DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XLIX – VITÓRIA-ES, TERÇA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2015 – Nº 7796 – 184 PÁGINAS DPL - Editoração, Composição, Diagramação e Arte-Final. Reprografia: Impressão 1ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 18ª LEGISLATURA MESA DIRETORA THEODORICO FERRAÇO - DEM Presidente ENIVALDO DOS ANJOS - PSD 1º Secretário CACAU LORENZONI - PP 2º Secretário LUZIA TOLEDO 1ª Vice-Presidenta RAQUEL LESSA - SD 3ª Secretária MARCOS MANSUR - PSDB 2º Vice-Presidente BRUNO LAMAS - PSB 4º Secretário GABINETE DAS LIDERANÇAS DEM - Edson Magalhães PDT - Euclério Sampaio PMN - Janete de Sá PRTB – Marcos Bruno PMDB - Guerino Zanon PSDB - Pr.Marcos Mansur PTC - Eliana Dadalto SD – Raquel Lessa PT - Nunes PV PPS - Sandro Locutor PR – Gilsinho Lopes PRP - Dary Pagung PP - Erick Musso GILDEVAN FERNANDES - PV Líder do Governo ERICK MUSSO – PP Vice-Líder do Governo REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA DEM PMDB PT PR PSB PDT PSDB PV PRP PEN PMN PTC PPS PP PSD PRTB SD EDSON MAGALHÃES E THEODORICO FERRAÇO. GUERINO ZANON, DOUTOR HÉRCULES, LUZIA TOLEDO E MARCELO SANTOS. JOSÉ CARLOS NUNES, PADRE HONÓRIO E RODRIGO COELHO. GILSINHO LOPES. BRUNO LAMAS E FREITAS. DA VITÓRIA E EUCLERIO SAMPAIO. PASTOR MARCOS MANSUR E SERGIO MAJESKI. GILDEVAN FERNANDES. ALMIR VIEIRA, DARY PAGUNG E HUDSON LEAL. DOUTOR RAFAEL FAVATTO. JANETE DE SÁ. ELIANA DADALTO. AMARO NETO E SANDRO LOCUTOR. CACAU LORENZONI E ERICK MUSSO. ENIVALDO DOS ANJOS. MARCOS BRUNO. RAQUEL LESSA. Esta edição está disponível no site: www.al.es.gov.br Endereço: Avenida Américo Buaiz – Quadra RC4-B 03 - Enseada do Suá - CEP: 29050-950 Editoração: Simone Silvares Itala – (027) - 3382-3666 e 3382-3665 e-mail: [email protected] PSB - Freitas PEN - Rafael Favatto PSD - DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Presidente: Rodrigo Coelho. Vice-Presidente: Raquel Lessa. Efetivos: Eliana Dadalto, Gildevan Fernandes, Janete de Sá, Rafael Favatto e Marcelo Santos. Suplentes: Nunes, Dary Pagung, Almir Vieira, Luzia Toledo, Euclério Sampaio, Pe. Honório e Amaro Neto. COMISSÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE E AOS ANIMAIS Presidente: Rafael Favatto. Vice-Presidente: Erick Musso. Efetivos: Bruno Lamas, Dary Pagung e Gildevan Fernandes. Suplentes: Raquel Lessa, Almir Vieira, Euclério Sampaio, Edson Magalhães e Marcelo Santos. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Presidente: Janete de Sá. Vice-Presidente: Padre Honório Efetivos: Raquel Lessa, Eliana Dadalto e Freitas Suplentes: Erick Musso, Nunes, Da Vitória, Sandro Locutor e Marcos Bruno. COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Presidente: Dary Pagung. Vice-Presidente: Euclério Sampaio. Efetivos: Hudson Leal, Luzia Toledo, Almir Vieira, Edson Magalhães e Freitas. Suplentes: Rodrigo Coelho, Raquel Lessa, Erick Musso, Doutor Hércules, Gilsinho Lopes, Da Vitória e Bruno Lamas. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Gilsinho Lopes. Vice-Presidente: Sandro Locutor. Efetivos: Pastor Marcus Mansur. Suplentes: Edson Magalhães, Luzia Toledo e Doutor Hércules. COMISSÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO SOCIAL Presidente: Marcos Bruno. Vice-Presidente: Da Vitória. Efetivos: Amaro Neto. Suplentes: Sergio Majeski, Euclério Sampaio e Rafael Favatto. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Presidente: Luzia Toledo. Vice-Presidente: Bruno Lamas. Efetivos: Rodrigo Coelho, Raquel Lessa e Marcos Bruno. Suplentes: Gildevan Fernandes, Sergio Majeski, Padre Honório, Edson Magalhães e Gilsinho Lopes. COMISSÃO DE SEGURANÇA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO Presidente: Euclério Sampaio. Vice-Presidente: Da Vitória. Efetivos: Almir Vieira, Gildevan Fernandes e Gilsinho Lopes. Suplentes: Erick Musso, Sandro Locutor, Bruno Lamas, Amaro Neto e Janete de Sá. COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Presidente: Nunes. Vice-Presidente: Padre Honório. Efetivos: Dary Pagung, Sergio Majeski e Marcos Bruno. Suplentes: Rodrigo Coelho, Eliana Dadalto, Doutor Hércules e Janete de Sá. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Amaro Neto. Vice-Presidente: Nunes Efetivos: Luzia Toledo. Suplentes: Dary Pagung, Hudson Leal e Sandro Locutor. COMISSÃO DE SAÚDE E SANEAMENTO Presidente: Doutor Hércules. Vice-Presidente: Almir Vieira. Efetivos: Erick Musso. Suplentes: Eliana Dadalto, Dary Pagung, Hudson Leal, Amaro Neto e Marcos Bruno. COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA, QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, ENERGIA, GÁS NATURAL, PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Presidente: Sergio Majeski. Vice-Presidente: Nunes. Efetivos: Pastor Marcos Mansur. Suplentes: Eliana Dadalto, Almir Vieira e Bruno Lamas. COMISSÃO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Presidente: Eliana Dadalto. Vice-Presidente: Padre Honório. Efetivos: Suplentes: Rafael Favatto, Rodrigo Coelho e Janete de Sá. COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA Presidente: Edson Magalhães. Vice-Presidente: Marcelo Santos. Efetivos: Erick Musso, Rodrigo Coelho e Doutor Hércules. Suplentes: Gildevan Fernandes, Gilsinho Lopes, Luzia Toledo, Padre Honório e Sergio Majeski. COMISSÃO DE COOPERATIVISMO Presidente: Vice-Presidente: Efetivos: Marcos Mansur, Hudson Leal e Doutor Hércules. Suplentes: Sergio Majeski, Almir Vieira e Luzia Toledo. COMISSÃO DE POLÍTICA SOBRE DROGAS Presidente: Marcelo Santos. Vice-Presidente: Gilsinho Lopes. Efetivos: Suplentes: Freitas, Raquel Lessa e Sergio Majeski. DEPUTADO CORREGEDOR-GERAL: Hudson Leal - PRP DEPUTADO OUVIDOR: Da Vitória - PDT LIGUE OUVIDORIA: 3382-3846 / 3382-3845 / 0800-2839955 e-mail: [email protected] Publicação Autorizada Atos do Presidente Atos Legislativos Atos Administrativos Atas das Sessões e das Reuniões das Comissões Parlamentares Suplementos pág. 1 a 5 pág. 5 a 12 pág. 13 a 180 Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 PUBLICAÇÃO AUTORIZADA PODER EXECUTIVO Diário do Poder Legislativo - 1 Os contratos de competitividade do setor industrial já preveem esse benefício, o qual, no entanto, não contempla os estabelecimentos de micro e pequeno porte, à exceção da indústria gráfica e de rochas ornamentais. Dessa forma, espero Senhor Presidente, a acolhida necessária à proposta vertente. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM Nº 158/2015 Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa Deputado Theodorico de Assis Ferraço Encaminho à apreciação de vossa Excelência a anexa proposta de Projeto de Lei que altera a Lei n.º 7.000, de 27 de dezembro de 2001, que dispõe sobre o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS. A medida visa conceder diferimento do lançamento e pagamento do imposto relativo ao diferencial de alíquotas nas aquisições interestaduais das máquinas e equipamentos que relaciona, realizadas por estabelecimentos de hipermercados e supermercados localizados neste Estado, destinados a integrar o ativo imobilizado, com utilização exclusiva para produção ou conservação de mercadorias. Ressalte-se, que esse segmento da economia tem que realizar constantes investimentos em máquinas e equipamentos com recursos tecnológicos mais avançados, para adequação de suas instalações às exigências da legislação sanitária, trabalhista, de segurança do trabalho e de direitos do consumidor, medida que atende aos pleitos apresentados pela Associação Capixaba de Supermercados – ACAPS – e pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo – FINDES. O projeto de lei visa, ainda, conceder diferimento no lançamento e no pagamento do imposto relativo ao diferencial de alíquotas, nas aquisições, inclusive na importação, de máquinas e equipamentos, realizadas por estabelecimentos localizados neste Estado, optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar federal n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, e que atuem nos segmentos de atividades produtivas cujas entidades representativas tenham firmado contrato de competitividade com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, desde que destinados a integrar o ativo imobilizado. Vitória, 10 de julho de 2015. PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado PROJETO DE LEI Nº 295/2015 Introduz alterações na Lei n.º 7.000, de 27 de dezembro de 2001. Art. 1º A Lei nº 7.000, de 27 de dezembro de 2001, passa a vigorar com as seguintes alterações: (...) “Art. 179-A. Até 31 de dezembro de 2016, o lançamento e o pagamento do imposto relativo ao diferencial de alíquotas, nas aquisições interestaduais dos produtos a seguir relacionados, classificados nas respectivas posições da NCM, realizadas por estabelecimentos de hipermercados e supermercados localizados neste Estado, destinados a integrar o ativo imobilizado, com utilização exclusiva para produção ou conservação de mercadorias, fica diferido para o momento em que ocorrer a desincorporação patrimonial desses: I - sistemas de frigorificação e resfriamento, incluindo expositores de qualquer tipo para conservação de alimentos e os seus componentes, 8418; II - máquinas e aparelhos para uso na fabricação de panificados, pastelaria, bolachas, biscoitos, massas alimentícias e produtos de confeitaria, 8438.10.00 e 8438.10.19; III - sistemas de ar condicionado para ambientes, 8415; IV - fornos não elétricos para uso na fabricação de produtos de padaria e confeitaria, 8417.20.00; V - fornos elétricos para uso na fabricação de produtos de padaria e confeitaria, 8514; 2 - Diário do Poder Legislativo VI - transformadores elétricos, 8504; VII - motores elétricos, geradores e suas partes, 8501, 8502 e 8503; VIII - serras para uso em açougues, 8438.50; IX - máquinas fatiadoras de frios, 8438; X - máquinas para moer carnes e para amaciar bifes, 8509.40.30 e 8438.50; XI - móveis para frente de loja tipo check out, equipados com esteira rolante para mercadorias, 8428.33; e XII - móveis para frente de loja tipo check out sem esteira rolante, 9403.20.” (NR) “Art. 179-B. Até 31 de dezembro de 2016, o lançamento e o pagamento do imposto relativo ao diferencial de alíquotas, nas aquisições, inclusive na importação, de máquinas e equipamentos, realizadas por estabelecimentos industriais localizados neste Estado, optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar federal n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, que atuem nos segmentos de atividades produtivas cujas entidades representativas tenham firmado contrato de competitividade com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, fica diferido para o momento em que ocorrer a desincorporação patrimonial desses. Parágrafo único. O diferimento do imposto concedido na forma do caput, será admitido em relação às máquinas e equipamentos destinados exclusivamente à utilização no processo produtivo do estabelecimento beneficiário, desde que integrados ao seu o ativo imobilizado.” (NR) Art. 2º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM Nº 159/2015 Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa Deputado Theodorico de Assis Ferraço Submeto ao exame de Vossa Excelência, o incluso Projeto de Lei Complementar que cria Cargos de provimento em Comissão, no âmbito do Poder Executivo, para serem alocados na Secretaria de Estado da Justiça. A proposta tem por finalidade o fortalecimento do projeto “Audiência de Custódia” implantado no Estado em de 22 de junho do corrente. Projeto este, que foi elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e abarcado no Estado pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, auxiliado pela Juíza Gisele Souza de Oliveira, que enveredaram esforços para sua concretização, e trataram de estabelecer parceria com o Poder Executivo, ficando a cargo deste, a disponibilidade de espaço físico, recursos humanos e materiais para funcionamento do mesmo. O Espírito Santo busca constantes alternativas para o aprimoramento da política penitenciária estadual, sobretudo em atendimento às diretrizes internacionais e nacionais de Direitos Humanos voltadas à população carcerária, em que pese estabelecer que a pena privativa de liberdade deve ser a resposta penal reservada à prática de crimes graves e aplicada excepcionalmente aos indivíduos que demonstram grande periculosidade. Ressalte-se, que a implantação das audiências de custódia importa no aprimoramento dos procedimentos do sistema de justiça criminal, e vem contribuindo para a redução da prisão em flagrante em cerca de até 50% (cinquenta por cento ), não comprometendo a segurança pública, que no último mês, coincidentemente, experimentou o menor índice de homicídios já registrado no Estado, tornando-se importante política pública de caráter humanitário, priorizando a cidadania. Dessa forma, para viabilizar a execução de medidas cautelares diversas da prisão, faz-se necessário a criação dos cargos pretendidos, que formarão equipe de trabalho multidisciplinar, para assegurar a inclusão social das pessoas atendidas e, de modo a evitar a reincidência criminal. Em observação às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal encaminho anexo, Declaração de Atendimento ao Limite de Pessoal Definido pela LRF, corroborado pelo Relatório de Gestão Fiscal - Demonstrativo da Despesa com Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 3 Pessoal - Orçamento Fiscal e da Seguridade Socialjaneiro a de dezembro/2014 e a repercussão financeira anual. Dessa forma, espero Senhor Presidente, a acolhida necessária à proposta vertente. Vitória, 10 de julho de 2015. Art. 1º Ficam criados e incluídos na estrutura organizacional básica da Secretaria de Estado da Justiça os cargos de provimento em comissão, com suas nomenclaturas, referências, quantitativos e valores, constantes do Anexo Único desta lei complementar. Parágrafo único. As atribuições dos cargos criados no caput deste artigo serão estabelecidas por meio de ato do Chefe do Poder Executivo. PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado Art. 2º As despesas decorrentes da aplicação desta lei complementar correrão por conta de dotações próprias da Secretaria de Estado da Justiça que serão suplementadas, se necessário. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 011/2015 Cria Cargos de provimento em Comissão na Secretaria de Estado da Justiça. Art. 3º Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação. ANEXO ÚNICO – a que se refere o artigo 1º desta Lei Complementar CARGOS COMISSIONADOS CRIADOS NOMENCLATURA Chefe de Departamento de Assistência Social Chefe de Departamento de Psicologia Assessor Jurídico do Sistema Penal TOTAL GERAL REF. QUANT. VALOR QC-01 03 1.826,23 QC-01 QC-01 03 04 10 1.826,23 1.826,23 ANEXO Impacto orçamentário Financeiro Projeto de Lei Complementar que dispõe sobre a criação de cargos para o projeto “Audiência de Custódia” (1) (2) ESPECIFICAÇÃO 2015 2016 2017 Custo de Pessoal 147.315,74(1) 294.631,48(2) 294.631,482) Custo de Pessoa – Chefe 14.731,57 (1) Departamento de Assistência Social Custo de Pessoa – Chefe de 14.731,57 (1) Departamento de Psicologia Custo de Pessoa – Assessor Jurídico do 14.731,57 (1) Sistema Penal Referente a 06 (seis) meses do exercício de 2015 Referente a 12 (doze) meses. 29.463,15(2) 29.463,15(2) 29.463,15 (2) 29.463,15 (2) 29.463,15 (2) 29.463,15 (2) FONTE DE RECURSOS Fontes de recurso provenientes do Tesouro Estadual GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM Nº 160/2015 Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa Deputado Theodorico de Assis Ferraço Encaminho à apreciação dessa Casa de Leis o incluso Projeto de Lei objetivando dar nova redação a dispositivos da Lei n° 9769, de 26 de dezembro de 2011, que regulamenta o regime jurídico das terras devolutas, sua arrecadação e legitimação pelo Estado. 4 - Diário do Poder Legislativo No Estado as terras devolutas encontram-se totalmente ocupadas por terceiros, o domínio de novos pretendentes, normalmente, implica na necessidade de aquisição onerosa de direitos possessórios. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 IV – efetuar o pagamento do valor da terra estipulado nesta Lei. (...)”(NR) “Art. 13. (...) Ressalte-se que as alterações propostas não alteram o mérito da lei. Visa somente, aperfeiçoar pontos específicos da legislação vigente. Assim, Senhor Presidente e ilustres Pares, encareço a acolhida ao Projeto de Lei anexo. Vitória, 13 de julho de 2015. I – Seja constituída pelos regimes jurídicos de pessoa jurídica de direito publico, microempresa, empresa de pequeno porte, associação, fundação, sociedade, organização religiosa ou entidade sem fins lucrativos; (...) PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado PROJETO DE LEI Nº 296/2015 V – efetuar o pagamento do valor de terra estipulado nesta Lei. “Art. 3º (...) Paragrafo único. Não cumprido o requisito disposto no inciso I, à pessoa jurídica poderá legitimar a área requerida, mediante o pagamento correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de mercado da terra nua, atribuído por avaliação a cargo do IDAF, desde que cumpridos os requisitos dos demais incisos.” (NR) (...) “Art. 20. (...) § 3° Na hipótese da cadeia dominial não revelar a origem do direito proveniente do Estado, ou não havendo inscrição da área no registro imobiliário competente, será exigida a comprovação da posse privada sobre o imóvel pelo prazo mínimo de vinte anos, ressalvados direitos de terceiros.” (NR) Parágrafo único. No imóvel ocupado em condomínio por posseiros familiares ou não, serão legitimadas áreas requeridas em processos individuais, mediante acordo formal prévio de divisão e demarcação entre as partes, ficando limitada a área de até 250,00 há (duzentos e cinquenta hectares) para cada requente.” (NR) “Art. 5° Concluído o procedimento discriminatório e não comprovada a existência de domínio privado sobre áreas rurais ou urbanas, ou a hipótese prevista no § 3° do artigo 3° desta lei, o Estado as arrecadará mediante ato do Diretor-Presidente do IDAF, do qual constará a situação do imóvel, suas características, confrontações e eventual denominação. “Art. 22. (...) (...) Dá nova redação a dispositivos da Lei n° 9769, de 26 de dezembro de 2011. Art. 1° A Lei nº 9.769, de 26 de dezembro de 2011 passa a vigorar com as seguintes alterações: IV – efetuar o pagamento do valor da terra estipulado nesta Lei.” (NR) “Art. 23. (...) “Art. 12. (...) I – Seja constituída pelos regimes jurídicos de pessoa jurídica de direito publico, microempresa, empresa de pequeno porte, associação, fundação, sociedade, organização religiosa ou entidade sem fins lucrativos; (...) (...) (...)” (NR) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 V – efetuar o pagamento do valor da terra estipulado nesta Lei. Parágrafo único. Não cumprido o requisito disposto no inciso I, à pessoa jurídica poderá legitimar a área requerida, mediante o pagamento correspondente a 40% (quarenta por cento) do valor de mercado da terra nua, atribuído por avaliação a cargo do IDAF, desde que cumpridos os requisitos dos demais incisos.” (NR) “Art. 24. O requerimento para a legitimação previsto nos artigos 22 e 23 será feito mediante o pagamento das taxas administrativas e de medição, das quais estará isento: (...)”(NR) “Art. 28. A transferência dos imóveis rurais e urbanos e devolutos do Estado será precedida de parecer conclusivo da Procuradoria Geral do Estado – PGE e efetivada por meio de título de legitimação de terra devoluta, assinado pelo DiretorPresidente do IDAF. (...) § 2° A clausula de inalienabilidade será suspensa quando o imóvel for oferecido como garantia real para financiamento destinado a custeio, investimento agrícola, construção ou reforma residencial no próprio imóvel, quando rural, e financiamento destinado à construção ou reforma no próprio imóvel, quando urbano. § 3° A clausula de inalienabilidade de 10 anos estabelecida nas escrituras publicas oriundas de legitimação de terras devolutas já matriculadas, adequar-se-ão ao prazo e condição previstos no § 1° deste artigo, mediante apresentação de certidão emitida pelo IDAF ao Cartório de Registro Geral de Imóveis da Comarca. § 4º Também constará no título respectivo cláusula resolutiva impondo ao beneficiário a obrigatoriedade de proceder ao registro da escritura de legitimação perante o RGI – Registro Geral de Imóveis competente, no prazo máximo de 120 dias.” (NR) Diário do Poder Legislativo - 5 “Art. 31. (...) § 1° A anulabilidade ou nulidade de títulos concedidos será decidida no bojo de processo administrativo instaurado para este fim, por iniciativa do IDAF ou da Procuradoria Geral do Estado, devendo, em qualquer hipótese, ser procedida a oitiva da Procuradoria Geral do Estado. § 2° Constatada a anulabilidade ou nulidade do título concedido e já transcrito no Cartório de Registro Geral de Imóveis, será lavrada escritura publica declaratória de anulabilidade ou nulidade, conforme o caso, a ser firmada diretamente pelo IDAF, independentemente da aquiescência da parte beneficiaria do titulo nulo ou anulado, que será averbada á margem da matricula do respectivo imóvel. § 3° No que se refere a títulos concedidos e ainda não transcritos no Cartório de Registro Geral de Imóveis, o IDAF oficiará preventivamente o cartório quanto a não abertura de matricula, e, sua anulação será formalizada por meio de ato administrativo do DiretorPresidente do IDAF, devidamente publicada no Diário Oficial do Estado.” (NR) Art. 2° Fica revogado o parágrafo único do art. 29 da Lei nº 9.769, de 26 de dezembro de 2011. Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. ATOS ADMINISTRATIVOS ATOS DA MESA DIRETORA ATO Nº 1364 A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, RESOLVE: Art. 1º PRORROGAR, por mais 30 (trinta) dias, na forma do artigo 249, § 1º, da Lei 6 - Diário do Poder Legislativo Complementar nº 46/94, o prazo para a conclusão dos trabalhos da Comissão de Sindicância instituída pelo Ato nº 1125, publicado no Diário do Poder Legislativo do dia 30 de outubro de 2014, referente ao Processo Administrativo nº 142102/2014. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1365 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: DESIGNAR, na forma do Artigo 52, § 1º e 2º, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, AMANDA GABRIEL DE OLIVEIRA KIFFER, para substituir FABIANO BUROCK FREICHO, no cargo em comissão de Secretário de Gestão de Pessoas, no período de 20.07.2015 a 18.08.2015, em face do titular encontrar-se no gozo de férias. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1366 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1367 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: ELEVAR para 26% (vinte e seis por cento), a partir de 23/06/2015, de acordo com art. 106 da Lei Complementar nº 46/94, de ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO, a que faz jus JOSE HERILDO PAIXÃO JUNIOR, matrícula nº 201863, Técnico em Tecnologia da Informação ETTI, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1368 Institui o Gabinete Virtual na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo na forma que especifica. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, RESOLVE: Art. 1º Fica instituído o Gabinete Virtual na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo por meio de uma ferramenta de publicação online disponibilizada individualmente aos gabinetes parlamentares. ELEVAR para 27% (vinte e sete por cento), a partir de 31/05/2015, de acordo com art. 106 da Lei Complementar nº 46/94, de ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO, a que faz jus LUCIANO COELHO MATEUS, matrícula nº 201166, Técnico Legislativo Sênior - ETLS, da Secretaria da Assembleia Legislativa. Parágrafo único. É de exclusiva responsabilidade dos gabinetes parlamentares a inserção de informações nos gabinetes virtuais, com respectivas atualizações, sendo permitida somente a divulgação de conteúdo cujo teor estiver exclusivamente relacionado com a atividade parlamentar realizada por meio de eventos oficiais dos órgãos desta Casa de Leis, tais como comissões, CPI’s, frentes parlamentares, dentre outros. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. Art. 2º Fica terminantemente proibida a divulgação de conteúdo com objetivo de promoções Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 pessoais, eleitorais e partidárias desvinculadas do exercício do mandato parlamentar, sob pena das sanções administrativas e legais cabíveis. Art. 3º Deverá o parlamentar indicar a Direção Geral da Secretaria, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis, a contar da data de publicação deste Ato, o(s) servidor(es) responsável(eis) pela inserção e atualização das informações contidas no Gabinete Virtual do respectivo parlamentar. Art. 4º Após a indicação do(s) servidor(es) responsável(eis), a Direção Geral da Secretaria, por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação, irá conceder o acesso ao(s) responsável(eis) para utilização do Gabinete Virtual, procedendo com a orientação e o suporte técnico necessários à publicação do Gabinete Virtual na internet. Art. 5º Nos casos em que houver alteração do(s) responsável(eis) pelo Gabinete Virtual, a Diretoria de Tecnologia da Informação deverá ser imediatamente comunicada para proceder com as ações cabíveis. Art. 6º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1369 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: DESIGNAR, o servidor efetivo CUSTODIO JUNQUEIRA PEDROSO, matrícula nº 208474, ocupante do cargo efetivo de Procurador, para exercer a Função Gratificada de Coordenação da Setorial Administrativa da Procuradoria, em substituição do servidor MATUSALEM DIAS DE MOURA, matrícula nº 202310, afastado a partir de 01/07/2015, por motivo de férias, enquanto durar seu afastamento PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário Diário do Poder Legislativo - 7 ATO Nº 1370 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e em conformidade com o Ato nº 0644, publicado em 17 de março de 2015, que regulamentou os critérios de avaliação da aptidão e capacidade do servidor nomeado para o exercício do cargo efetivo, e do cumprimento dos requisitos, para fins de aprovação em Estágio Probatório, aplicáveis aos servidores públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, regidos pela Lei Complementar nº 46/1994 (e suas posteriores alterações), resolve: CONFIRMAR no cargo e DECLARAR estável no serviço público estadual, a partir do dia 02 de julho de 2015, a servidora WANESSA SANTOS LODI, matrícula nº 206982, no cargo efetivo de TÉCNICO LEGISLATIVO SÊNIOR I (Biblioteca/Arquivo/Almoxarifado/Patrimônio/Pr otocolo), na forma do Artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com a nova redação que lhe foi dada pelo Art. 6º da Emenda Constitucional nº 19/1998, na forma dos Artigos 38 e 42 da Lei Complementar nº 46/1994, de acordo com a Resolução nº 2.890/2010 e suas alterações, conforme o relatório conclusivo da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório nos autos do processo administrativo nº 151295/2015. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1371 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e em conformidade com o Ato nº 0644, publicado em 17 de março de 2015, que regulamentou os critérios de avaliação da aptidão e capacidade do servidor nomeado para o exercício do cargo efetivo, e do cumprimento dos requisitos, para fins de aprovação em Estágio Probatório, aplicáveis aos servidores públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, regidos pela Lei Complementar nº 46/1994 (e suas posteriores alterações), resolve: CONFIRMAR no cargo e DECLARAR estável no serviço público estadual, a partir do dia 03 de julho de 2015, o servidor ACACIO MIRANDA DOS SANTOS, matrícula nº 208005, no cargo efetivo de Taquígrafo Parlamentar, na forma do 8 - Diário do Poder Legislativo Artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com a nova redação que lhe foi dada pelo Art. 6º da Emenda Constitucional nº 19/1998, na forma dos Artigos 38 e 42 da Lei Complementar nº 46/1994, de acordo com a Resolução nº 2.890/2010 e suas alterações, conforme o relatório conclusivo da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório nos autos do processo administrativo nº 151296/2015. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1372 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e em conformidade com o Ato nº 0644, publicado em 17 de março de 2015, que regulamentou os critérios de avaliação da aptidão e capacidade do servidor nomeado para o exercício do cargo efetivo, e do cumprimento dos requisitos, para fins de aprovação em Estágio Probatório, aplicáveis aos servidores públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, regidos pela Lei Complementar nº 46/1994 (e suas posteriores alterações), resolve: CONFIRMAR no cargo e DECLARAR estável no serviço público estadual, a partir do dia 04 de julho de 2015, o servidor LUIS FLAVIO DE LORETO ORNELLAS, matrícula nº 208009, no cargo efetivo de TÉCNICO LEGISLATIVO SÊNIOR I (Secretaria Legislativa/Secretaria Administrativa), na forma do Artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com a nova redação que lhe foi dada pelo Art. 6º da Emenda Constitucional nº 19/1998, na forma dos Artigos 38 e 42 da Lei Complementar nº 46/1994, de acordo com a Resolução nº 2.890/2010 e suas alterações, conforme o relatório conclusivo da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório nos autos do processo administrativo nº 151357/2015. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 ATO Nº 1373 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e em conformidade com o Ato nº 0644, publicado em 17 de março de 2015, que regulamentou os critérios de avaliação da aptidão e capacidade do servidor nomeado para o exercício do cargo efetivo, e do cumprimento dos requisitos, para fins de aprovação em Estágio Probatório, aplicáveis aos servidores públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, regidos pela Lei Complementar nº 46/1994 (e suas posteriores alterações), resolve: CONFIRMAR no cargo e DECLARAR estável no serviço público estadual, a partir do dia 25 de junho de 2015, a servidora ANGELE MURAD, matrícula nº 200876, no cargo efetivo de ANALISTA EM COMUNICAÇÃO SOCIAL I, na forma do Artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com a nova redação que lhe foi dada pelo Art. 6º da Emenda Constitucional nº 19/1998, na forma dos Artigos 38 e 42 da Lei Complementar nº 46/1994, de acordo com a Resolução nº 2.890/2010 e suas alterações, conforme o relatório conclusivo da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório nos autos do processo administrativo nº 151103/2015. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1374 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e em conformidade com o Ato nº 0644, publicado em 17 de março de 2015, que regulamentou os critérios de avaliação da aptidão e capacidade do servidor nomeado para o exercício do cargo efetivo, e do cumprimento dos requisitos, para fins de aprovação em Estágio Probatório, aplicáveis aos servidores públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, regidos pela Lei Complementar nº 46/1994 (e suas posteriores alterações), resolve: CONFIRMAR no cargo e DECLARAR estável no serviço público estadual, a partir do dia 1º de junho de 2015, a servidora LUCIANA WERNERSBACH NASCIMENTO, matrícula nº 207955, no cargo efetivo de ANALISTA EM Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 COMUNICAÇÃO SOCIAL I na forma do Artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com a nova redação que lhe foi dada pelo Art. 6º da Emenda Constitucional nº 19/1998, na forma dos Artigos 38 e 42 da Lei Complementar nº 46/1994, de acordo com a Resolução nº 2.890/2010 e suas alterações, conforme o relatório conclusivo da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório nos autos do processo administrativo nº 151094/2015. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1375 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e em conformidade com o Ato nº 0644, publicado em 17 de março de 2015, que regulamentou os critérios de avaliação da aptidão e capacidade do servidor nomeado para o exercício do cargo efetivo, e do cumprimento dos requisitos, para fins de aprovação em Estágio Probatório, aplicáveis aos servidores públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, regidos pela Lei Complementar nº 46/1994 (e suas posteriores alterações), resolve: CONFIRMAR no cargo e DECLARAR estável no serviço público estadual, a partir do dia 14 de junho de 2015, a servidora ELLEN ALBANO CAMPANHARO, matrícula nº 207985, no cargo efetivo de TÉCNICO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL I, na forma do Artigo 41 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, com a nova redação que lhe foi dada pelo Art. 6º da Emenda Constitucional nº 19/1998, na forma dos Artigos 38 e 42 da Lei Complementar nº 46/1994, de acordo com a Resolução nº 2.890/2010 e suas alterações, conforme o relatório conclusivo da Comissão de Avaliação de Estágio Probatório nos autos do processo administrativo nº 151100/2015. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário Diário do Poder Legislativo - 9 ATO Nº 1376 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: DESIGNAR, a servidora efetiva LUCIANA SCHWAN JUSTO, matrícula nº 201073, Técnico Legislativo Sênior, código ETLS, para o exercício da Função Gratificada de Atividade de controle de diárias, existente no âmbito da Direção de Finanças, classificada como FG2, em substituição a servidora MARCIA REGINA QUEIROZ, a partir de 06/07/2015, por motivo de férias, enquanto durar o seu afastamento. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário CACAU LORENZONI 2º Secretário ATO Nº 1377 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais previstas no artigo 17, inciso XXIV, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 2700/2009; e no artigo 9º, § 1º, inciso IX, da Resolução 2890/2010; RESOLVE: Art. 1º DETERMINAR abertura de sindicância para apurar os fatos narrados no Processo Administrativo nº 151650/2015. § 1º A sindicância será conduzida pela Comissão Processante prevista no Ato da Mesa nº 1414, de 09/11/2010 e alterações posteriores. § 2º A Comissão designada terá o prazo de 30 (trinta) dias para conclusão de seus trabalhos, a contar da data da publicação do presente Ato, conforme disposto no artigo 249, § 1º, da Lei Complementar nº 46/94. Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 13 de julho de 2015. THEODORICO FERRAÇO Presidente ENIVALDO DOS ANJOS 1º Secretário 10 - Diário do Poder Legislativo CACAU LORENZONI 2º Secretário ATOS DO SUBDIRETOR-GERAL Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, de acordo com o Decreto Federal 7.892/2013, torna pública a celebração da Ata de Registro de Preços decorrente do Pregão Presencial nº 002/2015, cujo objeto é AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS. ERRATA TORNAR SEM EFEITO a publicação do Resumo do CONVÊNIO firmado com o ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ESCOLAS DO LEGISLATIVO E DE CONTAS – ABEL do dia 29 de junho de 2015. A Ata encontra-se à disposição dos interessados no site: www.al.es.gov.br, links “Transparência no Legislativo”, “Atas”. Contato: Supervisão da Comissão de Licitação. E-mail: [email protected]. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 13 de julho de 2015. ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria RESUMO DO TERMO DE PROTOCOLO DE INTENÇÕES A Subdireção Geral da Secretaria por meio da Supervisão do Setor de Contratos e Convênios da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo em atendimento ao que dispõe o parágrafo único, artigo 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a celebração do Protocolo de Intenções, conforme descrito abaixo: Telefone: (27) 3382-3874. Ata nº 017/2015 Empresa: ULTRAFARMA LTDA – ME. Lote Único: Aquisição de medicamentos. Vigência: O prazo de vigência da Ata de Registro de Preços é de 01 (um) ano, contado do dia posterior à data de sua publicação, vedada a prorrogação. Vitória/ES, 13 de julho de 2015. ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria PARCEIRA: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. PARCEIRA: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ESCOLAS DO LEGISLATIVO E DE CONTAS – ABEL. OBJETO: Cooperação técnico-científica, cultural e o intercâmbio de conhecimentos, informações e experiências, visando à formação, ao aperfeiçoamento e à especialização técnica de recursos humanos. VALOR: R$ 3.000,00 (três mil reais) PROCESSO: 133852 Secretaria da Assembleia Legislativa, em 13 de julho de 2015 ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria ATA DE REGISTRO DE PREÇOS Processo nº: 141513/2013 Pregão Presencial nº 002/2015 AVISO DE RESULTADO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico nº 031/2015 Processo nº 150775/2015 A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, através de sua Pregoeira e Equipe de Apoio, torna público aos interessados que a Mesa Diretora HOMOLOGOU o Pregão Eletrônico nº 031/2015, referente à AQUISIÇÃO DE 5.000 (CINCO MIL) CORDÕES PERSONALIZADOS PARA CRACHÁ, que teve como lote único: CONEXÃO PROCESSAMENTO DE DADOS E IMPRESSÃO LTDA - EPP (CNPJ nº 04.256.284/0001-32), com valor total de R$ 5.550,00 (cinco mil, quinhentos e cinquenta reais). Maiores informações através do e-mail: [email protected] ou pelo Tel/Fax: (27) 3382-3874 Vitória/ES, 13 de julho de 2015. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 11 ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria AVISO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, através de sua Pregoeira e Equipe de Apoio, torna público aos interessados que a Mesa Diretora HOMOLOGOU o Pregão Eletrônico sob o Sistema de Registro de Preços nº 032/2015, referente à AQUISIÇÃO DE ÓLEO DIESEL (B S500), que teve como lote único: MUNDIAL DERIVADOS DE PETRÓLEO LTDA (CNPJ nº 04.727.601/0001-51), com valor total de R$ 5.988,00 (cinco mil, novecentos e oitenta e oito reais). A Subdireção Geral da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, em atendimento ao disposto no artigo 26 da Lei nº 8.666/93, torna público que o Diretor Geral ratificou a INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO, referente à contratação da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES — FEBAB (CNPJ nº 44.075.687/0001-08), referente à inscrição da servidora Lindalva Maria Cardozo da Conceição no “XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 2015”, com base no caput do artigo 25 da citada Lei e Parecer da Procuradoria constante do Processo nº 152236/2015. Maiores informações através do e-mail: [email protected] ou pelo Tel/Fax: (27) 3382-3874 VALOR TOTAL: R$ 1.050,00 (um mil e cinquenta reais). AVISO DE RESULTADO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico Registro de Preços nº 032/2015 Processo nº 150147/2015 Vitória/ES, 13 de julho de 2015. ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria AVISO DE RESULTADO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico Registro de Preços nº 029/2015 Processo nº 142971/2014 A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, através de sua Pregoeira e Equipe de Apoio, torna público aos interessados que a Mesa Diretora HOMOLOGOU o Pregão Eletrônico sob o Sistema de Registro de Preços nº 029/2015, referente à CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA CONFECÇÃO DE TÍTULOS, DIPLOMAS, CERTIFICADOS E CAPAS, que teve como lote único: MK TRABALHOS DE ARTE LTDA - ME (CNPJ nº 12.627.224/0001-07), com valor total de R$ 85.280,00 (oitenta e cinco mil, duzentos e oitenta reais). Maiores informações através do e-mail: [email protected] ou pelo Tel/Fax: (27) 3382-3874 Vitória-ES, 13 de julho de 2015. ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria RESUMO ORDEM DE SERVIÇO Nº 010/2015 A Subdireção Geral da Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, em atendimento ao que dispõe o artigo 61, § único, Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a emissão da Ordem de Serviço nº 010/2015, conforme descrito abaixo: CONTRATADA: Art. & Editora JM Ltda. CNPJ: 17.052.668/0001-85 MODALIDADE: Inexigibilidade de Licitação OBJETO: Assinatura de Revista “ISTO É”. Valor: R$ 4.389,00 (quatro mil, trezentos e oitenta e nove reais) PROCESSO: 142499 Secretaria da Assembleia Legislativa, em 13 de julho de 2015. Vitória/ES, 13 de julho de 2015. ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral da Secretaria 12 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL • TERÇA-FEIRA - 14.07.15 • HORA 07h00 PROGRAMAS SINOPSES ANTES E DEPOIS DA LEI MPF: INTERESSE PÚBLICO O programa dessa semana Conheça as Leis que criaram exames obrigatórios para os recém-nascidos. O Ministério Público Federal realiza inspeção em área atingida pela construção de Belo Monte. A empresa TAM foi condenada a pagar R$ 1 milhão de indenização por danos morais a cerca 80 mil passageiros que tiveram voos atrasados ou cancelados. E no quadro IP Entrevista, conheça a posição do MPF sobre redução da maioridade penal em uma entrevista com o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Pedro Antônio de Oliveira Machado. 07h30 08h00 08h30 08h45 09h00 11h00 12h00 – FIOCRUZ UNIDIVERSIDADE REPORTAGEM ESPECIAL PANORAMA O programa traz o tema: Seca No Brasil. Saiba mais sobre a cultura do Espírito Santo com a reportagem especial: Uso De Celular. Telejornal com as atividades do Legislativo estadual. CPI DA SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS (V) COMISSÃO ESPECIAL DA CRISE HÍDRICA (V) MUNICÍPIOS CAPIXABAS MP COM VOCÊ 12h30 UM DEDO DE PROSA 13h00 Reunião ordinária. Conheça mais os Espírito Santo com a série Municípios, que hoje traz: Santa Teresa. O programa recebe o Promotor de Justiça Hermes Zanetti, o convidado que atua na Promotoria de justiça de João Neiva, também é professor Doutor da Universidade Federal do Espírito Santo. O promotor explica o novo “Código de Processo Civil” sancionado em 2015, que entrará em vigor a partir de 2016, e como a nova legislação impactará nas ações Ministério Público. Ítalo Campos é autor de vários livros de poesia, inclusive obras voltadas para o público infantil. Sua atuação profissional como psicanalista também rendeu a publicação de livros técnicos. 14h30 COMISSÃO CIDADANIA (V) PANORAMA 14h45 INTER-SESSÃO Acompanhe os trabalhos do Legislativo capixaba. 15h00 SESSÃO ORDINÁRIA Acompanhe os trabalhos do Legislativo capixaba. 18h00 INTER-SESSÃO Acompanhe os trabalhos do Legislativo capixaba. A Deputada Luzia Toledo (PMDB) fala sobre políticas de incentivo aos jovens, e faz análise sobre o projeto 'Escola Viva'. Entre outros assuntos, também repercute sobre a ampliação do botão do pânico para mulheres vítimas de violência doméstica 13h30 18h15 19h00 22h00 DE Reunião ordinária. AÇÃO PARLAMENTAR CRIAÇÃO DA FRENTE PARLAMENTAR DO 3º SETOR PANORAMA Reunião ordinária. Telejornal com as atividades do Legislativo estadual. AUDIÊNCIA PÚBLICA Telejornal com as atividades do Legislativo estadual. SESSÃO ORDINÁRIA 22h15 Acompanhe os trabalhos do Legislativo capixaba. Legenda: (R) – Reprise; (V) – Ao Vivo OBS.: A programação da TV ALES pode sofrer alterações em função dos trabalhos legislativos. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 ATAS DAS SESSÕES E DAS REUNIÕES DAS COMISSÕES PARLAMENTARES Diário do Poder Legislativo - 13 leia-se: [...] PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 14/2015 Acrescenta os §§ 8º e 9º ao art. 122 da Constituição Estadual, para vedar o exercício da advocacia privada pelos advogados públicos. ERRATA Na ata da Quinquagésima Quarta Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa Ordinária da Décima Oitava Legislatura, realizada em 23 de junho de 2015, publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 1º de julho de 2015, à página 27; onde se lê: [...] PROPOSTA DE CONSTITUCIONAL N.º 14/2015 EMENDA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, nos termos do artigo 62, 3º da Constituição Estadual, promulga a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. 1º O artigo 122 da Constituição Estadual passa a vigorar acrescida do §§ 8º e 9º: "Art. 122... Acrescenta os §§ 8º e 9º ao art. 122 da Constituição Estadual, para vedar o exercício da advocacia privada pelos advogados públicos. [...] § 8º É vedado o exercício da advocacia privada, em qualquer hipótese, pelos servidores integrantes das carreiras disciplinadas neste artigo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, nos termos do artigo 62, 3º da Constituição Estadual, promulga a seguinte Emenda ao texto constitucional: § 9º A vedação prevista no § 8º estende-se aos procuradores ou advogados dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios”. Art. 1º O artigo 122 da Constituição Estadual passa a vigorar acrescida do §§ 8º e 9º: "Art. 122... Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. [...] § 8º É vedado o exercício da advocacia privada, em qualquer hipótese, pelos servidores integrantes das carreiras disciplinadas neste artigo. § 9º A vedação prevista no § 8º estende-se aos procuradores ou advogados dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios”. Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Palácio Domingos Martins, 16 de junho de Palácio Domingos Martins, 16 de junho de 2015. ENIVALDO DOS ANJOS BRUNO LAMAS AMARO NETO EDSON MAGALHÃES HUDSON LEAL PADRE HONÓRIO FREITAS SERGIO MAJESKI PASTOR MARCOS MANSUR CACAU LORENZONI [...] ___________________________________________________ 2015. ENIVALDO DOS ANJOS BRUNO LAMAS AMARO NETO EDSON MAGALHÃES HUDSON LEAL PADRE HONÓRIO FREITAS SERGIO MAJESKI PASTOR MARCOS MANSUR THEODORICO FERRAÇO [...] COMISSÃO ESPECIAL DOS 11,98%. TERCEIRA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 18 DE JUNHO DE 2015. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus declaro abertos os trabalhos desta Comissão. 14 - Diário do Poder Legislativo Convido a Senhora Secretário a proceder à leitura das atas da primeira reunião extraordinária, realizada em 25 de maio de 2015, e da segunda reunião extraordinária, realizada em 15 de junho de 2015. (Pausa) (A Senhora Secretária procede à leitura das atas) O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Há Expediente a ser lido? A SR.ª SECRETÁRIA – (TATIANA ADAME) – Não, Ex.ª. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Estou recebendo informação que esta Comissão encaminhou ofício para a Procuradoria-Geral do Estado no dia 11 de junho, recebido no dia 15 de junho pela auxiliar de chefia, senhora Camila Issa, que solicita a presença do procurador-geral Rodrigo Rabello Vieira. A pessoa que fez a ligação para cá disse que não conseguiram localizar o ofício e que em face disso o procurador, que tem compromisso, não comparecerá. Na tarde de ontem recebi, em meu gabinete, uma ligação da procuradoria, o procurador tentando falar comigo. Não atendi e nem retornei, porque tinha que conversar com ele hoje aqui, em público. Consideraremos isso uma ofensa à Comissão. Tomarei as providências devidas e o convocaremos pela CPI da Sonegação para exigir o seu comparecimento pelas vias de Comissão Parlamentar de Inquérito, porque temos como tomar providência de maneira mais dura e mais severa contra um servidor público que ousa não atender o chamamento da Assembleia. A Comissão Especial foi criada e encaminhada para a Mesa no dia 12 de maio, é constituída de três Senhores Deputados: Sergio Majeski, Gilsinho Lopes e eu, com todas as assinaturas exigidas e transcorreu dentro das publicações do Diário Oficial do Legislativo. A nossa intenção, em convocar primeiro a procuradoria, é pelas informações que temos de que hoje o processo praticamente depende da sua conclusão final, já que tem sentença e todos os procedimentos já feitos. A informação é de que a procuradoria tem protelado esse cumprimento de sentença por meio de recursos e mesmo sabendo que não tem possibilidade de ser absorvido, tem a clara intenção de postergar e de não permitir que os funcionários recebam o que lhes é de direito. Também temos informações de que o Tribunal de Contas já pagou esses direitos aos seus funcionários e de que o Tribunal de Justiça também pagou e contou, inclusive, com a falta de recursos da procuradoria, que não recorreu da decisão dos funcionários do Poder Judiciário. Estamos apurando Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 isso, porque se for verdade, responsabilizaremos e ofereceremos pedido de denúncia ao Ministério Público contra a procuradoria, por improbidade administrativa, falta de fazer o recurso, já que no da Assembleia fazem recurso todo dia. Então, Senhor Deputado Sergio Majeski, embora o oficio tenha sido protocolado na procuradoria no dia 15 de junho, teve um telefonema agora da procuradoria dizendo que não acharam esse ofício. Não acharam o protocolo, mas não é de se admirar porque na procuradoria se perde até o raciocínio, quanto mais papel. Então, para não frustrar nossa reunião pedirei... Estão informando que veio um comunicado da procuradoria informando que a secretária não encontrou o ofício, que foi protocolado no dia 15. Acho que também não tem muito sentido porque ontem, ao chegar ao gabinete, tinha um recado do procurador querendo falar comigo, mas como estava convidado para vir hoje eu não atendi. Então, ele já sabia desde ontem e alegou que hoje tem compromisso. Faremos a convocação dele pela outra Comissão Parlamentar de Inquérito, que é a que apura sonegação e também apura essa questão de pagamento dos 11,98. Faremos pela CPI, porque por lá temos como forçar a vinda dele aqui. Cadê o Leandro Machado? Quem elaborou o documento que dá uma explanação... Esse documento, que dá uma explanação? Gostaria de convidar para fazer, da tribuna, uma leitura deste documento, que é um relato da situação, para que todos tomem conhecimento. Pede para providenciar, porque ouviremos pelo menos umas cinco pessoas, funcionários que queiram falar da tribuna. Inclusive, querendo, pode falar mal do procurador também. O SR. LEANDRO MACHADO – Bom dia a todos os servidores presentes, aos colegas de trabalho e aos aposentados que vieram. Grande participação! Saem de suas casas para vir a esta Casa de Leis lutarem pelo seu direito. É um exemplo para todos nós servidores da Casa e temos que segui-lo. Agradeço ao Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos ter proposto a composição desta Comissão. Agradeço ao Senhor Deputado Sergio Majeski integrar também esta Comissão, solidário à luta dos servidores, e agradeço ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes, como servidor que é, também ingressar nesta Comissão. Achei boa a decisão de V. Ex.as junto a Mesa, de convocar o procurador pela CPI, pois o documento foi entregue em tempo, a sessão foi reprisada, passou na televisão, foi divulgado nas redes sociais, WhatsApp, ou seja, não há motivo do desconhecimento de tal convite. Acho louvável a Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 decisão de, em vez de convidá-lo, convocá-lo para a CPI da Sonegação de Tributos. O histórico é um resumo que, basicamente, todos conhecem. A história dos 11,98% iniciou-se por uma legislação feita por medida provisória, que depois virou lei, sobre a conversão da URV para Real, e isso foi em 1994. Desde aquela data, nós, servidores, estamos pleiteando a correção dessa perda salarial. Na época, não estava como presidente do Sindicato. E em 2004, o Sindicato ganhou a ação na Justiça sobre os 11,98%. Com isso, teve o direito de retroceder cinco anos, até junho de 1999, e a ação passou a ser uma luta do Sindicato para resolver de forma administrativa. Isso não foi de entendimento desta Casa à época, pois entendiam, de forma equivocada, no meu pensamento, que não poderia se resolver administrativamente. Dentro dessa peleja jurídica, fomos estendendo essa luta até a sua incorporação. Por incrível que pareça, Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, isso é bom lembrar. Lembro-me de quando incorporamos, em dezembro de 2009, mas não foi fácil. A decisão já havia sido proferida pelo STF e o Departamento Jurídico desta Casa, a ProcuradoriaGeral desta Casa, entendeu que a decisão do Ministro Ricardo Lewandowski, sendo prolatada no Plenário, assinada, decidida e publicada no site do Supremo Tribunal Federal, não tinha valor. Só haveria a incorporação quando o documento chegasse aqui assinado a caneta; e se viesse de caneta preta acho que iriam desconfiar se era xerox. Tivemos que pegar um voo, saímos daqui, encontramos com nosso companheiro da época, o José Nilton, e fomos até o gabinete do Ministro. Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, tivemos que ir até o gabinete do ministro pegar uma certidão para dizer que o que S. Ex.ª decidiu era verdade. Viemos no voo de volta no mesmo dia. Tivemos a sorte, Deus iluminou uma faxineira, a quem perguntamos como chegava ao gabinete do Ministro Ricardo Lewandowski, que nos disse que era por ali e nos pegou pelo braço e nos colocou dentro do gabinete do Ministro. Veio de Deus, mão de Deus, aquela senhora... Quando entramos no gabinete, todos pararam de trabalhar e nos perguntaram o que estávamos fazendo no local, e contamos a história. Contaram para o ministro e o ministro chegou e falou que ia mandar prender o cidadão, porque não decidia duas vezes não, e questionou que história era essa. O assessor nos falou isso. Dissemos que sabíamos, mas que, infelizmente, estávamos precisando de uma certidão. Descemos com essa certidão, trouxemos e foram incorporados os 11,98%, desta forma, em dezembro de 2009, no dia 22 de dezembro, véspera do Natal. E aí, começou a peleja do pagamento do Diário do Poder Legislativo - 15 retroativo. O governo da época sempre protelando e se estendeu de um governo para outro. A Procuradoria do Estado, com a questão de mérito totalmente superada, continuou a fazer seus embargos, suas decisões contrárias a esse direito. Não vou muito nessa área técnica, porque essa história está bem assimilada pelos servidores e acredito que também pela sociedade. O que está acontecendo aqui é uma injustiça sem tamanho. Aqui tem, por exemplo, no Plenário, pensionistas, esposa de ex-servidores que já tombaram no caminho. Aqui tem muitos servidores que são filhos... Está presente o Bruno Vieira Rosa, filho do Laércio Vieira Rosa, que já se foi. O que precisamos mesmo, Senhor Deputado, é que V. Ex.as, assim como estão fazendo aqui, assumam essa demanda. Isso é uma condição vexatória para a Assembleia Legislativa e temos que virar esta triste página desta Casa. Acho que chegou o momento. Tenho informação também, que a Comissão de Finanças da Casa oficiou, ontem, Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, à PGE, porque já rompeu o primeiro acordo. Falaram que em quinze dias estariam trazendo uma proposta acerca da conta que está feita e consagrada pelo juiz. E já se venceram mais de trinta dias. É uma falta de respeito com esta Casa. Isso tem que acabar. O momento é esse. Estamos felizes com a atuação de V. Ex.as. Estamos sentindo o Plenário, o Parlamento pulsando e estou orgulhoso novamente de ser servidor da Assembleia Legislativa. Então, pediria a toda minha diretoria que viesse junto comigo entregar o dossiê sobre o passo a passo dessa triste história da Assembleia Legislativa, dessa página pesada de se virar, para entregar a V. Ex.ª, para que esta comissão esteja subsidiada de elementos para inquirir o procurador-geral do Estado e também buscar as vias administrativas para puni-los, porque muitos servidores morreram nessa caminhada! E isso não pode passar assim, excelência! Esses 11,98 foram escritos com sangue dos servidores desta Casa e não podemos deixar passar em branco! Peço à diretoria que venha comigo fazer a entrega oficial do dossiê. Toda a diretoria do sindicato, por favor. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Esse documento é para ser entregue aqui? Designo os Senhores Deputados Sergio Majeski e Gilsinho Lopes para receberem em nome da comissão. Vamos incorporar esse documento à comissão. Estou sendo acionado; o procurador está me ligando desesperadamente e falei que só converso com ele aqui. 16 - Diário do Poder Legislativo Concedo a palavra ao secretário-geral da comissão, que criamos para desenvolvimento desses trabalhos, o servidor Ademir Pazolini. O SR. ADEMIR PAZOLINI – Cumprimento o Deputado Enivaldo, os demais deputados e os servidores da Casa. Mais uma vez sinto-me muito honrado por ser servidor desta Assembleia Legislativa. Honrado, porque pela primeira vez o servidor está sendo ouvido, pela primeira vez um deputado usa da sua prerrogativa constitucional estadual e está aplicando. Agradecemos ao senhor e aos senhores deputados por estarem prestigiando o que é justo, o que é legítimo, o que é de direito. Nada mais estamos fazendo do que ter o apoio de V. Ex.as para a demanda dos 11,98 e a demanda funcional de todos os servidores desta Casa. Muito feliz pelos deputados e o Deputado Enivaldo estarem fazendo e conduzindo essas nossas reuniões. Ontem, passei em todos os gabinetes, em todos os setores da Casa da parte administrativa, e outro colega ficou de passar na parte política do prédio, dos gabinetes. E senti muita firmeza nos colegas de trabalho. Hoje, estou vendo que boa parte que ouviu pôde estar aqui para não somente prestigiar, mas para mostrar que agora o corpo está vivo. O servidor desta Casa, deputado, estava morto ou estava sendo sufocado em não reconhecer os nossos direitos. E isso para nós é mais do que uma alegria, é um reconhecimento dos senhores deputados em apoiar uma causa justa, 11,98 % 02 AS.08 09:29:00 4:50 pronto uma causa ganha, uma causa que já não sei, sinceramente, mais onde vamos recorrer. Porque se todas as instâncias já falaram que é um direito nosso, demais setores públicos já receberam, por que temos que fazer reuniões, reuniões e mais reuniões? Não compreendemos aonde vai o direito da racionalidade, da razoabilidade. Até onde isso vai, deputados? Ou, até onde nós vamos? Qual o caminho ainda a percorrer? Porque todos os caminhos possíveis o sindicato fez. Aproveito a oportunidade, colegas, para fazer um pedido aos colegas. Quando me filiei ao sindicato, eu continuo sendo sindicalizado. Temos que fortalecer o nosso sindicato. Temos que nos fortalecer nesta Casa porque se o sindicato não conseguiu, não porque não foi mérito, ou demérito, ou foi falta de trabalho do nosso presidente ou da sua diretoria, foi porque é batido aqui, é uma parte política. O nosso pagamento só não é feito porque a imposição do Poder é grande sobre nós, porque o nosso telhado é de vidro, mas os outros telhados não são, são muito bem protegidos. É triste para nós, Senhores Deputados, ouvirmos que setores receberam e nós continuamos há quatorze anos na luta. Até quando vamos com essa Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 demanda? Ela tem que se findar, Deputado. V. Ex.ª foi muito feliz em convocar o procurador para vir para a comissão. Aqui, agora, é o lugar dele. Não haverá mais prerrogativa. Não será perdido ou não achou o ofício, será achado mesmo. Se V. Ex.ª precisar da nossa vontade, acompanhamos e o traremos a esta Casa. Se for a vontade, fazemos isso. Ele tem as prerrogativas dele, ele tem a autoridade que ele tem, mas temos uma maior que é o nosso direito. Queremos que o nosso direito seja aplicado, não queremos mais nada do que isso. Aproveitamos, também, que o nossos servidores que não puderam vir à reunião passada, também temos um fórum, Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, estamos pensando que o nome seria Fórum de Debate do Servidor Mensal, ainda para aplicação de V. Ex.ª na nossa comissão. Amplamente debatido, amplamente falado sobre essa questão. Servidores que não puderam vir, dia 09 de julho, estamos todos convocados, às 9h da manhã até o meio dia, para debater assuntos pertinentes à nossa categoria. Não podemos cruzar os braços e ficar aceitando a nossa demanda ser suprimida de lado. Não! Agora encontramos apoio e respaldo nos deputados. Temos espaço. Vamos ocupar o nosso espaço. Não vamos nos deixar, mais, como antigamente sempre fizeram conosco, que sempre vem de cima para baixo e fomos sufocados, obrigados a aceitar aquilo que era imposto. Senhor Deputado Gilsinho Lopes, V. Ex.ª acompanhou durante todos esses anos a luta que enfrentamos aqui. Enfrentamos a luta árdua. É acepção de pessoas, são crimes que foram cometidos contra os servidores desta Casa. Foram crimes. Ou deixou de ser crime? O Estado não está reconhecendo um direito legítimo meu, nosso, e estamos encontrando nos deputados esse apoio. Senhor Deputado, há muita demanda na Casa, mas o momento, agora, é dos 11,98%. Há muita demanda. Agradeço a V. Ex.ª, Senhor Deputado Sergio Majeski, Senhor Deputado Gilsinho Lopes, estejam conosco. Essa luta não é nossa, essa luta é do Senhor. Eu não poderia descer desta tribuna, Senhor Deputado, sem falar no nome do Deus a quem sirvo. Ele estará batalhando por nós. Ele vai continuar batalhando por nós. Enquanto Ele não ver a vitória na nossa vida Ele não descansa. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O Senhor Deputado Gilsinho Lopes acompanhou aqui, o procurador está ligando toda hora para falar comigo. Depois falarei com ele aqui. Não tenho nada para falar com ele por telefone. Continuarei com a reunião. Alguns servidores querem falar, estabelecerei três minutos no máximo para mais cinco servidores. Depois os deputados também falarão. Três minutos para cinco, darão quinze minutos, para a reunião não ficar muito cansativa. Teremos reunião dia 9 para discutir só Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 assunto da categoria. Então queria fazer uma proposta, avaliando com os Deputados Gilsinho Lopes e Sergio Majeski, para a próxima reunião, ver qual calendário da Mesa, porque estamos marcando as reuniões nas quintas-feiras por causa da falta de espaço nos nossos auditórios. Então proponho para marcarmos a próxima reunião, terça-feira, na porta da Procuradoria. A comissão vai para lá com essa estrutura. Arrumamos uma mesa e cadeiras para reunir lá. O pessoal da taquigrafia, TV Ales. Vamos para a porta da Procuradoria fazer essa reunião da comissão. Esperamos contar com a presença de vocês para nos ajudar. A nossa reunião é na próxima quinta-feira, não é Miguel? Haverá uma reunião no dia 9, mas é uma reunião dos servidores, que criamos. Uma vez por mês reuniremos no plenário os servidores da Arsal e do Sindicato para tratar de assuntos da categoria, para discutir questões, e para cada um falar. A nossa próxima reunião da comissão é que dia? Estamos querendo marcar na porta da Procuradoria ou na calçada, se eles não nos deixarem entrar. Analise o dia, porque quinta-feira há uma reunião dos servidores. O SR. GILSINHO LOPES - (PR) – Na calçada, Senhor Deputado, seria melhor e até na própria entrada da garagem deles, porque os impede de entrar. Fazemos o movimento que tem que ser feito. (Palmas) O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Eles não nos enrolarão. Terão que nos prender, mas enrolar não vão, não. Quem está inscrito para falar? Lia Feu Rosa. Três minutos. Quando a campainha tocar, tem que parar. Não, a Lia pode falar mais um pouquinho porque é nossa amiga antiga. A SR.ª LIA FEU ROSA – Bom-dia, meus queridos ex-colegas e sempre colegas. Hoje tenho uma grande emoção. Trabalhei aqui vinte e seis anos. Deputados e funcionários sempre foram muito amigos, sempre nos defenderam. Estou vendo essa companha do nosso sindicato todo dia. Passo em frente da Assembleia Legislativa e vejo cartazes. Aquela luta bonita e que não conseguia resposta. Nunca vi uma coisa desta: uma Casa de Leis, um Poder do Estado. Estudei em um colégio e sempre vi que temos três Poderes no Estado: Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. Estava vendo que o Legislativo estava um lixo. Essa que é a verdade. Agora vendo três deputados encabeçando nossa luta, isso para mim foi o suprassumo da surpresa, porque os deputados estavam nos abandonando. Afinal de contas eles têm poder para pressionarem o Governo e não vi nada. O povo lutando, lutando e lutando em vão. Agora vi que Diário do Poder Legislativo - 17 a nossa Casa voltou a ser a Casa do Povo. Quero parabenizar esses três deputados que mostraram para que vieram aqui. Para lutar pelo povo. Não é isso mesmo? Estávamos sem ninguém para lutar por nós. No meu tempo não era assim. Fiquei muito feliz. Tenho acompanhado a CPI do Guincho que achei espetacular. Aquilo ali era um roubo. Temos que falar a verdade e achei lindo esse movimento. Acho que a nossa Casa, o nosso Legislativo, está voltando a ser Legislativo, está voltando a ser Casa do Povo, porque está defendendo o nosso povo. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Aproveitando a deixa da Lia Feu Rosa, ressalto para os servidores que todos os deputados estão comprometidos em ajudar nesta luta. Conversei ontem com os Senhores Deputados Marcelo Santos, Euclério Sampaio e Gildevan Fernandes, e todo mundo quer ajudar. Quero que vocês saibam que a comissão só pode ter três membros, e por isso nem todos estão nesta reunião. Mas todo mundo está se movimentando, e lideraremos junto com S. Ex.as. Peço que cada servidor sempre aborde os deputados, busque sua luta, porque esta luta não pode ter dono, ela é nossa. Se tiver dono, começa depois o negócio a criar ciúme. Então é uma luta do Poder Legislativo. O Poder Legislativo tem que ser respeitado e tem que se fazer respeitar. (Palmas) O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Concederemos agora a palavra ao Senhor Gildo Gomes, por três minutos. Temos mais três vagas para inscrição. Os próximos três que quiserem falar, podem se inscrever. Antes do Gildo fazer uso da palavra, quero dizer o seguinte: nós deputados já estamos trabalhando para corrigir algumas injustiças que estão ocorrendo com os servidores. Inclusive, já assinamos ontem um projeto sobre o qual os servidores discutiram, e aprovaram a mudança. Pedi ao Fabiano Burock Freicho para ir buscá-lo agora, pois ontem fizemos uma reunião para leitura. Esse projeto será apresentado na segunda-feira. Pedi para ir buscá-lo para lermos e vocês tomarem conhecimento, porque na comissão não só estamos tocando essa questão do 11,98%, mas estamos fazendo também um movimento nesta Casa para aumentarmos a discussão, ouvirmos todos os servidores. Há casos fáceis de resolver, que estavam paralisados há muito tempo, que tentaremos acelerar. Dependerá exatamente do interesse e da unidade de vocês. Hoje está bem representativo aqui, bem vibrante. Concedo a palavra ao Gildo Gomes. O SR. GILDO GOMES – Saúdo a comissão nas pessoas do Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, 18 - Diário do Poder Legislativo presidente, do Senhor Deputado Gilsinho Lopes e do Senhor Deputado Sergio Majeski. Faço uma saudação especial aos nossos servidores, principalmente aos aposentados, que engrandecem esta Casa, e a toda a nossa diretoria. Se forem precisos pneus para colocarmos em frente à Procuradoria, presidente, colocaremos pneus e fogo lá. É só nos acionarem. Estamos à disposição. Queria fazer um alerta com relação a esse relatório que colocamos para o senhor. Chamo a atenção desta comissão para o quanto essa atitude da PGE está onerando o Estado. De uma dívida de pouco mais de vinte milhões, se não me falha a memória, está em mais de cento e trinta milhões. Essa ação está onerando os cofres do Estado, para a população futura pagar. O Leandro Machado falou muito bem que em 1999, quando da luta para se incorporar, existia uma exigência de uma decisão do Colegiado de Procuradores do Estado do Espírito Santo. Isso precisa ser frisado, presidente, uma decisão de colegiado virando lei: o que se transita em julgado tem que se pagar por precatório, e só por precatório. Isso é um absurdo. Decisão de colegiado não é lei. Quem faz lei é esta Casa. É só esta Casa. (Palmas) E foi exigido aquele absurdo, a certidão de um ministro. E nem certidão de ministro se está respeitando. Depois se incorporou. Infelizmente o presidente à época fez um pronunciamento nesta Casa no final do ano, como um presente aos servidores, dizendo que os 11,98% só poderiam ser pagos por precatório. Isso é um absurdo, gente. Todos nós sabemos o poder que este Plenário tem, só ele pode legalizar qualquer transação desde o cidadão a qualquer empresa com o Estado. Só o Plenário desta Casa! É constitucional isso. Só! E temos aqui um colegiado de procuradores que poderiam ter revisto essa decisão e nunca se reuniram, até a última informação que tenho. Tivemos uma reunião com a Mesa, em determinado momento, com o Presidente Ferraço e S. Ex.ª havia recuperado cinquenta milhões de reais para se pagar administrativamente. Ficamos pasmo eu e o Leandro Machado, que dois procuradores aconselharam a não pagar porque só poderia pagar transitado em julgado por precatório. Foi um choque! Não é o pensamento de todos os procuradores não. Se tivessem procuradores para apoiar, nós temos para indicar. Mas não nos foi pedido isso e está valendo ainda. Outra coisa preciso dizer e registrar, outro mal junto com isso: conseguiram passar a conversa fiada neste Plenário e aprovaram sucumbência aos procuradores! Além de receberem os salários, recebem sucumbência? Estão tornando este Estado o maior devedor do País! O Espírito Santo hoje é um Estado caloteiro! Deve mais de quinze bilhões em precatório! E quando findar esse processo eles irão receber, os procuradores do Estado, mais de um Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 bilhão em sucumbência! Isso é um absurdo! Quantos hospitais se constroem com um bilhão? Tem que cortar essa sucumbência! Tem que se rever essa postura, que decisão de Supremo não vale para nada? Onde se viu isso? Tudo de olho na sucumbência. Sugiro indicação a esta Mesa: apresentem um projeto, suspendam imediatamente a sucumbência aos procuradores do Estado! Isso é um absurdo! Recebem bem, estão endividando o Estado, de olho em um faturamento que não vai diretamente para o bolso porque é ilegal; mandam para uma associação. Investiguem isso! Sigam o dinheiro que verão o maior escândalo do Estado do Espírito Santo, que é o pagamento por sucumbência. Levantem o valor, levantem como está sendo feito e verão o maior escândalo digno de CBF. Essa é a minha fala. Tenho dito. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Concedo a palavra ao Senhor José Maria Pimenta. O SR. JOSÉ MARIA PIMENTA – Prezado Presidente Enivaldo dos Anjos; Deputado Sergio Majeski e Deputado Gilsinho Lopes, meus colegas presentes, nossos aposentados também presentes, diria ao meu colega aposentado que está sendo para nós até uma humilhação você dizer assim: Nós, funcionários, reivindicando uma coisa que é nossa, que é nosso direito, que já tínhamos que ter recebido. Acho que para nós, funcionários da Assembleia, é uma humilhação ficar passando por isso. Mas, vamos lutar, a luta continua. O Presidente Enivaldo dos Anjos nos informou que o procurador não veio. Isso é mais uma manobra, gente. Quanto tempo estamos sofrendo com isso? Uma hora não recebe, outra hora não vem; não justifica isso! Não justifica essa ausência dele. Teria que ter vindo a esta sessão, pelo menos se explicar para nós e dizer o que está acontecendo. Não veio! Mas, tenho certeza que esta comissão, presidida pelo Deputado Enivaldo dos Anjos, fará com que ele venha aqui e nos explique por que não recebemos os 11.98 até hoje porque há alguma coisa que não pode acontecer. Já reivindicamos, é um direito nosso, já foi aprovado, é um tal de cálculo pra lá, cálculo pra cá, faz o cálculo, está errado, modifica o cálculo, tem funcionário que recebe, tem funcionário que não recebe. Olha, gente, onde vamos parar? Quantos colegas nossos já morreram, já se foram? Estou vendo hoje a esposa de um grande amigo nosso, o Benedito, que já foi. Ficava lutando, lutando, lutando, coitado, e ela está aqui hoje, a viúva, reivindicando um direito que temos. Senhor Presidente, isso é mais um agradecimento aos senhores da comissão. Gostaria até de fazer uma homenagem aos nossos aposentados por meio do Zé Brecão que é o símbolo do pagamento dos 11,98%. Aonde ele vai, está com o Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 chapéu ou com aquela veste do 11,98%. É um exemplo da luta que tem e permanece até hoje. Ele sempre acreditou e temos que acreditar porque quando há Deus, a esperança é a última que morre. Temos que ter a esperança de que receberemos esses 11,98%. Mais uma vez agradeço a V. Ex.ª com essa comissão. Nossos colegas vêm em um tema de desabafo, desesperados porque não dá mais para aguentar, não dá mais para esperar. Olha quantos anos têm! Quantos já passaram? Por que nossos colegas de outros órgãos receberam e nós não? Isso tudo tem que ficar esclarecido, gente. Por que eles receberam e nós não? Qual o motivo disso? O que há de errado em nosso processo? Por que não isso? Então, Senhor Presidente, agradeço, mais uma vez. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Pode parar porque toda vez que você tocava essa campainha, mandava a gente parar. O SR. JOSÉ MARIA PIMENTA – E dizer que estamos sempre à disposição de V. Ex.as. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Ouviremos o diretor de recursos humanos da nossa Casa que representará as diretorias e lerá o projeto que apresentaremos na segunda-feira para ajustar a situação de alguns servidores. O SR. FABIANO BUROCK FREICHO – Bom-dia a todos, bom-dia à Mesa e aos servidores. Da mesma forma que o Senhor Deputado acabou de falar, é sabido que foram necessárias algumas alterações no plano de carreira de servidores de algumas situações que não foram contempladas naquele momento. O Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, sensível a isso, está apresentando um projeto, que passarei a ler. O Projeto de Resolução altera a Resolução 3.418, de 07 de agosto de 2013 e dá outras providências. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo Art. 17, inciso XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n° 2.700, de 15 de julho de 2009, promulga a seguinte Resolução: Art. 1° O artigo 16 da Resolução n° 3.418, de 7.8.2013, passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art.16.(...) (...) Diário do Poder Legislativo - 19 § 3º O servidor... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Se alguém quiser perguntar o que é o artigo tal, porque esse negócio de lei é meio complicado. E só levantar a mão que ele explica. O SR. FABIANO BUROCK FREICHO – Continua: § 3º O servidor que se encontra no cumprimento do estágio probatório fará jus à progressão no 1º (primeiro) procedimento de progressão que suceder a data de conclusão do interstício de 03 (três) anos necessários para o seu cumprimento, que corresponderá, nesse caso, ao período aquisitivo do direito à progressão. (...) § 14. Considerar-se-á incluído no período aquisitivo da 1ª (primeira) progressão do servidor que ocorrer nos termos desta Resolução o interstício compreendido entre a data de cumprimento dos períodos de que tratam os §§ 1º. 2º e 3º deste artigo e a data em que ocorrer o procedimento de progressão. § 15. Aplicam-se as regras previstas nos §§ 7° e 9° deste artigo ao servidor que, respeitadas as demais regras previstas nesta Resolução, utilizar, no primeiro procedimento de progressão em que participar nos moldes definidos por esta Resolução o título de doutorado obtido antes do respectivo período aquisitivo.” Farei um breve comentário para até evitar perguntas que, certamente, acontecerão. Com esses dispositivos, estamos deixando claro na resolução que qualquer pessoa que tenha completado graduação ou pósgraduação, doutorado ou mestrado, qualquer curso anterior à data de ingresso na Casa, poderá utilizar na progressão de carreira, diferente de cursos que não os oficiais, cursos de treinamento, aperfeiçoamento que serão aceitos dentro do período aquisitivo. E também acerta que o período aquisitivo que se trata a primeira progressão deles é de três 20 - Diário do Poder Legislativo anos e não de dois. Art. 2°. Os incisos I e II do artigo 17 da Resolução n° 3.418/2013 passam a vigorar com as seguintes redações: “Art. 17. (...) I — ser efetivo e ter cumprido o período de estágio probatório; II — estar exercendo as atribuições do cargo, exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou de exercício de função gratificada no Poder Público Estadual, afastamento para o exercício de mandato eletivo, ou afastamento para o exercício de mandato sindical ou classista: Isso é apenas uma melhora na redação, para deixar mais clara a situação posta. Art. 3º. O § 4° do artigo 19 da Resolução n° 3.418/2013 passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 19. (...) (...) § 4° A pontuação máxima a ser obtida com o fator antiguidade é de 08 (oito) pontos por procedimento de progressão. Ressalvado o caso da 1ª (primeira) progressão dos servidores referidos no § 3° do artigo 16 desta Resolução. Oportunidade na qual o limite será de 12 (doze) pontos.” (NR) Isso o que faz? A primeira progressão dos efetivos hoje é de três anos, só que estava contando apenas os dois últimos anos. Estamos corrigindo isso, deixando que utilize todo período aquisitivo dele. Art. 4º. O artigo 20 da Resolução n° 3.41 8/2013 passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 20. O fator profissional corresponde ao aperfeiçoamento profissional do servidor, adquirido no decorrer do período aquisitivo que antecede o processo de progressão — observado o disposto nos § 11, 12. 14 e 15 do artigo 16 desta Resolução - Nas seguintes modalidades: (...) V — ocupação de cargo em comissão ou exercício de função gratificada: (...) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 VIII — conclusão de curso regular diferente do requisito da carreira: IX — gestão e fiscalização de contratos. (...).“ (NR) É necessária a alteração desse artigo, para adequar mudanças posteriores, principalmente no que diz respeito a contar pontos na progressão de carreira com as atividades de gestão de contratos, que até agora não estava contemplado, uma vez que a mudança nas funções gratificadas ocorreu depois do plano de carreira. Depois do plano de carreira, passamos funções gratificadas de execução e de gestão de contratos. E o texto como estava hoje, impedia que as pessoas que recebem ou não gestão de contrato, ganhasse ponto com isso. Art. 5º. O artigo 21 da Resolução n° 3.418/2013 passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 21. O servidor que participar. oficialmente e na qualidade de servidor do Poder Legislativo, de conselho, comissão ou equipe especial de trabalho que tenha sido normatizada por Lei, Resolução ou Ato da Mesa Diretora agrega esta modalidade no fator profissional. § 1°. A participação em conselho, comissão ou equipe especial será comprovada mediante cópia simples do ato de designação publicado no Diário do Poder Legislativo ou no Diário Oficial do Estado do Espírito Santo, anotação em ficha funcional e declaração ou certificado emitido pelo órgão competente. (...).“ (NR) Do que se trata isso? Trata-se que para o servidor participar de uma comissão ou de um conselho ou equipe especial de trabalho, isso tem que ser definido pela Casa ou pelo Estado. Não posso, por exemplo, eu como diretor de RH, em ato isolado meu, criar um conselho interno e o servidor venha a postular ponto por isso. Então, a pessoa terá ponto, desde que seja uma situação oficial da Casa. Também é para regulamentar e deixar mais clara a situação. Art. 6°. O artigo 23 da Resolução n° 3.418/2013 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 23. São considerados como Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 participação em treinamentos cursos de aperfeiçoamento: I - conclusão treinamento e profissional; e Diário do Poder Legislativo - 21 e de curso de aperfeiçoamento II - participação em congresso, fórum, simpósio, encontro OU outros eventos assemelhados. § 1° A participação no item referenciado no inciso do caput deste artigo é comprovada mediante certificado ou declaração emitido por entidade de ensino, ou congênere. e somente será aceito se indicar o período de realização do evento e a respectiva carga horária, ressalvado o disposto no § 6° deste artigo. § 2° A participação no item referenciado no inciso II do caput deste artigo é comprovada mediante certificado ou declaração emitido pela instituição responsável pelo evento e somente será aceito se indicar o seu período de realização e a respectiva carga horária, ressalvado o disposto no § 6° deste artigo. § 3° Nos casos deste artigo, o servidor diligenciará para que seja informado o conteúdo programático abordado no estudo. § 4° 0 assunto em estudo deve estar relacionado às áreas de interesse do Poder Legislativo ou à área de atuação do servidor, na forma do artigo 81 desta Resolução. § 5° Para os cursos de treinamento e aperfeiçoamento, palestras, congressos, fóruns, simpósios, encontros e outros eventos assemelhados são contados 0.20 (vinte centésimos) de ponto por horaaula, limitado a 30 (trinta) pontos por evento. § 6° Não havendo carga horária no certificado, serão computados 0.20 (vinte centésimos) de ponto para o evento. § 7° O total máximo de pontos a ser obtido por participação cm treinaremos e cursos de aperfeiçoamento é de 120 (cento e vinte) pontos por procedimento de progressão, somados todos os pontos obtidos a esse título.” (NR) O que estou dizendo? Primeiro estou fazendo um regramento bem claro de como deve ser o certificado para ser aceito. Estamos aumentando de sessenta para cento e vinte pontos a possibilidade de o servidor alcançar com o fator de aperfeiçoamento em treinamento. Isso é dado, como é sabido por todos, embora tenhamos previsto na Resolução que o servidor pudesse passar até dez níveis na primeira progressão. Isso, de fato, não estava acontecendo, por conta de travas que impediam essa progressão, que era a intenção do legislador à época. Então, isso vem corrigir essa situação. Art. 7° Ficam inseridos na Seção II do Capítulo II do Título II da Resolução n° 3.41 8/2013 a Subseção III-A e o artigo 23-A com as seguintes redações: Subseção III-A Da Conclusão de Curso Regular Diferente do Requisito da Carreira Art. 23-A. Será considerada no fator profissional, ressalvadas as hipóteses previstas no artigo 27, a conclusão de curso de educação regular diferente do requisito exigido para a carreira. § 1.º Os cursos referidos neste artigo deverão ter o reconhecimento do Ministério da Educação – MEC, ser ministrados por entidades credenciadas, ou em fase de recredenciamento, e comprovados mediante apresentação de cópia simples de diploma ou certidão de conclusão do curso seguida do respectivo histórico escolar, acompanhado, em qualquer caso, do original para conferência. § 2.º O assunto em estudo deve estar relacionado às áreas de interesse do Poder Legislativo ou à área de atuação do servidor. § 3° A comprovação de conclusão de curso de educação regular diferente do requisito exigido para a carreira do servidor serão atribuídos 60 22 - Diário do Poder Legislativo (sessenta) pontos. § 4° 0 total máximo de pontos a ser obtido por conclusão de curso de educação regular diferente do requisito exigido para a carreira é de 60 (sessenta) pontos por procedimento de progressão.” Esse complementa ainda mais aquela questão anterior, uma vez que antes estávamos com fator de curso e de graduação no mesmo elemento. Então, desassociou, para a pessoa usar o que achar melhor. Continuando a leitura. Art. 8° A Subseção V. da Seção II, do Capítulo II, do Título II, e o artigo 25 da Resolução n° 3.418/2013 passam a vigorar com as seguintes redações: “Subseção V Da Ocupação de Cargo em Comissão ou Exercício de Função Gratificada Art. 25. Será pontuado para fins de progressão a ocupação de cargo comissionado ou o exercício de função gratificada no Poder Legislativo do Estado do Espírito Santo. § 1° A ocupação de cargo comissionado é comprovada por meio de cópia da publicação do Ato de nomeação, acompanhado de cópia da publicação do respectivo Ato de desligamento do cargo, se for o caso. § 2° 0 exercício de função gratificada é comprovado por meio de cópia da publicação do Ato de designação, acompanhado de cópia da publicação do respectivo Ato de dispensa, se for o caso. § 3° Para cada período de ocupação de cargo em comissão ou exercício de função gratificada durante o período aquisitivo da progressão será computado: I - 01 (um) ponto para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período inferior a 03 (três) meses; II - 02 (dois) pontos para o servidor Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual ou superior a 03 (três) meses e inferior a 06 (seis) meses; O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Olha, vocês estão prestando atenção? Isso é a vida de vocês. Depois não fiquem reclamando, não! Parem de conversar e prestem atenção lá. O SR. FABIANO BUROCK FREICHO – Continuando... III - 03 (três) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual ou superior a 06 (seis) meses e inferior a 09 (nove) meses; IV - 04 (quatro) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual ou superior a 09 (nove) meses e inferior a 12 (doze) meses: V - 05 (cinco) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual a 12 (doze) meses. VI - 06 (seis) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período superior a 12 (doze) meses e inferior a 15 (quinze) meses: Vil - 07 (sete) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual ou superior a 15 (quinze) meses e inferior a 1 8 (dezoito) meses: VIII - 08 (oito) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual ou superior a 18 (dezoito) meses e inferior a 21 (vinte e um) meses: IX - 09 (nove) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual ou superior a 21 (vinte e um) meses e inferior a 24 (vinte e quatro) meses; Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 X - 1 0 (dez) pontos para o servidor que ocupar cargo em comissão ou exercer função gratificada em período igual a 24 (vinte e quatro) meses. § 4° A pontuação máxima por ocupação de cargo comissionado ou exercício de função gratificada é de 10 (dez) pontos por procedimento de progressão. (NR) O que acontecia aqui? Na redação original só receberia pontuação por ocupação em cargo em comissão ou função gratificada aquele que ficasse mais de um ano no cargo e sabemos que às vezes a pessoa fica onze meses e resolvemos escalonar isso para dar oportunidade igual para todo tipo de trabalho que é executado na Casa. Art. 9° Ficam inseridos na Seção II, do Capítulo II. do Título Ilda Resolução n°3.418/2013 a Subseção V-A e o artigo 25-A, com as seguintes redações: Subseção V-A Gestão e Fiscalização de Contratos Art. 25-A. Será pontuada, para os fins da progressão, a gestão e fiscalização de contratos. § 1° 0 servidor gestor de contrato cuja complexidade justificar a percepção da gratificação correspondente pontuará na forma do artigo 25 desta Resolução. § 2° 0 servidor gestor de contrato cuja complexidade não justificar a percepção da gratificação correspondente fará jus à metade da pontuação atribuida na forma do artigo 25 desta Resolução. § 3° A comprovação da participação na modalidade de que ti-ata este artigo dar-se-á por meio de cópia da designação, acompanhado da cópia da respectiva dispensa, se for o caso. Art. 10.0 artigo 27 da Resolução n°3.418/2013 passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 27. (...) (...) Diário do Poder Legislativo - 23 § 2° Os cursos de mestrado e doutorado deverão ter o reconhecimento do Ministério da Educação — MEC, ser ministrados por entidades credenciadas, ou em fase de recredenciamento, e comprovados mediante apresentação de cópia simples de diploma ou certidão de conclusão do curso seguida do respectivo histórico escolar acompanhado, em qualquer caso, do original para conferência, sendo necessária a revalidação, por instituição de ensino superior no Brasil, no caso de títulos referentes a cursos concluídos no exterior. § 3° Para comprovação da conclusão de curso de pósgraduação lato censu em nível de especialização, o servidor deverá apresentar, atendidas as formalidades exigidas pela legislação pertinente, cópia simples do certificado de conclusão de curso acompanhada do original para conferência. Estamos aprimorando a descrição dos documentos que comprovam a participação em curso de especialização. Art. 11. O art. 28 da Resolução nº 3.418/2013 passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 28. As modalidades do fator profissional têm que ser obtidas após o ingresso no Poder Legislativo e no decorrer do período aquisitivo a que se refere o processo de progressão, observados os §§ 11, 12, 14 e 15 do artigo 16 desta resolução. (...) § 5º Excepcionalmente, quando o documento comprobatório da realização de alguma atividade do fator profissional não for confeccionado no período aquisitivo em que a atividade for realizada, poderá o servidor utilizá-lo em procedimento de progressão futuro. § 6º No caso do § 5º deste artigo, o servidor fará jus à pontuação correspondente no período aquisitivo em que for confeccionado o 24 - Diário do Poder Legislativo respectivo documento.” (NR) Poderia haver um hiato entre a conclusão do curso e a confecção do certificado ou do diploma. Nesse caso, na legislação vigente, o que contaria seria apenas o período de conclusão do curso e a pessoa ficaria impedida, primeiro, de entregar naquele período, porque não tem o diploma, o certificado e, segundo, no próximo ano de progressão não poderia apresentar também, porque o curso foi concluído no período aquisitivo anterior. Quisemos resguardar a possibilidade de a pessoa apresentar esse curso, mesmo que seja no próximo. Art. 12. 0 § 1° do artigo 31 da Resolução n° 3.418/2013 passa a vigorar com a seguinte redação: Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 do servidor será computado para os fins deste artigo. § 5º 0 servidor promovido nos termos deste artigo somente fará jus à nova promoção quando implementar os requisitos para a promoção por seleção ou para a promoção por senioridade. § 6º 0 servidor que preencher os requisitos de que trata este artigo somente fará jus à promoção especial nele disciplinada urna vez na vida funcional. Art. 31. (...) § 7º A promoção especial de que trata este artigo dar-se-á por Ato da Mesa Diretora. § 1º O Ato que conceder a progressão indicará a tabela, classe e referência a que faz jus o servidor. (...).” (NR) § 8° A promoção de que trata este artigo dar-se-á a partir da data de publicação do respectivo Ato de promoção. Isso é apenas um acerto formal no texto, porque está com um pequeno erro. § 9º Os efeitos financeiros da promoção regulamentada neste artigo dar-se-ão a partir da data de publicação do respectivo Ato. Art. 13. Os servidores titulares do cargo de Consultor Parlamentar Temático que, na data de publicação desta Resolução, já completaram 05 (cinco) anos de efetivo exercício na classe em que se encontram, sem promoção, farão jus à promoção especial, na forma deste artigo. § 1º Os servidores que fizeram jus à promoção transitória de que trata a Lei Complementar n° 708/2013 não farão jus à promoção de que trata este artigo. § 2° A promoção de que trata este artigo fica condicionada a permanência do servidor na mesma classe pelo período de 05 (cinco) anos, sendo inaplicados os requisitos necessários à promoção por seleção ou por senioridade previstos na Resolução n° 3.418/2013. § 3° Não será computado, para a apuração do período de 5 (cinco) anos de que trata este artigo, o tempo em que o servidor estiver afastado em licença não remunerada. § 4° O período de estágio probatório Estamos falando dos consultores parlamentares temáticos que, recentemente, tiveram a confirmação do estágio probatório. Ocorre que eles não promoveram até hoje, passados cinco anos e, segundo a legislação vigente, só poderiam promover, a primeira progressão deles se daria depois de cinco anos da confirmação do estágio probatório. Aproximadamente dez, dez anos e meio, teriam a primeira promoção. Estamos trazendo para a regra geral, com uma promoção especial, e, assim, a carreira continua igual a dos consultores parlamentares. Art. 14. Os servidores referidos no artigo 14 da Lei Complementar n.º 762, de 13.01.2014, serão reenquadrados na carreira de Consultor Parlamentar Temático na forma do Anexo Único desta Resolução, observado o tempo de efetivo serviço público prestado à Ales. § 1º Para os fins deste artigo, não se considera tempo de efetivo exercício o tempo de licença não remunerada. § 2º Ao servidor referido neste artigo será garantido, no mínimo, o Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 reenquadramento na classe ocupada no momento do reenquadramento. § 3º Os efeitos financeiros do reenquadramento referido neste artigo dar-se-ão a partir do momento da publicação do respectivo Ato de reenquadramento. Também, continuando em relação aos consultores parlamentares temáticos, temos uma carreira que foi incorporada a outra de nível superior, que era o pessoal do CPD, só que foi colocado sem nenhum tipo de enquadramento, sem nenhum tipo estruturação de carreira. Estamos acertando isso também e trazendo-os também de fato para a carreira de consultor parlamentar temático. E, por fim: Art. 15. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Que é a cláusula de vigência do projeto. É isso. O SR. JOSÉ MARIA PIMENTA – Senhor Presidente Enivaldo dos Anjos, gostaria de fazer uma pergunta ao nosso diretor. Na Casa, como é sabido, temos o incentivo educacional. Você estuda, se forma, registra o seu diploma e quando aposenta, perde. Não leva. Ora, a pessoa faz o curso, apresenta o diploma e recebe por ele tantos anos, mas quando se aposenta, perde esse incentivo. Não poderiam garantir que a pessoa quando se aposentasse levasse esse incentivo? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Pimentinha, vamos fazer o seguinte: Estamos estabelecendo uma regra democrática de discussão. Queremos que os servidores entendam que a cada problema que trazemos a solução para resolver, não podemos ficar levantando mais. Temos que fazer passo a passo. Essa resolução foi montada com uma comissão de servidores. Com a Tatiana Duque, Tiago Pontes, Graziela, Hernandes Bermudes, Eron Santos Pimentel, Aletusa Bottoni Rangel, Wanessa e Luis Flávio Loreto Ornellas. Não é isso? O pessoal está aí? Foi discutido isso, não foi isso? O sindicato também estava acompanhando, porque o sindicato tem acompanhado todos esses movimentos. Quem não for sindicalizado, tem que se sindicalizar, porque senão não iremos atender quem não é sindicalizado mais, e resultou nessa resolução. Pessoal da comissão, foi debatido isso? O pessoal que tinha problema de incorporação e problema de ajustar, está tudo ajustado, não é isso? Então, essa lei já está assinada por mim e será assinada pelo Senhor Deputado Cacau Lorenzoni e pelo Presidente. Mas é preciso que vocês depois Diário do Poder Legislativo - 25 protocolem na segunda-feira. Peguem o número da lei e visitem todos os deputados. Ninguém é dono da lei. A lei é dos servidores. Tem que fazer uma comissão e visitar todos os deputados, pedir apoio, vir ao Plenário e fazer a mesma coisa que o Tribunal de Justiça faz quando quer aprovar um trem, vem aquele monte de desembargador aqui. Quando eles não têm lei na Casa, para ir lá, tem que fazer cadastro e tem que esperar. Os servidores não precisam brigar, mas têm que acompanhar isso. Estão de acordo? O Plenário aprova isso que foi decidido? Levanta a mão quem aprova. Por que a maioria não levantou a mão? É porque não é beneficiado pela lei? Isso é falta de solidariedade com os outros que são beneficiados. Essa questão que o Pimenta levantou, pediremos a esta mesma comissão que faça uma análise do que S. S.ª está falando, para que analisemos junto à Mesa se tem condições de ser atendido. Essa discussão, formalize para esta comissão porque tem o nome deles aqui. Para atender ao que foi falado pelo membro do sindicato, Gildo Gomes, está na minha mão uma Emenda Constitucional que elaboramos. Já está assinada por mim e vamos começar a pegar dez assinaturas dos deputados. Essa emenda diz que a Comissão Estadual passa a vigorar acrescida com o art. 8.º e o art. 122: É vedado o exercício da advocacia privada em qualquer circunstância pelos servidores integrantes de carreiras disciplinadas neste artigo, assim como pelos procuradores dos municípios, pelos advogados ou procuradores das câmaras de vereadores dos municípios. Esta emenda vai proibir procuradores da nossa Casa, do Estado e procuradores até de municípios de advogar. Quem é procurador tem que ser procurador, não pode advogar. Esta emenda vai precisar da assinatura de mais deputados para ser apresentada, e pediria aos sindicatos que têm interesse para acompanhar. A emenda já está pronta. Senhor Deputado Sergio Majeski, quer falar agora? O SR. SERGIO MAJESKI - (PSDB) – Bom-dia a todos. Serei breve. Desde que entrei aqui, algumas pessoas me procuraram para falar sobre esse problema dos 11.98. Depois, fui conhecendo outras pessoas até que não trabalham mais aqui. Conheci na academia uma senhora que é ex-funcionária e que veio me falando sobre essa situação. Uma coisa curiosa e que chama a atenção é que tudo aquilo que é para o Judiciário sai tudo muito 26 - Diário do Poder Legislativo rápido, tudo é aprovado muito rápido. Vê-se que o Judiciário quase nunca tem problema, principalmente os magistrados, relativo a salário, a auxílio de qualquer coisa. Por exemplo, é uma afronta o auxílio-moradia recentemente aprovado. É uma grande afronta. E, aí, você vê categorias importantes para a sociedade, sejam servidores de um Poder como a Assembleia Legislativa, sejam professores, por exemplo, que têm um salário que é o equivalente a um tíquete-alimentação de um juiz ou de um desembargador, que são desrespeitados o tempo inteiro. E ficamos imaginando o porquê. Acho que isso é o que se chama de promiscuidade existente entre os Poderes. Os funcionários da Assembleia Legislativa não podem julgar ninguém. Não tem processo engavetado na mão de vocês, que podem liberar a qualquer hora e botar pessoas nas barras dos tribunais ou na cadeia. O Judiciário tem um trunfo. As pessoas morrem de medo do Judiciário, seja governador, seja político, de uma forma geral tem um medo danado do Judiciário. Ao se negar benefício para o Judiciário, você pode ser repreendido ali na frente. Não conceder um benefício, um aumento ou um pagamento atrasado fica mais complicado. A mesma coisa relativa aos outros tribunais, seja o Tribunal de Contas, sejam também as outras instâncias, como, sei lá, Procuradoria e não sei mais o quê. É lamentável que coisas assim ocorram. Mas é aquela história, se diz assim: o Brasil é uma democracia muito jovem, por isso ainda estamos nessa situação. Não se trata disso. Isso é balela! Com quinhentos e quinze anos de história não é jovem coisa nenhuma. Se o problema fosse esse, então o Canadá, que é jovem como o Brasil, a Nova Zelândia e a Austrália, que são muito mais jovens do que o Brasil, deveriam ser países bem piores do que o nosso, não é? Nossa questão é outra. Nossa questão é falta de educar o povo para saber exigir, para que o povo exija que os poderes cumpram efetivamente com suas funções, que cada um faça o que tem que fazer. Mas vamos caminhando. O Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos me convidou para fazer parte desta comissão especial. É um prazer lutar por aquilo que é um direito adquirido das pessoas. Estaremos aqui lutando. Espero que tenhamos sucesso nesta comissão e que vocês recebam aquilo que é de direito, porque o que é de direito é de direito e pronto. Acabou o papo! E vamos que vamos, que vamos conseguir, se Deus quiser. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Para isso, vamos chamar o pessoal do tribunal aqui também. O Tribunal pagou, mas pagou até a mais. Registro a presença de dois ex-diretores da Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Assembleia, da minha época, o João Ângelo e o Djalma. Já foram diretores nesta Casa. Meus parabéns para eles. Antes de o Senhor Deputado Gilsinho Lopes falar, tem uma pessoa que pediu para falar, a Senhora Helcia Carneiro de Oliveira. A SR.ª HELCIA CARNEIRO DE OLIVEIRA – Bom-dia! Sou servidora do Tribunal de Contas do Estado já há trinta anos, isso muito me honra. Estou no cargo comissionado, e ficar em cargo comissionado por trinta anos, realmente, é uma luta. Antes de começar o que tenho que falar, dou os parabéns ao Doutor Enivaldo dos Anjos, de quem ainda não me esqueci e não vou me esquecer nunca de que foi um de nossos conselheiros, e ainda é, e é muito bem lembrado. Ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes, tenho a dizer que os bons, realmente, voltam para esta Casa, assim como o Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, que esteve nesta Casa desde 1979. Eu já estava casada e vinha acompanhando, e tive um grande prazer de trabalhar com S. Ex.ª, não diretamente, mas de outra forma de trabalho, seja nos processos de aposentadoria e nas sessões do Tribunal de Contas. Senhor Deputado Sergio Majeski, por coincidência, ontem é que vim saber quem é V. Ex.ª, quando assisti a um vídeo em que falava da Escola Viva. V. Ex.ª deu uma aula de cidadania, do que é ser um deputado, do que é respeitar o direito do outro, e isso está sendo muito esquecido já há um tempo para cá. Agradeço, principalmente, à Arsal, que por trinta e oito anos esteve na minha vida. Meu marido, José Benedito Silva de Oliveira, que está na luz, o Bené, foi muito querido nesta Casa. Todas as vezes que eu entro nesta Assembleia Legislativa ou que passo na garagem para ir ao Tribunal, a emoção é muito forte. Ele chegava aqui às 5h30min, encostava a Blazer dele; ao lado, na mesma hora, o Doutor Miguel Amm encostava também. Leandro Machado, presidente do nosso Sindicato, nós servidores – falo nós, em nome do meu esposo –, precisávamos ter mais força para ajudar a Arsal, e o Sindicato é uma força. Não sei se posso me sindicalizar, na qualidade de viúva – não gosto nem dessa palavra –, em nome do meu esposo, que tinha muito carinho pelo Leandro. Continuar na Arsal em nome da memória dele. Vi meu esposo com dois direitos arrancados dele. Ele faleceu falando nos 11,98%. Muito honradamente, o Tribunal de Contas do Espírito Santo resgatou nossos direitos, um direito que foi reconhecido responsavelmente pelos conselheiros, o que deveria ter sido feito nesta Casa. Quero dizer que recebendo como recebi, não deixarei de estar hoje de mãos dadas com vocês. É claro que vão dizer: Mas ela tem direito. Mas não é para mim, é para minha família, para meus filhos, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 para meus netos. Para mim, não. Já tenho o que tenho, esta ótimo. Estou nessa luta com vocês. Estive a primeira vez, porque quero de todas as formas possíveis ajudar no que for preciso, seja junto aos deputados. Um grande amigo fala que com minhas bases farei esse pedido para que eles tenham bom senso, porque direito, como diz o deputado Sergio Majeski, é uma coisa que não se tira de ninguém. Nem do lavador de carro, sem menosprezar ninguém. Na semana passada, tivemos a grande presença da Assembleia de São Paulo, da Paraíba, uma força para nós, um encontro de servidores de trinta anos atrás, de colegas que já se tornaram amigos, pessoas que, antes eram constrangidas, tristes, sem fé, sem orgulho de trabalhar nesta instituição. Não direi que o Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos será o Robin Hood, não. Acredito muito que Deus coloca anjos em nossas vidas. O Senhor Deputado Enivaldo esteve na Assembleia Legislativa em 1979, foi para o Tribunal de Contas, aposentouse. Isso tudo Deus fazendo. Não era ele não, era Deus. Deus fez com que ele tivesse a vontade. Ele é mais feliz aqui, isso posso falar. Ele é muito mais feliz aqui. Semana passada, vi o Senhor Deputado Enivaldo rindo, feliz ao lado do seu povo. Deus trabalhou para que ele estivesse aqui. Está sendo trabalhado por Deus para desatar o nó dos 11.98%. (Palmas) Ele precisa muito da nossa ajuda, da nossa união. Não tem Arsal, não tem sindicato; tem o servidor da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Na vontade de Jesus e de Deus, os 11,98% merecidamente, sofridamente, porque as coisas só têm valor assim, virá para cuidar da saúde de alguém, coisa que não pude fazer muito, para que meu marido tivesse um conforto melhor. Se tivesse recebido os 11,98%, teria realmente um conforto melhor. Quero dizer ao Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos que nada acontece por acaso. Nada, nada. O que acabei de dizer agora. Ontem foi a palestra do Senhor Deputado Sergio Majeski que assisti e brinquei: Gente, preciso conhecer esse deputado. E hoje ele está aqui. Isso foi eu que liguei pedindo para ele vir? Não. Jesus já tinha trabalhado para que ele estivesse aqui, representando a comissão, representando as Senhoras Deputadas Janete de Sá e Luzia Toledo, que sei que gostariam de estar aqui. Terminarei, serei mais breve. Há outras pessoas falando. Aqui é muito bom falar. Acho que virei um dia para cá. Passarei este livro para o Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, que é um livro que acabei de ler. Por sinal o título é: Nada é por acaso. E é assim a vida dele, nada é por acaso. Muito obrigado por essa oportunidade. Fiquem com Deus e não se preocupem, Jesus já está trabalhando. Já, já estará no banco. Podem ter certeza. Diário do Poder Legislativo - 27 O SR. PRESIDENTE - (O SR. ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Gostei da manifestação da Helcia Carneiro de Oliveira, só que ela me envelheceu para danar. Comecei a trabalhar com nove anos de idade. Apenas como sugestão sobre o que a Helcia falou, no dia 09 teremos reunião com a Arsal e o sindicato para discutirmos questões de funcionários. Aproveitando a deixa que ela deu, eu queria ver se a Arsal e o sindicato já trabalhavam a ideia de criarmos uma comenda para que pudéssemos, todos os anos, homenagear um número de servidores, dos que estão em atividade e dos aposentados. Que façamos uma sessão homenageando-os. Aí a comissão poderia estabelecer três aposentados e três em atividade. Arranjaremos um patrocínio para darmos um relógio para cada homenageado, uma faixa. Temos que reviver o nosso povo porque não podemos parar. Parar só depois que morrermos. No descanso o resto da vida. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes, e depois aprovaremos a ata e o ofício da convocação para a próxima sessão. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Senhor Presidente Enivaldo dos Anjos, Senhor Deputado Sergio Majeski, servidores da Assembleia Legislativa, telespectadores, queria, preliminarmente, parabenizar V. Ex.ª, Senhor Presidente, pela criação desta comissão. Tivemos nos quatro anos da legislatura passada deputados aguerridos que aqui não estão. Cito o exemplo do ex-deputado José Esmeraldo que foi um guerreiro, irmão, parceiro, esteve em todas as lutas e em todas as reuniões juntamente com outros deputados. Tive a oportunidade, junto com o Leandro Machado, o Lelê, com o Gildo Gomes, com o doutor José Arimathea Campos Gomes, de despachar com o procurador-geral, com o procurador vinculado ao processo, com o juiz da Vara para que sentencie em favor da categoria. Estamos acompanhando esse trabalho. Mas precisamos, sim, de homens destemidos. Vejo na figura de V. Ex.ª e do Senhor Deputado Sergio Majeski esses homens que precisamos somar para brigarmos contra essas pessoas que só querem ver o lado delas, principalmente a Procuradoria do Estado. (Palmas) É um caça-benefícios dos servidores, mas contra os deles não. Tanto é que pelo precatório da trimestralidade estão lutando, discutindo e brigando em Brasília e só o deles foi reconhecido até o presente momento. Estive com a Ministra Assusete Magalhães no STJ e S. Ex.ª disse que até o governador, mais os procuradores, foram até lá para tentarem brecar, frustrar o pagamento dos servidores do Executivo, que têm direito. Mas o da Procuradoria está em franco andamento. 28 - Diário do Poder Legislativo Nós, desta Casa, como V. Ex.ª colocou, Senhor Deputado Sergio Majeski, somos responsáveis por isso, porque na legislatura passada criamos o fundo da procuradoria, que os possibilita receberem essa sucumbência tão falada pelo Gildo Gomes. Eles criam essas situações para engordar os salários deles, mas das outras pessoas que têm direito eles não aprovam. Das carreiras jurídicas do Estado, os procuradores do Estado são os mais beneficiados. Quando ouvimos o José Maria Pimenta, nosso servidor mais antigo na ativa nesta Casa, falar em humilhação, concordamos: é humilhação sim, Pimenta. É humilhação sim. Queremos agradecer esse empenho, essa vitalidade que você tem, essa demonstração de carinho pelos servidores e pelos deputados. Você sempre preocupado quando um deputado se ausenta por um motivo ou por outro, justificado ou injustificado, dizendo: Olha, tem que justificar sua ausência; vem já com um ofício pronto para nós. Isso é uma demonstração de carinho e temos que retribuir com trabalho a vocês. Ouvi também a dona Lia Feu Rosa falando. Parabenizando e dizendo que os deputados abandonaram. Não! Os deputados todos, como disse o Deputado Enivaldo dos Anjos, todos são unânimes em apoiar o direito dos 11.98 de vocês. Todos os deputados. Alguns, têm outra linha de trabalho, têm umas dificuldades em suas bases, têm que estar em suas bases e às vezes não estão presentes. Mas tenho certeza que se precisar, se houver necessidade, os trinta deputados estarão juntos nessa luta junto com vocês. A Senhora Helcia Carneiro de Oliveira bem colocou aqui: apesar de ter dito que o Presidente Enivaldo começou a trabalhar muito cedo, e tudo, desde 1979 nesta Casa; chegou aqui nos idos de 87, 88. Mas quero falar que temos muitas saudades do Bené – José Benedito de Oliveira. Muitas saudades, porque era um amigo, um parceiro. Tive a oportunidade de ser deputado com o Presidente Enivaldo dos Anjos e na época a Arsal, jogávamos bola juntos, participávamos de festa juntos, interagíamos e tínhamos esse entrelaçamento que é benéfico para a gente estar sempre antenado com os direitos. Mas, aproveito a oportunidade, quando o Lelê – Leandro Machado, falou que estiveram lá e que a faxineira os levou até o Ministro Lewandowski. Está aí, bem claro e dito e entregue no livro para o Deputado Enivaldo dos Anjos que nada acontece por acaso. Estive no gabinete do Ministro Lewandowski para resolver o problema de uma servidora da Câmara Municipal de Cariacica. Não tinha horário marcado e S. Ex.ª ia passando pelo corredor e disse-lhe: Ministro, preciso falar com V. Ex.ª. – Você tem agenda? Respondi: Não tenho, mas Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 vim do Espírito Santo, estava aqui e aproveitei para ver se tinha a oportunidade. E S. Ex.ª me recebeu na maior simplicidade e em ato contínuo pegou o processo e julgou e a servidora está recebendo seus direitos. Então, temos todos os direitos garantidos pela Constituição, todos garantidos pela legislação, pela lei. O juiz foi bem claro: aquela reunião que estávamos com o doutor Henrique Fraga, eu, Leandro Machado – Lelê, o Gildo Gomes e o doutor José Arimathea Campos Gomes e com o doutor Rodrigo Júdice. O doutor Henrique Fraga, meu amigo pessoal, falou que iria recorrer. Disse para ele: Não faça isso! Vocês estão cometendo uma injustiça que não fizeram para os outros poderes. Não faça isso porque estão tirando o pão da boca das pessoas necessitadas. Muitas pessoas já faleceram e não tiveram o direito de usar de um direito deles. Então, é quando o deputado coloca para realizarmos a audiência em frente à Procuradoria, não é para afrontar ninguém. É para chamar a atenção desse governo, que eles não são superpoderosos e que temos direito e vamos lutar por esses direitos e vamos brigar por esses direitos. O Gildo Gomes falou em colocar pneus. Não! Não é o momento. Mas vamos lá, vamos dar trabalho para eles; vamos juntar o dobro desse pessoal que está aqui e vamos para lá. Não vai ter corte de ponto, não vai ter nada! Temos que ir para lá e fazer coro porque vocês unidos, vocês unidos ninguém, ninguém é mais forte do que a união dos servidores. Sempre digo que o trabalho desse atual governo é fazer intriga entre as categorias de servidores para que dissociem uns dos outros e aí enfraqueçam. Mas, não! Vocês têm que estar unidos, mesmo com as diferenças pessoais, mesmo com as diferenças setoriais, vocês têm que estar irmanados de um único propósito que é receber os 11,98%, que conseguiremos, com fé em Deus. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Parabenizo os Senhores Deputados Gilsinho Lopes e Sergio Majeski. Estou sentindo que vamos partir com pressão para cima desse povo. Fizemos uma lista na qual registramos várias presenças. Sugiro a alguém que tenha mais habilidade com o WhatsApp que crie um grupo chamado 11,98 e cadastre esse povo para fazermos contato. Mas não fiquem colocando escudo do Flamengo, esses negócios não. É só para falar esses assuntos. Adicionem os três deputados desta Comissão no grupo para irmos conversando, porque às vezes a pessoa não quer falar aqui porque fica acanhada. E não mandem foto de mulher não, pelo amor de Deus. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 29 Depois agradeceremos porque tentaremos falar rapidinho sobre a presença do pessoal. Antes, pela comissão, temos que submeter as atas à aprovação dos Senhores Deputados. Em discussão as atas. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. aprovação. SERGIO MAJESKI O SR. aprovação. GILSINHO LOPES – Pela – Pela O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Atas aprovadas como lidas. Decidiremos agora com relação à próxima reunião e ao próximo convidado. Lerei o ofício e submeterei à aprovação dos Senhores Deputados. Depois, pediremos a aprovação dos senhores também, como público da nossa Comissão. Quanto ao sindicato, na próxima reunião não entrará quem não foi sindicalizado. Então, está aqui a ficha, porque sozinho nem elefante tem força, tem que ser agarrado. Então, peço ao pessoal para se filiar. Quem estiver com dificuldade, pode trazer a prestação do sindicato que eu pago. O sujeito quando nasce não tem que ser registrado? Então todo servidor, para ter luta, tem que ter sindicato, senão não tem luta. O Ofício é o n.º 07/2015, dirigido ao procurador, senhor ausente Rodrigo Rabello Vieira, e diz o seguinte: A Comissão Especial, criada pela Resolução Nº 3.990 para apurar os motivos relacionados ao não recebimento dos 11,98%, por parte dos servidores deste Poder Legislativo, vem CONVIDAR V.Exa., para participar da Reunião Extraordinária a realizar-se no dia 24 de junho de 2015 (quarta-feira), às 15h, no Plenário “Dirceu Cardoso” desta Augusta Casa de Leis, com o objetivo de contribuir com informações relevantes para subsidiar os trabalhos desta Comissão. (...) Agora o fecho do ofício, que submeteremos à aprovação: Na oportunidade pedimos que V. Exa. confirme com antecedência o seu comparecimento a reunião supra citada, sendo certo que, em caso de não atendimento ao convite em tela, esta Comissão realizará a presente reunião nas dependências desta Procuradoria Geral. Entendeu? Estamos marcando para o dia 24, às 15h, aqui, já pedindo para S. Ex.ª confirmar com antecedência. Se não confirmar, vamos todo mundo sair daqui a pé para a Procuradoria fazer a sessão no local. Temos outra novidade também, que gostaria de consultar a Comissão com a participação dos senhores. Fomos procurados e estamos tentando ouvir primeiro o procurador, porque acho que seria mais interessante para falar por que não está pagando, mas fomos procurados e se ofereceu a depor na Comissão e aceitaremos, pelo menos é a nossa intenção, mas teremos que aprovar, lógico, a pessoa do senhor Paulo César de Carvalho. S. Ex.ª se ofereceu. Essa pessoa é juiz. S. Ex.ª funcionou nesse processo e quer vir depor aqui, evidentemente a favor para explicar. Não sei se podemos já chamar no mesmo dia ou se pode ou se devemos esperar para a próxima reunião. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Senhor Presidente, pela ordem! Seria oportuno se o magistrado pudesse estar aqui no mesmo dia que o procurador geral, porque eles desqualificaram a sentença do juiz e têm que respeitar, porque o juiz tem legitimidade e conhecimento de causa, e sua sentença foi extremamente correta. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Como se posiciona o Senhor Deputado Sergio Majeski, com respeito a ouvir também o juiz, na próxima quarta-feira, às 15h? O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB) – Aprovo. Concordo com o convite. Só pode ser convite, não podemos convocá-lo? O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Ele está se colocando à disposição. O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB) – Certo. Estava me referindo ao procurador. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Não, o procurador será convidado de novo nesta Comissão, na CPI ele será convocado. 30 - Diário do Poder Legislativo O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Senhor Presidente, pela ordem! Gostaria só de fazer um registro. A celeridade dessa Procuradoria em atrapalhar a vida dos servidores se estende ainda mais. Existe uma igreja com quarenta anos de existência, no bairro Pedro Fontes, onde era o antigo leprosário em Cariacica, que eles pediram a reintegração de posse. E área é daquelas pessoas, dos doentes que tinham hanseníase, era uma área deles, que foi doada para a igreja. A igreja foi construída e eles levando a palavra de Deus, pregando, tirando pessoas das drogas, do mundo do crime, de tudo, e a Procuradoria fez isso, por meio do Senhor Rodrigo Rabello Vieira. Tirei fotos ontem do local e estou indo despachar com o juiz para ver se torna sem efeito essa situação. Então eles são tão céleres em prejudicar os direitos dos outros e ainda prejudicar quem leva a palavra de Deus e que tira as pessoas do mundo das drogas. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Vamos submeter também ao Plenário a aprovação da vinda do juiz também para quarta-feira, às 15h. Os que forem favoráveis, favor se manifestar levantando uma das mãos. (Pausa) Aprovado. Peço à assessoria que encaminho ofício de convite ao juiz, para comparecer a esta Comissão no horário de 15h30min. Quem ficou encarregado de fazer WhatsApp? Peço que fique registrado nas notas taquigráficas que agradecemos as presenças nesta reunião histórica de Charles Queiroz, Edmilson Lucena, Vespasiano Gomes de Faria, José Maria Pimenta, Edson Moreira Ferreira, Rosangela Barcelos, Igmar Maria, Paulo Cesar Mota, João Manoel Dutra, Ricardo dos Santos, Arlete de Souza Lima, Leila Sueli Peçanha, Rosane Matos, Ademir Pazolini, Vera Lúcia Nascimento, Aloísio da Silva Brandão, Rui de Oliveira Matos, Paula Miranda Portela e Maria Borges dos Santos, Luis Paulo Pinto, Domingos Sávio Pinto Martins, José Marques Cosme, Acir Mendonça Pereira, Gisele de Araújo, Djalma de Sá Oliveira - nossos cumprimentos ao nosso ex-diretor -, Dilmo Cesar Castro, José Albino, Gildo Gomes, Eliseu Maria Guimarães, Carlos Augusto Ferreira Falcão, Helena Louzada Martins, Antonio Daniel Agrizzi, Anadir Loureiro Rocha, Renato Barroso Noimek, Ana Lúcia Feitosa, Eliana Jantorno dos Santos, Pedro Velozo, Luciana Fabíola Nunes Borges, Élcia Carneiro de Oliveira, Maria Aurea dos Anjos Sad, essa é minha parenta. Tânia Regina Araújo, Jorge Luis Gouvêa, Lilian Pimentel Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Caetano, Flávia Gama Martins, José Carlos de Almeida, Eulália Maria Franklin; Elza Felipe Nader; Luciano Mateus; Maria das Graças dos Santos; Carlos Roberto Cabalini; Lilian Borges Dutra; Camila Barbosa Furtado; Roberto Souza Rodrigues; Lindalva Barbosa Cardoso Conceição; Neuza Gomes de Souza e Mônica Cunha Castelo. Os senhores podem não acreditar, mas essas reuniões ficarão na história. Então, quem registrou presença terá seu nome registrado na história das soluções do problema que mais aflige esta Casa. Por isso estamos fazendo questão de registrar as presenças. Agradeço a todos a presença. Está mantida nossa reunião com os funcionários no dia 09 de julho, que será fora da comissão. Está convocada a realização da próxima reunião desta comissão no dia 24 de junho de 2015. Espero todos, pois se o procurador não vier sairemos pela rua atrás do Zé Precão em direção à Procuradoria. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Registro, com satisfação, a presença do Edmilson Lucena Filho, presidente do Sindicâmara. S. S.ª está presente em todas as Câmaras Municipais e hoje apoia os servidores do Sindicato. Obrigado pela presença. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Está feito o registro, Deputado. Antes de encerrar a reunião, temos as fichas de filiação ao Sindicato para os que desejarem se filiar. Terei o prazer de abonar a filiação no Sindicato. E vocês vão me decepcionar se ninguém se filiar agora para não abonar nenhuma ficha. Obrigado a todos. Até dia 09 de julho. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 11 h02min. _____________________________________ COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DA SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS. DÉCIMA QUARTA REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 30 DE JUNHO DE 2015. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus declaro abertos os trabalhos desta Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Comissão. Convido a senhora secretária a proceder à leitura da ata da décima terceira reunião ordinária, realizada em 23 de junho de 2015. (Pausa) (A Senhora Secretária procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Em discussão a ata. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. GUERINO ZANON - (PMDB) – Pela aprovação. O SR. CACAU LORENZONI - (PP) – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Aprovada a ata como lida. Solicito à senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: Processo administrativo n.º 152354/2015 do senhor Rodolfo Queiroz Laterza, delegado da Polícia Civil e presidente do Sindepes, requerendo que seja cedida cópia da gravação na íntegra de seu depoimento nesta CPI no dia 23/06/15. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Ciente. Junte-se aos autos para despacho. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: Of. Gab. PMA n.º 174/2015 da Prefeitura Municipal de Anchieta encaminhando as notificações solicitadas pelo Of/CPI n.º 074/15. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Ciente. Junte-se aos autos. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA – Senhor Presidente, não há mais Expediente a ser lido. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Tem alguma comunicação? A SR.ª SECRETÁRIA – Não. Diário do Poder Legislativo - 31 O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Obrigado. Peço a atenção dos senhores Francisco José Gonçalves Pereira, Antonio Leopoldo Teixeira, Beline José Salles Ramos e doutor Danilo Bahiense Moreira. Vou ler o requerimento que originou a instalação desta CPI para os senhores: Requerimento n.º 101/2015. Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas irregularidades do pagamento e sonegação de tributos e valores gerados na atividade de produção de petróleo e gás no estado do Espírito Santo, possível omissão e/ou abuso de autoridades e de agentes políticos e públicos na defesa dos interesses fiscais e financeiros administrativos do estado do Espírito Santo e seus municípios, especialmente no cumprimento do dever constitucional de suas funções de fiscalização, apuração, cobrança e execução judicial de dívidas tributárias junto às empresas petrolíferas e suas empresas contratadas e sua relação com possíveis doações financeiras efetuadas a organizações do terceiro setor, especialmente Ongs e Oscips, apurando a origem e a destinação dos respectivos recursos e pagamentos de benefícios salariais a servidores públicos sem a devida cobertura legal. Aqui tem vários relatórios que foram juntados à CPI, que tratam da questão da sonegação, especialmente, do caso da sonegação de ISS que gerou a cobrança de vários municípios da área de petróleo, e essa ação dos municípios contra as possíveis sonegadoras. Surgiu também uma operação, chamada Operação Derrama, que culminou com a prisão dos ex-prefeitos que estavam cobrando da empresa. Daí a dúvida de que essas ações do Tribunal de Contas e da ação da Operação Derrama constrangeram e, de lá para cá, até hoje, os municípios não cobram mais os impostos com receio de que possam ser penalizados via de processo ou pelo Tribunal de Contas. E, nesse aspecto, com a paralização das cobranças, os municípios já têm mais de quatro bilhões em mãos da Petrobras sem poder cobrar em função desse tipo de preocupação. Ouvimos aqui os prefeitos desses municípios, os procuradores, e todos eles afirmaram que, após a Operação Derrama, por receio de sofrerem penalidades, eles pararam de cobrar o ISS devido. 32 - Diário do Poder Legislativo A comissão informou a todos eles que não cobrar imposto, não autuar as empresas é crime de improbidade administrativa e que eles estão sujeitos a serem processados por improbidade se não cobrarem os impostos. Dessa dúvida surgiu entre cobrar e não cobrar, estamos então fazendo tomadas de depoimentos com relação à Operação, porque há denúncias na própria CPI de que essa Operação foi feita para proteger as empresas sonegadoras em detrimento das cobranças, até porque a Operação não atuou contra as sonegadoras, só atuou contra quem estava recebendo. Doutor Danilo, V. S.ª tem conhecimento dessas apurações que estão sendo feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA Não tenho conhecimento, deputado. Só através da imprensa e através de colegas que a gente teve alguma informação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Dessas informações que chegaram ao conhecimento do senhor, o senhor tomou conhecimento de que o seu nome foi citado em depoimentos aqui na comissão por ter participado dessa Operação Derrama, na condução de presos dessa Operação ou de operações diferentes? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Na realidade, Senhor Deputado, eu não participei da Operação Derrama. Eu, como superintendente de Polícia do Interior, à época dos fatos, eu dei apoio logístico apenas, ao delegado que estava à frente da Operação. Ele solicitava, às vezes, alguns policiais do interior do Estado para apoio logístico e a Superintendência disponibilizou, já que o delegado que estava trabalhando é do Nuroc, que é ligado diretamente à Sesp. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Dos depoimentos que tivemos aqui, nós ouvimos o advogado Beline, o Senhor Francisco, o Xyko Pneus, e ouvimos o juiz Leopoldo. Dessas inquirições surgiu a apresentação de uma gravação que vamos pedir à área técnica para passar e, depois, vou perguntar ao Senhor se tem conhecimento. E vamos fazer uma pergunta com relação ao procedimento que foi adotado em função dessa gravação. (Pausa) (É reproduzido o áudio) O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Essa foi a gravação. Queria consultar ao senhor Francisco. O senhor confirma essa ligação? Houve essa ligação que acabamos de ouvir? O SR. FRANCISCO JOSÉ GONÇALVES Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 PEREIRA – Sim, confirmo, excelência. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Belline, essa gravação existiu? Houve realmente essa conversa? O SR. BELLINE JOSÉ SALLES RAMOS – Houve, sim, excelência. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Leopoldo, o senhor confirma e tinha conhecimento dessa gravação? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Senhor Presidente, tomei conhecimento depois. Estava preso e vi no Fantástico. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor reconhece essa gravação na voz da sua esposa? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Reconheço. Ela me falou depois. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Danilo, o senhor tinha conhecimento dessa gravação? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Não, senhor, não tinha conhecimento da gravação. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – É a primeira vez que o senhor ouve essa gravação? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – É a primeira vez que ouço. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Leopoldo, em declarações prestadas na comissão, o senhor disse que esteve um período preso e que, nesse período que esteve preso, esteve preso no quartel e esteve preso em um hotel. Gostaria que o senhor explicasse essa prisão, esse período e quem conduziu o senhor de um local para o outro, da primeira prisão, de onde o senhor ficou, para onde o senhor foi e se existiu alguma dessas saídas da prisão, se existia uma saída da prisão para algum lugar do Poder Judiciário. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Para o Poder Judiciário eu saí várias vezes nas audiências. Foram várias audiências. Tive que sair para audiências às vezes de manhã, à tarde... Foi muito corrido. Mas no início, em 2005, eu dormi uma noite ou duas, salvo engano, no hotel Aruan. Na primeira noite... Não sei se é hotel. É ali na... Tinha várias quitinetes, ali em frente... Na descida da ponte Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 33 Ayrton Senna. Acompanhado no meu quarto por vários policiais fortemente armados. Trataram-me bem, é claro, mas várias metralhadoras lá, e eu dormindo no meu quarto. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor saiu de lá, depois desse encontro, mais ou menos que horas? A hora que o senhor chegou lá foi mais ou menos umas 3h? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quem conduziu o senhor para esses locais? O SR. ANTONIO TEIXEIRA – Às 3h da manhã. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Todas as conduções naquele período de investigação foi o ilustre doutor Danilo Bahiense, que estava assessorando o relator investigador. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor disse aqui que teve um dia que o senhor saiu do quartel da Polícia Militar às 3h da manhã para ir até ao Tribunal de Justiça. O SR. ANTONIO TEIXEIRA – Confirmo. Confirmo. LEOPOLDO O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E quem foi que retirou o senhor do quartel até o... Conduziu o senhor até lá? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Nessa madrugada foi também o ilustre doutor Danilo Bahiense e sua equipe que me levou. Não foi até o gabinete do desembargador Pedro, foi até à sala de audiência, onde se faziam as audiências normais do meu processo, que funcionava a 1.ª Câmara Cível. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Nessa sala quem é que estava lá? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Quando eu cheguei à sala os policiais não ficaram na sala. Lá estava o pastor Brito, o juiz Valeriano, que era da Igreja Batista, o doutor Daniel, que é um magistrado hoje. Era magistrado na época também, mas foi assessor do desembargador Pedro. E o senhor Francisco. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor Francisco, vulgo Xyko Pneus? LEOPOLDO O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E o senhor saiu de lá... O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Eu estava dormindo. Eu pedi um tempinho para me arrumar para sair. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E o senhor voltou? O SR. ANTONIO TEIXEIRA – Sem advogado. LEOPOLDO O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor não estava com a presença do seu advogado? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Não. A ordem na época era não ter advogado, que advogado atrapalharia. E sem Ministério Público também. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Recebeu ordem de quem? Recebeu aconselhamento de quem para isso? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Eu chegando lá desconfiei de alguma coisa. Eu tenho que declarar isso, porque eu já declarei isso publicamente, escrito nos jornais, e mantenho até hoje. O mesmo carinho que eu sempre tive no passado, mantenho até hoje pelo senhor Xyko Pneus. A gente sempre teve um vínculo com igreja, um vínculo espiritual, um vínculo bíblico, cristão, na Adhonep. Ele que me levou para a Adhonep, um grande passo que eu dei na vida na época. Então eu sempre tive na época um carinho muito especial por ele... O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Xyko Pneus. E o desembargador Pedro. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor nesse dia o senhor voltou, saiu do presídio mais ou menos a que horas? 3h? 3h40min? 4h? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Isso foi nesse horário da madrugada? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Ah, demorou mais ou menos uma hora e meia. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Foi em uma madrugada. Salvo engano, de um domingo para segunda-feira. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E quem conduziu o senhor desse local até o quartel? 34 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – A mesma equipe do doutor Danilo, que estava à disposição da investigação. mesmo porque não posso declarar determinadas coisas, porque comprometerá a testemunha. Como sou testemunha arrolada, não posso falar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor Danilo, o senhor confirma essa... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor Danilo, o senhor é delegado, é bacharel em direito, o senhor sabe muito bem que não há nenhum impedimento e nenhum comprometimento do seu depoimento como testemunha, o senhor afirmar o que é público. Quero apenas saber se o senhor confirma isso, ele está dizendo na sua presença que foi conduzido às 3 horas da manhã. O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Presidente, é bom fazer um esclarecimento: por ocasião da morte do doutor Alexandre Martins de Castro Filho, eu era o titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. Então nós já iniciamos as investigações no mesmo dia, já prendendo algumas pessoas. Posteriormente nós trabalhamos também no inquérito. O inquérito foi transferido para outro delegado, para apurar intermediação e mando, e depois eu fui colocado à disposição do Tribunal de Justiça para atuar juntamente com o desembargador, porque eu era o chefe da Divisão de Homicídio e conhecia o caso. Com relação a esses fatos, sou testemunha no processo – sou testemunha arrolada pelo Tribunal de Júri, já fui inclusive, convocado. E o inquérito está sob segredo de Justiça. Tudo o que tiver de falar sobre esse caso, falarei no Tribunal do Júri, em Vila Velha. Já tem um júri marcado para agosto, inclusive, onde fui convocado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Não quero saber do processo que está correndo em sigilo de Justiça. Quero saber apenas se o senhor conduziu o juiz Leopoldo em alguma oportunidade. O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Conduzi vários presos, inclusive o juiz Leopoldo que era preso na ocasião. Conduzi vários presos, não foi só ele. Muitos presos ao Tribunal e de volta aos presídios. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E essa vez, foi o senhor que conduziu também, de madrugada, do quartel até o Tribunal? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Conduzi várias vezes, presidente, como já falei para o senhor, conduzi várias vezes. Todas as vezes que ele era convocado, ou que eu recebia uma determinação do presidente do inquérito, que é o desembargador Pedro, eu fazia o transporte dos presos. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Esse horário especificamente o senhor não lembra? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Tudo o que eu tiver que falar, presidente, com relação a esse crime, vou falar no Tribunal do Júri, até O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Conduzi todas as vezes em vários horários, presidente: de manhã, de tarde, de noite. Todas as vezes que ele foi convocado o conduzi até o Tribunal de Justiça, porque eu estava à disposição do Tribunal. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E todas essas conduções foram feitas por determinação do desembargador-presidente do Tribunal? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – O inquérito como se vislumbra, o senhor sabe, quando se vislumbra suposta participação de um magistrado, a presidência do inquérito passa para um desembargador e eu estava à disposição dele. Obviamente eu fazia o que era determinado, dentro da legalidade. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor Danilo, essa retirada de preso do presídio da Polícia Militar, é feita oficialmente ou não oficialmente? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Toda retirada de preso é feita oficialmente, até mesmo porque os presídios não liberam o preso sem o ofício. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Então nesse caso específico, o senhor afirma que houve a condução e ela foi legalizada perante o batalhão? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Todas as conduções de preso, presidente, foram regularizadas. Inclusive registrada em livro. Toda condução de preso é registrada em livro, tanto da Polícia Civil, quanto da Sejus, quanto da própria Polícia Militar é registrada em livro a saída do preso. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor chegou a tomar depoimento do juiz Leopoldo? O senhor tomou depoimento dele? Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 35 O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Também ouvi o juiz Leopoldo. inquérito. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas ouviu na sua delegacia ou ouviu em outro local? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Presidente, quando existe a suposta participação de um magistrado em um crime doloso contra a vida, o presidente do inquérito é um desembargador e ele relata o inquérito policial. O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Em momento algum na minha delegacia. Presidente, gostaria de lembrá-lo novamente que sou testemunha arrolada pelo júri. Fui convocado para a CPI da Sonegação e estou à disposição de V. Ex.ª para declarar o que for necessário. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas o senhor estando aqui na CPI e V. Ex.ª sabe muito bem que preside inquérito, posso questionar V. Ex.ª do jeito que eu quiser. V. Ex.ª tem o direito de responder ou não. O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Exatamente. Por essa razão que estou falando para V. Ex.ª que vou responder isso no júri, em agosto. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas isso não impede que eu faça outras perguntas ou o senhor está incomodado com minhas perguntas? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – De jeito nenhum. O senhor pode perguntar à vontade. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Nesse inquérito, o senhor está arrolado como testemunha de acusação ou de defesa? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Testemunha de acusação pelo Ministério Público. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O relatório desse inquérito foi feito pelo senhor ou por outro delegado? Ou foram vários delegados? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Esse inquérito policial foi relatado por alguns delegados e, obviamente, no que diz respeito ao acusado Antonio Leopoldo Teixeira, foi o desembargador quem relatou. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Ele relatou o inquérito? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Sim senhor. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Já fui escrivão por muitos anos e não estou lembrado que existe essa figura em apuração criminal, um desembargador relatar O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Ele é presidente de um procedimento em que a polícia apura e encaminha, exatamente por ter um foro privilegiado, encaminha para que ele possa dar seguimento. Agora, o inquérito, quem relata é o delegado. O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – O delegado não tem poderes, presidente, para presidir o inquérito onde se vislumbra a suposta participação de um magistrado. Delegado não tem competência para isso. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Acabei de dizer que o delegado, verificando que tem uma autoridade, tem que relatar e encaminhar para o foro competente. O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Ele não pode nem relatar. Ele não pode tomar nenhuma providência ou outra dentro do inquérito. Ele tem que encaminhar o inquérito diretamente ao Tribunal. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Relatar é o encaminhamento. É um histórico do encaminhamento. Lógico que toda autoridade pode fazer. Lamento o entendimento ser contrário porque relatar, qualquer pessoa pode relatar. Até um escrivão pode relatar um assunto e encaminhar à autoridade competente para dar seguimento. Passo a palavra ao Senhor Deputado Guerino. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – Bom-dia a todos. Só complementando, doutor Leopoldo, o senhor disse que além do doutor Danilo existiu outra figura que o acompanhava nas transferências do presídio para o Tribunal. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Era a equipe de policiais. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – O senhor citou o nome de um assessor. De nome... Daniel. Doutor Daniel. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Sim. Quando cheguei ao Tribunal naquela madrugada estava lá o pastor Brito e o Francisco, já estavam na sala me esperando. E dois juízes que o doutor Daniel, que inclusive é sobrinho 36 - Diário do Poder Legislativo do Danilo, é juiz, um grande magistrado, foi assessor também do desembargador Pedro por vários anos, muito competente, e o doutor Valeriano, que era da igreja do pastor Brito. O pastor Brito também presente. E o desembargador Pedro. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – Confirma, doutor Danilo? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Deputado, vou declarar o que for necessário no júri. No júri. A testemunha não vai ser desqualificada aqui para ficar impedida de prestar o depoimento no júri. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – O senhor também afirmou aqui, doutor Leopoldo, que por várias vezes nas transferências, em uma delas o deixaram em um hotel. O senhor já afirmou hoje também. Lembra o nome do hotel? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Um hotel. É o hotel Aruan. O outro, acho que não é hotel. Era de um amigo do doutor Danilo e ficava na descida da ponte Ayrton Senna. Na descida, mas na parte de Jardim da Penha. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – O senhor afirma aqui também, doutor Leopoldo, que quando chegou ao Tribunal estava lá o desembargador Pedro com muitos processos antigos. E sei que envolviam muitas pessoas. Cheguei a ver um nome, que iam sair cento e vinte e três mandados de prisão. Confirma essa informação? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Confirmo, confirmo a informação prestada. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – Doutor Francisco, vosso depoimento fez referência a esses processos. Também confirma essa informação? O SR. FRANCISCO JOSÉ GONÇALVES PEREIRA – Não fiz referência não, excelência, esses cento e vinte e três processos. Não fiz não. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – Que existiam vários processos em cima das mesas. O SR. FRANCISCO JOSÉ GONÇALVES PEREIRA – Não. Não disse isso não. Disse que acompanhei o processo do Leopoldo, a pedido do desembargador Pedro e como amigo dele, e como senador que era na época, mas não tive acesso a processo nenhum não. Tentei intermediar uma delação premiada em favor do doutor Leopoldo e sua família, por ser amigo dele e se estar cooperando com a Justiça. Mas eu não tive acesso minuciosamente a processo algum. Não manusiei, não vi processo de ninguém, e as minhas conversas sempre foram entre Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 o doutor Leopoldo e o desembargador. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – Doutor Leopoldo, qual o entendimento do senhor em relação àquela grande quantidade de processos dentro da sala de audiências para onde o senhor foi levado nessa madrugada, citada aqui em várias ocasiões? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Nessa madrugada, na verdade, estive prestando depoimentos vários dias. Prestando depoimento não. Estávamos montando um depoimento no gabinete do desembargador Pedro. Tinha outro assessor também chamado Mariano. Cheguei a ponto, na ocasião, falei: Deixa por conta; o que o doutor Danilo fizer, tudo bem. Eu assino qualquer coisa. Por causa da pressão que minha família estava sofrendo, só eu sabia. Também estava preocupado com minha vida, porque se eu morresse naquela época, o problema encerrava e todo mundo ficava bem. Eu tenho interesse que essa verdade apareça, essa verdade até hoje que não apareceu; que apareça, mas posso afirmar o seguinte, na ocasião, com todo respeito que me merece o delegado doutor Danilo Bahiense, ele fazia muita menção sobre a figura lá de uma A teia de aranha do Ferreira, que tinha mais de não sei quantas pessoas, e que todos estariam investigados. Então, fui questionado sobre essa questão, se conhecia fulano, fulano, fulano, e tinham muitos processos. Era uma operação muito grande na ocasião, não era só com relação a mim. E eu queria deixar uma coisa bem clara aqui neste Parlamento, em que pese o respeito que tenho pelo Francisco, que agora eu já sei; mas cheguei até pensar em fazer uma interpelação para saber, porque, eu, apesar da amizade, apesar de pertencer à igreja, eu, em momento algum, a minha família pediu auxílio logo que saiu a notícia da interferência do então senador Francisco e também do doutor Beline. Nós não pedimos ajuda, eu ficava até hoje me perguntando como que ele entrou nisso. Então hoje ele respondeu aqui que foi a pedido do desembargador Pedro e por interesse dele em ajudar a Justiça. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor Danilo, o senhor pretende confirmar ou não? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Presidente, como já informei, sou a testemunha arrolada pelo júri, e quem quiser saber o que eu sei, o que vou falar é só comparecer ao júri que estarei lá para prestar todas as informações. Mas não posso ser comprometido aqui, para ficar impedido de depor depois. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Eu sei doutor Danilo, é só o senhor falar isso, não precisa de ficar bravo comigo não, porque eu sou obrigado a fazer essa pergunta. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Não estou bravo, deputado, estou tranquilo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor é uma pessoa que considero muito, pode ficar calmo, pois sou obrigado a fazer a pergunta e V. Ex.ª entende disso. Doutor Beline, o senhor conhece uma informação de que o senhor e o Xyko Pneus estavam providenciando dinheiro para o juiz Leopoldo se ausentar do país? O senhor participou disso? Não participou? Ele pediu esse dinheiro ou não pediu? Teve algum momento em que o senhor participou disso? O SR. BELINE JOSÉ SALLES RAMOS – Desconheço essa informação, excelência. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E o Xyko Pneus? O SR. FRANCISCO JOSÉ GONÇALVES PEREIRA – Desconheço também, excelência. Nunca houve isso não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O juiz nunca pediu, nem te ofereceu nenhum dinheiro? O SR. FRANCISCO JOSÉ GONÇALVES PEREIRA – Não, e reafirmo também que procede quando diz que ele não me pediu ajuda, nem a esposa dele me pediu ajuda oficialmente, entrei como amigo dele, para cooperar com a Justiça, a pedido do desembargador. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Bom, vocês estão falando e está sendo registrado porque isso aí está no processo, esse tipo de afirmações. Concedo ao deputado Cacau Lorenzoni, relator. O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – Bom-dia a todos, ao presidente, aos deputados Padre Honório e Guerino Zanon. Gostaria de fazer uma pergunta ao delegado Danilo Bahiense. Por que já que o doutor Leopoldo era um preso pela Justiça, foi para um hotel? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Deputado, tenho carinho muito grande por este Parlamento, por todos os senhores, mas só vou declarar em juízo porque não posso ter o meu depoimento comprometido aqui para ficar impedido de depor. Já fui convocado e vou depor em juízo. O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – Qual o envolvimento do Xyko Pneus e do Beline Diário do Poder Legislativo - 37 nesse caso? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Eu não tenho qualquer conhecimento com relação a isso. Eles, certamente, poderão declarar se tem ou não envolvimento no caso. O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – Doutor Leopoldo, o senhor confirma que o que a esposa do senhor falou, que o Beline ia pagar todas as suas despesas no exterior, ou da sua família? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Olha, senhor deputado, na ocasião minha esposa me visitava, obviamente. Ela poderia até explicar melhor. Ela recebeu várias visitas na minha casa; visitas que eu não poderia nem declinar alguns nomes aqui, visitas de pessoas. Então, na época surgiu a ideia. E partiu até do... que eu ouvi, iam nos dar uma ajuda para contratação de advogado. Lá no exterior foi o próprio desembargador Pedro que disse que nós íamos resolver isso e que ele ia deixar tudo por conta do Xyko. O desembargador Pedro que falou, que o Xyko ia resolver o problema do meu apartamento, o problema das minhas dívidas, dos meus compromissos com bancos e que o Xyko ia resolver e depois o Xyko passou: deixa para a doutora Franceline resolver. A Doutora Franceline foi lá, foi onde que eu estava numa situação tão grande que cheguei a fazer até um testamento que li na presença do doutor Danilo Bahiense um dia lá, mas tinha gravação debaixo da mesa e isso depois apareceu até na Tribuna, o meu testamento, com alguns errinhos. Cheguei até a fazer um testamento porque achava que poderia ir e poderia, também, desaparecer a qualquer momento. O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – Então, seu Xyko Pneus e seu Beline que seriam os responsáveis? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Agora, quero registrar que jamais tive contato desse assunto com o doutor Beline. Desse assunto eu nunca tive contato com o doutor Beline. Tive contato, sim, com o Xyko que os dois andavam sempre juntos. E várias vezes recebi a visita no presídio, três vezes, do pastor Brito, que era pastor da minha igreja e ele pedia que eu não tocasse no nome do doutor Beline, claro, preocupado na época, mas depois... Isso me pediu. E A Gazeta do dia 20/06 de 2005, tenho cópia aqui diz o seguinte: O desembargador Pedro Valls Feu Rosa voltou a afirmar que o acordo que havia entre ele, o advogado de Beline Salles Ramos e o suplente de senador, o empresário Xyko Pneus, referente à prisão do juiz Antonio Leopoldo, foi o de transformar o 38 - Diário do Poder Legislativo magistrado em réu colaborador, caso Leopoldo admitisse dar todas as informações sobre o crime organizado no Espírito Santo. Isso aqui foi A Gazeta que publicou, não fui que falei. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Concedo a palavra ao Deputado Padre Honório. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT) – Bomdia a todos. Voltei a ouvir a gravação e vou ser apenas repetitivo, mas gostaria de fazer uma pergunta. Quando a sua esposa, doutor Leopoldo, disse sobre o que tinha sido combinado, lá na gravação: Ah porque o que tinha sido combinado vai ser cumprido. O que tinha sido combinado com o desembargador? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Deputado Padre Honório, diria a V. Ex.ª o seguinte: Quem poderia responder assim com mais precisão seria a Rosilene, porque eu estava preso sem contato com ela e a gente só tinha contato na quarta-feira e no domingo. Salvo engano, no sábado também, só ela poderia ir no sábado, mas ela e meu filho chegaram a empacotar tudo. Foi um desastre na vida. Tenho cartas lá de meu filho escrevendo pedindo a Deus que agisse na nossa vida e tal... Do meu filho, que graças a Deus é advogado, mas hoje é médico ortopedista em Salvador e o sofrimento dele tendo de largar todo mundo para cá e aquela loucura toda. E ele sofrendo. Eu sofria pressão de cá e eles sofriam pressão de lá para me fazer pressão. Era uma tortura dupla. A minha família sofria pressão de lá e eu sofria pressão de cá. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT) – Imagino que nesses momentos é a família que mais sofre, mas ela disse também na gravação: Limpar a barra do Tribunal. O que significa isso: Limpar a barra do Tribunal? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Foi talvez uma força de expressão assim dela de falar, mas faremos trinta e seis anos de casados. Eu fui promotor de Justiça em 1983 e 1987, e com vinte e nove anos eu já era juiz. Então, a gente acompanhou muita coisa, muita coisa. Tem muita coisa que gostaria de falar igual o doutor Danilo. Não vou falar nem no júri e não posso prejudicar também a minha defesa, mas se for preciso falar depois vou falar e escrever talvez até um livro sobre os bastidores do Tribunal. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT) – Na fala ainda da gravação surgiu a fala para não colocar, não envolver, o nome do Beline. Qual o motivo? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Bem, a preocupação inicial e citava sempre foi... O Beline sempre foi uma pessoa Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 aplicada comigo desde os tempos de faculdade. Fez Direito em Colatina e depois veio para a igreja; pastor. Era pastor da igreja que eu frequentava: Adhonep. Mas havia uma amizade muito íntima, é claro. Depois o desembargador Pedro não se preocupou com isso, mas havia uma intimidade muito grande do desembargador Pedro para com o Doutor Beline e isso não posso esclarecer quais são os motivos. Éramos amigos íntimos tanto é que A Gazeta aqui publica que ele afirma que ele procurou, fez um acordo, entre o Doutor Beline e o senador para me transformar em réu colaborador. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT) – Ela disse também que o senhor entra nisso para salvar a vida do Beline. Colocou isso na fala dela. Por que salvar a vida do Beline? O senhor disse também que o pastor Brito pediu para não envolver o nome dele. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – O Beline sempre foi muito invejado, era um advogado tributarista que estava com causas de alto potencial no País todo, da Schincariol e tal. Então, havia uma preocupação. Ele estava sendo investigado também e a gente não sabia. Tanto é que essa gravação não era do telefone da Rosilene que estava grampeado e sim o deles que estavam grampeados. Ao mesmo tempo em que eu estava preso, eles estavam também sendo investigados. Pode ser que o pastor lá sabia desses detalhes, que eles estavam sendo investigados, como sofreram depois também prisão, sofreram também como eu. O SR. PADRE HONÓRIO - (PT) – Doutor Danilo, conheço mais em função de um trabalho em Mantenópolis, onde o pessoal sempre falava coisas positivas a respeito das investigações lá. Mas, o doutor Leopoldo fala de uma teia. Que teia é essa? Acredito que seriam pessoas envolvidas dentro do esquema ou qualquer coisa nesse sentido. O SR. DANILO BAHIENSE – Deputado, até gostaria de, em outra oportunidade, talvez depois do júri, responder a vários questionamentos, mas estou impedido de responder, porque vou ser desqualificado como testemunha do júri. Já fui arrolado e intimado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Beline, o senhor deseja fazer alguma manifestação? O SR. BELINE JOSÉ SALLES – Não, excelência, apenas me colocar à disposição, sempre que necessário. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Senhor Francisco, deseja fazer algum esclarecimento? O SR. FRANCISCO JOSÉ GONÇALVES PEREIRA – Excelência, quero deixar bem claro a Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 esta Assembleia, a esta comissão parlamentar que atuei nesse caso como amigo de Leopoldo, como cidadão, como senador federal, na época, envolvendo o Ministério Público Federal, o senhor ministro Márcio Thomaz Bastos, envolvendo o delegado da Polícia Federal de Brasília. Coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento que se fizer mais necessário. Quero dizer que, eventualmente, se passaram alguns anos e pode ser que, fruto de alguma fala, desencontre, mas a essência do meu depoimento se faz em torno disso. Participei em situações especiais com o senador, eu e ele. Nunca participei de nenhum momento de coação ou de qualquer momento em que houve pressão ou forçamento de barra. Quero deixar bem claro que conversava com o desembargador Pedro e tomava as atitudes a níveis de levar a família do Leopoldo a um sistema que pudesse ser protegida, caso viesse fazer essa delação, que se julgavam necessária. Nunca entrei em mérito do que seria essa delação. Nunca participei de interrogatório algum. Estava presente e conversei com o Leopoldo como amigo, nunca discuti nada de assunto com ele, era só saber se ia fazer a guarda familiar dele, seriam levados para o Canadá. Cheguei a contatar com a Polícia Federal, o Ministério Público para isso, depois houve a decisão do Leopoldo em não fazer a delação. Saí do assunto e nunca conversei detalhe algum sobre isso com ninguém. Quero deixar bem claro que me coloco à disposição desta CPI e da Justiça, para que haja sinceridade e honestidade nas palavras. Coloco-me à disposição dos senhores. Eventualmente, se houver algum fato de que por acaso não tenha me lembrado, coloco-me à disposição de me retratar também. Mas, a princípio, o que falo aqui é um depoimento de firmeza e verdade, na presença da justiça de Deus. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Obrigado. Doutor Leopoldo, deseja fazer alguma manifestação? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Primeiro, gostaria, senhor presidente e senhores membros desta CPI, de dizer que também me coloco à disposição. Confirmo tudo aquilo que falei e quero declarar para o meu estado, aproveitar que a TV Assembleia está no ar, que a mentira é construída, e a verdade existe. E, até hoje, tenho57 para 58 anos, eu jamais vi a maldade prevalecer. E a verdade vai prevalecer. Eu jamais participei ou cogitei tirar a vida de qualquer um dos meus semelhantes. Eu sempre defendi a vida. Agora, queria apenas encerrar e fazer um registro da jornalista Andréia Lopes, de 27 de março de 2005, quando ela afirma num dos seus artigos: Faltam respostas. Só vou ler um parágrafo e depois passo às mãos de V. Ex.ª se interessar: (...) Mas para a população em geral, o Diário do Poder Legislativo - 39 Governo arranjou uma forma de dar uma resposta e talvez diminuir a repercussão do pedido de federalização do inquérito feito à Procuradoria Geral da República em função da lentidão com que o caso está sendo tratado. E gostaria que, quem sabe, através deste Parlamento, essa verdade venha. E ela só virá através da federalização. Só virá através da federalização, do bom-senso e porque foi uma mentira totalmente construída. E falo isso diante de Deus e diante deste Parlamento, que representa o povo do estado do Espírito Santo, principalmente nas comarcas onde trabalhei na minha vida. Quero agradecer e me coloco à inteira disposição. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Leopoldo, o senhor responde processo; respondeu ou responde só nesse caso do juiz Alexandre? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Eu respondi um processo do juiz Alexandre. No dia que chegou o alvará de soltura, eu estava na prisão junto com o José Coimbra, irmão do deputado Lelo Coimbra, que também estava preso lá, e mais outros presos. E a gente estava lá orando o Pai Nosso, e eu me despedindo deles. Interessante. Daí a pouco chegou o oficial de Justiça com o alvará de Justiça na mão e outro mandato de prisão na mão, alegando que eu tinha vendido uma sentença por três mil reais, recebido três mil reais. Eu acusado de corrupção. Fiquei mais cinco meses preso por causa desse segundo processo. Esse processo percorreu todos os caminhos, a imprensa me massacrou, eu fui absolvido na primeira instância, fui condenado no Tribunal de Justiça aqui do Espírito Santo e fui absolvido no Superior Tribunal de Justiça. Então, hoje, só respondo ainda a esse processo que aguarda recurso lá do Supremo Tribunal Federal. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor já morou como juiz em Pancas? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Morei, me criei em Pancas. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Não, como juiz. O senhor chegou a ter moradia lá depois que virou juiz? O SR. ANTONIO TEIXEIRA – Sim, sim. LEOPOLDO O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Quantas vezes nessa morada sua em Pancas o senhor recebeu lá o coronel Ferreira? 40 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Na minha casa nunca recebi. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – E na sua casa aqui em Vitória? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Na minha casa também não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor conhecia o coronel Ferreira pessoalmente? O SR. ANTONIO TEIXEIRA – Claro. o Estado todo. E eu pedi Vara de Execuções Penais, que é um absurdo, eu pedi isso ao Tribunal para desmembrar, fiz um projeto – graças a Deus que hoje desmembrou. Onde tem uma penitenciária, lá tem o seu juiz, tem o seu promotor de execução penal. De repente eu precisava de funcionários e eles mandaram uns três juízes para lá e não houve nenhum desentendimento. Nunca tivemos nenhum desentendimento. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quanto tempo o Senhor ficou na Vara de Execução Penal? LEOPOLDO O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor sabia se ele tinha algum problema, alguma pendência ou qualquer outro tipo de assunto com o juiz Alexandre? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Foram sete anos. Pelo contrário. Doutor Alexandre, quando ele fez concurso para juiz, eu acho que afirmei isso na sessão passada, o único que deu informação favorável para ele - ninguém deu contra -, mas só teve um juiz que deu informação, fui eu. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Não, não sabia. A única coisa que eu fiquei sabendo pela imprensa, a televisão mostrou, foi quando ele foi transferido para o Acre. Não sei, me parece que foi o saudoso juiz doutor Alexandre que determinou a transferência dele. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Nesse período em que o Senhor esteve nessa Vara de Execução Penal o Senhor respondeu a algum procedimento administrativo na corregedoria, alguma reclamação? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor chegou a ter conhecimento de que as pessoas nos meios jurídicos do Estado comentavam que o senhor tinha parceira com o coronel Ferreira, que o coronel Ferreira recebia a conta armado no interior e de que ele era protegido pelo senhor, que também facilitava a soltura ou a viabilização de soltura de alguns criminosos com regalias. O Senhor tem conhecimento disso? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Não, não tenho conhecimento e isso nunca aconteceu. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O Senhor nunca deu nenhuma regalia para preso condenado, principalmente para traficante, esses tipos de preso? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Eu sempre agi dentro da lei; não só a lei, dentro da lei, dentro da jurisprudência, dentro das fontes do direito, da doutrina, da lei. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Qual foi o desentendimento que o Senhor teve com o juiz Alexandre, na época que vocês trabalharam juntos na comarca? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Nenhum desentendimento. A imprensa que vez em quando cria, que fala em desentendimento. Eu nunca tive desentendimento nem com ele, nem com o Doutor Carlos Eduardo. Eles foram para lá trabalhar, era uma vara única para O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Olha, recebi sim. Eles fizeram um relatório do que estava na Vara. Alguém pediu a eles para fazerem um relatório, foi o Doutor Carlos Eduardo. E quero, até uma oportunidade que eu tenho para deixar para o Estado, neste relatório, às vezes a imprensa fala que eles denunciaram venda de sentença, e nesse relatório, é só pegar o processo, em momento algum eles falaram em venda de sentença. E numa entrevista que o Doutor Carlos Eduardo deu na TV Gazeta, ele disse que não fez representação. Eles fizeram um relatório ao Tribunal para mostrar a desorganização que estava naquela Vara, e essa desorganização era o excesso de trabalho e pouca logística, pouco trabalho, cujos pedidos eu tenho todos protocolados, que eu fiz ao presidente, ao corregedor-geral de Justiça. Eu cheguei a pedir até uma correição na minha Vara. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas o Senhor tem conhecimento, então, de que existia essa conversa de que o Senhor era um facilitador de liberação de preso e que isso era “corretado” pelo coronel Ferreira? O Senhor tem conhecimento de que circulava esse comentário nos meios jurídicos? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Não. Na minha eu nunca ouvi falar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O Senhor nunca ouviu falar? O SR. ANTONIO TEIXEIRA – Nunca ouvi falar. LEOPOLDO Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E o coronel Ferreira nunca frequentou, também, a sua Vara de Execução Penal? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Não, ele foi lá umas duas vezes, talvez três. Porque ele era coronel. Ele era chefe do Departamento Social da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, a quem eu devoto respeito muito grande. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Ele foi tratar de qual assunto lá? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Ele foi tratar de assuntos relativos à área dele, que eram de promoção social, que salvo engano, tratava desses casos de ajuda a preso, familiares de presos, policiais militares, famílias de policiais militares. Promoção social. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Então, o Senhor confirma que ele ia na Vara pedir ajuda para presos. O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Ele foi lá, com todo respeito, pedindo se pudesse verificar, agilizar. Era uma loucura a Vara. A Vara era realmente... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Ele comparecia lá armado ou desarmado? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Ele comparecia normal, fardado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas, armado? O SR. ANTONIO LEOPOLDO TEIXEIRA – Não me lembro se era armado ou desarmado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor Danilo, tem mais alguma manifestação que o Senhor desejaria fazer? O SR. DANILO BAHIENSE MOREIRA – Senhor Presidente, Senhores Deputados, eu sou filho desta terra, com muito orgulho, e dos meu quarenta e quatro anos de serviço prestados, tenho pouco mais de vinte e oito anos prestados à Polícia Civil, que tenho muito orgulho, também, de fazer parte da corporação, prestando relevante serviço neste estado, onde apuramos inúmeros crimes, inclusive, um deles onde havia um plano para executar um deputado desta Casa. Nós tivemos a oportunidade de agir e impedir que aquele crime ocorresse. Estou à disposição de V. Ex.as, infelizmente em virtude de ser uma testemunha arrolada, estou impedido de prestar essas informações, mas terei muito prazer, no futuro, em esclarecer todos esses fatos. Diário do Poder Legislativo - 41 O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Encerraremos a nossa sessão de hoje, agradecemos ao doutor Belline a presença, ao senhor Francisco Pneu a presença, ao doutor Leopoldo e especialmente ao doutor Danilo, que é realmente uma pessoa cujo trabalho conhecemos. Como servidor público, é um bom servidor público. Agradecemos a disposição de o senhor vir aqui, porque muitos falam, falam e, na hora em que são chamados a prestar esclarecimento, acabam não comparecendo. Agradecemos essa distinção que o senhor teve com a comissão. Se os senhores quiserem se retirar, fiquem à vontade, porque continuaremos a sessão com relação à definição de quebra de sigilo e aos nomes que serão convocados para a próxima terça-feira. Fiquem à vontade, porque aqui agora é só a parte administrativa. Se quiserem ficar, não há nenhum problema. Vamos ler para os senhores: Senhores Deputados. Considerando que esta Comissão Parlamentar de Inquérito, regularmente instituída pela resolução nº 3.937, publicada no Diário do Poder Legislativo de 19/03/2015, possui entre seus objetos de apuração a possível omissão ou abuso de autoridade perpetrada por agentes políticos e públicos na defesa dos interesses fiscais, financeiros e administrativos do Estado do Espírito Santo e seus municípios, especialmente no cumprimento do dever constitucional de suas funções de fiscalização, apuração, cobrança e execução judicial de dívidas tributárias, junto às empresas petrolíferas e suas empresas contratadas. Considerando que a denominada “Operação Derrama”, deflagrada entre os anos de 2012 e 2013 com o suposto objetivo de combater abusos na cobrança de tributos, notadamente do ISSQN incidente sobre a cadeia produtiva de petróleo, por parte de algumas prefeituras do Estado, guarda relação direta com o objeto do presente inquérito parlamentar, na medida em que os prefeitos dos municípios capixabas afetados pela referida operação, ante o temor por esta gerado, têm deixado de cobrar o ISSQN gerado nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no Estado, o que vem repercutindo negativamente sobre as finanças daqueles entes federativos. Considerando que os elementos até então coligidos dão conta da existência de indícios de cometimento de abusos por parte dos agentes públicos na condução da “Operação Derrama”, inclusive com a suspeita de conluio para, maliciosa e deliberadamente, incriminar prefeitos, secretários municipais, servidores e particulares. Considerando a informação de que tais agentes públicos, antes, durante e depois de realizada a “Operação Derrama”, mantinham contatos telefônicos frequentes entre si, a quebra do sigilo telefônico dos investigados constitui, neste caso, providência indispensável às investigações levadas a efeito por esta Comissão. Considerando, por fim, que a quebra de sigilo encontra arrimo no art. 58, parágrafo 3.º da 42 - Diário do Poder Legislativo Constituição Federal e em diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal, tais como o ACO 730, ACO 1271, RE 389.808 e RE 584.786, entre outros. Esta Comissão, no uso das suas prerrogativas constitucionais e legais, decide determinar a quebra do sigilo telefônico do Sr. Rodolfo Queiroz Laterza. Com relação aos ex-presidentes do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, os Senhores Pedro Valls Feu Rosa e Sebastião Carlos Ranna de Macedo, não há como determinar ou solicitar tal medida cautelar, já que esta Comissão não possui competência para investigar autoridades submetidas a foro privilegiado federal, conforme precedente do Superior Tribunal de Justiça (Ag Rg na Pet 1.611/RO). Saliente-se, por fim, que as informações obtidas a partir da quebra de sigilo telefônico ora citadas permanecerão sob a guarda e responsabilidade dos membros desta Comissão, os quais se submetem ao compromisso legal de conservação do sigilo relativamente a terceiros. Ante o exposto, submete-se a questão aos membros desta honrada Comissão Parlamentar de Inquérito para deliberação. Como vota o Deputado Cacau Lorenzoni, relator? O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – De acordo, Senhor Presidente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Deputado Guerino Zanon? O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – De acordo, Senhor Presidente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Então fica a secretaria da comissão autorizada a expedir os expedientes necessários para a efetivação da quebra do sigilo do delegado de polícia. O deputado relator tem alguma sugestão de nome? Nós temos dois nomes da Petrobras para serem ouvidos na próxima sessão ainda. Deputado relator, tem alguma sugestão de nome? O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – O gerente tributário da Petrobras no Estado do Espírito Santo, Senhor Presidente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O Pedro Fonseca, o Leandro Eloy, gerente da Petrobras. Deputado Guerino, qual o outro nome aí? São dois ou um? (Pausa) São duas pessoas, Pedro Fonseca é uma pessoa e Leandro Eloy é outra. São dois gerentes da Petrobras. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – São dois gerentes. Eu gostaria também de colocar em votação o nome da senhora Clenir Avanza, que foi Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 coordenadora do Programa de Ética e Transparência, o Prete, implantado pelo TRE na gestão do expresidente Pedro Feu Rosa. Ela também foi expresidente da Oscip Iges, Instituto de Gestão Social do Terceiro Setor. Também gostaria de colocar... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Não dá para colocar mais de três. Tem que ser no máximo três pessoas. O SR. GUERINO ZANON – (PMDB) – Ok. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Deputado Cacau Lorenzoni? O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – De acordo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Então ficam incluídos na relação de depoimentos do próximo dia 7 o senhor Pedro Fonseca, o senhor Leandro Eloy e a senhora Clenir Avanza. Os dois de cima gerentes da Petrobras e a Clenir funcionária do Tribunal que presidiu as ONGs referidas na apuração. Finalizando e já divulgando a pauta da próxima semana, nós queremos aqui agradecer as presenças dos nossos representantes, das pessoas que estão aqui representando os órgãos: Dioceles Moreira; Bruno Pereira; Valter Rocha Loureiro; Lincoln César; Domingos Sávio; Viviane Almeida Gouveia; Germano Henrique Pedrosa, que também representa aqui a Polícia Civil, muito obrigado pela presença; Sebastião Gualtemar, advogado, que já saiu; Antonio Leopoldo, que já se retirou; Eduardo Salles; Gustavo Coutinho Pinto; tenente-coronel Carlos Ney Pimenta; Francisco José Gonçalves Pereira, que também já se retirou; e o nosso delegado Danilo Bahiense, que também já saiu. Tendo sido já concluída esta parte inicial e o fechamento dos depoimentos, nós vamos agradecer a todos a presença. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a reunião. Antes, porém, convido os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 07 de julho de 2015. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 10h14min. ____________________________________ COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DA MÁFIA DOS GUINCHOS. NONA REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 29 DE JUNHO DE 2015. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Havendo número legal, invocando Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 a proteção de Deus declaro abertos os trabalhos desta comissão. Convido a Senhora Secretária a proceder à leitura da ata da oitava reunião ordinária, realizada em 22 de junho de 2015. (Pausa) (A Senhora Secretária procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Aprovada a ata como lida. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: Diário do Poder Legislativo - 43 ORDEM DO DIA: O que ocorrer. COMUNICAÇÕES: -Objetivo da Comissão: Apurar denúncias relacionadas à “Máfia dos Guinchos” e “Pátio/Estacionamento/Depósito” de veículos apreendidos e possível conluio entre autoridades, prestadores de serviços e lesão ao cidadão, além de investigar participação de servidor público e empresas terceirizadas com intuito de lesar o contribuinte. -Convocado: Celso Monteiro Berlinck, presidente da Associação dos Servidores Policiais Militares do Batalhão de Trânsito, Assetran. EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: PROCESSO ADMINISTRATIVO N.º 152306/2015, da Secretaria de Segurança Urbana do município de Vitória, em resposta ao OF/CPI 062/2015 desta Comissão. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Ciente. Junte-se aos autos. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO n.º 433/2015 SETRAN/GAB, da Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória, em resposta ao OF/CPI n.º 064/2015, referente à cópia do processo licitatório de contratação da prestação dos serviços de estacionamento rotativo do município de Vitória. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Ciente. Junte-se aos autos. Quero olhar o primeiro ofício, quero saber se é a resposta que estamos pedindo. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 211/2015 GAB/DEP/BL, do Gabinete do Senhor Deputado Bruno Lamas, sugerindo que esta comissão que convide o Doutor Jerson Ramos de Souza, representante do Ministério Público do Estado do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Ciente. Junte-se aos autos. Solicito que ponha na pauta para decidirmos hoje. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Muito obrigado. A secretaria para providenciar a entrada do depoente, senhor Celso Monteiro. (Pausa) Enquanto isso, vamos alertar os senhores membros da comissão que nos foi encaminhado um ofício pelo Senhor Deputado Bruno Lamas sugerindo que ouvíssemos aqui o doutor Gerson Ramos de Souza, promotor de Justiça, que tem informações preciosas para a comissão. No final, colocaremos em votação para ouvi-lo na próxima segunda-feira, com a concordância. V. Ex.ª tem alguma objeção? A SR.ª RAQUEL LESSA – (SD) – Não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Deputada relatora? A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Concordo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Então, já fica definido que essa convocação será feita para a próxima segunda-feira, às 11h. Dando prosseguimento à Comissão Parlamentar de Inquérito, vamos pedir a atenção do senhor Celso Monteiro Berlinck. Gostaria que o senhor se identificasse com o nome e o endereço à comissão. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Celso Monteiro Berlinck, resido na rua Luiz Fernando Reis, n.º 225, apartamento um e quatro, Praia da Costa, Vila Velha. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Muito obrigado. Tem que conferir depois, porque acho que estamos com problema no som, ou, senão, o senhor fale mais perto do microfone, depois quando for falar, para a gravação. 44 - Diário do Poder Legislativo Lerei o Requerimento n.º 110/2015 para o senhor tomar conhecimento, que é uma Comissão Parlamentar de Inquérito: (...) Os Deputados abaixo assinados, no uso de suas prerrogativas regimentais e especialmente com base no art. 59 do Regimento Interno, requerem a V. Exª a constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito, formada por 05 (membros), para, no prazo de 90 (noventa) dias, apurar denúncias relacionadas a “MÁFIA DOS GUINCHOS” e “PATIO/ ESTACIONAMENTO/DEPÓSITO” de veículos apreendidos e possível conluio entre autoridades, prestadores de serviços e lesão ao cidadão (...) O requerimento foi devidamente assinado, de acordo com o Regimento Interno, foi apresentado juntamente com cópias de jornais e de sites, em que dão notícia de intervenção, uso e abuso de pessoas ligadas à chamada máfia do guincho, em prejuízo dos interesses da população. Isso tudo foi devidamente publicado. Já estamos com o andamento, já ouvimos várias pessoas e o senhor foi convidado a vir contribuir com a comissão. Gostaria de saber se o senhor tem conhecimento desta comissão e o que o senhor teria para informar com relação ao andamento deste trabalho. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Tomei ciência, sim, através da imprensa, da referida CPI. Estou aqui à disposição naquilo que couber a mim responder. Estou à disposição dos senhores. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – A sua área de atuação atual, ou a anterior, que tem ligação com a questão do trânsito, qual era ou qual é a sua atuação à frente de qual órgão, de qual instituição que relaciona com essa atividade? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Fui policial militar por trinta anos, indo para a reserva em fevereiro de 2011. Trabalhei nos últimos seis anos, de 2004 até 2011, no Batalhão de Trânsito, onde exerci a função de comandante de posto e, posteriormente, de comandante de policiamento da unidade. Atualmente, estou na reserva remunerada. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor, nesse período em que comandou o Trânsito, como era sua atividade e qual a Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 relação que tinha nessa atividade com os pátios que são credenciados pelo Detran e os guinchos? Qual a relação que havia do seu trabalho com esse tipo de atividade? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Minha função era exercer o patrulhamento da Rodovia do Sol, fazer as operações policiais militares devidamente legalizadas, dentro do que determina a legislação e, caso houvesse algum veículo com irregularidades, acionava o Centro de Operações da Polícia Militar para providências decorrentes da condução do veículo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Nessas ações sob seu comando, geravam alguma autorização ou algum chamado para a entrada desses guinchos em ação ou era apenas... Como era feita essa operação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Havendo necessidade de remoção desse veículo, o comandante da operação acionava o Centro de Operações da Polícia Militar, hoje o Ciodes, antigamente, era o Copom, para que o Copom ou o Ciodes, atualmente, entrassem em contato para o encaminhamento do guincho até o local da operação. Nunca foi entrado em contato o nosso comandante com o guincho em si, era tudo via Ciodes, via rádio de comunicação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor sabia, como comandante do Batalhão, que existia essa relação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Sim. Só cabe uma coisa, eu não era comandante do Batalhão. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Qual era sua posição? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Minha posição era sargento e depois subtenente. Não tinha comando de Batalhão, eu era comandante de Posto de Trânsito e de Operações de Trânsito, quando eu estava no comando, porque muitas vezes eu estava na operação, mas não era o comandante. Tinha sempre superiores a mim comandando. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Quem eram os comandantes? Teve mais de um? Quais são os nomes dos comandantes no período que o senhor esteve? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Os comandantes do Batalhão de Trânsito, enquanto estive presente, eram o coronel Leopoldino e, posteriormente, o coronel Dejanir Bráz Pereira da Silva. O último que eu estava sob comando era o Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 45 coronel Márcio Celante. que está em Justiça. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Todos eles foram seus chefes nesse período? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – No período que o senhor esteve no Batalhão, existiu ou existe uma associação de policiais que tinha ligação com esse Batalhão? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Todos eles foram meus comandantes. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor se considera uma pessoa bem informada, lê jornais? Ou o senhor está na reserva e mergulhou? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Hoje em dia, leio somente a parte técnica do que desenvolvo que é a parte de administração. Ler jornal, raramente eu leio. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor tomou conhecimento de que esse coronel, que foi comandante do senhor, foi processado, sentenciado e condenado em uma ação recentemente? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Tomei ciência sim. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor conhece todos eles que foram condenados? E quais deles passaram pelo comando do Batalhão de Trânsito? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Conheço todos eles. Do Batalhão de Trânsito, o coronel Leopoldino. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Os outros que foram condenados, o senhor não conhece? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Conheço. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Conhece, mas não trabalhou? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Conheço o coronel Leopoldino, o coronel Altiere, o coronel Carlo Marx e o coronel Coutinho, que foi comandante-geral. Sou obrigado a conhecer. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor sabe por que eles foram condenados? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Foram condenados devido a irregularidades em processo do ato de comando deles, ou alguma coisa. Foram condenados pelos atos que foram do processo O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Existe uma associação da qual, hoje, sou o presidente. Posso fazer um relato ao senhor do que era a associação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Pois não. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – No ano de 1982, foi criado na Polícia Militar um Fundo Cooperativo, chamado Funcoop. Todas as unidades do Batalhão tiveram o Funcoop. A que se destinava o Funcoop? Destinava-se duas partes desse dinheiro para fazer empréstimos aos policiais. O senhor deve recordar, pois é um militante político há muitos anos, e o senhor sabe que, em 1982, nosso Estado passava por uma crise financeira muito grande e, então, foi criado. Muitos policiais passavam por necessidades e, obrigatoriamente, o comando da Polícia Militar criou esse fundo, do qual dois terços eram destinados aos policiais, àqueles que estavam em dificuldades maiores, para fazerem empréstimos, e uma parte, um terço, era destinado ao Batalhão para comprar e custear pequenas despesas, como a compra de papel Chamex. À época, os documentos eram rodados em estêncil, comprar estêncil, fita de máquina de escrever, porque o Estado não repassava isso. Posteriormente, com o advento da nova Constituição, os fundos ficaram proibidos de existir e viraram associações. Então, todos os batalhões deixaram de ser Funcoop e passaram a ser associações, associação de servidores. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Teve um período que foi fundo e um período que é associação. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Exatamente. A associação começou em 97, passou a ser associação do Batalhão de Trânsito mais especificamente, que é o que está em questão nesta CPI. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quando foi fundo, o Senhor sabe informar se foi um ato do Batalhão da Polícia Militar ou se foi uma lei aprovada pela Assembleia. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não, foi ato do comando da Polícia Militar na época. 46 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Houve algum questionamento, na época, se ele tinha poder para criar um fundo? Porque fundo tem que ser criado por lei. Ele criou esse fundo sem ser por lei e houve algum questionamento na época? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Deputado, nós vivíamos, na época, um outro cenário político. À época, isso foi criado de forma obrigatória para todos os membros da Polícia Militar, do comandante ao mais novo soldado. Isso era ato do comando. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 chegou a tomar conhecimento de quais eram as doações, quais são os segmentos que doavam para a associação, as doações maiores? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Anteriormente à minha gestão como presidente, não sei informar porque eu não participava da Assetran, então não sei informar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Você participava do batalhão mas não sabe? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Só do comando? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Eu não participava porque, como associação, eu não era obrigado a participar, a ser sócio, e eu não era sócio da associação do Batalhão de Trânsito. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Ato do comando. O comando criou. Posteriormente, quando passou a ser associação, aí teve um novo vínculo, nós já estávamos vivendo um novo sistema político no Brasil. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor chegou a prestar algum depoimento nesse processo que finalizou, agora, com condenação? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quando foi associação e quando foi fundo, quem eram os contribuintes desse fundo e dessa associação? Quer dizer, o dinheiro que entrava no fundo bem como na associação provinha de onde? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Provinha dos associados, dos policiais militares associados. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Eles pagavam uma taxa. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Sim. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Lembra do depoimento que o senhor fez lá? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Lembro. Como presidente atual da associação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor mantém aquele depoimento ou o senhor tem alguma... O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Exatamente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor chegou a exercer alguma função no fundo ou na associação antes? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não, antes não. Passei só depois que ele tornou-se independente e passou a ser eletivo. Antes não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Você sabe se tinha uma receita além da contribuição, de anteriormente e atualmente? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olha bem. A constituição desse fundo, e depois da associação, previa que poderia ter a contribuição via associado, doações e comissões. O estatuto previa que poderia haver doações e comissões. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Dessa previsão estatutária, você O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Mantenho aquele depoimento. Não tenho nada a acrescentar. Simplesmente que eu fui eleito e tivemos um período que era o anterior e o atual. O atual, tudo que o senhor me perguntar eu sei responder; anteriormente, não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor afirma, então, que não teve nenhuma doação de pátios nem de guincho no fundo? O senhor afirma isso, que não houve? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olha bem. Eu afirmo que de 16 de julho de 2009 para cá não teve nenhuma espécie de doação. Anterior a essa data eu não posso informar porque eu não estava presente, não era diretor. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Nem por ouvir dizer o senhor sabe? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 47 – Olha bem. Eu sei o que foi noticiado. O que foi noticiado é que houve doações de pátios. respeito disso também de notícias que saíram nos meios de comunicação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Por ouvir dizer, então, o senhor sabe que... A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Qual é hoje a principal fonte de receita da Assetran? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Logicamente, por divulgações e também pelo processo que foi criado e julgado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Vamos passar a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá, que a relatora da comissão. S. Ex.ª vai dirigir umas perguntas ao senhor. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Bomdia a todos e a todas. Quero cumprimentar o presidente da Assetran e gostaria de perguntar há quanto tempo, há quantos anos o senhor fez parte do Batalhão de Trânsito. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Eu fiz parte do Batalhão de Trânsito de 2004. O mês, propriamente, dito não sei, quando fui transferido para lá, mas de 2004 até o dia 2 de fevereiro de 2011, porque no dia 3 fui para a Reserva Remunerada. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Desde quando o senhor faz parte do grupo de associados da Assetran? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Estou como presidente da Assetran desde 16 de julho de 2009. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Perguntei que o senhor faz parte do grupo de associados. O SR. CELSO BERLINCK – De 2009 para cá. O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – A receita da Assetran é proveniente única e exclusivamente das contribuições dos sócios. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Pagam quanto no valor dos seus vencimentos? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Hoje a contribuição dos sócios é de trinta e dois reais. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – É uma contribuição única ou percentual? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – É única, todos os sócios pagam esse valor. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Vocês receberam e recebem doações de pessoas físicas ou jurídicas nos últimos cinco anos? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Não. Não. Nenhuma espécie. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Nem de pessoa física, só no caso dos associados. O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Nós temos o associado e a associação oferece aos seus associados apoio jurídico, planos de saúde e plano odontológico, além de convênios em instituições de ensino. A única função que temos hoje na associação é de cunho social. MONTERIRO A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – O senhor tem conhecimento das denúncias feitas pelo Ministério Público em 2008 contra a cúpula do Batalhão de Trânsito da Assetran da época? O senhor tem conhecimento? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Tenho conhecimento, sim. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Do conteúdo da ação? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Do conteúdo da ação não propriamente dita, porque não tive acesso a toda denúncia. A gente sabe do que foi dito no Batalhão a A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – A Assetran tem hoje algum contrato em vigência com empresas privadas para algum tipo de concessão? Concessão, não são serviços. O SR. BERLINCK – Não. CELSO MONTERIRO A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – O senhor conhece ou tem relação com algum dono de pátio? O SR. BERLINCK – Não. CELSO MONTERIRO A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Como é feita a prestação de contas da associação que o senhor preside? 48 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Ela é feita anualmente. É feita a prestação de contas, é passada via associada. Existe uma assembleia para esse fim. Depois de feita, é lavrada uma ata e toda a prestação de contas é registrada em cartório. Cartório Sarlo. Já se encontra lá registrada a prestação de contas e também já está em registro o livro caixa da Assetran do ano de 2014. Já se encontra no cartório para registro. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – O senhor sabe dizer se sempre foi assim, anterior aos últimos cinco anos? O SR. CELSO MONTERIRO BERLINCK – Sim, sim. Tenho a escrituração da Assetran desde 1997, que se encontra na Assetran. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Então, Senhor Presidente, gostaria de pedir a prestação de contas dos últimos cinco anos da associação. Eles devem ter tudo isso registrado. É o que tenho de perguntas para fazer. O SR. PRESIDENTE - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Senhora Deputada Raquel Lessa, deseja fazer alguma pergunta? (Pausa) Senhor Deputado Marcelo Santos? O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB) – Bom dia, Celso Monteiro. Muito obrigado pela sua presença. Queria fazer apenas duas perguntas. Hoje, no exercício da presidência, o senhor está na reserva? O SR. CELSO BERLINCK – Estou na reserva. MONTERIRO O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB) – O senhor foi para a reserva com qual patente? O SR. CELSO BERLINCK – Subtenente. MONTERIRO O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB) – Diante dessas denúncias, o que a própria imprensa denunciou e que até aqui chegaram, com relação a uma suposta relação entre a associação e empresas privadas no que tange à operação de pátios e guinchos e associação, como o senhor disse não ter conhecimento, mas a partir do momento que teve essas denúncias amplamente divulgadas e até oficiais da Polícia e policiais condenados por decisão judicial, o senhor, em algum momento, teve a inciativa de procurar saber, anterior ao exercício do seu mandato frente à associação, se houve alguma relação que pudesse colocar em xeque a associação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olha bem, tudo que está afeto à Assetran anterior à minha gestão eram decisões que foram tomadas pelo comando da Polícia Militar, pelo Estado-Maior da Polícia Militar, no caso o Estado-Maior da unidade, e está em apreciação da Justiça. Anteriormente, eu não procurei saber, não. Eu procurei demonstrar e fazer uma associação, a partir de 2009, voltada para os princípios que ela deva ter, de assistência e de fazer aquilo que o Estado não está fazendo para seus servidores. É isso aí. Nós passamos a trabalhar nesse foco, focando em melhorar socialmente os nossos associados através de plano de saúde decente, assessoria jurídica decente, plano odontológico decente, apoio ao estudo, à educação, à cultura dos associados. O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB) – Mesmo diante do que o senhor disse, que teve a anuência do Estado-Maior e que hoje esse período está sob a análise da Justiça e do Ministério Público, o senhor discorda do modelo que foi feito da gestão anterior ao senhor? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olha bem, deputado, eu não posso discordar, mas também não posso concordar. Certo? Cada um exerce uma função, e cada um tem que ficar dentro da sua função. Eu tinha uma função, e permaneci dentro da função. Trabalhei dentro da minha função, procurando a cada dia zelar pela minha conduta. Eu posso responder sempre por mim. A atitude que foi tomada fora, não sendo da minha competência, eu não tenho que... Eu zelo e zelei muito pela minha conduta. O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB) – Ok. É porque normalmente, quando a gente está à frente de uma associação, de um governo, de uma prefeitura, como chefe de um Poder, por exemplo, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, não somos donos daquele período. Nós estamos meramente emprestando o nome para uma entidade, para uma instituição, que vai ser, no caso de vocês, até quando os associados entenderem que ela deva permanecer. Então não se trata apenas do seu período, se trata de uma associação, que não começou no seu período e nem vai terminar quando o senhor sair. Ela começou lá atrás, e o senhor assumiu uma gestão que foi deixada. Por isso que eu fiz a pergunta do que o senhor achou. Se houve por parte do senhor e da diretoria da associação, tendo em vista essas denúncias e o alcance da Justiça por aqueles que a dirigiram, se a associação adotou alguma medida ou se sentiu prejudicada pelo bom funcionamento e até a imagem da mesma? É isso que eu gostaria de saber. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olha bem, deputado... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor, só pedir... O senhor é Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 advogado dele? Eu vou pedir para o senhor não orientá-lo, porque o senhor está interferindo no depoimento. Se o senhor quiser fazer alguma pergunta, o senhor se dirija a mim que eu vou permitir. Se o senhor quiser, vou colocar a cadeira do senhor ali. Como é que o senhor vai orientá-lo com ele falando? O senhor só tem que acompanhar o depoimento. Se o senhor puder entender isso. Acompanhar o senhor está acompanhando. Agora, interferir, o senhor vai me desculpar, mas... Depois, vou passar a palavra para o senhor, se quiser fazer alguma pergunta, e vamos absorver como pergunta da Mesa, como fazemos com o Ministério Público, com os procuradores, e aí o senhor pode, na pergunta, tentar conseguir uma resposta dele. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Respondendo, deputado, a Assetran, a partir do momento em que nós assumimos, qual foi a atitude nossa tomada? Primeira coisa: desvincular totalmente do Batalhão de Trânsito. Isso foi feito. Nós assumimos a presidência da Assetran em 16 de julho. Em outubro nós já tínhamos locado um imóvel. No dia 18 de dezembro nós saímos de dentro do batalhão. Nós tínhamos um prazo para que isso fosse feito. Nós saímos antes até desse prazo estipulado. Mantivemos uma postura de austeridade no que diz respeito à gestão da associação. Também, com relação ao passado, temos uma assessoria jurídica que está vendo e analisando todos os casos. Atitude, depois de transitado em julgado, aí, sim, a associação vai, naquilo que for afeto a ela, naquilo que a reputação da Assetran tiver sido prejudicada, no interesse de defender a associação, tomaremos as medidas cabíveis. O processo ainda está em julgamento. Houve um primeiro julgamento e existe recurso desse julgamento. Até terminar todo o processo, nos manteremos atentos, via advogados, para tomarmos as devidas decisões posteriormente. Não estamos alheios, não deixamos aquilo para trás. Simplesmente a gente só está esperando todo o transcurso do processo para aí, sim, tomarmos as providências que forem necessárias. Diário do Poder Legislativo - 49 sócios, salvo engano. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – O senhor disse que só recebe recursos dos associados. No caso de prestadores de serviços como empresas, farmácias, médicos, que o senhor disse que vocês têm credenciamento com planos de saúde, vocês não recebem nenhuma contrapartida para manter esses credenciamentos? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Os sócios têm a contratação desse plano de saúde, recebemos dos associados e repassamos para o plano de saúde a parte que é do plano de saúde. Então recebemos do associado, o associado paga, e a gente repassa para ao plano de saúde no caso, ao plano de saúde, ao plano dental, é a gente que repassa. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Vocês não têm nenhuma contrapartida dos credenciados? O senhor afirma isso? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. O plano de saúde é repassado. Nas farmácias, existe uma comissão pela cobrança que é feita, que é um valor que foi feito de cinco por cento, que vem desse valor, para bancar. Porque temos que repassar esse valor e muitas vezes o sócio não paga. Esse valor simplesmente é um valor adicional para poder bancar. A gente passa e muitas vezes o associado ainda não pagou, teve problema com salário dele e não entrou no dia, e temos que bancar essa parte. Então a gente paga essa parte até receber do associado. Muitas vezes, o associado está inadimplente, não tem condição de pagar, então a associação tem um percentual para poder manter em dia o benefício do associado. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – A associação está prestando assistência jurídica aos antigos presidentes denunciados? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Ok. O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB) – Agradeço as respostas e me dou por satisfeito. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Volto a palavra à relatora, que deseja fazer mais pergunta. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Por gentileza, presidente, qual o número de sócios da associação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Estamos hoje com mil, quinhentos e dezesseis O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Doutor Fábio, deseja fazer alguma pergunta? O doutor promotor vai fazer uma pergunta ao senhor. A pergunta é como se fosse da Mesa, o senhor pode responder diretamente a ele. O SR. FÁBIO LANGA – Agradeço por fazer uso da palavra. Na verdade não é uma pergunta, é apenas um registro que achei pertinente fazer. Não sei se é do conhecimento da Casa e de todos, é que, no primeiro momento, diante de todas as irregularidades 50 - Diário do Poder Legislativo constatadas pelo Ministério Público, o pedido inicial foi pela extinção da associação. Mas convencido, no transcurso, no decorrer do processo, de que essas irregularidades foram sanadas, o Ministério Público se convenceu que não caberia mais o pedido de extinção da associação, e aí foi pedida a manutenção, diante de toda a documentação apresentada. Não nos convencemos do pedido de extinção da associação, muito embora condenada atualmente pela Justiça, pendente de trânsito em julgado, como afirmado. Apenas essa ponderação, de que o Ministério Público se convenceu que não era caso de extinção, ao final do processo e diante das irregularidades, não era caso de pedido extinção da associação, mas pela manutenção, que foi até conformada pelo poder Judiciário. Só esse registro. Agradeço pelo uso da palavra. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Advogado, qual o nome do senhor, por favor? (Pausa) Luiz Felipe, deseja fazer alguma pergunta? (Pausa) Procuradores, desejam fazer alguma pergunta? (Pausa) O senhor disse que tiveram dois momentos, um do fundo e outro da associação. Quando foi criado o fundo, até quando ele existiu, e quando passou a ser associação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – O Funcoop das unidades foi criado em 1982 e existiu até 1997, quando passou a ser associação. Até 1997 era Funcoop. Funcoop do Batalhão de Trânsito, Funcoop do 1.º Batalhão, Funcoop do 2.º, do 3.º, do 4.º e assim por diante. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas também essa mudança de fundo para associação foi devido à ação do Ministério Público, logo que começou o processo? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não, não. Foi muito anterior. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E qual foi a necessidade de mudança? O que convenceu vocês? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – A legislação proibiu que existissem esses fundos de cooperação. Não poderiam mais existir esses fundos. Depois da Constituição, alguns itens foram regulamentados e só poderia haver associações, não poderia haver mais fundos. Como antigamente tínhamos o Clube dos Oficiais da Polícia Militar, não pôde mais ser Clube dos Oficiais, e sim Associação de Oficiais. Como também tinha o Clube dos Cabos e Soldados, que passou a ser Associação dos Cabos e Soldados. A única que desde a sua criação se Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 enquadrava dentro do modelo atual era a Associação dos Subtenentes e Sargentos, que era desde seu nascedouro associação. Todos os outros que estavam em condições diferentes, como o Clube dos Oficiais, o Clube dos Cabos e Soldados e os Funcoops das unidades, tiveram que mudar para associações. Nesse caso, em 1997 o Funcoop do Batalhão de Trânsito passou a ser Assetran, Associação dos Servidores Policiais Militares do Batalhão de Trânsito. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Qual foi sua função na diretoria do fundo? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Estou hoje como presidente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Não. No fundo? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Do fundo? Do Fundo do Batalhão de Trânsito , nenhuma . Nunca participei. Fui do Funcoop do 4.º Batalhão em 1982, quando ele foi criado , e permaneci no fundo até 89. Até 89 permaneci no Fundo do 4.º Batalhão. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas em qual atividade? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Como sócio. Sócio. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas não exercia função de diretoria? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não, não. A diretoria, na sua concepção, a presidência da associação, ou a presidência do Funcoop era exercida pelo Estado-Maior da unidade. No caso, o diretor-presidente obrigatoriamente deveria ser o comandante da unidade. O diretor financeiro obrigatoriamente deveria ser o subcomandante da unidade, e o diretor administrativo obrigatoriamente teria que ser o chefe da P4. Então, um tenente-coronel, um major e outro major. Depois, os outros cargos de menor relevância, eram exercidos pelos comandantes de Companhia, comandantes do Pelotão de Comando e Serviços, e o tesoureiro da unidade. Isso estava previsto no estatuto, que tenho cópia. Se quiser, posso passar ao senhor como era a composição da diretoria à época. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Tanto no fundo quanto na associação é comum os associados fazerem empréstimo? Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – À época era. Hoje não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – É empréstimo ou doação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Empréstimos. O associado que estava, no caso da associação, anteriormente, quando ele foi criado, foi criado com um único objetivo, com dois objetivos principais. Primeiro, ajudar nas despesas da unidade. A unidade não tinha dinheiro para comprar os elementos mínimos para confecção do trabalho diário. Então um terço daquele valor era destinado para lá, e dois terços eram destinados para os associados pegarem empréstimos. Então, o associado fazia a solicitação do empréstimo, que ia para a diretoria, que analisava e concedia esse empréstimo que era dividido em seis pagamentos. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Isso na época do fundo. Na época da associação era... O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Do Funcoop. Da associação, do Batalhão de Trânsito, passou a não poder mais fazer empréstimos ordinários, porque existia o empréstimo ordinário e o empréstimo extraordinário, especial. Passou a serem somente empréstimos especiais, só em caso de doença comprovada e se houvesse fundo necessário àquele pleito, seria feito o empréstimo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Esse dinheiro que movimentava isso era só de contribuição? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Da contribuição dos associados. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – E essa contribuição de trinta e dois reais dava esse valor? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – De trinta e dois reais está hoje. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quer dizer, na época era menos ainda. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Provavelmente. Era o percentual de três por cento do soldo do soldado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Tinham quantos associados? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Diário do Poder Legislativo - 51 Anteriormente, quando era Funcoop, era todo o efetivo do Batalhão. Era uma contribuição obrigatória, todos os militares deveriam participar, obrigatoriamente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Deveriam ou eram obrigados a participar? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Eram obrigados a participar, todos. Depois quando se criou a associação... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Isso era descontado em folha? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Era descontado em folha dos associados. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Era a Polícia Militar ou o Governo do Estado que mandava esse dinheiro para a associação. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Não. Era descontado diretamente do associado para a conta do Funcoop. O Funcoop era dessa forma. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Todo policial assinava uma autorização ou a lei impunha o desconto. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Deputado, a partir do momento em que o militar entrasse, era transferido para aquela unidade, obrigatoriamente já vinha a rubrica do Funcoop, independente se assinasse ou não. Aquela época que vivíamos era dessa forma. Hoje, com a abertura, hoje não, o associado tem que ir lá e manifestar o interesse de se associar. Anteriormente, não. Anteriormente era, como dizíamos o jargão militar: Por livre e espontânea pressão. Você era obrigado a participar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quer dizer que o fundo funcionava sem autorização de lei, do Estado, e o cidadão era obrigado a contribuir, sem autorizar, sem assinar autorização, sem nada? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Dentro da Polícia Militar existem normas que são baixadas pelo comando da unidade. Na esfera da competência dele, ele baixou essa norma. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – A competência do comandante é comandar a Polícia Militar não é criar receita para a entidade. Hoje como é a contribuição da associação, é 52 - Diário do Poder Legislativo por livre e espontânea pressão ou é por autorização. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Hoje é por livre e espontânea associação. Hoje o militar vai até a associação vendo qual serviço que presta. Temos hoje na Assetran, vou falar pela Assetran, temos hoje mais de mil e quinhentos associados. O Batalhão de Trânsito tem pouco mais de duzentos policiais. Temos hoje policiais do Estado todo que são associados nossos. Por que são associados nossos? Devido a gama de produtos que a Assetran oferece. Ela oferece hoje um plano de saúde que é o segundo plano do estado em atendimento, com preços relativamente muito baixos. Não é baixo, dentro do que comporta o salário do militar pagar, do soldado, do cabo e assim por diante, cada um tem sua esfera de gasto com saúde. Haja vista, que nosso hospital não nos pertence mais. Então, a partir do momento que foi retirado o hospital, foi criado um plano de saúde pelos militares, que é ASPBMES, que é participativo e muito oneroso para o associado. Assim, os associados vendo a gama de produtos que é oferecida pela Assetran, vão até lá e se associam. Não querendo mais permanecer na Assetran, ele faz um requerimento e se desfilia da Assetran. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Entre os anos de 2006 e 2007, o senhor estava na ativa? Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Desconheço. Não sei informar porque eu não era nem sócio da associação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Não tomou conhecimento nem pela imprensa? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Também não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Então, o senhor não sabe que a associação, nesse um ano, entre um ano e um ano e meio, o senhor não tem conhecimento, que ela movimentou três milhões, oitocentos e trinta e nove mil, quinhentos e trinta e dois reais e quarenta e nove centavos? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olha bem, isso aí eu sei. Eu não sei o que se destinou cada valor, deputado. O valor movimentado a gente sabe porque, se pegar os livros que tem lá, de registros e de toda contabilidade da Assetran, vai estar inserido naquela contabilidade tudo que foi, tudo que entrou na Assetran e tudo que saiu da Assetran. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor tem conhecimento do que foi fruto desse dinheiro? O senhor sabe? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Estava. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Em qual atividade estava nesse período, o senhor se recorda? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINK – Entre 2006 e 2007 trabalhava no Posto de Trânsito 06, na Barra do Jucu. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Nessa época, nesse período, já era associação ou era fundo? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Nessa época já era associação porque ela foi criada em 97. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Você não era o presidente nessa época? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. O presidente era o comandante do Batalhão. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor sabe quanto a associação movimentou nesse período 2006 e 2007, na conta? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Boa parte dele, uma grande maioria desse valor foi proveniente a plano de saúde, na época Unimed... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Vou relacionar para ver se o senhor sabe ou não. Nesse valor teve contribuição do Sincor, Sindicato dos Corretores de Seguro? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não sei informar esse detalhe. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Sabe se teve da Viação Águia Branca? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Também não sei informar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Sabe se teve da Rodosol? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Também não sei informar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Do Setpes? Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não sei informar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Do Banestes? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Também não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Da Aracruz Celulose? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Também não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Aracruz, sempre Aracruz! Ela interfere em tudo no Estado. Então, o senhor sabe que tem esse dinheiro, mas não sabe de onde esse dinheiro saia? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Olhe bem, eu sei que tiveram pagamentos de associados como plano de saúde. Isso aí a gente sabe. O restante disso aí, não sei informar porque não participava do Assetran. Posso fazer uma consulta nos livros de lá e procurar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Essas empresas hoje contribuem com a associação? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Nenhuma delas. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Então, por que o senhor acha que elas contribuíam anteriormente? O senhor tem uma ideia por que elas contribuíam? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Não sei. Possivelmente, se contribuíram, fizeram algum tipo de doação, mas eu não sei por que nem como. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Só doaram para o fundo, para a associação hoje, que não controla mais os guinchos, eles não doam mais nada não? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não porque a associação não precisa de ninguém, não. A associação tem, deputado, um quadro social e uma atuação voltada para os associados. Se o senhor for olhar esse dinheiro que entrou e foi contabilizado, foi contabilizado na conta um terço. Um terço era a conta que era administrada pelo Batalhão. Estava no nome da Assetran, mas era a conta que era destinada do Batalhão. A conta dois terços do Batalhão, que era do sócio, não tem nenhum valor desse aí destinado. Diário do Poder Legislativo - 53 O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – A atividade que a associação desenvolve hoje não tem nenhuma ligação com nada de trânsito? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Nada. Hoje somos uma entidade civil para prestar uma atividade social para o associado, aquele a que se destina um cunho social. Plano de saúde, advogado, lazer, educação, somente isso. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Qual é a comissão que a associação hoje recebe dos planos de saúde? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Não temos comissão do plano de saúde. Temos uma receita que retiro do associado para custear o plano de saúde. Nós não recebemos, não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor sabe muito bem o que estou perguntando. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Sim. Nós não... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Vocês, como entidade, escolhem um plano de saúde. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Nós olhamos o melhor. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Quanto é que isso é feito no mercado através de oferta de vantagem. Qual é a vantagem que o plano de saúde, que a entidade usa, oferece para a entidade? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Preço. Preço. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Nenhuma vantagem pecuniária? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. O plano de saúde não dá nenhum centavo à Assetran. Quando monto uma planilha de custo... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – O senhor afirma que isso não existe? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Quando monto uma planilha de custo, deputado, eu tenho que prever, dentro desse custo, algumas adversidades. Por exemplo, o policial militar, no dia do pagamento, não ter o dinheiro para descontar aquilo ali. Então, no custo que tenho que montar para 54 - Diário do Poder Legislativo passar para o meu associado o valor que vai ter que contribuir, existe uma margem que é de segurança para cobrir os gastos, mas não é nada impositivo. Tenho uma planilha de custo para manter o sistema em dia, para manter o sistema operando. Isso é uma coisa. Agora, que o plano de saúde vai lá e me paga para eu poder dar o benefício a ele, não. O plano de saúde tem um custo que ele apresenta, discutimos, renovamos o plano de saúde através da sinistralidade que existe dentro do plano. E é somente isso. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Não tem nenhum diretor... são quantos diretores na associação hoje? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Temos quatro diretores executivos e três do conselho fiscal. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Você é presidente? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Sou o presidente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Você tem convicção de que nenhum deles leva vantagem por fora dos planos de saúde. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – A associação, estando desvinculada hoje do Batalhão, você acompanha ou tem conhecimento da forma como o Batalhão comanda hoje essas ações de trânsito? Você acompanha isso, tem conhecimento? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não, deputado. Depois que fui para a reserva, me desvinculei das funções que exercia anteriormente. Hoje, estou presidente de uma associação, fui eleito em 2009, fui conduzido novamente ao cargo de presidente, e estamos lá no terceiro mandato de presidente. Com a atividade do Batalhão de Trânsito, não temos nenhuma vinculação com esse relacionamento. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – A denúncia apresentada aqui em 20 de novembro de 2008, entre os pedidos do Ministério Público, que já foi aqui explicado pelo doutor Fábio, está a solicitação da extinção da associação. Quem fez a defesa da associação, perante a Justiça, dessa denúncia? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – A Assetran está sendo defendida pelo escritório Peres & Advogados Associados. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Tem certeza disso? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Absoluta. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Já foi feita alguma auditoria nesse sentido? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Existe o conselho fiscal fiscalizando todas as nossas contas e, posteriormente, ela é levada à assembleia para aprovação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Mas você já apurou alguma denúncia com relação a isso? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não, nunca tivemos. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Nunca houve nenhuma denúncia com relação a isso? O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Doutor Luiz Felipe. Ele que atua direto nesse caso? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Doutor Luiz Felipe. Ele que atua nesse caso. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Já pedimos, a sentença ainda não foi possível ser liberada. O senhor já foi intimado da sentença? Ela fez referência a essa questão ou ela já julgou desnecessária a extinção? O SR. LUIZ FELIPE LYRIO PERES – Em relação à extinção, foi exatamente o que o promotor aqui falou. A defesa se baseou exatamente nesses pontos que o presidente já elencou aqui, que a associação se desvinculou do Batalhão, que a associação passou a ter um cunho social de prestar serviço para o associado. Diante disso, independente do que pode ter ocorrido no passado, essa associação hoje faz o seu trabalho social, faz o seu trabalho constitucional previsto na legislação. Diante disso, tanto o Ministério Público quanto a juíza entenderam que não era um caso mais de extinção. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 ANJOS - PSD) – Não recebeu a denúncia com relação a isso, então. O SR. LUIZ FELIPE LYRIO PERES – Ela recebeu a denúncia, o processo correu tudo exatamente, só que, no final, após a apresentação da defesa, que apresentou todos os contratos de plano de saúde, contrato jurídico com mais de trezentas ações judiciais sendo defendidas, contrato de plano odontológico, contrato de colégio, de faculdade, ficou uma situação que, se houvesse uma extinção, o prejuízo seria muito grave. Só a título de exemplo, se extingue a associação, nesse sentido, com relação ao plano de saúde, os associados ficariam sem plano. Então, o magistrado, de forma acertada, entendeu que o cunho social estava muito bem esclarecido e muito bem descrito, e entendeu que o que ocorreu no passado está sendo julgado. Houve uma condenação inclusive, mas o que ocorreu e o que vem sendo feito, não entende que seria mais cabível uma extinção. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – A decisão do processo, com relação à extinção, não foi concedida. Mas e com relação ao conteúdo da denúncia, que fala de participação criminosa da associação e de membros da associação nesse conluio com a máfia dos guinchos, vocês defenderam isso? Isso se mantém na sentença? O SR. LUIZ FELIPE LYRIO PERES – Eu também, o escritório também passou a entrar depois, foi exatamente no mesmo período do Celso Berlinck. Então, também, particularmente, não tenho o conhecimento do que ocorreu, eu tenho conhecimento via documento. A defesa da associação foi muito baseada na sua permanência porque é um ente jurídico e, por ser um ente jurídico, os representantes, cada um que passa, pode fazer irregularidades ou não. O que foi feito e o que foi apurado foi exatamente isso, e o magistrado entendeu, nesse primeiro momento, que houve uma irregularidade anterior. Lógico que na continuidade disso ainda tem o recurso, ainda tem a situação, mas, basicamente, a defesa da Assetran foi muito no sentido de que teria que ter a sua permanência. O fato anterior, a defesa jurídica fica muito restrita porque depende muito do fato da pessoa, do que os oficiais fizeram naquele período, ao que, basicamente, não temos acesso. O escritório não tem acesso. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Então, o advogado da associação, com relação aos atos praticados pela associação na denúncia, não foi você que defendeu? O SR. LUIZ FELIPE LYRIO PERES Sou eu que defendo. Só que tem que entender, ilustre deputado, que ali é um ente jurídico. Um ente Diário do Poder Legislativo - 55 jurídico terá a pessoa física por trás dele. Aquele ato da pessoa física, quem está fazendo a defesa dela são os advogados dela. Se ela cometeu uma irregularidade, o advogado estará demonstrando que aquela irregularidade não foi cometida por ele. Eu, como advogado da associação, não tinha conhecimento nem da pessoa, porque eu não tinha contato com os oficiais, para fazer uma defesa no sentido do que o oficial fez ou não fez. A única coisa que, naquele momento, a associação poderia fazer, é demonstrar o que ela se tornou, e foi isso que foi demonstrado. O que a pessoa física que representava a associação fez ou não fez, isso ficou a cargo dos advogados que representavam esses oficiais. Não tenho como fazer uma defesa técnica se eu não tenho contato com essa pessoa física que representava a entidade. Então, no caso, teria que ser inquirido todos os oficiais para que eles, sim, pudessem afirmar ou não o que aconteceu, porque, como departamento jurídico, só poderíamos fazer esse sentido de defesa. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Entendi, mas não compreendi. O que eu estou querendo entender? É que o magistrado não acolheu o pedido de extinção, mas continua tendo no processo argumentos contra a atuação da associação. Quis entender porque a sentença ainda não veio, para saber se foi mantida a condenação para os atos da associação, embora não tenha nada a ver com ela ser mantida ou ser extinta. Concederei a palavra ao doutor Fábio para poder dar uma explicação. O SR. FÁBIO LANGA DIAS – Excelência, por isso que eu mantive a palavra de que a associação foi condenada. A empresa jurídica foi condenada, pendente de trânsito em julgado ainda pelo Judiciário, mas por que ela foi condenada? Porque ela foi beneficiada pelo ato de improbidade. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Isso que eu queria saber. O SR. FÁBIO LANGA DIAS – Justamente. Ela foi beneficiada. Como pessoa jurídica, ela recebeu benefícios de um ato de improbidade. A Justiça entendeu que, por ter sido beneficiada, ela foi condenada por ato de improbidade e ela está condenada a ressarcir ao erário público tudo aquilo que foi movimentado indevidamente. E foi condenada solidariamente. Mas, o nosso receio é que isso não transitou em julgado. Com relação ao pedido de extinção, o Ministério Público não recorreu. Então, não há mais possibilidade de a pessoa jurídica ser extinta porque isso já transitou em julgado. Não pode se falar mais em extinção da Assetran. Agora, com relação à condenação, a discussão permanece e o Poder Judiciário vai analisar. Possivelmente, haverá um 56 - Diário do Poder Legislativo recurso por parte da Assetran, essa condenação será reavaliada pelo Tribunal porque, por ter sido beneficiada pelos atos de improbidade pelos seus responsáveis, ela também foi condenada ao ressarcimento ao erário de uma quantia que consta nos autos. É isso que está em discussão com relação à Assetran e por isso que ela continua no processo, e é isso que a defesa do doutor faz nos autos do processo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Em sendo confirmada, embora ele não tenha participado, ele vai ter que responsabilizar, como associação, talvez até o juiz não extinguiu até por isso, para poder ela se manter. O SR. LUIZ FELIPE LYRIO PERES – Na verdade, é uma responsabilidade solidária, como aquilo que falei e V. Ex.ª falou que não entendeu. Foi uma pessoa física responsável por uma entidade. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Pelos atos da entidade. O SR. LUIZ FELIPE LYRIO PERES – Pelos atos da entidade. A Assetran, como defesa, ela não teria como trabalhar a defesa dessa pessoa física, porque senão teria que ser advogado dela. A Assetran, basicamente, de baseou em fazer a defesa de não extinção. A da pessoa física que repercute, ela acaba repercutindo na Assetran porque ela era o dirigente. Então, da pessoa física está sendo feita a exposição e a defesa dela para entender, se for o caso, que não há questão de irregularidade. Mas, a Assetran, em si, ela não poderia porque a gente não tem contrato com o ente, com a pessoa física, que a defesa da pessoa física repercute na pessoa jurídica. Se ela cometeu um ato ilegal ou não, vai repercutir, e, infelizmente, se for mantido isso, vai ser uma conduta que foi errada e que infelizmente a Assetran vai ter que suportar. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Está bom. O doutor Fábio tem mais algum questionamento? (Pausa) O senhor tem mais alguma coisa que gostaria de falar que pudesse ser útil? O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não. Somente agradecer a oportunidade de vir aqui falar da Assetran. Nós sabemos o que ela foi e repercutiu no passado, o que ela ocorreu e o que ela se tornou. Uma associação que nós assumimos e tinha um pouco mais de quinhentos associados e hoje está com mais de mil e quinhentos associados, demonstra que ela é uma associação que está voltada para aquilo a que ela se propôs a fazer e a realizar, que é trazer um cunho social para o associado, senão ela não teria a quantidade de sócios que ela tem hoje, detém hoje, por estar trabalhando para o associado. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Agradecemos essa oportunidade de vir cá e demonstrar que a Assetran não é um conluio para lesar o cidadão. A associação, hoje, se ela foi interpretada no passado, foi no passado; hoje, ela é uma associação séria voltada para o benefício do seu associado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Ainda bem que o senhor ressaltou que hoje vocês não vivem do dinheiro sujo do guincho. Porque antigamente a associação viveu desse dinheiro aí, fazendo até algumas farras na Grande Vitória, que a gente conhece. Até coquetéis com uísque doze anos a associação fazia com dinheiro da Águia Branca, com dinheiro dessas empresas que falam que são honestas e que vivem corrompendo as entidades para ter benefícios. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Não posso falar para o senhor se ela viveu... não posso... Eu agradeço e agradeço, também, pelo senhor saber distinguir isso, o que foi a associação e o que ela é hoje. Hoje ela é uma entidade muito séria. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Nós compreendemos, mas vamos ficar de olho. Sabe que não pode dormir. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Exatamente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – No Brasil, meia hora que se dorme, eles dão prejuízo na Petrobras. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Um segundo que o senhor dorme o senhor pode perder a vida. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Cidadania é isso, é todo mundo ajudar a fiscalizar para acabar. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – É por isso que nossas contas são devidamente registradas no Cartório Sarlo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O país não aguenta mais tanta corrupção, tanto desvio de recurso público. Agradecemos a presença de todos. Se vocês quiserem se retirar, estão liberados. Muito obrigado, doutor Luiz Felipe, pela participação. Agora, vamos deliberar com relação aos próximos depoentes. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – O estatuto antigo os senhores não têm interesse? Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Se for necessário, a gente faz uma solicitação. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Acho que é interessante porque mudou a natureza da associação. O SR. CELSO MONTEIRO BERLINCK – Nós temos tanto o anterior quanto o atual. Com relação ao solicitado pela deputada, encaminharemos para cá toda a documentação dos últimos cinco anos. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Vamos aprovar os requerimentos agora. Muito obrigado ao senhor pela presença. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Eu agradeço. Senhor Presidente, estamos com um denunciante na comissão de nome senhor John Ferreira, que procurou esta relatora para denunciar abuso de poder por parte daquele policial militar da Serra que esteve aqui na semana passada. Ele trouxe, inclusive, vídeo comprovando a sua denúncia. Inclusive, o denunciante anterior, o senhor Nelinho, ele também conseguiu um vídeo que comprova a denúncia dele. Gostaria de colocar sob apreciação de V. Ex.ª se poderíamos ouvi-los, se acatar a solicitação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O Nelinho já foi ouvido, não tem necessidade, é só apresentação do vídeo, mas não temos condições técnicas de fazer a exibição, temos? (Pausa) Vou consultar a Senhora Deputada Raquel Lessa se concorda. A SR.ª RAQUEL LESSA – Concordo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Peço a secretaria da comissão para fazer entrar até a Mesa a cópia do DVD. Tem a cópia do DVD que o senhor Nelinho apresentou? (Pausa) Faremos a exibição. Peço a atenção de todos os membros da comissão, porque faremos a apresentação. O Senhor Deputado Marcelo Santos não está presente para ver? A SR.ª JANETE DE SÁ – Não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Então, peço para fazer a apresentação via TV Ales também, por favor. (É exibido o vídeo) A SR.ª JANETE DE SÁ – Senhor Diário do Poder Legislativo - 57 Presidente, este é do Nelinho. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O ofício que foi feito para a Corregedoria já foi feito com o depoimento? (Pausa) Então tem que juntar a cópia desse DVD para encaminhar para a Corregedoria junto com o pedido de apuração pela Corregedoria contra a averiguação da ação do policial. (Pausa) O senhor poderia usar o microfone para dar o seu nome e endereço, por favor? O SR. JOHN FERREIRA – Olá, um bomdia a todos. É um prazer poder colaborar. Primeiramente queria agradecer ao presidente. Meu nome é John Ferreira. Moro no residencial Centro da Serra, município de Serra. Vim para relatar o que me for perguntado. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O que aconteceu com o senhor relacionado a trânsito? O senhor poderia nos informar? O SR. JOHN FERREIRA – Sim, posso sim. Gostaria, se o senhor autorizasse a apresentação de um vídeo que aconteceu comigo no dia 12 de dezembro de 2014. Naquela sexta-feira, de manhã, fazia minhas atividades matinais, quando, infelizmente um animal de estimação de minha propriedade fugiu. Então gostaria muito que o senhor permitisse a apresentação do vídeo, que já está de posse do rapaz. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Vou fazer. O senhor já trabalhou em televisão ou em rádio? Não, né? O SR. JOHN FERREIRA – Não, não. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Está chamando a reportagem. Mas farei e você vai falar depois, então, da reportagem a ser passada. Por favor, façam a exibição. (É exibido o vídeo) O SR. JOHN FERREIRA – Com licença. O vídeo não tem áudio, mas esse aí sou eu chamando o meu animal, que era de raça Akita Inu, japonês. Ele era dócil, domesticado. Eu tratei ele de manhã, joguei um veneno em uma ferida dele, e aí ele fez o que ele nunca tinha feito, ele fugiu e não atendeu a meu chamado. Rapidamente, quando saí fora do portão, ele tinha sumido. Eu não sabia se ele tinha voltado para cima, para o canil dele, ou se ele tinha descido para uma outra casa. Enfim, ele sumiu. Mas, mesmo assim, eu fico um minuto ali, chamando ele. (Pausa) 58 - Diário do Poder Legislativo Depois disso, minha infeliz reação foi atirar um teclado, na hora que eu vi que ele acelerou. Quando ele me viu, acelerou mais ainda. Então atirei o teclado para ver se o carro parava, e nem assim ele parou. Foi embora, arrastou o animal uns dez metros. Embaixo das folhas da árvore, dá para ver o corpo do animal, que morreu. Dezessete toneladas o ônibus pesa, é uma máquina de matar. Peguei meu carro, no intuito de identificar o condutor e ele se explicar, e fui procurar, ao encontro do motorista. Eu encontrei ele parado no último ponto da avenida, embarcando pessoas no coletivo, passageiros. Então eu falei: Senhor motorista, o senhor aguarde. Não entrei no ônibus, não bati boca. O senhor aguarde que eu acionei o Ciodes, eu acionei a polícia. Foi então a minha desgraça, porque a polícia chegou e aí aconteceu tudo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O que aconteceu? O SR. JOHN FERREIRA – Chegou primeiro uma viatura, e o motorista se encaminhou até essa viatura e começou a falar com o policial. E depois disso chegou uma outra viatura, - resumindo, porque aconteceram várias coisas - o cidadão, no caso aí portado como soldado, soldado Vinícius Rocha, pediu a chave do meu carro, pediu documento, eu entreguei. Fui lá, desliguei o carro, porque o carro estava ligado, e entreguei para ele. Ele entrou na viatura, sentou-se na viatura e acionou o guincho. Eu falei: Meu amigo, o que está acontecendo? Eu chamei a polícia. O ônibus estava parado no ponto quando eu parei na frente. Chegaram os representantes da Serrana e estacionaram o carro na contra mão, na frente do meu carro. Tinha um outro rapaz também que estacionou um Gol na frente do meu carro, e meu carro estava sendo guinchado. Eu falei: Por quê? Ele: Senhor, o senhor fica calado, se não o senhor vai ser algemado e preso. Então, fiquei ali, aguardando umas duas horas o guincho chegar. O guincho chegou, jogou meu carro para cima, com documento em dia. Posso provar isso através de documentos, fotos, imagens. E daí então ele falou: O senhor pode ir junto com o guincho, porque o senhor tira o carro lá no pátio mesmo. Essa foi a minha feliz situação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – No caso, infeliz, não é? O SR. JOHN FERREIRA – É, infeliz. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Senhora Deputada Janete? A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Exatamente isso que eu gostaria de perguntar ao senhor. Para que as pessoas entendam melhor, porque está difícil entender o vídeo. O senhor teve um cachorro de estimação que fugiu, veio para a rua, e foi atropelado por um ônibus. O senhor, mesmo que viesse correndo para chamá-lo, ele foi atropelado por um ônibus. O senhor ligou para o Ciodes para que o Ciodes certamente pegasse depoimento do motorista, porque o senhor - como o senhor me falou, o senhor nos procurou - o motorista acelerou ao invés de parar, porque o senhor estava gritando para poder o cachorro retomar para a via normal. Ele acelerou e acabou matando o cachorro. O senhor foi atrás do motorista, até que o Ciodes chegasse, e quando o Ciodes chegou... Foi o Ciodes que chegou? O SR. JOHN FERREIRA – Então, foi acionado... Não, uma guarnição da Polícia Militar. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Foi uma rádio patrulha acionada pelo Ciodes... O SR. JOHN FERREIRA – Isso. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Da Polícia Militar. E aí o senhor foi abordado por quê? O senhor estava interrompendo a passagem do ônibus por isso que o policial militar abordou o senhor? O SR. JOHN FERREIRA – Sim. Um dos policiais se aproximou de mim. Eu relatei para ele os fatos depois. Sem ser o policial que fez a ocorrência e sem ser o policial Vinícius. Eu até estranhei, porque chegou uma viatura, demorou um tempo, a viatura saiu e chegou outra viatura. Duas viaturas. Enfim, relatei para ele e ele falou: rapaz, você fica calado – isso outro policial, sem ser o Vinícius Rocha – o senhor fica calado porque o senhor jogou o carro em cima do ônibus em tempo de matar todo mundo e o senhor fica calado, senão vai ser preso. De novo repetiu, na verdade antes do policial Vinícius. Acredito que o motorista mentiu para o policial. E o policial não foi imparcial, creu no que o motorista disse, inclusive o representante da Serrano tinha chegado lá e exerceu uma certa pressão com certeza sobre os policiais que ali estavam também, porque é uma empresa dos rodoviários, eles têm uma certa moral. Enfim, não entendi o que aconteceu naquele dia lá, não entendi por que meu carro foi preso. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Quando o senhor viu que poderia ser guinchado, o senhor se dispôs a retirar o carro que estava obstaculizando a passagem do ônibus? O SR. JOHN FERREIRA – Perguntei por várias vezes se não tinha como resolver, se tinha Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 como tirar. Porque só fiz aquilo porque chamei a Polícia e deixei bem claro o que queria para o policial: Policial, quero levar esse rapaz à Delegacia para prestar uma queixa contra ele, porque tenho certeza de que o que aconteceu ali foi um crime. Repeti isso claramente para o policial. Depois que vi que meu carro ia ser guinchado, falei: Não tem jeito de a gente resolver isso não, e tal? Não quiseram conversa, a única coisa que o policial que redigiu o boletim de ocorrência fez foi pegar e perguntar: Cadê o cachorro? Cadê o animal? Falei: O animal está ali! Ele falou: Ah, não vou lá não, deixa pra lá, então. Porque estava mais ou menos a uns quatrocentos metros, quinhentos metros da minha casa. Mas sim, me prontifiquei a tirar o veículo. Na verdade não me foi pedido, não me foi questionado, não foi me dada a opção de tirar o veículo. Simplesmente chamaram o guincho e apreenderam meu carro, com os documentos em dia. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Gostaria de perguntar se quem acionou o guincho foi aquele policial militar que esteve aqui depondo na semana passada? O SR. JOHN FERREIRA – Policial Vinícius Rocha. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Foi ele que chamou o guincho? Ou foi a viatura que veio a pedido do Ciodes? O SR. JOHN FERREIRA – Foi a segunda viatura que foi o policial Vinícius. Tenho certeza. Ele sentou na viatura e vi quando acionou o guincho. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Estou satisfeita com as perguntas, Senhor Presidente. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O senhor trouxe outro vídeo para ser apresentado. Infelizmente não vai poder ser apresentado, porque a nossa imprensa, que tanto reclama de censura, está censurando as CPIs da Assembleia a exibir reportagens feitas por ela. O SR. JOHN FERREIRA – É um absurdo. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Quando ficam reclamando da ditadura, ficam reclamando de censura, mas também estão praticando censura, porque consideram que qualquer reportagem que eles fizeram que é pública, se for exibida aqui, interfere no direito do jornalista, aquela história toda que eles ficam contra ter censura para eles, mas praticam censura contra outro órgão de comunicação. Até entendo que a TV Ales está dando mais audiência que algumas televisões, aí a preocupação de perder audiência com a TV Ales. Diário do Poder Legislativo - 59 Então, infelizmente não vai poder ser exibido. Se o senhor quiser falar o que aconteceu, o que saiu nessa matéria. O SR. JOHN FERREIRA – Sim. Na verdade, o que aconteceu foi que o negócio tomou um rumo impressionante. Postei no facebook e no youtube o vídeo e aí a imprensa me procurou e fez uma reportagem comigo. Ficou muito claro ali que o motorista não parou, acelerou e matou o animal! Foi fatal! Então tomou atenção da mídia, da imprensa e fui entrevistado. A comentarista expressou: Poxa, era um animal, mas se fosse uma criança? Era um animal, mas se tivesse uma bola ali de ferro no meio da pista? Foram as palavras dela. Depois disso, ela questionou a conduta e pediu à Serrana, e às empresas responsáveis, me procurassem e falassem o que aconteceu. Na verdade não me procuraram. Só para concluir essa dita, achando e sendo verdade o que estou dizendo, tendo fotos, inclusive fotos dos carros na contramão, foto do ponto de ônibus, filmagens e tudo o mais, procurei, no dia 5 de janeiro, a Corregedoria da Polícia Militar. Até hoje não tive nenhuma resposta, apesar de os corregedores terem me atendido com muita atenção e tudo, mas até hoje não me disseram se a conduta dos policiais foi certa ou errada. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Está bom. Vou aproveitar e dar uma dica: cachorro e criança, animal e criança, a gente nunca chama para atravessar. A gente vai ao encontro deles. Ali, você acabou contribuindo mais do que o próprio carro, porque você, na calçada, você deveria ter atravessado e ido aonde o animal estava. Criança e animal nunca se pede para atravessar porque estará, inconscientemente, colaborando com a tragédia. Peço à secretaria da comissão que também colha o depoimento. Não precisa esperar a Taquigrafia não porque está com atividade demais. Aposentaram oito taquígrafos, a Assembleia ainda não teve coragem de chamar os concursados, e o pessoal da Taquigrafia está com dificuldade de produzir, efetivar o material que colhem. Então, peço que faça cópia da TV Ales, com a apresentação de documentos, se for apresentar, para mandarmos para Corregedoria. Porque, deste depoimento, estamos tirando a conclusão de que o policial Vinícius mentiu quando disse que atuou de maneira cortês e civilizada com o senhor Nelinho, até porque no vídeo deu para ouvir que ele estava com tratamento diferenciado do tratamento convencional, normal. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Arrogante. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Peço para encaminhar à Corregedoria para pedir apuração contra as ações 60 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 desse policial, incluindo o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito para suspender ele da região, transferi-lo para outro município, outro local, porque daqui a pouco ele vai considerar que é o rei da região e ameaçará as pessoas que reclamam contra sua ação. Agradeço ao senhor a colaboração e a cidadania de vir a esta reunião prestar depoimento. O SR. JOHN FERREIRA – Eu que agradeço. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Isso é importante para tomarmos conhecimento do que as pessoas andam fazendo em nome das autoridades. Temos juiz que prende papagaio, promotor que prende bicicleta, e ainda tem um monte de coisas sendo feitas e precisamos ter isso divulgado para proteger a ação e o direito da cidadania de cada um de nós. Muito obrigado. Se quiser se retirar, fique à vontade, porque agora decidiremos com relação aos depoimentos. concessões. Então, na próxima segunda-feira, virá o promotor e, na outra segunda-feira, já fica feita a pauta do doutor Contarato mais os donos de guincho. Os de quais municípios? Só da Grande Vitória? A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – No meu entendimento, o primeiro deveria ser o que mais arrecada. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – O Central Park. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Central Park. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Já poderíamos decidir com relação aos donos de pátio e quero também apresentar a sugestão de voltarmos a ouvir o diretor-geral do Detran, doutor Contarato, para saber por que até hoje O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Então o Central Park e o doutor Contarato já na outra segunda. E nesta próxima segunda o promotor Gerson, que se prontificou a vir fazer esclarecimento. Agradeço aos procuradores, ao doutor Fábio, que tem sido um esteio para nos apoiar e acompanhar tudo. Doutor Fábio, muito obrigado, o senhor tem feito sempre pergunta e colaborado. O senhor é nossa grande testemunha de que estamos fazendo tudo corretamente, dando oportunidade a todo mundo de se defender, a todo mundo de falar. Não estamos querendo fazer nenhuma caça às bruxas, mas apenas esclarecer esse fato, que é hoje um fato estadual. Acabo de receber, na última semana, comunicação de municípios do Sul, do Norte, todo mundo reclamando, todo mundo apoiando a decisão de acabar com isso porque eles sabem, todos os deputados que andam no interior sabem muito bem que isso é um grande problema de arrecadação hoje. Temos policiais no interior que estão com fazenda, com patrimônio invejável, tudo tirado em cima do guincho. O guincho é o grande câncer do estado do Espírito Santo e ficamos tristes de ver que o Detran e o Governador do Estado não tomam providência podendo tomar. A prefeitura, todas elas, agora, em Guarapari, estamos pedindo também o cancelamento da concorrência lá, porque está o maior absurdo, o Ministério Público está apurando. Lá também está um absurdo, porque isso passou a ser interesse dos prefeitos também. Está todo mundo usando isso e sabemos que essas empresas que estão explorando pátio de estacionamento não são empresas que podem trazer um currículo, uma apresentação de trabalho correto e honesto. Todas elas trabalham com a finalidade apenas de arrecadar, e arrecadar o máximo que podem, independente do direito da população. não tomou providência, sabendo que essas concessões são o grande problema e que esses guinchos só existem por causa dos pátios. Por que, até hoje, ele que é tão duro e tão correto, ainda não tomou providência quanto a essas concessões, que são ilegais porque não foram licitações e sim O SR. FÁBIO LANGA DIAS – Peço perdão porque nos dois últimos dias, hoje e no passado, cheguei atrasado, mas foi por compromissos institucionais, por reuniões na Procuradoria. E, como sempre, estou à disposição. Até agradeço a atenção a Guarapari. Resido O obrigado. SR. JOHN FERREIRA – Muito O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Senhora Deputada Janete de Sá, tem alguma sugestão de nome, lembrando que já temos o promotor que deporá na próxima segundafeira, 11h. Foi encaminhado, já até aprovamos, promotor doutor Gerson. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Senhor presidente, gostaria de ouvir os donos de pátio. Acho que chega o momento em que a gente... O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Mas nesse dia vai complicar porque o promotor vai tomar quase que o depoimento todo. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Então vamos ficar com o depoimento do promotor e na próxima semana faremos a investigação com os donos de pátio. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 em Guarapari e sei dos problemas. Guarapari não tem Guarda Municipal. Em Guarapari estão finalizando a implantação do sistema rotativo também, acho que a CPI pode dar uma atenção especial a Guarapari, porque merece, pois o caso de Guarapari também é complicado, mas claro que o Ministério Público também está à disposição e estará sempre para colaborar nos trabalhos. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – Estou feliz porque fiz uma visita ao Tribunal de Contas sobre isso e me parece que os pareceres da área técnica são pela suspensão da licitação. Estamos correndo atrás e acho que, em breve, talvez até nesta semana, já haja uma decisão com relação a isso. E vamos tentar, porque lá estão fazendo uma festa também. Muito obrigado. Obrigado ao oficial da Polícia Militar, à imprensa, a todos os presentes. Fica para a próxima o promotor que irá se identificar, e na outra reunião, o doutor Contarato para sabermos por que até hoje não tomou providência com uma coisa que está manchando sua imagem como administrador público. Vamos deliberar a solicitação sobre a prestação de contas dos últimos cinco anos detalhada da Assetran. Como votam as Senhoras Deputadas? A SR.ª RAQUEL LESSA – (SD) – Pela aprovação. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN) – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (ENIVALDO DOS ANJOS – PSD) – A Presidência acompanha. Aprovada. Muito obrigado a todos pela presença. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 12h26min. Diário do Poder Legislativo - 61 O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG - PRP) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Convido a Senhora Secretária a proceder à leitura da ata da décima primeira reunião ordinária, realizada em 15 de junho de 2015 e da sexta reunião extraordinária, realizada em 15 de junho de 2015. (Pausa) (A Senhora Secretária procede à leitura das atas) O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG – PRP) – Em discussão as atas. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. EDSON MAGALHÃES – (DEM) – Pela aprovação. A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Pela aprovação. O SR. ALMIR VIEIRA – (PRP) – Pela aprovação. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO – (PDT) – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG – PRP) – Atas aprovadas como lida. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO N.º 079/2015, do Senhor Deputado Almir Vieira, justificando sua ausência na reunião ordinária da Comissão de Finanças realizada no dia 15/06/2015. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG – PRP) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. __________________________________ A SR.ª SECRETÁRIA lê: COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS. DÉCIMA SEGUNDA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 22 DE JUNHO DE 2015. OFÍCIO N.º 079/2015, do Senhor Deputado Euclério Sampaio, justificando sua ausência na reunião extraordinária, Audiência Pública da Comissão de Finanças, realizada no dia 18/06/2015. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG 62 - Diário do Poder Legislativo – PRP) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Entrada na Comissão: 16/06/2015 Prazo do Relator: 06/07/2015 Prazo da Comissão: 13/07/2015 A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Projeto de Lei n.º 135/2014 Autor: Senhor Deputado Dary Pagung Ementa: Institui sobre a obrigatoriedade das empresas que fornecem serviços aos consumidores notificarem o consumidor sobre a exclusão do seu nome dos cadastros de restrição ao crédito e dá outras providências. Projeto de Lei n.º 024/2015 Autor: Senhor Deputado Gilsinho Lopes Ementa: Modifica a Lei n.º 9.500/2010 para assegurar ao consumidor o estabelecimento de horário para montagem de móveis. Projeto de Resolução n.º 008/2014 Autor: Senhor Deputado Marcos Mansur. Ementa: Institui a Medalha Mates Alkhalaf no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Projeto de Lei n.º 135/2014 Autor: Senhor Deputado Dary Pagung Ementa: Institui sobre a obrigatoriedade das empresas que fornecem serviços aos consumidores notificarem o consumidor sobre a exclusão do seu nome dos cadastros de restrição ao crédito e dá outras providências. Relatora: Senhora Deputada Luzia Toledo Entrada na Comissão: 17/06/2015 Prazo do Relator: 06/07/2015 Prazo da Comissão: 13/07/2015 Projeto de Lei n.º 024/2015 Autor: Senhor Deputado Gilsinho Lopes Ementa: Modifica a Lei n.º 9.500/2010 para assegurar ao consumidor o estabelecimento de horário para montagem de móveis. Relator: Senhor Deputado Edson Magalhães Entrada na Comissão: 17/06/2015 Prazo do Relator: 06/07/2015 Prazo da Comissão: 13/07/2015 Projeto de Resolução n.º 008/2014 Autor: Senhor Deputado Marcos Mansur. Ementa: Institui a Medalha Mates Alkhalaf no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Relatora: Senhora Deputada Luzia Toledo PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. PROPOSIÇÕES SOBRESTADAS: Não houve no período. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG – PRP) – Passamos à Ordem do Dia. Passo a relatar o Projeto de Lei n.º 189/2015, de autoria do Governo do Estado, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária para o exercício de 2016 e dá outras providências. Através da Mensagem n.º 54/2015, o Ex.mo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Cesar Hartung Gomes, encaminha a esta Assembleia Legislativa o Projeto de Lei n.º 189/2015, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2016. A matéria foi recebida nesta Casa de Leis em 30 de abril de 2015, prazos limite para o cumprimento dos termos da Lei Complementar n.º 07, de 10.7.1990, lida na Sessão Ordinária do dia 04 maio de 2015, tendo sido publicada no Diário do Poder Legislativo dia 05 maio de 2015. É o relatório. Em cumprimento ao disposto no art. 150, § 2.° da Constituição Estadual, o Chefe do Poder Executivo do Estado do Espírito Santo encaminha a esta Casa o Projeto de Lei n.º 189/2015 que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para exercício 2016. Seguindo tramitação regulamentar, a matéria, cuja relatoria avoquei, permaneceu em pauta nesta Comissão para recebimento de emendas. Conforme explicitado na Mensagem n.º 54/15, a proposição governamental encontra-se formulada segundo as disposições, constitucionais pertinentes, bem como em conformidade com a legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, como a Lei Complementar Federal n.º 101, de 04.5.2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF) e a Lei Federal n.º 4.320, de 17.3.1964. O Projeto sob exame apresenta no art. 1.º do Capítulo I, os temas relacionados às Diretrizes Gerais para a elaboração do Orçamento Estadual de 2015, em cumprimento ao disposto no art.150, § 2.º da Constituição Estadual, compreendendo: I — as metas e prioridades da administração pública estadual; II — a estrutura e organização dos orçamentos; III — as diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos do Estado e suas alterações; IV – as disposições relativas à dívida pública estadual; Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 V – as disposições relativas às despesas com pessoal e encargos sociais; VI – as disposições sobre as alterações na legislação tributária; VII – a política de aplicação dos recursos da agência financeira oficial de fomento; VIII – as disposições finais. As prioridades e metas serão definidas e identificadas, em anexo próprio, no Projeto e na Lei Orçamentária de 2016, de forma compatível com o que vier a ser estabelecido, respectivamente, no Projeto e na Lei do Plano Plurianual para o período 2016 a 2019. Em cumprimento ao que dispõe o § 1.º do art. 4.º da Lei Complementar Federal n.º 101/2000, integra o presente Projeto de Lei o anexo de Metas Fiscais, compreendendo os demonstrativos das metas anuais em valores correntes e constantes relativos às receitas, às despesas, aos resultados nominais e primários e ao montante da dívida pública para o exercício financeiro de 2016, bem como as estimativas para o exercício de 2016, 2017 e 2018. Também integra os Anexos do presente Projeto de Lei o que determina o art. 4.º § 2.º, incisos I, II, III, IV e V e § 3.º da Lei de Responsabilidade Fiscal: Art. 4.º (...) § 2.º O Anexo conterá, ainda: I – avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; II – demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional; III – evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos; IV – avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; b) dos demais Fundos Públicos e programas estatais de natureza atuarial; V- demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. Diário do Poder Legislativo - 63 § 3.º A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem. As emendas apresentadas pelas Senhoras Deputadas e pelos Senhores Deputados, perfazendo um total de cento e vinte, foram publicadas no Diário do Poder Legislativo dos dias 3 e 8 de junho de 2015. Além das emendas acima citadas, esta relatoria apresentou por solicitação da Secretaria de Estado de Economia e Planejamento, através do Ofício n.º 128/SEP, do Gabinete do Secretário, as seguintes emendas adequando o referido projeto de lei à Lei Federal n.º 13.019, de 31 de julho de 2014. Abrindo parênteses, fizemos uma grande audiência pública, Senhora Deputada Luzia Toledo, para discutir a lei federal na última quinta-feira e foi muito importante. As Emendas de números 121, 122, 123, 124, 125, 126 e 127 foram publicadas no Diário do Poder Legislativo no dia 12/06/2015, com os seguintes textos: Emenda n.º 121 - Modifica-se o parágrafo único do art. 26 do capítulo IV passando a ter a seguinte redação: Parágrafo único - As entidades aptas a receberem recursos, a título de subvenções sociais, a que se refere o caput, serão selecionadas em processo público de ampla divulgação promovido pelo órgão ou entidade concedente para execução de ações, programas ou serviços em parceria com a Administração Pública Estadual, respeitado o estabelecido na Lei Federal n.º 13.019, de 31 de julho de 2014. Emenda n.º 122 - Adiciona-se um Parágrafo único ao art. 27 do capítulo IV contendo a seguinte redação: Parágrafo único - As entidades aptas a receberem recursos a título de contribuições correntes, a que se refere o caput, serão selecionadas em processo público de ampla divulgação promovido pelo órgão ou entidade concedente para execução de ações, programas ou serviços em parceria com a Administração Pública Estadual, respeitado o estabelecido na Lei Federal n.° 64 - Diário do Poder Legislativo 13.019, de 3 .7.14. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 n.°13.019, de 31.7.14. Emenda n.º 123 - Modifica-se o art. 28 e seu parágrafo único do capítulo IV passando a ter a seguinte redação: Emenda n.º 126 - Suprimir o inciso XXV do Parágrafo Único do art. 10 que contém a seguinte redação: Art. 28. E vedada a destinação de recursos a título de auxílios, previstos no artigo 12, § 6° da Lei Federal n.°4.320, de 17.3.1964, para entidades privadas, ressalvadas aquelas sem fins, lucrativos. Parágrafo único. As entidades aptas a receberem recursos a título de auxílios, a que se refere o caput deste artigo, serão selecionadas em processo público de ampla divulgação promovido pelo órgão ou entidade concedente para execução de ações, programas ou serviços em parceria com a Administração Pública Estadual, respeitado o estabelecido na Lei Federal n.° 13.019, de 31.7.14. XXV - listagem das entidades aptas a receberem transferências a título de subvenções sociais, contribuições correntes e auxílios; Emenda n.° 124 - Suprimir o art. 29 do capítulo IV que contém a seguinte redação: Art. 29. O Poder Executivo remeterá à Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Assembleia Legislativa acompanhando a mensagem do Projeto de Lei Orçamentária de 2016 a listagem das entidades privadas sem fins lucrativos, aptas a serem beneficiadas com recursos orçamentários de subvenções sociais, contribuições correntes e auxílios, com respectivos CNPJs e classificações orçamentárias pertinentes (Programa de Trabalho). Emenda n.° 125 - Modifica-se o art. 35 do capítulo IV passando a ter a seguinte redação: Art. 35 - Todas as entidades sem fins lucrativos que receberem recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenção social, contribuição corrente, auxílio, contrato de gestão, termo de parceria, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres, obrigatoriamente deverão dar publicidade na internet e atender ao disposto na Lei Federal n.° 12.527, de 18.11.2011 e Lei Federal Emenda n.º 127 - Suprimir os incisos e alíneas do art. 26 do capítulo IV que contém a seguintes redações: I - comprovante pertinente à pesquisa da concedente junto aos seus arquivos e aos cadastros a que tiver acesso, em especial ao Cadastro Informativo - CADIN/ES ou do Sistema Integrado de Gestão das Finanças Públicas do Espírito Santo SIGEFES, demonstrando que não há quaisquer pendências do convenente junto ao Estado, e às entidades da Administração Pública Estadual direta ou às entidades a elas vinculadas; e II - sejam de atendimento direto ao público, de forma gratuita, e que possuam na sua área de atuação os seguintes comprovantes: a) área de assistência social - registro ou certificado de entidades beneficentes de assistência social, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS, ou Conselho Municipal de Assistência Social, ou Conselho Estadual de Assistência Social - CEAS; b) áreas de saúde e educação certificado de entidade beneficente de assistência social fornecido pelo CNAS; e c) área cultural - lei estadual declarando o convenente como entidade de utilidade pública ou do certificado de registro no Conselho Estadual de Cultura. Esta relatoria também recebeu OF. n.º 049/2015/GDF/ALES, do Senhor Deputado Freitas, que foi publicado no dia 08.06.15, onde esta relatoria defere a retirada das emendas n.os 14 e 17. Por conseguinte as emendas foram acatadas, rejeitadas e prejudicadas conforme abaixo: a) As emendas de números: 002, 003, 005, 006, 008, 009, 023, 026, 027, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 028, 030, 031, 032, 043, 048, 049, 050, 051, 052, 053, 054, 057, 058, 064, 065, 066, 067, 068, 069, 070, 071, 072, 073, 074, 075, 076, 077, 078, 080, 081, 082, 083, 084, 085, 086, 087, 088, 090, 091, 092, 093, 095, 096, 097, 098, e 113 perfazendo um total de 56 (cinquenta e seis) emendas, não apresentam vícios de inconstitucionalidade ou de ilegalidade, e foram INTEGRALMENTE ACATADAS, pois são de suma importância para a qualificação de uma gestão intrapoderes compartilhada e propositiva. b) As emendas de números: 004, 007, 010, 011, 012, 013, 015, 016, 018, 019, 020, 021, 022, 024, 025, 029, 033, 034,035, 036, 040, 041, 042, 044, 045, 046, 047, 055, 056, 059, 062, 063, 079, 089, 094, 099, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 114, 115, 116, 117, 118, e 120, perfazendo um total de 55 (cinquenta e cinco) emendas, foram rejeitadas por este relator, conforme justificativa a seguir: Emenda n.º 004: rejeitada. O texto da emenda consta no inciso XIII do art. 13 do Projeto de Lei n.º 189/2015. Emendas n.os 007 e 099, idênticas: rejeitadas. Não existe necessidade de incluir a demanda expressamente na Lei de Diretrizes Orçamentárias, pois não há impedimento para o Poder Executivo autorizar dotação de recursos com a finalidade de promover a regularização fundiária de áreas urbanas e rurais. No tocante à matéria mencionada, consta na Lei Orçamentária Anual (LOA 2015) na Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca ação cujo nome é Regularização Fundiária. Emendas n.os 010, 011, 012, 013, 019, 021, 022, 024, 025,033, 035, 055, 056, 059, 062, 063, 079, 089, 094, 102, 103, 104, 108, 112, 114, 115, 116 e 120: A relatoria rejeita estas emendas e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 189/2015. Emenda n.º 029: rejeitada. O texto da emenda é incompatível com o art. 13, pois o artigo se refere ao capitulo da Estrutura e Organização dos Orçamentos. Emendas n.os 015, 034, 041, 045 e 109, idênticas: a relatoria rejeita essas emendas e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 189/2015. Emendas n.os 016, 042, 046 e 110, idênticas: a relatoria rejeita essas emendas e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 189/2015. Diário do Poder Legislativo - 65 Emendas n.os 018, 044, 106 e 117, idênticas: a relatoria rejeita essas emendas e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 189/2015. Registro a presença dos Senhores Deputados Gildevan Fernandes e Rodrigo Coelho. Sejam bemvindos! Emenda n.º 020: rejeitada. A informação é um direito do cidadão. Assegurar esse direito é um dever do Estado, que precisa ter os meios necessários para cumprir seu papel especialmente em momentos críticos, como, por exemplo, mobilizar a população em casos como uma epidemia ou um desastre natural. Assim como em inúmeros outros casos, dengue, escassez de água, doação de sangue, a informação é a ação mais eficaz para o êxito na superação do problema. E não há como prever o valor exato a ser gasto no período de um ano para todas as pastas. Emenda n.º 036: rejeitada. Compete à lei complementar, nos moldes da LRF, a definição de limite para a despesa de pessoal para os Poderes. Considerando que a LDO não tem status de lei complementar e diz respeito às diretrizes para o orçamento de um único exercício, esse assunto não tem espaço para ser tratado no âmbito da LDO. O Estado segue hoje o que determina a Lei Complementar n.º 101/2000 e o artigo a que se refere à emenda, art. 20 dessa lei, ainda não contempla a inclusão de limite fixado para as Defensorias Públicas, ficando assim o Estado obrigado a cumprir apenas o que determina o disposto no art. 98 de ADCT, sem ser obrigado a fixar valores percentuais para despesas de pessoal. Art. 98. O número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda pelo serviço da Defensoria Pública e à respectiva população. § 1.º No prazo de 8 (oito) anos, a União, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais, observado o disposto no caput deste artigo. A Lei n.º 101/2000, no art. 20, diz: Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais: II - na esfera estadual: a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado; b) 6% (seis por cento) para o Judiciário; c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo; 66 - Diário do Poder Legislativo d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados; (...) Emendas de n. os 040 e 107, idênticas. A relatoria rejeita estas emendas e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 189/2015. Emendas de n.os 047 e 118, idênticas. A relatoria rejeita estas emendas e fica mantido o texto original do Projeto de Lei n.º 189/15. Emenda de n.º 100, rejeitada. No Portal da Transparência, as consultas estão disponíveis aos usuários tanto em formato de tabelas como de gráficos, em linguagem simples, com navegação amigável, podendo as informações serem assimiladas por qualquer pessoa, independente de familiaridade com o sistema financeiro-orçamentário brasileiro. O site é http://www.transparencia.es.gov.br/. Emenda de n.º 101, rejeitada. O §1.º do art. 150 da Constituição do Estado do Espírito Santo dispõe que: “A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual, direta e indireta, para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada”. Emenda de n.º 105, rejeitada. O Estado segue a padronização dos relatórios definidos em legislação específica, não cabe nos quadros a inserção dessa informação nesse formato uma vez que essa informação já consta no quadro de receita estimada na LOA. Emenda de n.º 111, rejeitada. Evita que o Governo tenha que proceder a aportes de capital inadequados às empresas e sociedades que estão apenas prestando serviços ao Estado, sobretudo os de engenharia. As empresas públicas e sociedades de economia mista passam a agir como unidades gestoras, sob a égide da Lei n.º 4.320/64 e respeitando a legislação aplicável aos órgãos e entidades que executam a despesa dos orçamentos fiscal e da seguridade. As Emendas de n.os 001, 037, 038, 039, 060, 061 e 119, perfazendo um total de 07 (sete) emendas, foram prejudicadas por este relator conforme justificativa a seguir: Emenda de n.º 001, prejudicada, pois não há como prever se haverá no PPA 2016-2019 e na LOA 2016, que ainda serão elaborados pelo Governo do Estado, o programa de trabalho 801040412208000995 - Reserva Técnica. E não menciona que a lei se refere ao inciso II do § 2.º do art. 198, citado no parágrafo único e mencionado na emenda. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Emendas n.os 037 e 039: prejudicadas, pois a fonte citada (100) não existe na tabela utilizada pelo Governo do Estado. Emenda n.o 38: prejudicada, pois se reporta à emenda n.º 037, que se encontra prejudicada. Emendas n.os 060 e 061: prejudicadas, pois o art. 29 deve ser excluído e o Estado deve respeitar o estabelecido na Lei Federal n.º 13.019, de 31 de julho de 2014, a vigorar a partir de 27 de julho de 2015. O relator exclui esse texto através da emenda n.º 124. Emenda n.º 119: prejudicada, pois conforme § 1.º, do art. 40 da Lei Complementar n.º 282/2004 – Lei que organiza o Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo, dispõe que cada poder é responsável pela complementação do valor integral das correspondentes folhas de pagamento dos benefícios previdenciários: Art. 40 - O Regime Próprio de Previdência de que trata esta Lei Complementar será custeado mediante os seguintes recursos: [...] § 1° - Além das contribuições previstas neste artigo ficam o Poder Executivo e demais Poderes e órgãos referidos no artigo 4.º desta Lei Complementar, responsáveis pela complementação do valor integral das correspondentes folhas de pagamento dos benefícios previdenciários, sempre que as receitas de contribuições forem insuficientes, dando-se por extintos os débitos existentes, ainda que parcelados, decorrentes de suas contribuições dos exercícios anteriores à data de publicação desta Lei Complementar. A emenda em questão também distorceria o controle das despesas com pessoal, disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal n.º 101/2000 e isso se deve ao aspecto de que a LRF... No sentido de cumprir efetivamente o nosso papel de parlamentar, no pleno exercício de nossas prerrogativas constitucionais e regimentais, representando legitimamente os anseios do povo do Espírito Santo e, ainda, com a finalidade de contribuirmos de forma decisiva para o desenvolvimento social, administrativo e econômico do Estado do Espírito Santo e para o fortalecimento das instituições democráticas, somos pela adoção do seguinte parecer: a Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas é pela aprovação do Projeto de Lei n.º 189/2015, com as emendas acolhidas e apresentadas por esta relatoria. Esse é o nosso parecer. Em discussão o parecer. (Pausa) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. FREITAS – (PSB) – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para discutilo. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG - PRP) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas. O SR. FREITAS – (PSB) – Senhor Presidente e senhores membros da Comissão de Finanças, percebi que poderia não haver discussão e, nesse sentido, pedi a palavra para discutir. Cumprimento V. Ex.ª e também os nobres pares. Acompanhei atentamente o relatório de V. Ex.ª. Cumprimento os Senhores Deputados Hudson Leal, Almir Vieira, Euclério Sampaio, Gildevan Fernandes, Rodrigo Coelho e Edson Magalhães e também todos os servidores desta Comissão, os nossos telespectadores da TV Ales. Como já disse, acompanhei muito atentamente o relatório lido cuidadosamente por V. Ex.a e gostaria de parabenizar V. Ex.ª pela atenção que deu à Lei de Diretrizes Orçamentárias no estudo, na interpretação e no relatório, com distinta consideração de interpretação. Observo que quando V. Ex.a acata as cinquenta e seis emendas que, cuidadosamente foi uma a mais do que as rejeitadas, V. Ex.a acata-as sem justificativa, uma vez que foram acatadas. Mas, quando V. Ex.ª rejeita outra parte, que são cinquenta e cinco emendas, V. Ex.a tem o cuidado de dizer no relatório que vai rejeitá-las e apresentará justificativa pela rejeição, uma a uma das emendas rejeitadas. Porém, não o faz em algumas determinadas emendas. Quando V. Ex.a não faz a justificativa, fico meio sem explicação. Não tem justificativa do porquê não atendê-las. As emendas que V. Ex.a está rejeitando, perfazendo um total de cinquenta e cinco emendas V. Ex.a diz o seguinte: foram rejeitadas por este relator, conforme justificativa a seguir, e começa dizendo da emenda n.o 004: (...) o texto da emenda consta do inciso XIII do artigo 13 do Projeto de Lei (...). Justifica a n.o 007 e a n.o 099, emendas idênticas: (...) não existe necessidade de incluir a emenda expressamente na Lei de Diretrizes Orçamentárias, pois não há impedimento para o Poder Executivo autorizar dotação de recursos com a finalidade de promover a regularização fundiária de áreas urbanas e rurais. Eu só esperava que, no mesmo sentido, e com o cuidado que lhe é peculiar e que V. Ex.a cita rejeitadas por este relator, conforme justificativa a seguir, continuasse nas outras emendas. No item 03 das emendas rejeitadas, que são as de n.os 010, 011, 012, 013, 019, 021 e etc., V. Ex.a já diz o seguinte, resumidamente: A relatoria rejeita Diário do Poder Legislativo - 67 estas emendas e fica mantido o texto original do Projeto (...). Aí não tem uma justificativa: A relatoria rejeita estas emendas e fica mantido o texto original (...). Depois justifica a de n.o 029: Rejeitada, o texto da emenda é incompatível com o artigo 13, pois o artigo refere-se ao capítulo da Estrutura e Organização dos Orçamentos. Em seguida, nas emendas n.os 015, 034, 041, 045 e 109, que são idênticas, identificam que não só um Deputado, mas outros Deputados identificaram necessidade de emendar. A relatoria rejeita esta emenda e fica mantido o texto original (...). Sem explicação e era importante que tivéssemos pelo menos uma justificativa, como V. Ex.a mesmo identifica que é preciso ter uma justificativa para rejeitar as emendas e não tem justificativa. Continua na sequência: Emendas n.ºs 16, 42, 46, 110, também idênticas. Parlamentares identificando a necessidade de emendar e V. Ex.ª diz: Rejeita essa emenda e fica mantido o texto original. E assim vai. Emendas n.ºs 18, 44, 106, 117. A relatoria rejeita essas emendas e fica mantido o texto original. É preciso, e repito, do cuidado da apreciação da LDO, do zelo de justificar e de constar no texto na relatoria que justificaria, mas não foi justificado. Então, fica nessa primeira discussão, os motivos pelos quais essas emendas não justificáveis, uma vez que V. Ex.ª disse que justificaria, elas não estão justificadas. O SR. PRESIDENTE - (DARY PAGUNG - PRP) - Agradeço ao Senhor Deputado Freitas por estar atento à relatoria do projeto de lei. Na verdade, Senhor Deputado Freitas, analisamos com o maior carinho todas as emendas de todos os deputados e aquelas que o relator considerou o mérito do artigo original, no caso do projeto de lei que veio do Governo, que rejeitamos. Rejeitamos essa emenda justamente porque consideramos que o artigo do projeto original estaria contemplado melhor do que a emenda. Continua em discussão o parecer. (Pausa) A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para discuti-lo. O SR. PRESIDENTE - ( DARY PAGUNG - PRP) - Concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo. A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Senhor Presidente e senhores membros da Comissão, na verdade algumas emendas de nossa autoria foram rejeitadas e gostaria de passar para os meus colegas algumas delas, assim como o Senhor Deputado Freitas acabou de fazer. Também gostaria que as minhas emendas fossem justificadas. 68 - Diário do Poder Legislativo Sabemos o zelo que V. Ex.ª teve ao analisar todas as emendas e que a Comissão trabalha com muito esmero. Mas penso, por exemplo, que a presença dos secretários e presidente do Bandes em audiência pública na Comissão de Finanças seria de muita importância para esta Casa. Fico feliz quando vejo o nosso procurador, José Arimatéia, balançando a cabeça. Porque, por exemplo, a Assembleia não tem conhecimento do que acontece no Bandes; não sabemos o que acontece no Bandes. Se o presidente do Bandes viesse a esta Casa numa audiência pública para falar sobre todos os projetos que o Bandes avançou, o que o Bandes está devendo, quem está devendo ao Bandes, como sabemos que muita gente deve ao Bandes, acho que a vinda do presidente do Bandes, seja ele José, Manoel ou Antônio, seja quem for, atualmente é o Luiz Paulo Vellozo Lucas, será muito bom. Da mesma forma, a Emenda n.º 55, da Educação. Tivemos dois embates, o da Escola Viva e o do Plano Estadual de Educação. Acho que a vinda do secretário de Educação nesta Casa seria muito importante, numa audiência pública da comissão. Como hoje, na Comissão de Finanças, que V. Ex.ª preside, veio a Senadora Rose de Freitas, falar sobre o Orçamento da União. Falar sobre os avanços da educação na nossa Comissão de Finanças seria extremamente importante. A mesma coisa a Emenda n.º 103, sobre a ação social de direitos humanos. Assim como, ciência e tecnologia. Acho que a sociedade precisa saber, precisa se aproximar desta Casa. A sociedade só pode se aproximar desta Casa através das comissões ordinárias. Tenho aqui e demoraria, naturalmente, ler a justificativa, mas todas essas cumprem a legislação em vigor. Todas essas emendas cumprem a legislação em vigor. Não acredito que nenhum dos nossos procuradores presentes tenham óbices a essas emendas, considerando que daria mais transparência ao trabalho desta Comissão. Também é da mesma forma a Emenda n.º 100, e a Emenda n.º 101, que inclui-se uma alínea no parágrafo 2.º, do art. 15, do Capítulo II, com a seguinte redação: Serão disponibilizados permanentemente pela internet aos conselhos e à Assembleia Legislativa a evolução mensal da execução orçamentária, discriminada por Secretaria e região nos termos dos incisos I e II do art. 17 da Lei n.º 7.935/2004. Vem atender ao art. 17 e 25 da Lei n.º 7.935/2004, em que tem a seguinte determinação: Art.25 – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Ordeno, portanto, a todas as autoridades que cumpram e façam cumprir, como nela se contém. Senhor Presidente, na verdade, V. Ex.ª rejeitou a Emenda n.º 100, que diz: Emenda de n.º 100: Rejeitada, no Portal da Transparência, as consultas estão disponíveis aos usuários tanto em formato de tabelas como de gráficos, em linguagem simples, com navegação amigável, podendo as informações ser assimiladas por qualquer pessoa, independente de familiaridade com o sistema financeiro-orçamentário brasileiro. (...) E traz o site da transparência do governo. A nossa argumentação é pela aprovação. Senhor Relator Dary Pagung e demais membros desta Comissão, a apresentação da Emenda n.º 100 cumpre o que a Lei n.º 7.935/2004 determina no seu art. 17, incisos I e II, abaixo apresentados. No site da transparência mencionado na justificativa desta relatoria, não consta tal divulgação. A aprovação da emenda, além de atender a um dispositivo legal, terá imensurável importância quando esta Comissão discutir a peça orçamentária com a sociedade. Apresentar execução das propostas aprovadas por eles na discussão do orçamento participativo do executivo estadual é valorizar a participação e fortalecer o processo de discussão democrática do Orçamento. A lei diz, mas não há necessidade de lêla, porque já dei toda explicação. Tem ainda as Emendas n.ºs 59 e 99, que foram rejeitadas: Cria-se um inciso no art. 13 do Capítulo III, com a seguinte redação: os recursos destinados para o cumprimento no disposto nos art. 198, § 1.º e 2.º e 199, em seu parágrafo único; 200, incisos I, II, III, § 1.º e 2.º e 201 em seu parágrafo único da Constituição Estadual. Nossa justificativa é que essas são as áreas mais vulneráveis da sociedade, que necessitam de total apoio do poder público. O Capítulo IV, Da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem, do Idoso e da Pessoa com Deficiência, da Constituição Estadual. Portanto, nossa argumentação é que a LDO 2015 traz no seu inciso XI do art. 13 recurso destinado para o cumprimento do disposto no § 2.º do art. 200 da Constituição Estadual: Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 § 2° O Poder Público incentivará e financiará programas e projetos de atendimento e tratamento à criança e ao adolescente dependentes de entorpecentes, drogas e afins. Ainda tem o Capítulo VI, que é Da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem, do Idoso e da Pessoa com Deficiência. Acho que essas emendas deveriam ser reanalisadas, pelos meus colegas naturalmente. No final temos a Emenda n.º 102. No ano passado não conseguimos aprovar essa emenda, mas ela é de suma importância, num momento em que o País está atravessando tanta – infelizmente ficamos até sem graça de falar – corrupção. Corrupção daquelas maiores, sobre o que nunca pensamos que leríamos em nossos jornais e revistas e nunca veríamos nas redes de TV. Senhor Presidente, continuo insistindo que essa emenda seja analisada com o maior carinho. Inclua-se mais uma alínea no inciso I do § 1.º, do art. 15, do Capítulo IV, com a seguinte redação: Nos editais de licitações deverá se exigir a obrigatoriedade de a empresa ganhadora do certame videomonitoramento nas obras e serviços disponíveis na Internet em tempo real, dar total transparência aos termos do art. 6.º, 7.º e 8.º com seus incisos e alíneas correlatas, expressos na Lei Federal n.º12.527/2011. O Governador Paulo Hartung, em seu pronunciamento de prestação de contas nesta Casa de Leis, disse que seu governo será acompanhado pelos celulares e que a transparência será marca de sua administração. Em face do seu pronunciamento, apresenta essa emenda com a seguinte justificativa: elaborar estudos e projetos, estabelecendo nos editais de licitações obrigatoriedade da empresa ganhadora do certame a disponibilizar uma sala equipada e estruturada para os profissionais responsáveis pela fiscalização e acompanhamento do contrato. Toda a execução da obra ou serviço e a sala de fiscalização, obrigatoriamente terão que ser videomonitoradas vinte e quatro horas por dia por câmeras de alta definição, em todos os locais importantes e estratégicos da obra ou da execução de serviço. O diário de obra ou serviço, exigido pela Lei n.º 8.666/1993, e o videomonitoramento, estarão disponíveis via Internet em tempo real para todas as autoridades e sociedade. Tem muito mais e quero dizer da importância de se dar transparência. As empresas que ganham a licitação dão um preço muito abaixo e logo em seguida deixam a obra. A obra deteriora, até o momento em que se contrata o segundo colocado na licitação. Então, são essas. Peço desculpas por ter me alongado, mas precisava explicar minhas emendas. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG Diário do Poder Legislativo - 69 – PRP) – Senhora Deputada Luzia Toledo, parabéns pela justificativa. Só para deixar ainda mais claro, a emenda que V. Ex.ª citou, do Bandes, já foi acatada, porque o protocolo de outro deputado entrou primeiro. Por isso acatei a primeira emenda. A emenda n.º 62, de autoria de V. Ex.ª, está idêntica à emenda n.º 32, que é a do Bandes e que o Senhor Deputado Sergio Majeski solicitou primeiro. A SR. ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Não existe problema nenhum. O que quero é que eles venham aqui. Pedi aos secretários de Educação e da Ciência e Tecnologia e não somente ao presidente do Bandes. O secretário de Educação, foi combinado conosco, inclusive mês para que S. Ex.ª viesse a esta Casa para falar sobre a situação da educação no Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG – PRP) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas. O SR. FREITAS – (PSB) - Senhor Presidente Dary Pagung, quando V. Ex.ª fez a justificativa para mim, ato contínuo a Senhora Deputada Luzia Toledo fez a discussão das suas emendas. Agora, quero fazer a réplica da justificativa de V. Ex.ª, com relação ao meu questionamento. Continuo considerando, Senhor Presidente, com todo o respeito e com muita consideração o vosso relatório. Contudo, ainda não ficou justificada a rejeição das emendas que principalmente eu apresentei à Lei de Diretrizes Orçamentárias. As emendas que apresentei, de minha titularidade, são n. os 13, 15, 16 e 18. V. Ex.ª disse simplesmente que, em detrimento das minhas emendas, preferiu o texto original. Devo ser agora um pouco mais objetivo, mais claro para V. Ex.ª, que para apresentar essas quatro emendas, aprovando que a lei, até bem elaborada, devo fazer essa declaração e devo dizer também do quanto acredito neste governo. Devo dizer que do meu primeiro mandato, de 2007 a 2010, também fui base do governo, que era altamente exitoso e de resultado. Sempre votei e vou continuar votando, mas pela primeira vez houve a retirada de algumas prerrogativas de Poderes. Não se baseou na Constituição de 88, em seu capítulo sobre as organizações dos Poderes, que diz que os Poderes são independentes e harmônicos. Quero primeiro ler para V. Ex.ª e para os colegas principalmente o que diz o que propus que fosse alterado. O Art. 23, da Lei de Diretrizes Orçamentárias diz: Art. 23. O Poder Executivo poderá, mediante decreto, transpor, 70 - Diário do Poder Legislativo remanejar, transferir ou utilizar, total ou parcialmente, as dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária de 2016 (...). Senhor Presidente, caso esse texto permaneça da forma que está - e busco nas palavras da Senhora Deputada Luzia Toledo pela experiência, pela cautela, pelo zelo e pelo tanto que trabalha -, não precisa de Poder Legislativo. No momento em que o país atravessa uma crise muito séria de transparência, de carência, de lisura, de execução, penso que, mais do que nunca, os Poderes precisam ser valorizados, precisam se completarem, mas precisam de independência. Estamos diante de um artigo na Lei de Diretrizes Orçamentárias que não pode, Senhor Presidente, continuar da forma que está. Digo aos colegas que esta Casa estaria abrindo mão de exercer o seu poder de fiscalização quando estamos dando autonomia, por decreto, ao Poder Executivo para que possa fazer tudo. Não significa que... Até porque estamos falando da Assembleia Legislativa mais transparente do Brasil, estamos falando de uma Assembleia Legislativa que de longos anos, de longos mandatos, de longas legislaturas, tem somente ações positivas e é reconhecida na imprensa nacional. Os jornais O Globo e Folha de São Paulo identificam a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo como a melhor de todas, como a mais transparente, como a mais barata, a de menos custo. Por que não podemos exercer a nossa função e sermos parceiros, como já somos? A Senhora Deputada Luzia Toledo citou as diretrizes da educação, a Escola Viva, com discussão ampla, mostrando a independência deste Poder, mas chancelando o que tem necessidade e no que precisa para avançarmos neste Estado. É uma delas, porém poderia citar todas as outras três que vão nesse mesmo sentido para que tenhamos a independência dos Poderes, mas com harmonia. Falei da emenda vinte e três. Contudo, poderia falar do art. 16, § 1º, que diz: § 1º As propostas orçamentárias dos órgãos do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública terão, como limites das despesas correntes e de capital em 2016, o valor do conjunto de suas dotações fixadas na Lei Orçamentária de 2015 corrigido em 5,64% (cinco inteiros e sessenta e quatro centésimos por Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 cento). Veja bem, Senhor Presidente, é direito dos Poderes compor os seus orçamentos e desta Assembleia Legislativa aprovar ou não. Então, está tirando a prerrogativa deste Poder, está mexendo na independência dos Poderes Executivo e Legislativo, da Defensoria Pública. É nesse sentido que estão as minhas emendas. Gostaria que esta Comissão não tirasse a nossa prerrogativa, não tirasse a prerrogativa desta Casa e nem dos outros Poderes e instituições. Senhor Presidente, poderia ler as outras duas, que estão nesse mesmo sentido, mas para não tomar mais tempo, pedirei que V. Ex.ª considere as quatro emendas: 13, 15, 16 e 18. Peço a consideração de V. Ex.ª para essas emendas. Acredito nessa consideração e no acolhimento dos colegas. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG - PRP) – Senhor Deputado Freitas, na verdade V. Ex.ª está pedindo para suprimir o art. 23 da LDO. Esse artigo vem, no meu ponto de vista, como relator, tirar um pouco da burocracia. Este artigo não autoriza o governo remanejar... Lerei o artigo para que V. Ex.ª entenda. Dará tempo, Senhor Deputado Euclério Sampaio. Passarei a ler o art. 23: O Poder Executivo poderá, mediante decreto, transpor, remanejar, transferir ou utilizar, total ou parcialmente, as dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária de 2016 e em créditos adicionais, em decorrência da extinção,(...) Só neste caso, Senhor Deputado. (...)transformação, transferência, incorporação ou desmembramento de órgãos e entidades,(...) Darei um exemplo claro, Senhor Deputado Freitas. O governo irá retirar... Um exemplo, a Rede Abraço de uma determinada secretaria e levará para outra secretaria. Esse artigo autoriza o Governo do Estado a retirar a Rede Abraço, remanejar o seu orçamento, aquilo que gastaria em uma secretaria para usar na outra secretaria. Simplesmente, esse artigo acaba com a burocracia. A outra fala de V. Ex.ª é sobre o art. 42, Emenda n.º 013, sobre o orçamento de outros Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Poderes. O art. 48 da Constituição Estadual diz que o poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa, constituída de Deputados, representantes do povo, eleitos na forma que dispuser a lei. E seu § 3.º diz: § 3° O Poder Legislativo elaborará sua proposta orçamentária com os demais Poderes dentro dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias. É igual para o Poder Judiciário e para o Ministério Público. É um artigo novo na lei orçamentária estadual, mas já está previsto na Constituição Estadual que se deve obedecer os limites, e agora está colocando esses limites, tanto quando fala do Poder Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público. Continua em discussão o parecer. (Pausa) A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para discuti-lo. O SR. PRESIDENTE - (DARY PAGUNG – PRP) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo. A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Senhor Presidente, em réplica, como o Senhor Deputado Freitas fez. Quero, pelo menos, como Presidenta da Comissão de Educação, requerer a V. Ex.ª e aos demais companheiros que se inclua mais um parágrafo no art. 1.º do Capítulo I, com a seguinte redação: Até o final do mês de abril a SEDU Secretaria de Estado de Educação e Órgão vinculado, apresentará, em Audiência Pública na Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas, os resultados dos Planos, Programas estaduais, regionais e setoriais, para atender o §4º do Artigo 150 conjugado com os Artigos, Incisos e Parágrafos da Seção I Capitulo III (Da Educação) da Constituição Estadual. Consultamos o Secretário de Estado da Educação, que escolheu o mês de abril para estar nesta Comissão prestando contas. Gostaria apenas desta emenda, dentre todas que apresentei. Diário do Poder Legislativo - 71 O SR. PRESIDENTE - (DARY PAGUNG – PRP) – Senhora Deputada Luzia Toledo, concordo com V. Ex.ª. Temos várias comissões de mérito na Casa e gostaria de sugerir, se assim V. Ex.ª aceitar, trazer os secretários para prestar contas na Casa, mas de acordo com as comissões pertinentes. Sugiro a V. Ex.ª que protocolasse, ao invés de colocarmos todo ano na Lei de Diretrizes Orçamentárias, um projeto de lei... A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Nas comissões pertinentes. Perfeito. O SR. PRESIDENTE - (DARY PAGUNG – PRP) – Muito obrigado, Senhora Deputada Luzia Toledo! Continua em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação o parecer acatando o art. 62, igual à Emenda n.º 062. Como votam os Senhores Deputados? O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO – (PDT) Com o relator. O SR. EDSON MAGALHÃES – (DEM) Com o relator. Senhor Presidente, só tenho um esclarecimento com relação a esse art. 23, uma vez que, se o governo pretender obter alguma suplementação para a peça orçamentária de alguma das rubricas do texto como está, é de prerrogativa... O SR. PRESIDENTE - (DARY PAGUNG – PRP) – Terá que pedir à Casa, à Assembleia Legislativa. Continuando, como votam os Senhores Deputados? O SR. FREITAS – (PSB) – Senhor Presidente, para mim não ficou claro, uma vez que, ao final do texto do art. 23, e V. Ex.ª não chegou nesse ponto, está muito claro: (...) assim como o respectivo detalhamento por esfera orçamentária, grupos de natureza da despesa, fontes de recursos, modalidades de aplicação e identificadores de uso. Então, do meu ponto de vista, Senhor Presidente, o artigo 23 não atende e gostaria de ver discutido de forma mais ampla. Esse artigo 23 causou dúvida no Senhor Deputado Edson Magalhães, que 72 - Diário do Poder Legislativo está confiando na resposta de V. Ex.ª. Confio para caramba em V. Ex.ª, mas gostaria de discutir mais amplamente esse artigo. Gostaria, também, que todas as outras emendas minhas fossem mais bem discutidas, uma vez que todas as secretarias perdem também a prerrogativa de elaborar os planos de carreiras dos seus servidores. Então, as minhas quatro emendas não estão tendo oportunidade nenhuma de serem discutidas, Senhor Presidente. Em função disso, voto contrário. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG - PRP) – Senhor Deputado Freitas, as suas emendas não foram prejudicados. V. Ex.ª terá a oportunidade de pedir destaque em Plenário. Já votou contra. O SR. FREITAS – (PSB) – E pedirei. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG - PRP) – Como votam os Senhores Deputados? Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Boa-tarde a todas e a todos. Cumprimento os nossos técnicos da comissão, os nossos procuradores, os telespectadores da TV Assembleia, nossos jornalistas e o Senhor Deputado Bruno Lamas, vicepresidente da Comissão de Educação. Convido o Senhor Secretário a proceder à leitura da ata da sétima reunião ordinária, realizada em 12 de maio de 2015. (Pausa) (O Senhor Secretário procede à leitura da ata) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Em discussão a ata. (Pausa) Encerrada. Vamos suspender a votação considerando que estamos aguardando a chegada da Senhora Deputada Raquel Lessa e do Senhor Deputado Rodrigo Coelho, que está preso no trânsito, conforme nos informou seu assessor, Edmilson, presente nesta reunião. A Senhora Deputada Raquel Lessa está descendo. Colocaremos a ata em votação tão logo chegue. Convido o Senhor 1.º Secretário a proceder à leitura do Expediente. O SR. ALMIR VIEIRA - (PRP) – Com o O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: O SR. HUDSON LEAL - (PRP) – Com o CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: Não houve no período. relator. relator. PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: A SR.ª LUZIA TOLEDO - (PMDB) – Com o relator. E pedirei destaque na hora da votação no plenário. O SR. PRESIDENTE – (DARY PAGUNG - PRP) – Aprovado contra um voto. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 14h51min. _______________________________ COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. OITAVA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 26 DE MAIO DE 2015. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Processo administrativo n.º 151896/2015, solicitando que o PLC n.º 004/2015, que institui o programa Escolas Estaduais de ensino Médio em Turno Único no Espírito Santo, seja revisto no que diz respeito à profissão de bibliotecário. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) - Informo a todos que tão logo recebemos essa solicitação, entramos com uma emenda incluindo no art. 9 do Projeto de Lei Complementar n.º 004/2015 o inciso V com a seguinte redação: V- Bibliotecário – Palácio Domingos Martins – 5 de maio de 2015. Demos entrada ontem e fizemos uma boa justificativa, porque não existe escola sem biblioteca. É tão antigo, mas ficou fora do projeto. Então, já atendemos a essa solicitação. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício GAB Deputado Marcos Bruno, justificando sua ausência na reunião da Comissão de Educação, realizada no dia 19/05/2015. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 73 A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício GAB Deputada Luzia Toledo, propondo convite à senhora Adenilde Stein Silva, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Undime, para apresentação da situação real dos municípios do Espírito Santo com relação à implantação do Plano Municipal de Educação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Deliberaremos após a chegada da nossa companheira Deputada Raquel Lessa. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício GAB Deputado Bruno Lamas, propondo convite ao senhor Carlos Leonardo Campos, presidente do Conselho Gestor da Associação e Diretores de Escolas do Estado do Espírito Santo – Adires -, para prestação de ações do referido conselho à Comissão de Educação da Ales. A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO - PMDB) – Da mesma forma. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. SECRETÁRIO lê: Comunicado s/n.º/2015, comunicado o presidente do Fundo Nacional de Educação informando a liberação de recursos financeiros que especifica. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Ciente. À Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício do senhor Fábio Mendes Da Vitória, s/n.º/2015, denunciando a negativa do diretor da Escola Estadual Professor Agenor Roris de fornecer identificações estudantil ao aluno, sendo direito dos mesmos. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Solicito que este ofício seja encaminhado à Secretaria Estadual de Educação e também aos membros desta comissão. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES SOBRESTADAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Registramos, com prazer imenso, a presença nesta reunião da senhora Vera Lúcia Baptista Castiglioni, secretária de Educação da Serra. Esse convite foi feito por meio do vicepresidente, Senhor Deputado Bruno Lamas. A secretaria Vera Lúcia é ex-consultora da Unesco, exsubsecretária da Secretaria Estadual de Educação, duas vezes presidente da Undime, três vezes presidente da Associação dos Inspetores Capixabas, e muito mais. Portanto, a presença de V. S.ª nesta comissão nos dá um prazer imenso. Também registramos a presença do secretário Municipal de Educação de Castelo, Ednaldo Rabello, que é capixaba de Domingos Martins, formado em educação física, pela Universidade Federal do Espírito Santo, foi membro do Sindiupes; secretário Municipal de Educação de Conceição do Castelo de 1995 a 1998; e de 2002 a 2012, secretário Municipal de Educação de Vargem Alta. S. Ex.ª roda o estado desde 2009. É membro do Conselho Nacional de Representantes da União Nacional dos Secretários Municipais de Educação. Atualmente, representa a Undime como conselheiro no Conselho Estadual de Educação. Está acompanhado da professora Regilane Daré dos Santos, pedagoga e coordenadora do Plano Municipal de Educação de Conceição do Castelo. Eu os conheci numa audiência pública realizada naquele município, a pedido da Igreja Católica, do Padre Rogério, e foi um sucesso. Ele me fez responder a todos os questionamentos que a Igreja tem em relação aos políticos e tive o privilégio de responder. Informo ao Senhor Deputado Bruno Lamas e a todos os presentes que a nossa TVAles agora cobre São Mateus, Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari e a Grande Vitória. Esta Assembleia Legislativa, a pedido do Senhor Deputado Padre Honório, fará no dia 28 de maio, às 18h, no Plenário Dirceu Cardoso, uma audiência pública sobre a admissão no Estado do Espírito Santo dos títulos de pós-graduação obtidos no Mercosul. A professora Vera Lúcia Baptista Castiglioni conhece bem essa situação, eu a conheço de perto e acho que essa audiência pública será muito importante e pra a qual convidamos todos os nossos telespectadores e telespectadoras e nossos queridos colegas deputados e deputadas. Se der tempo falarei sobre outros assuntos. 74 - Diário do Poder Legislativo Mas o mais importante, hoje, é receber as informações da professora Vera Lúcia Baptista Castiglioni, a quem concedemos vinte minutos. Depois concederei quinze minutos para o representante de Conceição de Castelo. A professora Vera, além de falar sobre o Município de Serra, falará sobre uma pesquisa que realizou no nosso Estado inteiro e isso é muito importante para nós e, principalmente, para quem está em casa saber como estão os Planos Municipais de Educação no Estado do Espírito Santo. O SR. BRUNO LAMAS – (PSB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Agradeço à secretária Vera Lúcia Baptista Castiglioni, de Serra, e aos representantes da Secretaria de Conceição do Castelo, professores Ednaudo Rabello e Regilane Daré dos Santos. Registro, com satisfação, a presença do professor de História, Leonardo Gomes, formado pela Ufes, neto de uma figura muito querida de Serra, ex-presidente da Câmara, Senhor Hermínio Fraga. Ele é professor de diversas escolas públicas e privadas como Aristóbulo Barbosa Leão, em Laranjeiras, e COC; professor efetivo da rede municipal de Vila Velha e também faz um trabalho muito bacana, deputada Luzia Toledo, com o projeto Escola na Câmara. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra à professora Vera Lúcia Baptista Castiglioni, convidada pelo vice-presidente desta comissão, Senhor Deputado Bruno Lamas. S. S.ª é Secretária Municipal de Educação de Serra. A SR.ª VERA LÚCIA BAPTISTA CASTIGLIONI – Boa-tarde a todos e a todas. Gostaria de, incialmente, cumprimentar a Senhora Deputada Luzia Toledo, presidenta da Comissão de Educação e também amiga pessoal há muito tempo; o Senhor Deputado Bruno Lamas, vice-presidente desta Comissão e combativo deputado do nosso grandioso Município de Serra. Nesta oportunidade, Senhor Deputado Bruno Lamas, agradecemos a V. Ex.ª o convite, a oportunidade de estarmos nesta Casa discorrendo sobre um tema de tamanha significância para o nosso município e para todo o Estado do Espírito Santo. Também cumprimento os demais integrantes da Comissão de Educação, mesmo ainda não presentes, pois certamente chegarão e os demais integrantes desta sessão, além de cumprimentar todos os telespectadores do Espírito Santo. Primeiramente gostaria de dizer que o tema Plano Municipal de Educação é para nós, gestores, educadores e cidadãos, tenho a certeza para todos os nossos representantes também desta Casa de Leis, de significativa importância, pois estamos falando de um planejamento para as nossas gerações futuras. Para discorrermos sobre a construção do Plano Municipal de Educação do Município de Serra, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 por esse curto tempo que nos foi garantido - vinte minutos apenas - não teremos a oportunidade de fazer um grande histórico sobre a construção do Plano Nacional, Estadual e Municipal, mas apenas dizer algumas características no contexto nacional, estadual e municipal com que vem se realizando essas discussões sobre o plano de educação. Para isso, trazemos primeiramente algumas características do que é o Plano Nacional de Educação. O Plano nacional é um plano nacional e não apenas um plano da União. É um plano de estado e não um plano de governo. Portanto é um plano global, que foi aprovado em 25 de julho do ano passado, 2014 e se transformou na Lei n.º 13.005/2014 e em decorrência desse Plano Nacional, os estados e os municípios têm agora a responsabilidade de também construir os seus planos estaduais e municipais. O que é o Plano Municipal de Educação? No mesmo segmento, temos um plano municipal e não um plano da prefeitura. Esse é um plano de estado e não é um plano de governo. É também um plano global que passará também pela aprovação da câmara municipal de cada município brasileiro, de forma especial os municípios do nosso Estado do Espírito Santo e mais precisamente do Município de Serra. O plano municipal deve ser do município, do território e não apenas da rede ou do sistema municipal. Por isso é chamado de um plano global, um plano de estado, pela sua abrangência, uma vez que ele atinge todos os níveis e modalidades de ensino. Além disso, discussões sobre a valorização do magistério; a gestão democrática e o financiamento da educação. Portanto, é um tema bem abrangente e necessita, certamente, de ser construído com a participação de toda a sociedade do município, que atinge o município, o estado e a União. É importante destacar que a construção desse plano precisa estar de forma integrada com outras politicas públicas e de forma especial as políticas sociais. Os planos devem prever meios e processos para articulação entre as políticas sociais com vistas a assegurar os direitos humanos, sociais, políticos e econômicos de cidadania e de toda a população. Educação sozinha não consegue dar conta de educar nossas crianças em todas as suas dimensões. É preciso que todas as áreas sociais abracem essa ideia e estejam conosco nessa construção, no monitoramento, na avaliação e na execução desse plano. Também é importante destacar que o plano deve se articular aos demais instrumentos de planejamento. Não basta planejar, é preciso executar, monitorar e avaliar, mas, sobretudo é preciso garantir os recursos para que os planos sejam exequíveis e, para isso, não podemos desprezar que o Plano Municipal de Educação deve estar inserido nos Planos Plurianuais, nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, na Lei Orçamentária Anual e no Plano de Ações Articuladas, plano esse que todos os Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 municípios brasileiros são parceiros junto ao Ministério da Educação. Neste slide trazemos um panorama sobre a construção dos planos de educação nos Estados brasileiros. Na data de 30 de abril de 2015, tínhamos aquele cenário, e na data de 25, portanto, ontem, já temos um cenário um pouco diferente. Cada cor representa o estágio de execução desse plano. Hoje, temos apenas três Estados brasileiros que já conseguiram aprovar seus planos estaduais de educação. Seguindo, temos a construção dos planos municipais no âmbito da nação brasileira. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Só para informar aos nossos telespectadores, quais são os três Estados que conseguiram? A SR.ª REGILANE DARÉ – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o terceiro não me recordo neste momento. Nesta outra lâmina observamos como está a construção no Espírito Santo, onde temos apenas dois municípios que já conseguiram aprovar suas leis e já estão com os planos homologados pelos chefes do Executivo. Importante também destacar que os planos nacionais e, em consequência, os planos estaduais e municipais, definem um conjunto de metas estruturantes para a garantia do direito da educação básica; metas de superação da desigualdade e de valorização das diferenças; metas relacionadas ao ensino superior; metas de valorização dos profissionais da educação; e metas de gestão democrática e do investimento necessário para dar conta de todas essas metas. Temos na educação básica um conjunto de quinze metas nacionais, que serão seguidas no âmbito dos Estados e que também serão seguidas no âmbito dos municípios, naturalmente adequando-as à realidade da localidade. Na educação superior são três metas com quarenta e cinco estratégias; e na gestão e financiamento, temos uma meta com doze estratégias que serão desenvolvidas para efeito do cumprimento desse plano. O Plano Municipal de Educação de Serra está sendo construído em cinco etapas. Chamamos a primeira de etapa preparatória, em que tivemos a oportunidade de fazer uma grande mobilização social e a reconstituição do Fórum Municipal de Educação, além disso, o pré-diagnóstico neste momento inicial. A segunda etapa é a da participação social, em que temos a realização do 1.º Fórum Municipal de Educação; o Dia de Estudos nas escolas do Município; o Dia D, em que há participação da comunidade escolar; além das audiências públicas que começam a acontecer a partir de hoje no Município. O terceiro passo na construção desse plano é Diário do Poder Legislativo - 75 a sistematização e as decisões sobre metas e estratégias. Haverá um momento de análise das propostas colhidas por meio das discussões nas escolas e das audiências públicas, e a definição dessas metas e estratégias realizadas pelo Fórum Municipal de Educação. Por fim, a redação final e a aprovação do plano que se pretende que aconteça até o final de julho. Na reconstituição do Fórum Municipal de Educação, temos cinquenta segmentos representados pelos órgãos municipais e estaduais, pelas autarquias de Governo, pelos movimentos sociais, pelos segmentos da sociedade civil – sindicatos e associações ligadas à educação, empresários, movimentos em defesa da educação, comunidade científica e entidades de estudo e pesquisa em educação, além de outros. Ao todo são cinquenta representações que compõem o Fórum Municipal de Educação. Como se dá então a participação social na construção do Plano Municipal de Educação de Serra? Tivemos a oportunidade de realizar o 1.º Fórum Municipal de Educação na data de 30 de abril e, nessa oportunidade, convidamos; conclamamos toda sociedade a estar conosco nessa construção e nesse exercício de democracia. Essa participação ocorreu no dia 12, com os debates nas escolas, como um processo de formação para todos os educadores e demais integrantes do processo educacional. No dia 14, tivemos os debates nas escolas e consideramos esse dia como o Dia D, onde todas as crianças, jovens, adolescentes, adultos, professores, pais e demais integrantes do conselho escolar tiveram a oportunidade também de debater e propor metas e estratégias para a construção do nosso Plano Municipal de Educação. A partir de hoje, 26 de maio, iniciamos as audiências públicas. Teremos três audiências, em três regiões do município e, em sequência, teremos no dia 28 uma nova audiência e no dia 1.º outra audiência. Então serão cinco audiências ao todo, abrangendo todas as regiões do Município de Serra. Também temos a possibilidade de garantir a participação nesse processo de discussão e construção do plano para aqueles que sem a oportunidade de estar nas audiências públicas possam também contribuir por meio das consultas públicas, que estamos disponibilizando, a partir do dia 4 até 10 de junho. E aí encerraremos o período de discussão nas comunidades, e partiremos para a sistematização do plano, a construção das metas e estratégias, a redação final, o encaminhamento à ProcuradoriaGeral do Município e, por fim, o Executivo encaminhará a nossa proposta à Câmara Municipal para efeito de aprovação e, em sequência, a homologação por parte do prefeito. Esperamos que no segundo semestre do ano de 2015 já teremos o Plano de Educação Municipal de Serra aprovado, com louvor. 76 - Diário do Poder Legislativo O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Senhora Presidenta, solicito que a senhora Secretária discorra sobre o tamanho da nossa rede municipal: número de escolas, número de alunos, número de professores. Isso é importante para que os nossos telespectadores tenham uma noção da dimensão e da complexidade que é a cidade de Serra. A SR.ª VERA LÚCIA BAPTISTA CASTIGLIONI – Hoje o Município de Serra como todos devem saber, é o maior município do Estado do Espírito Santo. São quase quinhentos mil habitantes desse grandioso município. Em consequência, temos também a maior rede municipal de ensino. Temos cento e vinte e cinco escolas, entre escolas da educação infantil e do ensino fundamental; aproximadamente sessenta e quatro mil alunos de toda a educação básica, atingindo a educação infantil e o ensino fundamental, somente da rede municipal. Portanto, temos nas mãos um grande desafio no Município de Serra, e um dos maiores desafios é a oferta da educação infantil, de forma especial, às crianças de zero a três anos. Hoje estamos com, aproximadamente, uma cobertura de noventa por cento para as crianças de quatro a cinco anos, que correspondem à faixa da pré-escola e temos uma cobertura de vinte e cinco por cento apenas para crianças de zero a três anos, que denominamos de crianças que dependem da creche. Então, por aí podemos perceber o tamanho do desafio do Município de Serra. Sem falar, naturalmente, dos outros desafios que também temos na educação serrana. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Já vi que não teremos o tempo que gostaríamos de ter para fazer uma reflexão sobre a fala, por exemplo, da professora Vera Lúcia Baptista Castiglioni, mas gostaria já de agradecer primeiro ao vice-presidente desta Comissão por ter feito o requerimento para que V.S.ª viesse a esta Casa. Temos um amor muito grande pelo Município de Serra. Conheço-o antes e depois e hoje o município é outro. Frequentei Serra quando a cidade tinha uma pobreza absoluta. A professora Vera fala em cento e vinte e cinco escolas. Repito: cento e vinte e cinco escolas e sessenta e quatro mil alunos. Esses são dados importantíssimos para o Espírito Santo. Sabemos como é séria, não só agora. Não é, Professora Vera? Sempre foi, desde a Márcia Lamas, mãe do Senhor Deputado Bruno Lamas, nosso VicePresidente. A educação em Serra também era levada muito a sério. Estamos acompanhando. Estou muito satisfeita em ver o resultado que V. S.ª apresentou, não somente do seu município, mas do Estado. Se der tempo, voltaremos a conceder a palavra para o Vice-Presidente e talvez para a nossa colega Senhora Deputada Raquel Lessa. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Concederei a palavra ao Professor Edinaldo Rabello, Secretário Municipal de Conceição do Castelo. Conceição do Castelo foi um dos municípios que visitei e onde vi o resultado do trabalho que a Secretaria Municipal estava fazendo com relação ao Plano Municipal de Educação. Fiquei muito satisfeita, tanto que na mesma hora chamei a Professora Regilane. S. S.ª é Regina duas vezes. Já li o currículo do Professor Edinaldo Rabello. Concedo a palavra a S. S.ª para que fale sobre o Plano Municipal de Educação de Conceição de Castelo. O SR. EDINALDO RABELLO – Boa-tarde a todos e a todas e aos telespectadores que estão nos assistindo. Gostaria de cumprimentar a Excelentíssima Senhora Deputada Luzia Toledo, Presidente da Comissão de Educação, e já agradecer o convite, e o Senhor Deputado Bruno Lamas, VicePresidente desta Comissão, que também agradeço poder estar presente. Agradeço também à Vera Lúcia Baptista Castiglioni. Militamos juntos desde 1995... Esquece esse tempo! Não repetirei a fala da Vera e serei breve, mas gostaria de tecer alguns comentários que acho importante. Pela primeira vez na história deste País, um Plano Nacional da Educação trata da questão que, para os municípios brasileiros, é de suma importância: o financiamento. Nenhum outro plano de educação, antes, neste País, tratou da questão do financiamento. Esse é um dado. Conseguimos uma grande vitória, por meio de movimentos sociais que militam na Educação que também foi inserir no texto desse plano o Caqui – Custo Aluno Qualidade Inicial. Esse Caqui é uma pesquisa realizada por pesquisadores que atuam na área de financiamento público em Educação. Eles conseguiram delimitar de forma clara o custo de uma escola de qualidade e quais os insumos – todos, inclusive salário – que uma escola tem que ter para funcionar. Levaram como base uma escola com quatrocentos alunos porque no entender desses pesquisadores esse é o tamanho de uma escola que dá para fazer uma administração tranquila, sem ser uma escola muito grande. Mas também, tivemos algumas derrotas que julgamos muito importantes. Apesar de tratar do financiamento e, na meta 20, estabelecer sete por cento do PIB até o sétimo ano e, depois, dez por cento do PIB, não especificou e não especifica de que forma esse dinheiro chegará aos municípios, que é onde realmente a educação acontece neste país. Nós, dos municípios, apesar de toda essa vitória, não temos certeza de que forma esse dinheiro chegará. Isso é um problema grave porque precisamos dar conta de vinte metas, temos várias estratégias e todas dependem de financiamento. Estamos certos de que a única forma desse dinheiro chegar aos municípios brasileiros seria via Fundeb e perdemos essa luta. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Apesar de continuarmos lutando para que esse recurso ainda possa chegar aos municípios via Fundeb, será muito mais fácil conseguirmos dar conta do plano, mas, hoje, esse dinheiro ficará concentrado na mão da União e sabemos que continuaremos recebendo esse recurso de forma suplementar: trinta por cento para merenda, enquanto a maioria dos municípios brasileiros gasta praticamente um real. Dito isso, passarei a palavra para a Senhora Regilane Daré, coordenadora do nosso plano, que começará a apresentar o histórico desse plano. Obrigado. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Antes da professora Regilane Daré começar a falar, registro a presença do Senhor Deputado Marcos Bruno, nosso companheiro desta Comissão de Educação, que acaba de chegar. V. Ex.ª é muito bem-vindo. Obrigada pela presença. Estamos ouvindo o Município de Serra sobre o Plano Municipal de Educação. Já ouvimos a professora Vera Lúcia Baptista Castiglioni, secretária municipal de Serra e, agora, estamos ouvindo o Município de Conceição do Castelo. Acabamos de ouvir o secretário Ednaldo Rabello e, agora, falará a Senhora Regilane Daré, pedagoga e responsável pelo Plano Municipal de Educação de Conceição do Castelo. A SR.ª REGILANE DARÉ – Boa-tarde, componentes da Mesa e Senhora Deputada Luzia Toledo, que conheci no dia da audiência, onde recebi o convite. S. Ex.ª disse há três meses: temos que levar Conceição do Castelo para a Assembleia. Senhores Deputados Bruno Lamas e Marcos Bruno, boa-tarde. É um prazer estar nesta reunião, representando Conceição do Castelo nesta Assembleia Legislativa. Discorrerei como foi a construção do Plano Municipal de Educação no nosso município, que está em fase de conclusão e já foi encaminhado ao Poder Legislativo, onde foi protocolado no dia 18 de maio. Os vereadores receberam o nosso plano nessa data e estão apreciando. Iniciamos a discussão do nosso plano municipal em todas as audiências públicas que fizemos com o um artigo da Constituição. Pensamos que o art. 205 da Constituição é o que cabe no nosso plano e acho que nos outros planos também. O art. 205, da Constituição Federal de 1988, diz o seguinte: Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Diário do Poder Legislativo - 77 Foi assim que o construímos. Como a Vera já disse, a educação somente para a escola é muito pesada; precisamos de todos juntos. Tentamos, no plano, buscar a família para a escola. O nosso prefeito municipal é o Senhor Francisco Saulo Belisário, para quem não o conhece, e o nosso secretário municipal de Educação é o Senhor Edinaudo Rabello. Conceição do Castelo tem cinquenta e um anos de emancipação; situado na região sudoeste serrana, tem aproximadamente onze mil, seiscentos e oitenta e um habitantes, segundo o Censo de 2010; e a nossa rede municipal, Vera, é pequenininha. Temos cinco escolas na zona urbana, oito escolas na zona rural e apenas uma escola da rede estadual. Temos, aproximadamente, dois mil alunos da educação infantil ao 9.º ano. Então, em relação ao Município de Serra, somos bem pequenos. Como tudo começou? Em junho do ano passado, dia 06.06.2014, tivemos uma capacitação sobre o plano na região sudoeste serrana, na região de Domingos Martins, onde a Undime, com a Sedu, promoveu um encontro. Mesmo antes de o plano ser aprovado iniciamos uma discussão de como isso chegaria ao nosso município. No dia 25.06.2014, como V. Ex.as sabem, foi aprovada a Lei n.º 13.005/2014, com a qual a presidenta Dilma sancionou o Plano Nacional de Educação. Nos dias 03, 04, 24 e 25.09.2014 participamos do ciclo de seminários da Undime, o que também favoreceu muito os municípios de como estarem preparando os planos, porque não tínhamos muita noção de como preparar um plano. No dia 20.10.2014, o Prefeito Francisco Saulo Belisário instituiu a Comissão de Elaboração do Plano Municipal de Educação de Conceição do Castelo, através do decreto que está no slide. No dia 29.10, participamos do 1.º Encontro de Gestores, para o debate dos planos decenais de educação em Vitória, para o qual foram convocados todos os prefeitos e secretários de educação a participar, com representação do pessoal do FNDE, para falar sobre a parte técnica do plano. Dia 01.º de dezembro, tivemos a nomeação dos membros da Comissão de Elaboração do Plano Municipal de Educação de Conceição do Castelo, através do decreto do prefeito municipal. Temos, nesse decreto, trinta e três integrantes que fazem parte, são representantes de conselho, diretores, professores, alunos, pais. Dia 16.12, tivemos nossa primeira reunião na Secretaria Municipal de Educação de Conceição do Castelo, com a colaboração da professora Célia Tavares Vilela, de Vitória, que foi falar para nossos representantes de Conceição do Castelo sobre o que é o Plano Municipal e a metodologia para sua construção. Dia 23.02.2015, tivemos outra reunião para discussão e início do diagnóstico, com a colaboração 78 - Diário do Poder Legislativo da Jomaira Mariano, que é de Marechal Floriano. Dia 23.03, tivemos uma reunião com diretores sobre o plano. Dia 24 e 27, tivemos reuniões com os grupos de trabalho. O que fizemos? Diante da Comissão de trinta e três pessoas, dividimos em seis grupos e cada grupo ficou responsável por uma quantidade de metas, para não ficar tudo para um grupo só. Dia 24.03, também divulgamos no site da Prefeitura, para a população de Conceição do Castelo ter conhecimento das metas e estratégias do PME. Foi divulgado no site da Prefeitura. Fizemos um folder com as metas e distribuímos para a população, para quem não tem acesso à Internet. E as escolas, nos dias de estudo, nas unidades, tiveram também, com representantes de líderes de comunidade, professores e demais funcionários da escola, discussão sobre o Plano Municipal de Educação para conseguir abranger quanto mais pessoas fosse possível. De 13 a 15 de abril, tivemos a sistematização das metas e estratégias pelos coordenadores de trabalho. De 27 a 30 de abril, realizamos quatro consultas públicas. Essas consultas foram regionalizadas. Tivemos a participação dos pais, que puderam expor suas ideias e contribuições para o plano. Fizemos quatro porque nosso município não é muito grande. Então, deu para regionalizar. Observamos fotos e as contribuições dos participantes. Gostaria de frisar que não é fácil ir para frente de uma assembleia de pais para falar do plano. Como foi falado pela Vera, temos desde educação infantil, ensino profissionalizante e ensino superior, o financiamento. E, no nosso município, por exemplo, que é agrícola, é muito enfatizada a presença da agricultura na escola. Não é muito fácil, mas graças a Deus foi um sucesso. No dia 07 de maio tivemos a conclusão do texto base pela Comissão de Elaboração. Tivemos a participação do Poder Legislativo; os vereadores pelo Município de Conceição do Castelo puderam nos acompanhar nessa caminhada do plano. Eles tiveram uma visão global do que é o plano municipal, para quando chegar à Câmara ficar mais fácil. Divulgamos também na Secretaria, na Prefeitura e na Câmara Municipal as metas. No dia 11 de maio encaminhamos o Plano Municipal de Educação ao Poder Executivo. Essa foto foi registrada no dia 18 de maio, quando fomos ao Poder Legislativo. Na oportunidade alguns vereadores estiveram presentes. Esse mapa foi tirado ontem da internet e mostra a situação dos municípios em relação ao plano. Como os senhores podem perceber, aquele verdinho é Conceição do Castelo, bem pequenininho. Ele está no verde escuro, que significa projeto de lei encaminhado ao Legislativo. Temos bastante convicção de que o nosso Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 projeto estará aprovado até o dia 24 de junho. É só isso, Senhora Presidenta. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Registro a presença da Senhora Deputada Raquel Lessa, nossa companheira da Comissão. Já falamos bastante sobre S. Ex.ª antes. Temos quatro minutos, como somos quatro, dividiremos os quatros minutos. Mesmo que ultrapassemos o um minuto, tentaremos registrar os nossos cumprimentos. Como Presidenta da Comissão, quero agradecer aos dois Municípios, Serra e Conceição do Castelo. A diferença entre um e o outro é que a dimensão de Serra... A SR. RAQUEL LESSA - (SD) – Senhora Presidenta, passarei o um minuto a que tenho direito para V. Ex.ª, pois cheguei atrasada. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – A Senhora Deputada Raquel Lessa é de uma delicadeza, pode falar o seu um minuto, não tem problema. Quero mostrar aos Senhores Deputados Marcos Bruno e Raquel Lessa que tivemos uma manhã enriquecedora, com a apresentação de um município grande, o maior do Estado, com a sua dimensão e com uma qualidade muito grande na Educação. Isso já vem de muito tempo. Secretária Vera Lúcia Baptista Castiglioni, pessoa conhecida demais na Educação do Espírito Santo, e que já passou por muitos outros cargos, nos deu o privilégio de ouvi-la e saber como está a Educação no Município de Serra. Também fomos a um município pequenininho, de onze mil e seiscentos habitantes, ver como o projeto teve uma trajetória rápida, mas cumprindo rigorosamente todos os prazos. Fiquei maravilhada! Já fiquei maravilhada há dois meses quando estive na região. Quero agradecer e no final, no minuto que a Senhora Deputada Raquel Lessa me deu, fazer dois registros. Agora, aproveitarei para aprovarmos a ata. O Senhor Deputado Bruno Lamas votou pela aprovação e esta Senhora Deputada também. Como votam os Senhores Deputados? O SR. MARCOS BRUNO - (PRTB) - Pela aprovação. A SR. RAQUEL LESSA - (SD) – Pela aprovação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Ata aprovada como lida. Temos dois ofícios que propusemos. O primeiro é o convite à Senhora Adenilde Stein Silva, presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Undime, para apresentação Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 da situação real dos municípios do Estado em relação à implantação do Plano Municipal de Educação. Será na próxima reunião, dia 02 de junho. O segundo é o requerimento do Senhor Deputado Bruno Lamas (PSB), nosso vicepresidente, propondo um convite ao Senhor Carlos Campos, presidente do Conselho Gestor da Associação dos Diretores Escolares do Estado do Espírito Santo, Adires, para a apresentação das ações do referido Conselho à Comissão de Educação. Coloco os dois requerimentos em discussão. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Pela aprovação. A SR.ª RAQUEL LESSA – (SD) – Pela aprovação. O SR. MARCOS BRUNO – (PRTB) – Pela aprovação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Aprovados à unanimidade. Peço à coordenação da comissão que convide os dois nomes apresentados por mim e pelo Senhor Deputado Bruno Lamas, para a próxima reunião. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Bruno Lamas, para as considerações finais. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Obrigado, Senhora Presidenta! Tenho dito, Vera, que tenho vivido os melhores momentos do meu mandato na Comissão de Educação. É a prioridade do meu mandato de deputado estadual. Estou muito feliz com sua presença. Leve um abraço ao prefeito Audifax Barcelos, com quem estive ontem, focado, dialogando com o magistério. S. Ex.ª está com proposta de reajuste salarial de nove por cento para este ano, parcelado, mais nove o ano que vem. Sei das muitas dificuldades de se fazer a gestão da cidade de Serra, cidade que nos orgulha muito. Fico feliz com a forma democrática como a cidade tem tratado a elaboração do plano. Fui ao fórum com Renato Barbosa, servidor desta comissão, e estavam presentes muitos diretores. Estive em Jardim Carapina em um momento em que a comunidade estava vibrando, e a diretora, porque a Secretaria da Educação estaria no bairro para fazer a discussão internamente na comunidade. Parabéns! Esperamos que o município cumpra seu prazo e que a Câmara seja veloz e não faça como fez com a criação da Guarda Municipal de Segurança, discutida na Câmara desde 02 de fevereiro, que não faça isso com nosso Plano Municipal de Educação. Parabenizo Conceição do Castelo - já estive Diário do Poder Legislativo - 79 no município, lindo, com cachoeiras, muita água por ter cumprido o prazo e ter entregue à Câmara de Vereadores e por estar conosco hoje fazendo essa apresentação. Muito obrigado a todos que nos acompanharam! Até uma próxima oportunidade. Senhora Presidenta, que possamos dar atenção a essa denúncia feita à Comissão de Educação. Vi que V. Ex.ª já determinou que fosse encaminhada à Secretaria, mas que possamos nos debruçar sobre essa denúncia pelo professor Agenor Roris. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Estará na pasta de cada Senhor Deputado e vamos discuti-la na próxima reunião. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Marcos Bruno, nosso professor que compõe esta comissão para nosso orgulho. O SR. MARCOS BRUNO – (PRTB) – Obrigado, Senhora Presidenta! Quero somente parabenizar a Presidenta e o Senhor Deputado Bruno Lamas pelo convite e pela condução desta reunião e justificar o atraso, assim como a Senhora Deputada Raquel Lessa. Nosso horário, 12h30min às 13h30min, às vezes é o momento em que pessoas de outras cidades acabam chegando ao gabinete achando que 12h é um horário interessante, de almoço, que terremos tempo livre, e acabamos atendendo e nos atrasando. Os Senhores Deputados sabem disso. Mas parabenizamos. Educação é sempre muito importante. Dizemos aos representantes de Conceição do Castelo, mesmo com dois mil alunos apenas, são duas mil famílias, duas mil crianças, parabéns pelo trabalho de vocês. Podem contar com esta Casa de Leis, sempre que possível, para que possamos estabelecer projetos e políticas públicas de valorização e promoção para nossas crianças. Obrigado! A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Registramos a presença da Senhora Deputada Eliana Dadalto, nossa colega professora que está sempre presente. S. Ex.ª é suplente, mas é como se fizesse parte da nossa comissão, pois está sempre participando. Informo que hoje ouvimos a secretária municipal de Educação de Serra. Foi uma bela explanação, de um município grande, o maior do Estado, e ouvimos um pequenininho, Conceição do Castelo. Mas os dois, com muita qualidade nas informações e no compromisso com a educação. Estou realmente muito feliz com a reunião da nossa comissão. A Rede Tribuna fará o seminário Tribuna de Educação 2015. Todos devem estar sabendo. O primeiro expositor será Augusto Cury, que falará sobre a Tribuna de Educação. Será no dia 1.º de junho, no Itamaraty Hall. Será um momento muito importante de debates. Vários professores foram 80 - Diário do Poder Legislativo convidados do Brasil inteiro. Será aberto pelo Governador Paulo Hartung e pelo João Carlos Pedrosa, Superintendente da Rede Tribuna de Comunicação. Fui a todos e cada um é melhor do que o outro. Então, faço o convite. A entrada será franca, mas tem de fazer inscrição. A inscrição pode ser feita no site da Rede Tribuna. Quem quiser realmente ouvir uma opinião abalizada sobre educação, esse será um grande momento. O nosso tempo acabou, já ultrapassamos cinco minutos. O diretor está lá de olho, está olhando para mim, para terminar, porque o tempo já acabou. Mas gostaria mais uma vez de agradecer muito e dar os parabéns. Parabéns a Conceição do Castelo, um munícipio pequeno, uma coisa muito bonitinha. Outra coisa, estou muito apaixonada pela cultura do pessoal de Conceição do Castelo. Nas audiências públicas de lá, vão todos os vereadores. Não falta um vereador. Isso é um compromisso que não se vê em outros municípios. Então, tenho de deixar aqui esse registro ao senhor Francisco Saulo Belisário, prefeito de Conceição do Castelo, e aos vereadores desse município. Meus parabéns e tenho certeza de que aprovarão, porque eles acompanharam todas as audiências públicas. Eles são partícipes realmente do processo. Agradeço ao município de Serra. É claro que não vou deixar só o nosso vice-presidente cumprimentar o senhor Audifax Barcelos, prefeito de Serra. Estamos acompanhando e vimos a pesquisa. Parabéns! Acho que estamos num momento da política que vence o trabalho. Graças a Deus, nossa sociedade está muito lúcida, está vigilante e queremos isso, fiscalização. E realmente aprovar quem for o melhor. Então, Vera, leve o nosso abraço também, não só o meu, mas da ex-prefeita, que sabe o que é isso, a Senhora Deputada Raquel Lessa foi prefeita por oito anos, e do Senhor Deputado Marcos Bruno que também conhece. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 13h38min. ____________________________________ COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. NONA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 02 DE JUNHO DE 2015. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 trabalhos desta Comissão. Boa-tarde a todas e a todos, sejam bemvindos. Vamos começar a nona região ordinária, da primeira sessão legislativa ordinária da décima oitava legislatura. Hoje vamos inverter a pauta, considerando que alguns colegas desta comissão estão ainda com o ministro Guilherme Afif Domingos que está em Vitória. Inclusive deixei de participar daquela reunião exatamente porque temos a reunião da Comissão de Educação e nossos colegas estão lá, mas por isso inverterei a pauta. Registro, com satisfação, a presença da professora Adenilde Stein Silva, presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime, pedagoga, mestre em Educação, secretária Municipal de Educação de Marechal Floriano, duas vezes presidenta da Undime do Espírito Santo e avaliadora educacional do MEC para assistência dos municípios para elaboração dos planos de educação. Estive na abertura do fórum como presidenta da Comissão de Educação em Guarapari. Foi muito importante aquele momento, principalmente para mim, que estou sempre aprendendo e sempre procurando saber o que está acontecendo de mais novo e aquele momento, Adenilde, foi muito importante e gostei muito. Solicito aos alunos que se encontram presentes, que são muito bem-vindos, que ficassem, pois apresentaremos um vídeo que foi apresentado, ontem, na Rede Tribuna, sobre educação. Ontem, foi realizado o seminário na Rede Tribuna sobre Educaçã,o em que participou um dos palestrantes mais conhecidos do Brasil, com livros em sessenta países, professor Augusto Cury. Estive em sua apresentação e achei que deveria trazer para nossa Comissão de Educação, para sabermos o que é Escola Inteligente. A Undime é uma associação civil sem fins lucrativos que tem como missão é articular, mobilizar e integrar os dirigentes municipais de educação para construir e defender a educação pública com qualidade social. Registro, com satisfação, a presença do professor Carlos Leonardo Campos, presidente do Conselho Gestor da Associação dos Diretores Escolares do Espírito Santo – Adires, entidade privada que tem como objetivo principal representar os Gestores das unidades de ensino vinculadas à Secretaria de Estado da Educação. Tem como missão dar voz aos diretores escolares e ao mesmo tempo, estruturar organicamente o segmento. Obrigada pela presença. A presença de S. S.ª nesta Comissão é muito importante. Antes de passar a palavra aos convidados, solicito que seja exibido o vídeo sobre a Escola Inteligente, apresentado no seminário da Rede Tribuna. A Rede Tribuna realiza esse seminário duas vezes ao ano, que acho extremamente importante, e traz figuras muito renomadas, como a de Augusto Cury. Cumprimento os funcionários da nossa Comissão, com muito prazer, como sempre, nossos Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 técnicos, nossa TVAles, nosso procurador, o diretor das Comissões Parlamentares, Marcelo Siano Lima, e os telespectadores. Esta reunião é ordinária e está sendo vista por todos os canais de televisão. Começando hoje em São Mateus, Linhares, Grande Vitória, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Então, isso foi um avanço muito grande que conseguimos. E quando digo nós, é porque somos trinta deputados, claro que comandados pelo nosso presidente, Senhor Deputado Theodorico Ferraço. Neste momento será exibido o vídeo. (É exibido o vídeo) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Primeiramente, cumprimento nosso colega, nosso companheiro, muito querido, não é professor, mas é como se fosse, porque é apaixonado pela educação, como gostaríamos que todos os brasileiros e todas as brasileiras fossem apaixonados pelo ícone educação, o nosso deputado Rodrigo Coelho. S. Ex.ª tem uma participação efetiva na construção de uma educação melhor, uma educação com mais qualidade para o estado do Espírito Santo. Muito obrigada pela sua presença. Antes de passar a palavra aos nossos expositores, registro a presença do professor Henrique José Alves Rodrigues, professor da Escola Edmardo Serafim de Oliveira, Fórum Estadual do EJA; da Elania Valéria Monteiro Sardinha, secretária executiva da Undime, coordenando o plano estadual de educação, acompanhando a presidente da Undime; da professora Denise Pinheiro Quadros, coordenadora estadual da Uncme - União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Espírito Santo; e do Mykael dos Santos Deolindo, presidente do Grêmio da Escola Professor Fernando Duarte Rabelo. À medida que a reunião for acontecendo a nossa secretária anotará o nome dos demais presentes. Farei uma comunicação ao Senhor Deputado Rodrigo Coelho dizendo que a comissão está recebendo a nossa professora Adenilde Stein Silva, que falará sobre o resultado do fórum que aconteceu em Guarapari e fará um relato, uma apresentação de cada município do Estado, de como está com o Plano Estadual de Educação, no caso o Plano Municipal de Educação. Também temos o professor Carlos Leonardo Campos, presidente do Conselho Gestor da Associação dos Diretores Escolares do Espírito Santo, Adires. Foi convidado pelo Senhor Deputado Bruno Lamas, nosso vice-presidente, e eu convidei a Adenilde Stein Silva. Concedo a palavra à Adenilde Stein Silva, que começará a fazer a explanação enquanto chega o outro deputado desta comissão, todos muito ocupados hoje. A SR.ª ADENILDE STEIN SILVA – Boa tarde. Quero, primeiramente, agradecer o convite de Diário do Poder Legislativo - 81 estarmos, hoje, fazendo uma pequena explanação dos trabalhos que foram desenvolvidos no período e, até a presente data, como está o andamento dos processos para elaboração ou adequação dos Planos Municipais de Educação. Com a aprovação da lei que aprova o Plano Nacional de Educação, a Lei n.º 13.005/2014, mais especificamente o art. 8.º, que diz: Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. A partir da lei, os municípios e o Estado tiveram o prazo de um ano para elaborar os seus respectivos Planos de Educação, o que vence agora no dia 25 de junho de 2015. Para tanto, o MEC já tinha essa preocupação de orientar os municípios e o Estado para que pudessem iniciar uma discussão a respeito da elaboração ou da adequação dos planos que já existiam. Em 2013, o MEC, através da Secretaria de Articulação com o Sistema de Ensino, Sase, convidou alguns representantes dos estados que foram indicados pela Undime e pela Sedu, que era a Secretaria de Estado da Educação, para que fizessem uma capacitação. Nessa capacitação, foi colocada a preocupação dos municípios já estarem se articulando. Também, em 2012, já havia acontecido as conferências também para o Plano Nacional, em que foram também criados os fóruns nos municípios. Esse fórum, além de acompanhar a conferência da Conai, que também tivesse essa competência de ajudar na elaboração dos planos. A capacitação dos avaliadores educacionais, no Estado, é de acordo com a população, por indicação. Na época, eu não era presidenta e o então presidente tinha me indicado e ao Adolpho Ferreira Vieira Junior, da Sedu, como avaliadores educacionais. Logo em seguida, com essa capacitação no MEC, fizemos uma capacitação para os secretários e para a equipe técnica das Secretarias Municipais de Educação para elaboração e adequação desses planos. A proposta é que tanto o plano municipal, quanto o plano estadual sejam alinhados ao plano nacional, até para facilitar a avaliação; e cada município ou Estado colocarão no seu projeto de lei qual é o período de avaliação desses planos, a cada ano, ou a cada dois anos. Também foram realizadas formações, oficinas gerais e também regionais para assessoria técnica aos municípios e também para o Estado. Isso, no final de 2013 e 2014. Foi também feito atendimento e acompanhamento aos municípios; sugestão de cronograma, porque sabíamos que a partir do momento em que os municípios iniciassem esse 82 - Diário do Poder Legislativo trabalho não seria uma tarefa fácil. Também foi ampliado em 2014 para dois AEs no Estado e uma Coordenação Estadual, que hoje está com a Elania Valéria Monteiro Sardinha de Souza. Percebemos que o grande desafio para os municípios elaborarem seus planos foi a falta de dados. Na verdade, o primeiro ponto para se elaborar um plano é fazer o diagnóstico, a análise situacional, mas a maioria dos municípios não tinha os dados e não sabia onde estavam. Foi feita uma parceria com a Sedu para que o Instituto Jones compilasse alguns dados, que contribuíram bastante com esse trabalho na elaboração, e também para que os municípios conhecessem sua realidade. Desse modo, o grande desafio dos municípios e o que os deixou bastante tempo parados foi esse levantamento de dados. Após o conhecimento dos gestores para saberem em que situação os municípios estavam, e o próprio Estado, iniciaram então a elaboração do texto base. Em 2015 foi intensificado, porque sabíamos que muitos municípios ficaram aguardando. Apesar de o MEC ter se antecipado e colocado as preocupações, muitos municípios e o próprio Estado aguardaram um bom tempo para que quando o plano nacional estivesse aprovado, começassem os trabalhos. Sabíamos que a maioria dos municípios não teria esse tempo hábil se aguardássemos. Os Estados, o Distrito Federal e os municípios enfrentam hoje o desafio de elaborar ou adequar seus planos, lembrando a necessária vinculação ao PNE e ao projeto de desenvolvimento do Estado, considerando cada um dos municípios que o compõe. A seguir, mostraremos como está a elaboração dos planos de educação no Estado e nos municípios. Mesmo para os que têm plano vigente, o desafio está presente e será necessário avaliar o que foi feito até este momento para, depois, adequar cada plano ao novo Plano Nacional de Educação. Temos um mapa do Brasil onde estão colocadas algumas realidades dos municípios. Dessa maneira, temos os planos sancionados nos Estado de Manaus, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul; aprovado o de Rondônia; com os projetos de lei na Assembleia Legislativa no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Distrito Federal e no Espírito Santo; com os projetos de lei elaborados em Santa Catarina, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará e Roraima. Então, essa é a realidade de alguns estados. Com relação ao Espírito Santo, quem quiser pode acompanhar pelo site: pne.mec.gov.br Todos os dias, todas as horas, enfim todas as vezes que clicamos, vemos que há uma mudança em nível de Brasil. Esse mapa é de ontem. Hoje já tem algumas alterações, porque ontem à noite foi aprovado o plano de Viana e Jaguaré. Não foram sancionados, mas aprovados. Temos dois municípios. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Professora Adenilde, é tão importante para quem está em casa acompanhando essa explanação de V. S.ª, que gostaria que V. S.ª Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 falasse mais lentamente e que citasse os estados brasileiros que já avançaram. Gostaria também que repetisse o site para aqueles que estão em casa assistindo a sessão ordinária da Comissão de Educação pudesse acompanhar, como também os nossos alunos e professores que estão em nosso auditório. Por gentileza. A SR.ª ADENILDE STEIN SILVA – Então, para conhecer a realidade e acompanhar é só acessar o site criado pelo Ministério da Educação: pne.mec.gov.br. Nesse slide temos o mapa do Brasil com a realidade atual e por município. Gostaria de repetir como estão os Estados: Planos estaduais sancionados, Manaus, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; aprovado, Rondônia; com projeto de lei encaminhado à Assembleia, o do Estado do Espírito Santo. Então, temos Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e Espírito Santo. E com projetos de leis elaborados: Santa Catarina, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará e Roraima. Esses são os estados que estão mais avançados. Com relação ao Espírito Santo temos dois municípios que têm a lei aprovada e sancionada, o Municípios de Atílio Vivácqua e Marechal Floriano. Apenas com a Comissão ainda elaborada, temos dois municípios; com diagnóstico terminado, temos doze; com documento base já elaborado, temos dezoito; consulta pública realizada, temos dezoito; projeto de lei elaborado, temos sete; projeto de lei enviado à Câmara, temos quatorze; lei aprovada, temos quatro e sancionado, temos dois. Entrando no site do PNE, os senhores podem acompanhar a todo o momento e verão que tem municípios que estão avançando. Temos orientados aos municípios, temos acompanhado, temos feito reuniões com os secretários, nos colocando à disposição, porque é um momento de acompanharmos. E é importante observarmos também que a elaboração dos planos tem acontecido em todos os municípios com audiências públicas, conferências, com bastante participação popular, com a participação de toda a sociedade, com o convite a todos os membros e com o Legislativo, passando para eles que hoje estão responsáveis por esse acompanhamento e por essa avaliação dos planos que não queremos que seja um plano de gaveta. Queremos um plano em que a sociedade também participe, que conheça e que cobre para dez anos. Que possamos ter um plano que contribua para a melhoria da qualidade da educação pública. Quando falamos do plano, lembramos que não é um plano do Governo, mas do município e do estado. Tenho levado essa discussão, mesmo ao município que não é responsável pelo Ensino Médio e pelo Ensino Superior, porque mesmo sendo responsabilidade do Estado ou da União, entendemos que os munícipes merecem a melhor educação em nossos municípios. Portanto, mesmo não sendo da nossa responsabilidade, trouxemos essa discussão para dentro dos municípios para que possamos, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 juntamente com todos os gestores, ser os porta-vozes desses munícipes para uma qualidade na Educação. Colocamo-nos à disposição para maiores ou melhores esclarecimentos. Falamos da nossa satisfação e da nossa alegria por estarmos nesta Casa, contribuindo para essa informação, especificamente do nosso Estado e de todos os municípios que têm trabalhado muito para que possamos cumprir o prazo e, mais do que isso, fazer valer o direito do cidadão que é participar das leis e conhecer o que se pretende da educação para os próximos dez anos. Muito obrigada. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Agradecemos a sua participação. Faremos as considerações no final, mas gostaria de dizer que na reunião ordinária na segunda-feira passada tivemos a presença de professores de dois municípios, apresentando o plano municipal. Esteve nesta Comissão uma professora do município grande, que é a Serra e que é o maior do Estado, a Senhora Vera Lúcia Baptista Castiglioni, uma das professoras mais conhecidas no Estado do Espírito Santo, ela é altamente comprometida com o trabalho muito extenso feito ao longo da sua vida. Também esteve presente o professor de um município pequeno, que é Conceição do Castelo. Para nossa surpresa, os dois se fundiram porque todas as duas apresentações foram excelentes, sendo que Conceição do Castelo está mais avançado, uma vez que o município já estava com o plano pronto para ser encaminhado ao prefeito e o mesmo o encaminhasse à câmara municipal. O plano já estava pronto. O Secretário Ednaldo Rabello foi excelente na sua explanação e aquele momento foi muito importante. A Senhora Vera Lúcia Baptista Castiglioni também apresentou toda a trajetória e estavam começando então as audiências públicas no dia seguinte da vinda dela, ou seja, na terça-feira passada. Hoje vem a professora Adenilde Stein Silva, Presidente da Undime, falar sobre a realidade não apenas do Espírito Santo, mas do Brasil. Queremos agradecer, mas faremos as considerações finais no final da reunião. Concederei a palavra ao Professor Carlos Leonardo Campos, convidado pelo Senhor Deputado Bruno Lamas, nosso Vice-Presidente, e aprovado por todos nós, para que possa fazer sua explanação em quinze minutos a fim de que tenhamos tempo de registrarmos a presença dos alunos, professores e diretores. Concedo a palavra ao Professor Carlos Leonardo Campos. O SR. CARLOS LEONARDO CAMPOS – Boa-tarde a todos. Venho representar uma associação que é muito nova e recente no cenário da educação pública no Estado, a Adires – Associação dos Diretores de Escolas Públicas da Rede Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo. Somos vinculados à Secretaria de Estado da Educação essa Diário do Poder Legislativo - 83 associação nasce dentro de uma necessidade que era a Patrulha Escolar. Temos um projeto da Sedu que começou pequeno, mas tinha uma importância muito grande, principalmente para as escolas da Grande Vitória. Essas escolas precisam até hoje desse projeto que dá uma sustentação muito grande para a violência dentro da escola e esse projeto se encerraria, pelo menos havia essa ameaça. Mas nos organizamos e, dessa ameaça, conseguimos, inclusive, vir a esta Casa quando fizemos uma palestra. Conseguimos reverter essa situação e hoje esse projeto se ampliou e está consolidado na Sedu. Desse desafio, percebemos a necessidade que tínhamos de nos organizar como segmento. Fazemos parte também do magistério, mas estamos como diretores e como diretores de escola percebemos a necessidade de construirmos uma voz dentro da sociedade civil. A Associação dos Diretores e Ex-diretores das Escolas da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo – Adires - nasce com essa perspectiva. No nosso estatuto e nas nossas propostas, nosso primeiro seminário nasce como uma associação voltada exclusivamente para buscar e nortear a qualidade de ensino. Discutir a educação pública em todas as esferas e tentar construir junto com a sociedade civil dentro de nossas perspectivas e dentro das opiniões construídas nos nossos seminários com a nossa visão de educação. No processo da construção da Adires, que é um processo recente, como falei, comparados a diversas associações e entidades, estamos ainda muito novos. Se olharmos bem, temos um pouco mais de um ano de vida. A associação de diretores em pouco mais de um ano de vida está tentando construir uma identidade, ou seja, está tentando construir seu espaço na sociedade e momentos como esses são muito importantes para nós porque começamos a nos apresentar para a sociedade. Os diretores de escola, de uma maneira geral, são vistos como ponto norteador, dentro do processo da escola. É o diretor de escola que tem a ligação direta com a Secretaria de Educação do Estado; esse diretor de escola tem uma série de necessidades, de desafios e também de pontuações porque quando trabalhamos com gestão pública, principalmente quando um cidadão está secretário de Educação é justamente na ponta que todo o processo da gestão se desenvolverá. Não adiantará fazer, filosoficamente, todo um discurso para embasar um projeto, seja ele qual for, se não estiver a ponta funcionando devidamente. Discutir educação, hoje, parece ser uma coisa muito bonita, bacana, mas quem faz a educação sair do papel, quem faz isso acontecer, são os professores em sala de aula, são os diretores no processo da formação da nossa juventude e assim a associação de diretores, tendo essa perspectiva, se coloca à disposição de ouvir e de discutir com a sociedade de maneira isenta, de maneira em que a construção do conhecimento não se dê de maneira já norteada e definida. A ideia da associação de diretores é construir o diálogo e buscar sempre um consenso porque é importante durante o processo da 84 - Diário do Poder Legislativo formação da Adires - quero destacar que os nossos maiores desafios justamente são a falta de diálogo. O que realmente é importante destacarmos, durante o processo da formação da Adires, que os nossos maiores desafios são justamente a falta de diálogo. O que realmente fez a Adires nascer foi justamente a falta de diálogo, a falta de construção de consenso e a falta de um bom norteamento no processo de gestão pública. A Adires sempre tem essa premissa de pontuar e de questionar e isso temos feito. Temos feito reuniões. Fizemos reuniões na gestão passada, estamos fazemos nesta atual gestão, estamos pontuando aquilo que é necessário pontuar e mudar e estamos questionando situações que precisam ser questionadas. Assim, a Adires tem nascido também com uma perspectiva de acabar se tornando uma ferramenta de gestão, porque se como secretário de Educação, como gerente ou como subsecretário oferece-se qualquer proposta, qualquer perspectiva, sem saber como realmente está na ponta, sem saber as consequências das proposições na gestão elaborada, farão uma educação totalmente inviável, totalmente sem um balizamento da realidade. Muitas vezes temos essa preocupação de estar norteando, alertando, orientando a Secretaria de Educação quando algo está errado. Isso tem acontecido e eles têm nos ouvido. Em muitos momentos da gestão passada fomos ouvidos; nesta gestão, nesse processo de transição, temos sido prontamente ouvidos, principalmente quanto aos alertas e alguns problemas que acontecem. Quando nós, como associação de diretores, pensamos no processo da construção da imagem do diretor - tem até um seminário agora, acho que será no dia 24 de junho, para o que até convidamos a Casa para participar - como gestor público, pensamos justamente em tentar resgatar diversos valores que a educação hoje não leva em consideração. Esses valores estão diretamente relacionados à construção de uma cidadania plena, pautada no senso crítico. Falamos muito na questão na participação, mas esta não pode ser a reboque, não pode ser já guiada, já predefinida. A Adires tem uma perspectiva de tentar construir uma identidade de um diretor, pautado nessa construção desse senso crítico. Temos desafios muito grandes. A Associação de Diretores, hoje, nesses quase dois anos de vida, tem desafios muito grandes. Temos muito para caminhar e estamos buscando parcerias, estamos abertos a dialogar, a discutir com qualquer sociedade, com qualquer entidade. Estamos à disposição para conversar, para dialogar, para expor nossa opinião e ouvir opinião contrária. No dia 24 de junho, tentaremos fazer um evento, um seminário bem amplo, no sentido de aproximar ainda mais a Associação da sociedade civil, haja vista que como uma associação nova, muitos integrantes da sociedade civil que já estão acostumados a protagonizar, ainda não nos conhecem. Não só não nos conhecem, como muitas Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 vezes até se assustam e dizem: Nossa, Associação de Diretores? O que é isso? Isso já existiu? Então, a nossa perspectiva é justamente fazer essa apresentação. Gostaria muito de agradecer pela oportunidade de estarmos nesta reunião. Agradecer ao Senhor Deputado Bruno Lamas, apesar de S. Ex.ª não estar presente; à presidenta da Comissão; ao Senhor Deputado Rodrigo Coelho e demais presentes, a todos que estão não só na Casa, como também em casa, nos acompanhando pela televisão. Basicamente, o que gostaríamos de deixar como mensagem é isso. Muito obrigado. Boa-tarde a todos. A SR.a PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Nós é que agradecemos a presença de V. S.a. Registramos que o Senhor Deputado Bruno Lamas, vice-presidente desta Comissão, não se encontra presente porque está em companhia do Ministro Guilherme Afif Domingos, que se encontra em Vitória cuidando do assunto micro e pequena empresa, que é extremamente importante. Eu adoraria estar lá e acho que o Senhor Deputado Rodrigo Coelho também, porque faz uma diferença enorme no nosso país a micro e pequena empresa e sempre participei. De qual escola V. S. a é diretor? O SR. CARLOS LEONARDO CAMPOS – Escola Arlindo Ferreiro Lopes. A SR.a PRESIDENTA TOLEDO – PMDB) - Onde? – (LUZIA O SR. CARLOS LEONARDO CAMPOS – Na Serra. A SR.a PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Para que a taquigrafia coloque registre com fidelidade. Quero fazer alguns comentários sobre a fala dos dois, mas o tempo está contra nós. Quero rapidamente registrar a presença do Colégio Estadual, representado por Pamela Santos Kalil; de Laís, Lucas Galileo, Mariana de Azevedo, Andreia Quitéria, Andressa Araújo; de Ingrid Almeida, de Vila Velha; de Virgínia Abrante, também do Colégio Estadual; de Arciléia Mareto, professora e socióloga; de Marcus Vinícius Jones de Souza, do Colégio Estadual; de Antônio Barbosa, professor da rede estadual Alzira Ramos, Cariacica; da Escola Fernando Duarte Rabelo, representado por Andreia, Camira, Paulo Henrique de Oliveira, Luiggi Anacleto e Eva Sena Caldeira. Se não registrei o nome certo, peço desculpa, mas a letra não estava muito boa. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Rodrigo Coelho, por três minutos, para fazer as considerações finais sobre a vinda dos dois professores, um representando a Undime e o outro representando a Adires, que é a nova Associação dos Diretores. S. S.as nos deram uma contribuição muito valiosa. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. RODRIGO COELHO - (PT) – Senhora Deputada Luzia Toledo, agradeço as palavras iniciais de V.Ex.ª quando adentrei ao Plenário Cumprimento a Senhora Adenilde Stein Silva, o Senhor Carlos Leonardo Campos e todas as pessoas que nos acompanham neste momento. Em três minutos, infelizmente, não dá para eu comentar tudo o que gostaria, mas respeitarei a deliberação da minha Presidenta, até porque, como S. Ex.a me acha muito rebelde, preciso fazer algumas concessões, para que tenha uma visão um pouco menos rebelde da minha parte. Apesar de a rebeldia ser boa em muitas vezes. Senhora Adenilde, primeiro cumprimento os municípios capixabas, porque levamos este tempo todo, de 2010 a 2014, para o Congresso Nacional aprovar o Plano Nacional de Educação, que está vigendo neste momento, nosso segundo Plano nacional de Educação. Neste tempo de quatro anos, os municípios foram muito mais proativos do que o Estado. Não houve um empenho estadual, como houve o empenho dos municípios para elaboração do plano estadual, como houve o empenho dos municípios para elaboração dos planos municipais. Senhora Deputada Luzia Toledo, não estou dizendo isso por este momento que estamos vivendo, mas de 2010 a 2014 porque fiquei nesta Assembleia Legislativa, por pelo menos dois anos, reivindicando que construíssemos o Plano Estadual de Educação. Como é cultura do brasileiro deixar as coisas para última hora, infelizmente estamos vivenciando um episódio de desconforto e que os municípios não estão vivenciando porque fizeram esse dever de casa no passado e ao longo do tempo. Muitos municípios estão revisando os planos municipais, enquanto temos que estreá-lo ainda no Estado. Espero que consigamos chegar a bom termo do resultado no Estado, a partir desta Assembleia Legislativa que tem muitos deputados comprometidos com essa temática. É verdade que muitos deputados não se envolvem com a temática porque não é a bandeira de atuação de cada um. E precisamos respeitar porque nem todos os Deputados... Temos trinta Deputados nesta Casa exatamente para que a representação às diversas políticas públicas seja feita. Também precisamos da parceria da Undime e da confiança da sociedade, uma vez que o plano chegou a esta Assembleia Legislativa. Esperamos abrir o nosso espaço de debate para que ele seja feito com a justa participação que a sociedade deseja. Sempre estivemos abertos nesta Assembleia Legislativa. A Senhora Deputada Luzia Toledo fez esse exercício todas as vezes que teve oportunidade, então esperamos que esse seja o comportamento desta Casa e também da sociedade e que façamos isso em parceria porque o plano não é do Governo, não é da Assembleia Legislativa, não é de uma entidade, mas de todos nós que somos dedicados à Educação capixaba. Precisamos ter com o plano o carinho que temos com os nossos filhos. Não podemos fazê-lo de qualquer jeito ou de forma atropelada, mas do jeito Diário do Poder Legislativo - 85 que as pessoas tenham a sensação de que foi o melhor que poderíamos fazer. É que procuraremos fazer e espero que consigamos chegar a um consenso da melhor forma. E quero parabenizar os municípios. Professor Carlos Leonardo Campos, já tivemos participação nesta Assembleia Legislativa; fiz uma audiência pública em que a Adires esteve presente. A sua fala passou por muitos caminhos, um foi o da participação subjetiva, levando a todos os níveis de participação. Respeito muito a Adires e espero que essa associação seja composta por diretores eleitos pela comunidade escolar um dia. O movimento que fiz até hoje não foi contra os diretores de escola e nem tenho a pretensão de achar que um modelo de escolha será perfeito em detrimento de outros tantos, mas a sensação de que temos o melhor modelo precisa contaminar a todas as pessoas. Portanto, espero que, um dia, a Adires seja uma associação de diretores eleitos pela comunidade escolar. Tenho certeza de que muitos desses que estão na Adires hoje serão eleitos pela comunidade escolar, caso seja dado a eles a oportunidade. Esses terão muito orgulho de dizer que são diretores de escola, assim como têm de dizer hoje. Não é nenhum preconceito com os diretores que ora estão. É lógico que temos um problema hoje. Muitos diretores já se acham donos das escolas. É claro que esse não é o comportamento geral. Não estou aqui fazendo uma acusação aos diretores do Estado do Espírito Santo, mas essa sensação de que não podemos mexer, essa impotência nos dá uma sensação de injustiça muito grande. Quero que o senhor saiba que não há em nosso projeto nenhum demérito aos atuais diretores. Há, sim, uma crítica velada àqueles que ficam perpetuando nos cargos de direção, indicados, sem que a comunidade escolar participe. É por isso que defendemos a participação. Não tenho muito tempo para defender, pois já extrapolei meu tempo e a Senhora Deputada Luzia Toledo está me cobrando. Queria deixar esse esclarecimento porque no momento da audiência pública, Senhora Deputada Luzia Toledo, a mensagem da Adires que chegou a mim, pareceu que eles entenderam que eu tinha algo contra os atuais diretores. Essa não é de maneira nenhuma a minha intenção, mas defendo, sim, a participação como forma de acesso ao cargo de direção de escola. E Continuarei defendendo porque é uma coisa em que acredito. Está no Plano Nacional de Educação a gestão democrática e trabalharei sempre que tiver oportunidade e espaço para que essa gestão democrática seja implementada, com todo o respeito a todas as pessoas que vivem e trabalham a educação no Espírito Santo. Muito obrigado pelas presenças, professores Carlos Leonardo Campos e Adenilde Stein Silva. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Rapidamente, agradeço mais uma vez à professora Adenilde Stein Silva e também ao nosso professor Carlos Leonardo Campos, que trouxeram a presença de uma nova associação. Sou pela sociedade organizada, quanto mais organizarmos 86 - Diário do Poder Legislativo a sociedade, mais avançaremos. Fui diretora de escola em uma época em que tínhamos todas as dificuldades do mundo. Hoje, com certeza, V. S.ª tem menos dificuldades do que tive no passado e outros diretores terão menos dificuldades no futuro. A vida é assim. É um passo bem dado de cada vez. Quero dar as boas vindas à nossa professora Adenilde, dizendo que sempre achei que a educação no interior sempre fez a diferença. Fui diretora em Mimoso do Sul, do colégio Monsenhor Elias Tomasi. Os nossos alunos, quando chegavam a Vitória, passavam nos vestibulares para medicina, direito, odontologia e assim sucessivamente. A escola no interior tem outro chamamento. É um chamamento da sociedade como um todo. Os pais participam, a sociedade como um todo participa. E acho que o que o Senhor Deputado Rodrigo Coelho fala, e que falei no início, tanto que trouxemos duas escolas, uma escola de um município grande, de Serra, e uma escola de Conceição do Castelo, um município pequeno. Ambas trouxeram um trabalho fantástico, mostrando o trabalho dos diretores, dos alunos, a união dos pais, enfim, terminarei nossa reunião hoje dizendo para a população do nosso estado que a Comissão de Educação vem trabalhando de uma forma democrática, com total liberdade de todos e todas. O plano chegou à Casa do Povo. Não é um plano da Comissão de Educação. É um plano que veio para os trinta Senhores Deputados analisarem, e é isso que faremos. Com certeza faremos uma audiência pública antes de aprovar o plano no Plenário da Casa. Inclusive foi requerida pelo Senhor Deputado Bruno Lamas e na reunião passada tínhamos dito que ocorreria. Falei também, no fórum, que tinha o compromisso de fazer essa audiência pública e faremos, se Deus quiser. Gostaria muito, assim como o Senhor Deputado Rodrigo Coelho, de dar outras informações. Mas, infelizmente, nosso tempo é curto. Tínhamos até 13h30min, mas estamos terminando praticamente 13h40min. Agradeço a todos que estão no auditório. Venham sempre às terças-feiras, 12h30min para a reunião ordinária. Convido não só a vocês, mas os demais colegas para estarem aqui conosco. Boatarde. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 13h38min. __________________________________ COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. DÉCIMA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 23 DE JUNHO DE 2015. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Bom-dia a todos. Cumprimento os nossos técnicos desta Comissão; o senhor Edmilson Furtado, representante do Senhor Deputado Rodrigo Coelho; os telespectadores da TV Assembleia; e nossos jornalistas. Aproveito a oportunidade para agradecer com muito carinho ao Senhor Deputado Padre Honório, que é suplente nesta Comissão e veio dar quorum para que pudéssemos abrir esta reunião ordinária da Comissão de Educação. Convido o Senhor Secretário a proceder à leitura da ata da oitava reunião ordinária, realizada em 26 de maio de 2015. (Pausa) (O Senhor Secretário procede à leitura da ata) A SR. PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Aprovada a ata como lida. (Pausa) Convido o Senhor Secretário a proceder à leitura da ata nona reunião ordinária, realizada em 2 de junho de 2015. (Pausa) (O Senhor Secretário procede à leitura da ata) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Convido o Senhor Secretário a proceder à leitura da ata da nona reunião ordinária, realizada em 02 de julho de 2015. (Pausa) (O Senhor Secretário procede à leitura da ata) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – As atas não serão aprovadas, porque não temos quorum.. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: COMUNICADO SEM NÚMERO /2015 – Ministério da Educação: Informando a liberação de recursos financeiros que especifica. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Ciente. À Comissão de Finanças. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES SOBRESTADAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. ORDEM DIO DIA: O que ocorrer. COMUNICAÇÕES: A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Temos comunicações e também queremos ouvir o Senhor Deputado Padre Honório. Mas, nas comunicações quero começar por uma homenagem que recebemos: Prêmio Machado de Assis. Quero que o nosso cameraman... Esse prêmio... Quero dar os parabéns ao secretário de Educação, professor Charles Moura, de Santa Maria de Jetibá. É um professor engajado, dono de uma faculdade em Santa Maria de Jetibá e secretário de educação. Ele na verdade foi quem trouxe para o Espírito Santo o xadrez. Tive a sorte de conhecê-lo e peguei essa luta junto com ele e outros apaixonados pelo xadrez. Conheci o xadrez em São Roque do Canaã. Sou muito barulhenta e cheguei fazendo muito barulho, e vi aquele silêncio completo na Câmara de São Roque do Canaã. Quando percebi que só eu falava alto, abaixei o tom e perguntei o que estava acontecendo. Era exatamente um torneio entre Santa Tereza e São Roque do Canaã e os meninos não me viram entrar e não ouviram o barulho porque estavam tão silenciosos e com muita atenção ao jogo de xadrez, que não perceberam minha entrada. A partir dali vi que realmente o xadrez era uma peça fundamental, um braço da educação, uma motivação tornando a escola atrativa. Graças a Deus, a gente lutou muito, hoje o xadrez está na grade curricular. Foi uma luta muito grande e tenho muita honra de ter conseguido isso junto com o professor Charles Moura e outros apaixonados. Esse prêmio foi criado pela secretaria de Santa Maria de Jetibá e quero ler, o que diz aqui: Prêmio Machado de Assis. Conferimos esse prêmio a Luzia Alves Toledo pelas contribuições referentes ao fato de ter atribuído a importância da prática do xadrez em nosso município e ter incentivado seu desenvolvimento e disseminação conferindo o título de Capital Estadual do Xadrez ao Município de Santa Maria de Jetibá pela Lei Ordinária n.º 1013/2013. Diário do Poder Legislativo - 87 E tem as palavras do Simon Bolívar: O xadrez é um jogo útil e honesto, indispensável na educação da juventude. Parabéns por essa conquista. Santa Maria de Jetibá, 19 de junho de 2015. O prefeito municipal é o Eduardo Stuhr. Portanto, quero dar os parabéns e dizer, Senhor Deputado Padre Honório e companheiros desta Comissão, que foi uma manhã gloriosa. Aos nossos telespectadores que seguramente já me ouviram falando do xadrez como uma peça importante na educação, principalmente na disciplina, na educação entre os pares. Todo mundo usa por favor, dá licença. São coisas que hoje estão em desuso. E buscamos, cada vez mais, intensificar a presença do xadrez nas escolas. E lá, além de premiar várias pessoas que trabalham com essa peça, também fizeram a apresentação do consumo consciente. É uma pena que não chegou até nós o vídeo, mas passaremos esse vídeo aqui. Consumo consciente. Eles aliaram o jogo de xadrez ao consumo consciente. O Município de Santa Maria de Jetibá está dando um exemplo. Os alunos estão levando para casa essa informação, os pais aceitaram e estão participando. Trouxemos o Professor Charles Moura Netto, mas vamos trazê-lo para falar de quanto eles conseguiram poupar de água, como conseguiram que os alunos participassem dessas ações do consumo consciente naquele município. Eles fizeram uma feira. Tudo foi motivo de aproveitamento, aliado ao xadrez. Por exemplo, como lá é o maior produtor de ovos do Brasil, eles fizeram um xadrez na própria grade de colocar os ovos e sucessivamente. Tudo foi feito com todos vestidos a caráter, de Machado de Assis, cuja biografia todos sabiam. Achei extraordinário. Lá os alunos estão com sorriso de orelha a orelha. Por quê? Porque a escola está atrativa. A escola está vibrante. A sociedade está participando. Os pais estão participando. Então, trago esta experiência fantástica do Município de Santa Maria de Jetibá. Aconselho a todos os diretores e secretários a terem uma convivência mais de perto com aquele município, porque tenho certeza de que continuarão fazendo sucesso. Eu trouxe um vídeo para ser exibido, mas antes de passá-lo, quero dar uma informação junto com o nosso querido Deputado Padre Honório. Hoje lemos a matéria no jornal, do nosso querido Arcebispo Dom Luiz Mancilha Vilela. Pedimos uma audiência da Comissão de Educação a Sua Excelência Reverendíssima, com quem assistimos à missa, todas as primeiras segundas-feiras do mês. Somos católica praticante. Sou hoje uma pessoa que tem uma ligação muito grande com todas as igrejas, 88 - Diário do Poder Legislativo na medida em que posso. Queremos conversar com Sua Excelência Reverendíssima, porque, no projeto de lei que chegou a esta Casa, havia a palavra gênero em dois pontos nas estratégias. Mas elas foram tiradas e, com o consentimento dos Senhores Deputados e das Senhoras Deputadas, aprovamos sem a palavra gênero. No item 3.13, após a palavra preconceito, havia as expressões: racial, classe social, orientação sexual, gênero, etc. Retiramos. Portanto esses termos não constam do Plano Estadual de Educação. Também no final do item 6.2, foram tirados: classe social, orientação sexual, gênero e etnia racial. Portanto não constam no projeto que foi aprovado pela Casa. Os itens tiveram suas redações alteradas para: (...) 3.13) implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito por preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão;(...) (...) 6.2) criar estratégias curriculares que atendam a uma educação de formação integral, com conteúdos e práticas que respondam às exigências do momento histórico e das demandas do futuro, atendendo ainda demandas como educação em direitos humanos e respeito às diferenças;(...) Então, estamos de acordo com Dom Luiz Mancilha Vilela. Tiramos todas as expressões na redação final do projeto. Já encaminhamos a Sua Excelência Reverendíssima esta redação final do projeto, como também a Dom Dario, que me ligou, falou que recebeu e agradeceu. Estamos literalmente à disposição de Dom Luiz. Pedimos hoje. Vamos fazê-lo por escrito. Mas hoje já ligamos para a Senhora Maria da Luz para que marcasse uma audiência desta Comissão com o arcebispo para que possamos conversar um pouco sobre este assunto. Antes de passar o nosso vídeo, quero parabenizar o Senhor Deputado Padre Honório. Ontem fizemos uma mesa redonda, que foi presidida por S. Ex.a, na Comissão de Educação, para discutir a admissão de pessoas que fizeram curso nos países do Mercosul cujos diplomas não estão sendo admitidos pela nossa Universidade Federal do Espírito Santo. Então é uma luta que travamos com o Senhor Deputado Padre Honório. Ontem S. Ex.a presidiu esta mesa redonda, no Plenário Dirceu Cardoso. Passo a Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 palavra para S. Ex.a falar não só sobre isso, mas também sobre as considerações que acabei de fazer sobre o Plano Estadual de Educação. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Padre Honório. O SR. PADRE HONÓRIO - (PT) – Obrigado, Senhora Presidenta Luzia Toledo. Cumprimento também os demais membros desta Comissão e o público, que neste momento nos assiste. Percebemos que o Município de Santa Maria de Jetibá tem um crescimento maior do que o dos outros municípios. Tive a alegria de participar da festa deles, com todo o resgatar da história daquela comunidade. Os nossos parabéns ao prefeito e a toda aquela comunidade. Sobre o Charles Moura Netto, só tenho um problema com ele, é atleticano. De vez em quando eu brinco com ele, porque ele é mineiro. Eu sou cruzeirense, ele é atleticano. Mas é um profissional extraordinário. Outro dia, ele foi à escola de formação política, em Santa Teresa, a pedido de V. Ex.a e deu um show. Nós que somos cristãos, se abrirmos a Bíblia, no livro de Gênesis, no capítulo 1, versículo 26, está escrito: façamos o homem à nossa imagem e à nossa semelhança. Ou seja, façamos o ser humano à nossa imagem e à nossa semelhança. Sabemos que quando uma criança é colocada num lugar de muita agressividade, automaticamente essa criança também passa a ser agressiva. Sabemos que quando você começa a conviver, mesmo os adultos, num ambiente de muita mentira, daí a pouquinho também é conduzido a começar a mentir, ou às vezes falar palavrões. Enfim, a responsabilidade de educar o ser humano é do ser humano. Por isso, está lá escrito: façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança. Isso não é novidade. Essa missão, primeiro, é da família. Muitas vezes a família não educa, manda para a escola. Muitas vezes a escola não educa, manda para o conselho tutelar. O conselho tutelar não educa, manda para a polícia, a polícia não educa, manda para a cadeia. E as instituições religiosas também têm uma parcela muito importante não apenas educar para alcançar o reino de Deus depois que morre, mas educar para saber conviver, saber respeitar, principalmente as diferenças. No Evangelho está escrito e sabemos que existiam dez leis e depois mais de quinhentas leis, e Jesus resumiu tudo em duas leis: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo. Se têm essas duas leis não precisa de mais lei nenhuma. Agora, quanto mais amor falta, mais leis têm que construir e fica essa confusão: pode ter isso, não pode ter aquilo, é legal isso; não é legal aquilo porque simplesmente falta o amor entre as Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 pessoas. O projeto que nos foi apresentado, parece-me que estava por mais de um mês no site da Secretaria de Educação em que todas as pessoas, todas as igrejas, todas as autoridades puderam acessar e dizer: Olha, concordamos com isso, nao concordamos com aquilo e etc. Tive oportunidade também, como parlamentar, de conversar com algumas entidades. O Senhor Deputado Nunes consultou sua base, foi à CUT e aos movimentos sociais. O Senhor Deputado Rodrigo Coelho, no que tenho conhecimento, também ouviu e estudou muito o plano. Fui consultar algumas pessoas: consultei professores, pedi aos nossos assessores que os consultassem, que perguntassem a algumas autoridades religiosas. Fizemos esse debate, conversei com o Senhor Paulo Roberto, secretário-chefe da Casa Civil pela formação, pela importância de S. Ex.ª no projeto, e com o Senhor Haroldo Rocha em algumas reuniões, estamos no Comitê da Educação. Enfim, houve uma conversa sobre isso e antes mesmo de apresentar as emendas, procurei o Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur que é um pastor que trabalha nesta Casa e é um grande parlamentar, uma pessoa séria, uma pessoa centrada, uma pessoa que está sempre refletindo com responsabilidade esses temas e sentei com S. Ex.ª e perguntei: Pastor, como é que V. Ex.ª vê isso? Como é que vamos construir essa redação? Está bom ou não? Desse jeito está ótimo. Então, foi feito esse entendimento antes mesmo de colocar essa aprovação. Achei a atitude do Monsenhor Emilio González Escalada, que hoje administra a Diocese de São Mateus, muito bacana, pois me ligou e disse: Você pode vir aqui, sentar com os padres e passar um pouco daquilo que aconteceu? Fui lá, sentei um pouquinho - não tinha muito tempo - com os padres em Nova Venécia e disse: ontem passou isso, as emendas que foram apresentadas foram essas porque a informação é importante para a construção e vejo que essa função é nossa e também da sociedade, principalmente dos pastores, sejam eles católicos ou de outras opções religiosas, de cuidar daquilo que tem que ensinar, como os princípios básicos, como por exemplo, a família que deve ser colocada em primeiro lugar. Em relação à questão da educação, temos discutido sempre isso e discutimos isso no Projeto Escola Viva. Discuto isso sempre por quê? O pessoal tinha muito essa preocupação de gênero, mas tinham outras coisas contempladas que se não tivéssemos cuidado, tinha sido tão prejudicial que era aquela questão dos convênios com as entidades filantrópicas e confessionais. Imaginem se tivesse passado aquilo? Como ficaria a Pestalozzi? Como que ficariam as Apaes? Como ficariam a Escola Família Agrícola? E Diário do Poder Legislativo - 89 essa questão também não foi questionada até agora e tivemos esse cuidado. E a emenda que o Senhor Deputado Rodrigo Coelho apresentou, foi acatada e garantiu que estava previsto no Conselho Federal. A educação não pode ser um enlatado, você pegar aqui e jogar lá. Temos os livros que levam todos os conteúdos prontinhos e isso não cria o senso crítico. Parece até mais o Jornal Nacional, faz a notícia e já tem a pessoa que interpretará a notícia. Já é um pacote. E a sociedade vai perdendo a capacidade de raciocinar, de ter sua opinião, enfim, vai criando um monte de robô. Mas a educação não pode ser isso: um enlatado. Por isso estamos trabalhando muito essa questão. Estamos no Comitê da Educação do Campo porque como as escolas da pedagogia da alternância estão sendo conduzidas? Como o Estado está conduzindo isso? Diante de toda essa reflexão, até mesmo em uma iniciativa do secretário, que achei muito importante, o comitê, agora, todo mês senta com o secretário para dizer qual caminho tomaremos? Qual direção tomaremos? Antes que venha o conflito, tentaremos fazer isso a partir do diálogo. A Comissão de Educação tem feito um grande trabalho. A Senhora Deputada Luzia Toledo tem sido uma guerreira e percebi dentro do Plenário que se S. Ex.ª não tivesse muito pulso, muito equilíbrio, muita sabedoria, tinha sido até mesmo desrespeitada porque S. Ex.ª teve que ter uma postura, teve que ter um seguimento, uma orientação e pela experiência que S. Ex.ª tem, soube conduzir o processo. Parabenizo a Senhora Deputada Luzia Toledo por essa consciência crítica em relação à educação e não era para esperar o diferente porque V. Ex.ª exerceu essa função a vida toda como prática. Não apenas como teoria. Tem muita gente que tem muita teoria, mas não tem a prática. Não sabe o que é entrar em uma sala de aula. Não sabe o que é sentar com um movimento, não sabe o que é escutar as pessoas. Nesse sentido, acredito que o plano continua agora, no exercício, quando ele vai sendo operacionalizado. É igual quando se joga do alto da montanha um monte de pedras, elas vão rolando e quebrando as arestas. Chegam lá embaixo e as coisas já estão bem melhores. É necessário que estejamos atentos a essa questão e espero que a igreja, não apenas a Igreja Católica, mas as igrejas estejam mais atentas ao processo que antecede para entrar na reflexão que todas as pessoas possam nos ajudar porque é muito fácil, depois da coisa sacramentada, dizer que isso não pode, não pode, não pode. Mas e o processo anterior? Precisamos que as instituições possam participar com muita atenção. Tem muita gente dormindo, é preciso acordar para que depois possa também fazer parte da reflexão e não apenas dizer 90 - Diário do Poder Legislativo que não pode ou pode. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Agradeço ao Senhor Deputado Padre Honório. A reflexão de V. Ex.ª é extremamente importante, principalmente para os nossos telespectadores. Hoje transmitimos para São Mateus, Linhares, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Esta é a reunião ordinária da Comissão de Educação. Senhor Deputado Padre Honório, a Senhora Elânia Valéria Monteiro Sardinha de Souza é secretária executiva da Undime e representa o MEC no Espírito Santo. Tem um texto imenso sobre o PNE, mas no final ela diz o seguinte: Temos que entender que o Plano de Educação tem vigência de dez anos, mas não está pronto e acabado. É passível de revisão e constante debate, através de monitoramento contínuo, podendo ser audiências públicas regionais ou estadual, envolvendo os Conselhos, os próprios professores, envolvendo os Conselhos, os próprios professores, os pais, assim como está previsto no art. 5.º da Lei 13.005, do PNE. No caso de o Espírito Santo passar por esse problema, pode-se sugerir que isso aconteça nos próximos seis meses. Outra coisa que ela diz com muita sabedoria é que absolutamente não faltou debate, e como o Senhor Deputado Padre Honório colocou. Ela disse: Não concordo quando é dito que o processo foi antidemocrático, pois foi aberta audiência pública on line, totalmente legítima para receber as contribuições sociais e depois as mesmas foram amplamente debatidas com os representantes da comissão de elaboração indicada pelos segmentos para consolidarem essas contribuições. Na minha opinião, esses representantes tiveram toda a liberdade para reunir seus pares e levarem todas as considerações para a consideração da equipe e elaboração composta por membros do Conselho. Quero agradecer à senhora Elânia Valéria Monteiro Sardinha de Souza, representante da Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Undime muito importante, não só no Espírito Santo, que representa todos os municípios e o MEC. Portanto, quero agradecê-la e dizer que foi isso. Claro que nem Cristo agradou todo mundo e nenhum de nós tem a pretensão de agradar todo mundo, mas estamos fazendo um esforço muito grande para fazer o melhor. O governador Paulo Hartung quis cumprir a lei. Amanhã é o último dia. Quero pedir desculpas publicamente ao Senhor Deputado Bruno Lamas, porque não foi feita a audiência pública, porque o tempo que tínhamos era exíguo. Quando aprovamos, não sabíamos que o plano ia chegar à Assembleia Legislativa num tempo pequeno para o debate. Portanto, não foi feita a audiência pública que foi aprovada. Nem tudo o que é aprovado, conseguimos dar sequência. Não é só esta Comissão, mas todas as Comissões. Quando aprovamos, não significa que vai dar sequência. Fizemos a audiência pública proposta pelo Senhor Deputado Padre Honório e a mesa-redonda sobre a questão dos títulos do Mercosul. Mas sobre o plano, não tivemos oportunidade de fazer e, por isso, peço desculpas ao Senhor Deputado Bruno Lamas. Quero registrar que a Senhora Deputada Raquel Lessa não está presente a esta reunião porque está internada. S. Ex.ª não está bem, está com suspeita de dengue. Antes de exibir o vídeo, apresentarei um pouquinho da biografia de Mário Sérgio Cortella. Mário Sérgio Cortella nasceu em Londrina, interior do Paraná. Na juventude, de 1973 a 1975, experimentou a vida monástica em um convento da Ordem Carmelitana Descalça, mas abandonou a perspectiva de ser monge para seguir a carreira acadêmica. Concluiu sua graduação em 1975, na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira. Em 1989, concluiu seu mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUCSP, sob a orientação do professor doutor Moacir Gadotti. Em 1997, sob a orientação do professor doutor Paulo Freire, concluiu seu doutorado também em Educação, pela PUC-SP. É professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e de pós-graduação em Educação da PUC-SP, além de professor convidado da Fundação Dom Cabral. Ocupou o cargo de secretário municipal de Educação de São Paulo, de 1991 a 1992, durante a administração de Luíza Erundina, e foi membro conselheiro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da Capes/MEC, 2008/2010. Fez o programa Diálogos Impertinentes na TV PUC, no Canal Universitário. Exibiremos um vídeo para fazer exatamente o que o Senhor Deputado Padre Honório acabou de Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 falar. Estamos mostrando que a educação é feita em casa, pelos pais. Cabe os pais educar seus filhos; a escola tem de ensinar e dar o conteúdo. (É exibido o vídeo) A SR.ª PRESIDENTA - (LUIA TOLEDOPMDB) - Muito bom este vídeo, uma lição. Lembrome da minha época, quando fui diretora e professora, era desse jeito, realmente cantávamos o Hino Nacional uma vez por semana e todo mundo com aquele respeito; aquele momento era sagrado e realmente mudou tudo. Esse vídeo veio em momento muito próprio. Esse professor Mário Sérgio Cortella esteve nesta Casa, a convite da Rede Tribuna, fez um sucesso. Falou no programa Bom Dia Espírito Santo, valorizou a Escola Viva, ou seja, a escola de período integral, exatamente em cima de tudo que discutimos nesta Casa. Encerraremos esta reunião deixando esta mensagem para os pais. Quanto mais os pais virem uma mensagem como essa, mais perceberão que de repente não estão fazendo de forma correta. Tive uma aluna chamada Lidinha, não falei o seu sobrenome porque todos conhecem seu pai e de repente ela não quer que fale. Lidinha tinha oito anos e tinha diabetes. Era madrinha da nossa banda e ia na frente. Eu era diretora e ela ia comigo e com a banda a todas as festas. E a primeira coisa que ela falava era: Só posso comer um pastel de carne! Não posso comer gordura e não posso comer pastel de outra coisa que não seja de carne. Eu tinha que rodar o lugarejo, as vilas os distritos, para pedir para fazer um pastel para ela porque ela sabia o que podia comer. E isso vinha da educação familiar. Então, quem realmente não tem essa orientação acaba desrespeitando todas as regras. E as regras devem ser cumpridas porque isso é disciplina, como falamos do xadrez. Quero agradecer a todos que estiveram conosco nesta reunião ordinária e a audiência dos nossos telespectadores. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 13h38min. SEXAGÉSIMA SESSÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 07 DE JULHO DE 2015. Diário do Poder Legislativo - 91 (De acordo com o registrado no painel eletrônico, à hora regimental, para ensejar o início da sessão, comparecem os Senhores Deputados Bruno Lamas, Cacau Lorenzoni, Doutor Hércules, Enivaldo dos Anjos, Erick Musso, Euclério Sampaio, Gildevan Fernandes, Guerino Zanon, Hudson Leal, Janete de Sá, Luzia Toledo, Marcelo Santos, Padre Honório, Pastor Marcos Mansur e Sergio Majeski) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. (Assume a 1.ª Secretaria o Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos e a 2.ª Secretaria o Senhor Deputado Cacau Lorenzoni) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Convido o Senhor Deputado Cacau Lorenzoni a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (O Senhor Deputado Cacau Lorenzoni lê Salmos, 19:01) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da quinquagésima nona sessão ordinária, realizada em 06 de julho de 2015. (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) (Comparece o Senhor Deputado Dary Pagung) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Aprovada a ata como lida. (Pausa) Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da décima quarta sessão solene, realizada em 06 de julho de 2015. (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Aprovada a ata como lida. (Pausa) Convido o Senhor 1.º Secretário a proceder à leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE 92 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA TOLEDO - PMDB) – Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: OFÍCIO N.º 75/2015 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Vitória, 06 de julho de 2015. Senhor Presidente: OFÍCIO S/N.º - 2015 Com fulcro no artigo 67, inciso XVI do Regimento Interno, encaminhamos a Vossa Excelência o Relatório das atividades desta Comissão, referente ao mês de JUNHO de 2015. Atenciosamente, EDSON MAGALHÃES Presidente da Comissão de Infraestrutura Ao Ex. mo Sr. THEODORICO FERRAÇO Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo NESTA A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO - PMDB) – Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA Vitória, 06 de julho de 2015. Senhor Presidente: Solicito a V. Ex.ª que sejam justificadas minhas ausências nas Sessões Ordinárias do dia 24 de junho, nos termos do § 6º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, MARCOS BRUNO Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. THEODORICO FERRAÇO Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo NESTA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: OFÍCIO N.º 64/2015 Vitória, 1.º de julho de 2015. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente: Com fulcro no artigo 67, inciso XVI, encaminhamos a Vossa Excelência o Relatório das Atividades desta Comissão, referente ao mês de Junho de 2015. Atenciosamente, SR.ª PRESIDENTA PROJETO DE LEI N.º 290/2015 Dispõe sobre a Criação da Central Estadual do Voluntariado. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GILSINHO LOPES Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor Ao Ex. mo Sr. THEODORICO FERRAÇO Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo NESTA A A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Justificada a ausência. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. – (LUZIA DECRETA: Art. 1º - Cria a Central Estadual do Voluntariado do Estado do Espírito Santo - CEVES. Parágrafo único – O programa a que trata o caput deste artigo, tem por objetivo criar canal único de comunicação para o fomento de doações de toda e qualquer natureza de bens materiais, alimentos, voluntariado e central de achados e perdidos. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Art. 2º - A instituição da Central Estadual do voluntariado de que trata o caput desta Lei tem como principio: I – A Constituição e divulgação de canal único de centralização de doações e voluntariado. II – A Integrar as pessoas que desejam ser voluntárias, órgãos e instituições que desejam receber esses voluntários e instituições ofertem serviços de projetos de terceiro setor. III – A Fomentar doação de bens materiais em bom estado de conservação. IV – O Cadastrar interessados, realizar entrevistas, identificar e visitar as empresas e instituições que aderirem ao programa. V – A Fomentação do voluntariado empresarial e promover campanhas para motivar futuros voluntários e futuras doações. VI – A Facilitação e a identificação e intermediação de doadores e receptores de bens materiais. VII – A Constituição de forma eficaz de planejamento de ações de voluntariado. Art. 3º - O Poder Executivo poderá, através de Decreto regulamentar, dispor sobre o gerenciamento de alimentos arrecadados em campanhas ou objetos de convênios firmados com instituições públicas e privadas e centralizar unidade administrativa de achados e perdidos. Art. 4° - O Poder executivo regulamentará esta lei 30 (trinta) dias após sua publicação. Sala das Sessões, 03 de julho de 2015. AMARO NETO Deputado Estadual JUSTIFICATIVA Em um país com elevados índices de distorções sociais, o voluntariado torna-se uma eficaz alternativa de resolução de impasses. Ser cidadão não é apenas ter seus direitos legais atendidos ou clamar incansavelmente por eles. Ser cidadão também é exercer os nossos deveres e ajudar aqueles que precisam. Em um país com tantas desigualdades sociais, ser voluntário é fazer parte de uma expressiva mudança de valores, hábitos e costumes, gerando benefícios para quem faz e para quem recebe esta contribuição. Diário do Poder Legislativo - 93 Esta reflexão é oportuna para entender a importância da participação voluntária em nosso país. Várias iniciativas estão sendo realizadas em âmbito nacional no sentido de mobilizar as pessoas para essa questão. Existem espalhados em todo território nacional entidades que recrutam ou que atuam direta ou indiretamente no voluntariado. Em diapasão com toda a celeuma do voluntariado no país, a criação da Central Estadual do Voluntariado será um forte instrumento para incentivar e fortalecer no Estado do Espírito Santo, ações de responsabilidade social através do trabalho voluntário responsável. Após cadastrar interessados, a equipe da Central realiza entrevistas, identifica e visita empresas e instituições que desenvolvam voluntariado, promove campanhas para motivar futuros voluntários, além de gerenciar alimentos arrecadados em campanhas institucionais objetos de ações governamentais. Concomitantemente, a Central Estadual do Voluntariado criará uma ferramenta em meio digital (Site) onde o cidadão comum cadastrará seu bem material que será doado. Os interessados nas doações acessarão o site e farão contato diretamente com os respectivos doadores, ficando acordado entre ambos as formas de transporte dos mesmos. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Publique-se. Após o cumprimento do artigo 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Defesa da Cidadania, de Assistência Social e de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Projeto de Decreto Legislativo n.º 064/2015, do Deputado Enivaldo dos Anjos, que susta a Instrução de Serviço nº 77, de 09 de dezembro de 2014, do DETRAN/ES. Publicado integralmente no DPL do dia 08 de julho de 2015. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Publique-se. Após o cumprimento do artigo 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Mobilidade Urbana. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Projeto de Decreto Legislativo n.º 065/2015, do Deputado Rodrigo Coelho, que concede Título de Cidadania Espírito-Santense a Senhora Renata Bazone Teixeira. Publicado integralmente no DPL do dia 08 de julho de 2015. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Publique-se. Após o cumprimento do artigo 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. 94 - Diário do Poder Legislativo Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 215/2015 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 02/2015 Autora: Janete de Sá Ementa: “Fica proibido, em todo o território do Estado do Espírito Santo, o ingresso e permanência no interior de boates, cinemas, teatros, clubes, estádios, escolas de samba e estabelecimentos assemelhados, de pessoas portadoras de qualquer tipo de arma”. I – RELATÓRIO O Projeto de Lei nº 02/2015, de autoria da Exª. Deputada Janete de Sá, proíbe, em todo o território do Estado do Espírito Santo, o ingresso e permanência no interior de boates, cinemas, teatros, clubes, estádios, escolas de samba e estabelecimentos assemelhados, de pessoas portadoras de qualquer tipo de arma de fogo. O Projeto foi protocolado no dia 06 de janeiro de 2015, lido no expediente da Sessão Ordinária do dia 04 de fevereiro de 2015, publicado no Diário do Poder Legislativo do dia 11 de fevereiro de 2015, e remetido a Procuradoria desta Casa de Leis para análise e elaboração de parecer técnico, nos termos do art. 121, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/09), e do art. 3º, inc. XX, da Lei Complementar nº 287/2004. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e de direito com suporte nas quais passo a emitir o presente parecer, de acordo com o artigo 41, inciso I, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/2009 É o relatório. II – PARECER DO RELATOR ADA ANÁLISE DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL A.1 - Da competência legislativa para dispor sobre a matéria e da competência de iniciativa da matéria A inconstitucionalidade formal verifica-se quando há algum vício no processo de formação das normas jurídicas. Vale dizer, é o vício decorrente do desrespeito de alguma norma constitucional que estabeleça o modo de elaboração das normas jurídicas. Assim, a inconstitucionalidade formal pode decorrer da inobservância da competência legislativa Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 para a elaboração do ato (inconstitucionalidade formal orgânica: competência da União, Estados e Municípios) ou do procedimento de elaboração da norma. A Constituição Federal divide a competência entre as pessoas jurídicas com capacidade política: União (artigos 21 e 22); Municípios (artigos 29 e 30); e Estados (artigo 25 – competência residual ou remanescente). Como já ressaltado, o Projeto de Lei em apreço proíbe, em todo o território do Estado do Espírito Santo, o ingresso e permanência no interior de boates, cinemas, teatros, clubes, estádios, escolas de samba e estabelecimentos assemelhados, de pessoas portadoras de qualquer tipo de arma de fogo. Na divisão de competência estabelecida pela Constituição Federal, é competência material exclusiva e legislativa privativa da União dispor sobre material bélico (arts. 21, VI, e 22, XXI, da Constituição Federal)). O Supremo Tribunal Federal já afirmou a competência privativa da União para legislar sobre toda e qualquer matéria relativa a material bélico (STF, Plenário, ADI 3.258/RO, Relator: Ministro JOAQUIM BARBOSA, 6/4/2005, un., DJ, 9 set. 2005)1 e, ao apreciar a constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), assentou que o porte de armas de fogo é questão de segurança nacional e, com base no princípio da predominância do interesse , reconheceu a competência privativa da União para legislar sobre a matéria (STF, Plenário, ADI 3.112/DF, Relator: Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, 2/5/2007, un., DJe, 26 out. 2007) No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.112, Relator Ministro RICARDO LEWANDOWSKI – na qual se sustentara invasão da competência residual dos Estados para legislar sobre segurança pública -, o Tribunal Pleno, por unanimidade, não acolheu a alegação de inconstitucionalidade do art. 10 da Lei n. 8.623/2003, que dispõe sobre a competência privativa da Polícia Federal para a expedição de porte de arma de fogo. Tem-se no voto condutor: “Sustenta-se, no que concerne aos arts. 5º, §§ 1º e 3º, 10 e 29, que houve invasão da competência residual dos Estados para legislar sobre segurança pública e também ofensa ao princípio federativo, ‘principalmente em relação à emissão de autorização de porte de arma de fogo’. Contrapondo-se ao argumento, a douta Procuradoria Geral da República defendeu a aplicação à espécie do princípio da predominância do interesse, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 ponderando que a ‘União não está invadindo o âmbito de normatividade de índole local, pois a matéria está além do interesse circunscrito de apenas uma unidade federada’ (fl. 194). Considero correto o entendimento do Ministério Público, que se harmoniza com a lição de José Afonso da Silva, para quem a Carta Magna vigente abandonou o conceito de ‘interesse local’, tradicionalmente abrigado nas constituições brasileiras, de difícil caracterização, substituindo-o pelo princípio da ‘predominância do interesse’, segundo o qual, na repartição de competências, ‘à União caberão aquelas matérias e questões de predominante interesse geral, nacional, ao passo que aos Estados tocarão as matérias e assuntos de predominante interesse regional, e aos Municípios conhecerem os assuntos de interesse local.’ De fato, a competência atribuída aos Estados em matéria de segurança pública não pode sobrepor-se ao interesse mais amplo da União no tocante à formulação de uma política criminal de âmbito nacional, cujo pilar central constitui exatamente o estabelecimento de regras uniformes, em todo o País, para a fabricação, comercialização, circulação e utilização de armas de fogo, competência que, ademais, lhe é assegurada pelo art. 21, XXI, da Constituição Federal. Parece-me evidente a preponderância do interesse da União nessa matéria, quando confrontado o eventual interesse do Estado-membro em regulamentar e expedir autorização para o porte de arma de fogo, pois as normas em questão afetam a segurança das pessoas como um todo, independentemente do ente federado em que se encontrem. Inclusive recentemente o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL julgou a ADI: 2.2729, como Ministro Relator GILMAR MENDES que se posicionou pela competência privativa da união para legislar sobre o porte de arma de fogo, in verbis: “Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo procurador-geral da República na qual questionou a constitucionalidade Diário do Poder Legislativo - 95 dos arts. 86, I, § 1º e § 2º, e 87, V, VI, VIII e IX, da LC 240/2002 do Estado do Rio Grande do Norte, que tratam de garantias e prerrogativas dos procuradores do Estado, bem como da expressão ‘com porte de arma, independente de qualquer ato formal de licença ou autorização’ contida no art. 88 da mesma lei (...). Em sessão plenária do dia 16-112005, o Tribunal declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade de todos os dispositivos atacados, exceto do art. 88. (...) Primeiramente, ressalte-se que o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo e munição estão disciplinados na Lei federal 10.826/2003, o chamado Estatuto do Desarmamento. Esse diploma legal também criou o Sistema Nacional de Armas – e transferiu à Polícia Federal diversas atribuições, até então executadas pelos Estados-Membros, com objetivo de centralizar a matéria em âmbito federal. (...) A Corte acabou por aceitar tal entendimento extensivo do art. 21, VI, segundo o qual a competência privativa da União para ‘autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico’ também engloba outros aspectos inerentes ao material bélico, como sua circulação em território nacional. No tocante ao presente caso, entendo que regulamentações atinentes ao registro e ao porte de arma também são de competência privativa da União, por ter direta relação com a competência de ‘autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico’ – e não apenas por tratar de matéria penal, cuja competência também é privativa da União (art. 22, I, da CF). Nesse sentido, compete privativamente à União, e não aos Estados, determinar os casos excepcionais em que o porte de arma de fogo não configura ilícito penal, matéria prevista no art. 6º da Lei 10.826/2003. (...) Ante o exposto, julgo procedente o pedido e declaro inconstitucional o art. 88 da LC 240/2002 do Estado do Rio Grande do Norte.” (ADI 2.729, voto do rel. p/ o ac. min. Gilmar Mendes, julgamento em 19-6-2013, Plenário, DJE de 12-2-2014. 96 - Diário do Poder Legislativo Nesse sentido, a notícia do informativo STF nº 711: Em conclusão, o Plenário julgou procedente pedido formulado em ação direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “com porte de arma, independente de qualquer ato formal de licença ou autorização”, contida no art. 88 da Lei Complementar 240/2002, do Estado do Rio Grande do Norte. A norma impugnada dispõe sobre garantias e prerrogativas dos Procuradores do Estado. Na sessão de 16.11.2005, o Plenário assentou a inconstitucionalidade do inciso I e §§ 1º e 2º do art. 86, e dos incisos V, VI, VIII e IX do art. 87 da aludida lei – v. Informativo 409. Na presente assentada, concluiu-se o exame do pleito remanescente relativo ao art. 88, que autoriza o porte de arma aos integrantes daquela carreira. Asseverou-se que, se apenas à União fora atribuída competência privativa para legislar sobre matéria penal, somente ela poderia dispor sobre regra de isenção de porte de arma. Em acréscimo, o Min. Gilmar Mendes ressaltou que o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo e munição estariam disciplinados no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003). Esse diploma criara o Sistema Nacional de Armas – Sinarm e transferira à polícia federal diversas atribuições até então executadas pelos estadosmembros, com o objetivo de centralizar a matéria em âmbito federal. Mencionou precedentes da Corte no sentido da constitucionalidade do Estatuto e da competência privativa da União para autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico (CF, art. 21, VI). Aduziu que, não obstante a necessidade especial que algumas categorias profissionais teriam do porte funcional de arma, impenderia um diálogo em seara federal. Precedentes citados: ADI 3112/DF (DJe, 26 out. 2007); ADI 2035 MC/RJ (DJU, de 1º ago. 2003); ADI 3258/RO (DJU, de 9 set. 2005). Destarte, o porte de arma de fogo é matéria relativa a direito penal, já que está relacionado ao uso Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 de material bélico. Assim, propor lei sobre esse tema seria de competência privativa da União, nos termos do artigo 21 (inciso VI) e artigo 22 (inciso XXI) da CF. Ademais na legislação especial – Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) – há dispositivos específicos que “restringem de forma clara e rígida o uso de armas por agentes e guardas prisionais” e fixam que a “competência para autorizar tal porte é da Polícia Federal”. Nesse sentido segue alguns trechos de legislações correlatas da União sobre aquisição, procedimento e fiscalização do porte de armas: LEI Nº 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências. Art. 6º É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas; II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal; III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei; IV - os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço; (Redação dada pela Lei nº 10.867, de 2004) V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal; VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias; VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei; IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental. X - integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007) § 1º As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI do caput deste artigo terão direito de portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, nos termos do regulamento desta Lei, com validade em âmbito nacional para aquelas constantes dos incisos I, II, V e VI. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008) § 2º A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4º desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008) Art. 34. Os promotores de eventos em locais fechados, com aglomeração superior a 1.000 (um mil) pessoas, adotarão, sob pena de responsabilidade, as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas, ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. 5.º da Constituição Federal. Parágrafo único. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. DECRETO Nº 5.123, DE 1º DE JULHO DE 2004. Regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - SINARM e define crimes. ... Art. 26. O titular de porte de arma de Diário do Poder Legislativo - 97 fogo para defesa pessoal concedido nos termos do art. 10 da Lei nº 10.826, de 2003, não poderá conduzila ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, agências bancárias ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas em virtude de eventos de qualquer natureza. (Redação dada pelo Decreto nº 6.715, de 2008) § 1º A inobservância do disposto neste artigo implicará na cassação do Porte de Arma de Fogo e na apreensão da arma, pela autoridade competente, que adotará as medidas legais pertinentes. § 2º Aplica-se o disposto no §1º deste artigo, quando o titular do Porte de Arma de Fogo esteja portando o armamento em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor. ... Art. 33. O Porte de Arma de Fogo é deferido aos militares das Forças Armadas, aos policiais federais e estaduais e do Distrito Federal, civis e militares, aos Corpos de Bombeiros Militares, bem como aos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em razão do desempenho de suas funções institucionais. § 1º O Porte de Arma de Fogo das praças das Forças Armadas e dos Policiais e Corpos de Bombeiros Militares é regulado em norma específica, por atos dos Comandantes das Forças Singulares e dos Comandantes-Gerais das Corporações. § 2º Os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade federativa, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme estabelecido em normas próprias. Portarias e instruções normativas da Polícia Federal: MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL 98 - Diário do Poder Legislativo INSTRUÇÃO NORMATIVA No. 023/2005-DG/DPF, DE 1o. DE SETEMBRO DE 2005 Estabelece procedimentos visando o cumprimento da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, regulamentada pelo Decreto 5.123, de 1o. de julho de 2004, concernentes à posse, ao registro, ao porte e à comercialização de armas de fogo e sobre o Sistema Nacional de Armas – SINARM, e dá outras providências. ... Art. 3o. Ao SINARM compete: ... Art. 12 O registro de arma de fogo é obrigatório em conformidade com o disposto no art. 3o. da Lei 10.826 de 2003, e deverá sempre acompanhar a mesma. § 1o. O certificado de registro de arma de fogo, em modelo padrão – Anexo III, será expedido pela Polícia Federal, precedido de autorização do SINARM, em conformidade com o disposto no § 1o. do art. 5o. da Lei 10.826 de 2003. § 2o. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército, na forma do Parágrafo único do art. 3o. da Lei 10.826 de 2003. ... Subseção V Policiais Federais e Servidores do Quadro Especial do DPF Art. 26 O porte de arma de fogo é deferido aos policiais federais do DPF, por força do art. 33 do Decreto 5.123 de 2004 e na forma desta Instrução Normativa, com base no inciso II do art. 6o. a Lei 10.826 de 2003. Parágrafo único. Na identidade funcional dos policiais federais, constará a autorização contida no “caput”. Art. 27 Os policiais federais têm livre porte de arma de fogo, em todo o território nacional, ainda que fora de serviço, devendo portá-la acompanhada do respectivo registro de arma de fogo e da Carteira de Identidade Funcional. § 1o. Os policiais federais poderão portar arma de fogo institucional ou particular, em serviço e fora deste. § 2o. Os policiais federais ao portarem arma de fogo institucional ou particular, em locais onde haja Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 aglomeração de pessoas, em virtude de evento de qualquer natureza, tais como no interior de igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes públicos e privados, deverão fazê-lo de forma discreta, sempre que possível, visando evitar constrangimento a terceiros. ... Art. 29 Pela natureza do trabalho, excepcionalmente, poderá ser concedido porte de arma de fogo para servidor do Plano Especial de Cargos do DPF. § 1o. O porte de arma de fogo a que se refere o “caput” dá direito ao titular a portar arma de fogo durante o serviço e fora deste. ... § 3o. Em casos especiais no interesse da administração, poderá ser autorizado o porte de arma de fogo institucional, devidamente acautelada ao servidor. DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL PORTARIA Nº 315, DE 7 DE JULHO DE 2006 Dispõe sobre o porte de arma de fogo para os integrantes do quadro efetivo de Agentes Penitenciários e Escolta de Presos, ainda que fora de serviço. ... Art. 1º. A concessão deferida aos integrantes do quadro efetivo de Agentes Penitenciários e Escolta de Presos autorizará o porte de arma de fogo, no âmbito estadual, ainda que fora de serviço, devendo sempre a arma ser conduzida com o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo e com a Carteira de Identidade Funcional. § 1º O porte de arma de que trata esta Portaria constará da própria Carteira de Identidade Funcional dos servidores das categorias mencionadas, a ser confeccionada pela própria instituição estadual competente. § 2o Os integrantes do quadro efetivo de Agentes Penitenciários e Escolta de Presos ao portarem arma de fogo, em locais públicos ou onde haja aglomeração de pessoas, deverão fazê-lo de forma discreta, visando evitar constrangimento a terceiros. DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL PORTARIA Nº 365, 15 DE Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 AGOSTO DE 2006 Disciplina a autorização para o porte de arma de fogo para os integrantes das Guardas Municipais. ... Art. 3o. O porte de arma de fogo funcional para integrantes das Guardas Municipais será autorizado: I - em serviço e fora dele, e dentro dos limites territoriais do respectivo Estado, para os integrantes das Guardas Municipais das capitais estaduais e dos municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes; II - somente em serviço e dentro dos limites territoriais do município, para os integrantes das Guardas Municipais dos municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes; e III - somente em serviço e dentro dos limites territoriais do respectivo Estado, para os integrantes das Guardas Municipais dos municípios localizados em regiões metropolitanas, quando não se tratar dos municípios referidos no inciso I deste artigo; Parágrafo único. Os Superintendentes Regionais da Polícia Federal e o Coordenador-Geral de Defesa Institucional da Diretoria Executiva do DPF poderão autorizar, por meio de ato administrativo específico e fundamentado, o porte de arma de fogo funcional, fora de serviço, a integrantes das Guardas Municipais dos municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando a medida se justificar por razões excepcionais: I - de segurança pública, cumpridos os requisitos do artigo 2o. desta Portaria, e II - de segurança pessoal, nos termos do artigo 10, § 1o., da Lei no. 10.826/03. Art. 4o. Poderão portar a arma de fogo funcional, fora de serviço, nos deslocamentos para suas residências: I - os integrantes das Guardas Municipais das capitais estaduais e dos municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, ainda que residentes em municípios localizados na divisa entre Estados vizinhos; e Diário do Poder Legislativo - 99 II - os integrantes das Guardas Municipais dos municípios localizados em regiões metropolitanas, ainda que residentes em municípios fora da região metropolitana. ... Art. 6o. A Carteira de Identidade Funcional dos integrantes das Guardas Municipais deverá informar expressamente: I - a existência de autorização para o porte de arma de fogo funcional de que trata esta Portaria, se cabível; e II - as condições em que o porte de arma de fogo funcional será exercido, especialmente as constantes nos artigos 3o. e 4o. desta Portaria. Parágrafo único. A expedição das Carteiras de Identidade Funcional e a rigorosa atualização das informações nelas contidas são de responsabilidade das Guardas Municipais. Art. 7o. Os integrantes das Guardas Municipais, ao portarem arma de fogo fora de serviço e em locais públicos, ou onde haja aglomeração de pessoas, deverão fazê-lo de forma discreta e não ostensiva, de modo a evitar constrangimentos a terceiros. Art. 8o. Os integrantes das Guardas Municipais, ao portarem arma de fogo, em serviço ou fora dele, deverão sempre portar o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo e a Carteira de Identidade Funcional. Art. 9o. O Departamento de Polícia Federal poderá autorizar o porte de arma de fogo particular de calibre permitido, fora de serviço, desde que registrada no SINARM em nome do integrante das Guardas Municipais que a portar e cumpridos todos os requisitos legais e regulamentares. Logo, é inegável a relevância da referida proposição, contudo, o seu conteúdo normativo não deve ingressar no ordenamento jurídico, por apresentar vício de inconstitucionalidade formal. Deixa-se de analisar os demais aspectos do projeto de lei (constitucionalidade material, legalidade, juridicidade e técnica legislativa), com espeque no art. 9º, § 5º, do Ato n. 2517/2008. Por todo o exposto, sugerimos aos Membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 215/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E 100 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade formal do Projeto de Lei n.º 02/2015, de autoria da Excelentíssima Senhora Deputada Janete de Sá. Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente GILDEVAN FERNANDES Relator MARCELO SANTOS DOUTOR RAFAEL FAVATTO ELIANA DADALTO de junho de 2015 e lida no expediente do dia 09 do mesmo mês e ano, oportunidade esta em que recebeu despacho do senhor Presidente pela devolução ao seu autor, por infringir o inciso IV, do parágrafo único, do art. 63 da Constituição Estadual. O Deputado autor apresentou, tempestivamente, recurso contra o despacho que lhe devolveu o projeto. Após, a proposição legislativa recebeu encaminhamento para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o parágrafo único, do art. 143, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Resolução nº 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR (Comparecem os Senhores Deputados Almir Vieira e Da Vitória) A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Pareceres n.os 274/2014, da Comissão de Justiça, pela admissibilidade e constitucionalidade, 114/2014, da Comissão de Cidadania, 019/2015, da Comissão de Finanças, ambos pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional n.o 04/2014, do Deputado Gilsinho Lopes, que assegura Defensores Públicos em todas as unidades jurisdicionais ( Defensoria Pública para Todos). Publicados integralmente no DPL do dia 08 de julho de 2015. A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Nessa linha, a proposição legislativa sob análise determina que: “no caso de nascimento de criança que demande internação hospitalar sem o acompanhamento da mãe, a licença prevista neste artigo será aumentada pelo número de dias que durar a internação da criança, até o limite de 45 (quarenta e cinco) dias”. Por fim, o projeto de lei complementar determina que as despesas decorrentes correriam à conta e constarão de programação orçamentária específica, haja vista que a ausência de servidoras de seus postos de trabalho implicaria, incontestavelmente, em medidas de substituição temporária das mesmas ou o pagamento de horas extras para outros servidores realizarem os serviços interrompidos diante da ausência destas. A justificativa da proposição indica que a teleologia do projeto ora em estudo é a proteção da família, da maternidade e da infância. Explicando a motivação, continua a justificativa: “As políticas públicas devem visar, prioritariamente, à proteção da família, da maternidade e da infância, nessa incluída a do nascituro. O nascimento de um filho é um dos momentos mais importantes na vida de uma família de um povo e de uma nação, o que justifica a sua plena assistência e o seu amparo. PARECER N.º 213/2015 RELATÓRIO Trata-se do Projeto de Lei Complementar nº 06/2015, de autoria do Deputado Rafael Favatto, de acrescentar o § 5º, ao artigo 137, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, de modo a determinar dilação no prazo referente ao direito das servidoras públicas estaduais, previsto no Regime Jurídico Estatutário como “licença por gestação, lactação e adoção”, nos termos e nas condições que especifica expressamente. Quanto ao histórico do tramite legislativo, tem-se que a proposição foi protocolizada no dia 08 Entendemos ser perfeitamente justa a extensão da licença maternidade, nos termos do presente Projeto de Lei, para que os segurados possam usufruir desse benefício por até mais 45 dias, no caso de nascimento prematuro de seu filho ou na hipótese em que o nascituro necessite de internação hospitalar sem o acompanhamento da mãe. A interpretação da Carta Magna nos Artigos 5º dos direitos Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 fundamentais - e 201, inciso I – "cobertura dos eventos de doença" na parte que diz respeito “Da Ordem Social” garante amparo constitucional, à essa solicitação. A previsão de custeio relacionado ao aumento das despesas decorrentes deste Projeto de Lei deverá constar da programação orçamentária específica da Seguridade Social.” Indubitavelmente, vale reconhecer que, diante do mérito, o projeto se revela apto e uníssono aos anseios do interesse social, pois o seu objeto normativo visa garantir e salvaguardar a vida humana exposta a riscos por omissão de socorro. Outrossim, o projeto apresenta-se como meritório e adequado perante os anseios do interesse público. Por seu turno, sob o âmbito jurídico, o objeto normativo do Projeto de Lei Complementar nº 06/2015 produz infringência direta ao comando endereçado no inciso IV, do parágrafo único, do artigo 63, da Constituição Estadual. Considerando a premissa de ser uma proposição de iniciativa parlamentar, a infringência ao comando constitucional se verifica pela própria ordem normativa constante da proposição, que exige, normatização de natureza de Regime Jurídico dos servidores públicos estaduais. Nessa linha, sedimenta o Supremo Tribunal Federal: “É da iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo lei de criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração, bem como que disponha sobre regime jurídico e provimento de cargos dos servidores públicos. Afronta, na espécie, ao disposto no art. 61, § 1º, II, a e c, da Constituição de 1988, o qual se aplica aos Estados-membros, em razão do princípio da simetria.” (ADI 2.192, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 4-62008, Plenário, DJE de 20-6-2008.) "Lei estadual que dispõe sobre a situação funcional de servidores públicos: iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, a e c, CR/1988). Princípio da simetria." (ADI 2.029, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 4-6-2007, Plenário, DJ de 24-82007.) No mesmo sentido: ADI 3.791, rel. min. Ayres Britto, julgamento em 16-6-2010, Plenário, DJE de 27-8-2010. Diário do Poder Legislativo - 101 (TODOS OS NEGRITOS SÃO NOSSOS) Portanto, ao assim proceder, o objeto normativo do Projeto de Lei Complementar nº 06/2015 promoveu, incontestavelmente, novo direito inerente ao Regime Jurídico dos servidores e, nesse contexto indicado, o dito projeto viola diretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo. Assim, define a Constituição Estadual, in verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) IV - servidores públicos do Poder Executivo, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; (...) Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I - ........................... II - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; Uníssono a este topoi jurídico, o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou em casos idênticos e se posicionou no sentido de preservar incontest os Princípios da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes (ADI-MC 776/RS – Órgão Julgador: Tribunal Pleno – Relator: Ministro Celso de Mello – Julgamento: 23/10/1992. DJ 15-12-2006 PP-00080; ADI-MC 2364 – Órgão Julgador: Tribunal Pleno – Relator: Ministro Celso de Mello – Julgamento: 23/10/1992. DJ 15-12-2006 PP-00080). Não obstante, julgando a constitucionalidade de uma lei do Estado do Espírito Santo, o Excelso Pretório ratificou o seu posicionamento, inclusive para concluir que nem na hipótese de sanção haveria convalidação do vício de inconstitucionalidade 102 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 resultante da usurpação do poder de iniciativa do chefe do Poder Executivo (ADI 2867/ES – Órgão Julgador: Tribunal Pleno – Relator: Ministro Celso de Mello – Julgamento: 03/12/2003. DJ 09-02-2007 PP00016). Em conclusão, o Projeto de Lei Complementar nº 06/2015, de autoria do Senhor Deputado Rafael Favatto, é formalmente inconstitucional, e não há como propor emenda que promova saneamento desta inconstitucionalidade. Nesses termos, sugerimos aos nossos Ilustres Pares desta douta Comissão permanente a adoção do seguinte: PARECER N.º 213/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei Complementar nº 06/2015 e, reflexamente, pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO do Senhor Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, que o devolveu ao seu autor, o senhor Deputado Rafael Favatto. Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente JANETE DE SÁ Relatora RAQUEL LESSA ELIANA DADALTO GILDEVAN FERNANDES A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA estadual em virtude de suas condições financeiras para a realização de consultas e exames médicos admissionais. O Projeto em comento passou pelo crivo da Mesa Diretora, sem sofrer restrições em 09/02/2015. Foi à publicação em 23/02/2015. O autor fez justificativa onde expõe, com detalhes, as razões pelas quais submete o Projeto de Lei nº 23/15, ao crivo dos demais pares. O Projeto de Lei em análise foi remetido à Diretoria de Redação, teve pequenas correções, às quais passo a adotá-las. O presente Projeto de Lei nº42/15, veio à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, o Presidente designou-me relator do Projeto de Lei nº 23/15, para oferecer parecer quanto a sua constitucionalidade, juridicidade, legalidade e técnica legislativa, na conformidade do disposto no art. 41, inciso I, do Regimento Interno. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei ora sob análise, naquilo que pertine à sua matéria-objeto, qual seja, vedar discriminação dos aprovados em concurso público estadual em virtude de suas condições financeiras para a realização de consultas e exames médicos admissionais. Conforme justificativa do autor às fls. 03 dos autos e assim dispõe: “A Constituição Federal assegura a todo cidadão o direito à saúde. Muitas vezes os candidatos aprovados em concursos públicos não possuem condições financeiras de pagarem médicos e exames particulares. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 217/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 23/2015 AUTOR: Deputado Estadual Gilsinho Lopes EMENTA: “Veda discriminação dos aprovados em concurso público estadual em virtude de suas condições financeiras para a realização de consultas e exames médicos admissionais” RELATÓRIO Trata-se de Projeto de Lei nº 23/2015, de autoria do Deputado Estadual Gilsinho Lopes, veda discriminação dos aprovados em concurso público Quando isso ocorre, dependem do SUS para conseguir exames e consultas. Por vezes, essas consultas e exames são mais demorados do que o prazo de posse dos candidatos, que ficam em situação desesperadora. Desta forma, diante da problemática situação da saúde pública, não devemos discriminar os aprovados em concursos em virtude de suas condições financeiras. A todos deve ser assegurado o tratamento justo pelo Estado. Logo, não deverá perder o direito à posse o candidato que, dentro do prazo legal, provar que a demora na apresentação dos exames ou consultas é de responsabilidade do Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 SUS. Entendimento contrário é discriminação aos candidatos pobres aprovados em concurso, em detrimento dos ricos que podem pagar médicos e consultas particulares.” A Constituição Federal muitos concursos públicos têm previsto em seus editais prazos para a apresentação de documentos e exames médicos para que o candidato possa ser aprovado ou empossado. Alguns exames a não apresentação de documentação no prazo estipulado determina a exclusão do mesmo do certame. O cerne da questão é saber se a presente propositura trata sobre concurso público somente ou se afeta regra pós-concurso público como, nomeação, posse e investidura no cargo matéria esta de iniciativa exclusiva do chefe do executivo. Conforme exposto já em outros pareceres desta douta procuradoria é notório que o Excelso Supremo Tribunal Federal já se manifestou algumas vezes pela inconstitucionalidade das Leis de origem Parlamentar que tratam sobre matéria relacionada a concurso público por infringência, em razão do princípio da simetria, ao artigo 61, parágrafo 1º, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição da República, que assim dispõe: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao ProcuradorGeral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: II - disponham sobre: c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) Todavia, Excelso Supremo Tribunal Federal vem mudando esse posicionamento ao entender pela constitucionalidade das leis de iniciativa Parlamentar que versam sobre concurso público sob o fundamento de que não se trata de matéria relativa a servidores públicos, mas sim de regras e condições anteriores a investidura ao Diário do Poder Legislativo - 103 cargo público. Mister que seja analisado minuciosamente cada Projeto de Lei e todos os seus respectivos dispositivos legais no intuito de buscar elementos suficientes para que se conclua acerca da violação ou não dos supracitados dispositivos constitucionais (notadamente artigo 61, parágrafo 1º, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição da República e artigo 63, parágrafo único, incisos III e VI da Constituição Estadual). Vale dizer, deve-se atentar se a Lei como um todo, assim como cada artigo, parágrafo e inciso tratam de matérias relacionadas ao regime jurídico dos servidores ou meramente de regras que disciplinam o ingresso na Administração Pública. O Projeto de Lei busca assegurar ao candidato aprovado no concurso público a realização dos exames admissionais sem prejuízo da posse por motivo de demora na rede pública de saúde na realização de consultas e exames. Para confirmar o posicionamento jurídico até aqui explanado, seguem recentes julgados do Excelso Supremo Tribunal Federal que corroboram esta situação de superação de precedente, nos termos da fundamentação supracitada. Inicialmente, o Excelso Supremo Tribunal Federal, no ano de 2006, julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade de n.º 2.672, que atacava o instrumento normativo do Estado do Espírito Santo que estabelece isenção do pagamento de taxa de concurso público, cuja relatora foi a Ministra Ellen Gracie. Ficou demonstrado pela Suprema Corte que o diploma legal não cuida de matéria referente a servidores públicos e a regime jurídico, mas sim de condição para se chegar à investidura em cargo público. Segue ementa do referido julgado: EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N° 6.663, DE 26 DE ABRIL DE 2001, DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. O diploma normativo em causa, que estabelece isenção do pagamento de taxa de concurso público, não versa sobre matéria relativa a servidores públicos (§ 1º do art. 61 da CF/88). Dispõe, isto sim, sobre condição para se chegar à investidura em cargo público, que é um momento anterior ao da caracterização do candidato como servidor público. Inconstitucionalidade formal não configurada. Noutro giro, não ofende a Carta Magna a utilização do salário mínimo como critério de aferição do nível de pobreza dos aspirantes às carreiras púbicas, para 104 - Diário do Poder Legislativo fins de concessão do benefício de que trata a Lei capixaba nº 6.663/01. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente. (ADI 2672, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Relator(a) p/ Acórdão: Min. CARLOS BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 22/06/2006, DJ 10-112006 PP-00049 EMENT VOL02255-02 PP-00219 RTJ VOL00200-03 PP-01088 LEXSTF v. 29, n. 338, 2007, p. 21-33) (grifei e negritei) Por fim, no ano de 2012, o Excelso Supremo Tribunal Federal, por meio de decisão do agravo regimental no agravo de instrumento n.º 682.317, ratificou o entendimento de que não há inconstitucionalidade por vício de iniciativa no diploma normativo de iniciativa Parlamentar que trata sobre concurso público, conforme se verifica do seguinte acórdão: EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Lei nº 3.777/04 do Município do Rio de Janeiro. Inconstitucionalidade formal. Não ocorrência. Precedentes. 1. Não há inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa em lei oriunda do Poder Legislativo que disponha sobre aspectos de concursos públicos sem interferir, diretamente, nos critérios objetivos para admissão e provimento de cargos públicos. 2. Agravo regimental não provido. (AI 682317 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 14/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-059 DIVULG 21-03-2012 PUBLIC 22-03-2012) (grifei e negitei) Assim, demonstrado está que o Excelso Supremo Tribunal Federal tem alterado seu entendimento no que diz respeito a constitucionalidade de Leis de iniciativa Parlamentar que disciplinam matéria relacionada a concursos públicos. Destarte, o posicionamento aqui está inteiramente em consonância com o mais atual posicionamento do Excelso Supremo Tribunal Federal que vem revisando seu entendimento e concluindo pela constitucionalidade de leis de iniciativa Parlamentar que disciplinam matéria relacionada somente concursos públicos, o que não é o presente caso. Conforme exposto anteriormente, o tema central do projeto de lei reflete na comprovação Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 dos requisitos necessários à investidura originária no cargo público efetivo, incluindo os exames médicos que ocorrem após a nomeação, no momento da posse do candidato aprovado. Em outro giro, fazendo uma análise de cada dispositivo, conclui-se que o projeto entra em conflito com o que dispõe a Lei Complementar Estadual 46/1994, que trata especificamente do regime jurídico dos servidores públicos civis do Estado do Espírito Santo. Art. 5º A investidura em cargo público de provimento efetivo depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. Art. 6º São requisitos básicos para o ingresso no serviço público: I - nacionalidade brasileira ou equiparada; II - quitação com as obrigações militares e eleitorais; III- idade mínima de dezoito anos; IV - sanidade física e mental comprovada em inspeção médica oficial; V - atendimento às condições especiais previstas em lei para determinadas carreiras. Art. 10. A investidura em cargo público ocorrerá com a posse, completando-se com o exercício. Art. 16. (...) § 4º. A posse verificar-se-á no prazo de até trinta dias contados da publicação do ato de nomeação. § 5º. A requerimento do interessado ou de seu representante legal, o prazo para a posse poderá ser prorrogado pela autoridade competente, até o máximo de trinta dias a contar do término do prazo de que trata o parágrafo anterior. § 6º. Só poderá ser empossado aquele que, em inspeção médica oficial, for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo. § 10. Será tornada sem efeito a nomeação, quando a posse não se verificar no prazo legal. Nota-se que o Projeto de Lei sob análise dispõe de forma diversa do Estatuto dos Servidores Públicos acerca do prazo para a posse e teria o condão de alterá-lo, logo a matéria não pode ser objeto de projeto de lei de iniciativa parlamentar. Com efeito, servidor público, seu regime Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 jurídico e investidura no cargo (nesta incluído o prazo para a posse), é matéria destinada à lei (reserva legal) cuja iniciativa para a proposição é privativa do Chefe do Poder Executivo por disposição expressa na alínea “c” do inciso II do §1° do art. 61 da CF e no inciso IV do parágrafo único do art. 63 da Constituição Estadual (que atende à simetria constitucional). Inclusive esses foram os fundamentos que embasaram a Mensagem de Veto nº 148/2013 relativa ao Autógrafo de Lei nº 93/2013, oriundo do Projeto de Lei nº 356/2012 do Deputado Gilsinho Lopes, com o seguinte teor: “Veda discriminação dos aprovados em concurso público estadual em virtude de suas condições financeiras para a realização de consultas e exames médicos admissionais”. De pronto deve-se o Projeto em comento quanto a sua iniciativa, não precisa muito esforço para concluir-se que estamos diante de matéria de cunho eminentemente inconstitucional, por ser matéria de competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Pois bem, o Projeto de Lei nº 23/15, ao ofende dispositivos das Constituições Federal e Estadual, estanca de maneira impeditiva a tramitação na sua pretensão maior que era de vedar a discriminação dos aprovados em concurso público estadual em virtude de suas condições financeiras para a realização de consultas e exames médicos admissionais, frustrando assim as expectativas do autor em colocar no mundo jurídico matéria da maior relevância, mas eiva de vício de iniciativa como acima exposto. Analisado, há de se concluir no sentido de que o Projeto de Lei nº 23/15, é formalmente e materialmente inconstitucional, pois trata de matériaobjeto não passível de tratamento pelo Poder Legislativo. Com isso, prejudicado a análise das demais normas e princípios de legalidade e técnica legislativa, também, regimental. Desta forma aconselhamos aos demais pares desta Comissão a adoção do seguinte: Diário do Poder Legislativo - 105 A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 219/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 65/2015 AUTORA: Deputada Estadual Luzia Toledo EMENTA: Proibe a comercialização de produtos e instrumentais odontológicos em lojas não credenciadas e por vendedores informais (ambulantes) em todo Estado, e dá outras providências. I - RELATÓRIO 1. Cuida-se nestes autos da emissão de parecer quanto à constitucionalidade, legalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição legislativa em epígrafe. 2. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo 1431 do Regimento Interno – Resolução nº 2.700 de 15 de julho de 2009, publicada no DPL e no DOE de 16 de julho de 2009, proferiu o despacho de fls. 2 pelo qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, não existir manifesta inconstitucionalidade ou outros vícios mencionados na norma regimental. 3. A proposição que foi protocolizada no dia 03/02/2015. Logo após, seguiu a regular tramitação regimental prevista. No âmbito da Procuradoria, mereceu parecer jurídico pela inconstitucionalidade. PARECER N.º 217/2015 À COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº 23/15, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes. Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO (contra) Presidente GILDEVAN FERNANDES Relator MARCELO SANTOS (contra) DOUTOR RAFAEL FAVATTO RAQUEL LESSA ELIANA DADALTO 4. Além do articulado legal da proposição e sua justificativa, o processo está devidamente instruído com as informações da Diretoria de Documentação e Informação – DDI e manifestação da Diretoria de Redação – DR . 5. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e de direito com suporte nas quais passo a emitir o Parecer. II - PARECER DO RELATOR EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA PROPOSIÇÃO 6. Consoante o clássico ensinamento de 106 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado – estado de conflito entre uma lei e a Constituição" 2. conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição." 4 7. Ocorre que, em nosso ordenamento constitucional vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. No plano jurídico o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo e, o controle repressivo cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo. 13. O exame do controle formal de constitucionalidade deve preferir ao de exame de mérito. A razão dessa prevalência, para fins da análise, decorre da sedimentada jurisprudência do pretório excelso, segundo a qual, a existência de vício formal de inconstitucionalidade fulmina integralmente o ato, ou lei. 8. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo3 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). 9. Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição, seja quanto a forma, seja quanto ao conteúdo, ofenda a supremacia da Lei Maior. 10. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do poder legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim, quanto a sujeito controlador, a primeira atuação incumbe aos Procuradores de Estado do Poder Legislativo, cuja atuação oferece o necessário subsídio técnico que irá pautar a atuação futura da Comissão de Constituição e Justiça. 11. Em suma, em sede do controle preventivo de constitucionalidade, que se desenvolve na fase de elaboração da lei a defesa da supremacia da Constituição tem início pela atuação da Procuradoria Jurídica e, em seguida, é exercido pelos próprios agentes participantes do processo legislativo em relação aos projetos de lei e demais proposições de teor normativo. 12. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme leciona o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: “(a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; (b) materialmente, quando o 14. Em decorrência, sendo constatada a existência de vício formal de inconstitucionalidade, torna-se despiciendo qualquer exame quanto à constitucionalidade material, posto que ante a constatação do aludido vício formal e insanável a lei estará, irremediavelmente, condenada a ser expungida do mundo jurídico.5 15. Ancorado neste entendimento, passo ao exame da constitucionalidade formal da proposição. 16. Como é cediço, para exame da constitucionalidade do projeto de lei impende que se identifique o cerne da questão jurídica de que trata a proposição. Para tanto, deve-se examinar a substância das matérias que o projeto pretende legislar. 17. Na hipótese sob exame, dissecando o teor do projeto, desde a sua ementa, o resultado autoriza concluir que a matéria versa sobre tema de interesse peculiar da União, ex vi do artigo 22, I, da Constituição Federal. O cerne da proposição legislativa é o de estabelecer o controle, fiscalização e proibição na venda de produtos e instrumentais odontológicos, bem como a comercialização de tais produtos por lojas não credenciadas e por vendedores informais (ambulantes) em todo Estado. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 18. Entendo que dos vários objetivos previstos na presente iniciativa sobressai aquela que se refere a imposição da restrição ao livre exercício da atividade comercial, a qual violaria o princípio da proporcionalidade, por não ser adequada, necessária ou proporcional ao fim almejado, qual seja, a proteção e a defesa da saúde. Aplicar tal encaminhamento, em nosso estado ao qual o PL alude deve ser objeto de legislação federal. Não compete ao estado invadir a esfera de competência privativa delegada a União. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 19. A análise do conteúdo do projeto não oferece margem a dúvidas, obstar a venda de produtos e instrumentais odontológicos na forma ora proposta é ostensivamente inconstitucional. 20. Como se nota, a matéria, em que pese o elevado propósito da ilustre Deputado autor, não tem lastro constitucional para converte-se em lei, sob pena de afronta a supremacia da Constituição Federal. 21. Em suma, a substância do tema veiculado na presente proposição não tem respaldo constitucional, em face da evidente usurpação da competência legislativa federal, posto que a Assembleia Legislativa não ostenta competência constitucional para deflagrar o processo legislativo destinado a produzir norma sobre matéria em apreço, vejamos o entendimento do Supremo Tribunal Federal a saber: AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO. (A/S): SERV SCREEN COMÉRCIO DE MATERIAIS SERIGRÁFICOS LTDA ADV.(A/S): RENATO DE LUIZI JÚNIOR E OUTRO(A/S) Ementa: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Administrativo. Inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ). Restrição ao exercício de atividades do contribuinte. 3. Jurisprudência da Corte no sentido de que são inconstitucionais restrições impostas pelo Poder Público ao livre exercício de atividade econômica ou profissional, quando utilizadas como meio de coerção indireta ao recolhimento de tributos. 4. Precedentes. Súmulas 70, 323 e 547. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Isto posto, sob esta ótica da 22. constitucionalidade, entendo que a continuidade da tramitação representa risco de afronta a supremacia formal da Lei Maior. Diário do Poder Legislativo - 107 que a proposição, nos termos em que se acha redigida é formalmente inconstitucional, razão pela qual identifico a existência de óbice intransponível a sua regular tramitação. Sendo assim, sugerimos aos ilustres pares desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 219/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº 65/2015 de autoria da ilustre Deputada Luzia Toledo. Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente GILDEVAN FERNANDES Relator MARCELO SANTOS DOUTOR RAFAEL FAVATTO ELIANA DADALTO RAQUEL LESSA 1 Diz o Art. 143. Não se admitirão proposições: I - sobre assunto alheio à competência da Assembleia Legislativa; II - em que se delegue a outro Poder atribuições do Legislativo; III - antirregimentais; IV - que, aludindo à lei, decreto, regulamento, decisões judiciais ou qualquer outro dispositivo legal, não se façam acompanhar de sua transcrição, exceto os textos constitucionais e leis codificadas; V - quando redigidas de modo a que não se saiba à simples leitura qual a providência objetivada; VI - que, fazendo menção a contratos, concessões, documentos públicos, escrituras, não tenham sido estes juntados ou transcritos; VII - que contenham expressões ofensivas; VIII - manifestamente inconstitucionais; IX - que, em se tratando de substitutivo, emenda ou subemenda, não guardem direta relação com a proposição. 2 Carlos Alberto Lúcio BITTENCOURT, O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis, p. 132. 3 23. Quanto ao aspecto material verifico que o exame deste aspecto torna-se desnecessário, uma vez prejudicado, em face da apontada inconstitucionalidade formal que, consoante orientação do pretório excelso contamina a proposição, independentemente do seu conteúdo. Hilda de Souza , em sua obra sobre o processo legislativo afirma:“A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto” 4 24. Em face das razões expendidas, entendo Curso de Direito Constitucional Positivo. 108 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 5 De fato, a inobservância dos esquemas rituais rigidamente impostos pela Carta Magna da República gera a invalidade formal dos atos legislativos editados pelo Poder Legislativo e permite que sobre essa eminente atividade jurídica do Parlamento possa instaurar-se o controle jurisdicional "A infração ao preceito constitucional sobre a feitura da lei tem o efeito de descaracterizá-la como regra jurídica.O Poder Judiciário pode verificar se o ato legislativo atendeu ao processo previsto na Constituição." (RDA 126/117) A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 210/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 99/2015 AUTOR: Deputado Doutor Hércules EMENTA: “Estabelece o tempo máximo de espera para atendimento aos usuários nas lojas operadoras de telefonia fixa e celular, e dá outras providências”. RELATÓRIO O Projeto de Lei nº 99/2015, de autoria do Deputado Doutor Hércules, “estabelece o tempo máximo de espera para atendimento aos usuários nas lojas operadoras de telefonia fixa e celular, e dá outras providências”. A presente proposição foi protocolada no dia 11/03/2015, lida na Sessão Ordinária do dia 16/03/2015 e publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 20/03/2015. O Projeto veio a esta Comissão de Constituição e Justiça Serviço Publico e Redação na forma do art. 41, inciso I do Regimento Interno deste Poder (Resolução nº 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA JURIDICIDADE, CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL, LEGALIDADE E TÉCNICA LEGISLATIVA O Projeto de Lei nº 99/2015, de autoria do Deputado Doutor Hércules, “estabelece o tempo máximo de espera para atendimento aos usuários nas lojas operadoras de telefonia fixa e celular, e dá outras providências”. Conforme justificativa do autor o objetivo da proposta é reprimir e estimular um atendimento mais rápido e eficiente aos clientes. Alega ainda que de acordo com o cadastro de reclamações fundamentadas em termos de serviços essenciais à população, dois segmentos ainda se apresentam com grande destaque, sendo a Telecomunicações (Telefonia Fixa, Telefonia Móvel, TV por Assinatura e Internet) e Energia elétrica. Segundo dados noticiados pelo PROCON Estadual, no ano de 2014 a Telefonia Fixa e Telefonia Celular, lideraram o 3º lugar, com 4.349 e 4.227 reclamações. O atendimento em lojas é igualmente desrespeitoso e submete os usuários a esperas intermináveis em filas desconfortáveis, o número de atendentes é insuficiente e os métodos de solução de problemas, burocráticos e demorados. É louvável o interesse do Deputado legislador em proteger os usuários dos serviços de telefonia. No entanto sua proposição peca por vício de iniciativa pelas razões a seguir expostas. A Constituição Federal de 1988 atribui privativamente à União regulamentar os serviços de telecomunicações e para isso outorgou os respectivos serviços mediante autorização, concessão, conforme estatui os art. 21, XI e 22, IV, ambos da Carta da República, senão vejamos: “Art. 21. Compete à União: (...) XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:) Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão”; Com referência a competência privativa da União para legislar sobre serviços de telecomunicações, vale mencionar que o Supremo Tribunal Federal, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI nº 3322 referente à Lei Distrital nº 3426/2004, que “dispõe sobre a obrigatoriedade de as empresas concessionárias prestadoras de serviço de telefonia fixa, individualizarem, nas faturas as informações que especifica, e dá outras providências”. (informativo STF nº 368). Na oportunidade o Ministro Relator Cezar Peluso, quanto o Ministro Eros Grau julgaram Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 inconstitucional a referida norma com fundamento de que o Distrito Federal teria usurpado a competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações. Ademais a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL através da Resolução de nº 632/2014, já regulamenta a matéria de forma satisfatória, consoante prescrito no artigo 33 da referida norma, in verbis: “Art. 33. O usuário, ao comparecer a qualquer Setor de Atendimento Presencial, deve ser atendido em até 30 (trinta) minutos, em 95% (noventa e cinco por cento) dos casos, no mês. § 1º A meta estabelecida no caput é exigível diariamente para cada Setor de Atendimento Presencial, isoladamente, sem prejuízo da avaliação e exigência mensal. § 3º A prestadora deve disponibilizar sistema de controle eletrônico por senha para acompanhamento do tempo de espera de cada usuário em todos os Setores de Atendimento Presencial”. Apesar do Projeto de Lei direcionar o seu conteúdo para a relação de consumo inserindo-se no ambiente da União dos Estados e do Distrito Federal, possui dupla face, uma protege o campo consumerista e o outro abrange o campo empresarial. Por esta razão legislar sobre consumo tem que se observar os limites da competência de cada Poder. Assim, o consumo de serviço de telecomunicações não se encontra na seara de disposição dos Estados o do Distrito Federal, cujo teor é reservado à competência legislativa da União, para que haja disciplina e uniformidade nas regras em todo território nacional. Por sua vez, o projeto também está eivado de inconstitucionalidade formal, já supracitado consoante o art. 21, IX e 22, IV da Lei Fundamental, por flagrante usurpação da competência privativa da União para legislar sobre serviços de telecomunicações e ou operadoras de telefonia fixa e celular. Em conclusão final, o Projeto de Lei nº 99/2015, de autoria do Deputado Doutor Hércules, é formalmente inconstitucional e por isso propomos aos demais membros desta douta comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 210/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE, do Projeto de Lei nº 99/2015, de autoria do Deputado Doutor Hércules. Diário do Poder Legislativo - 109 Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente JANETE DE SÁ Relatora RAQUEL LESSA ELIANA DADALTO A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 223/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 125/2015 AUTOR: Euclério Sampaio ASSUNTO: “Proíbe a exigência de certidão negativa de débito para investidura em cargos públicos”. RELATÓRIO O Projeto de Lei nº 125/2015, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, que “Proíbe a exigência de certidão negativa de débito para investidura em cargos públicos”. A Proposição foi protocolizada no dia 25/03/2015, lida na Sessão Ordinária do mês de Março de 2015, tendo a matéria sido por despacho da Mesa Diretora devolvida ao autor por infringência ao art. 143, VIII, do Regimento Interno e Art. 63, parágrafo único, inciso IV da Constituição Estadual. O autor nos termos do art. 143, parágrafo único do Regimento Interno, entrou com o pedido de recurso à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, o que foi deferido em 30/03/2015, para sua regular tramitação. O Projeto veio a esta Comissão de Constituição e Justiça Serviço Publico e Redação na forma do art. 143, parágrafo único do Regimento Interno deste Poder (Resolução nº 2.700/09). É o relatório. PARECER DO RELATOR Conforme suso grifado, o Projeto de Lei nº 125/2015, tem como escopo proibir a exigência de certidão negativa de débito para investidura em cargos públicos. Conforme justificativa do autor às fls. 03 dos autos, muitos concursos públicos têm previsto em seus editais a exigência de apresentação de certidão negativa de débitos para que o candidato possa ser 110 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 aprovado ou empossado. Alguns exames estipulam, até mesmo, que o candidato apto não pode ter o seu nome inscrito em quaisquer cadastros de órgãos de proteção ao crédito, como Serviço de Proteção ao Crédito, SERASA, Cadastro de Emitentes de Cheques sem fundo (CCF), etc. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Lei ora analisado encontra obstáculo para tramitar normalmente, por conter vício de inconstitucionalidade formal e material, nítida violação ao princípio da independência e harmonia dos poderes e ao princípio da reserva da administração, que é o corolário específico do Princípio da Separação dos Poderes (art. 2º da CF/88): “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. O Princípio da separação dos Poderes está bem delineado no brilhante voto do Ministro Sepúlveda Pertence, que abaixo colacionamos: arts. 61 e 84 da Constituição Federal, a presente Propositura invade a esfera privativa do Governador do Estado, prevista no art. 63, parágrafo único, IV, da Constituição do Estado do Espírito Santo, verbis: “Processo legislativo dos EstadosMembros: absorção compulsória das linhas básicas do modelo constitucional federal entre elas, as decorrentes das normas de reserva de iniciativa das leis, dada a implicação com o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal.” (ADI 637, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 25-8-04, DJ de 1º10-04).” IV - servidores públicos do Poder Executivo, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade;” Constituição do Estado do Espírito Santo: “Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único - São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: O Presidente da Mesa Diretora da ALES, proferiu despacho não admitindo a tramitação do Projeto de Lei nº 125/2015, por considera-lo manifestamente inconstitucional, por infringência ao artigo 63, Parágrafo único IV da Constituição Estadual que assim dispõe: Art. 63. (...) Verifica-se, no caso em espécie, que o PROCESSO LEGISLATIVO encontra-se viciado quanto à iniciativa legislativa, tendo em vista que ela pertence ao Poder Executivo Estadual. O Pretório Excelso em brilhante voto da Ministra Ellen Gracie confirma a acertada denegação do presente projeto de lei, em face do vício de iniciativa apresentado e sacramenta o pensamento dominante daquela corte. "É indispensável a iniciativa do Chefe do Poder Executivo (mediante projeto de lei ou mesmo, após a EC 32/01, por meio de decreto) na elaboração de normas que de alguma forma remodelem as atribuições de órgão pertencente à estrutura administrativa de determinada unidade da Federação." (ADI 3.254, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 16-11-05, DJ de 212-05) Assim sendo, por simetria constitucional aos Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I – (...); IV - servidores públicos do Poder Executivo, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; (...)” Sendo assim, nota-se que a proposição em epígrafe, malgrado os elevados propósitos do seu autor, confronta com o sistema constitucional de iniciativas reservadas estabelecidas pela Constituição Federal e, reproduzidas em nossa Lei Maior Estadual. Não há, pois como contornar o obstáculo ante dito que, assume as feições de uma típica inconstitucionalidade formal, cujos efeitos, não custa repetir, fulminam integralmente a proposição. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 111 PARECER N.º 223/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE, por existência de vício de inconstitucionalidade formal, e, consequentemente, pela Manutenção do Despacho Denegatório do Presidente da Mesa Diretora. Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente DOUTOR RAFAEL FAVATTO Relator GILDEVAN FERNANDES ELIANA DADALTO RAQUEL LESSA A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 225/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 146/2015 AUTOR: Sergio Majeski EMENTA: “Isenta o conselho escolar do pagamento de taxas, emolumentos e demais despesas cartorárias referentes ao registro estatutário e suas alterações.” I - RELATÓRIO Cuida-se nestes autos da emissão de parecer, quanto à constitucionalidade juridicidade, legalidade e técnica legislativa da proposição legislativa, de autoria do Ilustrissimo Deputado Sergio Majeski, que tem em sua ementa a seguinte redação: “ISENTA O CONSELHO ESCOLAR DO PAGAMENTO DE TAXAS, EMOLUMENTOS E DEMAIS DESPESAS CARTORÁRIAS REFERENTES AO REGISTRO ESTATUTÁRIO E SUAS ALTERAÇÕES.” A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo 143 do Regimento Interno – Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, publicada no DPL de 16 de julho de 2009, proferiu o despacho de fls. 02, no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, inexistir manifesta inconstitucionalidade ou um dos demais vícios previstos na norma regimental. Em sua justificativa o autor do Projeto, destaca que o projeto de lei tem por finalidade dispensar o conselho escolar, sem fins lucrativos, do pagamento de taxas, emolumentos e demais despesas cartorárias referentes ao seu registro e suas alterações. A propositura foi protocolada em 08 de abril de 2015, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 14 de abril de 2015, aguardando ser publicada no Diário do Poder Legislativo. Consta dos autos Parecer Jurídico, com exame prévio acerca do aspecto constitucional, legal, jurídico e de técnica legislativa do presente Projeto de Lei. O Projeto foi remetido a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e emissão de parecer, na forma do art. 41, I do Regimento Interno da ALES (Resolução nº 2.700/09). É o relatório II – PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA JURIDICIDADE, CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Lei de nº 146/2015 de autoria do Deputado Sergio Majeski, ora analisado encontra obstáculo para tramitar normalmente, por conter vício de inconstitucionalidade formal, nota-se nítida violação ao princípio da independência e harmonia dos poderes e ao princípio da reserva da administração, que é o corolário específico do Princípio da Separação dos Poderes (art. 2º da CF/88): “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Em sua justificativa o autor do Projeto, destaca que o projeto de lei tem por finalidade dispensar o conselho escolar, sem fins lucrativos, do pagamento de taxas, emolumentos e demais despesas cartorárias referentes ao seu registro e suas alterações. O conselho escolar é um dos órgãos colegiados de representação da comunidade escolar, previsto no regimento comum das escolas da rede estadual de ensino do estado do Espírito Santo, que deverá ser instituído por estatuto e regulamento próprio nos termos da legislação vigente e que tem natureza consultiva, deliberativa, fiscalizadora e mobilizadora. De início, verificamos que o Projeto de Lei nº 146/2015, guarda relação direta com a definição contida no art. 24, IV, da Constituição Federal, a saber: “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal 112 - Diário do Poder Legislativo legislar concorrentemente sobre: IV - custas dos serviços forenses”; A Constituição Federal em seu art. 236, §2° reserva à prerrogativa de propor normas de processo e de procedimento, se não vejamos: Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 estabelecimento de normas gerais, certo que, inexistindo tais normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades (CF, art. 24, IV, §§ 1º e 3º).” (ADI 1.624, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 8-5-2003, Plenário, DJ de 13-6-2003.) No mesmo sentido: ADI 3.260, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 29-3-2007, Plenário, DJ de 29-6-2007 (...) § 2º Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. (Grifou-se). A Constituição Estadual em simetria com a Carta Magna preconiza: “Art. 264. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, na forma prevista no art. 236 da Constituição Federal. § 1° A lei regulará as atividades dos exercentes de serviços notariais, de registro e seus prepostos, definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário e estabelecerá, com base em lei federal, o valor dos emolumentos relativos aos atos praticados”. Como se pode ver do Projeto de Lei ora sob exame verificamos que o mesmo isenta os Conselhos Escolares do pagamento das taxas, emolumentos e demais despesas cartorárias que se constituem em matéria processual e procedimental, como se pode ver do mando constitucional acima citado, confrontando-se com as disposições contidas na lei de custas, (Lei nº 4.847 de 30 de Dezembro de 1993) que “Dispõe sobre o regimento das custas, dos emolumentos e das Taxa Judiciárias do ES, veja acórdão do STF: “Custas e emolumentos são espécies tributárias, classificando-se como taxas. Precedentes do STF. À União, ao Estado-membro e ao Distrito Federal é conferida competência para legislar concorrentemente sobre custas dos serviços forenses, restringindo-se a competência da União, no âmbito dessa legislação concorrente, ao A presente iniciativa ora sob exame, não prevê formas de compensação da isenção nela prevista, afetando as receitas auferidas pelo Poder Público. Assim sendo, a rigor, ela não atenderia ao disposto no artigo 8° da Lei federal 10.169/00. Não se pode também descurar do fato de que a Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Complementar n.° 101/00, em seu artigo 14, determina que a renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro, conforme se observa: Art. 14 – A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I – demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; II – estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. § 1º – A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. § 2º – Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. Há aumento de despesa não apenas quando se cria novos serviços e encargos para a Administração Pública, mas também quando se reduz a receita sem a correspondente diminuição dos encargos, posto que, para não restringir ou até paralisar a prestação dos seus serviços, com graves prejuízos para os administrados, terá o Poder Público que remanejar recursos de outras áreas, o que nem sempre será possível pela sua notória escassez. Há, in casu, evidente vício de iniciativa. Afinal, somente o Judiciário poderia encaminhar projeto de lei sobre emolumentos, que remuneram atos praticados pelos serviços notariais e de registro. Sendo assim, nota-se que a proposição em epígrafe, malgrado os elevados propósitos do seu autor, confronta com o sistema constitucional de iniciativas reservadas estabelecidas pela Constituição Federal. Não há, pois como contornar o obstáculo antedito que, assume as feições de uma típica inconstitucionalidade formal, cujos efeitos, não custa repetir, fulminam integralmente a proposição. Ante o exposto, sobre o aspecto da análise da juridicidade e constitucionalidade formal, material e admissibilidade da iniciativa em foco, a mesma não está em consonância com a Carta da República, ficando então, prejudicada sua regular tramitação nesta Casa de Leis. Isto posto, sugiro aos demais membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 225/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela Inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº 146/2015, de autoria do Exmo. Senhor Deputado Sergio Majeski, por existência de vicio de inconstitucionalidade formal. Diário do Poder Legislativo - 113 Relator ELIANA DADALTO GILDEVAN FERNANDES DOUTOR RAFAEL FAVATTO A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 220/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 166/2015 AUTOR: Deputado Gilsinho Lopes EMENTA: “Obriga o concessionário de veículo automotor a notificar pessoalmente o proprietário do veículo objeto de recall e a ofertar gratuitamente o reparo do vício constatado pelo recall sempre que o proprietário do veículo automotor solicitar qualquer serviço ao concessionário”. 1. RELATÓRIO O Projeto de Lei nº 166/2015, de autoria do Exmo. Deputado Gilsinho Lopes, cria a obrigação de o concessionário de veículo automotor que efetuou a sua venda ao consumidor, notificá-lo, por meio de carta com aviso de recebimento, correio eletrônico ou outra forma de comunicação, da existência de recall promovido pelo fabricante, importador ou distribuidor do veículo (art. 1º). Ainda segundo o projeto, o direito do consumidor de exigir o reparo gratuito do vício seria imprescritível, podendo ser exercido perante qualquer integrante da rede autorizada pelo fabricante (art. 2º). O Projeto foi protocolado no dia 23 de abril de 2015, lido no expediente da Sessão Ordinária do dia 27 de abril de 2015 e publicado no Diário do Poder Legislativo do dia 04 de maio de 2015.. O presente projeto veio a esta Comissão para exame e parecer, na forma do disposto no art. 41, inciso I, do Regimento Interno da ALES (Resolução nº 2.700/09). É o relatório. 2. PARECER DO RELATOR 2.1 DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente RAQUEL LESSA A inconstitucionalidade formal verifica-se quando há algum vício no processo de formação das normas jurídicas. Vale dizer, é o vício decorrente do desrespeito de alguma norma constitucional que estabeleça o modo de elaboração das normas 114 - Diário do Poder Legislativo jurídicas. Assim, a inconstitucionalidade formal pode decorrer da inobservância da competência legislativa para a elaboração do ato (inconstitucionalidade formal orgânica: competência da União, Estados e Municípios) ou do procedimento de elaboração da norma. A Constituição Federal divide a competência entre as pessoas jurídicas com capacidade política: União (artigos 21 e 22); Municípios (artigos 29 e 30); e Estados (artigo 25 – competência residual ou remanescente). Como já ressaltado, o Projeto de Lei em apreço obriga o concessionário de veículo automotor que efetuou a sua venda ao consumidor, notificá-lo, por meio de carta com aviso de recebimento, correio eletrônico ou outra forma de comunicação, da existência de recall promovido pelo fabricante, importador ou distribuidor do veículo (art. 1º). E ainda estabelece a imprescritibilidade do direito do consumidor de exigir o reparo gratuito do vício, podendo ser exercido perante qualquer integrante da rede autorizada pelo fabricante. Na divisão de competência estabelecida pela Constituição Federal, compete privativamente à União editar normas gerais sobre responsabilidade por dano ao consumidor, nos termos do art. 24, inc. VIII, da Constituição Federal. Logo, a competência do Estado quanto ao tema se restringe à competência suplementar. Trata-se, assim, de competência concorrente, em que a União fixa as normas gerais sobre responsabilidade por dano ao consumidor, enquanto os Estados e o Distrito Federal ocupar-se-ão das especificidades, os modos e os meios de se implementar o disposto na legislação federal. De forma que, havendo Lei Federal dispondo sobre normas gerais, poderão os Estados e o Distrito Federal, em exercício de sua competência suplementar, preencher os vazios da lei federal, a fim de afeiçoá-las às peculiaridades locais (art. 24, § 2º da CF). Nesse sentido, a União editou o Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº 8.078/1990), o qual prevê a responsabilidade do fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários, os quais deverão ser veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço. Observe, in verbis: Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. § 1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. § 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço. § 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. (original sem destaque) Infere-se, assim, que o projeto em apreço estabelece uma obrigação mais abrangente do que a contida na norma federal, uma vez que o fornecedor de veículos automotores somente estará quite com sua obrigação se efetuar a notificação por meio de carta com aviso de recebimento, correio eletrônico ou outra forma de comunicação, não bastando os anúncios publicitários na imprensa, rádio e televisão. Por tal motivo, essa proposição não se adequa ao conceito de norma suplementar, nos termos do art. 24, § 2º, da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal também já se manifestou pela usurpação da competência da União para editar normas gerais sobre consumo. Confira, in verbis: EMENTA: Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei nº 3.706/2006, do Distrito Federal, que dispõe sobre "a afixação de tabela relativa a taxas de juros e de rendimentos de aplicações financeiras pelas instituições bancárias e de crédito". 2. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 115 Usurpação da competência privativa da União para fixar normas gerais relativas às relações de consumo (CF, art. 24, V, § 1o). Ação julgada procedente. 1 (original sem destaque) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 14.861/05, DO ESTADO DO PARANÁ. INFORMAÇÃO QUANTO À PRESENÇA DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS EM ALIMENTOS E INGREDIENTES ALIMENTARES DESTINADOS AO CONSUMO HUMANO E ANIMAL. LEI FEDERAL 11.105/05 E DECRETOS 4.680/03 E 5.591/05. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE PARA DISPOR SOBRE PRODUÇÃO, CONSUMO E PROTEÇÃO E DEFESA DA SAÚDE. ART. 24, V E XII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ESTABELECIMENTO DE NORMAS GERAIS PELA UNIÃO E COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR DOS ESTADOS. 1. Preliminar de ofensa reflexa afastada, uma vez que a despeito da constatação, pelo Tribunal, da existência de normas federais tratando da mesma temática, está o exame na ação adstrito à eventual e direta ofensa, pela lei atacada, das regras constitucionais de repartição da competência legislativa. Precedente: ADI 2.535-MC, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 21.11.03. 2. Seja dispondo sobre consumo (CF, art. 24, V), seja sobre proteção e defesa da saúde (CF, art. 24, XII), busca o Diploma estadual impugnado inaugurar regulamentação paralela e explicitamente contraposta à legislação federal vigente. 3. Ocorrência de substituição - e não suplementação - das regras que cuidam das exigências, procedimentos e penalidades relativos à rotulagem informativa de produtos transgênicos por norma estadual que dispôs sobre o tema de maneira igualmente abrangente. Extrapolação, pelo legislador estadual, da autorização constitucional voltada para o preenchimento de lacunas acaso verificadas na legislação federal. Precedente: ADI 3.035, rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 14.10.05. 4. Declaração de inconstitucionalidade conseqüencial ou por arrastamento de decreto regulamentar superveniente em razão da relação de dependência entre sua validade e a legitimidade constitucional da lei objeto da ação. Precedentes: ADI 437-QO, rel. Min. Celso de Mello, DJ 19.02.93 e ADI 173-MC, rel. Min. Moreira Alves, DJ 27.04.90. 5. Ação direta cujo pedido formulado se julga procedente. 2 (original sem destaque) Em relação à imprescritibilidade do direito à resolução gratuita do vício objeto do recall, o termo jurídico adequado seria a decadência. Isto porque, em linhas gerais, enquanto a prescrição é a perda da pretensão (poder de reivindicar esse direito por meio da ação judicial cabível), a decadência é a perda do direito em si, por não ter sido exercido num período de tempo razoável. Todavia, prescrição e decadência se aproximam, visto que ambas são institutos de direito substantivo/material, ou seja, Direito Civil; o que significa, portanto, que, neste aspecto, a previsão invade a competência privativa da União para dispor sobre Direito Civil, contemplada no art. 22, inc. I, da Constituição Federal. Assim, é inegável a relevância social da referida proposição, que visa a proteger o consumidor. Contudo, o seu conteúdo normativo não deve ingressar no ordenamento jurídico, por apresentar vício de inconstitucionalidade formal. Deixa-se de analisar os demais aspectos do projeto de lei (constitucionalidade material, legalidade, juridicidade e técnica legislativa), com espeque no art. 9º, § 5º, do Ato n. 2517/2008. Em conclusão, pelas razões acima expendidas, sugiro aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 220/2015 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL do Projeto de Lei nº 166/2015, de autoria do Exmo. Deputado Gilsinho Lopes, não devendo o projeto seguir sua regular tramitação nesta Casa de Leis nos termos da fundamentação constante deste parecer. Plenário Rui Barbosa, 30 de junho de 2015. RODRIGO COELHO Presidente 116 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Interno da Ales. É o relatório. GILDEVAN FERNANDES Relator MARCELO SANTOS (contra) DOUTOR RAFAEL FAVATTO RAQUEL LESSA ELIANA DADALTO FUNDAMENTAÇÃO 1 ADI 3668, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 17/09/2007, DJe-165 DIVULG 18-12-2007 PUBLIC 19-12-2007 DJ 1912-2007 PP-00014 EMENT VOL-02304-01 PP00054 2 ADI 3645, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 31/05/2006, DJ 01-092006 PP-00016 EMENT VOL-02245-02 PP-00371 RTJ VOL-00199-02 PP-00633 LEXSTF v. 28, n. 334, 2006, p. 75-91 A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) - Publique-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 50/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 39/2015 AUTOR: Deputado Estadual Gilsinho Lopes EMENTA: “Altera o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos estaduais” RELATÓRIO Trata-se de Projeto de Lei nº 39/2015, de autoria do Deputado Estadual Gilsinho Lopes, que tem como objeto alterar o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar nas isenções das inscrições em concursos estaduais. O Projeto em comento passou pelo crivo da Mesa Diretora, sem sofrer restrições em 09/02/2015. Foi à publicação em 23/02/2015. O autor fez justificativa fundamentada onde expõe as razões pelas quais submete o Projeto de Lei ao crivo dos demais pares. O Projeto de Lei em análise foi remetido à Diretoria de Redação, teve correções, às quais passo a adotá-las por ser pertinentes. O presente Projeto de Lei nº39/15, encaminhado pela Mesa Diretora, a Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, designado Relator pelo Presidente, coube-me a relatoria do projeto ora em apreciação, na conformidade do disposto no art. 41, I, do Regimento DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO CONSTITUCIONALIDADE, JURIDICIDADE, LEGALIDADE E TÉCNICA LEGISLATIVA. O Projeto de Lei ora sob análise, naquilo que pertine à sua matéria-objeto, qual seja, alterar o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos estaduais é relevante e merece análise jurídico. Primeiro passo é caminhar a luz das competências posta a disposição do legislador estadual. No art. 24 da CF/88, diz respeito a competência concorrente não cumulativa ou suplementar (art. 24, § 2º) e competência estadual concorrente cumulativa (art. 24, § 3º). Na primeira hipótese, existente a lei federal de normas gerais (art. 24, § 1º), poderão os Estados e o DF, no uso da competência suplementar, preencher os vazios da lei federal de normas gerais, a fim de afeiçoá-la às peculiaridades locais (art. 24, § 2º); na segunda hipótese, poderão os Estados e o DF, inexistente a lei federal de normas gerais, exercer a competência legislativa plena ‘para atender a suas peculiaridades’ (art. 24, § 3º). O caso em exame, vamos encontrar abrigo na competência tributária assegurada no art. 145, II da CF/88. Veja que a Competência cumulativa ou comum, inserta no art. 145, II e III, da Constituição da República, é aquela atribuída a uma ou mais entidades políticas do Estado Democrático de Direito, onde tanto o legislador federal como o estadual, dentre elas, a competência legislativa concorrente. Competência legislativa supletiva ou suplementar é a atribuída aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para, nas suas respectivas esferas, editarem normas complementares, pelo fato da competência para legislar sobre direito tributário é de todos os entes federativos – art. 24,I, CF/88. Como a atuação de um ente federativo não depende da atuação de outro, e, da mesma forma, a atuação de um ente federativo não afasta a possibilidade de atuação de outro. A competência comum, ou paralela, se expressa a possibilidade da prática até de atos administrativos pelas entidades federativas, onde esta prática pode ser realizada por quaisquer delas, em perfeita igualdade, de forma cumulativa. No que dá sustentação constitucional ao projeto de Lei nº 39/15, tramitar sem obstáculo pelas demais Comissões. Entendo que no caso em análise, a competência é concorrente legislativa, Autorizando o Projeto de Lei 39/15, a tramitar regularmente, não existe óbice, uma vez que não esbarra na competência reservada do art. 63, parágrafo único, da Constituição Estadual e da mesma forma Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 não invade a competência da União, (art. 61, § 1º, CF/88). Ademais, o STF já se manifestou em matéria semelhante, verbis: “EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 6.663, DE 26 DE ABRIL DE 2001, DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. O diploma normativo em causa, que estabelece isenção do pagamento de taxa de concurso público, não versa sobre matéria relativa a servidores públicos (§ 1ºdo art. 61 da CF/88). Dispõe, isto sim, sobre condição para se chegar à investidura em cargo público, que é um momento anterior ao da caracterização do candidato como servidor público. Inconstitucionalidade formal não configurada. Noutro giro, não ofende a Carta Magna a utilização do salário mínimo como critério de aferição do nível de pobreza dos aspirantes às carreiras púbicas, para fins de concessão do benefício de que trata a Lei capixaba nº 6.663/01. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente”. Quanto à espécie normativa adequada ao tema é lei ordinária conforme disposto no artigo 61, inciso III do CE. Ademais, o Projeto de Lei nº 39/15, não ofende dispositivos das Constituições Federal e Estadual, em especial os relacionados aos direitos e garantias fundamentais, a exemplo da coisa julgada, direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Respeitado está, ainda, o princípio da isonomia. Da entrada em vigor, a Lei de Introdução ao Código Civil, regulamenta a matéria, no que atende perfeitamente o Projeto de Lei nº 39/15, em seu artigo 4º, onde determina que a entrada em vigor é na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado. No tocante à juridicidade e à legalidade, também, não existe óbice que possa impedir a tramitação regular da matéria objeto em exame. Não existe contrariedade de norma e princípio jurídico que possa inviabilizar a regularidade do projeto de lei. Quanto ao tocante sobre o regime inicial de tramitação regimental é o ordinário. Quanto ao quórum para aprovação da matéria e o respectivo processo de votação será na forma regimental, alcançado o quórum para votação de Projetos de Lei, conforme dispõe o art. 277, § 1º do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/09). Assim analisado, há de se concluir no sentido Diário do Poder Legislativo - 117 de que o Projeto de Lei nº 39/15, é materialmente constitucional, pois trata de matéria-objeto passível de tratamento pelo Poder Legislativo, formalmente também, conclui-se pela constitucionalidade. Quanto à técnica legislativa, foi submetido ao setor competente para opinar e corrigir eventuais vícios de técnica legislativa. No entanto, ao nosso sentir, estão atendidos os dispositivos da Lei Complementar 95/1998. Em relação ao aspecto da constitucionalidade formal objetiva, cumpre-nos evidenciar que a aprovação da matéria, a princípio, é de competência da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Portanto, o Projeto de Lei nº 39/15, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, encontra-se em perfeita consonância com os ditames do Regimento Interno, bem como a legislação especifica sobre o tema mencionado, bem como a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Opinamos pelo prosseguimento do projeto em exame, o que aconselhamos a sua tramitação regular, por ser constitucional, legal e de boa técnica legislativa. Pelo simples fato de que a Constituição Federal consagra em seus artigos, 24, I e 145, II, no que autoriza ao legislador estadual a legislar sobre isenções tributárias, bem como a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Opinamos pelo prosseguimento do projeto em exame, o que aconselhamos aos demais pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 50/2015 À COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa do Projeto de Lei nº 39/15, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes. Plenário Rui Barbosa, 31 de março de 2015. RODRIGO COELHO Presidente RAQUEL LESSA Relatora ELIANA DADALTO JANETE DE SÁ ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS PARECER N.º 08/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 39/2015 AUTOR (A): Deputado Gilsinho Lopes EMENTA: “Altera o art. 1º da Lei nº 9.652, de 118 - Diário do Poder Legislativo 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais”. RELATÓRIO O Projeto de Lei nº 39/2015, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, tem o seguinte objeto: “Altera o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais.” A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em exercício de juízo de delibação que lhe impõe o art. 120 do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/2009), proferiu o despacho de fl. 02, no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, a priori, inexistir manifesta inconstitucionalidade ou um dos demais vícios previstos na norma regimental. O referido projeto foi protocolizado no dia 03 de fevereiro de 2015. Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 09 do mesmo mês e ano. O presente Projeto encontra-se publicado no DPL do dia 23 de fevereiro de 2015, página 42/46. Os presentes autos foram conclusos para elaboração de parecer técnico, nos termos do artigo 121 do Regimento Interno - Resolução nº 2.700 do ano de 2009. Por sua vez, a Proposição Legislativa, recebeu encaminhamento para Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o art. 41 do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009), recebendo parecer pela sua constitucionalidade, juridicidade, legalidade e boa técnica legislativa, na forma do Parecer nº 050/2015, fls. 42/46, vindo a seguir esta Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos para exame e parecer quanto ao mérito da Propositura, na forma do art. 52, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/09). É o relatório sucinto. PARECER DO RELATOR Conforme acima grifado, o Projeto de Lei nº 39/2015, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, tem por objeto alterar o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos. Descrito o objeto da proposição, “que a atual redação da Lei nº 9.652, possui uma restrição que se revelou, na prática, odiosa, que permitida que o pobre tenha gratuidade em 3 (três) concursos públicos no ano. (...) Ora se o cidadão for pobre ou estiver desempregado, e não estiver em Programa Social do Governo Federal não fará jus a isenção nos concursos públicos? A lei é por demais restritiva, e merece ter o rigor abrandado, para possibilitar que qualquer cidadão, carente, mediante a declaração de sua situação sob as penas da lei, possa fazer jus também a isenção. (...) Desta forma, atento às dificuldades dessas pessoas mais carentes, este Projeto de Lei vem abrandar os rigores da novel legislação, lembrando Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 que é dever do Estado respeitar o princípio da moralidade para que todas os cidadãos que desejarem, possam concorrer aos cargos públicos. Assim sendo, nada mais justo a aprovação do presente Projeto de Lei, que irá proporcionar as pessoas carentes, pobres no sentido da lei, obedecendo o princípio da moralidade, sugerindo a sua aprovação, sugerindo aos demais Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º08/2015 A COMISSÃO DE DEFESA DE CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS é pela APROVAÇÃO do Projeto de Lei nº 39/2015, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, que “Altera o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais”. Sala das Comissões, 12 de maio de 2015. NUNES Presidente PADRE HONÓRIO Relator SERGIO MAJESKI MARCOS BRUNO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS PARECER N.º 21/2015 PARECER DO RELATOR: Projeto de Lei n.º 039/2015 AUTOR (A): Deputado Gilsinho Lopes EMENTA: “Altera o art. 1º da Lei nº 9.652/2015, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais” PARECER Trata-se de Projeto de Lei nº 039/2015, de autoria do Deputado Estadual Gilsinho Lopes, que tem como objeto alterar o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em exercício de juízo de delibação que lhe impõe o art. 120 do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/2009), proferiu o despacho de fl. 02, no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, a priori, inexistir manifesta inconstitucionalidade ou um dos demais vícios previstos na norma regimental. A presente proposição foi protocolada no dia 03 de fevereiro de 2015, sendo lida na sessão do dia 09 de fevereiro de 2015, sendo publicada em Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 23/02/2015. Encaminhado a douta Procuradoria para análise e parecer, na forma do artigo 121 do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/2009), recebeu parecer pela sua constitucionalidade, legalidade, juridicidade e boa técnica legislativa. De igual modo foi o presente Projeto encaminhado a Comissão de Constituição e Justiça Serviço Público e Redação para analise e parecer na forma do artigo 41, inciso I do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/2009), recebendo idêntico parecer. Na Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, para exame de mérito, na forma do art. 52, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/2009), recebeu parecer pela sua aprovação. Em seguida veio a esta Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas onde distribuída à matéria, coube-nos examiná-la e emitir parecer, na forma do art. 42 e 43 do Regimento Interno. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e de direito com suporte nas quais passo a emitir o Parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR Trata-se de Projeto de Lei nº 039/2015, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, tem por objetivo em alterar o art. 1º da Lei nº 9.652, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais. Em sua justificativa o Deputado proponente alega que “a redação atual da lei 9.652, possui uma restrição que se revelou, na prática, odioso. Que a mesma lei, revelou-se, na prática, um obstáculo para muitos cidadãos pobres. Lembrando que a Lei Federal nº 1.060/50, ao tratar de concessão de assistência judiciária aos pobres revogou todas as burocracias para exigir somente declaração do próprio punho neste sentido, sob as penas da Lei. E, ainda, desta forma, atento às dificuldades dessas pessoas mais carentes, este Projeto de Lei vem abrandar os rigores da novel legislação, lembrando que é dever do Estado respeitar o princípio da moralidade para que todos os cidadãos que desejarem, possam concorrer aos cargos públicos. Conforme acima exposto, a matéria foi examinada pela douta Procuradoria e pela Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, recebendo parecer pela sua constitucionalidade, legalidade, juridicidade e boa técnica legislativa, e na Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, recebeu parecer pela sua aprovação. Assim sendo, na análise de mérito da propositura, entendo que a matéria é de grande relevância para os mais necessitados e considerados pobres no sentido da lei, poderão à partir da nova redação da lei, terem oportunidades de se inscreverem em concursos públicos estaduais, Diário do Poder Legislativo - 119 mediante requerimento do próprio candidato. Sob a ótica das finanças, economia, orçamento, fiscalização, controle e tomada de contas, o Projeto de Lei em análise não possui óbice para a sua aprovação, pois não gera aumento de despesas nem traz nenhum prejuízo para Administração Publica Estadual, muito pelo contrário dará aos necessitados uma chance de poderem concorrer com aqueles de maior poder econômico que disputam vários outros concursos. Assim, sob o prisma da admissibilidade constitucional, legal e regimental não há qualquer obstáculos a serem levantados, visto que a matéria objeto da proposição é de competência legislativa, de trato do Poder Legislativo. Em conclusão, quanto ao mérito, sugerimos a aprovação do presente Projeto de Lei nº 039/2015, o que nos faz sugerir a adoção do seguinte: PARECER N.º 21/2015 COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS é pela aprovação do presente Projeto de Lei nº 039/2015, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, que "Altera o art. 1º da Lei nº 9.625, de 28.4.2011, para tratar das isenções nas inscrições em concursos públicos estaduais.” Plenário Rui Barbosa, 06 de julho de 2015. DARY PAGUNG Presidente EUCLÉRIO SAMPAIO Relator ALMIR VIEIRA EDSON MAGALHÃES A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Publiquem-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 143/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Ex.ª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário de Estado de 120 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Esporte e Lazer, o seguinte pedido de informações: 1 – Relatório dos pareceres da Procuradoria Geral do Estado, em relação ao Programa Campo Bom de Bola I e II, referente a todas às transferências de recursos para o programa citado. Sala das Sessões, 03 de julho de 2015. BRUNO LAMAS Deputado Estadual A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 144/2015 Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 145/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Ex.ª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário de Estado de Esporte e Lazer, o seguinte pedido de informações: 1 – Cópia dos Pareceres da Procuradoria Geral do Estado, referentes aos processos de transferências financeiras para execução das obras do Programa Bom de Bola I e II. Sala das Sessões, 03 de julho de 2015. Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Exª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário de Estado de Esporte e Lazer, o seguinte pedido de informações: 1 – Relatório dos processos licitatórios do Programa Campo Bom de Bola I e II, que ensejaram na contratação, renovação e aditivos contratuais, para a construção dos campos, alambrados, constando ainda em anexo parecer da Procuradoria Geral do Estado de cada processo? BRUNO LAMAS Deputado Estadual A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 146/2015 Senhor Presidente: 2 - Relatório dos processos licitatórios das academias saudáveis, que ensejaram na contratação, renovação e aditivos contratuais, constando ainda em anexo parecer da Procuradoria Geral do Estado de cada processo? Sala das Sessões, 03 de julho de 2015. BRUNO LAMAS Deputado Estadual A SR.ª PRESIDENTA TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. – O Deputado que abaixo subscreve, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a Vossa Excelência que encaminhe ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Educação, o seguinte pedido: I) Informações relacionadas à Obra de Reforma e Ampliação da E.E.E.F.M. PROFESSOR JOSÉ LEÃO NUNES, localizada no Município de Cariacica-ES: (LUZIA - Prazo para conclusão do novo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 121 processo licitatório; - Previsão para a retomada das obras; - Prazo para a conclusão da obra; A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. SERGIO MAJESKI Deputado Estadual - PSDB A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 147/2015 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 148/2015 Senhor Presidente: O Deputado que abaixo vos subscreve, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a Vossa Excelência que encaminhe ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Educação, o seguinte requerimento de informação: Senhor Presidente: O Deputado que abaixo subscreve, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a Vossa Excelência que encaminhe ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Educação, no prazo constitucionalmente definido, as informações abaixo elencadas e as cópia de todos os documentos e processos que embasem e comprovem as correspondentes respostas. 1 – Em recente visita à ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO NAIR MIRANDA, localizada no município de Fundão, foram identificados problemas, como: a) laboratório de informática com equipamentos obsoletos; b) conexão de internet lenta e instável; c) climatização inadequada, necessitando de mais ventiladores e aparelhos de ar-condicionado; d) vigilância insuficiente após corte dos vigilantes existentes; e) número insuficiente de auxiliares de limpeza. Desta forma, requer-se do Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Educação informações sobre a existência de projetos para a melhoria dos problemas supracitados, bem como os devidos prazos. I – Em recente denúncia recebida por este deputado, foram denunciados problemas no transporte escolar do município de Itaguaçu, estando este a mais de 15 dias suspenso em vista da falta de um acordo entre a SEDU e uma empresa de transporte, o que vem causando enorme prejuízo aos alunos que dependem do serviço para a locomoção até as escolas da região. Face o exposto, requeremos a seguinte informação: - Explicações e prazos para a solução do referido problema; Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. SERGIO MAJESKI Deputado Estadual - PSDB A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 149/2015 Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. Senhor Presidente: SERGIO MAJESKI Deputado Estadual - PSDB O Deputado abaixo assinado, no uso de suas 122 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Exª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário de Estado de Esporte e Lazer, o seguinte pedido de informações: 1 – Cópia dos comprovantes de todos os pagamentos realizados às empresas que estão executando as obras do Campo Bom de Bola no Bairro Enseada de Jacaraípe – Serra/ES. 2 – Cópia da ordem de serviço e planilha detalhada da obra do Campo Bom de Bola no Bairro Enseada de Jacaraípe, Serra/ES. Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. BRUNO LAMAS Deputado Estadual (Comparecem as Senhoras Deputadas Eliana Dadalto e Raquel Lessa) A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA BRUNO LAMAS Deputado Estadual A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: (LUZIA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 151/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Exª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário de Estado de Esporte e Lazer, o seguinte pedido de informações: 1 – Relação das empresas que foram contratadas para executar as obras dos Programas Bom de Bola I e II pelo Governo do Estado, devendo constar nome da empresa, CNPJ, endereço. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 150/2015 BRUNO LAMAS Deputado Estadual A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA Senhor Presidente: O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Exª que encaminhe a Exma. Sra. Secretária de Estado da Fazenda, o seguinte pedido de informações: 1 – Relatório constando os valores acerca dos recursos provenientes do crédito especial aberto junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, no período de 01/01/2015 até a presente data. 2 – Tal recurso está sendo utilizado? Para qual finalidade? Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 152/2015 Senhor Presidente: A Deputada abaixo assinada, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Ex.ª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário Estadual de Segurança Pública e Defesa Social - SESP, o seguinte pedido de informações sobre: 1)- Contingente existente de Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 123 Policiais Militar e Civil no município de Jaguaré-ES, e ainda qual a periodicidade das ações preventivas destas instituições que cuidam da segurança pública do nosso estado no interior deste município. Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. ELIANA DADALTO Deputada Estadual A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 154/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Ex.ª que encaminhe à Excelentíssima Secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Senhora Dayse Lemos, pedido de informações acerca dos valores pagos pelo Estado do Espírito Santo com os serviços de links contratados com a operadora de telefonia Oi, por Secretaria, nos últimos três anos. Sala das Sessões, 06 de julho de 2015. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA ENIVALDO DOS ANJOS Deputado Estadual – PSD REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 153/2015 (Comparece o Senhor Doutor Rafael Favatto) Deputado A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. (LUZIA Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas constitucionais e regimentais, especialmente as previstas no artigo 57, § 2º da Constituição Estadual, requer a V. Exª que encaminhe ao Exmº Sr. Secretário Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, o seguinte pedido de informações sobre: 1)- Sobre o motivo de diferenciação na execução das Escalas Especiais de Trabalho dos Policiais Militares, que percebem em seus vencimentos na categoria Subsídio,04(quatro) e trabalham 03(três). Quem percebe os seus vencimentos na categoria Soldo, 04(quatro) e Trabalham 04(quatro). Já os oficiais com patentes de Capitão em diante, 04(quatro) e trabalham 02(duas). O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA LIDERANÇA DE GOVERNO REQUERIMENTO DE URGÊNCIA N.º 65/2015 Senhor Presidente: Os Deputados abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Ex.ª, após ouvido o Plenário, regime de urgência, para o Projeto de Lei Complementar nº 10/2015, oriundo da Mensagem Governamental n.º 144/2015, que altera a Lei complementar 226, 17 de Janeiro de 2002, para criar a XXV CIRETRAN no município de Santa Maria de Jetibá. Sala das Sessões, 02 de julho de 2015. Palácio Domingos Martins, 06 de julho de 2015. ELIANA DADALTO Deputado Estadual A SR.ª PRESIDENTA – TOLEDO – PMDB) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: (LUZIA GILDEVAN FERNANDES JANETE DE SÁ A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 065/2015, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, 124 - Diário do Poder Legislativo permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Sergio Majeski. O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, os que nos assistem pela TV Ales, esse requerimento de urgência do Governo vem em boa hora. Aliás, já poderia ter vindo. Temos trabalhado muito nesse sentido. A Senhora Deputada Janete de Sá e eu, também, fizemos a indicação para que o Ciretran de Santa Maria fosse criado. Santa Maria de Jetibá é um dos municípios mais prósperos que se tem no Estado. Ali vem funcionando um PAV, muitas vezes com um funcionário apenas. Falamos sobre isso com o vicegovernador e com o diretor do Detran várias vezes. Santa Maria de Jetibá é um município que merece muito o Ciretran pelo número de veículos que têm na região. Já são mais de vinte e cinco mil veículos e é um município extremamente próspero, apesar de jovem, e que muito contribui para o desenvolvimento e para a economia do Estado. É o maior centro produtor de hortifrutigranjeiros e possui um povo guerreiro e trabalhador. A Ciretran já estava meio que planejada, antes mesmo dos pedidos que ali ocorreram, em função da própria realidade do município conhecida já, de ante mão, pelo próprio Detran. Então, por tudo isso, o governo deve, o mais rápido possível, providenciar todo esse trâmite legal para que realmente funcione o Ciretran de Santa Maria de Jetibá, minha querida terra natal. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Edson Magalhães, Freitas, Gilsinho Lopes e Rodrigo Coelho) A SR.ª JANETE DE SÁ - (PMN) – Senhora Presidenta, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Concedo a palavra ao Senhora Deputada Janete de Sá. A SR.ª JANETE DE SÁ - (PMN – Sem revisão da oradora) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, agradecemos aos colegas que votaram no requerimento de urgência Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 sobre a mensagem do Governador Paulo Hartung, assinado por essa Deputada e pelo Senhor Deputado Gildevan Fernandes, Líder do Governo. Agradeço a votação unânime em favor do requerimento e registro que o Governador Paulo Hartung cumpriu sua promessa com o povo de Santa Maria de Jetibá. Estivemos com S. Ex.ª e fizemos essa indicação. Filho bonito tem um monte de pai. Mas fizemos essa indicação, que já tinha sido motivo de discussão desde o mandato anterior por outros deputados, fomos ao Governo do Estado junto ao Prefeito Eduardo Stuhr e ao senhor Wanderley Stuhr, diretor do Incaper, e fizemos esse pedido a S. Ex.ª, das prioridades que queríamos para o Município de Santa Maria de Jetibá. Esta Ciretran que hoje votamos a urgência e que amanhã estaremos, efetivamente, votando para existir no Município de Santa Maria de Jetibá, é uma vitória do povo do município e do Prefeito Eduardo Stuhr, que lutou bravamente para conquistar esse espaço. E que por meio do Governo Paulo Hartung e do nosso empenho nessa Casa Legislativa, por sermos a Deputada mais votada daquele município e que faz parte dos deputados que se elegeram, conseguimos essa grandiosa e brilhante vitória que contempla o povo de Santa Maria de Jetibá com um serviço importante. Hoje, a região de Santa Maria de Jetibá tem cerca de trinta mil veículos circulando. É um número muito grande de veículos e não cabe mais ficar submetida à Ciretran de Santa Teresa, como vinha ocorrendo. Inclusive, a Prefeitura Santa Maria de Jetibá e o Governo do Estado eram alvo de reclamações e questionados, há anos, do por que do município não ter essa Ciretran. E temos que dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus! E foi o Governador Paulo Hartung que junto conosco decidiu que deveríamos fazer a Ciretran e o seu governo a está construindo. Em um momento de austeridade, mesmo assim, diante da dificuldade, da importância e da necessidade, o governador viu que Santa Maria de Jetibá precisava da Ciretran; mesmo com as economias que estamos fazendo, S. Ex.ª optou por mandar essa mensagem, a nosso pedido e a pedido do prefeito, para que a população pudesse ser contemplada. Fica registrado o meu agradecimento ao Governador Paulo Hartung e o meu carinho e o meu abraço ao Prefeito Eduardo Stuhr por essa grandiosa vitória em nome de seu povo, do povo que o elegeu para ser o prefeito daquela cidade. (Muito bem!) (Comparece o Amaro Neto) Senhor Deputado O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO – (PEN) – Senhora Presidenta, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 125 A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO – (PEN – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta Luzia Toledo, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados; Senhor Deputado Marcelo Santos, nosso amigo; Senhor Deputado Euclério Sampaio; e todos que nos ouvem, boa tarde! Aos alunos que visitam a Assembleia Legislativa hoje, sintam-se em casa, pois esta é a Casa do Povo, a Casa das Leis. Venho a esta tribuna, Senhora Deputada Luzia Toledo, para justificar meu voto favorável a esse requerimento que beneficia Santa Maria de Jetibá e para dizer, Senhora Deputada Janete de Sá, que também estive naquele Município em reunião com o prefeito, logo após a ida de V. Ex.ª àquela cidade, que também fez esse pedido ao nosso mandato. Estivemos com o governador e levamos essa grande questão a S. Ex.ª. Realmente, um município tão grande como Santa Maria de Jetibá e responsável por trinta por cento da nossa produção agrícola precisa ter uma Ciretran, visto o desenvolvimento, a pujança econômica e a importância socioeconômica daquele Município para aquela região. Parabenizamos o governador Paulo Hartung pela visão e sensibilidade em atender a um pleito dos deputados estaduais e do prefeito e colocar na Ordem do Dia essa discussão importante. Agradecemos também o apoio do presidente do Detran, Fabiano Contarato, que dará seguimento a essa ideia de hoje em diante para que possamos vislumbrá-la. Gostaria também de aproveitar esse tempo e falar do parecer n.º 213/2014, da Comissão de Justiça, que foi pela manutenção do despacho denegatório do Projeto de Lei Complementar n.º 006/2015, de minha autoria, que acrescenta o § 5.º ao art. 137 da Lei Complementar n.º 46 de 31 de janeiro de 1994, que trata da licença por gestação, lactação e adoção. A mudança dessa lei acrescentaria dias de licença maternidade às mães que por ventura tiveram seus filhos dentro da UTI neonatal. Se o filho ficou nessa UTI, Senhor Deputado Doutor Hércules, por quinze dias, acrescentaria à licença maternidade mais quinze dias para que a mãe possa realmente desfrutar da licença maternidade completa com a criança. Hoje, sabemos que mil dias é o prazo em que a mãe tem que estar cem por cento com a criança, ajudando na sua formação, porque até o segundo ano de vida da criança, referente à sua gestação completa, há a formação da inteligência da criança. E como defensores da vida, faremos essa indicação ao Governo do Estado para que mande um projeto de lei para esta Casa sobre esse tema. (Muito bem!) (Comparece Nunes) o Senhor Deputado O SR. CACAU LORENZONI – (PP) – Senhora Presidenta, pela ordem! Solicito um minuto de silêncio pelo passamento do motorista de transporte escolar Camilo de Jesus Boneli, vítima de um trágico acidente, ocorrido nesta manhã. É a quinta morte em três dias no perímetro urbano entre Marechal Floriano e Domingos Martins. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Solicito a todos que, de pé, façamos um minuto de silêncio, a requerimento do Senhor Deputado Cacau Lorenzoni. Infelizmente mais uma morte no entorno de Marechal Floriano e Domingos Martins. (Pausa) (A Casa presta a homenagem) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Solicito ao Senhor 1.º Secretário que continue a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA LIDERANÇA DE GOVERNO REQUERIMENTO DE URGÊNCIA N.º 66/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, Líder do Governo nesta Casa, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Ex.ª, após ouvido o Plenário, regime de urgência, para o Projeto de Lei nº291/2015, oriundo da Mensagem Governamental nº 148/2015, que altera a Lei nº 10.376, de 8 de junho de 2015, para dispor sobre parcelamento de crédito tributário e da não aplicação de multas às normas ambientais. Palácio Domingos Martins, 06 de julho de 2015. GILDEVAN FERNANDES Deputado Estadual- PV Líder do Governo A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 066/2015, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado, contra o voto do Senhor Deputado Sergio Majeski. Continua a leitura do Expediente. 126 - Diário do Poder Legislativo O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA LIDERANÇA DE GOVERNO REQUERIMENTO DE URGÊNCIA N.º 67/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, Líder do Governo nesta Casa, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Exª, após ouvido o Plenário, regime de urgência, para o Projeto de Lei nº289/2015, oriundo da Mensagem Governamental nº 147/2015, que abre o Crédito Especial no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), em favor da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca – SEAG, para inclusão no Orçamento vigente da Ação Apoio a Implantação de Infraestrutura Hídrica no Meio Rural do ES na Unidade Orçamentária 31.101 – Administração Direta. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 GABINETE DA LIDERANÇA DE GOVERNO REQUERIMENTO DE URGÊNCIA N.º 68/2015 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, Líder do Governo nesta Casa, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Ex.ª, após ouvido o Plenário, regime de urgência, para o Projeto de Lei n.º 288/2015, oriundo da Mensagem Governamental nº 146/2015, que abre o Crédito Especial no valor de R$ 510.000,00 (quinhentos e dez mil reais), em favor da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social. Palácio Domingos Martins, 06 de julho de 2015. GILDEVAN FERNANDES Deputado Estadual- PV Líder do Governo (Comparece o Senhor Sandro Locutor) Deputado Palácio Domingos Martins, 06 de julho de 2015. GILDEVAN FERNANDES Deputado Estadual- PV Líder do Governo A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 067/2015, que acaba de ser lido. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Bruno Lamas. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB - Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o PSB encaminha a votação pelo voto SIM. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 067/2015. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 068/2015, que acaba de ser lido. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Bruno Lamas. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB - Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o PSB encaminha pelo voto SIM. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 068/2015. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DOESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA LIDERANÇA DE GOVERNO REQUERIMENTO DE URGÊNCIA N.º 69/2015 Senhor Presidente: Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Os Deputados abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Exª, após ouvido o Plenário, regime de urgência, para o Projeto de Lei nº 286/2015, oriundo da Mensagem Governamental nº 145/2015, que altera a Lei nº 7.001, de 27 de dezembro de 2001, para promover adequações quanto aos valores de taxas devidas ao DETRAN/ES, e estabelece ainda a inclusão quanto a “ Avaliação de Reciclagem” para habilitações cassadas. Palácio Domingos Martins, 06 de julho de 2015. GILDEVAN FERNANDES DA VITÓRIA A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 069/2015, que acaba de ser lido. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Bruno Lamas. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB - Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o PSB encaminha pelo voto SIM. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento de Urgência n.º 069/2015. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Requerimento n.º 174/2015, da Comissão de Ciência e Tecnologia, com base no artigo 57 da Constituição Estadual, de convocação do Secretário de Estado de Educação para expor e debater sobre Ciência, Tecnologia, Inclusão Digital e Qualificação Profissional, dentro do Plano Estadual de Educação, com data a ser definida pelo Secretário, entre os dias 30 de junho a 10 de julho de 2015. Lido na 58.ª Sessão Ordinária, realizada dia 1.º de julho de 2015, e adiada a votação por falta de quorum. Diário do Poder Legislativo - 127 votação nominal para o Requerimento n.o 174/2015. Este requerimento já foi discutido ontem. Inclusive encaminhei pelo voto NÃO. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – É regimental, mas depende de apoiamento do Plenário. Em votação o requerimento. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. Em votação o Requerimento n.º 174/2015. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Bruno Lamas. O SR. BRUNO LAMAS - (PSB - Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o PSB encaminha pelo voto SIM ao requerimento do Senhor Deputado Sergio Majeski. (Muito bem!) O SR. GUERINO ZANON - (PMDB) Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Guerino Zanon. O SR. GUERINO ZANON - (PMDB - Sem revisão do orador) - Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o PMDB encaminha pelo voto NÃO. (Muito bem!) O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - (PDT) – Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Euclério Sampaio. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - (PDT Sem revisão do orador) - Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o PDT encaminha pelo voto NÃO. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Em votação o Requerimento n.º 174/2015, lido em sessão anterior. O SR. DOUTOR HÉRCULES - (PMDB) – Senhora Presidenta, pela ordem! Recorro da decisão de V. Ex.ª ao Projeto Lei n.º 99/2015, de minha autoria, para audiência do Plenário. O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV) – Senhora Presidenta, pela ordem! Requeiro a V. Ex.ª A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Defiro o pedido de recurso. 128 - Diário do Poder Legislativo À Comissão de Justiça para oferecer parecer sobre o recurso. Em votação o Requerimento n.º 174/2015. A presente proposição terá votação nominal, que será realizada utilizando-se o painel eletrônico. Os Senhores Deputados que forem favoráveis ao requerimento votarão SIM; os que forem contrários votarão NÃO. Solicito aos Senhores Deputados que registrem o voto nos terminais eletrônicos. (Pausa) (Procede-se ao registro dos votos) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Almir Vieira, Freitas, Gilsinho Lopes, Hudson Leal, Marcelo Santos, Nunes e Padre Honório) (Votam SIM os Senhores Deputados Bruno Lamas, Enivaldo dos Anjos, Sandro Locutor e Sergio Majeski; votam NÃO os Senhores Deputados Amaro Neto, Cacau Lorenzoni, Da Vitória, Dary Pagung, Doutor Hércules, Doutor Rafael Favatto, Edson Magalhães, Eliana Dadalto, Erick Musso, Euclério Sampaio, Gildevan Fernandes, Guerino Zanon, Janete de Sá, Pastor Marcos Mansur, Raquel Lessa e Rodrigo Coelho) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Votaram SIM quatro Senhores Deputados; votaram NÃO dezesseis Senhores Deputados; uma abstenção da Presidenta, regimentalmente impedida de votar. Em consequência, fica rejeitado o Requerimento n.º 174/2015. O SR. SERGIO MAJESKI - (PSDB) Senhora Presidenta, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Sergio Majeski. O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB - Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, gostaria de chamar a atenção, embora o Regimento diga um complemento, o art. 57, da Constituição Estadual, diz: A Assembleia Legislativa ou qualquer de suas comissões, através da Mesa, poderá convocar Secretário de Estado, Presidente do Tribunal de Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Justiça, Presidente do Tribunal de Contas e o Procurador-Geral da Justiça, para prestarem, pessoalmente, as informações sobre assunto previamente determinado, importando a ausência sem justificação adequada, crime de responsabilidade. O art. 60 da mesma Constituição diz: A Assembleia Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no regimento interno ou no ato de que resultar sua criação. E no inciso III diz: III - convocar Secretário de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições. A Comissão que presido é de Ciência e Tecnologia, Inclusão Digital e Qualificação Profissional. Então, é uma infinidade de assuntos que estão inseridos no Plano Estadual de Educação. Se eu tenho um plano não estou cobrando resultados. Foi feito um plano. O secretário de Educação é presidente do Fórum Estadual de Educação. Então, nada mais justo que consigamos entender com S. Ex.ª falando e respondendo como o Estado pensa o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Espírito Santo para os próximos dez anos, acoplados à questão educacional, bem como a qualificação profissional e a inclusão digital. Não vejo nenhum problema nisso. Não entendo como que numa Casa de Leis, que é um Parlamento onde as pessoas conversam, debatem, o secretário de Educação, que é a maior autoridade nesse assunto, não pode vir a uma comissão esclarecer isso, uma vez que isso é uma previsão constitucional. Pela forma atropelada como o Plano Estadual de Educação foi debatido e aprovado, seria, inclusive, uma forma de o secretário estar esclarecendo isso mais claramente. Não me cabe, e acho que seria muita imaturidade, a ideia de um debate rasteiro no campo político, pessoal, partidário, seja lá o que for. Mas sim no campo das ideias. Não vejo problema nenhum. Muito pelo contrário, seria uma grande oportunidade do secretário estadual de Educação esclarecer categoricamente, uma vez que S. Ex.ª liderou todo esse processo tão somente. Quando se manobra dessa forma para blindar o secretário, para não vir, fica parecendo que não tem explicação. Se não pode vir é porque não tem o que justificar, não tem o que falar. Então, fica sempre essa sensação estranha, ao invés de estarmos nesta Casa de forma madura, debatendo e dando oportunidade para maiores esclarecimentos. Tão somente isso. (Muito bem!) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV) – Senhora Presidenta, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Gildevan Fernandes. O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o Senhor Deputado Sergio Majeski fez uma fala muito ponderada de um jeito respeitoso e compreendemos as observações trazidas por S. Ex.ª. Gostaríamos que fosse sempre assim, respeitando o contraditório. Na verdade, não existe nenhum tipo de manobra. O que existe é um posicionamento do Plenário. Não existe nenhuma blindagem, porque não há necessidade de blindarmos um secretário de Estado que tem competência, que tem qualificação, que reúne as qualidades para representar muito bem a Secretaria Estadual de Educação. E o secretário está à disposição para vir a esta Casa quantas vezes for necessário. Mas, infelizmente, o tom dado não foi o necessário. A Casa tem a prerrogativa de convocar secretário, mas a Casa também tem a prerrogativa de convidar. O secretário poderia ter sido convidado, como poderá ser convidado em outros momentos, e pode até ser convocado se negar o convite desta Casa. Portanto, Senhor Deputado Sergio Majeski, Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, e Senhora Deputada Luzia Toledo, Presidenta da Comissão de Educação, tenho certeza de que no segundo semestre, o Senhor Haroldo Corrêa Rocha, secretário estadual de Educação, estará à disposição para conversar com todos os deputados sobre esse importante tema. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA - (LUZIA TOLEDO - PMDB) - Findo o tempo destinado ao Pequeno Expediente, passa-se à fase das Comunicações. * EXPEDIENTE PUBLICADO CONFORME CÓPIAS ENVIADAS PELOS RESPECTIVOS SETORES DE ORIGEM. O SR. CACAU LORENZONI – (PP) Senhora Presidenta, pela ordem! Registramos, com satisfação, a presença, nas galerias desta Casa, de oitenta alunos da Escola Sesi Jones dos Santos Neves, do Município Cachoeiro de Itapemirim, acompanhados dos professores Leandro, Miller, Kelly e Luiz e de servidores do projeto Escolas no Legislativo, da qual é Presidente o Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos. Nossas boas-vindas aos visitantes, que neste momento assistem a esta sessão. O SR. PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO Diário do Poder Legislativo - 129 - PMDB) - Está feito o registro, Senhor Deputado. Os alunos de Cachoeiro de Itapemirim poderiam se levantar para que pudéssemos vê-los acompanhando os trabalhos desta sessão ordinária desta Casa. Muito obrigada pela presença. Sejam todos bem-vindos! O SR. DOUTOR HÉRCULES - (PMDB) Senhora Presidenta, pela ordem! Como cachoeirense assim como o Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur e o Senhor Deputado Rodrigo Coelho me dirigirei às galerias desta Casa para dar um abraço em nossos conterrâneos. A SR.ª PRESIDENTA - (LUZIA TOLEDO - PMDB) - Leve nosso abraço, deputado da saúde. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Euclério Sampaio. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - (PDT) Senhora Presidenta, declino. Saudamos os alunos presentes nas galerias. A SR.ª PRESIDENTA - (LUZIA TOLEDO - PMDB) - Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur. O SR. PASTOR MARCOS MANSUR (PSDB - Sem revisão do orador) - Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, colaboradores desta Casa e a imprensa presente, cumprimento os alunos de Cachoeiro de Itapemirim. Daqui a pouco pessoalmente daremos um alô para vocês porque somos de Cachoeiro de Itapemirim e é um prazer ver esse grupo de alunos nesta Casa. Cumprimentamos a imprensa, os telespectadores da TV Ales, especificamente nossos telespectadores de Cachoeiro de Itapemirim. Se os alunos quiserem acompanhar os trabalhos desta Assembleia Legislativa todos os dias ao vivo, é só colocarem no canal 13, Rede Sim. Saudamos também nossos internautas. Trago uma notícia alvissareira porque, no último dia 04, sábado passado, tivemos a grande alegria de comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo. O Sistema OCB/Sescoop juntamente com suas cooperativas, com o apoio do Governo do Estado do Espírito Santo e da Prefeitura de Vitória, teve o privilégio de realizar o chamado Dia C que é o Dia do Cooperativismo, com a participação de cerca de duas mil pessoas no Parque Tancredão, próximo à rodoviária, das 9 às 15h, oferecendo ao público presente uma programação super variada, da melhor qualidade. E o melhor: tudo gratuito. Foram oferecidas atrações como o ônibus da justiça comunitária e da Defensoria Pública, fazendo vários atendimentos como consultas médicas, medição de pressão, corte de cabelo, distribuição de kits de escovação de dentes para as crianças, massagens, orientações com nutricionistas, com 130 - Diário do Poder Legislativo participação ativa do Detran e do Corpo de Bombeiros. Quero objetivamente fazer um agradecimento especial ao Detran, na pessoa do seu diretor, Senhor Fabiano Contarato, e também ao Senhor Carlos Marcelo D’Isep Costa, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar e dos seus comandados pelo brilhante atendimento à solicitação e apoio no evento. Senhoras e senhores, o Dia Internacional do Cooperativismo é comemorado em todo o mundo sempre no primeiro sábado de julho, e neste ano caiu no dia 04. No Brasil, a Organização das Cooperativas Brasileiras, OCB, juntamente com as instituições estaduais desenvolveram um dia de ação para lembrar esta data, que foi o chamado Dia C, o Dia Cooperar, que é um movimento voluntário desenvolvido pelo sistema cooperativista brasileiro que conta com a participação efetiva das cooperativas como idealizadoras e também mantenedoras de todos esses projetos. Além do evento realizado na Grande Vitória, as cooperativas do interior também se reuniram para realizar ações parecidas nos municípios de Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, Santa Maria de Jetibá e São Gabriel da Palha, município de nossa querida Senhora Deputada Raquel Lessa. Nosso grande amigo Esthério Sebastião Colnago, presidente da OCB no Estado do Espírito Santo, lembrou a importância do cooperativismo e destacou que em nosso Estado as cooperativas proporcionam inclusão social, geram empregos, trabalho e renda e são responsáveis por quase cinco por cento do nosso PIB estadual. Senhora Presidenta, Muito obrigado. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN – Sem revisão da oradora) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, boa-tarde a todos que nos assistem. Aos estudantes presentes nesta Casa assistindo a esta sessão ordinária, deixo o meu abraço e o meu carinho. Assomo mais uma vez a esta tribuna para repudiar a atitude de alguns criminosos que, para poder desforrar sua raiva, seu comportamento agressivo, têm envenenado e matado animais indefesos. No próximo sábado, às 9h, a Sociedade Protetora dos Animais, bravas e bravos guerreiros, mulheres e homens que lutam pela causa dos animais, realizará uma grande manifestação no Parque Pedra da Cebola para repudiar a crueldade que tem sido praticada contra os animais indefesos, que são vítimas de maus-tratos e até mesmo de morte, por meio de agressões praticadas por pessoas que precisam ser punidas. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Verdadeiros criminosos, covardes, bandidos que, na condição de cidadão, se julgam superiores, acuam esses animais, batem, matam, espancam, jogam óleo quente, fazem todos os tipos de atrocidades, inclusive, alguns maus-caracteres, que têm o caráter distorcido, estupram animais. Precisamos nos unir para combater essa atrocidade. Na tarde de ontem, relatei questões que chocam a todos nós e que muitas vezes não são vistas, como o caso daquela gatinha que foi espancada anteontem até a morte e foi socorrida por uma servidora pública que denunciou. Felizmente abriu um BO contra o agressor. Identificamos a casa desse agressor e cobraremos providências dos órgãos competentes para que, doa em quem doer, seja quem for esse agressor, seja punido, porque isso é crime e tem que ser punido. Por conta da morte dessa gatinha e tantas outras; como outra gatinha que foi covardemente espancada, teve as patinhas arrancadas e jogada num valão, no bairro Flexal; que estaremos juntos. Convido também os Senhores Deputados presentes, especialmente o Senhor Deputado Doutor Hércules, um entusiasta dessa causa, para estarmos no local cobrando providências, repudiando essa atitude criminosa de alguns bandidos, e cobrando providências da Justiça, no sentido de prender esses criminosos, esses bandidos, que fazem uma atrocidade como essa com animais irracionais. E mais: apresentei, nesta Casa, um projeto de criação da Delegacia de Defesa dos Animais contra crimes de maus tratos e proteção dos animais no Estado do Espírito Santo. E quero levantar, nesta Casa, um debate sobre uma política estadual de defesa dos animais para que possamos construir essa política, porque acredito que apenas com uma delegacia especializada, com uma equipe de investigadores, com uma delegacia em um local de fácil acesso, será possível investigarmos quem são esses criminosos que têm cometido essas atrocidades contra os animais e punir rigorosamente esses bandidos. Vou dar um recado desta tribuna àqueles funcionários do supermercado Atacadão, de Vila Velha. Primeiro, quero sugerir à sociedade capixaba um boicote. Não comprem no Atacadão, porque lá tem gerente criminoso que paga cinquenta reais aos funcionários para matar a pauladas os gatinhos que, com fome, entram no supermercado. Deveriam estar resguardando a integridade dos alimentos que estão no supermercado. E, não, covardemente, pagando e incitando funcionários, que riam ontem na reportagem, porque o gatinho, acuado, urinava de medo. Isso é uma covardia! Isso é uma indecência! Estou de olho em você, que trabalha no Atacadão! E você, gerente, não pense que ficará imune diante dessa atrocidade. Vamos pegá-lo e vamos levá-lo à Justiça para que responda por esses crimes contra animais indefesos, que são nossos Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 cachorrinhos e nossos gatos que são envenenados, como está acontecendo em Jardim Camburi, onde tem gente que não tem o que fazer e está envenenando com chumbinho, colocado no bacon, para que os animaizinhos de estimação e os animais de rua sejam envenenados. Covardia que esta Casa não vai tolerar. E esta deputada vai insistir, não vai ficar apenas reclamando da tribuna, mas vai insistir que a justiça seja feita. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Sergio Majeski. O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, meus cumprimentos à Mesa, àqueles que nos assistem pela TV Ales, aos funcionários da Casa, à imprensa presente, aos que estão nas galerias, especialmente aos alunos do Sesi de Cachoeiro de Itapemirim, que nos visitam. Já estive conversando com eles mais cedo na galeria. Sejam muito bem-vindos e venham sempre! Como disse antes, a formação da cidadania se dá na prática. Temos visto uma série de atropelos na economia do País. Ontem foi enviada uma medida provisória de redução de jornada e de salário, que o Governo compensaria e não sei mais o quê. São os atropelos da incompetência de gestões sucessivas no Brasil. Amanhã os funcionários do Estado realizarão uma grande assembleia na Praça do Papa, que é o começo de uma luta para a revisão geral da recomposição salarial. Entende-se a situação complicada da economia brasileira e do Estado, no entanto a recomposição salarial pautada na inflação é fundamental. As pessoas precisam ter seus salários, no mínimo, corrigidos pela inflação dos últimos doze meses. Não é uma luta por aumento salarial, porque uma coisa é se pensar em aumento real de salário. Aumento real seria, se a inflação, por exemplo, fosse oito por cento, um aumento de dez por cento, então, haveria um aumento real de dois por cento. Mas não é essa questão. As pessoas estão lutando, no mínimo, pela recomposição salarial, os professores, os funcionários do Estado de uma forma geral. Gostaria de me solidarizar com essa luta das categorias que trabalham no Estado, trabalhadores que precisam, sim, ser valorizados e precisam no mínimo ter a reposição salarial pautada na inflação. Em especial, falo dos professores. Em alguns municípios, os professores já estão em greve, no estado eles esperam uma resposta do Governo nesse sentido. No caso dos professores, você visita as escolas – tenho visitado várias escolhas, já disse isso várias vezes – e vê o quanto a autoestima desses profissionais esta baixa. Para além da questão salarial, existe hoje todo o problema de violência nas escolas, de falta de infraestrutura, de falta de Diário do Poder Legislativo - 131 condições de trabalho, e a questão salarial é fundamental. Então, imaginar uma pessoa que trabalha ali, que tem a responsabilidade que tem um educar, para ganhar mil e quatrocentos, mil e quinhentos reais, quer dizer, é um salário ridículo. Especificamente falando dos professores, precisamos encontrar uma forma de valorização efetiva desses profissionais para que a sua autoestima cresça novamente. Para que ele seja um profissional que ande de cabeça erguida e não humilhado como vem estando historicamente no Brasil. Não só nos últimos tempos, é histórico. Se temos um discurso constante de valorização da educação, a valorização da educação incluiu, em um dos seus pilares mais fundamentais, a valorização do profissional, sem a qual não haverá jamais uma qualidade real de educação. Mais uma vez, gostaria de me solidarizar com o movimento dos funcionários públicos que será realizado amanhã. Estão corretíssimos em exigir, no mínimo, a reposição salarial pautada na inflação, afinal de contas as pessoas não vivem de vento, precisam, sim, ter os seus salários corrigidos. Muito obrigada, Senhora Presidenta. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Hudson Leal, Marcos Bruno e Marcelo Santos) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules. O SR. DOUTOR HÉRCULES – (PMDB – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, telespectadores da TV Educativa e da TV Ales, estou voltando das galerias, fui dar um abraço nos meninos, meus conterrâneos, de Cachoeiro de Itapemirim, do colégio Sesi, do IBC. O entusiasmo dessa juventude com relação ao estudo e à cultura é muito importante. Digo a essa moçada que isso é emocionante, é muito bom, porque, naturalmente, serão eles que mudarão muitas coisas que estão no nosso país, principalmente as coisas erradas que alguns políticos estão fazendo, principalmente em Brasília. E por falar em Brasília, hoje é motivo de muita alegria e de muito orgulho para nós, do Estado do Espírito Santo. Procederei à leitura de matéria veiculado no jornal A Tribuna, dia 07/07/2015: Advogado capixaba será sabatinado no Senado. O advogado capixaba Luiz Cláudio Allemand será sabatinado amanhã pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania do Senado para a vaga no Conselho Nacional de Justiça, CNJ. 132 - Diário do Poder Legislativo Allemand foi escolhido para integrar o CNJ pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB. Ele aguarda a votação do Senado para se manifestar sobre o assunto. Allemand é um grande jurista, advogado e professor. É de Muqui, então muquiense, assim como toda pessoa que nasci em Muqui. Mas costuma brincar que não é muquirana, como algumas pessoas querem tachar os muquienses, porque assim, realmente, é uma injustiça. Ele fala que muquirana é quem nasce em Muqui e depois vai para Itarana. Nosso querido Allemand é motivo de muito orgulho para nós. Ele sempre foi um batalhador, advogado renomado no Estado, professor, defende a OAB e agora o Conselho Federal e vai para o Conselho Nacional de Justiça. Senhora Presidenta, assomo à tribuna para falar, mais uma vez, de três assuntos sobre os quais quase não falo: saúde, saúde e saúde. O meu querido colega, Deputado Hudson Leal, falava hoje na Comissão de Saúde sobre a ausência de pediatra na sala de parto ou acompanhando a cesariana. Realmente é lamentável que essa orientação do Ministério da Saúde faça com que o pediatra saia da sala na hora do nascimento da criança. A hora do nascimento é crucial na vida, ou seja, é o começo da vida, momento em que o bebê está deixando o ventre de sua mãe e começa a fazer a primeira respiração do oxigênio. Dentro do útero o bebê respira o glicogênio, Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto e Hudson Leal, que sabem disso muito bem, talvez melhor do que eu. O feto respira, pelo cordão umbilical, através do glicogênio, que é a glicose com oxigênio. Por que o neném chora quando ele sai do ventre da mãe? Porque o pulmão está colabado, encolhido - em uma linguagem mais simples - e quando o nenén chega do lado de fora faz a primeira respiração em que o pulmão enche de ar e dói. Ele chora por causa da dor. Esse é um momento indispensável para o pediatra acompanhar essa criança. Ficamos surpresos, Senhor Deputado Hudson Leal, como V. Ex.ª falou hoje, em tirar o pediatra da sala. Isso é um absurdo! Tenho que falar um termo que não se fala muito - falei hoje na Comissão de Saúde - dessa forma, ou seja, o Brasil está crescendo igual a rabo de égua: para trás e para baixo. Concedo um aparte ao Senhor Deputado Hudson Leal. O Sr. Hudson Leal – (PRP) – Senhor Deputado Doutor Hércules, vão substituir o pediatra e o texto prevê: feito por médico ou profissional treinado para reanimação. Isso é mais grave porque pode ser qualquer pessoa treinada para reanimação. Isso é muito grave. O SR. DOUTOR HÉRCULES – (PMDB) – Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Lamento. Voltarei à tribuna para dissecarmos melhor esse assunto. Obrigado. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Padre Honório e Nunes) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Padre Honório. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT) Senhora Presidenta, declino em favor do Senhor Deputado Marcelo Santos e em favor de V. Ex.ª também para que possam se manifestar. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Marcelo Santos. O SR. MARCELO SANTOS – (PMDB – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, agradeço aos Senhores Deputados Padre Honório e Euclério Sampaio que abriram mão do seu tempo para que eu me manifeste na tarde de hoje. Chamo a atenção dos colegas Deputados para um assunto muito importante, conquista de uma ação parlamentar que conduzi com o apoio do povo, é claro, e dos colegas Deputados, com a anuência também do Governo do Estado. Em 2010 fiz um ofício ao então ministro dos Transportes, Senhor Alfredo Nascimento, solicitando a estadualização do trecho do Quilômetro zero ao Quilômetro 7.2 da BR-262 em Cariacica. Na justificativa que fiz ao ministro, Senhora Deputada Eliana Dadalto, coloquei uma gama de fatores dizendo que essa rodovia, hoje incluída ainda na malha rodoviária federal, atrapalha o desenvolvimento da nossa cidade de Cariacica. Em seguida, esse slide mostra que comuniquei ao secretário de Estado da época, Senhor Fábio Ney Damasceno, dizendo da importância do apoio que o governo precisava nos dar ao assumir essa rodovia, que é interligada pela Rodovia LesteOeste, pela Avenida Alice Coutinho Santos e, principalmente, por ruas, avenidas e bairros que fazem margem a esse pequeno percurso de quase oito quilômetros dentro de Cariacica. Senhores Deputados Nunes e Padre Honório, neste ano estive com o ministro dos Transportes, senhor Antônio Carlos Rodrigues, e apresentei para S. Ex.ª todo o histórico da nossa solicitação junto ao Governo Federal na pasta dos transportes e, sensibilizado que ficou o ministro, deu seguimento imediatamente para o tramitar regular e acelerado dessa nossa solicitação. Nesse slide vemos o Ministério dos Transportes, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes que nos dá a Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diário do Poder Legislativo - 133 informação de encaminhamento e o aceite da solicitação nossa para que ela possa tramitar e tendo o parecer favorável. Da mesma forma, recebi também do diretor nacional do Dnit um comunicado que deliberou para o Dnit do Estado do Espírito Santo para que adote as medidas cabíveis. Vemos nesse slide a coordenação de planejamento do programa de investimento do Dnit dizendo que não poderíamos de fato excluir da malha rodoviária federal aquele trecho, por definitivo. Mas, sim, transferir a administração do quilômetro zero ao quilômetro 7,2, ou seja, precisamente de Jardim América, na estação ferroviária, ou na Segunda Ponte, até o trevo da Ceasa. Hoje, o jornal A Tribuna traz uma matéria importantíssima não só da questão da reta do aeroporto que será assumida pelo Governo do Estado, como também do trecho da BR-262, da Segunda Ponte, até o trevo da Ceasa que também passará a ser administrado pelo Governo Federal. Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, quero dividir o resultado desse trabalho que iniciei quando era presidente da Comissão de Infraestrutura, solicitado pelo comércio de Cariacica, pelos moradores que moram às margens da BR-262, pelas lideranças populares, pelas associações comerciais e de moradores, da importância de ter esse trecho administrado pelo Governo do Estado. Senhor Deputado Edson Magalhães, nesse trecho passará o BRT, o Bus Rapid Transit, que é o BRT que facilitará o acesso – o Senhor Deputado Nunes gostou do meu inglês - mais rápido, eficaz e eficiente do transporte coletivo. Fará também com que possamos ter as intervenções necessárias como as passarelas, como os cruzamentos que se tem da Rodovia José Sete, da Rodovia Leste-Oeste, da entrada de Campo Grande, do acesso à Vila Capixaba, à Jardim América, a Alto Lage, enfim, garantirá que Cariacica tenha investimentos de maior porte por parte do Governo do Estado, sem desmerecer os investimentos do Governo Federal na área de infraestrutura, Senhora Deputada Luzia Toledo. Só para dizer que a distância do Ministério dos Transportes, no Estado do Espírito Santo, acaba demorando e dificultando os investimentos e o governo administrando essa rodovia será muito mais fácil. Nesse slide, Senhora Deputada Luzia Toledo, está o Ministro recebendo das minhas mãos, e ao lado está o Deputado Federal Evair de Melo e o Diretor da Antt, da estadualização daquele trecho que é uma vitória não deste Deputado, não de Cariacica, mas de todo o Parlamento. Muito obrigado. (Muito bem!) a quem agradeço a gentileza, gostaria de convidar os deputados e a deputadas e todos que estão nos vendo nessa hora, os telespectadores e as telespectadoras para participarem da sessão solene que será realizada, hoje, às 19h, em comemoração ao Dia do Escritor. Esta Casa receberá, hoje, a cultura do Estado do Espírito Santo, ou seja, o Instituto Histórico e Geográfico, as academias, a Academia Espírito-Santense de Letras, a Academia Feminina Espírito-Santense de Letras e as academias municipais. Gostaríamos muito que todos que estão nos vendo nessa hora se sentissem convidados. Hoje, às 19h, teremos uma sessão solene, homenageando com a comenda Rubem Braga todos os nossos escritores e escritoras do Estado do Espírito Santo. Portanto, deixo o convite ratificado. Ontem fiz esse convite, hoje o faço novamente, porque é um momento importante do Estado do Espírito Santo. (Comparecem os Senhores Deputados Almir Vieira e Freitas) Concedo a palavra à Comissão de Agricultura, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Nesses dois minutos que foram cedidos pelo Senhor Deputado Padre Honório, O SR. RODRIGO COELHO – (PT) – Senhora Presidenta, pela ordem! Como relator da matéria na Comissão de Justiça, pedi a baixada de pauta do Projeto de Lei n.º 172/2015, oriundo da Mensagem n.º 43/2015, de autoria do Governo do Estado do Espírito Santo, que redefine uma área do Distrito de Alto Gironda, no Município de Vargem Alta, porque trata das divisas de Alto Gironda e de Cachoeiro de Itapemirim. Pedi a baixada de pauta desse projeto de lei porque tinha a necessidade de anexar documentos do processo; pedi também ao Idaf uma demarcação efetiva da divisa, que chegou ao nosso gabinete e encaminhei para anexação ao projeto de lei. Peço que o inclua na Ordem do Dia, pois estamos aptos a relatá-lo a partir de amanhã, Senhora Presidenta. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Defiro. Findo o tempo destinado à fase das Comunicações, passa-se à Ordem do Dia. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 243/2015, oriundo da Mensagem Governamental n.º 104/2015, que altera a Lei n.º 10.297, de 20 de novembro de 2014, que institui o Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar do Estado. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres orais da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação. Na Comissão de Agricultura, a Senhora Deputada Janete de Sá se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 30/06/2015. (Prazo até o dia 07/07/2015). A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO – (JANETE DE SÁ – PMN) – Convoco os membros 134 - Diário do Poder Legislativo da Comissão de Agricultura, Senhores Deputados Padre Honório, Raquel Lessa, Eliana Dadalto e Freitas. (Pausa) Informo aos Senhores Deputados que na sessão ordinária do dia 30 de junho de 2015 me prevaleci do prazo regimental para relatar o projeto, o que passarei a fazer neste momento. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Agricultura, estivemos analisando melhor a matéria e achamos que, para este momento, como se trata de um fundo para atendimento á agricultura familiar, esse projeto deva ser relatado favoravelmente e abrigado por esta Comissão sem emendas. Assim, Senhora Presidenta, relatamos pela aprovação do projeto, na forma apresentada em mensagem pelo Governo do Estado. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? A SR.ª RAQUEL LESSA – (SD) - Com a relatora. A SR.ª ELIANA DADALTO – (PTC) Com a relatora. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT) - Com a relatora. O SR. FREITAS – (PSB) – Com a relatora. A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO – (JANETE DE SÁ – PMN) – Senhora Presidenta, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Agricultura. Devolvo o projeto à Mesa. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (DARY PAGUNG – PRP) – Convoco os membros da Comissão de Finanças, Senhores Deputados Freitas, Hudson Leal, Almir Vieira, Edson Magalhães e Rodrigo Coelho. Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Finanças, trata de projeto que altera a Lei n.º 10.297, de 20 de novembro de 2014, que institui o Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar do Estado do Espírito Santo. Ouvindo os deputados que analisaram o projeto, Senhores Deputados Rodrigo Coelho e Janete de Sá, nosso parecer é pela sua aprovação. Este projeto é de mérito da Comissão de Agricultura. (Muito bem!) (Pausa) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. FREITAS - (PSB) – Com o relator. O SR. HUDSON LEAL - (PRP) – Com o relator. O SR. ALMIR VIEIRA - (PRP) – Com o relator. O SR. EDSON MAGALHÃES - (DEM) – Com o relator. O SR. RODRIGO COELHO - (PT) – Com o relator. O SR. PRESIDENTA DA COMISSÃO – (DARY PAGUNG - PRP) – Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo o projeto à Mesa. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) - Em discussão o Projeto de Lei n.º 243/2015. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. À Secretaria para extração de autógrafos. O SR. DARY PAGUNG - (PRP) – Senhora Presidenta, pela ordem! Convidei o Senhor Deputado Doutor Hércules para votação do parecer na Comissão de Finanças e S. Ex.a estava na sala ao lado, mas chegou ao plenário. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) - Está registrada a presença do Senhor Deputado Doutor Hércules em plenário. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Resolução n.º 29/2015, do Senhor Deputado Sergio Majeski, que acrescenta parágrafo 5.º ao artigo 144 da Resolução n.º 2.700, de 15 de julho de 2009, dispondo sobre estudos técnicos elaborados pela Diretoria da Consultoria Temática. Publicado no DPL do dia 26/05/2015. Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (RODRIGO COELHO - PT) – Convoco os membros da Comissão de Justiça, Senhores Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Deputados Gildevan Fernandes, Raquel Lessa, Janete de Sá, Eliana Dadalto, Amaro Neto e Padre Honório. Este projeto tramitava na Comissão de Justiça, onde tinha sido designado como relator o Senhor Deputado Gildevan Fernandes. O Senhor Deputado Sergio Majeski solicitou que viesse em regime de urgência. Mesmo na urgência, designo para relatar o projeto o Senhor Deputado Gildevan Fernandes. O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV Sem revisão do orador) – Senhor Presidente e senhores membros da Comissão de Justiça, o Projeto de Resolução n.º 29/2015, do Senhor Deputado Sergio Majeski, a quem chamo atenção, acrescenta parágrafo 5.º ao artigo 144 da Resolução n.º 2.700, de 15 de julho de 2009, dispondo sobre estudos técnicos elaborados pela Diretoria da Consultoria Temática. Art. 1.º Acrescenta parágrafo 5.º ao Art. 144 da Resolução n.º 2.700, de 15.07.2009, renumerando os demais. Diário do Poder Legislativo - 135 Enaltecemos a iniciativa de S. Ex.a e relatamos por sua constitucionalidade e legalidade. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (RODRIGO COELHO - PT) - Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? A SR.ª RAQUEL LESSA - (SD) – Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ - (PMN) – Com o relator. A SR.ª ELIANA DADALTO - (PTC) – Com o relator. O SR. AMARO NETO - (PPS) – Com o relator. O SR. PADRE HONÓRIO - (PT) – Com o “Art. 144. A proposição de iniciativa de Deputado poderá ser apresentada individual ou coletivamente. [...] §5º. Admitir-se-ão em anexo, quando demandados, estudos técnicocientíficos elaborados pela Diretoria da Consultoria Temática a fim de subsidiar as proposições. [...] Art. 2.º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Esta matéria está tramitando em regime de urgência, Senhor Deputado Sergio Majeski, regime de urgência apoiado por todos os Senhores Deputados. Enaltecemos a iniciativa do Senhor Deputado Sergio Majeski, que em sua justificativa enumera, entre outras questões: Cientes da importância da Consultoria para a elaboração, e para a posterior tramitação do processo legislativo, este projeto visa inserir a mesma no Regimento Interno desta Casa a exemplo de experiências de sucesso na Câmara, no Senado e em outras Casas Legislativas do país. Esta matéria não acrescenta despesa alguma a esta Casa. Já temos profissionais contratados no quadro efetivo da Assembleia Legislativa. A ideia do Senhor Deputado Sergio Majeski é louvável e muito engrandecedora para o processo legislativo. relator. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (RODRIGO COELHO – PT) – A Presidência acompanha o voto do relator. Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Justiça. Devolvo o projeto à Mesa. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) - Concedo a palavra à Comissão de Defesa da Cidadania, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (PADRE HONÓRIO - PT) - Senhor Presidente, na forma regimental assumo a presidência da Comissão de Defesa da Cidadania e convoco seus membros, Senhores Deputados Dary Pagung, Nunes, Sergio Majeski e Marcos Bruno. (Pausa) Designo para relatar o projeto o Senhor Deputado Dary Pagung. O SR. DARY PAGUNG – (PRP - Sem revisão do orador) – Senhor Presidente e senhores membros da Comissão, passo a relatar o Projeto de Resolução n.º 29/2015, do Senhor Deputado Sergio Majeski, que acrescenta parágrafo 5.º ao art. 144 da Resolução n.º 2.700, de 15 de julho de 2009, dispondo sobre estudos técnicos elaborados pela Diretoria da Consultoria Temática. O parágrafo 5.º, que o Senhor Deputado Sergio Majeski está acrescentando, diz: §5º. Admitir-se-ão em anexo, quando demandados, estudos técnico-científicos elaborados pela 136 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Diretoria da Consultoria Temática a fim de subsidiar as proposições. [...] Esta é a ideia do nobre Deputado Sergio Majeski. É uma grande justificativa, que não lerei, mas registro que é um projeto importante e que acrescenta ao Regimento Interno o parágrafo quinto do art. 144. Nosso parecer é pela aprovação. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (PADRE HONÓRIO - PT) - Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. NUNES - (PT) – Com o relator. O SR. SERGIO MAJESKI - (PSDB) – Com o relator. O SR. MARCOS BRUNO - (PRTB) – Com o relator. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (PADRE HONÓRIO - PT) - A Presidência acompanha o voto do relator. Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Defesa da Cidadania. Parabenizamos o Senhor Deputado Sergio Majeski, que sensibilizou até o coração do Líder do Governo. Devolvo o projeto à Mesa. (Comparece o Senhor Gilsinho Lopes) Deputado A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) - A presente proposição depende do parecer da Mesa. Designo para relatar o projeto o Senhor 1.º Secretário. O SR. 1.º SECRETÁRIO - (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD - Sem revisão do orador) Senhor Presidente e Senhor 2.º Secretário, não poderia perder essa oportunidade de participar dos momentos históricos desta Casa. Hoje, esta matéria na Comissão de Justiça teve do seu presidente a inteligência e a habilidade para convidar o Senhor Deputado Gildevan Fernandes para relatá-la. E na escolha do Senhor Deputado Rodrigo Coelho houve um suspense do Plenário. Inclusive lia um livro, alguns textos da vida de Getúlio Vargas, e tive que suspender a leitura para observar essa escolha de relator. E me surpreendi agradavelmente, com o relatório favorável e até registrado com elogios do Líder do Governo a um projeto de autoria do Senhor Deputado Sergio Majeski, o que sem sombra de dúvida mostra que o Parlamento possui essas particularidades na discussão dos assuntos trazidos a esta Casa. Não só na discussão acalorada, quando se diverge, mas também no relato e na admissão do projeto de um deputado que se esforça no sentido de trabalhar diuturnamente para ajudar, para contribuir com a Educação deste Estado, conhecedor profundo de todos os temas relacionados à Educação e que também mostrou habilidade para possibilitar que esta Casa aproveite de maneira mais objetiva, de maneira mais rápida, com uma área de atividade desta Casa que precisava renascer em termos de funcionamento de atividades. E esta matéria do Senhor Deputado Sergio Majeski dá oportunidade a vários servidores desta Casa, de profundos conhecimentos técnicos e que estão quase sem muita atividade nesta Assembleia. A matéria em discussão não tem nenhum custo, acrescenta apenas essa atividade que resolve o problema dos próprios profissionais que tanto estudam, que tanto têm interesse em contribuir com o Poder Legislativo. E agora, baseado nessa proposta, poderão prestar relevantes serviços a esta Casa. Meus parabéns Senhor Deputado Sergio Majeski, que além de conseguir resolver um problema administrativo importante desta Casa com sua proposta, mostrou que no Parlamento é possível se conseguir unanimidade mesmo quando se diverge de outras ideias. Essa matéria fez com que o Líder do Governo tivesse oportunidade de relatar favoravelmente à matéria do Senhor Deputado Sergio Majeski, teve a possibilidade de atender a um dos nossos deputados simbólicos, o Senhor Carlos Eduardo Casa Grande, que também lutou para que isso fosse resolvido, e conseguiu fazer com que a Senhora Deputada Raquel Lessa, sem consultar o líder, votasse a favor da matéria do Senhor Deputado Sergio Majeski , porque normalmente S. Ex.ª não faz isso tão fácil, sem buscar realmente uma consulta ao líder. Creio que a matéria merece ser aprovada por seu próprio mérito e por celebrar hoje um momento raro neste Parlamento. Por isso, elogiamos o Senhor Deputado Sergio Majeski, que teve sua matéria aprovada à unanimidade nas Comissões e, com certeza, no Plenário desta Casa. É assim que relato. A SR.ª PRESIDENTA - (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como vota o Senhor 2.º Secretário? O SR. CACAU LORENZONI –(PP) - A favor. A SR.ª PRESIDENTA - (LUZIA TOLEDO - PMDB) - A Presidenta vota a favor. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Aprovado o parecer. Em discussão o Projeto de Resolução n.º 29/2015. Não havendo oradores que queiram discutilo, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Resolução n.º 29/2015. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. Em Mesa para promulgação. Parabéns, Senhor Deputado Sergio Majeski. Votação adiada, com discussão em 1.º turno encerrada, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 05/2015, do Senhor Deputado Gilsinho Lopes e outros, que dá nova redação ao caput do art. 63 da Constituição Estadual, que dispõe sobre a iniciativa das leis, dentre os legitimados, o Tribunal de Contas do Estado. Publicada no DPL do dia 25/03/2015. Pareceres n.os 95/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade, legalidade e admissibilidade e 15/2015, da Comissão de Finanças, pela aprovação, publicados no DPL do dia 23/06/2015. Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) - votação nominal. Em votação, em 1.º turno, a Proposta de Emenda Constitucional n.º 05/2015, lida em sessão anterior. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Senhora Presidenta, pela ordem! Na forma regimental, como autor da proposta, peço a palavra para encaminhar votação. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes. O SR. GILSINHO LOPES – (PR – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, considerando que a proposta já deve ter passado pela maioria das comissões e ter sido aprovada pelas mesmas, solicito aos nobres colegas que votem SIM pela aprovação da presente proposta de emenda constitucional. (Muito bem!) O SR. ERICK MUSSO – (PP) – Senhora Presidenta, pela ordem! Visto que a votação é nominal, peço a V. Ex.ª que faça uma chamada aos Senhores Deputados que se encontram nas imediações do plenário. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – A Presidência apela aos Senhores Deputados que se encontram nas imediações do Plenário que adentrem ao recinto e aponham presença nos terminais eletrônicos. (Pausa) Em votação, em 1.º turno, a Proposta de Diário do Poder Legislativo - 137 Emenda Constitucional n.º 05/2015. A presente proposta exige votação nominal, que será realizada utilizando-se o painel eletrônico. Os Senhores Deputados que forem favoráveis à proposta votarão SIM; os que forem contrários votarão NÃO. Solicito aos Senhores Deputados que registrem o voto nos terminais eletrônicos. (Pausa) (Procede-se ao registro dos votos) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto, Euclério Sampaio, Gilsinho Lopes, Marcelo Santos e Pastor Marcos Mansur) (Votam SIM os Senhores Deputados Almir Vieira, Amaro Neto, Bruno Lamas, Cacau Lorenzoni, Da Vitória, Dary Pagung, Doutor Hércules, Edson Magalhães, Eliana Dadalto, Enivaldo dos Anjos, Erick Musso, Freitas, Gildevan Fernandes, Hudson Leal, Janete de Sá, Marcos Bruno, Nunes, Padre Honório, Raquel Lessa, Rodrigo Coelho e Sergio Majeski; votam NÃO os Senhores Deputados Guerino Zanon e Sandro Locutor) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Votaram SIM vinte e um Senhores Deputados; votaram NÃO dois Senhores Deputados; uma abstenção da Presidenta, regimentalmente impedida de votar. Em consequência, fica aprovada, em 1.º turno, a Proposta de Emenda Constitucional n.º 05/2015. A proposta baixa de pauta para cumprir o interstício regimental de duas sessões ordinárias, retornando à pauta após esse prazo para discussão e votação em 2.º turno. (Comparece o Senhor Gilsinho Lopes) Deputado O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Senhora Presidenta, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes. O SR. GILSINHO LOPES – (PR – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, gostaria de agradecer a votação. Entendo a situação dos Senhores Deputados que votaram NÃO, mas agradeço a todos 138 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 que votaram SIM. (Muito bem!) O SR. 1.º SECRETÁRIO – (ENIVALDO DOS ANJOS - PSD) – Senhora Presidenta, pela ordem! Requeiro a V. Ex.ª votação em bloco dos itens 4 a 51 da pauta, todos projetos de decreto legislativo que dizem respeito a títulos de cidadania. Dadalto, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Renato Souza Ribeiro. Publicado no DPL do dia 03/06/2015. Pareceres n.os 186/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 61/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO - PMDB) – É regimental, mas depende de apoiamento do Plenário. Em votação o requerimento do Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos. Os Senhores Deputados que os aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovado. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 13/2015, da Senhora Deputada Eliana Dadalto, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Tânia Maria Cordeiro. Publicado no DPL do dia 03/06/2015. Pareceres n.os 185/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 23/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 02/2015, do Senhor Deputado Sandro Locutor, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Michelle Meira Costa. Publicado no DPL do dia 25/03/2015. Pareceres n.os 117/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 75/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 14/2015, da Senhora Deputada Eliana Dadalto, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Altamir Ribeiro de Moura. Publicado no DPL do dia 03/06/2015. Pareceres n.os 184/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 24/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 05/2015, da Senhora Deputada Janete de Sá, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Luca Lunardi. Publicado no DPL do dia 06/05/2015. Pareceres n.os 150/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 57/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 10/2015, da Senhora Deputada Janete de Sá, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Mônica Pretti Haynes. Publicado no DPL do dia 28/05/2015. Pareceres n.os 181/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 22/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 11/2015, da Senhora Deputada Janete de Sá, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Gudialace Silva de Oliveira. Publicado no DPL do dia 02/06/2015. Pareceres n.os 187/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 60/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 12/2015, da Senhora Deputada Eliana Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 15/2015, do Senhor Deputado Padre Honório, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Monsenhor Emílio Gonzales Escalada. Publicado no DPL do dia 03/06/2015. Pareceres n.os 170/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, com emenda, 25/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, com emenda, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 17/2015, do Senhor Deputado Edson Magalhães, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor José Bomfim do Nascimento. Publicado no DPL do dia 08/06/2015. Pareceres n.os 171/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 26/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 18/2015, do Senhor Deputado Edson Magalhães, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Mário Laignier Neto. Publicado no DPL do dia 08/06/2015. Pareceres n.os 208/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 46/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 19/2015, do Senhor Deputado Padre Honório, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Abel Taveira de Moraes Junior. Publicado no DPL do dia 08/06/2015. Pareceres n.os 183/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 27/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 20/2015, do Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Pastor João Ribeiro de Souza Costa Júnior. Publicado no DPL do dia 08/06/2015. Pareceres n.os 228/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 63/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 21/2015, da Mesa Diretora, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Luiz Fernando Azevedo Delage. Publicado no DPL do dia 08/06/2015. Pareceres n.os 193/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 28/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 22/2015, da Senhora Deputada Raquel Lessa, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Lucia Souza Vago. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 182/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 29/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 23/2015, da Senhora Deputada Raquel Lessa, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Maria Astrilza da Paixão Lisboa. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 172/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 30/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 24/2015, da Senhora Deputada Luzia Toledo, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Doutor Humberto Alexandre Campos Ramos. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Diário do Poder Legislativo - 139 Pareceres n.os 191/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 31/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 25/2015, da Senhora Deputada Raquel Lessa, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Kasimira Zieba Glazar. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 173/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 32/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 26/2015, do Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Manoel Saraiva Neto. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 174/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 33/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 27/2015, do Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Wilson Elizeu Coelho. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 229/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 70/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 28/2015, do Senhor Deputado Edson Magalhães, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense à Senhora Rosania Martins Vieira. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 175/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 34/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 29/2015, do Senhor Deputado Doutor Hércules, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Hamilton Soares Junior. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 197/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 55/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. 140 - Diário do Poder Legislativo Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 30/2015, do Senhor Deputado Doutor Hércules, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Coronel Edson Massayuki Hiroshi. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 176/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 35/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 31/2015, do Senhor Deputado Sergio Majeski, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Aldo Lugão de Carvalho. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 206/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 44/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 32/2015, do Senhor Deputado Sergio Majeski, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Hebert Wilson Santos Cabral. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 180/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 36/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 33/2015, do Senhor Deputado Marcelo Santos, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Ítalo Chagas Santos. Publicado no DPL do dia 09/06/2015. Pareceres n.os 196/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 54/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 34/2015, do Senhor Deputado Marcelo Santos, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor CMG Marco Aurélio de Arruda. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 205/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 71/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 35/2015, do Senhor Deputado Nunes, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Jakson Andrade Silva. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 177/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 legalidade, 37/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 36/2015, da Senhora Deputada Luzia Toledo, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Flávio Figueiredo Salles. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 198/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 47/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 37/2015, da Senhora Deputada Luzia Toledo, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Wannir Siqueira Filho, Kiko. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 178/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 38/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 38/2015, do Senhor Deputado Bruno Lamas, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Ciléa Aparecida Victoria Martins. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 188/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 39/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 39/2015, do Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense à Senhora Simony Benelli. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 230/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 66/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 40/2015, do Senhor Deputado Guerino Zanon, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Amantino Pereira Paiva. Publicado no DPL do dia 10/06/2015. Pareceres n.os 189/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 40/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 41/2015, do Senhor Deputado Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Guerino Zanon, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Paulo Eustáquio Novais Lima. Publicado no DPL do dia 11/06/2015. Pareceres n.os 190/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 41/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 42/2015, do Senhor Deputado Guerino Zanon, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense à Senhora Maria Aparecida Paes Leme de Novais Lima. Publicado no DPL do dia 11/06/2015. Pareceres n.os 192/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 42/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 44/2015, do Senhor Deputado Amaro Neto, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Douglas Rafael Camargo. Publicado no DPL do dia 16/06/2015. Pareceres n.os 199/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 48/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 45/2015, do Senhor Deputado Amaro Neto, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Alexandre Nogueira de Carvalho. Publicado no DPL do dia 16/06/2015. Pareceres n.os 207/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 45/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 46/2015, do Senhor Deputado Da Vitória, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Estéfano Luiz Silote. Publicado no DPL do dia 16/06/2015. Pareceres n.os 203/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 51/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 47/2015, do Senhor Deputado Bruno Lamas, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor João Carlos Gandra da Silva Martins. Publicado no DPL do dia 16/06/2015. Pareceres n.os 179/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 65/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, Diário do Poder Legislativo - 141 dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 48/2015, do Senhor Deputado Bruno Lamas, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense à Senhora Marialva Henrique barbosa. Publicado no DPL do dia 17/06/2015. Pareceres n.os 202/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 50/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 49/2015, do Senhor Deputado Dary Pagung, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Matheus Martins Magalhães. Publicado no DPL do dia 18/06/2015. Pareceres n.os 201/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 64/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 50/2015, do Senhor Deputado Hudson Leal, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Carlos Roberto da Silva. Publicado no DPL do dia 23/06/2015. Pareceres n.os 231/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 69/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 51/2015, do Senhor Deputado Hudson Leal, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Jeferson Gonçalves Ferreira. Publicado no DPL do dia 23/06/2015. Pareceres n.os 200/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 49/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 52/2015, do Senhor Deputado Hudson Leal, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Ruy Ferreira Marques. Publicado no DPL do dia 23/06/2015. Pareceres n.os 232/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 68/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 53/2015, do Senhor Deputado Rodrigo Coelho, que concede o Título de Cidadania 142 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Espírito-Santense ao Senhor Joás Máximo de Oliveira. Publicado no DPL do dia 23/06/2015. Pareceres n.os 194/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 53/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 54/2015, do Senhor Deputado Cacau Lorenzoni, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Iran Guimarães de Azevedo. Publicado no DPL do dia 23/06/2015. Pareceres n.os 204/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 52/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 55/2015, do Senhor Deputado Rodrigo Coelho, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Fabio Eduardo de Lima Santos. Publicado no DPL do dia 23/06/2015. Pareceres n.os 195/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 56/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 56/2015, do Senhor Deputado Da Vitória, que concede o Título de Cidadania EspíritoSantense ao Senhor Fauze Abdalla Kilsam. Publicado no DPL do dia 24/06/2015. Pareceres n.os 233/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 72/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Discussão única do Projeto de Decreto Legislativo n.º 57/2015, do Senhor Deputado Euclério Sampaio, que concede o Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Laniminer Jardim. Publicado no DPL do dia 26/06/2015. Pareceres n.os 234/2015, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, 74/2015, da Comissão de Defesa da Cidadania, pela aprovação, dispensada a publicação na Sessão Ordinária do dia 06/07/15. Em discussão os Projetos de Legislativo n.os 02/2015, 05/2015, 10/2015, 12/2015, 13/2015, 14/2015, 15/2015, 18/2015, 19/2015, 20/2015, 21/2015, 23/2015, 24/2015, 25/2015, 26/2015, 28/2015, 29/2015, 30/2015, 31/2015, 33/2015, 34/2015, 35/2015, 36/2015, 38/2015, 39/2015, 40/2015, 41/2015, 44/2015, 45/2015, 46/2015, 47/2015, Decreto 11/2015, 17/2015, 22/2015, 27/2015, 32/2015, 37/2015, 42/2015, 48/2015, 49/2015, 50/2015, 51/2015, 52/2015, 53/2015, 54/2015, 55/2015, 56/2015 e 57/2015. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam como estão; os contrários se manifestem verbalmente. (Pausa) Aprovados. Em Mesa para promulgação. Todos os Títulos de Cidadania EspíritoSantense acabam de ser aprovados em bloco, conforme decisão do Plenário. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 81/2015, da Senhora Deputada Luzia Toledo, que declara a Moqueca Capixaba como patrimônio imaterial do Estado. Publicado no DPL do dia 17/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 231/2015, do Senhor Deputado Gilsinho Lopes, que regulamenta a proteção do exercício da atividade classista no Serviço Público Estadual, garantida nos arts. 13 e 34 da Constituição Estadual e no art. 8.º, da Constituição Federal, e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 17/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 60/2015, do Senhor Deputado Euclério Sampaio, que concede titulo de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Jefferson Cabral. Publicado no DPL do dia 01/07/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 36/2015, do Senhor Deputado Rodrigo Coelho e outros, que altera as redações aos §§ 3.º, 4.º, 11 e 12, do art. 59 da Resolução n.º 2.700, de 15 de julho de 2009, para dispor sobre os prazos e quantitativo máximo das Comissões Parlamentares de Inquérito. Publicado no DPL do dia 17/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 37/2015, da Senhora Deputada Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Eliana Dadalto, que institui a Comenda do Mérito Legislativo Motorista Fábio Alexandre Sousa em homenagem aos motoristas profissionais. Publicado no DPL do dia 17/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 208/2015, da Senhora Deputada Luzia Toledo, que declara as formas de expressão (falares) do povo capixaba como patrimônio imaterial do Estado. Publicado no DPL do dia 26/05/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 241/2015, da Senhora Deputada Luzia Toledo, que altera dispositivos da Lei n.º 9.297, de 16.09.2009, para adequar o termo Agricultura Familiar à nova nomenclatura, Agroindústria Familiar. Publicado no DPL do dia 17/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 2ª sessão, do Projeto de Lei n.º 256/2015, do Deputado Euclério Sampaio, que dispõe sobre pagamento mínimo em contas de energia elétrica. Publicado no DPL do dia 30/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 3.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 61/2015, do Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur, que concede Título de Cidadania Espírito-Santense à Senhora Edna Pantoja Omar da Costa Ferreira. Publicado no DPL do dia 07/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 62/2015, do Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur, que concede Título de Cidadania Espírito-Santense à Senhora Andréia Soares Ramos. Publicado no DPL do dia 07/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Diário do Poder Legislativo - 143 Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 63/2015, do Senhor Deputado Euclério Sampaio, que concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Senhor Lindomar Rafael Gonçalves. Publicado no DPL do dia 07/06/2015. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Finda a Ordem do Dia, passa-se à fase do Grande Expediente, dividido em duas partes: Lideranças Partidárias e Oradores Inscritos. Concedo a palavra ao Líder do DEM, Senhor Deputado Edson Magalhães. Enquanto o Senhor Deputado se dirige à tribuna, registro com muito prazer a presença da Senhora Vereadora Flaviana Almeida Herzog, presidente da Câmara Municipal Afonso Cláudio, que está visitando a Assembleia Legislativa. Seja bemvinda, vereadora Flaviana. O SR. EDSON MAGALHÃES - (DEM Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, cumprimento os capixabas que nos assistem pela TV Ales e todo o povo de Guarapari. Minha fala hoje será breve para refletirmos um pouco mais sobre uma questão importantíssima para o desenvolvimento do nosso Estado do Espírito Santo. Senhora Presidenta Luzia Toledo, estivemos na Findes, na sexta-feira, com o ministro, o Governador Paulo Hartung, o Senador Ricardo Ferraço, alguns deputados estaduais e federais, na audiência pública sobre a ferrovia que ligará Cariacica ao estado do Rio de Janeiro. Como membro e presidente da Comissão de Infraestrutura, quero dizer da importância desse empreendimento para o estado do Espírito Santo. Esse empreendimento vai com certeza aquecer a economia do Espírito Santo em um momento muito feliz, momento em que o Governador Paulo Hartung começa a traçar as políticas de desenvolvimento e, com certeza, políticas que trarão a este Estado não somente uma melhor receita, mas, sobretudo, emprego e renda. Não será somente a ferrovia, mas outros empreendimentos importantes como o porto central de Presidente Kennedy, para ligarmos o Espírito Santo ao Rio de Janeiro, a São Paulo, à região centrooeste. Poderemos trabalhar de formar integrada com a região sudeste e centro-oeste em diversos segmentos. Então, a importância de um porto desse tamanho para o Estado do Espírito Santo é sem dúvida uma forma de colocar o estado num patamar bem diferenciado. E não para por aí. Teremos a duplicação da BR 101 e também naquela ocasião o ministro fez 144 - Diário do Poder Legislativo questão de dizer também da duplicação da BR 262. Ou seja, o Espírito Santo, sem dúvida nenhuma, tem uma das melhores logísticas do país para, não somente desenvolver uma política empresarial, mas, sobretudo, uma política portuária em que diversos produtos poderão entrar através do Porto Central, e, com certeza, melhorar muito nossa economia e principalmente a receita do Estado neste momento tão difícil da vida brasileira. Esse fim de semana, sem querer falar de pessoas, outra decepção divulgada pela revista Veja. Que país é esse? Um país que atravessa a pior crise, que não é internacional, isso tem que ficar muito claro para os capixabas e brasileiros, muito diferente da Grécia, país que não tem uma reserva à altura do Brasil. O Brasil tem um parque industrial forte e reservas. O que precisamos neste país, de fato, é a decência do serviço público. É aquilo que falamos todos os dias. Precisamos realmente tratar de segmentos, áreas neste país, com outro olhar, um olhar melhor pela educação e pela saúde. Os Senhores Deputados Doutor Hércules e Hudson Leal falaram hoje e se quiserem podem apartear. A Estratégia Saúde da Família, programa maravilhoso, sem dúvida nenhuma, é um programa que, pelo tempo em que foi criado, as universidades federais, assim como as faculdades privadas, deveriam contemplar vagas em número maior, principalmente, para clínicos e pediatras. A fala do Senhor Deputado Doutor Hércules de que o pediatra tem que dar atenção à criança na hora do pós-parto, com certeza, Senhor Deputado Hudson Leal, me parece que esses pediatras ocuparão um espaço vazio pela escassez de pediatras, não somente nos municípios capixabas, mas também nos demais municípios brasileiros. Digo isso com muita certeza. Isso ocorreu em Guarapari. Quando fizemos a Unidade de Pronto Atendimento infantil – Upai, um belíssimo espaço para atender todas as crianças de zero a treze anos, Senhor Deputado Bruno Lamas, tivemos o privilégio de treinar pessoas capacitadas para trabalhar nas diversas áreas, como também tivemos a capacidade de ter, naquele belo espaço, dez pediatras. Isso é muito difícil no Espírito Santo. Infelizmente a Upai de Guarapari tomou outro rumo, acharam melhor quebrar em dois hospitais em Guarapari, trazer gente de fora, quebrar um estabelecimento de saúde, há um ano inaugurado, para dar lugar a um hospital privado, sabendo que Guarapari teria um hospital materno-infantil Cidade Saúde, de primeiro mundo, já com verba contemplada, espaço desapropriado. Existem essas contradições. Infelizmente a justiça local fechou os olhos para a saúde e contemplaram não os pobres, mas os ricos da cidade de Guarapari. Mas entendi muito bem o recado do Senhor Deputado Doutor Hércules. É assim mesmo, o mundo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 é assim. Não é diferente, não. O Brasil não é diferente do resto do mundo. O Brasil, muito pelo contrário, tenta copiar aquilo que tem de bom no mundo, mas não consegue fazer. Evidentemente, discutimos uma saúde de qualidade. É isso que queremos. Mas a roubalheira no Brasil está grande. Não queremos qualificar pessoas, mas o que a revista Veja coloca nesse final de semana, Senhor Deputado Amaro Neto, é uma calamidade. Como pode um filho do presidente do Tribunal de Contas de União, um órgão tão superior, um órgão técnico, constituído por pessoas capacitadas, dizer que recebe um milhão de reais para fazer o chamado trampolim, do empresariado brasileiro com o Tribunal de Contas de União? Já pensou se isso estiver acontecendo em outros setores, que têm ligação direta com a economia brasileira? Lamento profundamente que o Brasil esteja passando por esse momento. Torço para que a nossa presidenta possa sair dessa situação. Infelizmente também aguardo até com muita desconfiança de que outras pessoas do governo possam estar envolvidas num processo tão arcaico, tão infeliz, que tomou o rumo da economia brasileira. O Sr. Hudson Leal - (PRP) – Senhor Deputado Edson Magalhães, essa sua observação foi muito boa quando falou sobre o pediatra. Na verdade, tem diminuição, mas não falta pediatra. Falo porque sou médico e o que está faltando é remuneração adequada ao profissional de saúde. Um profissional médico que passa seis anos e depois mais quatro anos fazendo residência... No Estado do Espírito Santo temos um exemplo muito simples. O Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves paga muito bem aos pediatras e não faltam especialistas nessa área. Existe um piso. Sei que é muito difícil para uma prefeitura pagar um pediatra, que é a atenção básica. Mas, hoje, o que o governo faz com o programa Mais Médicos... E, volto a falar, sou favorável ao programa Mais Médicos, desde que os médicos sejam profissionais qualificados e que tenham feito provas. O valor que eles recebem é muito bom, são dez mil e quatrocentos reais. Se pagar esse profissional para atender uma média de quatorze a dezesseis profissionais, como é o número de atendimentos, você pode ter certeza de que vai ter pediatra. O Senhor Deputado Doutor Hércules fala da falta de pediatras. Foi uma conquista para a população brasileira o pediatra na sala de parto. Estamos retrocedendo. Foi aberta uma consulta pública on-line, já foi fechada e o texto vai mudar, em vez de ser pediatra será feito por médico ou profissional treinado para a reanimação. Será grave se isso passar. Tudo bem que seja um médico, mas quando coloca: ou profissional treinado para a reanimação, pode ser um engenheiro, um bombeiro, pode ser qualquer um que seja treinado para a Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 reanimação. Saiu uma portaria da Secretaria de Ciência e Tecnologia, recente. Às vezes, a Senhora Presidenta Dilma Rousseff não sabe o que está acontecendo nos seus Ministérios. Foi suspensa, Senhor Deputado Edson Magalhães, a partir do dia 27 de maio de 2015, quimioterapia para tumor de cabeça e pescoço. A quimioterapia é um tratamento universalmente aceito, em todos os lugares têm. A partir dessa data foi suspensa para usuários do SUS. Só para os senhores lembrarem, no mundo, de cinco a dez por cento dos tumores são de cabeça e pescoço, e desses, noventa e cinco por cento é de tumor epidermóide, que é o tipo mais comum. Para o convênio, para o particular, não foi suspenso. Então, mais uma vez, há uma decisão equivocada que acho que será revertida. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço já tenta reverter isso. A população tem que ter benefício adicional e não subtração de benefícios. Obrigado, Senhor Deputado, pelo aparte. O SR. EDSON MAGALHÃES – (DEM) – Obrigado. Tenho dito sempre, Senhor Deputado Hudson Leal, que o Sistema Único de Saúde do Brasil deve ser aplaudido, pois é perfeito. Agora, temos essas questões que deixam, evidentemente, a desejar. Quando me refiro à falta de pediatra é porque conheço vários pediatras que nos anos 90, por falta de uma remuneração à altura, deixaram essa especialidade e ingressaram em outra. Logo, existe essa escassez. O programa Estratégia Saúde da Família deveria contemplar esses profissionais para que à medida que forem acontecendo as coberturas, poderíamos também ter médicos para compor a equipe desse programa. Senhora Deputada Luzia Toledo, muito obrigado. Felicidades. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Obrigada e parabéns pela fala, Senhor Deputado Edson Magalhães! Findo o tempo destinado às Lideranças Partidárias, concedo a palavra ao Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, orador inscrito. O SR. ENIVALDO DOS ANJOS – (PSD – Sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o jornal A Gazeta, de domingo, fez uma matéria sobre as participações populares. No dia 18 de maio deste ano, apresentamos nesta Casa uma proposta de emenda constitucional, que já está na Procuradoria, fazendo alterações no art. 69 da Constituição Estadual, que dispõe sobre a iniciativa popular. A matéria até não fez referência ao artigo e ficou, de certa forma, incompleta, porque a Diário do Poder Legislativo - 145 constituição já fala sobre isso e tem novidades. Estamos fazendo essa proposta acrescentando outra novidade. O art. 69 da Constituição Estadual diz: Art. 69. A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembleia Legislativa de projeto de lei ou proposta de emenda à Constituição, devidamente articulados e subscritos por, no mínimo, um por cento do eleitorado estadual, distribuído em pelo menos cinco Municípios com um mínimo de dois por cento dos eleitores de cada um dos Municípios. Esse é o texto puro e simples. O Senhor Deputado Gilsinho Lopes apresentou uma emenda, que foi aprovada e já faz parte da Constituição, que democratiza mais esse quadro uma vez que no texto original as pessoas tinham que fazer abaixo-assinados e sair rodando pelo Estado afora para concretizar os projetos de iniciativa popular. Assim, a lei dificultava muito que uma emenda de iniciativa popular viesse para esta Casa. O Senhor Deputado Gilsinho Lopes propôs e a Assembleia Legislativa aprovou o Parágrafo Único, que diz: Art. 69. (...) Parágrafo único. As proposições de iniciativa popular poderão ser subscritas por meio eletrônico, através da Rede Mundial de Computadores, a Internet. Isso transformou o processo. Agora, pode-se colher essas assinaturas via internet. Isso facilita o processo legislativo. Mas, estudando a matéria, entendemos que mesmo tendo sido facilitada a coleta de assinaturas eletrônicas, o projeto precisava ter uma definição na Constituição sobre sua tramitação, porque a experiência ensina que da Constituição de 1988 até os dias atuais, os projetos de iniciativa popular acabam ficando, por falta de regulamentação na lei, ficando nos escaninhos das Assembleias, da Câmara Federal e do Senado, porque eles não têm rito de encaminhamento dentro da Casa. Então a nossa emenda propõe exatamente que sejam acrescidos os parágrafos: § 1.º Os projetos serão discutidos e votados no prazo máximo de noventa dias, garantida a defesa em plenário por um de seus cinco primeiros signatários. § 2.º Não tendo sido votado até o encerramento da sessão legislativa, desde que respeitado o prazo do 146 - Diário do Poder Legislativo parágrafo anterior, o projeto estará automaticamente inscrito para a votação na sessão seguinte da mesma legislatura ou na primeira sessão da legislatura subsequente. Então estes dois parágrafos definem que as matérias de iniciativa popular, já com a regra da Constituição atual permitindo que a coleta das assinaturas seja eletrônica, pela rede mundial de internet, e tendo uma definição de prazo aqui na Casa para sua tramitação, conseguirão chegar a algum ponto de aprovação ou não, mas, pelo menos, serão colocadas em pauta, porque a Assembleia Legislativa passa a ter noventa dias para colocar em votação. Se a legislatura se encerrar, não vai para o arquivo, mas já entra na cabeça de pauta na legislatura seguinte ou na legislatura subsequente. É necessário que seja dado à iniciativa popular o direito de participar da Casa Legislativa, das leis do Estado. Ontem falávamos sobre democracia. A democracia brasileira tem uns lados hilariantes! O pessoal da esquerda não quer que se vote o que eles entendem que é contra o pensamento progressista, mesmo que a população deseje. O pessoal da direita, também age da mesma forma, quando as suas convicções estão sendo atingidas, começa a fazer manobra regimental para não aprovar. E a população nunca é ouvida. Eu fazia referência à maioridade penal. Hoje, por exemplo, se definirmos aqui, como está definido hoje na própria Constituição Federal, que um projeto de iniciativa popular pode representar o pensamento da população e que seja definido prazo de votação para que não seja apenas uma iniciativa da população, e o processo vá para os Poderes legislativos e acabe nos escaninhos, mantido no arquivo, sem apreciação. O Parlamento brasileiro passou a não representar mais o povo, porque o parlamento brasileiro passou a discutir intelectualidade, opiniões e a fazer lei de acordo com os grupos políticos e econômicos que estão dominando o País. Não existe mais partido – o último que existiu foi o Partido dos Trabalhadores – que faça proposta para defender o interesse popular. Hoje os partidos discutem no Congresso exatamente os interesses ideológicos de cada partido e não da população. Esse processo de iniciativa popular passa a ser uma alternativa para a população começar a ter direito de se manifestar para mudar este estado de coisas que atinge diretamente o interesse coletivo, o interesse popular. Senhora Deputada Janete de Sá, com certeza, se tivéssemos hoje aqui um projeto de iniciativa popular para acabar com esse sistema de radar e de guincho, quase oitenta por cento da população assinaria. Porque ninguém sabe de onde partiu esta lei e nem quem a mantém. No Espírito Santo é o Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Governador do Estado e as prefeituras de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Guarapari que mantêm esta proteção para explorar a população sem ouvir ninguém. A pessoa não tem direito de ir e vir, com o seu patrimônio adquirido, porque hoje o Estado concedeu direitos a terceiros de explorar o seu direito de trabalhar ou de andar na condução que comprou com o suor do seu trabalho. Então, a quem atende essa lei? Um Código Nacional de Trânsito totalmente punitivo, totalmente objetivando cobranças, totalmente querendo inserir mais taxa, dia a dia, em cima do capixaba e do brasileiro? Recebemos hoje nesta Casa um projeto do Governo, para o qual foi lido um regime de urgência, que vem baixar a taxa da carteira de habilitação. Pensávamos que era uma redução significativa, mas é uma redução hilária, porque passar de cento e oitenta reais para cento e cinquenta reais é a mesma coisa que falar que todo o mundo é uma cambada de bobo. Baixar essa taxa seria passá-la para, no máximo, cinco por cento do valor do salário mínimo. Qual o sentido de o sujeito pagar cento e cinquenta reais de uma taxa para tirar carteira de motorista, sendo que é um documento que poderia ser até cedido de graça, porque faz parte do controle do Estado? Como o Estado quer que tenhamos um documento para nos identificar, para comprovar que estamos habilitados, e temos que pagar os valores absurdos que o Governo cobra? Não é, talvez, pensando no professor Majeski, que é altamente remunerado como professor neste país, porque S. Ex.ª tem condições de pagar cento e oitenta reais, mas pensem no trabalhador que usa a moto para trabalhar, que usa o carro para vender churrasco. Pensa na pessoa que tem um carro que mal vale dois mil reais. Então, acreditamos que essa taxa é, nada mais nada menos, uma forma faminta de o Estado arrecadar, de qualquer maneira, para manter seu luxo, manter seu gasto público, que é exagerado, principalmente no custeio. O Estado precisa colocar em cima da população aquilo que precisa de dinheiro para manter seu custeio e seu gigantismo na área da despesa pública. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá, oradora inscrita. A SR.ª JANETE DE SÁ – (PMN – Sem revisão da oradora) – Senhora Presidenta, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, não utilizaria este tempo na plenária, mas faz-se necessário relembrarmos o evento que acontecerá no próximo sábado, 11 de julho, promovido pela Sociedade Protetora dos Animais, uma grande manifestação, a partir das 9h, no Parque Pedra da Cebola, Senhor Deputado Gildevan Fernandes, para repudiar a atitude de pessoas que insistem em maltratar os animais. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Já entramos com requerimento para a chefe da Polícia Civil, Doutora Gracimeri Soeiro Gaviorno, para que promova diligências no sentido de descobrirmos quem são essas pessoas que estão cometendo essas atrocidades contra os animais, para que sejam punidas diante do que prevê a lei. E mais, apresentamos um projeto nesta Casa e pretendemos fazer um grande debate sobre a necessidade da implantação de uma delegacia de defesa dos animais, contra os maus-tratos de animais no estado do Espírito Santo. E quando falamos em animais, são todos os animais irracionais: pássaros apreendidos; tartarugas, que ficam presas nas redes dos pescadores; gatos, que estão sendo exterminados por conta da criminalidade, do ímpeto criminoso de algumas pessoas irresponsáveis, que em nosso entendimento, por não terem o que fazer, muitas vezes desforram a sua raiva das pessoas, e também pelo fato de muitos proprietários de animais não retirarem os dejetos de seus animais das ruas, acabam criando essa ira, que realmente não se justifica desforrar nos animais irracionais essa ira, inclusive buscando mecanismos para matá-los. Recebi pelas redes sociais uma mensagem da Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo dizendo que um senhor que mora no bairro de Fátima teria colocado nas redes sociais que por conta de donos de animais não recolherem os dejetos de seus animais, ele colocaria veneno próximo à calçada de sua residência para tirar a vida desses seres irracionais. Quero dizer a esse senhor que tomara que ele não seja um fake porque foi colocada a fotografia e apresentaremos esta mensagem e esta foto e o nome desse cidadão para a chefe da Polícia Civil para que proceda à investigação sobre o caso para corrermos atrás desses marginais, desses irresponsáveis, desses criminosos que insistem em cometer esse tipo de atrocidade. Não descansaremos enquanto não conseguirmos. Confesso que ontem, quando falei desta tribuna, fiquei abalada porque quem faz o que fizeram os empregados do Supermercado Atacadão, em Vila Velha, no espaço do antigo Carrefour, com um animalzinho, um gato, um animal irracional indefeso, faz com o ser humano porque não tem noção de cidadania, não tem responsabilidade e nem respeito ao próximo, seja um ser humano, seja um animal irracional. E essa rede do Atacadão, no trevo do cais de Atalaia, na Rodovia Darly Santos, isso tem que ficar bem claro porque peço à sociedade que faça um boicote a esse supermercado, tem que ficar atento. Imaginem: como pode um gerente incitar, premiar seus funcionários com cinquenta reais por matar cada gato a pauladas? E essa mesma rede já foi denunciada num passado recente, Senhor Deputado Hudson Leal, porque espancavam mendigos que buscavam aquele espaço para a noite se abrigarem por não terem onde dormir. E nada foi feito, não tiveram essa atitude coibida, passaram de mendigos, que foram expulsos do espaço, para matar animais Diário do Poder Legislativo - 147 irracionais, animais indefesos. Então, tem que ter algum tipo de atitude da nossa área de segurança. É claro que quando falo em área de segurança, muitas pessoas podem se perguntar por que esta Deputada não fala da segurança geral do Estado. Eu digo também da segurança geral do Estado. Tomamos atitudes no sentido de melhorar a segurança e temos que fazer muito mais porque é uma questão difícil de enfrentarmos, ou seja, o tráfico, a bandidagem precisa ser coibida com atitude do Estado. Mas indigna o ser humano ver uma atitude como essa contra os animais irracionais. Falo em favor da segurança pública, em favor da segurança das mulheres que hoje são vítimas da violência familiar e doméstica, sendo atacadas, tendo suas vidas ceifadas, sendo barbaramente abusadas e agredidas por seus maridos, por seus companheiros. Defendo sim as mulheres que precisam de ações desta Casa, do Executivo, da segurança para coibir as atitudes desses criminosos que insistem em agredir as mulheres e por isso lutamos e comemoramos quando a Lei do Feminicídio foi implantada porque endurece as penas contra os agressores. Por isso apresentamos nesta Casa várias emendas: a emenda da Patrulha Maria da Penha; o projeto de lei do observatório da violência familiar e doméstica contra a mulher; a sala lilás nos Departamentos Médicos Legais (DML) para que a mulher tenha um atendimento qualificado, digno. Uma criança, uma menina, quando é violentada, quando é vítima de um estupro, acaba indo para uma sala de DML não adequada, passando por outro constrangimento. Porque o DML não é somente para mortos. É para vivo também quando faz uma perícia de um estupro, de uma série de violências que essa pessoa possa ter sofrido, ou seja, é no mesmo espaço que essas verificações são feitas. No entanto, entramos com algumas atitudes nesta Casa no sentido de garantir a vida das pessoas e que a violência diminua em nosso Estado, tanto do ponto de vista de jovens, negros, mulheres, mas também dos animais porque essas são as vítimas mais fáceis, Senhor Deputado Edson Magalhães, são animais irracionais, indefesos. Ver três marmanjos que, não tendo o que fazer, encurralam um gato com madeira para depois matá-lo a pauladas é coisa da idade da pedra. Estamos no século XXI. É coisa da idade da pedra. É uma atrocidade, é uma barbaridade. Ver um gerente premiando seus funcionários com cinquenta reais por gato apresentado morto a pauladas, isso não existe. É uma barbárie implantada. Temos, sim, que tomar atitudes junto à área de segurança em todos os sentidos para proteger a vida, isto é, seja a vida dos seres humanos ou a vida dos animais irracionais. Para aqueles seres humanos que, no meu entendimento, não são animais racionais, são animais irracionais, porque é uma irracionalidade cometer esse tipo de atrocidade, os rigores da lei. Cadeia para eles porque isso é crime. É crime contra a vida humana e contra a vida animal. Esse tipo de violência precisa ser veementemente combatido nesta Casa e precisa ser 148 - Diário do Poder Legislativo enfrentado com rigor, com coragem e com determinação para que acabemos em nosso Estado com esse tipo de violência que nos choca, nos entristece e humilha a sociedade capixaba carente de cidadania. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (LUZIA TOLEDO – PMDB) – Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Hudson Leal, pois sou a próxima oradora inscrita. O SR. PRESIDENTE – (HUDSON LEAL – PRP) – Assumo a presidência dos trabalhos neste momento e concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo, oradora inscrita. A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB – Sem revisão da oradora) – Senhor Presidente Hudson Leal, médico e amigo, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, Senhora Deputada Janete de Sá que acabou de usar a tribuna, técnicos desta Casa, a quem me dirijo com muito respeito e nossos telespectadores de São Mateus, Linhares, Grande Vitória, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Venho a esta tribuna, hoje, para primeiro dizer aos meus colegas Deputados que nesse final de semana visitei duas escolas em Cachoeiro de Itapemirim e uma em Conceição de Castelo. Nesse slide que estou mostrando no painel, estou com a nossa superintendente Celeida Chamão de Medeiros, de Cachoeiro de Itapemirim e de toda aquela região, e todos os coordenadores do Liceu Muniz Freire, uma escola modelo para o Espírito Santo desde que eu era adolescente. Fizemos muitos torneios nessa escola entre a Escola Monsenhor Elias Tomasi, onde estudava em Mimoso do Sul e o Liceu, considerando que o tempo de distância entre aqueles municípios é de quarenta minutos. O Liceu foi reformado no governo passado. A reforma começou no governo Paulo Hartung e continuou no governo passado. O Liceu está uma escola muito bonita, como sempre foi, e com uma alegria muito grande reinando dela. Parabenizo a diretora; todos os técnicos daquela escola e os alunos que me receberam com muito carinho. O segundo slide mostra a reunião que fizemos. Pediram-me segurança fora da escola. Dentro da escola há câmeras em todos os cantos. Olhei para ver se realmente essas câmeras pegavam a escola inteira. Pegam a escola inteira, mas fora da escola, nas proximidades da escola Liceu está precisando de segurança. Hoje mesmo fiz uma indicação ao governador Paulo Hartung, com cópia para nosso secretário de Segurança. Visualizamos outra escola. Essa é uma escola nova, em Cachoeiro de Itapemirim, chamada Escola Estadual Presidente Getúlio Vargas que ainda não foi inaugurada. É uma escola que tem todos os equipamentos e está em plena atividade. Tive uma surpresa muito grande nessa escola, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Senhor Deputado Da Vitória. O slide mostra a bela reunião com a diretora Marta Inês Magnago, os professores e nossa superintendente Celeida Chamão de Medeiros. Uma reunião nessa escola, em que algumas reivindicações foram feitas. Do ponto de vista, como a escola está bonita demais! Os professores querem ficar nessa escola e estão preocupados. E vem a bela surpresa, Senhor Deputado Guerino Zanon, gostaria que os Senhores Deputados vissem o que Cachoeiro de Itapemirim está exportando para Vitória, para o Escola Viva. Conforme V. Ex.as observam, entrei em uma sala de aula para conversar com os alunos. Isso aconteceu sexta-feira, 11h45min. Brinquei com os alunos, dizendo que eles estavam com fome. Senhor Deputado Da Vitória, fiquei achando que não era isso. Olhe a surpresa que tive nessa escola. Veja se Deus não é do meu lado. Olhe só. Veja, Senhora Deputada Janete de Sá. (Pausa) (É exibido o vídeo) A SR.ª LUZIA TOLEDO – (PMDB) – Continue, por favor. Obrigada, Senhor Deputado Guerino Zanon, pelas palmas. Dessa escola fomos conhecer a escola de Conceição do Castelo. A única escola estadual desse município, onde fiz uma pequena reunião à tarde. Depois participei de uma festa julina. Nunca vi tanto amor e tanta alegria, todos os professores e as famílias presentes. Por essas fotos podemos ver que coisa mais bonita, a escola inteira nesse pavilhão fazendo uma quadrilha, ou melhor, o governador disse para eu não usar o nome de quadrilha, porque já tem demais, isso foi uma festa julina. Todas as famílias de Conceição de Castelo estavam presentes. Nesse mesmo momento estava ocorrendo o velório do nosso amigo professor Edinaudo Rabello. Como já tinham feito tudo, suspenderam o baile, mas fizeram uma festa julina agradando aos alunos, às famílias, aos professores e à diretora. Parabenizo a escola de Conceição de Castelo, a única Estadual. Rapidamente, quero dizer que estive em Cachoeiro de Itapemirim participando de uma audiência pública, Senhora Deputada Janete de Sá, sobre o feminicídio. A audiência pública foi realizada junto com a Polícia Civil, que estava toda presente, literalmente. Parabenizo a Gracimeri Soeiro Gaviorno, chefe da Polícia Civil, que fez o protocolo de uma forma perfeita. Na reunião esteve presente o prefeito, os vereadores, a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança; convidamos a OAB, todos os juízes e juízas daquele município. Estamos fazendo em todo o Estado essas reuniões para discutir o feminicídio. Portanto, falamos, explicamos o que significa essa nova lei, do dia 09 de março de 2015, que veio acrescentar o parágrafo 7.º ao art. 121 do Código Penal. Nesse artigo o assassinato contra a mulher, questão de Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 gênero, tem uma penalidade maior, de um terço ou de cinquenta por cento, dependendo da forma que é cometido o assassinato, e não tem mais fiança. Além da Lei Maria da Penha, veio agora a Lei do Feminicídio, que é o assassinato de mulher; crime com a intenção de matar o sexo feminino. Senhores Deputado Guerino Zanon, Almir Vieira, Doutor Hércules, Padre Honório, Sergio Majeski e Hudson Leal e todos os nossos companheiros de trabalhos, os técnicos, estamos fazendo uma cruzada nos municípios maiores para explicar o feminicídio. Mas iremos também aos municípios menores, iremos ao Município de Anchieta. Desde já convido o Senhor Deputado Almir Vieira para estar lá conosco; depois iremos para Guarapari. Essas duas reuniões já estão marcadas; outra reunião a faremos em São Pedro, convidando os deputados da Capital para estar nesse bairro, também para discutirmos o feminicídio. E hoje, às 19h, faremos a sessão solene em homenagem ao escritor por meio da Comenda do Mérito Legislativo Rubem Braga aos nossos escritores capixabas. Todos os Senhores Deputados e Senhoras Deputadas e todos que nos assistem estão convidadas. Senhor Presidente Hudson Leal, muito obrigada pela tolerância. Toda vez que eu assomar à tribuna, vou querer que V. Ex.ª esteja na presidência. Não me perturbou, deixou-me concluir o pensamento. Muito obrigada. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (HUDSON LEAL - PRP) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Padre Honório, orador inscrito. O SR. PADRE HONÓRIO – (PT – Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, cumprimento os servidores desta Casa e todos aqueles que, neste momento, nos acompanham através deste importante meio de comunicação que tem tido uma administração muito responsável, a TV Ales. Tínhamos preparado uma fala com relação a uma semana de reflexão no próximo mês, mas como ainda faltam alguns dias e considerando que dia 09 teremos o lançamento do Rural Total, em Mantenópolis, falaremos um pouquinho desse tema. Sabemos, Senhor Presidente Hudson Leal, que mora na cidade, que a agricultura familiar é a responsável para colocar alimento na mesa de todos os capixabas. Aqueles legumes, verduras e frutas e praticamente a maior parte da alimentação de todo capixaba, são oriundos da agricultura familiar. Muitas vezes o agricultor não olha para sua propriedade como uma empresa, como fonte permanente de renda. É só fazer um comparativo. Um dono de uma lanchonete vai à roça passear aos domingos. Chega à casa do agricultor, almoça bem e, Diário do Poder Legislativo - 149 ao final, olha para o pé de coco e acaba ganhando um cacho de coco; olha para a plantação de abóbora e também ganha a abóbora; olha para o pé de laranja e também ganha a laranja. Quando vem passear na cidade, na mesma lanchonete, pergunta quanto é o salgado e o dono diz: dois reais. Então, tudo o que ele produz, muitas vezes, não consegue olhar como fonte de renda para agregar valor a sua economia, esquece que no passado não existiam tantas contas para pagar todos os meses. Luz, gasolina e celular são coisas que chegaram ao interior, mas, consequentemente, também chegaram as contas todos os meses. O Sebrae, presidido pelo competente profissional José Eugênio, que tem um trabalho muito importante, tem um programa chamado Rural Total. Quando vi o Abdo apresentando-o, eu disse: esse programa tem a maneira de ajudar o agricultor a valorizar mais sua propriedade. O que é o Rural Total? O Sebrae reúne todos os agricultores que querem aprender um pouco mais e apresenta, em uma oficina de quatro horas, a importância da propriedade, da organização da propriedade, a importância de olhar para essa propriedade como fonte de renda, e, consequentemente, fonte de emprego. Divide todos esses agricultores, que livremente aceitam fazer as oficinas, e depois, em associações, em grupos de quinze a trinta pessoas, são ministradas oficinas de dezesseis horas, reeducando os agricultores e as agricultoras familiares, para que possam olhar para as suas propriedades como um espaço que precisa de administração. Essas oficinas, ministradas na comunidade, levam os agricultores e as agricultoras a terem uma nova visão sobre seus pequenos negócios. Depois dessas oficinas de dezesseis horas, o Sebrae disponibiliza um consultor individual para cada agricultor que participa das oficinas e uma consultoria individual de dezesseis horas. O mais interessante nisso tudo é que o único investimento do agricultor ou da agricultora é a presença. A única coisa que o agricultor ou a agricultora ou os seus filhos precisam fazer é estar presente. O Sebrae patrocina do boné à calculadora, todo o material, inclusive o lanche consumido nesses eventos. O que falta para esses programas tão importantes chegarem ao município? Informação. Por isso, hoje gostaria de comunicar ao município de Santa Teresa, de Pancas, de Mantenópolis e de Montanha, que esse programa está chegando nesses municípios nos próximos dois meses. Dia 9 será o lançamento em Mantenópolis e espero que a comunidade rural desse município participe com muito entusiasmo, valorizando assim a agricultura do nosso Estado. Precisamos incentivar o homem, a mulher e o jovem a permanecerem na roça. Mas o que possibilita, o que incentiva uma pessoa a querer ficar 150 - Diário do Poder Legislativo na roça? É no final do mês ter o salário no bolso, é no final do mês poder ter as suas economias garantidas para que ele possa ter a qualidade de vida. Não adianta nada querer que o jovem, o homem e a mulher queiram ficar produzindo nas suas propriedades, se ali não tem qualidade de vida, assistência técnica, educação, lazer, saúde, oportunidades, moradia digna e estradas com condição tranquila para trafegar. Vamos aproveitar esse programa, que também facilitará a organização dos agricultores, para que saibam reivindicar seus direitos. Se tivermos no Estado do Espírito Santo uma agricultura familiar forte, teremos um Estado forte. Porque quando a agricultura, nas mais de oitenta por cento das atividades dos nossos municípios, que são predominantemente sustentados pela agricultura familiar, quando esses agricultores têm uma boa colheita, então o comércio vende mais, existem mais empregos e mais estabilidade. Quando existe qualquer problema na produção, existe também o desespero do povo da cidade. Por isso, mais uma vez, agradeço ao Doutor José Eugênio Vieira e a toda a equipe do Sebrae, ao Abdo Gomes, que abriu espaço e continua abrindo para que essas informações e essa formação na linha da profissionalização chegue aos lugares mais distantes do nosso Estado, capacitando os nossos trabalhadores, as nossas trabalhadoras, e construindo um Estado onde as pessoas tenham mais alimentos e alimentos com mais qualidade. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (HUDSON LEAL – PRP) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Sergio Majeski, orador inscrito. O SR. SERGIO MAJESKI – (PSDB – Sem revisão do orador) – Senhor Presidente Hudson Leal, V. Ex.ª fica muito elegante na Presidência; Senhoras Deputadas e Senhores Deputados que ainda estão em plenário; funcionários da Casa e vocês que nos assistem pela TV Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, falarei desta tribuna sobre temas variados, mas começo, claro, pela educação. Com todo respeito à Senhora Deputada Luzia Toledo, que mostrou fotos das escolas que visitou, já visitei mais de cinquenta escolas em trinta e dois municípios e verifiquei que existem algumas escolas do Estado com boa estrutura, mas em quantidade ínfima. O que foi mostrado pela Senhora Deputada Luzia Toledo é uma exceção, não é uma regra. A regra são escolas sem acessibilidade, sem mobília adequada, sem internet, muitas vezes sem biblioteca, sem quadra coberta... Essa é a regra do Estado. S. Ex.ª também mostrou uma professora de Cachoeiro de Itapemirim que foi selecionada pelo projeto Escola Viva. Tentei debater naquela ocasião a situação da educação no Estado e não se o projeto era bom ou ruim. Precisávamos debater as questões educacionais e se o projeto respondia ou não às Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 questões emergenciais e urgentes da educação capixaba: a falta de infraestrutura, a falta de valorização dos profissionais, a falta de estrutura nas escolas em termos de bibliotecas, de laboratórios e de quadras cobertas... Isso precisava ser respondido e não o foi na ocasião, e nem até agora. Como já sabemos, o projeto foi discutido aos trancos e barrancos e aprovado do jeito que o Governo quis. E uma das grandes questões era que esse projeto só fosse implantado a partir de 2016, e o Governo não atendeu a isso, as emendas não foram acatadas. E esta sendo implantado aos trancos e barrancos sim, com o aluguel de um elefante branco, que são aqueles prédios da Faesa, em São Pedro. Está sendo notado agora que o Governo está tendo uma dificuldade muito grande de selecionar tanto professores, quanto alunos. O número de professores que se inscreveu para o processo seletivo foi baixíssimo. Em algumas áreas como química e física o número foi muito baixo. Há, inclusive, pessoas dizendo que em algumas áreas só dois ou três professores se inscreveram. Isso por quê? Porque foi um projeto não foi bem construído junto à comunidade escolar. Além disso, grande parte dos professores – e o Estado tem professores altamente gabaritados – tem duas cadeiras, às vezes duas cadeiras no Estado, ou uma no Estado e outra na Prefeitura. Então, o sujeito não pode largar uma cadeira para assumir um contrato de quarenta horas com o Estado. Ninguém fará isso, ninguém trocará o seguro pelo inseguro, pelo incerto. Pela lógica, o Estado deveria ter fechado em cinquenta horas de trabalho, de tal forma que um sujeito que tivesse duas cadeiras no Estado pudesse concorrer e ficar cinquenta horas à disposição naquele espaço. Dessa forma, não haverá mesmo. E agora o Estado enfrenta uma dificuldade muito grande em selecionar alunos. Foram abertas, se não me engano, quatrocentos e sessenta ou quatrocentas e oitenta vagas para fazer um processo seletivo, mas este não acontece porque não há número de alunos suficiente. Agora, a Secretaria de Educação - para além daquilo que já fez e tem feito, campanhas publicitárias na internet, nas redes sociais, e nesta semana começou a campanha publicitária na televisão para que os alunos se inscrevessem também tem ido às escolas quase implorando aos alunos e aos seus pais para se inscreverem no processo. Amanhã, por exemplo, na Escola Rabaioli, em Santo Antônio, as aulas serão suspensas na hora do recreio. Parece-me que vai a Jovem Pan e não sei mais o que para tentar fazer uma mobilização com os alunos, uma vez que a Rabaioli é uma das escolas mais próximas da região onde os prédios foram alugados, no campus abandonado pela Faesa. Todos esses atropelos e agora essa dificuldade que o Governo está tendo, inclusive para que alunos se inscrevam, se devem justamente àquilo que tanto Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 falamos: este projeto precisava ser mais debatido, a comunidade escolar precisava ser chamada para que tudo fosse muito bem explicado e para que o Governo assumisse determinados compromissos, sob pena de acontecer o que está acontecendo. Alugou-se um elefante branco, o prédio da Faesa, que ninguém queria. Inclusive passei lá na semana passada para entender quais prédios foram alugados e verifiquei que não foram alugados os prédios da frente, mas os dos fundos, os piores em termos de localização. Aquele campus não é bem localizado. É complicado para um aluno que mora na região de Goiabeiras, por exemplo, ou da região da Grande Maruípe, ir para São Pedro. E se não tiver um sistema de segurança efetivo, também fica muito complicado. Então, muitas coisas precisam ser explicadas nisso tudo ainda, não estão claras. Inclusive, o próprio aluguel. Como esse aluguel se deu na Faesa? Que contrato foi feito? Como o Espírito Santo em Ação está entrando nesse processo? Tudo isso ainda, de certa forma, é meio obscuro. Então, o Governo agora padece as consequências da sua teimosia em não ter ouvido aqueles que realmente entendem de educação, que estavam dispostos a uma discussão mais profunda, infelizmente. Muitas vezes, as pessoas têm tentado colocar que a discussão que tento fazer aqui ou que as críticas que faço são porque sou oposição ao Governo, sou contra o Governo, sou crítico a tudo. Não é nada disso. O meu entendimento, aliás, não é meu, é o entendimento que deveria existir sobre a função dos três Poderes. Muitas vezes tenho participado do projeto do Senhor Deputado Padre Honório, justamente debatendo com as pessoas sobre a tripartição dos Poderes. Tenho dito, e mais de uma vez o Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos também disse, que é importante que entendamos quais são as funções de cada um dos Poderes. A minha função como parlamentar é legislar e fiscalizar o Executivo. Essas são as duas principais funções dos parlamentares. Não legislo a favor do Governo e nem contra, tampouco. Legislo a favor da sociedade. Fiscalizo a favor da sociedade porque sou um representante da sociedade. Isso tem que ficar muito claro. A divisão dos Poderes no Brasil hoje existe tanto em nível federal, quanto nos Estados e nos municípios. Está se confundindo equilíbrio e harmonia, com subserviência, às vezes até com certo compadrio e, por que não dizer, muitas vezes certa promiscuidade entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. Ora, não há de ser assim. Cada um deve cumprir muito bem a sua função olhando para a sociedade e não de costas para ela. De forma nenhuma, Poder nenhum pode ficar legislando ou trabalhando muito mais em função de interesses partidários, de interesses grupais, de interesses corporativistas, sem ouvir, sem entender pelo que a sociedade está clamando, o que a sociedade necessita. Porque, afinal de contas, os Poderes existem em Diário do Poder Legislativo - 151 função da sociedade e não em função deles próprios. É isso que eu gostaria de deixar claro. A minha postura como parlamentar continuará sempre a mesma. Não será um discurso de oposição por oposição ou de ser contra A, B ou C. Não é isso. A discussão política deve ser em alto nível e no campo político. As pessoas têm que entender a função de cada um. E, como disse várias vezes e reforço, não tem de forma nenhuma que se confundir os princípios de equilíbrio e harmonia entre os Poderes com subserviência, com corporativismo, e, muitas vezes, com a promiscuidade existente entre eles. Repito uma coisa que disse desta tribuna em outros discursos: sou representante da sociedade e como tal vou me comportar. Não sou representante do Poder Executivo. Então, podemos trabalhar em parceria, em prol daquilo que é de interesse da sociedade. Agora, aquilo que não é de interesse da sociedade e não traz benefícios para a sociedade não temos a mínima condição de apoiar. E mesmo aquilo que é de interesse da sociedade precisa ser amplamente debatido, sob pena de que aquilo que parece que é bom seja pior do que aquilo que aí está. Muito obrigado, Senhor Presidente. (Muito bem!) (Retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Bruno Lamas e Freitas) O SR. PRESIDENTE – (HUDSON LEAL - PRP) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Bruno Lamas, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Doutor Hércules, orador inscrito. O SR. DOUTOR HÉRCULES - (PMDB Sem revisão do orador) - Senhor Presidente, querido colega Deputado Hudson Leal; deputados ainda presentes em Plenário; Senhora Deputada Eliana Dadalto; Senhor Deputado Padre Honório, que nos abençoa em todas as sessões; Senhor Deputado Sergio Majeski, nosso professor; Senhor Deputado Almir Vieira, um dos melhores gestores de hospital que conheço no Espírito Santo. Normalmente falo sobre três assuntos: saúde, saúde, saúde. Mas hoje peço vênia aos Senhores Deputados Sergio Majeski e Eliana Dadalto, que são professores, para falar um pouquinho sobre educação. Hoje estive nas galerias desta Casa falando para a meninada da sétima série, da escola do Sesi, do bairro IBC de Cachoeiro de Itapemirim. Foi um momento de muita alegria falar para os meus conterrâneos. Levei um abraço do Senhor Deputado Rodrigo Coelho, cachoeirense; também do Senhor Deputado Pastor Marcos Mansur, outro conterrâneo. Infelizmente, não temos mais entre nós um cachoeirense que dignificou esta Casa, o saudoso 152 - Diário do Poder Legislativo Deputado Glauber Coelho, que nos deixou muito precocemente. Senhor Deputado Sergio Majeski, recebi hoje, nesta Casa, a Senhora Carmem Lúcia Lima, que veio trazer um projeto de educação de trânsito nas escolas. Este projeto é importante. Solicito ao Júnior que o focalize. O Senhor Deputado Sergio Majeski fala muito sobre educação e sempre que tenho oportunidade de falar para estudantes, também falo que a educação muda tudo. A educação muda o mundo, muda as pessoas, inclusive sou exemplo disso. Lembrava aos meninos que aos vinte anos eu só tinha o primário, porque não obedeci a minha mãe. Meu pai morreu afogado em Iriri, com trinta e oito anos. Eu tinha onze anos e parei de estudar. Só voltei à escola com vinte anos. Nessa época eu lavava o chão na Santa Casa algumas pessoas de Cachoeiro de Itapemirim estão vendo isso – e o alto-falante chamava assim: Atenção, Doutor Ubaldo, queira comparecer ao centro cirúrgico com urgência. E lavando o chão com os meus colegas, falava: Vocês vão ouvir esse alto-falante me chamando também para comparecer ao centro cirúrgico com urgência. Todo mundo ria, achava graça porque era um sonho quase impossível. Mas, com minha luta e meu sonho, fiz a prova de admissão. Senhores Deputados Sergio Majeski e Eliana Dadalto, professores, naquele tempo você fazia os cinco anos ou fazia uma prova de admissão. Fiz a prova na escola de comércio e passei em segundo lugar, com vinte anos. Fiz quatro anos, não fiz artigo nenhum. Depois fiz contabilidade. Estudei um ano no Liceu, mas não consegui acompanhar o curso porque era motorista da ambulância do Samdu e tinha pouco tempo, além de trabalhar na Santa Casa. Estudei contabilidade; dei aulas dois anos de contabilidade pública e técnica orçamentária. Fiz direito; advoguei, e depois fiz medicina. Tenho dois cursos superiores e quatro títulos de especialista. Tudo isso depois de vinte anos, depois de um sonho. Então, a educação muda as pessoas. Sempre que tenho oportunidade falo isso, não para me vangloriar, mas para dar exemplo para os meninos. A educação mudou minha vida. Sempre falo também, Senhora Deputada Eliana Dadalto, que você pode ganhar na Mega-Sena acumulada; é muito dinheiro, mas, às vezes, você não sabe administrar esse dinheiro. Mas a educação ninguém te toma. Com essa, você passa num concurso, tem respeito do povo para vir a esta Casa defender a educação, como temos nossos professores, especialmente, o Senhor Deputado Sergio Majeski. Na verdade, o país, a nação, a família, sua casa, você só muda por meio da educação. Sempre falo com os meninos para estudarem de segunda a sábado, e descansarem no domingo. Deus fez o mundo, em seis dias e descansou no sétimo. E falo ainda: Estudem mais a matéria de que vocês não gostam. É essa que os reprovará. Sempre falo com os meninos do fundão, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 porque também fui do fundão, também joguei muita bolinha de papel, para respeitarem os pais. Quem os tem, parabéns! E se saem de casa os nossos professores são os segundos pais. Lembro-me da minha professorinha, no Zumbi. Eu, com seis anos, levando na minha cabeça um banquinho para estudar como ouvinte, não era nem registrado. Não me esqueço do seu nome, a Dona Laurinha, porque os professores são nossos segundo pais. Lamento muito quando alguém galga uma posição de destaque na política e se esquece dos professores. Lamento muito! A Sr.ª Eliana Dadalto - (PTC) – Senhor Deputado, parabenizo V. Ex.ª pelo trabalho que vem realizando nesta Casa de Leis. Cumprimento o Senhor Deputado Hudson Leal, que preside a sessão, dois médicos que conhecem bem a realidade do povo do Espírito Santo. Agradeço ao Senhor Deputado Doutor Hércules a audiência pública que tivemos em Linhares e hoje estamos colhendo frutos. Na semana passada tive a notícia do secretário de Saúde que as obras do CapsAD de Linhares, que estavam paralisadas há quatro anos, serão concluídas. E as obras da UPA - Unidade de Pronto Atendimento -, no bairro Shell, que também estão paralisadas há quatro anos, tive a notícia tão boa de que serão retomadas. Aproveito a oportunidade para agradecer grandemente os trabalhos realizados pelos deputados desta Casa de Leis, representando a Saúde, junto conosco os deputados desta Casa de Leis. Graças a Deus. Dizemos para todos os capixabas que precisamos estar unidos. É por meio de audiências públicas que conquistamos grandes presentes para o Estado do Espírito Santo, principalmente para Linhares. Muito obrigada. O SR. DOUTOR HÉRCULES – (PMDB) – Obrigado, Senhora Deputada Eliana Dadalto. Estamos vendo que os frutos já estão sendo colhidos pelo trabalho realizado por V. Ex.ª nesta Casa de Leis. O povo de Linhares está muito bem representado por V. Ex.ª e também pelo Senhor Deputado Guerino Zanon. Temos certeza de que o Município de Linhares melhorará ainda mais. Tenho ficado muito feliz pela participação de V. Ex.ª na Comissão de Saúde. É presidenta da Comissão de Assistência Social, mas sempre que pode está conosco, lutando por uma saúde pública melhor. Agradeço também a V. Ex.ª as palavras. Hoje o Senhor Deputado Hudson Leal falou na Comissão de Saúde sobre a ausência de pediatras nas salas de parto. Eu também falei rapidamente sobre o assunto. É lamentável que haja essa ameaça àquele que está nascendo. Gosto muito de ser parteiro. Gosto. Não há coisa melhor. Quando entrei na faculdade de Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 medicina, queria fazer oftalmologia, mas no segundo ano, na sala de parto, o médico saiu, me deixou sozinho e começou a nascer um neném. Fiquei apavorado porque o neném quando nasce, escorrega igual sabão. O Senhor Deputado Hudson Leal sabe disso. Quem não está acostumado, tem medo de deixar cair, pois cai mesmo. Quantos caem. Tive que fazer o parto. Nunca tinha nem visto, mas fiz o parto. Nasceu o neném, entreguei para a berçarista, que o levou. Quando o médico chegou, a barriga da paciente ainda estava muito grande, ele olhou e viu outra bolsa protusa. Eram gêmeos. Era uma gravidez gemelar. Fiz o outro parto. É uma coisa tão sublime que me apaixonei pela profissão, pela especialidade de parteiro. Acabei sendo parteiro até hoje, o que me dá muita alegria. Renova-me as forças a cada dia que nasce um neném comigo porque não há momento mais sublime, mais importante da humanidade, se não a chegada de um ser humano. Quando chega, abençoo, pois me dá muita alegria. Fico triste com a falta de atenção do Governo Federal, principalmente, com relação a essa ameaça de não ter pediatra na sala de parto. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (HUDSON LEAL – PRP) – Não havendo mais oradores inscritos e nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, solene, hoje, às 19h, conforme requerimento da Mesa Diretora, aprovado em Plenário, em comemoração ao Dia do Escritor, para qual designo Expediente: o que ocorrer e comunico que haverá sessão ordinária dia 08 de julho de 2015, cuja ordem do Dia é a seguinte: Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 172/2015; discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 10/2015; discussão única, em regime de urgência, dos Projetos de Lei n.os 291/2015, 289/2015, 288/2015 e 286/2015; discussão em 1.º turno da Proposta de Emenda Constitucional n.o 04/2014; discussão especial, em 3.ª sessão, dos Projetos de Lei n.os 208/2015, 241/2015 e 256/2015; discussão especial, em 2.ª sessão, dos Projetos de Decreto Legislativo n.os 61/2015, 62/2015 e 63/2015. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezessete horas e cinquenta e quatro minutos. *De acordo com o registrado no painel eletrônico, deixou de comparecer a presente sessão o Senhor Deputado Theodorico Ferraço. DA DÉCIMA QUARTA SESSÃO SOLENE PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA Diário do Poder Legislativo - 153 ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 06 DE JULHO DE 2015. ÀS DEZENOVE HORAS E ONZE MINUTOS, O SENHOR DEPUTADO DA VITÓRIA OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA. O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Senhoras e senhores, Senhores Deputados presentes, autoridades presentes, telespectadores da TV Ales, boa-noite! É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Bombeiro Militar, que em 2015 completa cento e três anos. Nesta ocasião, serão outorgadas Medalhas Alferes Tiradentes aos bombeiros militares que se destacaram no exercício de 2014. Neste momento, é convidado a compor a Mesa o Senhor Deputado Da Vitória, proponente desta sessão solene, e os Senhores Deputados Edson Magalhães, Eliana Dadalto e Raquel Lessa. (Pausa) (Tomam assento à referidos deputados) Mesa os O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – A partir deste momento, o Senhor Deputado Da Vitória fará abertura desta sessão, conforme é regimental. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA – PDT) – Boa-noite a todos. Saúdo a sociedade capixaba que nos assiste ao vivo pela TV Ales. Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão e solicito à Senhora Deputada Raquel Lessa que proceda à leitura de um versículo da Bíblia. (A Senhora Deputada Raquel Lessa lê Salmos, 129:5 e 6) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA – PDT) - Dispenso a leitura da ata da sessão anterior. (Pausa) Informo às Senhoras e Senhores Deputados e demais presentes que esta sessão é solene, em homenagem ao Dia Nacional do Bombeiro Militar, conforme requerimento de minha autoria, aprovado em plenário. Passo a palavra ao cerimonialista. O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido para compor a Mesa o Coronel José Nivaldo Bruno Vieira, secretário da Casa Militar, representante do Governo do Estado do Espírito Santo; o Coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo; o Coronel Marcos Antônio Souza do Nascimento, comandante- 154 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 geral da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo; Sargento João Batista, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo, e Cabo Júlio Maria, vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo. (Pausa) (Palmas) (Tomam assento à referidos convidados) Mesa os O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido todos para, de pé, assistirmos à entrada solene das Bandeiras do Brasil e do Estado do Espírito Santo, conduzidas pelos oficiais aspirantes Lucas Lourenção e Bruno Moreira Bona. (Pausa) (As Bandeiras são conduzidas ao Plenário) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido todos para, de pé, ouvirmos a execução do Hino Nacional e o do Espírito Santo, pela Banda da Polícia Militar, sob a regência do maestro tenente Elicelmo. (Pausa) (É executado o Hino Nacional e o do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido todos para, de pé, assistirmos à retirada solene das Bandeiras do Brasil e do Estado do Espírito Santo, agradecendo aos militares a participação nesta sessão. (Pausa) (As Bandeiras são retiradas do Plenário) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Agradecemos aos aspirantes Lucas Lourenção e Bruno Moreira Bona. Agradecemos também à Banda da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, pela participação na execução dos hinos. Gostaria que todos saudassem com uma salva de palmas o Senhor Deputado Erick Musso, presente nesta sessão. (Pausa) (Palmas) Neste momento fará uso da palavra o Senhor Deputado Da Vitória, proponente desta sessão. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA PDT) - Passo a presidência dos trabalhos à Senhora Deputada Raquel Lessa, para que eu possa fazer uso da palavra. (Pausa) A SR.ª PRESIDENTA - (RAQUEL LESSA - SD) - Assumo a presidência dos trabalhos neste momento e concedo a palavra ao Senhor Deputado Da Vitória. O SR. DA VITÓRIA - (PDT - Sem revisão do orador) – Hoje é um dia especial não só para a instituição do Corpo de Bombeiros, mas para nossa sociedade capixaba. Saúdo a Mesa; a Senhora Deputada Raquel Lessa, que preside a sessão; hoje S. Ex.ª mostrou que canta o Hino Nacional e o do Espírito Santo corretamente e na posição de sentido; o coronel José Nivaldo Vieira Campos, secretário-chefe da Casa Militar, representante do governador e deve ter ensinado a S. Ex.ª. Gostaria de agradecê-lo pela presença nesta sessão por honrar nossa instituição e por representá-la por muitos anos, sempre prestigiando os eventos da nossa Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Saúdo também o coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, e em seu nome saúdo todos os membros da instituição - oficiais, praças; o coronel Marcos Antônio Souza do Nascimento, comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo e, em seu nome dele os membros da Polícia Militar que se fazem presentes e nos assistem ao vivo pela TV Ales; o sargento João Batista, presidente da Associação dos Bombeiros Militares; o cabo Júlio Maria, vicepresidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militares do Estado do Espírito Santo e, em seu nome, todos os representantes de classes que se fazem presentes. Saúdo também os Senhores Deputados que compõem a Mesa, Erick Musso, que tinha outras agendas, mas priorizou este evento pela segunda vez; Almir Vieira - gostaria de convidá-lo para compor a Mesa; Edson Magalhães, a quem agradeço a presença; Eliana Dadalto e demais deputados que propuseram as homenagens que daqui a pouco estarão presentes também na nossa sessão solene. Preparei um discurso escrito, que minha assessoria até agora não trouxe, e terei o exercício de falar espontaneamente. Não será difícil porque falarei com simplicidade, mas com o coração. Hoje é um momento importante na vida de vocês, dos membros desta instituição que completa hoje cento e três anos, em comemoração ao Dia Nacional do Bombeiro Militar no Brasil. No Espírito Santo, o Corpo de Bombeiros é mais jovem porque desmembrou da nossa instituição Polícia Militar. Como em todas as outras sessões solenes que propusemos, quando cheguei nesta Casa, criamos essas duas sessões solenes em homenagem à Polícia Militar e também ao Corpo de Bombeiros Militar com a entrega da Medalha Alferes Tiradentes, em que serão agraciados trinta membros da instituição. Com certeza, acredito que todos os membros da instituição se sentirão homenageados por vocês que receberão a comenda da nossa Casa de Leis. Cada parlamentar só pode fazer uma indicação. Então, sintam-se agraciados pelos representantes da sociedade capixaba que hoje prestigiam este evento. Em 02 de julho comemoramos cento e três anos do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Santo. São cento e três anos de muito trabalho perante a sociedade capixaba. E não faltam motivos para celebrarmos. O Corpo de Bombeiros tem mais de cento e cinquenta anos de serviços prestados no país. Não apenas na tarefa de salvar bens materiais, mas principalmente de salvar vida humana, nosso bem mais precioso. Basta abrir as páginas dos jornais para evidenciar. São centenas de notícias que demonstram o heroísmo desses profissionais que a cada dia deixam seus lares e suas famílias para arriscar sua própria vida se dedicando a salvar a vida dos outros. Precisamos trazer à memória, inclusive, que nossos heróis não atuam somente em caso de incêndio, mas também são treinados para casos de resgate de vítimas em acidentes de trânsito, de desmoronamento de terras e desastres naturais. Enquanto esses heróis trabalham na missão de salvar vidas, nós deputados buscamos minimizar as dificuldades pelas quais eles passam. Algumas das conquistas que merecem ser destacadas e sempre lembradas são a aprovação do quadro organizacional, que reorganiza e reestrutura a corporação; a indenização de fardamento, que destaco aqui essa instituição, Coronel D’Isep, com a participação de V. S.ª tivemos oportunidade de construir uma proposta que realmente dá independência ao profissional e aqui no Bombeiro, especificamente, valoriza nossa instituição; assim como a ascensão profissional, por meio do quadro tão esperado e tão merecido dos nossos profissionais Bombeiros Militares. Por meio de esforços da nossa Comissão de Segurança, neste ano foram convocados quarenta soldados do concurso 2010/2011. Desta forma, foram aproveitadas cem por cento das pessoas que passaram nesse concurso. Também conseguimos a liberação do curso CFO 2010/2011 e nove oficiais estão realizando o curso no Paraná. Aproveito para destacar que hoje há anseio muito grande desta corporação e também da Polícia Militar, Senhoras Deputadas Raquel Lessa e Eliana Dadalto, Senhores Deputados Erick Musso, Edson Magalhães e Almir Vieira, que representa muito bem a defesa da saúde em nosso estado, quanto à situação do HPM. Todos esperam ver a melhora desse hospital. Estamos trabalhando com a Comissão de Segurança e com o Governo do Estado para colocar nosso HPM no lugar em que sempre mereceu estar. São mais de sessenta mil vidas cuidadas. Vidas da família dos nossos policiais militares. Acredito que o investimento do Governo do Estado nessa instituição é para economizar recurso público, tendo em vista que nossos profissionais poderão ter condição de trabalho muito mais favorável, segurança em relação à atenção à sua saúde e a dos seus familiares. Com certeza o Estado não gastará em outros hospitais, como tem acontecido. Há no HPM uma UTI que precisa ser reaberta. Se fizermos um cálculo, teremos economia mensal de aproximadamente quatrocentos mil reais. Isso dá condições de fazer com que o Diário do Poder Legislativo - 155 Estado use esse recurso para cuidar das vidas, como sempre cuidou o HPM. O último concurso foi em 1992 e estamos há vinte e três anos sem concurso para nossos profissionais de saúde. Dedico esta sessão solene também ao anseio de todos os nossos membros da instituição do Bombeiro Militar e Polícia Militar, que defendem que essa instituição tenha os olhares do Governo do Estado, Coronel Zé Nivaldo, e que o senhor leve ao nosso governador esse presente, além da valorização dos nossos profissionais, é o mínimo de ter assistida a sua saúde e a dos seus familiares. Reafirmo meu compromisso com os colegas desta honrosa instituição, assim como todos os cidadãos capixabas, pois valorizar a instituição como o Corpo de Bombeiros, além da obrigação de governantes, é um privilégio. Aproveito a oportunidade para cumprimentar a segunda turma da Polícia Militar de 1987. Muitos membros estão hoje na instituição Bombeiro Militar. O capitão Sampaio, hoje na reserva remunerada, mas que prestou grande serviço à frente da Dint e da Rotam; o amigo tenente Soares, pelo brilhante trabalho à frente do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – Proerd; o tenente Joilson, que se empenhou em reduzir o índice de criminalidade do Bairro da Penha e tem uma história muito bonita naquela região; o tenente Pedra, em nome de todos os demais gostaria de saudá-lo. Ia pedir para ficar de pé, mas está ali no cantinho e vai levantar a mão. Ele representa também a instituição nesta Casa, coronel Marcos Antônio, e muito bem; está à disposição da Comissão de Segurança; é um link de comunicação dessa forte instituição com este Poder; está à disposição dos trinta parlamentares e hoje completa vinte e oito anos de Polícia Militar. Queremos homenagear os senhores, membros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, nessa coincidência de aniversário hoje aqui nesta sessão solene. Por fim, gostaria de reiterar mais uma vez o meu respeito e admiração por esses homens de fogo, Senhor Deputado Gildevan Fernandes, Líder do Governo, a quem agradeço pela presença, que dão sua própria vida em defesa da vida alheia, cumprindo o seu dever de servir e proteger. A vocês, bombeiros, nosso muito obrigado e viva o Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo pelos cento e três anos! Parabéns a todos! (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA – (RAQUEL LESSA – SD) – Devolvo a presidência dos trabalhos ao seu Presidente, Senhor Deputado Da Vitória. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA – PDT) – Assumo a presidência dos trabalhos e concedo a palavra ao cerimonialista, para conduzir a próxima fase desta sessão. O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS 156 - Diário do Poder Legislativo TRISTÃO) – Anunciamos a presença do Líder do Governo nesta Casa de Leis, Senhor Deputado Gildevan Fernandes. Pedimos uma salva de palmas e o convidamos para tomar assento à Mesa. (Palmas) (Pausa) (Toma assento à Mesa o referido deputado) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Neste momento é convidado a fazer uso da palavra o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Espírito Santo, coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa. O SR. CARLOS MARCELO D’ISEP COSTA – (Sem revisão do orador) - Senhoras e senhores, boa-noite! Inicialmente cumprimento o Senhor Deputado Da Vitória, proponente desta sessão solene; o Senhor Deputado Gildevan Fernandes, líder do Governo, a quem agradeço a presença; os nossos Deputados Almir Vieira, Raquel Lessa, Eliana Dadalto, Edson Magalhães e Erick Musso, que muito nos honram com suas presenças nesta sessão solene. Cumprimento ainda o coronel José Nivaldo Campos Vieira, chefe da Casa Militar, representando neste ato o Governador do Estado; obrigado pela presença; o coronel Marcos Antônio, grande amigo e comandante-geral da Polícia Militar. O bombeiro se sente muito prestigiado com a presença do senhor nesta solenidade. Cumprimento também o sargento João Batista, presidente da Associação de Bombeiros; da mesma forma o cabo Julio Maria Ferreira de Araújo, presidente da Associação de Cabos e Soldados. Muito obrigado pelas presenças. Cumprimento o nosso coronel médico, Senhor Deputado Da Vitória, já que V. Ex.ª tocou no assunto do nosso hospital, coronel Wiliam de Sá, e em seu nome cumprimento todos os bombeiros e bombeiras que serão homenageados neste dia. Desde 1954 comemoramos a cada 02 de julho com indisfarçável orgulho o Dia Nacional do Bombeiro. Este ano meu orgulho e minha emoção estão redobrados. Comemoro o meu vigésimo oitavo 02 de julho, e o primeiro na condição de comandantegeral. Sinto-me realizado e ciente da minha responsabilidade à frente da instituição. Quero reforçar que a data não é apenas um momento de celebração, mas também, de avaliarmos a evolução do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo ao longo dos seus cento e três anos de existência. Nossa missão, visão e valores reafirmam o compromisso firmado com a sociedade de prestar um serviço que tem como base a excelência. Constatamos que, apesar de muitos desafios, temos, ano após ano, alcançado nossos objetivos. Na nobre missão de proteção à vida humana, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 ao meio ambiente e ao patrimônio, os bombeiros militares trabalham com dedicação e afinco. A meta principal é o bem-estar da sociedade. Para isso, não importa que muitas vezes a própria vida seja colocada em risco. Para ser um bombeiro militar é indispensável ter o desejo de servir à população e salvar vidas, excelente condicionamento físico e equilíbrio emocional para lidar com as situações críticas mais adversas. Em vários aspectos, apesar do tamanho em relação a outros Corpos de Bombeiros, o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo é uma referência nacional. O bom desempenho é resultado direto do comprometimento individual de cada bombeiro que coloca seu coração na atividade que está fazendo, dando sempre o seu melhor. Companheiros, a admiração, o respeito e a credibilidade que hoje alcançamos é o nosso maior patrimônio. A manutenção desse patrimônio exige de todos nós, oficiais e praças, um empenho contínuo na prática das boas ações e uma incessante busca do aperfeiçoamento na profissão que abraçamos e amamos. Estamos todos cientes das dificuldades que o Estado do Espírito Santo atravessa e das medidas de correção de rumo adotadas pelo Governador Paulo Hartung. Em um ano em que os desafios estão postos, principalmente, em relação à baixa capacidade de investimento da Corporação, o rigoroso controle orçamentário e financeiro, aliado a uma boa capacidade de planejamento, ganham mais importância. Ao concluirmos a elaboração de nosso Planejamento Estratégico 2015-2022, temos a convicção e absoluta certeza de que nosso Corpo de Bombeiros está no caminho certo. No contexto da segurança pública, gostaria de registrar que, de forma inédita, a Corporação teve ações inseridas no planejamento estratégico da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social. A nossa participação nesse contexto reforça a determinação do nosso secretário, Doutor André Garcia, de integrar e dialogar com as instituições que compõem o sistema de segurança pública do estado. O resultado desse trabalho sério, competente e integrador tem sido destaque nos noticiários com registro de menor taxa de homicídios dolosos nos últimos vinte e cinco anos, Deputado Gildevan Fernandes. Parabéns, Doutor André Garcia e a todos os integrantes da segurança pública estadual. Companheiros, precisamos seguir em frente, arregaçar as mangas e continuar trabalhando firmes e determinados na busca continuada do aumento da eficiência no atendimento prestado ao cidadão capixaba. Vamos à luta. Crentes nos valores e deveres que condicionam nossa vocação profissional, parabenizo e saúdo todos os companheiros bombeiros militares, do passado e do presente, que, com dedicação e Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 profissionalismo, ajudaram a construir a grandiosa história de nossa Corporação e a manter vivo o propósito da nossa existência, que pode ser resumido no cumprimento humanitário do lema adotado por todos os bombeiros do país: Vidas Alheias e Riqueza a Salvar. Parabéns a todos os bombeiros militar capixabas homenageados nesta sessão solene. Parabéns a todos os Soldados do Fogo Capixaba! Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Neste momento fará uso da palavra o Senhor Deputado Edson Magalhães, representando os deputados estaduais presentes. O SR. EDSON MAGALHÃES – (DEM – Sem revisão do orador) – Primeiramente, dirijo-me ao proponente desta homenagem tão linda feita a todos os bombeiros capixabas na pessoa do Senhor Deputado Da Vitória. Meu muito obrigado pelas duas homenagens, da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. São de reconhecimento de todo povo capixaba. Cumprimento também a nossa Deputada Eliana Dadalto, o nosso Deputado Erick Musso, Vice-Líder do Governo; o Líder do Governo, Senhor Deputado Gildevan Fernandes; a nossa Deputada Raquel Lessa e o nosso Deputado Almir Vieira. Também cumprimento o coronel José Nivaldo Campos Vieira, da Casa Militar. Muito obrigado pela presença; o coronel Marcos Antonio Souza Nascimento, comandante-geral da Polícia Militar; o coronel Carlos Marcelo D’isep Costa, obrigado pelo discurso e pela presença; o sargento João Batista, presidente da Associação dos Bombeiros; o cabo Júlio Maria, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar. Saúdo todos os homenageados na pessoa do sargento Jorge Silva Pereira, que vou homenagear nesta noite. Estendo meus cumprimentos a todos os presentes, em especial a sua família, na pessoa de sua mãe, Evanir Gomes. Muito obrigado pela presença! Quando homenageamos a Polícia Militar fizemos questão de dizer, na ocasião, aos presentes da importância da instituição na organização do estado do Espírito Santo, principalmente agora que estamos vivendo outro momento e outra realidade no estado, na pessoa do excelentíssimo Senhor Governador Paulo César Hartung. Quando a Assembleia se deparou com uma situação, Senhor Deputado Gildevan Fernandes, na questão de redução de combustível por conta do ajuste fiscal do estado do Espírito Santo em vários setores, e não poderia ser diferente na organização militar, mas por conta disso também existia um planejamento com a desenvoltura de um empreendedor como o nosso governador. Meses depois, Senhor Deputado Da Vitória, o próprio Líder do Governo expôs a todos os deputados a diminuição do índice de violência em nosso estado Diário do Poder Legislativo - 157 do Espírito Santo. Isso significa o quê? Significa que muitas vezes - fui prefeito na cidade de Guarapari - as políticas proativas dependem muito de uma visão empreendedora e acima de tudo de uma otimização de todos os gastos e controle dos gastos públicos. O nosso governador está fazendo isso com muita sabedoria. Não é querendo de forma nenhuma, evidentemente, colocar a Polícia Militar e nem a corporação do Corpo de Bombeiros numa situação de gravidade, muito pelo contrário, é uma situação de organização em que o estado reconhece de fato a importância da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros na organização e principalmente nas estratégias sobre segurança em nosso estado. Portanto, quando me dirigia à Polícia Militar falava de um programa muito importante, comandante da Polícia Militar, que é o Proerd, um programa de combate às drogas muito bem executado e elaborado em nossas escolas. Hoje, venho falar dos Bombeiros do Futuro, esse programa maravilhoso também que, acima de tudo, além de educar nossas crianças para a cidadania, ensina práticas de convivência na sociedade e em nossas escolas, principalmente em primeiros socorros. O Corpo de Bombeiros tem uma função extraordinária, não somente a função do dia a dia, em suas atividades, muito longe disso, também na credibilidade. Às vezes nós políticos ficamos até espantados quando vemos, por exemplo, uma pesquisa de credibilidade em que o Corpo de Bombeiros e as religiões aparecem em primeiro lugar. É verdade, o Corpo de Bombeiros tem uma função extraordinária que extrapola toda nossa visão e, às vezes, nos falta a compreensão da importância do Corpo de Bombeiros, principalmente no resgate às pessoas, dando-lhes a possibilidade da sobrevida. Durante esse tempo todo assistimos em todo o mundo vítimas de terremoto nos escombros durante quarenta e oito, setenta e duas horas, e lá está o Corpo de Bombeiros sempre otimista, pensando na vida das pessoas. E, de repente, a vida se torna muito presente em todos nós, por conta da sobrevida, e principalmente da vontade de viver. Essa vontade, às vezes, vem da interiorização do ser humano por conta de entender que, apesar de todos os percalços, de todos os acidentes acontecidos, ou aqueles que estão para acontecer, os bombeiros são os primeiros a presenciar, junto a essas pessoas, a possibilidade da sobrevida. Deixo a vocês, carinhosamente, meus agradecimentos por todo o trabalho desenvolvido pela corporação. Vocês, bombeiros, são dignos da homenagem que esta Casa de Leis faz, neste dia de hoje. Mais uma vez agradeço a todos e ao Senhor Deputado Da Vitória que, com muita felicidade, pôde 158 - Diário do Poder Legislativo presentear vocês com a Medalha Alferes Tiradentes, no dia de hoje. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Ato de maior importância desta sessão, neste momento iniciaremos a entrega da Medalha Alferes Tiradentes aos homenageados desta noite. Convido o Senhor Deputado Da Vitória, proponente, para que se posicione na parte baixa do plenário. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA PDT) – Passo a presidência dos trabalhos à Senhora Deputada Eliana Dadalto. (Pausa) A SR.ª PRESIDENTA – (ELIANA DADALTO - PTC) – Assumo a presidência dos trabalhos e passo a palavra ao cerimonialista. O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – A Medalha Alferes Tiradentes é destinada a galardoar policiais e bombeiros militares por valiosos serviços ou ações meritórias prestados à sociedade capixaba. Os familiares dos homenageados que estiverem presentes podem acompanhá-los para tirar fotos. Convido o senhor Heron Pericles Martins, homenageado do Senhor Deputado Da Vitória, para, de acordo com o Ato n.º 1273, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos de S. Ex.ª. (Pausa) (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido a senhora Edna Rocha Coutinho, homenageada do Senhor Deputado Almir Vieira, para, de acordo com o Ato n.º 1299, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos de S. Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa. (Pausa) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa. (Pausa) (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Robison Alvarenga Couto, homenageado da Senhora Deputada Eliana Dadalto, para, de acordo com o Ato n.º 1.278, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos de S. Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa. (Pausa) (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Domingos Sávio Almonfrey, homenageado do Senhor Deputado Enivaldo dos Anjos, para, de acordo com o Ato n.º 1.279, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Domingos Sávio Almonfrey é graduado no curso de oficiais Bombeiro Militar; pósgraduado em Engenharia Ambiental e piloto privado e comercial de helicópteros. Dentre outros, possui curso de Resgate Veicular e Resgate Técnico I. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido a senhora Alessandra Cláudia Rossoni Gonçalves, homenageada do Senhor Deputado Erick Musso, para, de acordo com o Ato n.º 1.280, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos de S. Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A senhora Alessandra Cláudia Rossoni Gonçalves é bacharel em Direito, pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e possui curso de especialização em Procedimentos Administrativos Disciplinares. (Procede-se à entrega da Medalha) (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Edilson Broetto Pimentel, homenageado do Senhor Deputado Euclério Sampaio, para, de acordo com o Ato n.º 1276, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do senhor Denner Januário da Silva, representando S. Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa. (Pausa) (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Jorge Silva Pereira, homenageado do Senhor Deputado Edson Magalhães, para, de acordo com o Ato n.º 1277, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos de S. O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Alfredo Luiz Sacht, homenageado do Senhor Deputado Freitas, para, de acordo com o Ato n.º 1.281, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do senhor Alcimar Lopes e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Alfredo Luiz Sacht ingressou na corporação em 2002. É graduado em Administração e pós-graduado latu sensu em Administração de Recursos Humanos. Atualmente é chefe regional de Proteção e Defesa Civil da Companhia Independente. (Procede-se à entrega da Medalha) Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Anderson De Nadai Mariano, homenageado do Senhor Deputado Gildevan Fernandes, para, de acordo com o Ato n.º 1.282, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos de S. Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Anderson De Nadai Mariano é bacharel em Turismo e pós-graduado em Educação de Trânsito. Atua em ocorrências de resgate e combate a incêndios urbanos, ministrando treinamentos e palestras sobre primeiros socorros, combate a princípio de incêndios, entre outros. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Marcos Aurélio Almeida da Silva, homenageado do Senhor Deputado Gilsinho Lopes, para, de acordo com o Ato n.º 1.283, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Marcos Aurélio Almeida da Silva é tecnólogo em gestão ambiental, com especialização em sustentabilidade ambiental. Atualmente está lotado no Departamento de Resposta da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado do Espírito Santo. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Estrogildo Rocha Filho, homenageado do Senhor Deputado Padre Honório, para, de acordo com o Ato n.º 1.293, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do Senhor Richard Devos, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Estrogildo Rocha Filho ingressou na corporação em 1989. Atualmente está destacado na 2.ª Companhia do 2.º Batalhão de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Hébio Fraga Pinheiro, homenageado do Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, para, de acordo com o Ato n.º 1.294, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Hébio Fraga Pinheiro possui licenciatura plena em geografia e pós-graduação em educação ambiental. Realizou diversos cursos, dentre Diário do Poder Legislativo - 159 eles, de prevenção, preparação e resposta rápida a emergências ambientais e de resgate em espaços confinados. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Joathan Rodrigues, homenageado da Senhora Deputada Raquel Lessa, para, de acordo com o Ato n.º 1.295, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos da S. Ex.ª, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Joathan Rodrigues é graduado em teologia e pós-graduado em docência no ensino superior. Atualmente está lotado na 2.ª Companhia do 2.º Batalhão de Bombeiros na função de vistoriador, chefe de seção de atividades técnicas. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Messias Batista da Silva, homenageado do Senhor Deputado Sandro Locutor, para, de acordo com o Ato n.º 1297, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do assessor Josemar de Oliveira, do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Messias Batista da Silva ingressou na corporação em 1994. É graduado em administração e pós-graduado em gestão empresarial. Atualmente atua como chefe de equipe na 1.ª Companhia do 4.º BBM, no município de Marechal Floriano. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Neste momento procederemos à entrega das Medalhas aos homenageados da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa. Convido o senhor Geraldo Magela Alves para, de acordo com o Ato n.º 1296, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Geraldo Magela Alves ingressou na corporação em 1994. É técnico em contabilidade e, dentre outros, possui curso de atendimento a emergência com produtos perigosos, resgate veicular e de busca e salvamento. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Paulo Jorge Vaillant 160 - Diário do Poder Legislativo para, de acordo com o Ato n.º 1298, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Paulo Jorge Vaillant possui vinte e seis anos de serviço na corporação com comportamento militar em excepcional conduta. Trabalhou na equipe de busca e salvamento e na equipe de resgate. Foi condecorado com a medalha do Centenário do Bombeiro e Medalhas de Valor Bombeiro Militar nas cores prata e bronze. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Leevancleiph Menini para, de acordo com o Ato n.º 1284, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Leevancleiph Menini ingressou na corporação em 2002. É graduado em administração de empresas e pós-graduado em gestão de segurança pública. Atualmente está lotado na 2.ª Companhia do 2.º Batalhão de Bombeiros. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Wandelino Andreatta Filho para, de acordo com o Ato n.º 1285, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) Wandelino Andreatta Filho ingressou na corporação em 1989. É graduado em tecnologia de gestão ambiental e pós-graduado em gestão em educação ambiental. Atualmente está lotado no BM4, no Gerenciamento de convênios e contratos. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Eduardo Batista Laranjeira para, de acordo com o Ato n.º 1286, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Eduardo Batista Laranjeira ingressou na corporação em 1985. É técnico em Administração e em Gestão de Recursos Humanos. Realizou diversos cursos, dentre eles, de combate a incêndios em aeronaves e escalador combatente de Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 montanha. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Flávio Farias dos Santos para, de acordo com o Ato n.º 1287, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Flávio Farias dos Santos ingressou na corporação em 1989. Realizou diversos cursos, dentre eles, Intervenção em Emergências com Produtos Perigosos; Sistema de Comando de Incidentes; e Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Sandro Ferreira da Silva para, de acordo com o Ato n.º 1288, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Sandro Ferreira da Silva ingressou na corporação em 1989. Realizou diversos cursos, dentre eles, Especialista em Salvamento Terrestre e Prevenção de Combate a Incêndios. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Henrique Dutra da Silva, homenageado da Comissão de Segurança, para, de acordo com o Ato n.º 1289, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Henrique Dutra da Silva ingressou na corporação em 2002. É graduado em Pedagogia e pós-graduado em Gestão em Segurança Pública. Realizou diversos cursos, dentre eles, especialização em Mergulho e Resgate Veicular e Técnico. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido a senhora Madalena Bungenstab para, de acordo com o Ato n.º 1290, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A senhora Madalena Bungenstab ingressou Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 na corporação em 1994. É tecnóloga em Gastronomia e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional. Realizou diversos cursos, dentre eles, Licitação, Contratos, Pregão Eletrônico e Sistema de Registro de Preços. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Willian de Sá Lessa para, de acordo com o Ato n.º 1291, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Willian de Sá Lessa é graduado em Medicina com residência em Cirurgia-Geral. Fez especialização em Endoscopia Digestiva. Ingressou na corporação como oficial médico, em 1994. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido a senhora Marluce Siqueira dos Santos Xavier para, de acordo com o Ato n.º 1292, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do senhor João Batista da Silva, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A senhora Marluce Siqueira dos Santos Xavier é técnica em metalurgia e possui licenciatura plena em matemática. Realizou diversos cursos, dentre eles, gerenciamento de contratos na administração pública. Diário do Poder Legislativo - 161 D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Marlon Cristian de Souza é graduado em processos gerenciais e pós-graduado em gestão-pública. Atua na corporação há treze anos. Atualmente exerce a função de vistoriador nível I e II na 3.ª Companhia independente. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Márcio Machado da Silva para, de acordo com o Ato n.º 1270, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Márcio Machado da Silva atua na corporação há dezesseis anos; é graduado pela Academia de Bombeiro Militar do Distrito Federal; bacharel em engenharia de incêndio e pânico e pósgraduado em gestão pública. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Leonardo Furieri Matos para, de acordo com o Ato n.º 1271, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Leonardo Furieri Matos ingressou na corporação em 2002; possui curso de metalurgia e materiais; é bacharel em segurança pública; possui curso de formação de oficiais pela Academia Policial Militar do Paraná. (Procede-se à entrega da Medalha) (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Rony Castão Pereira para, de acordo com o Ato n.º 1274, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória, do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa e do sargento Alexandre Pereira, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O senhor Rony Castão Pereira possui licenciatura plena em educação física, bacharel em teologia e pós-graduado em educação inclusiva. Entre outros cursos, possui curso de resgate veicular e salvamento aquático. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o senhor Marlon Cristian de Souza para, de acordo com o Ato n.º 1275, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Convido o Senhor Gilson Souza Machado para, de acordo com o Ato n.º 1272, receber a Medalha Alferes Tiradentes das mãos do Senhor Deputado Da Vitória e do coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Gilson Souza Machado ingressou na corporação em 1989; é graduado em Administração e pós-graduado em Segurança do Trabalho. Dentre outros, possui curso de Sistema de Comando de Incidentes, Resgate Veicular e Atendimento de Emergência com Produtos Perigosos. (Procede-se à entrega da Medalha) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Feitas as homenagens, neste momento, fará uso da palavra o coronel Willian de Sá Lessa, 162 - Diário do Poder Legislativo representando os homenageados desta noite. A SR.ª PRESIDENTA – (ELIANA DADALTO – PTC) – Antes, devolvo a presidência dos trabalhos ao seu Presidente, Senhor Deputado Da Vitória. (Pausa) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA PDT) – Assumo a presidência dos trabalhos e concedo a palavra ao coronel Willian de Sá Lessa. O SR. WILLIAN DE SÁ LESSA – (Sem revisão do orador) – Boa-noite a todos! Começarei primeiramente agradecendo a Deus por este momento, como vi o Senhor Deputado Da Vitória fazendo, ao realizar a leitura do Salmo 129. Agradeço a Deus porque estamos nesta Casa hoje e porque temos a oportunidade que Ele nos deu, nos deu vida, nos deu saúde. Tudo que possuímos vem primeiramente de Deus. Agradeço ao Deputado Da Vitória, proponente desta sessão solene que traz honraria e homenagem aos militares do Corpo de Bombeiros. É com orgulho e satisfação que venho agradecer a oportunidade em nome de toda a família Bombeiro Militar que está presente, agraciada por esta importante honraria, a Medalha Alferes Tiradentes. Tiradentes foi o patrono cívico em tempo de opressão e representou os valores do povo brasileiro. A medalha conferida aos destaques da corporação Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo, é alusiva à Semana Nacional dos Bombeiros. É com imenso prazer e devoção que recebemos essa homenagem que representa o reconhecimento aos bons serviços prestados à população capixaba por aqueles que doam com o sacrifício da própria vida, bem como fez Alferes Tiradentes que confere o nome a essa medalha, que temos a honra de recebê-la. O lema Vida Alheia e Riquezas Salvar reflete a dedicação de nossa vida em prol dos que, em momento de temor, necessitam dos valorosos serviços prestados pelos bombeiros, representados aqui por aqueles que se destacaram em nossa valorosa corporação. Eles fazem parte de um corpo e juntos têm a nobre missão de salvar vidas e bens. São homens e mulheres de valor sem igual, que muitas vezes deixam seus lares e familiares com o intuito de desempenhar sua missão da melhor maneira possível. Os agraciados representam todos os guardiões da vida e dos bens do povo capixaba. Por isso a importância em reconhecer aqueles que são merecedores de respeito, pois se destacam no cumprimento da missão que lhe é imposta, mesmo com o risco da própria vida. Conhecidos como heróis do fogo, somos pessoas que dedicamos a vida a ajudar os que precisam nos momentos de maiores tormentos e aflições. Essa árdua missão que desenvolvem todos os bombeiros militares. Ao sermos agraciados por Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 esta medalha de honra ao mérito só engrandece aqueles que, dentre os demais, fizeram, de alguma forma, por merecer tamanha honraria. Agradecemos também aos nossos familiares presentes. Destaco minha mãe que veio do interior para prestigiar este momento importante da minha vida; destaco também minha esposa, minha fiel companheira que está me prestigiando; meu filho, que também estava no interior, e meu tio que também veio. Agradeço mais uma vez a todos por essa oportunidade. Obrigado. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (FRANCIS TRISTÃO) – Chegamos à parte final da nossa sessão solene em homenagem aos bombeiros militares do Estado do Espírito Santo. Passo a palavra ao Senhor Deputado Da Vitória, proponente desta sessão. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA – PDT) – Nas nossas considerações finais, só nos resta agradecer a todos que se fizeram presentes, aos nossos homenageados, ao coronel Willian de Sá Lessa, que fez um discurso contemplando todos e honrando a nossa instituição do Corpo de Bombeiros Militar. Saúdo todos os senhores que são protagonistas no dia de hoje, escolhidos pelos nossos representantes. Mais uma vez agradeço a presença nesta sessão prestigiada ao Senhor Deputado Gildevan Fernandes, Líder de Governo; ao Senhor Deputado Erick Musso, Vice-Líder; ao Senhor Deputado Edson Magalhães, que falou em nome dos Parlamentares desta Casa; às Senhoras Deputadas Raquel Lessa e Eliana Dadalto, que fizeram minha segurança enquanto presido a sessão; e ao Senhor Deputado Almir Vieira, que é militar, por meio do comando de sua esposa, que é capitão. Nossas esposas já mandam na gente naturalmente, ainda mais sendo casada com um capitão. S. Ex.ª tem na sua família um membro desta instituição. A condução do mandato de S. Ex.ª é voltada em defesa da nossa Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar em todas as suas ações, não somente com a presença física, mas em todas as defesas que temos. Assim tem se tornado este Poder Legislativo. Agradeço ao coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, ao coronel Marco Antônio Souza Nascimento, que não só verbalizados nos discursos, mas nas atuações dos representantes da sociedade em defesa dessas instituições tão importantes para o cidadão. Falar do Corpo de Bombeiros Militar é falar no alto conceito da sociedade. Raríssimas instituições têm o conceito como o dessa instituição. Por isso finalizo parabenizando e agradecendo ao coronel José Nivaldo Campo Vieira, por quem temos carinho e respeito pela sua liderança à frente das nossas instituições. Quando cheguei ao primeiro mandato, o Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 senhor estava secretário de Governo na Casa Militar e retorna hoje para honrar essa instituição, representando o Governador Paulo Hartung em nossa sessão solene. Sentimo-nos honrados. Quero que o senhor leve nosso abraço ao governador e fale do respeito e do carinho que esta instituição tem pelos membros da sociedade capixaba que aqui homenagearam trinta membros, agraciados com a Medalha Auferes Tiradentes, representando toda a instituição. Também registrarei presenças importantes antes de finalizarmos a sessão: jornalista Carlos Senna, coronel Pimenta, da assessoria militar da Assembleia Legislativa, representando o comandante-geral desta Casa; Senhor Rafael Simões; Senhor José Carlos, do Partido Democrático Trabalhista; capitão Pegorete, da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros Militar; Senhores Alexandre e Roberto Caetano, da Associação de Cabos e Soldados. Agradeço a todos que colaboraram com esta brilhante sessão solene, ao cerimonial, em nome do Senhor Francis Tristão, cerimonialista que conduziu muito bem a sessão e já está aprovado para as grandes cerimônias desta Casa. Agradeço aos membros da TV Ales, à minha assessoria e à equipe do gabinete, em nome da senhora Cristiane Linhalis, que trabalhou todo o tempo na assessoria aos Senhores Deputados para esta sessão solene. Obrigado a todos! A sessão solene em homenagem ao Bombeiro Militar, mais uma vez, aconteceu nesta Casa de Leis e sempre ficará registrada, imortalizada, nos Anais deste Parlamento e acredito que também na vida dos senhores e de seus familiares. É uma honra receber os bombeiros militares e prestar uma singela homenagem aos que tanto merecem em função dos trabalhos prestados, no silêncio das vidas que são salvas a cada dia. O Senhor Deputado Gildevan Fernandes está falando que merecem um Viva! O SR. GILDEVAN FERNANDES – (PV) – Viva os bombeiros militares! O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA – PDT) – Viva! (Palmas) Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 07 de julho de 2015, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na quinquagésima nona sessão ordinária, realizada em 6 de julho de 2015. *Encerra-se a sessão às vinte horas e trinta Diário do Poder Legislativo - 163 e quatro minutos. COMISSÃO DE SEGURANÇA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO. OITAVA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 25 DE MAIO DE 2015. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Solicito ao Senhor Secretário que faça a leitura da ata da sétima reunião ordinária, realizada em 4 de maio de 2015. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) – Senhor presidente, dependendo do tamanho da ata, solicito a V. Ex.ª que transfira a leitura para a próxima reunião. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Transfiro a leitura da ata para a próxima reunião, atendendo ao Senhor Deputado Da Vitória, mesmo porque vamos encerrar às doze horas em ponto, impreterivelmente. Solicito ao Senhor Secretário que faça a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: Ofício s/n.º/2015, encaminhado pelo Exm.º Senhor Deputado Nunes, comunicando o seu desligamento do cargo de membro efetivo da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Encaminhe-se à Coordenação Especial das Comissões Permanentes. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício s/n.º/2015, encaminhado pelo Exm.º Senhor Deputado Dary Pagung, comunicando a renúncia do Deputado Nunes da vaga de membro efetivo da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado e indicando o Deputado Almir Vieira para ocupar a referida vaga daquela comissão. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Encaminhe-se à Coordenação Especial. 164 - Diário do Poder Legislativo Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício n.º 16/2015, encaminhado pelo Senhor Danilo Correa Ribeiro, presidente da Associação Espírito-Santense de Peritos em Criminalística, informando diagnóstico da situação da perícia criminal do Espírito Santo e solicitando esforços para prover recursos para a perícia criminal. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 sua ausência na audiência pública realizada no dia 14 de maio do corrente, devido à coincidência de horário com audiência pública da Comissão de Saúde e Saneamento, agendada previamente na cidade de Linhares. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Inclua-se no relatório de frequência do parlamentar. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Mensagem n.º 52/2015, encaminhada pelo Exm.º Senhor Paulo Cesar Hartung Gomes, governador do estado do Espírito Santo, em resposta ao Requerimento n.º 30/2015, formulado por esta comissão, informando sobre a apreensão de grande quantidade de maconha no complexo do Xuri. Ofício n.º 337/2015, encaminhado pela promotora de Justiça Andréia Bucker do Nascimento Cardoso, justificando sua ausência na audiência pública, realizada no dia 14 de maio do corrente, devido à realização de audiências judiciais na mesma data. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Mensagem n.º 59/2015, encaminhada pelo Exm.º Senhor Paulo Cesar Hartung Gomes, governador do estado do Espírito Santo, em resposta ao Requerimento n.º 31/2015, formulado por esta comissão, informando o quantitativo de fugas ocorridas no sistema penitenciário estadual e recapturas. Ofício n.º 646/2015, encaminhado pelo Exm.º Senhor Eugênio Coutinho Ricas, secretário de Estado da Justiça, em resposta ao Ofício/Comseg/n.º 143/2014, solicitando informações acerca do servidor Leandro Marques Vianello. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente, com cópia para o Senhor Deputado Gilsinho Lopes. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: Ofício n.º 64/2015, encaminhado pelo Exm.º Senhor Deputado Gilsinho Lopes, solicitando que proceda a leitura do presente relato do agente penitenciário, no qual informa a falta de efetivos no sistema penitenciário do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. Ofício n.º 647/2015, encaminhado pelo Exm.º Senhor Eugênio Coutinho Ricas, secretário de Estado da Justiça, em resposta ao Of/Comseg/n.º 144/2014, solicitando relação de todos os inquéritos administrativos, ações e procedimentos administrativos relacionados nos últimos 2 (dois) anos. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: O SR. SECRETÁRIO lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. Ofício n.º 65/2015, encaminhado pelo Exm.º Senhor Deputado Almir Vieira, justificando PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Não houve no período. PROPOSIÇÕES SOBRESTADAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Saúdo o Senhor Deputado Da Vitória, vice-presidente desta Comissão, o Senhor Deputado Erick Musso, o Senhor Deputado Almir Vieira, o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, todos os presentes, os policiais militares presentes; o coronel José Augusto Piccoli, representando o comandante-geral; o diretor geral do HPM, o coronel Isson Feu Pereira Pinto Filho; a Associação dos Oficiais, o tenente-coronel José Augusto Piccoli; a Associação dos Cabos e Soldados; o cabo Júlio; a Associação de Subtenentes, tenente Araújo; a Associação dos Bombeiros Militares, João Batista; e os policiais e todos os servidores. Concedo a palavra ao Coronel Isson Feu Pereira Pinho Filho, diretor do Hospital da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, um Hospital que presta grande e relevante serviço não só na área da segurança, mas a todo o povo do nosso Estado. O SR. ISSON FEU PEREIRA PINTO FILHO – Bom dia a todas e a todos. Inicio minha fala cumprimentando o Presidente da Comissão de Segurança, que nos convidou para falarmos sobre a estrutura do hospital nesta Assembleia. Aproveitando, faço os cumprimentos, na pessoa do coronel Marcelo Augusto, a todos os oficiais da Polícia Militar presentes. Também cumprimento os representantes de classe; o tenente Araújo, que representa a Associação de Subtenentes e Sargentos; o coronel Augusto Piccoli, representando a Associação dos Oficiais; a representatividade dos cabos e soldados, na pessoa do Joao Batista; e todos os funcionários civis e militares da Diretoria de Saúde. Eu, coronel Isson, diretor de saúde da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, me faço presente nesta tribuna a convite do Senhor Deputado Euclério Sampaio, Presidente desta Comissão, com a finalidade de falar sobre o Hospital da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo. Senhores, para falar do Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo é necessário, antes, contextualizá-lo. Para contextualizá-lo, precisamos informar que a Polícia Militar é um dos órgãos vinculados à Secretaria de Segurança Pública. A Polícia Militar, dentro do seu organograma, tem o Comando-geral, Subcomando-geral e o Estado Maior-Geral. Dentre a composição da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo temos também o Comando de Policiamento Metropolitano, o Comando de Policiamento Ostensivo do Sul, o Diário do Poder Legislativo - 165 Comando de Policiamento Ostensivo do Norte, a assessoria jurídica, a Corregedoria, a Diretoria de Inteligência; a Diretoria de Tecnologia da Informação; a Diretoria de Ensino; a Diretoria de Saúde e a Diretoria de Frota. Todos esses órgãos compõem a estrutura que visa dar comandabilidade institucional e estamos falando da Diretoria de Saúde como uma das diretorias que compõem a estrutura da Polícia Militar. O que é a Diretoria de Saúde, então? A Diretoria de Saúde é composta por oito centros: Centro de Enfermagem, Centro Administrativo, Centro Farmacêutico e Bioquímico, Centro de Perícias Médicas, Centro de Promoção Social, Centro de Perícias Médicas e o Hospital da Polícia Militar. Eles são a base da estrutura da Diretoria de Saúde, que permite a comandabilidade institucional, a assistência dos servidores militares que vivem em guerra. Quando eu falo do centro de perícias médicas, Senhores Deputados Da Vitória e Euclério Sampaio, quero dizer também que a instituição, o organismo Polícia Militar, para admitir servidor passa por junta militar de saúde. A promoção dentro da instituição militar passa por junta militar de saúde. O retorno à reserva, à inatividade, após trinta anos de trabalho nesta instituição, passa por avaliação da junta médica de saúde. O Centro de Perícias Médicas dá comandabilidade a quem comanda a instituição Bombeiros Militares e Polícia Militar. E o Hospital Militar, como todo hospital, na questão da assistência ao ser humano, que precisa quando doente, quando ferido, dá assistência médica. O que é, então, o Hospital da Polícia Militar? O Hospital da Polícia Militar foi inaugurado na década de 90, sediado em Bento Ferreira. Na época, um hospital de médio porte, com aproximadamente duzentos leitos de enfermaria; dez leitos do centro de tratamento intensivo; onze leitos de UTI neonatal; centro cirúrgico e também o pronto atendimento. Essa é uma estrutura, uma síntese muito rápida do que vem a ser, mais precisamente, o Hospital da Polícia Militar. Mas não é só de estrutura que o hospital funciona. Na década de 90 também foram necessários recursos humanos e, para isso, foi necessário concurso público para preenchimento do quadro de oficiais de saúde. Associado a isso, naquela época, um concurso para o quadro de funcionários civis para a funcionalidade do hospital inaugurado na década de 90. Para o concurso público, na década de 90 entendeu-se que com oitenta e dois médicos militares, quarenta e três enfermeiros militares, dezessete farmacêuticos bioquímicos, trinta e sete dentistas, cinco veterinários, cento e setenta e sete técnicos de enfermagem, e cento e dezoito auxiliares de enfermagem para aquela oportunidade atendiam bem ao que se pretendia enquanto hospital militar. Associado a isso, o concurso para o quadro de civis. O quadro de civis, criado pela Lei n.º 166 - Diário do Poder Legislativo 4.319/90 previa duzentas e quarenta e três funções, dentre as quais médicos, técnicos, auxiliares, contadores, assistentes sociais, nutricionistas, guardas patrimoniais, dentre outras atividades. Ocorre que, no ano de 2008, através da Lei Complementar n.° 462 e da Lei Complementar n.º 465, essas vagas do quadro de civis entraram em extinção, não mais foram repostas. Ora, senhores, se tínhamos duzentas e quarenta e três, e a lei coloca as funções em extinção, hoje, vinte e cinco anos depois, deparamo-nos com a realidade ali colocada. Dos duzentos e quarenta e três civis previstos em 1990, hoje temos apenas quarenta e quatro. Temos um déficit, quando comparado ao inicial, de 81,9 %. Temos apenas quarenta e quatro funcionários civis. Quanto à questão dos militares podemos, tanto no quadro civil como no militar, afirmar categoricamente que temos um déficit de até oitenta por cento dos funcionários de recursos humanos para um hospital que funciona ainda hoje. É um déficit significativo, um déficit importante. Falando em déficit de militares, está posto no quadro, de fácil visualização, plena, que dos oitenta e dois médicos militares, hoje o HPM conta com apenas vinte e dois. Temos um quadro de sessenta médicos militares. Dos quarenta e três enfermeiros concebidos em 1990, hoje temos apenas trinta e quatro. Dos dezessete farmacêuticos bioquímicos temos apenas dez. Dos trinta e sete dentistas, temos apenas vinte, um déficit de dezessete profissionais na área de odontologia. Dos cinco médicos veterinários previstos, temos apenas dois. E assim sucessivamente. Para auxiliar e técnicos de enfermagem, temos na previsão inicial trezentos e sessenta e dois funcionários, e hoje contamos com duzentos e noventa e cinco, uma redução de sessenta e sete por cento dos funcionários. Uma queda de 18,5% dos funcionários que deveriam hoje estar compondo o hospital, em comparação com a realidade de 1990. Esses funcionários remanescentes, tanto do quadro civil quanto do militar, prestam assistência a pacientes internados em cem leitos de nossas enfermarias. Temos ainda, à disposição do hospital, duas salas de centro cirúrgico. Temos o CTI com oito leitos. Para o CTI, deputado Euclério Sampaio e senhores deputados, cabe uma análise detida, profunda e responsável. O CTI do HPM foi fechado exatamente em 10 de julho de 2014. Houve um esforço muito grande da administração para que isso não ocorresse. Antes que o CTI fosse fechado, avisamos por meio de ofício, de comunicado, a quem estávamos subordinados, ao subcomandante, ao comandante-geral, ao secretário de Segurança Pública, que se não houvesse reposição de funcionários iríamos acabar com o nosso CTI fechado. É uma perda de oito leitos de CTI no serviço público de Vitória. Ao longo de 2014 o serviço de saúde e as administrações hospitalares davam conta de que o Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 custo diário de uma internação em hospital com o setor público, comprando do setor privado, era de mil e quinhentos a dois mil reais por dia, para cada leito. Em uma conta simples, cada leito comprado pelo setor público na rede privada gerava de quarenta e cinco a sessenta mil reais por mês. Senhores, estamos com oito leitos fechados no Hospital da Polícia Militar. No dia 10 de maio completaram-se exatamente dez meses com os leitos fechados. No dia 10 de julho faremos um ano com esse serviço não sendo prestado tanto à instituição Polícia Militar quanto à sociedade de um modo geral. O pronto-atendimento, no ano de 2014, teve aproximadamente treze mil atendimentos, dos quais sete mil e quatrocentos aos militares que estão na luta diária. Em torno de cinco mil e seiscentos atendimentos foram aos seus dependentes. Ainda há os atendimentos feitos à população civil, dentro do pronto-atendimento militar. O impacto disso, sofremos no meio do ano passado, quando o prontoatendimento necessitou fechar por falta de recursos humanos. A tropa se ressentiu imediatamente, porque a tropa, na rua, sabe onde pode buscar recurso quando ferida, quando machucada, quando está sem condições de executar o serviço de segurança pública. Não é só a tropa, não são apenas os sete mil e quatrocentos atendimentos aos militares, são também os seus dependentes. Uma guarnição na rua, um servidor compondo chefia da guarnição, e sabendo que a sua esposa ou seu filho, seu companheiro ou companheira, doente, pode ser atendido no pronto-atendimento, fica seguro. Dá a ele estabilidade. Senhores, ninguém tem condição de dar o que não tem. Para que se dê segurança, precisa-se ter segurança também. (Palmas) É comum, em alguns fóruns de que tenho participado alguém trazer uma tese inadequada e chegar a uma conclusão inadequada, dizendo que o servidor público militar é igual a qualquer outro servidor, ao professor, ao médico. Não é verdade. Ninguém que trata de violência, pensa a violência, raciocina a violência - é um pai, é um esposo, é uma esposa, é um irmão, é um vizinho - igual a quem não trata da violência. Quem trata da violência, quem pensa a violência, quem se coloca no quadro de violência precisa sim, de um espaço para descansar, para se alimentar e para ser tratado quando necessário. E um espaço reservado tem previsão em lei e o militar que está na luta diária, na guerra diária precisa sim, de um espaço diferenciado para ser tratado. E o pronto atendimento da Polícia Militar caracterizou muito bem isso, e quando houve a menção de ser fechado esse serviço, houve no meio da tropa, no seio da tropa um desconforto, um descontentamento muito grande. O Centro de Promoção Social tem duas características curiosas. Todo trabalho é importante, mas há duas coisas que me chamam atenção no Centro de Promoção Social, que até um dia desses Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 era Diretoria de Promoção Social. Hoje é Centro de Promoção Social vinculado ao Hospital da Polícia Militar e tem um programa chamado PAP. Esse programa visa pegar o homem treinado com violência, que pensa em violência ao longo de trinta anos de trabalho, e prepará-lo para que retorne à inatividade, que volte ao seio da família, para que volte a ser um vizinho normal, um filho normal, para que volte dentro de um conceito, de uma convivência estável dentro da sociedade. É um programa que ajuda ao servidor, à Polícia Militar e à comunidade local. Tem outro programa dentro do Centro de Promoção Social que preconiza, que tem como objeto o seguinte: militar envolvido em ocorrência de violência, de morte, tiroteio, perdas de vida, precisa ser avaliado pelo Estado para ver o quanto a ocorrência afetou seu psicológico, para ver se precisa adotar alguma medida com ele, para que possa então retornar à sua atividade no combate à violência, no combate da violência diária que toda a sociedade vive, em especial o Espírito Santo. O Centro de Perícia Médicas, me torna redundante, mas acho importante falar, Coronel Augusto, o senhor que representa o comando da Polícia Militar, da importância da comandabilidade que esse Centro de Perícia Médicas, por meio da junta médica de saúde, pode dar à instituição. Ninguém é admitido, ninguém é demitido, ninguém é promovido e aqueles que eventualmente cometem um deslize, são acusados pelo poder público para responder, para reparar algum ato chamado infracional, precisa da junta militar de saúde, para dizer: este militar está em condição de responder pelos atos que cometeu. Então, o Centro de Perícia Médicas, com a junta militar de saúde, dá às instituições Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar, comandabilidade institucional. Os nossos ambulatórios, para quem não tem mais médico, hoje com vinte e dois médicos, a instituição se reinventou. Temos hoje, em termos de cooperação com a Multivix, com a Emescam, com faculdades que trazem algumas especialidades médicas para o ambulatório. Já que o Estado não consegue responder no atendimento médico, essas parcerias com as faculdades têm oferecido algumas especialidades médicas a alguns de nossos servidores. Mesmo com essa realidade, o hospital conta com programa de reabilitação de toxicômanos e alcoolista. Esse programa, cabe uma ressalva. A droga é uma realidade no país inteiro. A droga é uma realidade dentro das famílias, tanto as mais abastadas, que têm mais influência, como aquela de periferia. A droga pega o homem, a mulher, o culto e o não culto, pega o homem mais simples; a droga avança dentro das famílias. O programa de recuperação ao toxicômano e ao alcoólico do HPM tem em torno de vinte e cinco anos também. Cansamos de receber no hospital pedidos dos dependentes, de seus familiares, pedidos políticos de pessoas influentes da nossa Diário do Poder Legislativo - 167 sociedade capixaba, determinação judicial para que possamos acolher os dependentes químicos no hospital. Tínhamos que prestar um serviço de excelência, mas temos um grupo reduzido de voluntários dentro do hospital. Certa vez, na última reunião que tivemos na Secretaria de Saúde, o Senhor Deputado Padre Honório, que convive muito com os dependentes químicos, fez um relato que traduz perfeitamente bem o que significa o Presta, Programa de Recuperação à Saúde do Toxicômano e Alcoolista, do HPM. Disse: Temos vários serviços que tratam dos dependentes químicos, mas quando encaminhamos ao HPM o dependente vai com certeza de melhoria e a família vai mais descansada para casa. Significando dizer que o programa, que funciona há vinte e cinco anos no Hospital da Polícia Militar, tem diferente dos demais um plus que se chama credibilidade, carinho e atenção na prestação de serviço para pessoas que de lá dependem. Temos ainda um programa de controle da pressão arterial e diabetes; um programa de controle e combate ao tabagismo; a vacina; a imunização no hospital, e um programa de reabilitação e fisioterapia. Temos também um programa de aleitamento materno, banco de leite do hospital, que igualmente ao Presta, sofre a mesma demanda, e curiosamente atende desde o asfalto, dos ambientes cujo metro quadrado é bem caro, até as periferias. No local são atendidas pessoas simples a pedido, por orientação e pessoas que nos procuram. O banco de leite do hospital, que vem exaustivamente recebendo reconhecimento do Ministério da Saúde, atende, acolhe, orienta, colhe e redistribui leite. Não é só para a Polícia Militar, é para a sociedade como um todo. É um serviço de referência que todo hospital e todo servidor público ou civil e da Polícia Militar, diz ter muito orgulho. Temos o programa DST/Aids, que dispensa comentários, e um programa de preparação para inatividade, que acabei comentando na lâmina anterior. Todos esses serviços que discorri são prestados por vinte e dois médicos militares. São 26,82% de oficiais remanescentes do concurso de 1990, mais dois médicos civis estatutários da Sesp, remanescentes do concurso do quadro de civis também de 1990, e ainda dezessete médicos civis de designação temporária cedidos pela Sesa. Senhores, designação temporária é reforçar o que todo mundo sabe, mas é um vínculo precário. O servidor, quando tem oportunidade de uma função ou atividade melhor remunerada e com melhor segurança, abre mão da designação temporária e vai embora. Ter dezessete médicos cedidos pela Sesa em designação temporária é ter uma fragilidade no sistema. Somos atendidos? Somos sim. Mas é uma fragilidade, é um ponto que precisa ser revisto e repensado. Temos ainda trinta médicos civis estatutários cedidos ao hospital. Cabe uma ressalva que o hospital 168 - Diário do Poder Legislativo da Polícia Militar é uma referência no serviço de otorrinolaringologia. Todos os setenta e oito municípios referenciam seus pacientes necessitando de cirurgia de otorrinolaringologia para o HPM. Desses trinta médicos estatutários cedidos, dez estão na vertente de atender o que preconiza a Secretaria da Saúde. É um atendimento à população civil que o Hospital da Polícia Militar faz com carinho, com responsabilidade e não abre mão de exercer seu papel para a população capixaba quando há necessidade desse serviço, visto que não há outro ambiente para acolher esse tipo de paciente. Quando falamos de HPM, são vinte e dois médicos militares, dezessete designações temporárias e trinta médicos cedidos. O que significa isso para quem não tem compreensão da relação de médicos por paciente? Para trazer essa ideia para referendar o que queremos dizer. O HPM para execução de todas suas atividades conta com setenta médicos, dos quais, acabei de mencionar, vinte e dois militares, trinta cedidos pela Sesa, dezessete por designação temporária. Na mesma vertente, temos o prontosocorro do São Lucas que atende urgência e emergência, com trezentos médicos, dá quase quatro vezes mais e um pouquinho o número de médicos que o Hospital da Polícia Militar tem. No ano de 2014 estivemos no Estado do Rio de Janeiro, e lá tal qual ocorre no Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo, tem diversas atividades executadas pelo hospital, e em um dos hospitais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que é o Hospital da Estácio, tem vaga para oitocentos médicos, fora os outros profissionais que precisam ser agregados a esses serviços. O HPM tem setenta médicos, com aqueles serviços que prestamos, que acabamos de discorrer; o pronto-socorro do São Lucas, só para urgência e emergência, não é só que é pouco, mas é uma atividade específica, uma atividade única, tem trezentos profissionais, e a Polícia Militar do Rio de Janeiro com vaga para oitocentos médicos, fora os outros profissionais. Quando se fala em Hospital da Polícia Militar, em todos os ambientes, não vi um até agora que não fosse assim; quando a conversa começa a solucionar na parte de recursos humanos alguém levanta o braço e diz: Mas, e a estrutura física? A estrutura física do HPM. Aquela estrutura física nunca se beneficiou com a engenharia ou com a arquitetura naquela estrutura, depois de vinte e cinco anos de inaugurado. O redimensionamento da rede elétrica. Esse redimensionamento tão discutido, tão falado nos ambientes de governo, no ambiente onde se formam opinião, ele causou e causa ainda impacto direto na caldeira, na climatização do hospital e na oferta de serviços que dependem de água quente. Só que em 2009 e em 2010, quando íamos receber pela segunda vez o pronto-socorro do Hospital São Lucas, colocamos na mesa e foi uma discussão de quase dez Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 meses, das necessidades estruturais que tínhamos, e uma delas foi o redimensionamento da rede elétrica. Naquela oportunidade já sabíamos que a estrutura de rede elétrica tinha dificuldade de atender o hospital militar, juntando dois hospitais em um espaço físico, essa demanda, no mínimo, iria dobrar. E naquela oportunidade ficou estabelecido, discutido na mesa, que o redimensionamento da rede elétrica do hospital seria feita por intermédio do Hospital São Lucas e a Secretaria de Saúde, só que, decorridos cinco anos o redimensionamento não aconteceu, e o hospital ainda carece de uma estrutura elétrica, complexa e difícil. Então, quando as pessoas falam que o coronel não deixa colocar ar condicionado durante o calor, não é que o coronel não deixa, é questão de responsabilidade. Se precisa de redimensionamento da rede elétrica e não foi feito, pendurar ar condicionado naquela estrutura, significa colocar em risco tudo e todos. Dizem: O coronel diretor não deixa ligar o chuveiro! Não deixa não é por maldade, não deixa ligar o chuveiro porque precisa ter feito o redimensionamento da rede elétrica que foi discutido em 2009 e em 2010. Então, às vezes, aos formadores de opinião, Senhores Deputados Da Vitória e Euclério Sampaio, em alguns ambientes é colocado como se fôssemos uma imposição de conforto para os profissionais que lá trabalham, para os pacientes que são lá atendidos. Não é verdade isso, ao contrário, avisamos em 2009 e 2010 que era necessário o redimensionamento da rede elétrica. Foi pactuado, consta no Termo de Cooperação Técnica, ficou como responsabilidade do Hospital São Lucas e da Secretaria de Saúde a execução dessa obra. Por motivos diversos, estamos em 2015 sem que o redimensionamento tenha sido executado, e passamos então a conviver com esse tipo de problema, que parece uma realidade, uma responsabilidade da Polícia Militar, da diretoria de saúde ou da Secretaria de Segurança Pública. Mas mesmo com essas realidades apontadas e que precisam ser esclarecidas, o hospital já abrigou por duas vezes o pronto-socorro do Hospital São Lucas; já abrigou o pronto-socorro do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes - Hospital das Clínicas; já abrigou o pronto atendimento da Prefeitura Municipal de Vitória; abriga o Serviço de Verificação de Óbito e o centro de captação de órgãos: todos os dois serviços da Secretaria de Saúde. Ainda, para os que têm boa memória, o nosso hospital, também, já serviu de retaguarda para o estado, no serviço de medicina legal num momento muito delicado que esse estado viveu. O hospital estava lá pronto e os recursos humanos, na época, em condições de atender e dar o suporte que o estado naquela oportunidade requereu. Na atualidade, a nossa experiência com o pronto-socorro do Hospital São Lucas, são duas administrações dentro de um espaço físico único. Isso só está sendo possível porque tomamos o cuidado de apoiar essas relações e discipliná-las em um termo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 de cooperação técnica. O que vem a ser isso? Termo de cooperação técnica tem a finalidade de definir espaço físico e deliberar competência. A quem cabe pagar a energia elétrica? Ao diretor de saúde. A quem cabe fazer redimensionamento da rede elétrica? Ao Hospital São Lucas. O termo de cooperação técnica apoiou para que fossem possíveis as duas administrações, dentro de um mesmo espaço físico, e também deliberou sobre obrigações e deveres, boa parte delas não cumpridas. Esse termo de cooperação técnica a partir de 2010 passou a ser revalidado a cada dois meses. A validade do último expirou em 15 de março de 2015 e ainda não foi reajustado, ainda não foi assinada entre as partes interessadas. Uma das grandes dificuldades de ajuste no novo termo de cooperação técnica está atrelada à cessão de recursos humanos, principalmente, a cessão de recursos humanos. O que significa dizer isso? Se tivesse cedido os recursos humanos que seriam nove médicos intensivistas, seis auxiliares de enfermagem, o CTI não teria fechado em julho de 2014. Até hoje esse tema está sendo debatido, discutido e não foi solucionado. Espaço físico: o Hospital São Lucas comumente tem requerido espaço físico dentro de o complexo hospitalar da Polícia Militar. Esquecem que inauguraram o novo São Lucas e lá tem espaço de sobra para qualquer tipo de atividade, sobretudo, reavaliação do paciente atendido no pronto-socorro do Hospital São Lucas. E mais, outro tema que está impedindo o fechamento do Sistema de Operação Técnica é o sistema MV. MV é um sistema de gestão em saúde que viabiliza, facilita a vida dos profissionais e dos pacientes dentro da estrutura hospitalar. Todo hospital público foi beneficiado com o MV e também os hospitais filantrópicos. Estranhamente o HPM não foi beneficiado com o sistema de gestão de saúde que é um sistema que facilita a vida de todos nós. É esse hospital da Polícia Militar que acabei de discorrer, que atende ou que tem a responsabilidade de atender essas dezessete mil e setecentas vidas divididas: Polícia Militar, dez mil trezentos e trinta e dois, na ativa e mais três mil oitocentos e trinta e nove na reserva; Corpo de Bombeiros, mil duzentos e setenta e quatro, na ativa; mais duzentos na reserva, perfazendo um total de dezessete mil setecentos e cinco profissionais que dependem, diretamente, do atendimento do hospital da Polícia Militar e, consequentemente, da diretoria da saúde. Numa conta simples, cada militar tem a sua esposa, seu esposo e dois filhos em média, multiplica-se este número por quatro, teremos a responsabilidade de sessenta e dois mil oitocentos e vinte prontuários na nossa diretoria de saúde. E esse povo que trabalha diuturnamente na Diário do Poder Legislativo - 169 guerra urbana diária, tem a sua saúde dependendo da atividade do Hospital da Policia Militar e da diretoria de saúde da Polícia Militar Em data recente, 12 de maio, o secretário de Segurança Pública, doutor André Garcia, publicou uma portaria com a finalidade de criar uma comissão de estudos visando à restruturação do serviço de saúde da Polícia Militar do Espírito Santo. Senhores, vinte e cinco anos depois, com apenas um concurso público para o quadro de saúde, com apenas um concurso público para o quadro de funcionários civis, sem que houvesse outro concurso, sem nenhuma intervenção na estrutura física do hospital, criaram uma comissão. Todos somos sabedores de que não é a solução que o hospital precisa. Todos somos sabedores de que isso fica aquém da nossa real necessidade, mas fomos para o enfrentamento. A comissão está montada, o comandante da Polícia Militar abriu os trabalhos com o comandante do Corpo de Bombeiros, já fizemos a primeira reunião, hoje, à tarde, haverá a segunda reunião, e não temos a menor dúvida de que o trabalho de restruturação pode ser feito num prazo de quarenta e cinco dias, mas que a solução para nossos problemas, para o problema da Instituição Bombeiro e Polícia Militar passa, necessariamente, exclusivamente, não é a solução completa, mas parte da solução, pelo concurso público, que foi suspenso. E é por isso, deputado Euclério Sampaio e senhores deputados, que venho afirmar categoricamente e sem medo de errar: o concurso público suspenso há quatro dias das provas, que seriam dia 08 de fevereiro de 2015, o concurso estava pago, escrito o local onde haveria as provas, mas esse concurso precisou, por necessidade diversa ao nosso interesse, ser suspenso. Esse concurso tem uma curiosidade. Na parte médica, se o concurso, hoje, trouxesse sessenta médicos para dentro do Hospital da Polícia Militar voltaríamos à realidade dos anos noventa, voltaríamos a ter oitenta e dois médicos na Polícia Militar vinte e cinco anos depois. Repetindo, se tivesse sessenta médicos dentro do concurso, hoje, voltaríamos à realidade de 1990, mas o concurso suspenso traz para dentro da Polícia Militar trinta e três médicos, quase a metade da necessidade que tínhamos para que recompletássemos a realidade de 1990. E isso se estende ao farmacêutico, bioquímico, ao dentista, à enfermagem e ao médico veterinário. A retomada imediata das atividades do CTI do HPM. É um absurdo ter nesse hospital um CTI com oito leitos fechados, e ainda estabelecer intervenções na estrutura física e na rede elétrica da Diretoria de Saúde em caráter de urgência. Espero, não é simples falar de um tema tão complexo com tantas adversidades em tempo curto, mas tentei ser objetivo, enxugar e traduzir o sentimento que quero crer que seja de cada funcionário do Hospital da Polícia Militar, seja ele 170 - Diário do Poder Legislativo civil ou militar. E continuamos em pé, acreditando que dias melhores virão. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Nossa comissão sabe da importância, Senhor Deputado Gildevan Fernandes, V. Ex.ª que é membro da comissão e líder do Governo, que esse hospital tem. O coronel Isson falou e foi muito feliz em sua fala, em todos os seus pontos, mas no início ele disse algo: Como vai-se dar segurança, se não se tem segurança? E sobre o Hospital da Polícia Militar esta comissão não pode medir esforços para que, de fato, esse concurso venha a acontecer. Tenho certeza de que com a união de todos tentaremos ajudar o Hospital da Polícia Militar, que é muito importante, não só para a área da segurança, mas também para todo o estado do Espírito Santo. Agradeço ao Coronel Isson. Foi brilhante sua fala. Passo a palavra ao Senhor Deputado Da Vitória, primeiro inscrito. O SR. DA VITÓRIA – (PDT) – Cumprimento o Senhor Deputado Euclério Sampaio, que preside esta comissão, e o Senhor Deputado Gildevan Fernandes, que é membro efetivo da Comissão de Segurança e líder do Governo. É muito importante a presença deste deputado nesta audiência do HPM. Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, agradeço a permanência de V. Ex.ª, que preside a CPI do Pó Preto. S. Ex.ª é médico e conhece todo o tema apresentado pelo Coronel Isson. Cumprimento o Senhor Deputado Almir Vieira, que chegou à Assembleia principalmente pela defesa da saúde, e já fez uma visita, pela Comissão de Saúde, ao HPM. Cumprimento o Coronel Isson Feu Pereira Pinto Filho, diretor-geral do HPM. E em nome do Coronel Augusto, saúdo todos os militares presentes, da polícia militar e do bombeiro miliar. Saúdo as instituições de classe, nossos amigos que nos visitam nas galerias, a sociedade que nos assiste pela TV Ales. Serei bem objetivo, até porque esse é um tema que já estamos trabalhando nele há tempo. O Senhor Deputado Euclério Sampaio, que preside esta comissão, não pode se fazer presente na reunião que tivemos na Secretaria de Segurança Pública porque tinha um conflito de agenda, mas solicitou que toda a comissão estivesse naquela audiência que fizemos com o secretário de Saúde, na Secretaria de Saúde, e com representantes da Secretaria de Segurança. O Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto estava fazendo cirurgia naquela data, mas os Senhores Deputados Gildevan Fernandes e Almir Vieira se fizeram presentes, cancelaram até suas agendas em Anchieta. O desdobramento daquela reunião acredito que já seja essa portaria, que está sendo trabalhada pela comissão que está sendo montada. Já tivemos Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 essa oportunidade no mandato passado, mas não se chegou a um resultado. Senhores Deputados Euclério Sampaio e Gildevan Fernandes, líder do Governo, semana retrasada, por aproximadamente duas horas e vinte minutos, conversamos com o Governador com V. Ex.ª ao meu lado. Em grande parte do tempo, falamos sobre o HPM. Percebi, e acredito que já havia a sensibilidade de S. Ex.ª outras vezes, mas, naquele momento, percebi a sensibilidade de S. Ex.ª, que até fez um compromisso de continuar ajudando pela secretaria de Saúde, Coronel Isson. Essa proposta, V. Ex.ª já a tem toda materializada, está em sua mente e nas dos diretores, que saúdo todos assim como os servidores do HPM. Para que o hospital continue funcionando com o apoio dos servidores públicos civis até que se processe o concurso público, que é extremamente necessário, que não atende nem à realidade de 1990, como apresentado pelo Coronel Isson, que tinha oitenta e dois médicos quando foi implantado o HPM. Hoje, temos vinte e dois médicos e um concurso público não atenderia àquela realidade, principalmente, na necessidade que temos hoje de atividades que são necessárias à polícia militar. Mas, enfim, pelo menos mantém a esperança de os nossos policiais militares e de seus familiares de manterem essa instituição, tão importante para a gente, que é o HPM. Peço que continuemos trabalhando junto a S. Ex.ª, que tem a caneta e pode decidir sobre o orçamento, que é o nosso governador, e autorizar esse concurso público tão esperado. Não é pelo diretor ou pela diretoria, mas sim pelos nossos membros e familiares, que são sessenta e dois mil atendidos pelo HPM. Senhor Deputado Euclério Sampaio, acredito que hoje, talvez no início desta audiência, V. Ex.ª não tinha toda a percepção da profundidade e da necessidade que o HPM precisa da ajuda do Poder Legislativo. E a Comissão de Segurança é o foro competente para discutir esse tema. Poderíamos fazer audiência pública na Comissão de Saúde, poderíamos fazer audiência pública pela Ouvidoria e por várias outras comissões, mas o HPM tem um orçamento direto vinculado à Secretaria de Segurança Pública e às vezes não é tão compreendido como os outros hospitais que são do Governo do Estado e hospitais filantrópicos. Não é isso, Coronel Isson? Há uma peculiaridade. Precisamos que o governador entenda que investir no HPM, e acredito que como economista S. Ex.ª já sabe disso, Senhor Deputado Gildevan Fernandes -, investir no HPM hoje é economizar recurso público também porque oito leitos abertos de UTI, naturalmente, estaremos economizando milhares e milhares de recurso financeiro mensal e milhões, no decorrer do ano, tendo em vista que hoje temos necessidade e falta de leitos de UTI. Nossos leitos de UTI completarão agora, em julho um ano fechados, além da dificuldade que esta comissão também chamou para Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 si e debateu para manter o pronto-atendimento aberto. Porque, se fechar o pronto-atendimento também, naturalmente já temos uma dificuldade muito grande de manter o HPM aberto. Não é luta de um deputado, não é luta do Deputado Da Vitória, de uma comissão, mas da sociedade, mas que esta comissão pode liderar. Hoje, V. Ex.ª está vendo nesta reunião praticamente toda a diretoria porque está depositando a esperança em nossas mãos de convencer o governo do Estado a dar a atenção necessária para essa instituição que salva vidas todos os dias. Senhor Deputado Euclério Sampaio, concluirei e V. Ex.ª pode brigar comigo, pode discutir, V. Ex.ª já estava bravo no início, porque estava na CPI, agora, V. Ex.ª está ouvindo um bom tema. S. Ex.ª disse: Não vai contar a história de novo dos seus filhos. Todo mundo sabe que tenho quatro filhos, tenho trigêmeos, que só estão vivos por causa do HPM. V. Ex.ª sabe o que isso representa na minha vida e o que isso representa na vida dos que tiveram seus filhos salvos naquela instituição, por causa do aleitamento materno. Mas também em julho há uma cirurgia de uma filha minha agendada com um otorrino porque não teria dinheiro para pagar fora, porque não se tem possibilidade de pagar plano de saúde para uma família de seis. E estou em um mandato de Deputado Estadual, mas imaginem quem não tem essa condição! Gostaria de pedir a V. Ex.ª, até na relação próxima que tem com o governador hoje. O Senhor Deputado Gildevan Fernandes já entendeu que isso não é movimento político e nem institucional de nenhuma associação e de nenhum deputado, por isso foi comprado por doze deputados naquela audiência em que o Senhor Presidente Theodorico Ferraço estava junto. Quero pedir que possamos dar continuidade nesse trabalho porque a lucidez apresentada hoje pelo coronel Isson Feu Pereira Pinho Filho, e falou com muita responsabilidade, mas não poderia, em momento algum, desviar um milímetro da omissão enquanto diretor do hospital porque, se não apresenta com clareza, independente de o Governo ter um bom recebimento disso ou não, mas foi convidado pela Comissão de Segurança para apresentar a realidade do HPM, e assim fez. Concluo, pedindo ajuda a V. Ex.ª. Que possamos encaminhar ao governador um pedido de emergência para atender às necessidades básicas e uma atenção para poder colocar esse concurso de novo na praça porque economizar dinheiro público é muito importante, mas tem que avaliar em que economiza. Economia inteligente é manter esse concurso e colocá-lo amanhã, se Deus quiser, para poder atender a nossa sociedade, principalmente da nossa Instituição da Polícia Militar. Sei que V. Ex.ª proporá uma audiência ao secretário de Segurança, votarei juntamente com V. Ex.ª. Gostaria que V. Ex.ª fizesse isso como presidente e que lá pudéssemos encaminhar esses Diário do Poder Legislativo - 171 documentos pela nossa comissão. Também quero pedir ao nosso líder que peça ao governador que receba esta comissão para tratar desse tema, não somente o Deputado Da Vitoria, mas a comissão. Acredito que é uma grande conquista, não da comissão, mas do Poder Legislativo, para a nossa Instituição da Polícia Militar. Finalizo, agora, realmente, Senhor Deputado Euclério Sampaio, falando que recebi um documento da Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo - ABMES, com vários questionamentos. Pedirei ao sargento João Batista que possa debater esse assunto em outra oportunidade, conflitos de ideias. Assumirei para mim, que possamos junto às entidades de classe, com nossos deputados que receberam também porque tem que prevalecer a unidade do que pretendemos vencer, que é o nosso HPM. Todo mundo, sozinho, se sentirá fragilizado. Temos que unir as mãos para termos essa grande conquista e maturidade. Acredito que venceremos, mas, para isso, temos que ter toda a Polícia Militar unida, aproveitando o espaço que o Poder Legislativo dá. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Antes de conceder a palavra ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, colocarei em votação dois requerimentos do Senhor Deputado Da Vitória. O primeiro é que o Senhor Deputado Gildevan Fernandes solicite ao governador Paulo Hartung uma audiência com a Comissão de Segurança. Como votam os Senhores deputados? O SR. ALMIR VIEIRA - (PRP) – Favorável. O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV) – Favorável. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Acompanho. Aprovado o requerimento à unanimidade. Se o Senhor Deputado Gildevan Fernandes puder marcar essa audiência o mais rápido possível será muito bom. Em votação o requerimento do concurso da Polícia Militar. Como votam os Senhores deputados? O SR. ALMIR VIEIRA - (PRP) – Favorável. O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV) – Favorável. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Acompanho. Aprovado. Quero deixar um registro, Senhor Deputado 172 - Diário do Poder Legislativo Da Vitória, que a Polícia Civil não tem um hospital para chamar de seu. Quando entrei na polícia, fiz um plano de saúde e quando o plano de saúde ameaça cancelar, fico apavorado. Imaginem a Polícia Militar e o Bombeiro Militar com essa situação do HPM? Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. V. Ex.ª tem dois minutos. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO (PEN) – Obrigado, Senhor Deputado Euclério Sampaio. Saberei retribuir os dois minutos na CPI que V. Ex.ª também faz parte. Bom dia a todos, bom dia coronel Isson Feu Pereira Pinho Filho. Sei que é brincadeira do Senhor Deputado Euclério Sampaio e também estou devolvendo a brincadeira. Coronel Isson Feu Pereira Pinho Filho, estava comentando com o Senhor Deputado Da Vitória que em 2006 entramos juntos nesta Casa, Senhor Deputado, e também sou oriundo de família militar. Fui concursado do HPM na turma de 1995. Em 19941995 teve o concurso e fui sargento industrial farmacêutico. Naquela época, tinha o concurso e foi específico na área de farmácia. Meu pai tinha farmácia, eu já era auxiliar e passei no concurso de sargento industrial farmacêutico. Fiquei um mês e passei no concurso de medicina. Com isso, tive que optar porque não tinha como seguir carreira nos dois ao mesmo tempo. Então, fiz a opção pela medicina esperando o próximo concurso da área médica para voltar à Corporação. Desde então, não houve mais concurso desde 1995 para a área militar. Com isso, não pude ingressar na Polícia Militar, e agora pela idade acho que já não tem mais tempo de ter esse sonho realizado, mas felicito toda Corporação. Acho que o HPM é um hospital muito importante para o Estado do Espírito Santo, não só para a Corporação, mas para Estado do Espírito Santo. Assim como no mandato anterior, conte comigo e com o Senhor Deputado Da Vitória, coronel Isson Feu Pereira Pinho Filho e demais militares. Minha família é militar, os Favatto, e quem não ouviu falar da corporação, são quatro tios, um já é falecido, e uma tia que fazem parte da corporação, e aí foi o desejo de se tornar militar pela família, de fazer um bom trabalho para o Estado do Espírito Santo. Mas, infelizmente, a vida nos leva a outros caminhos. O momento de estar ajudando a Corporação é muito importante. Estava comentando com o Senhor Deputado Gildevan Fernandes, que é Líder do Governo, antes, enquanto estava palestrando, a importância do HPM, esclarecendo e tirando algumas dúvidas para um parlamentar que não é da área da saúde, mas é um lutador específico também na área da saúde, para que possamos realmente estar encampando esta batalha e esclarecendo. Não só pelo atendimento e o modelo, Senhor Deputado Da Vitória, do HPM de atender somente à Polícia Militar, mas, às vezes, incorporar no HPM a Polícia Civil e a Sejus, que hoje tem importantes servidores Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 para que o hospital possa ganhar um corpo maior e atender a essa população toda do Estado do Espírito Santo que precisamos. Vamos fazer nessa comissão que já está criada, esse exercício de modernização do hospital para que possamos ter um ganho maior. Fazer um concurso é importante e dar oportunidade para que esse hospital seja realmente do Estado do Espírito Santo, visto que espaço tem. Todas as vezes que o Hospital São Lucas precisou se mudar, mudou para o HPM para que continuasse seu trabalho e tivesse a reforma no Hospital São Lucas. Precisamos não só de uma reforma física, mas de uma reforma no quadro, com novas aquisições de médicos para que possam atender ainda melhor à população. A abertura do CTI, Senhor Deputado Da Vitória, é importantíssima. O policial militar trabalha com um índice de periculosidade muito grande, no qual o homem, a sua esposa fica em casa sem saber se o seu marido e o seu filho vão voltar, será que essa pessoa vai voltar? Vai para a rua hoje combater a criminalidade. Nós estamos vendo a violência muito grande, e o conforto que o estado do Espírito Santo pode dar é ter um HPM forte, estruturado, responsável e dando segurança não só ao militar, mas à família do militar, à corporação como um todo. Esta é a minha fala. Não posso votar, mas fui agraciado nos dois requerimentos, e os Senhores Deputados Da Vitória e Euclério Sampaio são experts no assunto, e estou aqui para colaborar com esse tema, que é de grande valia, Senhores Deputados Da Vitória e Euclério Sampaio. Parabéns a V. Ex.as. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – A comissão agradece a V. Ex.ª, Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto, a participação. V. Ex.ª que tem sido um lutador na área da saúde. O SR. ALMIR VIEIRA - (PRP) – Saúdo o coronel Isson; também uma saudação especial ao coronel Augusto, ao coronel André, ao coronel Agostinho, em nome dos quais estendo meus cumprimentos a todos os oficiais da Polícia Militar. Tenente Araújo, estendo esta saudação a todos os praças da Polícia Militar. Senhor Deputado Da Vitória, essa luta pelo HPM não é somente da Comissão de Segurança e não é somente do pessoal da Polícia Militar. Nós, que fazemos parte da Comissão de Saúde, também estamos nessa luta, porque me considero parte dessa família Polícia Militar, porque tenho a minha esposa oficial da Polícia Militar. Um dos seus grandes receios, que sempre fala comigo: Almir, de repente num confronto com bandidos na rua, para onde iremos se esse hospital estiver fechado? Será que seremos internados no mesmo hospital onde estará internado o bandido? Então, realmente, é uma preocupação muito grande. Temos que estar unidos nessa luta, temos que pedir ao governador que faça logo esse concurso Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 público, porque a Polícia Militar merece. A Polícia Militar é composta por homens de valor; homens e mulheres que dão a vida em prol da nossa população capixaba. Deixo aqui as minhas palavras. Podem contar comigo nessa luta, mas tenho certeza de que com a sensibilidade do governador Paulo Hartung na questão da saúde, Senhor Deputado Da Vitória, iremos conseguir num breve espaço de tempo fazer com que o HPM volte às suas origens. Agradeço a todos a presença. Grande abraço a todos os policiais militares do Estado do Espírito Santo. Obrigado. O SR. GILDEVAN FERNANDES - (PV) – Nossos cumprimentos ao presidente desta reunião, Senhor Deputado Euclério Sampaio; nossos cumprimentos ao coronel Isson, aos Senhores Deputados Da Vitória, Almir Vieira e Doutor Rafael Favatto, a todos os militares presentes. Estou acompanhando atentamente as discussões que envolvem o HPM. Estivemos juntos na Secretaria Estadual de Saúde. Estávamos lá em doze deputados, inclusive com o Presidente desta Casa, Senhor Deputado Theodorico Ferraço, para conhecer mais profundamente os mecanismos de funcionamento dessa instituição. Não há como negar a importância da Polícia Militar, a importância de um profissional que presta serviço à sociedade para a garantia de vidas colocando a sua própria vida em risco. Não há como negar as peculiaridades que envolvem uma instituição de saúde focada no atendimento aos policiais militares, mas não há como negar também que estamos num novo momento. Novo momento do nosso país pelo desenvolvimento da sociedade, uma sociedade que tem tido mais facilidade à informação, uma sociedade mais exigente, uma sociedade com um mau-humor que é predominante – isso está claro para todos nós –, e os questionamentos sobre as instituições se tornaram mais profundos. Questionamento à classe política, à Polícia Militar, às instituições de modo geral. Temos uma nova realidade, também, que é de crise no país, de desordem econômica e de desordem financeira. É um cenário que foi encontrado pelo governador Paulo Hartung, um cenário desafiador que naturalmente enseja um melhor investimento dos recursos públicos. Eu me convenço, pelos diversos dados aqui trazidos, pelo histórico, pela tradição dessa instituição, mas se posso dar alguma contribuição, além de estar presente, acompanhar, pedirmos essa audiência com o governador, no sentido de que todas as instituições, todos os Poderes, todas as autoridades precisam estar bem adequadas a esse novo tempo. É preciso ver em que é possível mudar, em que é possível aprimorar, em que é possível a melhor utilização dos recursos públicos, a otimização dos recursos públicos. Porque vendo à distância já podemos dizer que precisamos usar melhor a estrutura disponível. Se há uma estrutura, o Estado precisa viabilizar meios de que nosso HPM seja mais fortalecido, possa utilizar melhor para apresentar um Diário do Poder Legislativo - 173 melhor serviço para a sociedade capixaba. Fica esse meu pedido, essa minha sugestão. Naturalmente, não estou propondo a reinvenção da roda, não estou dizendo que isso não está sendo feito, mas é uma estratégia de convencimento. Queremos conseguir novos recursos, queremos mais recursos do Governo do Estado, queremos convencer o nosso governador Paulo Hartung? Vamos apresentar uma boa ideia. O apoio político é muito importante. O histórico, a tradição, os serviços prestados são muito importantes, mas eu proponho algo mais, uma nova ideia, um novo projeto para conseguirmos novos recursos pelo convencimento. Essa é a minha sugestão, a minha visão de um prefeito por oito anos de um município pequeno, que tinha três por cento de capacidade de investimento. Aprimorando a arrecadação, mas cortando despesas, chegamos a alcançar trinta e dois por cento de investimento. Foi com corte permanente de despesas. Todas as instituições públicas, a começar da nossa Assembleia Legislativa, estão sendo desafiadas a cortar despesas. Podemos até ter novos orçamentos, orçamento mais gordo, orçamento maior, mas, certamente, para convencimento do nosso governador, do nosso secretário estadual de Saúde, do nosso secretário estadual de Segurança, precisa ser com projetos inovadores, apresentando mais eficiência e maior resultado para a sociedade capixaba. Ao fazer essa observação, não estou fazendo nenhum tipo de crítica. Não entendam como isso, até porque não tenho conhecimento. Estava conversando com o deputado, sempre converso com o Senhor Deputado Da Vitória e com o Senhor Deputado Euclério Sampaio, para conhecer mais como forma de contribuir. Não podemos contribuir para uma situação que não conhecemos. Então, gradativamente estou conhecendo um pouco mais do HPM e me coloco à disposição porque tenho profunda admiração pela Polícia Militar. Tenho orgulho dos policiais militares do nosso estado, do nosso país, e vejo que esse conceito da sociedade, essa opinião, não é só minha. Posso testemunhar que a sociedade capixaba, mesmo num momento em que estamos tendo um aumento da violência em alguns aspectos, mas a diminuição do número de homicídios, mesmo nesse momento em que a sociedade está mais temerosa, tem essa sensação de maior insegurança, testemunho que a nossa Polícia Militar a cada dia tem recebido mais admiração da população capixaba, e essa também é minha admiração. No que estiver ao meu alcance, me coloco à disposição como Deputado Estadual, como Líder do Governo, como membro desta Comissão, e como parceiro de todos os deputados que aqui estão, e se Deus nos permitir, como parceiro, também, do nosso HPM. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) – Senhor Presidente, pela ordem. O SR. PRESIDENTE - (O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Só um minuto, Senhor Deputado Da Vitória, antes de passar a palavra a V. Ex.ª peço ao Senhor Deputado Gildevan, face à urgência e à necessidade da questão do HPM. 174 - Diário do Poder Legislativo Vou cobrar para ver se até amanhã está resolvida a audiência com o Governo. Levaremos pessoalmente, Deputado. Sei que não depende de V. Ex.ª. Estou falando que cobrarei hoje e amanhã. Sei das dificuldades, mas vamos cobrar, ficar em cima para resolver logo. Levaremos pessoalmente o pedido do concurso. Concedo um minuto a V. Ex.ª. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) – Senhor Presidente, primeiro quero falar que, de uma forma espontânea, a estratégia do Senhor Deputado Gildevan de fazer a interlocução é a melhor possível. Antes de o Senhor Deputado Rafael Favatto sair, gostaria de agradecer imensamente aos Senhores Deputados Gildevan Fernandes, Almir Vieira e Doutor Rafael Favatto pelo apoio a nossa instituição do HPM. Tenho certeza do comprometimento de cada um dos senhores. E agradecer ao Senhor Deputado Euclério Sampaio, que é investigador da Polícia Civil. Proponho-me a fazer uma investigação da vida de S. Ex.ª desde o nascimento, porque acho que nasceu de seis meses, Senhor Deputado Gildevan, por ser tão ansioso assim. S. Ex.ª, se faltarem dois minutos para meiodia, já quer encerrar a reunião. Mas quero fazer um registro importante aqui. O HPM foi que conseguiu segurar o Senhor Deputado Euclério Sampaio e sem balançar as pernas, porque quando S. Ex.ª não sai, as pernas estão balançando, porque é muito prático e objetivo, mas também é pontual nas suas coisas. Então, Senhor Deputado Euclério Sampaio, agradeço a V. Ex.ª e me desculpe pela brincadeira. Não posso deixar de provocar, porque V. Ex.ª vive provocando em toda audiência. O acolhimento que V. Ex.ª demonstrou aqui já com suas palavras e com sua atenção, estendendo esse prazo ao nosso coronel Isson e a toda diretoria. Tenho certeza de que estão todos gratos, acreditando na nossa Comissão. O coronel Isson ficou ali, até para que se fosse demandado, respondesse alguma coisa. Mas médico militar é diferente, Senhor Deputado Almir, aguenta de pé e é combatente. Com certeza, essa luta começou agora e teremos com o resultado de vitória. Muito obrigado. Agradeço a todos vocês. Obrigado, Senhor Deputado Euclério Sampaio. O SR. PRESIDENTE - (O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Agradecendo ao coronel Isson, a Comissão de Segurança agradece a todos os policiais militares presentes. Vamos batalhar para que realmente saia do papel o que foi decidido aqui. Muito obrigado a todos. Os que não puderam se manifestar, fica para a próxima segunda. Nada mais havendo a tratar, declaro Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 12h27min. COMISSÃO DE SEGURANÇA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO. NONA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA OITAVA LEGISLATURA, REALIZADA EM 1.º DE JUNHO DE 2015. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Convido o Senhor Secretário a proceder à leitura da ata da terceira reunião extraordinária, realizada em 05 de maio de 2015, e da sétima reunião ordinária, realizada no dia 04 de maio de 2015. (Pausa) (O Senhor Secretário procede à leitura das atas) O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Em discussão as atas. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Pela aprovação. O SR. ALMIR VIEIRA – (PRP) – Pela aprovação. O SR. DA VITÓRIA – (PDT) – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Atas aprovadas como lidas. Solicito ao Senhor Secretário que proceda à leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 OFÍCIO N.º 26/2015, encaminhado pelo Senhor João Batista da Silva, presidenteexecutivo da Associação de Bombeiros Militares do Espírito Santo, solicitando apoio da Comissão para elucidar situação e evitar prejuízo aos militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, aos dependentes, a gestão do HPM e ao próprio Governo do Estado, visto que há conflitos de interesses entre os membros da comissão formada para reestruturar o serviço de saúde da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: OFÍCIO Nº 48/2015, encaminhado pelo Senhor Antonio C. Villela de Oliveira, presidente do Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário do Estado do Espírito Santo, comunicando deflagração de greve no sistema penitenciário e dando informações sobre a garantia de manutenção dos serviços essenciais. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Ciente. Com vista aos Senhores Deputados da Comissão. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: MENSAGEM N.º 71/2015, encaminhado pelo Exmo. Senhor Paulo Cesar Hartung Gomes, Governador do Estado do Espírito Santo, em resposta ao Requerimento n.º 37/2015, formulado por esta Comissão, informando cronograma referente à nomeação dos 237 (duzentos e trinta e sete) concursados da Sejus, que participaram do Curso de Formação em 2014, bem como cronograma para o restante do cadastro de reserva para realização do curso de formação. OFÍCIO N.º 086/2015, encaminhado pelo Excelentíssimo Senhor Deputado Gildevan Fernandes, justificando sua ausência na reunião ordinária realizada no dia 04 de maio do corrente. Diário do Poder Legislativo - 175 O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Ciente. Inclua-se no relatório de frequência do parlamentar. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES SOBRESTADAS: Não houve no período. PROPOSIÇÃO BAIXADA DE PAUTA: Não houve no período. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Senhor Presidente, pela ordem! Em relação à mensagem governamental que veio o ofício para esta comissão com relação aos concursados da Sejus, sabemos que dos duzentos e trinta e sete foram nomeados cento e vinte e sete e agora na sexta-feira foram nomeados mais cento e nove concluindo essa etapa. Essa etapa foi concluída e também fizemos um requerimento pedindo uma planilha. O Senhor Deputado Almir Vieira esteve lá e V. Ex.ª estava com problema de saúde e não pôde i. Mas representamos, e o Doutor Eugênio fez o encaminhamento da planilha. Chegou em nossas mãos. Estive em Brasília com a Senadora Rose de Freitas, que está viabilizando os valores para conclusão do curso. Há mais trezentos a serem nomeados, que estão fora desses duzentos e trinta e sete, dos quadros do CR, quadro da reserva. S. Ex.ª está providenciando o encaminhamento dessa verba para que possam ir para o curso. Então, é mais um avanço, mais uma vitória desta comissão. V. Ex.ª não pôde ir e o Senhor Deputado Da Vitória também estava em compromisso fora. Eu e o Senhor Deputado Almir Vieira representando esta comissão estivemos lá. Presidente, aproveito a oportunidade para fazer um requerimento, pois achei uma situação extremamente grave o que ocorreu no fim de semana no 6.º batalhão da Polícia Militar: roubo de armas pesadas e não foi divulgado. Segundo informações, foram roubados fuzis, pistolas e 176 - Diário do Poder Legislativo metralhadoras. E a imprensa só está falando nas pistolas, mas tenho essa informação. Uma vez que nos fóruns era comum ter arrombamento e tudo, o Tribunal de Justiça já elaborou uma situação onde retiraram todos as armas dos fóruns, que hoje já não tem mais armas em suas dependências. E ocorreu essa situação, sem explicação, não houve arrombamento, não houve invasão no 6.º batalhão. Então, solicito a V. Ex.ª que façamos uma visita imediata ao 6.º batalhão para verificar como foi que ocorreu essa situação. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Senhor Deputado Gilsinho Lopes, o caso é muito grave. Se desaparece arma de um batalhão - a notícia é que o batalhão foi roubado - imagine o cidadão comum em sua residência! Só há uma pessoa inscrita, a Senhora Kevila Cesáreo de Morais, da comissão de excedentes do CFO 2013. Sugiro que a gente vá imediatamente ao batalhão, após a oitiva dela. Como votam os senhores deputados? O SR. DA VITÓRIA – (PDT) – Senhor presidente, voto favorável. Acredito que essa atenção tem que ser emergencial e não somente desta comissão, mas também do Governo do Estado, que é o motivo que esta comissão fará essa agenda. Depois quero me pronunciar sobre o tema também. O SR. ALMIR VIEIRA – (PRP) – Senhor presidente, acredito que temos que dar uma resposta imediata à sociedade. É inadmissível que um caso desse aconteça dentro de um batalhão de polícia, sendo que não houve nenhum tipo de arrombamento e simplesmente entraram no referido batalhão e levaram várias armas, mas já havia previsão disso, de invasão. Nos estados vizinhos, estão invadindo até quarteis da Marinha e do Exército. No Estado, simplesmente, o bandido entra em um Batalhão de Polícia como se estivesse dentro de sua casa e leva esse tanto de armas. São bandidos que estão agora na rua com armas potentes, para fazer tudo o que fazem, intimidando e matando a população inocente. Sou favorável a que façamos essa visita, agora de imediato. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Aprovado à unanimidade. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Registro a presença dos senhores João Batista da Silva, Julio Maria e Antônio Tadeu Nicoletti Pereira. Vai chegar um dia ainda em que, na Comissão de Segurança, quando sentarmos à mesa, já será trazido o nome de cada um dos senhores. Mas, os assessores vão se aperfeiçoando. Sintam-se todos os senhores saudados. Concedo a palavra à Kevila Cezario de Morais. A SR.ª KEVILA CEZARIO DE MORAIS – Agradeço, primeiramente, ao excelentíssimo senhor Deputado Euclério Sampaio, presidente desta Comissão, e também aos Deputados Da Vitória, Gilsinho Lopes e Almir Vieira. Agradecemos a oportunidade de estar nesta reunião. Estamos aqui para discutir, principalmente, sobre a segurança pública do Estado do Espírito Santo. Sabemos que esse é o principal ponto. O principal setor pelo qual o público clama é a segurança pública do Estado. Sabemos que a Polícia é a peça fundamental para a segurança, porém a Polícia Militar está com uma defasagem de mais de cem oficiais, atualmente. Sabemos disso de acordo com dados coletados no Departamento de Recursos Humanos. É muito importante, porque esses oficiais são de nível superior em segurança pública. Eles são importantíssimos para o comando, para a estrutura da instituição e também para a qualidade da gestão. Sabemos disso e sabemos dessa defasagem, por isso estamos nesta Casa de Leis. Estou representando a comissão dos excedentes do último CFO, de 2013, para falar dessa defasagem. O concurso foi realizado em 2013 e pedia quarenta vagas. O concurso teve treze etapas, etapa de exame físico, prova, exame médico, investigação social. Fizemos todas as etapas e estávamos aptos, até a etapa de matrícula. Fomos todos matriculados. Setenta e quatro pessoas foram aprovadas, estavam aptas, porém, a Polícia realizou apenas para os quarenta primeiros, que foram os selecionados. Era o que o edital permitia. Desses setenta e quatro candidatos, quarenta foram chamados e, dos trinta e quatro suplentes, vinte já são policiais e quatorze são civis. Vinte são policiais pais de famílias, que sonham em receber Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 essa promoção, nessa honrosa profissão. Mandamos ofícios por meio dos nossos colaboradores, o Luiz Emanuel, vereador de Vitória, e o João Batista da Silva, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado, e a Polícia Militar tem respondido negativamente quanto ao pedido de que sejamos chamados. Temos dados de que a Polícia fez pedido de um novo concurso de CFO - temos o número do processo - mesmo havendo esses suplentes. Eles dizem que, segundo o edital, os suplentes seriam eliminados e, por isso, não poderíamos ser chamados. Sabemos que o atual Governo, principalmente o senhor Governador Paulo Hartung, tem, com perspicaz a eficiência, cortado os gastos, diminuído e reduzido os custos para que a economia esteja certa, para acertar a economia do nosso estado. A criação de um novo concurso gera custos para a economia, gera gastos e tudo isso. É por isso que pedimos aos deputados que se comuniquem com o Governo atual para ajudar na segurança. A nossa utilização só traria benefícios. A utilização desses candidatos que foram aptos em todas as etapas, estavam matriculados e não foram utilizados, só traria benefícios para o atual Governo, já que seria economicamente viável. Nosso edital foi retificado várias vezes em relação à carteira de motorista. Eles estenderam o prazo da entrega da carteira e isso prejudicou alguns candidatos, mas uma nova retificação do edital não traria danos a ninguém, nem a terceiros e muito menos ao atual estado do Governo, que é de cortar os custos, cortar os gastos e despesas. Traria apenas benefícios, sem prejudicar nenhum candidato. Uma nova retificação do edital não prejudicaria ninguém, seríamos convocados e traria melhorias para o Estado sem despesas, ou seja, seria uma solução de diversos problemas que estão sendo enfrentados ultimamente. É isso que pedimos aos deputados. Em 2008, já ocorreu a mesma coisa. O edital permitia apenas a chamada de vinte candidatos, mas o Governo mandou chamar mais duas turmas de vinte para serem aproveitadas para evitar que gastassem mais com novos concursos. É isso que pedimos aos deputados que, juntamente, possamos, em favor da segurança pública e em favor da segurança da nossa sociedade, com o Governo e Diário do Poder Legislativo - 177 com a polícia, supríssemos essa necessidade, essa defasagem que há de mais de cem oficiais de acordo com informações do RH. Isso é o que pedimos aos deputados atualmente. Obrigada. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – A comissão agradece a senhora Kevila Cezario de Morais. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Da Vitória que quer fazer uma pergunta. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) - Senhora Kevila Cezario de Morais, em relação ao que a senhora informou agora há pouco do novo concurso que já foi anunciado, ele já está oficializado? A SR.ª KEVILA CEZARIO DE MORAIS – Não está oficializado. Existe o pedido, o número do pedido nós temos aqui também, com mais quarenta vagas. É um pedido de novo concurso de oficiais. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) Solicitação de quarenta vagas. Pedido feito pelo Comandante da Polícia Militar? A SR.ª MORAIS – Sim. KEVILA CEZARIO DE O SR. DA VITÓRIA - (PDT) - Essa informação, depois quero que V. S.ª passe ao presidente da comissão o número. Quero solicitar, Senhor Presidente, que possamos fazer uma solicitação oficial ao Governo do Estado para que avalie o caso dos suplentes do CFO mais uma vez, tendo em vista esta nova comissão e este novo momento. Houve a solicitação do novo comandante, que está informando a necessidade da contratação de quarenta profissionais. Queremos que o Governo avalie a legalidade de contratar os suplentes do curso. É o pedido e acredito que é o pedido que V. S.ª fez a nós. A SR.ª KEVILA CEZARIO DE MORAIS – Sim. A polícia diz que nosso edital não permite a nossa chamada porque tem um ponto dizendo que todos os suplentes serão eliminados. Porém, em concursos anteriores, com o Governo Paulo Hartung ainda, no concurso de 2008, o edital também não permitia a chamada, mas foram chamadas duas turmas a mais. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) - Os 178 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 candidatos impetraram alguma ação administrativa e judicial? A SR.ª MORAIS - Sim KEVILA CEZARIO DE O SR. DA VITÓRIA - (PDT) - Vocês tem a decisão judicial? A SR.ª KEVILA CEZARIO DE MORAIS – A decisão foi negada, porém, vamos recorrer. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) - É um caminho porque o Governo precisa cumprir a decisão. Dentro desse processo de recurso jurídico, é onde essa comissão pode fazer a interlocução, se cabe logo recurso imediato para que voltemos nesse diálogo, já que o Estado está se manifestando para contratar mais quarenta profissionais, mostrando a necessidade pública a vocês. Proponho-me a isso e sugiro ao nosso presidente que possa fazer isso. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Senhor Deputado, em outras áreas da segurança, tem feito contratação anterior de concursos anteriores de 2013. Já até recebi a comissão em meu gabinete e não vejo empecilho nenhum. Entendeu? Então, além da sugestão de V. Ex.ª, quero sugerir que marcássemos na Casa Civil e que a comissão levasse pessoalmente o requerimento. Em discussão o pedido do Senhor Deputado Da Vitória. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. ALMIR VIEIRA - (PRP) – Favorável. O SR. GILSINHO LOPES - (PR) – Acompanho o requerimento do Senhor Deputado Da Vitória. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – Também acompanho. Aprovado à unanimidade. Obrigado, senhora Kevila Cezario de Morais. O SR. DA VITÓRIA - (PDT) – Senhor presidente, pela ordem! Quero fazer apenas um registro e justificar o meu voto favorável à visita proposta por V. Ex.ª, bem pertinente ao 6.º Batalhão. É sobre a notícia de ontem. É inacreditável o que aconteceu. De um batalhão da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, serem levadas as armas. E foram levadas, pelo que percebemos, na surdina. No 6.º Batalhão, na maior cidade do nosso estado. Essa preocupação que todo capixaba tem hoje, não somente os policiais e nossos deputados, mas todo capixaba. E a fala de V. Ex.ª é a nossa preocupação. Se invadiram um batalhão da PM, que toma conta do nosso estado, é o braço armado do governo, imaginem o que vão fazer na casa dos nossos cidadãos comuns. O que precisamos agora é dar nossa contribuição. Acredito que por força da vontade do comandante não foi. Não tenho dúvida. Mas precisamos, além dessa visita, deliberar sobre algumas agendas. Precisamos investigar isso. Não podemos descartar, temos maus servidores. Não podemos desconfiar da nossa instituição, mas alguém deve ter dado alguma informação sobre isso. Talvez não sejam policiais militares, mas alguém que presta um serviço no Batalhão ou alguém que forneça serviço ao Batalhão, para poder saber da possibilidade de conseguir tirar as armas de dentro do Batalhão da Polícia Militar e não ser pego. Minha sugestão é que chamemos o comandante na comissão para começar esse trabalho, mas acho que cabe fazer essa visita antes. Outra coisa: em vários lugares do Estado do Espírito Santo, a Polícia Militar e a Polícia Civil saem instruindo como se faz para se proteger a nossa casa, principalmente as empresas e instituições. Precisamos é que o Governo do Estado agora analise rapidamente, porque o 6.º Batalhão - se for olhar o 4.º de Vila Velha é a mesma coisa -, entra em qualquer local. Entra assim nas imediações. Até chegar dentro, os policiais terão agora uma condição melhor para poderem perceber isso. Em Alegre, em São Mateus, em Colatina o acesso é aberto na maioria desses locais. Se não tiver como fazer isso com investimento emergencial em edificação, que faça com tecnologia. É muito barato colocar uma câmera vinte e quatro horas para monitorar um local público. E o setor de armas, de armamentos, é público. Precisamos disso. Isso é muito barato. Precisamos disso, porque as armas foram para a rua agora. E não é revólver vinte e dois, trinta e dois, é pistola ponto quarenta, é fuzil. Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 Senhor Deputado Euclério Sampaio, o Governo Federal e o Exército fiscalizam o armamento. Se alguém for montar qualquer serviço para poder ter arma na sua empresa, que seja uma empresa orgânica, que seja uma empresa que presta serviço de segurança, se não cumprir com o regulamento que existe nas leis do Exército, que fiscalizam as armas, não há possibilidade de liberar. A Polícia Militar precisa ter essa condição. Acho que o comando do Batalhão está preocupado com isso. E o Governo do Estado precisa estar preocupado, porque o setor de armamento precisa ser preservado. E vamos constatar isso hoje na nossa visita. O SR. GILSINHO LOPES - (PR) – Senhor Presidente, pela ordem! Senhor Deputado Da Vitória, fiz a solicitação ao presidente para essa visita, considerando que tenho informações de que houve arrombamento com uma marreta. E o coronel Hilton Borges, corregedor da Polícia Militar, está alegando que não houve arrombamento, segundo os jornais. E isso, imputando uma responsabilidade aos policiais. E até que provem em contrario, certo? E com direito à ampla defesa. Os policiais têm credibilidade. Então, precisamos verificar in loco para ver se essa notícia do arrombamento é verídica para que não coloquemos a população já pensando que foram policiais militares da corporação que fizeram esse arrombamento. Então, com essa ida nossa lá, já vamos descartar de uma vez e já vamos fazer com que o Coronel Ilton Borges possa retificar essas informações que ele passou para a mídia, porque isso denigre a imagem da instituição e coloca em xeque todos os policiais daquele batalhão. O SR. ALMIR VIEIRA – (PRP) – Pela ordem, Senhor Presidente! Ainda quero sugerir que esta Comissão esteja acompanhando de perto toda a investigação que será feita. Que estejamos acompanhando bem de perto tendo acesso aos depoimentos, acesso a toda a investigação. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Informo que iremos lá, primeiramente, para fazer essa visita e faremos uma extraordinária, se V. Ex.as concordarem, ainda hoje, para deliberarmos as convocações. O SR. DA VITÓRIA – (PDT) – Voto favoravelmente. Diário do Poder Legislativo - 179 Complemento a fala do Senhor Deputado Gilsinho Lopes reafirmando o que eu falei. Um batalhão da Polícia Militar é um local que presta serviço a toda sociedade e muito amplo. Lá, tem serviço terceirizado, não é isso? Tem entrega pelos fornecedores. Não há nenhuma possibilidade de não ter alguém que não passe uma informação sobre essa. Então, é necessário que se aprofunde mesmo porque não tenho dúvida de que quem toma conta da casa somos nós, policiais militares lá, mas não consegue preservar a informação e alguém deve ter passado. Talvez, naquele momento, a pessoa saiba que ficam menos policiais militares, é na madrugada, naquele dia, e sabe até a guarda que talvez tenha mais facilidade para poder fazer isso. Precisamos chegar a isso até para que não tenha essa confusão. Para complementar, Senhor Presidente, publicaram, na semana passada, a prorrogação da formatura dos mil policiais militares. Cabe a esta Comissão, a V. Ex.ª, ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes, ao Senhor Deputado Almir Vieira, à minha pessoa, aprofundarmo-nos ao Governo do Estado, principalmente neste momento. Precisamos saber quantos tinham na guarda do 6.º Batalhão, porque V. Ex.ª aprovou nesta Casa, eu era deputado estadual já no segundo mandato, o Senhor Deputado Gilsinho Lopes descansou um tempinho, voltou depois, mas aprovamos nesta Casa a lei dos nossos policiais da reserva que davam oportunidade aos policiais militares de estarem na rua no serviço de atividade, mas uma grande parte deles ficava no batalhão. Está fazendo falta, hoje, e a prova é isso. Que o Governo do Estado, pelo menos, coloque esse efetivo na rua, que está pronto agora em julho, e que ele possa, não em novembro, porque a sociedade já está em pânico por conta disso. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Senhor Deputado, na reunião extraordinária vamos conversar sobre esse assunto, inclusive, eu e o Senhor Deputado Gilsinho Lopes já estivemos diligenciando sobre essa questão dos mil policias, mas conversaremos na extraordinária. Registro a presença do Gilmar e do Francisco. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – A presença do Thomaz Edson, do Clóvis Guioto, presidente e vice-presidente da Associação dos Escrivães, e do nosso diretor jurídico. 180 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Eu achei que ainda fosse a Selma. O SR. GILSINHO LOPES – (PR) – Não. V. Ex.ª estava confundindo, pensando que era a Selma que estava ali. Senhor Presidente, aproveitando a oportunidade, na Sejus, já que conversaremos com relação a isso na extraordinária, para colocarmos na pauta o limite de idade para servidor da Sejus. Há um grupo com menos de um metro e sessenta e cinco centímetros que está inapto, e a Justiça está considerando todos eles aptos. Todos que ingressam na Justiça ganham. O Exército brasileiro já reduziu o limite de altura. Quero colocar na extraordinária essa questão. O SR. PRESIDENTE – (EUCLÉRIO SAMPAIO – PDT) – Perfeito, Senhor Deputado Gilsinho Lopes, mesmo porque eu entendo que limite de idade e de altura é um absurdo. Faço um registro sobre a Companhia de Jardim Camburi. Fiquei observando, um dos maiores lutadores dessa conquista foi o deputado José Esmeraldo, e quem frequenta esta Comissão sabe disso. Apareceu um senhor, um assessor desta Casa, Senhor Deputado Almir Vieira, foi para a imprensa como o pai da criança. Confesso que fiquei assustado, Senhor Deputado Da Vitória. É muito para frente. Se esse assessor, hoje, candidato a vereador, mente descaradamente, imagina, Senhor Deputado Gilsinho Lopes, se for eleito vereador. Eu vi uma luta incansável deputado José Esmeraldo e não é porque ele está fora desta Casa que esqueceremos isso. O assessor está na Casa, mas é como se fosse ele, dizendo que não teve um politico que lutou por isso. O deputado José Esmeraldo lutou muito pela companhia de Jardim Camburi. Fica o registro, porque esse tipo de prática tem que acabar, alguns se aproveitarem, mentirem para o povo, achando que todos esquecerão simplesmente porque o deputado José Esmeraldo não está aqui. Todos lutaram, mas o deputado José Esmeraldo foi incisivo, lutou desde o início. Gratidão. Esse cidadão, se é que se pode chamá-lo de cidadão, era assessor do deputado José Esmeraldo. Então, gente, fica a minha nota de repúdio e meu registro de agradecimento ao deputado José Esmeraldo pela conquista dele nesta comissão. O SR. GILSINHO LOPES - (PR) – Presidente, corroborando com V. Ex.ª, na legislatura passada, fui presidente desta comissão, Vitória-ES, terça-feira, 14 de julho de 2015 e fizemos várias audiências públicas, inclusive, V. Ex.ª participou de todas. O Senhor Deputado José Esmeraldo, insistentemente, da tribuna deste plenário, constantemente falava. Quando tínhamos este plenário lotado, as galerias lotadas, por ocasião das demandas dos PMs 96, dos investigadores 93, do quadro de reserva da Sejus, o deputado José Esmeraldo sempre batia. Inclusive, discutiu e brigou com o Comandante da PM, o Idelson, brigou com o governador Renato Casagrande, para instalar. Instalou e ontem tive o desprazer de ver nas redes sociais o cidadão falando para o jornal A Gazeta que aquilo não tem conquista, não tem o dedo de nenhum político. Ora, fazemos a nossa parte. Aqueles que não sabem reconhecer o trabalho, terão o seu resultado à frente. Não conseguirá enganar a população, porque o deputado José Esmeraldo e V. Ex.ª foram dos que mais batalharam para aquilo. Como delegado de Polícia e presidente da comissão, simplesmente participei e presidi, mas a fala foi de V. Ex.ª e do Deputado José Esmeraldo. Até falei com ele, que ligou para a Casa Civil dizendo que, na inauguração, se houvesse a presença de outro deputado, ao qual hoje esse cidadão está assessorando, teria problemas. Então, parece-me que não foi, só foi feito um café da manhã, e inauguraram a companhia. Um ganho importante para a comunidade de Jardim Camburi, porque uma companhia que reflete aumento da segurança. Mas repudio veementemente todas as atitudes desse cidadão quando fala isso. É um oportunista de plantão. Na CPI do Pó Preto, estamos lutando. Vocês veem minha luta na CPI do Pó Preto, aí ele vai e se mobiliza com meia dúzia e está no meio dos repórteres e vende uma matéria que não tem nada a ver com ele. Então temos que repudiar e faço questão de que fique registrado o meu repúdio contra esse cidadão. O SR. PRESIDENTE - (EUCLÉRIO SAMPAIO - PDT) – O nosso repúdio. Agradeço a presença de todos. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a reunião e convoco os Senhores Deputados para a próxima, à hora regimental. Está encerrada a reunião. Encerra-se a reunião às 13h8min. HORÁRIO E LOCAL DAS REUNIÕES ORDINÁRIAS DAS COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Dia: terça-feira Horário: 13h30m Local: Plenário “Rui Barbosa”. COMISSÃO DE POLÍTICA SOBRE DROGAS Dia: terça-feira Horário: 10h Local: Plenário “Deputada Judith Leão Castelo Ribeiro”. COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Dia: segunda-feira Horário: 13h30m Local: Plenário “Rui Barbosa”. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Dia: terça-feira Horário: 11h Local: Plenário “Rui Barbosa” COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA Dia: segunda-feira Horário: 10h Local: Plenário “Rui Barbosa”. COMISSÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Dia: segunda-feira Horário: 12h30min Local: Plenário “Rui Barbosa” COMISSÃO DE SEGURANÇA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO Dia: segunda-feira Horário: 11h Local: Plenário “Dirceu Cardoso”. COMISSÃO DE CULTURA E DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Dia: terça-feira Horário: 9h Local: Plenário “Deputada Judith Leão Castello Ribeiro”. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Dia: segunda-feira Horário: 9h30min Local: Plenário “Deputada Judith Leão Castello Ribeiro”. COMISSÃO DE SAÚDE E SANEAMENTO Dia: terça-feira Horário: 9h Local: Plenário “Rui Barbosa”. COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Dia: terça-feira Horário: 13h30min Local: Plenário “Deputada Judith Leão Castelo Ribeiro”. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Dia: terça-feira Horário: 12h30min Local: Plenário “Rui Barbosa” COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA, QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, ENERGIA, GÁS NATURAL, PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Dia: terça-feira Horário: 12h30min Local: Plenário “Deputada Judith Leão Castello Ribeiro”. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Dia: terça-feira Horário: 10h Local: Plenário “Rui Barbosa” COMISSÃO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Dia: segunda-feira Horário: 13h Local: Plenário “Deputada Judith Leão Castello Ribeiro”. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA-GERAL PAULO MARCOS LEMOS Diretor-Geral CARLOS EDUARDO CASA GRANDE Secretário-Geral da Mesa JULIO CESAR BASSINI CHAMUN Procurador-Geral FABIANO BUROCK FREICHO Secretário de Gestão de Pessoas MARCELO BOZIO MONTEIRO Secretário de Comunicação Social RAULINO GONÇALVES FILHO Chefe de Gabinete da Presidência ROBERTO CARLOS TELES BRAGA Subdiretor-Geral PAULO DA SILVA MARTINS Subprocurador-Geral DIRETORIAS LEGISLATIVAS MARCELO SIANO LIMA Diretor das Comissões Parlamentares MARCUS FARDIN DE AGUIAR Diretor de Processo Legislativo RICARDO WAGNER VIANA PEREIRA Diretor de Redação JOÃO PAULO CASTIGLIONI HELAL Diretor da Procuradoria MARILUCE SALAZAR BOGHI Diretora de Taquigrafia Parlamentar JONSTON ANTÔNIO CALDEIRA DE SOUZA JÚNIOR Diretor de Tecnologia da Informação ADRIANA DOS SANTOS FERREIRA FRANCO RIBEIRO Diretora de Documentação e Informação JORGE ANTÔNIO FERREIRA DE SOUZA Diretor da Consultoria Temática LUIZ ANTONIO ROMEIRO IANNUZZI Diretor de Infraestrutura e Logística LUIS CARLOS GIUBERTI Diretor de Segurança Legislativa JANAÍNA DO NASCIMENTO VALOIS Diretora de Finanças