Planejamento Estratégico de Turismo Arapiraca 2014 — 2024 Maceió — Agosto 2014 PLANO ESTRATÉGICO DE TURISMO – ARAPIRACA 2014-2024 Realização: SEBRAE/AL Diretor Técnico: Ronaldo Moraes Gerente Escritório Regional Arapiraca: Arestídes Bezerra Gerente Adjunto: Zélia Asevêdo Analista: Susylane Ferreira Prefeitura Municipal de Arapiraca Prefeita: Célia Rocha Vice Prefeito: Yale Fernandes Secretária de Turismo: Tânia Maria dos Santos Consultoria: Rede Soluções Sustentáveis Consultores/Autores: Fernanda Maia Sandra Villanova Renato Lôbo Participantes das Entrevistas Qualificadas e oficinas de construção do Plano: Franciane Asevêdo – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo José Natanael Alves da Silva - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo Joseilda Belarmino da Silva – Faculdade FERA Sávio Marconi Lucio – SMTT Maria de Lurdes – JR Turismo Fátima Ramalho – Secretaria Municipal de Saúde Zélia Asevêdo – SEBRAE AL Susylane Ferreira - SEBRAE AL Cléa Costa Nascimento – SESC AL Breno Airan Pinheiro de Brito – ASCOM Arapiraca Wagno Luiz de Godez - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo Gutemberg Batista Silva – ABRASEL Regional Arapiraca Arestídes Bezerra – SEBRAE AL Wilton Malta – FECOMERCIO Mery Vania – SEMICS José Ailton Júnior - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo Samoel Melo - SEDUH APRESENTAÇÃO O modelo de gestão descentralizada do turismo implantado no país pelo Ministério do Turismo, apoiado por seus colegiados parceiros, proporciona que cada unidade da Federação, região e municipalidade busquem suas próprias alternativas de desenvolvimento, de acordo com suas realidades e especificidades. Nessa linha de raciocínio, descentralizar é construir um ambiente democrático, harmônico e participativo entre o poder público, a iniciativa privada, o terceiro setor e a comunidade. É promover a integração e cooperação intersetorial, com vistas à sinergia na atuação conjunta entre todos os envolvidos direta e indiretamente na atividade turística de uma determinada localidade. Diante disso, o município de Arapiraca resolve planejar e decidir seu próprio futuro, de forma participativa, respeitando os princípios da sustentabilidade econômica, ambiental, sociocultural, político-institucional e suas respectivas Aglomerações Produtivas. A utilização da metodologia participativa aplicada para a construção do Plano Estratégico de Turismo de Arapiraca teve como referencial comum, à busca do envolvimento e da participação dos atores sociais locais, na construção de propostas capazes de remover os entraves ao processo de transformação social e econômica do território e explorar as suas potencialidades, estimular a competitividade dos pequenos negócios, força maior de atuação econômica das localidades e consecutivamente estimular à sua perenização. Foi objetivo da Rede Soluções Sustentáveis, orientar de forma sistematizada a construção de novas relações interinstitucionais, contribuir para a consolidação da política de descentralização administrativa e de regionalização do desenvolvimento do turismo no município de Arapiraca. A metodologia do plano está definida em conformidade com a política nacional da gestão descentralizada e participativa, elegendo agentes responsáveis pela execução dos projetos e ações constantes nos programas mencionados. 1. CENÁRIO DO TURISMO INTERNACIONAL O Turismo tem se apresentado como uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável e sendo pauta de discussão nas diversas organizações internacionais e empresas ligadas ao setor, como a OMT – Organização Mundial do Turismo. Os impactos gerados na economia mundial no PIB – Produto Interno Bruto marcam 2,9%, segundo o World Travel & Tourism Council (WTTC, 2013). Segundo a OMT, para o ano de 2020 prevê-se o dobro do número de passageiros internacionais, atingindo US$ 1,6 bilhão/ano. Segundo a OMT a chegada de turistas estrangeiros no país cresceu 4%, alcançando 1.035 bilhão de viajantes em todo o mundo. As economias emergentes estão apresentando desempenho superior a dos países desenvolvidos, destacando regiões como a Ásia e o pacífico no topo do ranking (OMT 2013). O turismo está relacionado a 52 setores da economia. Isto significa dizer que proporcional ao crescimento do número de turistas circulando no mundo, cresce também a oportunidade de fomentar novos negócios para atender a demandas e necessidades específicas, o que contribui para a geração de novos postos de trabalho e um impacto na economia internacional. Tendenciosamente, o Brasil se favorecerá nessa perspectiva nos próximos anos, com os grandes eventos geradores de fluxo turístico, como as olimpíadas e para olimpíadas de 2016. 1.1 RANKING ICCA – REALIZAÇÃO DE EVENTOS INTERNACIONAIS NO BRASIL O número crescente de eventos internacionais no Brasil demonstra que o país apresenta uma tendência favorável na captação e execução de eventos. Os principais destinos que atuam nessa segmentação são: São Paulo, Rio de Janeiro que são os principais portões de entrada Internacional. Outros Estados apontam participação relevante no ranking nacional, como Minas Gerais, Brasília e no Nordeste: Bahia, Pernambuco e Alagoas. 1 2. TURISMO NO BRASIL A trajetória da Política de turismo nos últimos 8 anos, tomando como base o Programa de Regionalização, esteve pautada pela evolução do PNMT (Programa Nacional de Municipalização do Turismo), criado em 1994 sob a coordenação do então Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, com objetivo a época de dinamizar o desenvolvimento da atividade turística em âmbito nacional. A partir deste momento, percebeu-se a importância em poder ampliar os esforços para amadurecer a municipalidade em territórios turísticos sustentáveis, configurando-se assim o escopo de atuação do Programa de Regionalização do turismo. Basicamente o país passa a constituir uma política com enfoque em conjuntos de municípios com características, identidades e elementos constitutivos de espaço similares. (PRTur, 2012/2013). O programa lançado em 2004 em rede nacional, com base no Plano Nacional do Turismo 2003-2007, estabelecia uma estratégia de execução de suas metas por meio da descentralização da política de forma regionalizada. O Plano Nacional de Turismo 2007-2010 – „Uma viagem de Inclusão‟ – Estabelecia como metas: Promover a realização de 217 Milhões de viagens no mercado interno, criar condições para gerar 1.700 milhões de novos postos de trabalho e ocupações, estruturar 65 destinos para obtenção de padrão de qualidade internacional e gerar 7,7 bilhões de dólares em divisas. Em vigor o plano nacional 2013-2016 „O turismo Fazendo muito mais pelo Brasil‟ – Estabelece como Diretrizes a geração de oportunidades de Emprego e empreendedorismo, a participação e diálogo com a sociedade, o incentivo à inovação e ao conhecimento e a Estratégia da Regionalização do Turismo. Os seus objetivos estratégicos estão postos em preparar o turismo brasileiro para os megaeventos da Copa das confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas, entre outros. Ainda, incrementar a geração de divisas e a chegada de turistas estrangeiros, incentivar o brasileiro a viajar pelo Brasil, e melhorar a qualidade e aumentar a competitividade do turismo Brasileiro. 2.1 PARTICIPAÇÃO DO TURISMO NA ECONOMIA BRASILEIRA (U$) Segundo o Plano Nacional de Turismo, em análise da geração de empregos diretos e indiretos, o WTTC menciona que em 2011 foram gerados cerca de 7,65 milhões de empregos e, em 2012, 8,04 milhões, valores que representaram, respectivamente, 7,8% e 8,3% do total de empregos gerados no país (WORLD TRAVEL & TOURISM COUNCIL, 2013). 2 Podemos afirmar que a atividade turística é capaz de realizar transformações significativas na realidade de comunidades e regiões, promovendo a inclusão social, resgate da auto estima, melhoria da qualidade de vida e principalmente ampliação da capilaridade econômica do país. No Brasil, a atividade de negócios e eventos apresenta cada vez mais índices elevados, devido a fatores que influenciam a crescente no país, a exemplo dos últimos grandes eventos internacionais geradores de fluxo turístico como a copa das confederações e a copa do mundo, já realizadas, e no futuro próximo, as olimpíadas e para olimpíadas. Segundo dados parciais da COMCOPA (MTur Junho 2014), houve a participação média de 51 mil pessoas por jogo, quase três milhões nas Fan fests, 1 milhão de vagas de emprego e 365 milhões de dólares deixados por turistas no Brasil ( avaliação aproximada). O país de acordo com a International Congress & Convention Association (ICCA), ocupa o primeiro lugar entre os países latinos que mais recebem eventos internacionais, o segundo do continente americano e está entre os 10 em nível mundial. 3 3. TURISMO EM ALAGOAS O Estado de Alagoas é um celeiro de atrativos naturais e culturais com grandes produtos turísticos consolidados no mercado Nacional e Internacional e apresenta inúmeras potencialidades identificadas nos territórios listados no Mapa do Turismo Estadual. Atualmente o mapa é definido pela estratégia da Municipalização e Regionalização do turismo, atuação da política Estadual definindo a partir da categorização turística, as regiões e municípios que possuem nível de maturidade estrutural para atendimento ao turista e a atuação no fortalecimento das redes de cooperação e instâncias de governança para o apoio no ordenamento turístico e acesso a mercados. O mapa do Turismo de Alagoas está definido a partir das orientações e critérios estabelecidos pelo governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, e conta com 06 regiões turísticas: Maceió e Região Metropolitana, Costa dos Corais, Lagoas e Mares do Sul, Quilombos, Caminhos do São Francisco e Agreste. A atuação do Turismo no Estado é pautada pelo Decreto 27.141 de 23 de Julho de 2014, que estabelece o plano Estadual de turismo como orientador da política de turismo no horizonte 2013-2023. Elege programas de intervenção nos territórios em consonância com a política nacional, sendo eles: 1) Municipalização e Regionalização do turismo; 2) Organização e Estruturação da Oferta Turística; 3) Qualificação de Produtos turísticos; 4) Diversificação e Competitividade da Oferta Turística; 5) Meio Ambiente; 6) Normalização e Certificação; 7) Promoção, Marketing e Comunicação. 3.1 ÍNDICE DE COMPETITIVIDADE TURÍSTICA EM ALAGOAS Em nível de competitividade turística, o plano Nacional de Turismo coloca como estratégia desde 2007 estudos para a composição do Índice e Competitividade do turismo Brasileiro. São contemplados no estudo 65 destinos e destes em Alagoas Maceió e Maragogi, intitulados de destinos indutores de turismo. O estudo já é realizado desde 2010 anualmente, exceto 2012, criando uma série histórica e avaliando os destinos turísticos com base em 13 dimensões: Infra estrutura, Acesso, Serviços e Equipamentos Turísticos, Atrativos Turísticos, Marketing e Promoção do Turismo, Políticas Públicas, Cooperação Regional, Monitoramento, Economia Local, Capacidade Empresarial, Aspectos Sociais, Aspectos Ambientais e Aspectos Culturais. Igualmente a iniciativa, com apenas um ciclo de pesquisa, realizou-se em 2009 o estudo em Marechal Deodoro e Piranhas. O Estudo é medido anualmente pela FGV e SEBRAE/NA e tem como principal objetivo o acompanhamento do desempenho dos destinos turísticos. Cabe ressaltar a capacidade que o estudo traz para as organizações de identificar oportunidades de melhoria e a possibilidade de gerar, sobretudo, novos negócios a partir das necessidades identificadas. 3.2 Avaliando o índice geral Brasil com 58,8 de desempenho e capitais 66,9, Maceió apresenta uma tendência favorável em comparação com os últimos três anos, com 66,20 pontos de desempenho. 4 3.3 Avaliando o índice geral Brasil com 58,8 de desempenho e não capitais 53,10, Maragogi apresenta uma f r a g i l id a d e comparação últimos 43,49 três com em os anos com pontos de desempenho. 3.4 MERCADOS EMISSORES DE TURISTAS PARA ALAGOAS a) Principais Procedências Internacionais b) Principais Procedências – 2013 - Estados Brasileiros. Fonte: SUINVEST-SETUR/AL 2014. A maior movimentação do mercado Internacional para Alagoas concentra-se na América Latina, liderada pela Argentina, com 57% referentes ao painel apresentado do fechamento dos estudos e pesquisas de 2013. Seguidos da Europa com Portugal e América com os Estados Unidos. Em círculos concêntricos, os principais destinos emissores nacionais são liderados por São Paulo 34% Minas Gerais 9,68% e Nordeste em escala de volume total. 5 3.5 CENÁRIO TURISMO DE ALAGOAS PERFIL DO TURISTA QUE SE HÓSPEDA NOS HOTÉIS DE MACEIÓ 3.6 PERFIL DO TURISTA DE NEGÓCIOS E CONGRESSO - MACEIÓ 6 3.7 PRINCIPAL EQUIPAMENTO PARA EVENTOS EM MACEIÓ - Centro de Convenções Ruth Cardoso – CCERC. Fonte: Setur/AL (*Eventos agendados) 2014. O Centro Cultural e de exposições Ruth Cardoso em Maceió, foi Inaugurado em novembro de 2005, impulsionou o segmento de Turismo de negócios e eventos, atraindo um número crescente de eventos locais, regionais e internacionais. O Centro de Convenções conta com 2 pavilhões para feiras e exposições, um teatro para 1.251 lugares, 5 salas temáticas, 1 auditório para 464 lugares modulado em 2 de 232 lugares e de todos os ambientes necessários e ligados ao funcionamento dos eventos.Segundo o Maceió Convention & Visitors Bureau MC&VB, o turismo corporativo é o principal responsável pelo aumento da demanda, principalmente nos „gaps‟ de sazonalidade. Somente no primeiro semestre de 2010, foram captados mais eventos do que durante todo o ano de 2009. A procura era de 18% a 30% e cresceu para 40% em menos de um ano. Em 2012 foram 49 eventos e em 2013 54 eventos. A meta para 2014 é a captação de 50 novos eventos para Alagoas. A concorrência nas candidaturas para sediar eventos em todo o país é acirrada, uma desvantagem para Alagoas está na capacidade de equipamentos de porte para grandes eventos e mão de obra qualificada para a prestação de serviços. 3.8 DESEMPENHO DA HOTELARIA - Maceió Histórico da taxa média de Ocupação 2011 / 2014 – Maceió 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média anual 84,4% 60,0% 52,1% 51,2% 47,2% 42,2% 62,9% 51,2% 50,4% 58,1% 62,4% 56,4% 57,0% 78,9% 87,2% 89,3% 90,7% 81,8% 87,2% 89,5% 90,8% 91,0% 89,5% 89,6% 48,6% 69,0% 74,6% 78,9% 66,3% 77,2% 77,9% 82,2% 82,3% 72,8% 73,3% 49,4% 53,1% 64,8% 76,5% 65,8% 66,6% 78,6% 82,4% 81,8% 76,2% 77,3% 46,1% 55,5% 63,7% 62,9% 57,9% 67,9% 72,2% 71,3% 70,3% 66,6% 67,7% 34,6% 49,7% 56,5% 58,1% 52,7% 52,9% 54,4% 51,1% 55,0% 55,1% 58,8% 40,4% 47,6% 54,0% 52,7% 45,0% 52,1% 52,0% 53,7% 52,0% 56,7% 53,4% 64,1% 70,0% 69,9% 71,7% 71,1% 73,6% 77,8% 72,9% 74,7% 74,7% 81,0% 52,2% 54,8% 67,8% 63,4% 48,5% 50,6% 53,5% 55,0% 56,6% 57,5% 65,0% 54,9% 60,1% 76,7% 68,0% 56,0% 63,3% 72,1% 72,6% 72,6 69,3% 67,6% 56,2% 65,5% 77,6% 68,0% 65,8% 66,0% 76,6% 73,9% 76,1% 70,8% 80,9% 59,3% 67,9% 76,3% 65,4% 67,5% 71,5% 74,0% 74,8% 74,3% 74,4% 73,8% 57,4% 66,0% 71,9% 63,2% 65,7% 70,9% 74,2% 75,0% 74,4% 73,3% 74,8% 54,4% 61,9% 70,4% 67,9% 62,0% 66,6% 70,9% 71,3% 71,7% 69,7% 72,0% 87,0% 74,0% 77,0% 70,8% 55,6% 37,4% 61,6% Fonte: SETUR/AL , SUINVEST dados boletim taxa de ocupação média 7 66,2% A taxa de ocupação hoteleira vem mantendo um crescimento, acima da média brasileira, mesmo com o aumento da oferta. De acordo com informações do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, a média anual do país é de 65,6%. A taxa média de ocupação no primeiro semestre de 2014 foi de 66,9% na cidade de Maceió. Maceió recebeu 361.371 mil hóspedes no primeiro semestre de 2014. O mês de janeiro apresentou o maior fluxo do período, chegando aos 78 mil hóspedes. Nos últimos dez anos, houve um crescimento de 111,5% no fluxo de hóspedes de Maceió. 3.9 HISTÓRICO FLUXO DE HÓSPEDES 2002 / 2014 – MACEIÓ - COMPARATIVO MENSAL Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total anual 2002 39.815 28.229 30.918 31.551 30.412 27.143 35.909 31.442 26.895 33.337 36.475 32.013 384.139 2003 44.306 24.325 25.121 29.219 20.274 22.293 34.863 28.150 28.650 32.429 30.251 37.877 357.758 2004 40.084 26.343 37.596 29.864 27.170 26.225 34.727 29.561 31.161 32.025 34.454 32.418 381.628 2005 49.748 34.913 36.758 35.027 30.181 27.276 39.905 34.790 38.028 40.654 35.469 37.563 440.312 2006 44.970 34.370 37.617 36.695 30.590 25.752 41.001 31.404 34.415 38.349 36.265 37.009 428.437 2007 44.108 32.488 33.658 32.886 29.766 23.368 37.865 24.213 33.116 38.841 37.448 38.924 406.681 2008 45.439 37.006 36.723 36.057 29.138 30.935 40.472 29.383 36.077 38.532 39.822 41.434 441.018 2009 48.636 37.064 46.005 42.080 34.301 33.433 47.356 35.216 45.762 51.978 44.094 47.951 513.876 2010 54.958 45.196 47.385 45.735 34.519 35.669 47.426 34.913 46.472 49.914 47.980 48.606 538.773 2011 68.209 47.280 51.266 49.551 37.533 39.373 56.249 41.899 51.728 54.730 51.570 51.014 600.402 2012 64.659 48.115 53.941 52.291 41.481 45.191 57.157 44.759 54.916 55.141 60.486 59.312 638.449 2013 75.027 56.978 66.811 58.329 53.532 46.787 68.294 59.647 61.054 71.922 68.916 69.417 756.714 2014 78.416 58.170 68.669 65.458 52.162 38.496 61.261 422.632 Fonte: Boletim de ocupação hoteleira – BOH / SETUR-AL 3.10 FLUXO GLOBAL DE VISITANTES (MACEIÓ X ALAGOAS) A capital recebeu aproximadamente 1,8 milhões de visitantes somente em 2013. Estima-se que 2,8 milhões de turistas visitaram Alagoas durante o ano. Entre 2002 a 2013 houve aumento de 116% no fluxo de visitantes global do Estado. 3.11 COMPARATIVO ANUAL FLUXO DE VISITANTES 2002 / 2013 Fonte: Fonte: SETUR/AL , SUINVEST dados boletim taxa de ocupação média 8 3.12 PERMANÊNCIA MÉDIA (DIAS) –2002 / 2014 COMPARATIVO MENSAL Média Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2002 4,4 3,9 3,2 2,8 2,8 2,8 3,6 2,6 3,3 3,5 3,3 3,6 3,3 2003 3,7 3,3 3,7 3 3,1 3,4 4 3,4 3,5 3,3 4 3,7 3,5 2004 4,5 4,5 3,6 3,5 3,1 3,2 4,3 3,3 3,5 3,7 3,4 4,1 3,7 2005 4,3 4,2 3,5 3,6 3,4 3,4 3,9 3,9 3,9 3,8 4 4,1 3,9 2006 4,6 4,3 3,7 3,1 3,4 3,7 4,1 3,6 3,7 3,6 3,4 3,7 3,8 2007 4,1 3,8 3,8 3,4 3,2 3,3 4,1 3,5 3,3 3,4 3,4 3,8 3,6 2008 4,3 4,2 3,7 3,8 3,4 3,6 4,1 3,1 3,4 3,5 3,3 3,9 3,7 2009 4,2 4 3,9 3,7 3,4 3,4 4,3 3,1 3,5 3,3 3,3 3,8 3,7 2010 4,3 4 4 3,5 3,1 3,2 4,2 3,2 3,7 3,6 3,4 3,9 3,7 2011 3,8 3,9 4 3,4 3,3 3,1 3,8 3,3 3,5 3,4 3,5 4,5 3,7 2012 4,3 4,1 4 3,6 3,5 3,5 4,4 3,4 3,5 3,6 3,4 3,8 3,8 2013 4,3 3,9 3,9 3,8 3,6 3,4 4,5 3,8 3,8 4,1 3,7 4,1 3,9 2014 4,1 4,0 4,1 3,8 3,5 3,1 4,0 Fonte: Boletim de ocupação hoteleira – BOH. 2014. 3.13 MALHA AÉREA DE ALAGOAS- TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS INCREMENTO DA MALHA AÉREA CIA AÉREA: TAM -ORIGEM: SÃO PAULO E BRASÍLIA CIA AÉREA: GOL -ORIGEM: SÃO PAULO CIA AÉREA: TAM -ORIGEM: SÃO PAULO E BRASÍLIA CIA AÉREA: GOL -ORIGEM: SÃO PAULO CIA AÉREA: AVIANCA -ORIGEM: SÃO PAULO Atualmente operam em Alagoas as companhias TAM, GOL, TRIP, AVIANCA e AZUL. Fonte: SUINVEST/SETUR-AL 2014 3.14 MOVIMENTO DE PASSAGEIROS – 2007 / 2014 COMPARATIVO MENSAL 9 anual 3,8 4. ARAPIRACA-AL 4.1 CARACTERIZAÇÃO GEOGRÁFICA A atividade turística está diretamente relacionada com as questões de ordem climáticas, suas sazonalidades e características microclimáticas. Portanto é imprescindível compreender e considerar o conjunto das características geográficas do território onde se pretende desenvolver tal atividade, buscando fundamentalmente aproveitar o potencial natural e mitigar os aspectos desfavoráveis, compreensão esta que conduzirá, em percentual bastante elevado, as decisões sobre os investimentos tanto da iniciativa privada, como da gestão pública para o setor. Além de ser um importante dado para ações de marketing estratégico e de divulgação. Tais afirmações estão e consonância com o conceito de ¹ANDREAS Matzarakis, que diz: O tema do clima e turismo está também relacionado com opções microclimáticas, ou seja, com a climatologia urbana e com o planejamento regional e urbano. As condições microclimáticas podem constituir um fator positivo de criação de produtos turísticos. (¹ANDREAS Matzarakis - Meteorological Institute, Universidade de Freiburg, Alemanha.) O município de Arapiraca está inserido geograficamente no Agreste do Estado de Alagoas, distando 126 km da capital, com acessos rodoviários a partir de Maceió pelas rodovias BR-101, BR-316 e AL-220, todas pavimentadas. O clima tropical com verão de pluviosidade menor que o inverno, segundo classificação de Köppen e Geiger o clima é As, com temperaturas médias de 23,7ºC apresenta ainda temperaturas mínimas, nos meses de junho e julho de 12ºC, e máximas de 38ºC em fevereiro e média anual de pluviosidade de 752 mm, conforme demonstração da figura. A grosso modo, as temperaturas amenas apresentadas para os períodos evidenciados, dotam o município de uma possível vantagem competitiva, a ser explorada pela atividade turística (através de seu marketing de divulgação), observando o aproveitamento das temperaturas mais baixas nas variações microclimáticas nos relativos períodos. ( Climograma IBGE—2010) 4.2 SEGMENTAÇÃO GEOGRÁFICA A distância é uma das principais variáveis do mercado do turismo, geralmente há uma concentração entre 70% a 80% dos fluxos emissores em regiões vizinhas, essa tendência de mercado se mostra em todas as partes do mundo. Observando esse critério, o município de Arapiraca apresenta também esse fator de favorecimento no desenvolvimento da atividade turística, por ser uma cidade com posicionamento geográfico bastante significativo, do ponto de vista estratégico, para captação de turistas, considerando que o trajeto entre Maceió (capital) e Arapiraca, por rodovia, é possível ser cumprido em um tempo médio de uma hora e meia, em velocidade média de 100km/h, o que se traduz como um dado significativo para a atividade, pela possibilidade de captação do público que utiliza transporte aéreo e desembarca na capital. 10 4.3 CATEGORIZAÇÃO TURÍSTICA ARAPIRACA – MUNICIPALIZAÇÃO E REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO. A categorização turística implementada pela Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas desde 2012, tem como objetivo hierarquizar as regiões turísticas e municípios, e identificar seus respectivos destinos a partir do nível de desenvolvimento dos mesmos no setor/segmento. A orientação observa os seguintes critérios: 4.3. 1 CRITÉRIOS MUNICIPAIS Grau de atratividade dos recursos Existência de demanda real Destinos comercializados por agências de turismo Infraestrutura de apoio ao turismo Equipamentos e serviços turísticos Existência de estrutura de gastos turísticos – PPA Municipal contemplando o Turismo e orçamento direcionado para o setor Organização Turística Municipal – Secretaria/Departamento/Unidade de Turismo Planejamento Turístico Municipal. 4.3.2 CRITÉRIOS REGIONAIS Posição geográfica limítrofe estratégica, que possibilite o reconhecimento de seus elementos em comum, a proximidade entre os territórios municipais e atuação efetiva de grupos gestores nas unidades identificadas; Existência de organizações oficiais intermunicipais – Instância de Governança, ou seja, a representação dos municípios a partir da organização municipal com efetiva atuação. Para os critérios regionais são considerados as seguintes evidências: Que a instância efetivamente esteja ativa, devendo apresentar ata de reunião do ano corrente, planos de ação ou documento similar comprovando a regularidade de atuação no território, registro fotográfico, listas de freqüência recentes apresentando a assinatura dos participantes de cada município da região em questão e participação no Fórum Estadual de Turismo (Lista de freqüência de participação) 11 4.3.3 CATEGORIZAÇÃO TURÍSTICA – ARAPIRACA 2012/2013 ARAPIRACA PRODUTO INVESTIMENTO MARKETING CRITÉRIOS REGIONAIS ANO 2012 40,5 22 6 0 ANO 2013 29,1 40 6 0 5. ARAPIRACA – ANÁLISE PRODUTO TURÍSTICO O município de ARAPIRACA obteve desempenho decrescente em 2013 na análise do PRODUTO TURÍSTICO em 11,4% em comparação com os 40,5% alcançados em 2012. A máxima em percentual no primeiro ano correspondia a 30% em Oferta e Demanda Turística e separadamente 10% para avaliação de cadastro CADASTUR. Em 2013, para Oferta e Demanda Turística, os itens avaliados sofreram acréscimos de outros itens, unificando os dois temas, e deduziu-se a pontuação máxima em 10%. Mesmo com esta intervenção, o município decresce na média ponderada no desempenho nesta dimensão. Observa-se ainda, que a avaliação a partir de 2013 considera o cadastramento no CADASTUR de equipamentos e prestadores de serviços turísticos, levando-se em consideração a proporcionalidade. Neste caso o município deve estar atento ao Cadastramento no sistema e atualização dos certificados, a fim de elevar à dimensão a nota máxima. Na dimensão de OFERTA E DEMADA TURÍSTICA, os itens avaliados sofreram decréscimos nos critérios (Meios de hospedagens, Bares e Restaurantes, outros equipamentos), por não apresentar as empresas e prestadores de serviços devidamente cadastradas no CADASTUR em sua totalidade. Para o item de ATRATIVOS NATURAIS, não há documentos ou registro de identificação que comprovem a existência dos atrativos naturais sendo promovidos e comercializados no âmbito nacional e internacional, com infraestrutura adequada e acessibilidade direcionada à demanda nacional e internacional. Na dimensão INVESTIMENTOS o município obteve um aumento de 18%. Não foi evidenciado documento da secretaria de infraestrutura ou outro órgão responsável, declarando à existência de projetos realizados referente à sinalização turística 100% sinalizada e por não apresentar ata ou declaração referente a pesquisas realizadas no território, utilizando ferramenta de planejamento e gestão, ou seja, apresentar como exemplo, o inventário da oferta turística ou pesquisa de demanda, contendo informações de procedência dos turistas, classificados por idade, sexo, motivo da viagem, em série histórica nos 02 (dois) últimos anos. Na dimensão de MARKETING o município não apresentou documento assinado pelo dirigente da secretaria municipal, atestando a existência do plano de marketing da SECTUR, com planos de ação e ou atividades, constando especificação de mercado, com metas, etapas e plano de trabalho com prazo estabelecido. Não foi evidenciado CAT contemplando dois ou mais idiomas. Na mesma dimensão não foi apresentado documentos que comprovem a existência de site em outro idioma além do português. 12 Na dimensão de GOVERNANÇA para os CRITÉRIOS REGIONAIS não foi evidenciado documento ou declaração com evidências que comprovem a instância de governança instituída com a representação do município a partir da organização municipal, com efetiva atuação na execução do plano de desenvolvimento regional no exercício atual. Ainda, não foi apresentado documento que registra a comprovação de material promocional integrado/ regional - Caracterizando a região, apresentando os municípios como parte integrante da região onde está localizada com 02 (dois) ou mais idiomas. ÍNDICE DE MATURIDADE DOS PEQUENOS NEGÓCIOS EM ARAPIRACA. O SEBRAE/AL em parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) tem iniciado um movimento de competitividade no país, por meio da disseminação do Modelo de Excelência da Gestão (MEG), desde 2004. As atuações das organizações estão postas pela iniciativa de realização do Prêmio MPE Brasil, incentivando ao empresário ao preenchimento de um questionário para geração de um diagnóstico empresarial, que busca avaliar a excelência da gestão das Micro e Pequenas Empresas, de acordo com o modelo de Gestão da Excelência, abordando os fundamentos: Pensamento Sistêmico, Aprendizado Organizacional, Cultura da Inovação, Liderança e Constância de Propósitos, Orientação por Processos e Informações, Visão de Futuro, Valorização das Pessoas, Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado, Desenvolvimento de parcerias e Responsabilidade Social. Estes fundamentos são traduzidos em critérios que correspondem a demonstrações de práticas de gestão da empresa identificados a partir de um conjunto de perguntas em Liderança, Clientes, Sociedade, Estratégias e Planos, Pessoas, Processo Produtivo, Resultados e Informação e Conhecimento. O escritório regional de Arapiraca realiza o incentivo às empresas identificadas como público alvo de seus projetos coletivos. Em 2014, o setor de comércio e serviços foi analisado em amostragem, para identificar os níveis de maturidade da gestão dos pequenos negócios. Foram observados 19 pequenos negócios de estratos diversos. Nível de Gestão das Empresas Faixas de Avaliação Quantidade % IMG Empresas De 0 a 30 pontos 2 10,5% INICIAL De 31 a 60 pontos 10 52,6% INTERMEDIÁRIO De 61 a 100 pontos 7 36,8% AVANÇADO Fig:5.1 De acordo com o resultado, mais de 50% das empresas encontram-se em nível de maturidade de gestão „intermediário‟, em comparação com o (MEG). A avaliação do modelo de excelência da gestão é baseada na distribuição de pesos entre os critérios, que somados representam 100% de desempenho. A lógica do MEG sugere a orientação para avaliação do Índice de Maturidade da Gestão a partir da divisão da pontuação em três níveis. Ainda, estabelece a leitura da esfera iniciando na liderança, observando os clientes e a sociedade para definir estratégias e planos e treinar pessoas para atuarem em processos com foco em resultado. Deste modo, compreende-se que o nível de maturidade inicial corresponde a empresas que em sua Liderança tenham a capacidade de ser um referencial e seja inspirador às partes interessadas da empresa e estimulo ao alcance dos objetivos propostos, verificando no mercado informações de seus Clientes atuais e potenciais para analisar suas necessidades e promover inovação em seus negócios, observando os requisitos legais do setor /segmento onde atuam e a partir destas identificações adotar estratégias, com estabelecimento de indicadores de resultados e definição de meios de verificação dos mesmos, para monitorar o seu desempenho. 13 Apesar de o recorte observado apresentar percentual de empresas em maior parte em seu nível de maturidade de gestão intermediário, deve-se considerar que o universo da amostra é bastante diversificado, podendo não representar o desempenho de gestão de negócios das empresas e serviços de turismo direto. Existe neste caso, a necessidade de ampliação da avaliação dos negócios e estruturação do atendimento, direcionado ao que recomenda o MEG no Índice de Maturidade da Gestão, ofertando soluções de apoio a gestão alinhadas aos critérios deste nível, trazendo uma possibilidade de ampliação da Maturidade da Gestão dos pequenos negócios em busca da excelência. 14 6. DADOS DO TURISMO EM ARAPIRACA Tomando como referencial o último documento produzido com foco para o mercado para o município de Arapiraca em 2010, o olhar para o futuro já sinalizava a perspectiva de crescimento e os novos investimentos. O município inaugurou em 2013 o Garden Shopping com 06 salas de cinema, mais de 50 lojas, destas 12 âncoras e impacto na geração de 3.500 empregos diretos. O grupo ACCOR tem perspectiva de inauguração de uma unidade hoteleira até 2015 com a marca IBIS, na classificação Budget, ou seja, classificação econômica para atendimento ao perfil de negócios. 6.1 Dados dos Meios de hospedagem Arapiraca DADOS MEIOS DE HOSPEDAGEM ARAPIRACA Meios de Hospedagem 17 UH´s Leitos T 619 1.283 Tx Ocupação Média Permanência Média SEG/QUI 3,8 Dias 90% Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Arapiraca, Julho 2014. 6.2 Dados dos equipamentos e prestadores de serviços Turísticos em Arapiraca DADOS EQUIPAMENTOS ARAPIRACA (CADASTUR) Agências de Meios de Hospedagem Turismo Transportadoras Bares e Restaurantes Guias AVT 13 09 01 0 Fonte: Secretaria de Estado do Turismo- SETUR/AL, Julho 2014 6.3 Bares e Restaurantes em Arapiraca DADOS ALIMENTAÇÃO FORA LAR ARAPIRACA 36 ESTABELECIMENTOS (de diferentes categorias) Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Arapiraca, Julho 2014. 15 0 7. EQUIPAMENTOS DIRECIONADOS PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA Um Centro de Convenções é um equipamento de fundamental importância para a implementação do turismo de evento, primordialmente pela capacidade de captação de eventos corporativos, bem como pela possibilidade de maior oferta de produtos culturais e de lazer. 7.1 CENTRO DE CONVENÇÕES ARAPIRACA Está em andamento, com recursos oriundos de emenda parlamentar, já está aprovado o projeto para a construção do Centro de Convenções de Arapiraca, que demandará às organizações a extensão de Convention & Visitors Bureau, com a finalidade de estruturar um calendário de fomento e captação de eventos geradores de fluxo turístico. Ainda, a perspectiva de fomentar a capilaridade empresarial e estimular o empreendedorismo de forma a criar condições de perenização dos negócios. 7.1.1 Imagens do projeto: Fonte: Projeto Arquitetônico Centro de Convenções Arapiraca. Hanah Melo, Agosto 2014. 16 7.2 Tabela comparativa dos centros de convenções próximos do Estado. Fonte: Projeto Arquitetônico Centro de Convenções Arapiraca. Hanah Melo, Agosto 2014. Como dado ilustrativo, que demonstra a perspectiva de um desenvolvimento constante, já em 2009 Arapiraca foi eleita, pela Gazeta Mercantil, como o 10º município mais dinâmico do Brasil. E pela Revista Veja entre as 20 cidades Médias do Brasil aonde o Futuro já chegou. 17 8. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. 8.1 ASPECTOS METODOLÓGICOS A construção do planejamento estratégico do Turismo de Arapiraca obedeceu a uma metodologia participativa, de governança local, articulada com as bases da municipalidade, expressas na representação do sistema S, empresariado e demais atores mobilizados pela Secretaria de Turismo. Inicialmente realizou-se a Pesquisa Referencial (fontes de dados secundários e de iniciativas, já implementadas na temática do turismo nos últimos anos). A oficina participativa considerou e apresentou o Painel de Iniciativas e a Análise SWOT (construída no município em 2010), com o propósito metodológico de estabelecer o “Marco Lógico” como determinação temporal dos trabalhos aplicando ainda entrevistas qualificadas para a geração do Diagnóstico Rápido Participativo. Figura 8.1.1: Representação da metodologia aplicada. Adaptação - Rede Soluções Sustentáveis, 2014. 18 8.2 ANALISE DE SWOT – FOFA FATORES INTERNOS FATORES EXTERNOS FORTALEZAS 19 Participação em feiras de turismo e eventos de outros segmentos com objetivo de divulgar e captar eventos para a cidade; Implantação do sistema nacional de registro de hóspedes; Plano Estadual de Turismo como referencial; Realização de ações de acesso a mercado com Famtour, Fampress e Benchmarking; Captação de recursos para construção de equipamento turístico (Centro de Convenções); Diversos restaurantes vindo para cidade de Arapiraca trazendo mais opções de gastronomia com níveis de qualidade e padrão diferentes; Explorar a imagem do time do Asa para o desenvolvimento do turismo na região; Estruturar e divulgar melhor o Morro da Massaranduba; Elaborar projetos em busca de captar recursos para fomentar a cultura através da Lei Rounet; Criação de ofertas de cursos profissionalizantes para qualificar a mão de obra; Incentivar a parceria entre serviço público e privado; Ampliação de novos empreendimentos e concorrência no destino. FATORES POSITIVOS FATORES POSITIVOS Corrida de jipe; Realização do Motofest; Disseminação do Planejamento Estratégico para entidades e participantes; Ações de fiscalização da mendicância; Reordenamento urbanístico; Disponibilidade e realização de capacitações operacionais e consultorias de gestão empresarial; Calendário de eventos; Material de divulgação; Municipalização e Regionalização do turismo por meio da categorização turística; Maturidade dos agentes locais para melhoria da competitividade; Realização do festival gastronômico; Existência de sinalização urbana; Existência de equipamento comercial de grande porte ( Shopping ); Alimentação diversificada na cidade, diversas opções de restaurantes; Alguns hotéis e pousadas com serviços ampliados de restaurantes, com jantares e serviços de meia pensão; Projeto de incentivo a cultura, sendo desenvolvido pela secretaria de Cultura e Turismo; Algumas manifestações culturais: reisado, guerreiros, coco de roda, destaladeira do fumo exclusividade de Arapiraca; Ponto turístico Lago da Perucaba, com estrutura revitalizada para o turismo; Faculdade de turismo qualificando mão de obra; Investimentos de hotéis e pousadas da cidade; Existência de espaços para eventos de pequeno, médio e grande porte; Existência de um mercado de artesanato; OPORTUNIDADES FRAQUEZAS Monitoramento do reordenamento urbanístico; Definição prioritária de eventos para compor no calendário; Adequação técnica do material de divulgação e impressão; Ausência de meio eletrônico de divulgação comercial do destino; Municipalização e Regionalização do turismo, criação do grupo gestor e instância de governança institucionalizada com poder público e privado; Ausência de sensibilização de ações sócio-educacionais sobre a atividade turística; Inobservância do Plano Nacional e Estadual (27.141) como referência; Inexistência de sinalização turística; Inexistência de Centro de Atendimento ao Turista ( CAT); Insuficiência do sistema de gestão empresarial no setor turístico (software); Carência de infra estrutura e consciência socioambiental para tratamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos; Ausência estrutural para atendimento a público com mobilidade reduzidaacessibilidade à cadeirantes, cegos, surdos e melhor idade; Ausência de conscientização ambiental nas empresas; Melhorar a qualificação da gestão e a mão de obra para a atividade do turismo; Deficiência de trabalho de Endomarketing dentro das empresas, o que gera grande rotatividade de funcionários, baixa produtividade e desmotivação; Ausência de uma agência de receptivo local; Fragilidade na gestão do mercado de artesanato; Inexistência de aterro sanitário; Matadouro de Arapiraca que polui e causa mau cheiro; Descontinuidade das ações através dos gestores; Fragilidade na segurança pública; Fragilidade na infraestrutura da cidade em relação à comunicação e instalações; Insuficiência de estacionamentos públicos para carros no centro da cidade; Poucos hotéis e pousadas com boa estrutura para comportar clientes mais exigentes; Ausência de um plano de marketing; Ausência de políticas públicas de incentivos fiscais para atrair investidores; Ausência de pesquisa do fluxo de visitantes; Baixa qualificação da mão de obra e de gestão para o setor turístico. O trânsito da cidade de Arapiraca; Especulação imobiliária causando inflação e más negociações; Focos de lixo na cidade ocasionada pela falta de consciência ambiental da população; Instalação de redes de hotéis na cidade o que causa ameaças aos empresários locais; Identidade do destino fragilizada pela ausência de produtos turísticos complementares; Crises econômicas internacionais; Baixa qualificação da mão de obra e de gestão para o setor turístico; FATORES NEGATIVOS FATORES NEGATIVOS AMEAÇAS 20 8.3 RESULTADO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO - ENTREVISTAS QUALIFICADAS CENÁRIO REAL 8.3.1 Dos entrevistados perguntados, cerca de 100% identificaram a unidade OOT – Orgão Oficial de Turismo no Município de Arapiraca. Essa constação é positiva e favorável ao desenvolvimento de uma política para o setor, com foco no desenvolvimento sustentável. 8.3.2 Constatado em entrevista qualificada que o município apresenta fragilidade na utilização de uma política consistente, que defina os rumos desejados para a atuação no setor/ segmento, o que fortalece a justificativa da criação do Plano Estratégico, como ferramenta de gestão e de governança para Arapiraca, promovendo uma instrumentação favorável para as novas iniciativas e a busca por recursos necessários a execução das proposições elencadas. 8.3.3 O resultado aponta a inexistência de Plano de Marketing, o que é considerado uma fragilidade aguda, observando pelo ângulo de fortalecimento da identidade e marca do destino, como sendo uma ferramenta capaz de fomentar a competição nas principais praças de comercialização regional e nacional. 8.3.4 A pesquisa aponta, na percepção dos entrevistados, que o município já realiza ou realizou iniciativas de cunho cultural em 28% das opiniões, 28% relacionado ao artesanato local, 23% voltados a temática da gastronomia e 21% a iniciativas vinculadas a agricultura orgânica, como sendo produções locais favoráveis a atividade turística. A perspectiva da abordagem é relacionar potenciais atividades associadas ao setor/segmento e direcionar esforços na formatação destas produções para consumo de visitas no município. Além das indicações listadas no questionário de entrevistas conforme gráfico acima, foi identificado pelo municipio o Festival Gastronômico. 21 8.3.5 Dos entrevistados, 55% apontaram que a cidade possui infraestrutura turística acessível, citando os exemplos do Memorial da Mulher, Lago da Perucaba, Mercado do Artesanato, praças públicas e parques. Em contrapartida, 45% dos entrevistados informam que é frágil a acessibilidade no município. Tomando por base os dados preliminares do último Censo do IBGE (2010), mostram que uma grande parcela da população brasileira possui algum tipo de deficiência. São 23,9% da população brasileira com pelo menos uma das seguintes mobilidades reduzidas (deficiências): Visual, auditiva, motora e intelectual, o documento referencial do MTur que trata da acessibilidade – Estudo de perfil de turista, aponta para questões relacionadas a acessibilidade do destino como um todo, o que favorece negativamente a competitividade do destino (2014). 8.3.6 Dos entrevistados 54% visualizam e reconhecem a atuação de outras instituições com objetivo de fomentar a cultura empreendedora do municipio. Foram identificadas as instituições: SESC, SEBRAE, instituições do poder público e Casa do Empreendedor. Por outro lado, temos um número relevante de entrevistados que não reconhecem ações voltadas para o fomento do empreendedorismo. Tivemos um percentual de 46% de não reconhecimento dessas instituições. 8.3.7 A entrevista realizada com alguns representantes do município identificou que 69% dos entrevistados não visualizam um diferencial competitivo referente ao segmento, alegando que não existe segmento consolidado, por isso a ausência do diferencial competitivo. Das respostas, 31% visualizam um diferencial como: comércio, atrativos culturais e posição geográfica regionalmente. 22 9. REDEFINIÇÃO DA MISSÃO E VISÃO PARA A ATIVIDADE A metodologia de definição do um marco lógico conduziu a reavaliação da missão e visão para a atividade obtendo-se o seguinte resultado: 9.1 MISSÃO CONSOLIDAR O TURISMO EM ARAPIRACA COMO INDUTOR DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, DO PONTO DE VISTA DE NEGÓCIOS E EVENTOS E DEMAIS POTENCIALIDADES, DE FORMA PARTICIPATIVA ENTRE ATORES PÚBLICOS E PRIVADOS COM BASE NA LEGISLAÇÃO VIGENTE. 9.2 VISÃO SER IDENTIFICADO COMO DESTINO DE TURISMO DE NEGÓCIOS E EVENTOS, EM NIVEL NACIONAL NO HORIZONTE DE 10 ANOS. 10. REFERENCIAL SEGMENTAÇÃO DE NEGÓCIOS & EVENTOS O segmento de Turismo de Negócios e Eventos em sua definição dada pelo Ministério do Turismo é “o conjunto de atividades turísticas decorrentes de encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social”. O segmento é formado por dois sub segmentos básicos, independentes, compatíveis e muitas vezes inter-relacionados: Negócio e Eventos. (MTur, 2008). Ainda, segundo o MTur, as atividades desempenhadas pelo turista no destino – sejam negócios, eventos ou ambos – dependem da sua motivação. Entretanto, é importante destacar que é possível a compatibilização das duas motivações principais do segmento, isto é, o turista de eventos poderá aproveitar a sua permanência na cidade, para a realização de ações de negócios, assim como um turista que venha para uma reunião especifica poderá comparecer a um evento que esteja ocorrendo no mesmo período. Para explicar as características deste segmento e o perfil do público, é importante destacar alguns conceitos e informações: Turistas de Negócios – Caracterizados principalmente por turistas individuais, que se deslocam para participar de reuniões de trabalho. Turista de Eventos – A divisão destes turistas em dois grupos principais – corporativo e associativo – é apropriada em função de características e comportamentos bastante distintos. No primeiro dado pela convocação da empresa onde ele é vinculado e no segundo são profissionais liberais. Turista de Incentivos – A motivação se dá em ambiente profissional, mesmo estando no consumo do destino devido a premiação de desempenho. (MTur, 2008). 23 Em análise das iniciativas para o setor de turismo em Arapiraca, pôde-se observar inicialmente uma orientação que caracterizava o destino com um potencial desenvolvedor desta segmentação, visto posto, os números que compõe o PIB Municipal apontar para uma média superior a 55% de desempenho em serviços. Outro aspecto relevante indicado foi o número crescente empresas do comércio varejista entre 2005 e 2008, que caracterizou a justificativa da segmentação pela grande concentração de representantes comerciais no destino, utilizando equipamentos e serviços relacionados ao setor de turismo como: Meios de hospedagens, bares, restaurantes, entre outros. 11. MARCO LÓGICO - RESUMO DOS OBJETIVOS 11.1 PROPÓSITOS A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em gestão compartilhada, propõe: Assegurar participação aos atores do território na execução e monitoramento dos projetos e sua respectiva avaliação; Criar condições de preservação dos valores e identidade cultural das comunidades; Contribuir para o fortalecimento e a competitividade dos pequenos negócios do setor de turismo; Ampliar os investimentos e geração de postos de trabalho no município. 11.2 FINS DO PLANO ESTRATÉGICO O Plano Municipal objetiva sistematizar um conjunto de estratégias e planos com ações específicas e propostas de captação de recursos, para estimular o desenvolvimento do setor de turismo, com foco no segmento de negócios & eventos no Município de Arapiraca, contribuindo para a elevação da competitividade dos pequenos negócios, aumento da empregabilidade, desenvolvimento socioeconômico, valorização da cultura e o estímulo a qualificação profissional. 11.3 RESULTADOS ESPERADOS Melhorar a qualificação de mão de Obra; Ampliar a participação do município em novos mercados de turismo; Elevar a qualificação em Gestão dos pequenos negócios existentes; Estimular os empreendedores e profissionais do setor no atendimento a legislação pertinente às atividades relacionadas; Articular o fomento a infraestrutura básica e turística; Fomentar a produção cultural e de eventos no município. 11.4 INDICADORES DE IMPACTO Elevação do índice de Desenvolvimento Humano (IDH); Projetos consolidados considerando o método participativo e compartilhado entre instituições do setor sendo executados no horizonte proposto; Sistema de cadastro de Equipamentos e Prestadores de serviços turísticos – CADASTUR; 24 Legislação Pertinente a atividades do setor; RAIS – Relação Anual de Informações Sociais; Participação em qualificação profissional e de gestão; Calendário de eventos realizados; Investimentos realizados. 11.5 MEIOS DE VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS Índice IDH (Série histórica); Planos de trabalho alinhados aos projetos propostos com metas e definição de agente realizador; Contribuição do turismo para a economia municipal; IAD – Índice de Atratividade do destino; Número de Empreendimentos e profissionais qualificados; Relação de atendimento aos requisitos legais do setor; Número de postos de trabalhos gerados; Número de eventos realizados; Número e tipo de investimentos realizados. 11.6 PRESSUPOSTOS EXTERNOS Continuidade da ação pública municipal na implementação do plano; Compromisso e envolvimento dos atores públicos e privados do setor, para garantir a execução do plano; Disponibilidade de Recursos financeiros para a execução do plano. O planejamento estratégico foi concensado entre os atores para estabelecimento de um horizonte de 10 anos de atuação. 20142024. Para a definição de temporalidade da execução das ações propostas nos eixos estratégicos, recomenda-se a divisão dos 10 anos em períodos indicativos de: 0 a 3 anos – Curto Prazo; 4 a 6 anos – Médio Prazo e 6 a 10 anos – Longo Prazo. 25 12. EIXOS ESTRATÉGICOS Eixo Estratégico: Marketing e Promoção Institucional Justificativa: Divulgar o destino com a definição de estratégias pautadas nos potenciais apresentados na análise SWOT, de forma a potencializar a visitação de turistas, ampliar as taxas médias de ocupação e de permanência. Ação Prazo Parceiros Responsáveis Elaborar Plano de marketing municipal Curto SECTUR Elaborar marca do destino para consolidação de Mercado. Curto SECTUR Criar peças promocionais com enfoque de segmentação do destino. Curto SECTUR Produzir material de marketing informativo em Português, Espanhol e Inglês contemplando os equipamentos de atração de negócios e eventos. Curto SECTUR Criar portal com informações referentes ao destino contemplando os serviços e atualização permanente da plataforma. Médio Criar mapa turístico do Município, destacando os produtos, serviços e experiências do destino, anualmente. Curto Criar departamento de comunicação para atuar na produção de comunicação interna e externa, captação de midiática, mídia e publicidade do município. Médio Realizar participação em feiras e eventos do setor em níveis regional e nacional. Exemplos: Feira das Américas (ABAV), festival de turismo de Gramado, BNTM – Brazil National Tourism Mart (Bolsa de negócios turísticos do Nordeste), Rodadas de negócios e encontros BRAZTOA – Associação Brasileira de Operadoras de Turismo e a participação em feiras e encontros de segmentos diversos para a realização de candidaturas para captação de eventos para o destino. Curto Ajustar calendário de eventos da cidade de acordo com a priorização de atuação do destino – segmento. Curto Realizar pesquisa de impacto das ações de marketing no destino periodicamente. Médio Articular a captação de recursos para execução de planos de trabalhos de promoção institucional. Médio SECTUR Indicador Plano elaborado Marca elaborada Arte peças criadas Arte peças criadas contemplando idiomas Meta 0 a 3 anos 0 a 3 anos 0 a 3 anos 0 a 3 anos Site criado 4 a 6 anos SECTUR SECTUR SECTUR/SEBRAE Mapa turístico elaborado Departamento criado 0 a 3 anos 4 a 6 anos Participação realizada em no mínimo 06 eventos relacionados ao ano. 0 a 3 anos SECTUR Calendário ajustado 0 a 3 anos SECTUR SECTUR Medição de fluxo indicado por tipo de ação de marketing 4 a 6 anos Recurso captado por meio de projetos 4 a 6 anos 26 Eixo Estratégico: Municipalização e Regionalização do Turismo Justificativa: Atuar de forma estratégica na construção de uma governança para o município, com a participação do Estado, da iniciativa privada e organizações do setor de turismo. Objetiva a criação e fortalecimento dos grupos gestores municipal e regional, o elenco de ações em planos de trabalhos compartilhados, a criação e fortalecimento de redes empresariais de cooperação para atuar no setor. Ação Criar grupo gestor de turismo municipal em consonância com a política estadual e nacional de turismo. Prazo SECTUR Realizar a participação na análise da categorização turística municipal, para verificação da competitividade do destino e traçar os planos de trabalho de elevação do nível de maturidade do destino. Criar sistema de informações e monitoramento de ações previstas no Plano Estratégico de Turismo de Arapiraca. Realizar ações de identificação de potenciais turísticos e apoiar à formatação e estímulo a comercialização de produtos turísticos complementares. 27 Indicador Meta Grupo Gestor criado, institucionalizado com comprovação de atuação Curto Incentivo ao associativismo ABIH/MCVB. Criar instância de governança regional em consonância com a política estadual e nacional de turismo. Parceiros Responsáveis 0 a 3 anos SETUR/ALSECTUR SECTUR Médio SECTUR Curto SECTUR Instância de governança criada, institucionalizada com comprovação de atuação Município categorizado anualmente série histórica com resultado favorável 0 a 3 anos Sistema criado Curto 0 a 3 anos SECTUR Curto 4 a 6 anos Produto comercializado por agentes de marcado regional e nacional 0 a 3 anos Eixo Estratégico: Capacitação Justificativa: Realizar capacitação para atendimento as fragilidades apresentadas na SWOT e entrevista de campo, na perspectiva de melhorar a prestação de serviços e a competitividade do destino. Ação Realizar diagnóstico empresarial de gestão nas empresas e prestadores de serviços ligados ao setor, para identificar níveis de maturidade e traçar planos de intervenção. Realizar consultorias em gestão e de alavancagem tecnológica nas empresas e prestadores de serviços do setor de turismo Realizar capacitação nas brigadas de governança, recepção, auxiliar administrativo, manutenção geral, guias de turismo regional. Realizar levantamento de necessidades de capacitação operacional e técnica para suprir necessidade do Centro de Convenções. Prazo Parceiros Responsáveis SEBRAE Curto SEBRAE Médio SENAC/ Curto FECOMERCIO/ Indicador Número de negócios com diagnósticos realizados em série histórica com tendência e gestão favorável Número de negócios com consultorias realizadas em tecnologia e inovação Meta 0 a 3 anos 4 a 6 anos Número de profissionais capacitados 0 a 3 anos SINDILOJAS SENAC/ Curto FECOMERCIO/ Número de profissionais capacitados 0 a 3 anos SINDILOJAS/SENAI 28 Eixo Estratégico: Legislação e Gestão Justificativa: Atender aos requisitos legais vigentes no país, adequar o setor produtivo aos itens compulsórios e alinhar as políticas municipal, com o decreto 27.141/13 - Plano Estadual de Turismo, em consonância com o PNT (Plano Nacional). Ação Realizar campanhas de orientação ao cadastramento de empresas e prestadores de serviços turísticos em atendimento as legislação vigente – Lei Geral do Turismo 11.771 e atendimento as recomendações da portaria 112 Atualizada MTur. Prazo SETUR/AL SECTUR Curto Realizar monitoramento , articulação e fiscalização de empresas e prestadores de serviços turísticos, e Guias de Turismo, conforme preconiza as leis 5.623/93 e 6.943/2008 Curto Estimular a implantação do sistema nacional de registro de hóspedes on line na rede hoteleira do município. Médio Estimular os empreendimentos hoteleiros na adesão ao sistema nacional de classificação de hospedagens SBClass. Realizar consultorias nas empresas e prestadores de serviços do setor de alimentação fora lar, de adequação à legislação RDC 216 da ANVISA para manipulação adequada de alimentos com segurança. Realizar consultorias nas empresas e prestadores de serviços para adequar ao atendimento à legislação de Saúde e Segurança do trabalho e implantação de PPRA/PCMSO. SETUR/AL SECTUR Médio Indicador E Número de empresas e prestadores de serviços cadastrados no CADASTUR. Legislação pertinente a atividade no setor. E Número de empresas e prestadores de serviços cadastrados no CADASTUR MTUR/SETUR/AL E SECTUR Número de estabelecimentos de hospedagem com sistema registrado MTUR/SETUR/AL E SECTUR Número de estabelecimentos de hospedagem classificados SEBRAE Número de empresas com consultorias realizadas e adequadas às normas Curto Curto Curto Realizar consultorias empresariais para implantação de sistema de gestão. Curto Meta 0 a 3 anos 0 a 3 anos 4 a 6 anos 4 a 6 anos 0 a 3 anos SEBRAE Realizar consultorias nas empresas e prestadores de serviços para o aumento do nível de maturidade de gestão, conforme modelo de Excelência da Gestão (FNQ). 29 Parceiros Responsáveis SEBRAE SEBRAE Número de empresas com consultorias realizadas e adequadas às normas Número de empresas com consultorias realizadas e adequadas aos critérios da Excelência Número de empresas com Soft Ware de empresas implantados 0 a 3 anos 0 a 3 anos 0 a 3 anos Eixo Estratégico: Estudos e Pesquisas Justificativa: Identificar pelos indicadores e meios de verificação, se os resultados previstos estarão sendo alcançados, acompanhar em série histórica a tendência do setor/segmento e tomar decisões estratégicas decorrentes de análises críticas dos dados apresentados. Ação Prazo Realizar estudos e pesquisas de demanda e oferta do turismo municipal. Curto Parceiros Responsáveis SECTUR/ FERA Indicador Meta Pesquisa com indicadores de demanda e oferta, realizado periodicamente, 2 X / ano 0 a 3 anos UNEAL/UFAL/IFAL Implantar observatório de turismo contemplando análises de impacto econômico do setor e gasto per capita turista no município. Médio Realizar estudos de competitividade do setor e de níveis de maturidade empresarial observando o (MEG – FNQ) Fundação Nacional da Qualidade. Curto SECTUR/FERA/ Identificação da elevação do IDH UNEAL/UFAL/ IFAL SEBRAE Número de empresas com IMG em série histórica com tendência favorável 4 a 6 anos 0 a 3 anos Eixo Estratégico: Acesso a novos mercados Justificativa: Estimular a geração de planos de trabalhos customizados para as modificações necessárias no destino e gerar aprendizados de posicionamento de mercado e de gestão competitiva de negócios. Ação Prazo Estimular o empreendedorismo para incentivo à implantação de empresa de receptivo turístico. Curto Realizar ações de fortalecimento da produção do artesanato com foco para o setor de turismo. Curto Realizar ações Aprendizado representantes com destinos Município. de Benchmarking – na prática com do setor/segmento, referência para o Parceiros Responsáveis SECTUR/SEBRAE Número de receptivos; número de empregos (RAIS) SEBRAE/INDUSTRIA Número de formalização E COMERCIAO E empresarial (MEI); número SECTUR de empregos (RAIS) SEBRAE/SECTUR Médio Indicador Número de intervenções de melhoria e gestão implementadas à partir das práticas observadas Meta 0 a 3 anos 0 a 3 anos 4 a 6 anos 30 Eixo Estratégico: Investimentos Justificativa: Melhorar a infraestrutura do destino, equacionar as fragilidades apresentadas na análise SWOT e preparar o destino para a comercialização. Ação Realizar a criação de portfólio de investimentos para o setor e captação de investimentos para a ampliação da competitividade do destino Curto Participar de feiras e eventos relacionados ao tema Curto Realizar a construção do centro de convenções do município. Realizar a adequação da cidade à acessibilidade considerando parâmetros e observações em documentos referenciais MTur SECTUR E SEBRAE Curto Articular a implantação de aterro sanitário e unidade de compostagem Curto Indicador Número de investimentos captados à partir da estratégia Meta 0 a 3 anos Número de feiras/ano 0 a 3 anos SECTUR/SECRETARIA DE OBRAS E VIAÇOES Número de empregos gerados diretos e indiretos- Centro construído (RAIS) SECTUR/SMTT/SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO Número de adequações dos espaços públicos 01 da cidade à adequação acessibilidade ao ano SECTUR/SMTT/SEC.DE DESENVOLVIMENTO URBANO Número de obras de requalificação e 01 ordenamento realizadas adequação ao ano SECTUR E DESENVOLVIMENTO URBANO E OBRAS Aterro realizado Longo Médio Implantar CATs – Centros de atendi mento ao turista na cidade em pontos estratégicos de visitação. Parceiros Responsáveis SECTUR Realizar a requalificação e ordenamento da cidade, contemplando melhorias na sinalização urbana e turística. Realizar parceria para campanhas educação ambiental na população e aplicação de conteúdos transversais do turismo e meio ambiente nas escolas públicas. 31 Prazo 0 a 3 anos sanitário 0 a 3 anos SECRETARIA DE Número de iniciativas; EDUCAÇÃO/DESENVOLVIMENTO número de professores URBANO E MEIO AMBIENTE e alunos alcançados Médio 4 a 6 anos SECTUR Médio Número de CATS implantados 4 a 6 anos CONSIDERAÇÕES FINAIS A metodologia definida para o desenvolvimento do trabalho considerou a existência de ações já realizadas, expostas como Painel de Iniciativas e a análise SWOT (2010). As informações sobre iniciativas e experiências realizadas foram observadas e validadas pelo grupo participante, definindo desta forma o Marco Lógico de consecução dos trabalhos e formatação do plano estratégico de participativa com todos os atores mobilizados. O resultado deste trabalho - Plano de Turismo- corporifica uma extensa matriz de ações conjuntas e complementares, necessárias a materialização e sustentabilidade da atividade turística, perpassando pelas mais diferentes tipologias de serviços e conhecimento, a serem concretizados através de amplas parcerias entre todos os atores sociais envolvidos, de forma descentralizada e participativa. O espaço temporal de dez anos determinado para o cumprimento de todas as ações considerou o compasso com o Plano Decenal (já elaborado para o município), tendo em vista a capilaridade da atividade turística que permeia ações desde as de ordenação geral, à qualidade de convivência e o desenvolvimento econômico e social. 32 REFERÊNCIAS AB‟ SÁBER; Nacib Aziz: “Os Domínios da Natureza no Brasil”- Potencialidades paisagísticas. Atelie Editorial - 2003; CENTRO DE ESTUDOS INTERNACIONAIS SOBRE GOVERNO – CEGOV. Planejamento Estratégico Municipal e desenvolvimento Territorial. UFRGS, 2014. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Índice de Competitividade do turismo nacional: Destinos indutores do Desenvolvimento Turístico Regional: Relatório Brasil, 2013. IBGE. Alagoas. Dados Gerais dos Municípios. Disponível em HTTP://www.ibge.com.br.Acesso em 08 de Agosto de 2014. MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2003-2007. Brasília, 2003. MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2007-2010. Brasília, 2007. MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2013-2016. Brasília, 2013. MINISTÉRIO DO TURISMO. Programa de Regionalização do Turismo – Diretrizes. Brasília, 2013. PREMIO MPE BRASIL CICLO 2014. Índice de Maturidade da Gestão – SEBRAE/AL, 2014. PROJETO ARQUITETÔNICO CENTRO DE CONVENÇÕES DE ARAPIRACA. Hanah Melo, 2014; SEBRAE/AL. Projeto de turismo de negócios e eventos, 2009-2011. SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DE ALAGOAS. Categorização Turística. Caderno de Orientações Operacionais, 2013. SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DE ALAGOAS. 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