UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS COM LINHA ESPECÍFICA EM COMÉRCIO EXTERIOR AMANDA DE SOUZA ANÁLISE DA VIABILIDADE DE EXPORTAÇÃO DE BLUSA DE MALHA RETILÍNEA TRICOT PARA USO FEMININO DE UMA EMPRESA DA REGIÃO DA AMREC PARA O CHILE CRICIÚMA, DEZEMBRO 2009 AMANDA DE SOUZA ANÁLISE DA VIABILIDADE DE EXPORTAÇÃO DE BLUSA DE MALHA RETILÍNEA TRICOT PARA USO FEMININO DE UMA EMPRESA DA REGIÃO DA AMREC PARA O CHILE Monografia apresentada para obtenção do grau de Bacharel em Administração de Empresas, no curso de Administração de Empresas com linha específica em Comércio Exterior, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador: Prof. Júlio César Zilli, Especialista CRICIÚMA, DEZEMBRO 2009 AMANDA DE SOUZA ANÁLISE DA VIABILIDADE DE EXPORTAÇÃO DE BLUSA DE MALHA RETILÍNEA TRICOT PARA USO FEMININO DE UMA EMPRESA DA REGIÃO DA AMREC PARA O CHILE Monografia aprovada pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Bacharel em Administração de Empresas, no Curso de Administração de Empresas com linha específica em Comércio Exterior, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Criciúma, 15 de Dezembro de 2009. BANCA EXAMINADORA Prof. Julio César Zilli – Especialista – UNESC – Orientador Prof. Wagner Blauth – Especialista – UNESC Prof. Alex Sander B. Oliveira – Especialista – UNESC DEDICATÓRIA Dedico esta pesquisa a minha família que sempre esteve ao meu lado em todos os momentos de minha vida e aos amigos e professores que de alguma forma contribuíram para que esta pesquisa fosse realizada. AGRADECIMENTO Agradeço primeiramente a Deus, que sempre esteve ao meu lado, me dando força para seguir em frente com meus projetos; A minha Mãe que é a pessoa que eu mais admiro em todo mundo e que é um exemplo de honestidade e amor; A minha família, que ao mesmo tempo está ao meu lado, é quem proporciona as maiores emoções e felicidades; Aos Amigos, por proporcionar sempre calor nos momentos mais difíceis; Aos meus colegas de trabalho, que estão todos os dias comigo, me proporcionando novos conhecimentos e amizade; Ao professor orientador Júlio César Zilli, que me apoio na busca do conhecimento e na elaboração desta pesquisa; Aos demais professores e colegas da faculdade que fizeram parte durante toda essa jornada. “Determinação coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação conseguiremos Independentemente das superá-los. circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.” Dalai Lama RESUMO SOUZA, Amanda. Análise da viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea tricot para uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o Chile. 2009. 83 p. Monografia do Curso de Administração com linha específica em Comércio Exterior, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma. Com a era da globalização e o aumento na tecnologia da comunicação, com o passar do tempo às empresas se especializaram mais e inseriram seus produtos no mercado internacional, interligando essa atividade. Desta forma, este estudo teve como principal objetivo identificar e avaliar a viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o Chile, país este que, se encontra na América do Sul, próximo geograficamente com o Brasil, e devido a vários acordos internacionais firmados, gerando assim, uma abertura de mercado econômica, a distância entre os países e a possibilidade de transporte rodoviário, aéreo e marítimo. No decorrer da pesquisa, na fundamentação teórica foram abordados temas como economia do comércio internacional, comércio exterior brasileiro, a estrutura do comercio exterior brasileiro, pesquisa de mercado, processo de internacionalização, canais de distribuição no comércio exterior, etapas de um processo operacional de exportação, demanda sazonal e demais dado sobre o país em estudo, ou seja, o Chile. A pesquisa foi caracterizada como bibliográfica e documental, por fazer uso de um acervo bibliográfico que trata de assuntos referentes à área de comércio exterior bem como, para a realização da pesquisa documental, foram obtidos dados sobre exportação e importação brasileira de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino nos períodos de jan/2007 à ago/2009 do site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com isso, verificou-se que o Chile apresenta-se um grande importador de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino do Brasil, unicamente com o estado de São Paulo. A viabilidade de exportação deste produto pela empresa produtora da região da AMREC é possível sim, se ela praticar o mesmo percentual de lucratividade que é pratica no mercado interno. Palavras-chave: Exportação. Blusa de Malha Retilínea Tricot de uso feminino. Chile LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Mapa do Chile............................................................................................42 Figura 2: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB.................... ................59 Figura 3: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido................................60 Figura 4: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB.....61 Figura 5: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido........................................................................................................................62 Figura 6: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB.................64 Figura 7: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido.......... 64 Figura 8: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB e Peso Líquido............67 Figura 9: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB.....68 Figura 10: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido........................................................................................................................69 Figura 11: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por via de transporte no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB............................................................................................................................71 Figura 12: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por via de transporte no período de jan/2007 à ago/2009 em peso líquido.........................................................................................................................71 Quadro 1: Indicadores de Potencial de Mercado e Utilizações.................................21 Quadro 2: Motivos para as empresas entrarem no mercado internacional...............24 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Principais países que importam do Chile no ano de 2007.........................49 Tabela 2: Principais países que exportam para o Chile no ano de 2008..................50 Tabela 3: Principais produtos exportados do Brasil para o Chile no ano de 2008....51 Tabela 4: Principais produtos importados do Chile para o Brasil no ano de 2008....52 Tabela 5: Dados Gerais sobre o Chile.......................................................................53 Tabela 6: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009............................................................58 Tabela 7: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador no período de jan/2007 à ago/2009...........................61 Tabela 8: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile no período de jan/2007 à ago/2009.......................................63 Tabela 9: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por estado exportador no período de jan/2007 à ago/2009.....................................................................................................................65 Tabela 10: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por local de embarque no período de jan/2007 à ago/2009.....................................................................................................................66 Tabela 11: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009............................................................66 Tabela 12: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador no período de jan/2007 à ago/2009...........................68 Tabela 13: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino do Chile no período de jan/2007 à ago/2009.............................................70 Tabela 14: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por local de embarque no período de jan/2007 à ago/2009.......................70 Tabela 15: Cotação mensal do dólar no período de jan/2007 a ago/2009................72 Tabela 16: Custo unitário de produção de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino e preço de venda – blusa de lã linha moda feminina adulto – agosto de 2009............................................................................................................................73 Tabela 17: Preço de venda para exporta de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para 1mil peças para o Chile – agosto de 2009..........................................74 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACE - Acordo de Complementação Econômica Chile ALADI – Associação Latino-Americana de Integração AMREC – Associação dos Municípios da Região Carbonífera APEC - Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico BACEN – Banco Central do Brasil BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento BIRD - Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento CAMEX – Câmara de Comércio Exterior CCM - cadastro de contribuinte Mobiliário CFR – Cost and Freight - Custo e Frete CIF – Cost, Insurance and Freight - Custo, Seguro e Frete CIP – Carriage and Insurance Paid to - Transporte e Seguro pagos até COANA - Coordenação Geral do Sistema Aduaneiro COFIS - Coordenação Geral de Fiscalização CORAT - Coordenação Geral do Sistema Tributário COSAR - Coordenação Geral de Arrecadação COTEC - Coordenação Geral do Sistema de Informática CPT – Carriage Paid to - Transporte Pago até DAF – Delivered At Frontier - Entregue na fronteira DDE - Declaração de Despacho de Exportação DDP – Delivered Duty Paid - Entregue com Direitos Pagos DDU – Delivered Duty Unpaid - Entregue com Direitos não Pagos DECEX - Departamento de Operações de Comércio Exterior DECOM - Departamento de Defesa Comercial DEINT - Departamento de Negociações Internacionais DEPLA - Departamento do Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior DEQ – Delivered Ex-Quay - Entregue no Cais DES – Delivered Ex-Ship - Entregue no navio DSE - Declaração Simplificada de Exportação EXW – Ex Works - Na origem FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FAS – Free Alongside Ship - Livre ao lado do navio FCA – Free Carrier) Livre no transportador FMI – Fundo Monetário Internacional FOB – Free On Board - Livre à Bordo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ICC – International Chamber of Commerce – Câmara Internacional de Comércio IDH - Índice de Desenvolvimento Humano INCOTERMS – International Commercial Terms ou Termos de Comércio Internacional IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada MERCOSUL – Mercado Comum do Sul MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MF - Ministério da Fazenda MIDEPLAN - Ministério de Planejamento e Cooperação MRE – Ministério de Relações Exteriores NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul OIE - Escritório Internacional de Epizootias OMA - Organização Mundial de Aduana OMC – Organização Mundial do Comércio OMPI - Organização Mundial de Propriedade Intelectual OMT - Organização Internacional de Turismo ONU - Organização das Nações Unidas PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PIB – Produto Interno Bruto REI - Registro de Exportadores e Importadores RV - Registro de Venda RC - Registro de Operação de Crédito RE - Registro de Exportação RES - Registro de Exportação Simplificado ou Simplex SD - Solicitação de Despacho SECEX – Secretaria de Comércio Exterior SELA - Sistema Econômico Latino-Americano SISBACEN - Sistema Informatizado e Integrado do Banco Central SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior SH – Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias SRF – Secretaria da Receita Federa UNCTAD - Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................11 1.1 TEMA ..................................................................................................................12 1.2 PROBLEMA........................................................................................................12 1.3 OBJETIVOS........................................................................................................12 1.3.1 Objetivo Geral.................................................................................................12 1.3.2 Objetivos Específicos ....................................................................................12 1.4 JUSTIFICATIVA..................................................................................................13 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................15 2.1 COMÉRCIO INTERNACIONAL ..........................................................................15 2.2 COMÉRCIO EXTERIOR .....................................................................................18 2.3 COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO ..............................................................18 2.3.1 Estrutura do Comercio Exterior Brasileiro...................................................19 2.4 SELEÇÃO DE MERCADOS ...............................................................................20 2.4.1 Potenciais de Mercado...................................................................................21 2.4.2 Pesquisa do Produto......................................................................................22 2.4.3 Pesquisa da Concorrência ............................................................................22 2.5 PROCESSOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO ...................................................23 2.5.1 Por Que Entrar no Mercado Exterior? ..........................................................24 2.5.2 Que Empresa Pode Exportar?.......................................................................26 2.5.3 Para Onde Exportar?......................................................................................26 2.6 CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO NA EXPORTAÇÃO..............................................27 2.6.1 Exportação Direta...........................................................................................27 2.6.2 Exportação Indireta ........................................................................................28 2.6.3 Exportação Via Trading Company ................................................................29 2.6.4 Empresa Comercial Exportadora ..................................................................29 2.7 CLASSIFICAÇÃO FISCAL - NCM......................................................................30 2.8 ETAPAS DO PROCESSO DE EXPORTAÇÃO ..................................................30 2.8.1 Negociação para venda .................................................................................30 2.8.2 Fechamento de Pedido ..................................................................................31 2.8.3 Trânsito Interno ..............................................................................................31 2.8.4 Registro do Exportador .................................................................................32 2.8.5 SISCOMEX ......................................................................................................33 2.8.6 Despacho Aduaneiro......................................................................................34 2.8.7 Documentos para fins de embarque.............................................................34 2.8.8 Contrato de Câmbio e Variação Cambial .....................................................35 2.8.9 Liquidação ......................................................................................................36 2.9 TRANSPORTES INTERMODAL.........................................................................36 2.9.1 Transportes internos......................................................................................37 2.9.2 Transportes internacionais ...........................................................................37 2.10 INCOTERMS.....................................................................................................38 2.11 DEMANDA SAZONAL......................................................................................40 2.12 CHILE................................................................................................................41 2.12.1 Aspectos geográficos ..................................................................................41 2.12.2 População e cultura .....................................................................................42 2.12.3 Centros urbanos...........................................................................................43 2.12.4 Modalidade de transporte do Chile.............................................................43 2.12.4.1 Transporte Rodoviário ..............................................................................43 2.12.4.2 Transporte Marítimo..................................................................................44 2.12.4.3 Transporte Ferroviário ..............................................................................45 2.12.4.4 Transporte Aéreo.......................................................................................45 2.12.5 Acordos internacionais................................................................................45 2.12.6 Aspectos econômicos .................................................................................48 2.12.7 Exportação....................................................................................................48 2.12.8 Importação ....................................................................................................49 2.12.9 Relação Brasil X Chile..................................................................................50 2.12.10 Regime Cambial..........................................................................................52 2.12.11 Dados gerais sobre o Chile .......................................................................52 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...............................................................54 3.1 Tipos de pesquisa .............................................................................................54 3.1.1 Pesquisa Bibliográfica ...................................................................................55 3.1.2 Pesquisa Documental ....................................................................................55 3.2 Abordagem da pesquisa...................................................................................56 3.3 População e Amostra........................................................................................56 3.4 Instrumento de coleta de dados.......................................................................57 3.5 Caracterização do universo da Pesquisa........................................................57 4 EXPERIÊNCIA DA PESQUISA .............................................................................58 4.1 ANÁLISE DA PESQUISA ...................................................................................58 4.1.1 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino ..................................................................................................................58 4.1.2 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador................................................................................61 4.1.3 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile .............................................................................................63 4.1.4 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por estado exportador ..........................................65 4.1.5 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por local de embarque ..........................................65 4.1.6 Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino ..................................................................................................................66 4.1.7 Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador................................................................................67 4.1.8 Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino do Chile ...................................................................................................70 4.1.9 Importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino – por local de embarque .........................................................................................70 4.1.10 Cotação do dólar no período de jan/2007 à ago/2009 ...............................72 4.1.11 Custo unitário de fabricação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino – Empresa Produtora de Blusa Malha Retilínea Tricot da Região da AMREC .....................................................................................................................73 4.1.12 Preço de Vendas para Exportar de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile – agosto de 2009 ................................................................74 4.2 ANÁLISE GERAL DOS RESULTADOS.............................................................76 CONCLUSÃO ...........................................................................................................78 REFERÊNCIAS.........................................................................................................81 11 1 INTRODUÇÃO Com o aumento expressivo das empresas brasileiras com atividades no mercado internacional, em decorrer dos últimos anos e diante da mudança de consumo e de acesso a novos mercados, tecnologia e produtos, com isso, as empresas investiram em sua linha de produção fornecendo produtos para diversos mercados, divulgando sua marca, desenvolvendo seus produtos, reduzindo a carga tributária, entre outros motivos que levam ao mercado internacional, especificamente a exportação. Tendo isso como base, este estudo tem como objetivo verificar a viabilidade de introduzir uma empresa da região da AMREC que trabalha a 30 anos no mercado interno com a produção de blusa de malha retilínea tricot para uso feminino, a ingressar no mercado internacional, objetivando exportar seus produtos para novos mercados. O Chile demonstrou, nos últimos anos, uma forte relação com o Brasil, no que se diz respeito à importação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino. De acordo com os dados do site do MDIC (2009), este país ficou em primeiro lugar entre todos os países que importaram do Brasil blusa de malha retilínea de lã de uso feminino no período de jan/2007 à ago/2009, sendo que dentre os estados brasileiros exportadores o único que obteve registro de exportação foi São Paulo. Este estudo, propõe-se uma análise da viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o mercado chileno. Este trabalho foi desenvolvido em quatro capítulos, estando estes subdivididos em subcapítulos e com uma linguagem clara e objetiva para facilitar o entendimento do conteúdo. No capítulo 1 é desenvolvido o tema, a caracterização do problema, o objetivo geral, bem como os objetivos específicos e a justificativa para a realização do tema em tese. Já no capítulo 2 será desenvolvida a fundamentação teórica, que é a pesquisa bibliográfica dos assuntos relacionados com o tema do trabalho, com a finalidade de oferecer embasamento à pesquisa. Desta forma, serão abordados os principais assuntos relacionados à área de comércio exterior, bem como dados 12 referentes ao Chile. No capítulo 3 são definidos os procedimentos metodológicos para realização da pesquisa, a qual será definida o tipo de pesquisa, a abordagem, a população e amostra e os instrumentos de coleta de dados e a caracterização do universo da pesquisa. No capítulo 4 é apresentada as experiências alcançadas com a pesquisa, bem como a análise dos resultados. Ao final, são descritas as considerações finais baseados nos resultados obtidos dos dados coletados na pesquisa. 1.1 TEMA Análise da viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea tricot para uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o Chile. 1.2 PROBLEMA Qual é a viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea tricot para uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o Chile? 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo Geral Analisar a viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea tricot para uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o mercado chileno. 1.3.2 Objetivos Específicos Apresentar as etapas de um processo de exportação; Identificar os canais de distribuição na exportação; Apresentar o Chile como nação; Analisar a relação comercial entre Brasil e Chile; Verificar a modalidade de transportes na exportação de blusa de 13 malha retilínea tricot; Avaliar a possibilidade de ingresso no mercado exterior a empresa produtora de blusa de malha retilínea tricot a partir dos dados obtidos. 1.4 JUSTIFICATIVA Diante do cenário do mercado internacional, exportar é uma atividade cada dia mais presente nas empresas. Para isso, parte da produção dos países é destinada ao mercado exterior. Proporcionando assim desenvolvimento econômico, gerando renda e emprego. A atividade de exportação para a empresa é muito importante, pois contribui no desenvolvimento econômico do país. Para isso, a empresa deve desenvolver de forma estratégica e não como forma de escoar produção excessiva. Para uma empresa da região da AMREC expandir seus negócios no mercado internacional é necessário que se faça um planejamento para desenvolver novas estratégias para comercializar este produto, devido às oportunidades que são geradas a atingir o mercado internacional. Desta forma, o presente trabalho visa identificar e avaliar a viabilidade de exportação de blusa de malha de retilínea de lã de uso feminino de uma empresa da região da AMREC para o Chile, país este que, se encontra na América do Sul, próximo geograficamente do Brasil, e devido a vários acordos internacionais firmados, nos gera uma abertura de mercado econômica, a distância entre os países e a possibilidade de transporte rodoviário, aéreo e marítimo, dados que podem ser encontrados em sites que tratam deste assunto. Para a empresa, esta pesquisa é de grande importância, pois deve desenvolver uma área da empresa que nunca havia sido estudado, podendo assim dar um passo para entrar no mercado internacional. Com a realização desta pesquisa a empresa poderá se beneficiar em desenvolver um projeto de internacionalização. Para a pesquisadora acadêmica, que pretende concluir a graduação e atuar na da área de comércio exterior, este trabalho lhe vem fornecer experiência necessária para dar suporte a outras empresas que desejam ingressar no mercado internacional. 14 Baseando-se na viabilidade deste estudo, afirma-se que a acadêmica pesquisadora se encontra interada às informações relativas à empresa e terá os dados necessários para análise das informações pesquisadas, assim como, uma bibliografia adequada e acessível. 15 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo, com base em fundamentos bibliográficos, serão apresentados os conceitos do comércio internacional no âmbito geral e especificamente sobre o comércio entre Brasil e Chile, especialmente em se tratando de Blusa de Malha Retilínea Tricot. Também serão tratados neste capítulo, alguns aspectos culturais, econômicos e geográficos do Chile, suas riquezas e planos futuros. 2.1 COMÉRCIO INTERNACIONAL Conforme Morini, Faria Simões e Iusif Dainez (2006) diante da história das relações humanas, a sociedade é traduzida pela forma coletiva de pensar, dos costumes, culturas, formas de governar, de manipular seus negócios, entre outras atividades coletivamente desenvolvidas. Dessa forma, as relações entre sociedades transcendem entre duas fronteiras. Para Morini, Faria Simões e Iusif Dainez (2006, p. 13), O conjunto das relações internacionais vem passando por significativas transformações. O impacto mais expressivo desse processo é a elevação sustentada do comércio internacional percebida a partir da última metade do século XX até os dias de hoje, manifestado por meio de um progressivo crescimento do comércio entre países, seguindo nas mesmas proporções de grandeza por um fluxo de capital, informações e pessoas. Castro (2001) comenta que as relações entre sociedades distintas a partir do século XXVI, não havia um sistema de entidades políticas exercendo autoridade suprema sobre territórios e possuidor do monopólio sobre assuntos de guerra, o exercício da diplomacia e a celebração de tratados. A partir disso as relações entre sociedades expandiram. Racy (2006), acredita que para entender melhor a realidade das relações entre estados, é preciso recordar os acontecimentos que ocorreram durante toda a história. Destacando como fator de desenvolvimento das relações da realidade internacional, a partir do término da Segunda Guerra Mundial. Com isso, os estados tiveram que reconstruir as relações nos seguintes aspectos: econômico, político e estratégicos. 16 Stwart (2006) relata que, a partir da Revolução Industrial no século XVII a relação comercial entre os países teve um aumento considerável através da inclusão de novos produtos no mercado internacional e novos ganhos de escala produtiva. Com isso, foi possível visualizar o papel de cada país na economia mundial. Sendo assim, alguns países focaram em exportar matéria-prima e outros países em exportar bens industrializados. Com o passar do tempo, as empresas se especializaram mais e inseriram seus produtos no mercado internacional, com isso, o comércio internacional tornouse interligado. De fato, com a globalização os países ficaram mais dependentes uns dos outros, e Sant’anna (2001), mostra que, com surgimento de novos produtos e serviços houve a necessidade de pesquisar e estudar mais sobre o comércio internacional. Através desses estudos, as empresas possibilitam ampliar os seus conhecimentos sobre o mercado internacional, as culturas, costumes, como se organizar e adaptar seus produtos as necessidades de seus clientes estrangeiros, melhorando a qualidade de seus produtos e serviços. Assim, refletindo melhorias também no mercado interno. (LOPEZ e GAMA, 2005). O comércio internacional é identificado pela compra e venda de um determinado produto/serviço entre nações diferentes. Assim como numa comercialização de produtos no mercado interno tem seus processos administrativos e burocráticos, a comercialização de produtos no comercio exterior também tem seus processos, que são mais complexos, pois envolvem transportes internacionais, câmbio, e outros processos administrativos que são essenciais. Para isso o empresário tem que ter conhecimento dos direitos internacionais em relação à administração e a realidade da economia. (SOARES, 2004). Soares (2004) afirma que, o comércio exterior é nada mais que uma relação compra e venda entre uma empresa de um determinado país para outra empresa situada em outro país. Para isso, a empresa considera que nada mais é do que uma compra e venda internacional, iniciada pelo processo de negociação e terminando com a entrega do produto devidamente operacionalizado, conforme os aspectos legais que se pede em uma exportação e importação. O que leva as empresas a comercializarem seus produtos no mercado internacional, é ter vantagem na sua capacidade produtiva. Ratti (2001) afirma que, 17 para chegar ao seu mercado consumidor, existem diversos fatores que dificultam as empresas a encontrarem numa comercialização internacional, como as distâncias geográficas, distribuição dos recursos naturais, nos climas diversos. Szapiro e Andrade (2001) citam que é considerada como internacional a empresa que exercer atividades comerciais fora do mercado que seja membro do país de origem. Para o comércio entre os países é necessário que eles utilizem mecanismos de comunicação, ou seja, sistema atualizado de informação, para que as empresas utilizem como banco e dados de informações sobre os negócios internacionais. (CIGNACCO, 2009). Dias (2004) defende o comércio internacional, pois acredita que seja uma atividade essencial para circulação de riquezas e tecnologia entre todos os países, sejam eles desenvolvidos ou não, pois essa prática promove o desenvolvimento econômico. Tendo em vista que nenhum país sobrevive sem as relações comerciais internacionais, e que as importações de produtos são tão essenciais quantos as exportações. Segundo Keedi (2004), a importação é importante para a economia de um país, tanto quanto a exportação, com isso, os consumidores tem mais uma opção de produto ou serviço, podendo assim ter acesso a mercadorias com qualidades diversas, atendendo suas necessidades, e trabalhando com novos fornecedores. Por tanto, refere-se a produtos, comercialização de mercadoria, como produtos industrializados e agrícolas. E serviços, como turismo, transportes, tecnologia, conhecimento. A importância de um país exportar é exibir-se através de sua entrada em diversos mercados no mundo, tendo assim condições de melhorar a qualidade de seus produtos e serviços, e também a melhoria dos processos administrativos das empresas. Proporcionando uma redução dos riscos e crises que podem ocorrer no mercado interno. (KEEDI, 2004). Cignacco (2009) relata que, uma organização para ingressar e se manter no mercado internacional, é necessário que se adaptem as mudanças que o mercado externo obriga, e os fenômenos econômicos que ocorrem no mundo inteiro. Segundo Cignacco (2009), quando se utiliza a tecnologia da comunicação, é possível manter relações via redes internacionais, através de e-mail 18 e sites relacionados para busca de informações. Informações estas como, busca de novos produtos e serviços, descrição desses bens, acesso a catálogos virtuais e também a possibilidade de fechar negociações virtualmente, como e-commerce1. Com isso, o empresário tem que estreitar sua relação comercial, visando abrir seus canais de distribuição. 2.2 COMÉRCIO EXTERIOR O comércio exterior se caracteriza pelo ato de importar e exportar, ou seja, é a compra e a venda de mercadorias por meio de empresas em geral, para o mercado estrangeiro. E para o país, esse comércio entre empresas distintas com países distintos é muito mais importante do que entrada e saída de moeda e mercadoria, e sim o impacto que gera na economia. (BEHRENDS, 2002). Para Keedi (2004), com o aumento continuo do comércio entre nações, houve um maior interesse político dos países, pois determinariam regras que poderiam interferir na comercialização das mercadorias. Segundo Morini, Simões e Dainez (2006), destacam que o comercio exterior vem se transformando ao longo dos anos. E isso foi percebido durante o século XX, impulsionado pelo aumento da tecnologia da comunicação e do crescimento do comércio entre nações, possibilitando o crescimento das economias, compartilhamento dos conhecimentos e das pessoas. Mostra também que esse crescimento não é homogêneo entre os países por suas características heterogenias, culturais, políticas etc. 2.3 COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO O Brasil deu seu primeiro passo para o comércio exterior, a partir de iniciativas do governo federal. Inicialmente comercializando produtos primários (produtos agrícolas), e foi evoluindo com o passar do tempo na produção de mercadorias com maior valor agregado, atingindo outros segmentos do mercado. (BERHENDS, 2002). Segundo Berhends (2002), as atividades no comércio exterior tiveram um 1 Comércio Eletrônico 19 maior impacto para as empresas brasileiras, a partir de 1967, quando o Governo Federal criou vários estímulos fiscais com o objetivo de aumentar a participação do Brasil nas vendas internacionais. Porém no início eram negociados produtos basicamente primários como, café, minério de ferro, grãos em geral. Com esse estímulo, Berhends (2002), afirma que as exportações das empresas brasileiras superaram as expectativas, tendo um aumento expressivo nas operações com outros países O Brasil abril suas portas para o comércio internacional a partir da abertura econômico do Governo Fernando Collor de Mello, no período dos anos 90. (CARDOSO, 2007). Na década de 90 foi criado também o Plano Real, que foi uma das ferramentas utilizada pelo governo da época para estabilizar a economia, que se encontrava o índice inflacionário alto. Cardoso (2007) relata que, essa ferramenta foi como um avanço para o Brasil inserir no mercado internacional como o governo estimava. Proporcionando assim, uma maior dependência dos recursos internacionais, com isso, gerando trabalho e oportunidade de melhoria na estrutura econômica. 2.3.1 Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro De acordo com Vazquez (2001), a estrutura do comércio exterior brasileiro é composta pelo Ministério da Fazenda - MF, Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior - MDIC e o Ministério das Relações Exteriores - MRE. Conforme informações do MF (2009), o MF no comércio exterior é responsável pela Secretaria da Receita Federal - SRF, que é responsável pelo controle aduaneiro e os processos administrativos em geral. Além da SRF, o MF é responsável também pelo Banco Central do Brasil – BACEN, que é quem controla o câmbio. A SRF se divide na administração da Coordenação Geral do Sistema Aduaneiro – COANA, da Coordenação Geral do Sistema Tributário – CORAT, da Coordenação Geral de Fiscalização – COFIS, da Coordenação Geral de Arrecadação – COSAR, da Coordenação Geral do Sistema de Informática – COTEC, 20 do SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior (que tem como função integrar as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações do comércio exterior brasileiro), do SISBACEN – Sistema Informatizado e Integrado do Banco Central (que tem a função de fazer a ligação do sistema monetário). (SRF, 2009). O MDIC se divide em Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), que é responsável pelo controle comercial, e Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), que é responsável pela formulação de políticas do comércio exterior brasileiro. A SECEX é subdividida pelo DEINT – Departamento de Negociações Internacionais, sua principal função é acompanhar os tratados e acordos comerciais internacionais os quais o Brasil participa. Pelo DECEX – Departamento de Operações de Comércio Exterior e sua principal função é desenvolver, executar e acompanhar políticas do comércio exterior brasileiro, com isso, estabelecer normas e procedimentos necessários à sua prática. Pelo DECOM – Departamento de Defesa Comercial, sua principal função é investigar sobre práticas desleais de comércio internacional, cuida das medias de salvaguarda, medidas compensatórias e antidumping. E pelo DEPLA – Departamento do Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior, e é responsável pela divulgação da balança comercial, gerando dados estatísticos confiáveis do comércio exterior. (MDIC, 2009). 2.4 SELEÇÃO DE MERCADO Segundo Garcia (2007) e Minervini (2001), toda vez que uma empresa se propõe a selecionar mercados com a proposta de exportar, se deparam com uma série de dificuldades, como a distância geográfica, idiomas diversos, diferentes hábitos, tanto de consumo como cultural, religião, sistema político e entre outros. Carnier (2004) complementa que, a pesquisa de mercado é onde a empresa obtêm informações mais completas sobre a conjuntura econômica do país, o quadro econômico, as suas características, acesso ao mercado, suas práticas comerciais, canais de distribuição e formas de comunicação. Há muitas formas de selecionar o mercado, em uma delas Kuazaqui (2007) afirma que é através de uma pesquisa de mercado, que a empresa identifica os mercados em potenciais, sempre com a intenção se informar mais, e reduzir ao 21 máximo possível o custo da incerteza de entrar num determinado mercado. De nada adianta a empresa ter um grande poder de venda se o mercado não tem potencial de absorver essas vendas. 2.4.1 Potenciais de Mercado Para definir qual país ou paises a empresa deve escolher como potencial de mercado, Kuazaqui (2007, p. 62) afirma que, Podemos definir como potencial de mercado a estimativa de quanto o mercado pode comprar de um determinado produto ou serviço, possibilitando uma idéia da porcentagem de consumo total que o mercado tem capacidade de comprar em unidades ou em valores presentes e futuros [...]. Inclusive conforme Kuazaqui (2007), segue abaixo alguns aspectos que são importantes para conhecer, estudar e analisar um mercado, para assim, a empresa poder iniciar sua atividades em outros paises. Indicadores Histórico Geografia Clima Economia Política Sistema Legal População Renda per capita Densidade Linguagem Religião Cultura Concorrência 2 Uso Simplificado Envolve a trajetória e pode estipular padrões de comportamento comercial. Afeta a logística da distribuição, inclusive os custos de transporte físico. Pode acentuar as necessidades de adaptação do produto, por exemplo, a embalagem e quando vende-lo. Envolve o risco país e as estratégias de precificação. Envolve o risco país e a construção de estratégias de relacionamento. Envolve todo o marketing mix: como produzir, divulgar e vender. Análise quantitativa e qualitativa do mercado. Análise do poder de compra e estratégia de preço. Envolve a logística de distribuição e divulgação. Adaptação d produto, como também da divulgação. Adaptação do produto. Influencia as formas de coleta de informações e os procedimentos de comunicação. Influencia nas estratégias e possibilita uma visão do market share2. Quota de mercado, participação no mercado 22 Fisiologia Aspectos físicos e fisiológicos, como altura e tamanho do estômago influenciam sobremaneira a quantidade e o tamanho a ser ofertado ao mercado. Existem milhares de indicadores de potencial do mercado, e o profissional deve ter a perspicácia de identifica-los. Outros Quadro 1: Indicadores de Potencial de Mercado e Utilizações Fonte: KUAZAQUI (2007, p. 63 e 64) 2.4.2 Pesquisa do Produto De acordo com Nosé Junior (2005) após identificar a existência de mercado para os produtos/serviços que a empresa fabrica, ela deverá escolher quais produtos/serviços se adéquam entre as que ela produz ao país escolhido. Segundo Bañegil Palácios e Meireles de Souza (2004), existem duas propostas extremas para comercialização de um produto: Padroniza, ou seja, produzir o mesmo produto para todos os mercados. E adaptar completamente o produto, ou seja, fazer as mudanças necessárias para adaptá-las a cada mercado. Para saber se o produto que será exportado se enquadra nos padrões exigido no mercado internacional, para Bañegil Palácios e Meireles de Souza (2004) é necessário as seguintes informações: Produtos com algum componente proibido; Moda; Normas de qualidade; Utilidade; Normas Técnicas; e Perfil do Usuário. 2.4.3 Pesquisa da Concorrência Minervini (2001), afirma que a concorrência é uma fonte inesgotável de informações e, nos mercados internacionais, algumas informações devem ser valiosas, para tomar decisões sobre o produto. Como, característica do produto, imagem da marca, qualidade/preço, serviços oferecidos, plano de expansão e etc. Para Carnier (2004) deve-se analisar quatro tipos de concorrente em um 23 mercado internacional: Que oferecem produtos similares (qualidade e preço); Que oferecem produtos com qualidade e preço inferior ou superior; Que oferecem produtos diferentes, porém que apresentam o mesmo benefício ao cliente; Que dependem dos recursos financeiros dos clientes (em caso de guerra, mudança de governo, crise econômicas e etc) que obrigam o cliente a investir em produtos prioritários. Nesta fase também se torna necessário determinar as condições em que os produtos concorrentes são produzidos internamente ou se são importados, qual o seu grau de aceitação e o nível de preço que é praticado pela concorrência. (BAÑEGIL PALACIOS e MEIRELES DE SOUZA, 2004, p. 60). Neste caso a empresa tem se utilizar dessas informações sobre seu concorrente, para assim, analisar a posição da mesma no mercado. 2.5 PROCESSOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO Com o estreitamento das relações internacionais, as organizações tiveram que se adaptar a sua nova realidade do comércio internacional. Uma das conseqüências da globalização, segundo Bortolo (2004), foi à internacionalização das empresas e o aumento da tecnologia da comunicação que possibilitou a intensificação nas relações. Com isso, foi criada uma série de novas normas políticas que refletem na mudança da economia mundial que vem acontecendo, através da interação dos mercados. Cignacco (2009) afirma que, para entrar no mercado internacional, a empresa tem que ter algumas características competitivas fundamentais. Como, contato internacional para comercialização e venda dos seus produtos, a adaptação do produto no mercado exterior, comunicação da empresa, formação de preço, satisfazendo as solicitações dos clientes. Segundo Vazquez (2004), para a empresa que entra no mercado internacional, apresenta mudanças que aplicam no desenvolvimento da empresa, como conhecimento de novas culturas, novas estratégia de comercialização do 24 produto, novas técnicas de produção e utilização de planos de marketing mais eficientes. Dessa forma a empresa desenvolve seu poder competitivo diante do cenário internacional. Conforme Minervini (2001), o mercado internacional é um campo de batalha onde não se conhece muito bem seu concorrente. Por isso as empresa ao se preparar para entrar no mercado exterior precisa estar aperfeiçoando constantemente seus produtos, melhorando o desempenho das vendas e sempre estar informado em relação às mudanças do mercado. Existem algumas barreiras que as empresas enfrentam diante desse novo mercado, que implicam na decisão de entrar ou não no mercado internacional. Maluf (2000) cita que as barreiras que mais se destacam são: a burocracia, a barreira aduaneira, variação monetária, origem do mercado, etc. Dabbah (1998), afirma que, o processo comercial de produtos/serviços no mercado estrangeiro é absolutamente diferente do processo comercial que ocorre no mercado interno. Para isso, as empresas devem conhecer a legislação internacional, cultura do país, logística internacional, línguas. Antes disso, o empresário deve estreitar a relação com seu comprador internacional, assim construindo uma relação comercial mais sólida. 2.5.1 Por Que Entrar no Mercado Exterior Nessa era global, não é mais possível uma empresa (principalmente indústria) sobreviver apenas das vendas para o mercado interno. A comercialização com outros países é uma opção estratégica para as empresas, pois estarão trabalhando com vários mercados distintos, em várias economias distintas, podendo assim abrir um leque maior de opções para comercializar seus produtos, possibilitando uma maior rentabilidade. (MINERVINI, 2001). Sendo assim, Minervini (2001) afirma que, são vários os motivos que empurram milhares de empresas para o mercado internacional: a) necessidade de operar em um mercado de volumes que garantam uma dimensão industrial da empresa (alcançando uma economia de escala que lhe dê competitividade); b) pedidos casuais de importadores — talvez conhecidos através de uma feira internacional ou 25 uma missão no exterior (muitas vezes não se questiona se vale a pena aceitar pedidos sem que exista um plano de mercado.); c) dificuldades de vendas no mercado interno — a empresa Natuzzi, dona da marca “Divani e Divani”, depois de anos de dificuldade procurando vender no mercado interno italiano, lutando contra os grandes competidores, identificou oportunidades de vendas nos Estados Unidos, começando, portanto, no mercado exterior. Hoje, é o maior fabricante mundial de sofás em pele; d) melhor aproveitamento das estações — quem produz artigos de estação como roupa de praia ou aquecedores, na baixa estação do mercado interno pode projetar-se para o mercado do hemisfério oposto; e) possibilidade de preços mais rentáveis — há produtos que o mercado interno não valoriza de maneira suficiente (imagine objetos de artesanato latino-americanos). No exterior, os preços podem ser muito mais interessantes; f) melhor programação da produção — por exemplo, os produtores de calçados ou acessórios de moda em geral, com a exportação, podem concentrar-se em poucos modelos e grandes quantidades. Normalmente acontece o contrário no mercado interno; g) prolongamento do ciclo de vida de um produto — pode-se pensar, por exemplo, naquele produtor de artigos de moda, no hemisfério norte, quando muda a estação no mercado interno. Alguns produtos podem alcançar êxito nos mercados onde as estações são inversas (exemplo: um produtor de têxteis italianos exporta seus produtos para a América do Sul). Também há casos onde os produtos que já alcançaram sua maturidade ou, inclusive, iniciaram sua fase de declínio no mercado interno são exportados para os mercados onde o nível tecnológico geral é inferior (por exemplo, carros ou maquinarias); h) para diversificar riscos — quantas empresas fecham porque dependem exclusivamente do mercado interno? Há países onde há grande flutuação (por exemplo, em ocasião de mudança de governo) e as empresas são atingidas por completo. Colocar parte da produção no mercado externo amortiza os efeitos das periódicas ou eventuais crises; i) para melhorar a imagem — com fornecedores, bancos e clientes. Uma empresa que exporta necessariamente adquire um maior prestígio, status (pois a exportação é veículo para a competitividade). Isso se reflete em suas operações no mercado interno; j) para equilibrar-se contra a entrada de competidores no mercado interno — com a globalização da economia, é cada vez mais freqüente bater de frente com os competidores na porta de casa. A exportação reduz o impacto da presença dos concorrentes; k) para uma estratégia de desenvolvimento da empresa — igualmente, se a exportação foi iniciada de maneira casual, como saída obrigatória derivada de uma crise no mercado interno, há empresas que encaram a exportação como uma meta estratégica para desenvolver-se. Quadro 2: Motivos para as empresas entrarem no mercado internacional Fonte: (MINERVINI, 2001, p. 5) alterado pelo pesquisador. 26 2.5.2 Que Empresa Pode Exportar A exportação não está vinculada com tamanho da empresa, mais sim com a capacidade da empresa adequar-se as exigências que o mercado internacional, além do produto, também a sua gestão estratégica. Toda empresa pode exportar, mas para isso ela deve fazer uma avaliação da sua capacidade exportadora e enxergar a exportação como possibilidade de crescimento e melhoria para a empresa. (DABBAH, 2001). Pensar que somente as grandes organizações podem exportar é comum, porém segundo Dabbah (2001, p. 4), Existe diversas micro, pequenas e médias empresas exportando. De fato, a maioria das empresas brasileiras que exportam são micro, pequenas e de médio porte, mas cuja participação na balança comercial ainda é baixa. Isto se deve ao desconhecimento do processo de exportação, dos entraves burocráticos e do desconhecimento dos compradores em relação aos produtos de pequeno porte, sua qualidade e dificuldade de encontrá-los. Portanto, as organizações devem ter o comércio internacional como objetivo estratégico e não como apenas uma chance de negócio, visando somente resultados a curto prazo. 2.5.3 Para Onde Exportar Para exportação, é grande o número de mercados para se pode exportar, o que algumas vezes trás dificuldades no planejamento operacional e estratégico da empresa. Minervini (2001) afirma que, a empresa deve selecionar os melhores mercados para a comercialização e a pesquisa deve verificar, entre outras coisas: • Mercados próximos; • Mercado em crescimento; • Se há demanda pelo produto; • Se o preço será competitivo; • Se há existência de barreiras alfandegárias; • A cultura do país alvo e o mais similar culturalmente; e • As estatísticas de exportações para saber se os concorrentes nacionais exportam e para que países. 27 Segundo Minervini (2001), com uma prévia pesquisa de mercado, exporta-se para onde há condições de se entrar de forma mais rentável, com um mínimo de custo e risco. As empresas quase sempre começam de forma casual, respondendo a pedidos das mais variadas procedências ou participando de feiras internacionais. 2.6 CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO NA EXPORTAÇÃO “Canais de distribuição são organizações que servem para colocar à disposição de consumidores finais/clientes produtos que são originários de um fabricante”. (MEGIDO e SZULCSEWSKI, 2007, p. 55). No comércio exterior o canal de distribuição é um pouco mais complexo, pois se trata da forma no qual o produto é comercializado em outro país. Para Nosé Junior (2005), entrar no mercado internacional querer planejamento e estratégias de acordo com os produtos que serão comercializados. Depende principalmente que estratégia a empresa adotou, e que opções ela dispõe. É importante avaliar as diversas formas de atingir o mercado exterior para saber qual a melhor opção para comercialização de um determinado produto em outro país, Garcia (2007) a seguir descreve que pode ser nos seguintes casos: exportação direta, exportação indireta, exportação via trading company3 e empresa comercial exportadora. 2.6.1 Exportação Direta De acordo com Garcia (2007), essa forma de exportação é conhecida como direta onde a empresa exportadora (fabricante/produtor) fatura seu produto em nome do importador no exterior. Nosé Junior (2005, p. 244) acrescenta que esta forma de venda tem vantagens e desvantagens, Vantagens: a empresa pode contar com informações precisas e estratégicas sobre o mercado; maior agilidade e controle das informações sobre o mercado; controle total das operações da empresa no mercado; 3 Comercial Importadora/Exportadora 28 divulgação direta da marca e da imagem da empresa. Não estamos investindo indiretamente em marcas de terceiros, e; a força de vendas pode ter a agilidade de que necessito, na hora em que preciso. Desvantagens: gastos com trader, agentes e representantes; elevados gastos com viagens internacionais. Segundo Bañegil Palácios e Meireles de Souza (2004), para essa forma de exportação, é necessário que a empresa exportadora e a empresa importadora tenham uma relação contratual. A empresa exportadora ter conhecimentos básicos compreendidos desde o levantamento de custos e riscos próprios da atividade, até a forma de proceder quanto aos seguintes aspectos: países para destinar seus produtos; formas de negociação internacional; documentação necessária; etc. 2.6.2 Exportação Indireta A venda indireta, segundo Bañegil Palácios e Meireles de Souza (2004), é quando a exportação é efetuada por uma terceira empresa, que faz o intermédio entre o exportador e o importador, e o exportador geralmente não tem contato com o importador. O interveniente é uma empresa cujo objeto social tenha previsto a exportação. Nesta operação o fabricante/produtor menciona esta particularidade na nota fiscal de venda. Conforme Garcia (2008, p. 36), dentre elas destacam-se, Empresa comercial exclusivamente exportadora; Empresa comercial de atividade mista (que opera tanto nas atividades de mercado interno como da importação e da exportação); Cooperativas ou consórcios de fabricantes ou exportadores; Indústria cuja atividade comercial da exportação seja desenvolvida com produtos fabricados por terceiros. Para Nosé Junior (2005), a empresa está terceirizando seu departamento de comércio exterior. Com isso, essa forma de exportação para a empresa deparase com vantagens e desvantagens. Vantagens: diminui os gastos para com o departamento de comércio exterior e com viagens internacionais. Desvantagens: as operações ficam nas mãos de outra empresa, a marca da empresa não tem destaque, e não tem domínio sobre a estratégia que a outra empresa tem do mercado que irá comercializar seus produtos. 29 2.6.3 Exportação Via Trading Company Dos canais de distribuição de vendas no mercado exterior, a trading company se destaca como um dos mais importantes. A trading company é uma empresa, cujas atividades são compra e venda, intermediação, comercialização, etc., que se especializa em determinados produtos. (GARCIA, 2007). Bañegil Palácios e Meireles de Souza (2004) acrescentam que, as principais funções da trading company não é somente facilitar a comercialização dos produtos pelo mundo, porem a função que mais se destaca é de buscar e desenvolver novas fontes de demanda nos mercados internacionais. A Trading caracteriza-se por fazer grandes volumes de negócios. Porém, Vazquez (2001, p. 23) recomenda que, O maior cuidado que se deve ter é com a capacidade financeira da Trading, se estiver legalmente constituída, verificar a situação de crédito por meio de balanço, enfim, analisar a qualidade deste interveniente. A Trading deve comprovar a exportação por meio de um documento chamado memorando de exportação. Essas empresas eliminam para o fabricante/produtor todos os riscos de custo para selecionar possíveis compradores, fazendo com que este não necessite de estrutura de comércio exterior, além de deixá-lo sem preocupações com logística, documentação, entres outras burocracias existentes nos trâmites de uma exportação. (NOSÉ JUNIOR, 2005). 2.6.4 Empresa Comercial Exportadora Conforme Garcia (2007), comercial exportadora é uma empresa parecida com uma Trading Company, porém, trabalhando com operações menores, e dedicando-se a uma gama menor de produtos. Esse tipo de empresa é uma alternativa para o fabricante/produtor que tem seus volumes menores cujas Tradings não tenham interesse em comercializar. 30 2.7 CLASSIFICAÇÃO FISCAL - NCM A NCM (nomenclatura comum do Mercosul), nasceu após a criação do Mercosul (Mercado Comum do Sul), pois foi identificada a necessidade de classificar os vários tipos de produtos fabricados nos países envolvidos: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, membros fundadores do Mercosul. (KEEDI, 2004). Keedi (2004) cita que, os produtos são identificados através do SH Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias. Este Sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional, assim como aprimorar a coleta, a comparação e a análise das estatísticas, particularmente as do comércio exterior. Além disso, o SH facilita as negociações comerciais internacionais, a elaboração das tarifas de fretes e das estatísticas relativas aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional. (MDIC, 2009). No Brasil também é utilizado outro sistema de classificação dos produtos, a Aladi (Associação Latino-Americana de Integração), que foi criada antes do SH e substituída, porém a nomenclatura Aladi adotou como base o SH, acrescentando dois dígitos no código dos produtos. A classificação fiscal utilizada nesta pesquisa é a NCM (nomenclatura comum do Mercosul). NCM nº:61021000 – Blusa Feminina de Malha de Lã Tricot. 2.8 ETAPAS DO PROCESSO DE EXPORTAÇÃO Para Werneck (2006), após fechamento da negociação de venda entre o exportador e o importador, o processo de exportação dar-se início. Sendo que, toda comercialização é definida, discriminando a responsabilidade de cada parte envolvida, o exportador prepara a mercadoria, deste modo é feito todo processo burocrático, desembaraço da mercadoria, contratação de transporte internacional, contratação do câmbio e etc. 2.8.1 Negociação para venda Primeiramente, para Behrends (2002), numa negociação de venda, o 31 exportador tem que fazer uma pesquisar cuidadosa sobre o mercado quer atuar, com isso, obtendo informações confiáveis, assim diminuir a incerteza de investir ou não no mesmo. Com essa pesquisa a empresa deverá analisar os preços que são praticados no país escolhido. Verificar o custo total de comercialização do produto, incluindo custo de transporte, a variação cambial e as tendências da economia, nível de oferta e demanda desses produtos, exigências burocráticas e períodos de sazonalidade, ou qualquer outra informação que auxilia na tomada de decisão para se concluir a negociação. (ROCHA, 2001). Após essa busca de informações do mercado onde quer atuar, a empresa deverá desenvolver uma estratégia para a negociação de seus produtos no exterior. Definindo condições de vendas, tipo de transporte, tempo de entrega do produto, embalagem, etc. (ROCHA, 2001). 2.8.2 Fechamento de Pedido Após o fechamento da venda, o pedido do importador é formalizado através da Fatura Proforma (Proforma Invoice), que é um documento utilizado em toda venda no comércio exterior e tem poder legal. (BENHRENDS, 2002). Conforme Castro (2001) a Fatura Proforma é utilizada pela empresa exportadora como função de proposta comercial, sujeita a aprovação da empresa importadora, contendo descrição do produto, preço, prazo de entrega, condições de pagamento, entre outras informações. Porém esse documento não possui valor legal. Esse documento é enviado pelo exportador, via fax, e-mail ou correspondência, contendo todos os detalhes da negociação e responsabilidade das partes envolvidas (importador e exportador). Sendo que, esse documento acompanha a mercadoria até o destino. (LOPEZ E GAMA, 2005). 2.8.3 Trânsito Interno Lopez e Gama (2005) destacam que, quando a mercadoria vai ser exportada, é necessário estar atento ao transporte interno, pois para transitar com 32 essa mercadoria até o porto que será despachado ou outro local de despacho aduaneiro, a empresa exportadora é obrigado a emitir uma Nota Fiscal de Exportação. Castro (2001), cita também que, esse documento é de uso exclusivamente interno, com fins fiscais e serve para transitar com o produto desde a fábrica, até o embarque no porto que será exportado. Esse documento é escrito em português e em reais, sendo apresentado durante a solicitação de despacho aduaneiro na Secretaria da Receita Federal. 2.8.4 Registro do Exportador De acordo com Garcia (2007), a empresa ao se preparar para trabalhar formalmente no comércio exterior, assim como no mercado interno, somente a empresa legalmente constituída, com os devidos registros, é que pode operar legalmente. Sendo assim, toda empresa que se organiza, precisará para que possa respeitar adequadamente as exigências mínimas impostas à atividade empresarial, cumprir uma série de particularidades, dentre as quais se destacam conforme Garcia (2008, p. 13), Elaboração do contrato social ou estatutos; Registro na Junta Estado; Registro junto à Fazenda Nacional, para obtenção do CNPJ/MF; Registro junto ao Conselho Regional de Representantes Comerciais do Estado, caso seu objeto social assim o exija; Registro junto a Prefeitura, para obtenção do CCM — cadastro de contribuinte Mobiliário e respectivo alvará de funcionamento e localização; Pedido de Inscrição Estadual junto à Secretaria da Fazenda do Estado onde a empresa está sendo aberta. Após a obtenção dos registros acima, a empresa deve atender a outros requisitos para estar aptos ao comércio exterior que segundo Dabbah (2001, p. 13) são, O comércio exterior deverá estar incluído no objeto social da empresa; A empresa deverá fazer a inscrição no Registro de Exportadores e Importadores — REI, através do SISCOMEX (Sistema Integrado de comércio Exterior); e 33 A empresa que irá operar como comercial Exportadora deverá obter registro especial solicitado ao Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do comércio do Turismo. 2.8.5 SISCOMEX Além do Registro de Exportador e Importador — REI, toda empresa necessita se habilitar no Sistema Integrado de Comércio Exterior — SISCOMEX para operar no comércio exterior. Segundo Garcia (2007), para esta habilitação a empresa exportadora deverá se amparar na Instituição Normativa da Secretaria da Receita Federal — SRF n°650, de 12/05/2006 (inclusão/exclusão de representante Legal). Após esse credenciamento o titular, terá sua habilitação através de senha, que é confidencial, pessoal e intransferível. A grande vantagem desse sistema é a eliminação de controles paralelos, pois adota um fluxo único de informações permitindo ao exportador obter o credenciamento de exportação on-line. Outra vantagem do sistema é a agilidade no desembaraço aduaneiro. De acordo com a SRF (2009), o SISCOMEX é utilizado para todas as operações de exportação, e dentre os registros nele executados destacam-se: RV - Registro de Venda: utilizados para operações cujos produtos são negociados em bolsas, ou seja, commodities. RC - Registro de Operação de Crédito: obrigatório para operações que concedam prazo de pagamento ao importador superior a 180 dias da data do embarque da mercadoria para o exterior. RE - Registro de Exportação: obrigatório para operações onde há saída física de mercadorias para o exterior. RES - Registro de Exportação Simplificado ou Simplex: alternativa criada para emprego nas exportações de até US$ 10mil ou seu equivalente em outras moedas, dispensando o contrato de câmbio, substituindo pelo boleto. DSE — Declaração Simplificada de Exportação: permiti agilizar o desembaraço aduaneiro de operações que especifica. DDE — Declaração de Despacho de Exportação ou SD Solicitação de Despacho: é um documento para quando a mercadoria se encontrar a disposição da fiscalização aduaneira para fins de despacho. 34 2.8.6 Despacho Aduaneiro O despacho aduaneiro é um processo burocrático que envolve a verificação preciso dos dados declarados na documentação pelo exportador referente a mercadoria que será exportada, conforme legislação específica. Bem como toda a exportação está sujeita ao desembaraço aduaneiro, com vista em sua saída para o exterior, exceto alguns casos que estão previstos nessa legislação. (ROCHA, 2001). Castro (2001) afirma que, a forma de conferências das mercadorias para exportação é selecionada através do SISCOMEX, separando as mesmas por canal de conferência que são identificados pelas cores, verde, amarelo e vermelho. No canal verde, a mercadoria será automaticamente liberada para o embarque, sem nenhum tipo de conferência. O canal laranja, a mercadoria é sujeita a conferência documental para assim ser liberada para ser exportado. Conforme o site da SRF (2009), o despacho aduaneiro de exportação é processado por, [...] por meio de Declaração de Exportação (DE), registrada no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), tendo a si vinculado um ou mais Registros de Exportação (RE) nos termos da Instrução Normativa SRF nº 28/94. Entretanto, em algumas situações, o exportador pode optar pelo despacho aduaneiro simplificado, que pode se dar por meio do Siscomex ou por formulários [...] 2.8.7 Documentos para fins de embarque Garcia (2007) cita que, Para o embarque da mercadoria para o exterior há necessidade dos seguintes documentos: a) Nota Fiscal; b) RE – Registro de Exportação; c) Conhecimento de Embarque; d) Certificados – quando exigidos, destinados a atender imposições específicas do produto que está sendo exportado; e, e) Romaneio ou Packing List. A Nota fiscal, segundo Rocha é um documento utilizado para acompanhar a mercadoria até o local que será desembaraçado junto com a Secretaria da Receita Federal. (APRENDENDO A EXPORTAR, 2009). 35 Segundo Rocha (2001), o Registro de Exportação (RE) é um documento destinado a registros operacionais para fins do gerenciamento governamentais na área comercial, fiscal, cambial e aduaneiro. Sendo preenchida pelo exportador ou seu representante legal diretamente no sistema SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior). De acordo com Aprendendo a Exportar (2009), o exportador ou o despachante que o representa, solicita junto a Receita Federal uma Solicitação de Despacho – SD para que seja providenciado o desembaraço da mercadoria. Segundo Garcia (2007), após a mercadoria embarcar para ser exportado, é emitido o Conhecimento de Embarque, pelo transportador ou pelo agente autorizado. Esse documento é assinado no momento do embarque da mercadoria pelo agente autorizado ou pelo transportador, atestando a transferência de propriedade e de posse da mercadoria, representado o comprovante de sua saída para o exterior. É importante observar, o correto preenchimento desse documento, em relação ao seu conteúdo, nele devem constar todos os detalhes que foram exigidos pelo importador. Outro documento necessário para que possa ser realizado o embarque dos produtos para o exterior é o Romaneio ou Packing List, o qual define Garcia (2007), que esse documento de estar presente em todas as operações de embarque. 2.8.8 Contrato de Câmbio e Variação Cambial Conforme Garcia (2007), o contrato de câmbio é uma ferramenta utilizada para firmar compra e venda de moedas estrangeiras. Realizado entre o exportador e o banco que ela escolher, podendo ser antes do embarque da mercadoria como depois do embarque, que é de inteira responsabilidade do exportador. O Contrato de Câmbio é o instrumento firmado entre o vendedor e o comprador de moedas estrangeiras, no qual se definem as características completas das operações de câmbio e as condições sob as quais se realizam, cujos dados são registrados no Sistema de Informações do Banco Central do Brasil (Sisbacen). (SRF, 2009). Podemos destacar algumas características de um contrato cambial: bilateral (obrigações recíprocas das duas partes), consensual (coincidência da 36 vontade das partes envolvidas), oneroso (sacrifício patrimonial para as partes envolvidas), comutativo (cada uma das partes envolvidas recebe uma contraprestação equivalentes), e, solente (forma estabelecida em lei). Garcia (2007, p. 93) cita que, “o contrato fixará o cumprimento do compromisso de exportar a mercadoria e para a entrega dos documentos representativos dessa operação”. Um mercado cambial ou de divisas é onde são negociadas as compradas e vendidas de moeda estrangeiras, pois moedas de outros países não podem ser aceitas em pagamento das exportações, nem moeda nacional em pagamento das importações. (REDEAGENTES, 2006). 2.8.9 Liquidação Garcia (2007) ressalta que, A terceira fase, representada pela liquidação, apesar de também ser de responsabilidade do exportador, dependerá, para seu cumprimento, das providências do importador. Apesar de não dispor de muitas condições para impor o resgate, quando o devedor se mantém refratário à cobrança. O exportador tem o cumprimento desta fase intimamente ligada à condição de pagamento [...] Para Castro (2001), o contrato de câmbio pode ser liquidado até o segundo dia útil depois da data da emissão do contrato de câmbio, que seria a liquidação pronta. Já a liquidação futura se caracteriza pelo fato de poder dentro de 180 dias depois da data de embarque da mercadoria para o exterior. Com a mercadoria embarcada, o não cumprimento da liquidação do contrato cambial, provocará o cancelamento do contrato, sendo que, o mesmo será remanejado para Posição Especial. (VASQUEZ, 2003). 2.9 TRANSPORTE INTERMODAL A forma de transporte é muito importante para negociação da exportação, pois implica diretamente no custo da mercadoria, com isso, é necessário que se tenha conhecimento das modalidades de transporte, para que se escolha a forma mais adequada. (BEHRENDS, 2002). 37 Segundo Maluf (2000), para a escolha da forma de transporte é necessário avaliar distância geográfica, tempo de entrega, relação do custo x benefício, e que tipo de mercadoria será transportada, para escolha da embalagem, etc. O transporte para exportação de uma determinada mercadoria envolve tanto transporte interno, quanto transporte internacional. Que apresenta cinco principais tipos de transportes, marítimo, ferroviário, aéreo, rodoviário e multimodal. (MALUF, 2000). 2.9.1 Transportes internos Segundo Garcia (2007), é necessário criar um roteiro da trajetória da mercadoria que será exportada, para saber o tipo de transporte onde a mesma será embarcada. E para controle interno dos documentos e prazos acordados com o importador. 2.9.2 Transportes internacionais Segundo a Segre (2007), o transporte internacional é caracterizado por conduzir produtos de um país ao outro. Ele é realizado pelas vias marítimas, aéreas e terrestres, ou pela junção de dois ou mais vias dos mesmos em uma mesma remessa que denominamos Multimodalidade. Os critérios para escolha de modais devem sempre levar em consideração aspectos de custo, por um lado, e características de serviços por outros. Em geral, quanto maior o desempenho em serviços, maior tende a ser o custo do mesmo. (SEGRE, 2007, p. 124) O Aprendendo a Exportar (2009) afirma que, é necessário deixar bem definido com o importador as condições de transportes antecipadamente, para que o mesmo seja providenciado à reserva de praça pelo exportador. Alguns fatores que o exportador e importador devem analisar são os pontos de embarque e desembarque, urgência da entrega, tipo de carga (peso, volume, formato, dimensão, periculosidade, etc) e disponibilidade dos meios de transporte. Cada um tem custos e operacionalidade diferente, que implicam no custo 38 do mesmo. (SEGRE, 2007). 2.10 INCOTERMS De acordo com Segre (2007), os Incoterms - International Commercial Terms 4 foram criados para definir os aspectos comerciais, e as responsabilidades de direto do importador e exportador. Lopes Vazquez (2001) comenta que, as disparidades existentes na comercialização de cada país e a falta de uniformidade dos mesmos podem trazer conflitos que levam a sentenças judiciais entre importador e exportador. Com isso, desperdiçando tempo e dinheiro com negociações não muito claras. Assim até mesmo perdendo esse parceiro internacional. Por isso Segre (2007) relata como foi criado essas regras de comércio internacional, A CCI instituiu, em 1936, os Incoterms (Internacional Commercial Terms). Os Termos Internacionais de Comércio, inicialmente, foram empregados nos transportes marítimos e terrestres e, a partir de 1976, nos transportes aéreos. Mais dois termos foram criados em 1980 com o aparecimento do sistema intermodal de transporte que utiliza o processo de unitização da carga. Em 1990, adaptando-se ao intercâmbio informatizado de dados, uma nova versão dos Incoterms foi instituída contendo trezes termos. Lopes Vazquez (2001) demonstra cada modelo de Inconterms: • CFR (Cost and Freight) – pode ser utilizado somente transporte marítimo. A responsabilidade da mercadoria é do exportador, sendo que, o mesmo deverá pagar as despesas de embarque e desembarque; • CIF (Cost, Insurance and Freight) – pode ser utilizado somente transporte marítimo. A responsabilidade da mercadoria é do exportador, sendo que, o mesmo deverá pagar as despesas de embarque e desembarque incluindo o seguro da mercadoria; • CPT (Carriage Paid to) – qualquer meio de transporte pode ser utilizado. A responsabilidade da mercadoria é do exportador até o local de destino solicitado, sendo que, o mesmo deverá pagar as despesas de embarque e desembarque. A partir daí a responsabilidade fica com o importador; 4 Termos de Comércio Internacional 39 • CIP (Carriage and Insurance Paid to) – qualquer meio de transporte pode ser utilizado. A responsabilidade da mercadoria é do exportador, sendo que, o mesmo deverá pagar as despesas de embarque e desembarque. A partir daí a responsabilidade fica com o importador; • DAF (Delivered At Frontier) – qualquer meio de transporte pode ser utilizado. O exportador deve colocar a mercadoria a disposição do importador no ponto de fronteira designado, a partir daí a responsabilidade de custos e mais fica com o importador; • DES (Delivered Ex-Ship) – pode ser utilizado somente transporte marítimo. O exportador tem obrigação de entregar a mercadoria a bordo do navio no porto de destino indicado pelo importador, porém, o importador fica responsável pelo descarregamento e custos a partir daí; • DEQ (Delivered Ex-Quay) – pode ser utilizado somente transporte marítimo. A responsabilidade do exportador é de colocar a mercadoria a disposição no cais do porto de destino e também pelas despesas das mesmas. A partir daí é transferido a responsabilidade da mercadoria para o importador; • DDU (Delivered Duty Unpaid) – qualquer meio de transporte pode ser utilizado. O exportador é responsável pelos custos e deixar a disposição do importador no local de destino designado. Porém o importador fica responsável pelo desembaraço de importação; • DDP (Delivered Duty Paid) – qualquer meio de transporte pode ser utilizado. O exportador é responsável pelos custos e deixar a disposição do importador no local de destino designado incluindo o desembaraço de importação; • EXW (Ex Works) – o exportador deixa a mercadoria pronta e embalada a disposição do importador no seu depósito, sendo assim, o importador é responsável pela retirada do mesmo, podendo escolher qualquer meio de transporte; • FCA (Free Carrier) – pode ser utilizado em qualquer meio de transporte, porém o exportador é responsável por perca ou danos e o custo da mercadoria, até o terminal de carga no Brasil. A partir daí, toda a responsabilidade é transferida para o importador; • FAS (Free Alongside Ship) – pode ser utilizado somente para transporte marítimo. A responsabilidade da mercadoria é do exportador até colocar a mesma ao longo do costado do navio, que é indicado pelo importador. A partir daí, a 40 responsabilidade da mercadoria é transferida para o importador; • FOB (Free On Board) – pode ser utilizado somente para transporte marítimo. A responsabilidade da mercadoria e dos custos é do exportador até a bordo no navio incluindo despesas de embarque. O importador a partir daí fica com a responsabilidade da mercadoria. Lopez Vazquez (2001) comenta ainda que, é muito importante que o exportador e o importador estejam cientes das regras do Incoterms, para que posteriormente não haja mal entendidos no qual isso traga prejuízo a ambos. 2.11 DEMANDA SAZONAL Em uma indústria de Malhas Retilínea tricot, pode-se observar a variação da demanda nas vendas internas ao longo do ano (inverno/verão). E por isso, Taylor (2005) afirma que com uma demanda constante fica mais fácil de gerenciar uma cadeia produtiva por ser mais previsível, ao contrário, uma demanda que varia mais, exige maior pressão em sua cadeia no período anterior ao pico de vendas. Conforme Taylor (2005, p.262), É mais fácil lidar com produtos com demanda constante e previsível porque suas exigências são bem conhecidas e a cadeia pode ser projetada de acordo com essas exigências. Se a demanda varia, mas o faz de uma forma previsível, adiciona mais tensão à cadeia, porém ainda é gerenciável. Produtos sazonais exercem uma enorme pressão em suas cadeias no período que antecede seu pico de vendas. É possível lidar com essas tensões próximas ao pico nivelando a produção ao longo do ano, formando estoques antecipadamente à estação. Essa abordagem reduz o custo de produção, mas o faz empurrando o problema a jusante na cadeia na forma de capacidade extra de armazenagem para manter estoque acumulado. Já Ballou (2006) afirma que a previsão dos níveis de demanda é vital para a empresa, à medida que proporciona a entrada básica para o planejamento e controle de todas as áreas fundamentais. Os níveis de demanda e os momentos em que ocorrem afetam fundamentalmente os índices de capacidade, as necessidades financeiras e a estrutura geral de qualquer negócio. Cada uma das áreas funcionais tem problemas específicos de previsão. A previsão logística abrange tanto a natureza espacial quanto a natureza temporal da demanda, a extensão de sua 41 variabilidade e seu grau de aleatoriedade. A variação da demanda conforme Ballou (2006, p. 242), vem ser um desafio para os empresários que planejam suas vendas em um determinado período, assim: Preocupações sobre o tempo, ou temporais, com relação aos níveis de demanda são comuns na previsão. A variação da demanda de acordo com o tempo é um resultado do crescimento ou do decréscimo nas taxas de vendas, sazonalidade do padrão da demanda e flutuações gerais causadas por um sem-número de fatores. Muitos métodos de previsão de curto prazo trabalham com esse tipo de variação temporal, nas chamadas de séries temporais. A logística tem dimensões tanto de espaço quanto de tempo. Ou seja, o especialista precisa saber onde e também quando irá se manifestar o volume da demanda. A localização espacial da demanda é indispensável para planejar a localização de armazéns, determinar o balanceamento dos estoques ao longo da rede logística, e alocar geograficamente os recursos de transporte. As técnicas de previsão devem ser selecionadas de modo a refletir as diferenças geográficas capazes de influir sobre os padrões de demanda. Da mesma forma, essas técnicas podem ser diferentes dependendo de se tratar de uma demanda prevista e depois desagregada por locação geográfica (previsão de cima para baixo) ou de se tratar de previsão desagregada de cada localização geográfica e posterior agregação apenas se necessário (previsão de baixo para cima). 2.12 CHILE 2.12.1 Aspectos geográficos A República do Chile é localizada segundo o IBGE (2009), ao leste da América do Sul, sua extensão territorial abrange cerca de 760 km². Faz fronteira com o Perú, Bolívia e Argentina, sendo considerado um dos países mais compridos do mundo de norte a sul, sendo comprimido pelo oceano Pacífico e a cordilheira dos Andes. Guia do Exportador (2009) relata que, ao norte do país localiza-se o deserto mais árido do mundo (Atacama), e as maiores jazidas de cobre do mundo. No centro do país onde o clima é mais quente, é onde se desenvolve a agricultura e a pecuária. No extremo sul do país é onde se encontram as geleiras com temperatura muito baixa. 42 Figura 1: Mapa do Chile Fonte: Guia do Exportador (2009) 2.12.2 População e cultura Conforme dados do IBGE (2009), a população total do Chile é estimada aproximadamente 17 milhões de habitantes, sendo que 88,75% da população vive em área urbanizada e 11,25% população vive em área rural. Demonstrando que o Chile é um dos países mais urbanizados da América Latina. A população chilena é originada principalmente da mistura branca de 43 origem européia (alemães, italianos, eslavos, franceses) e aborígine, na época da colonização. Pois o Chile tem homogeneidade étnica muito maior que outros países da América do Sul, sendo que, não participou do tráfico de escravos na época da colonização. (GUIA DO EXPORTADOR, 2009). O idioma oficial é o espanhol, embora 2% da população falem o idioma indígena mapuche. Estima-se que 80% da população sejam católicas. (MRE, 2009). Conforme relata Guia do Exportador (2009), que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2008 mostra que o Chile ocupa a 40º posição entre 179 países que foram analisados. Análise essa que foi formulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), considerando que o Chile em termos de desenvolvimento humano é elevado. 2.12.3 Centros urbanos As principais cidades são Santiago (Capital do País), Valparaiso e Concepción. Sendo que Santiago é o principal centro comercial, industrial, administrativo e financeiro do Chile. (GUIA DO EXPORTADOR, 2009). Segundo o MRE (2009) os principais centros urbanos são as cidades de Santiago, Antofagasta, Viña del Mar, Valparaíso, Temuco, Concepción, Talca, Arica, La Serena, Iquique, Talcahuano. 2.12.4 Modalidade de transporte do Chile Segundo MRE (2009), devido à característica geográfica do Chile, o transporte terrestre é organizado pelas redes rodoviárias e ferroviárias paralelo ao eixo norte-sul. Como sua costa marítima é extensa, o sistema de transporte marítimo atende toda sua extensão, as ilhas e canais do litoral sul. O transporte aéreo se destaca por ser o mais adequado, pela configuração geográfica do Chile. 2.12.4.1 Transporte Rodoviário Segundo MRE (2009), as rodoviárias chilenas tem aproximadamente 79.570 km de extensão, sendo que 13.699 km são pavimentados, 35.556 km de 44 cascalho e 30.315 de terra. A rodovia principal do Chile é a rodovia internacional Pan-Americana, que corta o país de norte a sul, que vai desde a fronteira peruana até Puerto Montt. Pode-se destacar também a rodovia “Carretera Austral” que liga as cidades de Puerto Montt e Puerto Yungay, que foi terminada em 1996, permitiu o desenvolvimento da atividade turística e a exploração de importantes recursos florestais, como os pesqueiros, pecuários, e de mineração, zona conhecida como “Patagonia Ocidental” ou “Patagonia Chilena”. Diversas estradas principais e secundárias transversais ligam áreas agrícolas e industriais aos portos mais importantes, entre as quais a rodovia internacional que atravessa a Cordilheira dos Andes pela passagem de fronteira de Los Libertadores e une o Porto de Valparaíso à cidade argentina de Mendoza. Essa rodovia, totalmente pavimentada, encontra-se em condições satisfatórias de tráfego, embora com algumas obras de manutenção e recuperação do pavimento em alguns trechos. (MRE, 2009, p. 8). Segundo MRE (2009), o governo federal do Chile a implantação da política de concessões de vias, ampliando assim as estradas e rodovias importantes. Conforme MRE (2009, p. 8), O parque de veículos motorizados chileno somava, em 2004, 2.298.620 unidades, sendo 1.303.554 automóveis e 458.349 camionetas. O transporte rodoviário entre Brasil e Chile funciona regularmente. 2.12.4.2 Transporte Marítimo Conforme MRE (2009), destaca os principais portos chilenos: San Antonio, Valparaíso, San Vicente (Talcahuano) e Antofagasta, que em 2004 movimentaram aproximadamente 60% das cargas marítimas chilenas. Com a privatização dos maiores portos do Chile em 1999, houve uma redução significativa das tarifas portuárias de 30% comparando com a administração anterior. (MRE, 2009). O transporte de cabotagem é reservado exclusivamente aos navios de bandeira chilena. A Empresa Maritima del Estado - EMPREMAR é responsável por cerca de dois terços do movimento da cabotagem. (MRE, 2009, p. 9). 45 De acordo com MRE (2009), o tráfego entre o Brasil e o Chile pelo mar é regulamentado pelo Convênio sobre Transportes Marítimos, estabelecido em 1974. 2.12.4.3 Transporte Ferroviário O transporte ferroviário, segundo MRE (2009), é dividido da seguinte forma: Estradas de Ferro do Estado: Valparaíso e Arica Estradas de Ferro Particulares: Antofagasta, Chuquicamata, Tocopilla al Toco, Mina El Romeral-Puerto de Guayacán e Ferronor Totalizando até 2004 aproximadamente 5.898km de extensão dessas ferrovias. 2.12.4.4 Transporte Aéreo De acordo com MRE (2009), o Chile possui onze aeroportos, que recebem vôos do mundo tudo, sendo que o de Santiago atende todos os continentes. Atendendo tanto passageiros quanto aviões de carga. No que se refere a vôos domésticos comerciais, o país conta com 28 aeroportos. Para uso de aeronaves civis de pequeno porte, há cerca de 260 pistas de pouso. Entre Brasil e Chile, há vôos regulares diretos entre São Paulo e Santiago, operados diariamente, pela Lan, TAM e VARIG. 2.12.5 Acordos internacionais De acordo com MRE (2009), o Chile faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Também é membro das seguintes instituições e organismos de caráter econômico ou financeiro: FMI - Fundo Monetário Internacional; BIRD - Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial); 46 FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura; ALADI - Associação Latino-Americana de Integração; BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento; SELA - Sistema Econômico Latino-Americano; OMC - Organização Mundial de Comércio; OMA - Organização Mundial de Aduanas; OMPI - Organização Mundial de Propriedade Intelectual; OMT - Organização Internacional de Turismo; UNCTAD - Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento; PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; OIE - Escritório Internacional de Epizootias; APEC - Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico. Segundo MRE (2009), entre Brasil e Chile existem vários acordos, tratados e convênios no âmbito econômico e comercial. Segue abaixo relacionado os mais importantes: a) Acordo sobre Transportes Aéreos, assinado no Rio de Janeiro, em 4 de julho de 1947; b) Convênio sobre Transportes Marítimos, celebrado em Brasília, em 25 de abril de 1974, entrou em vigor em 8 de janeiro de 1975. O convênio visa a desenvolver o intercâmbio comercial entre o Brasil e o Chile por meio de um transporte marítimo eficiente, regular e com tarifas de frete adequadas e estáveis; c) Convênio sobre Transporte Internacional Terrestre, assinado pelos Ministérios de Transporte e Obras Públicas dos países do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai), em agosto de 1989, em Santiago, e ratificado pelo Brasil, em 24 de julho de 1990, como Acordo de Alcance Parcial da Aladi sobre Transporte Internacional Terrestre. Esse instrumento substituiu o convênio anterior sobre o assunto; d) Acordo Básico de Cooperação Técnica e Científica, celebrado em Santiago, em 19 de julho de 1974, entrou em vigor em 11 de novembro de 1974; e) Acordo para evitar a bitributação de renda decorrente do transporte marítimo e aéreo, celebrado, em Santiago, em 17 e 18 de junho de 1976. Entrou em 47 vigor em 20 de julho de 1976; f) Acordo sobre Cooperação Turística, assinado em Santiago, em 26 de março de 1993. Ao entrar em vigor, esse acordo pôs término à vigência do Convênio de Cooperação Turística, celebrado em Santiago em 10 de outubro de 1980; g) Ajuste Complementar ao Acordo Básico de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica, sobre o programa de ação 1993/1994 em matéria de cooperação, assinado em Santiago, em 26 de março de 1993; h) Ajuste complementar ao Acordo Básico de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica que fixa as bases da cooperação entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), do Brasil, e o Ministério de Planejamento e Cooperação (MIDEPLAN), do Chile, assinado em Santiago, em 26 de março de 1993; i) Ajuste Complementar ao Acordo Básico de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica estabelecendo programa de cooperação bilateral na área espacial, assinado em Santiago, em 26 de março de 1993; j) Acordo sobre Previdência Social entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Chile, assinado em outubro de 1993, durante a visita do Chanceler chileno ao Brasil; k) Acordo de Complementação Econômica Chile - MERCOSUL, (ACE 35), assinado em 25 de junho de 1996. Em vigor desde 1º de outubro de 1996; l) Acordo que modifica o Acordo de Seguridade Social de 1993 entre as Repúblicas do Brasil e do Chile, assinado em Santiago, em 20 de março de 2002; m) Memorandum de Entendimento sobre Cooperação Científica em Áreas Prioritárias entre o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Investigação Científica e Tecnológica da República do Chile, assinado em Santiago, em 20 de março de 2002; n) Convênio para Evitar a Dupla Imposição e Prevenir a Evasão Fiscal em Relação ao Imposto de Renda, assinado em Santiago, em 03 de abril de 2001. Entrou em vigor em outubro de 2003; o) Memorandum de Entendimento para a Promoção do Comércio e dos Investimentos, assinado em Santiago, em 23 de agosto de 2004; p) Memorandum de Entendimento entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Instituto de Investigações Agropecuárias do Chile, assinado em 48 Santiago, em 23 de agosto de 2004. 2.12.6 Aspectos econômicos Segundo Guia do Exportador (2009), o Chile representa um dos países em maior crescimento econômico do mundo. Considerando que, com o regime militar do general Augusto Pinochet no período de 1973 a 1990, o país manteve com sua economia aberto. Porém, o país só obteve uma maior abertura econômica com a queda da ditadura, e implementação da democracia, firmando tratados e acordos de comércio que o fortaleceram e o colocaram entre as economias mais fortes da América Latina. Apesar da diversificada produção industrial, no Chile os produtos manufaturados são destinados apenas ao consumo interno. As exportações se concentram em matéria-prima e recursos naturais processados, essencialmente minerais. (GUIA DO EXPORTADOR, 2009). De acordo com Guia do Exportador (2009), cobre é o produto mais exportado pelo Chile, e a maior produtora mundial é uma estatal chilena. Para a expansão do mercado chileno no comércio internacional, o governo federal estimula outras atividades comerciais, além do cobre, que é o principal produto comercializado. E também, está negociado com vários países acordos comerciais bilaterais, entre outras ações do governo. Segundo MRE (2009, p. 12), Em 2005 a economia chilena apresentou o melhor desempenho dos últimos 8 anos, em razão da persistência de condições favoráveis no cenário exterior e de seus efeitos expansivos sobre a demanda interna. As novas altas registradas pelas cotações internacionais dos principais produtos chilenos de exportação, como cobre, molibdênio e celulose, mais que compensaram os efeitos negativos da escalada, ao longo do ano, da cotação do petróleo, o principal produto chileno de importação. Assim, pelo segundo ano consecutivo, os termos de troca com o exterior apresentaram evolução favorável (aumentaram 20,1% em 2004 e 7,1% em 2005), embora em queda. 2.12.7 Exportação As exportações do Chile em 2007, conforme o Guia do Exportador (2009), segue abaixo os dez maiores parceiros comerciais nas exportações chilenas: 49 Tabela 1: Principais países que importam do Chile no ano de 2007 Exportação Chile - Mundo 2007 FOB / US$ milhões China 9.980 14,8% Estados Unidos 8.420 12,5% Japão 7.091 10,5% Países Baixos 3.909 5,8% República da Coréia 3.849 5,7% Itália 3.455 5,1% Brasil 3.356 5,0% França 2.391 3,5% México 2.368 3,5% Índia 2.211 3,3% Demais países Total 20.468 30,3% 67.498 Fonte: Guia do Exportador (2009). A Tabela 1 mostra que a China é o país que mais importa do mercado Chileno, tendo 14,8% de participação. Em seguida vem os Estados Unidos, com a participação de 12,5% nas importações do Chile. Em seguida vem o Japão, Países Baixos, República da Correia, Itália, Brasil, França México, Índia e entre outros. 2.12.8 Importação Quanto às importações do Chile, o Guia do Exportador (2009), aponta a seguir os dez países em ordem decrescente que mais fornecem produtos em geral para o mercado chileno, no período de 2007: 50 Tabela 2: Principais países que exportam para o Chile no ano de 2007 Importação Chile - Mundo 2007 CIF / US$ milhões Estados Unidos 7.294 16,7% China 4.886 11,2% Brasil 4.501 10,3% Argentina 4.347 9,9% Peru 1.687 3,9% Japão 1.614 3,7% Alemanha 1.574 3,6% México 1.350 3,1% Canadá 979 2,2% Angola 963 2,2% Demais países 14.602 33,3% Total 43.797 100,0% Fonte: Guia do Exportador (2009). A Tabela 2 mostra que os Estados Unidos é o país que mais exporta para o mercado Chileno, tendo 16,7% de participação. Em seguida vem à China, com a participação de 11,2% nas exportações do Chile. Em seguida vem o Brasil, Argentina, Peru, Japão, Alemanha, México, Canadá, Angola e entre outros. 2.12.9 Relação Brasil X Chile De acordo com Guia do Exportador (2009), na relação comercial entre Brasil e Chile, o Brasil tem vantagem competitiva perante outros países, pois tem uma grande experiência nas negociações no comércio com a América Latina, além de a sua localização geográfica estar próximo, e também pela cultura similar. Os produtos brasileiros são considerados em modo geral de boa qualidade e preço relativamente baixo, desta forma, tornando bastante atrativo para o mercado chileno. Em 2008, o Chile foi o oitavo país de destino das exportações brasileiras. A 51 variação no volume de produtos vendidos pelo Brasil em 2008 cresceu 12,3% em relação a 2007. A pauta de exportações brasileira (2008) se concentrou principalmente em veículos automotores e tratores e combustíveis, óleos e terminais portáteis de telefonia celular. (GUIA DO EXPORTADOR, 2009). Segue abaixo tabela com a relação dos dez produtos mais vendidos do Brasil para o Chile: Tabela 3: Principais produtos exportados do Brasil para o Chile no ano de 2008 Exportação Brasil - Chile / 2008 Óleos brutos de petróleo 1.497.272.541 31,2% Terminais portáteis de telefonia celular 126.354.631 2,6% Veículos automóveis p/transp>=10 pessoas, c/motor diesel 119.971.164 2,5% Chassis c/motor diesel e cabina, carga>20t 111.188.931 2,3% Automóveis c/motor explosao,1500<cm3<=3000,ate 6 passag 100.370.479 2,1% Carroçarias p/veic. Automov. Transp>=10pessoas ou p/carga 98.509.792 2,1% Outros lamin.f erro/ aço ,l>=6dm,quente,rolos,e<3mm 91.656.747 1,9% Chassis c/motor p/veics. Automóveis transp. Pessoas>=10 86.865.938 1,8% Tratores rodoviários p/semi-reboques 74.038.466 1,5% Chassis c/motor diesel e cabina,5t<carga<=20t 58.744.979 1,2% 2.426.729.532 50,6% 4.791.703.200 100,0% Demais produtos Total Fonte: Guia do Exportador (2009). Considerando as importações brasileiras originárias do Chile, segundo o Guia do Exportador (2009), mostra um crescimento de 20,2% de 2008 em relação a 2007. Segue abaixo também a pauta dos dez principais produtos importados do Chile para o Brasil: 52 Tabela 4: Principais produtos importados do Chile para o Brasil no ano de 2008 Importação Brasil - Chile / 2008 Cátodos de cobre refinado/seus elementos, em forma bruta 1.590.887.705 38,2% Sulfetos de minérios de cobre 982.049.725 23,6% Fios de cobre refinado, maior dimensão da sec. Transv>6mm 212.415.006 5,1% Molibdenita ustulada (minérios de molibdenio) 175.374.661 4,2% Metanol (álcool metilico) 173.665.393 4,2% Salmões-do-pacífico, etc. Frescos, refrig.exc. Files,etc. 104.429.634 2,5% Nitrato de sódio potássio, teor de n<=15% e k2o<=15% 52.281.315 1,3% Outs. Vinhos, mostos de uvas, ferm. Imped. Álcool, recips<=2l 50.740.279 1,2% Esferas, etc.forjadas/estampadas,de ferro/aco,p/moinhos 46.369.723 1,1% Ferromolibdenio 40.703.464 1,0% Demais produtos 733.045.425 17,6% 4.161.962.330 100,0% Total Fonte: Guia do Exportador (2009). 2.12.10 Regime Cambial Segundo o Guia do Exportador (2009), o regime cambial do Chile não apresenta nenhuma restrição para o importador chileno, considerando que o mercado informal de divisas não é ilegal, podendo tanto pessoa física quanto pessoa jurídica adquirir os mesmo para qualquer finalidade. 2.12.11 Dados gerais sobre o Chile A tabela a seguir apresenta alguns dados sobre o Chile, constando sua extensão territorial, capital, idioma, população, renda per capta entre outras características que envolvem o país e que são necessárias para se ter um melhor conhecimento sobre o mesmo. 53 Tabela 5: Dados Gerais sobre o Chile Extensão territorial Capital Idioma Religião População total 756.945 km² Santiago Espanhol Católica 16.601.707 habitantes (estimada, 2009) Total: 77.34 Expectativa de Vida H/M Homem: 74,07 Mulher: 80,77 Moeda Peso chileno PIB 245.3 bilhões de US$ (estimada, 2008) Renda per capta 14.900 US$ (estimada, 2008) Agricultura: 4.8% Composição setorial Indústria: 50.5% Serviços: 44.7% (estimada, 2008) Taxa de desemprego 7.5% (est. Agosto - Outubro 2008) Presidente Michelle Bachelet Jeria (desde 11 de Março de 2006) Exportação 67.498 FOB US$ milhões (est. 2007) Importação 43.797 CIF US$ milhões (est. 2007) Fonte: IBGE (2009) e GUIA DO EXPORTADOR (2009). Tabela alterada pela pesquisadora. Concluindo os assuntos apresentados na fundamentação teórica, o próximo capítulo abordará os procedimentos metodológicos. 54 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Neste capitulo, será apresentada a metodologia para realização da pesquisa, a qual será definida o tipo de pesquisa, a abordagem, a população e amostra e os instrumentos de coleta de dados e a caracterização do universo da pesquisa. Para realização de um trabalho com credibilidade, que alcance os objetivo do pesquisador, se faz necessários à utilização de procedimentos metodológicos que respeite nos critérios de um estudo científico. Conforme Gil (1996), o estudo deve seguir uma rigorosa metodologia, com técnicas e processos científicos. Oliveira (1999, p 144) cita que: “[...] a pesquisa precisa ser feita com cuidado e precisão, que a imaginação precisa ser utilizada para descobrir relações entre os fatos e que as conclusões alcançadas precisam ser as mesmas que os outros indivíduos qualificados iriam alcançar analisando os mesmos dados”. O autor ainda afirma que a ciência está diretamente ligada a todas as áreas de conhecimento do homem, tendo em vista que, qualquer tema o qual exista a possibilidade de ser discutido e estudado através de métodos científicos ou demais diretrizes fundamentais de raciocínio, pode ser definido com ciência. 3.1 Tipos de pesquisa Numa pesquisa é importante definir os critérios a serem seguidos para que se tenha foco aonde se deseja alcançar e não ocorra nenhum imprevisto no meio do caminho. De acordo com Gil (1996), pode-se classificar a pesquisa baseando em seus objetivos, de três determinadas maneiras: exploratória, descritiva e explicativa. O autor ainda afirma a definição de pesquisa descritiva, As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas esta na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e observação sistemática. (GIL, 1996, p. 19). 55 Ao verificar-se a necessidade da pesquisa, a qual se deseja apurar e avaliar os fatores que viabilizam e possibilitam a exportação de malha retilínea tricot para uso feminino de uma empresa da Região da AMREC para o Chile, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e documental e com abordagem quantitativa. 3.1.1 Pesquisa Bibliográfica O procedimento técnico de pesquisa que foi utilizado para este estudo, foi caracterizado por uma pesquisa bibliográfica, sendo utilizada em livros específicos sobre exportação e comércio exterior através do acervo da UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense. Para Fachin (2003), a pesquisa bibliográfica esta intimamente relacionada com o conhecimento humano apresentados em documentos literários. Parte-se do princípio inicial da leitura, seleção, organização, elaboração de fichas e arquivamento de temas importantes para o estudo a qual se destina. Gil (1996) ainda enfatiza que este tipo de pesquisa utiliza-se principalmente de livros e artigos científicos. 3.1.2 Pesquisa Documental No entanto, também se faz importante a pesquisa documental, a qual conforme afirma Fachin (2003), constitui-se na sua totalidade de informações obtidas de forma oral, escrita e observada. Dentre elas, pode-se considerar documentos oficias, relatórios, imagens, sons e texto em geral. A coleta realiza-se através de registro de dados, partido de métodos e técnicas relacionados com cada tipo de pesquisa documental. Gil (1996) ainda argumenta que o estudo documental corresponde em sua essência com a pesquisa bibliografia, difere-se na natureza das fontes. Enquanto a pesquisa bibliográfica utiliza-se de obras de diversos autores, a pesquisa documental faz referencial de matérias que não sofreu um estudo analítico. Através do site oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do governo brasileiro, foram obtidas informações técnicas para realização da pesquisa documental e também o site do Banco do Brasil para 56 obter a variação cambial do ano de 2007, 2008 e 2009 para análise da viabilidade. 3.2 Abordagem da pesquisa Para qualquer pesquisa realizada, é importante ressaltar a necessidade de o pesquisador estar altamente preparado para execução da mesma. De acordo com Oliveira (1999), quem determina o método a qual será utilizado na pesquisa e qual será o nível de aprofundamento do mesmo, é o problema propriamente dito. Para o autor, entende-se que o método quantitativo deve calcular e medir opiniões, informações, resultantes de levantamento de dados através de uma coleta de informações do assunto a ser estudado, utilizando-se de técnicas estatísticas. Além disso, conforme defende Oliveira (1999), “Método Quantitativo também é empregado no desenvolvimento das pesquisas de âmbito social, econômico, [...] administração, representando, em linhas gerais, uma forma de garantir a precisão dos resultados, e evitando com isso distorções de analise e interpretações”. A pesquisa quantitativa é eficaz para analisar a viabilidade de se exportar malha retilínea tricot para uso feminino para o Chile. Com isso, quantificando as informações, é possível identificar dados de volumes de exportação para esse mercado em valores US$ e também dados das importações brasileiras. 3.3 População e Amostra Para Marconi (1985 apud OLIVEIRA, 1999, p. 159) “[...] quando se deseja coletar informações sobre um ou mais aspectos de um grupo ou numeroso, verificase, muitas vezes, ser praticamente impossível fazer um levantamento do todo. Daí a necessidade de investigar apenas uma parte dessa população ou universo”. A amostra, conforme Gil (1996, p. 97), para ser relevante para a pesquisa se faz necessário à composição de alguns procedimentos, como por exemplo, a estatística que calculará o número adequado da amostra. A população e amostra da pesquisa são constituídas pelos dados coletados das exportações e importações de malha retilínea tricot do Brasil para o mercado Chileno no período de janeiro/2007 a agosto/2009. 57 3.4 Instrumento de coleta de dados Neste trabalho, o instrumento de coleta de dados foi a internet, mais especificadamente o site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e Banco do Brasil. Foram verificados e quantificados deste site dados referente às exportações brasileiras de malha retilínea tricot para o Mercosul, dando enfoque ao Chile entre outros países que importam este produto no período compreendido entre janeiro de 2007 a agosto de 2009. 3.5 Caracterização do universo da Pesquisa O universo da pesquisa é caracterizado pelos sites do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Banco do Brasil. 58 4 EXPERIÊNCIA DA PESQUISA A primeira parte da coleta de dados da pesquisa foi realizada em livros e sites especializados da internet, para dar embasamento teórico à pesquisa. A partir da fundamentação teórica do tema escolhido, foi iniciada a segunda parte dos estudos, a pesquisa documental. Como fonte dessa pesquisa foi utilizado o site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) onde foram obtidos todos os dados sobre exportações e importações brasileiras de malha retilínea lã com relação ao NCM nº:61021000. 4.1 ANÁLISE DA PESQUISA Neste momento, a pesquisa apresenta e discute os dados obtidos na pesquisa documental, os quais consistem em volumes e valores US$ FOB de exportação e importação brasileiras de blusa de malha retilínea lã (NCM nº:61021000) para o Chile, relacionando os países que mais importam e exportam para o Brasil. A pesquisa apresenta também os meios de transporte deste produto nas importações e exportações brasileiras em geral, além da relação do custo total unitário para fabricação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino, e o preço de venda. 4.1.1 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino Serão descritos a seguir os volumes em peso líquido e os valores com total US$ FOB, das exportações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino no período de jan/2007 à ago/2009, conforme site do MDIC (2009): Tabela 6: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 Período 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 US$ FOB 4.733,00 136.980,00 Peso Líquido (Kg) 37 1.999 59 01/2009 até 08/2009 Total Fonte: Dados obtidos no site do MDIC 34.838,00 176.551,00 905 2.941,00 US$ FOB 136.980,00 140.000,00 120.000,00 100.000,00 80.000,00 US$ FOB 60.000,00 34.838,00 40.000,00 20.000,00 4.733,00 0,00 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Figura 2: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB Fonte: Dados obtidos na pesquisa A figura 2 demonstra que houve um aumento significativo de 94 pontos percentuais nas exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino com relação ao valor total US$ FOB exportado em 2007. Porém observando o ano de 2008 e 2009, até agosto, a média mensal teve um declínio de 62 pontos percentuais. Considerando o volume de exportações até ago/2009, é possível prever que se manter a mesma média mensal até o fim do ano, o Brasil deverá fechar as exportações de 2009 no valor total de FOB US$ 52.257,00, sendo 62% menor que 2008. 60 Peso Líquido (Kg) 1.999 2000 1800 1600 1400 1200 905 1000 Peso Líquido (Kg) 800 600 400 200 37 0 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Figura 3: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido Fonte: Dados obtidos na pesquisa Referente ao peso líquido, a figura 3 mostra que teve um aumento expressivo de 96 pontos percentuais comparando o ano de 2007 e 2008. Ou seja, o Brasil exportou mais de 1.999kg de malha retilínea no ano de 2008. Já observando o ano 2008 para 2009, considerando a média mensal, teve uma diminuição de 55%. Se 2009 continuar com essa média mensal, podemos prever que as exportações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino fechará em 1.357,50kg Peso Líquido, 55 pontos percentual menor que 2008. Conforme informação da empresa produtora, considerando que o peso da blusa de malha retilínea de lã para uso feminino é aproximadamente 500gr por peça, observa-se que o valor unitário do produto praticado em 2007 é de US$ 63,96 FOB, em 2008 é de US$ 34,26 FOB e em 2009 é de US$ 19,25 FOB. 61 4.1.2 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador De acordo com MDIC (2009), os 10 maiores parceiros comerciais do Brasil nas exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino nos período de jan/2007 à ago/2009, foram: Tabela 7: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador no período de jan/2007 à ago/2009 01/2007 a 12/2007 Países CHILE URUGUAI ALEMANHA PARAGUAI ITALIA REINO UNIDO FRANCA BOLIVIA SUICA LIBANO Total 01/2008 a 12/2008 01/2009 a 08/2009 US$ FOB Peso Líquido US$ FOB Peso Líquido US$ FOB Peso Líquido Total US$ FOB Total Peso Líquido 0 0 0 0 2.102 0 1.631 0 245 0 0 0 0 0 13 0 3 0 6 0 83.301 31.828 10.679 6.722 795 0 0 847 0 191 1.253 529 16 141 3 0 0 19 0 4 18.960 7.569 0 3.196 0 1.902 0 371 957 799 547 219 0 64 0 20 0 9 10 20 102.261 39.397 10.679 9.918 2.897 1.902 1.631 1.218 1.202 990 1.800 748 16 205 16 20 3 28 16 24 3978 22 134363 1965 33754 889 172095 2876 Fonte: Dados obtidos no site do MDIC %U S$ FOB 2% 1% 1%1%1% 1% 6% 6% 23% 58% CHILE URUGUA I A LEMA NHA PA RA GUA I ITA LIA REINO UNIDO FRA NCA BOLIV IA SUICA LIBA NO 62 Figura 4: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB Fonte: Dados obtidos na pesquisa % Total Peso Líquido 1%1% 1% 1% 1% 1% 7% 25% 62% CHILE URUGUAI ALEMANHA PARAGUAI ITALIA REINO UNIDO FRANCA BOLIVIA SUICA LIBANO Figura 5: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país importador no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido Fonte: Dados obtidos na pesquisa Através das Figuras 4 e 5, pode-se afirmar que o maior parceiro comercial do Brasil no que diz respeito às exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino é o Chile, representando aproximadamente 58% do valor total US$ FOB e 62% do peso líquido do total exportado no período de jan/2007 a ago/2009, com valor unitário de US$ 33,24 FOB em 2008 e em 2009 com valor unitário de US$ 117,33 FOB. Outro país que se destaca como parceiro comercial do Brasil nas exportações deste produto é o Uruguai com participação de 23% total US$ FOB e 25% total peso líquido. Os outros países demonstrados, sendo eles Uruguai, Alemanha, Paraguai, Itália, Reino Unido, França, Bolívia, Suíça e Líbano entre outros, tiveram uma participação menor ou igual a 6% do valor US$ FOB e 7% do peso líquido, representando pouca expressividade nas exportações brasileiras. Com relação ao Chile, 1º lugar na colocação na importação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino do Brasil em total US$ FOB e em peso líquido no período de jan/2007 á ago/2009, este, comprou uma quantidade de 2.506 mil de 63 peças de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino com um valor unitário de US$ 33,24 em 2008 e 1.094 mil deste produto com valor unitário de US$ 17,33 FOB em 2009. Porém, observando a Tabela 7 pode-se constatar que não houve nenhum registro de exportação malha retilínea de lã de uso feminino no ano de 2007. Comparando o ano de 2008 e 2009, considerando a média mensal, apresentou um declínio de 65,86% no valor total FOB. Percebe-se também que o valor unitário apresentou uma diminuição significativa no ano de 2009 comparando-se com 2008, na média mensal, de 47,86% no total FOB. 4.1.3 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile A seguir, conforme site do MDIC (2009) serão apresentados em peso líquido e valor total US$ FOB as exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile nos períodos jan/2007 a ago/2009: Tabela 8: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile no período de jan/2007 à ago/2009 Período 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Total Fonte: Dados obtidos no site do MDIC US$ FOB 0 83.301,00 18.960,00 102.261,00 Peso Líquido (Kg) 0 1.253 547 1.800 64 US$ FOB 83.301,00 90.000,00 80.000,00 70.000,00 60.000,00 50.000,00 US$ FOB 40.000,00 18.960,00 30.000,00 20.000,00 0,00 10.000,00 0,00 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Figura 6: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB. Fonte: Dados obtidos na pesquisa Peso Líquido (Kg) 1.253 1400 1200 1000 800 547 Peso Líquido (Kg) 600 400 200 0 0 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Figura 7: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido. Fonte: Dados obtidos na pesquisa 65 As Figuras 6 e 7 mostram que as exportações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile no ano 2007 não apresentam nenhum registro. Comparando as exportações do ano de 2008 e 2009, considerando a média mensal, houve uma diminuição de 65,86 pontos percentuais do valor total US$ FOB e 56,35 pontos percentuais em peso líquido. Com isso, se o ano de 2009 se mantiver nessa mesma média mensal, é possível prever que as exportações para o Chile possam chegar o valor total US$ FOB a 28.440 mil e 547 peças unitárias. 4.1.4 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por estado exportador A seguir, conforme site do MDIC (2009) serão apresentados em peso líquido e valor total US$ FOB as exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile dos estados brasileiros exportadores nos períodos jan/2007 a ago/2009: Tabela 9: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por estado exportador no período de jan/2007 à ago/2009 01/2007 a 12/2007 01/2008 a 12/2008 01/2009 a 08/2009 Países US$ FOB Peso Líquido US$ FOB Peso Líquido US$ FOB Peso Líquido Total US$ FOB Total Peso Líquido São Paulo 0 0 83.301 1.253 18.960 547 102.261 1.800 Total 0 0 83301 1253 18960 547 102261 1800 Fonte: Dados obtidos no site do MDIC Observando que o único estado a exportar de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile é o estado de São Paulo. 4.1.5 Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por local de embarque A seguir, conforme site do MDIC (2009) serão apresentados em peso 66 líquido e valor total US$ FOB as exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile aberto por local de embarque nos períodos jan/2007 a ago/2009: Tabela 10: Exportações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino para o Chile aberto por local de embarque no período de jan/2007 à ago/2009 01/2007 a 12/2007 01/2008 a 12/2008 01/2009 a 08/2009 Países US$ FOB Peso Líquido US$ FOB Peso Líquido US$ FOB Peso Líquido Total US$ FOB Total Peso Líquido Aeroporto 0 0 83.301 1.253 18.960 547 102.261 1.800 Total 0 0 83301 1253 18960 547 102261 1800 Fonte: Dados obtidos no site do MDIC A única forma de embarque registrado nas exportações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile é por aeroporto, ou seja via aérea. 4.1.6 Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino A pesquisa das importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino é muito importante para poder verificar através de estatísticas, a análise da viabilidade de exportação deste produto. A seguir serão apresentados os valores em US$ FOB e os volumes em peso líquido, das importações brasileiras deste produto. Conforme a tabela a seguir, de acordo com MDIC (2009), verifica-se o valor total e o volume total importado pelo Brasil de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino provenientes de todos os países nos períodos de jan/2007 a agos/2009: Tabela 11: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 Período 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Total Fonte: Dados obtidos no site do MDIC US$ FOB 174.944,00 501.815,00 310.284,00 987.043,00 Peso Líquido (Kg) 1.547 8.612 15.099 25.258,00 67 600.000,00 501.815,00 500.000,00 400.000,00 310.284,00 300.000,00 174.944,00 200.000,00 100.000,00 1.547 8.612 15.099 0,00 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 US $ F OB 01/2009 até 08/2009 P es o Líquido (K g) Figura 8: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB e Peso Líquido. Fonte: Dados obtidos na pesquisa A figura 8 mostra que o ano de 2007 para 2008 houve um aumento significativo do valor total US$ FOB de 186,84 pontos percentuais das importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino, e do peso líquido, teve um aumento de 456,69 pontos percentuais. Já comparando o ano de 2008 para 2009, considerando a média mensal, a importação do mesmo teve um declínio de 7,25 pontos percentuais do valor total US$ FOB, já do peso líquido, teve um aumento de 162,99 pontos percentuais. Com isso, pode-se observar que teve um declínio do custo de importação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Brasil. Sendo que, em relação ao custo unitário em 2007 foi de US$ 113,09 FOB, 2008 foi de US$ 58,27 FOB e 2007 de US$ 20,55 FOB, apresentando uma queda bem significativa em decorrer dos anos. Com isso pode-se observar que o Brasil importa mais que exporta esse produto. 4.1.7 Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador De acordo com MDIC (2009), os países que exportam para o Brasil de 68 Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino nos período de jan/2007 à ago/2009, foram: Tabela 12: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador no período de jan/2007 à ago/2009 01/2007 a 12/2007 Países US$ FOB CHINA ITÁLIA URUGUAI HONG KONG FRANÇA ROMENIA PERU ÍNDIA REINO UNIDO ESTADOS UNIDOS Total Peso Líquido 33.995 68.844 52.546 2.895 13.754 692 0 0 0 0 172.726 1.019 289 130 81 6 17 0 0 0 0 1.542 01/2008 a 12/2008 US$ FOB 352.529 83.519 23.048 151 8.806 2.426 10.370 10.140 2.177 3.950 497.116 01/2009 a 08/2009 Peso Líquido 7.753 151 62 1 11 12 194 312 1 32 8.529 US$ FOB Peso Líquido Total US$ FOB 207.526 37.868 8.156 39.965 0 8.377 0 0 4.810 0 11.240 63 79 3.538 0 116 0 0 4 0 594.050 190.231 83.750 43.011 22.560 11.495 10.370 10.140 6.987 3.950 306.702 15.040 976.544 Total Peso Líquido 20.012 503 271 3.620 17 145 194 312 5 32 25.111 Fonte: Dados obtidos no site do MDIC % Total US$ FOB 4% 2% 1%1%1% 1% 9% 19% 62% CHINA ITÁLIA URUGUAI HONG KONG ROMENIA PERU ÍNDIA REINO UNIDO FRANÇA Figura 9: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB Fonte: Dados obtidos na pesquisa 69 % Pe so Líquido 1% 1% 1% 0% 14% 1% 2% 80% CHINA ITÁLIA URUGUAI HONG KONG FRANÇA ROMENIA PERU ÍNDIA Figura 10: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por país exportador no período de jan/2007 à ago/2009 em Peso Líquido Fonte: Dados obtidos na pesquisa De acordo com as Figuras 9 e 10, pode-se afirmar que a China é o maior exportador de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Brasil, representando cerca de 62% do total US$ FOB e 80% do peso líquido, com o valor unitário praticado em 2007 de US$ 16,68 FOB, 2008 de US$ 22,74 FOB e 2009 de US$ 9,23 FOB. Outro país que se destaca na exportação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Brasil é a Itália, representando cerca de 19 pontos percentuais do total US$ FOB e 2 pontos percentuais do peso líquido, mostrando assim, um produto com alto valor agregado. Com o valor unitário praticado em 2007 de US$ 119,11 FOB, 2008 de US$ 276,55 FOB e 2009 de US$ 300,54 FOB. Os países outros países, sendo eles Uruguai, Hong Kong, França, Romênia, Peru, Índia, Reino Unido, Estados Unidos entre outros, foram agrupados em função da pouca expressividade nas exportações para o Brasil de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino, representando menos de 20% do total US$ FOB. 70 4.1.8 Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino do Chile A tabela a seguir, conforme o site do MDIC (2009) demonstra que as importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino não provem de outros países, que não do Chile: Tabela 13: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino do Chile no período de jan/2007 à ago/2009 Período 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Total US$ FOB 0 0 0 0 Peso Líquido (Kg) 0 0 0 0 Fonte: Dados obtidos no site do MDIC Na tabela 13 mostra que não houve nenhum registro de importação deste produto para o Chile, em relação ao outros países. 4.1.9 Importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino – por local de embarque Na tabela a seguir conforme dados obtidos no site do MDIC (2009), serão comparados os volumes e valor total US$ FOB de importação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino por local de embarque no período de jan/2007 à ago/2009: Tabela 14: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por local de embarque no período de jan/2007 à ago/2009 Período 01/2007 até 12/2007 01/2008 até 12/2008 01/2009 até 08/2009 Total US$ FOB via linha de transmissão Peso Líquido (Kg) via linha de transmissão US$ FOB via marítima Peso Líquido (Kg) via marítima US$ FOB via aérea Peso Líquido (Kg) via aérea US$ FOB via rodoviária Peso Líquido (Kg) via rodoviária 1.685,00 18 42.011,00 623 130.208,00 856 1.040,00 50 0 0 98.329,00 2.529 403.486,00 6.083 0 0 0 0 146.620,00 9.191 162.864,00 5.863 800 45 1.685,00 18 286.960,00 12.343 696.558,00 12.802 1.840 95 Fonte: Dados obtidos no site do MDIC 71 Total US$ - Por Via de Transporte 29% 71% US$ FOB via marítima US$ FOB via aérea Figura 11: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por via de transporte no período de jan/2007 à ago/2009 em US$ FOB Fonte: Dados obtidos na pesquisa Total em Peso Líquido - Por Via de Transporte 49% 51% Peso Líquido (Kg) via marítima Peso Líquido (Kg) via aérea Figura 12: Importações brasileiras de Blusa de Malha Retilínea de Lã de uso Feminino por via de transporte no período de jan/2007 à ago/2009 em peso líquido Fonte: Dados obtidos na pesquisa 72 As Figuras 11 e 12 demonstram no período de jan/2007 à ago/2009 que 71% das importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino vêm via aérea no total US$ FOB e 51% no peso líquido, mostrando que são os produtos com maior valor agregado. Vindo em segundo lugar a via marítima que representa 29% no total US$ FOB e 49% no peso líquido, mostrando os produtos com menos valor agregado. E em seguida em a via rodoviária e via de transmissão, que representam menos de 1% na participação das importações deste produto. 4.1.10 Cotação do dólar no período de jan/2007 à ago/2009 Na tabela abaixo apresenta-se a cotação mensal do dólar nos período de jan/2007 a ago/2009, conforme dados do Banco Central (2009) com as médias anuais deste período. Estes dados foram utilizados para encontrar o valor unitário de exportação brasileira de malha retilínea de lã de uso feminino, considerando que os valores totais em FOB obtidos do site do MDIC, apresentam-se em dólar. Tabela 15: Cotação mensal do dólar no período de jan/2007 a ago/2009 Ano 2007 2008 2009 Janeiro 2,138 1,773 2,316 Fevereiro 2,095 1,727 2,378 Março 2,088 1,707 2,315 Abril 2,031 1,688 2,178 Maio 1,981 1,660 1,973 Junho 1,931 1,618 1,951 Julho 1,882 1,591 1,872 Agosto 1,965 1,612 1,886 Setembro 1,899 1,799 Outubro 1,800 2,172 Novembro 1,769 2,265 Dezembro 1,785 2,394 Média Anual 1,95 1,83 2,11 Fonte: Banco Central Conforme pode-se verificar na tabela 15, a média anual da cotação do dólar no ano de 2007 foi de R$ 1,95. Em 2008, a média anual apresentou uma redução de R$ 0,11, resultando em um valor de R$ 1,83. Já no ano de 2009 a média anual até o mês de agosto é de R$ 2,11, observa-se um aumento de R$ 0,27 73 comparado com 2008. 4.1.11 Custo unitário de fabricação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino – Empresa Produtora de Blusa Malha Retilínea Tricot da Região da AMREC Segue abaixo a tabela que apresenta o custo total unitário da produção de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino – blusa de lã linha moda feminina adulto – de uma empresa da região da AMREC: Tabela 16: Custo unitário de produção de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino e preço de venda – blusa de lã linha moda feminina adulto – agosto de 2009 Custo Total do Produto - pç Descrição R$ Custo Fixo (Energia, mão de obra, água, despesas administrativas, embalagem, 7,23 etc) Custo Variável (fio de lã, aviamentos) 16,00 Custo Total - unitário 23,23 Lucro mercado interno 30% sobre o custo total unitário Preço de Venda mercado interno - pç 30,20 Fonte: Dados obtidos na empresa produtora de malha retilínea tricot pela acadêmica pesquisadora A tabela 16 descreve o que compõem o custo total de produção de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino. No qual a blusa de lã é confeccionada individualmente, através de teares, seu custo variável é composto pelo fio de lã e aviamentos. Somando com seu custo fixo obtem-se então o custo total unitário de produção. Somando o custo total de produção unitário mais a margem de lucro aplicada pela empresa, assim obtem-se também o preço de venda que a empresa pratica no mercado interno. 74 4.1.12 Preço de Vendas para Exportar de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile – agosto de 2009 Baseado no simulador do Aprendendo a Exportar (2009), segue abaixo a tabela que apresenta o custo unitário de exportação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino – blusa de lã linha moda feminina adulto – de uma empresa da região da AMREC: Tabela 17: Preço de venda para exporta de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para 1mil peças para o Chile – agosto de 2009 preço de Mercado Interno sem IPI: R$ 30,20 Componentes do preço no Mercado Interno ICMS: 17,00 % R$ 5,10 COFINS: 3,00 % R$ 0,90 PIS: 0,65 % R$ 0,19 Outros Tributos: 0,00 % R$ 0,00 30,00 % R$ 9,06 Lucro de mercado Interno: Embalagem de Mercado Interno: R$ 0,10 R$ 0,10 Comissão de vendedor no mercado interno: R$ 0,00 R$ 0,00 Despesas de propaganda no mercado interno: R$ 0,01 R$ 0,01 Despesas de distribuição de mercado interno: R$ 0,30 R$ 0,30 Outras despesas que não incidirão no mercado externo: R$ 0,00 R$ 0,00 SUBTOTAL - Componentes do Preço de Mercado Interno: R$ 14,54 Componentes do preço na Exportação Embalagens: R$ 0,50 R$ 0,50 Carregamento: R$ 0,00 R$ 0,00 Transporte Interno: R$ 0,90 R$ 0,90 Desembaraço aduaneiro na exportação: R$ 0,08 R$ 0,08 75 Despesas portuárias: R$ 0,00 R$ 0,00 Despesas aeroportuárias: R$ 0,00 R$ 0,00 Aluguel do container: R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 11,00 R$ 11,00 Carga, descarga e estadia do container: R$ 0,00 R$ 0,00 Capatazia e taxas portuárias: R$ 0,49 R$ 0,49 Outras despesas: R$ 0,15 R$ 0,15 Transporte e seguro do container até o costado do navio: SUBTOTAL - Componentes do Preço na Exportação: R$ 13,61 CUSTO TOTAL: R$ 28,15 Lucro desejado na exportação: 35,00 % Preço FOB em moeda nacional: Taxa Cambial: R$ 15,14 R$ 43,30 R$ 2,11 preço FOB em dólares: US$ 20,61 Fonte: Dados obtidos no site do Aprendendo a Exportar e na empresa produtora De acordo com o simulador de preço de exportação do Aprendendo a Exportar (2009), a partir do preço de mercado interno sem IPI os componentes que devem ser diminuído desse preço, são os impostos ICMS 17%, COFINS 3%, PIS 0,65%, e outras despesas no uso da comercialização do produto no mercado interno. Assim, é possível incluir o custo das despesas para a exportação deste produto, embalagem, transporte interno, desembaraço aduaneiro na exportação, despesas portuárias, transporte e seguro do container até o costado do navio, carga, descarga e estadia do container, capatazia e taxas portuárias. Incluindo o lucro estimado para exportação, e convertendo de reais para dóllar na taxa média de 2009 R$2,11, chegamos ao preço de venda de exportação que é US$ 20,61 por unidade. 76 4.2 ANÁLISE GERAL DOS RESULTADOS Conforme os dados encontrados na pesquisa, observa-se que no ano de 2007 para o ano de 2008, ocorreu um aumento expressivo nas exportações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino, porém do ano de 2008 para o ano de 2009, considerando a média mensal, ocorreu um declínio significativo deste produto, mostrando assim, que o mercado brasileiro deste produto não é constante, tendo variação expressiva entre um ano e outro. Considerando que o peso da blusa de malha retilínea de lã para uso feminino é 500 gramas, percebe-se então que no ano de 2007 o produto unitário foi exportado em média a US$ 63,96 FOB, em 2008 foi a US$ 34,26 FOB e em 2009 foi a US$ 19,25 FOB. Levando-se em consideração os países com maior expressão em valor total US$ FOB e em peso líquido que importaram blusa de malha retilínea de lã de uso feminino do Brasil nos período de jan/2007 à ago/2009, o Chile ficou em 1º lugar. O país comprou cerca de 3,6 mil US$ de blusas de lã com um valor unitário de US$ 33,24 FOB em 2008 e em 2009 com valor unitário de US$ 17,33 FOB. Outro país que se destaca como parceiro comercial do Brasil nas exportações deste produto é o Uruguai com participação de 23% total US$ FOB e 25% total peso líquido. Os outros países demonstrados, sendo eles Uruguai, Alemanha, Paraguai, Itália, Reino Unido, França, Bolívia, Suíça e Líbia entre outros, tiveram uma participação menor ou igual a 6% do valor US$ FOB e 7% do peso líquido, representando pouca expressividade nas exportações brasileiras. Em relação às exportações para o Chile, o único estado brasileiro que possui registro de exportação é São Paulo no período de jan/ 2007 à ago/2009. Com relação ao local de embarque, a única via de transporte registrada é aérea. Com relação das importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino, foram analisados os dados referentes ao período de jan/2007 à ago/2009 com o objetivo de comparar os volumes e preço praticado de exportações e importações do produto, verificando, assim, as necessidades de cada mercado. Desta forma, percebe-se que o Chile não fornece esse produto para o mercado brasileiro. Porém, observa-se que o Brasil importa mais do que exporta, cerca de 82% a mais de valor total FOB e 88% peso líquido. a China é o maior exportador de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Brasil, representando cerca de 77 62% do total US$ FOB e 80% do peso líquido, com o valor unitário praticado em 2007 de US$ 16,68 FOB, 2008 de US$ 22,74 FOB e 2009 de US$ 9,23 FOB. Outro país que se destaca na exportação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Brasil é a Itália, representando cerca de 19 pontos percentuais do total US$ FOB e 2 pontos percentuais do peso líquido, mostrando assim, um produto com alto valor agregado. Com o valor unitário praticado em 2007 de US$ 119,11 FOB, 2008 de US$ 276,55 FOB e 2009 de US$ 300,54 FOB. Sendo que no balando geral, o Brasil exporta este produto com o valor total FOB médio a US$ 30,02 e importa no valor US$ 19,54 neste mesmo período. E 62% das importações brasileiras são provenientes da China no valor total FOB e 80% no peso líquido, mostrando que o Brasil se interessa muito pelos produtos com o custo mais barato que a China oferece. Considerando o custo de fabricação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino e aplicando as despesas de exportação mais o lucro desejado, o preço unitário que a empresa poderá praticar no mercado Chileno é US$ 20,61 FOB. 78 CONCLUSÃO O mercado internacional se desenvolveu com maior velocidade após o avanço dos meios de comunicação, com isso, as empresas em geral tiveram que se adequar a essa nova realidade, buscando melhorar seus produtos e principalmente sua estratégia para se manter competitivo no mercado. Para muitas empresas, se aventurar em outros países e em outras culturas, é função tática fundamental para sua sobrevivência, como um exemplo são as trading company. O comércio internacional, nada mais é que uma troca de mercadorias por divisas entre empresas de diferentes nacionalidades. Para isso, a empresa considera que nada mais é do que uma compra e venda internacional, iniciada pelo processo de negociação e terminando com a entrega do produto devidamente operacionalizado, conforme os aspectos legais que se pede em uma exportação e importação. O Chile vem se mostrando um importante parceiro comercial do Brasil nas importações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino, mesmo com a redução no volume e total US$ FOB, considerando média mensal, importado em 2009 comparando-se com 2008, é o país do mundo que mais compra este tipo de produto do Brasil, mesmo 2007 não apresentando nenhum registro de importação. Infelizmente, Santa Catarina não está relacionado como fornecedor deste produto, somente o estado de São Paulo registrou comércio com esse país. Porém outro mercado que se destaca é o Uruguai com participação de 23% no total US$ FOB e 25% no peso líquido nas importações de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino. Em relação às importações brasileiras de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino no período de jan/2007 à ago/2009 percebe-se que o Brasil importa mais do que exporta, cerca de 85% a mais no valor total FOB e 90% a mais no peso líquido, sendo que a grande maioria foi originário da China. Assim observa-se que a China é um concorrente muito competitivo, por seu poder de produção e seu preço de venda baixo, com o valor unitário praticado em 2007 de US$ 16,68 FOB, 2008 de US$ 22,74 FOB e 2009 de US$ 9,23 FOB. Observa-se também que não houve nenhum registro de importação para o Brasil do mercado chileno neste mesmo período. 79 Entretanto, o presente trabalho procurou analisar a viabilidade de exportação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino de uma empresa produtora da região da AMREC para o mercado chileno, através dos dados disponíveis no site do MDIC. Na pesquisa realizada, pôde-se verificar que o Chile é um associado do Mercosul, e, portanto a maioria dos produtos são comercializados com tarifa zero, com exceção dos produtos dos setores automotivo e açucareiro. O Chile é país aberto, não exigindo, assim, procedimentos extras para a importação de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino do Brasil. E por isso, para a exportação deste produto é necessário somente as documentações habitual de exportação, relatado na fundamentação teórica. Sendo assim, para o cálculo de exportação da unidade de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino de uma empresa produtora da região da AMREC, foi utilizado o simulador de preço de exportação do Aprendendo a Exportar (2009), a partir do preço de mercado interno sem IPI os componentes que devem ser diminuído desse preço, são os impostos ICMS 17%, COFINS 3%, PIS 0,65%, e outras despesas no uso da comercialização do produto no mercado interno. Assim, é possível incluir o custo das despesas para a exportação deste produto, embalagem, transporte interno, desembaraço aduaneiro na exportação, despesas portuárias, transporte e seguro do container até o costado do navio, carga, descarga e estadia do container, capatazia e taxas portuárias. Incluindo o lucro estimado para exportação, e convertendo de reais para dóllar na taxa média de 2009 R$2,11, chegamos no preço de venda de exportação que é US$ 20,61 por unidade. Conforme os dados encontrados na pesquisa, verificou-se que o Brasil exportou blusa de malha retilínea de lã de uso feminino para o Chile no valor unitário de US$ 33,24 FOB em 2008, e US$ 17,33 em 2009. Segundo dados obtidos do site do Banco Central, o valor do dólar médio anual no ano de 2008 em reais foi R$ 1,83, assim, o valor FOB unitário da blusa de malha retilínea de lã de uso feminino exportada para o Chile neste ano foi R$ 60,83 e em 2009 com o dólar custando R$ 2,11, o valor FOB unitário foi R$ 36,57. Considerando que a empresa produtora da região da AMREC exportaria, no ano de 2009, a blusa de malha retilínea de lã para uso feminino para o mercado chileno no valor de US$ 20,61 a unidade incluindo todo custo de exportação FOB, e 80 comparando com o preço de exportação do Brasil para o Chile no ano de 2009, deste mesmo produto, com o valor FOB de US$ 17,33 a unidade, observa-se que o preço de exportação da empresa está 18,92% maior que o exportado pelo restante do Brasil em 2009, torna-se inviável a exportação deste produto pela empresa em questão por não resultar em um valor de exportação competitivo com o mercado. Caso a empresa produtora da região da AMREC optasse por vender a unidade da blusa de malha retilínea de lã de uso feminino a R$ 40,15, valor equivalente às exportações do produto pelo Brasil no ano de 2009, ainda obteria um lucro de 30%. Porém, desta forma a empresa obteria o mesmo percentual de lucro que utiliza no mercado interno, com isso, seria viável a exportação deste produto para o mercado chileno. Apesar disso, verificou-se que o Chile apresenta uma grande comercialização de blusa de malha retilínea de lã de uso feminino junto ao Brasil, unicamente com o estado de São Paulo, ou seja, o mercado chileno é um grande importador deste produto do estado paulista. A viabilidade de exportação deste produto pela empresa produtora da região da AMREC é possível sim, se ela praticar o mesmo percentual de lucro que pratica no mercado interno. Finalizando, o presente estudo tornou-se importante para a acadêmica pesquisadora para agregar novos conhecimentos do mercado internacional, assim como para a empresa produtora da região da AMREC, contribuiu também para uma análise geral do mercado brasileiro de blusa de malha retilínea para uso feminino em relação ao mercado mundial e sobretudo alcançou o seu objetivo principal, que era o estudo da viabilidade de internacionalização da empresa em estudo com o mercado chileno. 81 REFERÊNCIAS APRENDENDO A EXPORTAR. Aprendendo a Exportar. Disponível em : <http://www.aprendendoaexportar.gov.br/calcados/como_siscomex_documentos.htm > Acesso em: 15 setembro 2009. BACEN: Banco Central do Brasil. Banco Central do Brasil. Disponível em: <http://www4.bcb.gov.br/pec/conversao/Resultado.asp?idpai=convmoeda&MoedaOri gem=790&DescMoedaOrigem=REAL/BRASIL&MoedaDestino=220&DescMoedaDes tino=DOLAR-DOSEUA&DataCotacaoEnvio=20090831&ValorEnvio=00000000000000100> Acesso em: 15 setembro 2009. 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