CULTURA
PARA SOCIOLOGIA, CULTURA É TUDO
AQUILO QUE RESULTA DA
HUMANA.
NÃO
EXISTE
CRIAÇÃO
CULTURA
SUPERIOR OU INFERIOR, MELHOR OU
PIOR, MAS SIM CULTURAS DIFERENTES.
No senso comum, cultura adquire diversos
significados:
grande
conhecimento
de
determinado assunto, arte, ciência, “fulano de tal
tem cultura”, etc.
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Aos olhos da Sociologia,
cultura é tudo aquilo que
resulta da criação humana.
São
ideias,
artefatos,
costumes,
leis,
crenças
morais,
conhecimento,
adquirido a partir do
convívio social.
Só o homem possui cultura.
Seja a sociedade simples ou
complexa, todas possuem
sua forma de expressar,
pensar, agir e sentir,
portanto, todas têm sua
própria cultura, o seu modo
de vida.
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Não existe cultura superior ou inferior,
melhor ou pior, mas sim culturas
diferentes.
As funções da cultura são:
satisfazer as necessidades humanas;
limitar normativamente essas
necessidades;
implica em alguma forma de violação da
condição natural do homem. Por exemplo:
paletó e gravata são incompatíveis com
clima quente; privar-se de boa alimentação
em prol da ostentação de um símbolo de
prestígio, como um automóvel; pressão
social para que tanto homens quanto
mulheres atinjam o ideal de beleza física.
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O que é belo numa sociedade
poderá ser feio em outro contexto
cultural.
Já o conceito de cultura de massa
pode ser definido como padrões
compartilhados pela maioria dos
indivíduos,
independente
da
renda, instrução, ocupação etc.
Cultura de massa é produto da
indústria cultural, tipicamente de
sociedades capitalistas; refere-se
aspectos superficiais de lazer,
gosto artístico e vestuário.
A mulher que está
presente na
fotografia faz parte
da Tribo Mursi, na
Etiópia.
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A indústria cultural está
sempre “fabricando” modas e
gostos, a cultura de massa só
é viável em razão da invenção
da comunicação em massa.
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A Sociologia estuda o comportamento do ser humano
em função do meio em que vive.
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A Sociologia é uma das Ciências
Humanas que tem como objetos
de estudo a sociedade, a sua
organização social e os processos
que interligam os indivíduos em
grupos, instituições e associações.
Enquanto a Psicologia estuda o
indivíduo na sua singularidade, a
Sociologia estuda os fenômenos
sociais,
compreendendo
as
diferentes formas de constituição
das sociedades e suas culturas.
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O termo Sociologia foi criado em 1838
(séc. XIX) por Auguste Comte, que
pretendia unificar todos os estudos
relativos ao homem — como a
História, a Psicologia e a Economia.
Mas foi com Karl Marx, Émile
Durkheim e Max Weber que a
Sociologia tomou corpo e seus
fundamentos como ciência foram
institucionalizados.
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A Sociologia surgiu como disciplina no
século XVIII, como resposta acadêmica
para um desafio que estava surgindo:
o início da sociedade moderna. Com a
Revolução Industrial e posteriormente
com a Revolução Francesa (1789),
iniciou-se uma nova era no mundo,
com as quedas das monarquias e a
constituição dos Estados nacionais no
Ocidente. A Sociologia surge então
para compreender as novas formas
das sociedades, suas estruturas e
organizações.
A Sociologia tem a função de, ao
mesmo tempo, observar os fenômenos
que se repetem nas relações sociais – e
assim formular explicações gerais ou
teóricas sobre o fato social –, como
também se preocupa com aqueles
eventos únicos, como por exemplo, o
surgimento do capitalismo ou do
Estado Moderno, explicando seus
significados e importância que esses
eventos têm na vida dos cidadãos.
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Como toda forma de conhecimento
intitulada ciência, a Sociologia pretende
explicar a totalidade do seu universo de
pesquisa. O conhecimento sociológico,
por meio dos seus conceitos, teorias e
métodos, constituem um instrumento de
compreensão da realidade social e de
suas múltiplas redes ou relações sociais.
Os sociólogos estudam e pesquisam as
estruturas da sociedade, como grupos
étnicos
(indígenas,
aborígenes,
ribeirinhos etc.), classes sociais (de
trabalhadores, esportistas, empresários,
políticos etc.), gênero (homem, mulher,
criança), violência (crimes violentos ou
não, trânsito, corrupção etc.), além de
instituições como família, Estado, escola,
religião etc.
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Além de suas aplicações no planejamento social, na
condução de programas de intervenção social e no
planejamento
de
programas
sociais
e
governamentais, o conhecimento sociológico é
também um meio possível de aperfeiçoamento do
conhecimento social, na medida em que auxilia os
interessados a compreender mais claramente o
comportamento dos grupos sociais, assim como a
sociedade com um todo. Sendo uma disciplina
humanística, a Sociologia é uma forma significativa
de consciência social e de formação de espírito
crítico.
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A Sociologia nasce da própria
sociedade, e por isso mesmo essa
disciplina pode refletir interesses de
alguma categoria social ou ser usado
como função ideológica, contrariando o
ideal de objetividade e neutralidade
da ciência. Nesse sentido, se expõe o
paradoxo das Ciências Sociais, que ao
contrário das ciências da natureza
(como a biologia, física, química etc.),
as ciências da sociedade estão dentro
do seu próprio objeto de estudo, pois
todo conhecimento é um produto
social. Se isso a priori é uma
desvantagem para a Sociologia, num
segundo momento percebemos que a
Sociologia é a única ciência que pode
ter a si mesma como objeto de
indagação crítica.
REFERÊNCIA
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Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de
São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/sociologia/cultura-1.htm>
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