1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRANDUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE GESTÃO POR COMPETÊNCIAS Por: Eliane do Nascimento Ferreira Orientadora Professora Ana Paula Alves Ribeiro Rio de Janeiro 2009 2 UNIVERSIDADE CANDIDOMENDES PÓS-GRANDUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE GESTÃO POR COMPETÊNCIAS Apresentação de monografia à Universidade Cândido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Gestão de Recursos Humanos. Por: Eliane do Nascimento Ferreira 3 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, agradeço a Deus, a toda minha família, corpo docente do Instituto “A vez do Mestre”, à professora Ana Paula Alves Ribeiro e aos amigos. 4 DEDICATÓRIA Dedico essa monografia a minha mãe Helena. Também aos meus amigos Fátima,João, Luiza Cirino e Wellington 5 RESUMO É uma pesquisa que focaliza os diversos ângulos das competências de uma organização. Sem RH, as atividades da empresa se dispensam e se perdem, não produzem o objetivo. A monografia apresenta ferramentas práticas, possíveis de serem executadas atendendo as seguintes expectativas: Treinamento, Seleção por competências de cada função e apresenta o caminho de como atingir com eficiência os resultados, isto é, lucro. Ao coletar sobre “competências” descobri que a empresa em que eu trabalho deverá implantar urgente o Recursos Humanos, pois só possui Departamento Pessoal. Palavras chaves: - competências - habilidades - treinamento - inovação - organização 6 METODOLOGIA A metodologia utilizada nesta pesquisa tem como objetivo de levar o empregado e o empregador a um conhecimento concreto, prático e vivencial. Apresentar verdades, realidades, de modo que a organização, conheça, goste, aceite e deseja vivamente introduzir em sua empresa. O material utilizado foram orientações como: idéias dos autores, levantamento bibliográfico, seleções as idéias fundamentais do texto, compreensão e sentido das palavras e /ou expressões-chaves e elaboração de comentário pessoal. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO 1 – Gestão por Competências 9 CAPÍTULO 2 - Gestão de Pessoas 20 CAPÍTULO 3 – Competência Organizacional 29 CONCLUSÃO 40 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 41 ÍNDICE 43 8 INTRODUÇÃO O projeto tem a finalidade de conscientizar a empresa, que cada dia o tema Gestão por Competências deve ser trabalhado, pois os Gestores de Pessoas não têm o conhecimento de como aplicar a técnica, ou seja, como fazer. Para alcançar o objetivo com Foco em Competências, a monografia apresenta como entender, desenvolver, o que treinar nos funcionários, identificar as competências de um treinamento, mapear cada função e como tornar os empregados aptos, para alcançarem o objetivo organizacional. A presente pesquisa tem a finalidade de conhecer os processos e práticas de Gestão por Competências, Gestão de Pessoas e Competências Organizacional de uma determinada organização para planejar, escolher, treinar e desenvolver, motivar e envolver. Tendo como foco principal as práticas de competências. A partir das informações coletadas buscarei identificar, que resultados organizacionais a área de Departamento Pessoal, precisa desenvolver para implantação do RH visando as competências. O primeiro capítulo, com ênfase em Definição de Gestão por Competências. O segundo capítulo apresenta uma visão geral sobre Gestão de Pessoas. O terceiro capítulo trata da definição de Organização com ênfase em Competência Organizacional. 9 CAPÍTULO 1 GESTÃO POR COMPETÊNCIAS Definição de Gestão de Competências É o desenvolvimento de construir uma organização eficaz e capaz de identificar as habilidades, dos profissionais e equipes, isto é, capacidade adquirida para um bom desempenho. O planejamento é indispensável, pois precisamos traçar metas em curto prazo, em médio prazo e em longo prazo, ou seja, o homem não nasce pronto é necessário fornecer meios como: treinamentos e desenvolvimentos das competências. A empresa deverá ter a sensibilidade que é preciso desenvolver as habilidades dos funcionários, para o progresso da organização. Segundo Paulo Freire, “ uma das qualidades mais importante do homem novo e da mulher nova é a certeza que têm de que não pode parar de caminhar e a certeza de que cedo o novo fica velho se não se renovar” (A importância do Ato de Ler, 1992, p. 86). A competência não e apenas o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, mas o desempenho apresentado pelo profissional em determinado contexto organizacional, por exemplo, a empresa em que trabalho, seleciona funcionários, sem verificar as habilidades, põe em determinada equipe não tem a conscientização que, para um bom êxito das tarefas solicitadas pelos gestores, é imprescindível o treinamento. Os funcionários utilizam as ferramentas, ou seja, as competências segundo ao seu critério, porém quando o resultado não é excelente, a equipe é 10 convocada para uma reunião para saber o que está acontecendo. A empresa deveria orientar os profissionais, motivando ao aprimoramento das competências disponíveis na organização, isto é, visando integrar e direcionar esforços em torno de objetivos e metas. Para que haja, competência nas equipes, é necessário investir, pois a organização espera que o funcionário seja capaz de fazer e resolver os problemas, como, por exemplo, a instituição recebe por dia quinhentos contratos, porém não possui sistema tudo é cadastrado na planilha de Excel. A equipe deverá analisar o mais rápido possível. O tempo gasto a análise documental é de 40 minutos aproximadamente. O processo é o seguinte: cadastra o contrato, solicita a documentação original através de fax à agência, o demonstrativo de débito para outro setor, abre pasta, cola check list, assinalando os documentos recebidos, envia para o supervisor definir qual o advogado responsável pelo processo de acordo com a Comarca e a Regional. Retorna para o funcionário enviar para a equipe de renegociação, para tentar o acordo, caso não consiga retorna para o empregado entrar com abertura de Ação Judicial o mesmo faz a petição e as custas judiciais. Ressalto que cada passo é cadastrado na planilha e a equipe operacional é composta de três estagiários que cursam o 6º período de Direito e um funcionário, que fica com a responsabilidade de verificar todo andamento e executar o procedimento necessário para que aja bom êxito. Ou seja, a organização deveria investir na qualificação do funcionário, isto é, capacitar o profissional com ferramentas adequadas, para que ele possa desenvolver as tarefas da melhor maneira possível, pois como o trabalho está visado para administração antes de completar dois meses os estagiários pedem para sair, o empregado trabalho depois do horário, final de semana, pois não consegue concluir as tarefas em tempo hábil. A equipe não trabalha motivada, pois não há receptividade da organização e do gestor. 11 Brandão Competências: apresenta o seguinte conceito para Gestão de No final da Idade Média, o termo competência pertencia à linguagem jurídica, significava a respeito à faculdade atribuída a alguém. Por desenvolvimento, o termo veio a designar o reconhecimento social sobre a capacidade de alguém pronunciar-se a respeito de determinado assunto, porém mais tarde passou a ser utilizado para qualificar o indivíduo capaz de realizar certo trabalho. Com a Revolução Industrial, o termo competência foi incorporado à linguagem organizacional, sendo utilizado para qualificar a pessoa capaz de desempenhar eficientemente determinado papel. Para Levy-Leboyer (apud GRAMUNGA, 2002, p.15) “competência é a forma de designar repertórios de comportamentos e capacitações que algumas pessoas ou organizações dominam melhor que outras, fazendo eficazes em determinadas situações”. Reconhecer a Gestão por Competências é reconhecer a complexidade do trabalho que exige que todos façam escolhas, julgamentos, tomem decisões diante de situações imprevistas. Por mais simples que seja um problema ou situação, somos obrigados a pensar e a nos posicionar. Competência, então, é a capacidade de analisar as situações e problemas, compreendendo-os, decidir qual estratégia adotar, medir os custos e benefícios, determinar quais recursos serão necessários e mobiliza-los para realização destas. Assumir riscos, agir proativa, preventiva e rapidamente em situações de emergências, mesmo sem dispor de todas as informações necessárias, é uma exigência dos profissionais hodiernos. Gerencias por competências também significa valorizar as atitudes do sujeito que pensa e que enfrenta as situações complexas e adversas, utilizando ao máximo sua inteligência e seus talentos (SENGE, 1998; TACHIZAWA, FERREIRA e FORTUNA, 2004). 12 A frequente utilização do termo competência no campo da gestão organizacional fez com que este adquirisse variadas conotações, sendo, não raras vezes, empregado de diferentes maneiras, conforme relatam Brandão e Guimarães (2001) e McLagan (1997). É possível, no entanto, perceber a existência de duas grandes correntes, conforme sugere Dutra, 2004). A primeira, representada sobretudo por autores norte-americanos (Boyatzis, 1982, e McClelland, 1973, por exemplo), entende a competência como um estoque de qualificações (conhecimentos, habilidades e atitudes) que credencia a pessoa a exercer determinado trabalho. A segunda, representada principalmente por autores franceses (Le Boterf, 1999, e Zarifian, 1999, por exemplo), associa a competência não a um conjunto de qualificações do indivíduo, mas sim às realizações da pessoa em determinado contexto, ou seja, àquilo que ela produz ou realiza no trabalho (Dutra, 2004). Baseando-se nas proposições dos referidos autores, procurou-se aqui definir competência a partir da junção de concepções dessas duas correntes. A competência, então, é aqui entendida não apenas como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para exercer determinada atividade, mas também como o desempenho expresso pela pessoa em determinado contexto, em termos de comportamento e realizações decorrentes da mobilização e aplicação de conhecimentos, habilidades e atitudes no trabalho. A gestão por competências propõe alinhar esforços para que as competências humanas possam gerar e sustentar as competências organizacionais necessárias à consecução dos objetivos estratégicos da organização. Segundo Rogério Leme, não é possível ter um modelo de Gestão por Competências se a empresa não tiver clara definida qual é a sua visão, ou seja, onde ela pretende estar daqui a alguns anos. Se a empresa não souber disso, como ela conduzirá as pessoas? 13 Gestão por Competências é: • Identificar as competências de que uma função precisa; • Identificar as competências que o colaborador possui; • Fazer o cruzamento das informações apuradas nos passos anteriores Identificando o gap de treinamento e traçando um plano de desenvolvimento específico para o colaborador. Gestão por Competências faz com que haja foco na ação. Ela permite que você trace o desenvolvimento da organização através de seus colaboradores. Gestão por Competências é a ferramenta básica para aplicar a Gestão do Conhecimento, afinal às pessoas passam saber onde estão os conhecimentos para serem aplicados na organização. Um bom motivo para implantar Gestão por Competências são exigências da Norma ISO que, a partir da atualização da versão 2000, iniciou a especificação desse processo, trazendo alguns requisitos e exigências, como: • Determinar as competências necessárias; • Fornecer treinamento ou tomar outras ações; • Avaliar a eficácia das ações executadas; • Manter registros de educação, treinamento, habilidade e experiência. Também descreve ser necessário considerar no planejamento: • Sucessão de gerentes e da força de trabalho; • Avaliação da competência individual; • Estágio de desenvolvimento das pessoas; 14 • Habilidades de liderança e gestão; • Trabalho em equipe; • Habilidades de comunicação. E, finalizando, ter um Plano de Treinamento que inclua: • Avaliação do aumento de competências das pessoas; • Medição da eficácia e da influência na organização. O mercado é dinâmico, as estratégias mudam, o perfil muda; logo, é necessário acompanhar a evolução, mensurar resultados, fazer realmente gestão de pessoas, não como uma burocrática rotina (porém necessária) de departamento pessoal, mas sim de Desenvolvimento de Pessoas, como um RH positivo e estratégico. Estamos na “Era das competências”, portanto precisamos identificar isso em nossos colaboradores e candidatos, que são os futuros colaboradores. Ou seja, é preciso implantar nas empresas: • Gestão de Pessoas com foco em Competências. • Treinamento com foco em Competências. • Avaliação com foco em Competências. • Seleção de Competência. • Remuneração por Competências. Gestão por Competências é uma ferramenta que veio para auxiliar as empresas a enxergarem o que ela precisa buscar e treinar em seus colaboradores. 15 Definição de Competência Existem várias definições de competência que trazem palavras diferentes, porém todas com sua essência em comum. Vejamos alguns exemplos. Maria Rita Gramigna, traz a definição da Cláudia Domingos: É um conjunto de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes, que afetam a maior parte do trabalho de uma pessoa, e que se relacionam com seu desempenho no trabalho. Scott B. Parry traz a definição de competências que eu mais admiro, como sendo: Um agrupamento de conhecimentos, habilidades e atitudes correlacionados, que afeta parte considerável da atividade de alguém, que se relaciona com seu desempenho, que pode ser medido segundo padrões preestabelecidos, e que pode ser melhorado por meio de treinamento e desenvolvimento. Já Fleury tem a seguinte definição: Competência é um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. 16 Pelas descrições acima, podemos extrair o que chamamos de “Pilares das Competências”, que são as três famosas letrinhas que forma o CHA: Conhecimento Habilidade Atitude O Conhecimento é o saber, é o que aprendemos nas escolas nas universidades, nos livros, no trabalho, na escola da vida. Sabemos de muitas coisas, mas não utilizamos tudo o que sabemos. A Habilidade é o saber fazer, é tudo o que utilizamos dos nossos conhecimentos no dia-a-dia. Já a Atitude é o que nos leva a executar nossa habilidade de um determinado conhecimento, pois ela é o querer fazer. Esse desdobramento do CHA é muito rico, pois nos dá uma noção da dimensão do significado Competência em cada um de seus pilares e, ao mesmo tempo, da integração de ambos. Implantar Gestão por Competências é um processo que necessita do envolvimento de toda a empresa. É um projeto que precisa ser compartilhado por todos os colaboradores, partindo da direção da empresa. Algumas empresas implantam Gestão por Competências em apenas algumas funções, geralmente do nível de gerência para cima, ou às vezes em apenas um setor da empresa, como o de marketing ou vendas. Estaríamos cometendo uma injustiça se afirmarmos que esse é um processo incompleto. 17 Afinal, apenas um fragmento do corpo da organização foi envolvido se considerarmos toda a essência da grande e poderosa ferramenta que é Gestão por Competências. Mas a implantação de Gestão por Competências em apenas parte da empresa ainda é a grande realidade no mercado. São vários os motivos que levam a isso e podemos resumi-los em: “falta de preparo dos profissionais diretamente ligados no projeto e profissionais afins”, ou seja, daqueles que auxiliam com produtos e serviços complementares para a execução do projeto. Gestão por competências deve ser um processo participativo onde todos devem colaborar. É por isso que deve ser levado a todas as funções da empresa. Etapas da implantação 1. Sensibilizar. 2. Definir as Competências Organizacionais. 3. Definir as Competências de cada Função. 4. Identificar as Competências dos Colaboradores. 5. Desenvolver os Colaboradores. 6. Acompanhar Evolução / Gestão por Competências. Todas as etapas para implantação de Gestão por Competência são importantes, mas etapa de sensibilizar é o princípio de todo o processo. Senão for bem-sucedida, certamente o projeto não será concluído. 18 Na sensibilização, é necessário apresentar os motivos da necessidade da implantação de Gestão por Competências em toda a organização. O desafio é falar aos diferentes setores com as linguagens que eles entendam. Muitas empresas desenvolvem seus programas de Gestão por Competências ou fazem suas avaliações baseadas no “achismos”, sem saber exatamente a dimensão daquilo que está avaliando ou dizendo. É preciso ter fatos nas mãos, e esses fatos são os indicadores, pois somente com indicadores um médico pode dizer se é necessário ou não um plano de ação para reduzir o colesterol, por exemplo. O mesmo ocorre em Gestão por Competências. Não basta dizermos que um colaborador precisar melhorar sua flexibilidade, pois seria muito genérico; montar um plano de ação assim é ineficiente. Porém, conhecendo os indicadores do que significa flexibilidade para a empresa e com o apoio de uma avaliação com foco em competências, teremos condições de identificar em quais indicadores o colaborador não está bem. Com esses fatos em mãos, traçamos um plano de ação para que o colaborador melhore aquele indicador, e é claro que ele irá melhorar seu nível naquela competência, reduzindo o gap e sendo mais eficiente. A vantagem de olhar o indicador é o poder e a possibilidade de ser específico e preciso, tanto no plano de desenvolvimento para reduzir gaps proporcionando o crescimento do colaborador, quanto no mapeamento de competências. O ápice da utilização dos indicadores é no desenvolvimento para reduzir os gaps dos colaboradores, pois possibilita a implantação precisa de um treinamento ou de um plano de ação específico para aquele indicador, como uma cirurgia, por exemplo. Para o desenvolvimento dos profissionais a organização deverá identificar as deficiências de cada um, é preciso treiná-los e desenvolve-los. A 19 diferença é que não iremos aplicar um treinamento genérico, mas sim específico baseado nas competências necessárias. Dessa forma, os treinamentos acabam sendo mais objetivos, focados e precisos. Agindo dessa forma, as empresas conseguem ampliar os resultados em treinamento, pois serão focados e não generalizados. E por que não afirmar a redução de custos? Isso não significa menos verba para treinamento; ao contrário, sendo o treinamento preciso e eficaz, seus resultados serão notados. Dessa forma, o RH passa ter um argumento real e financeiro para aplicar mais treinamentos. Esse é o caminho natural de um programa eficiente de Gestão de Pessoas com o foco em competências. 20 CAPÍTULO 2 Gestão de Pessoas Existe uma grande diferença entre gerenciar pessoas e gerenciar com pessoas. No primeiro caso, as pessoas são objeto da gerência. Elas são guiadas e controladas para o alcance de determinados objetivos. No segundo caso, as pessoas são sujeito ativo da gerência. A gestão estratégica de pessoas, visa o processo de ação gerencial sistemática e continua visa assegurar à organização, o senso da direção e continuidade a longo prazo; flexibilidade e agilidade no dia-a-dia. Focaliza o potencial de desempenho futuro da organização. Com a ênfase na estratégica de Gestão de Pessoas abandona a abordagem do isolamento do antigo DP e passa atuar de forma interativa e online com os parceiros das demais unidades organizacionais de empresa. A gestão estratégica não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras, de decisões presentes. Independentemente do tipo de organização um sistema de gestão de pessoas terá sempre a função de captar, desenvolver e reter o elemento humano necessário para o cumprimento da missão da empresa. Hoje a gestão de pessoas está orientada para duas direções que precisam ser compatibilizadas sua adequação eficaz ao negócio da 21 organização e sua capacidade de proporcionar às pessoas oportunidade de condição de trabalho. No atual mundo de negócios e do trabalho, terão mais probabilidades de sucesso as empresas que se mostrarem capazes de realizar a transformação de estratégias em ações, de enfrentar a incerteza e a ambigüidade e de atuar com visão global, perspectiva de longo prazo, capacidade de correr riscos e gestão por missões. Dar suporte à competitividade empresarial num mundo de negócios hiper competitivo é um desafio para gestão de pessoas, pois envolve o desempenho estratégico, em que os colaboradores adicionam valor aos resultados da empresa, as necessidades dos clientes e a eles próprios, em termos de seu crescimento pessoal e profissional. Para Souza (2002-12-15) destaca, como condição de maior competitividade das empresas, a necessidade de se desenvolverem novas maneiras de educar líderes e treinar talentos com potencial de liderança, Ressaltando: Programas que enfatizem mais o empresariamento que o gerenciamento. Programas que enfatizem mais o desenvolvimento de uma nova mentalidade empresarial que o domínio de técnicas. Programas que enfatizam mais o futuro que o passado. Programas que desenvolvam a capacidade de aprendizagem contínua. As estratégias para enfrentar o novo mundo do trabalho devem estar relacionados com: • • • Com novo tipo de emprego ou cargo; O impacto de uma nova ordem econômica e de inovações tecnológicas sobre o trabalho, notadamente sobre o desemprego; Novas formas de organização do trabalho; 22 • Novas formas de contratação dos colaboradores; • A exigência de um novo tipo de colaborador; • Alteração nas regras do poder nas organizações; • A humanização do trabalho. Os nossos colaboradores de hoje não aceitam mais desempenhar, cegamente, papéis e atribuições que lhe são cometidos. Eles exigem condições para um desempenho consciente e para que possam avaliar, em seus aspectos éticos, sociais, legais e humanos, as estratégias e planos de trabalho das empresas. A estratégia é o padrão que integra de maneira coesa, os principais objetivos políticos e ações da organização; como um conjunto de ações integradas, define o posicionamento estratégico da organização. Elementos Básicos da Gestão Estratégica de Pessoas Missão: assegurar uma gestão de pessoas que valorize o potencial, as competências e o desempenho estratégico e gere uma ambiência organizacional propicia ao comprometimento dos empregados com a missão da empresa. Visão: ser uma gestão de pessoas alinhada ao negócio da empresa e voltada para o crescimento e a realização profissional dos empregados. Objetivo estratégico: formular e implantar, até dezembro de 2005, um novo sistema de gestão de pessoas que, concebido e gerenciado numa abordagem estratégica, oriente-se para os resultados da empresa, para a satisfação dos clientes e para o crescimento profissional e pessoal dos empregados. Estratégia: manter flexibilidade organizacional, abrangendo consultoria interna, participação efetiva dos gerentes, adhocráticas e descentralização. equipes interdisciplinares, equipes 23 Implementação estratégica: implantar projetos, planos e programas, como capacitação dos gerentes e dos consultores internos, planejamento estratégico de pessoas, remuneração estratégica, gestão por competências e outros. Segundo Peters, Recursos Humanos é como carro-chefe da mudança organizacional, ou seja, a empresa bem-sucedida no futuro deverá consistir em uma coleção de habilidades e capacidades que estejam sempre prontas para serem lançadas sobre pequenas alterações do mercado. Sobre a Biotech Brasil A Biotech Brasil Ltda. Faz parte de um grupo multinacional de origem americana com atuação no ramo da Biotecnologia. Esse grupo foi fundado em 1987 e está presente em mais de 70 países. Atualmente, emprega em torno de 4.800 colaboradores e oferece uma gama de 25.000 produtos e serviços, com um faturamento anual de $ 1,26 bilhão. Visão da Biotech Brasil Ampliar nossa liderança tecnológica nos mercados de biologia molecular e cultura celular e expandir para uma posição de liderança nos novos mercados em crescimento. Criar uma completa e integrada plataforma tecnológica, promovendo excelência nos serviços prestados. 24 Missão Prover produtos inovadores e serviços para acelerar a descoberta e o conhecimento biológico. Valores Pessoas: Nós cuidamos das nossas pessoas; dividimos o sucesso que vem do trabalho em equipe. Responsabilidade: Nós trabalhamos com honestidade e integridade; somos responsáveis pelo que falamos e fazemos. Inovação: Nós desenvolvimento contínuo. inovamos e os empenhamos para manter Dinamismo: Nós O planejamento de RH deve criar a unidade entre as condições externas à organização e as condições do quadro de pessoal com decisões sobre as ações. Excelência: Nós usamos processos otimizados para desenvolver produtos de alta qualidade; oferecemos aos nossos clientes o que temos de melhor. Abrangência de atuação A Biotech Brasil é responsável pela cobertura de todo o mercado brasileiro, bem como administra e gerencia a comercialização de produtos por meio de distribuidores para toda a América Latina. Diagnóstico da situação A Biotech tem a plena consciência de que necessita de mudanças profundas para que possa manter o ritmo de crescimento e rentabilidade dos últimos anos, bem como de que essa mudança somente será efetiva se houver uma intervenção nos princípios conscientes que direcionam o comportamento de todos os membros da organização. 25 É necessário ampliar o campo de visão da alta gerência sobre os problemas internos e externos e buscar uma nova visão da organização sobre si mesma. A Biotech Brasil autorizou a intervenção e o projeto recebeu o nome de “Projeto RH 2007”, que teve os desafios descritos abaixo: • Estruturar, Planejar e Implantar um Sistema de Gestão por Competências abrangendo 100% dos colaboradores da Biotech Brasil. • Atuar no Desenvolvimento dos Colaboradores. • Realizar intervenções e implantar mudanças referentes às demandas do Clima Organizacional. • Mensurar o cenário pré e pós-implantação para análise do desempenho dos resultados financeiros e do clima organizacional. • Realizar o projeto em nove meses. Ações de Gestão de Pessoas realizadas pela Biotech Brasil De posse das informações das avaliações técnicas e comportamentais, a Biotech Brasil tomou várias providências estratégicas de gestão de pessoas. A seguir, as de maior destaque: • Disponibilização de todas as descrições de funções, incluindo as competências Comportamentais e técnicas: proporcionando a todos a idéia exata de onde estão e de aonde podem chegar, facilitando a implantação de um plano de carreira. • Ampla divulgação da Missão, da visão e das Competências Organizacionais da Biotech. 26 • Treinamentos de Automotivação e Gerenciamento comportamental. • Reuniões para Discussões de Livros: em alguns planos de ação individual foram inclusas sugestões para leitura de livros. A área de Gestão de Pessoas montou grupos de discussões entre os colaboradores para que eles tivessem oportunidade de compartilhar o conhecimento obtido por meio da leitura. • Comunicação Corporativa: para aumentar os canais de comunicação entre os colaboradores e a organização, foi criada a Reunião Geral dos Funcionários, trimestral, onde são apresentados o resultado financeiro e os principais acontecimentos do último trimestre.Procura-se incluir também uma apresentação sobre um assunto de interesse geral como: visão corporativa, curiosidades sobre os produtos, principais projetos em desenvolvimento etc. Também foi criado um informativo bimestral e foram programadas reuniões do Sistema de Gestão da Qualidade. • Promoção de Integração dos colaboradores. • Revisai de Benefícios: em resposta aos fatores apurados pela pesquisa de Clima. • Subsídios de Bolsas de Estudos. • Implantação de Sistema de Gestão de Qualidade. • Realização de Treinamentos alinhados às necessidades de treinamentos apuradas pelo Inventário Comportamental. • Implantação de ações de Responsabilidade Social. • Investimento na Qualidade de Vida dos colaboradores com Quick-Massage. • Implantação do programa Find a Better Way, programa de incentivo para sugestão de idéias e envolvimento dos colaboradores na tomada de decisão. • Implantação do Processo de Seleção em Competências. 27 Conclusão O impacto no clima mostra, claramente, a mudança ocorrida na Biotech Brasil. A aparente diminuição das competências comportamentais mostrou a importância e a grandeza da estratégia adotada. A forma pela qual foi conduzida a implantação na Biotech Brasil fez com que os colaboradores aumentassem seu nível de consciência e crítica sobre os comportamentos esperado deles. Portanto, na segunda avaliação, foram mais exigentes e coerentes em relação aos objetivos e às expectativas organizacionais. Ocorreu um aumento das Competências Comportamentais das pessoas. É fato observado tanto na pesquisa de clima, quanto na pesquisa complementar realizada pelo grupo de estudo. A diminuição constatada na segunda avaliação representa um pacto que a intervenção gerou na própria Cultura Organizacional. Eu escolhi o caso da Biotech Brasil, pois esta empresa foi constituída aproximadamente no mesmo período da organização em que eu trabalho, entretanto a Biotech Brasil desenvolveu, pois possui RH estratégico e utilizou as seguintes ferramentas: eficácia nos serviços prestados, tecnologia, engajamento dos colaboradores, responsabilidades, dinamismo, inovação, trabalho em equipe, organização, tecnologia e foco no cliente. O objetivo é apresentar a proposta à diretoria à organização em que eu sou colaboradora para que seja implantado Recursos Humanos com foco em Gestão por Competências observado os indicadores utilizados pela Biotech. A exigência de novo tipo de profissional 28 Na sociedade do conhecimento e com o forte impacto da tecnologia na organização e no gerenciamento das empresas, a maioria dos trabalhadores envolve conhecimento mais abrangentes a sua integração, bem como a necessidade e capacitação continuada, a busca constante de novas informações e a polivalência. Com essa configuração, o trabalho, para ser eficaz, passa a exigir um novo tipo de profissional, assim caracterizado: • Orientado para a interdisciplinaridade; • Orientado para o autodesconhecido; • Capaz de aprender e manter-se atualizado; • Orientado para missões; • Orientado para desafios; • Empreendedor; • Comprometimento com o negócio da empresa; • Polivalente/policompetente. Desenvolver a capacidade de pesquisa na área da gestão de pessoas É preciso, desenvolver a capacidade de pesquisa na área da gestão de pessoas, para se conhecerem os problemas brasileiros sobre pessoas nas organizações e tentar-se elaborar respostas estratégicas, a partir da capacidade autônoma e da transferência seletiva e crítica do desenvolvimento tecnológico. 29 CAPÍTULO 3 Desenvolvimento Organizacional “ Uma moderna definição de desenvolvimento organizacional (DO) deve ressaltar certos aspectos e métodos de administração de mudanças, como a de autoria de Frech e Bell, transcrita por Stoner, em que o DO é definido como”... um esforço de longo prazo para melhorar os processos de solução de problemas e de renovação de uma organização, particularmente por meio de uma administração mais eficaz e mais cooperativa da cultura da organização – com a ajuda de um agente de mudança, catalisador e com a aplicação da teoria e da tecnologia da ciência do comportamento inclusive pesquisa e ação”. Explicando as expressões utilizadas na definição, Stoner assevera que: • processo de solução de problemas são métodos pelos quais a organização enfrenta as ameaças e oportunidades de seu ambiente; • processo de renovação è aquele por meio do qual os administradores podem adaptar seu estilo de solução de problemas e seus objetivos às exigências em transformação do ambiente da organização; • administração com cooperação significa uma administração com participação dos subordinados e divisão do poder, em vez de uma administração com imposição hierárquica e autoridade; • cultura compreende os padrões dominantes de atividades, interação, normas, valores, atitudes e sentimentos, incluindo, assim, os aspectos formais e informais da vida das organizações; • pesquisa de ação refere-se à maneira como o analista organizacional aprendeu quais são os aspectos da organização que precisam ser melhorados e como se pode ajudar a organização a fazer essas melhorias. Em resumo, a pesquisa de ação compreende: 30 - um diagnóstico preliminar do problema, por agentes de DO; - coleta de dados, para os membros da organização; - feedback de dados, para os membros da organização; - análise dos dados, pelos membros da organização; - planejamento da ação; - tomada de providências apropriadas Como o DO, em tese, é delineado para aumentar a eficácia e a saúde da organização, um bom analista deverá ter competência nas seguintes áreas: § capacidade para diagnosticar com precisão problemas de natureza organizacional; § capacidade para atuar como um facilitador ou catalisador para os grupos existentes na organização; § compreensão e perícia num processo consultivo; § capacidade para oferecer a ajuda que é útil; § compreensão da dinâmica e das realidades de uma mudança planejada; § conhecimento e capacidade em metodologia da aprendizagem baseada na experiência; § profundo conhecimento das ciências do comportamento e de suas principais teorias; § finalmente, tratamento humano e não manipulativo das pessoas em uma organização. 31 Outrossim, para um melhor entendimento das metas de uma organização ideal, quanto à eficácia e à saúde, podemos asseverar que ela deve se caracterizar por possuir: ü um programa eficiente para o recrutamento e o desenvolvimento de talentos; ü suscetibilidade a uma permanente renovação, por meio da manutenção de um ambiente hospitaleiro para os indivíduos; ü em seu âmago e em sua estrutura, uma firme disposição para a autocrítica; ü fluidez em sua estrutura interna; ü alguns meios de combater o processo pelo qual os homens se tornam prisioneiros de seus próprios comportamentos. Atualmente, um ingrediente indispensável à efetividade de uma empresa seria um permanente contato com seu ambiente, altamente turbulento, cujas demandas podem causar impactos terríveis a seu funcionamento, impondo mudanças. Para tanto, é preciso que os atores organizacionais sejam bem preparados para enfrentar o desafio. A esse propósito, um dos pioneiros na área de DO, Werner Burke, num curso no Brasil, no início dos anos 70, apresentou os seguintes tipos principais de intervenção em DO: • desenvolvimento de equipes: é o ponto mais importante de DO; sua utilização mais comum visa à fixação de metas, tomada de decisões e técnicas de solução de problemas; • solução de problemas intergrupais; pode ser muito útil quando da ocorrência de conflito improdutivo entre unidades organizacionais, • ffeedback de dados: tem como ingrediente principal a discussão de dados autogerados pelos membros de unidades organizacionais supostas; • intervenção na tecno-estrutura: refere-se a mudanças na estrutura de uma organização ou na do cargo de uma pessoa; no primeiro caso, temos 32 mudanças no fluxo de trabalho, no segundo, no conteúdo dos cargos, que são enriquecidos; • treinamento: pode revestir-se das seguintes características: - treinamento em habilidades específicas, para todos os níveis gerenciais; exemplo entrevista de avaliação; - mais educação em áreas substantivas; exemplo análise de sistemas; - ampliação de conhecimentos em administração organizacional; exemplo cursos de extensão em Universidades. Embora, de início, num sentido mais restrito, a idéia central do DO vinculasse ao treinamento de sensibilidade, partindo-se do pressuposto de que a efetividade organizacional poderia ser aumentada com um maior engajamento dos empregados, adotaremos quanto ao DO a postura mais eclética, utilizando, portanto, tese de o DO se compõe de vários métodos e técnicas, para identificar e solucionar as dificuldades das organizações modernas. Nesse sentido, cabe introduzir visão de Strauss, segundo o qual o DO se refere a: “Um programa planejado, sistemático, iniciado pela administração da organização” (administração estratégica, esclarece o autor), “ com a finalidade de torna-la mais efetiva”, “mediante o uso de vários métodos destinados a mudar o comportamento organizacional”, “ baseado no pressuposto de que a eficácia organizacional aumenta à medida que o programa organizacionais”. facilita a integração dos objetivos individuais e 33 A metodologia de DO pressupõe, para seu desenvolvimento, a compreensão de vários aspectos do comportamento, estrutura e processos organizacionais. Dessa forma, adequada deve ser precedida de diagnósticos dos sintomas dos problemas, o que não é muito complicado, quanto às questões técnicas e operacionais, mas que se torna muito complexo quando envolver temas comportamentais, afetivos, cujas sutilezas exigem análise mais intensa. 34 O desafio de impulsionar e renovar continuamente as empresas Em um passado não muito distante, as pessoas eram consideradas recursos das organizações: os chamados recursos humanos. Mas afinal, o que são recursos ? Em geral, recursos representam algo material, passivo, inerte e sem vida própria que supre os processos organizacionais em termos de matérias-primas, dinheiro, máquinas, equipamentos etc. Quase sempre, uma propriedade da organização. Mas, serão as pessoas meros recursos organizacionais? Depende da maneira como se aborda a sua atividade dentro das organizações. Se essa atividade é meramente rotineira, repetitiva, física ou muscular, ela apenas faz parte dos processos produtivos como qualquer máquina ou equipamento. Aqui estamos falando do conceito de mão-de-obra ou de aplicação de energia muscular ao trabalho. Durante décadas em todo o decorrer da Era industrial foi essa a abordagem predominante a respeito da atividade humana nas organizações. Hoje, a automoção e a rebotização estão assumindo esse papel. A Era da Informação se incumbiu de mudar radicalmente esse panorama. As transformações a seguir estão ocorrendo em uma velocidade implacável: 1. Trabalho físico versus mental: o trabalho está se tornando cada vez menos físico e muscular e cada vez mais cerebral e mental. A atividade humana está deixando de ser repetitiva e imitativa para ser cada vez mais criativa e inovadora. 2. Padronização versus diversidade: as pessoas estão deixando de ser meras commodities nas organizações e estão cada vez mais assumindo seu caráter pessoal e singular em função das diferenças individuais. Antes, as práticas de RH das organizações – como seleção, treinamento, remuneração, benefícios etc. – eram padronizadas e estereotipadas a fim de garantir a homogeneidade de comportamento 35 das pessoas. Hoje, pelo contrário, as diferenças individuais estão sendo realçadas e incentivadas, os talentos estão sendo procurados com sofreguidão e as competências pessoais estão sendo aprimoradas para garantir a competitividade organizacional. 3. Trabalho individual versus trabalho de equipe: o trabalho esta deixando de ser individualizado, solitário e isolado para se transformar em uma atividade grupal, solidária e conjunta. Enquanto os cargos – conceito típico da Era Industrial – estão passando por uma total redefinição, as equipes estão cada vez mais em voga. A velha abordagem cartesiana de divisão do trabalho e especialização já deu tudo o que tinha de dar. Hoje em vez de dividir, separar e isolar, tornou-se importante juntar e integrar para obter um efeito sinergístico e multiplacador. As pessoas trabalham melhor e satisfeitas quando fazem juntas. Equipes, células de produção, times, trabalho conjunto, compartilhamento, participação, solidariedade, consenso, decisão em equipe, empowerment, autogerenciamento, multifuncionalidade, polivalência, diversidade: essas estão sendo as palavras de ordem nas organizações. 4. Reter talentos versus aplicar talentos: hoje não é mais tão importante reter talentos na organização. Possuir talentos é apenas uma parte da questão. O mais importante é o que fazer para que esses talentos no sentido de obter elevados retornos desse precioso capital humano. Isso significa preparar e motivar talentos para um contínuo crescimento e desenvolvimento profissional e abrir oportunidades para que eles alcancem sucesso.Hoje, o papel principal dos presidentes de empresas bem-sucedidas é o de agregar valor continuamente à organização, aos clientes e aos acionistas por meio do valor intelectual agregado aos funcionários. Isso tem a ver com conhecimento, habilidades e competências internas. Pessoas no meio disso tudo. É por aí que o sucesso organizacional trilha e caminha. 5. Gerentes versus líderes e coaches: o papel dos executivos também está mudando rapidamente. Os executivos estão se transformando em líderes democráticos, incentivadores e renovadores. O tradicional papel 36 gerencial de pensar e de comandar pessoas foi bom para uma época que já passou. O comando autocrático e impositivo de um lado e a obediência cega de outro funcionaram bem em uma época em que as mudanças eram lentas e contínuas e se privilegiava a manutenção do status quo. 6. A área de RH sofreu uma metamorfose, passando de órgão executor e operacional para uma pequena equipe estratégica de consultoria interna. T&D versus aprendizagem organizacional: o desenvolvimento das pessoas deixou de ser uma tarefa exclusiva da área de treinamento e desenvolvimento (T&D) para se transformar em uma preocupação holística na organização. A gestão do conhecimento e das empresas em agências de aprendizagem são decorrências diretas dessa transformação. Um verdadeiro mutirão de esforços conjuntos e integrados para incrementar a aprendizagem organizacional. 7. Capital humano: por fim, cada executivo passou a ser inserido no esforço conjunto de cultivar e desenvolver continuamente o talento humano. Aumentar, aplicar rentabilizar o capital humano constitui hoje uma obsessão das empresas competitivas. E essa tarefa passou a ser totalmente delegada e descentralizada por toda a organização. Uma tarefa de todos e não de poucos. A começar pelo executivo principal – o presidente da empresa – que deve dar o pntapé inicial nessa jornada e funcionar como o capitão do time. Executivos devem ficar no meio de campo, seja na defesa e no ataque. Hoje, o capital intelectual mostra uma pujança impressionante: ele vale na medida em que se distribui dentro da organização e se transforma cada vez mais em produtos e serviços e em criatividade e inovação. CHAVENATO, Idalberto. Como transformar RH – de um centro de despesa – em um centro de lucro, AP. cit.p. 104-136 37 Os novos ativos das empresas O capital intelectual de uma organização está basicamente assentado no capital interno, no extremo, principalmente, no capital que lhe dá base de sustentação. Ter talentos significa o ponto de partida, mas não o de chegada. O capital humano de uma empresa depende de três ingredientes básicos que precisam estar reunidos e integrados de maneira indissolúvel; conteúdo, continente e clima. Para ser mais claro talentos, estrutura organizacional e cultural organizacional. O capital humano depende de talentos que a empresa precisa conquistar, reter, aplicar, desenvolver, motivar e recompensar. A gestão das Competências Organizacionais O mundo mudou, os negócios também e muitas organizações ficaram para atrás nesse processo de corrida e de transformação contínua e progressiva. Existe hoje uma forte e urgente necessidade de talentos e competências para poder acompanhar a forte mudança e evolução. Uma questão de sobrevivência e de sucesso, obviamente. Saber alcançar a competitividade não depende apenas de conquistar, reter, aplicar, desenvolver, motivar e recompensar talentos, mas, principalmente, de gerir competências e alcançar resultados significativos por meio delas. O conhecimento depende de aprendizagem. As pessoas precisam ter oportunidades maiores – além do simples mecanismo de treinamento convencional – para aprender mais e mais. Mas o conhecimento para ser aplicado, isto é, transformado em ação. Isso leva à habilidade – capacidade de utilizar o conhecimento para agregar valor. Algumas habilidades importantes 38 são: capacidade de aprender e de reaprender por conta própria; de analisar, sintetizar e avaliar situações; de se comunicar, ter pensamento crítico, criatividade e inovação; de identificar e resolver problemas e conflitos; de tomar decisões, trabalhar em equipe, ter cultura de qualidade e de excelência; saber usar de maneira eficiente a tecnologia de informação etc. Mas a habilidade sozinha não funciona em ambientes desfavoráveis à sua implementação. Ela requer atitudes das pessoas para que possa se colocada em prática. Isso leva à competência – capacidade de utilizar o conhecimento para agregar valor e faze-lo acontecer na organização por meio da mudança e inovação. Mesmo em situações desfavoráveis. Competência significa a qualidade que uma pessoa possui e que é percebida pelos outros. Não adianta possuir competências, é necessário que outras pessoas reconheçam sua existência. Elas são dinâmicas, mudam, evoluem, são adquiridas ou perdidas. Existem quatro grandes categorias de competências, a saber: 1. Competências essências: são as competências básicas e fundamentais para o sucesso de uma organização de uma organização em relação aos clientes, à sociedade e aos concorrentes. Correspondem àquilo que cada organização sabe fazer melhor do que ninguém. Cada organização precisa identificar e localizar as competências essenciais capazes de leva-la ao sucesso. As competências essenciais são fundamentais para eficácia organizacional. 2. Competências de gestão: são competências relacionadas com a gestão de recursos – financeiros, comerciais, produtivos. Refere-se a como os recursos organizacionais são utilizados e os processos mobilizados para obter os melhores resultados. As competências e a gestão são fundamentais para sua eficiência interna. 3. Competências organizacionais: são as competências relacionadas com a vida íntima da empresa da organização. Correspondem ao modus 39 vivendi da organização, à sua cultura corporativa, como a organização se estrutura e organiza para realizar o trabalho organizacional. As competências organizacionais se referem ao aparato interno por meio do qual a organização se articula e se integra para funcionar. 4. Competências pessoais: são as competências que cada indivíduo aprende e desenvolve em suas atividades pessoas na organização. As competências que cada indivíduo aprende e desenvolve em suas atividades pessoais na organização. Trabalhar as competências organizacionais pode proporcionar à empresa um diferencial competitivo. A característica do conceito de competências de competir pelas capacidades, não é simplesmente por produtos e serviços. As competências organizacionais são o conjunto de talentos, habilidades tecnologias e comportamentos que uma empresa possui e consegue manifestar de forma integrada na sua atuação, impactando a sua performance e contribuindo com os resultados. A empresa precisa compreender as competências que servem de base. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: O NOVO PAPEL DOS RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES. Rio de Janeiro: Campus, 1999, p. 3-24. 40 CONCLUSÃO Ao longo dos seus 20 anos de existência, a organização em que eu trabalho passou por muitas, mudanças, entretanto nunca se preocupou com o desenvolvimento de seus funcionários, porém a empresa cresceu. Hoje o atual empresário tem outra visão. Está exigindo dos funcionários eficiência na elaboração das tarefas e comprometimento com a organização. A instituição possui 15 filiais, e até a presente data, não implantou Recursos Humanos, a diretoria contrata, funcionários com auxílio dos gestores, sem qualificações necessárias para desempenhar determinadas funções. A empresa tem que está se estruturando, pois para entrar na disputa do atual mercado, é preciso competência para um futuro promissor, não dá para crescer sem profissionais. Os critérios necessários para melhorar as condições de trabalho no momento são: • Qualificação • Treinamento; • Avaliação de desempenho principalmente dos gestores; • Cursos; • Pesquisa de Clima para avaliar o grau de satisfação ou insatisfação dos empregados; • Definir as competências de cada função O projeto apresenta uma visão do conceito de competência, visualizando o que é necessário para uma organização e seus colaboradores com desempenho com foco em Competências. 41 BLIOGRAFIA CONSULTA BOYATZIS, Richard E The competent management: a model for effective performance. New York: John Wiley, 1992. BRANDÃO, Hugo Penci; CARBONE, Pedro Paulo. A web como instrumento para a construção de trilhas de aprendizagem. In: BAYMA, Fátima (Org.) Educação corporativa: desenvolvendo e gerenciando competências. Rio de Janeiro: Pearson Prentice Hall, 2004. CARBONE, Pedro Paulo, Hugo Pena Brandão diniz Leite, Rosa maria de Paula Vilhena.Gestão do conhecimento. Rio de Janeiro: FGV, 2006. CHIAVENATO, Idalberto. Construção de Talentos: coaching e Mentoring. Rio de Janeiro: Campus, 2002. CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as Pessoas. Rio de Janeiro.2004. CURY, Joel Souza. Organização & Métodos: uma visão holística. São Paulo: Atlas, 2007 DUTRA, JOEL SOUZA. Competências: conceitos e instrumentos para a gestão de pessoas na empresa moderna. São Paulo. Atlas, 2004. FREIRE, Paulo. Aimportância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 2001. LE BOTERF, Guy. Competence et navigation professionnete. Paris: Éditions d´Organisation, 1999. LEME, Rogério. 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Paris: Laisons, 1999. 43 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 1 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO 1 9 Gestão por Competências CAPÍTULO 2 20 Gestão de Pessoas CAPÍTULO 3 29 Competência Organizacional CONCLUSÃO 40 BIBLIOGRAFIA 41 ÍNDICE 43 44 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: Universidade Cândido Mendes Título da Monografia: Gestão por Competências Autor: Eliane do Nascimento Ferreira Data da entrega: 06/08/2009 Avaliada por: Ana Paula Alves Ribeiro Conceito: