HOSPITAL ORTHOMEDCENTER
SÉRGIO QUEIROZ
Specialty Update
APRESENTAÇÕES:2009(“Annual
meetings”)
 AMERICAN SOCIETY FOR SURGERY OF THE HAND (ASSH);
 AMERICAN ASSOCIATION FOR HAND SURGERY (AAHS);
 AMERICAN ACADEMY OF ORTHOPAEDIC SURGEONS (AAOS).
TRAUMA:
1- Amputação / Transplante Mão: > Atenção e
prevalência (guerras)
 TMR: “Targeted muscle reinnervation” – Próteses
mioelétricas. U$ 14.000 / U$ 27.000
 Transplantes:
- Novas drogas imunossupressoras
- Breidenbach et al: Resultados do 2 primeiros
transplantes (9 e 7 anos): Osteonecrose / Diabetes.
“Estavam trabalhando e satisfeitos com a cirurgia”.
- U$ 700.000 (cirurgias, medicamentos, possíveis
complicações )
Transplantes:
 Imunoterapia: Pele é o 1° alvo de rejeição – trauma repetitivo
“No momento, as estratégias p/ protetização devem
ter prioridade em relação aos transplantes”
TRAUMA
2- Fraturas Rádio:
 Trabalho AAHS: Placa coluna radial / Placa volar /
fixador externo – Fraturas AO tipo A3 e C
Follow-up – 2 anos: Força, mobilidade, função,
radiografias: placa volar foi melhor nos 3 primeiros meses.
Fraturas Rádio:
 Trabalho AAOS: Placa volar x Fixação percutânea –
Fraturas instáveis com desvio dorsal
“ Placa volar superior nos 3 primeiros meses”
 Trabalho AAOS: Placa volar x placa dorsal
“ Placa volar restaurou mobilidade e função mais
precoce”
 Trabalho ASSH: Resultados x satisfação do pc
Satisfação: 65% força preensão, 87% força pinça , 95 %
mobilidade contra-lateral
“Se a mobilidade do punho é o fator essencial na
satisfação do pac. e a placa volar permite isso, então ela
é a solução p/ todas as fraturas do rádio distal?
Trabalho AAOS: Complicações da placa volar x placa dorsal
Dorsal: Rigidez e tenossinovite extensores
Volar: Parafusos intra-articulares
“Complicações da placa volar não são menores, embora
sejam diferentes”.
3 – Fraturas processo estilóide ulnar:Devem ser fixadas??
Se sim, quais indicações?
Hipótese: Fraturas da base são instáveis!
 Trabalho AAHS: 74 pac. (1/2 tinham fratura do estilóide
ulnar) – Todos operados com placa volar rádio
- Seguimento 2 anos: Leve mas significante diferença rotação
ante-braço (164º x 171º)
- Força, dor, função, mobilidade outros planos: similares
Conclusão: “Fixação do estilóide ulnar não é necessária”
 Outros estudos similares: AAOS e ASSH: Pac. Com
fraturas do rádio distal + estilóide ulnar (base / distal /
desviada / sem desvio (+ - 50%): Nenhuma foi fixada
“ Resultados similares p/ 2 grupos”
 Estudo ASSH: Pseudartrose do estilóide ulnar
“Não houve diferença resultados 6 meses após a fratura”
“A fratura do estilóide não é indicação p/ cirurgia mesmo
qdo deslocadas, exceto variantes Galleazi com
instabilidade RUD”.
Fratura rádio distal x STC
 Estudos revelaram que fraturas com translação > 35%
da largura do rádio: 50% risco STC
 Mulheres < 48 anos: > risco STC
FRATURA RÁDIO DISTAL X OSTEOPOROSE
“O tto da osteoporose afeta a cura da fratura? Estudo
retrospectivo sugeriu ligação.”
196 pc / 43 eram medicados com bifosfonados:
Grupo sem medicação: cura 49 dias
Grupo com medicação: cura 55 dias
“Devido não ter sido randomizado, é possível que algum
fator na indicação e não a droga em si mesma tenha
sido a causa do atraso na consolidação”
Fraturas IFP em crianças:
 Fraturas desviadas do colo falange proximal: Redução
fechada + fixação percutânea / “joystick” + fixação
percutânea / Aberta
 Trabalho ASSH: 61 Pac.: 49 Redução fechada / 12
Joystick
- Folow up 1 ano – 53 pac ( 45 excelentes, 4 bons, 1
regular e 3 ruíns ) : 01 pseudartrose e 01 osteonecrose
 Trabalho ASSH: “Consolidação viciosa x Remodelação”
- 8 pac (2 / 14 anos): Angulação volar 30°, translação,
angulação coronal 10°: Follow up 5 anos > corrigiu
angulação volar e translação , coronal de 10° p/ 4°.
Fraturas IFP em crianças:
“Less is More”: Menos reduções invasivas – usar Joystick
qdo necessário . Já qdo redução não fica perfeita, a
remodelação pode ser esperada p/ melhorar Mais os
resultados de consolidação viciosa”.
Lesões Ligamentares Polegar
 Tem uma medida específica ou deve-se comparar com lado
contra-lateral? (“literatura: diferença 10° contra-lateral ou
35° em flexão completa”)
Trabalho AAOS: 200 polegares em 100 indivíduos normais
- Extensão MTC-F : 20° abdução / ≥ 10° contra-lateral em
1/3 dos indivíduos
- Flexão MTC-F : 30° abdução / ≥ 10°contra-lateral em 1/5
dos indivíduos
“ Nenhuma angulação absoluta nem a diferença comparando
com lado contra-lateral deve ser usada. Recomendam
avaliar a falta do “end point” sob estresse.”
Restrição de atividade- Dirigir
 Trabalho ASSH: 30 policiais com gesso lado direito /
esquerdo / acima e abaixo cotovelo / englobando ou
não o polegar: Dirigir entre cones
“Gesso do lado esquerdo, independente da dominância
do condutor foi pior; pior ainda acima do cotovelo.
Sugeriram que é devido a menor liberdade do lado da
porta”.
Dor pós operatória:
 Cirurgias similares : graus diferentes de dor pós op.
 Patologias similares : graus diferentes de resultados pós. Op
Trabalho AAOS: Revisão de > 1000 pc com cirurgias MMSS
- Função x depressão
- Dor x ansiedade
Trabalhos AAOS e ASSH : Revisão 95 pc com cirurgias (STC /
dedo gatilho) e 150 pc STC
“Função e dor diretamente relacionada a depressão e
ansiedade pré –operatória”
Dor pós operatória:
“Fortes evidências p/ avaliar e tratar ansiedade
e depressão no pré – operatório p/ melhorar
função e controle da dor no pós operatório.”
Artrites e outros distúrbios degenerativos
“Cirurgiões de mão e reumatologistas algumas vezes
divergem sobre o benefício de artroplastias dos dedos
em pac. com A.R.”
2 estudos Cohorts de pac .com A.R.: Artroplastias x
Medicação
- Até 01 ano p.o. não houve diferença entre 2 grupos, à
partir daí o grupo das próteses teve melhora gradativa.
“ Artroplastia melhora a função da mão e é uma boa
opção p/ pac. onde a medicação sozinha é
ineficiente”
Artrose IFP:
“Artroplastia é opção, mas resultados a longo prazo, algumas
vezes são decepcionantes”
1 estudo: AAHS e AAOS: 36 pac (51 próteses Cobalto / Cromo)
– Artrose 1ª, artrose pós trauma, A.R.
- Follow –up 10 anos
- 90% permaneciam reduzidas, 4 anquiloses e 2 amputações
- Alívio dor (escala analógica – 8) , DASH 46, Mobilidade de
44° p/ 42°.
Rizartrose
“ O uso da metade do FRC prejudica a função deste
tendão?”
1 estudo AAHS: 17 pac. : avaliaram força de flexão do
punho pré –op e 6 meses pós op: Sem prejuízo
1 estudo ASSH: 53 pac: follow-up 18 meses – Mesma
conclusão, porém com leve diminuição mobilidade p/
desvio radial.
“FRC pode ser usado sem problemas na reconstrução
ligamentar na cirurgia de rizartrose”.
Rizartrose
Há necessidade de reconstrução ligamentar + imobilização
prolongada?
Estudo prospectivo e randomizado: Trapeziectomia+
reconstrução com FRC +fixação com FK + imobilização 6
semanas X Trapeziectomia simples + tala 3 semanas
Avaliados 3 e 12 meses P.O.: Dor, mobilidade e força : sem
diferença entre os 2 grupos
“ Novamente,em cirurgia de mão, algumas
vezes “less is more, or ,at least, the same”.
Artroplastia RUD
“Artroplastias RUD tem obtido grande aceitação entre cirurgiões de
mão”.
1 trabalho ASSH: Prótese cabeça da ulna pós falência cirurgia de
Darrach.
- 16 pac., follow up 8 anos: Dor, estabilidade, mobilidade e
satisfação do pac.: “excelentes”.
- RX: sem sinais de soltura da haste ulnar
“Estes resultados sugerem que a artroplastia da art.
RUD é uma boa solução pós falência da cirurgia
de Darrach”.
NERVO
“Avaliação do tratamento de “gap” em lesões neurais”
Estudo ASSH: Prospectivo e randomizado, avaliaram “gap” de
4 / 25 mm, 42 pac (76 nervos).
- Grupo A: Conduto de ácido poliglicólico
- Grupo B: Veia autóloga
- Avaliação por observador “neutro” em 3 / 6 e 12 meses
- Tempo cirúrgico com “veia”: 15 minutos maior ( o custo deste
tempo foi levemente menor que o custo do conduto)
“Sensibilidade foi similar, mas 2 condutos “fabricados”
tiveram q. ser removidos, custo similar e menor
complicação com veia”
Nervo – Neuroma sensitivo radial
“Avaliar se condutos eram eficazes no tto do neuroma sensitivo
radial”
Estudo AAHS: 21 pac (4 estavam em litígio com empresa) ,
follow-up 1 ano (exame clínico e questionário)
- 19 bons, 01 regular e 01 ruím
“Neurolise e envolvimento com condutos são efetivos”
Dupuytren
“Injeções de colagenase são eficazes no tto de contratura de
Dupuytren?”
Estudo ASSH: 8 pac (de 23), follow –up 8 anos
- MTC-F = 57° : Passou p/ 22,5°
- IFP = 45° : Passou p/ 60°
“ É uma alternativa em pac. com comprometimento
isolado da MTC-F”.
Download

Clique aqui para baixar o arquivo referente a