Estudo do Efeito do Envelhecimento na Compressibilidade de Amostras de Resíduo Sólido Urbano Sandro Lemos Machado Departamento de Ciência e Tecnologia dos Materiais, UFBA, Salvador, Brasil Miriam de Fátima Carvalho Kleber Azevedo Dourado Escola de Engenharia, UCSAL, Salvador, Brasil Maíra Bittencourt Rocha André Luiz Marinho dos Santos Departamento de Ciência e Tecnologia dos Materiais, UFBA, Salvador, Brasil RESUMO: O presente trabalho descreve e discute resultados de ensaios de compressão confinada realizados em amostras de resíduo sólido urbano (RSU) de grande dimensão, coletadas na frente de disposição do aterro Metropolitano Centro – Salvador, Ba, e em amostras com 4 anos de aterramento. São também apresentados resultados de ensaios de caracterização (composição gravimétrica, curva granulométrica, STV) para as amostras do resíduo estudado e a influência do tempo de disposição no comportamento de compressibilidade do material é avaliada. Os resultados de ensaios de compressão confinada mostraram uma grande influência das deformações por compressão secundária no comportamento do RSU e sugerem a existência de uma influência do efeito do envelhecimento da amostra nos parâmetros de compressibilidade. PALAVRAS-CHAVE: Compressibilidade, Aterros sanitários, Compressão secundária. 1 INTRODUÇÃO Os aterros de resíduos sólidos urbanos (RSU) são constituídos por diferentes tipos de componentes (metais, plásticos, papéis, vidros, madeiras, têxteis, resíduos orgânicos, pedras e solos) que, quando depositados, interagem formando um maciço heterogêneo e poroso com comportamento peculiar. Vários desses componentes se transformam por fenômenos físico-químicos e biológicos, ao longo dos anos, resultando na geração de gás e chorume, com conseqüente redução de massa e de volume do resíduo depositado e abatimento do nível da superfície do aterro (ρ). A elevada compressibilidade dos aterros sanitários, apesar de ser, por um lado, problemática, por outro, prolonga a sua vida útil, possibilitando deposições adicionais. Deformações entre 10 e 30% da altura original do aterro têm sido reportadas por diversos autores. Em geral, os recalques nos aterros municipais são mais intensos no período inicial (um a dois meses após finalizada a construção). Em seguida, continuam a ocorrer por um longo período, porém com velocidade menor segundo Sowers 1968, Edil et al. 1990, Grisolia e Napoleoni 1996, Manassero et al. 1997. A compressibilidade em aterros sanitários é o resultado de várias parcelas, como: a) compressão física do resíduo determinada pela distorção, flexão, esmagamento e reorientaçã de componentes; b) recalques determinados pela migração de partículas pequenas para os maiores vazios; c) adensamento e deformações viscosas, tanto do esqueleto sólido, como de alguns componentes; d) biodegradação dos componentes orgânicos e, finalmente, e) colapso da estrutura resultante ou de alguns de seus componentes, graças a fenômenos de corrosão, oxidação e outros processos de degradação de componentes inorgânicos. Na falta de modelos específicos para representação do recalque em campo, tem-se utilizado os conceitos clássicos da Mecânica dos Solos, às vezes com algumas adaptações, para avaliar comportamento dos resíduos sólidos domiciliares. Dentro desses conceitos, propostas baseadas em modelos visco-elásticos, como aqueles desenvolvidos para retratar a compressão secundária de argilas e turfas, têm ganhado destaque por conseguir reproduzir com razoável fidelidade medidas de campo (Sowers 1973, Yen e Scanlon 1975, Gibson e Lo 1961). No que se refere às tentativas de reproduzir os efeitos da degradação ao longo do tempo, alguns autores têm proposto modelos para representar a compressão devido a decomposição dos componentes, tais como, Edgers et al, 1992 e Soler et al. 1995. No entanto, em laboratório, o processo de variação de volume do resíduo, resultante da degradação dos componentes com o tempo, é difícil de ser esquematizado e previsto. Isto se deve a que os processos biológicos e físico-químicos necessitam de condições ideais e propícias, além de um tempo para acontecerem, superior aos necessários usualmente para completar esses ensaios (Grisolia e Napoleoni et al. 1996). O presente trabalho apresenta resultados de ensaios de compressão confinada de grandes dimensões, executados em amostras deformadas de RSU com diferentes idades de disposição. São mostradas curvas de compressibilidade do RSU e curvas de deformação diferida no tempo, possibilitando a obtenção de parâmetros de compressibilidade e fluência. Também são apresentadas curvas granulométricas do resíduo para diferentes idades e dados de composição. 2 CARACTERIZAÇÃO DO RESÍDUO O resíduo estudado provém do Aterro Sanitário Metropolitano Centro, localizado na cidade de Salvador, na estrada do CIA-Aeroporto (Km 6,5 - Zona Norte). Neste aterro foram coletadas amostras de resíduos com idades diferentes: na frente de disposição do aterro, denominadas de resíduo novo e com quatro de aterramento. O resíduo com 4 anos de aterrado foi retirado de uma cava aberta no maciço, com profundidade de cerca 1,5m, após a retirada da camada de solo de cobertura. A composição física dos resíduos estudados foi obtida por meio da separação manual e quantificação, em peso seco, dos componentes presentes, tais como madeira, papel, pedra, materiais têxteis, borracha, plástico, vidro, metal e fração pastosa. O termo fração pastosa foi utilizado para definir a parcela da amostra remanescente da segregação manual, constituída de solo de cobertura, componentes em diferentes estágios de degradação e outros difíceis de serem identificados. Na Tabela 1 apresenta-se a composição física obtida para as amostras de resíduo em função do peso seco. Para o resíduo novo, os valores apresentados são valores médios obtidos de cinco amostras de resíduo novo coletadas em épocas diferentes (junho de 2003, janeiro e setembro de 2004, março e setembro de 2005). Observa-se que com o tempo de disposição ocorreu uma redução no percentual de papel/papelão e plástico, enquanto que a fração pastosa sofreu um aumento no seu percentual. Com base nestas observações pode-se afirmar que parcelas significativas de papel/papelão e de plásticos são incorporadas à fração pastosa à medida que o processo de degradação evolui. Outro ponto digno de ser notado é que, para o resíduo aterrado, parte do selo de cobertura é incorporada nesta fração pastosa durante o período de operação/funcionamento do aterro e/ou durante a coleta das amostras em campo. Isso, conseqüentemente, acaba provocando um aumento no percentual da fração pastosa do resíduo aterrado em relação ao resíduo antes da disposição. Todavia, é importante esclarecer que embora ocorra aumento da fração pastosa com o tempo, a porcentagem de matéria orgânica biodegradável decai com o tempo, como mostra a Tabela 2. Para quantificar a porcentagem de matéria orgânica e sua variação com o tempo foram realizados, para cada amostra, diversos ensaios de quantificação dos sólidos totais voláteis (STV). A fração pastosa resultante da separação manual dos componentes dos resíduos foi utilizada para a determinação do teor de sólidos totais voláteis STV. Inicialmente, essa fração foi triturada para a diminuição de sua estrutura original. Logo após, pequenas quantidades de material triturado foram colocadas em estufa a 70ºC por uma hora e depois calcinadas em mufla a 600ºC por duas horas. O valor do STV foi obtido pela diferença de pesos da amostra após secagem na estufa (material inerte + não inerte) e na mufla 100 90 80 70 % que passa (material inerte). Obteve-se valores de STV médio de cerca 20% para o resíduo com 4 anos de aterramento e de 53% para o resíduo novo. A matéria orgânica presente na fração pastosa é de cerca de 10% para o resíduo com 4 anos de idade e cerca de 16,5% para o resíduo novo. Isto significa de que em 4 anos a matéria orgânica da fração pastosa sofreu uma redução de cerca de 40%, o que é uma decomposição considerável, típica de regiões tropicais. 60 50 Limite sup. Jessberger Limite inf. Jessberger 4 anos Novo (média) 40 30 20 10 Tabela 1. Composição física do resíduo estudado. Porcentagem de ocorrência (%) Componentes Resíduo Resíduo após 4 anos Novo de aterrado Madeira 5,2 5,6 Pedra / cerâmica 13,2 13,4 Têxteis e Borracha 3,0 2,7 Plástico 22,8 13,8 Vidro 3,7 4,1 Metal 3,4 5,0 Papel / papelão 15,4 5,2 Fração pastosa 32,8 50,2 Tabela 2. Teores de sólidos totais voláteis para os resíduos estudados. Parâmetros Resíduo Resíduo após 4 (%) Novo anos de aterrado Fração pastosa 30,80 50,2 STV 53,42 19,76 Matéria orgânica da 16,45 9,92 fração pastosa A curva granulométrica para o resíduo foi obtida pela passagem do material seco à temperatura de 70°C, através de uma série de peneiras pré-selecionadas e da medida direta de componentes com dimensões maiores que 2”. A Figura 1 apresenta as curvas granulométricas obtidas para os resíduos estudados, em conjunto com a faixa de ocorrência indicada por Jessberger 1994. Salienta-se que para o traçado destas curvas, o material fibroso (têxteis e plásticos moles) não foi incluído. Nesta figura pode ser observado uma diminuição da textura do resíduo com o passar dos anos. Para o resíduo com 4 anos de aterramento, cerca de 50% das partículas possuem diâmetro menor que 10mm e, para o resíduo novo, este valor é de cerca 27%. Essa diminuição do tamanho das partículas é em decorrência da decomposição das partículas. 0 0,010 0,100 1,000 10,000 100,000 1000,000 Diâmetro (mm) Figura 1. Curvas granulométricas obtidas para resíduo com diferentes idades de aterramento. O peso específico das partículas sólidas foi obtido utilizando as técnicas utilizadas na mecânica dos solos (NBR 6508/84). A média dos pesos específicos das partículas sólidas obtida para o resíduo com 4 anos de aterramento, em vários ensaios executados, foi de 22,2kN/m3, e para o resíduo novo obteve-se um valor de 18,5kN/m3. Acredita-se o maior valor obtido para o resíduo com 4 anos seja em virtude da presença de solo de cobertura na composição da amostra. 3 ESTUDO DA COMPRESSIBILIDADE A compressibilidade das amostras de RSU em laboratório foi avaliada por meio de um consolidômetro de grandes dimensões (diâmetro interno de 548,30mm e altura de 496,80mm). Até o momento foram executados três ensaios de compressão confinada, sendo dois deles em amostras de resíduo com 4 anos de aterramento e um ensaio em amostra de resíduo novo. O resíduo foi colocado manualmente no consolidômetro, em camadas e comprimido, até atingir os pesos específicos desejados. Inicialmente foi aplicada uma tensão de 20kPa para acomodação do sistema, por um período de pelo menos 24 horas. Em seguida, aplicaram-se vários estágios de pressão vertical na amostra, sempre dobrando a pressão anterior e as deformações verticais foram medidas. Cada 2,4 Índice de vazios 2,2 2,0 1,8 20kPa 40kPa 80kPa 160kPa 320kPa 640kPa 1,6 1,4 1,2 1,0 0,8 1E-1 1E+0 1E+1 1E+2 1E+3 1E+4 1E+5 1E+6 Tempo (min) Figura 2. Curvas e vr log t para o resíduo com 4 anos de aterrado, com peso específico de 10kN/m3. A partir dos gráficos e x log t foi possível determinar os índices de compressão secundária Cα (Cα= ∆e/ ∆logt) e os coeficientes de compressão secundária C'α (C'α=Cα/(1+eo) para cada estágio de carregamento, os quais são apresentados na Tabela 4. 3,60 3,40 3,20 3,00 2,80 Indice de vazios estágio de carregamento teve em média duração de 30 dias, sendo que alguns estágios foram prolongados por mais tempo para caracterizar adequadamente as compressões secundárias. A Tabela 3 apresenta as características das amostras antes e depois dos ensaios de consolidação. A Figura 2 apresenta curva típica índice de vazios versus log t, obtida para o resíduo com 4 anos de aterrado, compactado com 10kN/m3. A Figura 3 apresenta os resultados obtidos para o resíduo novo. Nestas curvas, consideradas típicas, pode-se observar um acentuado processo de compressão secundária, explicitado pela linearidade entre os índices de vazios e o logaritmo do tempo. O processo de compressão primária para o resíduo é relativamente rápido e em poucos minutos, após a aplicação da pressão, tem-se o aumento linear do índice de vazios com o logaritmo do tempo, caracterizando o processo de compressão secundária. 2,60 2,40 2,20 20kPa 40kPa 120kPa 200kPa 300kPa 540kPa 2,00 1,80 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 1,0E-1 1,0E+0 1,0E+1 1,0E+2 1,0E+3 1,0E+4 1,0E+5 1,0E+6 Tempo (min) Figurra 3. Curvas e vr log t para o resíduo novo com peso específico de 9,40kN/m3. Conforme pode-se observar da Tabela 4, descartando-se os valores obtidos para o estágio de 20kPa, tido como de ajuste e acomodação, verifica-se, para o resíduo com 4 anos de disposição, que o índice de compressão secundária [Cα =∆e/∆log(t)] variou de 0,0141 a 0,0431, podendo-se adotar um valor médio de 0,0286 e que [C'α = Cα/(1+ eo)] variou de 0,0047 a 0,0201, com valor médio de 0,0114. Para o resíduo novo obteve-se Cα variando entre 0,01670 a 0,0857, podendo-se adotar um valor médio de 0,0446 e C'α variando entre 0,0047 a 0,0334, com valor médio de 0,018. Os valores de Cα encontrados são menores que aqueles apresentados por Sowers 1973 e por Gabr & Valero 1995, mas são da mesma ordem de grandeza dos apresentados por Landva & Clark 1990 para resíduos do Canadá e dos apresentados por Vilar & Carvalho 2004, para os resíduos do aterro sanitário Bandeirantes – Brasil. Curva de compressibilidade e vs log σ, como as apresentadas na Figura 3, foram traçadas a fim de determinar o índice de compressão primária (Cc = ∆e/∆log σ), para as amostras estudadas. A tabela 5 apresenta o valor do índice de compressão primária, Cc, bem como, o valor do índice de compressão primária, referido ao índice de vazios, C'c, [C'c = Cc/(1+e0)]. Tabela 3.Características das amostras submetidas a ensaios de compressão confinada para o resíduo de 4 anos de aterrado e resíduo novo ensaiado. Resíduo com 4 anos de aterramento Resíduo novo Resíduo com 4 anos de aterramento Índices W (%) γ (kN/m3) γd (kN/m3) γs (kN/m3) E Sr (%) Amostra 1 Antes 64,73 11,96 7,26 22,22 2,0616 69,76 Resíduo novo Amostra 02 Depois 8,34 22,22 1,6640 - Antes 53,72 10,25 6,67 22,22 2,3312 51,2 Depois 23,82 14,27 11,52 22,22 0,9280 57,03 Amostra 01 Antes 127,12 9,44 4,154 18,56 3,4675 68,04 Depois 61,61 14,58 9,02 18,56 1,0567 100 Tabela 4. Valores de Cα e C`α obtidos para os resíduo com diferentes idades de disposição no Aterro Sanitário Metropolitano Centro – Salvador- Ba. Amostra Índice de vazios Tensão γ R2 Cα C'α 3 (kPa) (kN/m ) Médio no estágio 12,00 2,016 40 0,0141 0,0047 0,915 Resíduo com 1,916 80 0,0202 0,0069 0,988 4 anos de 1,762 160 0,0386 0,0140 0,989 disposição 2,146 20 0,0604 0,0192 0,950 no aterro 1,901 40 0,0155 0,0053 0,955 10,00 1,764 80 0,0219 0,0079 0,964 1,527 160 0,0339 0,0134 0,988 1,306 320 0,0431 0,0187 0,998 1,059 640 0,0413 0,0201 0,972 Média 0,0286 0,0114 2,574 40 0,01670 0,0047 0,822 Resíduo 9,40 1,989 120 0,0292 0,0098 0,967 Novo 1,569 200 0,0857 0,0334 0,987 1,293 300 0,0446 0,0195 0,987 1,038 540 0,0468 0,0230 0,987 Média 0,0446 0,0180 2,00 1,90 1,80 Índice de vazios 1,70 1,60 AM01: 12kN/m3 AM02: 10kN/m3 1,50 1,40 1,30 1,20 1,10 1,00 0,90 10 100 Tensão vertical (kPa) 1000 Figura 4. Curvas de compressibilidade obtidas para o resíduo com 4 anos de aterramento. Os dados da Tabela 5 indicam que Cc é dependente do índice de vazios inicial da amostra, pois o Cc decresce com o índice de vazios. Se o Cc é normalizado através do volume específico (1+eo), pode-se observar que o coeficiente de compressão C'c [C'c=Cc/(1+eo)] obtidos são mais próximos, obtendo valor médio de cerca de 0,18 para o resíduo com 4 anos de disposição e valor de 0,361 para o resíduo novo. Os valores de Cc obtidos são da mesma ordem daqueles reportados por Sowers 1973 e são similares aos dados apresentados por Gabr e Valero 1995, Vilar e Carvalho 2004. O valor de C'c encontrado para o resíduo do Aterro Metropolitano Centro está próximo do limite inferior apresentado por Landva e Clark 1990 que encontrou, para os resíduos do Canadá ensaiados num equipamento de grandes dimensões, valores de C'c entre 0,2 e 0,5. Carvalho 1999 encontrou para o resíduo do aterro Bandeirantes em São Paulo valores médios de C'c de 0,2 para resíduos com cerca de 15 anos de aterrado. Tabela 5. Valores médios de Cc e C'c para o resíduo estudado. Amostra Cc C'c R2 γ (kN/m3) Resíduo com 4 anos Resíduo novo 12,00 10,00 9,4 0,510 0,651 1,6122 0,167 0,195 0,361 0,975 0,976 0,983 Os valores de Cα, C’α, Cc e C’c obtidos para o resíduo novo são superiores aos obtidos para o resíduo com 4 anos de aterramento. No entanto, o índice e o coeficiente de compressão secundária apresentaram menores diferenças que aqueles obtidos da compressão primária. Esses resultados sugerem um efeito do envelhecimento da amostra nos parâmetros de compressibilidade, isto é os parâmetros de compressão apresentaram redução com o aumento do tempo de disposição do resíduo no aterro. Novos ensaios controlando os parâmetros de degradabilidade (STV e composição) na entrada e saída do consolidômetro deverão ser realizados para confirmar esses resultados. 4 CONCLUSÕES Neste artigo são apresentados alguns resultados de ensaios de caracterização e compressibilidade obtidos a partir de amostras de resíduo do Aterro Metropolitano Centro com diferentes idades. Com o aumento do tempo de aterramento das amostras, observou-se uma redução no percentual de papel/papelão, plástico enquanto que a fração pastosa sofreu um aumento no seu percentual. Dos ensaios de compressão confinada, obteve-se para o resíduo com 4 anos de aterramento parâmetros de compressibilidade menores que para o resíduo novo, indicando uma possível influência do processo decomposição nesses resultados. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem a BATTRE e a Fapesb por financiamento de parte desta pesquisa. REFERÊNCIAS Carvalho, M. F. (1999). Comportamento Geotécnico de Resíduos Sólidos Urbanos. 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