UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO
DO RIO GRANDE DO SUL
JUNIOR CASTRO BIEGER
O DESIGN GRÁFICO COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DO
TURISMO REGIONAL E COMO FUNDAMENTO PARA O PROJETO
DE SINALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA
ORIENTADORA: FABIANE VOLKMER GROSSMANN
IJUÍ
2013
JUNIOR CASTRO BIEGER
O DESIGN GRÁFICO COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DO
TURISMO REGIONAL E COMO FUNDAMENTO PARA O PROJETO
DE SINALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA
Trabalho monográfico apresentado ao Curso de
Design, Habilitação Gráfico da Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do
Sul, sob orientação da professora Fabiane Volkmer
Grossmann, como requisito parcial para a obtenção
do Grau de Bacharel em Design, Habilitação
Gráfico.
ORIENTADORA: FABIANE VOLKMER GROSSMANN
IJUÍ
2013
Dedico aos meus pais, Inácio e Carla,
ao meu amor, Ana, e aos amigos, pelo
apoio, compreensão e incentivo
em todos os momentos.
AGRADECIMENTOS
Agradeço em primeiro lugar a Deus, por me escutar nos momentos necessários.
Aos meus pais, Inácio e Carla, pelo zelo, amor e puxões de orelha nas horas certas.
A meu amor Ana, Caroline, pela paciência, cuidado, abraços e momentos de
descontração tão necessários.
Ao meu irmão, Julian, por aguentar meu mau humor.
À minha professora orientadora Fabi, pelos ensinamentos, atenção e amizade.
Aos meus chefes, pelas folgas e saídas mais cedo, tão necessárias.
Aos meus amigos, que compreenderam o meu afastamento e, mesmo assim, não
duvidaram da nossa amizade em nenhum momento.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Mapa da localização política do município de São Luiz Gonzaga no estado do Rio Grande do
Sul e no Brasil. ...................................................................................................................................... 18
Figura 2: Alturas mínimas e alturas recomendadas para letras, de acordo com as distâncias visuais... 30
Figura 3: Composição das cores luz (RGB) .......................................................................................... 31
Figura 4: Composição das cores pigmento (CMY+K) .......................................................................... 32
Figura 5: Pictogramas de Otl Aicher e equipe, pictogramas de esportes para a Olimpíada de Munique
em 1970 ................................................................................................................................................. 34
Figura 6: Exemplos de símbolos de uso internacional .......................................................................... 35
Figura 7: Exemplos de símbolos recomendados pela ISSO .................................................................. 35
Figura 8: Exemplo de seta bem desenhada ........................................................................................... 36
Figura 9: Ilustração esquemática do sistema de impressão offset ......................................................... 42
Figura 10: Ilustração esquemática do sistema de impressão flexográfica ............................................. 43
Figura 11: Ilustração esquemática do sistema de impressão rotográfica. ............................................. 44
Figura 12: Ilustração esquemática do sistema de impressão tampográfica. .......................................... 44
Figura 13: Estrutura dos sistemas de sinalização de São Luiz Gonzaga ............................................... 52
Figura 14: Mapa fluxográfico da cidade de São Luiz Gonzaga ............................................................ 53
Figura 15: Fluxo idealizado da tarefa do usuário e exemplos de outros fluxos reais possíveis ............ 53
Figura 16: Mapa de alocação das placas na cidade de São Luiz Gonzaga ............................................ 54
Figura 17: Caminho percorrido de São Luiz Gonzaga até o Sítio de São Lourenço Mártir. ................ 55
Figura 18: Recepção coberta construída pelo IPHAN .......................................................................... 56
Figura 19:- Mapa fluxográfico e de posicionamento das placas no Sítio Arqueológico de São Lourenço
Martir..................................................................................................................................................... 57
Figura 20: Mapa de fluxo e localização das placas na recepção do Sítio Arqueológico de São Lourenço
Martir..................................................................................................................................................... 58
Figura 21: Mapa de fluxo e posicionamento das placas da Praça Jayme Caetano Braun ..................... 59
Figura 22: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Senador Pinheiro Machado .................. 59
Figura 23: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Arqueológico - MARQ. ....................... 60
6
Figura 24: Mapa de fluxo e aplicação das placas na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ............. 60
Figura 25: Arial, padrão tipográfico utilizado ....................................................................................... 63
Figura 26: Marrom utilizado no setor arqueológico do projeto ............................................................ 63
Figura 27: Exemplo de placa do setor arqueológico ............................................................................. 64
Figura 28: Verde do setor histórico do projeto...................................................................................... 64
Figura 29: Exemplo de placa do setor histórico do projeto ................................................................... 65
Figura 30: Azul do setor cultural do projeto ......................................................................................... 65
Figura 31: Exemplo de placa do setor cultural do projeto .................................................................... 65
Figura 32: Marrom padrão .................................................................................................................... 66
Figura 33: Placa do setor padronizado CONTRAN, Ca1, vide apêndice A.......................................... 66
Figura 34: Mapa da cidade e losango estilizado, demonstrando a inspiração para o contorno dos
pictogramas ........................................................................................................................................... 67
Figura 35: Pictogramas definidos pelo CONTRAN.............................................................................. 68
Figura 36: Padrão pictográfico adotado pelo projeto ............................................................................ 68
Figura 37: Padrão de setas estabelecido pelo CONTRAN .................................................................... 69
Figura 38: Elementos gráficos decorativos ........................................................................................... 69
Figura 39: Exemplos de placas nos dois idiomas .................................................................................. 70
Figura 40: Modelos de placas contruídas sobre a malha contrutiva ...................................................... 71
Figura 41: Placas locacionais do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir .................................... 72
Figura 42: Placa locacional do Museu Arqueológico – MARQ............................................................ 73
Figura 43: Placas locacionais do Museu Senador Pinheiro Machado ................................................... 74
Figura 44: Placas locacionais da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ........................................... 75
Figura 45: Placas locacionais da Praça Jayme Caetano Braun.............................................................. 75
Figura 46: Exemplos de placas direcionais do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir .................... 76
Figura 47: Exemplo de placa direcional da recepção do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir ..... 77
Figura 48: Exemplo de placas Direcionais do Museu Arqueológico – MARQ. ................................... 77
Figura 49: Exemplo de placa direcional do Museu Senador Pinheiro Machado................................... 78
Figura 50: Exemplo de placas direcionais da Praça Jayme Caetano Braun .......................................... 78
Figura 51: Exemplos de placas direcionais padrões do CONTRAN .................................................... 79
Figura 52: Exemplos de placas informacionais do projeto ................................................................... 80
Figura 53: Detalhe da fixação com parafusos, nas placas aéreas externas ............................................ 81
Figura 54: Detalhe da fixação das placas de piso externas ................................................................... 82
Figura 55: Simulação de placa direcional no sistema de sinalização do Sítio Arqueológico São
Lourenço Mártir. ................................................................................................................................... 82
Figura 56: Simulação de placas direcionais e informacionais aéreas do Sítio Arqueológico São
Lourenço Mártir .................................................................................................................................... 83
Figura 57: Simulação de placa locacional de piso do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir .......... 83
7
Figura 587: Simulação de placas locacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir ...... 84
Figura 59: Simulação das placas direcionais no ambiente interno do museu arqueológico - MARQ .. 85
Figura 60: Simulação das placas direcionais no museu arqueológico - MARQ ................................... 85
Figura 61: Simulação de placa informacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras .......... 86
Figura 62: Simulação de placa locacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras ................ 86
Figura 63: Simulação de placa locacional na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, área pertencente a
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ................................................................................................ 87
Figura 64: Simulação de placa locacional aérea na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ............... 87
Figura 65: Simulação de placa direcional de polipropileno aplicada no Museu Senador Pinheiro
Machado ................................................................................................................................................ 88
9
SUMÁRIO
SUMÁRIO .............................................................................................................................................. 9
RESUMO .............................................................................................................................................. 10
ABSTRACT .......................................................................................................................................... 11
INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 12
CAPÍTULO I – O MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA .............................................................. 16
1.1 Aspectos histórico-culturais ........................................................................................................ 17
1.2 Características da População ....................................................................................................... 20
1.3 Economia..................................................................................................................................... 20
1.4 Potencialidades Turísticas ........................................................................................................... 21
CAPÍTULO II - SINALIZAÇÃO ......................................................................................................... 24
2.1 Desenvolvimento Urbano ............................................................................................................ 24
2.2 Projeto de Sinalização ................................................................................................................. 26
2.2.1 Elementos Gráficos .............................................................................................................. 27
2.3 Elementos Estruturais .............................................................................................................. 38
CAPÍTULO III – PROJETO DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA DE SÃO LUIZ GONZAGA ........... 48
3.1 Metodologia ................................................................................................................................ 48
3.2 O Projeto ..................................................................................................................................... 50
3.2.1 Coleta de informações .......................................................................................................... 50
3.2.2 Projeto do sistema ................................................................................................................ 61
3.2.3 Sistema básico de códigos ou sinais ..................................................................................... 62
3.2.4 Design Gráfico ..................................................................................................................... 70
CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 89
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................ 93
APÊNDICES ..................................................................................................................................... 95
APÊNDICE A – Relação das Placas ................................................................................................. 96
ENTREVISTA A - Sandra Ferreira da Silva .................................................................................. 110
ENTREVISTA B – Aldimar Pereira Machado ............................................................................... 114
ANEXO A – Manual de Aplicação da Sinalização ......................................................................... 117
RESUMO
Monografia de Graduação
Design – habilitação Design Gráfico
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
O DESIGN GRÁFICO COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DO
TURISMO REGIONAL E COMO FUNDAMENTO PARA O PROJETO
DE SINALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA
Autor: Junior Castro Bieger
Orientadora: Fabiane Volkmer Grossmann
Data e local da defesa: Ijuí, 21 de agosto de 2013.
Este trabalho monográfico apresenta um projeto de design de sinalização turística para a
cidade de São Luiz Gonzaga/RS, fundamentado a partir de estudos da história e cultura deste
município. Um dos Sete Povos das Missões, a cidade conta com vários pontos turísticos, que
bem sinalizados podem potencializar o turismo regional. Contando com uma rica história
local, São Luiz Gonzaga foi fundada sobre os resquícios de um antigo povoado indígena,
planejado e liderado por padres jesuítas espanhóis. O município também possui em seu
território outro sítio, São Lourenço Mártir, que ainda preserva boa parte de suas construções.
Berço da Coluna Prestes, a cidade abrigou importantes figuras da história, como o primeiro
Senador da República pelo estado do Rio Grande do Sul, José Gomes Pinheiro e Jayme
Caetano Braun, o mais importante pajador gaúcho. Essa monografia também aborda conceitos
relativos a sinalização e seus elementos gráficos (textos, imagens, cores e diagramação) e
estruturais (materiais, formas de impressão e acabamentos), que objetivam entender o que é
necessário para a produção do projeto. Este projeto segue a metodologia definida por Joan
Costa (1989) para apresentar o manual de aplicação da sinalização.
Palavras-chaves: design; projeto de sinalização; turismo; São Luiz Gonzaga.
ABSTRACT
Monograph Undergraduate
Design - Graphic Design qualification
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
GRAPHIC DESIGN HOW POTENTIATING AGENT OF REGIONAL
TOURISM AND AS BASIS TO SIGNALING DESIGN TO SÃO LUIZ
GONZAGA
Author: Junior Castro Bieger
Supervisor: Fabiane Volkmer Grossmann
Date and place of defense: Ijuí, August 21, 2013.
This monograph presents a tourist information signs design Project to the town of São Luiz
Gonzaga/RS, based in a research about history and culture from this town. One of the Seven
Peoples of Mission, SLG has several tourist places that can increase the regional tourism
when well-marked. With a rich history, this town was founded on remains of an old Indian
village, planned and directed by Spanish Jesuit priests. There is another place in this
municipality, named São Lourenço Mártir, that still preserves parts of its main buildings.
Place where Coluna Prestes started, this town hosted important people of history, like José
Gomes Pinheiro , first Senator of the Republic by the State of RS and Jayme Caetano Braun,
the most important pajador gaucho. This monograph also refers concepts related to signaling
and its graphical elements ( texts, images, colors and layouts) and structural ( materials,
print forms and finishing) that try to understand what is necessary to the project production.
This project follows the methodology established by Joan Costa (1989) to present the
application manual signaling.
Keywords: design, signaling project, tourism, São Luiz Gonzaga.
INTRODUÇÃO
O trabalho monográfico a ser apresentado foi desenvolvido como requisito para a
obtenção do titulo de bacharel em Design – habilitação Gráfico – pela Universidade Regional
do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí), realizado durante o primeiro semestre de 2013,
sob orientação da professora Fabiane Volkmer Grossmann. Essa monografia tem intuito de
demonstrar, através de um projeto de sinalização1 turística para o município de São Luiz
Gonzaga, como o design gráfico pode ser um agente potencializador do turismo na cidade.
Para tanto, propõe uma pesquisa bibliográfica acerca dos seguintes assuntos: São Luiz
Gonzaga e seus aspectos histórico-culturais, características da população, economia e turismo,
urbanização e sistemas de sinalização e seus elementos gráficos e estruturais. Também tratará
da criação de um projeto de sinalização turística para São Luiz Gonzaga baseado na pesquisa
realizada anteriormente.
Tem-se como objetivo geral deste trabalho, buscar elementos que esclareçam o leitor
sobre a importância de uma sinalização turística para o município gaúcho de São Luiz
Gonzaga, através de entrevistas e pesquisas da história local, visitas aos pontos turísticos,
levantamentos de dados, elaboração de mapas de fluxo, o público visitante e produção de um
projeto de sinalização que afague o problema no município. Especificamente ainda se
pretende aprofundar em aspectos da história, cultura, população e economia da cidade e em
elementos técnicos presentes em projetos gráficos de sinalização, para elaborar um produto
gráfico que potencialize o turismo regional.
1
Projeto que visa prestar informações, orientar ou indicar algo a um determinado público sob aspectos
específicos em um local, através de placas com mensagens escritas e/ou desenhos.
13
A escolha deste tema para o presente trabalho monográfico provém de esta ser a
cidade natal do autor e do fato de a mesma não possuir sinalização alguma no referido
município, que é um dos Sete Povos das Missões e possui pontos turísticos históricos
importantes. Esta monografia ainda sofreu influências das experiências e assuntos discutidos
em vários componentes curriculares do curso de Design Gráfico, como: Projeto Gráfico II –
Sinalização2, Ergonomia Cognitiva3, Materiais4 e Cores5.
A sinalização em grandes ambientes de intensa circulação, como parques,
rodoviárias, aeroportos e shoppings é necessária para facilitar o fluxo de deslocamento do
público usuário e fazer com que estes encontrem o local que procuram. As cidades de hoje
também possuem sinalizações de trânsito, que seguem determinadas regras para ajudar a
população a transitar dentro de centros cada vez mais cheios. As placas orientam o público e
deslocando-se veículos nas ruas para evitar aglomerações e acidentes. Ao mesmo tempo
devem ter como requisito básico a rápida leitura e compreensão da informação disposta para
auxiliar as pessoas já na execução das tarefas de deslocamento urbano. Para as empresas, um
bom projeto reduz custos, pois dispensa a contratação de pessoal para informar os visitantes.
Para cumprir com o propósito deste trabalho, o primeiro aborda um breve relato
histórico da cidade de São Luiz Gonzaga. Inicialmente apresenta uma breve explanação sobre
a relação do tema local e histórico, ã área do saber do curso de design, chamada de projeto de
sinalização gráfica. Após esta breve introdução do capítulo, são apresentados os aspectos
histórico-culturais do município, contando um pouco da localização geográfica e da história,
revisando vários pontos importantes até a atualidade. Logo depois, apresentará dados do
município, obtidos através de pesquisas com secretarias municipais e órgão federal de
referência de dados que apresentam informações referentes a dados econômicos, exibição de
números da renda municipais e principais tipos de economia do município. E por fim aborda
as potencialidades turísticas da cidade, com informações obtidas através de pesquisas
bibliográficas, entrevistas com guia turística municipal e órgão federal sobre patrimônio
histórico.
Já no segundo capítulo o tema abordado é a sinalização, no qual é apresentada uma
breve explanação sobre a urbanização e a necessidade de se sinalizar os grandes centros, com
2
Primeiro semestre de 2009
Segundo semestre de 2010
4
Segundo semestre de 2008
5
Primeiro semestre de 2011
3
14
base em pesquisas bibliográficas e dados de secretarias municipais. Logo após, introduz breve
explicação sobre o que é a sinalização, seus objetivos principais conforme ponto de vista de
alguns autores da área, bem como os principais elementos que a compõem. O estudo destes
elementos foi disposto em dois subcapítulos, os gráficos se referem a padrões cromáticos,
tipográficos, pictográficos, logográficos, de linhas de mansagens e diagramação. E estruturais,
que se referem a materiais que compõem as placas e seus suportes, processos de impressão e
os acabamentos e manutenção das placas.
Com estas definições bem expostas, este trabalho monográfico se propõe realizar
uma aplicação prática de referencial bibliográfico pesquisados nos primeiros capítulos na
realização de um Projeto de Sinalização Turística para São Luiz Gonzaga. É disto que se trata
o terceiro capítulo. Primeiramente foi apresentada a metodologia a ser seguida para a
produção deste projeto. Logo depois, optou-se por seguir os passos da metodologia para
melhorar o entendimento do leitor de cada item. Começando assim com o projeto, que está
dividido em coleta de informações, onde serão levantados dados como mapas e entrevistas
com pesquisadores e autoridades técnicas. Logo depois foi desenvolvido o projeto do sistema,
no qual são produzidos os materiais necessários para uma pré-elaboração do projeto, como
exemplo pode-se citar os mapas de fluxo e de posicionamento das placas, as listas de linha de
mensagens, etc. Logo depois foi feito o sistema básico de códigos ou sinais onde estão
definidas as linhas gráficas do projeto, os elementos como tipografia e padrão cromático,
entre outros. Passando ao design gráfico em si, onde se inicia a assimilação de todas as etapas
anteriores e foram definidos os modelos de placas e principio da diagramação. E por fim
foram feitas as especificações técnicas para produção. Nesta fase foram produzidos desenhos
e a definição final dos materiais e processos de fixação das placas para a produção do manual
do projeto de sinalização.
Após introduzir-se o tema deste trabalho monográfico, bem como seus objetivos,
justificativas e as estruturas dos capítulos seguintes, partimos agora ao primeiro assunto a ser
abordado, o município de São Luiz Gonzaga. Logo depois seguiremos explanando sobre o
projeto de sinalização e, por fim, será apresentado o projeto de sinalização turística de São
Luiz Gonzaga.
16
CAPÍTULO I – O MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA
É possível provocar certo estranhamento no leitor o fato de se iniciar um texto
monográfico referente ao Design, especificamente da área do design gráfico, com um capítulo
nomeado “O Município de São Luiz Gonzaga”.
O fato é que dentre as áreas de atuação do designer gráfico, como por exemplo
identidade visual, editorial, webdesign, embalagem, entre outros itens, neste trabalho optou-se
por abordar aspectos relacionados ao projeto de sinalização.
A escolha por esta área se deu em razão de se acreditar que um projeto deste âmbito
pode contribuir de maneiras diversas para o incremento da melhoria dos espaços públicos dos
municípios, garantindo a sua qualidade de vida. A contribuição de um único projeto de
sinalização para um determinado município pode envolver melhorias em diversas áreas das
cidades como o da mobilidade urbana, organizando os fluxos de circulação nas vias e espaços
públicos; no fomento regional ao propor um projeto que estimule o desenvolvimento turístico
de municípios com potencial para esta atividade; e no fortalecimento da marca do município
ao trabalhar e difundir signos visuais que fortaleçam sua identidade através do projeto gráfico
das placas de sinalização.
A grande questão, no entanto, é: por que a escolha do município de São Luiz
Gonzaga como objeto de estudo deste trabalho? Por duas principais razões: pelo fato da
17
mesma ser a cidade natal do autor deste trabalho e por se tratar de um dos municípios que
constituem os Sete Povos das Missões6.
Segundo SILVA (2013)7, este é um importante polo turístico do Estado do Rio
Grande do Sul, mas dentre os municípios integrantes dos Sete Povos, São Luiz Gonzaga está
tentando se engajar em políticas de desenvolvimento para o turismo. Isto não vem ocorrendo
da forma esperada em razão do pouco repasse de verbas do Governo do Estado, que por sua
vez, segundo ela, responde pela aprovação de um projeto no ano relacionado ao turismo para
o município. Sandra relata que as obras da Praça Jayme Caetano Braun estão em andamento,
bem como a reforma do Museu Senador Pinheiro Machado e um centro de atendimento ao
turista na praça, com informações e acesso a internet WiFi.
Desta forma, desenvolver um projeto de sinalização que integre em sua proposta
aspectos de organização da mobilidade e de fortalecimento da identidade do município,
através
de
signos
visuais
que
alavancassem
o
turismo
local,
pode
contribuir
consideravelmente para o desenvolvimento local.
Por esta razão, o próximo item deste capítulo visa permitir ao leitor conhecer um
pouco mais a fundo sobre este município para ser possível contextualizar a contribuição de
um projeto de sinalização para o fomento do turismo local. Assim, abordaremos, através de
dados geográficos, estatísticos e históricos, aspectos da cultura, características da população,
economia e potencialidades turísticas do município.
1.1 Aspectos histórico-culturais
São Luiz Gonzaga, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
é um município brasileiro pertencente à mesorregião do Noroeste do Rio Grande do Sul, a
microrregião de Santo Ângelo conforme figura 1, e integra os Sete Povos das Missões. Foi
fundado pelo padre jesuíta Miguel Fernandes em 1687, em decorrência de sua catequização
aos índios guaranis, habitantes locais.
6
Sete Povos das Missões é o conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Padres Jesuítas
espanhóis no Rio Grande do Sul. São eles: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São
Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. (SILVA, 2013)
7
Guia Turística do município de São Luiz Gonzaga. Entrevista concedida para o autor deste trabalho em
20.05.2013. São Luiz Gonzaga
18
Figura 1: Mapa da localização política do município de São Luiz Gonzaga no estado do Rio Grande do Sul e no
Brasil.
Fonte: Wikimedia Commons
<http://commons.wikimedia.org/wiki/File:RioGrandedoSul_Municip_SaoLuizGonzaga.svg> Acesso em 18 de
abril de 2013.
A cidade possui uma rica história local, abrigando duas das antigas reduções
jesuíticas8 e é considerada o berço da Coluna Prestes9. Culturalmente também possuí destaque
tendo sido agraciada com artistas de renome como Jayme Caetano Brawn e Pedro Ortaça 10.
No centro do município existe ainda o Museu Senador Pinheiro Machado em homenagem ao
ilustre político que aqui residiu, ajudou a desenvolver a Região Noroeste do Estado, com a
construção das estradas de ferro e instalação de vários regimentos do exército brasileiro.
A redução de São Luiz Gonzaga, segundo Peixoto (2008), era uma das sete
localizadas ao lado esquerdo das margens do Rio Uruguai e perdurou até a o Tratado de
8
São Luiz Gonzaga fundada em 1687 pelo padre Miguel Fernandes e São Lourenço Martir fundada em 1690,
pelo padre Bernardo de la Veja. (SILVA, 2013)
9
Coluna Prestes foi um movimento político-militar existente entre 1925 e 1927 ligado ao tenentismo, que por
sua vez era uma série de rebeliões de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro para
reivindicar mudanças no poder do país, propondo o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto e a
reforma na educação pública. (SILVA, 2013)
10
Considerados dois dos “quatro troncos missioneiros”, músicos que levaram as músicas do ritmo Chamamé até
o conhecimento do público da capital gaúcha. Os outros dois são Noel Guarany e Cenair Maicá. Conhecido
como O Payador, aquele que fazia versos de improviso. (SILVA, 2013)
19
Madri, em 175011. Este tratado passava o território missioneiro para o domínio português. Em
decorrência deste fato, o site do IBGE12 nos informa que os padres jesuítas espanhóis foram
expulsos e a região entrou em decadência, com várias tentativas frustradas pelos portugueses
de administrar as Missões, culminando em sangrentas batalhas de tropas portuguesas e
espanholas contra os índios liderados por Sepé Tiaraju.
Em 1801, o governador do Rio Grande do Sul, General Sebastião Xavier da Veiga
Cabral, anexou em definitivo a região das Missões ao estado, após vários confrontos com os
espanhóis. Em 1817 o Rei de Portugal Dom João VI criou por alvará a Vila de São Luiz da
Leal Bragança, sede do território missioneiro conquistado.
Em 1854, o território foi anexado à cidade gaúcha de Cruz Alta, perdendo sua
autonomia. Porém mais tarde, em 1857, visando o desenvolvimento da região, o território de
São Luiz foi anexado ao município de São Borja.
Em meados do século XIX teve inicio um movimento agropecuário localmente que
culminou na emancipação política da cidade, em 1880, desenvolvendo ainda mais a região.
Segundo informações do IBGE acerca do município, “A formação Administrativa
do DISTRITO deve sua criação à Lei provincial n.° 431 de 8 de janeiro de 1858, e o
Município, com território desmembrado dos de Santo Ângelo e São Borja à Lei provincial n.°
1.238, de 3 de junho de 1880. A instalação data de 7 de janeiro de 1881.”13
Em 1905, a cidade recebeu a instalação de uma unidade do Exército Brasileiro, o 3º
Regimento de Cavalaria que após o século XX passou a se chamar 4º Regimento de Cavalaria
Blindado. Este regimento foi o grande responsável, juntamente com o Senador da República
pelo Estado do Rio Grande do Sul, José Gomes Pinheiro Machado, para o desenvolvimento
regional, pois provocaram um aumento populacional devido ao serviço militar e à instalação
da estrada de ferro para o escoamento da safra agrícola.
11
“Finalmente, em 1750, último ano do reinado de Dom João V, firma-se o Tratado de Madrid, definidor dos
limites das duas potências. Os Espanhóis conseguem a posse da Colônia do Sacramento, em troco dos Sete
Povos das Missões do Uruguai. Do lado português, fora um dos diplomatas mais capazes o brasileiro Alexandre
de Gusmão.” (PEIXOTO, 2008, p. 178)
12
Segundo
histórico
da
web
página
de
Cidades
do
IBGE
(http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=431890)
13
Disponível
em
<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=431890> Acesso em 20
de abril de 2013.
20
Atualmente, São Luiz Gonzaga possuí cinco distritos, sendo estes: Afonso
Rodrigues, Santa Inês, Rincão de São Pedro, Capela São Paulo e São Lourenço, sendo que
neste último se localiza o Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir.14
Após a explanação da história e cultura do município, através de dados do IBGE,
entrevistas com historiadores e a guia turística da cidade, o intuito do próximo item é
apresentar as características da população são-luizense.
1.2 Características da População
De acordo com o IBGE, São Luiz Gonzaga revelou no último censo 34.556 mil
habitantes, isto é, 26,67 hab/Km² sendo 30.511 mil habitantes da zona urbana e 4.047 mil
habitantes da zona rural. Sua população vem decaindo, contrariando a média dos municípios
brasileiros. A população da cidade, em 1990, era de 41.671 mil habitantes, passou a 39.553
mil habitantes em 2000 e alcançou o baixo número registrado recentemente em função do
êxodo da população jovem em busca de oportunidades de estudo e trabalho.
Após a explanação das características do povo de São Luiz Gonzaga, através de
dados do IBGE e da Secretaria Municipal da Administração, a seguir serão relatados alguns
fatores econômicos do município.
1.3 Economia
Atualmente, segundo o IBGE, o município tem receita média de R$ 41.722.864,00 e
despesa média de R$ 33.967.194,00, isto é, 55.1% em receita contra 44.9% de despesas. A
economia do município é baseada 64% em prestação de serviços, 21% em agropecuária e
apenas 15% na indústria. . Na sequência podem ser observadas algumas potencialidades da
cidade.
14
Segundo Web Página da Rota Missões < http://www.rotamissoes.com.br/_portugues/index.php> Acesso em
13 de maio de 2013.
21
1.4 Potencialidades Turísticas
Sem dúvida alguma, a região das Missões possui uma rica história, como o leitor
pode constatar com os aspectos decorridos anteriormente, mas que tipo de potencial turístico
pode se retirar deste contexto? Segundo o Instituto do Patrimônio histórico e Artístico
Nacional – IPHAN (2013), “A experiência das Missões Jesuítico-Guaranís foi uma das mais
significativas da história humana, e chegou a ser designada como o “triunfo da humanidade”
pelo iluminista francês Voltaire15, o que demonstra um grande potencial a ser explorado na
região, fato esse que se tenta alcançar com este projeto, pois o mesmo pretende despertar a
atenção do público, principalmente do turista argentinos que transitam pela BR 285, em busca
do litoral gaúcho. Segundo a guia turística, Sandra Ferreira, o município tem um potencial
turístico enorme ainda a ser explorado. Segundo ela, “A falta de uma boa sinalização turística
acarreta no desconhecimento dos turistas em trânsito na BR-285, das maravilhas históricas,
culturais e artísticas de São Luiz Gonzaga”. E ainda diz que se isso acontecesse, teríamos
mais movimento no comércio local, principalmente me restaurantes e hotéis. “Os turistas
preferem ir até Santo Ângelo ou Ijuí para passar o pernoite e almoçar”.
Sandra afirma que “ainda não possuímos um projeto de sinalização turística para o
município, porque esperamos aprovação das verbas de projetos anteriores. Mas quando isso
ocorrer, precisaremos de um projeto para encaminhar pedido de verba”.
Segundo o Secretario Municipal da Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço,
Turismo e Meio Ambiente, através do Secretário Aldimar Pereira Machado, a Prefeitura
Municipal vem trabalhando em projetos turísticos já há algum tempo, e pretende entregar
várias propostas ao Ministério do Turismo e ao Ministério do Esporte, graças a Copa do
Mundo de 2014, segundo ele “pretendemos nos valer do fato de muitos turistas usarem como
rota a BR-285 para chegar a Porto Alegre, para o evento”. Desta forma, a Secretaria pretende
aumentar a potencialidade turística do município.
15
Site
do
IPHAN
(Disponível
em:
<http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=14230&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia
>. Acesso em 23 de maio de 2013.
22
No capítulo abordado, foram destacados aspectos histórico-culturais, características
da população, economia e potencialidades turísticas do município de São Luiz Gonzaga. De
cada uma destas áreas foram explicadas, através de dados de pesquisas e entrevistas com
historiadores e guias turísticos, os detalhes que fazem da cidade um grande polo turístico
regional. Sua rica história local, a cultura artística influenciada por vários povos, as
características do povo, como se desenvolveu o município e como o turismo pode ser a chave
para alavancar todos os setores da economia. Também será tratado da importância de uma
sinalização turística para o município no próximo capitulo, relacionando assim os dois
assuntos.
24
CAPÍTULO II - SINALIZAÇÃO
Ao adentrarmos no ramo da sinalização, uma área extremamente técnica que
permeia o mundo do design, urbanismo e até engenharia, é importante ressaltar ao leitor que o
conteúdo não é um “bicho de sete cabeças” como se apresenta pelo título, que cada elemento
será descrito e estudado a fim de que se entenda a importância da sinalização aplicada a vários
locais, principalmente a uma cidade como São Luiz Gonzaga, reduto de tanto potencial
turístico, como se pode observar no capítulo anterior. A partir deste capítulo abordaremos
como tema o Projeto de Sinalização, através do desenvolvimento do conteúdo técnico a que se
propõe este trabalho monográfico. Serão levantadas questões como a evolução das cidades em
geral, em âmbito local e qual a importância de uma boa sinalização para a cidade. Também
será realizada uma conceituação geral sobre os elementos a cerca de um projeto de
sinalização.
2.1 Desenvolvimento Urbano
Todos os dias nos locomovemos de casa ao trabalho, do trabalho ao mercado, da
escola para casa, sem perceber como tudo em volta funciona perfeitamente, em harmonia. A
cidade é um grande corpo que pulsa em movimento e nos faz pensar: Como isso tudo
funciona? Como não nos perdemos? Como fizemos das cidades nossos lares? Perguntas como
essas passam despercebidas aos olhares inquietos de uma população cada vez mais sem
tempo, cada vez mais tecnológica e urbana. Segundo o jornalista (MORENO, 2002, p. 8) “[...]
mais de 3 bilhões de pessoas – ou seja, metade da humanidade – já vivem em centros urbanos.
[...] Daqui a trinta anos, esse número poderá ser de dois terços da população mundial, segundo
projeções da ONU.” Mas nem sempre foi assim, como argumenta o autor, “nas primeiras
25
décadas do século XX, apenas 10% da população viviam em cidades”. Com a chegada deste
novo século, as cidades ganharam maior importância para a sociedade, gerando a necessidade
de planejamento urbano, ou seja, o estado passou ao controle dos centros urbanos para
viabilizar centros urbanos cada vez maiores, cada vez mais imprevisíveis. Profissionais
urbanistas passaram a observar de maneira mais funcional estes locais, valorizando mais as
atividades desenvolvidas na cidade, porém, o que já estava feito na Europa, não precisava ser
repetido em novos locais, e os olhos do mundo se voltaram às cidades da América. Como
relata o autor, “As cidades americanas passaram a ser a „fonte inspiradora‟ das soluções”
(MORENO,2001, p. 43). Fato que se firmou nas décadas de 50 e 60, com o alto
desenvolvimento das cidades americanas, através do planejamento urbano.
Hoje, sem dúvida nenhuma, existe uma grande demanda por sinalização nos grandes
centros urbanizados, conforme relata o designer de caracteres Frutiger (1999):
Nas ultimas décadas, as vias de circulação na cidade e no campo, e até mesmo
dentro de edifícios, foram construídas de forma tão densa, que um senso natural de
direção não é mais suficiente para se chegar ao destino desejado, partindo-se de
determinado local. Sem as inscrições e os sinais que indiquem o sentido. Qualquer
tipo de locomoção é praticamente impossível. Atualmente a sinalização no trânsito
tornou-se indispensável. O surgimento constante de novos locais e caminhos e a
utilização de novos meios de transporte, que precisam ser modernizados e
automatizados continuamente, requerem a criação de sinais cujas imagens
transmitam instruções inequívocas. (FRUTIGUER, 1999, Pg. 191)
Desta forma, percebe-se a importância que a sinalização assume em grandes centros
onde já se perdeu a noção de direção, pois a mesma facilita a circulação das pessoas.
Em âmbito mais local, a região onde hoje se situa São Luiz Gonzaga, desenvolveuse sob influências dos antigos povoados que ali existiam. A vila do século XIX, fora inteira
fundada sobre o local onde alguns anos atrás, viviam os índios guaranis e seus catequizadores
espanhóis. Segundo Gomes (1966, p. 21) “Nessa época São Luiz Gonzaga era apenas um
povoado em decadência”. Porém após sua emancipação política no ano de 1980, a cidade
começou a se desenvolver abrigando refugiados da Revolução Farroupilha16. A população
local não entrou em conflitos, tendo assumido posição neutra, ocasionado assim o sucesso no
desenvolvimento urbano e populacional como nos informa o historiador Gomes.
16
Foi uma guerra regional contra o governo imperial do Brasil, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul
que resultou na declaração de independência dando origem à República Rio-Grandense. Perdurou de 20 de
setembro de 1835 a 1 de março de 1845. (PEIXOTO, 2008)
26
Após o século XX, a cidade passou a construir vários prédios, dentre eles prefeitura,
câmara de vereadores e um ponto central, onde hoje se situa a praça matriz. Segundo o
Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA, São Luiz Gonzaga já conta com 11.320
residências em perímetro urbano17, e possuí uma frota de 8.811 automóveis, 2.638 veículos de
carga e 3.458 motocicletas, isto é, teve um aumento significativo mas com poucas mudanças
estruturais na mobilidade urbana do município. segundo o secretário municipal de obras e
viação Sr. Adão Sadi Brandão Borba, estão previstos vários melhoramentos urbanos, mas não
se cogitou a possibilidade da implementação de um projeto de sinalização turística municipal.
Nesse contexto, um projeto de sinalização urbana, se propõe a melhorar o trânsito de turistas
dentro do município, trazendo maior capitação de receita no comércio em geral.
Após entendermos mais sobre o desenvolvimento e a evolução das cidades em geral
e em duas classificações, e da importância de uma boa sinalização para a cidade, passaremos a
contemplar como se desenvolve um Projeto de Sinalização.
2.2 Projeto de Sinalização
Passaremos agora a explanar sobre o projeto de sinalização, que será dividido em
duas classificações de elementos: os gráficos (layouts, escalas cromáticas e diagramação) e os
estruturais (suportes e materiais, processos de impressão e acabamento), para melhor
entendimento.
Toda sinalização gráfica tem como função informar e orientar os usuários sobre
como chegar até um determinado local, no entanto, como são varias as áreas a serem
sinalizadas, existe diversas formas de classificar um projeto como lemos nas palavras de
Chamma e Pastorelo (2004). Existem sinalizações promocionais (fachadas de lojas e totens de
propaganda), as sinalizações em locais abertos (parques e áreas de circulação comum) e em
locais fechados (hospitais e edifícios), todos excelentes exemplos de placas orientacionais e
localizacionais. Também existem as placas de transito, utilizadas para sinalizar e orientar
rodovias e estradas com grande fluxo de automóveis e transeuntes, sendo estas sinalizações de
regulamentação e advertência.
17
(Disponível em: <http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?c=208&z=t&o=4&i=P>. Acesso em 27
de maio de 2013.
27
O principal objetivo da sinalização gráfica é orientar os visitantes ocasionais, isto é,
pessoas que pouco frequentam um determinado local.
Podemos definir projetos de sinalização como uma associação de formas
escultóricas informativas distribuídas num determinado espaço físico, aberto ou
fechado. Suas características mais importantes a legibilidade e a veiculação de
informações compreensíveis e fidedignas que antecipam as necessidades de
esclarecimento dos usuários (CHAMMA E PASTORELO, 2008, p. 153)
Seguindo esta definição, um bom projeto precisa de formas claras e de uma
linguagem visual precisa, de alta pregnância, onde devem ser aplicadas formas mais básicas
de pictogramas e famílias de tipografias sóbrias. O bom posicionamento das placas, seguindo
fatores ergonômicos, também é fator determinante para facilitar o fluxo do público,
orquestrando assim o uso das diferentes formas e subsistemas possíveis a fim de melhorar o
entendimento da informação.
2.2.1 Elementos Gráficos
Os elementos gráficos que fazem parte de um projeto de sinalização são de modo
geral, fatores como tipografia, padrões cromáticos, linhas de mensagem, diagramação,
pictogramas, logogramas e outros elementos decorativos, que podem variar de projeto para
projeto. Segundo D‟Agostini, Gomes (2010) “Para o estudo do design de sinalização, as
representações gráficas ou mensagens visuais são as mais utilizadas para o desenvolvimento
de um projeto.” Passamos agora a descrever cada um destes elementos, começando com a
tipografia.
2.2.1.1 Tipografia
Um fator de grande importância em um sistema de sinalização é a tipografia que na
é definição do professor e designer Fernandes (2003):
28
Uma família tipográfica é definida como sendo o conjunto de todas as letras do
alfabeto, tanto em “caixa alta” como em “caixa baixa”, bem como os algarismos e
sinais ortográficos necessários à confecção de um texto, todos desenhados segundo
os mesmos parâmetros gráficos. (FERNANDES, 2003, p. 30).
Os sistemas tipográficos são divididos em famílias. Não existe ao certo um modelo
padrão de divisão destes grupos, já que cada autor definiu seu conceito próprio, porém,
utilizaremos a definição descrita pelo autor anteriormente citado:
A divisão que me parece melhor e mais lógica tipifica as tipologias em seis grandes
grupos diferentes, de acordo com os vários aspectos técnicos que constroem as
tipologias e também por seus aspectos de motivação psicológica [...](FERNANDES,
2003, p. 32).
Assim os seis grupos são distribuídos como: família lapidária, família romana
antiga, família romana moderna, família egípcia, família cursiva e um grupo geral chamado
de família fantasia. Esta classificação ajuda a definir as famílias certas para determinados
assuntos ou trabalhos, como livros, sinalizações, embalagens, entre outros.
Existem ainda outros modos de classificarmos as fontes. Quanto à indicação, se é
normal ou itálico, quanto à largura, se é condensada, normal ou estendida, quanto à
tonalidade, negrito, normal ou light e quanto ao preenchimento, normal ou outline. Estas
classificações facilitam o trabalho de escolha das fontes mais sóbrias.
Um bom projeto de sinalização necessita de uma família tipográfica sóbria, sem
serifas e sem contraste em sua forma como Arial, Futura e American Transport.
Descobriram que nossos olhos, isto é, nosso cérebro, que é quem de fato “lê”,
quando solicitado a ler em movimento rápido (a condição normal de leitura da
sinalização em estradas) percebe mais o fundo do que a forma, isto é, mais os vazios
da letra do que a própria letra. (CHAMMA e PASTORELO, 2008, p. 165)
Para as informações serem compreensíveis devem ter boa visibilidade, é necessário
“em primeiro lugar a legibilidade. E a preocupação com este item aumenta na mesma
proporção que a responsabilidade sobre a sinalização”. Como afirmam Chamma e Pastorelo
(2008, p. 165), sendo mais indicadas famílias lapidárias, que de acordo com a definição de
Fernandes (2003, p. 33) “[...] estas passam uma impressão de precisão matemática,
tecnologia, objetividade e dureza entre outras significações. Boas para peças publicitárias de
29
leitura rápida (outdoors ou adesivos de ônibus) e projetos de sinalização”. Bons exemplos de
fontes para sinalização são as já conhecidas Arial, Franklin Gothic, Helvética, entre outras. É
o tipo de letra que define como serão dispostas as linhas de mensagens de cada placa.
Também devemos evitar caixas altas, pois elas possuem contornos muito regulares e
dificultam a leitura.
Outro fator que deve ser levado em consideração quanto à tipografia são suas
dimensões e proporções. Segundo o Doutor em Engenharia Itiro Iida (2005), a acuidade18, isto
é, a capacidade de visualizar pequenos detalhes, depende do tempo de exposição e da
iluminação no local, como em projetos de sinalização as placas são feitas para serem
observadas e sintetizadas de forma rápida, as letras devem ter um tamanho pré-determinado
para o projeto.
Os testes de acuidade são feitos com letras ou figuras em branco e preto de vários
tamanhos, e os valores são expressos pelo inverso do menor ângulo visual que a
pessoa pode distinguir, em nível normal de iluminamento. Por exemplo, uma pessoa
que seja capaz de distinguir detalhes de até 1,5 minutos de arco tem acuidade de
0,67 e urna outra com 0,2 minuto terá acuidade de 5,0. Esses dois valores
representam praticamente aqueles extremos normalmente encontrados. (IIDA, 2005,
p. 319)
Ainda segundo o autor, o tamanho das fontes dependerá da distância em que será
feita a leitura e recomenda uma altura de 1/200 da distância em milímetros. Neste caso uma
informação que deve ser lida a 5m (metros) de distância a altura da letra deverá ser de 25mm
(milímetros). Iida ainda recomenda outras proporções, como largura da letra de 2/3 altura,
distância entre letras de 1/6 altura, espessura do traçado de 1/6 altura, distância entre as
palavras de 2/3 altura, entrelinhas de 1/5 altura e altura da minúscula de 2/3 da altura
maiúscula, conforme pode ser observado na figura 2.
18
Termo utilizado na Ergonomia que é a ciência relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos
e outros elementos de um sistema.
30
Figura 2: Alturas mínimas e alturas recomendadas para letras, de acordo com as distâncias visuais.
Fonte: IIDA, 2005, p. 297
Ainda se deve ter o cuidado de não provocar desconforto na distribuição das linhas
de mensagens das placas, pois existem fontes de vários formatos e tamanhos e algumas vezes
as proporções padrões não funcionam. O espaço entre as palavras e as letras não devem ser
nem próximos nem longe de mais.
2.2.1.2 Cores
As cores são um dos fatores mais importantes a que se deve levar em consideração
em um projeto de sinalização, segundo D‟agostini e Gomes (2010):
Para que possamos identificar o local precisamos de algo que indique esse local, isso
pode ocorrer através de uma fachada com alguma cor diferente ou um letreiro com o
nome do prédio. Esses são apenas exemplos de como podemos dar as informações
atributos diferentes. Muitas vezes podemos fazer isso apenas utilizando a cor que é
um poderoso meio de informação (D`AGOSTINI E GOMES, 2010, p. 121)
Para definir as cores a serem utilizadas em um projeto de sinalização uma série de
fatores devem ser observados, tais como cores institucionais da empresa a ser sinalizada,
cores padrões regulamentadas por normas internacionais como ABNT e ISO de advertência e
incêndio, o significado psicológico e questões como contraste entre elas, esta ultima de grande
31
importância para a alta pregnância da mensagem, isto é, para a rápida assimilação da
informação.
Segundo Guimarães (2001, Pg. 12), “a cor é uma informação visual, causada por um
estímulo físico, percebida pelos olhos e decodificada pelo cérebro”, o que nada mais é que um
estímulo de ondas eletromagnéticas refletidas por um determinado objeto. Cada cor tem um
comprimento de onda que se situa entre 400 a 750nm (nanômetros), esta onda é percebida
pelo nosso sistema visual e convertida em informação para o cérebro, que a decodifica.
Cores com comprimentos de onda acima de 630nm são tons mais avermelhados,
cores intermediárias, isto é, entre 480 a 630nm, tornam-se tons esverdeados, amarelados e
alaranjados, e cores abaixo de 480nm possuem tons azulados. Objetos que reflitam todos os
comprimentos de onda e não os refletem são pretos, por sua vez os que refletem todos os
comprimentos são brancos.
Ainda conforme Guimarães (2001, Pg. 73) existem dois tipos de cores: cor luz e cor
pigmento, elas possuem cores primárias, que não podem ser produzidas a partir de misturas e
cores secundárias, que nada mais são que a mistura de duas cores primárias. As cores luz são
cores luminosas produzidas por telas eletrônicas como as de aparelhos televisores,
computadores, tablets, smartfones, entre outros, e suas cores primárias são o vermelho, verde
e o azul. Por este motivo este sistema é chamado de RGB, proveniente de suas iniciais em
inglês, respectivamente red, green e blue. Suas cores secundárias são ciano (azul + verde),
magenta (vermelho + azul) e amarelo (verde + vermelho). Este sistema é de síntese aditiva,
pois a mistura de todas as cores resulta no branco.19
Figura 3: Composição das cores luz (RGB)
Fonte: O autor
19
Conteúdo visto durante o componente curricular cores, durante o primeiro semestre de 2011, ministrado pela
professora Barbara Gundel Mendonça.
32
As cores pigmento, de síntese subtrativa20 é observada em sistemas de impressão,
tais como off-sets e impressoras a laser, suas cores primarias são o ciano, magenta e amarelo,
que formam como cores secundárias o vermelho (magenta + amarelo), o verde (amarelo +
ciano) e o azul (ciano + magenta). As cores pigmento também são conhecidas como CMYK,
proveniente de suas iniciais em inglês mais a letra final de preto, isto é respectivamente, cyan,
magent, yellow e black.
Figura 4: Composição das cores pigmento (CMY+K)
Fonte: O autor
As cores também podem ser classificadas como análogas e complementares. As
cores análogas são cores compostas por uma mesma cor básica, como o amarelo ouro
(amarelo + alaranjado) e o laranja avermelhado (alaranjado + vermelho) que possuem o
alaranjado em comum. Já as cores complementares, ao serem sobrepostas no sistema RGB
resultam em branco, são elas: vermelho + ciano, amarelo + azul e verde + magenta.
O contraste das cores em um sistema de sinalização é muito importante, pois cada
placa deve ser percebida e decodificada pelo cérebro em poucos segundos, por isso é de praxe
o uso de determinadas misturas que otimizem este contraste entre figura e fundo, bons
exemplos disso são combinações tais como preto sobre amarelo, branco sobre verde,
vermelho sobre branco, entre outras.
Em sistemas de sinalização existem certas normas para determinados locais que
devem ser levadas em consideração, tais como a NR 26, que trata de sinalização de segurança
em locais de trabalho, as Resoluções 599/82, 666/86 da Lei nº 9503/97, 160 de abril de 2004
e, 180 de agosto de 2005 do Conselho Nacional de Trânsito. Segundo a NR 26 o azul é
utilizado para indicar “cuidado”, em fontes de energia, equipamentos estragados e fora de uso.
20
A mistura de todas as cores resulta no preto.
33
O verde é a cor da “segurança”, por isso indica dispositivos de segurança, mangueiras de
oxigênio e enfermarias. O vermelho indica por sua vez “atenção” e é utilizado para destacar
equipamentos de combate a incêndios, caixas de alarmes, equipamentos de proteção e
hidrantes. O amarelo é a cor do “cuidado”, e é utilizado em escadas, locais escorregadios,
vigas a baixas alturas e gases não liquefeitos. O laranja é empregado para sinalizar tubulações
de ácido, partes móveis de equipamentos, faces protetoras de dispositivos elétricos e bordas
de serras e outros equipamentos cortantes. O púrpura indica locais com perigo de
contaminação por partículas nucleares. E por fim, o cinza indica canalizações de vácuo e
eletrodutos.
2.2.1.3 Pictogramas e logogramas
Pictogramas são formas básicas de imagens auxiliares para os sistemas de
sinalização, que podem ser utilizados para substituir uma linha de mensagem ou o uso de
outro idioma, quando existe um intenso fluxo de várias nacionalidades. Toda sinalização deve
ser orientada ao seu público alvo, o que define ou não a importância do uso desse elemento no
sistema. Eles são elementos informativos, porém, em alguns projetos podem ser utilizados
como característica da decoração.
Conforme Chamma e Pastorelo (2005), o uso de pictogramas era obrigatório em
sinalizações na década de 70, porém muito do que havia na época causava mais confusão do
que orientava, e isso se devia a dois motivos. Um era que grande parte da população brasileira
era analfabeta, e, portanto, não conseguia ler as informações contidas nas placas. O outro fator
era que a maior parte da literatura da época era relacionada a grandes eventos esportivos
internacionais, como os jogos olímpicos, onde este elemento era imprescindível devido ao
grande número de nacionalidades de participantes e visitantes, como dizem os autores
Chamma e Pastorelo (2005, P. 166) “Cuidados extremos eram necessários para que culturas
diferentes compreendessem os ícones”.
34
Figura 5: Pictogramas de Otl Aicher e equipe, pictogramas de esportes para a Olimpíada de Munique em 1970
Fonte: CHAMMA E PASTORELO, 2005
O ideal para o uso de pictogramas é a aplicação de imagens de fácil decodificação e
bem conhecidas, como as de banheiros, escadas, entre outros. Conforme já foi visto, existem
certas normas internacionais que definem alguns elementos da sinalização, e os pictogramas
não fogem a regra. Alguns locais sinalizados devem conter informações bem distintas e
padronizados pelos bombeiros e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT,
como saídas de emergência, extintores de incêndio e segurança. Alguns símbolos
correntemente utilizados em sinalizações são muito conhecidos (figura 6), conforme Iida
(2005, p. 298) “muitos desses ícones já são de uso universal”. Ou seguem padrões instituídos
pela International Standards Organization – ISO21, que padronizam mundialmente o uso de
ícones para a aplicação em projetos internacionais, segue exemplos conforme figura 7.
21
ISO, ou Organização Internacional para Padronização é uma entidade para normatização técnica que congrega
170 países e possuí sede em Genebra na Suíça.
35
Figura 6: Exemplos de símbolos de uso internacional
Fonte: Dreyfuss (1972, apud IIDA, 2005, p. 299)
Figura 7: Exemplos de símbolos recomendados pela ISSO
Fonte: Iida (2005, P. 299)
Porém se for necessário uso de pictogramas para locais mais específicos, deve ser
utilizada a técnica do diferencial semântico22, que gera alternativas de desenhos que passam
22
Técnica vista durante o componente curricular Ergonomia Cognitiva, durante o 2° semestre de 2010,
ministrado pela professora Fabiane Volkmer Grossmann.
36
por testes com o público usuário para definir quais são os melhores pictogramas que
representam determinado local, assim são minimizadas as chances de o sistema causar
confusão ao invés de orientar.
Além dos pictogramas também existem outros ícones que ajudam na orientação
chamados logogramas, que se tratam das setas presentes em sinalizações, mais
especificamente nas placas direcionais, para orientar o usuário a direção certa a tomar. Estas
setas devem ser simples de rápida percepção e ao contrário dos pictogramas, são de uso
obrigatório em todos os sistemas de sinalização. Deve haver certo cuidado para que os
logogramas apontem com precisão a direção que indica, para isso, devem ser feitos estudos de
fluxo do público alvo, sob os aspectos de entrada e saída do local a ser sinalizado. Esse
estudo, é feito sobre planta ou mapa do local e através de fotos dos caminhos, determinando
onde há fluxo e os locais a serem indicados.23
Setas construídas através de formas geométricas básicas e malhas construtivas têm
melhor visualização, conforme mostram os exemplos abaixo.
Figura 8: Exemplo de seta bem desenhada
Fonte: O autor
As setas tradicionais possuem um ângulo de 45°, estas são mais recomendadas para
projetos de sinalização, pois setas com mais de 45° passam impressão de resistência, e o que
as placas direcionais visam é indicar a direção a se seguir. Já placas com ângulo menor de 45°
dão impressão de mais movimento que o necessário e também passam a impressão de perigo e
afiado. Segundo Frutiger (1999, p. 27) “esse sinal é com certeza um dos primeiros a ter sido
usado pelo homem, pois está estreitamente associado ao problema da „sobrevivência‟ (a caça)
ou do „ferimento‟ (e a proteção contra ele), ou seja, uma questão de vida ou morte.”
23
Em anexo existe o estudo de fluxo e direção das placas do projeto presente no capítulo 3.
37
2.2.1.5 Linhas de mensagens
As linhas de mensagens são basicamente os fonogramas (informação verbal)
presentes em uma sinalização, somados aos espaços da placa no qual não estão contidos os
pictogramas e os logogramas (setas). Essas linhas de mensagem podem variar dependendo no
numero de informações contidas na sinalização.
Em sistemas de sinalização, a informação deve ser sempre curta e direta, pois o
usuário deve seguir de forma instintiva o que está escrito, como afirmam Chamma e Pastorelo
(2008, p. 156) “utilize invariavelmente, o modo imperativo: “faça isso”, “não faça isso”.
Procure ser objetivo e seco [...]”. Frases grandes e longas dificultam a legibilidade rápida e
assimilação da informação, pois em alguns casos gera a necessidade de diminuir a fonte para
inserir na placa. Outros fatores também devem ser levados em conta, como não utilizar
abreviaturas nem muitas linhas de mensagem, pois aumentam as chances do usuário se perder
no processo da leitura. Deve se usar no máximo seis linhas de mensagens.
As linhas de mensagens devem seguir uma hierarquização, pois algumas
informações são mais importantes que outras. Placas de saídas, escadas, acessibilidade e
elevadores, por exemplo, devem ser prioridade na composição da sinalização, podendo até
serem repetidas se for o caso. Já placas com informações do segundo andar de um prédio, não
precisam estar presentes no primeiro andar. Segundo Chamma e Pastorelo (2008, p. 157)
“Uma boa sinalização demanda algum nível de redundância, isto é, de repetição da
informação para confirmá-la num segundo ponto do espaço”
Após tratarmos sobre as linhas de mensagem, passamos agora a conceber sua
aplicação, juntamente com os elementos gráficos anteriores, tipografia, cores, pictogramas e
logogramas em sua diagramação.
2.2.1.6 Diagramação
A diagramação é a ação de reunir todos os conceitos citados anteriormente,
tipografia, cores, pictogramas, logogramas e linhas de mensagens em uma mesma base,
dispostas de modo harmonioso em uma sinalização fazendo com que não afete a legibilidade
e compreensão rápida dos elementos ali dispostos e entendimento da informação.
38
Na elaboração de uma diagramação para um sistema de sinalização, deve se seguir
um padrão em todas as placas, para que elas sejam vistas separadas, mas que representem um
todo, como no princípio da Gestalt24 da segregação que segundo Gomes Filho, (2004, P. 30)
“significa a capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades em
um todo compositivo ou em partes deste todo”. Por exemplo, se for colocado o pictograma do
lado esquerdo, o logograma do lado direito e o fonograma no centro, deve se seguir este
modelo em todas as placas da sinalização para facilitar a identificação.
Após conhecermos os elementos gráficos de um projeto de sinalização, que é
formado pela associação de tipografia, cores, pictogramas, logogramas, linhas de mensagens e
a diagramação, passaremos a conhecer os elementos estruturais de um projeto, que são os
suportes e materiais, processos de impressão e acabamentos e manutenção.
2.3 Elementos Estruturais
Os elementos estruturais tratam-se dos aspectos físicos e tangíveis da sinalização,
isto é, dos materiais que compõe as placas e seus suportes25, como ocorrem os processos de
impressão26, os acabamentos27 e manutenção das placas.
Passaremos agora a conhecer alguns suportes e materiais que podem ser aplicados
em um projeto de sinalização, bem como os processos de impressão, acabamento e
manutenção destes.
2.2.3.1 Suportes e Materiais
A escolha do material empregado nas placas depende basicamente do conhecimento
que se tem sobre ele e do local em que será aplicado. Por exemplo, em uma área externa,
sujeita ao clima, placas de madeira podem apodrecer muito rápido, gerando riscos ao usuário.
24
As leis da Gestalt são um dos fundamentos da ergonomia cognitiva e foi uma escola de psicologia
experimental que surgiu na Alemanha tendo como principais teóricos Max Wertheimerm Wolfgang Kohler e
Kurt Koffka que atuaram em diversas áreas como percepção, linguagem e memória. (Visto durante o
componente curricular Ergonomia Cognitiva, durante o 2° semestre de 2010, ministrado pela professora Fabiane
Volkmer Grossmann).
25
Metal, polímero, vidro, madeira...
26
Serigrafia, vinil autoadesivo, impressão digital...
27
Pinturas, tratamentos...
39
Outro fator determinante são os custos, já que dependendo do projeto, este é um item
essencial a ser levado em conta.
Os materiais podem ser de diferentes tipos, como metal, madeira, plástico, vidro,
lona, entre outros e devem ser observadas suas características físicas químicas, térmicas,
elétricas e óticas para sua aplicação. As características de cada material recebem nomes
específicos, como por exemplo, o fato de o metal transferir energia elétrica por seu corpo,
significa que ele é um bom condutor elétrico, ou de o polímero (plástico) ser maleável se
refere a sua flexibilidade e maleabilidade. Ainda podemos citar muitas outras propriedades
dos materiais como sua capacidade térmica que se refere ao calor que deve ser aplicado para a
elevação de 1°C, condutibilidade térmica, resistência a tração ao impacto e a dureza 28. Todas
estas propriedades são avaliadas por ensaios mecânicos, de tração e dureza estabelecidos por
normas nacionais e internacionais como a ISO e ABNT.
Após discorrermos sobre os materiais e suas características gerais passaremos as
especificações mais detalhadas daqueles mais utilizados em projetos de sinalização como os
metais, vidros, polímeros e madeira. Nas palavras de Canto (1995) os metais têm como
características sua elevada resistência mecânica e podem ser utilizados em toda a constituição
das placas, tanto para sua estrutura e suporte, quanto para a base de acomodação da
diagramação. Possui baixa permeabilidade, isto é, pouca capacidade de transmitir fluídos. Os
metais mais utilizados são o aço e o alumínio, embora outros metais também possam ser
utilizados como adornos em placas decorativas. O aço e alumínio podem ser utilizados em
qualquer tipo de sinalização, externa ou interna e de qualquer tamanho. O aço é uma liga de
ferro com baixo teor de carbono resistente a penetração e riscos, porém suscetível a corrosão
se não passar por algum processo de pintura. O aço mais utilizado para a montagem de
estruturas de sinalização chama-se hipoeutetóide e é conhecido pela sua dureza e boa
durabilidade. O alumínio, outro metal frequentemente utilizado em sinalizações, é composto
de bauxita, um mineral presente em abundancia na crosta terrestre, e é muito leve, maleável e
resistente a corrosão, porém seu processo de fabricação consome muita energia, como diz
Leite do Canto (1995):
A produção de alumínio não e tão simples quanto a de metais como ferro, chumbo,
estanho e zinco. O processo de redução da alumina (Al2O3), proveniente do minério
28
Classificações vistas durante o componente curricular Materiais, durante o 2° semestre de 2008, ministrado
pelo professor Moacir Eckhardt.
40
bauxita, é difícil e precisa ser realizado com auxílio de corrente elétrica. Isso só é
economicamente viável em países onde o preço desse tipo de energia não é muito
alto, como o caso do Brasil, graças ao seu potencial hidroelétrico (CANTO, 1995,
p. 104).
O vidro é um produto sólido não cristalino feito a partir de materiais inorgânicos,
como a areia, a barrilha, o cal e o sal, ele é aquecido até tornar-se uma massa que é moldada
através de sopros ou de formas e depois resfriado. Existem diversos tipos de vidro que são
determinados pelo tipo de matéria-prima utilizada na sua fabricação, sendo o mais comum o
sodocálcico, que tem soda e cal em sua formação. O vidro é um material frágil a impactos,
porém possui excelente resistência a perfurações, variações térmicas e rupturas. O vidro é
frequentemente utilizado em sinalizações pelo seu fator estético, em poucas placas ou
pequenos detalhes, e é muito aceito por sua transparência e formas variadas de texturas, que
podem ser obtidas em seu processo de modelagem e também podem sofrer adições de
substâncias coloridas como o cobalto para azul, ferro para vermelho e o cromo para verde
para valorizar ainda mais o projeto.
O polímero na definição de Canevarolo JR (2006), é:
[...] uma macromolécula composta por muitas (dezenas de milhares) de unidades de
repetição denominadas meros, ligados por ligação covalente. A matéria prima para
a produção de um polímero é o monômio, isto é, uma molécula com uma (mono)
unidade de repetição. (CANEVAROLO, 2006, p. 21)
Em outras palavras, o polímero é uma molécula sintética gigante que é constituída
da união de moléculas menores, os monômeros, e apresentam como principais características
o peso reduzido, a resistência elevada, a versatilidade e o baixo custo de fabricação. Apesar de
existirem diversos tipos de polímeros no mercado, na opinião do autor, são poucos os
utilizados em projetos de sinalização, dentre eles estão o Polipropileno (PP), o Policloreto de
vinila (PVC), o Polimetil-metacrilato (PMMA), o Polietileno tereftaldo (PET) e o Polímero
reforçado com fibra de vidro (PRFV) e resina de poliéster. O Polipropileno é leve e possuí
como principal características a sua resistência a solventes, fácil moldagem e coloração, com
baixo custo de produção, é uma excelente escolha, pois suporta a fadiga e tem grande
resistência a fratura por flexão. O PP tem uma boa estabilidade térmica suportando impactos
acima de 15°C, porém possuí alta sensibilidade a luz ultravioleta e aos agentes oxidantes. O
Policloreto de vinila possuí elevada resistência a chamas, pois apresenta em sua composição o
41
Cloro, ele também possui baixo custo de produção. Existem diversos tipos de PVC, porém o
mais utilizado em projetos de sinalização são os rígidos, pois apresentam excelentes
propriedades elétricas, de dureza e tenacidade, térmicas, de resistência a corrosão e oxidação.
O Polimetil-matecrilato, também conhecido como acrílico, é considerado um dos polímeros
mais modernos, e de maior qualidade no mercado, possuí qualidades termoplásticas, isto é,
capacidade de ser reciclado, é rígido, transparente, leve e apresenta alta resistência. Pode ser
utilizado como um adorno de placa, ou mesmo, como o próprio suporte e corpo da placa. O
Polietileno treftaldo, também pode ser reciclado e recentemente tem se mostrado uma
alternativa ecológica para substituir outros materiais, é altamente resistente a impactos, a
flexões e a solventes. O Polímero reforçado com fibra de vidro tem alta resistência à tração,
impacto e a flexão. É excelente para as estruturas das placas, e reforçado com a resina de
poliéster se torna super resistente, porém de baixa flexibilidade mecânica. A resina não é
reciclável ao contrário dos outros polímeros, mas atua na resistência de impactos, altas
temperaturas e a solventes.
A madeira não é o material mais indicado em sinalizações, pois, tem baixa
resistência ao clima, ao tempo e a microorganismos presentes no solo, porém é uma opção
barata de suporte simples para placas, principalmente placas rodoviárias, que são feitas em
grande quantidade. A madeira mais indicada para a confecção do suporte das placas são a
angelim-pedra, eucalipto, goiabão e cedrinho, pois possuem preços baixos e boa resistência. A
madeira dura mais com aplicação de vernizes e tintas sobre ela.
Após explanação sobre suportes e características dos materiais gerais e específicos
para o uso em projetos de sinalização, passaremos agora a discorrer sobre os processos de
impressão e suas indicações de uso.
2.2.3.2 Processos de impressão
Os processos de impressão utilizados em projetos de sinalização dependerão do tipo
de material empregado nos suportes onde serão aplicadas as linhas de mensagens, que são os
já citados acima, metais, polímeros, vidros ou ocasionalmente as madeiras. Existem diversos
tipos de processos de impressão, em geral os mais utilizados são: o offset, a flexografia, o dry
offset (gravação oca), a metalgrafia, a rotogravura, a tampografia, a serigrafia, a impressão
digital e a pintura eletrostática.
42
O offset (figura 9) funciona como uma impressão indireta, isto é, a base não entra em
contato com o fotolito29. Esse sistema é baseado na repulsão da água entre a viscosidade da
tinta para fixar as imagens. Pode ser utilizado para a impressão de papéis, metais, papelões,
polímeros e até em pano. Segundo Fernandes (2003, p. 135) “A impressão offset é um dos
processos mais amplamente utilizados, fato que se deve em muito à sua versatilidade capaz de
imprimir sobre os mais diferentes suporte com excelente qualidade, e ao fato de existirem
máquinas offset dos mais diversos formatos de impressão...” A impressão offset é reconhecido
pela sua limpeza, cores cheias e sem manchas e cortes bem definidos.
Figura 9: Ilustração esquemática do sistema de impressão offset
Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 137
Segundo Fernandes, Amauri a flexografia “funciona de forma análoga: a matriz de
borracha (antigamente) ou de fotopolímero30 (atualmente) é presa em um cilindro do
equipamento, indiretamente entintada por um rolo revestido com moletom, que funciona
como se fosse uma almofada umedecida flexível, pressionada sobre um suporte para imprimir
seu grafismo.” (2003, p. 140). A flexografia é uma impressão direta, de baixo custo, porém de
baixa qualidade, pois acumula tinta nas bordas dos clichês, estragando a base, que pode ser
metálica, plástica ou de papel.
29
Fotolito é a matriz utilizada no processo de impressão offset. O nome é originário de dois termos gragos:
photós (luz) + litos (pedra) e segundo Fernandes (2003, p. 69), “[...] designa a arte de grafar imagens com o uso
da luz sobre a superfície de uma matriz...”
30
Fotopolímero é um plástico polimerizável (endurecedor) pela ação da luz.
43
Figura 10: Ilustração esquemática do sistema de impressão flexográfica
Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 141
O dry offset ou gravação oco funciona praticamente da mesma forma que a
flexografia, porém suas tintas pastosas como as de offset sobrepõem todas as cores na
blanqueta31 fazendo a transferência simultânea para o metal, ou embalagem plástica,
geralmente semi-rígida..
A metalgrafia é um sistema de impressão de metais, é direta e consiste na aplicação
de uma base de tinta geralmente branca no metal, logo depois é feito o grafismo desejado e a
aplicação de verniz para proteção do produto. Por fim, usa-se um processo de secagem
complementar, pois metais não absorvem a tinta.
A rotogravura (figura 11) é um processo utilizado para a impressão de grandes
tiragens, fato que se deve ao grande tamanho das máquinas rotativas e ao custo para a
confecção de suas matrizes. Segundo Fernandes “[...] a rotogravura é um processo de
impressão direta, de matriz encavográfica (o grafismo encontra-se em um plano abaixo do
contragrafismo) e tintas líquidas e à base de solventes fortes e altamente voláteis (como o
thinner)”.
31
Manta geralmente constituída de borracha utilizada para transmitir a tinta para o papel em máquinas de
impressão.
44
Figura 11: Ilustração esquemática do sistema de impressão rotográfica.
Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 138
A tampografia (figura 12) foi criada para atender a demanda de impressão no
interior de objetos côncavos, utiliza como matriz um clichê encavográfico, isto é possuí áreas
rebaixadas e se utiliza de um bico para a distribuição de tinta. A tampografia é um sistema de
impressão indireto, pois usa um tampão para a transferência das imagens.
Figura 12: Ilustração esquemática do sistema de impressão tampográfica.
Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 144
A serigrafia ou silk-screen, é um processo de impressão direta que utiliza um
bastidor (moldura) de madeira ou metal, onde é tensionada uma tela, a matriz permeável, que
pode ser de seda, náilon ou de metal. Esse equipamento serve para fazer a tinta chegar ao
substrato produzindo a impressão. Este sistema é considerado o mais versátil, pois permite
aplicação tanto em superfícies planas, como em convexas e côncavas, de diversos tipos de
materiais como o metal, o pano, o vidro, o polímero, a madeira, o papel, entre outros. A
serigrafia utiliza tintas líquidas e químicos emulsificantes fotossensíveis para realizar a
45
impressão. Atualmente foi desenvolvido um processo de impressão serigráfica que permite
grandes tiragens. Ela acontece através de uma tela metálica cilíndrica com malhas de níquel
galvanizado que permite a produção em máquinas rotativas.
A impressão digital é conhecida por dispensar o uso de matrizes, como por exemplo,
a impressora a jato de tinta, a laser e a plotter. Em projetos de sinalização, a plotter é a
utilizada, pois permite a impressão de formatos grandes e em materiais como lonas e
polímeros adesivos. A tinta que é utilizada neste sistema é líquida, volátil, resistente a
umidade e exposição solar. O principal problema desse sistema é que não permite a impressão
das linhas de mensagens diretamente nas placas, sendo necessária a impressão em materiais
flexíveis antes, para depois serem aplicados nas placas. Outro sistema conhecido é o plotter de
recorte que realiza corte da base (vinil adesivo), para aplicação no suporte.
A pintura eletrostática ou lacagem é um processo de pintura com a finalidade de
revestir metais com um resíduo chamado película de polímero termo-endurecível colorido,
uma espécie de pó de poliéster. Após a pintura o metal recebe uma carga eletrostática oposta
que faz o resíduo fixar. E por fim o metal é levado a uma estufa que aquece a tinta e a fixa.
Após explanação sobre tipos e processos de impressão gerais e específicos para o
uso em projetos de sinalização, passaremos agora a discorrer sobre os acabamentos e
manutenção das placas.
2.2.3.3 Acabamentos e manutenção
Existem diversos tipos de acabamentos que podem ser aplicados aos materiais para
protegê-los e torná-los mais duradouros. Em metais como o aço, podem-se aplicar vernizes
que desaceleram o processo de corrosão, ou galvanizá-los, isto é, revestir o material com
zinco. O vidro pode receber acabamentos arredondados e texturizados, bem como lapidação
para valorizar suas formas. A madeira também pode passar por pinturas para proteger das
ações climáticas. E por fim os polímeros podem receber a resina de poliéster para aumentar
sua resistência a impactos, altas temperaturas e a solventes.
Após a explanação e elucidação no capítulo 1 sobre aspectos do município de São
Luiz Gonzaga (história, cultura, características da população, economia e potencialidades
turísticas) e a no capítulo 2 sobre urbanização e os elementos de um projeto de sinalização
bem como seu conceito, passaremos agora no capítulo 3 a produção de um projeto de
46
sinalização turística para o município, empregando todas as informações já obtidas, para
potencializar o turismo da região.
48
CAPÍTULO III – PROJETO DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA DE SÃO
LUIZ GONZAGA
Nos dois primeiros capítulos deste trabalho monográfico foi realizado um
embasamento teórico necessário para a produção do projeto de sinalização turística da cidade
de São Luiz Gonzaga, que será apresentado neste capítulo. No primeiro capítulo se fez um
apanhado sobre os fatos históricos e culturais que levaram a cidade a ter vários pontos
turísticos de importância. Também foram levadas em consideração as suas potencialidades
turísticas e seus dados político-econômicos. O segundo capítulo tratou dos conceitos e
elementos que compõe um projeto de sinalização. Sendo eles gráficos e estruturais. E por fim
neste capítulo será apresentado o projeto desenvolvido, a partir das referências contidas nos
dois capítulos anteriores, partindo da metodologia a ser utilizada no projeto e logo após,
desenvolvendo cada etapa que foi produzida.
3.1 Metodologia
O desenvolvimento do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga será
baseado na metodologia do professor de Imagem e Comunicação da Universidade Autônoma
de Barcelona Joan Costa (1989). Essa metodologia foi apresentada no livro “Design de
Sinalização: planejamento, projeto e desenho” de Douglas D‟Agostini e Luiz Antônio Vidal
de Negreiro Gomes (2005), a seguir serão apresentadas as etapas da metodologia.
Nesta metodologia, Costa (1989) propõe que o projeto seja dividido em sete etapas,
porém, em 2007 em sua mais recente publicação ele redefiniu suas etapas, passando a seis o
número de passos para a conclusão do projeto. São elas: coleta de informação, projeto do
49
sistema, sistema básico de códigos ou sinais, design gráfico, especificações técnicas para
produção e supervisão e implantação. Das quais, serão realizadas apenas cinco etapas para
este projeto, deixando de fora a fase de supervisão e implantação. Passaremos agora a
conhecer cada uma das etapas para entender o desenvolvimento do projeto.
1)
Coleta de informações: aqui serão levantados dados técnicos para a produção
do projeto, segundo D`Agostini e Gomes, 2005, P. 33 “Esta etapa pode ser também anotações
quantitativas do número de rotas [...] as orientações dos sentidos a serem percorridos, os
pontos onde deverão ser alocados esses elementos de sinalização, etc”, isto é, serão levantadas
todas as linhas de mensagens, serão feitos todos os mapas fluxográficos32. Serão também
realizados os estudos de posicionamento das placas, as visitas de coletas de dados e
entrevistas que se fizerem necessárias. Para este projeto, muitos dados foram coletados
anteriormente, para a produção dos dois primeiros capítulos33, ficando para esta etapa a
realização do levantamento das linhas de mensagens e análises de fluxo e posicionamento de
placas.
2)
Projeto do sistema: nesta etapa, serão feitas as marcações nos mapas, segundo
D`Agostini e Gomes, 2005, p. 34 as placas serão “dispostas em percursos, rotas e itinerários
dos usuários, sendo definidos [...] funções determinadas como direção, aviso, ou présinalização, identificação do local, proibições e orientações gerais”, deste modo haverá meios
para a orientação do modelo de placa e de sua localização, para se definir tamanhos, materiais
e linhas de mensagens.
3)
Sistema básico de códigos ou sinais: segundo D`Agostini e Gomes, 2005, P.
34, “é onde serão definidos os formatos e tipos de elementos de sinalização que são
necessários no projeto”, isso é, é aqui que se definem as linhas gráficas que serão seguidas:
definição do padrão cromático, definição de logogramas, pictogramas, fonogramas e
tipografia.
4)
Design Gráfico: esta etapa só começa após a assimilação de todas as etapas
anteriores, aqui serão definidos modelos de placas e se inicia a produção da diagramação,
realizando testes para chegar à solução definitiva, também se inicia a pesquisa de materiais a
serem utilizados.
32
O mapa fluxográfico mostra o fluxo de entrada e saída do usuário.
As complexidades do ambiente e fatores como as suas características arquitetônicas foram observadas durante
as pesquisas para o capítulo 1.
33
50
5)
Especificações técnicas para produção: nesta fase serão realizados os desenhos
técnicos nas proporções reais das placas, bem como definição final dos materiais e processos
de fixação das placas. Ao fim desta etapa será produzido um manual para aplicação do projeto
de sinalização, que é o foco deste trabalho monográfico.
Bem, um projeto de sinalização não acaba enquanto não for implantado, e para sua
realização, existem outros elementos que devem ser observados como o levantamento de
orçamento para a produção e aplicação. Como a aplicação final não é o foco deste trabalho
monográfico, e pelo fato de haver uma série de burocracias e aprimoramentos para não
exceder verbas pré-definidas, optou-se por realizá-lo até este ponto da metodologia, porém,
com o compromisso de elucidar o projeto, será explanado sobre o sexto passo da metodologia
de Costa (2007).
6)
Supervisão e implantação: é nesta etapa que o designer responsável pelo
projeto, juntamente com a equipe de profissionais que implantarão a sinalização, começam a
montar as placas, fazer testes com protótipos nos locais a fim de avaliar possíveis falhas
técnicas de materiais ou estéticas de legibilidade.
3.2 O Projeto
Após a explicitação da metodologia que será utilizada e das suas fases, a seguir será
apresentado o projeto de sinalização turística desenvolvido para a cidade de São Luiz
Gonzaga. O projeto será apresentado seguindo as fases da metodologia para facilitar o
entendimento.
3.2.1 Coleta de informações
Nesta primeira fase da metodologia, são realizados alguns estudos preliminares,
como a definição do público-alvo e dos pontos turísticos, bem como do sistema-alvo, estudo
dos mapas fluxográficos, pesquisas de campo, estudos de posicionamento das placas e
levantamento das linhas de mensagens.
51
Primeiramente, no caso da sinalização turística de São Luiz Gonzaga, foi percebido
no primeiro capítulo que a cidade está muito próxima da fronteira noroeste do Estado. Por
este motivo, a BR-285 que permeia o município recebe intenso tráfego de turistas argentinos
em busca das praias gaúchas e de eventos como a copa do mundo de futebol, olimpíadas, etc.
Desta forma, uma parte do público-alvo do projeto é de turistas estrangeiros. Existem outros
fatores que nos levam a acreditar nesta perspectiva, definidos através de coletas de
informações, que tratam do fato de a cidade ser um dos sete povos das missões, e fazer parte
de duas rotas turísticas relacionadas ao tema: a “Rota Missões”34 e o “Caminho das
Missões”35 que por sua vez, trazem muitos turistas estrangeiros de diferentes países e turistas
de vários estados do Brasil. Com relação aos pontos turísticos, decidiu-se sinalizar os
considerados realmente importantes para a Secretaria Municipal da Agricultura, Comércio,
Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente de São Luiz Gonzaga, desta forma, foram
definidos como pontos para a intervenção deste projeto, a Praça Jayme Caetano Braun, o Sítio
Arqueológico São Lourenço Martir, os museus do Senador Pinheiro Machado e o
Arqueológico,36 bem como a Igreja da Gruta.37 Com base no que rege a concepção do IPHAN
para potenciais pontos turísticos regionais.
A definição do sistema-alvo ocorre segundo proposta de Iida (2005, p. 18) utilizando
a abordagem ergonômica de sistemas, que é um conjunto de elementos que interagem entre si
em busca de um objetivo comum. Esta abordagem é composta de cinco elementos: a fronteira
(limite do sistema), subsistemas (elementos que compõe o sistema), entradas (as variáveis
independentes do sistema), saídas (as variáveis dependentes do sistema) e o processamento
(as atividades desenvolvidas pelo usuário dentro do sistema). Existem os sistemas fechados e
os abertos. Os sistemas fechados corrigem os erros causados por influências externas através
de realimentação. Os sistemas abertos precisam de intervenção externa para completar uma
etapa. No caso da sinalização turística de São Luiz Gonzaga o sistema-alvo macro é a
sinalização externa de todo o município. O sistema-alvo micro são os cinco pontos turísticos a
ser sinalizados. Dentro do sistema-alvo existem outros subsistemas: o subsistema de placas
direcionais, o subsistema de placas locacionais e o subsistema de placas informacionais. No
subsistema direcional são incluídas as placas que direcionam os usuários para determinados
34
Disponível em: <http://www.rotamissoes.com.br/_portugues/index.php>. Acesso em 20 de maio de 2013.
Disponível em: <http://www.caminhodasmissoes.com.br/site/>. Acesso em 20 de maio de 2013.
36
O Museu Arqueológico possuí importante acervo de peças das reduções de São Luiz Gonzaga e de São
Lourenço Martir.
37
Igreja relacionada aos fatos históricos da Coluna Prestes.
35
52
locais, como exemplo as placas que indicam que direção tomar para chegar ao banheiro. No
subsistema locacional são incluídas as placas que identificam um local no seu acesso, como
exemplo pode-se citar as placas sobre as portas que indicam os banheiros. E por fim no
subsistema informacionais são aqueles que prestam informações turísticas sobre determinado
local. (figura 13)
Figura 13: Estrutura dos sistemas de sinalização de São Luiz Gonzaga
Fonte: O autor
Após definir o sistema-alvo passaremos agora ao estudo dos mapas fluxográficos de
cada local para definir a análise da tarefa do usuário. Neste estudo, fundamentado na Teoria
da Ergonomia Organizacional38 deve-se ter em mão todos os mapas e plantas baixas dos
locais a serem sinalizados para poder identificar os possíveis fluxos dos usuários dentro do
local. No caso da sinalização turística de São Luiz Gonzaga existe três mapas externos e
quatro plantas baixas internas para serem analisadas. O primeiro mapa estudado foi o do
município, onde foram identificados dois fluxos de usuários: os de cidadãos que vivem na
cidade e realizam suas tarefas rotineiras e os de turistas que adentram na cidade por três
diferentes pontos, conforme (figura 14).
38
Ergonomia organizacional: concerne à otimização dos sistemas sóciotécnicos, incluindo suas estruturas
organizacionais, políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem comunicações, gerenciamentos de
recursos de tripulações (CRM – domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho,
trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura
organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da qualidade. Fonte: ABERGO – Associação
Brasileira de Ergonomia. Disponível em < http://www.abergo.org.br/internas.php?pg=o_que_e_ergonomia>
Acessado em 16/05/2013.
53
Figura 14: Mapa fluxográfico da cidade de São Luiz Gonzaga
Fonte: O autor
Como se percebe no estudo do mapa, existem três trevos de acesso ao município, o
trevo 1, que é o principal e da acesso diretamente ao Museu Senador Pinheiro Machado, na
praça. E os dois trevos secundários, o trevo 2 que dá acesso à Igreja da Gruta e ao Museu
Arqueológico, e também é acesso da “Rota Missões” e do “Caminho das Missões” a cidade. E
o trevo 3 que possuí a Praça Jayme Caetano Braun e dá saída ao Sítio Arqueológico de São
Lourenço Mártir. A partir deste estudo, pode-se definir a analise da tarefa (figura 15) e o
posicionamento das placas.
Figura 15: Fluxo idealizado da tarefa do usuário e exemplos de outros fluxos reais possíveis
Fonte: O autor
54
Com o estudo do fluxo foi possível definir a localização das placas no mapa da
cidade, conforme (figura 16).
Figura 16: Mapa de alocação das placas na cidade de São Luiz Gonzaga
Fonte: O autor
55
O segundo mapa estudado é o do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir. O
sítio está localizado a 33,5 km do centro da cidade, sendo destes, 27,5 km do percurso deve
ser percorrido sobre a BR-285. No Km 540 da rodovia há um acesso ao sul em direção a Vila
de São Lourenço. A partir daí o percurso segue sob estrada de terra até o sítio (figura 17).
Figura 17: Caminho percorrido de São Luiz Gonzaga até o Sítio de São Lourenço Mártir.
Fonte: Google Earth
O Sítio de São Lourenço Mártir possui uma área cercada e uma recepção coberta
construída recentemente pelo IPHAN, conforme (figura 17). Para a produção do mapa
fluxográfico (figura 18) foi necessária coleta de dados no local, através de visita,
documentação em fotos e rafes39 do local.
39
Rafe é um desenho feito às pressas, uma espécie de rabisco para idear o que se deseja.
56
Figura 18: Recepção coberta construída pelo IPHAN
Fonte: O autor
Com o estudo do mapa fluxográfico do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir
(figura 19), foi identificado dois fluxos, o de visitantes e o dos funcionários do IPHAN.
Também se descobriu onde estão localizados os nós de fluxo, são estes os locais onde os
usuários devem decidir que direções irão seguir. Os nós de fluxo geralmente ocorrem na
confluência dos caminhos do sítio e é neles que devem ser colocadas as placas que fazem
parte do subsistema de sinalização direcional.
57
Figura 19:- Mapa fluxográfico e de posicionamento das placas no Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir
Fonte: O autor
No estudo de posicionamento das placas do Sítio Arqueológico de São Lourenço
Martir foi observado além dos pontos ideais para inserção das placas, a posição dos lados A e
B para a definição das linhas de mensagem.
Antes do estudo do próximo mapa fluxográfico, foi observado o fluxo dentro da
recepção do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir (figura 20).
58
Figura 20: Mapa de fluxo e localização das placas na recepção do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir
Fonte: O autor
O terceiro mapa fluxográfico estudado é o da Praça Jayme Caetano Braun. Neste
mapa (figura 21), podemos observar o fluxo de pedestres e de veículos, por isso, as placas
localizadas na rua e na BR-285 deverão seguir as normas de padronização de sinalizações
turísticas do Departamento Nacional de Transito – DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22
de abril de 2004, p. 26)40.
40
(Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>.
Acesso em 26 de maio de 2013.
59
Figura 21: Mapa de fluxo e posicionamento das placas da Praça Jayme Caetano Braun
Fonte: O autor
O quarto mapa fluxográfico estudado é o do Museu Senador Pinheiro Machado, por
se tratar de um local fechado, e por tanto uma sinalização interna, optou-se por realizá-la de
forma suspensa, as placas serão aéreas e fixadas na parede, conforme mapa da (figura 22).
Figura 22: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Senador Pinheiro Machado
Fonte: O autor
60
O quinto mapa fluxográfico estudado é o do Museu Arquilógico – MARQ, de São
Luiz Gonzaga. Visualizando o mapa de fluxo (figura 23), podemos determinar os nós de fluxo
e assim posicionar as placas.
Figura 23: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Arqueológico - MARQ.
Fonte: O autor
E por fim o sexto mapa fluxográfico estudado é o da Igreja Gruta Nossa Senhora de
Lourdes (figura 24), que possuí uma pequena área para a sinalização e uma igreja católica,
onde segundo Paróquia de São Luiz Gonzaga, não é permitido sinalização interna.
Figura 24: Mapa de fluxo e aplicação das placas na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Fonte: O autor
61
Após a definição do público-alvo e dos pontos turísticos, definição do sistema-alvo,
estudo dos mapas fluxográficos, pesquisas de campo e levantamento das linhas de mensagens,
passaremos agora a construção dos mapas e aplicação das placas nos sistemas.
3.2.2 Projeto do sistema
Nesta fase do projeto foi feito o trabalho sobre os mapas de fluxo para a aplicação
das placas no sistema e definições de rotas possíveis do usuário. Esta etapa pode ser
observada conforme mapas vistos anteriormente no sub-capítulo 3.2.1, cito: o mapa de São
Luiz Gonzaga (figura 16), do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir (figura 19), da
Praça Jayme Caetano Braun (figura 21), do Museu Senador Pinheiro Machado (figura 22), do
Museu Arqueológico – MARQ (figura 23) e da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
(figura 24).
Com as placas definidas em seus respectivos locais, foi possível a realização de um
estudo das linhas de mensagem, onde se observou a existência de trinta e um termos
expressões existentes, sendo que os menores deles são: pomar, saída e museu, cada um com
cinco caracteres e o maior é: Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir 33km, com trinta e oito
letras. Ainda existem dezoito mensagens compostas e treze únicas. Após observação das
normas de padronização de sinalizações turísticas do DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22
de abril de 2004, p. 26)41, decidiu-se manter a formatação padrão, e optou-se por abreviar
termos muito grandes em locais com fluxo de automóveis. A utilização do termo inteiro
tornaria a placa muito extensa ou obrigaria a aplicação da mensagem em duas linhas, o que
costuma tornar sua legibilidade um pouco confusa para os motoristas. Já os demais locais com
fluxo de pedestres mantém-se as expressões inteiras.
Após a elaboração dos mapas de fluxo, das definições de todos os locais das placas e
a análise das linhas de mensagem, passemos agora ao sistema básico de códigos ou sinais,
onde serão definidas as linhas gráficas que serão seguidas.
41
(Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>.
Acesso em 26 de maio de 2013.
62
3.2.3 Sistema básico de códigos ou sinais
Com os estudos feitos anteriormente foi possível além de identificar os melhores
locais de posicionamento das placas, também verificar os termos que serão utilizados para
designar os locais e ambientes sinalizados. Com estas informações poderão ser definidas as
linhas gráficas que serão seguidas pelo projeto.
Para não haver dificuldade de entendimento trataremos das linhas gráficas da
seguinte forma: em primeiro lugar a definição da família tipográfica para o projeto bem como
sua relevância, logo depois seguirá a escolha do padrão cromático com as devidas
explanações sobre o tema. Então passaremos a construção e definição dos pictogramas e
logogramas e por fim serão definidos os modelos de placas. Passaremos agora a descrever a
família tipográfica.
3.2.3.1 Família tipográfica
Para a representação fonográfica do projeto de sinalização turística de São Luiz
Gonzaga, decidiu-se utilizar a família tipográfica Arial normal e a Arial normal itálica, (figura
25) visto que esta fonte é utilizada pelo CONTRAN como padrão para as placas em estradas
brasileiras. Optou-se também por esta família, pois, preferiu-se manter certo padrão
tipográfico em todo o sistema, que é composto de placas normatizadas pelo CONTRAN e
placas definidas por este projeto.
A família tipográfica Arial é uma fonte sem serifa, isto é, possui uma boa
legibilidade. Pertence à família das lapidárias sendo muito indicada para projetos de
sinalização. Conforme Fernandes (2003, p. 33) “São tipografias que passam uma precisão
matemática, tecnologia, objetividade e dureza [...] Boas para peças publicitárias de leitura
rápida (outdoors ou adesivos de ônibus) e projetos de sinalização”.
63
Figura 25: Arial, padrão tipográfico utilizado
Fonte: O autor
Após a definição da família tipográfica para o projeto passaremos a definição do
padrão cromático.
3.3.2.2 Padrão Cromático
Para o projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga foram definidos padrões
cromáticos por setores. Padrões cromáticos são as cores que serão definidas para o projeto.
Para isso os pontos turísticos foram divididos em grupos: os arqueológicos (Sítio
Arqueológico São Lourenço Mártir e Museu Arqueológico - MARQ), os históricos (Museu
Senador Pinheiro Machado e Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes), o cultural (Praça
Jayme Caetano Braun) e o padrão CONTRAN (Cidade de São Luiz Gonzaga).
O primeiro setor definido foi o arqueológico, onde será utilizada para as placas e
pictogramas a cor marrom, ou ocre, que segundo Guimarães (2001, p. 116) passa a impressão
de algo maciço, denso e compacto, perfeito para representar a arqueologia. Esta cor ainda nos
remete a terra, a constância, disciplina e regularidade, excelentes para representar as ruínas e
artefatos dos povos guaranis. Além disso, como contraste será utilizado o branco que nos
sugere neutralidade e claridade (figura 26).
Figura 26: Marrom utilizado no setor arqueológico do projeto
Fonte: O autor
64
Figura 27: Exemplo de placa do setor arqueológico
Fonte: O autor
Já no segundo setor, o histórico, foi definido como cores, o verde (figura 28) e o
branco. Conforme Guimarães (2001, p. 115) “O verde ocupa posição central no espectro
eletromagnético, ou seja, está equidistante dos seus dois extremos. [...] por este motivo o
verde será a cor recebida de forma menos agressiva, com maior passividade. Assim, é a cor
que trará maior tranquilidade ao nosso ânimo, um efeito popularmente difundido, mas que
também se justifica pela sua codificação biofísica”, assim torna-se a cor perfeita para o setor
histórico, cuja paciência e tranquilidade são necessárias para o entendimento do usuário. O
branco é empregado pelo mesmo motivo anterior.
Figura 28: Verde do setor histórico do projeto
Fonte: O autor
65
Figura 29: Exemplo de placa do setor histórico do projeto
Fonte: O autor
Para o setor cultural, as cores utilizadas no projeto foram o azul (figura 30), e o
branco. A cor azul é a cor que indica o longínquo o infinito, e conforme Farina, Perez e
Bastos (2006, P. 102) “o céu é azul e por isso o azul é a cor do divino, a cor do eterno. A
experiência continuada converteu a cor azul na cor de tudo que desejamos que permaneça, de
tudo que deve durar eternamente”. A arte, a música, a cultura em geral devem ser
consideradas eternas e por isso o azul foi escolhido. O branco também é utilizado conforme
setor anterior.
Figura 30: Azul do setor cultural do projeto
Fonte: O autor
Figura 31: Exemplo de placa do setor cultural do projeto
Fonte: O autor
66
E por fim o setor padronizado do CONTRAN, isto é, as placas localizadas em
ruas e rodovias, seguem cores definidas pelo manual do CONTRAN (Resolução Nº 160, de
22 de abril de 2004, p. 26)42 onde são definidas como cores para sinalização turísticas, o
marrom (figura 32) e branco, conforme exemplo de placa na figura 33.
Figura 32: Marrom padrão
Fonte: O autor
Figura 33: Placa do setor padronizado CONTRAN, Ca1, vide apêndice A
Fonte: O autor
A definição do padrão cromático é muito importante em um projeto de sinalização,
pois graças a isso podemos definir setores conforme um signo universal, a cor. Podemos ainda
aplicar maior visibilidade sob as placas e definir bem cada elemento como sendo parte do
mesmo projeto. segundo Farina (2006):
O individuo está sujeito sempre as mudanças que, geralmente se sucedem num
período relativamente curto. Mudanças que se processam repentinamente devido a
fatores sócio-econômicos e que obrigam a mudar eternamente, mesmo que fosse
para uma melhoria de seu status social ou para sentir-se avançado e atualizado nos
novos hábitos da moda. Mas, mesmo em toda essa mutatio rerum 43da sociedade de
consumo em que vivemos os indivíduos procuram por meio das cores, personalizar
seus atos e dar um significado e um sentido às coisas. (FARINA, 2006, p. 166).
42
(Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>.
Acesso em 26 de maio de 2013.
43
As coisas mudam em latim.
67
Com a definição dos padrões cromáticos do projeto, passaremos agora a definição
dos pictogramas e logogramas do sistema.
3.3.2.3 Padrões Pictográficos e Logográficos
Para a definição do padrão pictográfico do projeto, foi construída uma malha
construtiva de 10x10 unidades. A partir desta malha foi possível desenhar os pictogramas.
Primeiramente definiu-se o contorno, o design de folha em forma de losango foi inspirado no
referencial do formato do mapa da cidade de São Luiz Gonzaga (figura 34), pois é a forma
básica que mais se aproxima de sua silhueta. Suas cores seguem padrão definidos pela
identidade do projeto.
Figura 34: Mapa da cidade e losango estilizado, demonstrando a inspiração para o contorno dos pictogramas
Fonte: O autor
O losango foi estilizado, isto é, arredondado em duas pontas para dar um ar de
movimento aos pictogramas.
Para o projeto de sinalização foi definido uma série de pictogramas segundo o
padrão do CONTRAN, estes pictogramas foram distribuídos pelos setores definidos para cada
padrão cromático. Desta forma teremos um pictograma para definir cada local, seguem:
templo (Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes), museu (Museu Senador Pinheiro Machado e
Museu Arqueológico – MARQ), arquitetura histórica (Sítio Arqueológico São Lourenço
Mártir) e área de descanso (Praça Jayme Caetano Braun) (figura 35) (figura 36).
68
Figura 35: Pictogramas definidos pelo CONTRAN.
Fonte: O autor
Figura 36: Padrão pictográfico adotado pelo projeto
Fonte: O autor
Para se realizar o desenho e escolha dos pictogramas, o ideal é utilizar a técnica do
diferencial semântico, explicado no capítulo 2. Como para este projeto o tempo de elaboração
é muito curto, optou-se por não utilizar esta técnica, baseando os pictogramas no manual do
CONTRAN e nos signos de uso universal exemplificados no segundo capítulo.
Embora tenham sido utilizadas várias fontes para a elaboração dos pictogramas,
todos eles foram redesenhados sobre uma malha construtiva para receber certo padrão gráfico
exigido pelo projeto. Esta unidade formal44 é obtida através do uso de elementos contínuos e
44
Unidade formal é um dos conceitos estudados pela Gestalt. Segundo Gomes Filho (2000, p. 18 e 19) é a escola
de psicologia experimental que estuda o fenômeno da percepção.
69
semelhantes. Ao se desenhar os pictogramas também se buscaram contemplar por harmonia,
coerência e simplicidade.
Para os logogramas do projeto foi adotado o modelo padronizado do CONTRAN
(figura 37) para criar certa harmonia e padronização.
Figura 37: Padrão de setas estabelecido pelo CONTRAN
Fonte: O autor
Ainda foi definido para o projeto, elementos gráficos decorativos para associação da
sinalização dos vários pontos como uma unidade. O símbolo criado (figura 38), é utilizado em
todas as placas do sistema.
Figura 38: Elementos gráficos decorativos
Fonte: O autor
Com a definição do padrão pictográfico e logográfico do projeto, passaremos agora
ao ultimo item da linha gráfica, os fonogramas.
3.3.2.4 Fonogramas
Para o projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga, foi definido através de
entrevistas com o setor de turismo municipal, que a linha fonográfica deveria ser no mínimo
bilíngue. Segundo a guia turística de do município Sandra Ferreira da Silva em entrevista em
anexo A, “a região das Missões recebe mais estrangeiros”. Por isso é tão importante uma
sinalização mais internacional.
70
Há ainda a questão da sinalização padrão do CONTRAN, que não comporta dois
idiomas na mesma placa, levando em conta este problema, a solução é repetir cada placa
padrão com as mesmas linhas de mensagens, porém cada uma em um idioma, conforme
figura 39.
Figura 39: Exemplos de placas nos dois idiomas
Fonte: O autor
Para este projeto, definiu-se a língua inglesa como a segunda língua utilizada, por
esta ser uma língua adotada pelo mundo informalmente como língua padrão, possibilitando
que turistas oriundos de países distantes entendam a sinalização.
Após concluir explanação sobre os fonogramas da sinalização, e assim concluindo o
subcapítulo de Sistema básico de códigos ou sinais, passaremos agora a discorrer sobre o
Design Gráfico.
3.2.4 Design Gráfico
Com as definições das linhas gráficas que serão seguidas pelo projeto, foi possível
fazer uma assimilação de todo o conteúdo estudado anteriormente e assim iniciou-se a
produção e diagramação das placas do sistema. Passaremos agora a observar os desenhos
técnicos das placas com suas medidas e formatos.
Inicialmente, buscou-se construir uma diagramação padrão para todos os
subsistemas de placas, observando princípios como o da continuidade, semelhança e
71
principalmente da pregnância da forma da Gestalt45. Estes princípios afirmam que quanto
melhor for a organização da forma, melhor será sua compreensão.
Para se conseguir unidade gráfica entre os modelos de placas foi desenvolvido um
elemento gráfico a ser utilizado em todas as placas do sistema. Esta marca gráfica pode ser
observada nas placas dos sistemas conforme figuras 40 a 49 e figura 51.
As placas direcionais possuem formatos diferentes conforme tipo de fluxo do
sistema. Primeiramente as placas de rodovias e ruas da cidade seguirão medidas determinadas
pelo manual de normas de padronização de sinalizações turísticas do Departamento Nacional
de Transito – DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22 de abril de 2004, p. 26)46, isto é 250 x
100 cm. As demais placas direcionais do projeto podem ser divididas em dois formatos, as
simples de solo que possuem sempre a mesma largura (120 cm), e as compostas aéreas, que
também possuem sempre a largura (240 cm). A altura das placas é variável, pois depende do
número de linhas de mensagem a ser utilizado, que pode chegar ao máximo de quatro.
As placas locacionais seguem a mesma linha gráfica das direcionais e seu formato
foi definido com base em estudos feitos sobre o formato padrão do CONTRAN de 100 x 90
cm. Com esse estudo dói definido as dimensões de 45 x 30 cm.
E por fim, as placas informacionais seguirão dois formatos básicos, um grande para
maiores textos (120 x 200 cm), e um menor, para pequenos textos (60 x 40 cm). Neste
subsistema as informações serão definidas pelo setor de turismo da Secretaria Municipal da
Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente de São Luiz Gonzaga.
Todas as placas do projeto, orientadas a pedestres serão concebidas sob uma malha
construtiva, conforme figura 40.
Figura 40: Modelos de placas contruídas sobre a malha contrutiva
45
Extraído de GOMES FILHO (2004).
(Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>.
Acesso em 26 de maio de 2013.
46
72
Fonte: O autor
Para facilitar o entendimento da construção das placas, o assunto será dividido em
subsistemas: locacional, direcional e informacional. Passaremos agora a apresentar os
modelos de placa locacionais do sistema.
Para o sítio arqueológico de São Lourenço Mártir, o projeto das placas utiliza as
cores marrom, branco e preto definidas no subcapítulos sobre cores concebidas para o setor de
placas de pontos turísticos arqueológicos. Ainda segundo estudos feitos anteriormente foram
concebidas as placas da figura 41.
Figura 41: Placas locacionais do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir
Fonte: O autor
73
Ainda conforme setor de arqueologia foram definidas as placas para o Museu
Arqueológico – MARQ conforme figura 42.
Figura 42: Placa locacional do Museu Arqueológico – MARQ.
Fonte: O autor
Após definições das placas do setor de arqueologia, passaremos agora a definir as
placas do setor histórico do sistema locacional do projeto. Em figura 42, estão as placas
definidas para o Museu Senador Pinheiro Machado.
74
Figura 43: Placas locacionais do Museu Senador Pinheiro Machado
Fonte: O autor
Ainda conforme setor histórico foram definidas as placas para a Igreja Gruta Nossa
Senhora de Lourdes, conforme figura 43.
75
Figura 44: Placas locacionais da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Fonte: O autor
Após definições das placas do setor de histórico, passaremos agora a definir as
placas do setor cultural do sistema locacional do projeto. Em figura 44, estão as placas
definidas para a Praça Jayme Caetano Braun.
Figura 45: Placas locacionais da Praça Jayme Caetano Braun
Fonte: O autor
Após as definições das placas do setor cultural do sistema locacional do projeto,
passaremos a definir os modelos de placas do sistema direcional. Para exibi-las também foram
divididas por setores definidos por tema.
Para o sítio arqueológico de São Lourenço Mártir, foram definidas as placas a partir
de estudos feitos anteriormente. Conforme figuras 45 e 46.
76
Figura 46: Exemplos de placas direcionais do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir
Fonte: O autor
77
Figura 47: Exemplo de placa direcional da recepção do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir
Fonte: O autor
Para o Museu Arqueológico – MARQ foram definidas placas conforme figura 47.
Figura 48: Exemplo de placas Direcionais do Museu Arqueológico – MARQ.
Fonte: O autor
78
Após apresentar os modelos de placas direcionais referentes ao setor arqueológico
do projeto, serão apresentadas as placas direcionais do setor histórico, começando pela figura
48, referente ao Museu Senador Pinheiro Machado.
Figura 49: Exemplo de placa direcional do Museu Senador Pinheiro Machado
Fonte: O autor
Segue figura 49, apresentando exemplo de placas direcionais do setor cultural,
referente a Praça Jayme Caetano Braun.
Figura 50: Exemplo de placas direcionais da Praça Jayme Caetano Braun
Fonte: O autor
No subsistema direcional, não há placas na Igreja Gruta Nossa Senhora de
Lourdes.
79
Após apresentar as placas direcionais dos setores, arqueológico, histórico e
cultural do projeto, passaremos agora a apresentar modelos de placas do setor padrão do
CONTRAN, que segue medidas definidas pelo manual de normas de padronização de
sinalizações turísticas do Departamento Nacional de Transito – DENATRAN, (Resolução Nº
160, de 22 de abril de 2004, p. 26)47, conforme figura 50.
Figura 51: Exemplos de placas direcionais padrões do CONTRAN
Fonte: O autor
47
(Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>.
Acesso em 26 de maio de 2013.
80
Após as definições das placas do subsistema direcional do projeto, passaremos a
definir as placas do subsistema informacional. Para exibi-las também foram divididas por
setores definidos pelos temas.
As placas informacionais serão as mais variáveis em dimensões do projeto, pois
dependendo do local de sua aplicação precisará ser ajustada. Portanto, definiram-se dois
modelos padrões para elas: uma com formato 60 x 100 cm e outra menor com 20 x 30 cm.
Seguem modelos de placas informacionais, conforme figura 51.
Figura 52: Exemplos de placas informacionais do projeto
Fonte: O autor
Após explanação sobre a etapa do Design Gráfico que trabalha a produção e
diagramação das placas do sistema, passaremos agora a próxima etapa do projeto, que define
especificações técnicas para produção.
3.2.5 Especificações técnicas para produção
Nas especificações técnicas serão realizados os desenhos técnicos nas proporções
reais das placas, bem como definição final dos materiais e processos de fixação das placas. E
por fim será produzido um manual para aplicação do projeto de sinalização turística de São
Luiz Gonzaga.
81
Para o sítio arqueológico São Lourenço Mártir, foram definidas placas direcionais,
locacionais e informacionais, suas localizações estão contidas em estudos feitos anteriormente
e suas linhas de mensagem no apêndice A. Como a maioria da sinalização presente no sítio
será externa em forma de totem, o material necessário será exposto às intempéries do tempo,
portanto, deverá ser de alta resistência ao calor, chuva, ações corrosivas, tempestades, etc. Ao
estudarmos no Capítulo 2 sobre materiais, definimos como matéria ideal para a produção das
placas o aço galvanizado, pois sua manutenção é mais frequente, porém compensa pelo baixo
custo. Além do aço, poderia ser utilizado o alumino, porém, seu uso é mais ideal para áreas
litorâneas, onde existe alta corrosão salina. Com a aplicação do aço galvanizado, a
manutenção da placas deverá ocorrer em períodos mais curtos de pelo menos três anos. Os
processos de impressão utilizados, serão a pintura eletrostática que é um processo com a
finalidade de revestir metais com um resíduo chamado película de polímero termoendurecível colorido, que após a pintura carga eletrostática oposta que faz este resíduo fixar.
Ainda é necessário levar o metal a uma estufa que aquece a tinta e a fixa.
Para a fixação das placas no chão será utilizado um tubo de 10 cm de diâmetro, feito
de aço galvanizado. O tamanho deste tubo será variável, dependendo da situação. Em placas
informacionais pequenas ele terá 60 cm, sendo que 20 cm desses será no subsolo, preso em
uma sapata de 20 cm³. Nas placas informacionais grandes, haverá dois tubos de 10 cm de
diâmetro, cada um com 200 cm de altura sendo que desses, 50 cm ficarão no subsolo e haverá
uma sapata de 50 cm³ em cada tubo. As placas de solo e aéreas serão fixadas no tubo e na
parede com parafusos e buchas de tamanho 7 (sete). Conforme figuras 52 e 53.
Figura 53: Detalhe da fixação com parafusos, nas placas aéreas externas
Fonte: O autor
82
Figura 54: Detalhe da fixação das placas de piso externas
Fonte: O autor
Nas figuras 54, 55, 56 e 57, podemos conferir alguns exemplos de como as placas
ficarão em seu ambiente final.
Figura 55: Simulação de placa direcional no sistema de sinalização do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir.
Fonte: O autor
83
Figura 56: Simulação de placas direcionais e informacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir
Fonte: O autor
Figura 57: Simulação de placa locacional de piso do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir
Fonte: O autor
84
Figura 587: Simulação de placas locacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir
Fonte: O autor
Após definição dos materiais, processos de impressão e manutenção das placas do
sítio arqueológico São Lourenço Mártir, passaremos a definir os mesmos do Museu
Arqueológico – MARQ. Conforme estudos realizados sobre as estruturas de sinalizações no
Capitulo 2, também foram definidos materiais para aplicação da sinalização interna dos
pontos turísticos. No Museu Arqueológico, haverá algumas placas internas. Para estas o
material mais recomendado é o polímero polipropileno (PP), que é leve e resistente a
solventes, de fácil moldagem e coloração, tem baixo custo de produção e suporta a fadiga
tendo grande resistência a fratura por flexão. O único problema é sua alta sensibilidade a luz
ultravioleta e aos agentes oxidantes presentes em ambientes externos. As placas serão fixadas
com fitas dupla face, barateando assim os custos do processo.
Nas figuras 58, e 59, podemos conferir alguns exemplos de como as placas ficarão
em seu ambiente final.
85
Figura 59: Simulação das placas direcionais no ambiente interno do museu arqueológico - MARQ
Fonte: O autor
Figura 60: Simulação das placas direcionais no museu arqueológico - MARQ
Fonte: O autor
Para a Praça Jayme Caetano Braun, as placas serão fixadas da mesma forma que no
sítio arqueológico, porém, não haverão placas aéreas, somente placas de solo, fixadas com
parafusos conforme figuras 60 e 61.
86
Figura 61: Simulação de placa informacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras
Fonte: O autor
Figura 62: Simulação de placa locacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras
Fonte: O autor
Para o Museu Senador Pinheiro Machado e para a Igreja Gruta Nossa Senhora de
Lourdes, as placas serão aplicadas da mesma forma, aéreas internas com polipropileno e fita
dupla face, enquanto que aéreas externas de aço galvanizado e parafusos. Placas de solo
também serão fixadas com tubos de aço galvanizado. Conforme figuras 62, 63 e 64.
87
Figura 63: Simulação de placa locacional na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, área pertencente a Igreja Gruta
Nossa Senhora de Lourdes
Fonte: O autor
Figura 64: Simulação de placa locacional aérea na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Fonte: O autor
88
Figura 65: Simulação de placa direcional de polipropileno aplicada no Museu Senador Pinheiro Machado
Fonte: O autor
Após finalizar a quinta etapa da metodologia sobre materiais e especificações
técnicas do projeto, encerramos o capítulo 3. Em apêndice A se encontra uma lista de linhas
de mensagens e logogramas de todas as placas. Em apêndice B se encontra o Manual de
aplicação do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga, logo após, seguem
entrevistas com guia turística de São Luiz Gonzaga e Secretario Municipal da Agricultura,
Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente do município de São Luiz Gonzaga.
Passaremos agora a concluir este trabalho monográfico, apresentando o resultado obtido, bem
como resumo de todos os capítulos e considerações finais.
CONCLUSÃO
Através da realização deste trabalho monográfico para obtenção do título de
bacharel em Design – habilitação Gráfico – pela Universidade Regional do Noroeste do
Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), verificou-se que a aplicação do design gráfico,
funciona como agente potencializador do turismo regional e é fundamento para a realização
de um projeto de sinalização do município de São Luiz Gonzaga. Também se viu que projetos
de sinalização turísticos são indispensáveis em toda a região das missões, pois se trata de um
alavancador da história e cultura, além de aumentar o fluxo econômico no comércio local.
Como visto no primeiro capítulo, a cidade de São Luiz Gonzaga é um município
brasileiro, gaúcho, que faz parte dos Sete Povos das Missões. Possuidor de uma rica história
local foi fundado em 1687 pelo padre jesuíta Miguel Fernandes, passando assim por várias
reviravoltas históricas que influenciaram muito no local e no seu povo. Foram observados
também os fatos importantes que culminaram na aparição de seus pontos turísticos atuais,
dentre ele o fato de que a cidade possui em seu território o sítio arqueológico de São Lourenço
Mártir, dois museus, uma praça cultural e uma igreja histórica feita em pedra. O sítio
arqueológico de São Lourenço Mártir, possui muitos indícios de como era a vida do povo
indígena nas reduções jesuíticas. O museu arqueológico – MARQ, ainda guarda muitos
objetos encontrados e escavados da antiga redução de São Luiz Gonzaga, hoje totalmente
extinta. O museu Senador Pinheiro Machado, possui peças que contam um pouco da vida e da
obra de José Gomes Pinheiro, que ficou conhecido mais tarde como o Senador da República,
visto que ajudou na queda do império e ainda alavancou toda a região missioneira. O museu
Senador Pinheiro Machado, ainda possui muitas peças da cultura do povo local. A praça
Jayme Caetano Braun, ainda em construção, será um importante ponto turístico da cultura
90
gaúcha, construído em homenagem ao pajador48, possuí uma estatua de grande porte em sua
homenagem. E por fim, a igreja gruta Nossa Senhora de Lourdes, é um importante ponto
histórico, que revela a crença religiosa local. Construída para pagar promessa feita pelas
mulheres de soldados envolvidas na Coluna Prestes, é a prova viva do berço desse importante
movimento. E por fim, ainda foi observado os fatores de desenvolvimento da população,
economia e potencialidades turísticas, com ajuda de pesquisas e entrevistas com pessoas da
área.
No segundo capítulo, viram-se os principais conceitos sobre sinalização, iniciando
com um pequeno histórico sobre a urbanização e indo até o desenvolvimento local
urbanístico. Procurou-se descrever por que é importante uma sinalização em centros
populacionais. Para explanar sobre o tema mais complexo que é um projeto de sinalização,
dividiu-se em dois elementos. Os gráficos, através de estudos sobre tipografia, padrões
cromáticos, pictogramas e logogramas e linhas de mensagem. E os estruturais, através de
estudos de materiais, processos de impressão, acabamentos e manutenção. Nos elementos
gráficos, as tipografias trataram das melhores famílias tipográficas para uso em sinalizações,
também foi observados fatores como tamanhos e tipos de fontes. Em padrões cromáticos,
tratou-se dos fatores psicológicos e científicos que envolvem as cores. Em pictogramas e
logogramas, foi falado da importância deles no projeto e da aplicação da técnica do
diferencial semântico para pictogramas. Em linhas de mensagens foram observados estudos
importantes para a diagramação final das placas. Passando para o elemento estrutural, em
materiais, tratou-se dos melhores tipos de matérias empregados em sinalização, e em seus
prós e contras. Logo depois foi explanado sobre os processos de impressão, métodos e custos.
E por fim foram observados os melhores acabamentos e manutenções para as placas.
No último capítulo, foram relatados os processos percorridos para a elaboração de
um projeto de sinalização turística para São Luiz Gonzaga, compreendendo todos os assuntos
tratados durante os capítulos anteriores. Iniciou-se com a definição da metodologia, seguindo
cinco etapas para a produção final de um manual de aplicação do projeto. A metodologia
definida foi a do professor de Imagem e Comunicação da Universidade Autônoma de
Barcelona Joan Costa (1989), apresentada no livro “Design de Sinalização: planejamento,
projeto e desenho” de Douglas D‟Agostini e Luiz Antônio Vidal de Negreiro Gomes (2005).
Durante a primeira etapa, a coleta de informações, foram definidos os dados técnicos para a
48
É o artista da pajada, um repentista que canta seus versos de improviso. (Dicionário Houaiss)
91
produção do projeto, visitações, entrevistas e coletas de dados. Ficando para esta etapa a
realização do levantamento das linhas de mensagens e análises de fluxo e posicionamento de
placas. Na segunda etapa, o projeto do sistema, elaborou as marcações nos mapas. Logo após
foi feita a etapa Sistema básico de códigos ou sinais, definido pelo autor como o ponto do
projeto onde de definem as linhas gráficas que serão seguidas, através da definição da
tipografia, padrão cromático, logogramas, pictogramas e fonogramas. Passando assim a quarta
etapa, o design gráfico, onde foi assimilado todo o processo e definidos modelos de placas,
diagramação, iniciado a pesquisa de materiais a utilizados. Logo depois foram definidas as
especificações técnicas para produção, etapa que compreendia a realização dos desenhos
técnicos nas proporções reais das placas, bem como definição final dos materiais e processos
de fixação das placas. Logo após, foi produzido um manual de aplicação, presente em
apêndice. A sexta etapa foi desconsiderada, pois é a aplicação do projeto.
Com a elaboração deste trabalho monográfico, buscou-se sanar a falta de uma
sinalização turística municipal, alavancar o comercio local e potencializar o turismo regional.
Os dois temas principais deste trabalho, a história do município de São Luiz Gonzaga e a
sinalização, possuem uma área de pesquisa muito maior do que não foi apresentado aqui.
Com este trabalho foi realizado apenas um ensaio dentro do vasto campo que poderia ser
explorado e abordado. Na parte da cidade, poderíamos abordar mais pontos turísticos de
menor importância, bem como pontos de turismo rural, o que acarretaria mais tempo para a
realização deste projeto. Na parte da sinalização, poderíamos abordar o projeto a partir de um
estudo ergonômico muito mais profundo, observando fatores psicológicos e cognitivos para a
possibilidade da aplicação da técnica do diferencial semântico. Ainda não foram realizados
testes sobre a visibilidade de protótipos em seus pontos ideais, pela consequente falta de
tempo. Todos estes conceitos podem ser realizados futuramente, tendo por base este projeto.
Por fim, observa-se que mesmo com todas as dificuldades percorridas para a
realização deste trabalho monográfico e do projeto de sinalização turística de São Luiz
Gonzaga, é gratificante perceber o quanto foi feito, e que os objetivos propostos no principio,
mesmo que não perfeitos, foram cumpridos. Termina-se este trabalho com muito mais
conhecimento e gana de persistir, de continuar absorvendo o máximo do design.
93
REFERÊNCIAS
CAMINHO DAS MISSÕES. Disponível em: < http://www.caminhodasmissoes.com.br/site>
Acesso em 20/05/2013.
CANEVAROLO JR, Sebastião V. Ciência dos polímeros: um texto básico para tecnólogos e
engenheiros. 2.ed. São Paulo: Artiliber, 2006.
CANTO, Eduardo Leite do. Minérios, Minerais, Metais: de onde vem? para onde vão? São
Paulo: Moderna, 1995.
CHAMMA, Norberto “Lelé”; PASTORELO, Pedro D. Marcas & Sinalização: Práticas em
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94
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Mapa
do
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Disponível
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Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito.
em:
APÊNDICES
APÊNDICE A – Relação das Placas
SÍTIO ARQUEOLÓGICO SÃO LOURENÇO MARTIR
(código C/D)
PLACAS DIRECIONAIS DE PISO
(código a)
Voltado
Placas
para o
Fonogramas em inglês
Fonogramas
Logogramas
lado
Cax
Ca0
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum - MARQ
↑
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
↑
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum - MARQ
←
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
←
Archaeological St. Lawrence
Martyr
←
Leste
Norte
Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir a
33km
33km
Ca1
Oeste
São Luiz Gonzaga
São Luiz Gonzaga
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
↑
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
↑
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
↑
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
↑
Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir a
33km
Archaeological St. Lawrence
Martyr
↑
33km
Ca2
Oeste
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
←
97
Museum
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
↑
Sítio Arqueológico São Lourenço Martir a
33km
Archaeological St. Lawrence
Martyr
↑
33km
Ca3
Ca4
Ca5
Leste
Sul
Norte
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
→
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
↑
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
→
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
→
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
→
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
→
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
↑
Archaeological St. Lawrence
Martyr
↑
Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir a
34km
34km
Ca6
Oeste
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
→
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
→
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
→
98
Museum
Ca7
Ca8
Ca9
Norte
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
→
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
→
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Oeste
Norte
Dax
Sul
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
→
Da0
Oeste
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
↑
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
→
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
→
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
→
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
→
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
↑
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
←
Da1
Da2
Da3
Oeste
Sul
Oeste
99
Grotto
Da4
Da5
Da6
Da7
Da8
Da9
Sul
Sul
Leste
Leste
Sul
Leste
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
←
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
↑
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
↑
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
↑
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
↑
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
↑
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
↑
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
↑
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
↑
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
↑
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
←
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
Grotto
←
São Luiz Gonzaga
São Luiz Gonzaga
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
↑
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes
↑
100
Grotto
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum –
MARQ
↑
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
↑
SÍTIO ARQUEOLÓGICO SÃO LOURENÇO MARTIR
(código S)
PLACAS DIRECIONAIS DE PISO
(código a)
Placas
Lados
Fonogramas
Fonogramas em inglês
Logogramas
Cabido
Fitted
←
Igreja
Church
↑
Saída
Exit
↑
Banheiros
Toilets
↑
Museu
Museum
↑
Cabido
Fitted
→
Saída
Exit
→
Banheiros
Toilets
→
Claustro
Cloister
←
Escola
School
←
Igreja
Church
→
Cemitério
Cemetery
↑
Saída
Exit
↑
Claustro
Cloister
↑
Cemitério
Cemetery
→
Latrina
Latrine
↑
Pomar
Orchard
↑
Cemitério
Cemetery
←
Saída
Exit
↑
Cemitério
Cemetery
→
A
Sa1
B
Sa2
A
A
Sa3
B
Sa4
A
A
Sa5
B
101
Saída
Exit
↑
Claustro
Cloister
↑
Latrina
Latrine
↑
Pomar
Orchard
↑
Latrina
Latrine
↑
Pomar
Orchard
↑
Escola
School
→
Saída
Exit
↑
Escola
School
←
Claustro
Cloister
↑
Escola
School
↑
Saída
Exit
↑
Banheiros
Toilets
↑
Igreja
Church
→
A
Sa6
B
A
Sa7
B
A
Sa8
B
PLACAS LOCACIONAIS DE PISO
(código b)
Placas
Lados
Sb1
A
Linhas de mensagem – Inglês
Cabido
Fitted
Igreja
Sb2
A
Church
Cemitério
Sb3
A
Cemetery
Cemitério
Sb4
A
Cemetery
Latrina
Sb5
A
Latrine
Sb6
A
Latrina
102
Latrine
Claustro
Sb7
A
Cloister
Escola
Sb8
A
School
Claustro
Sb9
A
Cloister
PLACAS INFORMACIONAIS DE PISO
(código c)
Placas
Lados
Sc1
A
Fonogramas - Inglês
Cabido
Fitted
Cemitério
Sc2
A
Cemetery
Igreja
Sc3
A
Church
Latrina
Sc4
A
Latrine
Claustro
Sc5
A
Cloister
Escola
Sc6
A
School
RECEPÇÃO DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE SÃO LOURENÇO MARTÍR
(código H)
PLACAS DIRECIONAIS AÉREAS
(código a)
Placas
Lados
Fonogramas
Fonogramas em inglês
Logogramas
Ha1
A
Banheiros
Toilets
↙
103
B
Museu
Museum
Sítio Arqueológico São Lourenço
Martir
Archaeological St. Lawrence Martyr
Saída
Exit
↑
Banheiros
Toilets
↘
Museu
Museum
↙
PLACAS LOCACIONAIS AÉREAS
(código b)
Placas
Lados
Hb1
A
Linhas de mensagem – Inglês
Banheiro Feminino
Female Bathroom
Banheiro Masculino com Acessibilidade
Hb2
A
Male Bathroom with accessibility
Cozinha
Hb3
A
Kitchen
Museu
Hb4
A
Museum
Museu
Hb5
A
Museum
PLACAS INFORMACIONAIS DE PAREDE
(código c)
Placas
Lados
Fonogramas
Hc1
A
Informações do IPHAN
Hc2
A
Informações do Local e Mapa do Sítio
PRAÇA JAYME CAETANO BRAUN
(código J)
PLACAS DIRECIONAIS DE PISO
(código a)
↘
↑
104
Placas
Lados
Fonogramas
Fonogramas em inglês
Logogramas
Ja1
A
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
←
Ja2
A
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
→
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
←
Sítio Arqueológico São Lourenço
Martir 33 Km
Archaeological St. Lawrence Martyr
33 Km
↑
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
→
Sítio Arqueológico São Lourenço
Martir 33 Km
Archaeological St. Lawrence Martyr
33 Km
↑
A
Monumento ao Payador
Monument to Payador
↑
B
Saída
Exit
↑
A
Rampa de Acessibilidade
Ramp Accessibility
↑
Ja3
Ja4
A
A
Ja5
Ja6
PLACAS LOCACIONAIS DE PISO
(código b)
Placas
Lados
Jb1
A
Linhas de mensagem – Inglês
Praça Jayme Caetano Braun
Square Jayme Caetano Braun
Estacionamento
Jb2
A
Parking
Monumento ao payador
Jb3
A
Monument to payador
PLACAS INFORMACIONAIS DE PISO
(código c)
Placas
Lados
Sc1
A
Fonogramas - Inglês
Monumento ao Payador
Monument to Payador
MUSEU SENADOR PINHEIRO MACHADO
(código M)
PLACAS DIRECIONAIS DE PISO E AÉREAS
105
(código a)
Placas
Lados
Fonogramas
Fonogramas em inglês
Logogramas
Ma1
A
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
←
Ma2
A
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado
Museum
→
Recepção
Reception
↘
Sala das Coleções
Hall of Exhibits
↑
Sala Senador Pinheiro Machado
Hall Senator Pinheiro Machado
↙
Sala Tecnologias do Passado
Hall Technologies of the Past
↑
Sala Artefatos da Cultura Gaúcha
Hall Artifacts of Culture Gaucha
→
Ma3
A
PLACAS LOCACIONAIS AÉREAS
(código b)
Placas
Lados
Mb1
A
Linhas de mensagem – Inglês
Museu Senador Pinheiro Machado
Senator Pinheiro Machado Museum
Recepção
Mb2
A
Reception
Sala Senador Pinheiro Machado
Mb3
A
Hall Senator Pinheiro Machado
Sala Artefatos da Cultura Gaúcha
Mb4
A
Hall Artifacts of Culture Gaucha
Sala das Coleções
Mb5
A
Hall of Exhibits
Sala Tecnologias do Passado
Mb6
A
Hall Technologies of the Past
Sala Tecnologias do Passado
Mb7
A
Hall Technologies of the Past
Mb8
A
Somente Pessoal Autorizado
106
Staff Only
PLACAS INFORMACIONAIS DE PAREDE
(código c)
Placas
Lados
Mc1
A
Fonogramas - Inglês
Casa do Senador.
Em ingles.
Quarto do Senador.
Mc2
A
Em ingles.
Sala de Reuniões.
Mc3
A
Em ingles.
Cozinha.
Mc4
A
Em ingles.
Sala de Jantar.
Mc5
A
Em ingles.
MUSEU ARQUEOLOGICO DE SÃO LUIZ GONZAGA
(código A)
PLACAS DIRECIONAIS DE PISO E AÉREAS
(código a)
Placas
Lados
Fonogramas
Fonogramas em inglês
Logogramas
Qa1
A
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum – MARQ
←
Qa2
A
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum – MARQ
←
Rampa para Cadeirante
Wheelchair Ramp
↑
Qa3
A
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum – MARQ
→
A
Rampa para Cadeirante
Wheelchair Ramp
→
A
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum – MARQ
←
B
Saída
Exit
↑
A
Saída
Exit
↑
Qa4
Qa5
Qa6
107
Qa7
A
Saída
Exit
→
PLACAS LOCACIONAIS AÉREAS
(código b)
Placas
Lados
Qb1
A
Linhas de mensagem – Inglês
Museu Arqueológico - MARQ
Archaeological Museum – MARQ
PLACAS INFORMACIONAIS DE PAREDE
(código c)
Placas
Lados
Qc1
A
Fonogramas - Inglês
Informações
Information
IGREJA GRUTA NOSSA SENHORA APARECIDA
(código G)
PLACAS DIRECIONAIS DE PISO
(código a)
Placas
Lados
Fonogramas
Fonogramas em inglês
Logogramas
Ga1
A
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes Grotto
←
Ga2
A
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Church Our Lady of Lourdes Grotto
→
A
Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Our Lady of Lourdes Grotto
↑
B
Saída
Exit
↑
Ga3
PLACAS LOCACIONAIS DE PISO
(código b)
Placas
Lados
Gb1
A
Linhas de mensagem – Inglês
Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Our Lady of Lourdes Grotto
Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Gb2
A
Church Our Lady of Lourdes Grotto
108
PLACAS INFORMACIONAIS DE PISO
(código c)
Placas
Lados
Gc1
A
Fonogramas - Inglês
Gruta Nossa Senhora de Lourdes [...]
Grotto of Our Lady of Lourdes […]
110
ENTREVISTA A - Sandra Ferreira da Silva
1-
Nome, sobrenome e formação, para poder citar no trabalho monográfico.
Sandra Ferreira da Silva, guia de Turismo, Turismóloga, chefe de Setor de Turismo
na Prefeitura Municipal de São Luiz Gonzaga.
2-
Quais são para você os pontos turísticos mais importantes de São Luiz
Gonzaga?
A Estatuária Missioneira que estão na Igreja Matriz, e o Sítio Arqueológico de São
Lourenço.
3-
A seu ver, qual é o nível de engajamento da população de São Luiz
Gonzaga na valorização do turismo? E da prefeitura?
A maioria da população não valoriza, pois, o Turismo é intangível, e por desvalorizar
a identidade, a cultura, da região não acredita que outras pessoas possam gostar de São Luiz
Gonzaga. Há pouco engajamento, assim como em outras áreas também, nossa população não
sabe trabalhar em conjunto.
Na Prefeitura há valorização de alguns, mas bem mais do que há anos atrás, por
exemplo, o Setor de Turismo é coordenado por um profissional da área de Turismo, o
prefeito, o secretario do planejamento e o secretario da pasta do turismo acreditam no turismo
e estão muito empenhados em resolver os nossos problemas.
4-
Qual é para você o grau de entendimento da população quanto aos
pontos?
A população tem um conhecimento parcial, mas percebo que bem mais que há 13
anos, hoje há reivindicação da população para que a igreja e que os Museus fiquem abertos no
domingo, para que seus familiares que estão em visita possam visitá-los.
5-
Quais são os tipos de pontos turísticos que você considera ter no município
de São Luiz Gonzaga? (Culturais, Históricos, Artísticos, Etc...)
Hoje estamos trabalhando o Turismo Histórico Cultural, com potencial para Turismo
Rural, Turismo Ecológico.
111
6-
Você acha que dentre os municípios integrantes dos Sete Povos, São Luiz
Gonzaga é o que está menos engajado em políticas de desenvolvimento do turismo?
Esteve nos últimos 4 anos,
estamos retomando o interesse, mas, a nossa
prioridade é melhorar a infraestrutura, estamos buscando recursos altos, que não são fáceis de
conseguir.
7-
Qual seria para você a vantagem de haver uma sinalização turística no
município de São Luiz Gonzaga? Existem muitos turistas estrangeiros visitando o
município?
É necessária faz parte da infraestrutura de apoio ao turista, não somente ao turista
todos os investimentos, quem utiliza diariamente é a população. No momento a visita dos
estrangeiros é somente de argentinos, mas a região das Missões recebe mais estrangeiros.
8-
O que traria de positivo para a região a aplicação de uma sinalização
turística? Quais são os próximos projetos?
Uma boa sinalização na BR 285, por exemplo, indicando que a cidade possui
Museus, Patrimônio Histórico Nacional, restaurantes, hotéis, atraem turistas e a sinalização
interna facilita o deslocamento das pessoas para chegar nestes pontos.
9-
Tens um livro para indicar sobre a história, economia, desenvolvimento
urbano da cidade? Gostaria de saber algo mais sobre a escola indígena e as fundações
das antigas ruínas de São Luiz?
Sobre a fundação da Missão de São Luiz Gonzaga, sugiro Bens e Riquezas das
Missões da professora Ana Olívia, os Relatos do Padre Antonio Sepp, no Instituto Histórico e
Geográfico há mais obras para pesquisas.
10-
Tens mais algo importante a declarar sobre o turismo de São Luiz?
O Turismo é uma área a ser desenvolvida para que ele cumpra seu papel é necessário
investimentos, para que ele possa gerar emprego e renda. Em São Luiz Gonzaga apesar do
turismo não atingir os números desejados, ele cumpriu o seu papel inicial que é a valorização
da origem missioneira, quem há 15 anos considerava-se com orgulho “missioneiro”, a maioria
das pessoas acreditavam que as imagens da igreja eram de gesso. Através de pessoas que
112
acreditaram que essa história era importante escreveram livros, construíram monumentos,
contribuíram com seu talento para que esses personagens que fazem parte de nossa história
ganhassem vida aos olhos do povo. Se o objetivo não fosse o turismo tudo isso teria
acontecido.
Creio que não, o primeiro passo foi dado, aquelas pessoas como Jayme Caetano
Braun que lá em 1979 resgatou o valor do índio missioneiro, na nossa cultura, da professora
Olga Farias Turismóloga, que criou o COMTUR em São Luiz, que participou lá em 2000 dos
primeiros festivais de turismo do estado, com recursos próprios sem ver nenhum turista,
acreditando no potencial da cidade. Hoje que os turistas estão chegando não nos números que
gostaríamos, mas isso é questão de buscar essas melhorias e divulgar. Vamos então dizer para
eles vão embora o que querem nessa cidade cheia de buracos!
114
ENTREVISTA B – Aldimar Pereira Machado
1- Nome, sobrenome e formação, para poder citar no trabalho monográfico.
Aldimar Pereira Machado. Secretario Municipal da Agricultura, Comércio,
Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente do município de São Luiz Gonzaga.
2- Quais são para você os pontos turísticos mais importantes de São Luiz
Gonzaga?
A estatua de Jayme Caetano Braun, os museus e a praça matriz.
3- A seu ver, qual é o nível de engajamento da população de São Luiz
Gonzaga na valorização do turismo? E da prefeitura?
É pouco valorizado. A prefeitura vem buscando verba através de emendas
parlamentares do Ministério do Turismo. Estamos trabalhando em conjunto com a guia
responsável pelo setor de Turismo.
4- Qual é para você o grau de entendimento da população quanto aos
pontos?
É pouco. Eu mesmo estou começando a ficar a par dos assuntos somente este ano
em que assumi em minha secretaria o setor de turismo. Houve cortes no orçamento e tivemos
que agregar o turismo.
5- Quais são os tipos de pontos turísticos que você considera ter no município
de São Luiz Gonzaga? (Culturais, Históricos, Artísticos, Etc...)
Acho que de todos os tipos. Estamos trabalhando com a Guia Sandra para
aumentar o turismo rural no nosso município.
115
6- Você acha que dentre os municípios integrantes dos Sete Povos, São Luiz
Gonzaga é o que está menos engajado em políticas de desenvolvimento do turismo?
Existe uma dificuldade em trazer fundos para investir em turismo, e isso vem
da precariedades dos outros setores da economia com maior prioridade, como saúde,
educação e transportes.
7- Qual seria para você a vantagem de haver uma sinalização turística no
município de São Luiz Gonzaga? Existem muitos turistas estrangeiros visitando o
município?
Com certeza a cidade seria agraciada com muito mais turistas curioso para
conhecer nossa história.
8- O que traria de positivo para a região a aplicação de uma sinalização
turística? Quais são os próximos projetos?
Acho que alavancaria o comércio e aumentaria o conhecimento dentro e fora do
Brasil sobre nossa história. Temos como projetos a finalização da praça Jayme Caetano Braun
e a criação de um centro de acolhimento do turista na praça matriz, ainda dependendo de
finalizar o projeto e arrecadar verbas.
9- Tens um livro para indicar sobre a história, economia, desenvolvimento
urbano da cidade? Gostaria de saber algo mais sobre a escola indígena e as fundações
das antigas ruínas de São Luiz?
Estou começando a pouco a conhecer sobre nosso turismo, ainda não tenho livro
para indicar, talvez tenha bons livros no Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz
Gonzaga.
116
10- Tens mais algo importante a declarar sobre o turismo de São Luiz?
Estamos prontos para realizar uma boa gestão e marcar nome na política da cidade
com a melhora dos locais turísticos.
117
ANEXO A – Manual de Aplicação da Sinalização
Download

Monografia Junior - Biblioteca Digital da UNIJUÍ