MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DO CURSO DE MESTRADO EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ANÁLISE DIGITAL DA SUPERFÍCIE DA ÁGUA, PARA MONITORAMENTO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS E INORGÂNICOS, UTILIZANDO IMAGENS DO SENSOR CCD/ CBERS. JOÃO PAULO CAMPOLINA LAMAS Dissertação de Mestrado em Modelagem Matemática e Computacional Orientada pela Profª. Drª Maria das Graças de Almeida. Belo Horizonte CEFET-MG Novembro 2007. João Paulo Campolina Lamas ANÁLISE DIGITAL DA SUPERFÍCIE DA ÁGUA, PARA MONITORAMENTO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS E INORGÂNICOS, UTILIZANDO IMAGENS DO SENSOR CCD/CBERS. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Modelagem Matemática e Computacional do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, como requisito parcial do título de Mestre em Modelagem Matemática e Computacional. Orientadora Profª. Drª Maria das Graças de Almeida. DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS Belo Horizonte – MG Novembro / 2007. Lamas, João Paulo Campolina Análise digital da superfície da água, para monitoramento de compostos orgânicos e L217a inorgânicos, utilizando imagens do sensor CCD/CBERS. – 2007. 131 f. Orientadora: Maria das Graças de Almeida. Dissertação (mestrado) – Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. 1. Sensoriamento Remoto, Processamento de Imagens, Geo-referenciamento, Sensor CCD/CBERS, Água, Compostos Orgânicos e Inorgânicos. I. Almeida, Maria das Graças de . II. Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. III. Título. CDD 621.3678 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DO CURSO DE MESTRADO EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL Dissertação intitulada “Análise digital da superfície da água, para monitoramento de compostos orgânicos e inorgânicos, utilizando imagens do sensor CCD/CBERS”, de autoria do mestrando João Paulo Campolina Lamas, aprovada pela banca examinadora constituída pelos seguintes professores: ________________________________________________________ Profª. Drª. Maria das Graças de Almeida (Orientadora) – CEFET-MG ________________________________________________________ Prof. Dr. José Marinaldo Gleriani - UFV ________________________________________________________ Prof. Dr. Guilherme Fernandes Marques _______________________________________________________ Profª. Drª Elenice Biazi – CEFET-MG Belo Horizonte, 23 de novembro de 2007. Dedico aos meus pais Joarês e Beatriz, Irmãos Vitor e Lara, Avós, Paulo(in memorian) e Lucinha e a minha querida Camila. AGRADECIMENTOS Primeiramente, a DEUS, por me dar toda força, paciência e determinação para a conclusão desta dissertação. Aos meus pais, Joarês e Beatriz, por nunca medirem esforços para que eu alcançasse meu objetivo. Vocês são os melhores pais do mundo e por isso o meu muito obrigado. Aos meus queridos irmãos, Vitor e Lara, por todo carinho e alegria que me proporcionam. Meus avós Paulo (in memorian) e Lucinha, que contribuíram e torceram pela realização deste trabalho. Agradeço à Camila, pelo total incentivo, mesmo nos momentos mais difíceis, de grande tristeza e nervosismo, sempre me ajudou e acreditou em mim. A você Camilinha, fica todo meu amor, minha confiança e do fundo do meu coração, os meus sinceros agradecimentos. Agradeço à minha orientadora, Profª Drª. Maria das Graças de Almeida, pela inestimável colaboração com livros, artigos e principalmente pelas orientações. Sua experiência e disposição foram fatores responsáveis pela concretização deste trabalho. À Tia Julinha, que me acolheu com todo carinho em minha primeira morada em Belo Horizonte. Não poderia, de forma alguma, deixar de lembrar do Tio Cláudio, Tia Zezé, que foram, além de meus tios, os meus pais em Belo Horizonte. Seus filhos e noras: Haldley, Wesley e Cristina, Stanley e Alini, que mais do que primos, são meus irmãos e cunhadas. A vocês, os meus profundos agradecimentos. Ao Diretor Geral do CEFET-RP, o Professor Mário Sérgio da Costa Vieira, por permitir e incentivar minhas idas para o desenvolvimento da dissertação. Aos fantásticos colegas de trabalho do CEFET- Rio Pomba e, especialmente, aos colegas da informática, Alexandre, Anne, Bruno, Leilimar, Samira, Sandro, dentre outros, pela amizade, pelo companheirismo e sobretudo, ajuda. Agradeço mais uma vez ao colega Alexandre, por me ajudar a coletar fotografias das lagoas. Ao INPE por fornecer as imagens do satélite CBERS. Ademais, não poderia deixar de citar nominalmente algumas pessoas, que ofereceram grande contribuição em suas áreas de conhecimento: Prof. Júlio – UFV, Profª Evlyn – INPE. ii RESUMO Este trabalho tem como objetivo a análise digital da superfície da água nas lagoas da Pampulha, Vargem das Flores e Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, MG, utilizando imagens do satélite CBERS, a fim de monitorar a presença de compostos orgânicos e inorgânicos na água. A metodologia utilizada para este estudo foi a coleta digital de amostras das superfícies das lagoas através da leitura de pixels das áreas selecionadas, seguido da normalização dos pixels em matrizes 5X5, com intuito de aperfeiçoar e padronizar a plotagem dos gráficos referentes a cada amostra digital coletada, nos níveis de 0 a 1. Neste contexto, a integração de todos os dados permitiu estimar que determinadas partes das lagoas da Pampulha e Ibirité estavam com parte da superfície da água com compostos orgânicos e inorgânicos, enquanto que a Lagoa Vargem das Flores apresentou-se isenta de compostos em sua superfície em sua totalidade. Como resultados obtidos, tem-se o georreferenciamento digital das imagens CBERS, a análise digital das superfícies das lagoas, o monitoramento digital da presença de compostos orgânicos e inorgânicos, a verdade terrestre e a carta temática com o mapeamento da vegetação, água e área urbana da região metropolitana de Belo Horizonte, MG. Palavras Chave: Água, Análise Digital, Imagens CBERS, Sensoriamento Remoto, Compostos Orgânicos e Inorgânicos. iii ABSTRACT In this work, the digital analysis of the water coverage, was done, for the lakes Pampulha, Vargem das Flores and Ibirité, located in Belo Horizonte metropolitan region, MG, Brazil, in order to track the presence of organics and inorganic compounds in the lakes. The methodology used in the study was to collect the digital samples on the lake coverages, reading the pixels selected areas, followed by the pixels normalization, in 5X5 matrices, in order to standard and to improve the output graphics concerned to each digital collected sample, in the level 0 to 1. In this context with all data integrated the estimation that, there were presence of organics and inorganic compounds, in some parts of the Pampulha and Ibirité lakes; while in Vargem das Flores lake the water coverage showed itself clean. As result of this dissertation, we have the digital georreferencing of the CBERS images, the digital analysis of the lakes coverages, the digital tracking of organics and inorganic compounds, the land truth and the thematic map of the vegetation, water coverage and urban area, of Belo Horizonte metropolitan region, MG, Brazil. iv LISTA DE FIGURAS FIGURA 1. SENSORIAMENTO REMOTO [FONTE: ADAPTADO DE BAUER, 2004]...................................5 FIGURA 2. ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO [FONTE: MOREIRA (2005)]..............................................6 FIGURA 3. TIPOS DE SENSORES. [FONTE: MOREIRA, 2005]................................................................8 FIGURA 4. ESQUEMA DO SATÉLITE CBERS COM ALGUNS DE SEUS COMPONENTES. [FONTE: MOREIRA, 2005]...............................................................................................................................9 FIGURA 5. VARIAÇÃO DO COEFICIENTE Α DA ÁGUA PURA, DE CONSTITUINTES OPTICAMENTE ATIVOS E A ABSORÇÃO TOTAL RESULTANTE; VARIAÇÃO DO COEFICIENTE B PARA ÁGUA PURA E FITOPLÂNCTON. [FONTE: RUDORFF, (2006)] ..........................................................................................................17 FIGURA 6. REFLECTÂNCIA EM ÁGUA LIMPA E COM COMPONENTES ORGÂNICOS E INORGÂNICOS [FONTE: CHRYSOULAKIS, 2002].................................................................................................18 FIGURA 7. CURVA DA ÁGUA COM DIFERENTES COMPRIMENTOS DE ONDAS, ONDE NTU SIGNIFICA O NÍVEL DE TURBIDEZ. [FONTE: ADAPTADO DE NOBREGA, (2002)]................................................21 FIGURA 8. CURVAS ESPECTRAIS COM DIFERENTES AMOSTRAS DE TSS. [FONTE: ADAPTADO DE BARBOSA, 2005]................................................................................................................................22 FIGURA 9. PROCESSO DE DIGITALIZAÇÃO [FONTE: NOVO, 1992]. ....................................................24 FIGURA 10. MATRIZ 5X5 – LEITURA DE PIXELS. ....................................................................................24 FIGURA 11. (A) LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO MINAS GERAIS E (B) ÁREA DE ESTUDO GEOREFERENCIADA DA GRANDE BELO HORIZONTE..................................................................................25 FIGURA 12. AS 3 LAGOAS PAMPULHA, VARGEM DAS FLORES E IBIRITÉ: B2, B3 E B4 DO SATÉLITE CBERS. 27 FIGURA 13. IMAGENS SEM GEORREFERENCIAMENTO E COM O GEORREFERENCIAMENTO DAS 3 LAGOAS: COMPOSIÇÃO COLORIDA DAS BANDAS B2(AZUL), B3(VERDE) E B4(VERMELHO). ............................31 FIGURA 14. CARACTERÍSTICAS COMPOSIÇÃO COLORIDA DA IMAGEM DO CBERS: B2 (AZUL), B3 (VERDE) E B4 (VERMELHO)...............................................................................................................32 FIGURA 15. FLUXOGRAMA DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS...............................................................34 FIGURA 16. IMAGEM GEORREFERENCIADA NA COMPOSIÇÃO COLORIDA E EM TRÊS BANDAS ESPSCTRAIS: BANDA 2 – (AZUL), BANDA 3 – (VERDE) E BANDA 4 – (VERMELHO). ...............................................36 FIGURA 17. LAGOA DA PAMPULHA COM COMPOSIÇÃO COLORIDA .........................................................37 FIGURA 18. LAGOA DA PAMPULHA NAS 3 BANDAS ESPECTRAIS. ............................................................38 FIGURA 19. AMOSTRAS RECORTADOS NA IMAGEM DA LAGOA DA PAMPULHA .......................................38 FIGURA 20. CADA AMOSTRA DA LAGOA RECORTADA. ...........................................................................39 FIGURA 21. HISTOGRAMAS GERADOS A PARTIR DAS IMAGENS SELECIONADAS DA LAGOA DA PAMPULHA. 40 FIGURA 22. MATRIZES OBTIDAS COM A LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA 20 A.....................................41 FIGURA 23. CONJUNTO DE MATRIZES NORMALIZADAS DA FIGURA 20 A. ...............................................42 FIGURA 24. GRÁFICO GERADO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20A. ......................43 FIGURA 25. GRÁFICO GERADO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20A. ......................43 FIGURA 26. GRÁFICO GERADO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20A. ......................44 FIGURA 27. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20A. ......................................44 FIGURA 28. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20A. .......................................45 FIGURA 29. MATRIZES OBTIDAS COM A LEITURA DE PIXELS DA FIGURA 20 B.........................................46 FIGURA 30. CONJUNTO DE MATRIZES NORMALIZADAS DA FIGURA 20 B.................................................46 FIGURA 31. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20B......................................47 FIGURA 32. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20B......................................47 FIGURA 33. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20B. ....................................48 FIGURA 34. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20B........................................48 FIGURA 35. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20B.........................................49 FIGURA 36. MATRIZES OBTIDAS COM A LEITURA DE PIXELS DA FIGURA 20 C.........................................49 FIGURA 37. CONJUNTO DE MATRIZES NORMALIZADAS DA FIGURA 20 C.................................................50 FIGURA 38. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20C......................................51 FIGURA 39. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20C......................................51 FIGURA 40. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20C. ....................................52 v FIGURA 41. FIGURA 42. FIGURA 43. FIGURA 44. FIGURA 45. FIGURA 46. FIGURA 47. FIGURA 48. FIGURA 49. FIGURA 50. FIGURA 51. FIGURA 52. FIGURA 53. FIGURA 54. FIGURA 55. FIGURA 56. FIGURA 57. FIGURA 58. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20C........................................52 GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20C.........................................53 MATRIZES OBTIDAS COM A LEITURA DE PIXELS DA FIGURA 20 D. .......................................54 CONJUNTO DE MATRIZES NORMALIZADAS DA FIGURA 20 D. ...............................................54 GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20D. ....................................55 GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20D. ....................................55 GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20D. ....................................56 GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20D. ......................................56 GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20D. .......................................57 MATRIZES OBTIDAS COM A LEITURA DE PIXELS DA FIGURA 20 E.........................................58 CONJUNTO DE MATRIZES NORMALIZADAS DA FIGURA 20 E.................................................58 GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20E......................................59 GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20E......................................59 GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20E. ....................................60 GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20E........................................60 GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 20E.........................................61 FOTO DE PARTE DA LAGOA DA PAMPULHA..........................................................................62 FOTO DA LAGOA DA PAMPULHA COM UM DIVISOR UTILIZADO PARA CONTER AS EPÉCIES MACRÓFITAS NA SUPERFÍCIE..............................................................................................................62 FIGURA 59. TRABALHADORES RETIRANDO MATERIAL ORGÂNICO E INORGÂNICO DA LAGOA DA PAMPULHA. .......................................................................................................................................63 FIGURA 60. PARTE DA LAGOA DA PAMPULHA COBERTA POR VEGETAÇÃO.............................................63 FIGURA 61. CAPIVARAS AO REDOR DA LAGOA E AO FUNDO ESPÉCIES MACRÓFITAS. ..............................64 FIGURA 62. FOTO LAGOA DA PAMPULHA, MINIEIRÃO AO FUNDO. .........................................................64 FIGURA 63. LAGOA VARGEM DAS FLORES NA COMPOSIÇÃO COLORIDA.................................................66 FIGURA 64. 3 BANDAS ESPECTRAIS DA LAGOA VARGEM DAS FLORES....................................................66 FIGURA 65. RECORTE DOS ALVOS A SEREM ESTUDADOS NA LAGOA VARGEM DAS FLORES. ..................67 FIGURA 66. RECORTES DE AMOSTRAS DA LAGOA DE VARGEM DAS FLORES. .........................................67 FIGURA 67. HISTOGRAMAS GERADOS A PARTIR DA LAGOA VARGEM DAS FLORES. ...............................68 FIGURA 68. MATRIZES A SEREM NORMALIZADAS DA AMOSTRA A DA FIGURA 66...................................69 FIGURA 69. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA A DA FIGURA 66. ................................................69 FIGURA 70. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66A. ....................................70 FIGURA 71. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66A. ....................................70 FIGURA 72. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66A. ....................................71 FIGURA 73. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66A. ......................................71 FIGURA 74. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66A. .......................................72 FIGURA 75. MATRIZES A SEREM NORMALIZADAS DA AMOSTRA B DA FIGURA 66...................................72 FIGURA 76. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA B DA FIGURA 66. ................................................73 FIGURA 77. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66B......................................74 FIGURA 78. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66B......................................74 FIGURA 79. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66B. ....................................75 FIGURA 80. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66B........................................75 FIGURA 81. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66B.........................................76 FIGURA 82. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA C DA FIGURA 66.........................76 FIGURA 83. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA C DA FIGURA 66. ................................................77 FIGURA 84. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 C.....................................77 FIGURA 85. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 C.....................................78 FIGURA 86. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 C. ...................................78 FIGURA 87. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 C.......................................79 FIGURA 88. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 C........................................79 FIGURA 89. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA D DA FIGURA 66. .......................80 FIGURA 90. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA D DA FIGURA 66. ................................................80 FIGURA 91. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 D.....................................81 FIGURA 92. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 D.....................................81 FIGURA 93. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 D. ...................................82 FIGURA 94. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 D.......................................82 FIGURA 95. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 D........................................83 FIGURA 96. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA E DA FIGURA 66.........................83 FIGURA 97. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA E DA FIGURA 66..................................................84 FIGURA 98. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 E. ....................................84 vi FIGURA 99. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 E. ....................................85 FIGURA 100. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 E................................85 FIGURA 101. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 E. .................................86 FIGURA 102. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 66 E. ..................................86 FIGURA 103. VISTA DA LAGOA DE VARGEM DAS FLORES. ..................................................................87 FIGURA 104. LAGOA DE VARGEM DAS FLORES SEM A PRESENÇA DE MATERIAIS INORGÂNICOS DEPOSITADOS NA SUPERFÍCIE DA ÁGUA. ............................................................................................88 FIGURA 105. VISTA DA LAGOA VARGEM DAS FLORES. AO FUNDO UMA PEDREIRA. ............................88 FIGURA 106. EXISTÊNCIA DE PLÁSTICOS, GARRAFAS, ETC, NAS ÁGUAS DA LAGOA VARGEM DAS FLORES. 89 FIGURA 107. AMOSTRA DA LAGOA VARGEM DAS FLORES. .................................................................89 FIGURA 108. LAGOA DE IBIRITÉ NA COMPOSIÇÃO COLORIDA: B2(AZUL), B3(VERDE) E B4(VERMELHO).................................................................................................................................90 FIGURA 109. 3 BANDAS ESPECTRAIS DA LAGOA DE IBIRITÉ.................................................................90 FIGURA 110. AMOSTRAS DA LAGOA DE IBIRITÉ. .................................................................................91 FIGURA 111. RECORTES DE AMOSTRAS DA LAGOA DE IBIRITÉ. ...........................................................91 FIGURA 112. HISTOGRAMAS GERADOS DA LAGOA DE IBIRITÉ.............................................................92 FIGURA 113. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA A DA FIGURA 111..................93 FIGURA 114. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA A DA FIGURA 111. .........................................93 FIGURA 115. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 A..............................94 FIGURA 116. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 A..............................94 FIGURA 117. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 A..............................95 FIGURA 118. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 A................................95 FIGURA 119. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 A.................................96 FIGURA 120. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA B DA FIGURA 111..................96 FIGURA 121. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA B DA FIGURA 111...........................................97 FIGURA 122. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 B. .............................97 FIGURA 123. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 B. .............................98 FIGURA 124. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 B..............................98 FIGURA 125. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 B. ...............................99 FIGURA 126. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 B. ................................99 FIGURA 127. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA C DA FIGURA 111................100 FIGURA 128. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA C DA FIGURA 111.........................................100 FIGURA 129. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 C. ...........................101 FIGURA 130. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 C. ...........................101 FIGURA 131. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 C............................102 FIGURA 132. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 C. .............................102 FIGURA 133. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 C. ..............................103 FIGURA 134. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA D DA FIGURA 111................103 FIGURA 135. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA D DA FIGURA 111. .......................................104 FIGURA 136. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 D............................104 FIGURA 137. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 D............................105 FIGURA 138. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 D............................105 FIGURA 139. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 D..............................106 FIGURA 140. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 D...............................106 FIGURA 141. MATRIZES OBTIDAS DA LEITURA DE PIXELS DA AMOSTRA E DA FIGURA 111. ...............107 FIGURA 142. MATRIZES NORMALIZADAS DA AMOSTRA E DA FIGURA 111.........................................107 FIGURA 143. GRÁFICO DA PRIMEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 E. ...........................108 FIGURA 144. GRÁFICO DA SEGUNDA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 E. ...........................108 FIGURA 145. GRÁFICO DA TERCEIRA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 E............................109 FIGURA 146. GRÁFICO DA QUARTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 E. .............................109 FIGURA 147. GRÁFICO DA QUINTA MATRIZ NORMALIZADA DA AMOSTRA 111 E. ..............................110 vii LISTA DE TABELAS TABELA 1. TABELA 2. TABELA 3. TABELA 4. TABELA 5. TABELA 6. RELAÇÃO DE CORES NA REGIÃO DO VISÍVEL E NA RADIAÇÃO INFRAVERMELHA. ...................7 RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DOS SENSORES LEVADOS A BORDO DO CBERS ................10 ESTUDO APROFUNDADO DAS BANDAS ESPECTRAIS DO SENSOR CCD. .................................11 ALGUMAS MEDIDAS RADIOMÉTRICAS E FOTOMÉTRICAS PARA O SENSORIAMENTO REMOTO. 13 CONCENTRAÇÃO DE SEDIMENTOS X RESPOSTA ESPECTRAL. ...............................................23 PONTOS DE CONTROLE COM RESPECTIVAS COORDENADAS NA CIDADE DE BELO HORIZONTE 29 viii SUMÁRIO 1 2 3 4 5 6 7 INTRODUÇÃO........................................................................................................ 1 1.1 Objetivos........................................................................................................... 2 1.2 Estrutura da Dissertação ................................................................................... 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 4 2.1 Sensoriamento Remoto..................................................................................... 4 2.2 O Comportamento espectral ............................................................................. 5 2.3 Sistemas sensores ............................................................................................. 7 2.4 O satélite CBERS ............................................................................................. 9 2.4.1 Calibração da Câmera CCD/CBERS...................................................... 12 2.5 Medidas Radiométricas e fotométricas básicas em sensoriamento remoto.... 13 2.6 Conceitos de radiação, leis e interações com alvos ........................................ 14 2.6.1 Corpo Negro ........................................................................................... 14 2.6.2 Leis da Radiação..................................................................................... 14 2.6.3 Interações entre alvos e energia.............................................................. 15 2.6.4 O ecossistema aquático e a interação com fitoplânctons, matérias orgânicas dissolvidas e as matérias inorgânicas. .................................................... 17 2.6.5 Sedimentos em suspensão ...................................................................... 19 2.7 Análise digital dos alvos................................................................................. 23 METODOLOGIA................................................................................................... 25 3.1 Área de Estudo ............................................................................................... 25 3.2 Aquisição de Imagens..................................................................................... 28 3.3 Criação do Banco de Dados Digital de Minas Gerais. ................................... 28 3.4 Leitura e Geo-referenciamento das Imagens .................................................. 28 3.5 Importação das Imagens para o Banco de Dados ........................................... 32 3.6 Relação entre as Imagens de Satélite e os Alvos Estudados. ......................... 33 3.7 Fluxograma das Atividades desenvolvidas .................................................... 34 RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 35 4.1 O Geo-referenciamento .................................................................................. 35 4.2 Lagoa da Pampulha ........................................................................................ 37 4.2.1 Verdade terrestre da Lagoa da Pampulha. .............................................. 61 4.3 Lagoa Vargem das Flores ............................................................................... 66 4.3.1 Verdade terrestre da Lagoa Vargem das Flores...................................... 87 4.4 Lagoa de Ibirité............................................................................................... 90 4.4.1 Verdade terrestre da Lagoa de Ibirité. .................................................. 110 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 111 REFERÊNCIAS ................................................................................................... 112 ANEXO I.............................................................................................................. 115 1 INTRODUÇÃO A utilização de recursos terrestres pelo homem tem ocorrido de forma exponencial. A preocupação e a conscientização da utilização de recursos naturais, renováveis ou não, vem aumentando assim como a pressão para políticas de ordenamento do uso/ocupação do solo e mitigação dos impactos. Para traçar essas políticas, o conhecer como, aonde e porque determinada atividade humana vem ocorrendo é um grande desafio, este é caracterizado pelo dinamismo e pela escala com que essas mudanças ocorrem. Dados de sensores com as características sinópticas, multiespectrais e temporais têm atendido a essa necessidade e novo estudo tem sido realizado no sentido de transformar esses dados em informações confiáveis. A importância dos estudos limnológicos estão cada vez mais evidentes, pois a crescente demanda por água, a escassez desse recurso e a má utilização de mesmo, fazem com que monitoramentos limnológicos sejam realizados. Mas também fica constatado que, com relatórios governamentais mais preocupantes a cada ano, aplicar métodos limnológicos estão cada vez mais difíceis, devido a grande extensão de um país como o Brasil. Atualmente existe uma demanda de informações orbitais, para monitorar as modificações espaciais sofridas pelo planeta, fazendo com que o sensoriamento remoto orbital seja uma ferramenta de vital importância para estudo destas informações digitais. Neste contexto, o objetivo do trabalho é verificar através do comportamento espectral da água e compostos orgânicos e inorgânicos, a imagem orbital gerada e por meio da leitura de pixels identificar alvos com superfície tomada por compostos e superfície completamente limpa de sedimentos em suspensão. O comportamento espectral em águas naturais, a reflectância passa a ter uma função dos componentes opticamente ativos presentes na água. São eles: sedimentos em suspensão, pigmentos fotossintéticos e matéria orgânica dissolvida. 2 1.1 Objetivos Este trabalho tem como objetivos: 1. Verificar o comportamento espectral da água, determinando as faixas espectrais de maior sensibilidade aos corpos d’água, a partir das imagens do satélite CBERS. 2. Desenvolver uma metodologia de estudo para o comportamento espectral da água, através da leitura de pixels das imagens, associando-os à presença de compostos orgânicos e inorgânicos encontrados na superfície da água. 3. Fazer o georreferenciamento da imagem gerada a partir do sensor com o Software SPRING. 4. Gerar histogramas e gráficos matriciais dos pixels lidos através do SPRING, para análise digital da água . 5. Avaliar os índices para verificação da presença de compostos orgânicos ou inorgânicos na superfície da água das lagoas da Pampulha, Vargem das Flores e Represa de Ibirité, a partir de imagens geradas por satélites CBERS com o sensor imageador CCD. 1.2 Estrutura da Dissertação O presente trabalho está organizado em capítulos da seguinte forma. O Capítulo 2 apresenta a fundamentação teórica que embasa a pesquisa proposta, apresentando o sensoriamento remoto de recursos hídricos e aspectos relacionados à qualidade da água e faixas espectrais, para monitoramento dos compostos orgânicos ou inorgânicos na superfície da água. No Capítulo 3, a utilização da metodologia de pesquisa é apresentada como um estudo digital da superfície da água, nas Lagoas da Pampulha, Vargem das Flores e Ibirité, para monitoramento de compostos orgânicos e inorgânicos, utilizando imagens do satélite CBERS. O Capítulo 4, traz a análise de resultados com os histogramas, gráficos e matrizes relacionados à leitura de pixel. 3 As conclusões do trabalho são apresentadas no Capítulo 5, bem como os futuros trabalhos que poderão ser desenvolvidos. 4 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fundamentação teórica que abrange este trabalho é apresentada da seguinte forma: na seção 2.1 será abordado aspectos sobre o sensoriamento remoto, a seção 2.2 conceitos sobre o comportamento espectral, a seção 2.3 conceitos de sistemas de sensores, a seção 2.4 características dos sensores do satélite CBERS, a seção 2.5 apresenta algumas medidas radiométricas e fotométricas básicas em sensoriamento remoto, a seção 2.6 ressalta alguns conceitos de radiação, leis e interações com alvos, a seção 2.7 aborda a análise digital dos alvos. 2.1 Sensoriamento Remoto O aumento significativo de dados obtidos por satélites para fins civis, nos últimos anos, causou maior incentivo para o desenvolvimento de técnicas para interpretação e processamento de imagens orbitais. Estas imagens orbitais propiciaram vários estudos, tais como, condições climáticas, avaliação de crescimento de culturas e avaliação de corpos d´água, que é o estudo em questão. “O Sensoriamento Remoto (SR) é a técnica de se adquirir informações sobre a superfície da Terra por meio da captação da energia refletida ou emitida pela superfície, a qual é gravada e processada para ser analisada nas mais diversas áreas.” SAUSEN(2007), Essa energia adquirida pelo sensor, por meio da reflectância dos alvos, medem as propriedades dos objetos ou alvos (EPIPHÂNIO, 2002). Por exemplo, um alvo com baixa reflexão, ou seja, mais escuro, de uma determinada imagem, pode traduzir um lago, ou um rio ou uma região de queimada, que foi medido por um sensor à bordo do satélite. O sensoriamento remoto é uma tecnologia importante para geração de informações referentes ao meio urbano, rural e aquático. A presença de nuvens é um fator limitante do sensoriamento remoto óptico, sendo difícil aquisição da imagem do alvo e foco em questão. A radiação eletromagnética é uma forma de energia que se move na forma de ondas eletromagnéticas, onde o campo elétrico e magnético se propaga, à velocidade da 5 luz, não necessitando de um meio material para se propagar. Sua principal fonte natural de radiação é o sol. Para que o sensoriamento remoto seja realizado de forma correta, é necessário obedecer determinadas condições: • Existência de fonte de radiação; • Propagação de radiação pela atmosfera; • Incidência da radiação sobre a superfície terrestre; • Ocorrência de interações entre a radiação e os objetos da superfície terrestre; • Produção de radiação que retorna ao sensor após propagar-se pela atmosfera. A figura 1 mostra um resumo de como é realizado o sensoriamento remoto. Figura 1. 2004]. Sensoriamento remoto [FONTE: Adaptado de BAUER, 2.2 O Comportamento espectral O comportamento espectral pode ser definido como sendo o conjunto dos valores sucessivos de reflectância do objeto, ao longo do espectro eletromagnético. No sensoriamento remoto, o comportamento espectral tem como objetivo caracterizar os alvos através de reflexão, absorção e transmissão da radiação eletromagnética que varia 6 em função das suas características. Assim sendo, cada alvo tem um comportamento espectral distinto, o qual é determinado quando sua energia refletida é medida ao longo do espectro eletromagnético. SAUSEN (2007), relata que esta variação de energia refletida pelos objetos pode ser representada por meio de curvas, chamadas de curvas espectrais, que representam o comportamento espectral de cada objeto. Por exemplo, uma área urbana apresenta uma radiação refletida e uma curva espectral diferente de um corpo d'água ou de uma área agrícola. Esta diferença na radiação refletida pelos alvos faz com que seja possível identificá-los e diferenciá-los nas imagens obtidas por sensores remotos. A figura 2 mostra o espectro eletromagnético com suas variações quanto ao comprimento de onda. Figura 2. Espectro eletromagnético [FONTE: MOREIRA (2005)] Como podemos verificar na figura, a região do espectro eletromagnético varia desde os raios gama até as ondas de rádio. O interessante para o trabalho é o comprimento de onda citado acima, que vai de 400nm até 700nm, ou seja, da região do ultravioleta até a região do infravermelho. A tabela 1 relata a relação de cores e faixas espectrais na região do visível e na radiação infravermelha. 7 Tabela 1. Relação de cores na região do visível e na radiação infravermelha. Cor Comprimento de onda Nanômetro(nm) Micrômetro(µm) Violeta 400 a 446 0,400 a 0,446 Azul 446 a 500 0,446 a 0,500 Verde 500 a 578 0,500 a 0,578 Amarela 578 a 592 0,578 a 0,592 Laranja 592 a 620 0,592 a 0,620 Vermelho 620 a 700 0,620 a 0,700 Infravermelho 700 a 1000 0,700 a 1,000 [FONTE: Adaptada de MOREIRA (2005)]. 2.3 Sistemas sensores Um sistema sensor é um equipamento capaz de transformar energia em dados sobre o alvo que está sendo estudado. Esses equipamentos que medem a energia eletromagnética são chamados de radiômetros, ou no âmbito do sensoriamento remoto, sensor. Os sistemas de sensores podem ser classificados: • Quanto à sua energia: sensores ativos e passivos – Os ativos são aqueles que produzem a radiação, após terem interagido com o alvo e ainda captam a parte que voltou. Já os sensores passivos captam e registram a radiação proveniente de uma fonte. A figura 3 ilustra esses tipos de sensores. 8 Figura 3. • Tipos de sensores. [FONTE: MOREIRA, 2005] Quanto à função do tipo de transformação sofrida pela radiação detectada: nessa classificação há dois tipos de sensores, os imageadores e os não-imageadores. Os sensores não-imageadores, segundo MOREIRA(2005), são utilizados para medir a radiação de forma pontual, ou seja, medem a radiação de uma parte da área, não obtendo como resultado uma imagem, mas dígitos e gráficos. Já os sensores imageadores, como o estudado no trabalho, fornecem resultados de determinada área a ser analisada por meio de imagens, e ainda, mostram as informações sobre a variação espectral dos alvos imageados. • Quanto à função da região do espectro em que operam – encontram-se nesta região os sensores que operam na região óptica do espectro e têm características de utilizar componentes ópticos tais como, espelhos, prismas, lentes. A base para a construção dos sensores remotos foi o mecanismo da visão humana, tendo como um exemplo do cotidiano uma câmera fotográfica, que capta energia na região do visível até a região do infravermelho, funcionando o filme como sensor imageador, captando e registrando a energia proveniente de um objeto ou alvo fotografado.(Novo, 1992). 9 2.4 O satélite CBERS O CBERS é um satélite que carrega a bordo três câmaras para observação óptica e um sistema de coleta de dados ambientais. Uma de suas características é a existência de vários sensores com diferentes resoluções espaciais e freqüência de coleta de dados. O CBERS é um satélite com massa de 1.450 kg, com dimensões de 1,8 x 2,0 x 2,2 m, além de ter os painéis solares com 6,3 x 2,6 m. Está a uma altitude de 778 km, em órbita circular (período de 100,26 minutos), quase polar (inclinação de 98,5º em relação ao plano equatorial), heliossíncrona com cruzamento do equador no sentido norte-sul às 10:30 da manhã. Com esta órbita obtém imagens com aproximadamente a mesma escala; recobre quase que inteiramente a Terra a intervalos regulares de 26 dias, e os imageamentos de um mesmo ponto sempre ocorrem a uma mesma hora solar (EPIPHANIO, 2000). A figura 4 ilustra o satélite CBERS e a tabela 2 mostra um resumo dos sensores a bordo do CBERS. Figura 4. Esquema do Satélite CBERS com alguns de seus componentes. [FONTE: MOREIRA, 2005] 10 Tabela 2. Resumo das características dos sensores levados a bordo do CBERS CÂMARAS CCD IR MSS WFI RESOLUÇÃO ESPACIAL 19,5m 77,8m 256m LARGURA DE FAIXA IMAGEADA 113km 120km 890km 26 dias 5 dias RESOLUÇÃO TEMPORAL 26 dias nadir 3 dias off-nadir com visada oblíqua de ± 32º FAIXAS ESPECTRAIS B1) 0,45 - 0,52 µm B2) 0,52 - 0,59 µm B3) 0,63 - 0,69 µm B4) 0,77 - 0,89 µm B5) 0,51 - 0,73 µm B6) 0,50-1,10 µm B10) 0,63-0,69 µm B7) 1,55-1,75 µm B11) 0,77 – 0,89 µm B8) 2,08-2,35 µm B9) 10,40 - 12,5 µm [FONTE: INPE (1995)]. O sensor CCD (Charge Coupled Device) a bordo do satélite CBERS, é um conjunto de vários detectores que utiliza a microeletrônica e tem como material básico o silício. Os detectores são acoplados a um circuito integrado operando em 5 faixas espectrais, mostradas na tabela 2. O sensor CCD/CBERS é um sensor que cobre as faixas espectrais do visível e se estende até o infravermelho próximo. Com esse conjunto de bandas consegue-se atender a uma grande parcela da demanda por dados de sensoriamento remoto. Além disso, possui uma banda pancromática que cobre todo o visível que é a mais larga do CBERS. O fato de cobrir todo o visível permite um aproveitamento da experiência e das técnicas de fotointerpretação feitas sobre fotografias aéreas preto e branco (EPIPHANIO, 2000). Além disso, destacam-se em aplicações na área de vegetação, com a identificação de áreas de florestas, alterações florestais em parques e sinais de queimadas recentes. Uma outra aplicação de destaque é na área de agricultura e meio ambiente, com a identificação de campos agrícolas, monitoramento do desenvolvimento e da expansão agrícola, identificação de anomalias antrópicas ao longo de cursos d'água, reservatórios, mapeamento e uso do solo. O imageador por varredura mecânica IR MSS (Infrared Multispectral Scanner System, sistema varredura multiespectral de infravermelho) é outro sensor a bordo do CBERS. É composto de quatro bandas espectrais; uma delas abrange desde o visível até o infravermelho próximo (0,50 a 1,1 µm), outras duas no infravermelho médio (1,55 a 1,75 µm e 2,08 a 2,35 µm). Essas três bandas espectrais possuem resolução espacial de 80 metros no terreno. No infravermelho termal (10,4 a 12,5 µm) há uma quarta banda 11 espectral, com resolução temporal de 26 dias. Esse sensor não possui capacidade de visada fora do nadir (EPIPHANIO, 2000). O último sensor acoplado ao CBERS é o WFI (Wide Field Imager, imageador de grande campo de visada), que tem tecnologia parecida com o CCD, não possuindo componentes móveis para o imageamento, que é feito eletronicamente na direção transversal à órbita, e passivamente pelo próprio deslocamento do satélite no sentido da órbita. O WFI/CBERS possui apenas duas bandas espectrais: uma na região do vermelho (0,63 a 0,69 µm) e outra na do infravermelho próximo (0,77 a 0,89 µm). A WFI/CBERS possui um imageamento, que corresponde a uma faixa de 890 km no terreno. Isso garante ao sensor um período de revisita de apenas cinco dias. Como em todo sistema há uma solução de compromisso entre os diversos requisitos da missão, no caso da WFI/CBERS, para ter essa resolução temporal e cobrir uma faixa extensa de terreno a cada passagem, houve um sacrifício da resolução espacial, que passou a ser de 260 m. A figura 4 mostra uma ilustração do satélite (EPIPHANIO, 2000). As bandas espectrais do sensor CCD variam de 0,45 a 0,89 nm, como vimos na tabela 2. A água no estado líquido reflete radiação eletromagnética entre 380 e 700nm. O estudo e avaliação da qualidade da água serão utilizados com a câmera CCD do satélite CBERS nas bandas espectrais 1, 2 e 3, que variam de 450 a 690nm, como segue a tabela 3 (MOREIRA, 2005). Tabela 3. Bandas B1 Estudo aprofundado das bandas espectrais do sensor CCD. Faixas Região do Resolução Aplicações mais espectrais espectro espacial (mxm) comuns (nm) Penetração corpos 450-520 Azul 20 d´água, oceanografia, agricultura B2 520-590 Verde 20 Penetração d´água corpos B3 630-690 Vermelho 20 Delimitar urbana mancha B4 770-890 IV Próximo 20 Morfologia do terreno B5 510-730 VIS-IV Próximo 20 Penetração corpos d´água, delimitar mancha urbana [FONTE: Adaptada de INPE (2005)]. 12 2.4.1 Calibração da Câmera CCD/CBERS No sensoriamento remoto para que se possa tirar uma conclusão dos níveis de pixesl da imagem de satélite, é necessário que se refine a medição. Uma vez que esses dados provenientes do sensor estão na forma “bruta”, onde é utilizado, na maioria das vezes, para determinar imagens que conhecemos. Segundo Esse refinamento é chamado de calibração absoluta, o qual associa o número digital existente na imagem gerada pelo sensor com valores de radiância, permitindo com que os pixels sejam transformados em valores de radiância ou mesmo de reflectância. O cálculo da radiância se dá mediante à equação: Lλ = NDn CCn (1) Onde: Lλ = radiância espectral aparente; NDn = número digital extraído da imagem na banda n (n=1,2,3,4,pan); CCn = coeficiente de calibração absoluta para a banda n (n=1,2,3,4,pan). Para transformar a radiância medida pelo sensor em reflectância aparente, tem-se a equação: ρ apa = NDn ) *D 2 ) CCn (esunn * cos(ϕ )) (3,1423 * ( (2) Onde: D = distância Terra-Sol em unidades astronômicas; esunn = valores de Irradiância solar no topo da atmosfera na banda n; cos(φ) = cosseno do ângulo zenital solar no momento da aquisição da imagem. 13 2.5 Medidas Radiométricas e fotométricas básicas em sensoriamento remoto. O sensoriamento remoto tem como função a detecção de alterações sofridas pela radiação eletromagnética quando interagida com um alvo na superfície terrestre, uma vez que é o fluxo radiante que deixa a superfície em direção ao sensor que é registrado. A tabela 4 relata algumas medidas radiométricas e fotométricas em sensoriamento remoto. Tabela 4. remoto. GRANDEZA RADIOMÉTRICA Algumas medidas radiométricas e fotométricas para o sensoriamento SÍMBOLO Energia Radiante Q Fluxo Radiante φ Irradiância EQUAÇÃO UNIDADE DE MEDIDA CONCEITO Joules (J) Energia transportada em forma de ondas eletromagnéticas. φ= ∂Q ∂T Watt (W) Taxa de variação de energia no tempo. E E= ∂φ ∂A W/m² Fluxo incidente sobre uma superfície por unidade de área. Excitância M M= ∂φ ∂A W/m² Fluxo deixando uma superfície por unidade de área. Intensidade I I= ∂φ ∂Ω W/SR Fluxo radiante deixando uma fonte por unidade de ângulo sólido numa direção especificada. Radiância L ∂I ∂A cos θ W/SRm² Intensidade radiante por unidade de área normal à fonte. Absortância α φa φi Adimensional Razão entre o fluxo absorvido e o fluxo incidente na superfície. Reflectância ρ φR φi Adimensional Razão entre o fluxo refletido e o fluxo incidente na superfície. Transmitância τ φt φi Adimensional Razão entre o fluxo transmitido e o fluxo incidente na superfície. L= α= ρ= τ= [FONTE: Adaptada de NOVO, 1992]. 14 2.6 Conceitos de radiação, leis e interações com alvos 2.6.1 Corpo Negro Um corpo negro pode ser definido como um objeto que absorve toda luz que incide sobre ele, sem refletir nenhuma radiação. Assim sendo, em uma imagem orbital, o alvo parece negro para vista humana, ou seja, o corpo negro é dotado de alto coeficiente de absorção de radiações na faixa do espectro visível (MOREIRA, 2005). 2.6.2 Leis da Radiação Umas das leis da radiação que merece uma atenção especial é a lei de Planck, que explica o espectro da radiação térmica, onde a energia é emitida sob a forma de ondas eletromagnéticas por qualquer corpo aquecido a uma dada temperatura. Planck ainda percebeu que era possível interpretar a curva de distribuição das radiações emitidas por um corpo negro. Assim, a radiação emitida (Mλ) do corpo negro, a determinada temperatura (T), em determinado comprimento de onda, por unidade de área, por segundo e por unidade de ângulo sólido é dada por (NOVO,1992): M ( λT ) = 2π hc 2 , Wm 2 µ m −1 hc 5 λ [exp( ) − 1] λ kT (3) onde, k = 1,38 x10−23 J / K , h = 6, 626 x10−34 Js , c = 3 x1010 cm / s , λ = comprimento de onda em µm. A partir da Lei de Planck, derivaram-se duas outras leis da radiação, a Lei de Stefan-Boltzmann e a Lei de Wien. A Lei de Stefan-Boltzmann é a integral da Lei de Planck variando o λ = 0 a λ = ∞ , obtendo a equação resultante: 2π 5 k 4 M (T ) = ( 2 3 ) xT 4 , Wm 2 15c h (4) 15 Fazendo 2π 5 k 4 = ( σ ), temos M (T ) = σ T 4 , onde σ é a constante de Stefan2 3 15c h Boltzmann ( 5, 67 x10 −8 Wm−2 K −4 ). A Lei de Wien, também chamada lei do deslocamento, determina que a energia emitida por um corpo negro a uma dada temperatura, não é a mesma para todos os comprimentos de onda, ou seja, para um dado λ , a quantidade de energia emitida atinge um máximo a uma determinada temperatura do corpo negro, que é mostrado na equação abaixo. λm = c T (5) onde λ m = comprimento de onda com a maior quantidade de energia emitida. c = 2,898 x103 K T = Temperatura. Na equação pode-se constatar que se aumentarmos a temperatura de um corpo negro, o comprimento de onda decresce, verificando assim a energia máxima emitida. Outra importante lei, a de Kirchoff, que segundo MOREIRA, 2005, relaciona a radiação emitida por um corpo real (Mcr) com a emissão de um corpo negro (Mcn). A lei mostra que um material bom emissor em uma faixa espectral, necessariamente, também é um bom absorvedor e um fraco refletor. Mcn = Mcrα − 1,[Wm −2 ] (6) onde α é a absortância, que é uma constante de proporcionalidade (0 < α < 1) . 2.6.3 Interações entre alvos e energia O fluxo radiante, quando incide sobre um objeto da superfície, sofrerá interações como o material que a compõe. Assim esse fluxo poderá ser absorvido pelo objeto, refletido ou transmitido ao interagir com um objeto (NOVO, 1992). Nestes termos temse: ∂φ a ∂φ r ∂φ t + + =1 ∂φ i ∂φ i ∂φ i (7) α + ρ +τ = 1 (8) onde, α = absortância, ρ = reflectância e τ = transmitância. 16 Segundo NOVO (1992), as bandas de absorção da atmosfera, em que nenhuma energia se torna disponível ao nível do mar em determinados comprimentos de ondas, pode-se dizer que a soma da absortância e da reflectância é igual a 1, ou seja: α + ρ =1 (9). Dessa forma, o fluxo radiante não é transmitido pela atmosfera. Sendo assim, a transmitância da atmosfera nas regiões espectrais correspondentes às bandas de absorção de O2, O3, H2O e CO2, são praticamente nulas. Contrastando com essa situação, na região do visível, encontra-se uma transmitância atmosférica relativamente alta, uma vez que, do fluxo incidente φ i , uma pequena parte é absorvida ou refletida na trajetória. Dessa maneira, o fluxo incidente ( φ i ) atingirá o alvo e será refletido, absorvido ou transmitido para suas camadas mais internas. A fração que é refletida expressa a reflectância do alvo. A parte que é absorvida revela sua absortância. A outra parte do fluxo incidente é a transmitância. As frações de energia refletida, absorvida e transmitida pelos objetos variam com suas propriedades físico-químicas, estrutura e em relação à fonte de radiação. De acordo com a figura 5, pode ser observado que o coeficiente de absorção (α) da água limpa é muito pequeno na região compreendida entre 0,400 e 0,600 µm e tem um aumento bastante rápido na região do infravermelho. Um caso contrário é o coeficiente de espalhamento (b), que é máximo na região do azul e cai exponencialmente à medida que vai se aproximando da região do infravermelho. Assim, pode-se concluir que em águas naturais, alguns constituintes presentes na subsuperfície passam a ser determinantes sobre as propriedades ópticas da água, e ainda, que sedimentos em suspensão, pigmentos fotossintetizantes e substâncias húmicas são os responsáveis pela variação espectral de um corpo d’água. Por outro lado, a radiação refletida pelas moléculas de uma água considerada cristalina é máxima na região do azul e cai em direção ao vermelho. (RUDORFF, 2006). 17 Figura 5. Variação do coeficiente α da água pura, de Constituintes Opticamente Ativos e a absorção total resultante; Variação do coeficiente b para água pura e fitoplâncton. [FONTE: RUDORFF, (2006)] Em sensoriamento remoto é necessário conhecer as origens dos fluxos de radiação que atingem o sensor. Segundo RUDORFF (2006), no estudo de sistemas aquáticos através de sensoriamento remoto, a diferenciação das componentes radiativas é ainda mais importante, pois a energia proveniente dos sistemas aquáticos é relativamente baixa. A radiação que atinge o sensor possui componentes originárias do espalhamento pela atmosfera, das reflexões especulares da radiação solar direta e difusa, e do fluxo de radiação emergente da água. O fluxo de radiação emergente da água traz informações sobre as substâncias em suspensão, por exemplo, compostos orgânicos e inorgânicos, sendo, portanto, o interesse do trabalho. 2.6.4 O ecossistema aquático e a interação com fitoplânctons, matérias orgânicas dissolvidas e as matérias inorgânicas. Nesta seção, serão abordados alguns tópicos necessários para o desenvolvimento do trabalho. Será definido o ecossistema aquático e apresentam-se os ecossistemas brasileiros, segundo estudos realizados pela Agência Nacional das Águas (ANA). Ecossistema é todo o ambiente natural, como floresta, pasto e até mesmo um simples tronco de árvore, apresentando características próprias bem definidas, determinadas por fatores físicos, químicos e biológicos caracterizando os seres vivos que povoam esse ambiente. 18 O ecossistema aquático é semelhante ao ecossistema terrestre, composto por ambientes aquáticos, marinhos e continentais que abrigam grande diversidade de seres, incluindo algas, bactérias, macrófitas, artrópodes (crustáceos e insetos) e vertebrados, estando sujeitos a grandes transformações, que em muitos casos são originadas por atividades antrópicas, modificando suas condições físico-químicas e biológicas. Os ecossistemas aquáticos são analisados de acordo com o bioma ao qual pertencem, como segue: Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado e Pantanal, Mata Atlântica e Campos Sulinos e, Zona Costeira e Marinha (ANA, 2002). A presença de nutrientes em excesso em lagos e reservatórios causa a eutrofização destes, gerando impactos como a mortalidade de peixes e no uso da água para irrigação. Assim, os objetivos dos profissionais, que atuam em manejo de lagos e reservatórios é controlar os florescimentos de espécies de algas potencialmente tóxicas, como as cianobactérias, que produzem toxinas consideradas um risco à saúde pública (LONDE, 2005). A figura 6 mostra a reflectância em água limpa e com componentes orgânicos e inorgânicos. S = compostos orgânicos e inorgânicos. Figura 6. Reflectância em Água limpa e com componentes orgânicos e inorgânicos [FONTE: CHRYSOULAKIS, 2002] Determinados componentes, como fitoplâncton, matéria orgânica dissolvida e a matéria inorgânica particulada, tem uma relação muito próxima com o ecossistema aquático, devido sua distribuição na movimentação das águas. O fitoplâncton ocupa um lugar de destaque, pois é um dos principais responsáveis pela produção de matéria orgânica na água. (MANTOVANI, 1993). 19 Segundo MENKEN(2005), a luz refletida das superfícies de um lago contém muitos dados sobre a qualidade de água, tais como, o nível de algas, o índice de matéria orgânica dissolvida, a turbidez e sólidos suspensos. Estudos com sensoriamento remoto foram realizados com a finalidade de localizar esses componentes por meio de imagens obtidas por satélite. Os desenvolvimentos recentes permitem uma medida exata do campo claro subaquático. Substâncias amarelas, clorofila-a e outros pigmentos fotossintéticos, bem como partículas orgânicas e inorgânicas sofrem uma atenuação espectral com relação à água nas faixas que variam de 400 a 800nm.(HÄDER,1998). 2.6.5 Sedimentos em suspensão Sedimentos em suspensão pode ser definido como um parâmetro chamado Total de Sólidos em Suspensão (TSS), sendo assim, definido como o conjunto de partículas em suspensão filtradas por uma malha de um determinado tamanho, geralmente 45 µm (ARRAUT, 2005). Geralmente essas partículas são em maioria inorgânicas, enquanto as partículas orgânicas representam uma fração menor. Segundo (ARRAUT, 2005), os estudos do comportamento espectrais destes dois componentes da água são feitos usando espectroradiômetros, que são equipamentos com alta resolução espectral capazes de colher informações espectrais precisas dos pigmentos fotossintéticos e cuja utilidade se estende também para componentes com respostas espectrais mais amplas, como o TSS. Um dos fatores limitadores para o uso de espectro seria talvez a dificuldade no uso destes amostrados in situ e ainda existe uma alta variabilidade na informação registrada. Um exemplo dessa variabilidade seria a cobertura de nuvens, que por sua vez resultam em variações às vezes imprevisíveis nas condições de iluminação. A análise derivativa é uma abordagem utilizada para reduzir o efeito das componentes que não trazem a informação de interesse. Algumas experiências com amostras de água demonstraram que a primeira derivada permite remover o sinal de reflectância da superfície da água, facilitando a detecção de sedimentos em suspensão, e que a segunda derivada remove o efeito espectral das partículas inorgânicas em suspensão, mantendo nos dados apenas a informação associada à presença da clorofila.(ARRAUT, 2005.) 20 De acordo com (NOBREGA, 2002), as águas encontradas em ambientes naturais possuem diversos constituintes, que variam de origem, forma e tamanho, alterando os parâmetros ópticos das mesmas. Estes componentes são divididos, genericamente, em dois grupos: dissolvidos e particulados. Os componentes dissolvidos são aqueles que passam por um filtro de 0,4 µm (400 nm). Este parâmetro é definido com base no menor valor de comprimento de onda da faixa visível do espectro eletromagnético. A Matéria Orgânica Dissolvida (MOD) está presente tanto em águas oceânicas, rios, lagoas. Esses componentes dissolvidos ou MOD, tem como composição principal ácidos húmicos e fúlvicos solúveis presentes nos solos das áreas de captação de água dos rios, vindos indiretamente da vegetação. Eles, quando presentes na água, causa absorção da energia incidente na região do espectro entre 400 e 700 nm. Já os componentes particulados são, divididos em orgânicos e inorgânicos. Os sedimentos inorgânicos em suspensão são originados de intemperismo de rochas e solos, sendo principalmente constituídos de grãos de quartzo, argilas e óxidos, provocando um considerável aumento no valor da reflectância nos comprimentos de onda, uma vez que ele é proporcional ao aumento da turbidez. Assim, tem-se um fluxo de radiação maior variando entre 500 e 700 nm. Pela figura 7, pode-se analisar e identificar um aumento geral da reflectância com o aumento da turbidez e ainda a modificação na forma do espectro da reflectância. 21 Figura 7. Curva da água com diferentes comprimentos de ondas, onde NTU significa o Nível de Turbidez. [FONTE: Adaptado de NOBREGA, (2002)]. A matéria orgânica particulada pode ocorrer sob diversas formas, tais como: vírus, colóides, bactérias, fitoplâncton, detritos orgânicos e grandes partículas. Um dos principais componentes orgânicos que afetam o comportamento espectral das águas é o fitoplâncton e os detritos orgânicos formados por suas células mortas mantêm as características de absorção da REM da faixa do azul. Em se tratando de absorção, os sedimentos em suspensão comportam-se com baixa absorção na faixa do vermelho e aumento desta com a diminuição do comprimento de onda, ou seja, na direção do azul. Segundo (Barbosa, 2005), a análise a partir de curvas espectrais de absorção de amostras com diferentes concentrações de TSS resultou em pequena absorção apresentando a partir de 400 nm uma forma plana ou uma pequena declividade decrescente, em direção aos maiores comprimentos de onda. A absorção destas amostras tende a zero a partir de 550 nm. A figura 8 relata amostras que apresentaram maiores absorções, várias feições podem ser evidenciadas: 1. A região entre 400 e 438 nm, as amostras apresentam um crescimento de absorção em direção a um ponto de máximo em 438 nm. Este ponto, referenciado como a(cl)438, representa o primeiro ponto de absorção característica da clorofila a localizado na região do azul. 22 2. Na região entre 438 nm e 460 nm, as amostras apresentam um decréscimo rápido de absorção. 3. Acima de 480 nm a taxa de decréscimo da absorção torna-se novamente mais intensa até um ponto de absorção mínima em 550 nm, voltando a crescer a partir daí, para apresentar um pico suave em 624 nm. Este pico, referenciado como a(cl)624, é atribuído à absorção por ciano-ficocianina, o qual indica a presença ou a dominância de cianobacteria no corpo d`água. 4. A partir de 624 nm a absorção se reduz lentamente até 650 nm, e então passa a crescer de forma visível até atingir um máximo em 676 nm. Este é o ponto de absorção no vermelho, ou o segundo ponto de absorção por clorofila a, sendo referenciado como a(cl)676. Finalmente a partir de 676 nm, a absorção decresce até zero em torno de 750 nm. Figura 8. Curvas espectrais com diferentes amostras de TSS. [FONTE: Adaptado de Barbosa, 2005]. Abaixo segue a tabela 5 que corresponde ao efeito da concentração de sedimentos sobre a resposta espectral da água. 23 Concentração de sedimentos X Resposta espectral. Reflectância Tipo de Água 10 mg/l de sólidos 99 mg/l de sólidos Comprimento de onda. em suspensão em suspensão 0,51 µm 0,039 0,051 0,52 µm 0,041 0,057 0,53 µm 0,045 0,062 0,54 µm 0,049 0,068 Resposta Espectral Tabela 5. [FONTE: NOVO, 1992]. 2.7 Análise digital dos alvos O método de análise digital engloba várias técnicas de manipulação de dados contidos em imagens digitais. Qualquer dado analógico pode ser digitalizado. Partindose de uma fotografia, uma grade de dimensões constantes é ajustada sobre ela, constituindo assim, uma matriz bidimensional, o qual define um conjunto de células denominadas pixels. Segundo Londe, (2005), a baixa resolução espacial tem como uma das limitações dos sensores orbitais, visto que esta aumenta a dificuldade de definição de parâmetros limnológicos. Câmara, et. al (2004), relatam que existem três metodologias para identificar problemas de análise espacial: • Eventos ou padrões pontuais – são fenômenos expressos através de ocorrências identificadas como pontos localizados no espaço. Exemplos: localização de crimes, ocorrências de doenças e localização de espécies vegetais. • Superfícies contínuas – estimadas a partir de um conjunto de amostras de campo regularmente ou irregularmente distribuídas. É resultante do levantamento de recursos naturais. • Áreas com contagens e taxas agregadas – trata-se de dados associado ao levantamento populacional, tais como, censos, que originalmente se referem a indivíduos localizados em pontos específicos do espaço. 24 Para o trabalho será utilizada a metodologia de superfícies contínuas, que tratam os dados originados dos recursos naturais. A identificação das imagens é feita por meio da leitura de pixels. Em uma fotografia o nível de cinza varia de 0, para a cor preta e 1 para a cor branca, sendo que a qualidade na digitalização da imagem depende do tamanho dos pixels formados na grade. Em sistemas de sensores remotos a digitalização pode ser feita em 256 níveis de cinza diferentes, variando o pixels S (x,y) de 0 a 255, para cada determinada banda espectral. Para representação de imagens multiespectrais, cada pixel é representado por um vetor com tantas dimensões quanto forem os canais espectrais. Nesses termos temos: S = s(x,y,n) (8) onde x,y = coordenadas espaciais do pixel e n = vetor que representa os canais espectrais. A figura 9 mostra o processo de digitalização. (A) Figura 9. (B) (C) Processo de digitalização [FONTE: NOVO, 1992]. A representação dos pixels na escala de cinza é realizada através de uma matriz bidimensional 5x5, como a figura abaixo, variando o pixels de 0 até 255. Figura 10. 37 37 37 37 38 37 38 38 38 38 37 38 38 37 38 38 37 37 38 38 37 37 38 37 38 Matriz 5x5 – Leitura de Pixels. 25 3 METODOLOGIA 3.1 Área de Estudo O estado de Minas Gerais abrange uma área de 582 586 km2, sendo classificado em quinto lugar em extensão no Brasil. Possui uma população de 17 891 494 habitantes, de acordo com o IBGE, censo de 2000. Faz fronteira com todos os estados da região Sudeste, com dois do Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul e Goiás, incluindo um pequeno trecho do Distrito Federal) e com um estado do Nordeste (Bahia). A Figura 10 mostra a localização do estado de Minas Gerais. (A) (B) Figura 11. (A) Localização da área de estudo Minas Gerais e (B) Área de estudo Geo-referenciada da grande Belo Horizonte. A área do estudo em questão compreende uma pequena fatia do estado de Minas Gerais. Serão estudadas as lagoas da Pampulha, Vargem das Flores e Ibirité, situadas na região metropolitana de Belo Horizonte. 26 A Lagoa da Pampulha, localizada na cidade de Belo Horizonte, é uma lagoa artificial, que foi construída na década de 40. Os recursos hídricos da bacia da lagoa da Pampulha estão sujeitos aos diversos impactos ambientais decorrentes da urbanização desordenada, infra-estrutura de saneamento precária, erosão e assoreamento, desmatamento irregular e disposição inadequada de resíduos sólidos e de efluentes industriais. A Lagoa Vargem das Flores, situada em Betim e Contagem, também sofre com o crescimento urbano desordenado. Foi construída no final da década de 60 com a finalidade de formar um reservatório de água para o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Inaugurou-se uma estação de tratamento de água em 1974, com capacidade para fornecer 1.500 litros de água por segundo, o suficiente para garantir o abastecimento de água para 15% da população da Grande BH. De acordo com estudos da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerias, corre o risco de ter suas águas impróprias para o consumo dentro de 50 anos, se nenhuma providência for tomada. Situada na região do município de Ibirité, a Represa de Ibirité é outra lagoa para o estudo em questão. Com a descarga de efluentes, o nível de poluição e assoreamento vem aumentando em grandes proporções. A situação é tão alarmante, segundo SEVÁ FILHO (2001), que o reservatório da Represa de Ibirité poderá diminuir em níveis tais que, não será mais possível o atendimento pleno das demandas de água industrial. A figura 12 mostra as três lagoas em bandas espectrais diferentes. 27 Banda 2 Banda 3 Banda 4 Figura 12. As 3 lagoas Pampulha, Vargem das Flores e Ibirité: B2, B3 e B4 do Satélite CBERS. 28 3.2 Aquisição de Imagens Para este trabalho foi utilizada imagem multiespectral nas bandas 2, 3 e 4 do sensor CCD. Estas imagens foram georreferenciadas com o software SPRING, Sistema de PRocessamento de INformações Geo-referenciadas, na versão 4.3.1 (INPE,2007). A escolha por estas bandas espectrais, foi crucial para o trabalho, já que as bandas 2 e 3 do sensor, são utilizadas para adquirir informações sobre água. 3.3 Criação do Banco de Dados Digital de Minas Gerais. Um banco de dados foi criado e nomeado de “belohorizonte”, bem como um SIG contendo mapas temáticos digitais de hidrografia. Este banco contém os projetos Lagoas, Pampulha1, Pampulha 2, Pampulha3, Pampulha4, Pampulha5, Flores1, Flores2, Flores3, Flores4, Flores5, Ibirite1, Ibirite2, Ibirite3, Ibirite4 e Ibirite5, sendo que o projeto “Lagoas” foi criado para o georreferenciamento das três lagoas em conjunto, enquanto os outros projetos foram criados apenas para leitura dos pixels existentes em partes das lagoas, no qual seguem no ANEXO 1. 3.4 Leitura e Geo-referenciamento das Imagens A leitura de imagens do sensor CCD do satélite CBERS foi realizada por meio do SPRING com a instrução “importar TIFF/GeoTIFF”. Elas vêm no formato “TIFF”, com o tamanho aproximado do retângulo que as envolve. Referido retângulo possui as seguintes especificações: a)Parâmetros da Imagem de entrada: • Colxlin: 6879x6436 • Resolução: 20 m 29 b)Parâmetros da Imagem de saída: • Colxlin: 6879x6436 • Resolução: 20 m Não foi necessário utilizar imagens no formato “GRIB”, pois as imagens no formato “TIFF” já podem ser importadas diretamente para o SPRING. O georeferenciamento foi feito inicialmente para um grupo de imagens CCD do CBERS obtidas no ano de 2003, as quais estavam sem nuvens. As imagens foram georreferenciadas através de pontos de controles, que foram coletados, por meio de um GPS, em pontos estratégicos da cidade de Belo Horizonte. A tabela 6 mostra os pontos com suas respectivas coordenadas. Tabela 6. Horizonte Número do ponto Pontos de controle com respectivas coordenadas na cidade de Belo Longitude Latitude 1 604737,030 7794959,221 2 612472,753 7795688,437 3 613634,712 7792821,781 4 613157,440 7793849,175 5 611092,101 7795637,076 6 610487,959 7796669,931 7 608292,281 7800298,953 8 607603,140 7802989,506 9 607492,254 7803292,057 10 606940,595 7803893,599 11 606684,674 7803748,638 12 606700,132 7803976,994 13 606787,292 7804147,419 14 606837,365 7804319,905 15 606599,375 7804497,183 16 606419,165 7804400,734 17 606366,297 7804503,996 18 606336,544 7804610,811 19 606248,789 7804681,266 20 605949,043 7804673,353 21 605790,535 7804688,691 22 605671,686 7804870,437 23 605579,141 7804789,030 24 605519,828 7804595,845 25 605298,956 7804275,372 26 605269,552 7803896,650 27 605314,262 7803725,813 28 605099,579 7803614,148 29 604931,580 7803927,224 30 604903,571 7804114,798 30 31 604947,714 7804367,854 32 604927,591 7804528,191 33 604810,755 7804644,926 34 604619,868 7804616,057 35 604436,404 7804488,623 36 604302,323 7804360,859 37 604179,804 7804362,825 38 604177,337 7804532,574 39 604278,442 7804768,746 40 604487,571 7804808,440 41 604764,460 7804835,531 42 605153,198 7804786,699 43 605220,954 7804978,704 44 605129,351 7805090,959 45 604834,483 7805283,253 46 604954,964 7805318,411 47 605224,090 7805246,076 48 605366,061 7805405,050 49 605356,972 7805601,807 50 605332,598 7805818,720 51 605326,583 7806017,379 52 605318,200 7806151,496 53 605465,994 7805969,682 54 605509,994 7805685,034 55 605722,708 7805521,709 56 606085,668 7805229,646 57 606288,403 7805018,645 58 606433,303 7804876,943 59 606649,640 7804724,994 60 606842,727 7804902,034 61 607019,717 7805000,261 62 607316,969 7804998,125 63 607491,779 7804985,653 64 607553,504 7804763,618 65 607701,601 7804782,550 66 607710,765 7805023,263 67 607902,922 7805268,408 68 607876,662 7805474,660 69 607991,402 7805554,185 70 608175,065 7805441,176 71 608210,065 7805237,930 72 608312,912 7804903,745 Verificou-se também que não havia presença de nuvens nas imagens, permitindo que elas fossem geo-referenciadas com maior precisão nas bandas 2, 3 e 4. Para o georeferenciamento da imagem foi adotada uma projeção UTM/WGS84, e após este, ficou claro que a imagem mudou para a posição verdadeira. A figura 13 mostra o georreferenciamento da imagem. 31 a) Sem Geoprocessamento b) Com Geoprocessamento Figura 13. Imagens sem georreferenciamento e com o georreferenciamento das 3 lagoas: composição colorida das bandas B2(Azul), B3(Verde) e B4(Vermelho). 32 3.5 Importação das Imagens para o Banco de Dados As imagens foram importadas pelo SPRING por meio da instrução “Arquivo” “Importar TIFF/GeoTIFF”, com a finalidade de formar um banco de imagens CBERS, no projeto de belohorizonte. A figura 13 ressalta as três imagens do CBRES nas bandas espectrais 2, 3 e 4, com as cores azul, verde e vermelho, respectivamente. Figura 14. Características composição colorida da imagem do CBERS: B2 (Azul), B3 (Verde) e B4 (Vermelho). 33 Vale a pena ressaltar que esta imagem gerada a partir das 3 bandas espectrais, é uma imagem formada pela composição colorida onde B2, B3 e B4 correspondem as cores azul, verde e vermelha, respectivamente, apenas para uma melhor visualização. 3.6 Relação entre as Imagens de Satélite e os Alvos Estudados. Um método adotado para o estudo, é a comparação entre a imagem do satélite CBERS na banda espectral 2 com o nível de cinza de acordo com a poluição encontrada na superfície das lagoas. Um estudo parecido foi o de BREZONIK, et. al, 2005, que comparava a imagem do satélite Landsat, se existia ou não presença de compostos orgânicos ou inorgânicos na superfície da água. A metodologia para estudo dos níveis de cinza gerou os intervalos normalizados que variam de 0 a 1 conforme citados, com base na análise das matrizes normalizadas. a) De 0 a 0,1333 pode-se dizer que a superfície da água está limpa, livre de matéria orgânica e inorgânica. b) De 0,1333 a 0,1412 pode-se dizer que a superfície da água está com muito pouca matéria orgânica e inorgânica. c) De 0,1413 a 0,1490 pode-se dizer que a superfície da água contém um pouco de matéria orgânica e inorgânica. d) De 0,1491 a 0,1569 pode-se dizer que a superfície da água está com muita matéria orgânica e inorgânica. e) De 0,1560 a 0,1765 pode-se dizer que a superfície da água está totalmente coberta por matéria orgânica e inorgânica. f) De 0,1765 a 0,2000 pode-se dizer que a área é praticamente terra ou lama. 34 3.7 Fluxograma das Atividades desenvolvidas As atividades desenvolvidas no presente trabalho podem ser resumidas no fluxograma mostrado a seguir: Aquisição das Imagens do CBERS Criação do Banco de Dados Digital da Região Metropolitana de Minas Gerais Leitura em Geo-referenciamento das Imagens Criação da Categoria Imagens Criação dos Pis nas 3 bandas espectrais Junção das 3 Bandas Espectrais para formar a composição colorida Criação de Categoria temática guardar os pontos de controles Georreferenciamento da Imagem Mapas das Lagoas Leitura de Pixels Apresentação de matrizes e histogramas Criação de gráficos e análise de resultados Figura 15. Fluxograma das atividades desenvolvidas. 35 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO A leitura de pixel foi feita através do software do INPE, SPRING, gerando em cada leitura uma matriz 5x5. Foi coletado em cada alvo escolhido um conjunto de matrizes totalizando 5. O geo-referenciamento das três imagens nas bandas espectrais 2, 3 e 4 do satélite CBERS, foi também obtido pelo software SPRING, que resultou em uma imagem multiespectral com a composição colorida e mais três imagens na escala de cinza. 4.1 O Geo-referenciamento O geo-referenciamento da imagem do satélite CBERS deu-se de forma satisfatória, obtendo um erro no ponto de controle de 3,161, devido a dificuldade de nitidez da imagem. A figura 15 mostra a imagem do satélite CBERS na região metropolitana de Belo Horizonte. A imagem foi gerada através das 3 bandas B2, B3 e B4 e ainda foi aplicado um contraste nas 3 bandas espectrais. A banda 2 ficou com a cor azul, a banda 3 com a cor verde e a banda 4 ficou com a cor vermelha. A escolha deu-se de acordo com as funções de cada banda espectral, uma vez que as banda 2 e 3, onde o comprimento de onda varia de 520 a 690 nm e ficaram com as cores azul e verde respectivamente. Já a banda 4 foi utilizada com a cor vermelha, uma vez que a função era de apenas verificar a morfologia do terreno. 36 Figura 16. Imagem georreferenciada na composição colorida e em três bandas espsctrais: Banda 2 – (Azul), Banda 3 – (Verde) e Banda 4 – (Vermelho). 37 4.2 Lagoa da Pampulha A leitura de pixels na Lagoa da Pampulha, apresenta parte da superfície da água coberta por matérias orgânicas particuladas, como por exemplo algas. A figura 17 obtida na composição colorida mostra nitidamente a presença de matéria orgânica particulada. Figura 17. Lagoa da Pampulha com composição colorida Para o estudo foi utilizado as três bandas espectrais disponíveis, como mostra a figura 18. 38 Banda 2 Figura 18. Banda 3 Banda 4 Lagoa da Pampulha nas 3 bandas espectrais. Percebe-se nitidamente que a banda 4 seria melhor utilizada para o delineamento da lagoa, já que a água da lagoa encontra-se praticamente em uma única cor. Isto ocorre porque a região do espectro da banda 4 é na faixa do infravermelho, enquanto as demais estão na região do visível. A banda 3 foi utilizada para compor a imagem na composição colorida, pois sua faixa espectral varia de 630 a 690 nm, o que resulta em pouca reflectância dos corpos d’água. A banda espectral 2 foi utilizada para leitura de pixels. A análise foi realizada por meio de histogramas gerados a partir de pedaços da lagoa na banda espectral 2. A figura 18 mostra todas as amostras coletadas na lagoa e a figura 19 referencia cada amostra recortada. Figura 19. Amostras recortados na imagem da Lagoa da Pampulha 39 (A) (D) Figura 20. (B) (C) (E) Cada amostra da Lagoa recortada. As letras A,B,C,D e E, da figura 20 representam as amostras coletadas digitalmente e recortadas da imagem da Lagoa da Pampulha na banda espectral 2. Os histogramas dessas áreas foram gerados a partir da leitura de pixels, obtidas através do SPRING. A figura 21 representa todos os histogramas das frações da figura 20. 40 (A) (B) (C) (D) (E) Figura 21. Histogramas gerados a partir das imagens selecionadas da Lagoa da Pampulha. 41 Além dos histogramas gerados a partir dos pedaços recortados das imagens, também foi gerado um conjunto de matrizes de cada amostra, com a finalidade de representar melhor a faixa de concentração dos pixels de água. A figura 22 relata as matrizes da amostra “A” da figura 20. 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 41 41 41 41 41 39 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 41 40 40 40 40 40 39 40 40 41 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 39 40 40 41 40 40 39 39 40 40 40 40 41 40 40 40 40 40 40 39 40 40 40 41 40 40 40 40 40 39 39 40 40 40 39 40 41 40 40 40 40 40 40 40 40 39 40 40 40 41 41 40 41 40 40 40 40 40 39 40 41 40 40 40 40 41 42 42 40 40 40 Figura 22. Matrizes obtidas com a leitura de pixels da amostra 20 A. 42 Para normalizar essas matrizes foi utilizado o software MatLab na versão 6.0. A normalização das matrizes foi necessária para a padronização dos gráficos gerados a partir dessas. Assim sendo temos na figura 23 o conjunto de matrizes normalizadas. 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1608 0,1608 0,1608 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1529 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1529 0,1529 0,1529 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1529 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1529 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1529 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1529 0,1529 0,1608 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1569 0,1608 0,1608 0,1569 0,1569 0,1529 0,1569 0,1608 0,1647 0,1647 0,1569 0,1569 0,1569 Figura 23. Conjunto de matrizes normalizadas da figura 20 A. Depois de normalizadas, foi gerado gráfico das matrizes como segue as figuras 24, 25, 26, 27 e 28. 43 Figura 24. 20A. Gráfico gerado da primeira matriz normalizada da amostra Figura 25. 20A. Gráfico gerado da segunda matriz normalizada da amostra 44 Figura 26. 20A. Gráfico gerado da terceira matriz normalizada da amostra Figura 27. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 20A. 45 Figura 28. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 20A. A análise dos gráficos mostra que todas as amostras normalizadas ficaram dentro do intervalo entre (0,1529 e 0,1647). De acordo com a metodologia criada, pode-se dizer que a amostra A da Lagoa da Pampulha contém muita matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. Na figura 20 B tem-se as seguintes matrizes. 46 38 37 38 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 38 37 38 37 36 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 38 37 36 36 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 38 38 37 38 37 37 37 36 38 37 37 37 36 36 36 37 38 37 37 37 37 37 38 37 37 37 37 37 37 37 36 36 37 37 38 36 36 37 37 36 36 38 38 37 37 37 38 37 37 37 36 37 37 37 37 38 39 37 36 36 36 36 37 37 38 38 39 Figura 29. Matrizes obtidas com a leitura de pixels da figura 20 B. 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1490 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1412 0,1412 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1529 Figura 30. Conjunto de matrizes normalizadas da figura 20 B. A seguir foram plotados os gráficos referentes às matrizes da figura 20 B. 47 Figura 31. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 20B. Figura 32. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 20B. 48 Figura 33. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 20B. Figura 34. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 20B. 49 Figura 35. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 20B. A segunda análise dos gráficos mostra que todas as amostras normalizadas ficaram dentro do intervalo entre (0,1412 e 0,1529). Pode-se dizer que a amostra B da Lagoa da Pampulha contém pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. Abaixo segue a terceira análise do conjunto de matrizes. 38 37 36 37 37 37 37 37 37 37 37 37 38 37 38 37 37 37 37 37 38 37 37 37 38 36 36 37 36 36 37 37 37 37 38 37 37 38 38 38 36 36 36 36 36 36 36 36 36 37 37 37 38 38 38 37 37 36 36 37 37 38 37 37 37 38 37 36 37 37 37 38 38 38 38 37 37 37 36 37 37 37 37 38 38 37 38 38 37 36 38 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 36 37 37 37 37 36 38 36 37 37 37 37 37 37 37 36 38 37 37 37 36 37 Figura 36. Matrizes obtidas com a leitura de pixels da figura 20 C. 50 0,1490 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1412 0,1451 Figura 37. Conjunto de matrizes normalizadas da figura 20 C. Concluído a normalização das matrizes referentes ao conjunto de pixel selecionado da figura 20 C, obtém-se os gráficos relacionados a esse conjunto. 51 Figura 38. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 20C. Figura 39. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 20C. 52 Figura 40. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 20C. Figura 41. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 20C. 53 Figura 42. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 20C. A terceira análise mostra que os pixels normalizados ficaram no intervalo entre (0,1412 e 0,1490), assim, pode-se dizer, de acordo com a metodologia criada, que a amostra C da Lagoa da Pampulha contém muito pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. A mesma metodologia é aplicada para o pedaço D da figura 20. 54 38 37 38 37 38 37 38 38 37 38 38 38 39 37 36 38 38 37 37 37 36 37 37 37 37 38 39 39 37 37 38 37 38 38 37 37 37 36 37 37 39 39 38 37 38 36 36 36 36 37 37 38 37 37 38 38 38 38 37 37 36 37 37 36 37 38 39 37 36 37 39 38 38 38 37 37 38 37 38 38 38 39 37 36 37 38 37 37 37 38 39 39 37 37 38 37 38 38 37 38 39 38 37 38 39 36 37 37 37 37 38 38 37 37 39 37 37 36 37 37 38 38 38 37 37 Figura 43. Matrizes obtidas com a leitura de pixels da figura 20 D. 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1529 0,1451 0,1412 0,1451 0,1490 0,1490 0,1529 0,1451 0,1412 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1529 0,1529 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1529 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1529 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1451 0,1412 0,1451 0,1529 0,1529 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1490 0,1451 0,1490 0,1529 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1529 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 Figura 44. Conjunto de matrizes normalizadas da figura 20 D. 55 Abaixo o conjunto de gráficos relacionados com as matrizes. Figura 45. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 20D. Figura 46. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 20D. 56 Figura 47. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 20D. Figura 48. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 20D. 57 Figura 49. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 20D. A análise dos gráficos mostra que todas as amostras normalizadas ficaram dentro do intervalo entre (0,1412 e 0,1529). Pode-se dizer que na amostra D da Lagoa da Pampulha existe pouca presença de matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. A última análise refere-se à figura 20 item E. Abaixo seguem as matrizes e gráficos relacionados. 58 37 37 37 37 37 37 38 38 38 38 38 38 39 37 36 37 38 37 37 38 37 38 38 37 37 38 39 39 37 37 38 38 37 37 38 38 36 37 37 36 39 39 38 37 38 38 38 37 38 36 38 36 37 38 37 38 38 38 37 37 37 37 36 38 36 37 37 37 36 36 39 38 38 38 37 38 38 38 38 38 38 38 38 38 37 37 37 37 37 37 38 38 38 38 38 37 36 37 37 37 37 37 37 37 37 38 37 38 38 37 37 36 37 37 37 36 36 37 37 37 38 37 38 37 37 Figura 50. Matrizes obtidas com a leitura de pixels da figura 20 E. 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1529 0,1451 0,1412 0,1451 0,1490 0,1490 0,1529 0,1451 0,1412 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1529 0,1529 0,1451 0,1451 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1529 0,1490 0,1451 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1451 0,1490 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1451 0,1529 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1451 0,1412 0,1451 0,1529 0,1529 0,1451 0,1451 0,1490 0,1529 0,1490 0,1451 0,1490 0,1529 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 0,1529 0,1490 0,1490 0,1490 0,1451 0,1451 Figura 51. Conjunto de matrizes normalizadas da figura 20 E. 59 Seguem os gráficos relacionados às matrizes normalizadas do pedaço E da figura 20. Figura 52. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 20E. Figura 53. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 20E. 60 Figura 54. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 20E. Figura 55. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 20E. 61 Figura 56. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 20E. A análise dos gráficos mostra que todas as amostras normalizadas ficaram dentro do intervalo entre (0,1412 e 0,1529). Pode-se dizer que na amostra E da Lagoa também contém pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. A análise geral de todas as amostras da Lagoa da Pampulha mostrou que somente a primeira continha a superfície ocupada com material orgânico e inorgânico. Já as outras pode-se perceber que na superfície da água, que continha muito poucos sedimentos em suspensão. 4.2.1 Verdade terrestre da Lagoa da Pampulha. A verdade terrestre da Lagoa da Pampulha foi realizada por meio de fotografias tiradas ao redor da lagoa, ressaltando determinados pontos como mostra o grupo de figuras abaixo. 62 Figura 57. Foto de parte da Lagoa da Pampulha. Figura 58. Foto da Lagoa da Pampulha com um divisor utilizado para conter as epécies macrófitas na superfície. 63 Figura 59. Trabalhadores retirando material orgânico e inorgânico da Lagoa da Pampulha. Figura 60. Parte da Lagoa da Pampulha coberta por vegetação. 64 Figura 61. Capivaras ao redor da lagoa e ao fundo espécies macrófitas. Figura 62. Foto Lagoa da Pampulha, Minieirão ao fundo. A Lagoa da pampulha, como pode-se verificar pelas fotografias apresenta-se em fase de limpeza. Mesmo assim ainda podemos verificar espécies algais em suas margens. Antes do processo de limpeza da Lagoa da Pampulha, existia um limitador de espécies algais (FIGURA 58), com a finalidade de conter o avanço destas espécies para 65 toda a lagoa. Como a imagem do satélite CBERS é mais antiga do que as fotografias, pode-se concluir que os comentários relacionados aos alvos estudados são válidos. 66 4.3 Lagoa Vargem das Flores A Lagoa Vargem das Flores, diferente da Lagoa da Pampulha, apresenta uma leitura de pixels mais homogênea, pois apresenta poucos focos de poluição da superfície da água. A figura 64 apresenta a Lagoa de Vargem das Flores na composição colorida. Figura 63. Banda 2 Lagoa Vargem das Flores na composição colorida. Banda 3 Banda 4 Figura 64. 3 bandas espectrais da Lagoa Vargem das Flores. Na Lagoa Vargem das Flores, pelas imagens orbitais, pode-se dizer que a superfície da água não está com a presença de compostos orgânicos ou inorgânicos. Aplica-se a mesma metodologia que foi utilizada na Lagoa da Pampulha. Abaixo a figura 66 que mostra as amostras estudadas na lagoa. 67 Figura 65. Recorte dos alvos a serem estudados na Lagoa Vargem das Flores. (A) (B) (C) (D) (E) Figura 66. Recortes de amostras da Lagoa de Vargem das Flores. 68 (A) (B) (C) (D) (E) Figura 67. Histogramas gerados a partir da Lagoa Vargem das Flores. 69 Após os histogramas temos as matrizes a serem normalizadas, a partir de amostras coletadas na imagem gerada do satélite CBERS (figura 66). 36 35 35 36 36 36 36 35 36 36 36 36 37 36 36 36 35 35 36 36 35 35 35 35 36 36 36 37 36 36 36 36 35 35 35 35 36 36 35 36 36 36 36 36 36 37 37 37 36 36 35 35 36 36 37 36 36 36 36 36 36 36 36 37 36 36 35 36 36 35 36 36 36 36 36 37 36 37 35 36 35 35 35 34 35 36 36 37 37 37 35 35 36 35 36 36 36 36 37 36 35 35 36 36 36 35 35 35 36 36 36 37 36 37 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 Figura 68. Matrizes a serem normalizadas da amostra A da figura 66. 0,1412 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1373 0,1412 0,1412 0,1412 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1373 0,1373 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1412 0,1373 0,1373 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1373 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1373 0,1412 0,1412 0,1373 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1451 0,1373 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1451 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1373 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1373 0,1373 0,1373 0,1333 0,1373 0,1373 0,1373 0,1412 0,1373 0,1412 0,1373 0,1373 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1451 0,1412 0,1451 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 0,1412 Figura 69. Matrizes normalizadas da amostra A da figura 66. 70 De acordo com a metodologia adotada, foram gerados os gráficos de cada matriz normalizada. Figura 70. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 66A. Figura 71. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 66A. 71 Figura 72. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 66A. Figura 73. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 66A. 72 Figura 74. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 66A. A análise dos gráficos da primeira amostra da Lagoa Vargem das Flores, relata que todas as amostras normalizadas ficaram dentro do intervalo entre (0,1333 e 0,1451). Pode-se dizer que na amostra A da Lagoa Vargem das Flores contém pouquíssima matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. A próxima análise refere-se a amostra B da Lagoa Vargem das Flores. 35 36 36 37 36 36 37 36 36 36 36 37 36 36 36 36 36 36 36 36 35 36 35 36 36 36 37 37 37 37 36 37 36 36 36 35 35 36 37 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 35 35 35 36 36 37 37 36 37 36 36 35 35 36 37 36 35 36 35 36 36 36 36 36 36 36 35 36 36 37 36 36 36 36 36 36 36 37 36 36 36 36 35 36 36 36 36 37 37 37 36 36 35 36 36 35 36 36 36 36 36 36 36 36 36 36 35 35 36 36 Figura 75. Matrizes a serem normalizadas da amostra B da figura 66. 73 0.1373 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1373 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1373 0.1373 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1373 0.1373 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1373 0.1412 0.1412 Figura 76. Matrizes normalizadas da amostra B da figura 66. Após a obtenção das matrizes normalizadas da amostra B da Lagoa Vargem das Flores, foi gerado os grupos de gráficos referentes a cada matriz. 74 Figura 77. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 66B. Figura 78. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 66B. 75 Figura 79. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 66B. Figura 80. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 66B. 76 Figura 81. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 66B. A análise dos gráficos mostra que a amostra B da figura 66 apresenta uma variação de pixels normalizados de (0,1373 a 0,1451). Portanto se enquadra no mesmo perfil da amostra A. A próxima análise refere-se a figura 66 C. 37 37 36 36 37 37 36 37 36 37 37 38 37 38 37 37 36 37 37 37 37 38 37 37 37 37 36 36 36 36 37 35 36 37 38 38 38 37 38 38 37 38 37 37 37 37 37 36 37 37 37 38 38 38 38 37 37 37 38 37 36 36 37 38 37 37 38 37 38 38 38 37 37 36 36 37 36 37 38 37 38 37 37 37 36 37 36 37 37 37 37 37 37 38 38 36 36 38 37 37 37 38 38 38 37 36 37 37 36 37 38 38 38 39 37 37 37 37 37 38 36 38 37 37 37 Figura 82. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra C da figura 66. 77 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1373 0.1412 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1490 0.1412 0.1412 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1490 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1529 0.1451 0.1412 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 Figura 83. Matrizes normalizadas da amostra C da figura 66. Figura 84. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 66 C. 78 Figura 85. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 66 C. Figura 86. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 66 C. 79 Figura 87. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 66 C. Figura 88. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 66 C. A terceira análise da Lagoa Vargem das Flores, mostra que houve uma variação da normalização da leitura de pixels de (0,1412 e 0,1490), assim, pode-se dizer, de 80 acordo com a metodologia criada, que a amostra C da figura 66 contém muito pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. Abaixo a análise da quarta amostra da figura 66. 36 36 36 36 36 35 36 37 37 36 36 36 37 37 36 35 35 36 37 37 36 36 37 37 37 37 36 35 35 35 37 35 36 37 37 35 36 37 36 38 36 37 36 36 38 36 36 35 37 37 36 36 37 36 36 36 36 36 35 36 36 36 36 36 36 36 36 37 37 36 36 36 36 37 37 36 37 36 36 36 37 37 36 36 36 36 37 36 36 36 36 37 36 36 37 37 37 37 37 37 37 37 37 36 37 36 36 36 36 35 36 37 37 36 37 37 37 37 37 37 36 36 36 36 36 Figura 89. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra D da figura 66. 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1373 0.1373 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1373 0.1412 0.1451 0.1451 0.1373 0.1412 0.1451 0.1412 0.1490 0.1412 0.1412 0.1373 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1373 0.1373 0.1373 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 Figura 90. Matrizes normalizadas da amostra D da figura 66. 81 Figura 91. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 66 D. Figura 92. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 66 D. 82 Figura 93. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 66 D. Figura 94. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 66 D. 83 Figura 95. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 66 D. A amostra D da figura 66 mostra que a variação da leitura normalizada de pixels variou entre (0,1373 e 0,1490). Assim tem-se que a amostra D da Lagoa Vargem das Flores contém muito pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. Segue a última análise de pixels da Lagoa Vargem das Flores. 37 37 37 37 37 37 37 37 37 37 38 38 37 37 38 38 37 37 37 36 37 37 37 37 37 37 37 36 36 37 37 38 37 37 37 37 37 37 38 38 37 38 37 37 37 36 37 37 38 37 38 37 38 38 37 37 37 37 38 38 37 36 37 37 37 37 37 37 37 37 38 37 37 37 37 37 36 36 37 36 38 38 37 37 37 38 37 38 37 37 36 37 37 36 38 39 38 39 38 37 38 38 38 38 38 37 38 38 38 37 38 37 37 38 37 37 37 37 38 36 37 36 36 37 38 Figura 96. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra E da figura 66. 84 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1412 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1490 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1529 0.1490 0.1529 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1412 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1490 0.1490 0.1490 0.1490 0.1490 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1490 Figura 97. Matrizes normalizadas da amostra E da figura 66. Gráficos das matrizes normalizadas da amostra E da figura 66. Figura 98. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 66 E. 85 Figura 99. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 66 E. Figura 100. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 66 E. 86 Figura 101. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 66 E. Figura 102. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 66 E. A última análise da Lagoa Vargem das Flores, relatou que a variação da leitura normalizada de pixels ficou entre (0,1412 e 0,1529). Portanto tem-se que a amostra E da Lagoa Vargem das Flores contém pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da 87 água. A Lagoa Vargem das Flores apresenta uma análise geral de todas as amostras bastante homogênea, obtendo uma leve variação na última amostra. Percebe-se então que o alvo estudado contém pouquíssimos sedimentos em suspensão. 4.3.1 Verdade terrestre da Lagoa Vargem das Flores A verdade terrestre da Lagoa de Vargem das Flores foi realizada da mesma maneira da Lagoa da Pampulha, ou seja, por meio de fotografias. Abaixo um grupo de fotografias tiradas ao redor da lagoa. Figura 103. Vista da Lagoa de Vargem das Flores. 88 Figura 104. Lagoa de Vargem das Flores sem a presença de materiais inorgânicos depositados na superfície da água. Figura 105. Vista da Lagoa Vargem das Flores. Ao fundo uma pedreira. 89 Figura 106. Existência de plásticos, garrafas, etc, nas águas da Lagoa Vargem das Flores. Figura 107. Amostra da Lagoa Vargem das Flores. Verifica-se que a Lagoa Vargem das Flores não contém sedimentos em suspensão em sua superfície, validando assim os comentários relacionados a esta lagoa. 90 4.4 Lagoa de Ibirité A Lagoa de Ibitité é um outro alvo de estudo. Suas características são parecidas com a Lagoa Vargem das Flores, pois apresenta uma homogeneidade na leitura de pixels, como pode ser vista na figura 108. Figura 108. Lagoa de Ibirité na composição colorida: B2(Azul), B3(Verde) e B4(Vermelho). Banda 2 Banda 3 Banda 4 Figura 109. 3 bandas espectrais da Lagoa de Ibirité. Aplica-se a metodologia para verificar se existe matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. 91 Figura 110. Amostras da Lagoa de Ibirité. (A) (B) (C) (D) (E) Figura 111. Recortes de amostras da Lagoa de Ibirité. 92 (A) (B) (C) (D) (E) Figura 112. Histogramas gerados da Lagoa de Ibirité. Como mostrado nas análises anteriores, tem-se, após os histogramas, o primeiro 93 grupo de matrizes a serem normalizadas. 39 39 38 39 39 39 38 39 39 39 39 39 39 40 39 39 40 39 38 39 40 39 38 39 39 38 39 39 39 38 38 39 39 39 39 39 39 39 39 40 39 39 40 40 40 38 38 38 39 39 38 38 39 39 40 39 39 40 39 39 39 39 39 39 39 39 39 39 39 40 39 39 40 39 39 39 39 40 39 39 39 39 39 40 39 39 39 39 38 38 38 39 39 39 38 39 40 40 40 39 39 39 40 40 40 39 40 39 39 39 39 39 40 39 39 39 40 39 39 40 39 39 40 39 39 Figura 113. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra A da figura 111. 0.1529 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1490 0.1529 0.1569 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1490 0.1490 0.1490 0.1529 0.1529 0.1490 0.1490 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1490 0.1490 0.1529 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1529 0.1529 Figura 114. Matrizes normalizadas da amostra A da figura 111. Segue abaixo os gráficos relacionados a primeira amostra da Lagoa de Ibirité. 94 Figura 115. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 111 A. Figura 116. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 111 A. 95 Figura 117. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 111 A. Figura 118. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 111 A. 96 Figura 119. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 111 A. A primeira análise da Lagoa de Ibirité, resultou na variação da leitura normalizada de pixels entre (0,1490 e 0,1569). Portanto tem-se que a amostra A da Lagoa de Ibirité contém pouca matéria orgânica ou inorgânica na superfície da água. 37 35 36 36 36 37 36 37 37 37 37 37 36 37 36 36 37 37 36 36 36 36 37 37 37 36 36 37 37 36 37 37 36 37 37 36 37 37 36 37 36 36 37 37 37 37 37 36 35 36 37 36 36 37 37 36 37 36 36 35 37 37 37 36 36 36 36 36 37 37 37 38 38 38 36 36 36 37 37 38 37 36 36 36 37 36 37 37 37 37 36 36 37 37 38 36 36 36 36 36 36 37 37 37 37 37 36 36 37 36 36 36 36 36 36 35 36 36 36 36 37 36 36 37 36 Figura 120. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra B da figura 111. 97 0.1451 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1373 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1490 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1373 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1490 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 Figura 121. Matrizes normalizadas da amostra B da figura 111. Figura 122. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 111 B. 98 Figura 123. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 111 B. Figura 124. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 111 B. 99 Figura 125. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 111 B. Figura 126. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 111 B. A análise da amostra B da Lagoa de Ibirité, verificou-se que a variação das matrizes normalizadas ficaram em torno de (0,1373 e 0,1490), contendo, portanto, 100 muito pouco de compostos orgânicos e inorgânicos. Na figura 127 inicia a terceira amostra da Lagoa de Ibirité. 37 37 36 36 37 37 37 36 36 37 36 37 37 37 37 37 36 36 37 36 36 36 37 37 38 36 37 37 36 36 37 36 36 36 36 35 36 36 36 37 36 37 37 37 36 37 37 37 37 37 36 36 36 36 36 36 37 37 36 36 37 37 37 37 37 37 37 36 37 35 37 36 37 36 35 37 37 37 37 37 37 37 37 36 37 38 37 38 38 38 37 36 36 37 37 38 37 37 37 37 36 37 38 38 37 37 37 37 37 37 35 36 37 37 37 37 37 36 36 37 37 37 36 36 37 Figura 127. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra C da figura 111. 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1373 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1412 0.1373 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1373 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 Figura 128. Matrizes normalizadas da amostra C da figura 111. 101 Segue os gráficos gerados a partir das matrizes normalizadas da figura 128. Figura 129. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 111 C. Figura 130. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 111 C. 102 Figura 131. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 111 C. Figura 132. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 111 C. 103 Figura 133. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 111 C. A amostra C da Lagoa de Ibirité, revela uma variação das matrizes normalizadas em torno de (0,1373 e 0,1490). Assim, pode-se dizer que ela contém muitos poucos compostos orgânicos e inorgânicos. A amostra D da figura 111 vem a seguir. 37 38 37 37 37 37 37 37 38 37 37 37 36 36 36 37 37 37 37 37 37 37 37 36 37 37 36 35 36 37 37 37 37 37 37 37 37 36 36 37 37 37 36 36 36 37 38 38 37 37 36 36 36 37 37 37 36 36 36 36 38 37 38 38 38 37 37 37 37 37 36 37 37 37 36 37 36 36 36 36 35 35 36 36 36 37 37 37 37 37 37 36 36 37 36 37 37 37 37 38 35 35 35 36 36 37 37 37 37 37 37 36 36 36 36 36 36 37 36 36 37 36 37 37 37 Figura 134. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra D da figura 111. 104 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1490 0.1490 0.1490 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1373 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1490 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1373 0.1373 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1373 0.1373 0.1373 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1412 0.1412 0.1412 0.1451 0.1412 0.1451 0.1451 0.1451 Figura 135. Matrizes normalizadas da amostra D da figura 111. Figura 136. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 111 D. 105 Figura 137. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 111 D. Figura 138. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 111 D. 106 Figura 139. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 111 D. Figura 140. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 111 D. A quarta amostra analisada traz uma leitura de pixels variando entre (0,1373 e 0,1490). Assim mostra-se que o alvo analisado contém muito pouca matéria orgânica e inorgânica presente na superfície da água. 107 O último alvo a ser analisado refere-se a amostra E da figura 111. 40 40 42 43 44 43 43 43 45 43 39 39 39 39 39 37 39 40 40 44 42 42 42 44 42 39 38 38 39 38 39 40 40 40 42 42 41 43 44 43 38 38 38 38 39 39 40 40 40 42 40 40 41 42 41 38 39 39 40 40 39 41 42 41 39 40 39 38 39 39 37 37 38 39 40 40 40 41 41 42 38 39 39 39 38 40 39 40 40 40 38 40 42 42 40 40 40 40 40 40 39 41 42 42 42 39 40 40 40 41 38 41 44 44 42 38 38 40 40 40 38 41 44 44 41 Figura 141. Matrizes obtidas da leitura de pixels da amostra E da figura 111. 0.1569 0.1569 0.1647 0.1686 0.1725 0.1686 0.1686 0.1686 0.1765 0.1686 0.1451 0.1529 0.1569 0.1569 0.1725 0.1647 0.1647 0.1647 0.1725 0.1647 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1647 0.1647 0.1608 0.1686 0.1725 0.1686 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1647 0.1569 0.1569 0.1608 0.1647 0.1608 0.1529 0.1608 0.1647 0.1608 0.1529 0.1569 0.1529 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1529 0.1569 0.1569 0.1608 0.1608 0.1647 0.1529 0.1490 0.1490 0.1529 0.1490 0.1569 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1490 0.1490 0.1490 0.1490 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1569 0.1569 0.1490 0.1529 0.1529 0.1569 0.1569 0.1529 0.1569 0.1569 0.1569 0.1608 0.1451 0.1451 0.1490 0.1529 0.1569 0.1490 0.1490 0.1569 0.1569 0.1569 0.1490 0.1529 0.1529 0.1529 0.1490 0.1490 0.1569 0.1647 0.1647 0.1569 0.1529 0.1608 0.1647 0.1647 0.1647 0.1490 0.1608 0.1725 0.1725 0.1647 0.1490 0.1608 0.1725 0.1725 0.1608 Figura 142. Matrizes normalizadas da amostra E da figura 111. 108 Figura 143. Gráfico da primeira matriz normalizada da amostra 111 E. Figura 144. Gráfico da segunda matriz normalizada da amostra 111 E. 109 Figura 145. Gráfico da terceira matriz normalizada da amostra 111 E. Figura 146. Gráfico da quarta matriz normalizada da amostra 111 E. 110 Figura 147. Gráfico da quinta matriz normalizada da amostra 111 E. A análise da última amostra da Lagoa de Ibirité, relatou uma leitura de pixels mais alta que as análises anteriores referentes a essa lagoa. A leitura de pixels normalizados, como pode ser visto no gráfico, variou de (0,1451 e 0,1725). Portanto pode-se dizer que a amostra E da Lagoa de Ibirité está com muitíssimos materiais orgânicos e inorgânicos na superfície da água. Uma análise geral da Lagoa de Ibirité mostra que as quatro primeiras amostras A,B,C e D, tiveram uma variância muito pequena e a quinta amostra variou muito com relação às demais. 4.4.1 Verdade terrestre da Lagoa de Ibirité. Devido a grande dificuldade de acesso a Lagoa de Ibirité, não foi tirada nenhuma fotografia. 111 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os dados digitais obtidos por meio das imagens do sensor CCD/CBERS apresentaram-se corroborados com as verdades terrestres apresentadas, validando assim a metodologia do estudo. A Lagoa de Vargem das Flores apresentou uma análise digital mais pura, do que as Lagoas da Pampulha e Lagoa de Ibirité. Isso de deve ao fato da Lagoa de Vargem das Flores ser uma lagoa de abastecimento de água e ainda controla pela COPASA. A Lagoa de Ibirité, apresentou os níveis de cinzas mais altos na amostra E. Assim pode-se dizer que na amostra E da Lagoa de Ibirité estaria com alta presença de matérias orgânicas e inorgânicas. Nas outras quatro amostras a variação ficou dentro dos parâmetros estudados nas outras lagoas. A Lagoa da Pampulha apresentou na amostras A uma maior variação dos níveis de cinza. Esta variação se deve ao fato de conter muita matéria orgânica e inorgânica na superfície da amostra. A leitura dos pixels da amostra A não atingiu os mesmo níveis da Lagoa de Ibirité, mas índices elevados que preocupam o estado de vida da lagoa. As outras quatro amostras se portaram dentro da região da normalidade. A metodologia de trabalho apresentada foi bastante eficaz, pois mostrou com bastante certeza as áreas com a superfície da água que estavam cobertas por material orgânico e inorgânico. Para trabalhos futuros na área, pode-se correlacionar os parâmetros de qualidade da água com informações mostradas nas imagens da câmera CCD do satélite CBERS. 112 6 REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DAS ÁGUAS, Ecossistemas Aquáticos. Disponível em: http://www.ana.gov.br/pnrh/DOCUMENTOS/5Textos/6-9EcossistemasAquaticos.pdf. ARRAUT, E. M., RUDORFF, C. M., BARBOSA, C. C. F., CARVALHO, J. C., FILHO, W. P., NOVO, E. M. L. M., Estudo do comportamento espectral da clorofila e dos sólidos em suspensão nas águas do Lago Grande de Curuai(PARÁ), na época de seca, através de técnicas de espectroscopia de campo. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, Goiânia. Anais... Goiânia: INPE, 2005. p. 2447-2456. BAUER, M., A Remote Sensing Overview: Principles and Fundamentals, In: Remote Sensing for GIS Users Workshop, University of Minnesota, June 24, 2004 BARBOSA, C. C. F., Sensoriamento remoto da dinâmica da circulação da água do sistema planície de Curuai/Rio Amazonas. 281f. Tese (Doutorado em Sensoriamento Remoto). INPE - São José dos Campos, 2005. BREZONIK,P., MENKEN, K. D., BAUER, M., Landsat-based Remote Sensing of Lake Water Quality Characteristics, Including Chlorophyll and Colored Dissolved Organic Matter (CDOM) Lake and Reservoir Management. Minnesota, 2005. CÂMARA, G. , MONTEIRO, A.M.V., Conceitos básicos em ciência da geoinformação. Fundamentos de geoprocessamento. 2002. CÂMARA, G., MONTEIRO, A.M.V., FUCKS, S.D., CARVALHO, M.S., Análise espacial e geoprocessamento. Análise espacial de dados geográficos. Julho 2002, p.331. 113 EPIPHÂNIO, J., C., N., Satélites de Sensoriamento Remoto, INPE, 2000. HÄDER, D.-P., KUMAR, H.D., SMITH, R.C., WORREST, R.C., Effects on aquatic ecosystems. In: Journal of Photochemistry and Photobiology B: Biology 46, 1998 53– 68. CHRYSOULAKIS, N., Spatial tools in hidrology: remote sensing for water resources. In: WADI GIS and Water Resources Workshop, ESIB, Beirut, 2002. LONDE, L., NOVO, E. M. L. M., CALIJURI, M. C.. Avanços no estudo do comportamento espectral do fitoplâncton e identificação remota da lagoas. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 12, 2005, Goiânia. Anais... Goiânia: INPE, 2005. p.389-396. MANTOVANI, J.E. Comportamento espectral da água: faixas espectrais de maior sensibilidade ao fitoplâncton na presença de matéria orgânica dissolvida em matéria orgânica particulada. 99f. Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto) – INPE, São José dos Campos, 1993. MENKEN, K., BREZONIK, P. L., BAUER, M. E.. Influence of Chorophyll and Colored Dissolved Organic Matter (CDOM) on Lake Reflectance Spectra: Implications for Measuring Lake Properties by Remote Sensing. Lake and Reservoir Management. Minnesota, 2005. MOREIRA, M. A. Fundamentos do Sensoriamento Remoto e Metodologias de Aplicação.. 3ª ed. Viçosa: Editora UFV, 2005. 320 p. NOBREGA, I. W., Análise espectral de sistemas aquáticos da Amazônia para identificação de componentes opticamente ativos. 87f. Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto) – INPE, São José dos Campos, 2002 114 NOVO, E. M. L. M., TUNDISI, J.G.. Sensoriamento Remoto de Águas Interiores: Perspectiva.INPE, 1985. NOVO, E. M. L. M., Sensoriamento Remoto Princípios e Aplicações, 2ª ed. São Paulo. Edgard Blücher, 1992. RUDORFF, C. M., Estudo da composição das águas da planície amazônica por meio de dados de reflectância do sensor Hyperion/EO-1 de espectrorradiômetro de campo visando a compreensão da variação temporal dos seus constituintes opticamente ativos 138f. Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto) – INPE, São José dos Campos, 1993. SAUSEN, T., Sensoriamento Remoto, In: Tópicos em Meio Ambiente e Ciências Atmosféricas, 2007. SEVÁ FILHO, A. O., SANTI, A. M. M., ROSA, C. A., ZANUTE, S. L. S., Licenciando Termelétricas de Grande Porte em Áreas Poluídas: Avaliação de um caso na Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG, e Comparação com Casos em São paulo e Paraná(1998-2001), IX CONGRESSO BRASILEIRO DE ENERGIA, 2001. SPRING, INPE, http://www.dpi.inpe.br, em Novembro de 2006. VICTÓRIA, D. C., BALLESTER, M. V. R.,PEREIRA, A . R., VILLA NOVA, N. A .. Estimativa do balanço hídrico da bacia do Ji-Paraná (RO) através de sensoriamento e geoprocessamento. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 11, 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: INPE, 2003. p.2639-2647. 115 7 ANEXO I a) Projeto: Lagoas • Projeção: UTM • Modelo da terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 44º 11’ 20’’ e Latitude1: s 20º 2’ 14’’ Longitude2: o 43º 51’ 43’’ e Latitude2: s 19º 42’ 13’’ b) Projeto: Pampulha1 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 51’ 1’’ e Latitude1: s 19º 49’ 40’’ Longitude2: o 43º 50’ 56’’ e Latitude2: s 19º 49’ 30’’ c) Projeto: Pampulha2 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 50’ 26’’ e Latitude1: s 19º 49’ 48’’ Longitude2: o 43º 50’ 14’’ e Latitude2: s 19º 49’ 39’’ d) Projeto: Pampulha3 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 49’ 54’’ e Latitude1: s 19º 49’ 46’’ Longitude2: o 43º 49’ 46’’ e Latitude2: s 19º 49’ 29’’ 116 e) Projeto: Pampulha4 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 50’ 24’’ e Latitude1: s 19º 50’ 1’’ Longitude2: o 43º 50’ 19’’ e Latitude2: s 19º 49’ 54’’ f) Projeto: Pampulha5 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 50’ 7’’ e Latitude1: s 19º 49’ 50’’ Longitude2: o 43º 50’ 0’’ e Latitude2: s 19º 49’ 45’’ g) Projeto: Flores1 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 44º 1’ 43’’ e Latitude1: s 19º 53’ 58’’ Longitude2: o 44º 1’ 28’’ e Latitude2: s 19º 53’ 51’’ h) Projeto: Flores2 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 44º 1’ 2’’ e Latitude1: s 19º 53’ 27’’ Longitude2: o 44º 0’ 45’’ e Latitude2: s 19º 53’ 18’’ i) Projeto: Flores3 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 44º 1’ 11’’ e Latitude1: s 19º 52’ 33’’ Longitude2: o 44º 1’ 5’’ e Latitude2: s 19º 52’ 23’’ 117 j) Projeto: Flores4 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 44º 0’ 30’’ e Latitude1: s 19º 52’ 26’’ Longitude2: o 44º 0’ 14’’ e Latitude2: s 19º 52’ 19’’ k) Projeto: Flores5 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 44º 0’ 9’’ e Latitude1: s 19º 51’ 59’’ Longitude2: o 43º 59’ 57’’ e Latitude2: s 19º 51’ 51’’ l) Projeto: Ibirite1 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 58’ 31’’ e Latitude1: s 19º 59’ 28’’ Longitude2: o 43º 58’ 24’’ e Latitude2: s 19º 59’ 24’’ m) Projeto: Ibirite2 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 57’ 59’’ e Latitude1: s 19º 59’ 42’’ Longitude2: o 43º 57’ 49’’ e Latitude2: s 19º 59’ 37’’ n) Projeto: Ibirite3 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” 118 • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 58’ 30’’ e Latitude1: s 19º 59’ 49’’ Longitude2: o 43º 58’ 10’’ e Latitude2: s 19º 59’ 41’’ o) Projeto: Ibirite4 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 58’ 34’’ e Latitude1: s 20º 0’ 18’’ Longitude2: o 43º 58’ 21’’ e Latitude2: s 19º 59’ 52’’ p) Projeto: Ibirite5 • Projeção: UTM • Modelo da Terra: WGS84 • Origem: Latitude: n 0º 0’ 0” e Longitude: o 45º 0’ 0” • Retângulo Envolvente: Longitude1 o 43º 58’ 8’’ e Latitude1: s 20º 0’ 18’’ Longitude2: o 43º 58’ 1’’ e Latitude2: s 20º 0’ 15’’