Planejamento Estratégico de Turismo
Arapiraca 2014 — 2024
Maceió — Agosto 2014
PLANO ESTRATÉGICO DE TURISMO – ARAPIRACA 2014-2024
Realização:
SEBRAE/AL
Diretor Técnico: Ronaldo Moraes
Gerente Escritório Regional Arapiraca: Arestídes Bezerra
Gerente Adjunto: Zélia Asevêdo
Analista: Susylane Ferreira
Prefeitura Municipal de Arapiraca
Prefeita: Célia Rocha
Vice Prefeito: Yale Fernandes
Secretária de Turismo: Tânia Maria dos Santos
Consultoria: Rede Soluções Sustentáveis
Consultores/Autores:
Fernanda Maia
Sandra Villanova
Renato Lôbo
Participantes das Entrevistas Qualificadas e oficinas de construção do Plano:
Franciane Asevêdo – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
José Natanael Alves da Silva - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Joseilda Belarmino da Silva – Faculdade FERA
Sávio Marconi Lucio – SMTT
Maria de Lurdes – JR Turismo
Fátima Ramalho – Secretaria Municipal de Saúde
Zélia Asevêdo – SEBRAE AL
Susylane Ferreira - SEBRAE AL
Cléa Costa Nascimento – SESC AL
Breno Airan Pinheiro de Brito – ASCOM Arapiraca
Wagno Luiz de Godez - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Gutemberg Batista Silva – ABRASEL Regional Arapiraca
Arestídes Bezerra – SEBRAE AL
Wilton Malta – FECOMERCIO
Mery Vania – SEMICS
José Ailton Júnior - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Samoel Melo - SEDUH
APRESENTAÇÃO
O modelo de gestão descentralizada do turismo implantado no país pelo Ministério do Turismo, apoiado por seus colegiados
parceiros, proporciona que cada unidade da Federação, região e municipalidade busquem suas próprias alternativas de
desenvolvimento, de acordo com suas realidades e especificidades.
Nessa linha de raciocínio, descentralizar é construir um ambiente democrático, harmônico e participativo entre o poder público, a
iniciativa privada, o terceiro setor e a comunidade. É promover a integração e cooperação intersetorial, com vistas à sinergia na
atuação conjunta entre todos os envolvidos direta e indiretamente na atividade turística de uma determinada localidade. Diante
disso, o município de Arapiraca resolve planejar e decidir seu próprio futuro, de forma participativa, respeitando os princípios da
sustentabilidade econômica, ambiental, sociocultural, político-institucional e suas respectivas Aglomerações Produtivas.
A utilização da metodologia participativa aplicada para a construção do Plano Estratégico de Turismo de Arapiraca teve como
referencial comum, à busca do envolvimento e da participação dos atores sociais locais, na construção de propostas capazes de
remover os entraves ao processo de transformação social e econômica do território e explorar as suas potencialidades, estimular
a competitividade dos pequenos negócios, força maior de atuação econômica das localidades e consecutivamente estimular à
sua perenização.
Foi objetivo da Rede Soluções Sustentáveis, orientar de forma sistematizada a construção de novas relações interinstitucionais,
contribuir para a consolidação da política de descentralização administrativa e de regionalização do desenvolvimento do turismo
no município de Arapiraca.
A metodologia do plano está definida em conformidade com a política nacional da gestão descentralizada e participativa,
elegendo agentes responsáveis pela execução dos projetos e ações constantes nos programas mencionados.
1.
CENÁRIO DO TURISMO INTERNACIONAL
O Turismo tem se apresentado como uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável e sendo pauta de discussão nas
diversas organizações internacionais e empresas ligadas ao setor, como a OMT – Organização Mundial do Turismo. Os
impactos gerados na economia mundial no PIB – Produto Interno Bruto marcam 2,9%, segundo o World Travel & Tourism
Council (WTTC, 2013). Segundo a OMT, para o ano de 2020 prevê-se o dobro do número de passageiros internacionais,
atingindo US$ 1,6 bilhão/ano.
Segundo a OMT a chegada de turistas estrangeiros no país cresceu 4%, alcançando 1.035 bilhão de viajantes em todo o mundo.
As economias emergentes estão apresentando desempenho superior a dos países desenvolvidos, destacando regiões como a
Ásia e o pacífico no topo do ranking (OMT 2013).
O turismo está relacionado a 52 setores da economia. Isto significa dizer que proporcional ao crescimento do número de turistas
circulando no mundo, cresce também a oportunidade de fomentar novos negócios para atender a demandas e necessidades
específicas, o que contribui para a geração de novos postos de trabalho e um impacto na economia internacional.
Tendenciosamente, o Brasil se favorecerá nessa perspectiva nos próximos anos, com os grandes eventos geradores de fluxo
turístico, como as olimpíadas e para olimpíadas de 2016.
1.1 RANKING ICCA – REALIZAÇÃO DE EVENTOS INTERNACIONAIS NO BRASIL
O número crescente de eventos internacionais no
Brasil demonstra que o país apresenta uma tendência
favorável na captação e execução de eventos. Os
principais destinos que atuam nessa segmentação são:
São Paulo, Rio de Janeiro que são os principais
portões de entrada Internacional.
Outros Estados
apontam participação relevante no ranking nacional,
como Minas Gerais, Brasília e no Nordeste: Bahia,
Pernambuco e Alagoas.
1
2. TURISMO NO BRASIL
A trajetória da Política de turismo nos últimos 8 anos, tomando como base o Programa de Regionalização, esteve pautada pela
evolução do PNMT (Programa Nacional de Municipalização do Turismo), criado em 1994 sob a coordenação do então Ministério
da Indústria, do Comércio e do Turismo, com objetivo a época de dinamizar o desenvolvimento da atividade turística em âmbito
nacional.
A partir deste momento, percebeu-se a importância em poder ampliar os esforços para amadurecer a municipalidade em
territórios turísticos sustentáveis, configurando-se assim o escopo de atuação do Programa de Regionalização do turismo.
Basicamente o país passa a constituir uma política com enfoque em conjuntos de municípios com características, identidades e
elementos constitutivos de espaço similares. (PRTur, 2012/2013).
O programa lançado em 2004 em rede nacional, com base no Plano Nacional do Turismo 2003-2007, estabelecia uma estratégia
de execução de suas metas por meio da descentralização da política de forma regionalizada.
O Plano Nacional de Turismo 2007-2010 – „Uma viagem de Inclusão‟ – Estabelecia como metas: Promover a realização de 217
Milhões de viagens no mercado interno, criar condições para gerar 1.700 milhões de novos postos de trabalho e ocupações,
estruturar 65 destinos para obtenção de padrão de qualidade internacional e gerar 7,7 bilhões de dólares em divisas.
Em vigor o plano nacional 2013-2016 „O turismo Fazendo muito mais pelo Brasil‟ – Estabelece como Diretrizes a geração de
oportunidades de Emprego e empreendedorismo, a participação e diálogo com a sociedade, o incentivo à inovação e ao
conhecimento e a Estratégia da Regionalização do Turismo. Os seus objetivos estratégicos estão postos em preparar o turismo
brasileiro para os megaeventos da Copa das confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas, entre outros. Ainda,
incrementar a geração de divisas e a chegada de turistas estrangeiros, incentivar o brasileiro a viajar pelo Brasil, e melhorar a
qualidade e aumentar a competitividade do turismo Brasileiro.
2.1 PARTICIPAÇÃO DO TURISMO NA ECONOMIA BRASILEIRA (U$)
Segundo o Plano Nacional de Turismo, em análise
da geração de empregos diretos e indiretos, o
WTTC menciona que em 2011 foram gerados cerca
de 7,65 milhões de empregos e, em 2012, 8,04
milhões,
valores
que
representaram,
respectivamente, 7,8% e 8,3% do total de empregos
gerados no país (WORLD TRAVEL & TOURISM
COUNCIL, 2013).
2
Podemos afirmar que a atividade turística é capaz de realizar transformações significativas na realidade de comunidades e
regiões, promovendo a inclusão social, resgate da auto estima, melhoria da qualidade de vida e principalmente ampliação da
capilaridade econômica do país.
No Brasil, a atividade de negócios e eventos apresenta cada vez mais índices elevados, devido a fatores que influenciam a
crescente no país, a exemplo dos últimos grandes eventos internacionais geradores de fluxo turístico como a copa das
confederações e a copa do mundo, já realizadas, e no futuro próximo, as olimpíadas e para olimpíadas.
Segundo dados parciais da COMCOPA (MTur Junho 2014), houve a participação média de 51 mil pessoas por jogo, quase três
milhões nas Fan fests, 1 milhão de vagas de emprego e 365 milhões de dólares deixados por turistas no Brasil ( avaliação
aproximada).
O país de acordo com a International Congress & Convention Association (ICCA), ocupa o primeiro lugar entre os países
latinos que mais recebem eventos internacionais, o segundo do continente americano e está entre os 10 em nível mundial.
3
3. TURISMO EM ALAGOAS
O Estado de Alagoas é um celeiro de atrativos naturais e culturais com grandes produtos turísticos consolidados no mercado
Nacional e Internacional e apresenta inúmeras potencialidades identificadas nos territórios listados no Mapa do Turismo
Estadual.
Atualmente o mapa é definido pela estratégia da Municipalização e Regionalização do turismo, atuação da política Estadual
definindo a partir da categorização turística, as regiões e municípios que possuem nível de maturidade estrutural para
atendimento ao turista e a atuação no fortalecimento das redes de cooperação e instâncias de governança para o apoio no
ordenamento turístico e acesso a mercados.
O mapa do Turismo de Alagoas está definido a partir das orientações e critérios estabelecidos pelo governo Federal, por meio do
Ministério do Turismo, e conta com 06 regiões turísticas: Maceió e Região Metropolitana, Costa dos Corais, Lagoas e Mares do
Sul, Quilombos, Caminhos do São Francisco e Agreste.
A atuação do Turismo no Estado é pautada pelo Decreto 27.141 de 23 de Julho de 2014, que estabelece o plano Estadual de
turismo como orientador da política de turismo no horizonte 2013-2023. Elege programas de intervenção nos territórios em
consonância com a política nacional, sendo eles: 1) Municipalização e Regionalização do turismo; 2) Organização e Estruturação
da Oferta Turística; 3) Qualificação de Produtos turísticos; 4) Diversificação e Competitividade da Oferta Turística; 5) Meio
Ambiente; 6) Normalização e Certificação; 7) Promoção, Marketing e Comunicação.
3.1 ÍNDICE DE COMPETITIVIDADE TURÍSTICA EM ALAGOAS
Em nível de competitividade turística, o plano Nacional de Turismo coloca como estratégia desde 2007 estudos para a
composição do Índice e Competitividade do turismo Brasileiro. São contemplados no estudo 65 destinos e destes em Alagoas
Maceió e Maragogi, intitulados de destinos indutores de turismo. O estudo já é realizado desde 2010 anualmente, exceto 2012,
criando uma série histórica e avaliando os destinos turísticos com base em 13 dimensões: Infra estrutura, Acesso, Serviços e
Equipamentos Turísticos, Atrativos Turísticos, Marketing e Promoção do Turismo, Políticas Públicas, Cooperação Regional,
Monitoramento, Economia Local, Capacidade Empresarial, Aspectos Sociais, Aspectos Ambientais e Aspectos Culturais.
Igualmente a iniciativa, com apenas um ciclo de pesquisa, realizou-se em 2009 o estudo em Marechal Deodoro e Piranhas. O
Estudo é medido anualmente pela FGV e SEBRAE/NA e tem como principal objetivo o acompanhamento do desempenho dos
destinos turísticos. Cabe ressaltar a capacidade que o estudo traz para as organizações de identificar oportunidades de melhoria
e a possibilidade de gerar, sobretudo, novos negócios a partir das necessidades identificadas.
3.2 Avaliando o índice geral Brasil com
58,8 de desempenho e capitais 66,9,
Maceió apresenta uma tendência
favorável em comparação com os
últimos três anos, com 66,20 pontos
de desempenho.
4
3.3 Avaliando o índice geral
Brasil
com
58,8
de
desempenho e não capitais
53,10, Maragogi apresenta
uma
f r a g i l id a d e
comparação
últimos
43,49
três
com
em
os
anos
com
pontos
de
desempenho.
3.4 MERCADOS EMISSORES DE TURISTAS PARA ALAGOAS
a)
Principais Procedências Internacionais
b) Principais Procedências – 2013 - Estados Brasileiros.
Fonte: SUINVEST-SETUR/AL 2014.
A maior movimentação do mercado Internacional para Alagoas concentra-se na América Latina, liderada pela Argentina, com
57% referentes ao painel apresentado do fechamento dos estudos e pesquisas de 2013. Seguidos da Europa com Portugal e
América com os Estados Unidos. Em círculos concêntricos, os principais destinos emissores nacionais são liderados por São
Paulo 34% Minas Gerais 9,68% e Nordeste em escala de volume total.
5
3.5 CENÁRIO TURISMO DE ALAGOAS
PERFIL DO TURISTA QUE SE HÓSPEDA NOS HOTÉIS DE MACEIÓ
3.6 PERFIL DO TURISTA DE NEGÓCIOS E CONGRESSO - MACEIÓ
6
3.7 PRINCIPAL EQUIPAMENTO PARA EVENTOS EM MACEIÓ
- Centro de Convenções Ruth Cardoso – CCERC.
Fonte: Setur/AL (*Eventos agendados) 2014.
O Centro Cultural e de exposições Ruth Cardoso em Maceió, foi Inaugurado em novembro de 2005, impulsionou o segmento de
Turismo de negócios e eventos, atraindo um número crescente de eventos locais, regionais e internacionais. O Centro de
Convenções conta com 2 pavilhões para feiras e exposições, um teatro para 1.251 lugares, 5 salas temáticas, 1 auditório para
464 lugares modulado em 2 de 232 lugares e de todos os ambientes necessários e ligados ao funcionamento dos
eventos.Segundo o Maceió Convention & Visitors Bureau MC&VB, o turismo corporativo é o principal responsável pelo aumento
da demanda, principalmente nos „gaps‟ de sazonalidade. Somente no primeiro semestre de 2010, foram captados mais eventos
do que durante todo o ano de 2009. A procura era de 18% a 30% e cresceu para 40% em menos de um ano. Em 2012 foram 49
eventos e em 2013 54 eventos. A meta para 2014 é a captação de 50 novos eventos para Alagoas.
A concorrência nas candidaturas para sediar eventos em todo o país é acirrada, uma desvantagem para Alagoas está na
capacidade de equipamentos de porte para grandes eventos e mão de obra qualificada para a prestação de serviços.
3.8 DESEMPENHO DA HOTELARIA - Maceió
Histórico da taxa média de Ocupação 2011 / 2014 – Maceió
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Média
anual
84,4%
60,0%
52,1%
51,2%
47,2%
42,2%
62,9%
51,2%
50,4%
58,1%
62,4%
56,4%
57,0%
78,9%
87,2%
89,3%
90,7%
81,8%
87,2%
89,5%
90,8%
91,0%
89,5%
89,6%
48,6%
69,0%
74,6%
78,9%
66,3%
77,2%
77,9%
82,2%
82,3%
72,8%
73,3%
49,4%
53,1%
64,8%
76,5%
65,8%
66,6%
78,6%
82,4%
81,8%
76,2%
77,3%
46,1%
55,5%
63,7%
62,9%
57,9%
67,9%
72,2%
71,3%
70,3%
66,6%
67,7%
34,6%
49,7%
56,5%
58,1%
52,7%
52,9%
54,4%
51,1%
55,0%
55,1%
58,8%
40,4%
47,6%
54,0%
52,7%
45,0%
52,1%
52,0%
53,7%
52,0%
56,7%
53,4%
64,1%
70,0%
69,9%
71,7%
71,1%
73,6%
77,8%
72,9%
74,7%
74,7%
81,0%
52,2%
54,8%
67,8%
63,4%
48,5%
50,6%
53,5%
55,0%
56,6%
57,5%
65,0%
54,9%
60,1%
76,7%
68,0%
56,0%
63,3%
72,1%
72,6%
72,6
69,3%
67,6%
56,2%
65,5%
77,6%
68,0%
65,8%
66,0%
76,6%
73,9%
76,1%
70,8%
80,9%
59,3%
67,9%
76,3%
65,4%
67,5%
71,5%
74,0%
74,8%
74,3%
74,4%
73,8%
57,4%
66,0%
71,9%
63,2%
65,7%
70,9%
74,2%
75,0%
74,4%
73,3%
74,8%
54,4%
61,9%
70,4%
67,9%
62,0%
66,6%
70,9%
71,3%
71,7%
69,7%
72,0%
87,0%
74,0%
77,0%
70,8%
55,6%
37,4%
61,6%
Fonte: SETUR/AL , SUINVEST dados boletim taxa de ocupação média
7
66,2%
A taxa de ocupação hoteleira vem mantendo um crescimento, acima da média brasileira, mesmo com o aumento da oferta.
De acordo com informações do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, a média anual do país é de 65,6%.
A taxa média de ocupação no primeiro semestre de 2014 foi de 66,9% na cidade de Maceió.
Maceió recebeu 361.371 mil hóspedes no primeiro semestre de 2014. O mês de janeiro apresentou o maior fluxo do período,
chegando aos 78 mil hóspedes. Nos últimos dez anos, houve um crescimento de 111,5% no fluxo de hóspedes de Maceió.
3.9 HISTÓRICO FLUXO DE HÓSPEDES 2002 / 2014 – MACEIÓ - COMPARATIVO MENSAL
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Total
anual
2002 39.815 28.229 30.918 31.551 30.412 27.143 35.909 31.442 26.895 33.337 36.475 32.013 384.139
2003 44.306 24.325 25.121 29.219 20.274 22.293 34.863 28.150 28.650 32.429 30.251 37.877 357.758
2004 40.084 26.343 37.596 29.864 27.170 26.225 34.727 29.561 31.161 32.025 34.454 32.418 381.628
2005 49.748 34.913 36.758 35.027 30.181 27.276 39.905 34.790 38.028 40.654 35.469 37.563 440.312
2006 44.970 34.370 37.617 36.695 30.590 25.752 41.001 31.404 34.415 38.349 36.265 37.009 428.437
2007 44.108 32.488 33.658 32.886 29.766 23.368 37.865 24.213 33.116 38.841 37.448 38.924 406.681
2008 45.439 37.006 36.723 36.057 29.138 30.935 40.472 29.383 36.077 38.532 39.822 41.434 441.018
2009 48.636 37.064 46.005 42.080 34.301 33.433 47.356 35.216 45.762 51.978 44.094 47.951 513.876
2010 54.958 45.196 47.385 45.735 34.519 35.669 47.426 34.913 46.472 49.914 47.980 48.606 538.773
2011 68.209 47.280 51.266 49.551 37.533 39.373 56.249 41.899 51.728 54.730 51.570 51.014 600.402
2012 64.659 48.115 53.941 52.291 41.481 45.191 57.157 44.759 54.916 55.141 60.486 59.312 638.449
2013 75.027 56.978 66.811 58.329 53.532 46.787 68.294 59.647 61.054 71.922 68.916 69.417 756.714
2014 78.416 58.170 68.669 65.458 52.162 38.496 61.261
422.632
Fonte: Boletim de ocupação hoteleira – BOH / SETUR-AL
3.10 FLUXO GLOBAL DE VISITANTES (MACEIÓ X ALAGOAS)
A capital recebeu aproximadamente 1,8 milhões de visitantes somente em 2013. Estima-se que 2,8 milhões de turistas visitaram
Alagoas durante o ano. Entre 2002 a 2013 houve aumento de 116% no fluxo de visitantes global do Estado.
3.11 COMPARATIVO ANUAL FLUXO DE VISITANTES 2002 / 2013
Fonte: Fonte: SETUR/AL , SUINVEST dados boletim taxa de ocupação média
8
3.12 PERMANÊNCIA MÉDIA (DIAS) –2002 / 2014 COMPARATIVO MENSAL
Média
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
2002
4,4
3,9
3,2
2,8
2,8
2,8
3,6
2,6
3,3
3,5
3,3
3,6
3,3
2003
3,7
3,3
3,7
3
3,1
3,4
4
3,4
3,5
3,3
4
3,7
3,5
2004
4,5
4,5
3,6
3,5
3,1
3,2
4,3
3,3
3,5
3,7
3,4
4,1
3,7
2005
4,3
4,2
3,5
3,6
3,4
3,4
3,9
3,9
3,9
3,8
4
4,1
3,9
2006
4,6
4,3
3,7
3,1
3,4
3,7
4,1
3,6
3,7
3,6
3,4
3,7
3,8
2007
4,1
3,8
3,8
3,4
3,2
3,3
4,1
3,5
3,3
3,4
3,4
3,8
3,6
2008
4,3
4,2
3,7
3,8
3,4
3,6
4,1
3,1
3,4
3,5
3,3
3,9
3,7
2009
4,2
4
3,9
3,7
3,4
3,4
4,3
3,1
3,5
3,3
3,3
3,8
3,7
2010
4,3
4
4
3,5
3,1
3,2
4,2
3,2
3,7
3,6
3,4
3,9
3,7
2011
3,8
3,9
4
3,4
3,3
3,1
3,8
3,3
3,5
3,4
3,5
4,5
3,7
2012
4,3
4,1
4
3,6
3,5
3,5
4,4
3,4
3,5
3,6
3,4
3,8
3,8
2013
4,3
3,9
3,9
3,8
3,6
3,4
4,5
3,8
3,8
4,1
3,7
4,1
3,9
2014
4,1
4,0
4,1
3,8
3,5
3,1
4,0
Fonte: Boletim de ocupação hoteleira – BOH. 2014.
3.13 MALHA AÉREA DE ALAGOAS- TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS
INCREMENTO DA MALHA AÉREA
CIA AÉREA: TAM -ORIGEM: SÃO PAULO E BRASÍLIA
CIA AÉREA: GOL -ORIGEM: SÃO PAULO
CIA AÉREA: TAM -ORIGEM: SÃO PAULO E BRASÍLIA
CIA AÉREA: GOL -ORIGEM: SÃO PAULO
CIA AÉREA: AVIANCA -ORIGEM: SÃO PAULO
Atualmente operam em Alagoas as companhias TAM, GOL, TRIP, AVIANCA e AZUL.
Fonte:
SUINVEST/SETUR-AL 2014
3.14 MOVIMENTO DE PASSAGEIROS – 2007 / 2014 COMPARATIVO MENSAL
9
anual
3,8
4. ARAPIRACA-AL
4.1 CARACTERIZAÇÃO GEOGRÁFICA
A atividade turística está diretamente relacionada com as questões de ordem climáticas, suas sazonalidades e características
microclimáticas. Portanto é imprescindível compreender e considerar o conjunto das características geográficas do território onde
se pretende desenvolver tal atividade, buscando fundamentalmente aproveitar o potencial natural e mitigar os aspectos
desfavoráveis, compreensão esta que conduzirá, em percentual bastante elevado, as decisões sobre os investimentos tanto da
iniciativa privada, como da gestão pública para o setor. Além de ser um importante dado para ações de marketing estratégico e
de divulgação.
Tais afirmações estão e consonância com o conceito de ¹ANDREAS Matzarakis, que diz:
O tema do clima e turismo está também relacionado com opções microclimáticas, ou seja, com a
climatologia urbana e com o planejamento regional e urbano. As condições microclimáticas
podem constituir um fator positivo de criação de produtos turísticos.
(¹ANDREAS Matzarakis - Meteorological Institute, Universidade de Freiburg, Alemanha.)
O município de Arapiraca está inserido geograficamente no Agreste do Estado de Alagoas, distando 126 km da capital, com
acessos rodoviários a partir de Maceió pelas rodovias BR-101, BR-316 e AL-220, todas pavimentadas.
O clima tropical com verão de pluviosidade menor que o inverno, segundo classificação de Köppen e Geiger o clima é As, com
temperaturas médias de 23,7ºC apresenta ainda temperaturas mínimas, nos meses de junho e julho de 12ºC, e máximas de
38ºC em fevereiro e média anual de pluviosidade de 752 mm, conforme demonstração da figura.
A grosso modo, as temperaturas amenas apresentadas para os períodos evidenciados, dotam o município de uma possível
vantagem competitiva, a ser explorada pela atividade
turística (através de seu marketing de divulgação),
observando o aproveitamento das temperaturas mais
baixas nas variações microclimáticas nos relativos
períodos.
( Climograma IBGE—2010)
4.2 SEGMENTAÇÃO GEOGRÁFICA
A distância é uma das principais variáveis do mercado do turismo, geralmente há uma concentração entre 70% a 80% dos fluxos
emissores em regiões vizinhas, essa tendência de mercado se mostra em todas as partes do mundo. Observando esse critério, o
município de Arapiraca apresenta também esse fator de favorecimento no desenvolvimento da atividade turística, por ser uma
cidade com posicionamento geográfico bastante significativo, do ponto de vista estratégico, para captação de turistas,
considerando que o trajeto entre Maceió (capital) e Arapiraca, por rodovia, é possível ser cumprido em um tempo médio de uma
hora e meia, em velocidade média de 100km/h, o que se traduz como um dado significativo para a atividade, pela possibilidade
de captação do público que utiliza transporte aéreo e desembarca na capital.
10
4.3 CATEGORIZAÇÃO TURÍSTICA ARAPIRACA –
MUNICIPALIZAÇÃO E REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO.
A categorização turística implementada pela Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas desde 2012, tem como objetivo
hierarquizar as regiões turísticas e municípios, e identificar seus respectivos destinos a partir do nível de desenvolvimento dos
mesmos no setor/segmento.
A orientação observa os seguintes critérios:
4.3. 1 CRITÉRIOS MUNICIPAIS
Grau de atratividade dos recursos
Existência de demanda real
Destinos comercializados por agências de turismo
Infraestrutura de apoio ao turismo
Equipamentos e serviços turísticos
Existência de estrutura de gastos turísticos – PPA Municipal contemplando o Turismo e orçamento direcionado para o setor
Organização Turística Municipal – Secretaria/Departamento/Unidade de Turismo
Planejamento Turístico Municipal.
4.3.2 CRITÉRIOS REGIONAIS
Posição geográfica limítrofe estratégica, que possibilite o reconhecimento de seus elementos em comum, a proximidade entre os
territórios municipais e atuação efetiva de grupos gestores nas unidades identificadas;
Existência de organizações oficiais intermunicipais – Instância de Governança, ou seja, a representação dos municípios a partir
da organização municipal com efetiva atuação.
Para os critérios regionais são considerados as seguintes evidências:
Que a instância efetivamente esteja ativa, devendo apresentar ata de reunião do ano corrente, planos de ação ou documento
similar comprovando a regularidade de atuação no território, registro fotográfico, listas de freqüência recentes apresentando a
assinatura dos participantes de cada município da região em questão e participação no Fórum Estadual de Turismo (Lista de
freqüência de participação)
11
4.3.3 CATEGORIZAÇÃO TURÍSTICA – ARAPIRACA 2012/2013
ARAPIRACA
PRODUTO
INVESTIMENTO
MARKETING
CRITÉRIOS
REGIONAIS
ANO 2012
40,5
22
6
0
ANO 2013
29,1
40
6
0
5. ARAPIRACA – ANÁLISE PRODUTO TURÍSTICO
O município de ARAPIRACA obteve desempenho decrescente em 2013 na análise do PRODUTO TURÍSTICO em 11,4% em
comparação com os 40,5% alcançados em 2012. A máxima em percentual no primeiro ano correspondia a 30% em Oferta e
Demanda Turística e separadamente 10% para avaliação de cadastro CADASTUR. Em 2013, para Oferta e Demanda Turística,
os itens avaliados sofreram acréscimos de outros itens, unificando os dois temas, e deduziu-se a pontuação máxima em 10%.
Mesmo com esta intervenção, o município decresce na média ponderada no desempenho nesta dimensão. Observa-se ainda,
que a avaliação a partir de 2013 considera o cadastramento no CADASTUR de equipamentos e prestadores de serviços
turísticos, levando-se em consideração a proporcionalidade. Neste caso o município deve estar atento ao Cadastramento no
sistema e atualização dos certificados, a fim de elevar à dimensão a nota máxima.
Na dimensão de OFERTA E DEMADA TURÍSTICA, os itens avaliados sofreram decréscimos nos critérios (Meios de
hospedagens, Bares e Restaurantes, outros equipamentos), por não apresentar as empresas e prestadores de serviços
devidamente cadastradas no CADASTUR em sua totalidade.
Para o item de ATRATIVOS NATURAIS, não há documentos ou registro de identificação que comprovem a existência dos
atrativos naturais sendo promovidos e comercializados no âmbito nacional e internacional, com infraestrutura adequada e
acessibilidade direcionada à demanda nacional e internacional.
Na dimensão INVESTIMENTOS o município obteve um aumento de 18%. Não foi evidenciado documento da secretaria de
infraestrutura ou outro órgão responsável, declarando à existência de projetos realizados referente à sinalização turística 100%
sinalizada e por não apresentar ata ou declaração referente a pesquisas realizadas no território, utilizando ferramenta de
planejamento e gestão, ou seja, apresentar como exemplo, o inventário da oferta turística ou pesquisa de demanda, contendo
informações de procedência dos turistas, classificados por idade, sexo, motivo da viagem, em série histórica nos 02 (dois)
últimos anos.
Na dimensão de MARKETING o município não apresentou documento assinado pelo dirigente da secretaria municipal,
atestando a existência do plano de marketing da SECTUR, com planos de ação e ou atividades, constando especificação de
mercado, com metas, etapas e plano de trabalho com prazo estabelecido. Não foi evidenciado CAT contemplando dois ou mais
idiomas. Na mesma dimensão não foi apresentado documentos que comprovem a existência de site em outro idioma além do
português.
12
Na dimensão de GOVERNANÇA para os CRITÉRIOS REGIONAIS não foi evidenciado documento ou declaração com
evidências que comprovem a instância de governança instituída com a representação do município a partir da organização
municipal, com efetiva atuação na execução do plano de desenvolvimento regional no exercício atual. Ainda, não foi apresentado
documento que registra a comprovação de material promocional integrado/ regional - Caracterizando a região, apresentando os
municípios como parte integrante da região onde está localizada com 02 (dois) ou mais idiomas.
ÍNDICE DE MATURIDADE DOS PEQUENOS NEGÓCIOS EM ARAPIRACA.
O SEBRAE/AL em parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) tem iniciado um movimento de competitividade no
país, por meio da disseminação do Modelo de Excelência da Gestão (MEG), desde 2004.
As atuações das organizações estão postas pela iniciativa de realização do Prêmio MPE Brasil, incentivando ao empresário ao
preenchimento de um questionário para geração de um diagnóstico empresarial, que busca avaliar a excelência da gestão das
Micro e Pequenas Empresas, de acordo com o modelo de Gestão da Excelência, abordando os fundamentos: Pensamento
Sistêmico, Aprendizado Organizacional, Cultura da Inovação, Liderança e Constância de Propósitos, Orientação por Processos e
Informações, Visão de Futuro, Valorização das Pessoas, Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado, Desenvolvimento de
parcerias e Responsabilidade Social. Estes fundamentos são traduzidos em critérios que correspondem a demonstrações de
práticas de gestão da empresa identificados a partir de um conjunto de perguntas em Liderança, Clientes, Sociedade,
Estratégias e Planos, Pessoas, Processo Produtivo, Resultados e Informação e Conhecimento.
O escritório regional de Arapiraca realiza o incentivo às empresas identificadas como público alvo de seus projetos coletivos. Em
2014, o setor de comércio e serviços foi analisado em amostragem, para identificar os níveis de maturidade da gestão dos
pequenos negócios. Foram observados 19 pequenos negócios de estratos diversos.
Nível de Gestão das Empresas
Faixas de Avaliação
Quantidade
%
IMG
Empresas
De 0 a 30 pontos
2
10,5%
INICIAL
De 31 a 60 pontos
10
52,6% INTERMEDIÁRIO
De 61 a 100 pontos
7
36,8%
AVANÇADO
Fig:5.1
De acordo com o resultado, mais de 50% das empresas encontram-se em nível de maturidade de gestão „intermediário‟, em
comparação com o (MEG). A avaliação do modelo de excelência da gestão é baseada na distribuição de pesos entre os critérios,
que somados representam 100% de desempenho. A lógica do MEG sugere a orientação para avaliação do Índice de Maturidade
da Gestão a partir da divisão da pontuação em três níveis. Ainda, estabelece a leitura da esfera iniciando na liderança,
observando os clientes e a sociedade para definir estratégias e planos e treinar pessoas para atuarem em processos com foco
em resultado.
Deste modo, compreende-se que o nível de maturidade inicial corresponde a empresas que em sua Liderança tenham a
capacidade de ser um referencial e seja inspirador às partes interessadas da empresa e estimulo ao alcance dos objetivos
propostos, verificando no mercado informações de seus Clientes atuais e potenciais para analisar suas necessidades e promover
inovação em seus negócios, observando os requisitos legais do setor /segmento onde atuam e a partir destas identificações
adotar estratégias, com estabelecimento de indicadores de resultados e definição de meios de verificação dos mesmos, para
monitorar o seu desempenho.
13
Apesar de o recorte observado apresentar percentual de empresas em maior parte em seu nível de maturidade de gestão
intermediário, deve-se considerar que o universo da amostra é bastante diversificado, podendo não representar o desempenho
de gestão de negócios das empresas e serviços de turismo direto. Existe neste caso, a necessidade de ampliação da avaliação
dos negócios e estruturação do atendimento, direcionado ao que recomenda o MEG no Índice de Maturidade da Gestão,
ofertando soluções de apoio a gestão alinhadas aos critérios deste nível, trazendo uma possibilidade de ampliação da
Maturidade da Gestão dos pequenos negócios em busca da excelência.
14
6. DADOS DO TURISMO EM ARAPIRACA
Tomando como referencial o último documento produzido com foco para o mercado para o município de Arapiraca em 2010, o
olhar para o futuro já sinalizava a perspectiva de crescimento e os novos investimentos. O município inaugurou em 2013 o
Garden Shopping com 06 salas de cinema, mais de 50 lojas, destas 12 âncoras e impacto na geração de 3.500 empregos
diretos. O grupo ACCOR tem perspectiva de inauguração de uma unidade hoteleira até 2015 com a marca IBIS, na classificação
Budget, ou seja, classificação econômica para atendimento ao perfil de negócios.
6.1 Dados dos Meios de hospedagem Arapiraca
DADOS MEIOS DE HOSPEDAGEM ARAPIRACA
Meios de Hospedagem
17
UH´s
Leitos
T
619
1.283
Tx Ocupação Média
Permanência Média
SEG/QUI
3,8 Dias
90%
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Arapiraca, Julho 2014.
6.2 Dados dos equipamentos e prestadores de serviços Turísticos em Arapiraca
DADOS EQUIPAMENTOS ARAPIRACA (CADASTUR)
Agências de
Meios de Hospedagem
Turismo
Transportadoras
Bares e Restaurantes
Guias
AVT
13
09
01
0
Fonte: Secretaria de Estado do Turismo- SETUR/AL, Julho 2014
6.3 Bares e Restaurantes em Arapiraca
DADOS ALIMENTAÇÃO FORA LAR ARAPIRACA
36 ESTABELECIMENTOS (de diferentes categorias)
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Arapiraca, Julho 2014.
15
0
7. EQUIPAMENTOS DIRECIONADOS PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA
Um Centro de Convenções é um equipamento de fundamental importância para a implementação do turismo de evento,
primordialmente pela capacidade de captação de eventos corporativos, bem como pela possibilidade de maior oferta de produtos
culturais e de lazer.
7.1 CENTRO DE CONVENÇÕES ARAPIRACA
Está em andamento, com recursos oriundos de emenda parlamentar, já está aprovado o projeto para a construção do Centro de
Convenções de Arapiraca, que demandará às organizações a extensão de Convention & Visitors Bureau, com a finalidade de
estruturar um calendário de fomento e captação de eventos geradores de fluxo turístico. Ainda, a perspectiva de fomentar a
capilaridade empresarial e estimular o empreendedorismo de forma a criar condições de perenização dos negócios.
7.1.1 Imagens do projeto:
Fonte: Projeto Arquitetônico Centro de Convenções Arapiraca. Hanah Melo, Agosto 2014.
16
7.2 Tabela comparativa dos centros de convenções próximos do Estado.
Fonte: Projeto Arquitetônico Centro de Convenções Arapiraca. Hanah Melo, Agosto 2014.
Como dado ilustrativo, que demonstra a perspectiva de um desenvolvimento constante, já em 2009 Arapiraca foi eleita, pela
Gazeta Mercantil, como o 10º município mais dinâmico do Brasil. E pela Revista Veja entre as 20 cidades Médias do Brasil
aonde o Futuro já chegou.
17
8. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.
8.1 ASPECTOS METODOLÓGICOS
A construção do planejamento estratégico do Turismo de Arapiraca obedeceu a uma metodologia participativa, de governança
local, articulada com as bases da municipalidade, expressas na representação do sistema S, empresariado e demais atores
mobilizados pela Secretaria de Turismo.
Inicialmente realizou-se a Pesquisa Referencial (fontes de dados secundários e de iniciativas, já implementadas na temática do
turismo nos últimos anos). A oficina participativa considerou e apresentou o Painel de Iniciativas e a Análise SWOT (construída
no município em 2010), com o propósito metodológico de estabelecer o “Marco Lógico” como determinação temporal dos
trabalhos aplicando ainda entrevistas qualificadas para a geração do Diagnóstico Rápido Participativo.
Figura 8.1.1: Representação da metodologia aplicada.
Adaptação - Rede Soluções Sustentáveis, 2014.
18
8.2 ANALISE DE SWOT – FOFA
FATORES INTERNOS
FATORES EXTERNOS
FORTALEZAS




















19












Participação em feiras de turismo e
eventos de outros segmentos com
objetivo de divulgar e captar eventos para
a cidade;
Implantação do sistema nacional de
registro de hóspedes;
Plano Estadual de Turismo como
referencial;
Realização de ações de acesso a
mercado com Famtour, Fampress e
Benchmarking;
Captação de recursos para construção de
equipamento turístico (Centro de
Convenções);
Diversos restaurantes vindo para cidade
de Arapiraca trazendo mais opções de
gastronomia com níveis de qualidade e
padrão diferentes;
Explorar a imagem do time do Asa para o
desenvolvimento do turismo na região;
Estruturar e divulgar melhor o Morro da
Massaranduba;
Elaborar projetos em busca de captar
recursos para fomentar a cultura através
da Lei Rounet;
Criação de ofertas de cursos
profissionalizantes para qualificar a mão
de obra;
Incentivar a parceria entre serviço público
e privado;
Ampliação de novos empreendimentos e
concorrência no destino.
FATORES POSITIVOS
FATORES POSITIVOS

Corrida de jipe;
Realização do Motofest;
Disseminação do Planejamento Estratégico
para entidades e participantes;
Ações de fiscalização da mendicância;
Reordenamento urbanístico;
Disponibilidade e realização de
capacitações operacionais e consultorias
de gestão empresarial;
Calendário de eventos;
Material de divulgação;
Municipalização e Regionalização do
turismo por meio da categorização turística;
Maturidade dos agentes locais para
melhoria da competitividade;
Realização do festival gastronômico;
Existência de sinalização urbana;
Existência de equipamento comercial de
grande porte ( Shopping );
Alimentação diversificada na cidade,
diversas opções de restaurantes;
Alguns hotéis e pousadas com serviços
ampliados de restaurantes, com jantares e
serviços de meia pensão;
Projeto de incentivo a cultura, sendo
desenvolvido pela secretaria de Cultura e
Turismo;
Algumas manifestações culturais: reisado,
guerreiros, coco de roda, destaladeira do
fumo exclusividade de Arapiraca;
Ponto turístico Lago da Perucaba, com
estrutura revitalizada para o turismo;
Faculdade de turismo qualificando mão de
obra;
Investimentos de hotéis e pousadas da
cidade;
Existência de espaços para eventos de
pequeno, médio e grande porte;
Existência de um mercado de artesanato;
OPORTUNIDADES
FRAQUEZAS

Monitoramento do reordenamento
urbanístico;

Definição prioritária de eventos para
compor no calendário;

Adequação técnica do material de
divulgação e impressão;

Ausência de meio eletrônico de
divulgação comercial do destino;

Municipalização e Regionalização do
turismo, criação do grupo gestor e
instância de governança
institucionalizada com poder público e
privado;

Ausência de sensibilização de ações
sócio-educacionais sobre a atividade
turística;

Inobservância do Plano Nacional e
Estadual (27.141) como referência;

Inexistência de sinalização turística;

Inexistência de Centro de
Atendimento ao Turista ( CAT);

Insuficiência do sistema de gestão
empresarial no setor turístico
(software);

Carência de infra estrutura e
consciência socioambiental para
tratamento de resíduos sólidos e
efluentes líquidos;

Ausência estrutural para atendimento
a público com mobilidade reduzidaacessibilidade à cadeirantes, cegos,
surdos e melhor idade;

Ausência de conscientização
ambiental nas empresas;

Melhorar a qualificação da gestão e a
mão de obra para a atividade do
turismo;

Deficiência de trabalho de
Endomarketing dentro das empresas,
o que gera grande rotatividade de
funcionários, baixa produtividade e
desmotivação;

Ausência de uma agência de
receptivo local;

Fragilidade na gestão do mercado de
artesanato;

Inexistência de aterro sanitário;

Matadouro de Arapiraca que polui e
causa mau cheiro;

Descontinuidade das ações através
dos gestores;

Fragilidade na segurança pública;

Fragilidade na infraestrutura da cidade
em relação à comunicação e
instalações;

Insuficiência de estacionamentos
públicos para carros no centro da
cidade;

Poucos hotéis e pousadas com boa
estrutura para comportar clientes mais
exigentes;

Ausência de um plano de marketing;

Ausência de políticas públicas de
incentivos fiscais para atrair
investidores;

Ausência de pesquisa do fluxo de
visitantes;
Baixa qualificação da mão de obra e de
gestão para o setor turístico.







O trânsito da cidade de Arapiraca;
Especulação imobiliária causando inflação e más
negociações;
Focos de lixo na cidade ocasionada pela falta de
consciência ambiental da população;
Instalação de redes de hotéis na cidade o que
causa ameaças aos empresários locais;
Identidade do destino fragilizada pela ausência de
produtos turísticos complementares;
Crises econômicas internacionais;
Baixa qualificação da mão de obra e de gestão
para o setor turístico;
FATORES NEGATIVOS
FATORES NEGATIVOS

AMEAÇAS
20
8.3 RESULTADO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO - ENTREVISTAS QUALIFICADAS
CENÁRIO REAL
8.3.1 Dos entrevistados perguntados, cerca de 100% identificaram a
unidade OOT – Orgão Oficial de Turismo no Município de Arapiraca. Essa
constação é positiva e favorável ao desenvolvimento de uma política para
o setor, com foco no desenvolvimento sustentável.
8.3.2 Constatado em entrevista qualificada que o município
apresenta fragilidade na utilização de uma política consistente,
que defina os rumos desejados para a atuação no setor/
segmento, o que fortalece a justificativa da criação do Plano
Estratégico, como ferramenta de gestão e de governança para
Arapiraca, promovendo uma instrumentação favorável para as
novas iniciativas e a busca por recursos necessários a
execução das proposições elencadas.
8.3.3 O resultado aponta a inexistência de Plano de
Marketing, o que é considerado uma fragilidade aguda,
observando pelo ângulo de fortalecimento da identidade e
marca do destino, como sendo uma ferramenta capaz de
fomentar a competição nas principais praças de
comercialização regional e nacional.
8.3.4 A pesquisa aponta, na percepção dos entrevistados, que o
município já realiza ou realizou iniciativas de cunho cultural em 28%
das opiniões, 28% relacionado ao artesanato local, 23% voltados a
temática da gastronomia e 21% a iniciativas vinculadas a agricultura
orgânica, como sendo produções locais favoráveis a atividade
turística. A perspectiva da abordagem é relacionar potenciais
atividades associadas ao setor/segmento e direcionar esforços na
formatação destas produções para consumo de visitas no município.
Além das indicações listadas no questionário de entrevistas conforme
gráfico acima, foi identificado pelo municipio o Festival Gastronômico.
21
8.3.5 Dos entrevistados, 55% apontaram que a cidade possui
infraestrutura turística acessível, citando os exemplos do Memorial da
Mulher, Lago da Perucaba, Mercado do Artesanato, praças públicas e
parques. Em contrapartida, 45% dos entrevistados informam que é
frágil a acessibilidade no município. Tomando por base os dados
preliminares do último Censo do IBGE (2010), mostram que uma
grande parcela da população brasileira possui algum tipo de
deficiência. São 23,9% da população brasileira com pelo menos uma
das seguintes mobilidades reduzidas (deficiências): Visual, auditiva,
motora e intelectual, o documento referencial do MTur que trata da
acessibilidade – Estudo de perfil de turista, aponta para questões
relacionadas a acessibilidade do destino como um todo, o que
favorece negativamente a competitividade do destino (2014).
8.3.6 Dos entrevistados 54% visualizam e reconhecem a atuação
de outras instituições com objetivo de fomentar a cultura
empreendedora do municipio. Foram identificadas as
instituições: SESC, SEBRAE, instituições do poder público e
Casa do Empreendedor. Por outro lado, temos um número
relevante de entrevistados que não reconhecem ações voltadas
para o fomento do empreendedorismo. Tivemos um percentual
de 46% de não reconhecimento dessas instituições.
8.3.7 A entrevista realizada com alguns representantes do
município identificou que 69% dos entrevistados não
visualizam um diferencial competitivo referente ao segmento,
alegando que não existe segmento consolidado, por isso a
ausência do diferencial competitivo. Das respostas, 31%
visualizam um diferencial como: comércio, atrativos culturais
e posição geográfica regionalmente.
22
9. REDEFINIÇÃO DA MISSÃO E VISÃO PARA A ATIVIDADE
A metodologia de definição do um marco lógico conduziu a reavaliação da missão e visão para a atividade obtendo-se o seguinte
resultado:
9.1 MISSÃO
CONSOLIDAR O TURISMO EM ARAPIRACA COMO INDUTOR DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, DO PONTO DE
VISTA DE NEGÓCIOS E EVENTOS E DEMAIS POTENCIALIDADES, DE FORMA PARTICIPATIVA ENTRE ATORES
PÚBLICOS E PRIVADOS COM BASE NA LEGISLAÇÃO VIGENTE.
9.2 VISÃO
SER IDENTIFICADO COMO DESTINO DE TURISMO DE NEGÓCIOS E EVENTOS, EM NIVEL NACIONAL NO HORIZONTE
DE 10 ANOS.
10. REFERENCIAL SEGMENTAÇÃO DE NEGÓCIOS & EVENTOS
O segmento de Turismo de Negócios e Eventos em sua definição dada pelo Ministério do Turismo é “o conjunto de atividades
turísticas decorrentes de encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional,
técnico, científico e social”. O segmento é formado por dois sub segmentos básicos, independentes, compatíveis e muitas vezes
inter-relacionados: Negócio e Eventos. (MTur, 2008).
Ainda, segundo o MTur, as atividades desempenhadas pelo turista no destino – sejam negócios, eventos ou ambos – dependem
da sua motivação. Entretanto, é importante destacar que é possível a compatibilização das duas motivações principais do
segmento, isto é, o turista de eventos poderá aproveitar a sua permanência na cidade, para a realização de ações de negócios,
assim como um turista que venha para uma reunião especifica poderá comparecer a um evento que esteja ocorrendo no mesmo
período.
Para explicar as características deste segmento e o perfil do público, é importante destacar alguns conceitos e informações:
Turistas de Negócios – Caracterizados principalmente por turistas individuais, que se deslocam para participar de reuniões
de trabalho.
Turista de Eventos – A divisão destes turistas em dois grupos principais – corporativo e associativo – é apropriada em
função de características e comportamentos bastante distintos. No primeiro dado pela convocação da empresa onde ele
é vinculado e no segundo são profissionais liberais.
Turista de Incentivos – A motivação se dá em ambiente profissional, mesmo estando no consumo do destino devido a
premiação de desempenho. (MTur, 2008).
23
Em análise das iniciativas para o setor de turismo em Arapiraca, pôde-se observar inicialmente uma orientação que caracterizava
o destino com um potencial desenvolvedor desta segmentação, visto posto, os números que compõe o PIB Municipal apontar
para uma média superior a 55% de desempenho em serviços. Outro aspecto relevante indicado foi o número crescente
empresas do comércio varejista entre 2005 e 2008, que caracterizou a justificativa da segmentação pela grande concentração de
representantes comerciais no destino, utilizando equipamentos e serviços relacionados ao setor de turismo como: Meios de
hospedagens, bares, restaurantes, entre outros.
11. MARCO LÓGICO - RESUMO DOS OBJETIVOS
11.1 PROPÓSITOS
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em gestão compartilhada, propõe:
Assegurar participação aos atores do território na execução e monitoramento dos projetos e sua respectiva avaliação;
Criar condições de preservação dos valores e identidade cultural das comunidades;
Contribuir para o fortalecimento e a competitividade dos pequenos negócios do setor de turismo;
Ampliar os investimentos e geração de postos de trabalho no município.
11.2 FINS DO PLANO ESTRATÉGICO
O Plano Municipal objetiva sistematizar um conjunto de estratégias e planos com ações específicas e propostas de captação de
recursos, para estimular o desenvolvimento do setor de turismo, com foco no segmento de negócios & eventos no Município de
Arapiraca, contribuindo para a elevação da competitividade dos pequenos negócios, aumento da empregabilidade,
desenvolvimento socioeconômico, valorização da cultura e o estímulo a qualificação profissional.
11.3 RESULTADOS ESPERADOS
Melhorar a qualificação de mão de Obra;
Ampliar a participação do município em novos mercados de turismo;
Elevar a qualificação em Gestão dos pequenos negócios existentes;
Estimular os empreendedores e profissionais do setor no atendimento a legislação pertinente às atividades relacionadas;
Articular o fomento a infraestrutura básica e turística;
Fomentar a produção cultural e de eventos no município.
11.4 INDICADORES DE IMPACTO
Elevação do índice de Desenvolvimento Humano (IDH);
Projetos consolidados considerando o método participativo e compartilhado entre instituições do setor sendo executados no
horizonte proposto;
Sistema de cadastro de Equipamentos e Prestadores de serviços turísticos – CADASTUR;
24
Legislação Pertinente a atividades do setor;
RAIS – Relação Anual de Informações Sociais;
Participação em qualificação profissional e de gestão;
Calendário de eventos realizados;
Investimentos realizados.
11.5 MEIOS DE VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS
Índice IDH (Série histórica);
Planos de trabalho alinhados aos projetos propostos com metas e definição de agente realizador;
Contribuição do turismo para a economia municipal;
IAD – Índice de Atratividade do destino;
Número de Empreendimentos e profissionais qualificados;
Relação de atendimento aos requisitos legais do setor;
Número de postos de trabalhos gerados;
Número de eventos realizados;
Número e tipo de investimentos realizados.
11.6 PRESSUPOSTOS EXTERNOS
Continuidade da ação pública municipal na implementação do plano;
Compromisso e envolvimento dos atores públicos e privados do setor, para garantir a execução do plano;
Disponibilidade de Recursos financeiros para a execução do plano.
O planejamento estratégico foi concensado entre os atores para estabelecimento de um horizonte de 10 anos de atuação. 20142024. Para a definição de temporalidade da execução das ações propostas nos eixos estratégicos, recomenda-se a divisão dos
10 anos em períodos indicativos de:
0 a 3 anos – Curto Prazo;
4 a 6 anos – Médio Prazo e
6 a 10 anos – Longo Prazo.
25
12. EIXOS ESTRATÉGICOS
Eixo Estratégico: Marketing e Promoção Institucional
Justificativa: Divulgar o destino com a definição de estratégias pautadas nos potenciais apresentados na análise
SWOT, de forma a potencializar a visitação de turistas, ampliar as taxas médias de ocupação e de permanência.
Ação
Prazo
Parceiros
Responsáveis
Elaborar Plano de marketing
municipal
Curto
SECTUR
Elaborar marca do destino para
consolidação de Mercado.
Curto
SECTUR
Criar peças promocionais com
enfoque de segmentação do destino.
Curto
SECTUR
Produzir material de marketing
informativo em Português, Espanhol e
Inglês contemplando os equipamentos de
atração de negócios e eventos.
Curto
SECTUR
Criar portal com informações referentes
ao destino contemplando os serviços e
atualização permanente da plataforma.
Médio
Criar mapa turístico do Município,
destacando os produtos, serviços e
experiências do destino, anualmente.
Curto
Criar departamento de comunicação para
atuar na produção de comunicação
interna e externa, captação de midiática,
mídia e publicidade do município.
Médio
Realizar participação em feiras e eventos
do setor em níveis regional e nacional.
Exemplos: Feira das Américas (ABAV),
festival de turismo de Gramado, BNTM –
Brazil National Tourism Mart (Bolsa de
negócios turísticos do Nordeste), Rodadas
de negócios e encontros BRAZTOA –
Associação Brasileira de Operadoras de
Turismo e a participação em feiras e
encontros de segmentos diversos para a
realização de candidaturas para captação
de eventos para o destino.
Curto
Ajustar calendário de eventos da cidade
de acordo com a priorização de atuação
do destino – segmento.
Curto
Realizar pesquisa de impacto das ações
de marketing no destino periodicamente.
Médio
Articular a captação de recursos para
execução de planos de trabalhos de
promoção institucional.
Médio
SECTUR
Indicador
Plano elaborado
Marca elaborada
Arte peças criadas
Arte peças criadas
contemplando
idiomas
Meta
0 a 3 anos
0 a 3 anos
0 a 3 anos
0 a 3 anos
Site criado
4 a 6 anos
SECTUR
SECTUR
SECTUR/SEBRAE
Mapa turístico
elaborado
Departamento
criado
0 a 3 anos
4 a 6 anos
Participação
realizada em no
mínimo 06 eventos
relacionados ao
ano.
0 a 3 anos
SECTUR
Calendário ajustado
0 a 3 anos
SECTUR
SECTUR
Medição de fluxo
indicado por tipo de
ação de marketing
4 a 6 anos
Recurso captado
por meio de
projetos
4 a 6 anos
26
Eixo Estratégico: Municipalização e Regionalização do Turismo
Justificativa: Atuar de forma estratégica na construção de uma governança para o município, com a participação
do Estado, da iniciativa privada e organizações do setor de turismo. Objetiva a criação e fortalecimento dos
grupos gestores municipal e regional, o elenco de ações em planos de trabalhos compartilhados, a criação e
fortalecimento de redes empresariais de cooperação para atuar no setor.
Ação
Criar grupo gestor de turismo
municipal em consonância com a
política estadual e nacional de
turismo.
Prazo
SECTUR
Realizar a participação na análise
da categorização turística
municipal, para verificação da
competitividade do destino e traçar
os planos de trabalho de elevação
do nível de maturidade do destino.
Criar sistema de informações e
monitoramento de ações previstas
no Plano Estratégico de Turismo
de Arapiraca.
Realizar ações de identificação de
potenciais turísticos e apoiar à
formatação e estímulo a
comercialização de produtos
turísticos complementares.
27
Indicador
Meta
Grupo Gestor criado,
institucionalizado com
comprovação de atuação
Curto
Incentivo ao associativismo
ABIH/MCVB.
Criar instância de governança
regional em consonância com a
política estadual e nacional de
turismo.
Parceiros
Responsáveis
0 a 3 anos
SETUR/ALSECTUR
SECTUR
Médio
SECTUR
Curto
SECTUR
Instância de governança
criada, institucionalizada
com comprovação de
atuação
Município categorizado
anualmente série histórica
com resultado favorável
0 a 3 anos
Sistema criado
Curto
0 a 3 anos
SECTUR
Curto
4 a 6 anos
Produto comercializado por
agentes de marcado
regional e nacional
0 a 3 anos
Eixo Estratégico: Capacitação
Justificativa:
Realizar capacitação para atendimento as fragilidades apresentadas na SWOT e entrevista de campo, na
perspectiva de melhorar a prestação de serviços e a competitividade do destino.
Ação
Realizar diagnóstico empresarial
de gestão nas empresas e
prestadores de serviços ligados
ao setor, para identificar níveis
de maturidade e traçar planos
de intervenção.
Realizar consultorias em gestão
e de alavancagem tecnológica
nas empresas e prestadores de
serviços do setor de turismo
Realizar capacitação nas
brigadas de governança,
recepção, auxiliar administrativo,
manutenção geral, guias de
turismo regional.
Realizar levantamento de
necessidades de capacitação
operacional e técnica para suprir
necessidade do Centro de
Convenções.
Prazo
Parceiros
Responsáveis
SEBRAE
Curto
SEBRAE
Médio
SENAC/
Curto
FECOMERCIO/
Indicador
Número de negócios com
diagnósticos realizados em
série histórica com
tendência e gestão favorável
Número de negócios com
consultorias realizadas em
tecnologia e inovação
Meta
0 a 3 anos
4 a 6 anos
Número de profissionais
capacitados
0 a 3 anos
SINDILOJAS
SENAC/
Curto
FECOMERCIO/
Número de profissionais
capacitados
0 a 3 anos
SINDILOJAS/SENAI
28
Eixo Estratégico: Legislação e Gestão
Justificativa:
Atender aos requisitos legais vigentes no país, adequar o setor produtivo aos itens compulsórios e alinhar as
políticas municipal, com o decreto 27.141/13 - Plano Estadual de Turismo, em consonância com o PNT (Plano
Nacional).
Ação
Realizar campanhas de orientação
ao cadastramento de empresas e
prestadores de serviços turísticos
em atendimento as legislação
vigente – Lei Geral do Turismo
11.771 e atendimento as
recomendações da portaria 112
Atualizada MTur.
Prazo
SETUR/AL
SECTUR
Curto
Realizar monitoramento ,
articulação e fiscalização de
empresas e prestadores de
serviços turísticos, e Guias de
Turismo, conforme preconiza as
leis 5.623/93 e 6.943/2008
Curto
Estimular a implantação do
sistema nacional de registro de
hóspedes on line na rede hoteleira
do município.
Médio
Estimular os empreendimentos
hoteleiros na adesão ao sistema
nacional de classificação de
hospedagens SBClass.
Realizar consultorias nas
empresas e prestadores de
serviços do setor de alimentação
fora lar, de adequação à legislação
RDC 216 da ANVISA para
manipulação adequada de
alimentos com segurança.
Realizar consultorias nas
empresas e prestadores de
serviços para adequar ao
atendimento à legislação de Saúde
e Segurança do trabalho e
implantação de PPRA/PCMSO.
SETUR/AL
SECTUR
Médio
Indicador
E Número de empresas e
prestadores de serviços
cadastrados no CADASTUR.
Legislação pertinente a
atividade no setor.
E Número de empresas e
prestadores de serviços
cadastrados no CADASTUR
MTUR/SETUR/AL
E SECTUR
Número de
estabelecimentos de
hospedagem com sistema
registrado
MTUR/SETUR/AL
E SECTUR
Número de
estabelecimentos de
hospedagem classificados
SEBRAE
Número de empresas com
consultorias realizadas e
adequadas às normas
Curto
Curto
Curto
Realizar consultorias empresariais
para implantação de sistema de
gestão.
Curto
Meta
0 a 3 anos
0 a 3 anos
4 a 6 anos
4 a 6 anos
0 a 3 anos
SEBRAE
Realizar consultorias nas
empresas e prestadores de
serviços para o aumento do nível
de maturidade de gestão,
conforme modelo de Excelência da
Gestão (FNQ).
29
Parceiros
Responsáveis
SEBRAE
SEBRAE
Número de empresas com
consultorias realizadas e
adequadas às normas
Número de empresas com
consultorias realizadas e
adequadas aos critérios da
Excelência
Número de empresas com
Soft Ware de empresas
implantados
0 a 3 anos
0 a 3 anos
0 a 3 anos
Eixo Estratégico: Estudos e Pesquisas
Justificativa: Identificar pelos indicadores e meios de verificação, se os resultados previstos estarão sendo
alcançados, acompanhar em série histórica a tendência do setor/segmento e tomar decisões estratégicas
decorrentes de análises críticas dos dados apresentados.
Ação
Prazo
Realizar estudos e pesquisas de
demanda e oferta do turismo
municipal.
Curto
Parceiros
Responsáveis
SECTUR/
FERA
Indicador
Meta
Pesquisa com indicadores de
demanda e oferta, realizado
periodicamente, 2 X / ano
0 a 3 anos
UNEAL/UFAL/IFAL
Implantar observatório de turismo
contemplando análises de impacto
econômico do setor e gasto per
capita turista no município.
Médio
Realizar
estudos
de
competitividade do setor e de
níveis de maturidade empresarial
observando o (MEG – FNQ)
Fundação Nacional da Qualidade.
Curto
SECTUR/FERA/
Identificação da elevação do
IDH
UNEAL/UFAL/ IFAL
SEBRAE
Número de empresas com
IMG em série histórica com
tendência favorável
4 a 6 anos
0 a 3 anos
Eixo Estratégico: Acesso a novos mercados
Justificativa: Estimular a geração de planos de trabalhos customizados para as modificações necessárias no
destino e gerar aprendizados de posicionamento de mercado e de gestão competitiva de negócios.
Ação
Prazo
Estimular o empreendedorismo para
incentivo à implantação de empresa
de receptivo turístico.
Curto
Realizar ações de fortalecimento da
produção do artesanato com foco
para o setor de turismo.
Curto
Realizar ações
Aprendizado
representantes
com destinos
Município.
de Benchmarking –
na
prática
com
do setor/segmento,
referência para o
Parceiros
Responsáveis
SECTUR/SEBRAE
Número de receptivos;
número de empregos
(RAIS)
SEBRAE/INDUSTRIA Número de formalização
E COMERCIAO E
empresarial (MEI); número
SECTUR
de empregos (RAIS)
SEBRAE/SECTUR
Médio
Indicador
Número de intervenções de
melhoria e gestão
implementadas à partir das
práticas observadas
Meta
0 a 3 anos
0 a 3 anos
4 a 6 anos
30
Eixo Estratégico: Investimentos
Justificativa: Melhorar a infraestrutura do destino, equacionar as fragilidades apresentadas na análise SWOT e
preparar o destino para a comercialização.
Ação
Realizar a criação de
portfólio de investimentos
para o setor e captação de
investimentos
para
a
ampliação
da
competitividade do destino
Curto
Participar
de
feiras
e
eventos relacionados ao
tema
Curto
Realizar a construção do
centro de convenções do
município.
Realizar a adequação da
cidade
à
acessibilidade
considerando parâmetros e
observações
em
documentos
referenciais
MTur
SECTUR E SEBRAE
Curto
Articular a implantação de
aterro sanitário e unidade
de compostagem
Curto
Indicador
Número de
investimentos captados
à partir da estratégia
Meta
0 a 3 anos
Número de feiras/ano
0 a 3 anos
SECTUR/SECRETARIA DE
OBRAS E VIAÇOES
Número de empregos
gerados diretos e
indiretos- Centro
construído (RAIS)
SECTUR/SMTT/SECRETARIA DE
DESENVOLVIMENTO URBANO
Número de adequações
dos espaços públicos
01
da cidade à
adequação
acessibilidade
ao ano
SECTUR/SMTT/SEC.DE
DESENVOLVIMENTO URBANO
Número de obras de
requalificação e
01
ordenamento realizadas adequação
ao ano
SECTUR E DESENVOLVIMENTO
URBANO E OBRAS
Aterro
realizado
Longo
Médio
Implantar CATs – Centros
de atendi mento ao turista
na
cidade
em
pontos
estratégicos de visitação.
Parceiros Responsáveis
SECTUR
Realizar a requalificação e
ordenamento da cidade,
contemplando melhorias na
sinalização
urbana
e
turística.
Realizar
parceria
para
campanhas
educação
ambiental na população e
aplicação de conteúdos
transversais do turismo e
meio ambiente nas escolas
públicas.
31
Prazo
0 a 3 anos
sanitário
0 a 3 anos
SECRETARIA DE
Número de iniciativas;
EDUCAÇÃO/DESENVOLVIMENTO número de professores
URBANO E MEIO AMBIENTE
e alunos alcançados
Médio
4 a 6 anos
SECTUR
Médio
Número de CATS
implantados
4 a 6 anos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A metodologia definida para o desenvolvimento do trabalho considerou a existência de ações já realizadas, expostas como
Painel de Iniciativas e a análise SWOT (2010).
As informações sobre iniciativas e experiências realizadas foram observadas e validadas pelo grupo participante, definindo desta
forma o Marco Lógico de consecução dos trabalhos e formatação do plano estratégico de participativa com todos os atores
mobilizados.
O resultado deste trabalho - Plano de Turismo- corporifica uma extensa matriz de ações conjuntas e complementares,
necessárias a materialização e sustentabilidade da atividade turística, perpassando pelas mais diferentes tipologias de serviços e
conhecimento, a serem concretizados através de amplas parcerias entre todos os atores sociais envolvidos, de forma
descentralizada e participativa.
O espaço temporal de dez anos determinado para o cumprimento de todas as ações considerou o compasso com o Plano
Decenal (já elaborado para o município), tendo em vista a capilaridade da atividade turística que permeia ações desde as de
ordenação geral, à qualidade de convivência e o desenvolvimento econômico e social.
32
REFERÊNCIAS
AB‟ SÁBER; Nacib Aziz: “Os Domínios da Natureza no Brasil”- Potencialidades paisagísticas. Atelie Editorial - 2003;
CENTRO DE ESTUDOS INTERNACIONAIS SOBRE GOVERNO – CEGOV. Planejamento Estratégico Municipal
e desenvolvimento Territorial. UFRGS, 2014.
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Índice de Competitividade do turismo nacional: Destinos indutores do Desenvolvimento
Turístico Regional: Relatório Brasil, 2013.
IBGE. Alagoas. Dados Gerais dos Municípios. Disponível em HTTP://www.ibge.com.br.Acesso em 08 de Agosto de 2014.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2003-2007. Brasília, 2003.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2007-2010. Brasília, 2007.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2013-2016. Brasília, 2013.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Programa de Regionalização do Turismo – Diretrizes. Brasília, 2013.
PREMIO MPE BRASIL CICLO 2014. Índice de Maturidade da Gestão – SEBRAE/AL, 2014.
PROJETO ARQUITETÔNICO CENTRO DE CONVENÇÕES DE ARAPIRACA. Hanah Melo, 2014;
SEBRAE/AL. Projeto de turismo de negócios e eventos, 2009-2011.
SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DE ALAGOAS. Categorização Turística. Caderno de Orientações Operacionais,
2013.
SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DE ALAGOAS. ESTUDOS E PESQUISAS - Dados Oferta do Turismo SUINVEST,
2014.
SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DE ALAGOAS. Plano Estratégico de Desenvolvimento do turismo Alagoas 20132023, Alagoas, 2013.
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO. Dados Oferta do Turismo, 2014.
TURISMO 360º. PLANO MUNICIPAL DE TURISMO DE CAMANDUCAIA – MG. Brasília, 2014.
Download

Planejamento Estratégico de Turismo Arapiraca 2014 — 2024