O O R E O L PETR BOLETIM DO SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - Outubro de 2009 - # 9 - www.sindipetrolp.org.br Sob pressão da greve, empresa convoca sindicatos para negociar ACT Movimento da FNP alcança primeira vitória O movimento petroleiro do Litoral Paulista provou sua força e coragem. Depois de dois dias intensos de greves e paralisações nas bases dos seis sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) - enfrentando o assédio das gerências da empresa e o mau tempo - pressionando com piquetes, paralisações e braços cruzados, os petroleiros arrancaram uma segunda rodada de negociação do Acordo. A reunião acontecerá na próxima terça-feira, no Rio de Janeiro. A expectativa dos sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros é de que a empresa apresente uma proposta melhor, tanto nas clásulas econômicas quanto nas sociais. A FNP continuará defendendo as 197 cláusulas apresentadas no dia 25 de agosto à empresa. Para a Petrobrás, os petroleiros deveriam aceitar os 4,36%, e “não se fala mais nisso”. Não mostrava a menor disposição para negociar novamente. Nosso movimento provou que somos capazes de avançar nas conquistas! Como foram os dois dias de greve Entre a ventania, a chuvarada e os pelegos de contingência - que a todo custo tentavam desmobilizar o movimento - consideramos que esta primeira etapa da greve foi vitoriosa. A adesão de 100% da operação da Refinaria, 100% do Terminal da Alemoa, 100% da operação em São Sebastião (além de mais de 70% de todo o administrativo das três bases) e os demais trabalhadores que entraram em greve, mesmo com um quadro nacional desfavorável (ou seja, a direção dos 12 sindicatos da FUP ignorando a luta do ACT), mostraram-se aguerridos, na medida em que disseram NÃO! à proposta da empresa através das paralisações. Veja abaixo como foi a greve no LP e no restante do país: Litoral Paulista: RPBC, greve em 100% da operação e 70% do administrativo Terminal Alemôa, greve de 100% dos trabalhadores da operação, administrativo e terceirizados Terminal de São Sebastião, greve em 100% da operação e 85% do administrativo Un-BS: diversos petroleiros aderiram ao movimento e entrarem em greve.peradores e Técnicos de Manutenção da futura Plataforma de Mexilhão não trabalharam no dia 15, em Santos, e no estaleiro Maua, em Niteroi, fizeram atraso de 2 horas. Petroleiros dos Edisa I e II também não compareceram ao trabalho para aderir ao movimento. Sergipe/Alagoas Sede da Petrobras/SE: adesão de 70% da categoria; Carmopolis/SE: a empresa tentou modificar o trajeto dos ônibus. O Sindicato conseguiu impedir, os trabalhadores foram caminhando até o portão principal do acampamento. Trabalhadores das empresas terceirizadas também paralisaram suas atividades, apesar do assédio aos trabalhadores da BSB. 70% de adesão a greve; FAFEN/SE: adesão de 100% no turno e 70% administrativo; Tecarmo/AL: adesão de 70% da categoria; Furado/AL: atraso de 1h Pilar/AL: atraso de 2h São José dos Campos Atraso de 1 hora no dia 15 e corte de rendição no dia 16 Rio de Janeiro Atos no EDISE e EDITA CENPES, Canabarro e Transpetro: atrasos de duas horas Terminal da Baía de Guanabara (TABG) 100% paralisado. Angra dos Reis: paralisação de 40% do adm Rio Grande do Sul Atraso de 1 hora; Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá Transpetro São Luis, greve de 90% da categoria Transpetro Pará, greve de 70% da categoria Administrativo Belém, greve de 70% da categoria Administrativo Manaus, greve 60% da categoria Urucu, greve. Isto não é o fim A luta ainda não terminou. O estado de greve continua mantido. Contudo, as paralisações estão suspensas, até que a empresa apresente uma nova contraproposta e os trabalhadores decidam sobre ela em assembleia. Ou seja, caso a proposta não atenda as reivindicações da categoria, voltamos a cruzar os braços! Curtas da greve Sobre a FUP A prática é o critério da verdade. Se alguém duvidava, os dois dias de greve provaram que a FUP “desencanou” por completo da campanha salarial. Nacionalmente, não se posicionaram sobre a greve, não votaram calendário de lutas, não marcou assembleias nos sindicatos e ignorou nossa proposta de mesa única de negociação e calendário de greve unificado.Para piorar, ainda tentou ventilar, em conjunto com a empresa, a boataria de que a greve era isolada e inútil. A resposta da empresa provou-nos justamente o contrário. De todo modo, reafirmamos que é fundamental a unidade tática no movimento do ACT. Caso não haja avanços nas negociações da próxima , somente uma greve nacional poderá mudar favoravelmente o cenário para nossas reivindicações. Refinaria: Petrobrás manda caminha para a pelegada EXPEDIENTE: Os petroleiros convocados pela empresa para compor Grupo de Contingência estão cansados. E por isso a Petrobrás enviou um caminhão-baú recheado de colchonetes para a pelegada dormir. Formado por supervisores, eventuais do supervisor (puxa-sacos) e eventuais dos eventuais dos supersivores (baba-ovo), o Grupo de Contingência recebeu horas-extra, mesmo dormindo, enquanto a categoria, mobilizada, estava na porta da Refinaria, reivindicando direitos que, quando conquistados, também serão estendidos aos pelegos dorminhocos. O sindicato recebeu emails da categoria, que está cansada desses pelegos. E ela está preparando uma caminha para eles também: a cama de gato. Tem traíra na água salgada: coordenadores da Alemoa entram de barquinho pelo píer para furar greve Erramos. Em nosso site, havíamos contado a história de dois “traíras” da Alemoa que furaram a greve. Não eram dois: eram três. E um deles é da FUP. Vamos à história: A Traíra, famoso peixe de água doce brasi- leiro, é conhecido por suas características carnívoras e sua predileção pelas sombras e escuridão. E também por “traíra” fazer referência, na gíria brasileira, ao indivíduo traidor, que age nas sombras, sorrateiramente delatando ou prejudicando seus colegas. Esse é o caso de dois coordenadores e um supervisor ligado à FUP do Terminal da Alemoa. Com vergonha dos companheiros de trabalho, os três furaram a greve de 100% dos funcionários da unidade, entrando de barquinho pelo estuário para trabalhar. Embora a traíra seja o peixe mais encontrado no Brasil, não é este o caso da categoria petroleira. A cada piquete, cada paralisação, mais e mais petroleiros aderem ao movimento grevista – sem entrar de barquinho pelos fundos. Polícia para quem? (2) Para reprimir os trabalhadores, de novo! Como na greve da REVAP, no dia 30 de outubro, e como em diversas manifestações da classe trabalhadora, a polícia continua sendo utilizada como instrumento de intimidação e repressão dos lutadores do povo. Foi o que aconteceu também nos dias de nossa greve. Confusão, tumulto, violência e intimidação foram as armas encontradas pela polícia presente no local - entre o contingente, até policiais da Ronda Escolar! - para tentar desmobilizar o movimento. Exemplo de luta Um recadinho para a pelegada (Pelego da Parada, Grupo de Contingência e FuraGreve) O histórico petroleiro Vicentão, hoje aposentado e militante do Movimento dos SemTerra, esteve presente na greve. Além de ajudar a organizar e a conduzir os piquetes, trouxe o know-how dos acampamentos camponeses para a montagem da barraca na porta da Refinaria. A categoria sabe quem são vocês! E vai colocar os nomes dos pelegos no “recorte-e-cole” que saiu no último jornal do sindicato. Daqui um tempo, ninguém vai querer nem de tomar cafezinho com fura-greve! E mais um recado para a pelegada da manutenção da RPBC: estamos de olho! O Petroleiro: Boletim Informativo do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista - Sindipetro LP Sede:Av.ConselheiroNébias,248,Santos-SP-Telefax(13)3221-2336- E-mail:[email protected] -Sub-sede:RuaAutaPinder,218,Centro,SãoSebastião-SP-Tel.:(12)3892-1484-E-mail:[email protected]. br -CoordenadorGeral:AdemirGomesParrela:(13)9601-9656-DiretordeComunicação:MarceloJuvenalVasco:(13)9601-9666-DiretorliberadodeSantos:JoséEduardoGalvão:(13)9601-9672 -DiretorliberadodeSãoSebastião:WilsonRobertoGomes:(13)7804-1391- EdiçãoeTextos:RuyMarques -EstagiáriosdeJornalismo:NatashaGuerrizeeJoséLuizRibeiro-Diagramação:CarolinaMesquita-E-mail:[email protected]