Índice
Projecto No Kume Sabi
Desnutrição
Nutrição
Alimentação Alternativa
Produtos Locais
Multimistura
Projecto “NO KUME SABI”
O Projecto No Kume Sabi é um projecto de prevenção e combate à desnutrição de grávidas e crianças,
que procura articular o estímulo à produção local com a divulgação da alimentação alternativa e de boas
práticas alimentares. O projecto reconhece que a Guiné-Bissau dispõe de recursos alimentares variados
e bastante mal aproveitados. Parte da problemática da desnutrição latente na Guiné-Bissau deve-se entre
outros motivos, tais como os culturais, à falta de sensibilização relativamente aos benefícios para a saúde
de uma alimentação variada e rica em diversos alimentos e nutrientes. A maioria da população
desconhece a riqueza dos alimentos e o seu benefício a nível da saúde, acabando por não os aproveitar.
Este desconhecimento tem consequências directas no crescimento e desenvolvimento das crianças,
assim como das mães, antes, durante e após o parto. O combate a estas problemáticas está presente em
todas as actividades do Projecto.
A parceria entre o ISU – Instituto de solidariedade e Cooperação Universitária – e a CIFA – Congregação
das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida - formalizou-se em 2006 com a implementação da
1ª fase do Projecto No Kume Sabi que contou com o financiamento do IPAD – Instituto Português de
Apoio ao Desenvolvimento.
No ano de 2006 foi construído e equipado o Centro de Produção de Multimistura, No Kume Sabi. A
equipa de trabalhadores e sensibilizadores foi formada e capacitada para a produção de Multimistura e
para a realização de acções de sensibilização e formação em temas relacionados com a nutrição e saúde
materno-infantil.
Tendo em conta os resultados positivos do Projecto de 2006 – 2007 foram lançados novos desafios para
a 2ª fase do Projecto No Kume Sabi, tendo nascido a ideia da implementação de uma estratégia de
sustentabilidade do Centro de Produção e de levar a Multimistura e a metodologia de funcionamento do
CRN (Centro de Recuperação Nutricional) de Cacheu a outras regiões da Guiné-Bissau, tendo assim
surgido uma nova parceria, com a Caritas da Guiné-Bissau, na medida em que é a entidade que tutela os
CRN a nível nacional.
Assim, esta 2ª fase do Projecto No Kume Sabi terá um período de implementação de dois anos, numa
parceria entre a CIFA, o ISU e a Caritas e com co-financiamento do IPAD. Após o 1º ano do projecto,
considerado piloto no sentido da implementação de uma produção em maior escala da MM e da
introdução de melhorias nos métodos de produção (moagem e secagem), e ainda do reconhecimento da
mais-valia da Multimistura enquanto suplemento nutricional de combate à desnutrição, pretende-se levar
a Multimistura e a experiência do CRN de Cacheu a outros CRN da rede da Caritas GB.
Ao mesmo tempo que procura intervir na área do combate à desnutrição, o projecto No Kume Sabi, visa
estimular a produção de produtos agrícolas locais que são utilizados na Multimistura, assim como o
aproveitamento de produtos muito nutritivos e a divulgação de formas de integrá-los na dieta alimentar de
mulheres e crianças com problemas graves de desnutrição.
Objectivo Global
Combater a desnutrição das grávidas e das crianças da Guiné-Bissau, através da produção e
comercialização de uma Multimistura vitamínica composta por ingredientes de produção local.
Objectivos Específicos
 Garantir o aumento de produção da Multimistura e o funcionamento regular do Centro de Produção
No Kume Sabi, através do alargamento e diversificação dos meios de produção das componentes da
Multimistura;

Prevenir e diminuir a anemia e a desnutrição das grávidas e das crianças entre os 0 e 5 anos, através
da mobilização dos Centros de Recuperação Nutricional (CRN) da Caritas da GB e outros agentes de
saúde a nível nacional para a promoção do consumo da Multimistura;

Definir e implementar uma estratégia de sustentabilidade económica do Centro de Produção da
Multimistura, através da sua comercialização em todo o país, da criação de actividades geradoras de
rendimento e da capacitação dos parceiros locais;

Garantir o nível de qualidade nutritiva e ambiental da Multimistura, através da análise das suas
componentes, registo de patente e validação junto das autoridades nacionais
Actividades
1. Produção e Transformação da Multimistura
1.1. Diversificação dos produtores
1.2. Acção de formação em horticultura
1.3. Transformação da MM
2. Implementação da Multimistura a nível nacional
2.1. Sessões de apresentação pública do projecto
2.2. Demonstrações teórico-práticas
2.3. Programas de Rádio
2.4. Monitorização e seguimento do trabalho dos CRN
2.5. Encontros para partilha de experiências
3. Implementação da Estratégia de Sustentabilidade da MM
3.1. Distribuição e venda da MM
3.2. Produção e venda de frascos de farinha de cabaceira
3.3. Mobilização de outros recursos materiais e financeiros
3.4. Acções de formação sobre o Ciclo de Projecto
4. Validação e reconhecimento pelas autoridades nacionais
Grupos-alvo a Implicar
As acções desta 2ª fase do projecto destinam-se a dois públicos distintos:
1) Público directo: grávidas, mães de crianças desnutridas graves e moderadas, aos responsáveis das
crianças acompanhadas pela vigilância nutricional, às mães de gémeos e aos responsáveis de órfãos;
2) Agentes multiplicadores: agentes de saúde de base das tabancas, responsáveis dos CRN a nível
nacional, agentes dos centros de saúde estatais.
CONTACTOS:
CONGREGAÇÃO IRMÃS FRANCISCANAS NOSSA SENHORA APARECIDA
664 0187/ 693 78 11/6648038
INSTITUTO DE SOLIDARIEDADE E COOPERAÇÃO UNIVERSITÁRIA
618 19 88 – [email protected]
LIVRO DE RECEITAS
O livro de receitas No Kume Sabi visa promover a educação alimentar através da sensibilização para a
adopção de comportamentos alimentares saudáveis das crianças e grávidas e para o aproveitamento de
produtos locais.
Através do presente livro, o Projecto No Kume Sabi pretende apoiar a divulgação da alimentação
alternativa através do incentivo ao consumo de produtos locais a baixo custo. Contém não só
informações sobre nutrição, mas também conselhos de alimentação saudável e aproveitamento de
produtos locais.
A educação alimentar pode ter resultados extremamente positivos no sentido de informar e capacitar as
mães, tendo consequências directas na alimentação das crianças, para que façam escolhas alimentares
saudáveis. A mudança de hábitos alimentares é um processo longo, que deverá ser contínuo, e que
passa pelo acesso à informação, compreensão e interiorização dessa informação, pela motivação, pela
capacidade e possibilidade de mudança. Este livro procura não só informar, mas igualmente partilhar
novas estratégias de adopção de uma alimentação saudável a baixo custo – Alimentação Alternativa - e
servir de instrumento de trabalho dos agentes dos CRN para demonstração da melhor utilização da MM
na alimentação diária dos seus utentes.
DESNUTRIÇÃO
O QUE É A DESNUTRIÇÃO?
A desnutrição é uma consequência de uma má gestão do doença que enfraquece a pessoa e que pode
acontecer em qualquer idade, apesar de ocorrer com mais frequência em crianças menores de 5 anos. A
desnutrição é mais grave quando ocorre nesse período pois pode originar a prevalência de problemas de
saúde nessas crianças para o resto da sua vida. A desnutrição acontece quando a criança não está a ser
bem alimentada. Não se alimentando bem, ela perde peso, deixa de crescer e enfraquece. Além de
enfraquecer, a criança adoece e cada vez que fica doente fica ainda mais fraca. Nesse ciclo vicioso, se
ela não for tratada, o seu desenvolvimento fica prejudicado e a sua vida poderá estar em risco.
É muito importante que a desnutrição seja tratada logo nos primeiros sinais da doença. Quando tratada, a
criança desnutrida recupera a saúde e volta a ter o peso e a estatura adequados para a sua idade.
Para resultar, as acções de combate à desnutrição precisam de ter em conta a família da criança
desnutrida e procurar junto com esta soluções para ajudá-la a sair da situação de extrema dificuldade em
que se encontra. É aqui que os técnicos ligados à saúde e aos Centros de Recuperação Nutricional,
animadores comunitários e professores, têm um papel preponderante.
O Contexto da Guiné-Bissau
A taxa de mortalidade infantil é de 13%. A mortalidade infantil (TMI) é de 138/1000 e a mortalidade de
menores de 5 anos (TMM5) é de 223/1000, segundo o MICS 2006. O paludismo, as infecções
respiratórias agudas e a diarreia estão entre as principais causas de morbilidade e de mortalidade das
crianças menores de cinco anos de idade na Guiné-Bissau. Mais de metade de todas as mortes de
crianças no país estão associadas à desnutrição, que enfraquece a capacidade de resistência do corpo
em relação às doenças.
Uma alimentação deficiente, doenças frequentes, cuidados inadequados ou pouco atentos a crianças
pequenas, podem resultar em desnutrição. As crianças que não são vacinadas têm maiores
probabilidades de contrair doenças, de adquirirem uma deficiência, de ficarem desnutridas e de
morrerem.
Acabar com a desnutrição depende de acções a longo prazo que combatam as causas desse problema.
Os profissionais de saúde, animadores e líderes comunitários devem-se empenhar para evitar a
desnutrição e identificar as crianças desnutridas na comunidade e recuperá-las, dirigindo seus esforços
para as famílias ou para pequenos grupos das suas comunidades.
Existem várias condições adversas que podem originar a desnutrição. Essas condições variam de sítio
para sítio. Quando uma família tem filhos desnutridos é porque várias condições adversas estão
presentes, ou então alguma dificuldade muito grande está a fragilizar a família.
Entre as condições adversas que ocorrem, pode destacar-se o desemprego dos pais; o facto das mães
serem adolescentes; gravidezes indesejadas; gestações com intervalos menores que dois anos;
complicações de saúde durante a gravidez; desmame iniciado antes dos 6 meses de vida do bebé;
dificuldades de acesso à água potável, entre outras, que prejudicam seriamente a saúde das crianças.
Elas nascem com baixo peso, ficam mais doentes, têm mais vermes e infecções e podem até sofrer
vários internamentos hospitalares.
Pode-se então dizer que a desnutrição é consequência de uma série de problemas que dificultam a vida
da família. Ela não é causada simplesmente por falta de alimentos. Por isso, a simples distribuição de
alimentos não é suficiente para combater a desnutrição de forma efectiva e duradoura. Estudos mostram
que a distribuição de alimentos pode ajudar somente em situações de emergência, como a fome, devido
a desastres climáticos, como a seca, ou devido a situações de guerra.
Na verdade, é fácil e barato tratar a desnutrição. Os profissionais que actuam na área da saúde, assim
como os agentes e líderes comunitários, têm um papel muito importante.
Avaliação do estado Nutricional
O estado nutricional mostra se as necessidades fisiológicas de nutrientes do indivíduo estão ou não a ser
satisfeitas, se o que ingere é convenientemente utilizado, e permite determinar o seu estado de saúde. O
equilíbrio entre o que uma pessoa come e o que precisa é influenciado por diversos factores.
Deficiências nutricionais podem ser detectadas e corrigidas precocemente com técnicas apropriadas de
avaliação e aconselhamento nutricional adequado.
Como combater a desnutrição?
Para combater a desnutrição deve-se partir da família e da comunidade. O trabalho na família e na
comunidade tem a vantagem de prevenir o aumento da desnutrição entre as crianças e evitar que as
crianças em risco nutricional fiquem mais doentes e tenham desnutrição grave.
O trabalho na comunidade permite:
- Prevenir a ocorrência de novos casos de desnutrição;
- Acompanhar a família de crianças desnutridas que estejam em tratamento, facilitando sua recuperação
nutricional;
- Encontrar novos casos de crianças desnutridas e em risco nutricional que precisem de ser
acompanhadas.
Esse trabalho de prevenção é feito principalmente através da identificação das crianças desnutridas e em
risco nutricional na comunidade, bem como através de visitas domiciliares, para ajudar e orientar as
famílias.
Para as crianças desnutridas, os Centros de Recuperação Nutricional (CRN) são a melhor opção de
tratamento, como recomenda a Organização Mundial da Saúde. Eles evitam que as crianças desnutridas
cheguem ao hospital, prevenindo e tratando as doenças antes que elas se tornem graves. Por isso, o
trabalho de vigilância nutricional e sensibilização nas tabancas é uma forte componente no combate à
desnutrição, no que toca à identificação e encaminhamento para os CRN.
NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO
A alimentação consiste em obter no meio ambiente uma série de produtos, naturais ou transformados que
conhecemos normalmente pelo nome de alimentos, que contêm substâncias químicas denominadas
nutrientes. Portanto, a alimentação é um processo de selecção de alimentos, fruto das preferências, das
disponibilidades e da aprendizagem de cada indivíduo. Este processo permite-lhe escolher e distribuir as
refeições ao longo do dia, de acordo com os seus hábitos e condições pessoais.
Os nutrientes necessários em grandes quantidades são denominados por “macronutrientes” e os
necessários em pequenas quantidades por “micronutrientes”.
Macronutrientes
Vitaminas
Minerais
Proteínas
Vitamina A
Cálcio
Carboidratos
Vitamina B1
Ferro
Gorduras
Vitamina B2
Fósforo
Gordura Saturada
Vitamina B6
Magnésio
Fibras
Vitamina B12
Potássio
Vitamina C
Sódio
Vitamina E
Zinco
Folactos
Iodo
A nutrição inicia-se quando uma pessoa ingere os alimentos, sendo desencadeado um conjunto de
processos vitais, que lhe permite: obter energia, construir e reparar as estruturas orgânicas e regular os
processos de funcionamento do organismo.
Divisão dos alimentos:
Os alimentos podem ser agrupados em três grupos segundo os nutrientes que possuem em maior
quantidade:
- Os alimentos construtores (fontes de proteínas).
- Os alimentos reguladores (fontes de Vitaminas e Sais Minerais).
- Os alimentos energéticos (fontes de Hidratos de Carbono e lipidos/ gorduras).
Combinação dos alimentos:
Para a preparação das principais refeições do dia — pequeno-almoço (mata-bicho), almoço e
jantar —, é preciso combinar bem 3 grandes grupos de alimentos:
- Alimentos ricos em proteínas;
- Alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras;
- Alimentos ricos em carbohidratos e gorduras.
Esse procedimento permite uma alimentação equilibrada e fornece quantidade e variedade de alimentos,
vitaminas e minerais, adequados para o crescimento e desenvolvimento das crianças.
Dentro dos 3 grandes grupos, os alimentos podem ser divididos em subgrupos. Os alimentos que
integram o mesmo subgrupo podem ser substituídos entre si. Nas principais refeições é importante
fornecer à criança, pelo menos um alimento de cada grupo.
A variedade na alimentação é a principal forma de garantir a satisfação de todas as necessidades do
organismo em nutrientes e de evitar o excesso de eventuais substâncias com riscos para a saúde.
Alimentos para construir:
Os nutrientes plásticos ou construtores são principalmente as proteínas, que fazem parte da constituição
de todos os tecidos, contribuído para a sua reconstituição ou crescimento e para a formação dos que
estão sujeitos a uma renovação constante.
As proteínas
São as proteínas que constroem o corpo humano, como os tijolos constroem uma casa. Elas
formam os músculos, cérebro e são responsáveis pelo crescimento.
O ser humano precisa comer proteínas todos os dias, principalmente as crianças que estão em
crescimento, as gestantes e lactantes, de forma a evitar: a anemia, fraqueza, tuberculose e
edemas (inchaço).
Onde encontrar: Encontra-se as proteínas nos alimentos vegetais e animais: carne, ovos, peixe,
leite, leite dormido, camarão, cacre, caranguejo, gandi, cutchurbedja, combé e ostras(Origem
animal); feijões e mancarra (Origem vegetal).
Alimentos para dar energia:
Uma das principais funções dos alimentos é a de fornecer energia ao organismo, para o seu bom
funcionamento e manutenção. A energia no organismo é necessária para manter constante a temperatura
corporal e para permitir o funcionamento de todo o metabolismo.
A função de reserva é também muito importante, já que permite ao organismo armazenar energia quando
o que se ingere excede as necessidades, sendo esta transformada em tecido gordo ou adiposo, pronto a
ser utilizado em situações de carência.
Durante os primeiros anos de vida, as necessidades energéticas são superiores às registadas na idade
adulta e, sobretudo, as registadas durante a velhice.
Hidratos de Carbono
A função principal dos carbohidratos e gorduras é fornecer energia, força, para que se possa
trabalhar, andar, falar, etc.. Os açúcares são fonte de energia para os movimentos e as gorduras
são reserva de energia, ajudam na construção do corpo. Os hidratos de carbono são como a
lenha para a fogueira e o combustível para a máquina.
Onde encontrar: açúcar, pão, massas, cereais (sementes), óleos, gorduras, arroz, mel, batatas,
mandioca, azeite, castanha de cajú.
Alimentos para construir e regular:
Os nutrientes reguladores são aqueles que apesar de não fornecerem energia, promovem e facilitam
quase todas as reacções bioquímicas no organismo humano. Sem a sua acção os outros nutrientes não
seriam correctamente aproveitados. Mantêm o equilíbrio do corpo e protegem contra as doenças. Os
nutrientes reguladores mais importantes são as vitaminas, os minerais e as fibras.
Vitaminas
São as vitaminas que protegem o corpo contra as doenças, infecções, gripes, etc. Existem vários
tipos de vitaminas, tendo a vitamina B 12 tipos diferentes, pelo que se chama vitamina do
complexo B (B1, B2, B3, B4... B12).
Elas são necessárias para se aproveitar melhor os alimentos e defender a saúde. O corpo
precisa delas em pequenas quantidades, mas são indispensáveis. As vitaminas permitem os
processos de obtenção e armazenamento de energia, favorecem a actividade de muitos
nutrientes e participam na constituição de muitas estruturas celulares. É necessário comer todos
os dias alimentos que contêm vitaminas.
Nota: é importante lembrar que as vitaminas não podem estar expostas muito tempo ao calor e
devem ser ingeridas logo após a sua preparação, pois perdem o efeito.
VITAMINAS
Substância
Função no Organismo
Principais Fontes
Lipossolúveis
A
Retinol
Essencial para crescimento, desenvolvimento e
manutenção das mucosas, do epitélio, da pele,
células T e B, e dos ossos.
Necessária para o funcionamento do sistema
imune e para a resistência às infecções.
Óleo de palma, óleo de fígado de bacalhau
ou outros peixes, fígado, rins, gema de ovo,
leite integral, nata, manteiga, manga,
papaia, folhas verdes, cenoura, batata-doce.
Tomate.
Assegura uma boa visão nocturna.
D
Calciferol
E
Tocoferol
Indispensável para a utilização do cálcio
alimentar e para a formação dos ossos e dentes.
Sintetizada pelo organismo por exposição
solar; produtos lácteos, peixes gordos,
fígado.
Antioxidante; protectora das membranas e do
metabolismo celular, principalmente dos glóbulos
brancos e vermelhos.
Gordura do leite, hortaliças de folhas verdes,
óleos vegetais, germes de cereais, farinha
integral, fígado, nozes, gema de ovo
Facilita resistência a enfermidades, sobretudo
pulmonares.
K
Hidrossolúveis
B1
Tiamina
B2
Riboflavina
B3 ou PP
Niacina, ác.
nicotínico
B6
Piridoxina
B9
Ácido Fólico,
folatos
Assegura o metabolismo dos carboidratos.
Essencial para o crescimento, apetite normal,
digestão, sistema nervoso central e coração.
Germes de cereais, cereais integrais,
carnes, peixe, ovos, miudezas, leguminosas,
levedura de cerveja, leite, nozes, folhas
verdes
Essencial para o crescimento e para a
integridade do SNC, utilizada na transformação
dos alimentos em energia, na integridade da pele
Leite e derivados, ovos, cereais integrais,
germes de cereais, carne, peixe, miudezas,
leguminosas, folhas verdes
Regulação do metabolismo de glícidos, proteínas
e metabolismo energético, síntese do ADN
celular, importante para a pele, nervos e
aparelho digestivo
Mancarra, farelos, leite, cereais integrais,
leguminosas, levedura de cerveja, peixe,
carne, ovos, fígado.
Como coenzima participa na síntese e
metabolismo de proteínas e lipídeos, conversão
do triptofano em niacina, formação dos glóbulos
vermelhos e anticorpos.
Leguminosas, carne, miudezas, peixe,
crustáceos, farelo e germes de cereais,
folhas verdes, gema de ovo, batata, aveia.
Sintetizada por bactérias intestinais. Álcool
destrói.
Necessária na formação celular e dos glóbulos
vermelhos, importante na síntese de ADN
celular. Carência pode causar anemias,
Fígado, farelos, farinha integral,
leguminosas, carne, peixe, clara do ovo,
levedura, folhosos verdes, mancarra.
sobretudo na gravidez.
B12
Cianocobalamina
C
Ácido ascórbico
Coenzima em reacções celulares. Essencial para
o crescimento, para formação dos glóbulos
sanguíneos, bainha dos nervos e síntese dos
ácidos nucleicos, e para maturação das células
epiteliais principalmente do aparelho digestivo.
Envolvida no metabolismo dos folatos.
Carne, fígado, rins, peixe, ovos, leite e
derivados, crustáceos.
Importante na resposta imune, cicatrização de
feridas e reacções alérgicas. Aumenta a
absorção de ferro e do cálcio. Contribui para
uma boa saúde dos ossos, dentes e capilares
Citrinos, tomates, goiaba, couves, agrião,
couve-flor, cabaceira, salsa, pimentos,
espinafre, alface, batata, inhame.
Minerais
Os sais minerais são: ferro, cálcio, iodo, flúor, etc. Eles regulam as funções do organismo juntamente com
as vitaminas e a água. São importantes para a saúde dos nervos e para a transformação das substâncias
necessárias à vida. O corpo precisa deles em pequenas quantidades. A água é a primeira e a principal,
porque sem a água as células morrem.
SAIS MINERAIS
Substância
Função no organismo
Principais Fontes
Macro minerais
Cálcio
Papel vital na contracção e relaxamento
muscular. Essencial na formação e conservação
dos ossos e dentes. Intervém na coagulação
sanguínea e transmissão nervosa, ajuda a
regularizar a tensão arterial.
Leite e derivados, casca de ovo de galinha,
sardinha, mariscos, peixe seco, folha de
mandioca, leguminosas, folhosos verdes,
brócolos, aveia, avelã.
Magnésio
Intervém na síntese proteica, de ácidos nucleicos
e de lipídeos. Desempenha papel importante na
excitabilidade neuromuscular e na transmissão
de impulsos nervosos. Actua como coenzima no
metabolismo dos glícidos.
Farelos, cereais integrais, aveia, cacau,
nozes, grão-de-bico, lentilha, mancarra
torrada, beringela, folhosos verdes, peixe,
banana, frutos do mar.
Micro elementos
Fígado, carnes, gema de ovo, leguminosas,
cereais integrais, beterraba, ananás, ostras,
camarão, mancarra, folhas verde-escuro.
Ferro
Formação dos glóbulos vermelhos, constituinte
de enzimas, transporte de oxigénio para as
células do corpo. Sua carência dá origem a
anemias, debilidade física e irregularidades nos
batimentos cardíacos. O excesso pode afectar o
fígado, o pâncreas, o coração ou o sistema
imunitário
Zinco
Componente de metaloenzimas. Papel
importante no desenvolvimento e na regulação
do apetite, na sensibilidade do paladar, e na
aceleração da cicatrização de feridas. Actua na
maturação sexual, fertilidade e reprodução.
Essencial na mobilização hepática da vitamina A.
Cereais integrais, banana, leite e derivados,
ostras, beterraba, crustáceos, fígado, carne,
moluscos, leguminosas, levedura, aveia,
Iodo
Importante para o bom funcionamento da tiróide
Frutos do mar, sal iodado, crustáceos,
Selénio
e de outras glândulas endócrinas e para o
metabolismo.
tomate, vegetais cultivados em solos ricos
em iodo, alho.
Antioxidante com acção complementar à da
vitamina E
Carne, peixe, crustáceos, gema de ovo,
cereais integrais, alho, tomate.
Fibras
As fibras são compostos de origem vegetal, que não são fontes de energia por não poderem ser
hidrolisadas pelas enzimas dos intestinos. Podem ser classificadas em fibras solúveis e fibras insolúveis.
As fibras solúveis incluem as pectinas, as gomas, as mucilagens e algumas hemiceluloses. As pectinas
são encontradas em frutas e vegetais especialmente maçãs, laranjas e cenouras. Outras formas de fibra
solúvel ocorrem em flocos de aveia, cevada e legumes.
As fibras insolúveis consistem em celulose e algumas hemiceluloses e fazem parte da estrutura celular
dos vegetais. As principais fontes são os grãos dos cereais. Os cereais integrais, os farelos de trigo e
arroz, são excelentes fontes de fibras.
Função
As fibras estimulam a mastigação e consequentemente a secreção da saliva e do suco gástrico. Enchem
o estômago, produzindo a sensação de saciedade. Contribuem para o aumento do bolo fecal por
absorverem água e pelas substâncias não digeríveis, o que é muito importante na prevenção da
obstipação e para a normalização do trânsito intestinal. As fibras solúveis retardam o esvaziamento
gástrico, tornando mais lenta a digestão e a absorção de nutrientes, o que é muito importante na diabetes
e diminuem os níveis séricos do colesterol.
O excesso de fibras interfere com a absorção de zinco e cálcio, principalmente em crianças e idosos.
Onde encontrar: As fibras alimentares encontram-se sobretudo na casca de cereais e nos legumes,
assim como, verduras, hortaliças e frutos.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DURANTE A GRAVIDEZ
No início da gravidez é recomendável seguir uma dieta equilibrada, aumentando o consumo de calorias
para satisfazer as necessidades do feto em crescimento e das mudanças ocorridas no corpo da mulher.
Além de prevenir doenças como, a anemia, infecções, dificuldades no trabalho de parto e facilidade na
cicatrização dos tecidos no pós-parto, a boa nutrição durante a gravidez depende do consumo variado de
alimentos tais como, grãos integrais, vegetais frutas e líquidos. Para além da preocupação em manter
uma dieta variada e equilibrada, as grávidas deverão dar especial atenção aos seguintes nutrientes:
Proteínas:
Servem para o desenvolvimento do feto e da placenta e melhoram a cicatrização.
Cálcio:
É muito importante para o desenvolvimento da saúde do feto e formação dos ossos.
Ferro:
A sua ingestão tem efeitos directos no sangue, tanto para prevenir a anemia na mãe, como para o
desenvolvimento fetal.
Porque é que as grávidas precisam de mais ferro?
O ferro é um mineral que adquire um papel fundamental para a hemoglobina, uma substância existente
no sangue que transporta o oxigénio por todo o corpo, incluindo pelos músculos, ajudando-os a
desempenhar convenientemente as suas funções. O ferro aumenta a resistência a doenças.
O corpo absorve o ferro com maior eficiência durante a gravidez, sendo muito importante assegurar que a
gestante consome ferro suficiente para ela e para o seu bebé. O ferro ajuda a combater sintomas de
cansaço, fraqueza, irritabilidade ou depressão.
A dose diária recomendada de ferro para a mulher grávida é de 30 mg e de 15 mg para mulheres em fase
de amamentação. Consumir pelo menos 3 porções de alimentos ricos em ferro por dia ajuda a garantir
que ingere 30 mg de ferro por dia.
Ácido fólico:
Tem a função de reduzir o risco de malformações do sistema nervoso central do feto e outros
defeitos congénitos.
Todo o comportamento alimentar, até mesmo antes da gravidez, vai influenciar a gestação. Nos primeiros
meses dá-se a formação do feto. Nos últimos meses o feto ganha peso e cresce.
AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA
O Aleitamento Materno pode salvar vidas, pois é uma prevenção segura contra várias doenças
infecciosas e crónico-degenerativas. O leite Materno fornece uma nutrição óptima e representa segurança
alimentar.
A amamentação exclusiva desenvolve um vínculo afectivo entre mãe e bebé, beneficia a saúde da mulher
e aumenta o intervalo entre os partos. O aleitamento através do seio é um acto natural, económico e
prático.
Porquê amamentar?
Por ser um alimento completo, o leite materno é fundamental para a criança até aos seis meses de vida.
Este fornece água, factores de protecção contra infecções, é estéril e adequado ao metabolismo da
criança.
O contacto pele a pele nos primeiros minutos de vida contaminará o bebé de germes e bactérias da
própria mãe que são menos agressivos, criando imunidade, principalmente com o colostro (leite das
primeiras mamadas), prevenindo assim de alguma infecção posterior. Recomenda-se a amamentação
exclusiva porque esta fornece um efeito protector contra infecções, principalmente contra diarreias.
Quando a criança recebe qualquer outro alimento para além do leite materno, seja ele água ou chá, pode
diminuir o efeito protector do mesmo.
Crianças filhas de mães HIV positivas que não preencham as condições APPSS (Aceitável, Praticável,
Possível, Sustentável e Seguro) também devem ser amamentadas exclusivamente até aos seis meses de
vida, diminuindo assim o risco de contaminação vertical, quando comparadas às crianças parcialmente
amamentadas.
Quando a alimentação complementar é iniciada antes do tempo, reduz-se a duração do aleitamento
materno e a absorção de nutrientes importantes do leite materno (ferro e zinco) é prejudicada. Os
biberões utilizados para oferecer alimentação às crianças são uma importante fonte de contaminação.
Além disso a criança pode rejeitar a mama. Outro risco da utilização de fórmulas é a diluição inadequada
do leite que poderá ficar muito diluído ou muito concentrado.
O aleitamento materno exclusivo também é importante para a diminuição da fertilidade após o parto.
Quando a mulher amamenta exclusivamente até aos seis meses após o parto e não tem menstruação
está protegida contra nova gravidez.
Existe ainda um factor económico, o leite que a mãe produz é suficiente para alimentar o filho até os seis
meses de idade, sem necessidade de gastos com água, biberões, leite, açúcar, embalagens, etc. O leite
materno é de graça e está pronto para se servir a qualquer hora. Para além disso é mais higiénico,
dispensando o uso de objectos para alimentar o bebé, a necessidade de dar água.
Por todas estas razões, a OMS recomenda o aleitamento materno exclusivo durante seis meses (OMS
2001) e o aleitamento materno até aos dois anos ou mais (OMS 1995).
Receitas para uma boa amamentação…
A amamentação hoje em dia é muito incentivada, mas não bem orientada, as mães muitas vezes sentemse culpadas por não conseguir amamentar. A mãe sabe da importância do amamentar seu filho e o bebé
sabe sugar. O problema está muitas vezes em juntar estes dois actos, principalmente quando o bebé
chora de fome. Quanto mais o bebé chora, mais a mãe fica nervosa e mais difícil é amamentar.
Amamentação é um acto que deve ser aprendido:
A mãe deve procurar um lugar tranquilo para amamentar, onde possa estar confortável com o seu bebé.
A posição ideal para uma melhor amamentação é aquela em que o bebé abocanhe toda aréola do seio
da mãe.
Se o bebé já acorda a chorar de fome, a mãe deverá acordá-lo um pouco antes para que não chore de
fome, dificultando a pega da mama. O bebé estará mais calmo, abocanhará a aréola e nem mãe e nem
bebé ficarão nervosos na hora da amamentação.
Um erro comum que não sacia a fome do bebé é mudar de peito sem esvaziar o primeiro completamente.
Fazendo isso, o bebé toma todo o leite anterior de um peito e do outro peito. A mãe deve deixar o bebé
esvaziar um peito todo primeiro, para depois oferecer o outro, de forma a ter certeza que o bebé mamou
o leite anterior e o posterior. Deve dar a última mama oferecida na mamada anterior.
Técnicas para amamentar
Existem algumas técnicas que ajudam a mãe a encontrar a posição correcta para acomodar o bebé e
facilitar a pega.
Existem três posições mais comuns, mas nada impede a mãe e o filho de encontrarem uma forma mais
agradável de se acomodar na hora da mamada. A posição ideal é aquela onde ambos ficam confortáveis,
com o bebé alinhado com o corpo da mãe.
A posição tradicional é a sentada, onde o bebé fica de frente para a mãe, barriga com barriga, e quanto
mais colados estiverem, mais fácil é a amamentação. Na posição sentada inversa, a mãe deve colocar o
corpo do bebé debaixo da axila, com a barriga apoiada nas suas costelas. A mãe apoia o corpo do bebé
com o braço e a cabeça com a mão. Algumas mães, especialmente as que se submetem a cesariana,
optam por amamentar os filhos deitadas, onde o bebé fica de frente para a mãe, barriga com barriga.
Depois de achar a melhor posição, o primeiro passo é colocar o seio na boca do bebé. Ao tocar o mamilo
no lábio inferior do bebé ele abrirá a boca, a mãe deve colocar o máximo da auréola na boca do bebé,
puxando firmemente sua cabeça para a mama.
Independentemente da posição que a mãe escolher para amamentar o bebé, é importante que ela esteja
relaxada, confortável e bem apoiada, sem se curvar para frente ou para trás. O bebé, da mesma forma,
tem que estar posicionado correctamente, com o corpo junto ao da mãe, na altura da mama, os quadris
seguros e o pescoço levemente esticado.
DESENHOS
ALIMENTAÇÃO NAS DIFERENTES FASES DE CRESCIMENTO DE UMA CRIANÇA
As necessidades nutricionais dos bebés são completamente asseguradas pelo leite materno até atingirem
os seis meses de idade. A alimentação mais saudável para um bebé até aos seis meses é o leite
materno, reunindo todos os elementos essenciais para a nutrição do bebé e o desenvolvimento e
crescimento até essa idade.
Aos seis meses, os bebés começam a observar e imitar os hábitos alimentares dos pais e outros adultos
com quem estabelecem contacto regularmente. Nesta altura, o bebé pode estar já preparado para
acrescentar alimentos complementares ao leite materno.
Naturalmente existem muitas vezes dúvidas sobre algumas questões fundamentais: Quando está o bebé
preparado para alimentos sólidos? Quais os alimentos que devem ser incluídos e quais os mais
saudáveis? Que quantidade é suficiente?
Deve-se ter em conta que cada bebé é um ser individual e que pode estar preparado para alimentos
diferentes com base na sua idade, necessidades nutricionais, de desenvolvimento ou outros factores.
Alimentação complementar
São designados “alimentos complementares”, quaisquer alimentos, oferecidos à criança que é
amamentada. A OMS recomenda iniciar a alimentação complementar aos seis meses.
Dez Passos Para Uma Alimentação Saudável
1. A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite
materno até aos dois anos.
•
A partir dos seis meses, o organismo da criança já está preparado para receber alimentos diferentes
do leite materno, os chamados alimentos complementares.
•
Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até aos dois anos,
pois o leite materno continua a alimentar a criança e a protegê-la contra infecções.
•
Com a introdução da alimentação complementar é importante que a criança beba água nos intervalos
entre as refeições.
2. A partir dos seis meses dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas,
frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se
estiver desmamada.
•
Se a criança está a ser amamentada, três refeições por dia com alimentos adequados são suficientes
para garantir uma boa nutrição e crescimento no primeiro ano de vida. No segundo ano de vida
devem ser acrescentados mais dois lanches além das três refeições.
•
Se a criança não é amamentada deve receber cinco refeições ao dia com alimentos complementares
já a partir do sexto mês.
•
Algumas crianças precisam de ser estimuladas a comer (nunca forçadas).
3. A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a
vontade da criança.
•
Crianças amamentadas desenvolvem muito cedo a capacidade de auto-controlo sobre a ingestão de
alimentos, aprendendo a distinguir as sensações de saciedade após as refeições e de fome após o
jejum. Esquemas rígidos de alimentação interferem nesse processo de auto-controlo da criança.
•
Esta aprendizagem precoce é fundamental na formação de diferenças nos estilos de controlo de
ingestão de alimentos nos primeiros anos de vida.
•
O tamanho das refeições está relacionado positivamente com o intervalo entre elas. Grandes
refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa.
•
É importante que as mães desenvolvam a sensibilidade para distinguir o desconforto do bebé por
fome de outros tipos de desconforto (sono, frio, calor, fraldas molhadas ou sujas, dor, necessidade de
carinho), para que não insistam em oferecer alimentos à criança quando esta não tem fome.
•
Sugere-se que para as crianças em aleitamento materno sejam oferecidas, sem um esquema rígido
de horário, três refeições complementares: uma no período da manhã, uma no horário de almoço e
outra no fim da tarde ou no início da noite.
•
Para as crianças já desmamadas devem ser oferecidas três refeições e dois lanches assim
distribuídos: no período da manhã (pequeno-almoço), meio da manhã (lanche), almoço, meio da
tarde (lanche), final da tarde ou início da noite (jantar).
4. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com uma colher; começar
com consistência pastosa (papas/purés) e gradativamente aumentar a sua consistência até chegar à
alimentação da família.
•
No início da alimentação complementar os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados
especialmente para ela na forma de papas, purés de legumes, cereais, frutas. Os chamados
alimentos de transição.
•
A partir dos oito meses podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família desde
que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.
•
Sopas e comidas leves ou moles não fornecem energia suficiente para a criança.
•
Recomenda-se o uso de copos para oferecer água ou outros líquidos e oferecer os alimentos sólidos
ou semi-sólidos num prato e dar com uma colher.
5. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação
colorida.
•
Desde cedo a criança deve acostumar-se a comer alimentos variados.
•
Só uma alimentação variada evita a monotonia da dieta e garante a quantidade de ferro e vitaminas
que a criança necessita, mantendo uma boa saúde e crescimento adequados.
•
O ferro dos alimentos é melhor absorvido quando a criança recebe na mesma refeição carne e frutas
ricas em vitamina C.
•
A formação dos hábitos alimentares é muito importante e começa muito cedo. É comum a criança
aceitar novos alimentos apenas após algumas tentativas e não nas primeiras. O que pode parecer
rejeição a novos alimentos é resultado do processo natural da criança em conhecer novos sabores e
texturas e da própria evolução da maturação dos reflexos da criança.
•
Os alimentos devem ser oferecidos separadamente para que a criança aprenda a identificar as suas
cores e sabores. Colocar as porções de cada alimento no prato sem os misturar.
6. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes às refeições.
•
As crianças devem acostumar-se a comer frutas, verduras e legumes desde cedo pois estes
alimentos são importantes fontes de vitaminas, cálcio, ferro e fibras.
•
Para temperar os alimentos recomenda-se o uso de cebola, alho, azeite, pouco sal e ervas (salsa,
folhas de cebola, coentros).
7. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, rebuçados, salgados e outras guloseimas nos
primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.
•
Açúcar, sal e frituras devem ser consumidos com moderação pois o seu excesso pode trazer
problemas de saúde no futuro. O açúcar só deve ser utilizado na alimentação da criança após um
ano de idade.
•
Esses alimentos não são bons para a nutrição da criança e competem com alimentos mais nutritivos.
•
Deve-se evitar dar à criança alimentos muito condimentados (malagueta, pimenta, temperos
industrializados, como o denominado “gustu”).
8. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e
conservação adequados.
•
Para uma alimentação saudável devem-se usar alimentos frescos, maduros e em bom estado de
conservação.
•
Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do consumo; não se deve
oferecer restos de uma refeição.
•
Para evitar a contaminação dos alimentos e a transmissão de doenças, a pessoa responsável pelo
preparo das refeições deve lavar bem as mãos e os alimentos que vão ser consumidos, assim como
os utensílios onde serão preparados e servidos.
•
Os alimentos devem ser guardados em lugar fresco e protegidos de insectos e outros animais.
•
Restos da refeição que a criança recusou não devem ser oferecidos novamente.
9. Estimular a criança doente e convalescente a alimentar-se oferecendo a sua alimentação habitual e
os seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
•
As crianças doentes em geral têm menos apetite,por isso devem ser estimuladas a alimentar-se sem
no entanto serem forçadas a comer.
•
Para garantir uma melhor nutrição e hidratação da criança doente aconselha-se oferecer os
alimentos da sua preferência na forma que a criança melhor aceita e aumentar a oferta de líquidos.
•
Para a criança com pouco apetite oferecer um volume menor de alimentos por refeição e aumentar a
frequência de oferta de refeições ao dia.
•
Para que a criança doente se alimentar melhor é importante sentar-se ao lado dela na hora da
refeição e ser mais flexível com horários e regras.
•
No período de convalescença o apetite da criança encontra-se aumentado. Por isso recomenda-se
aumentar a oferta de alimentos nesse período, acrescentando pelo menos mais uma refeição nas
24h.
•
Enquanto a criança come com a sua própria colher, a pessoa responsável pela sua alimentação deve
ir oferecendo-lhe alimentos com o uso de outra.
Porque se deve esperar que o bebé tenha seis meses de idade para que possa ser alimentado com
alimentos pastosos (papas e purés)?
● O bebé obtém todos os nutrientes que necessita para o desenvolvimento a partir do leite materno.
● O bebé não está preparado para digerir outros alimentos além do leite até aos seis meses.
● O sono do bebé perde qualidade com o acréscimo de alimentos sólidos antes dessa idade.
● O risco do seu bebé sufocar com alimentos pastosos é maior até aos seis meses de vida.
Como tomar a decisão que o bebé está pronto para começar a ingerir alimentos sólidos? O bebé
poderá estar preparado se:
● Mantém a cabeça firme quando está sentado
● Se abrir a boca quando vê comida
● Se mostrar interesse na comida quando outros comerem
● Se consegue engolir comida para bebé colocada na língua
Recomendações importantes sobre a introdução da alimentação complementar:
● O melhor alimento para iniciar o bebé nos sólidos é o arroz, que é facilmente digerido e é pouco
provável que possa causar algum tipo de alergia.
● Deve-se misturar 1 a 2 colheres de chá de cereal seco com leite materno para diluir e facilitar a
ingestão.
● Deve-se colocar uma pequena quantidade de cereal diluído no meio da língua do bebé.
● Os bebés podem demonstrar desagrado e expelir os alimentos da boca quando os experimenta pela
primeira vez. Só ao fim de 10 ou 15 tentativas é que o bebé pode começar a mostrar vontade pelos novos
alimentos.
● Aumenta-se gradualmente a consistência do cereal. Aumenta-se aos poucos para 4-6 colheres de
cereal duas vezes por dia.
Quando se deve introduzir outros tipos de alimentos?
● Assim que o bebé tenha dominado os cereais, introduz-se os vegetais e frutas.
● A introdução de um novo tipo de alimentos faz-se de 4 em 4 dias de modo a permitir o sistema do bebé
adaptar-se e verificar possíveis reacções adversas.
● Começa-se com uma a duas colheres de legumes em puré, como abóbora, ervilhas, cenouras ou
batata-doce. Deve-se aumentar gradualmente a quantidade de legumes ou fruta para entre quatro a oito
colheres por dia, dependendo do apetite do bebé.
● Sinais de possíveis problemas com a introdução de novos alimentos incluem: alergia de pele, diarreia
ou vómitos. Neste caso, as mães devem parar imediatamente de dar o novo alimento e aconselhar-se no
centro de saúde.
Cronograma de alimentação:
As seguintes orientações indicam a preparação do bebé para a introdução de vários alimentos
sólidos. Em caso de necessidade, as mães ou familiares do bebé devem aconselhar-se no
Centro de Saúde ou Centro de Recuperação Nutricional mais próximo.
MESES
PODE-SE COMEÇAR COM...
6-7
Mistura de legumes e frutas em puré
7-8
Sopas de legumes (deve ser cozida e peneirada); gemas de ovo
(progressivamente ir aumentando a quantidade de ovo)
8- 12
12 - 18
Carne e aves em papa, alimentos variados picados, pode-se
aumentar a quantidade de sopa
Alimentos para criança; alimentos familiares; alimentos ricos em
fibras; leite de vaca
Dos 7 aos 9 meses
● Com esta idade os bebés estão prontos para aumentar a variedade dos alimentos
e texturas da sua dieta.
● Carnes e aves podem ser introduzidas nesta altura
● Os alimentos preparados em casa devem ser primeiro bem cozidos, e depois esmagados em
puré.
● Bebés alimentados com leite materno podem querer menos doses, podem tomar menos do
que 800 ml de leite por dia.
● Alimentos como partes de banana, cereais secos e bolachas são boas escolhas.
Nota: A mãe ou um adulto deve estar junto ao bebé enquanto ele come.
Dos 10 aos 12 meses:
A criança pode partilhar a refeição com a família. No entanto, há que ter em atenção que os
alimentos devem estar bem cozidos, macios e tratados (por exemplo, retirar antes as espinhas
do peixe).
8 horas
Até aos 6
meses
9 horas
11 horas
13 horas
14 horas
17 horas
21 horas
Leite Materno
Leite Materno
SEMPRE QUE A CRIANÇA QUISER
6 -8
meses
Leite Materno
Papa ou sumo de Leite Materno
fruta
Leite Materno
Leite Materno
Papa ou sumo de Sopa de legumes
Leite Materno
fruta
com carne
7–9
meses
Papa de fruta +
cereais
Sopa
de legumes com
Leite Materno
Papa de fruta + carne
cereais
10 – 12
meses
Leite Materno
Papa ou sumo de
Alimentação da
fruta
família
Leite Materno
Alimentação
Papa de fruta +
família
cereais
da
Leite Materno
Dos 12 aos 18 meses
A quantidade mínima de alimentos que um bebé nesta faixa deve consumir inclui:
● Leite materno (3 porções)
● Frutas e vegetais (entre 4 a 8 colheres)
● 4 doses de pão e cereais (1 dose para bebé é 2 colheres de massa, batatas ou arroz ou 1/4 de fatia de
pão)
● 2 doses de carne, aves ou peixe por dia ou 1 colher de cada.
Nota: Uma porção de leite equivale a 200ml ou um copo.
De 1 ano de idade aos 4 anos
A alimentação de uma criança é de vital importância, já que este é um período crucial para a criação dos
seus hábitos nutricionais. À medida que crescem, as crianças ganham maior liberdade e começam a
alimentar-se sem supervisão.
Os nutrientes particularmente importantes para crianças entre 1 e 4 anos são:
NUTRIENTE
NECESSÁRIO PARA
FONTES
ALIMENTARES
FERRO
Necessário para os glóbulos Vaca, porco, pão, cereais,
vermelhos transportarem
frutos secos, ovos, legumes
oxigénio pelo corpo.
verdes.
CÁLCIO
Essencial para dentes e
ossos fortes, coagulação
sanguínea e células
nervosas.
Produtos lácteos (iogurte e
leite), legumes de cor verde,
sumo de laranja, peixe
VITAMINA A
Frutos e legumes amarelos e
Formação e saúde da pele,
cor de laranja (pimentos,
cabelo e células
tomates, manga, etc.), legumes
membranosas, crescimento
verdes, fígado e produtos
de dentes e ossos, visão
lácteos
VITAMINA C
É necessária para a
estrutura óssea, cartilagens
Citrinos, legumes, batatas e
e músculos. Ajuda o sistema
sumos de fruta.
imunitário e a absorção de
ferro.
VITAMINA D
Ajuda o coração e sistema
nervoso.
Peixes gordos, produtos lácteos
Dos 5 anos aos 12 anos de idade
Considerações Nutricionais
A partir dos cinco anos de idade o crescimento das crianças é menor, contudo, a alta exigência nutricional e
o apetite reduzido mantêm-se, sendo crucial que todas as refeições contribuam para uma alimentação
saudável e sejam ricos do ponto de vista nutricional, sendo particularmente importante:
Energia
Para um crescimento saudável, uma criança precisa de muita energia, a
qual deve ser fornecida por uma alimentação saudável. Refeições
frequentes baseadas nos principais grupos nutricionais são muito
importantes.
Ferro
O ferro é um mineral que ajuda a manter os glóbulos vermelhos saudáveis.
Ferro insuficiente pode conduzir a anemias, um problema particularmente
comum em jovens raparigas.
Cálcio
O cálcio é fundamental para um bom desenvolvimento ósseo.
Folatos
O folato adquire especial importância no crescimento, mas a ingestão
desta vitamina parece ser bastante reduzida em algumas crianças,
especialmente aquelas que não têm o hábito de tomar um bom pequenoalmoço, já que os cereais fortificados são excelentes fontes deste tipo de
vitamina.
Alimentos Adequados
Refeições regulares são muito importantes, tal como a variedade da
alimentação. Para uma alimentação saudável da criança, esta deve
basear-se em vários grupos de alimentos:
GRUPO DE
ALIMENTOS
IMPORTANTE
PARA
EXEMPLOS
Hidratos de Carbono
Amiláceos (3 a 5
porções)
Pão (de todos os tipos),
Energia, fibras, vitaminas
cereais, bolos e bolachas,
e minerais
massas, arroz e batatas.
Frutas e Legumes
(6 a 7 porções - 3/4
porções de frutas e 3
porções de legumes )
Vitaminas e minerais,
incluindo vitamina C,
vitamina A e fibras
Todos os frutos e
legumes em todas as
formas (purés, sumos,
crus e cozinhados)
Leite e Produtos
Lácteos (3 porções)
Proteínas, hidratos de
carbono, vitaminas e
outros minerais
Uma variedade de
lacticínios - leite, queijos,
iogurtes
Carne, Peixe e
leguminosas (2
porções de carne e
peixes e 1 de
Proteínas, ferro, vitaminas Carnes vermelhas, aves,
e outros minerais
fígado, carnes
transformadas, peixe,
ovos e feijão l
23
leguminosas)
Leite e derivados, (1
porção)
Lípidos
Óleo de palma, manteiga,
toucinho, e margarinas
ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA
A alimentação alternativa foi criada para combater a desnutrição, inclui
alimentos de alto valor nutritivo, de baixo custo, de paladar adaptado aos
produtos locais disponíveis.
A Guiné-Bissau dispõe de recursos alimentares bastante variados, que
podem ser aproveitados para benefícios da saúde, para uma alimentação
rica e variada.
Alguns exemplos de alimentos que compõem a alimentação alternativa
são: farelo de arroz; farinha de arroz de pilão, de mandioca; raízes e
tubérculos; sementes; folhas verdes e Multimistura. São alimentos ricos em
cálcio, vitaminas e minerais além de que a sua utilização valoriza o
aproveitamento racional dos recursos naturais. O uso dos ingredientes da
alimentação alternativa requer algumas precauções, a exemplo: os farelos
devem ser adquiridos de fontes idóneas e torrados.
Comer muito não significa comer bem. O equilíbrio é fundamental para a
manutenção da boa saúde, pois tanto o excesso como a falta de
determinados alimentos nas refeições diárias, podem causar doenças. O
ideal é, portanto, uma alimentação sadia e variada em quantidade e
qualidade adequadas.
Os cereais integrais, os farelos de trigo e arroz, são excelentes fontes de
fibras, vitaminas e minerais, principalmente as vitaminas do complexo B, o
zinco, o magnésio, o cobre, o ferro, o enxofre, etc. Incorporados à dieta
habitual, ajudam a reduzir a desnutrição e a manter ou melhorar o estado
nutricional. São, portanto, uma boa alternativa de alimentação em meios
muito carenciados, onde o acesso aos alimentos é difícil, principalmente
aos alimentos de origem animal (fontes de proteínas), que são os
alimentos mais caros.
Desta forma a Alimentação Alternativa é uma alimentação de baixo custo e
alto valor nutritivo.
24
25
MULTIMISTURA
O que é a Multimistura?
A alimentação alternativa insere-se como uma dieta não convencional, com
a seguinte proposta: o enriquecimento daquilo que se gosta de comer com
um concentrado de nutrientes, para se obter uma dieta mais equilibrada
sem mudar o sabor ou tipo de preparação.
A Multimistura é um componente alimentício, feito à base de produtos
locais que, pela sua variedade e pela sua riqueza alimentar, garante a alta
qualidade de nutrientes nas refeições. Pode-se juntar na preparação das
refeições.
Para conservar as suas propriedades a Multimistura deve apenas ser
adicionada no final do preparo das refeições.
Para mulheres grávidas e adultos: quatro colheres por dia. Para crianças:
duas colheres por dia.
Porquê usar?
Porque nos oferece tudo o que o organismo precisa para seu bom
desenvolvimento sem grandes quantidades e porque permite defender o
corpo da desnutrição e da doença e ter uma vida saudável.
Funções:
Complementar o fornecimento de proteínas, calorias, fibras, vitaminas e
minerais nas refeições contribuído para a melhoria do estado nutricional.
Componentes da Multimistura:
Folhas verdes - folha de mandioca, de batata, caju, cabaceira, moringa,
sementes e farelo de arroz –nestes componentes podemos encontrar
importantes fontes de gordura, açúcar, vitaminas A, B1, B2, B6, B9, C, E,
K3,PP, sódio, iodo, minerais, ferro, cálcio, proteína, calorias e fibras.
Quem deve comer:
Todos, mas essencialmente crianças em fase de desenvolvimento,
gestantes e lactantes, idosos, doentes e portadores do HIV-SIDA.
A Multimistura pode ser utilizada em qualquer tipo de comida ou refeição.
COLOCAR A TABELA NUTRICIONAL DA MULTIMISTURA (DAS
ETIQUETAS)
26
27
NENEBADADJE (moringa oleifera)
Pode-se encontrar facilmente, existe em abundância na Guiné-Bissau, e
muitas pessoas desconhecem as suas propriedades medicinais ou
nutricionais. Quase todas as partes da planta podem ser utilizadas — as
folhas, as flores, as raízes, sementes e a casca.
Tem um elevado valor nutricional:
As folhas de (Nenenbadje) Moringa contêm:
- 6 vezes mais vitamina C do que laranjas
- 4 vezes mais cálcio do que leite
- 3 vezes mais potássio do que bananas
- 2 vezes mais proteína do que iogurte
- 2 vezes mais vitamina A do que cenouras
Folhas de (Nenebadaje) Moringa em pó contêm:
- ½ de vitamina C de laranjas
- 17 vezes mais cálcio do que leite
- 15 vezes mais potássio do que bananas
- 9 vezes mais proteína do que iogurte
- 25 vezes mais vitamina A do que cenouras
Como as folhas secas são mais concentradas, contêm uma concentração
mais alta da maioria dos elementos.
3 colheres de chá de Nenebadaje (Moringa) em pó contêm:
272% da necessidade diária de Vitamina A para uma pequena criança
42% de proteína
125% de cálcio
71% de ferro
22% de vitamina C
Todos os minerais e aminoácidos como os que contém a carne
Indicações:
- Contra anemia e para aumentar o leite materno: como legume ou em pó
- Contra a diarreia: como legume ou em pó
- Gastrite: moringa em pó ou mastigar um semente cada dia
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- Dor de estômago: mastigar 1 semente cada dia
- Dor de dente: mastigar a raiz
- Glândulas linfática inchadas: triturar as folhas frescas, embrulhar numa
folha de banana e pôr em cima de carvão quente. Quando estiver quente,
colocar na área afectada
- Laxante ou diurético: mastigar um pedaço de raiz
Como utilizar?
- Quando as vagens são novas e pequenas: cortar em pedaços e cozinhar
como feijão.
- Quando tem a espessura dum dedo, mas ainda verde e mole: cortar e
ferver em água com sal durante 15 minutos, tirar as sementes e comer.
- Quando as vagens são mais velhas: abrir, tirar as sementes e fritar em
óleo, ferver como feijão ou deixar secar.
- Como chá: 1 litro de água fervente sobre 5 gramas de Moringa em pó ou
40 gramas de folhas frescas, deixar secar.
- Podem-se fritar as flores em manteiga ou óleo.
- Pode-se comer as folhas cruas, como legume ou em conjunto com arroz.
- As folhas novas de nenebadadje (moringa) e as flores, pelo seu alto valor
nutritivo, são uma óptima mistura para as saladas.
CAMARÃO
As cabeças e cascas do camarão podem ser secas ao sol, pilados e
peneirados. Melhoram o sabor e enriquecem o refogado de folhas, sopas e
saladas.
Contém bastante cálcio. A cabeça também pode ser seca ao sol e usada
para enriquecer o feijão, a sopa, arroz, etc.
SEMENTES
Podem ser utilizadas sementes de abóbora, girassol e melancia. É indicado
torrá-las e podem ser consumidas puras ou misturadas aos alimentos.
Sementes de Abóbora:
A semente de abóbora é obtida a partir do fruto abóbora. As sementes de
abóbora têm muita fibra e funcionam bem contra a prisão de ventre, óptima
para os olhos e para a pele. As sementes também são conhecidas como
pevides. Contém uma substância denominada de cucurbitacina a qual
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possui grandes propriedades anti-inflamatórias seja para a próstata ou para
o sistema urinário.
Contém: proteínas, lipídidos (gordura de boa qualidade) vitaminas do
complexo B, folato, minerais como: fósforo, potássio, ferro, cálcio, zinco e
magnésio.
CASCAS E ENTRECASCAS DE FRUTAS:
Pode utilizar cascas de ananás, tangerina e entrecascas de melancia,
abóbora e maracujá para fazer doces e outras preparações. Sem
esquecer, no entanto, que é importante lavar tudo muito bem com água
com lixívia e deixar de molho 20 m (10 por cada litro de água),
posteriormente passar por água filtrada e fervida.
EXEMPLOS DE UTILIZAÇÂO DE PRODUTOS ALTERNATIVOS
Como tratar:
Alimento
Alternativo
Tipos
Tratamentos
de arroz:
Conservar num lugar seco e arejado Nunca
deixar no chão mas em cima de uma mesa ou
de uma prateleira. Peneirar e torrar levemente
até secar bem, numa panela de ferro e com uma
colher de pau. Conservar num frasco fechado.
de milho/ mandioca
Torrar bem, principalmente a farinha de milho,
até perder o gosto amargo. Ter cuidado para
não queimar, pois a farinha queimada é tóxica e
faz mal à criança.
Abóbora, melancia maracujá, candja,
Limpar, secar ao sol. Se necessário, torrar
levemente em forno e moer bem. Peneirar.
Girassol
Torrar, moer bem e peneirar
Farelos
Farinhas
Sementes
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Folhas
Mandioca, batata-doce, de cabaceira, Cuidados com as folhas. Devem ser colhidas de
abóbora Nenebadadje (moringa), preferência de tarde, após secas do sereno.
outras …
Devem ser imediatamente espalhadas em lugar
seco, arejado e bem limpo. Podem também ser
penduradas em pequenos feixes. Devem-se
secar sempre à sombra e serem moídas em dias
em que não haja muita humidade.
31
RECEITAS NÔ KUME SABI:
Antes de começar a cozinhar lembre-se que:
Tudo aquilo que ingerimos pode provocar-nos doenças ou tornar-nos mais
fortes. É essencial que tenhamos sempre a preocupação de que os
alimentos e bebidas que consumimos estejam limpos, bem cozidos e bem
conservados.
As recorrentes epidemias de cólera de que a Guiné-Bissau tem sido vítima,
são doenças de fácil prevenção, provocadas pela falta de higiene.
È importante conservar bem os alimentos. A boa conservação dos
alimentos ajuda a prevenir doenças e podemos fazer uma boa gestão
económica dos alimentos em casa. Por exemplo, se se conservar os
alimentos, consegue-se consumir alimentos de qualidade e em bom
estado, ao mesmo tempo que esses alimentos duram mais tempo,
permitindo economizar dinheiro.
Deve-se preparar apenas a quantidade que se vai consumir, e se fizer a
mais, deve-se consumir no próprio dia e aquecer bem antes de consumir.
Deve-se lavar as mãos com água e sabão depois de ir à casa-de-banho e
antes de preparar ou consumir alimentos!!!!
Não se esqueça que:
- Todas as refeições devem conter:
Hidratos de Carbono + uma fonte de proteínas + reguladores
È importante que estes três tipos de ingredientes estejam representados,
podendo ser substituídos por ingredientes do mesmo grupo. Por exemplo,
dentro dos hidratos de carbono, pode-se substituir o arroz por massa ou
qualquer outro alimento rico em hidratos de carbono.
Para enriquecer as refeições pode-se acrescentar Multimistura a todas as
comidas e refeições, para aumentar o valor nutricional das suas refeições:
Caneca pequena = 250ml = chávena
Caneca grande = 1 litro
1 colherzinha = colher de chá
32
PAPAS
Conselhos para fazer papas:
1) Podem-se acrescentar sementes de abóbora, mancarra, melancia,
girassol, maracujá (torradas, piladas e peneiradas)
2) Acrescentar óleo de palma (rico em vitamina A)
3) Caso a criança esteja desnutrida, deve-se acrescentar uma colher
de óleo, pó da folha de mandioca ou folha de batata-doce, ou folha
de Nenebadje quando se termina de preparar a papa ao lume.
4) Incluir uma fonte de vitamina C para estimular a absorção do ferro
Papas Simples
•
Arroz ou batata-doce ou milho;
•
Cozinhar bem a farinha em leite ou água;
•
Deve ficar espessa;
•
Juntar um pouco de óleo;
•
Dar utilizando a colher;
•
Começar com duas colheres e ir aumentando aos poucos.
Farinha de arroz com leite
•
Medir um copo de água e pôr ao lume;
•
Juntar uma colher de chá de óleo, margarina ou manteiga;
Óleo, margarina ou manteiga
•
Misturar duas colheres de sopa de farinha de arroz, uma colher de
sopa de leite e uma colher de chá de açúcar,
um pouco de
água e fazer uma pasta;
33
Juntar a mistura à água a ferver e deixar cozinhar por 10 minutos.
Papa de Frutas
Importante fonte de calorias, vitaminas e minerais, deve ser introduzida
como sobremesa ou juntamente com a amada da tarde (14h).
Começa-se com pequenas quantidades e vai-se aumentando aos poucos.
Banana – Descascar a fruta, amassá-la bem com um
garfo e dar à criança com uma colher.
Papaia – Lavar a fruta, cortar um pedaço e tirar a casca e as sementes.
Amassar com um garfo e dar com uma colher.
Abacate – Escolher um fruto bem maduro, cortar ao meio e retirar a polpa.
Amassar com um garfo e juntar umas gotas de limão ou laranja. Adoçar a
gosto e dar com uma colher.
Mango – Lavar muito bem a fruta. Cortar uma metade e raspar com a
colher.
Papa de Banana Madura Abóbora, Batata-doce ou Mango
Como fazer?
34
Banana amassada, farinha de arroz, água, leite, açúcar, 1 pitada de sal, e
farelo de arroz. Levar ao fogo, mexer até levantar fervura. Desligar e
acrescentar Multimistura. (PEDIR AS QUANTIDADES ÀS IRMÃS)
Papa de Banana Verde
Como fazer?
Descascar as bananas bem verdes. Pilar. Usar 2 a 3 copos de água.
Deixar ferver bem. Acrescentar leite, açúcar, 1 colher de farelo e 1 pitada
de sal. Pode colocar também coco ralado.
Papa Sabi
Ingredientes:
700 gr de milho preto
158 gr de feijão
82 gr de óleo
60 gr de açúcar
Como fazer?
Em 1 litro de água fervente colocar 12 colheres de sopa de papa, 1 colher
pequena de sal.
Quando cozida acrescentar: 3 colheres de leite, 1 colher de Multimistura.
OBS: Aprovado pelo Núcleo de Nutrição da OMS.
SOPAS
Para a preparação de sopas de legumes com carne e
verdura, o ideal é que a papa seja preparada com os
seguintes alimentos:
1 tipo de carne (vaca, galinha) ou gema de ovo.
+
1 tipo de cereal (arroz, milho preto) ou batata (que pode ser substituída por
inhame ou mandioca).
+
1 a 2 tipos de verduras ou legumes: couve, repolho, cenoura, abóbora ou
abobrinha verde.
+
Tempero: cebola, óleo de palma e pouco sal.
35
Sopa com Farinha de Mandioca
Ingredientes:
1 Litro de água
1 Cebola ralada
1 Dente de alho ralado
1 Ovo
1 Copo de farinha de mandioca
1 Colher pequena de Multimistura
1 Colher de óleo de palma
Como fazer?
Junte a água, a cebola e o alho colocar para ferver. Antes de levantar a
fervura colocar a farinha aos poucos, mexendo bem para não encaroçar.
Por último colocar o ovo. Deixar 2 minutos em fogo brando. Retirar do fogo
e acrescentar a Multimistura.
Caldo Verde com Osso
Ingredientes:
½ Kg de osso
1 ½ l de Água
Alho e cebola
1 prato fundo de folhas picadas (couve, casca de banana madura, folha de
abóbora, folha de nenebadadje (moringa)).
2 Colheres de sopa de batata-doce
1 Colher de óleo de palma
Sal a gosto.
Como fazer?
Depois de ferver bastante o osso tirar a parte mole do interior deixando-o
no caldo e acrescentar os demais ingredientes. Deixar ferver e passar na
peneira.
Creme de couve
Ingredientes:
5 copos de couve-flor picadas finas
36
1 cebola media
2 colheres de óleo de palma
Sal a gosto
1 copo pequeno de farinha de trigo
1 copo de leite
1 copo de agua
1 colher de Multimistura
Como fazer?
Lave as folhas de couve em água corrente e pique-as bem miúdas. Em
uma panela, refogue a cebola já picada no óleo até dourar. Junte as folhas
de couve-flor e o sal. Misture e tape a panela por alguns minutos. À parte
misture a farinha de trigo, o leite e a agua e adicione ao refogado. Mexa até
o creme encorpar. Sirva ainda quente e coloque uma colher de
Multimistura.
OBS: procure aproveitar todas as partes dos alimentos (nesse caso os
talos da couve)
Sopa sabi
Ingredientes:
2 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
5 copos de chá de água
5 copos de abóbora picada
2 copos de chá de “candja” picada
1 cebola pequena
1 colher de sopa de vinagre
Sal a gosto
3 copos de chá de carne picada
1 colher de Multimistura
Como fazer?
Numa panela, doure o alho em duas colheres de óleo depois acrescente a
carne cortada em cubos e refogue. Adicione ½ litro de água de deixe
cozinhar. Cozinhe à parte a abóbora em ½ litro de agua. Quando bem
cozida amassar e reservar. Numa panela refogue a candja com 2 colheres
de óleo 1 cebola e a colher de vinagre e o sal.
37
Junte agora os três preparados, verifique o sal e deixe ferver. Sirva e
acrescente a Multimistura.
Dica: a candja tem vitamina do complexo B, que ajuda no processo de
crescimento.
Sopa creme de abóbora
Ingredientes:
2 ½ copos de abóbora madura
4 copos de agua
4 colheres de arroz
2 ½ copos de leite
1 cebola pequena
1 colher de sopa de margarina
1 colher de Multimistura
Sal a gosto
Como fazer?
Por a abóbora numa panela para cozer. Quando já tiver macia, depois de
cozida amassar, para ficar como puré. Acrescente o arroz, e os demais
ingredientes e cozinhe em fogo lento, até engrossar, temperar com sal a
gosto. Sirva e acrescente uma colher de Multimistura.
Nota: Pode acrescentar folhas de nenebadje (moringa) na sopa.
SALADAS:
Aperitivo de Sementes de Abóbora
Sempre que possível misturar 3 a 4 variedades de folha ao fazer a salada
com outros legumes. Por exemplo: alface + couve + pepino + tomate +
beringela cozida + pimento + cenoura. Em qualquer salada pode-se
acrescentar um ovo cozido e picado.
SALADA DE NENEBADJE COM ABÓBORA
Ralar (cortar bem tiras bem fininhas) a abóbora crua, acrescente folhas
novas de nenebadje (moringa) e temperar com sal, vinagre e óleo.
Salada de Papaia com nenebadje (Moringa):
Ralar a papaia verde (cortar em tiras bem finas) crua e descascada
acrescentar folhas novas de nenebadje (moringa), temperar com sal,
vinagre e óleo. Pode-se subsitituir a papaia verde por abóbora crua.
38
Salada de Casca de abóbora:
Ingredientes:
2 copos de casca de abóbora
1 copos de tomate picado
½ copo de cebola picada
2 Colheres de azeite
Sal a gosto
Como fazer?
Lave a abóbora em água corrente, descasque e rale a casca. Caso não
tenha ralador, picar bem fino. Numa panela coloque a água para ferver e
cozinhe a casca de abóbora, depois de cozida, escorra a água e deixe
arrefecer. Junte o tomate, a cebola, o sal e azeite. Sirva frio.
CARNE E PEIXE
Puré diferente
Ingredientes:
4 copos de batatas picadas
Sal a gosto
1 cebola media
3 colheres de sopa de maionese
1 cenoura ralada
1 copo de talos de couve picados
1 colher de óleo de palma
Temperos: (alho, palha de cebola e salsa)
Como fazer?
Cozinhe as batatas com casca. Descasque e amasse-as ainda quentes.
Tempere com o sal, a cebola, a maionese. Junte a cenoura ralada e os
talos picados. Misture bem. Sirva.
Tchép Djen (+/- 6 pessoas)
Ingredientes:
1Kg de Peixe fresco
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1 de óleo para fritar
½ Cabeça de repolho
1 Pimentão
1 suculbembé
1 Lata pequena de calda de tomate
1 gr de salsa
4 Dentes de alho
2 Cenouras grandes
¼ de abóbora média
1 kg de arroz de pilão
Sal a gosto
2 Colheres de soupa de Multimistura
4 Cebolas
4 Batatas doces
½ kg de mandioca
4 Colheres de sopa de Azeite
Como fazer?
Temperar o peixe em postas com alho, salsa e sal. Deixar repousar. Numa
caçarola, pré aquecer o óleo vegetal e fritar o peixe. Após a fritura deixar
escorrer o óleo do peixe. Lavar os ingredientes, parti-los em bocados.
Numa panela juntar alho cebola, alho e azeite, deixar refogar e juntar a
calda de tomate, juntar a cenoura, o repolho, a batata-doce, a mandioca, o
suculbembé, adicionar um pouco de água e deixar cozer.
Quando estiver cozinhado, escorrer os legumes e dispor numa travessa
junto do peixe. Deixar apurar o molho, e regar o peixe e os legumes com
uma concha. Para fazer o arroz, utilizar a água de cozedura dos legumes.
Servir o arroz, na travessa junto com os peixes e os legumes. Adicionar
uma colher de Multimistura.
Arroz Enriquecido
Ingredientes:
1 copo de arroz
1 colher de sopa de Multimistura
Óleo suficiente
Talos de couve (ou casca de abóbora) refogados
40
Como fazer?
Refogar o arroz, colocar o tempero.
Acrescentar água fervendo o suficiente para cozinhar o arroz. Refogar à
parte os talos de couve picadinhos e misturar ao arroz já cozido. Temperar
com sal, alho, palha de cebola. Acrescentar no final uma colher de
Multimistura.
Flor de abóbora
Como fazer?
Pode ser frita ou tipo milanesa.
Frita com ovo: Colher de preferência flores sem abóbora (flor macho) e
refogar com ovo.
Tipo Milanesa: Se preferir misture uma colher de Multimistura no ovo,
passe a flor de abóbora no ovo, depois na farinha e frite.
Peito de Frango de Caju
Como fazer?
Espremer bem o caju maduro e lavar. Desfiar o frango e refogar. Pode-se
misturar também com carne moída de frango para aumentar.
(PEDIR QUANTIDADES ÀS IRMÃS)
Bolinhos de arroz
Ingredientes:
1 ovo,
3 colheres de farinha de trigo,
½ chávena de água,
1 colherzinha de fermento,
1 colherzinha de Multimistura
Sal a gosto, arroz cozido, cebolinha verde, pimenta do reino, azeite.
Como fazer?
Bata o ovo. Adicione aos poucos a farinha à água, o sal, o fermento, arroz
já cozido, cebolinha, salsa picada, pimenta e a Multimistura. Frite as
colheradas. Os bolinhos de arroz podem servir de acompanhamento a
qualquer prato.
41
Pastel Sabi
Ingredientes:
1 copo de farinha de trigo,
2 colheres de óleo,
1 pitada de sal,
6 colheres de água
1 colher de Multimistura
Como fazer?
Misture o azeite a água o sal o cana. Acrescente a farinha e amasse muito
bem depois estique a massa e recheie com a carne moída temperada e
cozida (galinha, vegetais, banana crua, palmito ensopado). Frite em
gordura bem quente.
SOBREMESAS
DOCE DE CASCA DE BANANA
Ingredientes:
5 copos de cascas de banana, bem lavadas e picadas
2 1/2 copos de açúcar.
Como preparar?
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo,
escorra, reserve o caldo do cozimento e deixe esfriar. Bata as cascas e o
caldo e passe por peneira grossa. Junte o açúcar e leve novamente ao
fogo lento, mexendo sempre, até o doce desprender do fundo da panela.
Arroz doce
Ingredientes:
250 gr de arroz
7,5 dl de leite
250 gr de açúcar
3 gemas de ovos
Casca de limão q.b.
1 pedacinho de canela em pau
Canela em pó
sal q.b.
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Como fazer?
Leva-se o leite ao lume num tacho. Quando começar a ferver junta-se o
açúcar, o arroz, o sal, a casca de limão e o pauzinho de canela. Assim que
o arroz estiver cozido, retira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco.
Batem-se as gemas à parte, juntam-se em seguida ao arroz, mexe-se
muito bem e leva-se a lume brando para cozer as gemas. Serve-se em
travessas ou pratinhos com canela em pó.
Cri-cri
Ingredientes:
1 copo de mancarra crua e descascado
1 copo de água
1 copo de açúcar
Como fazer?
Numa caçarola coloque a água com o açúcar e deixe ferver. Quando
levantar a fervura, coloque a mancarra. Deixe ferver até a água secar.
Retire a caçarola do fogo e continue a mexer até arrefecer.
Docinhos de mancarra
Ingredientes:
½ Kg de mancarra torrado,
1 lata de leite condensado,
½ pacote de bolacha Maria
Como fazer?
Tire a pele e pile a mancarra até fazer farinha. Faça das bolachas com a
farinha. Junte o leite condensado pouco a pouco, até obter uma massa
grossa que possa ser enrolada.
Unte as mãos com margarina e faça bolinhas enrolando-se na palma da
mão, se preferir pode passar no coco ralado.
43
PÃES E BOLOS:
Bolo de um Ovo:
1 Ovo
1 ½ copo de leite
2 Colheres de Manteiga
1 colher de sopa de fermento
1 ½ copo de açúcar
2 copo de farinha de trigo
1 colher de Sopa de Multimistura
Misturar o ovo inteiro, o leite, açúcar e a manteiga e bater bem.
Acrescentar a farinha e bater bem. Acrescentar a farinha e bater bem. Por
último o fermento e a Multimistura.
Pão
Ingredientes:
1 colher de fermento para pão
2 colheres de gergilim
½ litro de agua
2 colheres de açúcar
1 colher de óleo
1 colher de Multimistura
Como fazer?
Misturar tudo, acrescentar a farinha de trigo até dar ponto de sovar. Formar
pãezinhos e acrescentar em cima o gergelim, deixar crescer e assar.
PEDIR QUANTIDADE DE FARINHA ÁS IRMÃS
Bolo Simples
Ingredientes:
4 ovos
2 copos de farinha de trigo
1 colher de Multimistura
1 copos de leite quente
2 copos de açúcar
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2 colheres de fermento químico
1 pitada de sal
Como fazer?
Bater clara em neve colocar as gemas, açúcar, até dar ponto de creme.
Despejar o leite fervendo neste creme e colocando a farinha e a
Multimistura e o fermento químico.
Bolo de Multimistura
Ingredientes:
4 ovos
1 copo de leite
2 copos de açúcar
2 colheres de óleo
1 pitada de sal
2 colheres de fermento Royal
1 colher de Multimistura
Como fazer?
Colocar numa tigela os ovos, o leite, açúcar, óleo, o sal. Depois de bem
batido, acrescentar a Multimistura, a farinha e o fermento.
Bolo de laranja
Ingredientes:
2 ovos
2 chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de sumo de laranja
1 colher de fermento Royal
1 colher de Multimistura
Como fazer?
Bata as claras em neve. Junte as gemas e o açúcar e continue a bater,
juntando aos poucos : a farinha e 1 colher de Multimistura. Acrescentar o
sumo o fermento e mexer. Leve ao forno para assar.
Bolo de casca de banana
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Ingredientes:
Massa: casca de 4 bananas
2 ovos
2 copos de leite
2 colheres de margarina
3 copos de açúcar
3 copos de farinha de rosca (pão)
1 colher de fermento Royal
Cobertura: ½ chávena de açúcar
1 ½ chávena de água
4 bananas
½ limão
Como fazer?
Lave as bananas e descasque. Separe 4 cascas para fazer a massa. Bata
as claras em neve e reserve. Faça um puré com as cascas de banana.
Bata as gemas, o leite, a margarina, o açúcar, e as cascas de banana.
Despeje essa mistura em uma vasilha e acrescente a farinha de rosca e 1
colher de Multimistura. Mexe bem. Por último, mistura delicadamente as
claras em neve e o fermento. Despeje em uma assadeira untada com
margarina e farinha. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Para
a cobertura, queime o açúcar em uma panela e junte a água, fazendo um
caramelo. Acrescente as bananas cortadas em rodelas e o sumo de limão.
Cozinhe. Cubra o bolo ainda quente.
Bolo de casca de Papaia
Ingredientes:
3 chávenas de casca de papaia
2 chávenas de agua
5 ovos
2 chávenas de açúcar
3 chávenas de farinha de trigo
1 colher de fermento Royal
1 colher de margarina
1 colher de Multimistura
Como fazer?
46
Lave a papaia, descasque e utilize 3 chávenas de casca para fazer o bolo.
Leve as cascas ao fogo em uma panela com água. Deixe ferver, depois de
frio faça um puré com as cascas. Reserve. Bata as claras em neve e, por
último, 1 colher de Multimistura e o fermento. Despeje em forma untada.
Leve para assar.
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SUMOS
Fonte de calorias vitaminas e minerais
–
A partir do 6º mês
–
1h após a 1ª mamada
–
Uma fruta de cada vez
–
Começar com 1 colher de sopa
–
De fruta e legumes
Atenção:
–
Todos os utensílios deverão ser fervidos
–
A água utilizada deverá ser filtrada e fervida
–
Ofereça o sumo com uma colher
–
Deve-se evitar os sumos industrializados
–
São proibidos os refrescos artificiais que vêm em pó tipo Q Sumo,
Tang, Foster, etc.
–
Ofereça sempre sumo feito na hora
Preparação dos Sumos
Material Necessário
48
49
Laranja – Descascar a laranja, partir ao meio e espremer. Passar o sumo pela
peneira
ou
coador.
Adoçar a
gosto. O
sumo de
laranja lima deve ser dado puro, das outras espécies deve ser diluído em água em partes iguais.
Cenoura – Lavar a cenoura e raspar a casca. Ralar
ou bater no liquidifidador com água ou sumo de
laranja e passar pela peneira.
Tomate – Lavar o tomate, descasca-lo, parti-lo e retirar as sementes. Amassar
com um garfo e passar por uma peneira fina. Diluir em água ou sumo de laranja.
Limão - O sumo de limão devido à sua acidez deve ser dado na forma de limonada. Algumas
gotas de limão em água adoçada.
Couve – Lavar a folha da couve, bater ou macerar com sumo de laranja
ou limão. Coar e adoçar a gosto.
Mango – Lavar um mango, tirar a casca e cortar em pedaços. Passar por um coador, misturar
com água filtrada e fervida. Adoçar a gosto.
Sumo de Couve e Limão
Ingredientes:
3 limões bem lavados (com casca);
2 folhas de couve bem lavadas;
1 litro de água;
Açúcar a gosto
Como fazer?
50
Pilar todos os ingredientes. Servir com gelo. Pode-se acrescentar ou substituir o limão por caju, abacaxi
ou sua casca, laranja, etc. Servir na hora.
Sumo da casca de Lima
Lavar bem as limas e tirar as cascas, triturar e bater com água gelada, açúcar à gosto. Servir na hora.
BIBLIOGRAFIA
- Projecto No Kume Sabi Prevenção da Desnutrição Materno-Infantil através do consumo da
Multimistura – 2ª fase
- SANTOS, Lígia Amparo da Silva; LIMA, Aline Maria Peixoto (et als); Uso e Percepções da
Alimentação Alternativa no Estado da Bahia: um estudo preliminar,
- PROTOCOLO NACIONAL PARA O MANEJO DA DESNUTRIÇÃO, MINISTÉRIO DA SAÚDE
PÚBLICA, Direcção-Geral da Saúde Pública - NÚCLEO DE NUTRIÇÃO, 2007
- SAWAYA, Ana Lydia; SOLYMOS, Gisela Maria Bernardes; Vencendo a Desnutrição na Família e
na Comunidade,
51
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