UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL JUNIOR CASTRO BIEGER O DESIGN GRÁFICO COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DO TURISMO REGIONAL E COMO FUNDAMENTO PARA O PROJETO DE SINALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA ORIENTADORA: FABIANE VOLKMER GROSSMANN IJUÍ 2013 JUNIOR CASTRO BIEGER O DESIGN GRÁFICO COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DO TURISMO REGIONAL E COMO FUNDAMENTO PARA O PROJETO DE SINALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA Trabalho monográfico apresentado ao Curso de Design, Habilitação Gráfico da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, sob orientação da professora Fabiane Volkmer Grossmann, como requisito parcial para a obtenção do Grau de Bacharel em Design, Habilitação Gráfico. ORIENTADORA: FABIANE VOLKMER GROSSMANN IJUÍ 2013 Dedico aos meus pais, Inácio e Carla, ao meu amor, Ana, e aos amigos, pelo apoio, compreensão e incentivo em todos os momentos. AGRADECIMENTOS Agradeço em primeiro lugar a Deus, por me escutar nos momentos necessários. Aos meus pais, Inácio e Carla, pelo zelo, amor e puxões de orelha nas horas certas. A meu amor Ana, Caroline, pela paciência, cuidado, abraços e momentos de descontração tão necessários. Ao meu irmão, Julian, por aguentar meu mau humor. À minha professora orientadora Fabi, pelos ensinamentos, atenção e amizade. Aos meus chefes, pelas folgas e saídas mais cedo, tão necessárias. Aos meus amigos, que compreenderam o meu afastamento e, mesmo assim, não duvidaram da nossa amizade em nenhum momento. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Mapa da localização política do município de São Luiz Gonzaga no estado do Rio Grande do Sul e no Brasil. ...................................................................................................................................... 18 Figura 2: Alturas mínimas e alturas recomendadas para letras, de acordo com as distâncias visuais... 30 Figura 3: Composição das cores luz (RGB) .......................................................................................... 31 Figura 4: Composição das cores pigmento (CMY+K) .......................................................................... 32 Figura 5: Pictogramas de Otl Aicher e equipe, pictogramas de esportes para a Olimpíada de Munique em 1970 ................................................................................................................................................. 34 Figura 6: Exemplos de símbolos de uso internacional .......................................................................... 35 Figura 7: Exemplos de símbolos recomendados pela ISSO .................................................................. 35 Figura 8: Exemplo de seta bem desenhada ........................................................................................... 36 Figura 9: Ilustração esquemática do sistema de impressão offset ......................................................... 42 Figura 10: Ilustração esquemática do sistema de impressão flexográfica ............................................. 43 Figura 11: Ilustração esquemática do sistema de impressão rotográfica. ............................................. 44 Figura 12: Ilustração esquemática do sistema de impressão tampográfica. .......................................... 44 Figura 13: Estrutura dos sistemas de sinalização de São Luiz Gonzaga ............................................... 52 Figura 14: Mapa fluxográfico da cidade de São Luiz Gonzaga ............................................................ 53 Figura 15: Fluxo idealizado da tarefa do usuário e exemplos de outros fluxos reais possíveis ............ 53 Figura 16: Mapa de alocação das placas na cidade de São Luiz Gonzaga ............................................ 54 Figura 17: Caminho percorrido de São Luiz Gonzaga até o Sítio de São Lourenço Mártir. ................ 55 Figura 18: Recepção coberta construída pelo IPHAN .......................................................................... 56 Figura 19:- Mapa fluxográfico e de posicionamento das placas no Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir..................................................................................................................................................... 57 Figura 20: Mapa de fluxo e localização das placas na recepção do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir..................................................................................................................................................... 58 Figura 21: Mapa de fluxo e posicionamento das placas da Praça Jayme Caetano Braun ..................... 59 Figura 22: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Senador Pinheiro Machado .................. 59 Figura 23: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Arqueológico - MARQ. ....................... 60 6 Figura 24: Mapa de fluxo e aplicação das placas na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ............. 60 Figura 25: Arial, padrão tipográfico utilizado ....................................................................................... 63 Figura 26: Marrom utilizado no setor arqueológico do projeto ............................................................ 63 Figura 27: Exemplo de placa do setor arqueológico ............................................................................. 64 Figura 28: Verde do setor histórico do projeto...................................................................................... 64 Figura 29: Exemplo de placa do setor histórico do projeto ................................................................... 65 Figura 30: Azul do setor cultural do projeto ......................................................................................... 65 Figura 31: Exemplo de placa do setor cultural do projeto .................................................................... 65 Figura 32: Marrom padrão .................................................................................................................... 66 Figura 33: Placa do setor padronizado CONTRAN, Ca1, vide apêndice A.......................................... 66 Figura 34: Mapa da cidade e losango estilizado, demonstrando a inspiração para o contorno dos pictogramas ........................................................................................................................................... 67 Figura 35: Pictogramas definidos pelo CONTRAN.............................................................................. 68 Figura 36: Padrão pictográfico adotado pelo projeto ............................................................................ 68 Figura 37: Padrão de setas estabelecido pelo CONTRAN .................................................................... 69 Figura 38: Elementos gráficos decorativos ........................................................................................... 69 Figura 39: Exemplos de placas nos dois idiomas .................................................................................. 70 Figura 40: Modelos de placas contruídas sobre a malha contrutiva ...................................................... 71 Figura 41: Placas locacionais do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir .................................... 72 Figura 42: Placa locacional do Museu Arqueológico – MARQ............................................................ 73 Figura 43: Placas locacionais do Museu Senador Pinheiro Machado ................................................... 74 Figura 44: Placas locacionais da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ........................................... 75 Figura 45: Placas locacionais da Praça Jayme Caetano Braun.............................................................. 75 Figura 46: Exemplos de placas direcionais do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir .................... 76 Figura 47: Exemplo de placa direcional da recepção do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir ..... 77 Figura 48: Exemplo de placas Direcionais do Museu Arqueológico – MARQ. ................................... 77 Figura 49: Exemplo de placa direcional do Museu Senador Pinheiro Machado................................... 78 Figura 50: Exemplo de placas direcionais da Praça Jayme Caetano Braun .......................................... 78 Figura 51: Exemplos de placas direcionais padrões do CONTRAN .................................................... 79 Figura 52: Exemplos de placas informacionais do projeto ................................................................... 80 Figura 53: Detalhe da fixação com parafusos, nas placas aéreas externas ............................................ 81 Figura 54: Detalhe da fixação das placas de piso externas ................................................................... 82 Figura 55: Simulação de placa direcional no sistema de sinalização do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir. ................................................................................................................................... 82 Figura 56: Simulação de placas direcionais e informacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir .................................................................................................................................... 83 Figura 57: Simulação de placa locacional de piso do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir .......... 83 7 Figura 587: Simulação de placas locacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir ...... 84 Figura 59: Simulação das placas direcionais no ambiente interno do museu arqueológico - MARQ .. 85 Figura 60: Simulação das placas direcionais no museu arqueológico - MARQ ................................... 85 Figura 61: Simulação de placa informacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras .......... 86 Figura 62: Simulação de placa locacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras ................ 86 Figura 63: Simulação de placa locacional na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, área pertencente a Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ................................................................................................ 87 Figura 64: Simulação de placa locacional aérea na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes ............... 87 Figura 65: Simulação de placa direcional de polipropileno aplicada no Museu Senador Pinheiro Machado ................................................................................................................................................ 88 9 SUMÁRIO SUMÁRIO .............................................................................................................................................. 9 RESUMO .............................................................................................................................................. 10 ABSTRACT .......................................................................................................................................... 11 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 12 CAPÍTULO I – O MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA .............................................................. 16 1.1 Aspectos histórico-culturais ........................................................................................................ 17 1.2 Características da População ....................................................................................................... 20 1.3 Economia..................................................................................................................................... 20 1.4 Potencialidades Turísticas ........................................................................................................... 21 CAPÍTULO II - SINALIZAÇÃO ......................................................................................................... 24 2.1 Desenvolvimento Urbano ............................................................................................................ 24 2.2 Projeto de Sinalização ................................................................................................................. 26 2.2.1 Elementos Gráficos .............................................................................................................. 27 2.3 Elementos Estruturais .............................................................................................................. 38 CAPÍTULO III – PROJETO DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA DE SÃO LUIZ GONZAGA ........... 48 3.1 Metodologia ................................................................................................................................ 48 3.2 O Projeto ..................................................................................................................................... 50 3.2.1 Coleta de informações .......................................................................................................... 50 3.2.2 Projeto do sistema ................................................................................................................ 61 3.2.3 Sistema básico de códigos ou sinais ..................................................................................... 62 3.2.4 Design Gráfico ..................................................................................................................... 70 CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 89 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................ 93 APÊNDICES ..................................................................................................................................... 95 APÊNDICE A – Relação das Placas ................................................................................................. 96 ENTREVISTA A - Sandra Ferreira da Silva .................................................................................. 110 ENTREVISTA B – Aldimar Pereira Machado ............................................................................... 114 ANEXO A – Manual de Aplicação da Sinalização ......................................................................... 117 RESUMO Monografia de Graduação Design – habilitação Design Gráfico Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul O DESIGN GRÁFICO COMO AGENTE POTENCIALIZADOR DO TURISMO REGIONAL E COMO FUNDAMENTO PARA O PROJETO DE SINALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA Autor: Junior Castro Bieger Orientadora: Fabiane Volkmer Grossmann Data e local da defesa: Ijuí, 21 de agosto de 2013. Este trabalho monográfico apresenta um projeto de design de sinalização turística para a cidade de São Luiz Gonzaga/RS, fundamentado a partir de estudos da história e cultura deste município. Um dos Sete Povos das Missões, a cidade conta com vários pontos turísticos, que bem sinalizados podem potencializar o turismo regional. Contando com uma rica história local, São Luiz Gonzaga foi fundada sobre os resquícios de um antigo povoado indígena, planejado e liderado por padres jesuítas espanhóis. O município também possui em seu território outro sítio, São Lourenço Mártir, que ainda preserva boa parte de suas construções. Berço da Coluna Prestes, a cidade abrigou importantes figuras da história, como o primeiro Senador da República pelo estado do Rio Grande do Sul, José Gomes Pinheiro e Jayme Caetano Braun, o mais importante pajador gaúcho. Essa monografia também aborda conceitos relativos a sinalização e seus elementos gráficos (textos, imagens, cores e diagramação) e estruturais (materiais, formas de impressão e acabamentos), que objetivam entender o que é necessário para a produção do projeto. Este projeto segue a metodologia definida por Joan Costa (1989) para apresentar o manual de aplicação da sinalização. Palavras-chaves: design; projeto de sinalização; turismo; São Luiz Gonzaga. ABSTRACT Monograph Undergraduate Design - Graphic Design qualification Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul GRAPHIC DESIGN HOW POTENTIATING AGENT OF REGIONAL TOURISM AND AS BASIS TO SIGNALING DESIGN TO SÃO LUIZ GONZAGA Author: Junior Castro Bieger Supervisor: Fabiane Volkmer Grossmann Date and place of defense: Ijuí, August 21, 2013. This monograph presents a tourist information signs design Project to the town of São Luiz Gonzaga/RS, based in a research about history and culture from this town. One of the Seven Peoples of Mission, SLG has several tourist places that can increase the regional tourism when well-marked. With a rich history, this town was founded on remains of an old Indian village, planned and directed by Spanish Jesuit priests. There is another place in this municipality, named São Lourenço Mártir, that still preserves parts of its main buildings. Place where Coluna Prestes started, this town hosted important people of history, like José Gomes Pinheiro , first Senator of the Republic by the State of RS and Jayme Caetano Braun, the most important pajador gaucho. This monograph also refers concepts related to signaling and its graphical elements ( texts, images, colors and layouts) and structural ( materials, print forms and finishing) that try to understand what is necessary to the project production. This project follows the methodology established by Joan Costa (1989) to present the application manual signaling. Keywords: design, signaling project, tourism, São Luiz Gonzaga. INTRODUÇÃO O trabalho monográfico a ser apresentado foi desenvolvido como requisito para a obtenção do titulo de bacharel em Design – habilitação Gráfico – pela Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí), realizado durante o primeiro semestre de 2013, sob orientação da professora Fabiane Volkmer Grossmann. Essa monografia tem intuito de demonstrar, através de um projeto de sinalização1 turística para o município de São Luiz Gonzaga, como o design gráfico pode ser um agente potencializador do turismo na cidade. Para tanto, propõe uma pesquisa bibliográfica acerca dos seguintes assuntos: São Luiz Gonzaga e seus aspectos histórico-culturais, características da população, economia e turismo, urbanização e sistemas de sinalização e seus elementos gráficos e estruturais. Também tratará da criação de um projeto de sinalização turística para São Luiz Gonzaga baseado na pesquisa realizada anteriormente. Tem-se como objetivo geral deste trabalho, buscar elementos que esclareçam o leitor sobre a importância de uma sinalização turística para o município gaúcho de São Luiz Gonzaga, através de entrevistas e pesquisas da história local, visitas aos pontos turísticos, levantamentos de dados, elaboração de mapas de fluxo, o público visitante e produção de um projeto de sinalização que afague o problema no município. Especificamente ainda se pretende aprofundar em aspectos da história, cultura, população e economia da cidade e em elementos técnicos presentes em projetos gráficos de sinalização, para elaborar um produto gráfico que potencialize o turismo regional. 1 Projeto que visa prestar informações, orientar ou indicar algo a um determinado público sob aspectos específicos em um local, através de placas com mensagens escritas e/ou desenhos. 13 A escolha deste tema para o presente trabalho monográfico provém de esta ser a cidade natal do autor e do fato de a mesma não possuir sinalização alguma no referido município, que é um dos Sete Povos das Missões e possui pontos turísticos históricos importantes. Esta monografia ainda sofreu influências das experiências e assuntos discutidos em vários componentes curriculares do curso de Design Gráfico, como: Projeto Gráfico II – Sinalização2, Ergonomia Cognitiva3, Materiais4 e Cores5. A sinalização em grandes ambientes de intensa circulação, como parques, rodoviárias, aeroportos e shoppings é necessária para facilitar o fluxo de deslocamento do público usuário e fazer com que estes encontrem o local que procuram. As cidades de hoje também possuem sinalizações de trânsito, que seguem determinadas regras para ajudar a população a transitar dentro de centros cada vez mais cheios. As placas orientam o público e deslocando-se veículos nas ruas para evitar aglomerações e acidentes. Ao mesmo tempo devem ter como requisito básico a rápida leitura e compreensão da informação disposta para auxiliar as pessoas já na execução das tarefas de deslocamento urbano. Para as empresas, um bom projeto reduz custos, pois dispensa a contratação de pessoal para informar os visitantes. Para cumprir com o propósito deste trabalho, o primeiro aborda um breve relato histórico da cidade de São Luiz Gonzaga. Inicialmente apresenta uma breve explanação sobre a relação do tema local e histórico, ã área do saber do curso de design, chamada de projeto de sinalização gráfica. Após esta breve introdução do capítulo, são apresentados os aspectos histórico-culturais do município, contando um pouco da localização geográfica e da história, revisando vários pontos importantes até a atualidade. Logo depois, apresentará dados do município, obtidos através de pesquisas com secretarias municipais e órgão federal de referência de dados que apresentam informações referentes a dados econômicos, exibição de números da renda municipais e principais tipos de economia do município. E por fim aborda as potencialidades turísticas da cidade, com informações obtidas através de pesquisas bibliográficas, entrevistas com guia turística municipal e órgão federal sobre patrimônio histórico. Já no segundo capítulo o tema abordado é a sinalização, no qual é apresentada uma breve explanação sobre a urbanização e a necessidade de se sinalizar os grandes centros, com 2 Primeiro semestre de 2009 Segundo semestre de 2010 4 Segundo semestre de 2008 5 Primeiro semestre de 2011 3 14 base em pesquisas bibliográficas e dados de secretarias municipais. Logo após, introduz breve explicação sobre o que é a sinalização, seus objetivos principais conforme ponto de vista de alguns autores da área, bem como os principais elementos que a compõem. O estudo destes elementos foi disposto em dois subcapítulos, os gráficos se referem a padrões cromáticos, tipográficos, pictográficos, logográficos, de linhas de mansagens e diagramação. E estruturais, que se referem a materiais que compõem as placas e seus suportes, processos de impressão e os acabamentos e manutenção das placas. Com estas definições bem expostas, este trabalho monográfico se propõe realizar uma aplicação prática de referencial bibliográfico pesquisados nos primeiros capítulos na realização de um Projeto de Sinalização Turística para São Luiz Gonzaga. É disto que se trata o terceiro capítulo. Primeiramente foi apresentada a metodologia a ser seguida para a produção deste projeto. Logo depois, optou-se por seguir os passos da metodologia para melhorar o entendimento do leitor de cada item. Começando assim com o projeto, que está dividido em coleta de informações, onde serão levantados dados como mapas e entrevistas com pesquisadores e autoridades técnicas. Logo depois foi desenvolvido o projeto do sistema, no qual são produzidos os materiais necessários para uma pré-elaboração do projeto, como exemplo pode-se citar os mapas de fluxo e de posicionamento das placas, as listas de linha de mensagens, etc. Logo depois foi feito o sistema básico de códigos ou sinais onde estão definidas as linhas gráficas do projeto, os elementos como tipografia e padrão cromático, entre outros. Passando ao design gráfico em si, onde se inicia a assimilação de todas as etapas anteriores e foram definidos os modelos de placas e principio da diagramação. E por fim foram feitas as especificações técnicas para produção. Nesta fase foram produzidos desenhos e a definição final dos materiais e processos de fixação das placas para a produção do manual do projeto de sinalização. Após introduzir-se o tema deste trabalho monográfico, bem como seus objetivos, justificativas e as estruturas dos capítulos seguintes, partimos agora ao primeiro assunto a ser abordado, o município de São Luiz Gonzaga. Logo depois seguiremos explanando sobre o projeto de sinalização e, por fim, será apresentado o projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga. 16 CAPÍTULO I – O MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA É possível provocar certo estranhamento no leitor o fato de se iniciar um texto monográfico referente ao Design, especificamente da área do design gráfico, com um capítulo nomeado “O Município de São Luiz Gonzaga”. O fato é que dentre as áreas de atuação do designer gráfico, como por exemplo identidade visual, editorial, webdesign, embalagem, entre outros itens, neste trabalho optou-se por abordar aspectos relacionados ao projeto de sinalização. A escolha por esta área se deu em razão de se acreditar que um projeto deste âmbito pode contribuir de maneiras diversas para o incremento da melhoria dos espaços públicos dos municípios, garantindo a sua qualidade de vida. A contribuição de um único projeto de sinalização para um determinado município pode envolver melhorias em diversas áreas das cidades como o da mobilidade urbana, organizando os fluxos de circulação nas vias e espaços públicos; no fomento regional ao propor um projeto que estimule o desenvolvimento turístico de municípios com potencial para esta atividade; e no fortalecimento da marca do município ao trabalhar e difundir signos visuais que fortaleçam sua identidade através do projeto gráfico das placas de sinalização. A grande questão, no entanto, é: por que a escolha do município de São Luiz Gonzaga como objeto de estudo deste trabalho? Por duas principais razões: pelo fato da 17 mesma ser a cidade natal do autor deste trabalho e por se tratar de um dos municípios que constituem os Sete Povos das Missões6. Segundo SILVA (2013)7, este é um importante polo turístico do Estado do Rio Grande do Sul, mas dentre os municípios integrantes dos Sete Povos, São Luiz Gonzaga está tentando se engajar em políticas de desenvolvimento para o turismo. Isto não vem ocorrendo da forma esperada em razão do pouco repasse de verbas do Governo do Estado, que por sua vez, segundo ela, responde pela aprovação de um projeto no ano relacionado ao turismo para o município. Sandra relata que as obras da Praça Jayme Caetano Braun estão em andamento, bem como a reforma do Museu Senador Pinheiro Machado e um centro de atendimento ao turista na praça, com informações e acesso a internet WiFi. Desta forma, desenvolver um projeto de sinalização que integre em sua proposta aspectos de organização da mobilidade e de fortalecimento da identidade do município, através de signos visuais que alavancassem o turismo local, pode contribuir consideravelmente para o desenvolvimento local. Por esta razão, o próximo item deste capítulo visa permitir ao leitor conhecer um pouco mais a fundo sobre este município para ser possível contextualizar a contribuição de um projeto de sinalização para o fomento do turismo local. Assim, abordaremos, através de dados geográficos, estatísticos e históricos, aspectos da cultura, características da população, economia e potencialidades turísticas do município. 1.1 Aspectos histórico-culturais São Luiz Gonzaga, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE é um município brasileiro pertencente à mesorregião do Noroeste do Rio Grande do Sul, a microrregião de Santo Ângelo conforme figura 1, e integra os Sete Povos das Missões. Foi fundado pelo padre jesuíta Miguel Fernandes em 1687, em decorrência de sua catequização aos índios guaranis, habitantes locais. 6 Sete Povos das Missões é o conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Padres Jesuítas espanhóis no Rio Grande do Sul. São eles: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. (SILVA, 2013) 7 Guia Turística do município de São Luiz Gonzaga. Entrevista concedida para o autor deste trabalho em 20.05.2013. São Luiz Gonzaga 18 Figura 1: Mapa da localização política do município de São Luiz Gonzaga no estado do Rio Grande do Sul e no Brasil. Fonte: Wikimedia Commons <http://commons.wikimedia.org/wiki/File:RioGrandedoSul_Municip_SaoLuizGonzaga.svg> Acesso em 18 de abril de 2013. A cidade possui uma rica história local, abrigando duas das antigas reduções jesuíticas8 e é considerada o berço da Coluna Prestes9. Culturalmente também possuí destaque tendo sido agraciada com artistas de renome como Jayme Caetano Brawn e Pedro Ortaça 10. No centro do município existe ainda o Museu Senador Pinheiro Machado em homenagem ao ilustre político que aqui residiu, ajudou a desenvolver a Região Noroeste do Estado, com a construção das estradas de ferro e instalação de vários regimentos do exército brasileiro. A redução de São Luiz Gonzaga, segundo Peixoto (2008), era uma das sete localizadas ao lado esquerdo das margens do Rio Uruguai e perdurou até a o Tratado de 8 São Luiz Gonzaga fundada em 1687 pelo padre Miguel Fernandes e São Lourenço Martir fundada em 1690, pelo padre Bernardo de la Veja. (SILVA, 2013) 9 Coluna Prestes foi um movimento político-militar existente entre 1925 e 1927 ligado ao tenentismo, que por sua vez era uma série de rebeliões de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro para reivindicar mudanças no poder do país, propondo o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto e a reforma na educação pública. (SILVA, 2013) 10 Considerados dois dos “quatro troncos missioneiros”, músicos que levaram as músicas do ritmo Chamamé até o conhecimento do público da capital gaúcha. Os outros dois são Noel Guarany e Cenair Maicá. Conhecido como O Payador, aquele que fazia versos de improviso. (SILVA, 2013) 19 Madri, em 175011. Este tratado passava o território missioneiro para o domínio português. Em decorrência deste fato, o site do IBGE12 nos informa que os padres jesuítas espanhóis foram expulsos e a região entrou em decadência, com várias tentativas frustradas pelos portugueses de administrar as Missões, culminando em sangrentas batalhas de tropas portuguesas e espanholas contra os índios liderados por Sepé Tiaraju. Em 1801, o governador do Rio Grande do Sul, General Sebastião Xavier da Veiga Cabral, anexou em definitivo a região das Missões ao estado, após vários confrontos com os espanhóis. Em 1817 o Rei de Portugal Dom João VI criou por alvará a Vila de São Luiz da Leal Bragança, sede do território missioneiro conquistado. Em 1854, o território foi anexado à cidade gaúcha de Cruz Alta, perdendo sua autonomia. Porém mais tarde, em 1857, visando o desenvolvimento da região, o território de São Luiz foi anexado ao município de São Borja. Em meados do século XIX teve inicio um movimento agropecuário localmente que culminou na emancipação política da cidade, em 1880, desenvolvendo ainda mais a região. Segundo informações do IBGE acerca do município, “A formação Administrativa do DISTRITO deve sua criação à Lei provincial n.° 431 de 8 de janeiro de 1858, e o Município, com território desmembrado dos de Santo Ângelo e São Borja à Lei provincial n.° 1.238, de 3 de junho de 1880. A instalação data de 7 de janeiro de 1881.”13 Em 1905, a cidade recebeu a instalação de uma unidade do Exército Brasileiro, o 3º Regimento de Cavalaria que após o século XX passou a se chamar 4º Regimento de Cavalaria Blindado. Este regimento foi o grande responsável, juntamente com o Senador da República pelo Estado do Rio Grande do Sul, José Gomes Pinheiro Machado, para o desenvolvimento regional, pois provocaram um aumento populacional devido ao serviço militar e à instalação da estrada de ferro para o escoamento da safra agrícola. 11 “Finalmente, em 1750, último ano do reinado de Dom João V, firma-se o Tratado de Madrid, definidor dos limites das duas potências. Os Espanhóis conseguem a posse da Colônia do Sacramento, em troco dos Sete Povos das Missões do Uruguai. Do lado português, fora um dos diplomatas mais capazes o brasileiro Alexandre de Gusmão.” (PEIXOTO, 2008, p. 178) 12 Segundo histórico da web página de Cidades do IBGE (http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=431890) 13 Disponível em <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=431890> Acesso em 20 de abril de 2013. 20 Atualmente, São Luiz Gonzaga possuí cinco distritos, sendo estes: Afonso Rodrigues, Santa Inês, Rincão de São Pedro, Capela São Paulo e São Lourenço, sendo que neste último se localiza o Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir.14 Após a explanação da história e cultura do município, através de dados do IBGE, entrevistas com historiadores e a guia turística da cidade, o intuito do próximo item é apresentar as características da população são-luizense. 1.2 Características da População De acordo com o IBGE, São Luiz Gonzaga revelou no último censo 34.556 mil habitantes, isto é, 26,67 hab/Km² sendo 30.511 mil habitantes da zona urbana e 4.047 mil habitantes da zona rural. Sua população vem decaindo, contrariando a média dos municípios brasileiros. A população da cidade, em 1990, era de 41.671 mil habitantes, passou a 39.553 mil habitantes em 2000 e alcançou o baixo número registrado recentemente em função do êxodo da população jovem em busca de oportunidades de estudo e trabalho. Após a explanação das características do povo de São Luiz Gonzaga, através de dados do IBGE e da Secretaria Municipal da Administração, a seguir serão relatados alguns fatores econômicos do município. 1.3 Economia Atualmente, segundo o IBGE, o município tem receita média de R$ 41.722.864,00 e despesa média de R$ 33.967.194,00, isto é, 55.1% em receita contra 44.9% de despesas. A economia do município é baseada 64% em prestação de serviços, 21% em agropecuária e apenas 15% na indústria. . Na sequência podem ser observadas algumas potencialidades da cidade. 14 Segundo Web Página da Rota Missões < http://www.rotamissoes.com.br/_portugues/index.php> Acesso em 13 de maio de 2013. 21 1.4 Potencialidades Turísticas Sem dúvida alguma, a região das Missões possui uma rica história, como o leitor pode constatar com os aspectos decorridos anteriormente, mas que tipo de potencial turístico pode se retirar deste contexto? Segundo o Instituto do Patrimônio histórico e Artístico Nacional – IPHAN (2013), “A experiência das Missões Jesuítico-Guaranís foi uma das mais significativas da história humana, e chegou a ser designada como o “triunfo da humanidade” pelo iluminista francês Voltaire15, o que demonstra um grande potencial a ser explorado na região, fato esse que se tenta alcançar com este projeto, pois o mesmo pretende despertar a atenção do público, principalmente do turista argentinos que transitam pela BR 285, em busca do litoral gaúcho. Segundo a guia turística, Sandra Ferreira, o município tem um potencial turístico enorme ainda a ser explorado. Segundo ela, “A falta de uma boa sinalização turística acarreta no desconhecimento dos turistas em trânsito na BR-285, das maravilhas históricas, culturais e artísticas de São Luiz Gonzaga”. E ainda diz que se isso acontecesse, teríamos mais movimento no comércio local, principalmente me restaurantes e hotéis. “Os turistas preferem ir até Santo Ângelo ou Ijuí para passar o pernoite e almoçar”. Sandra afirma que “ainda não possuímos um projeto de sinalização turística para o município, porque esperamos aprovação das verbas de projetos anteriores. Mas quando isso ocorrer, precisaremos de um projeto para encaminhar pedido de verba”. Segundo o Secretario Municipal da Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente, através do Secretário Aldimar Pereira Machado, a Prefeitura Municipal vem trabalhando em projetos turísticos já há algum tempo, e pretende entregar várias propostas ao Ministério do Turismo e ao Ministério do Esporte, graças a Copa do Mundo de 2014, segundo ele “pretendemos nos valer do fato de muitos turistas usarem como rota a BR-285 para chegar a Porto Alegre, para o evento”. Desta forma, a Secretaria pretende aumentar a potencialidade turística do município. 15 Site do IPHAN (Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=14230&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia >. Acesso em 23 de maio de 2013. 22 No capítulo abordado, foram destacados aspectos histórico-culturais, características da população, economia e potencialidades turísticas do município de São Luiz Gonzaga. De cada uma destas áreas foram explicadas, através de dados de pesquisas e entrevistas com historiadores e guias turísticos, os detalhes que fazem da cidade um grande polo turístico regional. Sua rica história local, a cultura artística influenciada por vários povos, as características do povo, como se desenvolveu o município e como o turismo pode ser a chave para alavancar todos os setores da economia. Também será tratado da importância de uma sinalização turística para o município no próximo capitulo, relacionando assim os dois assuntos. 24 CAPÍTULO II - SINALIZAÇÃO Ao adentrarmos no ramo da sinalização, uma área extremamente técnica que permeia o mundo do design, urbanismo e até engenharia, é importante ressaltar ao leitor que o conteúdo não é um “bicho de sete cabeças” como se apresenta pelo título, que cada elemento será descrito e estudado a fim de que se entenda a importância da sinalização aplicada a vários locais, principalmente a uma cidade como São Luiz Gonzaga, reduto de tanto potencial turístico, como se pode observar no capítulo anterior. A partir deste capítulo abordaremos como tema o Projeto de Sinalização, através do desenvolvimento do conteúdo técnico a que se propõe este trabalho monográfico. Serão levantadas questões como a evolução das cidades em geral, em âmbito local e qual a importância de uma boa sinalização para a cidade. Também será realizada uma conceituação geral sobre os elementos a cerca de um projeto de sinalização. 2.1 Desenvolvimento Urbano Todos os dias nos locomovemos de casa ao trabalho, do trabalho ao mercado, da escola para casa, sem perceber como tudo em volta funciona perfeitamente, em harmonia. A cidade é um grande corpo que pulsa em movimento e nos faz pensar: Como isso tudo funciona? Como não nos perdemos? Como fizemos das cidades nossos lares? Perguntas como essas passam despercebidas aos olhares inquietos de uma população cada vez mais sem tempo, cada vez mais tecnológica e urbana. Segundo o jornalista (MORENO, 2002, p. 8) “[...] mais de 3 bilhões de pessoas – ou seja, metade da humanidade – já vivem em centros urbanos. [...] Daqui a trinta anos, esse número poderá ser de dois terços da população mundial, segundo projeções da ONU.” Mas nem sempre foi assim, como argumenta o autor, “nas primeiras 25 décadas do século XX, apenas 10% da população viviam em cidades”. Com a chegada deste novo século, as cidades ganharam maior importância para a sociedade, gerando a necessidade de planejamento urbano, ou seja, o estado passou ao controle dos centros urbanos para viabilizar centros urbanos cada vez maiores, cada vez mais imprevisíveis. Profissionais urbanistas passaram a observar de maneira mais funcional estes locais, valorizando mais as atividades desenvolvidas na cidade, porém, o que já estava feito na Europa, não precisava ser repetido em novos locais, e os olhos do mundo se voltaram às cidades da América. Como relata o autor, “As cidades americanas passaram a ser a „fonte inspiradora‟ das soluções” (MORENO,2001, p. 43). Fato que se firmou nas décadas de 50 e 60, com o alto desenvolvimento das cidades americanas, através do planejamento urbano. Hoje, sem dúvida nenhuma, existe uma grande demanda por sinalização nos grandes centros urbanizados, conforme relata o designer de caracteres Frutiger (1999): Nas ultimas décadas, as vias de circulação na cidade e no campo, e até mesmo dentro de edifícios, foram construídas de forma tão densa, que um senso natural de direção não é mais suficiente para se chegar ao destino desejado, partindo-se de determinado local. Sem as inscrições e os sinais que indiquem o sentido. Qualquer tipo de locomoção é praticamente impossível. Atualmente a sinalização no trânsito tornou-se indispensável. O surgimento constante de novos locais e caminhos e a utilização de novos meios de transporte, que precisam ser modernizados e automatizados continuamente, requerem a criação de sinais cujas imagens transmitam instruções inequívocas. (FRUTIGUER, 1999, Pg. 191) Desta forma, percebe-se a importância que a sinalização assume em grandes centros onde já se perdeu a noção de direção, pois a mesma facilita a circulação das pessoas. Em âmbito mais local, a região onde hoje se situa São Luiz Gonzaga, desenvolveuse sob influências dos antigos povoados que ali existiam. A vila do século XIX, fora inteira fundada sobre o local onde alguns anos atrás, viviam os índios guaranis e seus catequizadores espanhóis. Segundo Gomes (1966, p. 21) “Nessa época São Luiz Gonzaga era apenas um povoado em decadência”. Porém após sua emancipação política no ano de 1980, a cidade começou a se desenvolver abrigando refugiados da Revolução Farroupilha16. A população local não entrou em conflitos, tendo assumido posição neutra, ocasionado assim o sucesso no desenvolvimento urbano e populacional como nos informa o historiador Gomes. 16 Foi uma guerra regional contra o governo imperial do Brasil, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul que resultou na declaração de independência dando origem à República Rio-Grandense. Perdurou de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845. (PEIXOTO, 2008) 26 Após o século XX, a cidade passou a construir vários prédios, dentre eles prefeitura, câmara de vereadores e um ponto central, onde hoje se situa a praça matriz. Segundo o Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA, São Luiz Gonzaga já conta com 11.320 residências em perímetro urbano17, e possuí uma frota de 8.811 automóveis, 2.638 veículos de carga e 3.458 motocicletas, isto é, teve um aumento significativo mas com poucas mudanças estruturais na mobilidade urbana do município. segundo o secretário municipal de obras e viação Sr. Adão Sadi Brandão Borba, estão previstos vários melhoramentos urbanos, mas não se cogitou a possibilidade da implementação de um projeto de sinalização turística municipal. Nesse contexto, um projeto de sinalização urbana, se propõe a melhorar o trânsito de turistas dentro do município, trazendo maior capitação de receita no comércio em geral. Após entendermos mais sobre o desenvolvimento e a evolução das cidades em geral e em duas classificações, e da importância de uma boa sinalização para a cidade, passaremos a contemplar como se desenvolve um Projeto de Sinalização. 2.2 Projeto de Sinalização Passaremos agora a explanar sobre o projeto de sinalização, que será dividido em duas classificações de elementos: os gráficos (layouts, escalas cromáticas e diagramação) e os estruturais (suportes e materiais, processos de impressão e acabamento), para melhor entendimento. Toda sinalização gráfica tem como função informar e orientar os usuários sobre como chegar até um determinado local, no entanto, como são varias as áreas a serem sinalizadas, existe diversas formas de classificar um projeto como lemos nas palavras de Chamma e Pastorelo (2004). Existem sinalizações promocionais (fachadas de lojas e totens de propaganda), as sinalizações em locais abertos (parques e áreas de circulação comum) e em locais fechados (hospitais e edifícios), todos excelentes exemplos de placas orientacionais e localizacionais. Também existem as placas de transito, utilizadas para sinalizar e orientar rodovias e estradas com grande fluxo de automóveis e transeuntes, sendo estas sinalizações de regulamentação e advertência. 17 (Disponível em: <http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?c=208&z=t&o=4&i=P>. Acesso em 27 de maio de 2013. 27 O principal objetivo da sinalização gráfica é orientar os visitantes ocasionais, isto é, pessoas que pouco frequentam um determinado local. Podemos definir projetos de sinalização como uma associação de formas escultóricas informativas distribuídas num determinado espaço físico, aberto ou fechado. Suas características mais importantes a legibilidade e a veiculação de informações compreensíveis e fidedignas que antecipam as necessidades de esclarecimento dos usuários (CHAMMA E PASTORELO, 2008, p. 153) Seguindo esta definição, um bom projeto precisa de formas claras e de uma linguagem visual precisa, de alta pregnância, onde devem ser aplicadas formas mais básicas de pictogramas e famílias de tipografias sóbrias. O bom posicionamento das placas, seguindo fatores ergonômicos, também é fator determinante para facilitar o fluxo do público, orquestrando assim o uso das diferentes formas e subsistemas possíveis a fim de melhorar o entendimento da informação. 2.2.1 Elementos Gráficos Os elementos gráficos que fazem parte de um projeto de sinalização são de modo geral, fatores como tipografia, padrões cromáticos, linhas de mensagem, diagramação, pictogramas, logogramas e outros elementos decorativos, que podem variar de projeto para projeto. Segundo D‟Agostini, Gomes (2010) “Para o estudo do design de sinalização, as representações gráficas ou mensagens visuais são as mais utilizadas para o desenvolvimento de um projeto.” Passamos agora a descrever cada um destes elementos, começando com a tipografia. 2.2.1.1 Tipografia Um fator de grande importância em um sistema de sinalização é a tipografia que na é definição do professor e designer Fernandes (2003): 28 Uma família tipográfica é definida como sendo o conjunto de todas as letras do alfabeto, tanto em “caixa alta” como em “caixa baixa”, bem como os algarismos e sinais ortográficos necessários à confecção de um texto, todos desenhados segundo os mesmos parâmetros gráficos. (FERNANDES, 2003, p. 30). Os sistemas tipográficos são divididos em famílias. Não existe ao certo um modelo padrão de divisão destes grupos, já que cada autor definiu seu conceito próprio, porém, utilizaremos a definição descrita pelo autor anteriormente citado: A divisão que me parece melhor e mais lógica tipifica as tipologias em seis grandes grupos diferentes, de acordo com os vários aspectos técnicos que constroem as tipologias e também por seus aspectos de motivação psicológica [...](FERNANDES, 2003, p. 32). Assim os seis grupos são distribuídos como: família lapidária, família romana antiga, família romana moderna, família egípcia, família cursiva e um grupo geral chamado de família fantasia. Esta classificação ajuda a definir as famílias certas para determinados assuntos ou trabalhos, como livros, sinalizações, embalagens, entre outros. Existem ainda outros modos de classificarmos as fontes. Quanto à indicação, se é normal ou itálico, quanto à largura, se é condensada, normal ou estendida, quanto à tonalidade, negrito, normal ou light e quanto ao preenchimento, normal ou outline. Estas classificações facilitam o trabalho de escolha das fontes mais sóbrias. Um bom projeto de sinalização necessita de uma família tipográfica sóbria, sem serifas e sem contraste em sua forma como Arial, Futura e American Transport. Descobriram que nossos olhos, isto é, nosso cérebro, que é quem de fato “lê”, quando solicitado a ler em movimento rápido (a condição normal de leitura da sinalização em estradas) percebe mais o fundo do que a forma, isto é, mais os vazios da letra do que a própria letra. (CHAMMA e PASTORELO, 2008, p. 165) Para as informações serem compreensíveis devem ter boa visibilidade, é necessário “em primeiro lugar a legibilidade. E a preocupação com este item aumenta na mesma proporção que a responsabilidade sobre a sinalização”. Como afirmam Chamma e Pastorelo (2008, p. 165), sendo mais indicadas famílias lapidárias, que de acordo com a definição de Fernandes (2003, p. 33) “[...] estas passam uma impressão de precisão matemática, tecnologia, objetividade e dureza entre outras significações. Boas para peças publicitárias de 29 leitura rápida (outdoors ou adesivos de ônibus) e projetos de sinalização”. Bons exemplos de fontes para sinalização são as já conhecidas Arial, Franklin Gothic, Helvética, entre outras. É o tipo de letra que define como serão dispostas as linhas de mensagens de cada placa. Também devemos evitar caixas altas, pois elas possuem contornos muito regulares e dificultam a leitura. Outro fator que deve ser levado em consideração quanto à tipografia são suas dimensões e proporções. Segundo o Doutor em Engenharia Itiro Iida (2005), a acuidade18, isto é, a capacidade de visualizar pequenos detalhes, depende do tempo de exposição e da iluminação no local, como em projetos de sinalização as placas são feitas para serem observadas e sintetizadas de forma rápida, as letras devem ter um tamanho pré-determinado para o projeto. Os testes de acuidade são feitos com letras ou figuras em branco e preto de vários tamanhos, e os valores são expressos pelo inverso do menor ângulo visual que a pessoa pode distinguir, em nível normal de iluminamento. Por exemplo, uma pessoa que seja capaz de distinguir detalhes de até 1,5 minutos de arco tem acuidade de 0,67 e urna outra com 0,2 minuto terá acuidade de 5,0. Esses dois valores representam praticamente aqueles extremos normalmente encontrados. (IIDA, 2005, p. 319) Ainda segundo o autor, o tamanho das fontes dependerá da distância em que será feita a leitura e recomenda uma altura de 1/200 da distância em milímetros. Neste caso uma informação que deve ser lida a 5m (metros) de distância a altura da letra deverá ser de 25mm (milímetros). Iida ainda recomenda outras proporções, como largura da letra de 2/3 altura, distância entre letras de 1/6 altura, espessura do traçado de 1/6 altura, distância entre as palavras de 2/3 altura, entrelinhas de 1/5 altura e altura da minúscula de 2/3 da altura maiúscula, conforme pode ser observado na figura 2. 18 Termo utilizado na Ergonomia que é a ciência relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. 30 Figura 2: Alturas mínimas e alturas recomendadas para letras, de acordo com as distâncias visuais. Fonte: IIDA, 2005, p. 297 Ainda se deve ter o cuidado de não provocar desconforto na distribuição das linhas de mensagens das placas, pois existem fontes de vários formatos e tamanhos e algumas vezes as proporções padrões não funcionam. O espaço entre as palavras e as letras não devem ser nem próximos nem longe de mais. 2.2.1.2 Cores As cores são um dos fatores mais importantes a que se deve levar em consideração em um projeto de sinalização, segundo D‟agostini e Gomes (2010): Para que possamos identificar o local precisamos de algo que indique esse local, isso pode ocorrer através de uma fachada com alguma cor diferente ou um letreiro com o nome do prédio. Esses são apenas exemplos de como podemos dar as informações atributos diferentes. Muitas vezes podemos fazer isso apenas utilizando a cor que é um poderoso meio de informação (D`AGOSTINI E GOMES, 2010, p. 121) Para definir as cores a serem utilizadas em um projeto de sinalização uma série de fatores devem ser observados, tais como cores institucionais da empresa a ser sinalizada, cores padrões regulamentadas por normas internacionais como ABNT e ISO de advertência e incêndio, o significado psicológico e questões como contraste entre elas, esta ultima de grande 31 importância para a alta pregnância da mensagem, isto é, para a rápida assimilação da informação. Segundo Guimarães (2001, Pg. 12), “a cor é uma informação visual, causada por um estímulo físico, percebida pelos olhos e decodificada pelo cérebro”, o que nada mais é que um estímulo de ondas eletromagnéticas refletidas por um determinado objeto. Cada cor tem um comprimento de onda que se situa entre 400 a 750nm (nanômetros), esta onda é percebida pelo nosso sistema visual e convertida em informação para o cérebro, que a decodifica. Cores com comprimentos de onda acima de 630nm são tons mais avermelhados, cores intermediárias, isto é, entre 480 a 630nm, tornam-se tons esverdeados, amarelados e alaranjados, e cores abaixo de 480nm possuem tons azulados. Objetos que reflitam todos os comprimentos de onda e não os refletem são pretos, por sua vez os que refletem todos os comprimentos são brancos. Ainda conforme Guimarães (2001, Pg. 73) existem dois tipos de cores: cor luz e cor pigmento, elas possuem cores primárias, que não podem ser produzidas a partir de misturas e cores secundárias, que nada mais são que a mistura de duas cores primárias. As cores luz são cores luminosas produzidas por telas eletrônicas como as de aparelhos televisores, computadores, tablets, smartfones, entre outros, e suas cores primárias são o vermelho, verde e o azul. Por este motivo este sistema é chamado de RGB, proveniente de suas iniciais em inglês, respectivamente red, green e blue. Suas cores secundárias são ciano (azul + verde), magenta (vermelho + azul) e amarelo (verde + vermelho). Este sistema é de síntese aditiva, pois a mistura de todas as cores resulta no branco.19 Figura 3: Composição das cores luz (RGB) Fonte: O autor 19 Conteúdo visto durante o componente curricular cores, durante o primeiro semestre de 2011, ministrado pela professora Barbara Gundel Mendonça. 32 As cores pigmento, de síntese subtrativa20 é observada em sistemas de impressão, tais como off-sets e impressoras a laser, suas cores primarias são o ciano, magenta e amarelo, que formam como cores secundárias o vermelho (magenta + amarelo), o verde (amarelo + ciano) e o azul (ciano + magenta). As cores pigmento também são conhecidas como CMYK, proveniente de suas iniciais em inglês mais a letra final de preto, isto é respectivamente, cyan, magent, yellow e black. Figura 4: Composição das cores pigmento (CMY+K) Fonte: O autor As cores também podem ser classificadas como análogas e complementares. As cores análogas são cores compostas por uma mesma cor básica, como o amarelo ouro (amarelo + alaranjado) e o laranja avermelhado (alaranjado + vermelho) que possuem o alaranjado em comum. Já as cores complementares, ao serem sobrepostas no sistema RGB resultam em branco, são elas: vermelho + ciano, amarelo + azul e verde + magenta. O contraste das cores em um sistema de sinalização é muito importante, pois cada placa deve ser percebida e decodificada pelo cérebro em poucos segundos, por isso é de praxe o uso de determinadas misturas que otimizem este contraste entre figura e fundo, bons exemplos disso são combinações tais como preto sobre amarelo, branco sobre verde, vermelho sobre branco, entre outras. Em sistemas de sinalização existem certas normas para determinados locais que devem ser levadas em consideração, tais como a NR 26, que trata de sinalização de segurança em locais de trabalho, as Resoluções 599/82, 666/86 da Lei nº 9503/97, 160 de abril de 2004 e, 180 de agosto de 2005 do Conselho Nacional de Trânsito. Segundo a NR 26 o azul é utilizado para indicar “cuidado”, em fontes de energia, equipamentos estragados e fora de uso. 20 A mistura de todas as cores resulta no preto. 33 O verde é a cor da “segurança”, por isso indica dispositivos de segurança, mangueiras de oxigênio e enfermarias. O vermelho indica por sua vez “atenção” e é utilizado para destacar equipamentos de combate a incêndios, caixas de alarmes, equipamentos de proteção e hidrantes. O amarelo é a cor do “cuidado”, e é utilizado em escadas, locais escorregadios, vigas a baixas alturas e gases não liquefeitos. O laranja é empregado para sinalizar tubulações de ácido, partes móveis de equipamentos, faces protetoras de dispositivos elétricos e bordas de serras e outros equipamentos cortantes. O púrpura indica locais com perigo de contaminação por partículas nucleares. E por fim, o cinza indica canalizações de vácuo e eletrodutos. 2.2.1.3 Pictogramas e logogramas Pictogramas são formas básicas de imagens auxiliares para os sistemas de sinalização, que podem ser utilizados para substituir uma linha de mensagem ou o uso de outro idioma, quando existe um intenso fluxo de várias nacionalidades. Toda sinalização deve ser orientada ao seu público alvo, o que define ou não a importância do uso desse elemento no sistema. Eles são elementos informativos, porém, em alguns projetos podem ser utilizados como característica da decoração. Conforme Chamma e Pastorelo (2005), o uso de pictogramas era obrigatório em sinalizações na década de 70, porém muito do que havia na época causava mais confusão do que orientava, e isso se devia a dois motivos. Um era que grande parte da população brasileira era analfabeta, e, portanto, não conseguia ler as informações contidas nas placas. O outro fator era que a maior parte da literatura da época era relacionada a grandes eventos esportivos internacionais, como os jogos olímpicos, onde este elemento era imprescindível devido ao grande número de nacionalidades de participantes e visitantes, como dizem os autores Chamma e Pastorelo (2005, P. 166) “Cuidados extremos eram necessários para que culturas diferentes compreendessem os ícones”. 34 Figura 5: Pictogramas de Otl Aicher e equipe, pictogramas de esportes para a Olimpíada de Munique em 1970 Fonte: CHAMMA E PASTORELO, 2005 O ideal para o uso de pictogramas é a aplicação de imagens de fácil decodificação e bem conhecidas, como as de banheiros, escadas, entre outros. Conforme já foi visto, existem certas normas internacionais que definem alguns elementos da sinalização, e os pictogramas não fogem a regra. Alguns locais sinalizados devem conter informações bem distintas e padronizados pelos bombeiros e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, como saídas de emergência, extintores de incêndio e segurança. Alguns símbolos correntemente utilizados em sinalizações são muito conhecidos (figura 6), conforme Iida (2005, p. 298) “muitos desses ícones já são de uso universal”. Ou seguem padrões instituídos pela International Standards Organization – ISO21, que padronizam mundialmente o uso de ícones para a aplicação em projetos internacionais, segue exemplos conforme figura 7. 21 ISO, ou Organização Internacional para Padronização é uma entidade para normatização técnica que congrega 170 países e possuí sede em Genebra na Suíça. 35 Figura 6: Exemplos de símbolos de uso internacional Fonte: Dreyfuss (1972, apud IIDA, 2005, p. 299) Figura 7: Exemplos de símbolos recomendados pela ISSO Fonte: Iida (2005, P. 299) Porém se for necessário uso de pictogramas para locais mais específicos, deve ser utilizada a técnica do diferencial semântico22, que gera alternativas de desenhos que passam 22 Técnica vista durante o componente curricular Ergonomia Cognitiva, durante o 2° semestre de 2010, ministrado pela professora Fabiane Volkmer Grossmann. 36 por testes com o público usuário para definir quais são os melhores pictogramas que representam determinado local, assim são minimizadas as chances de o sistema causar confusão ao invés de orientar. Além dos pictogramas também existem outros ícones que ajudam na orientação chamados logogramas, que se tratam das setas presentes em sinalizações, mais especificamente nas placas direcionais, para orientar o usuário a direção certa a tomar. Estas setas devem ser simples de rápida percepção e ao contrário dos pictogramas, são de uso obrigatório em todos os sistemas de sinalização. Deve haver certo cuidado para que os logogramas apontem com precisão a direção que indica, para isso, devem ser feitos estudos de fluxo do público alvo, sob os aspectos de entrada e saída do local a ser sinalizado. Esse estudo, é feito sobre planta ou mapa do local e através de fotos dos caminhos, determinando onde há fluxo e os locais a serem indicados.23 Setas construídas através de formas geométricas básicas e malhas construtivas têm melhor visualização, conforme mostram os exemplos abaixo. Figura 8: Exemplo de seta bem desenhada Fonte: O autor As setas tradicionais possuem um ângulo de 45°, estas são mais recomendadas para projetos de sinalização, pois setas com mais de 45° passam impressão de resistência, e o que as placas direcionais visam é indicar a direção a se seguir. Já placas com ângulo menor de 45° dão impressão de mais movimento que o necessário e também passam a impressão de perigo e afiado. Segundo Frutiger (1999, p. 27) “esse sinal é com certeza um dos primeiros a ter sido usado pelo homem, pois está estreitamente associado ao problema da „sobrevivência‟ (a caça) ou do „ferimento‟ (e a proteção contra ele), ou seja, uma questão de vida ou morte.” 23 Em anexo existe o estudo de fluxo e direção das placas do projeto presente no capítulo 3. 37 2.2.1.5 Linhas de mensagens As linhas de mensagens são basicamente os fonogramas (informação verbal) presentes em uma sinalização, somados aos espaços da placa no qual não estão contidos os pictogramas e os logogramas (setas). Essas linhas de mensagem podem variar dependendo no numero de informações contidas na sinalização. Em sistemas de sinalização, a informação deve ser sempre curta e direta, pois o usuário deve seguir de forma instintiva o que está escrito, como afirmam Chamma e Pastorelo (2008, p. 156) “utilize invariavelmente, o modo imperativo: “faça isso”, “não faça isso”. Procure ser objetivo e seco [...]”. Frases grandes e longas dificultam a legibilidade rápida e assimilação da informação, pois em alguns casos gera a necessidade de diminuir a fonte para inserir na placa. Outros fatores também devem ser levados em conta, como não utilizar abreviaturas nem muitas linhas de mensagem, pois aumentam as chances do usuário se perder no processo da leitura. Deve se usar no máximo seis linhas de mensagens. As linhas de mensagens devem seguir uma hierarquização, pois algumas informações são mais importantes que outras. Placas de saídas, escadas, acessibilidade e elevadores, por exemplo, devem ser prioridade na composição da sinalização, podendo até serem repetidas se for o caso. Já placas com informações do segundo andar de um prédio, não precisam estar presentes no primeiro andar. Segundo Chamma e Pastorelo (2008, p. 157) “Uma boa sinalização demanda algum nível de redundância, isto é, de repetição da informação para confirmá-la num segundo ponto do espaço” Após tratarmos sobre as linhas de mensagem, passamos agora a conceber sua aplicação, juntamente com os elementos gráficos anteriores, tipografia, cores, pictogramas e logogramas em sua diagramação. 2.2.1.6 Diagramação A diagramação é a ação de reunir todos os conceitos citados anteriormente, tipografia, cores, pictogramas, logogramas e linhas de mensagens em uma mesma base, dispostas de modo harmonioso em uma sinalização fazendo com que não afete a legibilidade e compreensão rápida dos elementos ali dispostos e entendimento da informação. 38 Na elaboração de uma diagramação para um sistema de sinalização, deve se seguir um padrão em todas as placas, para que elas sejam vistas separadas, mas que representem um todo, como no princípio da Gestalt24 da segregação que segundo Gomes Filho, (2004, P. 30) “significa a capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades em um todo compositivo ou em partes deste todo”. Por exemplo, se for colocado o pictograma do lado esquerdo, o logograma do lado direito e o fonograma no centro, deve se seguir este modelo em todas as placas da sinalização para facilitar a identificação. Após conhecermos os elementos gráficos de um projeto de sinalização, que é formado pela associação de tipografia, cores, pictogramas, logogramas, linhas de mensagens e a diagramação, passaremos a conhecer os elementos estruturais de um projeto, que são os suportes e materiais, processos de impressão e acabamentos e manutenção. 2.3 Elementos Estruturais Os elementos estruturais tratam-se dos aspectos físicos e tangíveis da sinalização, isto é, dos materiais que compõe as placas e seus suportes25, como ocorrem os processos de impressão26, os acabamentos27 e manutenção das placas. Passaremos agora a conhecer alguns suportes e materiais que podem ser aplicados em um projeto de sinalização, bem como os processos de impressão, acabamento e manutenção destes. 2.2.3.1 Suportes e Materiais A escolha do material empregado nas placas depende basicamente do conhecimento que se tem sobre ele e do local em que será aplicado. Por exemplo, em uma área externa, sujeita ao clima, placas de madeira podem apodrecer muito rápido, gerando riscos ao usuário. 24 As leis da Gestalt são um dos fundamentos da ergonomia cognitiva e foi uma escola de psicologia experimental que surgiu na Alemanha tendo como principais teóricos Max Wertheimerm Wolfgang Kohler e Kurt Koffka que atuaram em diversas áreas como percepção, linguagem e memória. (Visto durante o componente curricular Ergonomia Cognitiva, durante o 2° semestre de 2010, ministrado pela professora Fabiane Volkmer Grossmann). 25 Metal, polímero, vidro, madeira... 26 Serigrafia, vinil autoadesivo, impressão digital... 27 Pinturas, tratamentos... 39 Outro fator determinante são os custos, já que dependendo do projeto, este é um item essencial a ser levado em conta. Os materiais podem ser de diferentes tipos, como metal, madeira, plástico, vidro, lona, entre outros e devem ser observadas suas características físicas químicas, térmicas, elétricas e óticas para sua aplicação. As características de cada material recebem nomes específicos, como por exemplo, o fato de o metal transferir energia elétrica por seu corpo, significa que ele é um bom condutor elétrico, ou de o polímero (plástico) ser maleável se refere a sua flexibilidade e maleabilidade. Ainda podemos citar muitas outras propriedades dos materiais como sua capacidade térmica que se refere ao calor que deve ser aplicado para a elevação de 1°C, condutibilidade térmica, resistência a tração ao impacto e a dureza 28. Todas estas propriedades são avaliadas por ensaios mecânicos, de tração e dureza estabelecidos por normas nacionais e internacionais como a ISO e ABNT. Após discorrermos sobre os materiais e suas características gerais passaremos as especificações mais detalhadas daqueles mais utilizados em projetos de sinalização como os metais, vidros, polímeros e madeira. Nas palavras de Canto (1995) os metais têm como características sua elevada resistência mecânica e podem ser utilizados em toda a constituição das placas, tanto para sua estrutura e suporte, quanto para a base de acomodação da diagramação. Possui baixa permeabilidade, isto é, pouca capacidade de transmitir fluídos. Os metais mais utilizados são o aço e o alumínio, embora outros metais também possam ser utilizados como adornos em placas decorativas. O aço e alumínio podem ser utilizados em qualquer tipo de sinalização, externa ou interna e de qualquer tamanho. O aço é uma liga de ferro com baixo teor de carbono resistente a penetração e riscos, porém suscetível a corrosão se não passar por algum processo de pintura. O aço mais utilizado para a montagem de estruturas de sinalização chama-se hipoeutetóide e é conhecido pela sua dureza e boa durabilidade. O alumínio, outro metal frequentemente utilizado em sinalizações, é composto de bauxita, um mineral presente em abundancia na crosta terrestre, e é muito leve, maleável e resistente a corrosão, porém seu processo de fabricação consome muita energia, como diz Leite do Canto (1995): A produção de alumínio não e tão simples quanto a de metais como ferro, chumbo, estanho e zinco. O processo de redução da alumina (Al2O3), proveniente do minério 28 Classificações vistas durante o componente curricular Materiais, durante o 2° semestre de 2008, ministrado pelo professor Moacir Eckhardt. 40 bauxita, é difícil e precisa ser realizado com auxílio de corrente elétrica. Isso só é economicamente viável em países onde o preço desse tipo de energia não é muito alto, como o caso do Brasil, graças ao seu potencial hidroelétrico (CANTO, 1995, p. 104). O vidro é um produto sólido não cristalino feito a partir de materiais inorgânicos, como a areia, a barrilha, o cal e o sal, ele é aquecido até tornar-se uma massa que é moldada através de sopros ou de formas e depois resfriado. Existem diversos tipos de vidro que são determinados pelo tipo de matéria-prima utilizada na sua fabricação, sendo o mais comum o sodocálcico, que tem soda e cal em sua formação. O vidro é um material frágil a impactos, porém possui excelente resistência a perfurações, variações térmicas e rupturas. O vidro é frequentemente utilizado em sinalizações pelo seu fator estético, em poucas placas ou pequenos detalhes, e é muito aceito por sua transparência e formas variadas de texturas, que podem ser obtidas em seu processo de modelagem e também podem sofrer adições de substâncias coloridas como o cobalto para azul, ferro para vermelho e o cromo para verde para valorizar ainda mais o projeto. O polímero na definição de Canevarolo JR (2006), é: [...] uma macromolécula composta por muitas (dezenas de milhares) de unidades de repetição denominadas meros, ligados por ligação covalente. A matéria prima para a produção de um polímero é o monômio, isto é, uma molécula com uma (mono) unidade de repetição. (CANEVAROLO, 2006, p. 21) Em outras palavras, o polímero é uma molécula sintética gigante que é constituída da união de moléculas menores, os monômeros, e apresentam como principais características o peso reduzido, a resistência elevada, a versatilidade e o baixo custo de fabricação. Apesar de existirem diversos tipos de polímeros no mercado, na opinião do autor, são poucos os utilizados em projetos de sinalização, dentre eles estão o Polipropileno (PP), o Policloreto de vinila (PVC), o Polimetil-metacrilato (PMMA), o Polietileno tereftaldo (PET) e o Polímero reforçado com fibra de vidro (PRFV) e resina de poliéster. O Polipropileno é leve e possuí como principal características a sua resistência a solventes, fácil moldagem e coloração, com baixo custo de produção, é uma excelente escolha, pois suporta a fadiga e tem grande resistência a fratura por flexão. O PP tem uma boa estabilidade térmica suportando impactos acima de 15°C, porém possuí alta sensibilidade a luz ultravioleta e aos agentes oxidantes. O Policloreto de vinila possuí elevada resistência a chamas, pois apresenta em sua composição o 41 Cloro, ele também possui baixo custo de produção. Existem diversos tipos de PVC, porém o mais utilizado em projetos de sinalização são os rígidos, pois apresentam excelentes propriedades elétricas, de dureza e tenacidade, térmicas, de resistência a corrosão e oxidação. O Polimetil-matecrilato, também conhecido como acrílico, é considerado um dos polímeros mais modernos, e de maior qualidade no mercado, possuí qualidades termoplásticas, isto é, capacidade de ser reciclado, é rígido, transparente, leve e apresenta alta resistência. Pode ser utilizado como um adorno de placa, ou mesmo, como o próprio suporte e corpo da placa. O Polietileno treftaldo, também pode ser reciclado e recentemente tem se mostrado uma alternativa ecológica para substituir outros materiais, é altamente resistente a impactos, a flexões e a solventes. O Polímero reforçado com fibra de vidro tem alta resistência à tração, impacto e a flexão. É excelente para as estruturas das placas, e reforçado com a resina de poliéster se torna super resistente, porém de baixa flexibilidade mecânica. A resina não é reciclável ao contrário dos outros polímeros, mas atua na resistência de impactos, altas temperaturas e a solventes. A madeira não é o material mais indicado em sinalizações, pois, tem baixa resistência ao clima, ao tempo e a microorganismos presentes no solo, porém é uma opção barata de suporte simples para placas, principalmente placas rodoviárias, que são feitas em grande quantidade. A madeira mais indicada para a confecção do suporte das placas são a angelim-pedra, eucalipto, goiabão e cedrinho, pois possuem preços baixos e boa resistência. A madeira dura mais com aplicação de vernizes e tintas sobre ela. Após explanação sobre suportes e características dos materiais gerais e específicos para o uso em projetos de sinalização, passaremos agora a discorrer sobre os processos de impressão e suas indicações de uso. 2.2.3.2 Processos de impressão Os processos de impressão utilizados em projetos de sinalização dependerão do tipo de material empregado nos suportes onde serão aplicadas as linhas de mensagens, que são os já citados acima, metais, polímeros, vidros ou ocasionalmente as madeiras. Existem diversos tipos de processos de impressão, em geral os mais utilizados são: o offset, a flexografia, o dry offset (gravação oca), a metalgrafia, a rotogravura, a tampografia, a serigrafia, a impressão digital e a pintura eletrostática. 42 O offset (figura 9) funciona como uma impressão indireta, isto é, a base não entra em contato com o fotolito29. Esse sistema é baseado na repulsão da água entre a viscosidade da tinta para fixar as imagens. Pode ser utilizado para a impressão de papéis, metais, papelões, polímeros e até em pano. Segundo Fernandes (2003, p. 135) “A impressão offset é um dos processos mais amplamente utilizados, fato que se deve em muito à sua versatilidade capaz de imprimir sobre os mais diferentes suporte com excelente qualidade, e ao fato de existirem máquinas offset dos mais diversos formatos de impressão...” A impressão offset é reconhecido pela sua limpeza, cores cheias e sem manchas e cortes bem definidos. Figura 9: Ilustração esquemática do sistema de impressão offset Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 137 Segundo Fernandes, Amauri a flexografia “funciona de forma análoga: a matriz de borracha (antigamente) ou de fotopolímero30 (atualmente) é presa em um cilindro do equipamento, indiretamente entintada por um rolo revestido com moletom, que funciona como se fosse uma almofada umedecida flexível, pressionada sobre um suporte para imprimir seu grafismo.” (2003, p. 140). A flexografia é uma impressão direta, de baixo custo, porém de baixa qualidade, pois acumula tinta nas bordas dos clichês, estragando a base, que pode ser metálica, plástica ou de papel. 29 Fotolito é a matriz utilizada no processo de impressão offset. O nome é originário de dois termos gragos: photós (luz) + litos (pedra) e segundo Fernandes (2003, p. 69), “[...] designa a arte de grafar imagens com o uso da luz sobre a superfície de uma matriz...” 30 Fotopolímero é um plástico polimerizável (endurecedor) pela ação da luz. 43 Figura 10: Ilustração esquemática do sistema de impressão flexográfica Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 141 O dry offset ou gravação oco funciona praticamente da mesma forma que a flexografia, porém suas tintas pastosas como as de offset sobrepõem todas as cores na blanqueta31 fazendo a transferência simultânea para o metal, ou embalagem plástica, geralmente semi-rígida.. A metalgrafia é um sistema de impressão de metais, é direta e consiste na aplicação de uma base de tinta geralmente branca no metal, logo depois é feito o grafismo desejado e a aplicação de verniz para proteção do produto. Por fim, usa-se um processo de secagem complementar, pois metais não absorvem a tinta. A rotogravura (figura 11) é um processo utilizado para a impressão de grandes tiragens, fato que se deve ao grande tamanho das máquinas rotativas e ao custo para a confecção de suas matrizes. Segundo Fernandes “[...] a rotogravura é um processo de impressão direta, de matriz encavográfica (o grafismo encontra-se em um plano abaixo do contragrafismo) e tintas líquidas e à base de solventes fortes e altamente voláteis (como o thinner)”. 31 Manta geralmente constituída de borracha utilizada para transmitir a tinta para o papel em máquinas de impressão. 44 Figura 11: Ilustração esquemática do sistema de impressão rotográfica. Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 138 A tampografia (figura 12) foi criada para atender a demanda de impressão no interior de objetos côncavos, utiliza como matriz um clichê encavográfico, isto é possuí áreas rebaixadas e se utiliza de um bico para a distribuição de tinta. A tampografia é um sistema de impressão indireto, pois usa um tampão para a transferência das imagens. Figura 12: Ilustração esquemática do sistema de impressão tampográfica. Fonte: FERNANDES, 2003, pg. 144 A serigrafia ou silk-screen, é um processo de impressão direta que utiliza um bastidor (moldura) de madeira ou metal, onde é tensionada uma tela, a matriz permeável, que pode ser de seda, náilon ou de metal. Esse equipamento serve para fazer a tinta chegar ao substrato produzindo a impressão. Este sistema é considerado o mais versátil, pois permite aplicação tanto em superfícies planas, como em convexas e côncavas, de diversos tipos de materiais como o metal, o pano, o vidro, o polímero, a madeira, o papel, entre outros. A serigrafia utiliza tintas líquidas e químicos emulsificantes fotossensíveis para realizar a 45 impressão. Atualmente foi desenvolvido um processo de impressão serigráfica que permite grandes tiragens. Ela acontece através de uma tela metálica cilíndrica com malhas de níquel galvanizado que permite a produção em máquinas rotativas. A impressão digital é conhecida por dispensar o uso de matrizes, como por exemplo, a impressora a jato de tinta, a laser e a plotter. Em projetos de sinalização, a plotter é a utilizada, pois permite a impressão de formatos grandes e em materiais como lonas e polímeros adesivos. A tinta que é utilizada neste sistema é líquida, volátil, resistente a umidade e exposição solar. O principal problema desse sistema é que não permite a impressão das linhas de mensagens diretamente nas placas, sendo necessária a impressão em materiais flexíveis antes, para depois serem aplicados nas placas. Outro sistema conhecido é o plotter de recorte que realiza corte da base (vinil adesivo), para aplicação no suporte. A pintura eletrostática ou lacagem é um processo de pintura com a finalidade de revestir metais com um resíduo chamado película de polímero termo-endurecível colorido, uma espécie de pó de poliéster. Após a pintura o metal recebe uma carga eletrostática oposta que faz o resíduo fixar. E por fim o metal é levado a uma estufa que aquece a tinta e a fixa. Após explanação sobre tipos e processos de impressão gerais e específicos para o uso em projetos de sinalização, passaremos agora a discorrer sobre os acabamentos e manutenção das placas. 2.2.3.3 Acabamentos e manutenção Existem diversos tipos de acabamentos que podem ser aplicados aos materiais para protegê-los e torná-los mais duradouros. Em metais como o aço, podem-se aplicar vernizes que desaceleram o processo de corrosão, ou galvanizá-los, isto é, revestir o material com zinco. O vidro pode receber acabamentos arredondados e texturizados, bem como lapidação para valorizar suas formas. A madeira também pode passar por pinturas para proteger das ações climáticas. E por fim os polímeros podem receber a resina de poliéster para aumentar sua resistência a impactos, altas temperaturas e a solventes. Após a explanação e elucidação no capítulo 1 sobre aspectos do município de São Luiz Gonzaga (história, cultura, características da população, economia e potencialidades turísticas) e a no capítulo 2 sobre urbanização e os elementos de um projeto de sinalização bem como seu conceito, passaremos agora no capítulo 3 a produção de um projeto de 46 sinalização turística para o município, empregando todas as informações já obtidas, para potencializar o turismo da região. 48 CAPÍTULO III – PROJETO DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA DE SÃO LUIZ GONZAGA Nos dois primeiros capítulos deste trabalho monográfico foi realizado um embasamento teórico necessário para a produção do projeto de sinalização turística da cidade de São Luiz Gonzaga, que será apresentado neste capítulo. No primeiro capítulo se fez um apanhado sobre os fatos históricos e culturais que levaram a cidade a ter vários pontos turísticos de importância. Também foram levadas em consideração as suas potencialidades turísticas e seus dados político-econômicos. O segundo capítulo tratou dos conceitos e elementos que compõe um projeto de sinalização. Sendo eles gráficos e estruturais. E por fim neste capítulo será apresentado o projeto desenvolvido, a partir das referências contidas nos dois capítulos anteriores, partindo da metodologia a ser utilizada no projeto e logo após, desenvolvendo cada etapa que foi produzida. 3.1 Metodologia O desenvolvimento do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga será baseado na metodologia do professor de Imagem e Comunicação da Universidade Autônoma de Barcelona Joan Costa (1989). Essa metodologia foi apresentada no livro “Design de Sinalização: planejamento, projeto e desenho” de Douglas D‟Agostini e Luiz Antônio Vidal de Negreiro Gomes (2005), a seguir serão apresentadas as etapas da metodologia. Nesta metodologia, Costa (1989) propõe que o projeto seja dividido em sete etapas, porém, em 2007 em sua mais recente publicação ele redefiniu suas etapas, passando a seis o número de passos para a conclusão do projeto. São elas: coleta de informação, projeto do 49 sistema, sistema básico de códigos ou sinais, design gráfico, especificações técnicas para produção e supervisão e implantação. Das quais, serão realizadas apenas cinco etapas para este projeto, deixando de fora a fase de supervisão e implantação. Passaremos agora a conhecer cada uma das etapas para entender o desenvolvimento do projeto. 1) Coleta de informações: aqui serão levantados dados técnicos para a produção do projeto, segundo D`Agostini e Gomes, 2005, P. 33 “Esta etapa pode ser também anotações quantitativas do número de rotas [...] as orientações dos sentidos a serem percorridos, os pontos onde deverão ser alocados esses elementos de sinalização, etc”, isto é, serão levantadas todas as linhas de mensagens, serão feitos todos os mapas fluxográficos32. Serão também realizados os estudos de posicionamento das placas, as visitas de coletas de dados e entrevistas que se fizerem necessárias. Para este projeto, muitos dados foram coletados anteriormente, para a produção dos dois primeiros capítulos33, ficando para esta etapa a realização do levantamento das linhas de mensagens e análises de fluxo e posicionamento de placas. 2) Projeto do sistema: nesta etapa, serão feitas as marcações nos mapas, segundo D`Agostini e Gomes, 2005, p. 34 as placas serão “dispostas em percursos, rotas e itinerários dos usuários, sendo definidos [...] funções determinadas como direção, aviso, ou présinalização, identificação do local, proibições e orientações gerais”, deste modo haverá meios para a orientação do modelo de placa e de sua localização, para se definir tamanhos, materiais e linhas de mensagens. 3) Sistema básico de códigos ou sinais: segundo D`Agostini e Gomes, 2005, P. 34, “é onde serão definidos os formatos e tipos de elementos de sinalização que são necessários no projeto”, isso é, é aqui que se definem as linhas gráficas que serão seguidas: definição do padrão cromático, definição de logogramas, pictogramas, fonogramas e tipografia. 4) Design Gráfico: esta etapa só começa após a assimilação de todas as etapas anteriores, aqui serão definidos modelos de placas e se inicia a produção da diagramação, realizando testes para chegar à solução definitiva, também se inicia a pesquisa de materiais a serem utilizados. 32 O mapa fluxográfico mostra o fluxo de entrada e saída do usuário. As complexidades do ambiente e fatores como as suas características arquitetônicas foram observadas durante as pesquisas para o capítulo 1. 33 50 5) Especificações técnicas para produção: nesta fase serão realizados os desenhos técnicos nas proporções reais das placas, bem como definição final dos materiais e processos de fixação das placas. Ao fim desta etapa será produzido um manual para aplicação do projeto de sinalização, que é o foco deste trabalho monográfico. Bem, um projeto de sinalização não acaba enquanto não for implantado, e para sua realização, existem outros elementos que devem ser observados como o levantamento de orçamento para a produção e aplicação. Como a aplicação final não é o foco deste trabalho monográfico, e pelo fato de haver uma série de burocracias e aprimoramentos para não exceder verbas pré-definidas, optou-se por realizá-lo até este ponto da metodologia, porém, com o compromisso de elucidar o projeto, será explanado sobre o sexto passo da metodologia de Costa (2007). 6) Supervisão e implantação: é nesta etapa que o designer responsável pelo projeto, juntamente com a equipe de profissionais que implantarão a sinalização, começam a montar as placas, fazer testes com protótipos nos locais a fim de avaliar possíveis falhas técnicas de materiais ou estéticas de legibilidade. 3.2 O Projeto Após a explicitação da metodologia que será utilizada e das suas fases, a seguir será apresentado o projeto de sinalização turística desenvolvido para a cidade de São Luiz Gonzaga. O projeto será apresentado seguindo as fases da metodologia para facilitar o entendimento. 3.2.1 Coleta de informações Nesta primeira fase da metodologia, são realizados alguns estudos preliminares, como a definição do público-alvo e dos pontos turísticos, bem como do sistema-alvo, estudo dos mapas fluxográficos, pesquisas de campo, estudos de posicionamento das placas e levantamento das linhas de mensagens. 51 Primeiramente, no caso da sinalização turística de São Luiz Gonzaga, foi percebido no primeiro capítulo que a cidade está muito próxima da fronteira noroeste do Estado. Por este motivo, a BR-285 que permeia o município recebe intenso tráfego de turistas argentinos em busca das praias gaúchas e de eventos como a copa do mundo de futebol, olimpíadas, etc. Desta forma, uma parte do público-alvo do projeto é de turistas estrangeiros. Existem outros fatores que nos levam a acreditar nesta perspectiva, definidos através de coletas de informações, que tratam do fato de a cidade ser um dos sete povos das missões, e fazer parte de duas rotas turísticas relacionadas ao tema: a “Rota Missões”34 e o “Caminho das Missões”35 que por sua vez, trazem muitos turistas estrangeiros de diferentes países e turistas de vários estados do Brasil. Com relação aos pontos turísticos, decidiu-se sinalizar os considerados realmente importantes para a Secretaria Municipal da Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente de São Luiz Gonzaga, desta forma, foram definidos como pontos para a intervenção deste projeto, a Praça Jayme Caetano Braun, o Sítio Arqueológico São Lourenço Martir, os museus do Senador Pinheiro Machado e o Arqueológico,36 bem como a Igreja da Gruta.37 Com base no que rege a concepção do IPHAN para potenciais pontos turísticos regionais. A definição do sistema-alvo ocorre segundo proposta de Iida (2005, p. 18) utilizando a abordagem ergonômica de sistemas, que é um conjunto de elementos que interagem entre si em busca de um objetivo comum. Esta abordagem é composta de cinco elementos: a fronteira (limite do sistema), subsistemas (elementos que compõe o sistema), entradas (as variáveis independentes do sistema), saídas (as variáveis dependentes do sistema) e o processamento (as atividades desenvolvidas pelo usuário dentro do sistema). Existem os sistemas fechados e os abertos. Os sistemas fechados corrigem os erros causados por influências externas através de realimentação. Os sistemas abertos precisam de intervenção externa para completar uma etapa. No caso da sinalização turística de São Luiz Gonzaga o sistema-alvo macro é a sinalização externa de todo o município. O sistema-alvo micro são os cinco pontos turísticos a ser sinalizados. Dentro do sistema-alvo existem outros subsistemas: o subsistema de placas direcionais, o subsistema de placas locacionais e o subsistema de placas informacionais. No subsistema direcional são incluídas as placas que direcionam os usuários para determinados 34 Disponível em: <http://www.rotamissoes.com.br/_portugues/index.php>. Acesso em 20 de maio de 2013. Disponível em: <http://www.caminhodasmissoes.com.br/site/>. Acesso em 20 de maio de 2013. 36 O Museu Arqueológico possuí importante acervo de peças das reduções de São Luiz Gonzaga e de São Lourenço Martir. 37 Igreja relacionada aos fatos históricos da Coluna Prestes. 35 52 locais, como exemplo as placas que indicam que direção tomar para chegar ao banheiro. No subsistema locacional são incluídas as placas que identificam um local no seu acesso, como exemplo pode-se citar as placas sobre as portas que indicam os banheiros. E por fim no subsistema informacionais são aqueles que prestam informações turísticas sobre determinado local. (figura 13) Figura 13: Estrutura dos sistemas de sinalização de São Luiz Gonzaga Fonte: O autor Após definir o sistema-alvo passaremos agora ao estudo dos mapas fluxográficos de cada local para definir a análise da tarefa do usuário. Neste estudo, fundamentado na Teoria da Ergonomia Organizacional38 deve-se ter em mão todos os mapas e plantas baixas dos locais a serem sinalizados para poder identificar os possíveis fluxos dos usuários dentro do local. No caso da sinalização turística de São Luiz Gonzaga existe três mapas externos e quatro plantas baixas internas para serem analisadas. O primeiro mapa estudado foi o do município, onde foram identificados dois fluxos de usuários: os de cidadãos que vivem na cidade e realizam suas tarefas rotineiras e os de turistas que adentram na cidade por três diferentes pontos, conforme (figura 14). 38 Ergonomia organizacional: concerne à otimização dos sistemas sóciotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem comunicações, gerenciamentos de recursos de tripulações (CRM – domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da qualidade. Fonte: ABERGO – Associação Brasileira de Ergonomia. Disponível em < http://www.abergo.org.br/internas.php?pg=o_que_e_ergonomia> Acessado em 16/05/2013. 53 Figura 14: Mapa fluxográfico da cidade de São Luiz Gonzaga Fonte: O autor Como se percebe no estudo do mapa, existem três trevos de acesso ao município, o trevo 1, que é o principal e da acesso diretamente ao Museu Senador Pinheiro Machado, na praça. E os dois trevos secundários, o trevo 2 que dá acesso à Igreja da Gruta e ao Museu Arqueológico, e também é acesso da “Rota Missões” e do “Caminho das Missões” a cidade. E o trevo 3 que possuí a Praça Jayme Caetano Braun e dá saída ao Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir. A partir deste estudo, pode-se definir a analise da tarefa (figura 15) e o posicionamento das placas. Figura 15: Fluxo idealizado da tarefa do usuário e exemplos de outros fluxos reais possíveis Fonte: O autor 54 Com o estudo do fluxo foi possível definir a localização das placas no mapa da cidade, conforme (figura 16). Figura 16: Mapa de alocação das placas na cidade de São Luiz Gonzaga Fonte: O autor 55 O segundo mapa estudado é o do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir. O sítio está localizado a 33,5 km do centro da cidade, sendo destes, 27,5 km do percurso deve ser percorrido sobre a BR-285. No Km 540 da rodovia há um acesso ao sul em direção a Vila de São Lourenço. A partir daí o percurso segue sob estrada de terra até o sítio (figura 17). Figura 17: Caminho percorrido de São Luiz Gonzaga até o Sítio de São Lourenço Mártir. Fonte: Google Earth O Sítio de São Lourenço Mártir possui uma área cercada e uma recepção coberta construída recentemente pelo IPHAN, conforme (figura 17). Para a produção do mapa fluxográfico (figura 18) foi necessária coleta de dados no local, através de visita, documentação em fotos e rafes39 do local. 39 Rafe é um desenho feito às pressas, uma espécie de rabisco para idear o que se deseja. 56 Figura 18: Recepção coberta construída pelo IPHAN Fonte: O autor Com o estudo do mapa fluxográfico do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir (figura 19), foi identificado dois fluxos, o de visitantes e o dos funcionários do IPHAN. Também se descobriu onde estão localizados os nós de fluxo, são estes os locais onde os usuários devem decidir que direções irão seguir. Os nós de fluxo geralmente ocorrem na confluência dos caminhos do sítio e é neles que devem ser colocadas as placas que fazem parte do subsistema de sinalização direcional. 57 Figura 19:- Mapa fluxográfico e de posicionamento das placas no Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir Fonte: O autor No estudo de posicionamento das placas do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir foi observado além dos pontos ideais para inserção das placas, a posição dos lados A e B para a definição das linhas de mensagem. Antes do estudo do próximo mapa fluxográfico, foi observado o fluxo dentro da recepção do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir (figura 20). 58 Figura 20: Mapa de fluxo e localização das placas na recepção do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir Fonte: O autor O terceiro mapa fluxográfico estudado é o da Praça Jayme Caetano Braun. Neste mapa (figura 21), podemos observar o fluxo de pedestres e de veículos, por isso, as placas localizadas na rua e na BR-285 deverão seguir as normas de padronização de sinalizações turísticas do Departamento Nacional de Transito – DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22 de abril de 2004, p. 26)40. 40 (Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>. Acesso em 26 de maio de 2013. 59 Figura 21: Mapa de fluxo e posicionamento das placas da Praça Jayme Caetano Braun Fonte: O autor O quarto mapa fluxográfico estudado é o do Museu Senador Pinheiro Machado, por se tratar de um local fechado, e por tanto uma sinalização interna, optou-se por realizá-la de forma suspensa, as placas serão aéreas e fixadas na parede, conforme mapa da (figura 22). Figura 22: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Senador Pinheiro Machado Fonte: O autor 60 O quinto mapa fluxográfico estudado é o do Museu Arquilógico – MARQ, de São Luiz Gonzaga. Visualizando o mapa de fluxo (figura 23), podemos determinar os nós de fluxo e assim posicionar as placas. Figura 23: Mapa de fluxo e localização das placas do Museu Arqueológico - MARQ. Fonte: O autor E por fim o sexto mapa fluxográfico estudado é o da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes (figura 24), que possuí uma pequena área para a sinalização e uma igreja católica, onde segundo Paróquia de São Luiz Gonzaga, não é permitido sinalização interna. Figura 24: Mapa de fluxo e aplicação das placas na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Fonte: O autor 61 Após a definição do público-alvo e dos pontos turísticos, definição do sistema-alvo, estudo dos mapas fluxográficos, pesquisas de campo e levantamento das linhas de mensagens, passaremos agora a construção dos mapas e aplicação das placas nos sistemas. 3.2.2 Projeto do sistema Nesta fase do projeto foi feito o trabalho sobre os mapas de fluxo para a aplicação das placas no sistema e definições de rotas possíveis do usuário. Esta etapa pode ser observada conforme mapas vistos anteriormente no sub-capítulo 3.2.1, cito: o mapa de São Luiz Gonzaga (figura 16), do Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir (figura 19), da Praça Jayme Caetano Braun (figura 21), do Museu Senador Pinheiro Machado (figura 22), do Museu Arqueológico – MARQ (figura 23) e da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes (figura 24). Com as placas definidas em seus respectivos locais, foi possível a realização de um estudo das linhas de mensagem, onde se observou a existência de trinta e um termos expressões existentes, sendo que os menores deles são: pomar, saída e museu, cada um com cinco caracteres e o maior é: Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir 33km, com trinta e oito letras. Ainda existem dezoito mensagens compostas e treze únicas. Após observação das normas de padronização de sinalizações turísticas do DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22 de abril de 2004, p. 26)41, decidiu-se manter a formatação padrão, e optou-se por abreviar termos muito grandes em locais com fluxo de automóveis. A utilização do termo inteiro tornaria a placa muito extensa ou obrigaria a aplicação da mensagem em duas linhas, o que costuma tornar sua legibilidade um pouco confusa para os motoristas. Já os demais locais com fluxo de pedestres mantém-se as expressões inteiras. Após a elaboração dos mapas de fluxo, das definições de todos os locais das placas e a análise das linhas de mensagem, passemos agora ao sistema básico de códigos ou sinais, onde serão definidas as linhas gráficas que serão seguidas. 41 (Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>. Acesso em 26 de maio de 2013. 62 3.2.3 Sistema básico de códigos ou sinais Com os estudos feitos anteriormente foi possível além de identificar os melhores locais de posicionamento das placas, também verificar os termos que serão utilizados para designar os locais e ambientes sinalizados. Com estas informações poderão ser definidas as linhas gráficas que serão seguidas pelo projeto. Para não haver dificuldade de entendimento trataremos das linhas gráficas da seguinte forma: em primeiro lugar a definição da família tipográfica para o projeto bem como sua relevância, logo depois seguirá a escolha do padrão cromático com as devidas explanações sobre o tema. Então passaremos a construção e definição dos pictogramas e logogramas e por fim serão definidos os modelos de placas. Passaremos agora a descrever a família tipográfica. 3.2.3.1 Família tipográfica Para a representação fonográfica do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga, decidiu-se utilizar a família tipográfica Arial normal e a Arial normal itálica, (figura 25) visto que esta fonte é utilizada pelo CONTRAN como padrão para as placas em estradas brasileiras. Optou-se também por esta família, pois, preferiu-se manter certo padrão tipográfico em todo o sistema, que é composto de placas normatizadas pelo CONTRAN e placas definidas por este projeto. A família tipográfica Arial é uma fonte sem serifa, isto é, possui uma boa legibilidade. Pertence à família das lapidárias sendo muito indicada para projetos de sinalização. Conforme Fernandes (2003, p. 33) “São tipografias que passam uma precisão matemática, tecnologia, objetividade e dureza [...] Boas para peças publicitárias de leitura rápida (outdoors ou adesivos de ônibus) e projetos de sinalização”. 63 Figura 25: Arial, padrão tipográfico utilizado Fonte: O autor Após a definição da família tipográfica para o projeto passaremos a definição do padrão cromático. 3.3.2.2 Padrão Cromático Para o projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga foram definidos padrões cromáticos por setores. Padrões cromáticos são as cores que serão definidas para o projeto. Para isso os pontos turísticos foram divididos em grupos: os arqueológicos (Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir e Museu Arqueológico - MARQ), os históricos (Museu Senador Pinheiro Machado e Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes), o cultural (Praça Jayme Caetano Braun) e o padrão CONTRAN (Cidade de São Luiz Gonzaga). O primeiro setor definido foi o arqueológico, onde será utilizada para as placas e pictogramas a cor marrom, ou ocre, que segundo Guimarães (2001, p. 116) passa a impressão de algo maciço, denso e compacto, perfeito para representar a arqueologia. Esta cor ainda nos remete a terra, a constância, disciplina e regularidade, excelentes para representar as ruínas e artefatos dos povos guaranis. Além disso, como contraste será utilizado o branco que nos sugere neutralidade e claridade (figura 26). Figura 26: Marrom utilizado no setor arqueológico do projeto Fonte: O autor 64 Figura 27: Exemplo de placa do setor arqueológico Fonte: O autor Já no segundo setor, o histórico, foi definido como cores, o verde (figura 28) e o branco. Conforme Guimarães (2001, p. 115) “O verde ocupa posição central no espectro eletromagnético, ou seja, está equidistante dos seus dois extremos. [...] por este motivo o verde será a cor recebida de forma menos agressiva, com maior passividade. Assim, é a cor que trará maior tranquilidade ao nosso ânimo, um efeito popularmente difundido, mas que também se justifica pela sua codificação biofísica”, assim torna-se a cor perfeita para o setor histórico, cuja paciência e tranquilidade são necessárias para o entendimento do usuário. O branco é empregado pelo mesmo motivo anterior. Figura 28: Verde do setor histórico do projeto Fonte: O autor 65 Figura 29: Exemplo de placa do setor histórico do projeto Fonte: O autor Para o setor cultural, as cores utilizadas no projeto foram o azul (figura 30), e o branco. A cor azul é a cor que indica o longínquo o infinito, e conforme Farina, Perez e Bastos (2006, P. 102) “o céu é azul e por isso o azul é a cor do divino, a cor do eterno. A experiência continuada converteu a cor azul na cor de tudo que desejamos que permaneça, de tudo que deve durar eternamente”. A arte, a música, a cultura em geral devem ser consideradas eternas e por isso o azul foi escolhido. O branco também é utilizado conforme setor anterior. Figura 30: Azul do setor cultural do projeto Fonte: O autor Figura 31: Exemplo de placa do setor cultural do projeto Fonte: O autor 66 E por fim o setor padronizado do CONTRAN, isto é, as placas localizadas em ruas e rodovias, seguem cores definidas pelo manual do CONTRAN (Resolução Nº 160, de 22 de abril de 2004, p. 26)42 onde são definidas como cores para sinalização turísticas, o marrom (figura 32) e branco, conforme exemplo de placa na figura 33. Figura 32: Marrom padrão Fonte: O autor Figura 33: Placa do setor padronizado CONTRAN, Ca1, vide apêndice A Fonte: O autor A definição do padrão cromático é muito importante em um projeto de sinalização, pois graças a isso podemos definir setores conforme um signo universal, a cor. Podemos ainda aplicar maior visibilidade sob as placas e definir bem cada elemento como sendo parte do mesmo projeto. segundo Farina (2006): O individuo está sujeito sempre as mudanças que, geralmente se sucedem num período relativamente curto. Mudanças que se processam repentinamente devido a fatores sócio-econômicos e que obrigam a mudar eternamente, mesmo que fosse para uma melhoria de seu status social ou para sentir-se avançado e atualizado nos novos hábitos da moda. Mas, mesmo em toda essa mutatio rerum 43da sociedade de consumo em que vivemos os indivíduos procuram por meio das cores, personalizar seus atos e dar um significado e um sentido às coisas. (FARINA, 2006, p. 166). 42 (Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>. Acesso em 26 de maio de 2013. 43 As coisas mudam em latim. 67 Com a definição dos padrões cromáticos do projeto, passaremos agora a definição dos pictogramas e logogramas do sistema. 3.3.2.3 Padrões Pictográficos e Logográficos Para a definição do padrão pictográfico do projeto, foi construída uma malha construtiva de 10x10 unidades. A partir desta malha foi possível desenhar os pictogramas. Primeiramente definiu-se o contorno, o design de folha em forma de losango foi inspirado no referencial do formato do mapa da cidade de São Luiz Gonzaga (figura 34), pois é a forma básica que mais se aproxima de sua silhueta. Suas cores seguem padrão definidos pela identidade do projeto. Figura 34: Mapa da cidade e losango estilizado, demonstrando a inspiração para o contorno dos pictogramas Fonte: O autor O losango foi estilizado, isto é, arredondado em duas pontas para dar um ar de movimento aos pictogramas. Para o projeto de sinalização foi definido uma série de pictogramas segundo o padrão do CONTRAN, estes pictogramas foram distribuídos pelos setores definidos para cada padrão cromático. Desta forma teremos um pictograma para definir cada local, seguem: templo (Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes), museu (Museu Senador Pinheiro Machado e Museu Arqueológico – MARQ), arquitetura histórica (Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir) e área de descanso (Praça Jayme Caetano Braun) (figura 35) (figura 36). 68 Figura 35: Pictogramas definidos pelo CONTRAN. Fonte: O autor Figura 36: Padrão pictográfico adotado pelo projeto Fonte: O autor Para se realizar o desenho e escolha dos pictogramas, o ideal é utilizar a técnica do diferencial semântico, explicado no capítulo 2. Como para este projeto o tempo de elaboração é muito curto, optou-se por não utilizar esta técnica, baseando os pictogramas no manual do CONTRAN e nos signos de uso universal exemplificados no segundo capítulo. Embora tenham sido utilizadas várias fontes para a elaboração dos pictogramas, todos eles foram redesenhados sobre uma malha construtiva para receber certo padrão gráfico exigido pelo projeto. Esta unidade formal44 é obtida através do uso de elementos contínuos e 44 Unidade formal é um dos conceitos estudados pela Gestalt. Segundo Gomes Filho (2000, p. 18 e 19) é a escola de psicologia experimental que estuda o fenômeno da percepção. 69 semelhantes. Ao se desenhar os pictogramas também se buscaram contemplar por harmonia, coerência e simplicidade. Para os logogramas do projeto foi adotado o modelo padronizado do CONTRAN (figura 37) para criar certa harmonia e padronização. Figura 37: Padrão de setas estabelecido pelo CONTRAN Fonte: O autor Ainda foi definido para o projeto, elementos gráficos decorativos para associação da sinalização dos vários pontos como uma unidade. O símbolo criado (figura 38), é utilizado em todas as placas do sistema. Figura 38: Elementos gráficos decorativos Fonte: O autor Com a definição do padrão pictográfico e logográfico do projeto, passaremos agora ao ultimo item da linha gráfica, os fonogramas. 3.3.2.4 Fonogramas Para o projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga, foi definido através de entrevistas com o setor de turismo municipal, que a linha fonográfica deveria ser no mínimo bilíngue. Segundo a guia turística de do município Sandra Ferreira da Silva em entrevista em anexo A, “a região das Missões recebe mais estrangeiros”. Por isso é tão importante uma sinalização mais internacional. 70 Há ainda a questão da sinalização padrão do CONTRAN, que não comporta dois idiomas na mesma placa, levando em conta este problema, a solução é repetir cada placa padrão com as mesmas linhas de mensagens, porém cada uma em um idioma, conforme figura 39. Figura 39: Exemplos de placas nos dois idiomas Fonte: O autor Para este projeto, definiu-se a língua inglesa como a segunda língua utilizada, por esta ser uma língua adotada pelo mundo informalmente como língua padrão, possibilitando que turistas oriundos de países distantes entendam a sinalização. Após concluir explanação sobre os fonogramas da sinalização, e assim concluindo o subcapítulo de Sistema básico de códigos ou sinais, passaremos agora a discorrer sobre o Design Gráfico. 3.2.4 Design Gráfico Com as definições das linhas gráficas que serão seguidas pelo projeto, foi possível fazer uma assimilação de todo o conteúdo estudado anteriormente e assim iniciou-se a produção e diagramação das placas do sistema. Passaremos agora a observar os desenhos técnicos das placas com suas medidas e formatos. Inicialmente, buscou-se construir uma diagramação padrão para todos os subsistemas de placas, observando princípios como o da continuidade, semelhança e 71 principalmente da pregnância da forma da Gestalt45. Estes princípios afirmam que quanto melhor for a organização da forma, melhor será sua compreensão. Para se conseguir unidade gráfica entre os modelos de placas foi desenvolvido um elemento gráfico a ser utilizado em todas as placas do sistema. Esta marca gráfica pode ser observada nas placas dos sistemas conforme figuras 40 a 49 e figura 51. As placas direcionais possuem formatos diferentes conforme tipo de fluxo do sistema. Primeiramente as placas de rodovias e ruas da cidade seguirão medidas determinadas pelo manual de normas de padronização de sinalizações turísticas do Departamento Nacional de Transito – DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22 de abril de 2004, p. 26)46, isto é 250 x 100 cm. As demais placas direcionais do projeto podem ser divididas em dois formatos, as simples de solo que possuem sempre a mesma largura (120 cm), e as compostas aéreas, que também possuem sempre a largura (240 cm). A altura das placas é variável, pois depende do número de linhas de mensagem a ser utilizado, que pode chegar ao máximo de quatro. As placas locacionais seguem a mesma linha gráfica das direcionais e seu formato foi definido com base em estudos feitos sobre o formato padrão do CONTRAN de 100 x 90 cm. Com esse estudo dói definido as dimensões de 45 x 30 cm. E por fim, as placas informacionais seguirão dois formatos básicos, um grande para maiores textos (120 x 200 cm), e um menor, para pequenos textos (60 x 40 cm). Neste subsistema as informações serão definidas pelo setor de turismo da Secretaria Municipal da Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente de São Luiz Gonzaga. Todas as placas do projeto, orientadas a pedestres serão concebidas sob uma malha construtiva, conforme figura 40. Figura 40: Modelos de placas contruídas sobre a malha contrutiva 45 Extraído de GOMES FILHO (2004). (Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>. Acesso em 26 de maio de 2013. 46 72 Fonte: O autor Para facilitar o entendimento da construção das placas, o assunto será dividido em subsistemas: locacional, direcional e informacional. Passaremos agora a apresentar os modelos de placa locacionais do sistema. Para o sítio arqueológico de São Lourenço Mártir, o projeto das placas utiliza as cores marrom, branco e preto definidas no subcapítulos sobre cores concebidas para o setor de placas de pontos turísticos arqueológicos. Ainda segundo estudos feitos anteriormente foram concebidas as placas da figura 41. Figura 41: Placas locacionais do Sítio Arqueológico de São Lourenço Martir Fonte: O autor 73 Ainda conforme setor de arqueologia foram definidas as placas para o Museu Arqueológico – MARQ conforme figura 42. Figura 42: Placa locacional do Museu Arqueológico – MARQ. Fonte: O autor Após definições das placas do setor de arqueologia, passaremos agora a definir as placas do setor histórico do sistema locacional do projeto. Em figura 42, estão as placas definidas para o Museu Senador Pinheiro Machado. 74 Figura 43: Placas locacionais do Museu Senador Pinheiro Machado Fonte: O autor Ainda conforme setor histórico foram definidas as placas para a Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes, conforme figura 43. 75 Figura 44: Placas locacionais da Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Fonte: O autor Após definições das placas do setor de histórico, passaremos agora a definir as placas do setor cultural do sistema locacional do projeto. Em figura 44, estão as placas definidas para a Praça Jayme Caetano Braun. Figura 45: Placas locacionais da Praça Jayme Caetano Braun Fonte: O autor Após as definições das placas do setor cultural do sistema locacional do projeto, passaremos a definir os modelos de placas do sistema direcional. Para exibi-las também foram divididas por setores definidos por tema. Para o sítio arqueológico de São Lourenço Mártir, foram definidas as placas a partir de estudos feitos anteriormente. Conforme figuras 45 e 46. 76 Figura 46: Exemplos de placas direcionais do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir Fonte: O autor 77 Figura 47: Exemplo de placa direcional da recepção do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir Fonte: O autor Para o Museu Arqueológico – MARQ foram definidas placas conforme figura 47. Figura 48: Exemplo de placas Direcionais do Museu Arqueológico – MARQ. Fonte: O autor 78 Após apresentar os modelos de placas direcionais referentes ao setor arqueológico do projeto, serão apresentadas as placas direcionais do setor histórico, começando pela figura 48, referente ao Museu Senador Pinheiro Machado. Figura 49: Exemplo de placa direcional do Museu Senador Pinheiro Machado Fonte: O autor Segue figura 49, apresentando exemplo de placas direcionais do setor cultural, referente a Praça Jayme Caetano Braun. Figura 50: Exemplo de placas direcionais da Praça Jayme Caetano Braun Fonte: O autor No subsistema direcional, não há placas na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes. 79 Após apresentar as placas direcionais dos setores, arqueológico, histórico e cultural do projeto, passaremos agora a apresentar modelos de placas do setor padrão do CONTRAN, que segue medidas definidas pelo manual de normas de padronização de sinalizações turísticas do Departamento Nacional de Transito – DENATRAN, (Resolução Nº 160, de 22 de abril de 2004, p. 26)47, conforme figura 50. Figura 51: Exemplos de placas direcionais padrões do CONTRAN Fonte: O autor 47 (Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_160.pdf>. Acesso em 26 de maio de 2013. 80 Após as definições das placas do subsistema direcional do projeto, passaremos a definir as placas do subsistema informacional. Para exibi-las também foram divididas por setores definidos pelos temas. As placas informacionais serão as mais variáveis em dimensões do projeto, pois dependendo do local de sua aplicação precisará ser ajustada. Portanto, definiram-se dois modelos padrões para elas: uma com formato 60 x 100 cm e outra menor com 20 x 30 cm. Seguem modelos de placas informacionais, conforme figura 51. Figura 52: Exemplos de placas informacionais do projeto Fonte: O autor Após explanação sobre a etapa do Design Gráfico que trabalha a produção e diagramação das placas do sistema, passaremos agora a próxima etapa do projeto, que define especificações técnicas para produção. 3.2.5 Especificações técnicas para produção Nas especificações técnicas serão realizados os desenhos técnicos nas proporções reais das placas, bem como definição final dos materiais e processos de fixação das placas. E por fim será produzido um manual para aplicação do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga. 81 Para o sítio arqueológico São Lourenço Mártir, foram definidas placas direcionais, locacionais e informacionais, suas localizações estão contidas em estudos feitos anteriormente e suas linhas de mensagem no apêndice A. Como a maioria da sinalização presente no sítio será externa em forma de totem, o material necessário será exposto às intempéries do tempo, portanto, deverá ser de alta resistência ao calor, chuva, ações corrosivas, tempestades, etc. Ao estudarmos no Capítulo 2 sobre materiais, definimos como matéria ideal para a produção das placas o aço galvanizado, pois sua manutenção é mais frequente, porém compensa pelo baixo custo. Além do aço, poderia ser utilizado o alumino, porém, seu uso é mais ideal para áreas litorâneas, onde existe alta corrosão salina. Com a aplicação do aço galvanizado, a manutenção da placas deverá ocorrer em períodos mais curtos de pelo menos três anos. Os processos de impressão utilizados, serão a pintura eletrostática que é um processo com a finalidade de revestir metais com um resíduo chamado película de polímero termoendurecível colorido, que após a pintura carga eletrostática oposta que faz este resíduo fixar. Ainda é necessário levar o metal a uma estufa que aquece a tinta e a fixa. Para a fixação das placas no chão será utilizado um tubo de 10 cm de diâmetro, feito de aço galvanizado. O tamanho deste tubo será variável, dependendo da situação. Em placas informacionais pequenas ele terá 60 cm, sendo que 20 cm desses será no subsolo, preso em uma sapata de 20 cm³. Nas placas informacionais grandes, haverá dois tubos de 10 cm de diâmetro, cada um com 200 cm de altura sendo que desses, 50 cm ficarão no subsolo e haverá uma sapata de 50 cm³ em cada tubo. As placas de solo e aéreas serão fixadas no tubo e na parede com parafusos e buchas de tamanho 7 (sete). Conforme figuras 52 e 53. Figura 53: Detalhe da fixação com parafusos, nas placas aéreas externas Fonte: O autor 82 Figura 54: Detalhe da fixação das placas de piso externas Fonte: O autor Nas figuras 54, 55, 56 e 57, podemos conferir alguns exemplos de como as placas ficarão em seu ambiente final. Figura 55: Simulação de placa direcional no sistema de sinalização do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir. Fonte: O autor 83 Figura 56: Simulação de placas direcionais e informacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir Fonte: O autor Figura 57: Simulação de placa locacional de piso do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir Fonte: O autor 84 Figura 587: Simulação de placas locacionais aéreas do Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir Fonte: O autor Após definição dos materiais, processos de impressão e manutenção das placas do sítio arqueológico São Lourenço Mártir, passaremos a definir os mesmos do Museu Arqueológico – MARQ. Conforme estudos realizados sobre as estruturas de sinalizações no Capitulo 2, também foram definidos materiais para aplicação da sinalização interna dos pontos turísticos. No Museu Arqueológico, haverá algumas placas internas. Para estas o material mais recomendado é o polímero polipropileno (PP), que é leve e resistente a solventes, de fácil moldagem e coloração, tem baixo custo de produção e suporta a fadiga tendo grande resistência a fratura por flexão. O único problema é sua alta sensibilidade a luz ultravioleta e aos agentes oxidantes presentes em ambientes externos. As placas serão fixadas com fitas dupla face, barateando assim os custos do processo. Nas figuras 58, e 59, podemos conferir alguns exemplos de como as placas ficarão em seu ambiente final. 85 Figura 59: Simulação das placas direcionais no ambiente interno do museu arqueológico - MARQ Fonte: O autor Figura 60: Simulação das placas direcionais no museu arqueológico - MARQ Fonte: O autor Para a Praça Jayme Caetano Braun, as placas serão fixadas da mesma forma que no sítio arqueológico, porém, não haverão placas aéreas, somente placas de solo, fixadas com parafusos conforme figuras 60 e 61. 86 Figura 61: Simulação de placa informacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras Fonte: O autor Figura 62: Simulação de placa locacional na Praça Jayme Caetano Braun, ainda em obras Fonte: O autor Para o Museu Senador Pinheiro Machado e para a Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes, as placas serão aplicadas da mesma forma, aéreas internas com polipropileno e fita dupla face, enquanto que aéreas externas de aço galvanizado e parafusos. Placas de solo também serão fixadas com tubos de aço galvanizado. Conforme figuras 62, 63 e 64. 87 Figura 63: Simulação de placa locacional na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, área pertencente a Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Fonte: O autor Figura 64: Simulação de placa locacional aérea na Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Fonte: O autor 88 Figura 65: Simulação de placa direcional de polipropileno aplicada no Museu Senador Pinheiro Machado Fonte: O autor Após finalizar a quinta etapa da metodologia sobre materiais e especificações técnicas do projeto, encerramos o capítulo 3. Em apêndice A se encontra uma lista de linhas de mensagens e logogramas de todas as placas. Em apêndice B se encontra o Manual de aplicação do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga, logo após, seguem entrevistas com guia turística de São Luiz Gonzaga e Secretario Municipal da Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente do município de São Luiz Gonzaga. Passaremos agora a concluir este trabalho monográfico, apresentando o resultado obtido, bem como resumo de todos os capítulos e considerações finais. CONCLUSÃO Através da realização deste trabalho monográfico para obtenção do título de bacharel em Design – habilitação Gráfico – pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), verificou-se que a aplicação do design gráfico, funciona como agente potencializador do turismo regional e é fundamento para a realização de um projeto de sinalização do município de São Luiz Gonzaga. Também se viu que projetos de sinalização turísticos são indispensáveis em toda a região das missões, pois se trata de um alavancador da história e cultura, além de aumentar o fluxo econômico no comércio local. Como visto no primeiro capítulo, a cidade de São Luiz Gonzaga é um município brasileiro, gaúcho, que faz parte dos Sete Povos das Missões. Possuidor de uma rica história local foi fundado em 1687 pelo padre jesuíta Miguel Fernandes, passando assim por várias reviravoltas históricas que influenciaram muito no local e no seu povo. Foram observados também os fatos importantes que culminaram na aparição de seus pontos turísticos atuais, dentre ele o fato de que a cidade possui em seu território o sítio arqueológico de São Lourenço Mártir, dois museus, uma praça cultural e uma igreja histórica feita em pedra. O sítio arqueológico de São Lourenço Mártir, possui muitos indícios de como era a vida do povo indígena nas reduções jesuíticas. O museu arqueológico – MARQ, ainda guarda muitos objetos encontrados e escavados da antiga redução de São Luiz Gonzaga, hoje totalmente extinta. O museu Senador Pinheiro Machado, possui peças que contam um pouco da vida e da obra de José Gomes Pinheiro, que ficou conhecido mais tarde como o Senador da República, visto que ajudou na queda do império e ainda alavancou toda a região missioneira. O museu Senador Pinheiro Machado, ainda possui muitas peças da cultura do povo local. A praça Jayme Caetano Braun, ainda em construção, será um importante ponto turístico da cultura 90 gaúcha, construído em homenagem ao pajador48, possuí uma estatua de grande porte em sua homenagem. E por fim, a igreja gruta Nossa Senhora de Lourdes, é um importante ponto histórico, que revela a crença religiosa local. Construída para pagar promessa feita pelas mulheres de soldados envolvidas na Coluna Prestes, é a prova viva do berço desse importante movimento. E por fim, ainda foi observado os fatores de desenvolvimento da população, economia e potencialidades turísticas, com ajuda de pesquisas e entrevistas com pessoas da área. No segundo capítulo, viram-se os principais conceitos sobre sinalização, iniciando com um pequeno histórico sobre a urbanização e indo até o desenvolvimento local urbanístico. Procurou-se descrever por que é importante uma sinalização em centros populacionais. Para explanar sobre o tema mais complexo que é um projeto de sinalização, dividiu-se em dois elementos. Os gráficos, através de estudos sobre tipografia, padrões cromáticos, pictogramas e logogramas e linhas de mensagem. E os estruturais, através de estudos de materiais, processos de impressão, acabamentos e manutenção. Nos elementos gráficos, as tipografias trataram das melhores famílias tipográficas para uso em sinalizações, também foi observados fatores como tamanhos e tipos de fontes. Em padrões cromáticos, tratou-se dos fatores psicológicos e científicos que envolvem as cores. Em pictogramas e logogramas, foi falado da importância deles no projeto e da aplicação da técnica do diferencial semântico para pictogramas. Em linhas de mensagens foram observados estudos importantes para a diagramação final das placas. Passando para o elemento estrutural, em materiais, tratou-se dos melhores tipos de matérias empregados em sinalização, e em seus prós e contras. Logo depois foi explanado sobre os processos de impressão, métodos e custos. E por fim foram observados os melhores acabamentos e manutenções para as placas. No último capítulo, foram relatados os processos percorridos para a elaboração de um projeto de sinalização turística para São Luiz Gonzaga, compreendendo todos os assuntos tratados durante os capítulos anteriores. Iniciou-se com a definição da metodologia, seguindo cinco etapas para a produção final de um manual de aplicação do projeto. A metodologia definida foi a do professor de Imagem e Comunicação da Universidade Autônoma de Barcelona Joan Costa (1989), apresentada no livro “Design de Sinalização: planejamento, projeto e desenho” de Douglas D‟Agostini e Luiz Antônio Vidal de Negreiro Gomes (2005). Durante a primeira etapa, a coleta de informações, foram definidos os dados técnicos para a 48 É o artista da pajada, um repentista que canta seus versos de improviso. (Dicionário Houaiss) 91 produção do projeto, visitações, entrevistas e coletas de dados. Ficando para esta etapa a realização do levantamento das linhas de mensagens e análises de fluxo e posicionamento de placas. Na segunda etapa, o projeto do sistema, elaborou as marcações nos mapas. Logo após foi feita a etapa Sistema básico de códigos ou sinais, definido pelo autor como o ponto do projeto onde de definem as linhas gráficas que serão seguidas, através da definição da tipografia, padrão cromático, logogramas, pictogramas e fonogramas. Passando assim a quarta etapa, o design gráfico, onde foi assimilado todo o processo e definidos modelos de placas, diagramação, iniciado a pesquisa de materiais a utilizados. Logo depois foram definidas as especificações técnicas para produção, etapa que compreendia a realização dos desenhos técnicos nas proporções reais das placas, bem como definição final dos materiais e processos de fixação das placas. Logo após, foi produzido um manual de aplicação, presente em apêndice. A sexta etapa foi desconsiderada, pois é a aplicação do projeto. Com a elaboração deste trabalho monográfico, buscou-se sanar a falta de uma sinalização turística municipal, alavancar o comercio local e potencializar o turismo regional. Os dois temas principais deste trabalho, a história do município de São Luiz Gonzaga e a sinalização, possuem uma área de pesquisa muito maior do que não foi apresentado aqui. Com este trabalho foi realizado apenas um ensaio dentro do vasto campo que poderia ser explorado e abordado. Na parte da cidade, poderíamos abordar mais pontos turísticos de menor importância, bem como pontos de turismo rural, o que acarretaria mais tempo para a realização deste projeto. Na parte da sinalização, poderíamos abordar o projeto a partir de um estudo ergonômico muito mais profundo, observando fatores psicológicos e cognitivos para a possibilidade da aplicação da técnica do diferencial semântico. Ainda não foram realizados testes sobre a visibilidade de protótipos em seus pontos ideais, pela consequente falta de tempo. Todos estes conceitos podem ser realizados futuramente, tendo por base este projeto. Por fim, observa-se que mesmo com todas as dificuldades percorridas para a realização deste trabalho monográfico e do projeto de sinalização turística de São Luiz Gonzaga, é gratificante perceber o quanto foi feito, e que os objetivos propostos no principio, mesmo que não perfeitos, foram cumpridos. Termina-se este trabalho com muito mais conhecimento e gana de persistir, de continuar absorvendo o máximo do design. 93 REFERÊNCIAS CAMINHO DAS MISSÕES. Disponível em: < http://www.caminhodasmissoes.com.br/site> Acesso em 20/05/2013. CANEVAROLO JR, Sebastião V. Ciência dos polímeros: um texto básico para tecnólogos e engenheiros. 2.ed. São Paulo: Artiliber, 2006. CANTO, Eduardo Leite do. Minérios, Minerais, Metais: de onde vem? para onde vão? São Paulo: Moderna, 1995. 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Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito. em: APÊNDICES APÊNDICE A – Relação das Placas SÍTIO ARQUEOLÓGICO SÃO LOURENÇO MARTIR (código C/D) PLACAS DIRECIONAIS DE PISO (código a) Voltado Placas para o Fonogramas em inglês Fonogramas Logogramas lado Cax Ca0 Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum - MARQ ↑ Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ↑ Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum - MARQ ← Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ← Archaeological St. Lawrence Martyr ← Leste Norte Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir a 33km 33km Ca1 Oeste São Luiz Gonzaga São Luiz Gonzaga Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ↑ Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ↑ Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ↑ Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ↑ Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir a 33km Archaeological St. Lawrence Martyr ↑ 33km Ca2 Oeste Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado ← 97 Museum Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ↑ Sítio Arqueológico São Lourenço Martir a 33km Archaeological St. Lawrence Martyr ↑ 33km Ca3 Ca4 Ca5 Leste Sul Norte Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum → Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ↑ Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ → Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum → Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto → Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ → Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ↑ Archaeological St. Lawrence Martyr ↑ Sítio Arqueológico São Lourenço Mártir a 34km 34km Ca6 Oeste Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto → Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ → Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado → 98 Museum Ca7 Ca8 Ca9 Norte Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ → Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum → Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Oeste Norte Dax Sul Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun → Da0 Oeste Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ↑ Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum → Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ → Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto → Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun → Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ↑ Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes ← Da1 Da2 Da3 Oeste Sul Oeste 99 Grotto Da4 Da5 Da6 Da7 Da8 Da9 Sul Sul Leste Leste Sul Leste Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ← Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ↑ Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ↑ Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ↑ Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ↑ Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ↑ Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ↑ Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ↑ Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ↑ Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ↑ Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ← São Luiz Gonzaga São Luiz Gonzaga Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ↑ Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes ↑ 100 Grotto Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ↑ Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ↑ SÍTIO ARQUEOLÓGICO SÃO LOURENÇO MARTIR (código S) PLACAS DIRECIONAIS DE PISO (código a) Placas Lados Fonogramas Fonogramas em inglês Logogramas Cabido Fitted ← Igreja Church ↑ Saída Exit ↑ Banheiros Toilets ↑ Museu Museum ↑ Cabido Fitted → Saída Exit → Banheiros Toilets → Claustro Cloister ← Escola School ← Igreja Church → Cemitério Cemetery ↑ Saída Exit ↑ Claustro Cloister ↑ Cemitério Cemetery → Latrina Latrine ↑ Pomar Orchard ↑ Cemitério Cemetery ← Saída Exit ↑ Cemitério Cemetery → A Sa1 B Sa2 A A Sa3 B Sa4 A A Sa5 B 101 Saída Exit ↑ Claustro Cloister ↑ Latrina Latrine ↑ Pomar Orchard ↑ Latrina Latrine ↑ Pomar Orchard ↑ Escola School → Saída Exit ↑ Escola School ← Claustro Cloister ↑ Escola School ↑ Saída Exit ↑ Banheiros Toilets ↑ Igreja Church → A Sa6 B A Sa7 B A Sa8 B PLACAS LOCACIONAIS DE PISO (código b) Placas Lados Sb1 A Linhas de mensagem – Inglês Cabido Fitted Igreja Sb2 A Church Cemitério Sb3 A Cemetery Cemitério Sb4 A Cemetery Latrina Sb5 A Latrine Sb6 A Latrina 102 Latrine Claustro Sb7 A Cloister Escola Sb8 A School Claustro Sb9 A Cloister PLACAS INFORMACIONAIS DE PISO (código c) Placas Lados Sc1 A Fonogramas - Inglês Cabido Fitted Cemitério Sc2 A Cemetery Igreja Sc3 A Church Latrina Sc4 A Latrine Claustro Sc5 A Cloister Escola Sc6 A School RECEPÇÃO DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE SÃO LOURENÇO MARTÍR (código H) PLACAS DIRECIONAIS AÉREAS (código a) Placas Lados Fonogramas Fonogramas em inglês Logogramas Ha1 A Banheiros Toilets ↙ 103 B Museu Museum Sítio Arqueológico São Lourenço Martir Archaeological St. Lawrence Martyr Saída Exit ↑ Banheiros Toilets ↘ Museu Museum ↙ PLACAS LOCACIONAIS AÉREAS (código b) Placas Lados Hb1 A Linhas de mensagem – Inglês Banheiro Feminino Female Bathroom Banheiro Masculino com Acessibilidade Hb2 A Male Bathroom with accessibility Cozinha Hb3 A Kitchen Museu Hb4 A Museum Museu Hb5 A Museum PLACAS INFORMACIONAIS DE PAREDE (código c) Placas Lados Fonogramas Hc1 A Informações do IPHAN Hc2 A Informações do Local e Mapa do Sítio PRAÇA JAYME CAETANO BRAUN (código J) PLACAS DIRECIONAIS DE PISO (código a) ↘ ↑ 104 Placas Lados Fonogramas Fonogramas em inglês Logogramas Ja1 A Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ← Ja2 A Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun → Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun ← Sítio Arqueológico São Lourenço Martir 33 Km Archaeological St. Lawrence Martyr 33 Km ↑ Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun → Sítio Arqueológico São Lourenço Martir 33 Km Archaeological St. Lawrence Martyr 33 Km ↑ A Monumento ao Payador Monument to Payador ↑ B Saída Exit ↑ A Rampa de Acessibilidade Ramp Accessibility ↑ Ja3 Ja4 A A Ja5 Ja6 PLACAS LOCACIONAIS DE PISO (código b) Placas Lados Jb1 A Linhas de mensagem – Inglês Praça Jayme Caetano Braun Square Jayme Caetano Braun Estacionamento Jb2 A Parking Monumento ao payador Jb3 A Monument to payador PLACAS INFORMACIONAIS DE PISO (código c) Placas Lados Sc1 A Fonogramas - Inglês Monumento ao Payador Monument to Payador MUSEU SENADOR PINHEIRO MACHADO (código M) PLACAS DIRECIONAIS DE PISO E AÉREAS 105 (código a) Placas Lados Fonogramas Fonogramas em inglês Logogramas Ma1 A Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum ← Ma2 A Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum → Recepção Reception ↘ Sala das Coleções Hall of Exhibits ↑ Sala Senador Pinheiro Machado Hall Senator Pinheiro Machado ↙ Sala Tecnologias do Passado Hall Technologies of the Past ↑ Sala Artefatos da Cultura Gaúcha Hall Artifacts of Culture Gaucha → Ma3 A PLACAS LOCACIONAIS AÉREAS (código b) Placas Lados Mb1 A Linhas de mensagem – Inglês Museu Senador Pinheiro Machado Senator Pinheiro Machado Museum Recepção Mb2 A Reception Sala Senador Pinheiro Machado Mb3 A Hall Senator Pinheiro Machado Sala Artefatos da Cultura Gaúcha Mb4 A Hall Artifacts of Culture Gaucha Sala das Coleções Mb5 A Hall of Exhibits Sala Tecnologias do Passado Mb6 A Hall Technologies of the Past Sala Tecnologias do Passado Mb7 A Hall Technologies of the Past Mb8 A Somente Pessoal Autorizado 106 Staff Only PLACAS INFORMACIONAIS DE PAREDE (código c) Placas Lados Mc1 A Fonogramas - Inglês Casa do Senador. Em ingles. Quarto do Senador. Mc2 A Em ingles. Sala de Reuniões. Mc3 A Em ingles. Cozinha. Mc4 A Em ingles. Sala de Jantar. Mc5 A Em ingles. MUSEU ARQUEOLOGICO DE SÃO LUIZ GONZAGA (código A) PLACAS DIRECIONAIS DE PISO E AÉREAS (código a) Placas Lados Fonogramas Fonogramas em inglês Logogramas Qa1 A Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Qa2 A Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← Rampa para Cadeirante Wheelchair Ramp ↑ Qa3 A Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ → A Rampa para Cadeirante Wheelchair Ramp → A Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ ← B Saída Exit ↑ A Saída Exit ↑ Qa4 Qa5 Qa6 107 Qa7 A Saída Exit → PLACAS LOCACIONAIS AÉREAS (código b) Placas Lados Qb1 A Linhas de mensagem – Inglês Museu Arqueológico - MARQ Archaeological Museum – MARQ PLACAS INFORMACIONAIS DE PAREDE (código c) Placas Lados Qc1 A Fonogramas - Inglês Informações Information IGREJA GRUTA NOSSA SENHORA APARECIDA (código G) PLACAS DIRECIONAIS DE PISO (código a) Placas Lados Fonogramas Fonogramas em inglês Logogramas Ga1 A Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto ← Ga2 A Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Church Our Lady of Lourdes Grotto → A Gruta Nossa Senhora de Lourdes Our Lady of Lourdes Grotto ↑ B Saída Exit ↑ Ga3 PLACAS LOCACIONAIS DE PISO (código b) Placas Lados Gb1 A Linhas de mensagem – Inglês Gruta Nossa Senhora de Lourdes Our Lady of Lourdes Grotto Igreja Gruta Nossa Senhora de Lourdes Gb2 A Church Our Lady of Lourdes Grotto 108 PLACAS INFORMACIONAIS DE PISO (código c) Placas Lados Gc1 A Fonogramas - Inglês Gruta Nossa Senhora de Lourdes [...] Grotto of Our Lady of Lourdes […] 110 ENTREVISTA A - Sandra Ferreira da Silva 1- Nome, sobrenome e formação, para poder citar no trabalho monográfico. Sandra Ferreira da Silva, guia de Turismo, Turismóloga, chefe de Setor de Turismo na Prefeitura Municipal de São Luiz Gonzaga. 2- Quais são para você os pontos turísticos mais importantes de São Luiz Gonzaga? A Estatuária Missioneira que estão na Igreja Matriz, e o Sítio Arqueológico de São Lourenço. 3- A seu ver, qual é o nível de engajamento da população de São Luiz Gonzaga na valorização do turismo? E da prefeitura? A maioria da população não valoriza, pois, o Turismo é intangível, e por desvalorizar a identidade, a cultura, da região não acredita que outras pessoas possam gostar de São Luiz Gonzaga. Há pouco engajamento, assim como em outras áreas também, nossa população não sabe trabalhar em conjunto. Na Prefeitura há valorização de alguns, mas bem mais do que há anos atrás, por exemplo, o Setor de Turismo é coordenado por um profissional da área de Turismo, o prefeito, o secretario do planejamento e o secretario da pasta do turismo acreditam no turismo e estão muito empenhados em resolver os nossos problemas. 4- Qual é para você o grau de entendimento da população quanto aos pontos? A população tem um conhecimento parcial, mas percebo que bem mais que há 13 anos, hoje há reivindicação da população para que a igreja e que os Museus fiquem abertos no domingo, para que seus familiares que estão em visita possam visitá-los. 5- Quais são os tipos de pontos turísticos que você considera ter no município de São Luiz Gonzaga? (Culturais, Históricos, Artísticos, Etc...) Hoje estamos trabalhando o Turismo Histórico Cultural, com potencial para Turismo Rural, Turismo Ecológico. 111 6- Você acha que dentre os municípios integrantes dos Sete Povos, São Luiz Gonzaga é o que está menos engajado em políticas de desenvolvimento do turismo? Esteve nos últimos 4 anos, estamos retomando o interesse, mas, a nossa prioridade é melhorar a infraestrutura, estamos buscando recursos altos, que não são fáceis de conseguir. 7- Qual seria para você a vantagem de haver uma sinalização turística no município de São Luiz Gonzaga? Existem muitos turistas estrangeiros visitando o município? É necessária faz parte da infraestrutura de apoio ao turista, não somente ao turista todos os investimentos, quem utiliza diariamente é a população. No momento a visita dos estrangeiros é somente de argentinos, mas a região das Missões recebe mais estrangeiros. 8- O que traria de positivo para a região a aplicação de uma sinalização turística? Quais são os próximos projetos? Uma boa sinalização na BR 285, por exemplo, indicando que a cidade possui Museus, Patrimônio Histórico Nacional, restaurantes, hotéis, atraem turistas e a sinalização interna facilita o deslocamento das pessoas para chegar nestes pontos. 9- Tens um livro para indicar sobre a história, economia, desenvolvimento urbano da cidade? Gostaria de saber algo mais sobre a escola indígena e as fundações das antigas ruínas de São Luiz? Sobre a fundação da Missão de São Luiz Gonzaga, sugiro Bens e Riquezas das Missões da professora Ana Olívia, os Relatos do Padre Antonio Sepp, no Instituto Histórico e Geográfico há mais obras para pesquisas. 10- Tens mais algo importante a declarar sobre o turismo de São Luiz? O Turismo é uma área a ser desenvolvida para que ele cumpra seu papel é necessário investimentos, para que ele possa gerar emprego e renda. Em São Luiz Gonzaga apesar do turismo não atingir os números desejados, ele cumpriu o seu papel inicial que é a valorização da origem missioneira, quem há 15 anos considerava-se com orgulho “missioneiro”, a maioria das pessoas acreditavam que as imagens da igreja eram de gesso. Através de pessoas que 112 acreditaram que essa história era importante escreveram livros, construíram monumentos, contribuíram com seu talento para que esses personagens que fazem parte de nossa história ganhassem vida aos olhos do povo. Se o objetivo não fosse o turismo tudo isso teria acontecido. Creio que não, o primeiro passo foi dado, aquelas pessoas como Jayme Caetano Braun que lá em 1979 resgatou o valor do índio missioneiro, na nossa cultura, da professora Olga Farias Turismóloga, que criou o COMTUR em São Luiz, que participou lá em 2000 dos primeiros festivais de turismo do estado, com recursos próprios sem ver nenhum turista, acreditando no potencial da cidade. Hoje que os turistas estão chegando não nos números que gostaríamos, mas isso é questão de buscar essas melhorias e divulgar. Vamos então dizer para eles vão embora o que querem nessa cidade cheia de buracos! 114 ENTREVISTA B – Aldimar Pereira Machado 1- Nome, sobrenome e formação, para poder citar no trabalho monográfico. Aldimar Pereira Machado. Secretario Municipal da Agricultura, Comércio, Indústria, Serviço, Turismo e Meio Ambiente do município de São Luiz Gonzaga. 2- Quais são para você os pontos turísticos mais importantes de São Luiz Gonzaga? A estatua de Jayme Caetano Braun, os museus e a praça matriz. 3- A seu ver, qual é o nível de engajamento da população de São Luiz Gonzaga na valorização do turismo? E da prefeitura? É pouco valorizado. A prefeitura vem buscando verba através de emendas parlamentares do Ministério do Turismo. Estamos trabalhando em conjunto com a guia responsável pelo setor de Turismo. 4- Qual é para você o grau de entendimento da população quanto aos pontos? É pouco. Eu mesmo estou começando a ficar a par dos assuntos somente este ano em que assumi em minha secretaria o setor de turismo. Houve cortes no orçamento e tivemos que agregar o turismo. 5- Quais são os tipos de pontos turísticos que você considera ter no município de São Luiz Gonzaga? (Culturais, Históricos, Artísticos, Etc...) Acho que de todos os tipos. Estamos trabalhando com a Guia Sandra para aumentar o turismo rural no nosso município. 115 6- Você acha que dentre os municípios integrantes dos Sete Povos, São Luiz Gonzaga é o que está menos engajado em políticas de desenvolvimento do turismo? Existe uma dificuldade em trazer fundos para investir em turismo, e isso vem da precariedades dos outros setores da economia com maior prioridade, como saúde, educação e transportes. 7- Qual seria para você a vantagem de haver uma sinalização turística no município de São Luiz Gonzaga? Existem muitos turistas estrangeiros visitando o município? Com certeza a cidade seria agraciada com muito mais turistas curioso para conhecer nossa história. 8- O que traria de positivo para a região a aplicação de uma sinalização turística? Quais são os próximos projetos? Acho que alavancaria o comércio e aumentaria o conhecimento dentro e fora do Brasil sobre nossa história. Temos como projetos a finalização da praça Jayme Caetano Braun e a criação de um centro de acolhimento do turista na praça matriz, ainda dependendo de finalizar o projeto e arrecadar verbas. 9- Tens um livro para indicar sobre a história, economia, desenvolvimento urbano da cidade? Gostaria de saber algo mais sobre a escola indígena e as fundações das antigas ruínas de São Luiz? Estou começando a pouco a conhecer sobre nosso turismo, ainda não tenho livro para indicar, talvez tenha bons livros no Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz Gonzaga. 116 10- Tens mais algo importante a declarar sobre o turismo de São Luiz? Estamos prontos para realizar uma boa gestão e marcar nome na política da cidade com a melhora dos locais turísticos. 117 ANEXO A – Manual de Aplicação da Sinalização