Introdução à Qualidade de Software
Prof. Guilherme Alexandre Monteiro Reinaldo
Recife
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Contatos

Prof. Guilherme Alexandre Monteiro Reinaldo
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Apelido: Alexandre Cordel
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E-mail/gtalk: [email protected]
[email protected]
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Site: http://www.alexandrecordel.com.br/fbv
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Celular: (81) 9801-1878
Por favor ajustem seus celulares
para o modo silencioso.
3
Antes de
começarmos...comparemos
4
Antes de
começarmos...comparemos
5
Antes de
começarmos...comparemos
6
Antes de
começarmos...comparemos
7
Antes de
começarmos...comparemos
8
Preocupação com Qualidade
Fonte: Portal HSM On-line
29/08/2007
“Os insights* são vitais em
um processo de inovação”
Carlos Ricardo
9
(*) Insights = pronfunda compreensão da situação
“Tivemos de
entender os
anseios da
população para
atendermos
suas demandas”
Carlos Ricardo
10 Portal HSM On-line
Fonte:
29/08/2007
Perceberam diferenças?


Qual produto ou marcas vocês adquiririam?
O que faz vocês optarem por este ou aquele produto ou
marca?

Quais os pontos fortes e fracos de cada um deles?

Quais características norteiam os melhores produtos?
11
Todas as respostas levam à...
Qualidade
12
Origem da Qualidade Total



Seus primeiros movimentos surgiram e foram consolidados
no Japão após o fim da II Guerra Mundial.
Círculos de Controle da Qualidade difundidos nos países
ocidentais a partir da década de 70.
Programa 5S, etapa inicial para a implantação da Qualidade
Total.
13
Contextualização

Globalização
•Novas exigências, alta competitividade,
concorrência internacional

Qualidade como Arma Competitiva
•Equiparação com padrões internacionais,
garantia de conformidade do produto,
garantia da satisfação do cliente

No contexto dos Sistemas de Informação
•Garantia de conformidade do software com
os requisitos especificados
qualidade de software
14
Programa 5S


O Programa 5S é assim chamado devido a primeira letra de
5 palavras japonesas:
A metodologia possibilita desenvolver um planejamento
sistemático, permitindo de imediato maior produtividade,
segurança, clima organizacional e motivação dos
funcionários, com consequente melhoria da
competitividade organizacional.
Programa 5S


Os propósitos da metodologia 5S são de melhorar a eficiência
através da destinação adequada de materiais (separar o que é
necessário do desnecessário), organização, limpeza e
identificação de materiais e espaços e a manutenção e melhoria
do próprio 5S.
Os principais benefícios da metodologia 5S são:
1. Maior produtividade pela redução da perda de tempo procurando
por objetos. Só ficam no ambiente os objetos necessários e ao
alcance da mão;
2. Redução de despesas e melhor aproveitamento de materiais. A
acumulação excessiva de materiais tende à degeneração;
3. Melhoria da qualidade de produtos e serviços;
4. Menos acidentes do trabalho;
5. Maior satisfação das pessoas com o trabalho;
Qualidade: O que é?

“É atender plenamente os requisitos do cliente”

“É superar a expectativa do cliente”


Segundo a Organização Europeia de Controle de Qualidade,
“Qualidade de um produto é a condição necessária de
aptidão para a finalidade a que se destina”.
Exigir de um produto qualidade além da necessária é
encarecê-lo, exigir menos é prejudicar o nome do
fabricante diante do público consumidor.
“ A totalidade das características de uma entidade que
lhe confere a capacidade de satisfazer às necessidades
explícitas e implícitas” (NBR ISO 8402)
17
Benefícios da Qualidade

Na visão do fornecedor (ex: equipe interna de TI ou
fornecedor externo – do mercado)
• Maior produtividade
• Maior precisão nas estimativas
• Redução de defeitos no produto
• Aumento da confiabilidade do produto
• Menos esforço de re-trabalho
• Menos horas extras de trabalho
• Redução do tempo para atender o mercado
• Redução de custo de desenvolvimento e manutenção
• Maior competitividade
• Maior índice de satisfação do cliente/usuário18final
Benefícios da Qualidade

Na visão do contratante
•Auxilia a definição de critérios para seleção
e descredenciamento de fornecedores
•Auxilia a definição de processos de
acompanhamento do progresso e
desempenho dos fornecedores nas etapas de
desenvolvimento, entrega e pós-entrega dos
produtos
•Auxilia a definição de critérios para
avaliação e aceitação dos produtos
19
entregues pelo fornecedor
Evolução
Estratégia de qualidade
Grupos de trabalho
Envolvimento de clientes e
fornecedores
Sistemas da Qualidade
Custo da qualidade
Solução de problemas
Planejamento da qualidade
Total Quality Management
Garantia da Qualidade
Controle da Qualidade
Inspeção
Métodos estatísticos
Desempenho de processo
Padrões de qualidade
Detecção de Erro
Retificação
20
Total Quality Management - TQM




TQM - Gerenciamento de Qualidade Total
Nova abordagem de gestão que visa incorporar a questão
da qualidade aos modelos de gestão já existentes
Ponto principal é a qualidade, ou seja, a satisfação do
cliente (qualidade percebida) é a base para a
implantação do TQM (qualidade técnica).
TQM é uma filosofia, uma nova forma de pensar e
trabalhar, que se preocupa com o atendimento das
necessidades e das expectativas dos consumidores.
21
Total Quality Management - TQM



TQM (Total Quality Management) tem sido amplamente utilizado
em indústria, educação, governo e serviços.
Chama-se total porque o seu objetivo é a implicação não só da
empresa inteira mais também a organização estendida:
fornecedores, distribuidores e demais parceiros de negócios.
TQM é composta de estágios tais como: planejamento, organização,
controle, liderança.
22
Quem usa TQM

Toyota (Japão) foi primeira a empregar o TQM.

Nykon, Sony, Yamaha, Honda (período pós-guerra).

Xerox, Citibank, Serasa, Alcoa, IBM, Caterpilar.

Boeing, Hewlett-Packard.
23
Total Quality Control - TQC

TQC - Controle de Qualidade Total

Também tem como ponto forte a qualidade.

Aperfeiçoamento contínuo.


Nenhum dia deve passar sem que algum melhoramento tenha
sido feito em algum lugar.
Melhoria pode vir tanto da organização como do ambiente
externo.
24
TQM vs. TQC
Qualidade relaciona-se mais enfaticamente à satisfação do Cliente
ou melhor Eficiência e Eficácia no relacionamento com o Cliente
Qualidade Total expande a necessidade de se ter Eficácia e
Eficiência no relacionamento de todos os elementos que compõem
o modelo da empresa inserida em um contexto mais amplo.
TQM, compreende o
gerenciamento das relações
entre todos os envolvidos com a
existência da empresa, não se
restringindo somente ao
relacionamento com o Cliente.
TQC, pode ser definido como um
conjunto de atividades, envolvendo
toda a empresa, que têm como
objetivo assegurar o resultado final
do empreendimento, atuando
diariamente em prol desse objetivo.
Na prática, empresas que aplicam o TQM ou o TQC acabam por
desenvolver um conjunto de atividades similar e talvez por isso é que
muitos autores confundam os termos. Conceitualmente podemos
considerar que o TQC seja uma parte integrante do TQM.
25
Garantia de Qualidade



O propósito da Garantia de Qualidade de Software é fornecer
à gerência a visibilidade da eficácia do processo sendo
utilizado pelo projeto de desenvolvimento de software e da
qualidade dos artefatos que estão sendo criados.
É o exame minucioso de um artefato de software ou estado do
projeto com a finalidade de determinar se há algum desvio
com relação aos padrões, diretrizes, especificações,
procedimento e planos aprovados, e para recomendar
melhorias.
As revisões e auditorias são aplicadas em vários pontos
durante o desenvolvimento e servem para descobrir defeitos
enquanto estes ainda são relativamente baratos para serem
encontrados e tratados.
26
Controle de Qualidade

Controle de Qualidade assegura que produtos ou serviços sejam
projetados e produzidos para ir ao encontro ou superar as
expectativas dos clientes.
O sistema de controle de qualidade
deve ser perseguido desde a
idealização até a distribuição do
produto para os clientes
27
Inspeção

Em uma Inspeção, o inspetor examina o produto para
identificar defeitos e desvios, com o objetivo de:
•Verificar se um produto de trabalho satisfaz as
espeficações do produto de trabalho
antecessor, tal como documento de requisistos
e de projeto;
•Identificar quaisquer desvios de padrões;
•Sugerir oportunidades de melhoria para o autor;
•Promover a troca de experiência entre os
participantes;
28
Inspeção de Qualidade



É uma operação de verificação realizada após o produto ou
parte independente, ter sido totalmente acabado, na qual
podemos classifica-la em duas categorias: Aceito e Rejeitado.
Tem como objetivo se a qualidade das partes verificadas
atende os requisitos estabelecidos.
Principais características da inspeção são:
• Comparar unidade com padrões e especificações;
• Inspeção não agrega nem retira valor ao produto;
• Inspeção 100% garante qualidade ao produto;
• Qualidade sem processo gera custo alto ao produto.
Controle de Qualidade

Principais características do Controle de Qualidade:
•Divulgação rápida por utilizar apenas
amostras de resultados.
•Produtos produzidos seguindo a técnica
podem ser aceitos sem inspeção adicional.
•Melhoria da qualidade na própria linha de
produção.
•Redução dos custos de fabricação
(Qualidade melhorada na própria produção).
Controle de Qualidade
Qualidade
99%
Tolerância de 1%
Defeitos Críticos (5)
Defeitos Maiores (3)
Defeitos Menores (1)
RESULTADO:
Numa amostra de 100 produtos, 19 deméritos
foram encontrados, supondo que a tolerância
fosse de 20 defeitos, a produção seria aceita.
Gurus da Qualidade

Armand Feigenbaum

W.Edwards Deming

Joseph M.Juran

Karou Ishikawa

Philip Crosby

Tom Peters
32
Armand Feigenbaum

Definiu TQM como um sistema efetivo que integra a
qualidade do desenvolvimento, qualidade de manutenção, e
esforços de melhoria da qualidade de vários grupos em uma
organização
33
Joseph M.Juran

Melhoria estruturada da qualidade
• Estudar sintomas de defeitos e/ou falhas encontrados
• Desenvolver uma teoria para as causas destes defeitos
e/ou falhas
• Testar a teoria até que a causa seja encontrada
• Simular ação remediadora por áreas apropriadas

Preocupou-se com o impacto nos trabalhadores
individuais e no envolvimento e motivação da
força de trabalho nas atividades de melhoria da
qualidade
34
W.Edwards Deming


Considerado no Japão o “pai” do controle da qualidade
Afirmou que qualidade inicia com o alto nível gerencial e é
uma atividade estratégica. Enfatiza a necessidade dos
métodos estatísticos, participação, educação e proposta de
melhoria
35
Karou Ishikawa


Baseando seu trabalho nos de Deming, Juran e Feigenbaum,
Ishikawa criou os conceitos de círculos da qualidade e
diagramas de causa-e-efeito.
Considerou a participação do trabalhador como a chave do
sucesso da implementação do TQM.
36
Philip Crosby

Definiu 4 certezas para o Gerenciamento da Qualidade
•Qualidade significa atendimento aos
requisitos.
•Qualidade vem através de prevenção.
•Padrão para desempenho da qualidade e
“defeito zero”.
•A medida de qualidade é o preço da nãoconformidade.
37
Tom Peters

Focou no atendimento às expectativas do cliente
38
Total Quality Management (TQM)

Aspectos Fundamentais
• Atender as necessidades e expectativas do cliente (a
mais importante “parte” da organização).
• Consideração ao cliente e fornecedor interno.
• Envolver todas as pessoas da organização.
• Examinar custos relacionados com a qualidade.
• Desenvolver sistemas e procedimentos que suportem
qualidade e melhoria.
• Desenvolver um processo de melhoria contínua.
39
Elementos-chave do TQM
TQM
Melhoria Contínua
Foco no
Cliente
Melhoria de
Processo
Lado Humano
da Qualidade
Métricas, Modelos, Medição e Análise
Stephen Kan
40
Gestão da Qualidade


“Atividades coordenadas para orientar e controlar
uma organização com relação à qualidade”
(ISO9000:2008).
Princípios
• Foco no cliente
• Liderança
• Envolvimento das pessoas
• Abordagem de processo
• Abordagem sistêmica
• Melhoria contínua
• Tomada de decisão baseada em fatos
• Relacões de “ganha-ganha”.
41
Garantia da Qualidade
X
Controle da Qualidade

Controle da Qualidade
•Evita que produtos defeituosos sejam
entregues aos clientes;
•Natureza reativa (Testa-Encontra-Corrige).
•Objetiva monitoração de processo, e
detecção e correção de defeitos.
•Ex: Inspeções, ensaios e testes.
42
Garantia da Qualidade
X
Controle da Qualidade

Garantia da Qualidade
• Tenta produzir software com uma baixa taxa de
defeitos;
• Natureza proativa (Antecipa-se ao problema).
• Definição de procedimentos, padrões,
treinamentos.
• Gerência e melhoria de processo.
• Estabelece antecipadamente o tempo de
obsolescência a partir do controle.
43
Atividades do SQA


SQA (Software Quality Assurance - Garantia de Qualidade de
Software)
O SEI (Software Engineering Institute) recomenda as seguintes
atividades para o grupo de SQA
•Preparar um plano de SQA;
•Participar da descrição do projeto de software;
•Revisar as atividades dos engenheiros de
software;
•Documentar, inspecionar e consertar os desvios;
•Registrar discordâncias e reportar para o
gerente;
•Gerenciar mudanças e métricas de44software.
Custos da Qualidade

Custos da Prevenção
• Atividades de planejamento e
implementação de sistemas da qualidade.

Custos de Avaliação
•Verificações no processo de produção.

Custos de Falhas e Correção
•Custos de refazer atividades devido a erros
efetuados.
45
Custo da Qualidade de Software
46
Contra números não há argumentos





Desenvolvedores gastam 50% do seu tempo
encontrando e corrigindo erros – IDC
80% do custo de desenvolvimento são destinados à
identificação e correção de erros – National
Institute of Standards and Technology (NIST)
1 erro é gerado a cada 10 linhas de código escritas
– Writing Solid Code, Microsoft
Em média 12 horas são gastas para corrigir cada
erro em um código – Writing Solid Code, Microsoft
Um erro encontrado na fase inicial tem um custo
de U$ 1,00, se propagado até o cliente custará de
U$ 100,00 a U$ 1.000,00 – RUP
47
Contra números não há argumentos




54% dos projetos têm seus orçamentos
estourados – The Standish Group
A cada mil linhas de código são encontrados
entre 20 e 30 bugs (2% a 3%) – Sustainable
Computer Consortium
Inspeção de software reduz entre 60% e 90% dos
defeitos em software e 25% de seus custos de
desenvolvimento – Michael Fagan Associates
56% dos erros encontrados depois da solução final
ter sido entregue têm origem na fase de
requisitos – Chaos Report
48
Política da Qualidade

“Intenções e diretrizes globais de uma organização relativas à
qualidade, formalmente expressas pela alta administração.”
(ISO9000:2008)
•Alinhada aos objetivos da organização.
•Comprometimento em atender os requisitos.
•Melhoria contínua.
•Comunicação e entendimento.
•Análise crítica.
49
Certificação de Qualidade




Não basta que a qualidade exista, ela deve ser
reconhecida pelo cliente;
Deve existir uma certificação oficial emitida com
base em um padrão;
As certificações são dadas por instituições
competentes;
Exemplos de certificação:
• Selo SIF de qualidade de produtos alimentícios;
• Selo ABIC de qualidade do café;
• Classificação da rede hoteleira (estrelas).
50
Selos e Certificados
51
Certificação da Qualidade

Por que Normalização Internacional?
•Garantir a confiabilidade do produto.
•Reduzir custos e evitar desperdícios e
retrabalhos.
•Implementar e utilizar práticas reconhecidas
internacionalmente.
•Estabelecer confiança no relacionamento
com o cliente.
•Cartão de visita para o mercado
internacional.
52
Auditorias

Uma avaliação independente de produtos de
trabalho ou processos para verificar sua
conformidade a padrões, procedimentos e
especificações baseados em critérios objetivos.
IEEE 1028

Tipos
• 1ª parte: realizada por uma organização sobre si
mesma.
• 2ª parte: conduzida por uma organização sobre uma
outra para fins da organização condutora da auditoria.
• 3ª parte: realizadas por uma terceira parte
53
independente sem interesse nos resultados da auditoria.
Auditorias

Auditorias de Certificação
•Inicial
- Completa, abrangendo todo o escopo de certificação.
•De Manutenção
- Periódica, conduzida para determinar a manutenção da auditoria inicial.
•De Re-certificação
- Realizada no final do período de certificação no sentido de re-emitir o
certificado para um novo período.
54
Assessments (Avaliação)


Auxilia a organização a melhorar através da identificação
de problemas críticos e estabelecimento de ações de
melhoria.
Objetivos
•Conhecer como a organização trabalha.
•Identificar principais problemas.

Foco em revisão e não em auditoria
55
Assessments (Avaliação)

Premissas
•Modelo de Processo como base do
Assessment.
•Confidencialidade.
•Envolvimento da alta gerência.
•Respeito a diferentes pontos de vista.
•Orientação a ações.
56
Assessments (Avaliação)

Estágios
•Preparação
•Avaliação
•Recomendações
- Assessment Report
57
Qualidade de Software: motivação



O principal objetivo da Engenharia de Software (ES) é
ajudar a produzir software de qualidade;
Empresas que desenvolvem software de qualidade são mais
competitivas;
Empresas que utilizam software de alta qualidade podem,
em geral, oferecer um melhor serviço a um preço mais
competitivo.
58
Qualidade de Software

O que o cliente quer?
•Atendimento aos requisitos especificados
•Defeito zero
•Alto desempenho
•Baixo custo
•Desenvolvimento rápido
•Facilidade de uso
•Eficiência nos serviços associados
•Inovação
59
Conceito de Qualidade de Software

“Conformidade a requisitos funcionais e de desempenho
explicitamente declarados, a padrões de desenvolvimento
claramente documentados e a características implícitas que
são esperadas de todo software profissionalmente
desenvolvido” (Pressman).
60
Fatores de Qualidade de Software


A noção de qualidade de software pode ser descrita por um
grupo de fatores, requisitos ou atributos, tais como:
confiabilidade, eficiência, facilidade de uso, modularidade,
legibilidade;
Podemos classificar estes fatores em dois tipos principais:
externos e internos.
Fatores Externos
Fatores Internos
61
Fatores de Qualidade de Software

Os Fatores de Qualidade de Software focalizam três
aspectos importantes do Software Produto: (ISO 9126)
62
Fatores de Qualidade: Manutenibilidade





MANUTENÇÃO CORRETIVA: identificar e corrigir erros
MANUTENÇÃO ADAPTATIVA: adaptar o software ao
ambiente
MANUTENÇÃO PERFECTIVA: atender pedidos do usuário
para modificar funções existentes, incluir novas
funções e efetuar melhoramentos gerais
MANUTENÇÃO PREVENTIVA: Melhorar a
manutenibilidade ou confiabilidade futuras e fornecer
uma base melhor para futuros melhoramentos
MANUTENÇÃO PREDITIVA: Substituição antes de
apresentar problema
63
Fatores de Qualidade: Manutenibilidade


A maioria dos problemas com a manutenção do software é causada
por deficiências na maneira como o software foi planejado e
desenvolvido
PROBLEMAS CLÁSSICOS
• É difícil ou impossível rastrear o processo através do qual o
software foi criado. A maioria dos softwares não foram
projetados para suportar alterações.
• É difícil ou impossível traçar a evolução do software através das
várias versões. As alterações não são adequadamente
documentadas A documentação não existe, é incompreensível ou
está desatualizada.
• É muito difícil entender programas "de outras pessoas", que
frequentemente não estão presentes para explicar. A dificuldade
aumenta conforme o número de elementos na configuração de
software aumenta.
• A manutenção não é vista como um trabalho "glamoroso" ou
importante
64
Fatores de Qualidade: Manutenibilidade

Custos diretos da Manutenção
• - 70 % do orçamento do software (ciclo de vida)
• - Diminuição dramática na produtividade 40:1 [Boehm,79]
• - Custo do desenvolvimento : $25,00 por linha de código
• - Custo da manutenção : $1.000,00 por linha de código

Outros custos Não Monetários
• - Adiamento de oportunidades de desenvolvimento
• - Insatisfação do cliente
• - Redução da qualidade global do software
• - Insatisfação do pessoal de desenvolvimento
65
Fatores de Qualidade: Manutenibilidade

MÉTRICAS DE MANUTENIBILIDADE (Gilb, 1979)
•- tempo de reconhecimento do problema
•- tempo de demora administrativa
•- tempo de análise do problema
•- tempo de especificação da alteração
•- tempo de correção ou modificação
•- tempo de teste local e global
•- tempo de revisão da manutenção
66
Fatores de Qualidade: Manutenibilidade

MODELO PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE MANUTENÇÃO (Belady,
1972)
M = P + Ke(c-d)
Onde,
M = esforço de manutenção
P = esforço produtivo
K = constante empírica
e = número Euler (2,78...)
c = medida de complexidade atribuida a falta de bom projeto e
de boa documentação
d = medida do grau de familiaridade com o software67
Fatores de Qualidade: Manutenibilidade

Organização para Manutenção
68
Dimensões da Qualidade do
Software
Development
technology
Process
quality
Product
quality
People
quality
Cost, time and
schedule
69
Qualidade de Software: dificuldades

Características dos projetos de software
•Complexidade
•Custo focado no conhecimento e no
desenvolvimento
•Produção específica e não em série
•Imaturidade da área de Engenharia de
Software
70
Qualidade de Software:
Trade-off entre processo x produto
QUALIDADE DO
PRODUTO DE SOFTWARE
QUALIDADE DO PROCESSO
DE DESENVOLVIMENTO
71
Certificação do Produto ou do
Processo?



Hoje em dia, a qualidade do processo é mais importante
do que a qualidade final do produto;
Existem normas e padrões tanto para produtos quanto
para processos.
Um produto de qualidade resulta de um processo de
qualidade.
72
Normas e Modelos de Qualidade de SW

ISO 9126 – Norma para qualidade de produtos de software (Europeu)

ISO 14598 – Guias para avaliação de produtos de software

ISO 12119 – Norma para qualidade de pacotes de software

ISO 12207 – Processos de ciclo de vida do software.






ISO 9001-2008 – Esta norma tinha a garantia da qualidade como base da
certificação.
NBR ISO 9000-3 – Diretrizes para aplicação da norma ISO 9001 ao desenvolvimento,
fornecimento e manutenção de software.
CMM – Capability Maturity Model. Modelo do Software Engineering Intitute (SEI) para
avaliação da maturidade de uma organização que desenvolve software.(Americano)
CMMI – Capability Maturity Model Integrated. Modelo do SEI que estende o CMM para
avaliação de processos de software.
SPICE / ISO 15504 - Projeto da ISO/IEC para avaliação dos processos de
desenvolvimento de software.
PSP – Personal Software Process - Modelo do SEI que define disciplinas para
qualidade pessoal do engenheiro de software.
73

MPS-BR – Modelo de Qualidade adaptado a realidade das empresas Brasileiras
Qualidade do Processo

Processo
•uma seqüência de passos realizados para um
determinado propósito. (IEEE)
•conjunto de recursos e atividades interrelacionados que transformam insumos em
produtos. (ISO 8402)

Processo de software
•um conjunto de atividades, métodos,
práticas e transformações que as pessoas
utilizam para desenvolver e manter software
e produtos relacionados. (CMM)
74
Processo de Software
Métodos, Procedimentos,
Padrões, Técnicas
PROCESSO
Pessoas habilitadas, treinadas,
motivadas
FATORES DE QUALIDADE
• o procedimento que descreve
o método escolhido
• as ferramentas para darem
apoio e facilitarem o trabalho
• pessoas treinadas, que
compreendam e usem o
processo
Ferramentas
75
Qualidade do Processo de Software
Desenvolvimento do SW
PRODUTO
DE SW
REQUISITOS
Análise
Projeto
…
validação
verificação
76
Ex: O RUP é iterativo e incremental
77
Qualidade do Processo de Software

Pontos Relevantes
•Definição de um ciclo de vida
•Conformidade com requisitos especificados
•Integridade dos produtos do desenvolvimento
com os requisitos
•Controle de versões
•Padronização
•Testes e Inspeções
•Planejamento e gerenciamento efetivo
•. . .
78
Melhoria de Processo de Software

Princípios
•Grandes mudanças devem ser iniciadas de
cima pra baixo (Diretorias => Funcionários).
•Todos devem ser envolvidos.
•Mudanças efetivas devem ser construídas
com base em conhecimento.
•Mudanças são contínuas.
•Mudanças no processo são incorporadas
através de motivação e esforço.
•Melhoria de processo de software requer
investimento.
79
Princípios Básicos da
Qualidade de Software
Satisfação
do Cliente
Controle
do Projeto
Redução de Custo
de Qualidade
Melhoria Contínua
de Processos
80
Conclusão


Qualidade é um conceito complexo,
porque significa diferentes coisas para
diferentes pessoas;
A falta de consciência de muitas empresas
e profissionais que lidam com sistemas
complexos tem sido um dos maiores
problemas em adotarem uma política de
qualidade.
81
Conclusão



Não há uma simples medida para qualidade de
software que seja aceitável para todos os
projetos de todas as empresas;
Apesar dos custos elevados, é importante
introduzir sistemas de gerenciamento de
qualidade de software, pois permitem um
aumento de produtividade, uma melhoria da
qualidade do produto final e um aumento da
satisfação dos clientes e da própria empresa;
Qualidade agrega valor ao produto final.
82
Referências

BARÇANTE, Luiz César. Qualidade Total: uma visão brasileira, o impacto estratégico na universidade e na empresa. Rio
de Janeiro: Campus, 1998.

CARAVANTES, Geraldo R.; CARAVANTES C.; BIJUR, W. Administração e Qualidade: a superação

dos desafios. São Paulo: Makron Books, 1997.

CAMPOS, Vicente Falconi. . TQC-Controle da qualidade total (no estilo japonês): Belo Horizonte, 1992, 1996.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida. São Paulo: Cultrix,1996.


CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro:
Campus, 1999.
CRAWFORD, Richard. Na era do capital humano: o talento, a inteligência, e o conhecimento como forças econômicas,
seu impacto nas empresas e nas decisões de investimento. São Paulo: Atlas, 1994.

CROSBY, Philip, B. Qualidade, falando sério. São Paulo: McGraw-Hill, 1990.

DEMING, William Edward. Qualidade: a revolução da administração. Rio de Janeiro: Marques-Saraiva, 1990.

DRUCKER, Peter F. O inventor da administração. Revista Exame. São Paulo: ano 2002, ano 36, nº 10, 15/mai/2002.

FLEURY, Afonso; FLEURY, M. T. Aprendizagem e inovação organizacional. 2 ed. São Paulo: Atlas,

1997.

GARVIN, David A. Managing quality: The strategic and competitive edge. EUA, New York: Harvard
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Aula 1 (23/02/2015) - Introdução a Qualidade de Software