Carlos Martinho – Energias Alternativas – 10/11/2008
Notícias:
•
Iberdrola investe 3.250 milhões de euros em energias renováveis até 2010
•
Economia Marrocos terá investimentos portugueses nas energias renováveis nos próximos meses
•
2007-03-23
–
Governo facilita licenciamento de energias renováveis
•
Energia renovável faz Portugal reverter balança tecnológica
– O primeiro-ministro português, José Sócrates afirmou nesta segunda-feira que, em 2007, "pela
1ª vez na história", Portugal vendeu mais tecnologia do que importou, em parte devido à
"aposta estratégica" feita há três anos nas energias renováveis.
•
18. Mar 2008
–
Dedução de 30% no IRS na utilização de energias renováveis
• O Orçamento Estado 2008 permite aos portugueses deduzir 30% das importâncias despendidas com a
aquisição de equipamentos novos para utilização de energias renováveis.
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Evolução do consumo de energia
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Aumento do consumo de energia:
• Desenvolvimento dos transportes
• Expansão da industria
• Modernização da agricultura
• Melhoria do nível de vida da população
Dependência externa que se traduz em:
• Custos económicos
• Custos geoestratégicos
O que fazer?
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
• As energias renováveis são consideradas como energias alternativas ao modelo
energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade (presente e futura) garantida
(diferente dos que precisam de milhares de anos para a sua formação) como pelo
seu menor impacte ambiental.
Contraponto
• Nem sempre uma forma de energia renovável possui baixo impacto ambiental.
• As grandes hidroeléctricas:
– Enorme impacto ambiental e social,
• deslocamento de milhões de pessoas
• inundação de muitos quilómetros quadrados de terras.
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
ENERGIAS RENOVÁVEIS:
– Aspectos geo-estratégicos
• Redução da dependência externa
– Aspectos económicos
• Redução dos custos de aquisição
• Impostos mais reduzidos
– Aspectos sociais
• Criação de emprego
• Bem estar
• Investimento em zonas menos favorecidas
– Aspectos ambientais
• Não emissão de gases de efeito de estufa.
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
ENQUADRAMENTO LEGAL:
– Nível mundial:
• Protocolo de Quioto (1997) relativo às emissões de GEE – redução
8% (relativamente a 1990) até 2010.
– Vível comunitário:
• Directiva comunitária 77/CE/2001, de 28 de Setembro, relativa às
energias renováveis
– Nível nacional:
• Estratégias e Planos Nacionais destinados ao cumprimento dos
objectivos (aumento de 27% (relativamente a 1990) – valor já
ultrapassado
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Fontes de energias renováveis:
•O Sol: Energia solar
•O vento: Energia eólica
•Os rios e correntes de água doce: Energia hidroeléctrica
•Os mares e oceanos: Energia das ondas e marés
•A matéria orgânica: Energia da biomassa
•O calor da Terra: Energia geotérmica
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Nuclear: Sim Já!!!
Nuclear: Não Obrigado!!!
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
• Energia solar
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Energia Solar:
– Energia eléctrica ou mecânica produzida a partir da radiação
electromagnética do Sol.
Energia incidente:
– 1410Watt/m2
– 19% absorvidos pela atmosfera
– 35% refletidos
Métodos de captação:
– Directos (passivos)
– Indirectos (activos)
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Solar térmico:
• Previsto:
– U.E.- 1 milhão de metros
quadrados até 2010.
• Instalada:
– 109200 m2
Solar fotovoltaico:
Global: 2600 GW
• UE: 2003-2004 – crescimento
de 68% totalizando 1010 GW.
• Alemanha: 60% do potencial
português, mas ... 79% da
capacdade instalada
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
• Manuel Pinho salientou que o "entusiasmo" pelas fontes de energia limpa é
"tão grande" que o Governo "já aumentou" os objectivos relativamente à
produção de energia solar (de 150 para 200 MW) e de biocombustíveis (de
cinco para dez por cento).
• A central solar de Serpa resultou num investimento de 61 milhões de euros
para a instalação de 52 mil painéis fotovoltaicos, que permite uma
capacidade instalada de 11 megawatts, quase o dobro da anterior maior
central situada na Alemanha.
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Energia eólica:
– UE: 73% da produção mundial
– Alemanha: 50% da produção da UE
– Portugal é um dos países onde mais tem
crescido a produção de energia eólica, 60 %
em 2004, de acordo com fontes
governamentais esta tendência será para
manter.
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
2006
Sector eólico: 6% do total da energia eléctrica total consumida em Portugal
●
36 novos parques eólicos em funcionamento – crescimento de 60%
●
Energia eólica: 1,513 MW em 137 parques eólicos
●
14,2% do total de capacidade instalada no país.
●
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
• Energia hidroeléctrica
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
• Energia maremotriz
• Funcionamento da turbina
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
• Central de biomassa
•
Resíduos anuais estimados na base seca, por
espécie (ton./ano).
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Energia geotérmica
Factores de utilização
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Utilização:
– Uso directo
• Calefação ambiental
• Banhos termais
• Estufas...
– Geração de electricidade
• Vapor Seco
• Pedra seca quente
Binário: algumas reservas que possuem fluidos(líquidos) a temperaturas
• Central Flash Ciclo
menores que 220ºC não possuem calor suficiente para produzir rapidamente
• Ciclo Binário vapor e gerar energia. Utiliza-se, então, uma central binária onde a água
geotérmica transfere calor a um líquido que ferve à temperatura mais baixa que
a água, convertendo-o em vapor e movendo as hélices da turbina.
Carlos Martinho – Energias Alternativas - 10/11/2008
Energia geotérmica
• Primeira exploração: 1904(Itália)
Os aproveitamentos mais interessantes na área da geotermia são os realizados nas ilhas dos
Açores. Actualmente estão inventariados 235,5 MWt distribuidos da seguinte forma:
S. Miguel
173,0
Terceira
25,0
Faial
8,9
Pico
12,0
S. Jorge
8,0
Graciosa
5,0
Flores
2,5
Corvo
1,1
Total
235,5
Conclusões:
• Promover uma gestão energética
que valorize os recursos renováveis
• Racionalizar o consumo
• Promover a eficiência energética
Download

Carlos Martinho – Energias Alternativas