1º Seminário sobre Gestão Ambiental Portuária – Foco em Resíduos A implantação do Regulamento Sanitário Internacional - RSI e o gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos gerados nas atividades portuárias. JANAINA VIEIRA PACHECO Gerência de Infra-estrutura, Meios de Transporte e Viajantes em portos, aeroportos e fronteiras Brasília, 08 de novembro de 2011 Agência Nacional de Vigilância Sanitária Gerenciamento dos Resíduos Sólidos e Líquidos Objetivo: Proteger a saúde humana e a qualidade ambiental; Preservar recursos naturais; e Incentivar produção mais limpa. Gerenciar risco Minimizar o erro mediante a eliminação de suas causas e a aplicação de estratégias de controle para evitar a sua repetição. “O medo do dano deveria ser proporcional, não apenas à gravidade do dano, mas também à probabilidade do evento” ARNAULD, Antoine (1662). Lógica ou a arte de pensar. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Base Legal • RDC nº. 72, de 29 de dezembro de 2009 – Regulamento Técnico: Vigilância Sanitária de embarcações, portos de controle sanitário e da prestação de serviços de interesse de saúde pública e da produção e circulação de bens; • RDC nº. 56, de 06 de agosto de 2008 que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas Sanitárias no Gerenciamento de Resíduos Sólidos nas áreas de Portos, Aeroportos, Passagens de Fronteiras e Recintos Alfandegados; • Regulamento Sanitário Internacional (2005) • RDC nº. 306, de 07 de dezembro de 2004 - Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde • Resoluções CONAMA • Decreto nº. 2508, de 04 de março de 1998 – MARPOL (Promulga a Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição Causada por Navios, concluída em Londres, em 17 de fevereiro de 1978, suas Emendas de 1984 e seus Anexos opcionais III, IV e V.) • Lei nº. 9.966, de 28 de abril de 2000 – MARPOL (lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional ) Agência Nacional de Vigilância Sanitária Inspeção Sanitária – EFLUENTES SANITÁRIOS • Embarcações: O sistema de tratamento deve ser aprovado pela IMO e possuir Certificado Internacional de Prevenção da Poluição por Esgoto. As válvulas de desvio devem permanecer fechadas e lacradas, o sistema deve estar em boas condições de funcionamento, com as válvulas de serviço fechadas, aeração ligada, macerador funcionando, filtro e dutos de retorno sem obstrução e sistema de desinfecção em operação, de acordo com as especificações do fabricante. • Infraestrutura: Em caso de possuir sistema de tratamento, o mesmo deve ter licenciamento ambiental e as informações sobre o sistema devem estar disponíveis à autoridade sanitária. O efluente não pode ser lançado na área física do porto sem tratamento prévio adequado. Registros • Organização e disponibilidade: Existem registros escritos ou eletrônicos das operações, processos de desinfecção e manutenção? Estão disponíveis? Agência Nacional de Vigilância Sanitária Inspeção Sanitária – RESÍDUOS SÓLIDOS Resíduos Sólidos: Fiscalização de todas as etapas que compõe o gerenciamento de resíduos sólidos – coleta, acondicionamento, transporte, armazenamento, tratamento e destino final – com o objetivo de evitar agravos a saúde pública e ao meio ambiente; Autorização para retirada de resíduos de bordo. Resolução - RDC nº 56, de 06 de agosto de 2008 - REGULAMENTO TÉCNICO DE BOAS PRÁTICAS SANITÁRIAS NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Destaca as Boas Práticas no Gerenciamento de Resíduos Sólidos Define as áreas de abrangência Classifica os resíduos em 05 grupos – A, B, C, D e E Descreve as etapas de manejo dos resíduos sólidos de acordo com a classe de resíduos Aborda a saúde do trabalhador PGRS – Nova visão Agência Nacional de Vigilância Sanitária Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Critérios para identificação: Localização; Volume e freqüência de tráfego internacional; e Riscos de saúde pública em áreas nas quais o tráfego internacional se origina. Portos Avaliados em 2009: 16 Porto de Manaus Porto de Salvador Porto de Fortaleza e Pecém Porto de Vitória - Vila Velha e Tubarão Porto de Itaqui – São Luís Porto de Vila do Conde – Barcarena Porto de Paranaguá Porto de Natal Porto de Porto Alegre e e Rio Grande Porto do Rio de Janeiro Porto de Santos Porto de Itajaí e São Francisco do Sul Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Em 2010 foram elaborados planos de ação para 13 Portos. Portos Monitorados em 2011: 15 Porto de Manaus Porto de Salvador Porto de Fortaleza e Pecém Porto de Vitória - Vila Velha e Tubarão Porto de Itaqui – São Luís Porto de Vila do Conde – Barcarena Porto de Paranaguá Porto de Natal Porto de Rio Grande Porto do Rio de Janeiro Porto de Santos Porto de Itajaí e São Francisco do Sul Obs: Por diversas razões nesta segunda avaliação não foi possível avaliar o Porto de Porto Alegre (RS) Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Anexo 1B 2010 2011 % Melhoria II. Capacidade de rotina: 34 60 26 i. Resíduos sólidos 45 62 17 j. Resíduos líquidos 27 40 13 Capacidade de rotina 70 62 60 45 50 40 40 2010 2011 27 30 20 10 0 Resíduos Sólidos Resíduos Líquidos Fonte: GEPES/GGPAF, setembro de 2011. Obs: Os dados referentes a 2010 foram coletados em 2008 e 2009. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Resíduos Sólidos – questões avaliadas: 50. O porto possui um Programa de Gestão de Resíduos Sólidos incluindo os de risco? 51. Possui um plano de contingência para o gerenciamento sanitário de resíduos sólidos perigosos? 52. Existe no porto um programa de supervisão e controle de gestão dos Resíduos sólidos? 53. No porto existe uma área específica para segregação de resíduos sólidos perigosos? 54. No porto existe uma área específica para armazenamento? 55. No porto existe uma área específica para tratamento de resíduos de risco? 56. Conta com um sistema de retirada e disposição final de resíduos sólidos incluindo os de risco aprovado pela autoridade competente na matéria? 57. Os programas são supervisionados pela autoridade competente na matéria? Questões 2010 2011 50 73,33% 60,00% 51 40,00% 53,33% 52 53,33% 80,00% 53 20,00% 60,00% 54 53,33% 60,00% 55 0,00% 0,00% 56 53,33% 86,67% 57 66,67% 93,33% Agência Nacional de Vigilância Sanitária 100,00% 90,00% 80,00% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 2010 2011 20,00% 10,00% 0,00% 50 51 52 53 54 55 56 57 Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Resíduos Sólidos PORTOS 2010 2011 12,50% 50,00% 9 0 ,0 0 % 0,00% 25,00% 8 0 ,0 0 % Salvador 62,50% 75,00% São Francisco do Sul 62,50% 50,00% 5 0 ,0 0 % Itajaí 62,50% 87,50% 4 0 ,0 0 % Rio de Janeiro 25,00% 37,50% 3 0 ,0 0 % Manaus 0,00% 25,00% 10 , 0 0 % Santos 75,00% 75,00% 0 ,0 0 % São Luis (Itaqui) 62,50% 87,50% Vila do Conde 62,50% 87,50% Mucuripe 62,50% 50,00% Pecém 75,00% 37,50% Vitória 25,00% 75,00% Tubarão 75,00% 75,00% Rio Grande 12,50% 87,50% Paranaguá Natal Agência Nacional de Vigilância Sanitária 10 0 , 0 0 % 7 0 ,0 0 % 6 0 ,0 0 % 2 0 10 2 0 11 2 0 ,0 0 % Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Resíduos Líquidos – questões avaliadas: 58. Conta com um programa documentado, conhecido e atualizado de gestão de águas residuais e dejetos líquidos? 59. Realiza tratamento de água residual e dejetos líquidos? 60. Existem procedimentos documentados para a gestão de águas residuais e dejetos líquidos provenientes das embarcações? 61. Os programas são supervisionados pela autoridade competente na matéria? Questões 2010 2011 58 33,33% 26,67% 59 33,33% 46,67% 60 20,00% 40,00% 61 20,00% 46,67% 50,00% 45,00% 40,00% 35,00% 30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% 2010 2011 58 Agência Nacional de Vigilância Sanitária 59 60 61 Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Resíduos Líquidos PORTOS 2010 2011 Paranaguá 0,00% 0,00% Natal 0,00% 0,00% 25,00% 0,00% 0,00% 50,00% 50,00% 100,00% 0,00% 100,00% Manaus 25,00% 0,00% Santos 50,00% 50,00% São Luis (Itaqui) 25,00% 100,00% 100,00% 25,00% Mucuripe 25,00% 50,00% Pecém 50,00% 50,00% Vitória 0,00% 25,00% 50,00% 50,00% 0,00% 0,00% Salvador São Francisco do Sul Itajaí Rio de Janeiro Vila do Conde Tubarão Rio Grande Agência Nacional de Vigilância Sanitária 10 0 ,0 0 % 9 0 ,0 0 % 8 0 ,0 0 % 7 0 ,0 0 % 6 0 ,0 0 % 5 0 ,0 0 % 4 0 ,0 0 % 3 0 ,0 0 % 2010 2011 2 0 ,0 0 % 10 ,0 0 % 0 ,0 0 % Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Implementação do RSI 2005 Avaliação das capacidades básicas em Portos. Principais avanços: Intersetorialidade Instituição do Comitê Interinstitucional de Gestão e Acompanhamento do RSI (2005); Sensibilização intersetorial em nível central e local; Capacidade de Rotina e Emergência Implantação da automação da fiscalização por meio do sistema de gerenciamento de risco - SAGARANA; Capacitação e habilitação de 676 usuários para acessar o software Risk Manager; Elaboração e disponibilização dos protocolos de referência; Principais dificuldades: Pactuação intersetorial para execução dos Planos de Ação nos portos designados; Questões ligadas ao orçamento financeiro da União, considerados os diversos atores na implantação dos planos de ação. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Gerência Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados [email protected] Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br