ÁGUA E ENERGIA EM
AVICULTURA INDUSTRIAL
Eng. Agrônomo Emílio Mouchrek
Presidente do Conselho Técnico-Científico
Técnico
da AVIMIG
Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros
Agrônomos – SMEA

A produção de carne, leite, ovos, soja, milho, etc..., é,
no final das contas, água enriquecida de nutrientes.
Ex.: Coxa de frango crua sem pele – 76% de
umidade. Se estiver cozida – 67% de umidade.
Ovo cru – 75,5% de umidade.

A avicultura industrial é a atividade zootécnica com
a melhor condição hídrica do país (PALHARES,
2015). Razões:
 Histórico Produtivo
 Nível de Desenvolvimento Tecnológico
 Inserção dos produtos nos mercados
interno e externo
 Legislação Sanitária e Ambiental
• Manejo Hídrico – Uso cotidiano de
conhecimentos práticos e tecnologias que
garantem a oferta de água em quantidade e
qualidade necessárias.
Hidrometro – grande avanço
- Poucos fazem leitura
- Quase ninguém questiona a função do
equipamento
- Instalou apenas para satisfazer a
exigência oficial (PALHARES, 2015)
• Crise Hídrica x Avicultura Industrial x Reuso da Água
• Realidade Atual: 1) A crise veio, inclusive, para
restringir/aprimorar/racionalizar
o uso da água
2) Um dos instrumentos é a
Outorga (Lei nº 9433, de 08 de
janeiro de 1997)
“ O regime de Outorga de Direito de Uso de
Recursos Hídricos tem como objetivos assegurar o
controle qualitativo e quantitativo dos usos da água e o
efetivo exercício dos direitos de acesso à água”.
3) Monitorar o consumo diário – nos galpões de
produção, no abatedouro, etc – é parte do plano
de segurança hídrica. Aqui entra o hidrômetro e,
em Minas Gerais, o horímetro.
4) O monitoramento pode mostrar, dentre outros, a
existência de vazamentos, variações no
consumo de ração – a ave bebe o dobro do que
come – o que pode impactar diretamente o custo
de produção.
5) Ajuda, inclusive, a mensurar se a tecnologia
utilizada no reuso de água valeu a pena.
Água de Reuso
> Existem restrições legais, sanitárias e “químicas” que
contraindicam seu uso no processo produtivo. Em
síntese, o enfoque é QUALIDADE.
QUALIDADE
> Preparo/treinamento de mão-de-obra
mão
e dos
funcionários para consumo consciente de água e, se
for o caso, reuso da mesma.
Água de Reuso
> Reuso em atividades menos nobres, tais como,
lavagem de caminhões e de pátios, lavagens de
galpões de produção – seguida de rigorosa
desinfecção – descargas sanitárias em escritórios e
abatedouros, bem como no sistema de refrigeração da
empresa (FRONTEROTTA, 2015; MOUCHREK, 2015;
PALHARES, 2015).
Energia
Janeiro/2015 – Tarifas de energia elétrica podem
aumentar até 40%.
Consequências:
- Repassar os custos para a conta do consumidor;
- Tal medida aumenta os custos de produção e, no setor
agropecuário, afeta principalmente a Avicultura;
- Em curto prazo, a solução é diminuir o consumo em vez
de procurar melhoria na eficiência energética;
Energia
Pesquisa Eletrobrás/Procel – 2011
(Terras Altas da Mantiqueira, incluindo 7 (sete) granjas de
postura).
Objetivos:
> Inventário de equipamentos que precisam de energia
elétrica;
> Traçar perfil de consumo dos habitantes da região;
Resultados (Fontes de Gastos na Atividade)
1) Programa de Luz;
2) Acionamento de compressores da câmara fria de ovos;
3) Acionamento de equipamentos da unidade de fabricação/mistura
de ração;
4) Acionamento de bomba d'água.
* Análise: Gasto médio de 0,381 Kwh/dz, com o custo médio de R$
0,091/dúzia produzida, significando R$ 2,73/cx de 30 dz (valores
de 2011).
O maior desperdício está nas atividades de
aquecimento; ventilação; umidificação para controle
de temperatura ambiente e sistema de iluminação
(ABREU, 2015 – EMBRAPA Suínos e Aves).
Conclusão: O alto consumo de energia elétrica
promove impacto direto sobre a rentabilidade dos
empreendimentos. (SANTOS FILHO, 2015 –
EMBRAPA Suínos e Aves).
SOLUÇÕES DE CURTO PRAZO
Sugestão: Programas de luz mais eficientes ajudam a
reduzir os custos de produção e manter os altos índices
de produtividade.
Realidade: Lâmpadas incandescentes e fluorescentes –
intensidade de iluminação aliada à disposição das
lâmpadas acarretam stress,
stress alteram a produtividade das
aves alojadas nas gaiolas superiores, bem como ocorre
desperdício de energia elétrica devido a desuniformidade
da incidência de luz.
Ação: Utilizar lâmpadas LED – melhor distribuição de
luz nos vários níveis de gaiolas e redução do
consumo de energia elétrica.
LED – Diodo Emissor de Luz – material semicondutor.
Quando a corrente elétrica percorre o Diodo, ele
emite luz.
VANTAGENS (ALBINO, 2015)
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Consomem cerca de 80% menos do que as
incandescentes;
São 2 (duas) vezes mais eficientes do que as
fluorescentes;
Maior durabilidade.
DESVANTAGENS (ALBINO, 2015)
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Potência e emissão de luz reduzidas, equivalentes às
lâmpadas de 40 watts.
OUTRAS OPÇÕES PARA ECONOMIZAR
ENERGIA
1) Registrar e detalhar o consumo de energia – saber quanto cada
processo/atividade gasta (Ex.: Coleta e classificação de ovos,
fabricação/mistura de rações, etc...);
2) Analisar rigorosamente a recomendação de investir em softwares
que monitoram o consumo de energia, chegando a determinar o
consumo por galpão, por sistema, etc.;
3) Evitar emendas de fios, ligações e instalações precárias – que,
além de aumentar o consumo, podem causar acidentes;
OUTRAS OPÇÕES PARA ECONOMIZAR
ENERGIA
4) Manter os motores dos equipamentos limpos e sem poeira;
5) Adquirir equipamentos com dimensões precisas, o que
evita consumo excessivo de energia;
6) Investir em energia solar, por exemplo, para sistemas de
armazenamento e resfriamento.
Sugestões Finais (Eletrobrás/Procel, 2015)


Estimular os proprietários rurais a se familiarizarem
com o conceito de Eficiência Energética;
Políticas Públicas – incluir o desenvolvimento de
equipamentos elétricos apropriados ao meio rural, à
exemplo dos que já existem para uso residencial
MUITO OBRIGADO!
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