UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
ESTUDO DINAMICO PARA APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
DO PROFESSOR NO ENSINO SUPERIOR
EDSON JORGE JOSÉ DE ABREU
Orientadora
Prof. Monica Melo
Rio de Janeiro
2012
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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
ESTUDO DINAMICO PARA APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
DO PROFESSOR NO ENSINO SUPERIOR
Apresentação de monografia à AVM Faculdade
Integrada como requisito parcial para obtenção do
grau de especialista em: Docência do Ensino
superior por Edson Jorge José de Abreu.
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AGRADECIMENTOS
Agradeço à Profª Angela Freitas, por ter nos
mostrado uma nova forma de ensino, com muita
alegria e vontade, a importância da dinâmica de
grupo ensinando a todos a vivermos em grupo e
entendermos a importância do todo. Agradeço
também a Profª Monica Melo, orientadora dessa
obra, por toda a dedicação e apoio ao demonstrado
ao longo do curso e por sempre nos encorajar a
seguirmos a diante sempre nos mostrando o lado
maravilhoso em sermos professores, através da
simplicidade de seus gestos mostrando a
importância da educação em nossas vidas.
Agradeço, também, aos professores
participantes da banca examinadora que valorizaram
esse trabalho com suas presenças; Agradeço aos
Amigos e colegas, que fiz nesta instituição de ensino
Lidiane, Ane, Pamela e Altamiro, pelo apoio e
amizade demonstrados diariamente ao longo de toda
essa jornada.
Agradeço a família (pai, mãe, esposa e
irmãos), sempre presente nos dando apoio e nos
motivando, à cada dia sermos melhores.
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DEDICATÓRIA
Dedico esta obra a todos os professores e
orientadores desta disciplina ao empenho dado que
nos motivou a continuar, que todos saibam da
importância de suas matérias para nossa evolução e
aprendizado para uma reflexão profunda que me
levou a motivação para criação desta monografia. É
muita alegria e simplicidade que busco a cada dia
baseados em vocês a melhor forma de pratica de
ensino. Dedico a também toda a minha família que
são os motores propulsores de minha vida, obrigado
a todos.
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RESUMO
Este trabalho apresenta reflexões sobre a didática do ensino superior no
Brasil, tem por objetivo principal questionar a prática de ensino robotizada,
mostrar a didática em diversas épocas e evolução,
professor
questionar a idéia do
ATOR, apresentar um ensino que possa transpor barreiras. O
Estudo visa buscar informações antigas e novas de didática de ensino
justamente para uma reflexão, estendendo com isso a
questionamentos
sociais e mesmo vivenciais de cada individuo ou mesmo instituições.
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METODOLOGIA
O Estudo vai apresentar a pesquisa bibliográfica: Web-gráfica, Jornais,
Revistas, Livros contemporâneos.
Gostaria de citar idéias de Paulo Freire em que: “dizia O fracasso
de muitos projetos educacionais está no fato de desconhecer a participação
dos alunos.” No livro A escola e o professor.
Paulo Freire costumava dizer também que "Aprendizagem é uma
releitura do mundo. Ele parte da visão de um mundo em aberto, isto é, a ser
transformado em diversas direções pela ação dos homens".
Paulo Freire costumava dizer também, não será demasiado chamarmos
a atenção para o que significa, do ponto de vista da educação democrática e
da formação de liderança, a própria estrutura administrativa de um Centro de
Cultura, nesses moldes. No livro Educação para Adultos”.
Flávia Maria Teixeira de Medina Nery, costumava dizer também que
“outro fator a considerar como uma característica do mundo moderno é a
velocidade.Tudo se transforma rapidamente. No livro A ESCOLA HOJE.
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I - A DOCÊNCIA NOS ANOS 60 à 80
10
CAPÍTULO II - A DOCÊNCIA NO SÉCULO XXI
16
CAPÍTULO III – A VISÃO DE PAULO FREIRE SOBRE A DIDÁTICA
32
CONCLUSÃO
37
ANEXOS
41
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
43
BIBLIOGRAFIA CITADA
44
ÍNDICE
45
8
INTRODUÇÃO
Durante o curso, foi verificado uma divergência de opiniões entre os
próprios professores com relação a aplicabilidade do conteúdo das matérias e
maneira de como conduzir esta aula, uma das escolhas deste tema é devido
justamente a isso:
Como o professor deve se postar diante de seus alunos, ele deve ser ou
não ele?.
O Professor educador, como deve se postar diante das regras e normais
de sua instituição de ensino?.
O Grande propósito da monografia é questionar e buscar a melhor
forma de se educar, buscando sim uma metodologia equilibrada, levando em
considerações anos anteriores e já alguns degraus que subimos, compararmos
a épocas anteriores.
No Capitulo I- Mostrar características da época e opiniões de autores e
pessoas sobre o que acontecia na década de 60 à 80, tentando mostrar já a
pequena melhoria da visão da didática e também a visão antiga e ultrapassada
voltada da época.
As necessidades humanas, através daquilo que o senso comum nos
diz a propósito do tema. Mostrar também as diferentes correntes do ensino
superior existentes na época, inclusive a questão da ditadura militar e as
reformas que aconteceram na época.
Podemos citar também o modelo de pedagogia criada a partir de 1980,
citando a pedagogia “crítico-social”, e etc...
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No Capitulo II- Mostrar características novas, visões compatíveis ou
não com o século XXI, tentamos mostrar diferentes ângulos da situação da
didática e também as questões sociais vista por diversas pessoas como
fundamental também no ato do aprendizado, neste capitulo buscamos a fundo
opiniões diferenciadas de pessoas que vivenciaram ou vivenciam ainda o seu
dia a dia na educação tentando através de fatos concretos e opiniões
diferenciadas, buscar com sabedoria e simplicidade debater sobre este tema.
Fazemos também criticas a ideia do professor ator, a instituições do
ensino superior que só visão o lucro, colocamos em foco a ideia de renovação
da didática como algo necessário e interessante para o aprendizado do aluno,
buscamos alternativas de ensino que possam ao invés de isolar o aluno
aproxima-lo do docente e despertando no mesmo o interesse em aprender, em
se desenvolver.
No Capitulo III- Buscamos mostrar a visão única de Paulo Freire sobre
a questão da didática e seus questionamento tão interessantes e ainda muito
pertinentes para a nossa época e sua visão para a melhoria do ensino no geral.
Paulo Freire sempre tratou da idéia da didática como um conhecimento
compartilhado, que através da construção do mesmo em conjunto é a melhor
forma de se construir conhecimento, o ensino passa a ser fundamentado em
um professor olhando todos de cima, como sendo detentor do saber mais sim
aquele que compartilha e conduz ao conhecimento e ao estudo profundo sobre
o assunto. Neste Capitulo falar também da questão da necessidade dos
educadores serem mais gente, partilhando esse conhecimento e sendo mais
social mais ele, trazendo para as universidades pessoas humanas socializadas
e com essas características sociais naturais o professor precisa ser social
também.
10
CAPÍTULO I
DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR NOS ANOS
SESSENTA A OITENTA.
Neste capitulo mostramos a questão da didática utilizada na
época voltada pelo treinamento da mente e da vontade, filosofia
muito
antiga mais muito utilizada por alguns professores.
1.1
Características.
“ Uma forma escolar, ou seja, um local separado de
todos os outros, compreendidos os locais de culto; um
espaço organizado de maneira a que os mestres e os
escolares possam cumprir os deveres; um tempo regrado
por um emprego do tempo que é princípio de ordem mais
que de eficácia; um mestre laico pelo menos em sua
função (antes mesmo que o ensino fosse laicizado);
(HECKHAUSEN, 1967, p.32).
Nos anos 60 e 80 a didática assumiu um foco teórico numa dimensão
denominada tecnicista, deixando de lado a idéia humanista centrado no
processo
interpessoal,
para
uma
dimensão
do
processo
ensino
-
aprendizagem.
Podemos considerar que o acesso das pessoas ao ensino superior era
muito mais difícil que hoje, apesar de que ainda não exista nada em lei, sem
ser o “incentivar”, ou mesmo “motivar”, podemos dizer que a didática esta
diretamente ligada ao aparecimento do ensino no decorrer do desenvolvimento
da sociedade da produção e da ciência.
11
A Didática da época era nas escolas atribuir-se ao ensino a tarefa de
mera transmissão de conhecimentos, sobrecarregar o aluno de conhecimentos
que
são
decorados sem
questionamento,
darem
somente
exercícios
repetitivos, impor externamente a disciplina e usar castigos.
Às vezes são utilizados meios como a apresentação de objetos, figuras,
como exemplos, mas o meio principal é a palavra, a exposição oral. Supõe-se
que ouvindo e fazendo exercícios repetitivos, os alunos "gravam” a matéria
para depois, reproduzi-la, seja através das interrogações do professor, seja
através das provas. Para isso, é importante que o aluno "preste atenção",
porque ouvindo facilita-se o registro do que se transmite, na memória, objetivos
referem-se à formação de um aluno ideal, desvinculado da sua realidade
concreta. O professor tende a encaixar os alunos num modelo idealizado de
homem que nada tem a ver com a vida presente e futura.
Tratava-se de uma prática escolar que empobrece até as boas intenções
da Pedagogia Tradicional que pretendia, com seus métodos, a transmissão da
cultura, isto é, de grandes descobertas da humanidade, e a formação do
raciocínio, o treino da mente e da vontade. Os conhecimentos ficaram
estereotipados, sem valor educativo vital, desprovidos de significados sociais,
inúteis para a formação das capacidades intelectuais e a compreensão crítica
da realidade. O intento de formação mental, de desenvolvimento do raciocínio,
ficou reduzido a práticas de memorização.
Na verdade percebemos que na época na década de 60 a 80, a questão
da didática era muito mal aplicada devido ao pouco interesse dos professores
em ensinar e simplesmente em passar matéria fazendo com que o aluno que
realmente tivesse o interesse em aprender que se busca o estudo de maneira a
somente decorar, estando assim quase sempre voltado ao estudo teórico muito
primitivo que talvez fosse algo que não se pensava na época, o acesso a
escola era difícil e não se preocupava com ensino superior como nos dias de
hoje apesar de estarmos muito atrasado ainda, sabemos que com a evolução
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da didática irá trazer a todos metodologias novas e inovações necessárias para
o “ ato do aprender”, ficando o professor mais preocupado com o aprendizado
e com o tipo de conteúdo da matéria dada e como esse conteúdo esta
chegando aos seus alunos.
“O problema do método ou da didática é o fastidioso
problema pedagógico deste século e suas soluções não
são isentas de pedanteria, também nos maiores autores:
mas como não ver que este é o problema real, decorrência
inevitável da evolução histórica? Desde que a instrução
tende, embora lentamente, a universalizar-se e a laicizarse, mudando destinatários, especialistas, conteúdos e
objetivos, o “como ensinar” (até as coisas mais tradicionais,
como a preparação ‘instrumental’ ou ‘formal’ do ler,
escrever e fazer contas) assume proporções gigantescas e
formas novas; tanto mais se o problema do método se
entrelaça com o problema dos novos conteúdos da
instrução ‘concreta’, que surgem com o próprio progresso
das ciências e com sua relativa aplicação prática”
(MANACORDA, 1989, p. 280).
Em 1980, para alguns podemos ser considerado o momento de uma
verdadeira “refundação” e pesquisa da didática no pais, muitos contam que o
movimento da época entre a pedagogia ”crítico-social” dos conteúdos e a
pedagogia libertadora teve um aspecto marcante. Muitos dizem que esta época
foi marcada pela busca da identidade, a didática acompanhada pelo movimento
políticos sociais e culturais na década de 70 foi o sujeito e objeto.
Apesar de nos anos 60-70, práticas eram voltadas nas preocupações
políticas, econômicas e ideológicas, sendo utilizados como estratégias de
despolitização, e de suavização das tensões sociais como instrumento de
preparação de mão-de-obra para colaborar com os mecanismos do
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desenvolvimento econômico. Podemos dizer que hoje alfabetização para
jovens e adultos tem uma visão libertadora, onde se questiona, e buscam-se
debates e com a sociedade tendo sua liberdade de expressão, preocupando-se
com a total integração dos indivíduos na mesma.
A didática não poderá continuar sendo um
apêndice de orientações mecânicas e tecnológicas.
Deverá ser sim, um modo crítico de desenvolver
uma prática educativa, forjadora de um projeto
histórico, que não se fará tão-somente pelo
educador, mas pelo educador, conjuntamente, com
o educando e outros membros dos diversos setores
da sociedade. (CANDAU, 1984, p. 30).
Citamos também algumas medidas foram adotadas para equivalência
dos cursos profissionais a secundário, para que fosse possível a progressão no
sistema educacional, sendo tais medidas ampliadas na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB) de 1961. Elas foram adotadas devido ao
número de trabalhadores que aumentava consideravelmente, porém o número
de trabalhadores ditos qualificados ainda era muito pequeno.
Devemos
lembrar
que
à
necessidade
de
modernização
das
universidades e o estímulo à formação do docente-pesquisador foram criadas
neste período: a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e
as agências governamentais, CNPq e Capes.
Durante a ditadura militar a educação sofreu duas grandes reformas, em
1968 e 1971, precedidas porém pelos acordos MEC-Usaid (Ministério da
Educação e Cultura e United States Agency for International Development)
onde o Brasil receberia apoio técnico e financeiro para implementar as
reformas. Podemos perceber que tais reformas visavam atrelar o sistema
educacional brasileiro ao modelo econômico dependente de interesse norteamericano, gerando mudanças na LDB.
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Podemos concluir que nesta época, a didática era aplicada de maneira
antiquada apesar de já pensarem nesta reformulação, na visão dos professores
e costumes também antigos influenciados pelos ambientes sociais dos próprios
alunos, podemos dizer que os indivíduos são retratos da sociedade que o
tempo todo influenciam o mesmo e são influenciados também, como nos dias
de hoje mais que com a evolução social e a evolução tecnológica e com
aparecimento de novas correntes de ensino, todas as pessoas nos dias de hoje
são quase que arrastadas por essa evolução que servirá para um surgimento
de uma nova didática.
1.2 Correntes do ensino superior
Sabemos que quando falamos de didática do ensino superior podemos
citar também duas correntes muito conhecidas que são Gestaltismo e
Behaviorismo, apesar de antigas essas correntes ainda são muito discutidas
por alguns educadores, completamente adversas falam do ensino de maneira
inteligente e interessante, vejamos a baixo:
No caso do Behaviorismo podemos dizer que coloca o sujeito
como influenciado pelo meio e assim acontecendo o aprendizado, valoriza
demais
o processo do estimulo e da resposta, sempre baseados em
recompensa para estimular os estudos.
No caso do Gestaltismo podemos dizer que é ao contrario pois o sujeito
passa a influenciar o meio em que ele vive e assim acontecendo o
São duas correntes interessantes que se vale a pena citar para
insight.
que
entendamos que a questão da didática sempre foi discutida.
Possuímos também uma corrente mais moderna que é a de Piaget que
no fundo visa mostrar que tanto o sujeito quanto o meio que é um equilíbrio
entre os dois pólos interagindo, Piaget costumava dizer que o Aluno é o
construtor, desenvolvimento era o motor da aprendizagem os esquemas
mentais tem haver com a assimilação e a acomodação. Piaget tinha uma idéia
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muito moderna mesmo na época chegando a dizer que o Homem se faz
Homem na sociedade, quando o homem pouco interage com o meio se torna
menos sensível e mais racional, sempre acreditou que quanto mais agente
aprende mais agente se desenvolve.
1.3 Conclusão do capítulo
Na verdade podemos entender que de acordo com a área escolhida e a
necessidade do aprendizado e a verdade de cada ser, estão associados e
diretamente ligados ao desenvolvimento da sensibilidade dos sentidos (olfato,
tato, visão e etc...) podendo influenciar bastante no aprendizado, já que
também o seu meio social e a sua experiência de vida e sua relação familiar,
também influenciaram diretamente no aprendizado deste aluno.
Nesta época também possuímos diversos filosóficos defendiam a idéia
de “Educação pela Instrução”, o método dos “passos formais”, muitos
acreditavam que a pedagogia era ponto central de um circulo de investigação
do próprio ser, e que existiam correntes com visões maravilhosas e que fizeram
muitos refletirem e até seguirem a que se adequava melhor a sua visão do
ensino.
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CAPÍTULO II
DIDATICA DO ENSINO SUPERIOR DO SÉCULO XXI
Neste capitulo mostramos diferenças correntes de pedagogia,
questão da didática de forma inovadora, a busca do auxilio das
tecnologias no aprendizado, a importância da socialização das pessoas,
questionamentos com relação a instituições voltadas ao lucro e também
a busca pelo aprendizado como que sofre constantes modificações e a
idéia do professor ator, que o torna robotizado, a ideia do professor
como condutor do saber e não detentor dele e etc...
A didática no ensino superior, enquanto
disciplina científica, traz em si a exigência da
formação do homem crítico, ativo e criativo que
acompanha as transformações do mundo, como o
domínio de novas tecnologias, o ensino através da
pesquisa, através da sua ação social, que seja
capaz de observar as mudanças e agir sobre elas,
para a melhoria da sociedade em que vive. Partindo
desse conceito é que nos leva a questionar a
didática no ensino superior, hoje empregada nas
universidades. (LIBÂNEO,1994, p. 80).
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2.1 Tipos de pedagogia da época
Podemos verificar que nos últimos anos, que diversos estudos têm sido
dedicados à Didática no Brasil, e suas relações com as tendências pedagogia
da mesma e investigações possíveis no campo de conhecimentos. Os autores,
em geral, concordam em classificar as tendências da pedagogia dividida em
dois grupos: Pedagogia Tradicional, Pedagogia Renovada. Podemos dizer
também que existem outros tipos de corrente mais é interessante comentar
estas duas encontradas vinculadas uma a outra.
2.1.1.Pedagogia tradicional
Na Pedagogia tradicional, a Didática é normativa, um conjunto de
princípios e regras que regulam o ensino. O ato do ensinar é centrado no
professor que expõe a matéria e a interpreta.
Podemos também entender que esse tipo de didática é bem comparado
a sistemática do professor “Ator”, exposto por alguns educadores e instituições
obrigando ao professor “instituir”, normas, posturas que apesar de alguns
aspectos ajudarem ao ensino, acabam de um certo modo tornando o professor
ou tutor um pouco robotizado de forma a perderem a sua própria personalidade
acabam não mostrando motivação e o conhecimento não transcende as
barreiras do aluno.
Podemos citar também que muita das vezes esse professor acaba
levando essa postura para a sua vida atrapalhando o mesmo socialmente.
Sendo a educação escolar uma atividade social que, através de
instituições próprias, visa assimilação dos conhecimentos e experiências
humanas acumuladas no decorrer da história, como ser social com uma teoria
de ensino desta forma, ser social e ao mesmo tempo, “instituir”.
18
Tendo em vista a formação dos indivíduos enquanto ser social cabe à
Pedagogia intervir nesse processo de assimilação, orientando-o para
finalidades sociais e políticas e criando um conjunto de condições
metodológicas e organizativas para viabilizá-lo no âmbito da escola.
Esse conjunto de tarefas não visa mostrar outra coisa senão o
desenvolvimento dos alunos, e prepará-los para a vida social
.
"(...) a aprendizagem pode se dar com o
envolvimento integral do indivíduo, isto é, do
emocional, do racional, do seu imaginário, do
intuitivo, do sensorial em interação, a partir de
desafios, da exploração de possibilidades, do
assumir responsabilidades, do criar e do refletir
junto." (KENSKI, 1996, p.146)
Temos que analisar também que a própria psicologia coloca que todos
nós temos mania de julgar as pessoas pelo estereótipo.
Como fazer que um professor voltado a regras rigorosas de postura
consigam se socializar.
O Questionamento colocado aqui é para algumas instituições de ensino
que ainda visão essa postura, não permitindo que o professor seja de certa
forma ele mesmo, entendendo claro que toda instituição também precisa de
normais e regras internas como todas as outras mais não a tal ponto de ter que
controlar ou intervir em um profissional a ponto de torná-lo tão robotizado
esquecendo-se do lado social e tão necessário para o ato do aprendizado.
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2.1.2. Pedagogia renovada
Na Pedagogia renovada, a Didática é muito mais voltada para um
professor como condutor do conhecimento, mais não o detentor do saber, o
professor como um verdadeiro estimulador para o aluno no ato da
aprendizagem mais ele passa a ser um instrumento motivador e neste caso ele
possui sim normas e regras da instituição, mais não a ponto de feri-lo
socialmente ou mesmo tolino de ser o que ele realmente é, passando assim a
formar sujeitos pensantes e não sujeitos sólidos.
Citamos como grande exemplo a idéia da dinâmica de grupo tão
aplicável em empresas e instituições e agora estudadas em pós-graduações
que tem por finalidade nos mostrar diversos ângulos e nos socializando melhor
e com isso fazendo nos entender que aprender é importante sim mais o grande
fundamento da aprendizagem é a transformação do ser como indivíduos
renovados.
Muitas das vezes nos fazem entender, que as pessoas são produtos do
meio em que elas vivem e acaba com isso repercutindo em sala de aula
causando divisões e obstáculos criados por eles mesmos, o intuito da dinâmica
é causar “choques”, para que percam a visão limitada do meio e se abram para
uma vida social nova, se afastando de conflitos internos.
Podemos ver também que não é fácil despertar a vontade de aprender
dos alunos mais é necessário ao professor usar a famosa forma de ensinar se
preciso, para isso é importante ser flexível para que o aluno consiga realmente
aprender, se compreendermos que as técnicas de ensino mudam sempre com
o auxilio da tecnologia podemos utilizar diversas ferramentas que nos auxiliem
a utilizar diversas sentidos do aluno visando o aprendizado, como:
Ex: Videos, Projetores, Retros, Slides, Tv e outras coisas mais.
20
Feito uma análise das aulas ministradas,
questionamos aos alunos: que tipo de aula os
mesmos consideravam proveitosa? Para um dos
entrevistados é aquela planejada, embasada, de
forma que o aluno compreenda o conteúdo a ponto
de se posicionar no fim de cada aula. Para outro; é
aquele professor conhecedor da matéria abordada e
repasse a mesma de forma criativa, utilizando-se de
recursos e metodologias. Para os demais, uma aula
proveitosa e interativa, inovadora e com professores
atualizados tecnologicamente e didaticamente.
Freire destaca "Ninguém nasce educador ou
marcado para ser educador; a gente se faz
educador, a gente se forma como educador,
permanentemente, na prática e na reflexão da
prática". (FREIRE, 1991, p. 58)
No livro Didática e Questões Sociais, falam sobre a necessidade em se
reestruturar os conteúdos curriculares e métodos de ensino, demonstrando um
ensino já ultrapassado e a necessidade da reformulação, visando a adequação
com um mundo mais dinâmico, visando um melhor aproveitamento dessa nova
didática que seria de um ensino transformador e em constantes modificações.
2.2. Pilares da educação
É importante analisar que existem pilares na educação que são muitos
importantes também, dentre eles: Aprender a conhecer, Aprender a fazer,
Aprender a viver com os outros, Aprender a ser, podemos dizer que com todos
esses pilares o objetivo da escola é preparar o aluno para o mundo, mais como
pensar nisso tudo sem pensar na vida social da pessoa, e que muita das vezes
nosso comportamento são reflexos do meio em que vivemos, e de nossa
vivencia familiar, a idéia é mostrar para o aluno o papel fundamental da escola
21
na construção dele como individuo e que através do estudo conseguimos
mudar o rumo de cada um deles, através de um aprendizado que leve ao
mesmo perceber que quase tudo que aprende lá, faz parte do seu cotidiano e
fazendo com isso levar ao ser a uma reformulação interna e de seus objetivos.
Alguns Autores citam também o fato de nunca ter se falado tanto em
educação como no momento atual, devido a evolução da informática e da
quantidade de pessoas com acesso a internet, uma verdadeira explosão de
informação.
2.3. Questionamentos.
Existem pequenos questionamentos interessantes colocados em
muitos livros, sobre o novo papel do professor diante a tanta informação.
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se
educam entre si, mediatizados pelo mundo”. (FREIRE, 2005, p. 78).
2.3.1.Questão da iteração.
A visão de que é justamente na iteração dialógica com o mundo que os
sujeitos constroem e reconstroem conhecimento é muito interessante e é
através de uma reflexão profunda no ensino que chegaremos a uma nova
didática.
2.3.2. Questão das instituições de ensino.
Podemos citar também outro lado da educação muito questionável que
é o lado dos empresários que hoje montam instituições do ensino superior
visando o lucro que é algo natural, pois se trata de uma universidade particular
mais ao mesmo tempo passam a existir dois extremos importantes e
discutíveis, as instituições não estando mais preocupadas com a formação
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cultural e sim de oferecer conhecimentos rápidos e um bom índice de notas no
ENADE de “alguns alunos” e em outras formas de avaliação do governo,
mascarando de cerca maneira a verdadeira qualidade do ensino dada em tais
instituições. A busca de tais universidades na verdade passa a ser meramente
financeira, a busca por um marketing bem elaborado, passa a ser também uma
forma de “mascarar”, a verdade interna, ou os problemas existentes em
algumas delas transformando a cultura escolar em mera mercadoria, fazendo
com que o professor perca a vontade ou a motivação em se melhorar e em sua
didática devido a regras duras e difíceis de serem seguida, visando à busca
incessante somente por lucratividade.
Assim sendo, prevalece, na sociedade
moderna, a mera informação oferecida pelas
escolas particulares, principalmente os cursinhos,
que cobram valores altos pela educação oferecida.
Tais instituições estão preocupadas não com
uma formação cultural, que leve à reflexão, que
resgate valores e que conserve uma tradição, mas,
sim, com uma sem informação, no sentido de
oferecer conhecimentos rápidos e um bom índice de
aprovação no vestibular. Elas transformam a cultura
escolar em mercadoria a ser consumida, deturpando
o seu verdadeiro valor.
(In: GENTILI, 1995, p. 150)
“A didática deve servir como mecanismo de
tradução prática, no exercício educativo, de
decisões filosófico- políticas e epistemológicas de
um projeto histórico de desenvolvimento do povo. Ao
exercer seu papel específico estará apresentandose como o mecanismo tradutor de posturas teóricas
em práticas educativas.”
23
(CASTRO, Amélia Domingues; Unicamp.
Publicação:
Paulo: FDE, 1991
Série Idéias n. 11. São
Páginas: 15-25).
2.3.3 Questão de formação do educador.
Podemos dizer que muitos educadores que muita das vezes se formam
em determinada área, coloca-se como profundo conhecedor de técnicas de
transmissão de certos conhecimentos e acabam não conseguindo fazer com
que os alunos aprendam, no fundo o grande debate é com relação a sua
formação e que tipo de conhecimento adquirido para que seja exposto e
explorado este lado do professor, ao invés da busca de outras áreas de que de
nada o mesmo tem abrangência e aprendizado para exercê-la, o domínio da
didática é necessário para uma boa formação do professor e que muitos
desses formados, que acabam por não exercer sua função por não terem gosto
por esta formação acabam virando professores, e aprendem a responsabilizar
seus alunos pelos fracos no processo da aprendizagem, é inegável que o
professor que gosta daquilo que faz e tem amor, procura maneiras e meios
para estimular o aluno a compreender a verdadeira necessidade daquilo que
ele aprendeu, pois o domínio do mesmo sobre determinado conteúdo é tão
abrangente que transcende a ele, com alegria e emoção.
2.3.4 Questão do professor desmotivado.
É bem verdade que devemos citar que em determinados casos diversos
alunos são reprovados por um mesmo professor ou até uma turma inteira e
cujo nada é feito pela instituição de ensino sem verificar de maneira séria o
porquê disto ter acontecido, sabemos que diversos fatores podem levar a este
tipo de situação mais dentre elas a do professor desmotivado, que segue
sempre a mesma forma de didática e que não esta aberta a mudança ou
mesmo, a se atualizar em plena era da globalização e que as informações
giram a todo instante não podemos estar diretamente presos a métodos de
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ensino antigos e com pouca perspectiva de mudanças, elas são sempre
necessárias para inovar e realizar e motivar as pessoas em cima de uma nova
realidade colocada, que só irá trazer mais facilidade e dinamismo no
aprendizado, podemos citar como grandes inovações: Tables, Tecnologias
Bluetooth, Retroprojetores e outros que hoje auxiliam e muito as salas de aula
e orientando cada vez mais seus professores e auxiliando-os nos ensino para
que cada vez mais esta iteração aconteça e faça uma construção da
aprendizagem.
Existem casos em que o professor não passa o conteúdo da matéria e o
aluno tem a responsabilidade de aprender, e em alguns casos existem no meio
de todo corpo docente de uma mesma faculdade ou instituição do ensino
superior um grupo de coordenadores que pensam da mesma maneira.
A profissão de educador nesta situação perde totalmente o sentido, pois
a responsabilidade, pelo aprender é sempre colocada ao aluno e não ao tipo de
ensino que esta sendo dado pelo professor.
2.3.5 Questão sobre responsabilidade do professor.
Podemos dizer que no caso da medicina o medico não pode se quer
admitir um erro de diagnostico, o tratamento então nem pensar em outras
áreas como a engenharia a dimensão da responsabilidade é a mesma, todas
as áreas tem seu grau de responsabilidade e no fundo seja qual for ela:
Engenharia, O Farmacêutico, Arquiteto, ou em qualquer área temos o nosso
grau de responsabilidade, para alguns professores que se julgam superiores
simplesmente por terem um diploma ou um mestrado, coloca para o aluno da
forma aprendeu, aprendeu; não aprendeu... azar o seu.
25
2.3.6. O Medo e acomodação (Ensino a distância)
Podemos citar outro ponto importante na questão de ensino que mostra
muito bem o lado do professor que enxerga toda a nova tecnologia com medo,
com isso perdendo o foco do ensino, na questão da inovação, estamos falando
da questão do ensino a distancia que muitos doutorados e mesmo professores
com mestrado são contra, buscando uma série de problemas no tipo de ensino
para justificar muitas das vezes a sua dificuldade de lidar com a tecnologia que
vem para inovar e mostrar novos caminhos, é bem verdade que a tecnologia
não trouxe medo e dificuldade somente para os professores como para a vida
das pessoas no geral, podemos dizer que foi um avanço e devido mais que
toda mudança e novidade sempre trazem pequenos transtornos para a
adequação das pessoas que no geral, sempre se acomodam, uma
acomodação natural da vida e na busca do ser conseguir um pouco de
descanso.
É bem verdade que o ensino a distancia é algo novo para muita gente,
mais é uma forma de ensino que se pode chegar a pessoas que jamais tiveram
ensino superior em suas regiões é uma forma também das universidades
conseguirem mais lucratividade, tendo a visão do avanço da tecnologia dentro
da mesma. O Ensino a distancia tem uma didática muito bem elaborada
voltada para o aprendizado, observando e cobrando dos alunos empenho e
dedicação quanto ao estudo, podemos dizer que a plataforma é voltada para
um ensino dinâmico então na verdade é necessário que o aluno se dedique, e
busque tirar duvidas quando necessário com o seu tutor.
2.4 Propostas
Nos dias de hoje podemos ressaltar também a idéia da escola do
sentir, que é uma didática em novas óticas, muito interessante e proposta, pela
casa da pedra a um grosso modo, podemos dizer que a Didática é uma ciência
cujo objetivo fundamental é ocupar-se das estratégias de ensino, das questões
26
práticas relativas à metodologia e das estratégias de aprendizagem. Sua busca
de cientificidade apóia-se em posturas filosóficas como o funcionalismo, o
positivismo,
assim
como
no
formalismo
e
o
idealismo.
Podemos dizer que ela funciona como o elemento transformador da
teoria na prática.
Em Alguns casos podemos dizer que a didática se acaba por confundir
com a pedagogia, por haver semelhança com a idéia do ensino aprendizagem,
que busca através de uma ciência da educação mostrar a transformação
desses objetivos sociopolíticos e pedagógicos em ensino. A metodologia de
ensino voltada para a análise crítica da prática educacional, relacionada com
algumas técnicas de ensino que podem ser individuais ou coletivas, buscando
produzir a transformação da relação professor-aluno mediada pelo próprio
trabalho do docente.
Já há alguns anos, nossos docentes e
discentes vêm se detendo sobre as várias tradições
disciplinares,
tentando focalizar as tensões e
desdobramentos das mudanças na forma de pensar
e construir conhecimentos, em cada uma dessas
tradições. (BRANDÃO, 1999, p. 7).
Não qualifico a didática como uma prática,
embora não despreze este seu lado. Muito menos,
tento vê-la como uma teoria geral da educação,
estando ou não travestida com o nome de
pedagogia – esta megalomania teórica deveria
estar afastada de nós desde há muito. Prefiro,
neste trabalho, vê-la como um campo de saberes.
Então chamarei de didática um lugar, ao qual
cabe estudar as principais teorias educacionais
dos nossos tempos. (GHIRALDELLI, 2000, p. 11)
27
Alguns educadores costumam dizer que o professor deve primeiro
analisar a individualidade de cada aluno, pois no processo ensinoaprendizagem em qualquer contexto em que se esteja inserido, é necessário
que se conheça as categorias que integram este processo para que aconteçam
de forma mais clara e mais satisfatória o processo de aprendizagem.
O professor precisa saber elaborar seus objetivos, verificar que tipo de
conteúdo deseja utilizar, quais serão as técnicas necessárias para sua aula, a
cada semestre, lembrando que devem ser observadas as novas tecnologias
que são necessárias para melhorar ainda mais a exposição do seu conteúdo
para o aluno as instituições de ensino deve cobrar de seu professor a cada
semestre ou de tempos em tempos inovações para expor sua matéria e meios
para que possa cada vez mais chegar neste aluno e fazer com que o mesmo
consiga transcender o ensino para si e para as barreiras da escola.
Quando me aposentei voltei aos bancos
escolares para fazer uma pós em pedagogia
terapêutica. Cursos de final de semana, sábado e
domingo. E as aulas eram expositivas, uma das
professoras (mestras) teve o desplante de citar a
bibliografia na lousa e uma bela manhã., a
coordenadora da pós chegou com umas apostilas (
capitulo de um livro). Por azar (não gosto desta
palavra) a minha estava toda sublinhada. Ai, meu
caro, rodei a baiana. Entre outras coisas eu disse
que se fosse para ficar lendo trechos de um livro, eu
comprava o livro e ficava na minha casa lendo, não
precisava pagar para isso. Estou lhe dizendo isto
porque sou professora de formação e aprendi que
devemos fazer com o que o aluno goste de estar na
sala de aula e goste de aprender. Imagine aulas
expositivas em plena manhã de sábado e domingo.
28
Eu dormia tanto que acabei desistindo da pós. Hoje
não sei como andam as coisa.
(GOMES, conceição, 08/05/2010)
A opção pelo campo institucional da extensão
deve-se à possibilidade de articular ações com a
comunidade local, oportunizando um trabalho de
parcerias entre ensino e pesquisa. A abordagem
comunicativa do saber nas ações do ensino e da
pesquisa representa o que se intitula extensão
universitária (FRANTZ; SILVA, 2002).
A aula é parte do todo, está inserida na
universidade que, por sua vez, está filiada a um
sistema educacional que também é parte de um
sistema socioeconômico, político e cultural mais
amplo [...] A aula universitária é a concretude do
trabalho docente propriamente dito, que ocorre com
a relação pedagógica entre professor e aluno. Ela é
o locus produtivo da aprendizagem, que é, também,
produção por excelência. O resultado do ensino é a
construção do novo e a criação de uma atitude
questionadora, de busca e inquietação, sendo local
de construção e socialização de conhecimento e
cultura.( VEIGA; 2000, p.175):
29
Existe na verdade uma diferente forma de educar vista por várias
pessoas e educadores, todos existes focos de visão observados são bastante
interessantes que nos levam a uma reflexão sincera e inteligente, buscando
novos ângulos para serem observados e as conseqüências prováveis da busca
por esta nova forma ensino ou mesmo nesta busca tão interessante e
necessária na vida de um educador.
Podemos dizer que em alguns casos muitos mestres e doutores vêem a
forma da pratica pedagógica como um conjunto de princípios e de
pressupostos que as orientam. Mas que a pratica quando não é refletida corre
o risco de ser feita do jeito em que o outro viu outras pessoas fazerem, e com
isso fugindo do grande “barato” da didática que é justamente a renovação e a
transformação. Alguns professores dizem que isso ocorre quando alguns
professores estão desmotivados ou mesmo entrou na didática sem qualquer
desejo ou mesmo realização profissional visando somente o capital o lado
financeiro, também existem situações em que o professor é praticamente
encaixado na didática do estabelecimento de ensino em que ele se encontra
forçado assim a estar preso ou mesmo robotizado a técnicas sem mesmo
nenhum diálogo por parte dos administradores da instituição.
A cada dia há uma nova aprendizagem em
nossa vida. Ao ensinar a gente aprende e, com essa
aprendizagem, a gente ensina melhor. Isso sempre
se transforma num círculo contínuo e o melhor
produtivo. Nas diversas faculdades da vida aprendese que o aluno vem até o professor no intuito de
aprender e que o professor deve estar preparado
para ensinar. É importante saber que, dentro de sala
e fora dela, o professor é alguém em quem o
aluno se espelha, exemplo disso é que toda criança
um dia brinca de escolinha e todos eles sempre
30
querem
ser
professores
o
professor.
transmitimos
Sendo
e
assim,
nós
recebemos
conhecimentos, aprendendo a cada vez mais com
nossos
alunos.
(http://edervalsouza.blogspot.com/2011/09/didaticageral-entrevista-com-um.html; 31/01/2012).
2.5. Conclusão do capítulo
Percebemos que existem muitos fatores que podem levar a uma didática
ao sucesso ou mesmo ao fracasso, e que dentro das descritas por diversos
autores do século 21 e também pela visão de diversos professores, quanto
mais a visão limitada de instituições ou professores presos a metodologias
antigas e a falta de visão para a renovação constante fazendo com que os
mesmo tenham dentro uma evolução tecnológica o na nova fonte de iteração
com seus alunos e que a sua forma de se colocar diante de sua turma pode
alimentar, ou não a vontade do mesmo em aprender quando tudo na vida deste
profissional é feito com emoção e desejo em dividir e partilhar deste
conhecimento para que o mesmo seja fator preponderante na construção de
uma nova sociedade pela e mais consciente.
Existem questionamentos interessantes neste capitulo que apesar do
interesse dos empresários em obter lucro e mesmo, com a tendência das
escolas que visam o ensino voltado para pontuações no ENADE, podemos
verificar que de uma forma ou de outra o ensino vem evoluindo por si só, esta
evolução não se deve somente o avanço da tecnologia mais também as
mudanças vividas na sociedade e a necessidade de um ensino cada vez mais
dinâmico e interativo entre alunos e professores, podemos entender que o novo
tipo de didática exposto neste capitulo por várias pessoas tendem a nos
mostrar uma preocupação muito mais ligada à conscientização do individuo e
para que possa ele buscar meios para seu aprendizado também, como do
professor em se renovar com metodologias e formas diferentes para melhor
31
compreensão do aluno, sejam através de computadores, projetores, retros,
slides ou mesmo através de dinâmicas de grupo que possam socializar a todos
e perceberem que as distancias sociais que no fundo existem mais que não
separam pessoas e sim deve ser usada para estudo e compreensão de cada
indivíduo e que através dessa socialização, possamos colher frutos
necessários para esse aprendizado, desde que nos libertemos de métodos
antigos ultrapassados e possamos descobrir ou redescobrir através do estudo
das tecnologias e dinâmicas métodos novos para o nosso ensino e com isso
com montamos uma nova cultura de aprendizagem sem barreiras e voltadas
para pessoas que interagem e buscam através desta iteração a construção de
um saber mais pleno e proveitoso para toda uma sociedade, com muita
emoção e com isso possamos renovar o ensino deste pais. Devemos ressaltar
que a didática é exposta aqui é válida tanto para a graduação, como pesquisa
e extensão.
Quebrar barreiras inovar, levar o ensino para fora das paredes da
instituição de maneira clara, objetiva e motivadora é no fundo o grande desejo
de todos que trabalham com educação do ensino superior, quebrar estas
barreiras é o grande objetivo, neste capitulo percebemos que no século XXI
estes caminhos já estão sendo traçados e que o objetivo principal é inovar e o
ensino a distancia vem também para ajudar a quebrar certas barreiras e inovar.
32
CAPÍTULO III
VISÃO DE PAULO FREIRE SOBRE A DIDÁTICA
Procuro aqui tratar a questão da didática e da educação vista por
Paulo Freire, de forma entusiasmada e motivadora.
Pude verificar que Paulo Freire sempre buscou através de sua
forma otimista de ser motivar a todos na busca por um mundo possível.
Todos os títulos dos seus livros são positivos, transmitem esperança
mesmo quando colocadas indignações.
“Repetia muitas vezes que o mundo é
possibilidade, não é fatalidade. A educação não é
um tesouro que se perde ao “entregar” a outros. Ao
contrário, é um tesouro que aumenta ao ser
repartido. Mais tarde ele diria que só é válido
o conhecimento compartilhado.”
(FREIRE,Paulo, 1977).
“Se, na verdade, o sonho que nos anima é
democrático e solidário, não é falando aos outros,
de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos
os portadores da verdade a ser transmitida aos
demais, que aprendemos a escutar, mas é
escutando que aprendemos a falar com eles.
Somente quem escuta paciente e criticamente
o outro fala com ele, mesmo que, em certas
condições, precise de falar a ele.”
(FREIRE; Pedagogia da autonomia, p.128)
33
Apesar de percebermos que Paulo Freire pouco falou sobre
ensino superior, muitos de seus livros e textos nos levam a reflexão
muito profunda sobre a didática no geral e de como educadores devem
se postar diante de seus alunos, fatos tão relatados e mencionados em
outros capítulos desta monografia.
Quando Paulo Freire, cita que os professores não devem olhar
seus alunos de cima para baixo como fossem portadores de uma
verdade somente deles sem a construção do conhecimento que se
consegue grandes resultados, podemos sim entender como diz: Paulo
Freire, “ Que devemos aprender a escutar”, talvez para sua época
muitos não imaginavam a importância destas palavras que nos levam
até hoje uma grande reflexão sobre a questão da didática.
O conhecimento na verdade é realmente algo a ser repartido para
que ele possa ser elaborado e melhorado a cada dia, o conhecimento
compartilhado é algo que transforma e une pessoas em busca de um
saber ainda maior, pois no fundo sabemos que a visão do mesmo, para
a nossa época ainda é muito necessária, muito pensavam que sua
pedagogia era voltada para pobres, quando no fundo ele visava a união
das pessoas através do ensino, transformando o mundo em que vivem.
Podemos dizer que em seus livros Paulo Freire, sempre fala de
virtudes e coerência necessária ao saber do homem o quando aluno e
também individuo diante da sociedade, Paulo Freire realmente marcou
uma época pois sempre foi voltado a humildade e a união das pessoas e
de uma sociedade mais simples em busca desse tão sonhado sonho
que é a construção de um conhecimento de união e que pudesse
transcender as barreiras econômicas e sociais das pessoas buscando
um aprender único pra todos de igual maneira e sem distinção de
ninguém.
34
Cita com simplicidade toda sua repugnação de alguns professores
com relação a suas posturas diante de seus alunos e faz questão
sempre de mostra a necessidade da simplicidade para se tornarem
pessoas melhores.
Não é a minha arrogância intelectual a que fala de
minha rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de
competência nem a competência é causa da arrogância.
Não nego a competência, por outro lado, de certos
arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade
que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente
melhor. “Gente mais gente” (FREIRE, 1997, p.165).
Perceber nos textos de Paulo Freire, que sua visão sobre o homem é um
ser que precisa se relacionar e interagir com o meio para que ele possa
aprender e se desenvolver, precisa se abrir para o mundo e para as novas
tendências ou expectativas diversas que lhe rodeiam para que possa a partir
deste instante construir coisas novas ou mesmo ajudar nesta construção.
Paulo Freire, coloca com muita propriedade sua vontade e alegria que
tinha na questão da educação incentivando as pessoas e educadores a não
estar somente no mundo mais estar com o mundo e essa é uma visão
maravilhosa e abrangente que todos devem e podem participar, quando a
renovação é feita com muita reflexão e sinceridade sobre seu verdadeiro
propósito, que é interessante o ser esta diante de ferramentas e coisas que o
desafiem, seja ela uma nova didática, ou mesmo um novo trabalho, quando
buscamos algo novo sempre nos deparamos com a novidade que nos faz
provar que podemos dar algo alem do que demos anteriormente e que somos
capazes de produzir este algo alem.
Na verdade tudo parte da questão da organização, buscando sempre,
criar algo novo, testar e depois agir, colocando ele em prática, fazendo com
35
que o homem através da reflexão e da ação consiga através deste novo
desafio criar novas e interessantes realidades que transformam e mudam o
foco dele mesmo e de tudo que lhe rodeia, a transcendência deste homem não
é algo especifico de sua consciência mais sim algo que permite observar-se e
reconhecer orbitas diferentes do eu e do não eu”.
Citar que temos que ter ciência que o ser é algo inacabado que precisa
se melhorar e não existe outro meio se não interagindo e vivendo, aprendo e
compartilhando saber, se permitindo e ai com esta postura causando diversas
transformações no seu eu interior e aflorando para fora de si, a verdadeira
alegria e assim sabendo compartilhar a grande arte da vida que é o saber.
Presença
no
mundo
“A
professora
democrática, coerente, competente, que testemunha
seu gosto de vida, sua esperança no mundo melhor,
que atesta sua capacidade de luta, seu respeito às
diferenças, sabe cada vez mais o valor que tem para
a modificação da realidade; a maneira consistente
com que vive sua presença no mundo, de que sua
experiência na escola é apenas um momento, mas
um
momento
importante
que
precisa
ser
autenticamente vivido”
(FREIRE; Pedagogia da autonomia, p.127).
Na verdade podemos analisar que o professor é um grande motivador e
que a humildade com que se coloca e a maneira com que conduz a aula, se
tem uma postura humilde e inovadora, compartilhando conhecimento e
construindo o mesmo com sabedoria é a grande visão de Paulo Freire e que
deixou para todo educador, que nos leva a um debate inteligente e interessante
sobre a didática e tudo aquilo que influência o simples detalhe do ensinar ou
educar.
36
“Não pode haver caminho mais ético, mais
verdadeiramente democrático do que testemunhar
aos educandos como pensamos, as razões por que
pensamos desta ou daquela forma, os nossos
sonhos, os sonhos por que brigamos, mas, ao
mesmo tempo, dando-lhes provas concretas,
irrefutáveis, de que respeitamos suas opções em
oposição às nossas” (FREIRE, 1993, p.38)
3.1 Conclusão do capítulo
Foi percebido em todos os textos que Paulo Freire nos deu mais que um
modo de educar, mais referencias para uma vida, pois o proposito da vida é o
aprendizado entre as pessoas e a iteração entre as mesmas trocando saberes,
saberes esses que transformam os seres e toda a sua vida por consequência,
Paulo ensinou que as vezes complicamos o que não tem nada de complicado,
que no fundo o conjunto da mais resultado que um individuo único e
simplesmente individualista, a socialização é o grande meio para construção de
pessoas inovadoras e menos presas a costumes ultrapassados.
Ele comenta que é preciso sim ser critico, ter ética, é preciso respeitar a
figura do professor e buscar através desta motivação alavancar novos e novos
métodos de ensino, por isso defende a educação continuada em que estando
em movimento, não estatizamos e ai nos motivamos a estarmos sempre
inovando ao invés de pararmos no tempo
37
CONCLUSÃO
Neste contexto podemos dizer que o que vemos é uma certa “briga de
braço” entre o professor da didática específica e os pedagogos, uma vez que o
professor das didáticas específicas afirmam que os pedagogos não conhecem
o conteúdo específico, enquanto que os pedagogos afirmando que é o
necessário é conhecer o aluno, o papel do ensino, as condições materiais
favoráveis a aprendizagem, ou seja, isso vem ocasionando um dilema muito
grande na formação desses professores.
O fato é que o que torna – se preciso é ter uma busca de integração
entre as didáticas e as didáticas específicas.
Incorporar a cultura do lugar e não esquecer que ensinar é ter alegria
no que faz, esta alegria juntamente com o conhecimento também ajudam a
contaminar os alunos em motivá-los a estudar e se instruírem.
Podemos perceber que quanto mais os indivíduos são presos a regras e
a normais, de forma a perderem a sua própria personalidade acabam não
mostrando motivação e o conhecimento não transcende as barreiras do aluno.
Às vezes são utilizados meios como a apresentação de objetos,
ilustrações, exemplos, mas o meio principal é a palavra, a exposição oral.
É importante entendermos que os questionamentos são importantes
para a acontecerem as mudanças e para que a didática evolua e se modifique,
que é importante sim que as instituições do ensino superior visem os lucros
mais os lucros como produto de um ensino adequado e de qualidade visando
sempre a cobrança pela renovação por parte de seus profissionais e até dela
mesma enquanto instituição, a final inovar é o grande segredo e estar aberto a
mudanças é hoje o grande fator motivacional para todos da área. Instituições
de ensino devem buscar professores motivados e que só possam dar aula
38
dentro de sua formação para que possam trazer ensino de qualidade e que
através desta motivação buscar novos meios de ensino, motivar também seus
alunos buscando sobre inovar. Temos que imaginar também que toda
instituição de ensino deve possuir regras mais que estas regras sejam
elaboradas para organizar e controlar mais não para bloquear a vontade ou
animo dos educadores. Partir do principio que o foco de toda instituição do
Ensino superior deve ser o ensino, e listando as etapas temos por obrigação,
permitir e respeitar todos os pontos colocados a baixo:
Questionamentos, iteração, respeitar a normais e procedimentos, ter
professores capacitados e motivados, formação do profissional, uso da
Tecnologia inovadora.
Ressaltamos que o estudo desta monografia mostrou através de um
grande debate de várias pessoas e meios de comunicação mostra a opinião
sobre a didática de hoje que é muito parecida com a visão de Paulo Freire de
muito tempo atrás sempre buscando, através da reflexão do ensino e didática
mostrar que a iteração é a melhor forma para o aprendizado daquela época, e
que a questão da simplicidade do educador é fundamental para que isto ocorra.
Na verdade estes são pontos muito importantes para que o ensino
ocorra com emoção e muita motivação, outros viram para melhorar e para
acrescentar e melhorar ainda mais todo aspecto didático com os anos e com o
surgimento de novas tecnologias o que precisamos é estarmos abertos a eles.
Terminar com palavras de dois professores, que nos fazem refletir e
analisar a verdadeira visão do “ensinar”.
Não há aprendizagem sem aberturas. Ter uma
mente aberta é ter escolhas.
Respeitar o tempo de aprendizagem é um ato de
amor e fé.
39
Ninguém aprende só, mas em contato com o outro.
Aceite e compartilhe experiências e conhecimento.
Escuta a si e o outro cria laços de cumplicidade.
Não tenha medo de sentir o outro.
Experiencie a liberdade de ousar o novo.
Se uma e partilhe a liberdade do aprendizado.
Com
liberdade
e
em
conjunto
crescemos
e
superamos as dificuldades.
Somos o espaço que habitamos e o tempo que
vivemos.
Desejos de mudança são flechas de luz.
Abra sua mente para voar rumo ao novo e
desconhecido.
Abandone conceitos antigos e dance com liberdade.
Traga o velho para se unir ao novo e se torne uno.
Sem medo de se unir ao desconhecido.
Caminhe e experiencie novos sentidos.
Se curve ao novo e a força que ele tem para mudar.
Se alie com a força do novo e evolua.
Ninguém constrói caminhos para estar isolado
Encontrarás outros menores e indefesos, traga para
a viagem rumo a novas experiências.
A liberdade para decidir e a responsabilidade pelo
rumo da viagem é fruto da maturidade e confiança
no grupo.
O
grupo
supera
o
individuo
e
amplia
a
aprendizagem.
Compartilhe o conhecimento.
Convide
o
outro
para
a
viagem
ao
novo
conhecimento.
Tenha a solidariedade e a responsabilidade com o
crescimento do outro.
40
Quando se tem certeza do destino a viagem é
serena.
Acolhidos crescemos com harmonia e segurança.
Temos a serenidade de aceitar nossas limitações.
Refletir sobre nossas escolhas é dobrar-se sobre si
mesmo,
Logo é uma postura humildade.
Que dias melhores aconteçam....
Só Acontecerão se fizermos algo...
Por tudo na vida,
Pelas crianças,
Pela natureza,
Enfim por nós mesmos...
(Professor Sergio mota e texto Professora Marianina
Impagliazzo, video)
41
ANEXO 4
INTERNET
A TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA COMO
INTERMEDIADORA ENTRE O CONHECIMENTO
CIENTÍFICO E O CONHECIMENTO ESCOLAR
Lucas Dominguini
Resumo
Conhecer é uma necessidade histórica do homem no processo de domínio e
transformação da natureza para garantir sua reprodução social. As novas gerações se
apropriam dos conhecimentos, habilidade, valores, hábitos das gerações anteriores
através da atividade educativa. Essa gama de conhecimentos é determinada pelo
contexto histórico vigente. Um dos conhecimentos que a atual forma de sociabilidade
compreende como necessário as novas gerações é o saber sistematizado produzido da
atividade científica: o conhecimento científico. Este é disponibilizado as novas gerações
na forma de conhecimento escolar. A mediação entre o conhecimento científico e
conhecimento escolar é realizado pela transposição didática, responsável pela
modelagem e adaptação do conhecimento científico, o saber sábio, em conhecimento
escolar, o saber a ensinar. Desta forma, este artigo tem por objetivo apontar o papel da
transposição didática como intermediadora no processo de transformação do
conhecimento científico em conhecimento escolar e apontar algumas decorrências para
a atividade educativa.
(http://revistas.facecla.com.br/index.php/reped/article/view/472, 31/01/2012)
Formação didático-pedagógica do professor universitário: uma necessidade?
Vanius Paiva Zaiden Silva Orientado Por Consuelo Campos Monteiro
42
Formação Pedagógica do professor universitário: uma
necessidade
Como mencionamos, a formação do docente universitário tem se concentrado na sua
crescente especialização dentro de uma área do saber. De acordo com Vasconcelos
(1998, p. 86), há “pouca preocupação com o tema da formação pedagógica de mestres e
doutores oriundos dos diversos cursos de pós-graduação do país. A graduação tem sido
‘alimentada’ por docentes titulados, porém, sem a menor competência pedagógica”. Tal
constatação nos leva a um questionamento acerca da correlação entre a crescente
especialização oferecida pelos cursos de pós-graduação e a melhoria da qualidade
docente dos professores universitários.
Marcelo García (1999, p. 244), fazendo referência a trabalhos realizados por Aparício e
Felman, ressalta que, em diversas investigações, a correlação encontrada entre a
produção científica dos professores e a avaliação que seus alunos fazem deles tem sido
muito baixa (em torno de 0,21), concluindo as relações entre produtividade científica e
eficácia docente são escassas, ou como refere Felman (1987, apud Marcelo García,
1999), são essencialmente independentes uma da outra.
A esse respeito, Pimenta e Anastasiou (2002, p. 190-196) observam que a formação
atualmente oferecida aos pós -graduandos separa-os de qualquer discussão sobre o
pedagógico, desconsiderando, inclusive, que os elementos-chave do processo de
pesquisa (sujeitos envolvidos, tempo, conhecimento, resultados e métodos) não são os
mesmos necessários à atividade de ensinar, e elaboram uma comparação entre as
características dos elementos constituintes de cada atividade.
http://www.fundacaoaprender.org.br/formao-didtico-pedaggica-do-professor-universitrio-uma-necessidade, 29/01/2012)
43
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
NASCIMENTO, Roseane, Didática Volume 1,2,3, 2009.
NERY, Flávia, A Escola Hoje,2005.
RODRIGUES, Zuleide,O livro Educação, 2005.
DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um
tesouro a descobrir. São Paulo: Cortezo. 2008.
FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antonio, Pedagogia dialogo e conflito. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1985.
PAVÃO, O Livro didático em Questão, 2007.
SANTOS,Vivaldo Paulo;O QUEFAZER NA SALA DE AULA: didática,
metodologia ou nada disso?, 2003.
GADOTTI, Moacir; A Escola e o Professor, Pedagogia dialogo e conflito. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 2007.
FREIRE, Paulo; Educação como pratica da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1997.
Bergano, Sofia; Filosofias da Educação de Adultos. Coimbra-Portugal, 2002.
44
BIBLIOGRAFIA CITADAS
ALCANTARA, Paulo. Disciplina Didática no Ensino Superior – Mestrando
em
Educação – e-mail: [email protected] – 12/08/2008.
74
BERGER,
M.A.
Disponível
em:
www.4shared.com/dir/1104012/94135a8/sharing.html
Acesso: 06/01/09.
CARRARA. Rosangela. Materiais de estudos-disciplina: Didática no Ensino
Superior. Pós-Graduação – FAMPER –PR, 16/08/08; 23/08/08; 06/09/08;
13/09/08. Email:
[email protected]
FREIRE. P. A pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
GADOTI, M. Pensamento pedagógico brasileiro. 8.ed. São Paulo: Ática
2006.
HENGEMÜHLE, Adelar. Formação de professores: da função de ensinar ao
resgate da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - Didática no Ensino Superior. Departamento
de
Educação, UNESP/ BOTUCATU, p.181-182-(1999) e-mail: [email protected]
CAMPOS DE ESTUDOS DE EDUCAÇÃO.
LATAPI, Pablo. La Recherche Éducative em Amerique Latine, in
PERSPECTIVES,
Unesco, 1(73), 1990, p.58 (nota nº 3), v. XX.
PURA, L.O.M. Didática Teórica e Didática Prática. São Paulo: Loyola, 2000.
SAVIANI. D. percorrendo caminhos na educação. 274 Educ. Soc.,
Campinas, vol.
23, n. 81, p. 273-290, dez. 2002.
45
ÍNDICE
Folha de Rosto..........................................................................................2
Agradecimento..........................................................................................3
Dedicatória................................................................................................4
Resumo.....................................................................................................5
Metodologia...............................................................................................6
Sumário.....................................................................................................7
Introdução.................................................................................................8
Capitulo I – Didática do Ensino Superior nos anos sessenta a oitenta..10
1.1 Características........................................................................10
1.2 Correntes do ensino superior..................................................14
1.3 Conclusão do capítulo.............................................................15
Capitulo II- Didática do Ensino Superior no século XXI..........................16
2.1 Tipos de pedagogia da época.................................................17
2.1.1 Pedagogia tradicional................................................17
2.1.2 Pedagogia renovada.................................................19
2.2 Pilares da educação...............................................................20
2.3 Questionamentos....................................................................21
2.3.1 Questão da Iteração..................................................21
2.3.2 Questão das instituições de ensino...........................21
2.3.3 Questão da formação do educador...........................23
2.3.4 Questão do professor desmotivado...........................23
2.3.5 Questão da personalidade do professor....................24
2.3.6 O Medo e acomodação (ensino a distancia).............25
2.4 Propostas................................................................................25
2.5 Conclusão do capítulo............................................................30
Capitulo III – Visão de Paulo Freire sobre a didática ..............................32
3.1 Conclusão do capítulo.............................................................36
Conclusão................................................................................................37
Anexos.....................................................................................................41
Bibliografia consultadas...........................................................................43
46
Bibliografia citadas...................................................................................44
Índice........................................................................................................45
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universidade candido mendes pós-graduação “lato sensu” avm