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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
PAULA DOMINGUES SERAFIM
PLANO DE NEGÓCIO PARA A EMPRESA DE ROUPAS FEMININAS
GARBO
Balneário Camboriú
2008/I
1
PAULA DOMINGUES SERAFIM
PLANO DE NEGÓCIO PARA A EMPRESA DE ROUPAS FEMININAS
GARBO
Trabalho apresentado como quesito parcial
para a obtenção da graduação de Bacharel
em Design com Habilitação em Moda, pela
Universidade do Vale do Itajaí, Campus
Balneário Camboriú.
Orientação: Professor Roberto Hering.
Balneário Camboriú
2008/I
2
RESUMO
Este projeto refere-se ao planejamento de uma empresa focada em desenvolver
roupas para o público feminino, com o plano de negócio totalmente voltado para o
mercado do luxo. Confeccionar peças exclusivas é o ponto chave da empresa
Garbo. O plano de negócio proposto, busca suprir todas as necessidades de
informações que permeiam, e influenciam no comportamento de consumo de artigos
de luxo. O objetivo é propor um plano de negócio para a empresa Garbo, e para se
obter resultados, utilizou-se de ferramentas e metodologias. A metodologia de
desenvolvimento geral do projeto foi criada, com base modelo “Negócio Certo”
(SEBRAE/SC-2008) e em livros cujos são citados no decorrer do projeto. Podemos
dividir este plano de negócio em partes que abrangem temas destinos como:
revisão bibliográfica, que aborda o histórico da moda, e mostra quando surgiram
as peças que a empresa Garbo irá confeccionar, bem como todo o contexto histórico
que influenciou o comportamento e o modo de vestir no século XX; pesquisa de
mercado, onde se apresenta o público alvo, a moda como comunicação pessoal,
mostra a trajetória do mercado do luxo em uma visão global e nacional, também
exemplifica o que temos disponível no mercado da moda e as tendências do
consumo do luxo além do quadro de concorrentes e da abrangência geográfica da
marca, que direciona o caminho a ser percorrido pela empresa; gestão
empresarial, que mostra todo o funcionamento interno da empresa, como o
planejamento e controle de produção, o plano de marketing, setores como de
finanças e RH, plano de logística e estrutura física das instalações da empresa; a
ultima divisão deste plano é denominado como investimento, que apresenta todos
os custos para a abertura da empresa, bem como a demonstração de receita de
retorno do investimento total. Os resultados mostraram um mercado ansioso por
novidades e adepto ao consumo de luxo. Concluindo, os resultados nos permitem
ter uma visão maior daquilo que envolve o consumidor, e de tudo que é preciso para
se obter uma empresa sólida com ascensão de crescimento no mercado nacional.
Palavras-chave: Moda, Luxo, Garbo, Plano de Negócio.
3
ABSTRACT
This project refers to the planning of a company focused in developing clothes for the
female public, with a business plan entirely turned to the market of the luxury.
Making exclusive pieces is the key point of Garbo. The proposed business plan looks
for supplying all the needed information that penetrate and influence the luxury
articles consumption behavior. The objective is to propose a business plan for the
company Garbo, and to obtain results, it was utilized tools and methodologies. The
methodology of the project was based in the “Negócio Certo” model (SEBRAE/SC2008) and in books quoted in the project. We can divide this business plan in parts
that groups distinct themes as: bibliographical revision, that approaches the history
of fashion and shows when the pieces that Garbo will make appeared, together with
the historic context that influenced the behavior and way of dressing of the 20th
century; market research, where it is displayed the target public , fashion as
personal communication, shows the trajectory of the luxury market in a global and
national vision, it also exemplifies what we have available in the fashion market and
the tendencies of the luxury consumption beyond the chart of competitors and the
geographical coverage of the trademark, that leads the way to be followed by the
company; business management, that shows all the internal operation of the
company, as the planning and control of production, the marketing plan, sectors like
finances and HR, logistic plan and the physical structures of the company; the last
part of this plan is investment, that presents all the costs to the opening of the
company , such as the demonstration of the income in return to the total invested.
The results showed a market eager for new products and adept to the consumption
of luxury articles. Concluding, the results enable us to have a bigger vision of what
involves the consumer and of everything that is necessary for a solid company to
grow in the national market.
Keywords: Fashion, Luxury, Garbo and Business Plan.
4
LISTA DE FIGURAS
Figura 01: Painel conceitual focando o conceito da empresa .................................. 22
Figura 02: Imagem de como se vestiam antes das mudanças ................................ 24
Figura 03: Os tailleurs de Chanel ............................................................................ 25
Figura 04: Saias abaixo do joelho ........................................................................... 26
Figura 05: Modelos de vestido que não marcavam corpo ....................................... 27
Figura 06: Calça de linho Coco Chanel ................................................................... 29
Figura 07: Vestido de Madeleine Vionnet ................................................................ 29
Figura 08: Imagem de Schiaparelli usando faixa na cabeça e umas das formar em
que o turbante era usado ......................................................................................... 31
Figura 09: Imagem do New Look de Dior ................................................................32
Figura 10: Imagem do New Look de Dior ................................................................33
Figura 11: Vestido da linha H de Christian Dior .......................................................34
Figura 12: Looks da linha A de Christian Dior .........................................................34
Figura 13: Vestido da linha Y de Christian Dior .......................................................35
Figura 14: Vestido curto e transparente .................................................................. 36
Figura 15: Transparecia e geometria ....................................................................... 37
Figura 16: Modelo de Yves Saint Laurent inspirado no quadro de Mondrian .......... 37
Figura 17: Modelo feito por placas de ouro ............................................................. 38
Figura 18: Vestido com características do Op Art. .................................................. 39
Figura 19: Moda hippie ............................................................................................40
Figura 20: Roupa masculina em nova forma ........................................................... 41
Figura 21: Roupa masculina em nova forma ........................................................... 42
Figura 22: Roupa masculina em nova forma ........................................................... 43
Figura 23: Calça Jeans ............................................................................................ 43
Figura 24: Moda glamour .........................................................................................44
Figura 25: Jovens punks .........................................................................................45
Figura 26: A moda na década de 1990 ................................................................... 47
Figura 27: A moda na década de 1990 ................................................................... 47
5
Figura 28: Modelos Chanel ...................................................................................... 50
Figura 29: Modelo Chanel ....................................................................................... 51
Figura 30: Modelo Chanel ....................................................................................... 51
Figura 31: Desenho de Alceu Penna .......................................................................53
Figura 32: Tipos de vestido da década de 1950 ...................................................... 54
Figura 33: Roupa de inverno ................................................................................... 55
Figura 34: Tailleur de inverno .................................................................................. 55
Figura 35: Vestidos de festa .................................................................................... 56
Figura 36: Vestidos de festa .................................................................................... 56
Figura 37: Estilo Art Déco ........................................................................................ 58
Figura 38: Sandália de plástico com meia em lurex ................................................ 59
Figura 39: Chico Buarque ........................................................................................ 60
Figura 40: O Jeans na praia .................................................................................... 61
Figura 41: Mini-blusa ............................................................................................... 61
Figura 42: Saia longa com abertura na frente ......................................................... 62
Figura 43: Zuzu Angel mostrando seu bordado ....................................................... 63
Figura 44: Macacão e conjunto de terninho ............................................................. 63
Figura 45: Painel de 1900 a 1910 ............................................................................ 66
Figura 46: Painel de 1910 ........................................................................................ 66
Figura 47: Painel de 1920 ....................................................................................... 67
Figura 48: Painel de 1930 ........................................................................................ 67
Figura 49: Painel de 1940 ........................................................................................ 68
Figura 50: Painel de 1940 ........................................................................................ 68
Figura 51: Painel de 1950 ........................................................................................ 69
Figura 52: Painel de 1960 ........................................................................................ 69
Figura 53: Painel de 1970 ........................................................................................ 70
Figura 54: Painel de 1980 ........................................................................................ 70
Figura 55: Painel de 1990 ........................................................................................ 71
Figura 56: Painel de público alvo ............................................................................. 73
Figura 57: Painel de público alvo ............................................................................. 73
Figura 58: Painel de comportamento e luxo ............................................................ 74
Figura 59: Painel de comportamento e luxo ............................................................ 74
6
Figura 60: Imagem retro (anos de 1970) ................................................................. 92
Figura 61: Dark / Punk ............................................................................................. 92
Figura 62: Masculino / Feminino .............................................................................. 93
Figura 63: Estilo Caubói e Street ............................................................................. 93
Figura 64: Texturas ................................................................................................. 94
Figura 65: Volumes e detalhes ................................................................................ 94
Figura 66: Em tricô e em couro ............................................................................... 95
Figura 67: Jaquetas e casacos ................................................................................ 95
Figura 68: Cores ...................................................................................................... 96
Figura 69: Calças e vestidos ................................................................................... 96
Figura 70: Estampas ............................................................................................... 97
Figura 71: Quadro de imagens ................................................................................ 97
Figura 72: Quadro de imagens ................................................................................ 98
Figura 73: Quadro de imagens ................................................................................ 98
Figura 74: Quadro de imagens ................................................................................ 99
Figura 75: Quadro de imagens ................................................................................ 99
Figura 76: Painel de Estado do design .................................................................. 100
Figura 77: Painel de Estado do design .................................................................. 101
Figura 78: Painel de Estado do design .................................................................. 101
Figura 79: Painel de Estado do design .................................................................. 102
Figura 80: Painel de Estado do mercado do luxo .................................................. 103
Figura 81: Painel de serviços premiuns ................................................................. 104
Figura 82: Painel de serviços premiuns ................................................................. 104
Figura 83: Sala de cinema com serviços personalizados ...................................... 105
Figura 84: Produtos Primiuns ................................................................................ 105
Figura 85: Pista de esqui no deserto de Dubai ...................................................... 106
Figura 86: A moda nos ambientes privados .......................................................... 106
Figura 87: A potência chamada China .................................................................. 107
Figura 88: Restaurante El Bulli na Espanha ..........................................................107
Figura 89: Restaurante israelense Red Sea Star ..................................................108
Figura 90: Chanel .................................................................................................. 109
Figura 91: Imagens do ultimo desfile Cori ............................................................. 110
7
Figura 92: Imagens do ultimo desfile Lino Villaventura ......................................... 111
Figura 93: Lorenzo Merlino .................................................................................... 111
Figura 94: Coleção outono/inverno de Priscilla Darolt ........................................... 112
Figura 95: Coleção outono/inverno Tereza Santos ............................................... 112
Figura 96: Coleção verão 2008 de Wilson Ranieri ................................................ 113
Figura 97: Coleção inverno 2008 Cris Barros ........................................................ 113
Figura 98: Banana Republic .................................................................................. 115
Figura 99: Loja Celine na Villa Daslu em SP ......................................................... 116
Figura 100: Uma parte da loja Chanel na Villa Daslu em SP ................................ 116
Figura 101: Desfile de coleção inverno 2007 Chanel ........................................... 117
Figura 102: Expositor da loja Dior na Villa Daslu em SP ....................................... 117
Figura 103: Campanha de inverno 2008 ...............................................................118
Figura 104: Loja Dolce e GAbbana na Villa Daslu ................................................. 118
Figura 105: Campanha de inverno 2008 ...............................................................119
Figura 106: Loja Emilio Pucci na Villa Daslu ......................................................... 119
Figura 107: Loja Gucci na Villa Daslu ....................................................................120
Figura 108: Campanha de inverno 2008 Gucci ..................................................... 120
Figura 109: Loja Moschino na Villa Daslu ............................................................. 121
Figura 110: Campanha de inverno 2008 Moschino ............................................... 121
Figura 111: Loja Prada na Villa Daslu ...................................................................122
Figura 112: Filtro de Marcas .................................................................................. 123
Figura 113: Lino Villaventura ................................................................................. 124
Figura 114: Desfile da coleção de inverno 1997 .................................................... 125
Figura 115: Desfile da coleção de inverno 2007 .................................................... 125
Figura 116: Glória Coelho ...................................................................................... 126
Figura 117: Desfiles Gloria Coelho (2007) ............................................................. 127
Figura 118: CORI .................................................................................................. 128
Figura 119: Le Lis Clanc ........................................................................................ 129
Figura 120: Giselle Nasser .................................................................................... 130
Figura 121: Coleção Giselle Nasser ...................................................................... 130
Figura 122: Organograma ..................................................................................... 139
Figura 123: Principais decisões do processo de administração ............................ 140
8
Figura 124: Fluxograma ......................................................................................... 144
Figura 125: Ficha de acompanhamento 01 ........................................................... 146
Figura 126: Ficha de acompanhamento 02 ........................................................... 147
Figura 127: Coleções anuais ................................................................................. 149
Figura 128: Ficha técnica (folha 01) ...................................................................... 151
Figura 129: Ficha técnica (folha 02) ...................................................................... 152
Figura 130: Ficha técnica (folha 03) ...................................................................... 153
Figura 131: Ficha técnica (folha 04) ...................................................................... 154
Figura 132: Ficha técnica (folha 05) ...................................................................... 155
Figura 133: Coleções anuais ................................................................................. 158
Figura 134: Etapas do plano de marketing da empresa Garbo ............................. 159
Figura 135: Estudos da Logo (fonte e motivo) ....................................................... 167
Figura 136: Estudos da Logo (união de fonte e motivo) ........................................ 167
Figura 137: Formato escolhido para a logo ........................................................... 168
Figura 138: Papel de embrulho e sacola de tecido ................................................ 168
Figura 139: Caixa e sacola .................................................................................... 169
Figura 140: Capa e cabides ................................................................................... 169
Figura 141: Fita e adesivo ..................................................................................... 169
Figura 142: Tag ..................................................................................................... 170
Figura 143: Caixa para transportadora .................................................................. 170
Figura 144: Cartão de visitas ................................................................................. 170
Figura 145: Envelope (frente e verso) ................................................................... 171
Figura 146: Papel Ofício ........................................................................................ 171
Figura 147: Capa e interior de cds ........................................................................ 172
Figura 148: Fluxos de materiais e de informações ................................................ 177
Figura 149: Medidas para cadeiras e mesas ......................................................... 180
Figura 150: Altura da bancada .............................................................................. 180
Figura 151: Altura correta para mesa sem regulagem .......................................... 181
Figura 152: Imagem da mesa de desenho regulável ............................................. 181
Figura 153: Bom ambiente de trabalho ................................................................. 182
Figura 154: Fachada .............................................................................................183
Figura 155: Recepção ........................................................................................... 184
9
Figura 156: Sala de espera ................................................................................... 184
Figura 157: showroom ...........................................................................................184
Figura 158: Copa ................................................................................................... 185
Figura 159: Administração ..................................................................................... 185
Figura 160: Diretoria .............................................................................................. 186
Figura 161: Diretoria .............................................................................................. 186
Figura 162: Histórico ............................................................................................. 187
Figura 163: Criação ............................................................................................... 187
Figura 164: Criação ............................................................................................... 188
Figura 165: Camarim ............................................................................................. 188
Figura 166: Vestiário ............................................................................................. 189
Figura 167: Estoque ..............................................................................................189
Figura 168: Modelagem ......................................................................................... 190
Figura 169: Talhação ............................................................................................. 190
Figura 170: Costura ............................................................................................... 191
Figura 171: Controle de qualidade ........................................................................191
Figura 172: Empacotamento ................................................................................. 192
Figura 173: Estoque de produtos prontos ............................................................. 192
Figura 174: Expedição ........................................................................................... 193
Figura 175: Planta baixa ........................................................................................ 193
10
LISTA DE QUADROS
Quadro 01: Cronograma de atividades .................................................................... 17
Quadro 02: Modelo de questionário aplicado .......................................................... 75
Quadro 03: Companhias de luxo ............................................................................. 87
Quadro 04: crescimento anual do segmento ........................................................... 87
Quadro 05: Segundo modelo de questionário aplicado ......................................... 123
Quadro 06: Análise PFFOA da marca Lino Villaventura ........................................ 132
Quadro 07: Análise PFFOA da marca Glória Coelho ............................................ 132
Quadro 08: Análise PFFOA da marca CORI ......................................................... 133
Quadro 09: Análise PFFOA da marca Le Lis Blanc ............................................... 133
Quadro 10: Análise PFFOA da marca Giselle Nasser ........................................... 133
Quadro 11: Informações sobre pesquisa externa .................................................. 134
Quadro 12: Pontos positivos, desafios, ameaças e soluções ................................ 135
Quadro 13: Os pontos de Deming ......................................................................... 141
Quadro 14: Orçamento em revistas para anúncio publicitário e cobertura de evento
................................................................................................................................ 163
Quadro 15: Orçamento em jornais para cobertura de eventos e entrevistas ......... 163
Quadro 16: Orçamentos diversos (valores para todos os meses do plano) 032009/03-2011 .........................................................................................................164
Quadro 17: Orçamentos com todos os serviços para o período de 03-2008 à 032011 .......................................................................................................................164
Quadro 18: Inteligências ........................................................................................ 178
Quadro 19: Planilha de custos do terreno e construção ........................................ 194
Quadro 20: Planilha de custos de móveis sanitários ............................................. 194
Quadro 21: Planilha de custos de móveis ............................................................. 194
Quadro 22: Planilha de custos de equipamentos .................................................. 195
Quadro 23: Planilha de ferramentas e outros com valores aproximados .............. 196
Quadro 24: despesas fixas mensais ...................................................................... 199
Quadro 25: composição dos salários .................................................................... 199
Quadro 26: Custo por produto ............................................................................... 199
11
Quadro 27: Calculo preço de venda ......................................................................199
Quadro 28: demonstração de resultados por coleção ........................................... 200
Quadro 29: resultados por Bi-mestre ..................................................................... 200
Quadro 30: Demonstração da depreciação ........................................................... 201
12
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 14
1.1 Objetivo Geral .................................................................................................... 14
1.2 Objetivos específicos ......................................................................................... 15
1.3 Metodologia ........................................................................................................ 15
2 PLANO DE NEGÓCIO (DESCRIÇÃO) ................................................................. 19
2.1 Objetivo principal da empresa Garbo ................................................................. 19
2.2 Objetivo específico da empresa Garbo .............................................................. 19
2.3 Missão ................................................................................................................19
2.4 Visão ..................................................................................................................20
2.5 Valores ............................................................................................................... 20
2.6 Responsabilidade social ..................................................................................... 20
2.7 Constituição legal ............................................................................................... 20
2.8 Conceito da empresa/marca .............................................................................. 21
3 REVISÃO BIBLIOGRAFICA ................................................................................. 23
3.1 Histórico da moda no século XX ........................................................................ 23
3.2 Passos da moda no Brasil ..................................................................................48
3.3 Linha do tempo ................................................................................................... 65
4 PESQUISA DE MERCADO .................................................................................. 72
4.1 Público-alvo ........................................................................................................ 72
4.2 A moda como comunicação e classificação social ............................................. 80
4.3 Mercado do luxo ................................................................................................. 81
4.4 Estado do design ................................................................................................ 91
4.5 Concorrentes .................................................................................................... 109
4.6 Análise dos cinco concorrentes ........................................................................ 131
4.7 Abrangência geográfica .................................................................................... 137
5 GESTÃO EMPRESARIAL .................................................................................. 139
5.1 Administração geral .......................................................................................... 140
5.2 Plano e controle de produção ........................................................................... 143
5.3 Plano de marketing .......................................................................................... 159
13
5.4 Setor de finanças ............................................................................................. 172
5.5 Plano de logística ............................................................................................. 175
5.6 Setor de recursos humanos ............................................................................. 177
5.7 Estrutura física da empresa .............................................................................. 179
6 INVESTIMENTO ................................................................................................. 198
6.1 Composição dos custos e informações gerais ................................................. 198
6.2 O enquadramento tributário da empresa foi feito da seguinte forma ................ 198
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 202
8 REFERÊNCIAS ................................................................................................... 203
ANEXOS ................................................................................................................ 207
14
1 INTRODUÇÃO
Vestir! Qual a verdadeira função das roupas nos dias atuais? E o que vem a
ser o luxo? Será que se relaciona ao supérfluo, com a demonstração de posição
social, o saldo na conta bancária?
Este projeto irá responder a essas perguntas de forma sucinta, porém, clara.
A busca pela construção, ou a desconstrução de conceitos, fazem da década
atual um marco. Essa tendência, segundo Laver (2005), iniciou em 1990, e é diante
de imensas lacunas que as criações de moda acontecem. Uns preferem o que está
em evidência, outros buscam o que há de sofisticação, elegância, grife. O desejo de
adquirir vem através da mídia, das necessidades criadas pelos bons planos de
marketing, pelo fator emocional, que impulsiona o desejo. Raramente uma mulher
busca uma loja e compra com a simples finalidade de vestir. É ai que entra o
mercado do luxo. Ultimamente ouve-se muito a respeito do luxo no Brasil, e mesmo
que sem manifestações, a grande maioria das mulheres adoraria estar adquirindo
produtos deste segmento.
A proposta da empresa Garbo é justamente a de alimentar este mercado,
mas com o diferencial, de confeccionar peças totalmente exclusivas.
No Brasil este segmento é promissor, segundo pesquisa concluída no ano de
2007 pela empresa de consultoria MCE, o Brasil ainda está em fase embrionária,
porém, o mercado do luxo de 2006 a 2007 cresceu 18%, o que não deixa de ser um
excelente percentual, já que é a indústria brasileira detém o maior índice de
crescimento do país.
O mercado é amplo, como mostram as pesquisas presentes neste projeto,
fatores como seriedade, competência, compromisso e qualidade são extremamente
importantes para se constituir uma empresa sólida e manter seu crescimento.
1.1 Objetivo Geral
Propor um plano de negócio para a abertura da empresa Garbo, que
confeccionará roupas exclusivas para o público feminino.
15
1.2 Objetivos específicos
• Pesquisar o histórico da moda nacional e internacional e sobre o mercado do
luxo.
• Levantar as informações necessárias sobre o estado do design neste segmento, e
sobre o público alvo.
• Compilar as informações para elaborar um plano de negócio com estratégia de
marketing para a empresa.
1.3 Metodologia
Depois de analisar processos de desenvolvimento de plano de negócio como
Negócio Certo (SEBRAE/SC – 2008), Araujo 1984, Russomano 2000 e sob a
orientação do Professor Roberto Hering, criou-se uma metodologia como segue
abaixo:
•
Plano de negócio (descrição)
•
Cronograma
•
Revisão bibliográfica (pesquisa histórica)
•
Pesquisa de mercado
- Público alvo
- Moda como comunicação pessoal e social
- Mercado do luxo
- Estado do design
- Concorrentes
- Abrangência Geográfica
•
Gestão empresarial
- Administração geral
- Plano e controle de produção
- Plano de marketing
- Setor de finanças
- Plano de logística
16
- Setor de RH
- Estrutura física da empresa
•
Investimento
•
Considerações finais
Neste capítulo há uma breve, explicação do que cada etapa da metodologia
acima significa.
1.3.1 Plano de negócio
Segundo SEBRAE (2008), plano de negócio é uma expressão e ferramenta
que foi descoberta há poucos anos, e que passou a fazer parte do cotidiano dos
empreendedores. Ele é atualmente exigido em praticamente todas as operações de
crédito de médio porte e tornou-se essencial na busca de financiamentos e
parcerias.
Com o plano de negócio é possível traçar um percurso para empresas de
qualquer segmento. Neste projeto o plano de negócio se foca no desenvolvimento
de uma empresa de vestuário. Para isso é necessário conhecer o público alvo, fazer
levantamento de dados históricos, saber como está o estado do design, bem como
os possíveis concorrentes, desenvolver com base em pesquisas um planejamento
de produção e de marketing.
1.3.2 Cronograma
Segundo Jones (2005), o cronograma é o gerenciador do tempo. Nesta
ferramenta programa-se todas as etapas do projeto, principalmente datas e
compromissos a serem concluídos ou entregues. Tal recurso se aplica a este projeto
de forma a auxiliar nas datas de conclusão de capítulos, entrega de relatórios e
apresentações de bancas. Segue cronograma para este projeto.
17
Quadro 01: Cronograma de atividades
ENCONTRO
01
02
03
04
05
06
07
DATA
13-03-08
20-03-08
25-03-08
27-03-08
03-04-08
10-04-08
17-04-08
08
20-04-08
09
25-04-08
10
28-04-08
11
30-05-08
12
13
14
15
16
05-05-08
06-05-08
07-05-08
08-05-08
09-05-08
17
10-05-08
18
11-05-08
19
14-06-08
20
21
16-06-08
14-07-08
CRONOGRAMA
Proposta para TCC
Detalhamento do plano de negócio
Pesquisa histórica das peças de vestuário
Pesquisa de mercado
Pesquisa de mercado
Pesquisa de mercado
Pesquisa de mercado
Concluir 1° fase do projeto para apresentação de banca
entre (22-23 e 23/04)
Planejamento e controle de produção + ergonomia dos
postos de trabalho
Planejamento e controle de produção + ergonomia dos
postos de trabalho
Planejamento e controle de produção + ergonomia dos
postos de trabalho
Pontos fortes e fracos do negócio
Plano de marketing
Plano de marketing
Finanças
Finanças
Prospecção de abrangência geográfica, conclusão do
TGI
Concluir 2° fase do projeto para apresentação de banca
entre (13-14 e 15/05)
Concluir TGI e apresentação para banca final entre (1606-2008 / 14-07-2008)
Entrega das três vias de relatório
Entrega do CD de apresentação em PDF
Fonte: Elaborado pela autora
1.3.3 Revisão Bibliográfica
A revisão bibliográfica, segundo FURB (Fundação Universidade de Blumenau
- 2008), a revisão bibliográfica constitui-se na análise comentada dos trabalhos
realizados na matéria de enfoque de uma pesquisa.
A pesquisa bibliográfica refere-se a um breve levantamento histórico da
evolução das peças de vestuário tal como a empresa Garbo pretende produzir. Além
de ser fundamental para área de criação, esta pesquisa é extremamente importante
para que se possa saber da aceitação das peças em outras datas e criar novas
formas de uso para os dias de hoje e do futuro.
18
1.3.4 Pesquisa de mercado
A pesquisa de mercado está relacionada ao público alvo da empresa, ao
mercado do luxo, ao estado do design, aos concorrentes, e abrangência geográfica.
Cada item citado será devidamente explicado dentro da pesquisa de
mercado.
1.3.5 Gestão administrativa
Este capítulo irá tratar de toda a estrutura administrativa de empresa, onde
cada setor será planejado. Dentre as áreas da gestão administrativa estão:
administração geral, plano e controle de produção, marketing, finanças, logística,
recursos humanos e a estrutura física da empresa.
1.3.6 Custos
O capítulo que custos demonstrará, os custos fixos e variáveis da empresa,
e o valor de custo e de venda das peças produzidas pela empresa Garbo.
1.3.7 Considerações finais
Este é o capítulo onde é dado o veredicto final, pois após todos os estudos,
levantamentos e projeções, será possível concluir, se será viável ou não pôr em
prática, aplicar ao mercado, tudo aquilo que foi desenvolvido no projeto.
19
2 PLANO DE NEGÓCIO (DESCRIÇÃO)
Segue a descrição sobre o plano de negócio deste projeto.
1 Razão Social: Garbo LTDA
2 Nome Fantasia: Garbo
3 Segmento: moda feminina
4 Público: Feminino (adulto)
5 Produtos: Camisaria, Tailleur, Blazer, Casacos e Costumes.
6 Forma de produção: Própria
7 Local e venda: Lojas multimarcas
Todas as etapas desde criação até a embalagem, bem como toda
administração e vendas serão realizadas no mesmo local, na cidade de Florianópolis
– Santa Catarina.
2.1 Objetivo principal da empresa Garbo
O objetivo da empresa Garbo é fazer de suas peças objetos de desejo para o
público feminino.
2.2 Objetivo específico da empresa Garbo
Satisfazer o público consumidor, proporcionando-lhe conforto, sofisticação,
exclusividade e status.
2.3 Missão
Transformar as peças, que são exclusivas, em objetos de desejo, e tornar-se
uma das melhores e mais conceituadas empresa no segmento de luxo.
20
2.4 Visão
Ser uma empresa de renome no segmento do luxo, atuar no mercado
nacional e internacional, levando em suas criações os valores étnicos e culturais do
Brasil.
2.5 Valores
Manter sob controle as diversas variáveis envolvidas no negócio é
indispensável para sustentar o desenvolvimento ao longo do tempo. A Garbo elege
um conjunto de valores que são:
•
Ética;
•
honestidade;
•
pontualidade;
•
sofisticação;
•
consciência ecológica.
2.6 Responsabilidade social
Em busca de um mundo melhor, a Garbo contribuirá com meio ambiente,
além de seguir as normas dos organismos fiscalizadores como FATMA e outros,
atuará, com utilização de materiais reciclados e recicláveis em todas as aplicações
possíveis, usando os materiais excedentes na confecção de peças em patwork.
2.7 Constituição legal
A empresa será constituída pela razão social Garbo LTDA, tendo como
proprietária Paula Domingues Serafim.
21
2.8 Conceito da empresa/marca
A busca pela perfeição é o que moverá a empresa para que nunca deixe de
se ater aos mínimos detalhes, atendo a marca Garbo com sua própria terminologia,
alcançando o ápice da elegância, da sofisticação, do bom gosto e da confiabilidade.
Segundo Ferreira (2003, p. 969), Garbo significa elegância, galhardia,
donaire, pundonor, brio, bizarria distinção e primor.
Todos estes adjetivos incorporam a marca e somam-se ao conceito da
empresa que quer que, ao ver, ouvir falar, adquirir e vestir qualquer peça da marca
Garbo, a consumidora tenha instantânea percepção dos conceitos e valores da
empresa. Pode-se então, definir seus principais conceitos como:
•
Exclusividade;
•
elegância;
•
status;
•
sensualidade;
•
conforto;
•
confiabilidade;
•
qualidade / durabilidade;
•
luxo;
•
experiências.
“Me conte e eu esquecerei, me mostre e eu lembrarei, me envolva e eu
entenderei”(FERREIRINHA, 2008).
Seguem painéis de conceito da empresa / marca Garbo.
22
Figura 01: Painel conceitual focando o conceito da empresa
Fonte: Elaborado pela autora
A marca irá criar uma atmosfera de prazeres para as consumidoras, que só
serão saciados quando estiverem usando um dos produtos da Garbo. Isso porque
ao usar uma das peças da marca, a mulher se transformará, sentindo-se única,
admirada, especial, privilegiada e segura para ir a qualquer lugar.
Segundo
Ferreirinha
experiências suprem desejos”.
(2008),
“os
produtos
suprem
necessidades
e
23
3 REVISÃO BIBLIOGRAFICA
A revisão bibliografia deste projeto refere-se ao levantamento de informações
da história da moda. “A moda é o reflexo da sociedade, ou de parte dela, é a
linguagem subjetiva de comunicação entre os homens” (WIKIPEDIA, 2008).
“A moda é formação essencialmente sócio-histórica, circunscrita a um tipo de
sociedade” (LIPOVETSKY, 1989, p. 23).
3.1 Histórico da moda no século XX
A pesquisa histórica conta um pouco dos acontecimentos que de alguma
forma influenciaram a moda durante o século XX, e que continuam servindo de
inspiração para criadores de tendências ou de estilo, até os dias de hoje.
Tal pesquisa mostrará quando as peças que a empresa Garbo pretende
produzir começaram a ser usadas, a aceitação, a variação de tamanho e de seus
formatos.
3.1.1 Década de 1910
Segundo Braga (2004), na década de 10 no século XX, ocorreu a primeira
Guerra Mundial que mais precisamente foi de 1914 a 1918. Com a ausência da
figura masculina no campo de trabalho as mulheres passaram a exercer funções em
diversas áreas como a de saúde, transporte, agricultura, indústria e outras. Foi o
começo da emancipação feminina.
Com as mudanças dos hábitos femininos, houve a necessidade de mudanças
de vestuário, naquele momento os tons predominantes eram os escuros e as roupas
eram funcionais.
Entre as mudanças tivemos o abandono do espartilho, os vestidos se
encurtaram até a altura das canelas, para facilitar os movimentos no trabalho,
adotaram-se as meias escuras para esconder as pernas, os sapatos ficaram mais
aparentes.
24
Braga (2004) apresenta em seu livro o que mudou nessa década, salientado a
queda do espartilho e o começo do encurtamento das saias é que foram as marcas
registradas da moda nos anos de 1910 do século XX. Dentre os novos hábitos estão
os cortes de cabelo, a liberdade para dirigir automóveis, fumar.
Em 1916 Gabrielle Coco Chanel inovou com seus tailleurs de jérsei, ou seja,
uma malha com toque macio e sedoso com aspecto elástico. Com o passar do
tempo Chanel se consolidou no setor e tornou-se o nome mais importante de toda a
moda do século XX.
A figura 02 mostra como as mulheres se vestiam antes das mudanças
mencionadas neste capítulo e a figura 03 apresenta três tipos de tailleurs de Coco
Chanel já adaptados ao contexto histórico em que viviam.
Figura 02: Imagem de como se vestiam antes das mudanças
Fonte: BRAGA, 2004
25
Figura 03: Os tailleurs de Chanel
Fonte BRAGA, 2004
Os nomes mais marcantes da moda nesta década foi o da Gabrielle Coco
Chanel e de Paul Poiret.
3.1.2 Década de 1920
Conhecidos como os anos loucos, Braga (2004, p. 72) diz que “[...] as
mudanças foram tantas e tão marcantes que fica difícil desvincular a palavra ‘novo’
dessa década”. As mulheres continuaram a trabalhar, ganhar seu dinheiro e
consumir.
Os ritmos de dança como jazz, foxtrote e charleston, contribuíram para as
mudanças em que as roupas tiveram de ser adaptadas. Essas adaptações foram
aplicadas nas bainhas dos vestidos que continuaram a subir, e em 1925 chegaram a
ficar logo abaixo dos joelhos conforme figura 4.
26
Figura 04: Saias abaixo do joelho
Fonte BRAGA, 2004
As meias que faziam sucesso eram as de seda, porém, diferente da década
anterior, estas eram do tom da pele.
O movimento artístico do Art Déco1 influenciou a moda de forma que as
mulheres passaram a negar toda e qualquer referência curvilínea. As roupas
possuíam um aspecto tubular que variavam de justos a amplos, a altura da cintura
foi deslocada para o quadril, passando a chamar-se de “cintura baixa”. Com a
cintura baixa as curvas do quadril não apareciam, os volumes sumiram e esta forma
de vestir deixava as mulheres andróginas2. Esta moda durou até meados de 1925.
1
Art Decó segundo FERREIRA (1999) foi movimento artístico de 1925 onde os artistas privilegiavam
as formas geométricas.
2
Androginia “De aparência ou modos indefinidos, entre masculino e feminino [...].” (FERREIRA, 1999
p. 136).
27
Figura 05: Modelos de vestido que não marcavam corpo
Fonte BRAGA, 2004
A diferenciação de classes sociais foi um fator de grande relevância nesse
decênio, e não era possível distinguir a categoria de uma pessoa apenas por suas
vestimentas. A indumentária até então tinha como um dos papeis principais
classificar as pessoas, mas a partir daquela década este fato passa a ser
secundário.
As roupas práticas e simplificadas deixaram as mulheres uniformizadas. O
que realmente mudava eram as cores e os tecidos estampados, de forma
assimétrica. Uma peça quase que fundamental era a anágua, usada por baixo da
saia ou vestido. Calças pantalonas também eram usadas, mas não foi o que marcou
a década. Já o chapéu, com abas pequenas que costumavam cair pelas laterais foi
muito usado ao tempo.
Os criadores que começaram a impor suas propostas na moda nessa década
foram: Chanel (1983 – 1971), Madame Pequin (1860 – 1936), Jean Patou (1880 –
1936), Madeleine Vionnet (1876 – 1975), Jeane Lavin (1867 – 1946) e Lucien
Lelong (1889 – 1958).
28
3.1.3 Década de 1930
A crise de 1929, que foi a queda da bolsa de Nova Iorque, abalou a economia
mundial, segundo SENAC (2005); a inflação disparou, o desemprego aumentou e
surgiram na Europa os regimes autoritários como o nazismo na Alemanha e o
fascismo na Itália.
Mas mesmo com a crise financeira, aquele foi um período de produção. As
classes mais favorecidas pareciam ignorar a crise e continuavam a viver como
antes. A grande influência da década veio do cinema: atrizes de Hollywood como
Greta Garbo, Marlene Dietrich, entre outras, tiveram uma grande contribuição para
o fim da androginia.
Segundo Braga (2004), os vestidos encompridaram novamente, de dia a
altura era de 25 cm do chão e era chamado de mi-molet, que significa da altura da
panturrilha, e os vestidos da noite eram longos até o chão, porém, deixavam as
costas à mostra.
O cetim, com seu toque sedoso, brilhos e a silhueta marcada, formaram a
ordem da vez. A cintura voltou para o lugar, tornando-se acentuada, e os tecidos
ficaram variados desde os naturais, passando pelos sintéticos. Mas, as mulheres
elegeram o cetim, que foi sem dúvida o tecido mais usado nessa década.
Os cortes de tecidos eram o godê e o evasê. Madeleine Vionnet (1876 –
1975) introduziu o corte em viés, que no cetim dava um toque a mais de feminilidade
às mulheres.
Como saída de banho de mar, a peça mais usada era a calça pantalona que
Chanel já havia criado na década anterior, mas que só agora passou a ser usada
com mais freqüência. Com o tempo as calças foram tomando outras formas
conforme imagem seguinte, onde a própria Chanel está vestindo uma de suas
calças.
29
Figura 06: Calça de linho Coco Chanel
Fonte: BAUDOT, 2002
Outra criadora que estava em evidência era Madeleine Vionnet que inspirada
nas esculturas da antiguidade clássica grega, criava volumes em vestidos dandolhes um ar de leveza e suavidade.
Figura 07: Vestido de Madeleine Vionnet
Fonte: BAUDOT, 2002
30
Por volta da metade da década de 1930, a moda começa a receber
influências dos uniformes militares, mas como estava longe de iniciar a Segunda
Guerra mundial, esta tendência entra em evidência apenas na década de 1940.
Madame Grès (1910 – 1993) usava e ousava nos efeitos drapeados. Elsa
Schiaparelli (1980–1973) introduziu os conhecimentos surrealistas da arte,
inspirando-se em Salvador Dali e em Jean Cocteau. Outros nomes como Jeanne
Lanvin (1876 – 1946) e Cristobal Balenciaga (1895 – 1972) também contribuíram
com a moda nessa década que se fecha com o início da segunda Guerra Mundial
em 1939 e acaba em 1945.
3.1.4 Década de 1940
Durante o período de 1939 a 1945, a palavra de ordem foi à recessão.
Segundo Braga (2004) as mulheres passaram a usar duas peças de roupa formando
o look tanto de dia como de noite. Estas duas peças eram compostas por casaco e
saia. Alem dos tecidos serem racionados através de uma caderneta anual para cada
mulher, a composição era de origem simples, sem ostentação.
Por conta da escassez de produtos de beleza, falta de cabeleireiros e a
necessidade de trabalhar, as mulheres passaram a usar lenços e turbantes nos
cabelos, com a finalidade de proteger e de escondê-los. A falta das meias de nylon
fez com que as pernas fossem pintadas com pasta, a imitar o tom da pele, e na
parte de trás desenhavam pontilhados em lápis, inventando a costura da meia.
31
Figura 08: Imagem de Schiaparelli usando faixa na cabeça e umas das formar em que o
turbante era usado
Fonte: SENAC, 2000
Com a influência das roupas militares como paletós e fardas, a moda feminina
passa a fazer uso das ombreiras, deixando uma linha vertical abaixo do pescoço.
Surge também nesse período a calça-saia que proporcionava conforto e maior
mobilidade, principalmente para as mulheres que tinham que andar de bicicleta.
Com o término da guerra, Paris organizou uma exposição chamada Le
Théâtre de La Mode, que correu o mundo para divulgar os vestidos dos grandes
nomes como Cristóbal Balenciaga (1895 – 1972), Pierre Balmain (1914 – 1982),
Christian Dior (1905 – 1957), Hubert de Givenchy (nascido em 1927), Jacques
Fath (1912 – 1954) e outros. A corrida para chamar as clientes novamente à Paris
funcionou e a França voltou a ter domínio em relação à moda ocidental.
No pós-guerra surge no norte da América o ready to wear, quer dizer nova
maneira de produzir, a produção passou a ser em escala industrial com repetição de
grades, de qual a França se apropriou e nominou como prêt-à-porter, em 1946.
Em 1947 Christian Dior lançou uma proposta que resgatou a feminilidade e o
luxo, perdidos durante a guerra. Esta proposta veio recheada de exagero de tecidos
e da nova acentuação da cintura feminina, ficando conhecida como New Look.
32
Figura 09: Imagem do New Look de Dior
Fonte: BRAGA, 2004
Essa foi a década que abriu as portas para as variedades da moda, que
passou a ser associada aos grupos musicais e guetos, hoje conhecidos como tribos.
3.1.5 Década de 1950
Conhecido como “os anos dourados”, essa foi uma década de sofisticação e
de muito luxo. Segundo SENAC (2005), no inicio da década, a tendência do New
Look, criada por Christian Dior, continuou em sua trilha de exagero de tecidos e as
mulheres acentuando a cintura.
As combinações de sapato com vestido estavam em alta. Os sapatos do tipo
scarpins de salto alto e bico fino, eram forrados com o mesmo tecido do vestido e
muitas vezes com adornos em rendas e até mesmo em pedras. Os chapéus que
estavam com abas maiores, não ficaram de fora. O uso de bijuterias finas imitando
jóias tornou-se um habito, bem como o de luvas.
33
Figura 10: Imagem do New Look de Dior
Fonte: BRAGA, 2004
De acordo com SENAC (2005), nessa década Dior cria três linhas de
vestuário: a primeira foi a linha H, adequada para a noite, e junto a este estilo de
vestido, voltaram os ternos masculinos e os chapéus de abas bem pequenas ou
exageradamente largas. Linha H na figura 11. A segunda foi a linha A que Dior criou
em 1955. Esta possuía um formato triangular igualmente a letra A em formato
maiúsculo, como alguns modelos na figura 12 deste capítulo. Como já mencionado
Dior criou três linhas alfabéticas, e a terceira linha foi a Y, em 1955, esta linha
mostrava golas grandes em formato de “V”, na imagem 13 é possível visualizar uma
das peças em formato de Y.
34
Figura 11: Vestido da linha H de Christian Dior
Fonte: SENAC, 2000
Figura 12: Looks da linha A de Christian Dior
Fonte: SENAC, 2000
35
Figura 13: Vestido da linha Y de Christian Dior
Fonte: SENAC, 2000
Segundo Braga (2004), o estilo americano de vestir era ligado à vida familiar
com requinte. As jovens começaram a sair do costume de vestir e passaram a
buscar uma própria identidade de moda, essa busca estava associada aos seus
gostos e forma de pensar.
[...] cardigãs de malha, saias rodadas, sapatos baixos, meias soquete
e rabos de cavalo, faziam a linha college. As calças compridas
cigarretes, justas e curtas à altura das canelas, usadas com
sapatilhas, foram muito populares entre as jovens. (BRAGA 2004,
p.85).
Nessa década aparecem as camisetas despojadas saídas do cinema para o
corpo dos jovens americanos.
Alguns dos estilistas que marcaram a década foram Christian Dior (1905 –
1957), Cristóbal Balenciaga (1972 – 1957), Pierrs Balmain (1914 – 1982),
Jacques Fath (1912 – 1954), Madame Grès (1910 – 1993), Nina Ricci (1883 –
1970), Hubert de Givenchy (nascido em 1927), entre outros grandes nomes que
então ditaram a moda.
36
3.1.6 Década de 1960
Ficou marcada por inúmeros acontecimentos, com liberdade de vestir para os
jovens, que começaram a usar a roupa como forma de expressão e adaptações da
moda aos novos tempos. “Os adolescentes exigem uma revolução na moda”.
(SENAC, 2005, p. 188)
Esta é a década das conquistas e batalhas, o homem chega à lua, os Estados
Unidos vive o conflito racial, estudantes se rebelam. A moda entra neste contexto
como forma de mostrar as diferentes opiniões e anseios.
A década de 1960 se inicia com as mulheres eroticamente desnudas,
segundo Laver (2005), marcas duras e geométricas, eram eróticas no quanto
desnudavam (ou quase) o corpo: as saias chegaram a altura das coxas, os decotes
se aprofundaram, as blusas ficaram mais transparentes, as calcinhas ficaram
menores para serem usadas com minissaias saint-tropez, as malhas justas nas
pernas. A figura 14 faz parte da coleção de Courrèges em 1968, que mostra a
geometria e a transparência.
Figura 14: Vestido curto e transparente
Fonte: LAVER, 1989
37
Figura 15: Transparecia e geometria
Fonte: LAVER, 1989
Estas minissaias deram à moda um aspecto de dinamismo e modernidade.
Os jovens passaram a seguir a moda de seus países de origem. Na França a
influência vinha de Courrèges (nascido em 1923), Pierre Cardin (nascido em
1922), Yves Saint Laurent (nascido em 1936) e Paco Rabanne (nascido em 1934).
Nesse momento a indústria prêt-à-porter estava em crescimento acelerado.
Figura 16: Modelo de Yves Saint Laurent inspirado no quadro de Mondrian
Fonte SENAC, 2000
38
Muitas formas, cores, enfim, tendências dessa década estavam ligadas aos
movimentos artísticos, aos conflitos e à busca pela liberdade. Na figura 16 pode-se
notar a direta passagem da arte de Mondrian para a moda.
De acordo com Braga (2004), Pierre Cardin trabalhou com cortes impecáveis
em seus looks. Explorando o futurismo empregou-o em macacões de malha, nas
calças mais justas, e inseriu o uso do zíper.
Paco Rabanne e outros nomes de extrema importância foram mais inusitados
ainda ao trocar o tecido, a linha e a agulha por placas de metal, arame e alicate,
sendo carinhosamente chamado por Chanel de “o metalúrgico”. (BRAGA, 2004, p.
87). A idéia de futuro era o ponto principal.
Figura 17: Modelo feito por placas de ouro
Fonte: SENAC, 2000
A Inglaterra também seguiu influenciada por criadores e por um grupo musical
chamado Beatles. Mary Quant difundiu a minissaia e a meia calça. Os Beatles
contribuíram no segmento dos terninhos, corte de cabelo e os tons coloridos das
roupas.
Emílio Pucci foi referência na Itália, trabalhou as formas mais justas em
tubinhos, usou as meias e muitos elementos geométricos e orgânicos ultra-coloridos
39
que foram copiados no mundo inteiro.
A moda aderiu ao Psicodelismo, que era o tema usado nas artes gráficas. Na
moda, este Psicodelismo foi aplicado com o uso de materiais novos como plásticos e
acrílicos.
Outro movimento que saiu da arte e entrou para a moda foi o Op Art , pois,
em meados do século XX, criadores passaram a se inspirar nesta arte para extrair
estampas e equilíbrio. As estampas eram em forma de listras geométricas em tons
de preto e de branco, usavam espirais e efeitos como positivo e negativo. A figura 18
retrata exatamente o que foi o Op Art na moda.
Figura 18: Vestido com características do Op Art.
Fonte: SENAC, 2000
Nos Estado Unidos a rebeldia foi a ordem da época, sendo que a semelhança
das roupas impossibilitavam a classificação social.
Surge a onda hippie, e os jovens que aderiram a este movimento eram contra
a Guerra do Vietnan. O slogan do movimento era Flower Power e Peace and Love.
As características deste grupo eram visíveis em suas roupas despojadas,
desleixadas, com detalhes artesanais, patchworks, saias longas de crepe indiano,
40
calças boca de sino, e outras indumentárias. A próxima figura mostra um pouco do
que foi a moda hippie.
Figura 19: Moda hippie
Fonte: Baudot, 2002
Essa década também ficou marcada pela democratização da moda, onde a
tendência masculina servia para a feminina, e vice versa. Com esta nova proposta
as mulheres aderem mais aos cortes masculinos, aceitação que também ocorre pelo
fato da mulher estar no campo de trabalho e precisar de mais praticidade e
seriedade nas roupas. A figura 20 mostra uma mulher vestindo calça, camisa e
colete, roupas típicas do guarda-roupa masculino.
41
Figura 20: Roupa masculina em nova forma
Fonte: SENAC, 2000
3.1.7 Década de 1970
A moda hippie continuou com seus seguidores e referencias nessa década,
mas, no entanto a moda havia se diversificado muito. Varias opções de estilos foram
se tornando referência de moda.
Os bureaux de style, que em português quer dizer “cadernos de tendências”,
foram difundidos na metade dessa década em Paris. Porém, seu surgimento foi em
aproximadamente 1950. O bureaux mais conhecido foi o Promostyle, que é usado
até hoje. Esta foi outra ferramenta que os criadores de moda passaram a consultar,
pois no bureaux estavam os estudos preliminares de tendências mercadológicas,
propriamente sugestões para a moda.
Segundo Braga (2004), a busca de inspiração no passado também foi uma
ferramenta bastante usada e a moda antiga volta com adaptações e de cara nova.
Uma destas novas antigas tendências foi o New Romantic, que em português
quer dizer o “novo romantismo”. As características principais desta corrente são as
estampas florais, acabamentos em renda, uso de chapéus de palha com acessórios
e volumes de tecidos aplicados especialmente nas saias.
Enquanto uma parte das mulheres se voltava para o romantismo, outra parte
estava em busca da afirmação feminina no mercado de trabalho, e obviamente se
42
vestiam de maneira diferente.
A busca pela independência e igualdade em relação aos homens fez com que
as mulheres competissem à altura, de igual para igual, o que trouxe para o guardaroupa feminino as peças do vestuário masculino. Tal tendência já havia começado
em tempos anteriores, nessa década as mulheres realmente mostram que estão
vestidas para o mercado de trabalho. Nas imagens 22 e 23 pode-se observar a nova
forma da mulher se vestir.
Figura 21: Roupa masculina em nova forma
Fonte: SENAC, 2000
43
Figura 22: Roupa masculina em nova forma
Fonte: SENAC, 2000
Como se pode observar, os novos trajes femininos passaram por adaptação
para o corpo feminino. Para outras situações, a calça jeans era uma peça que servia
muito bem tanto aos homens como às mulheres, conforme figura 23.
Figura 23: Calça Jeans
Fonte: SENAC, 2000
44
O jeans variava desde a calça boca de sino, à mais justas. Os grandes
especialistas neste segmento à época foram Marithé (nascida em 1942) e François
Girbaud (nascido em 1945).
O estilo glamour também foi outra forte referência dessa década, cujo estilo
surgiu associado aos grupos musicais em alta como Bryan Ferry and Roxy Music,
David Bowie, Rod Stewart, Elton John e outros. A característica deste estilo foi o
brilho e um determinado tipo de bota de cano longo e salto plataforma.
Figura 24: Moda glamour
Fonte: Baudot, 2002
O desemprego e a falta de expectativa por um futuro melhor, fez com que
alguns jovens se revoltassem, e para mostrar a desaprovação criaram o estilo punk,
no qual se vestiam com jaquetas de couro em tons de preto, e suas calças e outras
peças eram rasgadas, as botas surradas usavam-se muito uso do metal, em
correntes, pulseiras, brincos etc., com o objetivo de agredir a sociedade. As imagens
seguintes mostram um pouco de como os punks se vestiam.
45
Figura 25: Jovens punks
Fonte: Braga, 2004
Estas imagens mostram como os jovens queriam agredir a sociedade, usando
o próprio corpo.
A década de 1970 foi sem dúvida de grandes acontecimentos no contexto da
moda. As tribos começaram a aparecer e a brigar por espaço e respeito. Foi o início
da luta contra o preconceito, com as mulheres conquistando seu espaço e os jovens
em geral demonstrando com obstinação que pretendiam alcançar seus ideais.
3.1.8 Década de 1980
A pluralidade de opções de moda, faz parte desta década. Segundo Braga
(2004), nesta década houve uma verdadeira profusão de influências e contrastes,
onde os opostos começaram a conviver em harmonia.
Os anos de 1980 começam com a febre da música disco. Os grupos de moda
ou tribos constituíram-se e seus membros se vestiam de acordo com os ideais de
cada um. Os darks trouxeram à moda o romantismo e o aspecto religioso. Criadores
japoneses levaram à Paris a proposta de limpeza de visual.
A cor preta oriunda da tribo punk foi usada pela tribo dark, escuro, fazendo jus
ao que é o como o próprio nome. A mesma cor também foi usada pela tribo gótica,
minimalistas e outras.
46
O jeans passou a ser usado de forma massificada, como roupa de trabalho,
renovada em suas raízes, e que tinha voltado à moda nos anos de 1970. O smoking
e os vestidos longos voltam a reinar nas festas.
De acordo com Braga (2004), o primeiro japonês que chegou em Paris foi
Kenzo (nascido em 1939). Outros nomes como Rei Kawakubo (nascido em 1943),
Issey Miyake (nascido em 1938) e Yohji Yamamoto (nascido em 1943) também
trabalharam com a limpeza das formas da moda.
Com tantas opções de tribos, de comportamento, enfim de forma de vestir, as
revistas, segundo Laver (2005), começaram a assumir um papel muito mais inovador
ao fornecer diretrizes, e bom senso na moda. As mulheres tiveram mais
conhecimento sobre cortes de tecidos do que em qualquer época, desde a Segunda
Guerra Mundial, e estavam bem equipadas para criarem seus próprios looks.
Luxo, poder e status podem definir com exatidão os desejos dessa década. A
moda e a propaganda apressaram-se em suprir tais necessidades, com bastante
dourado em acessórios de grandes proporções, muita riqueza e glamour.
As modelagens eram amplas, com cintura marcada, mas também mostravam
as curvas conquistadas na academia, em modelos justinhos. Volumes também eram
conquistados com pregas e drapeados.
3.1.9 Década de 1990
De acordo com Braga (2004), como a queda do muro de Berlim em 1989
representou o fim de uma era e o início de uma nova reflexão política, na moda não
foi diferente. Com esse acontecimento veio o fim das barreiras e preconceitos no
vestir, e surge a liberdade de se expressar visualmente.
Nos Estados Unidos o estilo mais descontraído ganha forças com a
sobreposição de roupas. Os grupos que ficaram em evidência nesta década foram
os clubbers, dragqueens, cybers, ravers entre outros que definiam a moda jovem.
A falta de identidade diante tantas opções, tornou-se a verdadeira identidade
da década. As pessoas passaram a se vestir de acordo com o humor do dia, muitos
não estavam inseridos em nenhuma tribo, mas, usavam as roupas que as
classificavam, muitas vezes misturando as indumentárias caracterizadoras das tribos
47
em um look.
Naquele decênio, mais do que em qualquer outro passado, a moda começou
a ser vista de fora para dentro, era o olhar de como as pessoas estavam se
comportando e se vestindo. E a partir desta análise se criavam as coleções, já que
havia muita informação para o consumidor que acabou formando seu look próprio,
com um pouco de cada tendência. As próximas imagens mostram a variedade de
estilos da década.
Figura 26: A moda na década de 1990
Fonte: SENAC, 2000
Figura 27: A moda na década de 1990
Fonte: SENAC (2000)
48
Moda é expressão de um povo e de sua cultura. É como a própria
história, ou seja, um rio que flui e banha as margens por onde passa,
trazendo e levando o húmus da criação estilística para fertilizar o solo
e fazer com que a semente possa germinar. (BRAGA, 2004, p. 106)
Resumidamente pode-se dizer que na década de 1920 as mulheres deixaram
as pernas de fora; nos anos 1930 as costas que tiveram vez; em 1940 foram
valorizadas a cintura e o busto; em 1950 os quadris viram foco erótico; em 1960 a
moda passa a ter mais de uma tendência, e isso foi ocorrendo a cada ano, com mais
influências até os dias atuais.
3.2 Passos da moda no Brasil
Como no capítulo anterior, o histórico da moda brasileira será desde a década
de 1910 até a de 1990, do século XX. Como este projeto está direcionado à moda,
as pesquisas de época foram mais enquadradas aos fatos que a influenciaram, bem
como o comportamento social.
As informações contidas nos próximos sub-capítulos têm base no SENAC
(2005). Os sub-capítulos que contem informações de outros autores estão
devidamente formatados com a fonte.
3.2.1 Década de 1910
Não há muito que dizer em relação à moda nesse período. Durante muito
tempo, o Brasil copiou a moda lançada na Europa. As brasileiras compravam roupas
diretamente da França ou importavam revistas de moda e tecidos para a confecção,
adequando às diferenças climáticas dos continentes.
Também não havia muito entretenimento na década de 10, e o cinema era a
fonte de diversão da elite.
Nos primeiros anos do século XX, o Rio de Janeiro já apresentava as criações
francesas da Belle Époque. Os desfiles de moda aconteciam na Avenida Central e
na Rua do Ouvidor. As mulheres se dedicavam às atividades familiares vestindo-se
formalmente como as francesas e o vocabulário de moda era todo em francês.
As roupas que compunham os looks eram saias compridas amplas de
49
subsaias, sungadas à mão, a cintura acentuada, os traseiros em tufos, e fazia-se
uso do chapéu. Como muitas mulheres começaram a trabalhar, a moda foi sendo
adaptada para as situações. Do mesmo modo que ocorreu na Europa, as brasileiras
também foram influenciadas por Paul Poiret, e livraram-se dos espartilhos. As
roupas mais práticas para o trabalho começaram a surgir como o uso de saias mais
curtas, tailleurs, e as abas dos chapéus também foram reduzidas.
3.2.2 Período da 1° Guerra Mundial
As brasileiras continuavam a seguir a moda parisiense. Quando o
encurtamento das saias chegou ao país as brasileiras ficaram duplamente felizes,
pois puderam mostrar um pouco das pernas e passaram a sentir menos calor.
Os novos modelos de saia podiam ser rodados ou justos, mas mantiveram-se
marcando a cintura. A composição do look variava entre duas peças como blusa e
saia e de vestidos. As roupas de gala para noite eram vestidos longos com capa de
veludo.
Durante a guerra muitos países diminuíram a exportação dos produtos,
incluindo os tecidos, e nesse momento o Brasil começa a ativar sua indústria para
suprir as necessidades.
3.2.3 Década de 1920 até 1935
Igualmente na Europa, esse foi o período em as brasileiras usaram faixas
para achatar os seios, o quadril desaparece com os tubinhos que deslocavam a
cintura para baixo, os cabelos ficaram curtíssimos, adornados com chapéus
pequenos. A roupa do dia era a mesma para a noite, e única diferença estava no
requinte do artesanato aplicado.
No mesmo tempo, mais precisamente em 1929, o comprimento dos vestidos
volta a subir e chega a ficar logo acima dos joelhos. Uma grande mudança acontece
naquele ano no âmbito industrial têxtil, como a chamada crise de 1929, ocasionada
pela queda da bolsa em Nova Iorque, que abalou o país fechando 579 fábricas pela
falta de compradores.
50
Com o país em crise, as mulheres assumiram um novo papel, mostraram-se
participativas e aderiram ao feminismo em busca de seus direitos e de cuidar de
seus destinos.
Com este novo posicionamento, a moda se ajusta, de forma a deixar a mulher
brasileira mais séria e formal. Por volta de 1930 as saias ficaram seis dedos abaixo
dos joelhos e não se usava mais cintura baixa. Para o dia, os trajes oficiais eram
tailleurs e vestidos trespassados com pregas ou drapés. Para o trabalho, as cores
eram sóbrias, na parte de cima o mais comum era usar blusa, geralmente de jérsei,
gravata da cor da saia, com luvas e chapéu pequeno. O modelo Chanel, como na
imagem a seguir, era composto por saia aberta e a blusa-casaco também foi
bastante usada.
Figura 28: Modelos Chanel
Fonte: SENAC, 2000
Em 1935 as roupas ganham as variações de pois, que são as bolas nas
estampas de saias e vestidos (figura 29).
51
Figura 29: Modelo Chanel
Fonte: SENAC, 2000
A próxima figura mostra uma um traje feminino com aplicação de ombreiras,
que também saíram do vestuário masculino e entraram na moda feminina brasileira,
como em tailleurs, blusas e casacos. Os mantôs, capas, paletós, casacos de pele e
outros faziam parte dos agasalhos de inverno da mulher brasileira.
Figura 30: Modelo Chanel
Fonte: SENAC, 2000
52
3.2.4 Durante a 2° Guerra Mundial
Pelo enfraquecimento dos contatos durante guerra entre o Brasil e Alemanha,
as tendências do exterior chegam com atraso ao país. Mas não demorou muito para
as mulheres daqui inserirem nas suas roupas motivos militares em cortes e detalhes.
O uso do turbante e xales também estava presentes. Os vestidos longos de jérsei de
seda modelavam os seios e os quadris, das elegantes noites do país.
Em 1945 a cintura passa a ser bem fina, as pernas ficam à mostra, o busto
realçado e os ombros expostos, O vestido mais usado passa a ser o modelo
“sereia”.
3.2.5 Década de 1950
A década de 1950 começa em clima de democracia, a situação econômica
favorável
expressa
um
grande
desenvolvimento
industrial
e
tendências
nacionalistas.
Os criadores experimentam uma nova onda, a indústria brasileira cresce, a
arte, de Hollywood, a televisão e outros acontecimentos passam a inspirá-los. Com
Getúlio Vargas novamente no poder a indústria nacional se desenvolve, mas o
custo de vida eleva-se muito em 1952. Em 1955 Juscelino Kubitscheck assume a
presidência otimizando e modernizando o país.
O segmento de beleza cresce como nunca, o consumo de produtos para
cabelos e maquilagem ficam em alta. Atrizes de Hollywood continuam servindo de
referência para as brasileiras, algumas com apelo erótico como o caso da Jayne
Mansfield e outras eram mais comportadas como Doris Day. Marilyn Monroe
explode em 1953.
A televisão é inaugurada em setembro de 1950, o cinema nacional se
desenvolve e a música romântica anima os bailes de sábado à noite. (SENAC,
2005).
Na arte foi Alceu Penna quem deu sua contribuição à moda, com seus
desenhos cheios de elementos e vida. Criadores de moda puderam se inspirar nos
desenhos graciosos em linha e movimento. Na imagem a seguir pode-se apreciar
53
um de seus desenhos.
Figura 31: Desenho de Alceu Penna
Fonte: SENAC, 2000
Em 1947 o Brasil usa o New Look com saias rodadas, cintura acentuada e os
ombros livres das ombreiras. As garotas começam a andar de calça comprida e a
aceitar carona em garupas de lambretas.
Segundo SENAC (2005), as senhoras da década de 1950 se vestiam de
forma bastante variada, pois havia uma vasta gama de trajes na moda. No verão
usavam vestidos com saia balão, justo na cintura e na bainha, com decote ou
alcinha; vestidos com saia rodada de cintura fina, e na blusa detalhes drapeados ou
gola oval a valorizar o colo; vestidos em failler marinho com pois branco e gola
formando um laço; vestido de musselina de seda pura ou estampada e plissada com
cinto forrado sobreposto a um tubinho sem alças. Para estes looks usava-se chapéu
de abas com faixa de tecido estampado em volta do chapéu.
Usava-se vestido tomara-que-caia justo, com cintura marcada, em palha de
seda estampada; vestiso de cintura baixa em flanela xadrez, com saia ampla. Luvas
e chapéus formavam outro look para a noite, com vestidos de saia rodada e corpo
54
justo e faixa de cetim na cintura. Como não poderia deixar de ser, o tailleur marcou
presença e poderia ser em palha ou em seda, a blusa que era usada por baixo
geralmente era confeccionada de jérsei.
No inverno as senhoras usavam conjuntos de suéter e casaquinhos em
cashemere com o decote bem rente ao pescoço, as mangas poderiam ser trêsquartos o tecido era estampando em formado de espinha-de-peixe, como na figura
32, outro conjunto muito usado foi o de pulôver com gola reulé no tom da saia
redingote de saia larga adotado na frente como martinga na parte de trás, tailleur de
tweed ou mesmo de shantung com saia justa; casado curto e solto no corpo, por
baixo usava-se blusa sem gola ou de jabot.
Para festas os botões eram forrados bem como os sapatos que eram do
mesmo tecido da roupa, os vestidos eram românticos de bordado inglês, com cintura
justa e saia ampla formada por babados, sobre os ombros usavam xales de
organza. Segue imagens de tipos de vestidos usados nesta década e tailleurs.
Figura 32: Tipos de vestido da década de 1950
Fonte SENAC, 2000
55
Figura 33: Roupa de inverno
Fonte: SENAC, 2000
Figura 34: Tailleur de inverno
Fonte: SENAC, 2000
56
Figura 35: Vestidos de festa
Fonte: SENAC, 2000
Figura 36: Vestidos de festa
Fonte: SENAC, 2000
Os vestidos de baile de Dior eram sem alças e para sustentar o busto usava
barbatanas, como na figura 35 à direita.
Lojas do Rio de Janeiro já estavam vendendo produtos brasileiros, mas o
consumo de roupas francesas ainda era muito alto.
57
3.2.6 Década de 1960
Segundo Garcia (2005) “A época que mudou o mundo, anos 60”. Folha
online, no Brasil, a Jovem Guarda fazia sucesso na televisão e ditava moda.
Wanderléia de minissaia, Roberto Carlos de roupas coloridas e, como na música,
usava botinha sem meia e cabelo na testa [como os Beatles]. O grito de ordem era
"quero que vá tudo pro inferno".
Os avanços na medicina, as viagens espaciais, o Concorde que viajava em
velocidade superior à do som, são exemplos de uma era de grande desenvolvimento
tecnológico, que transmitia sensação de modernidade. Isso influenciou não só a
moda, mas também o design e a arte, que passaria a ter um aspecto mais popular e
fugaz.
Nesse contexto, nenhum movimento artístico causou maior impacto do que a
Pop. Art Artistas como Andy Warhol, Roy Lichetenstein e Robert Indiana usaram
irreverência e ironia em seus trabalhos. Warhol usava imagens repetidas de
símbolos populares da cultura norte-americana em seus quadros, como as latas de
sopa Campbell, Elvis Presley e Marilyn Monroe.
A Op Art também fez parte dessa época e estava presente em estampas de
tecidos. No ritmo de todas as mudanças dos anos de 1960, o cinema europeu
ganhava força com a nouvelle. O cinema francês ao lado do neo-realismo do cinema
italiano, que influenciaram o surgimento do cinema novo, tendo Glauber Rocha
como um dos seus próceres, no Brasil, a contestar as caras produções da época e
destacar a importância do autor, ao contrário dos estúdios de Hollywood.
58
Figura 37: Estilo Art Déco
Fonte: SENAC, 2000
A música influenciou os jovens brasileiros com o grupo "Os Mutantes",
formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista, seguindo caminho na
contracultura. Afastavam-se da ostentação do vestuário da jovem guarda, em busca
de uma viagem psicodélica.
A moda passou a ter as roupas antes reservadas às classes operárias e
camponesas, como os jeans americano, o básico da moda de rua. Nas butiques
chiques, a moda étnica estava presente nos casacos afegãos, fulares indianos,
túnicas floridas e uma série de acessórios da nova moda, tudo kitsch, retrô e pop.
Toda a rebeldia dos anos de 1960 culminou em 1968. O movimento estudantil
explodiu e tomou conta das ruas em diversas partes do mundo e contestava a
sociedade, seus sistemas de ensino e a cultura em diversos aspectos, como a
sexualidade, os costumes, a moral e a estética.
No Brasil, lutava-se contra a ditadura militar, contra a reforma educacional, o
que iria mais tarde resultar no fechamento do Congresso e na decretação do Ato
Institucional nº 5. Talvez o que mais tenha caracterizado a juventude dos anos de
1960 tenha sido o desejo de se rebelar, a busca por liberdade de expressão e
liberdade sexual. Nesse sentido, para as mulheres, o surgimento da pílula
59
anticoncepcional, no início da década, foi responsável por um comportamento sexual
feminino mais liberal. Porém, elas também queriam igualdade de direitos, de
salários, de decisão. Até o sutiã foi queimado em praça pública, num símbolo de
libertação.
Os anos de 1960 chegaram ao fim, coroados com a chegada do homem à
Lua, em julho de 1969, e com um grande show de rock, o "Woodstock Music & Art
Fair", em agosto do mesmo ano, que reuniu cerca de 500 mil pessoas em três dias
de música, sexo e drogas.
3.2.7 Década de 1970 a 1980
Antes de descrever a moda dessas décadas, é importante comentar alguns
fatos ocorridos no país, como a política, a música e arte.
Na televisão, as novelas Dancing Day e Água Viva ditaram a moda
influenciando no uso de sapatos em plástico, de cor marrom, junto com meias de
lurex, como na figura a seguir. Sonia Braga apareceu com gel e brilho nos cabelos,
que as brasileiras logo copiaram.
Figura 38: Sandália de plástico com meia em lurex
Fonte: SENAC, 2000
A música, mesmo com a censura, vivia num momento de grandes
60
lançamentos, surge então a Bossa Nova, o Tropicalismo e a música de protesto, que
ficaram conhecidas em várias partes do mudo e estão no gosto popular até os dias
de hoje. Segue imagem do compositor e cantor Chico Buarque de Holanda.
Figura 39: Chico Buarque
Fonte: SENAC, 2000
Anos de 1970 - “Ninguém segura este país” este foi um dos slogans de
propaganda política e o pais ainda estava sob pleno regime militar.
O Brasil passou por um período de euforia e consumo, a produção industrial
chegou a crescer 9,1%, porém, o grupo de esquerda estava se revoltando com a
censura à imprensa e à classe artística. Em 1973 a inflação dispara com a crise do
petróleo, e em 1974 o General Geisel assume a presidência. A oposição cresce e
dá-se inicio ao processo de abertura política
Todos queriam liberdade, e passaram a refletir a respeito. Na moda o jeans
passa a ser usado em todas as ocasiões inclusive nas praias, como ilustra a figura
40. As peças mais confeccionadas em jeans eram calças, camisas, jaquetas,
blusões, túnicas, vestidos, macacões e até sapatos. O toque especial no
acabamento era o rasgado, cerzido, com remendos, bolsos arrancados etc.
61
Figura 40: O Jeans na praia
Fonte: SENAC, 2000
As jovens usavam jeans marinheiro abotoados e boca-de-sino, mini-blusas e
calças saint-tropez que também eram a febre do momento. A figura 41 mostra a
mini-blusa sendo usada junto com uma minissaia.
Figura 41: Mini-blusa
Fonte SENAC, 2000
62
Há quem usasse saias longas, com corte evasê. A frente da saia tinha uma
abertura às vezes pequena e às vezes completa; as blusinhas de malha sanfonadas
e cintos grossos também eram usados.
Figura 42: Saia longa com abertura na frente
Fonte: SENAC, 2000
No inverno o vestido era micro e plissado, com corte abaixo do busto, quase
sempre usado com bota de cano e salto alto. A opção de estilos a seguir fez com
que todas as mulheres ficassem na moda, umas usavando terninhos, outras
conjunto de jeans, batas, camisetas, túnicas, vestidos indianos, caftãs, pantalonas.
Os shoppings estavam se tornando os melhores lugares para lazer e
compras, as lojas começaram a vender produtos para públicos específicos.
Alguns dos nomes que fizeram história no país na moda: Clodovil,
Guilherme Guimarães, Hugo Rocha, Dener, José Nunes, Gérson e Markito,
Silvia Souza Dantas, Mary Angélica; Madame Lucy e Georgina eram
especialistas em alta-costura, Zuzu Angel foi a grande personalidade a ser
reconhecida internacionalmente.
63
Figura 43: Zuzu Angel mostrando seu bordado
Fonte: SENAC, 2000
A moda, como já citado, era bastante eclética havendo roupa para todos os
gostos e bolsos. As próximas imagens mostram tipos de roupa que eram usados
entre as décadas de 1970 e 1980.
Figura 44: Macacão e conjunto de terninho
Fonte: SENAC, 2000
64
3.2.8 Década de 1990
Abertura do mercado para os importados e crise econômica ocasionada pelo
Plano Collor, é o panorama do início dos anos de 1990, quando o produto brasileiro
sofria severa concorrência. O que desencadeou, segundo Palomino (2003, p. 81):
“[…] a mais longa agonia do setor até então: entre 1992 e 1997, pelo menos 773
empresas da área têxtil fecharam, e mais de 1 milhão de pessoas perderam o
emprego.”
No mercado de luxo, lojas como a pioneira Daslu, aproveitaram a abertura do
mercado, para trazer grifes internacionais para Brasil.
A popularização das grandes marcas, que de acordo com Joffily, apresentou
uma curiosa mutação, com grandes estilistas criando coleções exclusivas para
determinadas cadeias de lojas de departamentos. Já não são mais produções
anônimas, mas com as etiquetas, até então mais caras, tornadas acessíveis para à
classe média, devido a escala de produção dessas lojas. É o sistema de licensing
incorporado à nova maneira do vestir (estilo) à realidade do mercado consumidor.
Em 1994, com a estabilização da economia, o país volta a crescer, o que
imediatamente se reflete na moda através de mega-desfiles – apresentações
grandiosas e mirabolantes para mobilizar a mídia e gente famosa.
O estilista Lino Villaventura destacou-se como o mais brasileiro dos
criadores, tal como Walter Rodrigues. O estilista Ocimar Versolato, em 1995
explode em Paris com prêt-à-porter.
Em 1994, a marca Fórum volta-se para referências da cultura popular, sendo
a primeira vez que uma grande marca assumia valores brasileiros, levando a uma
discussão a respeito da necessidade de uma identidade brasileira na produção do
país.
Modelos brasileiras passaram a chamar a atenção no panorama internacional
– culminando em Gisele Bündchen – a mais famosa delas. A beleza da mulher
brasileira chamou atenção do mundo.
Na década de 1990, Alexandre Herchcovitch, com todo seu arrojo e estilo
tornou-se a maior personalidade da moda brasileira, lançando suas coleções em
Londres e em Paris. Por meio do academicismo da moda, uma francesa, presente
65
anualmente no Brasil, muito contribuiu para a formação do profissionalismo da moda
nacional: Marie Rucki do Studio Bertot-Rucki de Paris. A convite da casa
Rhodia/CIT (Coordenação Industrial Têxtil), Rucki vindo à São Paulo ministrar sua
experiência, e, nomes como Glória Coelho, Reinaldo Lourenço, Jefferson Kulig,
entre muitos outros.
A imprensa nacional muito favoreceu o fortalecimento da moda brasileira.
Merece destaque outro brasileiro que fez sucesso em Londres foi Inácio Ribeiro
com o pseudônimo de Clements Ribeiro.
O evento para novos talentos, intitulado Mercado Mundo Mix, na primeira
metade dos anos de 1990, criou a identidade da moda jovem e alternativa. Em 1996,
por iniciativa carioca da Universidade Veiga de Almeida e do Instituto Zuzu Angel, foi
criada a Academia Brasileira de Moda.
Segundo Braga (2004), o profissionalismo e o reconhecimento da moda
nacional atingiram significativas proporções ainda nos anos 90. O evento Phytoervas
Fashion desencadeou o processo público de lançamentos regulares de coleções por
meio de desfiles; até então, só acontecendo a um público muito restrito nos
showroom de cada marca. Transformou-se no evento Morumbi Fashion Brasil e,
hoje sob a tutela de Paulo Borges, temos o grande evento São Paulo Fashion Week,
presente no calendário internacional da moda, que acontece duas vezes ao ano
para lançamento das coleções dos grandes nomes e grifes da moda brasileira. E
São Paulo passou a fazer parte do ranking dos lançadores internacionais de moda,
juntamente com Paris, Londres, Milão e Nova York. Além dos desfiles do SPFW,
temos também presentes os eventos Semana de Moda – Casa de Criadores, em
São Paulo e Fashion Rio no Rio de Janeiro.
3.3 Linha do tempo
Neste tópico é apresentado todo o histórico da moda de década em década,
por painéis com imagens que mostram a indumentária de cada época.
66
Figura 45: Painel de 1900 a 1910
Fonte: Cattelani, 2003
Figura 46: Painel de 1910
Fonte: Catellani, 2003
67
Figura 47: Painel de 1920
Fonte: Catellani, 2003
Figura 48: Painel de 1930
Fonte: Catellani, 2003
68
Figura 49: Painel de 1940
Fonte: Catellani, 2003
Figura 50: Painel de 1940
Fonte: Catellani, 2003
69
Figura 51: Painel de 1950
Fonte Catellani, 2003
Figura 52: Painel de 1960
Fonte Catellani, 2003
70
Figura 53: Painel de 1970
Fonte Catellani, 2003
Figura 54: Painel de 1980
Fonte: Catellani, 2003
71
Figura 55: Painel de 1990
Fonte: Catellani, 2003
Ter conhecimento sobre o histórico da moda é fundamental para este
segmento, pois é uma forma de saber o que já foi criado, por quanto tempo durou,
quais foram às variações.
Como se pode observar, a composição saia mais corpo, começou a ganhar
espaço a partir de 1900. Entre 1910 e 1914 o uso da calça foi ficando mais freqüente
entre as mulheres, mas o mais comum era vê-las de saia. A calça feminina começa
a ganhar forças a partir de 1950, e os blazers, por sua vez, se fizeram presentes
desde o início do século. O tailleur também veio para ficar, e na década de 20 já era
um sucesso perpetuando até os dias de hoje. Já o conjunto de calça e paletó, o
costume, apareceu na década de 1950, sendo hoje também é muito usado por
mulheres de todas as classes sociais.
Concluiu-se que a moda é a tendência de consumo da atualidade e é
composta de diversos estilos que pode ser influenciada sob diversos aspectos.
Essas influencias contribuem com a moda de forma a deixár-la passageira e
facilmente mutável de se vestir, além de proporcionar novidades e variedades de
estilos de tendências para as pessoas.
Como citado nesta pesquisa, as peças que a empresa Garbo irá produzir, já
fazem parte do guarda-roupa das mulheres brasileiras há muito tempo. Mas o
grande diferencial dos produtos, será a exclusividade do design casual.
72
4 PESQUISA DE MERCADO
Neste capítulo serão apresentadas todas as pesquisas referentes ao público
alvo, a moda como comunicação, mercado do luxo, estado do design, concorrentes,
problemática, abrangência geográfica, potencial de crescimento e fornecedores.
Segundo MAS (2002), pesquisa de mercado é um mecanismo para
empreendedores preocupados com a qualidade de seus serviços, que buscam
maneiras de quantificar investimentos. No geral, a pesquisa mede o grau de
satisfação do cliente, em diversos aspectos, contribuindo para conquistar e manter a
clientela.
4.1 Público-alvo
A empresa Garbo tem como público-alvo mulheres maduras, que têm ou que
buscam um estilo criativo e elegante de vestir e pertençam à classe social A. Podese dizer que este público é movido pelo desejo de obter bens exclusivos, apreciam o
novo e o diferente, desde que não ofusque a sensualidade no vestir.
A empresa aposta num público que costuma pagar pela individualidade, seja
em serviços ou em bens, pode-se definir este ponto de vista como uma agregação
de status, quanto mais exclusivo, mais caro e quanto mais caro maior o status.
Sabe-se que cada vez mais o consumidor exige qualidade, qualidade esta
que muitas vezes só quem está usando pode perceber.
O comportamento deste público é bem vadiado, elas viajam, gostam de fazer
compras em lugares selecionados, vão a teatros, shows, restaurantes, festas, e
outros. Na lista de compra pessoal estão sapatos, jóias, roupas, livros, CDs/DVDs,
maquiagem, acessórios, perfumes todos de grife. As casas destas mulheres são
projetadas e decoradas por especialistas da área, os artigos de cama, mesa, banho,
louças e mobília são de primeira linha para proporcionar conforto e bem estar, assim
como os carros, barcos e eventuais deslocamentos são feitos em helicóptero ou jato
particular.
Devido a falta de tempo, e a variedade de produtos de moda, muitas pessoas
73
aderiram ao personal stylist, que monta o estilo da pessoa.
Seguem nas próximas páginas painéis com imagens do público alvo. As
imagens selecionadas mostram as características deste público.
Figura 56: Painel de público alvo
Fonte: Elaborado pela autora
Figura 57: Painel de público alvo
Fonte: Elaborada pela autora
74
Figura 58: Painel de comportamento e luxo
Fonte: Elaborada pela autora
Figura 59: Painel de comportamento e luxo
Fonte: Elaborada pela autora
75
4.1.1 Aplicação de questionário
Para se conhecer melhor o mercado, optou-se por fazer uma pesquisa em
forma de questionário, de caráter qualitativo, com o objetivo de coletar informações
quanto ao conhecimento das lojas-multimarcas em relação ao mercado do luxo e
através da experiência de pessoas entrevistadas, saber um pouco sobre as
consumidoras e o mercado.
Os vinte questionários foram respondidos por vendedoras e por proprietárias
das lojas que trabalham com o mercado do luxo.
O questionário foi preenchido pelas seguintes lojas:
•
Daslu – em São Paulo SP: 15 questionários
•
Princesa – em Joinville SC: 2 questionários
•
Vive La Vie – em Balneário de Camboriú SC: 1questionário
•
Tida – em Florianópolis SC: 2 questionários
Segue modelo de questionário aplicado:
Quadro 02: Modelo de questionário aplicado
PAULA DOMINGUES SERAFIM
Este questionário refere-se a uma pesquisa de mercado desenvolvida pela acadêmica Paula D.
Serafim, com objetivo de conhecer melhor o mercado do luxo, e compreender as necessidades deste
segmento ou das consumidoras. O resultado da pesquisa será aplicado no relatório de projeto de
conclusão do curso de design de moda.
1. O que é o mercado do luxo?
2. Quais são os bens ou serviços deste segmento?
3. À que público é acessível?
4. Você acompanha o percentual de crescimento do mercado ano a ano?
5. Acredita neste segmento? Por quê?
6. O que é necessário para se manter no mercado por longo prazo?
7. Cite casos de sucesso.
8. Cite casos de fracasso.
9. O que você pensa a respeito da competitividade?
10. O que vende mais: produtos nacionais ou internacionais? Você sabe por quê?
11. E quanto a pirataria, o que você pensa a respeito?
12. Você acha a pirataria um bom marketing?
13. O que cativa a cliente?
14. Você conhece empresas que trabalhem com peças exclusivas sem variação de grade?
15. Você acha que tem mercado para esta proposta?
16. Qual o veículo de propaganda que tem mais credibilidade para cliente? / qual dá mais resultado?
Ex. TV (rede globo horário....), revista Vogue, ...site, etc.
17. O que as clientes querem encontrar em um artigo de luxo?
18. Comentários
Sua contribuição para esta pesquisa foi muito importante. Obrigada!
Fonte: Elaborado pela autora
76
4.1.2 Análise das respostas
A análise segue com apresentação individual das questões.
Pergunta número um: o que é o mercado do luxo?
•
Mercado que preza pela qualidade;
•
Com alto padrão de qualidade;
•
É um novo segmento do mercado fashion;
•
Mercado do glamour/status;
•
Produtos com qualidade e conceito.
Pergunta número dois: quais são os bens ou serviços deste segmento?
•
Vestuário / acessórios / jóias / calçados;
•
Mercado automobilístico / casa / decoração;
•
Mercado de estética / alimentação / saúde;
•
Serviços de viagem.
Pergunta número três: à que público é acessível?
•
Primeira à classe A, depois à outras pessoas que se sujeitem a abrir mão de
outras necessidades para adquirir um produto de luxo.
Pergunta número quatro: você acompanha o percentual de crescimento do mercado
ano a ano?
•
Não / nunca ouvi falar em dados deste segmento;
•
Sim, me parece que no Brasil já foi feito uma pesquisa de crescimento do
mercado do luxo;
•
Acompanho mais o mercado internacional, temos dados acessíveis mais fácil
que no Brasil.
Pergunta número cinco: acredita neste segmento? Por quê?
•
Acredito em todos os segmentos, se o trabalho for qualificado;
•
Sim, vivo isso diariamente, é um mercado emergente;
77
•
Sim, muitas pessoas querem produtos de luxo;
•
O luxo nunca vai desaparecer;
•
É uma forma de dizer quem a pessoa é, então muitos fazem de tudo para
comprar estes produtos;
•
É muito chique sair com uma bolsa da Chanel “original”, isso faz bem para o ego
das mulheres.
Pergunta número seis: o que é necessário para se manter no mercado por longo
prazo?
•
Informação / evolução;
•
Pôr em primeiro lugar a cliente e buscar a satisfação da mesma;
•
Pôr no mercado apenas produtos com qualidade;
•
Inovar sempre, buscar materiais diferentes;
•
Investir em marketing;
•
Trabalhar de forma sustentável, sem prejudicar o nosso meio ambiente e
mostrar isso para as clientes.
Pergunta número sete: Cite um caso de sucesso:
•
Victory Secret;
•
Chanel / Dolce Gabbana / Disel;
•
Chrietian Dior / Prada / Ricardo Almeida;
•
Zara / Colcci / Daslu / Doc Dog / Vix;
•
Zapalla / Cris Barros / Conversel / Bobó;
•
Fórum / Gisele Nasser / Gloria Coelho / Lacoste / outros.
Pergunta número nove: o que você pensa a respeito da competitividade?
•
Fortalece o mercado;
•
Faz com que as empresas não se acomodem;
•
Faz com que as empresas prestem mais atenção no que acontece ao seu redor
procurando cada vez mais agradar seus clientes.
78
Pergunta número dez: o que vende mais, produtos nacionais ou internacionais?
•
Nacionais, pelo preço,
•
Depende da loja, a Daslu vende produtos internacionais em alguns meses vende
muito do que nacionais;
•
Nacional, o preço, dizem as clientes é mais justo, e em matéria de qualidade não
perde para os internacionais, mas os produtos nacionais precisam de mais
glamour;
•
Produtos nacionais em geral são mais acessíveis, mas com a baixa do dólar,
muitas pessoas estão aproveitando para comprar produtos internacionais.
Pergunta número onze: e quanto à pirataria, o que você pensa a respeito?
•
Como já disse Chanel, “só estamos fazendo sucesso quando estamos sendo
copiados”;
•
Faz parte do mercado;
•
Muitas mulheres ainda compram segundo sua consciência de status e não se
satisfazem com produtos falsificados, as pessoas que compram produtos piratas
não são nossas clientes, pois, se compram pirata, é porque não tem condições
de comprar o original;
•
Em geral a pirataria não diminui as vendas dos produtos originais, estes
produtos atendem à outra classe de consumidores.
Pergunta número doze: você acha a pirataria um bom marketing?
•
Nem bom, nem ruim;
•
É uma forma de marketing, enquanto uns não podem ter e adquirem o similar,
outras, tem satisfação em adquirir e exibir o produto original o que aumenta a
auto-estima;
•
Acho que não é um bom marketing, posto que algumas clientes preferem não
comprar para não ficarem parecidas com suas empregadas. A pirataria acaba
por degradar a imagem do produto.
Pergunta número treze: o que cativa a cliente?
•
Respeito / bom gosto / cuidado;
79
•
Marketing / qualidade / presentinhos;
•
Bom marketing usando personalidades;
•
Qualidade de propaganda, a cliente tem que se identificar com a proposta da
empresa, esta, não pode ficar mudando para se adequar a uma cliente num mês
e a outra no outro;
•
Trabalhar com honestidade / pontualidade;
•
Pensar em primeiro lugar no seu público / trabalhar para satisfazê-lo.
Pergunta número quatorze: você conhece empresas que trabalham com roupas
exclusivas, sem variação de grade?
•
Maison Desirée – SP, roupas de festas;
•
Suzi Ferreira – PR roupas de cotton, voscolycra.
Pergunta número quinze: você acha que tem mercado para esta proposta?
•
Sim, com certeza;
•
É preciso ter qualidade e exclusividade.
Pergunta número dezesseis: qual o veículo de propaganda que tem mais
credibilidade para a cliente? Qual dá mais resultado?
•
Site / revistas / mala direta;
•
Catálogos / programa de TV (ex. Hebe Camargo / GNT);
•
Outdoors / notas em jornal / entrevistas.
Pergunta número dezessete: o que as clientes querem encontrar no luxo?
•
Conceitos,
•
Satisfação pessoal / compensação,
•
Ficar elegante / o poder,
•
A diferenciação / estilo, outros.
Com as vinte respostas conseguidas, concluiu-se que há público para este
segmento, e a empresa precisa estar atenta a ele para conquistar sua a confiança.
O diferencial é apreciado por todos, porém o simples fato de ser exclusivo não
80
atrai; é preciso agregar outros valores como qualidade, segurança, feminilidade, e
outros.
Como visto no questionário, no mercado do luxo tudo é possível desde que se
ofereça produtos selecionados, com alto padrão de qualidade para que a cliente leve
consigo a essência da marca, e saia satisfeita com seu produto.
4.2 A moda como comunicação e classificação social
De acordo com Eco (1989), a moda serve principalmente para vestir, cobrir o
corpo. Porém, basta fazer uma breve análise no guarda-roupa para se constatar que
praticamente 50% das roupas supririam esta necessidade. Os outros 50% fazem
parte da necessidade de comunicação.
O vestuário é comunicação, o código de vestir existe e é através das roupas
que as pessoas dizem algo sobre si. A moda para Lipovetsky (1989), é um sistema
original de regulação e de pressão social.
Durante séculos, o vestuário respondeu globalmente à hierarquia das
condições. Cada estado usava os trajes que lhe eram próprios, a força das tradições
impedia a confusão das qualidades e a usurpação dos privilégios do vestuário.
Segundo Lipovetsky (1989) os éditos suntuários proibiam as classes plebéias de se
vestirem como nobres, de exibir os mesmos tecidos, os mesmos acessórios e jóias.
O traje da moda permaneceu por muito tempo como consumo luxuoso e prestigioso,
confinado, no essencial, às classes nobres.
Este quadro mudou com o surgimento dos bancos e do comércio no século
XIII, período em que surge o novo-rico, como era chamado quem tinha vida
faustosa, se vestia como os nobres, comprava jóias e tecidos preciosos. Esta nova
classe rivalizava em elegância com a nobreza. Surgem então as leis suntuárias na
Itália, na França e na Espanha, com o objetivo de proteger as indústrias nacionais,
impedir o esbanjamento de metais raros e preciosos, e de impor uma distinção dos
vestuários, respeitando a ordem hierárquica. A imitação do vestuário nobre
propagou-se em novas camadas sociais, e a moda chegou à classe média, à
pequena burguesia.
Esta classificação social continua presente nos dias de hoje e é importante
81
ressaltar que na contemporaneidade, dois verbos vem sendo usados para explicar a
linguagem pessoal visual: aparentar e aparecer.
Aparentar e aparecer, segundo Mesquita (2004), são ações extremamente
valorizadas na sociedade contemporânea, um tempo no qual a presença em
diferentes veículos da mídia define bastante o grau de importância, de pessoa,
profissão, valores e atitude.
Diz Castilho (2006, p. 89), “Entre o ser e não parecer, criam-se efeitos de
sentido de realidade corpórea, como se o corpo estivesse à mostra entre o parecer e
o não ser, criam-se efeitos de sentido de encenação, pois o traje recria de certo
modo o corpo”.
O que temos de evidente no século XXI é que podemos ser uma pessoa, e
mostram aos outros que somos outra apenas pela maneira de vestir. A variedade de
estilos presente no mercado possibilita esta mutação de estilo, que a sociedade não
condena, porque todos tiram proveito da possibilidade de vestir-se como bem
entendem.
Essa liberdade em que vive a moda atual fortalece a proposta da empresa
Garbo em criar um estilo próprio e proporcionar sofisticação, elegância em produtos
exclusivos que carreguem todos os conceitos da marca.
4.3 Mercado do luxo
Recompensa pessoal, auto-satisfação, projeção social, que motivos levam
uma pessoa a pagar muito caro por um costume numa loja onde se sabe que há
pelo menos mais três peças idênticas?
Cada vez mais o mundo se pergunta como e porque gastar tanto por um bem
que muitas vezes será usado apenas uma vez, como vestidos de festa, onde o valor
pode chegar a o preço de um apartamento.
Mas afinal o que é luxo? Segundo Roux (2005), o luxo é derivado do latim
luxus. Entre os derivados do luxo encontra-se igualmente a luxuria, exuberância e
profusão.
De acordo com o psicanalista Jorge Forbes (apud site consumidor moderno,
2006), luxo pode ser definido como algo além da necessidade, que não é por isso
82
menos fundamental. Segundo ele, o que se percebe atualmente é a atração dos
sentidos pelo luxo, do prazer e da sensibilidade sentido na intimidade por cada
indivíduo, e não o luxo exterior, da exibição e da opulência que visa simplesmente
demonstrar status.
Para Braga (2004), luxo quer dizer abundância, refinamento, ostentação,
magnificência e ornamento.
Mas tem uma palavra que predomina quando esse é o assunto:
exclusividade. Isso é o que dá o tom quando falamos do luxo tradicional. Surge
agora, porém, um novo fenômeno, chamado o novo luxo, que envolve os produtos
mais acessíveis que os do luxo tradicional e não faz distinções de classe social.
Segundo Lipovestsky (2005), o mercado do luxo nasceu junto com o
surgimento do homem, e foi se adequando ao tempo e à sociedade. Sempre houve
a disputa de status, a busca pela satisfação pessoal e pela qualidade, mas é fato
que hoje mais e mais pessoas correm em busca dos prazeres do luxo.
O luxo não começou com a fabricação de bens de preço elevado,
mas com o espírito de dispêndio: este precedeu o entesouramento
das coisas raras. Antes de uma marca da civilização material, o luxo
foi um fenômeno de cura, uma atitude mental que se pode tomar por
uma característica do humano-social afirmando seu poder de
transcendência, sua não-animalidade. (LIPOVETSKY; ROUX, 2005;
p.22).
Para que se possa entender o que é luxo, é necessário se aprofundar um
pouco nos costumes e hábitos dos nossos antepassados. Os grupos de caçadores
do paleolítico, não tinham luxo quanto à alimentação ou vestimenta, mas nas festas,
aproveitavam para se enfeitarem. Nessas ocasiões exibiam a despreocupação com
o amanhã. O luxo para eles era a fartura de alimentos no momento da festa.
A primeira forma de distinção de sociedade surgiu na Antigüidade através da
dádiva, que foi uma forma de edificar a ordem coletiva na qual os indivíduos não se
consideravam iguais aos que tinham a dádiva recebida de seus ancestrais. A dádiva
assegurava prestígio ao chefe, mas por outro lado o deixava com obrigação em
relação à sociedade. A indumentária facilitava na classificação entre senhores e
súditos, nobres e plebeus, ricos e pobres, e esta foi uma das utilidades do luxo.
Na Mesopotâmia o luxo estava presente na vida dos reis, que eram
abençoados por deuses, assim seus súditos serviam-nos dando-lhes comida,
83
bebida, impostos e tudo mais que fosse exigido.
Na idade moderna surge a alta-costura e é Charles Frédéric Worth quem
estabelece a indústria de luxo, que se consagra na criação de modelos diferentes e
feitos sob medida.
Até a metade do século XIX, pintores eram conhecidos por suas obras. Já os
artesãos não tinham nenhum prestígio, trabalhavam nas sombras de seus clientes,
que eram reconhecidos pelo bom gosto de apreciar obras de arte, e de se vestirem
bem. O luxo presente na aristocracia ostentava todos os tipos de obra de arte desde
um pequeno bordado até uma grande escultura decorativa, ou um belo quadro.
O costureiro artesão fica conhecido como um artista sublime, e o luxo então
passa a ter nome e individualidade. O luxo da indumentária não é mais admirado
pela riqueza dos materiais, e sim pela aura do nome e renome das grandes casas,
surgindo o prestígio da grife a magia da marca e a indústria da criação.
A alta costura promoveu a série limitada um pouco antes que se
propagassem – depois de 1880 – as novas técnicas de fabricação
industrial que permitiam produzir em enorme série as mercadorias
estandardizadas. Algumas cifras dão a medida da nova dimensão
industrial do luxo: 1,2 mil operários trabalhavam em 1873 para a
Worth, 4 mil para Chanel em 1935, 1,2 mil para Dior em 1956. Na
metade dos anos 1930, a Chanel fabricava cerca de 28 mil peças por
ano; a alta-costura parisiense produzia, em 1953, 90 mil peças.
(LIPOVETSKY; ROUX, 2005; p.44).
Junto da alta-costura, a idade moderna passa a conviver com a imitação
“democratizando” os modelos produzidos como jóias, acessórios de toalete,
estátuas, tapetes, etc.. Este novo mercado ficou conhecido como semi-luxo. As
magazines vendiam tais produtos com preços baixos, a abertura do comércio
estimulou as classes inferiores que passaram a adquirir objetos que não eram
estritamente necessários.
O luxo juntamente com a sociedade, foi se adaptando às mudanças até que
chegou a força do prêt-à-porter, mesmo o luxo superior não escapou à lei das
grandes séries industriais. É mais fácil visualizar esta massificação do luxo quando
pensamos nos perfumes e nos carros. Um exemplo de assimilação dessa abertura é
a BMW, que em 2001 vendeu 900 mil carros. Através de financiamentos bancários,
outras pessoas podem adquirir estes produtos. Isso que é “massificação do luxo”,
84
uma vez que ele deixa de ser exclusivo para as classes mais favorecidas e desce
para atender as classes medianas.
Até então o setor do luxo era explorado principalmente por fundadores –
criadores independentes. Esse ciclo terminou, dando lugar a gigantes mundiais, a
grandes grupos que foram comprando as pequenas empresas, com nome fixado no
mercado. Hoje o grupo à qual a marca pertence passou a ser um fator de peso na
decisão de compra do cliente.
Segundo Roux e Lipovetsky (2005), a clientela dos anos 80 consumia marcas
de luxo a qualquer custo; nos anos 90 já não compravam por qualquer preço e nos
anos seguintes, a busca não era apenas pelo preço, mas por status.
Pode-se dizer que a nova tendência de luxo é a busca pela individualidade,
ou a diferenciação.
A sociedade moderna e seus valores emergentes individualistas e hedonistas
tornaram então o luxo necessário ao bem-estar ordinário de uma vida material mais
pratica e mais funcional. O luxo torna-se marca distintiva, símbolo do acesso e do
pertencimento a uma nova classe social. (LIPOVETSKY; ROUX, 2005).
O que se vê é uma forte presença do artesanal, a valorização de peças
produzidas em pequena escala totalmente ao gosto do cliente, como carros
personalizados, roupas e acessórios exclusivos. Em contrapartida, a produção em
escala continua forte, porém, fica restrita ao mercado de luxo não personalizado ou
ao subluxo.
Mas como identificar um produto de luxo? A resposta vem a partir de um
conjunto de representações como imagens, conceitos, sensações, que são
associados ao produto pelo consumidor, e é este conjunto que faz com que ele fique
disposto a pagar um preço superior ao que aceitaria pagar por um objeto ou um
serviço de características funcionais equivalentes, mas, sem essas representações
associadas.
Roux e Lipovetsky (2005) cita uma pesquisa realizada pela Cofremca para o
comitê Colbert em 1992, onde são coletadas as definições sobre o que é luxo. A
pesquisa foi realizada nos Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha, Grã-Bretanha
e Japão. Cada um dos países respondeu dez questionários, somando um total de
sessenta.
85
Seguem definições do que vem a ser o luxo:
•
•
•
•
•
•
•
O luxo é vivido como o encontro com a vitalidade: é um prazer dos
sentidos que desemboca em uma emoção, uma sensação de
conforto, de harmonia;
O luxo é igualmente sentido como a vitalidade em estado bruto, a
animalidade, a sensação de vida em torno de si, a amplidão do
movimento, do espaço, o potencial que se libera;
O luxo então é uma estratégia de vida, uma plenitude, um
reerguimento do ser, uma regeneração;
Ele se inscreve em uma nova relação de si com os outros;
O luxo nasce de um encontro consigo mesmo; assim, não se pode
mais reduzir o luxo ao objeto. O luxo nasce de um encontro entre
o objeto e a intimidade profunda daquele que o reconhece;
O luxo deve ser profundamente des-hierarquizado, passar por
uma ultrapassada lógica da posição a uma lógica de expressão
autônoma;
O luxo é prazer a ser partilhado, que não se baseia mais em uma
simples satisfação narcísica e social e deve saber desenvolver um
valor de ligação. (LIPOVETSKY; ROUX, 2005; p.130).
No século XXI Braga (2004), diz que o luxo deixa de estar ligado a um objeto
para se associar à um signo, à um código, à um comportamento, à uma vaidade, à
comodidade, ao conforto, à um saudável estilo de vida, à valores étnicos e estéticos
aos sabores, ao conhecimento, ao reconhecimento ao prazer e à satisfação, e até
mesmo à discrição, ao requinte e elegância.
“No que diz respeito às questões econômicas e comerciais, o luxo envolve-se
com o raro, com a restrição, com o exclusivo e por isso com o acesso de alto custo”
(Braga, 2004 p. 100).
Segundo Braga (2004), a França é o país que ocupa o primeiro lugar em
produção, difusão e gosto em consumir bens de luxo, que está associado à altacostura e ao prêt-à-porter requintado, às roupas de grife, aos objetos assinados, aos
tecidos sofisticados, aos bordados, ao fazer artesanal, a joalheria e suas pedras e
metais preciosos, a peleteria, aos sapatos, à qualidade, ao novo, ao diferente e
inusitado.
Falando em alta-costura, Lipovetsky (1989), os primeiros vestidos feitos sob
medidas padronizadas só apareceram depois de 1870. Em seu livro O Império do
Efêmero p. 99, diz que a alta-costura é uma indústria e comércio de luxo cujo
objetivo é o lucro, e que a emergência da alta-costura estaria ligada mais
86
profundamente ao princípio da busca da consideração honorífica das classes
dominantes.
Braga (2004) e Lipovetsky (1989), concordam com o fato da moda no final do
século XX caminhar pela personalização dos indivíduos. Esta personalização não
deixa de ser uma forma de comunicação, linguagem onde permanece visível a
classificação social e ou o bom gosto do indivíduo.
Durante todo o percurso da moda, e suas contribuições históricas, o luxo
esteve presente lançando nomes que hoje continuam atuando no mercado, criando
produtos de desejo à este segmento.
Sendo assim, Roux e Lipovetsky (2005) criou uma tabela cronológica com os
nomes das marcas do mercado do luxo na área da moda. Nesta tabela estão: Lanvin
que surgiu em (1900 – 1920), Balenciaga; Chanel; Grès; Hermès e Fendi entre
(1921 – 1940), Balmaim; Cardin; Carven; Céline; Dior; Féraud, Givenchy; Laroche e
Krizia entre (1941 – 1960), Courrèges; Lapidus; Rabanne; Sonia Rykiel; Scherrer,
YSL; Torrente; Ungaro; Valentino; Geoffrey Benne; O. de La Renta; Ralph Lauren e
Calvin Klein entre (1961 – 1970), Castelbajac; J – P. Gaultier; Montena; Mugler;
Tarlazzi; Chantal; Thomas; Armani; Trussardi; Versace e Ferre entre (1971 – 1980)
Alaïa; Lacroix; Lagerfeld; Gucci e Gigli entre (1981 – 1990). Estes são os nomes dos
mais importantes criadores de alta-costura e de prêt-à-porter do século XX.
4.3.1 Movimento do mercado de luxo
Segundo Ferreirinha (2008), o mercado do luxo movimenta aproximadamente
US$210 bilhões em negócios no mundo, essa grande movimentação segue com
influência dos grandes conglomerados – corporações.
87
Quadro 03: Companhias de luxo
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
Quadro 04: crescimento anual do segmento.
Fonte: Curso negócio do luxo 2008.
De acordo com os quadros apresentados, nota-se que existem 17 fortes
companhias do segmento do luxo no mercado mundial, e que o crescimento é de
18% ano. Esse percentual aponta que o mercado do luxo é responsável pela maior
fatia da movimentação econômica mundial.
4.3.2 Produto e marca de luxo
O produto de luxo está ligado a sua marca, que por sua vez deve passar a
sensação de exclusividade, mas não necessariamente a exclusividade de produto e
sim de acesso à classe social e ou cultural. Segundo Ferreirinha (2008), uma marca
88
pode ser considerada exclusiva quando: possui diferenciação de produto;
diferenciação promocional; diferenciação da marca; do acesso; e de preço.
Um produto de luxo é como uma “flor” se estiver perfeita, nós consumidores
não notamos a ausência de nada, mas se estiver faltando uma pétala, nós
notaremos e então, o luxo deixa de existir para ela. Ferreirinha (2008), diz que as
características de um produto de luxo são: a universalidade, a beleza, a tradição, a
qualidade, a originalidade, a perfeição, a inacessibilidade e a atemporalidade.
4.3.3 O luxo no Brasil
Segundo artigo publicado por Ferreirinha (2007) no site Mundo do Marketing,
a MCF Consultoria junto à empresa GFK Indicator, apresentaram uma pesquisa
sobre o mercado do luxo no Brasil. Esta pesquisa foi aplicada entre setembro de
2006 e janeiro de 2007, e contou com a participação de 68 empresas nacionais e
internacionais.
O objetivo era conhecer o tamanho do mercado do luxo no Brasil, os
investimentos no setor, e coletar dados para comparações futuras.
O mercado brasileiro para o Negócio do Luxo é muito promissor e ainda se
encontra em fase embrionária. Quando comparado aos países também emergentes,
como Rússia, Índia e China, o Brasil ocupa uma posição tímida. Esses países têm
mantido taxas de crescimento que ultrapassam o percentual dos 45% ao ano.
Mesmo assim, o crescimento do mercado do luxo em 2006 (17%) é significativo se
comparado ao do PIB brasileiro (3,7%).
De acordo com Ferreirinha (2007), a constatação é que o Brasil ainda foi
pouco explorado no segmento por empresas internacionais e que o cenário do
negócio nacional, em sua grande parte, é produzido no país, com 60% de empresas
nacionais participantes.
De acordo com o autor, o faturamento do mercado do Luxo em 2006 foi de
US$ 3,9 bilhões, o que representa cerca de 1% do faturamento do mercado mundial
e um crescimento de 32% se comparado ao ano anterior. No mesmo ano, o
investimento brasileiro foi de US$ 680 milhões, 62% a mais que 2005. Deste total,
24% da verba foi alocada na área de comunicação e 20% na expansão do negócio.
89
Assim como em outros países, o perfil do executivo do negócio do Luxo ainda é
predominantemente masculino, mas diferente do restante do mundo, o executivo de
Luxo brasileiro é jovem. Aproximadamente 73% dos executivos têm entre 31 e 50
anos. Este dado coloca o Brasil em uma situação privilegiada de gerenciamento
contemporâneo.
Outro dado importante se refere às cidades que tiveram maiores crescimentos
do negócio do Luxo. Só em São Paulo esse mercado cresceu 74% em 2006; no Rio,
32%; em Belo Horizonte e Porto Alegre, 21%; e Curitiba e Distrito Federal, 16%.
Vale ressaltar que para os próximos anos cidades do Norte e Nordeste brasileiro
começam a surgir como destinos de investimentos e crescimento.
Mas o grande inimigo da expansão e implantação do negócio do Luxo no
Brasil, como não poderia deixar de ser, se deve à tributação. Entre todas as
empresas, 70% consideram este o principal obstáculo e 44% têm dificuldade de
importação. Esses dois primeiros obstáculos que dominam a importância sugerem
uma reflexão profunda sobre passos e ações que as empresas que atuam no
segmento precisam tomar perante os órgãos oficiais. Os entraves tributários e
alfandegários barram o crescimento e o vigor de uma atividade que tem mantido
taxas de crescimento em faturamento e empregabilidade.
4.3.4 Luxo visível e sutil
O luxo pode ser dividido em duas categorias, ou seja, ele supre a
necessidade e vestir, de status, de afirmação e de bom gosto. Vejamos agora o que
é luxo visível e luxo sutil.
4.3.4.1 Luxo visível
Segundo Fischer-Mirkin (2001), a mulher que aprecia enfeitar-se com
símbolos evidentes de status tende a ser levada pela aprovação a usar o luxo de
forma visível. Para este público é importante que as pessoas estejam bem
conscientes da afirmação que estão fazendo por meio da roupa e descaradamente
se embelezam com etiquetas externas. Um exemplo claro é vestir um tailleur
90
Chanel, usar bolsas Louis Vuitton ou acessórios Keiselstein-Cord.
Estes produtos são comprados para revelar aos outros que ela a
consumidora, pode se dar ao luxo de manter os caprichos da moda, sempre
adquirindo bens de alto padrão e custo elevado.
Fischer-Mirkin (2001) afirma que estas etiquetas oferecem uma sensação
reconfortante. Muitas mulheres sentem-se confiantes ao vestir algo que afirma
claramente ao mundo: “Se você não acha isto de bom gosto, esta errado, porque
todo mundo sabe que Gucci, Louis Vuitton ou Chanel é de bom gosto”. Se alguma
coisa é obviamente cara, na teoria tem de ser de qualidade superior.
As características de quem usa o status de forma visível são facilmente
identificadas: segundo o autor, brincos e colar de moedas Cartier, Mules com jóias
encrustadas Manolo Blahnik, gargantilhas de pérolas e diamantes, unhas vermelhas
de manicure perfeita, calças de couro, frasqueira Louis Vuitton, bolsa de matelassé
Chanel e outros, são objetos que demonstram que a pessoa precisa mostrar que
tem condições de se vestir com as marcas de luxo mais cobiçadas do mundo
fashion.
4.3.4.2 Luxo sutil
O luxo sutil é caracterizado por manter a etiqueta dentro da peça, e não
exposta como no caso anterior. Este público consome o luxo em busca de qualidade
de materiais, corte e outros. Acreditam que se o artigo é de luxo, será reconhecido
sem que seja preciso deixar o nome da marca estampado.
Para Fischer-Mirkin (2001), quem consome desta forma. São as pessoas
preocupadas com a elegância, porém discretas, a procura pelo estilo clássico,
individualizado, com base unicamente no bom gosto. E o objetivo é agradar a si
mesma.
Quando adotamos a imagem do status sutil, projetamos uma sensação de
elegância, simplicidade e charme de classe superior.
Fica claro que o luxo visível, serve para quem quer “aparecer”, mostrar
claramente de que marca são as roupas e acessórios que está usando. E que o luxo
sutil se encaixa no perfil de quem busca a plena elegância.
91
4.3.5 O luxo da Garbo
O luxo em que a marca se insere, é uma mistura de luxo visível com sutil, e
está dentro da classificação do alto luxo.
A mistura do luxo sutil com o visível possibilitará, que a marca agrade vários
perfis de consumidora.
Sendo uma marca de alto luxo, o que a Garbo tem como conceitos de base,
são: a exclusividade, o design e o luxo, o glamour. A qualidade soberana, junto ao
plano de marketing e o posicionamento da marca, reforçarão todas as sensações
primordiais para cativar e tornar seu público fiel. Estas sensações podem ser
classificadas por apenas uma palavra, desejo.
As coleções seguirão uma linha mista de clássico com moderno, ou seja, as
peças (tailleurs, costumes, blazers, etc..), que criadas á partir de temas pessoais,
terão sempre o design e a obsessão por detalhes em evidência.
O luxo do produto está diretamente ligado ao prazer, a autoconfiança, à
segurança pessoal que a cliente sentirá por estar usando uma peça exclusiva, de
matéria prima nobre, com corte e acabamento impecável, além do design
diferenciado.
O mais importante a ser ressaltado, é que, a Garbo será uma empresa de
vestuário feminino, mas as mulheres não buscarão nas peças a funcionalidade do
vestir, e sim a aventura de ter e sentir os conceitos da marca.
4.4 Estado do design
O mercado do luxo hoje conta com uma imensa variedade de marcas. O mais
excitante deste período em que estamos, é que a criatividade não se limita, os
designers, estilistas apostam na diversidade de materiais, cores, combinações,
enfim, apesar de seguirem as tendências, cada marca trabalha de forma singular e
sem perder as características da marca.
Para conhecer o que há no mercado, fez-se uma pesquisa de imagens, que
não deve ser compreendida como pesquisa de tendências, mas, sim como
92
conhecimento do que temos disponível ao consumidor. Seguem imagens do estado
do design.
Figura 60: Imagem retro (anos de 1970)
Fonte: Revista Vogue
Figura 61: Dark / Punk
Fonte: Revista Vogue
93
Figura 62: Masculino / Feminino
Fonte: Revista Vogue
Figura 63: Estilo Caubói e Street
Fonte: Revista Vogue
94
Figura 64: Texturas
Fonte: Revista Vogue
Figura 65: Volumes e detalhes
Fonte: Revista Vogue
95
Figura 66: Em tricô e em couro
Fonte: Revista Vogue
Figura 67: Jaquetas e casacos
Fonte: Revista Vogue
96
Figura 68: Cores
Fonte: Revista Vogue
Figura 69: Calças e vestidos
Fonte: Revista Vogue
97
Figura 70: Estampas
Fonte: Revista Vogue
Figura 71: Quadro de imagens
Fonte: Revista ELLE
98
Figura 72: Quadro de imagens
Fonte: Arquivos pessoais
Figura 73: Quadro de imagens
Fonte: Revista Vogue
99
Figura 74: Quadro de imagens
Fonte: Revista Vogue
Figura 75: Quadro de imagens
Fonte: Arquivos pessoais
A partir da década de 1990, uma forte característica da moda vem se
fortalecendo mais e mais, particularmente chamada de múltipla tendência. Ao ver
estes painéis anteriores, fica claro que a moda é bastante eclética e que tem estilo
100
para todos os gostos.
As combinações variam desde a composição do tecido até a peça pronta
completando um look já no corpo da pessoa. A permanência das tribos ou grupos
com ideais diferentes trouxe para a moda um grande mix de estilos, e é isso que
torna a moda fascinante, a mistura de estilos e referências do passado, montando
looks novos, ousados tradicionais, elegantes, sofisticados. Essa variedade permite
às pessoas que se vistam de acordo com sua forma de vida, pois a roupa passou a
ser uma identidade pessoal, e não mais de um grupo social.
Os painéis seguintes são referentes ao estado do design.
Figura 76: Painel de Estado do design
Fonte: Elaborado pela autora
101
Figura 77: Painel de Estado do design
Fonte: Elaborado pela autora
Figura 78: Painel de Estado do design
Fonte: Elaborado pela autora
102
Figura 79: Painel de Estado do design
Fonte: Elaborado pela autora
4.4.1 Estado do design (tendências)
Sabe-se que a moda é influenciada por comportamento, e suas tendências
partem “também” de estudos de consumo, por esse motivo, é importante apresentar
o que vêm ocorrendo com os consumidores de luxo no mundo.
Segundo Ferreirinha (2008), as tendências de consumo variam. Em seu
curso, apresenta várias categorias que vêm se destacando como: mercado de Iates;
aviões particulares; empreendimentos civis, como em Dubai, mercado gastronômico,
e outros.
103
Figura 80: Painel de Estado do mercado do luxo
Fonte: Elaborado pela autora
Todos os segmentos estão aderindo aos serviços diferenciados, para clientes
de classes sociais A e A+. Um dos exemplos é a mudança de posicionamento dos
bancos, onde, segundo Ferreirinha (2008), estão criando atendimentos diferenciados
para os clientes que movimentam valores acima da taxa média R$ 20.000,00. Estes
serviços são tidos como “Premium”.
104
Figura 81: Painel de serviços premiuns
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
Figura 82: Painel de serviços premiuns
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
105
A figura a seguir, segundo Ferreirinha (2008), mostra uma sala de cinema,
onde antes de entrar na sala, o cliente faz o pedido, recebe na sala, cada poltrona é
equipara com botões de serviços, se o espectador quiser mais pipoca, refrigerante,
etc, basta chamar o garçom.
Figura 83: Sala de cinema com serviços personalizados
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
Figura 84: Produtos Primiuns
Fonte: curso negócio do luxo 2008
106
Figura 85: Pista de esqui no deserto de Dubai
Fonte: curso negócio do luxo 2008
Figura 86: A moda nos ambientes privados
Fonte: curso negócio do luxo 2008
107
Figura 87: A potência chamada China
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
Figura 88: Restaurante El Bulli na Espanha
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
108
Figura 89: Restaurante israelense Red Sea Star
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
Diante destas imagens, pode-se perceber o quanto o mercado do luxo está
presente e o quanto pode ser feito dentro deste segmento, onde o limite de prazeres
e sensações não existe.
As marcas que eram conhecidas por seus vestuários, acessórios e
perfumaria, hoje estão levando seus conceitos para dentro dos lares e ambientes de
trabalho. Restaurantes como El Bulli na Espanha do chefe Ferran Adrià, estão
dentro da concepção de alto luxo, segundo Ferreirinha (2008), a expectativa de
tempo para se obter uma mesa para jantar é de 3 anos, pois a lista de reservas
conta com 1 milhão de pedidos. Outro restaurante que é um exemplo de ousadia e
luxo tanto na culinária quanto no design, é o israelense
Red Sea Star, localizado
na cidade de E Liat no mar vermelho, onde o acesso é feito por um submarino.
109
Figura 90: Chanel
Fonte: Curso negócio do luxo 2008
O mercado do luxo vêm mostrando, que as experiências e sensações não
têm preço, e cada vez que uma marca consegue se comunicar com o consumidor
fazendo com que ele entenda seu valor, o “lucro”é garantido.
4.5 Concorrentes
Segundo artigo de Candebro, publicado em (2006), nos dias de hoje é quase
impossível não ter ao menos um concorrente vendendo um produto ou serviço
similar, e o que diferencia uns dos outros é a forma de apresentação, a importância
real dele, e seus conceitos e características agregados.
Os primeiros concorrentes apresentados são os nacionais, alguns no
mercado há muito tempo, mas a maioria das marcas relacionadas, entraram no
mercado durante ou depois da década de 1990, o que mostra que a moda brasileira
de luxo está nas mãos de jovens recém formados. Esses nomes, apesar de novos
no mercado demonstram uma capacidade incrível de criação e de gestão.
110
4.5.1 Concorrentes nacionais
Como concorrentes brasileiros destacam-se:
•
Le Lis Blanc, com sua moda que vai do casual, passa pelo clássico à noite.
•
Cori, vem ganhando espaço a cada nova coleção. Oferece concorrência por ser
conhecida no mercado e por ter produtos com design elaborado. Seguem
algumas imagens do último desfile da marca.
Figura 91: Imagens do ultimo desfile Cori
Fonte: Retirada do site oficial da Cori
•
Lino Villaventura explora a sensualidade da mulher brasileira com temas que em
suas mãos viram arte, como a África, que foi sua inspiração na coleção passada.
Segue algumas imagens do desfile:
111
Figura 92: Imagens do ultimo desfile Lino Villaventura
Fonte: Retirada do site terra/moda
•
Lorenzo Merlino lançou sua marca na década de 1990, desde então se inspira
em história geral para criar suas coleções, que são marcadas por peças com
cortes precisos que realçam a beleza feminina.
Figura 93: Lorenzo Merlino
Fonte: Retirada do site UOL/estilo
•
Priscilla Darolt trabalha muito com tecido plano, sua ultima coleção continha
peças como vestidos e casacos como na imagem seguinte.
112
Figura 94: Coleção outono/inverno de Priscilla Darolt
Fonte: Retirada do site terra/moda
•
Em janeiro de 2002, Tereza Santos surge com suas idéias de sofisticação e
particularidades na moda brasileira. Tereza Santos apresenta suas coleções
sempre muito descontraídas, porem muito femininas em detalhes, como na
figura a seguir.
Figura 95: Coleção outono/inverno Tereza Santos
Fonte: Retirada do site oficial terezasantos.
•
Wilson Ranieri usa e abusa das peças curingas, em sua coleção verão 2008,
apresentou, camisas, bermudas, casacos, e outras peças que a empresa Garbo
irá trabalhar.
113
Figura 96: Coleção verão 2008 de Wilson Ranieri
Fonte: Retirada do site chic.
•
Em quatro anos de existência, a Cris Barros já é uma referência no mercado.
Suas criações aparentam simplicidade, mas revelam riquezas de detalhes,
formas meticulosamente construídas com moulage, tecidos especiais e
excelentes acabamentos. À frente da marca está a estilista paulistana Cris
Barros.
Figura 97: Coleção inverno 2008 Cris Barros
Fonte: Retirada do site UOL/estilo.
114
•
Isabela Capeto, suas coleções são sempre recheadas de romantismo, a marca
esta no mercado desde 2003, onde abriu sua primeira loja no Rio de Janeiro.
•
Outros grandes nomes do cenário nacional são: Giselle Nasser, Erika Ikezili,
Fabia Bercsek, Gloria Coelho, Huis Clos, Forum , UMA, Daslu, Raia de Goeye e
outros.
As marcas relacionadas anteriormente estão no quadro de concorrentes por
também confeccionarem peças femininas como o que a Garbo se propõem a fazer,
mas, nenhuma dessas marcas trabalha com o principio de exclusividade.
4.5.2 Concorrentes internacionais
Ao contrário das marcas brasileiras, os concorrentes internacionais, em sua
grande maioria, já estão no mercado há décadas, possuem lojas ou pontos de
vendas distribuídos por várias partes do mundo, alem de contar com o nome das
marcas que foram se firmando com o passar dos anos.
A maioria da marcas relacionadas atende no pátio de lojas Villa Daslu,
algumas na rua Oscar Freire e em lojas multimarcas, em São Paulo e no Rio de
Janeiro. Muitas dessas marcas fazem vendas pelo site oficial, porém as vendas são
para outros países, não estão disponíveis para o Brasil.
•
Banana Republic criada em 1970 nos Estados Unidos, tem como carro feche
das suas coleções as peças coringas com acabamento impecável.
115
Figura 98: Banana Republic
Fonte: Retirada do site oficial banana republic.
•
Blumarie, que surgiu no final dos anos de 1970, criada por Franco Moschino
hoje é comandada por Anna Molinari.
•
Burberry é uma marca britânica que nasceu em 1856, a característica mais
marcante da Berberry é o xadrez em preto com amarelo e vermelho.
•
Calvin Klein é uma marca muito conhecida e usada no Brasil, suas coleções
trazem camisas, paletós, e outras peças. Hoje a marca conta com a direção
criativa do brasileiro Francisco Costa.
•
Celine marca francesa famosa por seus casacos e costumes. Atende na Villa
Daslu em SP.
116
Figura 99: Loja Celine na Villa Daslu em SP
Fonte: Retirada do site daslu
•
Chanel, a lendária marca francesa é sinônimo de moda desde 1920.
Figura 100: Uma parte da loja Chanel na Villa Daslu em SP
Fonte: Retirada do site daslu
117
Figura 101: Desfile de coleção inverno 2007 Chanel
Fonte: Retirada do site UOL/estilo/álbum.
•
Dior, o criador do New look, que devolveu as mulheres após a segunda Guerra
Mundial o prazer de se vestir bem, reina até os dias de hoje. Na Villa Daslu há
uma loja de produtos Dior.
Figura 102: Expositor da loja Dior na Villa Daslu em SP
Fonte: Retirada do site Daslu.
118
Figura 103: Campanha de inverno 2008.
Fonte: retirada do site oficial Dior.
Nomes como Dolce e Gabbana, Emilio Pucci, Gucci, Moschino, Prada e
Valentino se encaixam no quadro de concorrentes dentro do mercado do luxo.
Seguem algumas imagens dos concorrentes da empresa Garbo.
Figura 104: Loja Dolce e GAbbana na Villa Daslu
Fonte: Retirada do site Daslu
119
Figura 105: Campanha de inverno 2008.
Fonte: retirada do site oficial Dolce e Gabbana.
Figura 106: Loja Emilio Pucci na Villa Daslu
Fonte: Retirada do site daslu.
120
Figura 107: Loja Gucci na Villa Daslu
Fonte: Retirada do site Daslu.
Figura 108: Campanha de inverno 2008 Gucci
Fonte: Retirada do site oficial Gucci.
121
Figura 109: Loja Moschino na Villa Daslu
Fonte: Retirada do site Daslu.
Figura 110: Campanha de inverno 2008 Moschino
Fonte: Retirada do site oficial Moschino.
122
Figura 111: Loja Prada na Villa Daslu
Fonte: Retirada do site Daslu.
Esta foi à primeira classificação de concorrentes da empresa Garbo.
4.5.3 Filtro de concorrentes
Saber exatamente quem são os concorrentes e suas principais características
ajuda a evitar surpresas. Tendo este controle, pode-se planejar uma estratégia que
possibilite tomar as decisões certas mais rapidamente e prosperar em um ambiente
competitivo. Lutar contra um inimigo invisível é muito desgastante. Dentre as marcas
citadas, fez-se uma seleção de cinco nomes nacionais que possuem características
aproximadas as da empresa Garbo.
123
Figura 112: Filtro de Marcas
Fonte: Elaborada pela autora
As cinco marcas com características próximas as da empresa Garbo são:
Lino Villaventura, Glória Coelho, Cori, Le Lis Blanc e Giselle Nasser, para conhecer
melhor estas marcas, foram enviadas perguntas à acessória das empresas. Segue
modelo de questionário.
Quadro 05: Segundo modelo de questionário aplicado
PAULA DOMINGUES SERAFIM
Este questionário refere-se a uma pesquisa de mercado desenvolvida pela acadêmica Paula D.
Serafim, com objetivo de conhecer melhor a moda no mercado do luxo nacional. O resultado da
pesquisa será aplicado no relatório de projeto de conclusão do curso de design de moda.
1.
Quem fundou a empresa e quando?
2.
Quantas coleções são lançadas anualmente?
3.
Quantas peças de cada modelo são confeccionadas?
4.
Como forma o tema da coleção? Segundo tendências, experiências próprias outros.
5.
A empresa tem alguma linha com peças exclusiva?
6.
Qual a faixa de preço dos itens seguintes coloque o valor mínimo e o máximo.
Camisa:
mínimo R$
máximo R$
Tailleur
mínimo R$
máximo R$
Calça
mínimo R$
máximo R$
Blazer
mínimo R$
máximo R$
Costume
mínimo R$
máximo R$
Casaco
mínimo R$
máximo R$
7.
Qual o diferencial da marca em relação às concorrentes?
Muito obrigada por ter colaborado com minha pesquisa.
Paula Domingues
Fonte: Elaborado pela autora
124
4.5.3.1 Lino Villaventura
Antonio Marques dos Santos Neto, este é o nome de Lino Villaventura.
Nascido em 1951 em Belém do Pará, vêm encantando o mundo com suas criações
atemporais. Villaventura nunca estudou moda, talvez este seja o motivo pelo qual
suas roupas não se limitam ao vestir, as peças criadas por Villaventura
transformam a mulher em uma obra de arte.
Figura 113: Lino Villaventura
Fonte: Retirada do site da Revista Elle
Segundo BRAGA (2007), antes de abrir a primeira loja em 1982 junto a Inez
Villaventura em Fortaleza, Lino Villaventura trabalhou na criação de pequenas
produções.
Hoje as coleções são compostas por camisas, calças, blazers, vestidos, e
tudo mais que se possa imaginar dentro do universo da moda, está é a linha prêt-àporter da marca. A linha alta costura, atualmente é a que proporciona maior receita
para a marca, os vestidos extremamente elaborados, com riqueza de detalhes e
requinte são confeccionados sob medida para a cliente. Além de vestuário o “artista”
cria figurinos para teatros e filmes.
Em entrevista ao site ELLE (2007), Villaventura diz que não usa temas para
as criações, após tudo pronto, identifica a idéia e então a nomeia. A construção das
peças, que em geral são todas bem elaboradas, são feitas por processo de
moulage. Dentro do ateliê, Lino conta com seis bordadeiras de máquina, dez
bordadeiras manuais, duas modelistas e três cortadeiras.
125
As peças da marca podem ser encontradas na loja Lino Villaventura em SP
ou em Fortaleza.
Figura 114: Desfile da coleção de inverno 1997
Fonte: Retirada do livro Lino Villaventura
.
Figura 115: Desfile da coleção de inverno 2007
Fonte: Retirada do livro Lino Villaventura
126
4.5.3.2 Glória Coelho
Segundo Mauro (2007), Gloria Coelho nasceu no dia 01 de agosto de 1951,
em Minas Gerais. Seu primeiro showroom foi aberto junto à irmã Graça Amazonas
em 1974, cuja marca se chamava G. As coleções compreendiam a um prêt-à-porter
chique, as peças carro chefe eram blazers, calças e tailleurs.
Em 2000, com o intuito de firmar a marca em território internacional, a marca
muda de G para Gloria Coelho.
Figura 116: Glória Coelho
Fonte: Retirada do site da Revista Elle
Hoje além das lojas no país, a Gloria Coelho exporta para Bélgica, China,
Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Japão, Marrocos e
Portugal.
127
Figura 117: Desfiles Gloria Coelho (2007)
Fonte: Retirada do site UOL.
4.5.3.3 CORI
Criada em 1957, em São Paulo, a empresa CORI trabalha com prêt-à-porter
feminino usando alfaiataria em formas e tecidos variados.
A 1° loja foi inaugurada no início dos anos de 1980. Hoje a CORI têm 22 lojas
nas principais captais brasileiras, que traduzem o conceito da marca, sempre
alinhado com as tendências globais de comportamento e consumo, além 300 pontos
em lojas multimarcas.
A CORI vem construindo uma marca conceitual, com tecidos nobres e
estampas exclusivas. A proposta da marca é criativa e contemporânea.
128
Figura 118: CORI
Fonte: Retirada do site Cori.
A figura 118 mostra o desfile da coleção inverno 2008 da CORI. A marca
como já citado, está no mercado há décadas, em suas coleções, apresentam calças,
blazers, camisas, vestidos, saias, sempre em formas diferentes do convencional.
Todas as peças da CORI são produzidas em escala.
4.5.3.4 Le Lis Blanc
A empresa Le Lis Blanc controlada pela gestora de recursos Artesia, foi criada
por Traudi Guidae e Rahyja Afrange, está no mercado há mais de 19 anos e teve
sua primeira loja aberta no ano de 1988.
O público segundo site oficial (2008), são mulheres românticas, modernas,
dinâmicas e sintonizadas com o mundo. O mix de produtos é variado, calças,
bermudas, camisas, tailleurs, blazers e outras, fazem parte das peças criadas pela
marca.
De acordo com Comunidade Moda (2008), no ano de 2007, a receita da
empresa foi de 145 milhões de reais, o que corresponde a 26,5% a mais que no ano
129
de 2006. A expectativa dos acionistas é de abrir mais 19 lojas até 2009. Atualmente
as peças Le Lis Blanc, podem ser encontradas em 160 pontos de lojas multimarcas,
11 lojas próprias e 20 lojas licenciadas.
Figura 119: Le Lis Blanc
Fonte: Do autor.
4.5.3.5 Giselle Nasser
De acordo com o site oficial da marca (2008), a paulistana cresceu junto á seu
avô, em um atelier de alta costura no Paraná, através do convívio com as agulhas e
tecidos nobres que surgiu a afinidade com a moda. Mais tarde voltou para SP onde
se formou pela Faculdade Santa Marcelina.
Nasser está no mercado há nove anos, em sua trajetória já desfilou no Lab.
da Casa de Criadores, no Amni Hot Spot, na semana de moda mais importante da
América Latina o SPFW e fez figurino para peças teatrais. Hoje além de suas
criações, Nasser oferece ao público seus serviços de alta costura, em sua loja, as
clientes podem encomendar vestidos de festa ou de noiva sob medida. Todas as
130
criações da estilista são repletas de romantismo, característica que também nota-se
na decoração da loja.
As peças da criadora, podem ser encontradas em 4 lojas no estado de São
Paulo e 2 lojas em Salvador.
Figura 120: Giselle Nasser
Fonte: Retirada do site da Revista Elle
Figura 121: Coleção Giselle Nasser
Fonte: Retirada do site da revista Elle.
131
O questionário apresentado no quadro 05, foi enviado por e-mail para as
cinco últimas marcas citadas, porém nenhuma respondeu em forma de questionário.
Os assessores das marcas não responderam tudo que estava sendo questionado,
alegando que se tratava de informações confidenciais.
4.6 Análise dos cinco concorrentes
Analisando os cinco concorrentes citados, pode-se constatar que apesar de
atenderem o mesmo público, possuem particularidades diferentes entre si. As
diferenças entre as cinco marcas estão classificadas no subcapítulo seguinte, de
acordo com a análise de PFOA, cujo o nome é uma abreviação de quatro palavras
que segundo WESTWOOD (1996), significa: potencialidade e fragilidade conforme
se relacione às oportunidades e ameaças no mercado.
Com base na ferramenta PFFOA, criou-se uma forma de avaliação para as
propostas da empresa, apontando os obstáculos e soluções para atingi-los. A forma
de avaliação em questão chama-se PDAS, que desenvolvida pela acadêmica em
2008, auxilia na constatação de fatos. A ferramenta está aplicada no subcapítulo
4.6.2.
4.6.1 Análise PFOA
Segundo Baxter (1998), esta ferramenta serve para analisar as forças e
fraquezas, oportunidades e ameaças, é uma forma simples e sistemática de verificar
a posição estratégica da empresa, onde se devem aproveitar as oportunidades,
usando as forças e reforçando as fraquezas sem se descuidar das ameaças.
Para que houvesse maior conhecimento de cada marca, aplicou-se a análise
PFOA nas cinco marcas de forma separada.
132
Quadro 06: Análise PFOA da marca Lino Villaventura
PONTOS FORTES
PONTOS FRACOS
OPORTUNIDADE
Criação de roupas Acabamento
Por
no
mercado
de festas (vestidos)
peças
com
alto
padrão
de
acabamento.
Marca
(quem As peças principais A marca não se foca
conhece o trabalho de vendas, tanto da nas roupas para o
do
criador
se coleção quanto sob dia-a-dia, como a
Garbo,
encanta).
encomenda são os empresa
vestidos.
Não portanto, mostrar o
apresentam
um uso das peças em
ambientes,
plano de marketing vários
que atraia o público inclusive os mais
para adquirir roupas sociais.
para o dia-a-dia.
produtos
Estar
estabelecida As lojas recebem Por
no
mercado.
As poucas peças para variados nas lojas
vendedoras de lojas revender, e as peças licenciadas, e deixar
licenciadas
são ficam expostas junto em destaque para
muito bem instruídas há outras macas, que haja valorização.
havendo
para falar das peças não
valorização
da
da marca.
marca.
Usa muito pet-work Usa o mesmo tecido, Não usar o tecido
nas
composições, ou
estampa
em (matéria-prima), em
que deixa um toque várias peças.
muitas peças. Buscar
de elaboração e
o
máximo
de
sofisticação.
exclusividade.
AMEAÇA
Problemas com o
transporte, e forma
de exposição da
peça na loja.
Algumas lojas não
permitem
que
a
marca coloque seu
próprio expositor.
O custo. Quando se
compra
em
quantidades maiores
o custo tende a
baixar.
Fonte: Da autora
Quadro 07: Análise PFOA da marca Glória Coelho
PONTOS FORTES
PONTOS FRACOS
OPORTUNIDADE
A marca possui um Ás vezes o ar jovial, As coleções não
ar
extremamente é interpretado como passam
seriedade,
jovial.
infantil.
as peças são para
looks descontraídos.
Coleções inspiradas Não
têm
uma Ter uma linguagem
nas
experiências dosagem
de clara em cada e
nas
pessoais da criadora. conceitos
e equilibrada
Sempre inovadoras.
elaboração
nas coleções.
peças, que, ou são
muito carregadas ou
muito simples.
A
matéria
prima Repete a matéria Não usar o tecido
usada, muitas vezes prima em muitas (matéria-prima), em
muitas peças. Buscar
faz parte da criação. peças da coleção.
o
máximo
de
Usa
tecidos
exclusividade.
exclusivos.
Fonte: Da autora
AMEAÇA
O custo. Quando se
compra
em
quantidades maiores
o custo tende a
baixar.
133
Quadro 08: Análise PFOA da marca CORI
PONTOS FORTES
PONTOS FRACOS
A marca é conhecida Muita repetição de
por suas peças de ar cada peça.
modero e ao mesmo
tempo clássico.
Pode ser encontrada
facilmente.
As coleções são
compostas por peças
extremamente
sérias.
OPORTUNIDADE
Criar peças únicas.
AMEAÇA
O custo.
Fazer
criações
explorando mais a
sensualidade do que
a seriedade, criando
peças com design
diferenciado.
Fonte: Da autora
Quadro 09: Análise PFOA da marca Le Lis Blanc
PONTOS FORTES
PONTOS FRACOS
OPORTUNIDADE
Cria peças sensuais Não
cria
peças Usar ferramentas de
e elegantes para o elaboradas.
As criatividade para criar
dia-a-dia.
coleções
são peças diferentes.
compostas por peças
sem
grande
presença de design
inovador.
Possui
ótima Não
promove Não contar apenas
o
comunicação
com eventos
como com
suas clientes.
desfiles e outros, não profissionalismo das
para
atraindo
novas vendedoras
divulgar a marca.
clientes facilmente.
AMEAÇA
Fonte: Da autora
Quadro 10: Análise PFOA da marca Giselle Nasser
PONTOS FORTES
PONTOS FRACOS
OPORTUNIDADE
para
as
É
uma
marca Os principais clientes Vender
criativa. As coleções estão em São Paulo cidades com alto
são compostas por e em Salvador. A potencial de compra,
peças elaboradas.
marca não é muito não se restringindo
em
São
conhecida
nas apenas
Paulo e Brasília.
outras capitais.
A cartela de tecidos
e aviamentos de
cada
coleção
é
ampla
e
bem
selecionada.
Explora os temas
das coleções.
Fonte: Da autora
AMEAÇA
134
Esta análise serve como guia de características das marcas, com os
resultados apresentados, a Garbo pode adicionar alguns dos pontos positivos tanto
nas peças como na empresa.
Os pontos fortes que a empresa Garbo trará para a empresa são: o uso de
pet-work nas peças, o ar jovial, os temas inspirados em experiências pessoais, a
criação de matéria prima, e terá cartela de aviamentos e tecidos bastante ampla.
Os quadros apresentam o item oportunidade, todos os itens citados, mostram
como a empresa quer se diferenciar das concorrentes e como quer que seja vista
por suas clientes.
Com base nas pesquisas relacionadas aos concorrentes, pode-se saber
quanto ao tipo de mercado em que cada marca se insere, classificar a matéria
prima, o estilo da marca e onde as clientes podem encontrá-la. Para que pudesse
comparar as cinco marcas, criou-se um quadro de informações conforme segue.
Quadro 11: Informações sobre pesquisa externa.
X
XXX
X
X
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XX
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
Loja
licenciada
X
Loja Própria
X
Criativo
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
XXX
X
Romântico
Tailleurs
X
Vendas
Clássico
Blazers
X
Estilo
De fácil
acesso
Costume
De difícil
acesso
Casacos
Exclusiva
Calças
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
XXXX
X
Sob
encomenda
Camisas
Exclusivo
Produto
prêt-à-porter
Matéria Prima
XXX
XX
XXX
XX
XXX
XX
XXX
XX
XXX
XX
XXX
XX
LEGENDA X:CORI; X: Gloria Coelho; X: Giselle Nasser; X: Le Lis Blanc; X: Lino Villaventura.
Fonte: Da autora.
O quadro apresentado mostra que todas as marcas trabalham com prêt-àporter, sendo que a marca Giselle Nasser, Lino Villaventura e Gloria Coelho,
135
também criam sob encomenda, mas, nenhuma das marcas, cria peças exclusivas
em suas coleções.
A maioria das marcas utiliza matérias-prima de difícil acesso, ou seja, o
material comprado recebe algum tipo de beneficiamento.
Todas as peças citadas podem ser encontradas, tanto nas lojas próprias
quanto nas licenciadas.
4.6.2 Análise de PDAS
De acordo com as necessidades de definir os pontos positivos da empresa
Garbo, e com base na análise PFFOA, criou-se para este projeto um outro tipo de
análise, que supre a necessidade de obter dados inclusive possíveis soluções, esta
análise que criado pela autora se chama PDAS.
PDAS significa: apontar pontos positivos, que é o que a empresa Garbo tem
para oferecer; desafio, que funciona como um objetivo para alcançar o ponto
positivo; a ameaça, detecção do que pode ser obstáculo nesta conquista; e por fim
solução, que são os apontamentos para evitar o fracasso ou remediá-lo. Segue o
quadro PDAS.
Quadro 12: Pontos positivos, desafios, ameaças e soluções.
Positivo
Desafio
Ameaça
Nome novo, uma
nova opção.
Firmar a marca no
mercado.
Marcas reconhecidas
no segmento.
Peças exclusivas.
Tornar a empresa
auto-suficiente; Obter
lucro;
Criar o desejo de
consumo nas
clientes.
Custo de confecção
das peças.
Tempo para produção
das peças.
Disponibilizar as
peças em varias lojas
multimarcas.
Por as peças nas
melhores lojas do
segmento.
Concorrer com as
marcas conhecidas
pelas clientes.
Solução
Conquistar a
mídia e o público,
através do
marketing, e da
qualidade das
peças.
Buscar materiais
alternativos,
porém de
qualidade.
Planejar a coleção
e seguir o
cronograma.
Negociar a
primeira venda,
podendo ser em
consignação ou
com prazo maior
para o
136
Qualidade das peças.
Atingir o público.
Concorrer com marcas
conhecidas.
Manter a qualidade.
Instabilidade do
mercado.
pagamento.
Lançar a primeira
coleção em uma
loja conceituada,
para servir de
referência. Investir
no marketing.
Fazer cotação de
materiais
periodicamente e
com vários
fornecedores.
Comprar matéria
prima de
qualidade.
Fonte: Do autor
Estudiosos do segmento do luxo têm falado que o luxo se diferencia dos
outros mercados, por proporcionar sensações, que não se encontradas em produtos
produzidos em grande escala. Cada vez mais as pessoas estão buscando a
exclusividade, a individualidade. A oportunidade de mercado está justamente na
exclusividade das peças que serão lançadas nas coleções, diferente dos
concorrentes, que confeccionam peças exclusivas, apenas sob encomenda.
O projeto apresenta como ponto positivo, a venda de peças em lojas
multimarcas, pois ficará mais acessível às clientes. Já a qualidade, que também
entra nos pontos positivos, não é uma proposta nova de mercado, a grande maioria
das marcas de luxo, prezam pela qualidade.
No quadro anterior, primeiramente são apresentados os pontos positivos,
que somados, formam o diferencial da empresa Garbo. Na coluna seguinte, são
apontados os desafios que a empresa terá de superar. A terceira coluna mostra os
fatores que representam ameaça ao alcance do que foi proposto na primeira coluna.
Por fim, a quarta coluna sugere soluções que podem evitar ou solucionar os
problemas apresentados.
Resumidamente a empresa Garbo criará peças exclusivas, de alta qualidade,
voltando-se para o público feminino através de eficiente serviço de marketing.
137
4.7 Abrangência geográfica
A empresa ficará situada na cidade de Florianópolis – SC. A escolha desta
cidade surgiu á partir da vontade da proprietária não querer sair do estado, então
fez-se uma análise para saber se a capital Florianópolis atenderia todas as
necessidades empresariais como: fornecedores, transportes, segurança, empresas
prestadoras de serviços, etc..
4.7.1 Abrangência Nacional
Em primeiro plano a empresa buscará a abrangência nacional. Com base no
levantamento apontado pela MCF, empresa de consultoria que entre 2006 e 2007
realizou uma pesquisa sobre o mercado do luxo no Brasil, revelou o crescimento do
segmento do luxo no ano de 2006, e pode-se conhecer as cidades com maior índice
de crescimento do mercado do luxo, que são: São Paulo com crescimento de 74%,
Curitiba 16%, Porto Alegre 21%, Rio de Janeiro 32%, Brasília 16% e Belo Horizonte
21%. O Estado de Santa Catarina não é citado na pesquisa, mas, segundo IBGE
(2006), está entre os primeiros no índice de desenvolvimento humano, o IDN e a
renda per capta também está entre as mais altas do país, e está começando a
consumir artigos de luxo com maior freqüência.
Seguem as cidades escolhidas para abrangência da marca.
•
São Paulo;
•
Curitiba;
•
Joinville, Blumenau, Florianópolis;
•
Porto Alegre;
•
Rio de Janeiro;
•
Brasília;
•
Belo Horizonte.
Nas cidades citadas, serão escolhidas as melhores lojas multimarcas para
licenciá-las e revenderem os produtos da empresa Garbo.
138
Após dois anos e meio de mercado, será possível avaliar a possibilidade de
instalar uma loja própria, a escolha do lugar, será apontada pelo número de vendas
e procura pela marca, portanto, das cidades onde a Garbo estará presente, uma
será escolhida para atender diretamente a consumidora.
4.7.2 Abrangência Internacional
Segundo pesquisa da empresa MFC (2007), sabe-se que os países europeus,
são grandes consumidores do mercado do luxo.
Os países onde a empresa pretende vender são: Estados Unidos, China,
Japão, Índia, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Rússia, Coréia do Sul, Canadá,
México, Espanha e Indonésia. Estes países foram escolhidos com base no (PIB) do
ano de 2007, onde os quinze países no ranking da economia mundial foram
apresentados. Esta informação foi obtida no site índex mundi no dia 06 de maio de
(2008). O plano de marketing para atingir estes países, não será apresentado de
forma detalhada neste projeto. A empresa irá trabalhar junto a exportadoras para
conhecer melhor o segmento de mercado de luxo nos países, para então traçar uma
estratégia. Com esta pesquisa, pode-se conhecer quem são, ou quem retém as
maiores riquezas. Sendo assim, o plano de expansão internacional da marca será
planejado de forma a entrar nos países mais ricos do mundo.
139
5 GESTÃO EMPRESARIAL
Pode-se definir gestão empresarial como sendo “a atividade de se conduzir
uma empresa ao atingimento do resultado desejado por ela, apesar das
dificuldades” (Nakagawa, 1994, p.39).
Este capítulo irá apresentar os setores e suas respectivas funções dentro do
planejamento da empresa Garbo.
Antes de apresentar os setores dentro da Gestão Administrativa, é importante
mostrar o organograma da empresa, como serão divididas as tarefas deste plano. O
tipo de organograma escolhido foi o funcional, que segundo Maximiano (2002),
compreende a um conjunto de tarefas interdependentes, orientadas para um objetivo
singular. Cada função contribui para a realização da missão, propósito ou tarefa total
da organização. Com base em organogramas citados no livro Teoria Geral da
Administração (2002), formou-se um organograma próprio para as necessidades da
Garbo.
Figura 122: Organograma
Fonte: Da autora
140
Conforme o organograma apresentado, o setor responsável por todo o
processo empresarial é o de administração geral.
5.1 Administração geral
Para que uma empresa alcance objetivos, é necessário criar um sistema de
planejamento estratégico. Este sistema é composto basicamente por planejamento
de administração e de marketing. Segundo Lorange e Vancil (1986), a soma do
planejamento de administração e marketing, formam um processo estruturado que
organiza e coordena as atividades dos gerentes que executam o planejamento.
A administração está ligada aos objetivos, decisões e recursos da empresa.
Segundo Maximiano (2002), administração é o processo de tomar e colocar em
prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos. O processo administrativo
abrange quatro tipos principais de decisões: planejamento, organização, execução e
controle.
Figura 123: Principais decisões do processo de administração
Fonte: Maximiano 2002.
5.1.1 Planejamento
Os objetivos da empresa Garbo com relação à administração, é de não
constatar falhas no setor. A administração é complexa, por setor que gerencia todos
os outros.
141
O planejamento administrativo tem como função segundo Maximiniano
(2002), distribuir e gerenciar os recursos financeiros e produtivos da empresa, ou
seja, aplicando o planejamento na empresa Garbo pode-se dizer que a
administração é quem estipula o quanto será investido na coleção, o quanto será
produzido e em quanto tempo chegará às lojas.
Sendo o setor responsável pelo bom andamento da empresa, algumas
medidas de organização devem ser adotadas, bem como a implantação dos “pontos
de Deming”, que segundo Maximiano (2002), William Edwards Deming criou os
mandamentos adotados pelas empresas que buscam o sucesso e a estabilidade em
1982, “Os pontos de Deming” que estão no quadro a seguir.
Quadro 13: Os pontos de Deming
I. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço, com a
finalidade de detonar a empresa competitiva, permanecer no mercado e criar empregos.
II. Adotar a nova filosofia. Numa nova era econômica, a administração deve despertar
para o desafio, assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança.
III. Acabar com a dependência da inspeção em massa. Deve-se eliminar a necessidade
de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo.
IV. Cessar a prática de comprar apenas com base do preço. Ao invés disso, deve-se
procurar minimizar custo total. É preciso desenvolver um fornecedor único para cada
item, num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança.
V. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção, para melhorar a qualidade
e a produtividade e, dessa maneira, reduzir constantemente os custos.
VI. Instituir o treinamento no serviço.
VII. Instituir a liderança.
VIII. Afastar o medo, para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa.
IX. Eliminar as barreiras entre os departamentos. Quem trabalha nas áreas de pesquisa,
projeto, venda e produção deve agir como uma equipe, para antecipar problemas na
produção e na utilização que possam afetar o produto.
X. Eliminar slogans, exortações e metas para os empregados, pedindo zero defeito e
níveis mais altos de produtividade. Exortações apenas criam relações hostis, já que o
principal nas causas da má qualidade e má produtividade é o sistema, o qual encontrase, além do alcance da força de trabalho.
XI. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. Eliminar à administração por objetivos.
XII. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem feita.
A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade.
XIII. Instituir um sólido programa de educação e autotreinamento.
XIV. Agir no sentido de concretizar a transformação. A transformação é o trabalho de todos.
Fonte: Livro de Maximiano (2002).
Os pontos apresentados serão adotados pela empresa Garbo, com a
finalidade de alcançar a qualidade absoluta dos produtos com custos reduzidos,
142
manter bom relacionamento dos colaboradores da empresa, buscando fortalecer a
confiança entre os setores.
5.1.2 Organização
Segundo Maximiano (2002), toda organização adota uma metodologia.
Organizar é o processo de dispor de qualquer conjunto de recursos
em ima estrutura que facilite a realização de objetivos. O processo de
organizar tem como resultado o ordenamento das partes de um todo,
ou a divisão de um todo em partes ordenadas, segundo algum
critério ou princípio de classificação. Um conjunto organizado
segundo alguns tipos de critérios tem uma estrutura [...].
(MAXIMIANO, 2002; p.111).
A organização é a forma adotada para o alcance do plano, que neste projeto
é o de usar o investimento autorizado da melhor forma possível, administrar o tempo
de produção para que não exceda o prazo estipulado e cumprir com os prazos de
entrega das peças nas lojas licenciadas.
Por esta necessidade de controle criou-se uma forma de administrar as
distribuições e utilizações dos recursos e administrar o tempo.
1° Os setores apresentarão as propostas e os respectivos custos.
2° Serão deliberados os recursos.
3° Os setores cumprirão um cronograma criado para não excederem os prazos.
5.1.3 Execução
Segundo Maximiano (2002), o processo de execução consiste em realizas
atividades planejadas que envolvem dispêndio de energia física e intelectual. A
natureza das atividades varia muito de caso para caso.
A execução será feita com base no cronograma, que faz parte da
organização. Esta etapa compreende a todos os processos adotados para que os
produtos produzidos cheguem á consumidora final.
143
5.1.4 Controle
O controle será feito de forma a verificar todos os resultados obtidos, desde o
planejamento até a execução do plano.
Para Maximiano (2002), o processo de controle pode ser exemplificado com a
condução de um automóvel. O motorista compara continuamente o caminho que
está percorrendo com o caminho necessário para chegar ao destino. Esta
comparação tem por finalidade avaliar a eficácia o desempenho do grupo envolvido
no processo, para então tomar decisões cabíveis.
Concluindo, pode-se dizer que o plano administrativo para a empresa Garbo
consiste-se em Planejamento; examinar o futuro e traçar um plano de ação a médio
e longo prazo, Organização; montar uma estrutura humana e material para realizar o
empreendimento, Comando; manter o pessoal ativo em toda a empresa,
Coordenação; reunir, unificar e harmonizar todas as atividades e esforços, e por fim
o Controle; cuidar para que tudo se realize de acordo dom os planos e as ordens.
5.2 Plano e controle de produção
A empresa Garbo, não trabalhará com produção em escala industrial, as
peças produzidas serão exclusivas, portanto todo o planejamento e controle
apresentados neste projeto são voltados para a necessidade do plano de negócio
desta empresa que produzirá em escala ou grade única.
5.2.1 Conceituação
Planejamento e controle de produção segundo Russomano (2000), é o efeito
de produzir, criar, gerar, elaborar, realizar. É aquilo que é produzido ou fabricado
pelo homem. Esta ferramenta auxiliará em todas as etapas, até que se chegue ao
consumidor final. A forma de planejamento da empresa Garbo será cíclica, ou seja,
todo o processo se iniciará de um mesmo ponto de partida, e ao terminar, outro ciclo
igual começará a ser executado.
144
5.2.2 Produtos produzidos pela empresa Garbo
Os produtos produzidos pela empresa Garbo serão: camisas, tailleur, blazer e
costumes (calça e paletó) e calças. As peças serão vendidas em lojas multimarcas,
que atendam o mercado de luxo feminino.
5.2.3 Fluxograma
Com base no ciclo da moda citado no livro “Fashion Design” (2005), segue o
ciclo de etapas desde a compra até a análise de vendas.
Figura 124: Fluxograma
Fonte: da autora
145
5.2.3.1 Detalhamento do fluxograma
Este subcapítulo irá descrever todos os itens do fluxograma. Para maior
controle da empresa, uma ficha acompanhará o produto da quarta a décima etapa
do fluxograma. Este controle servirá para elaboração do preço de venda do produto,
pois será possível saber exatamente quantos materiais e tempo foram gastos para
obter a peça pronta.
Seguem fichas de acompanhamento.
146
Figura 125: Ficha de acompanhamento 01
Fonte: da autora
147
Figura 126: Ficha de acompanhamento 02
Fonte: da autora.
Estas duas páginas acompanharão a peça piloto, quando permitida, a
produção da peça final “de venda”, também terá o acompanhamento desta ficha.
148
5.2.3.2 Definição do tema
A definição do tema é o passo inicial para a criação da coleção, e a partir do
tema que se criarão os conceitos da coleção sempre mantendo o perfil e as
características da empresa Garbo. A escolha do tema será feita, com base em
experiências pessoais da criadora Paula Domingues, como: viagens, filmes, livros,
músicas, arte, etc.
5.2.3.3 Compra de materiais
Através de pesquisa de cores, estampas, armações, tratamentos e
beneficiamentos de fibras, fios e tecidos, será feito uma cartela de materiais
possíveis para produção da coleção.
Com o tema definido e a pesquisa de materiais pronta, parte-se então para a
compra de aviamentos, dos tecidos e dos outros materiais que serão aplicados a
confecção das peças.
Aviamentos como botões internos, zíperes etiquetas informativas, contendo
tipo adequado de conservação, numeração e composição serão comprados em
grandes quantidades independente do tema, pois será padrão. Já os zíperes
externos, os botões, os tags, etiqueta com o nome da marca e da coleção serão
encomendados à cada nova coleção, a diferença entre os materiais que ficarão
estocados e os que serão encomendados de coleção à coleção, é que estes
seguirão a linguagem do tema, e os outros aviamentos não.
A compra dos tecidos também será realizada para cada coleção. Os tecidos
poderão ser de origens naturais, animais, sintéticos, semi-sintéticos, e o que mais a
tecnologia apresentar, a escolha da fibra que compõe o tecido será feita com base
na estação, no caimento e adequação do tecido ao tema de inspiração da coleção.
A embalagem também seguirá a linguagem visual do tema da coleção. A
empresa Garbo apresentará seis mini coleções anuais conforme figura abaixo.
149
Figura 127: Coleções anuais
Fonte: da autora
A produção da coleção de janeiro será iniciada no mês de setembro; a do
mês de março no mês de novembro; a de maio no mês de janeiro; a do mês de julho
no mês de março; a do mês de setembro no mês de maio; e a de novembro no mês
de julho. O tempo para a produção de cada coleção será de quatro meses.
5.2.3.4 Criação
Com o tema definido e os materiais comprados, é chegada à hora de por a
criatividade em prática. Algumas ferramentas podem auxiliar esta etapa, a técnica do
Brainstorming que foi criada e divulgada por Alex Osborn em 1953, autor do livro
Applied Imagination, que em português foi traduzido como “O poder Criador da
Mente”, responsável pela grande difusão dos métodos de criatividade em todos os
ramos de atividade, consiste em tentar imaginar, sem limitações, para depois
submeter às alternativas encontradas à crítica. Isto não é fácil, pois o intelecto teima
em examinar constantemente as aventuras da imaginação. No entanto com o
exercício pode-se conseguir uma liberdade condicional da imaginação. Depois do
exercício, tem-se uma grande quantidade de alternativas. Aí entra em ação o exame
crítico do pensamento judicioso. Normalmente pouca coisa resiste a esse exame,
mas o que ficar é o que procuramos: uma nova idéia. O musicista e maestro João
Martins (1992), diz que a música é uma passagem do plano real para o mundo da
imaginação, sendo então, uma ferramenta muito importante para o momento de
150
criação. A idéia de um look, ou de uma coleção inteira não precisa partir de dentro
da sala de criação, a design responsável por esta função, ficará livre para criar tanto
dentro da empresa quanto fora. A sala de criação será construída de forma a
possibilitar mudanças nas cores das paredes, da disposição dos móveis, enfoque
iluminário, além de apresentar estrutura para outras ferramentas que possam ajudar
como os painéis semânticos, filmes, fotos e outros.
A biblioteca fica junto à sala de criação, optou-se por unir as salas para que a
pessoa responsável pela criação não precisasse deslocar-se até outra sala em
busca de livros de moda, e de outros segmentos da área, revistas, books de cores e
de tendências e outros. Além do acervo físico, este posto conta com um computador
para acesso a internet, facilitando as buscas de forma rápida.
O designer poderá desenvolver as coleções manualmente ou diretamente
através de programas de criação instalados no processador da sala. Se optar por
fazer de forma manual, após escolha das peças, o desenho deverá ser refeito no
programa instalado para que fique arquivado.
5.2.3.5 Ficha técnica e moldes
A ficha técnica é indispensável, apesar das peças serem únicas, pode
acontecer de alguma consumidora escolher uma peça que não atenda sua
numeração, neste caso, a peça voltará para a empresa e outra com grade de
tamanho ideal será entregue para a cliente. Tendo a ficha técnica pronta a produção
da peça dependerá apena da etapa da costura em diante tornando mais rápida esta
produção e diminuindo o tempo de espera da consumidora.
A ficha técnica criada pela autora é composta por cinco páginas, na primeira
página (imagem 128), estão os campos com vista frontal e costas da peça. A
segunda página é continuação de vistas, e observações (imagem 129). A terceira
ficha é exclusivamente de modelagem (imagem 130). Na ficha de materiais serão
colocados os tecidos, aviamentos e etiquetas que comporão a peça (imagem 131). A
ultima ficha (imagem 132), será de acompanhamento desde o preparo da peça à
seus últimos acabamentos. Seguem as fichas técnicas para produção.
151
Figura 128: Ficha técnica (folha 01)
Fonte: Da autora.
152
Figura 129: Ficha técnica (folha 02)
Fonte: Da autora.
153
Figura 130: Ficha técnica (folha 03)
Fonte: Da autora.
154
Figura 131: Ficha técnica (folha 04)
Fonte: Da autora.
155
Figura 132: Ficha técnica (folha 05)
Fonte: da autora.
156
5.2.3.6 Coleção Piloto
A coleção piloto segundo Jones (2005), deve ser feita inicialmente com o
propósito de testar os tecidos, aviamentos, e caimento.
Esta etapa será realizada com os padrões das indústrias japonesas, que
influenciada por Deming nos anos de 1950, criou a idéia de “fazer certo da primeira
vez”. Para que isso aconteça Maximiano (2002), explica que é importante que a
qualidade seja assegurada dentro de cada processo de fabricação. Sendo assim, o
funcionário deverá desenvolver o trabalho com a absoluta convicção de que ele é o
maior responsável, consciente de que a operação posterior é o cliente, e não poderá
receber o produto com defeito.
O processo de produção das peças será feito de acordo com as
especificações da ficha técnica. Devido ao fato das peças serem únicas, este, não
se repetirá, cada peça terá um design único, o que impossibilita que o processo de
produção de outra peça siga a mesma seqüência operacional.
5.2.3.7 Controle de qualidade
Ao término da etapa de confecção das peças de pilotagem, será feito o
controle de qualidade em todas as peças, para detectar se a peça precisa de algum
reajuste, ou acabamento. Se acontecer da peça ter alguma imperfeição, a mesma
voltará para a confecção onde receberá os devidos reparos, a produção de venda da
peça só será liberada quando não houver dúvidas quanto à qualidade da peça.
5.2.3.8 Coleção de vendas
Após as peças de pilotagem terem sido aprovadas pelo controle de qualidade,
será dado início a confecção para venda do produto. A produção de coleção de
vendas, também seguirá os padrões japoneses, citados no subcapítulo 5.2.3.6. As
peças produzidas serão rigorosamente inspecionadas para obter a qualidade total
do produto.
157
5.2.3.9 Empacotamento / expedição
A embalagem seguirá os padrões do tema da coleção. Os materiais de
usados na embalagem e no empacotamento, quando possível, serão de origem
reciclável.
Com as peças prontas e os tramites legais já concluídos, estas irão para a
loja através de transporte rodoviário ou aéreo, o tipo de transporte dependerá das
clausulas do contrato assinado pela empresa Garbo e pelo cliente.
5.2.3.10 Pesquisa com consumidor
Serão realizados três tipos de pesquisa, a de observação e comportamento, a
pesquisa de questionário que será aplicado às lojistas, e através de enquete no site
oficial da marca Garbo.
A pesquisa de observação e comportamento tem como objetivo, obter
resposta diretamente da consumidora final, com esta pesquisa, será possível
detectar o que o público está usando, como compõe o look, onde estão usando, e
apura a percepção dos fatores sócio-culturais que poderão influenciar a moda
brasileira. Esta pesquisa será feita em ambientes freqüentados pelo público da
marca.
Pesquisas em lojas acrescentarão informações referentes ao perfil da
consumidora, alem de informar a situação de mercado, como tipo de vestuário com
maior aceitação pelo público, numeração mais procurada, formas, cores e modelos.
Esta pesquisa será feita em forma de questionário e entrevista com as lojistas.
A enquete no site somará as outras duas pesquisas, a Garbo estará sempre
em busca da aproximação máxima entre a empresa e as consumidoras. Todos os
meses a empresa buscará nas lojas multimarcas dados cadastrais como endereços
residencial e eletrônico das mulheres que adquiriram algum produto da marca. Estas
consumidoras receberão malas diretas com catálogos das coleções e e-mails com
enquetes informações sobre eventos promovidos pela empresa.
158
Estas pesquisas são importantes para aproximar a marca do público. Através
das opiniões das consumidoras a empresa poderá trabalhar melhor os pontos fortes
e fracos do mercado sempre em busca se satisfazer seu público consumidor.
5.2.4 Ciclo de shewhart
Segundo Maximiano (2002), o ciclo Shewhart foi criado por William Edwards
Deming em 1970. Esta ferramenta, também conhecida como Deming, é usada no
aprimoramento do planejamento de empresas que buscam a qualidade total. A
figura a seguir, mostra como funciona este ciclo.
Figura 133: Coleções anuais
Fonte: da autora
Este ciclo como citado, em primeiro plano estudará o ciclo anterior para o
aprimoramento do processo, bem como implantará mudanças que possam surtir
efeitos positivos. Após estes dois passos, serão observados os efeitos, onde será
possível saber o que se pode manter para o ciclo seguinte e o que deve ser
alterado.
159
5.3 Plano de marketing
Em uma primeira análise, o marketing consiste em orientar todas as ações da
companhia para o consumidor final. Lorange e Vancil (1986, p. 52), definem
marketing como:
Estado de espírito empresarial que insiste na integração e
coordenação de todas as funções de marketing, as quais, por sua
vez, são conjugadas com todas as outras funções empresariais, com
o objetivo fundamental de produzir lucros máximos da companhia a
longo prazo. (LORANGE E VANCIL; 1986, P. 53).
Plano de marketing segundo Westwood (1996), serve como um mapa, ele
mostra à empresa aonde ela está indo e como vai chegar lá.
Para se montar um plano de marketing, é necessário estipular etapas, como
uma metodologia que deve ser revista e atualizada. Com base em pesquisas de
marketing, criou-se uma metodologia com etapas para o plano de marketing da
empresa Garbo presente na figura seguinte.
Figura 134: Etapas do plano de marketing da empresa Garbo
Fonte: Da autora
Os requisitos de um plano de marketing variam de companhia para
companhia. O plano criado para a Garbo foi elaborado com o princípio de conhecer
160
o mercado, para saber se a proposta inicial se insere nas necessidades de mercado,
e então, criar um plano de ação que deverá ser revisado, e atualizado
periodicamente.
A pesquisa de mercado, está completamente descrita no capítulo 4.
5.3.1 Objetivo de marketing
O objetivo é planejar um crescimento sólido e estruturado para a empresa,
criando em seu público alvo o desejo de possuir as peças da marca.
5.3.2 Plano de ação e comunicação
O plano de ação e comunicação é uma ferramenta que segundo Westwood
(1996), permite atingir os objetivos de marketing. Cada empresa possui uma meta
diferente, portanto cada companhia traça seu plano de ação de acordo com suas
necessidades. Para este projeto é necessário estabelecer:
•
A posição – onde a empresa está agora.
•
Metas – o que fazer / aonde a empresa quer chegar.
•
Ação – o que a empresa precisa fazer para chegar lá.
•
Data de início.
•
Data de conclusão.
•
Custos.
5.3.2.1 A posição
A empresa começará suas atividades em fevereiro de 2009, no mês de março
iniciará a produção que será lançada em julho.
161
5.3.2.2 Metas
Vender para o público feminino de classe alta, e provocar nestas clientes a
necessidade de adquirirem os produtos da coleção, que se encontrarão nas 15
melhores lojas multimarcas do segmento no país.
5.3.2.3 Ações
O plano de ação segundo Westwood (1996), refere-se a um conjunto de
estratégias e táticas para realizar os objetivos do marketing. As ações deste plano
seguem em tópicos:
•
Criação da coleção completa (que será lançada em julho) e o catálogo da
coleção com seiscentos exemplares.
•
Na metade do mês de junho: Coquetel de inauguração. Será feito para
imprensa (revistas: Veja e Caras, jornais: Terra, RBS e UOL) e para algumas
lojas multimarcas, que receberão o catálogo da coleção. Peças da coleção
ficarão expostas no showroom. O objetivo deste evento é apresentar a empresa
para a imprensa, para as lojas multimarcas e para o público em geral. Além de
começar a vender os produtos produzidos.
•
Final de junho: Desfile de lançamento na Villa Daslu. Este desfile irá reunir a
imprensa (revistas: Veja, Caras, Contigo, ELLE e Daslu, jornais: Terra, UOL, A
Folha e O Estadão), e atuais clientes da Villa Daslu, serão distribuídos catálogos
da coleção. O objetivo é atrair a atenção das consumidoras, divulgar a marca
através da imprensa para o público alvo e para as melhores lojas multimarcas do
país. Neste evento será servido vinho espumante e água.
•
Fazer anúncio publicitário uma vez por mês na revista Veja sul.
•
Final de junho: Ir às lojas multimarcas para vender as peças. Em cada loja será
colocada a imagem tema da coleção, esta imagem ficará como um quadro
decorativo.
•
Todos os meses: Contratar uma personalidade diferente, para usar um
determinado traje da marca, esta pessoa será fotografada e sua imagem será
162
publicada na revista Caras.
•
O site da empresa terá papel importante, este será usado para apresentar as
peças da coleção, e como portal de vendas para as lojas multimarcas já
licenciadas. O site será usado também para interação da marca com a
consumidora final, que receberão o link por e-mail.
•
A empresa buscará junto às suas licenciadas, dados cadastrais das
consumidoras, para que possa ter maior proximidade com as mesmas. As
clientes receberão notícias como lançamentos de coleção, novas lojas
licenciadas, enquetes e outras notícias que possam interessar a empresa Garbo
e a suas clientes.
•
Outra ação importante é a de manter a cliente fiel a marca. Para que isso
aconteça, quando a cliente comprar no mês de seu aniversário, receberá um
presente da Garbo, que poderá variar desde desconto na peça à um mimo como
lenço, chaveiro, etc..
•
Fechar o primeiro ciclo, analisar as ações.
•
Buscar novas lojas para vender as peças.
•
Manter durante todos os meses, uma imagem de personalidade na revista
Caras.
•
Programar entrevistas em jornais e em revistas.
•
Analisar qual loja vendeu mais peças, para fazer o lançamento da nova
coleção, com desfile e coquetel.
Toda a comunicação do marketing terá como objetivo causar impacto, desejo,
para que estes sejam alcançados, Ferreirinha (curso de mercado do luxo 2008),
apresenta o que o marketing deve ser o que seduz; que impressiona; que fascina;
que vai além; que instiga; que pulsa; que encanta.
A empresa Garbo usará como comunicação direta, o site da empresa,
correspondência via e-mail e mala direta, entrevistas em revistas e jornais, flashes
com personalidades usando as peças da marca, e fará publicidade em revistas. As
clientes “lojas multimarcas”, receberão CD a cada coleção, que mostrará o conceito
da coleção, e as peças produzidas, este cd, será editado com o intuito de envolver e
encantar as clientes licenciadas, pois somente envolvidas entenderão o que a
163
coleção representa e assim poderão oferecer as peças para suas clientes mais
especiais.
Este ciclo se repetirá por dois anos, já que este é o tempo estipulado para
este plano de marketing. Deve-se salientar que este plano, a cada nova análise,
estará sujeito a alterações.
Alcançadas estas metas, a empresa partirá para a concretização da abertura
de uma loja própria, e abrirá suas vendas em territórios internacionais.
5.3.2.4 Data de início e conclusão do plano de marketing
Conforme colocado anteriormente, as atividades da empresa se iniciarão em
março de 2009, e a conclusão deste plano de marketing será em março de 2011.
5.3.2.5 Custos
Para se saber os custos deste plano de negócio, foi realizada uma pesquisa
diretamente com as fontes dos eventos, conforme mostram os quadros seguintes.
Quadro 14: Orçamento em revistas para anúncio publicitário e cobertura de evento.
Publicitário
Cobertura de evento
½ pág. horizontal
1/3 pág. vertical
indeterminado
REVISTA
VEJA (nacional)
R$ 141.500,00
R$ 97.100,00
Sem custo
VEJA (Sul)
R$ 5.600,00
R$ 3.800,00
Sem custo
CARAS (nacional)
R$ 56.100,00
R$ 38.740,00
Sem custo
CONTIGO
R$ 30.200,00
R$ 20.200,00
Sem custo
ÉPOCA
R$ 75.400,00
R$ 52.400,00
Sem custo
ELLE (nacional)
R$ 26.600,00
R$ 17.700,00
Sem custo
ELLE (Sul)
R$ 6.700,00
R$ 4.400,00
Sem custo
MANEQUIM
R$ 29.900,00
R$ 20.000,00
Sem custo
Fonte: Da autora
Quadro 15: Orçamento em jornais para cobertura de eventos e entrevistas
JORNAL
RBS
TVCOM
DIÁRIO
CATARINENSE
FOLHA DE SP
CADERNO/
PROGRAMA
Estúdio SC
Multimídia
Alto Estilo / Economia
Moda
Colunista
Cobertura
(evento/notícias/entrevista)
Camille Reis
Lú Adams
Estela Benetti
/ Adri Buch
-
Sem custo
Sem custo
Sem custo
Sem custo
164
ESTADÃO
UOL
TERRA
Moda / Economia
Estilo / Moda
Moda
-
Sem custo
Sem custo
Sem custo
Fonte: Da autora
Quadro 16: Orçamentos diversos (valores para todos os meses do plano) 03-2009/03-2011.
Serviço
Quantidade
N° de
Valor total
Empresa
por evento
Eventos
cotada
Criação do site
1
1
R$ 1.100,00
Adriano PCs
Manutenção do site
24
R$ 120,00
Adriano PCs
Agência de modelos para
25
11
R$ 3.750,00
Agência
desfiles
Nova estrela
Coquetel (Florianópolis)
50 pessoas
1
R$ 3.700,00
Styllus
Coquetel (São Paulo)
300 pessoas
1
R$ 20.000,00
Styllus
Coquetel de lançamento de
1
10
R$
Styllus
coleção
R$ 37.000,00
Terraço Daslu (locação)
1
R$ 39.000,00
Daslu
R$ 46.000,00
Produção completa do 1°
400
1
R$ 40.700,00
Agência
catálogo
Nova estrela
Produção completa dos
75
10
R$ 40.700,00
Agência
catálogos futuros
Nova estrela
Imagem da coleção para
15
11
R$ 8.000,00
Agência
expor na loja
Nova estrela
Contrato com personalidade
20 meses
R$ Actors & Arts
mensal
R$ 45.000,00
Fonte: Da autora
Todas as empresas citadas estão devidamente referenciadas no ultimo
capítulo deste projeto.
Quadro 17: Orçamentos com todos os serviços para o período de 03-2008 à 03-2011.
Serviço
N° Eventos
Valor total
Anúncio publicitário na
1 X por mês
24
R$ 91.200,00
revista Veja Sul
Cobertura de evento na
Cada lançamento de coleção
R$ 11
revista VEJA (nacional)
Cobertura de evento na
Cada lançamento de coleção
R$ 11
revista Caras (nacional)
RBS
Cada lançamento de coleção
11
R$
TVCOM
Cada lançamento de coleção
11
R$
Diário Catarinense
Cada lançamento de coleção
11
R$
Folha de SP
Cada lançamento de coleção
11
R$
Estadão
Cada lançamento de coleção
11
R$
UOL
Cada lançamento de coleção
11
R$
Terra
Cada lançamento de coleção
11
R$
Criação do site
1
1
R$ 1.100,00
Manutenção do site
24
R$ 120,00
165
Agência de modelos
para desfiles
Coquetel (Florianópolis)
Coquetel (São Paulo)
Coquetel de lançamento
de coleção
Terraço Daslu (locação)
Produção completa do
1° catálogo
Produção completa dos
catálogos futuros
Imagem da coleção
para expor na loja
Contrato com
personalidade mensal
25
50 pessoas
300 pessoas
1por coleção
1
400
75
15
24 meses
11
1
1
10
1
1
10
11
R$ 27.500,00
R$ 3.700,00
R$ 20.000,00
R$ 37.000,00
R$ 39.000,00
R$ 20.000,00
R$ 37.500,00
R$ 8.000,00
R$ R$ 60.000,00
Fonte: Da autora
O custo total deste plano de marketing dependerá do valor contratual da
personalidade mensal, citada no ultimo item do quadro 17, calculando um valor
médio o custo será de R$ 308.120,00.
5.3.3 Sistema de controle do plano / Rever e atualizar
O controle será feito através de acompanhamento mensal, o que provará a
eficácia do plano. Este acompanhamento será minucioso para que, se necessário,
adote-se medidas diferentes com a finalidade de adequar as necessidades.
Com base no acompanhamento, será possível atualizar o plano para a
empresa, adequando-o as novas metas a serem atingidas.
5.3.4 A marca
Segundo o INPI (2002), marca é todo sinal distintivo, visualmente perceptível,
que identifica e distingue produtos/serviços de outros semelhantes ou afins, de
procedência diversa ou certifica a conformidade dos mesmos com determinadas
normas ou especificações técnicas. Quanto à natureza, pode ser de produto,
serviço, coletiva ou de certificação e quanto a apresentação pode ser nominativa,
figurativa, mista ou tridimensional.
166
Para Westwood (1996), a identidade da Marca é a expressão visual e verbal
da marca. Ela representa, sintetiza e sustenta um empreendimento ou produto. É a
forma mais curta e rápida de comunicação disponível. Começa pelo nome, logo e se
transforma em uma poderosa ferramenta de comunicação, em aplicações que vão
desde o cartão de visitas a websites. A identidade da marca aumenta o
reconhecimento e constrói empresas. Ela deve ser uma expressão autêntica da
organização, com sua visão, metas, valores e personalidade. O design e as
mensagens devem refletir desde o que a empresa é até o que ela quer se tornar. O
design deve ser apropriado à companhia, seu target e ramo de atuação.
O nome Garbo surgiu, após muitas buscas por palavras que pudessem
traduzir a elegância e sofisticação dos produtos que a empresa irá produzir. De
acordo com o dicionário Aurélio (2002), Garbo significa elegância nos gesto, nos
modos, na apresentação, na figura, é o aprumo a distinção.
5.3.5 Plano Gráfico
Toda a parte gráfica da marca foi criada, com base nos recursos disponíveis
do programa de desenhos Corel 12. Segue a seqüência de estudos para se chegar
a logo final:
1. O nome Garbo foi escrito 16 vezes com fontes diferentes,
2. Uma das fontes foi escolhida,
3. Desenhou-se 6 motivos para compor a logo, junto á parte escrita,
4. Uniu-se a parte escrita com os 6 motivos,
5. Uma união de motivo com o nome foi escolhido, formando a logo da marca.
Seguem as imagens desta etapa de criação.
167
Figura 135: Estudos da Logo (fonte e motivo)
Fonte: Da autora
Figura 136: Estudos da Logo (união de fonte e motivo)
Fonte: Da autora
168
Figura 137: Formato escolhido para a logo
Fonte: Da autora
5.3.6 Composto para os produtos
Este composto é formado por todos os materiais que serão usados nas
embalagens dos produtos e no escritório da empresa Garbo. Os materiais de
embalagem são: papel de embalagem, caixa do produto, caixa para transportadora,
capa de roupa, cabide, adesivo, etiqueta, tag, sacola, sacola de pano e etiqueta para
transportadora. Os materiais de escritório são: papel ofício, envelope, capa de CD e
cartão de visita. Seguem imagens com o composto.
Figura 138: Papel de embrulho e sacola de tecido
Fonte: Da autora
169
Figura 139: Caixa e sacola
Fonte: Da autora
Figura 140: Capa e cabides
Fonte: Da autora
Figura 141: Fita e adesivo
Fonte: Da autora
170
Figura 142: Tag
Fonte: Da autora
Figura 143: Caixa para transportadora
Fonte: Da autora
Figura 144: Cartão de visitas
Fonte: Da autora
171
Figura 145: Envelope (frente e verso)
Fonte: Da autora
Figura 146: Papel Ofício
Fonte: Da autora
172
Figura 147: Capa e interior de cds
Fonte: Da autora
Este composto para produtos, foi criado a partir dos recursos do programa de
informática chamado Corel 12.
5.4 Setor de finanças
Segundo Rebello (2002), setor pode ser definido como um conjunto de partes
coordenadas entre si, e integração entre as partes como o todo.
O setor financeiro será o responsável pela tesouraria e pela contabilidade
parcial da empresa.
Os serviços de tesouraria estão relacionados aos pagamentos de contas, e
intermédio de pedidos para recursos em investimentos ou suprimentos dentro da
empresa junto à administração Geral.
Toda liberação de verba, passará pelo setor de finanças, onde será analisado
e posteriormente aprovado ou não pela administração geral. Dentre os orçamentos a
serem analisados estão: orçamento de matérias-primas, orçamento de mão-de-obra,
orçamento de capitais, orçamento de despesas com vendas, orçamento de fluxo de
caixa, etc.
173
O sistema orçamentário é um instrumento que pode indicar ao administrativo
o melhor caminho a seguir, alem de apontar, tanto na érea financeira quanto
operacional, aquilo o que deve ser corrigido, para que ele atinja um melhor
desempenho administrativo.
“Orçamento é o instrumento utilizado para elaborar, de forma eficaz e
eficiente, o planejamento e o controle financeiro das atividades operacionais e de
capital da empresa, auxiliando à tomada de decisão”. (REBELLO, 2002, p. 40).
• Orçamento de matérias-primas
O orçamento de matérias-primas, prevê, as quantidades necessárias para
integrar o processo produtivo de uma produção planejada, discriminando a
quantidade necessária para a fabricação de um produto ou total a ser consumido
pela empresa em determinado período, cuja informação também é importante para a
manutenção do respectivo estoque.
• Orçamento de mão-de-obra
Padoveze (1998), explica que são todos os gastos com pessoal da empresa.
Estes gastos incluem todos os tipos
de remuneração paga ao funcionário da
empresa, bem como os encargos sociais sobre a mão-de-obra.
Segundo Zdanowicz (1993), as principais finalidades da elaboração do
orçamento de mão-de-obra são:
• Mensurar a quantidade necessária de mão-de-obra direta;
• estimar o custo da mão-de-obra direta de produção, para que os custos
possam ser calculados;
• apresentar subsídios ao departamento de pessoal, para que este possa
planejar sua atividade; e
• proporcionar ao orçamento de caixa informações a respeito do desempenho
necessário.
• Orçamento de custos indiretos
“Os custos indiretos de produção abrangem todos os custos fabris que não
podem ser classificados como mão-de-obra direta ou matéria-prima, são incorridos a
174
nível de departamento ou nível da fábrica como todo”. (SANVICENTE; SANTOS,
2000, p. 91).
• Orçamento de capital
Welsch (1996, p. 231) “o orçamento de investimento em imobilizado também
pode ser designado pelo nome de orçamento de acréscimo de imobilizado,
orçamento de despesas de capital, orçamento de investimento ou orçamento da
aplicação da capacidade de produção.
Denota-se que o orçamento de capital abrange as necessidades de capital da
empresa e todos os investimentos que necessitam de um aporte elevado de capital,
como imobilizações em prédios, levando em conta a capacidade de pagamento da
organização.
• Orçamento de despesas com vendas
É uma subdivisão do orçamento das despesas operacionais, e portanto, mais
abrangentes.
Welsch (1996, p.87), “o orçamento de despesas como vendas encontram-se
os gastos relacionados como atividade comercial da empresa como salários do
pessoal de vendas, encargos sociais e demais despesas com a área de vendas da
empresa”.
• Orçamento de fluxo de caixa
Zdanowicz (2000, p. 92), cita alguns conceitos de orçamento de caixa, entre
os que mais se identificam com o sistema de planejamento financeiro da empresa
estão:
• Orçamento de caixa é um instrumento que relacionará os futuros ingressos e
desembolsos financeiros de caixa paua um dado período de tempo;
• Orçamento de caixa é a técnica utilizada pela administração financeira de
desembolsos a serem movimentados no exercício orçado, permitindo
detectar, antecipadamente, se haverá excedentes ou escassez de recursos
financeiros no período projetado.
175
Desta forma, funcionará o sistema financeiro da empresa Garbo.
Os serviços contábeis contarão com o auxílio de escritório profissional, porém
também será mantido um controle interno.
5.5 Plano de logística
Segundo Dooley e Nueno (1986) a logística pode ser entendida como a
coordenação da estocagem, do transporte, dos inventários, dos armazenamentos,
das comunicações e do movimento de produtos acabados desde a empresa até o
cliente.
Para a empresa Garbo as funções que serão destinadas ao setor de logística
são:
• Controle de insumos necessários para o funcionamento (materiais, energia,
mão-de-obra e capital),
• Controle de entrada de todos os materiais da empresa,
• Controle de saída de todos os materiais da empresa.
5.5.1 Controle de insumos
A cada novo ciclo de coleção, todo o estoque será analisado para que se faça
inclusão das sobras de materiais na coleção que se inicia.
A compra de materiais para o desenvolvimento da coleção ocorrerá sob
responsabilidade do setor de logística, á partir de pedido de liberação de verba junto
ao setor financeiro, que por sua vez, deverá obter a aprovação da administração
geral.
Após pesquisa no caderno Guia Têxtil e Confecção (2008), pode-se conhecer
algumas empresas que trabalham com insumos do tipo: fios e tecidos, empresas
especializadas em beneficiamento, e trabalhos exclusivos em tecidos, empresas de
aviamentos, de transporte e de outros eventuais serviços.
Fez-se uma pequena amostragem de representantes que atuam na área têxtil
em Santa Catarina. Não é preciso sair do estado para adquirir produtos e serviços
176
de confecção, o estado é um grande produtor de tecidos, e tudo mais que se
encaixe no contexto moda. O caderno Guia Têxtil (2008) apresenta empresas no
país inteiro, e fica claro que o estado, é se não o maior criador de produtos para
moda em geral um dos maiores.
Esta pesquisa serviu para saber que não haverá dificuldades de encontrar
insumos necessários para produções têxteis, e comprovou que o estado de Santa
Catarina é rico em diversidades destes materiais.
A lista completa de fornecedores está no anexo A.
5.5.2 Controle de entrada de materiais
Para que haja controle de despesas com insumos, e a diminuição de gastos
desnecessários, um controle interno, será implantado. Todos os tipos de matéria
prima, e outros necessários para a produção, embalagem e escritório, estarão
contidos em planilhas, que permitirão o controle total de quanto em materiais, e em
verba, a empresa estará investindo nos devidos setores.
Para aquisição de insumos, bem como de maquinários, o setor de logística
entrara em contato com o financeiro pedindo a liberação da verba.
5.5.3 Controle de saída de materiais
Após
liberação
do
controle
de
qualidade,
as
peças
irão
para
o
empacotamento, e seguirão para expedição. No setor expedição, cada peça pronta
receberá um código de barras, cujo estará também na ficha que acompanhou a peça
por todo o processo de produção, que identificará o produto no estoque.
Quando a peça for vendida, será devidamente embalada com os itens citados
no composto de produtos no subcapítulo (5.3.6). A peça irá no cabide e encapada,
pronta para ser exposta, a caixa, sacola e outros irão junto á mercadoria para loja
licenciada.
O meio de transporte para entrega de mercadorias irá depender, do contrato
assinado por ambas as partes (a empresa Garbo e a Loja Licenciada), podendo ser
via terrestre (transportadora), via aérea (Variglog, Cargas Tam, Cargas Gol, etc..),
177
recursos de transporte como marinho (contêiner), e ferroviários (trem), não serão
utilizados enquanto a empresa estiver trabalhando apenas em território nacional.
Figura 148: Fluxos de materiais e de informações
Fonte: da autora
5.6 Setor de recursos humanos
Todo o recrutamento será feito por intermédio de empresas de RH, onde a
Garbo, apresentará o perfil profissional que necessita para determinada área, e a
empresa contratada oferecerá um número X de candidatos dispostos e habilitados
para assumir o posto.
O setor de recursos humanos será administrado com base nas ciências do
comportamento. Os colaboradores antes de serem admitidos passarão por uma
bateria de testes, onde serão detectadas as inteligências: lingüística, lógica
matemática, musical, especial, corpora-cinestésica, pessoal, naturalista e existencial.
Segue uma breve definição das inteligências e áreas de atuação.
178
Quadro 18: Inteligências
Inteligência
Lingüística
Lógica-matemática
Musical
Especial
Corporal-cinestésica
Pessoal
Naturalista
Existencial
Definição
Domínio, gosto e desejo de
explorar linguagem e palavras.
Capacidade de confrontar e
avaliar objetos e abstrações, bem
como entender suas relações e
princípios.
Competência não apenas para
compor e executar peças, mas
também para ouvir e entender.
Habilidade para perceber com
precisão o mundo visual,
transformar percepções e recriar a
realidade visual.
Capacidade de controlar e
orquestrar o movimento do corpo
e manejar objetivos com
habilidade.
Capacidade de entender a si
próprio (intrapessoal) e aos outros
(interpessoal).
Capacidade de reconhecer e
categorizar objetos da natureza.
Capacidade de entender e
ponderar as questões
fundamentais da existência
humana.
Área de atuação
Poetas, escritores, lingüistas.
Matemáticos, cientistas,
filósofos.
Compositores, maestros,
músicos.
Arquitetos, artistas,
escultores, cartógrafos.
Dançarinos, atletas, atores.
Psiquiatras, políticos, líderes,
antropólogos.
Biólogos, naturalistas.
Líderes, pensadores.
Fonte: Livro de Maximiano (2002).
Para a empresa Garbo, cada tipo de inteligência será aproveitado em
específicas áreas de atuação dentro da empresa. A inteligência lingüística será
requisito para quem trabalhará na área de divulgação da marca, e administração
podendo ministrar pequenos cursos internos para os colaboradores. Lógicamatemática, áreas de administração, compras, vendas e finanças. Musical requisito
para os criadores. Inteligência especial, para quem irá trabalhar com modelagem, e
construção das peças, as costureiras. Corporal-cinestésica será requisito para
costureiras. As outras inteligências não serão analisadas pelo RH, por não serem
necessárias nos setores da empresa. Após esta detecção o candidato participará de
um período de avaliação de 3 meses, se provada a capacitação do candidato, será
efetivado pela empresa.
179
5.7 Estrutura física da empresa
Como uma empresa que se preocupa com o bem estar de seus
colaboradores, a Garbo usará os estudos ergonômicos em geral nos ambiente de
trabalho, bem como a buscará a satisfação de sua equipe.
5.7.1 Ergonomia
A Garbo é uma empresa que prima pela saúde de seus funcionários, portanto,
aplicará as normas ergonômicas de ambientes de trabalho para cuidar das
condições físicas e mentais dos colaboradores da empresa.
O objetivo é preparar todos os ambientes de trabalho aplicando, usabilidade
e antropometria, para que se possa projetar postos seguros e ergonomicamente
corretos.
A preocupação da empresa em relação ao posto de trabalho de seus
colaboradores fez com que um breve estudo sobre antropometria fosse feito e
aplicado aos móveis de toda a empresa.
Segundo Iida (1998), as dimensões do assento devem ser adequadas às
dimensões antropométricas do usuário, portanto, o assento deve permitir variações
de postura, e ajudar no relaxamento. Todas as cadeiras da empresa terão
regulagens na altura do assento, na altura do encosto e regulagem de movimento de
profundidade do encosto.
Na postura ereta, a coluna deve ficar na vertical e o tronco sustentado pelos
músculos dorsais, esta postura facilita a movimentação dos braços e a visualização
para frente. Como os músculos dorsais executam um trabalho estático, essa postura
pode ser fatigada, principalmente se a cabeça ficar muito inclinada para frente.
Para postura de relaxamento, o dorso não deve ficar tão tenso como no caso
anterior, ele deve assumir postura ligeiramente curva para frente ou para trás, esta
postura faz menores exigências dos músculos dorsais de sustentação, sendo menos
fatigante (IIDA, 1998).
Segue imagem com medidas antropométricas da cadeira e da mesa fixa e
regulável.
180
Figura 149: Medidas para cadeiras e mesas
Fonte: Iida (1998).
As bancadas que serão usada no posto de desenvolvimento dos moldes, na
talharia, no controle de qualidade e embalagem, terão 90 cm de altura. Esta altura,
segundo IIDA (1998), atende aos serviços de médio esforço, e é a altura adequada
para pessoas do sexo feminino.
Figura 150: Altura da bancada
Fonte: Iida (1998).
As dimensões das mesas seguem as medidas recomendadas por Grandjean,
(1983). A mesa servirá para aparar o computador, e alguns materiais irão variar de
posto para posto. Com exceção as mesas de desenho, todas as outras mesas terão
altura de 74 cm e já que as cadeiras são reguláveis essas mesas não terão
regulagem de altura.
181
74 cm
Figura 151: Altura correta para mesa sem regulagem
Fonte: Da autora
As mesas de desenho serão com regulagem de altura que pode variar de 54
cm a 80cm e a inclinação poderá variar do ângulo de 90° até o ângulo de 110°
conforme imagem seguinte.
110°
90°
80 cm
54 cm
Figura 152: Imagem da mesa de desenho regulável
Fonte: da autora
A empresa terá inicialmente duas mesas de desenho, que ficarão no posto de
criação, qual será apresentado no subtítulo seguinte.
O que a Garbo pretende ter como este estudo ergonômico, pode ser
respondido com as imagens do painel seguinte.
182
Figura 153: Bom ambiente de trabalho
Fonte: da autora
Toda preocupação com a saúde física e mental dos colabores, parte do
princípio que, se o trabalhador estiver satisfeito sentindo-se respeitado e importante
para a empresa, seu resultado profissional será de melhor qualidade.
5.7.2 Construção
Neste subtítulo serão apresentados todos os custos para construir a empresa
e o detalhamento dos postos de trabalho.
Todos os postos terão as paredes pintadas de cor branca, na sala de criação,
sala de espera, administração, modelagem, talharia e embalagem, uma das paredes
será pintada com cor alegre de forma decorativa, a recepção, a sala de showroom e
a diretoria, terão a logo marca da empresa em uma das paredes as demais salas
serão completamente brancas. O piso da empresa será de cor branca.
A iluminação de todos os postos será de cor branca, os interruptores também
serão de cor branca. Os condicionadores de ar ficarão nos seguintes postos abaixo
relacionados e o controle ficará fixado na parede ao lado da porta.
•
Recepção / sala de espera
183
•
Showroom
•
Administração / diretoria
•
Modelagem
•
Talharia
•
Confecção
•
Controle de qualidade / Embalagem
•
Histórico
•
Sala de criação / Biblioteca
Fachada da empresa: Terá capacidade para estacionar seis carros, as portas de
entrada ficarão atrás de uma parede de pedras. No lado direito da fachada, há uma
mini passarela para eventuais desfiles externos, o acesso será pelo camarim.
Figura 154: Fachada
Fonte: Da autora
Descrição da recepção e sala de espera: mesa para recepcionista, cadeira
recepcionista, poltronas para clientes, artigos de decoração e banheiro. seguem
imagens do ambiente.
184
Figura 155: Recepção
Fonte: Da autora
Figura 156: Sala de espera
Fonte: Da autora
Descrição do showroom: expositores, poltronas e artigos de decoração.
Figura 157: showroom
Fonte: Da autora
185
Descrição da copa: pia, geladeira, microondas e armários.
Figura 158: Copa
Fonte: Da autora
Descrição do posto de administração: duas estações de trabalho, cadeiras,
armário e artigos de decoração.
Figura 159: Administração
Fonte: da autora
Descrição do posto de diretoria: mesa, cadeiras, poltronas, um armário, banheiro
privativo e artigos de decoração.
186
Figura 160: Diretoria
Fonte: Da autora
Figura 161: Diretoria
Fonte: Da autora
Descrição do histórico: o histórico será mobiliado com arquivos formados por três
porta-cabides, e uma prateleira na parte superior, os arquivos terão quase a altura
da sala, só não serão até o teto para possibilitar a passagem de ar entre os
armários. serão quatro móveis com corrediças que deslizarão para frente e para trás
como no desenho a seguir.
187
Figura 162: Histórico
Fonte: da autora
Descrição do posto de criação e biblioteca: uma mesa redonda, uma mesa para
desenho simples, uma mesa para desenho com luz difusa, quatro estações de
trabalho, dois pufes, cadeiras, poltronas, estantes e artigos de decoração.
Figura 163: Criação
Fonte: Da autora
188
Figura 164: Criação
Fonte: Da autora
Descrição do camarim: duas cabines, cadeiras, uma bancada para preparar as
modelos, espelho e um armário.
Figura 165: Camarim
Fonte: Da autora
Descrição do vestiário: um banheiro, bancos, armários e espelho.
189
Figura 166: Vestiário
Fonte: Da autora
Descrição do estoque de materiais: prateleiras, uma mesa, cadeira e gavetas.
Figura 167: Estoque
Fonte: Da autora
Descrição do posto de modelagem: Uma bancada, uma estação de trabalho com
computador, cadeira, bancos e armário.
190
Figura 168: Modelagem
Fonte: Da autora
Descrição do posto de talhação: uma bancada, bancos e armário.
Figura 169: Talhação
Fonte: Da autora
Descrição do posto de costura: uma bancada de apoio, 3 mesas de costura reta e
zigue-zague, 2 mesas de overloque, 1 de interloque, 2 mesas de bordado, 1 para
patchwork, 3 mesas de apoio para bordados manuais, colocação de botão e ajustes
e uma prateleira.
191
Figura 170: Costura
Fonte: Da autora
Descrição do posto de controle de qualidade: uma bancada, bancos e prateleiras.
Figura 171: Controle de qualidade
Fonte: Da autora
Descrição do posto de empacotamento: uma mesa, cadeiras e armário.
192
Figura 172: Empacotamento
Fonte: Da autora
Descrição do estoque de produtos prontos: prateleiras, uma mesa, cadeira e
gavetas.
Figura 173: Estoque de produtos prontos
Fonte: Da autora
Descrição do posto de expedição: uma estação de trabalho e cadeira.
193
Figura 174: Expedição
Fonte: Da autora
Figura 175: Planta baixa
Fonte: Da autora
5.7.3 Custos Gerais
Fez-se uma pesquisa para saber qual será o custo total da construção deste
projeto. As planilhas seguintes, mostram orçamentos de serviços e produtos que
194
serão usados no projeto. A listagem com as empresas consultadas encontra-se no
Anexo B deste trabalho.
Quadro 19: Planilha de custos do terreno e construção.
Orçamento de terreno
Valor médio de terreno com
Valor médio de terreno com
Data da cotação
2mil m² para compra
2mil m² para alugar
25/04/2008
R$ 280.000,00
R$ 2.000,00
Orçamento de construção
Prazo de
Data da cotação
Construtora
Custo total
entrega
09/04/2008
Cota Empreendimentos
6-10 meses
R$ 590.000,00
Mobiliários LTDA.
09/04/2008
A 4 arquitetura e construção
6-8 meses
R$ 575.000,00
09/04/2008
Álamo Construtora
6-8 meses
R$ 580.000,00
09/04/2008
Construtora JB LTDA
6-8 meses
R$ 530.000,00
Fonte: Da autora
Quadro 20: Planilha de custos de móveis sanitários.
Orçamento de moveis para (4) banheiros
Prazo de
Data da cotação
Empresa
entrega
26/04/2008
Balaroti
3-7 dias
26/04/2008
Cassol Center Lar
3-7 dias
26/04/2008
Dell Anno
15 dias
26/04/2008
Empório Rústico
15 dias
Custo total
Forma de PGTO
R$ 1.950,00
R$ 2.300,00
R$ 2.900,00
R$ 1.800,00
12X
10X
5X
5X
Fonte: Da autora
Quadro 21: Planilha de custos de móveis.
Orçamento de mesas
Data da cotação
3 Empresas
27/04/2008
Móveis Office / MMM / Gimba.com
Descrição
Valor R$
Forma de PGTO
1 recepção
R$ 1.950,00
10X
2 administração
R$ 1.580,00
10X
1 diretoria
R$ 1.530,00
10X
1criação (redonda)
R$ 490,00
10X
4 criação
R$ 3.160,00
10X
1 estoque
R$ 390,00
10X
1 modelagem
R$ 390,00
10X
3 costura
R$ 1.200,00
10X
1 empacotamento
R$ 390,00
10X
1 expedição
R$ 390,00
10X
Orçamento de (36) cadeiras
Data da cotação
01/05/2008
01/05/2008
01/05/2008
Empresa
Colombo
Made China
Gimba.com
Prazo de entrega
Custo total
7 dias
7 dias
10 dias
R$ 6.084,00
R$ 10.436,00
R$ 6.696,00
Prazo de entrega
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
20 – 30 dias
Forma de
PGTO
8X
9X
10X
195
01/05/2008
Gimba.com
Orçamento de (8) poltronas
Data da cotação
Empresa
10 dias
R$ 9.270,00
Prazo de entrega
Custo total
27/04/2008
27/04/2008
27/04/2008
10X
Forma de
PGTO
10 X
8X
12X
Recostare
3-7 dias
R$ 3.360,00
Salfer
2-5 dias
R$ 2.400,00
Magazine
2-5 dias
R$ 3.200,00
Luiza
27/04/2008
Sierra
2-7 dias
R$ 4.240,00
10X
Orçamento de armários
Data da cotação
3 Empresas
27-04-2008
Móveis Office / MMM / Gimba.com
Descrição
Valor R$
Forma de PGTO
Prazo de entrega
Cozinha
R$ 2.460,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Administração
R$ 3.900,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Diretoria
R$ 1.300,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Criação
R$ 4.380,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Modelagem
R$ 3.250,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Talhação
R$ 3.900,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Empacotamento
R$ 1.910,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Camarim
R$ 790,00
50% entrada + 3X
3 semanas
Orçamento de (10) bancos
Data da cotação
Empresa
Prazo de entrega
Custo total
Forma de PGTO
27/04/2008
Big
Imediato
R$ 400,00
10 X
27/04/2008
Salfer
Imediato
R$ 320,00
10X
27/04/2008
Extra
7 dias
R$ 400,00
À vista
01/05/2008
Colombo
7 dias
R$ 990,00
4X
Orçamento de estante para o estoque
Data da cotação
3 Empresas
27/04/2008
Móveis Office / MMM / Gimba.com
Valor R$
Forma de PGTO
Prazo de entrega
R$ 26.000,00
15X
1 mês – 1 mês e meio
Orçamento de estante para o histórico
Data da cotação
3 Empresas
27/04/2008
Móveis Office / MMM / Gimba.com
Valor R$
Forma de PGTO
Prazo de entrega
R$ 11.000,00
15X
30 dias
Orçamento de expositores para showroom
Data da cotação
3 Empresas
27/04/2008
Móveis Office / MMM / Gimba.com
Valor R$
Forma de PGTO
Prazo de entrega
R$ 4.500,00
10X
30 dias
Fonte: Da autora
Quadro 22: Planilha de custos de equipamentos.
Orçamento de (8) computadores
Data da cotação
Empresa
Modelo
27/04/2008
Ponto Frio
Positivo R200L c/
dual core
27/04/2008
Adriano PCs
27/04/2008
Extra
MEGAWARE
Custo total
R$ 12.800,00
Forma de PGTO
À vista
R$ 7.992,00
12X
196
Intel/Pentium
D8052.66
27/04/2008
Dudony.com
BITWAY CEL 420
Orçamento de (14) telefones com instalação
Data da cotação
Empresa
Modelo
01/05/2008
BIG
SIGMA 700
01/05/2008
Ponto Frio
Siemens euroset
3005
01/05/2008
Saraiva
Ibratele Brm 1218
01/05/2008
Saraiva
Intelbras ID 1913002
Orçamento de (3) impressoras laser monocromática
Data da cotação
Empresa
Modelo
27/04/2008
Balão da
HP 3050
Informática
27/04/2008
Best Byte
Xerox 3124
27/04/2008
Saraiva
HP M1120
27/04/2008
Saraiva
HP 2600N
Orçamento de (2) impressoras laser colorida
Data da cotação
Empresa
Modelo
27/04/2008
Best Byte
Samsung CLX2160N
27/04/2008
Volution
HP2605 DN
27/04/2008
Sullcopy
HP CM1017
27/04/2008
Vetorial
Samsung
R$ 8.800,00
12X
Custo total
R$ 1.018,00
R$ 1.158,60
Forma de PGTO
À vista
À vista
R$ 990,00
R$ 1.438,60
À vista
2X
Custo total
R$ 2.720,00
Forma de PGTO
5X
R$ 1.225,00
R$ 1300,00
R$ 1.400,00
3X
6X
6X
Custo total
R$ 1.800,00
Forma de PGTO
3X
R$ 1.800,00
R$ 2.350,00
R$ 1.209,00
3X
À vista
5X
Fonte: Da autora
Quadro 23: Planilha de ferramentas e outros com valores aproximados
Orçamento de ferramentas e outros
Qtde
Descrição
02
Pufes
01
Microondas
01
Geladeira
01
Bebedouro
01
Mesa de desenho
01
Mesa de desenho com luz difusa
Materiais para escritório
Materiais de desenho
Materiais para modelagem
Materiais para talhação
Artigos de decoração
Material para costura (linhas, etc..)
3
Máquinas (reta – SIRUBA/L818F-MA)
2
Máquinas (overloque – SIRUBA/737FX-504M-04)
1
Máquina (interloque – SIRUBA/757FX-516X-56)
2
Máquinas de bordar (MC350EA)
1
Máquina (patchwork)
1
Máquina de cortar tecidos finos
1
Máquina de cortar tecidos pesados
Louças para cozinha
10
Condicionadores de ar
Fonte: da autora
Valor médio
R$ 400,00
R$ 300,00
R$ 1.800,00
R$ 400,00
R$ 930,00
R$ 1.450,00
R$ 1.300,00
R$ 500,00
R$ 200,00
R$ 200,00
R$ 2.000,00
R$ 2.000,00
R$ 3.000,00
R$ 3.964,00
R$ 2.529,00
R$ 3.255,00
R$ 2.670,00
R$ 299,00
R$ 1.470,00
R$ 200,00
R$ 10.000,00
197
O custo total para construir, mobilhar e equipar a empresa, ficará em torno de
R$953.651,60 com a aquisição do terreno. Se o terreno for alugado o valor será de
R$673.651,60.
198
6 INVESTIMENTO
Este capítulo irá apresentar os custos de abertura da empresa Garbo, bem
como todos os custos com funcionários, impostos, custos fixos mensais e
estimativas de custos variáreis.
Toda esta pesquisa financeira foi realizada junto á acessória contábil do Sr.
Ervino Guilherme Hort do escritório de contabilidade Practicecont .
6.1 Composição dos custos e informações gerais
Todos os custos diretos e indiretos e as despesas diretas e indiretas foram
rateados pela quantidade de peças que serão produzidas e vendidas 5 camisas, 5
tailleurs, 5 blazers, 5 costumes, e 5 casacos, totalizando 250 peças. Chegou-se à
conclusão de que o tempo despendido para fabricação de cada peça não terá uma
grande variação.
6.2 O enquadramento tributário da empresa foi feito da seguinte forma
•
O faturamento projetado para o primeiro ano da empresa é de R$4.741.639,02,
sendo que o limite para esta tributação é de R$2.400.000,00, portanto esta opção
é descartada.
•
O percentual de presunção de imposto na atividade de confecção é de 8% para o
IR e 12% para CSLL.
•
A lucratividade calculada conforme a DRE bi-mestral projetada é de 54,99%,
sendo bem maior que o percentual de presunção para o Lucro Presumido.
•
Sendo assim, escolheu-se enquadrar a empresa pelo Lucro Presumido.
Utilizou-se a alíquota de 12% para o ICMS para o total do faturamento, pois
na proporção das vendas esta seria uma alíquota comum.
Seguem os quadros com os resultados para demonstração.
199
Quadro 24: despesas fixas mensais
Despesas
Valor R$
Contabilidade
800,00
Assessoria jurídica
900,00
Total Bi-mestre (por coleção)
3.400,00
Fonte: da Autora
Quadro 25: composição dos salários
Composição dos salários
Função
Qtd. Salário R$
Designer
1
2.500,00
Modelista
1
2.500,00
Talhação
1
1.000,00
Bordadeira e costureira
2
1.000,00
Total de custos diretos e indiretos
Administração
1
1.000,00
Recepcionista
1
600,00
Limpeza
1
600,00
Marketing e comercial
1
3.000,00
Logística
1
1.000,00
Diretor geral
1
3.500,00
Total despesas diretas e indiretas
Valor R$
2.500,00
2.500,00
1.000,00
2.000,00
Encargos
R$
900,00
900,00
360,00
720,00
1.000,00
600,00
600,00
3.000,00
1.000,00
3.500,00
360,00
216,00
216,00
1.080,00
360,00
1.260,00
Total R$
3.400,00
3.400,00
1.360,00
2.720,00
10.880,00
1.360,00
816,00
816,00
4.080,00
1.360,00
4.760,00
13.192,00
Custo p/
peça R$
27,20
27,20
10,88
21,76
87,04
10,88
6,53
6,53
32,64
10,88
38,08
105,54
Fonte: Da autora
Quadro 26: Custo por produto
Produtos
Blazer
Custo M.O.
87,04
Mat. Prima
400,00
Beneficiamento
150,00
Embalagem
20,70
CD
0,42
Trasnporte
50,00
Mat. Expediente
2,14
Despesas M. O.
105,54
Soma
815,83
Camisa
87,04
249,00
150,00
20,70
0,42
50,00
2,14
105,54
664,83
Costume
87,04
498,00
150,00
20,70
0,42
50,00
2,14
105,54
913,83
Casaco
87,04
400,00
150,00
20,70
0,42
50,00
2,14
105,54
815,83
Tailleur
87,04
498,00
150,00
20,70
0,42
50,00
2,14
105,54
913,83
Fonte: Da autora
Quadro 27: Calculo preço de venda
Produto
Custo da peça
Blazer
815,83
Camisa
664,83
Costume
913,83
Casaco
815,83
Tailleur
913,83
Fonte: da autora
Lucro 150%
1.223,75
997,25
1.370,75
1.223,75
1.370,75
Impostos
18%
18%
18%
18%
18%
Preço de venda
2.487,29
2.026,93
2.786,07
2.487,29
2.786,07
200
Quadro 28: demonstração de resultados por coleção
Receita de venda
607.951,22
(-)Impostos
91.587,85
PIS
395,17
COFINS
18.238,54
ICMS
72.954,15
Receita de venda Líquida
516.363,37
Custos dos produtos vendidos
170.005,25
Estoque inicial
Matéria-prima
Salários e encargos
Embalagens
Beneficiamento
Transporte
(-)ICMS
Estoque final
Lucro Operacional
Despesas Operacionais
Despesas administrativas e comerciais
Depreciação
Lucro Bruto
IRPJ (Lucro Presumido)
CSLL (Lucro Presumido)
Lucro Líquido
Lucro sobre o faturamento
115.000,00
21.760,00
5.175,00
37.500,00
12.500,00
21.929,75
346.358,12
35.433,34
29.784,00
5.649,34
310.924,78
7.295,41
6.565,87
297.063,49
48,86%
Fonte: Da autora
Quadro 29: resultados por Bi-mestre
Taxa
0,80%
set/08
Nov/08
Desembolso
Jan/09
Mar/09
Jul/09
Set/09
1.262.771,60
Lucro
297.063,49
297.063,49
297.063,49
297.063,49
297.063,49
297.063,49
Depreciação
5.649,34
5.649,34
5.649,34
5.649,34
5.649,34
5.649,34
Sobra
302.712,83
302.712,83
302.712,83
302.712,83
302.712,83
302.712,83
Fonte: Da autora
O cálculo do retorno do investimento (TIR, VPL, Pay back, etc), traz o lucro
(Depreciação) para o valor presente (VPL) no momento do investimento, depois
pego o investimento e divido pelo lucro no valor presente.
201
Quadro 30: Demonstração da depreciação
Taxa
Imobilizado
Valor R$
depreciação
Terrenos
280.000,00
0%
Móveis e
47.156,00
10%
utensílios
Maquinário
17.187,00
10%
Edifícios
590.000,00
4%
Computadores
19.308,60
20%
Total
953.651,60
Depreciação
Ano
-
Depreciação Bimestral
-
4.715,60
785,93
1.718,70
23.600,00
3.861,72
33.896,02
286,45
3.933,33
643,62
5.649,34
Fonte: Da autora
Para o cálculo do retorno do investimento, utilizou-se uma data fixa para o
investimento inicial (03/2009):
•
O fluxo de caixa em bimestre conforme as coleções;
•
A taxa de investimento de 0,80%, taxa esta utilizada pelo mercado financeiro
conservador;
•
Transformou-se a sobra de caixa de cada bi-mestre para o valor presente, em
09/2008 que seria o investimento inicial;
•
Chegando num tempo de retorno de seis (9) meses e dez (10) dias.
202
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considero que toda pesquisa realizada neste projeto, trouxe uma ampla visão
do quanto o negócio proposto pode ser lucrativo, se atingido todas as metas.
Os dados históricos reforçam a imortalidade das peças propostas para a
confecção. O panorama do mercado atual, e as especulações futuras, apontam um
crescimento excepcional no segmento do luxo, lembrando que o luxo movimenta a
maior porcentagem do PIB mundial.
O que se pode sentir deste mercado, é que os sentidos fazem a diferença, ou
seja, quando o produto atinge um patamar onde a qualidade já não é mais discutida
e sim as sensações, ele pode ser encaixado dentro do que vimos ser luxo, e quando
isso acontece, o que para alguns significa preço alto, para outros significa valor
agregado e para esse cálculo não existe nenhuma fórmula matemática exata, até
porque, o valor do produto está contido num dos quatro itens que compõe um
produto de luxo.
A gestão administrativa, como mencionado, terá todo o controle interno,
porém contará com auxílio contábil e jurídico. A direção geral da empresa,
juntamente com todos os seus colaboradores, atuará, de forma sistemática e
controlada, para que todos os regimes internos sejam cumpridos, bem como, o bom
relacionamento, a ética, a responsabilidade e acima de tudo, o não desperdício de
tempo e a certeza da produção sem perdas, mantendo o alto padrão de qualidade.
Segundo estudo apresentado no capítulo de investimento, o retorno em curto
espaço de tempo e os lucros que a empresa terá ao término de cada coleção,
mostram que este plano é viável e pode ser implantado, se o posicionamento de
marca e o plano de marketing forem executados conforme o proposto por este
projeto.
203
8 REFERÊNCIAS
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Acesso em 15 mai. 2008.
ARAUJO, Mário de. Tecnologia do vestuário. Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, 1984.
BAUDOT, F. Moda do século XX. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
BAXTER, M. Projeto de produto. São Paulo: Edgard Blucher, 1998.
BRAGA, J. História da Moda. São Paulo: Ed. Anhembi Morumbi, 2004.
BROM, L. G. Análise de investimentos e capital de giro: conceitos e aplicações.
São Paulo: Saraiva, 2007.
CANDEBRO, R. Quem são seus concorrentes? (2006). Disponível em
<http://www.administradores.com.br> Acesso em 10 abr. 2008.
CASTILHO, K. Moda linguagem. 2. ed. São Paulo: Anhembi Morumbi,2006.
CASTILHO, K.; VILLAÇA, N. (orgs). O novo luxo. São Paulo: Editora Anhembi
Morumbi, 2006.
CASTILHO, K.; VILLAÇA, N. (orgs). Plugados na moda. São Paulo: Editora
Anhembi Morumbi, 2006.
CATELLANI, R. M. Moda Ilustrada de A à Z. São Paulo: Manole, 2003.
CLIC RBS. Grife Le Lis Blanc. Disponível em <http://www.clicrbs.com.br
/zerohora/jsp.html> Acesso em 04 mai. 2008.
CLIC RBS. Colunistas de eventos. Disponível em <http://www.clicrbs.com.br>
Acesso em 04 mai. 2008.
COMUNIDADE DA MODA. Le Lis Blanc. Disponível em <http://www.comunidade
moda.com/2008/04.html> Acesso em 04 mai. 2008.
CONSUMIDOR MODERNO. Um luxo. Disponível em <http://www.consumidor
moderno.com.br> Acesso em 09 abr. 2008.
CUNHA, C. J. C. de A. Iniciando seu próprio negócio. Florianópolis: I.E.A., 1997.
204
DOOLEY, A. R.; NUENO, P. A pequena e média empresa. In: Administração de
empresas: enciclopédia de direção, produção, finanças e marketing. São Paulo:
Nova Cultural, 1986.
DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 2.
ed. Rio de Janeiro: Campus, 2006.
ECO, U. Psicologia do vestir. 3. ed. Lisboa: Assírio e Alvim, 1989.
ESTADÃO. Colunistas de eventos. Disponível em <http://www.oestadao.com.br>
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FERREIRINHA. Marketing. (2007). Disponível em <http://www.mundodomarketing
.com.br> Acesso em 29 mar. 2008.
FERREIRINHA, Carlos. (2008) Curso Negócio do Luxo. Balneário Camboriú.
FISCHER-MIRKIN, T. Código de vestir: os significados ocultos da roupa feminina.
Rio de Janeiro, Rocca, 2001.
FOLHA UOL. Colunistas de eventos. Disponível em <http://www.folha.uol.com.br>
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FURB. Fundação Universidade de Blumenau. Revisão Bibliográfica. Disponível em
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GRUPO MCE. Pesquisa da empresa de consultoria MCE. Disponível em
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IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Blucher, 1998.
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KOTLER, P. Administração de marketing: análise, planejamento e controle. São
Paulo: Atlas, 1981.
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205
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modernas. São Paulo: Companhia das letras,1989.
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NAKAGAWA. M. Estudo de alguns aspectos de controladoria que contribuem
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O GLOBO. Reservas para a data de Le Lis Blanc acabam na terça-feira.
Disponível em <http://www.oglobo.com/economia/mat/2008/04/18.htm> Acesso em
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ORAGOO. Quais as dez maiores economias do mundo (2007). Disponível em
<http://www.oragoo.net/quais_as_10_maiores_economias_do_mundo> Acesso em
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PADOVEZE. C. L. Sistema de informações contábeis. São Paulo: Atlas, 1998.
PALOMINO, E. A moda. 2. ed. São Paulo: Publifolha, 2003.
REBELLO, C. C. A influência de um sistema orçamentário integrado à
contabilidade geral no processo de gestão de uma cooperativa de produção: o
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DASLU. Contato/ Revista. Disponível em <http://www.daslu.com.br> Acesso em 15
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Pioneira, 2000.
SEBRAE. Negócio certo. Disponível em <http://www.planodenegocios.com.br>.
Acesso em 15 mar. 2008.
SEBRAE. Plano de negócio. Disponível em <http://www.planodenegocios.com
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SENAC DN. A moda do século XX. Rio de Janeiro: Ed. SENAC Nacional, 2005.
STYLLUS. Buffet. Disponível em <http://www.styllus.com.br> Acesso em 15 mai.
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TREPTOW, D. Inventando moda: planejamento de coleção. 2. ed. Brusque: D.
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UOL. Jornalismo e moda. Disponível em <http://www.uol.com.br> Acesso em 15
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WELSCH, G. A. Orçamento empresarial. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
WESTWOOD, J. O plano de marketing. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1996.
WIKIPEDIA. Moda. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/moda> Acesso em 09
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ZDANOWICZ, J. E. Orçamento empresarial: uma abordagem prática. Porto Alegre:
Sagra, 1993.
207
ANEXOS
208
Anexo A
Representantes, fabricantes e prestadores de serviço em Santa Catarina
209
Fabricantes e representantes de fios em Santa Catarina
•
HEBERT FIOS
América – Joinville – Fone: (47) 9961-8413 / [email protected]
•
MÁRIO VINICIUS VALE REPRESENTAÇÃO LTDA
Centro – Brusque – Fone: (47) 3351-1780
•
DUNO REPRESENTAÇÕES
Centro – São José – Fone: (48) 3247-5170
•
FADEN IND. E COM. LTDA
Bateas – Brusque – Fone: (47) 3350-3733 / [email protected]
•
BENEFIOS RECICLAGEM TÊXTIL
Rio Branco - Brusque – Fone: (47) 3350-5094 / [email protected]
•
ECOFIBRAS IND. TÊXTIL LTDA
Bom Retiro – Blumenau – Fone: (47) 3231-9984 / [email protected]
•
HUVISPAN
Itoupava Central – Blumenau – Fone: (47) 2102-9900
•
LINHANYL SUL LINHAS PARA COSER LTDA
Asilo – Blumenau – Fone: (47) 3328-4001 / [email protected]
•
LINHAS GOL
Progresso – Blumenau – Fone: (47) 3324-0912
•
FIAÇÃO ADM LTDA
Agulhas Negras – Botuverá – Fone: (47) 3359-4090 / tê[email protected]
•
FIAÇÃO AGULHAS NEGRAS LTDA
Agulhas Negras – Botuverá – Fone: (47) 3359-4090
•
FIAÇÃO BOTUVERÁ
Centro – Botuverá – Fone: (47) 3359-1089 / fiaçã[email protected]
•
LINHAS MORGANYL IND. E COM. LTDA
Pedras Grandes – Botuverá – Fone: (47) 3355-2720 / [email protected]
•
QUALISUL TÊXTIL LTDA
Bateas – Brusque – Fone: (47) 3350-7746 / [email protected]
•
RIVALE IND. E COM. DE FIOS LTDA
São Pedro – Brusque – Fone: (47) 3355-9937 / [email protected]
210
•
SÃO CRISTOVÃO TÊXTIL
Dom Joaquim – Brusque – Fone: (47) 3351-2055 / [email protected]
•
TÊXTIL RENAUX S/A
Centro – Brusque – Fone: (47) 3255-1000 / [email protected]
•
ENOVELAR IND. E COM. LTDA
Margem
Esquerda
–
Gaspar
–
Fone:
(47)
3332-0812
[email protected]
•
LINHAS CÍRCULO
Centro – Gaspar – Fone: (47) 3331-9500 / [email protected]
•
FIAÇÃO E TECELAGEM TRIUNFO LTDA
Centro – Guabiruba – Fone: (47) 3354-0144
•
EUROTEX PRODUTOS TÊXTEIS
Encanto Norte – Indaial – Fone: (47) 3333-2621 / [email protected]
•
FIOBRAS LTDA
Encanto Baixo – Indaial – Fone: (47) 3333-3872 / [email protected]
•
COMFIO & CIA CATARINENSE FIAÇÃO
Zona Industrial Norte – Joinville – Fone: (47) 3435-2011
•
FIAÇÃO SÃO BENTO
Serra Alta – São Bento do SUL – Fone: (47) 3631-4500 / [email protected]
•
ECO FIOS
Industrial – Timbó – Fone: (47) 3399-2145 / [email protected]
•
ECOFIOS COM. E IND. DE FIOS E PROD. TÊXTEIS LTDA
Araponguinhas – Timbó – Fone: (47) 3382-1543 / [email protected]
•
INDUSTRIAL ACRILAN LTDA
Centro – Timbó – Fone: (47) 3382-4111 / [email protected]
•
KAMINI IND. COM. LINHAS LTDA
Oficinas – Tubarão – Fone: (48) 3622-1144
Representantes de tecido plano em Santa Catarina.
•
ART TÊXTIL REPRESENTAÇÕES
Centro – Brusque – Fone: (47) 3355-9064
/
211
•
DUNO REPRESENTAÇÕES
Centro – São José
•
MUNITÊXTIL REPRESENTAÇÕES LTDA
Centro – Chapecó
•
SAG’S REPRESENTAÇÕES
Centro – Brusque – Fone: (47) 3351-7966
•
WEHMUTH REPRESENTAÇÕES LTDA
Itoupavazinha – Brusque – Fone: (47) 3378-4312
•
STAEDELE COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA
Itoupava Norte – Blumenau – Fone: (47) 3323-0449
•
FIBRAFLOR REPRESENTAÇÕES
Itoupava Norte – Blumenau – Fone: (47) 3323-0837
•
DAVOL COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES
Santa Bárbara – Criciúma – Fone: (48) 3433-5297
•
CONFECTEC REPRESENTAÇÃO
Centro – Blumenau – Fone: (47) 3322-0652
•
COMERCIAL MONTE VERDE LTDA
Blumenau – Fone: (47) 3337-0211
•
TECIZA TECIDOS
Centro – Florianópolis – Fone: (48) 3433-8880
•
RENAUX
Brusque – Fone: (47) 9958-1668 / [email protected]
•
CATAGUASES
Estreito – Florianópolis – Fone: (48) 3244-3711 / [email protected]
www.cataguas.com.br
•
SCHLÖSSER
Brusque – Fone: (47) 3251-8000 / [email protected]
www.schlosser.com.br
•
VICUNHA
Fone: (47) 3355-6146 / [email protected]
Representantes de aviamentos em geral
212
•
LLB REPRESENTAÇÕES LTDA
Balneário Camboriú – Fone: (47) 3366-1386 / [email protected]
•
AVITEC
Vila Nova – Blumenau – Fone: (47) 3323-9105 / [email protected]
•
COATS CORRENTES
Itoupava Norte – Blumenau – Fone: (47) 3331-8700 / [email protected]
•
EBERLE S/A
Centro – Blumenau – Fone: (47) 3322-6119 / [email protected]
•
NAT REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3328-0777 / [email protected]
•
PEDRO SCHIMMITZ REP. COM. LTDA ME
Itoupava Norte – Blumenau – Fone: (47) 3323-4288 / [email protected]
•
BOTÕES & BOTÕES
Centro – Criciúma – Fone – (48) 3433-1178 / [email protected]
•
RENNÉ
Todo estado – Fone: (11) 3361-2277 / [email protected]
www.renneaviamentos.com.br
•
BOTÕES SHADOW`S
Todo estado – Fone: (47) 3350-1307 / [email protected]
•
MONTAGENS RENDA / BOTÕES
Blumenau – Fone: (47) 3339-1457 / [email protected]
•
FIOS E BORDADOS
Todo estado – Fone: (22) 2525-8386 / [email protected] www.arp.com.br
•
BOTÕES BRASIL
Jaraguá do Sul – Fone: (47) 3376-4352 / [email protected]
www.brasilbotoes.com.br
Serviços de bordado
•
JACK’S BORDADOS
Itoupava Central–Blumenau–Fone:(47)3338-0369 / [email protected]
•
KREFELD
213
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3330-5003 / [email protected]
•
KS BORDADOS ARTESANAIS
Itoupava Norte – Blumenau – Fone: (47) 3323-2130 / [email protected]
•
MARKACOM BORDADOS LTDA
Asilo – Blumenau – Fone: (47) 3328-1077 / [email protected]
•
MIL PONTOS BORDADOS
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3330-8238
•
MIX BORDADOS
Salto
do
Norte
–
Blumenau
–
Fone:
(47)
3334-1008
/
[email protected]
•
MUNIQUE BORDADOS LTDA
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3328-5245 / [email protected]
•
NASSAN BORDADOS
Progresso
–
Blumenau
–
Fone:
(47)
3329-2686
/
[email protected]
•
NEW BORDADOS LTDA
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3325-1042 / [email protected]
•
PONTOS E PONTOS BORDADOS
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3328-5711 / [email protected]
•
PONTUAL BORDADOS
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3330-0819 / [email protected]
•
REAL BORDADOS
Salto – Blumenau – Fone: (47) 3323-1568 / [email protected]
•
RID & SAG BORDADOS
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3330-5332 / [email protected]
•
VOIGT BORDADOS
Itoupava Central – Blumenau – Fone: (47) 3327-1858 / [email protected]
•
ATUAL BORDADOS
Tomaz Coelho – Brusque – Fone: (47) 3351-2818 / [email protected]
•
BORDADOS TACHINI
Dom Joaquim – Brusque – Fone: (47) 3355-3746
•
HOEPCKE S/A
214
Roçado – Florianópolis – Fone: (48) 3259-3155 / [email protected]
•
AB BORDADOS E ESTAMPARIA
Garopaba – Fone: (48) 3254-4735 / [email protected]
•
ESTRELAS BORDADOS
Gaspar – Fone: (47) 3332-0029 / [email protected]
•
DARLU ESTAMPARIA E BORDADOS LTDA
Bela Vista – Gaspar – Fone: (47) 3397-2481 / [email protected]
www.darlu.com.br
•
ANJO DO MAR
Centro – Içara – Fone: (48) 3478-5953
•
BORDADOS DO VALE
Missões – Ilhota – Fone: (47) 3343-0113 / [email protected]
•
ARTHY NA ROPA
Indaial – Fone: (47) 3393-5823 / [email protected]
•
KB BORDADOS LTDA
João Paulo – Indaial – Fone: (47) 3333-8099
•
BORDADOS JACY LTDA
Centro – Itajaí – Fone: (47) 3349-0835
•
APLIK BORDADOS
Jaraguá do Sul – Fone: (47) 3275-2094
•
KAWY’S BORDADOS
América – Joinville – Fone: (47) 3433-9534 / [email protected]
Representantes de botões
•
MILTN N. FREITAS
Centro – Blumenau – Fone: (47) 3323-6751 / [email protected]
•
IND. DE BOTÕES GUAÍRA
São Paulo / www.botoes.com.br
215
Representantes de zíper
•
ZIRERES RUBINHO
Centro – São Paulo – Fone: (11) 3311-7373 / [email protected]
•
ARMARINHO
Brás – São Paulo / WWW.armarinhos25.com.br
Representantes e fabricantes de etiquetas
•
AG TEQ
Blumenau – Fone: (47) 3337-3051 / www.ageteqetiquetas.com.br
•
DGS ETIQUETAS
Velha – Blumenau – Fone: (47) 33301370 / [email protected]
•
ETIKJU
Vila Itoupava – Blumenau – Fone: (47) 3378-1981 / [email protected]
•
FASHION
ETIQUETAS
IND.
E
COM.
DE
REPRESENTAÇÕES
LTDA
Salto do Norte – Blumenau – Fone: (47) 3231-0800 / [email protected]
•
TECNOBLU
Itoupava
Central
–
Blumenau
–
Fone:
(47)
3144-8000
[email protected] www.tecnoblu.com.br
•
TIGRAF ETIQUETAS
Brusque- Fone: (47) 3355-9721 / [email protected]
•
ETIQUETAS BRUSQUE
Rio Branco – Brusque – Fone: (47) 3355-2425 / [email protected]
•
GPS BRASIL
Criciúma – Fone: (48) 3045-1020 / [email protected]
•
NEW TEC
Centro – Criciúma – Fone: (48) 3045-7020 / [email protected]
•
SUPREMA
Criciúma – Fone: (48) 3045-3330 / [email protected]
•
CROMOTRANSFER
Joinville – Fone: (47) 3473-8040 / www.cromotransfer.com.br
/
216
•
HI ETIQUETAS
Pomerode – Fone: (47) 3387-8787 / [email protected]
www.hietiquetas.com.br
•
HACO
Vila Itoupava – Blumenau – Fone: (47) 2102-6000 / www.haco.com.br
Representantes de embalagens
•
BRAMBRILA
Fortaleza – Blumenau – Fone: (47) 3339-4965
•
LOKA REPRESENTADORA DE SERVIÇOS DE EMBALAGENS LTDA
Itoupava Central – Blumenau – Fone: (47) 3337-0793
•
LÚCIA EMBALAGENS
Fortaleza – Blumenau – Fone: (47) 3378-5155
•
PERSONAL TEXTIL
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3330-3363
•
KIT-JÁ MONTAGENS E EMBALAGENS DE ROUPAS LTDA ME
Costa e Silva – Joinville – Fone: (47) 3425-0009 / [email protected]
Estamparias
•
AF ESTAMPARIA
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3325-3338 / [email protected]
•
ARTE DESIGN
Blumenau – Fone: (47) 3339-9934 / [email protected]
•
LAPSO
Água
Verde
–
Blumenau
–
Fone:
(47)
3035-2430
[email protected]
•
RCA
Blumenau – Fone: (47) 3325-4098 /[email protected] www.rcartes.com
•
BLUMETEX
Blumenau – Fone: (47) 3328-2333 / [email protected]
/
217
•
DRAKOW
Blumenau – Fone: (47) 3330-4388 / [email protected]
•
DRIJEAN
Salto – Blumenau – Fone: (47) 3488-6588 / [email protected]
•
ESTAMPARIA SILVA
Progresso – Blumenau – Fone: (47) 3336-9249
•
ESTAMPARIA ENELDA
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3330-5401 / [email protected]
•
ESTAMPARIA RAIMUNDI
Blumenau – Fone: (47) 3330-1927 / [email protected]
•
ESTAMPARIA SÃO JOSÉ
Texto
Salto
–
Blumenau
–
Fone:
(47)
3334-0906
[email protected]
•
GENESIS ESTAMPARIA TEXTIL LTDA ME
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3328-2664
•
GIDU ARTE EM ESTAMPA
Fortaleza – Blumenau – Fone: (47) 3339-8024
•
LNK ESTAMPARIA
Itoupava Central – Blumenau –Fone:(47)3334-6477 / [email protected]
•
EDU
Brusque – Fone: (47) 3350-2419 / [email protected]
•
VISCORES ESTAMPARIA
Planalto – Brusque – Fone: (47) 3350-3110 / [email protected]
•
SANTA RITA
Santa Rita – Brusque – Fone: (47) 3351-3509
•
ESTAMPRAC ESTAMPARIA LTDA
São Marcos – Joinville – Fone: (47) 3453-0944
•
JJI ESTAMPAS
Rio Cerro II – Jaraguá do Sul – Fone: (47) 3376-3753
•
CARLOS ALBERTO COSTA SERIGRAFIA
Florianópolis – Fone: (48) 3348-4103
•
PLASTKOLOR SERIGRAFIA E COMÉRCIO
/
218
Florianópolis – Fone: (47) 3240-9999
Assessoria e consultoria para importação
•
GLOBALTEX INTERNACIONAL LTDA
Velha – Blumenau – Fone: (47) 3329-5380 / [email protected]
•
RHENAN EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA
Gaspar – Fone: (47) 3332-8099 / [email protected]
•
FULL COMEX IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA
Centro – Itajaí – Fone: (47) 3346-3001 / [email protected]
•
LINE ASSESSORIA EM COMÉRCIO EXTERIOR LTDA
Centro – Itajaí – Fone: (47) 3349-0020 / [email protected]
•
EXPORSELL COM EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO
Centro – Jaraguá do Sul – Fone: (47) 3371-2814 / [email protected]
•
GLOBAL GATE ASSESSORIA EM COMÉRCIO EXTERIOR
Glória – Joinville – Fone: (47) 3027-1546 / [email protected]
Representantes de máquinas
•
ADOLAR KLEMKE REPRESENTAÇÕES
Água Verde – Blumenau – Fone: (47) 3325-2875 / [email protected]
•
BOM AR CLIMATIZAÇÃO E PRESSURIZAÇÃO LTDA
Itoupava
Central
–
Blumenau
–
Fone:
(47)
3337-6777
[email protected]
•
KREIBICH ENGENHARIA REPRESENTAÇÕES LTDA
Centro – Blumenau – Fone: (47) 3326-7400 / [email protected]
•
L’ART ENGENHARIA LTDA
Itoupara Seca – Blumenau – Fone: (47) 3339-5736
•
PML PETERNSEM MATEX IMP. EXP. LTDA
Centro – Blumenau – Fone: (47) 3322-9136 / má[email protected]
•
TESKE REPRESENTAÇÕES LTDA
Itoupava Norte – Blumenau – Fone: (47) 3337-4657 / [email protected]
/
219
•
TEXTILHEIROS REPRESENTAÇÕES LTDA
Asilo – Blumenau – Fone: (47) 3325-3399 / [email protected]
•
CASA DOS ROLAMENTOS
Cristo Rei – Chapecó – Fone: (47) 3324-2993 /
[email protected]
•
RAINOX IND E COM DE APARELHOS P/ MÁQUINA DE COSTURA
Criciúma – Fone: (47) 3437-8223 / [email protected]
•
BRAXANA
Centro – Nove Trento - Fone: (47) 3267-1162 / [email protected]
•
TECNO SUISSE
Texto Rega – Pomerode – Fone: (47) 3395-0064 /
[email protected]
•
ROCHA DO SUL
Taboão – Rio do Sul – Fone: (47) 3252-4407 / [email protected]
•
SILMAC
Blumenau – (47) 3340-1515 / www.silmaq.com.br
220
Anexo B
Lista de empresas consultadas para a elaboração dos custos totais estruturais
de implantação da Garbo
221
Lista de empresas consultadas para a elaboração dos custos totais estruturais
de implantação da Garbo
Revista Caras – Anúncios – www.caras.com.br
Revista Veja – Anúncios – www.veja.com.br
Revista Contigo – Anúncios – www.contigo.com.br
Lojas Colombo – Mobiliário para escritório – www.colombo.com.br
Kalunga – Mobiliário para escritório – www.kalunga.com
Magazine Luíza - Mobiliário para escritório – www.magazineluiza.com.br
Lojas Saraiva - Mobiliário para escritório – www.saraiva.com.br
Lojas Salfer - Mobiliário para escritório – www.lojassalfer.com.br
Lojas Americanas - Mobiliário para escritório e eletro-eletrônicos – www.lojas
americanas.com.br
Best Byte - Mobiliário para escritório e eletro-eletrônicos – www.bestbyte.com.br
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