PARTE II
INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO SÓCIOAMBIENTAL
Instituto Serrano Neves
Reg. nº 580935 do 2º Tab. Prot. e Reg. de Pessoas Jurídicas, Tit. e Docs. de Goiânia – GO
CNPJ 05508400/0001-26
Sede Provisória: Rua 23 esq. c/Av. B Qd. A-6 Lt. 15/24 - Sala 214 Jardim Goiás - Goiânia - Go CEP: 74805-100 - Fones: 2438263/8261
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PROJETO AMIGO DO
LAGO DA SERRA DA MESA
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1 - INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL
1.1 - OBJETO:
Educação sócio-ambiental num contexto regional de entorno, influência e adução do Lago da
Serra da Mesa, envolvendo um consórcio de atores presentes no cenário através de um planejamento
adaptável, aberto e público, centrado na capacidade da iniciativa privada em visualizar o campo e
ajustar suas práticas para assegurar a disponibilidade futura dos recursos naturais. Essa tendência de
ajuste vem se mostrando através das certificações de qualidade e de responsabilidade que são
ampliadas para o espaço sócio-ambiental por força de uma demanda crescente por produtos e serviços
que, além de proporcionar conforto e bem estar, cuidem da plataforma na qual o ser humano irá deles
desfrutar.
Produção limpa, consumo responsável e um mundo limpo no qual produzir e consumir estejam
voltados para a produção e o consumo das futuras gerações.
As previsíveis mudanças nas matrizes energéticas e algumas restrições de recursos que são
anunciadas pertencem a um passado de superutilização que orienta para a formatação de um novo
modelo de desenvolvimento que deva ser gerido, a partir de agora, pelas crianças, pois elas são as
titulares dos direitos do futuro.
A educação sócio-ambiental das crianças se propõe a ser o instrumento que desenvolva o
embrião dessa nova consciência, vez que suas mães são poderosas aliadas para a construção de um
futuro de bem estar.
1.2 - CONTEÚDO:
Formar agentes sócio-ambientais para disseminar informações e estimular ações de educação
sócio-ambiental voltadas para o uso e conservação da água e desenvolvimento sustentável através de
práticas de manejo do lago, cursos d'água e solo, práticas urbanas de conservação de energia e água,
reciclagem, reaproveitamento e tratamento de lixo e esgoto sanitário.
1.3 - ALVO:
1.
2.
3.
4.
vegetação;
5.
6.
Crianças e adolescentes em processo de aprendizagem formal;
Adultos no terceiro grau de ensino, com ênfase para professores cursando licenciatura;
Domicílios urbanos, contemplando a relação mulher-água;
Domicílios rurais, contemplando a relação dos habitantes com a água, o solo e a
Organizações não governamentais na sociedade;
Setor produtivo receptor de tecnologia sócio-ambiental.
1.4 - ÁREA DE ABRANGÊNCIA:
Municípios do entorno e área de influência do Lago da Serra da Mesa, assim definidos os
limítrofes com o espelho d’água e os localizados na área de alcance endêmico, econômico, cultural e
eco-sistêmico.
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1.5 - Diretrizes
1.1 - Capacitação de agentes multiplicadores para o desenvolvimento de atividades de
Educação Sócio-ambiental;
1.2 - Articulação das ações das organizações governamentais [OGs] e não governamentais
[ONGs];
1.3 - Desenvolvimento de atividades sistematizadas e contínuas de Educação Sócio-ambiental,
envolvendo OGs e ONGs unipolarizadas ou multipolarizadas, de forma a dar a maior abrangência
multidisciplinar e privilegiar os espaços geográfico, social, cultural e ambiental locais;
1.4 - • Multiplicação das práticas de Educação Sócio-ambiental, a nível formal e não formal
bem como a geração de materiais educativos e a difusão de conhecimentos e informações;
2 - EDUCAÇÃO PARA O FUTURO
Podemos colaborar na preparação das crianças para enfrentar um futuro de menor
energia disponível, de diversas maneiras, entre outras, ajudar a escrever esse novo cenário e a
dar explicações que sejam solicitadas. Elas necessitam saber o que está se passando e porque
estão ocorrendo os problemas com a biosfera, para posicionarem-se corretamente. Deve pedirse às escolas que ofereçam disciplinas que mostrem como funciona o ecossistema terrestre
como um todo e que expliquem o papel da humanidade diante da crise. Um curso de como ver o
mundo como um sistema em funcionamento delicado. Eles deverão aprender a obter
informação e a processá-la em computadores. Mas, também necessitam vivências práticas, por
exemplo, como produzir alimentos de boa qualidade, como preservar em lugar de depredar, e
como fazer um alojamento mais resistente e durável.
ANÁLISE EMERGÉTICA DE PROJETOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - Curso de
Extensão - Fevereiro de 2003 - UNICAMP - Laboratório de Engenharia Ecológica e Informática Aplicada. Pág. 183
“Sendo a educação ambiental definida como um processo que consiste em propiciar às
pessoas uma compreensão critica e global do meio ambiente, procurando elucidar valores e
atitudes na adoção de posturas éticas e participativas nas questões relacionadas à conservação
e adequada utilização dos recursos naturais - a sua prática deve-se pautar na busca de
caminhos alternativos que releve o seu papel no efetivo exercício da cidadania, na melhoria da
qualidade de vida e construção de uma sociedade sustentável”.
Programa de Educação Ambiental do Estado do Piauí - Secretaria do Meio Ambiente e dos
Recursos Hídricos do Estado do Piauí. - <http://www.semar.pi.gov.br/>
A proposta do ISN não se desvia da definição epigrafada, mas prefere tratar o binômio meioambiente\cidadania como par necessariamente implicado.
A cidadania é um interesse comum que se individualiza na consciência e no exercício dos
direitos e deveres estatuídos, ao mesmo tempo em que, por força das pré-definições, tende a conferir
organicidade ao complexo de condutas imanente à pluralidade e diversidade de expressões
individuais.
A dimensão planetária da cidadania se apresenta com muitas faces culturais, e a prática
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ambiental se apresenta com outras tantas faces apropriadas a essas culturas, cada uma delas revelando
a adequação do grupamento humano ao seu possível espaço de vivência.
Os espaços de vivência existem na face do mesmo planeta e, embora possuam recursos
naturais próprios e usufruíveis de modo imediato no interior de suas fronteiras, compartilham recursos
planetários de mesma natureza, como por exemplo a água e o ar.
2.1 - REGIME DEMOCRÁTICO E RELACIONAMENTOS
A orientação de uma Constituição que declara o Estado Democrático de Direito e o regime
democrático, as ações que produzem impactos não podem acontecer dentro do espaço iluminado
apenas pelo seu foco, dado que, além do socialmente incluso no espaço iluminado existe uma
externalidade social que será atingida, justificando que esse espaço externo seja contemplado na ação
enfocada.
Ação democrática é aquela que produz a maior satisfação e a menor insatisfação interna e
externa para o maior número de pessoas, e é assim que o sócio-ambiental aparece como um par
necessariamente e necessariamente implicado no qual as ações de um pólo causam efeitos no outro,
justificando que a educação ambiental e a educação social sejam especializações operacionais da
educação sócio-ambiental, devendo existir uma forma nuclear que contemple a integração das duas
especializações numa natureza comum, num desafio de produzir informações e formações, e praticar
ações que contemplem os fundamentos e objetivos da República, os Direitos e Garantias Individuais e
Coletivos, os Direitos Sociais, fazendo emergir uma postura democrática no exercício do poder direto
e indireto, e estimulando a Ética individual e coletiva para a construção de uma sociedade livre, justa e
solidária na qual exista o bem estar para todos.
2.2 - A CONEXÃO SÓCIO-AMBIENTAL
A conexão de temas ambientais com temas sociais, e vice-versa, resulta em um facilitador do
efetivo exercício da cidadania, o qual geraria uma rede de relações entre pessoas e grupos com
interesses sócio-ambientais comuns tendente a ser o suporte para o estabelecimento de comunidades
onde existem apenas aglomerados administrados dominantemente pelo poder público.
A educação sócio-ambiental abre espaço para a atuação de organizações sociais, setor de
produção e a população criando nós de rede (clusters) capazes de dar sustentabilidade à trama
circundante, produzindo uma arquitetura de informação (IA) que contemple todos os segmentos do
conhecimento e da cultura.
Os objetivos, linhas de ação e o desenvolvimento de instrumentos e metodologias para a
educação ambiental já têm inúmeros vetores apontados para o social, do que resulta um facilitador de
conexões, além de proporcionar sensível economia com o uso da plataforma operacional existente
através de operações de ampliação das ações e transferências.
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3 - INTRODUÇÃO À METODOLOGIA
3.1 - DIDÁTICA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Hacia la transformación de las actitudes, las conductas y los comportamientos humanos.
http://www.monografias.com
La Educación Ambiental es un proceso de carácter educativo, dirigido a formar valores,
actitudes, modos de actuación y conductas en favor del Medio Ambiente, por lo que para lograr
un enfoque medioambiental, a través de ella, es preciso transformar las actitudes, las
conductas, los comportamientos humanos y adquirir nuevos conocimientos, como una
necesidad de todas las disciplinas del currículo.
Esta concepción integradora, para el tratamiento del Medio Ambiente, ofrece un rico
campo de acción al currículo integrado, pues su introducción en los Planes de Estudio, su
tratamiento desde el punto de vista conceptual y la práctica educativa en las comunidades,
constituye uno de los problemas que deben ser priorizados en el diseño de estrategias y
programas de Educación Ambiental.
.
Para Arias (1995) la comunidad es un organismo social que ocupa determinado espacio
geográfico.influenciado por la sociedad, de la cual forma parte, y a su vez funciona como un
sistema, más o menos organizado, integrado por otros sistemas de orden inferior que
interactúan, y con sus características e interacciones definen el carácter subjetivo y psicológico
de la comunidad, y a su vez influyen, de una manera u otra, en el carácter objetivo, material, en
dependencia de su organización y su posición -activa o pasiva- respecto a las condiciones
materiales donde transcurre su vida y actividad. La comunidad, por tanto, se conforma
objetivamente, considerando en su esencia aspectos físicos, socio-políticos, económicos y
psicopedagógicos, a partir de los cuales se puede definir como un espacio físico-ambiental,
geográficamente delimitado donde tiene lugar un sistema de interacciones sociopolíticas y
económicas que producen un conjunto de relaciones interpersonales sobre la base de
necesidades.
...
Los estudios realizados en la Universidad Pedagógica de Holguín (García Rodríguez,
2000; Martínez Pérez, 2001; Jiménez González y otros, 2002) hacen evidente que para el
estudio de la comunidad y su medio ambiente, es necesario considerar las siguientes etapas de
trabajo:
Etapa de diagnóstico y caracterización de la comunidad, para conocer el estado del
ambiente natural y socio-económico, los niveles de preparación, formación y desarrollo de
estudiantes y profesores de las escuelas, así como de determinados segmentos de la población
que vive y trabaja en las comunidades seleccionadas.
Etapa de planificación y orientación del plan de acción, consistente en un proceso de
preparación anticipada de un sistema de acciones o tareas mediante el establecimiento de
determinados objetivos, metas, métodos, medios y recursos necesarios para alcanzar una
finalidad.
Etapa de elaboración y ejecución del plan de acción. En esta etapa se elaboran las
acciones educativas, para el desarrollo y perfeccionamiento de una actitud ambiental positiva
en los diferentes agentes educativos tanto de la escuela como de la comunidad, y se lleva a cabo
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la implementación práctica para demostrar su factibilidad, eficiencia y validez.
Etapa de seguimiento, evaluación y control de las acciones y de su impacto, donde se
identifica al seguimiento como un proceso continuo de verificación y actualización de lo que
estamos haciendo, mientras que la evaluación es un proceso más complejo y profundo de
análisis de la acción, que se realizan generalmente al finalizar una etapa, proyecto o estrategia.
No obstante ambas marchan juntas, ya que el seguimiento es una forma de ir evaluando, para
llegar a la evaluación con más nivel de información. La evaluación nos permite realizar una
valoración más general antes de pasar a la etapa final del proceso, el control, donde se pone de
manifiesto el estado real de la marcha de proceso, sus dificultades y aciertos, se esclarecen las
causas de las dificultades y se determinan las vías para su erradicación.
...
Los estudios realizados en la Universidad Pedagógica de Holguín (García Rodríguez,
2000; Martínez Pérez, 2001; Jiménez González y otros, 2002) hacen evidente que para el
estudio de la comunidad y su medio ambiente, es necesario considerar las siguientes etapas de
trabajo:
Etapa de diagnóstico y caracterización de la comunidad, para conocer el estado del
ambiente natural y socio-económico, los niveles de preparación, formación y desarrollo de
estudiantes y profesores de las escuelas, así como de determinados segmentos de la población
que vive y trabaja en las comunidades seleccionadas.
Etapa de planificación y orientación del plan de acción, consistente en un proceso de
preparación anticipada de un sistema de acciones o tareas mediante el establecimiento de
determinados objetivos, metas, métodos, medios y recursos necesarios para alcanzar una
finalidad.
Etapa de elaboración y ejecución del plan de acción. En esta etapa se elaboran las
acciones educativas, para el desarrollo y perfeccionamiento de una actitud ambiental positiva
en los diferentes agentes educativos tanto de la escuela como de la comunidad, y se lleva a cabo
la implementación práctica para demostrar su factibilidad, eficiencia y validez.
Etapa de seguimiento, evaluación y control de las acciones y de su impacto, donde se
identifica al seguimiento como un proceso continuo de verificación y actualización de lo que
estamos haciendo, mientras que la evaluación es un proceso más complejo y profundo de
análisis de la acción, que se realizan generalmente al finalizar una etapa, proyecto o estrategia.
No obstante ambas marchan juntas, ya que el seguimiento es una forma de ir evaluando, para
llegar a la evaluación con más nivel de información. La evaluación nos permite realizar una
valoración más general antes de pasar a la etapa final del proceso, el control, donde se pone de
manifiesto el estado real de la marcha de proceso, sus dificultades y aciertos, se esclarecen las
causas de las dificultades y se determinan las vías para su erradicación.
...
Diagnostico Y Caracterización De Las Potencialidades Y Problemas
Ambientales De La Comunidad.
Existen diferentes alternativas y criterios para diagnosticar y caracterizar las
potencialidades y los problemas medioambientales de la comunidad, al igual que para
distinguir ambas terminologías, que desde el punto de vista educativo y ambiental tienen en
común los siguientes elementos:
Proceso de estudio y búsqueda de información, que permite conocer el estado actual de
una realidad dada.
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Proceso de análisis y síntesis que permite determinar las características, causas,
evolución y tendencias del desarrollo.
Proceso de intervención, que permite realizar el pronóstico o situación futura y la toma
de decisiones sobre una realidad diagnosticada.
Proceso de estudio, que se realiza por fases o etapas para llegar a un juicio final o a
determinadas conclusiones.
Es por ello que la caracterización ambiental de la comunidad se define como "un proceso
de búsqueda de información, que permite identificar los problemas ambientales y sus causas , a
partir de necesidades, potencialidades y recursos en una realidad concreta en sus aspectos
naturales, socio-económicos, culturales y educacionales".
...
Propuesta De Dimensiones, Variables E Indicadores Para La Caracterización Ambiental
De La Comunidad.
I.- DIMENSION AMBIENTAL: por su carácter transversal, al recorrer el resto de las
dimensiones su diagnóstico debe orientarse a identificar los valores naturales, socioeconómicos y educacionales de las comunidades y su relación con los elementos presentes en la
actividad de las instituciones y personas, presentes en la comunidad.
II.- VARIBLES AMBIENTALES:
a) Ambiente natural.
Geología. Geomorfología. Hidrología. Suelos. Clima. Paisaje.
b) Ambiente socio-económico.
Población. Servicios. Transporte. Vivienda. Salud. Economía. Tradiciones. Cultura.
Creencias.
c) Ambiente escolar.
Nivel de conocimiento. Nivel de información. Nivel de tratamiento de los problemas y las
potencialidades de la comunidad, por profesores, trabajadores y estudiantes de las escuelas y la
población residente.
...
3.2 - A ATUAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL DE UMA ONG AMBIENTALISTA NA
AMAZÔNIA
Fundação Vitória Amazônica
Entrevista com Muriel Saragoussi*
Saragoussi — Na origem da Fundação Vitória Amazônica está a necessidade sentida por
pesquisadores, profissionais liberais, arquitetos, profissionais do turismo do Amazonas de
contribuírem para o movimento nacional e internacional de defesa da Amazônia, dando uma
visão mais amazônica, mais regional, de dentro para fora, às ações empreendidas. Começamos
com atividades pontuais, tais como o projeto Arca de Noé, que consistia em soltar em locais e
condições apropriadas animais apreendidos pelo Ibama (Instituto brasileiro do meio ambiente
e Recursos naturais renovaveis), ou a campanha de educação ambiental sobre o macaco sauimde-coleira, com intervenções educativas nas escolas públicas. Funcionáva-mos com poucos
recursos, doações de empresários locais, mas rapidamente conseguimos recursos da
Conservation international, do WWF (World Wildlife Fund) e em seguida de outras instituições
de cooperação.
Saragoussi — Primeiro, partimos da constatação óbvia que não se pode proteger o meio
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sem a participação dos habitantes que usam os recursos naturais. Isto está inclusive na missão
estatutária da FVA. Precisávamos conhecer as práticas dos moradores da região para poder
reorientá-las, se necessário, e também conscientizar a população até da existência do Parque já
que ele foi criado sem nenhuma participação local. Em certos casos, é preciso compensar as
populações pelo abandono ou diminuição da intensidade de certas práticas. Para tanto, é
preciso propor outras atividades geradoras de renda. Nessas interações, precisamos de
interlocutores, isto é, pessoas que possam falar em nome do coletivo, dialogar com as
instituições públicas etc. É todo um processo de orga-nização, de discussão, de representação,
de construção de legitimidade que precisa ser levado em frente. A maior parte dos habitantes
adultos é analfabeta, não possui nem documentação civil (certidão de nascimento, carteira de
identidade, título de eleitor, CPF (Cadastro de pessoas físicas), certidão de casamento…).
Esses documentos são caros e apesar de serem expedidos pelo poder público, fica sempre o
problema de como faz uma pessoa que mora a cinco dias a remo de uma cidade e que não sabe
ler ou escrever, para chegar a este poder público e conseguir seus documentos sem ouvir
respostas do tipo « volte amanhã ou na semana que vem ». Nós fizemos parceria com o poder
público para ajudar estas pessoas a conseguir seus documentos, mas este ainda é um problema
não completamente resolvido. Consideramos que é fundamental criar espaços para uma
educação para a cidadania, criar o hábito de reuniões para que as comunidades debatam seus
problemas, formar lideranças, fornecer infor-mações em linguagem clara, etc. Desenvolvemos
um trabalho importante no sentido de incentivar a participação, promover a cidadania.
Trabalhamos também com os professores das escolas rurais da região (parque e entorno),
despertando-os para o uso de novas ferramentas de trabalho, adequadas à cultura local, aos
recursos que eles têm à mão e à escola multiseriada (salas de aula com várias séries ao mesmo
tempo). Em suma : temos uma realidade sócio-ambiental e se atuarmos em apenas um de seus
componentes, estaremos sendo incompletos, não cumpriremos nossa missão como instituição.
3.3 - ANOTAÇÕES
CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL AOS
PAÍSES MEMBROS - Tbilisi, Geórgia, ex-URSS, de 14 a 26 de outubro de 1977
Recomendação nº 1
A Conferência, considerando os problemas que o meio ambiente impõe à sociedade
contemporânea e levando em conta o papel que a educação pode e deve desempenhar para a
compreensão de tais problemas, recomenda a adoção de alguns critérios que poderão
contribuir na orientação dos esforços para o desenvolvimento da educação ambiental, em
âmbito regional, nacional e internacional:
Recomendação nº 2
Reconhecendo que a educação ambiental deveria contribuir para consolidar a paz,
desenvolver a compreensão mútua entre os Estados e constituir um verdadeiro instrumento de
solidariedade internacional e de eliminação de todas as formas de discriminação racial,
política e econômica.
Observando que o conceito de meio ambiente abarca uma série de elementos naturais,
criados pelo homem, e sociais, da existência humana, e que os elementos sociais constituem um
conjunto de valores culturais, morais e individuais, assim como de relações interpessoais na
esfera do trabalho e das atividades de tempo livre.
Considerando que todas as pessoas deveriam gozar do direito à educação ambiental, a
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Conferência de Tbilisi decidiu serem as seguintes as finalidades, os objetivos e os princípios
básicos da educação ambiental:
1. Finalidades
a) ajudar a fazer compreender, claramente, a existência e a importância da
interdependência econômica, social, política e ecológica, nas zonas urbanas e rurais;
b) proporcionar, a todas as pessoas, a possibilidade de adquirir os conhecimentos, o
sentido dos valores, o interesse ativo e as atitudes necessárias para proteger e melhorar o meio
ambiente;
c) induzir novas formas de conduta nos indivíduos, nos grupos sociais e na sociedade em
seu conjunto, a respeito do meio ambiente.
2. Categorias de objetivos
a) consciência: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirirem consciência do
meio ambiente global e ajudar-lhes a sensibilizarem-se por essas questões;
b) conhecimento: ajudar os grupos e os indivíduos a adquirirem diversidade de
experiências e compreensão fundamental do meio ambiente e dos problemas anexos;
c) comportamento: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a comprometerem-se com
uma série de valores, e a sentirem interesse e preocupação pelo meio ambiente, motivando-os
de tal modo que possam participar ativamente da melhoria e da proteção do meio ambiente;
d) habilidades: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirirem as habilidades
necessárias para determinar e resolver os problemas ambientais;
e) participação: proporcionar aos grupos sociais e aos indivíduos a possibilidade de
participarem ativamente nas tarefas que têm por objetivo resolver os problemas ambientais.
3. Princípios básicos
a) considerar o meio ambiente em sua totalidade, ou seja, em seus aspectos naturais e
criados pelo homem (tecnológico e social, econômico, político, histórico-cultural, moral e
estético);
b) constituir um processo contínuo e permanente, começando pelo pré-escolar e
continuando através de todas as fases do ensino formal e não-formal;
c) aplicar em enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada
disciplina, de modo que se adquira uma perspectiva global e equilibrada;
d) examinar as principais questões ambientais, do ponto de vista local, regional, nacional
e internacional, de modo que os educandos se identifiquem com as condições ambientais de
outras regiões geográficas;
e) concentrar-se nas situações ambientais atuais, tendo em conta também a perspectiva
histórica;
f) insistir no valor e na necessidade da cooperação local, nacional e internacional para
prevenir e resolver os problemas ambientais;
g) considerar, de maneira explícita, os aspectos ambientais nos planos de
desenvolvimento e de crescimento;
h) ajudar a descobrir os sintomas e as causas reais dos problemas ambientais;
i) destacar a complexidade dos problemas ambientais e, em conseqüências, a necessidade
de desenvolver o senso crítico e as habilidades necessárias para resolver tais problemas;
j) utilizar diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos para comunicar e
adquirir conhecimentos sobre o meio ambiente, acentuando devidamente as atividades práticas
e as experiências pessoais.
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Recomendação nº 3
Considerando que é melhor abordar e tratar as questões relativas ao meio ambiente, em
função da política global aplicada pelos governos para o desenvolvimento nacional e para as
relações internacionais, na busca de uma nova ordem internacional.
Considerando que o meio ambiente diz respeito a todos os habitantes de todos os países, e
que sua conservação e melhoria exigem a adesão e a participação ativa da população, a
Conferência recomendou aos Estados membros que integrem a educação ambiental em sua
política geral e que adotem, no marco de suas estruturas nacionais, as medidas apropriadas,
objetivando sobretudo:
a) sensibilizar o público em relação aos problemas do meio ambiente e às grandes ações
em curso, ou previstas;
b) elaborar informações destinadas a permitir uma visão de conjunto dos grandes
problemas, das possibilidades de tratamento, e da urgência respectiva das medidas adotadas ou
que devam ser adotadas;
c) dirigir-se ao meio familiar e às organizações que se ocupam com a educação préescolar com vistas a que os jovens, sobretudo antes da idade escolar obrigatória, recebam uma
educação ambiental;
d) confiar à escola um papel determinante no conjunto da educação ambiental e
organizar, com esse fim, uma ação sistemática na educação primária e secundária;
e) aumentar os cursos de ensino superior relativos ao meio ambiente;
f) transformar progressivamente, mediante a educação ambiental, as atitudes e os
comportamentos para fazer com que todos os membros da comunidade tenham consciência de
suas responsabilidades, na concepção, elaboração e aplicação dos programas nacionais ou
internacionais relativos ao meio ambiente;
g) contribuir, desse modo, na busca de uma nova ética fundada no respeito à natureza, ao
homem e à sua dignidade, ao futuro e a exigência de uma qualidade de vida acessível a todos,
com um espírito geral de participação.
Recomendação nº 6
Segundo a Conferência, cada país deve intensificar ou estabelecer as estruturas
orgânicas idôneas que permitam, entre outras:
a) coordenar iniciativas em matéria de educação ambiental;
b) atuar como órgão consultivo sobre educação ambiental no plano governamental;
c) atuar como centro de informações e intercâmbio de dados para a formação em
educação ambiental;
d) fomentar a consciência e a aquisição de conhecimento ambiental no país, por diversos
grupos sociais e profissionais;
e) promover a colaboração entre as associações que se interessam em meio ambiente, por
uma parte, e os setores da pesquisa científica e da educação, por outra parte;
f) multiplicar as oportunidades de reunião entre os responsáveis políticos e
administrativos dessas associações;
g) proporcionar a infra-estrutura e a orientação necessárias ao estabelecimento de
comitês de ação com vistas à educação ambiental;
h) estimular e facilitar a contribuição das organizações não-governamentais.
Recomendação nº 8
A Conferência recomendou aos setores da população que levassem em consideração: · a
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educação do público em geral. Esta deverá atingir todos os grupos de idade e todos os níveis da
educação formal, assim como as diversas atividades de educação não-formal destinada aos
jovens e aos adultos. Nesta atividade, as organizações voluntárias podem desempenhar um
papel importante;
· a educação de grupos profissionais ou sociais específicos. Esta dirige-se especialmente
àqueles cujas atividades e influência tenham repercussões importantes no meio ambiental engenheiros, arquitetos, administradores e planejadores industriais, sindicalistas, médicos,
políticos e agricultores. Diversos níveis de educação formal e não-formal deverão contribuir
para essa formação.
A formação de determinados grupos de profissionais e cientistas.
Esta formação está destinada a que se ocupa de problemas específicos do meio ambiente biólogos, ecólogos, hidrólogos, toxicólogos, edafólogos, agrônomos, engenheiros, arquitetos,
oceanógrafos, limnólogos, meteorologistas, sanitaristas etc. - e deve compreender um
componente interdisciplinar.
Recomendação nº 12
Considerando que as distintas disciplinas que podem relacionar-se com as questões
ambientais são ensinadas, com freqüência, de maneira isolada e podem tender a descuidar o
interesse que apresentam os problemas ambientais, e prestar-lhes atenção insuficiente;
Que os enfoques independentes e pluridisciplinares deverão desempenhar um papel
igualmente importante, segundo as situações, os grupos de educandos e as idades de cada
grupo;
Que os métodos pedagógicos que devem se aplicar a cada um desses tipos de enfoque
estão em estado embrionário;
Que a incorporação da educação ambiental aos planos de estudos ou programas de
ensino existentes é, na maioria dos casos, lenta;
Que é necessário aperfeiçoar os critérios em que serão baseados o conteúdo dos planos
de estudo e os programas de educação ambiental;
Que as situações socio-econômicas determinam diferentes aspectos educativos;
Que os panoramas e as situações históricas e culturais exigem também uma consideração
especial;
Que determinados setores da comunidade, como os constituídos pelos habitantes das
zonas rurais, os administradores, os trabalhadores da indústria e os líderes religiosos,
precisam de programas de educação ambiental adaptados a cada caso;
Que são essenciais os enfoques multidisciplinares se se deseja incrementar a educação
ambiental;
Que os enfoques multidisciplinares ou integrados somente se aplicam eficazmente quando
se desenvolve simultaneamente o material pedagógico;
Que seria preferível que a educação ambiental abordasse de início a solução dos
problemas, em função das oportunidades de ação;
Que é necessária a pesquisa dos diversos enfoques, aspectos e métodos considerados
como ponto de partida das possibilidades de desenvolvimento dos planos de estudos e
programas de educação ambiental;
Que será necessário criar as instituições dedicadas a este tipo de pesquisa, e quando já
existentes, melhorar e prestar o apoio que requerem; a Conferência recomenda:
a) que as autoridades competentes empreendam, prossigam e fortaleçam - segundo seja o
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PROJETO AMIGO DO LAGO DA SERRA DA MESA - 12
caso - as medidas destinadas a incorporar os temas ambientais nas distintas disciplinas do
sistema de educação formal;
b) que se dê aos estabelecimentos de educação e de formação a flexibilidade suficiente
para que seja possível incluir aspectos próprios da educação ambiental nos planos de estudo
existentes e criar novos programas de educação ambiental de modo que possam fazer frente às
necessidades de um enfoque e uma metodologia interdisciplinares;
c) que no marco de cada sistema se estimulem e apóiem as disciplinas consideradas com
o objetivo de determinar sua contribuição especial à educação ambiental e imprimir-lhe a
devida prioridade;
d) que as autoridades responsáveis apóiem o desenvolvimento dos planos de estudos em
função de situações especiais, como são as que prevalecem nas zonas urbanas, zonas rurais e
as zonas de relevância histórica e cultural;
e) que os programas de pesquisa e desenvolvimento se orientem de preferência à solução
dos problemas e à ação.
Recomendação nº 16
Considerando a grande possibilidade que têm os consumidores de influir indiretamente,
por meio do seu comportamento individual e/ou coletivo, nas repercussões de consumo sobre o
meio ambiente;
Considerando que quem produz bens de consumo e faz publicidade é responsável pela
repercussão direta e indireta do produto sobre o meio ambiente.
Reconhecendo a grande influência dos meios de comunicação social no comportamento
do consumidor, recomenda:
a) que incitem os meios de comunicação social para que tenham consciência de sua
função educativa, na formação de atitudes do consumidor, com vista à não estimulação do
consumo de bens que sejam prejudiciais ao meio ambiente;
b) que as autoridades educacionais competentes fomentem a inclusão desses aspectos nos
programas de educação formal e não-formal.
Recomendação nº 17
Considerando a necessidade de que todo o pessoal docente compreenda que é preciso
conceder um lugar importante em seus cursos à temática ambiental, recomenda que se
incorporem nos programas, o estudo das ciências ambientais e da educação ambiental.
4 - AGENTES
4.1 - INFORMADORES
Os informadores serão pessoas com perfil de educadores, capazes de pesquisar, selecionar,
qualificar, estruturar e formatar a informação para os diversos níveis de comunicação.
Desejável que os informadores tenham acesso contínuo à internet.
4.2 - FORMADORES
Os formadores deverão aprimorar a habilidade para fazerem levantamento de problemas,
aspirações e visualizações, através de formulários simples que possam ser respondidos objetivamente
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pelo cidadão que sobrevive da interação com o meio-ambiente e pelas crianças, principalmente, e para
formatar a informação nos diversos níveis de comunicação necessários para responder.
Os formadores deverão buscar no cotidiano do espaço de vivência a visualização que permita
efetivar um trabalho local que esteja em ressonância com os problemas, aspirações e visualizações
egionais, nacionais e mundiais.
Os formadores serão identificados nas comunidades, no universo de professores, líderes,
especialistas e outros que já manifestem vocação ou compromisso com o sócio-ambiental.
Os formadores deverão desenvolver métodos simples de estimulação e treinamento do
monitores que operarão sob suas orientações.
Desejável que os fomadores tenham como acessar a internet periodicamente.
4.3 - MONITORES
Os monitores serão escolhidos e treinados:
- dentre os alunos das escolas, pelos professores-formadores
- dentre pessoas com potencial de transmissão de informações e habilidade de comunicação,
pelos outros-formadores em seus espaços de trânsito.
4.4 - ATORES
Os atores são as pessoas da comunidade que serão estimuladas pelos monitores a praticarem
ações sócio-ambientais a partir das informações recebidas.
5 - ETAPAS DO PROCESSO
5.1 - INFORMAÇÃO
5.1.1 - Pesquisa, Seleção e Classificação
Diagnóstico da situação sócio-ambiental, ou aproveitamento de diagnósticos atuais e
confiáveis, que permitam identificar com clareza as necessidades do alvo.
Pesquisa de informações conexas aos temas diagnosticados.
Seleção da informação que mais se ajuste à situação local.
PLATAFORMA SÓCIOAMBIENTAL UNIVERSAL
ESTOQUE DE
INFORMAÇÕES
PLATAFORMA SÓCIOAMBIENTAL LOCAL
INFORMADORES
DIAGNÓSTICO
INFORMAÇÃO
SELECIONADA
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5.1.2 - Estruturação e Formatação
A informação deverá ser estruturada segundo as necessidades oriundas do diagnóstico e
formatada nos níveis de comunicação-alvo.
NÍVEL 1
ESTOQUE DE
INFORMAÇÕES
SELECIONADAS
NÍVEL 2
NÍVEL 3
5.2 - FORMAÇÃO
5.2.1 - Ensino e Pesquisa
O ensino deverá acontecer nos espaços do grupo, ser fortemente ligado às experiências do
grupo, ser estimulante da busca de novas visualizações do cenário e conduzir experimentos que
possam revelar o sentido de uma “praxis” transformadora do espaço sócio-ambiental.
FORMADOR
NÍVEL 1
ATOR
MONITOR
NÍVEL 2
NÍVEL 3
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PROJETO AMIGO DO LAGO DA SERRA DA MESA - 15
5.3 - AÇÃO
5.3.1 - Transmissão e Aplicação
As ações deverão ser antecedidas pela transferência de conhecimento qualificado e orientadas
por técnicos.
AÇÃO
POSITIVA
MONITOR
ATOR
PLATAFORMA
SÓCIOAMBIENTAL
LOCAL
INFORMAÇÃO NEGATIVA
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5.3.2 - DIAGRAMA DO DESENVOLVIMENTO
6 - EDUCAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL
A prática da Educação Ambiental tem como um dos seus pressupostos o respeito aos processos
sociais, culturais, étnicos, característicos de cada país, região ou comunidade.
No Brasil, a existência de diferentes contextos ecológicos, sócioculturais e étnicos, cada um
com suas especificidades, é uma das riquezas potenciais do País para o processo de construção de
modelos alternativos de desenvolvimento sustentável. Isto significa reconhecer que há diferentes
formas de relacionamento entre as sociedades locais e sua base de recursos naturais. Esses diferentes
modos de relacionamento determinam a existência de conhecimentos, valores e atitudes que devem
ser considerados e respeitados na formulação, execução e avaliação da prática da Educação
Ambiental.
6.1 - OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Consciência
Adquirir maior sensibilidade e consciência do meio ambiente em geral, e dos problemas
decorrentes;
Conhecimento
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Adquirir uma compreensão básica do meio ambiente, em sua totalidade, dos problemas
conexos, e da presença e função da humanidade nele, o que justifica uma responsabilidade
crítica;
Atitudes
Adquirir valores sociais, um profundo interesse pelo meio ambiente, e a vontade de
participar ativamente em sua proteção e melhoramento;
Aptidões
Adquirir aptidões necessárias para resolver os problemas ambientais;
Capacidade de Avaliação
Avaliar as medidas e os programas de Educação Ambiental em função dos fatores
ecológicos, políticos, econômicos, sociais, estéticos e educacionais;
Participação
Desenvolver seu sentimento de responsabilidade e tomar consciência da urgente
necessidade de prestar atenção aos problemas do meio ambiente, para assegurar que se adotem
medidas adequadas.
EDUCAÇÃO ambiental: curso básico à distância: documentos e legislação da educação ambiental.
Coordenação-Geral: Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite e Naná Mininni-Medina. Brasília: MMA, 2001. 5v., 2ª
edição ampliada.
6.2 - PRINCÍPIOS DE ORIENTAÇÃO AOS PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
Considerar o meio natural e artificial em sua totalidade: ecológica, tecnológica, social,
legislativa, cultural e estética;
Construir um processo contínuo e permanente na escola e fora dela;
Assumir um enfoque interdisciplinar;
Apoiar-se em uma participação ativa na prevenção e resolução dos problemas
ambientais;
Estudar as principais questões ambientais desde o ponto de vista mundial, atendendo as
diferenças regionais;
Centrar-se em situações atuais e futuras;
Considerar todo o desenvolvimento e crescimento em uma perspectiva ambiental;
Fomentar o valor e a necessidade de cooperação local, nacional e internacional na
resolução dos problemas ambientais.
EDUCAÇÃO ambiental: curso básico à distância: documentos e legislação da educação ambiental.
Coordenação-Geral: Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite e Naná Mininni-Medina. Brasília: MMA, 2001. 5v., 2ª
edição ampliada.
6.3 - OS ALICERCES DA CONSTRUÇÃO
No Capítulo 2, a Agenda 21 brasileira trata dos diversos tipos de desenvolvimento
sustentável e do processo de construção deste conceito.
Sustentabilidade ecológica: refere-se à base física do processo de crescimento econômico
e tem como objetivo a manutenção de estoques de capital natural incorporados às atividades
produtivas.
Sustentabilidade ambiental: refere-se à manutenção da capacidade de sustentação dos
ecossistemas, o que implica a capacidade de absorção e recomposição dos ecossistemas em
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face das interferências antrópicas.
Sustentabilidade social: tem como referência o desenvolvimento e como objeto a
melhoria da qualidade de vida da população. Em países com desigualdades, implica a adoção
de políticas distributivas e/ou redistributivas e a universalização do atendimento na área social,
principalmente na saúde, educação, habitação e seguridade social. Seu objetivo é a melhoria da
qualidade de vida das pessoas.
Sustentabilidade política: refere-se ao processo de construção da cidadania, e busca
garantir a plena incorporação dos indivíduos ao processo de desenvolvimento.
Sustentabilidade econômica: implica uma gestão eficiente dos recursos em geral e
caracteriza-se pela regularidade de fluxos do investimento público e privado – o que quer dizer
que a eficiência pode e precisa ser avaliada por processos macrossociais.
Sustentabilidade demográfica: revela os limites da capacidade de suporte de
determinado território e de sua base de recursos; implica cotejar os cenários ou tendências de
crescimento econômico com as taxas demográficas, sua composição etária e contingentes de
população economicamente ativa.
Sustentabilidade cultural: relaciona-se com a capacidade de manter a diversidade de
culturas, valores e práticas no planeta, no País e/ou numa região, que compõem ao longo do
tempo a identidade dos povos.
Sustentabilidade institucional: trata de criar e fortalecer instituições que considerem
critérios de sustentabilidade em seus processos.
Sustentabilidade espacial: norteada pela busca de maior eqüidade nas relações interregionais.
EDUCAÇÃO ambiental: curso básico a distância: documentos e legislação da educação ambiental.
Coordenação-Geral: Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite e Naná Mininni-Medina. Brasília: MMA, 2001. 5v., 2ª
edição ampliada.
6.4 - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS
Em linhas gerais, os Parâmetros Curriculares Nacionais se caracterizam por:
apontar a necessidade de unir esforços entre as diferentes instâncias governamentais e
da sociedade, para apoiar a escola na complexa tarefa educativa;
mostrar a importância da participação da comunidade na escola, de forma que o
conhecimento aprendido gere maior compreensão, integração e inserção no mundo; a prática
escolar comprometida com a interdependência escola-sociedade tem como objetivo situar as
pessoas como participantes da sociedade – cidadãos – desde o primeiro dia de sua
escolaridade;
contrapor-se à idéia de que é preciso estudar determinados assuntos porque um dia eles
serão úteis; o sentido e o significado da aprendizagem precisam estar evidenciados durante
toda a escolaridade, de forma a estimular nos alunos o compromisso e a responsabilidade com
a própria aprendizagem;
explicitar a necessidade de que as crianças e os jovens deste país desenvolvam suas
diferentes capacidades, enfatizando que a apropriação dos conhecimentos socialmente
elaborados é base para a construção da cidadania e da sua identidade, e que todos são capazes
de aprender e mostrar que a escola deve proporcionar ambientes de construção dos seus
conhecimentos e de desenvolvimento de suas inteligências, com suas múltiplas competências;
apontar a fundamental importância de que cada escola tenha clareza quanto ao seu
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projeto educativo, para que, de fato, possa se constituir em uma unidade com maior grau de
autonomia e que todos que dela fazem parte possam estar comprometidos em atingir as metas a
que se propuseram;
ampliar a visão de conteúdo para além dos conceitos, inserindo procedimentos, atitudes
e valores como conhecimentos tão relevantes quanto os conceitos tradicionalmente abordados;
evidenciar a necessidade de tratar de temas sociais urgentes – chamados Temas
Transversais – no âmbito das diferentes áreas curriculares e no convívio escolar;
apontar a necessidade do desenvolvimento de trabalhos que contemplem o uso das
tecnologias da comunicação e da informação, para que todos, alunos e professores, possam
delas se apropriar e participar, bem como criticá-las e/ou delas usufruir;
valorizar os trabalhos dos docentes como produtores, articuladores, planejadores das
práticas educativas e como mediadores do conhecimento socialmente produzido; destacar a
importância de que os docentes possam atuar com a diversidade existente entre os alunos e com
seus conhecimentos prévios, como fonte de aprendizagem de convívio social e como meio para
a aprendizagem de conteúdos específicos.
Ministério do Meio Ambiente - Diretoria de Educação Ambiental – Educação Ambiental - EDUCAÇÃO
E EDUCAÇÃO AMBIENTAL II - Brasília 2001
6.5 - OS TEMAS TRANSVERSAIS
A educação para a cidadania requer que questões sociais sejam apresentadas para a
aprendizagem e a reflexão dos alunos, buscando um tratamento didático que contemple sua
complexidade e sua dinâmica, dando-lhes a mesma importância das áreas convencionais. Com
isso, o currículo ganha em flexibilidade e abertura, uma vez que os temas podem ser
priorizados e contextualizados de acordo com as diferentes realidades locais e regionais e que
novos temas sempre podem ser incluídos. O conjunto de temas aqui proposto – Ética, Meio
Ambiente, Pluralidade Cultural, Saúde, Orientação Sexual, Trabalho e Consumo – recebeu o
título geral de Temas Transversais, indicando a metodologia proposta para sua inclusão no
currículo e seu tratamento didático.
Esse trabalho requer uma reflexão ética como eixo norteador, por envolver
posicionamentos e concepções a respeito de suas causas e efeitos, de sua dimensão histórica e
política.
A ética é um dos temas mais trabalhados do pensamento filosófico contemporâneo, mas é
também um tema que escapa aos debates acadêmicos, que invade o cotidiano de cada um, que
faz parte do vocabulário conhecido por quase todos.
A reflexão ética traz à luz a discussão sobre a liberdade de escolha. A ética interroga
sobre a legitimidade de práticas e valores consagrados pela tradição e pelo costume. Abrange
tanto a crítica das relações entre os grupos, dos grupos nas instituições e ante elas, quanto a
dimensão das ações pessoais. Trata-se, portanto, de discutir o sentido ético da convivência
humana nas suas relações com várias dimensões da vida social: o ambiente, a cultura, o
trabalho, o consumo, a sexualidade e a saúde.
A escolha dos Temas Transversais
Muitas questões sociais poderiam ser eleitas como temas transversais para o trabalho
escolar, uma vez que o que os norteia, a construção da cidadania e a democracia, são questões
que envolvem múltiplos aspectos e diferentes dimensões da vida social. Foram então
estabelecidos os seguintes critérios para defini-los e escolhê-los:
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Urgência social
Esse critério indica a preocupação de eleger como Temas Transversais questões graves,
que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania,
afrontando a dignidade das pessoas e deteriorando sua qualidade de vida.
Abrangência nacional
Por ser um parâmetro nacional, a eleição dos temas buscou contemplar questões que, em
maior ou menor medida e mesmo de formas diversas, fossem pertinentes a todo o país. Isso não
exclui a possibilidade e a necessidade de que as redes estaduais e municipais, e mesmo as
escolas, acrescentem outros temas relevantes à sua realidade.
Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental
Esse critério norteou a escolha de temas ao alcance da aprendizagem nessa etapa da
escolaridade. A experiência pedagógica brasileira, ainda que de modo não uniforme, indica
essa possibilidade, em especial no que se refere à Educação para a Saúde, Educação Ambiental
e Orientação Sexual, já desenvolvidas em muitas escolas.
Favorecer a compreensão da realidade e a participação social
A finalidade última dos Temas Transversais se expressa neste critério: que os alunos
possam desenvolver a capacidade de posicionar-se diante das questões que interferem na vida
coletiva, superar a indiferença e intervir de forma responsável. Assim, os temas eleitos, em seu
conjunto, devem possibilitar uma visão ampla e consistente da realidade brasileira e sua
inserção no mundo, além de desenvolver um trabalho educativo que possibilite uma
participação social dos alunos.
Ministério do Meio Ambiente - Diretoria de Educação Ambiental – Educação Ambiental - EDUCAÇÃO
E EDUCAÇÃO AMBIENTAL II - Brasília 2001
6.6 - QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES
As cidades surgiram ao longo das últimas duzentas gerações e também são ecossistemas.
Porém, diferentemente da área rural, elas se comportam como parasitas, produzindo pouco ou
nenhum alimento, poluindo o ar e reciclando pouco ou nenhuma água e materiais inorgânicos.
No entanto, as cidades funcionam simbioticamente. Quando produzem e exportam mercadorias,
serviços, dinheiro e cultura para o ambiente rural, em troca do que recebem deste (matériaprima, água, fontes de energia, etc.).
O ambiente rural vem recebendo uma crescente urbanização das relações sociais,
culturais e políticas. É visível a homogeneização, ou monopolização da cultura mundial, a
partir da matriz dos países hegemônicos. Os meios de comunicação aproximaram as zonas
rurais das áreas urbanas trazendo, em escala crescente, a urbanização da cultura rural. O
rádio e a televisão são aparelhos presentes mesmo nas regiões mais pobres e periféricas do
campo. Mas também o telefone celular, o fax, e o computador já estão presentes no processo
produtivo e cultural em diversas regiões. O rural torna-se urbano.
A desigualdade e a concentração de população nas grandes cidades brasileiras
ocasionaram dois tipos de problemas ambientais: a poluição, a congestão de veículos e a
degradação resultantes dos padrões de consumo de um grupo relativamente pequeno de
pessoas de renda média e alta, favorecidas em termos de acesso aos bens e serviços produzidos
pela economia e, conseqüentemente, problemas ambientais resultantes da falta de serviços
básicos para as camadas de baixa renda.
Este fenômeno está fortemente associado às políticas públicas, que privilegiam projetos
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para o uso de veículos particulares, em detrimento de sistemas de transporte coletivo, ou
alternativos ao rodoviário, além de políticas urbanas voltadas à verticalização em áreas
valorizadas.
A congestão e a poluição causada pelos automóveis e a degradação gerada pelo lixo
originam-se geralmente dos grupos de maior renda. A congestão humana, a precária situação
sanitária, o acúmulo de lixo doméstico nas vizinhanças das residências, a degradação de terras
marginais, juntamente com as doenças e os acidentes oriundos dessas condições constituem as
conseqüências ambientais da pobreza em áreas urbanas com serviços públicos inadequados.
A seguir veremos as conseqüências das deficiências de abastecimento de água, de
esgotamento sanitário e serviços de coleta de lixo sobre a saúde da população e sobre o meio
ambiente. Em média, o abastecimento de água melhorou muito, mas nas áreas urbanas de baixa
renda, a situação ainda é precária. O abastecimento insuficiente de água e a falta de controle
de qualidade da água disponível criam condições favoráveis a elevadas incidências de
patógenos e, portanto, de doenças como diarréia, desinteria, amebíase e outros parasitas
intestinais, além de intoxicação alimentar. Além disso, favorecem as infecções nos olhos e
ouvidos, doenças de pele, piolhos e pulgas. Parte apreciável dos problemas de saúde das
populações suburbanas são relacionados à água, a sua reduzida disponibilidade, as
dificuldades de acesso e a sua baixa qualidade.
Sem nenhuma dúvida, a falta de condições para a remoção das águas servidas (esgotos)
das populações suburbanas constitui-se no seu principal problema. As doenças contraídas
pelos esgotos resultam de parasitas intestinais, que são a principal causa de alta morbidade,
especialmente entre as crianças.
As deficiências na remoção do lixo também geram importantes problemas ambientais e de
saúde. A coleta tende a ser especialmente precária nos locais com difícil acesso para
caminhões. Nesses lugares, os detritos são freqüentemente despejados próximos às casas ou nas
ruas, onde se acumulam. As conseqüências são a atração de vetores transmissores de doenças,
e os canais de drenagem que entopem e transbordam.
Os efeitos combinados dessas três deficiências básicas podem ser devastadores. De
acordo com a Organização Mundial de Saúde, nos assentamentos de baixa renda das grandes
cidades de Terceiro Mundo uma criança nascida hoje tem de 40 a 50 vezes mais chance de
morrer antes de completar cinco anos de idade do que uma criança que nasça ao mesmo tempo
num país desenvolvido ou na zona “nobre” dessa mesma cidade.
Educação Ambiental - Curso Básico a Distância - questões ambientais: conceitos, história,
problemas e alternativas - Centro de Informação e Documentação Luis Eduardo Magalhães – CID
Ambiental - Esplanada dos Ministérios – bloco B – térreo - 70068-900 Brasília – DF - Tel: 55 61 3171235 - Fax: 55 61 224-5222 - e-mail: [email protected] - 1ª Edição: 2000
7 - FORUM PERMANENTE DO LAGO DA SERRA DA MESA
A proposta do Ministério Público de Goiás, expressa na CARTA DE URUAÇU é o
instrumento adequado para fazer a articulação dos órgãos que devem se envolver na no Programa de
Educação Sócio-ambiental, construindo a matriz de relacionamento da água com os demais temas
sócio-ambientais.
A exemplo, já existe na região do entorno e influência do LAGO DA SERRA DA MESA o
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Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável, voltado prioritariamente para as ações de
saúde que envolvem endemias, formado por 14 Prefeituras Municipais.
A viabilização da proposta da CARTA DE URUAÇU está fortemente ligada ao conceito de
BACIAS ADUTORAS DO LAGO, tendo em vista o potencial de exportação de poluição dessas
bacias, fenômeno que já é sentido nas bocas de rio com o lixo urbano e a queda qualidade da água.
O Instituto Serrano Neves se apresenta como estimulador das ações, podendo operar como
interface entre os órgãos governamentais e a iniciativa privada, sediando recursos e conferindo maior
agilidade ao processo.
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7.1 - DIAGRAMAS DA ARTICULAÇÃO
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parte ii introdução à educação sócio- ambiental