Proposta de Trabalho Qual o tema do trabalho? Modelo: Função Investimento para Portugal Qual o objectivo do trabalho? Testar a variação do Investimento e relacionar Investimento Privado e Público com o Produto O porquê do trabalho? Ao longo do nosso curso foi-nos demonstrado a importância da função Investimento, sendo assim temos curiosidade e interesse em aprofundar os nossos conhecimentos acerca do comportamento e da reacção da função. Teoria Económica subjacente ao Modelo: Como base teórica do estudo do modelo do Investimento vamo-nos basear na Abordagem Neoclássica e na Abordagem Pró-Keynesiana. A abordagem da Teoria Neoclássica refere que para o estudo das despesas de Investimento é necessário ter em conta aspectos micro-económicos. A característica central desta teoria é a hipótese da Procura que comanda as condições da Oferta. Desta forma ela coloca o Investimento a depender em primeiro lugar dos preços dos factores produtivos e dos preços da produção final. Embora a Teoria Neoclássica da função Investimento contenha um elemento acelerador como representante da variação do produto, esta variação será analisada a luz da Teoria Pró-Keynesiana, uma vez que Teoria Neoclássica o Investimento depende fundamentalmente das alterações futuras das taxas de juro, dos preços e dos impostos. No nosso Modelo vamos dar especial relevância à taxa de juro referida na Teoria Neoclássica, pois consideramos ser uma variável muito importante para a explicação do Modelo uma vez que representa o custo do Capital. A Abordagem Pró-Keynesiana do Investimento refere que é a procura que explica o comportamento do Investimento, através do Principio do Acelerador. Esta Abordagem dá uma grande importância ao Produto e passa para segundo plano os preços relativos. De facto, este trabalho vai-se centrar na teoria Pró-Keynesiana tentando aproximar-se do Principio Acelerador, mais concretamente do Principio do Acelerador Flexível. Este Principio diz-nos que para podermos aumentar a produção é necessário aumentar o stock de capital, traduzindo-se em despesa de Investimento. Desta forma o acréscimo do produto é a variável que explica o acréscimo do stock de capital. No entanto, supomos que não existe uma evolução do nível tecnológico, sendo assim o stock de capital depende do produto de forma constante: Kt= λYt, assim como facilmente se deduz que Kt-1=λYt-1, uma vez que a relação de stock de Capital e Produto é constante ao longo do tempo. Assim os acréscimos de Stock de Capital vêm dados em função dos acréscimos do produto: Kt-Kt-1=λ(Yt-Yt-1), mais concretamente, INt=λ(Yt-Yt-1), onde a variável IN representa a variação de Investimento bruto, ou seja o Investimento liquido. Desta forma este Principio diz-nos que as despesas em Investimento variam positivamente com o produto do período t e inversamente na mesma proporção com o produto do período t-1, alem disso defende que esta despesa não é afectada pelo custo do capital. O efeito Acelerador está implícito no parâmetro λ e quanto maior este for, maior é o efeito Acelerador. Para uma análise mais realista vamos tentar incluir no nosso Modelo um indicador de Abertura que designaremos por índice de abertura constituído pela soma das exportações com as importações ponderada pelo PIB. Assim a despesa de Investimento vai também ser explicada pela pressão do comércio externo, uma vez que quanto maior for o volume de exportações maior terá de ser o Investimento das empresas nacionais, no caso das importações mais elevadas isso significa que as empresas nacionais possam estar em situação de pouca competitividade, tendo por isso de aumentar a sua competitividade recorrendo ao Investimento. Também estas importações podem traduzir a aquisição de bens de equipamento por parte das empresas nacionais ao estrangeiro estando pois a efectuar despesas de Investimento. Pensamos também relacionar o Investimento Público e o Investimento Privado com o Produto e testar as suas evoluções ao longo do tempo. Especificação económica IN = f(Y,IA,TXL,TXC,u) IN- Investimento Bruto Y - Produto Interno Bruto IA - Índice de Abertura de Portugal ao Exterior TXL- Taxa de Juro de Longo Prazo TXC- Taxa de Juro de Curto Prazo u - Termo de Erro Análise das variáveis Explicativas • Produto Interno Bruto(Y) O PIB é o valor de todos os serviços e bens finais produzidos no país num determinado período de tempo. Esta variável ganha relevância na Teoria do Investimento uma vez que a produção real de mercadorias representa o stock de Capital, desta forma, e seguindo de perto o Principio do Acelerador, são variações do stock de capital que vão explicar o valor do Investimento. Espera-se então um coeficiente do PIB positivo demonstrando que o Investimento aumenta conforme aumenta o PIB. • Índice de Abertura(IA) O Índice de Abertura é calculado pela soma das Exportações com as Importações ponderada pelo valor do PIB, e mede o grau de abertura de Portugal ao comércio externo. Quanto mais intenso for o comércio de Portugal com o exterior, maior será o Investimento nacional. Assim o aumento do Investimento varia no mesmo sentido do IA tendo por isso o coeficiente do IA sinal positivo e bastante acima da unidade uma vez que o IA é um rácio inferior a unidade. • Taxa de Juro de Longo Prazo(TXL) e Taxa de Juro de Curto Prazo(TXC) A taxa de juro não é mais que a enumeração paga por estes agentes a quem lhes empresta o capital necessário para fazer face ao Investimento desejado. Assim o Investimento depende inversamente da taxa de juro; já que à medida que aumenta o custo do Capital os investidores irão ter menos capacidade e incentivos para investir. Consequentemente as taxas de juro apresentam um coeficiente negativo e superior a unidade. Na nossa opinião a TXL tende a ter uma maior relevância para o nosso Modelo do que TXC. • Termo de Erro(u) No termo de erro ficam contidas todas as outras variáveis que poderiam influenciar o Investimento e o comportamento dos indivíduos. Ana Isabel Pina Correia Nº 20002996 Carlos Gomes Maciel Nº20001491