As visitas de estudo a Espanha
Propostas de visitas de estudo com fichas-guia
RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM ENSINO DE PORTUGUÊS NO 3º CICLO DE ENSINO BÁSICO E ENSINO
SECUNDÁRIO E DE ESPANHOL NOS ENSINOS BÁSICOS E ENSINO SECUNDÁRIO
Ana Cláudia Ribeiro Dantas Veloso
Orientadores: Profª Doutora Anabela Dinis Branco de Oliveira
Doutor José Manuel Giménez García
Composição do Júri:
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Vila Real, dezembro de 2012
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Eu, Ana Cláudia Ribeiro Dantas Veloso, responsabilizo-me pessoalmente pelas ideias
apresentadas neste relatório de estágio no âmbito do Mestrado em Ensino de Português no
3º ciclo de Ensino Básico e Ensino Secundário e de Espanhol nos Ensinos Básicos e Ensino
Secundário.
II |
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Agradecimentos
Ao Vítor, o meu marido e companheiro, pela ajuda, compreensão e paciência, estando
sempre presente em todos os bons e maus momentos da minha vida.
Ao Lucas, o meu filho, por ter presenciado a elaboração do relatório da mãe com paciência,
um lindo sorriso e um abraço nos momentos de maior desânimo.
À minha mãe por acreditar sempre em mim, pelo carinho, pela ajuda e dedicação.
À minha família pela preocupação demonstrada e pelo apoio.
À Sandra por partilhar esta aventura em que embarcamos juntas, pela amizade e pelo apoio
nos momentos de maior nervosismo e desânimo.
À Sameiro pela ajuda na tradução do resumo em inglês e pelo companheirismo.
À professora Dora Joana Serra, orientadora de estágio da escola, pela simpatia,
compreensão, ajuda e dedicação.
À Professora Doutora Anabela Dinis Branco de Oliveira orientadora do presente relatório,
pela orientação e apoio, pela simpatia e disponibilidade.
Ao Doutor José Manuel Giménez García, orientador de estágio da Universidade e orientador
do presente relatório, pela orientação, apoio e disponibilidade.
À Fátima Gomes, responsável pelo departamento de grupos na agência de viagens “Viajar
na Escola” em Braga, pela ajuda e simpatia.
Às colegas professoras da área de Espanhol que contribuíram com os seus relatórios e
projetos de visitas de estudo.
A todos, muito obrigada!
III |
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Aos meus filhos,
Vê-lo a sorrir e senti-lo a mexer
trouxe-me o alento e a força necessária para seguir em frente!
IV |
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"L'école se doit, si elle veut être démocratique, d'offrir à tous les enfants de multiplier
les occasions de sortir d'un cadre trop étroit, qui ne leur permet aucun contact avec la
production culturelle de notre temps... Vouloir l'égalité des chances devant l'école, ce
n'est pas enfermer dans l'école, c'est, parfois, en sortir pour mieux s'approprier le
savoir."
Bouchon, 1989.
“A escola tem como obrigação, se pretende ser democrática, oferecer a todos os seus
alunos a possibilidade de multiplicar as ocasiões de sair de um meio demasiado estreito,
que não lhes permite nenhum contacto com a produção cultural dos nossos tempos…
Pretender a igualdade de oportunidades na escola, não é prendê-los na escola, é, por
vezes, sair de lá para melhor se apropriarem do saber.”
V|
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Resumo
As Visitas de Estudo fazem integralmente parte da vida dos estabelecimentos de
ensino. Além disso, são consideradas, tanto pela investigação, como pelo como Currículo
Nacional do Ensino Básico, como recursos dotados de inúmeras potencialidades educativas.
Todas as atividades planeadas e concretizadas visam a que o aluno transponha os
conhecimentos adquiridos em sala de aula para o mundo real. Por outro lado, diversos
estudos sugerem que os jovens, de um modo geral, gostam de Visitas de Estudo e
aprendem através delas.
Desta feita, pretendeu-se realçar todos os benefícios que este tipo de ferramenta
pedagógica pode acarretar no processo de ensino e aprendizagem dos nossos alunos e,
sobretudo, de que forma se pode aproveitá-lo para os motivar, enriquecer e desenvolver as
suas competências comunicativas. Diversificando os métodos de ensino, sugere-se que as
visitas de estudo deixem de ser um mero passeio, mas antes uma oportunidade de
interação e de abertura para o mundo que propicie novas aprendizagens tanto ao nível
social, pessoal como educacional, visando o sucesso do aluno.
Por conseguinte, com este trabalho final de mestrado, pretendeu-se orientar, num
primeiro momento, sobre os passos a seguir para a organização e elaboração de projetos
de visitas de estudo. Seguidamente, aspirou-se esclarecer algumas motivações e interesses
na organização desse tipo de projeto por parte de todas as partes envolventes. Finalmente,
propôs-se analisar projetos de visitas de estudo, explorar e sugerir tarefas comunicativas e
fichas guias aplicáveis em diversos destinos de Espanha decorrentes deste tipo de prática
educacional. Não deixando de lembrar, por fim, que existem algumas possibilidades de
alternativas à realização das visitas de estudo que permitem, também, contactar com a
realidade linguística e cultural estrangeira.
Palavras-chave:
Visitas de estudo, fichas-guia, aprendizagem, comunicação, interação
VI |
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Abstract
The study visits are an integrant part of the schools’ life. Besides that, they are
considered, by the investigation as well as by National Curriculum for Basic Education, as
resources full of numerous educational potentialities.
All the activities planned and implemented aim the student to transpose the acquired
knowledge in the classroom to the real world. On the other hand, many studies suggest that
the young, in general terms, like the Study Visits and learn from them.
This way, it was intended to enhance all the benefits that this kind of project can bring
to the learning process of our students and mostly the way it can be used to motivate them,
enrich and develop their communicative competences. By diversifying the teaching methods,
it is suggested that the study visits are no longer a simple tour, but a real opportunity of
interaction and opening to the world that fosters new learning in a social, personal and
educational level, aiming the student’s success.
Thus, with this final master work, it was intended to guide, in a first moment, the steps
to follow in the organization and preparation of the study visits’ projects. Then, it was aimed
to clarify some of the motivations and interests in the organization of this kind of project of all
the parts involved in it. Finally, it was intended to analyze study visits projects, explore and
suggest tasks and worksheets that can be implemented in several destinations in Spain
under this type of educational practice. Not failing to remember, at last, that there are some
alternative possibilities to the realization of study visits that also allow a contact with the
foreigner linguistic and cultural reality.
Key words
Study visits, guiding worksheets, learning, communication, interaction
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ÍNDICE
I- Introdução
p. 1
II- Porquê partir?
p. 5
a. Ser cidadão europeu
p. 5
b. Descobrir outra sociedade e mostrar curiosidade
p. 5
c. Aplicar e enriquecer os conhecimentos linguísticos
p. 6
d. Adaptar-se a uma vida diferente e saber partilhar
p. 7
e. Aspetos pedagógicos
p. 7
III- Como partir?
p. 9
a. Enquadramento legal
p. 9
b. As diferentes etapas da preparação de uma visita de estudo
p. 11
i. A definição dos objetivos
p. 12
ii. O local, a data, meios de transporte e alojamento
p. 13
iii. O dossier-guia
p. 13
iv. A realização da visita
p. 14
v. Os produtos e a avaliação
p. 15
IV- Análise de projetos de visitas de estudo
p. 17
a. Recolha de dados
p. 17
b. Conclusões
p. 20
V- Propostas de visitas de estudo
p. 23
a. Finalidades
p. 23
b. Processo de elaboração
p. 24
c. Aplicação
p. 25
i. Nível A1
p. 28
ii. Nível A2
p. 36
iii. Nível B1
p. 44
iv. Nível B2
p. 53
v. Nível C1
p. 62
vi. Nível C2
p. 71
VIII |
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VI- Alternativa à visita de estudo
a. Visitas de estudo virtuais
Proposta - no âmbito do tema das artes
- no âmbito do tema das viagens
p. 79
p. 79
p. 81
p. 82
b. Correspondência escolar
p. 83
c. Programas europeus
p. 84
i. Programa Língua
ii. Programa juventude para a Europa
p. 85
p. 86
VII-
Conclusão
p. 87
VIII-
Referências bibliográficas
p. X
IX-
Anexos
p. XII
Anexo 1 - Despacho 28/ME/1991
Regulamento das visitas de estudo ao estrangeiro e intercâmbio escolar.
Anexo 2- Ofício Circular DREN 21/2004
Visitas de estudo (em território nacional e ao estrangeiro), intercâmbios escolares, passeios
escolares e colónias de férias.
Anexo 3- Ofício Circular DREN 1/2009
Equiparação de visitas de estudo a atividades letivas.
Anexo 4- Lei 13/2006
Regime Jurídico do transporte coletivo de crianças.
Anexo 5- Portaria 1350/2006
Regulamenta a atividade de transporte coletivo de crianças.
Anexo 6- Relatório de atividades do grupo disciplinar de Espanhol da Escola Secundária
Fernão de Magalhães em Chaves
Anexo 7- Relatório da visita de estudo à Galiza realizada pela escola Secundária de
Monserrate, Viana do Castelo
Anexo 8- Projeto de visita de estudo a Madrid realizada pelo Agrupamento de Escola
Alexandre Herculano, em Santarém.
Anexo 9 - Projetos de visitas de estudo a Salamanca e Barcelona organizadas pelo
Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, em Vila Real.
IX |
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I-
Introdução
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Para lecionar de forma diferente ? Para descobrir uma realidade diferente ? Para sair
da escola? Para viver uma experiência coletiva ? Para viajar ?
Eis alguns dos motivos que podemos alegar para avançar com uma atividade de
visita de estudo.
Na origem de uma visita de estudo, existe então a conceção de um projeto com
intenções de agir e onde permanece certa coerência por edificar. Desta forma, um projeto é
uma intenção de realização com intuito de modificar o real, atribuindo-lhe certo dinamismo e
sentido. Essa intenção é suscitada por uma motivação. Para além de querer explorar o
sonho e conduzir a bom porto a aventura em que se está a embarcar, a visita de estudo
permite ao aluno adquirir conhecimentos e, sobretudo, vai favorecer interação e a ligação
com a realidade de modo a que os aplique na vida real fora do contexto artificial da sala de
aula. Por conseguinte, serve de elo de ligação entre as aprendizagens teóricas e a respetiva
transposição concreta para o mundo real.
Por outro lado, segundo Nespor (2000:25), as visitas de estudo são atividades
basilares no processo de ensino e aprendizagem, pelo facto de terem por base o
envolvimento ativo dos alunos na busca de informação e na utilização de recursos exteriores
à escola. Como tal considera que estas, quando devidamente organizadas e planeadas,
cumprem os requisitos necessários ao término de ciclos de aprendizagens em qualquer
âmbito disciplinar.
A visita de estudo a Espanha é encarada, portanto, tanto uma viagem linguística
como cultural e histórica. Insere-se, por isso, na dinâmica implementada pela equipa
pedagógica organizadora; dinâmica essa que coloca mais uma experiência pedagógica ao
serviço do sucesso dos alunos.
A visita de estudo pode, então, ser de dois tipos. Primeiro, pode ser uma visita
guiada que incide no processo de transmissão de saber. O professor ou o funcionário da
instituição que visitámos é o guia da visita. Este tipo de visita deve ser feito com um número
reduzido de alunos e ter uma duração curta. As explicações devem ser breves para os
alunos poderem tirar notas sobre o assunto.
Contudo, perante a constatação do decréscimo na realização deste tipo de atividade,
o que se pretende com este trabalho é enfatizar o outro tipo de visita, a que incide na
atividade de descoberta do aluno, através de um método de estudo dirigido. Desta forma,
existe uma atuação conjunta entre professor e alunos. Estes aprendem a observar e a
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pensar sobre o que estão a estudar, guiados por um conjunto de questões a que vão tentar
responder por iniciativa própria.
Partindo do princípio de que a comunicação é a meta final na aprendizagem de uma
língua estrangeira, deve-se levar os alunos a comunicar, realizando tarefas, criando
situações de comunicação tão autênticas quanto possível, que cubram os aspetos
socioculturais a que estão associadas. Comunicar implica também compreender, para além
de expressar-se oralmente. O aluno deverá estar exposto à língua de uma forma tão ampla
e variada quanto possível, a fim de poder elaborar hipóteses de sentido que irá verificando
mediante a interação. No entanto, há, previamente, uma preparação da visita, pois o aluno
não vai ao encontro das respostas sem qualquer esquema de apoio para o seu trabalho.
Deve haver uma ficha de registo ou guia de observação para o aluno registar os dados.
Portanto, surgiu deste aspeto a necessidade de aproveitar as atividades de visitas de
estudo para propiciar a comunicação em contexto real.
Seguindo as ideias apresentadas no Quadro Europeu Comum de Referência para as
Línguas, pretendeu-se, como objetivo fundamental, elaborar um conjunto de tarefas
comunicativas a desenvolver “in loco” onde os alunos interagissem diretamente com
pessoas nativas. Desta feita, favorece-se o contacto com falantes de língua espanhola e,
desta forma, aumentam a sua capacidade de comunicar para manter a interação e chegar
ao que se quer num leque variado de contextos.
Consequentemente, vai-se pretender realçar todos os benefícios que este tipo de
ferramenta pedagógica pode acarretar no processo de ensino e aprendizagem dos alunos.
Por outro lado, tem-se por objetivo destacar de que forma se podem aproveitar as visitas de
estudo para os motivar, enriquecer e desenvolver as suas competências comunicativas:
linguísticas, sociolinguísticas e pragmáticas focando, em especial, as destrezas de
compreensão e expressão oral.
De facto, em termos práticos, pôde-se constatar a motivação dos alunos perante a
possibilidade de concretização de uma visita de estudo a Madrid na Escola Secundária
Fernão de Magalhães, em Chaves, onde se realizaram as práticas pedagógicas. Porém,
apesar de tal proposta se ver inviabilizada por motivos alheios às docentes organizadoras,
destacou-se este tipo de atividade como tendo um enorme potencial pedagógico que
poderia ser alvo de análise.
Por conseguinte, tentou-se, desta feita, responder a algumas preguntas:
- Porquê partir? Focando as motivações e os interesses que o envolvem.
- Como partir? Tendo em conta a legislação em vigor em Portugal e as várias etapas
de conceção do projeto.
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Não se prescindiu, ainda, de analisar alguns projetos/relatórios de visitas de estudo
já realizados em escolas portuguesas por docentes do grupo disciplinar de espanhol. Por
outro lado, sugeriram-se algumas propostas de visitas de estudo com aplicação de fichasguia a diferentes destinos de Espanha, onde se propõem tarefas muito práticas com
orientação comunicativa que favorecem a interação com pessoas nativas e valorizam,
sobretudo, a comunicação oral em língua espanhola. Por fim, indicaram-se algumas
alternativas às visitas de estudo, tendo em conta a conjuntura económica do país e, por
conseguinte, das famílias dos alunos, assim como o excesso de burocracia que envolve tais
projetos e que desencoraja, por vezes, os docentes.
Por conseguinte, o tipo de visita de estudo que se valoriza neste presente relatório
não assenta num mero “passeio” turístico, como é habitual acontecer na grande maioria dos
casos em Portugal. Pelo contrário, pretende-se sugerir uma abertura para uma
aprendizagem linguística, tendo em conta a realidade sociolinguística em que se encontram
com uma abordagem pragmática mais comunicativa e interativa.
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II-
Porquê partir?
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Uma visita de estudo pode assumir diversas funções. Por um lado, poderá motivar a
turma para uma determinada matéria ou mostrar realidades difíceis de representar em sala
de aula. Por outro lado, permitirá a conclusão ou síntese final de um estudo ou ainda um
estudo de um assunto através da observação dos elementos durante a visita de estudo.
A visita de estudo é uma das estratégias que mais estimula os alunos, dado o
carácter motivador que constitui a saída do espaço escolar. A componente lúdica que
envolve, bem como a relação professor-alunos que propicia, leva a que estes se empenhem
na sua realização. Contudo, a visita de estudo é mais do que um passeio. Constitui uma
situação de aprendizagem que favorece a aquisição de conhecimentos, proporciona o
desenvolvimento de técnicas de trabalho, facilita a sociabilidade e permite interligar os
conhecimentos teóricos adquiridos a uma comunidade linguística em contexto real.
a. Ser cidadão europeu
Os alunos, assim como, frequentemente as suas famílias, ignoram ou desconhecem
a existência de uma cidadania europeia emergente que lhes confere tanto direitos como
deveres. A União Europeia na sua essência desejava que os povos que a constituíssem, por
muito diferentes que fossem, aprendessem a conhecer-se, a enriquecer-se mutuamente
graças a essas diferenças e a unir-se à volta de projetos e de símbolos fortes tais como os
que significam os de visitas de estudo.
Descobrir Espanha é encontrar outros jovens europeus com quem terão um futuro
comum para construir. Tais atividades permitirão consciencializar-se da sua condição de
cidadão europeu.
b.
Descobrir outra sociedade e mostrar curiosidade
A maioria dos alunos tem poucas oportunidades no seio familiar de viajar ao
estrangeiro. Para muitos, ir a Espanha representa a primeira saída fora do território nacional.
De facto, conceder aos alunos todas as oportunidades é proporcionar-lhes, especialmente,
experiências que o seu ambiente familiar não lhes pode oferecer. Segundo Étienne
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(1992:35) é «donner à l’enfant toutes ses chances, c’est notamment lui donner celles que
son milieu familial ne lui offre pas.»
Será, assim, a oportunidade de tomar consciência de que existe, perto da sua
realidade linguística, outra com uma história e uma cultura diferentes. Mais do que o
enriquecimento sociocultural que lhes poderá fornecer uma visita de estudo a Espanha,
trata-se de despertar a curiosidade em cada um deles em relação ao “outro”. Valorizar-se-á,
assim, que também ele é rico em hábitos, costumes e tradições, seja ele o vizinho do lado,
ou viva ele do outro lado do planeta. O espanto e a mudança de meio e de hábitos
constituem fontes de interrogação e comparação favoráveis ao progresso e sucesso do
aluno. A visita de estudo proporciona uma abertura para o mundo que lhe permitirá construir
as suas próprias marcas. Segundo Gonnin-Bolo (1989), « Elles illustrent l’intérêt et la
diversité des manières d’apprendre qui font une part prépondérante à l’activité des élèves
sollicités aussi bien sur les plans sociaux, moteur sensible que cognitif. Elles peuvent être un
moyen de découverte et de maîtrise de l’environnement. L’approche sensorielle d’un
nouveau milieu ou d’un lieu de culture, la rencontre de professionnels, d’artistes ou de
créateurs, l’étonnement et le dépaysement constituent des sources de questionnement et de
comparaison, de stimulation de la curiosité. Le besoin de comprendre et de communiquer
s’en trouve activé. »
c. Adaptar-se a uma vida diferente e saber partilhar
Partir numa visita de estudo significa viver durante alguns dias, em grupo, com outros
jovens e adultos, fora do contexto familiar habitual, longe dos pais que, por vezes, provocam
o afastamento do filho em relação ao resto de grupo. A deslocação para um sítio
desconhecido e a adoção de um modo de vida novo e diferente poderá permitir a união de
grupo e a cada aluno viver momentos agradáveis e apagar algumas desigualdades sociais,
tendo todos direito às mesmas oportunidades.
Por outro lado, vai requer, desta feita, um “saber-ser” e um “saber-estar” próprio à
vida em comunidade, o respeito pelos outros e pelas regras estabelecidas, a partilha de
tarefas, a aceitação de outros adultos que não sejam os pais, como referentes. Integrar-se,
compreender e comunicar serão os maiores desafios.
Segundo Rioult (2000 :21), "On est dans un monde réel, vrai, que découvre l'enfant
grâce à l'accompagnement des adultes. C'est l'occasion de construire avec ses élèves des
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règles de vie tout à fait justifiées par les faits[...]qui relèvent de comportements sociaux,
nécessaires à la vie en collectivité."
d. Aplicar e enriquecer os conhecimentos linguísticos
O Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECRL) aconselha a
confrontar os alunos com situações concretas e variadas de interação oral. A visita de
estudo a Espanha insere-se nesse objetivo de favorecer esses momentos de tomada da
palavra autónoma e espontânea em situações da vida quotidiana. Para os alunos, todos os
momentos da visita e as atividades em grupo são a ocasião para essas trocas e partilhas de
tipo social. Essas interações linguísticas “sociais” correspondem às componentes
linguísticas, sociolinguísticas e pragmáticas contempladas no QECRL. Durante a visita, os
alunos estarão frequentemente em situação de comunicação, realizando tarefas e ações.
Terão de se envolver e de se investir reativando os conteúdos teóricos abordados nas aulas.
Segundo o QECRL, comunicar é utilizar um código linguístico (competência
linguística) produzido durante uma ação (competência pragmática) num determinado
contexto sociocultural e linguístico (competência sociolinguística).
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e. Aspetos pedagógicos
Se a aplicação dos conhecimentos adquiridos em contexto de sala de aula durante a
visita de estudo é o objetivo primordial deste tipo de projeto, este último não pode ser
dissociado de um objetivo pedagógico geral: o de motivar os alunos, desenvolver as suas
competências e capacidades, abri-los para o mundo, e, também, responsabilizá-los pelas
suas aprendizagens.
Um dos objetivos das novas metodologias de ensino e aprendizagem é,
precisamente, promover a interligação entre teoria e prática, a escola e a realidade. A visita
de estudo é um dos meios mais utilizados pelos professores para atingir este objetivo, ao
nível das disciplinas que lecionam. Daí que seja uma prática muito utilizada como
complemento para os conhecimentos previstos nos conteúdos programáticos que assim se
tornam mais significativos.
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Desta forma, poder-se-ão aplicar conteúdos gerais e específicos da língua
espanhola, contemplando conteúdos tanto culturais como lexicais ou, ainda, gramaticais e
sobretudo funcionais.
Por outro lado, as visitas de estudo têm sido um dos instrumentos privilegiados no
desenvolvimento da Área-Escola. Esta dimensão do currículo visa a concretização de
saberes através de atividades e projetos multidisciplinares, a articulação escola-meio e a
formação pessoal e social dos alunos. Organizadas neste contexto, as visitas de estudo
têm, progressivamente, acentuado o seu carácter interdisciplinar: as deslocações dos
alunos surgem integradas em projetos-turma, colaborando na sua planificação e
organização professores de diferentes disciplinas. Uma mesma realidade é suscetível de ser
abordada em diferentes perspetivas, tornando-se mais fácil para os alunos compreender, no
concreto, que os conhecimentos não são compartimentados.
As visitas globalizantes - no decurso das quais se reconhecem aspetos geográficos,
históricos, artísticos, económicos, literários… - favorecem a compreensão do carácter total
da realidade. Estas experiências, que implicam a coordenação do trabalho entre os
professores, tornam mais fácil a abordagem interdisciplinar dos diferentes conteúdos
programáticos.
Apesar de preponderarem as visitas de carácter interdisciplinar, podem justificar-se
visitas especializadas. Este tipo de visita visa abordar um aspeto específico de um tema de
uma disciplina, assumindo um carácter "monográfico".
A visita de estudo tem múltiplas potencialidades pedagógicas e formativas; de entre
elas destacam-se as que decorrem da relação de proximidade entre professores e alunos.
Num outro registo, num outro contexto de trabalho, o clima interpessoal melhora. Além
disso, muitas vezes, mais importante que os conhecimentos que se adquirem, são as
descobertas mútuas que se proporcionam.
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III-
Como partir?
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Antes de mais, é necessário lembrar que o desenvolvimento de projetos de visitas de
estudo supõe o cumprimento legal de procedimentos e formalidades, assim como uma
rigorosa preparação da mesma.
Para uma visita de estudo obter sucesso, é necessário ter em conta alguns princípios
gerais. Esses princípios devem ser adaptados às características específicas de diferentes
aspetos: a turma; o grau de ensino; o nível etário dos alunos.
a. Enquadramento legal
Segundo o Despacho 28/ME/1991 que regula as visitas de estudo ao estrangeiro,
esta “consiste na deslocação de uma ou mais turmas de um ou mais estabelecimentos de
ensino ao estrangeiro por um período variável, até um limite máximo de cinco dias úteis, e
com objetivos de aprendizagem bem definidos, visando complementar os conhecimentos
teórico-práticos previstos nos conteúdos programáticos das diferentes matérias de ensino.”
Refere, ainda, que a “ proposta de visita de estudo ao estrangeiro deve ser
apresentada em modelo próprio, dirigido à respetiva Direção Regional de Educação (DRE)
ou à Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário, ou ao Gabinete de Educação
Tecnológica, Artística e Profissional, consoante se trate de viagem de alunos de escolas da
área de apenas uma DRE ou de viagem de alunos de escolas das áreas de diversas
Direções Regionais de Educação.”
Por outro lado, a proposta de visita de estudo ao estrangeiro deve ser enviada à
DRE, ou à Direcção-Geral do Ensino Básico Secundário ou ao Gabinete de Educação
Tecnológica, Artística e Profissional, com a antecedência mínima de 30 dias a contar da
data prevista para o início da visita.
É, ainda, aplicável às visitas de estudo ao estrangeiro o disposto nos n.os 2 e 3 do
ponto 6 do referido Regulamento onde consta que todas as propostas devem conter a
indicação de qual o professor acompanhante que é responsável pela viagem. Este deverá
ter cinco ou mais anos de exercício de funções docentes, e a sua designação deverá ser
objeto de parecer favorável da estrutura de decisão pedagógica do estabelecimento de
ensino onde exerce funções.
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No prazo de 30 dias após a conclusão da visita de estudo deve ser enviado à
entidade autorizadora da viagem, assim como à respetiva DRE, um exemplar do relatório da
mesma, elaborado nos moldes apropriados.
Em 2004, surge o ofício circular 21/2004 da Direção Regional Educação do Norte
(seguida pelas outras DRE do país) que reconhece a desadequação temporal, quer dos
princípios orientadores, quer do modelo organizacional de visitas de estudo anteriormente
proposto no despacho nº28/ME/91, de 28 de Março. Propõe-se, então, face aos inúmeros
pedidos de autorização para a realização de visitas de estudo, informar do referencial de
análise, numa perspetiva de aprofundamento da autonomia das escolas e da participação
das comunidades educativas, perante a reorganização curricular dos ensinos básicos e
secundário. Apela-se, assim, à reflexão a realizar pelos Conselhos Pedagógicos das
escolas/agrupamentos no sentido de uma conceptualização e atualização do pensamento
curricular e pedagógico relativo a visitas de estudo em território nacional e ao estrangeiro.
Por conseguinte, passa a considerar-se visita de estudo toda e qualquer atividade
decorrente do Projeto Educativo de Escola e enquadrável no âmbito do desenvolvimento
dos projetos curriculares de escola/agrupamento, quando realizada fora do espaço físico da
escola e/ou da sala de aula.
Nesta aceção, uma visita de estudo é sempre uma atividade curricular,
intencionalmente planeada, servindo objetivos e conteúdos curriculares disciplinares ou não
disciplinares, logo uma atividade letiva obrigatória para todos os alunos da turma ou para um
conjunto de turmas para a qual foi estruturada.
Na organização de uma visita deverão ser observados alguns princípios
organizativos, a saber num primeiro momento, a aprovação pelos conselhos de turma,
departamentos curriculares e conselho pedagógico do projeto de vista de estudo. De
seguida, deve-se aplicar o regime de assiduidade dos alunos e pedir autorização e
coresponsabilização das famílias (obrigatório no caso de visitas com duração superior à das
atividades previstas para aquele dia). Os alunos deverão estar abrangidos pelo seguro
escolar (e por um seguro de viagem e estadia obrigatório no caso de visita ao estrangeiro).
Deve, ainda, ser assinada uma declaração de autorização de saída para o estrangeiro
expressa pelo encarregado de educação (pelo pai e pela mãe no caso de pais separados).
É obrigatório, também, a autorização expressa emitida pela DRE, no caso de visitas
superiores a três dias em território nacional e de qualquer vista ao estrangeiro
independentemente do número de dias, dependente do envio do projeto e do preenchimento
do respetivo impresso (anexo II do Despacho nº28/ME/91, de 28 de Março) até 30 dias úteis
a contar da data prevista para o início da visita.
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Por fim, torna-se claro que as visitas de estudo em território nacional ou ao
estrangeiro só poderão realizar-se durante o tempo letivo, se envolverem todos os alunos
da(s) turma(s) com cujos projetos curriculares se articulam, não sendo aceitável a exclusão
de qualquer aluno por motivos económicos. A não participação de um(a) aluno/a neste tipo
de atividade deverá ser assumida e fundamentada por escrito pelos pais e/ou encarregados
de educação. Sendo certo que os alunos que, por motivos decorrentes da própria visita de
estudo ou da escola responsável pela sua organização, não podem participar nas visitas de
estudo são duplamente prejudicadas: a impossibilidade de participar na atividade
pedagógica que é a visita de estudo e a impossibilidade de frequentarem as aulas a que
tinham direito.
Eis alguma legislação que vigora para regulamentar a concretização de visitas de
estudo que poderá consultar em anexo.
Despacho 28/ME/1991
Regulamento das visitas de estudo ao estrangeiro e intercâmbio escolar.
Ofício Circular DREN 21/2004
Visitas de estudo (em território nacional e ao estrangeiro), intercâmbios escolares, passeios escolares
e colónias de férias.
Ofício Circular DREN 1/2009
Equiparação de visitas de estudo a atividades letivas.
Lei 13/2006
Regime Jurídico do transporte coletivo de crianças.
Portaria 1350/2006
Regulamenta a atividade de transporte coletivo de crianças.
b. As diferentes etapas da preparação de uma visita de estudo
Se a visita de estudo parece ser uma realidade bem concreta na vida de um
estabelecimento de ensino, em contrapartida, a sua organização, as modalidades de
preparação e o seu desenrolar nem sempre são tão evidentes.
O aspeto mais importante de uma visita é a adesão dos alunos: é mesmo a condição
do seu sucesso. Por isso, devem ser envolvidos em todas as fases: planificação,
preparação, organização e avaliação da visita. A sua participação ativa na discussão dos
objetivos, bem como nas tarefas que envolvem a organização, é condição do sucesso
pedagógico da visita.
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O programa deve ser discutido e elaborado pelos professores e alunos. Estes
deverão recolher textos, notícias e informações sobre o local, selecionar mapas e plantas. A
preparação do itinerário e do guião deve contar com a colaboração ativa dos alunos, que
poderão ser responsabilizados pelo tratamento informático dos materiais de apoio.
Poderá caber aos alunos a tarefa de contactar as empresas de transportes, para
recolher orçamentos e, assim, se poder optar pelo mais favorável. Orientados pelos
professores, poderão dirigir-se à autarquia ou empresas da comunidade, para solicitar
apoios financeiros. Ao contactar com diferentes instituições, o aluno compreende que a
escola é um elemento interativo e interdependente da comunidade. Estas diferentes tarefas
deverão ser distribuídas por grupos, que se responsabilizarão pela sua execução.
Será, também, através dos alunos, que se poderá envolver os pais. O pedido de
autorização dirigido aos Encarregados de Educação deve fornecer informação sobre o
horário, itinerário, custo e material necessário. Mas, além disso, deve esclarecer os objetivos
da visita. Se for organizada uma exposição dos materiais produzidos, os pais deverão ser
convidados. Muitas vezes, as visitas de estudo proporcionam oportunidades para, em
contactos mais informais, se estabelecer relações mais próximas entre a escola e as
famílias.
i. A definição dos objetivos
O que distingue a visita de estudo de um passeio ou excursão é a sua integração no
processo ensino-aprendizagem, bem como a sua planificação e preparação cuidada. Na
preparação de uma visita, o primeiro momento será a definição dos objetivos desde o
domínio cognitivo aos das capacidades e competências, valores e atitudes; se estes forem
de carácter fundamentalmente cognitivo, dever-se-á ter em conta o momento do processo
de aprendizagem considerado mais oportuno para a realizar.
Muitas vezes a visita é utilizada como forma de motivar e sensibilizar os alunos para
a abordagem de um tema, de uma questão, tentando integrar, se possível, essa atividade no
estudo de um determinado tema do programa. Pode, assim, ter como função concretizar e
aplicar conhecimentos já adquiridos, culminando o estudo de um tema. Na maior parte das
vezes tem por função a recolha de dados e informações que esclareçam e motivem um
trabalho em curso.
Para além da aquisição de conhecimentos, as visitas de estudo possibilitam o
desenvolvimento de várias competências e capacidades: a aquisição e aplicação de
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técnicas de pesquisa, recolha e tratamento de informação; o desenvolvimento de
capacidades de observação e organização do trabalho, bem como a elaboração de sínteses
e relatórios.
Por outro lado, propiciam condições para o desenvolvimento do trabalho em equipa e
da comunicabilidade.
Ao planificar a visita, os professores deverão tentar a multidisciplinariedade e, em
conjunto, definir os objetivos de carácter geral e específico.
ii. O local, a data, meios de transporte e alojamento
O local a visitar depende dos objetivos que se pretendem atingir. Se a visita se
enquadra num projeto em que intervêm várias disciplinas, a deslocação deve prever a visita
a diferentes locais ou a um local que possibilite leituras diversas.
Se os professores não conhecem o local a visitar, há toda a conveniência em efetuar
uma visita prévia para recolher informações e dados que permitam a elaboração de um
guião e fichas de trabalho. Se a distância e a falta de disponibilidade não permitem esta
deslocação, os professores poderão pedir às instituições o envio de materiais de apoio.
A data da visita terá de ter em conta a planificação. De preferência, terá lugar após a
abordagem dos conteúdos necessários para observação, aplicação e reflexão durante a
visita de estudo. Poderão surgir em ocasião especiais, tais como as celebrações da
Cabalgata de los Reyes ou da Semana Santa, realçando o objetivo sociocultural da visita,
dado que desta forma poderiam realmente comprovar os hábitos e costumes do país.
As marcações de visitas, autocarros e hotéis (meios mais usados) deverão ser feitas
com antecedência porque, em muitos casos, é necessária a autorização das instituições que
tutelam o local a visitar e, desta forma, permite-se a comparação atempada de preços. Por
outro lado, há que gerir a saída dos alunos, dado que podem ser programadas outras
visitas, podem ser necessários subsídios e apoios para a sua realização, etc.
iii. O dossier-guia
O guião ou dossier-guia deverá conter as informações básicas sobre o programa da
visita: dia e horário da partida e da chegada, material necessário, percurso… Contudo, se
incluir outros elementos, poderá constituir um instrumento que oriente e torne a visita de
estudo mais atrativa. Poder-se-á fornecer informação sobre o assunto aos alunos através de
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textos ou folhetos impressos sobre o local a visitar ou uma aula audiovisual que servirá de
motivação para a visita de estudo. Assim, o tema deve ser enunciado, podendo ser
acompanhado por um ou mais textos.
Os objetivos gerais e específicos devem ser registados; em muitos casos, os
professores transcrevem os conteúdos programáticos relacionados com a visita. Deverão
ser assinaladas as paragens previstas durante o percurso, bem como os aspetos que
merecem ser observados: um rio, um monumento, uma atividade agrícola, uma produção
artística… Estas paragens, que serão sugeridas pelos professores, tendo como critério o
interesse que têm para as suas disciplinas, poderão ser assinaladas pelos alunos num
mapa, que deve constar do dossier.
Dever-se-ão integrar fichas-guia onde, para além de dados e informações, se
reservem espaços para os alunos registarem as suas observações e impressões pessoais.
Excertos de pequenos textos literários ou jornalísticos sobre o local a visitar, dados e
informações especializadas, podem integrar o dossier. As fichas-guia devem chamar a
atenção para os aspetos mais relevantes, bem como prever tarefas a cumprir durante a
visita: descrever um objeto, fazer uma entrevista, tirar fotografias, fazer um desenho, aplicar
um inquérito, fazer uma filmagem...
Pode-se pedir a cada aluno que eleja, livremente, o aspeto da visita que mais o
tenha sensibilizado e que, sobre ele, produza um pequeno texto - poético, literário,
jornalístico - acompanhado por uma imagem: um postal ou uma fotografia. Com estes
materiais pode-se montar um painel sobre a visita.
iv. A realização da visita
A forma como se realiza a visita depende de muitos fatores: do nível etário dos
alunos, do local a visitar, dos objetivos que se pretendem atingir. Na sua preparação e
organização, os professores terão de definir o tipo de visita, porque a opção tem implicações
no material a preparar e nos produtos a realizar.
A visita guiada, ou dirigida - por professores ou por guias -, valoriza, sobretudo, a
transmissão de conhecimentos. O carácter expositivo remete os alunos para um papel
passivo, sendo difícil mantê-los atentos e mobilizados para o que está a ser dito e mostrado.
Este tipo de visita é, muitas vezes, utilizado para ilustrar um tema já lecionado. Mesmo
assim, do ponto de vista didático, os resultados são pobres, porque não é solicitada a
participação do aluno. A atenção do grupo - que deve ser pequeno - pode ser estimulada
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__________________________________________________________________________________
através de perguntas, esclarecimentos, registo de apontamentos… O período de exposição
deve ser curto e não conter excesso de informação.
Na visita de descoberta, os alunos têm um papel ativo: orientados por um guião, por
fichas com informação, os alunos progridem no local a visitar. As fichas-guia, fornecidas
pelos professores, variarão de acordo com o grupo etário a que se destinam, devendo
prever atividades diversificadas.
Neste tipo de visita, o aluno assume um papel ativo, tornando-a mais motivadora. Os
professores são elementos disponíveis, a quem os alunos recorrem para tirar dúvidas e
pedir
esclarecimentos.
Acompanhando
os
alunos,
podem
fornecer
informações
complementares e colocar questões que estimulem os alunos nas suas observações e
registos.
Em determinadas circunstâncias - proximidade do local, nível etário, objetivos a
atingir -, um grupo de alunos pode deslocar-se com antecedência para fazer o levantamento
dos aspetos mais importantes do local a visitar. Estes alunos devem ser escolhidos segundo
critérios definidos pelos professores (ex.: alunos com problemas ou insucesso escolar e
alunos bem sucedidos). Com os professores, preparam a visita, servindo de guias quando a
turma realizar a deslocação.
Ao organizar a visita, os professores devem prever períodos de divertimento e de
convívio. Uma visita sobrecarregada acaba por ter efeitos negativos. Além disso, um
objetivo importante deste tipo de atividades é favorecer a comunicação entre os
participantes, bem como aliar o aspeto lúdico ao trabalho.
v. Os produtos e a avaliação
A avaliação dos resultados é uma etapa importante em qualquer ato pedagógico.
Deverá ser feita uma avaliação coletiva de todo o processo, identificando-se os
aspetos positivos e negativos. É a análise crítica do trabalho de organização e concretização
da visita que possibilitará a introdução de alterações em experiências futuras.
Na aula seguinte à realização da visita, os alunos podem apresentar um relatório ou
um trabalho ilustrado que apresente em síntese as suas conclusões.
Contudo, para além dos relatórios, pode ser produzido, a propósito da visita, outro
tipo de materiais privilegiando a comunicação à escola: a publicação de artigos no jornal
escolar, a afixação de cartazes com textos e fotografias, a passagem de filmes feitos pelos
alunos, a realização e projeção de um diaporama, etc.
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Será de todo o interesse que estes materiais sejam classificados e arquivados na
biblioteca e mediateca da escola. Podem constituir recursos a utilizar pelos professores,
noutras turmas e noutros anos.
A avaliação da participação e desempenho dos alunos poderá ser feita a partir de
fichas de auto e heteroavaliação, assim como os aspetos comportamentais: a iniciativa e o
empenhamento do aluno, a interação em grupo e com os falantes da língua espanhola.
Os professores deverão, também, valorizar as aquisições no domínio cognitivo,
aplicando fichas de aferição de conhecimentos, através das quais poderão averiguar a
aquisição dos aspetos linguísticos específicos da língua espanhola.
Assim, a partir do que consta no Programa Oficial de Espanhol do Ensino Básico,
poder-se-ia considerar que, através das visitas de estudo, serão objeto de avaliação na
disciplina de Espanhol as competências de comunicação que englobam a compreensão e a
expressão oral de enunciados sobretudo. Por outro lado, serão, ainda, alvo de apreciação a
adequação que o aluno faz da aprendizagem da língua às suas experiências e
necessidades, a utilização de estratégias que lhe permitam suprir as deficiências dos seus
conhecimentos, o progresso na construção da sua identidade pessoal e social.
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IV-
Análise de projetos/ relatórios de visitas de estudo realizadas
__________________________________________________________________________
Após inúmeros contactos com o órgão diretivo de diversas escolas do concelho de
Viana do Castelo, com a orientadora de estágio da escola secundária Fernão Magalhães,
com a orientadora de mestrado da Universidade e com colegas docentes da disciplina de
espanhol, pôde recolher-se alguns projetos e/ou relatórios de visitas de estudo:
- Galiza: Escola Secundária de Monserrate, Viana do Castelo.
- Salamanca e Barcelona: Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, Vila Real.
- Madrid: Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, Santarém.
Desta feita, puderam-se retirar algumas ilações significativas acerca do objeto de
estudo.
a. Recolha de dados
Aprovação prévia

Atividade integrada no Plano Anual de Atividades do presente ano letivo e
aprovada em Conselho Pedagógico;

Atividade autorizada pelos Encarregados de Educação em reunião realizada
anteriormente.
Plano de ocupação dos alunos não abrangidos pela Visita de Estudo
Para além das atividades constantes no Plano Anual de Atividades, a decorrerem na
escola, propõem-se fichas de trabalho para consolidação de conhecimentos e trabalhos de
pesquisa na Biblioteca e na Internet.
Nível dos alunos
Alunos da disciplina de Espanhol do - 9ºano, 11ºano (Salamanca)
- 9º ano (Madrid)
- 10º ano (Galiza)
- 3º ciclo (Barcelona)
Número de participantes
- 33 alunos + 10 acompanhantes (Madrid).
- 25 alunos + 2 acompanhantes (Galiza)
- 50 pessoas (alunos + acompanhantes) (Salamanca e Barcelona)
17 |
__________________________________________________________________________________
Período em que decorre a visita de estudo
- início 2º período (5 e 6 de janeiro)
- final 2º período (22 a 25 de março)
- início 3º período (3 e 7 de abril)
- meados 3º período (11 a 13 de maio)
Número de dias
- 4 dias (Madrid e Barcelona)
- 3 dias (Galiza)
- 2 dias (Salamanca)
Transporte a utilizar
- Autocarro de grande turismo
Alojamento
•Hotel de 1 ou 2 estrelas, em regime de alojamento e pensão completa;
• Alojamento em hotel de 3 estrelas com piscina, em regime de meia pensão.
Seguro de Viagem e Estadia: incluído no preço da viagem
Total de Encargos: - 255 € (por participante- 4 dias a Madrid)
- 160 € (por participante – 4 dias a Barcelona)
- 75 € (por participante – 2 dias a Salamanca)
- 0 € (Galiza) recolha do montante necessário pelos alunos
através da realização de pequenas atividades de angariação de fundos na escola (exemplo:
venda de bolos, feiras…).
Atribuição de algum subsídio pelo Ministério da Educação?
Não ou não mencionado.
Cancelamento de visita a Madrid na Escola Secundária Fernão Magalhães em
Chaves onde se realizou o estágio pedagógico:
- motivo: poucas inscrições devido à conjuntura económica; não podendo, os
encarregados de educação, ajudar a custear a viagem.
18 |
__________________________________________________________________________________
O necessário exigido aos alunos para a realização da visita de estudo
- Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade;
- Cartão Europeu de Seguro de Doença;
- Roupa e calçado confortável;
- Dinheiro para gastos pessoais;
- Uma mochila ou carteira pequena (para colocar o telemóvel e o porta-moedas);
- Comida para o primeiro dia;
- Dinheiro para algumas refeições;
- Quem estiver a tomar medicação, tem que a levar.
Objetivos apontados
No âmbito da disciplina de Espanhol, foram propostas as referidas visitas de estudo,
com o intuito de incutir sobretudo aos alunos o gosto pela língua espanhola, bem como o de
contactar com a cultura do país.
As visitas contemplam, muitas vezes, objetivos comuns a várias disciplinas, tais
como, Espanhol, E.M.RC. Geografia e História.
Objetivos das visitas:

Alargar as competências básicas de comunicação na língua estrangeira;

Proporcionar a articulação dos conteúdos programáticos com a vivência de
experiências reais, fora da sala de aula;

Permitir o contacto com ambientes autênticos que conduza a uma utilização
funcional da língua;

Desenvolver a sensibilidade estética na apreciação de manifestações
artísticas;

Alargar o horizonte cultural do aluno para além da sua comunidade
linguística;

Despertar a curiosidade e as emoções perante a civilização espanhola;

Promover a relação sócio afetiva entre alunos e entre alunos e professores;

Observar diretamente diferentes monumentos arquitetónicos;

Articular os conteúdos lecionados sobre a história de Espanha com os
espaços visitados;

Contactar com as principais obras de inícios do seculo XX.

Contactar com a língua e cultura espanhola: monumentos e museus;
monumentos, personalidades, escritores...
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__________________________________________________________________________________

Assistir ao desfile dos Reis Magos;

Estabelecer uma relação entre a cultura portuguesa e a cultura espanhola;

Conhecer Espanha no que diz respeito ao aspeto geográfico.

Perceber a importância vital dos transportes na mobilidade das populações.

Entender o impacto ambiental subjacente à utilização do transporte
rodoviário, numa grande metrópole - Barcelona.

Observar diretamente um Estádio Olímpico e um Estádio de Futebol (E. F. C.
Barcelona).
b. Conclusões
A visita de estudo é uma ferramenta pedagógica muito ambicionada pelos
professores para complementarem e aplicarem os conteúdos programáticos da língua
estrangeira que lecionam e assim conseguirem os tão desejados “materiais autênticos”.
No entanto, segundo o que se pôde apurar junto da direção de inúmeras escolas
contactadas, tem-se verificado um decréscimo do número de visitas de estudo a Espanha,
ou melhor dizendo, das visitas de estudo em geral. De facto, a conjuntura económica do
país que afeta as famílias dos educandos e uma organização burocrática bastante densa,
para os professores, no caso de visitas de estudo fora do país, são os motivos
maioritariamente alegados.
Nas que se puderam concretizar, ou estão em vias de se realizar, constatou-se a
necessidade de aprovação prévia após a proposta da mesma no plano anual de atividades e
no projeto de turma, junto do Conselho Pedagógico. Após aprovação da mesma, em reunião
marcada com antecedência antes da realização da visita, ter-se-á comunicado aos
encarregados de educação toda a informação necessária e os objetivos relativos à mesma.
Por outro lado, não foram esquecidos os alunos que não estão abrangidos pela visita
de estudo, por motivos frequentemente pessoais/económicos. Desta feita, permanecendo na
escola durante tal período, cumprindo o horário da turma, tiveram de estar contemplados por
um plano de ocupação que incluía fichas de trabalho para consolidação de conhecimentos e
trabalhos de pesquisa na Biblioteca e na Internet.
De notar, ainda, que as visitas nunca ultrapassaram o máximo de cinco dias exigido
por lei. Verificando-se que, quanto mais longínquo fosse o destino da escola, mais se
alargava o número de dias da visita. Tal sucedeu, possivelmente, por razões de
rentabilidade do tempo e para minimizar o impacto da longa viagem de autocarro de turismo,
permitindo alguma recuperação física entre a ida e o regresso.
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As datas das visitas tiveram em conta a planificação, tendo em consideração por
vezes, acontecimentos culturais de relevância em Espanha, tais como, por exemplo, o Dia
dos Reis. As marcações foram feitas com antecedência, porque são necessárias várias
autorizações de instituições e pedidos de orçamentos. Por outro lado, houve que gerir a
saída dos alunos, dado que podiam ser programadas outras visitas, podiam ser necessários
subsídios e apoios para a sua realização, etc. No entanto, nestes casos analisados, não foi
verificada a atribuição de nenhum subsídio por parte do Ministério da Educação ou tal não
foi mencionado.
Por conseguinte, na maioria dos casos, pediu-se a contribuição financeira das
famílias dos educandos. Excecionalmente, o custo da viagem foi suportado pelos próprios
alunos da visita à Galiza, que se esmeraram em angariar fundos com a organização de
eventos no recinto escolar, tais como feiras e venda de bolos. Tal exemplo é a prova
máxima de que o aspeto mais importante de uma visita é a adesão dos alunos: é mesmo a
condição do seu sucesso.
O número de participantes teve de ser significativo, tendo em conta a realidade de
cada escola, para se justificar o aluguer de um autocarro de turismo e conseguir preços
atrativos para os locais visitados, o seguro de viagem e estadia, o alojamento em hotel e as
refeições incluídas. De salientar que este meio de alojamento será pouco propício à
abordagem comunicativa pretendida; sendo mais proveitoso o contacto com famílias de
acolhimento para conviver com a realidade linguística, assim como, com os hábitos e
costumes dos espanhóis.
Além disso, os alunos envolvidos frequentavam o terceiro ciclo do ensino básico ou o
10º e 11º ano. De facto, constatou-se a exclusão do 12º ano por motivos de exames
nacionais e, por conseguinte, ser um ano fulcral e de grande intensidade para os alunos
desse nível de ensino.
Por outro lado, um dos pontos mais relevantes no que concerne às visitas de estudo
é a elaboração de objetivos e o cumprimento dos mesmos. Estas experiências, que
implicaram a coordenação do trabalho entre os professores envolvidos, tornaram
seguramente
mais
fácil
a
abordagem
interdisciplinar
dos
diferentes
conteúdos
programáticos.
O carácter interdisciplinar destes projetos visou a concretização de saberes
científicos, linguísticos e culturais, como também a articulação escola-meio e a formação
pessoal e social dos alunos. Uma mesma realidade foi suscetível de ser abordada em
diferentes perspetivas, tornando-se mais fácil para os alunos compreender, no concreto, que
os conhecimentos não são compartimentados.
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De salientar, ainda, que apesar de serem um tipo de atividade que se deve
implementar no processo de ensino e aprendizagem, subsistem, todavia, contratempos que
podem surgir durante as visitas de estudo. Por exemplo, existe a possibilidade de
ocorrências de indisciplina e de situações desagradáveis, tal como sucedeu na vista a
Galiza de alunos de 10º ano onde uma aluna foi “apanhada” a consumir uma substância
ilícita. Claramente, a saída do ambiente familiar pode favorecer esse tipo de
comportamentos menos adequados.
Porém, a posta em prática de tarefas dirigidas e de fichas guias (não verificada nas
visitas analisadas) poderiam ajudar a evitar tais desvios comportamentais, canalizando os
alunos para o dever de cumprir e mantendo-os mais ocupados.
Apesar de tudo, através da análise destas vistas de estudo, sobressaem mais os
aspetos positivos que estas acarretam como ferramenta pedagógica, tendo decorrido de
forma francamente positiva na sua grande maioria.
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V-
Propostas de visitas de estudo
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a. Finalidades
Num primeiro momento, teve-se como objetivo ultrapassar as práticas da sala de
aula e criar um elo de ligação entre a teoria e a prática. De facto, no caso de visitas de
estudo, averigua-se que, não basta tratar aspetos descritivos sobre a língua ou apresentar
atividades “pseudo-comunicativas” (tal como ocorre em contexto de sala de aula), interessa
sim, nesta perspetiva, proporcionar a comunicação real imposta pelo mundo exterior.
Desta feita, graças a esta posta em prática, importaria superar o primeiro tipo de
interação oral que ocorre na aula e que se caracteriza por uma estrutura muito rígida em
que o professor inicia o discurso, frequentemente com uma pergunta, os alunos respondem
e o professor comenta a resposta. Esta interação básica, que é importante, mas muito
limitada, difere da que ocorre no mundo fora da aula.
Apesar do desenvolvimento de trabalho de pares e de grupo romper esta estrutura e
permitir aos alunos falarem mais tempo e de forma mais autêntica, seria proveitoso ir mais
além. Aos alunos devem, pois, oferecer-se muitas oportunidades para manter uma interação
oral que se pareça o mais possível com a que ocorre entre os falantes de espanhol.
Em suma, o objetivo é colocá-los nas situações reais, que possivelmente lhes farão
falta se regressarem um dia a este país em situação de turismo ou, então, se forem,
posteriormente, lá viver numa perspetiva de estudo ou trabalho.
Por outro lado, este tipo de planificação de visitas, permitirá mantê-los ocupados e
empenhados na resolução de questões e no cumprimento das tarefas para evitar a
dispersão dos alunos e, por conseguinte, situações de comportamentos menos adequados.
Além disso, pretende-se que adquiram um certo à-vontade e mais autoconfiança na
hora de ter que expressar-se em língua espanhola. A concretização das tarefas em grupo de
três possibilitará, precisamente, a diminuição de alguns receios na hora de “entrar em cena”,
pois assim existirá algum apoio mútuo. Se conseguirem fazer-se compreender, o objetivo
está alcançado. As várias gravações solicitadas dessas situações de comunicação e
interação servirão precisamente para comprovarem o sucesso das suas intervenções e
detetarem possíveis erros que permanecem por corrigir.
Espera-se, também, que este tipo de proposta com uma abordagem mais
comunicativa e interativa sirva de motivação para o restante processo de ensino e
aprendizagem a desenvolver em contexto de aula.
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b. Processo de elaboração
Na elaboração das propostas de visitas de estudo com fichas-guia foram consultados
os programas dos vários níveis de ensino da disciplina de Espanhol do Ministério da
Educação. Deste modo, tentou-se aplicar alguns dos respetivos conteúdos programáticos,
criando um processo gradativo no que diz respeito ao grau de dificuldade das tarefas à
medida que o nível dos alunos avançava. Porém, não foi possível integrá-los todos.
Salientaram-se, sobretudo, alguns dos comunicativos/ funcionais, para além dos conteúdos
culturais, léxicos e gramaticais.
Para além disso, foram contactadas agências de viagem, a Consejería de Educación
de Lisboa e várias editoras para conseguir determinar alguns dos destinos de Espanha mais
escolhidos pelas escolas do Norte do país. Contudo, nunca se obteve qualquer informação
da Consejería da Educación de Lisboa e foi, também, difícil conseguir alguma resposta por
parte da maioria dos órgãos diretivos das escolas contactadas. Somente três responderam,
informando de que não tinham realizado visitas de estudo no âmbito dessa disciplina.
Por outro lado, o contacto com as várias editoras de manuais de Espanhol foram
infrutíferas. De facto, só a Porto Editora informou de que, após consulta da equipa editorial
responsável pela área disciplinar de Espanhol, em todos os seus manuais de Espanhol são
abordados aspetos culturais tanto de Espanha como da América Latina, não sendo contudo,
propostas visitas de estudo. No entanto, é sugerido em diversas ocasiões que, após a
realização das atividades propostas no manual, os alunos façam uma pesquisa na internet
para ficar a conhecer melhor as realidades culturais e civilizacionais dos países/cidades em
causa. Para além dessa editora, somente a Editora Santillana e a Livraria Ideal
(representante e distribuidora de várias editoras espanholas em Portugal) se dignaram
responder ao que lhes foi solicitado. Porém, a primeira informou de que não incluíam
sugestões de visitas de estudo a Espanha nos seus manuais e a segunda remeteu para a
consulta dos manuais por ela distribuídos no Instituto Cervantes de Lisboa e na Consejería
de Educación de Lisboa. No entanto, a distância física que separa desses locais inviabilizou
tal procedimento.
Finalmente, os programas oficiais da área disciplinar do Espanhol de iniciação e de
continuação não referiam nenhuma proposta de visita de estudo em particular nos vários
níveis de ensino. Contudo, destacam que “é, portanto, importante propiciar atividades de
comunicação real, entre as quais destacamos as relacionadas com intercâmbios entre
alunos ou escolas de países estrangeiros, que podem culminar numa visita de estudo”. Por
outro lado, referem o método de trabalho por projetos e focam que este se diferencia da
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tarefa pela sua maior amplitude (a elaboração de um anúncio, a preparação de uma viagem,
uma visita a uma cidade), que exige um período de tempo maior e que se subdivide em
tarefas intermédias, cada uma delas com os seus próprios objetivos de aprendizagem.
Com base no programa da visita de estudo e cruzando com os conteúdos
comunicativos de manuais e dos programas oficiais de espanhol do nível correspondente,
elaboraram-se, passo a passo, as diferentes tarefas estipuladas nas fichas-guia.
c. Aplicação
Por conseguinte, sugeriu-se colocar os alunos nos diversos espaços a visitar não só
a observar com atenção para responder a determinadas preguntas mais diretas, como
também a procurar a resposta a outras, obrigando-os a interpelar funcionários, guias, outros
visitantes…como, por exemplo, a pedir indicação de determinado caminho, prestando
atenção as indicações que lhes são fornecidas para indicá-las por sua vez depois. Por outro
lado, orientaram-se as tarefas de modo a estabelecer comparações ou expressar a sua
opinião em vários momentos. Além disso, colocaram-se os alunos em situações reais nos
hotéis, nos restaurantes ou nas lojas comerciais. Por exemplo, os alunos terão de ser eles
próprios a realizar todos passos do check-in, pedir informações sobre a localização do
quarto ou fazer o pedido ao empregado de mesa do restaurante. Solicitaram-se, ainda,
intervenções em lojas comerciais onde teriam de mostrar interesse por uma determinada
peça de roupa e pedir à/ao vendedor(a) para experimentá-la ou, então, teriam de comprar
alguma lembrança.
Por outro lado, estas propostas pressupõem um conjunto de pré-atividades e de pósatividades a desenvolver em conjunto com os alunos, assumindo eles claramente um papel
ativo nestas fases do processo de aprendizagem.
Como pré-atividades, por exemplo, poderão, em primeiro lugar contribuir para a
elaboração do programa da visita, pesquisando acerca da cidade/região escolhida.
Poderão, ainda, ajudar a preparar e organizar a visita, escrevendo os correios
eletrónicos para contactar com as empresas de turismo (agências de viagens, hotéis e
empresas de transportes) e solicitar orçamento.
No caso da visita de estudo a Madrid, os alunos terão de elaborar em grupos de três
os guiões de filmagens da reportagem ou do telejornal (conforme o escolhido) que vão
realizar sobre a cidade, estipulando locais, situações/ notícias, textos e eventuais diálogos.
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Haverá, também, a possibilidade de enunciar em conjunto alguns dos objetivos a
atingir com a visita e estipular os critérios de avaliação aos quais estarão sujeitos. Poderão
afixá-los na sala de aula.
Antes da realização da visita, o/a professor(a) entregará as fichas guia aos alunos,
que será lida e explicada, esclarecendo qualquer dúvida que possa surgir.
Como pós-atividade, dedicar-se-ão algumas aulas para dar cumprimento à tarefa
final estipulada para cada destino.
Além disso, poderão ser usadas as filmagens dos alunos de várias situações de
comunicação durante as visitas para se proceder à descoberta de erros e posteriormente à
correção dos mesmos.
Para além destes três momentos, ter-se-á ainda em conta para a avaliação as
atitudes e comportamentos dos alunos, o empenho em cumprir todas as tarefas estipuladas
e a demonstração de vontade de comunicar em espanhol.
No final, entregar-se-á uma ficha de autoavaliação e de avaliação da visita de
estudo.
As fichas propostas poderão, também, ser utilizadas como possíveis roteiros de
peddy-paper, podendo sofrer ligeiras alterações e/ou adaptações para tal, se necessário. O
uso da língua como jogo desempenha frequentemente um papel importante na
aprendizagem e no desenvolvimento da língua. Este aspeto lúdico poderá motivar para a
aquisição das competências comunicativas que se revela fulcral no processo de ensino
aprendizagem de uma língua estrangeira.
A participação ativa do aluno na discussão dos objetivos e da avaliação, bem como
nas tarefas que envolvem a organização ou, ainda, a interação direta com pessoas nativas,
falantes de espanhol é condição do sucesso pedagógico da visita.
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Nivel A1
Destino: Galicia (A Coruña y Santiago de Compostela)
Objetivos generales:
- Adquirir y desarrollar las competencias básicas de comunicación en la lengua española.
- Comprender e interpretar textos orales y escritos, de naturaleza diversificada, adecuados a
su desarrollo lingüístico, psicológico y social, utilizando contextos simulados cotidianos y
expresiones actuales de los medios de comunicación.
- Producir, oralmente y por escrito, enunciados de complejidad adecuada al desarrollo
lingüístico, psicológico y social, haciendo referencia a situaciones cotidianas y a situaciones
funcionales.
- Fomentar y utilizar estrategias personales de aprendizaje y de comunicación, que permitan
superar dificultades de comprensión y de expresión del alumno.
- Ser sensible a los aspectos estéticos de la lengua española.
- Desarrollar la capacidad de iniciativa, el poder de decisión, el sentido de la responsabilidad
y de autonomía.
- Progresar en la construcción de su identidad personal y social, desarrollando el espíritu
crítico, la confianza en sí mismo y en los demás y actitudes de sociabilidad, de tolerancia y
de cooperación.
- Conocer aspectos de la cultura española.
- Comparar aspectos de la cultura española y de la cultura portuguesa.
- Conocer la diversidad lingüística de España y valorar su riqueza idiomática y cultural.
- Profundizar el conocimiento de su realidad sociocultural, a través de la confrontación con
los aspectos de la civilización de pueblos de expresión española.
Contenidos
Culturales/ Léxicos
- Las ciudades de La Coruña y de Santiago de Compostela.
- Las expresiones de presentación y caracterización.
- Ciudades y espacios.
- Turismo en España.
- Los restaurantes y la comida típica española.
- La comida, los alimentos y los platos.
- Los servicios y lugares en la ciudad.
- Los objetos de una habitación.
- El consumo.
- Tiendas y productos.
- Los números de 0 a 100.
28 |
__________________________________________________________________________________
Funcionales
- Localizar personas, lugares u objetos.
-Describir lugares y objetos.
- Identificar objetos.
- Identificar monumentos/ lugares visitados.
- Expresar gustos.
- Expresar preferencias.
- Justificar una opinión.
- Resumir en pocas palabras.
- Hacer preguntas.
- Presentarse.
- Dar datos personales.
- Saludar y despedirse.
- Identificar a alguien dentro de un grupo.
- Pedir algo en una tienda.
- Valorar las compras.
- Reconocer tiendas.
- Ir de compras.
- Hacer un juicio de valor.
- Comparar precios.
- Pedir informaciones.
- Preguntar el precio de un producto.
- Pedir en un restaurante.
- Identificar los platos y las comidas.
Gramaticales
- Presente del indicativo.
- Los artículos definidos e indefinidos.
- El artículo: formas contraídas.
- El género y el número.
- Los adjetivos calificativos.
- Adverbios de lugar.
- Los interrogativos: qué, cómo, cuál(es), quién(es), cuánto/a/os/as, dónde, por qué.
- Oraciones causales.
- El verbo gustar.
- Los adverbios de afirmación, negación y tiempo.
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Nivel A1
Destino: Galicia (A Coruña y Santiago de Compostela)
Tarea final:
Elaborar un mapa ilustrado de las ciudades de A Coruña e Santiago de Compostela.
Programa:
1er día
– Salida de la Escuela con destino a la Coruña;
– Llegada a la Coruña;
– Visita a la Casa de las Ciencias (Sala de Exposiciones y Planetario);
– Almuerzo (picnic);
– Visita al Museo Domus- Casa del Hombre- (Sala de Exposiciones y Cine 3D);
– Visita al Aquarium Finisterrae;
– Visita con guía oficial por la ciudad de la Coruña;
– Salida de la Coruña con destino a Santiago de Compostela;
– Llegada al hotel, alojamiento y cena.
2º Día
- Visita con guía oficial por Santiago de Compostela, incluyendo entrada en la Catedral;
– Almuerzo (no incluido);
– Paseo en barco por la Ría de Arosa;
– Salida hacia Portugal.
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Ficha Guía 1
No te olvides de llevarte:
d. Bolígrafo, lápiz y goma;
e. Una superficie dura para apoyarte y escribir.
Siempre que haya interacción oral con otras personas, trabajarás en grupo de tres (decidido
en clase). Grábalo con tu móvil o pide ayuda a un compañero de tu grupo.
Saca fotografías de todos los monumentos y sitios visitados.
31 |
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1- Indica / Rodea en el mapa de la ciudad de la Coruña dónde se sitúa la Casa de las
Ciencias, el Domus, el Aquarium Finisterrae y la Torre de Hércules.
Casa de las Ciencias
2- ¿Cuántas plantas tiene el edificio?
_____________________________________________________________________
3- ¿Qué te gustó más en la Casa de las Ciencias? ¿Por qué?
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El Museo “Domus”.
4- ¿Qué puedes ver en el exterior del edificio?
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__________________________________________________________________________
5- ¿Qué viste en la sala de exposiciones que te gustó más?
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__________________________________________________________________________
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6- ¿Descubriste algo que no sabías sobre el Hombre? Indica lo que fue.
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__________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
7- Resume en pocas palabras el asunto de lo que viste en el cine 3D.
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
El Aquarium Finisterrae.
8- ¿Dónde se sitúa este museo?
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__________________________________________________________________________
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__________________________________________________________________________________
9- ¿Qué monumento símbolo de la ciudad de La Coruña está muy cerca?
_________________________________________________________________________
Durante la visita guiada
10- Haz una pregunta al guía que te acompaña durante la visita a la ciudad de la Coruña.
Transcríbela, así como su respuesta.
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
11- Apunta cuáles fueron los monumentos/sitios que visitaste con el guía.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
En el hotel
12- Preséntate y pregunta por el número de tu habitación.
13- Describe tu habitación (dónde está, con quién la compartes, cómo es...)
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
14- Mira el menú del restaurante.
a. ¿Cómo está dividido el menú?
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__________________________________________________________________________
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34 |
__________________________________________________________________________________
b. ¿Qué te proponen como platos y como postres?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
c. ¿Qué escogiste? Pídeselo al camarero. (Grábalo)
Durante la visita a Santiago de Compostela.
15- Haz una pregunta a uno de tus compañeros sobre la Catedral.
Transcríbela así como la respuesta que te dio.
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
16- Apunta cuáles fueron los monumentos/sitios que visitaste con el guía en Santiago de
Compostela.
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__________________________________________________________________________
17- Para el almuerzo ¿qué te comiste? ¿Te compraste algo para comer o beber?
¿Dónde? (Grábalo)
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
18- Durante la visita de estudio, vas a comprar algún recuerdo en una tienda.
Grábatelo con tu móvil o pide ayuda a un compañero.
¡Buena visita de estudio!
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Nivel A2
Destino: Salamanca
Objetivos generales
- Adquirir y desarrollar las competencias básicas de comunicación en la lengua española.
- Comprender e interpretar textos orales y escritos, de naturaleza diversificada, adecuados a
su desarrollo lingüístico, psicológico y social, utilizando contextos simulados cotidianos y
expresiones actuales de los medios de comunicación.
- Producir, oralmente y por escrito, enunciados de complejidad adecuada al desarrollo
lingüístico, psicológico y social, haciendo referencia a situaciones cotidianas y a situaciones
funcionales.
- Fomentar y utilizar estrategias personales de aprendizaje y de comunicación, que permitan
superar dificultades de comprensión y de expresión del alumno.
- Ser sensible a los aspectos estéticos de la lengua española.
- Desarrollar la capacidad de iniciativa, el poder de decisión, el sentido de la responsabilidad
y de autonomía.
- Progresar en la construcción de su identidad personal y social, desarrollando el espíritu
crítico, la confianza en sí mismo y en los demás y actitudes de sociabilidad, de tolerancia y
de cooperación.
- Conocer aspectos de la cultura española.
- Comparar aspectos de la cultura española y de la cultura portuguesa.
- Conocer la diversidad lingüística de España y valorar su riqueza idiomática y cultural.
- Profundizar el conocimiento de su realidad sociocultural, a través de la confrontación con
los aspectos de la civilización de pueblos de expresión española.
Contenidos
Culturales/Léxicos
-La ciudad de Salamanca.
-Características personales.
-El ocio.
-La cabalgata de los Reyes.
-El consumo y los consumidores.
-Enfermedades.
-Síntomas y medicinas.
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Funcionales
- Presentarse.
- Dar las gracias.
- Identificar, definir y describir personas, objetos y lugares.
- Aconsejar algo a alguien.
- Preguntar por su camino.
- Identificar señales informativas.
- Indicar la dirección.
- Pedir / Dar informaciones.
- Enumerar ventajas e inconvenientes de los viajes.
- Contar un suceso.
- Contar un hecho.
- Hablar del estado de salud.
- Valorar el dinero.
-Expresar la probabilidad.
-Expresar la hipótesis.
Gramaticales
-Presente de indicativo: verbos regulares e irregulares.
-Artículos determinados: masculino, femenino y neutro.
-Presencia/ ausencia del artículo.
-Presente de subjuntivo.
-Pretérito perfecto de indicativo.
-Pretérito indefinido.
-Condicional.
-Futuro imperfecto.
-Pronombres personales de objeto directo e indirecto.
-Gerundio.
-Imperativo afirmativo.
-Imperativo negativo.
-Colocación de los pronombres personales con imperativo.
- Oraciones finales (para+ infinitivo; para que+ subjuntivo).
-Relaciones entre los tiempos del pasado.
-Adjetivos y pronombres posesivos.
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Nivel A2
Destino: Salamanca
Tarea final:
Construir un tablero de un juego (tipo parchís) con imágenes de Salamanca y preguntas
sobre la ciudad.
Programa:
1er día
-
Salida de la Escuela con destino a Salamanca;
-
Llegada a Salamanca;
-
Comida tipo picnic;
-
Visita libre de la ciudad:
-
o
Las Catedrales Vieja y Nueva;
o
Plaza de Anaya;
o
Las Universidades;
o
La calle de la Compañía.
o
La Casa de las Conchas
o
Plaza Mayor
o
La Cabalgata de los Reyes
Llegada al hotel, alojamiento y cena.
2º día
-
Continuación de la visita a Salamanca:
o
Puente Romano;
o
Casa Lis (Museo Art Nouveau y Art Decó);
o
Iglesia y museo de San Esteban;
o
Convento de las Dueñas;
o
La Gran Vía.
-
Almuerzo en el hotel.
-
Salida hacia Portugal.
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Ficha guía 2
No te olvides de llevarte:
-
Bolígrafo, lápiz y goma;
Una superficie dura para apoyarte y escribir.
Siempre que haya interacción oral con otras personas, trabajarás en grupos de tres
(decidido en clase). Grábalo con tu móvil o pide ayuda a un compañero de tu grupo.
Saca fotografías de todos los monumentos y sitios visitados.
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1- __________________________________________________________________________________
Subraya o rodea en el mapa que sigue todos los monumentos/ sitios que visitaste. Añade alguno
que pueda no estar.
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1er día
2- Cuáles de las catedrales preferiste? ¿La Nueva o la Vieja? Justifica.
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a. Pregunta a tres personas (desconocidas y no portuguesas) que estén cerca
de ti durante esa visita cuál es su preferencia. Dales las gracias. (Grábalo)
Registra sus opiniones.
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3- En la plaza de la rectoría de la Universidad de Salamanca, pregunta a alguien por la
“ranita de la suerte”. ¿La encontraste? Grábatelo.
4- Durante la visita, te vas a comprar algo (recuerdo, postal, ropa, revista…).
(Grábatelo).
5- Además, busca restaurantes. Toma apuntes de los menús que cada uno presenta y
crea el tuyo. Grábalo. (Si lo consigues, pide en uno de los restaurantes que te deje
grabar tu presentación en su cocina).
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6- Describe a los reyes magos de la cabalgata.
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7- Cuenta el suceso que más te marcó (positivamente o negativamente) durante esa
fiesta.
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8- Aconseja a un amigo para que asista también.
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En el hotel
9- Preséntate y pregunta por el número de tu habitación. (grábalo)
10- Describe tu habitación (dónde está, con quién la compartes, cómo es...)
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2º día
11- En grupo de tres. Grábalo.
a. Pregunta a un español en la calle por la Gran Vía.
b. Indica esa dirección a uno de los compañeros del grupo.
12- Encuentra cerca de los monumentos visitados dos señales informativas. Puedes mirar
el mapa del inicio.
Sácales una foto. ¿Qué lugar indican?
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42 |
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13- ¿Pregunta a alguien en la calle si conoce a Calisto y Melibea? Cuál es el
monumento/lugar que alude a su historia? Grábalo.
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14- ¿Alguien se quedó enfermo durante la visita de estudio? ¿Qué le sucedió?
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15- Enumera ventajas e inconvenientes de esta visita de estudio.
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¡Buena visita de estudio!
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Nivel B1
Destino: Bilbao
Objetivos generales
- Adquirir y desarrollar las competencias básicas de comunicación en la lengua española.
- Comprender e interpretar textos orales y escritos, de naturaleza diversificada, adecuados a
su desarrollo lingüístico, psicológico y social, utilizando contextos simulados cotidianos y
expresiones actuales de los medios de comunicación.
- Producir, oralmente y por escrito, enunciados de complejidad adecuada al desarrollo
lingüístico, psicológico y social, haciendo referencia a situaciones cotidianas y a situaciones
funcionales.
- Fomentar y utilizar estrategias personales de aprendizaje y de comunicación, que permitan
superar dificultades de comprensión y de expresión del alumno.
- Ser sensible a los aspectos estéticos de la lengua española.
- Desarrollar la capacidad de iniciativa, el poder de decisión, el sentido de la responsabilidad
y de autonomía.
- Progresar en la construcción de su identidad personal y social, desarrollando el espíritu
crítico, la confianza en sí mismo y en los demás y actitudes de sociabilidad, de tolerancia y
de cooperación.
- Conocer aspectos de la cultura española.
- Comparar aspectos de la cultura española y de la cultura portuguesa.
- Conocer la diversidad lingüística de España y valorar su riqueza idiomática y cultural.
- Profundizar el conocimiento de su realidad sociocultural, a través de la confrontación con
los aspectos de la civilización de pueblos de expresión española.
Contenidos
Culturales/Léxicos
- La ciudad de Bilbao.
- El tiempo libre.
- El arte.
- La arquitectura.
- El cine.
- Los museos.
- El turismo.
- Las tiendas de ropa y el consumismo.
- Las reglas de buen ciudadano.
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Funcionales
-
Localizar calles en un mapa.
-
Situarse en una ciudad.
-
Hablar sobre preferencias.
-
Proponer, aceptar y rechazar propuestas.
-
Transmitir mensajes.
-
Resumir un argumento de una película.
-
Relatar experiencias pasadas.
-
Valorar situaciones y hechos.
-
Opinar sobre temas relacionados con el arte.
-
Mostrar interés.
-
Comparar lugares.
-
Describir e identificar lugares y objetos.
-
Pedir informaciones.
-
Aconsejar algo a alguien.
-
Expresar prohibición.
-
Expresar obligatoriedad.
-
Contar un suceso.
-
Proponer soluciones.
-
Transmitir información recogida sobre algo o alguien.
Gramaticales
-
Presente de subjuntivo.
-
Condicional.
-
El pretérito perfecto.
-
El pretérito indefinido.
-
El pretérito imperfecto.
-
El pretérito pluscuamperfecto.
-
El futuro.
-
El imperativo.
-
Las oraciones condicionales.
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Nivel B1
Destino: Bilbao
Tarea final: Exposición con carteles en la escuela
Programa:
1er día
-
Salida de la Escuela con destino a Bilbao;
-
Llegada a Bilbao;
-
Visita al Casco antiguo de Bilbao: las siete calles, la Iglesia de San Antón, el
Mercado de la Ribera, la Catedral de Santiago y la Plaza Nueva.
-
Comida tipo picnic en los jardines de Arrupe;
-
Visita del museo Guggenheim.
-
Paseo por la extensión de Bilbao: Plaza Federico Moyua, Palacio Chavarri,
Diputación Foral de Vizcaya, Estación de Abando, Teatro Campos Elíseos.
-
Llegada al hotel/familias, alojamiento y cena.
2º día:
-
Paseo por la Ría del Nervión: el Teatro Arriaga, la estación de FEVE, el
Ayuntamiento, el Puente Zubi Zuri y el Puente de la Salve.
-
Visita al Museo de Bellas Artes
-
Comida tipo picnic en el parque de Doña Casilda.
-
Visita al museo Marítimo;
-
Subida al funicular de Artxanda - vista de la ciudad, paseo por la zona.
-
Salida hacia Portugal.
-
3er día:
-Llegada a la escuela.
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Ficha guía 3
No te olvides de llevarte:
-
Bolígrafo, lápiz y goma;
Una superficie dura para apoyarte y escribir.
Siempre que haya interacción oral con otras personas, trabajarás en grupos de tres
(decidido en clase). Grábalo con tu móvil o pide ayuda a un compañero de tu grupo.
Saca fotografías de todos los monumentos y sitios visitados
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__________________________________________________________________________________
1- Subraya o rodea en el mapa que sigue todos los monumentos/ sitios que visitaste.
Añade alguno que pueda no estar.
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2- ¿Cuáles son los nombres de las “siete calles” del Casco Antiguo de Bilbao?
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__________________________________________________________________________
3- Entra en una de las tiendas de ropa de una de esas calles y pruébate una prenda
que te guste. Pregunta por tu número y dónde están los probadores. Por último, dile
que no te gusta y dale las gracias. (Grábalo)
4-
Busca un cine de Bilbao e infórmate sobre el argumento de una de las películas que
están pasando. Muestra interés por el relato. Te toca a ti contarlo ahora. (Grábalo).
O
Pregunta en la calle, cuál fue la última película que esa persona vio. Pídele que
cuente el argumento. Muestra interés por su relato. Te toca a ti contarlo ahora.
(Grábalo)
5- ¿Cómo describirías el museo Guggenheim? (fuera y dentro)
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a. ¿Se asemeja a lo que viste en el casco Antiguo? Justifica.
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6- ¿Cuál es la mascota que se encuentra frente al museo?
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a. ¿Cómo se llama?
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b. ¿De qué está cubierto?
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c. ¿Qué mensaje te parece que transmite?
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7- ¿Crees que el museo se encaja bien en la arquitectura de la ciudad? Justifica.
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8- ¿Te parece bien que todo gire en torno al museo Guggenheim? Justifica.
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__________________________________________________________________________
9- ¿Qué otros monumentos visitados se encuadrarían en esta arquitectura
modernista/contemporánea?
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10- ¿Se nota mucho el contraste entre las dos “caras” de esta ciudad?
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a.
¿Por qué será que se creó esta oposición?
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b. ¿Cuál te gustó más? Justifica.
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11- La ría es un motor importante para esta ciudad: ¿cuántos puentes y pasarelas hay?
Pregúntalo por la calle a alguien. (Grábalo).
12- ¿Qué normas/reglas de buen ciudadano aconsejarías que se apliquen durante las
comidas en los parques?
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13- ¿Sucedió algo fuera de lo normal durante la visita de estudio?
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a. ¿Qué solución se encontró?
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b. ¿Cómo crees que la deberían haber resuelto?
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14- Narra/Resume lo que aprendiste sobre esta ciudad.
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¡Buena visita de estudio!
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Nivel B2
Destino: Sevilla
Objetivos generales
- Consolidar y alargar la competencia comunicativa adquirida
antes, de forma a usar
apropiada y fluentemente lengua Española en las diferentes situaciones de comunicación.
- Comprender mensajes orales o escritos producidos en contextos diversificados y
adecuadas a su nivel de competencia.
- Interpretar y producir diferentes tipos de texto, demostrando autonomía en el uso de las
competencias discursiva y estratégica.
- Descubrir y contrastar el funcionamiento de la lengua.
- Interactuar con la cultura española.
- Demostrar actitudes positivas delante de la lengua extranjera y
de los universos
socioculturales que vehicula, en una perspectiva intercultural.
- Consolidar prácticas de relacionamiento interpersonal favorables al ejercicio del sentido de
responsabilidad, de solidaridad y de la consciencia de ciudadanía europea.
- Dominar estrategias de superación de dificultades y resolución de problemas, valorando el
riesgo como forma natural de aprender.
- Utilizar adecuadamente las nuevas tecnologías como medio de comunicación e
información.
Contenidos
Culturales/Léxicos
La ciudad de Sevilla.
El turismo.
El arte.
La vida nocturna.
El ocio de los jóvenes españoles.
Funcionales
Identificar lugares en un mapa.
Describir lugares, objetos y casas.
Expresar hipótesis.
Pedir informaciones.
53 |
__________________________________________________________________________________
Coger informaciones.
Destacar la importancia de lugares.
Comparar dos monumentos.
Indicar características de monumentos.
Expresar sentimientos y sensaciones.
Ofrecer y rechazar algo amablemente.
Discutir opiniones argumentando a favor o contra.
Preguntar por algo o alguien.
Seguir indicaciones.
Expresar gustos y preferencias.
Convencer a alguien de algo.
Comprobar hipótesis.
Constatar la realidad y emitir juicios de valor.
Hacer recomendaciones.
Aconsejar algo a alguien.
Justificar sus opiniones.
Sintetizar información.
Gramaticales
Futuro.
Condicional.
Pretérito imperfecto de subjuntivo.
Correlación de tiempos.
El estilo indirecto.
Conectores de la argumentación.
Revisión de imperativo.
Estructuras condicionales.
54 |
__________________________________________________________________________________
Nivel B2
Destino: Sevilla
Tarea final: Crear un “guía” de viaje (video e/o folleto)
Programa:
1er día
– Partida de la Escuela con destino a Sevilla;
2º día
- Llegada prevista a Sevilla al inicio de la mañana.
- Parada junto a la Plaza de España, visita de la plaza y del Parque de María Luisa.
- Paseo por el Paseo de Las Delicias.
(En caso de que les interese, se puede visitar el Museo Militar (entrada gratuita));
- Comida tipo picnic en el Parque Maria Luísa;
- Visita panorámica por la ciudad con guía oficial, pasando por los principales puntos de
interés;
- Salida hacia el hotel/ familias, alojamiento y cena.
3er día
- Visita a la Casa de Pilatos (visita completa de la casa);
- Almuerzo;
- Visita a la Catedral de Sevilla;
- Visita al Real Alcázar;
- Salida hacia el hotel/familias, cena;
- Posibilidad de breve paseo nocturno por la ciudad.
4º día
- Día íntegramente dedicado al Parque temático “Isla Mágica”;
- Salida hacia Portugal.
5º dia
-Llegada a la escuela
55 |
__________________________________________________________________________________
Ficha guía 4
No te olvides de llevarte:
-
Bolígrafo, lápiz y goma;
Una superficie dura para apoyarte y escribir.
Siempre que haya interacción oral con otras personas, trabajarás en grupos de tres
(decidido en clase). Grábatelo con tu móvil o pide ayuda a un compañero de tu grupo.
Saca fotografías de todos los monumentos y sitios visitados
56 |
1- Subraya o rodea en el mapa que sigue todos los monumentos/ sitios que visitaste.
__________________________________________________________________________________
Añade alguno que pueda no estar.
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__________________________________________________________________________________
1- Describe la plaza de España.
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
2- ¿Por qué tendrá esa forma circular?
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__________________________________________________________________________
3- Pregunta a alguien con qué exposición estuvo relacionada la construcción de esta
plaza y la transformación del parque de María Luisa.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
4- ¿Qué edificios se destacan en el parque de María Luisa?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
a. Compáralos. (Hazlo inspirándote en esta lista de características:
Estilo (renacentista, gótico, mudéjar/musulmán…), elementos decorativos
(estatuas, frisos decorativos, esculturas, columnas, escudos, balconeras,
galerías, pinturas…), ladrillo, materiales usados (mármol, bronce, hierro,
madera, cerámica…), forma, tamaño y material de las puertas y ventanas…
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
58 |
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
b.
Mientras vas por el Paseo de Las Delicias, pregunta a una persona cuál de
los tres le gusta más. (Grábalo)
5- ¿Qué sensaciones te transmitió ese paseo? ¿Te gustó?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
6- Ofrece algo de tu picnic a un compañero. Él, tendrá que rechazarlo. (Grábalo)
7- Transcribe alguna de la información que el guía dio durante la visita panorámica por
la ciudad.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
8- Haz una pregunta al guía. Transcríbela así como su repuesta. (Grábalo)
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
9- Pregunta por los estilos conjugados en la arquitectura de la casa de Pilatos.
(Grábalo)
59 |
__________________________________________________________________________________
10- Discute con un compañero la ornamentación de la casa de Pilatos que te gustó
más. (Grábalo).
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
11- A partir de esta visita, describe el prototipo de la típica casa andaluza.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
12- En la entrada de la catedral de Sevilla, pregunta por Cristóbal Colón. Sigue la
dirección que te dan. (Grábalo)
13- ¿Alguien reside en el Real Alcázar? ¿Quién?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
14- Compara los varios estilos que existen en este edificio.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
a. ¿Cuál te impresionó más? (positiva o negativamente).Justifica.
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15- Intenta convencer a alguien de que la visita al Real Alcázar es imprescindible cuando
se va a Sevilla.
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16- Se suela pensar que los españoles viven mucho la noche. Durante el paseo
nocturno por la ciudad, ¿lo comprobaste?
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17- Haz algunas recomendaciones antes de ir al Parque temático “la Isla Mágica”.
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18- Aconseja la visita a Sevilla a alguien. Justifica. (Grábalo)
a. En una frase, ¿cómo resumirías esta experiencia en esta ciudad?
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¡Buena visita de estudio!
61 |
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Nivel C1
Destino: Barcelona
Objetivos generales
- Consolidar y alargar la competencia comunicativa adquirida
antes, de forma a usar
apropiada y fluentemente lengua Española en las diferentes situaciones de comunicación.
- Comprender mensajes orales o escritos producidos en contextos diversificados y
adecuadas a su nivel de competencia.
- Interpretar y producir diferentes tipos de texto, demostrando autonomía en el uso de las
competencias discursiva y estratégica.
- Descubrir y contrastar el funcionamiento de la lengua.
- Interactuar con la cultura española.
- Demostrar actitudes positivas delante de la lengua extranjera y
de los universos
socioculturales que vehicula, en una perspectiva intercultural.
- Consolidar prácticas de relacionamiento interpersonal favorables al ejercicio del sentido de
responsabilidad, de solidaridad y de la consciencia de ciudadanía europea.
- Dominar estrategias de superación de dificultades y resolución de problemas, valorando el
riesgo como forma natural de aprender.
- Utilizar adecuadamente las nuevas tecnologías como medio de comunicación e
información.
Contenidos
Culturales/Léxicos
La ciudad de Barcelona.
El deporte.
La fundación Miró.
El funcionamiento de un museo.
El dinero.
Las relaciones entre personas.
La publicidad.
62 |
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Funcionales
Identificar lugares en un mapa.
Nombrar las partes de un campo de futbol.
Pedir informaciones.
Enunciar las reglas de un deporte.
Mostrar sorpresa.
Expresar gustos y preferencias.
Justificar los juicios de valor.
Expresar hipótesis.
Expresar probabilidad.
Explicar el significado de expresiones.
Expresar sensaciones.
Establecer semejanzas.
Describir de forma detallada una obra arte.
Entablar conversación.
Mostrar interés durante una conversación.
Describir lo que están haciendo personas.
Describir las relacionas entre personas.
Describir una publicidad.
Indicar el tipo de publicidad y sus objetivos.
Persuadir a alguien de hacer algo.
Aconsejar algo a alguien.
Sintetizar información.
Gramaticales
Contraste ser / estar.
El condicional.
Conjunciones condicionales.
Futuro imperfecto y perfecto como indicadores de probabilidad.
El discurso referido.
Oraciones de relativo.
Adverbios y locuciones adverbiales de tiempo y modo.
63 |
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Nivel C1
Destino: Barcelona
Tarea final: grabar un anuncio publicitario
1er día
19h00 – Partida de la Escuela con destino a Barcelona;
2º día
– Visita al Camp Nou (Estadio del Fútbol Club de Barcelona);
– Comida tipo picnic;
–Casa Batló y La Pedrera;
– Visita libre del Parque Güell;
– Salida hacia el hotel/ familias, alojamiento y cena.
3er día
– Montjuic
– El “poble Espanyol”;
– Almuerzo.
– Fundación Juan Miró
– Museo Nacional D’Art de Catalunya;
– Salida hacia el hotel/ familias, cena (incluida).
4º dia
– Paseo por las Ramblas
– el Barrio Gótico;
– Almuerzo en el Hard Rock Café (incluido);
– Visita guiada a la Sagrada Familia;
–– Salida hacia el Hotel/familias, cena.
5º dia
– Visita panorámica por la ciudad, con guía oficial (pasando por otros principales puntos de
interés);
– Salida hacia Portugal.
– Llegada a Portugal.
64 |
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Ficha guía 5
No te olvides de llevarte:
-
Bolígrafo, lápiz y goma;
Una superficie dura para apoyarte y escribir.
-
Siempre que haya interacción oral con otras personas, trabajarás en grupos de tres
(decidido en clase). Grábalo con tu móvil o pide ayuda a un compañero de tu grupo.
Saca fotografías de todos los monumentos y sitios visitados
-
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1- Subraya o rodea en el mapa que sigue todos los monumentos/ sitios que visitaste. Añade alguno que pueda no estar.
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2-
Indica el nombre de las partes que componen un campo de fútbol.
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3-
En Camp Nou pregunta por algunas de las reglas de ese deporte en español.
(Grábalo)
4- ¿Cuáles son los tres espacios que se pueden visitar en La Pedrera?
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5-
¿Te sorprendiste con alguna cosa que viste en el parque Güell?
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a. ¿Qué te gustó más?
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6-
¿Crees que le gustarían a Gaudí los trabajos que hicieron después de su muerte en La
Sagrada Familia?
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a. ¿Crees que es posible terminar esta obra de Gaudí en el primer tercio del
siglo XXI?
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b. Este templo siempre fue y sigue siendo expiatorio. Explica lo que significa o
pregúntalo a alguien.
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c. ¿Qué sensación te causó cuando la viste?
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7- ¿Existe alguna semejanza entre todas las obras de Gaudí que visitaste?
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a. ¿Cuál te gustó más? Justifica.
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8- Intenta descubrir algunos de los secretos del Pueblo Espanyol. (Grábalo)
9- En este único recinto, se ofrece la posibilidad de contemplar la diversidad de casas,
plazas y edificios de toda España.
a. ¿Cuál te gustó más?
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b. A partir de lo que viste ¿Qué parte de España te gustaría visitar?
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10- Pregunta por el objetivo de la fundación Miró.
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a.
Describe de forma detallada a Miró a partir de sus obras e informaciones
recogidas en el museo.
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11- Pregunta en el Museo Nacional D’Art de Catalunya cómo funciona un museo y
mantiene la comunicación con la persona a quién lo preguntaste. (Grábalo)
Inspírate en este guión:
-
Acércate a uno de los funcionarios/ guías del museo.
-
Saluda a esa persona.
-
Entabla la conversación presentándote y pídele disculpa por importunarla.
-
Pregunta si te puede informar un poco más.
-
Si no acepta, vuelve a intentarlo con otra persona.
Si está de acuerdo, pregunta si te puede dar algunas informaciones sobre el
funcionamiento del museo y si la puedes grabar con tu móvil.
-
Empieza preguntando cuál es el horario de funcionamiento, cuántas personas
necesitan trabajar allí, de dónde vienen todas las obras expuestas, si las hay nuevas
todas las semanas/una vez al mes…, si hay un director, si tienen ayudas del estado,
si hay que restaurar algunas piezas a veces…
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-
Muestra interés a lo largo de la conversación usando expresiones tales como : claro, ¿Ah,sí? , ¡qué bien!, !No me diga!...
-
Dale las gracias al final y despídete.
12- Si tuvieses más dinero, qué te comprarías en una de las tiendas de las Ramblas.
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13- Durante la visita al Barrio Gótico, fíjate en un grupo de personas que encuentras en la
calle.
a.
¿Qué están haciendo?
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b. ¿Cómo se relacionan?
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14- Encuentra una publicidad durante la visita. Describe lo que ves, cuál es el objetivo, qué
tipo de publicidad… (Grábalo)
15- Durante el almuerzo en el Hard Rock Café, persuade a un compañero para que coma
lo mismo que tú. (Grábalo)
16- ¿Aconsejarías la visita a Barcelona a alguien? Justifica.
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a. En una frase, ¿cómo resumirías esta experiencia en esta ciudad? (Grábalo)
17- Después de esta visita de estudio a Barcelona ¿Serías capaz de renunciar a tu vida en
Portugal e irte un día a vivir a esta ciudad? (Grábalo)
¡Buena visita de estudio!
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Nivel C2
Destino: Madrid
Objetivos generales
- Consolidar y alargar la competencia comunicativa adquirida
antes, de forma a usar
apropiada y fluentemente lengua Española en las diferentes situaciones de comunicación.
- Comprender mensajes orales o escritos producidos en contextos diversificados y
adecuadas a su nivel de competencia.
- Interpretar y producir diferentes tipos de texto, demostrando autonomía en el uso de las
competencias discursiva y estratégica.
- Descubrir y contrastar el funcionamiento de la lengua.
- Interactuar con la cultura española.
- Demostrar actitudes positivas delante de la lengua extranjera y
de los universos
socioculturales que vehicula, en una perspectiva intercultural.
- Consolidar prácticas de relacionamiento interpersonal favorables al ejercicio del sentido de
responsabilidad, de solidaridad y de la consciencia de ciudadanía europea.
- Dominar estrategias de superación de dificultades y resolución de problemas, valorando el
riesgo como forma natural de aprender.
- Utilizar adecuadamente las nuevas tecnologías como medio de comunicación e
información.
Contenidos
Culturales/Léxicos
La ciudad de Madrid.
Los medios de comunicación.
La televisión.
El lenguaje periodístico.
Los jóvenes y el futuro.
Los derechos y los deberes.
La sociedad española.
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Funcionales
Relatar hechos del pasado.
Crear diálogos.
Extraer temas, ideas y acontecimientos clave.
Presentar una noticia.
Expresar gustos y preferencias.
Denunciar aspectos negativos.
Subrayar aspectos positivos.
Justificar adecuadamente.
Aconsejar algo a alguien.
Expresar hipótesis y probabilidad.
Gramaticales
-Los conectores del discurso.
-Adverbios y locuciones adverbiales.
-Preposiciones y locuciones prepositivas.
-Discurso directo e indirecto.
- Perífrasis de infinitivo.
- Perífrasis de gerundio.
- La coherencia y cohesión textual.
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Nivel C2
Destino: Madrid
Tarea final: grabar un telediario / reportaje
Programa:
1er día
– Salida de la Escuela con destino a Madrid;
– Llegada prevista a Madrid al inicio de la mañana;
– Paseo por el centro histórico de la ciudad;
– Comida tipo picnic;
– Visita guiada a la CATEDRAL DE ALMUDENA y al PALACIO REAL;
– Salida hacia el hotel/ familias, alojamiento y cena (incluida).
2º día
- Visita al MUSEO del PRADO;
- Visita al CENTRO DE ARTE REINA SOFÍA;
– Almuerzo;
– Visita panorámica por la ciudad, con guía oficial, pasando por los principales puntos de
interés de la ciudad;
– Visita al MUSEO MUNCYT MADRID;
- Salida hacia el hotel/ familias, cena.
3er día
– Visita al Estadio SANTIAGO BERNABEU;
– Almuerzo en el Restaurante Hard Rock Café Madrid.
- Visita panorámica intercalada con recorrido a pie, con guía local, de esta ciudad Patrimonio
de la Humanidad, destacando la Catedral y su Museo, así como numerosas iglesias,
palacios, fortalezas, mezquitas y sinagogas que convierten su centro histórico en un
auténtico museo al aire libre;
- Salida hacia Portugal.
4º día
– Llegada a la escuela por la mañana.
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Ficha guía 6
No te olvides de llevarte:
-
Bolígrafo, lápiz y goma;
Una superficie dura para apoyarte y escribir;
el guión de grabación creado en clase.
-
Respeta los grupos de trabajo establecidos en clase para crear la tarea final.
Básate en el guión del telediario/reportaje creado durante las clases para grabar todo
lo necesario durante las visitas.
Saca también fotografías de todos los monumentos y sitios visitados.
-
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1- Subraya o rodea en el mapa que sigue todos los monumentos/ sitios que visitaste.
Añade alguno que pueda no estar.
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Guión del reportaje/telediario
Antes de la visita de estudio
- Formar grupos de 3 alumnos.
- Buscar en internet los varios sitios que van a visitar en Madrid.
- Elegir los sitios dónde van a grabar las noticias.
- Buscar noticias/reportajes en español en internet.
- Extraer expresiones típicas del lenguaje periodístico que van a necesitar.
- Crear y escribir los textos informativos y/o los diálogos necesarios para las
grabaciones.
- Atribuir los varios papeles a cada uno (reportero, presentador, personajes…)
- Pensar en algunos adornos que puedan ser necesarios para la grabación de las
puestas en escenas.
- Llevarse los textos para la visita.
Después de la visita:
- Grábate aún algunas secuencias que puedan faltar (en casa, escuela…)
- Agrupa y ordena todas las grabaciones del reportaje.
- Haz el montaje del reportaje con un programa específico o pide ayuda.
- Preséntalo en clase.
Después de las presentaciones
- Corrección de posibles errores de lengua al final de cada presentación (Pedir a
todos los alumnos que apunten en el cuaderno posibles errores).
- Elección del mejor reportaje al final de todas las presentaciones.
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Reflexión final
2- ¿Qué te gustó más visitar en la ciudad de Madrid? Justifica.
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3- ¿Aconsejarías la visita a Madrid a alguien? Justifica.
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4- Después de esta visita de estudio a Madrid ¿Serías capaz de renunciar a tu vida en
Portugal e irte un día a vivir o a estudiar a esta ciudad?
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¡Buena visita de estudio!
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Para concluir, espera-se que, a partir desta análise de atividades de visitas de estudo
e através das propostas com abordagem mais comunicativa que incluem a realização de
tarefas e a aplicação de fichas-guia que permitem a interação com o mundo cultural e
linguístico espanhol real e autêntico, este trabalho possa servir de guia para a prática
docente, mas também como inspiração para o desenvolvimento de projetos de visitas de
estudo.
Não sendo possível a realização deste tipo de atividade pedagógica, serve a restante
informação para apelar à prática de alternativas às visitas de estudo, também elas muito
vantajosas e enriquecedoras.
78 |
__________________________________________________________________________________
VI-
Alternativas às visitas de estudo
__________________________________________________________________________
O Mundo, em geral, e a Europa, em particular, vivem momentos de grandes
mudanças e ruturas. Esta situação exige que a escola estimule o desenvolvimento de
atitudes que conduzam a uma adaptação crítica à mudança, o que implica a introdução, no
processo ensino e aprendizagem, de práticas de abertura às comunidades internacionais.
Perante a conjuntura económica que enfrenta o país e as famílias dos alunos, as
atividades de visitas de estudo tornam-se, por vezes, meros passeios fictícios e imaginados.
Para colmatar essa lacuna, existem, no entanto, estratégias que permitem mesmo
assim o contacto com os nativos de uma língua estrangeira e a descoberta de espaços
culturais desse país favoráveis ao processo de ensino e aprendizagem.
a. Visitas de estudo virtuais
Quando uma visita de estudo está fora de questão, uma viagem virtual poderá
constituir uma boa alternativa.
Através da Internet é possível visitar “virtualmente” centros de ciência, museus,
parques naturais e monumentos de cidades de todo o mundo.
As visitas de estudo podem suscitar o interesse dos alunos e ter um impacto
considerável nos seus conhecimentos e capacidades intelectuais. Contudo, diversos fatores
(nomeadamente, a limitação de tempo, as condições atmosféricas e a falta de recursos)
podem limitar a localização e o número de visitas que as escolas e as turmas podem
efetuar. Apesar de não substituírem por completo a experiência de uma visita real, as visitas
através do computador permitem aceder a locais que, de outra forma, permaneceriam
inacessíveis.
Os sítios na Internet disponibilizam imensos recursos online (desde simples
fotografias a segmentos de vídeo e áudio) que podem ser explorados pelas escolas. Para
tal, todos os dias são ótimos para uma viagem virtual, podendo qualquer professor levar os
seus alunos para fora da sala de aula sem abrir uma porta, apanhar um transporte ou pagar
bilhetes.
Ao nível do ensino do espanhol, existem vários museus interativos e, por exemplo, o
Museu do Prado, em Madrid, foi o primeiro a disponibilizar suas principais obras na internet
em alta resolução.
79 |
__________________________________________________________________________________
Por outro lado, os vários manuais adotados nas escolas sugerem, por vezes, visitas
virtuais de acordo com os programas. De facto, pondo em prática o ditado popular: “Se
Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé”.
Podemos, assim, considerar que as visitas virtuais constituem uma boa alternativa
dado que:
- não existem condicionalismos não controlados pelo professor: condições
atmosféricas adversas, dificuldades de acesso, falta de alojamento, transporte, e outros
tipos de condicionantes económicos, como equipamento de campo específico;
-
o
acesso
e
material
disponibilizado
pela
escola,
minimiza
possíveis
constrangimentos económicos aos alunos e professores;
- num contexto virtual, tecnicamente suportado pelas novas tecnologias, podemos ter
acesso a uma variedade de escalas específicas, a panorâmicas (o chamado efeito zoom)
durante a mesma viagem;
- associado aos pontos de interesse da visita em si, há um conjunto de outras
ligações que nos podem levar a informações extras e enriquecedoras (interatividade);
- organizado em sala de aula, não há necessidade de envolver outros professores
e/ou auxiliares da ação educativa, designados para acompanhar a turma, não afetando as
atividades escolares planificadas de outras disciplinas;
- a preservação do ambiente real é facilitada, ao minimizar o impacte da atividade
humana no local (ex: zonas protegidas como parques e reservas naturais);
- razões logísticas e burocráticas: o impedimento administrativo nas autorizações
requeridas (Conselho Executivo, Conselho Pedagógico, DRE-ME,…) e a elaboração de
parte dos documentos exigidos para a viagem ser aprovada;
- a segurança física dos intervenientes não é sujeita a ambientes que possam ser
palco de acidentes;
- são evitados possíveis constrangimentos públicos, provenientes da conduta
disciplinar dos alunos.
- a possibilidade de repetição “ilimitada” da utilização desse recurso, permite
planificar a atividade, devidamente integrada no horário letivo da disciplina, podendo (ou
não) permitir a exploração autónoma pelo aluno, em contexto extra-escolar, numa fase
posterior.
80 |
__________________________________________________________________________________
Exemplos de aplicação de visitas virtuais
1- No âmbito do tema das Artes
Pretende-se que os alunos conheçam um museu e as suas obras em exposição.
Tarefa final: Exposição de cartazes na escola sobre as principais obras de um museu
Objetivos - que o aluno seja capaz de:
- Expressar preferências e justificá-las;
- Localizar na Internet os endereços mais úteis;
- Realizar leituras seletivas no hipertexto;
- Delimitar a informação que vai utilizar;
- Estudar, analisar;
- Contrastar dados;
- Expressar sensações e comparações;
- Mostrar acordo e desacordo;
- Expressar a sua opinião e explicá-la.
Tarefas intermédias facilitadoras:
- Estabelecimento de trabalho de grupo (2 ou 3 alunos, consoante o número de alunos da
turma);
- Pesquisa sobre os museus espanhóis;
- Seleção de um museu espanhol;
- Recolha de informação sobre o museu;
-Visita virtual do museu a partir do sítio de internet:
http://www.españaescultura.es/es/elementos_3D/index.html
- Seleção de algumas obras;
- Apresentação oral das obras selecionadas com justificação;
- Criação de um pequeno texto descritivo das obras de arte selecionadas;
- Impressão de algumas fotografias;
- Criação do cartaz.
81 |
__________________________________________________________________________________
2. No âmbito do tema das viagens
Pretende-se como objetivo que os alunos conheçam uma cidade espanhola (a selecionar
por cada grupo)
Tarefa final: Preparar um roteiro turístico para uma viagem
Objetivos- pretende que o aluno seja capaz de:
- Localizar lugares;
- Recolher informação e transmiti-la;
- Organizar as ideias;
- Apresentar os dados acompanhados de imagens, mapas, etc.;
- Descrever e comentar.
Tarefas intermédias facilitadoras:
- Estabelecimento de trabalho de grupo (2 ou 3 alunos, consoante o número de alunos da
turma);
- Localização das principais cidades espanholas num mapa projetado;
- Pesquisa sobre as cidades mais visitadas nos sítios de turismo;
- Seleção de uma cidade;
- Recolha de informação sobre os pontos de interesse da cidade;
- Visita virtual da cidade a partir do sítio de internet: http://www.viajesvirtuales.es/
- Seleção de monumentos e pontos turísticos;
- Apresentação oral da seleção feita, justificando;
- Redação de um pequeno texto descritivo sobre cada um dos pontos selecionados;
- Seleção de imagens;
- Programação da viagem (datas, alojamento, meio de transporte…);
- Baixar um mapa da cidade e situar os pontos turísticos previstos na visita;
- Criação do roteiro turístico.
82 |
__________________________________________________________________________________
b. A correspondência escolar
Segundo Monteiro (2002:171), é bastante comum, nos diferentes níveis de ensino, a
troca de correspondência entre turmas de escolas de diferentes zonas do país ou de países
estrangeiros. Geralmente, os alunos aderem com entusiasmo à ideia, prevendo a
possibilidade de fazer um novo amigo. A componente afetiva que envolve a correspondência
é uma das razões do seu sucesso.
A correspondência escolar pode constituir um bom instrumento pedagógico, se se
organizar em torno de um tema, de uma questão integrada num projeto. A troca, orientada
por uma ideia, torna-se mais consistente, traduzindo-se numa permuta de conhecimentos,
saberes e vivências. O intercâmbio de ideias, de informações, estimula e motiva os alunos
para a investigação e a pesquisa. Dar a conhecer a sua escola, a sua freguesia, a outros,
leva os alunos a conhecê-las melhor. A necessidade de comunicar consciencializa os alunos
para a necessidade de organizar os dados recolhidos e de os transmitir, de forma clara e
motivadora, aos correspondentes.
A comunicação através da expressão escrita passa a ter um objetivo significativo,
tornando-se motivadora. Como é evidente, as capacidades e competências a desenvolver
dependem do nível etário dos alunos e do papel que a correspondência assume no
processo ensino e aprendizagem de uma dada turma. Neste caso, seriam mais as destrezas
da compreensão e expressão escrita que serão trabalhadas e, posteriormente, alvo de
avaliação.
Na maior parte dos casos, a correspondência é acompanhada do envio de materiais:
textos, desenhos, fotografias e outro tipo de trabalhos produzidos pelos alunos. Os jornais
escolares, regulamentos, cartas de projetos e materiais de apoio utilizados na escola são
muitas vezes trocados pelas turmas que se correspondem.
Com o desenvolvimento de projetos da Área-Escola, a correspondência escolar
direciona-se para escolas específicas, com vista à recolha de dados que apoiem o trabalho
da turma. Por outro lado, o conhecimento de que uma outra escola do país está a
desenvolver o mesmo tema motiva a troca de informações e ideias.
O recurso a filmes vídeo veio colorir a correspondência escolar dando corpo às
pessoas e imagens aos espaços. Contudo, não faz desaparecer a necessidade de se
conhecer, pessoalmente, aqueles com quem se trocam cartas. Por isso a correspondência
desenvolve/acompanha o intercâmbio escolar.
83 |
__________________________________________________________________________________
Preparando um intercâmbio, tendo como consequência o intercâmbio, ou por si só, a
correspondência escolar, ao introduzir na aula novas situações de trabalho, estimula e
facilita a aprendizagem.
Na escola Secundária Fernão de Magalhães em Chaves testemunhou-se a aplicação
deste tipo de projeto com uma escola espanhola. De facto, foi levada a cabo, ao longo de
todo o ano letivo, uma atividade que visava todos os alunos de 10.º ano, a qual decorreu em
conjunto com o Instituto Xesús Taboada Chivite, em Verín. A mesma consistiu na troca de
correspondência, através de cartas às quais iam respondendo ao longo do ano. A partir do
relatório de atividades do grupo disciplinar de Espanhol desta escola, comprovou-se que
com este tipo de atividade os alunos envolvidos puderam ampliar o seu campo de
observação, proporcionando a formação do mesmo no que respeita ao conhecimento da
pluralidade linguística e cultural dos países da União Europeia. Outro objetivo que foi
alcançado passava por dar a conhecer aos alunos espanhóis a língua e cultura portuguesas,
recebendo o mesmo em troca, tal como a participação ativa numa educação intercultural e
europeísta. Conseguiu-se, ainda, que obtivessem conhecimento e valorização da cultura e
tradições de outro país e desenvolvessem aprendizagem de outra língua como elemento
fundamental para o desenvolvimento integral dos alunos.
Esta atividade encerrou com uma visita à cidade de Lugo, organizada pelo colégio
espanhol, na qual os alunos se conheceram pessoalmente, partilharam experiências e
vivências mas, acima de tudo criaram laços de amizade com os colegas espanhóis. Neste
dia tiveram também a oportunidade de conhecer uma nova cidade, os seus costumes e
tradições e alguns dos seus pontos mais atrativos.
No final o balanço foi muito positivo para ambos os lados da fronteira, tanto a nível
pedagógico como a nível social.
c.
Programas de intercâmbio
Segundo Monteiro (2002:171), a integração de Portugal na Comunidade Europeia
incentivou os intercâmbios com os países membros. Vários programas do Conselho da
Europa e das Comunidades Europeias preveem apoios e subsídios a intercâmbios de
jovens, com o objetivo de lhes dar a conhecer a realidade económica, social e cultural de
outros Estados e, assim, contribuir para o reconhecimento da identidade europeia comum.
84 |
__________________________________________________________________________________
O carácter formativo destes programas levou o Ministério da Educação a
regulamentar e a incentivar programas de geminação, de intercâmbio escolar e de visitas de
estudo ao estrangeiro, através do Despacho n.º 28/ME/91.
Em anexo, encontram-se algumas informações sobre intercâmbios de jovens com
países da Europa - concretamente o Programa Língua e o Programa Juventude para a
Europa.
i. Programa Língua
O Programa Língua visa a promoção do ensino e aprendizagem de línguas
estrangeiras nos Estados membros da Comunidade Europeia.
Neste programa estão previstos apoios financeiros a projetos no âmbito da formação
inicial e contínua de professores (Ação I); na promoção da aprendizagem de línguas
estrangeiras nos estabelecimentos de ensino superior (Ação II); na promoção do
conhecimento de línguas estrangeiras nas relações profissionais e na vida económica (Ação
III). A Ação IV do Programa Língua visa a promoção do desenvolvimento de intercâmbios
entre jovens do Ensino Secundário. Estão previstos apoios financeiros para jovens que
efetuem intercâmbio no âmbito de Projetos Educativos Conjuntos, organizados por
estabelecimentos de diferentes países da Comunidade Europeia. Prevê, ainda, bolsas para
os responsáveis pela organização dos projetos e pela preparação do intercâmbio dos
jovens.
Um Projeto Educativo Conjunto é uma atividade realizada por estabelecimentos de
ensino de diferentes Estados membros da Comunidade Europeia, tem por objetivo o
enriquecimento da aprendizagem de uma ou várias disciplinas. Os coordenadores do projeto
escolhem o tema, cabendo a cada parceiro - geralmente dois - escolher uma parte do
projeto. O desenvolvimento do trabalho permite aos jovens a prática da língua do
estabelecimento parceiro, aperfeiçoando a capacidade de expressão e comunicação.
Ação V prevê medidas complementares de apoio à criação de associações que
prossigam os objetivos do Programa Língua, bem como ao desenvolvimento e intercâmbio
de materiais didáticos para o ensino das línguas menos divulgadas na Comunidade
Europeia.
As condições de candidatura encontram-se no Guia do Candidato ao Programa
Língua.
85 |
__________________________________________________________________________________
ii.
Programa juventude para a Europa
Este programa, que visa promover o intercâmbio de jovens entre os Estados
membros da Comunidade Europeia, tem como finalidade permitir conhecer a realidade
económica, política e cultural de outros Estados membros. Pretende-se, com o intercâmbio,
desenvolver nos jovens a consciência de uma identidade europeia comum.
É um programa que se destina a jovens a partir dos 16 anos, organizados
informalmente, ou pertencendo a associações - de estudantes, recreativas, culturais...
Os Clubes Europeus ou Intercultura, a funcionar nas escolas, podem também
candidatar-se. Este programa, que conta com outras modalidades, é da responsabilidade da
Comissão das Comunidades Europeias. As condições de candidatura são fornecidas pelos
Centros de Informação do Instituto da Juventude.
86 |
__________________________________________________________________________________
VII-
Conclusão
__________________________________________________________________________
Do desejo de sair do contexto escolar até ao projeto educativo de uma visita de
estudo se organizar e, seguidamente, se concretizar e realizar, um longo caminho resta por
percorrer. Na realidade, mal os objetivos pedagógicos estejam definidos, permanece ainda
preparar a visita; ou seja, conhecer o quadro jurídico, encontrar financiamentos, se possível,
para minimizar os encargos para as famílias, informar-se, preparar os alunos (e os pais ou
encarregados de educação), organizar todos os passos da visita… De facto, por vezes,
parece uma autêntica pista de obstáculos.
A visita de estudo concretiza uma abertura para o mundo “real” e prático que até aí
se tinha mantido na teoria ou nas práticas de simulação.
A escola, de facto, não é um simples recinto fechado dedicado ao ensino e à
aprendizagem, pelo contrário, é, ou deveria ser, um local de partida para a descoberta do
mundo envolvente. Ter aulas fora da sala é contribuir para o complemento das
aprendizagens linguísticas incutidas em sala de aula e alcançar as metas educativas
pretendidas. Segundo Seguin (1999), é "construire son identité, devenir un citoyen,
apprendre et acquérir des connaissances, utiliser des outils et des méthodes de travail et
comprendre son environnement".
Desse ponto de vista, a visita de estudo cumpre com todos esses requisitos.
De facto, este tipo de propostas com uma abordagem mais comunicativa assegura
as condições favoráveis para tornar o aluno agente ativo no seu processo de ensino e
aprendizagem e ao mesmo tempo mais autónomo. É a ocasião para eles de descobrirem
um novo meio, uma nova realidade e, assim, enriquecer os seus conhecimentos.
Através deste relatório, observando, pesquisando, analisando, comparando e
criando, chegou-se à conclusão de que as visitas de estudo são realmente uma ferramenta
pedagógica eficaz para o ensino de línguas estrangeiras, proporcionando os “materiais
autênticos” de que se precisa.
De facto, este trabalho visa, principalmente, a interação dos alunos com falantes da
língua espanhola em várias situações reais do contexto sociocultural de modo a aperfeiçoar
as suas competências e capacidades de comunicação oral. De um modo geral, atribui-se,
portanto, grande importância à interação no uso e na aprendizagem da língua, considerando
o seu papel central na comunicação.
Para que o sucesso pedagógico seja completo, será necessário que o projeto guie a
visita e que esta não seja uma finalidade por si só. A finalidade será concretizar todos os
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objetivos estipulados inicialmente, graças à visita. Por isso, nenhuma etapa deve ser
negligenciada, porque a preparação e a exploração requerem o mesmo cuidado do que a
realização propriamente dita.
Resta, por fim, sugerir que se divulgue e se concretize uma prática já muito comum
noutros países da União Europeia relativamente ao alojamento. De facto, ser acolhido em
pequenos grupos de dois ou três, no seio de famílias nativas, seria mais proveitoso e eficaz
para obtenção de mais e melhores resultados na aquisição dos conhecimentos linguísticos,
mas também socioculturais. Por outro lado, permitiria a descoberta e o aprofundamento dos
usos e costumes do país e desta forma, o aluno desenvolveria e aplicaria mais as suas
competências e capacidades de aprendizagem do que em hotéis (tipo de alojamento
geralmente adotado em Portugal). Nesta perspetiva, ambicionar-se-ia o complemento das
visitas de estudo com alojamento em famílias de acolhimento; contudo, não se colocaria a
hipótese de substituição por completo das visitas de estudo por estadias a tempo inteiro em
famílias de acolhimento (não numa perspetiva escolar).
Envolver-se numa atividade tal como o de visita de estudo pode, por vezes,
amedrontar o professor. Porém, não há razões para tal, dado que não se trata de colocar
em causa os seus métodos de ensinar. Trata-se unicamente de olhar de maneira diferente
para as suas práticas pedagógicas e adaptar-se a condicionalismos particulares. O
resultado será, seguramente, positivo e os benefícios, tantos para os alunos como os
professores, serão muitos.
88 |
__________________________________________________________________________________
VIII-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
__________________________________________________________________________
Bibliografia mencionada
Obras
- ETIENNE, R. ; BALDY, A. e BENEDETTO, P. (1992). Le projet personnel de l’élève.
Paris : Collection pédagogie pour demain – Hachette éducation. p. 35.
Artigos em obras
- MONTEIRO, M. (2002). "Intercâmbios e Visitas de Estudo", Novas Metodologias em
Educação, de Adalberto Dias de Carvalho e João Marques. Porto: Porto Editora. p.171-197.
Artigos em revistas
- GONNIN- BOLO A. , BOUCHON M. e PEDEMAY F. (1989). Les sorties scolaires: temps
perdu ou retrouvé ?- Rencontres pédagogiques n°24 – I.N.R.P.
- NESPOR, J. (2000). School field trips and the curriculum of public spaces. Journal of
Curriculum Studies, nº32. p.25-43.
- RIOULT, J. e TENNE, Y. (2000). Sécurité et sorties scolaires. Le Journal des Instituteurs
n°5 janvier. p. 21.
- SEGUIN, J-P (sous la dir. de)(1999). Apprendre et vivre ailleurs, ensemble, autrement
(nº8). Grenoble : CRDP de l’académie de Grenoble .
Documentos oficiais
- CONSELHO DA EUROPA (2001). QUADRO EUROPEU COMUM DE REFERÊNCIA PARA
AS LÍNGUAS – Aprendizagem, ensino, avaliação. Coleção: perspetivas atuais/educação,
Edições ASA.
- MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (1997) –
Programa de Língua estrangeira- Espanhol- 3º ciclo, Imprensa Nacional - Casa da Moeda,
E.P.
- MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, DEPARTAMENTO DE ENSINO SECUNDÁRIO (2002 e
2004) – Programa de Espanhol – níveis de iniciação e de continuação.
X|
__________________________________________________________________________________
Bibliografia consultada
Obras
- COSTA, F.; LOBATO, M. J. e NUNES, R. (1992). Guião - organizadores de intercâmbio.
Ed. Instituto da Juventude.
- DRAHON, G. e JULOX J. (1987). Vivre ensemble. Paris : Ed. L'Harmattan.
- LADMIRAL, J. e LIPIANSKY, R. (1989). La communication interculturel. Paris: Ed. A. Colin.
- OTTEN, H. (1993). Aprendizagem intercultural - 10 teses. Boletins editados pela Oficina
de Formação e interação cultural para uma Escola Europeia - Escola Superior de Educação
do Porto. Lisboa: Ed. Instituto da Juventude.
- TAVARES, A. e CALDEIRA, A. (s/d). Lisboa e a Expansão marítima dos séculos XV e XVI
– roteiros para visitas de estudo. Lisboa: Edição do Ministério da Educação.
Artigos em revistas
- CARVALHO, A. (1991). "Sair da Escola - classes de Descoberta". Revista Aprender.
- CARVALHO, A. (1991). "Sair da Escola é aprender". Revista O Professor, nº 17.
- FERNANDES, O. (1982). “Visitas de estudo”. Revista O Professor, nº 36.
Sítios de internet
https://sites.google.com/site/visitasdestudo/legislacao
http://www.netprof.pt
http://www.spain.info/pt/
http://www.espanha-turismo.com
http://www.bilbao.net/bilbaoturismo/
http://www.bcn.cat
http://www.barcelonaturisme.com/
http://www.madrid.es
http://www.turismomadrid.es/pt/
http://www.sevilla.org/
http://www.visitasevilla.es/
http://www.turismosevilla.org/
http://www.aytosalamanca.es
http://www.salamanca.es
http://www.coruna.es/
http:// www.turismocoruna.com –
http://www.viajesvirtuales.es/
http://www.españaescultura.es/es/elementos_3D/index.html
-
Manuais escolares
AINCIBURU, Mª C et alli (2011). Vía Rápida - curso intensivo de español. Barcelona:
Difusión.
CORPAS, J. et alli (2011). Aula internacional 3. Barcelona: Difusión.
EQUIPO PRISMA (2007). Prisma consolida- nivel C1. Madrid: Edinumen.
EQUIPO PRISMA (2009). Prisma Fusión A1+A2- nivel inicial. Madrid: Edinumen.
EQUIPO PRISMA (2011). Prisma avanza- nivel B2. Madrid: Edinumen.
MENDO, S. et alli (2012). Mochila, Espanhol, nível 1, 3º ciclo do Ensino Básico- Libro del
professor. Carnaxide: Santillana Español.
MORGÁDEZ, M. del P. et alli (2011). Español 2 nivel elemental II. Porto: Porto Editora.
XI |
__________________________________________________________________________________
IX-
ANEXOS
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Anexo 1
Despacho 28/ME/1991
Regulamento das visitas de estudo ao estrangeiro e intercâmbio escolar.
XII |
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XIII |
__________________________________________________________________________________
XIV |
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XV |
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Anexo 2
Ofício Circular DREN 21/2004
Visitas de estudo (em território nacional e ao estrangeiro), intercâmbios escolares, passeios escolares
e colónias de férias.
XVI |
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XVII |
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XVIII |
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XIX |
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XX |
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Anexo 3
Ofício Circular DREN 1/2009
Equiparação de visitas de estudo a atividades letivas.
XXI |
__________________________________________________________________________________
XXII |
__________________________________________________________________________________
Anexo 4
Lei 13/2006
Regime Jurídico do transporte coletivo de crianças.
XXIII |
__________________________________________________________________________________
XXIV |
__________________________________________________________________________________
XXV |
__________________________________________________________________________________
XXVI |
__________________________________________________________________________________
XXVII |
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XXVIII |
__________________________________________________________________________________
Anexo 5
Portaria 1350/2006
Regulamenta a atividade de transporte coletivo de crianças.
XXIX |
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XXX |
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Anexo 6
Relatório de atividades do grupo disciplinar de Espanhol da Escola Secundária Fernão de
Magalhães em Chaves
XXXI |
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Escola secundária Fernão de Magalhães
Departamento de línguas
Ano lectivo: 2011/2012
Relatório Plano Anual de Atividades
- Espanhol -
Ao longo deste ano letivo 2011/2012, o grupo disciplinar de espanhol levou a cabo
algumas atividades, no sentido de enriquecer o percurso escolar dos seus alunos.
Paralelamente com as disciplinas do departamento de línguas (inglês e francês) os
alunos do ensino básico elaboraram postais de Natal, os quais cobriram uma armação em
forma de árvore, desejando, desta forma, boas festas nas diversas línguas. Com esta
actividade foi possível trabalhar com os alunos as diversas crenças, culturas, tradições e
costumes levados a cabo em Espanha, na época natalícia. Foi uma actividade
interdisciplinar que decorreu bastante bem e na qual os alunos se empenharam bastante
para que o seu postal fosse o mais bonito.
O dia seis de janeiro é um dos dias mais importantes no país vizinho. Os alunos de
espanhol da Escola Secundária Fernão de Magalhães não deixaram que este dia fosse
esquecido e, desta forma, três alunos do ensino secundário vestiram-se de Reis Magos e,
no intervalo da manhã, passearam por toda a escola (corredores, bar, secretaria, direcção,
campos), fazendo-se passar por Melchior, Baltazar e Gaspar. Ao mesmo tempo distribuíam
caramelos, uma forma simbólica de recordar o dia e as tradições espanholas neste campo.
Foi uma atividade francamente positiva. Os alunos mais pequenos deliciavam-se com as
três personagens e com os caramelos que estas lhes davam. Paralelamente, as duas
docentes de espanhol prepararam na sala de professores, uma mesa simbólica, para que
também os colegas recordassem o dia de reis. Na referida mesa podiam encontrar imagens
alusivas ao dia, um texto bíblico, explicando a origem dos Reis Magos, assim como a
representação do ouro, do incenso e da mirra que os Reis ofereceram ao Menino Jesus.
Havia ainda bolo-rei, chá e caramelos para todos. Na entrada da sala de professores, uma
pequena exposição lembrava o dia em questão.
XXXII |
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Foi ainda levada a cabo, ao longo de todo o ano letivo, uma atividade que visava
todos os alunos de 10.º ano, a qual decorreu em conjunto com o Instituto Xesús Taboada
Chivite, em Verín. A mesma consistiu na troca de correspondência, através de cartas às
quais iam respondendo ao longo do ano. Com esta atividade pretendeu-se que os alunos
envolvidos pudessem ampliar o seu campo de observação, proporcionando a formação do
mesmo no que respeita ao conhecimento da pluralidade linguística e cultural dos países da
União Europeia. Outro objetivo passava por dar a conhecer aos alunos espanhóis a língua e
cultura portuguesas, recebendo o mesmo em troca, tal como a participação ativa numa
educação intercultural e europeísta. Pretendia-se ainda que obtivessem conhecimento e
valorização da cultura e tradições de outro país e desenvolvessem aprendizagem de outra
língua como elemento fundamental para o desenvolvimento integral dos alunos.
Esta atividade encerrou com uma visita à cidade de Lugo, organizada pelo colégio
espanhol, na qual os alunos se conheceram pessoalmente, partilharam experiências e
vivências mas, acima de tudo criaram laços de amizade com os colegas espanhóis. Neste
dia tiveram também a oportunidade de conhecer uma nova cidade, os seus costumes e
tradições e alguns dos seus pontos mais atrativos. No final o balanço foi muito positivo para
ambos os lados da fronteira, tanto a nível pedagógico como a nível social.
Por fim, o projeto FIAVAL, que envolveu todas as turmas de espanhol, as quais
participaram de uma forma ativa e muito empenhada. O projeto consistia na troca de
experiências, preferencialmente online, entre os alunos de espanhol da nossa escola e os
alunos de uma turma infantil da Escuela Camilo José Cela, em Ávila. Ao longo de todo o ano
letivo, foram feitas trocas de trabalhos, experiências e vivências que se transformaram em
laços de amizade e muito carinho entre os dois lados da fronteira, o que se comprovou
através de troca de presentes enviadas de ambas as partes. O projeto culminou com um
grande espetáculo no Centre Cultural de Chaves, “A voz do silêncio” no qual se declamou,
recitou, cantou e encenou Portugal e Espanha. Neste projeto estiveram envolvidas várias
entidades como o Regimento de Infantaria 19, de Chaves, os Bombeiros de Salvação
Pública, a empresa foto Riviera, a Escola de música Wagner, a Câmara Municipal de
Chaves e a Chaves Viva, além de todas as entidades oficiais do projeto como a União
Europeia (FEDER), a DREN, a DREC, a Junta de Castilla y León e a entidade FIAVAL. Após
o espetáculo, o Senhor Comandante do Regimento de Infantaria agradeceu e enalteceu os
valores e a ideia transmitida com as encenações. Como forma de reconhecimento pelo que
havia sido feito convidou todos os alunos a passar um dia nas instalações do Regimento de
XXXIII |
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Infantaria, como viria a acontecer no dia 14 de Junho. Foi uma atividade francamente
enriquecedora para todos aqueles que tiveram o privilégio de participar nela.
Por fim, constava no plano Anual, juntamente com a disciplina de história e filosofia,
uma visita de estudo à cidade de Madrid. Após muita insistência por parte dos discentes,
junto dos professores das referidas disciplinas, os mesmos começaram a organizar a tão
desejada visita. Contudo, e por razões alheias aos professores, foram muito escassas as
inscrições para esta visita, tendo assim os docentes decidido não prosseguir com a
organização da mesma. A atual conjetura económica foi um dos fatores que contribuiu para
que os encarregados de educação não pudessem ajudar a custear a mesma.
Apesar do acima referido as docentes de espanhol fazem um balanço bastante
positivo no que respeita às diversas atividades desenvolvidas este ano letivo.
Quinta-feira, 28 de junho de 2012
Dora Joana Serra
XXXIV |
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Anexo 7
Relatório da visita de estudo à Galiza realizada pela escola Secundária de Monserrate,
Viana do Castelo
XXXV |
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Dos Professores: Sandra de Sousa, de Espanhol
Nuno Pereira, de Geografia
Relatório sobre a Visita de Estudo à Galiza (Ourense)
A visita de estudo a alguns locais pertencentes à Galiza, agendada para Maio, meados do 3º
Período, realizou-se dentro das datas estipuladas inicialmente, 11, 12 e 13 do mês referenciado.
Sendo que como foi concedida tolerância de ponto, ao abrigo do Despacho nº7127/2010, datado
de 23 de Abril, pelo Senhor Primeiro Ministro, por ocasião da visita a Portugal de Sua Santidade, o
Papa Bento XVI, os alunos envolvidos somente ficaram dispensados da frequência às aulas nos dias
11 e 12.
Neste âmbito, convém destacar que o número de alunos envolvidos nesta visita foi de 25 alunos,
todos eles de Espanhol, à exceção da aluna Joana Oliveira, do 10ºJ, sendo que desse total de 24, 19
alunos frequentam a disciplina de Espanhol ministrada pela professora Sandra de Sousa e os
outros 5 são alunos do professor Sérgio Couto, também docente da disciplina. O professor Nuno
Pereira integrou nesta visita por a mesma se enquadrar no âmbito da sua disciplina e por a maioria
dos alunos envolvidos, pertencer à sua direção de turma.
De uma forma sucinta, esta viagem iniciou-se no dia 11 de Maio, com saída da Escola às 6:30 com
destino a Ourense. Chegados à zona de Ourense, aproximadamente a 50 km da cidade, fizemos
uma paragem para visitar o primeiro monumento que estava previsto visitar: o Mosteiro de
Oseira. A visita demorou cerca de uma hora. De seguida seguimos para a cidade de Ourense, em
concreto para as Burgas, onde se almoçou. Após o almoço, fez-se uma visita panorâmica da cidade
com um guia natural da cidade. Como as condições atmosféricas não eram as melhores, somente
fizemos uma caminhada até à Catedral, visitamos o seu interior e voltamos para o autocarro e
fomos em direção ao hotel, onde chegamos cerca das 19:30. Às 21:00 foi servido o jantar. Após o
jantar, alguns alunos foram descansar e outros ficaram na sala de lazer até cerca das 00:00, indo
depois para os seus quartos. Entre este período do jantar e o de se deitaram, os professores
depararam-se com uma situação desagradável, visto que encontraram uma aluna, Raquel Pires, do
11ºI a fumar uma substância ilícita (segue em anexo uma descrição do ocorrido).
No dia seguinte, cerca das 7:00, o pequeno-almoço foi servido e após uma hora estavam de partida
em direção à cidade da Corunha. Chegados à cidade da Corunha, visitaram o Museu do Homem
onde, também, assistiram a um filme em três dimensões com duração de 50 minutos. Após esta
breve visita, seguimos em direção à Casa da Ciência, também conhecida como Planetário, onde
também assistiram a um filme sobre Biologia/Geografia. Cerca das 13:30 foram almoçar à cidade e
cerca das 15:00 estavam já de partida para Santiago de Compostela para encontrar o guia que nos
acompanhou até ao Cabo Finisterra. Por volta das 19:30 deu-se por terminada a visita a Finisterra e
seguiram, novamente, em direção a Santiago de Compostela, ao Monte do Gozo onde jantaram e
pernoitaram.
No último dia da visita, após o pequeno-almoço, cerca das 7:30 partiram em direção ao centro da
cidade para recolher o guia que de seguida fez uma apresentação panorâmica dos principais
pontos de interesse da cidade de Santiago. Apresentação esta que culminou com um passeio
pedestre pelo Campus da Universidade de Santiago e pela zona antiga da cidade até à catedral de
XXXVI |
__________________________________________________________________________________
Santiago, onde tiveram o privilégio de encontrar o Príncipe de Espanha e a sua esposa, Filipe e
Letizia Ortiz. Depois deste encontro inesperado, seguiu-se o almoço na zona histórica da cidade e
após este, cerca das 15:30, partiram em direção a Viana do Castelo, onde chegaram às 19:00.
Os professores envolvidos,
______________________ ______________________
(Sandra de Sousa) (Nuno Pereira)
XXXVII |
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Ocorrência durante a visita de estudo à Galiza (Ourense)
No primeiro dia da visita de estudo a Ourense, os professores envolvidos, Sandra de Sousa e Nuno
Pereira, foram confrontados com uma situação desagradável, tanto para eles como para a aluna
em causa, Raquel Pires.
Após o jantar no Hotel Auriense, alguns alunos foram para os seus quartos descansar e outros
ficaram na sala de convívio a conversar e a jogar cartas. Enquanto isso, os professores foram fazer
uma “visita” a todos os quartos para ver se estava tudo bem. Após esta ronda aos quartos, os
professores desceram até à sala de convívio para confirmar se os alunos que não estavam nos
quartos, estavam naquela sala. Foi então que se depararam pela falta da aluna Raquel.
Perguntaram aos colegas que estavam na sala de convívio se sabiam do paradeiro da colega, ao
que responderam que devia de estar no quarto. Mas como os professores tinham acabado de fazer
a ronda aos quartos, sabiam que ela não estava lá. Então para não alarmar os outros alunos, o
professor Nuno manteve-se na sala de convívio, enquanto a professora Sandra foi procurar nas
partes comuns do hotel. Percorreu todos os lugares dentro do hotel onde a aluna poderia estar,
mas como não a encontrou foi até lá fora. Como estava a chover e o ar estava limpo, a professora
sentiu um odor estranho e, não utilizando as escadas principais do hotel que não eram protegidas
da chuva, mas sim uma rampa, usualmente utilizada para transportar as malas tipo troiller,
começou a descer a rampa. E foi quando a aluna, que estava por debaixo da rampa, sentiu a
professora caminhar e saiu ao encontro dela. Mas antes se encontrar com a professora, atirou algo
para o chão com alguma rapidez, o que chamou a atenção da professora. Ambas entraram para o
hotel, a aluna foi para o quarto e a professora foi chamar o professor Nuno e, depois de lhe contar
o sucedido, foram os dois ao exterior do hotel, onde estava a aluna, tentar perceber o que ela
tinha atirado ao chão. No espaço encontram um maço de tabaco vazio mas sem uma parte lateral
e o resto do que é chamado de um “charro”. Os professores confrontados com esta situação,
foram ao quarto da aluna tentar arranjar algumas explicações para o sucedido. A aluna ao ser
confrontada pelos professores disse que tinha trazido o “charro” com ela e que não tinha mais com
ela. Os professores informaram-na que iam contar o sucedido à Direção e que esta,
posteriormente, iria contactar os seus pais. Com esta intervenção a aluna referiu que percebia que
tinha cometido um erro grave e que entendia a posição dos professores/escola, mas que este facto
de fumar esse tipo de substância não era novidade para os pais, pois estes já a tinham apanhado a
fumar. Depois da chamada de atenção dos professores, a aluna manteve-se muito calma o resto da
noite. Aliás, os professores destacam o bom comportamento que a aluna teve o resto da visita de
estudo, empenhando-se por colocar em prática alguns conhecimentos de Espanhol adquiridos em
sala de aula junto do guia e das pessoas com que contactou nos diversos locais que foram
visitados.
Os professores,
_________________ __________________
(Sandra de Sousa) (Nuno Pereira)
XXXVIII |
__________________________________________________________________________________
Anexo 8
Projeto de visita de estudo a Madrid realizada pelo Agrupamento de Escola Alexandre Herculano,
em Santarém.
XXXIX |
__________________________________________________________________________________
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ALEXANDRE HERCULANO
ESCOLA EB 2,3 ALEXANDRE HERCULANO
Quinta do Mergulhão – Srª. da Guia – 2005-075 Santarém
Telf: 243309420 | Fax: 243309426/7 | E-mail: [email protected]
Ex.ma Sr.ª
Diretora do Agrupamento de Escolas
Alexandre Herculano
Assunto: Projeto de Visita de Estudo a Madrid
As Professoras Responsáveis
_________________________
(Maria José Dias)
____________________
(Maria Jorge Lamy)
____________________
(Isabel Lains)
XL |
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Ano Lectivo 2011/2012
Visita de Estudo a Madrid
Estabelecimento de ensino: Escola EB 2,3 de Alexandre Herculano – Santarém
Visita de Estudo a Madrid:

Actividade integrada no Plano Anual de Actividades do presente ano lectivo;

Autorizada pelos Encarregados de Educação em reunião realizada para o
efeito em 14 de dezembro de 2012.
Professoras responsáveis:

Maria José Calado Ferreira Santos Dias, professora do Quadro de Nomeação
Definitiva desta escola, grupo 300 e professora de Língua Espanhola;

Maria Jorge Lamy Paulo Ferreira C Viras, professora do Quadro de
Nomeação Definitiva desta escola, grupo 300 e Diretora de Turma do 9.ºA

Isabel Maria de Vasconcelos Avelino Lains, professora do Quadro de
Nomeação Definitiva desta escola, grupo 600 e Diretora de Turma do 9.ºB.
Professores que acompanham:

Maria José Calado Ferreira Santos Dias;

Maria Jorge Lamy Paulo Ferreira C Viras;

Isabel Maria de Vasconcelos Avelino Lains;

Helena Paula Monteiro Solas Grilo de Faria;

Anabela dos Santos Caetano Stoffel de Lemos;

Ana Merícia Pedra Viana.
Assistente Operacional que acompanha: Maria Arlete Reis Costa Ramalho
Assistente Técnico que acompanha: Manuel Goulart Rodrigues Vargas
XLI |
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Número de alunos: 23 alunos de 9.º ano – Turmas A e B (3.º ciclo)
Outros: 7
Número Total de Participantes: 43 participantes (lista em anexo)
Período em que decorre: final do 2.º período - de 22 a 25 de março de 2012
Data de saída: 22 de março de 2011
Data de chegada: 25 de março de
2012
Itinerário: Santarém – Toledo – Madrid – San Lorenzo de El Escorial - Santarém
Objectivos:

Alargar as competências básicas de comunicação na língua estrangeira;

Proporcionar a articulação dos conteúdos programáticos com a vivência de
experiências reais, fora da sala de aula;

Permitir o contacto com ambientes autênticos que conduza a uma utilização
funcional da língua;
XLII |
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
Desenvolver a sensibilidade estética na apreciação de manifestações
artísticas;

Alargar o horizonte cultural do aluno para além da sua comunidade
linguística;

Despertar a curiosidade e as emoções perante a civilização espanhola.
Transporte a utilizar: Autocarro
Alojamento:
Seguro de Viagem e Estadia: incluído no preço da viagem
Total de Encargos: 255 € (por participante)
Já lhe foi atribuído algum subsídio pelo Ministério da Educação? Não
Plano de ocupação dos alunos não abrangidos pela Visita de Estudo: para além
das Actividades constantes no Plano Anual de Actividades, a decorrerem na última
semana do 2.º período, propõem-se fichas de trabalho para consolidação de
conhecimentos e trabalhos de pesquisa na Biblioteca e na Internet.
Declaramos que se encontram em dossiê que acompanha as professoras
organizadoras da Visita de Estudo as declarações de autorização dos Encarregados
de Educação dos alunos menores.
Santarém, 7 de março de 2012
As Professoras Responsáveis
XLIII |
__________________________________________________________________________________
Anexo 9
Projeto de visita de estudo a Salamanca e Barcelona organizadas pelo Agrupamento de Escolas
Morgado de Mateus, em Vila Real.
XLIV |
__________________________________________________________________________________
XLV |
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Visita de Estudo a Salamanca
Introdução
No âmbito da disciplina de Espanhol, foi proposta esta visita de estudo, com o intuito de
incutir aos alunos o gosto pela língua espanhola, bem como contactar com a cultura do país.
Objetivos
Esta visita contempla objetivos de várias disciplinas, tais como: Espanhol, E.M.RC.
Geografia e História.
*Promover a relação sócio afetiva entre alunos e entre alunos e professores.
* Observar diretamente monumentos diferentes arquitetónicos.
* Articular os conteúdos lecionados sobre a história de Espanha com os espaços visitados.
* Contactar com a língua e cultura espanhola: monumentos e museus.
* Assistir ao desfile dos Reis Magos.
* Estabelecer uma relação entre a cultura portuguesa e a cultura espanhola
*Conhecer Espanha no que diz respeito ao aspeto geográfico.
Data da Visita
5 e 6 de janeiro de 2013.
Público-alvo
Alunos da disciplina de Espanhol do 9º ano, 11º ano e professores acompanhantes (50
pessoas).
" L a s C a b a I g a tas" - 5 e 6 de janeiro de 2013
Esta viagem de estudo destina-se aos alunos que estão a estudar uma língua estrangeira espanhol e tem como finalidade o contacto direto com a Espanha proporcionando aos
mesmos uma forma privilegiada de conhecimento dos aspetos da cultura, dos costumes, da
geografia e da Língua. A data escolhida prende-se com o facto de tradicionalmente Espanha
festejar os Reis de uma forma muito peculiar, cumprindo-se todos os anos a "Cabalgata de
los Reyes" que envolve os habitantes de cada cidade espanhola, bem como. organismos
nacionais e estrangeiros.
Salamanca foi a cidade selecionada pelos motivos seguintes:
- Pertencente à comunidade autónoma de Castilla y León que fica a uma distância
relativamente curta de Vila Real, não implicando, por isso, uma ausência prolongada dos
alunos das suas famílias e da escola;
- É uma cidade espanhola rica em monumentos (da Idade Média, Renascimento, Épocas
Clássica e Barroca: As Catedrais Velha e Nova, O Palácio da Salina, o Palácio de Anaya, o
Palácio de Monterrey, a Casa das Conchas, o Convento das Senhoras, a Torre do Cravo);
- Contém museus que são referências culturais da cidade – o Museu Diocesano, O Museu
Catedrático, O Museu Universitário e o Museu das Senhoras;
Foi escolhida para Capital europeia da Cultura em 2002, sendo o seu centro histórico
Património da Humanidade desde 1988.
XLVI |
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Programa
1º dia: Vila Real/ Salamanca
Reunião do grupo junto à escola às 08hOO. Viagem em autocarro de turismo em direção a
Salamanca - Espanha.
Chegada e almoço. Resto do dia livre para visita à cidade de Salamanca: As Catedrais
Velha e Nova; P/aza de Anaya; as Universidades; a rua Compania; a Casa das Conchas;
Plaza Mayor; Cabalgata de los Reyes.
Registo no alojamento, jantar e dormida.
2º dia: Salamanca/ Vila Real
Pequeno-almoço no hotel. Visita a Salamanca: Ponte Romana; Casa Lis (Museo Art Décó y
Art Nouveau); Igreja e museu de San Esteban; Convento de Las Dueñas.
Almoço no hotel e regresso a Portugal. Chegada à escola prevista às 18h.
Inclui
• Viagem em autocarro de grande turismo;
• Alojamento num hotel de 1/2 estrelas em Salamanca em regime de alojamento e pensão
completa;
• Quatro refeições, conforme indicado no programa;
• Acompanhante durante todo o percurso;
• Seguro de viagem.
Exclui
• Extra de carácter particular e todos os serviços não mencionados no programa;
• Extras no hotel (telefone, lavandaria, bebidas ... ).
O necessário
- Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade;
- Cartão Europeu de Seguro de Doença;
- Roupa e calçado quente e confortável;
-Dinheiro para gastos pessoais;
- Uma mochila ou carteira pequena (para colocar o telemóvel e o porta-moedas).
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VISITA DE ESTUDO A BARCELONA
Introdução
No âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, foi proposta esta visita de
estudo, com o intuito de incutir aos alunos o gosto pela cultura do país.
Objetivos:
Esta visita contempla objetivos de várias disciplinas, tais como: E.M.R.C, Espanhol, História,
Geografia e Ed. Física e Visual.
* Promover a relação sócio afetiva entre alunos e entre alunos e professores.
*Observar diretamente diferentes monumentos arquitetónicos.
* Contacto com as principais obras de inícios do século XX.
* Articular os conteúdos lecionados sobre a história de Espanha com os espaços visitados.
* Contactar com a língua e cultura Espanhola: monumentos, personalidades, escritores ...
* Perceber a importância vital dos transportes na mobilidade das populações.
* Entender o impacto ambiental subjacente à utilização do transporte rodoviário, numa
grande metrópole - Barcelona.
* Observar diretamente um Estádio Olímpico e um Estádio de Futebol (E. F. C. Barcelona).
Data da Visita
De 3 (à noite) a 7 de Abril de 2013.
Público-alvo
Alunos do 3° Ciclo e professores acompanhantes (50 pessoas).
NOTA: A visita só se realiza se tivermos no mínimo 45 pessoas.
Itinerário
1º Dia - Início da viagem com partida da Escola ao início da noite. Noite em viagem.
2° Dia - Chegada a Barcelona, visita panorâmica à cidade,
Tempo livre para almoço.
Visita ao Parq Montjuic – Estádio Olímpico, Palau San Jordi, Castelo de MontJuic.
Fundacion Juan Miró, Porto Olímpico.
Chegada ao hotel, formalidades de alojamento e jantar no hotel.
3° Dia - Pequeno- almoço no hotel e início da visita à cidade de Barcelona - Parq Güell de
Antoni Gaudi, Sagrada Família.
Almoço livre. Paseo da Gracia - Casa Milá "La Pedrera", Casa Batlló, Casa Amatller. Parque
de Exposições de Barcelona, Fontes Mágicas, Plaza de Espana .
Chegada ao hotel, jantar no hotel. Noite livre.
4° Dia - Depois do pequeno -almoço no hotel, Estádio do F.C. Barcelona - Camp Nou.
Continuação da visita à cidade, Visita ao Bairro Gótico - Catedral de Barcelona, Casa de la
Ciutat, Palau de la Generalitat, Plaza St. Jaurne. Ramblas - Plaza da Catalunha, Gran
Teatre dei Liceu, Palau Güell, Plaza de Colón.
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À noite jantar livre nas Ramblas ou no Porto Velho e oportunidade para efetuar as últimas
compras.
Inicia- se a viagem de regresso por volta das 00.00h.
5° Dia - Inicio da viagem em direção a Madrid. Noite em viagem. Chegada a Madrid.
Pequeno-almoço livre.
Visita panorâmica - Plaza Mayor, Porta do Sol, Gran Via, Passeio de la Castellana, Cibelles,
Plaza Colón, Atocha.
Tempo para almoço livre.
Continuação da viagem em direção a Portugal,
Chegada à escola entre o final da tarde e o início da noite.
Inclui
• Viagem em autocarro de turismo.
• Alojamento em hotel de *** com piscina, na costa de Barcelona, em regime de meia
pensão;
• Entrada na Sagrada Família;
• Deslocações necessárias durante a visita e enquadramento das mesmas;
Exclui
• Entradas em museus e monumentos, não mencionadas como incluídas;
• Extra de carácter particular e todos os serviços não mencionados no programa.
O necessário
- Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade.
- Cartão Europeu de Seguro de Doença.
- Comida para o Primeiro dia.
- Roupa e calçado confortável.
-Dinheiro para quatro refeições.
- Uma mochila ou carteira pequena (para colocar o telemóvel e o porta-moedas).
- Quem estiver a tomar medicação, tem que a levar.
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As visitas de estudo a Espanha