Projecto Angola LNG Relatório para Divulgação da ESHIA Sumário Executivo 2006 ESHIA Disclosure Report Avaliação de Impacte Ambiental, Socio-económico e de Saúde: Relatório para Divulgação Setembro de 2006 Referência 0031110 Environmental Resource Management 8 Cavendish Square London W1G OER Este relatório foi preparado pela Environmental Resources Management, nome comercial da Environmental Resources Management Limited, com toda a perícia, cuidado e diligência razoáveis ao abrigo dos termos do Contrato com o cliente, incorporando os nossos Termos e Condições Gerais de Negócio (General Terms and Conditions of Business) e tendo em conta os recursos dedicados ao mesmo mediante acordo com o cliente. Renunciamos a qualquer responsabilidade face ao cliente e terceiros no que se refere a quaisquer questões fora do âmbito do acima exposto. Este relatório é confidencial para o cliente e não aceitamos qualquer responsabilidade, seja de que natureza for, face a terceiros a quem este relatório, ou qualquer parte do mesmo, seja divulgado. A confiança de tal terceiro no relatório será a seu próprio risco. ERM Consulting Services Worldwide www.erm.com Sumário Executivo Necessidade Do Projecto Angola LNG A necessidade de se alcançar uma solução para a gestão do gás, resultante da produção de petróleo e gás na zona marítima de Angola, emergiu da decisão do Governo de Angola de promulgar uma política com vista a eliminar todo o tipo de queima até ao final de 2006, aliada aos compromissos por parte dos Participantes do Projecto em certos termos de responsabilidades ambientais e sociais e guarda responsável de recursos de hidrocarbonetos. Em resposta à política de eliminação da queima e aos compromissos dos participantes do projecto, as operadoras de petróleo e gás submeteram em 1997 à Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola – Empresa Publica (Sonangol (1)) uma série de propostas com soluções para a gestão do gás. A proposta da Texaco (actualmente Chevron), promovendo o LNG (Gás Natural Liquefeito) foi seleccionada como a solução preferida; o Angola LNG foi posteriormente estabelecido. Na sequência de um estudo de viabilidade conjunto, a Sonangol e a Chevron lançaram um convite aos operadores dos blocos de fornecimento de gás na zona marítima de Angola para participarem no Projecto. Em Março de 2002, foi realizado um Acordo de Participação, segundo o qual a BP Exploration (Angola) Limited, a Esso Angola Gas Company Limited e a Total LNG Angola, com as respetivas participações de 13,6 por cento, passariam a ser co-empreendedores adicionais. A Chevron e a Sonangol são os co-líderes do Projecto com participações de 36,4 por cento e 22,8 por cento respectivamente. O Governo de Angola e a Sonangol atribuem uma importância nacional ao Projecto Angola LNG e o pilar do seu plano consiste em explorar e desenvolver os recursos de gás nacionais e reduzir a queima de gás. Aldeia piscatória Desenvolvimento do Projecto Angola LNG O conceito do Projecto seleccionado irá envolver inicialmente a recolha de gás associado (2) das instalações de produção de petróleo na zona marítima de Angola, e o transporte deste gás para as instalações de tratamento de gás e de processamento do LNG na zona terrestre. As instalações de processamento de LNG irão então converter o gás num líquido e armazená-lo antes da sua exportação através de navios-tanques. O Projecto Angola LNG levou a cabo um conceito de engenharia conceptual e implementou um rigoroso programa de avaliação preliminar, a fim de identificar a alternativa preferida do projecto e localização da obra. Durante a avaliação de alternativas, foram considerados vários factores, incluindo os ambientais, socioeconómicos, de saúde e segurança, operabilidade, segurança patrimonial, custo, calendarização, potencial para promover o crescimento económico e pontos de vista dos interventores. O trabalho de selecção do local concluiu que o Projecto deveria estar localizado em terrenos parcial- mente recuperados ao mar, na margem norte da Ilha do Kwanda no Município do Soyo da Província do Zaire. A Sonangol detém todo o gás associado e não associado para fins de desenvolvimento ao abrigo da lei angolana e irá fornecer estes recursos ao Projecto. Para este efeito, serão recolhidos aproximadamente 900 milhões de pés cúbicos por dia de gás associado e não associado dos Blocos 0, 1, 2, 14, 15, 17 e 18 e transportados das instalações de produção na zona marítima para a planta de LNG. A planta irá produzir Gás Natural Liquefeito (LNG), bem como Gás de Petróleo Liquefeito (LPG) e condensados. Inicialmente, a planta irá possuir um trem com uma capacidade de produção anual de LNG de cinco milhões de toneladas. O LNG será entregue a instalações de regaseificação nos E.U.A. e o gás será comercializado no mercado dos E.U.A. e, possivelmente, noutros mercados da Bacia do Atlântico. (1) A companhia petrolífera estatal de Angola. (2) Gás Associado (AG) é o gás produzido como um produto secundário com as ramas de petróleo. Gás não associado (NAG) é gás produzido directamente dos reservatórios de gás. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 1 Localização do Projecto O Angola LNG está a realizar um programa de estudos ambientais e socioeconómicos que incluem consulta e divulgação como parte de uma ESHIA (Avaliação de Impacte Ambiental, Socioeconómico e de Saúde) para a construção e operação do Projecto Angola LNG. A ESHIA é parte de um processo em curso de elaboração do Plano geral de Gestão Ambiental, Socioeconómica e da Saúde (ESHMP) para a construção e operação do Projecto proposto. Recolha de Gás na Zona Marítima no Âmbito do Projecto Angola LNG Localização da Planta de LNG 2 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Enquadramento do Projecto Definição da Área de Influência do Projecto Embora a magnitude do Projecto tenha o potencial de causar impactes tanto a nível nacional como internacional (por ex., em termos de emprego, aprovisionamento, pagamento de rendimentos, etc.), a vasta maioria dos impactes – tanto negativos como positivos - irá ser sentida pelas comunidades e ambiente situados na vizinhança imediata das actividades do projecto. Nesta conformidade, a ESHIA centra-se nas áreas estuarinas, terrestres e adjacentes às margens, à volta da Ilha do Kwanda, da cidade do Soyo e da área de Zimbi (1). O Ambiente Natural Ilha do Kwanda A Ilha do Kwanda está localizada perto da foz do Rio Congo no extremo Noroeste de Angola e o rio separa Angola da República Democrática do Congo (RDC). A ilha mede aproximadamente 725 ha, sendo uma grande parte ocupada pela Base do Kwanda, uma base de apoio à indústria na zona marítima. A cidade do Soyo situa-se imediatamente a sul da ilha e é a maior cidade da Província do Zaire, com uma população de cerca de 55.000 habitantes. numerosos canais e enseadas. Os mangais são a vegetação predominante e há, dentro destes, áreas isoladas de terras acima do nível do mar caracterizadas por habitat de savana de palmeiras. Estuário do Congo O Rio Congo é o segundo maior rio do mundo com um caudal médio de 45.000 metros cúbicos por segundo. Apesar disto, a configuração física dos seus troços inferiores confere-lhe um carácter estuarino pouco vulgar, sendo isto devido principalmente à presença da Península da Sereia que abriga a Baía do Diogo Cão do mar. A Baía do Diogo Cão é uma baía relativamente rasa na margem sul do Rio Congo, normalmente com uma profundidade inferior a 5 m. Uma rede de canais e enseadas comunica com a baía, dos quais os principais são o Canal do Pululu, o Canal da Moita Seca e o Canal do Soyo, sendo este sistema largamente florestado por mangais. Zona Costeira A faixa costeira atlântica da Península da Sereia compreende uma praia arenosa íngreme que termina numa falésia baixa de arenito. A migração para leste da praia é evidente, em particular perto da Ponta do Padrão. A falésia costeira dá lugar a norte a uma crista baixa de areia imediatamente por detrás da qual a terra vai descendo para as enseadas de mangais associadas à Baía do Diogo Cão. Mais a sul, à medida que o planalto principal se eleva, a altura da falésia costeira aumenta na mesma correspondência. A Área de Zimbi (2) A falésia de arenito e a praia íngreme de areia estendem-se na direcção sul para a Área de Zimbi. A Área de Recursos de Zimbi compreende um rectângulo de 3.200 ha a 7-11 km na zona marítima do Município de Tomboco, que se situa a cerca de 60 – 120 km a sul do Soyo. O ambiente na zona marítima na Área de Recursos de Zimbi compreende bancos de areia submersos relativamente homogéneos. Habitats Terrestres e Utilização da Terra O planalto a sul da Ilha do Kwanda eleva-se gradualmente desde uma altura de cerca de 5-10 m directamente a sudoeste para mais de 50 m na costa directamente a sul. Muita da sua área é constituída por vegetação rasteira ou em cultivo, com áreas isoladas de mangais ao longo de enseadas e um único pequeno vestígio de floresta atlântica. Para leste, a terra encontra-se geralmente abaixo do nível do mar (<3-5 m) e está intercalada por Península da Sereia (1) A área de Zimbi está incluída, dado que cobre a área proposta para extracção de areia marinha e as comunidades piscatórias locais associadas. (2) A Área de Zimbi engloba a "Área de Recursos de Zimbi," que é o local na zona marítima a partir do qual irá ser extraída areia, assim como a faixa costeira adjacente com comunidades associadas ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 3 Enquadramento do Projecto O Ambiente Humano Contexto Nacional penho da economia angolana, tem-se registado recentemente uma melhoria do desempenho económico na sequência de uma maior estabilidade. Angola é actualmente a economia africana em mais rápido crescimento, devido principalmente ao sector petrolífero. Contudo, o desemprego continua a registar níveis elevados e calcula-se que corresponde a 67 por cento do total da população activa.(1) Além disso, Angola ficou classificada no 160º lugar entre 177 países no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas para 2005, uma medida a nível mundial do bem-estar nacional. O acordo formal de cessar-fogo assinado entre o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) em Abril de 2002 marcou o início da recuperação económica e social de Angola após quase 30 anos de guerra civil. Esta guerra teve como resultado a deslocação de aproximadamente um terço da população do país, a desestabilização da sua economia e a destruição de muita da sua infra-estrutura física e social. Embora a guerra civil tivesse afectado seriamente a produtividade e o desem- Farol da Península da Sereia 15ûE 10ûE 20ûE Bangui Douala Yaounde CAMEROON Ebolowa Sao Tome Makokou Lake Albert 40ûE Kisangani R. n Co Lake Turkana DEM. REP. OF CONGO 0û Kisumu Chisimayu Nairobi RWANDA L. Kivu Bukavu Kigali Mwanza Bujumbura ai R . Mombasa Kayes Pointe-Noire Kinshasa Dar es Salaam L. Tanganyika Kananga Kasai R. Malange Zanzibar Island T A N Z A N I A Kalemi Luanda 10ûS 5ûS Tanga Tabora Matadi Lake Mweru Kamina Mbeya 10ûS Kasama Likasi Moroni Lubumbashi Luena MALAWI Chipata A N G O L A Lubango Z A M B I A 15ûS Nampula Blantyre i bez Lake Kariba R. Maun mb ez iR . Bulawayo N A M I B I A Mozambique Channel Za Harare Victoria Falls Z I M B A B W E Tsumeb Windhoek 20ûS Fianarantsoa Tulear Gaborone Pietersburg 25ûS Pretoria Keetmanshoop Johannesburg Luderitz l Vaa ATLANTIC Tomasina Beira Limpopo R. B O T S W A N A 25ûS MADAGASCAR Antananarivo Francistown Walvis Bay Antsiranana MOZAMBIQUE Lilongwe Lusaka m Za Mongu Livingstone 20ûS COMOROS L. Malawi Huambo 15ûS Mogadishu Eldoret Kampala BURUNDI Kas Brazzaville 50ûE S O M A L I A UGANDA Lake Victoria Congo R. go GABON 45ûE K E N YA Mbandaka CONGO 5ûS Bumba Congo R. Libreville Port Gentil 35ûE Juba Gulu Bata 0û 30ûE Bangassou R. i R. EQUATORIAL GUINEA 25ûE Ubangi Berberati Ubang Malabo R. Tolanaro Maputo Mbabane SWAZILAND Welkom Kimberley Orange R. 30ûS OCEAN LESOTHO Bloemfontein S O U T H A F R I C A Maseru 30ûS Durban De Aar I N D I A N Umtata Beaufort West 0 Bisho Oudtshoorn Cape Town 500 Miles East London Port Elizabeth 0 35ûS O C E A N 500 KM 35ûS Parallel scale at 15ûS 0ûE 10ûE 15ûE 20ûE 25ûE 30ûE 35ûE 40ûE 45ûE 50ûE (1) Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) 4 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Contexto Local Calcula-se que a Província do Zaire tenha uma população de pouco mais de 360.000 habitantes, trinta e três por cento dos quais são originários de províncias e países vizinhos como a República Democrática do Congo (RDC) (1). Em 2005, o governo provincial do Zaire verificou que o município de Soyo tinha aproximadamente 109.000 habitantes, o que correspondia à densidade populacional mais elevada por km2 na Província do Zaire (segundo outra estimativa, este valor é ainda superior equivalendo a mais de 122.500 (2)). Embora sejam apresentados números diferentes no que respeita à população da Comuna de Soyo, existem cerca de 89.000 (3) habitantes nas 36 comunidades incluídas na Área de Estudo do Soyo com 11.500 agregados familiares. A área mais populosa é a cidade do Soyo com 68 por cento da população da Área de Estudo do Soyo. A indústria petrolífera domina a economia da Província do Zaire, que tem reservas de petróleo significativas e é a segunda província mais importante em termos de recursos petrolíferos. A maior parte da actividade petrolífera na Província do Zaire está concentrada na Comuna do Soyo (com realce para a Base do Kwanda e as instalações na zona terrestre da Total perto de Quinfuquena). A indústria petrolífera é um importante empregador local na comuna e tem tido um impacte altamente localizado na economia do Soyo. Além de petróleo, as principais áreas de actividade económica são a agricultura de subsistência, criação de gado e pesca artesanal. A Área de Estudo do Soyo é composta por 36 comunidades. No âmbito da ESHIA, estas comunidades foram divididas em: I comunidades piscatórias; I comunidades junto da linha de vedação (na Ilha do Kwanda); I comunidades agrícolas e piscatórias (4); e I comunidades da cidade do Soyo. Originalmente, estas comunidades (referidas, a nível local, como aldeias), à excepção das comunidades piscatórias, estavam localizadas nas áreas rurais. Contudo, foram recolocadas pelo governo português e, posteriormente, pelo Governo Angolano em áreas ao longo da principal estrada de asfalto (sentido este/oeste ao longo da Ilha do Kwanda e depois norte/sul através da Comuna do Soyo) para garantir um maior controlo e protecção da população. Nas áreas mais rurais da Comuna do Soyo existem cabanas de habitação temporária que são utilizadas pelos descendentes dos habitantes originais reinstalados e por outros membros da comunidade. Estas habitações são utilizadas como base para a realização de actividades agrícolas e subsistência como, por exemplo, a pesca e recolha de madeira. O município do Soyo, e a cidade do Soyo em particular, tem as melhores infra-estruturas e serviços na província, devido particularmente ao facto de a presença dos desenvolvimentos de petróleo ter atraído o investimento do governo e as próprias companhias terem contribuído para a melhoria das infra-estruturas. O Soyo também é bem servido por transportes marítimos e aéreos. As estradas de asfalto no município limitam-se a 15 km de estrada de rodagem desde a Base do Kwanda, passando pela cidade do Soyo, na direcção sul para a comunidade de Pangala. (1) Development Workshop e Terra, 2005. (2) Ibid.. Na sequência das más condições de vida e nutrição e de um mau conhecimento das causas, da prevenção e do tratamento de doenças, entre outros factores, o Soyo tem níveis elevados de doenças infecciosas, incluindo o VIH SIDA, de outras doenças sexualmente transmitidas, malária, tuberculose, hepatite e da tripanossomíase africana (doença do sono). Embora os serviços de saúde na Comuna do Soyo sejam melhores do que noutras comunas do município, continuam a ser insuficientes para satisfazer a procura, necessitando de material, medicamentos e pessoal treinado. Foram identificadas quinze comunidades na Área de Zimbi que pescam na Área de Recursos de Zimbi (5). Estas comunidades, situadas no município de Tomboco, são compostas por habitações semi-permanentes com condições mínimas e a respectiva densidade populacional varia entre 273 e 804 residentes permanentes. Além disso, estas comunidades estão agrupadas em cinco grupo sociais e políticos independentes que, por vezes, são representados por um Regidor, embora não seja regra geral. Uma das comunidades identificadas durante o processo de delimitação do âmbito, Mangue Grande, está localizada na fronteira entre os municípios de Soyo e Tomboco e consiste numa cidade comercial com um nível mais elevado em termos de infra-estruturas e instalações. Os agregados familiares em Mangue Grande envolvidos na pesca utilizam uma área a norte da Área de Recursos do Zimbi. (3) Não existem números exactos e este valor baseia-se no pressuposto que os 11.592 agregados familiares identificados na área têm, em média, 7.7 habitantes. (4) Comunidades que dependem, predominantemente, da pesca mas que possuem agregados familiares que também estão envolvidos na agricultura. (5) Pers Comm, Dr Kumbi (IPA), Administrador do Pesnorte e Soyo. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 5 Enquadramento do Projecto Sensibilidades Chave Perspectiva Geral As sensibilidades chave foram identificadas, constituindo um foco particular de atenção na avaliação dos impactes. Há um grau significativo de interacção entre as características sensíveis da Área de Estudo do Soyo, que se deve à natureza da região, ou seja, muitas das características ambientais derivam do facto de ser um ambiente estuarino. Isto influencia o ambiente físico, os seus habitats e os meios de subsistência dos habitantes locais. Consulta com a comunidade piscatória I Sensibilidades Espaciais Sensibilidades espaciais chave foram identificadas e são ilustradas no mapa abaixo. I Habitats sensíveis. Além de habitats de mangais sensíveis largamente distribuídos, existe uma única área de vestígios de floresta atlântica com importância no âmbito da biodiversidade e que representa a última grande área deste tipo de habitat na região. I Ninhos de tartarugas. É sabido que as tartarugas, em particular a tartaruga oliva e, possivelmente, a tartaruga verde, fazem ninhos ao logo da costa desde a Ponta do Padrão até, possivelmente, à área de Zimbi a sul e mais além. I I 6 Aglomerados populacionais humanos. A área do Projecto tem uma distribuição demográfica de densidade relativamente elevada, particularmente na cidade do Soyo e na Ilha do Kwanda. Áreas agrícolas. A maior parte dos agregados familiares, particularmente os agregados familiares mais pobres, dependem, pelo menos em parte, das actividades agrícolas para rendimento e subsistência. Foram relatados casos de escassez de produtos alimentares na área do Soyo. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT I I I Áreas de captura e trajectórias de acesso. Treze comunidades piscatórias dependem da pesca na Área de Estudo do Soyo como fonte de rendimento e subsistência, quando não lhes é possível pescar no mar (devido à falta de acesso a um barco com motor, ao tempo, etc.). Outras comunidades na Área de Estudo do Soyo incluem agregados familiares onde a pesca é uma de várias fontes de subsistência e rendimento. A maioria das comunidades costeiras na Área de Zimbi depende da pesca. Nesta área, os pescadores podem pescar numa extensa zona até 40 km da costa. Locais Culturais. A área de estudo é rica em locais culturais que são altamente importantes para os habitantes locais. Os cemitérios são também importantes, por serem o lugar de descanso dos antepassados que são altamente venerados na sociedade dos Basolongo. Serviços Sociais Chave. Os serviços sociais chave, tais como hospitais, escolas e instalações de emergência irão ser particularmente sensíveis ao ruído, tráfego e outros impactes que as actividades do projecto poderão causar. Lugares Críticos de Tráfego. As taxas de acidentes na área de estudo são elevadas, considerando particularmente os volumes de tráfego relativamente baixos nas estradas. Angola LNG Foram identificados nove lugares críticos de tráfego que são especialmente propensos a congestionamentos e acidentes. Exemplo duma zona de Mangais perto da Ilha do Kwanda Sensibilidades Temporais Não foram identificadas quaisquer sensibilidades socioculturais ou socioeconómicas temporais significativas. As sensibilidades ambientais temporais parecem estar limitadas a: I Utilização sazonal das praias do Atlântico pelas tartarugas em nidificação; e I Migração sazonal das baleias de bossa com as crias através da Área de Recursos de Zimbi. Embora as pescas variem sazonalmente em termos de captura e espécie, assume-se que sejam igualmente sensíveis a perturbações durante todo o ano. Grupos Vulneráveis O Banco Mundial define Grupos Vulneráveis como aqueles que são ‘excluídos’ ou ‘fracos’ e propensos a sérias dificuldades e pobreza, pelo facto de não serem capazes de tirar partido das oportunidades ou de terem defesas limitadas, em caso de ocorrência de choques. I A juventude é considerada localmente como o grupo mais vulnerável na área do Soyo, como resultado do elevado desemprego. Existe entre a juventude local a percepção geral de que os residentes do Soyo não estão a ser tratados de uma forma justa e que o petróleo do Soyo é utilizado para o desenvolvimento de outras áreas, com poucos benefícios tangíveis para os habitantes locais. I Outros grupos socioeconómicos vulneráveis incluem as mães solteiras, agregados familiares pobres, incapacitados, mulheres jovens, residentes que sofrem de doenças que poderão ser exacerbadas pelo Projecto (por ex., asma), assim como os idosos ou as crianças que apresentam uma imunidade inferior a doenças. Mapa espacial de sensibilidades Consulta com a comunidade piscatória ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 7 A ESHIA do Projecto Angola LNG A ESHIA irá: Dar o seu contributo à equipa e aos engenheiros de concepção do Projecto Angola LNG, a fim de assegurar uma concepção optimizada que reduza tanto quanto possível os impactes ambientais, socioeconómicos e na saúde; Identificar, tendo em vista aumentar, os impactes positivos e as oportunidades decorrentes do desenvolvimento do projecto; Ser totalmente integrada, ou seja, os impactes e as medidas de mitigação associadas para os aspectos ambientais, socioeconómicos e na saúde são coordenados; Incorporar o contributo dos interventores à medida que se desenvolvem e executam os estudos; e Comunicar com sucesso sobre pontos-chave com uma grande fasquia de interventores. I I I I I Os regulamentos angolanos relativos à EIA e as normas do Banco Mundial prevêem que a EIA seja realizada, em nome do patrocinador do Projecto, por uma organização independente adequadamente qualificada. Com esse fim, o Angola LNG contratou a Environmental Resources Management (www.erm.com), uma empresa internacional independente de consultoria, para realizar a ESHIA em seu nome. 8 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Conceito do Projecto Estudos de Base (recolha de dados existentes e novos levantamentos) A intenção do Projecto Angola LNG é levar a cabo o programa de estudos, consulta e divulgação que integra a ESHIA, de modo a ser consistente com as Directrizes do Banco Mundial e as directrizes apropriadas da indústria internacional, cumprindo simultaneamente os requisitos legislativos angolanos para a Avaliação do Impacte Ambiental (EIA). Delimitação do Âmbito: Identificar potenciais fontes de impactes Avaliação de impactes Prever a magnitude dos impactes Avaliar o seu significado Consultas aos Interventores Definição do Projecto e Interacção com Concepção do Projecto Propósito da ESHIA Seleccionar opções para mitigação Preparar Relatório de Avaliação (incl. Planos de Gestão) Divulgação aos Interventores Aprovação As principais etapas no processo da ESHIA estão descritas na figura abaixo. Dado que a concepção do projecto está a evoluir, irá ser emitido um relatório suplementar após a conclusão do conceito da concepção. O Suplemento da ESHIA irá facultar informações específicas adicionais sobre concepção, mitigação e monitorização que não se encontram disponíveis nesta etapa do processo da ESHIA. Proporciona igualmente uma oportunidade para se incorporarem as reacções dos interventores decorrentes da divulgação deste relatório. Âmbito da ESHIA É importante notar que este relatório não representa o auge do processo da ESHIA, mas apenas documenta os resultados do processo da ESHIA até à data e especifica futuras acções. Este relatório da ESHIA avalia os impactes ambientais, socioeconomicos e na saúde da comunidade, decorrentes dos seguintes aspectos do Projecto Angola LNG: I trabalhos de preparação do local (ou seja, dragagem da construção e recuperação de terrenos ao mar); Angola LNG I construção e operação das instalações do Projecto Angola LNG, assim como de instalações temporárias associadas à fase de construção; e I instalação e operação de condutas de gás de alimentação a partir da isóbata de 20 m até à planta de LNG, incluindo a estação terminal e a travessia da praia. A desactivação não é abordada em detalhe, dado que os planos irão ser elaborados mais tarde de modo a poderem fazer-se alterações no contexto do projecto, assim como avanços tecnológicos, no período intermédio. Os conceitos para questões como as instalações residenciais nas fases de construção e de operações, e a possível construção de uma estrada e ponte especiais desde as instalações residenciais até à Base do Kwanda, estão a ser desenvolvidos, não estando assim incluídos no âmbito desta ESHIA. Prevê-se que, para estes trabalhos, se proceda à realização de mais ESHIA que deverão ser submetidas às autoridades angolanas. Perspectiva Geral do Projecto Angola LNG Calendário do Projecto A vida geral de concepção das instalações de LNG na zona terrestre é de 20 anos. Estima-se que a actual duração da concepção, construção e activação do Projecto Angola LNG seja de aproximadamente 42 meses, com base num arranque inicial das instalações do Projecto Angola LNG agendado para meados de 2010. A primeira fase do programa de construção irá consistir nos trabalhos de preparação do local, compreendendo essencialmente a dragagem do canal e da bacia de curva, a recuperação de terrenos ao mar e melhorias das infra-estruturas. Estes trabalhos estão agendados para terem início nos finais de 2006 por um período aproximado de 18 meses. A construção e activação do sistema de condutas para recolha de gás na zona marítima irão ser faseadas ao longo de vários anos. A primeira fase irá ficar concluída de modo a assegurar a disponibilidade de fornecimento de gás para o arranque inicial da plantade LNG em 2010. Resumo do Calendário 2005 2006 2007 2008 2009 2010 AM J J A S OND J F MAM J J A S OND J F MAM J J A S OND J F MAM J J A S OND J F MAM J J A S OND J F MAM J Pesquisas do Local Investigação de Solos de Base Identificação de Fontes de Areia Inactivação de Engenhos Explosivos, Limpeza, etc. Inactivação de Engenhos Explosivos e Limpeza do Local Dragagem e Reclamação de Terra Mobilização do Empreiteiro Enchimento das Áreas de Estaleiros de Construção Enchimento da Área dos Tanques Enchimento da Área de Águas Rasas Instalações da Zona Terrestre Engenharia e Aprovisionamento Construção dos Tanques Construção da Planta Fase de Activação e de Arranque Conduta na Zona Terrestre Engenharia e Aprovisionamento Construção Activação Descrição Geral do Processo O processo de conversão do gás num líquido, designado por liquefacção criogénica, envolve o tratamento do gás seguido por um processo de refrigeração que implica pressurização alternativa, arrefecimento e descompressão do meio refrigerante, assim como utilização do meio refrigerante em permutadores de calor de modo a reduzir a temperatura do gás a um ponto em que condensa para formar um líquido. A planta irá produzir Gás Natural Liquefeito (LNG), bem como Gás de Petróleo Liquefeito (LPG) e condensa- dos. Inicialmente, a planta irá possuir um trem com uma capacidade de produção anual de LNG de cinco milhões de toneladas. O LNG será entregue a instalações de regaseificação nos E.U.A. e o gás será comercializado no mercado dos E.U.A. e, possivelmente, noutros mercados da Bacia do Atlântico. Além disso, irá ser disponibilizado um fornecimento de gás natural a partir da unidade de processamento para utilização dentro de Angola, conforme determinado pela Sonangol e pelo Governo de Angola. Palanca Negra gigante ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 9 Perspectiva Geral do Projecto Angola LNG Área do Projecto O terreno atribuído para esta instalação mede aproximadamente 320 ha (incluindo até 97,5 ha de terrenos recuperados ao mar), dos quais 77 ha estão dentro dos limites da Base do Kwanda e incluem o local da planta, áreas temporárias de armazenamento complementar para a construção, zonas tampão, cais de infra-estrutura e estrada para transporte de pesados. As áreas de água para norte, este e oeste da plantaperfazem mais 340 hectares aproximadamente e incluem o cais da instalação marinha, a queima, ancoradouros e a bacia de curva. O desenvolvimento proposto, o Angola LNG, irá compreender os seguintes componentes chave: I I I 10 Um sistema de conduta para recolha de gás na zona marítima, que irá recolher hidrocarbonetos gasosos de fase densa de vários campos na zona marítima e trazêlos para um ponto da costa angolana perto das instalações propostas de LNG (1). Um corredor de condutas, que irá atravessar o país desde a costa atlântica até à plantade LNG na Ilha do Kwanda. A estação terminal da conduta irá ser a sul do canal artificial, fazendo-se o seu trajecto aproximadamente a nordeste das instalações de LNG. A conduta irá estar enterrada ao longo de todo o seu comprimento a uma profundidade consistente com os requisitos de segurança. O trajecto faz vários desvios de forma a evitar aglomerados populacionais e locais de importância ambiental e cultural. A produção irá ser alcançada através de um único “trem de processamento”que trata, processa e liquefaz o gás natural recebido. A plantaproposta de LNG na zona terrestre irá incluir instalações de admissão, receptor de lamas e sóli- ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Visão aérea da Base do Kwanda mostrando a localização proposta da Planta de LNG. dos, separação e estabilização de condensados, remoção de gás ácido, desidratação, remoção de mercúrio, liquefacção, recuperação e fraccionamento de LPG, instalações de armazenamento de produtos, serviços de utilidade, sistema de queima e instalações de apoio. I O terminal marítimo, que irá compreender dois ancoradouros marítimos específicos, um apenas para o LNG e outro para o LPG e condensados. Estes ancoradouros irão estar localizados no lado norte das instalações de LNG no local da planta. O terminal marítimo irá ser servido por um canal de aproximação com cerca de 14 m de profundidade e 250 m de largura, construído mediante o alargamento e aprofundamento do canal de navegação existente, que vai desde a Ponta do Padrão até à Ilha do Kwanda, e a dragagem de uma nova bacia de curva específica. I Uma base de operações marítimas (MOB), que irá estar localizada imediatamente adjacente ao local da Angola LNG planta. Este cais irá servir como base de operações dos barcos de reboque, barcos de pilotos e das embarcações gerais de apoio durante as operações normais da Plantade LNG. I Um cais de infra-estrutura/construção, que irá estar localizado a oeste do local da planta, imediatamente adjacente e a norte do embarcadouro comercial existente na Base do Kwanda. Uma estrada melhorada para transporte de pesados irá ligar o cais de infra-estrutura ao local da plantade LNG. A sua utilização inicial irá ser a de cais de construção do empreiteiro de EPC (2) das Instalações na Zona Terrestre. Após a conclusão da construção, está planeado que esta instalação de cais e a estrada sejam postas à disposição para serem utilizadas por outras empresas comerciais e industriais na área do Soyo, tendo em vista acolher futuros desenvolvimentos industriais. (1) Note-se que as operadoras individuais do bloco estão a realizar Avaliações separadas do Impacte Ambiental resultante da construção dos trabalhos de recolha de gás na zona marítima que não são, assim, consideradas em detalhe nesta ESHIA. A ESHIA considera a conduta desde a isóbata de 15 m até à planta. (2) Engenharia, Aprovisionamento e Construção. Está previsto igualmente construir-se habitações para os trabalhadores de construção, como alojamentos de estilo permanente, a sudoeste do Soyo. Após a conclusão da construção, os alojamentos residenciais irão ser avaliados para utilização pela comunidade. O local das instalações permanentes de apoio, tais como escritórios, habitações residenciais para os trabalhadores operacionais e infra-estruturas associadas de serviços, ainda não foi determinado. Estas instalações encontram-se na fase de desenvolvimento conceptual e, por conseguinte, não são abrangidas por esta ESHIA. Preparação do Local Perspectiva Geral Os trabalhos de preparação do local englobam o seguinte. I Actividades de desmatação, limpeza e classificação de áreas de terra existentes, incluindo a remoção de explosivos não explodidos (UXO) e a instalação temporária de vedações de segurança e de iluminação. A desmatação da vegetação e a remoção de UXO já foram aprovadas pelas autoridades angolanas e não são avaliadas nesta ESHIA (1). I Construção de mais unidades residenciais na Base do Kwanda para o pessoal das obras no local (não se inclui a força de trabalho do empreiteiro de EPC). I Melhorias da infra-estrutura local, incluindo a construção de um novo cais de infra-estrutura/construção e uma estrada de construção para o transporte de pesados para ligação do cais ao local do Projecto. I Aumento do canal de navegação existente, desde a Ponta do Padrão até à Ilha do Kwanda, e dragagem de uma bacia de curva para acolhimento seguro dos petroleiros que chegam e partem de/para o terminal marítimo proposto. Além disso, a dragagem de um canal para a MOB proposta. I Recuperação de terrenos ao mar nas águas rasas da margem norte da Ilha do Kwanda para criar a porção norte do local do Projecto LNG. A área de terrenos recuperados ao mar irá compreender uma parcela de terreno que se estende a 750 m aproximadamente para dentro da Baía Diogo Cão. Preparação do Terreno Na sequência da desmatação da vegetação e da remoção dos UXO, o local irá ser aterrado com material adicional e nivelado, de modo a obter-se a altura e estabilidade requeridas que possibilitem ao empreiteiro de EPC iniciar a construção. Isto irá também envolver a construção da estrada para transporte de pesados. A estrada irá ter aproximadamente um comprimento de 2,3 km e uma largura de 12-16 m. Está actualmente previsto que os alojamentos existentes na Base do Kwanda irão ser utilizados para apoiar as actividades propostas de preparação do local. Contudo, poderá ser necessário construir mais algumas unidades residenciais para darem apoio total a estas actividades. A Kwanda Lda., a companhia de gestão que opera a base, tem uma infraestrutura existente a postos que irá facilitar o apoio necessário para estas operações. Visão aérea da proposta do corredor de gasoduto (1) A avaliação detalhada da área foi limitada pelos riscos associados à presença de UXO. O Angola LNG prosseguiu com estudos adicionais, à medida que era possível um maior acesso, por exemplo, estudos ornitológicos (aves) e identificação de mamíferos e répteis. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 11 Perspectiva Geral do Projecto Angola LNG Dragagem O canal de navegação existente até à Base do Kwanda irá ser aprofundado e alargado até aproximadamente 300 metros de largura, na entrada do Rio Congo, que será reduzida para 250 metros na direcção da Base do Kwanda. O canal proposto está disposto na direcção norte-sul, quase perpendicular ao fluxo do Rio Congo. O canal irá terminar numa bacia de curva de modo a permitir que os transportadores de LNG e LPG efectuem uma manobra e amarração seguras na instalação do Angola LNG. A profundidade de dragagem requerida para o canal e bacia de curva é de 14 metros abaixo da LAT (menor maré astronómica) com uma encosta lateral de aproximadamente 7 horizontal para 1 vertical, de acordo com as directrizes da PIANC (1). Os trabalhos de preparação do local poderão incluir a dragagem de um canal de aproximação de 600-800 metros de comprimento até uma Base Marítima de Operações (MOB) para facilitar a construção. A MOB irá ser utilizada como uma base de serviço e abastecimento para a construção e para as embarcações de apoio ao Projecto, assim como um ponto de descarregamento de equipamento ocasional trazido para o local por via marítima. A extensão do canal até à MOB não irá ser utilizada por quaisquer embarcações de LNG ou de LPG, sendo assim a profundidade necessária para a MOB apenas de 6 e 8 m abaixo da LAT. Prevê-se que o volume total de material que irá ser necessário dragar ascenda a 30-35 milhões de metros cúbicos. Algum deste material irá ser utilizado para recuperação de terrenos ao mar, existindo contudo cerca de 22 milhões de metros cúbicos de material excedente. Estão a ser avaliadas alternativas de utilização do material dragado em excesso; no entanto, se for necessário proceder à eliminação tal irá ocorrer através da deposição no fundo ou na descarga horizontal, pelo menos, a 5 m abaixo da superfície no estuário principal do Rio Congo a norte da Baía do Diogo Cão. Isto irá assegurar que os detritos eliminados são rapidamente dispersos pelo forte fluxo do rio. Este material terá sido previamente sujeito a uma análise geoquímica relativamente à sua conformidade com as directrizes da Convenção de Londres e todas as actividades de eliminação irão estar de acordo com esta Convenção de modo a evitarem-se impactes significativos na qualidade da água. Todas as operações propostas de dragagem e de eliminação de detritos irão ser geridas tendo em vista a minimização de impactes ambientais, através da garantia da utilização de todas as técnicas praticáveis para controlar a dispersão dos sedimentos suspensos. O empreiteiro de dragagem deverá providenciar todas as medidas de gestão necessárias (por ex., monitorização) visando o cumprimento das restrições ambientais estabelecidas nas especificações técnicas, aprovações, autorizações, ESHMP, regulamentos locais e/ou outros requisitos de terceiros. As áreas de dragagem irão ficar contidas dentro de uma zona de exclusão, definida por uma Fronteira de Trabalho de 300 m de largura para além da qual irá proceder-se à monitorização (2) dos impactes nas variáveis apropriadas, tais como oxigénio dissolvido, sólidos em suspensão e/ou percentagem de acreção, bem como à implementação das medidas Modelo necessárias. O trabalho a ser realizado antes do início de qualquer tipo de dragagem irá incluir a realização de testes para determinar uma linha de base representativa em relação às concentrações de oxigénio dissolvido e sólidos em suspensão. As variáveis específicas a serem monitorizadas em conjunto com os intervalos e consequências serão incorporados no ESHMP específico de Dragagem e Recuperação de Terrenos ao Mar e no plano de execução dos trabalhos dos empreiteiros. De modo a garantir a segurança de todas as embarcações durante as operações de dragagem, o empreiteiro irá providenciar ajudas de navegação temporárias para garantir a segurança de outros utilizadores marítimos (por ex., outros navios comerciais, pescadores, barcos de travessia locais, etc.). Os trabalhos de dragagem deverão perturbar o mínimo possível a navegação e não deverão criar qualquer outro risco à navegação na área. Irá ser desenvolvido um plano simultâneo de operações (SIMOPS) que irá incorporar informações sobre o tráfego marítimo. Após conclusão dos trabalhos de dragagem, irão ser instaladas novas ajudas de navegação permanentes para o canal de navegação de aproximação e bacia de curva. Recuperação de Terrenos ao Mar Aproximadamente 97,5 hectares de terreno irão ser recuperados ao mar na Baía do Diogo Cão, compreendendo uma área com uma largura de 1.290 metros e cujo comprimento é de cerca de 800 metros do lado ocidental e de 750 metros do lado oriental. O terreno irá ser recuperado ao mar a uma altura de aproximadamente 3,5-3,8 metros acima da LAT após assentamento, em conformidade com a base final de concepção do empreiteiro de EPC. A área a ser recuperada ao mar irá primeiro ser aterrada acima do nível (1) Associação Internacional de Navegação (PIANC) 12 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG (2) É de realçar que existem dois ambientes sensíveis, potencialmente afectados pelos diferentes parâmetros causados pela dragagem que necessitam de programas de monitorização diferentes, mangais a oeste do canal de navegação e áreas de pesca a este do canal. da água existente. Os aterros posteriores até à elevação necessária (e permitindo o assentamento) irão ser compactados de modo a se conterem os materiais e irão ser estrutural e geotecnicamente estáveis. Os materiais de recuperação e de aterro irão ser solos granulares limpos. Durante a colocação do material de aterro, irão recolher-se amostras deste, as quais irão ser analisadas no local pelo empreiteiro para gradação (distribuição da dimensão do grão) e densidade no local. Para a recuperação total de terrenos ao mar, irão ser necessários até 15 milhões de metros cúbicos de material de aterro, prevendo-se actualmente que o material de aterro possa ser oriundo das duas fontes seguintes: I material retido da dragagem e da bacia de curva, e I areia dragada da Área de Recursos de Zimbi. Espera-se que o material originário da bacia de curva irá ser extraído com uma draga aspiradora-desagregadora e bombeado directamente para a área de recuperação de terrenos ao mar através de uma linha flutuante. O material de aterro da Área de Recursos de Zimbi irá ser extraído através de uma draga de sucção portadora e descarregado directamente no local. O empreiteiro deverá incorporar medidas para proteger as linhas de costa finais das ondas, esteiras, correntes e turbilhões das hélices. A protecção da linha de costa destina-se a proteger a área de recuperação de terrenos ao mar até a um período de recorrência de tempestades até 50 anos. (1) Além disso, os impactes ambientais dos trabalhos de recuperação de terrenos ao mar irão ser geridos no sentido de reduzirem os impactes potenciais ao ambiente na Baía do Diogo Cão. As operações de recuperação de terrenos ao mar irão utilizar todos os métodos praticáveis para controlar a dispersão de sedimentos da área de recuperação de terrenos ao mar. O Aterro típico monstrando o bombeamento de sedimentos empreiteiro irá, em particular, aprisionar o lodo (contendo materiais não granulados em excesso) da área de recuperação de terrenos ao mar através de trapas de aluviões (ou equivalente) e despejá-lo numa área designada e aprovada pelo Angola LNG Obtenção da Areia de Zimbi Propõe-se que as areias irão ser extraídas da Área de Recursos de Zimbi através da dragagem dinâmica (ou seja, móvel) por Dragas de Sucção Portadoras (TSHDs). Prevê-se que a extracção de areia tenha lugar a uma profundidade de aproximadamente 2-3 m abaixo do fundo do mar. Propõe-se a utilização de duas ou três embarcações de dragagem para a extracção de areia, sendo o comprimento geral das embarcações provavelmente da ordem dos 97 m a 133 m. Irá ser necessário designar-se uma zona de exclusão de segurança à volta das embarcações. A dimensão exacta da zona de exclusão irá depender do plano de trabalho de dragagem final e poderá variar entre aproximadamente 150 a 500 metros á volta de cada embarcação de dragagem individual, de acordo com a legislação marítima internacional e as melhores práticas. Não está prevista a necessidade de uma zona de exclusão à volta da própria área de recursos. (1) É de realçar que existem dois ambientes sensíveis, potencialmente afectados pelos diferentes parâmetros causados pela dragagem que necessitam de programas de monitorização diferentes, mangais a oeste do canal de navegação e áreas de pesca a este do canal. O percurso de navegação das embarcações de dragagem entre a Área de Recursos de Zimbi e a Baía do Diogo Cão irá ser o mais directo, procurando evitar as áreas costeiras onde operam os pescadores artesanais (ou seja, além dos 5 km da costa). A única área onde as embarcações de dragagem irão viajar junto à costa irá ser nas aproximações à Ponta do Padrão de modo a virarem para o Estuário do Congo. Requisitos da Força de Trabalho e do Aprovisionamento Durante a Preparação do Local A preparação do local irá requerer uma média de 220 pessoas em finais de 2006 e 230 pessoas em 2007, culminando numa força de trabalho de cerca de 450 no segundo trimestre de 2007. Em média, ao longo desse tempo, estima-se que irão ser necessários 35 por cento de trabalhadores qualificados, 20 por cento de trabalhadores semi-qualificados e 45 por cento de mão-de-obra não qualificada. A elevada percentagem de mãode-obra qualificada é principalmente o resultado das actividades especializadas de dragagem e de recuperação de terrenos ao mar. Isto é equilibrado pelos requisitos de mão-de-obra não qualificada e semi-qualificada nas actividades de desmatação do local, infra-estrutura, vedação, alojamento e controlo da erosão. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 13 Perspectiva Geral do Projecto Angola LNG Construção e Activação Construção e Activação das Principais Instalações A plantade LNG irá ser construída em duas parcelas de terreno que totalizam aproximadamente 175 hectares. As actividades de construção irão utilizar áreas de armazenamento temporário complementar (área total de aproximadamente 50 hectares) localizadas a sul e leste do local da plantade LNG. O grosso do material de construção e dos módulos pré-fabricados irá ser trazido para o local por mar para o cais de infra-estrutura/construção. Prevê-se que a plantade LNG irá ser construída através da utilização de um processo modular (1). Os principais módulos irão provavelmente incluir: I Trem de LNG; I Trem de recuperação/fraccionamento de LPG; I Unidade de serviços de especialidades; I Tanques de armazenagem de LNG/LPG/Condensados; I Ancoradouros de carregamento de LNG e LPG/condensados; I Fundações principais/maiores; e I Sistemas subterrâneos e de interligação entre as unidades do processamento. Os seguintes elementos irão provavelmente ser pré-fabricados: I Edifícios na área de administração e, possivelmente, alguns edifícios da unidade de processamento; I Estruturas de queima; I Cais de carregamento de LNG e LPG/condensados; e I dos, incluindo as áreas do tanque de armazenagem. Espera-se que os pilares possam ser cravados 24 horas por dia durante parte da fase de construção. Activação da Unidade e das Instalações de Armazenamento e Exportação Está previsto que o período de activação da Plantade LNG se possa prolongar por seis a oito meses, incluindo um arranque de dois meses. A activação da plantairá incluir testes hidráulicos (testes de pressão) de tanques através da utilização de água desmineralizada. Após o teste, a água irá ser direccionada para a unidade de tratamento de águas residuais, antes da descarga. Posteriormente, irá ser necessário secar o equipamento, utilizando provavelmente nitrogénio para se evitar qualquer possibilidade de corrosão. Durante a fase de activação, irá ser inevitável uma quantidade limitada de queima de gás, que irá ser minimizada sempre que praticável e irá ser conduzida de maneira a reduzir os impactes no ambiente a níveis tão baixos quanto for razoavelmente praticável (ALARP). Qualquer descarregamento irá ser agendado de forma a minimizar incómodos à população local e irá ser conduzido de maneira a não causar riscos desnecessários ao ambiente e à população local (ou seja, quando as condições atmosféricas transportarem o gás não queimado na direcção oposta à da terra). Fundações/apoios/traves menores, etc. Irá proceder-se à cravação de pilares para apoio de carregamentos pesados em todas as principais áreas de processamento e de utilidade e em todas as outras áreas com carregamentos pesa- A conduta irá ser instalada na zona terrestre mediante a utilização de uma técnica de colocação convencional. Após substituição do solo arável, pode dar-se início à restauração final. A segregação do solo arável durante a construção significa que as sementes, os rizomas, etc. das plantas locais (vulgarmente designados por ‘banco de sementes’) irão ser preservados intactos. A vegetação nativa irá assim voltar a estabelecer-se pelas áreas de trabalho sem necessidade de se efectuar uma sementeira específica. A técnica de colocação envolve as seguintes actividades: I O trajecto é identificado e marcado com uma vedação temporária. I A área é verificada para UXO. Poderá ser necessário levar-se a cabo a detonação de explosivos (EOD) no corredor de segurança (em áreas fora dos mangais), caso as investigações iniciais revelem a presença de um risco significativo de UXO I O solo arável é arrancado da faixa de terra utilizada para a construção (a ‘largura de trabalho’, neste caso uma área de 70 m de largura) e segregada até ser reinstituída. I O tubo é colocado ao longo do trajecto em apoios temporários e é soldado, as soldaduras são testadas e a protecção das juntas é aplicada. I A vala é escavada à profundidade necessária. I A conduta é descida para dentro da vala por tractores de braço lateral. I A vala volta a ser aterrada e a largura do rego é reinstituída. Bênção do localde onde será construída a Planta Construção Condutas Terrestres do LNG (1) O processo modular refere-se à construção no local de baixo para cima 14 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG O trajecto da zona terrestre irá atravessar zonas húmidas e áreas de mangais, embora o alinhamento tenha sido seleccionado de modo a minimizar este impacte. O método de travessia preferido irá envolver o enfeixamento das condutas, a fim de se reduzir a largura da travessia e minimizar o tempo gasto. Isto permite uma única operação de escavação em vez de valas múltiplas para cada linha individual. Se as condutas forem enfeixadas, prevê-se que isto irá ocorrer ao longo do RoW (direito de passagem), não sendo necessário ocupar-se mais terra para se proceder ao enfeixamento. Para as travessias na água, irão ser utilizadas pilares de contenção, conforme necessário, para conter a vala através destas zonas e evitar o desabamento, permitindo que a largura do rego seja mantida a um valor mínimo. A conduta irá então ser transportada até ao lugar e coberta com protecção de gravilha ou areia. barcaça, evitando-se desta forma o tráfego rodoviário intenso através das comunidades. Os tubos irão ser transferidos por barcaça para um cais de descarregamento no Canal Pululu perto da foz da Enseada de Pangui. Estes tubos irão ser descarregados ao longo do cais e transportados por camião para a principal área de armazenamento de tubos que se encontra a leste do cais, antes do transporte final para o corredor de condutas. A principal área de armazenamento de tubos irá também conter uma área de manutenção do equipamento de construção. Irá ser instalada uma ponte flutuante temporária ao longo do corredor de condutas RoW para transportar os tubos através da Enseada de Pangui. O cais, a principal área de armazenamento e o corredor de condutas irão todos estar ligados por uma estrada de transporte de materiais. Após conclusão da construção, o cais, a área de armazenamento, a ponte, e a estrada de transporte de materiais irão ser removidos e as áreas restauradas. Instalação da Conduta Marítima Restauração típiea apõs instalação de condutas Além de proporcionar áreas de trabalho para a colocação, a construção irá também necessitar de áreas de armazenamento temporário do equipamento e armazenamento dos tubos ao longo do trajecto. Todas estas caracter sticas irão necessariamente ocorrer fora do corredor de 70 m. Um cais, a área de armazenamento das condutas principais e a ponte deverão também possibilitar a entrega dos tubos por Na estação terminal da conduta, irão ser instalados pilares de retenção gémeos que se irão estender desde o nível máximo de maré cheia até aproximadamente à isóbata de 4 metros (aproximadamente 300 metros da zona marítima). A área entre os pilares de retenção irá então ser escavada para formar uma vala para colocação dos tubos. Esta vala irá estender-se na direcção do mar ao longo de aproximadamente 800 metros, através da utilização de uma draga aspiradoradesagregadora, criando uma vala de condutas com uma profundidade de cerca de 4 metros. Uma vala menos profunda, com 2 metros, irá estenderse desde este ponto até à isóbata de 10 metros para proteger temporariamente a conduta das tempestades durante a instalação. Irá também ser necessária uma draga aspiradora-desagregadora para escavar uma vala com a profundidade de 2 metros através de um afloramento de argila/gravilha localizado a cerca de 12 metros da lâmina de água. Esta secção irá ter aproximadamente 500 metros de comprimento. Irá ser instalada uma barcaça de baixo calado para lançamento dos tubos, os quais irão ser puxados para a zona terrestre mediante a utilização de um guincho colocado na margem. Após os tubos terem atingido a margem, a barcaça irá então mover-se para a zona marítima, colocando os tubos na isóbata de 20 metros. Isto irá repetir-se tantas vezes quantas necessárias até todas as condutas estarem instaladas. Os pilares de retenção irão então ser removidos e ambas as valas aterradas de novo. Após a instalação das condutas, estas irão ser assentadas por jacto no fundo do mar com início na extremidade da vala de 800 metros de comprimento escavada no mar por aspiração-desagregação e terminando na isóbata de 15 metros. Esta operação de assentamento por jacto irá incluir a secção da conduta na vala de protecção temporária a 2 metros da lâmina de água e o fundo do mar natural não tocado entre a isóbata de 10 a 15 metros. O assentamento por jacto envolve a utilização de um carro de pulverização a jacto, um dispositivo que utiliza jactos de água a pressão elevada para fluidificar o fundo do mar localmente. À medida que o carrinho com pulverizador é puxado ao longo da conduta, os tubos afundam-se no fundo do mar sob a acção da gravidade. Dado que não é necessário proceder-se a qualquer escavação ou reaterro, esta técnica minimiza qualquer perturbação ao fundo do mar e ressuspende relativamente pouco material do fundo do mar. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 15 Perspectiva Geral do Projecto Angola LNG Activação das Condutas As condutas irão ser hidro-testadas mediante a utilização de água filtrada. Neste processo, a conduta é inundada e mantida a pressão elevada por um período de tempo alargado para verificação de fugas. Poderá acrescentar-se à água biocidas e inibidores de corrosão que irão ser seleccionados pela sua persistência mínima no ambiente marinho. Irá ser elaborado um plano para eliminação da água utilizada nos hidrotestes, dando-se uma consideração cuidada ao impacte, caso exista algum, dos químicos remanescentes no ambiente. Prevê-se actualmente que a drenagem das condutas irá ter lugar na zona marítima. Em qualquer caso, os impactes da opção de drenagem seleccionada irão ser avaliados de modo a se assegurar que os impactes ambientais sejam ALARP. Caso seja necessário proceder-se à drenagem na zona terrestre, a descarga irá: I seguir o trajecto da conduta até abaixo do nível da maré baixa no local da estação terminal na costa; ou I seguir o trajecto da conduta até ao Rio Congo para além dos limites da baía. Requisitos da Força de Trabalho e de Habitação para a Fase de Construção A construção da plantado Angola LNG e do terminal irá ter lugar entre 2007 e 2010, necessitando de uma força de trabalho que irá variar entre 4.000 e 8.000 trabalhadores no seu pico. Devido à natureza técnica e específica do Projecto, muitos destes trabalhos irão necessitar de mão-deobra qualificada e semi-qualificada, estimando-se assim que até 80% da força de trabalho possa ser de fora da área do Soyo e necessite de alojamento para o Projecto. 16 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT A localização da habitação para a força de trabalho da construção ainda está por confirmar. Irá estar em operação ao longo do calendário de construção, ou seja, aproximadamente 40 meses. Poderá ser necessário ter de se providenciar separadamente habitação adicional para os trabalhadores de preparação do local. Processo de Aprovisionamento para a Fase de Construção Estima-se que o custo do Projecto se situe entre os 4 e os 5 biliões de USD. Cerca de 60 por cento deste valor refere-se às instalações e operações que estão dentro do âmbito desta ESHIA. A maior porção dos gastos na zona terrestre referem-se à construção da plantae do terminal, enquanto o remanescente se refere à preparação do local, trabalhos de infra-estrutura e construção das condutas. Devido à elevada natureza técnica do Projecto e do seu equipamento, a maior parte das despesas durante a construção irão para os fornecedores estrangeiros. No total, 13-18 por cento das despesas de aprovisionamento irão para bens e serviços adquiridos no próprio país, equivalente aproximadamente a um valor que se situa entre os 300 milhões e os 500 milhões de USD. A maior parte do aprovisionamento durante a construção irá ser levado a cabo pelo empreiteiro de EPC, que deverá demonstrar como irá estabelecer prioridades para o conteúdo angolano. Um requisito mínimo é que o conteúdo local (incluindo o aprovisionamento e o emprego) deve situarse entre os 10 e 15 por cento (em valor de dólares). Angola LNG Operação Operações das Condutas O Angola LNG irá ser responsável pela operação dos gasodutos de alimentação. A operação dos gasodutos irá envolver em larga escala a monitorização do estado do gasoduto e do equipamento auxiliar e a monitorização das actividades no corredor do gasoduto, de modo a garantir a segurança do gasoduto e a monitorização da restauração do terreno. Operações da Planta As principais actividades operacionais da plantaestão resumidas em abaixo. I A instalação de LNG irá receber gás das instalações da zona marítima. I Este gás bruto irá ser sujeito a prétratamento para remoção do gás ácido (CO2 e H2S), da água (desidratação) e do mercúrio. A corrente de gás tratada e desidratada irá ser refrigerada abaixo da sua temperatura de condensação de 162°C à pressão atmosférica. Uma vez liquefeito, o volume é 1/600 da sua forma gasosa, o que facilita o seu transporte e armazenamento. É reconvertido em gás através do aumento da temperatura. I O produto resultante da etapa final de refrigeração é o LNG, o qual irá então ser transferido para um tanque de armazenagem de LNG para ser armazenado antes de ser exportado pelos navios. Durante os processos de refrigeração, o gás de petróleo liquefeito (LPG) e os condensados irão ser removidos do sistema e encaminhados para a unidade de fraccionamento de LPG, produzindo propano, butano e condensados estabilizados. O LPG e os condensados irão ser transferidos para tanques especiais para armazenamento antes de serem exportados. As operações da plantairão ser contínuas. A plantade LNG irá ser concebida para um tempo de vida de 20 anos. Prevê-se que as suas operações de rotina irão consistir em dois turnos de doze horas ou três turnos de três horas por dia. Não existem queimas de gás planeadas nas operações de rotina. Prevê-se que o gás queimado através da queima não rotineira seja inferior a 1 por cento das emissões totais. Os maiores volumes de queima de gás irão ocorrer naturalmente durante o período de arranque. Para se ter uma ideia aproximada, a queima de gás poderá ter lugar inicialmente durante cerca de 50 horas por semana, caindo para 10 horas por semana por volta do final do segundo mês. A partir desse ponto, estão previstas operações de rotina. Operações Marítimas Por razões de segurança marítima, apenas um navio de cada vez irá ser autorizado a mover-se para/dos ancoradouros. Em média, espera-se que o terminal marítimo irá receber cerca de 3 petroleiros de LNG e 2-3 petroleiros de LPG refrigerado e condensados por mês. O tempo gasto desde a entrada até à saída irá ser de aproximadamente 20 horas com 14 a 16 horas no cais. Por razões de segurança, as embarcações deverão estar sempre prontas para poderem partir imediatamente quando estiverem atracadas em qualquer dos ancoradouros. As embarcações irão também ter uma zona de segurança de manobra de 1.000 metros a vante, 300 metros a ré e 100 metros de cada lado. Enquanto as embarcações estão ancoradas, a zona de segurança irá ficar restrita a 150 metros à volta dos navios. Um sistema de recuperação de gás vaporizado destina-se a recuperar os vapores associados às operações de armazenamento, retenção e carregamento de LNG e LPG. Os vapores de LNG e LPG ou irão ser encaminhados para o sistema de alimentação de combustível da plantaou irão ser comprimidos e reciclados de novo para o processo. Sistemas de Emergência Os empreiteiros de EPC seleccionados irão elaborar e implementar todos os planos de resposta para o período de construção. O Angola LNG irá elaborar todos os planos e procedimentos de resposta relevantes e implementar e manter a sua própria capacidade de resposta específica durante a operação. Os sistemas de segurança e prevenção de danos, incorporados na concepção do Projecto, irão incluir o seguinte • Sistemas de detecção e alarme de incêndios e gás; • Sistemas de protecção contra incêndios; • Equipamento de comunicação de emergência; • Classificação das áreas e selecção de equipamento; e • Plano e equipamento de resposta a derrames (hidrocarbonetos e não hidrocarbonetos). Força de Trabalho Operacional, Alojamento e Aprovisionamento A operação da planta e terminal do Angola LNG deverá começar em 2010 e irá necessitar de uns 300-500 empregados permanentes, sendo que para a operação da plantairá ser necessário um elevado nível de pessoal qualificado e semi-qualificado. Inicialmente, cerca de 30-40 por cento destes postos de trabalho poderão ser preenchidos por angolanos, valor que irá aumentar ao longo do tempo com programas de formação, esperando-se que mais de 60 por cento da força de trabalho seja constituída por angolanos por volta do 7º - 8º ano de operações. Dada a escassez de habitações disponíveis na área do Soyo, é provável que o Projecto irá procurar fazer um novo desenvolvimento residencial. A localização e estilo deste desenvolvimento residencial ainda estão por decidir. As despesas de aprovisionamento em materiais e serviços operacionais no local irão ascender a um valor entre os 45 e os 50 milhões por ano. Muitos dos fornecimentos para o Projecto durante a operação da planta irão ser de natureza altamente técnica e terão de ser aprovisionados internacionalmente. Outros bens e serviços, tais como equipamento de baixa tecnologia e serviços de manutenção, poderão ser fornecidos por companhias nacionais. entos para o Projecto durante a operação da planta irão ser de natureza altamente técnica e terão de ser aprovisionados internacionalmente. Outros bens e serviços, tais como equipamento de baixa tecnologia e serviços de manutenção, poderão ser fornecidos por companhias nacionais. Desactivação A desactivação refere-se ao processo de desmantelamento dos activos operacionais após conclusão do ciclo de vida operacional. Devido à operação a longo prazo da plantade LNG (20 anos), as propostas de desactivação irão ser especificadas por volta do fim de vida do Projecto. O Angola LNG irá elaborar na altura apropriada, no futuro, um plano de desactivação, antes da execução de qualquer trabalho de desactivação. Além disso, irá ser realizada uma ESHIA da desactivação, conforme exigido pelos regulamentos angolanos. A avaliação das actividades de desactivação no futuro irá ter o benefício de rever o Projecto como está de facto construído e de utilizar as actuais tecnologias prevalecentes e as práticas de gestão de resíduos e de infra-estruturas. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 17 Envolvimento dos Interventores O envolvimento dos interventores refere-se a um processo de partilha de informações e conhecimentos, que procura compreender as preocupações dos outros e construir relações com base na cooperação e parceria. É um processo a longo prazo que requer a construção da confiança através do diálogo aberto e do cumprimento dos compromissos. A divulgação da informação e a consulta dos interventores, durante a elaboração da ESHIA, é uma componente substancial do envolvimento geral dos interventores. É fundamental para o desenvolvimento da própria ESHIA nos seguintes modos: • A informação é partilhada de uma forma expressiva e atempada, de modo a possibilitar a reacção considerada do público. • Consulta durante a selecção do local A equipa da ESHIA é plenamente capaz de compreender e caracterizar Os interventores do Projecto são identificados com o fim de compreenderem os indivíduos ou organizações que irão ser afectados pelo Projecto ou pelas actividades relacionadas ou que poderão influenciá-los, tanto positiva como negativamente. Durante a etapa de selecção do local, elaborou-se uma lista inicial dos interventores do Projecto que tem sido revista e actualizada com regularidade. os possíveis impactes ambientais, socioeconómicos e na saúde decor- Interventores Primários Interventores Secundários rentes do Projecto. I • Possibilita ao Projecto elaborar medidas de mitigação e planos de gestão I eficazes que são sensíveis ao contexto local. • Podem identificar-se oportunidades que permitam às comunidades afectadas participar nas medidas de mitigação, monitorização e de valorização. O envolvimento dos interventores é central para a visão do Angola LNG. O Angola LNG reconhece que a comunicação aberta e transparente é essencial, devido à importância das actividades em que está envolvido e do impacte nas economias e indivíduos locais, regionais e nacionais. 18 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT I I I I Participantes do Projecto (gestão e empregados) Líderes da comunidade Membros da comunidade local Subgrupos vulneráveis (por ex., jovens, pessoas incapacitadas, mulheres) Fornecedores e empreiteiros potenciais Empresas/cooperativas locais (por ex., pesca) I Governo Nacional de Angola I Governo Local I Grupos de interesse especial I Igrejas e outras organizações religiosas I Organizações não governamentais I Organizações da comunidade I Universidades/académicos I Centros de formação I Clientes potenciais (compradores de LNG) I Fornecedores de gás I Outras companhias de produção I Associações comerciais, entidades industriais, etc. I Sindicatos I Partidos políticos I Comunidade financeira I Angola LNG Meios de comunicação internacional, nacional, regional e local Perspectiva Geral do Processo de Consulta O programa de consulta da ESHIA foi concebido para estar em conformidade com a legislação nacional angolana. Além disso, a intenção do Projecto Angola LNG é ser consistente com os requisitos do Banco Mundial/ Associação Financeira Internacional relativamente à consulta do público e à divulgação. Várias fases de consulta têm apoiado a ESHIA até à data, quer na área do Soyo quer na Área de Zimbi, e irão continuar à medida que a ESHIA caminha para a divulgação. Essas fases de consulta incluem: I Consulta Relativa à Selecção do Local; I Consulta Relativa à Delimitação do Âmbito; I Consulta Relativa à Recolha de Dados da Linha de Base; e I Consulta Relativa aos Impactes e Mitigação. A Consulta Relativa à Divulgação da ESHIA irá começar com a publicação deste Relatório para Divulgação da ESHIA ao público. Constatações Chave Resultantes da Consulta até à Data Ambiente Físico Inicialmente, os interventores locais não realçaram os impactes ao ambiente físico, tendo sido dada mais alguma ênfase a este aspecto em consultas posteriores, em particular no que se refere à extracção e transporte de material de aterro. As preocupações dos interventores das ONG e das comunidades locais estavam principalmente relacionadas com a amplitude da dragagem, embora os interventores locais não tivessem dado tanta ênfase a essas preocupações, devido à percepção das vantagens que o Angola LNG poderá trazer para a área. Biodiversidade Qualidade Ambiental Os interventores expressaram relativamente poucas preocupações no que se refere às questões da biodiversidade, tendo os pontos de vista dos interventores ambientais nacionais focado essencialmente na percepção da importância socioeconómica do Projecto. Numa sessão de trabalho de consulta sobre a biodiversidade, que teve lugar no Soyo em Setembro de 2005, a reacção geral foi a de que a biodiversidade não era uma questão significativa para o Projecto, embora esta atitude possa ter sido influenciada pela percepção dos benefícios dele decorrentes. É possível que, no futuro, à medida que se verificar uma maior consciencialização geral das questões ambientais, possa haver mais preocupações relativas à biodiversidade. A consulta sobre as questões de qualidade ambiental associadas ao Projecto (incluindo qualidade da água e do ar e níveis de ruído) não gerou uma resposta particularmente significativa por parte dos interventores. Regra geral, a percepção das questões ambientais pelos interventores tem sido secundária relativamente às preocupações de cariz socioeconómico e da percepção dos benefícios que os interventores acreditam que o Angola LNG poderá proporcionar. Contudo, a consulta pôs em evidência que a redução potencial da queima de gás, como resultado do Projecto, é bem acolhida pelas comunidades locais, devido à percepção dos impactes causados em determinadas culturas agrícolas. Foi levantada a questão dos impactes potenciais nas áreas de mangais, tendo-se verificado particularmente alguma preocupação relativamente ao trajecto da conduta, por se pensar que isto possa causar impactes significativos. Durante a consulta, foi referido que não é suficiente que o Projecto declare que irá monitorizar os impactes sobre a biodiversidade, mas antes o Projecto necessita de ter uma estratégia de resposta caso venha a ter um impacte (não potencialmente previsto) sobre a biodiversidade. Pescadores e peixeiras ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 19 Envolvimento dos Interventores Imigração Interna Ao longo de todo o processo de consulta, os interventores estavam preocupados que o Soyo se tornasse um íman para a migração interna. Embora os migrantes sejam geralmente aceites na comunidade local, muitos interventores expressaram a sua preocupação por uma potencial perda de oportunidades de emprego em prol dos migrantes internos. Foi também referido que a deslocação de mais pessoas para a área iria exercer uma maior pressão sobre os serviços de infra-estrutura básica, tais como saúde, água, electricidade, saneamento e habitação Não se verificaram ressentimentos contra a migração interna de outras partes de Angola. Muitos dos que vivem no Soyo, vindos de outras províncias, estão actualmente bem integrados na comunidade com os seus filhos a frequentarem as escolas locais, etc. Da mesma forma, embora haja expectativas elevadas de que o Projecto irá proporcionar postos de trabalho para a juventude local, segundo o Rei do Povo, os trabalhadores estrangeiros “são livres de virem e trabalharem aqui, toda a gente é bem-vinda”. Foi reconhecido que o Governo era, em última análise, responsável pelo planeamento dos terrenos, sendo necessário que elabore um plano de infra-estrutura para futuros desenvolvimentos. Muitos interventores sublinharam a necessidade de haver uma comunicação clara sobre de modo a evitar-se a viagem até ao Soyo de empregados especulativos. Os consultados também recomendaram que, a fim de se gerir esta questão, o Projecto devia apoiar o Governo. Bênção da Terra pelo Rei do Povo em Soyo Integração dos Trabalhadores Durante a consulta em Luanda, alguns participantes da sessão de trabalho expressaram um forte consenso para o facto de a decisão do Projecto em implementar, em grande parte, habitação de construção numa área fechada poder produzir uma reacção violenta da comunidade e representar uma oportunidade perdida de benefícios para o Soyo. Outros participantes manifestaram-se veementemente a favor de que o campo de construção devia ser fechado. Herança Cultural Muitas pessoas consultadas pediram que “a cultura local fosse respeitada, particularmente os locais sagrados, como os cemitérios”. Foi observado durante a consulta que o não respeito pela cultura local, incluindo locais culturais (particularmente os cemitérios), iria representar uma séria violação da cultura e poderia causar sérios problemas. O Projecto foi encorajado a estabelecer visitas de cortesia regulares ao Rei do 20 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Povo para se discutirem planos para a área e se pedir conselho, o que iria ser bem acolhido pelas autoridades tradicionais pois iria demonstrar que o Projecto dá valor à cultura local. O Rei do Povo no Soyo deixou bem claro que desejava uma cerimónia cultural para celebrar o arranque do Projecto, que foi realizado em Abril de 2006. Recreação e Áreas de Lazer Vários interventores chamaram a atenção para a falta de recreação e áreas de lazer no Soyo, especificamente na Praia dos Pobres. Contudo, os consultados não indicaram nesta altura quaisquer impactes potenciais específicos na praia. Durante uma reunião de consulta com a comunidade de Songo e Tona, os membros da comunidade afirmaram que não tinham recebido nenhuns benefícios da Base do Kwanda, especificamente instalações de lazer e de recreação: “Apesar de a terra ser nossa, não existem nenhumas áreas de recreação para os nossos filhos.” Saúde Um profissional do centro de saúde observou que é necessário haver uma estratégia para o tratamento da malária em hospitais, dado que a abordagem ao tratamento é mais reactiva do que preventiva. Preocupações semelhantes foram expressas relativamente à SIDA e às infecções sexualmente transmitidas, que constituem um problema cada vez maior. Existe entre a comunidade local a crença de que as doenças respiratórias agudas estão associadas à poluição atmosférica resultante da queima de gás. Durante uma reunião de grupo de profissionais de cuidados da saúde, estes afirmaram que desejam que o Projecto os apoie, especificamente ajudando-os a aumentar a consciencialização da prevenção (VIH, malária), e aumente os níveis de saneamento e educação na comunidade. A falta de estruturas médicas na região, a má qualidade das instalações, a falta de medicamentos e números insuficientes de camas para os doentes foram questões comentadas repetidamente. Emprego A questão do emprego tem sido um tema dominante ao longo da consulta. A necessidade de empregos e formação dos habitantes locais e dos angolanos em geral é uma questão chave que constitui uma preocupação para muitos interventores. A expectativa e os pedidos de oportunidades de emprego, especificamente para a juventude local, foram esmagadores. Além disso, existe frustração relativamente às práticas actuais de recrutamento na indústria petrolífera onde, por exemplo, a prática do ‘olá, dinheiro’ parece estar generalizada. O nepotismo e o patrocínio são também comuns, excluindo os jovens locais dos postos de trabalho permanentes. Embora as mulheres tivessem sido identificadas como um grupo vulnerável, foi também observado que o impacte do Projecto poderia ser positivo, dado que poderá reduzir o seu volume de trabalho. Contudo, o Director do Departamento para as Questões Relativas às Mulheres no Soyo observou que, mesmo para as mulheres com instrução académica, as oportunidades disponíveis são poucas. Os membros das comunidades piscatórias declararam que até os jovens com estudos não têm conseguido encontrar trabalho, tendo assim de pescar juntamente com o resto da família. Acrescentaram ainda que isto está a causar frustração, sendo elevadas as expectativas para o Projecto proporcionar postos de trabalho. Os habitantes do Soyo deixaram bem claro que queriam ter prioridade na atribuição das posições de trabalho, mas também expressaram as suas preocupações pelo facto de não possuírem qualificações suficientes para poderem competir para os postos de trabalho. As comunidades da Área de Zimbi também invocaram prioridade na atribuição das posições de trabalho. Eles expressaram preocupação relativamente à falta de transparência anterior no processo de recrutamento e o sentimento de serem ignorados, durante o recrutamento, pelas companhias petrolíferas. Qualificações e Educação Os interventores expressaram o desejo de que o Projecto trabalhe com o Centro de Emprego Municipal do governo local, a fim de assegurar que os habitantes locais com as qualificações certas sejam empregados pelo Projecto. Segundo os interventores, o projecto poderia proporcionar um benefício sustentável através da prestação de acções de formação e do desenvolvimento de qualificações, particular- mente em colaboração com o governo e outras organizações. Alguns interventores manifestaram as suas preocupações sobre a necessidade da existência de melhores instalações educativas. Além disso, a comunidade do Soyo pôs em evidência o facto de existirem poucas instalações de formação, apelando assim ao Projecto para construir um centro de formação vocacional, prestar acções de formação e conceder bolsas de estudo para ajudar a comunidade local. Agricultura Existe a ideia generalizada de que a queima de gás existente resultou em colheitas reduzidas, e os entrevistados afirmaram que se tem verificado um declínio da colheita dos campos locais. Alguns interventores estão convencidos de que o processo de queima de gás tem debilitado seriamente os seus meios de subsistência. Muitos interventores são de opinião que a cessação da queima de gás irá permitir a recuperação das culturas e aumentar desta forma o abastecimento de alimentos. Pesca Há uma preocupação generalizada de que o Projecto irá perturbar as actividades das comunidades piscatórias locais e que isto irá ter um impacte nos seus meios de subsistência. Os grupos locais, incluindo a Pesnorte e IPA, manifestaram igualmente as suas preocupações de que o Projecto irá ter um efeito adverso nas reservas de peixe e na actividade piscatória. Muitas das comunidades piscatórias tinham expectativas muito elevadas de que o Projecto trouxesse emprego, equipamento de pesca, cuidados de saúde e infra-estruturas (fornecimento de electricidade). Alguns representantes da comunidade declararam que, “desde que recebessem benefícios” do Projecto, iriam apoiá-lo. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 21 Envolvimento dos Interventores Empresas Locais Os interventores em Luanda achavam que as companhias petrolíferas em Angola deviam abrir as suas portas às empresas locais e também respeitar a nova legislação relativa às parcerias com as organizações locais, tendo sublinhado que o Projecto devia procurar activamente companhias locais, a fim de entrar em parceiras com as mesmas. Segundo os interventores, isto iria ter um efeito positivo nos preços, dado que o desenvolvimento das empresas locais iria depender menos de bens e serviços dispendiosos importados para o Soyo. Desenvolvimento Económico Local Em geral, os interventores achavam que o Angola LNG poderia desempenhar um papel chave no desenvolvimento económico do Soyo, particularmente através do fornecimento de gás e/ou electricidade e da assistência na melhoria das infra-estruturas, planeamento de terrenos, partilha de informações e dotação de instalações. O micro-financiamento foi também sugerido durante a consulta pelos interventores em Luanda. Durante a consulta da linha de base, alguns interventores estavam preocupados que o Projecto só iria beneficiar os que se encontram nos limites da Base do Kwanda, e sugeriram que o Projecto se expandisse mais para dentro da comunidade, com a possibilidade de um escritório na cidade do Soyo e alojamento de visitantes e trabalhadores nos hotéis e casas fora da base. Infra-estrutura, Serviços de Utilidade Pública e Serviços Os interventores tinham expectativas muito elevadas sobre o fornecimento de melhores serviços e serviços de utilidade pública através do Projecto. Alguns consultados queixaram-se que não tinham “água, escolas e hospitais” e declararam que, até à data, as companhias petrolíferas não tinham respondido aos pedidos para melhorar os fracos serviços no Soyo. O abastecimento de energia na forma de electricidade (preferivelmente) ou de gás foi uma questão levantada, em várias ocasiões, como sendo uma prioridade chave tanto no Soyo como na Área de Zimbi. Além disso, alguns interventores declararam que a falta de electricidade constituía um severo obstáculo ao desenvolvimento empresarial e que o Projecto deveria resolver o problema das más infra-estruturas na área. Várias mulheres do Soyo esperavam que o abastecimento de electricidade reduzisse os acidentes caseiros provocados por velas e candeeiros. Os entrevistados esperavam claramente que o Projecto disponibilizasse gás engarrafado a preços razoáveis, de modo que deixasse de ser necessário terem de apanhar lenha ou comprar carvão. Transporte A comunidade do Songo e Tona identificou o aumento de tráfego ao longo da estrada para o transporte de pesados como uma preocupação. Durante a consulta aos interventores, poucas outras preocupações foram levantadas relativas ao transporte, embora isto se pudesse dever Soyo Area 22 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Constatações da Consulta sobre o Projecto e o Processo da ESHIA I A vasta maioria dos membros da comunidade local consultados declararam que a comunidade irá apoiar o Projecto desde que as comunidades locais recebam benefícios suficientes. I No decurso das consultas aos interventores, muitos interventores expressaram a sua apreciação pelo facto de o Projecto os estar a envolver em sessões de trabalho, assim como pelos passos pró-activos do Angola LNG em envolver os interventores externos. I Vários participantes comentaram sobre a importância do envolvimento dos consultores locais no Projecto, de modo a melhorar a capacidade dos angolanos na realização de tais estudos e assegurar que a ESHIA tome o contexto local em plena consideração. I Alguns interventores declararam que a indústria em geral, incluindo o Projecto Angola LNG, não tem estado a comunicar eficazmente com os habitantes locais. Foi revelado noutras consultas que alguns grupos não tinham sido informados sobre as reuniões de consulta para a delimitação do âmbito no Soyo. A percepção era de que as pessoas ‘comuns’ não tinham muita informação sobre o Projecto. Impactes e Mitigação Identificação dos Impactes Potenciais Os impactes potenciais da construção e operação do projecto sobre o ambiente natural e humano têm sido estudados cuidadosamente para as seguintes áreas de impacte chave: I biobiodiversidade; I processos hidrodinâmicos e do leito do mar; I qualidade ambiental (paisagem, visual, luz, ruído, qualidade do ar e da água, resíduos); I peixe e pescas; I impactes socioculturais e doenças transmissíveis; I socioeconómica (emprego, meios de subsistência, rendimento, economia local, utilização da terra e agricultura) I infra-estrutura e serviços (incluindo transporte); e I eventos não usuais. Avaliação do Significado O significado dos impactes tem sido avaliado mediante utilização dos critérios para os objectivos definidos, derivados dos seguintes elementos chave. I o respeito pela legislação angolana relevante e por quaisquer normas relevantes do Projecto ou da indústria, padrões ou directrizes ambientais; I a magnitude (incluindo a duração) das alterações, quantificadas sempre que praticável; I a natureza e nível de sensibilidade do receptor (físico, biológico ou humano); e I a possibilidade (probabilidade) de ocorrência do impacte identificado As principais categorias do significado dos impactes estão resumidas abaixo. Os impactes positivos proporcionam aos recursos ou receptores, a maior parte das vezes pessoas, benefícios positivos. Os impactes insignificantes são aqueles em que um recurso ou receptor não irá ser afectado, de modo nenhum, por uma determinada actividade, ou o efeito previsto não é distinguível das variações naturais de fundo. Um impacto menor é aquele cujo efeito irá ser experimentado, mas a magnitude do impacte é suficientemente pequena (com ou sem mitigação) e bem dentro dos padrões aceites, e/ou o receptor é de baixa sensibilidade/valor. Um impacte moderado é aquele que está dentro dos limites e padrões aceites. É óbvio que conceber uma actividade de modo que os seus efeitos apenas evitem por pouco um impacte maior não é a melhor prática, daí que a ênfase nos impactes moderados consista em demonstrar que o impacte foi reduzido a um nível que é tão baixo quanto razoavelmente praticável (ALARP). Um impacte maior é aquele em que um limite ou padrão aceite poderá ser ultrapassado, ou quando ocorrem impactes de grande magnitude em recursos/receptores altamente valorizados/sensíveis. Um dos objectivos da ESHIA é atingir um ponto em que o Projecto não tenha quaisquer impactes residuais maiores, certamente não aqueles que iriam perdurar a longo prazo ou expandir-se ao longo de uma grande área. Pescador ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 23 Angola LNG Construção Fragmentação do habitat Transporte de sedimentos Construção Operação Operação Operação Ruído Emissões de Combustão: Impactes de NOx, SOx, PM10 nas comunidades locais e na vegetação Emissões de Combustão: GHGs Menor (negativo) a Moderado (negativo) Menor (negativo) a Moderado (positivo) Menor (negativo) a Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Menor (negativo) a Moderado (negativo) Menor (negativo) a Moderado (negativo) Menor (negativo) a Moderado (negativo) Significado do Impacte (1) Residual ([1]) (1) Pressupondo que todos acordaram na aplicação da mitigação. Operação Operação Visual Emissões Fugitivas Operação Paisagem Qualidade Ambiental Construção Construção Distúrbios de acesso Dragagem Construção Distúrbios aos peixes devido à dragagem Pescas Construção Fase Perda de habitat permanente Biodiversidade Impacte Impactes com Significado Residual Moderado 24 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Sim – Apesar das medidas de mitigação, poderão ainda ocorrer emissões fugitivas. Além disso, a queima de gás não rotineira continuará a ter lugar, embora infrequentemente. Sim – As instalações irão ser uma fonte relativamente pequena de GHGs. Dado que um dos propósitos do Projecto é contribuir para a eliminação da queima de gás na zona marítima de Angola, isso poderá ser visto como um benefício final. Em Parte – O Projecto mitigou previamente as emissões, ao definir especificações funcionais restritas, consistentes com os padrões internacionais. O impacte residual é, contudo, classificado como moderado, dado que a concepção ainda não foi concluída e as verdadeiras características do desempenho das instalações, no que respeita às emissões atmosféricas, não são conhecidas. Porque as comunidades locais têm uma percepção negativa da queima de gás (questão da alforra, etc.) e a queima irá ser evidente durante os dois primeiros meses do arranque. Sim – O projecto definiu rigorosos padrões de ruído operacional e propôs também um programa para gestão do ruído do tráfego na estrada para transporte de pesados. Está a ser considerada mitigação adicional para as comunidades da linha de vedação. O impacte residual é contudo classificado como moderado, dado que a concepção ainda não foi concluída e as verdadeiras características do desempenho das instalações, no que respeita ao ruído, ainda não são conhecidas. Sim – Dada a localização das instalações, o impacte visual irá ser mitigado a partir de alguns pontos, através de resguardos e arranjos paisagísticos. Contudo, não é possível, dada a escala do desenvolvimento e o facto de muitos pontos de vista serem através da água, mitigar ainda mais os impactes visuais. Sim – Com a transição da savana de palmeiras para o ambiente construído, são inevitáveis alterações na paisagem. A instalação irá ser integrada apropriadamente no contexto da Base do Kwanda. Sim – Confinado à Ponta do Padrão. Considerado na etapa de selecção do local. Sim – Está a ser elaborado um RAP sobre as Pescas tendo em vista assegurar que os impactes aos pescadores locais são mitigados. Sim – A classificação de Moderado é cautelosa, dado que as comunidades piscatórias são mal compreendidas nesta etapa. O impacte é inevitável, mas o Projecto comprometeu-se a implementar medidas de gestão da dragagem de modo a minimizar a produção de plumas de turvação. Sim – Não há nenhum trajecto praticável da conduta que se aproxime da Ilha do Kwanda sem algum impacte ao habitat de mangais na periferia. A única maneira de fazer isto seria uma conduta marinha até ao estuário do Congo que iria ter outros impactes significativos. Sim – A perda de habitat permanente é inevitável. O projecto seleccionou cuidadosamente o local e o trajecto conceptual da conduta para minimizar o impacte ao habitat sensível Isto Demonstra ALARP? Operação Derrame Catastrófico Construção Operação Conflito e Crime Construção Operação Construção Operação Construção Operação Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) VIH/ SIDA, Hepatite B, C Vírus de Marburg e Ébola 25 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Construção Operação Gripe das Aves Transmissão de doenças transmissíveis Construção Normas culturais Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo Menor (negativo) a Moderado (negativo) Menor (negativo) a Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Menor (negativo) a Moderado (negativo) Angola LNG Padrões de liderança, normas culturais, conflito e crime Construção Operação Construção Operação Derrame de combustível de navio Cenários não usuais Resíduos Especiais Operação Construção Descargas de Esgotos Efluentes de Processamento Construção Qualidade da água local (alteração na salinidade, temperatura e turvação) Sim – O Projecto está empenhado em implementar medidas que sejam razoavelmente praticáveis. Um surto é altamente improvável, contudo, caso ocorra, irá ser extremamente difícil contê-lo e a principal responsabilidade de resposta irá b à t id d d úd Sim – O Projecto está empenhado em levar a cabo tudo o que for razoavelmente praticável, a fim de prevenir a transmissão a partir da sua própria força de trabalho. Irá também explorar formas de melhorar a prevenção e a gestão do VIH /SIDA na comunidade. Sim – O Projecto está empenhado na implementação de medidas que são razoavelmente praticáveis. Um surto é altamente improvável, contudo, caso ocorra, irá ser extremamente difícil contê-lo e a principal responsabilidade de resposta irá caber às autoridades de saúde. Sim - O Projecto está empenhado na implementação de medidas que são razoavelmente praticáveis. Um surto é altamente improvável, contudo, caso ocorra, irá ser extremamente difícil contê-lo e a principal responsabilidade de resposta irá caber às autoridades da saúde. A classificação do meio residual é realizada perante o cenário existente de que não é possível a transmissão do vírus entre humanos. Sim – A gestão das expectativas irá ser um desafio contínuo para o Projecto. Sim – A localização do Projecto, junto à cidade do Soyo, foi em parte influenciada pelo desejo do Governo angolano para que o Angola LNG servisse de catalizador de desenvolvimento na área do Soyo. Dada a sua localização, é inevitável um elevado grau de interface com a comunidade local. Contudo, o Projecto está a implementar precauções razoáveis para agir de acordo com as normas culturais da sociedade e para prevenir uma interacção potencialmente prejudicial com a força de trabalho da construção. Sim – Com base nas medidas de mitigação do Projecto, o risco de ocorrência deste evento é extremamente baixo. Estão a ser levados a cabo mais trabalhos para elaboração de planos de contra-medidas, incluindo uma avaliação dos recursos que estão mais em risco e a necessitarem de protecção, no caso da ocorrência de um derrame. Sim – Os eventos não usuais, pela sua própria natureza, não podem ser inteiramente evitados. O projecto demonstrou que as precauções razoáveis, tanto em termos de capacidade de resposta como de planeamento organizacional, irão estar preparadas. Estão a ser levados a cabo mais trabalhos para a elaboração de planos de contra-medidas, incluindo uma avaliação dos recursos que estão mais em risco e a necessitarem de protecção, no caso da ocorrência de um derrame. Sim - O projecto reconheceu as limitações das instalações de resíduos existentes e comprometeu-se a efectuar uma eliminação responsável dos resíduos especiais numa instalação local especial. Sim – O projecto mitigou previamente os impactes resultantes dos efluentes ao definir rigorosas especificações funcionais que são consistentes com os padrões internacionais. Além disso, a adopção do arrefecimento do ar (em vez do arrefecimento da água) reduz o âmbito dos impactes resultantes dos efluentes de forma significativa. O impacte residual é, contudo, classificado como moderado, dado que a concepção ainda não foi concluída e as verdadeiras características do desempenho das instalações, no que respeita aos efluentes, não são conhecidas. Sim - O projecto definiu padrões de qualidade rigorosos para os efluentes consistentes com as directrizes internacionais. Irá ser da responsabilidade do empreiteiro FEED demonstrar que a concepção de qualquer canal de descarga terminal possa alcançar estes objectivos. Sim – A dispersão de sedimentos irá ser controlada. Irá ser elaborado um plano de gestão de dragagem Construção Operação Construção Operação Construção Operação Valorização / melhoria das qualificações e experiência Ira e ressentimento da comunidade pelo facto de os seus membros não estarem empregados Transferência de qualificações dos trabalhadores chave Construção Operação Construção Operação Impacte sobre os preços Oportunidades de venda a retalho/ outras oportunidades empresariais Maior pressão sobre as instalações de cuidados de saúde Serviços Sociais Habitação para a força de trabalho Construção Operação Construção Operação Construção Operação Maior experiência empresarial, formação e qualificações Habitação Construção Operação Aprovisionamento de bens e serviços Empresas locais e desenvolvimento local Construção Operação Emprego directo, indirecto e induzido Emprego e capacidade 26 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Moderado (negativo) a Maior (positivo) Moderado (negativo) a Moderado (positivo) Moderado (positivo) Moderado (negativo) a Moderado (positivo) Moderado (positivo) Moderado (positivo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (positivo) Moderado (positivo) Angola LNG Sim – O Projecto procurou minimizar quaisquer impactes sobre a saúde da comunidade. Contudo, na prática, isto irá ser muito difícil. Ainda não foram identificadas as oportunidades conducentes à melhoria da saúde da comunidade, mas poderá haver benefícios. Há uma oportunidade para o Projecto desenvolver a sua estratégia de cuidados de saúde de forma a beneficiar também a comunidade local. O processo para estudar cuidadosamente a viabilidade desta oportunidade ainda não começou. Não – O campo fechado deve-se ao facto de o Projecto querer minimizar os impactes negativos que podem ser causados por uma grande força de trabalho da construção. Contudo, há uma diferença de expectativas entre o Projecto e a comunidade local que necessita de ser reduzida, de modo a evitar que o campo se torne uma fonte de tensão. A um prazo maior, a provisão de habitação durante as operações é um impacte positivo. Sim – A estratégia de habitação e aprovisionamento do projecto irá minimizar a procura insustentável do mercado e impactes potenciais sobre os preços. A presença do Projecto deverá ser positiva a longo prazo à medida que os sistemas de abastecimento ao Soyo são melhorados. Sim – A eficácia irá, contudo, depender das estratégias de mitigação que forem definidas e que ainda não foram elaboradas. Em parte – A principal barreira ao emprego é a falta de qualificações para postos de trabalho que irão ser necessários durante as fases de construção e operação. A maior parte desta formação irá ser realizada pelos empreiteiros. Contudo, iria ser benéfico dar início às actividades de formação antes de se proceder à selecção do empreiteiro. Ver ‘conflito e crime’ acima. O Projecto está empenhado em várias medidas que irão ajudar na transição da construção para a operação. Um plano de angolanização para o Projecto na fase operacional iria concluir o pacote da mitigação. Construção Operação Construção Operação Construção Operação 27 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Segurança de pequenas embarcações e danos ao equipamento Transporte e navegação marítima Acidentes rodoviários Transporte rodoviário Expectativas de melhorias às instalações locais Serviços de Utilidade Pública Angola LNG Moderado (negativo) Moderado (negativo) Moderado (negativo) a Maior (positivo) Sim – A segurança é a principal preocupação do Projecto, que está comprometido a implementar os padrões mais elevados de segurança na conduta dos seus empregados e dos empregados dos seus empreiteiros. Irão ser necessários mais recursos do governo para evitar pequenos barcos sobrecarregados, e por vezes ilegais, à medida que aumentam os movimentos dos grandes barcos. Sim – A segurança é a principal preocupação do Projecto, que está comprometido a implementar os padrões mais elevados de segurança na conduta dos seus empregados e dos empregados dos seus empreiteiros. Em parte – Os compromissos são apropriados, mas as oportunidades ainda estão por identificar e a capacidade de assegurar que as oportunidades sejam levadas avante durante a construção é limitada. Existe um contexto de expectativas locais elevadas. Há muitas oportunidades para se desenvolver o Projecto de maneira a beneficiar também a comunidade local. O processo para estudar minuciosamente as oportunidades potenciais ainda não começou. Impactes e Mitigação Mitigação O desenvolvimento das medidas de mitigação tem sido orientado por uma visão e uma abordagem estratégica comum. Em cada área de impacte, o Projecto definiu objectivos que têm orientado a elaboração das medidas de mitigação específicas. Objectivos da Mitigação: I I Contribuir para o desenvolvimento sustentável a longo prazo de Angola mediante a promoção do crescimento económico, dando plena consideração à equidade social e à qualidade ambiental. Trabalhar no sentido de manter relações positivas e o apoio da comunidade local, governo, instituições e da sociedade em geral. Abordagem Estratégica à Mitigação I Dar prioridade a iniciativas que irão i) contribuir a curto prazo para o desenvolvimento sustentável que fornece a base para contribuições a mais longo prazo; e/ou ii) dar contribuições de custo eficaz a curto prazo ao desenvolvimento sustentável. Um objectivo da ESHIA consiste em identificar os meios que evitem danos desnecessários aos recursos e receptores ambientais e socioeconómicos. No processo de desenvolvimento da mitigação, deve primeiro focar-se nas medidas que irão prevenir ou minimizar impactes, através da concepção e gestão do Projecto, em vez de se estar dependente de medidas de reinstituição ou de compensação. A este respeito, é importante notar que este princípio foi aplicado pela primeira vez durante a selecção do local, quando escolhas bem informadas permitiram ao Projecto evitar impactes potencialmente significativos associados a outros locais. A aplicação de uma ‘hierarquia’ de medidas de mitigação tem sido uma forma de interacção entre a ESHIA e a concepção. Abaixo encontra-se uma descrição geral da hierarquia de medidas de mitigação para as actividades planeadas ou eventos não planeados. Prevenir na Fonte; Reduzir na Fonte: prevenir ou reduzir na fonte através da concepção do Projecto (por ex., prevenir através da localização ou redireccionamento da actividade para longe das áreas sensíveis ou reduzir através da restrição da área de trabalho ou da alteração do período da actividade). Atenuar no Local: acrescentar alguma coisa à concepção para atenuar o impacte (por ex., equipamento para controlo da poluição, controlos de tráfego, análise minuciosa e arranjo paisagístico do perímetro). Atenuar no Receptor: se um impacte não puder ser atenuado no local, poderão então ser implementadas medidas de controlo fora do local (por ex., barreiras sonoras para se minimizar o impacte do ruído numa área residencial próxima ou construção de uma vedação para prevenir a entrada de animais no local). I Trabalhar com outros em Angola (indivíduos, governo, sector privado, instituições) sempre que for possível e apropriado para realização dos objectivos comuns. Reparar ou Remediar: alguns impactes envolvem danos inevitáveis a um recurso (por ex., terras agrícolas e florestas devido à criação de acessos, campos de trabalho ou áreas de armazenamento de materiais) e estes impactes requerem medidas de reparação, restauração e reinstituição. I Utilizar projectos e programas existentes, sempre que for apropriado, como base para a tomada de medidas de mitigação ou de melhoria exigidas pelo Projecto. I Obter a aceitação das comunidades afectadas, dos responsáveis principais pela tomada de decisões e dos que estão envolvidos na implementação através da consulta transparente. Compensar em Espécie; Compensar Através de Outros Meios quando outras abordagens de mitigação não são possíveis ou não são totalmente eficazes, pelo que a compensação por perdas, danos e distúrbios poderá ser apropriada (por ex., plantar para substituir a vegetação danificada, compensação financeira por culturas danificadas ou providenciar instalações comunitárias devido à perda de acesso à pesca, espaço de recreação e de lazer). Convém sublinhar que a compensação a indivíduos que sofreram impactes residuais ao seu meio de subsistência ou à sua qualidade de vida irá ser geralmente não financeira e irá centrar-se na restauração dos seus meios de subsistência. 28 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Os objectivos da mitigação são frequentemente estabelecidos através de padrões legais ou das melhores práticas, tais como os do Banco Mundial. Quando os padrões são inexistentes, os objectivos foram estabelecidos pelo Projecto Angola LNG, com base nas melhores práticas internacionais. Um dos propósitos do Projecto é ser consistente com as Directrizes do Banco Mundial e as directrizes apropriadas da indústria internacional. Foram elaborados vários padrões internacionais de directrizes para boas práticas para a indústria dos hidrocarbonetos, os quais desempenham um papel intrínseco na concepção básica e nos métodos de construção. Assim, a maioria das medidas de mitigação incluem-se nas duas classes superiores da hierarquia e são eficazmente integradas na operação planeada. Impactes Residuais Chave Nem sempre se pode alcançar a mitigação completa de um impacte. Um impacte residual é o impacte que se prevê que irá permanecer após as medidas de mitigação terem sido concebidas na actividade pretendida. Existe um elemento interactivo neste processo, por isso os impactes residuais inicialmente considerados ‘maiores’ ou ‘moderados’, mesmo com a aplicação de medidas de mitigação, irão ser geridos numa base contínua, incluindo outras sequências de previsão, estudo minucioso e identificação de outras medidas de mitigação. Este processo irá continuar com a produção do Relatório Suplementar da ESHIA, depois de tomada a Decisão de Investimento Final (FID) e contratado o empreiteiro de EPC. Os impactes residuais de significado moderado estão resumidos abaixo. Impactes Cumulativos e Sua Mitigação Perspectiva Geral O Soyo foi designado pelo Governo de Angola como um dos seis pólos de crescimento industrial no país e o Projecto Angola LNG é visto como um catalisador para este crescimento. Embora haja planos para futuros projectos industriais, a natureza e potenciais localizações desse desenvolvimento não são conhecidas. Considerando os detalhes limitados disponíveis relativamente a esses futuros desenvolvimentos, a avaliação dos impactes cumulativos é necessariamente de natureza genérica. Tipos de Impactes Cumulativos Relevantes para o Projecto Angola LNG I Acumulativos: o efeito geral de vários tipos de impactes no mesmo local (por exemplo, emissões fugitivas de poeira, ruído da construção e tráfego de construção, todos a ter um impacte no Songo e Tona). I Interactivos: quando dois tipos diferentes de impactes (que poderão por si só não ser importantes) reagem um com o outro para criar um novo impacte (que poderá ser importante) (por ex.,produção de água de um curso de água poderá exacerbar os impactes causados pelo maior carregamento de sedimentos). I Aditivos ou Em Combinação: quando os impactes da actividade principal (ou seja, a construção e a operação do Projecto Angola LNG) são acrescentados aos impactes das actividades de terceiros (por ex., outros projectos importantes na vizinhança do Projecto que já estão a ocorrer, que estão planeados ou que poderão acontecer num futuro próximo). Na ausência de mais detalhes, poderão considerar-se várias hipóteses de desenvolvimentos, incluindo a produção de energia e fábricas de metais e de produtos químicos, assim como várias indústrias secundárias. Existe também a possibilidade da construção de estradas do Soyo até ao sul, juntamente com a expansão do aeroporto. Com este desenvolvimento, a migração interna iria registar um aumento significativo, sendo provável que, com o decorrer do tempo, o número dos migrantes internos venha a ser várias vezes superior ao número de habitantes originais da área. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 29 Impactes e Mitigação Os impactes cumulativos chave em grande escala que poderão surgir estão relacionados com: I I Os impactes da qualidade do ar (com implicações associadas na saúde) devido às emissões de óxidos de nitrogénio e à formação de ozono troposférico. I Os estímulos à economia regional e economia nacional decorrentes dos desenvolvimentos industriais. I Imigração de outros países na região, particularmente da RDC e de outros países da África Ocidental, e pressões de imigração associadas ao longo da fronteira norte de Angol a. Impactes Cumulativos Locais Os impactes cumulativos locais são de maior alcance, dado que o desenvolvimento local irá tocar na maior parte dos aspectos das vidas das pessoas e no ambiente da área do Soyo. I As principais áreas potenciais de impacte cumulativo estão relacionadas com a área física do desenvolvimento e com o influxo para a área dos que procuram trabalho. Algumas das áreas chave são: I A perda de mangais e das funções ecológicas associadas que iria resultar da dragagem do canal Pululu. Uma combinação de ocupação de terras e de mais população e distúrbios iria também exercer pressão sobre os habitats terrestres e a sua fauna I A industrialização da área do Soyo iria ter como resultado um maior impacte visual, mais ruído e níveis mais elevados de poluição ambiental local. A qualidade do ar poderá ser uma questão especial. I Além da perda potencial de peixes se os mangais forem danificados, o aumento da população local e do tráfego marítimo irá exercer mais pressão sobre as reservas de peixe e 30 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT também proporciona oportunidades conducentes a uma melhoria da habitação na área do Soyo. Essa habitação poderá ser construída por companhias com actividade no local ou por companhias de construção que procuram vender ou arrendar aos trabalhadores da área. os meios de subsistência locais resultantes da pesca, incluindo distúrbios às pescas decorrentes da maior actividade de navegação. Impactes Cumulativos em Grande Escala I I Os impactes cumulativos resultantes da ocupação de terras poderão reduzir a produção agrícola geral na área do Soyo. Sem melhorias na infra-estrutura de abastecimento, isto poderia exacerbar a escassez sazonal de produtos agrícolas que, como é sabido, ocorreu em recentes anos no Soyo. A ocupação de terras poderá também resultar na deslocação da agricultura ou pessoas. Estas perdas poderão ser particularmente graves para qualquer comunidade se uma parte substancial da sua terra for permanentemente adquirida e/ou se a sua fonte principal de rendimento ou subsistência for proveniente das actividades agrícolas. Pressupõe-se que futuros desenvolvimentos industriais irão evitar importantes locais culturais, mas o Santuário da Sereia e a Floresta da Sereia poderiam ficar comprometidos dada a sua proximidade a zonas destinadas a futuros desenvolvimentos. Da mesma forma, o acesso a áreas de recreação, como a Praia da Sereia, poderia ser mais reduzido ao longo do tempo. O desenvolvimento do Soyo, como uma cidade industrial e centro empresarial, iria encorajar o Governo a melhorar as ligações de transportes, proporcionando um ambiente empresarial mais favorável. Isto, por sua vez, iria atrair mais investimento para o Soyo, que iria ser considerado um mercado mais acessível com potencial de crescimento. É provável que o desenvolvimento do Soyo, como um centro económico, iria atrair pessoas das áreas rurais e das áreas menos desenvolvidas em busca de oportunidades de trabalho no Soyo. O aumento de trabalhadores com melhores salários na área do Soyo Angola LNG I A migração interna iria conduzir à expansão não planeada de comunidades e exercer pressão nos serviços de utilidade pública, serviços e infra-estrutura locais, incluindo saúde e transporte (tanto rodoviários como marítimos). I Poderá também haver construção de novas estradas, tal como a estrada prevista entre a nova área residencial do Angola LNG, a sul do Soyo, e a Base do Kwanda. Essas estradas, se forem bem planeadas, poderiam redireccionar o tráfego para longe das áreas residenciais e aliviar o congestionamento. O maior movimento de pessoas poderá também encorajar a introdução de serviços de autocarros. I Alguma imigração irá ser ilegal. É provável que os imigrantes ilegais aceitem salários mais baixos e executem tarefas mais perigosas e difíceis do que os locais. Os grupos vulneráveis poderão ser explorados e o tráfego humano poderá aumentar como um meio de transportar pessoas ilegalmente através das fronteiras. I A procura de mão-de-obra iria encorajar o governo e o sector privado a investirem em formação e educação. Um maior rendimento disponível iria estimular a economia local e atrair mais investimento e empresas secundárias. Um maior fornecimento de bens e serviços na área, assim como a concorrência entre os fornecedores, poderá conduzir a uma diminuição dos preços elevados e instáveis, actualmente praticados, dos bens e serviços na área. I I I I Grandes números de imigrantes que não partilham a história e o respeito pelas normas locais poderão corroer os padrões tradicionais de liderança e reduzir a coesão da comunidade, podendo resultar num aumento da criminalidade. Contudo, poderá também verificar-se um intercâmbio cultural positivo, como é o caso dos residentes locais que poderão aprender com os esforços empreendedores dos imigrantes da RDC. Poderão ser introduzidas novas religiões ou ramos de religiões estabelecidas dos países vizinhos, embora o culto dos antepassados irá provavelmente continuar. Contudo, a música tradicional, a dança e os rituais poderão sofrer a influência ou serem abandonados, ao longo do tempo, a favor das práticas culturais de outras culturas (em particular da cultura ocidental). A não ser que novas companhias façam esforços substanciais para dar empregos e fazer com que os benefícios se façam sentir localmente, a actual alienação (particularmente entre os jovens desempregados) poderá resultar em hostilidade contra as companhias e o seu pessoal não local. As comunidades de imigrantes em áreas não planeadas irão muito provavelmente sofrer de doenças transmissíveis, tais como TB, cólera, etc. Existe também a possibilidade de um aumento de VIH/SIDA e de infecções transmitidas sexualmente com o aumento da população. A imigração tem igualmente o potencial de despoletar um surto de uma doença infecciosa grave, como o ébola, o vírus de Marburg, a gripe das aves ou a síndrome respiratória aguda grave (SARS). Desconhece-se actualmente a existência de qualquer uma destas doenças em Angola, mas existe o potencial para uma ou mais destas doenças serem introduzidas na área. As actividades de construção na área poderão conduzir a águas estagnadas temporárias (em valetas, etc.) onde os mosquitos poderão reproduzir-se, tendo como resultado uma maior prevalência da malária. Não se conhecem nenhuns desenvolvimentos que possam causar impactes cumulativos na Área de Recursos de Zimbi. Contudo, se houvesse qualquer desenvolvimento que pudesse causar um impacte cumulativo na Área de Recursos de Zimbi antes de a sua camada de areia do fundo do mar voltar a encher ou num local que corte o fluxo de sedimentos para esta área, poderia então verificar-se uma alteração significativa do habitat. Considerações de Gestão para os Impactes Cumulativos O Angola LNG tem uma capacidade muito mais baixa para influenciar o desenvolvimento mais alargado da área do Soyo, que irá resultar indirectamente do Projecto e das indústrias que poderão ser arrastadas para a área devido à presença do Projecto. Aqui, a responsabilidade principal pertence ao Governo de Angola, embora haja áreas onde o Projecto possa ser capaz de dar apoio e assistência (por ex., na preparação de um plano de desenvolvimento estratégico para o Soyo). É certo que o Projecto Angola LNG constitui uma oportunidade significativa de desenvolvimento para a área do Soyo, mas a sustentabilidade do desenvolvimento irá, em grande parte, depender das medidas accionadas pelo Governo e por outros interventores nos próximos anos. disponíveis sobre os planos de industrialização para a área, recomenda-se vivamente que o Governo de Angola realize uma Avaliação do Impacte Estratégico. Os resultados desta avaliação poderiam moldar o desenvolvimento de um plano estratégico da área do Soyo, tendo em vista uma distribuição socialmente equitativa dos benefícios económicos e a protecção do ambiente. O Angola LNG está interessado em trabalhar com o Governo de Angola para levar a cabo essa avaliação. Implicações de Contingência Para este Projecto, muita da informação relativa à concepção de engenharia preliminar que iria normalmente estar disponível nesta etapa do Projecto é ainda confidencial. Assim que o concurso para a concepção estiver resolvida e um empreiteiro nomeado, o Projecto irá emitir um suplemento da ESHIA para os interventores. Este suplemento irá ter também em conta as constatações do trabalho adicional, levado a cabo pelo projecto para reduzir a incerteza dos dados da linha de base, particularmente no que se refere ao ruído, qualidade do ar e pescas. A outra área principal de incerteza numa ESHIA refere-se às respostas do ambiente natural e humano. Duas acções principais servem para reduzir esta incerteza: I O estabelecimento de um programa de monitorização que irá apoiar o Projecto através da construção e operação. Este programa de monitorização irá estudar minuciosamente se as medidas de mitigação estão a ser implementadas eficazmente e se o ambiente está a responder conforme previsto. I A consulta sistemática à comunidade que tem como objectivo comunicar com clareza às comunidades as actividades e os impactes previstos do Projecto, e ouvir e responder às suas preocupações. Assim que houver mais informações Vista da área dos Mangais no Soyo ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 31 Gestão ambiental, Socioeconómica e da Saúde (ESH) da Comunidade Abordagem à Gestão de ESH O Projecto Angola LNG gere sistematicamente a saúde, o ambiente, a segurança e a fiabilidade através da implementação de um projecto específico designado por Sistema de Gestão de Excelência Operacional (OEMS) que irá ser mais desenvolvido no contexto da Visão geral da Equipa do Projecto. Visão da Equipa do Projecto Somos reconhecidos e respeitados pelos nossos investidores, anfitriões e clientes por proporcionarmos um empreendimento de LNG de Classe Mundial, que é conhecido pelas suas soluções inovadoras e sustentáveis com vista a facilitar o desenvolvimento dos hidrocarbonetos em Angola. Somos reconhecidos e respeitados pelos nossos resultados relativamente às pessoas, segurança, ambiente e saúde. I Cada Pessoa – Segura – Cada Dia. I Comportamento transparente e ético. I Contribuição social positiva. I Liderança pró-activa e decisiva. I Forte capacidade na Saúde, Ambiente, Segurança, Eficácia e Fiabilidade. No contexto da Visão do Projecto, o Angola LNG desenvolveu um conjunto de valores principais que visam o seguinte: I Integridade, honestidade e ética no desempenho da actividade; I Protecção das pessoas e do ambiente; I Abertura no relacionamento com os outros; I Diversidade e aprendizagem a partir das culturas nas quais trabalha e com as quais interage, excelência e melhoria contínua 32 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT O Angola LNG irá alcançar estes valores principais através dos Princípios e Expectativas na Saúde, Ambiente e Segurança (HES) e da Declaração de Responsabilidade Social Corporativa apresentada na caixa abaixo: DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA DO ANGOLA LNG Declaração da Visão A abordagem do Angola LNG à responsabilidade corporativa irá permitir que o Projecto atinja os seus objectivos comerciais ao ser reconhecido e valorizado a nível nacional e da comunidade local pelo seu forte desempenho ambiental e social, bem como pelo seu apoio a uma boa governação e aos direitos humanos. Princípios Para levarmos a cabo a nossa visão, o Angola LNG irá incluir vários interventores, desde o governo, sociedade civil e comunidades locais. A nossa abordagem à responsabilidade corporativa irá apoiar a nossa visão, mediante a aplicação dos princípios que se seguem: 1. Implementar elevados padrões éticos. 2. Utilizar uma abordagem participativa para envolver activamente os interventores e actividades alvo das operações do Angola LNG e utilizar os resultados como base para os processos de tomada de decisões, implementação e avaliação, incluindo o envolvimento das comunidades e outros programas. 3. Avaliar os impactes ambientais, socioeconómicos e na saúde das operações e actividades do Angola LNG e determinar as medidas de mitigação antes da conclusão dos planos. 4. Manter práticas ambientais significativas em relação a todas as operações e actividades no âmbito do Angola LNG incluindo a protecção da biodiversidade. 5. Promover e apoiar a boa governância, de acordo com a regulamentação legal de Angola e consistentemente com os Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos 6. Garantir que as operações, objectivos e programas de envolvimento das comunidades do Angola LNG apoiam ou complementam os planos de desenvolvimento governamentais, bem como apoiam a gestão eficaz das condições dos recursos. 7. Procurar melhorar a qualidade de vida das pessoas em Angola e na região do Soyo, desenvolvendo programas de envolvimento das comunidades que: • são sustentáveis e não dependem do apoio de doadores a longo prazo; • facilitem a auto-suficiência e auto-ajuda entre os interventores do Projecto; • ajudam a construir e alimentar a capacidade humana para permitir que os indivíduos criem receitas e se tornem economicamente auto-suficientes; • integrem as questões de sexo e idade para fomentar a participação e benefícios equitativos para todos os membros da comunidade. 8. Aquando do desenvolvimento dos programas comunitários, o Angola LNG irá procurar satisfazer ou superar as principais práticas industriais para trabalhar com organizações locais e nacionais, respectivos investidores e outras empresas, sempre que possível, e complementar outros projectos e iniciativas existentes. 9. Aprender a partir de cada projecto de envolvimento da comunidade que apoiamos, através de uma monitorização e avaliação eficazes para identificar as melhores práticas e lições aprendidas. 10. No âmbito do Angola LNG será feita uma notificação pública sobre a implementação da respectiva política de responsabilidade social corporativa. Angola LNG Estão a ser providenciadas iniciativas de supervisão e gestão do projecto com vista à concepção e construção da plantae infra-estruturas associadas para o Projecto Angola LNG. O principal veículo para a conversão das normas e princípios em acções irá ser o Plano de Gestão Ambiental, Socioeconómica e da Saúde (ESHMP) para o Projecto Angola LNG. Dentro desta estrutura, há papéis e responsabilidades variáveis para a implementação das acções de gestão. I I O Angola LNG irá ter a responsabilidade final de tomar medidas de gestão sobre ESH. Neste respeito, o Angola LNG irá rever e aprovar os planos de compromissos do empreiteiro relativos à ESHIA e, posteriormente, durante a execução do projecto, irá rever o desempenho do empreiteiro através da monitorização, auditorias e inspecção. Se não forem alcançados os objectivos a partir das medidas estabelecidas na ESHIA, o Angola LNG irá trabalhar com os empreiteiros principais, conforme for relevante, para se refinarem as medidas. Saúde e Segurança O Projecto Angola LNG está empenhado em criar uma cultura isenta de incidentes e lesões, assim como um ambiente e desempenho que beneficiem todos os trabalhadores do Projecto. O Angola LNG reconhece que a realização deste compromisso requer mais do que um sistema de gestão robusto. São necessárias alterações significativas na liderança, culturas e comportamentos. O objectivo principal do programa de saúde e segurança do Angola LNG é proporcionar um ambiente de trabalho saudável que evite lesões e reduza perdas associadas para a companhia. Isto é alcançado mediante a utilização de programas de comunicação de riscos, higiene industrial e vigilância médica apropriados para o local, que incluem procedimentos para identificação e controlo de riscos no local de trabalho, assim como uma monitorização e vigilância contínuas do pessoal afectado. Durante a construção, caberá ao empreiteiro assegurar o cumprimento de toda a legislação relevante, assim como a adesão a todas as medidas de controlo e mitigação ambientais, socioeconómicas e de saúde da comunidade especificadas no relatório da ESHIA. Nos termos do contrato, o empreiteiro é também responsável por minimizar os potenciais impactes ambientais, socioeconómicos, na segurança e saúde decorrentes de todas as actividades previstas no contrato e empreendidas por ele próprio e pelos seus subempreiteiros. O Angola LNG visa também implementar as seguintes áreas chave de actividade H&S: I Aumentar a consciencialização e prevenção das questões da saúde. I I I I I I I I I I Aldeia piscatória Comunicar a um grau mais elevado a importância dos indicadores principais relativos à saúde. Utilizar e melhorar os actuais procedimentos para notificação preliminar de desconforto, através da criação de uma cultura onde o cuidado e a preocupação conduzam a práticas de notificação abertas e frequentes. Assegurar a resposta atempada a quaisquer riscos ou preocupações de higiene industrial. Gerir todos os casos potenciais de lesões /doenças, de modo a assegurar o mínimo de dor e sofrimento aos empregados afectados. Rever as concepções de todas as instalações, tendo em vista assegurar que estão a ser utilizadas as concepções de saúde de melhores práticas. Incorporar segurança nas concepções das novas instalações. Desenvolver programas de amostragem juntos dos empregados, um programa de vigilância biomédica dos empregados, um processo de estudo de riscos no local, análise de dados e capacidades de notificação. Comunicar normas empresariais sobre VIH/SIDA e a norma de Controlo Regional da Malária da África Subsariana. Estabelecer um calendário e metodologia de monitorização para se determinar o risco dos empregados no trabalho a substâncias ou condições potencialmente perigosas. Estabelecer procedimentos a serem seguidos no caso de os riscos ultrapassarem níveis especificados. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 33 Gestão ambiental, Socioeconómica e da Saúde (ESH) da Comunidade O Plano de Gestão Ambiental, da Segurança e da Saúde (ESHMP) Perspectiva Geral No decurso da ESHIA, foram tomadas decisões sobre a concepção do Projecto tendo em conta a necessidade de se evitarem, minimizarem e reduzirem os impactes negativos ambientais, socioeconómicos e na saúde, assim como a oportunidade de se aumentarem os impactes positivos. Estes últimos estão descritos na ESHIA como um conjunto de compromissos. De modo a assegurar que os compromissos são plenamente geridos e que os impactes do Projecto não previstos ou não identificados são detectados e resolvidos, uma parte integral da ESHIA consiste na elaboração do ESHMP. A componente chave do ESHMP é o registo dos compromissos feitos pelo Projecto, conforme descrito na ESHIA. Para cada compromisso, o ESHMP estabelece: I Uma lista abrangente das medidas de mitigação (acções) que o Angola LNG irá implementar; I Indicação da designação de responsabilidade de modo a assegurar plena implementação dessa acção; I os parâmetros que irão ser monitorizados para controlo da eficácia da implementação das acções e da mitigação; e I o período de implementação da acção, a fim de assegurar que os objectivos da mitigação são plenamente satisfeitos. Estas medidas irão ser abordadas à medida que prossegue a concepção, os O ESHMP irá ser complementado com requisitos adicionais enquanto se conclui o concurso para o FEED, prossegue a concepção detalhada e os empreiteiros são seleccionados e elaboram os seus métodos e procedimentos de trabalho para o Projecto. Neste respeito, o ESHMP é um documento vivo. I I I I Os compromissos do Projecto estão resumidos num Registo dos Compromissos no final deste documento. “Compromisso” de ESHIA (ou seja, mitigar um impacte, monitorizar, etc.) Resumido e realçado no “Registo de Compromissos” Procedimento de Gestão de Mudança O ESHMP irá incluir: I empreiteiros são nomeados e os métodos detalhados de trabalho são desenvolvidos. Embora se prevejam modificações a estas medidas, irá haver um princípio primordial, ou seja, que nenhuma das medidas identificadas na ESHIA irá ser omitida ou atenuada sem o recurso a um processo de avaliação robusto. A figura abaixo resume como se processa o ciclo de vida de um compromisso da ESHIA, segundo o qual é revisto, incorporado no ESHMP e nos procedimentos dos empreiteiros e, finalmente, implementado. A implementação em si mesma não é o último acto, pois também estão envolvidas a auditoria, inspecção, monitorização e notificação. Compromisso analisado pelo Projecto para assegurar o apoio Um registo de requisitos legais e outros (Padrões do Projecto); Incorporado em todo o Projecto “Plano de Gestão Ambiental, Socioeconómica e de Saúde” ESHMP do Projecto Um registo dos compromissos da ESHIA; Planos subsidiários de implementação para questões específicas, conforme necessário; Compromissos levados para as Condições Contratuais Planos de Controlo de Empreiteiros, Documentos de Ligação HES Um registo de requisitos de monitorização; e Uma perspectiva geral do programa de formação de ESH do Angola LNG e dos Empreiteiros. Compromisso Implementado pelo Empreiteiro Inspecção, auditoria, monitorização e relatórios. 34 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Onde apropriado, acção correctiva / melhoria contínua Envolvimento dos Interventores O Angola LNG irá continuar a envolver interventores através da construção e operação do Projecto. A comunicação com as comunidades locais e outros interventores locais irá ser uma parte chave deste processo de envolvimento e é uma parte que irá necessitar do trabalho estreito entre o Angola LNG e o empreiteiro durante o período de construção. Recomendações para o Investimento Ambiental e da Comunidade As oportunidades de investimento na conservação e biodiversidade foram levantadas pelos consultados durante o desenvolvimento da ESHIA, incluindo projectos de pesquisa sobre o ambiente estuarino local, assim como os planos de gestão de animais específicos (por ex., tartarugas marinhas, manatins). O Projecto também realizou uma avaliação participativa das necessidades, paralelamente à ESHIA e, como resultado, identificou uma série de áreas prioritárias para investimento. Por forma a seleccionar os projectos que forneçam vantagens sustentáveis, estão a ser desenvolvidos vários “princípios operacionais”. Os “princípios operacionais”do Programa de Investimento Comunitário incluirão o seguinte: I I I Todos os projectos financiados (em parte ou na totalidade) pelo Angola LNG serão identificados através de algum tipo de processo consultivo para garantir que abordam as prioridades identificadas pelos beneficiários alvo. A ênfase será colocada na colaboração com as organizações locais (incluindo ONGs, organizações comunitárias, governo, empresas, etc.) para o desenvolvimento e implementação dos projectos. O programa de investimento comunitário centrar-se-á em projectos que melhorem os meios de subsistência das pessoas, a economia local e a capacidade do governo local e dos residentes locais participarem efectivamente no ambiente em mudança. Serão consideradas as oportunidades de investimento comunitário associadas às seguintes áreas: 1.Famílias e Saúde: 2.Educação e Formação 3.Desenvolvimento de Pequenas e Médias Empresas 4.Micro-crédito 5.Infra-estruturas base associadas à Educação e Saneamento 6.Projectos de Agricultura e Pescas O desenvolvimento e implementação inicial do Programa de Investimento Comunitário iniciar-se-á quando os Co-Investidores do Projecto tomarem a decisão de investimento final (FID – Final Investment Decision) para a adjudicação dos contractos de construção da plantade LNG e instalações relacionadas. A FID está prevista para os finais de 2006. Aldeia piscatória ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 35 Gestão ambiental, Socioeconómica e da Saúde (ESH) da Comunidade grama explore em detalhe a interface potencial com as actividades do Projecto durante a construção e a operação, de tal maneira que as oportunidades potenciais para a comunidade possam ser identificadas e desenvolvidas. Conclusões O Projecto Angola LNG, como qualquer grande projecto industrial, tem o potencial de causar impactes negativos e positivos. O Projecto ou identificou ou se comprometeu a implementar medidas que irão gerir estes impactes, dentro de limites aceitáveis, e em quase todos os casos reduziu-os a ALARP. Há três questões que se destacam para consideração posterior pelo Projecto, onde as diferenças entre as expectativas da comunidade e os compromissos do Projecto poderão ter como resultado uma erosão do apoio local ao Projecto. I Capacitação e Recrutamento. O emprego é uma expectativa chave local a que o Projecto respondeu com compromissos associados à capacitação e recrutamento local. Contudo, as oportunidades para um maior aumento do conteúdo local, através da prestação de formação preliminar e com alvos bem definidos, ainda não estão a ser concretizadas. I Campo Fechado dos Trabalhadores durante a Construção. Manter a maior parte da força de trabalho da construção num campo fechado é uma medida importante para a gestão de muitos impactes ambientais, sociais e da saúde. Contudo, recomenda-se que, nesta questão, o Projecto tenha um maior envolvimento com a liderança local, à luz dos pedidos feitos repetidamente para uma estratégia de habitação que se integre mais na comunidade. Também se recomenda que o Projecto identifique modos através dos quais a comunidade possa beneficiar da utilização final dos edifícios ou materiais de construção. I Oportunidades para melhoria das instalações locais e dos serviços de cuidados de saúde. O Projecto está a considerar essas oportunidades no contexto das elevadas expectativas locais. Recomenda-se que este pro- 36 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Este relatório da ESHIA é parte de um processo mais alargado e contínuo, que está a ser levado a cabo pelo Angola LNG, de modo a gerir eficazmente os impactes do Projecto. Este relatório da ESHIA identificou várias áreas que necessitam de mais trabalho antes de se poder ter o quadro completo dos possíveis impactes do Projecto. As áreas chave de incerteza, que irão ser abordadas num Suplemento da ESHIA, são: I Concepção detalhada e suas implicações na qualidade ambiental; I Níveis de emprego e capacitação durante a construção; e I Recolha adicional contínua de dados. Angola LNG Além de resolver estas áreas de incerteza, o Projecto está a aproximarse da etapa crítica de implementação do sistema de gestão de ESH. A robustez deste sistema irá ser fundamental para assegurar ao Projecto a implementação rigorosa das medidas de gestão, dos seus empreiteiros e subempreiteiros. Além desta ESHIA e do seu suplemento planeado, antecipa-se a necessidade de se proceder à elaboração de outras ESHIA, para serem submetidas às autoridades angolanas, relativamente a qualquer trabalho, tal como instalações residenciais para as fases de construção e operação, assim como a possibilidade de construção de uma estrada e ponte especiais desde as instalações residenciais até à Base do Kwanda. Envolvimento dos Interventores e Caminho a Seguir Conforme anteriormente referido, uma consulta, envolvimento e participação abrangentes e eficazes das comunidades foram e continuam a ser os elementos chave do Projecto Angola LNG proposto. O envolvimento dos interventores e das comunidades em particular irá continuar ao longo de todas as etapas do projecto proposto e, quando relevante, será incorporado na finalização da concepção do projecto, nos planos de construção e ESHMP. A Consulta Relativa à Divulgação da ESHIA irá começar com a publicação deste Relatório para Divulgação da ESHIA para o público. Este documento será apresentado ao público por um período de 60 dias, durante o qual se irá procurar obter comentários públicos. O Ministério do Petróleo (MinPet) e Ministério do Urbanismo e Ambiente (Minua) de Angola irão avaliar a ESHIA e coordenar as reuniões de envolvimento dos interventores a nível nacional. Além disso, também será distribuído a instituições governamentais, incluindo a biblioteca nacional e Universidades em Angola, e estará disponível no website do Angola LNG em www.angolalng.com, tanto em Português como em Inglês. Irão estar disponíveis cópias impressas do Relatório para Divulgação da ESHIA nos seguintes locais: I Ministério do Petróleo I Ministério do Urbanismo e Ambiente I Locais adicionais a serem identificadas no website do Angola LNG e em publicações em jornais a anunciar as consultas públicas Além disso, o Projecto abriu um Centro Comunitário com o pessoal adequado, na cidade do Soyo, um local onde qualquer interventor poderá obter informações sobre o Projecto Angola LNG. Todos os comentários e dúvidas poderão ser dirigidos ao Projecto Angola LNG para: I Sítio da Internet: www.angolalng.com I Telefone 222 692600 (ext.1245) I Número de telefone para quem está fora de Luanda: +244 222 692600 (ext. 1245) (Segunda a Sexta-feira, das 8 às 17 horas, hora de Luanda) I Comentários Escritos: Projecto Angola LNG Avenida Lenin, n.º 58 Edifício AAA – 2º andar Luanda, República de Angola Todos os comentários relativos ao Relatório para Divulgação da ESHIA têm que ser recebidos até 26 de Novembro de 2006. Submissão de Comentários Todos os indíviduos e organizações são convidados pelo Projecto a submeter, oralmente ou por escrito, comentários sobre este Relatório para Divulgação da ESHIA. Uma submissão poderá incluir comentários, fornecer informações e/ou exprimir opiniões sobre as informações apresentadas neste documento. Se os comentários forem apresentados oralmente, o subsmissor será questionado sobre os tópicos listados abaixo. As submissões escritas deverão incluir as razões das conclusões indicadas na submissão, devendo as mesmas ser definidas de forma clara e complementadas com os dados relevantes. A fonte das informações deve sincluída, sempre que possível. Os comentários obtidos junto do público irão ajudar o governo na decisão de aprovação do projecto e condições subjacentes. As submissões serão tratadas como documentos públicos, a menos que tenham sido fornecidas e recebidas confidencialmente, a pedido do submissor. As submissões podem ser citadas na totalidade ou em parte no Suplemento da ESHIA. Os comentários submetidos por escrito deverão incluir o seguinte: Enumerar os pontos de modo a esclarecer as questões levantadas I I I I I Associar cada ponto à Secção apropriada do Relatório para Divulgação da ESHIA (por exemplo, Secção 7.4.5) Incluir as informações relevantes, objectivas e de apoio com dos detalhes da fonte Indicar o nome, morada e data de submissão Indicar se a submissão deve ser mantida confidencial ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG 37 Questão Biodiversidade Geral O Projecto Angola LNG irá desenvolver um plano de acção de biodiversidade (BAP) que considerará compensações adequadas através de consultas a autoridades e comunidades locais e a outros interventores. Acção / Compromisso de Mitigação Habitats e Espécies A introdução deliberada de espécies não indígenas será Terrestres evitada através da utilização de espécies nativas ou de 1.7 espécies já naturalizadas para a finalidade de quaisquer trabalhos paisagísticos. Habitats e Espécies Durante a limpeza do local, um biólogo e um perito em cobras ambos presentes no local efectuarão a translação das Terrestres cobras, a fim de reduzir qualquer impacte na comunidade local. Será permitido aos mamíferos de grande porte 1.6 escaparem do local, ao passo que os mamíferos de pequeno porte serão apanhados com vista a proceder à sua identificação e serem libertados fora do local. Habitats e Espécies Os requisitos de restabelecimento serão concebidos e escritos nas especificações do contrato do RoW da conduta (terrestres Terrestres 1.5 e marítimos) e em outras áreas, conforme necessário. Habitats e Espécies O trajecto das condutas desde o local do seu ponto de chegada terrestre até à localização da planta de LNG será Terrestres restabelecido conforme apropriado. As camadas superficiais 1.4 do solo serão segregadas durante a escavação, a fim de permitir o restabelecimento do habitat local. Habitats e Espécies A metodologia para a instalação das condutas será projectada de forma a reduzir os impactes em habitats e espécies de 1.3 Terrestres elevado valor e sensibilidade. Habitats e Espécies Selecção cuidadosa do local e trajecto das condutas a fim evitar habitats sensíveis. 1.2 Terrestres 1.1 Gestão da Biodiversidade ID Requisito de Monitorização Secção 7.2.5 Secção 7.2.5 Secção 7.2.5 Secções 5.5.2, 7.2.2, 7.2.5, & 7.4.8 Secção 7.2.6, Quadro 7.1 Secção 7.2.5 Secção 7.2.5 Referência ESHIA Operação Construção Preparação do Local Responsabilidade Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Calendarização Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) 38 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Estudos de Trajectos de Condutas BAP Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Acção / Compromisso de Mitigação 39 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Caso seja necessário, um plano de gestão de mamíferos Habitats e Espécies marinhos será implementado para a dragagem na Área de Aquáticas Recursos do Zimbi. Qualidade Ambiental 1.13 Se os trabalho de extracção de areia na Área de Recursos do Habitats e Espécies Zimbi coincidir com o período de nidificação das tartarugas, 1.12 o Projecto implementará um plano de gestão de tartarugas Aquáticas adequado ao local. Serão realizados levantamentos às praias durante o período de nidificação das tartarugas na área, planeados para o ponto de chegada a terra / travessia da praia da conduta a fim de Habitats e Espécies determinar presença se as tartarugas nidificam no local. Caso 1.11 se verifique que as mesmas nidificam no local, o Projecto Aquáticas implementará um plano de gestão de tartarugas (que deve incluir medidas para evitar os ninhos das tartarugas). O Projecto assegurará técnicas de gestão de dragagem adequadas no sentido de minimizar os impactes ambientais. Habitats e Espécies Os pormenores serão desenvolvidos no plano de execução 1.10 dos trabalhos pelo empreiteiro de dragagem que será Aquáticas analisado e aprovado pelo Angola LNG ante do início dos trabalhos. A gestão da água de lastro irá reduzir o risco de introduções de espécies marinhas. Todas as embarcações de transporte de produtos do Angola LNG irão lançar água de lastro limpa (água salgada) a aproximadamente 100 milhas náuticas no alto mar, assim qualquer descarga nas instalações será de Habitats e Espécies água limpa. Por outro lado, os navios de carga utilizarão Inspecção de 1.9 tinta anti-lodo e serão limpos regularmente, em primeiro Aquáticas Embarcações lugar para poupar custos de combustível, mas também para reduzir o risco de introdução de espécies alienígenas. Habitats e Espécies Toda a maquinaria e equipamento de uso terrestre deve ser limpo de acordo com os requisitos do Angola LNG antes de 1.8 Terrestres começarem com os trabalhos. ID Requisito de Monitorização Secção 7.2.5 Secção 7.2.5 Secção 7.2.5 Secções 7.2.5, 7.4.8 Secções 7.2.5, 7.4.8 Secção 7.2.5 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG 2.4 Solos 2.3 Solos 2.2 Solos 2.1 Solos ID Questão Angola LNG Requisito de Monitorização Auditoria e Inspecção Serão desenvolvidos e implementados procedimentos de gestão de manuseamento de combustíveis e derrames a fim de evitar contaminação localizada dos solos. Onde for possível, o manuseamento de combustíveis será feito em áreas seguras com bermas. Auditoria e Inspecção evitar a compactação. Durante a construção da conduta será utilizada maquinaria e/ou revestimentos de protecção adequados durante a remoção de terras, a fim de reduzir a compactação a um Auditoria e mínimo praticável. Caso venha a ocorrer qualquer compactação, os subsolos devem ser escarificados antes de se Inspecção procede à remoção dos solos de superfície. restritas a uma altura máxima de 2 m onde possível a fim de serão mantidos a um mínimo e as pilhas de solo serão armazenados e substituídos. Os períodos de armazenamento conduta serão removidos separadamente, tratados, de plantas removidos no RoW (direito de passagem) da Os solos superficiais, subsolos e quaisquer outros materiais Conforme determinado nas Especificações Funcionais do Projecto serão utilizados procedimentos de dragagem e construção adequados como, por ex., a instalação de sistemas separados de esgotos abertos e fechados; será assegurada a segregação adequada de resíduos líquidos (por ex., para contaminação química, contaminação por óleos, etc.); as águas não contaminadas, escoadas em zonas livres de Auditoria e potenciais fontes de contaminação poderão ser descarregadas Inspecção directamente no mar ou no rio Congo, sem necessidade de tratamentos adicionais. O escoamento superficial das águas será monitorizado periodicamente Acção / Compromisso de Mitigação 40 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local FS-ON-033 Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG 41 Questão Requisito de Monitorização Angola LNG Ao longo da linha da costa da Praia dos Pobres, a sua vegetação, quando presente, será mantida a uma profundidade de 3 m de modo a resguardar visualmente as actividades de construção. Durante a construção, o local será mantido limpo e isento de lixos ao longo do trajecto da conduta e na Ilha do Kwanda. Será executado um projecto paisagístico; serão desenvolvidas medidas paisagísticas específicas durante a concepção detalhada. Auditoria e Inspecção Auditoria e Inspecção Durante a construção da conduta, consoante necessário, serão utilizadas medidas para reduzir a mobilização de sedimentos tais como, a cobertura de amontoamentos e construção de barreiras de sedimentos, em particular nas encostas Auditoria e adjacentes a habitats de elevado valor ou sensíveis e nas Inspecção proximidades de cursos de água (por ex., canais de mangais). As técnicas para o restabelecimento das margens e leitos dos cursos de água, quando atravessamento do curso de água foi feito através da utilização de técnica de abertura de corte, irão ser determinadas em consulta com as partes relevantes. Serão aplicadas medidas adequadas para corresponder às circunstâncias individuais de cada atravessamento de cursos de água. As técnicas estão bem estabelecidas e visam proporcionar um rápido restabelecimento e estabilização de ambas as margens e protecção à conduta. Na maior parte dos casos, margens serão reperfiladas no sentido de corresponder à margem existente e adjacente. Caso seja necessário, outras medidas serão tomadas no sentido de assegurar que as margens se mantenham estáveis. Acção / Compromisso de Mitigação ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT 2.9 Paisagem e Visual 2.8 Paisagem e Visual 2.7 Paisagem e Visual 2.6 Solos 2.5 Solos ID Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 5.5.2 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Local de Construção Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão 2.15 Ruído e Vibração 2.14 Ruído e Vibração 2.13 Ruído e Vibração 2.12 Ruído e Vibração 2.11 Ruído e Vibração 2.10 Luz ID Angola LNG Requisito de Monitorização Os equipamentos de construção serão seleccionados e mantidos de forma a reduzir o nível de ruído possível. Auditoria, Inspecção e Monitorização Periódica do Ruído O Projecto irá identificar períodos diurnos sensíveis para minimização de tráfego de camiões (por ex., quando as crianças se deslocam a pé de casa para a escola e vice-versa) e Auditoria e Inspecção incorporá-los no plano de gestão de tráfego. O Projecto irá minimizar os movimentos nocturnos de camiões em áreas perto de habitações. Quando exequível, os movimentos nocturnos de camiões ocorrerão pelo menos a 15 Auditoria e Inspecção m de distância das habitações. A construção e trabalhos de manutenção durante o período Monitorização do nocturno serão geridos de forma a reduzir o impacte do ruído Ruído para nas comunidades circundantes a um mínimo praticável. Determinar se Prossegue uma Linha de Base PréProjecto Precisa As actividades de rebentamento (incluindo engenhos militares não explodidos) serão, se necessário, sujeitas a procedimentos rígidos de controlo de segurança, ruído e Auditoria e vibração. Estes procedimentos serão acordados com as autoridades, antes do início das actividades de rebentamento. Inspecção As comunidades locais serão consultadas antes do início de tais actividades. As fontes de luz nos locais de construção e nas instalações operacionais serão geridas de forma a reduzir a invasão de luz, assegurando simultaneamente os níveis de luminosidade necessários a um trabalho seguro. O plano de iluminação será analisado pelo Angola LNG no sentido de assegurar que medidas de mitigação apropriadas (quebra-luzes, temporizadores, accionadores, etc. sejam utilizadas conforme necessário. Acção / Compromisso de Mitigação 42 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Requisito de Monitorização Monitorização Periódica do Ruído Angola LNG Na Praia dos Pobres e nas residências, manter-se-á uma distância mínima de 20 m de qualquer equipamento em funcionamento, de acordo com a Especificação de Funções (85 dB(A) a 1 m da fonte). Manter-se-á uma distância de 50 m Monitorização das residências até áreas onde opera regularmente Periódica do Ruído equipamento variado ou fontes de ruído não resguardadas (por ex., estradas de transporte de materiais, áreas de carregamento, etc.). As características de ruído dos equipamentos são definidas na Especificação Funcional do Projecto FS-ON-007. Por norma, Monitorização os equipamentos deverão ser especificados com vista a Periódica do Ruído limitar o nível de ruído para 85 dB (A) a 1 m da fonte. Quando necessário, será exigido ao empreiteiro de EPC que utilize medidas de atenuação adequadas tais como paredes de insonorização, cobertores acústicos e/ou isolamento. O Projecto avaliará medidas adequadas de mitigação de ruído ao longo da estrada de tráfego pesado, em particular onde a estrada se encontra próxima de comunidades, e incorporará Monitorização Periódica do Ruído acções específicas no Plano de Execução de Trabalhos. O Projecto avaliará em que medida os potenciais impactes do ruído das actividades de construção próximas das comunidades junto à linha de vedação e serão implementadas medidas para reduzir os impactes. As acções específicas serão Monitorização do identificadas no Plano de Execução dos Trabalhos, que serão Ruído Durante Estas analisadas pelo Angola LNG antes da sua implementação. Operações Isto aplicar-se-á em particular às actividades de cravação de estacas. Quaisquer fontes de ruído fixas (por ex., geradores eléctricos para iluminação) serão analisadas e, consoante necessário, Auditoria, Inspecção posicionadas à maior distância possível praticável, das e Monitorização comunidades próximas da linha de vedação. Periódica do Ruído Acção / Compromisso de Mitigação 43 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT 2.21 Ruído e Vibração 2.20 Ruído e Vibração 2.19 2.18 Ruído e Vibração 2.17 Ruído e Vibração 2.16 Ruído e Vibração ID Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Poluentes Atmosféricos Poluentes Atmosféricos Poluentes Atmosféricos 2.26 2.27 2.28 2.25 Poeira 2.24 Poeira 2.23 Poeira 2.22 Poeira ID Angola LNG Requisito de Monitorização Será inevitável um volume de limitado de queima durante a fase de activação . A queima será minimizada sempre que possível e será realizada de forma a reduzir os impactes no ambiente até níveis ALARP. O próprio sistema de tochas será concebido de acordo com as Especificações Funcionais do Projecto para este fim. Não irá ocorrer queima de rotina durante as operações. A queima irá restringir-se apenas a situações de emergência e de manutenção essencial. O tipo, altura e concepção das tochas de queima serão seleccionados no sentido de se cumprirem as normas de qualidade do ar de Angola, do Banco Mundial e da OMS. Para reduzir emissões durante o arranque, o Empreiteiro de EPC cumprirá com a orientação RfP disponibilizada para a Realização Mecânica das Instalações. Isto exige um calendário adequado para colocar os sistemas em linha nos momentos adequados, o que irá resultar na estabilização do fluxo de gás durante o arranque do Processo do LNG. O Projecto suprimirá a geração de poeiras através da aplicação de água e pavimentação da estrada de tráfego pesado. Serão realizados controlos visuais e utilizados camiões de pulverização antes e durante os trabalhos, a fim de evitar a geração de poeiras durante os períodos secos. Os materiais que produzem poeira serão cobertos durante o seu transporte e armazenamento conforme necessário. Secção 7.4.9, Quadro 7.6 Secção 7.4.9 Secção 7.4.9 Referência ESHIA Secções 5.6.2, 7.4.5 Secções 7.4.5, 7.4.8 Secção 7.4.8 Procedimentos de Monitorização Secção 7.4.8, 7.4.9, Qualitativa Regular Quadro 7.6 (tal como verificações visuais) Auditoria e Inspecção No caso de se vir a identificar algum impacte, serão tomadas medidas para reduzi-lo, tais como alterações à gestão do local Auditoria e e de implementação de mitigação e de correcção, de Inspecção supressão adicional de poeiras e lavagem de veículos, etc. Será desenvolvido um plano de gestão do local de Auditoria e construção, o qual irá incorporar medidas para minimizar as Inspecção emissões de poeiras. Acção / Compromisso de Mitigação 44 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Poluentes Atmosféricos 2.32 Monitorização da Qualidade do Ar Ambiente na Fase de Activação Os limites das emissões foram estabelecidos nas especificações Funcionais do Projecto (por ex., 45 ppmv NOx para gases de exaustão do equipamento de turbina de gás em terra e limite de emissão de 157 ppmv para todos os outros gases de exaustão). O impacte das emissões para a atmosfera provenientes de navios atracados em instalações marítimas do Angola LNG Inspecção de será minimizado por não se permitir os motores a funcionar a Embarcações grande potência. O mercúrio contido no gás de alimentação será removido até atingir quantidades não detectáveis (por ex., inferior a 0.01 µg Monitorização ou Amostragem Nm-3) e todos os refrigerantes serão isentos de mercúrio. Periódica do Processo nas Linhas As emissões fugitivas provenientes das operações de carregamento serão reduzidas através da utilização de um sistema de circuito fechado e da recuperação de vapores. Requisito de Monitorização Acção / Compromisso de Mitigação 45 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Será desenvolvido um plano para eliminação da água utilizada nos testes hidráulicos, no qual será dada especial atenção ao eventual impacte de quaisquer produtos químicos residuais no ambiente. Os impactes da opção de desidratação escolhida serão avaliados no sentido de assegurar que os impactes ambientais sejam ALARP (tão baixos quanto Qualidade da Água: razoavelmente praticável). Na eventualidade de haver 2.34 necessidade de operações de desidratação na zona terrestre , Generalidades a descarga será efectuada na zona marítima imediatamente à área de águas baixas junto do aterro da conduta ; ou será descarregada através de conduta para o Rio Conto na zona por detrás da Baía de Diogo Cão. Todos os efluentes líquidos estarão em conformidade com as Monitorização Periódica da Qualidade da Água: Especificações Funcionais do Projecto, de acordo com o 2.33 especificado na FS-ON-040. Geral Qualidade dos Efluentes de Água Poluentes Atmosféricos 2.31 Poluentes 2.30 Atmosféricos Poluentes 2.29 Atmosféricos ID Secções 5.6.1, 7.4.6, 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.5 Secção 7.4.8 Secções 7.4.5, 7.4.8 Secção 7.4.5 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Teste Hidráulicos Plano de Gestão de Descargas Operacionais Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Requisito de Monitorização Todas as embarcações de transporte de produtos do Angola LNG (LNG, LPG e condensados) serão de retenção autónoma e não irão eliminar resíduos líquidos para a baía à excepção Qualidade da Água: de água de lastro. A água de lastro limpa será lançada no Inspecção de 2.39 mar (a aproximadamente 100 milhas náuticas em alto mar, de Embarcações Generalidades acordo com os regulamentos Angolanos), assim qualquer descarga nas instalações será de água limpa. Todas as embarcações contratadas ou propriedade do Angola LNG irão respeitar os regulamentos Angolanos e as Qualidade da Água: disposições MARPOL relevantes. O Projecto irá desenvolver Inspecção de 2.38 um plano para verificar que as suas embarcações e as do Geral Embarcações empreiteiro irão respeitar essas disposições. A gestão da água de lastro irá reduzir o risco de introduções de espécies marinhas. Todas as embarcações de transporte de produtos do Angola LNG irão obter água de lastro limpa (água salgada) a aproximadamente 100 milhas náuticas da costa no sentido de qualquer descarga nas instalações ser de Qualidade da Água: água limpa. Por outro lado, os navios-tanques utilizarão Inspecção de 2.37 produtos anti-lodo e serão limpos regularmente, Generalidades Embarcações principalmente para poupar custos de combustível, mas também para reduzir o risco de introdução de espécies alienígenas. Para a Fase Operacional, irão ser implementadas medidas de mitigação no sentido de diminuir os impactes do escoamento Qualidade da Água: da água de superfície (por ex., serão utilizados separadores 2.36 Generalidades de óleo e sifões de sedimentos na drenagem do local). As águas residuais provenientes da área de alojamento serão tratadas antes de serem eliminadas, em conformidade com o Monitorização Qualidade da Água: disposto nas Especificações Funcionais (<2 ppm de cloro Periódica da 2.35 Generalidades Qualidade dos residual, <400 MPN de coliformes por 100 ml). Efluentes de Água ID 46 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.4.8 Secções 7.2.5, 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Acção / Compromisso de Mitigação Todas as operações de dragagem e deposição utilizarão Qualidade da Água: técnicas viáveis para o controlo da dispersão de sedimentos. Dragagem Questão Monitorização Visual e Amostragem Quinzenal da Água Conforme Apropriado Monitorização Visual Requisito de Monitorização 47 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG As utilizações alternativas para o material dragado excedentário estão a ser avaliadas. Caso venha a ser necessária a deposição de material dragado inapropriado ou excedentário, a mesma irá ter lugar a uma profundidade abaixo dos 5 m no Rio Congo, a norte do canal proposto. Esta colocação irá evitar a acumulação de materiais no rio e Qualidade da Água: permitir que os mesmos fluam para o Vale Encravado do Rio Auditoria e 2.43 Congo. Os materiais dragados residuais já foram analisados Inspecção Dragagem em termos geoquímicos para cumprimento com as directrizes da Convenção de Londres sobre Despejos e a deposição deste materiais realizar-se-á de acordo com esta Convenção. As áreas de trabalhos marítimos serão limitadas por uma zona de exclusão, definida por uma Fronteira de Trabalho além da qual serão monitorizados impactes de variáveis adequadas tais como oxigénio dissolvido, sólidos em suspensão, e/ou taxas de acreção. Se as concentrações excederem os níveis permitidos, o Angola LNG irá ordenar uma reorganização dos trabalhos até serem decretadas medidas de reparação. Os trabalhos prévios irão incluir testes Qualidade da Água: para determinar uma linha de base representativa de 2.42 Dragagem concentração de oxigénio dissolvido e de sólidos em suspensão. As variáveis específicas a serem monitorizadas juntamente com intervalos e consequências serão incorporadas no ESHMP específico de Dragagem e de Recuperação de Terrenos e no plano de execução de trabalhos do Empreiteiro. Como parte da concepção e implementação da recuperação de terrenos ao mar, o material de enchimento será colocado Qualidade da Água: dentro do próprio local no sentido de mater a drenagem 2.41 Dragagem natural e minimizar o represamento de água. 2.40 ID Secções 7.2.5, 7.4.8 Secções 5.4.3, 7.2.5, 7.4.8 Secção 5.4.3 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Dragagem e Deposição Plano de Dragagem e Deposição Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Requisito de Monitorização Secção 7.4.8 O material residual dragado foi previamente submetido a análise geoquímica, a fim de dar cumprimento às directivas Qualidade da Água: da Convenção de Londres, sendo toda e qualquer operação 2.48 Dragagem de deposição realizada em conformidade com esta Convenção. 2.47 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Se forem efectuados carregamentos para barcaças, então Qualidade da Água: deverão ser tomadas medidas ou adoptados procedimentos Dragagem para evitar situações de extravasão. A recuperação de terrenos acima do nível nominal do mar Qualidade da Água: será envolvida por talude para conter o material de 2.46 enchimento depositado no local, a fim de fornecer controlo de Dragagem materiais. O empreiteiro de dragagem levará a cabo medidas adicionais para minimizar o distúrbio em sedimentos/impactes a flora e fauna, incluindo, mas não necessariamente limitados a: • Utilização de diques temporários ou outras medidas adequadas, com vista a evitar a geração futura de excesso de turvação dentro da Baía. • Concepção de operações de dragagem para reter a maior quantidade possível de vegetação natural aquática e marginal Qualidade da Água: ao Limite dos Trabalhos. Auditoria e 2.45 Dragagem Inspecção • O entulho dragado (excepto o usado para paredes de taludes) não será depositado na vegetação circundante, incluindo mangais, ou nas áreas directamente adjacentes, a fim de evitar a perturbação da estrutura sedimentar da hidrologia natural da área e para proteger contra uma aceleração da erosão Os empreiteiros receberão uma cópia do Plano de Gestão Ambiental, Socioeconómico e de Saúde (ESHMP) do Angola LNG. O ESHMP incluirá os compromissos relevantes Qualidade da Água: contidos no Registo de Compromissos de ESHIA, com as 2.44 Dragagem responsabilidades, monitorização necessárias e medidas de supervisão a serem implementados pelo Angola LNG. ID 48 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Dragagem e Deposição Plano de Dragagem e Deposição Plano de Dragagem e Deposição Plano de Dragagem e Deposição Plano de Dragagem e Deposição Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Acção / Compromisso de Mitigação Requisito de Monitorização Gestão Geral de Resíduos Gestão Geral de Resíduos Auditoria e Inspecção Angola LNG Serão identificadas oportunidades de integração de instalações de tratamento nas necessidades da comunidade local e delineadas para discussão sobre uma possível inclusão Auditoria e Inspecção dentro dos parâmetros do projecto. Os resíduos domésticos em terra serão tratados juntamente com outros resíduos não recicláveis e irá proceder-se à sua deposição em instalações aprovadas pelo Angola LNG. 49 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT 2.53 Gestão Geral de 2.52 Resíduos 2.51 Os resíduos sanitários provenientes da zona terrestre serão tratados no sentido de se corresponder às especificações funcionais do projecto e às normas apropriadas antes da sua Auditoria e descarga. Será conduzida uma análise de risco para os resíduos sanitários em terra, a fim de determinar os impactes Inspecção de qualquer descarga nas águas receptoras. O empreiteiro de dragagem obriga-se a localizar, identificar e gerir quaisquer entulhos ou objectos perigosos para o Qualidade da Água: equipamento de dragagem e/ou respectivo pessoal. O local Auditoria e 2.50 de deposição proposto pelo empreiteiro para quaisquer Dragagem Inspecção desses resíduos será delineado num Plano de Dragagem e Deposição. O Empreiteiro será responsável pela recolha de quaisquer lamas de escoamento (contendo sedimentos finos em excesso) da área de recuperação através de caixas de captação de Monitorização Qualidade da Água: sedimentos (ou equivalente) e, se necessário, proceder à 2.49 Visual, Auditoria e d i a i s e d n u d d e p o s i ç ã o o s m a t e r i n d e s j a o s m a á r e a e d e p o s i ç ã o Dragagem designada e aprovada pelo Angola LNG e pelas autoridades Inspecção regulamentares. ID Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secções 5.4.3, 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Dragagem e Deposição Plano de Dragagem e Deposição Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Secção 7.4.8 Gestão Geral de 2.58 Resíduos Gestão Geral de 2.59 Resíduos Secção 7.4.8 Os lixos serão removidos do local de uma forma controlada, compatível com os requisitos do WMP. Durante o transporte Auditoria e de resíduos, serão tidos cuidados especiais para evitar a Inspecção dispersão de lixos causada por ventos, para áreas fora dos limites do local. Serão obtidas aprovações apropriadas para a transferência e deposição de lixos controlados (conforme definido no WMP), para que nenhuns resíduos sejam eliminados sem os devidos cuidados. Os resíduos serão transferidos apenas por Auditoria e transportadores aprovados pelo Projecto, devendo ser Inspecção preenchidas todas as notas de transferência e entregues às partes relevantes. Secção 7.4.8 Auditoria e Inspecção Todos os contentores deverão estar em boas condições e equipados com tampas/coberturas para evitar, tanto a fuga de resíduos, como a infiltração de água, a especificar no WMP. Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Referência ESHIA Gestão Geral de 2.57 Resíduos Auditoria e Inspecção Todos os contentores/recipientes serão armazenados numa área gerida segura e etiquetados de forma a indicarem os tipos de resíduos que cada um poderá aceitar. Gestão Geral de 2.56 Resíduos O Projecto elaborou um Plano de Gestão de Resíduos geral (WMP - Waste Management Plan), que identifica todos os resíduos passíveis de virem a ser produzidos. Este plano será actualizado de acordo com as fases construção e operação. Todos os resíduos serão tratados, armazenados e eliminados Auditoria e em conformidade com os requisitos do WMP. Irá proceder-se Inspecção à implementação de uma filosofia de minimização de resíduos durante todas as etapas do projecto e das operações. Acção / Compromisso de Mitigação Requisito de Monitorização As áreas de armazenamento de resíduos serão localizadas e concebidas de forma a evitar riscos de descargas que possam Auditoria e drenar para os esgotos, cursos de água e solo. Inspecção Gestão Geral de Resíduos Questão Angola LNG Gestão Geral de 2.55 Resíduos 2.54 ID 50 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Requisito de Monitorização Auditoria e Inspecção Auditoria e Inspecção Auditoria e Inspecção 51 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Peixe e Pescas Angola LNG Os filtros do retentor de mercúrio serão eliminados de uma Gestão de Resíduos forma ambientalmente aceitável ou devolvidos ao fornecedor Auditoria e 2.67 Potencialmente com vista a uma deposição adequada. Inspecção Perigosos Os resíduos perigosos serão acondicionados e providos de Gestão de Resíduos etiquetas a indicar o respectivo conteúdo. 2.66 Potencialmente Perigosos Quaisquer resíduos potencialmente perigosos serão Gestão de Resíduos segregados conforme apropriado. 2.65 Potencialmente Perigosos Os resíduos potencialmente perigosos (os quais podem incluir subprodutos degradados de amina, inibidores de Gestão de Resíduos corrosão, inibidores de espuma, catalizadores, óleos lubrificantes gastos, solventes de remoção gorduras gastos, 2.64 Potencialmente etc.) devem ser tratados com o WMP elaborado para a Fase Perigosos Operacional. Auditoria e Inspecção Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 Secção 7.4.8 O plano de gestão de resíduos terá em consideração as preocupações ambientais e de saúde relacionadas com materiais reciclados para a comunidade local. Gestão Geral de Resíduos 2.62 Os óleos usados das máquinas a utilizar nos trabalhos de Gestão de Resíduos Preparação e Construção do Local será recolhido de uma 2.63 Potencialmente forma ambientalmente adequada e armazenado para Perigosos reciclagem, conforme estipulado no WMP. Secção 7.4.8 Gestão Geral de Resíduos 2.61 Secção 7.4.8 Referência ESHIA As áreas de armazenamento para deposição de resíduos serão concebidas no sentido de assegurar uma operação higiénica, de evitar odores e poeiras incomodativas, de prevenir perda Auditoria e Inspecção de materiais residuais e de impedir a degeneração dos mesmos. O Projecto utilizará instalações de construção adequadas (incinerador / aterro sanitário) para deposição controlada de resíduos, através de um terceiro como instalações conjuntas Auditoria e Inspecção (opção preferencial) ou específicas para o Projecto. Acção / Compromisso de Mitigação Gestão Geral de Resíduos Questão 2.60 ID Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos; Plano de Gestão do Local de Construção Plano de Gestão de Resíduos Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Serão implementados planos de resposta e disponibilizadas bóias salva-vidas nas embarcações de dragagem para a eventualidade de um acidente marítimo. Comunidades 3.7 Piscatórias Comunidades Piscatórias 3.5 O acesso ao Canal Cadal será mantido durante a construção da conduta O processo de reclamações criado pelo Projecto incluirá disposições relativas ao processamento de pedidos de indemnização por perdas e danos em equipamentos de pesca. Comunidades Piscatórias 3.4 Requisito de Monitorização Procedimentos de Monitorização Qualitativa Regulares (tal como verificações visuais / consulta à comunidade) Durante as actividades de reclamação de terrenos ao mar, o Projecto irá facultar informações à comunidade local sobre as actividades e zonas de exclusão do Projecto. Assim que a Relatórios Regulares construção estiver concluída, irão facultar-se informações para Direcção adicionais relativas às zona de exclusão de segurança Superior associadas às actividades marítimas e de carregamento de navios. Será desenvolvido e implementado um plano de gestão de tráfego marítimo. Comunidades 3.6 Piscatórias Comunidades Piscatórias 3.3 Os trabalhos de extracção de areias serão geridos para minimizar impactes nos pesqueiros, incluindo a dragagem 3.2 Recursos Piscícolas por zonas para reduzir o tamanho da área de exclusão. Escolhem-se métodos de instalação de condutas marítimas que reduzam o impacte físico no leito marinho e a 3.1 Recursos Piscícolas resuspensão do material do leito marinho e quaisquer impactes concomitantes nos peixes marinhos perto da costa e no habitat dos mesmos. ID 52 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.5.7 Secção 7.5.3 Secção 7.5.3 Secção 7.5.3 & 7.8.6 Secção 7.5.3 & 7.8.6 Secção 7.5.7 Secção 7.5.3 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Comunidades Piscatórias 3.8 Interface com os Interventores Interface com os Interventores Interface com os Interventores 4.2 4.3 4.4 Requisito de Monitorização Angola LNG Os CLOs reunirão regularmente com chefes locais e outros representantes da comunidade no respeitante a decisões cruciais e para procurarem o seu apoio continuo no respeitante a um engajamento alargado com a comunidade. Relatórios Regulares para a Direcção O escritório dos CLOs (localizado na cidade de Soyo) estará aberto durante as horas normais de expediente, e terá ao seu serviço indivíduos capazes de fornecer informações e atender Livro de Visita do Escritório de CLO a preocupações relacionadas com o Projecto. Um plano de engajamento da comunidade definirá as actividades de consulta em que participarão todas as secções Monitorização de da comunidade local ao longo das fases de pré-construção, Reclamações. construção e operação. Serão desenvolvidas actividades Inquéritos ao Público específicas para mobilizar grupos vulneráveis. O Angola LNG estabelecerá um compromisso contínuo com os interventores (incluindo a comunidade, governo, ONGs e outras partes interessadas) ao longo das fases de préconstrução, construção e operacional, incluindo comunicações e consulta sobre resposta de emergência. Um quadro superior empregado em regime de tempo integral será responsável pela interacção com o Governo, a comunidade e outros interventores locais, bem como pelo funcionamento do Relatório Regulares procedimento de queixa. O funcionário será apoiado por para a Direcção Oficiais de Ligação à Comunidade (CLOs). O Projecto irá também desenvolver procedimentos para os Empreiteiros informarem rapidamente o Projectos sobre as questões comunitárias. Está a ser desenvolvido um Plano de Acção de Reassentamento (RAP) para a transferência de comunidades piscatórias em resultado da dragagem proposta e trabalhos de recuperação. Este RAP incluirá medidas específicas para mitigar os impactes aos meios de subsistência baseados na pesca. Acção / Compromisso de Mitigação 53 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Interface com os Interventores 4.1 Aspectos Socioculturais Questão ID Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.5.3 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Envolvimento da Comunidade Plano de Envolvimento da Comunidade Plano de Envolvimento da Comunidade PCDP, Plano de Envolvimento da Comunidade RAP das Pescas Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Interface com os Interventores Interface com os Interventores Interface com os Interventores Alojamento para Trabalhadores 4.6 4.7 4.8 4.9 Interface com os 4.5 Interventores ID Angola LNG Relatórios Regulares para a Direcção Requisito de Monitorização Durante as Fases de EPC e Operacional, os residentes no Soyo que trabalhem no Projecto / na instalação de LNG poderão a continuar a viver com as respectivas famílias na área do Soyo. Será proporcionado transporte a partir de pontos identificados a fim de os levar para a instalação todos os dias. O Projecto estabelecerá um diálogo com as comunidades, para discutir oportunidades para se estabelecer maior integração do Projecto com a comunidade local, no respeitante às fases de construção e operação. Relatórios Regulares para a Direcção Serão realizadas reuniões regulares com a comunidade, antes e durante a preparação do local, construção, activação e arranque das operações com vista a discutir as medidas de Relatório Regulares mitigação, em particular com as comunidades vizinhas aos para a Direcção locais de construção e à estrada de tráfego pesado. A gestão de todas as queixas e preocupações da comunidade será registada numa base de dados e o Projecto analisará e reportará regularmente as preocupações e respostas do Relatórios Regulares Projecto à direcção. Os chefes da comunidade serão para a Direcção envolvidos para anunciarem as resoluções das queixas, quando apropriado. Será implementado um programa de aproximação com a comunidade local centrado na comunicação verbal, que poderá incluir aspectos como, dias de família, visitas escolares e excursões ao local. Acção / Compromisso de Mitigação 54 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Envolvimento da Comunidade Procedimento de Reclamação Plano de Envolvimento da Comunidade Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Alojamento para Trabalhadores Gestão de Trabalhadores 4.11 4.12 Angola LNG É esperado dos trabalhadores um elevado padrão de conduta, tanto no local de trabalho, como durante os seus tempos livres. O Projecto implementará e decretará um Código de Conduta que definirá os comportamentos exigidos e, que fará parte das condições de trabalho para trabalhadores do Projecto (incluindo empreiteiros). O código será revisto com representantes da comunidade e partilhado com a comunidade alargada. Durante a Fase Operacional, todos os trabalhadores permanentes não locais (não rotativos) serão alojados numa família em regime permanente. O Projecto pretende maximizar o número de trabalhadores não rotativos na medida em que estiverem disponíveis candidatos com qualificações e propensos, mas pode ser necessário complementar a força de trabalho permanente com força de trabalho rotativa. Os trabalhadores da construção não locais ficarão alojados numa área de acomodações fechada (os trabalhadores, normalmente, só poderão sair ao serviço da companhia e em excursões recreativas organizadas). Os alojamentos da Construção serão habitações de estilo permanente localizadas a sudoeste do Soyo. Os alojamentos irão cumprir com as directrizes e padrões de alojamento mínimo do Angola LNG, incluindo dimensões adequadas dos quartos e padrões de higiene aceitáveis. Acção / Compromisso de Mitigação 55 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Alojamento para Trabalhadores Questão 4.10 ID Observação visual da adesão ao código de conduta no local de trabalho e no alojamento do projecto. Inclusão de código de conduta nas condições de trabalho Angola LNG deve confirmar a redacção Requisito de Monitorização Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Código de Conduta dos Trabalhadores Especificações Funcionais Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Gestão de Trabalhadores Gestão de Trabalhadores Gestão de Trabalhadores Gestão de Trabalhadores 4.13 4.14 4.15 4.16 4.18 Gestão de Trabalhadores Gestão de 4.17 Trabalhadores Questão ID Angola LNG Disponibilidade de brochura para os trabalhadores. Consciencialização dos trabalhadores Requisito de Monitorização Sinalização em Áreas Públicas. Controlos Aleatórios A caça e a pesca na área local não serão autorizadas a pessoal Revistas a Veículos não local da construção do projecto. No local de trabalho e nos campos de trabalhadores apenas será permitido fumar em zonas designadas para o efeito. As bebidas alcoólicas serão vendidas exclusivamente por vendedores/instalações autorizadas dentro do campo. Será Controlos aleatórios expressamente proibido o consumo de bebidas alcoólicas em para condutores e qualquer local de obras, escritório ou outro local de trabalho. operadores de maquinaria pesada Os empreiteiros ficam obrigados a cumprir com a Política de Drogas e Álcool do Projecto. Será implementada uma política de “não tolerância” para o consumo de drogas. Não será Segundo o Drogas e permitido aos trabalhadores do Projecto o consumo de Álcool drogas, quer durante, quer após o horário de trabalho A formação inicial incluirá módulos sobre: saúde e segurança, consciencialização ambiental, regras do campo, código de conduta do trabalhador e sensibilização cultural. A formação Registo de Formação dedicada à sensibilização cultural abrangerá diferentes culturas no seio da força laboral, para além das informações da Força de Trabalho contidas na brochura de sensibilização cultural. O Projecto trabalhará com representantes da comunidade local, com vista a desenvolver uma brochura de sensibilização cultural e materiais de formação (publicados em Português e em Inglês) que se debruçará sobre assuntos chave, incluindo a localização e importância de todos os locais culturais e outras sensibilidades culturais. Este projecto deverá ser desenvolvido antes de serem iniciadas as dragagens e recuperação de terras. Acção / Compromisso de Mitigação 56 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.2.5 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Código de Conduta dos Trabalhadores Código de Conduta dos Trabalhadores Código de Conduta dos Trabalhadores Código de Conduta dos Trabalhadores Plano de Envolvimento da Comunidade Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Secção 7.6.6 Serão disponibilizadas instalações recreativas para usufruto dos trabalhadores do Projecto As áreas de alojamento incluirão áreas de práticas religiosas. Gestão de Trabalhadores Gestão de Trabalhadores 4.21 4.22 Gestão de Trabalhadores 4.25 Angola LNG O Angola LNG desenvolverá um protocolo de ligação com as autoridades governamentais angolanas, incluindo polícia e autoridades portuárias. O Projecto obriga-se a ter procedimentos para que os trabalhadores levantem preocupações razoáveis sobre o local de trabalho e para a monitorização e resolução dessas preocupações. Os empregados serão informados no momento da contratação sobre o mecanismo de reclamação dos trabalhadores. Todos os contratos de trabalho serão conformes aos aspectos relevantes da Lei Geral do Trabalho (conforme alterada pelo Decreto-Lei do Projecto quando este for publicado) e aderem aos princípios laborais aceites internacionalmente, expressos na Declaração da OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho. Estes incluem a proibição de trabalho infantil, trabalho forçado e comportamento discriminatório, bem como o reconhecimento dos direitos de liberdade e associação colectiva. O empreiteiro facultará transporte para os trabalhadores não locais regressarem às suas localidades de residência durante os períodos de folga e no final do período de trabalho. 57 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT 4.26 Protecção Física Gestão de Trabalhadores 4.24 Gestão de 4.23 Trabalhadores Secção 7.6.6 As refeições facultadas pelo Projecto cumprirão os padrões de nutrição mínimos e terão em atenção restrições dietéticas dentro de parâmetros razoáveis Gestão de Trabalhadores 4.20 Análise pelo Projecto dos Contrato de Trabalho dos Principais Empreiteiros Análise pelo Projecto dos Contrato de Trabalho dos Principais Empreiteiros Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Gestão de Trabalhadores Referência ESHIA 4.19 Requisito de Monitorização A área de alojamento de trabalhadores será gerida e incluirão medidas para controlo de acesso e de saída. A entrada apenas será permitida a trabalhadores que possuam autorização de Controlos ao acesso, bem como outras pessoas autorizadas envolvidas em Perímetro. Registo de Movimentos actividades como, manutenções e inspecções Acção / Compromisso de Mitigação Questão ID Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão da Protecção Física Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Resposta de Emergência Gestão da Construção Gestão da Construção 4.29 4.30 4.31 Será preparado um mapa de restrições em associação com os chefes culturais, identificando os locais de acesso não permitido para actividades e aos trabalhadores do Projecto, que serão incluídos na Formação de Sensibilização Cultural. Os procedimentos para “achados fortuitos” de interesse histórico, arqueológico ou cultural serão desenvolvidos de forma a incluir a condição de paragem dos trabalhos até que sejam acordadas medidas de gestão adequadas. Este procedimento incluirá medidas de gestão para exumação de restos mortais humanos Todos os principais empreiteiros nomearão um indivíduo de posição hierarquicamente superior, que será responsável pelos assuntos de natureza social relacionados com a comunidade. Serão realizadas reuniões regulares de interface com os empreiteiros e o Projecto, a fim de rever o desempenho ambiental, social e de saúde. O Projecto irá desenvolver planos de resposta de emergência abrangendo contingências de engenharia, colisões marítimas, derrames de derivados e outras emergências (por ex., surtos de doenças contagiosas como a SARS, a gripe das aves e as febres hemorrágicas dos vírus de Marburg e do Ébola). O Projecto comunicará aspectos relevantes às comunidades e autoridades locais. As opiniões dos grupos de interventores serão tidas em consideração durante a implementação e revisão do plano de gestão de segurança do Projecto. 4.28 Protecção Física Acção / Compromisso de Mitigação 4.27 Protecção Física Questão Angola LNG O Angola LNG irá implementar um plano de gestão de protecção física que observe a lei e seja consistente com os Princípios Voluntários de Protecção Física e Direitos Humanos. ID 58 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Um representante do Projecto será responsável por assegurar que se dispõe de sistemas para monitorizar o cumprimento dos compromissos de ESHIA por parte dos empreiteiros. Auditoria e Inspecção Requisito de Monitorização Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Achados Fortuitos Plano de Resposta de Emergência Plano de Gestão da Protecção Física Plano de Gestão da Protecção Física Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Secção 7.6.6 Todas as valas abertas serão claramente assinaladas, patrulhadas e barreiras serão instaladas para restringir o acesso. Gestão da Construção Gestão da Construção Gestão da Construção 4.36 4.37 4.38 59 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Caso o acesso aos locais de amarração do Luanda Pil for afectado durante a fase de construção, o Projecto facultará instalações alternativas de amarração durante o período de interrupção num local que seja do agrado da comunidade. Nos casos em que for utilizada vedação ao longo do direito de passagem as zonas de atravessamento serão mantidas para a passagem de pessoas e, quando for necessário, veículos. O Auditoria e acesso através das secções vedadas será facultado a cada 200 Inspecção m, aproximadamente. Auditoria e Inspecção Secção 7.6.6 Serão estabelecidas as especificações para empréstimo de Auditoria e terras /valas, com vista a evitar o seu enchimento com água e Inspecção a tornarem-se vectores de malária. Gestão da Construção 4.35 Será continuada a micro-definição do percurso da conduta, a fim de reduzir ao máximo possível os impactes. Secção 7.8.6 Secção 7.7.6 Secção 7.7.6 Secção 7.6.6 Gestão da Construção Caso o Projecto venha a afectar o acesso à parte ocidental da Praia dos Pobres, o Projecto irá procurar facultar acesso alternativo e irá considerar obras de beneficiação na parcela remanescente da praia (em termo de acesso, segurança e qualidade) em consulta com os utilizadores locais. As alterações à praia irão preservar a entrada para o Canal do Soyo e o calendário de quaisquer beneficiações será comunicada antecipadamente aos interventores. 4.34 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Gestão da Construção Requisito de Monitorização 4.33 No caso de ser necessário empreender actividades de construção na proximidade de locais culturais, o Angola LNG desenvolverá e implementará protocolos de trabalho em consulta com os líderes tradicionais locais. Acção / Compromisso de Mitigação Gestão da Construção Questão 4.32 ID Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Local de Construção Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG A concepção e potencial construção de edifícios temporários utilizados durante a fase de construção serão avaliadas para o potencial de reutilização dos mesmos para uso das comunidades. Isto não inclui construção de habitações, pois esta será permanente. Acção / Compromisso de Mitigação Antes da se proceder à construção de instalações de zona terrestre, o Projecto irá desenvolver um plano de força de Cuidados de Saúde trabalho e de saúde para as comunidades que considerará de forma mais pormenorizada os seguintes compromissos, de da Força de odo a gerir os potenciais impactes negativos do Projecto na m Trabalho e saúde e avançar oportunidades que melhor a saúde da força Comunidade de trabalho e das comunidades. Gestão da Construção Questão Angola LNG Secção 7.6.6 Cuidados de Saúde da Força de 5.3 Trabalho e Comunidade Cuidados de Saúde Todos os trabalhadores serão submetidos a exames médicos antes de serem contratados e a intervalos regulares durante o Registo de Saúde dos da Força de 5.4 período do contrato. Empregados Trabalho e Comunidade Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Secção 7.6.6 Requisito de Monitorização Durante a Fase Operacional da planta, o Projecto irá prestar cuidados de saúde a trabalhadores com emprego directo e aos respectivos familiares directos. O modo de prestação de serviços de saúde operacionais será determinado durante a construção. Durante a construção das instalações na zona terrestre, o Projecto disponibilizará cuidados primários de saúde Cuidados de Saúde gratuitos a todos os trabalhadores (contratados directamente da Força de e através de empreiteiros) numa clínica local. Os empreiteiros 5.2 Trabalho e DLR e de preparação do local irão também disponibilizar Comunidade cuidados primários de saúde aos seus trabalhadores. 5.1 Saúde 4.39 ID 60 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Pacote de Benefícios do Angola LNG (a ser desenvolvido) Plano de Gestão do Local de Construção Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG 61 Questão Acção / Compromisso de Mitigação ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG O Projecto irá implementar um programa de controlo da malária para todos os trabalhadores activos, incluindo os que Cuidados de Saúde residem fora do local dos trabalhos, durante o período de emprego. O Angola LNG recomenda vivamente que, todos os da Força de 5.9 trabalhadores com imunidade reduzida à malária adiram à Trabalho e profilaxia da malária. Esta também será disponibilizada à Comunidade força de trabalho angolana, numa base opcional. Cuidados de Saúde O Projecto terá um programa de monitorização contínua destinado à Gripe Aviária. da Força de 5 .8 Trabalho e Comunidade Será implementado um programa de sensibilização do VIH/SIDA destinado aos trabalhadores. O aconselhamento Cuidados de Saúde voluntário e testes do VIH/SIDA serão amplamente da Força de fomentados entre os trabalhadores, e serão disponibilizadas 5.7 Trabalho e medidas preventivas como a distribuição de preservativos a Comunidade todos os trabalhadores. Os testes de VIH/SIDA não serão obrigatórios. Cuidados de Saúde O Projecto implementará um programa para a TB, conforme com os programas angolanos e padrões internacionais. da Força de 5.6 Trabalho e Comunidade Será apresentado um programa de consciencialização e educação a todos os trabalhadores, incluindo uma sessão de formação de participação obrigatória destinada à consciencialização da saúde com frequentes sessões de rememoração e actualização durante todo o tempo dos Cuidados de Saúde respectivos contratos de trabalho. A formação de consciencialização incluirá informação sobre a transmissão e da Força de 5.5 prevenção de VIH/SIDA e DSTs, bem como sobre os Trabalho e primeiros sintomas de advertência da SARS, gripe das aves, Comunidade TB, febre hemorrágica de Marburg, etc., frisando a importância da comunicação de quaisquer casos suspeitos. ID Registo de Formação dos Empregados Requisito de Monitorização Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Saúde da Comunidade Plano de Saúde da Comunidade Plano de Saúde da Comunidade Plano de Saúde da Comunidade Plano de Formação de Empregados Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Os empreiteiros ao serviço de, ou por conta do Angola LNG, obrigam-se proteger os seus empregados através do desenvolvimento e implementação de uma política de controlo da malária. Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Estratégia de 6.2 Conteúdo Local / Nacional Estratégia de 6.1 Conteúdo Local / Nacional Economia Será estabelecido um processo de aprovisionamento hierárquico, que contemplará o aprovisionamento a nível do Soyo, em seguida a nível da província do Zaire e por último a nível nacional Os empreiteiros e o Angola LNG nomearão o pessoal necessário e outros recursos para gerir o programa de conteúdo local durante a duração do projecto. O Projecto irá colaborar com o Ministério da Saúde e outras organizações, tal como a OMS, no seu programa “Roll Back Cuidados de Saúde Malaria” (Abatimento da Malária) e no programa das ONU para o VIH/SIDA e ira procurar trabalhar com programas de da Força de 5.14 Parceria existentes, com vista a implementar medidas como o Trabalho e c ontrolo regular de vectores em áreas próximas ao Projecto, a Comunidade fim de reduzir os impactes na força de trabalho. Caso ocorra um surto de alguma doença infecciosa como Cuidados de Saúde SARS, gripe Aviária, etc., numa determinada região, a da Força de contratação de mão-de-obra dessa área será temporariamente 5.13 Trabalho e suspensa, até que a doença esteja controlada. Comunidade Nos casos em que o Projecto contrata profissionais médicos já Cuidados de Saúde com emprego na área do Soyo, para serem utilizados em funções médicas ou de outra natureza, procurar-se-á contratáda Força de 5.12 los (por ex., em horários a tempo-parcial, etc.) de forma a não Trabalho e causar um impacte adverso aos recursos médicos locais. Comunidade Durante as fases de construção e operação , não se procederá Cuidados de Saúde ao despedimento de trabalhadores / rescisão de contrato de trabalho devido à identificação de uma doença, salvo se esta da Força de 5.11 implicar a redução das capacidades do indivíduo para Trabalho e executar o trabalho necessário. Comunidade Cuidados de Saúde da Força de 5.10 Trabalho e Comunidade ID 62 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Relatório Mensal de Mão-de-Obra, Bens e Serviços Locais Requisito de Monitorização Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Secção 7.6.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Filosofia de Projecto 025 Filosofia de Projecto 025 Plano de Resposta de Emergência Plano de Saúde da Comunidade Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Angola LNG Serão criados centros de recrutamento na cidade de Soyo e outros centros populacionais (incluindo Luanda e M’Banza Congo). Será disponibilizada continuamente informação sobre eventuais posições disponíveis para trabalhadores locais. A contratação local será efectuada a partir de centros de recrutamento designados. Não será efectuada qualquer contratação na área de alojamento ou locais de trabalho. Não será feita qualquer distinção, exclusão, ou dada qualquer preferência no processo de recrutamento no respeitante à raça, cor, sexo, religião ou opinião política. Contudo, será dada preferência a candidatos do Soyo, província do Zaire e Angola. Foram desenvolvidas directrizes de contratação em consulta com representantes da comunidade local no sentido de tomar em consideração as realidades da situação local do emprego. Todos os empreiteiros irão implementar as directrizes de contratação. Os candidatos ao emprego não terão de fazer pagamentos para a petição de emprego no Projecto, ou para o assegurar. Será requerido aos empreiteiros que recrutem localmente sempre que existirem as competências adequadas e a experiência necessária. As especificações do contrato definirão claramente e exigirão a seguinte prioridade em termos de contratação de trabalhadores: inicialmente do Soyo, em seguida da província do Zaire e, por último do restante território angolano. Será exigido aos empreiteiros a implementação de um sistema para assegurar que estes requisitos sejam cumpridos. O Angola LNG e os empreiteiros EPC irão disseminar o mais cedo possível os seus requisitos de aprovisionamento às empresas locais na área do Soyo. Acção / Compromisso de Mitigação 63 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Estratégia de Recrutamento, 6.7 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.6 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.5 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.4 Formação e Desmobilização Estratégia de 6.3 Conteúdo Local / Nacional ID Relatório Mensal de Mão-de-Obra, Bens e Serviços Locais Requisito de Monitorização Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Filosofia de Projecto 025 Filosofia de Projecto 025 Directrizes de Contratação Filosofia de Projecto 025 Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Estratégia de Recrutamento, 6.13 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.12 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.11 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.10 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.9 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.8 Formação e Desmobilização ID Angola LNG O Projecto procurará trabalhar com os representantes do Governo e representantes de sectores chave para os trabalhadores (por ex., educação, saúde, médico), a fim de estabelecer um processo eficaz para limitar impactes negativos nestes sectores. Os trabalhadores não locais serão colocados em horários com rotação de turnos razoáveis, com direito a deslocações pagas para viajar para casa e minimizar a necessidade de trazerem as famílias inteiras para o Soyo. Após uma oferta e aceitação de emprego (directamente ao Angola LNG ou aos empreiteiros) será assinado um acordo de trabalho com cada trabalhador, mencionando claramente a duração do período de emprego e os termos e condições relacionados com a sua contratação. Uma cópia deste contrato será fornecida ao empregado. Todas as vagas de emprego devem definir de forma clara as aptidões e experiência necessárias no sentido de assegurar transparência e corresponder às expectativas. O Projecto irá trabalhar no sentido de assegurar que seja fornecida informação clara sobre o processo de recrutamento local e sobre os critérios inerentes ao recrutamento local. Isto será realizado de forma atempada através dos vários meios de comunicação a nível local e nacional. O Projecto irá implementar um plano de contratação para facilitar uma prática transparente de contratação local. O Projecto irá constituir uma interface com o gabinete local de recrutamento (MAPESS) e outras organizações apropriadas no sentido de ser pro-activo na discussão das necessidades de recrutamento, do sucesso das estratégias de recrutamento e das formas de melhorar o processo de recrutamento para os trabalhadores locais. Acção / Compromisso de Mitigação 64 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Análise dos Contratos de Trabalho dos Principais Empreiteiros Requisito de Monitorização Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Filosofia de Projecto 025 Filosofia de Projecto 025 Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão A formação para a fase operacional terá lugar o mais cedo possível, a fim de assegurar que sejam angariadas as competências necessárias antes do início da operação. Estratégia de Recrutamento, 6.20 Formação e Desmobilização 65 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Será implementado um processo para seleccionar e transferir empregados devidamente qualificados entre as fases de construção e operação do Projecto. Os candidatos adequados serão identificados e receberão formação de acordo com as necessidades e com a devida antecedência necessária para serem empregados para a operação da fábrica de LNG. Os planos de formação serão desenvolvidos de acordo com cada contrato de trabalho e baseados no tipo de posição para a qual foram contratados. Estratégia de Recrutamento, 6.19 Formação e Desmobilização Os requisitos de emprego para as fases de construção e operação do Projecto serão avaliados o mais cedo possível, a fim de identificar as prioridades de formação e iniciar os programas de formação pré-emprego. Serão atribuídas responsabilidades de formação definidas aos indivíduos que fazem parte da equipa do Projecto Angola LNG e no seio do Empreiteiro. A formação será dada em colaboração com os centros de formação existentes, quando apropriado. Estratégia de Recrutamento, 6.21 Formação e Desmobilização Requisito de Monitorização Os empreiteiros principais deverão elaborar um plano de desmobilização. Será fornecida informação (de acordo com o regulamento angolano) aos trabalhadores angolanos, com Análise do Plano de vista a contribuir para a sua preparação e para a compreensão Desmobilização do calendário de desmobilização. Será fornecido aos trabalhadores, um certificado de experiência e formação profissional, após concluído com sucesso o período do contrato. Acção / Compromisso de Mitigação Estratégia de Recrutamento, 6.18 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.17 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.16 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.15 Formação e Desmobilização Estratégia de Recrutamento, 6.14 Formação e Desmobilização ID Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Formação de Empregados Plano de Formação de Empregados Plano de Formação de Empregados Plano de Desmobilização Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Gestão de Infra7.1 estruturas e Serviços O Projecto será auto-suficiente em termos de água, energia, tratamento e eliminação de esgotos. Secção 7.8.6 Secções 7.7.5 O Angola LNG irá contactar o governo local para fomentar o desenvolvimento de um plano de infra-estruturas e estará disponível para auxiliar e prestar informações se solicitado. Estratégia de Desenvolvimento 6.26 Empresarial e Habilitação Ambiental Infra-estruturas, Serviços e Transportes Secções 7.7.5 Serão encorajadas as parcerias entre os empreiteiros estrangeiros e as empresas locais, para promover o aumento de capacidade. Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Secções 7.7.5 Referência ESHIA Estratégia de Desenvolvimento 6.25 Empresarial e Habilitação Ambiental Requisito de Monitorização O Angola LNG monitorizará os preços dos produtos básicos adquiridos pelos sectores mais vulneráveis da comunidade, e procurará colaborar com o governo local e outros, com vista a encontrar formas de reduzir os impactes. O Projecto promoverá oportunidades de aquisição directa de bens por parte da força de trabalho tais como, o estabelecimento de um mercado estruturado e a identificação de serviços comerciais no Soyo como, hotéis e restaurantes, que poderiam ser utilizados pelo Projecto. O Projecto irá desenvolver e implementar uma Estratégia de Fornecimento Local, com vista a aumentar a capacidade de resposta das empresas locais às necessidades estabelecidas nos contratos de aprovisionamento. Isto terá em consideração as necessidades de formação e informação das empresas locais e outros factores importantes como o acesso a financiamento e instalações de baixo custo. A formação será dada em colaboração com os centros de formação existentes, conforme adequado. Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Estratégia de Desenvolvimento 6.24 Empresarial e Habilitação Ambiental Estratégia de Desenvolvimento 6.23 Empresarial e Habilitação Ambiental Estratégia de Desenvolvimento 6.22 Empresarial e Habilitação Ambiental ID 66 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Angola LNG Todos os motoristas do Angola LNG e dos empreiteiros serão objecto de exames de saúde regulares (incluindo exames de visão). Todos os veículos do Projecto e de empreiteiros terão que ser de qualidade aceitável e inspeccionados regularmente em termos da segurança que oferecem. Será realizado um levantamento estrutural básico dos edifícios localizados ao longo da estrada de tráfego pesado antes do início da utilização da estrada de tráfego pesado para o Projecto. A estratégia de transporte de materiais para o Projecto procurará reduzir a um mínimo praticável, o transporte por estrada de materiais de construção e outros bens. Os materiais de enchimento para a recuperação de terrenos não serão transportados por estrada através da cidade do Soyo. Os trabalhadores a viverem fora do local terão acesso a transporte para o local do projecto. Será facultado transporte entre os alojamentos do Projecto e o local do trabalho. Será desenvolvido um plano de gestão de tráfego com o intuito de estabelecer percursos e horários de tráfego que permitam evitar as localizações sensíveis a ruído como, por exemplo, escolas, hospitais e lugares de devoção, e as horas de ponta. O plano incluirá também procedimentos para cargas anormais, limites de velocidade adequados, procedimentos em caso de acidente envolvendo terceiros, e ligação a serviços de emergência. O Projecto explorará oportunidades para programas sustentáveis de investimento na comunidade, nas áreas da família e saúde (por ex., água limpa, consciencialização da VIH/SIDA), educação e formação, desenvolvimento de pequenas e médias empresas, micro-crédito, infra-estrutura de base e agricultura, e projectos agrícolas e piscatórios. Acção / Compromisso de Mitigação 67 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Gestão de Tráfego 7.7 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.6 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.5 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.4 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.3 Rodoviário e Veículos Gestão de Infra7.2 estruturas e Serviços ID Requisito de Monitorização Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secções 7.5.8 e 7.8.6 Secção 7.8.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Local de Construção; Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Tráfego Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Gestão de Tráfego 7.13 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.12 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.11 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.10 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.9 Rodoviário e Veículos Gestão de Tráfego 7.8 Rodoviário e Veículos ID Angola LNG A estrada de tráfego pesado será repavimentada conforme necessário. Serão estudados melhoramentos como a construção de passeios e lancis em secções utilizadas por peões e melhoramento de passagens para peões, e implementados consoante necessário para a segurança. O Projecto utilizará o seu “Processo de Notificação e Investigação de Incidentes e Iminências de Incidentes para o Angola LNG” para lidar com acidentes que envolvam danos a uma terceira parte/membro da comunidade, animais ou empregados. Quaisquer acidentes rodoviários que envolvam veículos do Projecto serão cabalmente investigados e serão tomadas medidas correctivas conforme necessário. Os acidentes rodoviários será monitorizados na área do Soyo no sentido de detectar quaisquer tendências e avaliar quais interacções do Projecto. O Projecto procurará trabalhar com as autoridades locais com vista a alargar o seu programa de formação para consciencialização de segurança rodoviária aos utilizadores locais das vias rodoviárias e às escolas. Todos os motoristas do Projecto serão submetidos a formação em condução defensiva, segurança e primeiros socorros. O Angola LNG e os seus Empreiteiros têm o direito de realizar revistas razoavelmente não anunciada aos seus empregados, subempreiteiros, e empregados dos subempreiteiros, incluindo veículos pessoais e bens pessoais, antes da entrarem em propriedade da companhias, enquanto estiverem a prestar serviços para a companhia ou a operar equipamento da companhia. Serão utilizados controlos aleatórios (teste de alcoolémia) para monitorizar o consumo de álcool por parte dos motoristas do Projecto. Acção / Compromisso de Mitigação 68 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Requisito de Monitorização Secção 5.4.2, 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Tráfego Plano de Gestão do Tráfego Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Requisito de Monitorização Angola LNG O Projecto analisará e melhorará continuamente as competências de gestão de segurança do pessoal dos barcos do Projecto. Inspecção de Embarcações O Projecto desenvolverá uma campanha de consciencialização para segurança marítima destinada a todos os utilizadores de embarcações locais e terá em consideração outras medidas para aumentar a segurança dos pescadores e outros utilizadores de barcos. A campanha incluirá aconselhamento prático sobre o movimento em torno da Baía de Diogo Cão e da Área de Recursos do Zimbi no sentido de evitar acidentes. O Projecto facultará aos utilizadores locais de embarcações, informações sobre os movimentos de tráfego Inspecção de Embarcações marítimo do Projecto e sobre a extensão das zonas de segurança relevantes. O Projecto terá em consideração a necessidade de uma abertura diária do tráfego quando existem movimentos limitados de embarcações do projecto, a fim de permitir a passagem de barcos de pesca e outros. Será desenvolvido um plano de gestão de tráfego marítimo em colaboração com o Patrão do Porto da Base do Kwanda e as autoridades competentes, a fim de gerir eventuais questões relacionadas com interacções entre o tráfego marítimo do Projecto e outras embarcações. O plano terá em consideração: Inspecção de aproximações de navios de transporte de produtos; a Embarcações utilização de barcos de escolta para fazer cumprir as zonas de exclusão de segurança e os limites de velocidade. A qualidade da superfície de rodagem será monitorizada e serão tomadas as medidas necessárias para reparar quaisquer danos nas estradas causados pelo Projecto. Acção / Compromisso de Mitigação 69 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Gestão de 7.17 Transporte Marítimos Gestão de 7.16 Transporte Marítimos Gestão de 7.15 Transporte Marítimos Gestão de Tráfego 7.14 Rodoviário e Veículos ID Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão 8.1 Prevenção de Derrames Cenários Não Programados Gestão de 7.21 Transporte Marítimos Gestão de 7.20 Transporte Marítimos Gestão de 7.19 Transporte Marítimos Gestão de 7.18 Transporte Marítimos ID Angola LNG Inspecção de Embarcações Requisito de Monitorização O reabastecimento dos navios será realizado quando os mesmos se encontram ancorados em segurança na Base do Kwanda ou num local de reabastecimento alternativo. Será proporcionado contenção secundária. As embarcações de Dragagem e Recuperação de Terrenos (DLR) não utilizarão a Auditoria e Base do Kwanda Base para reabastecimento e irão estabelecer Inspecção um plano de reabastecimento na fase pormenorizada de concepção. Os navios de transporte de produto não serão reabastecidos na Base do Kwanda. Caso as actividades do projecto impeçam a comunidade local de ser abastecida de água por uma embarcação da Tidewater, o Projecto providenciará uma fonte de água alternativa. Será exigido ao Empreiteiro que forneça um Plano de Execução dos Trabalhos, o qual será aprovado pelo Angola LNG previamente ao início dos trabalhos de campo que abrangem os trabalhos na Baía do Diogo Cão e na Área de Recursos do Zimbi. Todo o equipamento de dragagem e apetrechos associados a serem utilizados nos trabalhos deverão ser mantidos em boas condições de funcionamento. O empreiteiro deverá assegurar Inspecção de a inspecção regular dos equipamentos por parte de uma autoridade reconhecida e a verificação por parte da mesma, Embarcações de que se encontram em condições de funcionamento seguro. O Angola LNG assegurará que o empreiteiro de dragagem, como parte do planeamento de pré-dragagem, facultará equipamentos e ajudas à navegação temporários (bóias e luzes) a fim de assegurar a não interferência de outros utilizadores marítimos (por ex., outros navios comerciais, pescadores, barcos de travessia locais, etc.) Acção / Compromisso de Mitigação 70 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Secção 7.9.3 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Secção 7.8.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Plano de Dragagem e Deposição Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG 71 Prevenção de Derrames Prevenção de Derrames 8.2 8.3 Auditoria e Inspecção Requisito de Monitorização Secção 7.9.3 O pessoal relevante será convenientemente instruído relativamente aos procedimentos correctos de manuseamento Auditoria e de produtos químicos, reabastecimento e utilização de Inspecção equipamentos de resposta a derrames. ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Angola LNG Secção 7.9.3 Haverá um protocolo de comunicação claro entre as embarcações e a planta do LNG. Resposta a Derrames 8.7 Prevenção de 8.8 Derrames Secção 7.9.3 Serão posicionados barcos de segurança para garantir a observação das zonas de exclusão de segurança. Resposta a Derrames 8.6 Secções 5.7.3 e 7.8.3 Somente será permitido deslocar de/para os ancoradouros um navio de cada vez. Secção 7.9.3 Secção 7.9.3 Secção 5.7.3 Referência ESHIA Prevenção de Derrames Serão sempre aplicados os padrões adequados para operação e navegação de embarcações que irão dispor das ajudas à Inspecção de navegação apropriadas. Embarcações O reabastecimento dos navios será realizado mediante utilização de equipamentos adequados previamente inspeccionados pelo Angola LNG quanto à sua qualidade e fiabilidade e considerados em boas condições de funcionamento. Serão incluídas as especificações relevantes no Plano de Prevenção de Derrames do Angola LNG. Durante a Fase Operacional, por razões de segurança e protecção física, os navios-tanques de produtos (navios de LNG) terão de manter um estado de prontidão para partida imediata a todo o tempo enquanto atracados a qualquer dos ancoradouros. Acção / Compromisso de Mitigação 8.5 Prevenção de 8.4 Derrames Questão ID Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Gestão do Tráfego Marítimo; Plano de Prevenção de Derrames Plano de Resposta de Emergência Plano de Resposta de Emergência Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Plano de Gestão do Tráfego Marítimo; Plano de Prevenção de Derrames Plano de Prevenção de Derrames; Plano de Resposta a Derrames Plano de Gestão do Tráfego Marítimo Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Resposta a Derrames Questão Resposta a Derrames Os derrames serão registados e reportados à direcção do Projecto e autoridades relevantes. Os procedimentos de auditoria assegurarão após uma ocorrência de derrame, a execução das medidas correctivas adequadas para a limpeza do mesmo, e o fornecimento de “lições aprendidas” para evitar derrames futuros. Os receptores sensíveis serão protegidos com barreiras conforme necessário. As localizações serão identificadas no Plano de Resposta a Derrames do Angola LNG. Será implementado um plano de contingência e resposta a derrames para as fases de construção e operação o qual irá cobrir as áreas que potencialmente sofram impactes. Isto irá incluir treinos e simulacros regulares. O empreiteiro de dragagem e recuperação de terrenos irá desenvolver um plano de contingência e resposta a derrames que considere as actividades de dragagem e recuperação de terrenos em maior pormenor. O Projecto procederá à análise e aprovação do plano e assegurará que o mesmo se interrelaciona de forma eficaz com o plano global de contingência e resposta a derrames do Projecto. Cada um dos barcos contratados pelo Projecto devem dispor de uma estratégia de resposta a derrames de nível apropriado. Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Estudos de Avaliação de Impactes e Compromissos da Direcção Suplementares 8.11 Resposta a 8.10 Derrames 8.9 ID 72 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Requisito de Monitorização Secção 7.9.3 Secção 7.9.3 Secção 7.9.3 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Plano de Prevenção de Derrames Plano de Prevenção de Derrames; Plano de Resposta a Derrames Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão ESHIAs Suplementares Angola LNG Antes de se dar início a quaisquer actividades do Projecto fora do âmbito das actividades já avaliadas, realizar-se-á um rastreio de avaliação de impacte ambiental, socioeconómico e de saúde no sentido de identificar a necessidade de se levar a cabo uma ESHIA suplementar. Nos casos em que for necessário uma ESHIA, esta será realizada e posta à disposição do público antes de se dar início aos trabalhos. À medida que prossegue a concepção pormenorizada e são nomeados os empreiteiros de construção, o ESHMP do Angola LNG estipula a elaboração de planos específicos, incluindo: Plano de Gestão de Descargas Operacionais; Plano de Abandone e Reabilitação de Local; Plano de Prevenção de Derrames; Plano de Resposta a Derrames; Plano de Gestão; Eliminação e Depósito de Resíduos (abrangido no Plano de Gestão de Resíduos do Projecto. A Engenharia e Concepção Preliminares é o tema de um concurso de concepção e uma variedade de assuntos terão ainda que ser resolvidos em termos de pormenores sobre emissões, descargas, resíduos, etc. Além disso, qualquer projecto desta natureza poderá estar sujeito a alterações ao longo do processo de concepção e tomada de decisão. Os impactes detalhados da concepção seleccionada serão avaliados e reportados numa Adenda à ESHIA, juntamente com quaisquer outras alterações materiais ao projecto (por ex., metodologias de construção). Nessa altura será revisto também o Registo de Compromissos, conforme seja necessário. Acção / Compromisso de Mitigação 73 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT 9.3 9.2 Planos de Gestão 9.1 Adenda à ESHIA ID Requisito de Monitorização Secção 7.6.6 Secção 9.2.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Adenda à ESHIA Adenda à ESHIA Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão 9.3 ESHIAs Suplementares 9.2 Planos de Gestão 9.1 Adenda à ESHIA ID Angola LNG Antes de se dar início a quaisquer actividades do Projecto fora do âmbito das actividades já avaliadas, realizar-se-á um rastreio de avaliação de impacte ambiental, socioeconómico e de saúde no sentido de identificar a necessidade de se levar a cabo uma ESHIA suplementar. Nos casos em que for necessário uma ESHIA, esta será realizada e posta à disposição do público antes de se dar início aos trabalhos. À medida que prossegue a concepção pormenorizada e são nomeados os empreiteiros de construção, o ESHMP do Angola LNG estipula a elaboração de planos específicos, incluindo: Plano de Gestão de Descargas Operacionais; Plano de Abandone e Reabilitação de Local; Plano de Prevenção de Derrames; Plano de Resposta a Derrames; Plano de Gestão; Eliminação e Depósito de Resíduos (abrangido no Plano de Gestão de Resíduos do Projecto. A Engenharia e Concepção Preliminares é o tema de um concurso de concepção e uma variedade de assuntos terão ainda que ser resolvidos em termos de pormenores sobre emissões, descargas, resíduos, etc. Além disso, qualquer projecto desta natureza poderá estar sujeito a alterações ao longo do processo de concepção e tomada de decisão. Os impactes detalhados da concepção seleccionada serão avaliados e reportados numa Adenda à ESHIA, juntamente com quaisquer outras alterações materiais ao projecto (por ex., metodologias de construção). Nessa altura será revisto também o Registo de Compromissos, conforme seja necessário. Acção / Compromisso de Mitigação 74 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Requisito de Monitorização Secção 7.6.6 Secção 9.2.6 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Adenda à ESHIA Adenda à ESHIA Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Acção / Compromisso de Mitigação Angola LNG Um representante sénior do Projecto será responsável por assegurar que estejam estabelecidos sistema para proceder à monitorização do cumprimento dos contratos relativamente aos compromissos da ESHIA. O Angola LNG procederá à análise e aprovação dos planos dos empreiteiros no sentido de se observarem os compromissos da ESHIA e, subsequentemente, durante a execução do projecto, irá analisar o desempenho dos empreiteiros através de monitorização, auditorias e inspecção. Nos casos em que as medidas estipuladas na ESHIA não resultarem na consecução dos objectivos, o Angola LNG irá trabalhar com os principais empreiteiros consoante seja relevante para aperfeiçoar as medidas. 75 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT 9.6 Garantia Consideração das 9.5 Comunidades da Linha de Vedação Assim que se tiver avaliado os impactes das actividades de linha de vedação, especialmente os impactes residuais e acumulativos durante a construção, será considerada a necessidade de mais medidas de mitigação (de acordo com o princípio de evitar, minimizar e compensar). Esta medida será empreendida na Adenda à ESHIA. O Projecto irá procurar evitar ou minimizar a necessidade de se proceder a reassentamentos físicos ou económicos. A necessidade de um Plano de Acção de Reassentamento (RAP) irá ser avaliada em relação à utilização pelo Projecto de terrenos fora dos actuais limites da Base do Kwanda e, caso Planos de Acção de 9.4 seja necessário, desenvolvido e implementado no sentido de Reassentamento evitar ou compensar pelos impactes nos meios de subsistência físicos ou económicos causados por utilização de terrenos /áreas pelo Projecto. ID Requisito de Monitorização Secção 9.2.1 Secção 7.10.3 Secção 7.7.4 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Adenda à ESHIA Plano de Acção de Reassentamento Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG Questão Sistema de Gestão Ambiental ID 9.7 Angola LNG O Projecto Angola LNG irá adaptar o Sistema de Gestão da Excelência Operacional da Chevron (OEMS) para gerir os impactes ambientais, socioeconómicos e de saúde do projecto. Este sistema de gestão irá incluir i) avaliação de impactes ambientais, socioeconómicos, e de saúde; ii) o desenvolvimento de planos de gestão do Projecto e do empreiteiro; iii) políticas, procedimentos e especificações; iv) capacidade organizativa e formação; v) envolvimento das comunidades; vi) monitorização; e vii) notificação. Acção / Compromisso de Mitigação 76 ENVIRONMENTAL RESOURCES MANAGEMENT Requisito de Monitorização Secção 9.1.1 Referência ESHIA Angola LNG Empreiteiro EPC (Instalações) Empreiteiro de Condutas Zona Marítima/Terrestre Preparação do Local, Dragagem e Recuperação de Terrenos Operação Construção Preparação do Local Documentação Adicional de Compromissos do Angola LNG