ACHILES PEREIRA DE REZENDE FORMULAÇÃO DE PROCEDIMENTOS PARA SELEÇÃO DE TRANSPORTADORAS E PARA CONTRATAÇÃO E TREINAMENTO DE PESSOAL NA EMPRESA ARVE ALIMENTOS Trabalho apresentado ao Departamento de Engenharia Elétrica e de Produção da Universidade Federal de Viçosa como parte das exigências para a conclusão do curso de Engenharia de Produção. Orientador Profª Danielle Dias Sant`Anna Martins VIÇOSA MINAS GERAIS – BRASIL 2006 AGRADECIMENTOS Agradeço a todos os colegas, amigos e professores que ao longo destes anos contribuíram para minha formação pessoal e profissional. Em especial agradeço, aos meus pais pelo apoio em todas as circunstâncias, a meu irmão Gabriel, que sempre resolveu os problemas relacionados ao computador, aos meus amigos Fabrício, Jiló, Renner e Tang, pela companhia nos bons e maus momentos. Também agradeço a minha orientadora Danielle pelos ensinamentos e suporte no decorrer deste trabalho e a minha namorada Priscila pelo carinho, apoio e paciência de sempre. i RESUMO O objetivo geral deste trabalho consistiu na análise do funcionamento de uma microempresa de pós-alimentícios, utilizando ferramentas baseadas no modelo seis sigma e ferramentas administrativas, que possibilitaram identificação de aspectos cruciais no processo produtivo e desenvolvimento da mão-de-obra interna, além de fornecer informações acerca da escolha e utilização de transportadoras. Inicialmente foi feito um levantamento bibliográfico de autores que tratam dos assuntos abordados neste estudo e, posteriormente, procedeu-se à coleta dos dados junto à empresa buscando informações sobre insumos comprados, quantidade vendida de cada produto, fluxo do processo produtivo, recursos envolvidos, procedimentos, política interna e principais cidades atendidas (mercado consumidor). Através de visitas, consultas ou mesmo reuniões com representantes das transportadoras (utilizadas ou disponíveis), obteve-se informações acerca das características de cada uma. A partir de todos os dados coletados, descreveu-se detalhadamente o processo produtivo, para obtenção de um manual com os procedimentos já utilizados e novos procedimentos sugeridos. Também foi possível montar planilhas para: comparar as prestadoras de serviços analisadas, conseguindo assim parametrizar o nível de serviço requerido na compra ou distribuição de materiais; identificar a variação no volume das vendas de cada produto e comparar a participação de cada produto no mercado atendido. ii SUMÁRIO RESUMO......................................................................................................................... ii LISTA DE TABELAS ................................................................................................... iv LISTA DE FIGURAS.................................................................................................... iv 1. Introdução..................................................................................................................... 1 2. Objetivo ........................................................................................................................ 2 3. Referencial teórico........................................................................................................ 3 3.1 O gerenciamento dos transportes................................................................................3 3.2 Seleção de pessoal ......................................................................................................4 3.3 Desenvolvimento de pessoal ......................................................................................5 4. Materiais e métodos...................................................................................................... 6 4.1 Contratação de transportadoras ..................................................................................6 4.2 Recursos humanos ...................................................................................................... 7 4.2.1 Seleção/Contratação de Pessoal ..............................................................................7 4.2.2 Treinamento e aprimoramento ................................................................................8 5. Resultados e discussão ................................................................................................. 8 5.1 Contratação de transportadoras ..................................................................................8 5.1.1 Volume de vendas ...................................................................................................8 5.2.1 Seleção de transportadoras ......................................................................................9 5.3 Recursos humanos ....................................................................................................11 5.3.1 Seleção/Contratação de pessoal.............................................................................11 5.3.1.1 Seleção/Contratação de mão de obra operacional ..............................................11 5.3.1.2 Seleção/Contratação de mão de obra especializada ...........................................11 5.3.2 Treinamento e aprimoramento ..............................................................................13 5.3.2.1 O Processo de produção .....................................................................................14 5.2.3 Retroalimentação ...................................................................................................18 6. Conclusão ................................................................................................................... 19 6.1 Contratação de transportadoras ................................................................................19 6.2 Recursos humanos ....................................................................................................20 6.3 Considerações finais .................................................................................................20 APÊNDICES .................................................................................................................. 23 APÊNDICE A – ÁRVORE DOS PRODUTOS .............................................................24 iii APÊNDICE B – RECURSOS HUMANOS...................................................................26 APÊNDICE C – CONTRATAÇÃO DE TRANSPORTADORAS ...............................28 APÊNDICE D – PROCESSO PRODUTIVO ................................................................34 ANEXOS ........................................................................................................................ 40 ANEXO A – DESENVOLVIMENTO DE EQUIPE .....................................................41 ANEXO B - LEIAUTE DO SETOR INDUSTRIAL.....................................................43 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Regiões atendidas ........................................................................................... 10 Tabela1B: Tabela de avaliação dos candidatos a estágio ............................................... 26 Tabela 2B: Tabela de recorrência interna....................................................................... 28 Tabela 1C: Regiões atendidas pelas transportadoras...................................................... 29 Tabela 2C: Relação das cidades atendidas ..................................................................... 30 Tabela 3C: Tabela das Regiões ...................................................................................... 30 Tabela 6C: Cadastro das transportadoras .........................Erro! Indicador não definido. Tabela 1D: Controle de pedidos não atendidos .............................................................. 34 Tabela 2D: Materiais e utensílios envolvidos nos processos ......................................... 35 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Volume mensal das vendas.............................................................................. 9 Figura 1A - árvore dos produtos..................................................................................... 24 Figura 1C - Mapa das localidades atendidas .................................................................. 28 Figura 1D - Utensílios (Dosador e pote de aço inox) manuseados durante o processo produtivo e embalagem plástica metaliza....................................................................... 34 Figura 2D - Fluxograma detalhado da produção ............................................................ 35 Figura 3D - Detalhamento da vedação das caixas.......................................................... 37 Figura 4D - Disposição dos produtos nas caixas pequenas e médias............................. 38 Figura 5D - Disposição dos produtos nas caixas grandes .............................................. 38 Figura 6D - Sentido da colagem dos rótulos .................................................................. 39 Figura 7D - Variação na venda de cada produto ............................................................ 39 iv 1. Introdução No mercado global e competitivo de hoje, organizações estão reformulando estratégias para sustentar vendas e lucros. Para muitas organizações bem sucedidas, estas estratégias oferecem produtos e serviços que o cliente reconhece como superiores em preço, entrega, desempenho e qualidade, assim, oferecendo assim retorno financeiro tangível. Segundo Chapman (1996), as empresas percebem que, além de bons produtos, a qualidade na relação com o outro, associada aos conhecimentos técnicos, constitui requisito para o bom desempenho das organizações, em todos os níveis, principalmente para quem exerce funções executivas e gerenciais. Por isso, formar uma equipe de trabalho integrada, motivada, cooperativa e confiante depende da coesão do grupo em torno de um objetivo comum e do desenvolvimento de competências que habilitem o gestor a relacionamentos éticos com as pessoas, na formação, integração e desenvolvimento de equipes de trabalho. De acordo com Quick (1995), quanto maior o envolvimento do colaborador, maior será seu comprometimento com a empresa, portanto, estes devem saber fornecer retroalimentação ou feedback, visto que a comunicação é indispensável para a redução de falhas e distorções, pois permite o autoconhecimento, revisão de percepções, valores ou posições e a correção de rumos. Não menos importante é o controle da entrada e saída de recursos, pois, embora existam pequenas empresas ágeis e competitivas no que se refere ao desempenho logístico, muitas vezes suas atividades logísticas não estão integradas. Em tais empresas, algumas medidas simples podem contribuir para um aumento significativo do desempenho em termos de nível de serviço e custos logísticos, proporcionando aumento do valor líquido oferecido ao cliente e do valor agregado pela empresa (CORDEIRO, 2004). Entre essas medidas, destacam-se a seleção de estratégias logísticas, a escolha de fornecedores e canais de distribuição, e a utilização de um sistema de informação comum pela empresa. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT, 2004), o modal rodoviário responde por 62% do volume transportado no Brasil, sendo portanto, de suma importância considerar a relação das transportadoras com as empresas, para que estas tenham efetivo controle do estoque e utilizem de maneira eficaz a Tecnologia da Informação na seleção da melhor transportadora. 1 O presente trabalho se caracterizou pela análise da empresa Arve Indústria e Comércio de Alimentos, localizada na cidade de Viçosa (MG), que comercializa pósalimentícios. Atualmente, a empresa atua no ramo de suplementação alimentar para atletas e conta com um portifólio de quatro produtos, sendo estes à base de açúcar do milho ou clara de ovo desidratada ou concentrado do soro de leite, conforme visto na árvore de produtos no Apêndice A. A empresa contava com 3 funcionários que trabalhavam na unidade industrial situada no parque industrial da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UFV, além de 2 colaboradores e 5 estagiários que realizavam trabalhos de pesquisa e desenvolvimento na unidade de P, D& i (Pesquisa, Desenvolvimento e inovação) localizada na sede da Incubadora. Verificou-se falta de padronização de alguns procedimentos e escolha, por vezes inadequada, de prestadoras de serviço para o transporte de carga. Além disso, a empresa começa a requerer pessoal para exercer funções de pesquisa e desenvolvimento de produtos ou simplesmente trabalhar no processo produtivo. 2. Objetivo O objetivo geral deste estudo é elaborar procedimentos para as atividades de seleção de pessoal e de transportadoras, além das atividades relacionadas ao processo produtivo da empresa Arve Alimentos. Especificamente procurou-se: • Identificar possíveis falhas na recepção e direcionamento das informações; • Elaborar métodos que facilitem a contratação e treinamento de colaboradores; • Buscar ou elaborar meios para aprimoramento das relações e habilidades das equipes; • Elaborar um manual com a descrição do processo produtivo, de forma a padronizar a atividade de processamento; • Aumentar a eficiência no processo de aquisição de insumos e distribuição dos produtos acabados. 2 3. Referencial teórico 3.1 O gerenciamento dos transportes Os transportes têm a função básica de proporcionar elevação na disponibilidade de bens ao permitirem o acesso a produtos que, de outra maneira, não estariam disponíveis para uma sociedade ou o estariam apenas a um preço elevado. Além disso, a credibilidade de uma empresa de transporte de cargas está intimamente ligada à qualidade com a que realiza os serviços e ao desempenho como organização inserida numa ampla cadeia de suprimentos. De acordo com Caixeta-Filho (2001), as empresas de transporte rodoviário de cargas prestam basicamente quatro tipos de serviço, sendo eles: i. Serviço de lotação completa A carga é coletada nas instalações do embarcador e transportada diretamente para o depósito do destinatário, sem passar pelo depósito da transportadora. ii. Serviço de carga fracionada local A carga é coletada nas instalações do embarcador e deslocada até o depósito da transportadora, onde é feita a tiragem e reembarque nos veículos de distribuição. iii. Serviço de carga fracionada de longa distância Semelhante ao anterior, mas ocorre mais uma operação de descarga/triagem/carregamento num depósito regional da transportadora. iv. Serviço de carga fracionada de longa distância com terminais intermediários de trânsito Mesmo caso anterior, mas com a existência de terminais intermediários da transportadora, para reorganizar as remessas por corredor de transporte. Cada um dos itens acima relacionados pode interferir na qualidade e/ou no preço percebido pelo consumidor. Nesse contexto, o fluxo de mercadorias é afetado diretamente pela forma de serviço prestado (ou requerido). Entre os fatores que agem no sentido de limitar os fluxos de comércio estão os custos de transportes. Primeiro, os custos de transporte são imputados aos custos dos insumos, influenciando o custo de produção e o preço final do bem. Segundo, eles 3 determinam quais mercados cada região está apta a atender e, conseqüentemente, concorrer com mercadorias produzidas por outras regiões, ou seja, o frete aparece como variável determinante de sucesso. Dentre os fatores que podem influenciar o preço do frete, destacam-se a distância percorrida, os custos operacionais, a possibilidade de carga de retorno, a sazonalidade da demanda do transporte, as especificidades da carga transportada e do veículo utilizado, as perdas e avarias, as vias utilizadas, os pedágios e fiscalização, o prazo de entrega, os aspectos geográficos, e outros. Segundo Cordeiro (2004), o transporte, junto com estoque e a informação, forma o tripé de sustentação das atividades logísticas, e em termos de custos, representa quase 2/3 do total dos gastos das operações logísticas brasileiras. Uma vez que 61% das mercadorias transacionadas interestadualmente no Brasil são transportadas por caminhão, pode-se aproximar o custo associado ao comércio interno por meio dos custos logísticos incorridos na movimentação pelo transporte rodoviário, pois, segundo a CNT (2004), este representa 60% dos custos logísticos. Visto que 83% das 500 maiores empresas brasileiras (CONCEIÇÃO, 2005) dependem exclusivamente de frota terceirizada, o transporte de cargas deve ser tratado minuciosamente para que seus custos não interfiram muito no valor das mercadorias. 3.2 Seleção de pessoal Os processos de recrutamento de pessoal são o meio de entrada das pessoas na organização. Representa as estratégias e atitudes da empresa para atrair candidatos e escolher os mais adequados a seus objetivos e tarefas a serem realizadas (CHAPMAN, 1996). Para que uma empresa possa contar com profissionais realmente adequados às necessidades do ambiente de trabalho, é preciso que existam parâmetros que viabilizem a identificação dos recrutas mais indicados a tomar parte numa das equipes de trabalho. A tarefa de transformar os novos colaboradores em elementos comprometidos e capazes de adaptar-se ao ritmo do ambiente de trabalho começa já no processo de seleção, por isso é importante que esta seja uma fase bem estruturada e conte com a participação de pessoas dos mais variados níveis hierárquicos. 4 Segundo Chiavenato (1996), na seleção de pessoal procura-se encontrar candidatos de maior afinidade com os valores da empresa. Também é necessário reconhecer o candidato como um cliente ou usuário potencial dos produtos ou serviços da empresa. Nesse contexto, a seleção avalia as aptidões do candidato segundo suas características individuais relacionadas às tarefas que serão por ele executadas, assim, a seleção deve focar-se no futuro da empresa e das pessoas. 3.3 Desenvolvimento de pessoal Segundo Chapman (1996), as equipes se formam ao longo de determinado tempo e passam por estágios razoavelmente previsíveis, em que seus integrantes aprendem aos poucos a lidar com as pressões emocionais com as quais se deparam no grupo, que são: i. Formação / Aproximação A fase inicial da formação de um novo grupo é, frequentemente, caracterizada por confusão em relação aos papéis que cada um desempenhará, à tarefa a ser cumprida, ao tipo de liderança e de onde ela virá. ii. Conflitos de interesses / Turbulência No segundo estágio, o grupo busca uma definição da tarefa a ser executada ou do objetivo a ser atingido, e os integrantes do grupo tendem a perceber a tarefa como mais difícil do que imaginavam. iii. Acordo de interesses / Normas Os participantes do grupo identificam-se como membros de uma equipe trabalhando juntos na direção de um objetivo comum. Os papéis individuais anteriores, agora, são definidos como a serviço do grupo. iv. Atuação / Solução de problemas Neste estágio, os participantes da equipe passam a atuar e a trabalhar juntos para alcançar os objetivos estabelecidos, além de fazer diagnósticos, solucionar problemas e implantar mudanças. v. Assimilação / Reformulação Grupos que possuem uma missão permanente, na empresa, mudam. Algumas pessoas saem e outras entram. As que ficam recebem e ajudam na 5 integração dos novos participantes. O grupo muda sua personalidade à medida que mudam os participantes. Conforme dito anteriormente, toda equipe necessita de tempo para alcançar coesão, cooperação mútua e a retroalimentação (ou feedback). Porém, é importante que isso ocorra, pois a comunicação de uma pessoa ou equipe é indispensável para a redução de falhas e distorções, permitindo o autoconhecimento, a revisão de percepções, valores ou posições e a correção de rumos. Para Quick (1995), um processo de comunicação aberto, claro e transparente, em que as informações fluem com facilidade, é fundamental para que possa ser criado um ambiente que propicie o desenvolvimento do trabalho de forma tranqüila e eficaz, ou seja, quanto maior o envolvimento do colaborador, maior será seu comprometimento com a empresa. 4. Materiais e métodos 4.1 Contratação de transportadoras Para garantir um bom aproveitamento das transportadoras disponíveis, a empresa deve levantar informações sobre procedimentos internos, custos, área de atuação e políticas de fidelidade de cada prestadora de serviço, uma vez que isso possibilita maior participação da empresa no mercado. Diante do exposto, o foco foi: • Levantamento do volume de produtos vendidos e transportados; • Identificação das principais cidades ou regiões atendidas e seus respectivos volumes de produtos consumidos; • Conhecimento (características, particularidades) das transportadoras que atendem regiões nas quais a empresa atua; • Elaboração de planilhas Excel com critérios de seleção das transportadoras, procurando identificar alternativas que possibilitem otimizar o nível de serviço requerido das mesmas; • Entender como é realizada a entrada de insumos e a saída de produtos acabados; 6 • Analisar as notas fiscais de venda e informações contidas no software SIC (sistema integrado comercial), visando assim obter a sazonalidade de venda dos produtos; • Identificar os períodos nos quais a empresa tem maior demanda de serviços de transporte; • Identificar as transportadoras disponíveis no mercado, através de consultas a outras empresas de viçosa, pesquisa na internet e em periódicos; • Visitar as transportadoras ou receber visitas de seus representantes para adquirir informações sobre procedimentos internos, custos, cidades onde atuam e políticas de fidelidade. A partir de consultas aos sócios gerentes, a profissionais da área e outras microempresas de Viçosa, optou-se por considerar as características das transportadoras relativas aos tipos de modal utilizados, à opção de rastreabilidade das cargas, à mão de obra utilizada no transporte, aos tempos de coleta e entrega de carga, às restrições de carga, à periodicidade da manutenção da frota, à existência de treinamento da mão de obra, às variáveis consideradas no cálculo do volume da carga, ao valor cobrado sobre a nota fiscal e ao tipo de entrega das cargas. 4.2 Recursos humanos 4.2.1 Seleção/Contratação de Pessoal A qualidade dos serviços dentro da empresa está intimamente ligada à capacitação e produtividade de seus funcionários, por isso, é importante que exista uma política de contratação e treinamento. A empresa em estudo, que completou 14 meses de funcionamento, começou a demandar mão de obra, precisando, portanto, estabelecer como contratar e treinar seus funcionários, sendo eles técnicos ou não. Como a empresa é caracterizada pelo porte de microempresa, todo seu processo de tomada de decisões é feito pelos sócios-gerentes, os quais também exercem funções não administrativas, como fabricação, verificação de lotes e entrega de pedidos, dentre outras atividades. Dada essa centralização de atividades, decidiu-se: 7 • Elaborar, com base nos conhecimentos adquiridos em revistas, periódicos e cursos freqüentados, procedimentos padronizados que melhorem o funcionamento das equipes; • Elaborar, com base na literatura consultada e entrevista aos sócios da empresa e a profissionais da Incubadora de Empresas, métodos e critérios para seleção e contratação de pessoal. 4.2.2 Treinamento e aprimoramento Para proporcionar aos colaboradores um conhecimento geral da empresa, foram descritos os setores presentes na empresa, suas atividades, delimitações e fluxograma de funcionamento. Como a necessidade de treinamento interno no setor de produção é fator crucial, foram realizadas visitas à empresa para observar, transcrever o processo produtivo e entender as particularidades da rotina de trabalho. A partir de então: • Foram elaborados procedimentos padronizados para realização das atividades no setor de produção; • Observou-se também a comunicação entre os setores de produção e de pesquisa & desenvolvimento para identificar possibilidades de melhoria; • Fez-se levantamento, com os próprios funcionários, de críticas e sugestões para melhorias internas. 5. Resultados e discussão 5.1 Contratação de transportadoras 5.1.1 Volume de vendas Visando realizar a projeção de demanda para os próximos meses, procedeu-se o levantamento das vendas mensais, conforme mostra a Figura 1 a seguir. A Figura 1 representa a variação na quantidade já vendida dos produtos e mostra a divisão das estações do ano, outono, inverno, primavera e verão, conforme as cores, vinho, azul, verde e amarelo, respectivamente. Embora a empresa conte com apenas dezoito meses desde sua criação, é possível identificar que nos períodos de verão e outono (final de dez. a mai.) obtém-se vendas praticamente constantes. Isso atenta para o fato de que os meses de inverno (coincidentes com férias escolares) têm queda perceptível nas vendas, mas requerem preparação de estoque para o fim do período (ago., set.). Além disso, a empresa tem não apenas as vendas, mas todo seu faturamento 8 reduzido e, portanto, é aconselhável que seja desenvolvido um produto voltado para comercialização durante o inverno. quantidade vendida (unit) Vendas mensais 2500 2000 1500 1000 500 set/05 out/05 jun/05 jul/05 ago/05 abr/05 mai/05 fev/05 mar/05 dez/04 jan/05 set/04 out/04 nov/04 jul/04 ago/04 mai/04 jun/04 0 Figura 1 - Volume mensal das vendas Fonte: dados da pesquisa O aumento significativo indicado na Figura 1, após agosto de 2005, está relacionado à aquisição de um novo mercado consumidor, a cidade do Rio de janeiro, com grande volume de comercialização mensal de produtos. Verificou-se também que a variação das vendas pode associar-se a determinado produto, conforme indica a Figura 6D do Apêndice D. Sabendo que os produtos A, B, C e D representam respectivamente Albumina, Maltodextrina, Whey Protein e Whey Protein Premium, pode-se perceber que produtos como A e C são consumidos em quantidades normalmente maiores que os demais, por isso a empresa deve manter controle rigoroso acerca do estoque destes e de seus respectivos insumos. A empresa conta também com uma planilha eletrônica que originou os gráficos das Figuras 1 e 6D. Tal planilha está vinculada diretamente aos gráficos e permite que sejam acrescentadas novas quantidades de produtos vendidos, bem como novos pontos de venda. 5.2.1 Seleção de transportadoras Para a seleção das transportadoras a serem contratadas pela empresa, foram identificados primeiro os pontos consumidores. A partir de então, elaborou-se o mapa representado na Figura 1C do Apêndice C, onde a empresa é representada pelo ponto 1, em vermelho, as capitais são representadas pelos pontos em amarelo e as demais 9 cidades atendidas estão representadas pelos pontos pretos. A relação das cidades e seus números encontram-se na Tabela 2C do Apêndice C. A partir do contato com as transportadoras e das necessidades da empresa, foi possível montar uma planilha com os critérios relevantes para escolha dos serviços de cargas e uma tabela de regiões atendidas (Veja Tabela 2C, Apêndice C). De posse dessas informações e do mapa das localidades atendidas, elaborou-se a tabela que relaciona as cidades atendidas com microrregiões onde atuam as transportadoras (Tabela 1C, Apêndice C). Esta, por sua vez, originou a tabela das microrregiões atendidas, representada na Tabela 1 a seguir. Com esta última, é possível identificar qual transportadora pode ser escolhida para atender determinada cidade ou região. Tabela 1: Regiões atendidas Caratinga; Carangola; Governador Valadares; Itaperuna Cidades Regiões Transpotadoras Região 1 A; B; C; D; E; H; K Vale do aço Cidades Cariacica; Vila Velha; Vitória Região 2 A; B; C; D; E; H; J; N Poços de Caldas; Rio Claro; São Paulo Região 5 Regiões A; B; C; D; H; Transpotadoras J; K; N Viçosa; Visconde do rio Branco; Úba; Leopoldina; Cataguases;Muriaé; Ponte Nova; Bicas; Juiz de Fora Região 3 A; B; C; D; E; F;G;H Araguari; Patos de Minas; Uberlândia; Brasília Região 6 Região 7 A; B; C; D; H B;C Bicas; Juiz de Fora; Rio de Janeiro; Petrópolis Região 4 B; C; D; F; H; J; K; L; N Belo Horizonte; Congonhas Região 8 A; B; C; D; H; M * Nem todas as transportadoras liberaram a utilização de seu nome no trabalho e portanto optou-se pelo formato apresentado. Fonte: dados da pesquisa. A Tabela 1 mostra a relação de cidades que compõem as regiões atendidas pela empresa e as respectivas transportadoras que podem oferecer o serviço requerido. Tal divisão em microrregiões pode parecer desnecessária, visto que estão indicadas as cidades englobadas pelas mesmas, porém, isto facilita, por parte de empresa, a identificação da(s) transportadora(s) mais apropriada(s) para atender determinada cidade. Além disso, o agrupamento foi feito de forma a minimizar a variação do frete entre as cidades correspondentes, e permitir aproveitar melhor a logística no caso de 10 cargas para localidades diferentes que se relacionam (por exemplo, duas cidades que estão ao longo de uma mesma rodovia, mas não no mesmo estado). 5.3 Recursos humanos Foram alcançados resultados especificamente relacionados à seleção e contratação de pessoal, treinamento para o setor de produção ou para o setor de P, D & i, assim como resultados compatíveis com ambos. 5.3.1 Seleção/Contratação de pessoal 5.3.1.1 Seleção/Contratação de mão de obra operacional A mão de obra operacional não exige qualificação especializada, ou seja, as atividades que a caracterizam podem ser supridas em grande parte apenas com treinamento interno. A formação exigida, portanto, é o 2° grau completo. O Processo de seleção contratual aconteceria da seguinte forma: a) Envio do edital de vagas à Casa do Empresário (Balcão SEBRAE), para divulgação; b) Avaliação curricular; Na avaliação curricular será analisado: • Experiência do candidato; • Informações complementares (cursos, realizações, conhecimentos em informática, etc). c) Apresentação da empresa aos candidatos pré-selecionados, através de vídeo e slides sobre todo o funcionamento interno; d) Entrevista pessoal; Os parâmetros da entrevista pessoal serão: • Confirmação ou não das informações mencionadas no currículo; • Observação da postura do candidato (educação, higiene), habilidade de trabalhar em grupo; • Perguntas relacionadas à empresa, como área de atuação, importância da higienização e sua hierarquia. 5.3.1.2 Seleção/Contratação de mão de obra especializada Estando a empresa situada no parque tecnológico da Universidade Federal de Viçosa, a contratação de mão de obra especializada pode ser feita por meio da abertura 11 de vagas para estagiários. Assim, é possível acompanhar e avaliar cada candidato quanto ao interesse pelos setores e projetos desenvolvidos, e, no decorrer do estágio, a gerência optará pela contratação ou não do estagiário. Para a seleção contratual de mão de obra especializada sugere-se: a) Envio do edital de vagas ao(s) departamento(s) do(s) curso(s) relacionado(s) à área em que a empresa oferecerá estágio; b) Avaliação curricular; Na avaliação curricular será analisado: • Experiência do candidato pré-selecionado; • Disciplinas já realizadas; • Noções de informática; • Informações complementares (cursos, congressos, palestras, etc); c) Apresentação da empresa aos candidatos pré-selecionados, através de vídeo e slides sobre todo o funcionamento interno; d) Dinâmica de grupo. Nessa etapa, será observado se o candidato tem capacidade de trabalhar em grupo e habilidade para expressar seu raciocínio. Essa dinâmica poderá ser realizada da seguinte forma: • Cada candidato se apresenta e cita uma característica própria de acordo com a primeira letra do seu nome, assim será avaliada a criatividade do candidato e ter-se-á um parâmetro para avaliar seu comportamento; • Dividem-se os candidatos em grupos iguais, sendo exposto um problema simulado da empresa e pedindo uma solução com prazo determinado (minutos); • Antes de terminar o prazo, será anunciada uma redução do mesmo, com objetivo de analisar a capacidade da pessoa em trabalhar com imprevistos; • Finalmente, as equipes apresentarão seus respectivos resultados e serão questionados acerca de pontos que não foram explorados, permitindo que seja observado a versatilidade e liderança de alguns candidatos que tomam frente na situação. e) Entrevista pessoal; Os parâmetros da entrevista pessoal serão: 12 • Confirmação ou não das informações mencionadas no currículo; • Observação da postura do candidato; • Perguntas inesperadas, que medem o raciocínio e o bom senso do entrevistado, como por exemplo: Quantos cabeleireiros existem em Santa Catarina?; • Perguntas relacionadas à empresa, como área de atuação, importância da higienização, etc. Para a avaliação, durante a entrevista dos candidatos, serão observados alguns pontos previamente definidos pelos empresários e avaliadores. Tais pontos estarão vinculados a um determinado peso relativo com valores numa escala de 1 a 5 e, além disso, será incorrida uma pontuação, numa escala de 1 a 10, para cada tópico avaliado. A avaliação será realizada conforme mostra a Tabela1B no Apêndice B, o candidato com maior média de pontos será o mais indicado.Todos os editais encontram-se disponíveis no Apêndice B. 5.3.2 Treinamento e aprimoramento A busca do aumento da qualidade passa pela identificação correta e precisa dos desejos e anseios dos clientes/usuários dos serviços/produtos, por outro lado, a qualidade está diretamente vinculada à eficiência com que a organização utiliza seus recursos (humanos e materiais). Tendo a qualidade como foco, a padronização das atividades é um parâmetro que necessita sempre de melhoramentos e adequações à realidade, entretanto, na maioria das vezes a padronização não é obtida apenas com elaboração de manuais ou procedimentos, pois estes podem ser de difícil interpretação ou serem complexos demais para serem executados com rapidez e eficácia conforme a necessidade da empresa. Devido aos fatores mencionados anteriormente, evidencia-se a necessidade de treinamento da mão de obra para garantir a rápida e correta implantação das mudanças na realização das tarefas exigidas. Para facilitar a apresentação do funcionamento da empresa e manter os funcionários cientes das respectivas funções, foi elaborado um manual, com descrição do processo produtivo da empresa, e desenvolvidos métodos para direcionamento da informação e retroalimentação. 13 O treinamento operacional diz respeito ao processo produtivo da empresa, conforme visto a seguir. 5.3.2.1 O Processo de produção O processo de produção tem início quando a gerência define o que e quanto será produzido. Logo depois, procede-se a preparação do setor de produção, conforme determina o tópico higienização, descrito na página 16. Enquanto uma pessoa prepara o setor produtivo, os demais fazem a montagem das caixas de papelão que armazenarão os produtos acabados (procedimento descrito no tópico montagem de caixas, no Apêndice D). Para facilitar a visualização dos materiais e utensílios veja Tabela 2D no Apêndice D. O próximo passo é o ajuste do lote e data que a seladora insere nas embalagens do produto (essas informações encontram-se nos caracteres presentes na borda da seladora). Feito isso, a seladora é ligada para que sua temperatura se ajuste, conforme descreve o tópico selagem, na página 18. Continuando o processo de produção, tem-se agora que transportar as caixas responsáveis pelo armazenamento dos produtos acabados e as embalagens necessárias de matéria-prima para o local demarcado no setor produtivo. A matéria-prima, que se encontra em embalagens plásticas, está alojada dentro de sacas de papelão. Tais sacas devem ser abertas para que as embalagens plásticas sejam depositadas no carrinho de transporte. Posteriormente, abrem-se as sacas para forrar a área do setor produtivo delimitada para depósito de matéria-prima em processo; então, transportam-se as embalagens de matéria-prima para o setor produtivo. Vale ressaltar que para a produção de Maltodextrina o processo é simplificado, pois a matéria-prima está em contato direto com o papelão. Por último, as caixas de papelão montadas anteriormente, são transportadas direto para o local apropriado. Para dar início ao processo de transformação precisa-se de: ♦ Proceder a higienização pessoal; ♦ Separar embalagens metalizadas, dosador, colher, pote de aço inóx, marcador permanente, fita adesiva, tesoura e pano sintético para limpeza de produtos; ♦ Fechar a porta do setor de produção; 14 ♦ Colocar a embalagem de matéria-prima sobre a bancada. O processo de produção passa por quatro postos de trabalho: dosagem, ajuste de peso, selagem, limpeza e estoque de produtos, nesta seqüência. A seqüência inicial de produção, portanto, compreende a dosagem, caracterizada por: 1) Abre-se a embalagem plástica que contém a matéria-prima; 1.1) Preenche-se parcialmente o pote de aço inox usado no ajuste de peso; 1.2) Separa-se manualmente uma embalagem metalizada; 1.3) Preenche-se a embalagem com auxílio do dosador (neste item é importante evitar que o produto se deposite nas bordas ou no exterior da embalagem); 1.4) Coloca-se a embalagem parcialmente preenchida ao lado da balança de precisão. Para melhor compreensão ver Leiaute e figura 1D, no Apêndice D. Tem-se então o início do ajuste de peso do produto, que compreende: 2) Coloca-se a embalagem, já dosada, sobre a bancada; 2.1) Acrescenta-se ou retira-se produto, até que o peso seja igual à quantidade líquida descrita na embalagem acrescida do seu peso. 2.2) Deposita-se a embalagem sobre a bancada ao lado da seladora; Continuando a seqüência de produção, tem-se agora a selagem, assim descrita: 3) O funcionário responsável por esse processo deverá certificar-se de que não há produto nas bordas das embalagens onde será feita a selagem; 3.1) Caso haja, deve-se levantar a embalagem (com a matéria-prima) em aproximadamente 3cm acima da bancada e deixá-lo bater o fundo na bancada, dessa forma o produto que se encontra na borda irá para o fundo da embalagem; 3.2) A seguir, deve-se posicionar a boca da embalagem entre as bordas da máquina seladora, evitando deixar parte dela fora das delimitações da borda de selagem, e pressionar o pedal; 3.3) Coloca-se o produto sobre a mesa móvel reservada para verificação da selagem dos produtos. (veja leiaute, Anexo B) Por fim, o último dos postos de trabalho envolvido na produção, limpeza e estocagem, funciona conforme é descrito abaixo: 15 4) Verifica-se a qualidade da selagem, ou seja, se há furos na embalagem; 4.1) Limpa-se a parte externa da embalagem, com o auxílio de um pano sintético; 4.2) Colocam-se os produtos nas caixas de acordo com o tópico disposição de produtos. 4.3) Selam-se as caixas com fita adesiva; 4.4) Demarcam-se (com marcador permanente) as caixas de acordo com os produtos contidos nas mesmas; 4.5) Transportam-se as caixas aos locais de estoque indicados no leiaute do Anexo B. Após a última etapa descrita acima, estará caracterizado o fim da produção, bastando agora efetuar a limpeza do setor produtivo, conforme mencionado no tópico higienização. Uma melhor compreensão do processo produtivo pode ser obtida com auxílio do fluxograma detalhado da produção, presente na Figura 2D no Apêndice D. A. Higienização O processo de higienização consiste em duas etapas: higienização pessoal e higienização da área de produção. A higienização pessoal, que é realizada no vestuário, consiste em: • Retirar objetos de uso pessoal, como relógio, pulseiras, brincos, etc; • Lavar as mãos; • Vestir a roupa própria para a produção; • Colocar bota de borracha. Após a higienização pessoal, deve-se fazer a do local de produção, que consiste nas seguintes etapas: • Lavar o chão da área de produção, com uma solução de 40ml de desinfetante e 2l de água; • Limpar a balança, mesa e seladora com um pano próprio, umidecido em álcool; • Lavar os dosadores inoxidáveis com água e sabão (esse procedimento deverá ser realizado novamente após a produção, colocando-se 10ml de álcool nos dosadores após a sua lavagem); • Vestir máscara, touca e luvas de látex. 16 B. Montagem de caixas As caixas podem ser pequenas, médias ou grandes e são feitas mediante as ordens de produção chegam ao chão de fábrica. Para montagem das caixas, são realizados os procedimentos mostrados no Apêndice D, descritos a seguir: 1. A partir da ordem de produção define-se, dentre os moldes pequeno, médio e grande, qual será montado. 2. Separam-se o número de moldes para montagem; 3. Verifica-se a qualidade dos moldes, separando aqueles danificados; 4. Abre-se o molde de papelão, mantendo a frase “cuidado frágil” voltada para cima; 5. Na parte de baixo da caixa, dobram-se as duas abas menores para dentro, e em seguida dobrar as abas maiores no mesmo sentido; 6. Com a fita adesiva, veda-se a junção das abas maiores com (2) duas camadas de fita; 7. Vedam-se agora as laterais com (1) uma camada de fita; 8. Separam-se as caixas de acordo com os tamanhos, sendo então guardadas no local demarcado. B.1 Procedimento de montagem de embalagens metalizadas Diariamente, deve-se verificar a quantidade de embalagens nos recipientes plásticos individuais de cada produto. Caso a quantidade esteja abaixo da linha gravada no recipiente, deve-se preparar novas embalagens seguindo a seqüência de procedimentos abaixo: 1. Define-se, segundo estimativa de produção, o número de embalagens que serão preparadas; 2. Separam-se as embalagens e rótulos adesivos; 3. Verifica-se o padrão de qualidade das embalagens e separam-se as embalagens fora do padrão; 4. Separa-se (1) uma embalagem plástica e (1) um rótulo adesivo; 5. Retira-se o adesivo, centralizando-o e colando-o no sentido da parte aberta para a parte fechada da embalagem (Figura 6D, Apêndice D); 6. Guarda-se no recipiente plástico adequado as embalagens prontas para uso; 7. Descarta-se, no recipiente próprio, o papel do rótulo adesivo. 17 C. Selagem A seladora é uma máquina semi-automática, com painel digital, acionada por pedal e indispensável para o processo de produção. O processo de selagem inicia-se antes da produção, uma vez que é necessário fazer os devidos ajustes na seladora. Estes ajustes correspondem ao aquecimento da seladora e modificação do número do lote e data de fabricação que a máquina insere nos produtos. Para o aquecimento da seladora, deve-se ligar a máquina e aguardar até que seu visor digital mostre o valor 120°C. Tal procedimento deve ser realizado aproximadamente 5 minutos antes do início da produção. O número do lote é composto por 4 algarismos e a modificação do mesmo consiste em acrescentar uma unidade ao número anterior presente na seladora. Exemplo: Se o número do lote anterior é 0001, o novo número será 0002. Tal mudança é realizada com o auxílio da pinça metálica apropriada e consiste em: 1. Retirar o caractere correspondente ao número que será modificado e armazenálo na solução anticorrosiva que guarda os caracteres; 2. Retirar o novo caractere, presente na mesma solução, e colocá-lo na seladora; 3 . Realizar o mesmo procedimento para a data de fabricação. D. Disposição dos produtos A disposição dos produtos nas caixas segue padrões conforme mostram as figuras 4 e 5 no Apêndice D. 5.2.3 Retroalimentação Com a busca de métodos para melhorar o direcionamento da informação e o espírito de equipe na empresa, obteve-se soluções como: • Tabela de recorrência interna, que indica o setor onde a pessoa trabalha na empresa e os respectivos telefones relativos àquela pessoa, (Ver tabela 1, Apêndice B); • Livro de recados; onde cada colaborador verifica se há recados referentes a seu trabalho, ou deixa recados para outras pessoas. Dada a realidade da empresa, que é de poucos funcionários, este livro serve para registrar informações não urgentes, identificar horários de comparecimento na 18 empresa e evitar conflito de informações, desde que cada pessoa verifique o livro sempre ao chegar para o trabalho; • Painel motivacional, no qual são exibidas realizações da empresa, de um ou vários membros da equipe, ou mensagens motivacionais. Assim, fica exposto o potencial da equipe de trabalho, visando estimular a interação e coesão do grupo. 6. Conclusão 6.1 Contratação de transportadoras No tocante à contratação de transportadoras, a preocupação do presente trabalho não foi o gerenciamento dos estoques de materiais (insumos e produto acabado), e sim possibilitar que a empresa adquira seus insumos e distribua seus produtos acabados de uma maneira mais eficiente. Para tal, é importante que a empresa conheça as transportadoras disponíveis e suas características, de modo a permitir a seleção da mais adequada. Com o conhecimento e cadastramento de novas prestadoras de serviço, a empresa pode controlar de forma mais eficiente sua compra de insumos e distribuição de produtos acabados, pois conhece os custos relacionados à cada prestadora de serviço. Entretanto, a planilha com os critérios para escolha de transportadoras deverá receber uma nova coluna, relativa à confiabilidade da prestadora de serviço, sendo assim possível validar ou não grande parte das vantagens que as empresas de transportes oferecem. Foi proposto à empresa fazer a contabilização do numero mensal de pedidos não atendidos, para que se possa estimar um parâmetro entre o custo da mercadoria em estoque e o custo da falta de estoque, possibilitando melhor adequação do estoque de insumos e produtos. Tal medida pode ser feita utilizando-se a tabela de pedidos não atendidos, presente no Apêndice C. Por último, é interessante que a empresa mantenha contato com as transportadoras para que sua planilha esteja sempre atualizada, evitando-se assim as constantes cotações de carga via telefone e as visitas desnecessárias aos locais de despache de cargas. 19 6.2 Recursos humanos Durante a realização do presente trabalho, a empresa, que se encontra em fase de expansão comercial, foi se adequando à nova realidade por meio de contratação de novos funcionários e aquisição de maquinário moderno. Ademais, a implementação da tabela de recorrência interna e do livro de recados contribuiu na melhoria da comunicação, eliminando ruídos internos e agilizando tarefas, ainda que simples. Para que sejam constantes as melhorias no ambiente de trabalho, sugeriu-se a adoção de reuniões mensais, nas quais algum membro da empresa expõe idéias, sugestões, discorre sobre algum projeto em andamento ou apresenta resumo de cursos ou eventos participados. Dessa forma, haverá retroalimentação (feedback) da equipe e será possível questionar a forma como os objetivos são traçados e cumpridos. Inicialmente, para que as equipes (produção, pesquisa) conheçam sua capacidade de fornecer retorno (feedback), pode-se utilizar o teste contido no Anexo 1A. É crucial que a empresa perceba a importância da correta seleção e treinamento dos colaboradores, pois estes compartilharão a visão da empresa com relação ao futuro, por isso, deve-se enfatizar o espírito de grupo e de equipe para que sejam alcançados sempre os melhores resultados. 6.3 Considerações finais Em relação ao arranjo físico da empresa ( Veja Figura 1B no Anexo B), apesar de não ter sido objetivo deste trabalho, sugeriram-se medidas simples, como delimitação dos espaços utilizados durante o processo produtivo e organização dos recursos nos pallets de forma a permitir a rotatividade. Atualmente, grande parte dos materiais envolvidos na produção está em embalagens plásticas ou de papel, e são descartados na lixeira sem separação. Sugere-se a separação desse material em uma área delimitada na própria empresa, para posteriormente direcionar este resíduo até o ponto de coleta seletiva que se encontra dentro do próprio parque tecnológico da Incubadora de Empresas, local onde está estabelecida a microempresa. Também é possível a utilização de um recipiente para acúmulo dos materiais recicláveis, até que o volume guardado seja viável para venda. 20 7. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDUSTRIAS DE ALIMENTOS. Boletim alimentício. Disponível em: <http://www.investnews.com.br/investimentos/default.asp?id_editoria=2459&id _noticia=440192>. Acesso em: 15 ago. 2005. INDÚSTRIA PETROQUÍMICA BRASKEM. Boletim alimentício. Disponível em: <http://www.braskem.com.br/boletins/Alimenticio/boletim>. Acesso em 27 jul. 2005. CAIXETA-FILHO, J. V. Gestão Logística do transporte de cargas. 2 ed. Atlas, São Paulo, 2001. CHAPMAN, Elwood N. Relações Qualitymark, Rio de Janeiro, 1996. humanas na pequena empresa. CHIAVENATO I. Como transfromar RH (de um centro de despesa) em um centro de lucro. MAKRON, São Paulo, 1996. p 91-98. CONCEIÇÃO, S. V. Logística aplicada. Apostila de Logística aplicada: minicurso introdutório, 9-01 de jun. de 2004. 52f. notas de curso. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE.Pesquisa rodoviária 2004. Disponível em: <www.cnt.org.br>. Acesso em: 25 jul. 2005. CORDEIRO, J. V. B. M. A logística como ferramenta para melhoria do desempenho em pequenas empresas, In: Revista FAE Business. n8, p 32-34, Rio de Janeiro, mai/2004. DUTRA, J. S. Gestão de pessoas: Modelo, processo, tendência e perspectiva. p 41-51, 101-165, Atlas, São Paulo, 2002. LAURINDO, F. J. B. A tecnologia da informação e o seis sigma. In: SEIS SIGMA: Estratégia Gerencial Para Melhoria de Processos, Produtos e Serviços. P 358-371, Atlas, São Paulo, 2002. QUICK, Thomas L. Como desenvolver equipes bem sucedidas. Editora Campus, Rio de janeiro, 1995. 21 VARVAKIS, O. J. R.; VALERIM, P; BLATTMANN, U. Valor agregado a serviços e produtos de informação. Disponível em: <http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/valor.html> Acesso em: 26 jun. 2005. 22 APÊNDICES 23 APÊNDICE A – ÁRVORE DOS PRODUTOS Maximus Albumina Pura Maximus albumina pura 80% proteínas Rótulo adesivo 130x200mm 1g Nome do produto Albumina (Clara de ovo desidratada) 500g Sugestões de uso Embalagem stand up pouche metalizada cor dourada 270x200mm 16g Zíper plástico 1g Informações nutricionais Maximus Whey Protein Pura Maximus whey protein pura 80% proteínas Rótulo adesivo 130x200mm 1g Whey Protein (Concentrado protéico de soro de leite) 420g Embalagem stand up pouche metalizada cor prata 270x185mm 26g Nome do produto Sugestões de uso Zíper plástico 1g Informações nutricionais Figura 1A - árvore dos produtos 24 APÊNDICE A (Cont.) – Árvore dos produtos Maximus Whey Protein Premium Maximus whey protein premium 35% proteínas Rótulo adesivo 130x200mm 1g Whey Protein (Concentrado protéico de soro de leite) 500g Embalagem stand up pouche metalizada cor bronze 270x200mm Nome do produto Sugestões de uso Zíper plástico 1g Informações nutricionais Maximus Maltodextrina Pura Maximus maltodextirna Rótulo adesivo 130x200mm 1g Nome do produto Maltodextrina (Açúcar complexo do amido de milho) 500g Embalagem stand up pouche metalizada cor prata 270x200mm 18g Informações nutricionais Informações nutricionais Zíper plástico 1g Figura 1A – árvore dos produtos (cont.) 25 APÊNDICE B – RECURSOS HUMANOS Tabela1B: Tabela de avaliação dos candidatos a estágio Experiência Critério (estágios, projetos) Peso Conh. Informat. 5 4 Cursos Inglês 3 2 Pontu- Apresen- alidade tação 2 2 Reação Atenção ao total Inesper. 4 4 27 (1-5) Conceito (1-10) Total Nome do candidato: Media ponderada: Apêndice 2B – Edital para recrutamento de estagiários ARVE ALIMENTOS Edital de oportunidade de estágio A Arve alimentos, primeira empresa estabelecida no parque tecnológico da Universidade Federal de Viçosa, trabalha no setor de pós-alimentícios com a linha de produtos maximus® nutrição de atletas e oferece oportunidade de estágio na área de................, para estudantes dos cursos .................., de acordo com os seguintes requisitos: • Habilidade de trabalhar em grupo; • Estar regularmente matriculado numa instituição de nível superior; • Estar cursando 8° período em diante; • Conhecimentos em informática; • Conhecimento intermediário em inglês; • Disponibilidade de .... horas semanais; O processo seletivo será baseado na análise curricular e entrevista, realizados na sede da empresa, nos dias.......... Interessados enviar currículo para: 26 Arve Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. Edifício Funarbe, prédio anexo, Incubadora de Empresas, sala 102; Cep 36570-000 Ou [email protected]; Maiores informações nos telefones: 38924967 ou 38995228 Apêndice 2B – Edital para recrutamento de pessoal ARVE ALIMENTOS Edital de oportunidade de trabalho A Arve alimentos, primeira empresa estabelecida no parque tecnológico da Universidade Federal de Viçosa, trabalha no setor de pós-alimentícios com a linha de produtos maximus® nutrição de atletas e oferece oportunidade de emprego para ................, de acordo com os seguintes requisitos: • 2° grau completo; • Idade entre 18 e 30 anos; • Conhecimentos básicos em informática; O processo seletivo será baseado na análise curricular e entrevista, realizados na sede da empresa. Interessados enviar currículo para: Arve Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. Edifício Funarbe, prédio anexo, Incubadora de Empresas, sala 102; Cep 36570-000 Ou [email protected]; Maiores informações nos telefones: 38924967 ou 38995228 27 Tabela 2B: Tabela de recorrência interna Nome fulano Cargo estagiário Telefone empresa / Telefone setor residência 3123456789 P, D & i 987654321 Celular e- mail 0987654321 [email protected].... APÊNDICE C – CONTRATAÇÃO DE TRANSPORTADORAS Figura 1C - Mapa das localidades atendidas 28 Tabela 1C: Regiões atendidas pelas transportadoras Trans- Minas Gerais São Paulo Rio de Janeiro Espírito Santo Brasília A Gov.Valadares, Juiz d F, Montes Claros, Paracatu, Varginha Todas Não atende Todas Brasília B Todas as regiões Todas Todas Todas Todas C Todas as regiões Todas Todas Todas Não atende D Todas as regiões Todas Todas Todas Brasília Não atende Não atende Todas Não atende Não atende Capital Não atende Não atende Não atende Não atende Não atende Não atende Todas Todas Todas Todas portadora E F G H Ponte Nova, Ubá, Cataguases, Betim, Carangola, Governador Valadares, Montes Claros, BH Juiz de Fora Juiz de Fora, Vale do Aço, Zona da Mata ( Leopoldina, Juiz de Fora, Cataguases, etc) Todas as regiões I BH, Rio Casca, Bom J Galho, Manhuaçú, O Preto, Pt Nova, Ubá, Ipanema Não atende Não atende Não atende Brasília J Ubá, Raul Soares, Ipatinga, Manhuaçu, Periquito, Caratinga, Gov Valadares São Paulo, Campinas, Sto André, São Bernardo, São Caetano Capital, Volta Redonda, Niteroi, Petrópolis, Três Rios Todas Não atende K BH, Gov Valadares, Uberlandia, Uberaba, Varginha, Juiz de Fora Capital Todas Não atende Não atende L Capital Todas Capital M BH, Ponte Nova Todas Todas N Ubá, Raul Soares, Ipatinga, Manhuaçu, Periquito, Caratinga, Governador Valadares São Paulo, Campinas, Sto André, São Bernardo, São Caetano Capital, V. Redonda, Niteroi, Petrópolis, Três Rios Vitória, Cariacica, Vila Velha Todas Todas Brasília Brasília Não atende 29 Tabela 2C: Relação das cidades atendidas Nº Cidade UF Nº Cidade UF 1 Viçosa MG 16 Uberlândia MG 2 Visconde do Rio Branco MG 17 Juiz de Fora MG 3 Ubá MG 18 Poços de Caldas MG 4 Leopoldina MG 19 Cariacica ES 5 Cataguases MG 20 Vila Velha ES 6 Belo Horizonte MG 21 Manhuaçú MG 7 Muriaé MG 22 Vitória ES 8 Ponte Nova MG 23 Brasília DF 9 Bicas MG 24 Rio de Janeiro RJ 10 Caratinga MG 25 Itaperuna RJ 11 Carangola MG 26 Petrópolis RJ 12 Governador Valadares MG 27 Rio claro SP 13 Congonhas MG 28 São Paulo SP 14 Araguari MG 29 Enseada do Suá ES 15 Patos de Minas MG 30 Tabela 3C: Tabela das Regiões Regiões Cidades Região 1 10, 11, 12, 25 Região 2 19, 20, 22 Região 4 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 17 9, 17, 24, 26 Região 5 Vale do aço Região 6 18, 27, 28 Região 7 14, 15, 16, 23 Região 8 6, 13 Região 3 30 31 Fonte: dados da pesquisa 32 Legenda: * MDO mista= propria + franqueada; ** Treinamento da mão de obra própria e terceirizada / Tempo de treinamento. Desconsiderando exigências legais como CIPA; *** Normalmente utilizado para cargas que ocupam acima de 1m3 ( um metro cúbico). Nos demais casos considera-se apenas o peso da mercadoria; **** Tipo de entrega: Completa = entrega de mercaodria ao cliente final. Incompleta = entrega de mercadoria no centro de distirbuição ( ex: correio, terminais rodoviários); 1 Cada operadora utiliza critérios diferenciados. 2 Região = mais de uma localidade; 3 Faixa de peso = peso a partir do qual ocorre mudança de tabela ou acréscimo de excedente sobre Kg; 33 APÊNDICE D – PROCESSO PRODUTIVO Tabela 1D: Controle de pedidos não atendidos PEDIDO NÃO ATENDIDO DATA CLIENTE PRODUTO QTDE VALOR TOTAL ATENDENTE Figura 1D - Utensílios (Dosador e pote de aço inox) manuseados durante o processo produtivo e embalagem plástica metaliza. 34 Tabela 2D: Materiais e utensílios envolvidos nos processos DOSAGEM AJUSTE DE PESO SELAGEM LIMPEZA / ARMAZENAMENTO Embalagem MATERIAIS Dosador de Pote de inox, com produto, Pano de limpeza, caixa de inox, colher de caracteres para papelão, marcador embalagens inox, escova marcação de permanente, fita adesiva, metalizadas. de limpeza. data e nº do tesoura. lote. UTENSILIOS PESSOAIS Uniforme, Uniforme, Uniforme, máscara, máscara, máscara, touca, luva, touca, luva, touca, luva, bota de bota de bota de borracha borracha borracha Gerência define Início. Higienização. *A Uniforme, touca, bota de borracha Montagem das caixas e embalagens. a produção. Colocar a matéria-prima Transporte de matéria-prima sobre a bancada. *B para a área de produção. Ajuste da seladora *C Preenchimento da embalagem do produto com a matéria-prima. Pesagem, através na balança de precisão. O peso está no padrão? Não Ajuste do peso, retira-se ou coloca-se matéria-prima. Sim Figura 2D - Fluxograma detalhado da produção 35 Selagem. Coloca-se o produto sobre a mesa de verificação Verificar a vedação embalagem Sim. O produto apresenta furos Retirar conteúdo da embalagem danificada. na embalagem Não Disposição dos produtos nas caixas. *D. Transporte das caixas com os produtos para a área de Higienização do setor estoque. produtivo Higienização Fim pessoal Figura 2D – Fluxograma detalhado da produção (cont.) 36 Cuidado frágil Arve Ind. e Com. Vista lateral Fundo da caixa Dobra das abas Dobra das abas Fita adesiva na menores maiores junção das abas maiores Cuidado frágil Arve Ind. e Com. Fita adesiva nas laterais Fundo da caixa pronta Vista lateral caixa pronta Figura 3D - Detalhamento da vedação das caixas 37 Figura 4D - Disposição dos produtos nas caixas pequenas e médias Figura 5D - Disposição dos produtos nas caixas grandes 38 Figura 6D - Sentido da colagem dos rótulos Variação das vendas de cada produto 1000 800 600 400 200 A B C out/05 set/05 ago/05 jul/05 jun/05 mai/05 abr/05 mar/05 fev/05 jan/05 dez/04 nov/04 out/04 set/04 ago/04 jul/04 jun/04 0 mai/04 quantidade vendida (unit) 1200 D Figura 7D - Variação na venda de cada produto 39 ANEXOS 40 ANEXO A – DESENVOLVIMENTO DE EQUIPE Anexo 1 – Avaliação de comunicação interna Este teste é formado por diversas frases que ilustram diferentes comportamentos comunicativos. Pense em como seu parceiro de trabalho se comunica no dia-a-dia da empresa. Pontue as afirmações de 4 a 1. Assinale se a pessoa age da forma descrita: 4 Sempre, 3 Na maioria das vezes, 2 Raramente, 1 Nunca. Seu parceiro: 1 Está atento às reações da pessoa com quem conversa. 2 É direto e objetivo quando fala. 3 Segue a pauta que foi organizada para a reunião. 4 Compartilha informações e conhecimentos importantes para a realização do trabalho. 5 É do tipo que fala olhando nos olhos. 6 7 8 Toma decisões balizando pelas finalidades e objetivos da empresa. Estimula as pessoas a exporem opiniões diferentes das suas. Faz perguntas para ter certeza de que os ouvintes entenderam suas idéias. 9 Utiliza bem os gestos para enfatizar suas idéias. 10 Aceita criticas sobre seu trabalho. 11 12 Esclarece a importância de cada trabalho para o resultado do negocio. Pede que palavras difíceis sejam explicadas, para compreensão de todos. SOMA DOS PONTOS 41 Anexo 1(cont.) – Avaliação de comunicação interna Análise dos pontos obtidos: ¾ Acima de 35 pontos A pessoa demonstra habilidade bem desenvolvida na comunicação e bem utilizada no dia-a-dia do trabalho. ¾ De 26 a 35 pontos Há uma insuficiência na costura comunicativa. Ela deve ser trabalhada para não comprometer os resultados esperados pela equipe. Converse com seus parceiros e colaboradores. ¾ Até 25 pontos Sua habilidade na comunicação não está bem desenvolvida e seu comportamento demonstra pouca relevância da comunicação em sua ação profissional. Fonte: W2 Comunicação Negocial. 42 ANEXO B - LEIAUTE DO SETOR INDUSTRIAL 43