4 www.ucb.br/economia - www.economia.ucb.br vida daqueles que moram nas suas proximidades ou que dele usufruem para atividades esportivas ou de negócios. Tal situação comprova os efeitos diretos causados pela redução da qualidade da água devido ao excesso populacional. Dessa forma, a região caminha sem estrutura e ausência da presença estatal, devido ao não reconhecimento dessas terras pelo Estado, debilitando sua regularização. A dependência de Vicente Pires da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) A Estrada Parque Taguatinga (EPTG) é uma importante rodovia de ligação das cidades de Taguatinga, Samambaia e Ceilândia ao Plano Piloto. Desde a construção de Brasília, seu planejamento foi elaborado para integrar regiões do Distrito Federal e para ligar as cidades-dormitório ao canteiro de obras da capital federal em seus primórdios. Com as obras de reforma da EPTG, o Governo do Distrito Federal busca melhorar o tráfego nas horas em que há um aumento do fluxo de veículos. Pela estimativa da Polícia Militar, são 150 mil automóveis por dia trafegando por aquela avenida. O planejamento e o dispêndio de recursos do Governo Local às margens da cidade melhoram a localização e enriquecem mercado financeiro No começo do ano de 2008, o mercado financeiro nacional sofreu graves abalos decorrentes da crise nos Estados Unidos. No começo do mês de março, a crise se agravou, causando perdas acentuadas nas bolsas internacionais. O índice Dow Jones da bolsa de Nova Iorque registrava até 12 de março uma desvalorização no ano de 8,70%, enquanto que o índice NASDAQ, referente à mesma bolsa, mas que computa os preços das ações de tecnologia, havia caído 15,4% no mesmo período. As bolsas européias e asiáticas sofreram ainda mais, a exemplo da bolsa de Tóquio, que apresentou queda de 16%, da bolsa da China, que se desvalorizou 22,7%, e da bolsa de Frankfurt, que cedeu 18,2% durante esse intervalo. De 31 de dezembro do ano passado até 12 de março deste ano, o IBOVESPA da bolsa de São Paulo apresentou também uma pequena baixa de 2,7%. No entanto, quando o índice é avaliado em dólar, o resultado se inverte e ele passa apresentar uma valorização de 3%. Esse resultado mostra que, apesar da retirada do país de capital externo devido à insegurança gerada pelo grande déficit no mercado imobiliário norte-americano, o mercado brasileiro conseguiu se manter relativamente imune à crise mundial. O economista do jornal Financial Times, Martin Wolf, afirma que essa posição privilegiada do Brasil em relação à crise norte-americana se deve aos altos níveis de reservas internacionais brasileiras e pelo reconhecimento dos investidores internacionais da baixa exposição dos bancos brasileiros aos títulos imobiliários de segunda linha americanos, uma vez que os bancos nacionais compraram muito pouco destes papéis. Entretanto, deve-se tomar com cuidado tais considerações, uma vez que o Brasil poderá ser afetado pela redução do crescimento global causada pela crise financeira. Alguns dos principais motores deste crescimento já vislumbram problemas adiante. É o caso da China, que prevê diminuição no seu crescimento devido à redução das compras dos norte-americanos, que representam cerca de 8% do PIB chinês, conforme a revista Exame. As empresas brasileiras que mais estão vulneráveis à oscilação internacional são as que trabalham diretamente com o mercado externo, a exemplo da Companhia Vale do Rio Doce. Esta, devido sua grande capacidade de administração, além de superar as crises ainda consegue crescer, como anunciado no final do mês de fevereiro com o reajuste de 65% de seu minério, que trará cerca de R$10 bilhões para a balança comercial brasileira, notícia que fez com que suas ações sofressem forte alta no mercado interno e no europeu. Aluno do Curso de Graduação em Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília - UCB e bolsista pelo Projeto de Extensão “A construção da cidadania, por meio do fortalecimento das cooperativas de catadores de materiais recicláveis do DF”. ** Professor do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília. 1 Os autores agradecem aos professores Adolfo Sachsida e Ricardo Coelho de Faria pelas sugestões. interior Inflação Mercado de trabalho Referências Banif corretora de valores e câmbio - 29/02/2008 Reuters - 28/02/2008 Blooberg - 27/02/2008 http://www.exame.com.br - 28/02/2008 http://www.bbcbrasil.com - 28/02/2008 http://www.financialtimes.com - 20/02/2008 http://www.bb.com.br - 27/02/2008 http://www.banifinvest.com.br - 25/02/2008 Prof. MSc. Amairte Benevenuto ([email protected]) Editor da Carta Econômica do DF Prof. Dr. José Angelo Divino ([email protected]) Coordenador da Seção de Inflação Prof. Dr. Ricardo Azevedo Araújo ([email protected]) Coordenador da Seção de Mercado de Trabalho Prof. Dr. Tito Belchior S. Moreira ([email protected]) Coordenador da Seção de Finanças Públicas do DF Prof. Dr. Rogério Boueri Miranda ([email protected]) Coordenador da Seção de Mercado Financeiro Diagramação: Francisco Claudimar Bezerra Sousa/Editoração – UCB Revisão: Prof. MSc. Amairte Benevenuto Mestrado e Doutorado em Economia de Empresas da Universidade Católica de Brasília Para maiores informações, acesse a home page do curso www.ucb.br/economia. Endereço: CAMPUS II - SGAN 916, Módulo B, Asa Norte, Cep 70.790-160, Brasília – DF. Fone: (61) 3448-7127, fax: (61) 3347-4797. Finanças públicas OS RISCOS DO GASTO PÚBLICO1 Espera-se sempre que o governo faça isso ou aquilo para a sociedade, pois raramente compreende-se que é da própria sociedade que o governo precisa tirar algo para agir e existir. A priori, o Estado não produz riqueza alguma, ele apenas a retira de quem a produz, isto é, de nós mesmos. Isso se torna claro quando tomamos conhecimento de suas fontes de financiamento, que são fundamentalmente quatro: a tributação, a emissão de moeda, o endividamento público e a atividade empresarial do Estado. Quando queremos que o governo faça algo, devemos ter em mente que é de alguma dessas fontes que ele haverá de tirar os recursos necessários, e podemos ter a certeza de que o abuso de cada uma delas terá implicações muito perniciosas. Discorreremos aqui sobre os efeitos que o gasto do governo pode provocar na economia. Começando pelo método mais conhecido e coercivo de todos: o Estado pode a qualquer momento tomar parte de nossos rendimentos para si antes mesmo de chegarem até nós. Essa é a famigerada tributação e ninguém está livre dela até o dia de sua morte. As implicações são facilmente perceptíveis, afinal, quem gosta de impostos? Toda atividade econômica gera excedentes de bem-estar para as partes envolvidas, conquanto a troca seja voluntária. Pois bem, ao taxar uma atividade, o governo impõe um grande desincentivo sobre ela e, ressalvados casos especiais de externalidades negativas, o imposto acarreta a perda desse bem-estar gerado para todos. No jargão econômico, essa distorção causada pelo imposto se chama peso morto. Cada ponto percentual do PIB tomado pelo governo desaquece a economia, destrói empregos e reduz o poder de compra geral. No Brasil isso se aproxima de 40% do PIB, sem o devido retorno em serviços básicos de qualidade. Porém, quando o governo gasta mais do que arrecada com impostos, ele terá de tirar recursos de outras fontes. Imagine se você tivesse o poder de criar seu próprio dinheiro, se você tivesse o papel, a tinta e uma impressora de dinheiro em casa. Bem, o governo tem esse poder - chama-se emissão de moeda. O governo pode simplesmente criar dinheiro quando quiser e bancar assim seus gastos. À primeira vista parece um bom negócio: o governo imprime dinheiro e o usa para construir uma ponte, foram gerados emprego e renda e a sociedade ganha uma ponte! Quem pagou por isso se o governo aparentemente não tirou dinheiro do bolso de ninguém? Todos os detentores de dinheiro pagaram por isso. Ao aumentar a oferta de dinheiro na economia, o governo desvaloriza o dinheiro no bolso do cidadão, num processo mais conhecido como inflação. Na verdade, a emissão de moeda é apenas outro tipo de imposto, um tipo particularmente nocivo de imposto, por sua natureza regressiva e viciosa. EXPEDIENTE CARTA ECONÔMICA - Ano XIV , Nº 1 - Março / 2008 Gráfico 2 - Valorização das ações da Vale no período de 01/12/2007 a 29/02/2008. A Carta Econômica é um boletim trimestral com tiragem de 500 exemplares, produzido pelo Curso de Ciências Econômicas (Graduação, Mestrado e Doutorado em Economia de Empresas) Ano XIV, no 1 - março de 2008 Curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília Para maiores informações, acesse a home page do curso www.economia.ucb.br Endereço: CAMPUS I - QS 7 lote 1 EPCT Cep 91.966-700 - Águas Claras - Taguatinga – DF. Fone: (61) 3356-9185, fax: (61) 3356-3010. Ano XIV, no 1 - Março de 2008 “There is no such thing as a free lunch.” - Provérbio econômico O fato é que as empresas brasileiras estão com maior capacidade de resistência, já que estão acostumadas a superar crises internas e externas e a pagar altos impostos e serem constantemente alvo de investidas do governo, como a nova lei que autoriza a demissão de funcionários somente por justa causa, com tramitação no congresso, e a que proíbe as empresas de exigirem experiência mínima para contratar trabalhadores. . Gráfico 1 - Comportamento da Bovespa no final do mês de Janeiro e início de fevereiro. C IÊ N C IAS E C O N Ô M IC AS Carta Econômica Nilo de Souza Campos*; Rogério Boueri Miranda** O descolamento da economia mundial1 * Universidade Católica de Brasília-UCB Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Pró-Reitoria de Graduação Pró-Reitoria de Extensão a estrutura de moradia daquela população. Isso deverá aumentar a procura por residências e, por conseguinte, mais processos abertos no colo jurídico serão instaurados para responder pela regularização e pelo reconhecimento de terras da União e do Distrito Federal. Nesse contexto, deve-se programar uma política habitacional sustentável no Distrito Federal. Entender o processo de recuperação da Colônia Agrícola Vicente Pires, por intermédio do Programa Brasília Sustentada e as obras de recuperação da Estrada Parque Taguatinga, é uma demonstração da visão desenvolvimentista que se tem para o setor e para o desenvolvimento regional. O cuidado que se deve ter é com a questão fundiária, pois os interesses da União, do Distrito Federal e da população estão em jogo. As expectativas criadas para a região aumentam a procura por moradias e, por conseqüência, recrudescem as contendas judiciais decorrentes dos entraves governamentais à regularização do domínio de terras na região. São boas as iniciativas para recuperação dos recursos hídricos, mesmo que o projeto esbarre em interesses de terceiros, mas é um começo para uma política urbana sustentável que priorize a regularização e respeite o meio ambiente. Quem ganha é a população, pois a natureza preservada contribui para a melhoria de sua qualidade de vida. O governo pode também entrar no mercado por empréstimos. O primeiro problema dispensa explicação: empréstimo significa dívida. Cedo ou tarde, uma dívida haverá de ser paga. Nesse momento, o governo terá de sugar mais das outras fontes para pagar o gasto que adiantara e mais o interesse dos credores, de dentro ou fora do país. Mas há outro problema menos óbvio nisso tudo: o juro. O governo tem um peso absurdo sobre o mercado de empréstimos, pois ao demandar empréstimos ele os está tornando mais caros ao setor privado. Em outras palavras, o governo está elevando a taxa de juros. Tal como a tributação excessiva, uma taxa de juros alta paralisa o setor privado, impedindo-o de crescer e investir; tal como a tributação excessiva, este tem sido um problema particularmente grave no Brasil. A taxa de juros é afinal outro indicador refém do gasto público descontrolado. Por fim, o Estado pode ainda assumir o lugar da iniciativa privada como proprietário de algum meio de produção e obter assim alguma receita. Pode parecer que não há problema nenhum, já que, dessa forma, o Estado não incide diretamente sobre algum indicador visível como inflação, carga tributária, dívida pública ou taxa de juros. Mas uma análise mais atenta revela que há diversos perigos em fazer do Estado Aluno do curso de graduação em Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília. O autor agradece ao Prof. Dr. Carlos Eduardo Gasparini pela leitura crítica do texto. * 1 Mercado financeiro Diego Cezar Gomes Magalhães* um empresário. Primeiramente, o Estado é um administrador excepcionalmente incompetente e não necessariamente suas empresas terão resultado positivo; neste caso, o prejuízo é pago por toda a sociedade via outras fontes. Estatais deficitárias e ineficientes são um problema freqüente quando o Estado se arroga a função de empresário. Mas, e se a empresa estatal em questão for rentável? Será que não há problema em mantê-la nas mãos do Estado? É necessário ter noção de custo de oportunidade para responder a essa questão. Não se trata do saldo contábil da empresa estatal, mas do que se perde ao mantê-la estatal. Porque uma empresa dá lucro não faz dela necessariamente eficiente; uma estatal normalmente tem o monopólio de sua atividade e não é difícil ter lucro nessas condições. Monopólio significa falta de escolha ao consumidor e quase sempre maus serviços. Ademais, estatais estão sujeitas ao uso e abuso político, seja “como moeda de troca” entre partidos ou como cabide de empregos, de modo que oferecem um ambiente perfeito para proliferar a corrupção. Há também de observar se uma vez passada à gestão privada, uma ex-estatal então eficiente não poderia gerar ainda mais receita ao Estado via tributação e mais empregos, como é o caso da Companhia Vale do Rio Doce. Ainda que a empresa estatal seja rentável, a questão vai além: quando há maior ganho de bem-estar? Impostos sufocantes, inflação disparada, dívidas pesadas e juros altos são apenas termômetros que indicam algo de muito errado na economia: o abuso da máquina estatal. O gasto público incide inevitavelmente sobre algum desses indicadores, de tal modo que quanto maior é o gasto, maior é algum desses problemas. Veremos também que os ideólogos pró-Estado sempre terão excusas: em vez de ser mera permissividade fiscal ou monetária, uma inflação descontrolada pode ser “ganância dos empresários”; juros altos podem ser “ganância dos banqueiros”; dívida alta pode ser “imperialismo estrangeiro” etc. Vimos que essas desculpas não sobrevivem a uma compreensão elementar da economia do setor público. Mas os sintomas de um excesso de Estado não se limitam a esses. Também o são os serviços ineficientes, burocracia pesada e corrupção endêmica. Além das implicações já contempladas, o gasto público costuma ser altamente ineficiente. Por quê? O célebre e finado economista da Escola de Chicago, Milton Friedman, nos ensina que há quatro maneiras de gastar dinheiro. Primeiro, você pode gastar o seu próprio dinheiro em si mesmo. Ao fazer isso, você terá total incentivo para aproveitar ao máximo seu gasto, atento aos custos e resultados. Segundo, você pode gastar o seu dinheiro em outra pessoa. Por exemplo, você compra um presente para alguém. Neste caso você já não é tão interessado no resultado, mas continua atento aos custos. Terceiro, você pode gastar o dinheiro de outra pessoa em si mesmo. E se o dinheiro não é seu e você pode gastá-lo em si mesmo, você terá pouco incentivo para considerar o quanto gasta, mas muito para satisfazer-se! Por último, você pode gastar o dinheiro de outra pessoa em outra pessoa. Nesta situação, você tem pouco incentivo para se importar com custos ou resultados. É, portanto, a maneira mais ineficiente. Não é difícil saber qual é a maneira que o governo gasta dinheiro, é? O Estado deve ser limitado em suas funções para não afogar a própria sociedade. Grandes países decaem por não saberem contê-lo. É função primária e indelegável do Estado cuidar da segurança nacional e do poder judiciário, isto é, proteger-nos de ameaças externas e internas e cuidar da execução da justiça, contratos e afins. Além disso, o Estado pode e deve assegurar que o povo tenha acesso a certos serviços básicos, tais como educação, saúde, saneamento, infraestrutura e - Como não? - alguma segurança social. Mais que isso é entrar na competência do mercado e deve ser muito bem pensado, considerando sempre uma boa quantidade de vantagens, pois as empresas cumprem bem a sua função de gerar riquezas para a sociedade. Mas se optarmos por um Estado grande, optaremos fatalmente por alguma ou várias das conseqüências descritas acima. Já é tempo de confiarmos em nossa capacidade de autogoverno, por meio do mercado, em vez de esperarmos que um punhado de burocratas saiba gastar nosso dinheiro conosco melhor do que nós mesmos. 2 www.ucb.br/economia - www.economia.ucb.br www.ucb.br/economia - www.economia.ucb.br INFLAÇÃO Antonio de Pádua Alves e Souza*; José Angelo Divino** Tabela 1 - Estimativas do número de pessoas em condições de atividade - Regiões Metropolitanas (1) Janeiro/07 - Janeiro /08 O Comportamento da Inflação e da Cesta Básica em 2007 e Início de 2008 ** Mercado de Trabalho Figura 1 INFLAÇÃO BRASILEIRA EM 2007 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 7,10 3,00 6,07 3,71 1,00 0,00 * ** 1 Jan /08 31.575 19.152 16.217 2.936 1.876 704 355 32.158 19.744 16.947 2.797 1.923 618 256 32.214 19.724 16.921 2.803 1.888 619 296 56 -20 -26 6 -35 1 40 639 572 704 -133 12 -85 -59 0,2 -0,1 -0,2 0,2 -1,8 0,2 15,6 2,0 3,0 4,3 -4,5 0,6 -12,1 -16,6 Fonte: DIEESE e convênios regionais. Tabela 2 - Taxas de Desemprego Total e nível de Ocupação - Região Metropolitana (1) - Janeiro/07-Janeiro /08 Total das Regiões Distrito Federal Belo Horizonte Porto Alegre Recife Salvador São Paulo Taxa de Desemprego Jan /07 Dez /07 Jan /08 15,3 17,6 12,0 12,2 20,7 22,1 14,4 14,2 16,5 11,0 11,3 17,9 20,3 13,5 14,2 16,9 11,0 11,2 18,2 19,8 13,6 0,0 2,4 0,0 -0,9 1,7 -2,5 0,7 -7,2 -4,0 -8,3 -8,2 -12,1 -10,4 -5,6 Brasil Brasília Belém Salvador Belo Horizonte Porto Alegre Jan /07 Dez /07 Jan /08 16.217 2.598 2.716 8.633 812 1.458 16.947 2.673 2.739 9.045 979 1.511 16.921 2.640 2.781 9.061 976 1.463 Total Indústria Comércio Serviços Construção Civil (2) Outros (3) -26 -33 42 16 -3 -48 704 42 65 428 168 5 -0,2 -1,2 1,5 0,2 -0,3 -3,2 4,3 1,6 2,4 5,0 20,2 0,3 (1) Corresponde ao total das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e ao Distrito Federal. No mês de janeiro, em relação ao mês anterior, houve uma leve queda de 0,2% no nível de ocupação e, em relação ao mesmo mês do ano anterior, uma expansão de 4,3%. Em números absolutos, foram perdidos 26 mil postos de trabalho de dezembro/07 a janeiro/08, quantidade superior à queda no número de pessoas (20 mil) na população economicamente ativa total dessas mesmas regiões. Disso resultou o aumento de 6 mil desempregados. O número de ocupados nas seis regiões metropolitanas estudadas foi estimado, em janeiro, em 16.921 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 19.724 mil pessoas. Na maioria das regiões pesquisadas, houve pequena variação da taxa de desemprego total nesse mesmo mês: 0,7% em São Paulo, -2,5% em Salvador, 2,4% no Distrito Federal, 0,0% em Belo Horizonte, -0,9% em Porto Alegre e 1,7% no Recife, conforme a Tabela 2. Regiões Metropolitanas Setores de Atividade Variações Absoluta Relativa (em mil pessoas) (%) Jan /08 Jan /08 Jan /08 Jan /08 Dez /07 Jan /07 Dez /07 Jan /07 Fonte: DIEESE e convênios regionais. (1) Corresponde ao total das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e ao Distrito Federal. Variações do Desemprego Jan /08 Jan /08 Dez /07 Jan /07 Estimativas (em mil pessoas) Variação do Nível de Ocupação 1,3% -0,7% 1,0% 0,9% -0,4% 1,3% -0,8% (1) Corresponde ao total das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e ao Distrito Federal. O comportamento da taxa de desemprego refletiu no nível de ocupação das regiões: -0,8% em São Paulo; 1,3% em Salvador; -0,7% no Distrito Federal; 1,0% em Belo Horizonte; -0,4% em Recife; 0,9% em Porto Alegre. O fraco desempenho do nível de ocupação em janeiro, relativamente a dezembro de 2007, deveu-se à eliminação de 33 mil postos de trabalho no setor Indústria e de 48 mil no agregado Outros Setores. A Construção Civil, no mesmo período, apresentou queda de 3 mil postos de trabalho, enquanto que o Comércio registrou bom desempenho, com um acréscimo de 42 mil postos de trabalho, seguido pelo de Serviços, com crescimento de 16 mil (Tabela 3). (2) Inclui reformas e reparação de edificações. (3) Incluem serviços domésticos e outros setores de atividade não mencionados. Tabela 4 - Estimativas de Ocupados, segundo Posição na Ocupação. Região Metropolitana (1) - Janeiro/07 - Janeiro /08 Setores de Atividade Total Total de assalariados Setor Privado >Com Carteira Assinada >Sem Carteira Assinada Setor Público Autônomo Empregados Domésticos Demais Posições (2) Estimativas (em mil pessoas) Jan /07 Dez /07 16.217 10.628 8.784 6.850 1.935 1.831 3.040 1.317 1.232 16.947 11.092 9.272 7.340 1.932 1.819 3.220 1.377 1.258 Jan /08 16.921 11.102 9.283 7.349 1.933 1.818 3.229 1.328 1.262 Variações Absoluta Relativa (em mil pessoas) (%) Jan /08 Jan /08 Jan /08 Jan /08 Dez /07 Jan /07 Dez /07 Jan /07 -26 10 11 9 1 -1 9 -49 4 704 474 497 499 -2 -13 189 11 30 -0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 -0,1 0,3 -3,6 0,3 4,3 4,5 5,7 7,3 -0,1 -0,7 6,2 0,8 2,4 Fonte: DIEESE e convênios regionais. (1) Corresponde ao total das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e ao Distrito Federal. (2) Incluem donos de negócio familiar, profissionais universitários autônomos, trabalhadores familiares sem remuneração salarial, etc. Na comparação com janeiro de 2007, para o total das regiões pesquisadas, o nível de ocupação cresceu 4,3%, variação superior à registrada no mesmo período do ano anterior, de 3,0%. No mesmo período, foram geradas 704 mil novas ocupações. Desse modo, o contingente de desempregados diminuiu em133 mil pessoas. Segundo os setores de atividade analisados no mesmo período, aumentou o número de postos de trabalho nos Serviços em 428 mil, na Construção Civil em 168 mil, no Comércio em 65 mil, na Indústria em 42 mil e no agregado Outros Setores em 5 mil. Ainda no período de janeiro de 2007 a janeiro de 2008, relativamente à posição na ocupação, o contingente de assalariados no setor privado aumentou em 497 mil pessoas e no setor público decresceu em 13 mil pessoas. O desempenho do assalariamento no setor privado deu-se, principalmente, pela elevação do emprego com carteira de trabalho assinada em 499 mil, enquanto que o emprego dos sem-carteira apresentou uma diminuição de 2 mil. O número de autônomos cresceu em 189 mil pessoas, os de empregados domésticos em 11 mil e das demais posições em 30 mil. Nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego total, no conjunto das seis regiões onde a PED é realizada, diminuiu de 15,3% para 14,2%. As maiores reduções ocorreram em Recife e Salvador. O rendimento médio real dos ocupados pouco se alterou. Entretanto, em algumas regiões ocorreu aumento: 9,6% no Distrito Federal, 4,6% em Salvador, 3,4% em Porto Alegre e 1,6% em Belo Horizonte. Esse rendimento ficou estável em Recife e diminuiu em São Paulo 3,0%. Fonte: IBGE. (Elaboração Própria) Finanças Públicas Figura 2 Variação do IPCA 2007 - 2008 Sérgio Ricardo da S. Farias*; Tito Belchior S. Moreira** Vicente Pires e o Desenvolvimento Regional 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 Brasília Belém Salvador 8 n/ 0 ja 7 07 z/ v/ 0 de no t/0 7 t/0 7 se ou 7 ag o/ 07 7 ju l/0 7 ju n/ 0 /0 ai 7 Brasil m ab r/0 7 m ar /0 7 v/ 07 0,00 Belo Horizonte Fonte: IBGE. (Elaboração Própria) José Alberto Miranda Oliveira*; Amairte Benevenuto** 1 Estabilidade nos Indicadores do Mercado de Trabalho A pesquisa realizada pelo DIEESE em janeiro deste ano mostra que o contingente de desempregados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Dez /07 A pesquisa também mostra variação de 0,1% e -0,1% no número de assalariados nos setores privado e público, respectivamente. No setor privado, o assalariamento sem carteira assinada subiu 0,1%, o mesmo percentual de aumento daqueles com carteira assinada. O número de autônomos aumentou 0,3% e o de empregados domésticos caiu 3,6%. As demais posições tiveram um aumento de 0,3% (Tabela 4). 5,86 4,55 4,46 2,00 n/ 0 Aluno do curso de graduação em Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília e bolsista pelo Projeto de Extensão “A construção da cidadania por meio do Fortalecimento das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF”, coordenado pelos cursos de Ciências Econômicas e Serviço Social da mesma Instituição. Professor do curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília. Jan /07 Variações Absoluta Relativa (em mil pessoas) (%) Jan /08 Jan /08 Jan /08 Jan /08 Dez /07 Jan /07 Dez /07 Jan /07 Fonte: DIEESE e convênios regionais. Referências Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. http:// www.ibge.gov.br Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese. http:// www.dieese.org.br Cesta Básica Nacional – Dieese, 1993. fe CARTA ECONÔMICA - Ano XIV, Nº 1 - Março / 2008 * A Cesta Básica de Alimentos do Brasiliense. A Cesta Básica calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese, no Distrito Federal, ao longo de 2007, apresentou uma variação media de R$ 177,71 para o consumo mensal de toda a cesta. As amplitudes máximas e mínimas foram verificadas nos meses de maio/2007, com um dispêndio de R$ 167,29 e, dezembro/2007, com R$ 193,23. Além da variação dos preços, o Departamento divulga a jornada de trabalho necessária para obter o nível de consumo da referida cesta. Nesse sentido, foram necessárias, em média, 105 horas mensais de trabalho, ao longo de 2007, sendo que, em maio, uma pessoa trabalhou 113h e 19m e em dezembro trabalhou 111h e 52m, para obter a renda necessária ao consumo da mesma cesta básica. Em 2008, observou-se um aumento do gasto mensal com os alimentos em comparação com o mês de janeiro de 2007 e o final daquele mesmo ano. Agora, o trabalhador do Distrito Federal dispõe de R$ 209,20 para esse consumo, representando uma elevação de R$ 15,97 em relação ao mês anterior e de R$ 35,77 quando confrontada com o mesmo período de 2007. Tendo como referência dados de consumo mensal abrangendo todo o território do Distrito Federal, na cesta de janeiro de 2008, verifica-se que os moradores da capital federal pagaram mais caro pelo consumo dos itens da cesta básica. Considerando o valor total da cesta, nota-se uma variação positiva de 8,26% em relação a dezembro de 2007 e de 7,35% em relação a igual período de 2007. O aumento desta em janeiro de 2008 foi explicado em especial pela oscilação dos itens tomate, com 56,39%; feijão, com 20,80%; banana, com 9,34% e carne, com 4,63%. Brasília registra variações negativas apenas nos itens leite e farinha, estas na ordem de -7,57% e -0,63%, respectivamente. População em Idade Ativa População Economicamente Ativa Ocupados Desempregados Em Desemprego Aberto Em Desemprego Oculto pelo trabalho precário Em Desemprego Oculto pelo desalento Estimativas (em mil pessoas) Tabela 3 - Estimativas de Ocupados, segundo Setores de Atividade. Região Metropolitana (1) - Janeiro/07 - Janeiro /08 Federal foi estimado em 2.803 mil pessoas, 6 mil a mais que no mês anterior (Tabela 1). A taxa de desemprego total nessas regiões permaneceu estável em 14,2% (Tabela 2). Aluno do curso de graduação em Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília e participante voluntário do Projeto de Extensão “A construção da cidadania, por meio do fortalecimento das cooperativas de catadores de materiais recicláveis do DF”. Professor do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília. Os autores agradecem ao Prof. Ricardo Azevedo Araújo pela leitura crítica do texto. O trade-off entre construir uma avenida nas proximidades de córregos, onde há existência de matas ciliares, e a preservação do meio ambiente é um debate que demonstra, desde seu nascedouro, o atraso, por parte dos agentes públicos, na preservação e conservação dos recursos hídricos, além da ausência de uma visão desenvolvimentista sustentável, haja vista a não tomada de medidas de combate às invasões. Com passar dos anos, o debate vem-se tornando complexo, não porque, por exemplo, uma avenida seja a causadora do desastre ambiental, mas pelo fato de a sua construção vir sem um amparo institucional de porte que preserve a natureza. A Colônia Agrícola Vicente Pires foi concebida com o propósito de ser um setor de chácaras para abastecer a economia local ( regiões de Taguatinga, Brasília e Guará), ajudando a manter as reservas hídricas, a mata nativa e a produção orgânica de alimentos. Mas, a grande falta de moradias, devida ao rápido crescimento da população do Distrito Federal, fez com que Vicente Pires acolhesse parte dessa população, que tem * ** Alunos do Curso de graduação em Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília - UCB e participante voluntário do Projeto de Extensão “A construção da cidadania, por meio do fortalecimento das cooperativas de catadores de materiais recicláveis do DF”. Professor do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Brasília. preferências por moradias horizontais, dado que não existem mais espaços urbanos com boa estrutura de projetos próprios nas proximidades do centro da Capital Federal. Com a exploração de terras públicas por grileiros e a ineficiência do Estado, aquele setor ficou refém dessas invasões. O programa Brasília Sustentável, do Governo do Distrito Federal, prevê um custo total de US$ 158,88 milhões a ser desenvolvido com recursos do próprio governo e do Banco Mundial e tem por objetivo assegurar a qualidade dos recursos hídricos do DF e Região Metropolitana de Brasília, promovendo a melhoria das condições de vida da população e a gestão sustentável do Território . Esse programa ampara a Colônia Agrícola Vicente Pires com aplicações em quatro pólos de atuação: i) Políticas de Desenvolvimento Institucional; ii) Inclusão Social; iii) Proteção de Recursos Hídricos; e iv) Gerenciamento, Monitoria e Avaliação. Hoje, a população de Vicente Pires é de 80.040 habitantes. Tal concentração populacional súbita e não planejada afeta diretamente as bacias dos rios e córregos da região, bem como os lençóis freáticos que os abastecem, prejudicando as atividades de horticultura desenvolvidas por aqueles que resistem à especulação imobiliária. Além disso, com a eutrofização do lago Paranoá, investimentos adicionais associados a atividades de lazer acabam sendo necessários para manter a qualidade de CARTA ECONÔMICA - Ano XIV, Nº 1 - Março / 2008 O Cenário Brasiliense. Na Capital Federal, tomando como base a inflação verificada em 2006, observou que no ano subseqüente o índice elevou-se em 0,33 p.p. Nessa variação acumulada em 2007 (4,55%), os Brasilienses sentiram o maior peso no consumo de cereais, pois este encerra o ano com uma taxa de 30,46%. Em relação ao mesmo período de 2006, alcançou um aumento surpreendente de 28,56%. Outro grande destaque foi o item açúcares e derivados, com variação de -9,32% ante os 10,90% de 2006. No decorrer do ano de 2007 (Figura 02), o IPCA brasiliense apresentou taxas de 0,05% a 0,77%, esta verificada em dezembro e aquela no mês de janeiro. Para o mês da menor taxa, a influência ficou a cargo de reduções nos grupos transporte (-0,92%), vestuário (-0,17%), artigos de residência (-0,14%), e comunicação (-0,11%). Já o mês de maior variação mensal, apenas o grupo comunicação obteve redução nos preços (-0,04%). Destacaram-se com elevações nos preços o grupo alimentação e bebidas, com 1,86%, impulsionado pelo aumento de itens como cereais (10,44%), carnes (9,74%) e aves e ovos, com 5,58%. Em janeiro de 2008, o índice geral brasiliense obteve um aumento na ordem de 0,34 p.p. em relação ao mesmo período de 2007. Essa elevação nos preços foi verificada em quase todas as regiões de abrangência do índice, exceto a região metropolitana de Salvador, que teve uma redução para 0,66% ante os 0,71% de 2007. Este índice inicial Brasiliense de 0,39% ficou 0,20 p.p. acima da menor variação (0,19%), verificada em Goiânia e 0,48 p.p. abaixo das regiões que demonstraram maior elevação de preços (0,87%), índice este, que é idêntico para as regiões de Belém e Belo Horizonte. Vale ressaltar, que o IPCA brasileiro encerrou janeiro de 2008 com uma variação de 0,54%. Impulsionaram a elevação apresentada do índice do Distrito Federal os grupos saúde e cuidados pessoais, com 0,47%, despesas pessoais (0,34%) e alimentação e bebidas, com 1,36%. Para os menores preços temos os grupos comunicação, com -0,01% (observa-se que esse grupo vem apresentando queda nos preços desde outubro de 2007) e transporte, que contribuiu com -0,15%. Dentre os nove grupos agregados no índice geral, alimentação e bebidas, habitação e saúde e cuidados especiais merecem destaque por representarem os maiores pesos no sistema de ponderação, em face do fato de serem os bens e serviços mais consumidos pelas famílias. No grupo saúde e cuidados pessoais, para os 0,47% de aumento de preços, apenas os itens higiene pessoal e produtos farmacêuticos apresentaram quedas de 0,09% e 0,03%, respectivamente. A explicação para a elevação deste grupo ficou a cargo dos demais itens, que apresentaram elevações entre 0,53% e 1,62%, esta idêntica aos itens de serviços hospitalares e produtos óticos e aquela, para os planos de saúde. Com os 0,39% de taxa de inflação no grupo habitação, os brasilienses tiveram menores gastos em relação a janeiro de 2007, que fechou em 0,75%. Destaca-se no grupo, como única variação negativa o item artigos de limpeza, com -1,70%. Entretanto, impulsionaram a elevação deste grupo os itens reparos (0,14%), energia elétrica residencial (0,31%) e aluguel e taxas, com 0,69%. Alimentação e bebidas apresentaram a maior elevação no mês de janeiro de 2008 (1,36% ante os 0,65% de 2007). Apesar de o consumidor ter consumido a preços mais baixos os itens leites e derivados (-3,07%), hortaliças e verduras (-0,73%) e carnes e peixes industrializados, com -0,43%, o que realmente foi relevante para o grupo foram as elevações nos preços dos cereais, com 5,38%, frutas, com 5,69% e com a maior variação temos, raízes e legumes, com 18,58% de aumento. Vale ressaltar que em janeiro de 2008 o aumento foi explicado na oscilação do subgrupo alimentação no domicilio, enquanto, o subgrupo alimentação fora do domicilio contribuiu com apenas 0,70%. ja Comprovando a estabilidade inflacionária brasileira, em 2007 tivemos a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA em 4,46% (Figura 01). O IPCA mede a variação dos preços de uma cesta de bens e serviços representativa do consumo de famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos. Além disso, o IPCA define a medida oficial de inflação usada pelo Banco Central para aferir as metas de inflação. O aumento observado em 2007 ficou dentro do limite da meta inflacionária, que foi fixada pelo Banco Central em 4,50%, com intervalo de tolerância de 2,0 pontos percentuais (p.p.) para cima ou para baixo da meta. A oscilação de apenas 0,04 p.p. abaixo da meta indica que a condução da política monetária foi bem sucedida em relação a seu principal objetivo, qual seja, de garantir estabilidade de preços. Considerando os grupos que compõem o IPCA nacional, a maior alta verificada em 2007 ocorreu com alimentação e bebidas, com 10,76%, seguida de despesas pessoais, com 4,48%. Contribuíram ainda, em menores proporções para o índice, os grupos: habitação, com 1,76%, e comunicação, com 0,67%, destacando-se com baixa nos preços os artigos de residência, que ao longo do ano apresentaram variações mensais entre -0,65% e 0,29%. Condição de Atividade 3