UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA CARACTERIZAÇÃO DO CAPIM-BUFFEL SOB DIFERENTES ALTURAS DE CORTE E DE RESÍDUO RICARDO LOIOLA EDVAN Engenheiro Agrônomo AREIA – PB FEVEREIRO-2010 RICARDO LOIOLA EDVAN CARACTERIZAÇÃO DO CAPIM-BUFFEL SOB DIFERENTES ALTURAS DE CORTE E DE RESÍDUO Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Zootecnia, da Universidade Federal da Paraíba, como parte das exigências para a obtenção do titulo de Mestre em Zootecnia. Área de Concentração: Forragicultura Comitê de Orientação: Prof. Dr. Divan Soares da Silva – Orientador Principal Prof. Dr. Edson Mauro Santos Prof. Dr. Albericio Pereira de Andrade AREIA-PB FEVEREIRO-2010 Ficha Catalográfica Elaborada na Seção de Processos Técnicos da Biblioteca Setorial do CCA, UFPB, Campus II, Areia - PB E24c Edvan, Ricardo Loiola. Caracterização do capim-buffel sob diferentes alturas de corte e de resíduo. / Ricardo Loiola Edvan — Areia - PB: CCA/UFPB, 2010. 51 f.: il. Dissertação (Mestrado em Zootecnia) - Centro de Ciências Agrárias. Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2010. Bibliografia. Orientador: Divan Soares da Silva. 1.Forragem – capim-buffel – características estruturais 2. Cenchrus ciliaris 3. Manejo de pastagem 4. Matéria seca 5. Massa de forragem I. Silva, Divan Soares da (Orientador) II. Título. UFPB/BSAR CDU: 636.085(043.3) RICARDO LOIOLA EDVAN CARACTERIZAÇÃO DO CAPIM-BUFFEL SOB DIFERENTES ALTURAS DE CORTE E DE RESÍDUO Dissertação Aprovado pela Comissão Examinadora em: / / Comissão Examinadora: __________________________________________ Prof. Dr. Magno José Duarte Cândido Universidade Federal do Ceará Departamento de Zootecnia/CCA ________________________________________ Profa. Dra. Mércia Virgínia Ferreira dos Santos Universidade Federal Rural de Pernambuco Departamento de Zootecnia/CCA ______________________________________ Prof. Dr. Divan Soares da Silva Universidade Federal da Paraíba Departamento de Zootecnia/CCA Presidente AREIA-PB FEVEREIRO-2010 A minha família, Primeiramente a minha esposa Silvia Kelly Ferreira Cavalcante e minha querida filha Bruna Cavalcante Loiola por estarem ao meu lado durante toda essa jornada. A minha mãe Conceição de Maria Loiola Edvan por todo o carinho e dedicação durante toda a minha vida, mesmo nós momentos difíceis, que a vida nós impõem. Ao meu irmão pela compreensão durante essa jornada. A meus tios em especial Dorilha, Edilson, Pedro e Rejane pela grande contribuição na minha vida pessoal. aqui o meu saudoso agradecimento e reconhecimento. Dedico AGRADECIMENTOS À Deus, acima de tudo. Ao CNPq, pela concessão da bolsa de PCI. Ao Instituto Nacional do Semiárido, pela oportunidade de realização deste curso. Em especial ao professor Edson Mauro dos Santos, pela constante orientação e apóio na realização desse trabalho e da minha vida profissional. Aos professores Divan Soares da Silva, Albericio Pereira de Andrade e Pedro Dantas Fernandes, pela orientação e dedicação, durante esse período de formação acadêmica. Ao diretor do Instituto Nacional do Semiárido Dr. Roberto Germano Costa, que possibilitou essa formação. Ao Pesquisador Dr. Geovergue Rodrigues de Medeiros, pela amizade e orientação no período de bolsa do Instituto Nacional do Semiárido. Aos meus amigos Walter Alves de Vasconcelos, Lenildo Teixeira Souto Filho, Tiago Ferreira Pinto, Wagner Costa Lima, Jucileide Barboza Borburema, Andrea Souza da Silva e Ivan de Oliveira Lima Junior, bolsista do Instituto Nacional do Semiárido, pela inestimável contribuição para a realização desse trabalho e pela amizade durante o período de bolsista no INSA. Aos meus amigos do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal da Paraíba Thiago Carvalho da Silva e Carlos Henrique Oliveira Macedo, pela inestimável contribuição desse trabalho e pela amizade. A Universidade Federal da Paraíba, pela oportunidade de engrandecimento profissional. Enfim, a todos que colaboram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho. SUMÁRIO Páginas Lista de Tabelas.......................................................................................................... ix Lista de Figuras.......................................................................................................... x Resumo ....................................................................................................................... xiii Abstract....................................................................................................................... xv 1 Introdução................................................................................................................ 1 2 Referencial teórico................................................................................................... 4 2.1.1 Importância do capim-buffel para as regiões semiáridas................................... 4 2.1.2 Mecanismos de adaptação do capim-buffel as condições do semiárido............ 6 2.1.3 Características de algumas cultivares................................................................. 8 2.1.4 Sistemas de produção com capim-buffel em região semiárida.......................... 9 2.1.5 Composição e valor nutritivo do capim-buffel.................................................. 11 2.2 Avaliação de gramíneas em pastagens.................................................................. 12 2.3 Caracterização da composição e do valor nutritivo da forragem.......................... 16 3 Material e Métodos.................................................................................................. 18 4 Resultados e Discussão............................................................................................ 23 5 Conclusões............................................................................................................... 43 6 Referências Bibliográficas...................................................................................... 44 ix LISTA DE TABELAS Páginas Tabela 1. Número de cortes por tratamento, seus valores médios e respectivos coeficientes de variação (CV%) para massa verde de forragem por corte (MVFC), massa verde de forragem total (MVFT), massa seca de forragem por corte (MSFC), massa seca de forragem total (MSFT) em relação à diferente altura de resíduos e de corte......................................... 24 Tabela 2. Valores médios e respectivos coeficientes de variação (CV%) para relação lâmina/colmo (L/C), número de perfilhos (NP), taxa de aparecimento de folhas (TApF), número de folhas verdes por perfilho (NFVP), filocrono e diâmetro da touceira (DT) em relação à diferente altura de resíduo e corte........................................................................... 27 Tabela 3. Valores médios e respectivos coeficientes de variação (CV %) para matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), hemicelulose (HEM), celulose (CEL), lignina (LIG), matéria mineral (MM) e matéria orgânica (MO) do capim-buffel submetido a diferentes alturas de resíduo e cortes.......................................................................................... 34 x LISTA DE FIGURAS Páginas Figura 1. Distribuição da precipitação diária ocorrida entre o inicio de fevereiro e final de julho de 2008, Campina Grande - PB................................................ 19 Figura 2. Temperatura mínima, média e máxima (médias mensais) durante o período experimental (fevereiro a julho de 2008)........................................................ 20 Figura 3. Intervalo de tempo (Dias) para cada corte referentes aos tratamentos 20-60 (T1), 20-80 (T2), 40-60 (T3) e 40-80 (T4)...................................................... 20 Figura 4. Valores médio para massa seca de forragem total em Kg/ha do capimbuffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................................... 23 Figura 5. Valores médios para o número de perfilhos do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média.............................................................................. 26 Figura 6. Valores médio para relação lâmina/hastes do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média.............................................................................. Figura 7. Valores médio da taxa de aparecimento de folhas (TApF) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 29 xi cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................................... 31 Figura 8. Valores médios para o número de folhas por perfilho (NFP) do capimbuffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................................... 32 Figura 9. Valores médios para o diâmetro de touceira (cm) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................................... 33 Figura 10. Valores médios do Percentual de Matéria Seca (%) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de resíduo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................................ 35 Figura 11. Valores médios de Proteína Bruta (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de resíduo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média....................................................... 37 Figura 12. Valores médios para Fibra em Detergente Neutro - FDN (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de resíduo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................ 38 xii Figura 13. Valores médios para Fibra em Detergente Ácido - FDA (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de resíduo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média........................ 40 Figura 14. Valores médios de Lignina (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de resíduo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média....................................................... 42 xiii RESUMO Objetivou-se avaliar características morfogênicas, estruturais, massa seca de forragem total e composição químico-bromatológica do capim-buffel sob intensidades e freqüências de corte. Utilizou-se uma área experimental de dois hectares de pastagem de capim-buffel (Cenchrus ciliaris cv. Molopo) implantados em 2006, em que uma área total de 300 m2 foi dividida em 20 parcelas, cada uma com 8 m2 de área útil com linha de bordadura de 1 m entre as parcelas. Foi utilizado um esquema de parcelas subdivididas no tempo, tendo nas parcelas um arranjo fatorial 2x2 referente a combinações entre duas alturas de corte (60 e 80 cm) e duas alturas de resíduo (20 e 40 cm), em delineamento experimental de blocos completos ao acaso, com cinco repetições, totalizando 20 unidades experimentais, que receberam as denominações 20-60, 2080, 40-60, 40-80. As análises químico-bromatológica foram realizadas no Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da UFPB. Houve efeito (P<0,05) dos tratamentos para a produção de matéria verde e produção de matéria seca por corte, sendo que os tratamentos 20-80 e 40-80 resultaram em maiores produções. O perfilhamento, relação lâmina/hastes, número de folhas vivas por perfilho e diâmetro de touceira, foram influenciados (P<0,05) pelas diferentes formas de manejar o pasto de capim-buffel. A taxa de aparecimento de folhas e o filocrono não diferiram (P>0,05), entre os tratamentos. Em relação a composição do capim-buffel observou-se efeito (P<0,05) para a percentagem de matéria seca em relação aos diferentes freqüência e intensidade de corte realizado no capim-buffel, o tratamento 40-80 teve percentual de matéria seca de 20,08%. Para percentagem de proteína bruta do capim-buffel houve efeito (P<0,05), onde no tratamento 40-60 observou-se o maior percentual de proteína bruta, atingindo o valor de 14,77%. Observou-se efeito (P<0,05) para os teores de FDN do capim-buffel, onde os tratamentos 20-80 e 40-60 obtiveram menores teores de FDN. A freqüência e a intensidade de corte influenciaram o perfilhamento, relação lâmina/hastes e a massa seca de forragem total do capim-buffel tanto para o corte como por ano. Em relação a xiv composição químico-bromatológica a intensidade e freqüência de corte no capim-buffel influenciaram a percentagem de matéria seca e a percentagem de proteína. A maior freqüência de corte proporcionou um melhor teor de proteína bruta no capim-buffel e a menor intensidade proporcionou menores percentuais de FDN. Palavra-chave: características estruturais, cenchrus ciliaris, manejo da pastagem, matéria seca, massa de forragem, proteína bruta, semiárido xv ABSTRACT The objective of this experiment was to evaluate morphogenetic and structural characteristics and biomass production and chemical composition of buffel grass as a function of intensities and frequencies of cut. We used an experimental area of two hectares of pasture of buffel grass (Cenchrus ciliaris cv. Molopo) deployed in 2006, where a total area of 300 m² was divided into 20 plots, each with an 8 m² area with line crown of 1 m between plots. A split plot scheme was used with plot arranged in a factorial scheme 2x2 referring to combination of two height of cut (60 and 80 cm) and two height post cut (20 and 40 cm). The experimental design was an entirely randomized blocks, with five replicates named 20-60, 20-80, 40-60, 40-80. The chemical composition analyses were performed at the Laboratory of Animal Nutrition, Department of Animal Science of Universidad Federal da Paraíba (UFPB). There was effect (P<0,05) of treatments for fresh matter production and fresh matter per cut production and higher values were observed to 20-80 and 40-80 treatments. Tillering, leaf/steam ratio, number of alive leafs per tiller and diameter of plant were influenced by (P<0,05) by different management of buffel grass. Leaf appearance ratio and phylocron were not different (P>0,05) between treatments. For chemical composition it was observed effect (P<0.05) for dry matter content for the different frequencies and intensities of cutting performed in buffel grass, and 40-80 treatment presented average value 20.08%. For crude protein content of buffel grass there was no effect (P <0.05), being with in treatment 40-60 it was observed the highest crude protein content, reaching a value of 14.77%. There was effect (P <0.05) for NDF of buffel grass, being with treatments 2080 and 40-60 presented lower NDF content. Intensity and frequency of cutting the buffel grass influenced for fresh matter production and tillering and leaf/steam ratio and dry matter and crude protein content. The highest frequency of cutting (stubble height of 40 cm combined with cutting xvi height of 60 cm) promoted a higher crude protein content in buffel grass. The lesser intensity promoted a percentage lowers NDF. Key words: structural traits, Cenchrus ciliaris, crude protein, dry matter, forage mass, pasture management, semi arid 1 1 INTRODUÇÃO O Semiárido Brasileiro é caracterizado como uma região de regime pluviométrico irregular, com 350 a 800 mm de precipitação média anual e por vegetação predominante do tipo xerófila, a qual é adaptada ao clima seco da região, podendo tolerar períodos prolongados de secas que ocorrem ciclicamente, trazendo prejuízos à produção agrícola. Segundo Menezes e Sampaio (2002), inúmeros dados mostram e dão suporte às afirmações gerais sobre a “vocação pecuária” da região semiárida do Nordeste Brasileiro e explicam o insucesso da atividade agrícola com culturas herbáceas anuais não adaptadas ao estresse hídrico. Nas pastagens cultivadas do Semiárido Brasileiro, predominam as gramíneas vindas da África, principalmente os capins mais adaptados à semiaridez, como o Capim-Gramão, CapimUrocloa, Capim-Buffel e, com maior restrição, o Capim-Andropógon. Esta reduzida massa de forragem, mesmo no caso do capim-buffel, conduz a uma produtividade animal modesta em pastagens cultivadas no semiárido (Cândido et al., 2005). Características como resistência à seca e adaptação a regiões com baixo índice pluviométrico, fazem do capim-buffel uma forrageira com grande potencial para regiões de clima semiárido. Essa gramínea exótica tem bom valor nutritivo, com alta digestibilidade da matéria seca e da proteína bruta, além de boa palatabilidade (Oliveira, 1993). O capim-buffel já vem sendo utilizado em regiões semiáridas do mundo, como na Argentina, Paraguai, México, Estados Unidos, Austrália e algumas regiões do Brasil. Por ter origem numa região seca, tem-se essa gramínea como forragem promissora para as regiões semiáridas do mundo. Os mecanismos morfofisiológicos que regem o crescimento das plantas forrageiras e sua interação com o ambiente são importantes para compreender a capacidade produtiva do pasto (Hodgson, 1990). Segundo Da Silva e Nascimento Jr. (2007) o conhecimento das variáveis estruturais e morfogênicas das plantas forrageiras é importante para a determinação das 2 condições do pasto (altura, massa de forragem, massa de lâminas foliar, IAF, etc) adequadas para assegurar produção animal eficiente e sustentável sob pastejo. No caso específico do capimbuffel são escassas na literatura informações sobre a dinâmica de crescimento dessa gramínea após o corte e/ou pastejo. Neste contexto, estudo das taxas de crescimento e senescência caracterizam a dinâmica do processo de produção de forragem, e seu balanço resulta no acúmulo líquido de forragem, variável importante, pois reflete a quantidade produzida em determinado período e suas variações de acordo com as práticas de manejo (Bircham e Hodgson, 1983). No Brasil a alimentação de ruminantes é baseada no uso de forrageiras tropicais (Vieira et al., 2000 e Ribeiro et al., 2001), principalmente devido à relação de custo / benefício. Os pastos são utilizados durante todo o ano, ou durante o período do ano em que se tem forragem à disposição. Sendo importante conhecer o potencial forrageiro e as limitações das gramíneas utilizadas nesse tipo de sistema. O capim-buffel é uma gramínea promissora para as regiões semiáridas do Brasil, devido as suas características de adaptação a essa região. Neste contexto, segundo Vieira et al. (2001), o capim-buffel é a gramínea forrageira que se apresenta com maior resistência ao déficit hídrico entre as cultivadas nas regiões secas. Segundo Moreira et al. (2007) a pastagem de capim-buffel diferido apresenta alta quantidade e variabilidade de forragem à época seca, em termos de disponibilidade de forragem e composição da dieta dos animais, a digestibilidade dessa gramínea resulta em valores médios satisfatórios, no pastejo de bovinos. Corroborando Santos et al. (2005) utilizando pasto de capim-buffel diferido na alimentação de bovinos, relata que há disponibilidade suficiente de massa forrageira para atender o bom nível de consumo dos animais durante o período seco, no sertão pernambucano, e que os níveis de nutrientes e de digestibilidade indicaram ser o pasto de capim-buffel diferido de qualidade pobre ou regular, nestas condições. 3 O conhecimento dos teores dos componentes nutricionais é de grande importância no manejo de pastagens, por exemplo, o teor de MS permite a comparação de diversos nutrientes, o teor de PB decorre da sua essencialidade direta para o organismo animal e a quantificação do teor de FDN possui relação inversa com a ingestão voluntária de forragem e com o conteúdo em energia líquida da matéria alimentar (Chambela Neto et al., 2008). Segundo Vieira et al. (2000) o conhecimento da composição químico-bromatológica, possibilita delinear estratégias de manejo da nutrição que resultem em incremento produtivo, com o consumo satisfatório, balanceamento adequado da dieta e a predição acurada do desempenho dos animais. O entendimento da composição químico-bromatológica do capim-buffel e importante para fundamentar corretamente a tomada de decisão, na hora de se realizar o manejo dessa gramínea. Dessa forma, este estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar as características morfogênicas, estruturais, massa de forragem e a composição químico-bromatológica do capimbuffel sob diferentes alturas de corte e de resíduo. 4 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1.1 Importâncias do capim-buffel para as regiões semiáridas Citando dados do Governo do Estado do Ceará, Araújo Filho e Carvalho (2001) relataram que em anos de seca a agricultura chega a perder 72% da produtividade média, de cada localidade, enquanto as perdas da pecuária chegam a apenas 20%. A pecuária no Semiárido Brasileiro como em outras regiões atua como uma atividade estável em relação às variações climáticas da região. Segundo Oliveira (1993) o capim-buffel é originário da África, Índia e Indonésia e foi introduzido no Brasil em 1952, no Estado de São Paulo, do qual se introduziu no Nordeste e após passar por algumas avaliações iniciais, demonstrou possuir várias características consideradas de importância fundamental para a região Semiárida, tais como: boa capacidade produtiva, resistência a longos períodos de estiagem e a baixos índices pluviométricos (<100 mm anuais), além da capacidade de permanecer no campo, como "feno em pé" por um longo período, sem se decompor, como acontece com as espécies nativas. Dentre algumas espécies avaliadas inicialmente para o Semiárido Brasileiro, o capimbuffel, foi o que apresentou o maior potencial forrageiro para a região (Oliveira et al., 1998). Diferentes cultivares de capim-buffel são amplamente semeadas em pastagens localizadas em regiões de climas subúmidos a semiáridos por ser uma gramínea persistente e extremamente tolerante ao clima seco, respondendo bem em épocas chuvosas (Hacker e Waite, 2001). Esse capim é altamente nutritivo, sendo considerado excelente para pastagens em áreas de clima quente e seco, valorizado pela sua produção de forragem palatável e intermitente pastoreio durante períodos secos nos trópicos (Quraishi et al., 1993). 5 O capim-buffel comparado com outras gramíneas, comumente cultivadas no nordeste apresenta bom desempenho em relação a massa seca de forragem, devido a sua adaptabilidade ao ambiente semiárido. Oliveira et al. (1998) estudando a produtividade das gramíneas Urochloa mosambicensis, Cenchrus setigerus, Cenchrus ciliares cv. Biloela, Rynchelytrum repens e Panicum maximum cv. Green Panic obtiveram produção de 3154, 3374, 4452 e 1187 kg/ha de matéria seca respectivamente, observando assim, um maior acúmulo de fitomassa para o capimbuffel, entre as forrageiras estudadas. Trabalho realizado em serra Talhada, Pernambuco, por Santos et al. (2006) objetivando avaliar a suplementação de vacas leiteiras a pasto de capim-buffel no período seco com palma forrageira e farelo da soja, observaram que sob o ponto de vista econômico a não utilização de suplementação na alimentação animal representa melhor resultado para as condições estudadas. Mostrando assim o potencial dessa forrageira não só em relação a sua adaptação como também em relação ao seu valor nutritivo. A aceitação do capim-buffel por alguns pecuaristas, como opção de planta forrageira adaptada às condições semiáridas do Nordeste, motivou diversas avaliações cujos resultados abrangeram vários aspectos do seu cultivo, manejo e utilização (Oliveira, 1993). Essa aceitação, ainda é pouca, por parte dos pecuaristas da região do semiárido, tendo-se ainda muitas dúvidas em relação ao manejo do capim-buffel. Apesar de importante para região o Buffel é pouco conhecido, faltando estudos que mostrem o manejo adequado para região. Durante muito tempo na região semiárida estudou-se gramíneas vindas de países de clima temperado ou de regiões do Brasil de clima úmido. Gramíneas essas que deixam a desejar em relação a sua adaptabilidade, quando são utilizadas em regiões onde não se tem água em abundância para irrigar, fato esse que ocorre em quase toda a região semiárida. Países como a Austrália dão uma maior importância para o plantio do capim-buffel, estudos realizados por Paull e Lee sendo citados por Ayerza (1981) relatam que em 1981 este 6 país já possuía cerca de dois milhões de hectares plantados no estado de Queensland, dos quais 60% em estado puro e 40% consorciado com outras gramíneas e/ou leguminosas. Segundo White (1996), na Austrália o capim-buffel é bastante explorado, porque o capim apresenta resistência a seca e uma vez estabelecido no pasto pode suportar pesados pastejos contínuo. Em relação ao potencial forrageiro de algumas cultivares de capim-buffel Oliveira et al. (1998) realizaram estudo avaliando a produção de forragem na floração, ganho de peso e capacidade de suporte de quatro cultivares de capim-buffel Biloela, Molopo, Numbank e CPATSA 7754 obtendo a produção de matéria seca na floração de 2331, 2733, 3358 e 3889 kg/ha, para o ganho de peso dos animais 309, 298, 246 e 226 kg/ha e para a capacidade de suporte dos bovinos de 1,5, 1,6, 1,5 e 1,4 cabeça/ha/ano, respectivamente. 2.1.2 Mecanismos de adaptação do capim-buffel as condições do semiárido O capim Cenchrus ciliares L. possui mecanismos de adaptação às condições adversas das regiões semiáridas. Podendo, se desenvolver em regiões ao nível do mar ou com alturas de até 2000 m, em regiões seca, com precipitações entre 250-750 milímetros anuais, em solos rasos e de baixa fertilidade. Tais características não prejudicam a produção e o seu valor para pastagens das regiões secas (Khan et al., 2007). Em relação à fertilidade do solo, o capim-buffel é medianamente exigente em termos nutricionais e moderadamente tolerante à salinidade, também se desenvolvendo melhor em pH básico (Silva, 1986). Alem de ter boa aceitação pelos solos da região Semiárida, apresenta melhor crescimento em solos leves e profundos, podendo também crescer satisfatoriamente em solos argilosos que apresentem boa drenagem. Não se adapta a solos encharcados, embora alguma cultivares mais rizomatosas, como Molopo, possa ser um pouco tolerante a esta condição 7 de solo. As áreas pedregosas têm demonstrado favorecer o desenvolvimento do capim, o que se atribui à melhor conservação da umidade do solo nesses locais (Oliveira et al., 1998). Segundo Vieira et al. (2001), o capim-buffel é a gramínea forrageira que apresenta ter maior resistência ao déficit hídrico entre as cultivadas nas regiões secas. Esse fato ocorre principalmente porque o Buffel possui raízes profundas e bem desenvolvidas, aliadas à presença de rizomas que permitem o adiamento da desidratação e a manutenção do turgor devido a sua capacidade em explorar a água do solo (Ayersa, 1981; Rodrigues et al., 1993). Dantas Neto et al. (2000) estudando o efeito da precipitação e do corte no capim-buffel observaram que o rendimento de matéria seca do capim aumenta com a aplicação de água, até o nível de precipitação de 373 mm, em todas as idades ao primeiro corte. Esse fato mostra que o capim-buffel responde bem as regiões com níveis de precipitações baixas. A região semiárida tem como fator limitante a irregularidade das chuvas, que como regra geral, 20% do total da precipitação cai em um único dia e 60% em um único mês (Sampaio, 1995). O capim-buffel por ser adaptado a baixos índices pluviométricos e a irregularidade das chuvas na região Semiárida, torna-se opção de planta forrageira para os produtores rurais dessa região. Nesse contexto, estudo realizado por Medeiros e Dubeux Jr. (2008), testando adubação do capim Cenchrus ciliares L. sobre diferentes níveis de adubação com nitrogênio, mostram resposta positivas a adubação com N, aumentando a produção de parte aérea, raízes e perfilhamento e a eficiência do uso da água pelo capim. Esses autores ainda relatam que mais estudos sobre o impacto da adubação nitrogenada em Cenchrus ciliares L. na produção em condição de pasto devem ser realizados. Em relação ao manejo e a freqüência de corte Beltrán-López et al. (2005) em estudo conduzido no México, constataram que a melhor altura de resíduo para suas condições, seria de 8 8 cm, proporcionando assim um maior rendimento de forragem, maior taxa de crescimento e massa seca de forragem total no pasto de capim-buffel. O uso de um manejo correto é de fundamental importância para se determinar a persistência do capim no pasto. Estudos relacionados com o manejo do pasto, das diferentes cultivar de capim-buffel, sob freqüência e intensidade de corte, são importantes, tendo em vista que a forma de manejar afeta todo o desenvolvimento e persistência da gramínea no pasto. 2.1.3 Características de algumas cultivares de capim-buffel Na região Semiárida brasileira ocorre maior presença das cultivares Biloela, Molopo, Gayndah e Grass. A existência dessas cultivares se deve provavelmente pela sua adaptabilidade e/ou potencial de produção. Segundo estudos realizados por pesquisadores do Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Semiárido (CPATSA) as cultivar com maior predominância na região Semiárida podem ser classificados em grupos, referentes às alturas. As de porte alto que medem entre 1,0m de altura e 1,6m de altura e têm como referenciais as cultivares Biloela, Molopo, ambas com cor do caule verde, diâmetro médio do caule em torno de 3,00 mm e cor da semente palha. O grupo de porte médio chega a medir entre 0,75 e 1,00 m de altura, tendo como representantes mais conhecido na região semiárida a cultivar Gayndah que possui cor de caule verde, diâmetro médio do caule em torno de 2,40 mm e cor da semente palha. A cultivar Grass é a que se diferencia mais das demais por possuir cor de caule roxo, diâmetro médio de caule 2,00 mm e sementes de cor roxa. A cultivar Biloela quando comparadas com outras sob as mesmas condições, demonstrou, de um modo geral, características desejáveis apropriadas para o desenvolvimento da pecuária regional (Oliveira et al., 1998). Devido a fácil adaptação dessa cultivar às condições adversas das 9 regiões secas, sua introdução foi rapidamente disseminada por diversas áreas do Semiárido nordestino para formação de pastagens (Alves, 1974; Araújo Filho, 1988), tornando-se uma alternativa para a melhoria dos índices de produção na pecuária da região. Silva et al. (1987) estudando o capim-buffel cultivar Gayndah em Petrolina, PE, realizaram cortes no capim em períodos chuvosos dos anos 1980 a 1983, encontrando, produtividade média de 4.130 kg/ha/ano de matéria seca, com teor médio de proteína bruta de 12,43%. Edvan et al. (2009) testando diferentes tipos e níveis de adubação no capim-buffel cultivar Molopo em Campina Grande, Paraíba, realizaram três corte durante o período chuvoso utilizando uma altura de resíduo de 20 cm. Os autores observaram uma resposta positiva do capim em função da adubação para produção de matéria verde, seca e para relação lâmina/hastes. Nos três cortes com intervalo entre eles de 45 dias obtiveram valores médios de 7,2 T/ha de matéria verde, 1,6 T/ha de matéria seca em cada corte e valores médios de 1,0 para relação lâmina/hastes. A produção acumulada no período experimental que correspondeu ao período chuvoso da região foi de aproximadamente de 5 T/ha de matéria seca. Oliveira et al. (1998), relatam que estudos sobre o capim-buffel têm demonstrado que a produtividade das suas diversas variedades, varia de acordo com a resposta às condições locais. Produtividade média entre 2 a 6 T/ha/ano de matéria seca têm sido verificadas em campos experimentais, de sequeiro, no Nordeste. 2.1.4 Sistemas de produção com capim-buffel em região semiárida Existem diferentes tipos de sistemas de produção que utilizam Cenchrus ciliares L. na pecuária, onde o tipo do sistema vai ser determinado pela localidade de acordo com as características do meio ambiente. 10 Estudando o capim-buffel, Taylor e Rowley (1976) avaliaram a produção de matéria seca durante duas estações de inverno, 1972-73 e 1973-74, com e sem irrigação. Os autores encontraram produção de matéria seca no tratamento sem irrigação de 9.000 e 11.000 kg/ha, e tratamento com irrigação, de 12.100 e 11.500 kg/ha, correspondente as duas estações de inverno. Os valores de produção encontrados pelos autores demonstram que o custo com a irrigação nesta região não seria economicamente viável, já que com a produção de matéria seca não obteve aumento suficiente para compensar o custo com o sistema irrigado. No Brasil o sistema CBL (caatinga-buffel-leucena) preconizado pelo EMBRAPA Semiárido, demonstra ser uma opção para os produtores locais, sendo o sistema de produção com maior difusão para os produtores rurais da região. A preservação parcial ou total do capimbuffel, na época chuvosa para alimentar os animais que deixam a caatinga no período seco, associada com o uso de suplementos volumosos protéicos como fenos e silagens de leucena e maniçoba (Manihot pseudoglaziovii), recebe o nome de CBL e vem sendo difundido com muito sucesso entre os pecuaristas do trópico Semiárido (Guimarães Filho et al., 1995). A finalidade da leucena e de outras espécies forrageiras com alto percentual protéico no sistema CBL tem como objetivo suprir a deficiência protéica do pasto de capim-buffel, que na época seca chega a teores de 3 a 4% de proteína bruta (Guimarães Filho et al., 1995). Outro sistema de produção que vem sendo adotado no Semiárido Brasileiro é a utilização do pasto diferido que utiliza o capim-buffel como fonte de fibra. Porém não apresentaram bons resultados. Segundo Santos et al. (2006) os níveis de nutrientes e de digestibilidade indicaram ser o pasto de capim-buffel diferido de qualidade pobre ou regular. Em propriedades rurais do estado da Paraíba a produção do capim-buffel na época das águas é consumida em sua maior parte in natura pelos animais e o excedente da produção é geralmente disponibilizado para produção de feno, armazenando assim uma forragem de qualidade para época seca. Época essa que não se tem um alimento apropriado para os animais 11 no pasto. O processo de fenação já é muito utilizado em países de clima temperado, porém na região Semiárida brasileira esse processo é pouco utilizado e conhecido pelos produtores rurais. A fenação ocupa importante papel no manejo das pastagens, porque permite o aproveitamento do excedente da forragem acumulada em períodos de crescimento acelerado, que seria o período das águas, visto que o controle do consumo de forragem através de alterações de carga animal é difícil de ser realizado (Rocha e Evangelista, 1991), para um controle correto tem que fazer um ajuste da carga animal na pastagem de acordo com a época do ano. Feno é o produto do processo de fenação onde a forragem é desidratada, em que se procura manter o valor nutritivo original da forrageira. Com a retirada da água da forragem, ela pode ser armazenada por muito tempo, sem comprometimento da qualidade. Em condições econômicas, o feno de gramíneas pode ser feito no próprio campo, usando-se para desidratação somente a energia do sol e do vento (Mickenhagen, 1996). 2.1.5 Composição e valor nutritivo do capim-buffel Souza e Espíndola (2000) analisando a composição do capim-buffel em três épocas diferentes na cidade de Pentecoste, Ceará, encontraram teor de matéria seca de 9,23 % na estação das águas, 6,25 % (% na MS) no início da estação seca e 4,58 % de proteína bruta (% na MS) no final da estação seca. Já Dantas Neto et al. (2000) estudando diferentes níveis de lâmina de água e idade ao primeiro corte no capim-buffel observaram melhores valores de percentagem de matéria seca, proteína bruta e fibra bruta para a menor quantidade de lâmina de água aplicada, que foi de 118 mm com 44,03, 10,02 e 29,51 respectivamente e para a idade de 35 dias valores 34,97, 12,30 e 29,58 respectivamente. Esses dados sugerem que mesmo a baixos índices de precipitação a 12 composição apresenta valores relativamente bons e o corte precoce favorece a qualidade nutricional do pasto de capim-buffel. Neste contexto, Moreira et al. (2007) encontraram teores de proteína bruta de 3,04 a 4,52% e digestibilidade in vitro da matéria seca variando de 26,64 a 32,88%, sendo ambos muito baixo, esse fato é explicado em razão dos autores terem estudado o capim-buffel em pastejo diferido na época seca. Corroborando com esse fato Santos et al. (2005) estudando pastagem de capimbuffel diferido ao longo dos meses do período seco no sertão de Pernambuco em dieta de bovinos encontraram teores de proteína bruta do pasto diferido de 5,63% no início do experimento, chegando a 4,48% no último mês de avaliação, já para a digestibilidade in vitro da matéria seca valores entre 45,75 a 49,15%. Observando-se dessa forma que o capim-buffel como toda gramínea tem a sua composição e o seu valor nutritivo afetado em geral, de acordo com o manejo empregado e a época de colheita. A conservação de forragem tanto na forma de feno e/ou silagem, para época seca, e de fundamental importância para o bom desempenho do setor pecuário da região. 2.2 Avaliação de gramíneas em pastagens A busca por informações condizentes com a realidade do produtor rural tornam a experimentação no manejo de pastagem cada vez mais complexas, onde o conjunto de informações obtido é mais preciso e próximo da realidade do produtor rural. Segundo Nascimento Junior et al. (2002) a análise do crescimento e do desenvolvimento de plantas forrageiras constitui importante ferramenta tanto para a caracterização do potencial de produção das espécies de gramíneas, como também para a definição do potencial de uso de dado ecossistema na produção animal. Dessa forma podemos ressaltar a importância dos 13 conhecimentos adquiridos através dos métodos de avaliações em pastagens, que vem sofrendo modificações, para se estabelecer cada vez mais um correto manejo no pasto. Neste contexto Gutman et al. (2001) relatam que o pastejo pode influenciar tanto estruturas vegetativas como estruturas reprodutivas, ambos os processos, afetando a demanda por recursos na parte aérea ou raiz (força do dreno) e também a disponibilidade de meristemas e seu papel no crescimento vegetativo ou reprodutivo. Plantas submetidas a desfolhações mais freqüentes e intensas possuem uma maior porção de seu sistema radicular concentrada próximo da superfície do solo comparativamente àquelas submetidas a desfolhações menos freqüentes e menos intensas ou sob condições de crescimento livre (Sbrissia et al., 2007). Ao longo dos tempos se estabeleceram vários métodos de determinação para um bom manejo no pasto. Segundo Nascimento Junior et al. (2002) uns dos grandes desafios no manejo racional de pastagens tem sido, justamente, estabelecer as ferramentas mais eficientes para se alcançar o melhor rendimento sustentável de tais ecossistemas. Neste mesmo contexto Da Silva e Nascimento Júnior (2006) propôs que o conhecimento das variáveis estruturais e da morfogênese das plantas forrageiras é uma importante ferramenta para a determinação das condições do pasto (altura, massa de forragem, massa de laminas foliar e IAF) adequadas para assegurar produção animal eficiente e sustentável em áreas de pastagem. Corroborando com essas informações, Sbrissia et al. (2007) relataram que em um espaço de tempo onde o ciclo de vida de uma planta, os efeitos do pastejo na morfologia são devidos à plasticidade fenotípica, ou seja, mudança progressiva e reversível de suas características morfogênicas e estruturais. A intensidade e a freqüência de corte são variáveis importantes para ser estudada em manejo de pastagem, porque interfere na quantidade de carboidrato de reservas e no tecido foliar remanescente da planta responsável em realizar a fotossíntese, essas características determinam a recuperação e desenvolvimento da gramínea, o estabelecimento e a persistência da pastagem. Segundo Sbrissia et al. (2007) os mecanismos de tolerância ao pastejo englobam adaptações 14 fisiológicas, de curto prazo, às restrições do suprimento da reservas orgânicas para o crescimento da planta, são resultados da remoção dos tecidos fotossintetizantes e da necessidade de rápida recuperação da área de folhas durante o período de rebrotação, ou seja, do aumento no perfilhamento e taxas dos processos fisiológicos. Dessa forma é importante realizar estudos que determinem a altura ideal de resíduo, como o tempo para a gramínea se recuperar. Segundo Carnevalli et al. (2006) a altura de corte poder ser utilizada como critério de campo confiável para o controle e monitoramento do processo de rebrotação e pastejo. Esses autores estudaram o capim-mombaça sob pastejo rotativo, caracterizado por duas alturas de resíduo de 30 e 50 cm e duas condições de pré-pastejo de 95 e 100% de interceptação de luz pelo dossel, onde as condições de pré-pastejo de 95% de interceptação de luz, correspondente a altura de corte de 90 cm e a condição de 100% de interceptação de luz, correspondente a altura de corte de 110 cm, ambas apresentaram uma correlação muito alta e consistente com a altura do dossel (horizonte de folhas) independentemente da época do ano e do estádio fisiológico das plantas. A morfogênese pode ser definida como o estudo da origem e desenvolvimento dos diferentes órgãos de um organismo e das transformações que determinam a produção e a mudança na forma e estrutura da planta no espaço, ao longo do tempo (Chapman e Lemaire, 1993). A intensidade e a freqüência da desfolhas influenciam o perfilhamento, que com a diminuição progressiva da taxa de aparecimento de folhas à medida que o pasto cresce ou o período de rebrotação avança, causa redução na taxa de perfilhamento (Casal et al., 1987). Os perfilhos de gramíneas são organizados na forma de uma série de fitômeros sobrepostos, que se desenvolvem de maneira seqüencial e, portanto, encontra-se em diferentes estádios de desenvolvimento. Cada fitômero consiste de lâmina foliar, bainha, nó, entrenó e gema axilar, sendo que alguns autores incluem, também, as raízes (Skinner e Nelson, 1995; Matthew et al., 1998). Perfilhos individuais têm uma duração de vida limitada e variável em função de fatores 15 bióticos e abióticos, de modo que a sua população pode ser mantida por uma contínua reposição dos perfilhos mortos. Esse comportamento pode ser mantido quase que indefinidamente por várias espécies de gramíneas e é o que garante a sua perenidade (Langer, 1972). O conhecimento da dinâmica de aparecimento de perfilhos após o corte é de grande importância para o manejo racional de diferentes gramíneas. Há evidências de que a maior freqüência de aparecimento de perfilhos ocorre na primeira semana após o corte, e nas demais semanas o perfilhamento é de baixa intensidade (Corsi, 1980). O conceito de “site filling” proposto por Davies (1971), representa o potencial de perfilhamento de uma gramínea uma vez que cada folha traz consigo uma gema axilar que pode, de acordo com as situações, se desenvolver e originar um novo perfilho. Segundo Gomide et al. (2006) e importante considerar principalmente nas gramíneas cespitosas tropicais a redução da intensidade do processo de alongamento do colmo, que pode ser utilizado como ferramenta no manejo. Por conseguinte, estudar as características morfogênica, estruturais e de produção são práticas valiosas, para auxiliar a adoção de estratégias de manejo que possam incrementar a produtividade das pastagens e do desempenho animal, sem comprometer a perenização do pasto. 2.3 Caracterização da composição e do valor nutritivo da forragem. A pastagem é a forma mais comum e barata de alimentar os animais, neste contexto, Chambela Neto et al. (2008) relatam que as pastagens, constitui a maneira mais prática e econômica para alimentação de ruminantes. Percebendo que informações sobre o potencial forrageiro e as limitações das gramíneas utilizadas nesse sistema, são importantes para a pecuária. Na exploração de forrageiras, um dos aspectos importantes a ser considerado é a composição químico-bromatológica, que varia de acordo com a espécie, idade e parte da planta, 16 época do ano, condições de temperatura, umidade, radiação luminosa, fertilidade do solo e manejo da pastagem (Mott, 1966; Van Soest, 1994). Os componentes nutricionais são de grande importância para o desempenho dos animais, o conhecimento da composição químicabromatológica, fornece ferramentas para dar um suporte no balanceamento do manejo nutricional, resultando em ganho produtivo, com consumo satisfatório, melhorando o desempenho dos animais (Vieira et al., 2000; Chambela Neto et al., 2008). Neste contexto Benevides et al. (2007) relatam que é imprescindível para a caracterização do valor nutritivo de um alimento, a determinação da sua cinética de degradação ruminal, especialmente de alimentos fibrosos, como as forragens, pois o rúmen é o principal sítio de degradação desses alimentos. Demonstrando assim a necessidade de se conhecer a composição dos alimentos, fator esse determinante na hora de balancear o alimento para os ruminantes. O conhecimento da composição químico-bromatológica é tradicionalmente obtido com as análises proximais de Weende, desenvolvidas e amplamente utilizadas há mais de um século, apesar das limitações inerentes (Mould, 2002). As análises mais realizadas em alimentos fibrosos utilizados para ruminantes são matéria seca, proteína bruta, extrato etéreo e matéria mineral, utilizando as técnicas padronizadas e descritas pela AOAC (1990). Para avaliação da fração fibrosa, é usado o sistema detergente, em que há separação do conteúdo citoplasmático e da parede celular (Van Soest e Wine, 1967; Van Soest et al., 1991), possibilitando a determinação do conteúdo celular, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido, quantificando paralelamente a celulose, hemicelulose e sílica. Para quantificação da lignina, duas técnicas se destacam, utilizando reagentes como a solução de permanganato (Van Soest e Wine, 1968) ou ácido sulfúrico (Van Soest et al., 1991). A determinação do manejo correto, como altura de corte da planta é de grande importância para que sejam obtidos ganhos elevados, tanto por animal como por área, onde o desempenho animal dependerá da qualidade da forragem e das interações do sistema solo-planta-animal 17 (Cândido et al., 2003; Benevides et al., 2007), em que o conhecimento dos teores de proteína bruta, fibra e matéria seca, além da digestibilidade da matéria seca são importantes para avaliações preliminares de uma planta promissora (Gerdes et al., 2000). Dessa forma se torna essencial avaliar tanto a composição como o valor nutritivo da forragem em diferente altura de resíduo e de corte no capim-buffel. Conforme exposto, conhecer a composição e o valor nutritivo do capim-buffel sob diferentes alturas de corte e de resíduo, para ter uma melhor caracterização em conjunto com os dados estruturais, morfogênicos e de produção, na hora de estabelecer uma altura de resíduo e de corte, correta para essa gramínea. 18 3 MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado na Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido, localizada no município de Campina Grande, PB, com altitude de 551 metros e coordenadas geográficas de 35° 52' 52'' longitude oeste e 07° 13' 50'' de latitude sul. O clima da área é do tipo As' (quente úmido com chuva de outono inverno) segundo Koppen. Com estiagem de 5 a 6 meses, encontra-se numa zona de transição entre o agreste e o cariri paraibano. De acordo com o sistema Brasileiro de classificação de solos preconizado pela Embrapa, o solo local é classificado como Neossolo Quartízenico de textura areia franca (EMBRAPA, 1999). Utilizou-se uma área experimental de 300 m2 de capim-buffel (Cenchrus ciliaris cv. Molopo) implantados em 2006, em que a área total foi dividida em 20 parcelas, cada uma com 8 m2 de área útil com linha de bordadura de 1 m entre as parcelas. Antes do início do experimento foram coletadas amostras de solo da camada 0-20 cm de profundidade, que apresentou a seguinte composição química e de matéria orgânica: pH em água = 6,3; P = 14 mg/kg ; K = 80 mg/kg; H = 1,63 cmolc/kg; Al = 0,05 cmolc/kg; Ca = 1,37 cmolc/kg; Mg = 0,77 cmolc/kg; MO = 19 g/kg. Com base neste resultado não foi necessário fazer a correção da acidez. Em fevereiro do ano de 2008, foi iniciado o experimento e realizada a adubação mineral de manutenção conforme recomendação, utilizado a seguinte formulação N-P-K: 40:10:40, da qual foi aplicada na superfície do solo 200 kg da mistura por hectare, utilizando como fontes o sulfato de amônia, o superfosfato simples e o cloreto de potássio respectivamente. Utilizou-se um esquema de parcelas subdivididas no tempo, tendo nas parcelas um arranjo fatorial 2x2 referente a combinações entre duas alturas de corte (60 e 80 cm) e duas alturas de resíduo (20 e 40 cm), em delineamento experimental de blocos completos ao acaso, com cinco repetições, totalizando 20 unidades experimentais, que receberam as seguintes 19 codificações: 20-60 (altura de resíduo de 20 cm combinada com altura de corte de 60 cm); 20-80 (altura de resíduo de 20 cm combinada com altura de corte de 80 cm); 40-60 (altura de resíduo de 40 cm combinada com altura de corte de 60 cm) e 40-80 (altura de resíduo de 40 cm combinada com altura de corte de 80 cm). As variáveis foram agrupadas por época do ano devido à diferença entre os intervalos de cortes em cada tratamento, na forma de médias ponderadas dentro de cada período de corte nos meses de: fevereiro, março; abril, maio; junho e julho. Durante o período experimental foram registrados os dados de precipitação (Figura 1) e de temperatura (Figura 2) entre o início de fevereiro e o final de julho de 2008. Registradas na área experimental do município de Campina Grande, Paraíba. Figura 1. Distribuição da precipitação diária ocorrida entre o inicio de fevereiro e final de julho de 2008, Campina Grande - PB. 20 Figura 2. Temperatura mínima, média e máxima (médias mensais) durante o período experimental (fevereiro a julho de 2008), Campina Grande-PB. O experimento foi realizado na estação chuvosa, de fevereiro a julho e foi conduzido até o limite do estabelecimento da gramínea no campo e até que cada tratamento atingisse sua altura de corte. Cada tratamento teve um período experimental e intervalo de corte diferente, conforme pode ser observado na Figura 3. Nos tratamentos 20-60, 20-80, 40-60 e 40-80 foram realizados 3, 3, 5 e 4 cortes com duração de 144, 153, 146 e 170 dias, respectivamente. Figura 3. Intervalo de tempo (Dias) para cada corte referentes aos tratamentos 20-60 (T1), 20-80 (T2), 40-60 (T3) e 40-80 (T4). 21 Pode-se observar conforme Figura 3, que os tratamentos serão discutidos em relação aos dias que foram realizados os corte, por exemplo, no tratamento 20-60 (T1) o primeiro corte foi aos 86 dias, o segundo foi realizado 18 dias após o primeiro, no dia 104 após o inicio do experimento o terceiro corte foi há 40 dias após o segundo, no dia 144 referente ao inicio do experimento. Todos os demais tratamentos serão arranjados da mesma forma. A altura média do capim-buffel em cada parcela foi medida utilizando-se uma régua de aço de 2 m de comprimento graduada em centímetros. Foram efetuadas leituras em quatro pontos aleatórios por unidade experimental. A altura de cada ponto correspondeu à altura média do plano de folhas em torno da régua. Para monitorar a altura de resíduo, utilizou-se um quadrado de madeira confeccionado nas duas alturas pré-estabelecidas, que serviu de base para o corte com tesoura de jardinagem. Ao longo do experimento, foram avaliadas a massa seca de forragem total, os componentes morfológicos, número de perfilhos, às características morfogênicas taxa de aparecimento foliar (TApF) e filocrono, e à característica estrutural, número total de folhas vivas/perfilhos. Para a determinação da massa seca de forragem produzida e de sua composição morfológica foram colhidas amostras representativas acima da altura de resíduo estabelecida para cada tratamento. A forragem colhida na área de 8m² de cada parcela foi pesada, e uma amostra representativa, de aproximadamente 200 g, foi pré-seca em estufa de ventilação forçada a 650C, até atingir peso constante, para posterior determinação do teor de matéria seca (MS). Amostras de aproximadamente 500 g da forragem colhida foram separadas manualmente nas frações das lâminas foliares e hastes, as quais foram pesadas e secas em estufa de circulação forçada de ar a 65 ºC, até atingir peso constante. A determinação dos componentes morfológicos foi realizada durante todo o período experimental. Os valores de massa de forragem com base na matéria seca foram convertidos para kg/ha e os componentes morfológicos expressos como percentagem (%) da massa de forragem. 22 Para a avaliação do número de perfilhos (basais e aéreos) foram utilizadas duas touceiras por unidade experimental. Estas foram selecionadas em pontos onde a altura representasse a condição média nas parcelas, no momento da marcação das plantas. No início do período experimental, todos os perfilhos pertencentes às touceiras foram contados e marcados com arames revestidos de plástico de uma cor determinada. A cada nova amostragem, realizada sempre na condição de pós-corte, novos perfilhos foram marcados com cores diferentes e quantificados. Nessas mesmas touceiras ao final de cada corte, foi avaliado o perímetro utilizando uma fita métrica para obtenção do diâmetro de touceira. As características morfogênicas e estruturais foram determinadas em dois perfilhos basais por tratamento com arames revestidos de plástico de uma cor determinada, avaliando os perfilhos a cada sete dias, durante todo experimento. A cada corte foram escolhidos outros dois perfilhos basais para as avaliações posteriores. A taxa de aparecimento de folhas foi calculada dividindo-se o número total de folhas vivas (folhas expandidas e emergentes) no perfilho pelo período de rebrotação. O cálculo foi efetuado para cada perfilho marcado, de modo que o valor final constituía a média dos dois perfilhos basais por parcela, que correspondia um tratamento. O filocrono foi estimado como o inverso da taxa de aparecimento de folhas (Skinner e Nelson, 1995). O número de folhas vivas foi obtido sempre pelo máximo número de folhas durante o período de avaliação, que correspondia cada corte. Para cada época de corte e tratamentos colheram-se amostras que foram pesadas e conduzidas ao Laboratório de Análise e Avaliação de Alimentos do CCA/UFPB. Utilizaram-se amostras representativas de aproximadamente 200 g que foram pré-seca em estufa de ventilação forçada a 65 0C por 72 horas para determinação dos teores de matéria seca (ASA). Após a présecagem as amostras foram trituradas em moinho estacionário “Thomas Willey”, com peneira de malha de 1,0 mm e acondicionadas em recipientes devidamente identificados para as análises 23 químicas. Determinou-se a porcentagem de matéria seca (ASE), fibra em detergente ácido (FDA), fibra em detergente neutro (FDN), proteína bruta (PB), hemicelulose (HEM), celulose (CEL), lignina (LIG), matéria mineral (MM) e matéria orgânica (MO), segundo metodologias descritas por Silva e Queiroz (2002). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey, adotando-se um nível de probabilidade de 5%. Os dados foram analisados utilizando-se o procedimento GLM do programa estatístico SAS (SAS INSTITUTO, 1993). 24 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Em função dos cortes houve efeito linear crescente (Figura 4) em todos os tratamentos para massa seca de forragem total do capim-buffel, mostrando o efeito do corte na massa seca de forragem total e a influência das variáveis climáticas para o aumento da produção em relação aos cortes. Principalmente, a influência da precipitação (Figura 1) que estimulou aumento na massa seca de forragem total entre os cortes em todos os tratamentos. Figura 4. Valores médio para massa seca de forragem total em Kg/ha do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 25 A Figura 1 mostra a precipitação que ocorreu na área experimental onde somente no mês de março choveu 407,3 mm correspondente a mais da metade da chuva do período experimental sendo que apenas no dia 19 deste mês choveu 163,8 mm. A disponibilidade de água é essencial para o desenvolvimento da planta, como também deve existir certa regularidade na disponibilidade, fato esse que é crucial em regiões semiáridas, onde não ocorre regularidade pluviométrica. Mesmo diante dessa irregularidade hídrica (Figura 1) o capim-buffel manteve-se com produção crescente de fitomassa (Figura 4) para todos os tratamentos, principalmente devido a adaptabilidade do capim-buffel ao clima semiárido e ao fato de que a precipitação da região durante as avaliações foram irregulares principalmente em relação ao volume de água, tendo certa regularidade em relação aos dias com chuva (Figura 1) mesmo que fossem precipitações baixas, porém suficientes para manter um nível crescente de massa seca de forragem total no capim-buffel. A produção de matéria seca de uma espécie é dependente da sua adaptação aos fatores de meio e do manejo aplicado (Cavalcanti Filho et al., 2008). Barbosa et al. (2007) trabalhando com intensidade e freqüência de corte em capim-tanzânia relataram que as estações de crescimento em que ocorreram condições climáticas favoráveis (temperatura, radiação e água), a velocidade de recuperação do pasto é mais rápida, reduz intervalos entre corte aumentando o número de ciclos. Tabela 1. Valores médios e respectivos coeficientes de variação (CV%) para massa verde de forragem por corte (MVFC), massa verde de forragem total (MVFT), massa seca de forragem por corte (MSFC), massa seca de forragem total (MSFT) em relação à diferente altura de resíduos e de corte MVFC MVFT MFSC MSFT Tratamento t/ha t/ha t/ha t/ha Altura de Resíduo – Corte(cm) 20-60 1,72c 5,17b 0,37c 1,12b 20-80 3,82a 11,47a 0,84a 2,54a 40-60 2,56b 12,84a 0,49b 2,41a 40-80 3,62a 14,50a 0,79a 3,14a CV (%) 20,05 17,82 25,50 21,40 Médias seguidas de letras distintas nas colunas diferem entre si (P<0,05) 26 Observou-se efeito (P<0,05) para a massa seca de forragem total (MSFT) em relação aos diferentes tratamentos, Tabela 1. Sendo que no tratamento com resíduo 20 cm e altura de corte 60 cm, foi o que obteve menor valor para produção. Demonstrando que o corte com resíduo 20 cm foi severo e as plantas levaram mais tempo para se recuperar, provavelmente porque esse corte promoveu a retirada do meristema apical do perfilho, já que a gramínea em questão tem o crescimento cespitoso. Estudo feito por Matthew et al. (2000) ressaltaram que a altura de corte é importante, pois afeta a velocidade de rebrotação, em razão do seu efeito sobre a quantidade de tecido foliar fotossintetizante remanescente após o corte. Sob corte intenso, a fase inicial da rebrota é lenta, até que um número suficiente de folhas tenha se expandido e passe a contribuir substancialmente para a fotossíntese da cultura (Nabinger, 1997). Ainda neste contexto segundo Sbrissia e Da Silva (2001), o balanço de carbono negativo causado pela respiração só se tornará positivo quando a massa surgida for capaz de assimilar carbono suficiente para superar as perdas por senescência e respiração. Os outros tratamentos não diferiram (P>0,05) entre si em relação MSFT e a massa seca de forragem verde (MSFV). Porém o tratamento 20-80 apesar de elevada produção, diferentemente do tratamento 20-60, propiciou às plantas mais tempo para acumular uma maior quantidade de fitomassa e se recuperar do corte residual baixo, não obstante, essa fitomassa apresentar baixa relação lâmina/hastes (Figura 6). Pode-se observar uma elevada massa seca de forragem total (Figura 4) para o tratamento com resíduo 40 cm e altura de corte 80 cm. Provavelmente em relação à freqüência de cortes observada nesse tratamento, no qual foram realizados quatro cortes, apesar de ter sofrido um corte a menos que o tratamento 40-60. Segundo Gomide (1997), essa variável do manejo interage com características morfológicas da planta, como altura média do meristema apical e número de gemas basilares, para determinar a recuperação de gramíneas cespitosas após o corte. Dessa forma se observa que não é necessário um corte de resíduo baixo para ter uma elevada produção, pois corte com resíduo mais alto, pode resultar em elevadas produções além de 27 permitir que as plantas tenham provavelmente um melhor valor nutritivo da massa seca de forragem, já que resulta em maior acúmulo de folhas. O corte além de reduzir a área foliar total do dossel, altera a estrutura das folhas do dossel e conseqüentemente, a capacidade fotossintética das plantas (Cavalcante, 2001), afetando assim a massa seca de forragem total. O perfilhamento apresentou resposta linear crescente em relação aos cortes para todos os tratamentos (Figura 5) corroborando com o que foi observado para a massa seca de forragem total. Houve diferença (P<0,05) para a quantidade de perfilhos entre os tratamentos (Tabela 2). Figura 5. Valores médios para o número de perfilhos do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 28 Na Figura 5 verifica-se que o número crescente de perfilhos nos tratamentos em relação ao corte está relacionado ao manejo empregado e as condições climáticas da região. O corte estimulou o perfilhamento, fato esse que esta diretamente ligado à crescente massa seca de forragem total (Figura 4), como nesta época não houve períodos de estiagem prolongados (Figura 1), a precipitação não afetou a evolução na população de perfilhos. A temperatura (Figura 2) apresentou redução durante o período de avaliação e pode ter influenciado a população de perfilhos. Segundo Brougham (1960) o progressivo aumento de perfilhos por planta determina o aumento do IAF do relvado e, conseqüentemente, o rendimento forrageiro, via crescente percentual de intercepção e captura da radiação luminosa. Esse fato demonstra a plasticidade fenotípica da planta em se adaptar ao meio, em que no período de baixas incidências de luminosidade houve aumento na população de perfilhos aumentando com isso o IAF do relvado. Tabela 2. Valores médios e respectivos coeficientes de variação (CV%) para relação lâmina/colmo (L/C), número de perfilhos (NP), taxa de aparecimento de folhas (TApF), número de folhas verdes por perfilho (NFVP), filocrono e diâmetro da touceira (DT) em relação à diferente altura de resíduo e corte Tratamento L/C NP NFVP TApF Filocrono DT cm Altura de Resíduo-Corte Folhas/dia 20-60 0,93c 28,77c 4,56b 0,22 3,28 23,25c 20-80 1,08bc 49,10b 6,90a 0,22 4,66 37,10ab 40-60 1,67a 57,50ab 6,90a 0,27 4,28 40,26a 40-80 1,39ab 65,50a 6,80a 0,25 4,15 33,82b CV (%) 18,64 17,83 8,60 24,37 21,16 6,85 Médias seguidas de letras distintas nas colunas diferem entre si (P<0,05) O perfilhamento foi influenciado (P<0,05) pelas diferentes formas de manejar o pasto de capim-buffel (Tabela 2) em que o tratamento 40-80 apresentou elevada população de perfilhos em relação ao tratamento 20-60. Esse fato explica a maior produção total de forragem obtido neste tratamento. Segundo Matthew et al. (1999) o processo de perfilhamento nas gramíneas é de grande importância para a produção forrageira e o manejo tem papel crucial, uma vez que as 29 taxas de aparecimento e mortalidade de perfilhos resultam em mudanças na dinâmica da população de perfilhos e produtividade do pasto durante o ano. O maior número de perfilhos do tratamento 40-80 pode ser explicado pela altura de resíduo, onde altura de resíduo 40 cm estimula mais o perfilhamento no capim-buffel, já que em contrapartida os tratamentos com resíduo 20 cm apresentaram menores quantidades de perfilhos. Santos et al. (2001) estudando as características morfológicas e de perfilhamento em plantas de capim-elefante sob quatro alturas de corte em duas épocas do ano, relataram que os cortes mais elevados resultaram em plantas mais altas independentemente da época do ano e tiveram proporções maiores de folhas e maior número de perfilhos aéreos. Provavelmente o tratamento 40-80 teve um grande número de perfilhos aéreos já que houve uma maior incidência de iluminação numa altura do dossel acima do solo. O fato dos tratamentos com resíduos de 40 cm terem resultado em um maior número de cortes também pode ter influenciado o aparecimento de perfilhos. Esse comportamento deve-se à plasticidade da planta em relação ao manejo. Pois, segundo Lemaire (2001), a planta tem uma amplitude de resposta plástica em relação à escala de tempo que dispõe para adaptar-se a mudanças no ambiente. Dessa forma as plantas forrageiras que são submetidas às diferentes condições e intensidade de desfolhação em pastagens, procuram se adaptar, assegurando a perenidade e eficiência fotossintética. Conforme a Figura 6, a barra de desvio padrão não diferiu entre as médias para relação lâmina/hastes na maioria dos cortes, observando que em todos os tratamentos as diferenças entre a relação lâmina/hastes para os cortes não apresentou grandes variações. Porém as variáveis climáticas influenciaram esta variável. Observou-se então que o aumento na relação lâmina/hastes esta relacionado com os picos de precipitações (Figura 1), onde pode-se verificar o que ocorreu no tratamento 20-60 (T1) na avaliação do dia 104 com a maior relação lâmina/hastes desse tratamento, coincidindo com precipitações nos dias anteriores a avaliação contribuindo 30 assim para um melhor desenvolvimento da planta, enquanto na avaliação do dia 144 ocorreu decréscimo na relação e o dia de coleta de dados antecedeu um período de estiagem. Em relação aos diferentes tratamentos observou-se efeito (P<0,05) para relação lâmina/hastes como pode ser observado na Tabela 2. O tratamento 40-60 apresentou maior relação, esse fato ocorreu devido à altura de resíduo 40 cm promove um estrato vegetal com levada produção de folhas. O tempo também influenciou esse tratamento que apresentou maior número de cortes, no caso os perfilhos não se alongaram se mantendo pequenos, mas em grande quantidade. Em contrapartida o tratamento 20-60 teve a menor relação lâmina/hastes, com uma quantidade menor de perfilhos. Figura 6. Valores médio para relação lâmina/hastes do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 31 Na Figura 7 observa-se que para a taxa de aparecimento de folhas o tratamento 20-60 apresentou uma diferença mais acentuada em relação aos cortes. Para os demais tratamentos não houve grandes variações, conforme observado nas barras de desvio padrão. Tanto para taxa de aparecimento de folhas como para o filocrono, não houve diferença (P>0,05) entre os tratamentos, não obstante o filocrono esteja diretamente influenciado pela taxa de aparecimento de folhas já que é o inverso da taxa de aparecimento de folhas. De acordo com Rezende et al. (2008), o corte favorece o aparecimento de perfilho como também a taxa de aparecimento de folhas. Pontes et al. (2004) trabalhando com Loluim multiflorum L. não obtiveram variação na TApF em resposta a altura de manejo adotado para essa cultura. Apesar do tratamento 40-60 ter apresentado um grande número de cortes não foi o suficiente para aumentar a taxa de aparecimento de folhas. Segundo Garcez Neto et al. (2002), a produção de novos perfilhos é um processo contínuo, que pode ser acelerado pela desfolhação da planta e conseqüente pela melhoria do ambiente luminoso na base do dossel. Dessa forma essas variáveis são afetadas pelo tempo em relação ao clima e aos cortes, o clima influenciou na forma de crescimento e os cortes estimularam o perfilhamento, conforme observado na Tabela 2 e Figura 5. 32 Figura 7. Valores médio da taxa de aparecimento de folhas (TApF) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. O número de folhas vivas por perfilhos não apresentou efeito (P>0,05) nos cortes para os tratamentos (Tabela 2), houve diferença em relação ao tratamento 40-60 que no quinto corte apresentou uma média de nove folhas por perfilhos diferindo dos demais cortes e tratamentos (Figura 8). O número de folhas por perfilho é uma característica genética pouco influenciada pelos fatores abióticos. O número de folhas vivas por perfilhos é um valor relativamente constante para determinada espécie (Davies, 1971; Carnevalli e Da Silva, 1999). 33 Figura 8. Valores médios para o número de folhas por perfilho (NFP) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. Conforme a Figura 8 pode-se observar que não houve grandes variações para o número de folhas vivas, com exceção do tratamento 40-60 que no último corte apresentou um aumento no número de folhas vivas por perfilhos, provavelmente devido ao manejo empregado neste tratamento que teve uma maior freqüência de corte em relação aos outros tratamentos. Neste contexto Marcelino et al. (2006) estudando freqüência e intensidade de desfolhação do capimmarandu verificaram efeito do manejo para a variável numero de folhas vivas por perfilhos. Em que o número de folhas vivas pode variar com as condições de meio e manejo da pastagem (Lemaire e Chapman,1996). 34 De acordo com a Figura 9, observa-se que não houve grandes variações do diâmetro de touceira entre os cortes para cada tratamento. Em relação aos tratamentos houve efeito (P<0,05) para a variável diâmetro de touceira. Pode-se observa que o tratamento com resíduo 40 cm e altura de corte 60 cm obteve o maior (P<0,05) diâmetro de touceira. Esse fato ocorreu, provavelmente, porque neste tratamento o manejo foi realizado a cada 20 cm de crescimento, forçando assim a touceira aumentar o seu diâmetro, já que os cortes foram mais freqüentes que nos outros tratamentos. Esse fato ocorre devido à plasticidade fenotípica do capim-buffel em relação ao manejo empregado. Figura 9. Valores médios para o diâmetro de touceira (cm) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 35 Mesmo com a irregularidade pluviométrica da região o capim-buffel apresentou bom desempenho, verificando-se elevada massa seca de forragem total, aumento da população de perfilhos e alta relação lâmina/hastes. O capim-buffel cultivar Molopo por ser uma planta cespitosa de porte médio-alto apresenta melhor desenvolvimento quando manejado a uma altura de resíduo de 40 cm. Tendo com esse manejo maior massa seca de forragem total, além de proporcionar maior número de perfilho e alta relação lâmina/hastes. O alto índice de perfilhamento confere a essa gramínea persistência no pasto, fato importante na região Semiárida. Sendo dessa forma a intensidade de corte adequado já que proporciona melhor desempenho da forrageira e maior produção por área. Em relação a percentagem de matéria seca do capim-buffel submetido a diferentes freqüências e intensidades de corte observou-se efeito (P<0,05), sendo que os tratamentos 20-60, 20-80 e 40-60 não diferiram (P>0,05) entre si, somente o tratamento 40-80 apresentou efeito (P<0,05), com percentual médio de matéria seca de 20,29%. Segundo Edvan et al. (2009), o capim-buffel cortado a uma altura de 80 cm possibilita mais tempo para o capim acumular fitomassa se comparado com alturas de corte mais baixas, aumentando assim a percentagem de matéria seca já que a quantidade de água disponível esta distribuída em uma maior quantidade de fitomassa. Tabela 3. Valores médios e respectivos coeficientes de variação (CV %) para matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), hemicelulose (HEM), celulose (CEL), lignina (LIG), matéria mineral (MM) e matéria orgânica (MO) do capim-buffel submetido a diferentes alturas de resíduo e cortes Tratamento PB FDN FDA HEM CEL LIG MM MO MS (%) -------------------------------------- % MS --------------------------------------20-60 18,49b 11,33b 75,71ab 46,92 27,95 37,10 5,17 9,39 90,61 20-80 18,53b 10,28b 76,92a 46,77 27,46 37,56 5,44 9,97 90,03 40-60 18,33b 13,25a 73,79b 46,05 27,74 38,21 4,64 9,40 90,60 40-80 20,29a 10,60b 74,23b 47,16 29,76 37,53 5,89 8,85 91,15 CV (%) 4,37 6,04 1,60 4,16 7,45 3,89 19,98 11,92 1,24 Médias seguidas de letras distintas nas colunas diferem entre si (P<0,05) 36 Na Figura 10 observa-se que o corte influenciou o percentual de matéria seca do capimbuffel, a precipitação (Figura 1) e temperatura (Figura 2) pode não ter influenciado essa variável. Já que no período experimental não ocorreram prolongados períodos de estiagem (Figura 1) que comprometessem o percentual de matéria seca. Observa-se na Figura 4 que os tratamentos com resíduo 20 cm elevaram o percentual da matéria seca em relação aos cortes, já para os tratamentos com resíduo 40 cm se observou um ligeiro decréscimo no percentual da matéria seca. Esse fato demonstra o efeito do corte nos tratamentos e que a altura de resíduo influencia o percentual de matéria seca, provavelmente por estar condicionada a uma relação lâmina/hastes T1 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 % MS % MS alta e a um maior número de perfilhos pequenos nos tratamento com altura de resíduo 40 cm. 86 104 T2 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 75 144 101 T3 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 73 85 98 Tempo (Dias) 153 Tempo (Dias) % MS % MS Tempo (Dias) 118 146 T4 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 66 84 108 170 Tempo (Dias) Figura 10. Valores médio do Percentual de Matéria Seca (%) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 37 Na Figura 11, observa-se que não houve grande variação no teor de proteína bruta em relação aos cortes, mas houve redução no percentual de proteína bruta para o tratamento 20 cm de resíduo e 60 cm de corte no terceiro corte, proporcionado pela baixa altura de resíduo que provavelmente diminuiu o IAF remanescente e a quantidade de carboidratos de reservas, ocasionando um crescimento lento para o capim-buffel neste tratamento. Para o teor de proteína bruta houve efeito (P<0,05) para os tratamentos (Tabela 3). No tratamento 40-60 observou-se o maior percentual médio de proteína bruta do capim-buffel que foi de 13,25%, não se observando diferença (P>0,05) entre os demais tratamentos. Esse fato ocorreu provavelmente porque neste tratamento houve maior freqüência de corte, disponibilizando assim uma forragem de melhor qualidade, já que a fitomassa colhida era sempre fisiologicamente mais jovem. Ezequiel e Favoretto (2000) avaliando freqüência de cortes de 25, 35 e 42 dias e altura de cortes a 15 e 30 cm em Panicum maximum Jacq. observaram que o teor de proteína bruta, com o avanço da idade do perfilho diminui sensivelmente, estando relacionado com a altura e a freqüência de cortes. Em relação à freqüência de corte Dantas Neto et al. (2000) observaram que o teor de proteína bruta decresceu linearmente para o capim-buffel com o aumento da idade da planta, passando de 12,40% com cortes realizados aos 35 dias para 6,0% quando cortado aos 110 dias. Ainda neste contexto, Edvan et al. (2009) trabalhando com manejo do capim-buffel relataram que a altura de resíduo de 40 cm com corte a 60 cm apresenta um maior número de cortes, não havendo, provavelmente, tempo suficiente para a gramínea se desenvolver, no caso os perfilhos não crescem, ocorrendo um maior número de perfilhos pequenos, contribuindo para uma forragem com maior percentual de proteína bruta. 38 T1 20 18 P r o te in a B r u ta (% M S ) P r o te in a B r u ta (% M S ) 18 16 14 12 10 8 6 16 14 12 10 8 6 4 4 2 2 0 0 86 104 Tempo (Dias) 75 144 101 153 Tempo (Dias) T3 20 20 T4 18 P r o te in a B r u ta (% M S ) 18 P r o te i na B r uta (% M S) T2 20 16 16 14 14 12 12 10 10 8 6 8 6 4 4 2 2 0 0 73 85 98 Tempo (Dias) 118 146 66 84 108 170 Tempo (Dias) Figura 11. Valores médio de Proteina Bruta (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. Em relação ao corte não se verificou variação para a FDN em nenhum dos tratamentos (Figura 12), demonstrando que o ciclo não influenciou a percentagem desse componente no capim-buffel. Observou-se efeito (P<0,05) para os teores de FDN do capim-buffel influenciado pela freqüência e intensidade do corte. Em que os tratamentos 40-60 e 40-80 obtiveram menores teores de FDN (Tabela 3), esse fato era esperado para ambos os tratamentos, já que os cortes foram mais freqüentes, tendo maior relação lâmina/hastes, além de maior presença de perfilhos pequenos, aumentando assim a quantidade de folhas na massa de forragem. Moreira et al. (2007) trabalhando com pastagem de capim-buffel diferido na estação seca do sertão de Pernambuco acharam valores médio de FDN em torno de 75,35%, aproximando-se dos resultados obtidos nos 39 tratamentos 20-60 e 20-80 que foram de 75,71 e 76,92% respectivamente. Segundo Van Soest (1994), cortes realizados mais distante do solo resultam em material com maior quantidade de MS de folhas, acarretando redução de constituintes da parede celular na matéria seca, dentre eles o FDN. Para os tratamentos 20-60 e 20-80 os percentuais de FDN foram maiores, provavelmente devido ao alongamento das hastes e a menor quantidade de perfilhos, obtendo maior teor de fibra na massa de forragem colhida que provavelmente apresentará menor desempenho digestivo para ruminantes. Neste contexto Mesquita et al. (2002) relataram que em forrageiras tropicais as folhas reconhecidamente apresentam menores concentrações de frações fibrosas que as hastes. T1 80 80 70 70 60 50 60 50 40 40 30 30 20 20 10 10 86 104 Tempo (Dias) 144 75 T3 90 80 80 70 70 60 50 101 Tempo (Dias) 153 T4 90 F D N (% ) F D N (% ) T2 90 F D N (% ) F D N (% ) 90 60 50 40 40 30 30 20 20 10 10 73 85 98 Tempo (Dias) 118 146 66 84 108 170 Tempo (Dias) Figura 12. Valores médio para Fibra em Detergente Neutro - FDN (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 40 Para os teores de FDA, HEM, MM e MO não houve efeito (P>0,05) em relação à freqüência e intensidade de corte no capim-buffel. Em relação ao FDA obteve-se valores de 46,92, 46,77, 46,05 e 47,16 % para os tratamentos 20-60, 20-80, 40-60 e 40-80 respectivamente, resultados esses semelhantes ao obtido por Nunes (2004) que foi de 48,76 % para a FDA no capim-buffel cultivado em Petrolina, Pernambuco na época das águas e por García-Dessommes et al. (2007) que encontraram 48,2% para FDA em trabalho realizado no México com hibrido de capim-buffel, ambos diferiram dos valores encontrado por Moreira et al. (2007) com percentual médio em torno de 51,85% para o FDA em pasto de capim-buffel na época seca do sertão de Pernambuco. A variação presente entre o FDN e FDA não está relacionado ao mineral presente nas análises, já que para matéria mineral não houve efeito (P>0,05). Esse fato pode ter ocorrido devido à presença da pectina, que é um carboidrato presente na parede celular, mas não é covalentemente unida aos demais carboidratos estruturais, sendo solúvel no rúmen (Carvalho et al., 2006). Dessa forma a FDA não apresentou diferença (P>0,05) devido à pectina não ser solubilizada pelo detergente ácido, onde nos tratamentos que apresentaram baixo percentual de FDN (40-60 e 40-80) não acarretou em diferença (P>0,05) para esses tratamentos, provavelmente por não existir a presença da pectina, já que as análises não foram realizadas seguindo a metodologia seqüencial proposta por Van Soest (1967). Conforme observado na Figura 13, não houve grandes variações nos teores de FDA em relação aos cortes em cada tratamento. Esse fato demonstra que tanto os cortes como as variáveis climáticas (Figura 1 e 2) não influenciaram a quantidade de FDA na % de MS do capim-buffel. 41 55 T1 50 45 45 40 40 F D A (% ) F D A (% ) 50 35 30 T2 55 35 30 25 25 20 20 15 15 10 10 5 5 86 104 Tempo (Dias) 75 144 45 45 40 40 F D A (% ) F D A (% ) 50 50 35 30 T4 35 30 25 25 20 20 15 15 10 10 5 153 55 T3 55 101 Tempo (Dias) 5 73 85 98 Tempo (Dias) 118 146 66 84 108 170 Tempo (Dias) Figura 13. Valores médio para Fibra em Detergente Ácido - FDA (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. Em relação aos teores de hemicelulose não se observou efeito (P>0,05) para a freqüência e intensidade de corte. Esse fato está relacionado aos teores de FDN e FDA que não apresentaram grandes diferenças e são usados para o calculo da hemicelulose. Os valores de hemicelulose (Tabela 3) se assemelham aos encontrados por Nunes (2004) que foram de 27,95% na época chuvosa. Diferentemente García-Dessommes et al. (2007) encontraram valores inferiores de hemicelulose de 23,9% para hibrido de capim-buffel avaliado no México. Apesar de não ter efeito (P>0,05) para intensidade e freqüência de corte, a hemicelulose apresentou valores médios, que podem ser considerados baixos e que pode prejudicar o desempenho animal, já que a hemicelulose é uma partícula da parede celular bastante degradável no rúmem dos animais. 42 Para celulose e lignina não se observou efeito (P>0,05) em relação aos tratamentos, demonstrando que a freqüência e intensidade de corte não promoveram diferença desses elementos na % matéria seca do capim-buffel. Nunes (2004) observou valores médios de lignina em torno de 9,44% para o capim-buffel na época chuvosa em Petrolina, Pernambuco, valor esse superior ao encontrado no presente estudo para os tratamentos. Essa diferença pode esta relacionada a altura de resíduo que neste trabalho foi de 20 e 40 cm enquanto no de Nunes (2004) foi a 5 cm acima do solo, plantas cortadas mais altas tem uma menor fração de colmo do que as cortadas mais próxima ao solo, essas tem maior alongamento de colmo que torna-se mais lignificado. A presença de quantidades elevadas de lignina prejudica a qualidade da forragem, segundo Santos et al. (2001) a lignina apresenta digestibilidade quase nula e liga-se aos outros componentes da fibra, por ser um componente estrutural amorfo com função “cimentante” nas ligações dos compostos da parede celular; formando um complexo lingnocelulósico indisponibilizando a hemicelulose e a celulose à degradação dos microrganismos. O capimbuffel submetido a cortes não apresentou (Figura 14) grandes variações no teor de lignina, com exceção do tratamento 20 cm de resíduo e 60 cm de corte (T1), fato esse observado também para o percentual de Proteína Bruta e de FDA (Figura 4 e 6), demonstrando que esse tratamento não proporciona um bom rendimento qualitativo para o capim-buffel. Provavelmente por causa do baixo poder de recuperação da gramínea para esse tratamento, que ocasionou um corte severo (corte de resíduo 20 cm) e tempo insuficiente para recuperação da gramínea (corte a 60 cm), acarretando ao longo dos cortes numa sensível diminuição dos componentes qualitativos desse capim. 43 T1 9 9 8 8 7 6 5 4 T2 10 L ig n in a (% M S ) L ig n in a (% M S ) 10 7 6 5 4 3 3 2 2 1 1 0 0 86 104 144 75 101 Tempo (Dias) Tempo (Dias) 10 T3 T4 10 9 9 8 8 L ig nin a (% M S ) L ig n in a (% M S ) 153 7 6 5 4 7 6 5 4 3 3 2 2 1 1 0 0 73 85 98 Tempo (Dias) 118 146 66 84 108 170 Tempo (Dias) Figura 14. Valores médio de Lignina (% MS) do capim-buffel em função dos cortes para os tratamentos 20 cm de residuo e 60 cm de corte (T1), 20 cm de resíduo e 80 cm de corte (T2), 40 cm de resíduo e 60 cm de corte (T3) e 40 cm de resíduo e 80 cm de corte (T4). As barras verticais representam o desvio padrão da média. 44 5 CONCLUSÕES A altura de corte e de resíduo influenciou o perfilhamento, relação lâmina/hastes e a massa seca de forragem total do capim-buffel por corte e por ano. O capim-buffel cultivar Molopo quando manejado utilizando altura de resíduo de 40 cm apresenta um maior acúmulo de fitomassa, maior população de perfilhos e uma alta relação lâmina/hastes. A maior freqüência de corte (altura de resíduo de 40 cm combinada com altura de corte de 60 cm) proporcionou um maior teor de proteína bruta no capim-buffel. Menor intensidade de corte (40 cm) proporciona menores percentuais de fibra em detergente neutro, para o capim-buffel. 45 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, A.Q. 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