PLANO DE NEGÓCIOS
Guia para Empreendedores
Título:
Autor:
Assessoria Técnica:
Editor:
Plano de Negócios: Guia para Empreendedores
Jaime Prudente, Celina Gil, Vera Gomes
Tracy International
IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas
e Médias Empresas e ao Investimento
Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor
1999 - IAPMEI
1ª Edição
2
ÍNDICE
PARTE I - PRÉ-DIAGNÓSTICO PARA A CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL .........................................................................................................
2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO ..............................................................................................
3. PRÉ-DIAGNÓSTICO DA FUTURA EMPRESA..............................................................................
PARTE II - PLANO DE NEGÓCIOS
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS......................................................................................
2. ABORDAGEM DO MERCADO ........................................................................................................
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO ......................................................................................
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL ..................................................................................
5. ORÇAMENTO PREVISIONAL DE TESOURARIA .....................................................................
6. CONTABILIDADE PESSOAL..............................................................................................................
7. GLOSSÁRIO.............................................................................................................................................
3
4
PARTE I
PRÉ-DIAGNÓSTICO
PARA A CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA
5
INTRODUÇÃO
Dado que acto de criação de uma empresa envolve investimentos pessoal e financeiro que terão de ser
devidamente retribuídos, o potencial empresário chega a uma altura do processo em que sente a
necessidade de fazer um “primeiro balanço”, ou seja, fazer um ponto de situação antes de avançar
para as fases seguintes de maior concretização material.
Esta etapa corresponde à identificação, ou melhor, à recapitulação dos pontes fortes e dos pontos
fracos existentes e ao seu confronto.
É que, se por um lado, o futuro empresário e o projecto têm pontos fortes que convém explorar, têm,
por certo, também, pontos fracos que terão de ser atenuados ou corrigidos.
A fim de integrar uns e outros na sua estratégia, o novo empresário deverá fazer um esforço no
sentido de melhor os conhecer, fazendo para tal um diagnóstico triplo:
•
Sobre si mesmo;
•
Sobre o projecto;
•
Sobre a futura empresa.
Existindo, por vezes, a tendência para valorizar em excesso os nossos pontos fortes e para minimizar
os pontos fracos, o potencial empresário deverá responder, ele próprio, a todas as questões postas
num pré-diagnóstico definidor do seu perfil e pedir a alguém das suas relações (alguém que o
conheça bem), que responda ao pré-diagnóstico por si, sendo condição necessária que esteja disposto
a não ser complacente. Isto permitirá uma visão mais objectiva das suas qualidades e dos seus
defeitos.
Em seguida devem-se comparar os resultados e analisar e discutir os pontos de eventual divergência.
É também imprescindível que o potencial empresário seja "completo".
Seria lamentável não incluir num projecto um factor possível de sucesso (um ponto forte), só pelo
facto de o ter ignorado.
Seria, por outro lado, perigoso omitir um ponto fraco que mais cedo ou mais tarde o impedisse de
prosseguir na realização do projecto.
Neste contexto deverá começar por fazer uma apresentação sumária da iniciativa que pretende
dinamizar, podendo para o efeito utilizar o modelo apresentado em seguida.
6
APRESENTAÇÃO SUMÁRIA
QUAL A ACTIVIDADE QUE PRETENDE DESENVOLVER?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
É CAPAZ DE A DEFINIR EM POUCAS PALAVRAS (CARACTERÍSTICAS, UTILIDADE ...)?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
O QUE PRETENDE ATINGIR COM A SUA EMPRESA (QUAIS SÃO OS SEUS OBJECTIVOS
EMPRESARIAIS E ATÉ QUE PONTO GOSTARIA DE EXPANDIR A SUA EMPRESA) ?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
PODE IDENTIFICAR AS VANTAGENS DO SEU PRODUTO OU DO SEU SERVIÇO (ALGO DE
NOVO OU DE MELHOR) RELATIVAMENTE AOS PRODUTOS OU SERVIÇOS SIMILARES JÁ
EXISTENTES?
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
7
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
A transformação de uma boa ideia de negócio numa empresa com perspectivas de sucesso (sucesso
que se poderá traduzir, quer pelo permanência em actividade, quer pela taxa de crescimento),
depende, numa primeira aproximação, da capacidade empresarial revelada pelo seu promotor.
A decisão de empreender não é um processo automático nem imediato correspondendo normalmente
a um percurso constituído por quatro fases:
• Numa primeira fase, o motor da decisão decorre de uma mudança de situação, provocada por
um acontecimento familiar, profissional ou outra natureza;
• A segunda fase, está em geral associada à descoberta por parte do potencial empresário de que
é possível actuar por si próprio e tomar em mão o seu próprio destino;
• A terceira fase corresponde à tomada de consciência das capacidades de levar a bom termo um
negócio próprio;
• Finalmente, face à perspectiva de uma oportunidade de negócio e à possibilidade de reunir os
meios necessários (capital, instalações, recursos humanos, know-how, etc.) o potencial
empresário decidir-se-á a passar, definitivamente à acção.
Partindo do princípio de que o sucesso ou insucesso de uma nova empresa depende em grande parte
do seu criador, é fundamental que este se conheça bem.
Neste contexto propõe-se um conjunto de reflexões relativas aos seguintes aspectos:
Dados pessoais
O primeiro aspecto a ter em consideração num plano de negócios é o relativo aos dados pessoais,
incluindo-se aqui para além da identificação pessoal, informação relativa ao montante e às fontes de
rendimento actual, às habilitações literárias e à formação adicional, ao seu percurso profissional
enquanto trabalhador por conta de outrem, trabalhador independente ou mesmo empresário e à
experiência em determinadas áreas relevantes para o desenvolvimento de um novo negócio.
8
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
Qualidades pessoais
Outra vertente a ter em conta é a relacionada com as qualidades pessoais (espírito empresarial) do
criador da empresa. Principalmente numa pequena empresa, o empresário ocupa uma posição fulcral,
sendo as características do empreendimento determinadas, em larga escala, pelo seu carisma e as suas
qualidades pessoais.
Ouve-se dizer, frequentemente, que a qualidade de empresário nasce com as pessoas. Esta afirmação é,
no entanto, só em parte verdadeira. É evidente que o empresário deve ter um certo número de
qualidades, mas não as pode ter todas.
O importante é que ele tome consciência dos seus pontos fortes e fracos (e dos seus associados) e adopte
as atitudes necessárias para que, através de formação, complementaridade, etc. , obtenha um nível de
competência adequado às exigências da iniciativa empresarial que vai desenvolver.
Motivação
A motivação pode decorrer de situações relacionadas com a formação e a experiência profissional
acumuladas ao longo dos anos, que lhe permitiram conseguir um “know how” que o potencial
empresário considera essencial para criar o seu próprio negócio, ou ainda de outras situações de que são
exemplo:
• um desejo de mudança face à situação actual (não querer trabalhar por mais tempo para um patrão,
ter estagnado em termos de carreira ou não conseguir arranjar um emprego).
Estes aspectos, embora vistos do exterior como negativos, podem ser compensados por excelentes
qualidades empresariais e serem a verdadeira mola impulsionadora da criação de um negócio;
• o aproveitamento dos conhecimentos adquiridos com o desenvolvimento de um determinado
produto, que quando adaptado, por exemplo, a um outro segmento de mercado, se pode tornar
numa iniciativa rentável;
• o facto de considerar que um negócio próprio é a melhor forma de dar expressão às suas qualidades.
A procura de melhoria da situação financeira, o desejo de cooperação com outros, a luta por um ideal e a
existência de uma oportunidade de mercado podem constituir outras motivações relevantes para a
criação de uma empresa.
9
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
Objectivos empresariais e pessoais
Ao criar uma empresa podem adoptar-se diferentes atitudes estratégicas em termos de objectivos a
prosseguir, entre as quais se destacam:
• a criação de uma empresa rentável, orientada para o crescimento;
• o desenvolvimento de um negócio estável, orientado para a continuidade;
• a prossecução de uma iniciativa que assegure o rendimento de uma ou mais pessoas.
Simultaneamente podem existir metas e objectivos pessoais tais como:
• disponibilizar um produto que o potencial empresário considera importante, quer se trate de um
produto inovador ou tradicional, de novos produtos para crianças, doentes ou idosos, etc.;
• desenvolver um determinado processo produtivo ou estilo de trabalho que o potencial empresário
idealizou.
É evidente que, à medida que o tempo passa, os ideais e a realidade podem direccionar-se para
caminhos opostos ou, pelo menos, distintos. A necessidade de se atingir um determinado nível de
facturação, pode ser contrária a alguns dos objectivos iniciais e determinar alguns ajustamentos.
Perante uma situação destas é conveniente fazer uma pausa, ponderando sobre os “prós” e os “contra”,
qualificando e quantificando as metas e os objectivos e reflectindo sobre eventuais concessões a fazer.
10
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.2. O EMPREENDEDOR
Identificação
Nome: ………………………………..
Morada: .............................................
Localidade: ........................................
Código Postal: ...................................
Telefone/Fax: ....................................
Data de Nascimento:………………..
Nacionalidade:……………………….
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
Estado Civil:……………………....…
solteiro(a)
casado(a)
regime matrimonial _______________________
divorciado(a)
viúvo(a)
união de facto
separado(a)
Nome do(a) Companheiro(a):…….
_______________________________________________________
Data de Nascimento:………………
_______________________________________________________
O seu cônjuge tem um emprego?
Não
Sim, qual?
Filhos:…………………………………
Não
Sim, que idades?
Rendimentos
Situação profissional actual:
Trabalhador por conta de outrem
Empresário
Profissional liberal
Desempregado(a)
Outra, qual?______________________
Natureza dos Rendimentos
Salário
Subsídios
Fortuna pessoal
Sem rendimento
Pensões
Rendimento líquido mensal (€).: ____________________________________________________________
O seu contrato de trabalho contém alguma cláusula especial? __________________________________
Em caso afirmativo, qual?__________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Se recebe subsídio, qual é o tipo de subsídio? _________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Natureza dos Rendimentos do(a) seu (sua) Companheiro(a):
Salário
Subsídios
Pensões
11
Fortuna pessoal
Sem rendimento
12
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
Se o(a) seu(sua) Companheiro(a) recebe subsídio, qual é o tipo de subsídio? ______________________
________________________________________________________________________________________
Rendimento líquido mensal (€):_____________________________________________________________
Já esteve anteriormente envolvido num processo de falência de um negócio?
sim
não
Está neste momento envolvido num processo de falência?
sim
não
Seguros pessoais
Contra que riscos tem seguros?
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Contra que outros riscos tenciona segurar-se?
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Formação académica e profissional
Formação
_____________________
_____________________
_____________________
_____________________
_____________________
_____________________
_____________________
_____________________
Entidade
Duração
Aspectos relevantes para o projecto
__________
__________
__________
__________
__________
__________
__________
__________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
Categoria
Duração
__________
__________
__________
__________
__________
__________
__________
__________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
Experiência profissional
Entidade
______________________
______________________
______________________
______________________
______________________
______________________
______________________
______________________
Aspectos relevantes para o projecto
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
13
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.3. A ENVOLVENTE FAMILIAR
Criar uma empresa implica frequentemente mudanças profundas na vida familiar e relacional. O
objectivo deste capítulo é chamar a sua atenção para alguns aspectos importantes nesse contexto.
As reacções à sua ideia
Contou a sua ideia de criação de uma empresa às pessoas das suas relações? A Quem?
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
Como reagiram? Que pensam da sua ideia?________________________________________________
______________________________________________________________________________________
Tempo disponível
Pensa dedicar-se a tempo inteiro à sua empresa?
desde o início
a 6 meses
a 1 ano
nunca
Por semana quanto tempo pensa poder consagrar à sua empresa?
De imediato ......../horas
No médio prazo: ......../horas
Você, o seu cônjuge e os seus filhos estão preparados para modificar (diminuir, suprimir, reorganizar)
a partilha das tarefas domésticas e/ou os tempos de lazer (desporto, convívio, cinema, teatro, etc.)? _
_________________________________________________________________________________________
Preocupações
Pensa que as suas preocupações de ordem profissional transparecem na sua vida privada
(morosidade, falta de atenção, inquietação, nervosismo, etc.)? __________________________________
_________________________________________________________________________________________
A família e o círculo próximo de amigos estão dispostos a apoiá-lo nessas situações (com paciência,
escutando-o, encorajando-o, etc.)? __________________________________________________________
Que elementos concretos o levam a pensar assim? ____________________________________________
_________________________________________________________________________________________
14
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
Aspectos financeiros
Pensa que a sua família é capaz de aceitar as eventuais flutuações do seu rendimento (arranque, riscos
e azares da empresa, dificuldades de tesouraria, etc.)?__________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Pensa que a sua família está disposta a aceitar, mesmo que temporariamente, uma eventual redução
do seu nível de vida? ______________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Já abordou com o seu cônjuge a utilização do capital acumulado em comum para o arranque da sua
empresa? ________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Em caso afirmativo, qual foi a reacção?_______________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Saúde
O seu trabalho na futura empresa requer qualidades físicas especiais ____________________________
_________________________________________________________________________________________
Em caso afirmativo, quais? (justifique) _______________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Tem alergia a alguns produtos necessários à actividade da sua empresa? _________________________
_________________________________________________________________________________________
Em caso afirmativo, como vai resolver esse problema? _________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Tem problemas de saúde grave (insuficiência cardíaca, problemas respiratórios, etc.)? _____________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
Em caso afirmativo, como pensa adaptar o futuro ritmo profissional (naturalmente intenso) à sua
condição de saúde? _______________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
15
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.4. AS MOTIVAÇÕES: Porquê criar uma empresa?
Classifique por ordem de importância, os motivos (mínimo 5) que o levam a criar a sua empresa
Desejo de ganhar dinheiro
Assegurar um rendimento
Vontade de mostrar aos outros aquilo de que é capaz
Desejo de ser independente
Gosto pelo poder
Necessidade de assegurar o futuro dos seus filhos
Procura de estatuto social
Valorização de um capital
Participação no esforço económico nacional
Gosto pelo risco
Gosto pela direcção e animação de uma equipa
Certeza de ter uma boa ideia de produto ou de serviço
Permanecer no país
Regressar ao país
Instalar-se numa zona geográfica de que gosta
Trabalhar com o cônjuge
Dificuldades profissionais: Mau relacionamento com os superiores, ausência de evolução na
carreira, etc.
Querer realizar-se profissionalmente por esta via
Querer transformar um hobby numa empresa
Outras razões. Quais?________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
Quais são as suas ambições (ou perspectivas de desenvolvimento) para a sua empresa a três e a cinco
anos ? _______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Deste questionário o empreendedor retirará um conjunto de opiniões sobre as hipóteses de levar o seu
projecto a bom termo e alguns elementos a incluir na sua estratégia, tendo presente que:
•
•
alguns pontos fortes ou alguns pontos fracos têm maior peso que outros;
o "peso" das questões depende da importância do projecto e sua natureza;
16
•
há pontos fracos que se corrigem facilmente através, por exemplo, da frequência de formação em
determinadas áreas ou procurando associar-se ou o concurso de alguém que na empresa possa
compensar essa desvantagem.
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
Situação actual do potencial empresário
Pontos fortes
Estado de saúde (bom ou mau)
Tempo disponível (muito ou pouco)
Dinheiro de que dispõe (muito ou pouco)
Formação
Geral
Técnica
Na condução de empresas
Conhecimentos técnicos relacionados com o projecto
Conhecimento do sector de actividade ou do mercado
escolhidos (bons ou medíocres)
Competência em matéria de:
Marketing
Contabilidade
Organização
Chefia e dinamização da equipa
Negociação
Pontos fracos
A componente personalidade
Pontos fortes
Pontos fracos
Pontos fortes
Pontos fracos
Capacidade para tomar iniciativas e gosto pela responsabilidade
(Independência)
Capacidade de trabalho ( Autodisciplina)
Imaginação (Criatividade)
Determinação para criar a própria empresa (Motivação)
Capacidade para assumir riscos (Capacidade de risco)
Nível de confiança em si próprio (Autoconfiança)
Facilidade de comunicação (boa ou má)
Capacidade de adaptação (boa ou má)
Curiosidade / abertura de espírito (boa ou má)
Envolvente social
Os amigos e a família (são favoráveis ao projecto ?)
Existem pessoas conhecidas ou amigas capazes de dar ajuda ?
Moral
Material
Comercial
Financeira
Técnica
O promotor do projecto conhece pessoalmente empresários ?
Já existem contactos com algum dos seguintes grupos?
Clientes
Fornecedores
Distribuidores
17
Banqueiros
Contabilistas
Consultores
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.5. AS COMPETÊNCIAS: pontos fortes e pontos fracos
Que qualidades pessoais farão de si um bom empresário?
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
Liste os seus principais pontos fortes e pontos fracos relativamente ao projecto
Pontos fortes
Pontos fracos
1. ___________________________________________ 1. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
2. ___________________________________________ 2. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
3. ___________________________________________ 3. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
4. ___________________________________________ 4. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
5. ___________________________________________ 5. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
6. ___________________________________________ 6. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
7. ___________________________________________ 7. _______________________________________
_____________________________________________ _________________________________________
Como vai melhorar ou eliminar os seus pontos fracos?
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
18
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
19
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.6. AS DIFICULDADES E IMPEDIMENTOS
Os aspectos seguintes constituem factores que dificultam ou impedem a fluidez do processo de
decisão de criação de uma nova empresa. Conforme a importância relativa que têm para si,
classifique-os de 1 a 10 (o factor mais importante corresponde a 1 e o menos importante a 10).
Receio de não dispor de tempo suficiente para montar ou desenvolver o seu projecto
Possibilidade de perder dinheiro
Medo de trabalhar muito
Envolvente familiar pouco encorajadora
Actividade sujeita a legislação e regulamentação específica
Sensação de não estar à altura para assumir tal responsabilidade
Mudança de estatuto (trabalhador por conta de outrem)
Receio de correr algum risco de ordem económica
Medo de a realidade não vir a corresponder às expectativas
Mudança de método de trabalho (hábito de trabalhar em estruturas de grande dimensão)
Que remuneração líquida gostaria ou pensa poder vir a retirar da sua empresa? (justifique)
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
De que orçamento mensal necessita para cobrir as suas necessidades e as da sua família? (justifique)
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
Que montante (excluindo empréstimos) pode destinar à criação da sua empresa? (justifique)
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
20
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.7. CONCLUSÕES
Tendo por base tudo o que respondeu anteriormente, é capaz de fazer uma síntese dos factores
favoráveis e condicionantes da realização do seu projecto de criação de empresa?
FACTORES FAVORÁVEIS
1. ____________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
2. ____________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
3. ____________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
4. ____________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
5. ____________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
21
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
No que diz respeito ao factores condicionantes, que soluções pensa adoptar para os reduzir?
FACTORES CONDICIONANTES
SOLUÇÕES PRECONIZADAS
1. _______________________________________ 1. __________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
2. _______________________________________ 2. __________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
3. _______________________________________ 3. __________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
4. _______________________________________ 4. __________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
5. _______________________________________ 5. __________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
_________________________________________
____________________________________________
22
1. PRÉ-DIAGNÓSTICO PESSOAL
1.8. OS PARCEIROS
Se não tem parceiros para o desenvolvimento da sua futura actividade passe para o Pré Diagnóstico
do Projecto.
Se tem parceiros diga quem são:
Sócios
Cônjuge
Outros, precise
E faça-os preencher um “Pré Diagnóstico Pessoal” (pontos I a VI).
Há quanto tempo, partilha com eles este projecto? _________________________________________
______________________________________________________________________________________
Que tipo de contribuição dará cada parceiro?
Parceiro
Competências
Técnicas
Financiamento
Clientes
Experiência
Profissional
Como será feita a distribuição de funções dentro da empresa?
Quem faz o quê
Área da Produção
Área dos Recursos Humanos
Área das Finanças
Área das Compras
Área do Marketing
Área das Vendas
Área da Gestão
Área da informação
Outras (identifique):
Nome do responsável
23
2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO
2. 1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
As informações recolhidas sobre a envolvente externa à empresa permitirão ao promotor de um
projecto de criação de empresa fazer um primeiro diagnóstico no âmbito do projecto. Este diagnóstico
tem a vantagem de permitir detectar as informações que faltam e corrigir alguns aspectos.
É necessário actuar com método, colocando um conjunto de questões relativas às dificuldades e
oportunidades que se apresentam no momento.
Embora sendo impossível listar todo o tipo de questões, dado que a especificidade de alguns projectos
determina questões particulares, pode-se, no entanto, apresentar um esboço que poderá servir de
referencial ao diagnóstico do projecto.
DIFICULDADES E OPORTUNIDADES LIGADAS AO PRODUTO / MERCADO
•
O produto ou o serviço é susceptível de ser produzido ou fornecido por uma nova pequena
empresa ?
•
Existe capacidade de oferecer ao cliente um serviço pós-venda? Em caso afirmativo, em que
condições esse serviço poderá ser assegurado?
•
Caso se trate de um produto novo ou de um produto já existente no mercado relativamente ao
qual se pensa que há uma vantagem comparativa através, por exemplo, da integração de alguma
qualidade "extra" ou alguma inovação, procedeu-se a um teste junto dos clientes potenciais para
aferir da sua aceitação?
Para responder a esta questão é necessário ter em conta a situação da concorrência, da
distribuição e os hábitos de compra dos clientes potenciais.
DIFICULDADES E OPORTUNIDADES LIGADAS AOS MEIOS
Tendo em conta a natureza do produto e o mercado ou segmento de mercado escolhido, haverá que
verificar a dimensão dos meios humanos, técnicos, logísticos e financeiros necessários.
O potencial empresário deverá já ter nesta fase uma noção dos níveis mínimos necessários para o
arranque do seu empreendimento.
DIFICULDADES E OPORTUNIDADES LIGADAS À LEGISLAÇÃO
É absolutamente necessário verificar se existe legislação especial relativamente ao sector de actividade
onde a nova empresa se irá enquadrar.
2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO
24
Em Portugal, determinadas actividades estão sujeitas ao cumprimento de requisitos técnicos especiais
de segurança e protecção da saúde humana e do ambiente, bem como de garantia para o consumidor .
O promotor do projecto deverá igualmente certificar-se de que está em condições de obter as licenças
ou as qualificações exigidas.
A recapitulação das dificuldades existentes e das oportunidades que se abrem, permitirá ver até que
ponto um projecto, no estado actual, é realizável. Por outro lado, as informações recolhidas dão
hipóteses de reformulação do projecto e de escolha das estratégias mais adequadas.
25
2.2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO (PONTO DE SITUAÇÃO)
Em cada etapa de desenvolvimento do projecto de criação de uma empresa, o futuro empresário tem de responder a um certo número de questões.
Os quadros seguintes ajudam a fazer o ponto de situação sobre tudo o que já foi feito, sobre o que falta fazer, sobre aquilo que se quer aprender a fazer e sobre aquilo que se
deseja mandar fazer.
ÁREAS DE ACTUAÇÃO
O que já foi
feito
O que falta
fazer
O que quer
O que quer
aprender a fazer mandar fazer
Acções preconizadas
Prazo
Produção
Fazer a lista das necessidades materiais (local, arranjo
das instalações, equipamentos, etc.)
Definir a qualidade das instalações
Definir as tecnologias a utilizar
Determinar os padrões de higiene e segurança
Determinar o programa de manutenção dos
equipamentos
Programar a produção em função das previsões de
vendas
Definir o programa de controlo de qualidade
Determinar o que fazer aos subprodutos e desperdícios
de fabrico
Determinar o que fazer aos produtos com defeito de
fabrico
Manter-se informado sobre as novas técnicas
Adaptar-se às novas técnicas
Recursos Humanos
Elaborar o organigrama da empresa
Definir as funções de cada posto de trabalho
Estabelecer o número de trabalhadores
Definir critérios de selecção e recrutamento
Determinar o plano de formação para os trabalhadores
Definir a política de remuneração
26
2.2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO (PONTO DE SITUAÇÃO)
ÁREAS DE ACTUAÇÃO
O que já foi
feito
O que falta
fazer
O que quer
O que quer
aprender a fazer mandar fazer
Acções preconizadas
Prazo
Finanças
Elaborar uma conta de exploração previsional
Definir o ratio resultados/vendas
Determinar a rentabilidade económica e financeira
Estabelecer as condições de crédito a praticar
Negociar os créditos
Determinar o prazo médio de recebimentos
Determinar o prazo médio de pagamentos
Definir a política de descontos financeiros
Determinar as necessidades de fundo de maneio
Definir as formas de financiamento
Contactar as entidades financiadoras
Organizar a contabilidade da empresa
Estabelecer um plano de tesouraria previsional
Pesquisa e Desenvolvimento
Definição do ritmo de lançamento de novos produtos
Pesquisa de novas aplicações para os produtos actuais
Pesquisa sobre novas tecnologias
Pesquisa sobre novos materiais
Compras
Procurar fornecedores
Negociar com os fornecedores
Determinar o grau de dependência dos fornecedores
Organizar o aprovisionamento
Determinar padrões de qualidade para as matériasprimas, produtos e embalagens
Controlo de certificação dos fornecedores
Negociar prazos de pagamento
Determinar as normas de gestão de stocks
Determinar normas para o tratamento das devoluções
27
2.2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO (PONTO DE SITUAÇÃO)
ÁREAS DE ACTUAÇÃO
O que já foi
feito
O que falta
fazer
O que quer
O que quer
aprender a fazer mandar fazer
Acções preconizadas
Prazo
Marketing
Definir a clientela
Pesquisar informação sobre o mercado
Procurar clientes
Determinar as necessidades dos clientes potenciais
Definir o volume de vendas médio por cliente
Definir o volume de vendas médio por encomenda
Fazer-se conhecer junto dos clientes (através de
catálogos, amostras, protótipos, etc.)
Identificar os concorrentes
Determinar a gama de produtos a vender
Definir os preços
Definir as margens a praticar
Determinar a coerência dos preços da gama
Organizar a distribuição
Definir a estrutura de vendas por canal de distribuição
Calcular os custos de distribuição
Definir as funções dos distribuidores
Determinar as formas de animar os canais de
distribuição
Definir a estratégia de comunicação
Determinar os suportes e alvos de promoção
Determinar os eixos e meios de publicidade
Determinar a política de relações públicas
Determinar o orçamento de comunicação
28
2.2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO (PONTO DE SITUAÇÃO)
ÁREAS DE ACTUAÇÃO
O que já foi
feito
O que falta
fazer
O que quer
O que quer
aprender a fazer mandar fazer
Acções preconizadas
Prazo
Vendas
Determinar as formas de vendas
Determinar o número de vendedores
Definir o grau de formação dos vendedores
Determinar o plano de remuneração dos vendedores
Organizar o departamento de vendas
Elaborar o material de suporte as vendas
Definir a cobertura geográfica das vendas
Pós-Venda
Definir as garantias a oferecer
Definir a forma de troca de produtos
Definir a imagem e qualidade do serviço
Definir as formas de resposta as reclamações
Gestão
Encontrar um local de instalação
Listar e calcular todos os encargos
Organizar a administração da empresa
Calcular o montante dos investimentos
Determinar as formas de tratamento das notas de
encomenda
Definir os prazos de execução da facturação
Pensar nas garantias e cauções
Montagem da empresa (aspectos legais)
Ter em consideração as consequências sociais e fiscais
relativas ao pessoal
Ter em consideração as consequências jurídicas e
fiscais da estrutura jurídica da sua empresa
Redigir os contratos (comerciais, de emprego,
arrendamento, franchise, etc.)
29
2.2. PRÉ-DIAGNÓSTICO DO PROJECTO (PONTO DE SITUAÇÃO)
ÁREAS DE ACTUAÇÃO
O que já foi
feito
O que falta
fazer
O que quer
O que quer
aprender a fazer mandar fazer
Acções preconizadas
Prazo
Outras Áreas (especifique)
-
30
3. PRÉ-DIAGNÓSTICO DA FUTURA EMPRESA
3. 1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
A empresa que irá surgir poderá ser considerada como o produto ou a resultante do binómio
"empresário / projecto".
Os diagnósticos anteriores permitiram avaliar e conhecer as qualidades e defeitos do potencial
empresário e do projecto. É, agora, possível realizar uma avaliação semelhante no que concerne a
nova empresa, segundo duas perspectivas:
•
•
do interesse / oportunidade do projecto;
das funções da empresa.
3.2. INTERESSE E OPORTUNIDADE DO PROJECTO
Esta técnica consiste em relacionar as qualidades do novo empresário (pontos fortes) com o maior ou
menor interesse do projecto (ou seja com as oportunidades que se abrem através da combinação dos
factores produto-mercado-meios-legislação).
Tal pode ser feito utilizando um quadro do tipo do que se apresenta em seguida.
O interesse (oportunidade) do projecto é:
Pequeno
Médio
Grande
Pontos Fortes
Pouco
importantes
C
C
B
Pontos Fortes
Importância
média
C
B
A
Pontos Fortes
Muito
importantes
B
A
A
Se o binómio empresário/projecto se situa na zona A, está tudo bem e poderá prosseguir com o
projecto de criação de empresa;
Se se localiza na zona B é ainda aceitável, mas dever-se-á avançar com algum cuidado;
Se, pelo contrário, se posiciona na zona C, então, a indicação que este quadro dá é no sentido de
abandonar o projecto tal como ele está, antes que seja demasiado tarde.
Chama-se, no entanto, a atenção para o facto de a classificação num ou noutro caso não ser
matemática, cabendo ao promotor do projecto apreciar, conscientemente, os seus pontos fortes e o
interesse do projecto.
31
3. PRÉ-DIAGNÓSTICO DA FUTURA EMPRESA
3.3. FUNÇÕES DA EMPRESA (ESTRUTURA INTERNA)
As funções clássicas em qualquer empresa são: comercial (vendas / marketing), produção,
aprovisionamento, financeira, gestão e organização, informação, pessoal (ou recursos humanos.
Em grandes organizações (ou em empresas cujos produtos e tecnologias evoluem rapidamente)
existem, com frequência autonomizadas, a função “desenvolvimento” e a função “planeamento”.
Estas são, aliás, funções que também devem existir em PME, mas aqui quase sempre concentradas no
próprio empresário ou num dos responsáveis por outras funções, nomeadamente financeira,
comercial ou produção.
Numa PME, sobretudo numa fase inicial, mesmo aquelas funções anteriormente identificadas como
clássicas nem sempre estão diferenciadas. Mas à medida que as empresas crescem, torna-se
impossível para o empresário desenvolver todas as funções, vendo-se portanto obrigado a delegar
nalguns colaboradores a responsabilidade pelo desempenho de várias actividades.
As considerações anteriores conduzem à necessidade de proceder a uma definição clara da estrutura
interna da empresa.
Não obstante não existirem estruturas-tipo nem estruturas ideais, existem no entanto determinados
princípios a ter em conta na criação e gestão de uma estruturas. Entre estes podem-se elencar os
seguintes:
• a definição clara das várias funções;
• o reforço do grau de responsabilidade dos colaboradores responsáveis;
• a hierarquização equilibrada das responsabilidades de acordo com o poder de decisão, a
importância das acções a desenvolver e dos objectivos fixados;
• a distinção entre funções hierárquicas e de “staff”, ou seja, entre actividades de execução e de
apoio, e de conselho, por forma a evitar confusão e eventuais conflitos;
• o respeito pelo princípio da unidade de comando - cada colaborador deve estar dependente de
uma pessoa e receber ordens apenas dessa pessoa;
• a fixação de um número reduzido de níveis hierárquicos para que a estrutura não se torne
“pesada” e, por consequência, demasiado lenta a tomada de decisões.
A representação esquemática da estrutura interna da empresa e a indicação dos respectivos
responsáveis, das relações que se estabelecem entre eles, bem como do número de níveis hierárquicos,
designa-se por “Organigrama”.
32
3. PRÉ-DIAGNÓSTICO DA FUTURA EMPRESA
Uma exemplo simples de um organigrama de uma PME industrial já razoavelmente diferenciado,
indicando apenas as funções de gestão e organização e o enquadramento de nível superior, é o que se
apresenta a seguir:
DIRECÇÃO
DA
EMPRESA
Director
Comercial
Director de
Produção
Director
Financeiro
Director de
Pessoal
Chefe dos
Serviços de
Conservação
Chefe dos
Serviços
Fabris
Chefe dos
Serviços de
Controlo de
Qualidade
Chefe dos
Serviços de
Aprovisionamento
33
3. PRÉ-DIAGNÓSTICO DA FUTURA EMPRESA
O diagnóstico da futura empresa realiza-se dissecando a empresa por funções e verificando,
relativamente a cada uma delas, quais são os pontos fortes e os pontos fracos existentes. Esta técnica
vai permitir-nos actuar de forma a assegurar o funcionamento das diversas áreas funcionais da
empresa.
Não esgotando todas as situações, identificam-se em seguida as principais funções da empresa e
alguns aspectos que, comummente, são classificados de pontos fortes e pontos fracos.
Função financeira - diz respeito à gestão da tesouraria, à elaboração de balanços, contas de exploração,
orçamentos, etc..
Exemplos de pontos fortes: crédito de fornecedores, pagamentos de clientes, boa rentabilidade.
Exemplos de pontos fracos: capitais insuficientes
Função “marketing” - abrange todas as tarefas com vista à comercialização em boas condições
Exemplos de pontos fortes: boa força de vendas, boa rede de distribuição, evolução positiva da quota
de mercado
Exemplos de pontos fracos: forte concorrência
Função produção - engloba os aspectos relacionados com o produto (tecnologias, técnicas, materiais,
quantidades, etc.)
Exemplos de pontos fortes: técnica especial muito competitiva, capacidade de produção adequada à
dimensão do mercado, eficaz gestão de stocks.
Exemplos de pontos fracos: acesso difícil aos materiais
Função pessoal - enquadra tudo que é relevante do ponto de vista da qualidade da equipa e da sua
gestão.
Exemplos de pontos fortes: equipa dotada de meios qualificados, definição de objectivos,
competências e responsabilidades, capacidade de gestão de recursos humanos.
Exemplos de pontos fracos: ausência dos aspectos referidos como pontos fortes
Função gestão e organização - constitui a função central da empresa
Exemplos de pontos fortes: personalidade, conhecimentos de condução de empresas.
Exemplos de pontos fracos: inexperiência
3. PRÉ-DIAGNÓSTICO DA FUTURA EMPRESA
34
A partir dos elementos disponíveis é possível fazer o diagnóstico da cada uma das funções - ou seja,
verificar os aspectos positivos e negativos de cada uma.
A informação anterior, de carácter basicamente teórico, reúne um conjunto de métodos que poderão
constituir instrumentos capazes de ajudar o potencial empresário a conhecer-se melhor, a avaliar os
problemas e as oportunidades do seu projecto e a medir antecipadamente os "prós" e os "contras" do
projecto de criação da sua futura empresa. A vantagem destes instrumentos está no facto de
facilitarem a análise e a redução dos riscos. Partindo deste pressuposto, será preferível o potencial
empresário utilizá-los do que deixar-se guiar somente pela intuição.
Função financeira
Pontos fortes
Pontos fracos
Função comercial / marketing
Pontos fortes
Pontos fracos
Função produção
Pontos fortes
Pontos fracos
Pontos fortes
Pontos fracos
Função gestão e organização
Pontos fortes
Pontos fracos
Função aprovisionamento
Pontos fortes
Pontos fracos
Função pessoal
35
36
II PARTE
PLANO DE NEGÓCIOS
37
INTRODUÇÃO
A NECESSIDADE DE UM PLANO DE NEGÓCIOS
Quando alguém decide desenvolver um negócio sob a forma da criação da sua própria empresa é
fundamental que, por um lado, procure conhecer o mercado ou segmento de mercado onde se vai
instalar e, por outro, que se preocupe com a adequação da sua capacidade financeira à dimensão e
características da iniciativa que pretende prosseguir, uma vez que são condições determinantes para a
viabilidade do seu projecto.
Porém, ainda antes da abordagem destas questões, há um aspecto ao qual deve ser dada uma particular
atenção - o próprio empresário, com as suas qualidades e defeitos e os seus pontos fortes e fracos
relativamente ao projecto.
A elaboração de um plano de negócios pelo potencial empresário, eventualmente em colaboração com
algumas das pessoas que vão fazer parte da sua equipa, vai permitir, sem dúvida, levantar uma série de
questões relativas aos aspectos referidos e, posteriormente, a obtenção das respostas correspondentes.
O facto do plano de negócios ser um documento que, como já foi referido, deve ser preferencialmente
elaborado pelo empresário, não deve impedir, caso se revele necessário, a utilização dos serviços de
especialistas externos, em matérias como, por exemplo, as relativas às vertentes financeira e contabilística
do projecto.
Saliente-se ainda que o plano de negócios deve ser um documento com elevado nível de
objectividade, perfeitamente adaptado à realidade do projecto que se vai desenvolver e capaz de
transmitir para o exterior a imagem correcta das capacidades dos empreendedores e das
possibilidades do negócio.
Com o objectivo de ajudar os potenciais empresários na preparação dos seus projectos de investimento
com base num plano de negócios, o Gabinete de Apoio à Criação de Empresas do IAPMEI preparou o
presente trabalho, que contempla especificamente a criação de uma Empresa Industrial.
Este manual pretende-se válido quer para o empresário que está no início do processo de
desenvolvimento da sua ideia, quer para o empresário que já tem uma empresa em embrião, na qual os
primeiros passos (pedido de nome, escritura, etc.) já foram dados.
INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO
O Parte II do presente trabalho integra a proposta de um modelo para a construção de um plano de
negócios, sendo basicamente constituído por sete capítulos.
INTRODUÇÃO
38
A elaboração do plano de negócios deve ser antecedida das reflexões que integram a Parte I a que
correspondem aos pré-diagnósticos pessoal, do projecto e da futura empresa.
Os capítulos de 1 a 6 apresentam um conjunto de questões cuja resposta permitirá ao empresário ou
potencial empresário elencar e quantificar, de uma forma lógica e sequencial, os aspectos essenciais a
ter em conta na elaboração de um projecto de criação, de consolidação ou de desenvolvimento de uma
empresa.
Todos os capítulos são antecedidos de uma curta explicação onde se salienta a importância do tema a
tratar e se identificam os objectivos a atingir.
O capítulo 7 é constituído por um glossário, organizado por ordem alfabética, que permite ao
utilizador do manual aceder a informação adicional, sempre que surja um termo ou uma expressão
com a qual está menos familiarizado.
CONSTRUÇÃO DE UM PLANO DE NEGÓCIOS
Dado que um dos principais objectivos do plano de negócios é “vender” a imagem do empresário e do
projecto, há um conjunto de aspectos que, não obstante o carácter pessoal deste documento,
necessariamente o deverão integrar.
São esses aspectos, que constituem a estrutura base do plano de negócios, que serão, em seguida,
passados em revista:
1. Descrição do plano de negócios
Sendo o plano de negócios, em muitos casos, o primeiro elemento de contacto entre o potencial
empresário e os seus interlocutores, quer estes sejam bancos, instituições oficiais ou eventuais associados,
deverá ser reservado um espaço para a descrição, de uma forma mais ou menos sintética, dos objectivos,
estratégias sectoriais e de mercado, localização, forma jurídica, organização e estado de desenvolvimento
do projecto.
2. Abordagem do mercado
Após determinar o segmento ou nicho de mercado a atingir, quem são os potenciais clientes e como é
que se poderão transformar em clientes efectivos, o futuro empresário deverá descrever a sua
abordagem do mercado (identificação dos produtos e serviços a fornecer, fixação dos preços,
concorrência, promoção, etc.).
Na posse destes elementos o potencial empresário poderá fazer uma estimativa do seu volume de
vendas apresentando, eventualmente, estes cálculos sob forma de um anexo ao plano de negócios.
INTRODUÇÃO
39
3. Investimentos e financiamento
Nesta rubrica devem ter-se em consideração todas as despesas de investimento relativas a edifícios,
adaptação das instalações, recursos humanos, máquinas e equipamentos, necessidades de fundo de
maneio e despesas de estabelecimento.
Com base nestes elementos deverá elaborar-se um plano de investimento, ao qual se fará corresponder
um plano de financiamento. O plano de financiamento é um documento no qual é feita referência à
utilização de capitais próprios e alheios e onde são indicadas as eventuais fontes de financiamento.
4. Conta de Exploração previsional
A conta de exploração previsional exprime o resultado líquido da exploração normal das actividades
principais da empresa num dado período, através do registo dos proveitos e dos custos relativos à
formação daquele resultado.
A conta de exploração previsional reporta-se à actividade anual da futura empresa e deve ser elaborada
para um período de 1 a 3 anos. Através deste documento é possível aferir da viabilidade do projecto em
termos económicos.
As vendas previsionais, resultados brutos, custos e resultados líquidos devem ser apresentados de uma
forma exaustiva e clara. Os resultados líquidos constituem a base da remuneração dos investimentos
efectuados e do salário mensal do empresário (necessário para a manutenção de certo nível de vida),
para além de permitirem a constituição de reservas e os investimentos futuros.
6. Orçamento previsional de tesouraria
É imprescindível que o futuro empresário preveja a situação de liquidez da sua empresa e que esteja
informado sobre as necessidades variáveis de crédito. Esta informação, que preferencialmente será de
periodicidade mensal, deverá ter em conta, por um lado, as características da actividade que se propõe
desenvolver e, por outro, os prejuízos eventuais durante o arranque e os primeiros meses de vida da
nova empresa.
7. Contabilidade pessoal
A contabilidade pessoal é um aspecto relevante em determinadas situações e deve dar uma ideia clara
do montante global das despesas pessoais, havendo a preocupação de que não excedam a parte que lhes
foi consagrada, através do salário do empresário e da distribuição de resultados no final do exercício.
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
1.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
40
As escolhas estratégicas feitas para o desenvolvimento do negócio devem ser apresentadas e justificadas
de tal modo que as pessoas a quem for presente o plano de negócios fiquem, simultaneamente, com uma
ideia clara das características do projecto e convencidas que o empresário não partiu para a criação da
sua empresa de ânimo leve mas que, pelo contrário, teve em consideração todos os aspectos conceptuais
e organizacionais que, no seu entender, podem conduzir a uma situação de sucesso empresarial.
Assim, aspectos como a opção entre a criação pura ou a retoma de uma empresa já existente, entre
desenvolver o empreendimento sozinho, associado ou em regime de franchising, o sector de actividade,
as responsabilidades, a localização das instalações, etc., devem aqui ser cuidadosamente indicados.
Também no que diz respeito à organização, é importante que o promotor mostre que tem competência
(sozinho ou em conjunto com colaboradores) para assegurar todas as funções da empresa: gestão
geral, contabilidade e finanças, comunicação, vendas e marketing, produção, investigação, gestão do
pessoal, etc.
Mesmo que aquando do arranque da empresa o empresário esteja sozinho, ou conte com um número
muito restrito de colaboradores, é necessário explicitar quem vai fazer o quê, tanto dentro da empresa
como no seu exterior.
No que concerne à forma jurídica da empresa, deve justificar-se com precisão a escolha feita, tendo
em atenção a capacidade financeira, a partilha de riscos, a actividade, o mercado e os objectivos
pessoais e empresariais, podendo-se anexar um exemplar dos estatutos caso já estejam redigidos.
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
1.2. ESBOÇO DO PLANO
41
É capaz de fazer um esboço preliminar do seu plano de negócios - que sector, que tipo de empresa, que
tipo de produtos vai produzir e comercializar? (A informação detalhada sobre esta matéria deve ser
dada no capítulo 3)
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
As hipóteses de desenvolvimento do seu negócio passam por:
• retomar completa ou parcialmente uma empresa já existente
•
• conseguir uma licença de produção
•
• conseguir um contrato de franchising
•
• constituir uma joint-venture
•
• criar uma nova empresa
• Outra: ________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
1.3. INFORMAÇÃO
No âmbito do desenvolvimento do seu projecto que entidades ou organizações já contactou?
Entidade
IAPMEI
ANJE
BIC
NACE
Ninhos de Empresas
Centros Tecnológicos
INPI
INETI
LNEC
Consultores
Bancos
Soc. capital de risco
Soc. leasing
Associações
Autarquias
Outras (especifique):
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
Local
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
_______________________
Pessoa contactada
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
______________________________
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
42
1.4. FORMA JURÍDICA DA SUA EMPRESA
A sua escolha recaiu sobre:
Empresário em Nome Individual
Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada
Sociedade Unipessoal por Quotas
Sociedade por Quotas
Sociedade Anónima
Cooperativa
Outra (qual) ................................................................................................................................................................
Que aspectos tomou em consideração para a sua escolha?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
1.5. DENOMINAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
Qual vai ser a designação social da sua empresa?
___________________________________________________________________________________________
Certificou-se de que pode usar essa denominação? (contacte o Registo Nacional das Pessoas
Colectivas) ......................................................................................................................................................sim / não
Onde vai localizar-se a sua empresa?
Morada................................................. : ___________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Descrição do local (zona industrial, zona comercial): ........... : ______________________________________
___________________________________________________________________________________________
Os fornecedores têm acesso fácil à empresa............................................................................................. sim / não
Existem acessos fáceis a transportes (comboio, porto)?.......................................................................... sim / não
Existe acesso fácil à matéria-prima?........................................................................................................... sim / não
Existem boas condições de estacionamento ............................................................................................. sim / não
Explique as razões que o levaram à escolha do local da futura empresa:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Indique as áreas afectas às seguintes actividades da empresa
• atendimento
__________ m2
• armazéns
__________ m2
• administrativa
__________ m2
• industrial
__________ m2
• direcção
__________ m2
• área total
__________ m2
Existem hipóteses de expansão? ................................................................................................................. sim / não
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
43
Vai comprar, arrendar ou fazer um contrato
de leasing para as instalações? :
Compra
Arrendamento
Leasing
Preço de aquisição…………………………………………………….€. ________________________________
Custo relativo ao arrendamento ou leasing (1)
…........................…...€. _________________ /ano
Duração do contrato: ..........................................……………….......... : __________________________________
O contrato foi elaborado ou verificado por especialistas? ..................................................................sim / não
Em caso afirmativo, por quem? ......................................…………… : _________________________________
___________________________________________________________________________________________
O contrato tem condições especiais (v.g. cláusulas financeiras)? ..................................................... sim / não
Em caso afirmativo, quais?................................................…………... : _________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
(1) O empresário não deve ignorar o facto de que um contrato de leasing normalmente implica uma primeira renda
mais elevada e um valor residual no final. Também pelo facto de nem todos os contratos serem anuais ou plurianuais
(por exemplo pode-se contratar um leasing a 18 meses) o valor anual pode variar. É conveniente, por tudo isto,
trabalhar com um valor médio.
1.6. LICENÇAS
Procedeu ao registo comercial da sua empresa? ..................................................................................sim / não
Requereu a licença de utilização do espaço para o exercício da actividade ....................................sim / não
Sabe quais são os elementos necessários para o pedido? ...................................................................sim / não
Possui todos os documentos para o pedido? ........................................................................................sim / não
Requereu licença para horário de trabalho? .........................................................................................sim / não
Necessita de outras licenças?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
A actividade que vai desenvolver está sujeita a alguma regulamentação especial? .................... sim / não
Em caso afirmativo, qual?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
1.7. PESSOAL
Na fase de arranque da sua empresa, quantos trabalhadores terá? (você, os seus sócios ou familiares;
número de trabalhadores; tempo inteiro, part-time)
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já definiu as funções do seu pessoal? ..................................................................................................... : sim / não
44
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
Em caso afirmativo quantos trabalhadores terá por área funcional e quais são as suas idades e
qualificações:
Área funcional
Produção
Recursos Humanos
Finanças
Compras
Marketing
Vendas
Gestão
Outras (identifique):
Número
Idades
Qualificações
Tenciona expandir o pessoal num futuro próximo?...................................................................: sim / não
Neste caso, pensa contratar pessoal qualificado?.......................................................................: sim / não
Conhece o mercado de trabalho especializado do seu sector?..................................................: sim / não
Existem dificuldades de contratação?..........................................................................................: sim / não
Em caso afirmativo, como vai resolver o problema?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Na sua ausência, quem o substitui?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
1.8. Gerência da empresa
Quem vai dirigir a empresa?
Nome .....................................................____________________________________________________________
Morada ..................................................____________________________________________________________
Código postal / localidade. ...............____________________________________________________________
Telefone/Fax: ......................................._________________________________ / _________________________
Quem vai preparar os relatórios e contas anuais (Balanços, lucros e perdas, contas de
exploração)?
Nome .....................................................____________________________________________________________
Morada ..................................................____________________________________________________________
Código postal / localidade. ...............____________________________________________________________
Telefone/Fax: ......................................._________________________________ / ________________________
Com que periodicidade será informado da situação financeira da sua empresa?
mensalmente
trimestralmente
semestralmente
anualmente
45
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
1.9. INFORMATIZAÇÃO
Vai utilizar computador? ..............................................................................................................................sim / não
Em caso afirmativo, com que fim?
- contabilidade industrial ....................................................................................................................
- gestão de obras ...................................................................................................................................
- controlo de produção.........................................................................................................................
- gestão de stocks ..................................................................................................................................
- contabilidade e processamento de salários....................................................................................
- gestão de clientes ...............................................................................................................................
- gestão de vendas e facturação .........................................................................................................
- outros fins (especifique): _____________________________________________________________
Vai utilizar sistemas CAD/CAM? .........................................................................................................: sim / não
1.10. SEGUROS
Possui os seguros obrigatórios (acidentes de trabalho e automóvel) ............................................ : sim / não
Qual o montante segurado? ....................................................... :€. _____________________________________
Possui outros seguros? ............................................................................................................................. : sim / não
Se sim, quais?
- Seguro de máquinas ........................................................................................................................................
- Lucros cessantes / Caução .............................................................................................................................
- Seguro de equipamento electrónico de baixa tensão: ................................................................................
- Acidentes pessoais / Viagens ........................................................................................................................
- Incêndio ..............................................................................................................................................................
- Responsabilidade civil ....................................................................................................................................
- Transportes ........................................................................................................................................................
- Roubo / Quebra ...............................................................................................................................................
- Seguro de doença .............................................................................................................................................
1.11. RESPONSABILIDADE, CONDIÇÕES DE FORNECIMENTO E DE PAGAMENTO
A responsabilidade sobre os produtos a fornecer está fixada? ......................................................... : sim / não
Em caso afirmativo, em que moldes?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Descreva as condições que vai praticar relativamente à entrega e condições de pagamento dos produtos
fabricados e comercializados.
___________________________________________________________________________________________
46
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
1. DESCRIÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS
Estas condições estão contidas nalgum documento oficial da empresa? ........................................ : sim / não
(Se não, contacte um advogado ou solicitador)
1.12. DATA DE ARRANQUE DA EMPRESA
Quando tenciona iniciar a actividade
da sua empresa? .................................. :___________________________________________________________
Se já iniciou a actividade da sua empresa,
qual foi a data do arranque? ............ : ___________________________________________________________
47
2. ABORDAGEM DO MERCADO
2.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
A fórmula produto/mercado é um dos aspectos mais importantes a ter em consideração num plano de
negócios e vai determinar a reunião de um conjunto preciso de meios necessários para a obtenção de um
resultado (lucro).
Haverá, portanto, que fazer escolhas estratégicas do lado da oferta (produto ou gama de produtos) e do
lado da procura (segmentos ou nichos de mercados ou seja clientes).
A escolha do produto é orientada para o mercado, o que significa que a partir deste momento e com base
nesta premissa a grande preocupação do empresário deve ser a satisfação dos desejos e das necessidades
dos clientes potenciais.
O rendimento da empresa vai depender, em última análise, da procura dos clientes e a preferência destes
pelos produtos oferecidos pela nova empresa terá lugar se existir uma boa razão para tal (“motivação
para a compra”).
Os clientes podem ter múltiplas razões para comprar os produtos da nova empresa, não pelo facto de se
tratar de uma nova empresa, mas por esta apresentar condições de oferta preferenciais (competitivas).
Um bom exercício de reflexão poderá consistir no potencial empresário colocar a si próprio as seguintes
questões:
•
•
•
•
Em que momento é que o cliente diz “sim”? Qual é o botão mágico?
O que é que leva o cliente a tomar esta decisão?
Quais são as várias fases do processo de decisão de compra?
Que iniciativas tomei ou vou tomar para chamar a atenção dos clientes para os meus produtos e
estimular a sua preferência?
2.1.1. A pesquisa de mercado
Fazer pesquisa de mercado significa procurar descobrir tudo sobre os potenciais clientes e sobre os
concorrentes.
Trata-se, porém, de uma acção que não deve ser realizada apenas no momento do arranque da empresa.
É de inegável interesse para a actividade de qualquer empresa que sejam acompanhados e conhecidos os
movimentos no interior do mercado, de tal modo que seja sempre possível adaptar os produtos
fabricados e comercializados às novas condições encontradas.
2. ABORDAGEM DO MERCADO
48
A pesquisa de mercado é, em muitos casos, o primeiro contacto do empresário com os seus clientes. É
imprescindível que a componente do “Plano de Negócios” relativa ao binómio produto/mercado esteja
bem elaborada.
Basicamente esta questão corresponde àquilo a que é costume designar-se pelo “triângulo do mercado”:
PROCURA PELOS CLIENTES
PRODUTOS DA
EMPRESA
CONCORRÊNCIA
No momento em que o potencial empresário consegue reunir informação pormenorizada sobre estes três
elementos do processo de marketing está em condições de encontrar no triângulo um lugar para os seus
produtos.
Mas antes de conseguir as respostas é necessário formular as perguntas:
O QUE QUERO SABER ACERCA DOS MEUS CLIENTES?
Uma empresa industrial tem como clientes directos outras empresas e os consumidores apenas
aparecerão como clientes indirectos. Contudo é, em última análise, para estes que a empresa fabrica os
seus produtos, razão mais do que suficiente para os procurar conhecer.
•
•
•
•
•
que idade têm? Qual a sua ocupação profissional?
são membros de alguma associação privada?
assinam ou lêem algum tipo particular de jornais ou revistas?
que tipo de programas de rádio e de televisão preferem?
qual é o seu comportamento perante a aquisição de produtos:
- são críticos?
- são cautelosos?
- gostam de fazer comparações?
- são espontâneos ou lentos no processo de utilização?
- os produtos da empresa têm procura sistemática ou ocasional?
• quanto tempo estão dispostos a gastar para se deslocarem até ao ponto de venda?
• como é que os clientes gostam de ser abordados?
• que importância gastam em produtos similares aos oferecidos pela futura empresa?
Quanto aos clientes directos a empresa deve procurar saber:
• onde estão localizados?
• qual o grau de necessidade dos produtos da empresa?
• quem são os actuais fornecedores desses produtos?
2. ABORDAGEM DO MERCADO
49
•
•
•
•
qual o orçamento para a aquisição dos produtos em questão?
estão satisfeitos com os actuais fornecedores?
que hipóteses existem de aproximação a esses clientes?
que motivações de compra oferecem os produtos da nova empresa?
O QUE QUERO SABER ACERCA DA CONCORRÊNCIA?
Um concorrente é uma empresa que fornece os mesmos produtos que a nossa empresa.
Tendo presentes os aspectos que se referem em seguida, dever-se-ão identificar, listar e caracterizar os
principais concorrentes:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
quais são os seus segmentos de mercado?
que gama de produtos têm?
que imagem têm junto do público?
em que aspectos são bons e menos bons?
o que há de especial nos produtos que fabricam?
quais são as suas perspectivas futuras?
onde estão localizados?
quantas pessoas trabalham para eles?
qual o seu volume de vendas (em valor e quantidades)?
ONDE POSSO ENCONTRAR AS RESPOSTAS ÀS MINHAS PERGUNTAS?
O futuro empresário poderá ele próprio obter as respostas. Para tal deverá construir um questionário de
fácil interpretação e compreensão e solicitar a potenciais clientes (no caso de saber quem são) que o
preencham. Um questionário bem construído demonstra o interesse pelo cliente tendo melhor aceitação
junto deste e conduzindo, consequentemente, à obtenção de um nível de respostas superior.
Nesta perspectiva, o questionário deverá ser elucidativo do bom conhecimento que o futuro empresário
tem do sector, mostrando que está bem informado acerca da evolução do mercado, que existiu a
preocupação de reunir o máximo de informação pertinente, que não existe o receio de abordar os clientes
de uma forma directa, que tem boas referências e que há efectivamente um mercado para os produtos da
empresa.
O questionário pode ser aplicado pessoalmente, caso em que se torna necessário marcar previamente
uma entrevista, ou ser enviado pelo correio. Nesta situação o índice de respostas é normalmente mais
reduzido.
Muitas vezes é necessário, após ter decorrido um período de uma ou duas semanas, fazer um contacto
telefónico com a pessoa ou empresa a quem se enviou o questionário, disponibilizando-se para prestar
qualquer esclarecimento que seja necessário e solicitando o retorno do questionário
2. ABORDAGEM DO MERCADO
50
preenchido. Os inquiridos aceitam bem este contacto telefónico e a taxa de resposta aumenta
consideravelmente.
É importante que se demonstre aos clientes que as suas opiniões são importantes. A todos os inquiridos
que responderam ao questionário o empresário deve enviar uma carta ou uma pequena lembrança (um
vale de desconto, por exemplo) a agradecer a sua colaboração. Este procedimento, para além de ser
correcto, facilita a aplicação de questionários futuros.
O empresário poderá também recorrer aos serviços de empresas especializadas em Estudos de Mercado.
O acréscimo de custo que esta opção gera é muitas vezes compensado por uma redução do tempo
necessário para a recolha das informações e por uma eficiência acrescida.
Mas os estudos de mercado não deverão ser realizados apenas quando do lançamento da empresa. Após
o seu arranque, o empresário deverá manter em constante observação os seus clientes directos e os
consumidores finais e as suas preferências. Para tal, ele deverá, regularmente, proceder à realização de
pequenos inquéritos a aplicar junto de pequenos grupos, representativos dos seus mercados-alvo.
2.1.2. A escolha estratégica do segmento de mercado
Para a escolha do segmento de mercado-alvo, a questão que se põe é a de saber a quem interessam os
produtos fabricados e comercializados pela empresa.
O segmento de mercado ou os segmentos de mercado que se pretendem atingir devem ser seleccionados
tendo em atenção:
• a utilidade que o produto oferece ao cliente;
• o carácter único ou especial do produto que a empresa vai disponibilizar;
• o preço e a qualidade.
Igualmente importante poderão ser as preferências e a capacidade de comunicação do potencial
empresário.
Um segmento de mercado tem um conjunto de aspectos em comum, por exemplo:
2. ABORDAGEM DO MERCADO
• idade, local de residência, sexo, nacionalidade, estado civil;
• estilo de vida, classe social, nível de rendimento, profissão;
• tipo de actividade, dimensão da organização, atitude face ao risco e à inovação, montante de
compras.
O poder de compra, a motivação e a dimensão são características do segmento de mercado da maior
importância. Um produto que interesse a um número muito limitado de clientes inviabiliza, à partida,
qualquer projecto de criação de uma empresa.
51
Outros aspectos relevantes são a capacidade dos clientes actuais virem a estimular outros clientes a
preferirem os produtos da nova empresa, bem como a manutenção de uma boa “imagem”, o que
contribui para a fidelização dos clientes.
2.1.3. A escolha estratégica dos produtos
A adequação e descrição dos produtos oferecidos devem ser feitas na perspectiva do cliente.
De um modo geral, os produtos não surgem completamente isolados. Existem relações de afinidade e
de complementaridade que é conveniente analisar, listar e explorar.
Deverá ser com base nesta lista, e adoptando uma óptica próxima da do cliente, que se deve proceder
à escolha e definição da gama dos produtos a oferecer.
O empresário não se deve esquecer que:
• a linguagem utilizada para descrever os produtos deve ser perceptível pelos clientes;
• a gama de produtos deverá estimular os clientes a comprar não só um produto mas vários;
• a especialização e a exclusividade são da maior importância.
Sobretudo em empresas de muito pequena dimensão a especialização, criatividade, carácter inovador
e personalização constituem verdadeiros “trunfos” face à concorrência de unidades de maior
dimensão.
2.1.4. Adequação produto/mercado
Para atingir os objectivos fixados para a empresa torna-se imperativa a escolha do conjunto produto
/mercado mais adaptado.
Em qualquer caso, a tarefa mais importante é reunir em grupos homogéneos a clientela potencial da
empresa, fazendo-lhes corresponder diferentes categorias de produtos que a empresa está (ou poderá
vir a estar) em condições de fabricar.
Um dos processos normalmente utilizados para a adequação dos produtos da empresa à sua clientela
potencial é a construção de uma matriz do seguinte tipo:
Produtos
Clientes
Segmento de mercado 1
Segmento de mercado 2
Segmento de mercado 3
Segmento de mercado 4
A
B
C
D
2. ABORDAGEM DO MERCADO
2.1.5. O marketing
52
O principal objectivo do marketing é a satisfação dos desejos e necessidades dos clientes potenciais. É
preciso que se transmita a imagem de que a futura empresa, através dos seus produtos, tem alguma
vantagem comparativa, ou seja, que os clientes, ao transferirem as suas preferências para os produtos da
futura empresa, verão os seus desejos e necessidades melhor satisfeitos.
Sendo o marketing um processo contínuo, deve estar presente desde o momento em que a ideia do
negócio é trazida para o mercado até ao momento em que os clientes adquirem regularmente os
produtos da empresa. O processo de marketing é uma forma de dar continuidade à actividade da
empresa e, como tal, deverá acompanhar toda a sua existência.
2.1.6. Construção de um plano de marketing
De acordo com as escolhas estratégicas feitas ao nível dos produtos e dos mercados, o futuro empresário
define os objectivos da empresa. São estes objectivos que vão constituir o “núcleo” do plano de
marketing e que deverão ser trabalhados por forma a dar aos clientes a imagem que se pretende.
Assim, por exemplo, as imagens-chave que se pretendem associar ao negócio poderão ser, de acordo
com os objectivos definidos, as seguintes:
•
•
•
•
prático, simples e objectivo;
exclusivo e de alta qualidade;
moderno, inovador e actualizável;
pessoal, multifacetado e orientado para resultados.
Uma vez tipificada a imagem do negócio, haverá que assegurar que ela encontra expressão em todos os
aspectos exteriores e até interiores da empresa, designadamente no lay-out das instalações, no espaço
dedicado à recepção e atendimento de clientes, nas pessoas que estão em contacto com o público, nas
cores, no design, nos preços e no próprio empresário.
A imagem não é imutável, mas uma vez escolhida deve ser mantida durante um período de tempo que
permita ao público associá-la à empresa e aos produtos que disponibiliza.
2.1.7. O marketing mix
O desenvolvimento do plano de marketing pode ser realizado com base no chamado “marketing mix”
que contempla, no caso concreto, aspectos como o produto, os preços, os canais de distribuição e a
comunicação.
2. ABORDAGEM DO MERCADO
A elaboração de um plano de marketing deverá começar pela inscrição das opiniões expressas pelos
potenciais clientes relativamente a cada um destes aspectos. Os clientes valorizam preferencialmente a
53
qualidade? Haverá que dar ênfase a esse aspecto. Procuram, acima de tudo atenção? Haverá que
providenciar nesse sentido.
Convém, no entanto, recordar que um plano de marketing deve ser credível e realizável e que, como tal,
não se devem fazer promessas ou criar expectativas que não se podem cumprir.
A. O produto
A escolha dos produtos a fabricar é uma decisão fundamental do programa de marketing do industrial
porque:
•
•
•
•
•
caracteriza a empresa (tecnologicamente avançada ou tradicional);
deve responder às expectativas dos segmentos de mercado;
deve reflectir o posicionamento da empresa;
é um factor de atracção;
é uma fonte de custos e receitas.
Um produto é adquirido pelas suas funções mas também pela imagem que transmite. Assim, as
características funcionais de um produto dependem das suas características físicas (composição,
performances técnicas, qualidades organolépticas, etc.) e dos serviços que lhe estão associados.
Quanto à imagem ela é transmitida por inúmeras variáveis, de que a embalagem, o design e a marca,
constituem os expoentes máximos.
As principais qualidades de uma marca são
•
•
•
•
•
•
Estar disponível, ou seja, susceptível de ser utilizada;
Exprimir a área da actividade da empresa e as suas promessas (exemplo: Sumol e Mini-Preço);
Ser original e distinguir-se claramente da concorrência;
Ser fácil de pronunciar e memorizar e evitar duplos sentidos;
Ser compatível com as outras marcas da empresa;
Ser curta.
A embalagem tem dois tipos de funções: as funções técnicas (conservação, protecção, etc.) e as funções
de marketing (facilitar a utilização, o transporte e a arrumação pelo consumidor; atrair a sua atenção e
informá-lo).
O design do produto corresponde às investigações sobre as formas e os materiais do produto, a sua
estética e a sua facilidade de utilização.
2. ABORDAGEM DO MERCADO
- B. O preço
54
Das variáveis do marketing, o preço é uma das que mais preocupa os industriais, já que está
intimamente ligado à qualidade e credibilidade do produto produzido e comercializado.
Muitos criadores de empresas começam por praticar preços baixos, na mira de conseguir entrar no
mercado. Esta táctica pode resultar, mas tem dois grandes inconvenientes:
- pode transmitir uma imagem de menor qualidade aos produtos fabricados e comercializados (convém
não esquecer que «o que é bom custa»);
- na maior parte dos casos, é extremamente difícil aumentar os preços mais tarde sem perder clientes.
O industrial procura, através do preço, obter uma margem que assegure a cobertura das suas despesas e
que possibilite um lucro. A fórmula mais comum de fixar um preço de venda é a aplicação directa e
mecânica de um coeficiente multiplicador (normalmente conhecido como margem) ao custo de produção
do artigo.
Contudo, o empresário deve estar consciente que esta nem sempre é a melhor forma e isto por muitas
razões:
•
•
•
•
nem todos os produtos reclamam os mesmos esforços e portanto não suportam os mesmos encargos;
o resultado deste cálculo poderia situar-se acima ou abaixo do preço de aceitação do consumidor;
a rotação dos artigos é variável;
a concorrência pode estar a praticar preços diferentes, o que traria repercussões para a imagem da
empresa;
• as condições de compra diferem de artigo para artigo;
• a regulamentação legal pode não o permitir.
Para obviar a esta situação é importante que se conheçam os preços que os clientes estão habituados a
pagar, quanto estarão dispostos a pagar e quais são os preços praticados pelos concorrentes.
Para além deste conhecimento, a política de preços dependerá de outros elementos, como sejam:
•
•
•
•
os objectivos de vendas, lucros e rendibilidade;
a estratégia de segmentação e posicionamento
os ajustamentos pontuais, necessários em promoções;
as tácticas escolhidas (preço de penetração ou de desnatação, etc.)
A implementação de um sistema de contabilidade analítica é da maior importância para se poder
conhecer, com rigor, os custos de fabricação de cada produto.
2. ABORDAGEM DO MERCADO
O empresário pode recorrer a uma fórmula simples para saber se os seus custos estão ou não muito
elevados, que é a do Ponto Morto de Vendas. Ele poderá assim saber que quantidade deverá vender, e
logicamente produzir, para chegar a uma situação de lucro zero, ou seja, uma situação em que não tem
lucros nem prejuízos.
55
O ponto morto é atingido quando as vendas cobrem os custos variáveis e o conjunto dos custos fixos;
quer dizer que no ponto morto, a margem sobre custos variáveis (preço de venda menos custo variável
unitário) é igual à soma dos custos fixos.
O método do ponto morto não permite determinar directamente o preço de venda, mas é muito útil
porque permite estimar, para cada hipótese de preço, as quantidades que é necessário vender para não
perder dinheiro.
Comparando o valor alcançado com o mercado (naquilo a que se chama quota de mercado) o
empresário poderá ver até que ponto o seu projecto é viável . Se, por exemplo, for necessário uma quota
de mercado de 50% para alcançar este ponto morto, tal é sinónimo de algum irrealismo e o projecto
deverá ser totalmente repensado.
A Fórmula do Ponto Morto de Vendas é a seguinte:
Custos fixos/Margem sobre custos variáveis=Quantidade a vender
Para utilizar esta fórmula, o empresário deverá em primeiro lugar identificar os seus Custos Fixos (que
não variam com a quantidade produzida) e os seus custos variáveis (directamente proporcionais à
quantidade produzida).
A título de exemplo podemos citar:
•
•
•
•
Custos Fixos
Amortizações
Pessoal administrativo
Rendas
Seguros
•
•
•
•
Custos Variáveis
Matéria-prima
Pessoal fabril
Mão de obra directa não fabril
Energia directa
O empresário deverá ainda ter em atenção a sua capacidade instalada. Se ela for excessiva para as suas
projecções de vendas implicará um aumento dos custos fixos, o que irá afectar a rentabilidade dos
capitais investidos. Se for insuficiente, originará perca de mercado (por incapacidade de satisfazer todas
as encomendas) e fará com que os custos indirectos unitários, como por exemplo custos administrativos
ou comerciais, sejam mais elevados, pondo mais uma vez em causa a rentabilidade.
2. ABORDAGEM DO MERCADO
C. A distribuição
Para o industrial a variável distribuição pode ser encarada de dois pontos de vista:
56
• do ponto de vista logístico, em que ele tem de se preocupar com a distribuição física dos produtos
vendidos (frota própria ou serviço de terceiros, por exemplo) ,
• do ponto de vista de marketing, em que ele tem de escolher os canais através dos quais vai escoar os
seus produtos. Deverá apostar numa distribuição selectiva (poucos pontos de venda e alguma
exclusividade) ou intensiva (muitos pontos de venda).
Para fazer uma escolha do circuito de distribuição a utilizar, o fabricante deverá analisar alguns critérios,
nomeadamente:
•
•
•
•
•
•
•
cobertura do alvo e potencial de venda do circuito;
competência do circuito e adaptação do seu marketing ao marketing do produtor;
imagem, dinamismo e capacidade promocional do circuito;
controlo da distribuição;
compatibilidade entre circuitos, quando utiliza mais do que um;
custo da distribuição;
evolução futura do circuito escolhido
D. A comunicação
A comunicação corresponde à exteriorização de toda a política de marketing que foi definida para a
empresa. É um erro pensar-se que a comunicação começa com a publicidade ou que se reduz a ela. A
publicidade é apenas um dos meios utilizados.
Existem outros veículos como, por exemplo, a força de vendas, as relações públicas, as promoções, o
marketing directo, o patrocínio, etc.
Na área industrial as promoções de vendas, a publicidade, as relações públicas e a força de vendas
ocupam um lugar de destaque na política de comunicação da empresa.
A venda personalizada requer alguma preparação prévia do vendedor (eventualmente do empresário,
caso este seja a única força de vendas da empresa), nomeadamente no que diz respeito a argumentários
de venda e a suportes de apoio como catálogos ou folhetos.
Mesmo que à partida se pense que não existem grandes hipóteses de concluir um negócio com um
cliente, o vendedor deve estar sempre preparado para o caso de tal acontecer.
As relações públicas abrangem actividades susceptíveis de chamar a atenção do público (clientes e
fornecedores) para a empresa. Uma acção eficiente neste domínio deverá determinar uma imagem
favorável da empresa, com os seguintes reflexos:
2. ABORDAGEM DO MERCADO
Ao nível dos clientes:
• contribuir para que seja facilmente reconhecida;
• levar a que os clientes tenham orgulho no facto de terem utilizado algum produto da empresa;
57
• estimular os clientes a voltarem a comprar.
Ao nível dos fornecedores.
• incentivar um tratamento preferencial em termos de condições de venda, de prazos de entrega e
eventualmente de crédito.
Complementarmente, uma boa relação com os meios de comunicação social pode proporcionar
publicidade gratuita, uma vez que os “media” noticiam com frequência “serviços” novos ou diferentes.
Quanto à publicidade paga existem alguns aspectos que têm de ser observados, devendo, no entanto, o
ponto de partida ser sempre a imagem da empresa que foi anteriormente escolhida.
Assim:
•
•
•
•
•
a imagem gráfica deve corresponder à imagem da empresa;
deve realçar as vantagens proporcionadas aos clientes;
deve ser credível,
deve ser apelativa e informativa;
deve criar o desejo de conhecer a empresa ou os seus serviços.
Quanto aos suportes a que a empresa pode recorrer eles são de natureza muito diversa referindo-se, a
título de exemplo: anúncios em jornais e revistas da especialidade, rádio, televisão e cinema, folhetos
(com componentes gráfica e informativa variáveis), cartazes, direct marketing, veículos da empresa, etc.
Entende-se por promoção de vendas toda a actividade que consista em associar a um produto uma
vantagem temporária, destinada a facilitar ou a estimular a sua compra. A promoção procura, assim,
provocar nos clientes os comportamentos desejados, tornando-os mais fáceis ou mais gratificantes.
O empresário pode utilizar cinco grandes categorias de meios de promoção, para o que deverá contar, na
maior parte dos casos, com a colaboração dos comerciantes através dos quais distribui os seus produtos:
• experimentação gratuita
• reduções temporárias de preços
• prémios e ofertas
• concursos, jogos e sorteios
• colocar em destaque o produto
2. ABORDAGEM DO MERCADO
Os reduzidos recursos financeiros que caracterizam um elevado número de casos de criação de
pequenas empresas podem não permitir a utilização dos meios de comunicação referidos. Neste caso, o
empresário terá de ser mais criativo e lançar mão de todos os expedientes que, não implicando custos
elevados, sejam capazes de promover a empresa e os serviços que oferece.
58
2. ABORDAGEM DO MERCADO
2.2. DEFINIÇÃO DO OBJECTIVO COMERCIAL
É capaz de identificar o objectivo comercial da futura empresa? (segmento de mercado, gama de
produtos, nível de preços, etc.)
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
2.3. O MERCADO
É capaz de descrever o mercado onde a futura empresa vai operar (regional, nacional, internacional)?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já avaliou quantitativamente o mercado? Que quota de mercado pensa atingir?
Fundamente as estimativas
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já identificou alguns dos seus futuros clientes?.......................................................................…….. : sim /não
Em caso afirmativo, como se caracterizam?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já lhes apresentou alguma proposta? .................................................................................................... : sim /não
Em caso afirmativo, como reagiram?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Neste momento as encomendas em carteira são no montante de Esc.: _______________________________
59
2. ABORDAGEM DO MERCADO
2.4. ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA
Consegue identificar os seus concorrentes e fazer a estimativa da sua facturação total? Em caso
afirmativo indique o seu nome e valor da facturação:
Concorrentes
Valor da facturação
A.
B.
C.
D.
E.
F.
G.
Como avalia a sua empresa em comparação com os seus principais concorrentes?
o a sua empresa é igual,
- a sua empresa é pior)
(+ a sua empresa é melhor,
A
B
C
D
E
F
G
Gama de produtos
Qualidade dos produtos
Serviços complementares
Dimensão
Notoriedade
Imagem
Preço
Rapidez de execução
Garantias
Prestígio
Outros, especifique:
•
•
Quais são as diferenças entre os seus produtos e os dos seus principais concorrentes? (Se possível,
indique as diferenças relativamente a cada concorrente)
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Como resumiria os seus pontos fortes em relação aos concorrentes?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
60
Como resumiria os seus pontos fracos em relação aos concorrentes?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
2. ABORDAGEM DO MERCADO
2.5. PRODUTOS (GAMA DE PRODUTOS)
Faça uma descrição sucinta dos Produtos ou gama de Produtos da sua empresa (não se esqueça de
referir os aspectos referentes à marca e à embalagem):
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
2.6. APROVISIONAMENTO
Já contactou algum dos seus futuros fornecedores ........................................................................... : sim / não
Em caso afirmativo, que condições oferecem em termos de prazos de entrega, qualidade, prazos de
pagamento, assistência pós-venda, etc.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já decidiu qual a quantidade a adquirir de cada vez........................................................................ : sim / não
Em caso afirmativo, prefere poucas encomendas de maior quantidade ou muitas encomendas de
menor quantidade. Liste as vantagens e desvantagens de cada um dos processos.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
2.7. CÁLCULO DE CUSTOS E PREÇOS DE VENDA
Já faz ideia dos custos dos seus produtos? ........................................................................................ : sim /não
Em caso afirmativo, indique o processo utilizado no cálculo: ______________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Em caso negativo pode utilizar o quadro seguinte:
Custo das matérias-primas ...................
Horas homem x remuneração média
horária(1) ...................................................
Outros custos directos ...........................
A
________________ €
Produtos
B
_______________ €
C
_____________ €
________________ €
________________ €
_______________ €
_______________ €
_____________ €
_____________ €
61
Preço de custo .........................................
________________ €
_______________ €
_____________ €
(1) A remuneração média horária pode ser obtida por consulta a organizações sectoriais ou, caso saiba os ordenados
que vai praticar, através da utilização de um índice. Neste caso multiplique 0,01 pelo ordenado mensal e obterá a
remuneração média horária. Este valor foi calculado a partir da fórmula:
(vencimento+encargos sociais+seguros)x14 meses:11 mesesx176h/mês.
2. ABORDAGEM DO MERCADO
Planeia reduzir os custos face às despesas totais actuais? ............................................................... : sim / não
Em caso afirmativo, de que maneira?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já fixou os preços de venda dos seus produtos? ............................................................................... : sim / não
Em caso afirmativo, descreva o método utilizado.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Em caso negativo, não se esqueça que ao preço de custo calculado há que somar um valor
correspondente aos custos fixos (pessoal administrativo, rendas, energia, seguros, diversos) imputados e
uma margem de lucro para encontrar o seu preço de venda. (veja a este propósito o ponto 2.1.7. B. O
preço)
Já calculou o ponto morto de vendas para o seu nível de custos e para o seu preço de venda? (veja a este
propósito o ponto 2.1.7. B. O preço) …. ................................................................................................ : sim / não
Em caso afirmativo, indique o valor alcançado.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Já relacionou o seu ponto morto de venda com o mercado? .......................................................... : sim / não
Em caso afirmativo, parece-lhe um valor realista?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
2.8. DISTRIBUIÇÃO
Já seleccionou os canais de distribuição que vai utilizar? ............................................................... : sim / não
Em caso afirmativo, quais os critérios que utilizou.
62
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
63
2. ABORDAGEM DO MERCADO
2.9. PROMOÇÃO
Quais são as opiniões dos seus potenciais clientes acerca dos seus produtos? (v.g. gama de produtos,
qualidade, preço, garantia, etc.)
Opiniões dos clientes
As opiniões foram tomadas em consideração?
(justifique as respostas)
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
__________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
Que meios promocionais vai utilizar para cativar os seus clientes?
meios
venda personalizada
promoções de vendas
feiras e exposições
marketing directo
relações públicas
cartazes out-door
publicidade
sempre
frequentemente
regularmente
raramente
nunca
• outros, especifique: _______________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
64
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
3.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Os elementos financeiros de um plano de negócios são basicamente os seguintes:
•
•
•
•
•
plano de investimento
plano de financiamento
balanço inicial
conta de exploração previsional
orçamento previsional de tesouraria
Iremos de seguida analisar os três primeiros pontos.
3.1.1. Plano de investimento
O plano de investimento corresponde à inventariação e avaliação dos elementos necessários para o
arranque da empresa. Os empréstimos obtidos são, frequentemente, função do plano de investimento e
não há nada pior que descobrir, durante a fase de arranque do negócio, que a dimensão financeira do
investimento foi calculada insuficientemente.
Os montantes incluídos no plano de investimento devem reflectir os preços reais (incluindo o IVA) no
momento do pagamento. Estes montantes correspondem, de uma forma simplificada, ao somatório das
seguintes despesas:
• investimento em capital fixo corpóreo;
• investimento em capital fixo incorpóreo e despesas plurianuais;
• fundo de maneio;
• imprevistos.
• Cálculo das imobilizações corpóreas
Os edifícios, os equipamentos básicos, de transporte e administrativos, por exemplo, constituem
elementos corpóreos indispensáveis ao arranque e funcionamento normal da empresa, que acarretam
necessariamente despesas de investimento.
O cálculo do montante respectivo poderá ser obtido, com alguma segurança, listando,
exaustivamente, todos os elementos que integram o activo fixo corpóreo da futura empresa, pedindo
orçamentos aos fornecedores (relativamente a investimentos em que tal se justifique) e fazendo um
cálculo aproximado para as restantes despesas.
65
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
• Cálculo das imobilizações incorpóreas e despesas plurianuais
Integram-se aqui as despesas relativas à constituição da empresa (elaboração de estatutos,
declarações, registos e publicações) e ainda as correspondentes a trespasses, estudos e projectos,
campanhas de lançamento de novos produtos, patentes, marcas, alvarás, licenças, etc.
As despesas plurianuais decorrem, numa primeira instância, das despesas de coordenação e de
fiscalização do projecto, mas também da obrigatoriedade de pagamento de juros e de amortização dos
empréstimos contratados.
• Cálculo do fundo de maneio
A regra do equilíbrio financeiro mínimo é satisfeita quando o grau de liquidez das aplicações é, pelo
menos, igual ao prazo de exigibilidade dos fundos utilizados no seu financiamento, ou seja, quando o
capital ou activo circulante - que corresponde ao somatório do disponível, realizável a curto prazo e
existências, ou seja, aos elementos patrimoniais directamente ligados ao ciclo de exploração da
empresa e que, por isso, circulam incessantemente no seu interior - é igual ao exigível a curto prazo.
Contudo, esta regra não contempla a eventual ocorrência de rupturas na rotação dos elementos
integrantes do capital circulante, que venham a comprometer a liquidação do exigível a curto prazo
na data do respectivo vencimento, como, por exemplo, o atraso no recebimento de um crédito, o
desencadear de uma greve, etc.
Desta maneira, e no sentido de evitar as consequências resultantes dos desequilíbrios provenientes de
eventuais rupturas na rotação do capital circulante, não acompanhadas da automática readaptação do
grau de exigibilidade do passivo de curto prazo, imperiosa se torna a existência de uma margem de
segurança.
O Fundo de Maneio é, em suma, a parcela de capitais permanentes que financia capitais circulantes,
ou seja, a margem de segurança de tesouraria advém do facto de um determinado montante do
capital circulante, com um grau de liquidez geralmente de curto prazo, ser coberto financeiramente
por capitais permanentes, caracterizados por um prazo de exigibilidade superior.
Embora na prática seja vulgar identificar o Fundo de Maneio com a Reserva de Segurança de
Tesouraria, o empresário deve estar consciente de que não significam o mesmo, já que o Fundo de
Maneio é constituído pela Reserva de Segurança de Tesouraria, pelo crédito concedido a clientes e
pelas existências ao que se subtrai o crédito obtido de fornecedores.
O Fundo de Maneio corresponde ao montante necessário para assegurar a actividade normal da
empresa e calcula-se do seguinte modo:
Reserva de Segurança de Tesouraria + crédito concedido + existências - crédito obtido de fornecedores
66
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
A Reserva de Segurança de Tesouraria representa o volume mínimo de disponibilidades necessário
para a empresa enfrentar, sem dificuldades, eventuais atrasos na ocorrência dos seus recebimentos
e/ou antecipações forçadas dos seus pagamentos.
O crédito concedido representa o volume de meios financeiros imobilizados na empresa, como
resultado de as suas vendas não se efectuarem a pronto pagamento. Trata-se, portanto, de crédito
concedido a Curto Prazo, insusceptível de titulação ou, quando titulado, de difícil mobilização
imediata junto da banca comercial ou de sociedades de factoring.
As existências (matérias primas e produtos acabados) representam normalmente um valor muito
elevado. O empresário podê-lo-á reduzir se recorrer a compras frequentes de pequenas quantidades
de matérias-primas (ele não se deverá esquecer, no entanto, que neste caso poderá perder o desconto
de quantidade) ou se procurar adoptar uma filosofia de Just-in-Time.
O crédito obtido representa os meios financeiros ao dispor da empresa pelo facto de esta não pagar
aos seus fornecedores de imediato mas sim a 30 ou a 60 dias.
A importância da previsão das necessidades em fundo de maneio justifica-se pelo facto de, após
iniciada a actividade da empresa, poder existir um lapso de tempo entre a venda dos produtos e a
correspondente entrada de dinheiro. Esta situação depende muito das condições normais de venda
aos clientes (pronto pagamento ou a crédito)
O Fundo de Maneio não deve ser nem excessivo nem insuficiente, mas sim situar-se ao nível das
efectivas necessidades da empresa. Na verdade, o facto de o Fundo de Maneio ser excessivo traduz-se
na existência de elevados recursos financeiros investidos na empresa, o que se reflecte na sua
rentabilidade; quando o Fundo de Maneio é insuficiente, a empresa não só terá de enfrentar
sucessivos problemas de tesouraria como também verá a sua rentabilidade afectada, pois os custos
financeiros serão mais elevados.
• Imprevistos
Independentemente do rigor do cálculo das rubricas anteriores, situações não previstas inicialmente,
podem alterar o montante global das necessidades de investimento.
Estas situações prendem-se com desvios qualitativos decorrentes de deficiências registadas nos
projectos de instalação, na implantação dos equipamentos, nas previsões relativas ao fundo de
maneio, etc.
3.1.2. Plano de financiamento
Determinado o montante do investimento necessário, haverá que reunir os meios financeiros,
designados por capitais, indispensáveis à sua cobertura. Esta operação deve realizar-se através da
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
67
elaboração de um plano de financiamento, o que corresponde à elaboração de um mapa de origem e
aplicação de fundos.
A boa ou má estrutura financeira de uma empresa é geralmente consequência do modo como os seus
bens activos são financiados.
Antes de efectuar uma escolha entre os diferentes meios de financiamento que se podem apresentar à
empresa, o empresário não se deve esquecer que uma boa gestão exige que se pratique o princípio da
racionalidade económica, isto é, que se minimizem os meios para atingir os mesmos objectivos.
Ora, neste caso, os meios postos à disposição da empresa são os capitais, logo a sua utilização deve ser
racional pois, quer eles pertençam aos sócios ou accionistas, quer sejam emprestados, há que pagar
dividendos ou encargos financeiros.
De um modo geral, são os capitais próprios que devem cobrir os riscos da empresa e não os capitais
alheios, mesmo a longo prazo. Os empréstimos a longo prazo dependem do cash-flow futuro da
empresa e podem ser considerados como uma antecipação à sua actividade.
É então necessário que, aquando do recurso a este tipo de financiamento, nos asseguremos primeiro
da rentabilidade da operação em causa e da possibilidade de gerar fundos suficientes que assegurem
os pagamentos dos encargos fixos e do reembolso do capital emprestado, segundo os prazos fixados.
Numa primeira fase, quando a empresa se encontra em constituição e arranque, todos os capitais (à
excepção do capital social) são alheios à empresa, já que esta, de per si, ainda não teve actividade e,
portanto, não gerou qualquer receita. Numa segunda fase, os meios de financiamento podem ser:
- próprios da empresa (autofinanciamento);
- exteriores.
O Autofinanciamento representa o financiamento da empresa por ela própria, isto é, pelos recursos
financeiros que são libertos durante o seu funcionamento, e constitui um complemento indispensável
aos pedidos de empréstimos, pois as entidades financiadoras não aceitam correr a totalidade dos
riscos. Contudo, não nos devemos esquecer que o autofinanciamento tende a reduzir os dividendos
distribuídos, diminuindo, por isso, a rentabilidade dos investimentos efectuados pelos
sócios/accionistas. Ele deve ser usado com parcimónia.
Os meios financeiros exteriores à empresa podem tomar diversas formas, como por exemplo: aumento
do capital social, empréstimos a médio e longo prazo, que podem revestir a forma de empréstimos
bancários ou obrigacionistas, empréstimos de sócios, leasing, créditos a curto prazo, etc.
68
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
Em termos contabilísticos podemos encontrar o capital próprio subdividido em:
• capital social;
• prestações suplementares;
• reservas (de reavaliação, obrigatórias, especiais e livres);
• resultados transitados.
E as dívidas a terceiros constituídas por:
• crédito de fornecedores;
• empréstimos bancários e obrigacionistas;
• empréstimos dos sócios;
3.1.3. Balanço
O balanço, que é um documento estático, constitui para os economistas o "retrato" da situação
económica e financeira da empresa num dado momento. Poder-se-á dizer, também, que o balanço
mostra de onde vem o dinheiro da empresa (origens de fundos) e para onde vai (aplicações de
fundos).
Num balanço inicial da empresa os elementos são pouco numerosos correspondendo as aplicações de
fundos - ou seja, o ACTIVO - às despesas de estabelecimento (imobilizações incorpóreas) e aos
investimentos corpóreos necessários ao arranque da empresa e as origens de fundos (CAPITAL
PRÓPRIO + PASSIVO) aos capitais próprios e créditos dos fornecedores.
69
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
3.2. ELABORAÇÃO DO PLANO DE INVESTIMENTO
Descreva os investimentos necessários para o arranque e primeiro ano de actividade da sua empresa:
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro planinv.xls)
Plano de investimento
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Edifícios e outras construções .........................................................................
Equipamento industrial ...................................................................................
Equipamentos básico e de transporte.............................................................
Equipamento administrativo
- mobiliário de escritório ...............................................................................
- computadores, fotocopiadoras e calculadoras ........................................
- outro ..............................................................................................................
Outras imobilizações corpóreas (1) .................................................................
Transportes, Seguros, Despesas de Instalações, IVA (2) ..............................
Total das imobilizações corpóreas ...................................................................... (A)
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS
Despesas de instalação
- constituição da empresa ................................................................................
- estudos e projectos .........................................................................................
Despesas de investigação e de desenvolvimento
- estudos de comercialização ..........................................................................
- campanhas de lançamento de novos produtos .........................................
Propriedade industrial e outros direitos .......................................................
Trespasses .........................................................................................................
Arranque e
1º ano
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________ €
________________
Total das imobilizações incorpóreas................................................................... (B)
€ ________________
FUNDO DE MANEIO
Reserva de segurança de tesouraria (a) .........................................................
Crédito a clientes (b) .........................................................................................
Existências ( c) ...................................................................................................
Crédito obtido de fornecedores (d) ...............................................................
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
Total do fundo de maneio (a+b+c-d)................................................................. (C)
€ ________________
TOTAL DO INVESTIMENTO ........................................................... (A+B+C)
€ ________________
(1) Como por exemplo: bibliotecas, equipamento de desenho e topografia, filmes para formação do pessoal
(2) Individualizou-se esta rubrica apenas para chamar a atenção do futuro empresário que deverá tomar em linha de
conta estes custos quando analisa o custo de aquisição de um equipamento.
Contabilisticamente estes valores acrescem ao custo do bem adquirido para permitir a sua amortização; o IVA
(que nestes casos é normalmente dedutível) será sempre registado numa conta própria, não fazendo parte das
imobilizações corpóreas.
Contudo, o empresário não deverá esquecer que, no momento da realização do investimento, todos estes custos
são na realidade suportados.
O cálculo do investimento em activo fixo corpóreo e incorpóreo
baseou-se em propostas/orçamentos dos fornecedores?................................................................. sim / não
70
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
Em caso negativo, como foi determinado o montante desses investimentos?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Como calculou o valor do crédito a clientes?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
E do crédito de fornecedores?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Tem necessidade de garantias? ............................................................................................................... sim /não
Em caso afirmativo, de que montante? .............................................. € _________________________________
3.3. ELABORAÇÃO DO PLANO DE FINANCIAMENTO
3.3.1. Financiamento com capitais próprios (1)
De que fundos próprios dispõe para investir na sua empresa ?
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro planinv.xls)
Capitais próprios
Poupanças ..................................................................................................................
Instalações(2) ................................................................................................................
Viatura própria(2) .......................................................................................................
Bens susceptíveis de hipoteca ................................................................................
Empréstimos particulares (v.g. família, amigos) .................................................
Outros, especifique:
_________________________________________ ..................................................
_________________________________________ ..................................................
_________________________________________ ..................................................
Total de capitais próprios ......................................................................................... (D)
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
(1) No caso de existirem vários sócios, cada um deverá responder a esta questão
(2) Como determina este valor?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
71
3. INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTO
3.3.2. Financiamento com capitais alheios
Que fundos espera obter de terceiros ?
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro planinv.xls)
Capitais a médio e longo prazo
Hipotecas sobre as instalações .............................................(prazo ____ anos)
Empréstimos bancários de médio prazo ............................(prazo ____ anos)
Outros empréstimos...............................................................(prazo ____ anos)
Leasing (viaturas, equipamentos) .......................................(prazo ____ anos)
€ ________________
€ ________________
€ ________________
€ ________________
Total de capitais a médio e longo prazo ....................................................................... (E)
€ ________________
Capitais de curto prazo
Saques a descoberto ..................................................................................................
Crédito de fornecedores ...........................................................................................
Outros..........................................................................................................................
€ ________________
€ ________________
€ ________________
Total de capitais a curto prazo ..................................................................................... (F)
€ ________________
Total de capitais próprios e capitais alheios ...........................................(D+E+F)
€ ________________
Já contactou algum banco para o financiamento do seu projecto?...................................................... sim / não
Em caso afirmativo, qual foi o banco e quem foi a pessoa contactada (Nome e telefone)
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Desses contactos resultaram algumas perspectivas? Em caso afirmativo, quais?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Existem alguns sistemas de incentivo para a criação de empresas. Já indagou se algum é susceptível de
aplicação ao seu projecto? ........................................................................................................................sim / não
Em caso afirmativo, qual foi o resultado?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL
72
4.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Representando o cálculo dos proveitos e dos custos da empresa para um dado período e permitindo
prever os resultados do projecto, a conta de exploração previsional é um documento indispensável do
plano de negócios.
Esta peça contabilística, elaborada geralmente para um período de um a três anos, pode igualmente
ser utilizada como instrumento de gestão financeira após o arranque da empresa.
Neste caso, a sua periodicidade deve ser mensal, o que possibilita detectar mais rapidamente certas
anomalias como, por exemplo, uma baixa alarmante das vendas ou um aumento exagerado dos
custos e tomar as medidas correspondentes (aumentar a prospecção de clientes, diminuir certos
encargos, etc.).
Tratando-se de um documento previsional é aconselhável que os cálculos sejam feitos em contos,
conseguindo-se assim uma leitura mais fácil com um grau de pormenorização suficiente.
Os dois modelos aqui apresentados são-no a título de exemplo e destinam-se a permitir ao futuro
empresário ter uma visualização simples dos custos e proveitos da sua empresa. Do ponto de vista fiscal,
o empresário terá de apresentar uma demonstração de resultados de acordo com o art. 3º do DL 410/89.
O primeiro modelo - Demonstração de Resultados por funções - corresponde ao estabelecido pelo artigo
25º da 4ª Directiva Comunitária. Embora de produção não obrigatória é o modelo com maior aceitação a
nível internacional e com melhor informação para o empresário. O preenchimento deste mapa só é
possível desde que a empresa possua uma Contabilidade Analítica de exploração.
O segundo modelo, e os quadros anexos, procura apresentar de forma pormenorizada as receitas
provenientes das vendas de produtos e os custos suportados para a realização dessas receitas.
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL
73
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
4.2. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (valores excl. IVA)
Venda de produtos................................................
Custo das vendas (1)...............................................
1º ano
____________
____________
2º ano
____________
____________
(103 €.)
3º ano
___________
___________
____________
____________
___________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
___________
___________
___________
____________
____________
___________
+
____________
____________
___________
+
+
____________
____________
____________
____________
___________
___________
-
____________
____________
____________
____________
___________
___________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
___________
___________
____________
____________
___________
____________
____________
___________
____________
____________
___________
-
Resultados Brutos....................................................
Custos administrativos(2) ......................................
Custos de distribuição(3) .......................................
Outros proveitos operacionais(4) .........................
+
Resultados Operacionais .........................................
Rendimentos de participações de capital.
Rendimentos de títulos negociáveis e de
outras aplicações financeiras............................
Outros juros e proveitos similares...................
Amortizações e provisões de aplicações e
investimentos financeiros (5) .............................
Juros e custos similares .....................................
Resultados Correntes
Proveitos e ganhos extraordinários........................
Custos e perdas extraordinários .............................
+
-
Resultado antes de impostos .........................................
Imposto sobre o rendimento do exercício.............
Resultado líquido do exercício................................
-
(1) para uma fórmula de cálculo do custos das vendas veja o ponto 2.7
(2) nesta linha registam-se os custos administrativos, que têm de ser determinados pela contabilidade analítica, e que
podem incluir: material de escritório, transporte de pessoal, deslocações e estadias, despesas de representação,
remunerações dos órgãos sociais da empresa, despesas com o pessoal, amortizações do imobilizado afecto ao
sector administrativo, publicidade, etc.
(3) nesta linha registam-se os custos de distribuição, que têm de ser determinados pela contabilidade analítica, e que
podem incluir: consumo de materiais e embalagens, subcontratos, despesas de representação, publicidade,
transporte de mercadorias e/ou produtos, deslocações e estadias, comissões concedidas a intermediários,
despesas com o pessoal, amortizações do imobilizado afecto ao sector de distribuição, etc.
(4) regista-se nesta linha os proveitos suplementares, os subsídios à exploração, os trabalhos para a própria empresa
e outros proveitos operacionais.
(5) só se aplica a bens imóveis considerados imobilizado financeiro, como por exemplo edifícios adquiridos para
arrendamento
74
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL
4.3. CONTA DE EXPLORAÇÃO (valores excl. IVA) (1)
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
(103 €.)
Produto
A
Produto
B
Produto
C
TOTAL
Venda do produto ......................................................
+ ________
________
_______
________
Valor de compra de matérias primas .....................
Mão de obra directa ..................................................
Energia .........................................................................
Descontos comerciais a conceder ............................
Descontos comerciais a receber ...............................
+
-
________
________
________
________
________
________
________
________
________
________
________
________
________
________
________
_________
_________
_________
_________
____
Resultado bruto (A)......................................................
________
________
________
________
Resultado bruto em % das vendas
________
________
________
________
Custos (2)
•
•
•
•
•
•
•
•
Pessoal (a).....................................................................
Fornecimentos e serviços de terceiros (b).............
Instalações (c) ..............................................................
Transportes (d)............................................................
Comunicação (e).........................................................
de gestão geral (f) .......................................................
Provisões p/ depreciação (g)...................................
Encargos financeiros (h) ...........................................
+
+
+
+
+
+
+
+
_________
_________
_________
_________
_________
_________
_________
_
Custos totais (B) ..................................................................
________
Resultado de exploração (A-B) ..........................................
________
Receitas extraordinárias .................................................
+
Resultado antes dos impostos ............................................
Impostos ............................................................................
Distribuição de lucros .....................................................
________
________
-
Lucro líquido não distribuído ......................................
________
________
________
(1) elabore uma conta de exploração para cada um dos três anos em análise
(2) descrimine os custos de (a) a (h) nas páginas seguintes.
75
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
4.3.1. Descriminação dos custos de exploração
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Salários brutos................................................................
Despesas com a Segurança Social...............................
Comissões .......................................................................
Despesas de deslocação e estadia ...............................
Seguros ............................................................................
Formação.........................................................................
Outros custos com o pessoal .......................................
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
Total dos custos com o pessoal ..................................
_____________
_____________
_____________
1º ano
2º ano
Custos com o pessoal
(1)
(1) mão-de-obra directa e indirecta
Fornecimentos e serviços de terceiros
(103 €)
3º ano
Fornecimentos de materiais diversos.........................
Manutenção e reparação de
equipamentos.................................................................
Correios, telefone e fax .................................................
Energia.............................................................................
Aluguer /leasing de equipamentos ...........................
Seguros de equipamento .............................................
____________
____________
____________
____________
____________
____________
_____________
_____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
Total dos custos de fornecimentos e serviços de
terceiros...........................................................................
____________
_____________
____________
1º ano
2º ano
Rendas .............................................................................
Seguros ............................................................................
Manutenção, reparação e limpeza..............................
Outros custos..................................................................
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
Total dos custos das instalações................................
____________
____________
____________
Custos das instalações
(103 €)
3º ano
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Combustíveis...................................................................
Seguros .............................................................................
Manutenção e reparação ...............................................
Leasing .............................................................................
Outros custos...................................................................
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
____________
Total dos custos de transporte.....................................
____________
____________
____________
Custos de transporte
76
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Publicidade...........................................................................
Acções de Relações Públicas..............................................
Acções de Promoção de vendas........................................
Marketing Directo ...............................................................
Feiras e exposições ..............................................................
Outras acções........................................................................
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
___________
___________
____________
____________
____________
________
___________
___________
____________
____________
____________
________
Total dos custos de comunicação.....................................
_____________
___________
___________
Custos de Comunicação
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Consultoria ...........................................................................
Contribuições e subscrições...............................................
Despesas de representação ................................................
Outros custos de gestão......................................................
_____________
_____________
_____________
_____________
___________
____________
____________
_________
___________
____________
____________
_________
Total dos custos gerais de gestão.....................................
_____________
___________
___________
Custos gerais de gestão
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Bens intangíveis ................................ (period. __ anos)
Edifícios e outras construções ........ (period. __ anos)
Reparações......................................... (period. __ anos)
Equipamento e instalações.............. (period. __ anos)
Mobiliário e utensílios ..................... (period. __ anos)
Equipamento informático ............... (period. __ anos)
Material de transporte ..................... (period. __ anos)
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
___________
____________
__________
___________
___________
___________
___________
___________
____________
__________
___________
___________
___________
___________
Total dos custos de depreciação...................……
_____________
___________
___________
Custos de depreciação
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Descontos financeiros de pronto pagamento............
Juros
Empréstimos particulares .........(taxa de juro __ %)
Empréstimos bancários .............(taxa de juro __ %)
Créditos de fornecedores ..........(taxa de juro __ %)
Hipotecas .....................................(taxa de juro __ %)
Outros...........................................(taxa de juro __ %)
Amortizações financeiras ..................................................
_____________
___________
___________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
___________
___________
____________
__________
____________
__________
___________
___________
____________
__________
___________
___________
Total dos encargos financeiros .........................................
_____________
___________
___________
Encargos financeiros
77
4. CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
4.4. TESTE DE CAPACIDADE DE AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS / INVESTIMENTOS
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
Lucros não distribuídos...................................................
Amortizações e Provisões p/ depreciação................... +
Investimentos de substituição........................................ _
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
Disponível para amortização e expansão dos investimentos
.......................................................................................... (A)
___________
___________
___________
Amortizações obrigatórias (B)
. Hipoteca das instalações ........................................... . Crédito bancário de médio prazo............................ . Empréstimos................................................................ . Contratos de leasing................................................... . Crédito bancário de curto prazo .............................. Expansão dos investimentos ................................... (C)-
____________
____________
____________
____________
____________
______
____________
____________
____________
____________
____________
_____
____________
____________
____________
____________
____________
______
Liquidez ........................................................ [A - (B+C) ]
___________
___________
___________
4.5. EXPLICAÇÕES ADICIONAIS SOBRE A CONTA DE EXPLORAÇÃO
Indique como determinou os valores das suas vendas (número de clientes, número médio de vendas por
cliente, valor médio de venda). ________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
É capaz de quantificar o crescimento (expansão) da sua empresa? __________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Indique como determinou o valor das compras (com base na experiência, em informação sectorial,
através de cálculos, etc.). _____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Indique como determinou os seus custos {pontos (a) a (h)}_________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Como vai enfrentar a eventual não concretização de algumas vendas previstas? _____________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
78
5. ORÇAMENTO PREVISIONAL DE TESOURARIA
5.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Conhecida a previsão dos proveitos e dos custos surge agora a necessidade de conhecer os fluxos de
entrada e de saída de dinheiro ou seja de prever os montantes correspondentes aos recebimentos e aos
pagamentos.
Essa previsão consegue-se através do orçamento previsional de tesouraria, cujo papel é o de permitir
ao empresário saber se a empresa vai gerar meios financeiros suficientes para liquidar as dívidas que
se vão vencer.
As receitas e despesas relativas ao negócio surgem quase sempre de um modo desfasado e por tal
motivo é impossível calcular médias mensais a partir do montante previsto para as vendas anuais,
sobretudo se a actividade é sazonal. Por outro lado, o empresário vai ter que pagar os fornecimentos,
os salários, os encargos financeiros, etc., nos prazos acordados, independentemente da evolução das
vendas.
No orçamento de tesouraria previsional, que deverá ser elaborado para um período mínimo de um
ano de actividade, inscrevem-se mês a mês ou eventualmente semana a semana, o saldo financeiro
inicial, todos os pagamentos que devem ser efectuados e todos os recebimentos previstos.
As notas que se seguem poderão ajudar na elaboração deste documento contabilístico.
1. Saldo financeiro no primeiro dia do mês: corresponde ao dinheiro existente em caixa e aos depósitos
bancários à ordem;
2. Recebimentos de vendas (IVA incluído): deverá fazer-se um cálculo aproximado dos montantes a
receber provenientes das vendas, tendo em consideração o Prazo Médio de Recebimentos;
3. Outras receitas: outros recebimentos esperados, designadamente, um empréstimo que ainda não foi
liberado, a venda de um carro ou de uma máquina, etc..
A análise do orçamento de tesouraria permite verificar se existem meses com “descobertos de
tesouraria”, calcular dos montantes financeiros necessários para cobrir essas situações e construir um
saldo normal de disponível.
Com base no orçamento previsional de tesouraria é possível estudar as formas de financiamento mais
convenientes, em termos de tipos de financiamento, montantes e prazos.
79
5. ORÇAMENTO PREVISIONAL DE TESOURARIA
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
5.2. ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO PREVISIONAL DE TESOURARIA
(103 €)
Primeiro ano
Meses
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
__________
__________
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__________
• vendas (inclui IVA).
• Obtenção de empréstimos de curto
prazo ........................................................
• Outras receitas:
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_________________________________
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Total dos recebimentos ...................................
__________
__________
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__________
Aquisição de bens e serviços ...............
Pessoal .....................................................
Fornecimentos e serviços de terceiros
Instalações...............................................
Transportes .............................................
Comunicação..........................................
de gestão geral........................................
Pagamento de contribuições e
impostos ..................................................
Pagamento do IVA às Finanças (1)
Descontos de pronto pagamento e
outros encargos financeiros .................
Reembolso e juros de empréstimos de
curto prazo..............................................
Outros pagamentos:
_________________________________
_________________________________
______________________________
__________
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Total dos pagamentos .....................................
__________
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__________
Meios financeiros líquidos disponíveis
no último dia ...…... +/-
__________
__________
__________
__________
Meios financeiros líquidos disponíveis
no 1º dia.................................................+/Recebimentos
Pagamentos (inclui IVA)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
(1) O IVA a pagar às finanças deverá ser calculado com o auxílio de um mapa de vendas e compras, onde sejam
registadas as facturas emitidas e as compras efectuadas, independentemente do seu recebimento/pagamento,
uma vez que o IVA é pago em função das facturas (emitidas/recebidas) e não da sua liquidação. O mapa de
vendas/compras deve ser feito mensal ou trimestralmente conforme o regime de IVA a que o empresário estiver
sujeito.
80
5. ORÇAMENTO PREVISIONAL DE TESOURARIA
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
(103 €)
Primeiro ano
Meses
Maio
Junho
Julho
Agosto
__________
__________
__________
__________
• vendas (inclui IVA).
• Obtenção de empréstimos de curto
prazo ........................................................
• Outras receitas:
_________________________________
_________________________________
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__________
Total dos recebimentos ...................................
__________
__________
__________
__________
Aquisição de bens e serviços ...............
Pessoal .....................................................
Fornecimentos e serviços de terceiros
Instalações...............................................
Transportes .............................................
Comunicação..........................................
de gestão geral........................................
Pagamento de contribuições e
impostos ..................................................
Pagamento do IVA às Finanças (1)
Descontos de pronto pagamento e
outros encargos financeiros .................
Reembolso e juros de empréstimos de
curto prazo..............................................
Outros pagamentos:
_________________________________
_________________________________
______________________________
__________
__________
__________
__________
__________
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Total dos pagamentos .....................................
__________
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__________
Meios financeiros líquidos disponíveis
no último dia ...…... +/-
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__________
Meios financeiros líquidos disponíveis
no 1º dia.................................................+/Recebimentos
Pagamentos (inclui IVA)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
(1) O IVA a pagar às finanças deverá ser calculado com o auxílio de um mapa de vendas e compras, onde sejam
registadas as facturas emitidas e as compras efectuadas, independentemente do seu recebimento/pagamento,
uma vez que o IVA é pago em função das facturas (emitidas/recebidas) e não da sua liquidação. O mapa de
vendas/compras deve ser feito mensal ou trimestralmente conforme o regime de IVA a que o empresário estiver
sujeito.
81
82
5. ORÇAMENTO PREVISIONAL DE TESOURARIA
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
(103 €)
Primeiro ano
Meses
Novembro
Dezembro
__________
__________
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__________
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__________
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__________
__________
__________
__________
__________
__________
__________
__________
Aquisição de bens e serviços ...............
Pessoal .....................................................
Fornecimentos e serviços de terceiros
Instalações...............................................
Transportes .............................................
Comunicação..........................................
de gestão geral........................................
Pagamento de contribuições e
impostos ..................................................
Pagamento do IVA às Finanças (1)
Descontos de pronto pagamento e
outros encargos financeiros .................
Reembolso e juros de empréstimos de
curto prazo..............................................
Outros pagamentos:
_________________________________
_________________________________
______________________________
__________
__________
__________
__________
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Total dos pagamentos .....................................
__________
__________
__________
__________
Meios financeiros líquidos disponíveis
no último dia ...…... +/-
__________
__________
__________
__________
Setembro
Outubro
__________
• vendas (inclui IVA).
• Obtenção de empréstimos de curto
prazo ........................................................
• Outras receitas:
_________________________________
_________________________________
______________________________
Total dos recebimentos ...................................
Meios financeiros líquidos disponíveis
no 1º dia.................................................+/Recebimentos
Pagamentos (inclui IVA)
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
(1) O IVA a pagar às finanças deverá ser calculado com o auxílio de um mapa de vendas e compras, onde sejam
registadas as facturas emitidas e as compras efectuadas, independentemente do seu recebimento/pagamento,
uma vez que o IVA é pago em função das facturas (emitidas/recebidas) e não da sua liquidação. O mapa de
vendas/compras deve ser feito mensal ou trimestralmente conforme o regime de IVA a que o empresário estiver
sujeito.
83
6. CONTABILIDADE PESSOAL
6.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Quando se parte para o desenvolvimento de uma actividade independente, quer se trate da prossecução
de uma profissão liberal ou da criação de uma empresa (sociedade ou empresário em nome individual) é
importante que se faça um exercício de contabilização das despesas e receitas pessoais.
Em qualquer dos casos poder-se-á estar perante duas situações: ou a actividade independente é uma
fonte de rendimento complementar ao rendimento proveniente do trabalho por conta de outrem ou se
apresenta como a única fonte de rendimento do trabalho.
Em muito casos o empresário prescindiu de um rendimento certo, proveniente do trabalho por conta de
outrem, para se dedicar em exclusividade ao seu próprio negócio. Interessa-lhe pois saber até que ponto
os resultados cobrem, para além dos custos de exploração, as necessidades em termos de gastos pessoais.
Tratando-se da única fonte de rendimento, isto significa que o empresário deverá ou atribuir a si próprio
um ordenado (enquanto sócio-gerente da empresa) ou proceder à distribuição dos resultados apurados
no final do exercício, de modo a poder cobrir os seus gastos pessoais e os do seu agregado familiar.
Qualquer uma destas formas tem implicações fiscais que o empresário deverá tomar em consideração.
6. CONTABILIDADE PESSOAL
84
6.2. ESPECIFICAÇÃO DAS CONTAS PESSOAIS NUMA BASE ANUAL
(Para as operações de cálculo utilize o ficheiro cexplor.xls)
(103 €)
3º ano
1º ano
2º ano
____________
____________
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_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
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____________
_____________
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____________
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_____________
____________
____________
____________
____________
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_____________
_____________
____________
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_____________
_____________
Total das despesas privadas..................................... (A)
____________
____________
____________
Receitas privadas
• Abono de família ..................................................
• Subsídio de estudo ...............................................
• Subsídio de renda.................................................
• Rendimentos do trabalho....................................
• Outras receitas.......................................................
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
____________
_____________
_____________
_____________
_____________
_____________
Total das receitas privadas ...................................... (B)
____________
____________
____________
Total das despesas menos receitas.............. (A-B)
____________
____________
____________
Despesas privadas
• Despesas domésticas (alimentação, vestuário,
etc.) ..........................................................................
• Gastos com férias..................................................
• Bens duradouros...................................................
• Habitação (renda ou empréstimo).....................
• Electricidade, gás, telefone e água.....................
• Despesas de saúde................................................
• Seguros de vida.....................................................
• Outros seguros ......................................................
• Gastos com carro(s) próprio(s)...........................
• Juros e amortizações de empréstimos pessoais
• Pagamento obrigatório de pensões ...................
• Despesas com a educação ...................................
• Outras despesas ....................................................
• I.R.S .........................................................................
6.3. CONDIÇÕES DE HABITAÇÃO / ALOJAMENTO
Tem casa própria? ..................................................................................................................................... sim / não
Em caso afirmativo, a sua casa foi avaliada recentemente? ............................................................... sim / não
Em caso afirmativo, qual é o valor comercial da sua casa? ............................ € ______________________
Se a sua casa está hipotecada qual é valor da hipoteca ......................... ..... € _______________________
6.4. OUTRAS DÍVIDAS
Tipo de dívidas
____________________________________________________
____________________________________________________
____________________________________________________
____________________________________________________
__________________________________________
Montante (€)
_________________
_________________
_________________
_________________
_________________
Prazos
________________
________________
________________
________________
________________
85
7. GLOSSÁRIO
AMORTIZAÇÕES E REINTEGRAÇÕES
Operação pela qual se verifica/calcula a depreciação sofrida no decurso do tempo por um elemento
activo. Esta operação é devida tanto à necessidade de conhecer a evolução do valor dos diferentes
activos como pela sua substituição no presente ou no futuro.
Método de cálculo
- quotas constantes (divisão do valor de aquisição do activo pelo número de anos de utilização
previsto)
- quotas degressivas (calcula-se segundo uma taxa decrescente no tempo)
BENS INTANGÍVEIS
São considerados bens intangíveis os direitos e despesas de constituição, arranque e expansão da
empresa, a investigação e desenvolvimento, a propriedade industrial, os trespasses e outros direitos.
BIC - Centros de Empresas e Inovação
São estruturas integradas na Rede de Centros de Empresas e Inovação (EBN) da Comissão Europeia,
constituídas sob a forma de associação sem fins lucrativos que visam estimular e aumentar as
hipóteses de sucesso de um novo negócio com vista a potenciar adicionais oportunidades de trabalho,
numa base local ou regional.
- atribuições
• assistência na avaliação de ideias e projectos inovadores;
• formação na área da gestão empresarial;
• orientação no campo da inovação e tecnologia;
• assistência na área da elaboração do plano de negócios;
• assistência em domínios especializados da gestão;
• assistência no acesso a financiamentos
• apoio no lançamento de novas empresas;
• fornecimento de instalações e serviços comuns;
• acesso à base de dados da EBN;
• acesso privilegiado à experiência de outros BIC.
CAD
Desenho assistido por computador.
CAD-CAM
Produção assistida por computador.
CADASTRO COMERCIAL
Ficheiro operacional de dados que permite identificar as actividades económicas desenvolvidas pelas
empresas e estabelecimentos industriais, classificadas de acordo com a C.A.E..
7. GLOSSÁRIO
86
Compete à Direcção-Geral do Comércio a organização do referido cadastro, sendo obrigatória a
apresentação no prazo de 30 dias a contar da data da sua ocorrência e a sua actualização de 3 em 3
anos, da informação relativa aos seguintes factos:
• abertura;
• encerramento;
• alteração da actividade económica;
• mudança de titular;
• transferência de local.
CADASTRO INDUSTRIAL
Ficheiro operacional de dados que permite identificar as actividades económicas desenvolvidas pelos
estabelecimentos industriais, classificados de acordo com a C.A.E. .
Este Registo deve ser actualizado pela empresa e para cada estabelecimento de 3 em 3 anos. O
impresso - modelo 387 da INCM é entregue em duplicado, directamente ou pelo correio, à Delegação
Regional de Industria e Energia da área geográfica do estabelecimento.
Estão sujeitos a registo:
• abertura;
• encerramento;
• alteração da actividade económica;
• mudança de titular;
• transferência de local.
CENTROS TECNOLÓGICOS
Os centros tecnológicos (CT) são instituições de apoio técnico e tecnológico a empresas de um mesmo
sector industrial ou de sectores afins ou complementares. Resultam da associação, por
complementaridade de interesses, de empresas industriais ou das respectivas associações com
organismos públicos de diferentes ministérios, nomeadamente o IAPMEI e o INETI.
Os CT visam a desconcentração e descentralização da infraestrutura tecnológica no contexto da região
em que se localizam bem como institucionalizar a participação das associações empresariais na
orientação das actividades de investigação, desenvolvimento e demonstração (I,D&D) relativas ao
respectivo sector.
- finalidade
A finalidade essencial dos centros tecnológicos é contribuir para o aumento da competitividade das
empresas industriais, colocando à sua disposição adequadas estruturas de apoio técnico e
tecnológico.
- objectivos
• promover a modernização técnica e tecnológica das empresas de um sector industrial ou de sectores
afins ou complementares;
• promover a melhoria de qualidade dos produtos e processos industriais.
7. GLOSSÁRIO
87
- atribuições
• prestar apoio directo às empresas industriais, nomeadamente no que se refere à solução de
problemas técnicos e tecnológicos;
• ensaiar métodos e processos de fabrico no âmbito da inovação tecnológica e da transferência de
tecnologia;
• estudar a utilização de matérias-primas nacionais com vista ao fabrico de novos produtos ou à
melhoria da qualidade dos existentes;
• proceder a ensaios e análises laboratoriais de caracterização de matérias-primas, produtos e
equipamentos;
• promover estudos de normalização e elaboração de especificações técnicas para as indústrias do
sector;
• colaborar com organismos de investigação, universidades e empresas com projectos de I,D&D e de
inovação tecnológica;
• organizar, coordenar e divulgar informação técnica e tecnológica de interesse para o sector;
• promover programas e estágios de formação tecnológica para o pessoal das empresas associadas.
CONTRATAÇÃO
A. Contrato de trabalho
Contrato pelo qual uma pessoa se obriga, mediante retribuição, a prestar a sua actividade intelectual
ou manual a outra pessoa, sob autoridade e direcção desta.
-modalidades
Contrato de Trabalho sem Termo
• Não tem duração previamente fixada pelas partes, podendo ser verbal ou escrito;
• Não existe formalismo para a celebração;
• Período experimental - 60 dias.
Contrato de Trabalho a Termo
• Está sujeito a forma escrita;
• Só é admitida a celebração nos casos fixados na lei;
• Período experimental - 30 dias.
Contrato de Trabalho a Termo Certo
• Está sujeito a forma escrita.
• Cessação dependente de um momento preciso (data ou circunstância).
• Duração - prazo convencionado pelas partes, não podendo ser inferior a 6 meses.
7. GLOSSÁRIO
88
Contrato de Trabalho a Termo Incerto
• Está sujeito a forma escrita.
• Cessação - dependente de um acontecimento com data incerta.
• Conversão em contrato sem termo - se o trabalhador continua ao serviço da empresa, decorrido
o prazo de aviso prévio ou, quando esta não o tenha dado, passados 15 dias sobre o fim do
acontecimento de originou a contratação.
- cessação
A cessação de um contrato de trabalho pode ter lugar nos seguintes casos:
• caducidade;
• revogação por acordo das partes;
• despedimento promovido pela entidade empregadora;
• rescisão, com ou sem justa causa, por iniciativa do trabalhador;
• rescisão, por qualquer das parte, durante o período experimental;
• extinção dos postos de trabalho por causas objectivas de ordem estrutural, tecnológica ou
conjuntural relativas à empresa.
B. Contrato de prestação de serviços
Contrato pelo qual uma das partes se obriga a proporcionar à outra certo resultado do seu trabalho
intelectual ou manual, com ou sem retribuição.
- modalidades
Contrato de Mandato
• Contrato pelo qual uma das partes se obriga a praticar um ou mais actos jurídicos por conta de
outra;
• Podem ser conferidos poderes de representação.
Contrato de Empreitada
• Contrato pelo qual uma das partes se obriga em relação à outra a realizar certa obra, mediante
um preço;
• O objecto do contrato é um produto ou resultado.
Cooperativa
Esta figura jurídica de empresa corresponde a uma associação, permanentemente aberta à entrada de
novos associados, os quais contribuem com bens ou serviços para a realização de uma actividade
económica de escopo mutualístico.
A sua finalidade económica reside em conseguir a satisfação do interesse dos seus associados em
obter determinados bens a preços inferiores aos do mercado ou em vender os seus produtos
eliminando os intermediários do mercado.
7. GLOSSÁRIO
89
- tipos de cooperativas:
De 1º grau - quando são constituídas por pessoas singulares, maiores, ou por pessoas colectivas;
De grau superior - quando se agrupam ou filiam sob a forma de uniões, federações e confederações.
- responsabilidade
É limitada ao capital subscrito por cada cooperador.
- sócios (cooperadores):
. cooperativas de 1º grau - número mínimo 10;
. cooperativas de grau superior - número mínimo 3.
- capital - mínimo 50 contos
CRÉDITO NORMAL A CLIENTES
Confiança/dilatação do prazo de pagamento concedido pela empresa (fornecedor) aos clientes.
CRÉDITO NORMAL DE FORNECEDORES
Confiança/empréstimo concedido pelo fornecedor ao pagamento do cliente.
Quanto maior for o prazo de pagamento, maiores são os montantes que a empresa pode dispor sem
custos. Trata-se, portanto de uma fonte de financiamento barata, salvo as situações em que o
fornecedor concede descontos de pronto pagamento.
DESCOBERTOS BANCÁRIOS
São autorizações concedidas pelos bancos, possibilitando utilizar a conta corrente com saldos
negativos em condições previamente negociadas (plafond de crédito, taxa, prazos, custo pela
utilização).
DESPESAS DE ESTABELECIMENTO
Consideram-se despesas de estabelecimento as imobilizações de natureza incorpórea necessárias à
preparação e arranque da empresa, nomeadamente custos relativos a estudos, licenças, registos,
escritura, royalties, propriedade industrial, etc.
EMPRESA EM NOME INDIVIDUAL
É uma empresa titulada por um único indivíduo ou pessoa singular, que afecta bens próprios à
exploração da sua actividade económica.
- responsabilidade
O empresário em nome individual responde, ilimitadamente, pelas dívidas contraídas no exercício da
sua actividade perante os credores, com todos os bens que integram o seu património.
7. GLOSSÁRIO
- capital
90
Não existe obrigatoriedade legal de um capital inicial mínimo.
- firma
O empresário em nome individual pode adoptar uma firma composta pelo nome civil (completo ou
abreviado) acrescido ou não de uma alcunha ou da referência ao sector de actividade.
ENDOSSO
Acto pelo qual o portador de um título de crédito transfere para outrem a posse desse título com
todos os direitos a ele inerentes.
Existem as seguintes modalidades de endosso:
- Em branco - não se refere o nome do novo proprietário; no título apenas figura a assinatura do
endossante.
- Completo - quando figura o nome do novo proprietário.
- Restritivo - quando se insere no título a cláusula “não à ordem” ou outra expressão restritiva
equivalente.
ESTABELECIMENTO INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
O Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada tem por base a constituição de um
património autónomo ou de afectação especial ao estabelecimento através do qual uma pessoa
singular explora a sua empresa ou actividade.
As imposições e formalidades legais de constituição são semelhantes às da Sociedade por Quotas o
que significa a exigência de um capital inicial mínimo, a obrigatoriedade de escritura e da sua
publicação e de registo comercial.
A vantagem relativamente ao Empresário em Nome Individual está no facto da responsabilidade se
limitar ao montante do património afecto, o que permite proteger o património pessoal em caso de
insucesso.
Assim temos o seguinte quadro de caracterização deste tipo de empresa:
- responsabilidade
Limitada ao património afecto ao estabelecimento.
- capital
Mínimo de 400 contos representado por numerário, coisas ou direitos susceptíveis de penhora.
- firma
Nome civil do titular, por extenso ou abreviado, acrescido ou não da referência ao ramo de actividade,
mais o aditamento EIRL
7. GLOSSÁRIO
ESTUDO DE MERCADO
91
O estudo de mercado compõe-se, basicamente de dois estudos parcelares: o Estudo dos
Consumidores e o Estudo da Concorrência havendo, em qualquer destes que realizar sempre uma
análise quantitativa e uma análise qualitativa.
ESQUEMA BASE DE UM ESTUDO DE MERCADO
Estudo dos consumidores
ANÁLISE QUANTITATIVA
Quem compra
Quanto compram
Quanto pagam
Como pagam
Onde e como compram
Definição dos consumidores:
Número de consumidores por categoria.
Dimensão do mercado:
Nº de produtos comprados num ano;
Nº de serviços utilizados num ano.
Definição do nível de preços.
Definição das condições de venda.
Definição dos canais de distribuição e dos pontos de venda.
ANÁLISE QUALITATIVA
Porque compram
Como são motivados
para a compra
Definição dos objectivos e motivações de compra.
Comportamento dos consumidores perante a compra;
Definição da forma como decidem comprar; Hábitos de
consumo.
Estudo da concorrência
ANÁLISE QUANTITATIVA
Quem vende
Que produtos vendem
Quanto vendem
Como vendem
Quanto poderiam vender
Definição da concorrência:
Quem são?; Quantos são?; Onde se localizam?
Inventariação dos produtos concorrentes
Quotas de mercado de detêm
Canais de distribuição que utilizam, preços, condições de
venda que praticam e acções promocionais que
desenvolvem.
Potencial de distribuição;
Poderão responder facilmente a um aumento significativo da
procura?
ANÁLISE QUALITATIVA
O que vendem
Notoriedade das marcas
Formas de promoção das vend
Características dos produtos da concorrência; adequação
às necessidades consumidores; pontos fortes e fracos
desses produtos.
Verificação dos aspectos psicológicos, favoráveis e
desfavoráveis, que a marca transmite aos consumidores.
Análise do comportamento dos concorrentes para
motivarem a compra dos seus produtos.
O objectivo do estudo de mercado é reunir informações fiáveis e actualizadas sobre:
• A procura, a oferta e a envolvente sectorial externa.
7. GLOSSÁRIO
92
A informação reunida permitirá, por um lado, procurar uma melhor adequação do produto ou do
serviço à clientela, por outro, definir os meios a utilizar no marketing do produto ou do serviço e,
finalmente, fazer uma primeira estimativa do volume de negócios potencial.
A procura
A informação relativa à procura não pode reduzir-se a uma questão de números. Há que ter em conta
os hábitos, comportamentos e motivações dos clientes potenciais.
É impossível conseguir-se uma quota de mercado se não se tiveram em conta estes factores ou, mais
precisamente, se se conceber um projecto contra estes factores.
A oferta
A análise da oferta agrupa toda a informação:
• Sobre os produtos ou os serviços já existentes no mercado onde se pretende entrar;
• Sobre a concorrência directa ou indirecta que haverá que enfrentar;
• Sobre a forma como está organizado o respectivo sector.
Como acontece relativamente à procura é necessário, no caso da oferta, pesquisar um conjunto de
informações que permita conhecer os seus diferentes aspectos, nomeadamente:
• Características técnicas e comerciais dos produtos ou serviços existentes e similares;
• Vantagens e desvantagens comparativas;
• Imagem, prestígio e antiguidade;
• Relação preço / qualidade;
• Assistência pós-venda;
• Prazos de entrega;
• Pontos fortes e pontos fracos da concorrência;
• Condições oferecidas pelos fornecedores: preços, prazos, qualidade, condições de pagamento;
• Papel das organizações profissionais;
• Leis e regulamentos específicos do sector.
O objectivo desta recolha de informação é o de dar ao potencial empresário uma visão de conjunto
dos produtos e serviços existentes num mercado a explorar, bem como as características quantitativas
e qualitativas da concorrência.
A recolha de informação processa-se normalmente em três fases:
• Estudo documental;
• Análise qualitativa (inquérito por entrevista);
• Análise quantitativa (inquérito por questionário)
A fase documental deve permitir reunir informação já disponível sobre um dado aspecto (estado de
consumo ou de utilização de um produto ou serviço) e, sendo múltiplas as fontes de informação
existentes, é imprescindível prestar atenção à data dos dados obtidos, registar as fontes e comparar a
informação (ou seja, fazer aquilo que, normalmente, se designa por "cruzamento de dados").
Este cruzamento de dados tem o objectivo de testar a sua fiabilidade.
7. GLOSSÁRIO
93
A fase qualitativa constitui a primeira etapa duma pesquisa directa de informação pelo recurso à
entrevista junto da clientela potencial e consiste na obtenção de uma informação rica em qualidade
tendo por base uma amostra restrita de pessoas.
O conhecimento dos motivos profundos que levam um consumidor a comprar ou não um produto
permitirá a adaptação do produto que se pretende lançar no mercado às exigências, gostos e
tendências dos potenciais clientes.
A fase quantitativa corresponde ao clássico inquérito por questionário, sendo uma sondagem que se
poderá fazer a uma parte da clientela extrapolando, posteriormente, os elementos recolhidos. Convém
recordar que tanto a entrevista, como a sondagem implicam o domínio de determinadas técnicas e a
verificação de regras que normalmente não cabem na esfera de conhecimento do futuro empresário.
Saliente-se, no entanto, que o estudo de mercado dever ter uma característica dinâmica.
Assim, para além da relevância que tem o conhecimento da situação actual haverá que tentar prever
como é que qualquer dos aspectos analisados vai evoluir no futuro. Esta antevisão permitirá adaptar
os produtos ou os serviços de tal modo que mantenham as actuais (ou as previsíveis) quotas de
mercado e, eventualmente, que se verifiquem alguns ganhos nesta matéria.
A recolha deste conjunto de informações, que integram o estudo de mercado, deve ser,
posteriormente, objecto de análise e permitir ao empresário tomar decisões, com um mínimo de risco,
sobre:
• As características que os produtos ou serviços devem possuir para serem bem aceites pelos
consumidores, e;
• Sobre a política de marketing que a empresa deve implementar, para atingir, eficazmente, aqueles
consumidores.
FACTORING
Contrato pelo qual uma empresa transfere para uma entidade financeira (Factor) os créditos
originados pelas suas vendas a terceiros, tornando-se o «Factor» responsável pelo reembolso desses
créditos na data de vencimento médio, previamente fixado, e assumindo o risco inerente à falta de
pagamento pelos compradores.
FAMÍLIA DE PRODUTOS
Conjunto de produtos complementares do produto principal. Porque muitos produtos não se utilizam
isoladamente a comercialização de famílias de produtos pode, por consequência, aumentar o volume
de vendas e satisfazer completamente os clientes.
FIRMA OU DENOMINAÇÃO SOCIAL
A firma é um sinal de identificação comercial, estando o seu uso sujeito aos princípios da
exclusividade (ou novidade), da verdade e da unidade. Só assim se garante que uma firma já
registada não seja imitada por terceiros, que a indicação do nome dos sócios ou do objecto social seja
fidedigna e que cada titular tenha uma só firma reveladora da sua identificação.
7. GLOSSÁRIO
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FRANCHISE
A franchise é um contrato comercial que estabelece a natureza de uma colaboração entre franchizador
(que é o detentor da marca e do "know-how) e uma rede de franchizados (que exploram a marca).
Cada uma das partes tem direitos e obrigações.
Em geral, o franchizador compromete-se:
• a fazer a divulgação nacional e internacional da marca;
• a prestar assistência técnica em certos domínios (estudos de mercado, gestão, etc.) designadamente
na abertura do ponto de venda;
• a transmitir o "know-how" através de estágios de formação e de um manual de procedimentos
conhecido por "Bíblia".
Em contrapartida, o franchizado deve:
• pagar um direito de entrada (fixo);
• pagar uma renda (fixa ou mais geralmente proporcional às vendas);
Frequentemente, está obrigado:
• a fazer o seu aprovisionamento junto do franchizador, e;
• a respeitar uma "carta" garantindo a coesão da imagem de marca global.
A decisão de ser empresário por esta via requer, no entanto, uma atitude cautelosa, uma vez que há
contratos de franchising que funcionam num só sentido ou não se adaptam totalmente às
necessidades do eventual franchizado.
A primeira precaução a ser tomada é a de verificar se é esta a solução pretendida.
Deve ser feito o estudo do contrato por um especialista e um pequeno inquérito junto dos outros
franchizados da marca.
FORMALIDADES DE CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA EM NOME INDIVIDUAL
• Pedido de Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação - RNPC
Só será obrigado a requerer se pretender inscrever-se no Registo Comercial com Firma diferente do
seu nome civil completo ou abreviado.
• Pedido de Cartão de Identificação (RNPC) - Tem como finalidade a obtenção de cartão de identidade
válido que permita ao empresário identificar-se, como tal, em todos os actos e contratos em que
intervenha.
• Início de Actividade - Pretende-se com esta formalidade a regularização da situação fiscal do
empresário individual, a fim de dar cumprimento às suas obrigações desta natureza. Deve ser
solicitado no dia anterior ou no próprio dia do início de actividade do empresário (sob pena de
multa) na Repartição de Finanças ou Bairro Fiscal da área do estabelecimento principal ou do
domicílio fiscal do empresário.
• Registo Comercial - Conservatórias do Registo Comercial
7. GLOSSÁRIO
Tem como finalidade dar publicidade à situação jurídica dos empresários individuais. O registo
deve ser efectuado na Conservatória do Registo Comercial em cuja área se situar o
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estabelecimento principal ou na falta deste, onde o comerciante exercer a sua actividade
principal.
• Inscrição do Início de Actividade no Ficheiro Central de Pessoas Colectivas - RNPC.
• Inscrição do Empresário e da Empresa Individual na Segurança Social - Centro Regional de Segurança
Social que abranja o local da residência
FORMALIDADES DE CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADES, EIRL E COOPERATIVAS
• Pedido de Certificado de Admissibilidade da Firma - RNPC
Quando se inicia a elaboração dos estatutos deve-se, simultaneamente, requerer ao Registo
Nacional de Pessoas Colectivas o certificado de admissibilidade da firma ou denominação.
• Depósito do capital social - Instituição bancária
• Escritura pública de constituição da sociedade - Cartório Notarial
Mediante a apresentação da minuta dos estatutos, do certificado de admissibilidade da firma,
do certificado do depósito efectuado em qualquer banco e dos bilhetes de identidade dos
futuros sócios (além de outros documentos que sejam eventualmente necessários para casos
especiais) poderá proceder à outorga, em cartório notarial à escolha, da escritura pública de
constituição da sociedade.
• Início de Actividade - Repartição de Finanças da área da sede da sociedade
• Registo Comercial - Conservatórias do Registo Comercial da área da sede
Tem como finalidade dar publicidade à situação jurídica das sociedades.
• Inscrição do Início de Actividade no Ficheiro Central de Pessoas Colectivas - RNPC
• Inscrição da Empresa, dos membros dos órgãos estatutários e dos trabalhadores na Segurança Social Centro Regional de Segurança Social que abranja o local da sede
FUNDO DE MANEIO
Montante necessário para assegurar a actividade normal da empresa.
É o montante correspondente à diferença entre os valores dos capitais circulantes e do exigível a curto
prazo.
O Fundo de Maneio deverá ser financiado por capitais permanentes.
- cálculo
Disponível + Realizável a curto prazo + Stocks - Exigível a curto prazo
GAMA DE PRODUTOS
Diferentes modelos, tipos e dimensões de produtos fabricados ou comercializados por uma empresa.
GAMA DE SERVIÇOS
Diferentes tipos de serviços disponibilizados por uma empresa
7. GLOSSÁRIO
HIPOTECA
Garantia real sobre um imóvel do devedor, que dá ao credor, em caso de não pagamento, o direito de
fazer vender o imóvel e de ser pago pelo produto da venda, com prioridade sobre os outros credores.
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IAPMEI
O IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, criado pelo
Decreto-Lei nº 387 / 88, de 25 de Outubro, é um Instituto de direito público, dotado de personalidade
jurídica, com autonomia administrativa e financeira e património próprio, que exerce a sua actividade
na dependência tutelar do Ministério da Economia.
O IAPMEI está vocacionado para a execução das políticas de apoio ao desenvolvimento empresarial,
com vista à modernização e inovação das pequenas e médias empresas dos sectores secundário e
terciário.
IMPOSTO SOBRE RENDIMENTO DAS PESSOAS COLECTIVAS (IRC)
O IRC visa tributar todas as entidades colectivas que obtenham em Portugal rendimentos de
actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola.
A matéria colectável é igual ao lucro tributável deduzido dos prejuízos suportados e dos benefícios
fiscais aplicáveis.
A liquidação é feita pela empresa, quando esta apresenta as declarações a que se encontra obrigada,
dentro do prazo legal ou pela DGCI, quando a empresa a não efectua.
IMPOSTO SOBRE RENDIMENTO DAS PESSOAS SINGULARES (IRS)
O IRS incide sobre o valor anual dos rendimentos das categorias seguintes, depois de efectuadas as
correspondentes deduções e abatimentos:
Categoria A - Rendimentos do trabalho dependente;
Categoria B - Rendimentos de trabalho independente;
Categoria C - Rendimentos comerciais e industriais;
Categoria D - Rendimentos agrícolas;
Categoria E - Rendimentos de capitais;
Categoria F - Rendimentos prediais;
Categoria G - Mais-valias;
Categoria H - Pensões;
Categoria I - Outros rendimentos.
O método de funcionamento do IRS obriga as empresas ao cumprimento de determinadas obrigações.
Como regra geral, para os rendimentos em que tal é possível e conveniente, o método de pagamento
que o Código prevê é o da retenção na fonte, devendo a entidade que procede ao pagamento dos
rendimentos entregá-los ao contribuinte já líquidos do imposto.
Os rendimentos sujeitos a retenção na fonte são, nomeadamente, os relativos às categorias A, B, E, F,
bem como comissões.
No caso de retenção na fonte é a entidade que procede à retenção que está obrigada à entrega do
imposto retido.
7. GLOSSÁRIO
LETRA
Título à ordem, serve para diminuir a circulação de numerário, funciona como instrumento de
crédito. É uma ordem de pagamento dada pelo sacador (a quem ou à ordem de quem deve ser paga)
ao sacado (aquele que deve pagar). A «vida» da letra é, geralmente , longa, a fim de permitir a
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realização de negócios, que hão-de produzir o numerário para fazer face ao débito que ela representa;
existe independentemente de qualquer provisão de fundos. É um título negociável
LICENCIAMENTO DA ACTIVIDADE INDUSTRIAL
No âmbito da actividade industrial impõe-se, assim, e sem prejuízo do direito do seu livre exercício,
que seja assegurada a protecção ambiental, a par dos demais direitos susceptíveis de serem postos em
causa pela instalação e laboração dos estabelecimentos industriais.
O D.L. nº 109/91, de 15 de Março, estabelece as normas disciplinadoras do exercício da actividade
industrial, com o objectivo da prevenção dos riscos e inconvenientes resultantes da laboração dos
estabelecimentos industriais, tendo em vista salvaguardar a saúde pública e dos trabalhadores, a
segurança das pessoas e dos bens, a higiene e segurança dos locais de trabalho, o correcto
ordenamento do território e a qualidade do ambiente.
Situações sujeitas a licenciamento
A instalação, alteração e laboração dos estabelecimentos industriais ficam sujeitas à prévia
autorização do organismo ou serviço do Ministério da Agricultura ou do Ministério da Economia que
superintender na actividade industrial em causa.
As entidades competentes para a coordenação do processo de licenciamento e para a concessão da
autorização para a instalação, alteração e laboração de cada tipo de estabelecimento industrial, serão a
Direcção-Geral da Indústria ou as Delegações Regionais do Ministério da Economia ou o Instituto
Geológico e Mineiro, conforme a classe que lhe for atribuída, correspondente à da actividade
industrial nele exercida.
As actividades industriais são distribuídas pelas classes A, B, C e D, tendo em conta o grau de risco
para o homem e o ambiente inerente ao seu exercício, nos termos da tabela constante da Portaria nº
744-B/93, de 18 de Agosto.
Elementos necessários ao pedido de licenciamento
Do pedido de autorização para a instalação ou alteração dos estabelecimentos industriais devem
constar os seguintes elementos:
•
•
•
•
Identificação completa e domicílio do requerente;
Localização e confrontações do estabelecimento industrial a instalar;
Natureza das actividades industriais a exercer e respectivas classificações;
Identificação dos técnicos responsáveis pelo projecto.
7. GLOSSÁRIO
O pedido será acompanhado de:
• Seis exemplares do projecto de instalação ou alteração;
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• Certidão de aprovação da localização, passada pela Câmara Municipal ou pela Comissão de
Coordenação Regional respectiva, consoante ou casos;
• Estudo de impacte ambiental para os projectos públicos ou privados, tais como, refinarias de
petróleo bruto, centrais térmicas e nucleares, instalações exclusivamente destinadas à
armazenagem ou à eliminação de resíduos radioactivos, fábricas de 1ª fusão de ferro fundido e
• de aço, instalações destinadas à extracção de amianto, instalações químicas integradas,
instalações de eliminação de resíduos tóxicos e perigosos por incineração, tratamento químico
ou armazenagem em terra;
• Declaração comprovativa da entrega da notificação de segurança, de acordo com o disposto no
D.L. nº 224/87, de 3 de Junho, para os estabelecimentos a ele sujeitos;
• Licença de utilização do domínio público hídrico, nos termos do D.L. nº 70/90, de 2 de Março,
quando aplicável;
• Guia comprovativa do pagamento da taxa devida pelo pedido de aprovação do projecto de
instalação.
LIQUIDEZ
Capacidade da empresa solver os seus compromissos no curto prazo (até um ano).
A liquidez de uma empresa será boa quando a estrutura financeira permitir o pontual pagamento das
dividas que se vencem no curto prazo.
Liquidez geral = Capitais circulantes / Exigível a curto prazo >1
Liquidez reduzida
ou= Capitais circulantes - Stocks / Exigível a curto prazo > 1,5
Rácio de Tesouraria
MERCADO
Local de encontro da oferta e da procura de um determinado produto ou serviço.
MARKETING
Técnicas de comercialização e de estratégia comercial, conducentes à colocação de um produto num
sector específico de um mercado.
MATÉRIAS-PRIMAS
Bens que se destinam a ser incorporados directamente nos produtos.
MATÉRIAS SUBSIDIÁRIAS
Bens que directa ou indirectamente concorrem para a produção, mas não incorporam directamente o
produto.
7. GLOSSÁRIO
NACE - NÚCLEOS DE APOIO À CRIAÇÃO DE EMPRESAS
São estruturas de apoio à incubação de empresas promovidas pelo Instituto de Emprego e Formação
Profissional, que têm como objectivo fomentar o aparecimento de novas empresas na área geográfica
em que estão implementados.
99
- atribuições
• cedência gratuita de espaço modulado, por um período máximo de três a cinco anos;
• concessão de apoio, não reembolsável, até 12 vezes o salário mínimo nacional, vezes o número de
postos de trabalho a criar;
• formação e acompanhamento técnico.
NICHO DE MERCADO
Pequenos segmentos de mercado onde empresas com estratégias de diferenciação são potenciadoras
de sucesso.
NINHOS DE EMPRESAS
São espaços físicos dotados de infraestruturas inerentes à actividade empresarial, que contam com o
apoio de Universidades e técnicos altamente qualificados, destinados a apoiar jovens empresários,
recém-licenciados ou com formação profissional especializada, que se queiram agrupar para
constituir a sua empresa de consultadoria e projecto.
Têm como objectivos estimular a capacidade criativa e empreendedora dos jovens, proporcionandolhes apoio logístico, necessário à constituição ou desenvolvimento de empresas.
São suas atribuições:
• fornecer às novas empresas instalações (gabinetes), mediante o pagamento de uma renda simbólica
pela ocupação do espaço, por um período de dois anos;
• proporcionar apoio de secretariado, telefone, telex, auditório e sala de exposições;
• proporcionar apoio técnico especializado nos vários ramos de actividade em que actuam as
empresas.
PRODUTOS ACABADOS OU EM VIAS DE FABRICO
Bens que se encontram em fabricação mas não estão aptos para venda.
PRODUTOS SEMI-ACABADOS
Bens que se encontram em fase adiantada de fabricação mas não estão aptos para venda.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Protecção jurídica da inovação tecnológica através de um conjunto de direitos que conferem a
exclusividade de utilização da respectiva informação técnica, industrial e comercial.
A atribuição e registo de protecção e propriedade industrial é da competência do Instituto Nacional
de Propriedade Industrial (INPI) que igualmente recolhe, trata e difunde a informação técnica e
científica sobre a matéria.
7. GLOSSÁRIO
A consulta dos Boletins Oficiais do INPI constitui uma importante fonte de informação técnica sobre
determinados produtos e sectores.
Modalidades:
100
- Patentes de invenção - produto ou processo contendo um novo princípio ou ideia;
- Modelos de Utilidade - alteração da utilidade ou aproveitamento de um objecto;
- Modelo industrial - Forma nova, sob o ponto de vista geométrico ou ornamental, que se utiliza na
fabricação de um produto industrial;
- Desenho industrial - Combinação de linhas ou cores aplicadas, com fim comercial, à ornamentação
de um produto;
- Marca - Possibilidade de utilização de um sinal ou conjunto de sinais nominativos, figurativos ou
emblemáticos que, aplicados por qualquer forma num produto ou no seu invólucro, o façam
distinguir de outros idênticos ou semelhantes;
- Nome e insígnia do estabelecimento - Nome do estabelecimento é a denominação para designar o
estabelecimento do empresário. Insígnia do estabelecimento é qualquer sinal composto por figuras
ou desenhos, simples ou combinados com nomes ou outras denominações que sirvam para
estabelecimentos, ou contendo palavras ou divisas, contanto que, no conjunto, sobreleve a forma ou
configuração específica, como elemento distintivo e característico;
- Denominação de origem - Denominação de um país, região ou localidade, que serve para designar
um produto e cuja qualidade ou características são devidas exclusiva ou essencialmente ao meio
geográfico, compreendendo tanto factores naturais como humanos.
PROVISÕES
Fundos criados com o objectivo de acautelar eventuais perdas. A sua constituição e reforço estão
reguladas dado que a importância ser retirada ao resultado do exercício económico.
Tipos de provisões:
- para cobranças duvidosas;
- para riscos e encargos;
- para depreciação de existências;
- para aplicações financeiras.
QUOTA DE MERCADO
Fracção de mercado que um produto ou serviço conquistou ou detém (em volume de vendas) frente
aos seus concorrentes.
- cálculo
Volume de vendas da empresa
Total de vendas do produto / serviço
%
7. GLOSSÁRIO
REGISTO NACIONAL DAS PESSOAS COLECTIVAS
Tem como principais atribuições:
• Identificar as pessoas colectivas e as entidades equiparadas;
• Inscrever a sua constituição, modificação e dissolução no ficheiro central das pessoas colectivas;
101
• Providenciar pelo respeito dos princípios da exclusividade, verdade e unidade das respectivas
firmas e denominações.
Para tal compete ao RNPC:
• Promover a anotação no ficheiro central de pessoas colectivas dos actos de constituição,
modificação e dissolução das pessoas colectivas e, na medida do aplicável, das entidades
equiparadas;
• Emitir cartões de identificação de pessoas colectivas, de entidades equiparadas e de
estabelecimentos;
• Velar pelo respeito da exclusividade e verdade das firmas, bem como as demais formas de
individualizar as pessoas colectivas e as entidades equiparadas;
• Emitir certidões comprovativas da admissibilidade dos distintivos referidos anteriormente.
REGULAMENTAÇÃO ESPECIAL
Os estabelecimentos de mercearia, talhos, salsicharias, peixarias e venda de pão, entre outros, estão
sujeitos à emissão de alvarás sanitários pelas respectivas Câmaras Municipais.
RETOMA
Aquisição de uma empresa ou de parte de uma empresa existente.
As principais modalidades são:
• o trespasse;
• a cessão de quotas;
• a fusão.
O trespasse consiste na aquisição de um conjunto de elementos patrimoniais que permitem o
exercício de uma actividade comercial (comércio, indústria ou serviços) afectos a um local detido pelo
cedente.
Estes elementos podem ser corpóreos: imóveis, materiais, equipamentos, veículos e stocks, e
elementos ditos incorpóreos, tais como: o nome comercial da firma, a insígnia, o logotipo, a marca ou
marcas, a clientela, a localização geográfica, a propriedade industrial, intelectual ou artística, os
alvarás e licenças, o direito ao arrendamento (se o contrato de arrendamento se prolongar ainda por
alguns anos).
Na avaliação do trespasse devem ser tomados em conta todos estes elementos havendo, no entanto,
alguns barómetros de avaliação determinados em função da actividade, da receita diária, ou do
rendimento mensal ou anual.
7. GLOSSÁRIO
Estes barómetros não têm nenhum carácter oficial, mas são um elemento de referência tanto para os
peritos como para os tribunais, embora com todas as reservas e precauções na sua utilização caso a
caso.
A cessão de quotas é uma modalidade de retoma apenas aplicável no caso de sociedades permitindo
a aquisição total ou parcial do capital de uma empresa.
102
A avaliação de uma empresa é, em geral, o resultado de um compromisso entre o valor patrimonial
(baseado nos resultados do passado) e o valor do rendimento (baseado nas expectativas de
resultados).
O valor patrimonial é o valor dos diferentes elementos do activo corrigido, diminuído do passivo.
O activo corresponde aos valores das imobilizações, dos stocks, dos créditos de clientes e do dinheiro
disponível nos bancos e em caixa que figuram no balanço.
É, no entanto, necessário corrigir estes valores em função da sua data de entrada no balanço e das
mais-valias ou menos-valias ocorridas.
O valor do rendimento - Em matéria de investimento poder-se-á dizer que a empresas é uma
máquina de gerar lucros. Esta capacidade ou os benefícios resultantes dela são igualmente elementos
a considerar na determinação do valor da empresa.
Para quem adquire uma empresa o valor do rendimento é um factor preferencial de avaliação. Com
efeito, o futuro empresário raciocina numa lógica de continuidade, o que o leva a estabelecer a
avaliação em função das capacidades futuras da empresa de gerar resultados (lucros).
A fusão é o caso extremo de retoma e consiste numa operação que compreende a absorção de uma
sociedade por outra, recebendo a empresa absorvente um conjunto de créditos (direitos sobre
terceiros e bens activos) e de débitos (responsabilidades para com terceiros).
O património líquido irá constituir o aumento de capital da empresa absorvente, sendo o valor
resultante repartido pelos sócios ou accionistas em termos proporcionais.
SAQUE A DESCOBERTO
Fracção de uma dívida que ultrapassa as garantias ou dívida resultante duma utilização excessiva.
SEGMENTO DE MERCADO
Conjunto de consumidores que podem ser pessoas, empresas ou organismos cujas características
fundamentais são semelhantes, nomeadamente:
• Idade, sexo, actividade, categoria sócio-profissional, hábitos, nível de rendimento, etc., para o caso
de segmentos de mercado constituídos por pessoas;
• Sector de actividade, número de empregados, localização, estatuto jurídico, etc., quando os
segmentos de mercado são constituídos por empresas ou organismos.
É importante reunir em grupos homogéneos a clientela potencial da empresa, fazendo-lhes
corresponder diferentes categorias de produtos ou de serviços que a empresa está (ou poderá vir a
estar) em condições de produzir ou de prestar.
7. GLOSSÁRIO
SEGUROS
Contrato pela qual uma entidade assume a obrigação de pagar a outrem uma certa quantia ou
indemnizá-lo dos prejuízos sofridos caso se verifique determinado acontecimento negativo. Em
contrapartida, o segurado pagará uma determinada importância mensal, anual ou em uma só vez.
Tipos mais comuns de seguros:
103
- contra acidentes de trabalho;
- contra acidentes pessoais;
- contra incêndio;
- responsabilidade civil;
- vida;
SOCIEDADE ANÓNIMA
A Sociedade Anónima é o modelo puro das sociedades de capitais baseando-se, portanto, não na
pessoa dos associados, mas nos capitais investidos por eles.
Esta forma jurídica adapta-se, preferencialmente, a empreendimentos de dimensão considerável em
termos de investimento e com grande potencial de desenvolvimento ou relativamente aos quais se
preveja a necessidade de abertura permanente a novos associados.
- responsabilidade
A responsabilidade de cada sócio é limitada ao valor das acções que subscreveu, pelo que os credores
sociais só se podem fazer pagar pelos bens sociais.
- sócios
A constituição de uma empresa com o estatuto de Sociedade Anónima implica a existência no mínimo
de cinco sócios, que se designam por accionistas. Não são admitidos "sócios de indústria".
- capital
Capital social mínimo de 50.000 €
Existem dois tipos de acções:
Nominativas - transmitem-se por declaração do seu titular, sendo a transmissão averbada no livro de
acções da sociedade:
Ao portador - cuja transmissão é livre e se opera por mera transferência do seu titular para outrem.
No momento da constituição da sociedade têm de estar realizadas as entradas em dinheiro
correspondentes a 30 % do capital social mínimo.
- firma
Firma-nome, composta pelo nome (completo ou abreviado) de um ou alguns dos accionistas;
Firma-denominação, composta por uma expressão alusiva ao ramo de actividade;
7. GLOSSÁRIO
Firma mista, composta pelo nome de um ou alguns dos sócios e referida expressão.
Em qualquer dos casos é obrigatório o aditamento "Sociedade Anónima" ou "S.A."
SOCIEDADES DE CAPITAL DE RISCO
As sociedades de capital de risco são sociedades financeiras que têm por objecto principal o apoio e
promoção do investimento e da inovação tecnológica em projectos ou empresas através da
participação temporária e minoritária no capital social das empresas.
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- atribuições
• aquisição, alienação ou oneração de títulos de participação no capital de sociedades;
• subscrição de obrigações convertíveis em acções emitidas por entidades nacionais de direito
privado;
• promoção da obtenção de crédito junto de instituições de crédito ou estabelecimentos estrangeiros
em benefício de empresas nacionais;
• colocação de acções, obrigações e outros títulos de dívida negociáveis, emitidos por empresas
nacionais;
• intervenção na preparação ou na colocação de títulos no mercado;
• realização de estudos técnico-económicos de viabilidade de empresas ou de novos projectos de
investimento, bem como das condições e modalidades do respectivo financiamento;
• execução de estudos e projectos visando a reorganização, concentração ou qualquer outra forma de
racionalização das empresas em que participem, incluindo a promoção de mercados, a melhoria dos
processos de produção e a introdução de novas tecnologias.
- estádios de intervenção do capital de risco
• capital-semente: financiamento da criação de empresas, nos seus primeiros anos de existência;
• capital-desenvolvimento: participação no capital de sociedades que já deram provas, apoiando-as
no desenvolvimento dos seus negócios;
• capital-transmissão: apoio a operações de sucessão na direcção da empresa a favor de herdeiros ou
de uma equipa de dirigentes.
SOCIEDADES DE LEASING (LOCAÇÃO FINANCEIRA)
As sociedades de locação financeira são instituições de crédito que têm como objecto social exclusivo
o exercício da actividade de locação financeira.
A locação financeira é um contrato mediante o qual uma sociedade de locação financeira se obriga a
adquirir e a pôr à disposição do investidor (locatário) o equipamento ou outros bens que este
escolheu. Como contrapartida este deverá proceder ao pagamento de rendas periódicas durante um
lapso de tempo que varia entre os dois e cinco anos, de acordo com o prazo de amortização dos bens
em causa.
No termo do contrato, o locatário poderá optar pela compra do equipamento, mediante o pagamento
do valor residual que varia entre 2% e 6% do respectivo valor de aquisição.
7. GLOSSÁRIO
- atribuições
Para além da referida como constituindo o objecto social destas instituições, podem ainda:
• alienar, ceder a exploração, locar ou efectuar actos de administração sobre bens que tenham sido
restituídos, quer por motivo de resolução do contrato, quer por o locatário não exercer o seu direito
de compra;
• oferecer fundos no mercado monetário interbancário e no mercado interbancário de títulos.
SOCIEDADE POR QUOTAS
105
A Sociedade por Quotas é uma sociedade de responsabilidade limitada.
Os sócios são solidariamente responsáveis por todas as entradas convencionadas no contrato social
sendo lícito, no entanto, estipular no contrato que um ou mais sócios, além de responderem para com
a sociedade respondam também perante os credores sociais até determinado montante.
- responsabilidade
Apenas o património da sociedade responde perante os credores.
- capital
Capital social mínimo de 5.000 €
- sócios
Número mínimo - 2
Não são admitidas "contribuições de indústria".
- firma
Firma-nome, composta pelo nome (completo ou abreviado) de todos, alguns ou um dos sócios;
Firma-denominação, composta por uma expressão alusiva ao ramo de actividade;
Firma mista, composta pela junção dos elementos anteriores.
Em qualquer dos casos é obrigatório o aditamento "Limitada" ou "Lda".
SOCIEDADE UNIPESSOAL POR QUOTAS
Trata-se de uma sociedade constituída por um sócio, pessoa singular ou colectiva, que é titular da
totalidade do capital social.
A estas sociedades aplica-se as normas relativas à Sociedades por Quotas, salvo as que pressupõem a
pluralidade dos sócios.
A firma destas sociedades deve ser formada pela expressão “sociedade unipessoal” ou pela palavra
“unipessoal” antes da palavra “Limitada” ou da abreviatura “Lda”.
7. GLOSSÁRIO
STOCK
Tudo o que se encontra em armazém pronto para venda ou transformação. As existências nas
empresas industriais correspondem a:
- Matérias-primas, subsidiárias e embalagens;
- Produtos acabados, semi-acabados e em vias de fabrico.
TAXA DE JURO
É o juro da unidade de capital, na unidade de tempo
TESOURARIA
A expressão tesouraria confunde-se, frequentemente, com situação de tesouraria.
106
Podemos abordar este tema pela análise da equação fundamental da tesouraria como sendo igual ao
fundo de maneio (FM) menos o fundo de maneio necessário (FMN), relaciona as políticas de
investimento e de financiamento de carácter estrutural para a empresa - a tesouraria aparece como um
indicador resultante da conjugação simultânea das políticas estruturais com a política de gestão.
A situação de tesouraria refere-se à equação orgânica de tesouraria, dada pela diferença entre o activo
de tesouraria (AT - saldos resultantes do total das operações verificadas na empresa) e o passivo de
tesouraria (PT - empréstimos concedidos) donde se podem retirar conclusões relacionadas com os
fluxos financeiros.
Não é possível fixar um nível óptimo para a tesouraria pois este depende da política financeira que a
empresa seguir e que, por sua vez, deverá atender à política de investimento e à política de gestão.
107