VETORES Setor 3206 Prof. Calil 1- O “número” vetor Vetor (do latim vectore = o que conduz) pode ser considerado como sendo um número desenhado com régua, e tendo o formato de uma seta. Num texto este número é designado por uma letra com uma seta sobreposta: a, b,.....,x. Esse número além de indicar um valor, também fornece informações sobre o sentido e a direção de uma grandeza. É utilizado para efetuar cálculos com as chamadas “Grandezas Vetoriais”. Uma grandeza vetorial necessita para ficar bem determinada, não só da informação sobre seu valor, mas também da sua direção e do seu sentido. Por exemplo, quando solicitamos a uma pessoa que empurre um móvel, ela vai nos perguntar: para onde eu empurro? Então, não basta pedir para empurrar, mas necessitamos informar a direção e o sentido em que queremos que o móvel seja empurrado. A maneira matemática de dar todas essas informações de uma só vez, é por intermédio do número vetor. 2- Características do vetor Como vimos o exemplo acima, um vetor só fica determinado se conhecermos três informações sobre ele, a saber: a) Módulo: É o valor que ele indica, direção dado pelo tamanho da seta que a o representa. Nota-se |a | |b|... - - - - - - - - - - ---ou simplesmente : a, b ...,sem a módulo seta indicativa do vetor colocada sobre a letra. b) Direção: É como se coloca a régua para desenhar a seta que representa o vetor. c) Sentido: É para onde a seta aponta. 3- Soma de vetores Somar vetores é uma operação realizada com régua, baseada na geometria plana. Assim, o vetor de módulo 3 somado ao vetor de módulo 4, pode dar como resultado um vetor de módulo 1 num sentido, até um vetor de módulo 7 no sentido oposto.. Portanto, não se somam vetores como se somam números na aritmética comum. Para somar vetores desenha-se a partir de um ponto P um dos vetores exatamente como ele é. Na ponta deste, desenha-se outro também exatamente como ele se apresenta. Na ponta deste, outro e assim sucessivamente. No final, liga-se o início do desenho ao final, e obtém-se o vetor soma = S, orientado do início (ponto P) para o final. Esse processo denomina-se: Poligonal de Vetores. sentido a b c S=a+b+c b a c S A soma de dois vetores com mesma direção e mesmo sentido, é um vetor que tem a mesma direção e sentido dos vetores, e com o módulo que é a soma dos seus tamanhos. Se os vetores tiverem sentidos opostos, o módulo do vetor soma é a diferença entre os tamanhos dos vetores, com o sentido do maior. a b S =a + b P S=a―b a b S Vetor oposto a um vetor a é um vetor com a mesma direção, mesmo módulo, do vetor a, mas com sentido oposto a este vetor. Nota-se por: ― a, mas não se lê menos a e sim oposto ao vetor a Produto de um vetor a por um número n, é um vetor com a mesma direção e sentido de a, se n for positivo, com módulo n.a. Se n for negativo, terá mesma direção, módulo ―n.a, com o sinal - indicando sentido oposto ao vetor a. CINEMÁTICA VETORIAL As grandezas escalares que estudamos na Cinemática Escalar, Deslocamento, Velocidade média e Aceleração escalar média, foram analisadas sob a forma com que são tratadas na vida prática, e, portanto não tendo a precisão devida como é solicitado numa análise física que é mais elaborada. Por exemplo: Na vida prática as pessoas ficam satisfeitas quando falamos que foi mantida uma velocidade média de 80 km/h na viagem entre São Paulo e Santos. Na Física, porém, tem que se fornecerem informações mais detalhadas. Temos que informar que a velocidade média teve um valor, em módulo, de 80 km/h, tendo a direção da reta que une São Paulo a Santos, e com o sentido de São Paulo á Santos. Para fornecer todas estas informações, a velocidade média passa a ter o aspecto vetorial sendo, portanto, representada pelo número acima apresentado, que é o vetor. Desta maneira, iremos estudar agora a Cinemática Vetorial. 1- Vetor deslocamento ΔS Direção: Reta que une S0 a SF Sentido: De S0 para SF Intensidade: ΔS = SF ― S0 ΔS SF S0 O vetor deslocamento ∆S não depende do formato da trajetória, só da posição final e inicial. 2- Vetor velocidade média VM Direção: Tangente a trajetória Sentido: é o do movimento ₀ P VM direção de V Intensidade: VM = |ΔS| ÷ Δt 3- Vetor aceleração vetorial У A grandeza aceleração indica como muda a velocidade em cada instante. Sendo a velocidade um vetor, ela varia quando muda o seu valor, ou quando muda a sua direção e sentido, ou ainda quando muda o valor, a direção e o sentido. Temos definidas então dois tipos de acelerações: a aceleração tangencial = aT, e que só indica como muda o valor ( módulo) da velocidade e a aceleração centrípeta = acp que indica como muda a direção e o sentido do vetor velocidade, sem considerar a mudança no seu valor. A soma vetorial dessas duas acelerações constitui a aceleração vetorial У a) Vetor aceleração tangencial aT Direção: a mesma do vetor velocidade Sentido: Se o movimento for acelerado, V acelerado: m aT at tem o mesmo sentido de V. Se o movimento for retardado, at tem sentido oposto a V. retardado: V aT Intensidade: aT = |ΔV| ÷ Δt b) Vetor aceleração centrípeta acp Direção: do raio da curva = R Sentido: Apontando para o centro da curva Intensidade: acp = |V2| ∕ R V a cp C c) Vetor aceleração vetorial У É o vetor resultante da soma vetorial do vetor aceleração tangencial aT e do vetor aceleração centrípeta acp.. Como os vetores aT e acp formam um ângulo de 90o entre si, o vetor aceleração acp aT У vetorial У é a hipotenusa do triângulo retângulo cujos catetos são essas acelerações. Então por Pitágoras temos: У2 = aT2 + acp2 4- Os movimentos e suas acelerações a) Movimento retilíneo e uniforme: aT = 0 ; acp = 0 У = zero b) Movimento unif. variado acelerado: aT ≠ 0 ; acp = 0 У = aT c) Movimento unif. variado retardado: aT ≠ 0 ; acp = 0 У = aT d) Movimento circular uniforme: aT = 0 ; acp ≠ 0 e) Movimento circular unif. variado: aT ≠ 0 ; acp ≠ 0 У = acp У2 = aT2 + acp2 GRANDEZAS Grandeza é tudo aquilo que pode sofrer algum tipo de modificação, e pode ser medida por comparação com um padrão. Também que apresentar a propriedade da adição e subtração. Por exemplo: A massa de um corpo é uma grandeza, pois pode variar, e é medida por comparação com um padrão internacional, denominado quilograma. Além do mais, se tivermos 2 kg de arroz com 3 kg de feijão numa sacola, teremos 5 kg de alimentos, já que podemos somar os 2 kg de arroz com os 3 kg de feijão. Temperatura não pode ser considerada uma grandeza, pois se misturarmos 1 litro de café a 30º C com 1 litro de leite a 60º C, não dará café com leite a 90º C, mas numa temperatura maior que 30º C e menor que 60º C. Portanto, temperaturas não podem ser somadas. Existem dois tipos de grandezas: Grandezas Escalares: que ficam bem determinadas quando informamos apenas o seu valor numérico e a correspondente unidade. É o caso da massa, do tempo, etc. Quando dizemos que a massa de uma pessoa é de 80 kg, ninguém pergunta “para onde?”. Quando alguém informa que trabalhou 3h, ninguém pergunta “para onde”? Grandezas Vetoriais: só ficam bem compreendidas quando além do seu valor e da unidade correspondente, temos que informar a sua direção e o seu sentido. É caso da força= F. Quando pedimos para alguém empurrar uma mesa, ela vai perguntar: “para onde?”. Então, além de informar, por exemplo, que ele precisa fazer uma força muito grande (valor), de muitos newtons (unidade), ela terá que ser empurrada paralelamente à parede (direção) e para a janela (sentido). Sempre que se pergunta “PARA ONDE?” estamos lidando com uma grandeza vetorial. Toda grandeza vetorial será representada e terá suas operações realizadas, usando-se os números vetores. O módulo do vetor que representa o valor da grandeza, acompanhado da unidade , denomina-se INTENSIDADE DA GRANDEZA VETORIAL.