DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 1 Ano 1 Edição nº 3 Novembro e dezembro/2007 Cooperativistas debatem Governança Corporativa O e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), em Vitória (ES). O evento aconteceu entre os dias 12 e 14 de novembro, no Centro de Convenções da capital capixaba. Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas , esse é um debate fundamental para o setor cooperativista do País. “É necessário começar um processo de pensar estrategicamente a governança nas cooperativas brasileiras. Cada vez mais a gestão deve ser transparente, com vistas às necessidades dos negócios. Daí, a aplicabilidade da governança para o setor”, pontua o líder cooperativista. Durante os três dias do evento, foram apresentadas visões de especialistas brasileiros e internacionais sobre o assunto, entres eles o coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, e o professor Ph.D da Universidade de Missouri, Estados Unidos, Michael Cook. Os participantes também tiveram oportunidade de conhecer experiências desenvolvidas em outros países e no Sistema Cooperativista Brasileiro, como as iniciativas realizadas por cooperativas de Mondragón, na Espanha, pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Confederação Sicredi, Unimed e Confederação Sicoob Brasil.* Arquivo OCB tema “Governança Corporativa em Ambientes Cooperativos ” foi contextualizado para cerca de 500 participantes do VI Seminário Tendências do Cooperativismo Contemporâneo, realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) ○ ○ ○ ○ ○ Vem aí o Agrobrasília, evento que vai expor a tecnologia do cerrado. Pág. 5 ○ ○ ○ ○ ○ Lula rechaça terceiro mandato. Pág. 13 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Fórum ressalta a importância do adequado tratamento contábil às cooperativas. Pág. 11 ○ ○ ○ ○ ○ ○ Incorporação entre cooperativas é tema de debate na OCB. Pág. 14 ○ Secretárias discutem seu papel no cooperativismo de forma lúdica. Pág. 8 ○ Confira nesta edição ○ (*continua na pág. 4) Veja como as cooperativas de catadores de materiais recicláveis podem ajudar na questão lixo/ambiente. Pág. 3 Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal 2 Palavra do Presidente Educação cooperativista: a luz do fim do túnel está mais próxima Estima-se que 70% dos recursos do Sistema Cooperativista Brasileiro (OCB, OCEs, Sescoops e cooperativas), somados a valores consideráveis oriundos do MAPA-Denacoop, são investidos na educação e formação cooperativistas. Os últimos eventos nacionais que reuniram as principais lideranças do cooperativismo consagraram as 4 tendências do cooperativismo: “profissionalização da gestão”, “educação”, “intercooperação” e “responsabilidade social com as comunidades”. Quem não está familiarizado com o assunto poderá perguntar: por que se investe tanto nessa área? A resposta é simples: sociedade cooperativa é uma instituição diferente das tradicionais (Ltda, ONG, sindicato, S.A., etc) porque privilegia o ser humano em detrimento do capital financeiro, que, a despeito disso, precisa ser administrado com profissionalismo para gerar o benefício social desejado pelos cooperados. É uma sociedade na qual o social e o econômico se fundem para o bem-estar dos sócios. Presente no Brasil há mais de um século, nunca mereceu o cooperativismo a atenção do Governo, no sentido de uma política educacional sistematizada. Paradoxalmente, é estimulado pela Constituição Federal e por todas as Leis Orgânicas estaduais. Nas escolas de 1º e 2º graus, tem o Sistema Cooperativista Brasileiro envidado esforços para implantar o Cooperjovem, programa destinado a ensinar cooperativismo nas escolas. Tem-se conhecimento, ainda não-oficial, de que o MEC pretende dobrar o número de escolas técnicas federais no País. Só em Brasília serão 4 novas escolas. E o que é mais animador: as escolas incluirão no currículo o curso “técnico em cooperativismo”. Mais: a OCDF e o Sescoop/DF há muito planejam implantar em Brasília um centro de formação profissional em cooperativismo, em nível de 2º grau, o FORMACOOP, destinado a preparar técnicos para as cooperativas agropecuárias, de saúde, de crédito... E esse anseio tende a tornar-se realidade a partir de 2008, em face de que está sendo vista com bons olhos demanda da OCDF na Secretaria de Patrimônio da União – SPU, que concederia a área. Nesse sentido, o deputado federal Tadeu Filipelli inseriu no orçamento da União emenda parlamentar destinada a alocar recursos para o início das obras do FORMACOOP. Vê-se, assim, que a luz do fim do túnel está mais próxima do que se imagina! Arquivo OCDF Saudações cooperativistas! Roberto Marazi Presidente Pinheiro: símbolo do Natal e do cooperativismo Em tempos medievais, o pinheiro era tido como símbolo da imortalidade e da fecundidade pela sua sobrevivência em terras menos férteis e pela facilidade de se multiplicar e dar frutos. Este “cipreste natalino”, em lugares de inverno mais rigoroso, como no hemisfério norte, mantém resistente o verde de seus ramos, mesmo com a chegada da rude estação gelada. Como símbolo do cooperativismo, os pinheiros unidos são sinônimo de maior resistência e ressaltam a força e a capacidade de organização. Fonte: www.portaldocooperativismo.org.br (com adaptações) A você, caro leitor cooperativista, desejamos: Que neste Natal a “Árvore da Vida”- que mantém suas folhas sempre verdes mesmo diante da falta de perspectiva, da seca ou do inverno faça nascer no seu coração o eterno verde de uma nova esperança. E que durante todo o ano vindouro você possa colher bons e sucessivos frutos para a sua vida. São os nossos votos: Conselho de Administração Presidente Roberto Marazi - Cooperhsul Vice-presidente José Marques Zago - Coopercâmara Diretor-financeiro Sérgio Néri da Mata - Credibama Diretor-administrativo Célio Batista de Araújo - Coobrás Diretor de Relações Sindicais Robson Marques de Caldas - Coophacei Conselheiros Natos Rozani Holler - Cootrabalho Nixon F. Rodrigues - Fetrabalho/DF José Armando Freitas Júnior - Unimed Confederação Centro-Oeste e Tocantins Manoel Messias da Silva - Confebrás José Alves de Sena - Sicoob Central DF Manoel Messias G. da Cruz - Fecohab Paulo Roberto de A. Insfran - Unimed Confederação Centro-Oeste e Tocantins Conselho Fiscal Arcênio Chervinski - Coohabom Derci Cenci - Coopa/DF Magno Rocha Ramos - Uneduc Suplentes Divina Ana da Silva - Coohacosam Antônio José Pereira Brasil - Conbrac Elias Rosa - Cooperhsul Conselho de Ética Adilson Tadeu de Araújo - Coominagri Eunice A. Gmomes - Coopercongresso Eustáquio José F. Santos - Cooservcred Ana Alencar - Coopersaneo Suplentes Luiz Lesse Moura Santos - Coominagri Wilson Costa Reis - Cooelp Conselho Administrativo Roberto Marazi - OCDF Haroldo Toti - Casafibra Francisco de Lima Ferreira - Coopa/DF Ramon G. Belisário - Sescoop Nacional Alberto da Silva Braga - Unimed Brasília Suplentes José Marques Zago - Coopercâmara Nirceu Werneck Linhares - Cooperbrapa Fernando Luis Fernandes - Cooplem Evandro Ninaut - Sescoop Nacional Hiroshi Uyeda - Coolabora Uma publicação do Sescoop/DF e da OCDF Periodicidade Bimestral Editora responsável Vincere Editora Coordenador editorial João Paulo de C. Almeida - Sescoop/DF Projeto gráfico e diagramação Elis Nunes - [email protected] Impressão Gráfica Plano Piloto Tiragem 3.000 exemplares Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Distrito Federal; Sindicato e Organização das Cooperativas do Distrito Federal Av. W/4 - SEPS 712/912 - Bloco F Cep: 70390-125 - Brasília - DF Fones: (61) 3345-6925/3345-3036/3345 0483 [email protected] [email protected] www.ocdf.org.br - [email protected] COOPERATIVO O jornal cooperativas Distrito Federal Novembro e dezembro/20073 DFDF COOPERATIVO O jornal dasdas cooperativas do do Distrito Federal Setembro e outubro/2007 Lixo: 3 Entrevista reciclar é preciso Como você vê a coleta de lixo no Distrito Federal? Aldemy – Ainda é deficitária. Sobretudo porque não é feita a separação correta do lixo. Assim, fica difícil dar destino adequado ao material. Se a coleta fosse seletiva, ficaria mais fácil reciclar por exemplo. A Centcoop busca conscientizar as pessoas sobre isso. Porque, na verdade, muitas vezes o problema começa em casa, né? De que forma as cooperativas de catadores de material reciclável podem contribuir nesta questão? Aldemy – As cooperativas e associações da Centcoop são formadas por pessoas que se preocupam com o meio ambiente e que sabem fazer a coleta seletiva. São pessoas que tiram subsistência do lixo. E o principal: preenchem uma lacuna deixada pelo Governo. Como ele não dá conta de cuidar do lixo todo, as cooperativas surgem como alternativa ao problema. O Governo, ao contratar as cooperativas, estabelece uma relação de mercado, mas também cumpre uma função social, pois insere na sociedade pessoas marginalizadas. As cooperativas estão preparadas para desempenhar esse papel? Aldemy – Podem. Capacidade técnica e vontade não faltam. Mas não podemos ignorar que as cooperativas e associações ainda carecem de infra-estrutura e de organização administrativa. Talvez hoje esse seja o nosso maior problema, né? No entanto, sabe-se que, nos últimos anos, o Governo tem disponibilizado às cooperativas de catadores recursos para aquisição de máquinas e construção de galpões, dentre outros. Então o que as cooperativas fazem com o que recebem e que devem fazer para não se tornarem dependentes de ajuda governamental? Aldemy – Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que ainda não recebemos nada. Há promessas que ainda não foram cumpridas. Precisamos do auxílio, mas estamos cientes de que precisamos andar com as próprias pernas. Cooperativa tem que ter visão profissional. Não tem fins lucrativos, mas precisa se portar profissionalmente. Além disso, há os princípios e doutrinas do cooperativismo, que precisam ser respeitados, né? Uma maneira eficiente de passar isso aos associados é através de cursos e palestras de sensibilização. E a Centcoop tem contado com a ajuda da OCDF e do Sescoop/ DF para isso, viu!? “Há promessas que ainda não foram cumpridas. Precisamos do auxílio, mas estamos cientes de que precisamos andar com as próprias pernas. Cooperativa tem que ter visão profissional.” Como você avalia o papel desempenhado pela OCDF e pelo Sescoop/DF em relação à coleta e seleção de material reciclável? E o que considera pertinente fazer? Aldemy – O apoio da OCDF e do Sescoop/ DF tem sido satisfatório. A OCDF, com o seu lado mais político, luta pelo cumprimento das leis que asseguram às cooperativas dispensa de licitação para fazer a coleta de lixo do DF (Leis 11.445/2007 e 8.666/03, art. 24). Essas leis nem sempre são consideradas. Por isso, o apoio é fundamental, né? Já o Sescoop/DF nos ajuda com as palestras de sensibilização. Arquivo OCDF Aldemy dos Santos Silva (foto) é o presidente da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal – Centcoop. Constituída em 2006, a entidade tem por objetivo promover educação ambiental e dar apoio técnico e institucional às cooperativas e associações a ela filiadas, formadas por catadores de lixo (hoje reconhecidos como agentes ambientais). Nesta entrevista ao DF Cooperativo, Aldemy analisa as dificuldades e os desafios dos catadores, a situação do lixo em Brasília e a forma pela qual o problema pode ser atenuado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção do lixo em Brasília fica em torno de 2 mil toneladas por dia. Para especialistas no assunto, a coleta e o armazenamento do lixo no DF são precários. O Governo não consegue cuidar de todo o lixo que é produzido. O material fica a céu aberto, ocupando espaço e servindo de abrigo para vetores de doença. As cooperativas surgem, dessa forma, como entes fundamentais no complexo processo de solução para a questão lixo/ambiente. Os associados se interessam por isso. Querem se organizar. Mas sinto que deve haver uma maior aproximação entre as cooperativas e essas entidades. Você pode comentar a importância dos agentes ambientais (catadores de material reciclável)? E quais sugestões você daria à sociedade? Como ela pode contribuir com a questão? Aldemy – Os agentes ambientais – ou os catadores, como são mais conhecidos – cumprem um papel importantíssimo na sociedade. Mas, infelizmente, isso nem sempre é visto. Às vezes, eles são confundidos com invasores e tudo mais. O que importa é que eles não visam só o ganho financeiro. Eles realmente se preocupam com o meio ambiente. Sentem na pele os efeitos nocivos da falta de cuidado com o lixo. O fato de estarem organizados em cooperativa traz um algo a mais. Além de fazer a limpeza e reciclar, eles, embora sejam analfabetos, despertam a consciência ambiental das pessoas. Aprenderam isso na cooperativa. Sabem falar sobre isso como doutores. À sociedade, basta aprender com eles. Fazer a coleta seletiva em casa por exemplo. Quando for a uma festa, usar um copo plástico em vez de dez. Atitudes simples. É isso. 4 Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do o Distrito Federal Capa Espaço multimídia para a governança Uma das novidades dessa edição foi o espaço multimídia que ilustrava e explicava o “Caminho da Governança” percorrido pelo Sistema OCB. Na exposição, os convidados entravam em uma espécie de túnel e tinham a experiência sensorial da evolução da gestão por meio de imagens, sons e vídeos. OCDF e Sescoop/DF As entidades de representação do cooperativismo do Distrito Federal compareceram ao evento nas pessoas de Anderson Gariglio, superintendente do Sescoop/DF, Arquivo OCB Em linhas gerais, os palestrantes mostraram que é fundamental a profissionalização da gestão, um planejamento estratégico e a utilização de ferramentas que garantam o monitoramento das ações. Realizado anualmente em novembro, o encontro conta com a presença dos principais líderes do Sistema, parlamentares, autoridades do Executivo federal e estadual, consultores e especialistas brasileiros e estrangeiros. O VI Seminário também contou com apoio da unidade estadual do Espírito Santo (OCB/Sescoop-ES), anfitriã dessa edição, e patrocínio do Banco do Brasil, Unimed e Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob). No espaço multimídia, os visitantes "sentiram" a evolução da gestão cooperativista. e de Roberto Marazi, presidente das duas instituições. “A meu ver, essa foi a edição mais frutífera do Seminário de Tendências. A parti- “O evento foi dirigido com altíssimo grau de profissionalismo. Os expositores aliaram notável competência técnica a maneiras descontraídas de apresentação. Sugerimos a ampliação de vagas para os próximos encontros.” cipação dos gestores e líderes do cooperativismo foi efetiva, e os assuntos tratados, pertinentes ao atual momento”, destaca Gariglio. “O Seminário nos mostrou que a Sicoob Central DF está no caminho certo da governança cooperativista. Podemos ver isso também pelas experiências bem-sucedidas de outras Centrais.” Hélio de Oliveira Pinha Pinha, diretor-financeiro da Sicoob Central DF e diretor-operacional da Credibrasília. Devanizio Apolinário dos Santos Santos, presidente da Cooplem Idiomas. “Foi excelente sob todos os aspectos. Todos os participantes, por certo, voltaram de Vitória muito mais conscientes e mais comprometidos com o movimento cooperativista.” “O encontro chamou a atenção para o papel do gestor na cooperativa. Ficou claro que uma estrutura organizada melhora a governança de controle interno." Haroldo Toti Toti, Presidente da Cooperativa Habitacional Econômica do Sistema Fibra - Casafibra e Conselheiro Administrativo do Sescoop/DF. Edivaldo Alves de Oliveira Oliveira, superintendente da Sicoob Central DF. Fotos: arquivo OCDF DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 Aprovada a lei Legislação que beneficia o Sescoop O presidente Lula sancionou, em setembro, a Lei 11.524, decorrente da Medida Provisória 372, que garante o redirecionamento da contribuição de 2,5% da folha de pagamento das cooperativas de crédito ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Até então, o valor recolhido era destinado ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O recurso dará ao Sescoop Nacional e às suas entidades estaduais – como o Sescoop/DF, por exemplo – a condição de fomentar o cooperativismo de crédito, com palestras, seminários, cursos de capacitação, etc. O presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Distrito Federal Ltda – Sicoob Central DF, José Alves de Sena, entende que a lei é salutar para o sistema. “Agora o desconto de 2,5% trará um benefício real para as cooperativas de crédito. Com os recursos, o Sescoop poderá promover educação e divulgação para o setor”, prevê. COOPA-DF30 anos O agronegócio brasileiro encontrou um novo paradigma a partir da década de 70, quando agricultores do Sul do Brasil, entrincheirados e com poucas chances de crescer, abriram novas terras no Mato Grosso, depois em Goiás e no Distrito Federal, subindo pelo oeste baiano, chegando até o Amapá, produzindo alimentos com alta tecnologia, tendo a proeza de transformar o cerrado brasileiro no grande celeiro mundial de alimentos. E é neste contexto que o Programa de Assentamento Dirigido do 5 Novo código A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa 785, que regulamenta a contribuição para o Sescoop. A nota 11 dessa IN estabelece o novo código que as cooperativas deverão usar. Confira abaixo o texto integral da nota: “Nota 11: As sociedades cooperativas de crédito passam a contribuir para o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - Sescoop, e deixam de contribuir com o adicional previsto no § 1o do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, conforme art. 10 da Lei nº 11.524, de 24 de setembro de 2007. Para isso, devem-se providenciar as alterações necessárias em sistemas e cadastros, alterando o código FPAS dessas cooperativas para o 787 (em substituição ao 736). O código de terceiros será o 4099 (Previdência Social: 20%; salário-educação: 2,5%; INCRA: 0,2% e Sescoop: 2,5%).” Coopa/DF promove AGROBRASÍLIA 2008 Distrito Federal PAD/DF tem significativa importância. Implementado em 1977, o programa trouxe modernidade, estímulo e inspiração a inúmeros agricultores e ajudou o crescimento de outros Estados brasileiros. Devido à importância do PAD/DF, a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal - Coopa-DF e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural - Emater-DF resolveram realizar, de 10 a 12 de abril de 2008, a Agrobrasília, evento voltado à difusão de tecnologia agropecuária. A Agrobrasília ocupará uma área de 23 hectares no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, e terá como objetivo, trazer o melhor que existe da tecnologia agropecuária para os produtores. O evento tem apoio da Seapa, SEC, Embrapa, Mapa, Secis/MCT, OCDF e Sescoop/DF, OCB e Sescoop Nacional. 1º Campeonato de Futebol Society A Associação dos Funcionários e Associados da Coopa/DF – Arco/DF, entidade que objetiva a promoção do esporte no DF e entorno, acumulou mais um título em novembro. Dessa vez foi o 1º Campeonato de Futebol Society, realizado no PAD/ DF. Além das equipes do DF, o evento contou com a presença de equipes de GO e de MG. COOPERATIVA AGROPECUARIA DA REGIÃO DO DISTRITO FEDERAL LTDA. – COOPA/DF. SEDE: BR 251 – KM 40 – PAD/DF – BRASÍLIA - DF – CAIXA POSTAL 070.663 – CEP 70.359-970 - FONES PABX (0**61)3339-6500 3339-6534 – FAX: (0**61) 3339-6539 CNPJ 00 518 969/0001-59 INSCRIÇÃO DF 07 316 065/001-75 COOPERATIVO OOjornal jornaldas dascooperativas cooperativasdodoDistrito DistritoFederal Federal Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO Trabalho e renda Arquivo Maria Flor C onstituída em 2006, a Cooperativa Social Inclusiva de Produção Artesanal e Industrial – Coosipai, também conhecida pelo nome-fantasia Maria Flor, é fruto do desafio de viabilizar novas alternativas de trabalho e renda para pessoas com deficiência intelectual e familiares carentes. Projeto apoiado pela Petrobrás e idealizado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal - Apae/DF, hoje a Maria Flor conta com 27 cooperados, que usam sua criatividade e sensibilidade para produzir flores artesanais e adornos para festas. Por meio de cursos, palestras e orientações técnicas, o Sescoop/DF, em conjunto com a Incubadora de Cooperativas da Universidade de Brasília (UnB), assessorou o planejamento e constituição da Maria Flor. Em pouco mais de um ano e meio de existência, a cooperativa conquistou outras parcerias, como a firmada com a Fundação Banco do Brasil. Reconhecimento Flores que geram inclusão social O forte da cooperativa são as forminhas para bombons em formato de flores de várias espécies, preparados para ornamentar festas de casamento, de debutante e outros eventos sociais. Entre outras opções do catálogo da cooperativa, estão as forminhas para bem-casados, lembranças, caixas decoradas e porta-guardanapos. Para complementar a linha de produção, a Maria Flor se prepara para a produção de bombons e doces finos, além de outros produtos criados graças à qualificação profissional promovida pela cooperativa nas áreas de costura industrial e artesanal. Entre outras metas para 2008, a Maria Flor pretende ampliar seu espaço físico, aumentar o número de cooperados e dinamizar o processo de produção, reduzindo custos e aperfeiçoando a qualidade dos produtos. Quer conhecer mais o trabalho da Maria Flor ou mesmo fazer encomenda? Basta acessar o site, entrar em contato por telefone ou fazer uma visita. Incipiente no Brasil, cooperativa social é regulada pela Legislação Cooperativista (Lei 5.764/71) e pela Lei 9.867/99, documentos legais que dispõem sobre sua criação e Arquivo Maria Flor 6 Cooperados da Maria Flor utilizam seu potencial criativo para produzir enfeites para festas Cooperativa Maria Flor End: 710/711 Norte, Bloco F, Loja 22 – Brasília/DF Fone: (61) 3447-5669 / Site: www.mariaflor.coop.br OCDF é premiada pelo Sicoob Executivo Dessa forma, têm sido agraciados conselheiros, associados, parceiros, funcionários e instituições afins pelo seu desempenho e dedicação no que tange ao cooperativismo, ao desenvolvimento do Sicoob Executivo e/ou à colaboração em processos específicos de atuação no mercado. Neste ano a OCDF foi a instituição indicada e escolhida pelo Conselho de Admi- nistração do Sicoob Executivo para o prêmio destaque do ano de 2007 na categoria “Instituições Afins”. Empenhada em promover intercooperação, a OCDF apoiou e viabilizou com muito afinco a parceria de algumas instituições com o Sicoob Executivo, como a Coovencoop e a Cooplem, o que garantiu benefícios e vantagens aos associados da cooperativa de crédito. [email protected] E m 1999 a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores do Poder Executivo Federal em Brasília (Sicoob Executivo) criou uma premiação especial para homenagear pessoas e instituições que, durante o ano, prestaram serviços ou efetuaram ações cujos resultados interferiram positiva e eficazmente no crescimento e desenvolvimento da cooperativa; esse prêmio mereceu a denominação de “Destaques do Ano.” DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 5º 7 Responsabilidade Social C om o intuito de exercitar o 7º Princípio do Cooperativismo – que ressalta preocupação com a comunidade –, a Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito – Confebrás, com o apoio de instituições do cooperativismo (ver box ao lado), realizou, nos dias 30 e 31 de outubro de 2007, o 5º Cooperacriança. O evento objetivou proporcionar lazer a crianças carentes do Distrito Federal e foi uma homenagem ao mês das crianças e ao Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito. A quinta edição do Cooperacriança teve a presença de1.050 crianças, de quinze instituições (creches, abrigos e escolas especiais), que sobrevivem com doa- ções da população. O evento foi dividido em duas etapas: na primeira, 200 crianças portadoras de necessidades especiais foram levadas ao shopping para assistirem a um filme com direito a pipoca, refrigerante, lanche, guloseimas e brinquedos; na segunda etapa, 850 crianças passaram a tarde no Nicolândia Center Park, com animadores, palhaços, lanches e doces. No encerramento, todas as crianças receberam brinquedos – arrecadados durante setembro e outubro por meio da campanha “Doe um brinquedo e faça uma criança sorrir”. As instituições parceiras do Cooperacriança ajudaram a arrecadar mais de 1.500 brinquedos. Arquivo Confebras promove alegria Entidades que deram apoio financeiro e/ou institucional ao 5° Cooperacriança: OCB, Sescoop Nacional, OCDF, Sescoop/DF, Sicoob Central DF, Sicoob Brasil, Instituto Cooperforte, Cooperforte, Bancoob, CDL/ DF, Cooperativa Brasiliense de Teatro, Cooperplan, Cooplem, Credfaz, Credibama, Credibrasília, Credisutri, Credsef, Sicoob Credijustra, Sicoob Credilojista, Sicoob Credindústria, Gráfica e Editora Positiva, além de 42 voluntários (cooperados e funcionários de cooperativa). OCDF e Sescoop/DF apóiam ação social na Vila Estrutural Em 27 de outubro, a Faculdade de Tecnologia Senac/DF promoveu, na Vila Estrutural, em parceria com 27 instituições, entre elas a OCDF e o Sescoop/DF, o Dia da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular. O evento contou com 411 voluntários, entre alunos, professores e técnicos, que atenderam a 2.500 pessoas (adultos e crianças), em atividades diversas, como: cursos, oficinas, palestras, atividades lúdicas para crianças, cortes de cabelo, apoio nutricional, atendimento médico, etc. A OCDF e o Sescoop/DF viabilizaram a participação de cooperativas, que atuaram na promoção de oficinas sobre orçamento doméstico, cuidados com a saúde (prevenção de DST/Aids), aferição de pressão arterial e glicemia, oficinas de lacre, além de distribuição de cestas com verduras e legumes. Cooperativas que apoiaram o evento: Unimed Confederação, Cootaquara, 100 Dimensão e Sicoob Executivo. 8 Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal OCDF e Sescoop/DF Eventos Secretárias se reúnem para discutir a importância do seu papel no cooperativismo “A secretária, mais do que se supõe, tem papel fundamental em qualquer instituição”, declarou o superintendente do Sescoop/DF, Anderson Gariglio, ao abrir o evento. “É ela muitas vezes a ligação entre a cooperativa, o mercado e as próprias entidades responsáveis pelo cooperativismo. Capacitá-las é acurar a visão sobre o sistema”, finalizou. OCDF e da Credibama; Paulo da Costa, presidente da Credsef; e Maria Telma da Silva, superintendente da Confebrás. Atividades recreativas deram a tônica do evento. Saiba mais Segundo a Wikipédia, arvorismo é um “esporte radical que consiste na travessia entre plataformas montadas no alto das árvores, ultrapassando diferentes tipos de obstáculos como escadas, pontes suspensas, tirolesas e outras atividades que podem ser criadas”. O presidente Roberto Marazi (à direita) e o superintendente do Sescoop/DF, Anderson Gariglio (à esquerda), abriram o encontro com palestra sobre a necessidade de promover encontros de capacitação para o secretariado. Arquivo OCDF Arquivo OCDF A quarta edição desse já tradicional evento do cooperativismo brasiliense, que este ano reuniu 45 secretárias de cooperativas e auxiliares afins, foi realizado em 28 de setembro, na Pousada dos Angicos, na área rural de Brazlândia, DF. O encontro teve o objetivo de ressaltar a importância do secretariado para as cooperativas e a necessidade de capacitar continuamente esses profissionais. O encontro contou com dinâmicas lúdicas e palestras motivacionais – atividades que proporcionaram às participantes a chance de compartilhar experiências do dia-a-dia e de receber lições sobre cooperação, empreendedorismo, administração do tempo e responsabilidade social. Os temas trabalhados nas dinâmicas e nas palestras foram sugeridos pelas próprias participantes. E, nessa edição, as meninas tiveram tempo para desfrutar o hotel-fazenda onde ocorreu o evento. Encerradas as atividades, puderam usar piscina, descansar em redes e fazer arvorismo (ver quadro ao lado). O presidente da OCDF e do Sescoop/DF, Roberto Marazi, considerou positivo o resultado do evento. “O objetivo foi alcançado. É missão precípua do sistema promover encontros que capacitem e valorizem profissionais envolvidos com cooperativismo”, afirmou. Estiveram presentes ao evento José Marques Zago, vice-presidente da OCDF e proprietário do hotel-fazenda Pousada dos Angicos; Sérgio Neri, diretor da Arquivo OCDF Arquivo OCDF promovem encontro de secretárias DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 Fenacoop expõe força 9 Eventos C ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O Departamento Nacional de Cooperativismo e Associativismo - Denacoop levou ao estande do Ministério da Agricultura, além de informações sobre o trabalho que é prestado pelo Ministério no âmbito do cooperativismo, a experiência desenvolvida pela Cooperativa Social de Produção de Brinquedos – Cooperbrinq, projeto idealizado e promovido pela OCDF e pelo Sescoop/DF e apoiado pelo Denacoop. O trabalho dos jovens cooperativistas chamou a atenção dos visitantes da feira e rendeu uma matéria para uma edição da revista AgriMotor. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – Sescoop montou estande, onde os visitantes encontraram materiais referentes aos programas de educação cooperativista para jovens e adultos e puderam assistir aos vídeos institucionais sobre as ações do Sistema OCB. Arquivo MAPA/Denacoop onsiderada um dos maiores e mais importantes eventos cooperativistas, a Feira Internacional de Cooperativismo, Alimentos e Serviços – Fenacoop/2007 ocorreu em São Paulo (SP), entre os dias 03 e 05 de julho. A quarta edição do evento registrou a participação de mais de 70 expositores, sendo a maioria cooperativa, e recebeu cerca de seis mil visitantes. Na programação do evento, além de palestras e de exposição de produtos e serviços, a OCB organizou uma área específica para rodada de negócios, que envolveu 22 grandes empresas – entre elas Macro, Grupo Pão de Açúcar, Carrefour – e 16 cooperativas, inclusive a 100 Dimensão, cooperativa do DF que promove educação ambiental, bem como coleta, beneficia e comercializa material reciclável. Produtos da Cooperbrinq atraem a atenção dos visitantes Solange Caldas, da 100 Dimensão, participou de duas rodadas e sentiu que tem chances de fazer bons negócios. "Entregamos nosso catálogo para ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ as empresas solicitarem seus pedidos de amostra. O Espaço Mix, por exemplo, nos pediu agendas e cartões de Natal em papel artesanal", revela. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Cootaquara A Cootaquara agora tem mais um espaço destinado ao adequado tratamento de 300 toneladas/mês de hortaliças, que recebe de seus 124 cooperados. Em solenidade realizada no dia 1º de dezembro, que contou com a presença de autoridades, cooperados e cerca de 200 convidados, a Cootaquara inaugurou um galpão com 450m², fruto de investimento de 100 mil reais. Dois propósitos motivaram a construção do espaço. Primeiro: ampliar a área de manipulação, tendo em vista que a admissão de novos cooperados-produtores aumentou significativamente a quantidade de produtos. Segundo: atender às exigências sanitárias e ao controle de qualidade das hortaliças que a Cootaquara fornece ao mercado consumidor de Brasília, inclusive “exportação” para a região Norte do País. Centenas de pessoas compareceram à inauguração Antes do descerramento da placa inaugural, o presidente da OCDF e do Sescop/DF, Roberto Marazi, pro- Arquivo Cootaquara inaugura galpão feriu breve palestra, na qual discerniu a fidelidade e o compromisso dos cooperados com a Cootaquara. *Com informações do Mapa Imprensa” do cooperativismo 10 Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Cooperativismo habitacional Habitação no Setor Noroeste Anofre Sena / Terracap A s cooperativas habitacionais do DF, lideradas pela OCDF, estiveram em audiência com o presidente da Terracap, Antônio Gomes, para pleitear participação do cooperativismo no novo bairro de Brasília, Setor Noroeste, cujas projeções serão licitadas no primeiro trimestre de 2008. O Setor Noroeste será um dos maiores empreendimentos do País, com edificação de mais de 220 prédios residenciais, comerciais e de equipamentos comunitários (escola, creche, etc.). A OCDF – acompanhada do vice-presidente da Confhab e presidente da Coopersefe, José Afonso Jácomo do Couto; pelo vice-presidente da OCDF e presidente da Coopercâmara, José Marques Zago; pelo presidente da Coopheduc, Ronan Figueiredo de Faria; pelo diretorfinanceiro da Sinduscoop, Sérgio Netto de Oliveira; e pela presidente da Coopercongresso, Eunice Aparecida Gomes (foto) – propôs à Terracap a destinação de projeções às cooperativas habitacionais do DF para a edificação de unidades habitacionais no novo bairro. O presidente da Terracap avaliou a proposta de forma positiva e comprometeu-se a ampliar as discussões sobre o assunto com o secretário da Seduma, Cássio Taniguchi, e com o governador Arruda. Na ocasião, o presidente Marazi aproveitou para solicitar a licitação de lotes destinados a condomínios para as cooperativas que atuam na produção de moradia de interesse social (famílias com renda de até 5 salários mínimos). Propôs ainda a OCDF a retomada do processo de destinação de áreas para as cooperativas de catadores de lixo para elas processarem o lixo que recolhem. CHEQUE-MORADIA é sancionado pelo governador F amílias carentes com renda de até três salários mínimos que residem há pelo menos cinco anos no DF agora podem melhorar suas residências com o CHEQUEMORADIA. A Lei Nº 4.028/07, de autoria do Deputado Batista das Cooperativas, publicada em 18 de outubro, no Diário Oficial do DF, permitirá que famílias de baixa renda ampliem, reformem ou façam algum tipo de benfeitoria em sua casa. Para usar o CHEQUE-MORADIA, a família interessada deve atender a um dos seguintes critérios: ter mais de três moradores por dormitório; falta de infra-estrutura como água encanada, esgoto ou energia elétrica; ausência de banheiro domiciliar interno; acabamento de construção em que faltem reboco e pintura, ou no qual haja estado adiantado de depreciação. A lei também vai permitir que o CHEQUE-MORADIA seja utilizado para a escrituração do imóvel no cartório de registro de imóveis. Os recursos financeiros para a aquisição da linha de crédito sairão do Fundo pela Moradia Popular, que serão alocados anualmente no orçamento do DF. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente - Seduma ficará responsável pela aprovação e liberação do crédito, podendo opinar sobre o projeto e orçamento e também analisará se a família preenche os requisitos previstos na Lei. O Banco de Brasília – BRB operacionalizará os empréstimos. Batista das Cooperativas, defensor declarado pela MORADIA DIGNA, afirma que um dos seus compromissos de campanha está se tornando realidade. "Em alguns locais do DF, é comum vermos famílias que têm as suas casas em péssimas condições, trabalham para sustentar seus filhos e não conseguem crédito para melhorar o seu modo de vida. O CHEQUEMORADIA vai garantir a dignidade para essas famílias", defende o autor da Lei. A Lei entra em vigor noventa dias após a sua publicação. Mais informações: 9119-9840 / 3966-8054 (CLDF) Fonte: José Fernando Vilela – Assessor de Imprensa. DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 OCDF e Sescoop/DF 11 Sescoop realizam fórum sobre aspectos contábeis e tributários A cooperativas a enfrentar vários problemas, inclusive de ordem judicial. Atentos a isso, o Sescoop/DF e a OCDF realizaram, em 28 de novembro de 2007, no auditório das duas entidades, o fórum “Aspectos Tributários e Contábeis nas Sociedades Cooperativas”, evento que recebeu público variado (professores, estudantes, contadores, dirigentes). As 30 pessoas que participaram do encontro assistiram à palestra sobre aspectos da contabilidade aplicáveis às cooperativas, proferida pelo professor universitário e auditor Adriano Marrocos (contador do Sescoop/DF e da OCDF); e à palestra acerca de atualização tributária nas cooperativas, pronunciada por Edimir Oliveira Santos (analista e coordenador do Comitê Contábil/Tributário da OCB). O presidente Marazi, ao abrir o evento, discorreu sobre as quatro tendências do cooperativismo moderno, destacando a profissionalização da gestão em todas as cooperativas. “Algumas cooperativas pagam tributos indevidos e deixam de pagar os que lhes são obrigatórios”, alertou. “Achei positivo o fórum”, avaliou Rubens Barbosa Nogueira, gerente da Cooperativa Agrícola do Rio Preto Ltda - Coarp. “Seria interessante que as cooperativas agropecuárias se reunissem para discutir melhor o tema e padronizar as ações. Isso seria vital para, por exemplo, afinar o discurso na hora de reivindicar”, completou. Para Azenilda Gama, cooperada da Cooperativa de Trabalho e de Cultura Empresarial Ltda Coolabora, “o evento serviu para clarificar as questões contábeis e tributárias, sempre tão nebulosas e controversas”. Ela considera importante que o conhecimento passado por meio desses eventos vire literatura, mesmo com a típica dinâmica da Contabilidade. Arquivo OCDF boa gestão da cooperativa implica, necessariamente, adequado tratamento contábil. Além do cumprimento legal, a contabilidade feita com correção é imprescindível para a tomada de decisão dos cooperados. Por outro lado, sabe-se que o desconhecimento sobre o assunto pode levar as Sescoop Nacional aprova projetos para cooperativas do DF Terá condições, também, de desenvolver ações que contribuam para o desenvolvimento de empreendimentos cooperativos do DF. Ainda há um quarto projeto, em análise no Sescoop Nacional, que trata de intercâmbio técnico entre cooperativas do DF, do Paraná e de Santa Cantarina. Dentre as cooperativas beneficiadas com o projeto, estão a Coopa/DF, a Cocaplac, a Unimed Confederação Centro-Oeste, a Maria Flor e a Coopersystem. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Fundecoop O Fundo Solidário de Desenvolvimento Cooperativo – que atendam a uma das três linhas de ação seguintes: Fundecoop é constituído de 20% da arrecadação líquida do I. Apoio ao desenvolvimento em gestão (agrega ações Sescoop Nacional. Tem a missão de subsidiar projetos voltadas à educação cooperativista, abrangendo a capaespeciais não-contemplados no Plano Anual de Atividades citação profissional e a promoção social); II. Apoio ao desenvolvimento em mercados; dos Sescoops com menor arrecadação própria. As cooperativas do Distrito Federal registradas e adimplentes III. Fomento ao cooperativismo. na OCDF podem apresentar ao Sescoop/DF minutas de projeto Procure o Sescoop/DF e tenha mais informações! ○ Os projetos “Programa Cooperjovem”, “Melhorando a Gestão da Cooperativa Maria Flor” e “Melhorando a Gestão das Cooperativas do DF”, elaborados pelo Sescoop/DF para o Fundo Solidário de Desenvolvimento Cooperativo – Fundecoop, foram aprovados pelo Conselho de Administração do Sescoop Nacional. Com os recursos financeiros advindos do fundo, o Sescoop/DF poderá aperfeiçoar o programa Cooperjovem, cujo objetivo é inserir o cooperativismo como temática de educação nas escolas da rede de ensino público do DF. Os recursos aprovados somaram um montante de R$83.860,00. Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal 12 O Fates Fique por dentro l DF Cooperativo do Um s anseios do jorna operativista co é prestar ŕ comunidade os que, informaçőes sobre assunt dem levar po se mal compreendidos, das multas sa a cooperativa a pagar pe intermináveis ar e até mesmo a enfrent batalhas judiciais. r presente Esta seçăo, que vai esta ina-se a st nas próximas ediçőes, de com dicas e os publicar estudos e artig estőes que esclarecimentos sobre qu isam ser ec causam dúvidas e que pr os. ad conhecidas pelos cooper ria da gerente to au O texto abaixo é de do Serviço administrativo-financeira - Sescoop/DF, o Nacional do Cooperativism ata da casa. pr Liliam Cristina Bastos, ntábeis, Co s Formada em Cięncia ativismo Liliam milita no cooper o! há 7 anos. Bom proveit e a sua contabilização É sabido que nas cooperativas – apuradas as sobras líquidas do exercício – há obrigatoriedade de alimentar dois fundos: Fundo de Reserva, em 10% (dez por cento), no mínimo, e o Fundo de Assistência Técnica, Educacional ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ tados auferidos com operações estranhas ao seu objeto devem ser, de alguma forma, revertidos para os fins cooperativistas. Portanto, é de suma importânLiliam Cristina Bastos cia para o fortalegerente administrativo-financeira cimento do coodo Sescoop/DF perativismo identificar e contabilizar corretamente os atos e contabilizar os recursos a serem destinados ao Fates. Mas não basta somente alimentálo. Faz-se necessário utilizá-lo. Com ele, a cooperativa pode investir em educação, formação e capacitação, que representam a força motriz para o sucesso de uma organização. Afinal, o melhor caminho para o progresso corporativo se dá pela via intelectual. Arquivo OCDF e Social - Fates, em 5% (cinco por cento), pelo menos, sendo este último destinado à prestação de assistência aos associados, familiares e, quando previsto nos estatutos, aos seus funcionários. A correta classificação das operações realizadas pelas sociedades cooperativas em atos cooperativos (praticados com cooperados) e atos não-cooperativos (atos praticados com não-cooperados) tem repercussão na contabilização dos resultados decorrentes da sua realização, passando pela questão da não incidência de determinados tributos sobre os resultados de atos cooperativos, até a societária, no que tange à destinação dos resultados, como por exemplo aos fundos. Sobre o resultado do ato não-cooperativo, apurado no exercício fiscal, há incidência de todos os tributos, e o saldo restante deverá ser levado à conta do Fates (artigo 87 da Lei 5764/71). Isso porque as cooperativas não têm escopo lucrativo, de forma que os resul○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Cocaplac inclui carne de avestruz no cardápio brasiliense JJ Caju/Revista Gestão Cooperativa A estrutiocultura (criação de avestruz) começou no Brasil há onze anos e se difundiu rapidamente no País. Pouco a pouco, os criadores organizaram-se em empresas e em cooperativas para instituir o abate sanitário do avestruz e a comercialização da sua carne e derivados (pluma, couro, etc). A Cooperativa de Criadores de Avestruz do Planalto Central - Cocaplac constituiu-se em 2005, com a missão de atender a um tímido e desconfiado mercado consumidor. Hoje a cooperativa conta com 27 criadores para organizar e viabilizar o abate de aproximadamente 1600 aves por ano, gerando oferta de cerca de 30 toneladas de carne, além da pele e das plumas, destinadas à exportação. A carne é regularmente inspecionada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). “O consumidor tem recebido da cooperativa esclarecimentos a respeito das vantagens nutricionais proporcionadas pela carne de avestruz e aos poucos tem se acostumado com a novidade”, conta Cláudio Gardini, gerente operacional da Cocaplac. “Além disso”, completa ele, “os cooperados se esforçam para tornar o preço do produto atrativo, o que tem feito crescerem as vendas no Distrito Federal”. Segundo Gardini, plano de marketing foi contratado e degustações têm sido feitas nos supermercados onde a carne é vendida e em outros possíveis pontos de venda. Mas os planos vão além. A cooperativa pleiteou, no Ministério da Agricultura, liberação para exportar carne para Europa, EUA, Japão, Austrália e Nova Zelândia, onde existe um mercado comprador estabelecido de ótimo poder aquisitivo. A Cocaplac estuda a construção de uma fábrica de ração própria e procura levar melhorias aos cooperados, como informações sobre redução de custo de produção de ave, venda de filhotes de cria e recria e obtenção de plumas de qualidade. Cooperativa Agropecuária de Criadores de Avestruz do Planalto Central - Cocaplac SIA Qd. 5C Lt 195 Sala 102 Cep: 71.200-055 Brasília - DF Fone: (61) 3036-1313 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 Lula Sidnei Santos Cooperados da Transcooper visitam a OCB O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, recebeu a comitiva da Transcooper, liderada por seu presidente, Guilherme Correia Filho, composta de 24 pessoas. Na ocasião, foi exibido um vídeo institucional da cooperativa, que mostra a capacidade organizacional e os serviços que a Transcooper presta a seus cooperados, que transportam 900 mil passageiros/dia. Conferência das Cidades rechaça 3º mandato N a abertura da 3ª Conferência Nacional das Cidades, realizada entre os dias 25 e 30 de novembro, no Centro de Convenções de Brasília, Lula rechaçou o 3º mandato diante de milhares de delegados oriundos de conferências municipais e estaduais. Os participantes, em sua maioria provenientes de movimentos sociais, receberam Lula com o coro: “1, 2, 3, Lula outra vez!”. Em seu discurso, Lula, enfático, disse: “quero dizer aos companheiros que o meu mandato tem data de entrada e data de saída”. O presidente da OCDF e do Sescoop/DF, Roberto Marazi, na qualidade de delegado representante da OCB na Conferência Nacional das Cidades, acompanhado do presidente da OCE-RN, Roberto Coelho, participou do evento, que discutiu os seguintes temas: “Prevenção e Mediação de Conflitos Fundiários Urbanos”, “Sistematização dos Conteúdos Aprovados nas Conferências Estaduais”, “Intervenções Urbanas e Integração de Políticas”, “Intervenções Urbanas e Controle Social” e “Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano”. Vinte e oito integrantes da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais no Transporte de Passageiros em Geral da Região Sudeste – Transcooper, eleitos delegados da Conferência Estadual de São Paulo, também participaram do evento, oferecendo inestimável apoio político para que a OCB fosse reeleita como uma das entidades no Conselho das Cidades, integrando o segmento empresarial, do qual fazem parte a CNT, Cbic, CNF, CNC, CNT, entre outras entidades de representação nacional. Sol & Mar lança programa de férias e hospedagem INFORME PUBLICITÁRIO 13 A Cooperativa Sol & Mar de Turismo e Lazer firmou contrato com a Montreal Tour e vai lançar, em 20 dezembro de 2007, o Cooperférias, exclusivo plano de diárias e hospedagem voltado preferencialmente ao público cooperativista brasileiro O Cooperférias nasce com uma rede de aproximadamente 1000 hotéis situados no Brasil ou no exterior e conta com a experiência de mais de 15 anos da Montreal na administração de títulos de férias e hospedagem. O Programa Cooperférias está dividido em três modalidades: Cooperférias Série Ouro, Série Prata e Série Bronze. No Programa Cooperférias Série Ouro, o usuário adquire diárias anuais na rede de hotéis conveniados e distribui o pagamento mensalmente durante todo o ano. Ao adquiri-lo o usuário passa a ter direito a 7 diárias nos hotéis conveniados, no Brasil e no exterior, em apartamento duplo ou triplo. Em qualquer época do ano, os usuários, mediante autorização, podem transferir suas diárias a terceiros. O Programa Cooperférias Série Prata é ideal para quem pode programar suas viagens para o período de baixa temporada. Possui todos os benefícios e a rede de hotéis do Programa Série Ouro, mas com valores diferenciados para utilização nos períodos de baixa temporada. No Programa Cooperférias Série Bronze, as tarifas são reduzidas. Podem chegar a 50% do valor normalmente praticado pelos hotéis, sem limite de diárias. A partir de uma pequena mensalidade e sem taxa de adesão, os cooperados poderão escolher, entre os diversos estabelecimentos conveniados, quando, como e para onde viajar, seja para aproveitar o seu tempo livre, nas férias, em feriados, nos finais de semana ou mesmo para viagens a trabalho. O Programa Série Bronze é extensivo, sem custo adicional, aos dependentes dos cooperados. O Programa Cooperférias conta com uma central de reservas exclusiva, na qual o cooperado pode fazer suas reservas e planejar seus momentos de descanso. O lançamento será no dia 20 de dezembro e atenderá ao público cooperativista por meio de sua central de adesões, no telefone (61) 3341 2400. Além do Programa Cooperférias a Sol & Mar firmou convênios de intercooperação com diversas cooperativas do Distrito Federal, objetivando atender, por meio da agência de viagens, os cooperados e também às necessidades de viagens das próprias cooperativas. Entre outras, são parceiras da Sol & Mar a Confederação das Unimedes do Centro Oeste e Tocantins, a Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito – Confebrás, o Sicoob Central DF, a Credindústria, a CrediEmbrapa, a Coopercâmara, a Coopersef e a Coominagri Executivo. 14 Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Integração Cooperativas de crédito discutem fusão e incorporação na OCB O tema fusão e incorporação de cooperativas de crédito foi discutido no auditório da OCB, em outubro de 2007. O debate, que contou com dirigentes de várias cooperativas do DF, fez parte da disciplina Vivências, ministrada pelo professor Remy Gorga Neto, do MBA emCooperativasdeCrédito,curso apoiado pela OCDF e pelo Sescoop/DF. Hoje a discussão sobre o assunto ganhou força no cenário nacional em virtude da globalização do mercado financeiro internacional, da implacável concorrência dos bancos e das cresConforme a Lei 5.764/71, que trata da Política Nacional do Cooperativismo, ocorre fusão quando duas ou mais cooperativas formam uma nova centes exigências do mercado. Cientes de que necessitam se fortalecer, muitas cooperativas com dificuldades financeiras e tecnológicas ou com abrangência geográfica limitada têm optado pela incorporação ou pela fusão. “Cooperativa deficitária que almeja estrutura sólida e equilibrada precisa discutir seriamente o assunto”, sinalizou o presidente da OCDF, Roberto Marazi, que abriu o evento. “Isso traz vantagens aos próprios cooperados da cooperativa absorvida e credibilidade para o sistema de crédito”, completou. Saiba sociedade. Pela incorporação, uma cooperativa incorpora uma ou mais cooperativas, absorvendo o patrimônio e assumindo as obrigações. A O consultor do Banco Central Abelardo Sobrinho apresentou painel sobre a orientação do BC acerca do assunto. Dados do Bacen revelam que, para cada duas cooperativas registradas no sistema, uma fracassa. “O problema quase sempre está ligado à falta de estrutura adequada”, pontuou Abelardo. Em seguida o diretor da Cocecrer, Davi Andrade, relatou a experiência de fusão entre cooperativas rurais de São Paulo. Indicou a concorrência dos bancos e a queda da taxa Selic como dois dos motivos que ocasionam o mais experiência brasileira mostra que incorporação é feita entre uma cooperativa deficiente e uma cooperativa forte. Já a fusão ocorre entre fenômeno. Demonstrou, também, que a tendência é mundial. O debate ainda contou a participação de Heli de Oliveira Penido, presidente da Crediminas e do Sicoob Brasil. O Superintendente do Sicoob Brasil, Marco Aurélio Almada, atuou como moderador e fez considerações a respeito do tema. No final das apresentações, os palestrantes responderam às perguntas do auditório. Atualmente, o Sistema OCB contabiliza 1.450 cooperativas de crédito, que respondem por 2,2% da movimentação financeira do país. cooperativas saudáveis que entendem que, unidas, podem melhorar a prestação de serviço aos cooperados. Cooperativas de táxi E Arquivo OCDF m 24 de novembro as cooperativas de táxi Coobrás e Coopertrans realizaram, no auditório da OCDF, no mesmo horário, assembléia geral para discutir um assunto primordial para as duas entidades: incorporação. Célio, presidente da Coobrás (à esquerda), e Juvenil, presidente da Coopertrans, discursam para mais de 100 cooperados. No caso, da Coopertrans pela Coobrás. A reunião registrou 111 cooperados, que contaram com a orientação de profissionais do Sescoop/DF para deliberar. No fim, deu o que se esperava. A incorporação foi aprovada pelas cooperativas, e agora a Coobrás vai ter a chance de fortalecer seu quadro social. “A decisão foi acertada. Todos ganharam. Os cooperados das duas cooperativas se fortalecerão no mercado”, antecipou o presidente da OCDF e do Sescoop/DF, Roberto Marazi, ao encerrar a reunião. Tendência mundial, incorporação tem sido considerada a saída para as cooperativas que apresentam algum tipo de deficiência relevante. O processo costuma ser complexo e precisa ser conduzido por profissional da área. Saiba mais Primeira cooperativa de transporte em Brasília, a Cooperativa dos Condutores Autônomos de Brasília Ltda - Coobrás opera no mercado há quase 3 décadas, precisamente há 29 anos. Transporta hoje cerca de 1.100 passageiros/dia por meio de táxi, sendo que 90% da frota tem menos de 3 anos e são modernamente equipadas. Arquivo OCDF aprovam incorporação Profissionais do Sescoop/DF orientam assembléia. A OCDF e o Sescoop/DF, de forma orientativa, mediaram as reuniões preliminares entre as diretorias das duas cooperativas, além de participarem da assembléia. Coobrás SCS Qd. 1, Ed. Antônio Venâncio da Silva, 9º andar, Sala 913 Brasília - DF Fone: (61) 3224-1000 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007 Concluída a fase presencial do MBA em 15 Educação Cooperativismo de Crédito E ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Arquivo Revista Gestão Cooperativa “o curso, de fato, qualificou os dirigentes. Os temas aprofundados e as experiências compartilhadas ampliaram o conhecimento da turma”. O MBA em Cooperativismo de Crédito é uma parceria celebrada entre a Fundação Pedro Leopoldo, de Minas Gerais, detentora da metodologia; a Revista Gestão Cooperativa, ges-tora comercial do Projeto; a OCDF e o Sescoop/ DF, agentes promotores. O objetivo do curso é possibilitar a compreensão e análise do cooperativismo, tanto em relação ao referencial teórico-metodológico quanto à práxis cooperativista. Contou ainda com o apoio da Sicoob Central DF. As inscrições para a próxima turma estão abertas. Mais informações: Vincere Editora, telefone 3447-1998, e OCDF/ Sescoop/DF, 3345-6925. m outubro ocorreu, na sede da OCDF, o último encontro da turma de MBA em Cooperativismo de Crédito, curso de especialização Lato Sensu oferecido pela faculdade Pedro Leopoldo (MG). Agora os 25 alunos, representantes de 11 das 25 cooperativas de crédito do DF, têm o prazo de 6 meses para entregar a monografia. Depois da aula, a confraternização. Os alunos organizaram, no pátio da OCDF, um churrasco que se estendeu até o fim da tarde. Em meio à festa, os discípulos avaliaram a importância do curso. “Pra mim, foi enriquecedor. Abriu minha visão teórica e prática sobre o cooperativismo”, ressaltou Elias Lopes da Silva, da Credsaúde. Nelson Luiz, da Credisutri, pensa da mesma forma. Para ele, Para alunos, MBA foi enriquecedor Saiba mais A OCDF e o Sescoop/DF, ao longo dos últimos anos, têm estimulado e promovido a educação sobre cooperativismo. Um investimento, nesse sentido, são os cursos de pós-graduação em cooperativismo. A iniciativa já formou 3 turmas, capacitando mais de 100 profissionais, inclusive 10 funcionários do Sescoop/DF. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Cooplem abre A Cooperativa de Língua Estrangeira Moderna, Cooplem, inaugurou sua nova unidade em Águas Claras. O evento contou com a presença de cooperados, colaboradores e do presidente da OCDF e do Sescoop/DF, Roberto Marazi. Segundo o presidente da Cooplem, Devanísio Apolinário, “a cooperativa vem oferecer qualidade de ensino com custo reduzido à comunidade de Águas Claras, conforme o ideal cooperativista”. O corpo docente da cooperativa é formado de professores com larga experiência na área educacional e com especialização no Brasil ou no exterior, o que mostra que é perfeitamente possível associar qualidade a preço reduzido. Com a nova filial, a Cooplem aumentou sua área de atuação. Agora são 10 escolas próprias. Elas podem ser encontradas na Asa Norte, Asa Sul, Sudoeste, Guará, Núcleo Bandeirante, Gama, Taguatinga Norte, Taguatinga Sul e Ceilândia, além de Águas Claras. Arquivo Cooplem sua décima filial Durante a cerimônia foi prestada homenagem a Ademar de Faria (in memorium), 1º presidente da Cooplem, e foi um dos seus maiores estimuladoDa direita: res. Vítima de infarto, o e- Devanísio Apolinário, Roberto Marazi minente cooperativista e a coordenadora da unidade Águas Claras, AdemarmorreuemdezemAlessandra Silva e Sousa. bro de 2006, aos 56 anos. Ademar de Faria foi conselheiro de ética da OCDF, professor no ensino público e privado e diretor de escola. Durante sua jornada, sentiu na pele a amargura dos seus colegas de profissão. Salários baixos, péssimas condições de trabalho, greves infrutíferas. A insatisfação era geral. Diante do cenário, idealizou, com outros colegas, a constituição de uma cooperativa educacional. A idéia deu certo. Modelo para o cooperativismo do País, hoje a Cooplem reúne 6.500 alunos, 126 professores e 57 funcionários, além de 10 unidades próprias. 16 Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Meio rural Governador Arruda ouve as reivindicações do setor rural O Governo nas Cidades para o setor rural, com o governador do DF, José Roberto Arruda, e staff do GDF, foi realizado na região do PAD/DF, em 24.11.07. Contou com a presença de mais de sete mil lideranças e produtores rurais. A OCDF levou a Arruda as reivindicações das cooperativas do setor, a saber: - Supressão do ICMS-substituição alíquota de 6% incidente na comercialização da farinha de trigo; - Unificação e reconhecimento da RIDE nas áreas sanitária e tributária; - Promoção de estudos ambientais e técnicos necessários à autorização, pela CEB, para a instalação de energia nas 112 chácaras da Coagrir no Incra 7/8 Como principais conquistas, os produtores rurais obtiveram: - Definição do modelo de edital para a concessão de uso real para áreas rurais (titulação), complexo assunto cuja discussão se arrasta há anos. A partir de agora, tal definição trará tranqüilidade a quem produz. - Obras diversas envolvendo investimento de 23 milhões de reais para: 40km de asfaltos às sedes dos núcleos rurais; construção, em parceria com a comunidade, de 20 quadras esportivas e a reforma de mais 10, além da construção de 10 campos gramados. Para a agricultura familiar, vão ser destinadas mil sacas de semente e adubo e reforma de centros comunitários. Contas do Sescoop/DF em vias de aprovação A prestação de contas referente a dois convênios celebrados pelo Sescoop/DF com o Denacoop em 2003 e 2004 – que totalizaram R$ 903.199,00 – foram encaminhados à Coordenação de Apoio Operacional CAO, que emitiu parecer favorável à aprovação. De igual forma, o Ministério do Trabalho e Emprego, com parecer favorável, por indicação da Controladoria Geral da União - CGU, encaminhou ao Tribunal de Contas da União – TCU a prestação de contas do Sescoop/DF referente ao exercício de 2006. Novos convênios A OCDF celebrará, nos próximos dias, convênio com o Mapa/Denacoop, no valor de R$ 65 mil reais, para desenvolver atividades de capacitação do projeto Cooperbrinq, que visa inserir no mercado de trabalho jovens sob risco social. Com a mesma finalidade, busca celebrar convênio com a Secis, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Estima- se, para tal convênio, o valor de R$ 100 mil reais.