UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA FABIOLA VIEIRA DA SILVA ESTADOS DE ANSIEDADE EM ATLETAS DE JUDÔ Palhoça 2012 FABIOLA VIEIRA DA SILVA ESTADOS DE ANSIEDADE EM ATLETAS DE JUDÔ Relatório de Estágio apresentado ao Curso de Educação Física da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Educação Física. Orientadora: Prof.ª Tatiana Marcela Rotta, Msc. Palhoça 2012 FABIOLA VIEIRA DA SILVA ESTADOS DE ANSIEDADE EM ATLETAS DE JUDÔ Este Relatório de Estágio foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Educação Física e aprovado em sua forma final pelo Curso de Educação Física da Universidade do Sul de Santa Catarina. Palhoça, 29 de junho de 2012. ________________________________________________ Prof. e Orientadora Tatiana Marcela Rotta, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina ______________________________________ Prof.º Júlio Cesar Araujo, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina ______________________________________ Prof.ª George R. Piemontez, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina RESUMO O esporte aborda inúmeras dimensões, social, cultural e econômica do país. Com isso a psicologia do esporte vem para contribuir para o desenvolvimento de programas de treinamento psicológico no esporte. Por isso a necessidade de buscar compreender os estado de ansiedade em atletas de judô em situações précompetitiva. A partir dessa necessidade foi feito um estudo através do instrumento que contem 15 questões sobre com o atleta se sente ao competir um questionário denominado SCAT (teste de ansiedade competitiva). A partir da coleta de dados, pode ser observado que o nível de ansiedade competitiva dos atletas juvenil/junior é mais alto do que a dos atletas sênior, já no gênero feminino (juvenil/Junior e sênior) esse resultado apresentou uma média maior de ansiedade do que no gênero masculino (juvenil/Junior e sênior). O estado de ansiedade entre o mesmo gênero, feminino (juvenil/Junior e sênior) e masculino (juvenil/Junior e sênior) não apresentaram diferenças significativas. Os achados do presente trabalho mostraram que os estudos acerca deste assunto são de fundamental importância para o entendimento da ansiedade e suas variáveis intervenientes no estado de précompetição. Fazendo com que desta forma, seja possível proporcionar uma elevação no alto-rendimento do atleta e assim contribuir para que o mesmo alcance seus objetivos. Palavras-chave: Ansiedade, Esporte, Judô. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................5 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA ...............................................5 1.2 OBJETIVO GERAL ...............................................................................................7 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................7 1.4 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................7 2 REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................................9 2.1 ESPORTE .............................................................................................................9 2.1.1 Judô...................................................................................................................9 2.1.2 Motivação........................................................................................................11 2.2 ANSIEDADE........................................................................................................12 2.2.1 Definição de ansiedade..................................................................................12 2.2.2 Ansiedade-traço e ansiedade-estado ...........................................................14 2.2.3 Ansiedade no Esporte....................................................................................16 2.3 ESTUDOS DE ANSIEDADE ...............................................................................18 3 MÉTODO................................................................................................................21 3.1 TIPO DE PESQUISA...........................................................................................21 3.2 SUJEITOS DA PESQUISA..................................................................................21 3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA.........................................................................21 3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS....................................................22 3.5 ANÁLISE DOS DADOS.......................................................................................23 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .....................................24 4.1 ESTADO DE ANSIEDADE EM ATLETA JUVENIL/JUNIOR E SENIOR, FEMININO E MASCULINO. DE JUDÔ. ....................................................................24 CONCLUSÃO E SUGESTÕES.................................................................................31 REFERÊNCIAS.........................................................................................................34 ANEXOS ...................................................................................................................39 ANEXO A: QUESTIONÁRIO .....................................................................................40 ANEXO B: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA CRIANÇAS................................................................................................................41 ANEXO C: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA ADULTOS .................................................................................................................43 5 1 INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA O esporte aborda inúmeras dimensões, social, cultural e econômica do país. Estudos mostram a correlação entre a psicologia e o esporte, o que vem sendo apresentado em pesquisas e suas principais justificativas envolvem as relações sociais, disciplina e desenvolvimento profissional, como fatores que contribuem para o desempenho e para a vida dos atletas envolvidos em competições (VOSER, 2003). Sendo assim, a Psicologia do Esporte vem contribuindo para o desenvolvimento de programas de treinamento psicológico com o intuito de mobilizar técnicos, e, atletas na busca de um melhor desempenho nas competições, pois essas atividades visam diminuir o estresse competitivo, manter o controle da atenção e concentração, assim como, a coesão do grupo (RUBIO, 2003). Para tanto, proporcionar ao atleta uma base psicológica é tão importante quanto uma alimentação adequada e treinos físicos regulares, sendo indispensável para o bom desempenho durante os treinamentos e principalmente em competições. Algumas emoções interferem na performance dos atletas de rendimento. Dessa forma é essencial o gerenciamento psicológico na prática esportiva, tanto nos treinamentos, como nas competições. Dentro do contexto das competições, uma das emoções, a ansiedade, é um dos aspectos relevantes para o desempenho dos atletas (PELEGRIN, 2009; BELTRAME, 2005). De acordo com Spielberger, Gorsuch, Lushene (1979) e Hackofort e Schwenkmezger (1993) a ansiedade é considerada uma emoção típica do fenômeno estresse. Segundo Spielberger, Gorsuch, Lushene (1979) “o conceito de ansiedade de traço refere-se a diferenças individuais relativamente estáveis relacionadas com ansiedade. Uma disposição ou traço (trait) da personalidade e a ansiedade de estado manifesta-se num aumento do nível de ativação (arousal level)”. Ainda, “as dimensões da ansiedade de traço relacionada ao esporte podem ser assim entendidas: ansiedade de lesão física, de fracasso, competição e do desconhecido” (HANCKFORT e SCHWENKMEZGER, 1989). Dentro das emoções temos a ativação que representa a base energética da seleção, porque o organismo dispõe de um potencial energético, que é liberado 6 no sistema reticular. Ativação é uma condição importante para a disposição, compreensão e rendimento dos atletas. Um bom grau de ativação leva ao plano da vivência, tornando mais nítidos e práticos na consciência os processos de percepção, bem como no plano comportamental, para a otimização da coordenação de sequencias motoras (SAMULSKI, 2002). Os esportes de rendimento, especificamente quando o individual, a ansiedade é potencializada, devido às cobranças, e fontes de estresse de enfrentamento da situação competitiva. (SAMULSKI, 2006). O judô, por exemplo, é um esporte individual em que o resultado do combate depende de um só indivíduo consequentemente a cobrança é concentrada em apenas um indivíduo. O judô teve sua origem no Japão em um período de revolução social e política, até esse período de mudanças o jiu-jítsu era a arte marcial mais praticada em todo território japonês. Em 1882 surgia o judô kodokan e oitenta e dois anos após foi reconhecido em todo o mundo como uma modalidade olímpica de combate (REAY, 1985). Os Principais objetivos do judô são fortalecer o físico, a mente e o espírito, de forma integrada, alem de desenvolver técnicas de defesa pessoal. Esse esporte chega ao Brasil no final da década de 1920, o Brasil recebeu cerca de 190 mil imigrantes japoneses, os quais introduziram o judô no país, sendo que a maior difusão se deu em São Paulo e Rio de Janeiro, por onde passavam ia surgindo inúmeros praticantes. Grandes nomes destaques, como Takaji Saigo, Geo Onori, Tatsuo Otoshi, Ryuzo Ogawa, mais foi Ryuzo Ogawa que em 1934 chegou ao Brasil, como um idealista que objetivava um trabalho, iniciando em 1938, para organizar e difundir o judô com grande amplitude e ideais mais elevados, ele também procurou separar o judô definitivamente do jiu-jítsu, projetando o esporte na preferência dos brasileiros. Mais Mitsuyo Maeda também conhecido como Conde Coma, pode ser considerado o precursor do judô no Brasil (SANTOS, 2009). Atualmente o esporte é alvo de vários estudos que tem como objetivo proporcionar aos técnicos e principalmente atletas melhor performance, assim como entender como funcionam os fatores internos e externos de um individuo no esporte. A partir desse, têm-se como problema de pesquisa: Como compreender os estados de ansiedade em atletas de rendimento juvenil/junior e sênior de judô em situações pré-competitivas? 7 1.2 OBJETIVO GERAL Compreender os estados de ansiedade em atletas de rendimento Juvenil/Junior e Sênior de judô em situações pré-competitivas. 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Verificar e identificar os estados de ansiedade em atletas Juvenil/Junior e Sênior; • Relacionar /Classificar os estados de ansiedade em atletas Juvenil/Junior e Sênior de judô em situação pré-competição; • Comparar os estados de ansiedade entre atletas Juvenil/Junior e Sênior; feminino e masculino em situação de pré-competição. 1.4 JUSTIFICATIVA O estudo da Psicologia do Esporte é de fundamental importância para o desenvolvimento dos esportes, pois, observando níveis psicológicos em atletas podem-se ter melhores condições para desenvolver habilidades mentais dentro dos esportes. Diversos elementos psicológicos levam os atletas a um baixo rendimento nas competições, e a ansiedade é um desses. Segundo Singer (1997), a ansiedade é um fator influenciador no desempenho de atletas, já para Tubino (1987), a ansiedade dos atletas para a competição não deve ser ausente ou excessiva, pois ela é importante numa certa media que irá ativar o atleta, é necessário um equilíbrio, para que a ansiedade esteja em um nível ideal e não influencie negativamente o atleta. A ativação do atleta é muito importante, o ponto ideal de ativação tem de estar em equilíbrio. Segundo Humara (1999), o principal problema das pesquisas que relacionam ansiedade e performance é o uso inadequado dos termos ansiedade, ativação e estresse. A ativação é considerada o sinal que o indivíduo mostra quando está sob o efeito do estresse, caracterizado por sinais fisiológicos, (HARDY et al., 1996). Para Weinberg e Gould (1999), ela é uma mistura de atividades fisiológicas e 8 psicológicas em uma pessoa. A intensidade da ativação varia de um continuum, que vai da apatia à completa ativação. Para Weinberg e Gould (1999), o estresse é o desequilíbrio entre a demanda física ou psicológica sobre o indivíduo e sua capacidade de resposta. Quando o indivíduo não consegue responder a essa demanda ocorre um desequilíbrio que pode acarretar consequências ruins para o atleta. Esses conceitos de ansiedade, ativação e estresse estão muito próximos e precisam ser diferenciados e relacionados corretamente, pois um depende do outro para uma compreensão ampla e integral desses fatores. A ansiedade é necessária, assim como outros fatores emocionais. O importante é definir os níveis ideais e as razões que levam os atletas a um desequilíbrio emocional que pode prejudicar o desempenho no esporte. E as razões que trazem equilíbrio ao atleta são diversas, pois o atleta é um ser social e sua relação com o técnico, a família, com o ambiente esportivo e social, é fundamental para que se possa entender como o mecanismo da ansiedade funciona podendo com isso encontrar medidas para ajudar os atletas a atingirem equilíbrio emocional e controle da ansiedade (VAZ E SILVA, 2010). Como atleta de judô, a acadêmica, percebe que durante a preparação para o campeonato o nível de ansiedade mantém em equilíbrio porem quando vai chegando próximo à competição esse equilíbrio vai dando espaço para a ansiedade e o estresse. Cobranças excessivas internas e externas que acaba deixando o atleta em situação de desconforto influenciam diretamente na competição. O judô por ser uma modalidade individual e de categoria de peso, torna essa situação de desconforto ainda mais elevada, pois muitos atletas perdem peso dias antes das competições elevando o estresse e a ansiedade aos níveis mais altos. Dentro desse contexto o estudo busca compreender os estados de ansiedade em atletas jovens e adultos de judô em situações de pré-competições. 9 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 ESPORTE 2.1.1 Judô Arte marcial (AM) significa arte de guerra e aqui serão tratadas como sinônimo de lutas. As AM nasceram a muitos séculos atrás, originadas pela necessidade de autodefesa. Na luta entre tribos, os guerreiros compreenderam a necessidade do treinamento físico e especifico em lutas para obterem melhor resultado nos combates e as habilidades necessárias eram treinadas nos tempos de paz (HIRATA e DEL VECCHIO, 2006). As Artes Marciais sofrem alterações ao longo do tempo, modificando-se com as sociedades em que estão inseridas, mas, alguns aspectos tradicionalistas persistem enraizados, principalmente nas de origem oriental (DRIGO et al., 2005). Entre as artes marciais que tiveram origem no oriente está o Judô que foi desenvolvido pelo Professor Jigoro Kano que procurou sistematizar as técnicas de uma arte marcial japonesa, conhecida como Jujutsu, fundamentando sua prática em princípios filosóficos bem definidos, a fim de torná-la um meio eficaz para o aprimoramento do físico, do intelecto e do caráter, num processo de aperfeiçoamento do ser humano. Segundo Watson (2011), a grande maioria confunde, é bom informar que o judô não veio do jiu-jítsu brasileiro, o judô veio do jujutsu que logo surgiu o ju-jitsu. O jiu-jítsu brasileiro, considerado uma atividade praticada por gente que gosta de lutar corpo a corpo, e vista pelo grande publico como uma arte de defesa pessoal que busca levar o adversário ao chão e bom para se usar em brigas de rua e em competições de luta livre. Na verdade ela é uma variação do judô tradicional, na época ainda conhecido como um estilo do jujutsu criado por Kano e chamado de jiujitsu em muitos países, entre eles o Brasil. A família Gracie aprendeu com Mitsuyo Maeda, um lutador da Kodokan, e quem difundiu a arte que hoje é conhecida como Jiu-Jítsu. Nesse sentido, Jigoro Kano, um jovem de físico franzino, graduado em filosofia pela Universidade Imperial de Tóquio, observou que suas técnicas poderiam ter valor educativo na preparação dos jovens, oferecendo a eles a oportunidade de 10 aprimoramento do seu autodomínio para superar a própria limitação (FEDERAÇÃO PAULISTA DE JUDÔ, 2011). Com isso na tentativa de criar uma arte oposta, não violenta e inspiradora do espírito para o mundo contemporâneo, realizou pesquisas em vários outros estilos de jujutsu, entretanto, no que diz respeito ao jujutsu tradicional, Kano percebeu muito cedo que havia inconvenientes e, portanto, não era uma atividade adequada para a sociedade civilizada da era moderna e visando principalmente á segurança e a viabilidade da pratica, alternava e acrescentava procedimentos próprios em muitas das técnicas, que depois incorporava ao seu recém- concebido sistema, o qual denominou oficialmente “judô Kodokan”. Kano sempre afirmava: “O objetivo supremo do estudo do judô é treinar e cultivar o corpo e a mente com á pratica de ataque e da defesa e assim dominar o essencial da arte para buscar o auto-aperfeiçoamento e trazer benefícios ao mundo” (WATSON, 2011). No Brasil, uma das modalidades de luta mais praticada é o judô que foi implantado por volta de 1908, com a migração japonesa e divulgação das técnicas de Judô ao Exército Brasileiro, tendo hoje grande espaço na mídia por ser uma modalidade olímpica (CARVALHO, 2000). E é também um dos esportes que mais trouxe medalhas Olímpicas, Jogos Pan-americanos e Sul-americanos para o Brasil. Nos dias atuais, facilmente encontramos agremiações, academias, escolas e confederações espalhadas por todo o Brasil, divulgando o judô por meio de técnicas e treinamentos que perduram com a história do esporte. Os fundamentos e a metodologia de treinamentos utilizados pelos professores (Sensei) estão baseados na tradição que foi passada ao longo dos anos, desde a sua criação pelo Prof. Jigoro Kano e também a atuais avanços científicos com diversos trabalhos relacionados à prática do judô (PERROT, MUR, MAINARD, 2000). O Judô não é só um esporte de alto rendimento é também um estilo de vida onde se prega o bem estar multo do indivíduo, é um esporte que rompe as barreiras das desigualdades sócias e promove a integração do individuo na sociedade atual, promovendo a ele conhecimentos e oportunidades. Deste modo, uma pratica com significados, com consciência e clareza é praticada de forma a encarar o oponente como alguém que irá contribuir para melhor compreensão das suas fraquezas, limitações e potencialidades, e, ainda entender que o maior oponente do homem é ele mesmo. A pratica de judô abrange muitas formas de trabalho, as quais vão desde técnicas de projeção Nage-Wasa, de 11 imobilização Katame-Waza, com suas respectivas subdivisões, ate o Kata, forma clássica de execução do movimento das técnicas, bem como diversas variações das técnicas introduzidas, para efeito de combate denominado Waza e, ainda, as técnicas vitais – Atami Waza (SANTOS, 2009). Atualmente com poucas exceções, as aulas limitam-se a pratica das técnicas de Nage-Waza e de Katame-Waza, com suas respectivas subdivisões e variações. Seguindo as regras estabelecidas pela confederação Brasileira de Judô, o judô tem subdivisão de categorias de pesos, faixas etárias e as graduações. As Categorias são: Super-Ligeiro, Ligeiro, Meio-Leve, Leve, Meio-Médio, Médio, Meio-Pesado, Pesado. As graduações são: Faixa branca, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom e preta. Após a faixa preta a graduação se dá por Dan, 1º Dan, 2º Dan, 3º Dan, 4º Dan, 5º Dan, 6º Dan, 7º Dan, 8º Dan, 9º Dan, 10º Dan, 11º Dan. As faixas pretas são tradicionalmente usadas pelos praticantes competitivamente graduados, primeiro dan (shodan) até o quinto dan (godan). Uma faixa vermelha e branca é usada pelos níveis merecidos pelo serviço prestado ao judô, sexto dan (rokudan) até o oitavo dan (hachidan), e as faixas inteiramente vermelhas são reservadas para o nono dan (kudan) e o décimo dan (judan). Só para deixar registrado que Jigoro Kano é a única pessoa com a graduação de décimo segundo dan. 2.1.2 Motivação Em qualquer ambiente a motivação constitui-se como um dos elementos centrais para a execução de uma tarefa bem sucedida. A motivação, segundo Becker Júnior (1996 apud PAIM, 2002), é um fator muito importante na busca de qualquer objetivo pelo ser humano. A motivação é um elemento básico para o atleta seguir orientações do treinador e praticar diariamente as sessões de treinamento. A motivação é um artifício utilizado por psicólogos e técnicos no treinamento psicológico de atletas. O termo motivação vem do Latim “movere” que significa mover, ou seja, referindo-se a direção e a persistência de se realizar determinada ação, sendo que a direção é responsável por iniciar um comportamento de se realizar determinada ação já a persistência mantém esse comportamento (DOSIL, 2004; MINICUCCI, 1995). 12 Para o esporte ter motivação é um dos principais fatores que contribuem para o rendimento dentro do ambiente esportivo, sendo utilizada no intuito de buscar melhorias no desempenho dos atletas. Professores, técnicos e instrutores, freqüentemente se perguntam por que alguns indivíduos são altamente motivados e lutam constantemente por sucesso, enquanto outros parecem não ter motivação e parecem evitar avaliação e competição. Na psicologia do esporte, “motivação é caracterizada como um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o qual depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos) e ambientais (extrínsecos)”. (SAMULSKI, 1995 p.104). A motivação implica em ativação, por isso, para descrever um estado altamente motivado são utilizados termos como: excitação, energia, intensidade e ativação. Porém, deve-se deixar claro que a motivação e a ativação são construções separadas e independentes entre si (HERNANDEZ et al., 2012). Segundo Marsh (1994 apud GOUVÊA, 1997), a perspectiva teórica de metas demanda que os indivíduos usam certas percepções subjetivas de sucesso no esporte, as quais são cogitadas em diferenças ordenadas de orientações para tarefa ou ego como evidenciadas em comportamentos, conhecimentos e emoções. Aspectos internos como, a ansiedade, a relação com os amigos do time, e aspectos externos, sendo eles a torcida, o técnico, entre outros, são os que diferenciam um indivíduo do outro (HIROTA; SCHINDLER; VILLAR l, 2006). 2.2 ANSIEDADE 2.2.1 Definição de ansiedade A etiologia da palavra ansiedade provém do termo grego anshein e referese a estrangular, sufocar, oprimir. Esse termo faz referência à percepção subjetiva da ansiedade, sempre associado a sintomas corporais (GRAEFF, 1999). Reber (1995) define ansiedade como um estado de humor desagradável com manifestação de apreensão, temor, angústia, e desconforto. A ansiedade é diferente do medo porque não possui um objeto bem determinado, enquanto o medo está direcionado de forma mais objetiva a algo, alguém ou alguma situação. Já para Weinberg e Gould (1999) a ansiedade é um estado emocional negativo caracterizado por nervosismo, preocupação e apreensão e associado com 13 ativação ou agitação do corpo. Ele também fala que a ansiedade-estado é um estado emocional temporário, em constante variação, com sentimentos de apreensão e tensão conscientemente percebidos, associados com a ativação do sistema nervoso autônomo. A ansiedade é a resposta emocional determinada de um acontecimento, que pode ser agradável, frustrante, ameaçador, entristecedor, e cuja realização ou resultado dependente não apenas da própria pessoa, mas também de outros. Ela inclui manifestações somáticas e fisiológicas, sendo fruto de uma patologia decorrente da própria humanidade (MACHADO, 1997). De acordo com Spielberg (1998) e Hackfort e Schwenkmezger (1993), apud Samulski (2002) a ansiedade é considerada uma emoção típica do fenômeno estresse. Ainda segundo Hackfort & Schwenkmezger (1993) “entende emoção como um processo em que os neurofisiológicos interagem”. aspectos cognitivos motivacionais volitivos e Já Spielberger (1989) considera o estresse “um complexo processo psicológico que consiste de três grandes elementos: estressores, percepções ou avaliações de perigo (ameaça) e reações emocionais” Figura 1 – Conceito de estresse e ansiedade Fonte: Spielberger, 1989:04 citado por Weiberg e Gould, 2000 No esporte existe uma variedade de estressores internos e externos, que podem desestabilizar física e psiquicamente o atleta, antes e durante a competição. São eles: 1) estressores externos: hiper-estimulação através de barulho, luz, dor, situações de perigo; 2) estímulos que induzem as necessidades primárias: alimentação, água, dormir, temperatura, clima; 3) estressores do desempenho: super-exigência, sub-exigência, falha, crítica, censura, elevada responsabilidade; 4) estressores sociais: isolamento social, conflitos pessoais, mudança de hábito, morte de parentes, entre outros (SAMULSKI, 1995). 14 No entendimento de Berté Júnior (2004), a ansiedade é considerada como um grau anormal de apreensão causado por uma situação ameaçadora associada á personalidade do individuo no que se refere á tolerância e á tensão em geral. Lewis (1979), após uma longa revisão sobre a origem e o significado da palavra ansiedade, lista as seguintes características: a) É um estado emocional, com a experiência subjetiva de medo ou outra emoção relacionada, como terror, horror, alarme, pânico; b) A emoção é desagradável, podendo ser uma sensação de morte ou colapso iminente; c) É direcionada em relação ao futuro. Está implícita a sensação de um perigo iminente. Não há um risco real ou, se houver a emoção, é desproporcionalmente mais intensa; d) Há desconforto corporal subjetivo durante o estado de ansiedade. Sensação de aperto no peito, na garganta, dificuldade para respirar, fraqueza nas pernas e outras sensações subjetivas. 2.2.2 Ansiedade-traço e ansiedade-estado No mundo desportivo, destacam-se dois tipos de ansiedade: ansiedade traço e ansiedade-estado. A ansiedade de traço é uma característica relativamente estável do individuo. Singer (1977, p. 95) explica que a ansiedade-estado, “refere-se á reação ou resposta emocional que é evocada em um individuo de perceber uma situação particular como pessoalmente perigosa ou ameaçadora para ele, a despeito da presença ou ausência de um perigo real (objetivo)”. O traço de ansiedade refere-se às diferenças individuais relativamente estáveis, isto é, as diferenças na tendência de reagir a situações percebidas como ameaçadoras com intensificação do estado de ansiedade. O traço de ansiedade atribui-se a uma disposição que permanece latente até que alguma situação a ative. Estão relacionadas ao modo diferente que as pessoas reagem as situações que são percebidas como ameaçadoras, elevando com isso a intensidade no estado de ansiedade (SPIELBERGER, GORSUCH, LUSHENE, 1979). De acordo com Hackfort e Schwenkmezger (1993:332) apud Samulski (2009) o conceito de ansiedade traço pode ser entendido como um conceito pessoal, 15 ou seja, “se uma pessoa avalia o meio ambiente ou a tarefa como ameaça, isso pode ser considerado como sensitividade e, se a prontidão para reagir em face de um potencial de ansiedade é enfatizada, pode se caracterizar como reatividade”. Já a ansiedade-estado refere-se ao componente de humor em constante variação, é “caracterizada por sentimentos subjetivos e conscientemente percebida de apreensão e tensão, acompanhada com a ativação do sistema nervoso autônomo” (SPIELBERGER´S, 1996, p. 17, apud WEINBERG E GOULD, 1999, p. 97). As mudanças fisiológicas associadas com o aumento da ansiedade estado incluem: o aumento da freqüência cardíaca e da pressão sanguínea; respiração mais rápida e intensa, secura da boca, dilatação das pupilas, ereção do pelo e aumento da respiração. Uma característica importante da ansiedade estado é que varia na intensidade e na duração, dependendo do número de estímulos estressantes operantes no sujeito e da duração da ameaça subjetiva causada por esse estímulo (HACKFORT E SPIELBERGER, 1989). Lipp (1996) definiu o estresse como uma reação do organismo, com componentes físicos e/ou psicológicos, causado por alterações psicofisiológicas que ocorrem quando o indivíduo se confronta com uma situação que, de um modo ou de outro, o irrite, amedronte, excite, confunda ou mesmo o faça imensamente feliz. Segundo Barreto (2003), o estresse se confunde muito com outros conceitos psicológicos, como ansiedade, tensão e conflito, utilizados como referencia por muitos estudiosos da matéria. Ainda no campo esportivo aparece como um organismo psicossocial seletivo no meio esportivo como estresse psicológico tem como exemplo um fenômeno emocional (estimulo), pode produzir no organismo a secreção do ácido clorídrico (resposta) e está, na função de estimulo estressante, pode provocar uma úlcera estomacal (resposta), que por sua vez pode se transformar num estimulo estressante, desencadeando no organismo dores generalizadas (respostas) e, estas, como estímulo, vão atingir o individuo com um todo, desajustando-o nas suas relações com o ambiente. Weinberg e Gould (1999) elucidam que a ansiedade-estado ao contrario da ansiedade-traço faz parte da personalidade, uma tendência ou disposição comportamental adquirida que influencia o comportamento, em particular a ansiedade-traço predispõe um individuo a perceber como ameaçadoras uma ampla 16 gama de circunstâncias que objetivamente não são realmente perigosas física ou psicologicamente. Sendo assim, ansiedade-estado, nada mais é do que o estado emocional, temporário, do organismo humano, que varia de intensidade e é instável no decorrer do tempo, caracterizado por um sentimento de medo apreensão e tensão (SAMULSKI 2002, p. 167). Pode-se observar em competições de grande importância o quanto esperamos de um atleta e na hora mais importante de sua carreira ele falha, isso é devido a pressão que é feita em cima do um resultado que muita das vezes não vem. Alguns atletas podem não se sentir ameaçados por grandes multidões ou mesmo por certos tipos de violência. A sua percepção da situação, frequentemente, determina as suas respostas de ansiedade (BARRETO 2003). 2.2.3 Ansiedade no Esporte A ansiedade no contexto esportivo é um dos fatores psicológicos de muita relevância para os atletas, pois suas diferentes formas de manifestações poderão ou não influenciá-los no momento da competição. Segundo Smith e Smoll (1998, p. 105-127) a ansiedade é uma resposta emocional aversiva ao estresse, que resulta de uma avaliação de ameaça e é caracterizada por sentimentos subjetivos de preocupação e apreensão relativamente à possibilidade de dano físico ou psicológico, muitas vezes acompanhados de aumento da ativação fisiológica. O exercício e o esporte promovem redução significativa da ansiedade de estado e suas medidas fisiológicas correlacionadas. De acordo com a meta-análise de Petruzzello (1991), conforme foi examinado ansiedade de estado, ansiedade de traço e correlatos fisiológicos, não importa como seja avaliada, não há duvida de que o exercício está associado á redução daquelas três medidas, de acordo com a idade, sexo e padrão de saúde mental. Vasconcelos (1995 apud MACHADO, 1997, p. 32), aponta que não existe vida sem corpo. Não existe corpo sem “stress”. Nada de importante acontece conosco, que não desencadeie dentro de nosso organismo uma cascata de impulsos neurais e hormonais. A vida só ocorre graças a processos fascinantes de “stress”. Corpo, mente e emoções participam, integram e criam os momentos de 17 prazer e dor que compõem a partitura da nossa existência, numa sequência de ordens e desordens desalinhadas (Machado, 1997). O estresse também é um tema que tem estado em evidência na sociedade atual e que vem despertando o interesse de vários pesquisadores e profissionais da saúde. O mundo moderno trouxe muitos benefícios a sociedade, mas com essas vantagens vieram também pontos negativos, pois o ser humano passou a viver sob pressão de tempo para trabalhar, para produzir resultados e seu tempo livre para descanso e lazer tem se tornado cada vez mais escasso (PARREIRAS, 2008). Martens (1982) considera que existem muitas causas para o aparecimento da ansiedade antes da competição, mas acredita que elas se reduzem a dois fatores: a incerteza que os indivíduos possuem acerca do resultado; e a importância que o resultado representa para os indivíduos. O autor certifica que existe um nível ótimo de ativação para executar as habilidades desportivas, sendo que o mesmo varia para cada modalidade desportiva, e de atleta para atleta. Em função desta variabilidade, pensa que embora muitos investigadores sejam capazes de medir o nível de ativação e ansiedade, até o momento, não se tem sido capaz de determinar os estados ótimos. Barreto (2003) destaca que no campo esportivo, os atletas manifestam altos níveis de ansiedade quando estão diante de competições importantes e, geralmente, quando são mais exigidos pela imprensa e pela torcida para alcançarem altos níveis de desempenho. Com isso podem também desenvolver ansiedade de fracasso, relacionada a percepção de consequências sociais em função de derrotas ou, ate mesmo desenvolver ansiedade social por terem saído vencedores de uma competição, superando até o medo da incapacitação física, como afirmou Cratty (1984). Cratty no mesmo ano apresentou um estudo em que vinculou as necessidades de realização de dois grupos de atletas com os mais diversos níveis de ansiedade, o experimentador, inicialmente, levou os dois grupos a aprenderem uma tarefa motora complexa. De repente, introduziu uma condição de competição dentro da situação. A ansiedade no rendimento desportivo apresenta-se como um processo relacional e um sistema de variáveis e processo psicológicos interdependentes, de natureza cognitiva e motivacional, experimentada em contextos desportivos. (CRUZ, 1996, p. 79) 18 2.3 ESTUDOS DE ANSIEDADE 2.3.1 Estudo com ansiedade no esporte Com objetivo de analisar o nível de ansiedade pré-competitiva de judocas, Thomaz et.al. (2009) com 41 judocas, 13 da categoria juvenil masculino, 10 da categoria juvenil feminino, 12 da categoria infantil masculino e 6 da categoria infantil feminino, com idades entre 11 e 17 anos, foi utilizado o protocolo de ansiedade CSAI-2 e um questionário com dados mais específicos sobre suas expectativas em relação ao jogo. Os resultados obtidos constatou-se que a categoria infantil masculino apresentou um maior nível de ansiedade somática quando comparada a categoria infantil feminino, em relação a categoria juvenil masculino, ela não apresentou diferença significativa. Já na categoria juvenil feminino não obteve diferença significativa quando comparada a juvenil masculino e apresentou menor nível de ansiedade somática quando comparada a categoria infantil feminino. Quanto a escala de autoconfiança do CSAI-2 a categoria infantil masculino apresentou um índice maior quando comparada a infantil feminino e não teve diferença significativa entre a juvenil masculina. Em relação a categoria juvenil feminino indicou uma menor autoconfiança quando comparada as categorias juvenil masculino e infantil feminino, apresentando níveis de autoconfiança baixa e moderada. Ainda o mesmo estudo, outro componente do CSAI-2, a ansiedade cognitiva, na categoria infantil masculino apresentou uma diferença estatística maior quando comparada as categorias infantil feminino e juvenil masculino. E a categoria juvenil feminino apresentou um nível maior de ansiedade cognitiva quando comparada a categoria juvenil masculino e não obteve diferença significativa quando comparada com a categoria infantil feminino. Nesse estudo as jovens atletas indicam menor em todo as categorias, e os jovens atletas do sexo masculino, maior ansiedade somática em situações pré-competitivas. (THOMAZ, et.al., 2009, p. 29). Já no estudo de Massa, Uezu e Böhme (2010) o objetivo foi analisar os fatores de apoio psicossocial presentes no desenvolvimento de judocas brasileiros talentosos do sexo masculino. Foram escolhidos para esse estudo seis judocas do sexo masculino, pertencentes à seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas, 19 2004. A pesquisa foi constituída através de um delineamento qualitativo, que utilizou como instrumento uma entrevista composta por três perguntas abertas. Para a análise dos resultados foi utilizado o “Discurso do Sujeito Coletivo”. Os discursos indicaram a importância dos fatores relacionados: a) ao apoio da família; b) ao prazer pela prática; e c) a determinação dos judocas, corroborando com a literatura internacional no que tange a relevância dos fatores psicossociais para o desenvolvimento do talento em diferentes domínios do conhecimento. Os resultados da pesquisa indicou que o prazer, a determinação e o apoio da família exerceram grande influência para a aderência do judoca ao processo de treinamento a longo prazo. Estes achados corroboram com os pressupostos motivacionais mais apontados pela literatura como relevantes para o processo de desenvolvimento do talento. Quanto às relações sociais estabelecidas pelos judocas durante o processo de desenvolvimento na modalidade, foi possível verificar que: 1) o apoio da família (100%); e 2) o ambiente do judô e amigos (50%) formaram um dueto social coeso e positivo para o judoca durante o seu processo de desenvolvimento. Em outras palavras, esse dueto funcionou como um micro sistema capaz de potencializar as condições sociais necessárias para o desempenho, gerando cultura suficiente para que as famílias agregadas construíssem o suporte e as perspectivas de uma nova geração de judocas. Contudo a relação aos fatores de estresse e ansiedade foi verificada que as situações decorrentes da pressão por melhores resultados, das seletivas, dos patrocinadores, entre outros fatores, foram capazes de gerar, inclusive, a queda do desempenho por parte de alguns judocas. Por isso a trajetória de desenvolvimento dos judocas investigados nem sempre esteve necessariamente associada a experiências prazerosas (MASSA, UEZU; BÖHME, 2010). Tendo em vista que o estudo da ansiedade no contexto esportivo é um dos fatores psicológicos de muita relevância para os atletas, visto que suas manifestações poderão ou não influenciá-los no momento da competição. Sendo assim, um estudo que teve como objetivo verificar os níveis de ansiedade-traço em atletas infanto-juvenis de diferentes modalidades esportivas demonstraram que os atletas, apesar de serem jovens, não apresentaram escores elevados de ansiedadetraço. As análises dos dados revelaram ainda que houvesse diferença 20 estatisticamente significante nos níveis de ansiedade entre as modalidades individuais e coletivas (INTERDONATO, OLIVEIRA; LUIZ, 2010). No estudo de Detanico e Santos (2005) foram analisadas as variáveis influenciando e sendo influenciadas pela ansiedade-estado pré-competitiva: um estudo com judocas onde nos traz um estudo descritivo diagnostico que teve como objetivo identificar os níveis de ansiedade-estado pré-competitiva dos judocas participantes dos 44º Jogos Aberto de Santa Catarina e analisar a interferência de algumas variáveis no referidos níveis. Foi utilizado como instrumento o Sport Competition Anxiety Test (SCAT) de Martens (1982), os dados foram coletados durante os jogos, minutos antes dos confrontos dos judocas e tratados com estatística descritiva e teste Qui-Quadrado, Os resultados mostraram que; as judocas tiveram índices de ansiedade maiores do que os judocas; os judocas mais velhos obtiveram níveis de ansiedade menores que os mais jovens, não houve relação estatisticamente significante entre o tempo de pratica e a colocação obtida na competição com os níveis de ansiedade dos judocas, foi concluído que os níveis de ansiedade pré-competitiva não estão associados ao tem de pratica e a colocação dos judocas na competição; por outro lado, tanto o sexo quanto a idade mostraram interferir nos níveis de ansiedade traço pré-competitiva desses judocas. 21 3 MÉTODO 3.1 TIPO DE PESQUISA Esta pesquisa caracteriza-se como “descritiva” porque descreve as características que compõe as situações e representações da realidade pesquisada. Tendo como objetivos, observar, analisar e correlacionar os fatos e fenômenos sem manipulá-los. “Procura descobrir, com a precisão possível, a frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características” (CERVO e BERVIAN, 1983, p.55). 3.2 SUJEITOS DA PESQUISA A amostra desse estudo foi composta por 28 atletas de judô sendo 15 do sexo masculino e 13 atletas de judô do sexo feminino, nas classes Juvenil/Junior e adulta de judô do estado de Santa Catarina. Esses atletas tem entre 14 e 19 anos na categoria Juvenil/Junior e acima de 20 anos na categoria sênior. Todos são atletas a mais de 2 anos, treinam e residem no estado de santa Catarina, os que não são nascidos em SC residem a mais de 2 anos no estado, fizeram parte desse estudo 14 atletas da categoria juvenil/junior e 14 da categoria adulto. Esses atletas são treinados e participam frequentemente de competições no estado de SC, e em todo o território nacional, na suas categorias de peso e faixa etárias. 3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA Foi utilizado como instrumento de pesquisa um questionário (ANEXO A) denominado SCAT (teste de ansiedade competitiva) desenvolvido por Martens (1977), traduzido e adaptado no Brasil por De Rose Júnior (1985), que foi utilizado para medir a ansiedade dos competidores de judô. O SCAT é um inventário de ansiedade-traço competitiva projetado para medir uma predisposição para que atletas respondam com variados níveis de 22 ansiedade-estado quando em situações competitivas no esporte (validade 0.80 e fidedignidade 0.85). O SCAT (Sport Competition Anxiety Test) é composto por quinze questões que avalia a ansiedade estado competitiva em atletas, sendo oito itens de ativação (por exemplo: antes de competir me sinto nervoso), dois itens de desativação (antes de competir me sinto calmo), e cinco itens que tem efeito placebo e não são contados (competir com os outros é divertido). A pontuação é dada de 1 a 3 para os itens de ativação (questões 2, 3, 5, 8, 9, 12, 14 e 15), de 3 a 1 para os de desativação (questões 6 e 11), e as questões de efeito placebo não recebem pontuação (1, 4, 7, 10 e 13). Para a avaliação dos itens, este teste utiliza a seguinte categoria de escalas: dificilmente, ás vezes e frequentemente. O escore total do teste varia de 10 a 30 e para o tratamento dos dados será utilizado o estudo de Teixeira (1992), que estabelece que: • De 10 a 12 pontos: baixa ansiedade traço- competitiva; • De 13 a 16 pontos: média baixa ansiedade traço – competitiva; • De 17 a 23 pontos: média ansiedade traço-competitiva; • De 24 a 27 pontos: média alta ansiedade traço - competitiva; • De 28 a 30 pontos: alta ansiedade traço-competitiva. 3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS Este estudo foi submetido, avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade do Sul de Santa Catarina. Antes de iniciar os procedimentos para a coleta de dados, os atletas participantes e seus responsáveis no caso de atletas menores de idade, foram esclarecidos sobre os objetivos e os métodos da pesquisa, para então assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (ANEXOS B e C). Por se tratar de um questionário os risco são mínimos. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o SCAT (Sport Competition Anxiety Test), ele é composto de 15 questões que solicitado que os atletas respondessem sobre como frequentemente se sentem ao competir. 23 A aplicação do instrumento foi informada e liberada pela Federação Catarinense de Judô, com uma semana de antecedência do campeonato e realização da coleta. A competição selecionada para a coleta dos dados foi a Seletiva Estadual para o Campeonato Sul- Brasileiro Região V, no dia 14 de maio no Instituto Estadual de Educação em Florianópolis SC, a qual dava vaga para o Campeonato Sul-Brasileiro região V, em sequencia dará vaga para o campeonato Brasileiro de Judô, campeonato mais importante no cenário nacional. Assim que os atletas iam saindo do aquecimento e se preparava para o combate foi repassada às instruções iniciais de preenchimento do questionário, a cada 3 atletas, em seguida foi entregue um termo de consentimento livre e esclarecido sobre o estudo e um questionário de 15 questões para cada um, aos atletas menores de idade o TCLE foi assinado por seus pais, e o tempo médio para o preenchimento do questionário foi em media 7 minutos para cada trio. 3.5 ANÁLISE DOS DADOS Inicialmente os dados coletados foram organizados e armazenados em uma planilha do excel. Posteriormente foi realizada análise dos dados por estatística descritiva (média, desvio padrão e frequência absoluta), visando descrever os estados de ansiedade. Para comparação dos dados entre atletas jovens e adultos, e masculino e feminino, após verificação da normalidade dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk, foi aplicado o teste “t” de Student para amostras independentes. Foi utilizado um nível de significância de p < 0.05. 24 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A partir da coleta de dados pode-se observar que a ansiedade está presente em atletas de qualquer idade e sexo, o que difere é o nível da mesma. È possível observar na tabela 1 e 2 os níveis de ansiedade-traço competitivos totais em função do gênero e faixa etária a partir das respostas dadas pelos participantes no questionário SCAT. 4.1 ESTADO DE ANSIEDADE EM ATLETA JUVENIL/JUNIOR E SENIOR, FEMININO E MASCULINO. DE JUDÔ. Conforme os objetivos específicos, podemos verificar através da tabela 1 a baixo o estado de ansiedade competitiva dos atletas de acordo com a faixa etária e sexo. Tabela 1: Classificação dos estados de ansiedade competitiva total e em função do gênero e da faixa etária. Gênero Feminino Masculino Total Estado de ansiedade competitiva Baixa Média-baixa Média Média-alta Alta Baixa Média-baixa Média Média-alta Alta Juvenil/Junior Sênior Total 0 0 0 4 0 0 1 3 3 3 14 0 0 7 2 0 0 1 2 2 0 14 0 0 7 6 0 0 2 5 5 3 28 Fonte: os autores, 2012. Observa-se na tabela 1 que o nível de ansiedade dos atletas Juvenil/Junior apresenta-se variada, classificando em média-baixa, média, médiaalta e alta, entre os 14 atletas Juvenil/Junior participantes do estudo 50% (n=7) tem 25 média-alta ansiedade. Essa variação não pode ser observada no sexo feminino (n=4), visto que a quantidade de amostra foi baixa e todas apresentaram média-alta ansiedade. Já no sexo masculino (n=10) constatou-se que 1 apresentou baixa ansiedade, 3 média, 3 média-alta e 3 alta ansiedade. Esse resultado indica que os atletas do sexo masculino Juvenil/Junior apresentaram resultados distintos quanto ao nível de ansiedade para esse grupo pesquisado. Os atletas Sênior (n=14) conforme tabela 1, mostraram variedade na classificação do nível de ansiedade, mas a maioria (n=9) apresentou média ansiedade. No sexo feminino (n=9), 7 atletas indicam a partir do escore a classificação de ansiedade competitiva como média ansiedade, e, 2 com média-alta ansiedade, ou seja, 100% das pesquisadas apresentam ansiedade traço-competitiva média e média alta. Já no sexo masculino (n=5), 1 com classificação de ansiedade média-baixa, sequencialmente 2 com média ansiedade e 2 com média-alta ansiedade. Ao relacionar o nível de ansiedade entre atletas Juvenil/Junior e Sênior a tabela 1 mostra que os Juvenil/Junior participantes dessa pesquisa são mais ansiosos que atletas Sênior, onde 50% (n=7) dos Juvenil/Junior classificam-se com média-alta ansiedade, ja o Sênior a maioria dos pesquisados (n=9) com ansiedade média, sendo assim os Juvenil/Junior apresentaram-se com maior ansiedade traçocompetitivo do que o Sênior. Melo (1984) e Ramos (1993) afirma que a adolescência é um período de grande transformação, é nesse período também que os jovens não aceitam mais a proteção de seus pais, deparando-se com a responsabilidade da vida adulta, sendo dentre outros fatores, esse pode ocasionar um aumento da ansiedade. Severo (1994) também acredita que na adolescência há um aumento da ansiedade causado pelo período de transição da idade. Comparando o nível de ansiedade entre o sexo masculino e feminino observou que 100% das mulheres (n=7) tem média ansiedade e (n=6) média-alta ansiedade, entre os homens (n=5) classificam-se com média ansiedade e (n=5) média-alta ansiedade correspondendo a 67% da amostra masculina. Lago et al. (2012) ao pesquisar ansiedade traço em judocas participantes do projeto de extensão da faculdade Guairacá com amostra de 14 judocas 7 sexo feminino e 7 do sexo masculino de 15 a 21 anos de idade concluiu que o gênero feminino apresentou maior média de ansiedade traço (24,14± 3,18) em relação aos 26 meninos (20, 28± 3,77), porém esta diferença não foi significativa (p=0,06), onde a maioria dos atletas masculinos apresentaram nível de ansiedade traço considerado médio 71,4% e no gênero feminino médio alto 71,4%. Shigunou (1998) também relacionou o nível de ansiedade entre homens e mulheres em seu estudo e concluiu que o sexo masculino apresentou média ansiedade e o sexo feminino média-alta ansiedade. Segundo Melo (1984) o sexo feminino apresenta maior índice de ansiedade-estado frente a diferentes variáveis do que o sexo masculino. De Rose Júnior; Vasconcellos (1997); Dias (2005); La Rosa, (1998) afirmam que o maior nível de ansiedade no sexo feminino pode estar relacionado com o fato das competições ainda serem enfatizadas para atletas do sexo masculino, fazendo que a mulher, ao competir, seja muito mais cobrada: o que explicaria os índices mais elevados de ansiedade diante de esportes de competição. Além disso, pode-se também levar em consideração a cultura na qual o atleta está inserido. Atendendo aos objetivos do estudo que visa comparar e relacionar os estados de ansiedade em atletas jovens e adultos, feminino e masculino de judô em situação de pré-competição, podemos observar na tabela 1 em destaque abaixo, a média, desvio padrão. Tabela 2: Comparar o Estado de ansiedade competitivas totais e em função do gênero e da faixa etária. Gênero Juvenil/Junior Sênior Total Feminino 25,8 ± 1,0 (n = 4) 22,1 ± 1,0 (n = 9) 23,2 ± 2,8 a (n = 13) Masculino 24,1 ± 4,1 (n = 10) 21,4 ± 4,2 (n = 5) 23,2 ± 4,2 a (n = 15) Total 24,6 ± 3,5 b (n = 14) 21,8 ± 3,3 b (n = 14) 23,2 ± 3,6 (n = 28) a = sem diferença significativa (p = 0,98) b = diferença significativa (p = 0,04) Fonte: Os autores, 2012. A tabela 2 acima apresenta que o nível de ansiedade competitiva dos atletas Juvenil/Junior é mais alto do que a dos atletas Sênior, sendo representado pelo escore (24,6 ± 3,5 b). Destaque para diferença significativa indicado por p=0,04 27 quando comparado a variável idade, entre Juvenil/Junior (masculino e feminino) e Sênior (feminino e masculino), tanto em Juvenil/Junior quanto em Sênior, indica diferenças significativas pela letra (b) sobreposta. Também no feminino Juvenil/Junior quanto no Sênior apresentam maior média de ansiedade do que o masculino em Juvenil/Junior e Sênior. O estado de ansiedade entre o mesmo gênero, feminino (Juvenil/Junior e Sênior) e masculino (Juvenil/Junior e Sênior) não apresentam diferenças significativas representada pela letra (a) sobreposta. Para Hackfort e Spielberger (1989) pessoas que tem alta ansiedade traço estão mais predispostas a perceber um maior número de situações como perigosas ou ameaçadoras do que indivíduos que tem baixa ansiedade-traço, tendo maior vulnerabilidade ao stress, experimentando reações de ansiedade-estado mais frequentemente e com maior intensidade, do que indivíduos que tem baixa ansiedade-traço. De acordo com Weinberg e Gould (1999) essa relação não é perfeita, pois um atleta com elevada ansiedade - traço pode ter muita experiência em determinada situação e por esse motivo, pode não perceber uma ameaça e a correspondente ansiedade-estado elevada. Da mesma forma, algumas pessoas com ansiedadetraço elevada aprendem habilidades de controle para reduzir a mesma. Contudo, conhecer o nível de ansiedade – traço de um atleta se faz útil para prever como ela reagirá à competição, à avaliação e às condições ameaçadoras. Ainda na tabela 2, o escore com média e desvio padrão encontrado quanto ao nível de ansiedade-traço competitiva dos atletas Juvenil/Junior foi (24,6 ± 3,5 b), e dos atletas Sênior (21,8 ± 3,3 b). Sendo assim, os resultados podem ser comparados com a pesquisa realizada por Shigunou (1998) que avaliou o nível de ansiedade em Juvenil/Junior e Sênior de ambos os sexos praticantes de esporte individuais e coletivos. A amostra foi composta por 150 atletas sendo eles 75 do sexo feminino e 75 do sexo masculino praticantes de voleibol, basquetebol, natação e atletismo, indicou que atletas jovens apresentaram níveis de ansiedade competitiva maiores que atletas adultos. O estudo realizado por Santos e Pereira (1997) corresponde aos resultados encontrados na pesquisa elucidando que, entre os atletas de judô que participaram do estudo apresentaram nível médio de ansiedade, sendo que, 60% eram adolescentes e 20% eram adultos. 28 Ainda comparando o presente estudo com o estudo realizado por Samulski (2006) durante os jogos olímpicos de Atenas, em 2004, foi possível verificar que os problemas psicológicos mais frequentes nos atletas durante a competição foram os problemas de adaptação, pressão psicológica por parte da mídia, problemas emocionais durante a competição, frustração após uma derrota, contusões e principalmente a ansiedade pré-competição, observou-se que 75% dos esportes analisados sofrem ou sentem a influência no desempenho por conta da ansiedade pré-competitiva e o estresse. Perry e Williams (1998) realizaram um estudo com tenistas, (de nível avançado, intermédio e principiante) de ambos os sexos. Os resultados demonstram a inexistência de diferenças significativas ao nível da ansiedade entre os três grupos de atletas. Contudo, o grupo de principiantes apresentou níveis mais baixos de ansiedade, o que pode ser explicado pela falta de experiência e com isso baixa expectativa relativa à performance. Os resultados obtidos demonstram que os efeitos da ansiedade na performance são mais visíveis nos jogadores de nível avançado, e que estes apresentam valores mais elevados de autoconfiança. Colocando-se a hipótese de que a facilidade de interpretação dos efeitos de ansiedade na performance e os níveis de autoconfiança aumentam com nível de habilidades dos atletas. Comparando com a conclusão de Moraes (1990) existe uma relação entre ansiedade e desempenho e que esses parecem variar de acordo com vários outros fatores, como tipo de esporte, dificuldade da tarefa, traço de personalidade do atleta, ambiente, torcida. A prática de um esporte competitivo seja ele coletivo ou individual trás com ele algumas particularidades como confronto, demonstração, comparação e avaliação constante de seus participantes, fazendo da competição uma situação na qual o desenvolvimento e a performance do atleta sejam sempre comparados com algum padrão já existente (DE ROSE JÚNIOR; VASCONCELLOS, 1997). Esse tipo de situação faz com que o atleta venha a desenvolver estados de ansiedade, o que pode potencializar ou minimizar o desempenho esportivo desse atleta. A partir desse contexto, do judô, esporte de rendimento, presente na pesquisa teve como objetivo compreender os estados de ansiedade em atletas de rendimento jovens e adultos em situações pré-competitivas. Tornando assim a temática estudada relevante na preparação esportiva de atletas de rendimento, possibilitando informações para que o profissional da área 29 de psicologia esportiva possam atuar juntamente com os profissionais das modalidades especificas, para assim potencializar a performance em treinamentos e competições. Os atletas de rendimento necessitam na sua preparação de treinamento físico, técnico, nutricional, medico, e também psicológico, pois o esporte é hoje um empreendimento de âmbito significativos na sociedade, tanto financeira quanto na representatividade de sua nação, gerando milhões de empregos e melhorando a vida de muitos através do esporte. Em matéria divulgada site ESPBR 2012, nas olimpíadas de Pequim, o fator psicológico interferiu no desempenho dos atletas brasileiros. Pode-se destacar fatores psicológicos na percepção do estresse competitivo, entre esses as emoções, destaque nesse estudo a ansiedade, cita-se exemplos como os atletas: João Derly judoca Bicampeão mundial que foi alvo de muitos jornalista, em comparação a sua performance, por ter subido de peso e ter vindo de lesões graves no joelho, questionado se o mesmo traria medalhas pra o Brasil; Diego Hypolito que não atingiu sua melhor performance na final do campeonato, Diego se equipara à de Daiane dos Santos nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004; Daiane dos Santos, na ocasião, era favorita ao ouro no solo, mas com dois passos fora do tablado terminou a competição em quinto lugar. Esses são exemplos de que os fatores psicológicos, as emoções, ansiedade pré-competitiva, como interveniente no desempenho do atleta profissional, interferindo nos resultados de performance em momentos decisivos. Após resultados frustrantes em algumas modalidades e categorias nas olimpíadas passada o Judô brasileiro investe pesado na preparação de seus atletas, um exemplo é a equipe brasileira de judô que teve uma preparação diferenciada para os Jogos de Londres e visa seu melhor resultado em Olimpíadas. A meta apresentada é a de conquistar no mínimo quatro medalhas, uma de ouro. Pela primeira vez, o Brasil levará a uma Olimpíada uma equipe composta por sete judocas na equipe masculina e sete na feminina, classificados pelo ranking mundial. Os outros países com 14 representantes em Londres serão Japão, Coréia do Sul e França. Isso só foi possível com uma equipe de apoio, físico, médico, nutricional e psicológico, com apoio financeiro investido no judô Brasil. Sendo assim, essa estrutura possibilita expectativas por resultados para a continuidade dos trabalhos com todos os atletas, na formação de novos atletas, em esporte de participação, escolar ou de Rendimento (ESPBR, 2012). 30 Destaca-se a relevância da preparação psicológica, conforme elucidado na discussão acima, especificamente a interferência das emoções em situações competitivas de esporte de rendimento. Dessa forma propor ações de preparação psicológica, possibilita sobremaneira o desenvolvimento do esporte brasileiro e mundial, para lidar com situações competitivas de estresse psicológico, apreendendo a gerenciar suas emoções (ansiedade) para não interferir nos resultados esportivos. 31 CONCLUSÃO E SUGESTÕES A importância de referenciar a ansiedade neste estudo provém da necessidade de compreender o estado emocional do atleta em momentos decisivos no esporte. Também se visou pesquisar na literatura o entendimento dos tipos de ansiedade, como emoção, a relação da ansiedade e o desempenho esportivo, o estresse como processo interveniente do rendimento do atleta de rendimento, especificamente os atletas de judô. A ansiedade-traço em atletas de judô em situações competitivas foi foco desse estudo, nesta pesquisa foi possível perceber que a ansiedade pré-competição é considerada pelos autores como um estado emocional desagradável e apreensivo suscitado pela suspeita ou previsão de um perigo para integridade da pessoa e quando presente na competição pode afetar negativamente o desempenho do atleta, se for considerada por demasiado tempo. A ansiedade, conforme os autores se dividem em dois componentes: ansiedade de estado e ansiedade de traço. Ansiedade de estado refere-se a uma reação ou resposta emocional que é evocada em um indivíduo que percebe uma situação particular como pessoalmente perigosa ou ameaçadora. Já a ansiedade de traço é uma característica estável do indivíduo. Sendo assim, os autores concluem que a ansiedade não deve ser totalmente eliminada, mas simplesmente ser controlada, de maneira a não ser um aspecto negativo no desempenho do atleta. A incerteza, causa da ansiedade, é impossível de ser totalmente anulada dada a natureza da situação. Desta maneira, os atletas precisam desenvolver competências psicológicas adequadas. Além do mais, o fato de determinadas situações causarem estresse pode ser também positivo, uma vez que a mobilização de energias ou a ativação física e mental que prepara o atleta para entrar em ação depende deste tipo de mecanismo. Os achados do presente trabalho mostraram que os estudos acerca deste assunto são de fundamental importância para o entendimento da ansiedade e suas variáveis intervenientes no estado de pré-competição. Fazendo com que desta forma, seja possível proporcionar uma elevação no alto-rendimento do atleta e assim contribuir para que o mesmo alcance seus objetivos. Sendo assim, o psicólogo, através da Psicologia do Esporte, promove seu papel buscando o desenvolvimento do potencial psicológico do atleta afim de que este exerça seu potencial. 32 No instrumento utilizado SCAT que teve por objetivo avaliar o nível de ansiedade-traço em atletas em pré-competição, contudo há necessidades de desenvolver instrumentos pertinente para modalidades distintas no contexto esportivo brasileiro. Também validar novos instrumentos para uso de avaliação psicológica em atletas de rendimento. Em relação a pesquisa pode-se perceber dificuldade dos atletas mais jovens ao responder o instrumento utilizado, tornando necessária o apoio do pesquisador junto aos mesmos no o intuito de esclarecer as duvidas sem interferir no resultado da coleta. Contudo, sugere-se que seja aprofundado em novos estudos para confirmar ou não se os atletas jovens possuem dificuldades em responder o instrumento, e quais questões dificulta seu entendimento, também seria necessário que para estudos em modalidades esportiva, nessa pesquisa judô, algumas variáveis que interferem em situações pré-competitivas e não são descritas no instrumento utilizado, como controle de peso, categoria de peso, competição especifica, graduação de faixa, tempo de pratica, sejam inclusos em validação de novos instrumentos para avaliar ansiedade, ou processos psicológicos. Importante destacar que a avaliação de estados emocionais deve ser realizada em atletas continuamente, para que tais medidas possam servir como apoio aos profissionais do esporte, e na preparação psicológica do atleta. O estudo realizado pode ser aprofundado com outras pesquisas com uma população de amostra maior, relacionando o tempo de pratica, a graduação do atleta, a categoria de peso, onde o intuito é relação e comparações pertinentes dos estudos pesquisados anteriormente com os dados colhidos atualmente, sendo assim as atualizações e modificações serão significativas e facilitará no trabalho dos profissionais. Destaca-se a importância do desenvolvimento de base de dados dos atletas para acompanhamento dos profissionais em sua formação até o rendimento, quanto os processos psicológicos. Faz-se necessário a publicação dos dados relacionados com a preparação psicológica, respeitando a ética profissional na divulgação dos mesmos, podendo ser organizado por faixas etárias, modalidade, período de treinamento, competição foco, sexos entre outros dados que fossem pertinentes. A quantidade de atletas pesquisados para este estudo foi suficiente, mais há necessidade que se faça uma pesquisa com um numero maior de atletas em 33 diferentes faixas etárias, categorias de peso, tempo de modalidade e sexo dos atletas. Sendo assim o trabalho cumpriu seus objetivo geral e específicos quanto há compreender, verificar, identificar e comparar os estados de ansiedade dos jovens e adultos do sexo masculino e feminino de Judô. 34 REFERÊNCIAS BARRETO, J.A. Psicologia do Esporte para o atleta de alto rendimento. Rio de Janeiro: ed. Shape, 2003. BELTRAME, F. Ansiedade pré-competitiva de atletas catarinenses de remo. 2005. 85 f. Trabalho de conclusão de curso (DISSERTAÇÃO) Centro de ciências da saúde do esporte. Universidade do Estado de santa Catarina. 2005. BERTÉ, JÚNIOR. D. Um estudo sobre o nível de ansiedade estado précompetitiva em atletas de futsal. 2004. 93 f. Trabalho de conclusão de curso (MONOGRAFIA). Faculdade de Pato Branco. 2005. Disponível em: www.boletimef.org/. Acesso em: 18 de out 2011. CARVALHO, M.C.G.A. Testes motores específicos para judô, necessidade frente à uma limitada quantidade. Kinesis, Santa Maria, n. 23, p. 97-179. 2000. CRATTY, Bryant J. Psicologia no esporte: Rio de Janeiro : Prentice-Hall, 1997. CERVO. A. L. BERVIAN. P. A. Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. São Paulo: McGraw-hill do Brasil. 1983. CRUZ, J. F. S.A. Stress, ansiedade e rendimento na competição desportiva. 1996. 75 f. (DISSERTAÇÃO DE DOUTORADO). Instituto de Psicologia-Universidade do Minho, Portugal. 1996. DE ROSE JUNIOR, D. Influência do grau de ansiedade-traço no aproveitamento de lances-livres. São Paulo, 1985. 59p. _____. Stress pré-competitivo no esporte infanto-juvenil: elaboração e validação de um instrumento. São Paulo, 1996. 110p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo. DE ROSE JÚNIOR, D; VASCONCELLOS, E. G. Ansiedade-traço competitiva e atletismo: um estudo com atletas infanto-juvenis. Revista Paulista de Educação Física, 11(2), 148-157. (1997). DETANICO, Danieli; SANTOS, Saray Giovana dos. Variáveis infl uenciando e sendo infl uenciadas pela ansiedade-traço pré-competitiva: um estudo com judocas. Revista Digital, Buenos Áries, ano. 10, n. 99. nov. 2005. Dias, C. S. L. (2005). Do stress e ansiedade às emoções no desporto: da importância da sua compreensão à necessidade da sua gestão. Tese de Doutorado. Portugal: Universidade do Minho. DOSIL, J. Motivacion: motor Del deporte. In: DOSIL, J. Psicologia de La atividad física y Del desporte. Madrid. Mcgrawhil, 2004. 35 DRIGO, A. J.,OLIVEIRA, P. R., CESANA, J., NOVAES, C. R. B., NETO, S. S. A cultura o processo de especialização precoce nas artes marciais. (2005). FEDERAÇÃO PAULISTA DE JUDÔ. Disponível em: <www.fpj.com.br>. Acesso em: 15 de out de 2011. GOUVÊA, F. C.. A motivação e o esporte: uma análise inicial. 1997. In: BURITI, Marcelo Almeida (Org.). Psicologia do esporte. Campinas, São Paulo: Editora Alínea, 1997. GRAEFF, F. G. In: Neurobiologia das doenças mentais. BRANDÃO, M. L. São Paulo: Lemos Editorial. 1999. HACKFORT, D. SHWENKMEZGER. Medir a ansiedade nos esportes: Perspectivas e problemas. 1989. In: HACKFORT, DIETER ; SPIELBERGER, CHARLES D.. Ansiedade no esporte: Uma perspectiva internacional. New York: Pub Hemisfério. Corp. P 55-79. 1989. HACKFORT, D.; SCHWENKMEZGER, P. Anxiety. In: In: Singer, R. N.; Murphey, L.; Tennant, K., eds. Handbook of research on sport psychology. New York, MacMillan, 1993. HACKFORT, D.; SPIELBERGER, C. D. Ansiedade no esporte: Uma perspectiva internacional. New York: Pub Hemisfério. Corp. P 55-79. 1989. HARDY, L. Testing the predictions of the cusp castastrophe model of anxiety e performance. The sport psychologist, n. 10, p. 140-156. 1996. HERNANDEZ, J. A. E.; VOSER, R. C.; LYKAWKA, M. G. A. Motivação no esporte de elite: comparação de categorias do Futsal e futebol. Brasil, 2002. Disponível em: <http://www.efdeportes.com>. Acesso em: 6 de mai de 2012. HIRATA, D. S; DEL VECCHIO, F. B. Preparação física para lutadores de Sanshou: Proposta baseada no sistema de periodização de Tudo O. Bompa. Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, v. 6, n. 8, p. 2-17. 2006. HIROTA, V. B.; SCHINDLER, P.; VILLAR, V.. Motivação em atletas universitárias do sexo feminino praticantes do futebol de campo: um estudo piloto. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v.5, número especial, p. 135-142, 2006. HUMARA. M. M.A.The Relationship Between Anxiety and Performance: A Cognitive-Behavioral Perspective. The Online Journal of Sport Psychology. v. 1, n. 2. p 1-14. setembro de 1999. INTERDONATO, G. C. OLIVEIRA, A. R. LUIZ JÚNIOR, C. C. GREGUOL, M. Análise da ansiedade traço competitiva em jovens atletas. Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 8, n. 3, p.1-9, set./dez. 2010. La Rosa, J. (1998). Ansiedade, sexo, nível socioeconômico e ordem de nascimento. Psicologia: Reflexão e Crítica, 11(1), 59-70. 36 LAGO, C; SILVA, S. R; ABURACHID, L. M. C, EGLES, K. R. Ansiedade traço em judocas participantes do projeto de extensão da faculdade Guairacá. Revista de Educação Física da Faculdade Guairacá, anais da VI semana de Educação Física. Disponível em: < www.faculdadeguairaca.edu.br/seer>. Acesso em: 26 mai 2012. LEWIS, A. Problems Presented by the Ambigous Word "Anxiety" as Used in Psychopathology. In: The Later Papers of Sir Aubrey Lewis. Oxford Universuty Press, 1979. LIPP, M. N. Pesquisas Sobre o Stress no Brasil. São Paulo: Papirus, 1996. MACHADO, A. Psicologia do Esporte temas emergentes I: Ápice Editora: Jundiaí SP, 1997.p 111-120. MARTENS, Rainers. Per Comprendre L´stress em La Competicion. USA: Apunts, v.19, p.257-267, 1982. MASSA, M. UEZU, R. BÖHME, M. T. S. Judocas olímpicos brasileiros: fatores de apoio psicossocial para o desenvolvimento do talento esportivo, Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v.24, n.4, p. 81-471, out./dez. 2010. MELO, S.I.L. Ansiedade e Desempenho no Atletismo. Santa Maria, 1984. Dissertação de mestrado – Universidade Federal de Santa Maria. MINICUCCI, A. Motivação. In: MINICUCCI, A. Psicologia aplicada à administração. 5ª Ed. São Paulo. Atlas, 1995. MORAIS, L.C. Ansiedade e Desempenho no Esporte, Revista Brasileira de Ciência e Movimento, vl 4, n 2, 1990. PAIM, M. C. C.. Fatores motivacionais e desempenho no futebol. Revista da Educação Física/UEM, v. 12, n.2, p.73-79, 2 sem.,2002. PELEGRIN, G. C. Ansiedade pré-competitiva: uma revisão. 2009. 65 f. (MONOGRAFIA). Universidade do extremo Sul de Santa Catarina- UNESC. Crisciuma-SC. 2009. PERRY, J., & WILLIAMS, J. (1998). Relationship of Intensity and Direction of Competitive Trait Anxiety to Skill Level and Gender in Tennis. The Sport Psychologist, 12, 169-179. PERROT, C. MUR, J. M. MAINARD, D. Influence of trauma induced by judo practice on postural control, 2000. In: Sá, V. W, Pereira, J. S. Influência de um programa de treinamento físico específico no equilíbrio e coordenação motora em crianças iniciantes no judô. Rev. Bras. Ciên. e Mov. Brasília v. 11, n. 1, p. 45-52. Janeiro. 2003. 37 PETRUZZELLO. S; LANDERS. D; HATFIELD. B; KUBITZ. K; SALAZAR. W. A meta-analysis on the anxiety reducting effects of acute and chronic exercise. Outcomes and mechanisms. Sports Med, n. 11, v. 3, p. 82-143. 1991. REAY, T. Guia Prático do Judô. Editorial Presença. 1985. REBER, A. S. Penguin Dictionary of Psychology. Second edition, Penguin Books. London, England. 1995. RÚBIO, K. Dimensão e abrangência da psicologia do esporte. 2003. Disponível em: <www.pol.org.br/publicações/materia>. Acesso em: 20 jul. de 2011. SAMULSKI, D. M. Psicologia do Esporte: teoria e aplicação prática. Belo Horizote: Imprensa Universitária-UFMG, 1995. SAMULSKI, D. M. Psicologia do esporte: manual para educação física, psicologia e fisioterapia. São Paulo: Manole, 2002. 380 p. SAMULSKI, D. M. Suporte psicológico aos atletas brasileiros durante as Olimpíadas de Atenas 2004. Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v. 20, p.165167set. 2006. SAMULSKI, D.M. Psicologia do Esporte -Conceitos e novas perspectivas, 2" ed., Capo 5 e 10, São Paulo: Manole, 2009. SANTOS, S. G. Judô Filosofia Aplicada. Florianópolis, UFSC. 2009. SANTOS E PEREIRA (1997), Perfil do nível de ansiedade traço pré-competitiva de atletas de esportes coletivos e individuais do estado do Paraná, Movimento ano IV - n6, 1997. SEVERO, A. L. Níveis de ansiedade-traço e ansiedade-estado em nadadores juvenis de ambos os sexos do Estado do Paraná. 1994. 97 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) Universidade Federal de Santa Maria, 1994. SINGER, R.N. Psicologia do esporte: mitos e verdades. 2.ed. São Paulo: Harper e Row do Brasil, 1977. SMITH, R. E.; SMOLL, F. L.; WIECHMAN, S. A. Measuring trait anxiety in sport. In: DUDA, J. L. Advances in sport and exercise psychology measurement. Morgantown: fitness information technology. v. 1, n. 1, p. 105-127. 1998. SPIELBERGER, C. D; GORSUCH, R.L.; LUSHENE, R.E. Inventário de ansiedade traço-estado. Rio de Janeiro: Cepa, 1979. SPIELBERGER, C. D. Measuring anxiety in sports, perspectives and problems. Nova York: Hemisphere P.C. Hackfort, 1989. 128 p. 38 SHIGUNOV, V. Idade, sexo e as modalidades esportivas como fatores influenciadores no nível de ansiedade pré-competitiva. Revista Brasileira Ciências do Esporte, n 18, vol. 3, maio, 1998, 71-76. VOSER, R. C. Futsal: Princípios Técnicos e Táticos. 2ºed. Canoas. Ulbra. 2003. WATSON, B. N. Memórias de Jigoro Kano: O início da história do judô. São Paulo, Cultrix. 2011. WEINBERG, R., GOULD, D. Foundation of Sport and Exercise Psychology. Human Kinetics. 1999. THOMAZ, A. N. C.; LAMP, C. R. R, LIMA; F. A. ALMEIDA JR; M. J. G. SANTIAGO, T. L; LIMA, L. D. C.; MOREIRA. V. M. M. Analise dos níveis de ansiedade précompetitiva na modalidade de judô nos jogos escolares de Rondônia (JOER). Revista Ciência & Consciência, v. 1, n. 1, p 7-18. 2009. . Disponível em: <http://www.revista.ulbrajp.edu.br/seer/inicia/ojs/viewissue.php?id=16> Acesso em: 20 out. 2011. TUBINO, M. J. G. Teoria geral do esporte. São Paulo: Ibrasa, 1987. 80 p. ESPBR. Brasil investe pesado em judô brasileiro em busca de resultado histórico em Londres. Disponível em: <http://www.espbr.com> Acesso em: 25 de Mai de 2012. http://www.efdeportes.com/ Revista Digital, Buenos Aires, Año, 10, n. 86, 2005. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd86/artm.htm>. Acesso em: 16 out., 2011. 39 ANEXOS 40 ANEXO A: QUESTIONÁRIO Qual a Sua Categoria: ( )Super Ligeiro ( )Ligeiro ( ) Meio-Leve ( )Leve ( )Meio-Médio ( )Médio ( )Meio- Pesado ( ) Pesado Quanto Tempo você pratica a modalidade: ( ) -3 anos ( ) 4 anos ( ) 5 anos ( ) + 5 anos Sua Graduação: ( )Branca ( )Amarela ( )Laranja ( )Verde ( )Roxa ( )Marrom ( )Preta Assinale a resposta que corresponde como você se sente durante um campeonato. R: Raramente AV: As vezes F: Frequentemente 1 – Competir contra outras pessoas é agradável 2 – Antes de competir sinto - me mal disposto 3 – Antes de competir preocupo - me se não vou conseguir fazer tudo bem 4 – Em competição sou um bom esportista 5 – Quando estou em competição sinto-me preocupado com os erros que posso cometer 6 – Antes de competir sinto-me calmo 7 – Definir um objetivo é importante em competição 8 – Antes de uma competição fico com uma impressão esquisita no estomago 9 – Mesmo antes de uma competição sinto meu coração bater mais depressa do que o de costume 10- Eu gosto de competir em desportos que exigem muito esforço físico 11- Antes de competir sinto-me descontraído 12- Antes de competir sinto-me nervoso 13- Os desportos de equipe são mais excitantes do que os desportos individuais 14- Eu fico nervoso enquanto estou à espera para começar a competição 15- Antes de competir normalmente sinto-me tenso Sport Competition Anxiety Test ( SCAT ) Idade:_______________ R AV F 1 1 2 2 3 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 1 2 2 3 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 1 2 2 3 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 Total dos Pontos___________ 41 ANEXO B: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA CRIANÇAS UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA Curso de Educação Física e Esportes Campus Pedra Branca TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA ADOLESCENTES Título do Projeto: Estado de Ansiedade em atletas Jovens e Adultos de Judô O seu Filho esta sendo convidado a participar como voluntario de uma pesquisa, que tem como objetivo compreender o nível de ansiedade dos atletas, o instrumento que será utilizado para medir a ansiedade dos competidores de judô, será o questionário SCAT (teste de ansiedade competitiva) que detecta o nível de ansiedade em atletas. A participação do mesmo consistirá. em responder o questionário sobre como ele se sente ao competir. Para a coleta será preciso disponibilizar 5 minutos do seu tempo. Os riscos deste procedimento são mínimos por envolver somente medições não invasivas. Os benefícios e vantagens em participar deste estudo serão o de obter o resultado de uma avaliação cuidadosa da ansiedade decorrente da pratica esportiva. Após a finalização do trabalho será entregue um relatório ao participantes com os resultados da pesquisa. Gostaríamos de deixar claro que está garantida a confidencialidade das informações que seu (sua) filho (a) fornecer e que, a qualquer momento, ele terá a liberdade de retirar seu consentimento e solicitar o afastamento do estudo, caso assim deseje. Solicitamos a sua autorização para o uso dos dados de seu (sua) filho (a) para a produção de artigos técnicos e científicos. A privacidade dos mesmos serão mantida através da não-identificação dos nomes. Agradecemos a participação e colaboração do seu (sua) filho (a). Caso exista alguma dúvida sobre a pesquisa, favor entrar em contato com os pesquisadores nos telefones e email abaixo: 42 CONTATOS: Orientadora: Profª Tatiana Marcela / (48) 84085480 / [email protected] Orientada: Fabíola Vieira da Silva / (48) 8463-2128 / [email protected] TERMO DE CONSENTIMENTO Declaro que fui informado sobre todos os procedimentos da pesquisa e, que recebi de forma clara e objetiva todas as explicações pertinentes ao projeto e, que todos os dados a respeito de meu (minha) filho (a) serão sigilosos. Declaro que fui informado que posso retirar meu (minha) filho (a) do estudo a qualquer momento. Nome e assinatura por extenso do Responsável: _______________________________________________________________________ Nome e assinatura do Atleta. ___________________________________________________________ Florianópolis _______/______/_______ 43 ANEXO C: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA ADULTOS UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA Curso de Educação Física e Esportes Campus Pedra Branca Título do Projeto: Estado de Ansiedade em atletas Jovens e Adultos de Judô Você está sendo convidado a participar como voluntario de uma pesquisa, que tem como objetivo compreender o nível de ansiedade dos atletas, o instrumento que será utilizado para medir a ansiedade dos competidores de judô, será o questionário SCAT (teste de ansiedade competitiva) que detecta o nível de ansiedade em atletas. A participação do mesmo consistirá. em responder o questionário sobre como ele se sente ao competir. Para a coleta será preciso disponibilizar 5 minutos do seu tempo. Os riscos deste procedimento são mínimos por envolver somente medições não invasivas. Os benefícios e vantagens em participar deste estudo serão o de obter o resultado de uma avaliação cuidadosa da ansiedade decorrente da pratica esportiva. Após a finalização do trabalho será entregue um relatório ao participantes com os resultados da pesquisa. Gostaríamos de deixar claro que está garantida a confidencialidade das informações e que a qualquer momento, você poderá retirar-se do estudo, caso assim deseje. Solicito a sua autorização para o uso dos dados coletados para a produção de artigos técnicos e científicos. A privacidade dos mesmos serão mantida através da não-identificação dos nomes. Agradecemos a sua participação. Caso exista alguma dúvida sobre a pesquisa, favor entrar em contato com os pesquisadores nos telefones e email abaixo: 44 CONTATOS: Orientadora: Profª Tatiana Marcela / (48) 84085480 / [email protected] Orientada: Fabíola Vieira da Silva / (48) 8463-2128 / [email protected] TERMO DE CONSENTIMENTO Declaro que fui informado sobre todos os procedimentos da pesquisa e, que recebi de forma clara e objetiva todas as explicações pertinentes ao projeto e, que todos os dados a meu respeito serão sigilosos. Declaro que fui informado que posso me retirar do estudo a qualquer momento. Nome e assinatura do Atleta. ___________________________________________________________ Florianópolis _______/______/_______