HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES
DA COMPANHIA DE JESUS
Ayala de Sousa Araújo1
Universidade Federal de Sergipe - UFS
Núcleo de Pós-Graduação em educação – NPGED
[email protected]
RESUMO
Este estudo teve o propósito de refletir sobre a contribuição dos Jesuítas no processo de
alfabetização no período do Brasil colonial. Se há relatos do processo de alfabetização e
especificamente, dos métodos utilizados pela Companhia de Jesus. Para o alcance do objetivo
proposto esta pesquisa se desenvolveu com base em uma revisão bibliográfica, mediante
diálogo com Araújo (1999), Azevedo (1963), a tese de Mariza Vieira da Silva intitulada
“História da alfabetização no Brasil: a constituição de sentidos e do sujeito da escolarização”
(1998), bem como as importantes contribuições de Bontempi (1995), Nascimento (2003),
Thompson (1981) e Toledo (1995). O principal intuito desse trabalho é contribuir com
reflexões na compreensão da história do processo de alfabetização colonial brasileiro a partir
da hipótese de que podemos sim, falar na história do processo de alfabetização a prática desta
e a criação e utilização de métodos, desde o período colonial pelos padres Jesuítas da
Companhia de Jesus.
Palavras-chave: Alfabetização. Companhia de Jesus. Brasil Colônia.
Introdução
Compreendendo que a história é resultado da memória do passado, dos
acontecimentos e das ações dos indivíduos ao longo dos tempos, e que “a pesquisa histórica é
um contexto dentro do qual os acontecimentos, os comportamentos, as instituições e os
processos podem ser descritos” (NUNES, 2000, p. 44), este estudo situa-se no campo da
história e da historiografia educacional brasileira.
A realização desse estudo evidenciou-se principalmente a partir de duas situações.
Uma, por se tratar da categoria do meu objeto de estudo no curso de mestrado que é a
1
Graduada em Pedagogia (UESC); Especialização em Psicopedagogia (FACINTER); Especialização
em Educação para as Relações Étnico Raciais (UESC); Mestranda em Educação NPGED/UFS.
alfabetização de crianças em suas dimensões teórico-epistemológicas. Outra, que em
decorrência das aulas na Disciplina Educação Brasileira, ministrada pelo Professor Dr. Jorge
Carvalho do Nascimento, motivei-me a fazer um levantamento sobre a história da
alfabetização, com enfoque no período colonial, mais precisamente, sobre o método de
alfabetização utilizado pelos jesuítas, sem perder de vista o caráter ideológico em que estava
permeado.
Assim, pretendi realizar o presente estudo realizando um pequeno levantamento da
história do processo de alfabetização no período colonial, tentando evitar enfocar a história à
luz do presentismo, isto é, tentando não incorrer no erro de cometer anacronismos ou em
tomar a “história como tribunal, ‘onde o olhar se transmuta em ‘olhar julgador’ e gera
‘versões estereotipadas dos movimentos educativos’” [...], isto é, “como guia para a ação do
presente” (NASCIMENTO, 2003. p. 58).
Ainda, levando-se em conta que “[...] os fatos históricos sobrevivem (como textos) de
modos fortuitos ou pré-selecionados: chegam sempre já no interior de um campo ideológico
(de uma certa sociedade do passado, e em termos de sua própria auto avaliação); não são,
portanto, de modo algum 'neutros'” (THOMPSON, 1981, p. 44), o principal intuito desse
trabalho foi o de buscar refletir sobre qual seria a contribuição dos padres Jesuítas no processo
de alfabetização no Brasil colonial.
Para a elaboração deste trabalho foi realizada uma revisão de literatura, onde se
selecionou alguns autores que produziram conteúdos relacionados com a temática, onde se fez
levantamentos histórico-bibliográficos através de livros, artigos, monografias e documentos
disponibilizados via internet.
Desse modo, presenciamos relatos referentes ao período do Brasil colônia que fazem
abordagem ao enfoque ideológico das ações da Companhia de Jesus em relação à
catequização de pessoas nesse período. Diz Azevedo que “no conjunto da vida social,
múltipla e complexa, a educação cristalizada em instituições não é senão um dos numerosos
fatores que influem sobre a formação do individuo e o desenvolvimento das sociedades”
(AZEVEDO, 1996, 584). Ou, como nos diz Nunes (1984, p. 273) a educação sempre foi “[...]
ligada ao sistema de classes, estruturada em torno de seus interesses”.
Entretanto, levando em conta o caráter ideológico presente nas ações dos padres
Jesuítas da Companhia de Jesus, buscou-se nesta pesquisa analisar, especificamente, se há
relatos do processo e método de alfabetização utilizado pela Companhia de Jesus. Se há,
como se dava esse processo, quais seriam estes métodos, como eram utilizados. Nesse,
sentido, levanta-se a hipótese de que podemos sim, falar na história do processo de
alfabetização levando-se em consideração a criação e utilização de métodos, desde o período
colonial pelos Jesuítas da Companhia de Jesus.
Esta reflexão desenvolveu-se com base em uma revisão bibliográfica mediante diálogo
com Araújo (1999), Azevedo (1963), a tese de Mariza Vieira da Silva intitulada “História da
alfabetização no Brasil: a constituição de sentidos e do sujeito da escolarização”, bem como
as importantes contribuições de Bontempi Jr. (1995), Nascimento (2003), Thompson (1981) e
Toledo (1995).
O principal intuito desse trabalho é o de contribuir com reflexões na compreensão da
história do processo de alfabetização colonial brasileiro. Entendendo que ao tratar de questões
relacionadas à nossa memória, podemos expandir nossos conhecimentos sobre a alfabetização
no Brasil Colônia e sua provável influência na produção intelectual brasileira do período,
ratificando a ideia desta como um bem cultural imprescindível a todas as pessoas.
A Companhia de Jesus e a Instrução Brasileira
Os pesquisadores de modo geral insistem em abordar a questão da alfabetização no
Brasil a partir do século XIX em diante, mais especificamente, a partir da década de 1930. No
entanto é sabido que a história da educação brasileira é bem anterior e “investigar suas
particularidades, seus critérios, seu perfil e seus resultados, como história e como memória”
(BONTEMPI JÚNIOR, 1995, p. 12), nos ajuda a compreender o processo educacional ao
longo dos tempos.
É possível evidenciar a importância da escrita e seus efeitos de produção na obra de
Araujo (1999). Em sua obra o autor contribui de forma significativa na compreensão e
expansão cultural e literária brasileira. Ao tratar de questões relacionadas à nossa memória
expande o nosso conhecimento nacional sobre os livros e leituras no Brasil colônia e sua
provável influência na produção intelectual brasileira do período, ratificando a ideia da leitura
como um bem cultural imprescindível a todas as pessoas e que mesmo sendo poucos os livros
existentes havia o intercambio dos mesmos, entre as pessoas. Inclusive havia o intercâmbio,
às vezes em forma de contrabando, não só entre pessoas como entre localidades e países. Tal
medida favorecia a ampliação do repertório cultural e intelectual das pessoas no período.
Conforme a obra de Araujo (1999) “o leitor comum brasileiro em quinhentos
praticamente inexistiu, ou existiu em níveis bem diminutivos: leitores foram os Jesuítas e
mesmo estes tinham poucos livros” (p. 464).
Assim, a partir do contato com a obra de Araújo (1999), que traz uma importante
contribuição para a memória da educação brasileira sobre os livros e perfil de leitor, instigoume, investigar e refletir sobre o processo de alfabetização no período colonial,
especificamente, na ação dos padres Jesuítas.
Levando-se em consideração os estudos realizados por Araújo (1999), pode-se afirmar
que a História da Educação no Brasil inicia-se com a chegada da expedição do primeiro
Governador Geral do Brasil, Tomé de Sousa em 1549, que trouxe com ele os padres da
Companhia de Jesus, assim, “devemos destacar como importante a contribuição da
Companhia de Jesus na instrução pública brasileira” (p. 23).
Confirmando isso, diz Azevedo (1963 p. 501), que
[...] a vinda dos padres jesuítas, em 1549, não só marca o início da história
da educação no Brasil, mas inaugura a primeira fase, a mais longa dessa
história, e, certamente, a mais importante pelo vulto da obra realizada e,
sobretudo pelas consequências que dela resultaram para nossa cultura e
civilização.
Evidente que o trabalho dos jesuítas esteve relacionado a um movimento maior, em
favor da ideologia da “contrarreforma”, contribuindo para que a educação no período colonial
ocupasse um lugar secundário no cotidiano da colônia e nos interesses políticoadministrativos da Coroa portuguesa, pois a mesma não tinha interesse em formar na colônia
uma massa pensante, até porque a educação é “definida como o lugar da transmissão das
tradições ou das consciências coletivas, o lugar da ação coercitiva que molda os indivíduos a
imagem da sociedade” (TOLEDO, 1995, p. 115).
No entanto, em muitos momentos da história do período colonial, os Jesuítas
contrariaram o pacto colonial, incentivando a fundação de colégios, missões e escolas em
diversas partes do território brasileiro, confirmando o que nos diz Toledo (1995, p. 20) que “o
momento histórico se revela, na medida em que vai se tecendo a identidade do grupo perante
cada um dos temas, e a forma pela qual age para impor seu próprio projeto, a cada novo
desafio que lhe é posto, conforme os novos acontecimentos”.
Apesar das críticas à ação pedagógica e missioneira dos padres Jesuítas no Brasil, esta
foi primordial para o desenvolvimento da colônia. Os Jesuítas tinham também a
responsabilidade de além de fundar missões, manter escolas elementares e escolas secundárias
com as devidas adaptações à realidade local.
Nesse sentido, instigou-me refletir sobre qual seria a contribuição dos Jesuítas na
história do processo de alfabetização e se há relatos do método de alfabetização utilizado pela
Companhia de Jesus.
Responde Araújo (1999, p. 32), que “foram os padres da companhia que nos
trouxeram o alfabeto, o latim, a gramática e a literatura de fundo místico e ascético”. Mas
como se dava esse processo?
Os padres aprenderam as línguas indígenas nativas para poder elaborar recursos para
atrair e estimular as crianças, “compunha canções, escrevia pequenas peças de teatro e
organizava compêndios que eram copiados e recopiados”. (AZEVEDO, 1963, p.506), para
aprendizagem da língua portuguesa, catequização dos os índios e ensinando latim e gramática
para os brancos e mamelucos. Estes últimos poderiam posteriormente escolher estudar
teologia, ou preparar-se para as carreiras liberais.
Percebe-se de qualquer forma, para além da ideologia da Companhia de Jesus a
importância da alfabetização, tanto para os índios como para os brancos e mamelucos, sem a
qual não seria possível a catequização ou o avanço nos estudos.
Buscando outra fonte de análise à minha indagação realizei o levantamento de teses
e/ou dissertações disponíveis no Banco de Teses, do período de 1987 a 2010, no portal de
periódicos da CAPES, que tratasse da história da alfabetização dando enfoque ao período de
corte colonial, com o intuito de aprofundar minhas reflexões.
Encontrei a tese de Mariza Vieira da Silva intitulada “História da alfabetização no
Brasil: a constituição de sentidos e do sujeito da escolarização”, defendida em 01/05/1998, no
curso de Doutorado em Linguística da Universidade Estadual de Campinas – SP, que foi a
que melhor se aproximou com o diálogo nesse momento sobre a alfabetização no período
colonial.
Na referida tese, Silva (1998), trabalha o tema história da alfabetização,
[...] em uma dimensão histórica, da perspectiva da análise do discurso,
fundada nos trabalhos de Michel Pêcheux, visando compreender o processo
de constituição dos sentidos e do sujeito da escolarização no Brasil, e
tomando como referência as políticas e as práticas linguísticas e pedagógicas
de leitura e de escrita dos séculos iniciais da colonização. (p. 6)
Assim, a autora realiza o trabalho de ler os discursos produzidos sobre o século XVI,
principalmente em relação aos padres Jesuítas como fontes pertinentes e disponíveis, mas
também como fundadores de um discurso da alfabetização no Brasil. Discurso este
compatível com “o sistema educacional e cultural em formação desde D. João VI”
(AZEVEDO, 1996, p. 554). Isso é compreensível na medida em que como nos diz Araujo
(1999, p. 76),
[...] Sem dúvida, o modelo jesuítico estigmatizou o pensamento escolástico
de forma circular, intensiva e extensivamente. A repressão mental moldou.
Daí, resultam, possível e passivamente, assuntos e matérias que não
demandem iminentes riscos para a reiteração autoritária da Igreja.
A autora afirma, com base na pesquisa realizada, que o discurso sobre a alfabetização
no período colonial, em sua dimensão histórica, é praticamente inexistente no Brasil,
entretanto, ressalta a importância inquestionável de investigar seu processo de construção, ao
longo do tempo.
Porem, Silva (1998, p. 42), adverte que,
[...] é importante não tratar pedagogicamente a própria "História da
alfabetização" - reconstruir sentidos e acontecimentos, propor começos e fins
-, fazendo o sujeito viver como se sua história não fosse como foi, refazendo
a história do alfabetizado e do analfabeto: produzindo magicamente um novo
sujeito. É preciso buscar desvelar pelo texto e com o texto as bases de
fundação desse sujeito e sentido, não se esquecendo de que há sempre
interpretação, pois os fatos reclamam sentido e os homens são condenados a
significar.
Dentre as fontes utilizadas pela autora, destaca-se o “discurso religioso dos séculos
XVI e XVII, de relatos de viajantes e missionários2” e o “discurso científico de diferentes
áreas do conhecimento dos séculos XIX e XX” entre eles Fernando de Azevedo em seu livro
“A cultura Brasileira”, tais opções valeu-se devido à “escassez de estudos e pesquisas sobre o
tema e a raridade e fragmentação de arquivos e acervos no País”, também foi utilizada a
dissertação de mestrado em filosofia da educação, de Ana Maria Araújo Freire,
"Analfabetismo no Brasil: da ideologia da interdição do corpo à ideologia nacionalista, ou de
como deixar sem ler e escrever desde as Catarinas (Paraguaçu), Filipas, Madalenas, Anas,
Genebras, Apolônias, e Grácias até os Severinos", que cobre o período de 1534 a 1930.
Em sua tese Silva (1998), expressa que seu objetivo é compreender a história de
constituição dos sentidos sobre a leitura e a escrita como uma referência para o país, ou seja,
em relação aquilo que ficou. Este é o campo discursivo a ser analisado pela revelação dos
trabalhos explorados.
2
A carta de Pero Vaz de Caminha; Cartas do Brasil de Manoel da Nóbrega; Cartas, informações,
fragmentos históricos e sermões de José de Anchieta; As singularidades da França Antártica de André
Thevet; Tratado da Província do Brasil de Pêro Magalhães de Gândavo; Viagem à terra do Brasil de
Jean de Léry, História do Brasil: 1500-1627 de Frei Vicente do Salvador e Sermão do Espírito Santo
de Antônio Vieira.
Assim, em relação à pedagogia utilizada pelos Jesuítas, a autora também evidencia o
bilinguismo: as línguas indígenas ao lado do português e do latim. No entanto, a autora
também aponta para a enorme escassez, “raridade mesmo”, de pesquisas, estudos, arquivos e
acervos sobre o tema, da alfabetização no Brasil, no período colonial.
Assim, não se pode negar a partir das fontes que se dispõe que, apesar da violência do
silenciamento do imaginário como unidade histórica e cultural, a chegada da escrita alfabética
portuguesa ao Brasil pela Companhia de Jesus, possibilitou a criação de novos referenciais e o
estabelecimento de outra relação com o real aos nativos e colonizadores aqui presentes.
Entretanto, a autora adverte-nos sobre a necessidade de precaução diante da escassez,
incompletude, fragmentação e dispersão das fontes disponíveis, para que não caiamos na
armadilha de determinar interpretações e justificar resultados, tornando evidente que “a
história real o conhecimento histórico são coisas totalmente distintas”. (THOMPSSON, 1981,
p. 28).
Nesse sentido, corrobora também Azevedo (1963, p. 27-28) ao dizer que,
[...] ainda mesmo quando falamos sobre o país como objeto dado à
observação, e não o fazemos falar como uma pessoa e, por maior que seja o
nosso esforço de objetividade, não raramente acontece cedermos, aqui e ali,
sob a pressão de nossas lembranças e de nossa própria formação intelectual,
aos sentimentos e às apreciações subjetivas o lugar que devia caber aos
juízos fundados em observações.
Algumas considerações não conclusivas
As reflexões aqui realizadas procurou pontuar, com algumas considerações, que a
trajetória histórica da educação no Brasil, contribui para reafirmar a presença do processo de
alfabetização em nosso país não como uma coisa recente, mas presente na sociedade brasileira
desde o período colonial.
O estudo realizado contribui para reafirmar a importante contribuição da Companhia
de Jesus para a educação no período colonial brasileiro, para o processo de alfabetização bem
como no processo de ensino do alfabeto, do latim, da gramática e da literatura mítica e
ascética.
No entanto, em se tratando da escassez de fontes no arquivo referente a este período
especifico, não podemos precisar o nascimento da história do processo de alfabetização,
justificando talvez a escolha da maioria dos pesquisares em abordar a questão da alfabetização
no Brasil a partir do século XIX em diante, mais especificamente, a partir da década de 1930.
Cabe-nos refletir ainda, sobre a necessidade da compreensão das regras as quais se
produz o conhecimento histórico, não confundindo história e memória.
Nesse sentido podemos sim falar na história do processo de alfabetização levando-se
em consideração a criação e utilização de métodos, desde o período colonial pelos Jesuítas da
Companhia de Jesus, para o alcance de suas metas ideológicas.
REFERÊNCIAS
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AZEVEDO, Fernando de. O sentido da educação colonial. In: A cultura brasileira. Parte III.
4 ed. Brasília: Editora da UNB, 1963. P 501-551.
BONTEMPI Jr., Bruno. História da Educação Brasileira: o terreno do consenso.
Dissertação de mestrado, Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: História e
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NASCIMENTO, Jorge Carvalho do. Historiografia Educacional Sergipana: uma crítica aos
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(1998).
Disponível
em:
http://www.ucb.br/sites/100/165/TeseseDissertacoes/HistoriadaalfabetizacaonoBrasil.pdf.
Acesso em 27.04.2012.
THOMPSON, E. P. A Miséria da Teoria ou um Planetário de Erros: uma crítica ao
pensamento de Althusser. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981.
TOLEDO, Maria Rita de Almeida. Fernando de Azevedo e a Cultura Brasileira: ou as
aventuras e desventuras do criador e da criatura. São Paulo, PUC. (Dissertação de Mestrado
em Educação). 1995
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