www.arvoredoleite.org Esta é uma cópia digital de um documento que foi preservado para inúmeras gerações nas prateleiras da biblioteca Otto Frensel do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), antes de ter sido cuidadosamente digitalizada pela Arvoredoleite.org como parte de um projeto de parceria entre a Arvoredoleite.org e a Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes para tornarem seus exemplares online. A Revista do ILCT é uma publicação técnico-científica criada em 1946, originalmente com o nome FELCTIANO. Em setembro de 1958, o seu nome foi alterado para o atual. Este exemplar sobreviveu e é um dos nossos portais para o passado, o que representa uma riqueza de história, cultura e conhecimento. Marcas e anotações no volume original aparecerão neste arquivo, um lembrete da longa jornada desta REVISTA, desde a sua publicação, permanecendo por um longo tempo na biblioteca, e finalmente chegando até você. Diretrizes de uso A Arvoredoleite.org se orgulha da parceria com a Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes da EPAMIG para digitalizar estes materiais e torná-los amplamente acessíveis. No entanto, este trabalho é dispendioso, por isso, a fim de continuar a oferecer este recurso, tomamos medidas para evitar o abuso por partes comerciais. Também pedimos que você: ● Faça uso não comercial dos arquivos. Projetamos a digitalização para uso por indivíduos e ou instituições e solicitamos que você use estes arquivos para fins profissionais e não comerciais. ● Mantenha a atribuição Arvoredoleite.org como marca d'água e a identificação do ILCT/EPAMIG. Esta atitude é essencial para informar as pessoas sobre este projeto e ajudá-las a encontrar materiais adicionais no site. Não removê-las. ● Mantenha-o legal. Seja qual for o seu uso, lembre-se que você é responsável por garantir que o que você está fazendo é legal. 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Mauren Miyaji; Geraldo Alvim Dusi; Renata Golin Bueno da Costa; Eloá Corrêa de Souza; Márcia Aparecida C. Porto; Renato Luis da Silva Vieira; Eduardo Hargreaves Sureus 2 ................ 3 Qualidade microbiológica de águas de nascentes e poços utilizadas por pequenas indústrias de laticínios 11 - Juiz de Fora - MG. Microbiological quality of rising and well waters in small dairy plant 11 - Juiz de Fora - MG. Míriam Aparecida Pinto Vilela; Patricia Rodrigues Rezende; Josete Amadeu Almeida; Juliana Ávila 3 .............................................................................................................. 15 Propriedades funcionais da mussarela para pizza: separação de gordura (oiling off). Renata Golin Bueno Costa; Múcio Mansur Furtado . . . . .................... ....... .. ....... ............ 21 . ................ .......................... .. .. . 4 Lactulose - Importância tecnológica e metodologia para determinação do seu teor em leite. Luiz Carlos Gonçalves Costa Júnior; Danielle Braga Chelini Pereira . . . ......... ......... ............. ......... 28 Propriedades funcionais e nutricionais das proteínas do soro de leite. Functional and nutritional properties of whey proteins. Abraham D. Giraldo-Zuiiiga; Jane S. Reis Coimbra; José Carlos Gomes; Luis Antonio Minim; Edwin E. Garcia Rojas . . ..................................... ............... ................. 1, � / 35 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes" - Juiz de Fora - VaI. 57 (325); I -50 - Mar/Abr de 2002 , " EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE MINAS GERA trO / Instituto de Laticínios "Cândido Tostes" Revista Bimestral I? /:.1(5:::!�/ .', . . O Endereço: Revista do Instituto de Laticínios "Cândido Tostes .::; li! !! Rua Tenente Freitas, 116 - Santa Terezinha f:8 t; §;j 36.045-560 Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil CtJ "f' Centro Tecnológico - ... . P. Q (J digitalizado por arvoredoleite.org Te!.: 3224-3116 - DDD: 32 I Fax: 3224-3113 - DDD l..J.. Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 2-2, 2002 Pág. 2 Governo do Estado de Minas Gerais Itamar Franco Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 3-12, 2002 Pág. 3 CARACTERIZAÇÃO DO CIRCUITO DO QUEIJO NO CENÁRIO REGIONAL E NO CONTEXTO DA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS* Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Paulino Cícero de Vasconcellos Mauren Miyaji J Gera/do A/vim Dusi2 Rellata GO/ill Buello da Costal E/oá Corrêa de Som:.a4 Márcia Aparecida C. Porto S Rellato Luis da Silva Vieira 6 Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais Fernando Cruz Laender - Presidente Marcelo Fi�eles Braga - Diretor de Operações Técnicas Centro Tecnológico - Instituto de Laticínios· Cândido Tostes Eduardo Hargreaves Sureus7 Comitê Gerencial Geraldo Alvim Dusi - Chefe do CT/ILCT José Alberto BastosPortugal - Seco Executivo Prog. Proc. Agroindustrial Regina Célia Mancini - Coord. do Programa Ensino Leite e Derivados José Lourenço Pereira Rússi - Supervisor do Núcleo de Administração e Finanças Nelson Tenchini Macedo - Supervisor do Núcleo de Indústria e Comércio Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes Editora Responsável Luiza Carvalhaes Albuquer que RESUMO A produção agropecuária e agroindustrial da região do Circuito do Queijo segundo SEBRAE-MGI UFV (200 I a) concentra-se na produção de leite e derivados, os quais, apresentam baixos índices de produtividade, além disso, fatores como baixa tecnologia, escala ineficiente de produção e escassas inovações de produtos e processos diminuem a competitividade dessas empresas. O conhecimento da realidade das pequenas e micro empresas de laticínios vista na região do Circuito do Queijo com um programa específico para seu desenvolvimento através da criação de uma linha de crédito por agentes financeiros, torna-se um instrumento indispensável. O objetivo deste trabalho foi analisar o cenário das empresas do setor lácteo da região do Circuito do Queijo, evidenciando as áreas de maior carência e as sugestões de melhoria para as empresas. Corpo Revisor Célia Lucia Luces Fortes Ferreira Daise Aparecida Rossi Edna Froeder Arcuri Geraldo Alvim Dusi José Alberto Bastos Portugal Luiz Ronaldo de Abreu Luiza Carvalhaes de Albuqu erque Maria Cristina Drumond e Castro Paulo Henrique Fonseca da Silva Jornalista Responsável Vania Lucia Alves Lacerda Reg. Prof. 4.729/MG Os trabalhos apresentados são de i1!teira responsabilidade de seus autores. Juiz de Fora, outubro de 2002 EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE MINAS GERAIS - EPAMIG · Revista do Instituto de Laticínios "Cândido Tostes", n. I "Cândido Tostes", 1946. v. . 1946 • 1. INTRODUÇÃO A produção agropecuária e agroindustrial da região do Circuito do Queijo segundo SEBRAE· MG/UFV (200 I a) concentra-se na produção de leite e derivados, os quais, apresentam baixos índices de produtividade, além disso, fatores como baixa tecnologia, escala ineficiente de produção e escassas inovações de produtos e processos diminuem a competitividade dessas empresas. O leite está entre os seis produtos agrope cuários mais importantes da economia brasileira, ficando à frente de produtos tradicionais como o café beneficiado e o arroz. O agronegócio do leite e seus derivados desempenham papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população. Estima-se que para cada um * Juiz de Fora. Instituto de Laticínios ilust. 23 cm 2 n. 1-19 (1946-48), 27 cm, com nome de Felctiano, n. 20-73 (1948-57), 23 cm, com o nome de Felctiano. A partir de setembro de 1958, com o nome de Revista do Instituto de Laticínios "Cândido Tostes". 1. Zootecnia - Brasil - Periódicos. 2. Laticínios· Brasil· Periódicos 1. Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, Juiz de Fora, MG, ed. ISSN 0100·3674 CDU 636/637(81 )(50) 3 real de aumento na produção do sistema agroindustrial do leite, há um aumento de, aproximadamente, cinco reais no PIB brasileiro, colocando o agronegócio do leite à frente de setores como o siderúrgico e o têxtil (VILELA, 2002). O Brasil é o sexto maior produtor mundial de leite, com volume anual de cerca de 21 bilhões de litros e taxa anual de crescimento de 4%, superior à de todos os países que ocupam os primeiros lugares (VILELA, 2002). O Estado de Minas Gerais é o maior produtor brasileiro de leite tendo respondido, em 2000, por cerca de 30% da produção nacional. Para se ter uma idéia da representatividade da partici pação mineira, os estados de Goiás e Rio Grande do Sul, respectivamente segundo e terceiro no rallkillg nacional, contribuíram, conjuntamente, Parte do trabalho financiado pelo Convênio SEBRAE - EPAMIG/CTIILCT. Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa e Consultora do Núcleo Agro-alimentar do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). e-mail: mauren@ critt.ufjf.br Doutor em Agronomia e Chefe da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais/Centro Tecnológico/Instituto de Laticínios Cândido Tostes (EPAMIG/CT/ILCT). Especialista em Tecnologia de Leite e Derivados pela EPAMIG/CTIILCT e Gerente do Núcleo Agro-alimentar do CRITT UFJF. Técnico em leite e derivados pela EPAMIG/CTIILCT. Técnico em leite e derivados pela EPAMIG/CT/ILCT. Técnico em leite e derivados pela EPAMIG/CT/ILCT. Técnico em Agropecuária. Acadêmjco de Administração em Marketing . UNIPAC - Juiz de Fora / MG. 0. 4 5 6 7 digitalizado por arvoredoleite.org Pág. 4 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, nO 325, 57: 3-12, 2002 com aproximadamente 21% do total produzido no país nesse mesmo ano (SEBRAE-MG/UFV, 2001b). Segundo o SEBRAE (1997), com relação à · produção de leite das mesorregiões de Minas Gerais, destacam-se o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba com 23,7% do total, o Sul/Sudoeste, com 19% e a Zona da Mata, com cerca de 10% da produção mineira. No que tange ao segmento de proces samento, as empresas paulistas representam 26,3% do total de laticínios brasileiros com SIF, enquanto as mineiras, 22,5%. Contudo, consi derando também as empresas sem SIF o Estado de Minas Gerais ocupa o primeiro lugar no ranking nacional como maior produtor de lácteos do país (SEBRAE, 1997). Quanto à distribuição espacial das indústrias mineiras, do total de 1.253 laticínios existentes no estado em 1997, 36,8% estavam localizadas na região Sul/Sudoeste, 17% na Zona da Mata e 14,8% na região Central (SEBRAE, 1997). O conhecimento da realidade das pequenas e micro empresas de laticínios vista na região do Circuito do Queijo com um programa específico para seu desenvolvimento através da criação de uma linha de crédito por agentes financeiros, torna-se um instrumento indispensável. O SEBRAE, em conjunto com a EPAMIG por meio de seu Centro Tecnológico/Instituto de Laticínios Cândido Tostes realizaram este trabalho de consulta tecnológica cujo objetivo foi analisar o cenário das empresas do setor lácteo da região do Circuito do Queijo, evidenciando as áreas de maior carência e as sugestões de melhoria para as empresas. 1.1. Histórico da região e idealização do Circuito do Q ueijo De acordo com MIYAJI (2002) a região da Zona da Mata caracterizou-se pela monocultura, principalmente café, fumo e algodão em meados do século XVIII e, após sucessivos desmem bramentos de propriedades, reduziu-se o número de grandes fazendas, prevalecendo uma estrutura fundiária não concentradora. Considerada na região mineira como atividade secundária, a agricultura passou a ter maior importância com o cultivo de milho, feijão e cana-de-açúcar. A pecuária veio preencher os espaços deixados pelo café e pelo fumo. A proliferação de minifúndios e as condições favoráveis à pastagem resultaram em preferência pelo gado leiteiro em . detrimento do gado de corte. ' Atualmente, a base econômica é constituída pela bovinocultura de leite, suinocultura, agroin dústrias, além do cultivo de alguns produtos agrícolas, tais como milho, feijão, arroz, fumo e frutas. Um maior volume de leite produzido era destinado a grandes laticínios, como a CCPL (Cooperativa Central dos Produtores de Leite do Rio de Janeiro) e a Parmalat. Com as mudanças econômicas ocorridas a partir da década de noventa, como a desregulamentação do mercado, a abertura da economia brasileira ao mercado internacional, a integração do Brasil no Mercosul, a estabilização da economia com o Plano Real, além da coleta do leite a granel, houve o afastamento desses grandes laticínios e concomitante aumento no número de pequenos laticínios, muitas vezes, sem condições adequadas para o beneficiamento e indus trialização do leite produzido na região. A decadência econômica verificada nas últimas décadas na região da Zona da Mata de Minas tem sido motivo de preocupação dos órgãos estatais bem como do setor privado ' A partir de 1998 os técnicos da EMATER do município de Tabuleiro, Gloria e Ricardo, juntamente com o Presidente da Associação Comercial de Rio Pomba (ACIRP), José Alcides Pereira, conceberam um Programa de Desen volvimento do Vale do Rio Pomba, tendo o queijo como produto âncora, razão do nome Circuito do Queijo (Figura I). Na realidade, esse programa procurava desenvolver a agroindústria artesanal, assim como vários projetos ligados ao turismo rural, eventos esportivos-culturais e outras atividades artesanais, visando a fixação do homem na região através da geração de renda e emprego. À medida que as reuniões se sucederam, houve maior envolvimento das instituições como [MA, EMATER, EPAMIG/CTIILCT, EMBRAPA Gado de Leite, Escola Agrotécnica Federal de Rio Pomba, SEBRAE, SENAR, ACIRP, Universidade Federal de Viçosa e Universidade Federal de Juiz de Fora, buscando promover uma integração institucional em benefício da região. Por orientação do SEBRAE, iniciou-se um movimento para criação da Agência de Desen volvimento Regional Circuito do Queijo, ADER Circuito do Queijo. Para tanto, foram convidados as prefeituras e organismos da região como indústrias, sindicatos e cooperativas para fazerem parte da criação da Agência. A ADER foi instituída com a finalidade de, entre outras funções, promover o desenvolvimento regional, aumentar a geração de emprego e renda, melhorar a quali dade de vida da população regional, prestar apoio e acompanhamento técnico aos municípios da região na formulação de seus programas de desen volvimento econômico, assistir tecnicamente as empresas locais na implantação e expansão de suas indústrias, bem como no que concerne a outras atividades econômicas e, ainda, promover o agroturismo nessa região. O esquema da estrutura organizacional é mostrado na Figura J.. Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 3-12, 2002 Vale ressaltar que a região do Circuito do Queijo não abrange somente empresas de lat icínios, embora estas sejam consideradas o "carro chefe" na região. Encontram-se, também, agroindústrias produtoras de conservas caseiras, de frutas desidratadas, de biscoitos, de rapadura e doces, dentre outras, além de empresas dos mais diversos ramos, como têxtil e calçados. Os municípios localizados no Circuito do Queijo são: Coronel Pacheco, Dores do Turvo, Goianá, Guarani, Mercês, Oliveira Fortes, Pa iva, Piau, Piraúba, Rio Novo, Rio Pomba, Santa Bárbara do Tu gúrio, São João Nepo m uceno, Silveirânia, Tabuleiro e Tocantins (F igura 3). Pág. 5 As prefeituras desses municípios, além de algumas instituições privadas como a Companhia Força e Luz de Cataguases-Leopoldina e Sindicato Rural de Guarani, são parceiros fundadores e contribuintes da Agência e os órgãos públicos anteriormente mencionados, reconhecidos como parceiros fundadores técnicos. A partir disso, foi estruturado o primeiro Conselho de Administração eleito em assembléia e indicada a primeira Diretoria Executiva da ADER - Circuito do Queijo, composta por José Alcides Pereira (ACIRP) - Presidente, José Maria Campos Neves (Prefeito de Tabuleiro) - Vice presidente e Geraldo Alvim Dusi (EPAMIG/CT/ ILCT) - Vice-presidente Financeiro. Fonte: SEBRAE-MG/UFV (200Ia). Figura 1 - Localização da região do Circuito do Queijo na Zona da Mata de Minas Gerais. digitalizado por arvoredoleite.org Pág. 6 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 3-12, 2002 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 3-12, 2002 1 .2. C onsiderações s o cioeconômicas sobre o Circuito do Q ueijo Fonte: SEBRAE-MG/UFV (2001a). Figura 2 - Municípios que se localizam na região do Circuito do Queijo. Foi conduzido, recentemente, pelo SEBRAE-MG/UFV (2001a) o Diagnóstico socio econômico da região do Circuito do Queijo. Este projeto teve, como objetivo principal, identificar as potencialidades e deficiências econômicas dos municípios por meio de diagnósticos municipais e regional, além de perfis municipais, visando ao desenvolvimento sustentável da região. Algumas conclusões interessantes foram reportadas nesse trabalho. O conjunto dos indica dores de educação, apresentados no estudo, revela um cenário de déficit educacional no Circuito do Queijo, sugerindo que este fato representa um dos principais obstáculos ao desenvolvimento da região. Tais indicadores, certamente, representam uma limitação importante ao desenvolvimento de qualificações que permitam a geração de melhores níveis de emprego e renda. Os resultados do valor da produção revelam um cenário recessivo do setor agropecuário da região como um todo. As transferências de recursos entre os subsetores não têm causado sustentação dos níveis de renda agropecuária. A produção de grãos, principalmente, vem perdendo espaço. Ressalta-se, ainda, que a perda de renda agropecuária. tem sido um fenômeno quase generalizado entre as atividades agropecuárias da região. A conjuntura econômica desfavorável do Laranja Café 2% Pág. 7 agronegócio do leite tem, inegavelmente, afetado a renda agropecuária dos municípios da região e, por conseguinte, o nível de emprego e de desenvolvimento. A Figura 4 mostra a distribuição das principais atividades agropecuárias, e m relação à renda. O quadro traçado para a agropecuária no Circuito do Queijo não é otimista. Retrata, em primeiro lugar, estagnação generalizada da agricultura, tanto nas lavouras temporárias como nas permanentes; a única exceção parece ser a olericultura em municípios localizados, como em Piraúba e Tocantins. O mesmo quadro foi detectado para o setor leiteiro, cuja situação vem se agravando até mais do que a do conjunto da agricultura, principalmente em razão da queda nos preços da matéria-prima, em virtude do aumento da participação de produtores maiores e mais eficientes em outras regiões. Os municípios que compõem o Circuito do Queijo apresentam baixo nível de atividade econômica, com um PIB per clIpita inferior ao do Estado de Minas Gerais. Este desempenho deve-se à reduzida participação de atividades dinâmicas, à pequena escala dos estabelecimentos, ao baixo grau de desenvolvimento tecnológico dos setores produtivos e ao baixo grau de instrução da população empregada. Os principais fatores favoráveis atribuídos à região são: escala de produção de leite suficiente, em termos agregados, para a adoção de novas Banana 8% 2% Cana-de-açúcar 2% Feijão 11% 3% Juiz de Fora 12% 12% Fonte: MIYAJI (2002). Fonte: SEBRAE-MG/UF V (200Ia). Figura 3 Figur a 4 - Esquema da estrutura organizacional do Circuito do Queijo. Olerícolas - Distribuição das principais atividades agropecuárias do Circuito do Queijo em relação à renda. digitalizado por arvoredoleite.org Pág. 8 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, Ü: 3-12, 2002 tecnologias na cadeia produtiva; condições edafo climáticas favoráveis ao desenvolvimento da fruti cultura e da olericultura; localização estratégica em relação às instituições de pesquisa presentes na região; boas condições das redes de distribuição de água e saneamento e a proximidade de centros consumidores mais segmentados. Os principais obstáculos são: baixa produ tividade da atividade agrícola e da pecuária de leite; elevada participação de pequenas propúedades rurais, inibindo processos produtivos extensivos e economias de escala; baixo nível de renda per capita municipal; indicadores educacionais desfavoráveis e resistência cultural ao associativismo. 2. METODOLOGIA 2 . 1 . Cons id erações gerais A coleta de dados da pesquisa foi realizada com uma metodologia conhecida como survey amostrai (MOSER e KALTON, 1972), mediante a utilização de questionário. A intenção inicial era a realização de um censo, ou seja, entrevista de todas as empresas constituintes da população definida. Entretanto, no decorrer da coleta de dados, algumas empresas alegaram falta de tempo para responder o questionário, outras, demonstraram certa resistência no preenchimento dos mesmos e outras, ainda, encontravam-se desativadas ou em processo de fechamento, embora o contato inicial tenha se mostrado extremamente positivo. Segundo SILVA et aI. (1998) esse método contém questões tipicamente descritivas, nas quais se busca informações sobre as condições existentes em determinado momento, e Ilormativas, que permitem comparar um resultado observado com um nível esperado de performance. Segundo CHENG (2000) as etapas de pes quisa são: identificação do problema, formulação da hipótese, identificação do universo, seleção da amostra, coleta de dados, tratamento e análise dos dados, prova ou refutação da hipótese e finalmente a conclusão. leite. Com o auxílio da EMATER-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais) e ADER (Agência de Desenvolvimento Regional) constatou-se a presença de 50 empresas na região. Em seguida foi elaborado um roteiro de entrevista semi-estruturado contendo questões relevantes a respeito do processo produtivo, infra-estrutura, principais problemas obser vados nas empresas, expectativas de aumento de produção, melhorias sugeridas e identifi cação d e áreas que necessitam assessoria/ consultoria. A coleta de dados foi realizada por meio de' visitas e aplicação de questionário a cada uma das empresas. O contato com as mesmas foi facilitado pela ADER/Circuito do Queijo, algumas Prefei turas e pela EMATER de cada município. Os dados obtidos foram analisados pela estatística descritiva com o auxílio do software Microsoft Excel 97. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A localização das empresas é predominan temente na área rural, com 76%, restando na área urbana, apenas 24% dos estabelecimentos (Figura 5). Dessa forma, a implantação de programas de desenvolvimento regionaJ de abrangência da ADER - Circuito do Queijo, deverá provocar" maior fixação da população do meio rural em conseqüência da melhoria de renda e da geração e manutenção de empregos. Localização Volume médio mensal de leite TIpo de Inspeção Tabuleiro 7% Estadual 17% Municipal 11% 63% 42% Figura 6 • Tipo de inspeção. Fortes As empresas envolvem, aproximadamente, 200 pessoas em seu quadro de funcionários que, na sua grande maioria, são consideradas mão-de obra familiar. Desses funcionários, aproxima damente a metade está localizada nos municípios de Guarani e São João Nepomuceno. As empresas processam um volume mensal de cerca de 1476065 litros de leite adquirido, principalmente, de terceiros, em 71% dos casos. O destino da matéria-prima se concentra na pro dução de: leite empacotado (UHT e pasteurizado), utilizando 52,4% do volume total; queijos, 46%; doce de leite, I , I %·e outros derivados de leite utilizando 0,4% do volume total de matéria-prima (Figura 7). O grande volume de leite destinado à produção de leite empacotado se explica pelo fato da Cooperativa de São João Nepomuceno processar seu leite longa vida, além de terceirizar para outras cooperativas de municípios vizinhos. Se for considerado o volume mensal de leite por município, tem-se São João Nepomuceno com 42% do total, Coronel Pacheco, com 15% e Mercês, com 14% como principais municípios (Figura 8). 5% Figura 8 • Volume médio mensal de leite proces sado por município. No tocante ao controle de qualidade, 89% das empresas afirmaram possuir algum tipo de análise relacionada ao mesmo. As principais análises compreendem: análise sensorial em 64% das empresas; microbiológica, em 25% e físico química, em 11% (Figuras 9 e 10). Possui Controle de Qualidade? Não 11% Destino mensal de leite processado 2.2. Coleta dos dados A elaboração deste trabalho envolveu inicialmente uma pesquisa bibliográfica sobre o cenário mundial e nacional do setor lácteo, principais tendências e a análise das empresas que processam leite do Circuito do Queijo. Os dados acerca das micro e pequenas empresas de laticínios do Circuito do Queijo apresentados foram obtidos utilizandó-se· questio nários pré-elaborados. Optou-se por entrevistar e visitar todas as empresas que, de alguma forma, processavam Pág. 9 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, Ü: 3-12, 2002 Doca da Outros 0% Sim 89% 76% Figura 9 Figura 5 • Queijo Localização das empresas. Uma grande porcentagem de empresas, cerca de 63%, não possui nenhum tipo de inspeção. Apenas 17% das empresas possui inspeção estadual, I I %, municipal e, 9%, federal (Figura 6). 46% Leita (pasVUH1) 53% Figura 7 • Destino mensal de leite processado. • Empresas que possuem Controle de Qualidade. As fontes de água e energia são consideradas adequadas e em quantidade suficiente para o aten dimento das necessidades das empresas. A água é proveniente, principalmente, de poçp, em 43% das empresas e de mina, em 36% (Figuras l I , 12 e 13). digitalizado por arvoredoleite.org r= Pág. 10 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, na 325, 57: 3-12, Análises relacionadas ao Controle de Qualidade Quantidade de Água Insuficiente Físicoquímica Microbio 11% lógica Destino do Esgotamento Outros Sobra 9% 25% Capineira 6% Rio! Córrego! Suficiente Açude 73% Sensorial 75% Figura 13 - Quantidade de água. fl4% Figura 10 - Análises relacionadas ao Controle de Qualidade. Fonte de Água O tratamento de efluentes é bastante incipiente na região do Circuito do Queijo, apenas 3% das empresas possui um sistema de tratamento implantado. O soro, principal efluente do laticínio, é destinado à alimentação animal em 74% dos casos e o esgotamento, ao rio, açude ou cár-; rego em 75% (Figuras 14, 15 e 16). Tratada Tratamento de Efluentes Sim 3% Pág. 11 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, na 325, 57: 3-12, 2002 As melhorias sugeridas pelos técnicos da EPAMIG se concentram nos equipamentos e nas instalações, em 47% e 41% das empresas, respec tivamente. Ainda, de acordo com os técnicos, as empresas demandam consultoria/assessoria nas áreas de implantação/transferência de tecnologia em 20% dos questionários; capacitação dos funcionários, em 17% e registro do estabe lecimento e elaboração do projeto, em 16% (Figura 19). Percebe-se, portanto, que as empresas necessitam de investimentos em aumento e melhoria das instalações e compra de equipa mentos, principalmente. O montante total esti mado pelas empresas seria de, aproximadamente, R$ 1.370.000,00. . Figura 16 - Destino do esgotamento. Problemas Observados A maior parte das empresas possui o interesse em aumentar a produção, totalizando 91% das empresas e os principais fatores limi tantes constituem o capital e o mercado. A expec tativa de aumento seria, de acordo' com os dados obtidos, acima de 100%. O problema do capital limitado poderá ser minimizado com o ofere cimento de crédito rural em condições especiais para os produtores do Circuito do Queijo. A ex pansão do mercado também será viabilizada com a implantação da central única de comercialização e do selo de origem contendo a logomarca do Circuito do Queijo (Figura 17). InstaI. Físicas s 9% Aquisição do leite Mercadol Comerciali zação 34% 7% Eletricidade 2% Mão-de-obra 2% financ. 5% Registro 11% Expectativa de Aumento de 36% Produção Figura 18 - Principais problemas observados pelas empresas. Não Não Figura 11 - Fonte de água. 9% 97% Figura 14 - Existência de sistema de tratamento Melhorias sugeridas de efluentes nas empresas. Qualidade da Água Ruim Destino' do Soro 5% Procedimentos 12% Outros Rio/ Córrego! Açude 6% 41% 91% -��� Figura 17 - Expectativa de aumento de produção. Alimenta ção Boa animal 95% Figura 12 - Qualidade da água. Instalações Sim 74% Figura lS - Destino do soro. Os principais problemas observados pelas empresas são o mercado/comercialização em 34% das respostas; a fiscalização e a necessidade de registro, em I I % e as condiçõ�s das instalações físicas, em 10% (Figura 18). Figura 19 - Melhorias sugeridas pelos técnicos. digitalizado por arvoredoleite.org Pág. 12 4. Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 3-12, Pág. 13 Inst. Latic. "Cândido Tostes",Mar/Abr, n° 325. 57: 13-13, 2002 JANK, M. S.; GALAN, V. B. CONCLUSÕES do sistema agroindustrial do leite. São Percebe-se, com a análise dos resultado�, que a maior parte das empresas possui interesse em aumentar a produção,embora existam fatores limitantes como o capital e o mercado. Essa expectativa de aumento estaria acima de 100%. O problema da limitação de capital poderá ser minimizado com o oferecimento de crédito rural em condições especiais para os produtores do Cir cuito do Queijo. A expansão do mercado também será viabilizada com a implantação da central única de comercialização e do selo de origem contendo a logomarca do Circuito do Queijo. Os principais problemas observados pelas empresas são mercado e comercialização,fisca lização,necessidade de registro e condições das instalações físicas. As melhorias sugeridas pelos técnicos da EPAMIG concentram-se nos equipamentos e nas instalações. Ainda,de acordo com os técnicos, as empresas demandam consultoria/assessoria nas áreas de implantação/transferência de tecnologia,capa citação de funcionários, registro do estabelecimento e elaboração de projetos para as mesmas. Finalmente, a definição e o delineamento do Circuito do Queijo e idealização de um pro grama de desenvolvimento regional constitui fato de extrema importância para os municípios e empresas da região. 6. ABSTRACT USP/PENSA,1998. 70 p. . 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHENG, L. C. Caracterização da gestão .de desen volvimento do produto: delineando o seu contorno e dimensões básicas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DE DESEN VOLVIMENTO DE São PRODUTO, 2, 2000, São Carlos. Anais Carlos: UFSCar, 2000. p. 96-102. [CD-ROM]. •.. · .' · Insumos para indústria de alimentos MIYAJI, M. Perfil tecnológico das m icro pequenas empresas de l aticínios da do Circuito do Q ueijo em Minas 2002, 150 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Tecnologia de Alimentos) - Departamento Tecnologia de Alimentos,Universidade de Viçosa, Viçosa, MG. C. A.; KALTON, G. S urv MOSER,' in social investigation. New York: Basic 1972. 549 p. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS E PEQUENAS EMPRESAS -' SEBRAE/MG. • AROMAS Diagnóstico da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte,1997. Diagnóstico s ócio-econômico da região do Ci rcuito do Q ueijo. Belo Horizonte, 2001 a . (No prelo). ., ' . CULTURASLATICAS SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE-MG/ EPAMIG/CT/lLCT. Relatório de Cooperação SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE-MG/UFV. :. �"".::"" 270 p. Mútua - Convênio SEBRAE - EPAMIG/CT/ ILCT. Juiz de Fora,2002. The farming and agro-industrial production of Circuito do Queijo region as related by SEBRAE-MG/UFV (2001a) is concentrated in the milk and its derivatives production,which presents low productivity indices. Moreover, factors as low technology, inefficient scale production and both product and process scarce innovation diminish the competitiveness of these firms. The knowledge of micro and small dairy firms reality of Circuito do Queijo region with a specific program for its development through the credit facility implementation by financiaI agents is an important step. The objective of this work is an analysis of the milk sector scene of the Circuito do Queijo region, focusing the areas of lack and the improvement suggestions for the dairy firms. gemacom . , . . . .. • CORANTES • DEFRVTAS PREPARAÇÕES . .CONS�RVANTES . . . . SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS SEBRAE-MG/UFV. Dia gnóstico d o sistem a d e d istribuição de leite e derivados no Estado de Minas Gerais. Viçosa,2001b. (No prelo). SILVA, C. A. B.; LEITE,C. A. M.; MUNIZ, J. N. Operacionalização e coleta de informações no enfoque sistêmico do p r o d u t o . In: WORSHOP D O S I S T E M A AGROINDUS TRIAL DO LEITE - Textos de referên c i a , I . 1998. VILELA,D. Papel da Embrapa Gado de Leite para o crescimento do setor leiteiro no Brasil. Disponível em:<http://www.milkpoint.com.br/mn/ utils/print.asp?id_artigo=2061>. Acesso em: I I mar. 2002. digitalizado por arvoredoleite.org Pág. 14 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 14-14, 200 - QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE ÁGUAS D� NASCENTES E POÇOS UTILIZADAS POR PEQUENAS INDUSTRIAS DE LATICÍNIOS 11 - JUIZ DE FORA - MG MARCOS MACEDO Marcos A Macedo 11 Microbi ological quality of rising and well waters in small dairy plant CRQ - 04135880 - 4B região Tecnólogo Qurmlco - FAENQUIL - Lorena/SP Técnico Latlcrnlos- ILCT - Juiz de ForatMG Consultoria em alimentos Laticínios e correlatos s ã' Especiili t , emlatíq fhlOsé . CorreIatbs com \iivêríêia . nagéstiáq de Fábrica, Suporte Tecnológico Otimização e Flexibilização de Plantas. Racionalização Limpezas Químicas e Sanitização - Sistemas CIP Organização e Estruturas de Plantas de Laticínios Palestras Motivacionais e Treinamentos para Implantação de Gestão Competitiva Filosofia de Gestão - Qualidade Total - Melho ria Contínua (CicIo P.D.C.A ) - 5W2H - GUT Diagrama "P" de Focalização - Diagrama de Causa e Efeito - Pareto _ no •• Jd. wni\fersitário $p . . . . .... .... •.• '··Fone(19)544-§Oª�.·Çª/..(19):9749�9537 ' ' marcosamac(;jdo@terra:cQITHbF . 3607-337·Araras� . comfoêÓ . négóêio,nas; A maiores Il1dústrl�ls alill1entíciasdÔ .. Brasil. Conheclmentbdê Tecnologia mOdêrnade fabricação de Iogurtes, Sobremesas, . Petit Sulsse; Leites. . Fermertados; Fabricação .8é . PrE:lparadosae Frutas/Calda.s: Assessoria Técnica, Projetos, Redlmensioname nto, Montagem e escolha adequada dos equipamen tos para u�� Planta de Fabricação Moderna, Econô mica e CompetItIva para os Negócios de Iogurtes e Sobremesas RUáThbm�s�d�On�"11§ ·GEP1 Juiz de Fora - MG. RESUMO Suporte para Gestão de Plantas de Fabricação Desenvolvimento de Formulações e Adaptações de Formulas para Iogurtes, Bebidas Lácteas, Sobremesas, Petit-Suisse, Leites Fermentados, Preparados de Frutas e Caldas para Iogurtes • Míriam Aparecida Pillto Vi/elal Patricia Rodrigues Rezelldel Josete Amadeu Almeida2 Ju lialla Á vi/a2 Gestão Competitiva de Produção Gerenciamento de Projetos - Treinamentos Implantação de APPCC, BPF, 5S e outras ferramentas . Pág. 15 Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 51.: 15-/8, 2002 Rev. Inst. , o presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade microbiológica de águas de nascentes e poços utilizadas por pequenas indústrias de laticínios da cidade de Juiz de Fora, Ma. Para isso, foram analisadas 30 amostras coletadas durante o anos de 1999, 2000 e 2001. A análise microbiológica constituiu-se da determinação do ·Número Mais Provável de coliformes totais, cuja presença, segundo a legislação vigente (BRASIL, 2000), é indicativa de contaminação. Os resultados obtidos mostraram que 17 amostras (56,66%) apresentaram índice condenatórios para coliformes totais, ou seja, presença em 100mL; destas, 88,23% não sofreram nenhum tratamento de desinfecção. l.INTRODUÇÁO A água é o elemento fundamental da vida. Suas múltiplas utilidades são indispensáveis a um largo espectro das atividades humanas. A crescente expansão demográfica e industrial observada nas últimas décadas trouxe como conseqüência o comprometimento das águas dos rios, lagos e reservatórios (CETESB - Companhia de Tecno logia de Saneamento Ambiental, 2001). Atual mente, segundo ABAS - Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (2001), cerca de 80% das cidades brasileiras utilizam água subterrânea, o que representa uma alternativa mais barata, dispen sando obras caras de captação, adução e trata mento. Desses 80%, o Estado de São Paulo é o maior usuário dessas águas, 70% de seus núcleos urbanos e' cerca de 90% das indústrias são abastecidas parcial ou totalmente por poços profundos. Devido a localização de algumas indústrias em zonas rurais de Juiz de Fora, onde não há rede de abastecimento municipal, as mesmas utilizam águas de nascentes e poços. Um conjunto de parâmetros devem ser analisados na água para garantir sua potabilidade. . 2 Na literatura nacional e internacional se encontram várias indicações de metodologia e características para determinação da potabilidade da água e costuma haver algumas variações entre elas (SOUZA, 1999). No Brasil os recursos mais utilizados para estabelecimento da qualidade da água de uso doméstico são a norma Paulista NTA60, da CETESB, que consta do Decreto Estadual n° 12.486, de 20.10.1978, a Portaria 36/ MS Ministério da Saúde, publicada em 19.01.1990; Portaria 1469/MS, publicada em 29.12.2000. Todas definem água potável como "aquela com qualidade adequada ao consumo humano". Assim, um controle de qualidade da água em seus aspectos físicos, químicos e microbiológicos é fundamental para' racionalizar seu uso nas indústrias de alimentos (OTENIO et aI., 2000). Na indústria de laticínios a água é fator decisivo sobre a qualidade higiênico sanitária dos produtos, sendo utilizada como matéria-prima e na higiene pessoal e industrial. A água de má qualidade microbiológica pode trazer sérios transtornos às indústrias, tornando mais difícil a manutenção da qualidade higiênico sanitária dos produtos, aumentando, com isto, os riscos de veiculação de microrganismos patogênicos aos consumidores e/ou perdas econômicas. Professoras do Departamento de Alimentos e Toxicologia da Faculdade de Farmácia e Bioquímica / UFJF. Alunas do Curso de Farmácia e Bioquímica / UFJF. digitalizado por arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, nO 325, 57: 15-18, 2002 Pág. 16 r: ri I' i Ocorrências e concentrações de bactéria do grupo colifor me têm sido utilizad as corno parâmetros de avaliação da qualidade da água, com correlações significativas de sua densidade com enterobactérias patogênicas (CERQUEIRA et aI., 1999; SPERLING, 1999). Segundo BASTOS et aI. (1999), dadas as dificuldades de isolamento rotineiro de organismos patogênicos em amostras ambientais, desde os primórdios da Microbiologia Sanitária sugere-se que a indicação de conta minação seja determinada, prioritária e rotinei ramente, através de indicadores microbiológicos da presença de material fecal no meio ambiente. Há décadas, os organismos que melhor tem cumprido este papel são as bactérias do grupo coliforme, classicamente definidas corno coliformes totais e termotolerantes (fecais). De acordo com a Portaria 1469 (BRASIL, 2000), esses grupos de microrganismos são assim definidos: A determinação microbiológica de coliformes totais foi conduzida segundo a metodologia preconizada pela APHA, 1995. De acordo com esse procedimento, foi realizada inoculação de 10, I e O, I mL de amostra, em três séries de cinco tubos com caldo lauril sulfato triptose dupla concentração. Após inoculação, os tubos foram incubados a 35±0,5°C por 24-48 horas e examinados quanto ao crescimento e produção de gás em tubos invertidos de Durhan. Os tubos positivos foram submetidos a prova de confirmação para coliformes totais em caldo bile verde brilhante (VBB) a 35± 0,5°C por 24-48 horas. O resultado foi expresso em Número Mais Provável (NMP), sendo utilizada para o cálculo a tabela do "Índice de NMP e intervalo de confiança a nível de 95% de probabilidade, para diversas combinações de tubos positivos em séries de três e cinco tubos". Coliformes (totais): grupo de bactérias em forma de bacilos Gram negativos, não esporuladas, aeróbias ou anaeróbias facultativas, oxidase negativas, que fermentam a lactose com produção de ácido, gás e aldeído, dentro de 24-48 horas a 35-37"C. Coliformes fecais: bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose com produção de ácido e gás dentro de 24 horas, a 44-45°C. Os critérios adotados pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2000) estabelecem ausência de coliformes totais em 100mL de amostra. Das 30 amostras analisadas, 56,66% estavam fora dos padrões estabelecidos na legislação, sendo portanto, consideradas impróprias para consumo. Resultados semelhantes são encontrados na literatura:das 60 amostras analisadas por VILELA et aI. (200 I) em águas de nascentes e poços utilizadas por pequenas indústrias de laticínios da cidade de Juiz de Fora - MG, 37 apresentaram índices condenatórios para coliformes totais. Das 43 amostras de águas de poços e nascentes analisadas por BASTOS et aI. (1999), na cidade de Viçosa - MG, 100% apresentaram conta minação quanto a presença de coliformes totais. Das 72 amostras analisadas por KRAVITZ et aI. (1999), 97% apresentaram contaminação quanto a presença de coliformes totais. Os resultados apresentados na tabela I , demonstram que das 3 0 amostras analisadas, 10 (33,33%) sofreram tratamento por cloração e 20 (66,67%) não sofreram nenhum tipo de trata mento. Das 10 amostras com tratamento, duas (20%) apresentaram presença de coliformes totais, ou seja, estavam fora dos padrões estabelecidos na legislação (BRASIL, 2000) e oito (80%) estavam de acordo com os padrões. Dentre as amostras em desacordo, uma (50%) apresentou teor de cloro residual abaixo do recomendado pela Portaria 1469/MS - Tabela 2 (BRASIL, 2000) o que demonstra a inadequação do processo de desinfecção utilizado, seja por baixa concentração de cloro residual livre ou por falta de correção do pH. Com relação as 20 amostras que não sofreram tratamento, 15 (75%) estavam fora dos padrões e cinco (25%) estavam de acordo. • Assim, o presente trabalho teve como obje tivo avaliar a qualidade microbiológica de águas de nascentes e poços utilizadas por pequenas indús trias de laticínios da cidade de Juiz de Fora, MG. 2. MATERIAL E MÉTODOS Durante os anos de 1999, 2000 e 2001 foram analisadas, no Laboratório de Análise de Alimentos e Saneamento de Águas, 30 amostras de águas de nascentes e poços provenientes de pequenas indústrias de Laticínios da cidade de Juiz de Fora, MG. A coleta das amostras seguiu as recomendações da American Public Health Association (APHA), 1995. Os frascos utilizados para a coleta foram previamente esterilizados em autoclave a 121°C por 15 minutos. Para as amostras de água tratada, foram adicionados aos frascos, antes da esterilização, uma solução de tiossulfato de sódio à 3% p/v (O, I mL de solução para cada 120mL de amostra coletada). Foi preenchido um questionário, onde entre outras informações, constava a utilização de métodos de desinfecção, com o objetivo de avaliar as condições de prévia desinfecção. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 15-18, 2002 Tab ela 1 - Índice de aprovação de amostras de água tratadas e não tratadas de nas centes e poços 'utilizadas por pe quenos laticínios da cidade de Juiz de Fora, MG em relação a presença de Coliformes Totais. 75% 20% (I)Ausência de coliformes totais em 1OOrnL (BRASIL, 1990; BRASIL, 2000; CETESB, 1986) (2)Presença de coliformes totais em 1OOrnL (BRASIL, 1990; BRASIL, 2000; CETESB, 1986) Dos resultados obtidos, é possível de monstrar que as amostras que sofreram um trata mento prévio, apresentaram urna incidência de contaminação por coliformes menor que aquelas que não sofreram nenhum tipo de tratamento. Entretanto, em 20% das amostras que sofreram tratamento, o mesmo mostrou-se inadequado. Tabela 2 - Concentração de cloro residual livre em duas amostras que sofreram tratamento inadequado e apresen taram presénça de coliformes totais em 100mL de amostra. L Coriééritrilção decloro "residualline (�g/r,j '. L I 2 O, I 0,2 4. CONCLUSà O A cloração prévia da água utilizada por pe quenos laticínios representa um pré-requisito fundamental para a garantia da qualidade hi giênico-sanitária da mesma e dos produtos. Para tal, este processo necessita de monitoramento pará avaliação da sua eficácia. A utilização de água sem tratamento pela indústria, compromete a qualidade dos seus pro dutos, oferecendo risco à saúde do consumidor. Recomenda-se então, que os órgãos de fiscalização sanitária sejam mais rigorosos exigindo o processo de cloração prévia da água e sua análise laboratorial como requisitos obrigatórios para o funcio namento das indústrias. O monitoramento da qualidade da água é fundamental para a implan tação das BPF (Boas Práticas de Fabricação) e do sistema APPCC (Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle) em atendimento à legislação vigente. Pág. 17 5. ABSTRACT The present work intended to evaluate the microbiological quality of rising and well waters used by small dairy plant of the Juiz de Fora, MG. For that, 30 samples collected during the years of 1999, 2000 and 2001 were analyzed. The microbiological analysis was performed for the determination of the Most Probable Number (NMP) of total coliforms, whose presence, according to the official legislation (BRASIL, 2000), is indicative of the contarnination. The results showed that 17 samples (56,66%) were above the official standards for total coliforms. Of these samples, 88,23% didn't suffer any disinfection treatmen!. 6. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos auxiliares de laboratório, Sebastião e Luiz, e à farmacêutica Vaneida pelo apoio na realização das análises. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APHA, AMERICAN PUBLIC HEALTH OF WATER AND WAST EWATER. S tandard me thods for the exam ination of water and wastewater. 19'ed. Washington: American Public Health Association, 1995.1268 p. ABAS. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS. Curiosidades. Disponível: URL: http://www.abas.gov.br. Consultado em março de 200 I. BASTOS, R. K. X., BE V IKLACQUA, P. D., NASCIMENTO, L. E., CARVALHO, G. R. M., SILVA, C. V. Coliformes corno indicadores da qualidade da água: alcance e limitações. In: CON GRESSO INTERAMERICANO DE ENGE NHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 27, 2000, Porto Alegre, RS. Anais ... Porto Alegre. Associacíon Interamericana de Ingeniería Sani taria y Ambiental, 2000. BRASIL.Ministério da Saúde.Normas de qualidade da água para consumo humano. 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"Cândido Tostes",Mar/Abr,n° 325,51.: 19-19,2002 í f . o Hi�ienizante Nobre dos Laticínios e das Fazendas • ".",-;;-Jk;iYu)'l;;"\ -..YJtt,YiU"'I.' ,.-;..:� t� \ u[(D'%-D [tm�r::TI1qli8 SENDO EXPORTADA PARA O PRIMEIRO MUNDO. VILELA,M. A. P.; REZENDE,P. R.; MEURER, V. M.; MELO, V. Qualidade microbiológica de águas de nascentes e poços utilizadas por pequenas indústrias de laticínios da cidade de Juiz de Fora MG. In: CONGRESSO NACIONAL DE LATI CÍNIOS,18,2001,Juiz de Fora. Anais Juiz de Fora: CEPE/ILCT/EPAMIG, 2001. p. 136-40. ... Pág. 19 1 Conheça as vantaflens do hiQienizante Kilol"'-L: - Produto atóxico; - Não corrosivo; - Não volátil; j 1 I - Não irritante; - Ecologicamente correto; - Biodegradável; - Não contaminante; - Alto poder antioxidante. 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"Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 21-27, 2002 Pág. 21 PROPRIEDADES FUNCIONAIS DA MUSSARELA PARA PIZZA: SEPARAÇÃO DE GORDURA (OILING OFF)* Renata Golin Bueno Costal Mlicio Mansur Furtado2 RESUMO M E L H O R O p çÃO C O M E ÇA P O R AQU I A S UA • • • P R O D U T O S PARA LAT i C í N I OS QUEIJOS: Fermento Rhodia, Cloreto de Cálcio, Corante Urucum, Corante Clorofila, Ácido Lático, Coalhos, Fumaça Líquida, Revestimento para Queijos e Conservantes. {< IOGURTES E BEBIDAS LÁCTEAS: Culturas Lácteas Rhodia, Estabilizantes, Aromas, Corante Carmi, Cochonilha, Polpa de Fruta e Conservantes. REQUEIJÃO CREMOSO, CULINÁRIO E BARRA: Sais Fundentes, Ácido Cítrico, Corretores, Consevantes e Espessantes para Requeijão. DOCE DE LEITE: Bicarbonato de Sódio, Citrato de Sódio, Lactose Micronizada, Estabilizantes e Conservantes. OUTROS PRODUTOS: Liras e Garfos para Queijos, Fôrmas e Dessoradores, Agitadores para Latões, Anéis de Borracha e Vedação, Vidrarias e Reagentes para Laboratório, Uniformes Completos, Produtos de Limpeza e Sanitização Industrial e para Fazenda. INFORME-SE SOBRE NOSSO SERViÇO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A liberação de gordura é a tendência de exsudação do óleo livre do queijo derretido, com grande liberação de gordura e formação de bolsões de óleo na superfície do queijo. A liberação de óleo em excesso é considerado um defeito do queijo mussarela para pizza. Essa propriedade é determinada principalmente pelo teor de gordura do queijo e pela integridade da matriz protéica. A separação de gordura é a tendência do queijo derretido de exudar óleo, que se separa da massa, levando a formação de bolsões, parti cularmente na superfície do queijo (KINDESTEDT, 1991). Excessiva formação de óleo livre dá ao queijo uma aparência desagradável, sendo considerado o maior defeito no queijo mussarela para pizza. (PILCHER & KINDSTEDT, 1990 citados por KINDSTEDT et ai, 1992; TUNICK, 1994). Segundo FURTADO (1997) a formação de gotas de gordura em quantidades mínimas é considerada aceitável. . A liberação de gordura ocorre quando a matriz de caseína, que funciona como barreira física, sofre colapso durante aquecimento, permitindo a coalescência de glóbulos de gordura e sua saída para a superfície (TUNICK, 1994; KIELY et ai, 1993 citados por OLIVEIRA, 1999). A proteólise ocorre lentamente no queijo mussarela, e está associada às mudanças pro gressivas nas propriedades funcionais, que ocorrem tipicamente durante o período de estocagem sob refrigeração (KINDSTEDT et ai, 1988 citados por KINDSTEDT, 1991; LAWRENCE et a i , 1987 citados por KINDSTEDT, 1991; TUCKEY, 1974 citados por KINDSTEDT, 1991; BARBANO et ai, 1994; Y UN et ai, 1995). Uma atividade proteolítica excessiva resultará na abertura da estrutura protéica, que consequentemente, propiciará alto teor de óleo livre. Em queijos recém fabricados, normalmente, nota-se menor exudação de óleo do que naqueles que passaram * Av. Vereador Cícero Idelfonso, 475 (Antiga Av. Delta) João Pinheiro - 30.530.000 Belo Horizonte - MG Tel/Fax: (3 1 ) 3376 - 2072 E-moi!: [email protected] 2 por um período de estabilização (SIGSGAARD, . 1994). A extensão da proteólise, especialmente, a quebra da sub-fração f3-caseína, influencia signi ficativamente na liberação de óleo do queijo mussarela (YUN et aI, 1993). FARKYE et aI (1991) citados por KINDSTEDT et aI (1992) observaram considerável proteólise na mussarela comercial durante 2 semanas de estocagem refrigerada. Nesses queijos, observa-se o aumento médio de 4% do nitrogênio solúvel I nitrogênio total, no 2° dia, para cerca de 10% do total, no 16° dia. Durante o mesmo período, observou-se diminuição das sub-frações caseínicas as, e 13, intactas, de 25% e 40%, respectivamente. A formação de óleo livre também apresentou aumento durante a I' e 2' semanas, seguido de um maior aumento gradual. KINDSTEDT & KIELY (1990) citados por KINDSTEDT (1994), estudaram a formação de óleo livre em queijo mussarela com baixo teor de umidade e parcialmente desnatado. Após um dia de fabricação, aproxi madamente 25% do total de gordura do queijo estavam na forma de óleo livre, quando o mesmo foi derretido, sendo que, após 21 dias, esse valor atingiu quase 50% da gordura total. FARKY E et aI (1991) citados por KINDSTEDT et ai (1992) também compararam a proteólise em 4 seções concêntricas diferentes (O para Icm da superfície, de 1 para 2cm, 2 para 3cm e no centro) dentro de cada bloco de queijo Parte da monografia apresentada pela primeira autora para obtenção de título de Especialista em Tecnologia de Leite e Derivados pelo CT/ILCT da EPAMIG e UFJF. Engenheira de Alimentos. Especialista em Tecnologia de Leite e Derivado s . emai!: [email protected] Ph.D.; Gerente de Mercado - América do Sul da Danisco do Brasil (Cotia-SP); orientador da monografia. digitalizado por arvoredoleite.org " , 1"" I Pág. 22 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 2 1 -27, 2002 durante a estabilização . A proteólise medida não diferiu significativamente entre as seções concêntricas, apesar da grande diferença no teor de NaCI. O queijo mussarela é geralmente fabricado com culturas lácticas termofílicas, consistindo de bacilos (Lactobacilllls delbrueckii ssp. blllgariclIs) e cocos (StreptococclIs salivarills ssp ther moplz il/ls). Os Lactobacill/ls delbrllekii ssp b/llgariclIs são muito mais proteolíticos do que StreptococclIs salivarills ssp thermoplzillls, o que pode resultar em efeitos importantes nas mudanças funcionais durante a estocagem (HUTKINS et ai, 1 9 8 6 citados por Y UN et ai, 1 995; KOSIKOWSKI, 1 982 citados por Y UN et ai, 1 99 5 ; OBERG et ai, 1 9 9 1 ) . YUN e t a i ( 1 995) estudaram o impacto da razão bacilos:cocos ( 9 : I , 5 : 5 , I :9) nas pro priedades funcionais do queijo mussarela. A pro teólise no queijo foi mais rápida com a razão de 9: I bacilos:cocos durante estocagem. A formação de óleo livre não foi afetada pelas diferentes razões. Segundo o autor, a quantidade da inoculação tem maior impacto nas propriedades funcionais do que a razão bacilos:cocos. As propriedades funcionais do queij o mussarela durante a estocagem refrigerada foram afetadas quando estirpes de Lactobac illlls delbrueckii ssp blllgariclls, protease positiva ou negativa, foram usadas na fabricação do queijo mussarela (OBERG et ai, 1 99 1 citados por Y UN et ai, 1 99 5 ) . Y UN e t a i ( 1 993) estudaram o impacto da temperatura de aquecimento à 38, 41 e 44°C da massa no tanque . A temperatura maior de aquecimento provocou uma diminuição na proteólise durante 50 dias à 4°C. As o:,,-caseínas diminuíram, mas as �-caseínas permaneceram constantes em todos o s queijos durante a estocagem. No entanto, diferenças na temperatura de aquecimento não mudaram significativamente a liberação de óleo livre. Como esperado, com o aumento do tempo de estocagem, houve aumento na formação de óleo livre de todos os tratamentos. A temperatura, o tempo total e o pH do soro durante o aquecimento podem ser consi derados fatores críticos para controle da composição e proteólise em combinação com a seleção do tipo de coagulante e cultura lática (GARNOT, 1 985 citados por Y UN et ai, 1 99 3 ; LARSON & WHITAKER, 1 979 citados por YUN et ai, 1 993). A quantidade de coagulante inativado pode ser diferente dependendo do pH de drenagem. Em geral, todos os coagulantes tornam-se mais resistentes à inativação térmica a pH mais baixo (YUN et ai, 1 9 95; GARNOT, 1 9 85 citados por YUN et ai, 1 993; LARSON & WHITAKER, 1 979 citados por Y UN e t ai, 1 9 9 3 ) . A atividade proteolítica do coagulante no queijo depende da sua quantidade retida e inativada pela temperatura e pH durante o processamento (YUN et ai, 1 993). CREAMER ( 1 9 7 6 ) citado por KINDS TEDT ( 1 9 94) encontrou baixos índices de proteólise no queijo mussarela, o que pode ser devido à inativação térmica das proteases durante a filagem em água quente. Este autor demonstrou que a atividade residual do coagulante é fortemente dependente da temperatura do coágulo durante a filagem. O tipo de coagulante causa um efeito significante na extensão e forma da proteólise (THUNELL et ai, 1 979 citados por YUN et ai, 1 993). Variações no pH de drenagem pode afetar a retenção de coagulante na massa (HOLMES et al, 1 9 7 7 citados por Y UN et ai, 1 9 9 5 ; L AW RENCE et ai, 1 983 a e 1983b, citados por Y UN et ai, 1995). O pH de drenagem mais baixo aumenta a retenção de quimosina no queijo, mas pode não aumentar a de protease MlIcor mielzei. (HOLMES et ai, 1977 citados por Y UN et ai, 1 995). OLI VEIRA et a i ( 1 9 9 9 ) verificaram a influência da quantidade de coagulante nas propriedades funcionais do queijo mussarela destinado à pizza, fabricado por acidificação direta, utilizando 20, 50 e 1 00 % d a quantidade normalmente empregada . A mudança dessa quantidade afetou a liberação de óleo livre. Queijos com 1 00% da dose de coagulante apresentaram maior separação de óleo livre que aqueles fabricados com dosagem de 20 e 50%, devido à proteólise mais elevada. Y UN et ai ( 1 993) citados por KINDSTEDT & GUO ( 1 997) demonstram que os queijos onde se utilizam coagulantes muito proteolíticos, derivado da Crypll O llectria pa rasitica apresentam alta taxa de proteólise primária, com maior formação de óleo livre durante a estabilização, quando comparado com coagulantes menos proteolíticos como a qui mo sina ou MlIcor mielz ei. Y UN et ai ( 1 99 3 ) produziram mussarela com 3 diferentes coagulantes: protease Elldotlzia parasítica, protease MlIcor mielzei e quimosina derivada pela fermentação. A liberação de óleo livre dos queijos com Elldotlz ia parasítica au mentou continuamente, devido a maior extensão da proteólise, mas o óleo livre dos queijos feitos com outros coagulantes tornou-se constante após 3 semanas de estocagem refrigerada. Y UN et ai ( 1 9 9 3 ) verificaram o impacto do pH no momento do corte da coalhada (5,4; 5,25 e 5, 1 0) . Inicialmente, a liberação de óleo livre foi mais rápida, porém, após 3 semanas, ocorreu uma pequena mudança, sendo que os valores estudados de pH, no momento do corte, não afetaram significativamente a liberação de Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 2 1 -27, 2002 t ! óleo livre, tornando estes similares aos queijos comerciais testados. Segundo Y UN et ai ( 1 9 9 3 ) citados por VIOTTO et ai ( 1 99 7 ) , as condições de filagem afetam a microestrutura do queijo, especialmente a dispersão d a gordura na matriz protéica. O tratamento térmico (tempo e temperatura) que o queijo recebe durante a filagem determinam se o fermento lático e o coagulante serão parcial ou completamente inativados pelo calor. PAQUET & KALAB ( 1 99 8 ) citados por OLIVEIRA ( 1 999), mostraram indícios de que os glóbulos de gordura, que se encontram mais próximos uns dos outros, tendem a se aglomerar após colapso da matriz paracaseína, durante o aquecimento e filagem. VIOTTO et ai ( 1 997) verificaram que as diferenças na velocidade de filagem (5, 12 e 1 9 rpm) não influenciaram significativamente na formação de óleo livre. Todos os queijos apre sentaram as mudanças que ocorrem normalmente com o tempo de armazenagem refrigerada, ou seja, aumento de óleo livre. Porém, em outro estudo, RENDA et ai ( 1 997) determinaram o impacto da velocidade das pás do mixer, durante a filagem, utilizando os mesmos valores de tratamentos dos primeiros. Neste caso, a proteólise não foi in fluenciada significativamente pela velocidade da pá, porém a velocidade- mais baixa resultou em maior liberação de óleo livre no queijo recém fabricado e durante a estocagem refrigerada. Isto indica que a dispersão da gordura na matriz do queijo pode ser influenciada pelas diferentes velocidades, e que o tempo, temperatura e a quantidade de massa durante a filagem, influenciam na funcionalidade do queijo. De acordo com APOSTOPOULOS et ai ( 1 994) o uso do extrusor com duas hélices para filar a massa de queijo pode ser usado para eliminar completamente o óleo livre do queijo para pizza. Y UN et ai ( 1 99 5 ) produziram mussarela com baixo teor de umidade e parcialmente desnatada, usando diferenças no pH de drenagem do soro (6,40 e 6 , 1 5) . Durante a estocagem, o conteúdo de nitrogênio solúvel e óleo livre aumentaram, mas a as I -caseína diminuiu em todos os tratamentos. A proteólise durante a estocagem refrigerada foi mais rápida, quando o pH de drenagem foi mais baixo. MOSQUIM et ai ( 1 99 8 ) verificaram as propriedades funcionais na" mussarela fabricada por acidificação direta com ácido lático (pH: 5 , 6 0 , 5 , 7 0 e 5 , 8 0 ) . Os tratamentos cuja acidificação do leite se deram a pH 5,60 e 5,70, apresentaram menores valores de óleo livre. O teor médio de cloreto de cálcio dos queijos foi menor naqueles, cujo pH do leite atingiu 5,60, no entanto, não foi observado maior teor de óleo Pág. 23 livre quando comparado com os outros trata mentos, como ocorre geralmente em queijos fabricados com fermentos láticos. MICKETTS & OLSON ( 1 974) produziram uma mussarela acidificada diretamente com ácido clorídrico (pH 5,6) e reduziram as quantidades de renina e pepsina. O teor de umidade dos queijos feitos com concentração mais baixa de pepsina foi significativamente mais alto do que aqueles com níveis mais altos. A proteólise foi menor que o normalmente observado em queijo feito pelo processo tradicional. BREENE et ai ( 1 9 64) produziram mus sarela com ácido lático, acético, e clorídrico, a pH 5 , 6 , em substituição ao fermento lático . Excessiva perda de gordura foi corrigida usando homogeneização de um único estágio (500 psi) para o leite integral usado na padronização. A gordura exsudada foi reduzida pela diminuição do teor de gordura do leite por meio da adição de leite desnatado. DAVIDE et ai ( 1 99 3 ) desenvolveram um queijo mussarela parcialmente desnatado para pizzarias, utilizando leite desnatado reconstituído (de 40 a 70% do volume) e cultura lática composta de Lactococclls lactis ssp lactis e Lactococclls lactis ssp cremoris em combinação com acidi ficação com ácido acético . O queijo apresentou aceitáveis características de fatiamento e de moderado a brando derretimento, com liberação de óleo. Segundo KINDSTEDT ( 1 997) e TUNICK ( 1 994) , o óleo livre aumenta com a diminuição do teor de sal, especialmente com altos valores de gordura no extrato seco (GES) no queijo. Uma relação inversa entre o teor de cloreto de sódio e a formação de óleo livre nos queijos mussarela comerciais salgados em salmoura tem sido reportada por RIPPE & KINDSTEDT ( 1 9 8 9 ) citados por KINDSTEDT et a i ( 1 992). Estudos usando microscópio eJe!rônico têm mostrado que a gordura no queijo mussarela existe como glóbulos dispersos através da matriz do coágulo (PAQUET & KALAB, 1 9 8 8 citados por KINDSTEDT et a i , 1 99 2 ) . Durante o derreti mento, os glóbulos de gordura coalescem em " piscinas" que. fluem quando a matriz protéica sofre colapso. Presumivelmente, maior quantidade de gordura altamente emulsificada apresenta menor tendência a coalescer e 'formar as "piscinas", resultando em menor liberação de óleo livre (KINDSTEDT et ai, 1 992). A relação direta entre GES e a formação de óleo livre na mussarela (KINDSTEDT & RIPPE, 1 990 citados por KINDSTEDT et ai, 1 9 92), é a base de que a caseína é um importante agente emulsificante. No queijo processado, a caseína é o agente emulsificante primário (SHIMP, 1 9 8 5 digitalizado por arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, nO 325, 57: 2 1 -27, 2002 Pág. 24 citado po r K I N DSTEDT et ai, 1 99 2 ) . A habi l i d ade emulsificante da caseína aumenta drasti dentro de cada bloco de queijo, podem afetar a proteólise e as propriedades funcionais durante a camente quando ela é dissociada do cálcio. estabilização. queijo mussarela com respeito ao cloreto de sódio. se a localização dentro de um b lo co de queijo U m a s i t u ação a n á l o g a p o d e o c o rrer no K I N D S TEDT et ai ( 1 99 2 ) determinaram Parte d a caseína na massa do queijo a pH 5,0-5,2 mussarela afeta as propriedades funcionais. O óleo glóbulos de gordura. A habilidade das moléculas de é não micelar, podendo interagir e emulsificar os caseína s o l úvel para atuar como emu l s i ficante depende delas permanecem associadas ao cálcio. O s ó d i o presente n a s al moura troca-se com o cálcio, que está ligado à caseína na superfície do queij o , l e v a n d o e s t e ú l t i m o a migrar p ar a a salmoura. As propriedades emulsificantes da caseína são elevadas por essa troca, levando a diminuição do óleo livre formado. Em essência, a troca do sódio na superfície do queijo afeta as características de derretimento de forma análoga aos sais emulsi- . Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 2 1 -27, 2002 Pág. 25 funcionais são alcançadas devido ao aumento da lentamente por 15 dias. Depois, os queijos foram cítrico, que é u m forte agente quelante de cálcio mentou durante a estocagem em ambos os trata O a l t o teor de gordura (GES) resultará em gelamento afetou a separação de óleo l ivre, prova desmineralização, especialmente s e for ácido (Mc MAHON 1 993 ) . et ai, mantidos refrigerados por I mês. O óleo livre au mentos, porém mais na amostra refrigerada. O con alto teor d e ó l e o l i vre ( S I GS G A A RD , 1 9 9 4 ; velmente devido à desnaturação de algumas proteínas indicando que a mussarela c o m alto teor d e gordura K I N D S TEDT, membrana lipoprotéica dos glóbulos de gordura pelos dência a liberar óleo. de óleo livre, particularmente quando se encontra l i v re a u m e n t o u mais n o ce n t r o dos q u e ij o s , e baixo teor de cloreto de sódio tem maior ten O queijo processado é muito mais emulsi ficado d o que o queijo natural e possui pouca formação de óleo l i vre quando derret i d o (KINDSTEDT & M c CONNELL; 1 990, citados por KINDSTEDT et ai, Segundo GUERTS KINDSTEDT de cálcio et ai da 1 99 2 ) . et ai ( 1 972) citados por ( 1 992), as diferenças no teor s al mo u ra podem res u l tar em McMAHON 1 9 9 3 ; BREENE et ai, 1 9 64; et ai, 1 9 9 1 ) . S e g u n d o K I N D STEDT ( 1 997) o GES influencia fortemente a liberação ou o crescimento de cristais de gelo. A ruptura da cristais de gelo, favoreceu a coalescência dessa e a formação de grandes aglomerados, levando a uma abaixo de 30% e acima de 40%. O GES abaixo de maior separação de óleo livre. drasticamente ( 1 9 9 1 ) c i t a d o s p o r A PO S T O P O U L O S 30% e acima de a respectivamente. TUNICK 40%, diminui l iberação ( 1 9 94) e de estudou aumenta óleo o l i vre, e fe i t o da APOSTOLOPOULOS M A R S H AL L et ai ( 1 9 9 4) m o s t raram que no congel amento e n o descongelamento a quantidade de ó leo l ivre é homogeneização e d a proteólise no óleo livre do significativamente maior. não homogeneizado, homogeneizado e desnatado, OBERG queijo mussarela fabricados com três tipos de leite: & D A H L S TR O N et ai et ai ( 1 9 7 8 ) citados p o r ( 1 992) estudaram os e feitos das diferenças no teor deste na superfície do queijo. homogeneizado nã o condições de congelamento comercial de pedaços possuem maior teor de cálcio, ocorrendo a troca ( K I N D S TEDT redução no tamanho dos glóbulos de gordura e a pa r c i al mente desnatada. I m e d i atamente após resultando em maior capacidade de emulsificação em d i ferentes l o c a l i zações dentro de q u e ij o de alta liberação de óleo. As características normais & GUO, 1 997). rel a c i o n a d o s s e m d ú v i d a c o m a variação da ficantes (KINDSTEDT et ai, 1 992). Os queijos fabricados por acidificação direta d e s s e el emento p e l o s ó d i o l i gado à caseína, D i ferenças KIN DSTEDT s u bs ta n c i a i s et & R I PPE, no 1 990 óleo citados l i vre por a i , 1 992) t êm s i d o observados com a di ç ã o de creme homogeneizado . O s resultados indicaram que a não homogeneização da proteína, reduzem o teor óleo l i vre ( K I ND S TEDT et ai; 1 992, mussarela salgados em s a l m o u ra , as quais são KINDSTEDT ( 1 9 94) estudaram composição. Os centros das amostras de queijos a formação de ó l e o l i vre foi d e p e n dente d a mussarela. O derretimento foi diretamente rela formação de óleo livre durante a estocagem refri de gordura (MOSQUIM et ai, APOSTOPOULOS 1 998; KINDSTEDT et ai o efeito da filagem e d a salga no óleo livre da cionado à mudança de fase do queijo devido ao processo de aquecimento. Como resultado deste proteól ise (TUN I C K ; 1 994). gerada. Baixas concentrações de cloreto de sódio citados por KINDSTEDT no centro dos queijos combinadas com o alto teor de gordura, aparentemente deixaram uma acelerada Qualquer tratamento que afeta a estrutura protéica resultando em uma maior porcentagem de gordura óleo livre do queijo. Quando o teor de sal é aumen RIPPE & KINDSTEDT ( 1 9 89) citados por e a distribuição de gordura muda a liberação de tado, tem-se ligeira liberação de óleo livre. Este desestab i l i zação dessa durante a estabil ização, total do queijo, tornando-se óleo livre. KIN DSTEDT ( 1 994) reportaram que a concen pequeno au men to no derretimento p o d e s e r tração de sal diminui e a formação de óleo livre na salmoura (G UERTS s a l m o u ra , n a d i reção d o centro, ambos ime causado pela Iixiviação do sais de cálcio n o queijo APOSTOPOULOS et ai, 1 972 citados por et ai, 1 994) e/ou pela perda parcial de cálcio do paracaseinato monocálcico e a formação do paracaseinato. O paracaseinato não retém gordura muito bem (KOSIKOWSKI, 1 972 citado p o r APOSTOPOULOS et ai, 1 9 94) e isto pode explicar o aumento d o óleo livre que foi obsevado em altas concentrações de sal. A redução do teor de sal causou apenas uma leve redução no óleo livre (APOSTOPOULOS BARBANO et ai et ai, 1 994). ( 1 9 9 4) desenvolveram um método para fabricação de m u s sarela sem salmoura pela agitação da massa com adição de s a l . Mudanças n a proteólise e nas propriedades funcionais durante a estocagem refrigerada foram similares aos queijos comerciais. K I N D STEDT 1 9 9 0, citados por TUNICK; mostraram excepcionalmente grandes aumentos na calor, a gordura sólida do queijo muda de fase, fica líquida e as proteínas da matriz se reorientam. et a i ; 1 994). Quando a gordura não foi homogeneizada, aumenta na superfície da mussarela salgada e m diatamente após a fabricação e a p ó s 1 6 d ia s d e estocagem refrigerada. O teor d e s a l foi maior e o de c á l c i o menor na s u p erfície do q u e ij o , e m comparaç ão ao seu i n te r i o r , s e n d o o teor de Estudos feitos por LELIEVRE da pres s ão et et ai ( 1 990) de queijo mussarela com baixo teor de umidade e descongelamento, o queijo derreteu apresentando retornaram quando o queijo foi refrigerado por I a 3 semanas, após descongelamento. ABSTRACT a i ( 1 992), no efeito de h o mogeneização nos queijos Free oil formation is the separation of Iiquid fat from the melted cheese body into oi! pockets, Halloumi, feitos com leite reconstituído, suporta particularly at the cheese s urface. High free oil resultam em queijos com menos formação de óleo This property is determined mainly by the fat essa visão. A l tas pressões de homogeneização livre do que baixas pressões de homogeneização. Provav e l m e nt e , o tratamento à a l t a pressão res ulta e m mais caseína e gordura i nteragindo, além de maior estabili dade d a emulsão. Como resultado, não há formação de óleo livre quando o queijo fabricado com leite homogeneizado é aquecido ( B REENE et ai, 1 964; UPADHYAY, 1 99 1 ; TUNICK, 1 994). RUDAN et ai JANA & ( 1 99 8 ) estudaram o efeito da homogeneização no tamanho das partículas de formation is considered a defect of pizza cheese. content of the cheese and by the integrity of the casein matrix. 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YUN et ai ( 1 9 9 8 ) estudou o impacto da fortificação do queijo mussarela com com O, 1 ,5 David Journal of the S o ciety L o n d o n , v. 47, n. 3 , M.; YUN, Joseph 1.; KINSTEDT, Paul S . MozzareIl a cheese making by a stirred curd, no brine procedure. Dairy Science, Journal of Champaign, v. 7 1 , n. 9 , p. 2687- 2694, setembro, 1 9 94. B REENE, W. M., PRICE, W. V., ERNSTROM, C. e 3% de leite em pó desnatado nas propriedades A . Manufacture o f pizza cheese without s tarter. funCionais. A formação de ó l e o l i vre não foi J ournal of D airy Science, Champ aign, v.4 7 , ( 1 992) citados por de cálcio, formando uma fase emu l s i ficada de afetada pela fortificação. n A , p . 1 1 7 3 - 1 1 80, abril, 1 9 64. variações n a composição química, especialmente No queijo a cid i ficado d i re t a m e n t e , o p H d o d a estocagem refrigerada d o queijo mussarela, C H AVES ; V IOTTO, W. H.; G R O SSO , C. R . F. B A R B ANO et ai et ai ( 1 9 94) demons traram q u e o gradiente de sal e concentração de umidade gordura, q u e ca u s a menor t e o r de ó le o l i vre. coágulo é abaixado a 5 , 6 e boas propriedades CHAVES et ai ( 1 999) estudaram o efeito mantendo parte sob refrigeração e parte congelada Pro t e o l y s i s digitalizado por and fu n c t i o n a l properties of arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 2 1 -27, 2002 Pág. 26 mozzareIla cheese as affected by refrigerated s t orage. C h ic a g o , Journal of Food S cience, v. 6 4 , n. 2, p. 202-205, 1 9 9 9 . D AV I DE , Clara L.; SARMAGO, Ione G.; ROCAFORT, Rachei F . Development o f natural part skim mozzarella type cheese for lhe pizza i n du stry. The Philippine AgricuIturis, v. 7 6 , n . 1 , p . 2 1 -34, Janeiro-março, 1 99 3 . HANSEN, R o b e r t . Pasta fil a t a cheese . European Food and North Journal, D airy Helsingborg, n. 9 , p . 324-329, setembro, 1 9 8 8 . J A N A , A . 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"Cândido Tostes", Mar/Abr, na 325, 57: 28-32, 2002 LACTULOSE IMPORTÂNCIA TECNOLÓGICA E METODOLOGIA PARA DETERMINAÇÃO DO SEU T.EOR EM LEITE Trabalhando c o m creme comercial UHT, especificamente, Lactobacillus acipllOfip lus n o lacfulose maiores (variação de 639 a 2272 mg/L) lactulose promovem o trânsito intestinal normal, C O R Z O et ai. ( 1 9 9 6 ) , e n c o ntraram teores de devido ao balanceamento do pH da microecologia analisaram amostras com teor de gordura maior, benéficos na normalização da flora e estabilização açúcar (variação de 1 1 2 a 537 mgll OOmL). Por desordens intestinais. ou seja, 3 5 % , o b s ervaram menores teores do estes resultados, pode-se notar que, quando o teor de gordura da amostra refere-se a creme de leite com baixo absorção em pacientes com deficiência hepática. 1. INTRODUÇÃO A l ac t u l o s e é um g l ú c i d e presente em pequena quantidade no leite, porém de ocorrência não natural, u m a vez que forma-se a partir do aquecimento durante o processamento, devido à epimerização da glicose que transforma� se numa O poder edulcorante da lactulose é metade terização do tratamento térmico que o produto galactose constitui a�actulose. d e l e i t e e p r o d u t o s U H T ( UAT) , para carac da sacarose e pouco mais de três vezes maior que foi submetido. Segundo os padrões internacionais o da l ac t o s e , c o n s i d e ra n d o a s ac a r o s e c o m o da IOF ( 1 99 I ) e EEC ( 1 992), citados por CORZO padrão ( 1 00), 50 e 1 6 para lactulose e lactose, et aI. ( 1 9 9 6 ) , no l e i t e U H T a l ac t u l o s e deve Uma outra característica, é não ter capa CORZO et ai. ( 1 99 6 ) , relata que embora respectiv amente. apresentar-se com teor menor que 600 mg/L. c i d ad e de ser h i d r o l i s a d a n o trato d i g e s t i v o ainda não esteja c l aro, suspeita-se do efeito do tinais para formação de ácidos lático e pirúvico. vez q u e , e m diversos e s t u d o s real i zados em também na acidificação do cólon e impedindo a se resultados contraditórios. humano, s e n d o fermentada por bactérias intes teor de gordura n a formação d a lactulose, uma Devido à sua fermentação bacteriana, é usada amostras de diferentes teores de gordura, obteve gordura, s e m i creme o u de 1 0 a 1 9 , 9 % de matéria g o r d a , os valores superam aquele determinado p e l o padrão para leite, uma vez que não se tem padrões para creme. Neste trabalho, uma amostra apresentou teor de Uma das importâncias de se conhecer o teor frutose, conforme Fi � ura I . A união de frutose e de brasileira (NOVA LEGISLAÇÃO, 1 99 8 ) variam 2. IMPORTÂNCIA TECNOLÓGICA DA LACTULOSE de lactulose, está no controle de processamento teor s imp les mente leve, q u e s e g u n d o a l e g i slação Em grandes quantidades tem efeito laxativo. gordura de 22%, ou seja, acima dos 20% de limite t cólon. O s produtos q u e contêm a lactose e q u a n do as a m o s tras apresentavam teores d e gordura menores (variando d e l O a 22%). Quando Luiz Carlos Gonçalves Costa fLíniorJ Danielle Braga Chelini Pereira2 intestinal, a qual é recomendada por seus efeitos e i n tegridade da m u c o s a , em pacientes c o m 3. MÉTODOS ANALÍTICOS O s métodos analíticos d i s p o n íveis para determinação do teor de lactulose e m produtos lácteos, de forma geral, requerem equipamentos e reagentes não muito comuns nos laboratórios de controle de qualidade, uma vez que o teor desse açúcar nos produtos é muito pequeno. A cromatografia l í q u i d a d e a l to desem superior para a classificação citada, sendo assim, penho (HPLC) é utilizada para determinação de considerado c r e m e de a l t o teor de gordura, a N o caso desse último glúcide, pode-se util izar d e n o m i n a d o c o m o creme. E m b o r a , para s e r amostra deverá conter teor acima de 50%, e as a m o s t ras restantes apresentaram-se n a fai x a intermediária d e creme (teor d e 35%), sendo que dissacarídeos, como lactose e a própria lactulose. coluna micropacked OV- l 7, cujo padrão i n terno é fen i l - �-glucoside. Embora o método seja de precisão indis cutível, apresenta alto custo para nenhuma ultrapassou o limite de 600 mg/L. sua execução. com teores de gordura menores, se forem seguidos simplificada, porém com diversas etapas analíticas UHT, podem ser classificadas como "super-pro Trata-se do método enzimático ( IOF, 1 995), des Segundo CORZO et ai. ( 1 99 6 ) , amostras os l i mites propostos p e l a FIL ( I DF) para leite cessadas", porém os padrões no momento referem se somente à aplicação em leite. Existe a possibi A I DF propõe u m a m e t o d o l og i a m a i s que devem ser executadas com bastante critério . crito detalhada mente a seguir: lidade delas terem sido submetidos ao processo de 3 . 1 . Método Enzimático documento nU 175) UHT indireto, enquanto que as outras, com 35% EPIMERIZAÇÃO: GUCOSE de teor de gordura, podem ter sido tratadas por FRUTOSE por adição de soluções de sulfato de zinco e hexa A p ó s precipitação d a gordura e proteína atuais (menores que 20mg/L) antes do tratamento cianoferrato de potássio, remove-se esses inter índices iniciais de 790 e 647 mg/L (provavel hidrolisadas para galactose e glicose ou galactose ferentes por filtração. A lactose e lactulose são mente submetidas a um pré-tratamento térmico), e frutose, respectivamente, na presença da enzima de lactulose situaram-se entre 753 e 2 I 00 mg/L. ( 2 ) . O t e o r de fru tose l i berado é e s t e q u i o O u t ra i m p ortância da lactulose é no processamento de produtos lácteos fermentados �-galactosidase (�-gal) c o n forme reações ( 1 ) e metricamente proporcional ao de lactulose. por BifiduJ/lbactlzeriuJ/l bifiduJJl e Lactobacillus acipllOfiplus, que são aqueles iogurtes denominados �·gal Lactose + H P probióticos, cuja característica peculiar é por ser 4 Figura 1 - - O - f3 D galactopirallosil - D frutose - - - Esquema da epimerização da glicose em frutose e fórmula estrutural da lactulose. Professor/pesquisador da EPAMIG / Centro Tecnológico / Instituto de Laticínios Cândido 2 Tostes . Icgcj @ hotmai l . co m Profe s s ora da EPAMIG / Centro Tecno l ógico / I n s ti t u to de Laticínios Cândido Tostes. daniellechelin i @ hotmai l .com • amostras , 6 apresentaram-se fora d o s índ ices sendo que, após o tratamento térmico os teores FRUTOSE 1 995 Fundamento térmi c o . As o u tras 2, entretanto apresentam GALACTOSE ( IDF, injeção de vapor direta, devido à alta viscosidade. N u m e s t u d o real izado na França com 8 H Pág. 29 fabricado a partir de leite aquecido, ter maior resistência à acidez, fornecer sabor refrescante ao iogurte e a i n d a ser rec o n s t i t u in t e d a flora intestinal, assim como leite com Lactobac i l o s v i v o s . S e g u n d o X R E F E R ( 2 0 0 2 ) , d u rante a fermentação da lactulose, pequenas cadeias de ácidos graxos são formados como consequência do abaixamento de pH e modificações da micro flora. Ela promove o crescimento de bactérias formadoras do ácido lático e bifdobactérias, e mais H �-gal Lactulose + HP H Galactose + Glicose ( I ) Galactose + Frutose (2) A presença de lactose no leite é muito mais significativa do que a lactulose, assim, a glicose p resente após h i d r ó l i s e p o d e rá i n terferir n a determinação d a frutose. Desta forma, a glicose deverá ser oxidada à ácido glucônico, por ação da glicose-oxidase (GO) na presença de oxigên i o , conforme reação (3). digitalizado por arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 28-32, 2002 Pág. 30 GO Glicose + HP + 0 2 R e a g e n tes � Ácido Glucônico + HP2 (3) Desta forma, é possível determinar pe quenas quantidades de l actulose na presença de excesso de lactose. ° peróxido de hidrogênio formado na reação (3) será destruído pela ação da catalase. Esta reação é usada para liberar oxigênio, o qual será requerido para a oxidação da glicose, conforme reação (4). catalase 2 H202 � 2 HP + 02 (4) ° restante de glicose que não foi oxidado e a frutose produzida por hidrólise da lactulose, serão fosforiladas pelo AT P (adenosina tri - ' fosfato) e m presença de hexoquinase (HK), produzindo glicose 6-P e frutose 6-P, respec tivamente (reações 5 e 6). HK Glicose + ATP � Gicose 6-P + ADP (5) HK Frutose + ATP � Frutose 6-P + ADP (6) A glicose 6-P resultante da reação 5, é então oxidada pelo NADP' na presença da glicose 6 -P-dehidrogenase (G-6-P-DH), produzindo consequentemente 6-fosfogliconato e NADPH (reação 7). Após completar a reação, o NADPH formado é medido por absorvância a 340 nm. G-6-P-DH Glicose 6-P + NADP' � 6-Fosfogliconato + + NADPH + W (7) A frutose 6-P será isomerizada em glicose 6-P, na presença da enzima fosfoglicose-isomerase (POl), conforme reação (8). Assim, a glicose 6-P agora formada, será oxidada igualmente àquela da reação 7. PGI FRUTOSE 6-P Rev. Inst. Latic. "Cândido Tost es", Mar/Abr, n° 325, 21.: 28-3 2, 2002 � GUCOSE 6-P (8) ° aumento de NADPH é medido por absor vância a 340 nm, sendo proporcional ao teor de frutose, e, consequentemente ao de lactulose. Para evitar qualquer frutose livre que por ventura possa estar presente originalmente, faz-se paralelamente urna prova em branco, a qual é adicionada de enzima p-galactosidase. A quantidade detectada na prova em branco é usada no cálculo final do teor de lactulose na amostra. - Cat alas e de fíga do b ovin o 1.11 .1.6) : suspensão, preparad dissolver 30g de sulfato de zinco hepta hidratado em água destilada até q .s.p. 100 mL e homogeneizar; - Bicarbonato de sódio p.a.; Peróxido de hidrogênio 3 0 % ; O ctano l - 1 ; Soluções d e hidróxido d e sódio 0,33 mol/L e 1 mol/L; - p-D-Galactosidase obtida de E. colí (p-galactose EC 3.2.1.23): suspensão a 5 mg/mL em 3,2 moi/L de solução de sul fato de amônio, 30 unidades/mg (25°C; lactose corno substrato); 300 unidades/mg (37°C; 2-nitrofen i l -p D -galactosidase corno substrato), respectivamente; Glicose oxidase obtida de Aspergil/us niger (EC 1.1.3.4): glicose oxidase, grau de pureza lI, liofilizado, 200 unidades/mg (25°C), ou correspondente a 230 unidades/ mg (37°C); glicose corno substrato; S o lução p ara oxidação: dissolver 20mg de glicose oxidase em I mL de água destilada, tendo o cuidado de preparar esta sol ução no momento de seu uso, pois esta deve estar fresca; completando o volume com água desti lada e homogeneizar; - pipe tar 10 mL da solu ção dilu ída anteriormente em balã o volumétr ico de capacidade 50 ou 20 mL, adici onando na se�uinte ordem: 1,75 mL de solução de Cian eto ferro so de potá ssio tri hidr atad o 15% (m/v ), 1,75 mL de solução de sulfato de zinco 30% (m/v), e, 6, 5 mL de solução tampão A, homo ge n: izan do com pleta men te após a . adlçao de cada solução; reali zar a prova em branco conf orme etapa ante rior, a part ir da amo stra de leite dilu ída, poré m sem p-D Galactosidase; - filtrar através de pape l-filt ro, descar tando a primeira fração do filtra do' - fazer a hidrólise da lactose e lactul se pipetando 5 mL do filtrado para balã � volumétrico capacidade 10 mL, adicio nando 50 J.lL de fl-D -Gal acto sida se e incubar a 40°C por pelo menos 10h (isto é, "overnight"); realizar a oxidação da glico se, adicio nando 2 mL da solução tamp ão C, 0,1 mL da solução de oxidação , I gota de octanol- I como agente antiespumante, 0,5 mL de solução de hidróxid o de sódio 0,33 mollL para neu trali zar o ácid o glucônico formado, 50 J.lL de peróxido de hidrogênio e O, I mL de cata lase'' incubar por 3 horas a 40°C' - após incu baçã o, dilu ir pa � a l O mL e hom o gen eiza r, filtr and o em segu ida . atraves de papel-filtro de diâmetro 70 mm, com o cuid ado de desc artar a I" porção do filtrado; - proceder as determinaçõe s da glicose e frutose conform e quadro abai xo: H e x o q u i n as e/ g l i c os e - 6fosfat o deh idro gen ase: mist urar a S olução de hexa-cianoferrato de potássio 1 5 % (m/v): dissolver 15g de hexa-ci anoferrato de potássio tri hidratado em água destilada até q.s.p. 100 mL e homogeneizar; - S olução Tampão A, pH 7,5: dissolver 4,8g de orto-fosfato ácido dissódico, 0,86g de ortofosfato diácido de sódio mono-hidratado e O, I Og de sulfato de magnésio hepta-hidratado em 80 mL de água bidestilada. Se necessário, ajustar o pH para 7,5 ± O, I a 20°C, com auxíli.o de solução de hidróxido de sódio I moU L. Completar o volume dessa solução para 100 mL (suficiente para 1 5 análises); - Solução Tampão B, pH 7,6: dissolver 14g de trietanol-amina hidro-clorídrico, 0,25g de sulfato de magnésio hepta hidratado em 80 mL de água bidestilada. Se necessário, ajustar o pH para 7,6 ± O, I a 20°C, com auxílio de solução de hidró xido de sódio I moUL. Completar o vo lume dessa solução para 100 mL (sufi ciente para 60 análises); - Solução Tampão C: diluir 40 mL da Solução Tampão B para 100 mL e homogeneizar (suficiente para 50 análises); (EC a com 20 m �/mL em água (estabilizada) , 65.000 umd ades /mg (25° C: peró xido de hidrogênio corno substrato ' . - Solução de sulfato de zinco 30% (m/v): s enzi mas dos fungos (EC 2.7.1.l e EC 1.1.1. 49), fazendo urna suspensão em 3,2 mollL de soluÇão de sulfato de amô nio, Hexo . qUln ase e glic ose- 6-fo sfat o-de hidr o_ ge� ase, Hex oqu inas e: 2 mg/ mL; 140 umdades/ mg (25°C; glicose e ATP corno substrato); Glicose-6-fosfato -dehidroge_ nase: 1 mglrnL, 140 unidades /mg (250C' Glic ose-6-fosfato corno subs trato); . , Fos fogh cose isom era se obti da de fungo (EC 5.3. 1.9) : suspensã o em 3 2 mollL de solução de sulfato de amôni � fo� foglicose isomerase, 2 mg/mL, 35 0 umd ade s/m g (25° C; frut ose -6-fosfa to com o substrato); Sol uçã o � e ATP : diss olve r 50 mg do . sal adenosma-5-tnfo sfato dissódico e 50 �g de bicarbonato de sódio em I mL de agua; e � Solu ção de NAD P: dissolve r l O mg do sal fosf ato diss ódic o dinu cleo tíde o adenina nicotinamida em I mL de água. Equ ipam e ntos /Ute nsíl ios Além de equipamentos usua is de laboratório: Bal �nça analítica, acurácia de O,Ol g; Baloes volumétricos de capa cidades 10, 20 e 100 mL; - Frascos erlenmeyer côn icos, capacidade 50m L; Funil de diâmetro 50 mm ; Papel-filtro de diâmetro 125 e 70 mm' ' Ban ho- mar ia ou estu fa de sec age m , regulados para 40 ± 2°C ,; Espec�rofotômetro, para trabalhos com compnmento de onda de 340 nm; Cubetas de comprimento ótico de 10 mm,. - p Ipe ' tas par a aná lise s enz imá tica s ' capacidades 20, 50, 100 , 500 J.lL I , 2, ' 5 e 10 ml; e - Pipetas graduadas, cap acidades 2 e 10 mL. LPipetár na · cub eta Solução tampão B Solução AT P Solução NADP Filtrado Água bidestilada Téc nica Após ? bter a amostra de forma repre sentativa, proceder a hom oge nei zaç ão adequada; - preparar a diluição , pipetando 50 mL ... O, O l g da amostra par a bal ão vol um é-:: . tnco de cap aci dad e 100 mL , Pág. 31 digitalizado por Prova ém branco Amo stra ; I mL 0,1 mL 0,1 mL I mL I mL I mL 0,1 mL 0,1 mL I mL I mL - h�mogeneizar e ler abso rvância após 3 mmutos (A ); I - inic iar reação por mei o da adiç ão de 0, 0 2 mL de Hex oqu inas e/gl icos e_ 6 _ fosf ato- deh idro gen ase na amo stra e prova em branco; - homogeneizar, esperar até que a reação pare (aproximadamente 10 minutos) e ler absorvância das soluções (A 2); arvoredoleite.org r 57: 28-3 2, 2002 Tostes", Mar/Abr, n° 325, Rev. Inst. Latic. "Cândido Pág. 32 _ i n i c i a r is o me r i z a ç ão d a frutose para _ de fosfoglicose isomerase; _ pare ( a p r o x im a d a mente _ glicose por meio da adição de 0,02 mL homogeneizar, esperar até que a reação _ lO a 1 5 mi n u t o s ) e ler absorvância das s o l u ções (A ) ; e 3 se o aumento na absorvância com I mL _ do filtrado exceder 1 ,3, reduzir o volume de amostra e aumentar a adição d a água, de modo que o volume inteiro do filtrado e da água sej a 2 mL, sendo que o mesmo pode ocorrer com a prova em branco. 4. EXPRESSÃO DO RESULTADO Cálculos: a s absor c a l c u l ar as d i feren ças entre vâncias lidas: _ t:. Il. A ,ma"" = (A3 - A,),ma"" = (A3 - A'!.) (It�VI. em branco , , , I:l. A L = Il. A _ O amosttil -  A prova em bnanco teor de lactulose, expresso como mg/ kg de amostra, é igual a: x 1 0 .000 x mg/kg lactulose = M L x V I X 4 E X d x V 2 X 100 x m em que: _ _ _ P rese nce a n d i l k prod uct: a m in e ulos lact of sign ifica nce 44. p. 1 375- 93. nce Scie y review. Jour nal of Dair Adachi, S. & S. Patt on, 1961. . & Mar tíne z-Ca stro, L Corz o, N . ; Villa miel , M a n d und ena Lac tulo se, m ono sacc har ides com mer cial in ents cont ein prot m ture d seru ulne ss for usef r thei UHT crea ms and Fo o d ss men t. asse nt tme trea mal ther 32 . 1 99 6 . Che mist ry 5 6 (4). p . 429Costa Júnior, L. C. G. Notas d e aula de EPA M I G CT/ILCT. S/ onív el: site Saúde da Intol erân cia à lacto se. Disp http :// URL: 02) ./20 mai (07/ a i l í fam b r/ c r i a n ca/ . m o c g. i hpg. . a i l i afam d www .saude o em 07/m ai./2 002 int% 201a ctose .htm . cons ultad I nternational Dairy Federation. lactulose content. Determination of M ILK. Enzymatic Metho d . International Standard 1 7 5 . Brussels, 1 995. t:. A L Xrefer (07/mai./2002) Lact ulose . Disp oníve l: site cons u ltado em 07/ com efer. w.xr URL: http://ww mai ./2002 o aume nto de absor vânci a por da desco ntada fo r m a d a fru t o s e t:.A L é Nova L e g i s l ação de Pro d u t o s Lácteos e de lactul ose; va da M e é massa m o l e c u l a r relati lactulose, igual a 342,3; E é absorção molar do NAD a 340 nm, Enriquecidos. Fonte Comunicação e Editora. São igual a 6,3 (1 x mmol·1 x cm·I). Caso se trabalhe com 3 3 4 ou 365 nm, utilizar 6, 1 8 o u 3,4, respectivamente; _ FIC AS REFERÊNCI AS BIB LIO GRÁ p. Juiz de Fora - Minas Gerais. 2002. do teor de lactulose é dado por: i I II t, ,00 mL; cubeta, isto é, igua l a 1 ótico da cu é com prim ento de onda igua l a I cm; e beta, em cm, nest e caso ão testada. m é a massa, em g, da porç .d Química e Tecnologia. a diferença de absorvância para cálculo _ , A prova em branco filtrado n a V2 é o volu me, em mL, do V I é o volume total, em mL, do líquido na cubeta, isto é, igual a 3,24 mL; f/:l.(4hor companhia 11�"1if ilJl.· SeU produto " "' ; OSJ1r()dÍl.l�s.:,Macalé possuem que . . . mais do a e;xjJ�1Ji�nC.io; de uma empresa pioneira, po,SSul!m ãfltÇS' a qualidade' de quem soube seantecipar ao futuro. Aromas coalhÓ� ��ermentos . . '. . Cor��tes ' @gstabHizantes ilReagentes at · ����i;::-· i 0�;�1��:rr�:{����;td::r�: . • Faça do MA CALÉseu parceiro em ingredientes e acessórios para seu laticínio. A limentos para Fins E s p e cia is , Diet, Light e ......·A . .. . .._. Paulo. 2 1 2 p. 1 9 9 8 . Obte nção simu ltân ea de lactu e m onoi drat o lose e beta -Iact ose a p artir d I n s ti t u t o de o d sta Revi ose. de alfa -lact Villen, A. O . 202( 34). p . 3-7. marLatic ínios Când ido Tostes. abr 1 97 9 . Pág. 33 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 33-33, 2002 ... - Diátl'i Ouidol' Autorizado . ,' . . . Produtos Macalé Ltda. RuaHumberto cfe Campos, 42/44 - Santa Terezinha , CEP 3�045-450 - Juiz de Fora - M G Tel . . as: (32) 3224-3035 macal digitalizado por arvoredoleite.org Pág . 34 57' 34-34, 2002 ? - -' o Tostes", Mar/Abr, n 3 _ :l, Rev. Inst. Latic. "Cândido Pág. 3 5 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 35-46, 2002 PROPRIEDADES FUNCIONAIS E NUTRICIONAIS DAS PROTEÍNAS DO SORO DE LEITE Functional and nutritional p roperties of whey proteins Abralzam D. Giraldo-ZlI1iiga l Jane S. Reis Coimbral José Carlos Gomesl Luis Antonio Miniml Edwin E. Garcia Rojasl RESUMO No passado o soro de leite era basicamente empregado para alimentação animal. Hoje o uso de concentrados e isolados protéicos do soro é abundante em diferentes setores da indústria de alimentos, sendo adicionado em produtos cárneos, de panificação, na fortificação de cereais, bebidas nutricionais, queijos, produtos farmacêuticos, na microencapsulação de lipídeos do leite e em produtos extrusados a base de milho, batata e arroz, dentre outros. O aumento da sua utilização na indústria de alimentos deve se ao fato das proteínas do soro constituírem o maior grupo de ingredientes funcionais, que apresentam capacidade para formação de espumas, de gelificação, emulsificação e de retenção de água, além de excelentes propriedades nutricionais. Esta revisão aborda considerações sobre as proteínas do soro de leite, as suas principais propriedades funcionais, biológicas e nutricionais assim como suas aplicações na área alimentícia. Palavras chave: Soro de leite, proteínas, propriedades funcionais, propriedades nutricionais. , , , , , Com o correr dos a n o s , o s o ro d e leite 1. INTRODUÇÃO , o soro de leite é um subproduto da indústria de queijos, de cor amarelo-esverdeada, obtido pela Pensar no futuro siginifica pensar em qualidade de coagulação do leite. O seu sabor, ligeiramente ácido ou doce, e a sua composição dependem do tipo e vida. Pensar em qualidade de vida significa aperfeiçoar os recursos técnicos e produtivos que dispomos. respeitando o meio ambiente. Associado a tudo isso. nossa capacidade de � rescer deixou de ser processado somente para sua simples comercialização evoluindo p ara sua t ra n s formação em uma variedade d e produtos c o m va l or agregado m ui t o s u p e r i o r ao do s o ro ill lIatura. Em particular os concentrados protéicos do processo de fabricação do queij o , respecti de s oro ( W P C ) , têm mercado assegurado por madamente 93% de água, 5% de lactose, 0,9% de e vamente. A c o m p o s i ç ã o d o s oro é d e apro x i conferirem excelentes propriedades fu ncionais valor nu tricional a os variados pro d u t o s proteínas, 0,3% de gordura, 0,2% de ácido láctico alimentícios a o s quais podem s e r adicionados. HASSAN e OHALY, 1 994). no processamento do soro aumentam a faixa de e pequenas q u ant i dades de v i t a m i na s ( B E M A utilização de tecnologias não convencionais A produção mundial do soro de leite é de aplicação e o valor comercial dos WPC. A ultra harmonize aos Ideais de cada um. (ANUALPEC, 200 I ), o que gera em torno de reversa dentre outras permitem remover certos Esse é o nosso compromisso com nossos clientes. números s ão de aproximadamente 3 milhões de como seres humanos para que mereçan; os viver num mundo melhor. onde a qualidade tecnlca se aproximadamente 1 20 milhões de toneladas anuais filtração, microfiltração, nanofiltração e osmose 720.000 toneladas de proteínas. No B rasil estes componentes do soro líquido que afetam desfavo toneladas de soro e 240 mil kg proteínas, o que lipídios, lactose, proteínas insol úveis e micror ravelmente suas propriedades funcionais, como j u s t i fi c a o i nt e r e s s e c r e s c e nt e na u t i l i zação ganismos (HANEMAAIJER, 1 9 85). da produção de soro de leite cause sérios problemas um material adequado para uso na a l imentação comercial deste subproduto, embora o aumento de poluição, quando este é descartado diretamente no solo ou em leitos de rios (FRIEDMAN, 1 975). A presença de proteínas no soro torna-o humana. Estas proteínas são compos tas p o r aminoácidos essenciais e m proporções equilibradas Rua Elói Cerqueira. 132 - Belenzinho CEP: 03062-010 - São Paulo - SP Tel.: (11) 291.5911 - Fax: (11) 292.4322 Departamento de Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal de Viçosa (UFV), 36571 -000 Viçosa - MO, Brazi! . A quem a correspondência deve s e r enviada: Emai1: Abraham @vicosa.ufv.br digitalizado por arvoredoleite.org - ! Rev. lnst. Laúc. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 35-46, 2002 Pág. 36 e têm uma alta digestibilidade (RENNER, 1 9 89; TOSI et aI., 1 997). As características nutricionais e funcionais das proteínas do soro de leite estão relacionadas com a s u a estrutura e função b i o l ógica. Nas últimas décadas observou-se crescente interesse pela qualidade nutricional dessas proteínas, visando o uso do soro na formulação de alimentos infantis e alimentos dietéticos (DE WITH, 1 998). 2. PROPRIEDADES FUNCIONAIS DOS PRODUTOS DE SORO O termo "funcionalidade" tem sido aplicado para se referir às propriedades não-nutritivas que conferem aos alimentos maior conveniência no manuseio, melhor aparência na apresentação e melhor aceitação pelos consumidores. A maioria das propriedades funcionais influenciam o caráter sensorial de um alimento, em especial a textura (SGARBIERI, 1 998). As proteínas do soro estão sendo usadas em a l i mentos I I uma grande variedade de c o n s ti t u e m o maior grupo de ingredientes func i o n a i s , com capaci dade p ara . t ! , e I I formação de espumas, gelificação, emulsificação e capacidade de retenção de água, a l é m das propriedades nutricionais (MORR e HÁ, 1 99 3 ; I B ANOGLU e KARATAS, 200 1 ) . 2 . 1 . S o l u b i l idade A solubil idade das proteínas é determinada por três fatores pri ncipais: grau de hidratação, densidade e distribuição de cargas ao longo da cadeia e presença de substâncias não-protéicas produto i au a l niente um b o m í n d i c e p ara as p o s s ív e i s trados na literatura para se referir à capacidade de ci mento também a l terarão as propriedades de d i ferentes condições de processamento. de reter água são capacidade de ligar água, de reter soro (VERHEUL e ROEFS, 1 998). e purificação de proteínas bem como proporciona ; a l i c ações d o s ingredientes protéicos frente a As proteínas de soro de leite são altamente adequada solubilidade dos compostos protéicos molecular, tamanho, volume, estrutura, assimetria, 1 999). Em valores de pH super iores ou inferiores s o l ução, aglutinação e a formação de géis das proteínas do A capacidade de formação de géis pelas por vários fatores, como c o n centração das força i ô n i c a e presença d e íons coval entes (VARDHANABHUTI et aI. 200 1 ) . Por exemplo, géis compostos por s o l uções d e proteína com cargas elétricas e facilidade de deformação. Estas concentração entre (3 e 5)% e temperaturas entre do p r o d u t o . Em s o p a s e m o l h o s prontos, a ambientais como por exemplo o pH, a força iônica e G é i s m a i s o p a c o s s ã o formados em mai ores ração associada à presença de proteínas insolúveis 2000, BHARGAVA e JELEN, 1 995); b) das interações melhorando tanto a aparência quanto a textura características podem ser modificadas por fatores (55 e 70)OC, são mais translúcidos e mais macios. a temperatura (DEMETRIADES e McCLEMENTS, concentrações de proteínas ( 1 0%) aquecidas em é altame'n te indesejável. proteína-solvente, que afetam o enchimento e a solu condições de acidez elevada,Os géis são opacos, de chocolate, baun i l ha ou café, um p H neutro determinam o tamanho dos agregados. A existência mais altos, os géis são trans lúcidos e de maior ocorrência de coagulação, sedimentação ou sepa No leite, bem como em bebidas com sabor bilidade e c) das interações proteína-proteína, que temperaturas mais a l t a s , (90 a 1 00 ) O C . Em úmidos e fracos. Em soluções neutras ou de pH produz as melhores características de sabor. Tanto de interações proteína-lipídio também podem ter elasticidade (USDEC, 1 997). Em pH neutro onde nestes sistemas alimentares e a escolha entre estas reológicas do sistema (PATINO et aI., 2000). tivamente, os géis são formados em baixas forças propriedades, tais como valor nutritivo, sabor e reologia de uma pasta composta de surimi de ainda em misturas de sucos de fruta, um pH ácido WPC contribuiu para melhorar as propriedades gel varia de tran s l ú c i d o p ara branco o paco solúveis em soluções ácidas, a proteína de soja e um fluido não newtoniano. Um outro estudo das observaram que com a elevação da concentração Em testes com concentrados protéicos de WPC e (P-Ig, revelou que o WPC participou na e com poros muito grandes. Também verificaram observado a real influência do pH da solução sobre (-Ig. As propriedades mecânicas do gel formado do ge l com a elevação da conce ntração do sal. percent uais de s o l u b i l i dade para 2 d i ferentes evidenciando um efeito sinérgico, quando a razão Solubilidade de Concentrado protéico as caseínas quanto as proteínas de soro são solúveis duas alternativas é fe i t a em função de o u tras custo. Em refrigerantes de fruta e do tipo cola ou realça o sabor. Enquanto as proteínas de soro são as caseínas tendem a precipitar neste meio. soro, sem p e c t i n a e com p e c t i n a , p o d e ser a solubil idade das proteínas. A Tabela I mostra os • de soro (WPC) e mistura de WPC pectÍna a 60 °C e diferente pH. So l ubilidade (%) ' WPC WPC-Pectina um impacto significativo sobre as propriedades B O U R A O U I et a I . ( 1 9 9 7 ) e s t u d a n d o a salmão, sal e WPC concl uíram que a adição de reológicas da pasta cujo comportamento foi o de propriedades reológicas de géis formado com formação e no reforço dos géis produzidos com p H 4,6 p H 7,0 74,2 99,0 78,9 89,1 (*Mishra et a!. (2001» A capacidade de retenção de água envolve protéico, com a água. A maior ou menor afinidade interagir com estas cargas, contribuindo assim para outras propriedades como textura, viscosidade, Do ponto de vista prático, os dados sobre pode ser medida em termos do grau de hidratação da proteína para com a água também influencia a solubilização (FENNEMA, 1 993). gelificação e emulsificação. A atração hidrofílica as características de solubilidade são muito úteis (massa de águalg de proteína) e da habilidade do i ô n i cas (concentração de N a C l de apro x i ma damente 0,05 moI!dm 3 ou menor). Quando a força iônica aumenta para 0,2 moI!dm 3 a aparência do (VERHEUL e ROEFS, 1 998). Estes mesmos autores de NaCI a estrutura do gel tornou-se mais grosseira um aumento no coeficiente de permeabi l i d ade O coeficiente de permeabilidade diminuiu com o da mistura foi de 2: I (P-lg:WPC). Observou-se para todas as concentrações de sal testadas, o que mistura levou a um decréscimo na viscosidade do maior quantidade de proteína está presente. gel da mistura (RENARD et aI., 1 999). BHARGAVA e JELEN ( 1 995) avaliando o efeito do congelamento s o b re as propriedades funcionais das proteínas de soro relataram que o congelamento de sol uções de W P C não afetou incremento da concentração das proteínas do soro indica que os poros do gel são menores quando A propriedade funcional de gelificação das proteínas do soro, também pode ser influenciada pelas variantes genéticas de (P-lg. Géis de soluções protéicas contendo a variante (P-Ig A podem diferir significativamente daqueles contendo a (P-Ig B . significativamente a viscosidade d a solução e a Embora géis de soluções de W P C a baixas concen que o congelamento é uma técnica alternativa de lactoglobulina A e B sejam semelhantes, quando a firmeza do gel formado. Os autores concluíram conservação para estocagem de soluções de WPC. trações de s a l , formados com variantes de (P_ concentração do sal é incrementada a variante B da ( P-lg forma géis mais rígi dos e com maior 2.3. Gelificação 2.2. Retenção d e água e viscosidade uma i n teração entre a proteína, ou a l i mento as principais proteínas estão carregadas nega com a mist ura de W PC e ( P - I g m e l horaram, também que um aumento da fração de WPC na ao do ponto isoelétrico, a proteína apresenta cargas positivas ou negativas e as moléculas de água podem da e v i t a a f1o c u l aç ã o ou s e d i mentação protéica, A insolubil idade completa d a s proteínas produz ou combinação destes com a temperatura (ARAÚJO, pH intrínsecas da molécula protéica, tais como massâ dispersas). Este diâmetro depende: a) das características função principalmente do pH, força iônica, tipo proteína, com a adição de sal, uso de certos solventes no Em b e b i d as p r o n t as para ingestão, u ma comportamento viscoso dos fluídos protéicos é o determinante para produtos fluidos e semi fluidos. de s olvente e temperatura (FENNEMA, 1 9 9 3 ) . formados por ajuste do pH no ponto isoelétrico da água, de absorver água (SGARB IERI, 1 996). Mu d a n ç as concentração e tipo de sais ou condições d e aque proteínas, temperatura, tratamento térmico, pH, dipolo, e interações i ô n icas. A s o l u b i l i dade é centrifugados em baixa força. Estes agregados são uma proteína, ou alimento protéico, de absorver e reversívei s . diâmetro aparente das moléculas (ou partículas solvente por meio de pontes de hidrogênio, dipolo grandes, visíveis a olho nu e que podem ser espontaneamente 1 993). A solubilidade é uma propriedade funcional caseinato de sódio e à proteína da soja (FENNEMA, proteína se s o l u b i l i ze, deve i n teragir com o que produzem agregados de proteína suficientemente água proteínas do soro de leite pode ser influenciada Tabela 1* léculas do pol ipeptídio se aproximam de tal forma, captar (esponjamento). Os termos mais freqüentes encon O fator de principal influência sobre o solúveis, especialmente q u ando comparadas ao valores de pH. um precipitado, que ocorre quando várias mo para Pág. 37 para determinar as condições ótimas de extração como fosfatos, carboidratos e lipídios, que podem apresentar e feito estabi l i zante. Para que u ma Rev. lnst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 35-46, 2002 facilidade para quebrar do que o gel formado com Uma das propriedades mais importantes dos concentrados protéicos do soro é a de formar géis ( ANGINO, 1 992). A formação de gel de pro � temas globulares é o resultado de um processo de aglut inação i n d u z i d o p e l a alteração d e deter minadas condições, como uma mudança de tempe ratura (VERHEUL e ROEFS, 1 998). Sob condições específicas, as proteínas de soro formam géis não- a variante B ( B I KKER et aI., 2000). Micropartículas de géis de proteína de soro mantêm o nível de u mi d a d e de produtos de pan i ficação e embutidos, conferem opacidade a bebidas e produtos lácteos e melhoram a textura e as qualidades gustativas em produtos com teor de gordura reduzido, produtos de panificação, queijo, iogurte, pudins, manjares, em carnes e frutos do mar picados (USDEC, 1 997). digitalizado por arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n· 325, 57: 35-46, 2002 Pág. 38 2.4. Em u ls ificação e retenção de gordura A formação d e espuma é s e m e lhante à formação de e m u l s ã o , só q u e neste c a s o as Os isolados protéicos do soro são usados na proteínas de soro têm a função de estabilizar a que· entre seus maiores componentes encontram-se p r o p r i e d ades s ã o d e i mp o rtân c i a crucial n a protéicas devido a interações iônicas e hidrofóbicas sorvete e frozem iogurt. IB ANOGLU e KARATAS indústria de alimentos como emulsificantes, sendo as proteínas globulares que podem formar cadeias i nterface em torno da micela de ar. Estas fabricação de coberturas aeradas e g l aceadas, (DEMETRIADEs e McCLEMENTS, 2000). (20 0 1 ) observaram que a formação de espumas de hidrofílicos e hidrofóbicos, e tem desempenho cativamente por altas pressões. cionais como a gema d o ovo, em m o l ho s tipo mente representada por dois parâmetros, espuma teor de colesterol. Os WPC são usados · freqüen d a e s p u m a diz respeito à retenção d o vol ume As proteínas de soro contêm grupos funcional semelhante aos emulsificantes tradi um Tabela 2, que a estabilidade da espuma aumentou • Estabilidade da espuma formada por WPC e mistura de WPC-pectina, a 30 'C e diferentes valores de pH. a um decréscimo na capacidade de emulsificação Estabilidadê íla. esptuna (%}' (YE e S INGH, 2000). A adição de um polissaca rídeo como a pectina, formando um complexo WPC WPC-Pectina pH 4,6 pH 7;O 27,9 40, 1 24,7 : 35,3 Em outro estudo observou-se que a presença de CaCI2 aumentou o volume da espuma formada na presença de (�-Ig. O aumento da concentração aglutinadas e conseqüentemente um incremento (IB ANOGLU e l B ANOGLU, 1 999). na consistência e que altas quantidades de proteínas melhoram o comportamento da emulsão. As emul sões exibiram comportamento newtoniano. As propriedades de retenção de gordura dos produtos d e s o ro estão associadas às s uas de (o:-Ia el evou também o v o l u me da espuma Na forma pura, as proteínas de soro carac terizam-se por um s a b o r muito s u av e . O soro realça sabores j á existentes ou acrescenta o seu hidrofóbicos. proteínas de soro resulta na formação de s u l fetos 2.5. Es p u m a próprio sabor ao produto final. O aquecimento de voláteis . Aminoácidos l i vres são convertidos a e componentes de sabor pelo calor e por meio da aeração interação química c o m outro s c o m p o s t o s . Por A c a p a c i d a d e d e u m a proteína formar exemplo os WPC usados na padronização do teor dispersão protéica com a incorporação de ar por vamente a qualidade sensorial do leite n a s faixas e s p u m a refere- s e à e x p a n s ã o d e v o l u me da batimento, agitação ou aeração. É uma propriedade de proteínas no l e i t e , n ã o afetam s i gn i fi c a t i u s ad as p ar a a p a d ro n ização de pro teínas funcional de interfase que depende da natureza da (RATTRAY e JELEN, 1 99 6 ) . turação da proteína, da presença de sais e de outros macarrão contrib u íram favoravelmente para o alimentos (SGARB IERI, 1 996). serem bem aceitados pelo consumidor. Os testes proteína, d a solubilidade e do estado de desna aditivos u t i l i za d o s no processamento dos As proteín as simples são compostas de aproximadamente 20 aminoácidos, crianças ente 2 e 5 anos de i d ad e quanto para a d u l t o s , c o m o o bs e rvado na Tab e l a 3 . Para adultos, as proteínas do soro contêm mais que o W P C usados na fabricação de massas para aumento do valor protéico da massa, além de Teor de aminoácidos essenciais d e 3 · proteínas d e s o ro e neces s i d ades nove dos quais são considerados essenciais, isto é, nutricionais de adultos e crianças. têm que estar presentes na dieta em quantidades e proporções definidas, uma vez que o organismo Aminoáciílós Adultó humano não possui capacidade de sintetizá-los, a partir de outras substâncias. Tais aminoácidos são a lJistidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fen i l al an i n a , treonina, t r i p t o fano e valina (SGARBIERI, 1 996). A s dietas deficientes e m um ou vários aminoácidos essenciais não permitem um crescimento adequado e podem conduzir a um aumento na mortalidade e a transtornos cerebrais com dificuldades no aprendizado (FENNEMA, aminoácidos essenciais em p ro p o rç ões eq u i l i bradas e têm u m a alta digestibilidade (RENNER, 1 9 8 9 ; TOS I et aI., 1 997). As proteínas do soro de leite apresentam Histidina comparação a ou tras fontes de proteínas, tais CrlaÍlça S or o 19 20 66 1 03 22 41 34 68 l a S anas 16 Isoleucina 28 13 Leucina 19 Lisina 16 58 19 63 Metionina 17 Tre o n i n a 9 Fenilalanina Tri p t o fano 5 Valina I i 13 35 59 88 62 24 59 Fonte: modificado de GLASS e HEDRICK. 1976; FAD. 1985. um dos mais altos índices de valor biológico em Os WPC tem mostrado um PER maior do que o do leite em pó. Existem evidências, em como ovos,lei te, carne bovina, s oj a e caseína. estudos com animais, de que as proteínas do soro do soro é maior do que quaisquer outras fontes, resistência ao câncer. Estas proteínas apresentam O teor de aminoácidos essenciais das proteínas 2.6. Sabor caraterísticas de emulsificação que é o resultado da presença de simultânea de grupos hidrofílicos e a u s ê n c i a d e t o x i ci d ad e e/ou de propriedades 1 99 3 ) . As proteínas do soro são compostas por (*MISHRA et aI. (2001» do soro mostraram emulsi ficaram em altas tempe raturas, apresentaram maior quantidade de gotas da s u a composição, digestibilidade, da biodis Organização Tabela na estabilidade da emulsão. O íon Ca" produz aglu com misturas de proteína do soro e fosfolipídios O valor nutritivo de uma proteína dependerá pela a n t i n u t ri c i o n a i s . de fluido da espuma ( S G AR B IERI, 1 99 6 ) . Em tinação de proteínas do soro em solução, levando observaram que as emulsões contendo proteínas o seu valor nutritivo (LEHNINGER, 1 976). recomendadas Mundial de Saúde (FAO/WHO, 1 9 85), tanto para e s t u d o fei t o s com W P C em c o m b i na ç ão c o m Tabela 2* terísticas físico-químicas de emulsões óleo-água conta o aspecto qualitativo das proteínas, isto é, no s oro s u peram as doses di árias mínimas de dobro dos padrões recomendados pela FAOIWHO. proteína na superfície e causam uma diminuição SUNDER et aI. (200 1 ) estudando as carac sentes na alimentação em quantidades adequadas. ponibilidade dos seus aminoácidos essenciais, da com a adição de pectina (Mishra et aI ., 200 1 ). emulsificação, igual a 94% (MISHRA et aI., 200 1 ). correta, os aminoácidos que o organismo humano de repouso e é geralmente medida pela liberação de WPC, usados para formar emulsõés, aumentam solúvel proteína-pectina, mostrou maior estabilidade As proteínas d o soro são completas pois contêm, em quantidades variáveis e na proporção n u trien tes pectina, f o i observado, conforme mostrado na da emulsão assim como uma alta atividade de ponto de vista nutricional (USDEC, 1 997). Além do aspecto quantitativo deve-se levar em estáveis (YE e SINGH, 2000). o tamanho médio da partícula, a concentração de As proteínas são nutrientes essenciais aos A proteína do soro, tem um PER maior do que 3,0, sendo então considerada uma excelente proteína do A propriedade de formar espuma é usual máximo de espuma formada em função do tempo A presença de sais como CaCl, em soluções 3. PROPRIEDADES NUTRICIONAIS DAS PROTEÍNAS D O SORO 2,5 são consideradas proteínas de alta qualidade. necessita. Quase todos os aminoácidos presentes temente em s i s temas co ntendo a l i me n t o s e m na interface óleo-água, formando assim emulsões (TOSSI et ai,. 1 997). PER de 2,5. Proteínas com valor PER acima de organismos animal e humano e devem estar pre bilidade e estabilidade da espuma. A estabilidade de óleo em água. A (o:-la e a (�-lg são adsorvidas mostraram que é possível usar concentrações de WPC de até 18% sem alterar o sabor das massas Pág. 39 i s o l ad o protéico é i n fl ue n c i a d a s ig nifi maionese, com a vantagem de possuir u m menor emulsão, pela s u a habilidade d e estabilizar emulsões Rev. Ins!. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n· 325, 57: 35-46, 2002 produ zem i m u n o m o d u l aç ã o , aumentando a contem níveis elevados de leucina e lisina em o único inconveniente da presença de (�-Ig que de ovo desidratada, ainda possui uma boa fonte de proteína presente em maior quantidade no soro comparação ao isolado protéico de soja ou clara tem resposta alergênica para lactentes e que é a aminoácidos c o n t e n d o e n x o fre, t a i s como a (RATTRAY e JELEN, 1 9 96) proteínas avaliadas segundo o método "Protein co mparadas c o m o u tros cisteína e metionina (RICHARDS, 2002). Estas Na Figura 3 as p r o t e ín a s de soro são tipos de p roteínas, Digestibility C o rrected Amino Acid S coring" incluindo, soja, amendoim, milho e glúten de trigo, sua excelente d i ge s t i b i l i d ad e e p e l o fato de do soro só é menor do que o do ovo de galinha. cada aminoácido essencial. Também, quando são importante na determinação do valor nutritivo de qualidade protéica, como o Índice de Eficiência nitrogênio absorvido e o teor de nitrogênio ingerido (PDAACS), alcança o valor de 1 ,0 em função de fornecer ou superar a quantidade recomendada de u s ad o s ou tros métodos de d e t e r m i n ação de onde pode-se observar que o PER das proteínas A digestibilidade da proteína é outro fator uma proteína. É avaliada pela razão entre o teor de Protéica (PER) , o soro obtém excelentes pon com a dieta, expresso em porcentagem. As proteínas PER, melhor a qualidade da proteína. A caseína complementam tuação na escala. Quanto mais elevado o valor de que é a proteína de referência apresenta valor do soro têm uma os alta d i gestibil idade aminoácidos e essenciais (RATTRAY e JELEN 1 99 6 ) . O valor biológico digitalizado por arvoredoleite.org 2002 Rev. lnst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 35-46, Pág. 40 do I=:==:::J 0.8 Milho !===========::::J 2.2 2.2 Soja Amendoim I========:::J 1 .8 : ===============::J 3.9 Ovo de galinha b:::::Z caseinato de sadio ::::::::::::::::::: ::::::::::::::::::: ::::::::::::::::::: ::::::::;::: Proteinas do soro 3 _ . 1 O soro contém a maior parte das vitaminas É particular As proteínas do soro correspondem a 20% de vitamina do soro comparado com as neces sidades diárias. Segundo a US DEC, (2002), a redução da s anguíneo, em duas posições, Asp (64) e Val ( 1 1 8), da sequência preparados leites com baixo conteúdo de fenila Também a partir de h i d ro l i s ad o s de 13 - l g são da ( 13 - l g B ( M O R R e H Á , 1 99 3 ; WALSTRA e lanina, utilizados na alimentação de lactantes com Fo i a primeira proteína d o l e i te a s e r genética que provoca a não-metabo l i zação de típica, relativamente rica em aminoácidos sulfu fen i l ce t o n ú ri a, fenilalanina e pode causar, entre outros problemas, deficiência mental (GRASSELLI et aI., 1 997). rados. Os resíduos de cisteína são capazes de reagir atribuídos aos derivados do soro. 4.2. apresenta algumas características físico-qúímicas das proteínas presentes no soro de leite. 4.1. Esta proteína é termolábil. Apresenta mu menores que 70°C. Temperaturas elevadas podem sível ou um significativo aumento na susceptibilidade de degradação desta ·proteína por pepsina e É considerada também um excelente agente de gelatinização (MORR e HÁ, 1 9 93). 13-lactoglo b u l i n a ( 13 - l g) A estrutura globular da 13-lg é resistente a A 13-lg é a proteína presente em maior soro C a s e ín a Proteínas 3,2 2,5-3,0 3,9 Valor Biológico (VB) 1 00 85 94 97 97 97 do ovo. ' 94 79 95 Fonte: LINDEN e LOR IENT, 1 9 9 6 Concentração (mglmL) 0,85 3,4 0,42 0,03* 2,2 1 9 9 6 ) . A p re s e n t a 2 aminoácidos simi lar a l í s o z i m a . Entre os 1 2 3 Necessidádes diarfas (mg) 1 ,5 1 ,5 1 0- 2 0 10 1 ,5 2* 1 0- 7 5 aos da lisozima [Asp(9), Asn( l 2), Thr(7), Ser(7), Val(6), Met( l ), I l ( 8 ) , Leu( l 3 ) , Try(4), Phe(4), Lys ( l 2), His(3), Trp(4), Arg( l )] . Por muitos anos foi considerada a prote ína do soro mais estável ao c a l o r, até ser e v i d e n c i a d o q u e é bas tante susceptível à desnaturação pelo calor. RUEGG et aI. ( 1 977) relataram tanto a desnaturação da a-Ia a 65,2°C e pH 6,7 quanto a revers i b i l idade da biológica a esta proteína no transporte do reti nol foi desnaturada entre (62 e 63)OC e que 90% foi estômago. Essa estabilidade confere uma função 90%). DE WlT et aI. ( 1 983) observaram que a a-Ia (pro-vitamina A) do estômago para o intestino. renaturada em pH 6,5. Este alto grau de rena qual a 13-lg remove o retinol dos glóbulos de gordura, s u p o s i ç ão turaçao foi provavelmente o responsável pela d a aparente res i s t ê n c i a ao c a l o r onde normalmente ficam alojados. Outras funções atribuída à a - I a . C H A P L I N e LYSTER ( 1 9 86) siio a capacidade de se ligar a ácidos graxos livres e e imediatamente resfriadas, levaram a 1 0% de fisiológicas que podem estar associadas com a 13-lg o estímulo para a síntese da glutationa, um tripep desta mesma s o l ução a 95°C e manutenção da de evitar a formação de tumores intestinais (FOX e - verificaram que soluções de a-la aquecidas a 77°C desnaturação irreversível. Com o aquecimento tídeo anticarcinogênico produzido no fígado capaz Tabela 5* - Conteúdo d e vitaminas d o soro e necessidades diárias. 1 ,2 (L I N D E N e L O R IENT, variantes genéticas (A e B) e uma seqüência de desnaturação sob res fri amento (en tre 8 0 % e temperatura por 15 minutos, s o mente 40% da McS WEENEY, 1 99 8 ; DE WIT, 1 99 8 ) . 0,38 A a-Ia, uma proteína globular, constitui cerca de 2 2 % do t o t al d e proteínas d o s oro ação de ácidos e enzimas proteolíticas presentes no Todavia ainda não é conhecido o mecanismo pelo Coeficiente de Eficácia Protéica (PER) Acido nicotínico (vil. B 3) Acido pantotênico (vil. Bs) sabor de cozido em leites aquecidos (WALSTRA e quimiotripsina. quantidade no soro. Corresponde a cerca de 50% Próteínas do Tiamina (vil. B ,) pela renina e a estabilidade da estrutura micelar da caseína; é responsável pelo aparecimento do a- 1 ac to a 1 b um in a (a-la) provocar sua desnaturação e polimerização irrever Parâmetros biológicos das proteínas do soro. Util ização Protéica Neta (NPU) certas condições de tratamento térmico, podendo afetar significativamente a coagulação do leite uma e n fe r m i d a d e de origem protease-petonas, l actoferrin a, lactoperoxidase e , outras enzimas (MORR E HA, 1 993). A Tabela 5 p o d e m ser considerados como alguns benéficos nutracêuticos " expresso em Ilg. podem ser absorvidos diretamente pelo intestino. G l u ( 8 ) , Gln(5), Pro(2), Gly(6), Ala(3), Cys(8), imunológicas, a fortificação dos ossos e a dimi Acido ascórbico (vil. C) Leu(22), Try(4), Phe(4), Lys ( l 5), His(2), Trp(2), danças conformacionais reversíveis em temperaturas incidência de câncer, o realce de propriedades Piridoxina (vil. B.) lisados com 13-lg são usados como suplemento para total das proteínas do soro. No soro são encontradas também a albumina de soro bovino, imunoglogulinas, 1 996). Na Tabela 4 pode-se apreciar os conteúdos Cobalamina (vil. B '2) convalescentes, já que muitos peptídios da 13-lg resíduos d e aminoácidos d a a-Ia 5 4 são idênticos vitaminas B2, Bs e B . ( L INDEN e L O RIENT, Riboflavina (vit B,) Gly(4), Ala( 1 5), Cys(5), Val(9), Met(4), I l e ( 1 0), JENNESS, 1 9 8 7 ; C HEFTEL et aI., 1 989). e a (13-lactoglobulina representam de (70 a 80)% do Tabela 4 pode ser usada para a fortificação de bebidas e sucos de frutas. Preparados enzimáticos hidro das proteínas do leite sendo que a (13-lactoalbumina mente rico em vitamina B, suprindo uma quan tidade apreciável das necessidades humanas de - A 13-lg sendo u m a proteína d e grande valor nutritivo e elevadas solubilidade e estabilidade por. 1 62 resíduos de aminoácidos estruturados de acordo com a posição do aminoácido: Asp ( l O) , caracterizada. A (13-lg é uma proteína globular 4. CARACTERÍSTICAS DAS PROTEÍNAS DO S ORO na Tabela 4. Tabela 4 apresenta com os grupamentos sulfídricos da lC-caseína em próximo do da proteína do ovo, como mostrado n u i ç ã o do c o l e s t e r o l soro, cristalizada, sendo extensivamente estudada e 4 (USDEC, 1 997). hidrossolúveis presentes no leite. do JENNESS, 1 987; CHEFrEL et al., 1 989). animal e vegetal Índice de Eficiência Protéica (PER) para diferentes proteínas de origem também é elevado, maior que o da caseína e I proteínas Arg(3). A seqüência de aminoácidos da (13-lg A difere PER Figura das A s n ( 5 ) , Thr(8 ) , Ser(7), G l u ( 6 ) , G l n ( 9 ) , Pro(8), 3.2 3 2 o total polimorfismo genético (A, B , C e D), é constituída Gluten de Trigo Pág. 4 1 Rev. lnst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n ° 325, 57: 35-46, 2002 proteína foi renaturada. Características físico-químicas das proteínas do soro de leite. ··· conc�rii:r�çãó (lW:;) 13-lactog10bulina a-lactoalbumina lmunoglobulinas Albumina do soro Protease-peptone Lactoferrina Lactoperoxidase Massa.·Mólecular (KDa) 2 - 4 1 - 1 ,5 1 8 ,3 0 , 4 - 1 ,0 1 4,2 1 4 6 - 900 0,5 4 - 20 0,3 - 0,6 0,05 0,06 "Modificado de MORR e HÁ ( 1 993) e McKENZEY ( 1 970). digitalizado por 66 - 69 78 - 9 2 78 - 89 . Ponto Isoelétriéo 5,2 . 4,2 - 5 , 1 5 , 5 - 8,3 4,7- 4,9 8,0 - 9,0 9,6 arvoredoleite.org Rev. Ins!. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, na 325, 57: 35-46, 2002 42 Devido ao fato do íons Ca'+, Zn'+ e outro íons metálicos serem passíveis de ligação com a d e proteína contra a d e s n aturação térm i c a Rev. Ins!. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, na 325, 57: 35-46, 2002 de �-caseína. Estes fragmentos de proteína contêm (GUMPEN et a I . , 1 97 9 ; DE WIT, 1 998). Assim baixas concentrações de resíduos aminoácidos de ferrina), apresenta concentrações consideráveis aquecimento do leite a 95°C por 20 minutos em pH a-Ia, esta proteína é desnaturada em temperaturas como . ou tras proteínas d o s o ro ( � - l g e l acto são desnaturadas em temperaturas de aquecimento Pág. 43 leite e derivados pois pode ser usada como u m indicador da infecção p e l a mas ti te e pode causar enxofre e aromáticos que não são precipitados pelo . oxidação de lipídeos insaturados além do complexo d e c i s teína e g l u t a m i l c i s teína, i m p ortantes 4,6. Além de estarem presentes no l e i te , frag ação bactericida s o b re u m grande n ú mero d e de se renaturar. A associação com íons metálicos (McINTOSH et aI., 1 995). velmente formados pela ação da renina usada na desnaturação pela ação do calor. Os íons cálcio, entanto p r e c i p i t a entre 4 0 ° C e 4 5 ° C e s o fre a- l a ricas resíduos mais altas, já que proteínas não l igadas a metais relativamente mais baixas e não tem capacidade fac i l i ta a renaturação da proteína após uma por exemplo, unem-se em regiões da estrutura da em resíduos de ácido (BERNAL e JELEN, 1 9 84). aspártico A a-la é rica em triptofano, aproxima p r e c u rs ores da b i o s s íntese da g lutationa A BSA é solúvel em água até 35% a 3°C, no desnaturação acida em pH 4 devido à repulsão dos de a m i n o á c i d o s carregados p o s i t i vamente, ao l o n g o d a c e d i a p o lipeptídica ( D E W IT, 1 9 8 9 ) . damente 6% em peso, adequa-se muito bem para a 4.4. com estas características (GRASSELLI et ai., 1997). As imunoglobulinas representam uma classe Uma das principais funções fisiológicas da . a-lac está relacionada com a sua participação na sín t e s e da l ac t o s e n as g l â n d u l a s m a m á r i a s . A associação da a-l a c o m a enzima galactosil produção de queijo (MORR e HÁ, 1 993). 4.6. Imunoglobulinas especial de proteínas de elevada massa molecular encontrada no soro sanguíneo e em outros fluídos do o rganismo. No c o l o s tro bovino tem a fina lidade de conferir imunidade passiva aos bezerros, Lactoferrina As transferrinas compreendem u m grupo pancreático, lágrimas e leucócitos. Normalmente Listeria, StaphylococclIs, Campylobacter, Sal monella e Bacilllls cerells (SANTOS et aI., 1 999). leite bovino, enquanto teores bem superiores são atribuídas a lactaperoxidase, como: proteção nas apresenta concentrações entre (0,02 a 0,35) glL no Determinadas ações fisiológicas tem sido observados em leite humano, (2 a 4) glL. A con glândulas mamárias contra a mastite e n a pre ligeiramente durante a lactação, mas aumenta da a l gu n s centração de lactoferrina no leite humano reduz mesma forma n o l e i te bovino ( K I NSELLA e molécula de glicose (SGARBIERI, 1 996). (SGARBIERI, 1 996). íons ferro indicando que pode apresentar duas tendo triptofano, que são precursores da seroto quenas quantidades três classes de imunoglobulinas tornando-o mais biodisponível, e proteção contra No soro de leite, são encontradas em pe controle no desenvolvimento de bactérias mesófilas e psicotróficas do leite, principalmente as espécies WHlTEHEAD, 1 989; FOX e McSWEENEY, 1 998). A partir da a-Ia, obtém-se peptídios con resfriamento do leite, pode promover um maior específico de metaloproteínas, e entre e l as a protegendo-os contra doenças até que seu próprio s i s t e m a i mu n o l ó g i c o de d e fe s a s ej a ativado lactis e os lactobacilllls thermophyllls (LINDEN principalmente onde não há um programa eficaz de transferase, complexo lactose sintetase, catalisa prefe r e n c i a l m e n t e a adição d a g a l a c t o s e na germes patogênicos e um efeito bacteriostático sobre certos Gram+ tais como os streptoccoclIs e LORIENT, 1 996). A ativação deste complexo, l actoferrina, proteína encontrada no leite, suco nutrição humana, é apropriada para o preparo de alimentos infantis, e é quiçá a de mais baixo custo mentos de � - c as e í n a a d i c i o n a i s , s ão prova l actoperoxid ase-tiocianato-água o x i genada ter Essa glicoproteína liga-se fortemente aos venção ou redução de i n fecções entéricas em animais (DE McSWEENEY, 1 9 98 ) . 5. funções biológicas importantes: absorção de ferro, W IT, 1 99 8 ; FOX e APLICAÇÕES DOS PRODUTOS DO SORO EM ALIMENTOS O s oro é u m a fo n t e a l t amente repre (IgG, IgA, IgM), embora essa concentração seja i n fecção formado pela união seqüencial dos aminoácidos q u an t i d ade no leite b o v i no, cerca de 7 5 % do ferrina é muito resistente à proteólises e estável até Leu-Phe), que é uma exorfina ou morfina exógena enquanto a IgA é a d e maior teor n o leite humano. consideravelmente maior no leite humano do que aplicações no desenvolvimento de novos produtos das crianças amamentadas com l e ite materno, trados protéicos derivados das proteínas do soro, lactoferrina, há um grande interesse em usar essa minerais e lipídeos apresentam uma boa capacidade A IgG é um monômero ou correspondente a estrutura infantis. A concentração da lactoferrina também teínas de soro, com baixo teor de l ipídeos, podem noácidos, apresenta uma e s trutura s i m i l a r ao por duas unidades (4 cadeias polipeptídicas) l igadas atribuir a ela um efeito protetor sobre as glândulas gema de ovo, em 19uns produtos aerados, como única com grande cadeia polipeptídica entre as de junção e a IgM é um pentâmero formado por McSWEENEY, 1 9 9 8 ) . nina, uma substância que regula a vigília e o sonho. A hidrólise da a-Ia também gera um peptídio tirosina, glisina, leucina e fenilalanina (Tyr-Gly pois possui ação opiácea. Este composto tem potencial para emprego no tratamento de distúrbios psicossomáticos (GRASSELLI et aI., 1 997). 4 . 3 . A l b u m i n a de s o ro b ov i n o conteúdo total das i m u no g l o b u l i n as do l e i t e , Todas as classes de imunoglobulinas podem ser encontradas na natureza na forma de monômeros ou polímeros, tendo como estrutura básica quatro cadeias polipeptídicas, duas leves e duas pesadas, ligadas covalentemente por pontes de dissulfeto. (BSA) Essa proteína, com 582 resíduos de ami encontrada à da albumina do soro sanguíneo. maior no colostro. A IgG é a que está em maior É a básica da imunoglobulina; IgA é um dímero formado por duas estruturas o componente secretor (SC) e proteínas do soro, sendo formada por Asp(39), cinco unidades (20 cadeias polipeptídicas) ligadas G l n ( l 9 ) , G l x ( l ) , P r o ( 2 8 ) , G l y ( l 6 ) , A l a( 4 6 ) , McS WEEN EY, A s n ( l 2 ) , A s x ( 3 ) , Thr( 3 4 ) , Ser(2 8 ) , G l u ( 5 9 ) , Cys ( 3 5 ) , Va l ( 3 6 ) , Met(4), I l e ( 1 4 ), L e u ( 6 1 ) , Tyr( l 9 ) , Phe(27 ) , Lys ( 5 9 ) , H i s ( l 7 ) , Trp ( 2 ) e Arg(23). Possui um grupo sulfidríla livre na posição 34 (N-term i n a l ) e 1 7 pontes d i s s u l feto i n tra pelos componentes 1 99 8 ) . de não foram ainda união com os ácidos graxos estabiliza a molécula proteína para s u p l ementar formu lações lácteas aumenta quando ocorre a mas tite, podendo-se mamárias (LINDEN e LORIENT, 1 99 6 ; FOX e principalmente aqueles com baixos teores de lactose, espumante/emu l s i ficante . Concentrados de pro substituir com relativo sucesso as proteínas da por exemplo, os merêngues (DE W IT, 1 99 8 ) . O soro de leite líquido, WPC ou o isolado exponencial (LINDEN e LORIENT, 1 996). 1 0) % em combinação com amido de mandioca As imunoglobulinas desnaturam a tempe pontes dissulfeto (DE WIT, 1 9 8 9 ) . de ação anticarcinogênica e antimutagênica. A atribuída às su bstancias antimicrobianas como a (MISHRA, 200 \ , DECKER, 200 I ) . Os concen JELEN 1 9 9 6 ) . insolúveis, e provavelmente, é um componente imunológica de indivíduos HIV soro positivos e no leite bovino e pela maior resistência às infecções c i o n a i s a s s i m como aprese n t a p o t e n c i a l para da sua potente afinidade pelo íon ferro. Sua ação (KINSELLA e WH ITEHEAD, 1 990). presença de outras proteína do s o ro, e l as são provocado pela interação com �-Ig e B S A via 4.5. pH 2. Em razão da concentração da lactoferrina ser dades funcionais, sendo adicionado como ingre diente em mui tos produtos a l i m entícios tradi determinadas extremamente sensíveis à temperatura,o que é importante na formação de glutationa no fígado, McS WEENEY, 1 99 8 ) . O complexo ferro-Iacto sentativa de proteínas com excelentes proprie do soro têm uma alta digestibilidade e comple FOX e McSWEENEY, 1998). um peptídeo que aumenta a capacidade de resposta e organismos principalmente bactérias com neces e ratura maiores do que a a-la e �-lg, porém na A BSA é capaz de se ligar a ácidos graxos (FOX são (FO X proteínas molecular. A m o l é c u l a tem forma e l íptica e é dividida em três domínios (MORR e HÁ, 1 993; neonatilis protéico d e s o ro ( W P I ) p o d e m ser u s ados na termo l ábeis e s u as propriedades fu n c i o n ais e tecnol ógicas em A lactoferrina inibe irreversívelmente o j u nção Estas entérica Protease-peptona O s três componentes d a molécula d e protease peptona foram reclassificados como fragmentos cresc i mento de um grande n ú mero de micro sidade metabólica do ferro, como conseqüência é mais potente d u rante a fase de crescimento 4.7. padronização de proteínas do leite. As proteínas mentam os aminoácidos essenciais (RATTRAY e O uso de WPC e m concentrações de (8 a ( 1 - 5 ) % melhorou s i gn i ficativamente a textura Laetoperoxidase final de salsichas de porco com baixo teor de A l actoperoxidase representa cerca de (0,5 a 1 ,0 ) % das proteínas d o soro. É uma heme gordura (LYONS et aI., 1 999). O soro de leite também tem sido usado na produção de queijos, visando aumentar o rendi proteína constituída por duas subunidades idênticas mento e melhorar suas características nutricionais A l é m de ser utilizada c o m o u m indicador capsulação de lipídios (KEOGH et aI., 1 999) e em . (FOX e McS WEENEY, 1 99 8 ) . n a avaliação d o processo d e p a s t e u r i zação, a lactoperoxidase é importante na tecnol o gia de ( H I N R I C H S , 200 1 ) , a s s i m c o m o na microen alimentos extrusados a base de m i l ho, batata e arroz (ONWULATA et a\., 200 1 ) . O aumento da digitalizado por arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, nO 325, 57: 35-46, 2002 Pág. 44 sua utilização na indústria de alimentos deve-se ao fato das proteínas do soro constituírem o maior industry is because the whey proteins, constitute the biggest group of functional ingredients with grupo de ingredientes funcionais, que apresentam c a p a d ty for fo rmation of foams, gelation, ficação, emulsificação e de retenção de água, além excellent nutritional properties (MORR and HÁ, HÁ, 1 993; IBANOGLU e KARATAS, 200 1 ) . work brings a revision on the whey proteins, main aplicações do soro de leite na indústria de alimentos. as well as some applications in the food industry. 6. properties, nutritional properties capacidade para formação de espumas, de geli emulsions and water holding capacity, besides their de excelentes propriedades nutricionais (MORR e 1 99 3 ; IBANOGLU and KARATA S , 200 1 ) . This Na Tabe l a 5 são apresentadas outras AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao PADCT/CNPq, e à CAPES/PEC-PG pela bolsa de estudo concedida a Abraham Damian Giraldo Zuíiiga Key w o rd s : whey p ro t e i n s , fu n c t i o n a l 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANUALPEC. S ão P au l o : FNP C o n s u l toria & Comércio, 200 1 . 579p. 7. ABSTRACT The w h e y w a s functional, biological and nutritional properties, ARAUJO, J . M . A . fo r m e r l y used in the fee d i n g o f a n i m a i s . A t t h e p re s e n t t i m e t h e app l i cations o f the whe� protein concentrates Teoria e Prática, Quím ica de Alimentos - editora UFV. 1 999. P. 275-309. B HARGAVA, A . ; JELEN, P. Freezing of whey and i s o l at e s are a b u n d a n t and in d i ffe re n t protein concentrate solutions and its effect on in Journal. sectors o f the food industry, being a n employee meat products, fo r t i fi c a t i o n b re a d of cereais, making, nutritional in the drink, c h e e s e s , p h armace u t i c al p r o d u c t s ( U S D E C , 1 9 9 7 ) , i n t h e m i l k f a t m i c r o e n c a p s u l at i o n (KEOGH et a I . , 1 9 9 9 ) . A s w e l l a s in extruded com, potato or rice snacks (ONWULATA et aI . , 200 1 ) . T h e i n crease o f their u s e i n t h e food Tabela 5* protein func t i o n a l i t y i n d i c at o r s . V. 5, p . 53 3-54 1 , 1 995. Int. D airy BEM-HASSAN, R. M.; GHALY, A. E. Continuous propagation o f klll)'verol1l)'ces fragilis in cheese whey for pollution potential reduction. Biochemistry and Biotechnology, 1 05, 1 9 94. Applied v. 47, p . 89- - Alguns exemplos de aplicação das proteínas do soro em produtos alimentícios A p licação Efeito funcional ou nutricional Cria emulsões estáveis, atua tão bem quanto a gema de ovo, porém Produtos d e panificação com menor teor de colesterol do que a gema de ovo em pó. Mistura para sorvete Molhos tipo maionese Gelificação (géis prendem grandes quantidades de água). Ajuda a Produtos cámeos e frutos do mar Produtos lácteos (sobremesas como f1ans, lubrificar e confere ao produto a textura lisa e cremosa típica de gorduras. Realça o sabor natural de queijo e de outros derivados do iogurtes, etc.. ) leite. No iogurte enriquece o valor nutricional, alem de melhorar a textura, flavor, viscosidade e as propriedades nutracêuticas. Melhor textura e gosto. Produz firmeza por meio de interações Massas alimenúcias tipo macarrão proteína-glúten. Retenção de água, aumento de viscosidade, melhoria da textura do Molhos para saladas e sopas produto Preparados secos para molhos e outras Aumenta a viscosidade e melhora a textura. misturas Bebidas nutricionais Melhora a qualidade nutricional e aumenta a viscosidade. Merengue, bolos, produto de confeitaria e Auxilia a manter a estabilidade da espuma e melhora a capacidade outras sobremesas congeladas de aeração. Produtos nutricionais, incluíndo formulas Melhora o perfil nutricional do produto, permite o enriquecimento infantis do perfil vitarnfnico e a fortificação com minerais. Salgadinhos e snacks Confere o sabor de manteiga. Carnes processadas Realça o sabor natural daecame. Salsicha Melhora o rendimento e as propriedades nutricionais. Produtos de extrusão Melhora a expansão e textura. Redu ão da gordura livre. Microenca sula ão de gorduras do leite ('modificado de FOX e MCSWEENEY ( 1 998), USDEC ( 1 997), GASPAR et aI. (1 998), ONWULATA et aI. (200 1 ) e KEOGH et aI. ( 1 999)). Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 35-46, 2002 BERNAL, V and JELEN, P. Effect of calcium binding on thermal denaturation o f bovine a lactalbumin. J. Dairy Sci. v. 67, p. 24-32, 1 984. Pág. 45 FOX, P. F. & M c S WEENEY, P. L. H . chemistry and biochemistry. Ed. Blackie Academic & Professional. 1998. 478 p. B IKKER, J. F.; ANEMA, S. G.; LI, Y.; H ILL, J. P. FRIED M A N , M . heated milk fortified with whey protein mixtures 1 975. 674p. Rheologycal properties of acid gels prepared from c o n t a i n i n g the l actoglobulin. A, B and C variants International Dairy Journal, p. 723-732, 2000. of � v. 1 0, D airy London, England: Protein nutritional quality of foods and feeds. New Jersey: Marcel Decker, GAS PAR, A.; B AR R O S , G . C.; S I LVA, A. T.; S CHMELSER-NAGEL, W. Utilização de concen trado protéico de soro deleite para redução calórica BOURAOUI, M . M.; FICHTALI, J.; PINDER, K. L.; NAKAI, S & BOWEN, B. D. Viscous properties Nacional da Carne, Engineering. 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Segundo dados publi cados pela Gazeta Mercantil', o tamanho da ajuda européia aos agri c u l tores é de U S $43 b i lhões Européia (UE), na década de 60, com o objetivo US DEC Caracterís t i c a s , Funções frações. Food Ingredients, e novas n° 17, Mar/Abr, 2002. Manual de referência para produtos de soro dos EUA. U . S . Dary export council®, Arlington, VA 222 0 1 -300 1 U.S.A, 1 99 7 . VA R D H A N A BH U T I , B . ; FOEGE D I N G , E . A . ; McG UFFEY, M, K.; D A U B ERT, Os subsídios agrícolas surgiram na União de s u p ri me n t o a l i mentar da Europa, mas os USDEC. I . Elsevier Science publisher, 1 992. agricultura mundial necessita fazer ajustamentos em polvo para la fabricación de pastas frescal. v. 39, p . 3 9 -4 1 , 1 9 9 7 . C. R.; d e fe n d e a e l i m i n ação de t o da s as formas de subsídios à exportação, alegando que se trata de bilhões. MULV I H IL L , D . M . Pro d u c t i o n , fu ncti o n al properties and u t i l i za t i o n of m i l k protein volume A p o l ítica agríc o l a tem um papel funda mentaI na coesão territorial, econômica e social TOSI, E.; CAZOOLY.; CATALANO, O. Uso de la aplicações d a s proteínas de s o r o e s u as novas Advances Dairy Chemistry, Márcia Rezende de Medeiros1 anuais, enquanto a aj uda americana é de US$30 v. 33, n. 6, p . 43 1 -476, 1 993. products. Maria Cristina Drumond e Castro I J. MISHRA, S . ; MANN, B . ; JOSHI, V. K . Functional and isolates processing and functional properties POLÍTICA AGRÍCOLA: A REFORMA DA PAC PARA LEITE E PRODUTOS LÁCTEOS Food m i x t u re s . C o I l oi d s p . 75-85, 200 I . i mprovement of w hey prote i n c o ncentrate on i n terac tion w ith pect i n . Food Hydrocolloids. Pág. 47 Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 47-48, 2002 grandes excedentes da década de 8 0 trouxeram consigo a d i s torção d e preços no mercado de produtos agrícolas. Alguns entendem que um dos pontos mais delicados para as discussões trata do futuro dos subsídios que agri cultores de países desenvolvidos recebem para produzir e exportar suas mercadorias, principalmente na U n i ã o Européia. O Grupo de Cairns, q u e inclui o B rasil, um instrumento que distorce o preço do produto A reforma d a PAC da União Européia se representa 40% do orçamento global da UE - frente à possível adesão de novos parceiros, pois seria inviável financeiramente manter o atual sistema. A proposta seria reduzir a intervenção direta na p o l í t i c a de preços e c onc e de r rec u rs o s p ara rep a s s e s d i re t o s ao produ tor, o q u e p oderá representar a manutenção da s ubvenção para a agricultura na União Européia. A produção de leite, que gira em torno de 1 8 % da p ro d u ç ão agríc o l a c o m u n i tária t ot a l , constitui a atividade agrícola dominante na União Européia. O comércio mundial de lácteos movi menta US$ 26 b i l hões por ano, sendo a U ni ão Européia a segunda maior exportadora mundial - 3 1 %, perdendo apenas para a Nova Zelândia com 34% do mercado. A Reforma da PAC decorrente da Agenda 2000 não alterou substancialmente a organização comum dos mercados (OCM) de leite e d o s produtos l ácteos, c r i a d o s em 1968 e profundamente remo delados, res p ec t i vamente, em 1 984, mediante a criação das quotas leiteiras', e em 1 987, mediante a redução da intervenção S WA I S G O O D , H . E . G e l a t i o n propert i e s o f dis persions containing polymerized a n d native whey p r o t e i n s i s o l a t e . F o o d Hydrocolloids, Economista, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, especialista em Administração Rural v . 1 5 , p . 1 65 - 1 75, 200 1 . e S istemas de Informações Gerenciais, pela Universidade Federal de Lavras. Técnico de nível superior especializado em Agronegócios. EPAMIG/CT-ILCT. Professora do Departamento VERHEUL, M.; ROEFS, S . P. F. Structure of whey protein gels, studied by permeabi l i ty, scanning e l ect ron m i croscopy and rheol ogy. Hydrocolloids, v. 1 2 , p . 1 7-24, 1 99 8 . WALSTRA, P. & JENNESS, R. lactologica. Food Química y fisica Zaragoza, E s p a n h a : Ed Acri b i a 1 9 8 7 . p . 84- 1 06 YE, A., S INGH, H. Influence of calcium chloride addition on the properties of emulsions stabilized by whey protei n c o n c e n trate. cOlloids, Food Hydro v . 1 4, p . 3 37c346, 2000. 2 3 4 de Economia e Finanças da FEA/ UFJF Economista, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa - MG. Professora do Departamento de Economia e Finanças da FEA/UFJF e Professora do Departamento de Ciências Econômicas do Instituto Vianna Júnior. UE inicia reforma de sua política agrícola. G azeta Mercantil . 1 8/07/02 Volumes de produção leiteira· repartida entre os Estados-Membros e, no interior de cada um deles, entre produtores (quotas individuais), com o objetivo de equilibrar a oferta e a procura, bem como limitar os excedentes de produção na Comunidade. Em caso de superação da quota nacional, deve ser paga uma imposição suplementar pelo Estado-Membro em causa, que a repercute, de acordo com determinadas modalidades nacionais, nos produtores que tenham contribuído para a superação. digitalizado por arvoredoleite.org Rev. Inst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 47-48, 2002 Pág. 48 pública. As alterações adaptadas para assegurar a aos produtores diante da efetiva possibilidade de se principalmente à redução gradual dos preços me s mo estabilidade e a competitividade do setor referem institucionais a partir de 2005, compensada em parte por pagamentos diretos a produtores. Além disso, deverá efetuar-se em 2003 urna revisão do regime d e q u o ta s l e i te i ras tendo em v i s t a a supressão das mesmas após 2006. C h i pre, M al t a , além candidatos da Europa Oriental. de mais oito Existe ainda a questão polêmica s o b re a insistência dos europeus e americanos em justificar os recursos aos agricultores em razão de questões corno segurança alimentar, proteção ambiental e desenvolvimento rural. Para os países em desen em três fases idênticas, a partir da campanha de m a n t e r o prote c i o n i s m o e a p a r t i c i p a ç ã o do v o l v i me n t o , trata-se d e ma is urna forma para comercialização 200512006. Esta alteração con Estado na agricultura. interno e reforçar a competitividade dos produtos Econômico d a Confederação Nacional d a Agri tribuirá para incentivar o consumo n o mercado lácteos da União nos mercados internacionais. N o que d i z respeito ao l e i t e ( 3 , 7 % de matérias gordas), o apoio aos preços permanece baseado no preço indicativo.s Embora reduzindo g r a d u a l m e n t e o a p o i o dos preços, a reforma mantém o regime de intervenções corno forma S eg u n d o o C h e fe do D e p artamento cultura e Pecuária (CNA), Getúlio Pernambuco, "a proposta de retirar dinheiro da po lítica de preços de intervenção e conceder recllrsos para repasses diretos ao prodlltor pode representar a manlltenção do atual patamar de sllbvenção para a agricultura na UE"(Gazeta Mercantil, de contribuir para a estabilização dos preços no 1 8/06/02)6. dos agricultores. Esse regime inclui as compras agenda 2000 da PAC é u rn a c o n t i n u ação d a mercado e, dessa forma, assegurar o rendimento A s s i m , a reforma e m p reen d i d a com a pó evolução d o s últimos anos: a manutenção de u m determinadas condições estabelecidas no regula t i t i v i d ade e s u s tentab i l i d ade d o agro negócio, de i n t e r v e n ç ã o d e m a n t e i g a e l e i t e em desnatado (produtos que devem s a t i s fazer mento da OCM), bem corno as aj udas à arma s i s te m a prote c i o n i s t a q u e d i s torce a c o m p e prej u d i c a n d o p r i n c i p al me n te es perar e fe t i vamente, os p aíses em zenagem privada. de s e n v o lv ime n t o c o rn o o B ra s i l . S ó n o s resta reforma de sua política agrícola muito mais em possibilitem o efeito desejado e esperado pela não tem corno arcar com os subsídios concedidos negócio brasileiro. Dessa forma, a União Européia I n I C i a a função de pressão interna do que externa, pois 5 6 Pág. 49 entrada de países corno Polônia, Hungria e até Os preços de intervenção da manteiga e do leite em pó desnatado serão reduzidos de 1 5% , Rev. lns!. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 5 7 : 49-49, 2002 que, novas R o d a d as classe produtora e o s demais agentes do agro Preço indicativo do leite com 3,7% de matérias gordas entregue nas centrais leiteiras: preço que se pretende assegurar para a totalidade leite vendido pelos produtores na campanha leiteira, nos mercados interno e externo. UE inicia reforma de s u a política agrícola. Gazeta Mercanti l . 1 8/06/02. digitalizado por arvoredoleite.org Pág. 50 Rev. lnst. Latic. "Cândido Tostes", Mar/Abr, n° 325, 57: 50-50, 2002 Exame de Seleção Instituto de Laticínios Cândido Tostes Técnico em Laticínios: É o profissional que planeja, orienta e supervisiona os processos de industrialização do leite e seus derivados, desde a fase da produção do leite até o controle de qualidade e comercialização do produto final. Calendário Geral do Exame de Seleção Total de Vagas: 50 Provas: 27/12/2002 manhã de 8h às 12h - 28/12/2002 manhã de 8 h às 10h Divulgação dos resultados: 30 de dezembro (segunda-feira) à tarde. Matrícula dos alunos aprovados: 02 e 03 de janeiro de 2003 (quinta e sexta-feira). Horário: 7h30 às l l h - 13h30 às 17h Inscrições - Período: 18 de novembro a 06 de dezembro de 2002. Envio da ficha de inscriçã� postada para: CT/ILCT/Secretaria de Ensino. Rua Tenente Luiz de Freitas, 1 1 6 - Santa Terezinha -Juiz de Fora - MG - CEP 36045560 Telefax: (32)3224-545 0 / (32)3224-31 1 6 Locais INTERNET: www.candidotostes.com.br CORREIOS: CT/ILCT/SECRETARIA DE ENSINO - AlC de Rita de Cássia M.Toledo. Rua Tenente Luiz de Freitas, 1 1 6 - Santa Terezinha, Juiz de Fora - MG - CEP 36045-560 PROCURAÇÃO: Enviar procuração em nome de Rita de Cássia M. Toledo, identidade M.3.042.271, CT/ILCT/ Secretaria de Ensino. Taxa de Inscrição: Valor: R$ 60,00 (sessenta reais).Enviar o comprovante de pagamento em boleto de depósito,se a inscrição forvia Correios, procuração e/ou internet. Na própria Secretaria: pagamento no balcão. Documentação: Formulário oficial (na Secretaria e/ou na internet ou via fax, a pedido), xerox da carteira de identidade ou certidão de nascimento, 02 fotos (3x4) de frente e recentes, Cópia ou o próprio comprovante da taxa de inscrição (R$60,00) . O pagamento é efetuado na própria Secretaria do ILCT. A inscrição poderá ser feita pelo próprio candidato, se maior, ou por seu responsável, se menor. Provas: O concurso selecionará candidatos para 50 vagas (para candidatos que já concluíram a 8' série do c;:nsino.fundamental e o ensino médio). Essa modalidade de curso terá a duração de três anos e lI!eio. Não haverá revisão'd� provãs e de:redação, sob qualquer. pretexto ou alegação e a : .. s�leção céHlstiiuir-se-.1dé díias Prov;lS: ' ' . . ' " . '. :< : . ' .' . Data:'27112102(sexta�féifu) Manhã � 8 horás: uma prova de cClnhecirn:entos gerais, contendo 8� ,(oifént:i que�tõés)'refer.e.ntes a corihecil11entos dé Históri�, Geografia, Português; FíSica, . Químiéit, Biologia; Matemática: . ' :�Data i8112/0H�ãbado) Manhã - 8 horas: Redação. Serão selecionados os 1 OO(cem) primeiros ' . • C;lndidat9� CIuê ªzernrna prova dê Cbnlí�dIIÍ entos Geraiâara Redtção serão apresentados temas ' Earit: n!\tT.Íçã(j,:dt;5çriçãp edissertação.(;irgúmentação): Nesta proya hàvécl classificação de o a 20 : éonto�;que serãc\ somi�O:s aos da p'rovâda manhã. Aprova de Rlidação vale 20 pontos . . .• 0 4lurto qUe iétir q��9.uHp,roVa o�, faltar a um�de!as, se rá eliminado do Exame <ie Seleção. São .confliçges de Ilulid d�, da'i:lró.v* ô7 RedaÇãO: Ser ilegível, fugir aó téma pi'opósto, não'est;lr sob a . fórma deprci§h;.��qr<i��\JperfiéiáI, e;vasiva e inad�qua�ente o te�, evidenciar desconhecimento ·do tema �s�olhido, 'c'olÍter dbis Óu mais .pariígr#o's agramaticais ou 'eséár escrita à lápis. O resl!lta.do finarser� divulgado com a listagem dos 5Ô'prll11elr6b:laSsificãdos'dentre aqueles � candi�atos que já é�ncluíram o .ensino 'fund�meÍ1tàl elou ensino médio gera, conforme o total de pÓÍitOSobtidos na§ duas proVas realiZidas.No caSo de empate, o critério de desempatesécl: l-candidato mais velho na data cIa maintuíáêi:::candidato com maior número de poritos em Redação: � digitalizado por arvoredoleite.org