Demonstrações Financeiras
30 de junho de 2015 e 2014
com Relatório dos Auditores Independentes
Índice
Relatório da Administração .................................................... 1
Relatório dos Auditores Independentes sobre
Demonstrações Financeiras... ........................................... .. 4
Demonstrações Financeiras
Balanços Patrimoniais .......................................................... 7
Demonstrações do Resultado ............................................... 9
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido ......... 10
Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Indireto... ..... 11
Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras ............. 12
0
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Em 30 de junho de 2015 e 2014
Apresentamos as Demonstrações Financeiras do Banif – Banco Internacional do Funchal
(Brasil), S.A., elaboradas na forma da legislação societária, normas de contabilidade e
legislação bancária aplicáveis às Instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil, relativas ao semestre encerrado em 30/06/2015, acompanhadas das Notas
Explicativas e do parecer da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes.
CONJUNTURA ECONÔMICA
O cenário internacional encontra-se marcado por acentuadas assimetrias entre as
perspectivas de crescimento nas diferentes economias. Com efeito, se nos Estados
Unidos, na esteira da melhoria dos indicadores de produção, discute-se - pela primeira
vez após quase uma década - a oportunidade de um possível aumento das taxas de juros
pelo Federal Reserve, na outrora pujante China as autoridades promoveram
recentemente medidas como a desvalorização do yuan, reduções nas taxas de juros,
diminuição dos compulsórios e emissão de sinais de incentivo ao mercado acionário,
demonstrando uma forte preocupação com o arrefecimento econômico que tem se
acentuado nos últimos anos. A Europa e o Japão, por seu lado, apresentam obstáculos
estruturais para sustentar o almejado crescimento em suas economias, enquanto os
países emergentes, de maneira geral, atravessam momento de fraco crescimento, no
difícil processo de transição de um período em que foram beneficiados por crédito
abundante e elevada demanda global por commodities, para um novo cenário, com
menores perspectivas de crescimento em nível mundial.
No Brasil, além dos efeitos da situação econômica global, o quadro econômico é também
impactado em função da prolongada crise política instalada, que se intensifica em função
das tensões provocadas pelo andamento das investigações da “Operação Lava-Jato”. As
incertezas no quadro político, o enfraquecimento adicional da demanda doméstica e os
baixos níveis de confiança dos empresários tornam o quadro mais difícil neste ano, e não
sugerem uma recuperação dos investimentos no curto prazo. O consumo, por seu turno,
reage negativamente à piora dos indicadores de renda, crédito e emprego.
No segundo trimestre de 2015 o desemprego no Brasil subiu a 8,3%, configurando-se na
maior taxa da série histórica Pnad do IBGE, representando a perda de 494 mil empregos
com carteira assinada no período de janeiro a julho. No segundo trimestre de 2015,
houve queda de 2,6% no PIB, se comparado com o período homólogo no ano anterior. A
expectativa entre economistas do mercado financeiro é de uma queda de 2 % para o PIB
em 2015. E a inflação também preocupa: no acumulado de 12 meses encerrado em julho
os preços subiram 9,56% - se medidos pelo IPCA, índice oficial - e a previsão do mercado
financeiro é de uma variação superior a 9% em 2015. Este poderia ser o primeiro ano
com inflação superior ao teto da meta estabelecida pelo CMN (6,5%), algo que não
acontece desde 2.003. Assim, a economia do País está convivendo com queda na
produção, desemprego, inflação e recessão.
1
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Em 30 de junho de 2015 e 2014
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Dados do Banco Central do Brasil revelam que a expansão do volume de crédito do
sistema financeiro nacional, de Junho/2014 a Junho/2015, foi de 9,8%, abaixo da
tendência dos últimos exercícios, atingindo o montante de R$ 3,1 trilhões, dos quais R$
1,5 trilhão com pessoas físicas e R$ 1,6 trilhão com pessoas jurídicas. A relação
crédito/PIB passou de 52,8% em Junho/2014 para 54,5% em Junho/2015.
BANIF BRASIL
O Banif Brasil, no País desde 1998, com sua sede localizada na cidade de São Paulo SP mantém estruturas de bancos Comercial e de Investimento, cujas operações se
encontram integradas desde o primeiro semestre de 2013.
O Banco Comercial atua nos segmentos de empresas, pessoas físicas e investidores
institucionais, com focos, em especial, no middle market, affluents e clientes de alta
renda, ofertando produtos de crédito, comércio exterior, tesouraria, operações
estruturadas, câmbio e de captação em geral (depósitos e investimentos).
No Banco de Investimento destacam-se negócios das áreas de Mercado de Capitais,
Fusões e Aquisições, Corporate Finance e Securitizações, com reputação consolidada na
estruturação e distribuição de operações através de diversos instrumentos, tais como CRI,
FII, FIP e Debêntures.
A atuação do Grupo Banif no Brasil no ano de 2013 foi caracterizada por um amplo
processo de reestruturação, com foco na racionalização da estrutura organizacional, na
busca de uma maior eficiência operacional em negócios nos segmentos-alvo de mercado,
além da continuidade do processo de desinvestimento em segmentos descontinuados.
Em 2014 e no primeiro semestre de 2015, foram realizados novos ajustes na estrutura
organizacional, com adoção de medidas que buscaram aprimorar ainda mais a eficiência
em todas as áreas da Instituição, sem qualquer prejuízo à qualidade dos serviços, com o
que se totaliza uma redução de 50% do custo administrativo recorrente, desde a posse da
nova administração, em Setembro de 2012.
O Ativo Líquido Consolidado no período de junho de 2014 a junho de 2015 diminuiu de R$
1.142 milhões para R$ 1.015 milhões, como reflexo, entre outros, da redução das
Operações de Crédito, que passaram de R$ 698 milhões para R$ 420 milhões em linha
com o objetivo de desalavancagem do Balanço, com reflexos positivos no rácio de
transformação (loan to deposit ratio), que se situou, em 30 de junho de 2015, em 0,61,
que compara com 0,98 no período homólogo. Do lado do Passivo, o Banco seguiu a sua
estratégia de redução do cost of funding (CoF), por via, em especial, da redução dos
passivos mais onerosos (DPGE), enquanto os Depósitos de Clientes mantiveram sua
tendência de crescimento observado no exercício de 2014, passando de R$ 211,6
milhões, em junho/2014, para R$ 256,5 milhões em junho/2015, com os Depósitos Totais
a situarem-se em R$ 723,3 milhões, em junho de 2015, contra R$ 744,6 milhões, no
período homólogo.
2
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Em 30 de junho de 2015 e 2014
De destacar ainda o fechamento de operação de securitização de parte significativa da
carteira de crédito do Banco (incluindo operações em balanço e written off), no montante
total (valor de face) de R$ 564,0 milhões e net accounting value de R$ 178,5 milhões, que
permitiu concluir a reestruturação de balanço e segregar os portfolios legacy
remanescentes do Banif Brasil. Tratou-se de operação relevante no processo de
reestruturação do Banco iniciado em Setembro de 2012, abrangendo um portfolio de
direitos creditórios de diversas categorias, com ênfase em NPL. A liquidação da Operação
em questão teve início em 01/07/2015, com importantes reflexos na: i) geração de
liquidez; ii) redução no CoF; iii) melhoria no equilíbrio entre ativos rentáveis e passivos
onerosos; iv) geração de relevante resultado contábil (P&L); v) eliminação de riscos
contingentes potenciais; e vi) redução de despesas do Banif inerentes à gestão,
acompanhamento e recuperação da carteira objeto da securitização.
Os impactos da operação de securitização acima referida, a serem reconhecidos em
balanço no terceiro trimestre, permitirão, ainda, o realinhamento do resultado do exercício
com o Business Plan.
O Patrimônio Líquido Consolidado do Banco registrou, ao final do 1º Semestre de 2015, o
valor de R$ 161,9 milhões, com o Índice de Basiléia, no consolidado do Grupo Banif no
Brasil, a registrar 14,48%.
Em atenção ao disposto no artigo 8º da Circular nº. 3.068 de 08 de novembro de 2001, do
Banco Central do Brasil, a Administração declara que o Banif - Banco Internacional do
Funchal (Brasil), S.A. possui capacidade financeira e intenção de manter até o
vencimento os títulos classificados na categoria Títulos Mantidos até o Vencimento.
Ouvidoria
O componente organizacional de Ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua
estrutura atende às disposições estabelecidas na Resolução 3.849, de 25 de março de
2010, do Conselho Monetário Nacional.
São Paulo, 28 de Agosto de 2015
A Administração
3
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 30 de junho de 2015 e 2014
Relatório dos auditores independentes
sobre as demonstrações financeiras
Aos Administradores e Acionistas
Banif – Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A.
Examinamos as demonstrações financeiras individuais do Banif – Banco Internacional do
Funchal (Brasil) S.A. ("Instituição") que compreendem o balanço patrimonial em 30 de
junho de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio
líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, assim como o resumo das
principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração
sobre as demonstrações financeiras
A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação
dessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil (BACEN) e pelos controles internos que ela determinou como
necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção
relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações
financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras
e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas
pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter
segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção
relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para
obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas
demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do
auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações
financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro.
Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a
elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Instituição
para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas
não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Instituição.
Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e
a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para
fundamentar nossa opinião com ressalva.
4
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2014 e 2013
Base para opinião com ressalva
Conforme mencionado na nota explicativa 10, a controlada Banif Banco de Investimento
(Brasil) S.A. detém investimento no Real Estate Brasil FIP ("FIP") no montante de R$
54.013 mil, o qual estava registrado em 30 de junho de 2014 pelo valor da cota divulgado
pelo administrador e não representava a avaliação a valor de mercado dos investimentos
detidos pelo FIP, conforme requerido pela Circular no. 3.068/01, do Banco Central do
Brasil, para os títulos e valores mobiliários classificados como “títulos para negociação”.
Adicionalmente, para aquela data-base, não obtivemos acesso às informações financeiras
dos investimentos mantidos pelo FIP ou ao relatório dos auditores independentes sobre
as últimas demonstrações financeiras do FIP que pudessem comprovar a sua posição
patrimonial e financeira. Consequentemente, não foi possível determinar a eventual
necessidade de algum ajuste nas demonstrações financeiras da Instituição em 30 de
junho de 2014, relacionado com este investimento, caso as referidas evidências de
auditoria tivessem sido obtidas. Todavia, a partir do segundo semestre de 2014 o conjunto
de ativos imobiliários detido pelo FIP passou a ser avaliado por empresa especializada
independente e o resultado dessa avaliação reconhecido como provisão nas
demonstrações financeiras da Instituição, de forma a ajustar o investimento ao valor de
avaliação apurado. Este assunto não produziu impactos no patrimônio líquido e resultado
do semestre findo em 30 de junho de 2015.
Opinião com ressalva
Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos do assunto descrito no parágrafo "Base
para opinião com ressalva", as demonstrações financeiras acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do
Banif – Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. em 30 de junho de 2015, o
desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, bem como o desempenho
consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o semestre
findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de dezembro de 2014 e 2013
Ênfase
Créditos tributários diferidos
Conforme descrito na nota 15 (b), a Instituição mantém registrado em 30 de junho de
2015 créditos tributários no valor de R$ 134.134 mil, reconhecidos com base em projeção
para a sua realização nos próximos exercícios. Essa projeção de realização do crédito
tributário foi revisada pela administração com base em estudo do cenário atual e futuro
aprovada pela Administração em 28 de agosto de 2014, que incluem estudo da conjuntura
atual e cenários futuros com premissas e projeções. A realizaçãodesses créditos
tributários no período estimado, depende da materialização dessas
projeções e do plano de negócios na forma como aprovado pelos órgãos da
Administração. Nossa
conclusão não está ressalvada em função deste assunto.
São Paulo, 29 de agosto de 2015
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5
Edison Arisa Pereira
Contador CRC 1SP127241/O-0
6
BALANÇOS PATRIMONIAIS
Em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
Ativo Circulante
Disponibilidades
Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 4)
Aplicações no mercado aberto
Aplicações em depósitos interfinanceiros
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos (Nota 5)
Carteira própria
Vinculados a compromissos de recompra
Vinculados à prestação de garantias
Relações interfinanceiras
Pagamentos e recebimentos a liquidar
Créditos vinculados
Operações de crédito (Nota 6)
Setor privado
(-) Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (Nota 6)
Outros créditos
Carteira de câmbio (Nota 7)
Rendas a receber
Negociação e intermediação de valores
Diversos (Nota 8)
(-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa (Nota 6)
Outros valores e bens (Nota 9)
2015
2014
573.668
605.967
8.728
7.352
65.002
60.753
16.167
48.835
53.004
7.749
41.040
87.715
19.205
8.165
13.670
59.558
18.577
9.580
724
684
522
202
447
237
186.529
232.727
285.136
(98.607)
467.966
(235.239)
81.568
118.185
53.458
938
56.972
75
-
290
27.550
(668)
190.077
61.467
(329)
98.551
204.103
3.600
(17.626)
113.297
7.175
(21.921)
272.085
313.124
-
31.737
27.466
31.737
79.324
Setor privado
(-) Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (Nota 6)
Outros créditos
33.581
(6.115)
243.616
106.747
(27.423)
197.314
Avais e fianças
Diversos (Nota 8)
(-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa (nota 6)
3.045
245.048
(4.477)
3.045
197.448
(3.179)
Bens não de uso próprio
Despesas antecipadas
(-) Provisão para desvalorização de outros valores e bens
Realizável a longo prazo
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos (Nota 5)
Carteira própria
Operações de crédito (Nota 6)
1.003
4.749
Despesas antecipadas
Permanente
1.003
174.168
4.749
118.572
Investimentos
172.220
114.985
164.969
7.914
114.939
46
Outros valores e bens (Nota 9)
Participações em coligadas e controladas (Nota 10 a)
Outros investimentos (Nota 10 b)
(663)
-
1.634
3.067
Outras imobilizações de uso
Depreciações acumuladas
Diferido
7.039
(5.405)
224
12.880
(9.813)
520
Gastos de organização e expansão
Amortizações acumuladas
Intangível
2.709
(2.485)
90
4.838
(4.318)
-
1.019.921
1.037.663
(-) Provisão para perdas em investimentos
Imobilizado de uso
Total do ativo
7
BALANÇOS PATRIMONIAIS
Em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
2015
2014
Passivo
Circulante
524.131
253.637
Depósitos (Nota 11)
420.475
133.670
9.369
411.106
9.441
7.350
116.879
56.987
60.002
8.152
48.835
18.529
41.473
Relações interfinanceiras
56
93
Recebimentos e pagamentos a liquidar
Correspondentes
Relações interdependências
56
33
88
5
-
33
46.580
59.872
Depósitos à vista
Depósitos interfinanceiros
Depósitos a prazo
Captações no mercado aberto
Carteira própria
Carteira de terceiros
Recursos em trânsito de terceiros
Outras obrigações
Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados
Carteira de câmbio (Nota 7)
Sociais e estatutárias (Nota 13)
Fiscais e previdenciárias (Nota 13)
-
4
33
15.012
1.517
35.059
350
492
4
-
Negociação e intermediação de valores
Diversas (Nota 13)
Exigível a longo prazo
30.043
333.848
210
23.728
579.525
Depósitos (Nota 11)
229.358
488.594
Depósitos a prazo
Recursos de Aceites de Emissão de Títulos (Nota 12)
229.358
33.130
488.594
28.255
33.130
28.255
71.360
62.676
4.222
67.138
38
62.638
Provisão para passivos contingentes (Nota 13)
Obrigações por emissão de letras financeiras
Outras obrigações
Fiscais e previdenciárias (Nota 13)
Provisão para passivos contingentes (Nota 13)
65
102
Receita de exercícios futuros
Patrimônio líquido (Nota 14)
65
161.877
102
204.399
Capital social – domiciliado no exterior
707.883
707.883
-
241
17.397
(3.448)
Prejuízos acumulados
(546.006)
(517.674)
Total do passivo e patrimônio líquido
1.019.921
1.037.663
Resultados de exercícios futuros
Reservas de capital
Reservas de lucros
Ajustes de avaliação patrimonial
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
8
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(prejuízo) por lote de mil ações )
(Em milhares de reais,exceto o lucro
2015
Receitas da intermediação financeira
2014
19.113
38.652
Operações de crédito (Nota 6 f)
Resultado de operações com títulos e valores mobiliários
13.111
2.929
23.323
12.316
Resultado com instrumentos financeiros derivativos (Nota 5 c)
Resultado de operações de câmbio
(5.653)
11.347
6.006
(2.993)
Resultado de operações de venda ou transferência ativos financeiros
(2.621)
-
Despesas da intermediação financeira
(32.057)
(9.108)
Operações de captação no mercado
Operações de empréstimos e repasses
(48.275)
(10)
(42.280)
-
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
16.228
33.172
Resultado bruto da intermediação financeira
(12.944)
29.544
Outras receitas (despesas) operacionais
(33.357)
(39.729)
991
125
126
157
Resultado de participações em controladas (Nota 10)
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas (Nota 16)
3.294
(15.966)
(18.623)
1.372
(19.498)
(19.188)
Despesas tributárias
Outras receitas operacionais (Nota17)
Outras despesas operacionais (Nota 17)
(242)
9.376
(12.312)
(517)
175
(2.356)
(46.301)
(10.185)
(2.457)
14.515
(48.758)
(4)
4.330
(350)
(521)
1.260
Receitas de prestação de serviços
Receitas de tarifas bancárias
Resultado operacional
Resultado não operacional
Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações
Participações no lucro
Imposto de renda e contribuição social
IRPJ/CSLL
Ativo fiscal diferido
(Prejuízo) / lucro líquido do semestre
Recebimento de juros sobre capital próprio (Nota 10)
(Prejuízo) / lucro por lote de mil ações - R$
(4)
(268)
(517)
1.528
(49.283)
5.240
550
-
(14,89)
1,50
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
9
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
Reservas de lucros
Reservas Ajustes de
especiais avaliação
Reserva
Prejuízos
de lucros patrimonial acumulados
legal
1.165
16.232
(2.292)
(522.914)
(1.156)
5.240
Capital
Reservas
Saldos em 31 de dezembro de 2013
Ajuste da circular Bacen 3068/01
Lucro líquido do semestre
Social
707.883
-
de capital
241
-
Saldos em 30 de junho de 2014
707.883
241
1.165
16.232
(3.448)
(517.674)
204.399
-
-
-
-
(1.156)
5.240
4.084
707.883
-
241
-
1.165
-
16.232
-
(1.770)
1.770
(514.911)
-
208.840
1.770
-
(241)
(1.165)
(16.232)
-
17.638
-
707.883
-
-
-
-
550
(49.283)
(546.006)
550
(49.283)
161.877
-
(241)
(1.165)
(16.232)
1.770
(31.095)
(46.963)
Mutações do semestre
Saldos em 31 de dezembro de 2014
Ajuste da circular Bacen 3068/01
Absorção dos saldos conforme AGE
16/06/2015 – (Nota 14)
Equivalência reflexa da empresa investida
Prejuízo líquido do semestre
Saldos em 30 de junho de 2015
Mutações do semestre
de
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
10
Total
200.315
(1.156)
5.240
DEMONSTRAÇOES DOS FLUXOS DE CAIXA – MÉTODO INDIRETO
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
Fluxo de caixa das atividades operacionais
(Prejuízo) líquido ajustado do semestre
Lucro (Prejuízo) do semestre
Ajustes para reconciliar o lucro (prejuízo) líquido
Impostos diferidos
Depreciações e amortizações
Provisão de crédito de liquidação duvidosa
Resultado de participações em coligadas e controladas
Ajustes de avaliação patrimonial - títulos disponíveis para venda
Resultado na venda de ativos imobilizados
Variação de ativos e passivos
(Aumento) em aplicações interfinanceiras de liquidez
Redução em títulos e valores mobiliários e derivativos
Redução em operações de crédito
(Aumento) em relações interfinanceiras e interdepartamentais
(Aumento) em outros créditos e outros valores e bens
Aumento (redução) em outras obrigações
(Redução) em resultado de exercícios futuros
Aumento (redução) em depósitos
Aumento em captações no mercado aberto
Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades operacionais
(Em milhares de reais)
2015
2014
(65.777)
(49.283)
(16.494)
517
543
(16.228)
(3.294)
1.770
198
105.366
15.695
54.510
(3.608)
(2.283)
(12.325)
(27)
29.904
23.500
39.589
(28.545)
5.240
(33.785)
759
(33.172)
(1.372)
51.697
(4.092)
49.236
90.663
(2.925)
(57.994)
4.312
(21)
(54.207)
26.725
23.152
(21.379)
(347)
(108)
1.700
550
1.161
(163)
-
(19.584)
998
8.498
2.751
11.249
2.141
2.141
31.254
26.291
42.476
73.730
31.254
34.065
60.356
26.291
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Aquisição de investimento
Alienação de investimento
Perdas em ações e cotas
Aquisição de imobilizado de uso
Dividendos recebidos
Juros sobre o capital próprio recebidos
Caixa líquido gerado nas atividades de investimentos
Fluxo de caixa das atividades de financiamento
Redução de capital em companhia investida
Aumento em recursos de aceites emissão de títulos
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento
Aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalente de caixa no início do semestre
Caixa e equivalente de caixa no fim do semestre
Aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
1. Contexto operacional
O Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil), S.A. é uma sociedade de capital
fechado, constituído sob a forma de banco múltiplo tendo como objetivo atuação em
operações de crédito, financiamento, investimento e operações de cambio. É a
instituição líder do Conglomerado Financeiro Banif, tendo como controlador o Banif –
Banco Internacional do Funchal S.A..
As operações são conduzidas pelas Instituições de forma integrada no mercado
financeiro, com os seguintes focos:
O Banco Comercial atua no Middle Market, ofertando produtos de crédito,
tesouraria, operações estruturadas, câmbio e captações em geral;
No Banco de Investimento destacam-se negócios da área de Mercado de Capitais,
Fusões e Aquisições, Corporate Finance e Securitizações, com reputação
consolidada na estruturação de negócios através de diversos instrumentos, tais
como CRI, FII, FIP e Debêntures.
A atuação do Grupo no Brasil nos anos de 2013 a 2015 foi caracterizada pelo
processo de reestruturação, com foco na racionalização da estrutura organizacional e
aprimoramentos contínuos em busca da eficiência operacional, além da
reestruturação de ativos.
2. Apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, que incluem as diretrizes contábeis emanadas da Lei das
Sociedades por Ações Lei 6.404/76, alterações introduzidas pelas Leis 11.638/07 e
11.941/09, e normas do Banco Central do Brasil - BACEN, e estão sendo
apresentadas de acordo com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro
Nacional - COSIF.
As estimativas contábeis são determinadas pelo Banco, considerando fatores e
premissas estabelecidas com base em julgamentos. Itens significativos, sujeitos a
essas estimativas e premissas, incluem as provisões para ajuste dos ativos ao valor
provável de realização ou recuperação, as provisões para perdas, as provisões para
contingências, marcação a mercado de instrumentos financeiros, os impostos
diferidos e a expectativa de realização dos créditos tributários, entre outros. A
liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores
divergentes em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. O
Banco revisa as estimativas e premissas, pelo menos, semestralmente.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pela Administração em 28 de agosto
de 2015.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
2. Apresentação das demonstrações financeiras--continuação
a)
Demonstrações dos resultados
Conforme definido pela Carta-Circular n° 3.105 do Banco Central do Brasil, as
variações cambiais sobre operações ativas e passivas são reclassificadas para outras
receitas operacionais e outras despesas operacionais, respectivamente, quando da
ocorrência de resultado com natureza inversa as suas contas de origem. Com isso,
determinadas receitas e despesas típicas da intermediação financeira são alocadas
nas referidas rubricas.
3. Principais diretrizes contábeis
a)
Apuração do resultado
As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência,
observando-se o critério “pro-rata” dia para as de natureza financeira.
As receitas e despesas de natureza financeira são calculadas com base no
método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou
relacionados com operações no exterior, as quais são calculadas com base no
método linear. As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de
resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são
registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As operações
com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço através dos índices
pactuados.
b) Caixa e equivalentes de caixa
Conforme Resolução nº 3.604/08 do Banco Central do Brasil, caixa e
equivalentes de caixa são representados, basicamente, por disponibilidades em
moeda nacional e, quando aplicável, por operações que são utilizadas pelo
Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo, tais como
aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, com
prazo igual ou inferior a 90 dias entre a data de aquisição e a data de
vencimento.
O caixa e equivalentes de caixa são compostos como segue:
Descrição
Disponibilidades
Aplicações no mercado aberto
Total
13
2015
8.728
65.002
2014
7.352
53.004
73.730
60.356
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
3. Principais diretrizes contábeis--Continuação
c)
Aplicações interfinanceiras de liquidez, captações no mercado aberto, obrigações
por títulos e valores mobiliários no exterior, obrigações por empréstimos e
repasses e dívida subordinada
As operações com cláusula de atualização monetária / cambial e as operações
com encargos pré-fixados estão registradas a valor presente e calculadas “prorata” dia com base na variação do indexador e na taxa de juros pactuados. As
operações que são objeto de hedge, dentro dos conceitos da Circular nº
3.082/01 do Banco Central do Brasil são ajustadas a valor de mercado.
As aplicações pós-fixadas são registradas ao custo de aquisição, acrescido dos
rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para
desvalorização, quando aplicável. As operações compromissadas são
classificadas em função de seus prazos de vencimento, independentemente dos
prazos de vencimento dos papéis que lastreiam as operações.
d)
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos
De acordo com o estabelecido pela Circular nº 3.068/01 do Banco Central do
Brasil, os títulos e valores mobiliários integrantes da carteira são classificados
em três categorias distintas, conforme a intenção da Administração, quais sejam:
• Títulos para negociação;
• Títulos disponíveis para venda; e
• Títulos mantidos até o vencimento.
Os títulos para negociação são apresentados no ativo circulante,
independentemente dos respectivos vencimentos e compreendem os títulos
adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São
avaliados pelo valor de mercado, sendo o resultado da valorização ou
desvalorização computado ao resultado.
Os títulos disponíveis para a venda representam os títulos que não foram
adquiridos para frequente negociação e são utilizados, dentre outros fins, para
reserva de liquidez, garantias e proteção contra riscos. Os rendimentos auferidos
segundo as taxas de aquisição, bem como as possíveis perdas permanentes são
computados ao resultado. Estes títulos são avaliados ao valor de mercado,
sendo o resultado da valorização ou desvalorização contabilizado em
contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido (deduzidos os efeitos
tributários), o qual será transferido para o resultado no momento da sua
realização.
14
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
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(Em milhares de reais)
3. Principais diretrizes contábeis--Continuação
d) Titulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos--continuação
Os títulos mantidos até o vencimento referem-se aos títulos adquiridos para os
quais a Administração tem a intenção e capacidade financeira de mantê-los em
carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos
rendimentos auferidos. Caso apresentem perdas permanentes, estas são
imediatamente computadas no resultado.
Os instrumentos financeiros derivativos compostos por operações de futuro são
contabilizados com base nos critérios estabelecidos na Circular nº 3.082/01 do
Banco Central do Brasil de acordo com o seguinte critério:
• Operações de futuros - o valor dos ajustes a mercado são diariamente
contabilizados em conta de ativo ou passivo e apropriados diariamente como
receita ou despesa.
As operações com instrumentos financeiros derivativos não considerados como
“hedge accounting” são avaliadas, na data do balanço, a valor de mercado,
contabilizando a valorização ou a desvalorização em conta de receita ou
despesa, no resultado do período.
e)
Operações de crédito, adiantamentos sobre contratos de câmbio, outros créditos
com característica de concessão de crédito e provisão para créditos de
liquidação duvidosa
As operações de crédito são registradas pelo valor pactuado e atualizadas “prorata” dia, com base na variação do indexador e na taxa de juros pactuada e são
classificadas de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de
risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada
e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantidores,
observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682, que requer
análise periódica da carteira e sua classificação em 9 níveis, sendo “AA” (risco
mínimo) e “H” (risco máximo).
15
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
3. Principais diretrizes contábeis--Continuação
e)
Operações de crédito, adiantamentos sobre contratos de câmbio, outros créditos
com característica de concessão de crédito e provisão para créditos de
liquidação duvidosa--Continuação
As atualizações das operações de crédito vencidas até o 59º dia são
contabilizadas em receita de operações de crédito e, a partir do 60º dia, em
rendas a apropriar.
As operações com atraso superior a 360 dias são baixadas contra a provisão e
controladas em conta de compensação.
As operações que apresentam responsabilidade total do devedor até R$ 50 mil,
são classificadas como no mínimo rating A, respeitando o atraso das operações.
As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que
estavam classificadas antes da renegociação. As renegociações de operações de
crédito, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas
de compensação, são classificadas no nível “H”.
As operações de crédito cedidas com coobrigação estão contabilizadas em contas
de compensação, e classificadas quanto ao nível de risco, de acordo com a
Resolução nº 2.682 do BACEN.
A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante
suficiente para cobrir prováveis perdas em montante julgado suficiente pelo
Banco.
f)
Outros valores e bens
Os bens não de uso próprio são registrados pelo seu valor de custo ou obtenção,
baseados em laudos de avaliação, e, quando aplicável é constituída provisão
para perda por redução ao valor recuperável de ativo.
As despesas antecipadas são registradas pelo custo e amortizadas de acordo
com a fluência do prazo contratual das operações que deram origem entre 12 e
60 meses.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
3. Principais diretrizes contábeis--Continuação
g)
Investimentos
Os investimentos em controladas são avaliados com base no método de
equivalência patrimonial e os demais investimentos pelo custo deduzidos de
provisão para perdas, quando aplicável.
h)
Imobilizado, diferido e intangíveis
Corresponde aos direitos que tenham como objeto bens corpóreos e incorpóreos,
destinados à manutenção das atividades da Instituição ou exercido com essa
finalidade. São demonstrados ao custo de aquisição ou formação, líquido das
respectivas depreciações ou amortizações acumuladas. A depreciação é
calculada pelo método linear, utilizando-se taxas que levam em conta a vida útil
estimada dos bens, ou seja, 4% a.a. para imóveis, 10% a.a. para instalações,
móveis e equipamentos e 20% a.a. para sistemas de processamento de dados e
veículos.
O ativo diferido é composto por gastos com organização e expansão e estão
sendo amortizados linearmente, com base nos prazos dos contratos, na base de
20% ao ano, e referem-se a gastos com aquisição e desenvolvimento de logiciais
e benfeitorias em imóveis de terceiros, com amortizações lineares conforme
prazo do contrato de locação.
i)
Redução do valor recuperável de ativos não financeiros - (Impairment)
O registro contábil de um ativo deve evidenciar eventos ou mudanças nas
circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar
deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são
identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída
uma provisão, ajustando o valor contábil líquido. Essas provisões são
reconhecidas no resultado do período/exercício, conforme previsto na Resolução
nº 3.566/08 do Banco Central do Brasil.
Os valores dos ativos não financeiros são revistos anualmente, exceto créditos
tributários, cuja realização é avaliada de acordo com a Resolução 3059/02 e
alterações posteriores.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
3. Principais diretrizes contábeis--Continuação
j)
Ativos e passivos contingentes
O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos
contingentes, e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios
definidos na Resolução n° 3.823/09 do Banco Central do Brasil e
Pronunciamento Técnico CPC 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis (CPC), obedecendo aos seguintes critérios:
Contingências ativas - não são reconhecidas nas demonstrações financeiras,
exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua
realização, sobre as quais não couberem mais recursos.
Contingências passivas - são reconhecidas nas demonstrações financeiras
quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da administração, for
considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa,
com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando
os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os
passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores
jurídicos são apenas divulgados em notas explicativas, enquanto aquelas
classificadas como perda remota não requerem provisão e divulgação.
Obrigações legais, fiscais e previdenciárias - referem-se a demandas judiciais
onde estão sendo contestadas a legalidade e a constitucionalidade de alguns
tributos (ou impostos e contribuições). O montante discutido é quantificado,
registrado e atualizado mensalmente.
k)
Provisão para o imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo)
As provisões para o imposto de renda (IRPJ) e contribuição social (CSLL), quando
devidas, são calculadas com base no lucro ou prejuízo contábil, ajustado pelas
adições e exclusões de caráter permanente e temporário, sendo o imposto de
renda determinado pela alíquota de 15%, acrescida de 10% sobre o lucro
tributável excedente a R$ 240 no exercício (R$ 120 no semestre) e a contribuição
social pela alíquota de 15%.
Foi publicado em 22/05/2015 a Medida Provisória nº 675 que eleva de 15% para
20% a alíquota de contribuição social (CSLL) devida por instituições financeiras e
assemelhadas a partir de 1º de setembro de 2015. A MP ainda requer a aprovação
do Congresso Nacional para ser convertida em Lei. O Banco está apurando os
impactos dessa mudança que serão refletidos contabilmente a partir da sua
entrada em vigor.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
3. Principais diretrizes contábeis--Continuação
k)
Provisão para o imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo)-Continuação
Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social foram
calculados sobre adições e exclusões temporárias e serão realizados quando da
utilização e/ou reversão das respectivas provisões pelas quais foram constituídas
e são baseados nas expectativas atuais de realização e considerando os estudos
técnicos e análises do Banco.
l) Depósitos, captações no merc aberto e recursos de aceites e emissão de títulos
São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram os encargos
exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia sendo as de
obrigações em moeda estrangeira atualizadas às taxas oficiais de câmbio,
vigentes nas datas dos balanços. As captações no mercado aberto são
classificadas no passivo circulante em função de seus prazos de vencimento,
independentemente dos prazos de vencimento dos papéis que lastreiam as
operações.
4. Aplicações interfinanceiras de liquidez
2015
Aplicações no Mercado Aberto
Letras Financeiras do Tesouro - LFT
Letras do Tesouro Nacional - LTN
Notas do Tesouro Nacional - NTN
15.002
50.000
2014
65.002
42.003
11.001
53.004
-
7.749
Total
65.002
60.753
Curto prazo
65.002
60.753
Aplicações em Depósitos Interfinanceiros
O resultado auferido no semestre findo em 30 de junho de 2015 com aplicações
interfinanceiras de liquidez foi de R$ 3.076 (R$ 1.708 em 2014 ).
19
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
5. Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos
a)
Classificação, valor de mercado e curva
2015
Valor de
curva (i)
Descrição
Títulos para negociação
Letras do Tesouro Nacional – LTN
Letras Financeiras do Tesouro – LFT
Cotas de Fundo em Direitos Creditórios - FIDC
Cotas de Fundos de Participações - FIP
Total de títulos para negociação
Títulos disponíveis para venda
Ações de Companhias Fechadas
Total de títulos disponíveis para venda
Títulos mantidos até o vencimento
Cotas de Fundo em Direitos Creditórios - FIDC
Total de títulos mantidos até o vencimento
Total Títulos e Valores Mobiliários
Ajuste a
mercado
Valor contábil/
mercado (ii)
2014
Valor
contábil/
mercado
(ii)
35.394
35.394
(75)
(75)
35.319
35.319
822
31.583
20.800
11.721
64.926
-
-
-
22.789
22.789
5.721
5.721
-
5.721
5.721
31.737
31.737
41.115
(75)
41.040
119.452
O resultado auferido no semestre findo em 30 de junho de 2015 com aplicações em
títulos e valores mobiliários foi de (R$ 147). (R$ 10.608 em 2014)
(i)
Valor de curva: Nos casos de títulos de renda fixa, refere-se ao custo de
aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço; para
as ações, considera-se o custo de aquisição.
(ii) Valor de mercado: O valor de mercado dos títulos públicos é apurado
segundo divulgações nos boletins diários informado pela ANBIMA Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiros e de Capitais.
As ações são avaliadas pela cotação de fechamento do último dia em que
foram negociadas na Bolsa de Valores. Os títulos privados são registrados
pelo seu valor de custo, acrescido diariamente dos rendimentos incorridos e
ajustado ao valor de mercado.
20
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
5. Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros
derivativos—Continuação
a)
Classificação, valor de mercado e curva -- Continuação
Especificamente para os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC)
o valor da cota divulgado por cada administrador, leva em consideração o
benchmark da cota sênior e para os Fundos de Investimentos em Participações
(FIP) as cotas são registradas pelo valor de custo de aquisição.
Os títulos e valores mobiliários encontram-se custodiados, conforme o caso, no
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), na Câmara de Custódia
e Liquidação (CETIP) e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia
(CBLC). As cotas de fundo de investimento encontram-se custodiadas junto ao
administrador dos fundos.
b) Vencimento e classificação
Títulos e valores mobiliários
2015
Em quantidade de meses a valor de mercado
1a3
3a5
Sem
Até 3
3 a 12
Anos
anos
Vencimento
meses
meses
Total
2014
Carteira própria - livre
Letras Financeiras do Tesouro - LFT
Letras do Tesouro Nacional - LTN
Cotas de Fundos de Direitos Creditórios - FIDC
Cotas de Fundos de Participações - FIP
Ações de Companhias Fechadas
Total da carteira própria
5.721
5.721
-
-
13.484
13.484
-
13.484
5.721
19.205
4.248
52.537
11.721
22.789
91.295
Vinculados ao compromisso de recompra
Letras do Financeiras doTesouro – LFT
Letras do Tesouro Nacional – LTN
Total Vinculados ao compromisso de recompra
-
-
-
8.165
8.165
-
8.165
8.165
18.577
18.577
Vinculado à prestação de garantias
Letras do Tesouro Nacional (BM&FBovespa)
Letras Financeiras do Tesouro (BM&FBovespa)
Letras Financeiras do Tesouro (outros)
Total Vinculado à prestação de garantias
-
-
-
13.331
339
13.670
-
13.331
339
13.670
9.425
155
9.580
5.721
-
-
35.319
-
41.040
119.452
Total da carteira por vencimento
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
5. Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros
derivativos--Continuação
c) Instrumentos financeiros derivativos
Valor dos contratos
2015
2014
Futuro
Posição comprada
DI
Dólar
Posição vendida
DI
Dólar
Euro
(1)
Ativo (passivo)
2015
2014
1.999
1.999
1.802
1.802
-
-
(1)
110.737
110.737
19.992
85.967
2.260
108.219
290
290
(210)
(210)
(1)
Os valores a receber e a pagar estão registrados nas rubricas contábeis /
Negociação e intermediação de valores.
A tesouraria, com base em seus controles internos e sistemas de
acompanhamento, busca diariamente, através da quantificação dos riscos
assumidos, minimizar as posições do Banco quanto à exposição a risco de
mercado. Para isto, utiliza instrumentos derivativos negociados pela
BM&FBovespa S.A., isto é, contratos de DI, DDI, Dólar e contratos em Euro
Futuro na CME (Chicago Mercantil e Exchange).
O resultado com instrumentos financeiros derivativos Futuro foi de R$ (5.653) e
(R$ 6.006 em 2014).
Para as operações com instrumentos financeiros derivativos efetuados junto a
BM&FBovespa S.A., foram requeridas margens de garantia (títulos públicos), no
valor de R$ 13.331. (R$ 9.425 em 2014).
22
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
6. Operações com característica de concessão de crédito
a)
Modalidade e nível de risco (inclui avais, fianças e coobrigações):
2015
Tipo de operação
Operações de crédito
Empréstimos
Financiamentos
Total de operações de crédito
Outros créditos
Adiantamento s/contrato de câmbio (1)
Outros créditos
Total de operações de crédito e outros
AA
A
B
C
D
E
2014
F
G
H
Total
Total
-
12.885
8.860
21.745
13.666
1.831
15.497
22.703
2.132
24.835
25.305
1.641
26.946
64.650
50.180
114.830
25.640
61.284
86.924
13.427
2.681
16.108
4.379
7.453
11.832
182.655
136.062
318.717
378.333
196.380
574.713
-
22.756
17.653
-
35.505
223
113
-
-
3.733
17.653
62.330
16.437
49.273
-
44.501
33.150
60.340
27.169
114.943
86.924
16.108
15.565
398.700
Coobrigação de cessão de créditos
Sub total geral das operações com
características de concessão de crédito
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
827
44.501
33.150
60.340
27.169
114.943
86.924
16.108
15.565
398.700
641.250
Avais e fianças
Total geral das operações com
características de concessão de crédito
-
807
-
8.583
1.464
36.171
-
-
51.139
98.164
92.348
-
45.308
33.150
68.923
28.633
151.114
86.924
16.108
66.704
496.864
733.598
Créditos
640.423
(1) As operações de adiantamentos sobre contrato de câmbio estão registradas no balanço na rubrica “Outras obrigações - carteira de câmbio”,
acrescidas das respectivas rendas a receber sobre adiantamentos concedidos registradas na rubrica “Outros créditos - carteira de câmbio”.
23
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
6. Operações com característica de concessão de crédito-Continuação
b)
Diversificação por atividade econômica e vencimento:
Setor
Setor Público Federal
Administração indireta
Setor Privado
Rural
Indústria
Comércio
Serviços
Pessoas físicas
Total
c)
Carteira
Vencida
Carteira a Vencer
91 a 365
Acima de
dias
365 dias
Até 90
dias
2015
2014
-
-
-
3.539
3.539
3.399
646
1.772
35.761
178.724
216.903
20
17.056
22
13.726
16.165
46.989
61
2.153
3.115
20.546
26.435
52.310
27
5.364
3.082
60.154
10.332
82.498
108
25.219
7.991
130.187
231.656
398.700
147
26.019
7.782
279.089
323.987
640.423
Concentração de operação de crédito e outros créditos:
Operações de crédito
Maior devedor
10 maiores clientes
20 seguintes maiores clientes
50 seguintes maiores clientes
100 seguintes maiores clientes
Demais clientes
d)
2015
Valor
% Total
35.505
8,91%
141.584
35,51%
38.505
9,66%
9.620
2,41%
14.374
3,61%
159.112
39,90%
398.700
100%
2014
Valor
% Total
68.901
10,76%
176.997
27,64%
104.171
16,26%
20.173
3,15%
16.339
2,55%
253.842
39,64%
640.423
100%
Composição da provisão para créditos de liquidação duvidosa:
% Mínimo
Provisionamento
Nível
Requerido
AA
A
B
C
D
E
F
G
H
0,50%
1%
3%
10%
30%
50%
70%
100%
(i)
(ii)
2014
2015
Vencidas (i) Vincendas Total (ii) Provisão
552
3.306
2.121
10.948
110.327
76.742
9.423
5.538
218.957
43.948
29.845
58.219
16.221
4.616
10.182
6.684
10.028
179.743
44.500
33.151
60.340
27.169
114.943
86.924
16.107
15.566
398.700
(222)
(332)
(1.810)
(2.717)
(34.483)
(43.462)
(11.275)
(15.566)
(109.867)
Total (ii)
Provisão
10.680
99.199
43.560
43.765
28.095
153.837
103.414
9.809
148.891
641.250
(530)
(442)
(1.340)
(2.860)
(48.419)
(56.317)
(7.371)
(148.891)
(266.170)
Considera todas as parcelas vencidas, inclusive com menos de 15 dias.
Inclui operações de créditos, outros créditos e operações com características de concessão de crédito.
24
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
6. Operações com característica de concessão de crédito-Continuação
e)
Movimentação da provisão para operações de créditos e outros créditos de
liquidação duvidosa
2015
(137.859)
(8.693) (*)
22.112 (*)
14.573
(109.867)
Saldo inicial – 31 de dezembro
Constituições
Reversões
Baixas para prejuízo
Saldo final – 30 de junho
2014
(398.793)
(6.444) (*)
35.572 (*)
103.495
(266.170)
(*) Movimentação líquida da despesa para provisão de crédito de liquidação
duvidosa:
2015
Provisão para Beneficiários Garantias Prestadas
(4.9.9.35.90 - Provisão para Passivos Contingentes)
Recompra Créditos Cedidos rating H
Créditos adquiridos rating H
Movimentação Líquida
2014
2.357
(4.044)
(5.659)
493
(2.809)
(4.044)
No semestre findo em 30 de junho de 2015 ocorreram recuperação de créditos
baixados como prejuízo no montante de R$ 5.090 (R$ 4.754 em 2014) - (vide
nota 6f) e renegociações de créditos e outros créditos no montante de R$ 24.823
- (R$ 43.467 em 2014) e baixas para prejuízo no montante de R$ 14.573 - (R$
103.495 em 2014).
25
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
6. Operações com característica de concessão de crédito-Continuação
f)
Rendas de operações com característica de concessão de crédito
2015
Recuperação de créditos baixados como prejuízo
Rendas de empréstimos
Rendas de financiamentos
Descontos concedidos em renegociações
Outras despesas operac.-comissões Financeiras
Despesas de cessão de operações de crédito
Rendas de adiantamento a depositantes
2014
5.090
10.592
4.434
(5.056)
(1.981)
32
13.111
4.754
24.195
7.088
(8.471)
(3.747)
(507)
11
23.323
g) Operações de venda ou transferência de ativos sem retenção substancial de
riscos e benefícios
Em março de 2015 o Banco efetuou Cessão de créditos ativos a pessoas jurídicas não
financeiras, sem retenção substancial de riscos e benefícios, no montante de R$ 2.791
mil, auferindo resultado de (R$ 2.621 mil) e de créditos já baixados a prejuízo no
montante de R$ 30.977 mil, auferindo resultado de R$ 1.230 mil.
7. Carteira de câmbio
Ativo
Outros créditos
Câmbio comprado a liquidar
Direitos sobre venda de câmbio
Rendas a receber de adiantamentos concedidos
(-) Adiantamento em moeda nacional recebidos
Passivo
Outras obrigações
Obrigações por compras de câmbio
Câmbio vendido a liquidar
(-) Adiantamento sobre contrato de câmbio
26
2015
48.233
5.225
53.458
2014
48.584
8.605
2.546
(2.763)
56.972
27.440
(12.428)
15.012
40.359
8.591
(13.891)
35.059
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
8. Outros créditos – Diversos
Outros créditos
Crédito tributário de IRPJ e CSLL (Nota 15b)
Crédito Presumido - Lei 12.628/2013 (Nota 15b)
Títulos e créditos a receber
Devedores por compra de Valores e Bens (a)
Devedores por depósitos em garantia judicial
Impostos e contribuições a compensar (b)
Devedores diversos
Diversos
Valores a receber de sociedades ligadas (c)
Curto prazo
Longo prazo
2015
134.134
34.639
36.074
23.211
14.150
16.253
2.868
2.771
8.498
272.598
27.550
245.048
2014
139.984
19.228
27.000
10.009
15.697
3.542
2.385
41.070
258.915
61.467
197.448
(a) Refere-se à venda a prazo de imóveis recebidos em dação de pagamento atualizados de
acordo com as taxas contratuais.
(b) O Banco obteve decisão favorável, transitada em julgado junto ao Supremo Tribunal
Federal em 2006, sobre o alargamento da base de cálculo da COFINS, imposta através
da Lei nº. 9718/98. Em dezembro de 2006, por despacho da Delegacia Especial de
Instituições Financeiras, processo nº. 16327.001732/2006-78, o Banco obteve a
homologação para a compensação da COFINS com impostos e contribuições
administrados pela Secretaria da Receita Federal, e considerando o ganho praticamente
certo, no conceito do CPC 25, contabilizou o valor a compensar no montante de R$
15.866, protocolado junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, cujo valor registrado
em 30/06/2015 é de R$ 11.034. A partir do trânsito em julgado o Banco passou a recolher
o PIS e COFINS tendo como base a receita de prestação de serviços até dez/2014. A
partir de jan/2015 com as alterações introduzidas pela Lei nº 12.973/2014, o Banco
passou a calcular o PIS e COFINS com base na receita bruta.
Na avaliação da administração (conforme determina o CPC 25) e baseado em pareceres
jurídicos, a administração entende que a realização desse valor é praticamente certa.
(c)
Valor relativo à redução de capital social de controlada deliberado em 12/05/2015
conforme (AGE) e no 1º semestre de 2014 a venda de participação de cotas na SPE
Gávea Empreendimentos e Participações Ltda (Nota 19).
27
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
9. Outros valores e bens
a)
Bens não de uso próprio
Composto por bens recebidos em dação de pagamento em operações de crédito e
financiamentos:
Imóveis
Veículos
Outros
Subtotal
Provisão p/ desvalorização de outros valores e bens
Total
2015
193.264
8.033
2.806
204.103
(17.626)
186.477
2014
77.215
24.911
11.171
113.297
(21.921)
91.376
b) Despesas antecipadas
Referem-se, substancialmente, às despesas pagas antecipadamente à promotora
de vendas por serviços prestados na colocação de operações de Crédito Pessoal,
Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e Crédito Consignado, apropriadas “pro rata
temporis”, segundo os prazos das operações contratadas.
Comissão sobre Crédito Pessoal e CDC
Comissão sobre Crédito Consignado
Outros
Total
Curto prazo
Longo prazo
28
2015
2.084
1.704
815
4.603
2014
6.949
3.628
1.347
11.924
3.600
1.003
7.175
4.749
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
10. Investimentos
a) Participaçoes em Coligadas e Controladas no País
Os investimentos em coligadas e controladas no País estão representados por
participações em empresas controladas - no País e as principais informações
estão representadas a seguir:
Empresas
Banif Banco de Investimento (Brasil) S.A.(1)
Beta Securitizadora S.A. (2)
Santa Ester Participações
Intec Incorporadora Ltda.
%
Participação
100%
49,99%
21,76%
49,21%
116.525
4.348
112.771
43.039
1.020
1.240
5.976
7.776
1.570
622
1.300
(198)
Valor
Contábil do
Investimento
116.525
2.726
24.539
21.179
276.683
16.012
3.294
164.969
Patrimônio
Liquido
Lucro
Liquido
Resultado
Equivalência
(1) Para fins de divulgação, informamos que em 17 de julho de 2015 foi emitido laudo
de avaliação pela Colliers International do Brasil, relativo aos investimentos
detidos pelo Real Estate Brasil FIP. Esta avaliação foi elaborada com data base de
maio de 2015 e apurou o valor de R$ 66.600. Adicionado aos demais ativos de
R$4.481, totaliza R$71.081 para o conjunto total dos ativos do fundo, sendo o
montante de R$ 47.541 (R$ 56.329 em 2014) a parcela correspondente naquela
data à participação do Banif Banco de Investimento (Brasil) S.A. para um ativo
então registrado a custo no valor de R$ 50.542 (R$ 54.013 em 2014), conforme
valor da cota divulgado pelo administrador.
(2) A assembleia de cotistas de 26 de dezembro de 2014 deliberou o encerramento do FIP
Banif Primus Real Estate, reembolsando proporcionalmente aos cotistas a totalidade das
ações do Capital Social da Beta Securitizadora até então possuídas pelo fundo.
Em 12/05/2015 conforme Ata de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), foi deliberado a
redução do capital social da Companhia no montante de R$ 17.000 (Dezessete milhões de
reais), com o cancelamento de 23.217.127 (vinte e três milhões, duzentos e dezessete mil,
cento e vinte e sete) ações ordinárias. Decorrido o prazo legal para oposição de credores,
estabelecidos no artigo 174 da Lei nº 6.404/76, o montante foi pago em 13/07/2015.
Nesta mesma AGE também foi deliberado o pagamento de juros sobre capital próprio no
valor de R$ 1.100 e dividendos no montante de R$ 3.400 relativo aos exercícios de 2012,
2013 e 2014, valores estes pagos em 13/05/2015 a favor dos acionistas.
b) Outros investimentos
Refere-se a 2.092.661 de ações ordinárias de emissão da Real Estate Partners
Performance Desenvolvimento Imobiliário S.A. representado por participação de
2,2% do capital total.
29
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
11. Depósitos e captações no mercado aberto
As captações em depósitos à vista, depósitos interfinanceiros, depósitos a prazo
e no mercado aberto são negociadas a taxas usuais de mercado. Seus
vencimentos estão assim distribuídos:
Depósito à vista
Depósito a prazo
Depósito interfinanceiro
Total de Depósitos
2015
Sem
Até
3 a 12 Acima de
vencimento 3 meses meses
1 ano
Total
9.369
9.369
229.358 640.464
- 230.004 181.102
9.369 230.004 181.102
229.358 649.833
Captações no mercado aberto
Em 30 de junho
9.369
56.987
286.991 181.102
- 56.987
229.358 706.820
2014
9.441
605.473
7.350
622.264
60.002
682.266
A carteira total de depósitos a prazo em 30 de junho de 2015, era de R$ 640.464 - (R$
605.473 em 2014). Deste total o montante de R$ 402.291 - ( R$ 413.420 em 2014) são de
operações com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
12. Recursos de aceites e emissão de títulos
Emissões de Letras Financeiras no montante de R$ 33.130 (R$ 28.255 em 2014)
com encargos financeiros e vencimentos abaixo:
Obrig por emissões de letras financeiras
Emissão
Letras Financeiras Subordinadas
Letras Financeiras
Letras Financeiras
Vencimento
19/12/2011
21/3/2012
15/2/2012
Taxa a.a.
19/12/2021
21/3/2017
15/2/2016
17%
IPCA-8,25%
CDI – 120%
Curto Prazo
Longo Prazo
30
2015
18.422
12.977
1.731
2014
15.710
11.031
1.514
33.130
33.130
28.255
28.255
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
13. Outras obrigações
2015
Fiscais e previdenciárias
Provisão para riscos fiscais
Impostos e contribuições a recolher
4.222
1.517
5.739
1.517
4.222
Curto prazo
Longo prazo
Diversas
2015
20.448
6.397
3.198
30.043
30.043
-
Credores diversos
Outras despesas administrativas
Provisão para encargos trabalhistas
Curto prazo
Longo prazo
Provisão para passivos contingentes
Provisão p/ beneficiários de garantias prestadas
Provisões trabalhistas
Provisões cíveis
Curto prazo
Longo prazo
2014
38
492
530
492
38
2014
16.951
3.142
3.635
23.728
23.728
-
2015
2014
62.398
4.086
658
67.142
4
67.138
59.514
2.686
438
62.638
62.638
14. Patrimônio líquido
a)
Capital social
O capital social de R$ 707.883 (setecentos e sete milhões, oitocentos e oitenta e
três mil), subscrito e integralizado, está representado por 3.486.571.538 (três
bilhões, quatrocentos e oitenta e seis milhões, quinhentos e setenta e um mil e
quinhentos e trinta e oito) ações nominativas das quais 2.392.092.713 (dois
bilhões, trezentos e noventa e dois milhões, noventa e dois mil e setecentos e
treze) ações ordinárias e 1.094.478.825 (um bilhão, noventa e quatro milhões,
quatrocentos e setenta e oito mil e oitocentos e vinte cinco) ações preferenciais,
todas sem valor nominal.
b)
Reservas de Capital
Conforme Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em 16/06/2015, foi
aprovado destinar a absorção parcial dos prejuízos acumulados pelo saldo de
reservas de capital no valor de R$ 240 (duzentos e quarenta mil) na forma do
disposto no Parágrafo Único do artigo 189 e artigo 200, inciso I, ambos da Lei nº
6.404/76.
31
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
14. Patrimônio líquido--continuação
c)
Reservas de lucros
Na mesma AGE citada no ítem anterior também, foi aprovado destinar a
absorção parcial dos prejuízos acumulados pelo saldo de reservas de lucros
capital no valor de R$ 17.397 (dezessete milhões, trezentos e noventa e sete
mil) na forma do disposto no Parágrafo Único do artigo 189 e artigo 200, inciso I,
ambos da Lei nº 6.404/76.
d)
Dividendos
O estatuto assegura aos acionistas um dividendo mínimo correspondente a 10%
do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da legislação societária.
e)
Reserva legal
O Banco deve destinar 5% do lucro líquido de cada exercício social para a
reserva legal, que não poderá exceder a 20% do capital integralizado. Ademais, o
Banco poderá deixar de destinar parcela do lucro líquido para a reserva legal no
exercício em que o saldo desta reserva, acrescido do montante das reservas de
capital, exceder a 30% do capital social.
32
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
15. Imposto de renda e contribuição social
a)
Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição
social
2015
IR
2014
IR
CS
CS
(48.758)
(48.758)
4.330
4.330
546
546
(350)
(350)
(48.212)
(48.212)
3.980
3.980
12.404
12.408
7.196
7.196
Despesas indedutíveis
Provisão para riscos fiscais
2.673
-
2.677
-
3.971
68
3.971
68
Ajuste das circulares Bacen 3068/01 e 3082/02
Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações
(-) Participação nos Lucros e Juros sobre Capital Próprio
Resultado antes da tributação sobre o lucro
Adições permanentes e temporárias:
9.731
9.731
848
848
Resultado de operações com Derivativos
-
-
361
361
Outras provisões indedutíveis
-
-
1.948
1.948
(48.736)
(48.736)
(36.038)
(36.038)
(9.742)
(9.742)
(961)
(961)
(14)
(14)
-
-
(2.036)
(3.294)
(27.237)
(2.036)
(3.294)
(27.237)
(533)
(1.372)
(33.172)
(533)
(1.372)
(33.172)
(6.413)
(6.413)
-
-
(84.544)
(84.540)
(24.862)
(24.862)
Impostos de exercícios anteriores
Ativo/Passivo fiscal diferidos
4
323
194
90
(955)
178
(573)
Total de Imposto de Renda e Contribuição Social
327
194
(865)
(395)
Exclusões permanentes e temporárias:
Ajuste das circulares Bacen 3068/01 e 3082/02
Resultado de operações com Derivativos
Provisão para desvalorização de outros valores e Bens
Resultado com equivalência patrimonial
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Reversão de provisão indedutível
Prejuízo Fiscal e base negativa da CSLL
33
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
15. Imposto de renda e contribuição social--Continuação
b) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos
Realização/
31/12/2014 Constituição (Reversão)
Descrição
30/06/2015
Imposto de renda
Ativo fiscal diferido
84.156
661
(984)
83.833
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Prejuízo fiscal
Provisão para desvalorização de outros valores e bens
Ajuste das circulares Bacen 3068/01 e 3082/02
Provisão para passivos contingentes
Outras Provisões
73.484
4.656
4.915
21
998
82
235
2
424
-
(743)
(5)
(236)
-
73.484
4.656
4.407
18
1.186
82
Contribuição social
Ativo fiscal diferido
50.495
396
(590)
50.301
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Base Negativa
Provisão para desvalorização de outros valores e bens
Ajuste das circulares Bacen 3068/01 e 3082/02
Provisão para passivos contingentes
Outras provisões
44.091
2.793
2.950
13
598
50
140
1
255
-
(446)
(3)
(141)
-
44.091
2.793
2.644
11
712
50
134.651
1.057
(1.574)
134.134
Total ativo fiscal diferido
Em 2014 optou-se pela constituição de Crédito Presumido facultado pela Lei 12.838/2013
no montante de R$ 34.639 (sendo R$ 5.174 reclassificado da rubrica 1.8.8.25 - Crédito
Tributário). Em adequação às condições previstas na Resolução Nº 3.059/02 e alterações
dadas pela Resolução Nº 3.355/06, demonstramos a seguir a composição do ativo fiscal
diferido não registrado contabilmente.
Prejuízo fiscal e base negativa da CSLL
Diferenças temporárias
Total
2015
69.372
2014
71.105
19.178
78.517
88.550
149.622
34
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
15. Imposto de renda e contribuição social--continuação
A constituição do crédito tributário sobre diferenças temporárias e sobre prejuízo
fiscal e base negativa de CSLL em 30/06/2015 está baseada no vencimento final dos
contratos de crédito, das operações com derivativos e outras provisões.
A situação patrimonial e de liquidez apresentada atualmente pelo Banco, aliada aos
menores custos fixos projetados e a redução do custo de captação acima referida,
indica que o planejamento desenvolvido e as metas decorrentes são válidos, estando
a Diretoria comprometida inteiramente com a sua efetivação.
Nesse sentido, entende-se que as perspectivas de utilização do crédito tributário nos
próximos 10 anos permanecem válidas.
Em 14 de maio de 2014 foi publicada a Lei nº 12.973, conversão da MP 627/13 que
altera a legislação tributária federal sobre IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. A referida lei
dispõe, entre outros assuntos, sobre a revogação do Regime Tributário de Transição RTT, instituído pela Lei nº 11.941, de 27/05/2009. A Administração optou por não
adotar disposições da Lei nº 12.973/14 no ano calendário de 2014, visto não haver
impactos relevantes a serem reconhecidos. A partir de 1º de janeiro de 2015 a
adoção passa a ser obrigatória.
16. Outras despesas administrativas
Desp. c/ recuperação de crédito - massificado
Serviços técnicos especializados
Outras despesas administrativas
Processamento de dados
Serviços do sistema financeiro
Comunicações
Depreciação /amortização
Aluguéis
Serviços de terceiros
Viagens no País / Exterior
Transportes
Manutenção e conservação de bens
Promoções e relações públicas
Propaganda e publicidade
35
2015
(3.580)
(4.647)
(1.221)
(2.462)
(3.092)
(1.054)
(543)
(737)
(507)
(246)
(266)
(162)
(49)
(57)
(18.623)
2014
(4.547)
(4.375)
(2.678)
(2.364)
(1.126)
(918)
(759)
(758)
(683)
(354)
(318)
(141)
(89)
(78)
(19.188)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
17. Outras receitas (despesas) operacionais
Outras receitas (despesas) operacionais estão compostas conforme demonstrado
abaixo:
Outras receitas operacionais
Reversão provisão para reestruturação-RH
Reversão provisão trabalhista
Atualização monetária depósito judicial
Recuperação de encargos e despesas
Outras receitas
2015
6.366
1.281
635
383
711
9.376
2014
Outras despesas operacionais
Reversão de atualização depósito judicial
Provisão cível e trabalhista
Perdas ações judiciais
Ações trabalhistas – indenizações
Comissão por intermediação de negócios/carta de fiança
Outras
2015
(3.603)
(2.035)
(4.458)
(1.782)
(82)
(352)
(12.312)
2014
54
121
175
(1.709)
(350)
(196)
(101)
(2.356)
18. Resultado não operacional
Receitas não operacionais
2015
2014
Desvalorização de outros valores e bens
2.974
1.692
347
-
Perdas em ações e cotas
Devedores por compra de valores e bens
1.391
-
Lucro na alienação de valores e bens (a)
88
16.916
156
1.319
4.956
19.927
Prejuízos em Transações com outros valores e bens
(3.600)
(4.114)
Perdas de capital
Desvalorização de Outros valores e bens
(1.769)
(938)
(1.160)
Gastos com recuperação de BNDU
(870)
-
Outras Despesas não Operacionais
(236)
(138)
(7.413)
(5.412)
(2.457)
14.515
Outras Rendas não Operacionais
Despesas não Operacionais
Resultado não operacional
a) O resultado apurado no 1º semestre de 2014, refere-se substancialmente, pela
venda de participação de cotas na SPE Gávea Empreendimentos e Participação
Ltda. e outros são de ganhos e perdas alienação de investimentos e bens não de
uso próprio.
36
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
19. Transações com partes relacionadas
2015
Ativo
(Passivo)
Banif Banco de Investimento (Brasil) S.A.
Aplicações interfinanceiras de liquidez
Depósitos à vista
Depósitos interfinanceiros
Obrigações por operações compromissadas
107
(56.987)
Banco Internacional do Funchal S.A. – Lisboa
Depósitos no exterior em moedas estrangeiras
2014
Receita
(Despesa)
Ativo
(Passivo)
12
(1.392)
42.003
(56)
-
Receita
(Despesa)
162
(37)
-
185
-
227
-
Banif Finance (USA) Corp-Miami
Depósitos à vista
(600)
-
(672)
-
Banif (Brasil) Ltda.
Depósitos à vista
Certificados de depósitos bancários
(1)
(371)
(114)
(1)
(3.591)
(16)
Banif Gestão de Ativos (Brasil) S.A.
Depósitos à vista
Certificados de Depósitos bancários
(6)
(124)
(4)
(16)
(91)
(1)
(6)
(11.843)
(8.498)
(769)
-
(16)
(13.057)
-
(626)
-
FIP Banif Primus Real Estate.
Aplicação em cotas de fundos de Investimento
-
-
11.721
1.943
Banif Real Estate (Brasil) S.A.
Venda de participação de cotas na SPE Gávea
Empreendimentos e Participação Ltda.
-
-
41.070
16.546
Beta Securitizadora S.A.
Depósitos à vista
Certificados de depósitos bancários
Reduçao de capital (Nota 8 e 10)
37
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
19.
(Em milhares de reais)
Transações com partes relacionadas--continuação
a)
Operações
Com base nos critérios estabelecidos na Resolução nº 3.750/09 do Banco
Central do Brasil, as transações com partes relacionadas foram efetuadas em
condições de mercado, no tocante a encargos e prazos.
b)
Remuneração do pessoal-chave da administração
A remuneração total do pessoal-chave da administração para o semestre findo
em 30/06/2015 foi de R$ 2.085 - (R$ 2.195 em 2014), a qual é considerada
beneficio de curto prazo.
O Banco definiu como pessoal-chave da administração a sua Diretoria, por ter
autoridade e responsabilidade pelo planejamento, direção e controle das
atividades da instituição.
20. Acordo de Basiléia - Limite operacional
O Banco encontra-se enquadrado nos Limites Mínimos de Capital Realizado
requerido no Acordo de Capital Basiléia, disciplinado pela Resolução nº 4.193 de
01/03/2013 do Banco Central do Brasil que dispõe sobre o Patrimônio de Referência
(PR).
A partir de janeiro de 2015, o índice de Basiléia passou a ser calculado com base no
Conglomerado Prudencial. O índice para 30/06/2015 é de 14,75%, e 15,54% em
30/06/2014 (Conglomerado Financeiro).
12345678910 -
Patrimônio de Referência – PR
Risco de Crédito - RWAcpad
Risco Taxa de Juros - RWAjur
Risco Exposição Cambial – RWAcam
Risco Ações - RWAacs
Risco Commodities - RWAcom
Risco Operacional - RWAopad
Patrimônio de Referência Exigido - PRE - (2 + 3 + 4 + 5+ 6+ 7)
Parcela do Risco das Posições Banking – Rban
Excesso de Patrimônio em relação ao limite - (1- 8 - 9)
38
2015
144.332
104.137
3
2.558
106.698
921
36.713
2014
201.649
123.376
1
1.239
16.489
141.105
1.666
58.878
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
21. Garantias prestadas e coobrigações em cessões de crédito
O Banco registrou garantias, cujo montante vigente em 30/06/2015 é de R$ 98.164,
representadas por Pessoas Físicas e Jurídicas não Financeiras (R$ 92.348 em 2014).
Para estas garantias foi constituída provisão no montante de R$ 62.398, registrada na
rubrica de “Provisão para passivos contingentes”- (R$ 59.514 em 2014).
22. Passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias
a)
Provisões Trabalhistas
O Banco possui 199 reclamatórias trabalhistas, sendo que 56 desses casos são
ações propostas por ex-funcionários de prestadores de serviço do Banif, os quais
requerem reconhecimento de vínculo empregatício com o Banco ou a sua
responsabilidade subsidiária.
As demais reclamatórias tratam sobre peculiaridades comuns das relações do
trabalho, entre as quais, e em sua maioria, o pedido de horas extras.
Em 30/06/2015, o montante da provisão de Passivos Trabalhistas é de R$ 4.085 ( R$
2.686 mil em 2014), registrados na rubrica “Outras Obrigações – Diversas”.
b) Ações fiscais e previdenciárias
O Banco possui 7 casos fiscais e 2 previdenciários, representando risco processual
possível ou remoto.
Dos casos fiscais temos, 1 sobre PIS e 1 sobre ISS, onde se busca o reconhecimento
legal para redução das alíquotas praticadas.
Há ainda 5 casos fiscais que dizem respeito a tributos municipais e estaduais, de
pretensão de direito das municipalidades e Estados que confrontam com preceitos
constitucionais.
As 02 ações previdenciárias informadas tratam sobre a inconstitucionalidade de
alíquotas sobre recolhimentos de encargos trabalhistas, o fato gerador e a
inexigibilidade de contribuição social sobre pró-labore e prestação de serviços por
autônomos.
Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis são monitorados pela
instituição e estão baseados nos pareceres jurídicos. Desta forma seguindo as
normas vigentes, não estão reconhecidas contabilmente.
39
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
22. Passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias-Continuação
c)
Passivos contingentes classificados como perdas possíveis
Em 2015, as contingências passivas classificadas como perdas possíveis estão
representadas por 599 processos de natureza cível, fiscal, trabalhista, administrativa
e previdenciária que somam, com base nos valores atribuídos nos respectivos
processos pelas partes reclamantes (que não representam, necessariamente, o valor
de uma possível perda), R$ 102.157 e estão representados, substancialmente, pelos
seguintes processos:
- Ações revisionais de cláusulas de contratos de empréstimos e financiamentos (103);
ações indenizatórias, decorrentes de operações financeiras (83); ações de
consignações em pagamentos (5); ações de repetição de indébito (221);outras ações
de natureza cível (149); ações trabalhistas (27); ações fiscais (6); ações
previdenciárias (2); ações administrativas (3).
23. Gerenciamento de riscos
a)
Risco de crédito
O gerenciamento de risco de crédito realizado pelo Banif – Banco Internacional
do Funchal (Brasil), S. A. foi instituído à luz da resolução do CMN nº 3.721/09 do
Banco Central do Brasil, que dispõe sobre a implementação da estrutura de
gerenciamento de risco de crédito.
A Diretoria de Controladoria, Gestão de Riscos e Administração, através de sua
estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito, é responsável pelo
monitoramento, controle, administração e apuração das métricas utilizadas no
acompanhamento das operações passíveis de risco de crédito, avaliando
modelos, sistemas e procedimentos internos, tendo como objetivo principal
minimizar a possibilidade de ocorrência de perdas inesperadas e permitir uma
avaliação mais precisa das operações, fortalecendo, em conseqüência, a tomada
de decisão da Instituição.
Periodicamente é emitido relatório com a análise detalhada da carteira de crédito,
destacando, entre as diversas informações, a sua evolução, níveis de
atraso/inadimplência, provisões realizadas, índice de cobertura, segmentação por
produto, setores de atividade, nível de concentração e matriz de migração de
ratings.
Esse relatório é apreciado pelo Comitê de Risco Global da Instituição.
40
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
23. Gerenciamento de riscos – Continuação
b)
Risco operacional
O Banco considera a gestão do Risco Operacional, que consiste no risco de
perdas decorrentes de inadequação ou deficiência de procedimentos, de pessoas
e/ou de sistemas ou de eventos externos, fundamental para o bom
desenvolvimento dos negócios.
Com essa visão e tendo em conta as recomendações do órgão regulador,
desenvolveu, implementou e mantém uma política e procedimentos para
identificação, avaliação, controle, monitoramento, mitigação e classificação dos
riscos, atribuindo à Área de Risco Operacional a missão de: prover a estrutura de
Risco Operacional com ferramentas adequadas, assegurando a efetividade no
gerenciamento do risco; avaliar os processos, os procedimentos e os sistemas
necessários à consecução destes objetivos; promover a disseminação da cultura
de Risco Operacional no contexto global da Instituição, mediante a utilização de
mecanismos que possam propiciar o seu efetivo entendimento; e respaldar a Alta
Administração com informações relevantes sobre a gestão do Risco Operacional.
c)
Risco de mercado e liquidez
A divulgação da Resolução 3.464 do CMN pelo BACEN em 26 de junho de 2007,
atualizada pela Resolução 3.897, de 25/08/2010 e revogada pela Resolução
4.194, de 01/03/2013 define a necessidade de implementação de uma estrutura
de gerenciamento do risco de mercado por parte das instituições financeiras. A
Resolução 4.090 de 24/01/2012 determina que as instituições devem manter
estrutura de gerenciamento de risco de liquidez compatível com a natureza de
suas operações. A Diretoria da Instituição de forma a assegurar maior controle
dos riscos envolvidos e, portanto, minimizar a probabilidade de ocorrência dos
mesmos, atua no sentido de aperfeiçoar os mecanismos para a melhoria dos
controles, bem como facilitar a identificação e gerenciamento dos riscos,
propiciando maior segurança na execução das atividades de tesouraria e gestão
de ativos e passivos.
A Alta Administração é responsável pela definição da política institucional
consolidada, estabelecendo as estratégias de gestão de liquidez, bem como
diretrizes a serem observadas pela área de Tesouraria e limites a serem
praticados de VaR, estresse e stop loss.
Os assuntos relacionados a risco de mercado e liquidez são tratados no Comitê
de Risco Global, que é o fórum na Instituição para discutir a coordenação,
comunicação, avaliação, delegação e supervisão dos assuntos relacionados à
gestão de riscos da instituição.
Dentro da estrutura do Banco compete à Gerência de Risco de Mercado e Liquidez
a responsabilidade de identificar, avaliar, monitorar e controlar o risco de mercado
e liquidez, respaldando a Alta Administração com informações relevantes e
necessárias para a gestão dos riscos da Instituição..
A descrição da estrutura de gerenciamento do risco de mercado e liquidez está
disponibilizada no sitio da Instituição na internet.
41
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Semestre findo em 30 de junho de 2015 e 2014
(Em milhares de reais)
24. Gerenciamento de Capital
Em consonância com o Artigo 9º da Resolução Nº 3.988, do Conselho Monetário
Nacional, o Conglomerado Financeiro do BANIF optou pela constituição de uma
única unidade responsável pelo gerenciamento de capital, cuja área está sob a
responsabilidade da Diretoria de Controladoria, Gestão de Riscos e
Administração do Banco, prevendo uma segregação de funções entre as áreas
de Controladoria e de Gestão de Riscos. A área de Controladoria é responsável
pela elaboração de políticas e estratégias e pelo acompanhamento do plano de
capital trienal, elaborando os relatórios gerenciais competentes destinados à
Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração. A área de Gestão de Riscos
conduz o desenvolvimento e implantação de mecanismos de identificação e
avaliação de riscos, pelas simulações de eventos não esperados e avaliação dos
seus impactos no capital da Instituição. O Conselho de Administração responde
pela aprovação da estrutura, políticas, definição de diretrizes, plano de capital,
pelas informações divulgadas em relatório de acesso público, no mínimo
anualmente, além de avaliar os eventuais riscos que podem impactar o Capital
do Conglomerado.
Previamente ao encaminhamento dos relatórios ao Conselho de Administração, o
tema é apreciado na reunião periódica do Comitê de Risco Global da Instituição.
25. Evento Subsequente
De destacar ainda o fechamento de operação de securitização de parte
significativa da carteira de crédito do Banco (incluindo operações em balanço e
written off), no montante total (valor de face) de R$ 564,0 milhões e net
accounting value de R$ 178,5 milhões, que permitiu concluir a reestruturação de
balanço e segregar os portfolios legacy remanescentes do Banif Brasil. Em Julho
de 2015 o Banco efetuou a 1º tranche da referida operação contemplando
créditos ativos, sem retenção substancial de riscos e benefícios, para um Fundo
de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado no valor de R$
218.721, auferindo resultado de R$ 7.328, líquido de provisão e para créditos já
baixados para prejuízo no montante de R$ 262.113, auferindo resultado de R$
83.100.
***
42
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30 de Junho de 2015 e 2014