias Gomes - PT Márcio Macêdo - PT Jutahy Junior - PSDB Mendonça Prado - DEM Lucio Vieira Lima - PMDB Rogério Carvalho - PT Luiz Alberto - PT Valadares Filho - PSB Luiz Argôlo - PP Bahia Acelino Popó - PRB Márcio Marinho - PRB Marcos Medrado - PDT Maurício Trindade - PR George Hilton - PRB Nelson Pellegrino - PT Geraldo Thadeu - PPS Oziel Oliveira - PDT Gilmar Machado - PT Paulo Magalhães - DEM Jaime Martins - PR Roberto Britto - PP Jairo Ataíde - DEM Rui Costa - PT Jô Moraes - PCdoB Sérgio Barradas Carneiro - PT João Bittar - DEM Sérgio Brito - PSC João Magalhães - PMDB Valmir Assunção - PT José Humberto - PHS Waldenor Pereira - PT Júlio Delgado - PSB Minas Gerais Lael Varella - DEM Ademir Camilo - PDT Leonardo Monteiro - PT Aelton Freitas - PR Leonardo Quintão - PMDB Antônio Andrade - PMDB Lincoln Portela - PR Antônio Roberto - PV Luis Tibé - PTdoB Aracely de Paula - PR Luiz Fernando Faria - PP Bernardo Santana de Vasconcellos - PR Márcio Reinaldo Moreira - PP Bonifácio de Andrada - PSDB Marcos Montes - DEM Carlaile Pedrosa - PSDB Marcus Pestana - PSDB Diego Andrade - PR Mauro Lopes - PMDB Dimas Fabiano - PP Miguel Corrêa - PT Domingos Sávio - PSDB Newton Cardoso - PMDB Dr. Grilo - PSL Odair Cunha - PT Eduardo Azeredo - PSDB Padre João - PT Eduardo Barbosa - PSDB Paulo Abi-ackel - PSDB Eros Biondini - PTB Paulo Piau - PMDB Fábio Ramalho - PV Reginaldo Lopes - PT Gabriel Guimarães - PT Renzo Braz - PP Rodrigo de Castro - PSDB Benedita da Silva - PT Saraiva Felipe - PMDB Brizola Neto - PDT Stefano Aguiar - PSC Chico Alencar - PSOL Toninho Pinheiro - PP Chico D'angelo - PT Vitor Penido - DEM Cristiano - PTdoB Walter Tosta - PMN Deley - PSC Weliton Prado - PT Dr. Adilson Soares - PR Zé Silva - PDT Dr. Aluizio - PV Espírito Santo Dr. Carlos Alberto - PMN Audifax - PSB Dr. Paulo César - PR Camilo Cola - PMDB Edson Ezequiel - PMDB Cesar Colnago - PSDB Edson Santos - PT Dr. Jorge Silva - PDT Eduardo Cunha - PMDB Lauriete - PSC Eliane Rolim - PT Lelo Coimbra - PMDB Felipe Bornier - PHS Manato - PDT Fernando Jordão - PMDB Paulo Foletto - PSB Filipe Pereira - PSC Rose de Freitas - PMDB Francisco Floriano - PR Sueli Vidigal - PDT Glauber Braga - PSB Rio de Janeiro Hugo Leal - PSC Adrian - PMDB Jair Bolsonaro - PP Alessandro Molon - PT Jandira Feghali - PCdoB Alexandre Santos - PMDB Jean Wyllys - PSOL Alfredo Sirkis - PV Liliam Sá - PR Andreia Zito - PSDB Marcelo Matos - PDT Anthony Garotinho - PR Miro Teixeira - PDT Arolde de Oliveira - DEM Neilton Mulim - PR Aureo - PRTB Nelson Bornier - PMDB Otavio Leite - PSDB Delegado Protógenes - PCdoB Rodrigo Maia - DEM Devanir Ribeiro - PT Romário - PSB Dimas Ramalho - PPS Simão Sessim - PP Dr. Ubiali - PSB Solange Almeida - PMDB Duarte Nogueira - PSDB Stepan Nercessian - PPS Edinho Araújo - PMDB Vitor Paulo - PRB Eleuses Paiva - DEM Walney Rocha - PTB Eli Correa Filho - DEM Washington Reis - PMDB Gabriel Chalita - PSB Zoinho - PR Guilherme Campos - DEM São Paulo Guilherme Mussi - PV Abelardo Camarinha - PSB Ivan Valente - PSOL Alberto Mourão - PSDB Janete Rocha Pietá - PT Aldo Rebelo - PCdoB Jefferson Campos - PSB Alexandre Leite - DEM Jilmar Tatto - PT Aline Corrêa - PP João Dado - PDT Antonio Bulhões - PRB João Paulo Cunha - PT Antonio Carlos Mendes Thame - PSDB Jonas Donizette - PSB Arlindo Chinaglia - PT Jorge Tadeu Mudalen - DEM Arnaldo Faria de Sá - PTB José de Filippi - PT Arnaldo Jardim - PPS José Mentor - PT Beto Mansur - PP Junji Abe - DEM Bruna Furlan - PSDB Keiko Ota - PSB Cândido Vaccarezza - PT Luiz Fernando Machado - PSDB Carlinhos Almeida - PT Luiza Erundina - PSB Carlos Roberto - PSDB Mara Gabrilli - PSDB Carlos Sampaio - PSDB Marcelo Aguiar - PSC Carlos Zarattini - PT Milton Monti - PR Missionário José Olimpio - PP Júlio Campos - DEM Nelson Marquezelli - PTB Neri Geller - PP Newton Lima - PT Roberto Dorner - PP Otoniel Lima - PRB Ságuas Moraes - PT Pastor Marco Feliciano - PSC Valtenir Pereira - PSB Paulo Freire - PR Wellington Fagundes - PR Distrito Federal Paulo Maluf - PP Paulo Pereira da Silva - PDT Augusto Carvalho - PPS Paulo Teixeira - PT Erika Kokay - PT Penna - PV Izalci - PR Ricardo Berzoini - PT Jaqueline Roriz - PMN Ricardo Izar - PV Policarpo - PT Ricardo Tripoli - PSDB Reguffe - PDT Roberto de Lucena - PV Ricardo Quirino - PRB Roberto Freire - PPS Ronaldo Fonseca - PR Goiás Roberto Santiago - PV Salvador Zimbaldi - PDT Carlos Alberto Leréia - PSDB Tiririca - PR Delegado Waldir - PSDB Valdemar Costa Neto - PR Flávia Morais - PDT Vanderlei Macris - PSDB Heuler Cruvinel - DEM Vaz de Lima - PSDB Íris de Araújo - PMDB Vicente Candido - PT João Campos - PSDB Vicentinho - PT Jorge Pinheiro - PRB Walter Ihoshi - DEM Jovair Arantes - PTB William Dib - PSDB Leandro Vilela - PMDB Mato Grosso Marina Santanna - PT Carlos Bezerra - PMDB Pedro Chaves - PMDB Homero Pereira - PR Roberto Balestra - PP Ronaldo Caiado - DEM Giacobo - PR Rubens Otoni - PT Hermes Parcianello - PMDB Sandes Júnior - PP João Arruda - PMDB Sandro Mabel - PR Leopoldo Meyer - PSB Valdivino de Oliveira - PSDB Luiz Carlos Setim - DEM Mato Grosso do Sul Luiz Nishimori - PSDB Biffi - PT Moacir Micheletto - PMDB Fabio Trad - PMDB Nelson Meurer - PP Geraldo Resende - PMDB Nelson Padovani - PSC Giroto - PR Osmar Serraglio - PMDB Mandetta - DEM Ratinho Junior - PSC Marçal Filho - PMDB Reinhold Stephanes - PMDB Reinaldo Azambuja - PSDB Rosane Ferreira - PV Vander Loubet - PT Rubens Bueno - PPS Paraná Sandro Alex - PPS Abelardo Lupion - DEM Takayama - PSC Alex Canziani - PTB Zeca Dirceu - PT Santa Catarina Alfredo Kaefer - PSDB Andre Vargas - PT Carmen Zanotto - PPS André Zacharow - PMDB Celso Maldaner - PMDB Angelo Vanhoni - PT Décio Lima - PT Assis do Couto - PT Edinho Bez - PMDB Cida Borghetti - PP Esperidião Amin - PP Dilceu Sperafico - PP Gean Loureiro - PMDB Dr. Rosinha - PT Jorge Boeira - PT Edmar Arruda - PSC Jorginho Mello - PSDB Eduardo Sciarra - DEM Luci Choinacki - PT Fernando Francischini - PSDB Mauro Mariani - PMDB Onofre Santo Agostini - DEM Onyx Lorenzoni - DEM Pedro Uczai - PT Osmar Terra - PMDB Rogério Peninha Mendonça - PMDB Paulo Pimenta - PT Ronaldo Benedet - PMDB Pepe Vargas - PT Valdir Colatto - PMDB Renato Molling - PP Zonta - PP Ronaldo Nogueira - PTB Rio Grande do Sul Ronaldo Zulke - PT Afonso Hamm - PP Sérgio Moraes - PTB Alceu Moreira - PMDB Vieira da Cunha - PDT Alexandre Roso - PSB Vilson Covatti - PP Assis Melo - PCdoB Bohn Gass - PT Danrlei de Deus Hinterholz - PTB Darcísio Perondi - PMDB Enio Bacci - PDT Fernando Marroni - PT Giovani Cherini - PDT Henrique Fontana - PT Jerônimo Goergen - PP José Otávio Germano - PP Jose Stédile - PSB Luis Carlos Heinze - PP Luiz Noé - PSB Manuela D'ávila - PCdoB Marco Maia - PT Marcon - PT Mendes Ribeiro Filho - PMDB Nelson Marchezan Junior - PSDB COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL Presidente: Domingos Sávio Alfredo Kaefer Hélio Santos Duarte Nogueira Raimundo Gomes de Matos Luiz Nishimori 1º Vice-Presidente: Lira Maia (DEM) Reinaldo Azambuja 2º Vice-Presidente: Celso Maldaner (PMDB) (Dep. do DEM ocupa a vaga) 3º Vice-Presidente: José Nunes (DEM) Titulares Wandenkolk Gonçalves Suplentes PT (Dep. do PP ocupa a vaga) PP Arthur Lira vaga Afonso Hamm do PR vaga do PSDB Assis do Couto Geraldo Simões Beto Faro Luci Choinacki Bohn Gass Miriquinho Batista Jesus Rodrigues Padre Ton Josias Gomes Valmir Assunção Marcon Waldenor Pereira Vander Loubet 1 vaga Carlos Magno Lázaro Botelho vaga do PSB vaga do PR Dilceu Sperafico Neri Geller Luis Carlos Heinze Roberto Dorner (Dep. do PTB ocupa a vaga) Zonta DEM Abelardo Lupion vaga do Heuler Cruvinel vaga do Bloco PV, PPS Bloco PV, PPS PMDB Alceu Moreira Alberto Filho Celso Maldaner Antônio Andrade Leandro Vilela Jairo Ataíde vaga Luiz Carlos Setim do PSB José Nunes Marcos Montes vaga do PSB Edinho Araújo Onofre Santo Agostini Lira Maia Elcione Barbalho vaga do Moacir Micheletto PR Paulo Cesar Onyx Lorenzoni Quartiero vaga do vaga do PSB PSB Paulo Piau Lelo Coimbra Lucio Vieira Lima Pedro Chaves vaga do PDT Reinhold Stephanes Ronaldo Caiado 1 vaga Vitor Penido Valdir Colatto PSDB vaga do PSDB PR Davi Alves Silva Júnior Edson Pimenta Aelton Freitas João Ananias PRB Homero Pereira Diego Andrade vaga do PRB (Dep. do PR ocupa a vaga) Heleno Silva (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PMN (Dep. do PP ocupa a vaga) (Dep. do PSL ocupa a vaga) Jaqueline Roriz PSB (Dep. do PP ocupa a vaga) Fernando Coelho Filho (Dep. do DEM ocupa a vaga) (Dep. do DEM ocupa a vaga) (Dep. do DEM ocupa a vaga) (Dep. do DEM ocupa a vaga) Local: Anexo II, Térreo, Ala C, sala 32 Telefones: 3216-6403/6404/6406 FAX: 3216-6415 COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL PDT Giovanni Queiroz Zé Silva Presidente: Gladson Cameli (PP) 1º Vice-Presidente: Carlos Souza (PP) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Oziel Oliveira 2º Vice-Presidente: Raul Lima (PP) Bloco PV, PPS Moreira Mendes 3º Vice-Presidente: Zequinha Marinho (PSC) César Halum (Dep. do DEM ocupa a vaga) Secretário(a): Moizes Lobo da Cunha (Dep. do DEM ocupa a vaga) PTB Josué Bengtson Celia Rocha Nilton Capixaba Nelson Marquezelli Titulares PT Miriquinho Batista Francisco Praciano Padre Ton Professora Marcivania Taumaturgo Lima Zé Geraldo PMDB Sérgio Moraes vaga do PP PSC Nelson Padovani Suplentes Marinha Raupp Átila Lins (Dep. do PP ocupa a vaga) Antônia Lúcia 1 vaga PCdoB José Priante Luciano Moreira PSDB Dudimar Hélio Santos vaga do PP Paxiuba PTB Luiz Carlos vaga Marcio Bittar Ronaldo Nogueira 1 vaga do PR PSC (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) Zequinha Marinho Antônia Lúcia 1 vaga PCdoB PP Perpétua Almeida Luis Carlos Heinze Carlos Souza Gladson Cameli (Dep. do PSDB ocupa a vaga) 1 vaga Secretário(a): Iara Araújo Alencar Aires Local: Anexo II - Sala T- 59 Neri Geller vaga do PMDB Telefones: 3216-6432 Raul Lima vaga FAX: 3216-6440 do Bloco PV, PPS DEM (Dep. do PSB ocupa a vaga) Paulo Cesar Quartiero 1 vaga 1 vaga PR COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA Presidente: Bruno Araújo (PSDB) 1º Vice-Presidente: Antonio Imbassahy (PSDB) 2º Vice-Presidente: Silas Câmara (PSC) 2 vagas Lúcio Vale 3º Vice-Presidente: Ruy Carneiro (PSDB) (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Titulares PSB Laurez Moreira Suplentes PT Glauber Braga Carlinhos Almeida Beto Faro Valtenir Pereira vaga do DEM Emiliano José PDT Giovanni Queiroz Gilmar Machado Ademir Camilo Biffi Dalva Figueiredo Newton Lima Fernando Marroni Sibá Machado Joseph Bandeira (Dep. do PSC ocupa a vaga) Josias Gomes Bloco PV, PPS (Dep. do PP ocupa a vaga) Arnaldo Jordy vaga do PSDB Lindomar Garçon (Dep. do PRTB (Dep. do PR ocupa a vaga) ocupa a vaga) Marcos Montes PMDB (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) Benjamin Maranhão vaga do Hermes Parcianello PMN Hugo Motta Júnior Coimbra Marllos Sampaio Manoel Junior Rogério Peninha Mendonça Wilson Filho Walter Ihoshi PR Dr. Adilson Soares Davi Alves Silva Júnior vaga do PT Francisco Floriano Gorete Pereira vaga do PMDB José Rocha Izalci Milton Monti (Dep. do PCdoB ocupa a Wladimir Costa vaga) (Dep. do PSC ocupa a vaga) Wellington Roberto (Dep. do PR ocupa a vaga) PSB Ariosto Holanda Domingos Neto (Dep. do PSC ocupa a vaga) PSDB Luiza Erundina Edson Silva Pastor Eurico Luiz Noé vaga do PTB Antonio Imbassahy Eduardo Azeredo Paulo Foletto vaga do PCdoB Bruno Araújo Paulo Abi-ackel Ribamar Alves Manoel Salviano Rodrigo de Castro Romero Rodrigues Ruy Carneiro Miro Teixeira Brizola Neto Salvador Zimbaldi PP Beto Mansur Carlos Souza Missionário José Olimpio Renzo Braz Waldir Maranhão Sandes Júnior PDT DEM Félix Mendonça Júnior Bloco PV, PPS Lindomar Garçon Fábio Ramalho vaga do DEM Sandro Alex vaga do PTB Arolde de Oliveira Júlio Campos Eli Correa Filho Rodrigo Maia vaga do PTB Stepan Nercessian Paulo Wagner (Dep. do PSC ocupa a vaga) PTB (Dep. do PSB ocupa a vaga) Arnon Bezerra (Dep. do Bloco (Dep. do DEM PV, PPS ocupa a vaga) ocupa a vaga) 2º Vice-Presidente: Vicente Candido (PT) 3º Vice-Presidente: Cesar Colnago (PSDB) PSC Antônia Lúcia Stefano Aguiar vaga do PT vaga do Bloco PV, PPS Marcelo Aguiar Takayama vaga do PMDB vaga do PMDB Zequinha Marinho Ratinho Junior Silas Câmara vaga do PMN PCdoB Luciana Santos Evandro Milhomen vaga do PMDB Titulares Suplentes PT Alessandro Molon Assis Carvalho Jilmar Tatto Décio Lima João Paulo Cunha Fátima Bezerra João Paulo Lima Gabriel Guimarães José Mentor Márcio Macêdo Luiz Couto (Dep. do PSB ocupa a vaga) Nelson Pellegrino PRB Jhonatan de Jesus Cleber Verde Marina Santanna Márcio Marinho Nazareno Fonteles Odair Cunha Pedro Eugênio Ricardo Berzoini Pedro Uczai vaga do PTdoB Rubens Otoni PMN (Dep. do PSC ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Vicente Candido (Dep. do PSL ocupa a vaga) Sibá Machado PMDB PTdoB (Dep. do PRB ocupa a vaga) Sérgio Barradas Carneiro Almeida Lima Arthur Oliveira Maia Francisco Escórcio Gean Loureiro Secretário(a): Myriam Gonçalves Teixeira de Oliveira Carlos Bezerra Local: Anexo II, Térreo, Ala A, sala 49 vaga do PMN Telefones: 3216-6452 A 6458 Danilo Forte FAX: 3216-6465 Eduardo Cunha COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA Fabio Trad vaga do Bloco PV, PPS Presidente: João Paulo Cunha (PT) 1º Vice-Presidente: Arthur Oliveira Maia (PMDB) Marçal Filho João Magalhães Leandro Vilela Mauro Lopes vaga do PSB (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) (Dep. do PSC vaga do PSC ocupa a vaga) Efraim Filho Alexandre Leite 3 vagas Felipe Maia Arolde de Oliveira Mauro Benevides Mendes Ribeiro Filho Mendonça Filho José Nunes Osmar Serraglio Mendonça Prado Pauderney Avelino Solange Almeida Onyx Lorenzoni (Dep. do PSDB ocupa a vaga) PR Wilson Filho PSDB André Dias Anthony Garotinho Gorete Pereira Henrique Oliveira Jaime Martins Maurício Quintella Lessa Maurício Trindade Ronaldo Fonseca Sandro Mabel Vicente Arruda (Dep. do PRB ocupa a vaga) Bruna Furlan Bonifácio de Andrada Bruno Araújo Cesar Colnago vaga do PTB Carlos Sampaio Fernando Francischini João Campos Luiz Fernando Machado vaga do Jorginho Mello DEM PSB Nelson Marchezan Junior Jutahy Junior Luiz Carlos Ricardo Tripoli PP Dimas Fabiano Gonzaga Patriota Edson Silva Gabriel Chalita Laurez Moreira Sandra Rosado Valtenir Pereira (Dep. do PDT ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Cida Borghetti Esperidião Amin Dilceu Sperafico Paulo Maluf Márcio Reinaldo Moreira PDT Roberto Teixeira Brizola Neto José Carlos Araújo Rebecca Garcia vaga do PTB Vilson Covatti Roberto Balestra Sandes Júnior Félix Mendonça Júnior Marcos Medrado DEM Vieira da Cunha vaga do Wolney Queiroz (Dep. do PMN ocupa a vaga) PSB Walter Tosta PTdoB Bloco PV, PPS Fábio Ramalho (Dep. do PSL Lourival Mendes ocupa a vaga) Alfredo Sirkis Roberto Freire Moreira Mendes vaga do PMDB (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Sandro Alex Secretário(a): Rejane Salete Marques Local: Anexo II,Térreo, Ala A, sala 21 Telefones: 3216-6494 Sarney Filho FAX: 3216-6499 PTB COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Arnaldo Faria de Sá João Lyra Paes Landim Nilton Capixaba Presidente: Roberto Santiago (PV) (Dep. do PSDB ocupa a vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) 1º Vice-Presidente: César Halum (PPS) 2º Vice-Presidente: Ricardo Izar (PV) 3º Vice-Presidente: Wolney Queiroz (PDT) PSC Titulares Pastor Marco Feliciano (Dep. do Sérgio Brito vaga PMDB ocupa a do PMDB vaga) Silas Câmara PCdoB Delegado Protógenes Evandro Milhomen PT Joseph Bandeira Carlinhos Almeida (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Cláudio Puty (Dep. do PDT ocupa a vaga) Chico Lopes 1 vaga João Paulo Cunha Weliton Prado PMDB Daniel Almeida Gean Loureiro PRB Antonio Bulhões Suplentes Hugo Leal Fabio Trad vaga do PT Cleber Verde vaga do PR Vitor Paulo PMN (Dep. do Fábio Faria vaga do PMDB ocupa a PDT vaga) Raimundão Nilda Gondim (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) (Dep. do PMN ocupa a vaga) (Dep. do PSC ocupa a vaga) PSDB Rogério Marinho Carlos Sampaio Santiago PTB (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) (Dep. do DEM ocupa a vaga) Nelson Marquezelli Silvio Costa PP PSC Iracema Portella Aline Corrêa Carlos Eduardo Cadoca Deley João Leão (Licenciado) 1 vaga Lauriete vaga do PMDB DEM PCdoB Augusto Coutinho vaga do Eli Correa Filho PSDB (Dep. do PRTB ocupa a vaga) Chico Lopes Walter Ihoshi Felipe Maia Hugo Napoleão Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 152 PR (Dep. do PRB ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) (Dep. do PDT ocupa a vaga) (Dep. do PRB ocupa a vaga) PSB Telefones: 3216-6920 A 6922 FAX: 3216-6925 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO Presidente: João Maia (PR) Valadares Filho Ana Arraes 1º Vice-Presidente: Felipe Bornier (PHS) 2º Vice-Presidente: Natan Donadon (PMDB) PDT José Carlos Araújo Secretário(a): Lilian de Cássia Albuquerque Santos Marcos Medrado 3º Vice-Presidente: Romero Rodrigues (PSDB) Titulares Reguffe vaga do PT Suplentes PT Wolney Queiroz vaga do PR Francisco Praciano Jesus Rodrigues Bloco PV, PPS César Halum vaga do PMDB Ricardo Izar vaga do PSDB Roberto Antônio Roberto Miguel Corrêa Jorge Boeira Ronaldo Zulke Luiz Alberto Dimas Ramalho vaga do PR PMDB Camilo Cola Fátima Pelaes Natan Donadon José Augusto Maia vaga do Bloco Osmar Terra (Dep. do PHS ocupa a vaga) PV, PPS (Dep. do PP ocupa a vaga) PSC PSDB Andre Moura Romero Rodrigues Edmar Arruda Carlos Roberto vaga do DEM Valdivino de Oliveira PHS Felipe Bornier Mara Gabrilli (Dep. do PR ocupa a vaga) vaga do PMDB Otavio Leite (Dep. do PTdoB ocupa a vaga) PP Renato Molling Simão Sessim Secretário(a): Anamélia Lima Rocha Fernandes Vilson Covatti Local: Anexo II, Térreo, Ala A, sala T33 vaga do PMDB Telefones: 3216-6601 A 6609 DEM Fernando Torres (Dep. do PSDB ocupa a vaga) COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO PR Giacobo vaga do João Maia FAX: 3216-6610 Presidente: Manoel Junior (PMDB) PHS 1º Vice-Presidente: Roberto Britto (PP) Wellington Fagundes 3º Vice-Presidente: Leopoldo Meyer (PSB) PSB Antonio Balhmann 2º Vice-Presidente: José de Filippi (PT) Dr. Ubiali Titulares Suplentes PT (Dep. do PMN ocupa a vaga) (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Damião Feliciano Guilherme Mussi PTB João Lyra João Paulo Lima José de Filippi José Guimarães PMDB Bloco PV, PPS (Dep. do PTB ocupa a vaga) Artur Bruno Fernando Marroni PDT Ângelo Agnolin Eliane Rolim Francisco Escórcio vaga do Genecias Noronha vaga do Jorge Corte Real Adrian vaga do PRP PTB PSL Edinho Araújo vaga do PSL João Arruda ocupa a vaga) Flaviano Melo Manoel Junior Hugo Motta Mauro Mariani Teresa Surita ocupa a vaga) PRP (Dep. do PTC ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PSDB PSL Bruna Furlan Alberto Mourão (Dep. do (Dep. do PMDB PMDB ocupa a ocupa a vaga) vaga) (Dep. do PP ocupa a vaga) William Dib PP Arthur Lira vaga do Roberto Britto PSDB Roberto Dorner vaga do PDT Roberto Teixeira Local: Anexo II, Pavimento Superior, Ala C, Sala 188 Telefones: 3216-6551/ 6554 FAX: 3216-6560 DEM Heuler Cruvinel Secretário(a): Iracema Marques (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS Presidente: Manuela D'ávila (PCdoB) PR João Carlos Bacelar vaga do Zoinho PRTB Paulo Freire PSB 1º Vice-Presidente: Domingos Dutra (PT) 2º Vice-Presidente: Arnaldo Jordy (PPS) 3º Vice-Presidente: Liliam Sá (PR) Titulares Leopoldo Meyer Suplentes PT Audifax Domingos Dutra PDT Luiz Couto Edson Santos (Dep. do PP ocupa a vaga) Marcelo Matos Bloco PV, PPS Rosane Ferreira Erika Kokay (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Vicentinho Janete Rocha Pietá vaga do PTB Arnaldo Jardim PTB PMDB 3 vagas Fabio Trad Íris de Araújo José Chaves (Dep. do PSB ocupa a vaga) PRTB (Dep. do PRB Marcon (Dep. do PR PSDB Marco Tebaldi Rogério (Licenciado) ocupa a vaga) Marinho PTdoB ocupa a vaga) (Dep. do PRB ocupa a vaga) 1 vaga Secretário(a): Márcio Marques de Araújo PP (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a Jair Bolsonaro vaga) Telefones: 3216-6571 FAX: 3216-6580 DEM Paulo Magalhães 1 vaga Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 185 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA Presidente: Fátima Bezerra (PT) PR Anderson Ferreira Liliam Sá 1º Vice-Presidente: Lelo Coimbra (PMDB) 2º Vice-Presidente: PSB 3º Vice-Presidente: (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) Keiko Ota Titulares Suplentes Luiza Erundina vaga do PT PMDB Alessandro Molon Artur Bruno PDT Manato Flávia Morais Bloco PV, PPS Fátima Bezerra Henrique Afonso Arnaldo Jordy Angelo Vanhoni Biffi Geraldo Thadeu Nazareno Fonteles Emiliano José Paulo Pimenta vaga do PP PTB Pedro Uczai vaga do PDT (Dep. do PT ocupa a vaga) Josué Bengtson Eliane Rolim Reginaldo Lopes José de Filippi vaga do PMDB Newton Lima Rui Costa vaga do PRB vaga do PRB PSOL Ságuas Moraes Chico Alencar Jean Wyllys PRP (Dep. do PRB ocupa a vaga) Waldenor Pereira vaga do PP (Dep. do PMN ocupa a vaga) PTC (Dep. do PMN vaga do PSC PMDB Gastão Vieira (Dep. do Mauro Benevides vaga do PR Osmar Serraglio Joaquim Beltrão PR (Dep. do PSB ocupa a vaga) Izalci (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Pedro Chaves Lelo Coimbra vaga do PDT Professor Setimo Paulo Freire Renan Filho (Dep. do PSB ocupa a vaga) Tiririca Rogério Peninha Mendonça Raul Henry vaga do PP Thiago Peixoto (Licenciado) (Dep. do PSOL ocupa a vaga) PSB Ariosto Holanda vaga do Dr. Ubiali PR Luiz Noé Gabriel Chalita (Dep. do PT ocupa a vaga) Romário vaga do PR PSDB 1 vaga Bonifácio de Andrada Mara Gabrilli Eduardo Barbosa Pinto Itamaraty Rogério Marinho Jorginho Mello vaga do PP Nelson Marchezan Junior PDT Paulo Rubem Santiago Oziel Oliveira (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Bloco PV, PPS Antônio Roberto Penna PP Esperidião Amin Waldir Maranhão Stepan Nercessian Rosane Ferreira PTB (Dep. do PMDB ocupa a vaga) José Linhares Danrlei de Deus Hinterholz Alex Canziani (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PSDB ocupa a vaga) DEM (Dep. do PT ocupa a vaga) Luiz Carlos Setim Eleuses Paiva Nice Lobão João Bittar Professora Dorinha Seabra Rezende PSC 1 vaga Pastor Marco Feliciano PCdoB Jandira Feghali Alice Portugal PRB (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PT ocupa a vaga) Lucio Vieira Lima Genecias Noronha (Dep. do PT ocupa a vaga) Secretário(a): Jairo Luís Brod Lelo Coimbra vaga do Bloco PV, PPS Reinhold Stephanes Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 170 Telefones: 3216-6625/6626/6627/6628 Solange Almeida FAX: 3216-6635 PSDB COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO Antonio Carlos Mendes Thame Alfredo Kaefer Presidente: Cláudio Puty (PT) 1º Vice-Presidente: Luciano Moreira (PMDB) 2º Vice-Presidente: Rui Palmeira Marcus Pestana Vaz de Lima Valdivino de Oliveira 3º Vice-Presidente: PP Titulares Suplentes PT Andre Vargas Amauri Teixeira Assis Carvalho José Mentor Cláudio Puty Odair Cunha José Guimarães Reginaldo Lopes Ricardo Berzoini Pepe Vargas Rui Costa José Otávio Germano Jerônimo Goergen Paulo Maluf Márcio Reinaldo Moreira Zeca Dirceu PDT vaga 1 vaga DEM Policarpo Pedro Eugênio vaga do Aguinaldo Ribeiro Alexandre Leite Jairo Ataíde Júlio Cesar João Bittar Pauderney Avelino vaga do Lira Maia Bloco PV, PPS do PDT Rodrigo Maia Valmir Assunção vaga do PR PMDB Aelton Freitas PMDB José Priante Júnior Coimbra Arthur Oliveira Maia Celso Maldaner vaga do PR Luciano Moreira Eduardo Cunha Maurício Trindade (Dep. do PHS ocupa a vaga) João Maia Luciano Castro Maurício Quintella Lessa vaga do PTB (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PSB 1º Vice-Presidente: Carlos Brandão (PSDB) 2º Vice-Presidente: Jorge Boeira (PT) Audifax Jose Stédile Fernando Coelho Filho Mauro Nazif 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT PDT André Figueiredo João Dado (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PT ocupa a vaga) Angelo Vanhoni Devanir Ribeiro Jorge Boeira Edson Santos Sérgio Barradas Carneiro Eudes Xavier Bloco PV, PPS Carmen Zanotto Arnaldo Jardim (Dep. do DEM ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PMDB Alexandre Santos Edinho Bez Edio Lopes vaga do PP Eduardo Cunha PTB Jorge Corte Real (Dep. do PR ocupa a vaga) PSC Edmar Arruda Marcelo Aguiar Marcelo Castro vaga do PSC Nelson Bornier PCdoB (Dep. do PRB ocupa a vaga) 1 vaga PRB (Dep. do PSOL Ricardo Quirino vaga do PCdoB ocupa a vaga) (Dep. do PRTB ocupa a vaga) (Dep. do PDT ocupa a vaga) João Magalhães PSDB Carlos Brandão Carlaile Pedrosa Delegado Waldir Manoel Salviano Fernando Francischini vaga do PTB Vanderlei Macris vaga do PSC Vaz de Lima vaga do PTB Secretário(a): Marcelle R. Campello Cavalcanti PP Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 136 Telefones: 3216-6654/6655/6652 FAX: 3216-6660 COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE Presidente: Sérgio Brito (PSC) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Carlos Magno (Dep. do PSC ocupa a vaga) Sandes Júnior DEM Davi Alcolumbre 2 vagas Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 161 Telefones: 3216-6671 A 6675 Mendonça Filho FAX: 3216-6676 PR COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA Anthony Garotinho vaga do Wellington Roberto PSB (Dep. do PTdoB ocupa a vaga) Dr. Paulo César (Dep. do PRTB ocupa a vaga) 1º Vice-Presidente: Edivaldo Holanda Junior (PTC) 2º Vice-Presidente: Dr. Grilo (PSL) 3º Vice-Presidente: Jânio Natal (PRP) Titulares PSB Glauber Braga Presidente: Vitor Paulo (PRB) Suplentes PT (Dep. do PR ocupa a vaga) Fernando Ferro PDT Ademir Camilo João Dado Marcos Medrado vaga do PMDB vaga do PR Fernando Marroni Leonardo Monteiro Paulo Pimenta Marina Santanna Miriquinho Batista Ságuas Moraes Bloco PV, PPS (Dep. do PSC ocupa a vaga) Fátima Bezerra vaga do PR Moreira Mendes Pedro Uczai vaga do PMDB PTB PMDB (Dep. do PSDB (Dep. do PSDB ocupa a vaga) ocupa a vaga) (Dep. do PSB ocupa a vaga) (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PRB ocupa a vaga) 2 vagas PSC Deley vaga do Filipe Pereira vaga do PP PCdoB 1 vaga Sérgio Brito vaga do Bloco PV, PPS (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Luiz Fernando Machado (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PCdoB Osmar Júnior PSDB 1 vaga PP (Dep. do PSC ocupa a vaga) Roberto Britto Secretário(a): Regina Pereira Games 2 vagas Waldir 2 vagas 1º Vice-Presidente: Oziel Oliveira (PDT) Maranhão DEM 2º Vice-Presidente: Claudio Cajado (DEM) Paulo Magalhães 1 vaga Titulares PR (Dep. do PT ocupa a vaga) 3º Vice-Presidente: Penna (PV) (Dep. do PT ocupa a vaga) PSB Glauber Braga Jose Stédile vaga do PMDB Luiza Erundina PDT Suplentes PT Leonardo Monteiro Assis do Couto Márcio Macêdo Domingos Dutra Marina Santanna Fernando Ferro Taumaturgo Lima vaga do PP Zé Geraldo vaga do PSOL Sebastião Bala Rocha Paulo Rubem Santiago Bloco PV, PPS (Dep. do PSL ocupa a vaga) Valdir Colatto Fernando Jordão Arnaldo Jordy PTB (Dep. do PRP ocupa a vaga) PMDB (Dep. do PDT ocupa a vaga) (Dep. do PP Paulo Piau vaga do PTB ocupa a vaga) Antonio Brito (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) PSC Silas Câmara Erivelton Santana PCdoB (Dep. do PTC ocupa a vaga) Moacir Micheletto 1 vaga PSDB Nelson Marchezan Junior Antonio Carlos Mendes Thame Ricardo Tripoli Marcio Bittar PP Secretário(a): Sônia Hypolito Local: Anexo II, Pavimento Superior, Ala A, salas 121/122 Telefones: 3216-6692 / 6693 Rebecca Garcia vaga do PMDB Toninho Pinheiro FAX: 3216-6700 COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Presidente: Giovani Cherini (PDT) (Dep. do PT ocupa a vaga) DEM Claudio Cajado vaga do PSB Marcos Montes Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala C, sala 142 Irajá Abreu PR Telefones: 3216-6521 A 6526 Bernardo Santana de (Dep. do PRB ocupa a vaga) Vasconcellos vaga do PRTB Homero Pereira PSB FAX: 3216-6535 COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA Presidente: Luiz Fernando Faria (PP) 1º Vice-Presidente: Wladimir Costa (PMDB) (Dep. do DEM ocupa a vaga) Givaldo Carimbão 2º Vice-Presidente: Davi Alcolumbre (DEM) 3º Vice-Presidente: Simão Sessim (PP) PDT Giovani Cherini Miro Teixeira Titulares Suplentes PT Oziel Oliveira vaga do PMDB Bloco PV, PPS Augusto Carvalho vaga do 1 vaga PTB Penna vaga do Carlos Zarattini Andre Vargas Fernando Ferro Gilmar Machado Gabriel Guimarães Padre João Ronaldo Zulke Luiz Alberto PRTB Sarney Filho Weliton Prado (Dep. do PP ocupa a vaga) PTB PMDB (Dep. do Bloco (Dep. do PMDB PV, PPS ocupa a vaga) ocupa a vaga) Adrian Alexandre Santos vaga do PCdoB PSC Aníbal Gomes Stefano Aguiar PSOL (Dep. do PT ocupa a vaga) Antônio Andrade João Arruda Edinho Bez vaga do PSB Leonardo Quintão Fernando Jordão Professor Setimo Chico Alencar PRTB (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) Edio Lopes Lauriete (Dep. do PR ocupa a vaga) Luiz Otavio vaga do (Dep. do PSB ocupa a vaga) PCdoB Ronaldo Benedet vaga do PTB Secretário(a): Aurenilton Araruna de Almeida Wladimir Costa PSDB Berinho Bantim (Dep. do PRB ocupa a vaga) André Dias PDT Luiz Fernando Machado vaga do PSB Paulo Abi-ackel Carlos Brandão Ângelo Agnolin Marcelo Matos Bloco PV, PPS Domingos Sávio Arnaldo Jardim Arnaldo Jordy Dr. Aluizio Paulo Wagner Sergio Guerra vaga do PSC Wandenkolk Gonçalves Guilherme Mussi vaga do DEM PP José Otávio Germano PTB Aguinaldo Ribeiro Luiz Fernando Faria Sabino Castelo Branco (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Carlos Souza vaga do PT PSC Dimas Fabiano Simão Sessim (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Luiz Argôlo PCdoB DEM Davi Alcolumbre Abelardo Lupion Onofre Santo Agostini Fernando Torres Nelson Padovani (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PRB (Dep. do PRTB ocupa a vaga) (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a Júlio Campos vaga) George Hilton vaga do PSB (Dep. do PTdoB ocupa a vaga) PR Bernardo Santana de Vasconcellos Aracely de Paula Secretário(a): Damaci Pires de Miranda Local: Anexo II, Térreo, Ala C, sala 56 João Carlos Bacelar Laercio Oliveira FAX: 3216-6720 PSB (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Telefones: 3216-6711 / 6713 Antonio Balhmann vaga do PMDB Ribamar Alves COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL Presidente: Carlos Alberto Leréia (PSDB) 1º Vice-Presidente: Fábio Souto (DEM) 2º Vice-Presidente: Eduardo Azeredo (PSDB) 3º Vice-Presidente: Vitor Paulo (PRB) Titulares Suplentes PT Arlindo Chinaglia Benedita da Silva Cida Borghetti Beto Mansur Jair Bolsonaro Missionário José Olimpio (Dep. do PMDB Renato Molling ocupa a vaga) DEM Fábio Souto Claudio Cajado Dalva Figueiredo Carlos Zarattini Décio Lima Janete Rocha Pietá Dr. Rosinha Jilmar Tatto (Dep. do PRB ocupa a vaga) José Rocha Leonardo Monteiro (Dep. do PRB ocupa a vaga) Vicente Arruda Henrique Fontana (Dep. do PSOL ocupa a vaga) Átila Lins Almeida Lima Flaviano Melo André Zacharow Geraldo Resende vaga do Marcelo Castro vaga do PSB PP Raul Henry vaga do PMN Mandetta PR PSB Paulo Pimenta PMDB Íris de Araújo Hugo Napoleão Gonzaga Patriota Abelardo Camarinha Jefferson Campos (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PDT Damião Feliciano Salvador Zimbaldi Sebastião Bala Vieira da Cunha Rocha Bloco PV, PPS (Dep. do Bloco (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa PV, PPS ocupa a vaga) a vaga) Augusto Carvalho vaga do Alfredo Sirkis PSC (Dep. do PTB ocupa a vaga) Dimas Geraldo Thadeu Ramalho vaga do vaga do PMDB PSDB PMDB Antonio Carlos Berinho Bantim Mendes Thame Roberto de Lucena vaga do Roberto Freire PTdoB Carlos Alberto Leréia Luiz Nishimori PTB Eduardo Azeredo Reinaldo Azambuja PP Arnon Bezerra Antonio Brito Paes Landim vaga do PMDB PSC Alberto Filho (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) Takayama Marllos Sampaio Fernando Francischini PMN (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PTdoB (Dep. do Bloco PV, PPS ocupa a vaga) Mauro Lopes PSDB Perpétua Almeida Jaqueline Roriz Fátima Pelaes (Dep. do PMN ocupa a vaga) PCdoB Aldo Rebelo Edio Lopes Carlos Sampaio João Campos Delegado Waldir vaga do PSC Romero Rodrigues Pinto Itamaraty vaga do Bloco PV, PPS (Dep. do PRB ocupa a vaga) William Dib vaga do PP PP Secretário(a): Ana Cristina Oliveira Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 125 Telefones: 3216-6739 / 6738 / 6737 (Dep. do PRB ocupa a vaga) Arthur Lira (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Jair Bolsonaro FAX: 3216-6745 DEM COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO Mendonça Prado PR Presidente: Mendonça Prado (DEM) 1º Vice-Presidente: Fernando Francischini (PSDB) (Dep. do PTdoB ocupa a vaga) 2º Vice-Presidente: Enio Bacci (PDT) Ronaldo Fonseca PSB 3º Vice-Presidente: José Augusto Maia (PTB) Titulares (Dep. do PSB ocupa a vaga) Gonzaga Patriota Keiko Ota Suplentes Pastor Eurico vaga do DEM PT Alessandro Molon Benedita da Silva Domingos Dutra Dalva Figueiredo PDT Enio Bacci Sergio Zveiter (Licenciado) Bloco PV, PPS Nelson Pellegrino Emiliano José PMDB Stepan Nercessian (Dep. do PSDB ocupa a vaga) PTB José Augusto Maia André Zacharow Arnaldo Faria de Sá Danilo Forte Darcísio Perondi Geraldo Resende Elcione Barbalho Marllos Sampaio PSC (Dep. do PSDB ocupa a vaga) Hugo Leal Nilda Gondim Raimundão PCdoB Osmar Terra Perpétua Almeida Delegado Protógenes (Dep. do PMN ocupa a vaga) vaga do Bloco PV, PPS Saraiva Felipe Secretário(a): Ricardo Menezes Perpétuo Teresa Surita vaga do PSC Local: Anexo II, Pavimento Superior - Sala 166-C Telefones: 3216-6761 / 6762 PSDB Eduardo Barbosa FAX: 3216-6770 Andreia Zito Marcus Pestana Cesar Colnago COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA Presidente: Saraiva Felipe (PMDB) Raimundo Gomes de Matos João Campos 1º Vice-Presidente: Padre João (PT) PP 2º Vice-Presidente: Dr. Paulo César (PR) Cida Borghetti Aline Corrêa vaga do PR 3º Vice-Presidente: Professora Marcivania (PT) Titulares Suplentes PT Iracema Portella (Dep. do PTB ocupa a vaga) Toninho Pinheiro Arlindo Chinaglia Amauri Teixeira Benedita da Silva Dr. Rosinha Chico D'angelo Erika Kokay Henrique Fontana Padre João (Dep. do PRB ocupa a vaga) DEM Eleuses Paiva Alexandre Leite Lael Varella Ronaldo Caiado (Dep. do PTB ocupa a vaga) Mandetta Professora Marcivania Rogério Carvalho José Linhares Pepe Vargas PR Ságuas Moraes PMDB Dr. Paulo César (Dep. do Davi Alves Silva Júnior (Dep. do PP PCdoB ocupa a vaga) ocupa a vaga) (Dep. do PTdoB ocupa a vaga) (Dep. do PRP ocupa a vaga) Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 145 Telefones: 3216-6787 / 6781 A 6786 FAX: 3216-6790 PSB Alexandre Roso Pastor Eurico Givaldo Carimbão Paulo Foletto Presidente: Silvio Costa (PTB) 1º Vice-Presidente: Eros Biondini (PTB) PDT Dr. Jorge Silva COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO Flávia Morais Salvador Zimbaldi Sueli Vidigal 2º Vice-Presidente: Sabino Castelo Branco (PTB) 3º Vice-Presidente: Augusto Coutinho (DEM) Titulares Suplentes Bloco PV, PPS Henrique Afonso PT Dr. Aluizio (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Roberto de Lucena PTB Antonio Brito Arnaldo Faria de Sá Celia Rocha vaga Eros Biondini do PP Eudes Xavier Policarpo Nelson Pellegrino Vicentinho Rogério Carvalho (Dep. do PTB ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Pastor Marco Feliciano Jô Moraes João Ananias vaga do PR (Dep. do PR ocupa a vaga) Edinho Bez vaga (Dep. do PTB ocupa a vaga) Elcione Barbalho 1 vaga Leonardo Quintão do PT (Dep. do PCdoB ocupa a vaga) PRB Jhonatan de Jesus Darcísio Perondi Fátima Pelaes PCdoB Jandira Feghali (Dep. do PMDB ocupa a vaga) PMDB vaga do DEM PSC Bohn Gass Acelino Popó vaga do PP PSDB Antonio Bulhões Secretário(a): Lin Israel Costa dos Santos Andreia Zito João Campos (Dep. do PTB ocupa a vaga) Jutahy Junior (Dep. do PTB (Dep. do PTB ocupa a vaga) PSDB ocupa a vaga) PP Sabino Castelo Branco vaga do Roberto Balestra Luiz Fernando Faria PMDB (Dep. do PDT ocupa a vaga) (Dep. do PDT ocupa a vaga) vaga do PT Sérgio Moraes Silvio Costa DEM Walney Rocha vaga do Bloco PV, PPS Augusto Coutinho Efraim Filho PSC 1 vaga Irajá Abreu Erivelton Santana PR Gorete Pereira PCdoB Henrique Oliveira vaga do PMDB Filipe Pereira Assis Melo Laercio Oliveira (Dep. do PMN ocupa a vaga) Alice Portugal Daniel Almeida Manuela D'ávila vaga do PSB vaga do PMDB Luciano Castro PRB Sandro Mabel vaga do PRB (Dep. do PR ocupa a vaga) Heleno Silva PSB Mauro Nazif Alexandre Roso (Dep. do PCdoB ocupa a Sandra Rosado vaga) PDT do PP Paulo Pereira da Silva Local: Anexo II, Sala T 50 Telefones: 3216-6805 / 6806 / 6807 FAX: 3216-6815 André Figueiredo vaga Flávia Morais vaga do PP Secretário(a): Ruy Omar Prudêncio da Silva Sebastião Bala Rocha COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Jonas Donizette (PSB) 1º Vice-Presidente: Romário (PSB) Bloco PV, PPS 2º Vice-Presidente: Valadares Filho (PSB) (Dep. do PTB ocupa a vaga) Roberto Santiago PTB Eros Biondini vaga do PSDB Ronaldo Nogueira vaga do 3º Vice-Presidente: Renan Filho (PMDB) Titulares Alex Canziani PT vaga do PSDB Jovair Arantes Suplentes José Airton Chico D'angelo Filho vaga do PT Luci Choinacki Vicente Candido (Dep. do PSB ocupa a vaga) PDT (Dep. do PDT ocupa a vaga) André Figueiredo PMDB Benjamin Maranhão Edinho Bez Renan Filho Hermes Parcianello Dr. Jorge Silva Manato vaga do PT Bloco PV, PPS (Dep. do PMN ocupa a vaga) Joaquim Beltrão PTB PSDB Carlaile Pedrosa Rui Palmeira Otavio Leite Ruy Carneiro (Dep. do PR ocupa a vaga) Rubens Bueno Danrlei de Deus Hinterholz Arnon Bezerra vaga do PP Walney Rocha PSC PP Afonso Hamm Roberto Britto Renzo Braz (Dep. do PTB ocupa a vaga) Carlos Eduardo Cadoca Andre Moura PCdoB DEM Delegado Protógenes Jô Moraes (Dep. do PSB ocupa a vaga) Fábio Souto (Dep. do PSB ocupa a vaga) Professora Dorinha Seabra Rezende Secretário(a): James Lewis Gorman Júnior Local: Anexo II, Ala A , Sala 5,Térreo Telefones: 3216-6837 / 6832 / 6833 PR FAX: 3216-6835 (Dep. do PRB ocupa a vaga) Giroto José Rocha vaga COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES do Bloco PV, PPS Presidente: Edson Ezequiel (PMDB) PSB 1º Vice-Presidente: Washington Reis (PMDB) Domingos Neto vaga do DEM Jonas Donizette Romário vaga do DEM Valadares Jefferson Campos 2º Vice-Presidente: Lázaro Botelho (PP) 3º Vice-Presidente: Hugo Leal (PSC) Titulares Suplentes PT Devanir Ribeiro DEM José Airton Geraldo Simões Rubens Otoni Zeca Dirceu Vander Loubet (Dep. do PR ocupa a vaga) (Dep. do PMDB ocupa a vaga) (Dep. do PR ocupa a vaga) 1 vaga PMDB Edinho Araújo Eduardo Sciarra Lael Varella João Bittar Vitor Penido (Dep. do Bloco (Dep. do PSDB PV, PPS ocupa ocupa a vaga) a vaga) PR Anderson Ferreira vaga do PP Francisco Floriano Aracely de Paula vaga do PDT Liliam Sá Camilo Cola Francisco Escórcio vaga do Edson Ezequiel PTB Diego Andrade vaga do PT Leonardo Quintão vaga do Marinha Raupp Zoinho vaga do PHS Giroto PCdoB Jaime Martins vaga do PT Mauro Lopes Mauro Mariani vaga do PSDB Lúcio Vale vaga Newton Cardoso Ronaldo Benedet vaga do PT do PSOL Milton Monti Washington Reis (Dep. do PDT ocupa a vaga) PHS PSDB Alberto Mourão Carlos Roberto vaga do DEM Wellington Fagundes vaga do PSB Carlos Alberto Leréia Mara Gabrilli Abelardo Camarinha Gonzaga Patriota Jose Stédile Vanderlei Macris William Dib (Dep. do PMDB ocupa a vaga) Leopoldo Meyer PDT (Dep. do PR ocupa a vaga) Giovani Cherini Zé Silva vaga do PP PMDB Lázaro Botelho Luiz Argôlo (Dep. do PR ocupa a vaga) Jerônimo Goergen Raul Lima Zonta Bloco PV, PPS (Dep. do PRP ocupa a vaga) Arnaldo Jardim vaga do PCdoB Fábio Ramalho Ricardo Izar vaga do DEM Titulares Suplentes PT PTB (Dep. do PMDB ocupa a vaga) José Chaves Bohn Gass Henrique Fontana PSC Hugo Leal Erika Kokay Sérgio Brito Fernando Ferro João Paulo Lima Luci Choinacki José Guimarães Luiz Alberto PCdoB (Dep. do Bloco (Dep. do PMDB PV, PPS ocupa ocupa a vaga) a vaga) Ricardo Berzoini Sibá Machado PTdoB Lourival Mendes (Dep. do PTC ocupa a vaga) Waldenor Pereira PSOL (Dep. do PR ocupa a vaga) Taumaturgo Lima Rubens Otoni Vicente Candido PMDB 1 vaga Alceu Moreira Danilo Forte Almeida Lima Eduardo Cunha Edinho Araújo Íris de Araújo PHS (Dep. do PR ocupa a vaga) (Dep. do PR ocupa a vaga) Secretário(a): Admar Pires dos Santos Local: Anexo II, Pav. Superior, Ala A, sala 175 Telefones: 3216-6853 A 6856 FAX: 3216-6860 Mauro Benevides Marcelo Castro Newton Cardoso Professor Setimo (Dep. do PSOL ocupa a vaga) Raul Henry PSDB COMISSÕES TEMPORÁRIAS COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO À REFORMA POLÍTICA. Presidente: Almeida Lima (PMDB) Antonio Carlos Mendes Thame Eduardo Azeredo Bonifácio de Andrada Marcus Pestana Marcio Bittar 1º Vice-Presidente: Edinho Araújo (PMDB) Romero Rodrigues William Dib 2º Vice-Presidente: William Dib (PSDB) PP 3º Vice-Presidente: Ronaldo Caiado (DEM) Esperidião Relator: Henrique Fontana (PT) Alfredo Kaefer Aguinaldo Amin Ribeiro José Otávio Germano Arthur Lira Paulo Maluf Márcio Reinaldo Moreira Roberto Balestra Simão Sessim Arnaldo Faria de Sá Eros Biondini Jovair Arantes Paes Landim PSC Carlos Eduardo Cadoca Edmar Arruda PCdoB DEM Delegado Protógenes Daniel Almeida Augusto Coutinho Eleuses Paiva PRB Efraim Filho Irajá Abreu Vitor Paulo Pauderney Avelino Onofre Santo Agostini Ronaldo Caiado Rodrigo Garcia (Licenciado) George Hilton PMN Dr. Carlos Alberto Fábio Faria PR Luciano Castro Valdemar Costa Neto Maurício Quintella Lessa (Dep. do PHS ocupa a vaga) Vicente Arruda (Dep. do PTdoB ocupa a vaga) PSB Luiza Erundina Gabriel Chalita Ribamar Alves Jefferson Campos Secretário(a): Ana Lúcia Ribeiro Marques Local: Anexo II - Pavimento Superior - Sala 170-A Telefones: (61) 3216-6214 FAX: (61) 3216-6225 COMISSÃO ESPECIAL PARA EFETUAR ESTUDO SOBRE AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO ABUSIVO DE ÁLCOOL ENTRE CIDADÃOS BRASILEIROS E, ESPECIALMENTE, AS RAZÕES QUE DETERMINAM O AUMENTO EXPONENCIAL DO CONSUMO DESSA SUBSTÂNCIA NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS. Presidente: Geraldo Resende (PMDB) Valtenir Pereira Valadares Filho 1º Vice-Presidente: Jesus Rodrigues (PT) PDT 2º Vice-Presidente: Mandetta (DEM) Miro Teixeira Félix Mendonça Júnior Reguffe Sueli Vidigal Bloco PV, PPS Alfredo Sirkis Sandro Alex 3º Vice-Presidente: Aline Corrêa (PP) Relator: Vanderlei Macris (PSDB) Titulares Penna Suplentes PT Rosane Ferreira Jesus Rodrigues PTB Domingos Dutra Paulo Pimenta PDT Emiliano José Henrique Fontana Reginaldo Lopes Sueli Vidigal 1 vaga Bloco PV, PPS 1 vaga 1 vaga Dr. Aluizio 1 vaga PMDB PTB Geraldo Resende Alberto Filho Leandro Vilela Darcísio Perondi Marllos Sampaio Solange Almeida José Augusto Maia 1 vaga PSC Marcelo Aguiar Erivelton Santana vaga do PMDB (Dep. do PSC ocupa a vaga) Nilda Gondim Pastor Marco Feliciano PSDB PCdoB Fernando Francischini Bruno Araújo João Ananias Vanderlei Macris João Campos Vaz de Lima 1 vaga Chico Lopes PRTB Vinicius Gurgel Aureo PP Aline Corrêa Afonso Hamm Toninho Pinheiro José Linhares DEM Mandetta Local: Anexo II - Pavimento Superior - sala 170-A Telefones: (61) 3216-6201 2 vagas Professora Dorinha Seabra Rezende FAX: (61) 3216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A EFETUAR ESTUDO E APRESENTAR PROPOSTAS EM RELAÇÃO ÀS MEDIDAS PREVENTIVAS E SANEADORAS DIANTE DE CATÁSTROFES CLIMÁTICAS. PR Paulo Freire Secretário(a): Heloísa Maria Diniz 2 vagas Ronaldo Fonseca Presidente: Perpétua Almeida (PCdoB) 1º Vice-Presidente: Onofre Santo Agostini (DEM) 2º Vice-Presidente: Jorginho Mello (PSDB) PSB Givaldo Carimbão Domingos Neto Pastor Eurico Keiko Ota 3º Vice-Presidente: Dr. Paulo César (PR) Relator: Glauber Braga (PSB) Titulares Suplentes PT Audifax Décio Lima Chico D'angelo José Airton Fernando Ferro Leonardo Monteiro Paulo Foletto Glauber Braga 1 vaga PDT Marcelo Matos Jorge Boeira Ademir Camilo Bloco PV, PPS Luci Choinacki Pedro Eugênio Stepan Nercessian PMDB PTB Fernando Jordão Adrian Dr. Aluizio Walney Rocha Celso Maldaner João Magalhães PSC (Dep. do PSC ocupa a vaga) Edinho Araújo Eros Biondini Hugo Leal Andre Moura Silas Câmara Mauro Lopes vaga do PMDB 1 vaga PSDB Andreia Zito PCdoB 3 vagas Perpétua Almeida Jandira Feghali Jorginho Mello PRB Otavio Leite Vitor Paulo Antonio Bulhões PP PTdoB Márcio Reinaldo Moreira Arthur Lira Cristiano Rosinha da Adefal Simão Sessim Esperidião Amin Secretário(a): Fernando Maia Leão DEM Heuler Cruvinel Arolde de Oliveira Onofre Santo Agostini Vitor Penido PR Anthony Garotinho (Dep. do PRTB ocupa a vaga) Dr. Paulo César (Dep. do PTC ocupa a vaga) Local: Anexo II - Pavimento Superior - Sala 170-A Telefones: (61) 3216-6205 FAX: (61) 3216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 10-A, DE 1995, DO SR. ADHEMAR DE BARROS FILHO, QUE "MODIFICA O ART. 45 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E ACRESCENTA PARÁGRAFOS AO MESMO ARTIGO", CRIANDO O SISTEMA DISTRITAL MISTO Presidente: PSB 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: PP 3º Vice-Presidente: Titulares Suplentes PT Erika Kokay Bohn Gass Henrique Fontana Fernando Ferro João Paulo Lima Luci Choinacki José Guimarães Luiz Alberto Ricardo Berzoini Sibá Machado Taumaturgo Lima Rubens Otoni Waldenor Pereira Vicente Candido Esperidião Amin Aguinaldo Ribeiro José Otávio Germano Arthur Lira Paulo Maluf Márcio Reinaldo Moreira Roberto Balestra Simão Sessim DEM Augusto Coutinho 4 vagas Efraim Filho Pauderney Avelino Ronaldo Caiado PR PMDB Alceu Moreira Danilo Forte Almeida Lima Eduardo Cunha Edinho Araújo Íris de Araújo Mauro Benevides Maurício Quintella Lessa Luciano Castro (Dep. do PHS ocupa a vaga) Vicente Arruda 1 vaga Marcelo Castro Newton Cardoso 1 vaga Antonio Carlos Mendes Thame PSB Professor Setimo Luiza Erundina Jefferson Campos Raul Henry Ribamar Alves Valadares Filho Valtenir Pereira PSDB Bonifácio de Andrada Marcus Pestana Marcio Bittar Romero Rodrigues 1 vaga PDT Alfredo Kaefer Eduardo Azeredo William Dib Jaime Martins Miro Teixeira Reguffe Félix Mendonça Júnior Sueli Vidigal Bloco PV, PPS Rosane Ferreira Antônio Roberto Sandro Alex Roberto Freire Dr. Rosinha vaga Newton Lima do PRB PTB Gilmar Machado Arnaldo Faria de Sá Antonio Brito PMDB Walney Rocha 1 vaga PSC Carlos Eduardo Cadoca Edmar Arruda Gastão Vieira Joaquim Beltrão Lelo Coimbra Luciano Moreira vaga do vaga do PMN PMN PCdoB Daniel Almeida Delegado Protógenes Osmar Serraglio Raul Henry Renan Filho Pedro Chaves PRB George Hilton Vitor Paulo Professor Setimo Teresa Surita PSDB PTdoB Lourival Mendes 1 vaga Eduardo Barbosa Jorginho Mello Nelson Marchezan Junior Secretário(a): - COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 8035, DE 2010, DO PODER EXECUTIVO, QUE "APROVA O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARA O DECÊNIO 2011-2020 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS" Presidente: Gastão Vieira (PMDB) Mara Gabrilli Raimundo Gomes de Matos Rogério Marinho PP Esperidião Amin José Linhares 1º Vice-Presidente: Teresa Surita (PMDB) 2º Vice-Presidente: Nelson Marchezan Junior (PSDB) Waldir Maranhão 1 vaga DEM 3º Vice-Presidente: Alex Canziani (PTB) Nice Lobão Relator: Angelo Vanhoni (PT) Titulares Suplentes PT Angelo Vanhoni Emiliano José Alessandro Molon Professora Dorinha Seabra Rezende Izalci Artur Bruno Biffi Onyx Lorenzoni PR Neilton Mulim Fátima Bezerra Marcos Montes Paulo Freire (Dep. do PSOL ocupa a vaga) 3º Vice-Presidente: Iracema Portella (PP) PSB Ariosto Holanda Dr. Ubiali Gabriel Chalita Luiz Noé Relator: Givaldo Carimbão (PSB) Titulares Suplentes PDT PT Paulo Rubem Santiago Brizola Neto Bloco PV, PPS Stepan Nercessian Antônio Roberto PTB Alex Canziani Luiz Couto Artur Bruno Nelson Pellegrino José Guimarães Reginaldo Lopes Paulo Pimenta Rogério Carvalho Weliton Prado Paes Landim PMDB PSC Hugo Leal Fabio Trad Fátima Pelaes Hugo Motta Leonardo Quintão vaga do Andre Moura PCdoB PSDB Alice Portugal Chico Lopes Wilson Filho Marllos Sampaio PRB Márcio Marinho (Dep. do PT ocupa a vaga) (Dep. do PMN ocupa a vaga) Osmar Terra Raimundão PMN PSDB (Dep. do (Dep. do PMDB PMDB ocupa a ocupa a vaga) vaga) Secretário(a): Maria Terezinha Donati Local: Anexo II - Pavimento Superior - sala 170-A Delegado Waldir Eduardo Barbosa Fernando Francischini João Campos (Dep. do PMDB ocupa a vaga) William Dib Telefones: (61) 3216-6215 FAX: (61) 3216-6225 COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROMOVER ESTUDOS E PROPOSIÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS E DE PROJETOS DE LEI DESTINADOS A COMBATER E PREVENIR OS EFEITOS DO CRACK E DE OUTRAS DROGAS ILÍCITAS. Presidente: Reginaldo Lopes (PT) PP Afonso Hamm Iracema Portella Aline Corrêa José Linhares DEM Eli Correa Filho Augusto Coutinho Fábio Souto Mandetta 1º Vice-Presidente: Wilson Filho (PMDB) 2º Vice-Presidente: João Campos (PSDB) FAX: (61) 3216-6225 PR Anderson Ferreira vaga do Dr. Paulo César PSOL Giacobo Liliam Sá (Dep. do PRTB ocupa a vaga) COMISSÃO ESPECIAL PARA ANALISAR TODOS OS ARTIGOS AINDA NÃO REGULAMENTADOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Presidente: 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: PSB Domingos Neto Pastor Eurico Givaldo Carimbão Sandra Rosado 3º Vice-Presidente: Titulares Secretário(a): - PDT Vieira da Cunha Dr. Jorge Silva Bloco PV, PPS Rosane Ferreira Geraldo Thadeu PTB Arnaldo Faria de Sá 1º Vice-Presidente: 2º Vice-Presidente: PSC Marcelo Aguiar 3º Vice-Presidente: Titulares PCdoB Evandro Milhomen COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR AS SOLICITAÇÕES DE ACESSO A INFORMAÇÕES SIGILOSAS PRODUZIDAS OU RECEBIDAS PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES PARLAMENTARES E ADMINISTRATIVAS, ASSIM COMO SOBRE O CANCELAMENTO OU REDUÇÃO DE PRAZOS DE SIGILO E OUTRAS ATRIBUIÇÕES PREVISTAS NA RESOLUÇÃO N º 29, DE 1993 Presidente: Fabio Trad (PMDB) Ronaldo Nogueira Deley Suplentes Suplentes PMDB Delegado Protógenes Fabio Trad PRB PSDB Ricardo Quirino Otoniel Lima Nelson Marchezan Junior PSOL PDT (Dep. do PR ocupa a vaga) 1 vaga Félix Mendonça Júnior Secretário(a): Fátima Moreira Secretário(a): EUGÊNIA Kimie Suda Camacho Pestana Local: Anexo II - Pavimento Superior - Sala 170-A Local: Anexo II, CEDI, 1º Piso Telefones: (61) 3216-6204 Telefones: (61) 3216-5631 Telefones: (61) 3216-6206 FAX: (61) 3216-5605 FAX: (61) 3216-6225 COMISSÃO EXTERNA PARA ACOMPANHAR AS INVESTIGAÇÕES SOBRE OS FATOS E AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE ENVOLVEM OS DESVIOS DE RECURSOS PÚBLICOS OCORRIDOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ. COMISSÃO EXTERNA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, SEM ÔNUS PARA ESTA CASA, DESTINADA A ANALISAR E DISCUTIR O LEGADO A SER DEIXADO PELA COPA DO MUNDO DE 2014 E DOS JOGOS OLÍMPICOS E PARAOLÍMPICOS DE 2016 PARA A CIDADE DO RIO DE JANEIRO E SUA REGIÃO METROPOLITANA. Coordenador: Cláudio Puty (PT) Titulares Titulares Suplentes Suplentes PT PT Alessandro Molon Cláudio Puty DEM Francisco Praciano Arolde de Oliveira PCdoB PR Delegado Protógenes Liliam Sá PSB PSOL Glauber Braga Jean Wyllys PDT Secretário(a): - Marcelo Matos PSC COMISSÃO EXTERNA PARA FISCALIZAR AS ENTRADAS DE PRODUTOS ORIUNDOS DO JAPÃO NO PORTO DE SANTOS. Filipe Pereira Coordenador: Roberto Santiago (PV) Titulares PRB Suplentes Vitor Paulo PSDB Carlos Sampaio DEM Walter Ihoshi PV Ricardo Izar Roberto Santiago Secretário(a): Valdivino Local: Anexo II - Pavimento Superior - Sala 170-A Secretário(a): - Edição de hoje: 220 páginas (OS: 14454/2011) Secretaria Especial de Editoração e Publicações _ SEEP