PRÁTICAS DE LINGUAGEM: FORMAÇÃO E LETRAMENTO DOCENTE
Maria de Fátima Almeida (UFPB/PROLING/ GPLEI)
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INTRODUÇÃO
Os estudos da linguagem têm avançados de modo significativo nos últimos
tempos e as pesquisas atuais retomam o processo educacional com ênfase na formação
docente. Apresentamos resultados de uma proposta de leitura e de produção textual para
o ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa em escolas públicas de João Pessoas.
Relatamos o projeto Práticas de Linguagem: formação e letramento docente
desenvolvido por um grupo de docentes e discentes da UFPB. O aporte teóricometodológico fundamenta-se na diversidade de linguagens, nas teorias
sociointeracionistas de Bakhtin/Volochinov (1981), Bakhtin (2004), de François (2004),
dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN e da Educação voltadas para o ensino da
leitura de para os gêneros discursivos. As ações ampliam as noções de linguagem, de
leitura, de texto e visa ao aperfeiçoamento das habilidades e competências para o
trabalho com a leitura e a escrita na escola.
Os procedimentos metodológicos constam de diversas modalidades propostas
para os educadores como formação continuada e executada a partir de um conjunto de
estratégias compostas por cursos, oficinas, palestras, seminários temáticos e de
avaliação. A proposição organizada em módulos permitiu a interação entre os
componentes da sala de aula no ato de ler. Como resultado, almejamos formar
educadores capazes de atuar nas escolas e formar outros membros da comunidade para
uma educação cidadã. Observamos que esse projeto contribuiu não só com a formação
docente, mas também de leitores críticos e criativos para a sociedade globalizada e para
a formação teórica e prática do aluno dos cursos de Letras e de Pedagogia e para
articular Ensino, Pesquisa e Extensão. Partilhamos com os professores do ensino
fundamental, algumas contribuições do processo sociointeracionista de construção de
sentido, mostrando que a leitura resulta da interação leitor / autor / texto. Verificamos
que, nesta perspectiva, o sentido depende do ponto de vista, da interpretação e das
diversas possibilidades de olhares do leitor, os quais variam conforme o gênero
discursivo apresentado.
As análises revelam os caminhos para a construção da leitura seguem as
percepções de mundo e as concepções que professor e aluno têm sobre a linguagem nos
tempos modernos. A proposta apresentada relata a experiência enquanto pesquisadora,
ao longo dos anos, e o desejo de contribuir para a formação de leitores mais
participativos, ver a sala de aula mais alegre e dinâmica e a sociedade mais
comunicativa. Assim, propor outro modo de ler/ver/interpretar representa uma vontade
de mudança e está longe de querer oferecer receitas prontas e acabadas, antes,
pretendemos construir um trabalho interativo entre os sujeitos na sala de aula.
1 A dinâmica interativa da leitura e da escrita na sala de aula
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Ao considerarmos a leitura e a escrita como processos que não estão prontos e
acabados e, que são várias as formas de significar e de nos comunicar, escolhemos
compreendê-los e analisá-los, na dinâmica interativa da sala de aula. Este espaço é
bastante “visado” por se encontrar, ainda, calcado num modelo tradicional e
conservador, em que os aspectos mais relevantes na construção do conhecimento, no
ensino e aprendizagem, não são considerados. Ferreiro (2001:161): revela que “A
escola sempre depositária de mudanças que ocorrem fora de suas fronteiras, pelo
menos deve tomar consciência da defasagem entre o que ensina e o que se pratica fora
de suas fronteiras.” Essa autora afirma, também, que não é mais possível
permanecermos priorizando um modelo de leitura que não dar conta dos avanços da
sociedade que requer leitores velozes e capazes de selecionar as informações que
deseja, dentro de um grande fluxo de mensagens produzidas com rapidez fora da
escola.
O ler e o escrever são modalidades determinadas pelas práticas pedagógicas do
professor, representante de uma instituição, que tem a tradição leitora da época clássica
dos romanos, em que ler em voz alta era uma interpretação real do texto e o leitor era
apenas um intérprete, no dizer de Barthes (1988). Torna-se verdadeiro dizer que as
estratégias usadas pelo professor revelam pouco o caráter social e político da leitura e
do complexo processo de interação e de sua contribuição para a formação do leitor do
mundo atual.
Para este estudo, fundamentamo-nos na concepção de linguagem de
Bakhtin/Volochinov (1929/1981) e Bakhtin (1992) para quem a linguagem é interação
que só existe na reciprocidade do diálogo e, que se caracteriza pela diversidade de
movimentos e modos de significar. A teoria sociointeracionista que fundamentará a
análise das práticas leitoras postula que linguagem é fenômeno heterogêneo, vivo,
variável e flexível, sempre situada num contexto sócio-histórico. A leitura é atividade
multifacetada, que se realiza pela interação do autor/leitor/texto ou
autor/professor/aluno/texto, no contexto de sala de aula. Desse modo caracterizada a
leitura permite visualizar suas modalidades ou estratégias reveladas pelos movimentos
e papéis do sujeito no processo de construção de sentido, no espaço escolar.
Nessa concepção, mostramos que a leitura é interação e compreensão
responsiva, que a produção de sentido resulta das múltiplas formas de ver e de ser do
sujeito leitor no mundo e não apenas das formas da língua. Tal como afirma Brandão
(1997), na leitura, o leitor se situa entre a disseminação dos sentidos (a polissemia) e as
coerções, os artefatos que organizam o texto. Consideramos que a prática de leitura
sociointeracionsta é capaz de minimizar as dificuldades do ensino e aprendizagem,
decorrentes de várias falhas na formação do educador e do aluno leitor, dentre elas: a
falta de condição para a produção da leitura e de acesso às novas teorias lingüísticas,
acerca do funcionamento da linguagem; da falta de aquisição de livros e de
participação em eventos culturais que lhe propiciem uma melhor formação; o não
prazer pela leitura por não a experimentarem desde cedo, tendo os primeiros contatos
na escola.
Lembramos Silva (1998) ao se pronunciar a respeito do lugar, da presença e
das condições da leitura na escola e das lacunas na formação do aluno-leitor, assim, ele
se reporta: o modelo de leitura que a escola realiza desde o Ensino Fundamental é
livresco e mecânico e apenas leva ao ato não significativo de ler o texto; a utilização
dos acervos e bibliotecas não está integrada à busca de produção do conhecimento; as
habilidades de leitura não propiciam ao aluno “o estudo e a fruição” de qualquer tipo
de texto, causando nos alunos o sentimento de incapacidade, tornando-os “ledores” e
não “leitores”. Dessa ótica, propomos reverter esse quadro e sugerimos o trabalho com
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os gêneros como modelo dinâmico para melhorar a sala de aula e a formação de
leitores.
No contexto atual, o referencial para a reconstrução de um mundo novo é a
educação. Saber ler o mundo é condição necessária para nele aturar e viver. È
importante, ainda, lembrar que não é apenas um sonho impossível, nem é utopia tentar
encontrar solução para alguns diagnósticos detectados por tantas pesquisas. Trata-se,
portanto, de apontar um caminho viável para superar os desequilíbrios e as seqüelas
deixadas por um regime autoritário que expropria a educação e cria estruturas sociais
injustas, cujos reflexos estão em toda a parte e se espalham por todos os setores, sendo
o mais afetado, a escola.
A leitura enquanto disciplina e campo de estudo é recente e avançou, a partir
da década de 60, especificamente, quando se desencadeou a lingüística do texto. Antes,
entendia-se a leitura como um ato de percorrer com os olhos o que está escrito. Ler
seria uma atividade individual que exigiria a capacidade de decifrar um código. As
concepções atuais de leitura não se limitam ao seu estágio inicial, nem ao sentido
etimológico da palavra: contar ou numerar letras e colher. O exercício de ser leitor
abrange uma dimensão sócio-cultural, histórica e política. Nesta reflexão, a leitura
vincula-se às atividades de questionar, de se conscientizar e libertar-se, seguindo a
linha de Silva (1998) para quem a leitura na escola é fundamental para a boa
aprendizagem.
É bem verdade que a leitura é um cruzamento de muitas vozes que marcam um
tempo, sua história, suas polêmicas, suas possibilidades, Abreu (1995). Este problema
torna-se evidente ao tomarmos como paradigma o desenvolvimento das técnicas de
representação de língua através da escrita, que impõe ao sujeito–leitor um domínio de
habilidade de leitura que ultrapassa a simples decodificação. Assim, desde cedo,
aprendemos e acostumamo-nos à prática da escola: ler em voz alta, associar formas
gráficas e unidades fônicas não nos atendo à importância do significado do texto, nem
à formação de leitores que o mundo tecnologizado precisa.
Atualmente, temos de considerar, também, a força dos meios de comunicação
que criam novas linguagens e provocam outras leituras, mutações no comportamento,
nos hábitos, na construção do conhecimento, constituindo-se numa realidade a que não
podemos fugir. Ferreiro (2001) sugere que nos perguntemos, na era da televisão e do
computador, de que leitura nós estamos falando na escola: a de obter informações de
diferentes fontes, avaliá-las e duvidar da sua veracidade, infelizmente, ainda não é. Ler
tem de ser sempre um processo interativo de muitas vozes, de diversificadas práticas
de variados gêneros discursivos.
Na concepção de linguagem bakhtiniana o que importa é o todo da interação
que se constitui na forma de gênero que, por sua vez, se constitui nas situações
concretas de enunciação. Desse ponto de vista, Bakhtin (1992:279) elabora uma teoria
para o gênero afirmando:
a utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e
escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma e
doutra esfera da atividade humana e que refletem as condições e as
finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo
(temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos
recursos da língua (...) -, mas também e, sobretudo, por sua construção
composicional.
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A perspectiva que vincula os enunciados às esferas de atividade humana
evidencia não só o dialogismo da linguagem, como explica a multiplicidade de gêneros
e, consequentemente, de sentidos que um texto apresenta. O gênero determina também
o modo de ler. Não lemos um romance do mesmo modo que lemos uma publicidade.
Toda a complexidade do ato de ler deve-se à diversidade de gêneros, de sentidos e de
leitores. Esse estudioso percebeu, ainda, que as vozes que se explicitam ou se ocultam
nas atividades de linguagem são realizadas pelos diversos sujeitos que entram na
linguagem, através dos gêneros ou modos de dizer que veiculam socialmente e dão
forma ao texto.
2 Experiências com leitura e escrita na escola
As experiências com ensino, pesquisa e extensão no Ensino Fundamental
permitiram-nos detectar as lacunas e as dificuldades no ensino e aprendizagem da
leitura e mostram a necessidade de projetos que fomentem estudos direcionados nesta
área. Assim, justificamos a escolha do tema: os processos de construção do sentido da
leitura no contexto sociointeracional da sala de aula, visando à análise e à
compreensão das práticas leitoras. Outro fato importante é o de que, recentemente, o
Governo Federal ter reformulado o sistema educacional e proposto os Parâmetros
Curriculares Nacionais – (PCNs) em todos os níveis de ensino, os quais a escola
necessita compreender para saber executá-los. Eles trazem as diretrizes para a
educação, mostrando que, hoje, não será mais aquela modalidade “bancária”, mas
aquela que estiver voltada para o desenvolvimento das competências e habilidades.
Eles contemplam a importância da formação do professor e a necessidade de se juntar
teoria e prática e, de se criar novas e outras situações de aprendizagem e, ainda,
determinam qual tipo de leitura cabe à escola ensinar e para qual modelo de sociedade.
Recorremos aos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997:48) que determinam
e direcionam os rumos da educação brasileira. No caso específico da língua materna,
os PCNs propõem que se contemplem língua oral e língua escrita, buscando
desenvolver a capacidade de ação construtiva e transformadora, visando os diversos
usos e registros da linguagem, nos termos seguintes: Os objetivos de língua portuguesa
salientam também a necessidade de os cidadãos desenvolverem sua capacidade de
compreender textos orais e escritos, de assumir a palavra e de produzir textos, em
situações de participação social. Sendo esta uma proposta para todo o Sistema
Educacional, deverá oferecer condições de execução do que está sendo proposto.
Esta proposta advém da linguística enunciativa que ainda não está bem
observada nem inserida nos currículos e nos livros didáticos que circulam nas escolas
e, muitos dos quais, trazem conteúdos defasados e desinteressantes para a realidade
atual. Todos estes argumentos revelam a necessidade de intensificarmos os estudos
sobre a sala de aula, especificaente, sobre as práticas de leitura na escola, a fim de não
nos afastamos do “tecido” de que somos construídos e, assim, mostrarmos o prazer do
cotidiano da sala de aula. O ler e escrever da escola deverão ser não só prazeroso, mas
também deverá ser direcionado para o desenvolvimento do cidadão. Essa é a proposta
do projeto; Práticas de leitura: uma parosta de formação docente desenvolvida por um
grupo de professores e alunos da Universidade Federal da Paraiba, em 2009/2010.
O trabalho com a leitura na escola carece ser sempre atualizado e requer
estratégias variadas e os professores precisam ter formação continuada, além do uso
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adequado do livro didático na sala de aula. Tal instrumento é utilizado pela grande
maioria dos educadores que o mantêm como única e verdadeira arma no combate à
preservação da instituição escolar. É esta a constatação de Grigoletto (1999:67):
certamente, uma das formas de disseminação do poder decorrente da produção,
circulação e funcionamento dos discursos na esfera escolar está no LD que funciona
como um dos discursos de verdade. Em nossas experiências de educadora ministramos
vários cursos que nos levaram a refletir sobre o modo como se trabalha a leitura nas
quintas séries do Ensino Fundamental e percebemos que não estamos formando nem
leitores críticos, nem escritores proficientes.
Vivenciar o ensino da leitura revela que o mundo moderno exige profissionais
que saibam utilizar esse sem-número de linguagens, com as várias possibilidades de
leitura existentes, pois à medida que o homem se apropria do saber, ganha poder e
transforma-se a si mesmo. E isso só será possível quando a escola mantiver uma
equipe de profissionais bem formados para realizar práticas leitoras capazes de formar
cidadãos para lerem o mundo mediatizado e ressignificado. A prática de atividades
leitoras com o gênero publicitário permite uma reflexão sobre diversos temas, atualiza
os leitores e os auxilia na construção de opiniões sobre a temática em discussão.
Experiências com gêneros discursivos possibilita a interação autor/leitor/texto no
momento da construção do sentido que é revelado naquela enunciação.
Faz-se necessário apontar a sala de aula como o espaço interativo e, assim,
desenvolver ações que viabilizem os processos de leitura e de escrita na escola
mostrando, sobretudo, os modos como o educador pode exercer as leituras práticas e
práticas leitoras. Acreditamos que um dos caminhos a seguir é o de pensar na
formação, no fazer cotidiano do professor em suas relações com o outro e com os
gêneros a serem lidos pelos alunos na escola. A partir da prática de leitura como
construção de sentido, pressupomos que o resultado do ato de ler seja cognitivo,
afetivo, social e, sobretudo prazeroso. E os sujeitos envolvidos mostrar-se-ão
participativos, criativos e construtores do seu saber pelas experiências produtivas de
ensino e aprendizagem relevantes para o crescimento da educação. Assim sendo, os
interlocutores da interação na sala de aula, posicionam-se como construtores do
conhecimento e do saber partilhados.
Agora, nós descrevemos um dos módulos das oficinas realizadas como prática
de leitura no modo sociointeracionista, de Almeida(2004), desenvolvida na sua tese de
doutoramento e servem de experiências nas escolas do Ensino Fundamental.. Os temas
dos módulos são selecionados conforme o público e a solicitação da escola, a escolha
dos gêneros dá-se em função do conteúdo a ser partilhado e construído conjuntamente
no contexto escolar. Eis o exemplo da proposta sociointeracionista de ler na escola do
Ensino Fundamental:
TÍTULO: Linguagens e leituras em interação
OBJETIVO: Realizar atividades de leitura, a partir de diferentes gêneros, visando
à construção interativa do sentido pelo sujeito leitor na sala de aula.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: cabe ao professor saber para ensinar:
* Concepções de linguagem, leitura e texto;
* Noções de gênero discursivo e tipos textuais;
* Processos de construção da leitura: compreensão, níveis e estratégias;
* A importância e a função da leitura: a formação do sujeito leitor;
O prazer de ler na escola.
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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: o que cabe ao professor
proceder para alcançar seus objetivos no ensino e aprendizagem da leitura.
JOGOS DISCURSIVOS NA SALA DE AULA: movimentos interativos,
interpretativos e conclusivos de leitura.
A) MOVIMENTOS INTERATIVOS
# MOTIVAÇÃO: diálogos interativos entre os participantes da sala de
aula de leitura, a importância e o prazer de ler.
# MECANISMOS DIALÓGICOS: diálogos e reflexões acerca de: o que é
ler ? o que se lê? como se aprende a ler ? para que se aprende a ler ?
B) MOVIMENTOS INTERPRETATIVOS:
# LEITURA NA ESCOLA: o ponto de vista do professor e do aluno e do
autor.
C) MOVIMENTOS CONCLUSIVOS:
# VIAGENS DE LEITURA:
— Apresentação do texto (gêneros)
— Leitura do texto selecionado
— Construção coletiva do sentido
— Narração oral sobre o texto lido
— Comentários acerca do tema
— Relato de assuntos relacionados à temática
— Discussão de outros textos ligados ao tema em foco
C) DESCOBERTA DE CAMINHOS DE LEITURA
— Construção coletiva do sentido do texto apresentado
— Discussão sobre o conteúdo do texto lido
— Reflexões acerca do título do texto em foco
— Perguntas relacionadas à temática do texto em questão
D) MECANISMOS FINAIS DA AULA: interessa ao professor discutir:
- A formação do sujeito leitor seu perfil e gosto pela leitura.
- Os recursos e o material didático utilizados na aula de leitura
- As leituras que serão necessárias para cada situação do leitor
E) SUGESTÕES DE LEITURA
- Leitura de gêneros discursivos variados: veiculados em revista, livros,
jornais e de vídeos relacionados ao tema da aula.
CONSIDERAÇÔES FINAIS
Nas interações da sala de aula de leitura partilhamos gêneros como poemas,
propagandas, contos, fábulas e textos opinativos e realizamos análises que revelaram a
importância desse trabalho com a diversidade de gêneros e como eles dinamizam a
leitura na escola. Observamos que os alunos realizam leituras fantásticas com a
linguagem verbo-visual e da imagem baseadas na concepção de leitura enquanto
interação, reforçando a tradição de leitura do texto escrito e do livro didático. Nessas
leituras questionamos: o fato de a escola não considerar a importância da cultura
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popular e da leitura em suas diferentes perspectivas para as diversas classes sociais e,
ainda, a falta de acesso e acompanhamento das pesquisas realizadas pelas ciências da
linguagem. As pesquisas no campo da linguística têm o propósito de desenvolver seus
modelos em áreas práticas de uso da linguagem e, ainda assim, não são satisfatórias. O
ambiente de aprendizagem carece e muito de posições e recursos que o dinamize e que
dê condições de formar sujeitos leitores do mundo.
Constatamos que só uma ação multidisciplinar de atividades não só unificadas,
mas integradas e conjuntas realizadas em módulos por áreas do conhecimento são
capazes de minimizar as dificuldades de leituta e de escrita no Ensino Fundamental.
Espera-se formar educadores capazes de atuar nas escolas e formar outros membros da
comunidade para uma educação cidadã. Como conclusão, almejamos contribuir para a
melhoria e formação docente e de leitores críticos e criativos da sociedade
multifacetada. Urge que sejam criados programas permanentes de formação continuada
para acompanhamento dos alunos formados em cursos de licenciatura das IES Públicas,
assim teremos profissionais competentes para formar outros leitores e escritores para
lerem o mundo ressignificado A sociedade atual e mediatizada exige outros modelos de
leitores para lerem a diversidade de gêneros que circulam. A sugestão da leitura na
perspectiva da Análise Dialógica do Discurso - ADD vem como divulgação das
pesquisas do Grupo de Estudos Enunciativos e da Interação – GPLEI que se pauta pela
teoria sociointeracionista bakhtiniana de linguagem. Nessa abordagem, afirma Almeida
(2004), o trabalho com a linguagem é fundamental para garantir que ler e escrever são
processos interativos e dinâmicos na iinteração professor e aluno na sala de aula.
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ALMEIDA, Maria de Fátima Linguagem e Leitura: movimentos discursivos do leitor na
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