AUSTRÁLIA
CONFISSÕES RELIGIOSAS 1
Budistas
(2,7%)
Cristãos
(67,3%)
- Católicos (27,5%)
- Ortodoxos (3,1%)
- Protestantes
(36,7%)
Hindus
(1,4%)
Muçulmanos
(2,4%)
Outras Religiões
(2%)
Sem Religião
(24,2%)
2
3
População :
Superfície :
22,606,000
7,741,220 km
2
Refugiados
(internos)*:
Refugiados
(externos)**:
30,083
28
Deslocados:
-
* Refugiados estrangeiros a viver neste país.
** Cidadãos deste país a viver no estrangeiro.
Considerações gerais
A Austrália assistiu a uma queda significativa na adesão religiosa, sobretudo ao Cristianismo,
no século passado. Segundo o Centro Berkley da Universidade de Georgetown: «Em 1901,
97% da população aderia a uma denominação cristã; em 2006, apenas 64% se identificavam
como cristãos, 6% declararam serem membros de alguma outra religião e mais de 18%
afirmaram que não tinham filiação religiosa.»4 Esta percentagem voltou a cair no
recenseamento de 2011 quando os que se identificam como Cristãos totalizaram apenas 40%.
Enquanto o Cristianismo está a diminuir, o Islamismo está a aumentar. O Centro Berkley
também afirma que os líderes islâmicos dizem que «acreditam que a sua comunidade na
Austrália aumentou para mais do dobro do número oficial de 330 mil ». 5
1
www.state.gov/j/drl/rls/irf/religiousfreedom/index.htm#wrapper
http://data.un.org/CountryProfile.aspx?crName=Austrália
3
http://data.worldbank.org/indicator/AG.SRF.TOTL.K2
4
http://berkleycenter.georgetown.edu/resources/countries/Austrália
5
Ibidem
2
Discriminação dos Cristãos
Nos últimos anos, vários episódios mostraram uma intolerância à liberdade religiosa através
da legislação que inibe a prática livre da objecção de consciência. O episódio de maior nota
entre estes foi a aprovação da revisão da Lei de Discriminação Sexual. A lei original, que se
destinava a proteger os direitos das mulheres trabalhadoras, sofreu uma revisão aprovada em
Junho de 2013 para incluir a não-discriminação baseada na orientação sexual e na identidade
de género. Embora fosse garantido que a liberdade religiosa continuaria a ser protegida, num
esforço de última hora, a revisão foi ligeiramente alterada de tal forma que agora recusa às
instalações religiosas de cuidados para idosos financiadas pelo Governo federal o direito a
discriminar com base na orientação sexual, identidade de género ou estatuto inter-sexual de
acordo com as suas religiões. 6
Em última análise isto pode não ser uma questão no sentido prático, dado que não há muitos
casais do mesmo sexo que se transfiram para lares de idosos. Contudo, tanto a injustiça moral
como o precedente que é criado são desconcertantes. A questão que surge no horizonte é se
esta intolerância vai propagar-se para além dos lares de idosos. Será que vai começar a afectar
os hospitais e as escolas, por exemplo? 7 O Cardeal George Pell refere que uma semana depois
da aprovação da revisão da Lei da Discriminação Sexual, um membro do Parlamento da
câmara alta propôs uma revisão à Lei Anti-Discriminação que efectivamente retiraria a
protecção da liberdade religiosa às escolas religiosas. 8
Numa reacção contra outro caso de opressão legislativa, foi apresentada ao Parlamento do
estado de Victoria em Novembro de 2013 uma petição a protestar contra a Lei da Reforma da
Lei do Aborto de 2008 no estado de Victoria. 9 Esta lei anula de facto o direito de os
profissionais de saúde obedecerem aos ditames da sua consciência em relação ao aborto.
Afirma que um profissional de saúde que não queira realizar um aborto deve encaminhar o
paciente para um profissional que não tenha objecção de consciência. 10
O Dr. Mark Hobart, um médico de 55 anos, foi investigado pela Ordem dos Médicos de
Victoria por não encaminhar um casal casado para um profissional a favor do aborto depois
de o casal ter expressado o seu desejo de abortar o seu bebé saudável por razões de selecção
sexual, por quererem um rapaz e não uma rapariga. Segundo o Dr. Hobart, ele não conhece
quaisquer médicos que abortem um bebé saudável cujos pais simplesmente não gostam do
sexo da criança. «A resposta geral dos meus colegas é a descrença e a revolta», 11 disse o Dr.
Hobart.
6
www.newsweekly.com.au/article.php?id=5628
www.theAustrálian.com.au/opinion/columnists/distracted-mps-destroy-religious-freedom/story-fn562txd-1226671620405#mm-premium
8
http://abc.net.au/religion/articles/2013/08/23/3832073.htm
9
http://media.wix.com/ugd/4118d3_c8c199e4f61149dcb7d3307ec2bc9a6a.pdf
10
www.doctorsconscience.org/#!section-8/c1ell
11
www.heraldsun.com.au/news/opinion/doctor-risks-his-career-after-refusing-abortion-referral/story-fni0ffsx-1226733458187
7
A queixa não foi apresentada pelos pais, que obtiveram um aborto por outros meios pouco
depois, mas sim por membros da própria Ordem numa «moção própria». 12
Em Outubro de 2013, uma marcha pró-vida em Melbourne foi atrasada e os seus participantes
foram violentamente atacados por defensores do aborto. Entre as vítimas, o americano Bryan
Kemper diz que foi «atirado ao chão e pontapeado repetidamente». 13 A Life site news relata
que «Bernie Finn, deputado a favor da vida no Estado de Victoria, também disse à imprensa
que foi ‘agredido com um cinto na cabeça’ e atingido com ovos». 14 De acordo com Finn, a
polícia foi inútil na situação e simplesmente ignorou o problema.
Os manifestantes pró-vida acabaram por concluir a sua marcha depois de muito atraso e muita
perturbação, enquanto os defensores do aborto ocuparam o seu palco e começaram a pegar
nas suas faixas e cartazes. Kemper afirmou: «Finalmente, conseguimos regressar ao palco e
terminámos, mas muitos dos participantes foram atacados. Contudo, nunca desistimos e eu fiz
o meu discurso.»15
Durante toda a situação, a polícia foi desconcertantemente indiferente à crise e, de acordo
com o relato da Life site news, uma porta-voz da polícia mais tarde desvalorizou a gravidade
do incidente, afirmando à Sky News que «Ninguém foi acusado de agressão e nenhuma
questão foi trazida à atenção da polícia.» 16
Outros incidentes religiosos anti-semitas
O Conselho Executivo da Comunidade Judaica da Austrália (ECAJ) publicou dados no seu
relatório anual que indicam um aumento de 21% nos incidentes anti-semitas de 2012 a 2013.
De acordo com o Kantor Center for the Study of Contemporary European Jewry, o relatório
«revelou 657 incidentes de violência racista contra australianos judeus e edifícios da
comunidade judaica entre 1 de Outubro de 2012 e 30 de Setembro de 2013, o que constituiu o
segundo maior recorde. Contudo, os ataques físicos graves estiveram no seu nível mais baixo
desde 2005.»17
Em Outubro de 2013, oito homens atacaram cinco judeus a caminho de casa vindos da
celebração do Sabbath. Um destes cinco judeus era uma mulher. Os ferimentos incluíram
12
Ibidem
www.lifesitenews.com/news/Austrálian-march-for-babies-turns-violent-u.s.-pro-life-activists-mps-assau
14
Ibidem
15
Ibidem
16
Ibidem
17
www.kantorcenter.tau.ac.il/Austrália-ecaj-published-its-annual-report-antisemitism
13
cortes, um nariz partido e um crânio fracturado, além de fracturas faciais. De acordo com
Peter Wertheim, que é presidente do ECAJ, este episódio «pareceu ser o incidente mais grave
de violência anti-semita espontânea na Austrália de que há memória». 18 O Jerusalem Post
afirma igualmente que «Jeremy Jones do Conselho de Assuntos Judeus e da Austrália/Israel,
que tem seguido os incidentes anti-semitas há vinte e cinco anos, disse ao Jerusalem Post que
este foi o incidente mais extremista de que tinha ouvido falar no país». 19
18
19
www.jpost.com/Opinion/Editorials/Anti-Semitism-in-Austrália-329882
Ibidem
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