Instituto Nacional de Estatística
Estatísticas do Comércio Externo – Síntese do ano 2013
Presidente
António dos Reis Duarte
Editor
Instituto Nacional de Estatística
Av. Cidade de Lisboa, nº 18, Fazenda
Cx. Postal 116, Praia – Santiago, Cabo Verde
Tel.: +238 261 38 27 * Fax: +238 261 16 56 *
Correio electrónico: [email protected]
Design e composição;
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Esclarecimentos
-
Alice Monteiro, [email protected]
-
Maria dos Anjos Cabral - [email protected]
Apoio ao utilizador
Serviço de Difusão, INE
Correio electrónico: [email protected]
2
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
NOTA INTRODUTÓRIA
Com esta publicação, o Instituto Nacional de Estatística prossegue a divulgação das
principais estatísticas respeitantes às trocas comerciais entre Cabo Verde e o Resto do
Mundo, visando promover a cultura estatística, contribuindo assim, para elevar a
compreensão da importância da estatística no processo decisório e na formação de uma
opinião pública cada vez mais responsável.
Num mundo globalizado e em constante mutação, as decisões devem apoiar-se em
adequado suporte teórico-prático, e em especial em informações oportunas, credíveis e
pertinentes. No caso concreto de Cabo Verde, tendo em conta que é um país parco em
recursos naturais e por isso importa a maioria dos bens de que necessita, as estatísticas do
comércio externo revestem-se de uma importância incontornável na avaliação da evolução
conjuntural e estrutural da economia do país.
A nomenclatura de produtos que serve de referência no tratamento dos dados é o Sistema
Harmonizado (SH) que é utilizada por muitos países, permitindo assim, a comparabilidade
das estatísticas do comércio externo de Cabo Verde. Para além disso, utiliza-se também a
Classificação por Grandes Categorias Económicas (CGCE), Nomenclatura de País etc.
Na produção das estatísticas do comércio externo o INE tem como fonte a Direcção Geral
das Alfândegas que envia os dados de base resultante do aproveitamento de actos
administrativos na forma de ficheiros electrónicos.
As alfândegas têm disponibilizado os dados brutos ao INE no dia 5 de cada mês respeitantes
ao mês anterior. No entanto, dado que aquela instituição trabalha com uma base dinâmica,
pode haver alterações nos actos administrativos de despacho, provocando, como
consequência, alterações nos dados já publicados pelo INE. Por isso, é importante frisar que
os dados constantes desta publicação foram extraídos até o mês de Janeiro de 2014.
O Instituto Nacional de Estatística manifesta o seu reconhecimento à DGA pela excelente
colaboração, sem a qual seria impossível a produção de estatísticas do comércio externo em
Cabo Verde.
A informação estatística divulgada nesta publicação é um resumo dos dados disponíveis no
Instituto Nacional de Estatística. É possível facultar informações estatísticas adicionais e com
maior desagregação, mediante pedido dirigido à instituição.
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
3
Tendo em devida conta a perspectiva do utilizador, agradecemos as críticas e sugestões que
nos queira dirigir sobre esta publicação, as quais contribuirão para a melhoria das edições
futuras.
Instituto Nacional de estatística, Janeiro de 2014
4
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
SINAIS CONVENCIONAIS
-
Resultado nulo
x
Dado não disponível
*
Dado rectificado
o
Dado inferior a metade do módulo da unidade utilizada
n.e.
Não especificado
Ton.
Toneladas
ECV.
Escudo cabo-verdiano
Exp.
Exportação
Imp.
Unids.
SH
Importação
Unidades
Sistema Harmonizado
Nota – Por razões de arredondamento, os totais podem não corresponder à soma das
parcelas.
INFORMAÇÃO DISPONÍVEL E NÃO PUBLICADA
 Importação de mercadorias por Países de Origens
 Importação de mercadorias segundo a Classificação por Grandes Categorias Económicas
de Cabo Verde (CGCE-CV)
 Exportação de mercadorias por estância aduaneira
 Importação de mercadorias por estância aduaneira
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
5
ÍNDICE
NOTA INTRODUTÓRIA ................................................................................................................................... 3
SINAIS CONVENCIONAIS .............................................................................................................................. 5
INFORMAÇÃO DISPONÍVEL E NÃO PUBLICADA....................................................................................... 5
ÍNDICE............................................................................................................................................................... 6
CONCEITOS E DEFINIÇÕES ......................................................................................................................... 7
Síntese dos Principais Resultados ................................................................................................................ 10
Balança Comercial ...................................................................................................................................... 10
Comércio Externo por Zonas Económicas ............................................................................................... 10
Exportações por Zonas Económicas, principais clientes e bens ............................................................ 11
Importações por Zonas Económicas, principais fornecedores e bens ................................................... 13
Importações por Grandes Categorias de Bens ........................................................................................ 15
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Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
CONCEITOS E DEFINIÇÕES
COMÉRCIO ESPECIAL
O Comércio Especial compreende:
1) Na importação:
a) Mercadorias despachadas para consumo interno
b) Mercadorias entradas em regime de admissão temporária a fim de sofrerem
transformação, reparação ou complemento de mão-de-obra
c) Mercadorias em regime de armazém, para posteriormente serem submetidas à
transformação ou complemento de mão-de-obra.
d) Mercadorias destinadas à navegação nacional, embora não despachadas para
consumo.
2) Na exportação:
a) Mercadorias produzidas em Cabo Verde
b) Mercadorias nacionalizadas, isto é, as mercadorias importadas, postas à livre
disposição dos importadores depois de haverem sido liquidadas por quaisquer direitos
de que sejam passíveis ou que tenham recebido a transformação, reparação ou
complemento de mão-de-obra em virtude de que haviam sido admitidas com isenção
temporária.
c) Mercadorias nacionais e nacionalizadas destinadas à navegação estrangeira.
Estão excluídos destes apuramentos:
1) Na importação
a) Mercadorias entradas em regime temporário normal (importação temporária)
b) Mercadorias que regressam doutro país para onde haviam sido expedidas em regime
temporário (reimportação).
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
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2) Na exportação
a) Mercadorias saídas temporariamente
b) Mercadorias devolvidas em consequência de uma importação temporária, isto é, as
reexportadas
c) Mercadorias nacionais e nacionalizadas destinadas á navegação nacional.
REEXPORTAÇÃO (TRANSITO INDIRECTO)
Compreende as mercadorias provenientes de países estrangeiros que, dando entrada
nos entrepostos e armazéns alfandegados reais ou fictícios, são posteriormente
exportadas sem que hajam sido postas a livre disposição dos importadores, ou sofrido
qualquer transformação, reparação ou complemento de mão-de-obra, além da
reembalagem, do reassortimento ou da mistura.
PAÍS DE ORIGEM E DE CONSUMO
As importações são apuradas segundo o país de origem, isto é, se se tratar de um
produto natural, o país onde ele foi produzido, se se tratar de produto em obra, o país
onde recebeu a forma sob a qual foi introduzido no país importador.
As exportações são apuradas segundo o país de consumo, isto é onde a mercadoria
deve ter a aplicação para qual foi produzida ou fabricada ou onde deve ser
transformada ou sujeita a complemento de mão-de-obra.
QUANTIDADES
Consideram-se os pesos líquidos das mercadorias, expressos em toneladas.
VALORES
Na importação considera-se o valor CIF e para a exportação o valor FOB, expressos
em mil escudos e mil contos.
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Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
ARREDONDAMENTO
As quantidades e os valores das mercadorias são apurados em submúltiplos das
unidades da publicação, pelo que, devido aos arredondamentos, os totais podem não
corresponder à soma dos parciais.
CLASSIFICAÇÃO
As mercadorias foram classificadas segundo a nomenclatura do Sistema Harmonizado
(S.H.).
Os números que inserem nesta publicação são considerados como provisórios e
sujeitos a rectificações, quer nos números seguintes do Boletim, quer na publicação
anual "Comércio Externo".
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
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Síntese dos Principais Resultados
Balança Comercial
Os dados provisórios do comércio externo apurados pelo Instituto Nacional de Estatística em
2013 mostram que as exportações cabo-verdianas atingiram 5.735 mil contos, o que
representa um aumento de 25,6% face ao ano anterior. Por outro lado, as importações e as
reexportações fixaram-se em 60.201 mil contos e 21.831 mil contos, traduzindo-se em
diminuições na ordem dos 8,4%, e 10,2% respectivamente, em relação ao ano 2012. O déficit
da balança comercial diminuiu 10,9% e a taxa de cobertura aumentou 2,6 p.p.
Quadro n°1: Evolução do Comércio Externo
2005-2013
Unidade: Mil contos
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Evolução¹
Exportação
Nacional
1.575
1.833
830
2.668
3.240
3.920
5.395
4.566
5.735
25,6
Reexportação
6.390
7.939
7.851
17.809
11.403
14.618
18.916
24.324
21.831
-10,2
Importação
38.911
47.565
60.120
62.191
56.217
61.861
75.160
65.711
60.201
-8,4
Balança
Comercial²
Taxa de
Cobertura²
-37.336
-45.732
-59.290
-59.524 -52.978
-57.941
-69.765
- 61.145 - 54.467
4,0
3,9
1,4
6,3
7,2
4,3
5,8
6,9
-10,9
9,5
¹últimos anos (%)
² Referem-se somente a Exp Nacional
Comércio Externo por Zonas Económicas
Pretende-se analisar neste capítulo a estrutura e a evolução das trocas comerciais entre
Cabo Verde e o resto do mundo, com incidência nas exportações e nas importações. Analisase também a estrutura das importações por Grandes Categorias Económicas (CGCE-CV).
10
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
Exportações por Zonas Económicas, principais clientes e bens
Analisando as exportações de Cabo Verde por zonas económicas e principais clientes em
2013, constata-se que houve uma evolução positiva no montante para quase todas as zonas
económicas, face ao ano anterior. A Europa e a América mantiveram estáveis os seus pesos
relativos na estrutura das exportações de Cabo Verde no período em análise, apesar de
terem registado evoluções positivas na ordem dos 25,6% e 24,6%, respectivamente, como se
depreende do quadro, a seguir.
Quadro nº2 – Evolução das Exportações por zonas económicas, 2012 - 2013
Unidade: Mil contos
2012
2013
Evolução%
Valor
Peso %
Valor
Peso %
59
1,3
66
1,2
13,1
Europa
4.225
92,5
5.306
92,5
25,6
América
280
6,1
349
6,1
24,6
Ásia
2
0,0
12
0,2
674,4
Resto do Mundo
1
0,0
1
0,0
-34,5
4.566
100
5.735
100
25,6
África
Total
Entre os países da Europa, a Espanha lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde,
representando cerca de 66,7% do total das exportações em 2013. As exportações caboverdianas para esse país tiveram uma evolução positiva de 9,9%, comparativamente a 2012.
Com excepção de El Salvador todos países exibidos no gráfico abaixo aumentaram as suas
importações provenientes de Cabo Verde. Portugal teve uma evolução positiva de 29,9% em
relação ao ano 2012 e aparece em segundo lugar na estrutura das exportações de Cabo
Verde com 16,5% do total; Ver gráfico a seguir.
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
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Gráfico 1: Estrutura das Exportações de Cabo Verde por país de destino, Cabo Verde,
2012-2013 (%)
76,3
66,7
16,0 16,5
5,4
0,1
0,1
4,9
3,4
2012
3,4
1,3 1,1
0,0 0,8
1,5 2,6
2013
Entre os produtos mais exportados por Cabo Verde em 2013 estão, peixes, crustáceos e
moluscos, representando 45,4% do total das exportações e os preparados e conservas de
peixes que se posicionam em segundo lugar com 38,9%. Constata-se que todos os produtos
presentes no gráfico, abaixo, evoluíram positivamente, com destaque para os peixes
crustáceos e moluscos que aumentaram 40,0% e os vestuários 59,9%, face ao ano anterior.
Gráfico 2: Evolução da estrutura das exportações de Cabo Verde por
principais bens, 2012-2013 (%)
45,4
40,7
43,3
38,9
8,3
7,3
4,9
Peixe,crustaceos e
moluscos
Preparacoes e
conservas de
peixe
Calçados e suas
partes
2012
12
6,2
Vestuário
2,8
2,2
Restantes
produtos
2013
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
Importações por Zonas Económicas, principais fornecedores e bens
As importações de Cabo Verde, em 2013, diminuíram 8,4% face ao ano anterior.
O continente europeu não obstante ter registado uma pequena diminuição nas suas
exportações para Cabo Verde (-0,1%), continua a ser o principal fornecedor do país, com
80,8% do montante total registado no período contra 74,1% do ano anterior.
No concernente aos restantes continentes, América e África evoluíram negativamente, (55,3% e -12,2%), respectivamente. No caso concreto do continente Americano, o seu peso na
estrutura das importações passou de 15,5% em 2012 para 7,5% em 2013.
A Ásia foi o segundo continente que mais exportou para Cabo Verde em 2013, com 8,4% do
total e com uma evolução de cerca de 6,7%, no período em análise.
Quadro nº3 – Evolução das importações por zonas económicas, 2012 - 2013
2012
2013
Valor
Peso %
África
1.370
2,1
1.204
2,0
-12,1
Europa
48.716
74,1
48.658
80,8
-0,1
América
10.156
15,5
4.535
7,5
-55,3
Ásia
4.762
7,2
5.080
8,4
6,7
707
1,1
723
1,2
2,3
65.711
100,0
100,0
-8,4
Resto do Mundo
Total
Valor
Evolução%
Peso %
60.201
No que tange a análise por país, constata-se que Portugal continua sendo o maior fornecedor
de Cabo Verde, com 40,2% do total das importações cabo-verdianas, não obstante ter
registado uma contracção de 7,5% em 2013, em relação ao ano anterior.
Os Países Baixos ocupam o segundo lugar na estrutura das importações de Cabo Verde, com
20,0% do total, resultante de uma evolução positiva de 46,5% no período em análise,
conforme atesta o gráfico abaixo.
Dos demais países exibidos no gráfico a seguir, Espanha, Brasil, China, Japão e França
também viram o montante das suas exportações para Cabo Verde diminuirem,
comparativamente ao ano anterior.
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
13
Gráfico 3: Estruturas das importações de Cabo Verde por principais
39,9
40,2
24,0
20,0
14,3
12,5
7,7 7,9
4,1 3,5 3,0 3,1
2,8
2,5
1,2
1,9
2012
2013
1,8 2,4 2,3 1,7
1,6
Os dez maiores produtos importados por Cabo Verde em 2013, representam cerca de 55,0%
do montante total das importações desse ano, contra os 50,6% alcançados por esses
mesmos produtos no período anterior. Dos produtos elencados no gráfico que se segue,
constata-se que, dos que fazem parte do consumo final, apenas o arroz e o leite tiveram
evolução positiva, 15,8% e 0,5%, respectivamente. Também os combustíveis tiveram
evolução positiva (34,7%). Por outro lado, as quedas mais expressivas aconteceram na
importação do ferro (-19,4%), cimento (-6,1%), máquinas (-7,7%), veículos (-38,4%) e
reactores (-26,2%).
14
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
Gráfico 4: Peso dos dez Principais Produtos Importados, Cabo Verde, 201221,0
14,3
5,9 6,0
7,3
5,9
5,0 4,4
3,0
3,7 3,1 3,4
2012
5,1
3,4 3,1 3,2
2,02,1
1,7 1,9
2013
Importações por Grandes Categorias de Bens
No que tange a análise da estrutura das importações por grandes categorias de bens entre
2012 e 2013, constata-se que os bens de consumo continuam sendo os mais importados por
Cabo Verde, representando 42,3% do total e tendo aumentado 0,2% no período em análise.
Os bens intermédios ocuparam a segunda posição com 27,1%, tendo no entanto, contraído
em 9,8% relativamente ao ano transacto. Logo a seguir vem a importação de combustíveis
que teve a maior evolução em 2013, com cerca de 34,7%. Por último, os bens de capital,
onde verificaram-se uma redução acentuada (-55,0%).
Quadro nº 4 Importação por Grandes Categorias de Bens, Cabo Verde, 2012-2013
2012
2013
Evolução%
Valor (Mil ESC)
Peso %
Valor (Mil ESC)
Peso %
Bens de Consumo
25.434.601
38,7
25.481.396
42,3
0,2
Bens Intermédios
18.081.832
27,5
16.316.975
27,1
-9,8
Bens de Capital
12.807.449
19,5
5.758.186
9,6
-55,0
Combustíveis
9.387.144
14,3
12.644.832
21,0
34,7
Total
65.711.027
100,0
60.201.389
100,0
-8,4
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
15
O Gráfico que se segue ilustra as alterações ocorridas na estrutura das importações de 2012
e 2013 para cada categoria de bens no período em análise.
Grafico 5: Estrutura das Importações por Grandes Categorias de Bens, 2012-2013 (%)
42,3
38,7
27,5 27,1
21,0
19,5
14,3
9,6
Bens de Consumo
Bens Intermédios
Bens de Capital
2012
16
Combustiveis
2013
Estatísticas do Comércio Externo ano 2013
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Síntese dos Principais Resultados