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Local
Local
local
local
Pais de Luís Amorim
ponderam recorrer
a tribunais internacionais Pág 4
Residências junto às Ruínas
escondiam vestígios
de “grande valor” histórico Pág 5
Pandas trocam reserva
de Chengdu por casa
de 80 milhões em Coloane Pág 9
Governo rejeita fusão
de dois lotes
na zona do Patane última
Jornal
www.jtm.com.mo
ao serviço de macau desde 1982
Tribuna de Macau
Director José rocha Dinis | Director Editorial executivo Sérgio Terra | Nº 3469 | segunda-feira, 31 de maio de 2010
10 Patacas
MARIA AMÉLIA ANTÓNIO
EM ENTREVISTA AO JTM
“Fundação da EPM
devia sofrer
uma reformulação”
Págs 2 e 3
Protesto na RAEHK exige que Pequim
ilibe manifestantes de Tiananmen
Escândalo de despesas abusivas causa
primeira baixa no Governo britânico
Centenas de pessoas exigiram ontem em Hong Kong
que o Governo chinês ilibe os participantes no movimento
de Tiananmen em 1989 que foi fortemente reprimido
pelas autoridades. No sábado, a polícia de Hong Kong
prendeu 13 activistas e confiscou a estátua da “Deusa da
Democracia” dedicada às vítimas de Tiananmen e que foi
instalada nas imediações de um centro comercial, local
onde, segundo a polícia, os manifestantes não tinham
licença para fazer a instalação. Ontem, voltou a ser
confiscada uma versão mais pequena da estátua durante uma manifestação na qual as
autoridades policiais não intervieram. “A perseguição política é uma vergonha”, entoavam
os cerca 400 manifestantes antes do início do protesto em direcção à sede do Governo
e sob uma forte chuva. “A mente do Governo de Hong Kong é tacanha”, disse um
manifestante ao salientar os seus receios sobre a diminuição da liberdade de expressão
na cidade justificada com “o cada vez menor espaço para expressar opiniões”.
David Laws demitiu-se do cargo de secretário do Tesouro do Reino
Unido, acusado de ter pago com dinheiros públicos o aluguer de
quartos que eram propriedade do seu companheiro. “É a mim que
cabe saber como reagir aos recentes acontecimentos. Falei com
o primeiro-ministro e com o vice primeiro-ministro para informálos da minha decisão de me demitir das minhas funções, com
efeito imediato”, disse David Laws. Este é um duro golpe para os
liberal-democratas que recentemente formaram governo com os
conservadores de David Cameron. Ainda assim, o “número dois”
de Westmisnter, Nick Clegg, não fecha a porta a Laws depois do
problema estar resolvido. “Existem questões que o próprio Laws reconhece precisarem
de respostas sobre as suas próprias despesas. Quando o assunto ficar resolvido, espero
haver uma oportunidade para ele voltar ao Governo” afirmou Clegg. De acordo com uma
investigação feita pelo “Daily Telegraph”, o secretário do Tesouro terá pago com dinheiro
público a renda do quarto do parceiro, durante oito anos.
Combate ao HIV exige
mais prevenção
e inclusão social Pág 7
local
Marreiros defende regresso
do Coelhinho por razões
históricas e ambientais Pág 9
Ka I vence Lam Pak
e aumenta vantagem
na I Divisão de Futebol pág 10
MARIA AMÉLIA ANTÓNIO EM ENTREVISTA AO JTM
IC deve “reequacionar” modelo de apoio
A CPM está a funcionar
em cinco locais diferentes.
A ausência de um edifício
que possa albergar todas
as actividades é o “maior
drama” da associação, admite
a presidente Maria Amélia
António, enquanto deixa
reparos aos critérios do IC para
apoiar alguns projectos. Ainda
à espera do apoio da Fundação
Macau, a CPM prevê a
conclusão da série documental
“Olhar Macau” até ao final de
2010 e o arranque da série de
ficção “Lebab”
OLGA PEREIRA
RAQUEL CARVALHO
Q
uais são os grandes projectos da
Casa de Portugal de Macau (CPM)
para este ano?
- Não temos grandes novos projectos,
porque no ano passado arrancámos com
projectos muito grandes, que não terminámos. Parte deles estão a ser feitos este ano,
como é o caso da série ‘Olhar Macau’, documentários em que se filmou durante um
ano, de Janeiro a Dezembro, todas as festividades que iam acontecendo em Macau.
Agora está a fazer-se a pós-produção. Existem já quatro episódios montados, com a
voz off gravada em português, as traduções
já estão a chegar e agora falta-nos fazer a
gravação da voz off em inglês e mandarim.
- Quantos episódios serão ao todo?
- São 18. Em alguns casos, ficou mais do
que uma festividade num episódio. Foi a primeira vez que nos metemos numa aventura
tão grande e temos de garantir que ela sairá
com qualidade. Penso que estará concluída
até ao final do ano.
- Os episódios vão ser todos lançados
de uma só vez?
- Talvez não. Gostaríamos de apresentar alguns episódios a entidades. Quanto ao
começo da apresentação pública, aí já tenho
algumas dúvidas como será feita. A TDM
será uma das eventuais entidades a usufruírem dos episódios, mas penso que através da Direcção dos Serviços de Educação
e Juventude (DSEJ) seria interessante que
chegassem às escolas, aos países de língua
portuguesa, ao Continente...
- Quanto vai custar?
- É difícil dizer, porque quando pedimos o apoio estavámos a preparar três
coisas para o aniversário da RAEM e o
orçamento atribuído foi cerca de 40 por
cento menos do que tínhamos pedido. Do
projecto da série e do montante que estava,
transitou do ano passado cerca de 300 mil
patacas e de maneira nenhuma isso cobre o
trabalho, por isso vai ser coberto pelo trabalho das pessoas que estão adstritas ao ateliê. Já não voltámos a pedir dinheiro para
ele à Fundação Macau.
- E em que pé está a série ‘Lebab’?
- Começou também a ser pensada no
ano passado. Fez-se o casting, os escolhidos começaram a ter formação...Na festa de
Natal, tiveram um primeiro contacto com
o público. Foram convidados para intervir
na Expo Xangai em Outubro, durante três
dias. Vão participar no Arraial de São João
e em Setembro na Taipa nos Concertos ao
Anoitecer e no Festival da Lusofonia...
- O que falta para começarem as gravações?
- Talvez antes do fim do ano possamos
começar a trabalhar para avançar então com
os episódios. Mas não quer dizer que vá ser
possível, porque depende muito do fim da
série documental. Não somos uma produtora para ter estes dois projectos em simultâneo e nunca pensámos que demorasse
tanto tempo...Aqui há também a questão
do dinheiro. Quando pensámos neste projecto fizemos contas um bocadinho optimistas, isto acaba por envolver muito mais
trabalho do que à partida imaginávamos...
Foi uma experiência que nos fez ter consciência das dificuldades, dos custos...
- Estamos a falar de que valor?
- Confesso que tenho algumas
dúvidas...A série ‘Lebab’ estava orçamentada em aproximadamente 800 mil patacas,
mas tenho dúvidas que se consiga fazer
com esse montante, de certeza que deverá
custar um pouco mais que isso...Em 2009, o
montante que dispunhamos não dava para
fazer tudo o que tinhamos previsto...Trouxemos ‘os três pianos’, a Cristina Branco,
a ‘World Press Photo’... projectos bastante
caros. Depois existiram outros mais pequenos, mas tudo somado dá muito. Já entregámos o plano este ano, mas o processo
demora. Ainda estamos à espera.
- O orçamento deste ano já foi aprovado?
- Penso que sim, mas nós ainda não
recebemos a comunicação. Os papéis que
entregámos já foram a Conselho de Curadores, portanto agora é aguardar. Em 2009,
recebemos os subsídios no final de Julho e
inícios de Agosto, porque eram dois diferentes. Este ano está a acontecer a mesma
coisa, devem chegar em meados do ano.
No ano passado, como tinhamos uma segurança relativamente a um dos projectos,
arriscámos a assumir compromissos logo
nos primeiros meses, o que nos permitiu
trazer grandes espectáculos. Este ano, não
tendo estas questões resolvidas, não pode-
mos assumir compromissos, até porque os
projectos que temos em curso não podem
ser prejudicados. Em relação ao ‘Lebab’ foi
um dos setes ou oito projectos que foram
apresentados ao Instituto Cultural (IC) em
Outubro de 2008. Desses projectos consideraram três e atribuíram um montante que
eventualmente corresponderia a 10 por cento do preço total do projecto. Mas esse valor
só é pago depois de dadas as provas de que
esse projecto foi realizado. Penso que o IC
devia reequacionar este modelo.
- Ainda não receberam o dinheiro do
IC?
- Não...e isto impossibilita. Por exemplo, um dos projectos que andou foi o das
‘Imagens em Movimento’, comprámos o
equipamento, e qualquer pessoa que tenha
imagens de Macau num suporte que hoje
em dia já não se usa, entrega-nos o material
e nós transferimo-lo para um DVD, que devolvemos com o material inicial. Ficamos
com as imagens de Macau – é claro que as
pessoas dão o consentimento – e guardamos
na base de dados. Depois de qualificadas, essas imagens vão ser colocadas na Internet.
- Quando é que o projecto vai estar
disponível “online”?
- Numa questão de semanas, penso
que já se poderá começar a ver. De qualquer
modo, este é um projecto que não tem fim e,
nessa medida, pensámos que poderíamos
apresentar ao IC a prova de que o projecto
está em curso. Mas quando apresentámos,
disseram-nos que não estava de acordo com
o regulamento, porque não estava tudo feito naquele ano...Isto levanta problemas a
quem quer fazer alguma coisa. No nosso
caso, se este projecto estivesse dependente
exclusivamente daquele apoio não o tínhamos feito, acabámos por incluí-lo no nosso
plano de actividades de 2009. Tudo aquilo
que apresentámos ao IC acabou por não ter
qualquer apoio por essa razão. Este sistema
não mobiliza esforços nem vontade para fazer, porque nunca chega.
- Mas já houve indicações sobre uma
eventual revisão desta situação pelo IC?
- Não, mas é possível verificar agora
um encarar diferente das situações, portanto, admito que as pessoas confronta-
das com esta situação pensem em rever o
funcionamento deste sistema. Nos anos
anteriores, tivemos sempre um pequeno
subsídio directamente do Gabinete do Secretário, depois toda a actividade maior
- equipamentos, pôr os ateliês a funcionar
- foi a Fundação Macau.
- A maior fatia do orçamento deste
ano será aplicada em que áreas?
- Esperando que as coisas sejam próximas - nunca é o que pedimos e sabemos
isso - se calhar, podemos considerar que
metade vai para as despesas correntes fixas.
Neste momento, o nosso grande problema
é a falta de instalações. Temos a sede, os ateliês em São Lázaro, a parte da informática
numa sala na Avenida da Amizade e a parte do audiovisual num edifício industrial
na Rua dos Pescadores. Estamos divididos
em vários locais, o que encarece imenso as
coisas, torna muito mais difícil a gestão...é,
de facto, um dos dramas maiores. E ainda
fazemos actividades na Casa Garden. O salto fundamental que queremos dar este ano
é abrir a cerâmica e avançar com a prensa
para se poder fazer gravura a sério. As peças são pouco dispendiosas e podem ter
uma boa entrada no mercado. O projecto
da cerâmica também é muito importante
nesta conjuntura, para desenvolver uma
área mais moderna e, em paralelo, cultivar
a tradição portuguesa do azulejo.
- Espera que o orçamento seja maior
ou menor do que no ano passado?
- Nós pedimos mais, mas agora não
sabemos se nos vão dar o que pedimos.
Quando tiver a comunicação na mão é que
posso falar...
- Metade será, então, para despesas
correntes fixas...
- Metade do nosso orçamento está previsto que englobe as actividades de ensino,
pessoal, instalações, equipamento para conseguirmos ter estes ateliês todos em funcionamento. Queremos também lançar a costura. Ainda temos as actividades de Verão, que
fazemos em parceria com a DSEJ. A outra
parte do orçamento será alocada aos projectos que apresentamos para o ano. Há alguns que são cíclicos: 25 Abril, 10 de Junho,
5 de Outubro, Festa de Natal, a Lusofonia, o
“World Press Photo” - porque ano passado
fizemos um contrato para três anos.
- A falta de espaço é quase um problema crónico. Há planos para requerer ao
Executivo um espaço?
- Nunca fizemos um pedido formal de
nenhum edifício. Sensibilizámos várias vezes tanto o anterior como o actual Chefe do
Executivo - este ainda enquanto Secretário
para os Assuntos Sociais e Cultura - para
o problema. Todos os sítios onde estamos,
para além de estarmos divididos, estamos a
pagar renda. E mesmo assim há coisas que
não se podem fazer por falta de espaço.
- Mas coloca a hipótese de um pedido
formal?
- Não, não sou eu que vou dizer ao
Governo: ‘dê-me aquele’, mas vontade não
me faltaria [risos].
- É uma questão que pode ser resolvida a curto prazo?
- Não faço ideia, só sei que sofro muito.
Uma coisa que gostaria era não completar a
minha função enquanto membro da direcção
da CPM sem deixar esta questão resolvida,
porque sei que condiciona extremamente a
actuação. Tem sido público e notório que as
coisas se fazem. Não é presunção, acho que a
CPM merece, para poder continuar a diversificar e desenvolver o seu trabalho.
jornal tribuna de macau
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pág 2 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
“Não faz sentido que se paguem os
livros escolares pelo dobro do dinheiro
que se paga em Portugal”
local
“Ana Paula Cleto vai tentando fazer milagres, porque
não é pessoa para cruzar os braços, mas se o dinheiro
não vier há actividades que não podem ser feitas, tratase de um problema de prioridades da FO”
Livraria tem “outras obrigações sociais”
Para Maria Amélia António, o afastamento
da Fundação Oriente da EPM é preferível à
permanente indecisão. Perante o cenário, a
entrada da Associação de Pais na Fundação
da instituição devia ser uma possibilidade a
ponderar. Já sobre a Livraria Portuguesa, a
presidente da Casa de Portugal em Macau
observa que aquele espaço tem “obrigações
sociais” a cumprir, apontando o dedo à
gestão actual
A
CPM foi uma das maiores defensoras da não alienação do espaço onde funciona a Livraria Portuguesa. Houve o receio de que essa possibilidade
só tenha sido adiada...
- Nada na vida é definitivo. Eu não ponho as mãos
no fogo para dizer que o assunto da Livraria está definitivamente arrumado, porque os dirigentes mudam, os Governos mudam, os entendimentos sobre as coisas mudam.
Agora é um assunto sobre o qual estamos sempre atentos,
isso estamos. Como disse no primeiro dia e sempre, aquele
espaço não pode deixar de ser o que é. Agora, como é explorado, o que se passa lá e como as coisas são, isso é outra conversa. Continuo a achar que aquele espaço merece e
deve ser tratado de outra forma. A Livraria devia cumprir
outras obrigações sociais. Há hoje meios modernos para fazer chegar às pessoas informação sobre o que é a literatura,
sobre o que vai saindo. Há actividades que se podem fazer
e que podem até ajudar à manutenção económica da própria Livraria. É claro que isto já não tem nada a ver com o
edifício, que tem de ser conservado para esse fim, mas sim
com a forma como a Livraria é gerida, com os interesses de
todas as pessoas de Macau...
- Acha que a Fundação Oriente (FO) ou o Instituto
Português do Oriente (IPOR) deveriam intervir?
- Sobre tudo o que se passou desde o início, nunca
imputei a responsabilidade do problema da Livraria à FO,
porque era um sócio do IPOR que não tinha a maioria do
capital. Portanto, para que uma decisão fosse tomada tinha
que ter a aprovação do sócio maioritário, que é o Governo
português. O IPOR – detido pela FO e pelo Governo português através do Instituto Camões - é o detentor daquele espaço e é ele que faz a concessão. Portanto, discute os termos
em que concede a exploração, foi ele que fez a concessão e
o contrato, que desconheço qual é. Eu responsabilizo é o
acautelamento dos interesses em termos contratuais com
quem for explorar aquilo.
- Deveria existir uma maior exigência no próximo
contrato?
- Algumas questões devem estar salvaguardadas, nomeadamente sobre os livros escolares. Não faz sentido que
se paguem os livros escolares pelo dobro do dinheiro que
se paga em Portugal. Depois há a própria utilização da galeria: faz parte da concessão da livraria ou não faz? Sobre
a venda de um dos andares, continuo a achar que foi um
mau passo, porque servia de depósito da livraria. Quando
venderam o andar, o espólio veio para a Galeria. Houve um
período em que solicitámos ao IPOR a galeria. Era nossa intenção manter lá uma actividade regular para movimentar
as pessoas e chamar-lhes a atenção. Mas tivemos de parar,
porque as coisas foram para lá. Neste momento concreto
não sei se já se resolveu a questão ou não. O próprio IPOR
não fez lá uma exposição de fotografias relacionadas com o
25 de Abril exactamente por isso. Há que ter esperança que
tudo isto possa vir a ser mais acautelado no futuro. O Instituto Camões tem agora à frente uma pessoa que conhece
estes problemas e conhece Macau. Com o IPOR a possuir
neste momento a visão de quem cá está e de quem está lá e
conhece o terreno o diálogo pode ser mais produtivo.
- Recentemente houve também a confirmação do
afastamento da FO da Fundação da Escola Portuguesa de
Macau (EPM)...
- Era uma coisa que se intuía. Não posso dizer que
fiquei admirada... Prefiro esta situação do que o romance
do ‘paga não paga’, do ‘reconheço o orçamento ou não’...O
romance a que assistimos ao longo dos anos criou instabilidade, mal-estar, imensas coisas negativas em redor da
escola. Assim, a situação fica clara...
- Como olha para o futuro da Fundação da EPM?
- Acho que a Fundação da EPM devia sofrer uma reformulação. Para mim isso é uma coisa muito clara. A EPM
vai viver como sempre viveu: com uma parte da responsabilidade do Governo português e com o apoio do Governo
da RAEM. E para além dos Governos, a EPM vive daquilo
que os pais pagam...às vezes esquecemo-nos disto. Então,
faz sentido que a Fundação da EPM venha a ter uma representação eventualmente da própria Associação de Pais.
Essa seria uma presença importante, porque é o outro pilar da escola. Já que se vai mexer nas coisas era altura de
pensar nessa hipótese. Quanto ao Governo da RAEM compreendo que politicamente não pode estar nessa fundação,
mas se calhar podia estar através de qualquer outra entidade, que também fosse um ponto de ponderação no meio
destes interesses.
- E qual devia seria a posição, por exemplo, da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM)?
- É uma questão muito delicada. A posição da APIM
naquela fundação também não é linear, porque aquele terreno é da RAEM. A construção da escola antiga - Escola
Comercial Pedro Nolasco - foi feita pelo Governo de Macau
e a actual também. Portanto, o que a APIM tinha era a concessão daquele espaço e daquelas instalações, que foram
pagas pelo Governo da RAEM para manter um projecto
escolar em língua portuguesa. O direito que a APIM tinha
passou para a EPM. A partir daí, quem sustenta o funcionamento da escola são as entidades que pagam e que referi
acima.
- Se a reformulação da Fundação da EPM for adiante, entende que a APIM para continuar a fazer parte dela
deve começar a ter um contributo material?
- Para mim esta é uma questão de interesse colectivo
e de futuro. Quando falo da reformulação é para a defesa e
segurança do projecto, porque quanto menor forem as entidades que têm a coisa na mão, mais difícil é a EPM ter
acidentes de percurso. Todas as instabilidades nasceram
desde que surgiu a ideia de que era bom alguém comprar
aquilo...se houver mais pessoas na Fundação da EPM se
calhar é mais fácil colocá-la em risco ou criar instabilidade à sua volta. Portanto, após a saída da FO julgo que é o
momento certo para se resolver estas coisas todas e ainda
mais se o projecto da nova escola for mesmo para avançar.
Supondo que vai ter uma nova fase é o momento certo para
a reformulação e de acertar as coisas de forma a evitar espinhos para o futuro.
- Em relação à Casa Garden, a CPM tem ali desenvolvido várias actividades, mas há pessoas que, por outro
lado, criticam a inactividade da FO...
- Tenho consciência que sou criticada por fazer aqui
coisas. Uma parte da nossa comunidade - com muito fundamento - está zangada com a FO. Não há que esconder,
esta é a realidade. Quando se levantou o problema da Livraria houve uma conversa com a FO e foi-me falado na
Casa Garden. Disseram que eu como as outras associações
podiamos utilizá-la. No dia em que me foi dito isto, eu não
hesitei, porque entendo, contrariamente ao que as pessoas
dizem sobre eu estar deste modo a ‘lavar a cara à FO’, a
questão posta em termos muito racionais é assim: se ando
doida para fazer uma coisa qualquer e não tenho onde fazer, eu só sou burra ou tonta em não usar. Eu agarro com as
duas mãos e digo ‘ok’.
- Mas a FO devia usar, em nome próprio, mais esse
espaço?
- Acho que a FO tem o seu papel a desempenhar...Pelo
menos ao nível da delegada há vontade e interesse. Sentiuse uma mão na casa. A Dr.ª Ana Paula Cleto vai tentando
fazer milagres, porque não é pessoa para cruzar os braços,
mas se o dinheiro não vier há actividades que não podem
ser feitas, trata-se de um problema de prioridades da FO.
- Relativamente ao Festival da Lusofonia. É verdade
que este ano vai ser maior?
Talhar a obra à medida do pano
Olha para a vida como um vestido que se vai ajustando às formas do corpo. “Talha-se a obra à medida do pano.
Não gosto de fazer muitos planos”, confessa Maria Amélia António. Foi sempre assim. Chegou a Macau em
1981 sem data de partida. Por aqui ficou, numa terra que lhe roubou os tempos livres. Todas as horas em que
respira são para os filhos. De boas memórias recentes, tem uma viagem à Indonésia, onde “os miúdos viram a
árvores da canela e do cravinho”. “É importante transmitir-lhes esses conhecimentos, emoções e cheiros que nos
acompanham pela vida toda”, acredita. Esteve ligada à criação da Associação dos Advogados de Macau e teceu
um vínculo quase de raíz, há cerca de sete anos, com a CPM, para a qual deseja renovação. Define-se como uma
mulher que leva “as coisas todas muito a peito”. “Rio e choro que é um disparate”. Mas garante, entre risos largos,
“já não há volta a dar”.
“Faz sentido que a Fundação da EPM
venha a ter uma representação da
própria Associação de Pais”
- O que eu sei neste momento é que o Festival da Lusofonia liderado pelo Instituto para os Assuntos Cívicos
e Municipais (IACM) continuará a ser três dias - fim-desemana - depois está pensada uma Feira de Arte, durante uma semana na Taipa. Uma coisa vem na continuidade
da outra mas não é o mesmo projecto. Ouvi também que o
Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a
China e os Países de Língua Portuguesa voltaria a disponibilizar alguns meios para fazer uma semana cultural da
lusofonia - o que aconteceu há dois anos, mas misturado
com o festival.
O.P./R.C.
jornal tribuna de macau
Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 3
FUMADORAS AUMENTAM. O número de fumadoras deverá aumentar
no território, admitiram os Serviços de Saúde, à margem de mais
uma campanha anti-tabaco. Hoje celebra-se o Dia Mundial sem
Tabaco, este ano centrado no tabagismo entre as mulheres.
Apresentado
novo estatuto
do pessoal do IACM
O novo Estatuto de Pessoal do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais
(IACM), que já foi homologado pelo Chefe
do Executivo e entra em vigor a 15 de Junho, agrupa 36 carreiras em 13, com novas
denominações em determinadas categorias.
Segundo o IACM, “foram ainda incluídas
três novas carreiras: letrados, fotógrafos e
operadores audio-visuais e fiscais técnicos, contribuindo para melhores condições
de trabalho e perspectivas de desenvolvimento com vista a permitir a progressão
da carreira dos trabalhadores”. O novo
Estatuto é similar ao regime das carreiras
dos funcionários públicos no que respeita a
promoções e ao Estatuto dos Trabalhadores
da Administração no capítulo das folgas e
faltas. O regulamento contempla também
disposições referentes a licenças sem vencimento, contratos a longo e curto prazo, regime a tempo parcial, etc., correspondendo
ao princípio “Serviço igual, remuneração
igual”, sendo também flexível, pelo que dá
mais oportunidades de escolha ao trabalhador, assegura o IACM, que já realizou três
sessões de esclarecimento juntos dos seus
funcionários. Os trabalhadores abrangidos
podem, num prazo de 180 dias - entre 15
de Junho e 13 de Dezembro – optar pelo
ingresso no novo Estatuto ou continuar
com o vigente. Actualmente há cerca de 900
trabalhadores sujeitos ao Estatuto de Pessoal, totalizando mais de um terço do total
do IACM, segundo referiu o presidente do
Conselho de Administração do organismo.
A entrada em vigor do Estatuto enquadrase no âmbito da reforma do Regime Jurídico da Função Pública, e na sequência do
Regime das carreiras dos trabalhadores dos
serviços públicos. A revisão do Estatuto de
Pessoal do IACM visa uniformizar direitos
e obrigações dos funcionários públicos.
local
PREVENÇÃO DO ENTEROVÍRUS. Os Serviços de Saúde apelaram
ao reforço da prevenção da infecção por enterovírus, devido
ao aumento de epidemicidade em regiões vizinhas. Este ano
já foram contabilizados 452 casos em Macau.
TRAÇADO DO METRO. A Associação de Engenheiros sugeriu
alterações ao traçado do Metro na zona do NAPE,
defendendo a passagem pela Rua de Madrid, em vez da
Rua de Londres, para atenuar a poluição sonora.
local
INSPECÇÃO A MARISCOS. As autoridades vão aumentar o rigor
na inspecção sobre a importação de mariscos com registos de
problemas no consumo, garantiu o Governo. Recentemente, vieiras
frescas causaram vários casos de intoxicações alimentares.
PAIS DE LUÍS AMORIM NÃO QUEREM VER CASO “ENCOBERTO”
DEMOLIÇÕES DE RESIDÊNCIAS JUNTO ÀS RUÍNAS VÃO CONTINUAR
Ponderado recurso
à Justiça internacional
Descoberto troço da antiga muralha
Os pais de Luís Amorim estão
a ponderar recorrer a tribunais
internacionais de forma a
garantir que o caso não é
“encoberto mais uma vez”.
Em entrevista à Rádio Macau,
José Amorim referiu que o
Ministério Público da RAEM
não tem outra alternativa senão
ponderar a segunda autópsia
efectuada em Portugal
E
stamos a ver a possibilidade de recorrer a tribunais internacionais, porque
mais uma vez desconfiamos da justiça de Macau. E portanto pensámos com a
possibilidade de tribunais internacionais o
caso não possa simplesmente ser encoberto
mais uma vez, como tem acontecido aí em
Macau”, indicou José Amorim em entrevista telefónica à Rádio Macau.
O pai de Luís Amorim, jovem português que morreu em Macau em circunstâncias ainda por esclarecer, disse também que
o Ministério Público (MP) da RAEM não
tem alternativa senão abrir o processo que
dê conta o relatório da segunda autópsia
efectuada ao corpo do filho em Portugal.
“Em termos judiciais não tenho dúvida
nenhuma que têm que o fazer...é uma peça
nova, importante e credível, não pode ser
ignorada de maneira nenhuma”, observou.
José Amorim defende então a reabertura do processo para que se apurem as reais
circunstâncias que levaram à morte do filho
- há já quase três anos. E, deste modo, também fazer com que as autoridades e instituições de Macau reconheçam a sua própria incompetência. “Aqui em Portugal as pessoas
vão ter de reconhecer toda a incompetência
daquilo que foi feito em Macau”, disse.
O progenitor salientou que “as pessoas que estiveram envolvidas” na segunda
autópsia “foram técnicos internacionais reconhecidos que estão disponíveis para discutir e estar presente no que for preciso”.
Segundo o mesmo, estes profissionais
“têm dados de tudo” e que “nada foi escondido”. “Foram feitas radiografias, feitos TAC’s ao corpo, tudo está evidenciado,
nada está escondido como aconteceu em
Macau”, apontou.
A segunda autópsia, que foi feita em
Portugal, -explicou - só foi possível depois
da reabertura do processo no país. “Não foi
nada fácil...tentámos sempre que o Ministério Público de Macau abrisse ou emitisse
uma carta rogatória, o que nos foi negado
sistematicamente. Depois através da abertura do processo aqui em Portugal, conseguimos que fosse feita a segunda autopsia”.
Questionado sobre quais as alegações
dadas pelo MP da RAEM para não emitir
a segunda autópsia, José Amorim respondeu que lhe foi comunicado que “não era
relevante e não se justificava, porque não ia
acrescentar nada ao processo”. Apesar das
críticas que tem feito às autoridades locais,
José Amorim diz que ainda acredita na Justiça mas aponta o dedo a responsáveis da
Polícia Judiciária. “Ainda acredito na justiça e acredito que mesmo as corporações
têm que ter alguma dignidade e têm que
se livrar de elementos que põem em cau-
Nos solos em redor das Ruínas
de São Paulo foram encontrados
vestígios da antiga muralha, do
Colégio de São Paulo e outras
relíquias históricas. Seguirse-à a demolição de mais duas
antigas residências do Governo
para desvendar vestígios de
outro tempo
CATARINA BRITES SOARES
Pedido de reabertura do caso Luís Amorim
deve avançar esta semana
sa o bom nome das instituições”, afirmou,
salientando que o inspector Porfírio Sousa,
“uma pessoa que lidou directamente com o
processo”, foi “verdadeiramente inqualificável” ao tratar o casal “muito mal”.
Além disso, José Amorim voltou a realçar
o alegado telefonema do subdirector da Polícia
Judiciária, João Rosa, a dizer para terem “cuidado com a filha”. “Ficámos completamente
em pânico, preocupadíssimos, fez-nos muito
mal. Na altura entendi como um aviso (...) depois atendendo aos desenvolvimentos não sei
se não terá sido uma ameaça”.
O pai de Luís Amorim criticou também a actuação da PSP numa primeira
fase. “Tudo aquilo começou a ser encoberto imediatamente, levantaram o corpo e
eliminaram as provas todas que existiam.
Transportaram o corpo para o hospital sem
terem feito qualquer diligência no local”.
José Amorim frisou ainda que o casal
continua sem o apoio das autoridades portuguesas.
A
destruição de edifícios contíguos às
Ruínas de São Paulo acabou por conduzir a uma “descoberta de grande
valor para a leitura do tecido urbano e interpretação histórica da área”, garantem as autoridades. “Encontrámos vestígios da muralha e vamos continuar a procurar noutras
partes. Depois da demolição dos edifícios
esperamos recuperar o ambiente do Colégio de São Paulo”, anunciou ontem Cheong
Hok Kio, chefe do departamento do património do Instituto Cultural (IC), durante
uma sessão de apresentação dos resultados
das investigações arquelógicas.
O troço da antiga muralha de defesa,
do lado Norte da parede da Fortaleza do
Monte, foi encontrado na zona correspondente ao Pátio do Espinho, apresentando
cerca de 15,5 metros de comprimento, por
2,45 metros de altura e uma espessura de
1,27 metros. De acordo com os especialistas, trata-se de “uma estrutura que fez uso
de um sistema construtivo antigo que conta
com um alinhamento de pelo menos cinco
blocos de pedra como base e diversas camadas de uma mistura de solo de côr clara
compactada em 5-10 centímetros e formando um emparelhamento sucessivo, que foi
depois finalizado com tijolos cinzentos Chineses na face exterior”.
Na zona da demolição dos dois primeiros edifícios, as escavações cobriram
uma área de cerca de 735 metros quadrados,
levando à descoberta de uma parte do pavimento original, com cerca de 1,5 por 2,5
metros, composto de solo compactado que,
segundo os peritos, apresenta indícios de ter
continuidade na mesma direcção.
Por baixo dos edifícios que estavam na
zona entre o Museu de Macau e a Rua Belchior Carneiro, descobriram-se ainda outras
relíquias que datam da Dinastia Qing, como
cerâmicas, ladrilhos, telhas, balas de canhão
em pedra e conchas.
“O solo que está nesse espaço é mais
antigo que os edifícios ou os solos construídos para os edifícios dos funcionários públicos”, explicou Lao Chan Tong, membro
da equipa de peritos do Instituto de Arqueologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais de Pequim, convidada pelo IC. Neste
momento, já foram concluídos três quartos
dos trabalhos destinados ao estudo dos vestígios arquelógicos das Ruínas de São Paulo,
do antigo Colégio e área envolvente.
“O troço da antiga muralha de defesa,
do lado Norte da Fortaleza do Monte pode
ser paredes do Colégio de São Paulo ou muralhas da cidade, ou mesmo ter servido para
os dois efeitos”, sublinhou o mesmo responsável, ressalvando que mapas antigos de
1760, 1886 e 1912 ilustram a presença desta
antiga muralha da cidade.
DEMOLIÇÕES. A certeza das suspeitas só
chegará depois de mais estudos que, consequentemente, reclamam mais espaço.
“Os edifícios vão ser demolidos porque, de
acordo com os exames de sondagem electromagnética há mais vestígios”, afirmou Lao
Chan Tong.
A Direcção dos Serviços de Solos, Obras
Públicas e Transporte (DSSOPT) irá assim
proceder na próxima semana à demolição
das restantes duas residências do Governo,
na Rua Belchior Carneiro, onde se encontram os restos do Colégio de São Paulo, que
funde as construções ocidental e chinesa.
Paralelamente, e em função da fase
seguinte dos resultados das investigações
arqueológicas, será definido um plano geral
de futuro aproveitamento do espaço envolvente das Ruínas de São Paulo. “Se aquele
espaço vai ou não ser usado para parques
de estacionamento de autocarros só no fim
é que podemos dizer. Se tivermos os resultados dos estudos no fim do ano, esperamos
ter um plano do que vamos fazer”, enfatizou
Lao Iong, chefe de planeamento urbanístico
da DSSOPT, frisando que nessa altura serão
auscultados especialistas e a população.
Os responsáveis do grupo de trabalho
interdepartamental, composto por representantes da DSSOPT, IC, Direcção dos Serviços
de Turismo e Direcção dos Serviço para os
Assuntos de Tráfego, além dos arqueólogos
da Academia Chinesa de Ciências Sociais,
acreditam que este plano poderá “alcançar
o equilíbrio entre a defesa dos valores históricos e culturais, assim como criar condições
propícias para o desenvolvimento económico de Macau”.
O plano geral da zona central do património mundial da UNESCO centrado nas
Ruínas de S. Paulo terá em conta questões
relacionadas com a defesa do património, turismo, trânsito e cultura, garantiram ainda.
Iniciados no dia 10 de Abril último,
os estudos histórico-arqueológicos passam
agora à segunda fase, continuando o objectivo de comprender e reconstruir o passado
histórico da zona.
TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE
Juízo Cível
ANÚNCIO
Dr. Isabel Wu
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Dr. Tuan Ta
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Avenida da Praia Grande, Nº 665,
Edifício Great Will, 2º Andar, A
pág 4 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
Execução Ordinária nº CV2-07-0032-CEO
ALFREDO MARIA AZEDO VICTAL
A família de Alfredo Maria Azedo Victal tem o
penoso dever de informar que aquele seu ente
querido faleceu no sábado, dia 29 de Maio, no
Centro Hospitalar Conde de São Januário.
Deixa os filhos Alfredo Júnior, sua esposa Umbelina, Alexandre, sua esposa Teresa, Carlos,
sua esposa Ana, Lídia, Mário, sua esposa Luísa,
e sua nora Maria, netos e bisnetos.
A missa de corpo presente realiza-se amanhã,
dia 1 de Junho, pelas 20:30 horas, na Casa Mortuária Diocesana, junto ao Canídromo.
O funeral será realizado no dia 2 de Junho,
pelas 11 horas, no Cemitério de São Miguel
Arcanjo.
A todos quantos se queiram associar a este
piedoso acto, a família enlutada agradece antecipadamente.
2° Juízo Cível
Exequente: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A., com sede em Macau, na
Avenida Almeida Ribeiro, nº 22.
Executado:
LAO KIN SANG, solteiro, maior, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na
Rua de Brás da Rosa, Edifício Cheong Meng Fa Un, Meng Chu Kok, 24° andar “A” ; e
CHAO ION FUN, divorciada, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na
Estrada Marginal da Areia Preta, Edifício Tung Wa San Chun, Bloco 14, rés-do-chão,
Loja “C”.
Nos autos supra identificados, foi designado o dia 08 de Junho de 2010, pelas 10:30
horas, neste Tribunal, para a venda por meio de propostas em carta fechada, os bens
penhorado abaixo identificados.
Direito Penhorado
Denominação da fracção autónoma: o direito sobre metade indivisa da fracção
autónoma, Rés-do-Chão “B”.
Situação: Em Macau, na Rua de Marques de Oliveira, n.º 39.
Fim: Para Escritório.
Número de matriz: n°. 37449
Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: nº. 10710, a fls. 195 do
Livro B28, e aí registada a favor de Lao Kuai Hong e da executada Chao lon Fun, pela
inscrição n.º 111902, a fls. 121 do Livro G106.
O valor da base da venda: MOP$350.000,00 (Trezentas e Cinquenta Mil Patacas).
Os preços das propostas devem ser superior ao valor da base da venda acima
indicado.
Os interessados na compra devem entregar a sua proposta em carta fechada, com
indicação nos envelopes das propostas, a seguinte expressão “proposta em carta
fechada”, “2° Juízo Cível” e o “Processo Número: CV2-07-0032-CEO”, na Secção
Central deste Tribunal, até o dia 07 de Junho de 2010, até 17:45 horas, podendo os
proponentes assistir ao acto da abertura das propostas.
Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do imóvel supra referido,
podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se
alguma proposta for aceite, nos termos do art° 787° do C.P.C.M.
Macau, aos 10 de Maio de de 2010.
O Juiz,
Jerónimo Santos
O Escrivão Judicial Auxiliar,
Cheong Weng Kin
2ª Vez
“JTM” - 31 de Maio de 2010
jornal tribuna de macau Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 5
HARD ROCK PREMIADO. O “Hard Rock”, do complexo City of
Dreams, foi considerado o melhor dos novos hotéis de Macau
pelas revistas “21st Century Business Herald” e “Business
Travel”. O hotel recebeu o prémio “almofada de ouro”.
publicidade
local
WORKSHOP CONTRA DROGAS. O Instituto de Acção Social realizará
em Julho um workshop de “Prevenção da Toxicodependência”. A
acção destina-se sobretudo a professores dos ensinos primário
e secundário, assistentes sociais, agentes de aconselhamento e
médicos escolares.
CONFERÊNCIA ABORDOU ESTIGMA SOCIAL
HIV exige mais prevenção e coração
MOP
ACTIVO
PROVISÕES
AMORTIZAÇÕES E
MENOS – VALIAS
ACTIVO BRUTO
CAIXA
DEPÓSITOS NA AMCM
ACTIVO
LÍQUIDO
21,644,726.23
263,898.10
VALORES A COBRAR
DEPÓSITOS À ORDEM NOUTRAS INSTITUIÇÕES
21,644,726.23
263,898.10
14,633,011.74
DE CRÉDITO NO TERRITÓRIO
DEPÓSITOS À ORDEM NO EXTERIOR
OURO E PRATA
14,633,011.74
97,070,148.13
OUTROS VALORES
CRÉDITO CONCEDIDO
740,218,663.31
APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
NO TERRITÓRIO
DEPÓSITOS COM PRÉ-AVISO E A PRAZO
NO EXTERIOR
ACÇÕES, OBRIGAÇÕES E QUOTAS
97,070,148.13
52,329,233.84
687,889,429.47
91,000,000.00
91,000,000.00
26,024,415.00
26,024,415.00
982,636.24
189,149,278.99
DEPÓSITOS A PRAZO
129,201,274.48
318,350,553.47
DEPÓSITOS DE SECTOR PÚBLICO
ANA RELVAS FRANÇA
RECURSOS DE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO NO TERRITÓRIO
RECURSOS DE OUTRAS ENTIDADES LOCAIS
EMPRÉSTIMOS EM MOEDAS EXTERNAS
N
580,648,007.55
EMPRÉSTIMOS POR OBRIGAÇÕES
CREDORES POR RECURSOS CONSIGNADOS
CHEQUES E ORDENS A PAGAR
82,408.67
CREDORES
IMÓVEIS
EQUIPAMENTO
CUSTOS PLURIENAIS
2,783,984.44
TOTAL
DEPÓSITOS C / PRÉ-AVISO
EXIGIBILIDADES DIVERSAS
3,766,620.68
SUB-TOTAIS
DEPÓSITOS À ORDEM
APLICAÇÕES DE RECURSOS CONSIGNADOS
DEVEDORES
OUTRAS APLICAÇÕES
PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
MOP
PASSIVO
175,088.44
580,905,504.66
CONTAS INTERNAS E DE REGULARIZAÇÃO
23,804,276.52
PROVISÕES PARA RISCOS DIVERSOS
13,609,270.52
CAPITAL
50,000,000.00
RESERVA LEGAL
RESERVA ESTATUTÁRIA
DESPESAS DE INSTALAÇÃO
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO
OUTRAS RESERVAS
2,279,932.98
OUTROS VALORES IMOBILIZADOS
CONTAS INTERNAS E DE REGULARIZAÇÃO
26,758,545.49
TOTAIS
1,023,659,961.66
1,214,283.91
1,065,649.07
26,758,545.49
56,327,502.19
CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS
MONTANTE
VALORES RECEBIDOS EM DEPÓSITO
VALORES RECEBIDOS PARA COBRANÇA
VALORES RECEBIDOS EM CAUÇÃO
GARANTIAS E AVALES PRESTADOS
CRÉDITOS ABERTOS
ACEITES EM CIRCULAÇÃO
VALORES DADOS EM CAUÇÃO
MOP
Crédito
MONTANTE
3,194,390.55 PROVEITOS DE OPERAÇÕES ACTIVAS
PROVEITOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS
PROVEITOS DE OUTRAS OPERAÇÕES
BANCÁRIAS
8,176,912.00 RENDIMENTOS DE TÍTULOS DE CRÉDITO E
782,425.82 DE PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
224,944.24 OUTROS PROVEITOS BANCÁRIOS
151,182.48 PROVEITOS INORGÂNICOS
3,198,683.20 PREJUÍZOS DE EXPLORAÇÃO
85,265.60
(5,458,858.23)
OUTROS CUSTOS BANCÁRIOS
IMPOSTOS
CUSTOS INORGÂNICOS
DOTAÇÕES PARA AMORTIZAÇÕES
DOTAÇÕES PARA PROVISÕES
26,361,938.17
7,321,094.02
1,395,086.14
21,422,017.90
TOTAIS
CONTA DE LUCROS E PERDAS
MONTANTE
21,422,017.90
PREJUÍZO DE EXPLORAÇÃO
PERDAS RELATIVAS A EXERCÍCIOS
ANTERIORES
MONTANTE
Crédito
LUCRO DE EXPLORAÇÃO
LUCROS RELATIVOS A EXERCÍCIOS
2,055,608.20
LUCROS EXCEPCIONAIS
DOTAÇÕES PARA IMPOSTOS SOBRE
(29,264.00)
LUCROS DO EXERCÍCIO
DOTAÇÕES ADICIONAIS PARA
56,500,136.23
MOP
ANTERIORES
PERDAS EXCEPCIONAIS
PROVISÕES UTILIZADAS
RESULTADO DO EXERCÍCIO (SE NEGATIVO)
19,337,145.70
PROVISÕES CONFORME RJSF
RESULTADO DO EXERCÍCIO
(SE POSITIVO)
TOTAIS
Henry Brockman
Gerente Geral, Sucursal de Macau
Síntese do Parecer dos Auditores Externos
TOTAIS 56,500,136.23
Débito
Em 2009, as actividades bancárias na área de banca de empresas registaram um prejuízo líquido de MOP19,4
milhões, devido a empréstimos a mutuários baseados em Hong Kong, resultando, por sua vez, na necessidade
de constituir certas provisões pelo sucursal de Macau. Todavia, com excepção desta ocorrência excepcional,
o respectivo desempenho global continuou a melhorar, tendo o banco registado um lucro operacional antes
de imposto e provisões de MOP18,4 milhões - um crescimento de 44% em relação ao ano anterior - enquanto
que diminuímos os adiantamentos aos clientes para MOP740 milhões, de modo a permitir um crescimento
mais estável em 2010.
Queremos exprimir os mais sinceros agradecimentos ao Governo da Região Administrativa Especial de Macau,
bem como ao nosso pessoal, clientes e instituições financeiras homólogas, pelo apoio e espírito de cooperação
que nos foi atribuído durante o ano passado.
871,908.37
45,273,282.20
LUCRO DA EXPLORAÇÃO
Síntese do Relatório de Actividade
300,162.92
CONTA DE EXPLORAÇÃO
OUTROS CUSTOS COM O PESSOAL
FORNECIMENTOS DE TERCEIROS
SERVIÇOS DE TERCEIROS
967,332,459.47
A alteração do nome do Banco para CITIC Bank International Limited (“CBI”), marca a integração da
actividade bancária comercial do grupo CITIC numa única empresa e reforça o objectivo do Banco em se
tornar no “China Bank of Choice” (O Banco Preferido na China), desenvolvendo, ao mesmo tempo, o seu
papel como a plataforma bancária internacional do China CITIC Bank. Em Macau, o Banco irá retomar o
desenvolvimento do seu negócio aumentando a carteira de empréstimos de alta qualidade, bem como o
potencial dos seus produtos denominados em RMB, de modo a aproveitar as oportunidades decorrentes do
papel de Macau na promoção da internacionalização do RMB.
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO DE 2009
DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO
REMUNERAÇÕES DE EMPREGADOS
ENCARGOS SOCIAIS
(19,337,145.70)
No segundo semestre de 2009, a economia mundial começou a mostrar sinais de recuperação, embora de forma
irregular. Devido ao apoio decorrente da robusta política económica do Governo Central da China, a economia
de Macau voltou a crescer no quarto trimestre do ano passado, tendo o número de visitantes e investimentos
internos também aumentado. Ao mesmo tempo, irão surgir enormes oportunidades de crescimento para Macau
em diversificar a sua economia, integrar-se ainda mais na região do Delta do Rio das Pérolas, assim como
envolver-se no desenvolvimento da Ilha da Montanha.
VENDAS A PRAZO
OUTRAS CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS
CUSTOS DE OPERAÇÕES PASSIVAS
CUSTOS COM PESSOAL:
REMUNERAÇÕES DOS ÓRGÃOS
(19,337,145.70)
TOTAIS
5,529,200.21
3,124,136,682.76
75,725,271.30
COMPRAS A PRAZO
MONTANTE
RESULTADO DO EXERCÍCIO
MOP
86,105,065.95
Débito
87,413,547.04
RESULTADOS TRANSITADOS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
967,332,459.47
21,392,753.90
Gerente Geral, Sucursal de Macau
Henry Brockman
pág 6 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
TOTAIS 21,392,753.90
O Chefe da Contabilidade
Lao Kam Iao
Para a gerência do CITIC Ka Wah Bank Limited, Sucursal de Macau
(Sucursal de um banco comercial de responsabilidade limitada, incorporado
na Região Administrativa Especial de Hong Kong)
Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras do CITlC Ka Wah Bank Limited, Sucursal de Macau
relativas ao ano de 2009, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região
Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 7 de Maio de 2010, expressámos uma opinião
sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo.
As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro
de 2009, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações na conta da sede e a demonstração de
fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas contabilísticas relevantes e outras
notas explicativas.
As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras
anuais auditadas e dos livros e registos do sucursal. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas
são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e os livros e
registos do sucursal.
Para a melhor compreensão da posição financeira do sucursal e dos resultados das suas operações, no período e.
âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente
com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.
Lei Iun Mei, Auditor de Contas
KPMG
Macau, aos 7 de Maio de 2010
A par com o crescimento
económico avolumam-se as
doações monetárias às várias
instituições sociais do território.
Mas, abrir os cordões à bolsa
parece bem mais fácil do que
abrir o coração às realidades
fracturantes e incluir, ou
“abraçar”, as pessoas afectadas
pelo vírus do HIV no seio
da comunidade é ainda uma
revolução em curso
o caso da prevenção e combate ao
vírus do HIV em Macau, o problema
não reside no erário público mas na
engrenagem pouco oleada dos processos de
decisão, diz a Associação de Reabilitação de
Toxicodependentes de Macau (ARTM).
Por aqui a SIDA não afecta muita gente mas a prevenção não pode afrouxar, sob
pena de que a situação se altere de um dia
para o outro. No sábado, a Universidade de
Macau recebeu representantes de vários organismos sociais, especialistas das Nações
Unidas e estudantes, que querem dilatar a
consciencialização da população sobre um
problema sério que ainda é tabu.
Macau tem sorte, disse ao JTM Gray
Sattler, especialista das Nações Unidas no
combate ao vírus do HIV. A sua opinião
sustenta-se na “revista” que passou aos
centros do território, incluindo ao Instituto
de Acção Social (IAS) e ao Centro da ARTM.
Depois de falar com os responsáveis, Sattler
sentiu que “os organismos estão dispostos a
accionar fundos” ao contrário do que acontece noutras regiões da Ásia onde os cofres
públicos não oferecem a mesma segurança
e as necessidades são todas prioridades.
“De país para país, os investimentos têm
diferentes alvos. Em Macau, por aquilo que
averiguei, os fundos não são o problema – o
desafio passa por encaixar o dinheiro em projectos que realmente garantam resultados”,
assegurou o mesmo responsável. E quais seriam? “Programas como os da ARTM, que se
focam na prevenção. A abordagem aos problemas de saúde pública difere do investi-
Participantes em campanha sobre SIDA contaram experiências vividas nas ruas de Macau
mento em equipamentos ou infra-estruturas
hospitalares comuns porque a prevenção é o
caminho para que, a longo prazo, se reduza a
prevalência dessas doenças”, frisou.
Além de servir como difusor de alertas,
a conferência fez o balanço da actividade
lançada pela ARTM no passado mês de Março na qual grupos de voluntários andaram a
perguntar às pessoas: “dar-me-ias um abraço se soubesses que eu tinha SIDA?”.
A campanha, segundo os participantes na actividade, correu bem mas as “questões culturais” tornam ainda os locais um
pouco renitentes a receber “abraços de desconhecidos”. Gilbert Humphrey, jornalista
do “Macau Post Daily” que participou no
projecto na Taipa, contou que um dos transeuntes abordados mostrou-se até receptivo
em parar para tentar entender a iniciativa
mas, depois de ler o panfleto, acabou por se
afastar “agitando as mãos em negação”.
Da experiência ficaram vários ensinamentos e algumas sugestões para próximas
mobilizações. Convidar as pessoas para
uma palestra elucidativa que anteceda os
abraços, parece ter ficado marcado na agenda. O problema, contudo, tem raízes mais
profundas. Na sessão da manhã discutiramse as divergências culturais que podem estar na base da pouca abertura da população
oriental em relação a este problema.
A introspecção e o quase estoicismo
do Oriente são sustentados por numa necessidade de entender minuciosamente o
que está em causa antes de tomar uma posi-
ção. Facto que leva a que a educação apareça citada no topo de todas as listas como o
investimento potencialmente mais frutífero
da acção das instituições.
TABU. Hans Gaasemyr, representante do
Programa das Nações Unidas contra a SIDA
(UNAIDS) na China disse que o tabu já foi
muito maior, pelo menos no Continente.
“Está a ficar muito melhor. Temos que ser
justos e dizer que o compromisso do Governo chinês com este flagelo é muito forte. Há
uma iniciativa de espalhar essa preocupação
a todo o país. Vê-se também cada vez mais
nos meios de comunicação – problemas a
serem retratados de forma instruída e bem
dirigida. Há também mais campanhas, muito mais informação está a circular. É agora
menos tabu”, referiu o responsável ao JTM.
Gaasemyr facultou ainda o último “ín-
dice de estigma” feito pela UNAIDS. Não
são números de incidência da doença mas
não deixam de assustar. Das cerca de 2.000
pessoas chinesas portadoras da doença entrevistadas, 49,4% relataram que o que lhes
custa é “não os deixarem estar perto das
crianças” enquanto cerca de 62,1% (dois em
cada três inquiridos) revelaram ter vergonha da sua condição. Quase 75% vivem um
permanente sentimento de culpa.
Já na opinião de Gray Sattler, “há ainda
muita reserva”. Não apenas na China mas
em toda a Ásia, por isso “não surpreende”
que as pessoas demonstrem alguma relutância em abraçar quem não conhecem, não
lhes parece “culturalmente apropriado”.
Mas a evolução é óbvia. “Há 15 anos,
as pessoas nem sequer se referiam a doenças sexualmente transmissíveis. Para algumas culturas, é muito complicado o homem
e a mulher falarem abertamente de questões relacionadas com a sua sexualidade. É
um factor a ter em conta quando abordamos o problema e delineamos campanhas”.
Contudo, “a segregação não deixou de se
fazer sentir” e o especialista considera que,
muitas vezes, a população tende a referir-se
aos toxicodependentes ou aos homossexuais como “os outros”.
A incidência da SIDA na Ásia, porém,
não é das mais graves. Hans Gaasemyr disse que “se pensarmos na ‘enorme China’,
com uma população de 1.3 mil milhões,
onde cerca de 740 mil chineses estarão infectados, é um número muito pequeno.
Qualquer coisa como 0.05% da população”.
Mas “se pensarmos que há certas áreas, comunidades, segmentos da sociedade que
são muito afectados e onde o vírus se espalha com facilidade há aqui um potencial perigosíssimo de disseminação”, ressalvou.
Novo centro da ARTM para mais de 25 pessoas
A Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) faz um pouco
de tudo – gere o centro de reabilitação, leva programas de prevenção às escolas,
troca cerca de 150 a 200 seringas por dia, mas tem falta de pessoal, garante Augusto
Nogueira. “Simplesmente não há recursos humanos que queiram trabalhar na área
da toxicodependência, ou sequer disponíveis para aprender, que saibam o básico e
queiram vir aprender com ‘o trabalho de campo’. As pessoas não estão para aí viradas,
o estigma é grande”, disse o presidente da ARTM. A localização do novo centro “ainda
não se pode revelar”, mas “já tudo aprovado com o Secretário” e as obras deverão
começar ainda este ano, segundo o mesmo responsável, que adiantou que as novas
instalações “têm que estar preparadas para pelo menos mais 25 pessoas”. Igualmente
“essencial” é o Centro de Acolhimento para Mulheres. Apesar de não terem sido
adiantados pormenores, também este projecto já tem luz verde do Executivo.
“Rei de Bollywood” com “marca” própria
No dia em completou
24 anos, Victor Kumar,
dançarino e coreógrafo,
cumpriu o sonho da sua
ainda curta vida. Lançou
“a sua marca” que,
pode garantir aos seus
alunos a emissão de um
“atestado” de aptidão
para as pistas de dança
certificado pelo “Rei de
Bollywood”
V
ictor! Victor!”, exigiam os
“walkie-talkies”
roucos,
sem resposta. O “Victor”
estava ainda a arranjar a indumentária com que iria apresentarse no seu jantar de aniversário.
Fato branco, gravata preta – hoje
o tema, diz ele, é “O Padrinho”.
Nos camarins ninguém se
entende e Victor Kumar corre para
quem quer que o chame, antes de
se sentar junto ao espelho da ma-
quilhagem. Como num retrovisor,
para lá da mítica fila de luzinhas
redondas muito amarelas, vêem-
se as dançarinas que farão parte
do grupo a treinar os movimentos. Victor Kumar supervisiona
tudo pelo canto do olho.
O jovem que ficou conhecido
no território pelas suas danças indianas, ao estilo de “Bollywood”
alcançou um sonho antigo: “Isto
é o meu destino, nasci para fazer
isto, estive a minha vida toda à
espera deste momento”, assevera
com indisfarçável nervosismo.
Victor Kumar tem agora o
seu estilo de dança patenteado.
A partir de agora, passa a atribuir
diplomas aos alunos que quiserem
aprender com ele as mais diversas
artes do mundo do entretenimento. Em parceria com o estúdio de
“Yoga World”, onde dá cerca de
15 aulas semanais, Kumar lançou
a marca “DancersIdol”, uma companhia de “realização de sonhos”,
como ele mesmo descreve.
Mediante um intensivo plano de aulas e duas avaliações, os
alunos vão poder tornar-se, entre
outras coisas, instrutores de dança,
dançarinos especializados em determinado estilo ou ainda directores de dança para palco ou “ecrã”.
Victor Kumar já recebeu propostas de “Londres, Hong Kong,
Banguecoque e de cidades dos
EUA” e o seu sonho, admite, “é a
internacionalização”. A ideia passa
por estabelecer parcerias idênticas
com a que acordou com a “Yoga
World” e passar certificados em
todo o mundo. Para já, no entanto,
garante que se sente “muito bem
em Macau”, que “tem muita dedicação para retribuir” e que “um
reino não pode ficar sem rei”.
Kumar vai dirigir vários
“workshops” que vão dos tributos
a Michael Jackson com passos de
“moonwalker” até ao “Bollywood
Bhangra”, uma fusão de passos
tradicionais indianos com as mais
actuais correntes de “hip-hop” e
“house”.
A.R.F.
jornal tribuna de macau Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 7
ATFPM PREMEIA ALUNOS. A ATFPM voltou a entregar
prémios de incentivo escolar, para celebrar o Dia
Mundial das Crianças. Este ano foram premiados
80 alunos, que tiveram as melhores notas.
publicidade
local
CRIANÇAS VISITAM PRISÃO. O Estabelecimento Prisional
de Macau organizou um “dia recreativo”, a propósito
do Dia Mundial da Criança. A iniciativa juntou 16
crianças, entre os 4 e os 12 anos, com os seus pais.
CHINA JÁ ESCOLHEU CASAL PARA OFERECER À RAEM
80 milhões para alojar pandas
BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS, S.A.
SUCURSAL OFFSHORE DE MACAU
BALANÇO ANUAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009
MOP
ACTIVO
PROVISÕES
AMORTIZAÇÕES E
MENOS – VALIAS
ACTIVO BRUTO
CAIXA
ACTIVO
LÍQUIDO
42,264.31
42,264.31
-
-
26,646.22
DEPÓSITOS NA AMCM
VALORES A COBRAR
DEPÓSITOS A ORDEM NOUTRAS INSTITUIÇÕES DE
26,646.22
3,056,983.35
CRÉDITO NO TERRITÓRIO
3,056,983.35
9,176,377.68
DEPÓSITOS A ORDEM NO EXTERIOR
OURO E PRATA
MOP
PASSIVO
9,176,377.68
DEPÓSITOS A ORDEM
19,506,307.03
DEPÓSITOS C / PRÉ-AVISO
-
DEPÓSITOS A PRAZO
942,565,210.17
CRÉDITO CONCEDIDO
APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
3,022,595,291.74
3,022,595,291.74
-
-
NO TERRITÓRIO
DEPÓSITOS COM PRÉ-AVISO E A PRAZO NO EXTERIOR
ACÇÕES, OBRIGAÇÕES E QUOTAS
APLICAÇÕES DE RECURSOS CONSIGNADOS
DEVEDORES
OUTRAS APLICAÇÕES
195,350,440.00
195,350,440.00
88,096.78
88,096.78
RECURSOS DE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO NO TERRITÓRIO
-
RECURSOS DE OUTRAS ENTIDADES LOCAIS
2,190,198,905.00
EMPRÉSTIMOS POR OBRIGAÇÕES
CREDORES POR RECURSOS CONSIGNADOS
CHEQUES E ORDENS A PAGAR
133,840.24
CREDORES
571,069.21
EXIGIBILIDADES DIVERSAS
19,873.00
CONTAS INTERNAS E DE REGULARIZAÇÃO
2,190,923,687.45
7,011,516.28
PROVISÕES PARA RISCOS DIVERSOS
PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
962,071,517.20
DEPÓSITOS DE SECTOR PÚBLICO
EMPRÉSTIMOS EM MOEDAS EXTERNAS
OUTROS VALORES
TOTAL
SUB-TOTAIS
36,262,987.56
Os pandas oferecidos pela
China à RAEM já têm números.
Os exemplares “717” e “710”
da Reserva de Chengdu vão
ficar instalados no Parque de
Seac Pai Van, numa casa que vai
custar cerca de 80 milhões de
patacas
A
s autoridades da China já decidiram
quais são os dois pandas gigantes
que vão oferecer a Macau por ocasião do décimo aniversário da transferência
de soberania.
Numa visita da Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, a Chengdu, capital da província de Sichuan, foi revelado que as obras em Macau para acolher o
casal de pandas já tiveram início e que vão
custar cerca de 80 milhões de patacas.
A nova casa do casal de pandas está
a evoluir no parque de Seac Pai Van, em
Coloane, e deverá estar concluída em Setembro deste ano. Para já, os pandas estão
identificados apenas pelos números da genealogia definida pela da Base de Pesqui-
sa e Reprodução de Pandas Gigantes de
Chengdu - “717”(macho) e “710” (fêmea).
Além da “casa” para os pandas, Macau procura ainda um nome para o casal
de ursos que chegam ao território dentro
de meses e que correspondem a uma oferta
“chinesa” para celebrar o regresso de Macau ao exercício da soberania da República
Popular da China.
Raymond Tam Vai Man, presidente do
Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau (IACM), responsável pelas obras, sublinhou na visita da Secretária
para a Administração e Justiça os projectos
de divulgação sobre os pandas gigantes,
incluindo o portal eletrónico que estará disponível a 1 de Junho e as actividades para
a selecção do nome dos pandas, a iniciar no
próximo dia 8 de Junho.
O IACM assinou um protocolo de cooperação com a Base de Pesquisa e Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu no domínio da gestão e criação de pandas e ainda
de investigação e ciência, estabelecendo relações de cooperação a longo prazo.
Em Chengdu, a delegação de Macau
reuniu-se com responsáveis do Gabinete
para os Assuntos de Hong Kong e Macau
do Conselho de Estado, da Direcção Estatal
das Florestas, do Gabinete de Ligação do
Governo Central na RAEM, e do Governo
da Província de Sichuan.
Tal como em Hong Kong, o Governo
chinês decidiu presentear o território com
pandas gigantes no décimo aniversário do
retorno do exercício da soberania vincando
a vertente chinesa da cidade que mistura o
lado oriental e ocidental da sua vivência.
CAPITAL
IMÓVEIS
1,874,764.98
EQUIPAMENTO
CUSTOS PLURIENAIS
(1,386,484.93)
488,280.05
DESPESAS DE INSTALAÇÃO
CARROS MARREIROS TAMBÉM DEFENDE REGRESSO DO PAVILHÃO
RESERVA LEGAL
RESERVA ESTATUTÁRIA
OUTRAS RESERVAS
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO
257,418.88
(108,908.00)
3,246,538,232.34
(1,495,392.93)
OUTROS VALORES IMOBILIZADOS
14,069,948.39
CONTAS INTERNAS E DE REGULARIZAÇÃO
TOTAIS
CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS
148,510.88
14,069,948.39
VALORES DADOS EM CAUÇÃO
COMPRAS A PRAZO
VENDAS A PRAZO
OUTRAS CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS
6,864,942.60
Apesar do carácter global da crise financeira internacional, as economias da Região Ásia Pacífico foram das menos atingidas
no contexto da economia mundial para o que contribuiu, de forma significativa, a política macroeconómica adoptada pela
China. A actividade da Sucursal beneficiou deste facto devido ao posicionamento da sua carteira de crédito na Região.
4,463,550.00
A Sucursal manteve a sua política de suporte às actividades das diferentes redes comerciais do Grupo Mbcp sempre que
estas se dirigiram à região asiática, nomeadamente, através da oferta de soluções comerciais e de apoio directo a Clientes
do Grupo com actividade na China. Neste âmbito e em articulação com o Escritório de Representação em Cantão (China)
foram desenvolvidas várias iniciativas conducentes à divulgação do Mbcp como uma plataforma de negócios entre a China
e os PALOPs.
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO DE 2009
CONTA DE EXPLORAÇÃO
CUSTOS DE OPERAÇÕES PASSIVAS
MOP
Crédito
MONTANTE
52,051,263.72 PROVEITOS DE OPERAÇÕES ACTIVAS
PROVEITOS DE SERVIÇOS BANCÁRIOS
PROVEITOS DE OUTRAS OPERAÇÕES
CUSTOS COM PESSOAL
REMUNERAÇÕES DOS ÓRGÃOS
DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO
94,881,593.72
10,203,468.62
BANCÁRIAS
3,252,000.80 RENDIMENTOS DE TÍTULOS DE CRÉDITO
2,160.00 E DE PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
68,121.70 OUTROS PROVEITOS BANCÁRIOS
REMUNERAÇÕES DE EMPREGADOS
ENCARGOS SOCIAIS
OUTROS CUSTOS COM O PESSOAL
FORNECIMENTOS DE TERCEIROS
910,980.94
3,685.48
148,845.01 PROVEITOS INORGÂNICOS
1,088,079.33 PREJUÍZOS DE EXPLORACÃO
SERVIÇOS DE TERCEIROS
OUTROS CUSTOS BANCÁRIOS
IMPOSTOS
40,050.44
TOTAIS 106,039,779.20
MONTANTE
MONTANTE
Crédito
48,774,824.42
LUCROS RELATIVOS A EXERCÍCIOS
ANTERIORES
PERDAS EXCEPCIONAIS
1,693.50
DOTAÇÕES PARA IMPOSTO SOBRE LUCROS
DO EXERCÍCIO
RESULTADO DO EXERCÍCIO
(SE POSITIVO)
ANTERIORES
LUCROS EXCEPCIONAIS
-
PROVISÕES UTILIZADAS
RESULTADO DO EXERCÍCIO (SE NEGATIVO)
48,774,824.42
TOTAIS 48,774,824.42
O TÉCNICO DE CONTAS
O DIRECTOR GERAL,
________________________________
ANTÓNIO LAU
_______________________________
JOSÉ JOÃO PÃOSINHO
pág 8 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
Para a gerência do Banco Comercial Português - Sucursal Off·shore (Macau)
(Sucursal de um banco comercial de responsabilidade limitada, incorporado em
Portugal)
Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras do Banco Comercial Português Sucursal Off-shore (Macau) relativas
ao ano de 2009, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial
de Macau. No nosso relatório, datado de 28 de Abril de 2010, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às
demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo.
As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2009, a
demonstração de resultados e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas
contabilísticas relevantes e outras notas explicativas.
As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas
e dos livros e registos da sucursal. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os
aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e os livros e registos da sucursal.
48,773,130.92
TOTAIS
Os custos operativos da Sucursal totalizaram MOP4,9 milhões (-5,9%), reflexo da uma política de contenção de custos
adoptada em 2009 face à conjuntura internacional.
Síntese do Parecer dos Auditores Externos
MOP
LUCRO DE EXPLORAÇÃO
PERDAS RELATIVAS A EXERCÍCIOS
O Cash-Flow da actividade da Sucursal em 2009 atingiu MOP49 milhões (+15,1%) e os Resultados do Exercício cifraramse em MO48,7 milhões (+31,6%).
TOTAIS 106,039,779.20
CONTA DE LUCROS E PERDAS
Débito
No final de 2009, o total do Activo atingia o valor de MOP3.245 milhões, a Carteira de Crédito cifrava-se em MOP3.022,5
milhões e a Carteira de Depósitos de Clientes atingia MOP962,1 milhões.
A Direcção da Sucursal
48,774,824.42
PREJUÍZO DE EXPLORAÇÃO
O posicionamento da Sucursal e a estratégia de negócios adoptada desde 2006 permitiu a continuação do crescimento dos
resultados de exploração observado ao longo dos últimos anos.
Por último, desejamos agradecer aos nossos Clientes, aos Colaboradores da Sucursal e às competentes Autoridades de Macau
a confiança depositada na Sucursal Offshore de Macau do Banco Comercial Português. S.A.
84,423.73
239,462.00
-
LUCRO DA EXPLORAÇÃO
Face à estratégia de posicionamento da Sucursal como plataforma de negócios foram estabelecidos acordos de cooperação
com Instituições Chinesas visando a dinamização das relações comerciais entre clientes do grupo Mbcp e empresas chinesas.
Salientem-se os acordos de cooperação assinados com o ICBC Macau, o Gabinete Financeiro do Município de Cantão e a
Associação de Promoção da Economia e Investimento de Cantão visando o apoio a empresas chinesas com actividade nas
geografias onde o Mbcp está presente e o apoio a empresas portuguesas com actividade na China.
No ano em análise, a Sucursal participou activamente nas iniciativas das Autoridades da R.A.E. de Macau no âmbito da
política “Macau como Plataforma Internacional de Negócios”.
264,898.49
65,700.00
CUSTOS INORGÂNICOS
DOTAÇÕES PARA AMORTIZAÇÕES
DOTAÇÕES PARA PROVISÕES
Durante o ano de 2009, a actividade da Sucursal Offshore de Macau do Banco Comercial Português, S.A. centrou-se na defesa
da sua carteira de negócios através de uma estratégia defensiva face a uma conjuntura financeira internacional pouco favorável
apesar da estabilização do mercado de crédito internacional observada durante o 2º. Semestre do ano em análise.
3,993,900.00
882,717,574.98
MONTANTE
3,245,042,839.41
Síntese do Relatório de Actividade do Exercício de 2009
4,463,550.00
Débito
48,773,130.92
TOTAIS
MOP
4,103,123,402.12
GARANTIAS E AVALES PRESTADOS
CRÉDITOS ABERTOS
ACEITES EM CIRCULAÇÃO
48,773,130.92
RESULTADO DO EXERCÍCIO
3,245,042,839.41
MONTANTE
VALORES RECEBIDOS EM DEPÓSITO
VALORES RECEBIDOS PARA COBRANÇA
VALORES RECEBIDOS EM CAUÇÃO
43,274,503.84
RESULTADOS TRANSITADOS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
Para a melhor compreensão da posição financeira da sucursal c dos resultados das suas operações, no período e âmbito
abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações
financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.
Lei Iun Mei, Auditor de Contas
KPMG
Macau, aos 28 de Abril de 2010
História justifica vinda do “Coelhinho”
O pavilhão de Macau na Expo 2010, em
Xangai, deveria regressar a “casa” no
final do certame para ficar exposto como
memória da primeira participação no
evento da região sob administração chinesa,
defende o arquitecto Carlos Marreiros
M
acau participa pela primeira vez na Exposição
Mundial como Região Administrativa Especial da
China e quando esse mesmo país está a organizar
a maior Expo de sempre: há, por isso, razões históricas para
que o pavilhão de Macau regresse ao território”, sublinhou
o autor do projecto, Carlos Marreiros, em declarações à
Agência Lusa.
A ideia de trazer o pavilhão da “Lanterna do Coelhinho” para Macau foi lançada recentemente por alguns deputados e outras personalidades do território, durante uma
visita à Expo, em Xangai, liderada pelo Chefe do Executivo.
Essa opinião é partilhada pelo arquitecto, mas o Governo
da região salientou que a possibilidade terá ainda de ser
estudada.
Ao constatar a “simpatia que o pavilhão tem gerado
pela população de Macau, do continente chinês e no mundo da arquitetura”, Marreiros propõe que a “Lanterna do
Coelhinho” fique exposta num dos parques verdes que serão construídos na zona ribeirinha do território como uma
“mini-mostra” da História de Macau para locais e turistas.
“Não tenho dúvidas de que iria beneficiar o tecido urbano, animar uma zona verde e continuar a dar vida a um
projecto que tem sido reconhecido”, salientou o arquitecto
ao realçar que o pavilhão “é desmontável, além de ser construído em materiais recicláveis, amigos do ambiente”.
Numa fase inicial, propõe Marreiros, o pavilhão manteria os conteúdos da Expo, que procuram dar a conhecer
Macau desde a chegada dos portugueses até à actualidade,
para os que não tiveram oportunidade de o visitar no certame, em Xangai, mas posteriormente seria adaptado.
O arquitecto defende a introdução de painéis solares
no exterior do pavilhão, como previa o projecto inicial e
que não se concretizou por ter sido considerado um “grande investimento para apenas seis meses”, uma medida que
considerava positiva ao observar que o “Governo deve dar
o exemplo em termos de promoção das energias verdes na
região”.
JTM/Lusa
CREATIVE LANÇA NOVO CONCURSO
Um desafio com som e imagem
Os criativos das áreas do design
de som e design de imagem
vão ser desafiados a realizar
uma produção audiovisual, no
âmbito dum novo concurso da
“Creative”
A
Creative Macau vai lançar amanhã,
pelas 11 horas, o primeiro concurso
audiovisual “Sound & Image Challenge”.
A fase de registo estende-se até ao dia
30 desse mês e as inscrições só podem ser
feitas através da Internet.
O objectivo é promover as indústrias
criativas locais, e aproximar criativos das
áreas do design de som e design de imagem. Além da Creative, o concurso, que
terá um carácter anual, conta com a colabo-
ração de Solid Sounds, Ltd., LOCO creative
works, Associação de Macau de Audio-Visual CUT.
Segundo a organização, este concurso oferece a profissionais e amadores com
competências no domínio da concepção de
imagem animada, a oportunidade de constituírem equipas de produção com outros
membros que em contrapartida possuam
conhecimentos técnicos de som.
Cada equipa deverá submeter uma
produção audiovisual de 90 segundos a
três minutos de duração, cuja mensagem
deverá ter características de campanha publicitária ou de anúncio para um serviço
público e deverá ser coerente com a proposta escrita. O desafio é aberto a todas as pessoas
de qualquer nacionalidade e de todas as
idades. Apenas é necessário que o responsável do grupo possua o BIR ou título de
identificação de trabalhador não residente.
Cada equipa deverá fazer-se representar por um membro que será o seu portavoz e reunirá com a organização durante a
produção nas seguintes datas: 17 de Julho,
17 de
Depois da produção, - 1 de Julho a
30 de Setembro – todos os grupos devem
entregar dois exemplares individuais em
DVD-ROM. Podem entregar pessoalmente
nas instalações da Creative Macau entre as
14 e as 19 horas ou por correio.
Os critérios de escolha dos vencedores são a qualidade e os conhecimentos
técnicos de design de imagem animada e
de som. Além disso, a aplicação efectiva
de conhecimentos técnicos e comunicação
eficiente da mensagem de acordo com a
proposta.
O painel de júris integrará a coordenadora da Creative, Lúcia Lemos, o presi-
dente do Instituto de Estudos Europeus de
Macau, José Luís de Sales Marques, o director executivo da Solid Sounds, Ltd., Victor
Garnier, o director artístico Ray Granlund,
Miguel Khan da Motion Graphic Designer,
e o realizador independente Vicent Hoi.
Relativamente aos prémios, serão
atribuídos quatro: “Best in Event Award”
(20 mil patacas), “Award for Best Moving
Image Design” (10 mil), “Award for Best
Sound Design” (10 mil) e “Public Favourite
Award” (10 mil).
Os patrocinadores do concurso são o
BNU, a Macau Closer, a Creative Macau, a
Candesign e a Macau Link. O projecto tem
ainda o apoio da Macau Business, do Macau Post Daily, do Macau Daily Times, do
Ponto Final e do Jornal Tribuna de Macau.
A cerimónia de entrega dos prémios e
a exposição estão agendadas para 4 de Dezembro.
jornal tribuna de macau Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 9
PRIMEIRA VITÓRIA DO ANO PARA
HAMILTON. Lewis Hamilton liderou uma
“dobradinha” da Red Bull-Renault e
garantiu a vitória no GP da Turquia, que
se disputou no circuito de Istambul.
desporto
PEPE APTO PARA O MUNDIAL. “As equipas médicas
da Seleção Nacional, do Real Madrid, Juan
Carlos Hernández e Carlos Diez, e o cirurgião
que operou Pepe, José Carlos Noronha decidiram
conceder alta clínica ao internacional português.
PM CHINÊS PRESSIONADO SEM SUCESSO. O primeiro-ministro
chinês, Wen Jiabao, continua a resistir a pressões da
Coreia do Sul e Japão para assumir uma posição crítica em
relação à Coreia do Norte, que investigadores internacionais
responsabilizaram pelo afundamento da «Cheonan».
actual
EXPLOSÃO EM MINA CHINESA. Uma explosão numa mina
de carvão na província de Hunan, causou 17 mortos,
anunciou a Xinhua, assinalando que a explosão ocorreu
no interior de um poço onde estava armazenado
dinamite e houve uma acumulação de gases nocivos.
MOURINHO APRESENTADO HOJE EM MADRID
PORTUGAL
Os homens por trás do treinador
Menos 10% nos Ministérios evitava
cortes no subsídio de desemprego
“Mérito é dele, nós só executávamos o que
nos pedia”, diz quem já trabalhou com o ‘Il
Speciale’
SÉRGIO PIRES
C
onsagrado como campeão europeu com o Inter, José
Mourinho está no topo do mundo e tem como próximo destino, já hoje, o Real Madrid. Tornou-se numa
espécie de treinador-modelo, desde que catapultou o FC
Porto para a ribalta europeia.
Em todo o caso, será o trabalho de Mourinho mérito individual ou caberá à sua entourage uma quota-parte do sucesso? Quem já trabalhou com ele, concorda que é necessária
uma equipa técnica forte para acompanhar o mestre, porém,
os méritos vão exclusivamente para um líder que assenta o
seu trabalho numa metodologia de treino inovadora (pressing e posse de bola) e numa relação de proximidade com os
jogadores… E por mérito próprio, como confessam os que
podiam reclamar uma maior dose de relevância para si.
Baltemar Brito, adjunto de José Mourinho no FC Porto
(de 2001/2 a 2003/4) e no Chelsea (de 2004/5 a 2007/8), revela ao DN que a relação entre Mourinho e a equipa técnica
era sempre feita na perpendicular e com total assentimento
dos seus colaboradores. “Os treinos são preparados por ele.
Tudo saía da cabeça dele e passava pela sua mão, nós só
executávamos o que ele pedia”, explica o brasileiro, cujo
contacto com Mourinho o fez mudar a perspectiva sobre
o futebol: “Quando era jogador, os treinos eram a matar
e os jogadores não gostavam. Portanto, quando terminei a
carreira e passei a treinador pensei que a solução fosse dar
treinos com bola. Foi o contacto com Mourinho que me fez
perceber que se podia motivar os jogadores de forma diferente. Ensinou-me exercícios sempre um determinado objectivo… Aprendi muito com ele”, conta Baltemar, que fez
parte do núcleo duro de Mourinho até o português ingressar no Inter.A opinião é corroborada por Carlos Mozer, que
ocupou precisamente as funções de adjunto na equipa técnica de Mourinho aquando do seu início de carreira, numa
curta passagem pelo Benfica. O ex-internacional brasileiro
sublinha a capacidade de “organização, controlo e sabedoria” que o técnico do momento impõe no dia-a-dia. “Nunca
conheci ninguém capaz de controlar tão bem um grupo. Ele
dava-me a responsabilidade de assumir algumas tarefas
com os jogadores, mas é lógico que as orientações partiam
dele e nós acedíamos sempre devido à grande capacidade
que ele demonstrava. Exigia o máximo respeito dos jogadores para com toda a equipa técnica. Além disso, sempre
me impressionou uma coisa: ele tem respostas para tudo e
questões para tudo”, sublinha Mozer, que salienta também
a preponderância de Mourinho na sua carreira como técnico principal: “Foi ele que me influenciou a tomar a decisão
de ser treinador e muitos exercícios que aprendi com ele
introduzi nas equipas em que trabalhei.”
28 mil euros por dia
José Mourinho terá à sua espera um contrato de dez milhões de euros por cada uma das quatro temporadas em que
orientará o histórico clube espanhol, o que faz dele o técnico mais bem pago do futebol mundial, sobretudo depois de
Scolari ter rescindido com o Bunyodkor, do Usbequistão, onde auferia 16,6 milhões de euros/ano. Na prática, na conta do
treinador português vai passar a entrar todos os meses cerca de 800 mil euros, o que equivale a dizer que o Real Madrid
pagará a Mourinho 28 mil euros por dia. E não se pense que a folha salarial de Mourinho cresceu desmesuradamente.
Nada disso. O treinador campeão italiano e da Europa auferia em Milão um ordenado líquido a rondar os 9,5 milhões de
euros ano, pelo que foi aumentado em “apenas” 500 mil euros... Isto sem falar nos prémios que vão estar à sua espera se
conseguir fazer renascer o histórico clube espanhol para as grandes conquistas internacionais e não só.
FC Porto também venceu e ultrapassou Lam Pak
Ka I deu passo de gigante
O Windsor Arch Ka I não
facilitou e no jogo grande da
sexta jornada venceu o Lam
Pak por 2-1, aumentando a
vantagem no topo da tabela.
Monte Carlo e FC Porto
também não desarmam e
somaram mais três pontos
TIAGO AZEVEDO
O
encontro entre Windsor Arch Ka I e
Lam Pak foi o grande atractivo da
sexta jornada da I Divisão do campeonato de futebol, com o conjunto orientado por Rui Cardoso a levar a melhor sobre
o campeão em título por 2-1.
Na sexta-feira, o jogo estava a ser
muito disputado a meio campo, mas com
o Windsor Arch Ka I a mostrar-se mais
atrevido. Todavia, poucas foram as oportunidades durante os primeiros 45 minutos,
com o árbitro a mandar toda a gente para os
balneários com o empate ainda em vigor.
Após o reatar da partida as equipas
surgiram mais soltas, mas também a jogar
de forma mais dura – o juiz da partida mostrou o cartão amarelo por oito vezes. Os golos, porém, só surgiram no último quarto
de hora do encontro.
Aos 77 minutos, o central Maximin
Wamba, que regressou ao onze de Rui Cardoso após lesão, subiu à área adversária e desfez
a igualdade. O exemplo foi prontamente seguido por Chan Kin Seng, que, quatro minutos mais tarde, ampliou a vantagem do Ka I.
O resultado, contudo, não estava ainda fechado. A dois minutos do apito final,
Iun Cheong Fai reduziu a desvantagem
para o conjunto orientado por Chan Man
Kin, obrigando o Ka I a não facilitar até que
o árbitro desse por terminado o encontro.
Com este resultado, o Ka I rechaçou o
perseguidor mais próximo, mas nem por
isso ficou muito mais folgado, visto que as
restantes equipas do topo da tabela também ganharam.
Jovens águias ganham experiência na RAEHK
Os jovens do Benfica de Macau não passaram da fase de grupos no Torneio Anual
de Futebol Juvenil realizado em Hong Kong, somando dois empates e três derrotas.
Rui Cardoso, coordenador das equipas do Benfica, assumiu ao JTM que seria muito
difícil ganhar em Hong Kong, atendendo a que as “águias”, com idades entre 10 e 12
anos, defrontaram equipas com atletas mais velhos. Por isso, destacou a importância
da equipa ter ganho experiência competitiva. No próximo domingo, a Casa do SLB
em Macau levará as três equipas de escalões inferiores a participar no mesmo
torneio. C.B.S.
pág 10 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
Vitória suada. No sábado, o FC Porto de Macau teve que suar para levar de
vencida a Selecção Sub-23 por 4-3. O jogo
foi tudo menos fácil para os azuis e brancos, que estiveram a perder por duas vezes
e terminaram a partida a jogar com nove
unidades. Loi Wai Hong foi a principal referência da Selecção Sub-23, terminando a
partida com um “hat-trick”.
Os pupilos da RAEM entraram da
melhor forma e colocaram-se em vantagem
logo aos seis minutos, com Loi a fazer o primeiro da conta pessoal. O FC Porto carregou no acelerador e foi atrás do prejuízo,
mas apenas conseguiu marcar aos 20 minutos, por intermédio de Marcus Tavares.
A igualdade, porém, durou muito pouco e a partida entrou num ritmo frenético.
Aos 23 minutos, Loi Wai Hong voltou a colocar a sua equipa em vantagem e, no minuto
seguinte, Iuri Capelo repôs a igualdade no
marcador. Aos 35 minutos o árbitro mostrou
o primeiro vermelho da tarde, com Alexandre Torrão a ir para o balneário mais cedo.
A segunda metade começou com um
ritmo mais lento, mas com ambas as equipas
a tentarem acercar-se da baliza adversária.
De acordo com valores do Orçamento, um
corte de 10% significaria poupança de cerca
de 56 milhões de euros. Partidos concordam
com apertar do cinto nos gabinetes do
Governo. PSD quer ministros a viajar em
segunda classe
RUI PEDRO ANTUNES
S
e os gabinetes ministeriais do Executivo de José Sócrates reduzirem as despesas de funcionamento em 10%,
o Estado poupa mais do que com os cortes aplicados
ao subsídio de desemprego. A medida de reduzir a despesa
em 10% - que foi este mês aplicada pelo Governo francês
- pouparia aos cofres do Estado português cerca de 56 milhões de euros. Um valor superior à redução conseguida
com a aplicação de novas regras no subsídio de desemprego: 40 milhões de euros.
Os partidos e o próprio Governo reconhecem que os
cortes nos ministérios têm de ser feitos, embora não arrisquem em defender uma percentagem. No entanto, há um
consenso generalizado de que é possível os ministérios
pouparem em gastos como carros, telemóveis, materiais de
secretaria e deslocações.
O deputado do PSD Jorge Costa - que esta semana
apresentou um conjunto de medidas de redução das despesas de funcionamento do Parlamento - disse ao DN que
espera que “os gabinetes ministeriais sigam o exemplo e
cortem também em despesas de funcionamento, como as
viagens de avião.” E questiona: “Se os deputados viajam
em segunda classe, porque é que os ministros também não
o hão-de fazer?”
Quanto ao PS, através do deputado João Galamba, reclama a autoria na ideia de cortar nas despesas dos ministérios. “A proposta é do Governo (no PEC), por isso, é óbvio
que a bancada está de acordo”, defende. Questionado sobre
Casa real também
aperta o cinto
Rei Juan Carlos pediu a primeiro-ministro Zapatero um corte, a partir
de Junho, no orçamento destinado anualmente às suas despesas.
SUSANA SALVADOR
A
crise económica afecta a todos e a Casa
Real espanhola está a ser pressionada
para apertar também o cinto. Em 2010,
o Rei Juan Carlos tinha previsto receber 8,9 milhões de euros para as suas despesas, de que não
precisa prestar contas. O pagamento é trimestral
e o Rei já terá pedido ao Governo, liderado por
José Luis Zapatero, que corte nesse valor a partir de Junho. O suplemento La Outra Crónica,
do jornal El Mundo, fez as contas e diz onde o
monarca pode poupar 1,7 milhões de euros.
O orçamento entregue ao Palácio da Zarzuela serve para pagar os únicos dois salários
da Casa Real: o de Juan Carlos e o do príncipe
herdeiro, Felipe. Além disse, cobre o ordenado
daqueles que trabalham directamente com a
monarquia, num total de 200 pessoas. Destes,
há funcionários que têm o salário equiparado
ao de ministros - como o chefe da Casa Real,
Alberto Aza - ou de secretários de Estado. Apesar do estatuto diferente, têm visto o ordenado aumentar na mesma proporção que estes e
agora devem vê-lo também diminuir. Zapatero
anunciou um corte de 15% nos salários dos altos cargos governamentais.
Os 8,9 milhões servem ainda para os gastos diários com alimentação na Zarzuela, as
viagens privadas, os carros particulares e, claro, com o vestuário. Neste ponto, o Rei já anda
a poupar há pelo menos 18 meses - o tempo
em que não encomenda um fato novo (de 2000
a 2500 euros) ao alfaiate Gonzalo López, segundo o El Mundo. Já a rainha Sofia e a nora
Letizia costumam repetir sem problemas os
JTM/DN
Máfias do Leste
na mira das polícias
ESPANHA
Mas foi preciso esperar dez minutos para
voltar a ver o marcador a mexer, com Alison
Brito a dar um ar da sua graça. O avançado
cabo-verdiano teve o dom de transmitir alguma segurança aos dragões, marcado aos
54 minutos e repetindo a dose aos 68.
A vencer por 4-2 o jogo parecia controlado, mas um único lance voltou a baralhar as
contas. Aos 72 minutos, o juiz da partida assinalou um penalti contra os azuis e brancos, a
castigar uma falta de Marcus Tavares, que viu
o segundo amarelo e foi expulso. Chamado a
converter, Loi Wai Hong fez o 4-3.
Com quase vinte minutos por jogar,
com nove jogadores e todas as substituições
feitas, o FC Porto viu-se obrigado a defender mais atrás, fazendo os possíveis para
aguentar o resultado. A estratégia resultou
e a equipa treinada por Daniel Pinto somou
mais três pontos, subindo para terceiro e estando agora à frente do Lam Pak.
Quem também não facilitou foi o
Monte Carlo, que agarrou o segundo lugar.
Também no sábado, os canarinhos levaram
a melhor sobre o conjunto da Polícia, por
duas bolas sem resposta.
Aos 17 minutos, António Piedade fez
o primeiro para o Monte Carlo, mas o golo
da tranquilidade só surgiu a cinco minutos
do final, através de Gilberto Ferreira, outro
dos jogadores brasileiros que esta época reforçaram a equipa de Firmino Mendonça.
Na restante partida da sexta jornada,
Kuan Tai e Hoi Fan ficaram-se pelo empate
a três bolas. Já o jogo entre o Pau Peng/Artilheiros e Va Luen acabou por ser adiado
devido à itensa chuva que caiu durante a
tarde de ontem.
A três jornadas do final do campeonato, o Ka I lidera com 16 pontos, seguido do
Monte Carlo e FC Porto, com 14 e 13 pontos, respectivamente. Em quarto está agora
o Lam Pak, com 12 pontos, mais cinco que
os Sub-23. Na segunda metade da tabela,
Hoi Fan soma cinco pontos, mais um do
que Kuan Tai, Polícia e Pau Peng (este último com menos um jogo). Já o Va Luen continua a segurar a lanterna vermelha, com
um único ponto e menos um jogo.
a hipótese de definir um corte de 10%, o deputado socialista garante que “a proposta do Governo é melhor que a
de Sarkozy porque apresenta medidas mais detalhadas
no combate à despesa. No final, se se fizer as contas até se
pode poupar mais [do que 10%]”.
O Bloco de Esquerda também é favorável a uma “racionalização da despesa”, desde que isso não signifique
despedimentos. Por outro lado, o deputado José Gusmão
explica que o BE pretende “apertar as regras ao nível da
contratação, para que não aconteçam situações como a desta semana em que o Ministério das Finanças contratou uma
pessoa a ganhar o dobro dos trabalhadores do quadro”.
Desde a discussão do Orçamento do Estado, que os bloquistas defendem uma redução nos gastos em serviços de
consultadoria, que dizem significar uma “fatia importante”
das despesas dos ministérios.
Apesar da vontade generalizada em cortar nas despesas, tendo em conta o Orçamento do Estado, os gastos
com os gabinetes dos ministérios aumentaram consideravelmente de 2009 para 2010 (ver texto ao lado).
O DN tentou saber se os ministérios estavam disponíveis para cortar determinado tipo de gastos, mas são poucos os que já executaram um plano de contenção da despesa. É, no entanto, impossível quantificar até que ponto o
Governo está a apertar o cinto.
Sabe-se, porém, que se os ministérios reduzissem em
10% a despesa total de 557 milhões que têm com os “gabinetes dos membros do Governo”, a poupança rondaria os
55,7 milhões de euros. As contas feitas pelo DN baseiam-se,
exclusivamente, no capítulo do Orçamento do Estado dedicado a este tipo de despesa.
mesmos vestidos.
Em 2006, a Casa Real espanhola teve um
orçamento de oito milhões de euros. Um valor
que subiu até 2009, alcançando os 8,9 milhões.
Perante os primeiros indícios da crise, Juan Carlos tinha pedido para que o valor se mantivesse este ano e agora aceita mesmo diminuí-lo. A
monarquia custa a cada espanhol 19 cêntimos.
Isto directamente, porque há outros gastos que
são assumidos por vários ministérios, como,
por exemplo, as viagens oficiais.
Ainda assim, a monarquia espanhola é
das mais baratas. A britânica custa 81 cêntimos
a cada britânico (orçamento de 48,8 milhões
de euros), enquanto a sueca ronda os 55 cêntimos (5,13 milhões em 2006). Em comparação,
a Presidência da República Portuguesa custa,
segundo o Orçamento do Estado 2010, 20,7 milhões de euros - 1,9 euros por português.
JTM/DN
Atenção especial a grupos que assaltam casas e pessoas nos
multibancos, utilizando métodos violentos.
SÓNIA SIMÕES
O
s grupos do Leste, organizados
em máfias, voltam a ser preocupação para as autoridades portuguesas. Não se fala em alarme, mas
há atenção redobrada. São indivíduos
oriundos da zona balcânica do Leste
da Europa, usam documentos fraudulentos e dedicam- -se a furtos junto às
caixas multibanco, em casas e viaturas.
Este é o grupo que nos últimos meses
mais tem dado trabalho ao Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras (SEF) dada
a sua capacidade de mobilização. Mas
não é o único: há outros grupos criminosos de estrangeiros no País que vêm
do Leste da Europa, do Médio Oriente,
do Brasil e de África.
Segundo o director adjunto do SEF,
Joaquim Pedro Oliveira, “não é possível
falar de uma escalada de violência cometida por estrangeiros ou imigrantes”.
A abertura das fronteiras e a livre circulação aumentam a presença de estrangeiros, e se a “criminalidade aumentou,
os crimes praticados por estrangeiros
também”, ressalva.
No entanto, é possível estabelecer rotas e associar certos grupos criminosos a alguns crimes. Há dez anos,
a grande preocupação focava-se nas
chamadas máfias do Leste (vindas da
Moldávia, Ucrânia e ex-repúblicas da
União soviética) que se dedicavam a
crimes contra a própria comunidade
residente em Portugal, como tráfico humano e extorsão com recurso a
grande violência.
Agora a ameaça é contra os portugueses. Segundo Joaquim Pedro
Oliveira, por um lado há um grupo de
cidadãos romenos que tem cometidos
crimes violentos como assaltos à mão
armada a ourivesarias. Por outro lado
há um grupo organizado oriundo da
zona dos Balcãs que não permite ainda
identificar os verdadeiros países de origem. “Usam documentos fraudulentos,
maioritariamente italianos, e têm uma
grande capacidade de mobilidade pela
Europa”, refere.
Por cá, praticaram já dezenas de
furtos de norte a sul: em casas, onde
às vezes são surpreendidos pelos
donos, em carros, junto a ATM e em
hipermercados com recurso a sacos
forrados a alumínio para não disparar
alarmes.
Outra preocupação das autoridades é um grupo organizado, com quartel-general no Médio Oriente, que se dedica a procurar noivas para indivíduos
de países como o Paquistão, Índia, Magrebe, Argélia, Egipto, Tunísia. Através
do casamento, podem mais tarde obter
a nacionalidade e circular livremente
pela União Europeia.
Há ainda registo no País de muitos crimes violentos praticados por
brasileiros, menos organizados, e alerta para o facto de poderem praticar
crimes por encomendas. O tráfico de
droga está mais associado aos cidadãos
africanos.
JTM/DN
jornal tribuna de macau Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 11
Dito
opinião
“Nem Cavaco, nem Alegre prometem nada de
bom a Portugal. A nossa desgraça é que não
há outros.”
Vasco Pulido Valente in “Público”
opinião
Há 20 anos
MOBÍLIAS E BRINQUEDOS NO FÓRUM
PICOAS
Os lisboetas podem desde ontem tomar
contacto com o que de melhor se produz
em Macau nos sectores do mobiliário e dos
brinquedos em duas exposições que estarão
patentes no Fórum Picoas. Numa iniciativa da
Direcção dos Serviços de Economia integrada
na Quinzena de Macau em Lisboa, a mostra,
levou a Lisboa os produtos de oito dos mais
importantes fabricantes de mobiliário clássico e
de brinquedos do Território.
Num verdadeiro contraste de gerações,
mobiliário em pau-rosa ou em teça trabalhado
pelas mãos hábeis dos artesãos de Macau surge
no Fórum Picoas lado a lado com a imaginação
imposta nos brinquedos inspirados nas
aventuras de ficção, o que da bem a ideia da
versatilidade do sector exportador do Território.
Inaugurada pelo secretário-adjunto para a
Educação e Administração, Jorge Coelho, e pelo
presidente da Assembleia Legislativa, Carlos
d’Assumpção, esta mostra levou uma vez mais
às ruas da capital o toque oriental da dança do
leão, vivificado por um dos administradores dos
CTT.
Em simultâneo com a exposição do
mobiliário e dos brinquedos, foi inaugurada
também no Fórum Picoas uma mostra filatélica
, reunindo colecções dos Correios de Macau,
algumas das quais revestidas da raridade que as
afastam desde há muito dos olhares do público.
De acordo com o responsável pelo
departamento de promoção às exportações do
governo de Macau, Pedro Gomes, pretende-se
com esta exposição no Fórum Picoas, dar uma
ideia das reais potencialidades de dois sectores
que se revestem de uma importância crescente
para a economia do Território. Pedro Gomes
notou que os brinquedos e o mobiliário são
dois dos sectores que as autoridades pretendem
promover em mercados alternativos, com vista
à diminuição da dependência das exportações
de Macau da indústria têxtil, por um lado, dos
mercados dos Estados Unidos e da Europa,
por outro, estes dois segmentos da actividade
produtiva de Macau – acrescentou Pedro Gomes
- são ainda sectores que não se encontram
contingentados pelos principais mercados
compradores do Território, abrindo-se, também
neste domínio, perspectivas de maior penetração.
pág 12 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
Presença de Macau nas luzes e sombras
das relações luso-nipónicas
A
“São mais luzes do que sombras as imagens que
lhes quero trazer sobre um país rico de valores e tradições que se habituou a entender os portugueses…”
Eduardo Kol de Carvalho, Lisboa, Maio de 2010
celebração, no corrente ano, do 150.o aniversário da
assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio
entre Portugal e o Japão e o lançamento oportuno do livro “O Império da Imagem – Luzes e Sombras do Japão”
foram os temas centrais do artigo anterior. Apresentado
na Sociedade de Geografia de Lisboa, no passado dia 4
de Maio, esta nova obra de Eduardo Kol de Carvalho,
que a Editorial Tágide em boa hora publicou, antecipouse às comemorações oficiais que estão em programação
final e oferece informação valiosa a quantos vão estar
nelas envolvidos. É uma análise lúcida de expressões
culturais e sociais, no olhar crítico de um português que
conheceu e compreendeu bem o Japão e os japoneses.
Como vimos, no artigo anterior, o livro dedica
também um capítulo às relações luso-nipónicas, identificando os factos e os momentos mais marcantes neste
contexto. Nesse artigo, foram já identificadas, resumidamente, as principais efemérides até ao início da década
de 70 do século passado.
Outros acontecimentos relevantes
Depois do 25 de Abril, mereceram especial alusão,
no livro, o apoio continuado do Japão à economia portuguesa; as visitas do navio-escola “Sagres”; novos espectáculos, muito apreciados, de Amália Rodrigues, depois de
ali ter actuado pela primeira vez por ocasião da Expo de
Osaca; a abertura de um escritório do Turismo de Portugal e da delegação da agência noticiosa Lusa em Tóquio,
ambos com um período de funcionamento efémero; as
actuações da pianista Maria João Pires; a visita de Mário
Soares em 1984 e de Aníbal Cavaco Silva em 1990; a visita
a Portugal, em 1985, dos príncipes Akihito e Michiko; a
participação de Portugal na grande Exposição Internacional de Tsukuba, uma impressionante mostra de alta
tecnologia que tive a oportunidade de visitar, em 1985;
a constituição, na Dieta Japonesa, da Liga Parlamentar
de Amizade Japão-Portugal; a participação de Carlos Lopes e Rosa Mota na maratona de Tóquio; a assinatura de
convénios entre universidades portuguesas e japonesas,
a partir de 1986; a vitória do Futebol Clube do Porto na
Toyota Cup em Tóquio, em Dezembro de 1987; a consagração do artista português José de Guimarães no Japão;
a visita da lorcha “Macau”, em 1990; e as celebrações, já
na década de 90, dos 450 anos da chegada dos portugueses ao Japão (1991), com outro significativo conjunto de
manifestações culturais, incluindo exposições, um festival de cinema e actuações de artistas portugueses, bem
como dos 400 anos da morte de Luís Fróis (1997) e dos 450
anos da chegada de S. Francisco Xavier ao Japão (1999),
quando foi apresentada a exposição “Esplendores de Portugal”, visitada por mais de meio milhão de japoneses.
Na rica resenha feita no livro, faltou, porém, incluir
mais algumas iniciativas levadas a efeito a partir de Macau, como as importantes acções de intercâmbio promovidas pelos governadores Garcia Leandro e Melo Egídio ainda na década de 70 (acompanhei ambos nas deslocações
ao Japão e nas acções realizadas, especialmente no Festival
de Sakai), e ainda os apoios dados, através de Macau, aos
leitorados, as relações académicas intensas estabelecidas
através da Universidade de Macau, a colaboração da Universidade de Soka (Tóquio) no desenvolvimento dos Estudos Japoneses em Macau e o envolvimento de diversos
organismos da sociedade civil de Macau na organização
de actividades académicas, culturais e técnicas de alto nível com entidades académicas e associativas do Japão.
Presença na Expo de Osaca
Particularmente expressivo é o relato que o autor faz
da presença de Portugal na grande Exposição Universal de
Osaca, em 1970, descrevendo o pavilhão desenhado pelo
arquitecto Frederico George, concebido como uma pirâmide octogonal, tendo, à entrada, uma réplica do monumento à espingarda introduzida pelos portugueses em Tanegaxima. Abarcava dois núcleos expositivos, um dedicado
ao Portugal histórico, valorizando a presença portuguesa
no Japão, e o outro divulgando o Portugal contemporâneo.
Obras do Museu Nacional de Arte Antiga e de alguns ou-
tribuna
Jorge A. H. Rangel*
tros museus foram expostas no recinto, que incluía também
um restaurante, muito frequentado, cujo tecto era proveniente de um solar português do século XVIII.
Os primeiros espectáculos, a que assistiram milhares de pessoas, foram protagonizados por Amália Rodrigues, acompanhada do guitarista Júlio Gomes, pelo
grupo Verde Gaio, pelo Orfeão de Coimbra, pelo Duo
Ouro Negro e pelo Teatro Gil Vicente. Seguiram-se o Ballet Gulbenkian, tendo como principais bailarinos Lígia
Teles e José de Castro, e uma parada “namban” criada
por Carlos Avilez, com coreografia de Magda Sena, música de Luís Filipe Pires e a participação do pintor Júlio
Resende. Também esteve presente a equipa de futebol do
Sport Lisboa e Benfica e actuou o Teatro Experimental
de Cascais. Foi, realmente, a “grande embaixada cultural portuguesa da era moderna” e a maior manifestação
cívico-cultural de sempre de Portugal no Japão.
A Expo de Osaca decorreu de 15 de Março a 13 de
Setembro de 1970, tendo o dia 24 de Agosto sido dedicado a Portugal. Estiveram presentes nas celebrações o
ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício, o governador de Macau, José Manuel Nobre de Carvalho, e
outras altas entidades. Além de assistir aos espectáculos,
o ministro ofereceu uma recepção no pavilhão de Portugal e visitou oficialmente o pavilhão do Japão. As relações entre os dois países estavam no auge, não obstante
a condescendência das autoridades japonesas em relação
aos movimentos independentistas africanos, e nunca se
tinha falado e escrito tanto sobre o Japão nos órgãos de
comunicação social portugueses como nesse ano.
Vivências partilhadas
O que surpreende positivamente no livro de Eduardo
Kol de Carvalho é a forma simples e atraente como o autor
tão bem partilha com o leitor as suas vivências e experiências
do Japão. Dos transportes e da habitação à labuta quotidiana
e aos convívios e festas, estão no livro referências utilíssimas
para quem queira visitar aquele país e contactar as suas gentes, cujos hábitos, comportamentos, padrões e perspectivas
de futuro são muito diferentes dos dos europeus.
Nos capítulos “o ciclo da vida”, “o monstro de aço”
e “o espírito da floresta” vemos o japonês inserido no seu
habitat, nas grandes metrópoles que enquadram as suas
vivências no dia-a-dia, submetido às exigências do emprego e a rigorosos horários de trabalho, e também o seu
apego à natureza, que marca o seu calendário cultural
e social, de acordo com a sucessão das estações do ano,
com início em Abril, no festival das cerejeiras em flor. As
relações sociais e humanas “numa sociedade que privilegia o grupo, mas que não dispensa o calor da vizinhança, numa tradição de bem conviver” são caracterizadas
no capítulo “curiosos, bisbilhoteiros e outras coisas”, e
o gosto pela leitura e pela escrita deste povo muito culto é explicado em “escritores porque leitores”. Há ainda
pequenos capítulos dedicados aos beatos mártires do Japão, à arte “namban”, a Nagasáqui – cidade maneirista
da Ásia, a Wenceslau de Moraes e ao Japão visto por alguns escritores portugueses contemporâneos.
Atenção às comemorações
Portugal deve dar às comemorações dos 150 anos do
Tratado de Paz, Amizade e Comércio a atenção e a relevância que elas merecem, mesmo nestes tempos de crise
em que os meios vão sendo escassos. Apostar no desenvolvimento das relações luso-nipónicas é um investimento no futuro e deve constituir uma linha estratégica no esforço de recuperação económica. E, para que a eficácia se
alcance, hão-de os responsáveis lembrar-se de Macau e da
disponibilidade de instituições locais, públicas e privadas,
para participarem nas acções em preparação.
Em conversa, há poucas semanas, com a Prof.a Ana
Paula Laborinho, nova presidente do Instituto Camões,
num seminário em que ambos participámos, pude constatar o seu enorme interesse em dar às comemorações
a dignidade e a dimensão que elas merecem. O seu conhecimento do Extremo Oriente e a experiência adquirida em Macau são garantias de sucesso. Importa que lhe
assegurem os meios e os apoios para que possa cumprir
este propósito cultural e politicamente relevantíssimo.
* Presidente do Instituto Internacional de Macau.
Escreve neste espaço às 2.as feiras.
tribuna
João Marcelino
O nosso homem em Castela
L
Candidatos presidenciais
1
3
. Nas eleições presidenciais, a esquerda,
de parte do PS ao Bloco, estará representada por Manuel Alegre.
O centro, que não prescinde do Estado
social, ainda tem Cavaco Silva.
A extrema-esquerda irá ver os tempos
de antena ocupados pelo candidato do PCP.
A sociedade civil também contará com
a experiência de vida e de solidariedade humana do distinto cidadão Fernando Nobre.
O que estas eleições ainda não têm - e
podem não vir a ter de todo - é um candidato de direita, alguém a representar os valores
que têm vindo a capitular perante a “modernidade” legislativa do PS/Bloco/PCP, da
lei do aborto ao casamento entre pessoas
do mesmo sexo. Honra lhe seja feita, esta
falta foi já assinalada pelo político e sagaz
comentador desportivo Santana Lopes, que
apesar da recente comenda resolveu pagar
na mesma moeda afrontas antigas e já disse
que dificilmente apoiará Cavaco Silva. Um
fenómeno simétrico da animosidade pessoal
que afasta Mário Soares de Manuel Alegre.
2
. O actual Presidente da República, que
nunca ganhou eleições com mais de 51%
de votos, sabe bem como este cenário joga
a seu favor - e tem feito todo o possível
para preencher o espaço que não quer ver
ocupado. A recente comunicação ao País (a
terceira, depois de outras sobre os Açores
e Fernando Lima) teve essa intenção. Com
uma no cravo e outra na ferradura, Cavaco
Silva promulgou o “casamento” sem luta e
procura assim continuar a garantir o melhor
dos dois mundos, ou seja, somar os votos do
centro e da direita de costumes liberais aos
da direita tradicional.Será isto possível?
Provavelmente é. O CDS/PP, por razões
várias, não se desgasta muito na defesa dos
valores da área na qual nasceu. Com Paulo
Portas, o partido deixou para segundo plano
algumas bandeiras sociais e concentrou-se
na economia. É aí que tenta fazer a diferença
em relação ao Estado social de PS e PSD.
J
E como não tem candidato natural, obviamente acomoda-se a Cavaco.
afinal parece que foi sócrates
quem pediu para conhecer chico
buarque e não o contrário.
ai sim?
erma é uma vila de nobres
a caminho de Burgos que
se destaca por um belo palácio,
um óptimo vinho e dois ou três
restaurantes onde se come um
excelente cordeiro assado. Num
deles, talvez o melhor, o empregado nota que somos portugueses e diz-nos, no final da
refeição, que a cozinheira é nossa conterrânea. Pedimos para a
conhecer, queríamos felicitá-la,
cumprimentá-la, mas, passado
um pouco, foi-nos transmitido
que ela não queria sair da cozinha porque tinha vergonha de
falar connosco. Insistimos, mas
nada feito. Recusava-se a vir
até à sala e também não aceitava que fossemos à cozinha.
Saímos do restaurante desiludidos, comentámos o assunto durante algum tempo e chegámos
à conclusão de que este tipo de
comportamento tem a ver com
a nossa forma de ser. Se fosse
uma espanhola que estivesse na
mesma situação, teria sido tudo
bem diferente. Sairia da cozinha
com ar firme e sorridente e faria
uma festa junto dos seus.
Ainda recentemente, no
aeroporto de Dublin, tive oportunidade de verificar a alegria
de um jovem casal de espanhóis quando descobriu que
a empregada de um dos estabelecimentos era castelhana e
o ajudou a pedir um croissant
e um café com leite em inglês,
língua que os nossos vizinhos
têm dificuldade em dominar. O
entusiasmo foi de tal maneira
que os que estavam na fila para
os pedidos na caixa registadora
tiveram de esperar pelo menos
. Sem este candidato torna-se ainda mais
difícil ganhar a Cavaco Silva. Não porque
a divisão da esquerda à partida jogue aí um
papel decisivo, ou a eventual divisão à direita pudesse ser também absolutamente determinante. Contra Freitas do Amaral, em
86, Mário Soares ganhou unindo na segunda volta a esquerda dividida na primeira.
Torna-se apenas mais difícil (ganhar a
Cavaco) porque, na falta de discussão sobre
valores, à volta do actual PR vai manter-se
sem brechas este conglomerado centrista
sem ideologia. Manuel Alegre, é fácil de perceber, falhou o básico: não conquistou o PS.
E o PS, só com olhos para Sócrates durante
demasiado tempo, não percebeu que deveria ter feito outras apostas políticas. Este
fim-de-semana, o primeiro-ministro, depois
de encenada devidamente uma democrática auscultação ao partido, vai decretar um
apoio sem convicção do PS a Alegre. O resultado, em Janeiro, dificilmente não reflectirá
esta falta de sinceridade pessoal e política.
O Barómetro da Marktest para a TSF
e “Diário Económico” confirma que o País
está a valorizar de forma muito positiva
a actuação de Passos Coelho como presidente do PSD. Ele recolhe 44% de intenções
de voto, contra 28% do PS de José Sócrates.
Quem disse que ser responsável e agir em
conformidade não dá votos?
-Leio nos jornais, repetidamente, que
Jesus custa ao Benfica 1,5 milhões/ano e
Queiroz “apenas” custa 1,3 à FPF. Errado.
Isso, quando muito, é quanto eles depositam “cash” (e nem sei se peca por defeito).
Para o Benfica e FPF (impostos “oblige”),
eles custam o dobro, e por ano! Jesus, um
pouco mais de três milhões e Queiroz cerca
de 2,6. Contas certas é assim…
*Director do DN
JTM/DN
osé Sócrates, em visita ao Brasil, tomou café com
Chico Buarque.
Os jornais portugueses disseram que o encontro foi a pedido do cantor brasileiro.
Mas, horas depois, Chico Buarque de Holanda
disse ao jornal Público: “Foi o vosso ministro quem
pediu o encontro.”
Logo, a notícia (encontro de Sócrates com Chico Buarque a pedido deste) é mentira.
Ora aí está uma dessas coisas que podemos
tirar a limpo sem precisar de uma comissão parlamentar.
Os jornalistas que acompanham a viagem não
são tantos assim (cinco?, dez?) que não possam explicar a história comum.
Um deles até escreveu “segundo fonte do Gabinete de Sócrates”.
Maria de Lurdes Vale
um ponto é tudo
15 minutos até que acabassem
os abraços, as saudações e os
olés.
A atitude dos espanhóis
perante os outros e a vida não
tem nada a ver com a dos portugueses. Nesta terra, os almoços duram das duas às quatro
da tarde durante a semana e ao
fim-de-semana podem começar
às três e acabar às sete ou oito
da noite. Há sempre conversa,
motivo para discussões, risotas
e combinação de programas.
O ritmo e a energia são alucinantes. Há quem diga que a
sesta (meia hora no máximo)
funciona como um carregador
das baterias que gastam pela
noite fora. Seja como for, o castelhano, mais do que qualquer
outro, nunca se deixa ir abaixo,
nem humilhar. Tem um orgulho desmedido, uma força muito terrena e uma infantil agressividade que se traduz no falar
alto e no olhar directo. Protesta
por tudo e por nada, impõe a
sua vontade e diz sempre o que
lhe vai na alma. A rua, a praça
e o estádio são os habitats preferidos. E quantos mais e mais
juntos melhor.
José Mourinho, também
conhecido como o Special One,
o arrogante, o conflituoso, o ganhador, o audaz, o ambicioso, o
estratega, desejado por tantos e
tantas, aterra hoje em Madrid
para ser o treinador de um dos
melhores clubes de futebol do
mundo. Como vergonha não
tem nenhuma, contamos com
ele para pôr os espanhóis na
ordem.
JTM/DN
Ferreira Fernandes
Sócrates e Chico Buarque
Agora que há um desmentido rotundo à versão
que essa fonte deu, o jornalista pode chegar ao pé
dela e exigir uma explicação que deve ser pública.
E se a fonte não quiser explicar-se, o jornalista,
como houve mentira deliberada, está desobrigado do
sigilo e pode contar a história toda.
Fico à espera, confiante - o caso é simples e os
intervenientes poucos.
Claro que pode sempre haver poeira nos olhos.
mas o chico buarque é apenas
é
um cantor compositor
verdade.
e escritor, ao passo que
sócrates é primeiro-ministro
de portugal.
Previno-vos contra esta: “Chico Buarque mentiu sobre Sócrates.”
Esta frase é verdadeira, foi o próprio cantor a
revelá-la.
Em entrevista (em 1998) ao jornalista Geneton
Moraes Neto, do jornal O Globo, Chico Buarque
disse que contou uma vez em Marrocos que foi
substituto de Sócrates (o da selecção canarinha),
no Mundial de 82.
JTM/DN
mas enfim, o brasil fica
tão longe e sócrates é tão
humilde que provavelmente
eles nem sabem disso.
Anuncie
no jornal tribuna
de macau
28 378057
JTM/DN
BANCA E SEGUROS FORAM AO PORTO
O responsável da Autoridade Monetária e
Cambial de Macau, Jorge Pereira, disse no Porto
que existe na comunidade chinesa residente
no Território “um interesse tremendo pelas
privatizações no sector bancário português”.
Jorge Pereira falava aos jornalistas no final
de uma visita à Bolsa de Valores do Porto
de uma delegação de 15 representantes da
banca e seguros do Território, organizada pela
Autoridade Monetária e Cambial de Macau
(AMCM). Para além do sector financeiro, os
empresários que operam em Macau mostramse interessados em investir em Portugal,
fundamentalmente, no turismo, hotelaria e
imobiliário, referiu o responsável da AMCM.
De acordo com Jorge Pereira, a burocracia e
legislação laboral portuguesas e, perda de tempo
e rentabilidade que representam, continuam
a constituir, contudo, os grandes causadores
do desinteresse geral pelo investimento em
Portugal por parte da comunidade chinesa.
“Dar a conhecer o que é a realidade económica
portuguesa e proporcionar contactos com os
meios económicos nacionais” são os principais
objectivos desta missão, que irá permanecer em
Portugal até dia 2 de Junho.
Jorge Pereira salientou que o
desenvolvimento português em Macau só será
possível se os empresários não tiverem uma
perspectiva de dez anos, mas de longo prazo. As
tecnologias de ponta constituem o sector com
maiores potencialidades de investimento em
Macau, dado que, “ao contrário do que se pensa
em Portugal, aquela zona é ainda muito atrasada
neste domínio”, destacou o responsável.
falar de nós
Cartoon
In “Jornal de Macau” e “Tribuna de Macau” 31/5/1990
[email protected]
jornal tribuna de macau
Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 13
MORREU DENNIS HOPPER. Morreu o actor americano
Dennis Hopper, mais conhecido por seu papel e
realização de “Easy Ryder” (1969). Hopper lutava
contra um cancro na próstata há vários anos, estava
em sua casa ladeado por família e amigos próximos.
lazer
Tom Cruise cantou com Black Eyed Peas
A actriz Meg Ryan
e o actor Tim
Robbins negaram
ter qualquer relação
amorosa. Um
representante da
actriz vei desmentir
os rumores de que
Meg e Tim estariam
envolvidos numa
relação amorosa.
«Meg e Tim são
grandes amigos há
muitos anos e continuam assim», referiu.
Nos últimos tempos, Ryan e Robbins foram
vistos juntos em público por diversas vezes,
o que originou especulações sobre um
eventual namoro.
Gung Ho
tdm
TDM News
Jornal das 24H RTPi
RTPi Directo
TDM Entrevista
Música Movimento
Telenovela: Olhos de Água
Acontecimentos Históricos
Telejornal
Jornal da Tarde
Telenovela: O Clone
Acontecimentos Históricos
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Tudo Sobre...
30 ESPN
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Marido de Mariah nega Meg Ryan
que cantora esteja grávida e Tim Robbins
A imprensa
negam romance
norte-americana
tem estimulado
rumores que
dizem que
Mariah Carey
está grávida.
Nick Cannon,
o marido,
confirmou
que a família
está prestes
a aumentar.
Mas não é a
cantora que está à espera do primeiro filho, é a cadela
que está prenha. Os rumores devem-se à recusa de
Mariah Carey participar no novo filme de Tyler Perry, por
«razões médicas». «Ela não vai entrar no filme porque
foi aconselhada pelos médicos. É apenas o que posso
dizer», explicou o rapper de 29 anos.
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Tom Cruise surpreendeu toda a gente ao
subir ao palco para cantar com os Black Eyed
Peas, durante um concerto em Londres. A
colaboração inesperada aconteceu enquanto
Tom Cruise estava em Londres com a mulher,
Katie Holmes, para promover o seu mais
recente filme “Knight and Day”. Tom Cruise
contou que Fergie o intimou a subir ao palco
e a cantar com o grupo. A cantora terá dito a
Cruise: “Não sejas cobarde, tens de subir ao
palco para cantar a última música”. “Como não
sou cobarde, aceitei”, disse Cruise. Assim,
juntou-se à banda e cantou o sucesso mundial
“I Gotta Feeling”. Para descansar os seus admiradores Tom Cruise disse: “Cantei, mas não pretendo
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mudar de profissão”.
Football Asia
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Baseball
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Football Asia
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The Contenders
The Contenders
Premier League World
Football Asia
Sportscenter Asia
The Contenders
The Contenders
NBA
31 Star Sports
Heidi Montag separou-se porque
ex-marido era muito controlador
O casamento de Heidi Montag e Spencer Pratt teria chegado ao fim,
refere o TMZ. A assessora teria dito ao site de celebridades que a jovem
optou por encerrar a união devido à má publicidade que recebia pelas
acções do marido. Heidi queixa-se que o ex era tão controlador que
a isolou de todos os seus amigos e familiares, vivendo praticamente
como uma refém. Uma amiga revelou que ela passou tanto tempo com
Spencer que agora deseja mais tempo para si mesma e os seus amigos.
Heidi e Spencer ficaram famosos por participar do reality show norteamericano The Hills.
Roteiro
hbo
KIM CATRALL FILMOU EMBRIAGADA. Kim Cattrall, uma das
protagonistas de «Sexo e a Cidade 2», revelou que
andou embriagada durante a maior parte da rodagem do
filme em Marrocos, escolhido para recriar os Emirados
Árabes Unidos. Mas a adaptação ao local foi difícil.
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Gp2 Series 2010 Istanbul
Horseshow Jumping
Grand Prix Istanbul
Grand Prix Istanbul
Grand Prix Istanbul
Supa Strikas
England Friendlies
Supa Strikas
Score Tonight
Inside Racing
Engine Block
Grand Prix Istanbul
40 Star Movies
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Meet Dave
The Secret Life Of Bees
My Best Friend’s Girl
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While She Was Out
Soul Men
Super Capers
Flawless
41 HBO
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Gran Torino
The Lost World:
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Gung Ho
The Scorpion King
True Blood
The Pacific
Big Love
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The Great Escape
The Juror
The Pacific
The Pacific
Missing
Rendition
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The Perez Family
The Extreme Adventures
of Super Dave
Dead of Winter
September
Last Embrace
Fluke
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Eye On Malaysia
Eye On Malaysia
Malaysia’s Royal Rites
Man Vs Wild
Rampage!
How It’s Made
How Do They Do It?
Jeepney Magic
Survivorman
Dirty Jobs
Man Vs Wild
Swords
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The Toilet Men
Food Lovers Guide
To The Planet
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Food Lovers Guide
To The Planet
Hunter Hunte
Zulu Wedding
Malay Wedding
Hayden Turner’s Wildlife Chall
Wild Detectives
Aircraft Carrier Explosion
Asian Tsunami
Air Crash Investigation
The Toilet Men
Convoy
Super Factories
Aircraft Carrier Explosion
Asian Tsunami
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Moon Bears
Stranger Among Bears
Jockeys
Dark Days in Monkey City
Dark Days in Monkey City
Animal Games
Animal Cops Philadelphia
Most Extreme
Corwin’s Quest
Stranger Among Bears
Jockeys
Dark Days in Monkey City
Dark Days in Monkey City
Animal Winter Games
54 History
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Secrets Of Body Language
The Universe
Life And Death In Rome
Voices In Time
This Week In History
History Asia
Digging For The Truth
Life After People
The Universe
How The Earth Was Made
Modern Marvels
55 Biography Channel
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Tom Clancy
Mike Tyson
The Exterminators
Paranormal State
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Hilary Swank
The Secret Life
Of A Soccer Mom
Makeover Mamas
Airline USA
Airline USA
Airline USA
Genesis
Private Sessions
Lisa Williams
63 Star World
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My Wife And Kids
Two And A Half Men
Friends
Scrubs
Scrubs
Monk
Desperate Housewives
Whose Line Is It Anyway?
Samantha Who?
My Wife And Kids
Friends
Everybody Loves Raymond
Scrubs
Rules Of Engagement
How I Met Your Mother
How I Met Your Mother
How I Met Your Mother
Two And A Half Men
Two And A Half Men
Friends
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Telejornal Madeira
Fábrica Das Anedotas
Conversas De Escritores
Eua Contacto
O Preço Certo
Notícias
Paixões Proibidas
Conta-Me Como Foi
Há Conversa
Jornal Da Tarde
Agora É Que É!
Eua Contacto
O Preço Certo
Portugal No Coração
Portugal Em Directo
history
Serviço de atendimento a clientes
22:00
28822866
How The Earth
Was Made
www.macaucabletv.com
cinema
Cineteatro Sala 1 iron man 2
Um filme de: Jon Favreau. Com: Robert Downey Jr, Edward Norton.
14:30H 16:45H 19:15H 21:30H
Cineteatro Sala 2 date night
Um filme de: Shawn Levy. Com: Steve Carell, Tina Fey.
14:30H 16:30H 19:30H 21:30H
Cineteatro Sala 3 Amalfi
Um filme de: Hiroshi Nishitani. Com: Yuji Oda, Yuki Amandi, Erika Toda.
14:30H 16:45H 19:15H 21:30H
torre de macau iron man 2
Um filme de: Jon Favreau. Com: Robert Downey Jr, Edward Norton.
14:30H 16:45H 19:15H 21:30H
Clube
Militar
de Macau
Avenida da Praia
Grande, 975, Macau
Tel: 28714000
Telefones Úteis
Número de Socorro
Bombeiros
PJ (Linha aberta)
PJ (Piquete)
PSP
Serviços de Alfândega
Centro Hospitalar Conde S. Januário
Hospital Kiang Wu
CCAC
IACM
DST
Aeroporto
Táxi (Amarelo)
Táxi (Preto)
Água - Avarias
Telecomunicações - Avarias
Electricidade - Avarias
Directel
Rádio Macau
999
28 572 222
993
28 557 775
28 573 333
28 559 944
28 313 731
28 371 333
28 326 300
28 387 333
28 882 184
59 888 88
28 519 519
28 939 939
2990 992
1000
28 339 922
28 517 520
28 568 333
anima
Sociedade
Protectora
dos Animais
de Macau
28715732
Governo da Região Administrativa Especial de Macau
Serviços de Saúde
Prevenção de infecção por enterovírus
O enterovírus pode provocar a morte. Devido à existência em Macau, na época de pico, da
infecção por enterovírus, os Serviços de Saúde apelam aos pais e alunos, aos trabalhadores
das creches, instituções educativas e lares para aplicarem as seguintes medidas de prevenção da infecção por enterovírus:
Medidas pessoais:
• Lavagem das mãos: lavar as mãos, antes do contacto com os olhos, nariz e boca, antes
das refeições, após a utilização das instalações sanitárias, depois de manusear fraldas de
crianças ou objectos sujos;
• Boa educação: Cobrir a boca e o nariz com lenços de papel sempre que espirrar e tossir,
adoptando medidas de precaução no manuseamento das secreções nasofaríngeas;
• Minimização de contactos: Evitar os lugares densamente frequentados, as multidões e
os lugares pouco ventilados;
• Aumento de imunidade: Manter uma alimentação equilibrada e uma hidratação adequada, praticar desporto e descansar o suficiente, evitar cansar-se demasiado e não fumar,
para aumentar a imunidade;
• Consulta urgente: Em caso de aparecer com sintomas de febre e doença de mão, pé e
boca e herpangina, recorrer imediatamente a consulta médica.
Instituições educativas e lares:
• Higiene ambiental: Manter uma boa higiene ambiental e um sistema de ventilação
adequado em recintos fechados, utilizando frequentemente a lixívia diluída na proporção de
1:100 para limpar as paredes até à altura de 1 metro, as mesas, as cadeiras e os brinquedos;
• Suspensão de ida à creche: prestar frequentemente atenção ao estado do pessoal e dos
alunos, especialmente, quando aparecerem com sintomas de febre e doença de mão, pé e
boca e herpangina, devem permanecer em casa;
• Comunicação: Em caso de aparecer uma infecção colectiva com uma situação anormal entre os alunos e os elementos de pessoal, as instituições educativas devem informar,
imediatamente, o Centro de Controlo e Prevenção da Doença dos Serviços de Saúde (Tel.
: 2853 3525) e o Instituto de Acção Social ou a Direcção dos Serviços de Educação e
Juventude..
31 de Maio de 2010
Aviso
Com o objectivo de melhorar a qualidade do serviço de Internet,
a CTM vai proceder à actualização da rede de Internet no dia 1
de Junho de 2010 entre as 4:00 e as 7:00 horas da manhã. Durante
o referido período, o serviço de acesso à Internet de banda larga
por parte de alguns clientes poderá estar interrompido durante 20
minutos.
Agradecemos a atenção e apresentamos as nossas desculpas pelo
incómodo causado.
Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L.
Serviços de Saúde, 30 de Maio de 2010.
pág 14 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
jornal tribuna de macau Segunda-feira, 31 de maio de 2010 pág 15
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Administração, Direcção e Redacção: Calçada do Tronco Velho, Edifício
Dr. Caetano Soares, Nos4, 4A, 4B - Macau Caixa Postal (P.O. Box): 3003
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última
tempo
fonte: serviços meteorológicos
e geofísicos www.smg.gov.mo
hoje
amanhã
240C
270C
230C
260C
câmbios - indicativos
fonte: bnu
Pataca Compra US Dólar
7.96
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yuan (rpc)
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Venda
8.06
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Rejeitada fusão de lotes no Patane
A Tin Wai, empresa que arrematou dois lotes no Patane, submeteu uma proposta à Administração para unir aqueles terrenos, que estão
separados por uma estrada, para construir um parque. O Executivo garante que não vai aceitar o pedido
D
ois lotes situados na marginal do
Patane, foram leiloados há dois
anos em concurso público à Companhia de Investimento Tin Wai por cerca de
1,4 mil milhões de patacas para construção
de habitações de luxo.
Entretanto, a empresa requereu autorização para ligar os dois terrenos, que estão
separados por uma estrada, com o intuito de
construir um parque que ficaria “ao encargo
do empreiteiro”, segundo noticiou a imprensa em língua chinesa.
Porém, o plano foi recusado pelo Governo. Explicando que se trata do primeiro
pedido desta natureza a ser apresentado à
Administração, Jaime Carion, director dos
Serviços dos Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) garantiu que requerimentos idênticos continuarão a ser rejeitados.
O director da DSSOPT acrescentou que
as autoridades nem sequer irão perder tempo
a analisar o impacto que aquele plano teria no
planeamento urbanístico existente. Jaime Ca-
rion alertou ainda que os empreiteiros estão
sujeitos a multas, caso atrasem o desenvolvimento dos empreendimentos acordados.
Por seu turno, a Tin Wai afirmou que
o plano de alteração, que submeteu ao Executivo, não implica mudanças ao nível do
planeamento urbanístico actual. De acordo
com o jornal “Ou Mun”, a companhia de
investimento assegurou que apenas tem
intenção de criar “continuidade” nos dois
lotes e proporcionar “espaços públicos de
lazer”, realçando que a altura dos blocos de
apartamentos ficará pelos 90 metros – regra
já estipulada no caderno de encargos.
No entanto, o patrão da Tin Wai, Liu
Chak Wan, disse que o plano do projecto será
submetido com desenhos que colocam os
dois lotes separados, caso o pedido efectuado
seja definitivamente rejeitado numa reunião
que terá com as autoridades competentes.
Liu Chak Wan é membro do Conselho
Executivo, pela terceira vez, e “patrão” da
Transmac, sendo considerado um dos empresários mais influentes da RAEM. Ocupa
ainda os cargos de presidente do Conselho
de Administração da Fundação de Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e
de chanceler e presidente do Conselho de
Administração da mesma instituição, para
além de ser presidente ou vice-presidente
de várias associações locais de relevo.
A Tin Wai conseguiu a concessão dos
lotes D e E no Patane no concurso público
realizado em Janeiro de 2008. O negócio
valeu aos cofres do Governo cerca de 1.420
milhões de patacas por uma área global
de 4.671 metros quadrados, superando em
quase 10 vezes o valor mínimo de licitação.
Na venda do primeiro lote, a fasquia
mais alta situou-se nos 555 milhões de patacas, valor dez vezes superior à base de
licitação da venda em hasta pública, fixada
em 55 milhões. Para o lote E, que contempla uma área de 2.967 metros quadrados, o
valor da adjudicação ascendeu às 867,9 milhões, quando o lote tinha “ido à praça” por
95 milhões de patacas.
Desde a transição de administração, o
Governo apenas tinha lançado por uma vez
um concurso público para a concessão de
um terreno, em Fevereiro de 2004.
O.P.
Ultimazinhas Acaba mal encontro de Sócrates com Chico Buarque
China proíbe tortura
Constrangidas pelo reaparecimento
de uma suposta vítima de
assassínio uma década depois
do seu “assassino” ter sido
condenado, autoridades judiciais e
de segurança da China divulgaram
ontem regras para tornar mais difícil
condenar suspeitos baseandose em confissões obtidas sob
coerção. Testemunhos extraídos
com violência ou ameaças e provas
de fontes anónimas devem ser
excluídos, e os réus podem solicitar
uma investigação sobre se o seu
testemunho foi obtido ilegalmente,
determinam as novas regras.
Coligação desfeita
O Partido Social-Democrata (PSD)
decidiu abandonar a coligação no
poder devido à manutenção de
uma base dos EUA em Okinawa,
pressionando o Primeiro Ministro
japonês, Yukio Hatoyama, antes
das eleições de Julho. Mizuho
Fukushima, secretária de Estado
do Consumo e presidente do
PSD, insistiu que não aceitaria a
manutenção da base na ilha.
Protesto contra Seul
Cem mil pessoas manifestaramse ontem em Pyongyang contra a
Coreia do Sul, acusada de atiçar a
tensão na fronteira após o naufrágio
de um navio de guerra num ataque
atribuído aos norte-coreanos,
informaram os media do Estado do
norte. A manifestação realizou-se
na Praça Kim Il-Sung, fundador
da Coreia do Norte e pai do actual
número um Kim Jong-Il.
Sócrates foi tomar um café a casa do músico. A pedido deste, disse o seu gabinete. Chico Buarque
desmentiu-o categoricamente
DAVID DINIS
P
elos melhores e piores motivos, a passagem de José Sócrates
pelo Rio de Janeiro foi uma verdadeira aventura. Como em
qualquer história há, porém, pelo menos um registo que o
primeiro-ministro leva para casa: a de um café em casa de Chico
Buarque, na melhor zona de Ipanema, com direito a fotografia para
a posteridade.
Dizia quem acompanhava o PM que o momento se proporcionou por um pedido brasileiro do próprio cantor/compositor a Lula
da Silva, seu amigo de longa data. Ao caso, uma cunha antiga: se
lhe marcava um café com Sócrates. As razões para tal convite são
desconhecidas.
Acontece que Chico Buarque desmentiu esta versão. Disse ao
Público que foi Sócrates quem o quis conhecer. “Foi o vosso ministro quem pediu o encontro. Nem faria muito sentido eu pedir
um encontro e o primeiro-ministro vir ter à minha casa”, afirmou,
mostrando-se indignado com a versão da história contada pelo staff
de Sócrates.
A seguir a este desmentido, o gabinete do PM rectificou: afinal a iniciativa partira mesmo de Sócrates, que há algum tempo
tinha dito a Lula que gostava de conhecer pessoalmente o cantor/
escritor. E a versão inicial
(Chico a pedir o encontro)
não passara, afinal, de um
“erro de transmissão” no
gabinete.
Seja como for, Sócrates não hesitou. Cortou
ao meio uma reunião com
empresários e lançou-se
ao trânsito para ter uns minutos com quem disse ser o seu símbolo
de juventude.
O primeiro-ministro aproveitou para pedir autógrafos para distribuir pela família. Levava na cara um sorriso (para além de enorme cansaço), deixando cair um “vai ser um sucesso lá em casa”.
No dia antes, de resto, o meio cultural brasileiro foi motivo
para uma desventura. Estava marcado, também no Rio, um jantar
no consulado com 35 personalidades da vida cultural da cidade.
Mas, nesse dia, José Sócrates não esteve para tanto. Deu ordem
para reduzir o jantar ao mínimo, deslocou-o para um restaurante
italiano da moda (também em Ipanema) e causou um embaraço ao
cônsul português obrigado a desconvidar personalidades como a
actriz Marília Pera, o ex-campeão do mundo de futebol Zico e, sobretudo, o ex-ministro e cantor Caetano Veloso.
JTM/DN
Alemanha vence Eurovisão
“invadida” por espontâneo
Parto em carro origina
multa de estacionamento
ONU enaltece contributo
dos migrantes no mundo
A Alemanha venceu a 55ª edição
do Festival da Eurovisão, na qual
o representante espanhol, Daniel
Diges, repetiu a sua actuação
depois de um espontâneo ter
invadido o palco. O homem que
invadiu o palco é conhecido por Jimmy Jump e
saltou para a fama no Euro 2004, depois de ter
entrado em campo para entregar uma bandeira da
Catalunha a Luís Figo. A canção portuguesa, ‘Há
Dias Assim’, interpretada por Filipa Azevedo e da
autoria do jornalista Augusto Madureira, ficou 18.º
lugar, entre os 25 finalistas. A grande vencedora foi
‘Satellite’, da Alemanha, cantado pela jovem Lena
Meyer-Landrut, de 19 anos. A representação do
Reino Unido ficou em último lugar.
Uma mãe deu à luz no
banco de trás do carro e o
pai recebeu uma multa de
estacionamento, num caso
ocorrido em Nova Iorque.
De acordo com o jornal
“Daily News”, Johanna
Melo entrou em trabalho
de parto mas Orlando
Caceres, o marido, não conseguiu chegar a tempo
ao hospital. O parto foi realizado por paramédicos no
banco de trás do carro do casal. De seguida, a família
foi levada numa ambulância e a viatura ficou no local.
Quando Orlando regressou ao local tinha uma multa
de 35 dólares no pára-brisas. Mas, Orlando promete
reclamar e vai apresentar a filha, Miah, como álibi.
“Penso que temos um caso forte”, disse.
Agências da ONU que fazem
parte do Grupo de Migração
Global pediram aos Governos
a melhoria das condições
dos migrantes no mundo e
a eliminação de barreiras
para a mobilidade humana.
A mensagem foi transmitida
pela directora em Genebra do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo
Cecile Molinier, os governos precisam de reconhecer
que os migrantes contribuem para o desenvolvimento
económico dos países onde vivem e das nações de
origem. Sublinhou ainda que a migração legal e os
empregos estão a diminuir, colocando essas pessoas
em risco de exploração, discriminação e xenofobia.
Daniela Traldi; JTM/Rádio ONU em Nova Iorque
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pág 16 Segunda-feira, 31 de maio de 2010 jornal tribuna de macau
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