Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional
visando o Desenvolvimento Sustentável
FAPESP _ 03/06441-7
Planejamento Integrado de Recursos
Energéticos no Oeste do Estado de São Paulo
Dimensão Política
Treinamento/Oficina de PIR – julho de 2007
Modulo8: Segurança Energética
Paulo Roberto Carneiro
Miguel Edgar Morales Udaeta
Araçatuba – SP
[email protected]
Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
Introdução
• Do que se trata a segurança Energética?
• Segurança do suprimento de energia a longo prazo
para todos e com preços acessíveis.
• Segurança Energética Está relacionada aos fatores:
1. Disponibilidade de Fontes Energéticas
2. Conflitos e Questões políticas
3. Influência e estratégia
4. Sustentabilidade do Abastecimento (limitação de
fontes e infra-estrutura)
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Introdução
• No planejamento energético tradicional, não existem
considerações sobre a segurança do suprimento no
tempo e no espaço.
• Sendo assim, existe a necessidade da inclusão de tal
variável, levando em conta as dimensões ambiental,
social e política, além da técnico-econômica.
• Tal inclusão vem da necessidade de mitigação dos
efeitos do planejamento tradicional que já são
sentidos atualmente e no futura serão muito mais
acentuados
(efeito
estufa,
chuva
ácida,
contaminação das águas, contaminação dos solos).
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Introdução
• Dada a dependência de energia da sociedade
moderna, que se reflete nos diversos usos a ela
dados e que já estão consolidados no estilo de vida
das pessoas, a garantia de abastecimento é
fundamental para que a qualidade de vida seja
mantida.
• Além disso, para a diminuição das desigualdades
sociais,
principalmente
nos
países
em
desenvolvimento, a necessidade de aumento do
suprimento energético é fundamental para
diminuição da demanda reprimida e aumento do
conforto e satisfação das necessidades básicas.
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Introdução
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
Introdução
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
• Uma consideração Importante no que concerne à
segurança energética é a disponibilidade de fontes
energéticas, pois tal fator evita dependência
externa, que pode ser afetada por desequilíbrios
políticos.
• Além de verificada a disponibilidade das fontes, deve
ser analisada também os impactos do uso de cada
uma no meio, como garantia de sustentabilidade ou
o uso em casos extremos.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
Ex.: China.
• Usos de Carvão para geração de eletricidade: 70%
• Reservas de carvão: As maiores do mundo
(aproximadamente 100 bilhões de toneladas).
• Com tal disponibilidade, os chineses não abrem mão
de utilizarem tal combustível.
• Tal utilização é uma garantia de segurança
energética, mas não de sustentabilidade.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
Ex.: França
• Pouca disponibilidade de matérias primas.
• Política protecionista com relação ao setor, que
desestimula a compra de eletricidade de outros
países.
• Solução: Energia Nuclear
• Total de utilização de tal fonte: 80% (1998).
• Tal forma de geração é sustentável?
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
• No caso do Brasil:
1. Potencial hídrico bastante aproveitado.
2. Discussão sobre o esgotamento próximo de
exploração do potencial no que diz respeito a
sustentabilidade.
3. Uso da biomassa (bagaço de cana).
4. PPT(Plano Prioritário de Termoelétricas) fracassou?
5. Existe necessidade urgente do aumento da oferta de
energia elétrica para que seja evitada uma nova
situação de contingência, como o racionamento em
2001.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
• Dada a configuração da matriz energética brasileira,
a necessidade de diversificação das fontes é
fundamental.
• No que concerne aos combustíveis fósseis, o Brasil
ainda é dependente de importações, e o aumento
dos custos da energia nas últimas 3 décadas indica
a necessidade de avaliação das conseqüências de tal
fenômeno no planejamento.
• Uma alternativa a esses problemas é a utilização do
gás natural (Bolívia, Santos).
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
• Como o Brasil é signatário do protocolo de Kyoto, é
necessária, no planejamento, a adequação dos usos
as condições estabelecidas no tratado.
• Com a abertura dos mercados, devem-se observar,
tanto na oferta quanto na demanda a segurança do
suprimento, supostamente garantida pela abertura
dos mercados e livre concorrência.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
• É importante também, para cada região, a análise
de todos os potenciais de oferta possíveis, para que
possam ser feitos aproveitamentos de acordo comas
características do local, principalmente das fontes
chamadas alternativas, pois mesmo que no presente
não haja viabilidade para a implementação de tal
fonte, num planejamento futuro, tal viabilidade pode
existir, devido a evolução das tecnologias de geração
de tais fontes.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
Ex.: Região de Araçatuba
• Recurso de Oferta: Painéis Fotovoltaicos.
• A região de Araçatuba, com altas médias de
temperatura, possui potencial para a utilização de tal
recurso (conversão de energia solar para elétrica).
• Atualmente, em grande escalar, devida à área
necessário para os painéis, que ainda possuem baixo
rendimento de conversão das energia e os altos
custos, não é viável.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
• Com o passar do tempo, e a implementação
comercial de novas descobertas para aumento do
rendimento e o aumento da escala de produção, tal
alternativa pode ser considerada como viável e deve
ser considerada no planejamento energético e na
avaliação da segurança do suprimento, pois tal fonte
de energia (o Sol), não possui custos e não precisa
ser importado, estando prontamente disponível.
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2.Disponibilidade de Fontes
Energéticas
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Dada a concentração das fontes de energia
tradicionais (combustíveis fósseis) em alguns locais
do planeta, existe o interesse por parte dos países
mais poderosos de controlar tal suprimento
energético, garantindo assim, a segurança do
suprimento.
• Tal controle pode ser feito de forma amigável,
através de acordos de cooperação ou de forma
hostil, através de conflitos diplomáticos e até mesmo
armados.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Desde que as crises do petróleo na década de 1970
(1973 e 1979) fizeram com que o preço deste
aumentasse de forma significativa, os países
desenvolvidos, com tecnologias dependentes de tais
fontes, buscaram alternativas para mitigar tal
problema.
• Tais alternativas foram aumento da exploração das
reservas próprias (principalmente os EUA), criação
de reservas internacionais para casos de crise e
desenvolvimento de novas tecnologias.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• OPEP (Organização dos Países Exportadores de
Petróleo).
• Constituída por: Arábia Saudita, Argélia, Catar,
Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Irã, Iraque,
Kuwait, Líbia, Nigéria e Venezuela.
• Controla os preços e a produção de petróleo no
mundo, garantindo assim, melhores rendimentos
para os produtores.
• Foi criada para proteção dos países produtores, pois
os compradores exigiam, cada vez mais , a redução
dos preços.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Grande parte dos países membros fica na região do
Oriente médio, onde existe grande instabilidade
política , com regimes ditatoriais e teocracias
fundamentalistas.
• Temendo pela “segurança do mundo”, países da
Europa e, principalmente, os EUA empreenderam
invasões ´`a região, notoriamente ao Iraque, duas
vezes, em 1991 e 2003, com justificativas
diferentes, mas interesses semelhantes nessas
ocasiões.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Primeira Guerra do Golfo: 16 de janeiro a 27 de
fevereiro de 1991.
• Motivo: Invasão do Kuwait pelo Iraque, pelo perdão
de dívidas contraídas durante a guerra do Irã (1980)
e exigência de indenização pela extração de petróleo
supostamente iraquiano nas regiões fronteiriças,
além do controle de portos que dariam acesso ao
golfo pérsico.
• Reação da ONU devido ao fato do Kuwait ser um
importante fornecedor de petróleo ao mundo
ocidental.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
3.Conflitos e Questões Políticas
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3.Conflitos e Questões Políticas
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Segunda Guerra do Golfo: 20 de março de 2003 até
???????????
• “Guerra contra o terror”
• Missão anterior não teve “sucesso”, ao não derrubar
Saddam Hussein do poder.
• O Petróleo ainda está lá e o Iraque faz parte da
OPEP.
• Deposição de Saddam Hussein não resolveu
conflitos na região.
• Novo alvo dos EUA na região é o Irã, também da
OPEP, que desafia o mundo abertamente com sua
proposta nuclear.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Irã: Programa Nuclear denunciado pela Agência
Internacional de Energia Atômica à ONU e
suspensão aprovada pelo Conselho de Segurança
com os votos contra de Cuba, Síria e Venezuela.
• Segundo os países a favor da suspensão, programa
é para produção de armas de destruição em massa.
• Segundo o Irã, para produção de Energia a partir de
Usinas Nucleares.
• Os EUA são absolutamente contra o programa, mas
os meios formadores de opinião não aprovam uma
invasão ao Irã.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Este ano no Irã, foram abertas licitações para a
construção de duas novas usina nucleares, uma de
1GW e outra de 1,6GW, com investimentos de U$S
1,7 bilhão e previsão de término de 11 anos.
• Tal tensão gera aumento nos preços do petróleo,
pois o Irã é um país produtor.
• Atualmente (julho de 2007), o programa nuclear
iraniano sofreu forte desaceleração, devido as
pressões da AIEA.
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3.Conflitos e Questões Políticas
• Coréia do Norte: Ativou um programa nuclear militar,
com a detonação de uma bomba atômica em
outubro de 2006.
• Aceitou a desativação do programa em fevereiro de
2007, tendo em troca, ajuda energética e
econômica.
• Desligamento atrasado durante alguns meses e
feito, supostamente, dia 14/07/2007.
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3.Conflitos e Questões Políticas
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
3.Conflitos e Questões Políticas
• Brasil: problema recente com preços do gás vinda
da Bolívia.
• Exigências da Bolívia: Revisão dos preços do gás
natural, segundo eles muito baixo e estatização da
produção de hidrocarbonetos.
• Petrobrás entregou as refinarias, mas foi paga por
isso (duas parcelas de 56 milhões de dólares pelas
duas refinarias mais 180 milhões de dólares pelo
seguro). A Petrobrás ainda controla as refinarias até
o processo burocrático se resolver.
• O gás já contratado não “correu perigo” de corte de
fornecimento, com insinuado.
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3.Conflitos e Questões Políticas
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
4.Influência e estratégia
• O problema da Segurança Energética faz com que os
países tenham que adotar algum tipo de estratégia
para lidar com tal situação.
• A estratégia básica adotada para a garantia do
suprimento da maior parte dos países é a garantia
de suas próprias reservas, com a diminuição dos
riscos de importação de energéticos essenciais.
• A União Européia está dando um passo em frente
para
encarar
essa
questão,
mesmo
que
timidamente, para a integração energética regional
como forma de garantia do suprimento.
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4.Influência e estratégia
• Segundo o Livro Verde da Comissão das
Comunidades Européias (CCE), existe um conjunto
de medidas que devem ser tomadas para a garantia
do suprimento energético e, conseqüentemente, da
qualidade de vida da população européia.
• De acordo com tal livre, para que haja um
suprimento energético sustentável, competitivo e
seguro, devem ser levadas em conta os aspectos
apresentados a seguir:
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4.Influência e estratégia
1. Competitividade e Mercado Interno de Energia
2. Diversificação da Matriz energética
3. Solidariedade Energética
4. Desenvolvimento Sustentável
5. Inovação e tecnologia
6. Política Externa unificada.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
4.Influência e estratégia
• O problema da Segurança Energética faz com que os
países tenham que adotar algum tipo de estratégia
para lidar com tal situação.
• A estratégia básica adotada para a garantia do
suprimento da maior parte dos países é a garantia
de suas próprias reservas, com a diminuição dos
riscos de importação de energéticos essenciais.
• A União Européia está dando um passo em frente
para
encarar
essa
questão,
mesmo
que
timidamente, para a integração energética regional
como forma de garantia do suprimento.
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4.Influência e estratégia
• Na Europa, os mercados são predominantemente
protecionistas, onde cada país adota uma estratégia
que privilegia o mercado interno, em detrimento do
comércio continental, com conseqüente diminuição
da capacidade energética.
• A proposta é da CCE é a da abertura dos mercados,
com a construção de interconexões físicas que
possibilitariam o comércio de energia entre os países
(linhas de transmissão e gasodutos principalmente),
além de um órgão regulador continental.
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4.Influência e estratégia
• No Brasil, tal interligação existe,no que é referente a
energia elétrica, e é o chamado sistema interligado
nacional, onde as regiões Sul, sudeste, Centro-oeste
e Nordeste possuem suas linhas de transmissão
interligadas. A Região Norte é isolada desse sistema,
mas existem projetos onde os recursos dela
provenientes são importantes para a segurança do
suprimento nos próximos anos (hidroelétricas do Rio
Madeira).
• Tal conexão possibilita uma menor capacidade
instalada para suprimento da carga da forma
descrita a seguir:
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4.Influência e estratégia
• No Brasil, o sistema de geração elétrica é
basicamente hídrico, com uma participação
crescente de geração térmica (gás natural, diesel,
carvão).
• Sistemas de predominância hídrica dependem do
nível dos reservatórios para a produção de
eletricidade. Sistemas com capacidade baixa
possuem menor capacidade de conversão de
energia.
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4.Influência e estratégia
• Sendo assim, quando o nível de um reservatório de
alguma usina (1) está baixo, pode ser demandado a
outra usina (2), com reservatório de água mais
cheio, que produza energia para suprir a demanda
da região da usina 1, que será transportada através
das linhas de transmissão do sistema interligado.
• Ex.: Se as usinas do Rio São Francisco estão com o
nível dos reservatórios baixo, alguma usina com
reservatório mais cheio, como, por exemplo, Ilha
Solteira, pode produzir a energia que as usinas do
São Francisco não puderam e assim alimentar as
cargas da região.
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4.Influência e estratégia
Sistema Interligado Nacional
Fonte: CTEEP
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4.Influência e estratégia
• Além disso, existe no Brasil um órgão regulador, que
determina quais as unidades a serem despachadas,
chamada de Operador Nacional do Sistema (ONS).
• Tal órgão verifica as necessidades de demanda das
regiões do sistema interligado, como a exemplificada
anteriormente e com isso regula a geração de
energia elétrica no país.
• Com isso, a capacidade de geração de cada local
isoladamente diminui, aumentando assim a
segurança do suprimento.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
4.Influência e estratégia
• No caso do gás natural, existem alguns gasodutos
entre as regiões, mas a dimensão do serviço é bem
mais modesta do que a distribuição de energia
elétrica.
• Além disso, a produção de gás nacional é pequena,
se comparada, em escala, a produção de
eletricidade.
• Existe também necessidade da ampliação da rede de
gás para garantia do suprimento na produção de
produtos do gás e uso como combustível para
geração e na industria.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
4.Influência e estratégia
Gasodutos no Brasil
Fonte: Abegás
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4.Influência e estratégia
• Mas com isso, porque o Brasil tem problemas de
abastecimento no setor elétrico?
1. Capacidade de Geração chegando ao limite.
2. Uso ineficiente da energia elétrica.
3. Perdas técnicas altas.
4. Crescimento econômico, que demanda maior uso de
energia.
5. Demanda de consumo reprimida, que faz o consumo
aumentar quando as condições econômicas da
população melhoram.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
4.Influência e estratégia
• Formas de enfrentar tal problema:
1. Geração Distribuída, onde pequenas usinas se
localizam próximas dos centros de consumo.
2. Gerenciamento pelo lado da Demanda (GLD).
3. Repotenciação das usina hidroelétricas antigas.
4. Aumento da Oferta de Energia (Solução Clássica).
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
4.Influência e estratégia
• A falta de medidas urgentes quanto a geração de
energia elétrica e de outros energéticos causará um
gargalo no desenvolvimento do país que trará
prejuízos econômicos e sociais incontestáveis.
• Sem um suprimento adequado de energia, as
indústrias não podem ampliar seus investimentos de
forma a aumentar a geração de empregos
qualificados.
• Mas devemos aceitar a ampliação da oferta de
energia a qualquer custo?
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5.Sustentabilidade do Abastecimento
• Observando não só a problemática da segurança do
suprimento,
percebe-se
que
os
problemas
ambientais decorrentes da utilização de energia,
principalmente proveniente de fontes fósseis, faz
com que deva ser analisada esta variável no
planejamento do suprimento, para que as gerações
futuras continuem a desfrutar de combustíveis e
também de um planeta em condições habitáveis,
não piores do que as já existentes.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
5.Sustentabilidade do Abastecimento
• Sendo assim, devem ser analisadas as fontes
energéticas disponíveis e analisadas quanto a
garantia de segurança do suprimento e também
quanto a sua sustentabilidade. Sendo assim, deve
ser feita a análise das tecnologias presentes
comercialmente viáveis e também das que surgem
agora e que, com o desenvolvimento tecnológico,
serão viáveis a médio e longo prazo.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
5.Sustentabilidade do Abastecimento
1. Geração hidroelétrica:
•
•
•
•
•
•
Investimentos por kW: Alto
Custo do combustível: ”Nulo”
Tempo de Construção: Grande.
Geração de empregos: Grande
Impacto Ambiental Principal: Reservatório de água.
Efeito estufa: Algum (decomposição da vegetação
no fundo do reservatório, liberando metano e CO2).
50
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5.Sustentabilidade do Abastecimento
Fontes: Itaipu e Prefeitura de Foz do Iguaçu
51
Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
5.Sustentabilidade do Abastecimento
2. Geração Térmica Convencional
•
•
•
•
•
•
Investimentos por kW: Médio
Custo do combustível: Muito Alto
Tempo de Construção: Pequeno
Geração de empregos: Pequena
Impacto Ambiental Principal: Emissões.
Efeito estufa: Grande (emissão de
quantidades de CO2).
grandes
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
5.Sustentabilidade do Abastecimento
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5.Sustentabilidade do Abastecimento
3. Geração Termonuclear
•
•
•
•
•
Investimentos por kW: Muito alto
Custo do combustível: Baixo
Tempo de Construção: Grande
Geração de empregos: Médio
Impacto Ambiental Principal: Lixo Radioativo e
Riscos de vazamento Radioativo.
• Efeito estufa: Nenhum?
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5.Sustentabilidade do Abastecimento
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5.Sustentabilidade do Abastecimento
• Mostradas as variáveis relacionadas aos principais
tipos de geração, deve-se analisar as formas de uso
e manejo dos combustíveis, as emissões e
problemas ambientais relacionados, disponibilidade
dos recursos energéticos.
• Devem ter maior ênfase também, as formas de
geração ditas alternativas, onde exista, no caso,
condições para a operação sustentável (fotovoltaica,
biomassa moderna, eólica), que ainda não possuem
escala tão grande quanto as anteriores.
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Novos Instrumentos de Planejamento Energético Regional visando o Desenvolvimento Sustentável
6.Bibliografia
• Udaeta, M.E.M., Análise Estratégica – em tempo e
Matéria – da Segurança/Garantia de Oferta e
Demanda Sustentáveis de Energia no Brasil, São
Paulo 2003.
• Livro Verde – Estratégia Européia para uma Energia
Sustentável, Competitiva e Segura, Comissão das
Comunidades Européias (CCE), Bruxelas, 2006
• Revista de Estudos Avançados 59 – Dossiê Energia,
IEA-USP, 2007.
• www.ons.com.br
• www.reuters.com.br
57
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