Portuguese translation of Immunisation for babies just after their first birthday
Vacinação para bebés
logo após o primeiro ano de vida
Introdução
Este folheto contém fatos sobre a primeira vacina VASPR (MMR – em inglês) e o
reforço das vacinas PCV e Hib/Men C, que o seu filho deve receber logo após o
primeiro ano de vida. Se pretende obter algum esclarecimento sobre esta
informação, contacte o seu médico de clínica geral (GP), assistente de saúde ou
enfermeira. Pode também encontrar ajuda em:
www.publichealth.hscni.net ou www.nhs.uk/planners/vaccinations
As vacinas que originalmente eram administradas logo após o primeiro ano de vida
foram combinadas de forma a efetuar apenas uma visita, para assim simplificar o
processo. A opinião dos especialistas e os inquéritos aos pais apoiam esta
simplificação.
O que é a VASPR (MMR – em inglês)?
A vacina VASPR protege o seu filho contra o sarampo, a parotidite (papeira) e a
rubéola. O seu filho deve receber uma dose de VASPR logo após o seu primeiro
ano de vida e uma segunda dose antes de começar a escola. Desde a introdução
da VASPR em 1988, o número de crianças que contraíram estas doenças caiu para
o mais baixo de sempre.
O sarampo, a parotidite (papeira) e a rubéola podem ter graves complicações.
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O sarampo pode causar otites, problemas respiratórios e meningite/encefalite
(inflamação do cérebro). As probabilidades de causar morte são 1 em cada 2
500 – 5 000.
A parotidite (papeira) pode causar surdez, normalmente com recuperação parcial
ou completa, e testículos inchados e doridos em rapazes mais velhos e homens
adultos. Esta era a maior causa da meningite viral nas crianças.
A rubéola também pode causar a inflamação do cérebro e pode afetar a
coagulação do sangue. Em mulheres grávidas pode causar aborto espontâneo
ou problemas de saúde graves para os seus bebés, tais como cegueira, surdez,
problemas de coração ou lesões cerebrais.
É importante lembrar que sem a vacina VASPR quase todas as crianças
apanhariam todas as três doenças.
A VASPR tem alguns efeitos secundários?
Como com todos os medicamentos, há alguns efeitos secundários associados às
vacinas. Estes são, na sua maioria, ligeiros e duram apenas um curto espaço de
tempo, por ex., vermelhidão e inchaço no local da aplicação da vacina.
A VASPR contém três vacinas separadas numa só injeção. As vacinas actuam em
alturas diferentes. Cerca de uma semana a 10 dias após a vacina VASPR, algumas
crianças tornam-se febris, apresentam uma erupção cutânea parecida à do sarampo
e perdem o apetite à medida que a parte da vacina correspondente ao sarampo
começa a fazer efeito.
Duas semanas após ter recebido a VASPR, o seu filho pode, muito raramente,
apresentar uma erupção cutânea de pequenas manchas que parecem hematomas,
devido aos efeitos da parte da vacina correspondente à rubéola. Estas manchas
desaparecerão por si mesmas, mas caso encontre este tipo de manchas, mostre-as
ao seu médico.
Cerca de três semanas após a vacina ter sido aplicada, a criança pode, por vezes,
contrair uma forma ligeira de parotidite (papeira), à medida que a parte desta vacina
na VASPR começa a fazer efeito.
Ocasionalmente, as crianças reagem mal à vacina VASPR. Cerca de 1 em cada
1 000 terá uma convulsão febril, causada por uma febre elevada, devido à parte da
vacina correspondente ao sarampo (consultar a secção Como tratar uma febre).
Não existem provas de que esta possa trazer problemas a longo prazo. Uma criança
que tem sarampo tem cinco vezes mais probabilidades de ter uma convulsão febril
em resultado da doença.
As vacinas podem também causar reações alérgicas. Estas são raras, cerca de um
caso em meio milhão de vacinas. Embora sejam preocupantes quando acontecem,
o tratamento leva a uma recuperação rápida e completa.
Foi registado cerca de um caso de encefalite (inflamação do cérebro) em cada
milhão de vacinas. Esta probabilidade não é mais alta do que a de uma criança
contrair encefalite sem a vacina. Mas o sarampo provoca encefalite em 1 de cada
5 000 crianças que contraem a doença.
As comparações entre os efeitos secundários da VASPR e os efeitos secundários
do sarampo, parotidite (papeira) e rubéola mostram que a vacina é muito mais
segura que as doenças.
Complicações
Taxa após a doença natural
Convulsões febris
(devido a febres
elevadas)
Meningite/inflamação
do cérebro
(encefalite)
Problemas que afetam a
coagulação do sangue
Morte
(dependendo da idade)
1 em 200
Taxa após a 1ª
dose de VASPR
1 em 1 000
Entre 1 em 200 a 1 em 5 000
1 em 1 000 000
1 em 3 000
1 em 24 000
Entre 1 em 2 500 a 1 em 5 000
Nenhuma
Os pais e prestadores de cuidados podem também comunicar a suspeita de efeitos
secundários das vacinas e medicamentos através do Yellow Card Scheme. Podem
fazê-lo online, através do sítio www.yellowcard.gov.uk, ou por telefone através da
linha Yellow Card, com o número gratuito 0808 100 3352 (disponível de segunda a
sexta-feira, das 09:00 às 17:00).
Fatos sobre a vacina VASPR
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A vacina VASPR protege as crianças contra o sarampo, a parotidite (papeira) e a
rubéola.
Em 30 anos, foram administradas mais de 500 milhões de doses de VASPR em
mais de 100 países. O registo de segurança desta vacina é excelente.
Não existem provas de qualquer relação entre a VASPR e o autismo ou a
doença inflamatória intestinal.
Administrar as vacinas em separado pode ser prejudicial. Deixa as crianças
expostas ao risco de contraírem sarampo, parotidite (papeira) e rubéola.
De todos os países onde a VASPR está disponível, não há nenhum que
recomende a aplicação de todas as vacinas em separado.
No ano anterior à introdução da VASPR no Reino Unido, 86 000 crianças
contraíram sarampo e 16 morreram. Devido à baixa aceitação da vacina, têm
ocorrido surtos recentes na Europa e algumas crianças morreram.
E em relação aos rumores sobre a relação entre o autismo e a VASPR?
Embora o autismo seja cada vez mais reconhecido, já se registava o aumento desta
doença antes da VASPR ser introduzida. Normalmente, os pais reparam nos
primeiros sintomas de autismo nas crianças após o primeiro ano de vida. A VASPR
é normalmente administrada às crianças por volta desta idade, mas isso não
significa que a VASPR provoque autismo.
No Reino Unido e em muitos outros países foi levado a cabo um abrangente estudo,
que envolveu centenas de milhares de crianças, a fim de se encontrar uma relação
entre a vacina VASPR e o autismo. Não foi encontrada qualquer relação.
Especialistas de todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde,
concordam que não há relação entre a VASPR e o autismo.
As crianças já foram seguidas o tempo suficiente após a administração da
VASPR para sabermos que é segura?
Nos EUA, a VASPR é administrada há 40 anos e mais de 500 milhões de doses já
foram administradas em todo o mundo. A segurança desta vacina tem sido
cuidadosamente monitorizada em vários países, por ex., na Finlândia, onde as
crianças recebem duas doses de VASPR desde 1982, as reações documentadas
após a VASPR foram seguidas durante 14 anos. Não houve qualquer relatório de
danos permanentes devido à vacina. De fato, está provado que a VASPR é uma
vacina bastante eficaz com um registo de segurança excelente.
O que é a vacina Hib/MenC?
O seu filho precisará de uma dose da vacina combinada Hib/MenC para reforçar a
sua proteção contra as infeções Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e a
meningocócica grupo C. O seu filho terá recebido doses anteriores aos 3 e 4 meses
de idade. Esta dose de reforço fornece proteção a longo prazo por toda a infância
contra duas causas de meningite e septicemia (infeção do sangue).
O reforço Hib/MenC tem alguns efeitos secundários?
O seu bebé pode apresentar inchaço, vermelhidão ou dor no local da aplicação da
vacina. Cerca de metade dos bebés que recebem a vacina podem mostrar alguma
irritabilidade e cerca de 1 em cada 20 poderá ter uma febre ligeira. Muito raramente,
a vacina pode causar uma reação alérgica (consultar a secção abaixo A PCV tem
alguns efeitos secundários?).
O que é a Vacina antipneumocócica (PCV)?
A vacina pneumocócica [em inglês pronunciada new-mo-cock-al e em português
pronunciada pneu-mo-có-ci-ca] protege o seu filho contra uma das causas mais
comuns da meningite, e também contra outras doenças, tais como otites severas
(otites médias) e pneumonia, causadas pelos tipos mais comuns da bactéria
pneumococo. Esta vacina não protege contra todos os tipos de infeção
pneumocócica e também não protege contra a meningite causada por outras
bactérias ou vírus. Antes desta dose de reforço da PCV logo após o seu primeiro
ano de vida, o seu filho já deve ter recebido duas doses de PCV, aos 2 e aos 4
meses de idade.
O que é a infeção pneumocócica?
A infeção pneumocócica é umas das causas mais comuns de meningite, mas
provoca também otites severas, pneumonia, entre outras doenças.
A PCV tem efeitos secundários?
Em cada 10 bebés vacinados, um ou dois pode apresentar inchaço, vermelhidão ou
dor no local da aplicação da vacina, ou ter uma febre ligeira (consultar a secção
abaixo Como tratar uma febre).
Muito raramente, uma vacina pode causar uma reação alérgica, tal como uma
erupção cutânea ou comichão, que afete parte ou o corpo todo. Mais raramente
ainda, as crianças podem ter uma reação severa, poucos minutos após a vacinação,
causando dificuldades respiratórias e possivelmente o colapso. Esta é designada
por reação anafilática. Um estudo recente mostrou que, em cerca de meio milhão de
vacinas administradas, é registado um caso de anafilaxia. Embora as reações
alérgicas possam ser preocupantes, o tratamento leva a uma recuperação rápida e
completa.
Algumas questões que possa ter
Há alguma razão pela qual o meu filho não deva ser vacinado com a Hib/MenC,
a VASPR ou a PCV?
Há pouquíssimas razões pelas quais o seu filho não deva ser vacinado. Deverá
informar o seu GP ou enfermeira caso o seu filho:
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tenha uma temperatura muito elevada ou febre;
tenha tido convulsões ou convulsões febris;
tenha tido uma reação a alguma vacina;
tenha uma alergia severa a alguma coisa;
tenha doenças hemorrágicas;
tenha recebido tratamento para o cancro;
tenha alguma doença que afete o sistema imunitário (por ex., leucemia, VIH ou
SIDA);
esteja a tomar alguma medicação que afete o sistema imunitário (por ex., uma
dose elevada de esteroides ou tratamentos dados após transplante de órgãos ou
tratamento de cancro);
tenha alguma outra doença grave.
Estas razões nem sempre significam que o seu filho não possa ser vacinado, mas
ajudam o médico ou enfermeira a decidir quais serão as melhores vacinas para o
seu filho e se precisam de lhe dar mais algum conselho. Um historial de doença na
família nunca é razão para um bebé não ser vacinado.
Não seria melhor para as crianças se recebessem as vacinas em separado?
Combinar as vacinas é mais simples e existem provas suficientes de que este é um
procedimento perfeitamente seguro. Dar as vacinas em separado significaria seis
vacinas ao invés de três e deixaria a criança exposta a algumas das doenças por
mais tempo. Estas doenças podem ser graves ou mesmo fatais.
Existe a crença de que administrar várias vacinas ao mesmo tempo sobrecarrega o
sistema imunitário da criança. Não é o caso. A partir do nascimento, o sistema
imunitário dos bebés protege-os das centenas de vírus e bactérias que os rodeiam.
A Organização Mundial de Saúde aconselha que não sejam administradas as
vacinas em separado porque deixariam as crianças expostas aos riscos e não
trariam quaisquer benefícios.
O que acontece se o meu bebé tiver uma temperatura elevada após a
vacinação?
Os efeitos secundários das vacinas são pouco comuns, normalmente ligeiros e
desaparecem rapidamente. Alguns bebés podem ter uma temperatura elevada ou
febre (mais de 37,5° C). Se o rosto do seu bebé lhe parecer quente ao toque e
estiver ruborizado ou corado, provavelmente o bebé terá febre. Deve medir-lhe a
febre com um termómetro.
As febres são relativamente comuns em bebés e crianças. Frequentemente têm-nas
devido a infeções. Ocasionalmente, a febre pode levar o bebé a ter uma convulsão
febril. Qualquer febre pode causar uma convulsão febril, quer seja devido a uma
infeção ou vacina. Por isso, é importante saber o que fazer se o seu bebé tiver
febre. Lembre-se, é mais provável que a febre seja causada por doenças que por
vacinas.
Como tratar uma febre
1. Mantenha o seu bebé fresco e assegure-se de que:
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o bebé não está demasiado coberto com roupas ou mantas;
o quarto do bebé não está demasiado quente (também não deve estar frio,
apenas agradavelmente fresco).
2. Dê-lhe bastantes bebidas frescas.
3. Dê-lhe paracetamol infantil ou ibuprofeno líquido (peça-o sem açúcar). Leia as
instruções na garrafa com cuidado e dê ao seu bebé a dose correta para a sua
idade. Poderá ter de lhe dar uma segunda dose quatro a seis horas depois.
Lembre-se, nunca dê medicamentos que contenham aspirina
a crianças com menos de 16 anos de idade.
Ligue para o médico imediatamente caso o seu filho:
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tenha uma febre muito alta (39°C ou acima);
tenha uma convulsão febril.
Se o seu filho tiver uma convulsão febril, deite-o de lado num lugar seguro, pois o
seu corpo pode estremecer ou ter espasmos.
Reconhecer a meningite e a septicemia
A vacina contra a MenC, a vacina contra a Hib e a vacina antipneumocócica
protegem contra três tipos de meningite e septicemia (infeção do sangue). Existem
outros tipos para os quais não há vacinas, por isso é sempre importante ter atenção
aos sinais e sintomas.
A meningite pode causar inchaço das membranas do cérebro. Os mesmos germes
podem também causar infeção do sangue (septicemia). Um bebé ou uma criança
com meningite ou septicemia pode ficar muito doente num espaço de horas. Se não
forem tratadas, ambas as doenças podem ser fatais. Os primeiros sintomas da
meningite são ligeiros e semelhantes aos sintomas da constipação e da gripe, tais
como uma febre elevada (37,5°C e acima), irritabilidade, vómitos e recusa em
comer. Contudo, alguns dos sinais importantes a ter em atenção estão listados
abaixo.
Nos bebés, os principais sintomas da meningite podem incluir:
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um choro muito agudo e queixoso
irritabilidade quando é pegado ao colo
uma saliência na fontanela (zona mole entre os ossos do crânio)
sonolência e falta de energia – dificuldade em acordar
falta de controlo muscular e apatia ou rigidez com movimentos bruscos
recusa em alimentar-se, vómitos
pele pálida, manchada ou azulada
febre
convulsões ou convulsões febris
E os principais sintomas da septicemia podem incluir:
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respiração acelerada ou com padrões pouco comuns
pele pálida, manchada ou azulada
febre com pés e mãos frios
tremores
vómitos, recusa em alimentar-se
manchas vermelhas ou roxas que não se atenuam quando sob pressão (faça
o teste do copo explicado abaixo)
dor ou irritabilidade proveniente de dores musculares ou dores fortes nos
membros e articulações
falta de controlo muscular
sonolência extrema
Se pressionar firmemente um copo de vidro contra uma erupção cutânea
septicémica, a erupção não desaparecerá. Poderá observar a erupção através do
copo de vidro. Se isto acontecer, procure ajuda médica imediatamente.
Programa de rotina de vacinação infantil
Quando vacinar
Doenças contra as quais a vacina protege Como é
administrada
2 meses
Difteria, tétano, pertussis (tosse convulsa),
poliomielite e Hib
Uma injecção
Uma injecção
Infecção pneumocócica
3 meses
Rotavírus
Via oral
Difteria, tétano, pertussis, poliomielite e Hib Uma injecção
Meningite C
4 meses
Logo após o
primeiro aniversário
3 anos e 4 meses
Uma injecção
Rotavírus
Via oral
Difteria, tétano, pertussis, poliomielite e Hib Uma injecção
Infecção pneumocócica
Sarampo, papeira e rubéola
Uma injecção
Uma injecção
Infecção pneumocócica
Uma injecção
Hib e meningite C
Uma injecção
Difteria, tétano, pertussis e poliomielite
Uma injecção
Sarampo, papeira e rubéola
Uma injecção
Raparigas dos 12
aos 13 anos
Cancro do colo do útero causado pelo vírus Três injecções
do papiloma humano, tipos 16 e 18
depois dos seis
meses
14 aos 18 anos
Tétano, difteria e poliomielite
Uma injecção
Meningite C
Uma injecção
Se o seu filho não recebeu alguma destas vacinas, nunca é tarde demais para pôr a
vacinação em dia. Marque uma consulta com o seu médico ou assistente de saúde.*
*De referir, contudo, que a vacina contra o rotavírus não pode ser iniciada após as
15 semanas de vida. Se quiser obter mais informações sobre vacinação, visite
www.publichealth.hscni.net ou www.nhs.uk/vaccinations
06/13
Public Health Agency, 12–22 Linenhall Street, Belfast BT2 8BS. Tel.: 028 9032
1313. www.publichealth.hscni.net
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