XV GINCANA SOCIOCULTURAL, DESPORTIVA E AMBIENTAL 2013
“SUSTENTABILIDADE: UMA QUESTÃO MATEMÁTICA”
SITUAÇÃO-PROBLEMA ENSINO FUNDAMENTAL – FAIXA 2 - 9º ANO
MUDANÇAS CLIMATICAS E CIDADES
Como se sabe, possuir a casa própria é um sonho de grande parte da população de Brasília. Muitos não
possuem imóveis e, por isso, pagam mensalmente o aluguel, um valor significativo da renda familiar que
poderia ser revertido na educação dos filhos, saúde e bem-estar. Tal fato ocorreu com a família de Afonso
Pereira da Silva, administrador de uma pequena empresa, casado e pai de três filhos. Até o ano passado,
Afonso e sua família, como muitos, pagavam aluguel pela casa em que moravam até tomar conhecimento que
uma chácara na Vicente Pires iria ser loteada e
vendida. Ao saber disso, fez de tudo para conseguir
a quantia necessária para a compra de um desses
lotes, começou a economizar, usou o dinheiro que
aplicava na poupança e vendeu o carro. Conseguiu
comprar o lote e com muito custo começa a
construir sua casa. Ela ainda não está pronta, mas
falta muito pouco e a família já planeja mudar para
seu novo lar. No mês de março, alguns compradores
desses lotes recebem uma notificação da Terracap
informando que algumas das construções são
irregulares. A Terracap alega que elas não
obedeceram a uma distância mínima de nascentes
que existiam na região quando construíram as casas.
Segundo estudos, essas construções prejudicam
essas nascentes e por isso não podem continuar e devem ser demolidas. O terreno de Afonso se encontra nessa
situação, pois sua casa foi construída a 30 metros de uma das nascentes. A Terracap divulgou o prazo de 30
dias para desocuparem as casas ou retirarem o que podem antes da demolição. Afonso não sabe o que fazer,
pois tudo o que sua família possuía foi vendido para comprar o terreno e construir a casa.
Outro fator apresentado é o impacto nas mudanças climáticas, que ao longo dos anos a população sofrerá
com a devastação e urbanização em áreas de preservação.
SITUAÇÃO-PROBLEMA PROPOSTA:
Imaginem-se como autoridades representando o governo do Distrito Federal, sua turma foi
indicada para mediar o impasse apresentado. A solicitação feita pelo governador foi a seguinte:
1. Trace um plano para garantir que as famílias que construíram casas em lotes irregulares
entendam e aceitem que precisam deixar suas casas para não prejudicarem o meio
ambiente, considerando os impactos ambientais na fauna e flora.
2. Proponha ações para que as famílias não sejam prejudicadas, a partir da implantação de
políticas publicas.
3. Apresentem uma proposta para evitar o impacto ambiental frente às mudanças climáticas em
função do desmatamento da região, convencendo as famílias da sua responsabilidade em relação
à contribuição para preservação do ambiente.
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Como autoridades responsáveis pela mediação, precisam se posicionar perante as famílias e
sociedade em geral, buscando estratégias adequadas para a solução do problema.
 Então, o que fazer para resolver o problema? Não basta decidir, mas de que forma fazer,
como argumentar perante as famílias e a sociedade em geral para defender sua ideia.
Está difícil resolver? Não se preocupem, pois a resolução depende do que conhecem a respeito do
assunto.
Para isso é que precisam ler os textos de embasamento anexados, além dos critérios para a
apresentação da solução definida.
Tudo o que decidirem fazer poderá ser contestado por outra equipe, adversária da sua.
Quase esquecemos! No dia da apresentação da solução da situação-problema precisaremos que
nos entreguem por escrito a proposta de solução da sua equipe em uma folha de papel A-4,
digitada em fonte CALIBRI, texto número 12 e títulos número 14, com identificação da equipe.
ESTE É UM DESAFIO PARA A TURMA TODA, NÃO APENAS PARA ALGUNS. PODEM PEDIR APOIO
AOS FAMILIARES E AMIGOS E APROVEITAR A OPORTUNIDADE DE CONHECER ASSUNTOS
IMPORTANTES, ALÉM DE APRIMORAR HABILIDADES ESSENCIAIS PARA A SUA VIDA, COMO A DE
ARGUMENTAR PARA DEFENDER SUAS OPINIÕES.
PODERÃO CONTAR TAMBÉM, COM O APOIO DOS PROFESSORES: ANA KAROLINE, FELIPE,
MORGANA E CLÁUDIO, RESPONSÁVEIS PELO TEMA, COM O CONSELHEIRO DA TURMA E COM
A BIBLIOTECÁRIA GISELLE.
SUCESSO!
COMISSÃO ORGANIZADORA
ANEXOS:
TEXTOS DE EMBASAMENTO
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TEXTOS DE EMBASAMENTO
Os textos 1, 2 e 3 foram retirados do Correio Braziliense
TEXTO DE EMBASAMENTO 1
“Vicente Pires tem uma população estimada em 24 mil pessoas, cerca de 5 mil famílias. A área situada
nos arredores de Taguatinga apresenta complexidades devido à densidade populacional e às invasões
consolidadas, com reflexos no meio-ambiente. O bairro nasceu como área rural e tem hoje a maioria de
suas chácaras dividida em frações menores, que deram origem aos condomínios irregulares.”
TEXTO DE EMBASAMENTO 2
“Proibidas novas ocupações – A SPU em paralelo aos esforços pela regularização de suas áreas no DF
está agindo com rigor na fiscalização para impedir o surgimento de novas ocupações e possíveis danos
ao meio ambiente. No caso de Vicente Pires, algumas áreas consideradas de risco para os propósitos do
desenvolvimento sustentado não deverão ser regularizadas, sendo estudada a hipótese de remoção de
moradores para locais adequados. De acordo com a secretária do Patrimônio da União, Alexandra
Reschke, o governo federal tem contribuído para que a população, de baixa renda ou de classe média,
possa também ajudar no ordenamento urbano de Brasília. “Os próprios movimentos por moradia já
buscam outras formas de ocupação do solo, propõem o adensamento das cidades com a maturidade de
quem sabe que a política de distribuição de lotes indiscriminada não é solução”, disse Alexandra. A
secretária disse que todos os envolvidos são co-responsáveis pelo processo de regularização. O esforço
inclui, até mesmo, o Governo do Distrito Federal. Na regularização da ocupação de Vicente Pires, a
União procurou inicialmente o GDF na intenção de construir um Convênio de Cooperação Técnica.
Enquanto isso não acontece, a SPU decidiu firmar parceria com os moradores, através da Associação
dos Moradores de Vicente Pires (ARVIPS). A promotora disse ainda que a má fé acontece também
quando os moradores de ocupações irregulares danificam o meio ambiente, abrindo poços sem
autorizações ou poluindo nascentes com depósitos de lixo irregulares.”
TEXTO DE EMBASAMENTO 3
Condomínios irregulares devastam meio ambiente
Cecília Brandim e Laís Garcia (Correio Braziliense) 18/06/2006
09h35-Com a varredura que a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal
(Semarh) decidiu fazer nos processos dos condomínios irregulares, encalhados no arquivo do órgão há
vários anos, se descobrirá uma tragédia. Em duas décadas de expansão sem qualquer controle, os
loteamentos ao redor da capital planejada provocaram extensa devastação no cerrado. Os resultados
estão por toda parte, traduzidos em escassez de água, erosões e contaminação de lençóis freáticos.
Danos que podem ser revertidos com a retomada do controle do uso do solo. Mas a tarefa, que envolve
moradores e órgãos ambientais ligados aos governos local e federal, é lenta.
Apesar de ter começado a analisar caso a caso para encontrar saídas à situação dos loteamentos, o
GDF não pode descumprir a legislação ambiental. Em alguns casos, a correção pode exigir a derrubada
de casas, o fechamento de poços tubulares e a recuperação de matas destruídas. A principal
preocupação do hidrogeólogo José Eloi Guimarães Campos, professor do Instituto de Geociências da
Universidade de Brasília (UnB), é com os mananciais do DF. O problema está na ausência de pesquisas
amplas, que apontem a real capacidade de abastecimento da população com as águas extraídas dos
lençóis freáticos.
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No Setor Habitacional da Contagem (Sobradinho), por exemplo, universitários monitorados pelo
professor notaram o sumiço de nascentes. Próximo ao local há loteamentos de média e baixa renda,
chácaras e grande concentração de condomínios de média e alta renda, no chamado Grande Colorado.
Sem vazão
A região é uma das principais concentrações de residenciais no DF à espera da regularização. Todos
são abastecidos por um único lençol freático, atingido por poços tubulares profundos. “Há 10 anos, a
vazão era de 10 mil litros por hora. Hoje há locais onde não passa de 3 mil litros por hora”, detalha José
Eloi. A redução pode ter sido provocada não apenas pela retirada de água dos condôminos, mas
também pela dificuldade de reposição dos recursos hídricos. Com o solo asfaltado, há pouca recarga do
lençol, que se dá pela água da chuva.
Os córregos são os primeiros a sentir os efeitos da devastação. Um dos casos mais graves do DF ocorre
às margens do córrego Paranoazinho, em Sobradinho II (confira quadro). Ele corta o Setor Habitacional
da Contagem, cujos condomínios aparecem na lista dos casos já analisados pela Semarh.
Os representantes dos residenciais foram convocados para ir ao órgão saber o que devem fazer para
legalizar a parte ambiental da área. Uma erosão de 10m de profundidade e 30m de largura à beira do
córrego ameaça os moradores dos condomínios com casas próximas ao buraco: Beija Flor, Planalto,
Residencial Vivendas Alvorada e Vila Rica.
“Só este ano, a erosão avançou mais de um metro no meu terreno”, reclama Creuza Rosa Costa,
moradora do Vivendas Alvorada. Outras 50 propriedades estão na mesma situação. Segundo
moradores, um homem morreu no fim de 2005 depois de cair do barranco.
O síndico interino do Condomínio Vivendas Alvorada, Manoel Pinto de Barros, diz que tentou reverter a
situação, sem sucesso. “Chegamos a plantar árvores e arbustos para evitar que a terra cedesse mais,
além de tentar convencer os moradores a construir a pelo menos 15m do buraco.”
TEXTO DE EMBASAMENTO 4
Ler o texto disponível no site que traz reflexão sobre a devastação da cobertura vegetal nativa no bioma cerrado do Distrito
Federal caracterizando a extinção de espécies da flora.
http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/gestao_ambiental/article/view/1209/1003
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