FILOSOFIA - III
O ATEÍSMO
O ATEÍSMO
O ateísmo é um fenômeno sumamente complexo;
O Concilio Vaticano II há tomado em consideração este fato
Não é fácil definir o conceito de ateísmo;
Significa desde um ponto de vista etimológico: a negação ou ausência
de Deus;
O ateísmo sempre está relacionado com a imagem concreta e histórica
de Deus;
O ateísmo é o oposto ao teísmo – concepção de Deus como ser infinito,
criador, providente;
É diferente do deísmo – postura que admite a existência de Deus, mas
nega a sua providencia, e não é o mesmo que panteísmo; e
Assim que, em sentido mais amplo, ateísmo abarca também em sua
postura, os temas do deísmo e do panteísmo.
O ATEÍSMO
Distinguem-se comumente três tipos
de ateísmo:
 histórico;
 prático; e
 teórico-prático.
O ATEISMO
 Expressões do Ateísmo
 Teórico
Pode ser considerado:
 Negativo si a existência de Deus é
simplesmente ignorada, ainda que se tenha
certa idéia dele;
 Positivo quando leva consigo um juízo que de
algum modo exclui a Sua existência.
 O ateísmo positivo pode ser assertivo ou
dogmático, ascético, agnóstico ou semântico.
O ATEISMO

Expressões do Ateísmo

Prático
 O ateísmo é prático quando não se baseia em um juízo
especulativo-prático, sobre a obrigação de não contar
com Deus na vida humana. Não é fácil explicar.
 O ateísmo prático consiste em dirigir positiva e
exclusivamente a própria atenção a um sistema de
valores no qual Deus esta ausente.
 Dita atitude não se identifica com a imoralidade, já que
existem crentes que vivem desonestamente, enquanto
que, ao contrário, existem ateus práticos que vivem de
maneira honesta.
O ATEISMO

Expressões do Ateísmo

Teórico prático

Baseia-se no juízo expeculativo-prático, sobre o dever de
excluir a Deus da atividade humana;
É evidente o nexo que esta forma de ateísmo tem tanto com o
deísmo, como com o ateísmo teorético positivo;
Esta forma de ateísmo especulativo-prático tende a relegar a
religião ao âmbito da existência individual, excluindo qualquer
influencia do religioso na vida pública, na legislação, e
particularmente, na educação;
É evidente que esta forma leiga do Estado, em matéria de
religião, é distinta, somente quer dizer que o Estado, evite
emitir juízo de valor em matéria religiosa;
Combate à intromissão do clero religioso na vida pública; e
Por outro lado, a outra cara da moeda, pode ser a forma de
governos teocráticos.





O ATEISMO
 Estrutura do Ateísmo
 O ateísmo contemporâneo apresenta
características particulares sobre as quais temos
que considerar;
1. O ateísmo como qualquer outro fato histórico,
deve-se de estudá-lo em relação como um
processo do pensamento filosófico;
2. Em um sentido antropocêntrico, acompanhado
de um sentido leigo, e progressivo das estruturas
sociais, e da secularização da cultura.
O ATEISMO
 Matrizes do Ateísmo.
1. Matriz cientifica – técnica
a) A primeira raiz, o causa do ateísmo atual a
encontramos no espírito cientifico, e técnico.
 Deveria estar claro, que ciência e tecnologia são
por si neutrais, em relação ao problema metafísico
e religioso.
 Entretanto, com freqüência tem-se a pretensão
que ambas resolvem todo o problema do ser
humano.
 Estas matrizes positivas da ciência e da técnica,
dão lugar a uma concepção do homem qualificada
como humanismo científico e técnico.
O ATEISMO
b) A segunda forma, de humanismo, é em
certo sentido, oposto a primeira raiz, à
ciência como contínua busca da verdade.
 A ciência jamais chega a conclusões
definitivas e irreformáveis, não pretende,
por tanto, que suas próprias teorias sejam
verdadeiras ou falsas, se não somente que
sejam simples, coerentes e fecundas.
 Esta é, em geral, a postura do neopositivismo. Na melhor das hipóteses, a
religião e a teologia ficam excluídas do
âmbito da ciência e da tecnologia.
O ATEISMO
2. Matriz da Liberação
Referimo-nos ao humanismo ateu:
 Propõe-se tal humanismo da liberação da humanidade,
de toda forma de alienação;
 A humanidade segundo esta doutrina, encontra-se em
sua maior parte em uma situação anormal de
escravidão e exploração;
 Qual é a influencia da religião neste processo?
 A religião é ao mesmo tempo efeito – em quanto é
protesta contra uma ordem injusta – e causa, em
quanto mistifica a protesta dirigindo-a a uma meta
irreal;
O ATEÍSMO
 Aqui encontramos as duas características
fundamentais do marxismo como humanismo
social, que vincula estreitamente à alienação as
estruturas religiosas, e como filosofia a práxis,
que não deseja ser tão só ser contemplativa; e
 O materialismo de Feuerbach também atuava por
este lado – compromisso prático, social, e político
transformação radical da situação atual.
O ATEISMO

Nietzsche
Sem dúvida, que estamos diante de um notável
filósofo que no intuito de superar-se a si mesmo
escreveu: “Eu sou o que tem que me superar a mim
mesmo, (...) por nós mesmos devemos uma e outra
vez superar-nos...”.
 Para Nietzsche a meta da auto-transcêndencia é
sempre o homem;
 Isto é, o homem superior que é capaz de superarse a si mesmo;
 E para se conseguir este tipo de homem, deve
eliminar a idéia da existência de Deus;
O ATEISMO
 Nietzsche.
 Por isto a mensagem de Zaratustra ao homem superior
é que Deus há morto;
 A morte de Deus proclamada por Nietzsche significa o
desmoronamento do mundo transcendente, e o inicio do
ateísmo, ou De uma transformação libertadora;
 É o homem buscando sua liberdade. “...Mais agora este
Deus há morrido! Vós homens superiores, este Deus
era vosso máximo perigo. Só desde que ele jaz no
túmulo, haveis ressuscitado. Somente agora chega o
grande meio dia, somente agora se converteram em
homens superiores;
O ATEÍSMO
(...) Haveis entendido esta palavra, irmãos
meus?
 Estais assustados: sentem o vértigo em
vossos corações?
 Vistes abrir aqui para vós o abismo? Os
ladra aqui o cachorro infernal? ¡Bem!
¡Adiante! ¡Vós homens superiores! Agora
é quando gira a montanha do futuro
humano. “Deus há morto, agora
queremos que viva o super-homem.
O ATEISMO
 Nietzsche
 A grande expectativa de Nietzsche é a esperança
no super-homem;
 Quando o homem não busca a Deus, quando
renuncia o seu trato com Deus;
 O homem terá forças suficientes para converter-se
no super-homem;
 Este poder criador do super-homem exclui
evidentemente qualquer referencia a Deus;
O ATEÍSMO
O super-homem é por tanto livre de
qualquer atadura legal, ele está mais além
do bem e do mal;
 O super-homem deve estar disposto a afrontar
grandes sofrimentos,
 E partir para a guerra, e não necessita de
justificação, já que ele mesmo justifica sua própria
ação,
 Não deve ter piedade com os fracos. O superhomem é um ser solitário.
O ATEÍSMO
Karl Marx.
 Marx monta sua filosofia em dois grandes filósofos
por um lado Georg W. F. Hegel de quem Marx herdou
o método dialético, e por outro lado a Ludwig
Fuerbach, de quem herdou o materialismo ateu.
 Ainda que devedores a ambos, Marx, os critica,
afirmando que os filósofos limitam-se a interpretar o
mundo, de distintas formas, entretanto, o que
realmente importa não é interpretá-lo, e sim
transformá-lo. O Marxismo é antes de tudo uma
filosofia revolucionária de transformação e crítica.
O ATEISMO

Karl Marx
 Quanto a Deus, e a religião, Marx
baseia-se em Fuerbach, e
 Afirma que não foi Deus quem
criou o homem, e sim o homem
quem criou a Deus;
 Deus é tão só uma projeção do
desejo de infinitude do homem;
O ATEÍSMO
A religião é por tanto um “ópio
do povo” é uma ilusão;
 A idéia de Deus como projeção das
qualidades humanas, Marx encontra o
seu fundamento, na filosofia de
Fuerbach, que produz o conceito de
alienação; A tese de Fuerbach marca
um momento decisivo no pensamento
de Marx;
O ATEISMO
O sentido de projeção.
 Que significa projeção em um sentido
técnico?
 Admito que Deus seja a projeção da
experiência do pai em nosso interior, é a
sua imagem;
 Mais porque esta imagem de Deus? Quem
é a tela sobre a qual se projeta esta
imagem?
O ATEÍSMO
Fuerbach tinha uma resposta a esta
pergunta. Diz que a experiência que tem o
homem de sua infinita vontade de viver, a
intensidade do amor (...) o permite contar
com uma tela sobre a qual projeta imagens
(...) neste ponto;
 Fuerbach fez algo que Marx reconheceu como a
crítica final e definitiva da religião;
 Não podemos entender a Marx, sem entender sua
relação com Fuerbach. (...) A religião é uma
projeção. É algo subjetivo que colocamos no céu
do absoluto.
O ATEISMO
Karl Marx.

Conceito de Alienação
 Marx leva o conceito de alienação mais além de Hegel e
Fuerbach;
 E aplica a ordem social política, e econômica e
religiosa;
 No sistema marxista a alienação torna-se um conceito
fundamental;
 E instrumento de crítica aos vários seguimentos, do
pensamento, e da sociedade;
 Na sua visão histórica, Marx identifica vários tipos de
alienação, que alcança ao homem em sociedade, isto é,
O ATEÍSMO
Alienação: filosófica, política, econômica, e
religiosa;
 Desde sua tese doutoral sobre Epicuro, Marx já se
rebelava contra a religião;
 Inspirado em Fuerbach, Marx critica severamente
a religião;
 Ele vê na religião, a forma de alienação, do
homem;
 Critica sobre tudo, o caráter de resignação, de
conformismo, que a religião cria no homem, com
uma doutrina de um futuro céu, esquecendo-se da
miséria, e da realidade presente do mundo, onde
o homem vive em sociedade.
O ATEISMO

O trabalho
 O trabalho voltará a ser uma fonte de felicidade para o
homem;
 A propriedade privada é a raiz de todos os maus, e
deve ser erradicada;
 O capitalismo será definitivamente vencido, e a vitória
dará origem ao novo homem da sociedade comunista;
 O Estado desaparecerá, e o homem experimentará a
volta a si mesmo;
O ATEÍSMO
Nesta nova sociedade, o homem se situará
em um plano superior de existência, de
pensamento, e de ação;
 A natureza humana será transformada, e o
homem vivera em perfeita harmonia com a
natureza;
 Somente o homem conhecerá a perfeita liberdade,
e terá condições para realizar plenamente sua
humanidade.
ESCOLA FRÁNKFURT
Introdução:
Escola de Fránkfurt e Teoria Crítica:
Estes dois conceitos é algo mais que a
Idéia de um paradigma das ciências
Sociais. São conceitos que estão
intimamente ligados aos nomes de
Adorno, Horkheimer, Marcuse e
Harbermas.
ESCOLA FRÁNKFURT
Também nos desperta associações com
o movimento estudantil, positivismo,
crítica da cultura, terceiro Reich, judeus,
República de Weimer, marxismo e
pisco analises. É mais que uma corrente
Teórica ou uma parte das ciências
sociais em Alemanha.
ESCOLA DE FRÁNKFURT
É necessário admitir que se trata
de um grato e bom objetivo. Os
Frankfurtianos, constituem-se em
uma nova forma de pensar em
Ocidente.
ESCOLA FRÁNKFURT
Esta nova forma de pensar recebe como
Herança os pensamentos ateu tanto de
Hegel como de Karl Marx.
A denominação ESCOLA DE FRÁNKFURT
É uma entiqueta posta desde fora na
década de 1960. Utilizada por Adorno.
ESCOLA FRÁNKFURT
La fama de Herbert Marcuse, ídolo
dos estudantes em rebelião em
Alemanha ao lado de Marx, Mao
Zettung y Ho Chi Minh, fez que a
Escola de Fránkfurt se converte-se
em um mito.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Respaldados por toda sorte de provas
cientificas, e em alguns casos com
diálogos fecundos com as ciências, as
artes, e o amor.
ESCOLA DE FRANKFURT
Os de Frankfurt unem todos os
elementos da tradição ocidental:
(1) a razão, (mais uma razão
integralmente humana, uma razão
que fundamenta suas raízes no
sentimento) e,
(2) no amor, se não for assim, a
tradição ocidental perde a razão de
sua existência.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Desde a piedade, e desde a dor,
desde a ânsia da vida feliz e desde
o sonho de emancipação, se põe a
caminho a autentica razão do
Ocidente. Por isto, o sonho da
emancipação, a razão autentica, julga
e condena a razão minguada que em
nossa sociedade prende o homem à
miséria.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Os Frakfurtianos almejam colocar
este idealismo na cabeça, mais
também realizá-lo na práxis diária do
viver em sociedade. Quatro nomes
representam esta Escola: Adorno,
Hokheimer, Marcuse e Habermas.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Em Frankfurt um grupo intelectual de
esquerda, desejoso de situar-se na
encruzilhada: entre os compromissos
político totais, que sacrifica a
independência, e a inteligência
socialmente desligada, que renuncia a
critica, por sua incapacidade de
autocrítica; vê na ilustração teórica
da ação, a missão própria da filosofia.
A ESCOLA DE FRANKFURT
1. AS ORIGENS DE UM GRUPO PECULIAR:
O período posterior à primeira guerra mundial
na
Alemanha, a revolução proletária não se há
produzido nos países industrializados, se não
na Rússia agrária.
A revolução alemã há fracassado em 1921:
Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo foram
assassinados. O socialismo alemão encontrase em uma difícil situação: O que fazer?
A ESCOLA DE FRANKFURT
Desde o ponto de vista político cabe
duas opções: alistar-se nas filas do
partido comunista de signo bolchevique
(KPD), ou bem nas filas do partido
socialista (SPD), afeto a evolução, mais
não a revolução. Este tipo de decisões
sempre resultaram complexa para os
intelectuais.
ESCOLA DE FRANKFURT
A oferta filosófica na Alemanha da década
dos anos vinte era generosa. Estava
presentes nela a fenomenologia, a filosofia
da vida, a antropologia filosófica, a filosofia
neokantiana dos valores, o positivismo e o
marxismo.
ESCOLA DE FRANKFURT
Os frankfurtianos entenderam que a
opção por um marxismo, por uma
teoria critica da economia política,
que antecipava a ação, representava
o melhor serviço que um intelectual
podia prestar.
A ESCOLA DE FRANKFURT
“A ação pela ação”, diria
Horkheimer “não é de nenhum
modo superior ao pensar pelo
pensar, si não que este mais bem
o supera” porque a falta de teoria
deixa o homem inerte ante a
violência.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Era, pois necessários revisar os
princípios teóricos do marxismo,
precisamente com vistas a sua
realização; mas uma tarefa tão
importante como esta exigia
independência com respeito às forças
sociais, inclusive as progressistas,
independência política, econômica e
financeira.
ESCOLA DE FRANKFURT
A independência com as forças
sociais e a ausência de
compromisso político conferirão aos
neo-marxistas de Frankfurt, um
selo único e inconfundível, e
descomprometido.
ESCOLA DE FRANKFURT
A independência acadêmica e
financeira veio assegurada pela
criação em Frankfurt do
INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO
SOCIAL. Criado no dia dois de
fevereiro de 1923. O Instituto
radicalmente traz uma critica
radical da sociedade Freudianomarxista, baixo a direção de
Horkheimer.
A ESCOLA DE FRANKFURT
A pré-história institucional do Instituto, que
constitui o embrião da Escola de Frankfurt, foi
verdadeiramente breve. Em 1922 Felix. J. Weil
organiza um discurso entre intelectuais baixo o
título: Primeira Semana de Trabalho
Marxista.
E mais tarde pensa em fundar um Instituto
para o Marxismo, que se converte
prudentemente no Instituto de Investigação
Social. Junto a Weill, figuram Friedrich Pollock
e Max Horkheimer como fundadores do
Instituto.
A ESCOLA DE FRANKFURT
O primeiro órgão divulgador das idéias do
grupo de Frankfurt foi à revista publicada em
1932 como o título de Revista de Investigação
Social. A revista continha seções dedicadas à
filosofia, sociologia geral, psicologia, historia,
movimentos sociais e política social etc.
Nela se fusiona a herança do idealismo alemão
com a tradição da teoria da sociedade de Marx
a Durkheim e Weber. Trata, pois, de
representar a unidade das ciências sociais, com
inspiração filosófica. Com isto se inicia a
historia contemporânea de um grupo peculiar.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Tentar uma relação de todos os
pensadores que colaboraram com o
Instituto de Investigação Social de
Frankfurt, ou que guardaram
relação com a Escola desde 1922
até 1985, é, sem dúvida uma
empreitada difícil.
A ESCOLA DE FRANKFURT
2. OS MEMBROS DA ESCOLA DE FRANKFURT:
Alguns membros que principiaram ali ficaram
no esquecimento, como seja o caso de Pollock,
Wittfogel, Sorge, Borkenau, Gomperz,
Grossman, inclusive os primeiros diretores do
Instituto, Gerlack e Grünberg; e outros menos
ligados a Escola que por motivos diversos
gozaram e gozam de muita fama, como é o
casso de Erich Fromm, Walter Benjamin o
Ernest Block que desfrutam de um discreto
prestigio.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Nos faz difícil destacar todos os pensadores
que passaram pela Escola de Frankfurt.De
alguma forma vemos a influencia do teólogo
Paul Tillich amigo de Horkheimer e Adorno.
A Tillich se deve a criação da primeira cátedra
de filosofia social em Alemanha, em 1929, para
que Horkheimer pudera ser catedrático e fazerse cargo deste modo da direção do Instituto.
A Tillich atribui-se a contribuição da evolução
do pensamento teológico com relação aos
intelectuais de Frankfurt.
A ESCOLA DE FRANKFURT
A Escola de Frankfurt propõe um projeto de
teoria crítica, referida a práxis, marcada no
contexto de um materialismo marxista,
entendido no sentido amplo. Na elaboração
desta teoria devem concorrer a filosofia, as
ciências sociais e as artes. Por tanto, interdisciplinarmente, ela está conectada a
reflexão especulativa, a práxis, ou a
experimentação. Teoria e práxis estão
refletidas neste ambicioso projeto da Escola
de Frankfurt.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Outro elemento de suma importância
relacionado à Escola de Frankfurt era
que os fundadores da Escola eram de
origem Judaica. Em efeito a maioria
dos fundadores da Escola, precedia
de família burguesas etnicamente de
origem judaica, o qual – como é
obvio - não se sentiam seguros em
uma Alemanha em que os Nazis
pronto tomariam o poder.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Os fundadores da Escola de Frankfurt
eram marxistas,isto é, intelectuais de
esquerda. Já se podia vislumbrar sem
temor de erro, que a sentença de
morte contra os membros da Escola,
estava já firmada de antemão. As
duas figuras principais Horkheimer e
Adorno trabalham em temas comuns,
embora, desde posições diferentes.
A ESCOLA DE FRANKFURT
O recém inaugurado Instituto
empreendeu na década dos anos
vinte a via do marxismo ortodoxo, em
virtude da filiação do seu diretor e de
alguns de seus componentes.
A ESCOLA DE FRANKFURT
O marxismo ortodoxo que deu
origens ao Instituto se havia
transformado em um marxismo
extinto dos postulados fundamentais
do materialismo histórico, ao
renunciar a confiança no potencial
revolucionário da classe obreira, e na
luta de classe.
A ESCOLA DE FRANKFURT
A 30 de janeiro de 1933 com a
tomada dos Nazis do poder, o
Instituto se vê obrigado a transferirse primeiro a Genebra (estabelecendo
filiais em Paris e Londres), mais tarde
aos Estados Unidos, concretamente a
Columbia University – 1934.
Se inicia com isto o período
americano, durante o qual o Instituto
pretende preservar a cultura alemã,
que desde sua perspectiva, não
encontra-se neste momento em
Alemanha, e começa a familiarizar-se
com os métodos empíricos das
ciências sociais.
A ESCOLA DE FRANKFURT
A escola de Frankfurt manteve
sempre relações com tendências de
todas as linhas de pensamentos;
desde as clássicas e polemicas como
o cientificismo, como as disputas com
o pragmatismo, o neo-positivismo e
até enfrentamentos com o marxismo.
Da mesma forma houve controvérsias
filosóficas bastante acentuadas.
A ESCOLA DE FRANKFURT
Marcuse se convertia no líder intelectual
de uma nova esquerda, fundamentalmente
representada pelos movimentos estudantis
dos anos sessenta. Horkheimer , Adorno
e Habermas tiveram suas diferenças com
a esquerda ativista. Habermas
protagonizou uma polemica com os
principais dirigentes da revolução estudantil
dos anos sessenta, ao longo do seu
transcurso cunhou a expressão que se fez
celebre, de fascismo de esquerdas para o
lema estudantil, nenhuma ilustração sem
ação.
Habermas protagonizou uma
polemica com os principais dirigentes
da revolução estudantil dos anos
sessenta, ao longo do seu transcurso
cunhou a expressão que se fez
celebre, de fascismo de esquerdas
para o lema estudantil, nenhuma
ilustração sem ação.
ESCOLA DE FRANKFURT
Resta por dizer para concluir esta
introdução, assinalar que já não
vivem mais nenhuns dos três
indiscutíveis membros da Escola de
Frankfurt. Adorno substitui a
Horkheimer na direção do Instituto
em 1959, e morreu em 1969.
Horkheimer faleceu em 1973, e
Marcuse em 1979.
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
“Uma ciência que se crendo
independente, vê a formação da
práxis, a que serve, e que se satisfaz
com a separação entre pensar e o
atuar, já há renunciado a
humanidade” (Horkheimer).
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
A palavra de Horkheimer expressa
sobriamente, e de forma clara, a
práxis, servidora da práxis; de uma
teoria que não renuncia a
humanidade, nem admite, por tanto,
a separação entre a ação e o
pensamento. A ação sobre a ação.
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
Certamente, não é novo na historia
este modelo de conceber a teoria.
Somente a partir dos anos sessenta a
opinião publica conheceu os de
Frankfurt com a denominação teoria
crítica.
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
A filosofia sempre se achou crítica, e
agora com maior profundidade, se
apóia no termo “crítica”
encabeçando explicitamente um bom
número de obras filosóficas de
relevância.
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
Assim que a princípios dos anos trinta
Horkheimer busca com afinco “a
teoria”. Adorno colabora com ele,
mas não chegou mais além dos
“fragmentos filosóficos”. Já
Marcuse depois da segunda Guerra
Mundial é um convicto da teoria – na
tradição da crítica de Marx ao caráter
fetichista de uma reprodução
capitalista da sociedade.
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
Posteriormente vão surgir pensadores
como: Habermas, Martin Heidegger,
Walter Benjamim etc. Comprometidos
de alguma forma com o pensamento
dos frankfurtianos.
TEORIA TRADICIONAL E TEORIA
CRITICA
As obras que marcam este giro de
interpretação filosófica da práxis escritas por
membros do Instituto de Sociologia de
Frankfurt:
1) Teoria tradicional y teoria crítica
(Horkheimer, 1937),
2) A Teoria crítica ontem e hoje (Horkheimer
1970),
3) Filosofia e teoria crítica (Marcuse, 1937),
4) Para Uma Teoria Crítica da Sociedade
(Marcuse 1969),
5) Teoria da Ação Comunicativa (Harbermas,
1981).
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA.
O célebre trabalho de Horkheimer
“Teoria Tradicional y Teoria
Crítica”, descreve o conceito de
teoria surgida na filosofia moderna,
como uma acumulação de saber,
disposto de tal modo que possa
utilizar-se para investigar, ou
pesquisar, os fatos de modo mais
completo possível.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA.
O investigador, ou pesquisador, se vê
obrigado a configurar o material
cientifico como uma estrutura
hierárquica de hipóteses capaz de dar
conta dos novos fatos que se
apresentam.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
esta tarefa representa um momento mais
no desenvolvimento da infra-estrutura
social, porque a transformação e aplicação
de teorias, esta ligada em boa medida a
processos sociais reais. A introdução de
novas definições não só se deve a coerência
lógica de um sistema, si não também as
metas da investigação, fixadas desde fora
dela mesma.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
Por outra parte, tão pouco, é somente o
cientifico que comprova a relação entre as
hipóteses e os fatos, porque é na indústria
onde se verifica tal conexão. Por tanto,
crer que a tarefa cientifica é uma atividade
independente da auto-conservação, e
reprodução da sociedade, crer que pode
subtrair-se a historia e que brota
unicamente do conhecimento é em boa
medida pura ideologia.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
Isto é precisamente o que ocorre a
juízo de Horkheimer, os conceitos
tradicionais de teoria, que ignora suas
raízes sócio-históricas, e não
reconhece como uma atividade
produtiva, junto a outras, nascida da
divisão do trabalho, em um modo de
produção determinado.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
Os sujeitos da ciência burguesa,
persuadidos de sua independência
com respeito ao processo de
produção, separam a razão de tal
processo e a hipostasiam nas ciências
físicas-matemáticas da natureza.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
Este é o tipo de ciência lógica por
excelência, que serve de paradigma
também para as ciências sociais. A
razão que neste tipo de teoria reside,
é para o cientifico burguês, a razão
humana, em cujas mãos devemos
encomendar a historia.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
A Escola de Frankfurt não negará que
a historia deva confiar-se a razão.
Herdeira da tradição grega e do
idealismo ilustrado. A Escola de
Frankfurt advogará por uma
sociedade fundada na razão, mais
não na razão hipostasiada nas
ciências naturais, se não na
racionalidade difusa que late nas
entranhas mesma da sociedade.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
Por isto é preciso repudiar a razão
identificadora, que confunde a verdade com
a adequação do conceito da coisa, quando
o objeto é sempre mais que conceito, é
preciso sentar as bases socioeconômicas de
uma sociedade na que confluem Logos e
Eros, é preciso recuperar a racionalidade do
mundo da vida, desconectada na
modernidade: da arte, da moral, e da
ciência.
AS RAÍZES SOCIAIS DA TEORIA
MODERNA
A teoria crítica se propõe, pois,
construir um saber acerca da
sociedade que trate de sacar à luz
a racionalidade dos processos
sociais, desmascarando do
irracional existem neles.
DA CRITICA IDEALISTA DA RAZÃO
PURA A DIALÉTICA NEGATIVA:
Mudar a teoria tradicional do conhecimento de
corte fundamentalmente kantiano, é um dos objetivos
da teoria crítica da sociedade desde suas origens até
os nossos dias.
 Recordemos que o idealismo kantiano toma boa nota
de que a coincidência reinante entre os juízos
humanos não pode explicar mediante faculdades
subjetivas, mais em lugar de atribuí-la a atividade
pensante conjunta, a atividade social histórica,
recorre a uma razão inter-sujetiva, hipostasiada,
quase que misteriosa .

DA CRITICA IDEALISTA DA RAZÃO
PURA A DIALÉTICA NEGATIVA:
O idealismo reflexa ideologicamente, a remoção do
mundo burguês: o individuo aparece como um ser
passivo desde o ponto de vista da sensibilidade, ativo
desde suas faculdades intelectuais, a sociedade, pelo
contrario, se revela como um sujeito ativo, mais cego,
porque sua atividade não resulta da atividade consciente
de indivíduos livres, se não de uma espécie de
misterioso destino sobre-humano.
A remoção sujeito-objeto, sua interpretação estática,
alheia a qualquer dinamismo histórico, é um dos maiores
erros do conhecimento kantiano. Assim que, o que
propõe a Escola de Frankfurt, é que o método
transcendental kantiano seja modificado por um método
filosófico que permita captar a historicidade, a dinâmica
do real.
DA CRITICA IDEALISTA DA RAZÃO
PURA A DIALÉTICA NEGATIVA:
A polemica entre o racionalismo crítico e a
teoria crítica vem sendo famosa desde que
começou a guerra ideológica em 1961
Popper – como representante da razão
analítica – e Adorno como representante da
razão dialética, por ocasião de um
congresso realizado em Tubinga pela
Sociedade Alemã de Sociologia. O tema do
Congresso era naquela ocasião a Lógica das
Ciências Sociais.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
Desde aquela época se pode dizer
que o enfrentamento permanece vivo,
e inclusive que se há condensado em
dois modos de entender a totalidade
do saber em duas formas de vida.
Convém precisar que se os dialéticos
Adorno e Habermas comandaram a
luta frente aos analíticos, Popper e
Albert, mantém vivo o fogo dos
analíticos.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
Vamos examinar um pouco esta polemica:
1) O verdadeiro problema consiste em determinar se é
possível aos homens assumir praticamente a marcha
da historia, de uma historia que até agora os homens
não fizeram, e por isto podemos dizer marxianamente
que nos encontramos imersos no reino da
necessidade. A filosofia dirá Horkheimer já em 1940,
insiste em que as ações e fins do homem não têm que
ser o produto de uma necessidade cega, a
preocupação constante dos frankfurtianos será
precisamente, fazer possível que os homens tomem
as rendas da historia. Este é o interesse que guia as
investigações sociológicas, que quer compreender o
sentido dos fatos sociais.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
A filosofia dirá Horkheimer já em 1940,
insiste em que as ações e fins do homem
não têm que ser o produto de uma
necessidade cega, a preocupação constante
dos frankfurtianos será precisamente, fazer
possível que os homens tomem as rendas
da historia. Este é o interesse que guia as
investigações sociológicas, que quer
compreender o sentido dos fatos sociais.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
2) Nesta ordem de coisas, o ponto de
partida da investigação social não
pode ser os atos objetivados, ainda
quando estiverem formalmente
conectados em um sistema. O ponto
de partida é a experiência mais não
a experiência positivista, se não a
experiência da sociedade como
totalidade.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
3) A totalidade social não se
interpreta organicamente, não possui
vida própria aparte de seus membros,
é impossível entender cada um dos
elementos se não é em sua relação
ao todo. Sistema e particularidade
só resultam cognoscível em sua
reciprocidade.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
4) Desde um ponto de vista histórico,
a teoria dialética da sociedade afirma
que os fenômenos particulares
dependem da totalidade. Sua analises
aponta a leis objetivas do movimento
histórico, que não fazem abstração
das situações concretas nem se
impõem necessariamente, se não
tendencialmente.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
Tais leis se propõem expressar
o sentido objetivo de uma
trama histórica, por quanto o
sentido é constitutiva a
tendência histórica. A través
delas, a partir do que, todavia
no é – o possível – se faz
patente na sociedade.
TEORIA CRÍTICA COMO
HERMENÊUTICA DIALÉTICA
5) A teoria critica não entende sua
relação com a práxis como se suas
investigações tivessem que se colocar
a serviço da técnica.
6) Isto exige atender a uma nova
totalidade; a totalidade de ser e o
dever de ser, de atos e valorações.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
1. Max Horkheimer (1895 – 1973): Já
dizemos que Max Horkheimer foi o
fundador da teoria crítica e diretora do
Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt.
Desde 1932 até 1941, publicou o órgão de
pesquisa inter-displinária, utilizando a
economia, a sócio-psicologia e a estética.
Que de alguma forma constituiu a infraestrutura da Escola de Frankfurt.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Em 1931 Horkheimer apresenta o
programa para corrigir as deficiências
das correntes filosóficas idealista:
temos que superar esta deficiência
mediante uma interpretação dialética
contínua entre a teoria filosófica e a
prática cientifica especializada.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
A teoria crítica de Horkheimer procura
promover a superação entre teoria e
prática, e se compreende como uma crítica
radical do que existe, para chegar a
libertação do ser humano de todas as
condições opressivas. As obras mais
destacadas de Horkheimer apareceram
durante este período: “Autoridade e
Família” (1936). “Dialética da
Ilustração” (1944). “Eclipse da Razão”
(1947). “Teoria e Crítica” (1968).
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
2. Teodoro Wisengrud Adorno (1903 –
1969): Foi junto a Horkheimer un dos
principais expoentes da teoria crítica da
sociedade da Escola de Frankfurt. O perfil
intelectual deste autor resultaria, até certo
ponto, incompreensível, si não tivéssemos
em conta a experiência que teve na
vanguarda musical da cidade de Viena.
Suas primeiras obras foram principalmente
no campo da estética e da crítica musical
de Viena.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Obras: “Filosofia da nova música”
(1949). “Wagner” (1952).
“Mahler” (1960). Segundo Adorno,
existe uma força produtiva musical,
as quais constituem o material com o
que trabalha o compositor as que
determina sua posição progressista
ou conservadora.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Na obra escrita em colaboração com
Horkheimer, “A Dialética da Ilustração”
(1947), afirma que a razão esta
estritamente vinculada ao domínio, sua
função liberadora encontra-se asfixiada
pelo totalitarismo que se manifesta nas
sociedades burguesas de forma direta com
o fascismo, o indiretamente através de uma
implacável integração.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Posteriormente, aborda o mesmo
tema desde outra perspectiva na obra
“A Personalidade Autoritária”
(1950), obra de caráter coletivo
dirigida por Adorno, na que se impõe
a tarefa de determinar as inclinações
individuais ao racismo e ao
autoritarismo que estão encobertos
na sociedade norte-americana.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
3. Herbert Marcuse (1898-1980): Se
graduou junto com Heidegger, e a
partir da metade da década dos vinte
ingressou no Instituto de Investigação
Social de Frankfurt. Às vezes realiza
uma síntese existencialista-marxista
em sua filosofia. Foi um dos primeiros
membros da Escola de Frankfurt.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Marcuse teve que emigrar aos
EE.UU. em 1934, ali permaneceu
o resto da sua vida ensinando em
instituições acadêmicas, ganhou
fama nos anos sessenta por ser o
inspirador e teorizador dos
movimentos radicais da nova
esquerda.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
A mentalidade cientifica-tecnológica
há produzido o que Marcuse chama “o
homem unidimensional”, a pessoa
preocupada pelos atos e o domínio
onde se perdeu a dimensão mais
profunda do ser pessoal. As
comodidades e conveniências da
sociedade tecnológica deixam o
homem unidimensional satisfeito
onde está.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
A sociedade tecnológica é um sistema de
opressão. O caráter profundamente
pessimista de Marcuse aflora em sua obra
“O homem unidimensional” (1964). Obra
que constitui em uma feroz critica a
sociedade industrial contemporânea, onde
a individualidade da pessoa se vê tolhida
pela instrumentalização e pela repressão
da organização social tolerante, só em
aparência.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
A esperança da liberação deve
depositar-se nas capas sociais
marginalizadas, que são as
únicas que percebem a carga e
o caráter insustentável desta
ordem, já que a classe obreira
esta integrada completamente
no sistema.
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Marcuse anima a seus leitores a
transcender o sistema, e reafirmar a
racionalidade e a liberdade. Advoga
por um novo tipo de homem, um tipo
de ser humano diferente, com novas
necessidades, capaz de encontrar um
estilo de vida qualitativamente
diferente e de construir um ambiente
diferente. Como pode chegar a
realizar-se este novo tipo de homem?
OS TRÊS GRANDES NOMES DA
ESCUELA DE FRANKFURT
Tal como a historia há demonstrado
repetidamente, uma revolução política no o
levaria a efeito. Marcuse acreditava que
uma sociedade tecnocrática é igualmente
falsa, tando em sua forma capitalista como
na socialista. Sugeriu que a arte podia ter
o poder para efetuar a transformação há
uma nova humanidade, mais não deu
nenhum tipo de razão suficientemente
convincente para tal tipo de esperança.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas.
O termo pós-existencialismo se
refere a aquelas filosofias que não só
emergem depois do existencialismo,
se não que continua com algumas de
suas características. Os expoentes
mais importantes, são Heidegger e
Sartre, que estavam extremamente
ligados a um período particular da
historia européia.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Por outro lado a própria escola de
Frankufurt, vai jogar um papel
importante na transição do
pensamento filosófico europeu,
buscando uma praxiologia mais
acentuada e apoiada nas idéias
práticas de Marx, abandonando de
alguma forma o poder frio das idéias.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Os pensamentos sobre a
liberdade, a transcendência, e
a criatividade seguem vigentes,
mais as questões de linguagem
e da interpretação vai
demandar uma maior atenção.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Assim que a historicidade vinculada a
linguagem, e os textos, estão no
centro da noção da interpretação
dada por Heidegger, para quem o ser
humano “está lançado” ao mundo,
no sentido de que a sua existência é
inerente a uma certa précompreensão do mundo que está
encarnado na linguagem que cada um
pode dispor.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
A interpretação é a “articulação do
compreendido” que nos constitui
como existentes, ao tempo que,
reitera Heidegger “uma interpretação
jamais é uma apreensão de algo dado
e levado a cabo sem suposto” (O ser
e o Tempo). Esta generalização da
interpretação que se converte na
dimensão constitutiva de toda a
existência.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Diversa elaboração contemporânea do
fenômeno interpretativo há acentuado
outros aspectos. Exemplos:
1. Ricoeur há assinalado o conceito de
interpretação, como revelação dos sentidos
ocultos, em quanto, se restringe a
hermenêutica como a interpretação
reservada a compreensão dos símbolos,
vinculando-a a obra de Freud.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Paul Ricoeur, filósofo protestante francês
que pode ser enquadrado dentro da ampla
tradição fenomenológica existencialista,
ainda que em realidade é um pensador ao
que se pode considerar eclético, porque seu
pensamento se desenvolve em diferentes
direções e, também, bebe muito de
diversas fontes. Aborda temas
antropológicos, simbólicos e
hermenêuticos, e se acerca a sua maneira a
muitos dos problemas que Gadamer havia
pranteado.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
A principio de sua carreira filosófica,
Ricoeur se sentiu atraído a Husserl, cuja
obro (Idean) traduziu ao francês. De ai se
inclinou ao estudo da natureza humana. O
primeiro volume da trilogia “O Homem
Falível” que reflete de uma forma clara o
abandono do pessimismo e a ansiedade
propriamente existencialista, a favor de
uma visão mais de esperança . Critica o
dualismo e o niilismo virtual que caracteriza
a Sartre na obra o “Ser e a Nada”.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Foi a problemática do mal (Finitude e Culpa
– 1960) o que orientou o interesse de
Ricoeur pelo simbolismo e a hermenêutica.
O ensino Bíblico sobre o pecado reviste em
forma de mito e símbolo. O ser humano
não se compreende a si mesmo de maneira
direta, se ano reflexivamente, através de
símbolos que surgem de seus esforços por
existir interativamente com o mundo.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
A hermenêutica é importante se
pretendemos captar adequadamente
para a atualidade as intuições que
estão presentes no mito e no
símbolo. Reconhece na linguagem da
religião, do mito, e da poesia a
condição de possibilidades e o
significado ultimo do pensamento e
da vontade.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
religiosos: proféticos, descritivos,
sapiencial, e em forma de hinos.
Reconhece na linguagem da religião,
do mito, e da poesia a condição de
possibilidades e o significado ultimo
do pensamento e da vontade.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
2. Ch. S. Pierce, desde uma
perspectiva da teoria pragmática do
signo, faz coincidir o âmbito da
interpretação com os do efeito
veiculados pelos signos; estes efeitos
os interpretam em três gêneros
categoriais.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
(1) emotivos (reações sentimentais a um
signo);
(2) energéticos (os atos que o signo faz
acontecer);
(3) lógicos O interpretante lógico pode ser
identificado com um conceito na mente de
quem recebe o signo.
Mais o conceito é ao mesmo tempo um signo
que necessita de um interpretante ulterior.
Parece que Pierce mantém na interpretação
certo caráter de abertura e de processo
infinito.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
3. Hans Georg Gadamer, Filósofo
Alemão discípulo de Heiddegger, no
funeral de seu mestre pronunciou um
discurso intitulado: “Uma invocação
ao Deus desvanecido”. Neste
discurso, Gadamer afirmou que seu
velho mestre teve um grande
interesse pela religião, e
particularmente o cristianismo.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
O seu silencio e ambigüidade a
respeito do tema religioso, e de
sua convicção de filosofo ele
careceu de uma linguagem
apropriada para falar de Deus,
porque não se pode falar de
Deus como se fala de ciências
exatas.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Gadamer estava profundamente
preocupado pelos problemas da
linguagem, da verdade e da
interpretação. A obra principal de
Gadamer “Verdade e Método” mantêm
que a linguagem não é simplesmente
um instrumento humano, se não que é
constitutivo do mundo. A relação do ser
humano com o mundo é absoluta e
fundamentalmente lingüística por
natureza.
A Religião nas filosofias pósexistencialistas
Segundo Gadamer a obra de arte nos diz
mais sobre a realidade de algo que os feitos
expostos pela investigação empírica. A
obra de arte nos ensina mais porque nos
mostra a essência do sentido. Assim que
existe mais de uma via para o
conhecimento e para lograr a verdade. A
hermenêutica, o simbolismo, o uso da
imaginação e a linguagem, são fatores
necessários para observar a realidade e a
verdade.
DEFESA DA RAZÃO PRÁTICA
Jürgen Habermas (1929)
Habermas, filosofo sociólogo e um dos
principias representantes da tradição da escola
de Frankfurt. Pensador mais racionalista que
Bloch e Marcuse, e provavelmente, o filosofo
mais conhecido do presente século. Sua
atividade intelectual se há centrado
fundamentalmente na epistemologia, e
especialmente, na questão de como o
conhecimento está relacionado e afetado pelos
interesses do sujeito que conhece.
DEFESA DA RAZÃO PRÁTICA
Por “interesses” concebe Habermas
as orientações existencialistas básicas
que surgem da pessoa em sua
relação com o mundo e com outras
pessoas. O ato de conhecer não tem
lugar no vazio. não é um valor livre o
de interesses livre, se não está
condicionado.
DEFESA DA RAZÃO PRÁTICA
Em sua obra conhecida em alemão
com o título “Erkenntnis und
Interesse” começa com uma analise
de tentativa kantiana de encontrar
um fundamento transcendental para
o conhecimento. Contrasta
(desfavoravelmente para Kant) o
pressuposto Kantiano de que existam
categorias intemporais e inerentes a
mente.
DEFESA DA RAZÃO PRÁTICA
com o ponto de vista de Marx de que o
conhecimento está intimamente
relacionado com as atividades práticas
em condições históricas e sociais
variáveis.
Habermas tenta harmonizar o
conhecimento e interesse mediante um
processo de auto-reflexão baseado em
Freud.