Market Report Ano 21 Nº 532 10 de Novembro de 2011 Tecnologias de Informação Marketing nas Redes Sociais e CRM Destaques Enterprise Europe Network inova na gestão de informação e clientes com Dynamics CRM “Quando apresentámos o consórcio e a visão de desenvolver o KMS, verificámos que estávamos a ser inovadores. Ainda hoje não deve haver muitos países que tenham em comum as quatro vertentes que nós implementámos”, afirma Helena Moura, Chefe de Departamento no IAPMEI. Pág. 6. Efacec implementa Microsoft Dynamics CRM no Grupo com uma perspetiva de apoio à gestão “Pretendíamos uma solução em que fosse fácil a integração com o Outlook, userfriendly e que respondesse aos requisitos definidos. O Microsoft Dynamics CRM posicionou-se bem a esses níveis”, afirma Mário Barbosa, Chief Purchasing Officer da Efacec. Pág. 9. LeasePlan aumenta eficiência e nível de serviço com Microsoft Dynamics CRM “O CRM tem permitido fazer duas coisas que normalmente são incompatíveis, que é combinar mais serviço com mais eficiência, quando normalmente é preciso mais capacidade instalada para dar mais serviço e se perde eficiência”, afirma Pedro Pessoa, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas e Processos da LeasePlan Portugal. Pág. 13. Barómetro INSAT Uma coisa é criar uma comunidade, outra é mantê-la! Há poucos dias a APPM, Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, em colaboração com a Microsoft, realizou um evento em que o tema central foi o Social CRM, debatendo sobre o estado da arte. Não sendo novo o fenómeno das redes sociais e existindo já casos de sucesso da sua utilização pelo marketing das empresas, os palestrantes foram unânimes em considerar que se vai assistir a uma utilização e adesão crescentes e em afirmar que o devem fazer de uma forma integrada na sua estratégia global de marketing. Diogo Marnoto, Diretor da área de Advertising na Microsoft Portugal, sublinha o facto de o tempo que as pessoas passam online tender a aproximar-se do tempo que passam a ver TV e que, por isso, além do digital não dever ser ignorado faz todo o sentido pensar a comunicação considerando que os consumidores utilizam múltiplos equipamentos, querem respostas rápidas, estão envolvidos em redes sociais, querem mobilidade e tirar partido dela, são mais exigentes e têm vindo a alterar os seus comportamentos de consumo de informação. Essa envolvente não pode, no entanto, fazer com que as empresas percam de vista algumas regras básicas. Sendo importante enquadrar o “social” na estratégia, nomeadamente na estratégia de marketing, porque a utilização das redes sociais e do digital é já elevada e vai aumentar, tal deve ter presente a integração com os canais de comunicação existentes e prever a integração da informação oriunda da interação através das diferentes redes e canais. Se as redes sociais podem ser uma boa forma de conhecer os clientes, de criar engagement, de fomentar o conceito de pertença (comunidade, fã), é importante que esse trabalho de conhecimento não passe de uma ideia no papel, sendo que, como foi referido, o desenvolvimento da presença nas redes sociais implica investimento em meios e tempo. E pode sair muito dispendioso se for mal implementado ou precipitado, pois nas redes sociais o “word-of-mouth” é um fenómeno sério e as más notícias propagam-se mais rapidamente. “O conteúdo continua a ser rei. A diferença é que no “velho mundo” as empresas podiam dar-se ao luxo de produzir conteúdo esporadicamente. Atualmente temos de produzir conteúdos constantemente”, acentua Miguel Abreu, Diretor da Nespresso, sublinhando que as comunidades podem ter aí um papel importante. Este gestor refere que estar nas redes sociais exige envolvimento total das marcas e, hoje, as empresas enfrentam a necessidade de gerir e manter comunidades, o que deve ser feito de forma Continua na página 3. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 1 Ficha Técnica Índice Market Report Tecnologias de Informação Editor e Proprietário INSAT INSAT Consultoria e Serviços Lda. Diretor: Casimiro Santos [email protected] 1. Uma coisa é criar uma comunidade, outra é mantê-la! 3. Redes sociais e aplicações móveis com impacto de 50% nas vendas na Web 4. O CRM está a tornar-se mais social 6. Enterprise Europe Network inova na gestão de informação e clientes com Dynamics CRM “Quando apresentámos o consórcio e a visão de desenvolver o KMS, verificámos que estávamos a ser inovadores. Ainda hoje não deve haver muitos países que tenham em comum as quatro vertentes que nós implementámos”, afirma Helena Moura, Chefe de Departamento no IAPMEI. Publicidade e Assinaturas [email protected] 9. Efacec implementa Microsoft Dynamics CRM no Grupo com uma perspetiva de apoio à gestão “Pretendíamos uma solução em que fosse fácil a integração com o Outlook, userfriendly e que respondesse aos requisitos definidos. O Microsoft Dynamics CRM posicionou-se bem a esses níveis”, afirma Mário Barbosa, Chief Purchasing Officer da Efacec. Redacção Rua Cidade de Bolama Lote 17 7º B 1800-079 LISBOA [email protected] Tel: 218 513 481 - www.insat.pt 13. LeasePlan aumenta eficiência e nível de serviço com Dynamics CRM “O CRM tem permitido fazer duas coisas que normalmente são incompatíveis, que é combinar mais serviço com mais eficiência, quando normalmente é preciso mais capacidade instalada para dar mais serviço e se perde eficiência”, afirma Pedro Pessoa, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas e Processos da LeasePlan Portugal. Análise de Mercado Aristides Meneses [email protected] Assinatura Anual (26 edições) 165 euros + 23% IVA Circulação por assinatura - Quinzenal Registo no I.C.S. nº 122 861 de 17/12/98. Depósito Legal nº 77578/94 ISSN 1645-6092 16. Internacionalização da HighScore potenciada pelo Dynamics CRM Online “O risco de optar pelo CRM na cloud era baixo e os benefícios eram elevados, nomeadamente não termos que investir, operar nem gerir a infraestrutura de TI ou ter toda a informação centralizada e atualizada, com acesso a partir de qualquer local”, afirma Filipe Romão, Board Advisor da HighScore. Esta publicação de mercado, exclusivamente vendida por assinatura, é fornecida na condição de ser considerada confidencial e apenas ser utilizada pelo destinatário. Todos os direitos reservados. Não pode ser reproduzida, no todo ou em parte, qualquer que seja o método utilizado. 20. EFEP dinamiza negócio de formação com Microsoft Dynamics CRM Online “O nosso negócio é muito elástico e nós precisamos de uma estrutura de custos igualmente muito elástica. O Microsoft Dynamics CRM Online responde ao desafio de se adaptar a uma atividade dinâmica, além de se adequar melhor à dispersão geográfica” afirma Pedro Mota, Administrador da EFEP – Empresa de Formação, Ensino e Projectos. © INSAT Consultoria e Serviços Lda. 23. IDC Portugal aumenta produtividade e reduz custos operacionais com Microsoft Dynamics CRM “O custo foi um dos fatores que motivou a escolha do Microsoft Dynamics CRM, num contexto em que a credibilidade do fornecedor e o nível de suporte local também tiveram um peso importante”, afirma Gabriel Coimbra, Research & Consulting Director, IDC Portugal. Market Report Torne-se assinante para receber todas as edições quinzenais Assinatura anual, 26 edições =165 € + IVA clique agora aqui para ver: www.insat.pt Aos leitores do Market Report a Microsoft oferece 30 dias de experiência sem compromisso Microsoft Dynamics CRM Clique aqui: www.insat.pt/crm ou aqui: http://crm.dynamics.com/pt-pt ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 2 Continuado da página 1. profissional. Neste contexto, um dos conceitos que se destaca é o de fã, entrando no mundo do FRM, Fan Relationship Management. “A Nespresso tem uma comunidade de um milhão de fãs a nível mundial e Portugal é a maior comunidade do mundo em termos absolutos”, diz. “Isto lança novos desafios, pois uma coisa é criarmos uma comunidade, outra coisa é mantê-la”, acrescenta. A criação de conteúdos, especialmente os exclusivos, ou de benefícios exclusivos, são alguns dos elementos que permitem manter a comunidade viva. Renovação permanente e comunicação permanente são duas ideias que é preciso ter em atenção. Sérgio Gonçalves, Diretor Geral da Live Content, chamou a atenção para o facto de vivermos no que designa de “economia da atenção”. Se a explosão de conteúdos é uma realidade, uma das formas de chegar a quem se pretende é a “relevância”. Não chega dizer o que se gostaria que as pessoas escutassem, há que conseguir estabelecer ligações e desenvolver comunidades efetivas em torno dos produtos e serviços disponibilizados, sem perder de vista a capacidade de surpreender. Por exemplo, para criar experiências que valha a pena partilhar. Sérgio Gonçalves refere que não basta que o conteúdo seja adequado, é importante que seja original. Conseguir envolver as pessoas e despertar emoções são ideias aqui presentes. É nesta linha estratégica que a Microsoft acaba de actualizar o serviço Microsoft Dynamics CRM apresentando novas capacidades de colaboração social integrada, contendo, entre outros, aperfeiçoamentos para empresas que utilizem o Dynamics CRM na nuvem. De acordo com Jorge Carrola Rodrigues, Marketing Lead da área de negócio Dynamics na Microsoft Portugal, as novas funcionalidades não têm custo adicional para os clientes e são automaticamente integradas nas soluções utilizadas. Segundo Jorge Rodrigues, as organizações procuram cada vez mais soluções que lhes permitam dar resposta ao crescimento das redes sociais e à criação de comunidades de clientes. Para responder à necessidade que as organizações têm, de tirar cada vez maior partido das tecnologias sociais, a Microsoft disponibiliza novas funcionalidades ao nível do Social CRM, apresentado como a convergência de tecnologias sociais com os processos e a tecnologia do CRM. A empresa sublinha que, com a nova versão dos seus serviços, o Microsoft Dynamics CRM integra novas capacidades de colaboração social que envolvem, entre outras, feeds de atividades, microblogging e conversações. Redes sociais e aplicações móveis com impacto de 50% nas vendas na Web De acordo com o Gartner, em 2015 as empresas deverão gerar cerca de metade das suas vendas na Web a partir da sua presença social e de aplicações móveis. Com o crescimento do número de utilizadores de telefones móveis, os clientes tenderão a usar browsers e aplicações móveis como elementos importantes de interação. A ideia de rapidez na interação com os clientes está aqui subjacente, porque cada vez mais a expectativa dos consumidores é de não terem necessariamente de se conectar a um PC para obterem resposta às questões que pretendem ou realizar encomendas. Neste contexto, não só os clientes pretendem novas formas de contacto com as organizações, em que a facilidade é uma palavra-chave, como essas mesmas organizações tenderão a pensar numa perspetiva cada vez mais global, procurando novos países e regiões para crescer. Segundo as previsões do Gartner, em 2013 cerca de 80% dos vendedores online da América do Norte e da Europa Ocidental deverão expandir-se para o Brasil, Rússia, Índia, Japão, China ou África. A maior disponibilidade de acesso à internet através de PCs ou de equipamentos móveis potencia a criação de novos canais de venda. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 3 Opinião dos Analistas O CRM está tornar-se mais social Por Aristides Meneses Facebook: mais de 800 milhões de utilizadores ativos; mais de 50% dos utilizadores ativos fazem login diariamente; cada utilizador tem, em média, 130 amigos. Twitter: 100 milhões de utilizadores ativos; mais de 50% ligam-se todos os dias; pelo menos metade acede ao Twitter através de equipamento móvel. LinkedIn: mais de 135 milhões de membros, de 200 países e territórios; acima de 26 milhões de membros na Europa; mais de 50% dos membros estão localizados fora dos Estados Unidos da América. Segundo um estudo da comScore, baseado no serviço comScore MobiLens, em Agosto deste ano 72,2 milhões de americanos acederam a sites de redes sociais ou a blogues através de um equipamento móvel, um aumento de 37% face ao ano anterior. De acordo com dados do Office for National Statistics, de Agosto deste ano, 45% dos utilizadores de internet no Reino Unido acederam à internet através de seu telemóvel e 57% dos utilizadores de internet adultos acederam a redes sociais online em 2011 (43% em 2010). Várias conclusões se podem tirar destes indicadores. Para as empresas, representam oportunidades e desafios. O número de pessoas que utiliza redes sociais está a aumentar. O número de utilizadores de internet também, fenómeno acompanhado da subida das taxas de penetração da banda larga e do forte incremento da utilização de equipamentos móveis para acesso à Web. O número de blogues regista uma tendência semelhante, sendo igualmente ascendente a tendência para realizar compras online ou a partilha de informação, interesses, gostos, em diversas comunidades que se vão criando. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 4 Opinião dos Analistas Se estes fenómenos já têm muito impacto do ponto de vista social, também do ponto de vista empresarial exigem uma leitura atenta, porque se tornou claro que as empresas, as marcas ou as instituições, não podem ignorar as redes sociais ou a evolução da utilização da internet por todas as pessoas. Clientes e consumidores mais participativos, mais informados, mais ávidos de interação e mais exigentes, levam a que o marketing tenha de fazer uma leitura diferente do conceito de «massificação» em que o conhecimento do cliente, a personalização ou a ideia de “marketing one-to-one” ganham novos contornos. Há vários parâmetros que estão a evoluir de forma acelerada, incluindo os canais de comunicação com os clientes ou, entre vários outros elementos, a necessidade de inovar, de estar constantemente a produzir novidades sob a forma de novos conteúdos. Um estudo recente da Ernst & Young, “Competing for Growth”, indica que 87% das empresas aumentou o seu portefólio de produtos nos três últimos anos, sendo um dos principais objetivos explorar o potencial acrescido da base de clientes atuais. E 72% dos inquiridos referiu que está a desenvolver produtos e serviços mais rapidamente do que há dois anos. Porque os clientes estão cada vez mais online e porque muitos utilizadores de redes sociais ou blogues estão disponíveis para divulgar preferências, dados pessoais e profissionais, amizades e opiniões, as empresas podem ter aí uma importante fonte de informação e simultaneamente um relevante canal de comunicação ou, melhor, de interação, de conversação. Identificar “clientes-influenciadores” é, para as empresas, um fator chave. É claro que sempre foi importante chegar a essas pessoas especiais mas atualmente a escala é de outra ordem de magnitude. E assim tudo muda mais rapidamente, podendo obviamente mudar para o bem ou para o mal, até porque as más notícias se propagam muito mais rapidamente. O “word-ofmouth” é agora muito facilmente ampliado. Aproveitar isso tornou-se seguramente numa preocupação dos marketers. De acordo com o Global Entertainment & Media Outlook 2011-2015, da PwC, a internet será o segmento de maior crescimento de publicidade nos próximos cinco anos, tornando-se na segunda mais importante categoria de publicidade, apenas atrás da televisão. Por isso, está a tornar-se imperativo para muitas organizações estar presente nas redes sociais como uma forma de incrementar as relações com os clientes e utilizadores, de criar entusiasmo, envolvimento e potenciar o conhecimento sobre o seu mercado. Para isso, é necessário começar por definir uma estratégia de negócio e de marketing. E obter bons resultados exige uma resposta tecnológica robusta. E é por isso que cada vez mais se irá investir e ouvir falar de Social CRM. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 5 Caso de Sucesso Enterprise Europe Network Enterprise Europe Network inova na gestão de informação e clientes com Dynamics CRM “Quando apresentámos o consórcio e a visão de desenvolver o KMS, verificámos que estávamos a ser inovadores. Ainda hoje não deve haver muitos países que tenham em comum as quatro vertentes que nós implementámos”, afirma Helena Moura, Chefe de Departamento no IAPMEI. A Enterprise Europe Network é uma rede europeia de informação para empresas que disponibiliza serviços de apoio à inovação e à internacionalização, criada pela Comissão Europeia (CE) no âmbito do Programa Quadro para a Competitividade e Inovação. Em Portugal a rede é representada por um consórcio, composto por nove entidades e liderado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI). Envolve ainda a Agência de Inovação, a Associação Comercial e Industrial do Funchal - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, a Associação Industrial do Distrito de Aveiro, a Associação Empresarial do Minho, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, o Conselho Empresarial do Centro/Câmara de Comércio e Indústria do Centro e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial. “Atualmente a rede extravasa o espaço europeu e está presente em 50 países. Trata-se de uma iniciativa que nasceu com base nos Euro Info Centres e nos Innovation Relay Centres, centros de apoio de informação às empresas, com mais orientação à informação ou à transferência de tecnologia, respetivamente”, refere Helena Moura. E adianta: “A Comissão Europeia sentiu necessidade de criar uma rede ampla de apoio às empresas, com iniciativas próprias, com base num conceito de balcão único. Em Portugal o consórcio, que integrou a Enterprise Europe Network em 2008, tem responsabilidade sobre todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira”. A Rede tem como missão facilitar a atividade às empresas e aos seus stakeholders, reunindo competências decorridas dos Euro Info Centres e Innovation Relay Centres e endereçando novas áreas. “Trabalhamos informação comunitária, que difundimos através de newsletters; trabalhamos oportunidades de negócio do lado da procura e da oferta, tecnológicas ou comerciais; e, entre outras áreas, organizamos e cooperamos em iniciativas que possam fomentar a competitividade, a inovação e a internacionalização das ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 6 Caso de Sucesso Enterprise Europe Network empresas, incluindo missões empresariais ou eventos temáticos”, acentua Helena Moura. Trata-se assim de uma atuação com base no conceito de rede, em que a ligação a outras entidades que fazem parte da Enterprise Europe Neywork é essencial, mas também no conceito de relação e atendimento personalizado. Este aspecto reflete-se no facto de ser indiferente para um cliente nacional contactar qualquer das entidades envolvidas no consórcio português, porque este segue uma filosofia de balcão único. Tornara-se claro, desde o início, que era imperativo ter uma “visão única” dos clientes e maximizar a partilha de informação. A complexidade da informação a gerir também contribuiu para a certeza de que era preciso criar um sistema de gestão. Tendo sido efetuado o lançamento da Enterprise Europe Network pela Comissão Europeia a 6 de Fevereiro de 2008, quando ocorreu a apresentação pública do consórcio português, a 29 de Fevereiro desse ano, já se fazia referência ao que viria a ser o sistema de informação partilhado pelas entidades nacionais, o KMS Knowledge Management System. Carlos Castro, Chefe de Departamento de Sistemas de Informação do IAPMEI, recorda que “Foi definido um documento de visão sobre o que pretendíamos que fosse o KMS, onde foram identificadas as componentes base que o sistema devia ter e as funcionalidades que tinha que suportar”. A escolha do parceiro tecnológico foi natural porque o IAPMEI já estava a trabalhar com a Microsoft ao nível da infraestrutura e surgiu a oportunidade de desenvolvimento do projeto KMS, que a Microsoft decidiu apoiar. “O apoio da Microsoft a um projeto da dimensão do KMS era para nós interessante. Se não influenciava o desenvolvimento do nosso sistema interno poderia, no entanto, potenciá-lo, pelo conjunto de tecnologias que iria envolver”, diz. Na vertente tecnológica o Microsoft Dynamics CRM e o Microsoft SharePoint são elementos centrais. Em destaque estava o facto de se tratar de um sistema construído de raiz e envolvendo muitas entidades, o que implicava um desenho muito claro das suas várias vertentes. E implicava trabalhar com um prestador de serviços com competências alargadas, tendo a escolha recaído sobre a Unisys. “Para além do cumprimento dos pré-requisitos associados ao programa de trabalho, a Comissão Europeia estabeleceu um conjunto de cerca de 50 indicadores que deveriam ser trabalhados. Dificilmente o conseguiríamos fazer, com alguma eficiência, sem um sistema de gestão adequado. Por outro lado, para além da monitorização, tornara-se claro que o KMS era também muito importante nas vertentes portal e colaborativa”, refere Helena Moura. Qualquer entidade do consórcio deveria poder conhecer as atividades desenvolvidas pelas outras entidades, de forma atualizada, sempre que necessário. E, mais do que isso, deveria ter acesso de forma automatizada a informação sobre clientes ou potenciais clientes. De outro modo o conceito de balcão único perderia sentido. “Percebemos que o sistema que pretendíamos desenvolver era único, ou quase único, no contexto da EEN. Em vários países não era invulgar as entidades envolvidas já possuírem aplicações de CRM não necessitando de desenvolver sistemas comuns, com exceção do portal. Em Portugal essa não era a realidade e percebemos que as necessidades de gestão de informação existentes implicavam criar um sistema de informação de suporte”, esclarece Vanda Narciso, do IAPMEI. O Knowledge Management System foi definido com uma perspetiva integrada, passou a ser utilizado pelas nove entidades do consórcio nacional da Network e envolve quatro componentes: portal (KMS Info), plataforma de suporte ao trabalho colaborativo da rede (KMS Colab), gestão de clientes e interações (KMS Cliente) e sistema de indicadores e reporting (KMS Report). O seu desenho pressupôs a resposta a três ideias fundamentais ao sucesso da atividade desenvolvida: integração (potenciando o trabalho conjunto dos membros), interação (entre os membros do consórcio e entre estes e os clientes ou potenciais clientes) e colaboração (seguindo a lógica de rede, colaboração nacional e internacional). O KMS foi desenvolvido de forma faseada e a primeira componente a ganhar expressão foi o Portal pois havia necessidade de ter um site único. Tendo sido iniciado o projeto em 2008, em 2009 o sistema entrou em produção com as várias vertentes, mas continuam a ser introduzidas melhorias. Uma delas prende-se com o envio de newsletters. O consórcio conta com mais de seis mil clientes, um número que tende a aumentar, sendo expectável um aumento superior do número de interações com cada cliente. ©INSAT "Tornara-se claro, desde o início, que era imperativo ter uma “visão única” dos clientes e maximizar a partilha de informação. A complexidade da informação a gerir também contribuiu para a certeza de que era preciso criar um sistema de gestão.” “Para além do cumprimento dos prérequisitos associados ao programa de trabalho, a Comissão Europeia estabeleceu um conjunto de cerca de 50 indicadores que deveriam ser trabalhados. Dificilmente o conseguiríamos fazer, com alguma eficiência, sem um sistema de gestão adequado.” Helena Moura Chefe de Departamento no IAPMEI Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 7 Caso de Sucesso Enterprise Europe Network Mas não são só elementos de negócio que impõem dinâmica ao sistema de informação, há elementos externos que têm elevada influência. Helena Moura ilustra a ideia com o facto da Comissão Europeia ter definido como pré-requisito inicial para os primeiros três anos o desenvolvimento do trabalho à base de módulos e, recentemente, ter procedido à sua alteração, passando a organização a ser baseada em atividades. Os 50 indicadores inicialmente propostos passaram a 27, igualmente complexos, não coincidindo inteiramente com os anteriores. Essas mudanças exigem resposta e flexibilidade do KMS, continuamente ajustado às necessidades de “negócio”. Porque a obtenção de indicadores de acompanhamento da atividade é essencial, a informação registada no sistema, incluindo a que se refere ao CRM, potencia a realização de relatórios, sejam internos ou destinados a apresentar à Comissão Europeia. O registo de informação é essencial também para efeitos de partilha com as entidades do consórcio. “Há um trabalho de registo e articulação interna que é fundamental para nos facilitar a vida no dia-a-dia. Se estivéssemos frequentemente a fazer relatórios em Excel perderíamos muita da eficiência que temos hoje”, diz Helena Moura. O KMS permite fazer a gestão do relacionamento com clientes e potenciais clientes, podendo estes ter várias origens. Se há empresas que, por iniciativa própria, decidem registar-se no portal e estabelecer a partir daí as interações subsequentes, há outras que aderem à Rede no âmbito do trabalho desenvolvido pelo consórcio, de captação de empresas, incluindo workshops, participação em seminários ou resultante da divulgação junto dos meios de comunicação social. Os eventos organizados ou co-organizados pela Network ficam registados no sistema, sendo posteriormente feito um trabalho de acompanhamento personalizado que permite não só a captação de novas empresas como a prestação de informação mais direccionada, sempre que necessário. O facto de haver um único sistema de CRM, usado pelos nove membros, permite ter a visão única de cliente essencial na atividade desenvolvida. “Implementar um CRM a nível de consórcio foi muito fácil, dado que vivemos de facto para os clientes”, acentua Helena Moura. E acrescenta: “A Rede foi reconhecida pela Comissão Europeia com boas práticas no âmbito da atividade desenvolvida em prol de PMEs”. E é sobretudo de PMEs que se fala quando se refere o “público-alvo” da Enterprise Europe Network, porque estas não têm tipicamente estruturas internas que lhes permitam obter diretamente a informação e os contactos a que a rede liderada pelo IAPMEI permite aceder. Assim se, por exemplo, estiver a ser planeada uma missão do sector alimentar, é muito fácil consultar o sistema de informação, onde reside “a base de conhecimento sobre os clientes” e perceber quem pertence ao mesmo, quem pode retirar benefícios da participação na missão e quem deve ser, por isso, contactado. A Network, além do apoio informacional, tem um papel importante no fomento da colaboração entre empresas a nível internacional, estabelecendo pontes para que as empresas nacionais possam contactar de forma mais direcionada e informada entidades estrangeiras com as quais pretendam desenvolver parcerias ou negócios. O inverso também é verdade, porque, em colaboração com as entidades da Enterprise Europe Network de outros países, podem ser identificadas empresas em Portugal com as quais organizações estrangeiras tenham interesse em comunicar. A promoção de relações win-win é claramente uma das bases do sucesso. O trabalho é de longo prazo. “Definimos indicadores de satisfação por áreas e não para a Rede como um todo, permitindo-nos acompanhar em vários pontos a satisfação dos clientes”, afirma Vanda Narciso. “Temos tido um grau de satisfação interessante nos vários tipos de questionário de satisfação que temos desenvolvido, entre Bom e Muito Bom na maioria. Mas nem tudo está medido”, acrescenta Helena Moura. “Para nós todas as empresas são importantes”, diz. Inicialmente era valorizada a quantidade, ilustrada pelas iniciativas de promoção e divulgação, e hoje a qualidade é mais relevante. A eficácia da ação do consórcio mede-se, em parte, no atingimento dos objetivos por parte dos clientes. Há um conjunto de pessoas apenas direcionado à Network apoiado por elementos das entidades do consórcio que desenvolvem outras atividades. “Neste momento contamos com 30 utilizadores de Dynamics CRM do consórcio, sendo que o número de pessoas que trabalha com alguma ligação à Rede é superior”, resume Vanda Narciso. ©INSAT “Há um trabalho de registo e articulação interna que é fundamental para nos facilitar a vida no dia-a-dia. Se estivéssemos frequentemente a fazer relatórios em Excel perderíamos muita da eficiência que temos hoje.” Helena Moura Chefe de Departamento no IAPMEI “Neste momento contamos com 30 utilizadores de Dynamics CRM do consórcio, sendo que o número de pessoas que trabalha com alguma ligação à Enterprise Europe Network é superior.” Vanda Narciso, IAPMEI Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 8 Caso de Sucesso Efacec Efacec implementa Microsoft Dynamics CRM no Grupo com uma perspetiva de apoio à gestão “Pretendíamos uma solução em que fosse fácil a integração com o Outlook, user-friendly e que respondesse aos requisitos definidos. O Microsoft Dynamics CRM posicionou-se bem a esses níveis”, afirma Mário Barbosa, Chief Purchasing Officer da Efacec. O Grupo Efacec desenvolve a sua atividade em três sectores principais, de Energia, de Engenharia e Serviços e de Transportes e Logística, tendo uma organização assente em dez unidades de negócio, correspondentes a diversas atividades. “Cada Unidade de Negócio tem o seu responsável, com atividade comercial, produção e desenvolvimento próprios. Pode ter uma perspetiva “independente” e vertical como se fosse uma empresa”, refere Mário Barbosa, ilustrando a complexidade da estrutura do Grupo, que conta com mais de quatro mil colaboradores. O Grupo Efacec tem várias décadas de história e um percurso de crescimento que tem hoje uma perspetiva global. Definiu como um dos pilares estratégicos a expansão internacional e atua, hoje, em sete mercados fora de Portugal: Espanha, Região Europa Central, Região Magrebe, Região África Austral, Região América Latina, Região Índia e Estados Unidos da América. “As áreas de atuação e a forma como são desenvolvidas variam de país para país, em função de vários fatores. No entanto, a nossa estratégia passa por procurar replicar, a médio prazo, nesses mercados o que temos em Portugal, o que pode passar pelo investimento em fábricas ou mesmo pelo desenvolvimento local, ainda que a vertente de I&D tenda a centrar-se em Portugal”, diz Mário Barbosa. Com uma “organização” matricial de abordagem ao mercado e com um leque alargado de áreas de atuação, é fácil de perceber a complexidade de obter uma visão sistematizada e consolidada dos negócios realizados e, mais ainda, dos negócios potenciais. Na realidade, a Administração da Efacec considerou ser fundamental à estratégia de crescimento da empresa a implementação de um novo sistema de informação de gestão (SIGEFA) e, nesse contexto, uma das vertentes que mereceu atenção foi a comercial, o que motivou a decisão de investir numa solução de CRM. O CRM tinha de responder a vários desafios, fossem eles de índole mais “operativa”, como a capacidade de distinguir clientes diretos e indiretos (dado que em muitos casos o serviço é prestado a uma entidade diferente da que contrata e, com frequência, o cliente final é cliente direto nalguns negócios e indireto noutros) ou fossem de índole mais analítica, tendo em conta a necessidade de ter reporting eficiente e fiável da atividade comercial ou de ter capacidade de saber em tempo útil qual o pipeline num dado momento, em particular nos grandes negócios. Entre os desafios encontrava-se ainda a necessidade de saber que “trabalho” estava a ser desenvolvido para um cliente existente ou potencial dentro da Efacec, dado que uma mesma entidade pode ser cliente de mais do que uma Unidade. Sem esse conhecimento global e sem uma “circulação de informação adequada”, a empresa corria o risco de utilizar uma abordagem “incoerente”. Além disso, há que não esquecer que em muitos casos estão em causa contratos de milhões de euros que podem envolver várias unidades de negócio dentro da Efacec. ©INSAT “Sendo utilizado em diversas geografias, uma das características relevantes da solução implementada é ser multimoeda. Por seu turno, como o inglês foi adotado como “língua oficial” no Grupo, é esse o idioma definido para o CRM.” Mário Barbosa Chief Purchasing Officer da Efacec Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 9 Caso de Sucesso Efacec “Na escolha da solução fomos sobretudo práticos. Pretendíamos uma solução em que fosse fácil a integração com o Outlook, user-friendly e que respondesse aos requisitos definidos”, especifica Mário Barbosa. E recorda que, no próprio Grupo, eram utilizadas várias ferramentas, sobretudo Excel, existindo uma divisão que utilizava o Dynamics CRM, com boas referências. Por outro lado, a subsidiária nos Estados Unidos tinha avançado com um processo de análise de soluções de CRM e optara pela da Microsoft. “Depois de fazermos uma observação do software e de termos feito uma especificação base do que pretendíamos, fizemos uma consulta à Glintt, que já tinha sido o parceiro na implementação do Dynamics CRM numa das divisões do Grupo, para determinar se seriam capazes de responder aos 70 a 80 requisitos que pretendíamos”, sublinha. A resposta foi positiva. Sendo importante a lógica “operacional” subjacente à implementação do Dynamics CRM, a sua mais-valia não está tanto nessa vertente, dado que os responsáveis de divisão já controlavam e tinham um conhecimento muito elevado do seu próprio negócio. O principal valor acrescentado reside na normalização de procedimentos e de linguagem dentro do Grupo, sem perder de vista a capacidade de consolidação da informação. Há três grandes fases que podem ser consideradas: a implementação do CRM de acordo com uma filosofia de grupo, a exploração da informação desse sistema a partir de folhas de Excel dinâmicas, que permite a produção de relatórios e o cruzamento de dados (construção de pivot tables), e a integração com a solução de Business Intelligence. A definição dos 70 a 80 requisitos de base à implementação do Dynamics CRM versão 4, envolveu uma equipa alargada, das várias áreas da empresa. “No âmbito do SIGEFA definimos milhares de indicadores para as diferentes áreas de funcionamento da empresa, entre as quais a comercial, e solicitámos aos responsáveis que especificassem o que gostariam de ter. Na sequência desse processo, fizemos uma análise de impacto e definimos um sistema de registo, no CRM, para responder ao que tinha sido pedido e considerado mais relevante”, esclarece. “A solução foi desenhada para ser implementada nas várias unidades, tendo em conta a linguagem comum que foi definida para toda a organização, tendo o mínimo de especificidades para fazer face a cada unidade em particular”, afirma Mário Barbosa, referindo que a implementação começou pela unidade que já usava o Dynamics CRM no Grupo, onde foram feitos os primeiros testes. Posteriormente foi estendida a todas as unidades em Portugal e depois iniciado o roll-out internacional. Sendo utilizada em diversas geografias, uma das características relevantes da solução implementada é ser multi-moeda, dado que, para a análise de uma proposta, pode ser necessário envolver valores expressos em quatro divisas. No âmbito do projeto de implementação destaca-se a migração de dados, de várias fontes, tendo em conta a disparidade de ferramentas utilizadas, para o Dynamics CRM. “Definimos um template de migração que permitiu carregar sem problemas os dados na nova aplicação. No entanto, é importante realçar que sempre olhámos para o CRM como ferramenta de futuro e não como ferramenta de passado. Se tem interesse analisar o que se ganhou e o que se perdeu, para compreender o melhor possível a dinâmica do negócio e as suas variáveis, na verdade as capacidades do CRM destacam-se sobretudo no acompanhamento das propostas e dos potenciais negócios em curso”, defende. “A utilização do Dynamics CRM encontra-se em velocidade de cruzeiro. O projeto foi bem sucedido, ainda que estejam a ser introduzidas melhorias e já se pense em novas evoluções. Estamos muito satisfeitos com a implementação. De facto, puxámos muito pela Glintt mas obtivemos sempre resposta e hoje temos um sistema moldado à nossa organização.” Mário Barbosa Chief Purchasing Officer da Efacec Mário Barbosa refere que a utilização do Dynamics CRM se encontra em velocidade de cruzeiro e que o projeto foi bem sucedido, ainda que estejam a ser introduzidas melhorias e já se pense em novas evoluções. “Estamos muito satisfeitos com a implementação. De facto, puxámos muito pela Glintt mas obtivemos sempre resposta e hoje temos um sistema moldado à nossa organização”, afirma. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 10 Caso de Sucesso Efacec A implementação do Dynamics CRM insere-se num processo de evolução da própria filosofia de atuação no Grupo Efacec, que evidenciou a importância de normalizar processos e critérios. “Com o CRM ultrapassámos uma lacuna, dado que até então não tínhamos informação de negócio com uma perspetiva global e uniforme como passámos a ter. O facto de estarmos a crescer e de termos uma elevada dispersão geográfica exigia uma solução com uma perspetiva agregadora, que o Dynamics CRM veio permitir”, refere Mário Barbosa. Um dos grandes benefícios do projeto foi a capacidade de responder à necessidade de ter informação mais rigorosa sobre as propostas e os negócios que o Grupo Efacec estava a acompanhar. Na sua perspetiva, a solução de CRM contribui na resposta a uma das preocupações do Grupo Efacec: o rigor na gestão. “Só se pode gerir o que se conhece e o Dynamics CRM permite-nos de facto ter melhor informação para gerir”, diz. Mário Barbosa salienta que, dos responsáveis pelas Unidades de Negócio à própria Comissão Executiva, os gestores passaram a dispor de informação de negócio mais rica e consolidada. E acrescenta: “O CRM deu uma visiblidade diferente aos negócios,mas penso que numa fase posterior as pessoas terão uma visibilidade ainda maior dos dados que introduziram, inclusive pela ligação ao sistema de Business Intelligence, que permite ter relatórios atualizados, definição de métricas e acompanhamento dos seus níveis de execução face ao planeado”. A perspetiva analítica subjacente à visão de CRM é muito importante. Em causa está a capacidade de obter informação de apoio à decisão, decorrente de uma utilização adequada do Dynamics CRM. À medida que houver histórico, vai-se tornando ainda mais fácil fazer análises globais, incluindo uma melhor perceção do posicionamento da empresa em termos de segmentos de mercado, em relação a tipos de clientes ou ao nível da oferta, pela análise dos tipos de produtos ou gamas de serviços que estão a ser mais propostos, os que têm maiores taxas de sucesso e de insucesso, com que margens, em que países, em que tipo de atividades, etc. São imensas hipóteses. “Poderemos analisar os dados numa série de dimensões que até hoje não era possível e que, com a intensificação da exploração do sistema e o aumento do tempo de utilização, se vai tornar possível”, antecipa. O conhecimento do negócio aumenta. A capacidade de tomar decisões melhora. “O facto de estarmos a crescer e de termos uma elevada dispersão geográfica exigia uma solução com uma perspetiva agregadora, que o Microsoft Dynamics CRM veio permitir.” Mário Barbosa Chief Purchasing Officer da Efacec Mário Barbosa tem uma visão dos sistemas de informação de longo prazo e aponta a importância da sua evolução continuada. Um exemplo é a integração do ERP com o CRM na fase final da proposta: a identificação de uma adjudicação no segundo deverá gerar automaticamente uma encomenda no primeiro. Outro exemplo prende-se com a área de compras. “Para as compras é importante saber com antecedência algum tipo de informação sobre negócios que têm alta probabilidade de serem ganhos pois com tempo pode-se negociar melhor. Essa informação pode ser retirada do CRM”, conclui Mário Barbosa. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 11 Microso� Dynamics CRM CoreMo�ves Plugin SMS ��������������������������� ����������������������������� ����������������������� ��������������������� �������������������������� ����������������������� ������������������� ���������������������������� ���������������������� ���������������������� ���������������������� ���������������������� ����������������������� ����������������������� ���������������� ������������������������������ ������������������������������� �������������� ����������������� �������������������������� ���������� ������������������������������� ���� ����������������������������� �������������������������� �������� ����������������� ������������ ����������������������������� ������������ ����������������������� ����������� �� ������������� ���� ��������������� ����������� www.arquiconsult.com ����������������� ������������������� ������������������������� ��������������������������� �������������������������� �������������������������� ����������������������� Caso de Sucesso LeasePlan LeasePlan aumenta eficiência e nível de serviço com Microsoft Dynamics CRM “O CRM tem permitido fazer duas coisas que normalmente são incompatíveis, que é combinar mais serviço com mais eficiência, quando normalmente é preciso mais capacidade instalada para dar mais serviço e se perde eficiência”, afirma Pedro Pessoa, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas e Processos da LeasePlan Portugal. O sector do aluguer operacional de viaturas e gestão de frotas, de que a LeasePlan é líder em Portugal desde 2001, começa a tornar-se maduro ao nível do segmentoalvo mais tradicional – o das médias e grandes empresas – o que torna essencial a capacidade de fidelizar no desenvolvimento do negócio, bem como alargar a oferta a outros segmentos, como o das pequenas empresas. Os canais de distribuição são diferenciados. Por um lado, existe o canal direto com gestão e venda direta a clientes, cujo peso no volume de negócios no segmento corporate ronda os 65% e agora também o recentemente criado canal direto para pequenas empresas que se assume como a primeira loja online para PME e que opera com a Marca LeasePlan Go. Por outro, destacam-se dois canais indiretos: o que se baseia em acordos com distribuidores ou importadores automóveis, em que as marcas incluem no seu leque de oferta o aluguer operacional, que é gerido pela LeasePlan; e o que assenta no canal bancário, onde são estabelecidos acordos com entidades que fazem a distribuição dos contratos via rede bancária. “Um cliente novo de gestão de frota, tipicamente foca-se quase em exclusivo no preço e na credibilidade do prestador do serviço para efetuar a escolha”, refere Pedro Pessoa. “No entanto, quando pretende fazer uma renovação, a qualidade de prestação de serviço assume-se como um dos critérios de decisão, pois a influência dos condutores é elevada”, acrescenta. A necessidade de investir numa plataforma de CRM acentuou-se com o efeito escala resultante de uma aquisição que ocorreu há uns anos. Havia alguns problemas de inconsistência no serviço que se agudizaram com a fusão devido ao aumento de escala. “Não existia uma lógica operacional de front-office e back-office, dado estarmos organizados por equipas funcionais, o que implicava que um condutor por vezes tivesse que ligar mais de um número de telefone ou contactar várias pessoas para obter resposta às suas pretensões”, especifica Pedro Pessoa. A escolha da solução a implementar obedeceu a um conjunto de critérios. Pedro Pessoa destaca quatro: preço, facilidade de utilização (devido ao forte impacto na organização), plano de implementação proposto pelo fornecedor (tempo e formato) e parceiro prestador de serviços, incluindo a credibilidade e robustez da empresa, a experiência de implementação de soluções equivalentes e as pessoas. A opção pelo Microsoft Dynamics CRM, foi tomada por três principais razões, segundo Pedro Pessoa: “o nível de customização face aos requisitos do caderno de encargos era relativamente baixo, tratava-se de um ambiente familiar aos utilizadores (aplicações Microsoft) e era fácil a integração com a solução de balanced scorecard”. “Há um aspecto muito importante que a implementação da solução CRM da Microsoft trouxe à LeasePlan, que foi o facto de induzir mudanças organizacionais significativas: mudanças de mentalidade, alterações nas prioridades e na forma como os sistemas de TI são usados, alterações na forma de gerir as tarefas.” Pedro Pessoa Diretor de Desenvolvimento de Pessoas e Processos da LeasePlan Portugal A LeasePlan possuía já um servidor Microsoft PerformancePoint, caracterizado por Pedro ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 13 Caso de Sucesso LeasePlan Pessoa como uma ferramenta de gestão ativa. Assim, era importante poder disponibilizar através de uma interface simples indicadores obtidos através do Dynamics CRM no Microsoft PerformancePoint. “Destaca-se ainda o facto de a introdução do Microsoft CRM ter permitido eliminar três aplicações - nas cobranças, no front-office de clientes e no controlo de imobilizações - sendo que um dos objetivos estratégicos em matéria de aplicações era poder concentrar e ganhar sinergias”, acentua. Pedro Pessoa considera que para o sucesso da implementação do Microsoft Dynamics CRM terá igualmente contribuído o foco na comunicação e no marketing interno. “Definimos um piloto que demorou perto de seis meses e que nos permitiu aprender muito sobre o que precisávamos de ter na solução final e permitiu preparar os colaboradores. Chegámos inclusive a um momento em que eram já os utilizadores a solicitar a utilização do CRM”, recorda. Por outro lado, “procurámos evitar que o impacto da utilização de uma nova aplicação agravasse o cenário de alguma quebra de serviço que se seguiu à fusão. Se estivéssemos numa fase estável em termos de organização interna, seria possível imprimir uma maior rapidez sem grande risco”, diz. Dos 20 utilizadores iniciais de CRM (no piloto) a LeasePlan passou rapidamente para cerca de 200, estendendo-se atualmente a 240 pessoas numa organização que conta com cerca de 300 pessoas. “Não mudámos apenas a plataforma de interface com o cliente do ponto de vista de solução de CRM, mudámos também a interface de telefonia, introduzindo um sistema que comunica diretamente com o CRM através de tecnologia VoIP”, sublinha Pedro Pessoa. Nos três call centers da LeasePlan (front-office de clientes, de condutores e de fornecedores, em que o CRM é usado para autorizações e controlo de imobilizações de veículos) conta com cerca de 65 pessoas. Formação, gestão de expectativas e envolvimento foram fatores decisivos. Se a qualidade de serviço era já uma preocupação antes da introdução do Dynamics CRM, a verdade é que, ao contrário do que ocorria, passou a ser possível introduzir métricas e acompanhá-las. “Definimos vários indicadores que podem ser extraídos do CRM. Já tínhamos no passado métricas associadas a níveis de serviço mas era difícil quantificar. Se havia algum problema, a área da qualidade analisava o processo em concreto e, por amostragem, media a performance do mesmo, para perceber se estava dentro do SLA (Service Level Agreement). No entanto, não era eficaz”, afirma. Na sua perspetiva, enquadrado na reorganização interna que foi feita, de acordo com uma lógica de front-office e de back-office, com o CRM abriram-se novas possibilidades na avaliação efetiva do nível de serviço, de acordo com os parâmetros estabelecidos. A definição e o acompanhamento de Key Performance Indicators a partir de dados obtidos no Dynamics CRM tornou-se numa mais-valia para a empresa e, em simultâneo, uma matéria que continuará a ter desenvolvimentos, até porque o histórico que vai sendo acumulado permite novos tipos de análises. Pedro Pessoa ilustra alguns resultados já obtidos. “Possuímos, para todos os pedidos de suporte, tickets abertos do front-office ao back-office, com SLAs a que estão associados processos de escalamento. Por outro lado, contamos com uma equipa que faz o acompanhamento e medição sistemática dos níveis de serviço”, caracteriza. Um dos indicadores relevantes para a LeasePlan é o first call resolution. O objetivo é conseguir responder ao máximo de pedidos de informação dos clientes ou condutores na primeira chamada. Pedro Pessoa salienta que “há um aspeto muito importante que a implementação da solução CRM da Microsoft trouxe à LeasePlan, que foi o facto de induzir mudanças ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 14 Caso de Sucesso LeasePlan organizacionais significativas – mudanças de mentalidade, alterações nas prioridades e na forma como os sistemas de TI são usados, alterações na forma de gerir as tarefas.” A introdução de alterações organizacionais por via do CRM foi de tal forma que, a dado momento, teve de haver um travão. “Numa determinada altura, estávamos a produzir mais funcionalidades do que a estrutura tinha capacidade para absorver”, admite Pedro Pessoa. “Houve um momento no tempo em que a velocidade de introdução de novos desenvolvimentos teve de ser abrandada porque inicialmente corremos muito rápido e era também importante ganharmos estabilidade e consolidarmos a utilização das funcionalidades que iam saindo do pipeline”, diz. Além dos ganhos de eficiência obtidos através da otimização dos processos e da reorganização fomentados pela introdução do CRM, houve benefícios concretos e ganhos mensuráveis. “As chamadas telefónicas de saída (outbound) diminuíram, ao mesmo tempo que o envio de mensagens escritas [SMS] aumentou e as ligações telefónicas para o exterior diminuíram”, explica Pedro Pessoa. “Ou seja, convertemos telefonemas em SMS com dois benefícios: a redução de custos e uma melhor gestão [tracking record] no acompanhamento dos processos, uma vez que com a plataforma CRM há um registo automático dos SMS enviados mas não havia o mesmo registo com as chamadas de saída”, adianta. A satisfação do cliente também aumentou, porque existe agora mais informação enviada via SMS que anteriormente era difícil ou não se justificava fazer através de telefonemas. O cliente tem agora mais e melhor feedback sobre o andamento do processo, com o envio automático de SMS numa série de acontecimentos intermédios. E como a LeasePlan colocou entretanto outras aplicações a interagir com o CRM, “estes SMS são gerados mesmo por eventos que ocorrem fora do CRM, como é o caso do processo de gestão do carro novo, com avisos sobre a confirmação da encomenda, da data de entrega, etc.” O resultado da maior eficácia na gestão da relação com os clientes é que, com os mesmos recursos humanos, a LeasePlan consegue hoje atender mais cerca de 20% de chamadas. “Conseguimos assim crescer em frota gerida, sem crescer na mesma proporção em número de pessoas”, afirma Pedro Pessoa. “Hoje, a LeasePlan portuguesa é uma das melhores do mundo em termos de car-to-staff ratio e é uma das subsidiárias do grupo considerada como tendo as melhores práticas”, refere. De um total de 300 colaboradores, a LeasePlan tem 65 pessoas nos call centers que atenderam em 2010 um total de 535.000 chamadas, pelo que qualquer ganho de eficiência nos call centers tem um impacto significativo no negócio. “Não é apenas ao nível da relação dos call centers com o exterior, mas também da sua relação com o back-office – aí a dependência do CRM é total”, explica Pedro Pessoa. “A comunicação entre o front-office e o back-office é feita exclusivamente através de tickets, que são registados e geridos pelo CRM. Isto é verdade para as chamadas transformadas em tickets mas também para emails e faxes recebidos que também são transformados em tarefas e colocados em filas de trabalho”. “Convertemos telefonemas em SMS com dois benefícios: a redução de custos e uma melhor gestão [tracking record] no acompanhamento dos processos, uma vez que com a plataforma CRM há um registo automático dos SMS enviados, mas não havia o mesmo registo com as chamadas de saída.” Pedro Pessoa Diretor de Desenvolvimento de Pessoas e Processos da LeasePlan Portugal A flexibilidade do Microsoft Dynamics CRM permite à LeasePlan pensar já em várias possibilidades sobre a forma como pode evoluir o atendimento, pondo inclusivamente a hipótese de evoluir para uma lógica idêntica à do netbanking, o que permitiria aos clientes colocarem pedidos diretamente no CRM. Isto levaria ainda a maiores níveis de eficiência e a uma maior comodidade dos clientes na colocação dos seus pedidos. Pedro Pessoa conclui afirmando que “o CRM tem permitido fazer duas coisas que normalmente são incompatíveis, que é combinar mais serviço com mais eficiência – quando normalmente é preciso mais capacidade instalada para dar mais serviço e se perde eficiência”. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 15 Caso de Sucesso HighScore Internacionalização da HighScore potenciada pelo Microsoft Dynamics CRM Online “O risco de optar pelo CRM na cloud era baixo e os benefícios eram elevados, nomeadamente não termos que investir, operar nem gerir a infraestrutura de TI ou ter toda a informação centralizada e atualizada, com acesso a partir de qualquer local”, afirma Filipe Romão, Board Advisor da HighScore. A HighScore apresenta-se como Entidade Formadora Acreditada pela DGERT, com uma oferta transversal e diversificada de ações formativas e de instrumentos pedagógicos. A empresa foi criada em 2006, em boa parte para responder à necessidade de formar centenas de pessoas que trabalhavam com outra empresa do seu Grupo, a Promoluz. No entanto, a HighScore foi mais longe, estruturando a sua oferta com uma perspetiva alargada, desenvolvendo hoje um vasto conjunto de cursos de formação técnica e profissional e de serviços de consultoria de gestão em diversas áreas. Com um volume de negócios da ordem dos três milhões de euros no Grupo e de cerca de 500 mil euros na HighScore, a tendência tem sido para crescer e ganhar mercado. Uma das iniciativas estratégicas de desenvolvimento de negócio da HighScore é a internacionalização. E em 2010 foi dado o primeiro passo com a abertura da HighScore Moçambique. Esta subsidiária, além de atuar na formação, atua nas áreas de consultoria, marketing, outsourcing, recrutamento e seleção de colaboradores. A internacionalização criou novos desafios à gestão, decorrentes em parte da distância ©INSAT “Em Julho de 2010 começámos a analisar algumas soluções, nacionais e internacionais. O Microsoft Dynamics CRM Online foi a solução escolhida por responder aos desafios que tínhamos pela frente, com um modelo que se adequava bem a uma organização com atividade em Portugal e Moçambique.” Filipe Romão Board Advisor da HighScore Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 16 Caso de Sucesso HighScore entre os escritórios. Centralizar a informação e manter a sua consistência global, sem perder de vista a importância de descentralizar o acesso, tornaram-se questões essenciais. “Mesmo que não tivéssemos decidido internacionalizar, mais cedo ou mais tarde teríamos necessidade de uma solução que permitisse uniformizar a informação sobre os clientes, dispersa em folhas de Excel. A abertura do escritório em Moçambique foi um forte incentivo e teve uma importância muito elevada na decisão. O facto é que faz parte da cultura da HighScore o desenvolvimento de relações muito próximas com os clientes. Com o incremento da complexidade, da dimensão do negócio e da estrutura, só com um sistema de informação integrado poderíamos manter o mesmo grau de dedicação e proximidade com cada um dos nossos clientes”, afirma Filipe Romão. O mesmo gestor refere que deixou de ser possível gerir a informação de forma eficiente, num contexto que tornou claro que esta tinha que estar centralizada e uniformizada, com acesso descentralizado. Contudo, não basta ter informação, é importante que seja útil. Assim, um dos desafios era garantir a qualidade dos dados. Para Filipe Romão, outras duas matérias se tornaram mais prementes com o facto de passarem a atuar também fora de Portugal: a partilha de agendas e de contactos. Dispersar a equipa não poderia ser sinónimo de inconsistência de atuação. Tudo isto evidenciou a necessidade de investir numa solução abrangente, que permitisse gerir de forma eficiente e eficaz os contactos e clientes, o trabalho da equipa comercial e as ações de marketing. Era de CRM que se tratava e tinha que ser adequado à estrutura e aos objetivos. Concluída que estava a decisão de avançar para uma solução de CRM, havia que decidir o modelo de implementação. Para a HighScore, com cerca de duas dezenas de colaboradores, era importante investir num sistema que não exigisse nem muito tempo nem muitos recursos internos em termos de gestão e manutenção. Por outro lado, não deveria ser um sistema oneroso e, pelo contrário, a adequação a uma equipa de utilizadores pequena e a facilidade de utilização eram fatores essenciais. Além disso, em virtude da importância da partilha de agendas, a automatização na ligação à plataforma de correio eletrónico era igualmente muito relevante. A este conjunto de necessidades e pretensões aliava-se uma grande abertura para inovar, procurando as soluções mais modernas. “Em Julho de 2010 começámos a analisar algumas soluções, nacionais e internacionais. O Microsoft Dynamics CRM Online foi a solução escolhida por responder aos desafios que tínhamos pela frente, com um modelo que se adequava bem a uma organização com atividade em Portugal e Moçambique”, recorda Filipe Romão. O facto de o sistema não estar fisicamente instalado em servidores internos da HighScore é, para este gestor, uma grande vantagem. E o facto de estar baseado num modelo de acesso ao software CRM como serviço é considerado outra grande vantagem, pois pressupõe a otimização da adequação ao número e perfil de utilizadores, com custos mensais definidos, controlados e versáteis. Também o facto de o software incluir, na sua versão nativa, a possibilidade de ser utilizado em português de Portugal, entre os seus mais de 40 idiomas, foi um fator decisivo. “Fizemos a análise de risco versus benefício de optar por uma solução na cloud e concluímos que as vantagens superavam largamente os riscos. Avançámos e estamos satisfeitos”, sublinha Filipe Romão. Na sua opinião, a opção por um sistema na cloud poderia ter como principais entraves as questões de segurança e continuidade, pelo “desconhecimento” de onde estão os dados da empresa e por poderem existir dificuldades em recuperá-los em caso de falhas. Mas, existindo formas de mitigar esses riscos e existindo confiança no fornecedor da solução, tornou-se claro que os benefícios eram suficientemente atraentes para avançar com um modelo na cloud. O facto de não ser necessária a existência e a gestão interna de infraestrutura de TI, de a informação poder estar toda centralizada e acessível em qualquer local e de não ser necessário ter preocupações com elementos como largura de banda, cópias de segurança, proteção antivírus e anti-acesso não autorizado, foram alguns dos ganhos considerados. ©INSAT “Fizemos a análise de risco versus benefício de optar por uma solução na cloud e concluímos que as vantagens superavam largamente os riscos. Avançámos e estamos satisfeitos.” Filipe Romão Board Advisor da HighScore “Antes de usarmos o CRM havia sempre o risco de algum cliente não ter o acompanhamento necessário na altura devida. Esta ferramenta torna a gestão mais simples, até porque nos alerta para alguns contactos que devam ser efetuados e nos permite um acompanhamento permanente das propostas.” João Mourão Board Advisor da HighScore Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 17 Caso de Sucesso HighScore Também o parceiro do projeto esteve em análise. Ainda que não esteja em causa o investimento tradicional em software, porque se passou para um modelo de serviços na cloud, não deixa de ser relevante o trabalho de adequação da solução às necessidades da empresa, bem como de migração e formação. A escolha recaiu na Inforflow, atualmente integrada no Grupo Bond. “A equipa da Inforflow foi inexcedível na capacidade técnica e empenho no projeto”, acentua Filipe Romão. Um dos aspetos que realça foi a opção por minimizar, numa fase inicial, as personalizações ao sistema. Feita a migração dos dados e feitos os ajustes considerados essenciais, a ideia era começar a utilizar e só depois personalizar o que fosse realmente importante por se encontrar desadequado ou não responder inteiramente às necessidades. Mantendo um nível reduzido de personalizações, Filipe Romão destaca que estas já podem ser feitas internamente, porque o sistema é muito intuitivo. Ainda com pouco tempo de utilização do Dynamics CRM Online, neste momento são geridos cerca de mil contactos, sendo que a vertente de marketing se encontra mais explorada do que a comercial. Ainda assim, já há trabalho desenvolvido nas várias áreas. “Fazemos partilha de agendas, com base na integração com o Microsoft Outlook, que é uma mais-valia para nós. Por outro lado, uma das iniciativas que desenvolvemos e que foi muito bem sucedida foi a gestão de um evento em Moçambique, com tudo o que isso implica em termos de gestão de marketing e de campanhas”, especifica Filipe Romão. No seu entender, uma das possibilidades inerentes a um sistema deste tipo é a de medir, essencial na tomada de decisões. A campanha lançada em Moçambique é ilustrativa, dado que o envio dos convites foi feito a partir dos contactos no CRM, sendo muito simples saber que inscrições eram efetuadas como resposta direta, porque bastava aos interessados fazerem “reply” das mensagens. Este modelo possibilitou chegar às pessoas certas e ter o público-alvo pretendido no evento. “Antes de usarmos o CRM havia sempre o risco de algum cliente não ter o acompanhamento necessário na altura devida. Esta ferramenta torna a gestão mais simples, até porque nos alerta para alguns contactos que devam ser efetuados e nos permite um acompanhamento permanente das propostas”, afirma João Mourão, Board Advisor na HighScore. À medida que a vertente de gestão de propostas e da força de vendas começar a ser mais explorada, os benefícios tendem a multiplicar-se. “A personalização é outro dos elementos a ter em conta, onde se incluem a criação de campos ou a alteração de forms. Ainda que o objetivo inicial tenha sido o de introduzir o mínimo de alterações, a verdade é que o Dynamics CRM Online é passível de adaptação a necessidades específicas dos clientes. Já conseguimos fazer personalizações sozinhos, passado muito pouco tempo da entrada em produção. É fácil fazer uma utilização avançada.” Filipe Romão Board Advisor da HighScore Na HighScore a experiência de utilização, que tem sido muito boa, é não só uma vantagem como um incentivo à exploração do CRM pela restante equipa que, numa segunda fase, passa a usar o sistema. Com o aparecimento dos primeiros resultados abriu-se a porta para diminuir eventuais resistências de utilização. Para os utilizadores há benefícios que são muito visíveis, onde se inclui a sincronização de contactos e agendas com o Microsoft Outlook. Com a mobilidade das equipas, ter acesso à informação certa no momento certo nem sempre é fácil. Um sistema como o Dynamics CRM Online responde à necessidade de coordenar e de agilizar processos de contacto ou marcação de reuniões. Para a HighScore a gestão mais eficiente de oportunidades comerciais é outra das mais-valias identificadas. Acompanhar clientes e potenciais clientes é importante, mas não menos relevante é a capacidade de medir os resultados das iniciativas postas em marcha. De acordo com Filipe Romão, estar em Portugal ou em Moçambique é indiferente para um colaborador com acesso ao CRM, porque a informação é acessível a partir de qualquer ponto, o que decorre do modelo de acesso software as a service (SaaS). Flexibilidade é, por isso, uma palavra-chave. “A personalização é outro dos elementos a ter em conta, onde se incluem a criação de campos ou a alteração de forms. Ainda que o objetivo inicial tenha sido o de introduzir o mínimo de alterações, a verdade é que o Dynamics CRM Online é passível de adaptação a necessidades específicas dos clientes. Já conseguimos fazer personalizações sozinhos”, acentua, para demonstrar que, passado muito pouco tempo, é fácil fazer uma utilização avançada. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 18 Caso de Sucesso EFEP EFEP dinamiza negócio de formação com Microsoft Dynamics CRM Online “O nosso negócio é muito elástico e nós precisamos de uma estrutura de custos igualmente muito elástica. O Microsoft Dynamics CRM Online responde ao desafio de se adaptar a uma atividade dinâmica, além de se adequar melhor à dispersão geográfica” afirma Pedro Mota, Administrador da EFEP – Empresa de Formação, Ensino e Projectos. Dezenas de cursos, definidos em catálogo ou desenhados à medida da necessidade dos clientes. Milhares de clientes, particulares ou empresariais. Formadores externos, para dar a melhor resposta à procura. Estrutura interna pequena e orientada sobretudo às atividades comerciais e de back-office. Estes elementos caraterizam, em parte, a EFEP, empresa que, em conjunto com a YourExit, constitui um grupo dedicado em exclusivo a formação e já com 15 anos de atividade. Tendo começado pela formação profissional orientada principalmente às línguas, tem tido uma grande atividade de projetos de formação financiada, onde se inclui a das Novas Oportunidades. Esta vertente terminou recentemente e a empresa sentiu necessidade de se reestruturar. “Tínhamos definido um plano que pretendia preparar a EFEP até 2013 para a enorme quebra esperada de formação financiada. No entanto, o fim da mesma antecipou-se e houve que redefinir esse plano e reestruturar, dado que a alteração foi muito rápida e, por isso, teve um impacto mais drástico no negócio do que tinha sido antecipado”, afirma Pedro Mota. A questão aqui levantada é muito relevante porque, segundo refere, a formação financiada representava mais de 80% do negócio e a designada formação comercial representava até 20%. Esta última vertente passou a ser o foco da empresa, que entretanto viu reduzir de forma significativa o volume de formação ministrado com a correspondente redução da estrutura. Num negócio dinâmico e muito sujeito a flutuações, como este, é importante que a estrutura de custos seja muito adaptável às necessidades e às variações da procura. Esta é uma das razões pelas quais a EFEP não possui formadores internos, mas formadores externos com os quais trabalha para dar resposta às centenas de cursos que já ministrou. Na formação, da vertente comercial, disponibiliza um catálogo de formação mas também a possibilidade de desenhar os cursos à medida dos requisitos dos clientes. De acordo com Pedro Mota, o grupo conta com cerca de quatro mil clientes “O CRM surgiu da necessidade que tínhamos de apostar na vertente comercial e no acompanhamento dos clientes, num contexto em que se tornou imperativo rever a estratégia da empresa. A informação era quase personalizada e individualizada, não sentíamos que fosse da organização.” de formação. Possuindo milhares de clientes particulares, muitos dos quais formandos em mais do que um curso, possui igualmente clientes empresariais, que investem Pedro Mota em cursos para os seus colaboradores. “Temos neste momento cerca de 20 clientes Administrador da EFEP empresariais, com perfis variados, desde PMEs a multinacionais, cuja localização vai de Viana do Castelo a Leiria”, refere Ricardo Gonçalves, Diretor de Negócio na EFEP. A estrutura interna conta com uma equipa de 6 pessoas. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 20 Caso de Sucesso EFEP Fazer face a uma muito rápida antecipação do fim da formação financiada, que representava o grosso do negócio, não era tarefa simples. Além de ser preciso adequar de forma célere os processos e a estrutura interna, havia que dar o salto na vertente comercial, trabalhando não só sobre a base instalada de milhares de clientes que passaram pelos seus cursos ao longo dos anos mas também conquistando novos formandos. Entre a identificação do problema e a capacidade de dar resposta, ia uma grande distância. Havia que orientar a empresa ao cliente, que ser eficiente a nível comercial, que gerir melhor as oportunidades e, consequentemente, a informação. A chave chamava-se Customer Relationship Management, que conduziu à implementação do Microsoft Dynamics CRM Online. “O CRM surgiu da necessidade que tínhamos de apostar na vertente comercial e no acompanhamento dos clientes, num contexto em que se tornou imperativo rever a estratégia da empresa”, especifica Pedro Mota. Ricardo Gonçalves reforça a ideia de dar corpo à necessidade de uma atividade comercial mais assertiva do que até 2011. “Embora desenvolvêssemos atividade comercial, havia um elevado nível de dispersão de dados e de informação sobre os formandos e os clientes. Trabalhávamos muito com folhas de Excel, cada colaborador tinha os seus próprios ficheiros, com a sua formatação e os seus dados, tornando muito difícil e pouco eficiente a partilha com os outros colaboradores”, sublinha. E adianta: “A informação era quase personalizada e individualizada, não sentíamos que fosse da organização”. Por outro lado, não existiam procedimentos internos definidos e uniformizados de customer care. Dispersão de informação e ausência de processos uniformizados de gestão de clientes eram incompatíveis com o objetivo de incrementar a eficácia e eficiência da atividade comercial, bem como com a necessidade de reter e conquistar clientes de formação. Identificada a necessidade de investir numa solução de CRM para responder aos desafios, a EFEP analisou várias soluções disponíveis no mercado, a começar por soluções open source. Conhecimentos prévios do CRM da Microsoft motivaram uma consulta à empresa, através do parceiro Arquiconsult. “Pessoalmente já conhecia a solução da Microsoft e sabia que era muito user friendly, quando comparado com outras opções do mercado”, sublinha Ricardo Gonçalves. Analisados os modelos de disponibilização do CRM oferecidos pela Microsoft, a EFEP optou pelo Microsoft Dynamics CRM Online por conseguir aí reunir as funcionalidades que pretendia e a possibilidade de ter mais flexibilidade (crescendo o número de utilizadores consoante as necessidades de negócio), com menores custos. “Como não queríamos aumentar os custos de estrutura, o modelo tradicional de aquisição de licenças e investimento interno em servidores não era o mais adequado”, esclarece. Na verdade, o investimento numa solução na cloud, como o Microsoft CRM Online, não exige investimento inicial e possibilita o pagamento consoante a utilização, sem prejuízo de adaptação do software ao negócio. Os responsáveis da EFEP referem que preferiram não proceder a customizações numa fase inicial pois a empresa necessitava primeiro de aprender a maximizar as vantagens já existentes no CRM. “Temos hoje perfeita noção dos contactos estabelecidos com os clientes, desde o primeiro contacto, de quais os objetivos dos mesmos e de quais os resultados que pretendem.” Ricardo Gonçalves Diretor de Negócios da EFEP Depois de experimentada a solução durante um período de trial e de identificação de capacidade de resposta aos objetivos de negócio, houve uma fase essencial de recolha e limpeza de dados, os quais foram sendo carregados no sistema. A Arquiconsult apoiou a EFEP nas várias etapas, incluindo na formação dos colaboradores com conhecimento da solução e utilização continuada. “Diria que, de forma muito rápida, em apenas uma ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 21 Caso de Sucesso EFEP semana, deixámos a idade da pedra e passámos para o século XXI. Ainda não usamos todas as potencialidades do CRM mas o nosso objetivo era começar por criar as bases mínimas de utilização, perceber como conseguíamos cumprir os requisitos definidos e entrar depois numa segunda fase do projeto”, esclarece Ricardo Gonçalves. Como afirma Paulo Mota, Sales Manager da Arquiconsult, “existe o risco de os projetos de CRM não serem bem sucedidos devido à tendência para sobrevalorizar o uso da ferramenta face à prática da empresa e procurar saltos demasiado grandes. Aconselhamos a que se faça uma abordagem em que se definem objetivos a atingir no curto prazo que, uma vez atingidos, conduzem a um novo avanço”. O projeto na EFEP envolveu a definição de objetivos concretos e passos graduais. Cumprida uma etapa seria dado início a outra. Ricardo Gonçalves acentua que “a Arquiconsult deu sempre uma resposta rápida ao que pretendíamos, o que facilitou o processo”. A EFEP utiliza o Microsoft Dynamics CRM Online para gestão da vertente comercial, incluindo acompanhamento de pipeline e de propostas, mas também para campanhas de marketing. O maior leque de informação que vai tendo sobre os clientes e a maior capacidade de gestão são essenciais. “Sendo uma ferramenta informática torna-se fácil medir quantitativamente alguns resultados, mas para nós o mais importante foram os benefícios qualitativos. Uma das vantagens que o Microsoft Dynamics CRM Online nos proporcionou foi o facto de termos passado a ter num único repositório toda a informação sobre os clientes e sobre a atividade comercial”, defende Ricardo Gonçalves. A informação não só deixou de estar dispersa como passou a estar uniformizada e disponível num formato que é partilhado por todos, estando disponível para os utilizadores no momento em que é necessária. Outra das mais-valias destacadas é o facto de passar a existir registo sistematizado e, consequentemente, mais conhecimento sobre os clientes. “Temos hoje perfeita noção dos contactos estabelecidos com os clientes, desde o primeiro contacto, de quais os objetivos dos mesmos e de quais os resultados que pretendem”, diz. “Como há uma grande rotatividade de pessoal, é crucial para mim saber que a informação relevante não se perde e que está disponível para a organização. Na atual conjuntura ter uma solução que permite gerir e manter os clientes, promovendo novas ofertas de formação de acordo com o seu perfil é uma enorme mais-valia.” Pedro Mota Verificou-se uma clara melhoria da eficiência da área comercial a nível de processos. Apesar dos colaboradores da EFEP terem sentido um maior volume de trabalho nos primeiros tempos de utilização do sistema, à medida que a utilização se vai intensificando, os procedimentos estão definidos e a informação de base está disponível, os resultados tendem a ser mais visíveis e a atividade mais eficiente do que anteriormente. Administrador da EFEP Pedro Mota destaca também uma vantagem que se prende com a elasticidade obtida com o acesso a uma solução deste tipo. “Como há uma grande rotatividade de pessoal, é crucial para mim saber que a informação relevante não se perde e que está disponível para a organização”, afirma. E acrescenta: “Na atual conjuntura, ter uma solução que permite gerir e manter os clientes, promovendo novas ofertas de formação de acordo com o seu perfil é uma enorme mais-valia”. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 22 Caso de Sucesso IDC Portugal IDC Portugal aumenta produtividade e reduz custos operacionais com Microsoft Dynamics CRM “O custo foi um dos fatores que motivou a escolha do Microsoft Dynamics CRM, num contexto em que a credibilidade do fornecedor e o nível de suporte local também tiveram um peso importante”, afirma Gabriel Coimbra, Research & Consulting Director da IDC Portugal. A IDC Portugal atua no mercado português desde 1997 e desenvolve duas áreas de negócio principais: “Market Intelligence”, envolvendo os estudos de mercado, e “Integrated Marketing Programs”. “Tradicionalmente os nossos clientes eram sobretudo os fornecedores de tecnologias de informação, telcos e empresas de eletrónica de consumo. Ao longo dos anos temos vindo a evoluir e a desenvolver a área de Market Intelligence de suporte à decisão dos CIO em sectores como a banca, seguros, administração pública, saúde, energia, utilities, indústria, retalho e serviços. De facto, são cada vez mais os sectores cujos negócios são fortemente dependentes das TI, como o financeiro ou a própria Administração Pública, nos quais se torna relevante obter informação de suporte às suas decisões a esse nível”, afirma Gabriel Coimbra. A vertente de “Market Intelligence” continua a ter maior peso no volume de negócios da IDC Portugal, de acordo com Jorge Coimbra, General Manager da empresa. O mesmo gestor especifica que, existindo uma vertente internacional associada ao trabalho desenvolvido, sendo certo que toda a pesquisa feita em Portugal é integrada a nível global, até porque são usadas as mesmas metodologias, a maior parte visa responder a pedidos de informação mais específica sobre o mercado português. “Em Portugal não há estrutura para ter localmente analistas para endereçar todas as áreas definidas pela IDC. Em termos de análise atuamos de forma ibérica, sendo que existem seis analistas full-time na Península Ibérica que cobrem os vários mercados”, diz Gabriel Coimbra. Com um cariz local encontra-se a outra grande área de negócio, relativa a Integrated Marketing Programs (IMP). “Desenvolvemos programas que visam ajudar os fornecedores de TI a comunicar com os seus clientes e por isso são, por natureza, personalizados às suas necessidades”, sublinha. A vertente de realização de eventos, com grande impacto na atividade da empresa, insere-se em ambas. “A relação custo-benefício foi uma das vertentes que ditou a escolha do Microsoft Dynamics CRM.” Jorge Coimbra General Manager, IDC Portugal Jorge Coimbra refere que a empresa, que conta com cerca de oito pessoas em Portugal, tem agora cerca de 150 clientes. Além da importância de gerir o relacionamento com os clientes existentes, sobretudo na vertente de IMP, a IDC Portugal endereça um universo amplo, em que a área de CRM tem igualmente forte impacto: a comunicação com os clientes dos seus clientes. “Os nossos clientes possuem milhares de clientes e hoje temos uma base de dados com cerca de 12 mil empresas e 35 mil contactos, que utilizamos e gerimos de acordo com as iniciativas desenvolvidas a cada momento”, acentua Gabriel Coimbra. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 23 Caso de Sucesso IDC Portugal Sendo uma multinacional, a IDC Portugal acede à rede corporativa e a um conjunto de aplicações desenvolvidas internacionalmente e que são usadas nos vários países. Entre elas está uma solução de planeamento e acompanhamento de vendas, importante na uniformização de dados a nível mundial. Os países podem, no entanto, investir em soluções que consideram estratégicas para o negócio local e é nesse contexto que se insere a opção pela implementação de uma solução de CRM em Portugal. Na verdade a opção foi tomada em 2000, até porque a aplicação internacional da IDC, sendo relevante na gestão de vendas, tinha uma orientação mais interna e não endereçava outras vertentes consideradas relevantes, como o marketing. Tendo uma solução de CRM in-house, a IDC Portugal decidiu no final de 2008 mudar de fabricante e optou pelo modelo de Software as a Service (SaaS). Em Março de 2009 passou a utilizar o Microsoft Dynamics CRM. Para a IDC Portugal havia dois elementos essenciais a ditar a mudança. Primeiro: potenciar o aumento de produtividade. Segundo: explorar o potencial aberto pelo modelo de Software as a Service. “Quando um sistema está in-house há não só que investir em licenças, hardware e manutenção da solução, como em todas as áreas associadas à gestão de infraestrutura. Queríamos tirar o encargo de gestão do sistema das poucas pessoas que trabalham aqui”, recorda Jorge Coimbra. A relação custo-benefício foi uma das vertentes que ditou a escolha do Microsoft Dynamics CRM. Para a IDC Portugal, a solução escolhida respondia melhor do que as outras analisadas a um tipo de utilização do CRM que é intensivo, dado que os custos, neste caso, não estão alocados ao nível de utilização ou de exploração do sistema. Por outro lado, pesou a credibilidade do fabricante (Microsoft) e do seu ecossistema de parceiros, com experiência e garantia de suporte local com qualidade. Foram envolvidas três entidades, incluindo a Microsoft, o parceiro de implementação e a InterHost. Para a IDC Portugal, que já usava uma solução de CRM, o conceito não era novo e a lógica de utilização de um sistema deste tipo para o desenvolvimento da atividade também não. No entanto, foram introduzidas mudanças, que de alguma forma estavam relacionadas com o cumprimento dos objetivos do investimento. Uma dessas mudanças, mais técnica, prendeu-se com a capacidade de escalabilidade, a que não é alheio o “alojamento da solução” numa infraestrutura que pode expandir-se facilmente para dar a melhor resposta à evolução do cliente. Outra tem a ver com a mobilidade. “A questão da mobilidade é, para nós, essencial. Como trabalhamos muito na produção de relatórios e algumas pessoas têm condições de trabalhar em casa, por exemplo, é importante a capacidade de poder aceder à solução de qualquer lugar, incluindo nos nossos eventos ou em viagem. Com a solução anterior era impossível trabalhar fora do escritório. O Dynamics CRM faciliou-nos muito o trabalho, pela possibilidade de acesso em qualquer local”, sublinha Jorge Coimbra. “O Dynamics CRM facilitou-nos muito o trabalho, pela possibilidade de acesso em qualquer local.” Jorge Coimbra General Manager, IDC Portugal “A aplicação que usávamos estava muito focada no contacto, enquanto que o Dynamics CRM possibilita uma gestão por conta e por contacto, de forma amigável e automática. A gestão por conta possibilita uma gestão mais eficiente das vendas e do planeamento das vendas pelas nossas principais contas. Para nós era importante a possibilidade de centralizar a informação por contacto e por empresa cliente”, esclarece Gabriel Coimbra. Para a IDC Portugal, do ponto de vista de gestão de base de dados, o trabalho de segmentação tornou-se mais fácil e automatizado com o Dynamics CRM. “Para nós o CRM é considerado em quatro vertentes principais: vendas, marketing, suporte e “contact center”. Usamos mais a vertente de vendas, o que envolve a gestão de contas, de contactos, acompanhamento de leads, gestão de oportunidades, planeamento das vendas e, entre outros, histórico de vendas. Ao nível de marketing, toda a parte de planeamento de campanhas, segmentação, análise de clientes e a ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 24 Caso de Sucesso IDC Portugal própria distribuição de leads é feita com base no Dynamics CRM. Por outro lado, existe uma parte de suporte que tem a ver com os contratos com os nossos clientes, os quais ficam registados no CRM”, resume Gabriel Coimbra. Para Gabriel Coimbra continua a ser muito relevante a integração com as outras soluções em uso. A plataforma de correio eletrónico que é utilizada pela IDC a nível internacional é de outro fornecedor, mas tal não impediu que fosse utilizado o Microsoft Dynamics CRM, tendo sido realizada a integração necessária que garante a transparência entre os processos nacionais e internacionais. Gabriel Coimbra refere que deverá ser desenvolvida num futuro próximo a integração do Dynamics CRM com o sistema de gestão de vendas da IDC usado internacionalmente. Porque um sistema deste tipo não é estático, a ideia é maximizar a sua exploração, potenciando a máxima automatização. Nesse sentido, a ideia é que a informação do Dynamics CRM possa ser direcionada a áreas que não tenham diretamente a ver com gestão de clientes mas estejam relacionadas, como a financeira ou de operações. Por seu turno, não tendo central telefónica própria, a IDC Portugal pretende integrar a solução com os equipamentos móveis usados. “Melhorámos alguns processos em função da implementação do Dynamics CRM, mas é nosso objetivo continuar a melhorar a exploração do sistema e utilizar cada vez mais funcionalidades.” Jorge Coimbra General Manager, IDC Portugal Para a IDC Portugal a externalização dos sistemas de informação já era uma realidade, dado o acesso à rede corporativa e a gestão internacional dos mesmos. Excetuava-se o sistema de CRM utilizado localmente. Por isso as mais-valias dessa decisão tornavamse mais evidentes num ambiente em que o IT era externalizado. “No caso do Dynamics CRM pagamos uma mensalidade onde está incluído o licenciamento e a manutenção da solução, e no caso do sistema in-house tínhamos as licenças tradicionais, o pagamento do suporte feito nas nossas instalações, o hardware e manutenção de equipamentos, etc. Se contabilizarmos o investimento em hardware e associado à infraestrutura diria que a redução de custos, por um período de 5 anos, será superior a 20%”, especifica. “Melhorámos alguns processos em função da implementação do Dynamics CRM, mas é nosso objetivo continuar a melhorar a exploração do sistema e utilizar cada vez mais funcionalidades”, sublinha Gabriel Coimbra. Para Jorge Coimbra, tendo existido uma fase inicial de formação dos utilizadores, houve necessidade de desenvolver nova ação de formação alguns meses mais tarde precisamente para aprofundar a capacidade de utilizar a aplicação, de forma adequada às necessidades das pessoas. E todos os colaboradores são utilizadores do CRM. O Dynamics CRM melhorou também a capacidade de segmentação e de gestão de ações de marketing, dada a possibilidade de trabalhar por conta e por contacto. Ao planeamento junta-se um melhor acompanhamento da execução de iniciativas, associadas aos eventos. “Acreditamos também que aumentou a qualidade da nossa base de dados”, diz Gabriel Coimbra. E se esses dois aspectos têm impacto na produtividade, há que não esquecer um outro particularmente relevante, o potencial aberto pela mobilidade. “Passou a ser possível aceder ao CRM, que é uma ferramenta essencial para nós, e trabalhar em qualquer sítio. Devido ao número de dias em que estamos fora por causa dos eventos, diria que só por esse facto deveremos ter 10% de aumento de produtividade”, conclui Gabriel Coimbra. ©INSAT Market Report Tecnologias de Informação Nº 532 de 10 de Novembro de 2011 - Edição Especial CRM 25 http://crm.dynamics.com/pt-pt Experimente sem compromisso durante 30 dias