SUMÁRIO – 4.2.1 PROJETO DE APOIO À PEQUENA PRODUÇÃO E À AGRICULTURA FAMILIAR 4. PLANO DE ATENDIMENTO À POPULAÇÃO ATINGIDA ............................. 4.2.1-1 4.2. PROGRAMA DE RECOMPOSIÇÃO DAS ATIVIDADES PRODUTIVAS RURAIS ........................................................................................................... 4.2.1-1 4.2.1. PROJETO DE APOIO À PEQUENA PRODUÇÃO E À AGRICULTURA FAMILIAR ..................................................................................................... 4.2.1-1 4.2.1.1. INTRODUÇÃO ........................................................................ 4.2.1-1 4.2.1.2. RESULTADOS CONSOLIDADOS ........................................... 4.2.1-2 4.2.1.2.1. PÚBLICO ALVO .................................................................. 4.2.1-2 4.2.1.2.2. VISITAS TÉCNICAS............................................................ 4.2.1-4 4.2.1.2.3. CAPACITAÇÕES .............................................................. 4.2.1-10 4.2.1.2.4. PARCERIAS...................................................................... 4.2.1-13 4.2.1.2.5. GRUPOS TEMÁTICOS ..................................................... 4.2.1-15 4.2.1.2.6. GRUPO DE MULHERES................................................... 4.2.1-17 4.2.1.2.7. UNIDADES DEMONSTRATIVAS ...................................... 4.2.1-18 4.2.1.2.8. UNIDADES DE PRODUÇÃO DE MUDAS ......................... 4.2.1-19 4.2.1.2.9. FORNECIMENTO DE SEMENTES E MUDAS .................. 4.2.1-20 4.2.1.2.10. AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO TÉCNICO E SOCIAL .... ........................................................................................ 4.2.1-21 4.2.1.3. ATENDIMENTO AOS OBJETIVOS DO PLANO/PROGRAMA/PROJETO............................................................. 4.2.1-26 4.2.1.4. ATENDIMENTO ÀS METAS DO PLANO/PROGRAMA/PROJETO .... .............................................................................................. 4.2.1-28 4.2.1.5. ATIVIDADES PREVISTAS .................................................... 4.2.1-30 4.2.1.6. ATENDIMENTO AO CRONOGRAMA ................................... 4.2.1-31 4.2.1.7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................... 4.2.1-33 4.2.1.8. EQUIPE TÉCNICA DE TRABALHO ...................................... 4.2.1-33 4.2.1.9. ANEXOS ............................................................................... 4.2.1-34 i 4. PLANO DE ATENDIMENTO À POPULAÇÃO ATINGIDA 4.2. PROGRAMA DE PRODUTIVAS RURAIS RECOMPOSIÇÃO DAS ATIVIDADES 4.2.1. PROJETO DE APOIO À PEQUENA PRODUÇÃO E À AGRICULTURA FAMILIAR 4.2.1.1. INTRODUÇÃO Visando minimizar os impactos produzidos no meio rural decorrentes da implantação da UHE Belo Monte, no âmbito do Programa de Recomposição das Atividades Produtivas Rurais, foram concebidos projetos com a finalidade de apoiar a agricultura familiar na região de interferência, assim como incentivar a inserção dos pequenos agricultores no mercado local. O Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar (4.2.1) é o mais amplo neste contexto e, assim como os demais, contam com a Assessoria Técnica, Social e Ambiental – ATES como eixo estruturante. Diante dos processos de relocação de atingidos, fica evidente a existência de pontos críticos a serem trabalhados pelos agricultores com o apoio da Assessoria Técnica para que sejam alcançados os objetivos do Programa de Recomposição das Atividades Produtivas Rurais. Estes objetivos podem ser resumidos em dotar a população atingida de condições necessárias para a sua melhoria de vida, como por exemplo acesso à linhas de crédito especiais, adequação do manejo das atividades produtivas, práticas de agregação de valor ao produto, comercialização, entre outros, para que, num curto espaço de tempo, alcancem, no mínimo, as mesmas condições a que estavam sujeitas antes da interferência do empreendimento. Partindo das premissas do Projeto Básico Ambiental – PBA, o Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar (4.2.1) busca a auto sustentabilidade de seus beneficiários, ou seja, após o tempo previsto para a implementação, as famílias beneficiárias devem estar assentadas sobre uma base produtiva estável, economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta. Devem também estar aptas a acessar as políticas públicas ofertadas pelos diferentes níveis de governo, necessárias à efetivação de seus direitos e viabilização de seus empreendimentos. Identificados os desafios a serem vencidos no sentido da efetivação dos objetivos propostos, a atuação da assistência técnica e social foi estruturada em dois grandes campos de ação: a inclusão produtiva e a inclusão cidadã dos assistidos. Estes campos permeiam os seis Eixos Temáticos que nortearam os trabalhos até o momento. Pag - 4.2.1-1 Por meio de atividades coletivas e visitas técnicas individualizadas foram priorizados os seguintes eixos temáticos: Cidadania, Responsabilidade Ambiental e Organização Social Agricultura Familiar Pecuária Familiar Olericultura Extrativismo Vegetal Manejo da Lavoura Cacaueira. Em campo, fica evidenciada a grande interatividade entre os projetos do Programa de Recomposição das Atividades Produtivas Rurais. O Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar (4.2.1), por suas características de atendimento ao público remanejado como um todo, congrega ações de cada um dos demais projetos, considerando a dinâmica da agricultura familiar de conciliar diferentes atividades dentro de sua propriedade. Dessa forma, as ações desenvolvidas por um projeto podem ter seus resultados apropriados aos avanços de outro. 4.2.1.2. RESULTADOS CONSOLIDADOS Como resultados consolidados mais expressivos, destacamos: 4.2.1.2.1. PÚBLICO ALVO O Público Alvo do Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar (4.2.1) é composto por: Optantes do Processo de Relocação Assistida (carta de crédito); Optantes do Processo de Reassentamento Rural Coletivo; Agricultores de comunidades ribeirinhas localizadas nas áreas de vazão reduzida; Agricultores de localidades próximas aos canteiros de obras em Belo Monte e Belo Monte do Pontal. Pag - 4.2.1-2 Até o presente momento, o processo de remanejamento através da relocação assistida (carta de crédito) tem encaminhado famílias para atendimento de ATES, sendo que das 3351 cartas de crédito negociadas, 207 famílias receberam visitas técnicas da equipe do projeto para elaboração do Perfil de Entrada e 1552 estão sendo atendidas regularmente. Além das 155 famílias acima apontadas, cabe registrar que, das famílias residentes no Trecho de Vazão Reduzida e nas proximidades dos canteiros de obras, nas vilas de Belo Monte e Belo Monte do Pontal, foram visitadas todas aquelas que indicaram no Cadastro Sócio Econômico Rural - CSE, a agricultura e/ou pecuária como atividade de renda. Durante as visitas foi aplicada entrevista para confirmação das informações e deste processo resultou um grupo de 25 famílias que vem sendo atendido desde janeiro de 2013, somando-se, portanto, às 155 acima apontadas. Além do público descrito acima, são atendidas cinco famílias pertencentes à Associação Estrela que Brilha, do município de Vitória do Xingu, em consequência de pequenas interferências sofridas em suas propriedades, que não justificavam o processo de aquisição ou indenização, e sim orientação técnica para a resolução do problema. A conclusão das obras de infraestrutura para algumas áreas de reassentamento coletivo e de áreas remanescentes, assim como das negociações das áreas do Reservatório Xingu, previstas para o 1º semestre de 2015, coloca para o projeto 4.2.1 a perspectiva de ingresso de aproximadamente 150 famílias ao grupo já em atendimento. Com base no acima exposto, tem-se que, desde o início das atividades de ATES foram elaborados 237 Perfis de Entrada-PE. Este quantitativo de PEs indica o número de famílias que tiveram pelo menos um atendimento técnico no âmbito do Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar. O atendimento regular do projeto abrange atualmente 185 famílias distribuídas por oito municípios, organizados em seis setores. (Anexos 4.2.1 - 1 a 4.2.1 - 9). O Quadro 4.2.1 - 1 – Atendimento de ATES apresenta os quantitativos de atendimento do público alvo, categorizando as causas de não atendimento. 1 Data de referência 31/janeiro/2015. Cartas de Crédito negociadas são aquelas com status de adquiridas e pagas. 2 Em atendimento - 150 Cartas de Crédito + 03 Cartas de Crédito Urbana (com Vila de Santo Antônio como local de origem) + 02 Cartas de Crédito Especial (chácaras). As cinco últimas incluídas, após análise de demanda do beneficiário, em função de características condizentes com os serviços de ATES. Pag - 4.2.1-3 Quadro 4.2.1 - 1 – Atendimento de ATES SITUAÇÃO QUANTIDADE Em atendimento 185 50% Sem atendimento 185 50% Propriedades arrendadas a terceiros 3 21 5,7% Propriedades temporariamente sem atividade agropecuária 26 7,0% Propriedades a mais de 200 km 10 2,7% Termo de Negativa de Adesão à ATES (não enquadrado em nenhuma das demais categorias sem atendimento) 02 0,5% Cartas Novas/ Beneficiários que ainda não assumiram a propriedade 23 6,2% Outros 07 1,9% Propriedades com indício de venda para Antigo Proprietário 46 12,4% Propriedades com indício de venda para Terceiros 31 8,4% 11 3,0% Propriedades com indício de venda para Parceiro de CC 02 0,5% Propriedades com indício de aquisição de outras terras 06 1,6% Propriedades com indício de venda para Familiares (96) TOTAL 370 100% Com relação às propriedades com indicio de venda, é importante destacar que a categorização apresentada baseia-se na declaração de vizinhos das propriedades, em função da não identificação em campo da compatibilidade entre os nomes dos beneficiários e os atuais ocupantes, ou ainda, em alguns casos da não localização dos proprietários. O número de propriedades sem atendimento, embora represente a metade do público potencial de ATES, ocorre devido à opção dos próprios beneficiários independentemente da oferta de auferi-los potenciais ganhos na melhoria de qualidade de vida por meio das atividades deste apoio técnico. Independentemente, evidencia-se que a consolidação dos resultados positivos daqueles que permaneceram é importante para que a parcela que não está desenvolvendo as atividades na propriedade, e que também não fez a transferência para terceiros, interesse-se por retornar à agricultura familiar. 4.2.1.2.2. VISITAS TÉCNICAS As visitas técnicas são espaços de troca de saberes entre os profissionais extensionistas e as famílias interferidas, nos quais se edificam as novas bases para o desenvolvimento socioeconômico das mesmas. Visam garantir a segurança alimentar 3 Informações declaratórias quanto ao arrendamento da propriedade (obtidas em campo). Pag - 4.2.1-4 e a melhoria na renda das famílias a partir de atividades agropecuárias. Todas as ações intencionam a preparação da propriedade e do grupo familiar para um estágio de transição agroecológica, considerando que cada propriedade apresenta suas especificidades, requerendo da equipe uma visão sistêmica da área, devendo ser analisados aspectos como produto, tecnologia, mercado e outros. O Plano de Exploração Agropecuária e Desenvolvimento Social – PEADS é um dos instrumentos das visitas técnicas. O trabalho junto às famílias totalizou 175 PEADS elaborados, com alguns já tendo sido reestruturado pela conclusão da atividade anterior ou para adequação em função de novas ocorrências na propriedade. As visitas técnicas tiveram início em outubro de 2012, tendo sido realizadas 2.533 visitas até janeiro de 2015. O Quadro 4.2.1 - 2 – Visitas de ATES apresenta o detalhamento quantitativo por categoria de visita e setor de atendimento e as Figuras 4.2.1 - 1 a 4.2.1 - 6 ilustram alguns momentos de visitas técnicas às famílias. Quadro 4.2.1 -2 - Visitas de ATES – outubro/12 a janeiro/15 PERFIL DE ENTRADA VISITA TÉCNICA TOTAL DE VISITAS DE ATES ALTAMIRA/BRASIL NOVO 34 319 353 ANAPU/PACAJÁ 35 339 374 MEDICILANDIA I 35 335 370 MEDICILÂNDIA II 52 452 504 SEN. JOSÉ PORFÍRIO/ASSURINI 31 422 453 VITÓRIA DO XINGU 20 178 198 SUBTOTAL: BENEFICIÁRIOS DA RELOCAÇÃO ASSISTIDA 207 2045 2252 TVR e proximidade dos canteiros 25 202 227 Outros interferidos diretamente 5 49 54 237 2296 2533 SETOR TOTAL Pag - 4.2.1-5 Figura 4.2.1 – 1 Agricultor recebendo o resultado da análise de solo e as respectivas recomendações. Medicilândia II. Nov/14. Figura 4.2.1 – 2 – Técnico orientando agricultores na construção de cerca divisória (demarcação). Setor SJP/Assurini. Dez/14 Figura 4.2.1 – 3 – Agricultora recebendo Figura 4.2.1 – 4 – Técnico verificando o sementes de milho. Setor Vitória do viveiro de mudas de cacau. Setor Xingu. Dez/14. Altamira/Brasil Novo. Nov/14 Figura 4.2.1 – 5 – Quebra do cacau - Setor Figura 4.2.1 – 6 – Técnico orientando os Anapu/Pacajá. Nov/2014 agricultores na lavoura de cacau. Set/14 Termo de Adesão ao Projeto A aplicação do Termo de Adesão ao Projeto de Apoio à Pequena Produção e Agricultura Familiar - 4.2.1 teve seu início condicionado à finalização das reuniões setoriais (setembro/2013) e integra o cotidiano das ações de campo, sendo assinados Pag - 4.2.1-6 principalmente quando o agricultor está ciente da relação de compromisso entre ele e o técnico de campo para a obtenção de resultados na propriedade rural. Até o momento foram assinados 181 Termos de Adesão aos serviços de ATES. Atendimento específico para Produção Animal As visitas do Médico Veterinário aos beneficiários do projeto são realizadas em conjunto com os demais profissionais responsáveis pelos setores. O atendimento específico para a produção animal teve início em setembro de 2013 e totalizou, até o presente período, 389 visitas, abordando temas relacionados ao manejo sanitário, nutrição animal, alternativas de melhorias nas instalações, mercado, regularização junto aos órgãos de defesa agropecuária do estado do Pará – ADEPARÁ e informações voltadas para as campanhas de vacinação contra a febre Aftosa e Brucelose, na região. As visitas também identificam a necessidade de capacitações em temas mais específicos. Foram organizadas 02 capacitações voltadas para a sanidade do rebanho bovino, onde os participantes foram habilitados para a realização da vacinação dos animais (Figuras 4.2.1-7 e 4.1.2-8). Figura 4.2.1 – 7 – Médico Veterinário Figura 4.2.1 – 8 – Demonstração de preparando o material. Setor Vacinação. Setor Altamira/Brasil Altamira/Brasil Novo. Set/2014 Novo. Nov/2014 Atendimento Social O atendimento social dentro dos serviços de ATES tem foco na garantia de acesso aos direitos e políticas públicas vigentes e na emancipação do grupo familiar a partir de ações relacionadas à segurança alimentar, saúde e inserção em projetos de incremento à renda da propriedade rural. O serviço social da ATES planeja atendimentos específicos a partir da identificação de vulnerabilidades do grupo familiar durante as visitas realizadas pelos técnicos de campo. São realizadas visitas técnicas específicas da assistente social às famílias, como também atendimento no escritório e acompanhamento em órgãos públicos relacionados às demandas dos beneficiários. Pag - 4.2.1-7 As ações de assistência social deste projeto articulam-se com as previstas no projeto de Atendimento Social e Psicológico da População (4.6.2), identificando, em especial, casos de vulnerabilidade social e os encaminhando para que este projeto possa dar o adequado destino junto à rede sócio assistencial dos municípios. Existe também articulação com o Projeto de Acompanhamento e Monitoramento Social das Comunidades do Entorno da Obra e das Comunidades Anfitriãs (4.6.1), onde ocorre um fluxo trimestral de recomendações que subsidiam o planejamento das ações de ATES junto aos interferidos da área rural. O Quadro 4.2.1 - 3 – Atendimento social às famílias apresenta o número de atendimentos, seus encaminhamentos e resultados, até dezembro de 2014. Quadro- 4.2.1- 3- Atendimento social às famílias ATENDIMENTO NA ÁREA DA ASSISTÊNCIA (Cadúnico/Bolsa Família) Orientação 32 Encaminhamento 11 Transferência/BF 07 Inserção/BF 05 Total 55 ATENDIMENTO NA ÁREA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Orientação Encaminhamento Contemplado CRAS (PETI e OUTROS) 09 07 --- Conselho Tutelar 02 02 02 Minha Casa Minha Vida Rural 02 --- --- Documentação Básica 06 19 16 TOTAL 19 28 18 ATENDIMENTO NA ÁREA DA EDUCAÇÃO Casa Familiar Rural 02 01 --- Acesso à educação 07 07 03 TOTAL 09 08 03 ATENDIMENTO NA ÁREA DA SAÚDE TFD4 02 02 01 CR5 03 03 --- SESPA6 02 02 --- Campanha Saúde da Mulher 05 05 05 TFD – Tratamento Fora do Domicílio. CR – Central de Regulação. 6 SESPA - Secretaria Estadual de Saúde do Pará. 4 5 Pag - 4.2.1-8 Ações da Saúde 02 16 05 Total 14 28 11 ATENDIMENTO NA ÁREA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (INSS7) BPC-878 13 03 BPC-889 05 --- Aposentadoria Rural 18 11 02 Aposentadoria por Morte 01 --- --- Salario Maternidade 34 22 05 Auxilio doença 02 --- 02 NIT 18 18 18 Seguro Defeso 09 03 02 Total 100 57 29 --- ENCAMINHAMENTO PARA A DEFENSORIA PÚBLICA/CARTÓRIO/JUSTIÇA FEDERAL Emissão de Certidão de Nascimento 03 03 03 Cartório/Registro de Casamento e outros 01 01 01 Justiça Federal (Benefícios negados) 06 06 --- Total 10 10 04 ATENDIMENTO JUNTO AO STTR STTR10 09 06 02 Total 09 06 02 Emissão de CAR e DAP Durante as visitas técnicas são colhidas informações georreferenciadas necessárias para a elaboração do Cadastro Ambiental Rural - CAR, que são encaminhadas para os técnicos da EMATER procederem a emissão do documento, conforme previsto na parceira firmada com a empresa. Da mesma forma, são levantados os dados referentes à Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP. O cadastro ambiental rural – CAR é um dos instrumentos fundamentais na avaliação dos passivos ambientais existentes na propriedade. Das propriedades atendidas, 126 estão com o CAR emitido. Foi dado início à sistematização das informações referentes aos passivos ambientais das propriedades com o objetivo de fazer o diagnóstico da situação do grupo atendido quanto às áreas de reserva legal e de preservação permanente e discutir propostas de intervenção nessas propriedades, objetivando a recuperação e/ou conservação dessas áreas. INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. BPC-87 – Benefício de Prestação Continuada à pessoa com deficiência. 7 8 9 BPC-88 – Benefício de Prestação Continuada à pessoa idosa. STTR - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. 10 Pag - 4.2.1-9 A emissão da DAP ocorre em menor quantidade, pois considera a disposição e as possibilidades do público em acessar financiamento bancário nas linhas de crédito rural disponíveis. Até dezembro de 2014, 32 propriedades estavam com suas DAP’s emitidas. 4.2.1.2.3. CAPACITAÇÕES Dia de Campo A metodologia de Dias de Campo é inerente ao trabalho de ATES, sendo o principal instrumento para se compartilhar, coletivamente, saberes, práticas e resultados e visa promover, aos agricultores, a observação dos eventos relevantes ao processo produtivo, conhecer os problemas e propor soluções conjuntas para o desenvolvimento dos sistemas de produção da comunidade local. Considerando a dispersão geográfica do público do projeto, os dias de campo podem assumir dois formatos, principalmente, que se diferenciam pela abrangência de seu atendimento, ou seja, quantidade e origem dos convidados: a) Dia de Campo Geral: Atividade que concilia uma primeira parte conceitual seguida de atividade demonstrativa de campo, onde são convidados todos os participantes do projeto, podendo ser aberto para outros interessados na atividade-tema. b) Dia de Campo/Prática Demonstrativa: Atividade que concilia uma primeira parte conceitual seguida de atividade demonstrativa de campo, desenvolvida em propriedade atendida pelo projeto, onde são convidados os agricultores beneficiários do entorno, com grupos que variam de 5 a 15 famílias beneficiárias do setor de atendimento, podendo ser aberto para vizinhos interessados na atividade-tema e colaboradores das propriedades. Durante o desenvolvimento do projeto 4.2.1 foram realizados os seguintes dias de campo/práticas demonstrativas: 18/12/12 - Dia de Campo/Prática Demonstrativa - Cacau: Podas e Preparação de Covas, no setor de Brasil Novo. Participantes: 15 agricultores; 19/09/13 - Dia de Campo/Prática Demonstrativa - Podas na Lavoura Cacaueira, na localidade da Ressaca, município de Senador José Porfírio. Participantes: 13 beneficiários da relocação assistida e alguns produtores vizinhos que trabalham em parceria; 16/10/13 - Dia de Campo/Prática Demonstrativa - Cacau: Podas e Preparação de Covas, no setor de Anapu/Pacajá. Participantes: 06 agricultores; Pag - 4.2.1-10 26/11/14 – Dia de Campo/ Prática Demonstrativa - URUCUM – Diversificação de Renda para a Agricultura Familiar, no setor de Medicilândia 2, município de Uruará. Participantes: 24 agricultores; 03/12/14 - Dia de Campo/Prática Demonstrativa - Cacau: Tratos Culturais do Cacau, Setor Vitória do Xingu. Participantes: 20 agricultores; As Figuras 4.2.1 - 9 a 4.2.1 - 12 ilustram momentos dos dias de campo/práticas demonstrativas realizados. Figura 4.2.1 – 9: Visita à lavoura e Figura 4.2.1 – 10: Demonstração das demonstração das práticas – Dia de práticas – Dia de Campo Cacau – Campo Cacau – Dez/14. Dez/14. Figura 4.2.1 – 11: Visita Técnica à lavoura Figura 4.2.1 – 12: Agricultores discutindo de Urucum. Nov/14 sobre o mercado do Urucum. Nov/14. Curso Considerando a necessidade de tratar o tema manejo sanitário do rebanho bovino com os agricultores e tendo sido identificada a dificuldade destes em conseguir os serviços de vacinação, o Médico Veterinário da equipe de ATES, em acordo com a ADEPARÁ, organizou capitações para os beneficiários com rebanho bovino, no sentido de discutir Pag - 4.2.1-11 a importância do manejo sanitário no controle das doenças como a febre aftosa e brucelose e habilitar os agricultores para a vacinação de seus rebanhos. 29/04/14 – Curso de Vacinação e Sanidade do Rebanho Bovino – Setor Vitória do Xingu. Participantes: 13 agricultores; 30/04/14 - Curso de Vacinação e Sanidade do Rebanho Bovino – Setor Anapu/Pacajá. Participantes: 19 agricultores. Figura 4.2.1 – 13 conceitual- Abr/14 - Apresentação Figura 4.2.1 – 14 - Demonstração Prática. Abr/14. Encontro Foi realizado em 29 de maio de 2014 o I Encontro de Piscicultura em Tanque Rede, a partir de demandas da população ribeirinha residente no Trecho de Vazão Reduzida TVR, organizada pela Cooperativa de Pescadores e Agricultores de Vitória do Xingu COOPAVGX. O evento foi realizado em conjunto com a EMATER que acompanha o projeto existente na área da Cooperativa desde sua implantação. Estavam presentes 42 agricultores/pescadores e 10 técnicos/especialistas das empresas Norte Energia S.A., Banco da Amazônia, EMATER/PA, WorleyParsons Brasil e Leme Engenharia. Entre os agricultores/pescadores haviam 03 proprietários atendidos pela ATES e associados da COOPAVGX. Após a atividade, diante do grande interesse e potencial identificado durante os trabalhos, foram realizadas reuniões com outros projetos do PBA que trabalham com a população ribeirinha, pescadores e o contexto da Volta Grande do Xingu. Nessas reuniões foram discutidas várias estratégias para o fortalecimento desta ação que começa a se configurar como um projeto com diferentes interfaces e possibilidades que vão da produção em tanque rede até a estruturação do mercado pesqueiro da região. Desta união de esforços, aconteceu nos dias 11 e 12 de dezembro, o Curso Criação de Peixes em Tanque Rede, com a participação de 33 agricultores/pescadores. O Pag - 4.2.1-12 evento foi organizado pela Leme Engenharia, dentro das atividades do projeto Pesca Sustentável (13.35), com apoio da Norte Energia, EMATER/PA e WorleyParsons. Além do instrutor responsável pela capacitação, estiveram presentes dois técnicos do Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA, discutindo aspectos da outorga de água e licenciamento ambiental, necessários para a atividade. 4.2.1.2.4. PARCERIAS EMATER Consta do PBA o estabelecimento de convênio com a EMATER-PA. Esta parceria esteve presente desde o início dos trabalhos de ATES, onde destacamos a realização da Oficina de Intercâmbio – WorleyParsons e EMATER, em 23 e 24 de outubro de 2012. Este evento encaminhou a tramitação do convênio entre a EMATER-PA e Norte Energia S.A que foi formalizado em maio de 2014 com previsão de término em maio/2017. O objetivo do acordo é buscar estratégias de fortalecimento da assistência técnica e extensão rural na área de influência direta e indireta da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, apoiando as ações apresentadas no Plano Básico Ambiental (PBA) referentes ao Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar (4.2.1) e ao Projeto de Fomento à Produção de Hortigranjeiros (4.2.6), em municípios da Área de Influência Direta e Indireta da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O Plano de Trabalho que orienta as ações do convênio prevê a instalação de quatro Unidades Demonstrativas (UD’s) e a realização de quatro Dias de Campo, conforme detalhado no Quadro 4.2.1 – 4 - Cronograma das Atividades - UD’s e Dias de Campo: Quadro 4.2.1 – 4 - Cronograma das Atividades - UD’s e Dias de Campo. INICIO DA IMPLANTAÇÃO TÉRMINO DA IMPLANTAÇÃO DIA DE CAMPO UD- Cultivo Protegido Integrado com Avicultura. Ago/2014 Jan/2015 Dez/2014 UD- Mandioca em área mecanizada. Nov/2014 Jan/2015 Set/2015 UD- Galinha Caipira para corte. Fev/2015 Mar/2015 Jun/2015 UD – Ovinocultura. Fev/2015 Mar/2015 Jan/2016 ATIVIDADE O Plano de Trabalho também apresenta ações de apoio aos produtores no que se refere a aspectos técnico/administrativos ligados à regularização ambiental das Pag - 4.2.1-13 propriedades e habilitação ao crédito rural, sendo prevista a emissão de Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAP) e Cadastros Ambientais Rurais (CAR). Até dezembro de 2014, foram emitidas 32 DAP’s e 126 CAR’s. O convênio firmado também direciona esforços para o fortalecimento da atuação da EMATER na região. Foram adquiridos e entregues pela Norte Energia, 06 veículos utilitários para atendimento das atividades da empresa nos municípios de Altamira, Medicilândia, Brasil Novo, Vitória do Xingu e Anapu, ao mesmo tempo em que se encontram em fase de elaboração os projetos executivos para a construção dos escritórios de atendimento para as unidades locais da EMATER em Altamira e Vitória do Xingu. As atividades de cooperação técnica tiveram início no 2º semestre de 2014 através da implantação das Unidades Demonstrativas de Cultivo Protegido integrado à Avicultura e de Mandioca em área Mecanizada que estão detalhadas no item sobre Unidades Demonstrativas. As Figuras 4.2.6 - 15 e 4.2.6 - 16 apresentam momentos da entrega dos veículos à EMATER pela Norte Energia. Figura 4.2.1 – 15 – Os 06 veículos Figura 4.2.1 – 16 – Presidente da entregues à Emater-Pará. Emater e Diretora Institucional da Norte Energia assinaram o termo de concessão de veículos para a região. Secretaria de Agricultura de Vitória do Xingu No dia 24/07/2014 a coordenação da equipe de ATES esteve em reunião com o Secretário de Agricultura do município de Vitória do Xingu. Na oportunidade a Supervisão da ATES apresentou, ao secretário, as diretrizes do Plano 4.2 - Programa de Recomposição das Atividades Produtivas Rurais e seus respectivos projetos, detalhando as ações desenvolvidas pela ATES junto ao público atendido. O secretário apresentou os projetos da secretaria de agricultura para o fortalecimento da agricultura no município, destacando; implantação de milho irrigado, horticultura, preparo de área com uso da mecanização, piscicultura, plantio de mandioca e instalação de casas de farinha. Pag - 4.2.1-14 Diante dos projetos expostos, a equipe de ATES encaminhou ao secretário a relação de beneficiários da relocação assistida, situados no município de Vitória do Xingu e seus respectivos projetos de interesse, para os encaminhamentos necessários. Secretaria de Agricultura de Altamira No dia 29/07/2014 a coordenação da equipe de ATES esteve em reunião com o Secretário de Agricultura do município de Altamira. Na oportunidade a Supervisão da ATES apresentou ao secretário as diretrizes do Plano 4.2 - Programa de Recomposição das Atividades Produtivas Rurais e seus respectivos projetos, detalhando as ações desenvolvidas pela ATES junto ao público atendido e a demanda por serviços de mecanização do público situado no município de Altamira. O secretário apresentou os programas da secretaria de agricultura, quanto à mecanização de áreas para plantio e a doação de sementes e mudas. Diante da oferta de serviços de mecanização pela secretaria a reunião foi finalizada com o compromisso de realização de visita conjunta entre técnico da secretaria e técnicos da ATES aos agricultores com necessidade de mecanização, para avaliação das condições da área e agendamento dos serviços. Em agosto de 2014 foram realizadas visitas conjuntas a 19 propriedades da região do Assurini, para avaliação das áreas a serem mecanizadas. A partir de então a SEMAGRI iniciou o atendimento às ações programadas. 4.2.1.2.5. GRUPOS TEMÁTICOS Grupos – Plantio de Mandioca e Produção de Farinha A mandioca é uma das principais culturas de subsistência praticadas na região e junto com seus derivados, goma, tucupi e farinha, é componente das principais receitas típicas da região Norte. A farinha, produto indispensável na alimentação diária da maioria das famílias beneficiárias da relocação assistida, vem sendo produzida em quantidade considerável e mobilizando vários agricultores. Foram constituídos, no setor de Senador José Porfírio/Assurini, 02 Grupos Temáticos sobre Plantio de Mandioca e Produção de Farinha. As reuniões para validação dos grupos ocorreram em 27/02/14 e 05/06/14 e utilizaram a metodologia de Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) com o objetivo de levantar indicadores qualitativos, mediante a priorização dos principais problemas e a prospecção de alternativas de solução. O diagnóstico com os grupos abordou as dificuldades, causas, consequências e alternativas relacionadas à cadeia produtiva da mandioca. Os grupos começam a receber, a partir de janeiro de 2015, material oriundo das Unidades de Produção de Manivas, implantadas pela equipe de ATES com objetivo de Pag - 4.2.1-15 fornecer aos agricultores material de propagação com boas características produtivas e diferentes ciclos de cultivo (precoce e tardia). Está em análise a inserção dos grupos no programa de fomento à produção de farinha de mandioca da Secretaria Estadual de Agricultura do Pará - SAGRI. Figura 4.2.1 - 17: Grupo da MandiocaAssurini–fev/14 Figura 4.2.1 – 18: Fabricação de Farinha de Mandioca – Assurini - Ago/14. Grupo - Cultura do Urucum O Urucum é planta nativa da Amazônia, portanto adaptada às condições edafoclimáticas da região. Seu mercado se encontra aquecido com a produção da região sendo adquirida a preços vantajosos para o agricultor. Considerando o baixo custo de implantação da cultura, a simplicidade dos tratos culturais e as condições de mercado, a discussão em torno do urucum o colocou como uma alternativa importante a ser apresentada aos agricultores em termos de diversificação da produção, transição agroecológica e atuação integrada do grupo familiar. Foi realizado no dia 26/11/2014, na cidade de Uruará, o I Dia de Campo URUCUM – Diversificação de Renda para a Agricultura Familiar, que envolveu um grupo de agricultores dos municípios de Medicilândia e Uruará e contou com 24 participantes. O evento teve o apoio de profissionais da EMBRAPA, COMAVUR (Cooperativa Mista de Agricultores do Vale de Uruará), produtores de urucum da cidade de Uruará e técnicos agrícolas envolvidos com a atividade no município. As discussões culminaram com a constituição do grupo temático que já solicitou as sementes à EMBRAPA, como primeira atividade, as quais serão distribuídas e plantadas entre os meses de janeiro e fevereiro de 2015. Pag - 4.2.1-16 Figura 4.2.1 - 19: Visita Técnica à lavoura Figura 4.2.1 – 20: Discussão sobre o de Urucum. Nov/14 mercado do Urucum. Nov/14. 4.2.1.2.6. GRUPO DE MULHERES Considerando a importância da mulher no desenvolvimento da agricultura familiar foi aproveitada a oportunidade do Dia de Campo do Urucum para reuni-las e apresentar a proposta de formação de grupo específico. Foram levantados de forma preliminar temas referentes ao papel da mulher na propriedade agrícola, garantias de direitos da família, acesso a projetos e programas governamentais, oportunidades de renda e capacitações. Também foi discutida a participação delas na implantação do urucum nas propriedades. Este grupo foi formado com 07 agricultoras situadas no km 110 Norte do município de Medicilândia e arredores, levando-se em conta a proximidade de suas propriedades e o fato de partilharem, em sua maioria, de laços constituídos desde a comunidade que integravam anteriormente à implantação da UHE Belo Monte. Foi agendada uma nova reunião, agora específica do grupo, para o mês de janeiro de 2015, com o objetivo de ampliar as discussões voltadas para a implantação do urucum na propriedade e ações de fortalecimento da mulher no meio rural. Durante o ano de 2015, a ação de constituição de grupos de mulheres será fortalecida e replicada nos demais setores de atendimento de ATES. Pag - 4.2.1-17 Figura 4.2.1 – 21: Reunião mulheres. Uruará – Nov/14 4.2.1.2.7. grupo de Figura 4.2.1 – 22: Reunião grupo de mulheres. Uruará – Nov/14 UNIDADES DEMONSTRATIVAS As unidades demonstrativas são metodologias do trabalho da ATES, com o objetivo fundamental de apresentar e discutir novas práticas agrícolas junto aos beneficiários. Encontra-se em implantação duas unidades demonstrativas, Cultivo Protegido de Hortaliças Integrado com Avicultura e Mandioca em Área Mecanizada, das quatro unidades demonstrativas previstas dentro das ações estabelecidas no convênio de parceria com a EMATER/PA. UD Cultivo Protegido de Hortaliças Integrado com Avicultura A implantação da UD de Cultivo Protegido de Hortaliças Integrado com Avicultura teve início em agosto/2014, na propriedade do beneficiário de relocação assistida (UHEBM-JE-017), no Assurini, com atividades voltadas para avaliação e preparo de área. Até dezembro de 2014 as estufas foram construídas e, ocorreu a semeadura da alface em bandejas. UD de Mandioca em área mecanizada A UD de mandioca está sendo instalada na propriedade do beneficiário de relocação assistida (UHE-BM-JE-04/07/08/09/10/11), em Vitória do Xingu. A área delimitada já recebeu os serviços das máquinas da prefeitura municipal de Vitória do Xingu para a preparação do solo, e o plantio das manivas ocorrerá em janeiro de 2015. Pag - 4.2.1-18 Figura 4.2.1 – 23: Construção da casa de Figura 4.2.1 – 24: Coleta de amostra de vegetação (estufa) – Nov/2014. solo para análise - UD de Mandioca em Área Mecanizada. Dez/14 4.2.1.2.8. UNIDADES DE PRODUÇÃO DE MUDAS As Unidades de Produção de Mudas - UPM de mandioca e banana foram implantadas, com o objetivo principal de produzir material de propagação com boas características de produção e cultivo a ser disponibilizado aos agricultores beneficiários de ATES. Mandioca Implantadas no final de 2013, as unidades de produção de manivas contam com 04 variedades de mandioca, apresentando bom desenvolvimento e com colheita e distribuição das manivas previstas a partir de Janeiro de 2015. A expectativa de produção inicial da UPM é de 180 mil manivas, que serão distribuídas considerando os agricultores pertencentes aos Grupos de Plantio de Mandioca e Fabricação de Farinha e os beneficiários com interesse no cultivo da mandioca de todos os setores de atendimento de ATES. Quanto às raízes da mandioca as mesmas serão beneficiadas pelo agricultor cedente da área para a implantação da UPM. Figura 4.2.1 – 25: Unidade de Produção Figura 4.2.1 – 26: Unidade de Produção de Mudas de mandioca – variedade de Mudas de mandioca – variedade precoce - set/2014. tardia - set/2014. Pag - 4.2.1-19 Banana Considerando a dificuldade dos agricultores em adquirir mudas de boa qualidade na região e a importância desta cultura em ações consorciadas e no sombreamento inicial de lavouras como cacau e açaí, foram implantadas, em 2013, 03 unidades de Produção de Mudas (UPM) de Banana, variedade BRS-Vitória, (02 no setor Assurini/Senador José Porfírio e 01 no setor Medicilândia I). Em setembro de 2014 foi instalada mais uma UPM em Medicilândia. A disponibilização das mudas das primeiras UPM’s aos agricultores está programada para junho de 2015. Figura 4.2.1 – 27: Mudas de Banana Figura 4.2.1 – 28: Mudas para BRS-Vitória- Out/ 2014. implantação da 4ª UPM de Banana Set/2014. 4.2.1.2.9. FORNECIMENTO DE SEMENTES E MUDAS Os agricultores assistidos pela equipe de ATES desenvolvem diversas atividades produtivas, dentre elas o cultivo de lavouras anuais como arroz, milho, feijão e mandioca, principalmente para subsistência. No entanto, muitos desses agricultores não têm acesso a sementes de qualidade e em muitos casos a nenhum tipo de semente ou material reprodutivo. Para a safra 2013/2014, foi disponibilizada 01 tonelada de sementes de milho, atendendo a 80. Para a safra 2014/2015, foram disponibilizadas 02 toneladas de sementes de milho para 90 beneficiários da ATES, ampliando dessa forma as áreas cultivadas. Em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura do Pará - SAGRI, na safra 2013/2014, 30 famílias foram atendidas com sementes de Feijão Caupi (200 kg). Para a safra 2014/2015, será feita nova solicitação à SAGRI para a disponibilização de sementes de feijão. Também foram solicitadas à Embrapa sementes de Feijão Guandu, Urucum e estacas de Pimenta do Reino, como forma de atender demandas específicas de beneficiários dentro de uma proposta de trabalho visando o desempenho individual e o estímulo da organização de grupos temáticos. As sementes e estacas foram entregues aos Pag - 4.2.1-20 agricultores com as devidas orientações técnicas e seu desenvolvimento está sendo acompanhado pelos técnicos durante as visitas. Figura 4.2.1 – 29 Agricultor recebendo Figura 4.2.1 – 30 Agricultor recebendo sementes de milho. Setor Altamira- sementes de milho. Setor Vitória do Brasil Novo - Dez/2014 Xingu - Dez/2014. 4.2.1.2.10. AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO TÉCNICO E SOCIAL Com o objetivo de aferir os avanços obtidos no decorrer das atividades de ATES, foi iniciado em fevereiro de 2014, um processo de Avaliação do Desenvolvimento Técnico Social junto às famílias remanejadas pelo processo de Relocação Assistida. Durante o período de fevereiro a abril de 2014, foi realizada a aplicação de questionário ao grupo de famílias relocadas que começou a receber visitas da Equipe de ATES entre os meses de setembro e dezembro de 2012, ou seja, que receberam pelo menos, 01 ano de ATES, até o início de 2014. A partir de outubro de 2014, um segundo grupo de famílias, que foi relocado no período de janeiro a julho de 2013, também respondeu ao questionário, e assim sucessivamente, até que todas as famílias assistidas sejam monitoradas em seus indicadores de desenvolvimento produtivo e social. A aplicação do questionário será repetida anualmente para cada grupo, a fim de poderem ser visualizados os avanços obtidos. A análise dos resultados tem como referência inicial os dados levantados no Perfil de Entrada da família, que indica sua situação ao começar a receber os serviços de ATES. Alguns aspectos permitem também a comparação com as informações do Cadastro Socioeconômico Rural - CSE. Estão sendo acompanhados indicadores referentes a : Composição familiar; Aptidão e histórico ocupacional; Organização Social; Pag - 4.2.1-21 Acesso à Políticas Públicas; Renda Familiar; Características da Propriedade/Moradia; Características da Exploração. O primeiro grupo monitorado é composto por 58 famílias beneficiárias, distribuídas pelos 06 setores de atendimento, conforme demonstrado no Quadro 4.2.1 – 5 a seguir: Quadro 4.2.1 - 5 – Grupo I da Avaliação de Desenvolvimento Técnico e Social SETOR QUANTIDADE DE FAMÍLIAS Altamira/Assurini - Altamira 17 Senador José Porfírio 04 Anapu/Pacajá 03 Brasil Novo 11 Medicilândia 18 Vitória do Xingu 05 TOTAL 58 Os resultados averiguados com a aplicação do primeiro questionário não permitem uma análise mais aprofundada dos dados, visto comporem o primeiro avanço da curva de desenvolvimento. Entretanto, alguns indicadores positivos já podem ser destacados, como é o caso da melhoria na segurança alimentar do grupo familiar, a adoção de tecnologias produtivas e o aumento da produção de milho e dos rebanhos. Segurança Alimentar A Figura 4.2.1 - 31 apresenta a porcentagem de famílias que consomem cada um dos alimentos indicados, pelo menos uma vez durante a semana. O aumento significativo de famílias que introduziram em seu cardápio semanal itens como ovos, legumes, verduras e frutas pode ser entendido como resultado da disponibilidade e/ou produção destes alimentos na propriedade agrícola ou ainda pela sua aquisição a partir da renda aferida na nova situação. Em ambos os casos, o avanço na segurança alimentar do grupo pesquisado, deve ser destacado como um dos fatores de estruturação inicial da agricultura familiar na propriedade, fomentada pelas ações de ATES. Pag - 4.2.1-22 % de Famílias por alimentos consumidos ao menos uma vez por semana Perfil de Entrada (dez/12) 100% 95% 100% 95% Questionario (fev/14) 95% 95% 95% 91% 97% 83% 83% 79% 88% 64% 47% Arroz Feijão Farinha Carne Ovos Legumes 53% Verduras Frutas Figura 4.2.1 – 31 – Gráfico: Porcentagem de famílias por alimento consumido Produção de Milho A produção do milho é fundamental para a segurança alimentar das famílias e para a produção de ovos, carne e leite. O milho corresponde ao principal componente das rações da maioria das criações existentes nas propriedades agrícolas e sua produção diminui a dependência do agricultor em relação ao mercado de insumos agrícolas. Quadro 4.2.1 – 6 – Produção Milho PRODUÇÃO DE MILHO PERFIL DE ENTRADA (set a dez/12) FEVEREIRO/14 Nº de produtores 21% 48% Produtividade - Ton/ha 0,925 1,24 Área media - ha 0,875 1,875 Área total - ha 10,9 34,5 Média Consumo - Ton. 0,57 0,57 Média Comercilização - Ton. 0,7 1,65 O aumento da área plantada e do número de propriedades produzindo milho indica a tendência de consolidação destas famílias na produção agropecuária de base familiar. Pag - 4.2.1-23 Importante destacar o avanço da atividade, que supera o estágio de produção para o autoconsumo, conforme apresentado no aumento da quantidade comercializada. Desde o início das atividades, a equipe do projeto discutiu a importância do plantio de milho com os agricultores que, independente de aporte de recursos, demonstraram os resultados expressos no Quadro 4.2.1 - 5. A constatação, durante as visitas técnicas da resposta das famílias a essa discussão, fez com que a Norte Energia disponibilizasse sementes de milho para as safras de 2013/2014 e 2014/2015, uma vez que não foram atendidas pelo Programa Estadual de repasse de sementes pela SAGRI. Produção Animal A produção de pequenos e médios animais é atividade tradicionalmente desenvolvida no âmbito da agricultura familiar, com destaque para sua contribuição ao autoconsumo com a inserção no cardápio de proteínas (carnes, ovos e leite) ou sua forma processada (laticínios, embutidos e defumados). A comercialização dos excedentes também tem se constituído em importante atividade geradora de renda contínua ou sazonal Rebanhos - Quantidade de Animais Perfil de Entrada (dez/12) Questionario (fev/14) 1646 1051 515 676 32 BOVINOS 62 31 SUÍNOS 41 AVES EQUINOS Figura 4.2.1 – 32 – Gráfico: Rebanhos – Quantidade de Animais O aumento no número de aves (57 pontos percentuais) e suínos (94 pontos percentuais) em relação ao início da atividade nas propriedades, vem confirmar a tendência demonstrada em relação ao plantio de milho, de consolidação da atividade produtiva com base familiar. A atividade pecuária bovina é desenvolvida na região por grande número de agricultores familiares que se utilizam principalmente das práticas de cria e recria em Pag - 4.2.1-24 regime extensivo ou semiextensivo, visto a pouca lucratividade da engorda de animais em pequenas propriedades. O aumento do rebanho, em 31 pontos percentuais, indica a necessidade de reforçar a orientação a estes produtores para a adoção de práticas mais adequadas às características de suas propriedades, da composição familiar/força de trabalho e da legislação ambiental em vigência para a região norte. - Uso de Tecnologias e Práticas Agropecuárias Considerando as práticas agropecuárias adotadas na região, pode-se observar que, durante o período analisado, houve aumento, em cada uma das técnicas e práticas pesquisadas, do número de agricultores que iniciaram o uso em suas propriedades. Esta tendência na adoção de tecnologias e práticas produtivas indica a disposição do grupo familiar em permanecer na atividade. % de Agricultores Utilizando Tecnologias e Práticas Agropecuárias Perfil de Entrada (dez/12) 72% 64% 45% Questionario (fev/14) 62% 50% 43% 22% 69% 59% 40% 41% 17% 47% 47% 9% 5% 38% 36% 34% 34% Figura 4.2.1 – 33 – Gráfico: Porcentagem de agricultores utilizando tecnologias agropecuárias O aumento na adoção de cada uma das práticas, considerando a assessoria técnica do projeto, implica diretamente no avanço do uso racional de recursos e insumos. É importante ressaltar que durante o período de estabilização na propriedade adquirida, as discussões da equipe de ATES com as famílias são no sentido de sua permanência na atividade agropecuária, respeitando seus conhecimentos produtivos e a utilização de técnicas tradicionalmente praticadas, com orientações voltadas a obtenção de melhores resultados, com garantia de segurança alimentar e preservação ambiental. A partir deste estágio inicial, as orientações caminham no sentido de inserção das famílias no estágio de transição agroecológica. Pag - 4.2.1-25 4.2.1.3. ATENDIMENTO PLANO/PROGRAMA/PROJETO AOS OBJETIVOS DO A planilha de atendimento aos objetivos do projeto é apresentada na sequência. Pag - 4.2.1-26 OBJETIVOS GERAIS OBJETIVOS ESPECÍFICOS STATUS DE ATENDIMENTO ALTERAÇÕES DE ESCOPO OU PRAZO Incentivar a diversificação da produção agrícola a partir de atividades potenciais identificadas; _ Em atendimento não há JUSTIFICATIVA PARA O STATUS E ALTERAÇÕES A projeto vem desenvolvendo uma pauta de capacitações e práticas demonstrativas, que atende a demanda atual das propriedades e apresenta alternativas produtivas e de manejo. Buscar formas de viabilização do beneficiamento e comercialização dos produtos; _ Em atendimento não há Qualificar recursos humanos de modo a criar condições técnicas que dêem suporte às necessidades dos pequenos produtores; _ Em atendimento não há Reorganizar e associar os interesses dos diversos grupos de pequenos produtores de modo a se constituir uma “rede de produção” que facilite sua inserção no mercado, bem como seu aprimoramento tecnológico; _ Em atendimento não há Constituição de Grupos Temáticos de Discussão : mandioca/Farinha e Urucum, já constituídos Contribuir para a instauração de um processo de agregação de valor as pequenas culturas, a fim de promover a geração de renda; _ Em atendimento não há A projeto vem desenvolvendo uma pauta de capacitações e práticas demonstrativas, que atende a demanda atual das propriedades e apresenta alternativas produtivas e de manejo. Incentivar a introdução de melhorias tecnológicas; _ Em atendimento não há Realização de análise de solo, CAR, capacitações, Unidades de Produção de Mudas de alta qualidade Apoiar a economia tradicional e fomentar a diversificação produtiva; _ Em atendimento não há Criação e manutenção de Grupos Temáticos de cultura da Mandioca e Farinha. Buscar fontes de recursos tendo em vista melhorar a infraestrutura de apoio à produção. _ Em atendimento não há Parcerias, Prefeitura e EMATER. Elaboração dos PEADS para subsidiar projeto de crédito rural 4.2.1.4. ATENDIMENTO ÀS METAS DO PLANO/PROGRAMA/PROJETO A planilha de atendimento às metas do projeto é apresentada na sequência. Pag - 4.2.1-28 META Atendimento de aproximadamente 3.700 (três mil e setecentas) famílias, por um período de 03 (três) anos, distribuídas pelos municípios de Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo. STATUS DE ATENDIMENTO Em atendimento ALTERAÇÕES DE ESCOPO OU PRAZO não há JUSTIFICATIVA PARA O STATUS E ALTERAÇÕES O Público Alvo do Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar (4.2.1) é composto por: - Optantes do Processo de Auto Reassentamento ou Relocação Assistida - Optantes do Processo de Reassentamento Rural Coletivo - Optantes do Processo de Reassentamento em Áreas Remanescentes - Agricultores de comunidades ribeirinhas localizadas nas áreas de vazão reduzida - Agricultores de localidades próximas aos canteiros de obras em Belo Monte e Belo Monte do Pontal. Até o presente momento, apenas o processo de auto reassentamento ou relocação assistida tem encaminhado famílias para o atendimento de ATES, sendo que das 335 cartas de crédito já negociadas, 207 famílias receberam visitas técnicas da equipe do projeto e 155 estão sendo atendidas regularmente. Das famílias residentes no TVR e proximidades dos canteiros (BM e BMP), foram visitadas todas que indicaram no CSER, a agricultura e/ou pecuária como atividade de renda. Durante as visitas foi aplicada entrevista para confirmação das informações e deste processo resultou um grupo de 25 famílias que vem sendo atendido desde janeiro de 2013. Além do público descrito acima, são atendidas 05 famílias pertencentes á Associação Estrela que Brilha, do município de Vitória do Xingu. como consequencia de pequenas interferências sofridas em suas propriedades, que não justificavam a processo de aquisição ou indenização, e sim orientação técnica para a resolução do problema. 4.2.1.5. ATIVIDADES PREVISTAS Considerando o público alvo ora estabelecido, será dada continuidade às ações até então desenvolvidas, respeitando o tempo de acompanhamento de ATES e as especificidades de cada propriedade e grupo familiar. As capacitações serão ampliadas em quantidade e variedade de temas, considerando que até o momento as ações estavam focadas na estruturação mínima do grupo familiar dentro da propriedade e da nova realidade estabelecida com o processo de relocação. Desta forma, o Quadro 4.2.1-7 apresenta a proposta de temas que devem atender a nova conformação de público alvo, considerando os grupos com mais de 24 meses de atendimento, até os ingressantes, tanto pelo processo de relocação assistida, como de reassentamento rural coletivo. Estes temas podem sofrer adequações em função de discussões com os agricultores. Quadro 4.2.1-7 – Proposta de Capacitações para 2015/2016 TIPO TÍTULO P. Demonstrativa: Cacau - poda/controle das principais doenças/ importância do sombreamento P. Demonstrativa: Farmácia no Quintal - Ervas Medicinais P. Demonstrativa: Adubação Orgânica - Utilização de Esterco Dias de campo/Praticas Demonstrativas P. Demonstrativa: leite - manejo e controle sanitário e visita técnica Proj. Balde Cheio P. Demonstrativa: Mandioca - Cultura e Beneficiamento P. Demonstrativa: pós colheita do cacau P.Demonstrativa : Alternativas produtivas para a recuperação de áreas degradadas P.Demonstrativa com visita técnica: urucum Dia de Campo: Ovinocultura (EMATER) Dia de Campo: Cultivo Protegido de Hortaliças integrado à avicultura (EMATER) Dia de Campo: Galinha Caipira (EMATER) Dia de Campo: Mandioca Mecanizada (EMATER) Curso: Artesanato - Mulheres Curso: Culturas Anuais - Importância comercial e subsistência da família no campo curso: manejo de pequenos e médios animais Curso: Manejo e controle de pragas e doenças /Vacinação Bovinos Cursos/Oficinas Oficina: Controlar meu dinheiro no campo(SEBRAE) Oficina: Custos para produzir no campo (SEBRAE) Oficina: Liderança no campo(SEBRAE) Oficina: Gerenciar no campo (SEBRAE) Oficina: Despertando para o Associativismo (SEBRAE) Palestras Palestra: Água-Qualidade/ Condições Sanitárias / Saneamento Básico Palestra: O destino do lixo na propriedade rural-compostagem e reaproveitamento Pag - 4.2.1-30 TIPO TÍTULO Palestra: Horta doméstica e alimentação da família Palestra: Cidadania e Benefícios Sociais (incluindo aposentadoria rural) Palestra: Cacau - Custo de produção e Comercialização Os encontros de capacitação também serão estratégicos para a articulação dos grupos temáticos de discussão e dos grupos de mulheres, jovens e idosos, que possam se configurar entre o público beneficiado. Buscando ainda ampliar os espaços de difusão de práticas e tecnologias, além das Unidades Demonstrativas ora implantadas ou em processo de implantação, estão propostas também as UDs de Urucum, Bovinocultura Intensiva para a Amazônia 11 e Cacau Orgânico. O maior diferencial da ação de ATES em relação ao desenvolvimento do trabalho será a organização do público do Reassentamento Rural Coletivo em implantação, localizado no Travessão 27, município de Vitória do Xingu, com a estabilização dos remanejados em seus novos lotes e a elaboração do Plano de Manejo em Condomínio para as áreas de reserva legal coletiva previstas. 4.2.1.6. ATENDIMENTO AO CRONOGRAMA O cronograma gráfico é apresentado na sequência. 11 Proposta observada nos trabalhos do IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia Pag - 4.2.1-31 qq Item Descrição 2011 T1 T2 2012 T3 T4 T1 T2 2013 T3 T4 T1 T2 2014 T3 T4 T1 T2 q Finalização obras civis e início geração comercial da 18ª UG CF Principal Atividades l Produtos Início geração comercial CF Principal Atividades l Produtos Enchimento Reservatório Intermediário Desvio do rio pelo vertedouro (sítio Pimental) Início enchimento Reservatório Xingu - PACOTE DE TRABALHO - 4.2.1 Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar q q 2015 T3 T4 T1 T2 2016 T3 T4 T1 T2 2017 T3 T4 T1 T2 CRONOGRAMA DO PACOTE DE TRABALHO 4 PLANO DE ATENDIMENTO À POPULAÇÃO ATINGIDA 4.2 Programa de Recomposição das Atividades Produtivas Rurais 4.2.1 Projeto de Apoio à Pequena Produção e à Agricultura Familiar 1 Sistematizar dados da Pesquisa Socioeconômica 2 Formular hipóteses acerca da direcionalidade dos trabalhos de ATES 3 Setorizar beneficiários do projeto 4 Organizar grupos de discussão 5 Organizar reuniões setoriais 6 Incorporar sugestões apresentadas aos projetos 7 Elaborar Projetos de Exploração Agropecuária 8 Fomentar a participação de jovens, idosos e mulheres 9 Estabelecer espaços para debates periódicos 10 Prospectar parcerias 11 Realizar Dias de Campo 12 Identificar e realizar cursos de capacitação 13 Instalar Unidades Demonstrativas 14 Realizar 1 (uma) visita técnica 15 Avaliação e Monitoramento 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 2 3 2 3 2 3 2 2 3 2 3 2 3 2 2 3 2 3 2 3 2 2 3 2 3 2 3 2 2 3 2 3 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 LEGENDA Linha de Base - Alteração do PBA 1 1 1 Realizado/Andamento Previsto até o fim do produto 2018 T3 T4 T1 T2 2019 T3 T4 T1 T2 T3 T4 4.2.1.7. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Projeto de Apoio à Pequena Produção e Agricultura Familiar vem cumprindo com seus objetivos, na medida em que tem propiciado apoio às famílias remanejadas, por meio das estratégias de ATES, para estruturarem-se dentro da nova realidade produtiva e de moradia. A 2ª pesquisa de satisfação do público alvo, desenvolvida em novembro de 2014, pelo projeto de Monitoramento Social das Comunidades do Entorno da Obra e das Comunidades Anfitriãs (4.6.1), aponta que 82 % dos atendidos no projeto 4.2.1 estão satisfeitos ou muito satisfeitos com as ações de ATES desenvolvidas junto às famílias e propriedades. A análise do índice de satisfação do público atendido, aliada aos primeiros resultados da Avalição do Desenvolvimento Técnico e Social fortalece a linha de trabalho adotada pelo projeto e subsidia as ações futuras que visam a inserção dos grupos atendidos no processo de transição agroecológica. O diálogo com as entidades e órgãos públicos atuantes no setor tem sido profícuo, extrapolando, por vezes, o estabelecido nas formalizações das parcerias, buscando sempre o melhor atendimento aos beneficiários e o fortalecimento das ações dos parceiros. Esta atuação em conjunto objetiva, entre outros resultados, a continuidade da assessoria técnica às famílias relocadas após o término do Projeto de Apoio à Pequena Produção e Agricultura Familiar. Vem se buscando, a partir do contato dos agricultores com os agentes das diferentes empresas parceiras, a inserção das famílias no processo de acesso a informações, produtos e políticas voltadas para a região. A previsão é que as metas do projeto, em relação ao público alvo ora estabelecido, sejam atendidas até meados de 2018. No entanto, dada a natureza do projeto, que tem objetivos de médio prazo, o pleno atendimento de suas metas não se constitui em condicionante ao enchimento do reservatório da UHE Belo Monte. De qualquer forma, a estruturação do projeto permite a sua avaliação permanente, antes e depois do enchimento, propiciando a realização de ajustes e revisões na sua implantação, garantindo o atendimento adequado aos objetivos definidos no PBA. 4.2.1.8. EQUIPE TÉCNICA DE TRABALHO NOME DO PROFISSIONAL FUNÇÃO NO PACOTE FORMAÇÃO REGISTRO DE TRABALHO PROFISSIONAL PROFISSIONAL CTF IBAMA Daniel Correa Carvalho Coordenação Temática Engenheiro Agrônomo CREA MG 67161/D 811353 Solange Tóla Supervisão de Campo Engenheira agrônoma SP 0601459927/D 5568607 Pag - 4.2.1-33 NOME DO PROFISSIONAL FUNÇÃO NO PACOTE FORMAÇÃO REGISTRO DE TRABALHO PROFISSIONAL PROFISSIONAL CTF IBAMA Maria Judith Magalhães Gomes Equipe Técnica Engenheira agrônoma SP 0601099068/D Kalila Pinheiro dos Santos Coordenação do Projeto Engenheira agrônoma CREA 17.536 D 5785657 PA Flávio José Ribeiro Técnico de Execução Engenheiro agrônomo MG 71831/D 5532801 Hildete Fernanda Silva de Andrade Técnico de Execução Engenheira agrônoma PA 18209/D 5786898 Marcela Garcia Silva Batista Técnico de Execução Engenheira agrônoma CREA 506044732/D 5943699 Hilma Pinheiro Técnico de Execução Assistente Social CRESS - 4816PA 5561365 André Sander Técnico de Execução Médico Veterinário CRMV PA -1499 6123424 Erisnaldo Soares Moura Técnico de Execução Técnico agropecuário AP 1515/D 5575509 Alexandre Batista da Costa Técnico de Execução Técnico agropecuário PA 5085/D 5574995 Wagner da Rocha Técnico de Execução Técnico Agropecuário CREA 0837398/SC 5786964 Rafael Reis da Nascimento Técnico de Execução Técnico Agropecuário CREA 8000 TD PA 5786990 Edemberg Pereira da Silva Técnico de Execução Técnico Agropecuário PA 9702 6096179 Silvani Santos de Morais Técnico de Execução Técnico Agropecuário 9972-TD-PA 6069571 4.2.1.9. 5516430 ANEXOS Anexo 4.2.1-1 - Mapa de Atendimento de ATES – Geral Anexo 4.2.1-2 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Senador José PorfírioAssurini Anexo 4.2.1-3 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Anapu- Pacajá Anexo 4.2.1-4 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Medicilândia I Anexo 4.2.1-5 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Medicilândia II Anexo 4.2.1-6 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Vitória do Xingu Anexo 4.2.1-7 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Brasil Novo – Altamira Anexo 4.2.1-8 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Trecho de Vazão Reduzida Pag - 4.2.1-34 Anexo 4.2.1-9 - Mapa de atendidos pela ATES – Setor Associação Estrela Que Brilha – Vitória do Xingu Pag - 4.2.1-35