INTRODUÇÃO
 Início
do séc.xx
 O pais estava com um desenvolvimento acelerado
principalmente com a produção e exportação do café,
e de matérias primas.
 Aumento do êxodo rural (saída do homem do campo
para a cidade) gerou falta de saneamento,de
abastecimento,aumento do custo de vida etc..
 Surgimento de varias doenças tais como:varíola,febre
amarela, gripe espanhola que após ter assolado a
Europa chegou ao Brasil.
Crise
do
café
(1929),
aumento
do
desemprego,falências,queda das exportações.
 medidas tomadas pelo governo: solicitou ajuda
ao Dep.Nacional da Saúde Pública (DNSP)
chefiado por Carlos Chagas.Chagas pediu apoio
à Fundação Rockfeller.
 Ethel Parsons, foi convidada desenvolver um
serviço de enfermagem no Brasil, e em 1921 ela
chegou ao Brasil.


Ethel parsons(1887-1971)
 Principal
medida de Ethel Parsons,foi a
implantação de uma escola ou curso para
enfermeiras do Brasil. Parsons trouxe para o
Brasil 7 enfermeiras nortes americanas para
atuar como professoras e supervisoras.
 Algumas da enfermeiras formadas foram estudar
em
outros
países
buscando
melhor
especialização e formação profissional.
 Em 1926 , 2 enfermeiras após ter completado
seu estudos no EUA, voltaram para o Brasil,para
assumir o posto de enfermeiras chefes de saúde
pública.
A
partir de então são criadas novas escolas de
enfermagem em vários estados como :
MG,SP,BA,GO,RS.
 O que significou a presença da missão no Brasil
para as brasileiras?
 Significou a oportunidade de mostrar do que
eram capazes e Ethel Parsons atestou sua
qualidade!


 Nasceu
em 1891 no Rio de Janeiro;
 Descendia de uma importante família
 Casou-se ainda jovem com um Medico, união que durou
pouco tempo;
 Após permanecer oito meses no convento, decidiu-se
dedicar com abnegação, à causa da Enfermagem
 1918- Serviu como voluntária da Cruz Vermelha
Brasileira durante a Primeira Guerra Mundial;
 1922-Cursou por dois anos na École dês Enfermiéres de
L’Assistance Publique, Paris França.
 1924-Volta ao Brasil e termina o curso de Enfermagem
da Saúde Pública na Escola Anna Nery.
 1925-Começou
trabalhar na Fundação Goffree Guinle,
posteriormente passou para Divisão de Saúde Publica
no cargo de supervisora;
 Ensinou princípios de higiene aos moradores dos morros
cariocas;
 Dirigiu os serviços de Enfermagem no Hospital Paula
Cândido, Niterói RJ;
 Lecionou na Escola Anna Nery(EEAN) a convite do Ethel
Parsans superintendente do serviço de Enfermeiras da
Saúde Pública(SESP);
 Aperfeiçoou em administração,nos EUA, para assumir a
direção da Escola Anna Nery;
 Em 1927 foi bolsista da Fundação Rockfeller e passou a
frequentar o Hospital Geral da Filedélfia e o Teachers
Callege da Universidade de Calembia, Nova York.
 1929-
Retorna ao Brasil,atuando como assistente de
Bertha Pullen, diretora da Escola Anna Nery;
 Auxiliou as fundadoras da Associação Nacional de
Enfermeiros Diplomadas Brasileiras (ANEDB);
A
ANEDB foi aceita como membro do Conselho
Internacional de Enfermagem(ICN) e convidada a
participar do Primeiro Congresso Quadrienal em
Montreal, Canadá;
 Surge a ideia de que a ANEDB precisava de um
revista;
 1931-Foi
designada Diretora da Escola de
Enfermagem Anna Nery;
 Houve
mudanças
no
formato
da
touca,
habitualmente usada pelas alunas, desde a 1ª turma
até a de 1931.
 1932-
Houve cerimônia de recepção da touca onde
apresentada o novo modelo usado até 1940;
 Rachel lecionou as disciplinas: Massagem. História e
Ética de Enfermagem;
 Fundou no Hospital São Francisco de Assis um curso
especial de alimentação destinado às mães pobres
com o fato de ensiná-los a preparar alimentação
apropriada a higiênica;
 Em 17 de março de 1932, Rachel assumiu o cargo de
redatora chefe da revista Anna Nery;
 Em maio de 1932 saiu o 1º número dos Annaes de
Enfermagem;
 Rachel ficou doente e faleceu antes que o número
seguinte da revista saísse.
1903-1997
Elevar a qualidade da assistência de enfermagem no
Brasil
 Início
do século XX - poucas possibilidades de
uma mulher estudar.
 Não podiam opinar sobre questões políticas e
sociais. Muitas aceitavam essas limitações,
outras entretanto superaram e mostraram seu
potencial.
 Zaira
foi uma dessas pioneiras. Família
modesta, nasceu no Rio de Janeiro em 1903.
 Teve oportunidade de estudar na Escola Anna
Nery após um rigoroso exame da instituição.
 Tinha um ótimo desempenho acadêmico.
 Ganhou uma bolsa de estudos da Fundação
Rockefeller e foi para os EUA.
 Zaira
passa por uma decisão arrojada, pois não
era comum as mulheres da época viajarem
sozinhas para o exterior. (Permaneceu nos EUA
de 1927-1929).
 Objetivo de preparar-se para instruir alunos e
administrar escolas de enfermagem.
 Retorna ao Brasil e é nomeada chefe da divisão
de ensino da Escola Anna Nery, cargo que
ocupou até 1931.
 Era chamada de corisco por sua agilidade.
 Durante muitos anos participou da banca
examinadora da Escola Anna Nery.
 Em
1938 assumiu integralmente mas por pouco
tempo a direção da Escola Anna Nery.
 No mesmo ano seu nome foi cogitado para
direção permanente da Escola Anna Nery, mas a
escolha não aconteceu.
 Já na década de 40 chefiou uma equipe de 11
enfermeiras com o objetivo de organizar os
hospitais do Rio de Janeiro.
 Dirigiu os serviços dos hospitais Carlos Chagas,
Getúlio Vargas e outros.
 Na
segunda guerra mundial alertou as
autoridades brasileiras sobre a preparação de
equipes para primeiros socorros.
 Ainda
na década de 40 ocupou por duas vezes o
cargo de presidente da Associação Nacional de
Enfermeiras Diplomadas do Brasil (ANEDB).
 Ganha mais uma bolsa de estudo nos EUA e
Canadá.
 Esse tempo no exterior Zaira percebe que era
necessário reestruturar a ANEDB pois havia um
desinteresse por parte das enfermeiras dessa
entidade.
 Criou
as subdivisões assim a Associação
conseguiria trabalhar com mais eficiência.
 Zaira estava preocupada em defender a classe,
e fez solicitação ao Presidente da República
para o reconhecimento da profissão de forma a
separar enfermeiro de auxiliar de enfermagem.
 Pleiteou
a aposentadoria aos 25 anos de serviço,
da contagem em dobro de tempo de serviço
prestado em zonas insalubres.
 Pediu gratificação as enfermeiras que tivessem
contato com portadores de tuberculose, lepra e
outras moléstias transmissíveis .
 20/06/1948
– Inaugurada a Escola de
Enfermagem Rachel Haddock Lobo, sob a
direção de Zaira.
 1949 - A instituição consegue equiparação à
Escola de Enfermagem Padrão Anna Nery.
 Diretora,
ministrou
as
disciplinas
de
Deontologia, História da Enfermagem e outras.
Além de ministrar o curso de pós-graduação de
formação de professores: Organização e
Administração.
 1958
– Inspecionou a Escola de Enfermeiras São
Francisco, em Porto Alegre para efeito da
autorização de funcionamento.
 Depois de muitos anos que deixara de lecionar,
aos 91 anos, 80 ex-alunas lhe ofereceram um
almoço em homenagem a Zaira. Ela emocionada
agradeceu a homenagem e ofertou a cada uma,
uma pedra preciosa.
 1997 – Zaira faleceu aos 94 anos.
 Zaira
sempre teve uma visão clara das
necessidades de saúde e, se dispôs a supri-las,
abriu caminhos para que outras mulheres
alargassem seu espaço, cortassem as amarras
que as cercavam e chamou atenção para uma
nova e prestigiada profissão, a enfermagem.
 Homenagens: Na década de 60 recebeu a
medalha como a efígie de Florence Nightingale,
durante as comemorações da semana de
Enfermagem realizada no Rio de Janeiro.
Waleska Paixão
1903-1993
“Waleska tem muito mais a ensinar do a aprender.”
 Natural
de Petrópolis (RJ), descendente de uma
família tradicional.
 Iniciou sua vida profissional lecionando, e
posteriormente, dirigindo o Colégio Paixão
fundado pelo seu avô.
 Mudou-se
para Belo Horizonte, continuou
exercendo magistério e um novo interesse a
levou a se matricular na Escola de Enfermagem
Carlos Chagas, concluindo em 1939.
 Ocupou o cargo de diretora da Escola Carlos
Chagas em BH.
 1943-1944
estudou administração e ensino na
Universidade de Cornell, em Nova Iorque.
 1945 – Zaira Cintra Vidal apresentou o plano
anual da diretoria com destaque à Organização
da Liga da Educação.
 Waleska participou da primeira diretoria da
Divisão de Educação.
 1947 – Foi designada primeira Presidente da
recém criada Seção da ABED Minas Gerais, além
de redatora responsável de sua revista.
 1950
– Com o falecimento de Laís Moura Netto
dos Reys, Waleska assumiu a direção da Escola
Anna Nery, permanecendo até 1967.
 A elaboração do Código de Ética contou com a
atuação de Waleska.
 1951 – Publicou o livro Páginas de História da
Enfermagem.
 Sob a presidência de Waleska foi criada a
Comissão Permanente de Diretoras de Escolas
de Enfermagem.
 1958
– Fundação Rockefeller ofereceu bolsa de
estudos no país às enfermeiras docentes das
escolas.
 Uma
comissão consultiva de bolsas foi
constituída, sob presidência de Waleska.
 A enfermagem passou à condição de profissão
de nível universitário.
 1959 – Foi convidada para dar aula inaugural dos
cursos de pós-graduação da Escola de
Enfermagem de São Paulo.
 Trabalhou
em Santa Rosa de Lima (Sergipe),
durante 20 anos. Fundou o Centro Social Paulo
VI que abrigava desde creche à primeiro grau,
também atendendo excepcionais.
 1968 – Foi a primeira a receber o Prêmio de
Enfermeira do Ano.
 1975 – Foi convidada para fazer conferência no
encerramento da Semana da Enfermagem na
Escola Anna Nery.
 1983
– Waleska Paixão ganhou o título de
Professora Honoris Causa.
 Retornou a sua terra natal quando sua saúde
bastante abalada não lhe permitia desenvolver
suas atividades no ritmo que estava habituada.
 Recolheu-se a Instituição Secular da qual era
membro e lá permaneceu até o final dos seus
dias (1993).
Wanda Horta
1926-1981
Lema: Gente que cuida de gente.
 Nasceu
em Belém do Pará em 1926, Wanda de Aguiar.
 Quinta filha do casal Alberico e Feliz de Aguiar.
 1936-Mudou-se para Ponta Grossa(PR),completou o
curso secundário e realizou o curso de Voluntárias
Socorristas.
 Primeiro emprego em Curitiba, Posto de Puericultura
da Legião Brasileira de Assistência.
 Consegue bolsa de estudos do SESP para a escola de
Enfermagem da USP.
 Depois de formada opta por trabalhar em Santarém
AM, no SESP, permanecendo até o ano de 1949;
 Retorna
à Curitiba e trabalha por quatro anos no
Sanatório Médico;
 1951- Publica um artigo sobre Enfermagem, na
Gazeta do Povo(Curitiba);
 1954-Casa-se com o engenheiro Luis Emilio Gouvêa
Horta e muda-se para São Paulo;
 1959-Retorna
a E.E da USP e começa a desenvolver o
núcleo central de seu trabalho que constitui na
elaboração de vasta fundamentação teórica para a
enfermagem, culminando com a elaboração da Teoria
das Necessidades Humanas Básicas.
 Trabalha
no Hospital Central Sorocabano(1954-55),no
Sanatório do Mandaqui (1955), Pronto Socorro da
Carteira de Acidentes do Trabalho do Instituto de
Aposentadoria e Pensões do Industriários(1955-58)
 1959Torna-se
docente
da
Escola
de
Enfermagem(USP);
 Cursa
pós graduação em Pedagogia Aplicada à
Enfermagem;
 1968- Realiza o doutorado na E.E Anna Nery com
a Tese intitulada "A observação sistematizada na
identificação dos problemas de enfermagem em seus
aspectos físicos" e tem seu título reconhecido pela
EEUSP, permitindo-lhe ser Livre Docente da USP;
 Em 1974 presta concurso para o cargo de Professor
Adjunto;
 1977- Cargo de Titular da USP;
 1971 Representa a ABEn nas Comissões Organizadoras
da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para
Progresso da Ciência(SBPC);
 Cria a Revista Enfermagem em Novas Dimensões.
 Em 1981, Professor Drº. Carlos da Silva Lacaz a
 Wanda
de Aguiar Horta foi uma notável professora
que introduziu os conceitos do Processo de
Enfermagem no século passado. Antes dela, os
pacientes eram apenas indivíduos. Depois dela,
passaram a ser tratados como seres humanos, com
sentimentos, emoções e métodos de Enfermagem.
Para ela, “Enfermagem é ciência e a arte de assistir
o ser humano no atendimento de suas necessidades
básicas, de torná-lo independente desta assistência
através da educação; de recuperar, manter e
promover sua saúde, contando para isso com a
colaboração de outros grupos profissionais”. “Gente
que cuida de gente.”
 Graduada
em Enfermagem;
 Licenciada em história Natural, Ciências e Letras;
 Pós Graduada em Pedagogia e Didática;
 Doutora e Enfermagem;
 Professora universitária e Chefe de Enfermagem;
 No ano de seu falecimento(1981), foi proclamado
Professor Emérito pela Escola de Enfermagem da
USP;
 1959- Teoria das Necessidades Humanas Básicas.
“A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como
arte, requer uma devoção tão exclusiva, um
preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer
pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta
ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo
vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das
artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!”
Florence Nightingale
CONCLUSÃO
 Livro:
Enfermeiras do Brasil – História das
Pioneiras – Victoria Secaf e Hebe C. BoaViagem A. Costa – Biblioteca 24horas( livro
disponível na biblioteca central da UFV)
 http://enfermagemsae.blogspot.com.br/2009/03/wanda-deaguiar-horta-teoria-das.html
 http://inter.coren-sp.gov.br/node/3821
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