DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
1
Ano 1 Edição nº 3 Novembro e dezembro/2007
Cooperativistas debatem
Governança Corporativa
O
e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), em Vitória (ES). O evento
aconteceu entre os dias 12 e 14 de novembro, no
Centro de Convenções da capital capixaba.
Segundo o presidente do Sistema OCB,
Márcio Lopes de Freitas , esse é um debate
fundamental para o setor cooperativista do
País. “É necessário começar um processo de
pensar estrategicamente a governança nas
cooperativas brasileiras. Cada vez mais a
gestão deve ser transparente, com vistas às
necessidades dos negócios. Daí, a aplicabilidade da governança para o setor”, pontua o
líder cooperativista.
Durante os três dias do evento, foram
apresentadas visões de especialistas brasileiros
e internacionais sobre o assunto, entres eles o
coordenador do Centro de Agronegócios da
Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto
Rodrigues, e o professor Ph.D da Universidade de Missouri, Estados Unidos, Michael
Cook. Os participantes também tiveram
oportunidade de conhecer experiências
desenvolvidas em outros países e no
Sistema Cooperativista Brasileiro, como as
iniciativas realizadas por cooperativas de
Mondragón, na Espanha, pela Cocamar
Cooperativa Agroindustrial, Confederação
Sicredi, Unimed e Confederação Sicoob
Brasil.*
Arquivo OCB
tema “Governança Corporativa
em Ambientes Cooperativos ” foi
contextualizado para cerca de 500 participantes do VI Seminário Tendências do Cooperativismo Contemporâneo, realizado pela
Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
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Vem aí o Agrobrasília, evento que
vai expor a tecnologia do cerrado.
Pág. 5
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Lula rechaça terceiro
mandato.
Pág. 13
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Fórum ressalta a importância
do adequado tratamento contábil às
cooperativas. Pág. 11
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Incorporação entre cooperativas
é tema de debate na OCB.
Pág. 14
○
Secretárias discutem seu papel
no cooperativismo de forma lúdica.
Pág. 8
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Confira
nesta edição
○
(*continua na pág. 4)
Veja como as cooperativas de catadores
de materiais recicláveis podem ajudar
na questão lixo/ambiente. Pág. 3
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal
2
Palavra
do Presidente
Educação cooperativista: a luz do fim do túnel está mais próxima
Estima-se que 70% dos recursos do Sistema Cooperativista Brasileiro (OCB, OCEs, Sescoops e cooperativas), somados a valores consideráveis
oriundos do MAPA-Denacoop, são investidos na educação e formação cooperativistas.
Os últimos eventos nacionais que reuniram as principais lideranças do cooperativismo consagraram as 4 tendências do cooperativismo:
“profissionalização da gestão”, “educação”, “intercooperação” e “responsabilidade social com as comunidades”.
Quem não está familiarizado com o assunto poderá perguntar: por que se investe tanto nessa área? A resposta é simples: sociedade
cooperativa é uma instituição diferente das tradicionais (Ltda, ONG, sindicato, S.A., etc) porque privilegia o ser humano em detrimento do capital
financeiro, que, a despeito disso, precisa ser administrado com profissionalismo para gerar o benefício social desejado pelos cooperados. É uma
sociedade na qual o social e o econômico se fundem para o bem-estar dos sócios.
Presente no Brasil há mais de um século, nunca mereceu o cooperativismo a atenção do Governo, no sentido de uma política educacional
sistematizada. Paradoxalmente, é estimulado pela Constituição Federal e por todas as Leis Orgânicas estaduais.
Nas escolas de 1º e 2º graus, tem o Sistema Cooperativista Brasileiro envidado esforços para implantar o
Cooperjovem, programa destinado a ensinar cooperativismo nas escolas.
Tem-se conhecimento, ainda não-oficial, de que o MEC pretende dobrar o número de escolas técnicas
federais no País. Só em Brasília serão 4 novas escolas. E o que é mais animador: as escolas incluirão no
currículo o curso “técnico em cooperativismo”. Mais: a OCDF e o Sescoop/DF há muito planejam implantar em
Brasília um centro de formação profissional em cooperativismo, em nível de 2º grau, o FORMACOOP,
destinado a preparar técnicos para as cooperativas agropecuárias, de saúde, de crédito...
E esse anseio tende a tornar-se realidade a partir de 2008, em face de que está sendo vista com
bons olhos demanda da OCDF na Secretaria de Patrimônio da União – SPU, que concederia a área.
Nesse sentido, o deputado federal Tadeu Filipelli inseriu no orçamento da União emenda
parlamentar destinada a alocar recursos para o início das obras do FORMACOOP.
Vê-se, assim, que a luz do fim do túnel está mais próxima do que se imagina!
Arquivo OCDF
Saudações cooperativistas!
Roberto
Marazi
Presidente
Pinheiro: símbolo do Natal e do cooperativismo
Em tempos medievais, o pinheiro era tido como símbolo da imortalidade e da fecundidade pela sua sobrevivência em terras menos férteis e pela facilidade de se multiplicar e dar frutos. Este “cipreste natalino”,
em lugares de inverno mais rigoroso, como no hemisfério norte, mantém resistente o verde de seus ramos,
mesmo com a chegada da rude estação gelada. Como símbolo do cooperativismo, os pinheiros unidos
são sinônimo de maior resistência e ressaltam a força e a capacidade de organização.
Fonte: www.portaldocooperativismo.org.br (com adaptações)
A você, caro leitor cooperativista, desejamos:
Que neste Natal a “Árvore da Vida”- que mantém suas folhas sempre verdes
mesmo diante da falta de perspectiva, da seca ou do inverno faça nascer no seu coração o eterno verde de uma nova esperança.
E que durante todo o ano vindouro você possa colher bons e sucessivos frutos
para a sua vida.
São os nossos votos:
Conselho de Administração
Presidente
Roberto Marazi - Cooperhsul
Vice-presidente
José Marques Zago - Coopercâmara
Diretor-financeiro
Sérgio Néri da Mata - Credibama
Diretor-administrativo
Célio Batista de Araújo - Coobrás
Diretor de Relações Sindicais
Robson Marques de Caldas - Coophacei
Conselheiros Natos
Rozani Holler - Cootrabalho
Nixon F. Rodrigues - Fetrabalho/DF
José Armando Freitas Júnior - Unimed
Confederação Centro-Oeste e Tocantins
Manoel Messias da Silva - Confebrás
José Alves de Sena - Sicoob Central DF
Manoel Messias G. da Cruz - Fecohab
Paulo Roberto de A. Insfran - Unimed
Confederação Centro-Oeste e Tocantins
Conselho Fiscal
Arcênio Chervinski - Coohabom
Derci Cenci - Coopa/DF
Magno Rocha Ramos - Uneduc
Suplentes
Divina Ana da Silva - Coohacosam
Antônio José Pereira Brasil - Conbrac
Elias Rosa - Cooperhsul
Conselho de Ética
Adilson Tadeu de Araújo - Coominagri
Eunice A. Gmomes - Coopercongresso
Eustáquio José F. Santos - Cooservcred
Ana Alencar - Coopersaneo
Suplentes
Luiz Lesse Moura Santos - Coominagri
Wilson Costa Reis - Cooelp
Conselho Administrativo
Roberto Marazi - OCDF
Haroldo Toti - Casafibra
Francisco de Lima Ferreira - Coopa/DF
Ramon G. Belisário - Sescoop Nacional
Alberto da Silva Braga - Unimed Brasília
Suplentes
José Marques Zago - Coopercâmara
Nirceu Werneck Linhares - Cooperbrapa
Fernando Luis Fernandes - Cooplem
Evandro Ninaut - Sescoop Nacional
Hiroshi Uyeda - Coolabora
Uma publicação do Sescoop/DF e da OCDF
Periodicidade
Bimestral
Editora responsável
Vincere Editora
Coordenador editorial
João Paulo de C. Almeida - Sescoop/DF
Projeto gráfico e diagramação
Elis Nunes - [email protected]
Impressão
Gráfica Plano Piloto
Tiragem
3.000 exemplares
Serviço Nacional de Aprendizagem
do Cooperativismo no Distrito Federal;
Sindicato e Organização das Cooperativas
do Distrito Federal
Av. W/4 - SEPS 712/912 - Bloco F
Cep: 70390-125 - Brasília - DF
Fones: (61) 3345-6925/3345-3036/3345 0483
[email protected]
[email protected]
www.ocdf.org.br - [email protected]
COOPERATIVO
O jornal
cooperativas
Distrito
Federal
Novembro
e dezembro/20073
DFDF
COOPERATIVO
O jornal
dasdas
cooperativas
do do
Distrito
Federal
Setembro
e outubro/2007
Lixo:
3
Entrevista
reciclar é preciso
Como você vê a coleta de lixo no Distrito
Federal?
Aldemy – Ainda é deficitária. Sobretudo
porque não é feita a separação correta do lixo.
Assim, fica difícil dar destino adequado ao material. Se a coleta fosse seletiva, ficaria mais fácil
reciclar por exemplo. A Centcoop busca
conscientizar as pessoas sobre isso. Porque, na
verdade, muitas vezes o problema começa em
casa, né?
De que forma as cooperativas de catadores
de material reciclável podem contribuir
nesta questão?
Aldemy – As cooperativas e associações da
Centcoop são formadas por pessoas que se
preocupam com o meio ambiente e que sabem
fazer a coleta seletiva. São pessoas que tiram
subsistência do lixo. E o principal: preenchem
uma lacuna deixada pelo Governo. Como ele
não dá conta de cuidar do lixo todo, as
cooperativas surgem como alternativa ao
problema. O Governo, ao contratar as
cooperativas, estabelece uma relação de mercado,
mas também cumpre uma função social, pois
insere na sociedade pessoas marginalizadas.
As cooperativas estão preparadas para
desempenhar esse papel?
Aldemy – Podem. Capacidade técnica e
vontade não faltam. Mas não podemos ignorar
que as cooperativas e associações ainda
carecem de infra-estrutura e de organização
administrativa. Talvez hoje esse seja o nosso
maior problema, né?
No entanto, sabe-se que, nos últimos anos,
o Governo tem disponibilizado às cooperativas de catadores recursos para
aquisição de máquinas e construção de
galpões, dentre outros.
Então o que as cooperativas fazem com o
que recebem e que devem fazer para não se
tornarem dependentes de ajuda governamental?
Aldemy – Em primeiro lugar, é preciso deixar
claro que ainda não recebemos nada. Há
promessas que ainda não foram cumpridas.
Precisamos do auxílio, mas estamos cientes de
que precisamos andar com as próprias pernas.
Cooperativa tem que ter visão profissional.
Não tem fins lucrativos, mas precisa se portar
profissionalmente. Além disso, há os princípios
e doutrinas do cooperativismo, que precisam
ser respeitados, né? Uma maneira eficiente
de passar isso aos associados é através de cursos
e palestras de sensibilização. E a Centcoop tem
contado com a ajuda da OCDF e do Sescoop/
DF para isso, viu!?
“Há promessas que ainda
não foram cumpridas.
Precisamos do auxílio, mas estamos
cientes de que precisamos andar
com as próprias pernas.
Cooperativa tem que ter
visão profissional.”
Como você avalia o papel desempenhado
pela OCDF e pelo Sescoop/DF em relação à
coleta e seleção de material reciclável? E o
que considera pertinente fazer?
Aldemy – O apoio da OCDF e do Sescoop/
DF tem sido satisfatório. A OCDF, com o seu
lado mais político, luta pelo cumprimento das
leis que asseguram às cooperativas dispensa
de licitação para fazer a coleta de lixo do DF
(Leis 11.445/2007 e 8.666/03, art. 24). Essas
leis nem sempre são consideradas. Por isso, o
apoio é fundamental, né? Já o Sescoop/DF
nos ajuda com as palestras de sensibilização.
Arquivo OCDF
Aldemy dos Santos Silva (foto) é o presidente da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal – Centcoop. Constituída em 2006,
a entidade tem por objetivo promover educação ambiental e dar apoio técnico e institucional às cooperativas e associações a ela filiadas,
formadas por catadores de lixo (hoje reconhecidos como agentes ambientais). Nesta entrevista ao DF Cooperativo, Aldemy analisa as dificuldades
e os desafios dos catadores, a situação do lixo em Brasília e a forma pela qual o problema pode ser atenuado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a produção do lixo em Brasília fica em torno de 2 mil toneladas por dia. Para especialistas no assunto, a coleta e o armazenamento do lixo
no DF são precários. O Governo não consegue cuidar de todo o lixo que é produzido. O material fica a céu aberto, ocupando espaço e servindo de abrigo
para vetores de doença. As cooperativas surgem, dessa forma, como entes fundamentais no complexo processo de solução para a questão lixo/ambiente.
Os associados se interessam por isso. Querem
se organizar. Mas sinto que deve haver uma
maior aproximação entre as cooperativas e
essas entidades.
Você pode comentar a importância dos agentes
ambientais (catadores de material reciclável)?
E quais sugestões você daria à sociedade?
Como ela pode contribuir com a questão?
Aldemy – Os agentes ambientais – ou os
catadores, como são mais conhecidos –
cumprem um papel importantíssimo na
sociedade. Mas, infelizmente, isso nem sempre
é visto. Às vezes, eles são confundidos com
invasores e tudo mais. O que importa é que
eles não visam só o ganho financeiro. Eles
realmente se preocupam com o meio
ambiente. Sentem na pele os efeitos nocivos
da falta de cuidado com o lixo. O fato de
estarem organizados em cooperativa traz um
algo a mais. Além de fazer a limpeza e reciclar,
eles, embora sejam analfabetos, despertam a
consciência ambiental das pessoas.
Aprenderam isso na cooperativa. Sabem falar
sobre isso como doutores. À sociedade, basta
aprender com eles. Fazer a coleta seletiva em
casa por exemplo. Quando for a uma festa,
usar um copo plástico em vez de dez. Atitudes
simples. É isso.
4
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do
o Distrito Federal
Capa
Espaço multimídia para a
governança
Uma das novidades dessa
edição foi o espaço multimídia
que ilustrava e explicava o
“Caminho da Governança” percorrido pelo Sistema OCB. Na
exposição, os convidados entravam em uma espécie de túnel e
tinham a experiência sensorial da
evolução da gestão por meio de
imagens, sons e vídeos.
OCDF e Sescoop/DF
As entidades de representação
do cooperativismo do Distrito
Federal compareceram ao evento
nas pessoas de Anderson Gariglio,
superintendente do Sescoop/DF,
Arquivo OCB
Em linhas gerais, os palestrantes
mostraram que é fundamental a
profissionalização da gestão, um
planejamento estratégico e a utilização de ferramentas que garantam o monitoramento das ações.
Realizado anualmente em novembro, o encontro conta com a
presença dos principais líderes do
Sistema, parlamentares, autoridades do Executivo federal e estadual, consultores e especialistas
brasileiros e estrangeiros. O VI Seminário também contou com apoio da unidade estadual do Espírito Santo (OCB/Sescoop-ES), anfitriã dessa edição, e patrocínio do
Banco do Brasil, Unimed e Banco
Cooperativo do Brasil (Bancoob).
No espaço multimídia,
os visitantes "sentiram" a evolução da gestão cooperativista.
e de Roberto Marazi, presidente
das duas instituições. “A meu ver,
essa foi a edição mais frutífera do
Seminário de Tendências. A parti-
“O evento foi dirigido
com altíssimo grau
de profissionalismo.
Os expositores aliaram
notável competência
técnica a maneiras
descontraídas de
apresentação. Sugerimos
a ampliação de vagas
para os próximos
encontros.”
cipação dos gestores e líderes do
cooperativismo foi efetiva, e os assuntos tratados, pertinentes ao atual momento”, destaca Gariglio.
“O Seminário nos mostrou
que a Sicoob Central DF
está no caminho certo
da governança
cooperativista.
Podemos ver isso
também pelas experiências
bem-sucedidas
de outras Centrais.”
Hélio de Oliveira Pinha
Pinha,
diretor-financeiro
da Sicoob Central DF e
diretor-operacional da Credibrasília.
Devanizio Apolinário dos Santos
Santos,
presidente da Cooplem Idiomas.
“Foi excelente sob todos
os aspectos. Todos os
participantes, por certo,
voltaram de Vitória
muito mais conscientes
e mais comprometidos
com o movimento
cooperativista.”
“O encontro chamou
a atenção
para o papel do
gestor na
cooperativa.
Ficou claro que uma
estrutura organizada
melhora
a governança de
controle interno."
Haroldo Toti
Toti,
Presidente da Cooperativa
Habitacional Econômica
do Sistema Fibra - Casafibra
e Conselheiro Administrativo
do Sescoop/DF.
Edivaldo Alves de Oliveira
Oliveira,
superintendente da Sicoob
Central DF.
Fotos: arquivo OCDF
DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
Aprovada a lei
Legislação
que beneficia o Sescoop
O
presidente Lula sancionou, em setembro,
a Lei 11.524, decorrente
da Medida Provisória 372, que
garante o redirecionamento da
contribuição de 2,5% da folha de
pagamento das cooperativas de
crédito ao Serviço Nacional de
Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop). Até então, o valor recolhido era destinado ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
O recurso dará ao Sescoop
Nacional e às suas entidades estaduais – como o Sescoop/DF, por
exemplo – a condição de fomentar o cooperativismo de crédito,
com palestras, seminários, cursos
de capacitação, etc.
O presidente da Central das
Cooperativas de Crédito do
Distrito Federal Ltda – Sicoob
Central DF, José Alves de Sena,
entende que a lei é salutar para o
sistema. “Agora o desconto de
2,5% trará um benefício real para
as cooperativas de crédito. Com
os recursos, o Sescoop poderá
promover educação e divulgação
para o setor”, prevê.
COOPA-DF30 anos
O agronegócio brasileiro encontrou um
novo paradigma a partir da década de
70, quando agricultores do Sul do Brasil,
entrincheirados e com poucas chances de
crescer, abriram novas terras no Mato Grosso, depois em Goiás e no Distrito Federal,
subindo pelo oeste baiano, chegando até o
Amapá, produzindo alimentos com alta tecnologia, tendo a proeza de transformar o cerrado brasileiro no grande celeiro mundial
de alimentos. E é neste contexto que o
Programa de Assentamento Dirigido do
5
Novo código
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa 785, que
regulamenta a contribuição para o Sescoop. A nota 11 dessa IN estabelece o novo código que
as cooperativas deverão usar. Confira abaixo o texto integral da nota:
“Nota 11: As sociedades cooperativas de crédito passam a contribuir para o Serviço Nacional
de Aprendizagem do Cooperativismo - Sescoop, e deixam de contribuir com o adicional
previsto no § 1o do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, conforme art. 10 da Lei
nº 11.524, de 24 de setembro de 2007. Para isso, devem-se providenciar as alterações
necessárias em sistemas e cadastros, alterando o código FPAS dessas cooperativas para o 787
(em substituição ao 736). O código de terceiros será o 4099 (Previdência Social: 20%;
salário-educação: 2,5%; INCRA: 0,2% e Sescoop: 2,5%).”
Coopa/DF promove
AGROBRASÍLIA 2008
Distrito Federal PAD/DF tem significativa
importância. Implementado em 1977, o
programa trouxe modernidade, estímulo e
inspiração a inúmeros agricultores e
ajudou o crescimento de outros Estados
brasileiros.
Devido à importância do PAD/DF, a
Cooperativa Agropecuária da Região do
Distrito Federal - Coopa-DF e a
Empresa de Assistência Técnica e
Extensão Rural - Emater-DF resolveram
realizar, de 10 a 12 de abril de 2008, a
Agrobrasília, evento voltado à difusão de
tecnologia agropecuária.
A Agrobrasília ocupará uma área de 23
hectares no Parque Tecnológico Ivaldo
Cenci, no PAD-DF, e terá como objetivo,
trazer o melhor que existe da tecnologia
agropecuária para os produtores.
O evento tem apoio da Seapa, SEC,
Embrapa, Mapa, Secis/MCT, OCDF e
Sescoop/DF, OCB e Sescoop Nacional.
1º Campeonato de Futebol Society
A Associação dos Funcionários e
Associados da Coopa/DF – Arco/DF,
entidade que objetiva a promoção
do esporte no DF e entorno, acumulou mais um título em novembro.
Dessa vez foi o 1º Campeonato de
Futebol Society, realizado no PAD/
DF. Além das equipes do DF, o
evento contou com a presença de
equipes de GO e de MG.
COOPERATIVA AGROPECUARIA DA REGIÃO DO DISTRITO FEDERAL LTDA. – COOPA/DF.
SEDE: BR 251 – KM 40 – PAD/DF – BRASÍLIA - DF – CAIXA POSTAL 070.663 – CEP 70.359-970 - FONES PABX (0**61)3339-6500 3339-6534 – FAX: (0**61) 3339-6539
CNPJ 00 518 969/0001-59
INSCRIÇÃO DF 07 316 065/001-75
COOPERATIVO OOjornal
jornaldas
dascooperativas
cooperativasdodoDistrito
DistritoFederal
Federal
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO
Trabalho e renda
Arquivo Maria Flor
C
onstituída em 2006, a Cooperativa Social Inclusiva de Produção Artesanal e
Industrial – Coosipai, também conhecida pelo nome-fantasia Maria Flor, é
fruto do desafio de viabilizar novas alternativas de trabalho e renda para pessoas com
deficiência intelectual e familiares carentes.
Projeto apoiado pela Petrobrás e idealizado
pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal - Apae/DF, hoje a
Maria Flor conta com 27 cooperados, que usam
sua criatividade e sensibilidade para produzir
flores artesanais e adornos para festas.
Por meio de cursos, palestras e orientações
técnicas, o Sescoop/DF, em conjunto com a
Incubadora de Cooperativas da Universidade
de Brasília (UnB), assessorou o planejamento
e constituição da Maria Flor. Em pouco mais
de um ano e meio de existência, a cooperativa
conquistou outras parcerias, como a firmada
com a Fundação Banco do Brasil.
Reconhecimento
Flores que geram
inclusão social
O forte da cooperativa são as forminhas para
bombons em formato de flores de várias espécies,
preparados para ornamentar festas de casamento,
de debutante e outros eventos sociais. Entre
outras opções do catálogo da cooperativa, estão
as forminhas para bem-casados, lembranças,
caixas decoradas e porta-guardanapos.
Para complementar a linha de produção, a
Maria Flor se prepara para a produção de bombons e doces finos, além de outros produtos
criados graças à qualificação profissional promovida pela cooperativa nas áreas de costura industrial e artesanal. Entre outras metas para 2008,
a Maria Flor pretende ampliar seu espaço físico,
aumentar o número de cooperados e dinamizar
o processo de produção, reduzindo custos e
aperfeiçoando a qualidade dos produtos.
Quer conhecer mais o trabalho da Maria Flor
ou mesmo fazer encomenda? Basta acessar o site,
entrar em contato por telefone ou fazer uma visita.
Incipiente no Brasil, cooperativa social é regulada pela
Legislação Cooperativista (Lei 5.764/71) e pela Lei 9.867/99,
documentos legais que dispõem sobre sua criação e
Arquivo Maria Flor
6
Cooperados da Maria Flor
utilizam seu potencial criativo
para produzir enfeites para festas
Cooperativa Maria Flor
End: 710/711 Norte, Bloco F, Loja 22 – Brasília/DF
Fone: (61) 3447-5669 / Site: www.mariaflor.coop.br
OCDF é premiada
pelo Sicoob Executivo
Dessa forma, têm sido agraciados conselheiros, associados, parceiros, funcionários e instituições afins pelo seu desempenho e dedicação no que tange ao
cooperativismo, ao desenvolvimento do
Sicoob Executivo e/ou à colaboração em
processos específicos de atuação no
mercado.
Neste ano a OCDF foi a instituição indicada e escolhida pelo Conselho de Admi-
nistração do Sicoob Executivo para o
prêmio destaque do ano de 2007 na categoria “Instituições Afins”.
Empenhada em promover intercooperação, a OCDF apoiou e viabilizou com
muito afinco a parceria de algumas instituições com o Sicoob Executivo, como a
Coovencoop e a Cooplem, o que garantiu
benefícios e vantagens aos associados da
cooperativa de crédito.
[email protected]
E
m 1999 a Cooperativa de Economia e Crédito
Mútuo dos Servidores do Poder Executivo
Federal em Brasília (Sicoob Executivo)
criou uma premiação especial para homenagear pessoas e instituições que, durante
o ano, prestaram serviços ou efetuaram ações
cujos resultados interferiram positiva e
eficazmente no crescimento e desenvolvimento
da cooperativa; esse prêmio mereceu a denominação de “Destaques do Ano.”
DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
5º
7
Responsabilidade Social
C
om o intuito de exercitar o
7º Princípio do Cooperativismo – que ressalta preocupação com a comunidade –, a
Confederação Brasileira das
Cooperativas de Crédito – Confebrás, com o apoio de instituições
do cooperativismo (ver box ao
lado), realizou, nos dias 30 e 31
de outubro de 2007, o 5º Cooperacriança. O evento objetivou
proporcionar lazer a crianças
carentes do Distrito Federal e foi
uma homenagem ao mês das
crianças e ao Dia Internacional do
Cooperativismo de Crédito.
A quinta edição do Cooperacriança teve a presença de1.050
crianças, de quinze instituições
(creches, abrigos e escolas especiais), que sobrevivem com doa-
ções da população. O evento foi
dividido em duas etapas: na
primeira, 200 crianças portadoras
de necessidades especiais foram levadas ao shopping para
assistirem a um filme com direito
a pipoca, refrigerante, lanche,
guloseimas e brinquedos; na
segunda etapa, 850 crianças
passaram a tarde no Nicolândia
Center Park, com animadores,
palhaços, lanches e doces.
No encerramento, todas as
crianças receberam brinquedos –
arrecadados durante setembro e
outubro por meio da campanha
“Doe um brinquedo e faça uma
criança sorrir”. As instituições parceiras do Cooperacriança ajudaram a arrecadar mais de 1.500
brinquedos.
Arquivo Confebras
promove alegria
Entidades que deram apoio financeiro e/ou institucional
ao 5° Cooperacriança:
OCB, Sescoop Nacional, OCDF, Sescoop/DF,
Sicoob Central DF, Sicoob Brasil, Instituto
Cooperforte, Cooperforte, Bancoob, CDL/
DF, Cooperativa Brasiliense de Teatro,
Cooperplan, Cooplem, Credfaz, Credibama,
Credibrasília, Credisutri, Credsef, Sicoob
Credijustra, Sicoob Credilojista, Sicoob
Credindústria, Gráfica e Editora Positiva,
além de 42 voluntários (cooperados e
funcionários de cooperativa).
OCDF e Sescoop/DF apóiam ação social na Vila Estrutural
Em 27 de outubro, a Faculdade de
Tecnologia Senac/DF promoveu, na Vila
Estrutural, em parceria com 27
instituições, entre elas a OCDF e o
Sescoop/DF, o Dia da Responsabilidade
Social do Ensino Superior Particular.
O evento contou com 411 voluntários, entre alunos, professores e técnicos, que
atenderam a 2.500 pessoas (adultos e
crianças), em atividades diversas, como:
cursos, oficinas, palestras, atividades lúdicas
para crianças, cortes de cabelo, apoio
nutricional, atendimento médico, etc.
A OCDF e o Sescoop/DF viabilizaram a participação de cooperativas, que atuaram na
promoção de oficinas sobre orçamento
doméstico, cuidados com a saúde (prevenção
de DST/Aids), aferição de pressão arterial e
glicemia, oficinas de lacre, além de
distribuição de cestas com verduras e
legumes.
Cooperativas que apoiaram o evento:
Unimed Confederação, Cootaquara, 100
Dimensão e Sicoob Executivo.
8
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal
OCDF e Sescoop/DF
Eventos
Secretárias se reúnem
para discutir a importância do seu papel no cooperativismo
“A secretária, mais do que
se supõe, tem papel fundamental em qualquer instituição”, declarou o superintendente do Sescoop/DF,
Anderson Gariglio, ao abrir o
evento. “É ela muitas vezes a
ligação entre a cooperativa, o
mercado e as próprias entidades responsáveis pelo cooperativismo. Capacitá-las é
acurar a visão sobre o sistema”, finalizou.
OCDF e da Credibama; Paulo da
Costa, presidente da Credsef; e
Maria Telma da Silva, superintendente da Confebrás.
Atividades recreativas
deram a tônica do evento.
Saiba mais
Segundo a Wikipédia, arvorismo é um “esporte
radical que consiste na travessia entre
plataformas montadas no alto das árvores,
ultrapassando diferentes tipos de obstáculos
como escadas, pontes suspensas, tirolesas e
outras atividades que podem ser criadas”.
O presidente Roberto Marazi
(à direita)
e o superintendente
do Sescoop/DF, Anderson Gariglio
(à esquerda),
abriram o encontro
com palestra sobre a necessidade
de promover encontros de capacitação
para o secretariado.
Arquivo OCDF
Arquivo OCDF
A
quarta edição desse já
tradicional evento do
cooperativismo brasiliense, que este ano reuniu 45
secretárias de cooperativas e auxiliares afins, foi realizado em 28
de setembro, na Pousada dos
Angicos, na área rural de Brazlândia, DF. O encontro teve o objetivo de ressaltar a importância do
secretariado para as cooperativas e
a necessidade de capacitar continuamente esses profissionais.
O encontro contou com dinâmicas lúdicas e palestras motivacionais – atividades que proporcionaram às participantes a
chance de compartilhar experiências do dia-a-dia e de receber
lições sobre cooperação, empreendedorismo, administração do
tempo e responsabilidade social.
Os temas trabalhados nas
dinâmicas e nas palestras foram
sugeridos pelas próprias participantes. E, nessa edição, as
meninas tiveram tempo para
desfrutar o hotel-fazenda onde
ocorreu o evento. Encerradas as
atividades, puderam usar piscina,
descansar em redes e fazer
arvorismo (ver quadro ao lado).
O presidente da OCDF e do
Sescoop/DF, Roberto Marazi,
considerou positivo o resultado
do evento. “O objetivo foi
alcançado. É missão precípua do
sistema promover encontros
que capacitem e valorizem
profissionais envolvidos com
cooperativismo”, afirmou.
Estiveram presentes ao evento
José Marques Zago, vice-presidente da OCDF e proprietário do
hotel-fazenda Pousada dos
Angicos; Sérgio Neri, diretor da
Arquivo OCDF
Arquivo OCDF
promovem encontro de secretárias
DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
Fenacoop expõe força
9
Eventos
C
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O Departamento Nacional de
Cooperativismo e Associativismo
- Denacoop levou ao estande do
Ministério da Agricultura, além
de informações sobre o trabalho
que é prestado pelo Ministério no
âmbito do cooperativismo, a experiência desenvolvida pela
Cooperativa Social de Produção
de Brinquedos – Cooperbrinq,
projeto idealizado e promovido
pela OCDF e pelo Sescoop/DF e
apoiado pelo Denacoop. O trabalho dos jovens cooperativistas
chamou a atenção dos visitantes
da feira e rendeu uma matéria
para uma edição da revista
AgriMotor.
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo –
Sescoop montou estande, onde os
visitantes encontraram materiais
referentes aos programas de educação cooperativista para jovens
e adultos e puderam assistir aos
vídeos institucionais sobre as
ações do Sistema OCB.
Arquivo MAPA/Denacoop
onsiderada um dos maiores e mais importantes
eventos cooperativistas,
a Feira Internacional de Cooperativismo, Alimentos e Serviços – Fenacoop/2007 ocorreu
em São Paulo (SP), entre os dias
03 e 05 de julho. A quarta edição
do evento registrou a participação de mais de 70 expositores, sendo a maioria cooperativa, e recebeu cerca de seis
mil visitantes.
Na programação do evento,
além de palestras e de exposição de produtos e serviços, a
OCB organizou uma área específica para rodada de negócios,
que envolveu 22 grandes
empresas – entre elas Macro,
Grupo Pão de Açúcar, Carrefour
– e 16 cooperativas, inclusive a
100 Dimensão, cooperativa do
DF que promove educação
ambiental, bem como coleta,
beneficia e comercializa material
reciclável.
Produtos da Cooperbrinq
atraem a atenção dos visitantes
Solange Caldas, da 100 Dimensão, participou de duas
rodadas e sentiu que tem chances de fazer bons negócios. "Entregamos nosso catálogo para
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as empresas solicitarem seus
pedidos de amostra. O Espaço
Mix, por exemplo, nos pediu
agendas e cartões de Natal em
papel artesanal", revela.
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Cootaquara
A
Cootaquara agora tem
mais um espaço destinado ao adequado tratamento de 300 toneladas/mês
de hortaliças, que recebe de seus
124 cooperados.
Em solenidade realizada no
dia 1º de dezembro, que contou
com a presença de autoridades,
cooperados e cerca de 200 convidados, a Cootaquara inaugurou um galpão com 450m²,
fruto de investimento de 100 mil
reais.
Dois propósitos motivaram a
construção do espaço. Primeiro:
ampliar a área de manipulação,
tendo em vista que a admissão
de novos cooperados-produtores aumentou significativamente a quantidade de produtos.
Segundo: atender às exigências
sanitárias e ao controle de qualidade das hortaliças que a Cootaquara fornece ao mercado consumidor de Brasília, inclusive
“exportação” para a região Norte
do País.
Centenas de pessoas
compareceram à inauguração
Antes do descerramento da placa
inaugural, o presidente da OCDF e
do Sescop/DF, Roberto Marazi, pro-
Arquivo Cootaquara
inaugura galpão
feriu breve palestra, na qual discerniu a fidelidade e o compromisso dos
cooperados com a Cootaquara.
*Com informações do Mapa Imprensa”
do cooperativismo
10
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal
Cooperativismo habitacional
Habitação
no Setor Noroeste
Anofre Sena / Terracap
A
s cooperativas habitacionais do DF,
lideradas pela OCDF, estiveram em
audiência com o presidente da
Terracap, Antônio Gomes, para pleitear
participação do cooperativismo no novo bairro
de Brasília, Setor Noroeste, cujas projeções
serão licitadas no primeiro trimestre de 2008.
O Setor Noroeste será um dos maiores
empreendimentos do País, com edificação
de mais de 220 prédios residenciais, comerciais e de equipamentos comunitários (escola, creche, etc.).
A OCDF – acompanhada do vice-presidente
da Confhab e presidente da Coopersefe, José
Afonso Jácomo do Couto; pelo vice-presidente
da OCDF e presidente da Coopercâmara, José
Marques Zago; pelo presidente da Coopheduc, Ronan Figueiredo de Faria; pelo diretorfinanceiro da Sinduscoop, Sérgio Netto de
Oliveira; e pela presidente da Coopercongresso,
Eunice Aparecida Gomes (foto) – propôs à Terracap a destinação de projeções às cooperativas habitacionais do DF para a edificação
de unidades habitacionais no novo bairro.
O presidente da Terracap avaliou a proposta de forma positiva e comprometeu-se a
ampliar as discussões sobre o assunto com
o secretário da Seduma, Cássio Taniguchi, e com
o governador Arruda. Na ocasião, o presidente Marazi aproveitou para solicitar a licitação
de lotes destinados a condomínios para as
cooperativas que atuam na produção de
moradia de interesse social (famílias com renda
de até 5 salários mínimos).
Propôs ainda a OCDF a retomada do processo de destinação de áreas para as cooperativas de catadores de lixo para elas processarem o lixo que recolhem.
CHEQUE-MORADIA
é sancionado pelo governador
F
amílias carentes com renda de até três
salários mínimos que residem há pelo
menos cinco anos no DF agora podem
melhorar suas residências com o CHEQUEMORADIA. A Lei Nº 4.028/07, de autoria
do Deputado Batista das Cooperativas,
publicada em 18 de outubro, no Diário
Oficial do DF, permitirá que famílias de
baixa renda ampliem, reformem ou façam
algum tipo de benfeitoria em sua casa.
Para usar o CHEQUE-MORADIA, a
família interessada deve atender a um dos
seguintes critérios: ter mais de três moradores
por dormitório; falta de infra-estrutura como
água encanada, esgoto ou energia elétrica;
ausência de banheiro domiciliar interno;
acabamento de construção em que faltem
reboco e pintura, ou no qual haja estado
adiantado de depreciação. A lei também vai
permitir que o CHEQUE-MORADIA seja
utilizado para a escrituração do imóvel no
cartório de registro de imóveis.
Os recursos financeiros para a aquisição
da linha de crédito sairão do Fundo pela
Moradia Popular, que serão alocados
anualmente no orçamento do DF. A
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e
Meio Ambiente - Seduma ficará responsável pela aprovação e liberação do crédito,
podendo opinar sobre o projeto e orçamento e também analisará se a família
preenche os requisitos previstos na Lei. O
Banco de Brasília – BRB operacionalizará
os empréstimos.
Batista das Cooperativas, defensor
declarado pela MORADIA DIGNA, afirma
que um dos seus compromissos de
campanha está se tornando realidade. "Em
alguns locais do DF, é comum vermos
famílias que têm as suas casas em péssimas
condições, trabalham para sustentar seus
filhos e não conseguem crédito para
melhorar o seu modo de vida. O CHEQUEMORADIA vai garantir a dignidade para
essas famílias", defende o autor da Lei.
A Lei entra em vigor noventa dias após a
sua publicação.
Mais informações:
9119-9840 / 3966-8054 (CLDF)
Fonte: José Fernando Vilela – Assessor de Imprensa.
DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
OCDF e Sescoop/DF
11
Sescoop
realizam fórum sobre aspectos contábeis e tributários
A
cooperativas a enfrentar vários problemas, inclusive de ordem judicial.
Atentos a isso, o Sescoop/DF e a OCDF realizaram, em 28 de novembro de 2007, no auditório
das duas entidades, o fórum “Aspectos Tributários
e Contábeis nas Sociedades Cooperativas”, evento
que recebeu público variado (professores,
estudantes, contadores, dirigentes).
As 30 pessoas que participaram do
encontro assistiram à palestra sobre
aspectos da contabilidade aplicáveis às
cooperativas, proferida pelo professor
universitário e auditor Adriano Marrocos
(contador do Sescoop/DF e da OCDF); e
à palestra acerca de atualização tributária
nas cooperativas, pronunciada por Edimir
Oliveira Santos (analista e coordenador do
Comitê Contábil/Tributário da OCB).
O presidente Marazi, ao abrir o evento,
discorreu sobre as quatro tendências do
cooperativismo moderno, destacando a profissionalização da gestão em todas as cooperativas.
“Algumas cooperativas pagam tributos indevidos e deixam de pagar os que lhes são obrigatórios”, alertou.
“Achei positivo o fórum”, avaliou Rubens
Barbosa Nogueira, gerente da Cooperativa Agrícola do Rio Preto Ltda - Coarp. “Seria interessante
que as cooperativas agropecuárias se reunissem
para discutir melhor o tema e padronizar as ações.
Isso seria vital para, por exemplo, afinar o discurso
na hora de reivindicar”, completou.
Para Azenilda Gama, cooperada da Cooperativa
de Trabalho e de Cultura Empresarial Ltda Coolabora, “o evento serviu para clarificar as questões contábeis e tributárias, sempre tão nebulosas
e controversas”. Ela considera importante que o
conhecimento passado por meio desses eventos
vire literatura, mesmo com a típica dinâmica da
Contabilidade.
Arquivo OCDF
boa gestão da cooperativa implica,
necessariamente, adequado tratamento contábil. Além do cumprimento legal, a contabilidade feita com correção é
imprescindível para a tomada de decisão dos
cooperados. Por outro lado, sabe-se que o
desconhecimento sobre o assunto pode levar as
Sescoop Nacional aprova projetos para cooperativas do DF
Terá condições, também, de desenvolver ações que
contribuam para o desenvolvimento de empreendimentos
cooperativos do DF. Ainda há um quarto projeto, em análise
no Sescoop Nacional, que trata de intercâmbio técnico entre
cooperativas do DF, do Paraná e de Santa Cantarina.
Dentre as cooperativas beneficiadas com o projeto,
estão a Coopa/DF, a Cocaplac, a Unimed Confederação
Centro-Oeste, a Maria Flor e a Coopersystem.
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Fundecoop
O Fundo Solidário de Desenvolvimento Cooperativo – que atendam a uma das três linhas de ação seguintes:
Fundecoop é constituído de 20% da arrecadação líquida do I. Apoio ao desenvolvimento em gestão (agrega ações
Sescoop Nacional. Tem a missão de subsidiar projetos voltadas à educação cooperativista, abrangendo a capaespeciais não-contemplados no Plano Anual de Atividades citação profissional e a promoção social);
II. Apoio ao desenvolvimento em mercados;
dos Sescoops com menor arrecadação própria.
As cooperativas do Distrito Federal registradas e adimplentes III. Fomento ao cooperativismo.
na OCDF podem apresentar ao Sescoop/DF minutas de projeto Procure o Sescoop/DF e tenha mais informações!
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Os projetos “Programa Cooperjovem”, “Melhorando a
Gestão da Cooperativa Maria Flor” e “Melhorando a
Gestão das Cooperativas do DF”, elaborados pelo
Sescoop/DF para o Fundo Solidário de Desenvolvimento
Cooperativo – Fundecoop, foram aprovados pelo
Conselho de Administração do Sescoop Nacional.
Com os recursos financeiros advindos do fundo, o
Sescoop/DF poderá aperfeiçoar o programa
Cooperjovem, cujo objetivo é inserir o cooperativismo
como temática de educação nas escolas da rede de
ensino público do DF. Os recursos aprovados somaram
um montante de R$83.860,00.
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal
12
O Fates
Fique por dentro
l DF Cooperativo
do
Um s anseios do jorna operativista
co
é prestar ŕ comunidade os que,
informaçőes sobre assunt dem levar
po
se mal compreendidos, das multas
sa
a cooperativa a pagar pe intermináveis
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e até mesmo a enfrent
batalhas judiciais.
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Esta seçăo, que vai esta ina-se a
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nas próximas ediçőes, de com dicas e
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publicar estudos e artig estőes que
esclarecimentos sobre qu isam ser
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causam dúvidas e que pr os.
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conhecidas pelos cooper ria da gerente
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O texto abaixo é de
do Serviço
administrativo-financeira - Sescoop/DF,
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Nacional do Cooperativism ata da casa.
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Liliam Cristina Bastos, ntábeis,
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Formada em Cięncia
ativismo
Liliam milita no cooper
o!
há 7 anos. Bom proveit
e a sua contabilização
É
sabido que nas cooperativas –
apuradas as sobras líquidas do
exercício – há obrigatoriedade de
alimentar dois fundos: Fundo de Reserva,
em 10% (dez por cento), no mínimo, e o
Fundo de Assistência Técnica, Educacional
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tados auferidos
com operações estranhas ao seu objeto devem ser, de
alguma forma, revertidos para os
fins cooperativistas.
Portanto, é de
suma importânLiliam Cristina Bastos
cia para o fortalegerente administrativo-financeira
cimento do coodo Sescoop/DF
perativismo identificar e contabilizar corretamente os atos e
contabilizar os recursos a serem destinados
ao Fates. Mas não basta somente alimentálo. Faz-se necessário utilizá-lo. Com ele, a
cooperativa pode investir em educação,
formação e capacitação, que representam a
força motriz para o sucesso de uma
organização. Afinal, o melhor caminho para
o progresso corporativo se dá pela via
intelectual.
Arquivo OCDF
e Social - Fates, em 5% (cinco por cento),
pelo menos, sendo este último destinado à
prestação de assistência aos associados,
familiares e, quando previsto nos estatutos,
aos seus funcionários.
A correta classificação das operações
realizadas pelas sociedades cooperativas em
atos cooperativos (praticados com
cooperados) e atos não-cooperativos (atos
praticados com não-cooperados) tem
repercussão na contabilização dos resultados
decorrentes da sua realização, passando pela
questão da não incidência de determinados
tributos sobre os resultados de atos
cooperativos, até a societária, no que tange
à destinação dos resultados, como por
exemplo aos fundos.
Sobre o resultado do ato não-cooperativo,
apurado no exercício fiscal, há incidência de
todos os tributos, e o saldo restante deverá
ser levado à conta do Fates (artigo 87 da Lei
5764/71). Isso porque as cooperativas não
têm escopo lucrativo, de forma que os resul○
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Cocaplac inclui carne
de avestruz no cardápio brasiliense
JJ Caju/Revista Gestão Cooperativa
A
estrutiocultura (criação de avestruz)
começou no Brasil há onze anos e se
difundiu rapidamente no País. Pouco
a pouco, os criadores organizaram-se em empresas e
em cooperativas para instituir o abate sanitário do
avestruz e a comercialização da
sua carne e derivados (pluma,
couro, etc).
A Cooperativa de Criadores
de Avestruz do Planalto Central
- Cocaplac constituiu-se em
2005, com a missão de atender a um tímido e desconfiado mercado consumidor.
Hoje a cooperativa conta com
27 criadores para organizar e
viabilizar o abate de aproximadamente
1600 aves por ano, gerando oferta de cerca
de 30 toneladas de carne, além da pele e das
plumas, destinadas à exportação. A carne é
regularmente inspecionada pelo Serviço de
Inspeção Federal (SIF).
“O consumidor tem recebido da cooperativa esclarecimentos a respeito das
vantagens nutricionais proporcionadas pela
carne de avestruz e aos poucos tem se
acostumado com a novidade”, conta Cláudio
Gardini, gerente operacional da Cocaplac.
“Além disso”, completa ele, “os cooperados
se esforçam para tornar o preço do produto atrativo, o que tem feito crescerem as
vendas no Distrito Federal”.
Segundo Gardini, plano de marketing foi
contratado e degustações têm sido feitas nos
supermercados onde a carne é vendida e em
outros possíveis pontos de venda. Mas os
planos vão além. A cooperativa pleiteou, no
Ministério da Agricultura, liberação para
exportar carne para Europa, EUA, Japão,
Austrália e Nova Zelândia, onde existe um
mercado comprador estabelecido de ótimo
poder aquisitivo.
A Cocaplac estuda a construção de uma
fábrica de ração própria e procura levar
melhorias aos cooperados, como informações
sobre redução de custo de produção de ave,
venda de filhotes de cria e recria e obtenção
de plumas de qualidade.
Cooperativa Agropecuária de Criadores de Avestruz
do Planalto Central - Cocaplac
SIA Qd. 5C Lt 195 Sala 102 Cep: 71.200-055 Brasília - DF
Fone: (61) 3036-1313
DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
Lula
Sidnei Santos
Cooperados da Transcooper
visitam a OCB
O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, recebeu a comitiva da Transcooper,
liderada por seu presidente, Guilherme Correia Filho, composta de 24 pessoas.
Na ocasião, foi exibido um vídeo institucional da cooperativa, que mostra a capacidade
organizacional e os serviços que a Transcooper presta a seus cooperados,
que transportam 900 mil passageiros/dia.
Conferência das Cidades
rechaça 3º mandato
N
a abertura da 3ª Conferência
Nacional das Cidades,
realizada entre os dias 25 e
30 de novembro, no Centro de Convenções de Brasília, Lula rechaçou o
3º mandato diante de milhares de
delegados oriundos de conferências
municipais e estaduais.
Os participantes, em sua maioria
provenientes de movimentos sociais,
receberam Lula com o coro: “1, 2, 3,
Lula outra vez!”.
Em seu discurso, Lula, enfático,
disse: “quero dizer aos companheiros
que o meu mandato tem data de entrada e data de saída”.
O presidente da OCDF e do
Sescoop/DF, Roberto Marazi, na
qualidade de delegado representante da OCB na Conferência Nacional
das Cidades, acompanhado do presidente da OCE-RN, Roberto Coelho,
participou do evento, que discutiu os
seguintes temas: “Prevenção e
Mediação de Conflitos Fundiários Urbanos”, “Sistematização dos Conteúdos Aprovados nas Conferências
Estaduais”, “Intervenções Urbanas e
Integração de Políticas”, “Intervenções Urbanas e Controle Social”
e “Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano”.
Vinte e oito integrantes da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais
no Transporte de Passageiros em
Geral da Região Sudeste – Transcooper, eleitos delegados da Conferência Estadual de São Paulo, também
participaram do evento, oferecendo
inestimável apoio político para que a
OCB fosse reeleita como uma das
entidades no Conselho das Cidades,
integrando o segmento empresarial,
do qual fazem parte a CNT, Cbic,
CNF, CNC, CNT, entre outras entidades de representação nacional.
Sol & Mar lança programa de férias e hospedagem
INFORME PUBLICITÁRIO
13
A Cooperativa Sol & Mar de Turismo e Lazer firmou contrato com a Montreal Tour e vai lançar, em 20 dezembro de 2007, o Cooperférias,
exclusivo plano de diárias e hospedagem voltado preferencialmente ao público cooperativista brasileiro
O Cooperférias nasce com uma rede de aproximadamente 1000 hotéis situados no Brasil ou no exterior e conta com a experiência de mais de 15 anos da
Montreal na administração de títulos de férias e hospedagem.
O Programa Cooperférias está dividido em três modalidades: Cooperférias Série Ouro, Série Prata e Série Bronze.
No Programa Cooperférias Série Ouro, o usuário adquire diárias anuais na rede de hotéis conveniados e distribui o pagamento mensalmente durante
todo o ano. Ao adquiri-lo o usuário passa a ter direito a 7 diárias nos hotéis conveniados, no Brasil e no exterior, em apartamento duplo ou triplo. Em
qualquer época do ano, os usuários, mediante autorização, podem transferir suas diárias a terceiros.
O Programa Cooperférias Série Prata é ideal para quem pode programar suas viagens para o período de baixa temporada. Possui todos os
benefícios e a rede de hotéis do Programa Série Ouro, mas com valores diferenciados para utilização nos períodos de baixa temporada.
No Programa Cooperférias Série Bronze, as tarifas são reduzidas. Podem chegar a 50% do valor normalmente praticado pelos hotéis, sem limite de diárias.
A partir de uma pequena mensalidade e sem taxa de adesão, os cooperados poderão escolher, entre os diversos estabelecimentos conveniados, quando,
como e para onde viajar, seja para aproveitar o seu tempo livre, nas férias, em feriados, nos finais de semana ou mesmo para viagens a trabalho.
O Programa Série Bronze é extensivo, sem custo adicional, aos dependentes dos cooperados.
O Programa Cooperférias conta com uma central de reservas exclusiva, na qual o cooperado pode fazer suas reservas e planejar seus momentos de descanso.
O lançamento será no dia 20 de dezembro e atenderá ao público cooperativista por meio de sua central de adesões, no telefone (61) 3341 2400.
Além do Programa Cooperférias a Sol & Mar firmou convênios de intercooperação com diversas
cooperativas do Distrito Federal, objetivando atender, por meio da agência de viagens, os
cooperados e também às necessidades de viagens das próprias cooperativas. Entre outras, são
parceiras da Sol & Mar a Confederação das Unimedes do Centro Oeste e Tocantins, a
Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito – Confebrás, o Sicoob Central DF, a
Credindústria, a CrediEmbrapa, a Coopercâmara, a Coopersef e a Coominagri Executivo.
14
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal
Integração
Cooperativas de crédito
discutem fusão e incorporação na OCB
O
tema fusão e incorporação de cooperativas de
crédito foi discutido no auditório da OCB, em outubro de 2007. O
debate, que contou com dirigentes de
várias cooperativas do DF, fez parte
da disciplina Vivências, ministrada
pelo professor Remy Gorga Neto, do
MBA emCooperativasdeCrédito,curso
apoiado pela OCDF e pelo Sescoop/DF.
Hoje a discussão sobre o assunto
ganhou força no cenário nacional em
virtude da globalização do mercado
financeiro internacional, da implacável concorrência dos bancos e das cresConforme a Lei 5.764/71, que trata da Política
Nacional do Cooperativismo, ocorre fusão quando
duas ou mais cooperativas formam uma nova
centes exigências do mercado. Cientes
de que necessitam se fortalecer, muitas cooperativas com dificuldades financeiras e tecnológicas ou com abrangência geográfica limitada têm optado pela incorporação ou pela fusão.
“Cooperativa deficitária que almeja estrutura sólida e equilibrada precisa discutir seriamente o assunto”, sinalizou o presidente da
OCDF, Roberto Marazi, que abriu o
evento. “Isso traz vantagens aos
próprios cooperados da cooperativa
absorvida e credibilidade para o
sistema de crédito”, completou.
Saiba
sociedade. Pela incorporação, uma cooperativa
incorpora uma ou mais cooperativas, absorvendo
o patrimônio e assumindo as obrigações. A
O consultor do Banco Central
Abelardo Sobrinho apresentou
painel sobre a orientação do BC
acerca do assunto. Dados do Bacen
revelam que, para cada duas cooperativas registradas no sistema,
uma fracassa. “O problema quase
sempre está ligado à falta de estrutura adequada”, pontuou Abelardo.
Em seguida o diretor da Cocecrer,
Davi Andrade, relatou a experiência
de fusão entre cooperativas rurais de
São Paulo. Indicou a concorrência dos
bancos e a queda da taxa Selic como
dois dos motivos que ocasionam o
mais
experiência brasileira mostra que incorporação é
feita entre uma cooperativa deficiente e uma
cooperativa forte. Já a fusão ocorre entre
fenômeno. Demonstrou, também,
que a tendência é mundial.
O debate ainda contou a participação de Heli de Oliveira Penido, presidente da Crediminas e do Sicoob
Brasil. O Superintendente do Sicoob
Brasil, Marco Aurélio Almada, atuou
como moderador e fez considerações
a respeito do tema. No final das apresentações, os palestrantes responderam às perguntas do auditório.
Atualmente, o Sistema OCB contabiliza 1.450 cooperativas de crédito,
que respondem por 2,2% da movimentação financeira do país.
cooperativas saudáveis que entendem que,
unidas, podem melhorar a prestação de serviço
aos cooperados.
Cooperativas de táxi
E
Arquivo OCDF
m 24 de novembro as cooperativas de táxi Coobrás
e Coopertrans realizaram,
no auditório da OCDF, no mesmo
horário, assembléia geral para discutir um assunto primordial para
as duas entidades: incorporação.
Célio, presidente da Coobrás
(à esquerda), e Juvenil, presidente
da Coopertrans, discursam para
mais de 100 cooperados.
No caso, da Coopertrans pela
Coobrás. A reunião registrou 111
cooperados, que contaram com a
orientação de profissionais do
Sescoop/DF para deliberar. No
fim, deu o que se esperava. A
incorporação foi aprovada pelas
cooperativas, e agora a Coobrás
vai ter a chance de fortalecer seu
quadro social. “A decisão foi
acertada. Todos ganharam. Os
cooperados das duas cooperativas
se fortalecerão no mercado”,
antecipou o presidente da OCDF
e do Sescoop/DF, Roberto Marazi,
ao encerrar a reunião.
Tendência mundial, incorporação tem sido considerada a
saída para as cooperativas que
apresentam algum tipo de deficiência relevante. O processo costuma ser complexo e precisa ser conduzido por profissional da área.
Saiba mais
Primeira cooperativa de transporte em
Brasília, a Cooperativa dos Condutores
Autônomos de Brasília Ltda - Coobrás
opera no mercado há
quase 3 décadas,
precisamente há 29
anos. Transporta hoje cerca de 1.100 passageiros/dia por meio de táxi, sendo que
90% da frota tem menos de 3 anos e são
modernamente equipadas.
Arquivo OCDF
aprovam incorporação
Profissionais do Sescoop/DF
orientam assembléia.
A OCDF e o Sescoop/DF, de
forma orientativa, mediaram as
reuniões preliminares entre as diretorias das duas cooperativas, além
de participarem da assembléia.
Coobrás
SCS Qd. 1, Ed. Antônio Venâncio da Silva,
9º andar, Sala 913
Brasília - DF
Fone: (61) 3224-1000
DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal Novembro e dezembro/2007
Concluída a fase presencial do MBA em
15
Educação
Cooperativismo de Crédito
E
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Arquivo Revista Gestão Cooperativa
“o curso, de fato, qualificou os
dirigentes. Os temas aprofundados e as experiências compartilhadas ampliaram o conhecimento da turma”.
O MBA em Cooperativismo de
Crédito é uma parceria celebrada
entre a Fundação Pedro Leopoldo, de Minas Gerais, detentora
da metodologia; a Revista Gestão
Cooperativa, ges-tora comercial
do Projeto; a OCDF e o Sescoop/
DF, agentes promotores. O
objetivo do curso é possibilitar a
compreensão e análise do cooperativismo, tanto em relação ao
referencial teórico-metodológico
quanto à práxis cooperativista.
Contou ainda com o apoio da
Sicoob Central DF.
As inscrições para a próxima
turma estão abertas. Mais informações: Vincere Editora,
telefone 3447-1998, e OCDF/
Sescoop/DF, 3345-6925.
m outubro ocorreu, na
sede da OCDF, o último
encontro da turma de
MBA em Cooperativismo de
Crédito, curso de especialização
Lato Sensu oferecido pela
faculdade Pedro Leopoldo (MG).
Agora os 25 alunos, representantes de 11 das 25 cooperativas de crédito do DF, têm o
prazo de 6 meses para entregar a
monografia. Depois da aula, a
confraternização. Os alunos
organizaram, no pátio da OCDF,
um churrasco que se estendeu
até o fim da tarde.
Em meio à festa, os discípulos
avaliaram a importância do curso.
“Pra mim, foi enriquecedor.
Abriu minha visão teórica e
prática sobre o cooperativismo”,
ressaltou Elias Lopes da Silva, da
Credsaúde.
Nelson Luiz, da Credisutri,
pensa da mesma forma. Para ele,
Para alunos,
MBA foi enriquecedor
Saiba mais
A OCDF e o Sescoop/DF, ao longo dos últimos anos, têm estimulado e promovido a educação
sobre cooperativismo. Um investimento, nesse sentido, são os cursos de pós-graduação em
cooperativismo. A iniciativa já formou 3 turmas, capacitando mais de 100 profissionais, inclusive 10 funcionários do Sescoop/DF.
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Cooplem abre
A
Cooperativa de Língua
Estrangeira Moderna,
Cooplem, inaugurou
sua nova unidade em Águas
Claras. O evento contou com a
presença de cooperados, colaboradores e do presidente da
OCDF e do Sescoop/DF, Roberto Marazi.
Segundo o presidente da
Cooplem, Devanísio Apolinário,
“a cooperativa vem oferecer qualidade de ensino com custo
reduzido à comunidade de Águas
Claras, conforme o ideal cooperativista”. O corpo docente da
cooperativa é formado de professores com larga experiência na
área educacional e com especialização no Brasil ou no exterior,
o que mostra que é perfeitamente
possível associar qualidade a
preço reduzido.
Com a nova filial, a Cooplem
aumentou sua área de atuação.
Agora são 10 escolas próprias.
Elas podem ser encontradas na
Asa Norte, Asa Sul, Sudoeste,
Guará, Núcleo Bandeirante,
Gama, Taguatinga Norte, Taguatinga Sul e Ceilândia, além de
Águas Claras.
Arquivo Cooplem
sua décima filial
Durante a cerimônia
foi prestada homenagem a
Ademar de Faria (in memorium), 1º presidente da
Cooplem, e foi um dos
seus maiores estimuladoDa direita:
res. Vítima de infarto, o e- Devanísio Apolinário, Roberto Marazi
minente cooperativista e a coordenadora da unidade Águas Claras,
AdemarmorreuemdezemAlessandra Silva e Sousa.
bro de 2006, aos 56 anos.
Ademar de Faria foi conselheiro de ética da OCDF, professor no ensino público e privado e diretor
de escola. Durante sua jornada, sentiu na pele a amargura dos seus colegas de profissão. Salários
baixos, péssimas condições de trabalho, greves infrutíferas. A insatisfação era geral. Diante do
cenário, idealizou, com outros colegas, a constituição de uma cooperativa educacional. A idéia
deu certo. Modelo para o cooperativismo do País, hoje a Cooplem reúne 6.500 alunos, 126
professores e 57 funcionários, além de 10 unidades próprias.
16
Novembro e dezembro/2007 DF COOPERATIVO O jornal das cooperativas do Distrito Federal
Meio rural
Governador Arruda
ouve as reivindicações do setor rural
O
Governo nas Cidades para o setor
rural, com o governador do DF, José
Roberto Arruda, e staff do GDF, foi
realizado na região do PAD/DF, em 24.11.07.
Contou com a presença de mais de sete mil
lideranças e produtores rurais.
A OCDF levou a Arruda as reivindicações
das cooperativas do setor, a saber:
- Supressão do ICMS-substituição alíquota
de 6% incidente na comercialização da farinha
de trigo;
- Unificação e reconhecimento da RIDE
nas áreas sanitária e tributária;
- Promoção de estudos ambientais e técnicos
necessários à autorização, pela CEB, para a
instalação de energia nas 112 chácaras da
Coagrir no Incra 7/8
Como principais conquistas, os produtores rurais obtiveram:
- Definição do modelo de edital para a
concessão de uso real para áreas rurais
(titulação), complexo assunto cuja discussão
se arrasta há anos. A partir de agora, tal definição trará tranqüilidade a quem produz.
- Obras diversas envolvendo investimento de 23 milhões de reais para: 40km de
asfaltos às sedes dos núcleos rurais; construção, em parceria com a comunidade, de 20
quadras esportivas e a reforma de mais 10,
além da construção de 10 campos gramados.
Para a agricultura familiar, vão ser destinadas mil sacas de semente e adubo e reforma
de centros comunitários.
Contas do Sescoop/DF em vias de aprovação
A prestação de contas referente a dois convênios
celebrados pelo Sescoop/DF com o Denacoop em 2003 e
2004 – que totalizaram R$ 903.199,00 – foram
encaminhados à Coordenação de Apoio Operacional CAO, que emitiu parecer favorável à aprovação.
De igual forma, o Ministério do Trabalho e Emprego,
com parecer favorável, por indicação da Controladoria
Geral da União - CGU, encaminhou ao Tribunal de Contas
da União – TCU a prestação de contas do Sescoop/DF
referente ao exercício de 2006.
Novos convênios
A OCDF celebrará, nos próximos dias, convênio
com o Mapa/Denacoop, no valor de R$ 65 mil
reais, para desenvolver atividades de capacitação do projeto Cooperbrinq, que visa inserir
no mercado de trabalho jovens sob risco social.
Com a mesma finalidade, busca celebrar convênio com a Secis, do Ministério da Ciência e
Tecnologia. Estima- se, para tal convênio, o
valor de R$ 100 mil reais.
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3ª edição - dfcooperativo.coop.br