SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E JUSTIÇA
CORPO DE BOMBEIRO MILITAR
ACADEMIA BOMBEIRO MILITAR
CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS
CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS
(CFO III)
Pollyana Araújo Santos
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO INDUSTRIAL DO ESTADO DE GOIÁS NO
PERÍODO DE 2007 A 2011 COMO FATOR DE INFLUÊNCIA NO AUMENTO DO
NÚMERO DE OCORRÊNCIAS COM PRODUTOS PERIGOSOS
Goiânia (GO)
2012
Pollyana Araújo Santos
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO INDUSTRIAL DO ESTADO DE GOIÁS NO
PERÍODO DE 2007 A 2011 COMO FATOR DE INFLUÊNCIA NO AUMENTO DO
NÚMERO DE OCORRÊNCIAS COM PRODUTOS PERIGOSOS
Artigo Monográfico apresentado em cumprimento as exigências para término do
Curso de Formação de Oficiais – CFO III sob orientação do Prof. 1º Ten QOC
Wanderley Valério de Oliveira.
Goiânia (GO)
2012
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E JUSTIÇA
CORPO DE BOMBEIRO MILITAR
ACADEMIA BOMBEIRO MILITAR
CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS
Pollyana Araújo Santos
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO INDUSTRIAL DO ESTADO DE GOIÁS NO
PERÍODO DE 2007 A 2011 COMO FATOR DE INFLUÊNCIA NO AUMENTO DO
NÚMERO DE OCORRÊNCIAS COM PRODUTOS PERIGOSOS
Artigo monográfico apresentado em cumprimento as exigências para término do
Curso de Formação de Oficiais – CFO III sob orientação do Prof. 1º Ten QOC
Wanderley Valério de Oliveira.
Avaliado em ____/____/____
Nota Final: (
) ___________
_____________________________________________________________
Professor – Orientador (Wanderley Valério de Oliveira. – 1º Ten QOC)
Goiânia (GO)
2012
RESUMO
O presente trabalho tem como finalidade avaliar o aumento do número de
ocorrências ambientais envolvendo produtos perigosos no Estado de Goiás no
período de 2007 a 2011, fazendo um paralelo entre o crescimento industrial ocorrido
no Estado como fator de influência para o aumento do número de ocorrências com
produtos perigosos. Ao final, será apresentado um modelo de viatura especializada
em atendimentos a emergências químicas. Este tema foi escolhido porque
atualmente o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, CBMGO, não possui
uma viatura exclusiva para atendimento aos sinistros desta natureza.
Palavras-chave: crescimento industrial, produtos perigosos, viatura
ABSTRACT
The present work aims to evaluate the increasing number of environmental
occurrences involving dangerous goods in the State of Goiás in the period 2007 to
2011, drawing a parallel between industrial growth occurred in the state as an
influencing factor for the increase in the number of occurrences with dangerous
products. At the end, we present a model of car care specialist to chemical
emergencies. This theme was chosen because currently the Fire Brigade of the State
of Goiás, CBMGO, does not have a vehicle to serve the exclusive claims of this
nature.
KEYWORDS: industrial development, dangerous goods, car care
1. INTRODUÇÃO
É cada vez mais frequente o uso de produtos perigosos como substâncias
inflamáveis, oxidantes, radioativas e biológicas no estado de Goiás devido ao seu
crescimento industrial. Estas substâncias perigosas, ao serem produzidas,
transportadas e/ou manipuladas podem provocar acidentes que oferecem risco ao
meio ambiente, sociedade e para o patrimônio no presente momento da ocorrência,
bem como afetar as gerações futuras.
De acordo com a Codificação de Desastres, Ameaças ou Riscos - CODAR, a
utilização de produtos perigosos impõe ao meio ambiente diversos tipos de risco,
capazes de ocasionar danos ou mesmo caracterizar desastres de efeitos
importantes.
Levantamentos estatísticos feitos junto ao COB/SIAE, 2011, Polícia
Rodoviária Estadual e Polícia Rodoviária Federal, além de informações de órgãos
relacionados ao tema, mostram que o número de ocorrências envolvendo produtos
perigosos no período de 2007 a 2011 aumentou gradativamente. O gráfico do
resultado deste levantamento é uma reta ascendente, ou seja, o número de
ocorrências aumentou ano após ano.
O crescente desenvolvimento industrial tornou a utilização de produtos
químicos uma necessidade tão grande, que é praticamente impossível a
sobrevivência sem a dependência do consumo desses produtos nos dias atuais,
aumentando então a incidência de riscos de acidentes. (COSTA, 2002).
A
instalação de dezenas de pólos industriais, além de aumentar o manejo de produtos
químicos, influi diretamente no fluxo de veículos de transportes destes nas rodovias
e estradas goianas.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás é o principal órgão de
atendimento a emergências com produtos perigos (IBAMA, 2011). Porém ainda não
dispõe de uma viatura especializada para atuar neste tipo de ocorrência.
2. O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NO ESTADO DE GOIÁS NO PERÍODO
DE 2007 A 2011
Dentre os fatores que contribuíram para o boom industrial ocorrido em Goiás
no período avaliado, estão os planos de desenvolvimento industrial bem como de
incentivos fiscais do Governo (FIEG, 2010). Sobre os planos de desenvolvimento
regional implantados em Goiás ressaltam-se o Programa de Desenvolvimento dos
Cerrados – Polocentro (1975); o Programa de Desenvolvimento da Região
Geoeconômica de Brasília (1979); o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira de
Desenvolvimento dos Cerrados – Prodecer (1985); e a instituição do Fundo
Constitucional do Centro-Oeste (FCO) em 1989 (PIRES E RAMOS, 2009). Para
ações visando aos incentivos fiscais teve o Fundo de Fomento à Industrialização do
Estado de Goiás (Fomentar), instituído pela lei 9.489 em 1984 e sendo no ano 2000
substituído delo Programa de Desenvolvimento Industrial de Goiás (Produzir), por
meio da lei 13.591 (PASCHOAL, 2009).
O crescimento da indústria provocou a sua diversificação e, em alguns
setores, sua verticalização. Consolidaram-se diversos pólos no ramo petroquímico e
de mineração, surgiram pólos de produção de medicamentos, alimentos, a
agroindústria aumentou extraordinariamente sua capacidade de produção.
Um levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Goiás (Fieg),
com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério
do Trabalho, apurou que o setor industrial em Goiás apresentou um crescimento
vertiginoso entre os anos de 2006 a 2010.
As indústrias mecânicas, que fabricam máquinas e equipamentos, lideraram
esse crescimento, com aumento de 91,4% no número de estabelecimentos. O
segundo melhor desempenho foi o das indústrias químicas e farmacêuticas, com
destaque para produção de medicamentos, cosméticos, perfumaria e material de
limpeza. Esta última teve crescimento de 78,2%. Catalisadores, aditivos, biocidas,
conservantes, reagentes, acidulantes e outras substâncias são exemplos de
produtos químicos utilizados pelas indústrias.
Para entender a atual fase de industrialização do Estado, foi feito um
levantamento junto à Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento do Estado de
Goiás, SEPLAN e Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informação, SEPIN
com exposição dos principais pólos industriais. Segue quadro abaixo:
Quadro 1 – Principais pólos industriais do estado de Goiás divididos por região
Região Metropolitana de Goiânia
Possui 6.740 estabelecimentos industriais
Pólo Farmacêutico
Pólo Coureiro/Calçadista
Pólo Petroquimico
Pólo Agroindustrial
Pólo
de
Indústria
Mobiliário
Pólo de Cosméticos
Goiânia
Aparecida de Goiânia, Goiânia, Goianira, Inhumas,
Trindade
Senador Canedo
Senador Canedo
de Aparecida de Goiânia, Goiânia
Pólo Farmoquímico
Pólo de Minério
Aparecida de Goiânia
Região Centro Goiano
Possui 1.657 estabelecimentos industriais
Anápolis
Barro Alto
Pólo Agroindustrial
Pólo Mineral
Região do Entorno do DF
Possui 715 estabelecimentos industriais
Luziânia
Cocalzinho e Cristalina
Sudoeste Goiano
Possui 768 estabelecimentos industriais
Desenvolvimento Rio Verde, Jataí, Quirinópolis
Pólo de
Pecuário
Pólo Agrícola Rio Verde
Montividiu, Mineiros
Pólo Agroindustrial Rio Verde Santa Helena
Região Norte Goiano
Possui 346 estabelecimentos industriais
Pólo Mineral
Niquelândia, Alto Horizonte, Minaçu e Crixás
Pólo de Desenvolvimento São Miguel do Araguaia e Nova Crixás
Pecuário
Pólo Cerâmico
Mara Rosa e Estrela do Norte
Região Sudeste Goiano
Possui 484 estabelecimentos industriais
Pólo Metal-mecânico
Catalão
Pólo Minero-químico
Catalão
Pólo de Agro-negócios
Ipameri
Pólo Agroindustrial
Região Sul Goiano
Possui 657 estabelecimentos industriais
Itumbiara e Goiatuba
Região Oeste Goiano
Possui 657 estabelecimentos industriais
Desenvolvimento Caiapônia
Pólo de
Pecuário
Pólo Agroindustrial
Palmeiras e São Luiz dos Montes Belos
Fonte: Seplan / Sepin. Perfil Competitivo das Regiões de Planejamento do Estado
de Goiás
Para melhor entendimento da distribuição dos estabelecimentos, segue
figura do mapa com indicação dos principais pólos industriais.
Figura 1 – Principais pólos de desenvolvimento industrial no estado de Goiás em
2011
Fonte: Revista INDUSTRIAL SECTOR – Main Development Hubs - GOIÁS, 2011
3. PRODUTO PERIGOSO
É toda substância sólida, líquida ou gasosa que, quando fora de seu
recipiente, pode produzir danos às pessoas, propriedades ou meio ambiente.
3.1 AUMENTO DAS OCORRÊNCIAS COM PRODUTOS PERIGOSOS NO
PERÍODO DE 2007 A 2011
De acordo com dados levantados junto ao (COB/SIAE, 2011), o número de
ocorrências com produtos perigosos aumentou de forma gradual e contínua no
período avaliado.
Os principais produtos perigosos envolvidos nos acidentes foram líquidos e
gases inflamáveis energéticos como o gás liquefeito de petróleo (GLP), diesel,
gasolina; e substâncias tóxicas (gás, líquido e particulado) como a amônia e os
agrotóxicos (OLIVEIRA, 2011), conforme ilustrado na figura 2.
Figura 2 – Principais produtos perigosos envolvidos nas ocorrências no período de
2007 a 2011
Fonte: Organizada a partir de dados do SIAE/COB & Oliveira, 2011
3.2 DO USO NAS INDÚSTRIAS
Observando-se a utilização industrial dos principais produtos perigosos
envolvidos nas ocorrências, nota-se que grande parte das indústrias estabelecidas
em Goiás faz uso destes em seu processo produtivo.
3.2.1 GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO

Cerâmicas e fundições: queima do material e secagem para redução de
umidade;

Aquecimento de fornos em siderúrgicas;

Indústria de papel e celulose: secagem do papel;

Indústria de vidro: fundição, moldagem do material, solda e acabamento;

Indústria automotiva: secagem da tinta na pintura;

Indústria têxtil: secagem de tecidos e fixação;

Indústrias gráficas: secagem do papel em máquinas rotativas.
3.2.2 DIESEL

Gerar energia e movimentar máquinas e motores de grande porte.
3.2.3 GASOLINA

As aplicações da gasolina são numerosas e variadas. No entanto, cerca de
90% da gasolina produzida é usada como carburante em motores de
combustão interna, com adição de antidetonantes, antioxidantes e outros
produtos;

É também utilizada como dissolvente, como agente de limpeza e
desengordurante em tinturaria, na extração de gorduras e óleos e na indústria
da borracha e das peles.
3.2.4 AMÔNIA

Manufatura de ácido nítrico, explosivos, fibras sintéticas e material para
refrigeração;

Manufatura de explosivos;

Na refrigeração de sistemas de compressão e absorção;

Extração de certos metais como cobre, níquel e molibidênio de seus minérios;

Controle de PH;

Inibidor de corrosão nas refinarias de petróleo e plantas de gás natural;

Na indústria da borracha para estabilização do látex natural e sintético;

Combinado com cloro para purificação de água de abastecimento doméstico
e industrial;

Manufatura de farmacêuticos, loções, cosméticos, substâncias usadas na
limpeza dentária, amônia para uso doméstico, detergentes e material de
limpeza;

Na indústria de fertilizantes para aplicação direta e como bloqueador na
manufatura de soluções fertilizantes de nitrogênio, de uréia, nitrato de amônia,
sulfato de amônia e fosfatos;

Na produção de ácido nítrico e em fibras e plásticos industriais para a
produção de acrilonitrila, hexametilenodiamina, tolueno e outros.

Papel e celulose;

Metalurgia;

Manufatura de ácido sulfúrico (processo de câmaras).
3.2.5 AGROTÓXICOS

São produtos químicos como defensivos agrícolas, pesticidas, praguicidas,
desinfestantes, biocidas, agroquímicos, produtos fitofarmacêuticos, produtos
fitossanitários utilizados na agricultura.
3.3 EMERGÊNCIA COM PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS
Evento repentino e não desejado, onde a liberação de substâncias químicas,
biológicas ou radiológicas perigosas em forma de incêndio, explosão, derrame ou
vazamento, causa dano às pessoas, propriedades ou ao meio ambiente
4. APRESENTAÇÃO
DE
MODELO
DE
VIATURA
ESPECIALIZADA
PARA
ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS QUÍMICAS
Inicialmente foi feito um levantamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar do
Distrito Federal sobre a especificação de uma viatura padrão especializada em
atendimento a ocorrências com produtos perigosos. De acordo com as informações
levantadas, a viatura utilizada por aquele órgão, e que é utilizada como referência
para este trabalho tem as seguintes especificações:
Quadro 2 – Recursos disponíveis nas viaturas de atendimento as emergências
químicas
TIPO DE RECURSO
RECURSO
Equipamentos de proteção individual
Roupas de proteção química e térmica, botas,
luvas, capacetes, máscaras de vários tipos,
filtros, cilindros de ar comprimido, óculos de
proteção e protetores auriculares.
Equipamentos portáteis de detecção
Oxiexplosímetros, fotoionizadores, detectores
de gases, monitores de compostos orgânicos
voláteis, medidores de pH, indicadores de
radiação, entre outros.
Outros equipamentos
GPS, lanternas diversas, trenas, binóculos,
maquinas fotográficas etc.
Materiais de contenção de produtos Kit pneumático de contenção, massas de
vedação, batoques, chumbadores, tiras de
químicos
borracha e piscina.
Material absorvente
Mantas, barreiras absorventes, materiais
absorventes a granel.
Equipamentos para medir fase livre Tubos Extratores (Bayler) e medidor
de substâncias menos densas que a automático de interface.
água
Equipamentos de sinalização
Cones plásticos, fitas de sinalização e coletes
refletivos.
Equipamentos de rapel
Cadeira, cordas, mosquetão, capacete etc.
Material para coleta de amostras
Frascarias, reagentes para preservação de
amostras, sacos plásticos e material para
vedação e manual de coleta.
Material de limpeza
Água destilada, álcool etílico, álcool iodado,
solução de hipoclorito de sódio, algodão,
sabão
liquido,
detergente,
líquido
desengraxante, papel toalha, papel higiênico,
vassouras, sacos para coleta de resíduos.
Ferramentas
Pás, enxadas, picareta, escavadeira, foice,
alavanca
para
movimentar
tambores,
ferramenta para abrir tambores, chave para
abertura de poços de monitoramento, chave
para abertura de poços de visita, arco de
serra, facão, serras, alicates, chaves de fenda
e Phillips, chave inglesa, espátula metálica,
chaves-catracas, chaves fixas, marretas e
martelos diversos.
Material auxiliar
Baldes,
cordas,
chuveiro
de
descontaminação, mangueira, bancos de
plástico, escada, gerador, cabos elétricos,
guincho, fitas adesivas, fitas isolantes,
barbantes, espuma de poliuretano, filmes
plásticos, pilhas e baterias diversas, protetor
solar e repelente de insetos.
Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal
s de
4.1 Modelo de Chassi
Para referência neste trabalho, foi utilizado um chassi da marca Mercedes
Benz, fabricado no ano de 2010.
Trata-se de um caminhão com características específicas. O Atego 1725
4x4 faz parte da nova linha de caminhões semi-pesados da Mercedes-Benz.
Equipado com tração 4x4 e embreagem reforçada, o modelo foi desenvolvido para
aplicações off road, construção civil e operações especiais. Seu chassi, produzido
com material de grande resistência à torção e à flexão, faz do Atego 1725 4x4 um
veículo ideal para operações severas. O motor Mercedes-Benz OM-906 LA, dotado
de gerenciamento eletrônico de combustível, propicia maior desempenho, baixo
consumo de combustível e atende à legislação Proconve P-5 (Euro III).
4.2 Projeto da superestrutura da viatura
O projeto da superestrutura da viatura foi desenvolvido pela empresa CARBE,
do Rio Grande do Sul, empresa especializada em encarroçamento de viaturas
operacionais, com as seguintes especificações:
4.2.1 Objeto
Adaptação de veículo Unidade Móvel de Emergência.
4.2.2 Veículo a ser adaptado
Trata-se de um caminhão da linha de caminhões semi-pesados da Mercedes
Benz, modelo Atego 1725 4x4.
4.2.3 Adaptações
Adaptação do interior do veículo (compartimento de carga) e instalação de
equipamentos.
4.2.3.1 Revestimento Interno
a. Teto, portas traseiras, divisórias da cabine, lateral esquerda e direita do
piso até o teto em made fibra de cor branca de 06 (mm) espessura acompanhando
as curvaturas da chaparia do veículo; isolamento termo acústico em estiropor P2,
aplicado entre o revestimento e o chapeamento original do veículo, exceto na
divisória e piso;
b. Assoalho em chapas de compensado naval, com tratamento à prova de
umidade, com 15 (mm) de espessura, revestido material de alta resistência
confeccionado em Poliuretano Automotivo puro na cor cinza, 100%, auto extinguível,
100% sólido sem voláteis, aplicado por spray, monolítico, sem juntas, impermeável,
moldado ao piso do veículo (em forma de bacia), com dureza Shore D entre 83 a 93
segundo a norma ASTM A-2240, resistente a abrasão com perda de massa máxima
de 20 gramas segundo a norma ASTM D-4060, que proporcione redução de ruídos e
vibrações e não gere energia estática, atóxico, que permita limpeza pesada com jato
de alta pressão e utilização de hipoclorito de sódio à 3% de concentração. Piso com
espessura mínima de 03 (mm) aplicado sobre o assoalho de madeira "compensado
naval", com calafetação em todo o perímetro de junção entre os mobiliários, divisória
e paredes laterais, resistente ao hipoclorito de sódio, em todo o compartimento
contra infiltrações em processos de lavagem, obtendo uma perfeita assepsia.
4.2.3.2 Mobiliário
a. Todo confeccionado em compensado naval com espessura mínima de 15
(mm), revestido externamente em fórmula texturizada e internamente em fórmica lisa
na cor branca;
b. Armário localizado na lateral esquerda junto a divisória do veículo para
acomodação de equipamentos com bancada de trabalho;
c. Armário suspenso, montado longitudinalmente sobre a bancada de
trabalho, rente ao teto e à lateral esquerda, medindo, com portas de correr em
acrílico;
d. Armário localizado na lateral direita do veículo com prateleiras e suportes
para acomodação de equipamentos de proteção individual para no mínimo 03 (três)
profissionais;
e. Sistema de fixação para gerador de energia instalado na porta lateral
corrediça de forma que o equipamento possa ser utilizado fora do veículo sem que
haja a necessidade de removê-lo para fora do mesmo;
f. Armário com encaixes apropriados para transporte de 06 (seis) cilindros de
ar e suas respectivas mascaras, instalado na porta lateral corrediça acima do
gerador de energia com acesso externo;
g. Lixeira do tipo escamoteável instalada em um dos armários.
4.2.3.3 Sistema Hidráulico
a. 01 (um) reservatório d'agua de no mínimo 100 litros com bomba de
pressurização e mangueira com bico de jato regulável;
4.2.3.4 Equipamentos
a. Instalação de pára-choque de impulsão;
b. Instalação de 01 (um) guincho elétrico no pára-choque dianteiro;
c. 01 (um) gerador monofásico de 3 KVA - 127/220VCA, motor movido a
gasolina, com regulador automático de voltagem, partida manual retrátil;
d. 01 (um) Frigobar de 80 litros;
e. Estribo nas portas traseiras em alumínio;
f. Plataforma externa instalada sobre o teto do veículo fabricada em tubos
metálicos e piso em alumínio xadrez;
g. 01 (uma) escada metálica instalada na porta traseira do veículo para
acesso a plataforma.
4.2.3.5 Sistema Elétrico
a. Iluminação interna com luminárias fluorescentes, sendo 02 (duas) de 15 W127V, 01 (uma) de 15W-12V embutidas no teto e 01 (uma) de 15W-12V sob a
bancada de trabalho;
b. Tomadas sob a bancada de trabalho embutidas no revestimento da lateral
sendo 02 (duas) 127V, 02 (duas) 12V e 03 (três) 12V do tipo plug;
c. Tomada externa para captação de energia com fecho e acompanhada por
extensão com 30 metros de comprimento;
d. Interruptores instalados próximo à bancada de trabalho, sendo: 1 para
ventiladores, 1 para luminária 127V, 1 para luminárias 12V e 1 duplo para os faróis
direcionáveis externos;
e. 2 (dois) ventiladores oscilantes instalados no interior do compartimento
traseiro, cada um varrendo metade da área;
f. Cabo para ligação do moto-gerador na tomada de capacitação externa;
g. O sistema funcionará em 127VCA, deverá ser plenamente compatível com
todos equipamentos, inclusive com alimentação do moto-gerador e no-break, não
sendo admitido nenhum tipo de conflito;
h. Utilizar cabos antichamas seção mínima de 1,5 mm 2 para lâmpadas e de
2,50 mm2 para tomadas;
i. Bateria auxiliar de 120 ampér/hora para os equipamentos a serem
acondicionados.
4.2.3.6 Sinalização Visual de Emergência
a. No teto sob a cabine do veículo deverá ser instalado um sinalizador visual
tipo "barra" na parte dianteira com voltagem 12V, altura máxima de 80 mm na cor
preta. Deverá possuir estrutura de 120 mm. Unidade luminosa composta por diodos
emissores de luzes (led's) de alto brilho montados em blocos ópticos de acrílico,
policarbonato composto por 4 (quatro) led's cada, com potência individual de 1 watt,
na cor vermelha, distribuídos pelas faces laterais e frontal com visibilidade de 180º,
módulos em policarbonato translúcido de alta resistência mecânica/térmica e a ralos
ultravioleta, dotada de base construída em ABS (reforçada com perfil de alumínio
extrudado). O conjunto sinalizador visual deverá ser controlado por controle central
único, dotado de micro processador ou micro controlador, que permita a geração de
lampejos luminosos de altíssima freqüência com ciclos não inferior a 450 FPM, o
circuito eletrônico deverá gerenciar a corrente elétrica aplicada nos leds através de
PWN (Pulse Width Modulator), o PWM deverá garantir também a intensidade
luminosa dos leds, mesmo que o veículo esteja desligado ou em baixa rotação,
garantindo assim a eficiência luminosa e a vida útil dos leds;
b. Na parte superior traseira da viatura, centralizado, deverá ser instalado um
sinalizador composto por blocos ópticos de no mínimo 8 módulos. O sistema óptico
deverá ser montado num perfil de alumínio extrusado anodizado, com acabamentos
laterais em ABS. O bloco óptico é composto de um módulo com 4 led's com potência
mínima de 1 W cada, na cor âmbar com comprimento de onda entre 620 e 630 nm,
intensidade luminosa de cada led de no mínimo 40 Lumens. Dotado de lente
colimadora em plástico de engenharia com resistência automotiva e alta visibilidade,
sendo diretiva nos módulos centrais e difusora nos módulos laterais;
c. Nas laterais direita e esquerda instalação de conjunto de 06 (seis) Luzes de
emergência externas, com lentes acrílicas nas cores vermelha e incolor,
posicionadas nas laterais do veículo, com lâmpadas alógenas intermitente;
4.2.3.7 Sinalização Sonora de Emergência
a. Deverá ser composta de sirene eletrônica com duas unidades sonofletoras
com capacidade individual de 100watts e, no mínimo, quatro tipos de sons
independentes. As unidades sonofletoras devem ser instaladas o mais à frente
possível no veículo, protegidas, voltadas para a dianteira, a uma altura aproximada
de um metro do piso. O sistema de controle dos sinalizadores visuais e sonoros
deverão ser em console único, instalado na cabina, com potência compatível com o
sistema, sistema de megafone independente e entrada auxiliar de áudio para
transceptores VHF/UHF.
4.2.3.8 Grafismo
a. Adesivação do veículo no padrão da empresa/órgão compradora.
4.3 Orçamento do chassi e montagem da viatura
Segundo a empresa CARBE- Viaturas e Tecnologia para Combate a
Sinistros, a aquisição de um chassi do modelo especificado neste trabalho e o
desenho da superestrutura com suas compartimentações ficaria aproximadamente
R$ 645.000,000 (Seiscentos e Quarenta e Cinto Mil Reais).
5. CONCLUSÃO
Após análise dos dados, concluiu-se que o estado de Goiás teve um
crescimento industrial significativo e progressivo no período de 2007 a 2011. Houve
estabelecimento de pólos industriais em todas as regiões do estado.
Os principais fatores que contribuíram para esse crescimento foram os planos
de desenvolvimento industrial bem como incentivos fiscais do Governo (FIEG, 2010).
A crescente demanda por novos materiais e produtos químicos e a natureza
altamente competitiva do setor industrial, resultaram em um aumento expressivo da
complexidade dos processos produtivos, manejo de produtos perigosos, e seu
transporte. Sendo assim, observou-se também o aumento de acidentes com
produtos químicos perigosos. (FREITAS, 1995).
Os equipamentos de proteção individuais e coletivos adequados para a
segurança dos envolvidos nas ocorrências, a possibilidade de contenção,
confinamento e descontaminação à distância, monitoramento ambiental de
substâncias, a fim de avaliar o grau de contaminação e vulnerabilidade do
ambiente por meio de kits específicos são um diferencial da viatura
apresentada.
Em virtude da situação exposta, este trabalho traz como sugestão a
implantação de viatura específica para atuação nas ocorrências ambientais com
produtos perigosos, devido ao seu atendimento diferenciado às necessidades
inerentes aos eventos desta natureza.
O presente trabalho não torna por encerrado os estudos a respeito da
viatura em questão, sendo apenas um princípio para futuros estudos, servindo de
base para consulta e referencial.
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTT. Agência Nacional de Transporte Terrestre. Resolução nº 701, de 25 de
agosto de 2004. Altera a Resolução nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, que
aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte
Terrestre de Produtos Perigosos. Diário Oficial da União, 2004

COSTA, Carlos/2002. Avaliação de riscos operacionais no Transporte
rodoviário de produtos perigosos, para uma postura prevencionista. 2002 Projeto final do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do
Trabalho da Universidade Federal Fluminense

FIEG/DEC. Federação das Indústrias do Estado de Goiás/Departamento
Econômico. Estabelecimentos Empresariais em Goiás de 2007 a 2011

OLIVEIRA, Wanderley. Acidentes com produtos perigosos no Estado de
Goiás. 2011- (Dissertação) Programa de Pós-Graduação em Ecologia e
Produção Sustentável da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

SEPLAN. Secretaria de Estado, Gestão e Planejamento. Análise do Produto
Interno Bruto do Estado de Goiás, 2007 a 2011, disponível em
www.seplan.go.gov.br

SIAE/COB. Sistema Integrado de Atendimento a Emergência/Centro Estadual
de Atendimento Operacional de Bombeiros. Banco de dados de
acidente/incidente de produtos perigosos atendidos pelo Corpo de Bombeiros
Militar do Estado de Goiás no período de 2007 a 2011.
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Goiânia (GO)
2012
SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA E JUSTIÇA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS
COMANDO DE ENSINO BOMBEIRO MILITAR
ACADEMIA BOMBEIRO MILITAR
ANEXOS
Pollyana Araújo Santos
ANÁLISE DO CRESCIMENTO INDUSTRIAL DO ESTADO DE GOIÁS NO
PERÍODO DE 2007 A 2011 COMO FATOR DE INFLUÊNCIA NO AUMENTO DO
NÚMERO DE OCORRÊNCIAS COM PRODUTOS PERIGOSOS
Artigo monográfico apresentado em cumprimento as exigências para término do
Curso de Formação de Oficiais – CFO III sob orientação do Prof. 1º Ten QOC
Wanderley Valério de Oliveira.
Avaliado em ____/____/____
Nota Final: (
) ___________
____________________________________________________________
Professor – Orientador (Wanderley Valério de Oliveira. – 1º Ten QOC)
Goiânia(GO)
2012
ANEXO A
PROJETO DA SUPERESTRUTURA
Figura 3: Projeto da superestrutura da viatura para atendimento a emergências com
produtos perigosos
Fonte: CARBE- Viaturas e Tecnologia para Combate a Sinistros
Figura 4: Projeto da superestrutura da viatura para atendimento a emergências com
produtos perigosos
Fonte: CARBE- Viaturas e Tecnologia para Combate a Sinistros
ANEXO B
COMPARTIMENTAÇÃO DA VIATURA
Figura 05: Compartimentação da viatura
Fonte: Corpo de Bombeiros Voluntários de Portugal
Figura 06: Compartimentação da viatura
Fonte: Corpo de Bombeiros Voluntários de Portugal
Figura 07: Compartimentação da viatura
Fonte: Corpo de Bombeiros Voluntários de Portugal
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CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS (CFO III)