AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA 2014- 2017
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
PROJETO EDUCATIVO
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
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2014-2017
Preâmbulo
Os dogmas do calmo passado são inadequados para o
presente de turbilhão. A ocasião está repleta de dificuldades e
nós devemos estar à sua altura. Como a nossa situação é nova
devemos pensar e agir de uma nova forma.
(Abraham Lincoln, 1862)
“A autonomia da escola concretiza-se na elaboração de um Projecto Educativo
próprio constituído e executado de forma participada, dentro dos princípios de
responsabilização dos vários intervenientes na vida escolar e de adequação a
características e recursos da escola e às solicitações e apoios da comunidade em
que se insere.
A autonomia exerce-se através de competências próprias em vários domínios,
como a gestão de currículos e programas e actividades de complemento curricular,
na orientação e acompanhamento de alunos, na gestão de espaços e tempos de
actividades educativas, na gestão e formação do pessoal docente e não docente, na
gestão de apoios educativos, de instalações e equipamentos e, bem assim, na
gestão administrativa e financeira.” (Decreto-Lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro).
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INTRODUÇÃO
O Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas de Pinheiro, aqui adiante também
designado por PE – AEPinheiro (Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas de
Pinheiro) estabelece as orientações educativas, os princípios, os valores, as metas e as
estratégias de escola para o triénio 2014/ 2017.
Este documento foi remodelado para dar resposta ao Contrato de Autonomia
celebrado, no âmbito do desenvolvimento do regime jurídico de autonomia das escolas,
em 30 de janeiro de 2014, no Palácio Nacional de Mafra e aos Planos de Melhoria de
Escola, preparado no âmbito do Programa TEIP3.
Tem como objetivos:
-
promover a qualidade de ensino ministrado no AEPinheiro, melhorando o
desempenho académico dos alunos;
-
melhorar as competências sociais e emocionais dos alunos do AEPinheiro;
-
potenciar as diferentes estruturas de gestão e organização escolar do
AEPinheiro;
-
reforçar a qualidade da intervenção dos Pais e Encarregados de Educação na
vida escolar dos alunos do AEPinheiro;
-
promover o desenvolvimento de projetos de excelência, melhoria e inovação;
-
fomentar a criação de condições para o desenvolvimento de formação
vocacional e profissional e de ações de formação de curta e longa duração, no
âmbito da formação ao longo da vida.
Trata-se, pois, de um importante documento, que procura veicular a expressão de
identidade e de autonomia de escola enquanto comunidade educativa e, assim,
assegurar a coerência e a unidade da ação educativa.
Este documento é constituído por dois textos introdutórios, Preâmbulo e Introdução; três
capítulos estruturantes, em que no primeiro se descreve o contexto educativo, no
segundo se definem a visão e a missão da escola e, no terceiro, se traça o plano de ação
educativa e as respetivas linhas orientadoras para a implementação do PE-AEPinheiro; e
um quarto capítulo, no qual se refere o modo como se promoverá a avaliação do PEAEPinheiro, partindo das funções operatória, permanente, participativa e formativa
(NÓVOA, s/d, Web).
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CAPÍTULO I
O AGRUPAMENTO E A COMUNIDADE
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I - ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO E DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E
SOCIAL DO CONCELHO DE PENAFIEL
O concelho de Penafiel, com as suas 28 freguesias e mais de 72 000 habitantes
(338,4 hab. / km2), ocupa uma área de 212,2 km2 do interflúvio formado pelo Douro,
Tâmega e Sousa, eixo de ligação entre o litoral e o interior transmontano.
É limitado a Norte, pelos concelhos de Lousada e Amarante; a Este, pelo Marco de
Canaveses; a Oeste, por Paredes e Gondomar; e a Sul, pelo concelho de Castelo de
Paiva.
Deste enquadramento geográfico ressalta a diversidade paisagística, a qual está
associada à sua condição climática, topográfica e abundância de recursos hídricos, bem
como a sua natureza geológica, numa paisagem onde tudo é mais verde nos prados e
nos campos rodeados por ramadas e nos novos vinhedos e mais apagado nas áreas
florestadas com pinheiro e eucalipto.
O povoamento mostra-se contínuo, denso mas disseminado, com muitas unidades
de pequena indústria e comércio de permeio com novas residências e casas rurais,
campos mantidos com apego pelo trabalho a tempo parcial, pulsar também sentido na
intensidade das migrações pendulares, no tráfego e na ocupação à margem das estradas.
No concelho de Penafiel, 68,4% das freguesias são conotadas como áreas
medianamente urbanas e 26,3% como áreas predominantemente urbanas, situando-se
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estas últimas na proximidade da cidade de Penafiel. Apenas Capela e Figueira são
freguesias predominantemente rurais.
No que concerne às áreas de atividade económica, constatámos que é no setor
secundário que se concentra a maior parte da estrutura económica do concelho, com
particular destaque para as áreas da construção civil, extracção de granitos, indústria
transformadora, têxtil, da madeira e da produção de vinhos verdes.
Simultaneamente, tem-se vindo a assistir, a um aumento bastante significativo do
setor terciário, verificando-se cada vez mais, um maior número de empresas no concelho
dedicadas ao comércio e serviços
Apesar da diminuição do peso da agricultura, ela constitui, ainda, um considerável
sustentáculo para o concelho de Penafiel, assumindo especial relevo a criação de gado
bovino e as plantações hortícolas, de milho, e de batata e a vinha. Para muitos
residentes representa uma atividade complementar, orientada principalmente para uma
agricultura de subsistência.
No que diz respeito à estrutura do emprego por setor de atividade económica em 2001,
verificava-se que o setor secundário detinha a maior fatia da mão-de-obra, com 56%,
seguindo-se o setor terciário, com 40%, sendo os restantes 4% absorvidos pelo setor
primário
Situado na transição entre a área metropolitana do Porto e o interior da região
norte integra a sub-região do Tâmega e Sousa, subespaço regional do norte de Portugal
onde, nos últimos anos, se têm verificado taxas de desemprego e sub-emprego elevadas
e sistematicamente crescentes, associadas ainda a outras formas de exclusão que têm
vindo a emergir e a agudizar-se.
De acordo com dados do jornal de negócios, o desemprego registado no distrito do
tem vindo a aumentar, registando o concelho de Penafiel uma taxa de desemprego de
16.70 e uma variação desde 2010 a 2012 da ordem de + 48.70.
Analisando os índices de desenvolvimento concelhio, referidos no estudo realizado
por Paulo A. Lucas da Fonseca, em 2002, verificamos que o concelho de Penafiel que
integra a NUT III do Norte, apresenta um afastamento médio negativo ao valor médio do
continente. O concelho de Penafiel surge com um índice de desenvolvimento de 82.3
(Tâmega – 77.3), um índice demográfico de 104.9 (Tâmega 100.1), um índice de saúde
e assistência social de 67,9 (Tâmega 42.4), um índice de educação e cultura 74.9
(Tâmega 76.9), um índice de rendimento 76.1 (Tâmega 69.7), um índice de emprego e
atividade económica 74.7 (Tâmega 76.6) o que demonstra um défice de produtividade
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associado a um dinamismo demográfico e um baixo nível de qualificações dos
trabalhadores.
Apesar do seu tecido empresarial possuir potencialidades importantes na indústria
transformadora, não tem conseguido uma boa inserção nas cadeias globais de valor em
que participa, encontrando-se fortemente desqualificado. A capacidade de fixar o valor
acrescentado gerado na região tem sido reduzida, e pouco se tem avançado para
actividades de maior valor acrescentado.
O concelho de Penafiel apresenta, pois, no contexto dos problemas de emprego e
de empregabilidade, um conjunto de pontos fracos relacionados com o funcionamento
dos sistemas de emprego e formação e com a sua articulação o que limita a capacidade
de desenvolvimento deste território e que nos coloca algumas interrogações: Quais são
as competências e as qualificações criticas de que é necessário dispor para que a
evolução possa fazer-se no sentido desejável? Está o sistema de ensino e formação da
região a responder ou preparar as respostas para os desafios que os cenários de
evolução desejáveis colocam? Que ações de informação e sensibilização deveriam ser
implementadas para promover as escolhas vocacionais dos jovens tendo em conta as
oportunidades de empregabilidade? Que alerta devem ser dados aos activos no sentido
da sua atualização e/ou requalificação?
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II – HISTÓRIA E CULTURA DAS FREGUESIAS DA INFLUÊNCIA DA ESCOLA
As Escolas que integram o Agrupamento de Escolas de Pinheiro localizam-se na
zona sul do concelho de Penafiel, nas freguesias de Canelas, Eja, Oldrões, Termas de S.
Vicente, Rio Mau, Sebolido e Valpedre, perdendo-se na noite dos tempos, os vestígios de
ocupação de toda esta região.
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Canelas - situada na margem direita do rio Douro, com uma área de 11,8 km2 e
uma população de 2100 habitantes dista dezoito quilómetros da sede do concelho e tem
como freguesias limítrofes: Capela, Sebolido, Rio Mau, Santa Maria de Sardoura (Rio
Douro) e Eja.
Teve até aos inícios do séc. XIX ligada a si a freguesia de Sebolido. Em 1808 uma
parte de Canelas deu origem à freguesia de Sebolido.
Alguns testemunhos arqueológicos permitem afirmar que a origem desta freguesia
nos leva para tempos longínquos, anteriores à fundação da nacionalidade, talvez da
época castreja, uma vez que, aqui passa a via latina que vai até ao monte Mozinho. No
lugar de Canas foram ainda encontrados vestígios de paredes de um balneário romano e
mais tarde descobriram-se despojos de uma importante necrópole pagã-cristã do séc. III
a IV. Antigamente esta freguesia foi dividida em Quintas, donde se destaca a Quinta da
Ufe pelas tradições e história que encerra. Nesta, ressaltam o altar interior e moinhos de
água, considerados de construção anterior à fundação de Portugal.
No que se refere ao desenvolvimento económico, a freguesia de Canelas conta com
uma população basicamente rural onde se verifica o peso do sector primário e secundário
nas economias familiares. Região de terras férteis aqui pratica-se uma agricultura de
subsistência, cultivando-se, principalmente, produtos hortícolas e vinícolas. Contudo uma
grande parte da população encontra-se associada ao sector secundário, nomeadamente
no sector das indústrias e comércio. Pela freguesia detetamos muitas famílias cujos
rendimentos principais provêm da indústria têxtil, da construção civil e do comércio.
Por um lado, aproveitando a vasta área florestal existente, a indústria da madeira,
nomeadamente para o fabrico de papel, celebrou com a entidade executiva da freguesia,
contratos de exploração que permitem à freguesia obter proveitos financeiros e ao
mesmo tempo ter uma área florestal saudavelmente cuidada e protegida. Aliás a
freguesia dispõe de um posto de vigia a funcionar todo o ano de modo a certificar-se de
que não há perigo para a natureza envolvente. Noutra vertente, a freguesia, tirando
partido da sua localização geográfica ser propícia a grandes correntes de ar, permitiu a
instalação e exploração da energia eólica nos seus terrenos, aproveitando assim os seus
recursos naturais para próprio proveito.
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No campo das associações a freguesia dispõe da Associação de Desenvolvimento São
Mamede de Canelas, do Clube de Caçadores de Canelas, da Associação de Pesca de
Canelas, da Associação Cultural Canelense, do Desportivo de Canelas Futebol, do Grupo
Folclórico São Mamede de Canelas e do Grupo de Cavaquinhos de Canelas e da
Associação dos Pais e Amigos das Escolas de Canelas.
Eja – A freguesia de Eja, cujo topónimo vem da palavra de origem celta anégia, que
significa rio, encontra-se situada no local onde anteriormente existiu uma cividade que,
durante as invasões bárbaras, foi conquistada aos Suevos pelo rei godo Leovogildo, no
ano 858. Santa Maria de Eja situa-se no extremo meridional do concelho, a dezasseis
quilómetros da sua sede. Sobranceira ao Douro, é delimitada pelas freguesias de Termas
de S. Vicente, Capela, Canelas e Rio de Moinhos. Ocupa uma área de 5 km2, com uma
população de 1198 habitantes. A grande maioria da população desta freguesia trabalha
no exterior, já que o número de empresas não garante emprego para toda a gente.
Mesmo assim, a construção civil, a hotelaria, o comércio e a agricultura vão tendo
alguma expressão económica na freguesia. Quem a visita depara com um rico e vasto
em património natural e edificado: Igreja Românica, Igreja Paroquial, Miradouro da
Senhora da Cividade, Capela de Santa Luzia, Capela de Santiago, Capela de Santo
António, Capela de São Sebastião, Ponte Duarte Pacheco, Ponte Hintze Ribeiro
(reconstruída) e ponte do IC35.
Eja é uma freguesia muito rica a nível de tradições culturais. Ainda hoje se realizam
diversas festividades em honra de diversos santos: Nossa Senhora da Eja, Santa Luzia,
Santo António e Endoenças. Esta última atrai, anualmente, milhares de forasteiros.
Na gastronomia, subsiste ainda o cabrito assado, a
sopa seca, a lampreia e o
sável. No âmbito do associativismo e equipamento social são quatro as coletividades que
funcionam na freguesia: Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios, Entre-os-Rios Futebol
Clube, Associação Desportiva, Cultural e Recreativa da Eja e a Junta de Turismo de
Entre-os-Rios.
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Oldrões – freguesia de forte compartimentação orográfica, Oldrões situa-se na
bacia das ribeiras de Cambas e de Lages. No centro sul do concelho, a seis quilómetros
de Penafiel é delimitada pelas freguesias de Rans, Galegos, Valpedre, Termas de S.
Vicente, Cabeça santa e Peroselo e Duas Igrejas. Com uma área de 5,33 km2 e uma
população residente de 2028 habitantes que tem como atividades económicas a
agricultura, a extração do granito e a construção civil. Muitos seus habitantes vêem-se
obrigados a trabalhar fora da freguesia. Pelo facto de se manter ainda muito rural,
Oldrões conserva alguns traços do seu passado, tanto no artesanato (embora cada vez
mais raro) e na gastronomia, com os saborosos rojões e o arroz de forno.
Nesta freguesia podemos encontrar como património edificado o Castro Mozinho,
Ruinas do Castelo de Penafiel, Casa de Reguengo.
O Castro Mozinho povoado fortificado dos finais da idade do ferro, com sucessivas
ocupações até ao dealbar da idade média. Representa, claramente, uma Cividade
Castreja de importância singular, e uma das mais representativas do nordeste
peninsular, dada a sua posição estratégica, dominando a paisagem para o interior a
partir do litoral, e as suas linhas de muralhas, às quais um fosso ampliava a segurança
natural.
As coletividades em funcionamento em Oldrões agitam o dia-a-dia da sua
população. É caso da Associação Cultural e Juvenil de Mozinho (atletismo), da Associação
Futebol Clube da Calçada, da Associação dos Columbófilos e da Associação de Gumarães
e Vila Nova. No equipamento social destaca-se o Centro Social e Paroquial de Santo
Estevão de Oldrões, promotor de ações de interajuda para os habitantes da freguesia e
das regiões limítrofes, mas preocupando-se de modo especial com as pessoas mais
carenciadas. Valências: ATL - Centro de Dia - Centro de Convívio - Serviço de Apoio
Domiciliário.
Termas de S. Vicente é uma freguesia que engloba as antigas freguesias de
Paredes, Pinheiro e Portela situando-se na parte centro-sul e sudoeste do concelho de
Penafiel.
A maior parte da população da antiga freguesia de S. Miguel de Paredes trabalha fora da
povoação, na construção civil e no comércio. Nesta localidade existem fábricas de
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indústria têxtil, indústrias de granito e alguma agricultura, na qual trabalham apenas
pessoas da terceira idade.
Do património edificado destaca-se a Igreja Paroquial oitocentista, a Casa da Lage
(turismo de habitação), a Casa de Bacelo, e a Casa do Muro, brasonada e com tradições
históricas de grande importância. Aqui, passou férias o escritor Alexandre Herculano.
Como reminiscências do passado usufruímos de São Miguel, cujo culto no norte de
Portugal é muito remoto. Uma das tradições que se perdeu com o tempo foi o
artesanato. Em termos culturais destacam-se cinco coletividades: Grupo Desportivo de
São Miguel de Paredes, o Centro Cultural de São Miguel de Paredes, o Rancho Folclórico
“Flor da Primavera”, o Rancho Folclórico de São Miguel de Paredes e o Grupo Cénico de
S. Miguel de Paredes.
Já a antiga freguesia de São Vicente do Pinheiro de povoamento pré-romano e romano,
nasceu pela junção de várias povoações que ainda hoje existem. É o caso de São
Vicente de Curveira, Sampaio e Santo Adrião de Canas. Nela existem, também, grandes
construções que pertenceram a alguns nobres, que possuíam diversas honras entre os
séculos XII e XIII. Exemplo disso são as casas de Quintãs, de Lamego, e de Palmeira. É
uma freguesia com uma área de 4,8 km2 e uma população residente de 2 297
habitantes. Nesta região, existe a indústria hoteleira em profusão, em parte, devido às
Termas, aos têxteis, à carpintaria e a algumas oficinas de mecânica. Muita gente
trabalha fora de Pinheiro, principalmente em pedreiras, na construção civil e na
calcetaria. A agricultura apenas emprega 10% da população ativa.
Neste lugar podemos encontrar um rico património edificado: Termas de São
Vicente, Ruínas do Balneário Romano, Igreja Paroquial, Capela de São Salvador, Capela
de Santo António, Quinta das Quintãs, Quinta do Outeiro de Velhas, Casa de Nogal e
Casa Libaninha.
As Termas de São Vicente, muito procuradas pela qualidade das suas águas de
nascentes minerais, estão situadas junto às ruínas de umas termas romanas, que em
tempos terão sido florescentes. Ambas detêm um alto valor turístico para a freguesia.
Facilmente encontramos algumas reminiscências culturais do passado. Assim, continuam
a realizar-se as antiquíssimas festas em honra de São Vicente e de Santo António. No
artesanato, sobreviveu uma tecedeira, várias bordadeiras e um funileiro.
Em
termos
associativos, destacam-se a Associação Desportiva e Cultural de São Vicente de Pinheiro.
A povoação conta ainda com um campo de futebol e um court de ténis, para
entretenimento da população local e dos visitantes.
Na antiga freguesia da Portela existem algumas unidades de fabrico de mobiliário, uma
cimenteira, indústria de extracção de pedra e construção civil. Aproximadamente 20% da
população trabalha na agricultura. Do património edificado o destaque vai para algumas
casas senhoriais, brasonadas, representantes da antiga nobreza local. Grande parte delas
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com capela respondia às necessidades religiosas dos seus habitantes. O povo da Portela,
muito tradicional, é-o também a nível das festas e romarias de caráter religioso. O
desenvolvimento económico, que nos últimos anos se tem verificado nesta localidade,
pôs fim ao artesanato que ainda ia subsistindo. Na realidade, as poucas tecedeiras que
existiam deixaram de laborar.
Em termos de associativismo e de equipamento social, há a salientar três
coletividades: Grupo Coral de São Paio da Portela, Grupo Coral de S. Gonçalo e
Associação Recreativa e Desportiva de São Paio da Portela.
A gastronomia desta freguesia é rica e a tradição mantém-se com o saboroso
cabrito assado, o arroz de forno e a deliciosa lampreia.
Rio Mau - Abraçada, a sul, pelo rio Douro e, a norte, pelo rio Mau, dista 27
quilómetros da sede do concelho e 32 da cidade do Porto. Ocupa uma área de 6,1 km2 e
tem uma população residente de 1485 indivíduos.
O topónimo Rio Mau deriva, sem dúvida, do ribeiro algo avultado que, nascido ao
norte, no castrejo monte Mozinho, aqui mesmo desagua no Douro. “Rio” significa neste
caso o mesmo que o latim rivu, não propriamente um curso de água notável, como hoje,
mas um ribeiro ou riacho — o que prova a antiguidade da designação do local.
Participando do senhorio das estirpes dos padroeiros do não longínquo mosteiro de
Paço de Sousa, foi, desde antes da nacionalidade, da paróquia de Santa Eulália de
Pedorido, apesar de situada na parte oposta do rio, em frente porém da igreja.
Por doações de cavaleiros e donos das estirpes, já no século XII possuía aqui
haveres o mosteiro de Paço de Sousa. Na composição de 1235, entre o abade e a mesa
conventual, foi cedido à oficina dita de Santa Maria, “in Rivulo Malo, unum casale”.
Em 1250, por comissão de D. Afonso III, os priores de Vila Boa de Quires e de
Vilela e o juiz da terra de Aguiar deram sentença de não serem realengas as “herdades”
do mosteiro em Rio Mau, adjudicando-as ao cavaleiro-fidalgo João Martins de Ataíde e
seus irmãos e aos mosteiros de que eram herdeiros.
Alguns dos haveres do de Paço de Sousa provinham de doação feita, em 1143, por D.
Elvira Peres. O tal casal “in Rivulo Malo” foi por certo doado, em 1161, por D. Soeiro
Pais. Parece que este casal se situava na Torre, como se vê de um documento de 1740 e
de um emprazamento feito em 1600 a André Soares pelo convento.
No princípio do século XIX, os habitantes do lugar de Rio Mau, separados do resto
da freguesia pelo Douro, requerem à Coroa a inclusão de Rio Mau em Sebolido.
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Em 1911 já Rio Mau era o lugar mais povoado da freguesia (126 fogos, 505
habitantes).
A principal actividade residia na pesca, que se fazia num vasto areal (hoje
totalmente coberto pelas águas, por efeito da barragem de Crestuma-Lever), onde,
desde Janeiro até fins de Maio, se empregavam mais de vinte barcos, à lampreia, ao
sável, à tainha, ao mugem. A pescaria era feita com redes de arrastar. Nos restantes
sete meses pescavam-se outras qualidades de peixe, agora com “travesilhos” ou à
tarrafa (a que aqui chamam chumbeira).
O peixe era vendido, algum para o Porto e a maior parte para as povoações rurais
contíguas.
Rio Mau é a mais nova freguesia do concelho de Penafiel. Adquiriu autonomia em 1
de Janeiro de 1985. É hoje caracterizada pelo seu bairrismo dedicado à cultura e ao
desporto.
Em termos de associativismo e equipamentos sociais há a destacar o Centro de
Saúde de Rio Mau, a Associação Cultural Banda Musical de Rio Mau, Associação para o
Desenvolvimento da Freguesia de Rio Mau, Rio Mau Futebol Clube, Centro Popular dos
trabalhadores de Rio Mau, Grupo columbófilo de Rio Mau, Associação de caçadores e
pescadores Serra da Boneca, União desportiva Santa Isabel e Associação Conjunto
Musical Vozes do Vale do Sousa.
No que diz respeito à gastronomia há a referir o sável, a lampreia, o arroz de
cabidela, os rojões e a sopa seca.
Sebolido – A vinte quilómetros de Penafiel, Sebolido está situada na margem direita
do rio Douro. Na extremidade meridional do concelho de Penafiel, está limitada pelas
freguesias de Rio Mau e Canelas. Ocupa uma área de 4 km2 e uma população residente
de 1000 habitantes.
Actualmente, a maior parte da população activa da freguesia trabalha fora. No seu
território existem duas fábricas de mel, uma fábrica de tubos de cimento, uma fábrica de
recauchutagem e alguma construção civil. A agricultura que era anteriormente a
actividade predominante funciona como complemento. Do património edificado há a
salientar a igreja paroquial, a capela da Senhora do Monte, o Cruzeiro, o Solar de
Sebolido, casas tradicionais em xisto e uma praia fluvial.
A localização geográfica condicionou desde há séculos a gastronomia da região.
Assim, ainda hoje o sável e a lampreia são os práticos típicos.
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Duas coletividades procuram incentivar a cultura entre a população de Sebolido e
manter as tradições culturais da freguesia: o Centro Cultural de Sebolido e o Conjunto
Nova Força. Sebolido possuiu de um ringue para o futebol de salão.
Valpedre – A freguesia de Valpedre situa-se no centro-sul do concelho, estando
delimitada pelas freguesias de Paço de Sousa, Fonte Arcada, Lagares, Figueira, Pinheiro,
Oldrões e Galegos. Ocupa uma área de 6,31 km2 e tem uma população de 1400
habitantes.
A maior parte da população dedica-se ao setor primário. A construção civil
empregava também um grande número de pessoas, mas a maioria da população
trabalha fora da freguesia.
Mais uma vez, tal como em freguesias anteriores, eis o Castro Mozinho a polarizar
o património cultural desta povoação. Do património edificado salienta-se a igreja
paroquial, a capela do Calvário, Castro Mozinho e Cruz da Giesteira.
O Clube Desportivo Atlético de Valpedre, com campo próprio, e a Associação
Desportiva de Mesão Frio são duas coletividades em funcionamento na freguesia e que se
dedicam ao futebol. O Grupo Teatral e Cultural de Valpedre é responsável pela
dinamização cultural da freguesia.
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III – O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
A Escola Básica de 2.º e 3.º Ciclos de Pinheiro constituiu-se em escola agrupada,
por despacho do Senhor Diretor Regional da Educação do Norte, em 20 de junho de
2003, sob a designação de Agrupamento Vertical de Escolas de Pinheiro, assumindo o
estatuto de escola sede. No ano letivo de 2007/2008, passou também a integrar o Ensino
Secundário, na sua vertente Profissional. Em 2009/2010, a fim de dar resposta às
solicitações do meio, o agrupamento diversifica a sua oferta educativa neste nível de
ensino, passando a oferecer os Cursos Científico-Humanísticos. E em 2010/2011, a
escola sede passa a designar-se Escola Básica e Secundária de Pinheiro e o
agrupamento, Agrupamento de Escolas de Pinheiro.
Atualmente, este agrupamento de escolas é constituído por:
-
1 Jardim-de-Infância (JI) – JI de Igreja-Pinheiro.
-
2 Escolas do 1º Ciclo – EB1 da Torre – Pinheiro e EB1 de Abôl – Eja;
-
6 Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico com Jardim-de-Infância (EB1+JI): EB1+
JI de Tojais; EB1 + JI da Portela; EB1 +JI de Valpedre; EB1+JI de Oldrões;
EB1+ JI do Douro ; EB1 +JI de Canelas.
-
1 Escola de Ensino Básico (2.º CEB e 3.º CEB) e Secundário – Escola Básica e
Secundária de Pinheiro, sede do Agrupamento.
É de referir que os diferentes estabelecimentos de educação e ensino que compõem
o agrupamento se encontram dispersos chegando alguns a distar cerca de 20 km da
escola sede, características geográficas que se constituem como fatores negativos face
ao desenvolvimento da região, em geral, e ao desenvolvimento educativo, em particular,
devido à dispersão e isolamento dos agregados populacionais, que apresentam também
uma baixa densidade.
Grande parte dos alunos provém de meios socioculturalmente desfavorecidos. Com
efeito, a maioria dos pais e encarregados de educação apresenta ainda uma baixa
escolaridade, situação que, no entanto, tem vindo a ser alterada devido à criação do
Centro Novas Oportunidades, cuja oferta educativa tem valorizado a formação dos
adultos ao longo da vida, proporcionando-lhes o Reconhecimento, a Validação e a
Certificação de Competências (RVCC), acrescida ou não da frequência de módulos de
formação, conforme a situação do adulto em apreciação. Como resposta à formação de
adultos, a escola tem ainda os cursos EFA (Cursos de Educação e Formação de Adultos),
que proporcionam outro tipo de percursos formativos.
Economicamente, o meio é também desfavorecido, situação que tem vindo a ser
agravada pelas atuais circunstâncias económicas e financeiras do país e pelo desemprego
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crescente, pelo que a maior parte dos alunos tem sido subsidiada pela Ação Social
Escolar.
O trabalho infantil que afetava a região desta escola em décadas anteriores, é
agora pouco evidente. Relativamente à fuga à escolaridade obrigatória e ao abandono
escolar os casos existentes são residuais, denotando alguma mudança de atitude do
meio face à Escola.
IV
–
BREVE
HISTÓRIA
DAS
ESCOLAS
E
JARDINS
DE
INFÂNCIA
DO
AGRUPAMENTO
A oferta educativa da educação pré-escolar iniciou-se no ano de 1998, no âmbito
do «Projecto de expansão e desenvolvimento da rede de educação pré-escolar», através
da rentabilização das instalações disponíveis nos estabelecimentos do 1.º Ciclo, tendo
vindo a ser alargada ao longo do tempo com a construção de instalações de raiz,
pensadas e criadas para dar resposta a esta faixa etária. Desse modo, se foi criando uma
resposta mais adequada em termos de recursos físicos. Esta oferta educativa, iniciandose com sete Jardins de Infância, contava até 2009/2010 com dez, vendo, a partir de
2010/2011, esta situação alterada, através da criação de dois Centros Escolares, Douro e
Portela, que agrupam, respetivamente, as Escolas de 1.º Ciclo do Ensino Básico e
Jardins-de-Infância, de Sebolido e Rio Mau; a Escola de 1.º Ciclo do Ensino Básico, com
Jardim de Infância, de S. Paio – Portela, e a Escola de 1.º Ciclo do Ensino Básico de
Curveira.
Relativamente aos estabelecimentos do 1.º Ciclo do Ensino Básico há a referir que,
atualmente, apenas dois edifícios enquadram-se, ainda, na
tipologia
do “Plano
Centenário”, apresentando-se desadequados das exigências educativas atuais, não
obstante algumas obras de beneficiação efetuadas em alguns deles. No entanto, e
durante muito tempo, um número significativo destas escolas funcionou em regime
duplo, com todas as repercussões negativas a nível pedagógico e de organização escolar
que daí advinham, nomeadamente, a nível da implementação de Atividades de
Enriquecimento Curricular (AEC) e do serviço de refeições coletivas. Esta situação
melhorou, através dos esforços dos Órgãos de Gestão e Administração da Escola em
parceria com a Câmara Municipal de Penafiel, que, de forma atuante e dinâmica, têm
vindo a aplicar no terreno alterações decorrentes do recente protocolo assinado entre o
Ministério da Educação e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, no
desenvolvimento da Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, de 14 de Junho, no
quadro de medidas legislativas tomadas no âmbito da política educacional, que visa a
criação de centros escolares e a implementação de medidas que favoreçam a mobilidade
de alunos entre escolas próximas, de modo a evitar quer turmas com número reduzido
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2014/2017
de alunos, quer turmas com vários níveis de ensino, aspetos que prejudicam
significativamente o bom desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem.
No que concerne à escola sede, foi construída no ano de 1983, iniciando a sua
actividade letiva com o 5.º ano de escolaridade, como Escola Preparatória, em 1 de
Fevereiro de 1984. No entanto, a sua criação foi oficializada apenas em 3 de Novembro
de 1984, pela Portaria n.º 846/84.
Em 1986, por despacho n.º 212/MEC/86, passou a integrar também o Ensino
Secundário Unificado, alargando a sua resposta educativa na região. A sua designação foi
depois alterada para C + S de Pinheiro, em 1988, por Portaria n.º 136/88, de 29 de
Fevereiro. Mais tarde, de acordo com as reformas do sistema educativo, passou a
designar-se por Escola de 2.º e 3.º Ciclos de Pinheiro. No ano letivo de 2007/2008,
passou a integrar o Ensino Secundário, assumindo então a denominação de Escola Básica
de 2.º e 3.º Ciclos com Ensino Secundário de Pinheiro. Em Novembro de 2010,
acompanhando as modificações introduzidas na designação dos estabelecimentos
escolares, passa a denominar-se então Escola Básica e Secundária de Pinheiro.
Ao longo da sua atividade, a escola sede tem abraçado sempre projetos inovadores,
no sentido de dar resposta a necessidades do concelho e de divulgação da ciência, tendo
sido pioneira na implementação do Projeto da Gestão Flexível do Currículo; dos Cursos
ao abrigo do Despacho conjunto n.º 123/97, “9.º ano + 1” (Curso de Empregado
Administrativo); da Formação de Adultos, nas áreas de Geriatria e de Auxiliares de Acção
Educativa; do Programa Alfa; do Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF), no
âmbito do Programa para a Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil
(PETI); dos Cursos de Educação e Formação (Empregado Administrativo, Empregado
Comercial e Empregado de Mesa e Bar); dos Cursos de Educação e Formação de Adultos.
Ainda no âmbito da inovação e modernização, tem sido empreendedora na renovação do
espaço físico, com a finalidade de prestar um serviço de qualidade à comunidade
educativa. Tem assumido também papel de relevo a nível da simplificação de
procedimentos, com recurso às novas tecnologias, através da informatização de todos os
serviços e da utilização de software devidamente certificado pelo Ministério da Educação
em diversas áreas, nomeadamente, de Alunos, de Gestão de Pessoal e Vencimentos
(GPV), de Contabilidade (CONTAB), e de Gestão Integrada na Administração Escolar
(GIAE); bem como através da criação de uma plataforma eletrónica que tem vindo a ser
rentabilizada, de forma a promover a divulgação e difusão de informação pertinente da
vida escolar e profissional, e assumindo-se como fonte de informação que proporciona a
um coletivo de pessoas registos perenes, fluidos e correlacionáveis, de forma abrangente
e acessível.
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Hoje, enquanto agrupamento, definimo-nos como detentores de um capital social
positivo, feito de confiança, de esperança e de um optimismo realista capaz de se moldar
a novas circunstâncias, resistindo e adaptando-se.
Instituímos um sentimento de responsabilidade e de obrigação na prestação de
contas a nós próprios, à comunidade, em geral, e aos outros, porque cultivamos a
transparência e nos regemos por regras claras respeitadas por todos. Fazemos questão
de termos respeito uns pelos outros, confiarmos, procurarmos soluções, encorajarmos a
iniciativa individual, a criatividade e a inovação. E assumimos uma cultura de
disponibilidade e de cooperação, de modo formal ou informal, com toda a comunidade
escolar.
Enaltecemos a cooperação, temos lealdade organizacional, promovemos a escola
junto de entidades externas, a sua defesa perante ameaças externas e mantemos o
empenhamento mesmo em condições adversas. Acreditamos que a nossa identidade
assenta num forte sentido de pertença resultante de laços de solidariedade, do espírito
de equipa, da tolerância, do respeito pelas diferenças individuais e pelo colectivo.
A qualidade das pessoas que trabalham na escola e o modo de relacionamento
entre elas é que faz a diferença. Manter uma atitude positiva em tudo o que fazemos,
mesmo quando há dificuldades e erros, é o nosso modo de ser. Sabemos que pessoas
felizes trabalham melhor e conseguem melhores resultados.
V – POPULAÇÃO ESCOLAR E OFERTA DE ESCOLA
A redução da população escolar começa a fazer-se sentir no Agrupamento de
Escolas de Pinheiro. Com efeito as oscilações decrescentes que se têm registado no 1.º e
2.º Ciclos, já não são compensadas pelas oscilações em sentido contrário na Educação
Pré-escolar, no 3.º Ciclo e no Ensino Secundário, pelo que, nos dois últimos anos, o
número de alunos tem vindo a diminuir.
O número de alunos subsidiados pelos Serviços de Acção Social Escolar (ASE) é
elevado, muito próximo dos 70 %. Há, ainda, um grupo significativo de com bolsas de
mérito.
Oferta educativa e formativa - O Agrupamento de Escolas de Pinheiro disponibiliza à
população do concelho de Penafiel e, prioritariamente, da zona sul deste uma oferta
educativa que compreende a educação pré -escolar, o ensino Básico - 1.º, 2.º e 3.º ciclos
(ensino regular), Cursos Vocacionais, Ensino Secundário – Cursos Científico Humanísticos
e Cursos Profissionais – Cursos de Educação e Formação de adultos e Educação Especial.
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A aposta estratégica na diversificação da oferta educativa e formativa é ainda
reforçada com a criação de um CQEP, reforçando-se assim a intervenção da Escola na
comunidade.
Para além do currículo formal os alunos dos diferentes níveis de ensino poderão
frequentar actividades de enriquecimento curricular, projectos e clubes.
Pré-escolar - Ensino da música e actividade física e desportiva. Projectos no âmbito do
Comenius e e-learning, Plano Nacional de Leitura.
1.º Ciclo – Ensino do inglês, ensino da música, atividade física e desportiva e Plano
nacional de Leitura. Projectos no âmbito do Comenius e e-learning e outros de âmbito
nacional e concelhio.
2.º e 3.º Ciclos e Ensino secundário Projectos -Cientistas de Palmo e Meio; Aprender,
experimentando em Laboratório; Viver a Escola; Tuna Estudantil; Desporto Escolar;
Jornal Escolar; Educação para a Saúde; Padrinhos e Afilhados;); Testes Intermédios;
Escola Electrão; Plano Nacional de Leitura; Green Cork; Programa Comenius, e-twinning
e os Clubes de Teatro, Inglês Francês e Proteção Civil.
VI – RECURSOS HUMANOS
Pessoal docente - O corpo docente da Agrupamento, composto por 163
docentes,
caracteriza-se por uma grande estabilidade e sólida experiência profissional, no préescolar, primeiro e segundo ciclo , na sua quase totalidade do quadro de agrupamento.
No terceiro ciclo e secundário, muitos dos docentes são contratados, verificando-se ainda
alguma mobilidade o que constitui um constrangimento na continuidade pedagógica.
Todos detêm habilitações profissionais, apresentando muitos pós-graduações em
diversas áreas da educação, nomeadamente, cursos de especialização e/ou mestrados
em Educação Especial, Administração e Gestão Escolar, Animação Sociocultural,
Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores.
Pessoal não docente - O Agrupamento dispõe de assistentes operacionais pertencentes
ao Ministério da Educação e à Autarquia. Os Serviços de Administração Escolar possuem
1 Chefe de Serviços e 7 assistentes técnicos.
O Agrupamento possui ainda dois técnicos superiores de psicologia contratados a
termo resolutivo incerto, no âmbito do programa TEIP 3, para o desenvolvimento de
acções previstas no Plano de Melhoria.
Para fazer face à carência de assistentes operacionais, a Direção concorre ao
Programa Emprego e Inserção, no âmbito do Instituto de Emprego e Formação
Profissional, celebrando todos os anos com os trabalhadores disponibilizados acordos
individuais de actividade ocupacional.
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2014/2017
Ainda relativamente ao pessoal não docente, é de referir que, os funcionários que
exercem funções no Agrupamento possuem, na sua maioria, habilitações literárias
equivalentes ou superiores ao 9.º ano de escolaridade.
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VII – PROTOCOLOS E PARCERIAS
Os novos desafios que se colocam à escola actualmente apontam para a
necessidade de criação local de redes e parcerias educativas, numa escola autónoma e
inclusiva. É este o sentido, afinal, da escola para todos, com uma flexibilidade
organizacional e pedagógica criando-se condições para a construção participada do
currículo na escola. Assim, o Agrupamento de Escolas de Pinheiro tem vindo a celebrar
diversos protocolos com diferentes entidades, numa perspectiva pluridisciplinar, com o
intuito de abrir novos caminhos para alunos, para a Escola e para a comunidade, com
vantagens mútuas para todos os participantes, beneficiando a Escola das estruturas
existentes no meio e ajudando ao seu desenvolvimento económico e social.
Foram celebrados protocolos com Universidades, com organismos públicos e
privados do concelho e com empresas privadas.
Universidades:
-
Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
-
Faculdade de Psicologias da Universidade do Porto
-
Universidade Lusíada
-
Universidade Católica
-
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Organismos públicos e privados:
-
Câmara Municipal de Penafiel
-
Juntas de Freguesia
-
Unidade de saúde do Concelho de Penafiel
-
Associação Empresarial de Penafiel
-
Instituto de Emprego e Formação Profissional
-
Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios
-
Associação para o Desenvolvimento de Lagares
-
Associação para o Desenvolvimento de Figueira
-
Escolas do Concelho de Penafiel e entidades formativas
-
Fundação Manuel Leão
-
CATIM
Empresas privadas:
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2014/2017
MELO & AZEVEDO
Churrasqueira Tudo na Brasa
JOSÉ MARIA LOURENÇO RODRIGUES
Park Hotel – Penafiel
LEVIBASIC, UNIPESSOAL, LDA
O Sousa
ELECTRO RFM UNIPESSOAL, LDA
O Farela
Pizzaria Ricardo (Penafiel)
Pátio do Sameiro
Restaurante Ponte de Pedra
Panami – Penafiel
Pizzaria Ricardo – Termas S. Vicente
ZonaLC.com
Fish Bar
Vieira & Soares
O Roscas
Precur
Pedra Azul
Fersanis - Gestão e Contabilidade, Lda.
Cunha Jorge
Maria José Ferreira Cruz
Pedro Couto & Herdeiros, Lda.
Centro Social e Paroquial Stº Estêvão de
Distriparedes Supermercados, Lda.
Oldrões
JAF – Perfumaria e Acessórios de Moda
Auto S. Paio
Fotolina – Arte Fotográfica, Lda.
Maria Fernanda Teixeira Ferreira da Cruz
Fielporta – Importação e Exportação deArte Fotográfica
Portas, Lda.
Associação Empresarial de Penafiel
Pingo Doce – Distribuição Alimentar, SA
Parque Biológico de Gaia
Meneses & Filhos, Lda.
Industria Rock
Elma Car de Francisco Sousa
Bracalândia
ZonaLC.com, Lda.
Termas de S. Vicente Palace Hotel & Spa
CMP - Férias Educativas
Inatel de Entre - os - Rios
CMP - Gabinete da Cultura
Penafiel Park Hotel & Spa
CMP - Museu Municipal
Caldas da Saúde em Santo Tirso
CMP - Gabinete de Gestão Desportiva
CMP - Arquivo Municipal
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CAPÍTULO II
VISÃO E MISSÃO DA ESCOLA
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Missão
Prestar à comunidade um serviço educativo de excelência contribuindo para a formação
de cidadãos críticos e conscientes dos seus deveres e direitos, capazes de atuar como
agentes de mudança, num ambiente participativo, aberto e integrador, numa Escola
reconhecida
pelo
seu
humanismo
e
por
elevados
padrões
de
exigência
e
responsabilidade, que valoriza o conhecimento, como condição de acesso ao mundo do
trabalho e ao prosseguimento de estudos.
Visão
Ser uma Escola de referência a nível local e nacional pelo sucesso académico e
profissional dos seus alunos, pela qualidade do seu ambiente interno e relações externas
e pelo elevado grau de satisfação das famílias.
Valores
-
Competência,
-
Responsabilidade
-
Profissionalismo
-
Empenhamento
-
Disponibilidade
-
Tolerância
-
Humanismo
-
Justiça
-
Solidariedade
-
Disciplina
Queremos ser uma Escola Viva, que promova uma cultura de liberdade e que esteja
atenta à diversidade de todos os membros da comunidade educativa. Queremos ser uma
Escola que contribua para a autonomização intelectual dos jovens e adultos. Enfim, uma
Escola inclusiva.
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CAPÍTULO III
PLANO DE AÇÃO
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III – PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICA
1 – IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS
-
Diferencial entre avaliação interna e externa;
-
Não cumprimento das metas definidas ao nível da avaliação externa;
-
Comportamentos e interesses divergentes dos alunos: abandono escolar
precoce, absentismo e insucesso;
-
Apoio aos alunos com Necessidades Educativas Especiais;
-
Implementação do currículo;
-
Monitorização e avaliação das diferentes ações integradas no contrato de
autonomia e projeto TEIP.
Partindo destes pressupostos, enuncia-se o plano de ação estratégica que se concretiza
utilizando os recursos disponíveis no Agrupamento, bem como aqueles que decorrem da
celebração do Contrato de Autonomia, do programa TEIP3 e no respeito pela legislação
aplicável.
Tendo em vista a concretização dos objetivos previstos nos n.os 1 e 2 do Contrato de
Autonomia e do plano de melhoria desenvolve-se o seguinte plano estratégico:
1. Promover a qualidade de ensino ministrado no AEP, melhorando o desempenho
académico dos alunos:
ações
Grupos
“Homogeni
us”
Grupos
“Duogenius
”
Turmas
“Ninho”
descrição sumária
Implementação da co-docência em turmas do 1.º
CEB com alunos do 1.º e do 2.º ano e/ou que
registem um menor aproveitamento escolar,
permitindo docência especializada em todas as
disciplinas.
Este modelo altera o anterior, reforçando o
ensino individualizado nos anos iniciais da
escolaridade e intervindo preventivamente no
reforço das competências essenciais a
desenvolver. Além disso, amplia a equipa
educativa, beneficiando o processo de ensinoaprendizagem com a articulação de saberes dos
docentes.
Implementação de permuta na lecionação das
disciplinas de Português e Matemática no 1.º
ciclo entre pares de professores do mesmo
estabelecimento de ensino, sempre que possível.
Criação de grupos de trabalho constituídos por
alunos de diferentes turmas do mesmo ano de
escolaridade selecionados de acordo com as
caraterísticas de aprendizagem manifestadas. A
público alvo
Alunos do 1.º e 2.º
anos de escolaridade
e/ou 3.º e 4.º anos
Alunos do 1.º ciclo do
ensino básico
Alunos do 5.º, 7.º e
8.º anos, com níveis
inferior a três nas
disciplinas de
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metodologia utilizada centrar-se-á na
diferenciação pedagógica, com intervenção
durante 4 ou 5 tempos letivos semanais.
Grupos
“Preparate”
Grupos
“Superate”
Criação de um espaço de estudo orientado à
preparação dos alunos para realização das
provas finais dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico
e dos exames nacionais do ensino secundário.
A ação materializa-se no desenvolvimento de
tarefas que contemplem itens de provas finais
e/ou exames níveis diversificados consoante o
grupo de alunos em questão, privilegiando a
execução de tarefas que criem contextos em que
se dá especial atenção à justificação dos
raciocínios e à análise crítica dos resultados.
A ação funciona durante 50/100 minutos
semanais, em regime de desdobramento e em
horário extra-letivo.
Espaço de apoio à aprendizagem dos alunos
destinado à aquisição de pré-requisitos e/ou de
aprendizagem e apoio ao currículo. Pretende-se
que se organizem os conteúdos modularmente,
de acordo com as necessidades individuais dos
alunos. Funcionará em horário extra-letivo,
sendo disponibilizado para todos os alunos.
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português e/ ou
matemática no ano
letivo anterior; alunos
que revelem grandes
dificuldades de
aprendizagem ao
longo do percurso
escolar
Alunos dos 6.º, 9.º,
11.º e 12.º anos de
escolaridade
Alunos do 2.º e 3.º
ciclos e ensino
secundário
2. Melhorar as competências sociais e emocionais dos alunos do AEP:
ações
Tutorias
Projeto
“Prevenção
Interventiv
a”
descrição sumária
Monitorizar o trabalho desenvolvido pelos alunos
elegiveis para esta ação sendo acompanhados
por um Tutor durante um tempo semanal. A
duração será definido de acordo com o plano
traçado. Aplicação (prévia e posterior) de teste
de aferição de comportamentos
relacionais/sociais.
Espaço de apoio e acompanhamento, por
técnicos especializados, dos alunos que
manifestem necessidade de intervenção
preventiva nas seguintes áreas: escolar,
emocional, comportamental, relacional e
motivacional. Encaminhamento para ações de
público alvo
Alunos elegiveis para
esta ação: alunos com
plano de
acompanhamento que
simultaneamente
revelem interesses
divergentes dos
escolares, absentismo
injustificado e/ou
elevado. (ensino
básico); alunos que
tenham módulos em
atraso nos cursos
vocacionais e
profissionais
Alunos do AEP
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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
Mediação
Escolar
Educação e
Cidadania
Quadro de
Honra e de
Mérito
intervenção específicas (SPO, Tutoria, Mediação
Escolar, Assessorias, Supera-te).
Dotar alunos de ferramentas que lhes permitam
autoregular-se em situações de conflito em
contexto escolar, proporcionando-lhes
experiências diversificadas, em contexto sala de
aula. Sessões semanais de um tempo letivo,
extra horário letivo dos alunos.
Criação de um espaço, no âmbito da oferta
complementar de escola, com vista a promover a
equidade tendo em vista a cidadania e o
desenvolvimento social. Este espaço funcionará
num tempo letivo semanal letivo dos alunos, em
contexto sala de aula, com incidência particular
em três áreas temáticas: competências
relacionais, PRESSE e Voluntariado.
Valorizar o sucesso académico dos alunos, o seu
empenho individual e coletivo, proporcionando,
junto da comunidade educativa, um espaço de
divulgação do trabalho realizado pelos alunos na
escola.
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Alunos do
agrupamento que
revelem problemas em
situações de conflito
diversificado, em
contexto sala de aula,
com reincidência em
ocorrências/
participações
disciplinares e alunos
das turmas do ensino
vocacional
Alunos do 2.º e
3.ºciclo do ensino
básico
Alunos do 1.º, 2.º e
3.º CEB e ensino
secundário
3. Potenciar as diferentes estruturas de gestão e organização escolar do AEP:
ações
Dinâmica
de trabalho
colaborativ
o
Articulação
horizontal
e vertical
Ações de
formação/
sensibilizaç
ão para
pessoal
docente e
não
docente
Monitorizaç
ão/
avaliação
descrição sumária
Criação de espaços e tempos comuns que
fomentem a realização de trabalho colaborativo
entre os professores.
Incrementar práticas regulares de articulação
entre os diferentes ciclos de ensino,
proporcionando espaço para trabalho conjunto
entre os coordenadores das estruturas
intermédias.
Disponibilizar formação orientada para as
dificuldades/necessidades do AEP, em articulação
com o CFAE, reforçando o desenvolvimento de
competências pessoais e profissionais dos
membros da comunidade educativa através da
dinamização de sessões de
esclarecimento/sensibilização.
Proceder ao acompanhamento, avaliação e
promoção do contrato de autonomia
estabelecido, sistematizando mecanismos de
autoavaliação; monitorizando e avaliar a
consecução das diferentes ações contempladas
no contrato de autonomia; definindo estratégias
de comunicação entre os diferentes
público alvo
Professores do ensino
básico e secundário
Coordenadores de
estruturas intermédias
Docentes
Não docentes
Pais e Encarregados
de Educação
Todos os
intervenientes nas
ações
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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
PROJETO EDUCATIVO
2014/2017
intervenientes na consecução das ações
previstas; representando o AEP na Comissão de
Acompanhamento.
4. Reforçar a qualidade da intervenção dos Pais e Encarregados de Educação na vida
escolar dos alunos do AEP.
ações
Mediação
Social
Escola de
Pais
descrição sumária
Promover a mediação entre escola, alunos e
famílias através da articulação inter-institucional,
de alunos acompanhados por instituições
externas (CPCJ, Segurança Social, Centro de
Saúde, instituições de acolhimento, etc), de
forma a promover um maior envolvimento das
famílias, minimizando os problemas recorrentes
das caraterísticas geográficas adversas e a
escassez de transportes.
Promoção de ações de sensibilização e
informação às famílias sobre diveros tópicos
relacionados com a vida escolar dos educandos.
público alvo
Alunos e famílias
abrangidos pela Ação
Escolar e/ou
acompanhados por
outras instituições e
situações análogas
que possam surgir
Pais e Encarregados
de Educação
5. Promover o desenvolvimento de projetos de excelência, melhoria e inovação:
ações
Projetos e
Clubes
Projetos de
cariz
nacional e
internacion
al
Dinâmicas
educativas
inovadoras
descrição sumária
Promover espaços educativos estimulantes,
enriquecendo o currículo de forma
contextualizada, envolvendo os alunos na
comunidade escolar e potenciando o
desenvolvimento de capacidades e a promoção e
aplicação de conhecimentos;
Promover espaços educativos estimulantes,
enriquecendo o currículo de forma
contextualizada, envolvendo os alunos em novas
realidades culturais e sociais.
Envolver os alunos em novas situações
educativas, enriquecendo o currículo de forma
contextualizada.
público alvo
Alunos do AEP
Alunos do AEP
Alunos do AEP
6. Fomentar a criação de condições para o desenvolvimento de formação
vocacional e profissional e de ações de formação de curta e longa duração, no
âmbito da formação ao longo da vida.
ações
Projeto “Escolha
Ativa”
Cursos
vocacionais e
descrição sumária
Espaço de promoção, reflexão e investimento no
autoconhecimento do aluno de forma a uma
tomada de decisão relativa à carreira profissional;
(re)orientação vocacional.
Criação de cursos vocacionais e profissionais para
os alunos do AEP, sem prejuízo da rede escolar
público alvo
Alunos do 9.º,
10.º e 12.º
anos
Alunos do 8.º e
9.º anos de
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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
profissionais
Curso CEF e EFA
e Unidades de
Formação de
Curta Duração
Cursos de
Especialização
Tecnológica
(CET)
Desenvolver
processos de
reconhecimento,
validação e
certificação de
competência
(RVCC)
PROJETO EDUCATIVO
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relativa à oferta educativa/formativa que venha
ser definida com os serviços competentes do MEC.
Promoção de vias que correspondam às
necessidades dos alunos, tendo como finalidade
não só a inclusão de todos na escolaridade
obrigatória, mas também o desenvolvimento de
alternativas de ensino mais prático, mais técnico e
mais ligado ao mundo das empresas. Criar
alternativas mais adaptadas aos jovens que
procuram um ensino mais prático, mais técnico e
mais ligado ao mundo das empresas.
Informar, orientar e encaminhar jovens e adultos
que procurem uma formação escolar, profissional
ou de dupla certificação e/ou visem uma
integração qualificada no mercado de emprego,
sem prejuízo da rede escolar relativa à oferta
educativa/formativa que venha a ser definida com
os serviços competentes do MEC.
Promover a criação de parcerias no âmbito da
formação ao longo da vida, sem prejuízo da rede
escolar relativa à oferta educativa/formativa que
venha a ser definida com os serviços competentes
do MEC.
Criação de um Centro de Qualificação do Ensino
Profissional (CQEP), assegurando a integração na
vida ativa e profissional dos jovens e adultos,
nomeadamente pessoas com deficiência e
incapacidade, sem prejuízo da rede escolar relativa
à oferta educativa/formativa que venha a ser
definida com os serviços competentes do MEC.
escolaridade
Jovens e
adultos
Jovens e
adultos
Jovens e
adultos
2 – IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS FORTES E FRACOS
Pontos Fortes:
-
existencia de flexibilidade curricular no desenho das prioridades, promovendo a
pedagogia
diferenciada
e
o
trabalho
colaborativo
(exemplos:
grupos
homogenius, turmas ninho, assessorias, tutorias, …);
-
existência de oferta educativa diversificada (exemplos: existência de cursos
vocacionais, cursos profissionais e processos de RVCC, …);
-
promoção de ações preventivas e proactivas no âmbito do abandono,
indisciplina (exemplos: tutorias, mediação escolar, mediação social, …);
-
implementação de processos de monitorização das aprendizagens dos alunos;
-
implementação de sessões de trabalho colaborativo semanais (exemplo:
consignação de um espaço, físico e temporal, semanal comum, 50 minutos, a
todos os professores do mesmo grupo de recrutamento);
-
construção e constante atualização de um documento orientador em formato
FAQ;
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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
PROJETO EDUCATIVO
2014/2017
-
realização de diversas ações de capacitação;
-
promoção do diálogo escola/família (exemplos: mediação social, campanhas de
solidariedade/voluntariado, mostras/exposições, …);
-
participação nas rede TEIP (exemplos: encontros inter Teip da DGESTE e da
Universidade Católica, …);
-
estabelecimento de protocolos e parcerias.
Pontos Fracos:
-
embora, em algumas disciplinas, se tenha registado um decréscimo na
diferença entre os resultados nas provas/exames finais dos alunos do AEP face
à média nacional, continua
a subsistir uma discrepância entre valores da
avaliação interna e os da externa;
-
decréscimo dos valores de sucesso, relativamente ao ano letivo 2013/2014, a
Matemática no 1.º ciclo;
-
falta de um plano formativo específico para docentes do 1.º ciclo, tendo em
atenção as novas metas curriculares;
-
evidência de alguma fragilidade no que diz respeito à monitorização e avaliação
das aprendizagens ao nível do 1.º ciclo (consistência na aplicação dos critérios
de avaliação);
-
aumento do número de alunos com elevadas dificuldades de aprendizagem e
elegíveis no âmbito da Educação Especial.
Oportunidades externas ao AEP:
-
atribuição no âmbito deste Contrato de Autonomia de um docente do 1.º ciclo;
-
existência de uma consultoria externa;
-
participação em micro-redes: partilhas de boas práticas inter-escolas.
Constrangimentos e ameaças externas ao AEP:
-
agravamento do contexto socioeconómico;
-
mobilidade docente na Escola sede do Agrupamento;
-
condições físicas débeis de alguns estabelecimentos do Agrupamento;
-
critérios de elegibilidade para a Educação Especial restritos.
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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO
PROJETO EDUCATIVO
2014/2017
3 – AVALIAÇÃO DO PROJECTO EDUCATIVO
A avaliação deste projeto processar-se-á em três momentos:
-
1.º – o momento da sua conceção e construção;
-
2.º – ao longo da sua execução;
-
3.º – no final do triénio previsto para a sua execução.
O primeiro momento diz respeito ao diagnóstico da situação, no que concerne às
dificuldades e problemas detetados, seguido da tomada de decisões relativamente às
linhas orientadoras para a prossecução dos objetivos definidos. É de referir que, neste
diagnóstico, foi tida em conta não só a avaliação final do Projeto Educativo do triénio
anterior, que foi efetuada ao nível de todas as estruturas educativas e pedagógicas do
Agrupamento, mas também o relatório TEIP 2013/2014 e o relatório de progresso do
contrato de autonomia 2013/2014.
O segundo momento reporta-se à avaliação efetuada ao longo da sua execução, o
que permitirá todos os reajustes e reformulações que se afigurem necessários, com vista
à sua exequibilidade e adequação às necessidades, numa área tão volátil como é a da
Educação.
Deste
modo
se
conseguirá
elevar
o
seu
nível
de
aceitação
e,
consequentemente, o grau de satisfação de todos os intervenientes no ato educativo,
criando um ambiente favorável ao normal desenvolvimento e cumprimento das
atividades constantes de cada um dos Planos Anuais de Atividades definidos para cada
um dos anos letivos a que se reporta este Projeto. Assim, este momento comporta dois
critérios de avaliação: grau de aceitação e o grau de cumprimento dos Planos Anuais de
Atividades.
O terceiro momento terá lugar no final do triénio previsto para a execução do
Projeto e a sua realização será da responsabilidades do Conselho Geral, após ter sido
ouvido
o
Conselho
Pedagógico,
que
deverá
emitir
parecer
sobre
os
seguintes
parâmetros:
-
conformidade – verificação do grau de cumprimento do Projeto, tendo em
conta os objetivos, princípios e finalidades estabelecidos;
-
eficiência – verificação da otimização dos recursos utilizados;
-
consistência – verificação do grau de prossecução dos objetivos atingidos;
-
eficácia – comparação entre os resultados obtidos e os resultados esperados.
De acordo com os normativos legais, este Projeto Educativo foi elaborado por uma
comissão especializada do Conselho Pedagógico, tendo sido aprovado, por unanimidade,
em reunião deste Órgão de Administração e Gestão, datada de 11 de junho de 2014.
Seguidamente, será sujeito a aprovação do Conselho Geral.
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Projeto Educativo de Escola [2014-2017]