1
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA
André Ricardo Bueno
Anselmo Sergio Souza de Moraes
AS FERRAMENTAS DO PLANEJAMENTO EM OBRAS CIVIS COMO
MECANISMO DE REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE
BELÉM – PARÁ
DEZEMBRO – 2010
2
André Ricardo Bueno
Anselmo Sergio Souza de Moraes
AS FERRAMENTAS DO PLANEJAMENTO EM OBRAS CIVIS COMO
MECANISMO DE REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE
Projeto do Trabalho de Conclusão de
Curso apresentado à Universidade da
Amazônia para obtenção do grau de
Bacharel em Engenharia Civil.
Orientador:
Ferreira
BELÉM – PA
DEZEMBRO – 2010
Prof.
M.Sc.
Alexandre
3
André Ricardo Bueno
Anselmo Sergio Souza de Moraes
AS FERRAMENTAS DO PLANEJAMENTO EM OBRAS CIVIS COMO
MECANISMO DE REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso
apresentado ao curso de Engenharia Civil
do
Centro
de
Ciências
Exatas
da
Universidade da Amazônia como requisito
para obtenção do título de Engenheiro Civil.
Banca Examinadora:
______________________________________
Professor Alexandre de Moraes Ferreira, M.Sc.
(Orientador)
______________________________________
Professor Selênio Feio da Silva, D.Sc.
(Examinador Interno)
______________________________________
Prof. Wandemyr da Mata Filho, M.Sc.
(Examinador Interno)
Apresentado em: ______ / ______ / _______
Conceito: ____________________________
BELÉM – PA
DEZEMBRO – 2010
4
AGRADECIMENTOS
A Deus pela vida e porque Dele, com Ele e para Ele são todas as coisas.
Ao Dr. Bueno que sempre me conduziu, me mostrou a dignidade do
trabalho e por ser meu anjo da guarda aqui na Terra. Creio que por isto Deus o
confiou um de seus próprios nomes: “Pai”. A minha mãe “Carme”, que desde
pequeno me protege, cuida e olha por mim. Contigo aprendi coisas que não dá para
descrever em simples palavras, mas creio que já sinta e saiba o que estou tentando
escrever pois coração de mãe conhece todos os sentimentos e atitudes dos filhos.
Aos irmãos Mariane, “Tá-ta” - como te chamava quando eu ainda era bebê - e
Fernando. Ter crescido com vocês dois, irmãos íntegros, honestos e amados foi um
privilégio de poucos, aliás, privilégio maior é poder pertenter a esta família.
À Ana Carolina, minha mulher e meu amor. Você é um presente do Céu.
Sou grato todos os dias à Deus e à sua família de me confiarem um tesouro tão
precioso e raro. Obrigado por estar comigo, pela paciência, amor e dedicação.
Aos companheiros de curso, em especial, Rosildo e Nilson (antigos
integrantes
de
grupo),
Alexandre
Soares,
Anselmo
Sergio
e
Mariana
Paumgarten (Equipe Mambiras), pela dedicação, pelas horas de trabalho e noites
em claro, pela paciência, companherismo e ajuda prestada durante toda a vida
acadêmica. Foi uma honrra cursar Engenharia Civil com vocês e honrra maior será
te-los como parceiros de trabalho.
Aos meus amigos da Embrapa em especial Valmi Borges, que me acolheu
nesta cidade, sempre me aconselhou e deu apoio nos momentos bons e difíceis.
Não dá pra esquecer uma amizade sincera! Aos Srs. Aldecy, Michell e Cláudio
Carvalho por acreditarem e confiarem no meu trabalho. Ao Paulo Leles meu braço
direito (as vezes o esquerdo também), por seu profissionalismo e dedicação.
Também à minha equipe de trabalho pela dedicação e apoio incondicionais.
5
Aos professores que nos deram a oportunidade de seus ensinamentos, em
especial,
ao
Msc.
Alexandre
Ferreira
por
nos
engrandecer
com
seus
conhecimentos e nos agraciar com sua orientação.
A todas as pessoas que fazem parte da minha jornada e que contribuiram
para este trabalho. Creio que a todos cabe uma antiga frase: “Fica sempre um
pouco de perfume nas mãos que nos oferecem rosas”.
A vocês notáveis, toda gratidão e admiração!
André Ricardo Bueno
6
A Deus pelo Dom da vida e muito obrigado por todas as pessoas colocadas
em meu caminho que certamente foram degraus na caminhada da minha vitoria.
À minha família, que não pouparam esforços para eu concluir esse objetivo.
Em especial minha mãe Celestina por todas as orações feitas em prol das minhas
realizações, meu pai Paulo por todos os conselhos, a minha esposa Cristina pela
perseverança e companheirismo em sempre acreditar que eu poderia ir mais longe,
ao meu filho Raphael que chegou em um momento tão especial que é uma luz em
minha vida, e a minha vó Celeste, que sempre torceu e onde estiver sei que
continua torcendo pelas minhas vitorias.
Aos meus amigos da Universidade André Bueno, Alexandre Andrade,
Murilo André e Mariana Domingues que foram muito mais do que horas e horas
de estudo. Sempre lembrarei desse grupo.
Em especial,aos muitos anjos que sempre que eu precisei de ajuda ao longo
da minha caminhada não mediram esforços nas palavras de conforto e incentivo,
meu padrinho e cumpadre Rodrigo Pimentel pela alegria e companheirismo que
sempre encontrei; minhas personais psicologas Dra. Vania Gemaque e Dra. Laura
Caroline por todas as vezes que me escutaram em relação as minhas
preocupações, aos amigos Alex Reis e Gilson Hugo pela sinceridade em cada
sorriso e conselho.
Aos Engenheiros que sempre acreditaram em meu potencial e sempre foram
os meus espelhos de profissionais, Eng. Renato Lima, Eng. Ruy Klautau, Eng.
Lourival Alcantara que nunca mediram esforços ao me repassar seus
conhecimentos.
E a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para este trabalho
A vocês o meu muito obrigado.
Anselmo Moraes
7
“Planeje com antecedência: Não estava
chovendo quando Nóe construiu a arca”
Richard C. Cushing
8
RESUMO
AS
FERRAMENTAS
DO
PLANEJAMENTO
EM
OBRAS
CIVIS
COMO
MECANISMO DE REDUÇÃO DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE
Autor: André Ricardo Bueno, Anselmo Sergio Souza de Moraes.
Orientador: Alexandre de Moraes Ferreira.
Trabalho de Conclusão de Curso – Engenharia Civil
Belém – PA, Dezembro de 2010.
O presente estudo aborda a aplicação de ferramentas do planejamento em
obras civis como mecanismo de redução de custos e aumento da produtividade. A
construção civil é um ramo que está em constante desenvolvimento e necessita de
adequação de seus processos aos anseios do mercado cada vez mais exigente em
rapidez e qualidade. Neste contexto, o planejamento apresenta-se como uma solução
empresarial para proporcionar mecanismos necessários para redução de custos,
aumento da produtividade.
Consequentemente o produto final será uma obra
executada de forma mais precisa, com maior qualidade e com valores agregados. Ante
as ferramentas de planejamento expostas neste trabalho conclui-se portanto que o tipo
de ferramenta a ser adotada dependerá de decisão da alta gerência em conjuto com a
equipe de planejamento, estando a complexidade do processo diretamente ligada ao
tipo e tamanho do empresa, sendo adotada metodologia de acordo com cada caso.
Embora pareça complicada a utilização as ferramentas de planejamento, estas nada
mais são que os elementos comumente encontrados nas obras de engenharia como os
projetos de Arquitetura, projetos de Engenharia e seus memoriais, só que elaborados e
utilizados de forma mais estratégica e efetiva. Além disso há necessidade que a equipe
de planejamento seja composta por pessoas treinadas e capacitadas, coordenadas por
engenheiros civis experientes que tenham perfil de gerentes de projetos. Assim as
ferramentas de planejamentos apresentam-se como um poderoso instrumento gerencial
para as empresas da construção civil e seu sucesso está diretamente ligado à forma
que o mesmo será concebido e executado, devendo ser um processo contínuo, cíclico,
divulgado, com acompanhamento e retroalimentação.
Palavras-Chave: Planejamento, obras civis, produtividade, custos.
9
ABSTRACT
TOOLS OF PLANNING IN CIVIL WORKS AS A MECHANISM FOR LOWERING
COSTS AND INCREASE PRODUCTIVITY
Author: André Ricardo Bueno, Anselmo Sergio Souza de Moraes.
Supervisor: Alexandre de Moraes Ferreira.
End of Course Work – Civil Engeneering.
Belém – PA, December de 2010.
The study examines the application of planning tools in civil engineering works
as a mechanism for reducing costs and increasing productivity. The construction
industry is one sector that is constantly evolving and need to adapt their processes to
the expectations of increasingly demanding market in speed and quality. In this context,
planning is presented as an enterprise solution to provide necessary mechanisms for
reducing costs, increasing productivity. Consequently, the final product will be a work
executed with greater precision, higher quality and added values. Before the planning
tools presented in this work it is therefore concluded that the type of tool to be adopted
will depend on the decision of top management in conjuto with the planning team, with
the complexity of the process directly linked to the type and size of company, being
adopted methodology according to each case. Although it looks complicated to use
planning tools, these are nothing more than the elements commonly found in works of
engineering projects such as architecture, engineering projects and their memorials,
only developed and used more strategically and effectively. In addition there is need for
the planning team is comprised of trained and skilled staff, coordinated by civil engineers
who have experienced project managers profile. So the planning tools are presented as
a powerful management tool for firms in the construction industry and its success is
directly linked to the way that it will be designed and implemented, should be an
ongoing, cyclical, released with monitoring and feedback.
Keywords: planning, construction, productivity, costs.
10
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1: Ruínas de MohenjoDaro – Vale do Indo .............................................
19
Figura 1.2: Carcassonne........................................................................................
20
Figura 1.3: Catedral de São Pedro – Vaticano....................................................... 21
Figura 1.4: Revolução Industrial.............................................................................
22
Figura 1.5: Croqui do Plano Piloto de Brasília........................................................ 26
Figura 2.1: Planejamento como Processo Segundo Limmer (1997)...................
29
Figura 2.2: Planejamento como Processo Segundo Nocêra (2000)...................
30
Figura 2.3: Planejamento como Função de Apoio à Coordenação Segundo
Cardoso e Erdmann (2001)....................................................................................
31
Figura 2.4: Planejamento como Ferramenta de Agrupar Recursos Segundo
Cimino (1987).........................................................................................................
32
Figura 2.5: Planejamento como Processo (Ciclo PDCA).......................................
34
Figura 2.6: Perdas Segundo o Tipo de Recurso Consumido.................................
38
Figura 2.7: Perdas Segundo Momento de Incidência na Produção......................
39
Figura 2.8: Como Reduzir Desperdícios................................................................
42
Figura 2.9: Diferentes abrangências do estudo da Produtividade........................
45
Figura 3.1: Benefícios do Planejamento................................................................. 50
Figura 3.2: Deficiências no Planejamento..............................................................
56
Figura 3.3: Site do CUB (Custo Unitário Básico).................................................... 62
Figura 3.4: Site do SINAPI.....................................................................................
63
Figura 3.5: Site do IBRE.........................................................................................
64
Figura 3.6: Site da Revista Construção e Mercado ............................................... 65
11
SUMARIO
INTRODUÇÃO.......................................................................................................
13
1.1 – Origem do Planejamento...............................................................................
13
1.2 – Trajetória da Pesquisa..................................................................................
15
1.3 – Objetivos.......................................................................................................
16
1.4 – Metodologia..................................................................................................
17
CAPÍTULO I – HISTÓRICO DO PLANEJAMENTO..............................................
18
1.1 – Antiguidade.................................................................................................... 18
1.2 – Idade Média...................................................................................................
19
1.3 – Renascimento...............................................................................................
21
1.4 – Revolução Industrial......................................................................................
22
1.5 – Século XX – Tempos Atuais..........................................................................
23
CAPÍTULO II –PLANEJAMENTO NA COSTRUÇÃO CIVIL.................................
27
2.1 – Conceito de Planejamento............................................................................
27
2.2 – Conceito de Desperdício...............................................................................
35
2.3 – Conceitos sobre Produtividade...................................................................... 43
CAPÍTULO III – IMPORTÂNCIA, BENEFÍCIOS E DEFICIÊNCIAS DO
PLANEJAMENTO................................................................................................
46
3.1 – Importância do Planejamento........................................................................
46
3.2 – Benefícios do Planejamento..........................................................................
49
3.3 – Perfil do Engenheiro Planejador....................................................................
53
3.4 – Deficiências das Empresas em Relação ao Planejamento...........................
54
CAPÍTULO V – FERRAMENTAS DE PLANEJAMENTO.....................................
58
5.1
–
Principais
Ferramentas
Utilizados
para
Elaboração
do
Planejamento........................................................................................................
58
5.1.1 – Projeto........................................................................................................
58
12
5.1.2 – Orçamento..................................................................................................
60
5.1.2.1 – Orçamento paramétrico...........................................................................
61
5.1.2.2 – Orçamento discriminado.......................................................................... 67
5.1.3 – Discriminação orçamentária (DO)..............................................................
68
5.1.4 – Especificações técnicas (ET)....................................................................
69
5.1.5 – Caderno de encargos (CE)........................................................................
70
5.1.6 – Memorial descritivo....................................................................................
70
5.1.7 – Cronograma................................................................................................ 70
5.1.7.1- Cronograma de rede das atividades.........................................................
71
5.1.7.2. – Cronograma de barras ou Gantt............................................................. 72
5.1.7.3- Cronograma de mão de obra....................................................................
72
5.1.7.4 – Cronograma de equipamentos................................................................
73
5.1.7.5 – Cronograma físico Financeiro.................................................................
73
5.1.8 – Tecnologia da Informação na Construção Civil..........................................
74
5.1.8.1 – Softwares de projetos.............................................................................. 74
5.8.2 – Softwares de gerenciamento......................................................................
75
5.1.9 – Indicadores de Desempenho...................................................................... 76
CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS......................
78
REFERÊNCIAS......................................................................................................
82
ANEXOS................................................................................................................. 87
ANEXO I – Estudo Preliminar................................................................................. 88
ANEXO II – Orçamento Paramétrico......................................................................
91
ANEXO III – Orçamento Discriminado.................................................................... 93
ANEXO IV – Memorial Descritivo...........................................................................
100
ANEXO V – Projeto Arquitetônico..........................................................................
127
ANEXO VI – Projetos de Engenharia.....................................................................
130
ANEXO VII – Cronogramas....................................................................................
135
13
INTRODUÇÃO
1.1.
Origem do Planejamento
O processo de planejamento está presente cotidianamente em nossas
vidas. Planeja-se o que fazer no dia que se inicia uma viagem de férias ou como
aplicar o dinheiro que se tem disponível. Pode-se, portanto, definir o planejamento
como um “processo consciente e metódico de construção do futuro”. Constitui-se
numa intervenção na realidade de forma a se obter uma situação desejada num
período de tempo determinado.
Verifica-se, entretanto, a existência de fortes resistências ao processo de
planejamento dentro das organizações. A ruptura com o conhecido, com a rotina,
traz insegurança, o que é compreensível, pois mudanças, em geral, geram riscos. A
introdução de medidas inovadoras tem um impacto, em graduações diferenciadas,
na vida das pessoas, das organizações e da sociedade. Há ainda a idéia de que se
“perde tempo com o planejamento quando há tanto o que se fazer”, o que
demonstra a dificuldade de se lidar com as tensões naturais entre as demandas do
cotidiano e as necessidades de longo prazo. Complemente-se a isso o fato de que o
planejamento funciona também como um instrumento de controle. A partir da
definição de objetivos a serem alcançados e as atividades a serem desenvolvidas e
seus responsáveis, há a possibilidade de se avaliar o desempenho da organização
como um todo e de seus integrantes.
Alega-se, também, que o planejamento envolve custos, o que é verdadeiro.
No entanto, nosso cotidiano reafirma que já está amplamente comprovado que
pequenos investimentos resultam em melhores planos que representam importantes
ganhos. O que se despendeu com o planejamento é amplamente recompensado
pela efetividade da ação empreendida, uma vez que ele disponibiliza um acervo de
informações que subsidiam as tomadas de decisão, possibilita que se proceda à
14
monitoria e avaliação da intervenção e ainda facilita a continuidade da ação, caso
haja mudanças na composição da equipe responsável pela sua execução.
Nesta perspectiva da importância do ato de planejar, vislumbra-se a
necessidade das empresas, pertencentes à área da construção civil, entenderem-se
como um sistema organizacional, buscando sincronizar sua produção com a
realidade e anseios do macro-sistema que as envolvem; permitindo-se, desta forma,
definir suas estratégias para manter e/ou conquistar mercado.
Assim, apartir de 1990 o país e o setor da construção civil têm passado por
transformações aceleradas no que se refere ao cenário produtivo e econômico.
Foram fatores decisivos para estas transformações a abertura do mercado nacional,
a criação do MERCOSUL1, a privatização de empresas estatais, dentre outros.
Sendo assim, uma nova realidade coloca desafios importantes para as empresas de
construção civil, entre eles o da sobrevivência em um mercado cada vez mais
exigente e competitivo.
A organização e a gestão na produção, antes deixadas a segundo plano,
passaram a ter uma importância fundamental no controle dos custos, dos
desperdícios e do retrabalho dentro das empresas. As empresas iniciaram uma
nova formulação em que os custos diretos e indiretos ocorridos na geração do
produto e a lucratividade tornaram-se decorrência da capacidade da empresa em
racionalizar seus processos de produção,
reduzir custos e
aumentar a
produtividades para satisfazer um consumidor cada vez mais exigente.
Com a entrada em vigor do Programa Brasileiro de Qualidade e
Produtividade – PBQP2, que tem como objetivo apoiar a qualidade e produtividade
em vista de aumentar a competitividade de bens e serviços produzidos no país, a
1
MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) é um processo de integração econômica entre Brasil,
Argentina, Uruguai e Paraguai constituído em 26 de março de 1991, com a assinatura do Tratado de
Assunção.
2
O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP) começou em 1990, para apoiar a
modernização das empresas brasileiras que precisavam se ajustar à abertura econômica e à forte
concorrência estrangeira
15
realidade interna das empresas e de seus canteiros de obras ganham uma forte
influência para evitar os desperdícios na construção civil originados de uma serie de
falhas que ocorrem ao longo das várias etapas do processo de construção. Assim,
começou uma forte influência para a introdução de programas de qualidade visando
a melhoria de produtos e processos.
Neste Trabalho de Conclusão de Curso, é demonstrado algumas
ferramentas que combatem esses desperdícios e aumentam a produtividade e,
conseqüentemente, levam as empresas de construção civil a uma forte pressão
competitiva no qual as ferramentas de planejamento se apresentam como
instrumentos gerenciais que permitem as empresas focar a sua atenção nos
clientes, fazendo com que cada vez mais empreendimentos sejam entregues no
prazo, com qualidade e redução de custos.
1.2.
Trajetória da Pesquisa
Um dos principais problemas observados no setor da construção civil é a
falta de adequação dos processos de planejamento existentes às condições
presentes na maioria das empresas do mercado de construção de edificações. O
setor ainda carece de propostas que consiga lidar com questões de incerteza,
comprometimento, transparência e formalização do processo de planejamento- em
muitos casos, o planejamento das ações seria a solução.
Porter (1986) ao tratar sobre estas questões nas organizações como fator
crucial ao sucesso empresarial confere que as estratégias de liderança no custo
total de uma obra, por exemplo, tem merecido a devida atenção em períodos de
crise econômica. No caso brasileiro, a indústria da construção civil tem procurado
seguir este raciocínio.
Assim, tão importante quanto planejar uma obra, é ser flexível para
readaptar os planos de produção à realidade do canteiro de obras. O que se
16
constata- por meio de uma simples visita em um canteiro de obras- é que hoje
várias obras civis padecem principalmente pela falta de um correto planejamento.
Atrasos, baixa qualidade de execução, utilização de mão-de-obra não especializada
ocasionam grandes transtornos e queda de produtividade. Para Bernardes (2001), o
planejamento e controle da produção (PCP) é uma ferramenta capaz de
proporcionar a introdução de melhorias nos aspectos organizacionais e temporais,
reduzindo atividades que não agregam valor e aumentando a confiabilidade da
produção.
Numa época em que se fala em qualidade e, por conseqüência, em
produtividade, é preciso que o gerenciamento de um projeto seja feito como um
todo: Recursos humanos, materiais, equipamentos como forma de se obter o
produto desejado – a obra construída – dentro dos parâmetros de prazo, custo,
qualidade e riscos previamente calculados.
1.3.
Objetivos
O objetivo geral, é demonstrar como a sistemática do planejamento pode ser
uma ferramenta poderosa para redução de custos e aumento da produtividade em
obras civis.
Deste modo elenca-se como objetivos específicos:

Demonstrar como a sistemática do planejamento pode contribuir para a
redução de custos e aumento de produtividade;

Evidenciar o planejamento de obras como uma ferramenta de melhoria da
qualidade dos serviços prestados em obras civis;

Utilizar valores agregados ao planejamento para melhorar a imagem
empresarial e valorizar a marca da empresa objeto de estudo;

Mensurar a melhoria da organização do trabalho, da eficiência e eficácia
empresariais geradas através da aplicação da sistemática de planejamento.
17
1.4.
Metodologia
A estratégia de pesquisa utilizada no trabalho é composta por duas etapas.
A primeira etapa refere-se à revisão bibliográfica dos temas abordados. A segunda
etapa compõe-se de um estudo exploratório dos temas estudados para a análise e
elaboração do diagnóstico, através do tratamento das informações coletadas na
literatura específica sobre o tema.
Encontra-se
no
escopo
da
pesquisa
qualitativa
a
opção
teórico-
metodológica que possibilitou o desvelamento da compreensão do significado do
Planejamento no campo da construção civil.
Através de revisões de literatura
técnica e científica relacionada ao planejamento de obras civis, estudando as
sistemáticas apropriadas para o objeto de estudo e conceitos importantes para o
tema proposto.
A pesquisa bibliográfica proporciona suporte teórico ao longo de todo o
processo da pesquisa e auxiliará as discussões centrais (conceitos, concepções,
fundamentos), correlacionando-as com as fontes documentais oficiais que tratam
sobre o tema.
Posteriormente foi realizada a comparação dos dados pesquisados na
literatura técnico-científica com as ferramentas aplicadas na prática pelas empresas,
a fim de descobrir possíveis pontos positivos, efetividade quanto sua utilização e
oportunidades de melhoria no processo de construção civil; identificando valores
agregados de relevância para valorização das empresas (melhoria da qualidade dos
serviços) e verificando indicadores de melhoria do desempenho e a necessidade de
utilização dessas ferramentas no que se refere a redução de custos e aumento da
produtividade em obras civis.
18
CAPÍTULO I
HISTÓRICO DO PLANEJAMENTO
Embora a visão e conceituação de planejamento, não tenham sido
consideradas com maior atenção e rigor científico na antigüidade, o mesmo já
existia em termos práticos. Isso pode ser visualizado a partir das grandes
construções e inventos da época. Nos últimos tempos, principalmente no período
pós-guerra até nossos dias, o assunto tem tido grande ênfase e, em volta dele,
vários conceitos foram surgindo. Tudo isso devido à complexidade do mundo atual
que exige novas e dinâmicas abordagens com a finalidade de acompanhar a
velocidade das transformações que vêm ocorrendo.
A seguir descreve-se a história do planejamento onde é descrito a evolução
do planejamento urbano desde a antiguidade até os tempos atuais.
1.1.
Antiguidade
A Civilização do Vale do Indo é reconhecida como a primeira civilização a
desenvolver o senso de planejamento urbano, por volta de 2600 a.C. onde algumas
pequenas vilas cresceram em grandes cidades contendo milhares de pessoas, que
não trabalhavam primariamente na agricultura, criando uma cultura unificada. O
repentino aparecimento dessas grandes cidades, bem como o crescimento e a
formação organizada destas cidades, parece ser o resultado de um esforço
planejado e deliberado.
Habitantes de cidades da antiguidade criaram certas áreas destinadas para
encontros, recreação, comércio e culto religioso. Muitas destas cidades possuíam
muralhas em volta, cujo objetivo era impedir (ou, ao menos, de dificultar) o acesso
de possíveis inimigos à cidade. A construção de prédios públicos e monumentos
19
são outros exemplos de planejamento urbano nos tempos antigos, das quais, as
cidades mais famosas são Roma e Atenas.
A figura 1.1 mostra parte das ruínas de MohenjoDaro no Vale do Indo, uma
das primeiras civilizações a adotar senso de planejamento urbano. Vivendo da
agricultura e do comércio, surgiu uma cidade cujas moradias atestavam a
sofisticação alcançada por aquele povo. As casas ofereciam todo o conforto
doméstico: um poço interno com água fresca, sala de banhos, pátio com
balaustrada e claraboia mantendo o ar fresco, cozinha, dependências de serviço,
quarto para dormir no andar superior para os donos da casa e no andar inferior para
seus servos.
Figura 1.1: Ruínas de MohenjoDaro – Vale do Indo
Fonte: Wikibooks (2010)
1.2.
Idade Média
Muitas cidades e feudos medievais3 eram protegidos por muros. Com o
crescimento
3
populacional,
muitas
destas
cidades
tornaram-se
super
Feudo medieval: Na Europa, durante a Idade Média (século V ao XV) o feudo era um terreno ou propriedade
(bem material) que o senhor feudal (nobre) concedia a outro nobre (vassalo). Um feudo medieval (território),
20
populacionadas. Para solucionar este problema, algumas cidades derrubavam seus
muros (e muitas vezes construindo outra, protegendo uma área maior), e outras
simplesmente deixavam seus muros antigos de pé, construindo novas cidades e
vilas ao redor da antiga cidade.
A religião fazia parte integral da vida política, cultural e social da Europa da
Idade Média, e isto se reflete nas cidades da época, onde na maioria das vezes, a
principal igreja estava localizada no centro da cidade, e era a maior, a mais alta e a
mais cara estrutura.
Figura 1.2: Carcassonne
Fonte: Site da UNC School of Information and Library Science
A figura 1.2 exemplifica bem a estrutura de uma típica cidade da idade
média. Trata-se de Carcassonne que durante a Idade Média foi defendida por um
imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de
muralhas, que ainda hoje pode ser vista, e representa o ápice da engenharia militar
do século XIII. O traçado irregular de suas ruas estreitas contrasta com a
geralmente, era constituído pelas seguintes instalações: castelo fortificado (residência do nobre e sua família),
vila camponesa (residência dos servos), área de plantio, igreja ou capela, moinho, estábulo, celeiro, etc.
21
magnificência das muralhas e do castelo guarnecido por 59 torres e barbacãs,
poternas e portas. Pode-se verificar que as edificações da igreja e do palácio se
destacam das demais existentes por seu tamanho e formatos.
1.3.
Renascimento
Durante o Renascimento, um período de grande desenvolvimento artístico,
planejadores urbanos desenhavam partes de uma cidade em grande escala, criando
grandes áreas para solucionar a super lotação de tempos antigos. Exemplos é a
Catedral de São Pedro, em Veneza, e a Basílica de São Pedro, no Vaticano (Figura
1.3 vista abaixo). Já um exemplo de uma área que foi inicialmente planejada, antes
de ter sido construída, é o Palácio de Versailles, na França, uma mini-cidade por si
mesma.
Figura 1.3: Catedral de São Pedro - Vaticano
Fonte: Vatican: the Holy See
Alguns artistas conhecidos, como Leonardo da Vinci e Michelangelo, por
exemplo, desenharam e ajudaram a embelezar algumas cidades italianas, no século
XV e XVI, enquanto Georges Eugene Haussmann planejou grandes avenidas e
22
praças, em Paris, no século XVIII, que ajudaram a cidade francesa em se tornar
reconhecida mundialmente como uma das cidades mais belas do mundo.
Algumas cidades dos Estados Unidos, na América colonial foram planejadas
de antemão, antes de terem sido construídas. Exemplos incluem Charleston,
Filadélfia e Savannah. O exemplo mais famoso, porém, é o da atual cidade de
Washington, DC, a atual capital do país. George Washington contratou Pierre
Charles L'Enfant, um arquiteto francês, para planejar a cidade.
1.4.
Revolução Industrial
Com a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, e a criação de
fábricas em cidades, a população de muitas cidades européias e americanas
começaram a aumentar rapidamente, recebendo milhares de pessoas vindas dos
campos, abandonando trabalhos nas áreas rurais, para trabalhar na indústria. Isto
fez com que cidades da época ficassem superlotadas, sujas, barulhentas. Muitas
pessoas viviam em bairros que possuíam péssimas condições sanitárias, na qual
famílias inteiras viviam espremidas em casas de um ou dois cômodos, perto das
fábricas.
Figura 1.4: Revolução Industrial
Fonte: Enciclopédia Virtual (2010)
23
Reformistas sociais começaram a pedir ao governo que melhorassem tais
condições precária de vida, sugerindo planos como novo zoneamento, com casas,
jardins e áreas verdes. Também sugeriu a separação de zonas industriais e
residenciais, cada uma em zonas separadas da cidade. Várias municipalidades e
governos tomaram medidas para melhorar a qualidade de vida nas cidades, mas à
medida que estas continuavam a crescer rapidamente, as poucas medidas tomadas
foram insuficientes para surtir algum efeito.
Planejadores urbanos tentaram mostrar a imagem de uma cidade ideal, na
Feira Mundial de Chicago, em 1893. Largas e grandes avenidas, com grandes
estruturas públicas, eram dois dos muitos aspectos numa cidade ideal. A exposição
marcou o início do movimento City Beautiful (Bela Cidade, em inglês), nos Estados
Unidos.
1.5.
Século XX - Tempos atuais
Até o final do século XIX, o planejamento urbano na maioria dos países
industrializados era de responsabilidade de arquitetos, que eram contratados por
empresas particulares ou, raramente, pelo governo. Mas o crescimento dos
problemas urbanos durante o final do século 19 forçou governos de muitos países,
em especial, o dos Estados Unidos, a participar mais ativamente no processo de
planejamento urbano.
O Movimento moderno na Arquitetura e no Urbanismo pregava que a
atividade de planejar as cidades era matéria de ordem eminentemente técnica, e
que, portanto, possuía a neutralidade política inerente ao trabalho científico. Tal
pensamento se formalizou especialmente com o trabalho dos CIAM (Congressos
internacionais da Arquitetura moderna) e, especialmente, com a Carta de Atenas.
Reflexos deste pensamento urbanístico podem ser observados em projetos de
novas áreas de expansão urbana totalmente desvinculados das necessidades
24
efetivas das comunidades que aí morariam. O plano-piloto da cidade de Brasília é
considerado o exemplo mais perfeito deste tipo de urbanismo modernista.
Entre 1900 e 1930, muitas cidades nos Estados Unidos introduziram
comissões de planejamento urbano e leis de zoneamento. Um dos mais famosos
planos de revitalização urbana desse período foi o Plano Burhan, que revitalizou
uma grande parte da cidade de Chicago.
A explosão populacional da década de 1950 e da década de 1960 criou
problemas como congestionamentos, poluição, aparecimento ou crescimento de
favelas, e falta de moradia. Para vencer os novos desafios destas cidades em
crescimento, agências de planejamento urbano precisaram expandir seus
programas, incluindo novas residências, áreas recreacionais e melhores distritos
comerciais e industriais. Atualmente, o planejamento urbano de uma cidade é
geralmente feito por acordos entre agências governamentais e empresas privadas,
especialmente nos países desenvolvidos. Nos países subdesenvolvidos, porém, o
Planejamento Urbano passa por um momento de redefinição.
Se, por um lado, tais países atravessaram longos períodos de planejamento
centralizador e autoritário (não raro resultando em periferias urbanas espraiadas,
estruturadas por projetos residenciais movidos mais pelo caráter quantitativo que
pelo qualitativo), nas últimas duas décadas, o Planejamento Urbano no Brasil, por
exemplo, tem procurado colocar-se como possível mediador no conflito social pelo
solo urbano. Surge daí a ideia de planejamento urbano participativo (trabalhada,
por exemplo, por teóricos como Ermínia Maricato4, ex-Secretária Executiva do
Ministério das Cidades) no qual as decisões são tomadas através de um processo
4
Ermínia Maricato: Graduação (1971), mestrado (1977) e doutorado (1984) e Livre Docência (1996),
professora titular (1997) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo. Professora visitante da
University of British Columbia/Center of Human Settlements, Canadá (2002) e da University of Witswaterhand
of Johannesburg, África do Sul (2006). Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São
Paulo (1989/1992), Coordenadora do Programa de Pós Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da USP (1998/2002) e Ministra Adjunta das Cidades (2003/2005). Foi consultora ad-doc da FINEP, CAPES,
CNPQ, FAPESP, e também de inúmeras prefeituras no Brasil e no exterior. Criou o LABHAB - Laboratório de
Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP (1997) e formulou a proposta de criação do Ministério das
Cidades.
25
democrático no qual o profissional não assume mais o papel de "autor do plano",
mas de "condutor do processo".
Contrariamente a esta tendência, teóricos internacionais, como Manuel
Castells5, propõem o que se convencionou chamar de Planejamento urbano
estratégico, que procura tratar as cidades sob a lógica da guerra fiscal e de sua
localização na suposta nova rede de cidades globais.
Um plano diretor, plano compreensivo ou plano mestre, é um plano criado
por um grupo de planejadores urbanos6 que tem impacto válido para toda a
comunidade da cidade, por certo período de tempo. Mostra a cidade como ela é
atualmente e como ela deveria ser no futuro, demonstrando como o terreno da
cidade deve ser utilizado e se a infra-estrutura pública de uma cidade como
educação (escolas e bibliotecas), vias públicas (ruas e vias expressas), policiamento
e de cobertura contra incêndio, bem como saneamento de água e esgoto, e
transporte público, deve ser expandida, melhorada ou criada. Limites impostos pelo
plano diretor incluem a altura máxima de estruturas em algumas ou em todas as
regiões da cidade, por exemplo.
No Brasil um exemplo de cidade planejada é sua capital: Brasília. O Plano
Piloto de Brasília, no Distrito Federal, foi projetado por Lucio Costa, vencedor do
concurso, em 1957, para o projeto urbanístico da Nova Capital, demonstrado na
figura 1.5, teve sua forma inspirada pelo sinal da Cruz. O formato da área é
popularmente comparado ao de um avião. Lucio Costa, entretanto, defendeu a tese
de que a capital federal pudesse ser comparada a uma borboleta, rejeitando a
comparação anterior.
5
Manuel Castells: catedrático de sociologia e de planejamento urbano e regional da Universidade da Califórnia
desde 1979, já foi professor em universidades de Paris, Madri e também da América Latina. Publicou vários
livros editados em 11 idiomas e, há 20 anos investiga os efeitos da informação sobre economia, cultura e a
sociedade em geral.
6
Planejadores urbanos: profissionais que lidam com processo de planejamento, organização e o desenho de
assentamentos humanos, aconselham municípios, sugerindo possíveis medidas que podem ser tomadas com
o objetivo de melhorar uma dada comunidade urbana, ou trabalham para o governo ou empresas privadas
que estão interessadas no planejamento e construção de uma nova cidade ou comunidade, fora de uma área
urbana já existente.
26
Segundo o decreto 10.829/87, os limites do Plano Piloto são definidos pelo
lago Paranoá, a leste; pelo córrego Vicente Pires, ao sul; pela Estrada Parque
Indústria e Abastecimento (EPIA), ao oeste; e pelo córrego Bananal, ao norte.
Figura 1.5: Croqui apresentado por Lúcio Costa para escolha do "Plano Piloto" de Brasília
Fonte: http://doc.brazilia.jor.br
O projeto consistiu basicamente no Eixo Rodoviário (ou "Eixão") no sentido
norte-sul, e Eixo Monumental no sentido leste-oeste. A criação arquitetônica dos
monumentos centrais foi designada a Oscar Niemeyer. O Eixo Rodoviário é formado
pelas asas Sul e Norte e pela parte central, onde as asas se encontram sob a
Rodoviária do Plano Piloto. As asas são áreas compostas basicamente pelas
superquadras residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer e diversão
(onde há também escolas e igrejas). O Eixo Monumental é composto pela
Esplanada dos Ministérios e pela Praça dos Três Poderes, a leste; a rodoviária, os
setores de autarquias, setores comerciais, setores de diversão e setores hoteleiros
em posição cêntrica; a torre de televisão, o Setor Esportivo e a Praça do Buriti, a
oeste. A sede do governo do Distrito Federal, originalmente localizada na Praça do
Buriti, deverá ter suas funções administrativas transferidas do Palácio do Buriti para
a Região Administrativa de Taguatinga até 2010.
27
CAPITULO II
PLANEJAMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Este capítulo apresenta uma descrição geral do processo de planejamento e
sua contribuição para o controle da produção na construção civil. Na tentativa de
conhecer o percurso
histórico do planejamento, pretende-se
buscar nos
pressupostos teóricos a justificativa para os principais problemas encontrados no
processo de planejamento e controle da produção das empresas do setor. Assim,
apresenta-se alguns conceitos básicos relacionados ao planejamento e controle.
2.1.
CONCEITO DE PLANEJAMENTO
De acordo com o conceito de planejamento defendido por Peter Drucker,
existem dois critérios que são indispensáveis para o bom funcionamento das
organizações: "eficácia e eficiência". A eficácia, na opinião de Drucker, é o critério
mais importante, já que nenhum nível de eficiência, por mais alto que seja, irá
compensar a má escolha dos objetivos, isto é, a eficiência no desempenho das
atividades operacionais jamais irá compensar o erro na definição dos objetivos
amplos da organização. Stoner e Freeman (1985) embora, usando uma terminologia
diferente a de Drucker (1985) para definir Planejamento, apresenta um conceito
bastante similar ao deles, no que se refere ao estabelecimento de objetivos, isto é,
direção e linhas de ação adequadas para alcançá-los.
O processo de planejamento e controle da produção passa a cumprir um
papel fundamental nas empresas, à medida que o mesmo tem um forte impacto no
desempenho da função produção. Inúmeros estudos realizados no Brasil e no
exterior comprovam este fato, indicando que deficiências no planejamento e controle
estão entre as principais causas da baixa produtividade do setor, das suas elevadas
perdas e da baixa qualidade dos seus produtos. Em que pese o custo relativamente
baixo do processo de planejamento e controle da produção e o fato de que muitos
28
profissionais têm consciência da sua importância, poucas são as empresas nas
quais este processo é bem estruturado.
Slack et al. (1997) definem planejamento e controle da produção como
sendo a atividade de se decidir sobre o melhor emprego dos recursos de produção,
assegurando assim, a execução do que foi. O mesmo autor também define
planejamento como atividade que garante que a produção ocorra eficazmente e
produza produtos e serviços como devido.
Planejamento, no sentido mais amplo, é conceituado por Acroff (1981),
como um processo de avaliação e tomada de decisões inter-relacionadas antes que
haja alguma ação, em uma situação na qual se acredite que ao menos que alguma
coisa seja feita, um estado desejado no futuro provalvelmente não ocorrerá; e se a
ação adequada for tomada, a probabilidade de um resultado favorável pode ser
aumentada.
Segundo Cleland (1994) planejamento é uma visão do futuro e o
estabelecimento de ações para atingir este estado futuro. Envolve uma interação
entre considerar alternativas no futuro e estruturar ações no presente para atingir o
futuro desejado.
Laufer (1992) conceitua planejamento como um conjunto de componentes,
sendo: processos de tomada de decisão; processos de integração; processos de
hierarquização; processos de coletas de dados, análise e desenvolvimento de
alternativas;
desenvolvimento
de
procedimentos
em
forma
de
planos;
e
implementação.
Ainda segundo Cleland (1994), o planejamento é um processo de tornar
explicito os objetivos, metas e estrategias necessárias para conduzir o
empreendimento com sucesso dentro do seu ciclo de vida, até que o produto ou
serviços entregue ocupe o seu lugar na execução das estrategias do proprietario do
empreendimento.
29
Segundo Limmer (1997) planejamento é um processo por meio do qual se
estabelecem objetivos, discutem-se expectativas de ocorrências de situações
previstas, veiculam-se informações e comunicam-se resultados pretendidos entre
pessoas, entre unidades de trabalho, entre departamentos de uma empresa e,
mesmo, entre empresas.
Complementa Limer (1997) citando Acroff que, planejamento é algo que
fazemos antes de agir, isto é, a tomada antecipada de decisões, sendo necessário
quando a consecução do estado de futuro que deseja-se envolvem um conjunto de
decisões interdependentes, isto é, um sistema de decisões.
A figura 2.1 demonstra o conceito de Limer descrito graficamente como um
processo numa linha de produção, com fases sucessivas:
Planejamento como Processo Segundo Limmer (1997)
Discutir
situações
previstas
Tomadar
decisão
antecipada
Veicular
informações
Ação
Comunicar
resutados
Figura 2.1: Planejamento como processo segundo Limmer (1997)
Fonte: Elaborado pelos Autores
Sendo assim, a aplicabilidade do planejamento em obras civis é de extrema
relevância segundo as afirmações de Limmer e Acroff. Em sua grande maioria, as
obras civis envolvem diversas pessoas para tomada de decisões interdependentes,
com objetivo comum de executar aquilo que se é proposto dentro de um prazo
limitado de tempo, formando um sistema de decisões.
Para Nocêra (2000), o planejamento é o processo que visa estabelecer,
com antecedência, as ações a serem executadas com o intuito de alcançar um
30
objetivo definido, visando estabelecer não só as ações, mas também os recursos a
serem usados, os métodos e os meios necessários para se alcançar os objetivos.
A figura 2.2 apresenta graficamente o conceito de planejamento de Nocêra
numa linha de produção com fases sucessivas:
Planejamento como Processo Segundo Nocêra (2000)
Estabelecer
ações a
serem
executadas
Definir
objetivo
Estabelecer
ações e
recursos
necessários
Estabelecer
métodos e
meios
necessários
Alcançar os
objetivos
Figura 2.2: Planejamento como processo segundo Nocêra (2000)
Fonte: Elaborado pelos Autores
Comparando a definição de Nocêra com a definição de Limmer e Acroff,
nota-se uma similaridade, uma vez que ambos tratam o conceito de planejamento
como um processo. A diferença está que Limmer e Acroff destacam a importância
da informação e divulgação de dados do planejamento. Já Nocêra acrescenta ainda
um elemento importante em sua definição quando descreve:
“... visando estabelecer não só as ações, mas também
os recursos a serem usados, os métodos e os meios
necessários para se alcançar os objetivos.”
Laufer e Tucker (1987) citam que “planejamento pode ser definido como
processo de tomada de decisão realizado para antecipar uma desejada ação futura,
utilizando meios eficazes para concretizá-la”. O planejamento tem a finalidade de
reduzir o custo e a duração dos projetos e as incertezas relacionadas aos objetivos
do projeto.
Cardoso e Erdmann (2001) definem o planejamento como uma função de
apoio à coordenação das várias atividades de acordo com os planos de execuções,
de modo que os programas preestabelecidos possam ser atendidos com economia
31
e eficiência, com a determinação do momento em que cada atividade deve ser
concluída e o desenvolvimento de um plano de produção que mostre as atividades
conforme necessidade e ordem de execução.
Para Cardoso e Erdmann (2001), o planejamento é responsável em
demonstrar o tipo de atividade a ser executada, quando executar, os sistemas
construtivos e os recursos utilizados.
Na figura 2.3 apresenta-se a concepção de planejamento de Cardoso e
Erdmann, onde o planejamento é o resultado da soma de um plano de execução
com um plano de produção, com suas atividades específicas agregadas. Assim a
soma destes dois planos resulta no planejamento que irá determinar o que executar,
quando executar, quais sistemas construtivos serão necessários e quais recursos
financeiros, tecnológicos e de pessoas deve-se adotar:
Planejamento como Função de Apoio à Coordenação Segundo
Cardoso e Erdmann (2001)
• Geração de
economia e
eficiência
+
• Atividades
planejadas
• O que
executar
• Ordem de
execução das
atividades
• Quando
executar
=
Planejamento
• Atividades com
prazos
determinados
Plano de Produção
Plano de Execução
• Programas préestabelecidos
• Sistemas
construtivos
• Recursos
utilizados
Figura 2.3: Planejamento como função de apoio à coordenação segundo Cardoso e Erdmann
Fonte: Elaborado pelos Autores
Conforme Cimino (1987), o planejamento tem por critério agrupar todos os
recursos, objetivando concretizar o tratamento de um determinado empreendimento,
32
evitando
dispersão prejudicial e
preparando
as soluções dos problemas
construtivos. O isolamento de qualquer uma das atividades pode dificultar a
execução da obra. O planejamento deve ser ajustado da melhor maneira possível
às diversas funções; é necessário que o coordenador tenha capacidade de definir
as etapas fundamentais do planejamento.
Planejamento como Ferramenta de Agrupar Recursos Segundo Cimino (1987)
Pessoas
Recursos
Técnicas
Construtivas
Solução de Problemas
Construtivos
Figura 2.4: Planejamento como ferramenta de agrupar recursos segundo Cimino (1987)
Fonte: Elaborado pelos Autores
Todas os conceitos apresentados definem bem o que é planejamento e
convergem para um único fim: alcançar um objetivo de forma eficiente e econômica.
Nas definições tem-se o planejamento como um processo que tem seu início,
processamento e fim bem claros.
Levando em consideração que toda construção é realizada por uma
empresa, há de se pensar que esta é uma entidade que necessita de continuidade e
melhoria constante em seus processos visando a sobrevivência e garantindo
destaque no mercado através de seus diferenciais competitivos.
33
O planejamento e controle nas obras civis, por ser um processo, necessita
de tratamento como tal, seguindo um ciclo lógico que garanta a sua melhoria
contínua.
Para Fonseca, et al (1996), um dos procedimentos mais bem conhecidos na
gestão da qualidade total (TQM), é o uso do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action).
No ciclo PDCA melhorar um processo significa estabelecer uma nova meta
para permanecer nela. De acordo com Campos (1992), as fases que compõem esse
ciclo são:

Fase P (Plan ou Planejamento): consiste nas etapas de identificação do
problema, observação (reconhecimento das características do problema),
análise do processo (descoberta das causas principais que impedem o
atingimento das metas) e plano de ação (contramedidas sobre as causas
principais);

Fase D (Do ou Execução) : é a de ação, ou atuação de acordo com o plano
de ação para bloquear as causas fundamentais de insucesso. Nesta fase são
trabalhados além dos planos de ação a comunicação e disseminação do
planejamento por todos os níves hierárquicos da empresa, garantindo que
todos estejam treinados, conscientes e informados sobre o que e como fazer;

Fase C (Check ou Checar): é feita a verificação, ou seja, a confirmação da
efetividade do plano de ação para ver se o bloqueio foi efetivo. Esta etapa é
de fundamental importância pois ela que irá definir os indicadores de
desempenho que irão medir a eficácia de planejamento bem como a
definição dos mecanismos para o controle do empreendimento.

Fase A (Action ou Agir Corretivamente): nesta faze existem duas etapas, a de
padronização e a de conclusão. Na etapa de padronização, caso o bloqueio
tenha sido efetivo, é feita a eliminação definitiva das causas para que o
problema não reapareça. Na etapa de conclusão ocorre a revisão das
34
atividades e planejamento para trabalhos futuros. Caso na fase C (check), o
bloqueio não tenha sido efetivo, deve-se voltar na etapa observação da fase
P (plan).
Considerando o planejamento como um processo, tendo em vista os
conceitos apresentados e adaptando o mesmo ao ciclo PDCA, tem-se uma
definição bastante ampla e continuada de tal processo, conforme apresentado na
figura 2.5 a seguir.
Planejamento como Processo (Ciclo PDCA)
• Acompanhamento
da execução x
planejamento;
• Aplicação de
indicadores de
desempenho;
• Padronização de
ações e atividades ;
• Relatórios
conclusivos.
• Checar materiais,
equipamentos e
pessoas
necessárias;
• Checar métodos e
meios necessários;
• Definir indicadores
de desempenho.
Action
Agir e
Corrigir
Plan
• Discutir e prever
situações
• Estabelecimento de
ações: métodos e meios
necessários
• Tomada de decisões
antecipadas
• Definir objetivos
Planejar
Check
Do
Checar
Executar
• Elaborar planos de
execução e
produção;
• Veicular
informações;
• Realizar
treinamentos.
Figura 2.5: Planejamento como processo seguindo metodologia do ciclo PDCA
Fonte: Elaborado pelos Autores
35
Reunindo os conceitos dos autores citados anteriormente, pode-se definir
portanto, um conceito de planejamento bastante amplo:
“Planejamento é um processo de tomada antecipada de um conjunto
de decisões, baseadas em estudos de ocorrência de situações previstas, para
estabelecimento de ações, recursos e métodos, com a utilização de meios
eficazes e econômicos visando alcançar um objetivo.”
Dentre outras variáveis para o sucesso deste processo, está a necessidade
de um sistema de informações capaz de dissociar o planejamento por toda força de
trabalho, sensibilizando todos sobre a importância de cada etapa e a integração de
pessoas e ações. O acompanhamento, checagem e divulgação de resultados
obtidos é essencial para garantir a continuidade do processo.
2.2.
CONCEITO DE DESPERDÍCIO
Segundo o Dicionário Aurélio (2010), desperdício é definido como ato de
desperdiçar, gasto ou despesa inútil, esbanjamento, perda, desapropriamento.
A perda de material ocorre toda vez que se utiliza uma quantidade, do
mesmo maior que a necessária conforme definido::
Perda
como
toda
quantidade
de
material
consumida, além da quantidade teoricamente
necessária, que é aquela indicada no projeto e
seus
memoriais,
executor,
para
ou
o
demais
produto
prescrições
sendo
do
executado.
(SOUZA, 2005)
Segundo Messeguer (1991), o desperdício advém, ou se origina, de todas
as etapas do processo de construção covil, que são: planejamento, projeto,
fabricação de materiais e componentes, execução e uso e manutenção.
36
Desta forma, ao contrário do que a maioria dos leigos acredita, os
desperdícios da Construção Civil não ocorrem apenas no momento da execução de
uma obra. São decorrência de um processo formado de várias etapas e composto
de diferentes empresas e pessoas.
Segundo Pinto (1995) identifica que os acréscimos nos custos da
construção, advindos do desperdício, são de 6% e os acréscimos na massa de
materiais atingem os 20%.
O mesmo autor afirma que na Bélgica, o acréscimo nos custos advindos do
desperdício é de 17%; na França de 12%; e, no Brasil, de cerca de 30% (dado que
comprova, em parte, a afirmação anterior de que com o desperdício de três obras,
constrói-se outra).
Para Souza (2005), a quantidade de materiais teoricamente necessárias
pode ser descrita através da expressão:
(2.1)
Onde:
QMT = quantidade de material teoricamente necessária,
QS = quantidade de saídas (ou serviços) executada,
QM = quantidade de material (único ou composto) demandada,
QMS = quantidade de material simples demandada
Segundo Souza (2005), a perda de um material pode ser expressa também
de forma percentual, relacionando a quantidade de material necessária à
quantidade de material teoricamente necessária através da seguinte fórmula:
(2.2)
37
Onde:
IP(%) = indicador de perdas expresso percentualmente,
QRM = quantidade de material realmente necessária,
QMT = quantidade de material teoricamente necessária.
O percentual de perdas aceitável é diretamente ligado ao percentual de
lucro de determinado empreendimento. Desta forma deve-se avaliar a lucratividade
do empreendimento para se definir qual será o índice de perdas (IP%) aceitável.
Existem diversas formas de classificação das perdas. Souza (2005)
classifica as perdas segundo:

o tipo de recurso consumido;

a unidade para sua medição;

a fase do empreendimento em que ocorrem;

o momento de incidência na produção;

sua natureza;

a forma de manifestação;

sua causa;

sua origem;

seu controle.
2.2.1.
Perdas segundo o tipo de recurso consumido
Está relacionado aos recursos físicos, podendo-se estudar os materiais, a
mão-de-obra e os equipamentos; e financeiros, podendo ser ou não decorrentes da
ocorrência de perdas físicas, conforme mostrado na figura 2.6:
38
Perdas
Financeiras
Estritamente
financeiras
Decorrentes
das perdas de
recusos físicos
Físicas
Mão-de-obra
Equipamentos
Materiais
Figura 2.6: Perdas segundo o tipo de recurso consumido
Fonte: Souza (2005)
2.2.2.
Perdas segundo a unidade para sua medição
As perdas podem ser medidas em diferentes unidades, sendo as principais:
em massa, em volume e em unidades monetárias. É importante salientar que o
valor das perdas pode mudar bastante ao se adotar uma ou outra unidade. Podem
ser expressas em valores absolutos ou relativos/percentuais como por exemplo terse perdido 2 metros cúbicos de concreto ou ter perdido um volume de 5% de
concreto.
2.2.3.
Perdas segundo a fase do empreendimento em que ocorrem
Na medida em que as perdas acontecem toda vez que se estabelece um
consumo de materiais superior ao teoricamente necessário, tal ocorrência pode se
dar em diferentes momentos do empreendimento: na concepção, na produção da
obra e na sua utilização.
2.2.4.
Perdas segundo o momento de incidência na produção
39
Acontecimentos na produção podem ser responsáveis por grandes
consumos excessivos de materiais. As perdas podem se manifestar em várias
etapas da produção desde o recebimento de materiais até etapa final da obra,
demonstrado na figura 2.7:
Transporte
Recebimento
Estocagem
Processamento
intermediário
Processamento
Final
Figura 2.7: Exemplo de perdas segundo momento de incidência na produção - transporte
Fonte: Souza (2005)
No caso da figura 2.7 pode-se verificar que todas as etapas estão
diretamente ligadas ao transporte do insumo ou produto a ser processado. Se existir
alguma perda ocasioada em função do transporte, esta poderá se repetir por todo o
processo de produção, gerando redução de lucros ou aumento excessivo do valor
do produto final.
2.2.5.
Perdas segundo sua natureza:
As perdas físicas de materiais podem ocorrer sobre três diferentes
naturezas: furto ou extravio; entulho; e incorporação.
Furto ou extravio costuma ser um pouco significativo no caso das obras de
um certo porte. Embora mais significativo em obras pequenas, onde se usa uma
quantidade reduzida de materiais.
O entulho representa a natureza das perdas mais comumente presente na
mente das pessoas, quando se fala em perdas materiais, mesmo não sendo, para o
caso de vários serviços, a mais relevante quantitativamente falando. É o entulho que
40
representa a maior fonte de resíduos da construção, gerando sensação de sujeira
num canteiro de obras e sendo fonte para ocorrência de acidentes.
Perda incorporada, embora muitas vezes imperceptível visualmente
representada pelas incorporações de materiais superiores à teoricamente prescrita,
como exemplos, ao se fazer uma laje um pouco mais espessa que o indicado no
projeto de formas; toda vez que um revestimento interno de paredes com
argamassa, previsto para ter 1 centímetro, alcançar 2 centímetros de espessura
média, tem-se perda incorporada.
2.2.6.
Perdas segundo a forma de manifestação
São aquelas não oriundas de furto, entulho ou incorporação ocasionadas de
diferentes formas de manifestação. Entre elas pode-se citar:

sacos de cimento, cal, gesso ou argamassas com peso real inferior ao
nominal;

aço desbitolado;

areia carreada do estoque pelas chuvas;

pontas de aço não aproveitáveis,

etc.
2.2.7.
Perdas segundo sua causa
Mais que identificar a forma de manifestação das perdas, o entendimento do
porquê de elas ocorrerem pode ajudar bastante na futura tarefa de tentar evitar que
tais perdas aconteçam.
Portanto a causa de uma perda seria a razão imediata para que ela tenha
acontecido. Assim é que, para as várias manifestações possíveis, podem-se elencar
as prováveis causas (que necessariamente são únicas, isto é, a perda, ocorrida sob
uma determinada forma de manifestação, pode ter sido fruto de diferentes causas).
41
2.2.8.
Perdas segundo sua origem
Se as causas das perdas se relacionam às razões imediatas para sua
ocorrência, é mais importante, também dentro do objetivo de diminuir o desperdício,
entenderem-se
as
razões
mais
distantes
que
fomentaram
manifestações
detectadas, que representariam as origens das perdas.
2.2.9.
Perdas segundo seu controle
A ocorrência de perdas, enquanto sinônimo de ineficiência de um certo
processo de produção, pode ser associada a quaisquer processos; em outras
palavras, as perdas estão presentes em todas as atividades. Portanto é comum
conviver com perdas na construção, o que se deve evitar é que tais perdas
alcancem níveis preocupantes ou que ocorram predominantemente por negligência
na coordenação dos processos.
2.3.
Como reduzir os desperdícios
Vieira Netto (1993), aponta algumas ações para reduzir os desperdícios,
sendo esta uma tarefa que demanda atenção para diversas áreas envolvendo:
pessoas, desburocratização, elaboração de programa de metas, implantação de
programas de qualidade, utilização adequada do fator tempo com estabelecimento
de prioridades. Na figura 2.8 apresenta-se algumas ações propostas por Vieira Neto
para reduzir os desperdícios:
42
• Valorização de talentos;
• Seleção com competência e critérios definidos;
• Formação na produção;
• Conhecimento da força de trabalho e técnicas dos
concorrentes;
• Educação, treinamento e capacitação continuada.
Pessoas
Desburocratizar
Programa de metas
• Promoção de resultados;
• Ouvir os stakeholders;
• Encurtar caminhos de comunicação;
• Realizar reuniões produtivas.
• Gerar agilidade e acrescimo de desempenho com
reconhecimento e premiações;
• Terceirização de serviços;
• Gerenciar a produção ao invés de somente executar;
• Conceito de excelência;
•Estabelecer metas e prioridades;
• Motivação e atendimento de necessidades.
•Qualidade total;
•Padronização por normas;
•Aplicação de técnicas de qualidade.
Programa de
qualidade
Gerenciar o tempo
•Etabelecer prioridades;
•Controlar tempo das atividades diárias
•Cumprir prazos e horários
Figura 2.8: Ações para reduzir desperdícios
Fonte: Modificado de Vieira Netto (1993)
43
2.4.
Conceitos sobre produtividade
A ênfase na produtividade foi mais intensificada, a partir do acirramento da
concorrência, instalada pela globalização dos mercados. Na percepção de Macedo
(2002),
no
panorama
competitivo
vivenciado
pelas
organizaçãoes,
sem
produtividade ou sem a eficiência do processo produtivo, dificilmente uma empresa
vai ser bem-sucedida ou até mesmo sobreviver no mercado.
Para Smith (1993), diversas são as maneiras de ver e definir produtividade.
Dependendo da percepção, do conhecimento e da experiência das pessoas, melhor
será a compreensão sobre o termo, como também sobre sua medida, sobre como
melhorá-la para atingir a competitividade a partir de sua medição.
Nas definições de produtivadade em sua maioria, aborda-se termos como
lucratividade, eficiência, efetividade, valor, qualidade, inovação e qualidade de vida
no trabalho, como também se pode combinar variáveis específicas de efetividade
humana e organizacional.
Para realizar avaliações descritivas e medições numéricas de produtividade,
usa-se padrões e taxas, onde os padrões servem de base para as taxas e muitas
delas são usadas para definir e medir produtividade do tipo output / input.
Moreira (1996), argumenta que a produtividade esta ligada à eficácia de um
sistema produtivo, sendo a eficácia relativa a melhor ou pior utilização dos recursos.
Uma visão mais clássica sobre produtividade é analisada por Severiano
Filho (1999) ao tomar como referência três definições:
a)
Produtividade de Fator simples: quando relaciona alguma
medida de produção a, apenas, um dos insumos usados no
processo produtivo, tais como: capital, máquina, energia,homem,
44
sendo este último o mais referenciado nas medidas de
produtividade parcial.
b)
Produtividade de Valor Agregado: baseado no conceito de
agregação de valor, cujo desempenho produtivo é medido pela
relação entre o valor agregado e os diversos recursos de
produção utilizados. Como utiliza em seus cálculos somente
valor monetário, elimina a possibilidade de determinar a
produtividade técnica dos fatores, daí, seus indicadores serem
utilizados no âmbito de produtividade econômica.
c)
Produtividade
de
Fator
Total:
quando
são
considerados
simultaneamente mais de um insumo (geralmente mão-de-obra e
capital) combinados.
Segundo Sink (1985), o conceito de produtividade para um sistema físico de
produção, é definido como a relação entre o que é obtido na saída e o que é
consumido na entrada desse sistema.
Este conceito também é defendido por Souza (1998), que considera que a
produtividade seja a eficiência em se transformar entradas e saída num processo
produtivo. Assim, a produtividade é a eficiência em se transformar entradas em
saídas num processo produtivo.
Desta maneira, conforme demonstrado na Figura 2.9, o estudo da
produtividade no processo de produção da construção civil, pode ser feito em
diversas abordagens. Dependendo do tipo de entrada a ser transformada, pode-se
ter o estudo da produtividade com variados pontos de vista (físico – no caso de se
estar estudando a produtividade no uso dos materiais, equipamentos ou mão-deobra; financeiros – quando a análise recai sobre a quantidade de dinheiro
demandada; ou social – quando o esforço da sociedade como um todo é
considerada como recurso inicial do processo).
45
Figura 2.9: Diferentes abrangências do estudo da produtividade
Fonte: Souza (1998)
A quantificação da abrancência do estudo da produtivida apresentados na
figura 2.9 irá gerar os índices (ou indicadores) físicos, financeiros e de produtividade
do processo produtivo.
46
CAPÍTULO III
IMPORTÂNCIA, BENEFICIOS E DEFICIÊNCIAS DO PLANEJAMENTO
3.1.
Importância do Planejamento
Na atualidade a construção civil vem delineando as formas de um processo
produtivo mais adequado e profissional. O aumento da concorrência e a evolução
tecnológica pressionam as empresas para que reavaliem seus métodos e sistemas
de produção em busca de produtividade e competitividade. Muitas são as
perspectivas e idéias que se surgem no setor para adaptar a produção aos novos
tempos.
Seguindo as novas tendências de construção, suas ações são direcionadas
para minimizar o desperdício de recursos. A proposta é reduzir custos sem
necessidade de investimentos, somente através de uma melhor organização do
processo, eliminando reservas de mão-de-obra ociosa e otimizando cada recurso
disponível.
Assim, para Assumpção e Fugazza (1998), a programação de obras,
através de modelos mais eficientes, vem deixando de ser uma proposta acadêmica
para transformar-se em necessidade para as empresas, como forma de contribuir
para melhorar a qualidade de seus produtos e sua competitividade frente ao
mercado em que atua.
Neste cenário, ganha importância o Planejamento. O planejamento é
essencial, porém, ele nem sempre é feito de maneira coerente e realista,
considerando custo, tempo, flexibilidade e qualidade, privilegiando o trabalho em
equipe, realizado de forma coordenada.
47
Assim, com um planejamento executável e dinâmico, é possível equilibrar e
manejar o cotidiano do plano, ajustando os recursos para assegurar o fluxo da obra
e cuidando para que o ambiente seja favorável ao cumprimento das metas,
ganhando velocidade e qualidade para obter resultados e, conseqüentemente, o
término da obra dentro das projeções de prazo e custo.
Indiscutivelmente planejamento demanda quantidade significativa de tempo
e recursos. Talvez por esta afirmativa que algumas empresas da construção civil
deixam de disponibilizar tempo, pessoas e recursos financeiros para este fim e
centralizam esforços na execução de atividades operacionais.
Se por determinações legais tem-se os elementos que detalham a obra
como projetos arquitetônicos, projetos de engenharia (estruturais, hidrossanitarios,
eletricos, SPDA, terraplanagem, drenagem, fundações, etc.), memorial descritivo e
planilhas de orçamento, qual seria a necessidade de se gastar mais tempo e
recursos para elaborar e executar um planejamento de determinada obra, já que
existem os elementos que caracterizam e permitem a execução com bom nível de
precisão?
Segundo Mattos (2010), a indústria da construção tem sido um dos ramos
produtivos que mais vem sofrendo alterações substanciais nos últimos anos. Com a
intensificação da competitividade, a globalização dos mercados, a demanda por
bens mais modernos, a velocidade com que surgem novas tecnologias, o aumento
do grau de exigência dos clientes – sejam eles os usuários finais ou não – e a
reduzida
disponibilidade
de
recursos
financeiros
para
a
realização
de
empreendimentos, as empresas se deram conta de que investir em gestão e
controle de processos é inevitável, pois sem essa sistemática gerencial os
empreendimentos perdem de vista seus principais indicadores: o prazo, o custo, o
lucro, o retorno sobre o investimento e o fluxo de caixa. Informação rápida é um
insumo que vale ouro.
48
Mattos demonstra, portanto, que apesar de se ter elementos que
caracterizam a obra com nível de precisão adequada, esses elementos podem
sofrer influência de uma série de fatores externos que irão alterar a dinâmica da
realização de atividades operacionais podendo gerar atrasos na execução, aumento
de custo e conseqüentemente redução do lucro.
O processo de planejamento e controle passa a cumprir um papel
fundamental nas empresas, na medida em que tem forte impacto no desempenho
da produção. Aponta ainda que estudos realizados no Brasil e no exterior
comprovam esse fato, indicando que deficiências no planejamento e no controle
estão entre as principais causas da baixa produtividade do setor, de suas elevadas
perdas e da baixa qualidade dos seus produtos.
Tem-se, portanto que um bom planejamento, controle e acompanhamento
não será apenas um desprendimento de tempo, recursos e pessoas para um fim
desnecessário, uma vez que este irá impactar de forma positiva a produção.
Além do impacto positivo na produção, há outros ganhos em termos
gerenciais para as empresas que utilizam as técnicas de planejamento e controle.
Para Mattos (2010), atualmente, mais do que nunca, planejar é garantir de certa
maneira a perpetuidade da empresa pela capacidade que os gerentes ganham de
dar respostas rápidas e certeiras por meio do monitoramento da evolução do
empreendimento e do eventual redirecionamento estratégico.
Segundo Goldman (1997), o planejamento constitui hoje em um dos
principais fatores para o sucesso de qualquer empreendimento. Na construção civil,
afirma que é necessário um sistema que possa canalizar informações e
conhecimentos dos mais diversos setores e, posteriormente, direcioná-los de tal
forma que todas essas informações e conhecimentos sejam utilizados a favor da
construção.
49
Para Goldman (1997), nas empresas do setor da construção civil o setor de
planejamento técnico deve ser interligado com quase todos os outros setores da
empresa. Esta estratégia tática de informação permite visualizar todo o
funcionamento da empresa e traz benefícios aos planejadores e à gerência da
empresa. Assim deve-se articular o setor de planejamento técnico com outras áreas
da empresa, como setor de arquitetura, setor financeiro, setor contábil, setor de
processamento de dados, tesouraria, setor jurídico, setor de compras, entre outros,
a fim de se formar uma rede de informações.
Confrontando as afirmações de Mattos e Goldman, o planejamento pode ser
uma ferramenta poderosa para garantir a execução de uma obra de forma mais
precisa possível e servir como um diferencial tático, estratégico e competitivo,
através da criação de sistemas de informação, como subsídios para tomada de
decisões antecipadas e futuras por parte da alta gerência.
3.2.
Benefícios do Planejamento
O planejamento é de fundamental importância, pois executar um projeto
implica em realizar algo que nunca foi feito antes. O planejamento bem elaborado
de um projeto é a atividade fundamental para o sucesso de qualquer
empreendimento tanto na etapa da concorrência quanto no início e durante todo o
período da obra, pois assegura, com base nas premissas assumidas, uma
probabilidade favorável com relação aos resultados esperados.
Além disso, o planejamento é de grande relevância para captação de
possíveis recursos financeiros, reduzindo as dificuldades na hora de buscar
financiamento e facilitando a obtenção de crédito, garantindo a segurança para
possíveis investimentos.
50
Fábio Lacerda, gerente de acesso a serviços fincaneiros do Sebrae em São
Paulo, em entrevista no site Telecentros de Informações e Negócios do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirma:
“É importante que, antes do empreendedor pedir o
empréstimo, ele tenha um conhecimento profundo
sobre o seu negócio. Ao solicitar o crédito, ele terá
que justificar como vai fazer uso do dinheiro. É
fundamental fazer o planejamento...”
Existe uma série de benefícios que o planejamento poderá trazer às
empresas que utilizam esta poderosa técnica. Na Figura 3.1, apresentam-se alguns
dos benefícios do planejamento:
Profissionalismo
Agilidade
de
decisões
Detecção de
situações
desfavoráveis
Criação de
dados
históricos
Documentação
e
rastreabilidade
Conhecimento
pleno da Obra
Benefícios do
Planejamento
Relação com
orçamento
Otimização
de alocação
de recursos
Referência
para metas
Padronização
Referência
para
acompanhamento
Figura 3.1: Benefícios do Planejamento
Fonte: Mattos (2010) adaptado pelos autores
51

Conhecimento pleno da obra
A elaboração do planejamento impõe ao profissional o estudo dos projetos,
a análise do método construtivo, a identificação das produtividades consideradas no
orçamento, a determinação do período trabalhável em cada frente ou tipo de serviço
(área interna, externa, concreto, terraplenagem etc.)

Detecção de situações desfavoráveis
A previsão oportuna de situações desfavoráveis e de indícios de
desconformidade permite ao gerente da obra tomar providencias a tempo, adotar
medidas preventivas e corretivas, e tentar minimizar os impactos no custo e no
prazo.
Quanto mais cedo o gestor puder intervir, melhor. A figura ilustra o que se
costuma chamar de oportunidade construtiva, que é a época em que se pode alterar
o rumo de um serviço ou do próprio planejamento a um custo relativamente baixo.
Com o passar do tempo, essa intervenção passa a ser menos eficaz e sua
implantação mais cara.

Agilidade de decisões
O planejamento e o controle permitem uma visão real da obra, servindo de
base confiável para decisões gerenciais, como: mobilização e desmobilização de
equipamentos, redirecionamento de equipes, aceleração de serviços, introdução do
turno da noite, aumento da equipe, alteração de métodos construtivos, terceirização
dos serviços, substituição de equipes pouco produtivas.

Relação com o orçamento
Ao usar as premissas de índices, produtividades e dimensionamento de
equipes
empregadas
no
orçamento,
o
engenheiro
casa
orçamento
com
planejamento, tornando possível avaliar inadequações e identificar oportunidades de
melhoria.
52

Otimização da alocação de recursos
Por meio da análise do planejamento, o gerente da obra pode “jogar” com
as folgas das atividades e tomar decisões importantes como nivelar recursos,
protelar a alocação de determinados equipamentos etc.

Referência para acompanhamento
O cronograma desenvolvido no planejamento é uma ferramenta importante
para o acompanhamento da obra, pois permite comparar o previsto com o realizado.

Padronização.
O planejamento disciplina e unifica o entendimento da equipe, tornando
consensual o plano de ataque da obra e melhorando a comunicação.

Referência para metas
Programas de metas e bônus por cumprimento de prazos podem ser
facilmente instituídos porque há um planejamento referenciais bem construído,
sobre o qual as metas podem ser definidas.

Documentação e rastreabilidade
Por gerar registros escritos e periódicos, o planejamento e o controle
propiciam a criação de uma historia da obra, útil para resolução de pendências,
resgate de informações, elaboração de pleitos de outras partes, mediação de
conflitos e arbitragem.

Criação de dados históricos
O planejamento de uma obra pode servir de base para o desenvolvimento
de cronogramas e planos de ataques para obras similares. A empresa passa a ter
memória.
53

Profissionalismo
O planejamento da ares de seriedade e comprometimento a obra e a
empresa. Ele causa boa impressão, inspira confiança nos clientes e ajuda a fechar
negócios.
3.3.
Perfil do Engenheiro Planejador
Este profissional deve atuar de forma mais aprofundada e estratégica que o
chamado “tocador de obra”, devendo aplicar os conhecimentos inerentes à
Engenharia Civil e atuando como um gerente de projeto7. Cleland e Ireland (2002)
lembram que os gerentes de projeto e outros profissionais que atuam nesta área
dependem de quatro competências a saber:

Conhecimento: que é a compreensão da teoria, dos conhecimentos e
práticas da gerência de projetos;

Destreza: que é a capacidade de usar as técnicas e os recursos da profissão
para obter resultados adequados;

Habilidade: que é a capacidade de integrar e usar de modo eficaz o
conhecimento e as aptidoões;

Motivação: que é a capacidade de desenvolver e manter valores, atitudes e
aspirações adequadas, ajudando os stakeholders a trabalharem em conjunto
para o aperfeiçoamento do projeto.
Segundo Scholtes (1999), esse tipo de profissional deve compreender e
liderar relacionamentos, equipes de trabalho e a comunidade, bem como interações.
Assim, ao engenheiro civil, enquanto gerente de projetos, também de
recursos humanos, máquinas e materiais, além dos conhecimentos
7
técnicos e
Gerente de projeto: profissional que tem o papel de gerenciar determinado projeto, alocando recursos,
ajustando as prioridades, coordenando interações com clientes e usuários e geralmente mantém a equipe do
projeto concentrada na meta certa. O gerente de projeto também estabelece um conjunto de práticas que
garantem a integridade e a qualidade dos artefatos do projeto.
54
tácitos, são requeridas atitudes (motivação e envolvimento com o projeto, assunção
de riscos, comportatamento e delegação à equipe) e habilidades (gerenciais, de
relações humanas e políticas) ( VALERIANO, 1998).
Surge daí a necessidade de um profissional experiente com perfil
compatível às exigências gerenciais inerentes ao planejamento e acompanhamento
de obras.
3.4.
Deficiência das Empresas em Relação ao Planejamento
Segundo Mattos (2010), algo que pode ser tristemente constatado no
mundo da construção civil é a ausência ou a inadequação do planejamento das
obras. Esse fenômeno é sentido muito mais nas obras de pequeno e médio portes,
em sua maioria efetuadas por empresas pequenas, por profissionais autônomos, ou
mesmo pelos seus proprietário.
Percebe-se, portanto que o planejamento não é indispensável apenas para
empresas de grande porte, com obras de grande complexidade e envergadura, mas
que é altamente aplicável e fundamental também para melhorar o desempenho,
garantir competitividade e a subsistência de pequenas e médias empresas.
Ferreira (2001), apresenta as necessidades, os problemas e as falhas
apresentadas na aplicação do planejamento na construção civil:

Informação incompleta sobre o projeto;

Orçamento executivo operacional não detalhado;

Desconhecimento dos critérios de aplicação das técnicas construtivas;

Falta de comunicação e integração da equipe de trabalho;

Saber como e quando aplicar as técnicas de planejamento;

Desconhecimento de uso de técnicas modernas (computadorizadas);

Ausência de planos formais;
55

Abandono prematuro do estudo previamente elaborado;

Visão de curto prazo;

Desconhecimento das técnicas de planejamento e/ou mal uso dessas
técnicas;

Elaborar um planejamento desprovido da função de controle e planejamento.
Para Mattos (2010), a deficiência dos construtores se manifesta em graus
variados. Há empresas que planejam, mas o fazem mal; outras que planejam bem,
mas não controlam; e aquelas que funcionam na base da total improvisação.
Enquanto algumas construtoras se esforçam por gerar cronogramas detalhados e
aplicar programações semanais de serviço, outras crêem que a experiência de seus
profissionais é o bastante para garantir o cumprimento do prazo e do orçamento.
A deficiência do planejamento pode trazer conseqüências desastrosas para
uma obra e, por extensão, para a empresa que a executa. Não são poucos os casos
conhecidos de frustrações de prazo, estouros de orçamento, atrasos injustificados,
indisposição do construtor com seu cliente (contratante) e até mesmo litígios
judiciais para recuperação de perdas e danos (MATTOS, 2010).
Como solução eficaz, Mattos (2010), discorre que a melhor maneira de
minimizar esses impactos é produzir um planejamento lógico e racional, pois assim
se dispõe de um instrumento que se baseia em critérios técnicos, fácil de manusear
e interpretar.
4.1.
Causas das Deficiências das Empresas
Mattos (2010) aponta que as causas da deficiência em planejamento e
controle podem ser agrupadas em função dos seguintes aspectos arraigados de
longa data.
56
Planejamento e Controle como
atividades de um único setor
Mito do tocador de obras
Deficiências
no
Planejamento
Descrédito por falta de
certeza nos parâmetros
Planejamento excessivamente
informal
Figura 3.2: Deficiências do Planejamento
Fonte: Mattos (2010) adaptado pelos autores

Planejamento e controle como atividades de um único setor
Em vez de serem vistos como um processo gerencial que deve permear
toda a estrutura da empresa, o planejamento e o controle muitas vezes são
confundidos com o trabalho isolado de um setor da empresa ou com a simples
aplicação de técnicas para a geração de planos.
Outro problema como é a equipe fazer o planejamento inicial, mas não
atualizá-lo periodicamente. Sendo a obra um sistema mutável e dinâmico.
Planejamento sem controle não existe. Se um dos objetivos do planejamento e
minimizar as incertezas da obra, onde é preciso um mecanismo de apropriação de
dados de campo que permita ao gerente avaliar se seu planejamento está sendo
frutífero ou se é melhor replanejar a obra.

Descrédito por falta de certeza nos parâmetros
A incerteza é inerente ao processo de construção em função da
variabilidade do produto e das condições locais, da natureza dos seus processos.
As incertezas, á medida que o tempo passa vão sendo incorporadas ao
planejamento por meio de alterações e adaptações dos planos com utilização das
corretas produtividades dos serviços nas diversas situações.
57

Planejamento excessivamente informal.
A falta de um planejamento global formal determina a inadequação dos
planos de médio de curto prazo, acarretando a utilização ineficiente de recursos
humanos e materiais da obra. Procedendo-se assim, perde-se o conceito sistêmico
de planejamento, com a visão de longo prazo sendo obstruída pelo imediatismos
das atividades de curto prazo. De maneira geral, excessivas informalidade dificulta
a comunicação entre os vários setores da empresa.

Mito do tocador de obras.
É comum encontrar nas empresas uma supervalorização do “tocador de
obras”, engenheiro que tradicionalmente tem postura de tomar decisões e
apresentar soluções rápidas atuando de forma a “apagar incêndios”. Este tipo de
profissional trabalha como um distribuidor de tarefas sem parar e sem planejamento,
como se houvesse duas engenharias distintas: a de campo e a de escritório.
Este tipo de atuação profissional é caracterizada pela tomada de decisões
rápidas, sem um envolvimento com o planejamento das atividades e com
crescimento contínuo da empresa e de seus profissionais (KOSKELA,2000). A
existência de profissionais “tocadores de obra” tem sido identificada como uma das
barreiras para desenvolvimento do processo de planejamento e controle da
produção nas empresas da construção civil, visto que, como o planejamento não é
considerado uma tarefa prioritária, é necessária a existência do gerente “tocador de
obras” (ISATTO et al., 2000).
58
CAPÍTULO V
FERRAMENTAS DE PLANEJAMENTO
5.1.
Principais Elementos Utilizados para Elaboração do Planejamento
A correta organização e utilização dos documentos em obras é fundamental
para o sucesso na construção civil. Existe uma quantidade muito grande de
informações a serem registradas, e não é possível atingir a qualidade do produto
sem que haja rígido controle destas informações. Ademais, os interessados em
cada documento são profissionais distintos (Arquitetos e Engenheiros, mestres de
obras, órgãos fiscalizadores, fornecedores de materiais, empreiteiros e contratantes,
entre outros). (GONZALES, 2008)
Apresenta-se a seguir os elementos fundamentais para realização de um
planejamento eficaz:
5.1.1. Projeto
O resultado do projeto de edificações é um conjunto de documentos, em
desenhos e texto, que descreve a obra, permitindo a contratação e a execução. Em
um sentido amplo, o “projeto” inclui todos os documentos necessários para
comunicar a idéia e desenvolver o produto. Por conta da complexidade e da
quantidade de informação envolvida, e também pela tradicional fragmentação
(existem diversos profissionais envolvidos), em geral o projeto é dividido em
especialidades e em documentos gráficos (tais como plantas arquitetônicas,
estruturais, hidro-sanitárias, elétricas, lógicas e outras) e documentos escritos
(orçamento, memoriais, especificações técnicas, cronograma, contratos e outros).
Em alguns casos, são desenvolvidas várias versões do mesmo documento
para atender a diferentes públicos, como é o caso do memorial descritivo, adaptado
para registro da incorporação, propaganda para venda, financiamento, aprovação
59
perante órgãos públicos, construção e fiscalização, etc. Em um sentido amplo, o
“projeto” inclui todos os documentos indicados a seguir.
O projeto é a etapa inicial e uma das mais importantes fases no ciclo de vida
de um empreendimento. O projeto de edificações é uma tarefa complexa. Por sua
natureza, o projeto pode ser visto como um processo no qual problemas e soluções
emergem simultaneamente. Ele requer a identificação e ponderação de diferentes
necessidades,
requisitos
e
desejos
dos
usuários,
os
quais
devem
ser
adequadamente traduzidos para a linguagem da construção e confrontados com as
soluções viáveis (em termos de materiais e técnicas disponíveis, prazos e custos
suportáveis). Duas estapas constituem o projeto:

Planejamento e concepção: é a etapa que reúne as informações necessárias
à concepção da edificação – inclui o levantamento de dados iniciais, a
definição do programa de necessidades e a análise de viabilidade; o
programa de necessidades (briefing) consiste na definição/captura dos
requisitos do cliente/usuário e em geral é desenvolvido em contatos diretos
do arquiteto com o cliente;

Estudo Preliminar: é a configuração inicial da solução arquitetônica proposta
(partido),
considerando
os
elementos
principais
do
programa
de
necessidades;
5.1.1.1.
Desenvolvimento do projeto
Para desenvolvimento de um projeto, deve-se seguir as seguintes etapas:

Estudo prévio: Documento elaborado pelo projetista, depois da aprovação do
programa base tendo em vista o desenvolvimento da solução programada,
dando mais importância à concepção geral da obra. Contém uma memória
descritiva e justificativa, elementos gráficos, dimensionamento aproximado,
definição geral dos processos de construção, etc.
60

O anteprojeto: é a configuração final da solução proposta, considerando
todos os elementos do programa, mas com pouco detalhamento, em escala
reduzida;

Projeto Básico - reúne os elementos necessários à contratação. Tem algum
detalhamento, suficiente para o entendimento da obra. Já envolve os projetos
de arquitetura e engenharia (elétricos, hidráulicos, estruturais, detalhes de
esquadrias, paisagismo, etc.)

Projeto Executivo, é o conjunto dos elementos necessários e suficientes à
execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas). Documentos destinados a
constituir juntamente com o caderno de encargos, os elementos necessários
à boa realização dos trabalhos, contendo o caderno de encargos, memória
descritiva e justificativa, cálculos e justificações das soluções adaptadas, etc.
5.1.2. Orçamento
Para Limmer (1996) um Orçamento pode ser definido como determinação
dos gastos necessários para a realização de um projeto, de acordo com um plano
de execução previamente estabelecido, gastos esse traduzidos em termos
quantitativos.
Um orçamento de um projeto deve satisfazer aos seguintes objetivos:

Definir o custo de execução de cada atividade ou serviço.

Construir-se em documentocontratual, servindo de base como faturamento
da empresa executora do projeto, empreendimento ou obra;

Servir como referencia na analise dos rendimentos obtidos dos recursos
empregados na execução do projeto;
61

Fornecer como instrumento de controle da execução do projeto, informações
para o desenvolvimento de coeficientes técnicos confiaveis, visando ao
aperfeiçoamento da capacidade técnica e da competitividade da empresa
executora do projeto no mercado.
Existem vários tipos de orçamento, e o padrão escolhido depende da
finalidade da estimativa e da disponibilidade de dados. Se há interesse em obter
uma estimativa rápida ou baseada apenas na concepção inicial da obra ou em um
anteprojeto, o tipo mais indicado é o paramétrico. Para as incorporações em
condomínio, a lei exige o registro de informações, em cartório, seguindo um
procedimento padronizado, de acordo com a norma NBR 12721 (ABNT, 1999).
O orçamento discriminado é mais preciso, mas exige uma quantidade bem
maior de informações. Às vezes, durante o desenvolvimento do projeto, é
interessante realizar a estimativa de forma cuidadosa ao menos nas partes que já
foram definidas. Para as demais, podem-se aplicar estimativas baseadas em
percentuais médios de obras anteriores.
Por exemplo, se existe o projeto arquitetônico, com as definições de
dimensões e acabamentos, mas ainda não estão disponíveis os projetos elétricos,
hidráulicos ou estruturais, os valores correspondentes podem ser estimados
utilizando os percentuais que estas parcelas geralmente atingem para obras do
mesmo tipo. Por fim, tendo em vista a construção sustentável, adquire importância a
análise dos custos no ciclo de vida.
5.1.2.1.
Orçamento paramétrico
É um orçamento aproximado, adequado às verificações iniciais, como
estudos de viabilidade ou consultas rápidas de clientes. Se os projetos não estão
disponíveis, o custo da obra pode ser determinado por área ou volume construído.
62
Os valores unitários são obtidos de obras anteriores ou de organismos que calculam
indicadores.
Estes indicadores são facilmente obtidos através de base de dados
disponibilizada na internet, alguns padronizados de acordo com normas específicas
e regulamentadas por lei.
Como exemplos de orçamentos paramétricos tem-se entre outros:

O CUB (Custo Unitário Básico)8, definido pela NBR 12721 e calculado pelo
Sindicato da Indústria da Construção Civil de cada estado é um indicador do
custo unitário de construção (ABNT, 2006);
Figura 3.3: Site do CUB – Custo Unitário Básico
Fonte: http://www.cub.org.br
8
O Custo Unitário Básico (CUB/m²) teve origem através da Lei Federal 4.591 de 16 de dezembro de 1964.
Trata-se do custo por metro quadrado de construção do projeto-padrão considerado, calculado de acordo com
a metodologia estabelecida em lei pelos sindicatos da indústria da construção civil servindo de base para
avaliação de parte dos custos de construção das edificações. O CUB/m² representa o custo parcial da obra.
63
O objetivo básico do CUB/m² é disciplinar o mercado de incorporação
imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis. Em
função da credibilidade do referido indicador, alcançada ao longo dos seus mais de
40 anos de existência, a evolução relativa do CUB/m² também tem sido utilizada
como indicador macroeconômico dos custos do setor da construção civil. Publicada
mensalmente, a evolução do CUB/m² demonstra a evolução dos custos das
edificações de uma forma geral.

O SINAPI9 da Caixa Econômica Federal;
Figura 3.4: Site do SINAPI – Índices da Construção Civil
Fonte: http:// www.sipci.caixa.gov.br
O Sistema SINAPI estabelece a média de custos e índices da
construção civil, a partir coleta de pesquisa mensal de preços de materiais e
9
SINAPI: Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civi. É um sistema de pesquisa
mensal que informa os custos e índices da construção civil e tem a CAIXA e o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - IBGE como responsáveis pela divulgação oficial dos resultados, manutenção, atualização e
aperfeiçoamento do cadastro de referências técnicas, métodos de cálculo e do controle de qualidade dos
dados disponibilizados pelo SINAPI.
64
equipamentos de construção, assim como os salários das categorias
profissionais. Implementado em 1969, inicialmente para o setor de habitação, o
sistema foi ampliado em 1997, quando passou a incorporar dados de
saneamento e infra-estrutura. Os resultados/informações do SINAPI resultam
de trabalhos técnicos conjuntos da Caixa Econômica Federal - CAIXA e do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.
Desde a edição da LEI de Diretrizes Orçamentárias de 2003, o SINAPI
passou a ser o parâmetro para determinar se as obras executadas com recursos
da União estão recebendo recursos adequados a suas características.

O Índice Nacional da Construção Civil - INCC10 da Fundação Getúlio Vargas;
Figura 3.5: Site do IBRE
Fonte:http://portalibre.fgv.br/
10
INCC: Índice Nacional da Construção Civil criado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação
Getulio Vargas. O IBRE dedica-se à produção e divulgação de estatísticas macroeconômicas e pesquisas
econômicas aplicadas. Pioneiro no cálculo do PIB brasileiro, criou ainda o IGP, Índice Geral de Preços, que
durante muitos anos foi o índice oficial da inflação.
65
Concebido com a finalidade de aferir a evolução dos custos de construções
habitacionais, configurou-se como o primeiro índice oficial de custo da construção
civil no país. Foi divulgado pela primeira vez em 1950, mas sua série histórica
retroage a janeiro de 1944. De inicio, o índice cobria apenas a cidade do Rio de
Janeiro, então capital federal e sua sigla era ICC. Nas décadas seguintes, a
atividade econômica descentralizou-se e o IBRE passou a acompanhar os custos da
construção em outras localidades. Além disso, em vista das inovações introduzidas
nos estilos, gabaritos e técnicas de construção, o ICC teve que incorporar novos
produtos e especialidades de mão-de-obra.
Em fevereiro de 1985, para efeito de cálculo do IGP, o ICC deu lugar ao
INCC, índice formado a partir de preços levantados em oito capitais estaduais. No
processo de ampliação de cobertura, o INCC chegou a pesquisar preços em 20
capitais. Atualmente a coleta é feita em 7 capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília). O índice é divulgado nas
versões 10, M e DI.

Os custos médios publicados pela editora Pini, na revista Construção e
Mercado.
66
Figura 3.6: Site da Revista Construção e Mercado
Fonte: http://www.construcaomercado.com.br/IC/
A revista Construção Mercado e Guia da Construção apresentam
informações e análises para aumento da competitividade e da conscientização
empresarial na indústria da construção civil brasileira. São produzidas pela editora
PINI para quem precisa de subsídios nas tarefas e questões do planejamento e da
execução de obras, na prospecção de um contratante, em orçamentos e propostas,
em pesquisas de preços e de sistemas construtivos mais adequados.
O orçamento paramétrico serve como estimativa do custo total. Este valor é
estimativo, e é indicado para a análise inicial de viabilidade, ou seja, permite ao
proprietário ou interessado a verificação da ordem de grandeza, adequação ao seu
orçamento, enfim, se deve ou não prosseguir na análise, já que provavelmente as
etapas seguintes necessitarão de dispêndios financeiros (confecção de anteprojeto,
taxas, novos orçamentos, etc.).
67
5.1.2.2
Orçamento discriminado
O orçamento discriminado (ou detalhado) é aquele composto por uma
relação extensiva dos serviços ou atividades a serem executados na obra. Os
preços unitários de cada um destes serviços são obtidos por composições de
custos, as quais são, basicamente, "fórmulas" empíricas de preços, relacionando as
quantidades e custos unitários dos materiais, dos equipamentos e da mão-de-obra
necessários para executar uma unidade do serviço considerado. As quantidades de
serviços a serem executados são medidas nos projetos.
Em geral os orçamentos discriminados são subdividos em serviços, ou
grupos de serviços, facilitando a determinação dos custos parciais. De acordo com a
finalidade a que se destina, o orçamento será mais ou menos detalhado. A precisão
varia, mas não se pode falar em orçamento exato, ou correto: existem muitas
variáveis, detalhes e problemas que provocam erros, e nenhum orçamento está livre
de incertezas, embora os erros possam ser reduzidos, através do trabalho
cuidadoso e da consideração de detalhes (Faillace, 1988; Parga, 1995). Contudo,
sabe-se que a construção civil é um setor sujeito a um elevado grau de
variabilidade, o qual recomenda a adoção de técnicas de gerenciamento e controle
eficazes.
Os orçamentos são executados, muitas vezes, com base em composições
de custos genéricas, obtidas em tabelas ou livros (ou cadastradas no software
adquirido). Mesmo que sejam embasadas na observação da realidade em dado
local e momento, não serão perfeitamente ajustadas a uma empresa, em particular.
O ajuste necessário deve ser realizado através da apropriação de custos, que é a
verificação in loco dos custos efetivos de execução dos serviços, com a medição
dos materiais e equipamentos empregados e dos tempos dedicados pelos operários
a cada tarefa.
Por fim, a divisão de serviços nos orçamentos discriminados deve seguir um
padrão claro e objetivo, facilitando a execução e conferência dos resultados. Para
68
isto, deve ser adotada, pela empresa ou profissional, uma única discriminação
orçamentária, que é uma relação padronizada de todos os serviços que podem
ocorrer em uma obra.
Segundo Gonzales (2008), os orçamentos mais precisos exigem que o
conjunto de dados do projeto esteja desenvolvido (projetos arquitetônicos,
hidráulicos, elétricos, estruturais, especificações técnicas, etc.). Com estes
elementos, os profissionais preparam listas das quantidades de serviços a serem
executados, medidos das plantas de acordo com critérios específicos (relacionados
diretamente com a composição que calcula o custo unitário). Existem várias
abordagens, como se percebe nos trabalhos de Botelho (1984), Faillace (1988),
Hirschfeld (1977) e Parga (1995). Os orçamentos discriminados também serão
discutidos a parte, adiante.
5.1.3.
Discriminação orçamentária (DO)
A discriminação orçamentária de uma obra consiste na relação dos serviços
ou atividades a serem executados. As discriminações orçamentárias padronizadas
são listagens que relacionam todos os serviços a serem executados em uma obra.
Em geral, são extensas e prevêem todos os elementos normais. As DO
padronizadas servem como check-lists, evitando o esquecimento de algum item. Em
cada orçamento, contudo, o orçamentista deve analisar quais os serviços que
devem participar da lista final, verificando as especificidades da obra em análise,
com eventuais serviços extraordinários, que ainda não participavam de sua DO.
As Discriminações Orçamentárias devem ser organizadas da mesma forma
que as Especificações Técnicas. Os serviços listados devem ser codificados e
agrupados de acordo com critérios lógicos (de acordo com o tipo de serviço, a
seqüência de execução, os materiais empregados, etc.). As listagens preparadas
por Faillace (1988, p.29-50), por Parga (1995, p.16-26) e aquela constante da NBR
69
12721 (ABNT, 1999, Anexo D, p.43-46) são bons exemplos de discriminações
orçamentárias, com variados graus de detalhamento.
De qualquer forma, não se recomenda a adoção de uma DO qualquer, mas
sim a montagem de uma relação própria, com análise e seleção criteriosas dos
serviços que a devem compor, adequados para o tipo de obra correntemente
orçado. Uma discriminação extensa demais ("completa") é cansativa para o uso
diário. Uma alternativa é relacionar em uma lista principal os serviços usados
cotidianamente, separando os demais em uma listagem auxiliar.
Além disto, outros serviços, de detalhamento maior, exigem relações
especiais, como é o caso das instalações hidráulicas, elétricas e telefônicas. Podem
ser adotadas relações padronizadas de serviços ou de materiais dos fabricantes,
eliminando grande parte do trabalho repetitivo de enumerar itens. É um tipo especial
de discriminação orçamentária.
5.1.4.
Especificações Técnicas (ET)
As especificações técnicas descrevem, de forma precisa, completa e
ordenada, os materiais e os procedimentos de execução a serem adotados na
construção. Por exemplo, a forma de execução da cerâmica de piso: tipo de
cerâmica marca, tamanho, cor, forma de assentamento, traço da argamassa e junta.
Têm como finalidade complementar a parte gráfica do projeto. São muito
importantes, pois a quantidade de informações a serem gerenciadas ao longo de
uma obra facilmente provoca confusão, esquecimento ou modificação de critérios,
ainda mais se existem vários profissionais envolvidos. A definição clara da
qualidade, tipo e marca dos materiais é fundamental, assim como a forma de
execução dos serviços. As partes que compõem as ET são: generalidades (objetivo,
identificação da obra, regime de execução da obra, fiscalização, recebimento da
obra, modificações de projeto e classificação dos serviços), materiais de construção
(insumos utilizados) e discriminação dos serviços (baseado em Faillace, 1988):
70
Noções de Orçamento e Planejamento de Obras Dr. Marco Aurélio Stumpf
González – 200812/49 Tipos - existem variações nas ET, conforme a finalidade. O
texto pode ser mais ou menos detalhado, conforme seja destinado a obras de
empreitada, por administração ou executadas pelo próprio dono.
5.1.5.
Caderno de encargos (CE)
O Caderno de Encargos é o conjunto de especificações técnicas, critérios,
condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação,
execução, fiscalização e controle dos serviços e obras. O texto é semelhante ao das
Especificações Técnicas, mas normalmente o CE é mais geral, servindo para todas
as obras, enquanto que as ET são particulares. Estando associado ao software de
orçamentos, permite a emissão de relatório apenas das composições em uso para
determinada obra, agilizando a comunicação técnica com a obra (ou com eventuais
fiscais).
5.1.6.
Memorial descritivo
O memorial descritivo é outro tipo de resumo das especificações técnicas.
Há memoriais descritivos para finalidades específicas, tais como venda propaganda,
registro de imóveis ou aprovação de projetos na municipalidade. Deve ser ajustado
ao orçamento, seguindo a mesma ordem deste (ordenamento e nome dos serviços
ou atividades). Um exemplo de memorial descritivo, do tipo que geralmente
acompanha os contratos.
5.1.7.
Cronograma
Segundo Limmer (1996), os cronogramas são ferramentas de planejamento
que permitem acompanhar o desenvolvimento físico dos serviços e efetuar
previsões de quantitativos de mão de obra, materiais e equipamentos, além de
71
permitir que se determine o faturamento a ser feito ao longo da execução da obra,
constituindo-se no chamado cronograma fisico financeiro.
Para que um cronograma seja bem elaborado faz necessário que as
atividades que ele espelha tenham seu desenvolvimento cuidadosamente estudado
e ordenados se forma logica.
Quando o desempenho da mão de obra não for aquele esperado, torna-se
em grande parte responsavel por acrescimos nos custos da obra. Os quantitativos
de serviços a executarnão apresentam grandes variações, ou seja, áreas de formas,
quantitativos de aços, volumes de concreto, serão os mesmos não importa qual seja
a etapa de execução.
Portanto elaboração de cronogramas está intimamente ligada ao correto
dimensionamento e planejamento do efetivo, procurando mante-lo proximo do que
se admite como compativel para a execução do serviço.
Os cronogramas geralmente elaborados são seguintes:
5.1.7.1.

Cronograma de rede das atividades;

Cronogramas de barras ou Gantt;

Cronograma de mão de obra;

Cronograma de equipamentos;

Cronograma fisico financeiro.
Cronograma de rede das atividades:
Cronograma utilizado para a programação das atividades, elacionadas no
tempo de acordo com o prazo estabelecido para a execução de cada uma delas. As
72
atividades planejadas devem constar de um quadro de lavantamentros de serviços,
anteriormente elaborado, que também servirá , futuramente para a elaboração do
orçamento da obra.
5.1.7.2.
Cronograma de barras ou Gantt.
Henry Gantt11 em 1915 desenvolveu a forma de apresentação mais usual
conhecida como cronograma de barras, cuja desvantagem é não apresentar as inter
relações das atividades.
O cronograma de barras é a representação dos serviços programados numa
escala cronologica de periodos expressos em dias corridos, semanas ou meses
mostrando o que deve ser feito em cada periodo.
Correspondentemente a cada atividade, desenham-se retangulos dispostos
horizontalmente e relativo aos periodos de execução do serviço, serão preenchidos
em corres, evidenciando os atrasos ou adiantamentos da obra e a necessidade ou
não de reprogramação das atividades. Sendo o comprimento de cada barra o prazo
de execução de cada atividade
.
5.1.7.3.
Cronograma de mão de obra.
Cronograma de mão de obra é montado a partir do cronograma de barras,
alocando-se a cada barra o efetivo previsto para a sua realização e designando-se
as equipes pelas categorias correspondentes ao QCEMO.12
Inicialmente relacionam-se dentro de cada periodo mensal estimado para a
execução da obra, os efetivos por categoria necessários a realização das atividades
11
Henry Gantt (1861-1919), estudou detalhadamente a ordem de operações no trabalho. Seus estudos de
gerenciamento focaram na construção de um navio durante a II Guerra Mundial. Gantt construiu diagramas
com barras de tarefas e marcos, que esboçam a seqüencia e duração de todas as tarefas em um processo.
12
QCEMO: Quadro de Calculo Efetivo de Mão de Obra, ferramenta básica para a elaboração do cronograma
fisico de uma obra.
73
previstas no diagrama de barras. Como o consumo de mão de obra é um fator que
pesa cerca de 40% no custo de uma obra de edificação habitacional, o seu bom
dimensionamento, bem como a sua utilização racional devem ser a meta do gerente
de obra. O cronograma de mão de obra permite estudar a melhor distribuição de
pessoal e reprogramá-la pelo processo da alocação e nivelamento de recursos.
O cronograma fisico é elaborado com as equipes constantes do QCEMO,
passa-se ao levantamento dos etefivos por periodo mensal. Neste exemplo, no
primeiro mês, é previsto um certo efetivo para a instalção do canteiro, além da
equipe administrativa.
5.1.7.4
Cronograma de equipamentos.
A elaboração desse cronograma fundamenta-se no cronograma físico, no
qual já tenham sido considerados os tipos de equiapamentos e o pessoal
necessário para a execução da obra.
O primeiro passo será relacionar todas as atividades que necessitam
mobilizar equipamentos. Em seguida, verificar no cronograma físico o tempo
durante o qual , para aquela atividsade o equipamento será utilizado. Finalmente
desenhar o cronograma de equipamentos que pode ser em barras, mostrando
visualmente a necessidade de equipamentos no decorrer da obra.
5.1.7.5
Cronograma fisico Financeiro
O cronograma físico representa a programação temporal da execução da
obra, nos aspectos físicos e financeiros.
Em conjunto, geralmente é preparado um cronograma financeiro, definindo
a previsão mensal (ou semanal) de dispêndios. O conjunto da programação física
74
com a organização econômica é conhecido como cronograma físico-financeiro. As
informações de prazo de entrega e contribuição mensal são de importância vital na
construção, seja nos contratos de empreitada, seja-nos de administração.
5.1.8 Tecnologia da Informação na Construção Civil
A tecnologia da informação na construção civil agrega agilidade e facilitam a
composição dos preços e serviços e possibilitam uma dimensão global do que se
tem planejado e do que vai ser executado. Além disso, mantém armazenadas
informações importantes para futuras pesquisas e novos orçamentos. Devem-se
também tomar alguns cuidados quanto ao uso das ferramentas, pois são
aglomeradas muitas informações, sendo possível cometer um erro ou um vício sem
ao menos perceber.
Abaixo apresenta-se uma breve apresentação de algumas ferramentas
computacionais para diversos fins relacionados ao orçamento e ao planejamento.
5.1.8.1
Softwares de projetos
Segundo Pinto et al. (2006), a variedade de softwares de projetos é imensa.
Eles facilitam os cálculos, agilizam e melhoram o trabalho de desenho e informação.
Eles são utilizados com o objetivo de diminuir os riscos inerentes de erros, acelerar
o período de desenvolvimento e melhorar a qualidade das apresentações. São
aplicados em diversas áreas da construção civil, como topografia, arquitetura,
estrutura, instalações, entre outras.
No caso do projeto arquitetônico, os softwares podem trazer diversas
vantagens ao projetista, como facilidade de modificações, detalhamento com
medidas exatas e facilidade de reprodução e qualidade na impressão (PINTO et al.,
2006).
75
Os
softwares
de
representação
gráfica
revolucionaram
os
projetos
arquitetônicos, estruturais e de instalações. Trouxeram agilidade no fluxo de
informações (PINTO et al., 2006). Alguns softwares possibilitam a compatibilização
de projetos, o que facilita a análise e a elaboração dos mesmos.
Uma subárea da computação gráfica é o CAD (Computes Aided Design), que
é o Projeto Auxiliado pelo Computador (PINTO et al., 2006). Um dos softwares de
CAD é o AutoCad, a ferramenta CAD mais utilizada no mundo. Outros softwares
comerciais utilizados pra criação de projetos são: Arqui3D, Active3D, DataCAD
(PINTO et al., 2006). Esses sistemas foram desenvolvidos para criação e
manipulação de desenhos e projetos técnicos, permitindo a facilidade de criação e
manipulação (PINTO et al., 2006).
Outros exemplos de softwares para realização de outros tipos de projetos
são: AltoQi Eberick (estruturas de concreto armado), Sapes (estruturas metálicas),
AltoQi Hydros (instalações hidrossanitárias).
5.8.2 Softwares de gerenciamento
Segundo Pinto et al., as ferramentas computacionais de gerenciamento de
projetos têm sido usadas a partir da década de 50, com o surgimento das redes
PERT/CPM. Elas vêm possibilitar uma melhor comunicação entre os membros da
equipe, facilitar nas alterações decorrentes do processo e para melhor apresentar o
andamento do planejamento (PINTO et al., 2006). Dentre os softwares mais
populares está o MS Project.
Na atualidade existem diversos softwares disponívels para gerenciamento de
projetos. Além do MS Project que é um software particular com código fonte
fechado, ou seja, que não permite alterações por parte do usuário da sua estrutura
física, sendo estas alterações somente possíveis pela empresa que o fornece; tem-
76
se a opção da utilização de softwares livres, gratuitos e com código fonte aberto,
permitindo a qualquer programador a opção de alteração da sua estrutura,
proporcionando liberdade de criação e uso. Dentre os softwares livres mais
utilizados, destacam-se o Gantproject e o Openproj. Ambos podem ser facilmente
baixados na internet.
O GanttProject é um programa livre licenciado como GPL, baseado em
linguagem Java, compatível com sistemas operacionais Windows (Microsoft), Linux
e Mac OSX. Emite relatórios no formato MS Project, HTML, PDF e planilhas. As
principais características incluem a hierarquia de tarefas e dependências, gráfico de
Gantt, gráfico carga de recursos, relatórios diversos e exportação de projetos. O
Openproj também é uma excelente alternativa gratuita para gerenciamento de
projetos. Este software foi desenvolvido pela Projity em 2007, sendo executado na
plataforma Java, compatível com Windows, Linux e Mac OSX. Em 2008 foi
adquirido pela Serena Software.
Segundo PINTO et al (2006), da mesma forma que os softwares estão em
evolução, os métodos e técnicas gerenciais também estão. Para tanto existem
Institutos e Associações específica de gerenciamento que visam estabelecer e
divulgar as melhores técnicas, métodos e ferramentas.
5.1.9 Indicadores de Desempenho
Os indicadores de desempenho são essenciais para mensurar de forma
quantitativa qualquer tipo de processo produtivo. Para Nigro (2005) a evolução dos
conceitos de gestão e indicadores de desempenho tem permitido uma melhor
compreensão, por parte de organizações privadas, do ambiente que as cerca.
Os indicadores de desempenho e/ou produtividade servem para medir ou
avaliar o comportamento dos aspectos principais do processo, podendo ser
utilizados para avaliar, controlar e melhorar produtos e serviços.
77
Como exemplos de indicadores pode ser citados os seguintes:

Indicador físico:
(5.1)
Através deste indicador físico pode-se, entre outras variáveis, verificar a eficácia das
manutenções preventivas em determinada empresa. Comparado com outros indicadores e a
variáveis como forma de uso, é possível avaliar ainda se a quebras podem ser atribuídas por
exemplo à mal uso ou verificação de possíveis soluções para o problema.

Indicador financeiro:
(5.2)
Através deste indicador financeiro pode-se, entre outras variáveis, verificar o nível de
precisão da equipe de orçamentos de determinada empresa, servindo para tomada de diferentes
tipos de decisão.

Indicador de produtividade:
(5.3)
Através deste indicador de produtividade pode-se, entre outras variáveis, verificar a
produtividades na execução de alvenaria de determinada empresa para estudo de maior eficácia
produtiva.
No entanto, quando se discute a produtividade paira sempre uma grande
dúvida sobre como foram calculados os indicadores que estão sendo utilizados.
Para reduzir esta dúvida é necessário que se defina bem os parâmetros para este
fim, a padronização e forma de utilização correta.
Os indicadores de produtividade servem ainda como base para elaboração
de orçamentos de obras. Sendo assim quanto mais precisos forem estes, maior
será o poder de competitividade da empresa.
78
CONCLUSÃO E SUGESTÃO PARA FUTUROS TRABALHOS
Com o presente estudo verifica-se que planejamento vem sendo utilizado
no ramo da construção desde a antiguidade. Pode ser definido como um processo
de tomada antecipada de um conjunto de decisões, baseadas em estudos de
ocorrência de situações previstas, para estabelecimento de ações, recursos e
métodos, com a utilização de meios eficazes e econômicos visando alcançar um
objetivo.
Na atualidade da construção civil, onde há um aumento da concorrência e a
evolução de tecnologias que pressionam as empresas para que reavaliem seus
métodos e sistemas de produção em busca de produtividade e competitividade, as
técnicas de planejamento são indispensáveis não só para empresas de grande
porte, mas também visando melhoria de desempenho, competitividade e
subsistência de pequenas e médias empresas.
A correta aplicação das ferramentas de planejamento em obras civis
contribui para redução de custos empresariais, uma vez que que assegura, com
base em premissas assumidas, uma probabilidade favorável com relação aos
resultados esperados. Assim um planejamento bem executado permite aos
gestores, projetistas, engenheiros e demais envolvidos o conhecimento pleno da
obra, detecção de situações desfavoráveis, otimização de recursos, excelência no
acompanhamento e rastreabilidade, evitando desperdícios, entre outras vantagens.
Em termos de aumento da produtividade o planejamento apresenta-se como
ferramenta para maximizar resutados, reduzir tempo e evitar retrabalho pois
proporciona melhoria na qualidade da mão-de-obra, otimiza recursos, agiliza
decisões e padroniza processos. Permite ainda criação de dados históricos que
ajudam a estudar possíveis melhorias na produção e alteração nos índices de
produtividade.
79
Como valores agregados o planejamento possibilita a empresa melhorar
sua imagem empresarial perante seus consumidores e concorrentes através de
certificação pela padronização de processos. Por outro lado tem-se como benefícios
complementares a motivação da equipe de trabalho, organização e ordem do
canteiro de obras.
Dentre as inúmeras ferramentas de planejamento aplicáveis ao ramo da
construção civil, existem algumas que se utilizadas de forma racionais podem ser
poderosos instrumentos de redução de custos e aumento da produtividade como os
projetos de concepção, anteprojetos, projetos básicos, orçamentos paramétricos e
discriminados, discriminações orçamentárias, especificações técnicas, caderno de
encargos, memorial descritivo, cronogramas, linhas de balanço, redes pert-cpm,
entre outros.
Cada ferramenta de planejamento tem sua importância, aplicabilidade,
eficiência e especificidade, na maioria das vezes uma ferramenta complementa a
outra. Para mensurar a eficiência ou eficácia destas ferramentas e do processo de
planejamento é de extrema importância que se tenha mecanísmos para se
quantificar a eficiência e/ou eficácia do método empregado. Para isto utilizam-se os
indicadores de desempenho.
A decisão de quais ferramentas devem ser utilizadas dependerá de uma
decisão conjunta da alta gerência e da equipe de planejadores, levando em
consideração a natureza do trabalho e o tipo/porte da empresa executora.
Assim, verifica-se que nem sempre sistemas complexos são as melhores
alternativas para se desenvolver um planejamento eficaz. Com os elementos
gráficos e escritos comumente encontrados numa obra pode-se conseguir um nível
de precisão adequado para se planejar e executar determinada obra no prazo e com
alta qualidade. Logo as principais ferramentas de planejamento são os projetos de
Arquitetura, os projetos de Engenharia, seus memoriais e relatórios; só precisam ser
elaborados com maior critério e utilizados de forma estratégia, técnica e gerencial.
80
O mesmo verifica-se na utilização de softwares de planejamento, existindo
disponibilidade no mercado dos mais variados tipos, desde os softwares livres
(gratuitos) aos particulares (pagos).
Para se atingir este nível de qualidade e o cumprimento de prazo descritos,
é necessário que se tenha profissionais experientes e/ou capacitados para
operacionalizar o processo de planejamento. O perfil destes profissionais difere-se
do famoso “tocador de obras” que se restringe apenas à execução e apresentar
soluções imediatistas sem base em estudos e decisões pré-estabelecidas. Os
engenheiros planejadores devem possuir conhecimento, destreza, habilidades
específicas e motivação suficiente para liderar relacionamentos, atuando de forma
técnica com os conhecimentos da área e, ainda, como gerente de projetos.
Além do “mito do tocador de obras”, algumas deficiências podem dificultar a
utilização de técnicas de planejamento nas empresas da construção civil como a
centralização do planejamento em um único setor, sem que haja uma integração
com os demais segmentos da Empresa. Isto faz com que o planejamento fique
incompleto e acabe gerando descrédito por falta de certeza de parâmetros da sua
concepção. A informalidade acentuada e falta de treinamento, disseminação e
comunicação do planejamento junto ao corpo de colaboradores também contribui
para o insucesso deste processo.
Cabe aos engenherios da atualidade o papel fundamental da quebra de
paradigmas em relação a utilização das técnicas e ferramentas de planejamento.
Estes paradigmas são fatores preponderantes que dificultam o crescimento do setor
da construção civil no país. Esta quebra e consequente evolução é fundamental
para que as empresas brasileiras apresentem-se como instituições fortes,
sustentáveis e competitivas a nível mundial.
Para isto, estes profissionais que historicamente são reconhecidos pela
contribuição no desenvolvimento da sociedade, os engenheiros civis, devem cada
vez mais buscar novas tecnologias e métodos construtivos eficazes e sustentáveis,
81
valorizando o ser humano, seu capital intelectual e a relação deste com o meio
ambiente. Como auxílio gerencial desta evolução, as ferramentas de planejamento
são poderosos instrumentos e são imprescindíveis para planejar, executar e
controlar qualquer tipo de atividade construtiva.
Conclui-se, portanto, que o sucesso do planejamento está diretamente
ligado à forma que o mesmo será concebido e executado. Sendo assim, como é
considerado um processo, deve ser desenvolvido
de forma a garantir sua
continuidade, sendo constantemente avaliado, mensurado e servir de informação
para tomada de decisões presentes e futuras. Outro fator fundamental para o
sucesso é a disseminação, informação e comunicação do planejamento por todos
os níveis hierárquicos da empresa.
Apesar da grande contribuição e forte base teórica do presente estudo, em
virtude do tema abordado ser bastante extenso, importante, relevante e de grande
interesse na Engenharia Civil, deixa-se aqui algumas sugestão para trabalhos
futuros:

a utilização das ferramentas informatizadas de planejamento, com foco
principal no uso de softwares livres, pois esta é uma forte tendência de uso
em empresas públicas e privadas, devido ao baixo custo e a liberdade de
adaptação por possuirem código fonte aberto;

estudo de caso comparativo das ferramentas de planejamento com a
execução da obra, aplicando os princípios da metodologia de projetos com
ênfase no ciclo PDCA;

pesquisa da aplicabilidade das ferramentas de planejamento nas empresas
de construção civil da região metropolitana de Belém, tendo em vista a
necessidade da modernização de processos produtivos e capacitação de
mão de obra local;

métodos de avaliação da produtividade adaptados à realidade da região norte
do país, uma vez que se comparar as produtividades existentes às bases dos
principais
softwares
divergências.
de
orçamento
e/ou
planejamento
há
grandes
82
REFERÊNCIAS
ACKOFF, R.L. Planejamento empresarial. Rio de Janeiro: LTC, 1976.
ALLISON, Elise. Carcassonne. Site da UNC School of Information and Library
Science. Disponível em http://ils.unc.edu/dpr/archives/sofrance/carcassonne.html>.
Acessado em 10 de Out. 2010.
ASSUMPÇÃO, J.F.P.; FUGAZZA, A.E.C. Uso de redes de precedência para
planejamento da produção de edifícios. In: VII Encontro Nacional de Tecnologia
do Ambiente Construído, 1998, Florianópolis. Anais... Florianópolis: Universidade
Federal de Santa Catarina, V.2, p. 359-368. 1998.
BERNARDES, M. M. S. Desenvolvimento de um Modelo de Planejamento e
Controle da Produção para Micro e Pequenas Empresas da Construção. Tese
(Doutorado em Engenharia) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2001.
Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Custo Unitário Básico – Indicador
dos
Custos
do
Setor
da
Construção
Civil.
Disponível
em:
<
https://www.cub.org.br/>. Acessado em 20 de Set. 2010.
Caixa Econômica Federal. Sistema de Preços, Custos e Índices - SINAPI.
Disponível
em:
<https://www.sipci.caixa.gov.br/SIPCI/servlet/TopController>.
Acessado em 20 de Set. 2010.
CARDOSO, J.G; ERDMANN, R.H. Planejamento e controle da produção na
gestão de serviços: O Caso do Hospital Universitário de Florianópolis. In: XXI
Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Salvador, 2001. Anais em CDROM.
83
CIMINO, Remo. Planejar para Construir. São Paulo: Editora Pini, 1997.
CLELAND, David I. et al. Gerência de projetos. Rio de Janeiro, Reichmann e
Affonso editores, 2002, 324p.
COHAB.
Planejamento
e
Gerenciamento
de
Obras.
Disponível
em:
<http://www.usp.com>, acesso em: 27 de Set. 2010.
DRUCKER, Peter. O novo papel da administração. São Paulo: Nova Cultural,
1986 (Coleção Harvard de Administração).
Enciclopédia
Virtural.
Revolução
Industrial.
Disponível
em:
<http://www.enciclopedia.com.pt/images/industrial_revolution.jpg>. Acessado em 20
de Set. 2010.
FERREIRA, Fernanda Maria Pinto Freitas Ramos. Benéfícios da Aplicação da
Ferramenta CPM no Planejamento Operacional e no Controle Físico da
Produção na Indústria da Construção Civil Subsetor de Edificações. São Paulo:
150p. Tese (Mestrado) Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, 2001.
FISCHMANN, A. A., ALMEIDA, M. I. R. Planejamento estratégico na prática. São
Paulo : Atlas, 1991.
Fundação Getúlio Vargas. Índice Naciona da Construção Civil – INCC. Disponível
em <http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumChannelId=402880811D8E34B9011D92B76
84C11DF> . Acessado em 20 de Set. 2010.
GONZALES, Marco Aurélio Stumpf. Noções de Orçamento e Planejamento de
Obras.
Disponível
em:
<http://www.exatec.unisinos.br/~gonzalez/opo/OPO-
ntaula.pdf>. Acessado em 10 de Out. 2010.
ISATTO, E. et al. Lean construction: diretrizes e ferramentas para o controle de
perdas na construção civil. Porto Alegre: SEBRA-RS, 2000.
84
KOSKELA, Lauri.; An exploration towards a production theory and its
application to construction. 2000. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) –
Helsinki
University
of
Thechnology,
Espoo.
Disponível
em:
<http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=1&ved=0CBcQFjAA&url=http
%3A%2F%2Fciteseerx.ist.psu.edu%2Fviewdoc%2Fdownload%3Fdoi%3D10.1.1.6.7
319%26rep%3Drep1%26type%3Dpdf&ei=mbn3TPHAG8T48Aal64n-Bg&usg=AFQjC
NFsvB8A2oXyHxj43gED8c1PGlX4vQ>. Acessado em 15 de Out. 2010.
LAUFER, A.; TUCKER. R. L. Is Construction Planning Realçy Doing its Job? A
Critical Examination of Focus, Role and Process. Construction Management
and Economies. Londres, v. 5, n. 3, p. 243-266, 1987.
LIMMER, Carl Vicente. Planejamento, orçamento e controle de projeto e obras.
Rio de Janeiro: Livros Tecnicos e Cientificos Editora, 1996..
MACEDO, Mariano de Matos. Gestão da produtividade nas empresas. Revista fae
business, n.3, set. p. 18 a 23, 2002.
MARQUES JUNIOR, Luiz José. Uma contribuição para a melhoria do
planejamento de empreendimentos e construção em organizações públicas.
São Paulo, 125p. , 2000.
MATTOS, Aldo Dórea. Planejamento e Controle de Obras. São Paulo: Pini, 2010.
MESSEGUER, Álvaro. Controle e garantia da qualidade na construção. São
Paulo: SINDUSCON, 1991.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Pequenas empresas
crescem
e
inovam
com
crédito
especial.
Disponível
em:
<http://www.telecentros.desenvolvimento.gov.br/sitio/destaques/destaque.php?sq_c
onteudo=213>. Acessado em 10 de Out. 2010.
85
MOREIRA, D. A. Dimensões do desempenho em manufatura e serviços. São
Paulo: Pioneira, 1996.
NIGRO, Sidnei Cobianchi. Refletindo sobre produtividade. São Paulo: XII
SIMPEP-Bauru, 2005.
NOCERA, Rosaldo de Jesus. Planejamento e Controle de Obras com MS
Project. São Paulo: 2007.
PINTO, Tarcísio. De volta à questão do desperdício. Construção. São Paulo,
n.271, p.34-35, dez. 1995.
PORTER, M. E. Estratégia competitiva: técnicas para análise da indústria e da
concorrência. 7ª edição. Rio de Janeiro: Campus, 1986.
PRADO, Darci. Gerenciamento de Projetos nas Organizações. Belo Horizonte:
EDG, 2003.
SEVERIANO FILHO, C. Produtividade & manufatura avançada. João Pessoa.
Editora Universitária. 1999.
SMITH, E. A. Manual da produtividade: métodos e atividades para envolver os
funcionários na melhoria da produtividade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1993.
SCHOLLES P. R. O manual do líder: um guia prático para inspirar sua equipe e
gerenciar o fluxo de trabalho no dia-a-dia. Trad. Bazán Consultoria e Lingüística,
Rio de Janeiro, Qualitymark: Rio de Janeiro, 1999.
SLACK, Nigel et al. Administração da produção. Tradução A. B. Brandão et al.
São Paulo: Atlas, 1997.
SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de. Como Reduzir Perdas nos Canteiros Manual de Gestão da Construção Civil. São Paulo: Pini, 2005.
86
SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes. Como Medir a Produtividade da Mão-de-obra
na
Construção
Civil.
Disponível
em:
<
http://www.gerenciamento.ufba.br/
Disciplinas_arquivosM%C3%B3dulo%20VI%20Produtividade/como%20medir%20pr
odutividade%20-20geral%20-%20Entac.pdf>. Acessado em 10 de Out. 2010.
STONER, James A. F. e FREEMAN, R. Edward. Planejamento Estratégico como
Instrumento de Mudança Organizacional. Brasília: Editora Universidade de
Brasília, 1996.
Vatican: the Holy See.
Disponível em: < http://www.vatican.va/phome_po.htm>.
Acessado em 10 de Out. 2010.
VIEIRA NETTO, Antônio. Construção Civil & Produtividade: ganhe pontos
contra o desperdício. São Paulo: Pini, 1993.
Wikibooks. Civilizações da Antiguidade/Civilização do Vale do Indo. Disponível
em: < http://pt.wikibooks.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%B5es_da_Antiguidade/Civil
iza%C3 %A7%C3%A3o_do_Vale_do_Indo>. Acessado em 10 de Out. 2010.
87
ANEXOS
ESTUDO DE CASO
Para demonstrar a aplicabilidade das ferramentas de planejamento em
obras civis de forma simplificada, foi utilizado como estudo de caso um edifício tipo
térreo com área total 380m², projetado para ser construído na região metropolitana
de Belém – Pará. Por questões de sigilo e ética não será possível mencionar a
localização exata e a responsável pela obra. Assim, para fins acadêmicos, será
caracterizada a obra como Construção do Escritório e Centro de Treinamento
em Belém.
Como o projeto está em fase de concepção e planejamento não será
possível a realização de comparativo do que está sendo planejado com o
executado, restringindo-se o presente estudo apenas à fase de concepção da obra.
Assim as ferramentas de planejamento foram comparadas umas com as outras e
apresentadas as principais características de cada uma, evidenciando suas
vantagens, limitações, aplicabilidades e integração.
88
ANEXO I
ESTUDO PRELIMINAR
Na página seguinte apresenta-se um modelo simplificado de Estudo
Preliminar.
Este
documento
serve
como
configuração
inicial
da
solução
arquitetônica proposta (partido arquitetônico), considera os elementos principais de
um programa de necessidades. Este estudo irá apresentar de forma simplificada as
necessidades básicas apresentadas pelo cliente para início do processo de
planejamento.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Registro das primeiras necessidades do
cliente e definição da delimitação do
projeto, ou seja, até onde se pretende
chegar com o referido projeto.
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Poucos detalhes construtivos, grande
empirismo de informações.
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Início do processo de planejamento – input inicial ou start do processo.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Por ser o start do processo todas as demais ferramentas são baseadas nesta.
89
ESTUDO PRELIMINAR
1.
Informações
a) Definições preliminares:
 Objetivos do cliente e da obra: Construção de um edifício para escritório – Empresa
Pública
 Prazos: até 150 dias a partir de 03/11/2011
 Recursos disponíveis: R$ 400.000,00
 Padrão de construção e acabamentos pretendidos: Construção alto nível com
acabamento superior
b) Programa de necessidades/dimensionamento da obra:
 Características funcionais: O edifício a ser projetado deve ser compatível à atividade
a ser desenvolvida e possuir características que garantam acessibilidade a
portadores de necessidades especiais.
 Atividade que irá abrigar: Escritório – serviços burocráticos e administrativos.
 Compartimentação e dimensionamentos:
- A edificação deverá possuir área total: 380m², com os seguintes compartimentos:
- 01 auditório p/ 15 pessoas climatizado;
- 01 sala de reuniões p/ 10 pessoas climatizado;
- 01 secretaria/atendimento p/ 01 pessoa;
- 01 sala de serviços burocráticos p/ 10 estações de trabalho;
- 01 sala para supervisão p/ 02 supervisores;
- 01 copa/cozinha com local para refeições;
- 02 depósitos;
- 03 banheiros sendo: 01 masculino, 01 feminino e 01 PNE compatível com número
de usuários da edificação;
- 01 jardim (mini praça) ao centro da edificação.
c) Informações sobre o terreno:
Após realização de laudos de sondagem conclui-se que o terreno apresenta boas
características construtivas, sendo verificado através de Sondagem SPT, que as
camadas superficiais já apresentam resistência para suportar fundações não muito
profundas, com solo apresentando características arenosas bem compactas. O terreno
apresenta dimensões apropriadas para área a ser projetada, de acordo com escrituras e
plantas disponibilizadas, sendo plano, com vegetação rasteira.
Os levantamentos arquitetônicos detalhados, em escala adequada, de construções foram
apresentados e as sondagens de reconhecimento do solo, apresentadas de acordo com
as Normas Brasileiras da ABNT-NBR 6484/80, segundo as diretrizes para sondagens da
Associação Brasileira de Mecânica dos Solos.
Sobre os dados sobre drenagem, visando subsidiar a concepção estrutural e o projeto de
fundações da obra e dados geoclimáticos apresentam características apropriadas para
construção.
90
d) informações sobre o entorno:

O terreno encontra-se em zona rural não existindo padrões arquitetônicos e
urbanísticos definido no local. A logística e infra-estrutura disponível garante bom
andamento da obra sem grandes problemas de mobilização. O local é próximo à
centros urbanos não dificultando compra de materiais de obra.
PROGRAMA DE NECESSIDADES SIMPLIFICADO
O cliente deseja a elaboração de Planejamento de Obra para verificar a viabilidade
técnica de contratação e execução, solicitando a elaboração dos seguintes elementos:

Estudo Preliminar:
(X) Memorial descritivo
(X) Planta baixa e de cobertura

Anteprojeto:
( ) Planta de situação
( ) Planta de cada pavimento
( ) Planta detalhada da cobertura
( ) Cortes esquemáticos
( ) Fachadas
( ) Perspectivas, maquete, modelo reduzido
( ) Pré-orçamento estimativo (paramétrico)

Projeto básico:
(X) Memorial e especificações técnicas
(X) Planilha Orçamentária

Projeto Executivo:
(X) Projetos estruturais e fundações
(X) Projetos elétrico e de rede lógica
( ) Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas (SPDA)
( ) Sistema de Proteção e combate a incêndios
( ) Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas (SPDA)
( ) Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas (SPDA)
Belém – PA, ____ de _______ de 2010.
___________________________
Contratada
___________________________
Contratante
91
ANEXO II
ORÇAMENTO PARAMÉTRICO
Na página seguinte apresenta-se um modelo de Orçamento Paramétrico.
Este documento serve para definir o valor de parâmetro da obra, ou seja, qual o
valor global (custo) que a empresa terá para poder realizar determinado
empreendimento.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Rápida execução.
Índices padronizados a nível estadual e
federal.
Definição de índices estabelecidos por
normatização específica.
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Não há detalhamento de serviços
unitários.
Atualização dos dados geralmente não
acompanham a velocidade do mercado.
Algumas divergências com orçamentos
com base em preços locais (variação de
preços cidade para cidade).
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Prestar informações para tomada antecipada de decisões referentes à parte
financeira/orçamentária.
Parâmetro de comparação com orçamento discriminado e base de preços para
categoria.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Base comparativa para o Orçamento Discriminado.
92
ORÇAMENTO PARAMÉTRICO
O presente orçamento serve para fins de verificações iniciais e estudo de
viabilidade da Construção do Escritório e Centro de Treinamento em Belém. Como
base de parâmetro foi utilizado o Custo Unitário Básico (CUB) estadual, base
Sinduscon-Pará calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com
a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) e são correspondentes ao mês de Outubro/2010.
Custos Unitários Básicos de Construção
(NBR 12.721:2006 - CUB 2006) - Outubro/2010
PROJETOS - PADRÃO COMERCIAIS CAL (Comercial Andares Livres) e CSL (Comercial Salas e Lojas):
PADRÃO NORMAL
CAL-8
CSL-8
CSL-16
940,86
814,38
1.087,58
Valores em R$/m²
PADRÃO ALTO
CAL-8
1.007,96
CSL-8
886,39
CSL-16
1.182,57
Tendo em vista os estudos preliminares, por o edifício se tratar de padrão
alto com acabamento superior, tem-se:



Área total da edificação: 380m²;
CAL-8: R$ 1.007,96 por m²;
Valor de Parâmetro: 380m² x 1.007,96 = R$ 383.024,80
Conclusão:
O valor de parâmetro do CUB/m² para construção do Escritório e Centro de
Treinamento em Belém é de R$ 383.024,80 (trezentos e oitenta e três mil, vinte
quatro reais e oitenta centavos).
Belém – PA, ___ de ______ de 2010.
___________________________
Contratada
___________________________
Contratante
93
ANEXO III
ORÇAMENTO DISCRIMINADO
Nas
páginas
seguintes
apresenta-se
um
modelo
de
Orçamento
Discriminado. Este documento serve para definir o valor unitário de cada serviço que
será necessário para a execução da obra, suas unidades, quantitativos e preços.
Junto ao orçamento discriminado foi realizada uma comparação com o orçamento
paramétrico para avaliar sua consistência.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Maior detalhamento orçamentário.
Nível de precisão adequado se bem
elaborado.
Acompanha o preço de mercado.
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Demora para definição de custos
unitários caso não seja utilizado software
específico para este fim.
Problemas de execução
financeira/orçamentária se mal
elaborado.
Falta de padronização em alguns casos.
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Prestar informações detalhadas de serviços para tomada antecipada de decisões
referentes à parte financeira/orçamentária.
Base para elaboração de cronogramas diversos.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Base comparativa com Orçamento Paramétrico
Sua base de dados são as composições unitárias e discriminação orçamentária.
Integra-se com cronogramas diversos.
É detalhado pelo memorial descritivo e especificações técnicas.
94
ORÇAMENTO DISCRIMINADO
O presente orçamento foi desenvolvido utilizando a base de dados do TCPO 13 da Editora Pini, versão eletrônica,
adaptado ao preço de mercado praticado na região de Belém:
ORÇAMENTO BÁSICO DE CUSTOS
Construção do Escritório e Centro de Treinamentos em Belém
Leis Sociais=120%
ITENS
1
01.01
01.02
01.03
01.04
01.05
01.06
01.07
01.08
01.09
01.10
2
02.01
02.02
02.03
DATA: ___/___/2010
BDI=25%
DESCRIÇÃO
SERVIÇOS PRELIMINARES
Placa da Obra
Limpeza do terreno (60x50)
Locação da obra a aparelho (teodolito ou estação total (25x25)
Licenças e taxas
Tapume c/ Chapa de Compensado OSB (h=2,00m)
Mobilização da obra
Barracão de madeira
Ligação provisória – luz
Ligação provisória - água/esgoto
Administração da Obra
MOVIMENTO DE TERRA
Escavação manual até 1,50m de profundidade / Sapatas
Corte do terreno (Platô h=0,60cm) c/ máquina
Reaterro compactado / Cavas de sapatas
UNID. QUANT.
PREÇO UNIT.
MATERIAL
PREÇO
PREÇO UNIT.
MATERIAL +
MÃO DE OBRA MÃO DE OBRA PREÇO TOTAL
M2
M2
M2
UNI
M2
UNI
M2
UNI
UNI
MÊS
6,00
300,00
625,00
1,00
200,00
1,00
60,00
1,00
1,00
4,00
32,45
0,00
0,44
2.284,00
26,46
3.365,00
32,73
720,00
517,31
0,00
97,36
1,44
1,76
0,00
17,70
0,00
49,00
480,00
300,00
1.628,27
129,81
1,44
2,20
2.284,00
44,16
3.365,00
81,73
1.200,00
817,31
1.628,27
M3
UNI
M3
36,00
1,00
24,80
0,00
1.600,00
0,00
19,99
1.044,00
19,39
19,99
2.644,00
19,39
30.501,05
778,86
432,00
1.375,00
2.284,00
8.832,00
3.365,00
4.903,80
1.200,00
817,31
6.513,08
6.335,71
719,64
2.644,00
480,87
95
ORÇAMENTO BÁSICO DE CUSTOS
Construção do Escritório e Centro de Treinamentos em Belém
Leis Sociais=120%
ITENS
02.04
3
03.01
03.02
03.03
03.04
03.05
4
04.01
04.02
04.03
04.04
04.05
5
05.01
05.02
05.03
6
06.01
06.02
06.03
DATA: ___/___/2010
BDI=25%
DESCRIÇÃO
Aterro com material da obra inclusive apiloamento / Nivelamento
INFRA-ESTRUTURA / SAPATAS
Lastro de concreto magro com seixo
Forma com madeira branca
Armação para concreto
Concreto virado em obra com seixo Fck=25 Mpa
Desforma
SUPERESTRUTURA
Forma com madeira branca (Cintamento/Pilares/Vigas)
Laje pré-moldada mista (isopor)
Armação para concreto
Concreto virado em obra com seixo Fck=25 Mpa
Desforma
PAREDES
Alvenaria de tijolo de barro a 1/2 vez
Verga pré-moldada de concreto
Contra verga pré-moldada de concreto / janelas / balancins
COBERTURA
Estrutura em madeira de Lei
Cobertura em telha ondulada 6mm com acessórios de fixação.
Rincão em chapa galvanizada L=1,00m
UNID. QUANT.
PREÇO UNIT.
MATERIAL
PREÇO
PREÇO UNIT.
MATERIAL +
MÃO DE OBRA MÃO DE OBRA PREÇO TOTAL
M3
240,00
0,00
10,38
10,38
M3
M2
KG
M3
M2
1,92
68,40
67,50
9,60
68,40
215,00
26,72
7,03
319,15
0,00
116,62
18,00
1,00
116,62
2,00
331,62
44,72
8,03
435,77
2,00
M2
M2
KG
M3
M2
435,50
240,00
2.150,00
28,00
435,50
26,72
51,30
7,03
319,15
0,00
18,00
21,30
1,00
116,62
2,00
44,72
72,60
8,03
435,77
2,00
M2
ML
ML
372,00
10,00
20,00
12,54
13,26
13,26
15,30
25,20
25,20
27,84
38,46
38,46
M2
M2
ML
313,00
313,00
20,00
18,70
31,40
11,25
17,09
29,00
30,00
35,79
60,40
41,25
2.491,20
8.557,78
636,71
3.058,85
542,03
4.183,39
136,80
67.236,62
19.475,56
17.424,00
17.264,50
12.201,56
871,00
11.510,28
10.356,48
384,60
769,20
32.273,84
11.202,27
18.905,20
825,00
96
ORÇAMENTO BÁSICO DE CUSTOS
Construção do Escritório e Centro de Treinamentos em Belém
Leis Sociais=120%
ITENS
06.04
7
07.01
07.02
8
08.01
08.02
08.03
08.04
08.05
08.06
9
09.01
09.02
09.03
10
10.01
10.02
10.03
11
11.01
DATA: ___/___/2010
BDI=25%
DESCRIÇÃO
Calha beiral PVC Ø 150mm c/ condutores e acessórios
IMPERMEABILIZAÇÕES
Impermeabilizações para baldrame (Igol2 + Sika1)
Impermeabilizações rincão em chapa galvanizada (Igolflex + Sika1)
ESQUADRIAS
Porta de madeira c/ caixilho e alizar
Esquadria em vidro temperado 8mm de correr - completa
Esquadria em vidro temperado 8mm tipo max.ar - completa
Porta em blindex c/ ferragens (instalada) s/ mola
Ferragens para porta interna 1 folha
Ferragens para porta banheiro
REVESTIMENTO (INTERNO - EXTERNO)
Chapisco em tetos e paredes
Reboco paulista em tetos e paredes (int./ext.)
Azulejo a prumo - 30x20cm de 1ª qualidade
RODAPÉS, SOLEIRAS E PEITORIS
Peitoril em granito c/ rebaixo e=3cm
Rodapé em porcelanato natural h=7cm
Soleiras em granito e=2cm
PISOS
Camada impermeabilizadora com Sika1
UNID. QUANT.
PREÇO UNIT.
MATERIAL
PREÇO
PREÇO UNIT.
MATERIAL +
MÃO DE OBRA MÃO DE OBRA PREÇO TOTAL
ML
31,00
8,57
34,70
43,27
M2
M2
141,00
31,00
13,76
15,56
18,20
18,34
31,96
33,90
M2
M2
M2
M2
CJ
CJ
15,33
18,48
3,60
1,89
9,00
7,00
57,38
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
300,00
468,75
468,75
468,75
123,08
123,08
357,38
468,75
468,75
468,75
123,08
123,08
M2
M2
M2
984,60
984,60
180,00
1,71
12,15
23,50
2,20
12,00
32,33
3,91
24,15
55,83
M2
ML
M2
16,00
123,00
0,81
362,00
8,04
208,25
20,00
3,00
20,00
382,00
11,04
228,25
M2
240,00
7,57
27,50
35,07
1.341,37
5.557,26
4.506,36
1.050,90
18.683,85
5.478,64
8.662,50
1.687,50
885,94
1.107,72
861,56
37.677,28
3.849,79
23.778,09
10.049,40
7.654,80
6.112,00
1.357,92
184,88
29.349,42
8.416,80
97
ORÇAMENTO BÁSICO DE CUSTOS
Construção do Escritório e Centro de Treinamentos em Belém
Leis Sociais=120%
ITENS
11.02
11.03
11.04
12
12.01
12.01.01
12.01.02
12.01.03
12.01.04
12.01.05
12.01.06
12.02
12.02.01
12.02.02
12.02.03
12.02.04
12.02.05
12.02.06
12.02.07
DATA: ___/___/2010
BDI=25%
DESCRIÇÃO
Camada regularizadora (c/piso)
Lajota PEI-5 30x20 de 1ª qualidade
Calçada de proteção L=1,00m (inc. baldrame, concreto com junta
plástica) e=10cm - interna/externa
INSTALAÇÕES COMPLEMENTARES
Instalação Elétrica
Ramal de entrada
Elétrica (tomadas/iluminação interna e externa)
Elétrica estabilizada
Rede lógica estruturada
Ramal de entrada (telefone)
Refrigeração
Instalação Hidrosanitária
Água fria / Ptos de água (tubo/conexões)
Esgoto / Ptos - tubos / conexões, cxs e ralos
Reservatório de água em fibra 1000 lts
Fossa séptica c.A p/ 30 pessoas
Filtro anaeróbico
Sumidouro
Caixa em alvenaria c/ tampa concreto - 40x40x50
UNID. QUANT.
PREÇO UNIT.
MATERIAL
PREÇO
PREÇO UNIT.
MATERIAL +
MÃO DE OBRA MÃO DE OBRA PREÇO TOTAL
M2
M2
240,00
240,00
7,03
23,50
10,00
32,33
17,03
55,83
4.087,20
13.399,20
M2
57,00
23,15
37,31
60,46
3.446,22
87.404,77
CJ
CJ
CJ
CJ
CJ
CJ
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
14.103,88
18.633,38
4.490,63
10.921,25
564,25
7.185,88
2.074,38
6.050,63
2.351,88
3.623,13
347,38
4.746,25
16.178,26
24.684,01
6.842,51
14.544,38
911,63
11.932,13
16.178,26
24.684,01
6.842,51
14.544,38
911,63
11.932,13
PTO
PTO
UNI
CJ
CJ
CJ
CJ
16,00
8,00
1,00
1,00
1,00
1,00
7,00
118,15
118,15
122,30
1.864,00
1.025,00
1.050,00
75,00
92,81
114,39
524,70
800,67
599,30
390,20
25,00
210,96
232,54
647,00
2.664,67
1.624,30
1.440,20
100,00
3.375,36
1.860,32
647,00
2.664,67
1.624,30
1.440,20
700,00
98
ORÇAMENTO BÁSICO DE CUSTOS
Construção do Escritório e Centro de Treinamentos em Belém
Leis Sociais=120%
ITENS
13
13.01
13.02
13.03
13.04
13.05
13.06
13.07
13.08
14
14.01
14.02
15
15.01
15.02
15.03
16
16.01
16.02
16.03
16.04
DATA: ___/___/2010
BDI=25%
DESCRIÇÃO
APARELHOS, LOUÇAS, METAIS E ACESSÓRIOS
Bacia c/ cx acoplada Deca Ibzy c/ assento
Lavatório de louça c/ coluna (torn/válvula sifão)
Lavatório de louça c/ coluna PPNE – completo
Bancada de pia em inox - 1,50x0,60 (torn/válvula sifão)
Ducha higiênica cromada
Kit acessórios p/ banheiro cromado
Barras de inox – PPNE
Mictório em louça c/ acessórios
INST.PROTEÇÃO / COMBATE INCÊNDIO
Extintor fosfato de monoamônico de 6kg
Luminárias de emergência
PINTURA
Acrílica fosca int./ext. c/ massa e selador
Verniz poliuretanico sobre madeira (esq.madeira)
Esmalte sobre tinta anti-ferrugens (gradil)
DIVERSOS
Grade em Ø 1/2" em janelas/balancins
Torre para caixa d'água h=40m (alvenaria)
Corrimão em alumínio - rampa PPNE
Portões de entrada (pessoa/veículos)
UNID. QUANT.
PREÇO UNIT.
MATERIAL
CJ
CJ
CJ
CJ
CJ
CJ
CJ
CJ
5,00
5,00
1,00
1,00
3,00
3,00
1,00
1,00
336,00
248,00
389,00
389,42
148,65
110,19
326,54
377,76
CJ
CJ
6,00
8,00
420,00
108,00
M2
M2
M2
984,60
47,52
36,50
6,69
5,25
7,25
M2
CJ
ML
M2
26,50
1,00
8,30
10,20
127,80
518,00
143,65
166,00
PREÇO
PREÇO UNIT.
MATERIAL +
MÃO DE OBRA MÃO DE OBRA PREÇO TOTAL
5.379,24
10,00
346,00
1.730,00
10,00
258,00
1.290,00
10,00
399,00
399,00
10,00
399,42
399,42
10,00
158,65
475,95
10,00
120,19
360,57
10,00
336,54
336,54
10,00
387,76
387,76
3.510,00
5,00
425,00
2.550,00
12,00
120,00
960,00
17.836,27
10,00
16,69
16.432,97
6,00
11,25
534,60
16,55
23,80
868,70
8.831,70
30,00
157,80
4.181,70
918,00
1.436,00
1.436,00
15,00
158,65
1.316,80
20,00
186,00
1.897,20
99
ORÇAMENTO BÁSICO DE CUSTOS
Construção do Escritório e Centro de Treinamentos em Belém
Leis Sociais=120%
ITENS
DATA: ___/___/2010
BDI=25%
DESCRIÇÃO
UNID. QUANT.
PREÇO UNIT.
MATERIAL
17
17.01
17.02
LIMPEZA FINAL
Limpeza geral p/ entrega da obra
Remoção de canteiro
M2
VB
313,00
1,00
2,36
2.380,00
17.03
Urbanização (jardisn/bancos e etc)
VB
1,00
2.000,00
TOTAL GERAL
PREÇO
PREÇO UNIT.
MATERIAL +
MÃO DE OBRA MÃO DE OBRA PREÇO TOTAL
6.518,58
2,30
4,66
1.458,58
0,00
2.380,00
2.380,00
680,00
2.680,00
2.680,00
384.818,45
Ao se comparar o orçamento paramétrico com o orçamento discriminado, percebe-se uma diferença de R$ 1.793,65 (um
mil, setecentos e noventa e três reais e sessenta e cinco centavos) que corresponde a um aumento de 0,46% em relação
ao orçamento de parâmetro. Pode-se verificar que há consistência no orçamento discriminado, sendo um valor
compatível com o preço praticado na região informado pelo sindicato da categoria.
100
ANEXO IV
MEMORIAL DESCRITIVO
Nas páginas seguintes apresenta-se um modelo de Memorial Descritivo.
Este documento serve para detalhar projetos e demais elementos que compõe o
projeto, como orçamentos, despesas diversas, serviços, etc.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Liberdade para detalhar o máximo
possível os elementos do projeto.
Dá consistência e permite registro de
informações importantes do projeto.
Impõe condições contratuais e padroniza
métodos construtivos, contém
especificações técnicas.
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Demanda tempo considerado para
elaboração.
Se mal elaborado pode gerar dúvidas e
divergência entre elementos do projeto.
É essencialmente textual, deve ser
complementado com projetos de
engenharia e arquitetônicos
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Traz informações relevantes sobre técnicas e procedimentos construtivos bem
como detalha o Orçamento Discriminado de forma técnica evitando erros na
aquisição de materiais, definindo procedimentos e métodos de trabalho.
Dá consistência aos contratos e demais ferramentas de planejamento, servindo
como complementação de informações.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Integra-se com orçamento discriminado e todas demais ferramentas.
101
MEMORIAL DESCRITIVO
OBJETIVOS
O presente documento tem por objetivo especificar os materiais,
equipamentos e serviços para as ações de construção, do Escritório e Centro de
Treinamentos de Belém. Visa complementar informações de plantas e projetos,
disciplinar rotinas e procedimentos para execução dos serviços de forma a
assegurar o cumprimento do Cronograma Físico-Financeiro, com qualidade,
racionalidade, economia, segurança, além de subsidiar as ações da Fiscalização.
CONDIÇÕES PRELIMINARES
Qualquer alteração, caso necessário, no projeto arquitetônico ou nas
especificações técnicas, deverá ser submetida, previamente, à apreciação dos
profissionais autores e/ou revisores do projeto. Os serviços a serem executados
deverão obedecer às presentes Especificações Técnicas e quaisquer alterações
nas mesmas, se necessárias, somente poderão ser feitas mediante prévia
autorização, por escrito, da fiscalização.
A execução de qualquer serviço deverá obedecer às prescrições contidas
na ABNT, relativas à execução dos serviços específicos para cada instalação e às
recomendações e prescrições do fabricante para os diversos materiais.
Todos os materiais a serem empregados nos serviços deverão ser de
primeira qualidade, sendo recusados pela fiscalização materiais não especificados.
Os serviços imperfeitos deverão ser prontamente refeitos a expensas da
Contratada.
Todos e quaisquer danos causados ao prédio, provenientes dos serviços a
serem executados (circulação de homens e materiais, manuseio de materiais e
equipamentos, etc.) deverão ser reparados pela contratada, às expensas da
mesma.
A Contratada se obrigará a apresentar uma relação nominal dos operários
que executarão os serviços objeto das presentes especificações, devendo esses
funcionários fazer uso dos crachás de identificação durante os serviços. Todos os
102
operários deverão usar equipamentos de proteção, assim como os técnicos e
engenheiros que atuarem nas obras. Todas as normas de segurança deverão ser
rigorosamente respeitadas.
Todos os equipamentos ou materiais que porventura demandem maior
tempo para instalação, fornecimento ou adoção, deverão ser providenciados pela
Contratada em tempo hábil, visando não acarretar descontinuidade à evolução da
obra, em qualquer de suas etapas.
Quando houver razões ponderáveis ou relevantes para a substituição de
determinado material anteriormente especificado por outro, a Contratada deverá
apresentar, por escrito, com antecedência de 10 (dez) dias, a respectiva proposta
de substituição, instruindo-a com os motivos determinantes da substituição.
A substituição somente será efetivada se aprovada pela fiscalização, se não
implicar em ônus adicionais e se a mesma resultar em melhoria técnica ou
equivalência comprovada, a critério da FISCALIZAÇÃO.
Nos casos onde couber a aceitação pelos órgãos públicos competentes e
concessionários de serviços executados, é de exclusiva responsabilidade da
executante as correções das imperfeições e não conformidades que obstruam a
obtenção da referida aceitação.
Será procedida a periódica remoção de entulho e detritos que venham a se
acumular no decorrer da obra. O transporte do entulho correrá às expensas da
Contratada.
As Empresas, em suas propostas, deverão apresentar planilha com as
discriminações dos serviços, quantitativos e custos unitários. Na proposta deverá
ser discriminado o percentual incidente sobre o valor total da obra, correspondente
ao BDI (Bonificação e Despesas Indiretas), bem como a composição do respectivo
BDI.
103
2.1) Procedência dos Dados:
- Em casos de divergência entre cotas do Projeto Básico e suas dimensões
medidas em escala, prevalecerão as primeiras.
- Em casos de divergências entre desenhos, prevalecerá o de maior escala ou de
data mais recente.
- Em casos de divergências entre desenhos e especificações prevalecerão as
especificações.
- Em casos de divergência entre o Projeto Básico e os demais, prevalece o Projeto
Básico.
- Em casos de divergência entre o orçamento e as especificações, prevalecerão as
especificações.
1 - PROJETOS
A CONTRATANTE fornecerá o Projeto Básico cabendo a contratada a
elaboração e fornecimento dos projetos executivos necessários à execução da
obra.
A contratada será responsável integralmente pelas aprovações dos projetos
nos órgão públicos e concessionárias de serviços, de forma a atender todas as
exigências da legislação vigente, ficando a cargo da mesma todos os custos
relativos à aprovação dos mesmos.
104
2 - DESPESAS DIVERSAS
Administração da Obra
Engenheiro Civil
Este deve permanecer na referida obra por um período mínimo de 2 (duas)
horas por dia. O mesmo deve ter concluído o curso superior em engenharia civil por
uma
escola de engenharia reconhecida pelo MEC e estar em dia com suas
obrigações junto ao CREA.
Mestre de Obras
Este deve permanecer na referida obra por um período integral. Comprovar
experiência ao longo do curso da obra sendo este avaliado indiretamente pelo fiscal
da obra, com base no cumprimentos aos prazos estabelecidos no cronograma e
pela qualidade dos serviços executados.
Instalações provisórias
Instalação provisória de energia
Esta deve ser dimensionada para os equipamentos/iluminação constantes
no canteiro, conforme a NBR 5410 e normas da concessionária de energia local,
atenção especial deve ser dada a obrigatoriedade da utilização de dispositivo DR
(Diferencial Residual), que protege os usuários de choques elétricos.
Instalação provisória de água/esgoto
Deve ser projetada para atender as demandas da obra e dos funcionários desta,
com a utilização de fonte de água potável e correta destinação dos efluentes do
esgoto.
105
3 – SERVIÇOS PRELIMINARES
Limpeza Manual do Terreno
Deverão ser executados de forma a deixar completamente livre não só toda a área
da obra, como também os caminhos necessários ao transporte e arrumação dos
materiais de construção. No caso de destocamento, deverá ser executado de forma
a não deixar raízes ou troncos de árvores, que possam prejudicar os trabalhos ou a
própria obra.
Locação da Obra
Deverão ser utilizadas tábuas e pontaletes de boa qualidade, cuja implantação
deverá obedecer às características do terreno e às informações dos projetos de
fundação e arquitetura.
Licenças e Taxas
Deverão estar incluídas neste item, todos os documentos necessários para cada
tipo de licença de competência de cada obra, incluindo a taxa do CREA.
Placa da Obra
As placas deverá ser em chapa galvanizada n°26 e pintadas com tinta óleo,
com dimensões 3,00 x 2,00m obedecendo o modelo fornecido. Ficará a cargo
exclusivo da Contratada a instalação da Placa da Obra, com a identificação dos
responsáveis técnicos da empresa contratada.
106
Mobilização / desmobilização de canteiro
Estas devem ser executadas em momentos oportunos para que a obra não
fique desprovida de instalações, e equipamentos ou fique com as mesmas alem do
tempo necessário.
Barracão para depósito
Deverá ser construído um barracão para depósito em chapa em tábua de
madeira bruta. Ficará a cargo exclusivo do construtor todas as providências
correspondentes às instalações destinadas às áreas de depósitos de materiais e
das ferramentas, preparo de fôrmas e armaduras, oficinas, escritório, refeitório e
sanitários.
Tapume
Este devera ser executado na frontal e fundos do terreno, de instalação da
obra, com compensado plastificado fabricado com cola fenólica de espessura 10
mm, sendo estes fixados através de barrotes de madeira 3” x 3”, a cada 2,2 metros.
Neste devem ser previstas portas para entrada de pessoas e automóveis.
Instalações Provisórias
Instalações Hidrosanitárias
Quando o local da obra não possuir rede coletoras de esgoto, deverá ser
instalado fossa séptica e sumidouro de acordo com as prescrições mínimas
estabelecidas pela NB-4118.
A instalação sanitária deverá ser constituída de lavatório, vaso sanitário e
mictório na proporção de um conjunto para cada grupo de vinte trabalhadores, bem
como de chuveiros, na proporção de um para cada grupo de dez trabalhadores.
107
Instalações de Luz
A ligação provisória de energia elétrica do canteiro de obras, deverá
obedecer rigorosamente as normas e prescrições da concessionária de energia
elétrica do local.
4 – MOVIMENTO DE TERRA
Aterro Compactado
Deverá ser executado em camadas de 20 cm. A princípio este serviço será
executado sem material de empréstimo.
Reaterro Compactado (cavas da sapatas)
O reaterro será isento de matérias orgânicos e compactado em camadas
sucessivas não superiores a 20cm, de preferência com emprego de compactadores
manuais e mecânicos.
Escavação Manual
A fundação da obra será executada em sapatas de concreto aramado com
profundidade, dimensões e resistência do concreto explicitada do projeto estrutural.
5 – INFRA-ESTRUTURA/SAPATAS
As fundações serão executadas de acordo com as normas da ABNT,
atinentes ao assunto. Caberá ao construtor proceder à verificação da taxa de
trabalho do terreno adaptada na elaboração do projeto, ficando a seu cargo
quaisquer modificações que venha sofrer o projeto de fundações.
108
A execução das fundações implicará na responsabilidade integral do
construtor pela resistência das mesmas e pela estabilidade da obra.
Concreto Magro
Deverá ser feita concretagem, no fundo da escavação das sapatas, blocos
e na base das vigas baldrames, com concreto magro no traço de 1:4:8.
Concreto armado para fundações
ARMADURA
As barras de aço utilizadas para as armaduras das peças de concreto
armado, bem como sua montagem, deverão atender ao projeto estrutural e
prescrições das Normas Brasileiras que regem o assunto, a saber: NBR-6118,
NBR-7480, NBR-7478.
CONCRETO VIRADO EM OBRA COM SEIXO FCK=25MPA
O concreto estrutural deverá ser dosado de modo a assegurar a resistência
mínima exigida no projeto. Se o concreto for fabricado no canteiro, sua mistura
deverá ser feita em betoneira e atender aos seguintes requisitos:
- O cimento a ser utilizado será o CP-320 e deverá ser, como exigência mínima, de
marca oficialmente aprovada. O cimento deverá ser indicado em peso, não se
permitindo o seu emprego em fração de saco.
- Os agregados graúdos serão de seixo, isentos de substâncias nocivas ao seu
emprego, tais como argila, material pulverulento, gravetos e outros.
- Nos agregados miúdos será utilizada areia comum, com uma granulometria que
se enquadre no especificado pela NBR-7211.
109
- A água usada deverá ser limpa e isenta de siltes, sais, ácidos, óleos, matéria
orgânica ou qualquer outra substância prejudicial à mistura. Em princípio, a água
potável poderá ser utilizada. O fator água/cimento deverá ser rigorosamente
observado, com a correção da umidade do agregado.
- Deverá ser feito o controle tecnológico por empresa especializada de acordo com
a NBR.
- O adensamento do concreto deverá ser mecânico, com vibrador.
FORMAS COM MADEIRA BRANCA
A forma deverá ser executada em tábuas de madeira branca e apoiadas
em barrotes, colocadas a espaço regulares correspondentes ao vão livre adotados
para a forma. Os painéis da forma deverão ser formados de tábuas brancas ligadas
por sarrafos em madeiras, estes painéis deverão servir para pisos de lajes, faces de
vigas , pilares e paredes.
6 – ESTRUTURA
Forma com madeira branca
Ver item 5 referente a forma.
Laje pré-moldada (Isopor)
As lajes serão executadas em pré-moldadas do tipo Volterrana com
utilização de isopor, sendo lançado uma camada de 4cm de concreto FCK=25MPA.
110
Armação para concreto
Ver item 5 referente a armação.
Verga de Pré-moldada de Concreto/Contra verga
Sobre os vãos de portas e janelas com vão inferiores a 2 m, deverão ser
colocadas vergas e contra vergas de concreto armado, com dimensões 10 x 10 cm.
Nos vãos maiores que 2 m as vergas terão dimensões de 10 x 20 cm, todas com
concreto no traço 1:3:5, com comprimento excedendo no mínimo 0,30 m de cada
lado do vão.
Concreto Armado
Ver item 5, referente concreto virado em obra com seixo fck=25mpa.
7 - PAREDES
Alvenaria de Tijolo Cerâmico Furado
Nos locais e dimensões indicados em planta, a alvenaria será
executada com tijolos cerâmicos de 6 ou 8 furos, de 1ª qualidade, assentados
com argamassa de cimento, quimical e areia, no traço 1:2:8, com as juntas
verticais desalinhadas e as horizontais niveladas. As juntas terão espessura
máxima de 1,2 cm.
Deverão ser obedecidas as espessuras das paredes indicadas nas
plantas e na execução serão observados o mais perfeito prumo e nivelamento.
As vergas e contra-vergas deverão ser de concreto armado, com largura igual
a da alvenaria e comprimento excedendo as larguras dos vãos de 30 cm, no
mínimo. As alvenarias serão executadas conforme indicação no projeto de
arquitetura.
111
8 – COBERTURAS
Estrutura em madeira de Lei
A madeira a ser utilizada deverá ser de 1ª qualidade, serrada do tipo
maçaranduba ou Angelim vermelho, seca isenta de carunchos , brocas , nós e
outras imperfeições que comprometam sua resistência e durabilidade, devendo
obedecer suas as dimensões compatíveis com a carga que ira suportar.
Cobertura em telha tipo ondulada de 6mm
Antes do inicio das colocações das telhas o madeiramento devera ser
verificado quanto a eventuais ondulações e irregularidades.
Rincão em chapa galvanizada
O rincão e geralmente constituída por uma chapa de aço galvanizado
fixado na estrutura de madeira do telhado.
Calha Beiral
O telhado será dotado de calhas beirais em PVC Ø 150mm completas
com condutores e acessórios de fixação.
9—IMPERMEABILIZAÇÕES
Impermeabilização baldrames
Deverão ser procedidos impermeabilização de todas as superfícies das
vigas baldrame com igol + sika1 de modo a evitar umedecimento das paredes
pelo piso.
112
Impermeabilização de rincão
O rincão em chapa galvanizada deverá receber um tratamento em
pintura asfáltica com igolflex + sika1.
10- ESQUADRIAS
Portas Internas
As portas internas serão em MDF 5 mm, tipo sanduiche, com h=2,10m
e largura de acordo com o projeto, em paredes de alvenaria. Serão de 35mm
de espessura, semi-oca. Os marcos e alizares serão em madeira de Lei. Os
marcos e alizares terão o mesmo acabamento de pintura das folhas de portas –
selador + verniz.
Ferragens
As ferragens para as portas internas, inclusive as de divisórias, serão
de boa qualidade. Três dobradiças em aço laminado de 3"x 2 ½" com eixo e
bolas, cromados.
Janelas em Vidro Temperado
As janela e balancins, serão em vidro temperado, do tipo liso incolor de
8mm de espessura, atendendo as medidas de projeto. Serão instaladas com
fixadores e ferragens metálicas cromadas.
A porta de entrada principal do escritório será em vidro temperado de
10mm do tipo liso incolor com fixadores, ferragens e molas metálicas
cromadas.
113
11 - REVESTIMENTOS
Chapisco
O
chapisco deverá ser no traço 1:4, composto de cimento e areia
lavada média a grossa.
Reboco
Deverá ser aplicado sobre o chapisco, camada de reboco com
argamassa de cimento, quimical e areia fina, no traço 1:2:9.
Cerâmica 20 x 20 cm
As paredes de sanitários e copa, serão revestidas com cerâmica
20x20cm PEI-5, na cor branca. As juntas deverão ser a prumo. O rejuntamento
será feito com argamassa pré-fabricada para rejuntamento na cor branca. As
cerâmicas serão aplicadas do piso ao teto e deverão ser assentadas com
argamassa pré-fabricada de acordo com as recomendações do fabricante.
12 – RODAPÉS E SOLEIRAS
Rodapés
Será executado rodapé em todas as áreas de piso de cerâmica, exceto
paredes revestidas com cerâmicas. Todos os rodapés serão em cerâmica igual
a do piso aplicado, com altura de 7 cm.
114
Soleiras
Serão instaladas soleiras em granito polido cinza andorinha ou
Corumbá, com espessura de 2,00 cm e a largura da parede, nos vãos de todas
as portas de madeira.
No banheiro de deficientes físicos a soleira deverá ser rampada sob a
porta, de acordo com a NBR 9050/04;
13 – PISOS
Camada Impermeabilizadora
Será executado com argamassa de pedra preta e cimento e areia no
traço 1:6 com utilização de impermeabilizante do tipo sika1.
Camada reguladora
Deverá ser executado contra-piso em cimentado de cimento e areia no
traço 1:5 com a espessura média de 4cm, perfeitamente planos e nivelados.
Os contra-pisos dos sanitários e copa, deverão ter caimento para os
ralos.
Piso Cerâmico – 40 x 40 cm
Nas áreas interna serão utilizadas peças de cerâmica de 40 x 40 cm,
PEI 5,
tendo como referência a cerâmica Portobello – linha Laser, ou
Fabricação Eliane, linha Urbanos Gray.
As cerâmicas serão assentadas com argamassa pré-fabricada,
conforme as recomendações do fabricante.
115
Nos sanitários, copa e depósito o piso terá desnível de 1,00 cm em
relação ao piso de circulação.
14- INSTALAÇÕES COMPLEMENTARES
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
RAMAL DE ENTRADA
Será instalado em poste de concreto ou ferro galvanizado 4” 7 m com
rack de 4 roldanas . A descida dos condutores será em eletroduto de ferro
galvanizado de 2” ate a mureta e ao disjuntor de 150A .
Elétrica
Quadros
Os quadros serão em chapa de aço bitola mínima # 16, pintura com
tratamento antiferruginoso em epóxi, por processo eletrostático, cor cinza real,
sobre tampa em acrílico, porta com fecho rápido em metal e perfil de borracha
para vedação, disjuntor geral tripolar.
Os barramentos serão independentes em cobre eletrolítico, seção
retangular, para as fases, neutro e “terra” e serão fixados por meio de
isoladores em epóxi.
A montagem dos quadros deverá ser feita de forma organizada, com
condutores unidos por abraçadeiras plásticas. Todos os quadros e circuitos
parciais serão identificados com etiquetas em acrílico preto com letras brancas
gravadas por trás da placa.
116
Os quadros deverão possuir barramentos trifásico + neutro + terra,
apropriado para mini disjuntores padrão DIN, com sobre tampa em acrílico
transparente de 4 mm, as fases do QGBT serão instalados protetor de surto
tipo VCL 275 V-40KA, fab. CLAMPER ou similar.
O QGBT terá barramentos para no mínimo 200 A e ter capacidade
para instalação de 01 disjuntor tripolar de 150 A e 3(três) disjuntores tripolar GE
01 de70 A e 02 de 40A.
Eletrodutos
Serão utilizados eletrodutos em PVC fab. TIGRE ou similar.
As redes horizontais secundárias serão fixadas na estrutura por meio
de barra de ferro chata e demais acessórios, perfeitamente nivelados. Em
trajetos verticais os eletrodutos serão perfeitamente alinhados.
As bitolas serão de acordo com a cabeação a ser instalada, devendose obedecer às limitações impostas pela NBR-5410.
Eletrocalhas
O encaminhamento principal das redes elétrica e logica serão em
eletrocalhas perfurada com tampa 100x50 e 50x50 mm.
As eletrocalhas aparentes serão do tipo duto simples , as tampas
serão plana lisa, inclusive conexões e acessórios
Caixas
Caixas de passagem, derivação e ligação, serão em alumínio injetado,
com parafusos de aço bicromatizado e junta de vedação pré-moldada em PVC
flexível, tipo “dailet”
117
As caixas de passagem, derivação ou ligação, quando embutidas,
serão de ferro.
As conexões das caixas com os eletrodutos serão feitas por meio de
buchas e arruelas, em metal galvanizado.
Cabos
Serão em cobre eletrolítico, isolamentos termoplásticos 1000/750 V,
antichama, nas bitolas compatíveis com as cargas e divisões de circuitos (bitola
mínima 2,5 mm2).
Os circuitos de alimentação para equipamentos de informática não
deverão ultrapassar a 4 (quatro) tomadas, quando no mesmo circuito alimentar
2 (duas) impressoras, o número de tomada cairá para 3 (três) .
Os circuitos
serão executados com cabos em cores, segundo a
seguinte convenção:
Fases - vermelho, preto.
neutro - azul
Terra - verde
retorno - branco
Cada circuito que alimentará os equipamentos de informática deverá
possuir obrigatoriamente os condutores fase, neutro e terra.
As conexões dos condutores aos barramentos serão feitas com
terminais pré-isolados.
Todo o isolamento de emendas e conexões de condutores será em fita
isolante tipo “autofusão”.
118
Disjuntores
Todos os disjuntores até 125 A, serão de padrão DIN, fab. SIEMENS
ou similar, com excessão dos instalados no QGBT..
Luminárias
Luminárias fluorescentes de sobrepor de alto rendimento2x40W,
fabricadas em aço fosfatizado, pintadas por processo eletrostático. As
arandelas
serão
fab.
ABALUX c/ 1 lâmpada PL 23 W, tipo tartaruga.
Luminária de emergência duas lâmpadas com autonomia para 8 horas. Na
área do jardim serão instaladas luminárias de globo em postes de f.g. c/
lâmpada PL de As.
Tomadas e interruptores
As tomadas para microcomputadores e de uso geral serão 2P + T.
padrão brasileiro; A capacidade das tomadas deverá ser compatível com a
carga a ser alimentada, sendo a capacidade mínima 15A - 250 Vca. As
tomadas e interruptores serão de fabricação Pial Legrand
linha Platis. ou
similar.
Aterramento
Será executado sistema de aterramento constituído de no mínimo 3
(tres) hastes de cobre de 5/8x2,40m conectadas, através de solda exotérmica,
com cabo de cobre nu # 50 mm2, as hastes possuirão caixas de visitas em
concreto. A rede deverá atender ao sistema de aterramento dos computadores
e não deverá ter resistência maior que 5 Ohms.
119
INSTALAÇÕES TELEFÔNICAS , DADOS e VOZ
Serão instalados pontos de dados e voz em locais a serem definidos
pela fiscalização e em quantidade definida na planilha orçamentária.
Tubulação
- As tubulações de derivação sobre o forro e parede, serão acondicionadas em
eletrodutos de PVC fab. TIGRE ou similar
- Os eletrodutos deverão ser adequadamente fixados, a fim de apresentarem
boa aparência e firmeza, para suportar o peso e o esforço para colocação dos
condutores.
- A tubulação vertical de entrada do cabo da concessionária telefônica será em
PVC. e a partir da caixa de passagem aos distribuidores gerais (DG) .
- Não serão admitidas mais de duas curvas de 90º em cada trecho da
tubulação, sem utilização de caixa de passagem.
Cabos
- A distribuição de pontos de voz deverá ser feita a partir do rack que por sua
vez se interligará à central telefônica. Os cabos do tipo par trançado não
blindado 10 Base T (UTP) de 4 pares na categoria 5e..
- As ligações entre DG's e central telefônica serão através de cabo interno tipo
CCI.
A rede interna deverá ser conectada em blocos do tipo “BARGOA”.
Componentes de rede
O cabeamento proposto consiste na utilização de cabos tipo par trançado
não blindado 10 Base T(UTP) de 4 pares na categoria5e para interligação das
estações aos switches.
120
A partir do rack, deverão ser instaladas eletrocalhas de forma a
distribuir o cabeamento até o ponto mais próximo às entradas superiores das
salas/ambientes, seguindo a partir daí por eletrodutos em PVC, até os pontos
de rede. Deverá ser instalada uma caixa de passagem embutida na parede a
30 cm do piso. Deverá ser instalada infra-estrutura visando à interligação do
rack principal com a caixa de distribuição de telefonia.
Para cada porta dos patch panel será fornecido um UTP patch cable de
1,50 m, pré-fabricado, com cabo UTP5e flexível e conectores RJ-45 categoria
5e, com banho de ouro, mínimo de 50 microns nas extremidades e certificação
de fábrica, cor azul.
Serão fornecidos UTP line cord de 2,00 m, pré-fabricado, com cabo
UTP5e flexível e conectores RJ-45 categoria 5e, com banho de ouro, mínimo
de 50 microns nas extremidades e certificação de fábrica, cor azul.
Equipamento e acessórios de rede de dados e voz.
1) RACK
a) Estrutura construída inteiramente em chapa de aço soldada bitola 14;
b) Colunas de perfis duplos, em chapa de aço bitola 19, garantindo alta
resistência mecânica;
c) Laterais, tampa traseira e teto confeccionados em chapa de aço bitola 19;
d) Porta frontal em perfis de alumínio e chapa de acrílico 4 mm;
e) Estrutura pintada na cor grafite;
f) Laterais, teto e tampa traseira pintados na cor bege;
g) Composto por segundo plano de fixação para os equipamentos;
h) Equipado com Calha de Tomadas (8 un) para alimentação dos
equipamentos de rede;
i) Fornecido com kit de parafusos e porcas para fixação dos equipamentos
internos ao Rack;
121
j) Possuir organizador de cabos;
k) Dimensões: Largura- 19” (padrão), Profundidade-470 mm;
l) Altura de8U.
2) PATCH PANEL
a) Com conector RJ-45 fêmea bloco 110, categoria 56, cor preta (passivo) com
características que
atendam às normas internacionais EIA/TIA 568A, FCC
68.5, ISO 8877, CENELEV ENV 41001;
b) Possuir certificados para uso em circuitos com taxas de transmissão de
100Mbps;
c) Perda por inserção menor ou igual à 0,3 dB Crosstalk de 43 dB @ 16 MHz;
d ) Deverá estar devidamente certificado pelos órgãos internacionais UL e/ou
CSA;
e) A conexão com os "patch cords" deverá ser feita por portas ("jacks") RJ-45;
f ) Possuir os 8 (oito) contatos metálicos de cada "Jack" folheados a ouro;
g) Suporte a condutores sólidos na faixa 22 - 26 AWG;
h) Os condutores devem ser conectados através da tecnologia IDC (Insulation
Displacement Connection);
i) Possuir no mínimo, 24 (vinte e quatro) portas RJ-45;
j) Facilidade de instalação e gerenciamento da rede;
l) Possuir organizador de cabos;
m) Possuir sistema de identificação para cada porta;
n) Permitir ser acomodado em bastidores de 19";
o) Possuir dispositivo para proteção de poeira para cada "jack" (RJ-45).
122
Certificação do cabeamento de dados e voz
Após a execução dos serviços deverão ser feito todos os testes
necessários, para comprovar que as instalações estão em condições de
funcionar corretamente e de acordo com a norma EIA/TIA 568A, categoria 5E.
Os certificados de garantia dos cabos UTP deverão ser os relatórios
gerados diretamente de instrumentos de certificação de rede.
Todos os certificados deverão conter, além dos resultados, as análises
destes, a identificação dos pontos, as datas que foram executadas, a
assinatura do técnico responsável pelo serviço e a rubrica do fiscal designado
pela contratante para acompanhar o serviço de testes dos pontos.
INSTALAÇÕES DE CENTRAIS DE AR CONDICIONADO
INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO CENTRAL
As unidades condicionadoras serão do tipo air-splint com condensador
a ar remoto, de fabricação da SPRINGER CARRIER ou similar.
HIDRO-SANITÁRIAS e ÁGUAS PLUVIAIS
ÁGUA FRIA
O fornecimento dos projetos executivos de hidro-sanitário e água
pluviais será de responsabilidade da CONTRATADA, devendo pelo contratante
a observância dos projetos.
O abastecimento será através da concessionária local, com entrada
prevista de 1”. A distribuição será feita a partir do reservatório superior,
montando-se um barrilete cujas derivações para os diferentes ramais serão
dotadas de registro de gaveta, obedecendo os dimensionamentos indicados no
projeto.
123
Nas instalações de água fria serão utilizados tubos de PVC soldável.
Deverão ser previstas pontos para torneiras cromadas para jardins,
distribuídas estrategicamente nas áreas a serem ajardinadas.
Os registro de gaveta e pressão serão instalados no interior do prédio
serão do tipo com canopla da linha Targa do referido fabricante.
As conexões que receberão torneiras e chuveiros serão do tipo SRM.
ESGOTO
Os tubos, caixas sifonadas e conexões serão em PVC. As caixas de
gordura, inspeção
serão em concreto
com tampa pré-fabricada em ferro
fundido.
Toda a tubulação e conexões de esgoto primário, secundário e
ventilação serão ser de PVC, rígido:
Os ramais de ventilação serão ligados às respectivas colunas em
pontos situados 15cm, no mínimo, acima do nível máximo de água do mais
elevado aparelho sanitário da instalação.
Apenas as águas servidas provenientes dos vasos sanitários deverão
ser conduzidos à fossa as demais deverão ser lançadas na rede de águas
pluviais publica.
A fossa deverá ser e concreto armado com dimensões útil de
3,00x1,50x1,50m e o sumidouro de diâmetro 1,20 e altura de 2,00 m ,terá a
parede em alvenaria de tijolo de barro vazada e tampa de concreto armado.
ÁGUAS PLUVIAIS
Os tubos para captação e condução de águas deverão ser de PVC,
rígido, com diâmetro mínimo de 75 mm, observar projeto.
124
Os pés dos condutores serão constituídos de curvas, também de PVC
e mesmo diâmetro destes, para posterior interligação com o esgoto de águas
pluviais a ser construído.
As caixas de areia serão em concreto com grelha com caixilhos
fabricados com barra de ferro quadrada 1/2" e cantoneiras
15 – APARELHOS SANITÁRIOS
As bacias sanitários serão do tipo caixa acoplada em louça FAB.
DECA, linha targa ou similar, as do sanitários de deficientes serão do tipo
elevado de acordo com a NBR 9050.
Os assento sanitários serão da mesma linha das bacias na cor cinza,
as bacias de deficiente com abertura frontal obedecendo a NBR 9050.
As papeleiras dos sanitários serão de embutir.
Os lavatórios serão em louça com coluna de fab. DECA linha ravena ou
similar.
A bancada da copa será em aço inoxidável 1cuba, de 1,50m.
As torneiras para lavatórios serão cromadas de FAB.DECA ou similar,
e as do banheiro de deficiente obedecerão a mesma linha com dispositivo para
pessoas deficientes.
A torneira para pia será do tipo cromada tipo longa FAB. DECA ref.
1157 C ou similar
As ligações flexíveis, ligações para lavatórios deverão ser de metal
cromado.
Em todos os sanitários serão instalados o kit de acessórios cromado.
As duchas serão cromadas de fabricação DECA ou similar.
125
16 – PINTURAS
Tinta Acrílica
Todas as paredes internas deverão ser emassadas com duas demãos
de massa PVA, e o entorno das janelas externas deverá ser emassado com
massa acrílica, sendo em seguida lixadas, após o que serão cuidadosamente
limpos com escova e pano seco, visando remover todo pó antes da aplicação
da demão seguinte.
Todas as superfícies de paredes internas, deverão ser pintadas com
tinta acrílica semi-brilho com duas demãos tipo Coralplus ou equivalente.
A segunda demão só poderá ser aplicada quando a anterior estiver
inteiramente seca, observando-se um intervalo mínimo de 24 (vinte e quatro)
horas entre as diferentes aplicações.
Deverão ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies
não destinadas a pintura (vidros, pisos, aparelhos, etc.), os salpicos que não
puderem ser evitados deverão ser removidos enquanto a tinta estiver fresca,
empregando-se removedor adequado.
Tinta Latex
O muro deverá ser pintados com tinta PVA Látex, própria para pinturas
externas com duas demãos na cor cinza claro.
Esmalte Sintético (para superfícies metálicas)
Todas as peças em ferro deverão ser tratadas e pintadas, conforme a
sistemática abaixo:
a) deverão ser totalmente lixadas e cuidadosamente limpas com uma
escova e com um pano seco para remover todo o pó remanescente;
126
b) após uma aplicação de tinta de base, com uma demão de antióxido
ferrolóide;
c) todas as superfícies deverão estar limpas e secas, logo após
retocadas e preparadas;
d) As grades, portões, alçapão e corrimão deverão ser pintados com
duas demãos com esmalte sintético acetinado, na cor Grafite.
17- DIVERSOS
Corrimão
O corrimão das rampas deverá ser de aço galvanizado de 1½” com
dois corrimãos em ambos os lados, sendo um a 70 cm e o outro a 92 cm de
altura do piso acabado das rampas e fixado em barra de suportes. Este deve
ser pintado conforme especificação de pinturas em esquadrias metálicas.
Portões e Grades de Fechamento
As grades de fechamento do terreno do imóvel, previsto em layout
serão de tela ondulada de arame galvanizado, malha de 2”, fio 10 BWG,
enquadrada em cantoneira de ferro tipo “L”, fixadas em estrutura tubular de
ferro de Ǿ 50mm, sendo soldado em montantes de aço tubular de Ǿ 100mm,
sendo toda a estrutura com acabamento em esmalte sintético na cor grafite e
instalada sobre mureta de alvenaria de 0,40m conforme projeto anexo.
Os portões de acesso de veículos e pedestres, serão do mesmo
padrão da grade, tipo de abrir, 02 (duas) fls, completo com dobradiças, ferrolho
e fechadura e acabamento em esmalte sintético na cor grafite conforme
projeto.
Urbanização
Compreendem os serviços de urbanização, o fornecimento de terra
vegetal, colocação de gramas em placas.
127
ANEXO V
PROJETO ARQUITETÔNICO
Nas páginas seguintes apresenta-se um modelo de Projeto Arquitetônico
que, conforme definido nos estudos preliminares, para o presente estudo de caso,
será composto por planta baixa de cobertura, fachadas e corte transversal.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Representação gráfica da arquitetura do
prédio com especificações.
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Pouco detalhe das especificações
técnicas, necessitando de
complementação com memorial
descritivo e orçamento discriminado.
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Fundamental para execução da obra e acompanhamento. Presta detalhes gráficos
sobre a edificação a ser construída.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Integra-se com orçamento discriminado e projetos de Engenharia.
Base para elaboração de projetos de Engenharia e orçamento discriminado.
130
128
ANEXO VI
PROJETOS DE ENGENHARIA
Nas páginas seguintes apresenta-se um modelo de Projetos de Engenharia
que, conforme definido nos estudos preliminares, para o presente estudo de caso,
será composto por projeto de instalação elétrica de rede estabilizada e rede lógica
estruturada, projeto de iluminação interna e externa, projeto hidro-sanitário – água
fria e projeto hidro-sanitário de esgoto.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Representação gráfica dos projetos de
engenharia com especificações.
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Pouco detalhe das especificações
técnicas, necessitando de
complementação com memorial
descritivo e orçamento discriminado.
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Fundamental para execução da obra e acompanhamento. Presta detalhes gráficos
sobre a edificação a ser construída.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Integra-se com orçamento discriminado e projetos de Arquitetura.
Base para elaboração do orçamento discriminado.
129
135
ANEXO VII
CRONOGRAMAS
Para elaboração dos cronogramas foi utilizado o software OpenProj. Através
do referido programa foi planejado os prazos de execução da obra e elaborados
cronograma de Gantt, rede PERT e cronograma de mão de obra. Na fase em que se
encontrava o planejamento da obra ainda não se havia definido o cronograma físicofinanceiro.
PRINCIPAIS VANTAGENS
Disponibilizam diversas informações
gerenciais, auxiliam no controle do prazo
e gerenciamento de projetos
Permitem visualização gráfica do
desenvolvimento da obra facilitando
entendimento das etapas construtivas
PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Demandam tempo significativo para
elaboração se não for utilizado software
específico
Dificuldade de impressão quando não há
disponibilidade de recursos para
plotagem em tamanho grande.
ALGUMAS APLICABILIDADES AO PLANEJAMENTO
Grande importância para gerenciamento de prazos, recursos financeiros,
equipamentos e equipes.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS FERRAMENTAS
Integra-se com orçamento discriminado, principalmente.
Download

1 UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA André Ricardo Bueno